A decisão de ir para Colômbia veio logo depois do meu primeiro mochilão para Bolívia e Peru. Não fiz relato sobre ele, primeiro, porque acho que é o destino mais atualizado aqui no site, sempre tem alguém indo para lá, e segundo, porque esquecia e sempre deixava para depois e um ano se passou ...mas agora com alguns meses de atraso venho dar minha contribuição sobre a Colômbia da forma mais sucinta que eu consegui e com algumas fotos.
Amei a Colômbia! Viajei com meu namorado por 26 dias...eu pensei que eu fosse enjoar de ficar tanto tempo viajando (o primeiro mochilão foram 17 dias), mas nada...passou rápido demais e se eu pudesse teria acrescentado mais uns 15 dias à viagem.
Então vamos lá...fomos em fevereiro, na ressaca do carnaval (na ressaca literalmente), embarcamos dia 18, na quarta de cinzas, e voltamos dia 17 de março.
Compramos as passagens no início de janeiro, Rio-Bogotá / Cartagena-San Andrés / San Andrés-Rio por quase 1.900 reais...mas isso foi mole nosso (mais do meu namorado do que meu ), porque em novembro eu achei as mesmas passagens por quase 1000, mas aí a pessoa fala “está muito cedo”, “é melhor esperar mais” e bla bla bla, toma! 1000 contos a mais pelo bla bla bla...quando virem promoção comprem! Não deem mole!
Não reservamos nada no Brasil, pegamos indicações e um guia da Colômbia e fomos indo para os lugares e perguntando se tinha vaga...deu certo em praticamente toda a viagem.
Eu levei dólar e real. O dólar aqui estava 3,03 e a cotação do real para peso colombiano era 850 e do dólar entre 2.400 e 2.500 pesos colombianos pelo site do banco central. A diferença de dólar para real na hora de converter era de poucos centavos...mesmo assim levei os dois. Chegando lá, nenhuma cotação era igual ao que dizia o site do banco central. Achei cotações do dólar de 2.200 e o real NUNCA achei mais do que 750 pesos. Troquei dinheiro em Bogotá e Manizales. Em Manizales milagrosamente e com muito choro, consegui a cotação de 750 e troquei meu dinheiro todo. Essa cotação de 850 pesos colombianos é furadíssima. O Alex usou o cartão dele o tempo todo, sacando, mas ele é europeu e eu não sei quais as taxas que ele paga no banco dele, e além de tudo era euro né? Com certeza mais vantajoso do que o meu dim dim. Em Cartagena eu saquei dinheiro também e se eu fiz conta certa, saiu por 820 pesos colombianos cada real...no fim das contas, com o dólar alto para burro aqui, se vc não tiver alguns dólares com vc, o saque pode ser uma alternativa, pois pode ter uma cotação melhor do que em qualquer lugar da Colômbia. É botar lápis no papel, mão no bolso e na testa e avaliar.
A Colômbia não é barata como Bolívia e Peru, mas são preços pagáveis, a não ser em Cartagena que é surreal...é o Rio de Janeiro da Colômbia.
Dicas:
Se forem fazer Sul e Norte da Colômbia, comprem tudo de lembrancinhas e troquem dinheiro no Sul...o Norte é tenso.
Quase ninguém fala inglês na Colômbia. É mais fácil você tentar arranhar um portunhol do que falar inglês.
Não usamos as sandálias de mergulhos hora nenhuma durante toda a viagem, mas não vou dizer que não precisa, porque em San Andrés (que é onde todo mundo diz que tem que ter as sandálias) nós não pudemos aproveitar muito (explico depois). Então pode ser que seja necessário, porém nós entramos na água e não usamos.
Então vamos lá de novo.
Primeiro dia em Bogotá.
Chegamos a tarde e fomos para o hostel que tinha no guia do Alex, Hostel Cranck Crok, fica no bairro da Candelária. Achei simpático e legal, o melhor banheiro compartilhado de toda a Colômbia. 85.000 pessoas o quarto privado com banheiro compartilhado.
Deixamos as coisas e fomos ao Cerro Monserrate. É perto, fomos andando, e aproveitamos para eu trocar dinheiro e o Alexis sacar. Fizemos isso na Av. Jimenez.
De verdade dá para ir andando até o teleférico para subir o Monserrate, mas o carinha do hostel falou pra não subirmos sozinhos, o carinha da casa de cambio falou o mesmo e no fim o policial que paramos para pedir informações sobre que direção tomar repetiu a mesma ladainha e o medo bateu. Então andamos até o pé da subida para o teleférico e pegamos um ônibus para nos deixar lá. O ônibus dali era gratuito e ficamos 1 minuto dentro dele e descemos. Não sei que tipo de problemas poderíamos ter andando 15 minutos para cima, masssss
A entrada no Cerro Monserrate foi 17 pesos. Eram quase 17h e estava nublado, mas é bem bonito, tem uma visão linda da cidade. Com o tempo aberto o pôr do sol ali deve ser espetacular. Com tempo fechado já estava bonito.
Voltamos para o hostel no mesmo esquema, tinha uma van do próprio cerro que te deixava de graça mais abaixo. Descemos com eles e depois caminhamos até o nosso hotel.
A noite fomos jantar em um lugar maneiro, para alegrar o estomago que passou 4 dias a base de cerveja e pão durante o carnaval e depois só comida de avião. Fomos ao bairro Usaquien, que é meio zona sul de lá...pegamos um trânsito corno, mas o táxi lá é muito barato até com trânsito.
Comemos no restaurante Madero, muito gostoso, refeições e bebidas ficou em 85.000 pesos para os 2.
No segundo dia vimos que o hostel tinha um café da manhã por fora bem agradável: ovos, pão, suco, café ou chá por 9.000 pesos e panquecas e suco, café ou chá, ou, salada de frutas com granola e iogurte, suco, café ou chá a 10.000. Tomamos café lá todos os dias.
Fomos ao Museo del Oro nesse dia, 3.000 pesos a entrada, bem bonito e legal. Trabalho manual de uma paciência e excelência que eu duvido que alguém no séc. XXI é capaz de repetir.
Saímos e fomos andar pela cidade, paramos em um posto de informações turísticas e nos deram um guia da Colômbia super completo. Todos na Colômbia são extremamente atenciosos e fofos. Do policial ao vendedor de frutas de rua. Muito acolhedores.
Almoçamos/jantamos na plaza Bolívar, um prato que disseram ser tipicamente colombiano, se chama Aljico, bem gostoso. A comida para 2 com as bebidas foi 45,000 pesos. O cansaço do carnaval e da viagem não foram embora com a primeira noite de sono e fomos para casa ler um pouco sobre os lugares que queríamos ir e depois nocaute.
No terceiro dia fomos a Laguna Guatavita.
Fomos de transmilênio até a estação central Portal do Norte e de lá pegamos um micro-ônibus para a Guatavita. As pessoas no Transmilênio não foram tão simpáticas como vimos no primeiro e no segundo dia...é o BRT daqui...ou um metrô...empurra empurra e briga para sentar como se fosse o último assento da vida, mesmo cenário, sem tirar nem pôr. O transmilênio foi 1.800 e o ônibus para Guatavita 8.000. Mais de 2 horas para chegar até lá e as pessoas diziam que dava para fazer a Laguna e a Catedral de sal em Zipaquirá no mesmo dia...não dá.
Em Guatavita tem transporte para a entrada da Laguna a 30.000 pesos por pessoa e a entrada é 14.000.
É bem longe da cidade de Guatavita até a entrada da Laguna, são uns 20/30 minutos de carro.
Nesse dia percebemos que o nosso espanhol não valia nada. O motorista nos deixou na entrada do parque que levava a Laguna e disse que nos comunicou que nos esperaria na saída do parque do outro lado. Eu não ouvi ou não entendi isso e nem o Alex, mas ok, no fim conto essa história.
Subimos até a Laguna, super tranquilo, uns 20 minutos de caminhada e lá a vista é sensacional. O motorista nos deu 1:30 para voltarmos, então no tempo calculado voltamos para o mesmo lugar que ele nos deixou. Passaram-se 10 minutos e nada do homem, 20 minutos, 30 minutos, 1 hora, 1 hora e meia e o Alex começou a dar vislumbres de preocupação e eu já puta para caralho , pensando que voltar a pé seria no mínimo umas 2 horas caminhando. Chegou uma van com uns turistas gringos escrito Bogotá na lateral e fui trocar uma ideia com o motorista, expliquei nossa situação o que tinha acontecido e ele explicou que aquela era a entrada do parque, que a saída era do outro lado, que só voltava por ali quem tinha ido com carro próprio.
Se o nosso motorista nos explicou isso, nunca saberei (ele jura que sim, mas eu tb não confio no meu espanhol para garantir que não).
O cara foi muito simpático, disse que pelo tempo que estávamos esperando, nosso motorista devia ter percebido que algo tinha dado errado e deveria estar voltando para nos buscar ou então tinha ido embora mesmo...rsss...e nesse caso ele nos daria carona até Guatavita quando o grupo dele voltasse (não sei até hoje se seria de graça ou se ele cobraria, mas eu pagaria de boa). Porém, o homem profetizou e 10 minutos depois aparece nosso motorista em sua van caquética todo sorridente e dizendo: Vocês não entenderam minhas instruções. Definitivamente não.
Voltamos para cidade e de lá para Bogotá. A noite fomos a Zona Rosa, o Leblon de Bogotá, no famoso bar, restaurante e danceteria Andrés DC. É bem legal, são 3 andares imitando a divina comédia: inferno, purgatório e paraíso. Lá é salgado, a entrada foi 20.000, as comidas eram gostosas, mas naquelas porções gormetizadas para quem não tem fome e caras e as bebidas o mesmo. Mas o lugar era maneiro. Voltamos ligeiramente pobres e consideravelmente alcoolizados.
No quarto dia, fizemos o check-out e fomos para Zipaquirá, de lá pegaríamos um ônibus para Villa de Leyva.
O caminho é o mesmo que para Laguna, o transmilênio até a estação Portal do norte e de lá um ônibus para Zipaquirá. O preço do transmilênio foi o mesmo e 3.500 o ônibus para Zipaquirá.
A cidade é fofíssima. Você sai de Bogotá que é cidade grande vai para um cidade de interior, a sensação é uma delícia.
Fomos no posto de informações turísticas e lá nos disseram que tem um trenzinho que leva para catedral e trás de volta de hora em hora e a menina ainda disse que podíamos deixarmos nossas mochilas lá. O trenzinho foi 3.000 ida e volta e a entrada na catedral, 23.000.
A cidade é foférrima e o trenzinho mais fofo ainda. A Catedral já são outros quinhentos...eu particularmente não gostei. É uma indústria, absurdamente comercial, com milhões de pessoas, as visitas são feitas em grupos enormes, todos se esmagam para tirar fotos em todos, eu disse todos, sim, TODOS os monumentos, cruzes, santos, o que aparecer pela frente tem fila para tirar foto...se aquilo algum dia teve a intenção de ser uma coisa religiosa falhou miseravelmente.
Voltamos para cidade, almoçamos uma truta divina na sacada de um restaurante em frete a pracinha da cidade, 45.000 com bebidas e depois fomos pegar nossas mochilas e nos pôr a caminho de Villa de Leyva.
A menina do centro de informações nos disse que dali pegaríamos um ônibus para Tocucinga de lá um para Villa de Leyva.
O ônibus de Tocucinga nos deixou meio que na estrada, dizendo que aquilo era Tocucinga e que ali passava ônibus para Villa de Leyva. Perguntamos no comércio perto e ninguém sabia indicar...disseram para pegarmos um ônibus para Tunja e de Tunja para Villa de Leyva. Andamos para lá e para cá e não conseguimos nenhuma informação mais útil, até que apareceu uma van escrito Villa de Leyva e nós fomos. O ônibus para Tocucinga ou sabe-se lá onde estávamos foi 3.000 e a van para Villa de Leyva foi 20.000.
Foi uma viagem horrorosa, demorou a vida para chegar. Em Recife meus primos chamam esse tipo de condução de cata-corno, vai parando em todos os lugares e para qualquer um a todo minuto.
Chegamos em Vila de Leyva a noite, estava tendo um evento de astronomia na cidade. A Praça principal estava lotada e consequentemente todos os hostels também. Estávamos cansados, com fome e com mochila nas costas, rodamos alguns lugares e o único lugar que tinha vaga era um hotel a 120.000 o quarto para casal com banheiro privativo...decidimos ficar nele e trocar para algo mais barato no dia seguinte. Nos acomodamos, banho e saímos. Assistimos o lançamento de um mini foguete...deve ter subido uns 30 metros e depois espatifou-se, pq o paraquedas não abriu. Depois fomos comer, pizza e limonada, 19.000. Eu estava louca de dor de cabeça e meio resfriada e fui para casa e o Alex foi para um festinha de reggae que ia ter, mas depois ele me disse que miou e ele tb foi p casa, mas quando chegou eu já estava em outro plano, nem senti ele entrando na cama.
No quinto dia tomamos café no hotel, que foi show de bola e estava incluído, fizemos o check-out e fomos procurar um hostel. Achamos um bem simplório por 40.000 pesos para o casal, sem café e banheiro compartilhado. Só para dormir mesmo, estava bom.
Fizemos o passeio de cavalo, 60.000 para os 2. Não curti muito porque ultimamente fico pensando no sofrimento do bicho, na indústria que são esses passeios “ecológicos” e no incomodo mesmo de um pobre cavalo me carregar...para quê sabe? Mas fui e acho que não iria de novo...eu sei andar e ele não precisa me carregar. No passeio você vai em um platô onde vc vê a cidade. Bem bonito.
Villa de Leyva é a Paraty da Colômbia. Você chega na rodoviária e está em uma cidade normal, aí vc anda um pouquinho e parece que vc entra no centro histórico de Paraty, paralelepípedos, casas, tudo igual! Só falta o mar.
Na volta do passeio, almoçamos na praça, 27.000. Alugamos bicicletas, 6.000 por pessoa para ir até a Casa Terra Cota, a maior casa de barro do mundo (eles vendem o peixe dessa forma, não sei se é mesmo). O candango da loja nos ensinou como chegar, dizendo que tinham placas e que era muito fácil.
A estrada estava em obras, não tinha placa nenhuma, nos perdemos, fomos muito mais a frente do que deveríamos, no caminho vimos a vista das montanhas, muito bonito...mas subimos tanto e já começávamos a descer até eu começar a ficar preocupada em descer tudo aquilo e o caminho ser o errado (óbvio!) e ter que voltar tudo em tempo para devolver a bicicleta...e o Alex nada, vento na cara e nada mais importa, por ele ia até a Jamaica de bicicleta. Paramos para perguntar. Dito e feito. Lugar errado. Voltamos...a cada vez que parávamos para perguntar as pessoas diziam que era na próxima direita, sendo que simplesmente não tinha próxima direita. Quando já estávamos quase na cidade de novo, resolvi parar pela última vez para perguntar para um senhor onde ficava a Casa Terra Cota e ele apontou para um beco, sem nenhuma indicação atrás dele e disse: por essa rua aqui. Depois de muito tempo chegamos a bendita casa, suados, cansados e com o humor alterado...aí uma arara linda apareceu para gente e o humor melhorou.
Voltamos para entregar a bicicleta atrasados, mas o menino não falou nada e nem cobrou a mais...o Alex estava pronto para levar ele pela gola da camisa por todo o caminho errado que ele mandou a gente fazer se ele cobrasse algo a mais. Mas todos se salvaram, nós, o moleque, as bicicletas e a casa. Jantamos na praça de novo, 45.000 para dois com bebida...provei a Club Colombia roja e elegi a cerveja da viagem p mim. Dali para frente, só ela.
A decisão de ir para Colômbia veio logo depois do meu primeiro mochilão para Bolívia e Peru. Não fiz relato sobre ele, primeiro, porque acho que é o destino mais atualizado aqui no site, sempre tem alguém indo para lá, e segundo, porque esquecia e sempre deixava para depois e um ano se passou
...mas agora com alguns meses de atraso venho dar minha contribuição sobre a Colômbia da forma mais sucinta que eu consegui e com algumas fotos.
Amei a Colômbia! Viajei com meu namorado por 26 dias...eu pensei que eu fosse enjoar de ficar tanto tempo viajando (o primeiro mochilão foram 17 dias), mas nada...passou rápido demais e se eu pudesse teria acrescentado mais uns 15 dias à viagem.
Então vamos lá...fomos em fevereiro, na ressaca do carnaval (na ressaca literalmente), embarcamos dia 18, na quarta de cinzas, e voltamos dia 17 de março.
Compramos as passagens no início de janeiro, Rio-Bogotá / Cartagena-San Andrés / San Andrés-Rio por quase 1.900 reais...mas isso foi mole nosso (mais do meu namorado do que meu
), porque em novembro eu achei as mesmas passagens por quase 1000, mas aí a pessoa fala “está muito cedo”, “é melhor esperar mais” e bla bla bla, toma! 1000 contos a mais pelo bla bla bla...quando virem promoção comprem! Não deem mole!
Não reservamos nada no Brasil, pegamos indicações e um guia da Colômbia e fomos indo para os lugares e perguntando se tinha vaga...deu certo em praticamente toda a viagem.
Eu levei dólar e real. O dólar aqui estava 3,03 e a cotação do real para peso colombiano era 850 e do dólar entre 2.400 e 2.500 pesos colombianos pelo site do banco central. A diferença de dólar para real na hora de converter era de poucos centavos...mesmo assim levei os dois. Chegando lá, nenhuma cotação era igual ao que dizia o site do banco central. Achei cotações do dólar de 2.200 e o real NUNCA achei mais do que 750 pesos. Troquei dinheiro em Bogotá e Manizales. Em Manizales milagrosamente e com muito choro, consegui a cotação de 750 e troquei meu dinheiro todo. Essa cotação de 850 pesos colombianos é furadíssima. O Alex usou o cartão dele o tempo todo, sacando, mas ele é europeu e eu não sei quais as taxas que ele paga no banco dele, e além de tudo era euro né? Com certeza mais vantajoso do que o meu dim dim. Em Cartagena eu saquei dinheiro também e se eu fiz conta certa, saiu por 820 pesos colombianos cada real...no fim das contas, com o dólar alto para burro aqui, se vc não tiver alguns dólares com vc, o saque pode ser uma alternativa, pois pode ter uma cotação melhor do que em qualquer lugar da Colômbia. É botar lápis no papel, mão no bolso e na testa e avaliar.
A Colômbia não é barata como Bolívia e Peru, mas são preços pagáveis, a não ser em Cartagena que é surreal...é o Rio de Janeiro da Colômbia.
Dicas:
Se forem fazer Sul e Norte da Colômbia, comprem tudo de lembrancinhas e troquem dinheiro no Sul...o Norte é tenso.
Quase ninguém fala inglês na Colômbia. É mais fácil você tentar arranhar um portunhol do que falar inglês.
Não usamos as sandálias de mergulhos hora nenhuma durante toda a viagem, mas não vou dizer que não precisa, porque em San Andrés (que é onde todo mundo diz que tem que ter as sandálias) nós não pudemos aproveitar muito (explico depois). Então pode ser que seja necessário, porém nós entramos na água e não usamos.
Então vamos lá de novo.
Primeiro dia em Bogotá.
Chegamos a tarde e fomos para o hostel que tinha no guia do Alex, Hostel Cranck Crok, fica no bairro da Candelária. Achei simpático e legal, o melhor banheiro compartilhado de toda a Colômbia. 85.000 pessoas o quarto privado com banheiro compartilhado.
Deixamos as coisas e fomos ao Cerro Monserrate. É perto, fomos andando, e aproveitamos para eu trocar dinheiro e o Alexis sacar. Fizemos isso na Av. Jimenez.
De verdade dá para ir andando até o teleférico para subir o Monserrate, mas o carinha do hostel falou pra não subirmos sozinhos, o carinha da casa de cambio falou o mesmo e no fim o policial que paramos para pedir informações sobre que direção tomar repetiu a mesma ladainha e o medo bateu. Então andamos até o pé da subida para o teleférico e pegamos um ônibus para nos deixar lá. O ônibus dali era gratuito e ficamos 1 minuto dentro dele e descemos. Não sei que tipo de problemas poderíamos ter andando 15 minutos para cima, masssss
A entrada no Cerro Monserrate foi 17 pesos. Eram quase 17h e estava nublado, mas é bem bonito, tem uma visão linda da cidade. Com o tempo aberto o pôr do sol ali deve ser espetacular. Com tempo fechado já estava bonito.
Voltamos para o hostel no mesmo esquema, tinha uma van do próprio cerro que te deixava de graça mais abaixo. Descemos com eles e depois caminhamos até o nosso hotel.
A noite fomos jantar em um lugar maneiro, para alegrar o estomago que passou 4 dias a base de cerveja e pão durante o carnaval e depois só comida de avião. Fomos ao bairro Usaquien, que é meio zona sul de lá...pegamos um trânsito corno, mas o táxi lá é muito barato até com trânsito.
Comemos no restaurante Madero, muito gostoso, refeições e bebidas ficou em 85.000 pesos para os 2.
No segundo dia vimos que o hostel tinha um café da manhã por fora bem agradável: ovos, pão, suco, café ou chá por 9.000 pesos e panquecas e suco, café ou chá, ou, salada de frutas com granola e iogurte, suco, café ou chá a 10.000. Tomamos café lá todos os dias.
Fomos ao Museo del Oro nesse dia, 3.000 pesos a entrada, bem bonito e legal. Trabalho manual de uma paciência e excelência que eu duvido que alguém no séc. XXI é capaz de repetir.
Saímos e fomos andar pela cidade, paramos em um posto de informações turísticas e nos deram um guia da Colômbia super completo. Todos na Colômbia são extremamente atenciosos e fofos. Do policial ao vendedor de frutas de rua. Muito acolhedores.
Almoçamos/jantamos na plaza Bolívar, um prato que disseram ser tipicamente colombiano, se chama Aljico, bem gostoso. A comida para 2 com as bebidas foi 45,000 pesos. O cansaço do carnaval e da viagem não foram embora com a primeira noite de sono e fomos para casa ler um pouco sobre os lugares que queríamos ir e depois nocaute.
No terceiro dia fomos a Laguna Guatavita.
Fomos de transmilênio até a estação central Portal do Norte e de lá pegamos um micro-ônibus para a Guatavita. As pessoas no Transmilênio não foram tão simpáticas como vimos no primeiro e no segundo dia...é o BRT daqui...ou um metrô...empurra empurra e briga para sentar como se fosse o último assento da vida, mesmo cenário, sem tirar nem pôr. O transmilênio foi 1.800 e o ônibus para Guatavita 8.000. Mais de 2 horas para chegar até lá e as pessoas diziam que dava para fazer a Laguna e a Catedral de sal em Zipaquirá no mesmo dia...não dá.
Em Guatavita tem transporte para a entrada da Laguna a 30.000 pesos por pessoa e a entrada é 14.000.
É bem longe da cidade de Guatavita até a entrada da Laguna, são uns 20/30 minutos de carro.
Nesse dia percebemos que o nosso espanhol não valia nada. O motorista nos deixou na entrada do parque que levava a Laguna e disse que nos comunicou que nos esperaria na saída do parque do outro lado. Eu não ouvi ou não entendi isso e nem o Alex, mas ok, no fim conto essa história.
Subimos até a Laguna, super tranquilo, uns 20 minutos de caminhada e lá a vista é sensacional. O motorista nos deu 1:30 para voltarmos, então no tempo calculado voltamos para o mesmo lugar que ele nos deixou. Passaram-se 10 minutos e nada do homem, 20 minutos, 30 minutos, 1 hora, 1 hora e meia e o Alex começou a dar vislumbres de preocupação e eu já puta para caralho
, pensando que voltar a pé seria no mínimo umas 2 horas caminhando. Chegou uma van com uns turistas gringos escrito Bogotá na lateral e fui trocar uma ideia com o motorista, expliquei nossa situação o que tinha acontecido e ele explicou que aquela era a entrada do parque, que a saída era do outro lado, que só voltava por ali quem tinha ido com carro próprio.
Se o nosso motorista nos explicou isso, nunca saberei (ele jura que sim, mas eu tb não confio no meu espanhol para garantir que não).
O cara foi muito simpático, disse que pelo tempo que estávamos esperando, nosso motorista devia ter percebido que algo tinha dado errado e deveria estar voltando para nos buscar ou então tinha ido embora mesmo...rsss...e nesse caso ele nos daria carona até Guatavita quando o grupo dele voltasse (não sei até hoje se seria de graça ou se ele cobraria, mas eu pagaria de boa). Porém, o homem profetizou e 10 minutos depois aparece nosso motorista em sua van caquética todo sorridente e dizendo: Vocês não entenderam minhas instruções. Definitivamente não.
Voltamos para cidade e de lá para Bogotá. A noite fomos a Zona Rosa, o Leblon de Bogotá, no famoso bar, restaurante e danceteria Andrés DC. É bem legal, são 3 andares imitando a divina comédia: inferno, purgatório e paraíso. Lá é salgado, a entrada foi 20.000, as comidas eram gostosas, mas naquelas porções gormetizadas para quem não tem fome e caras e as bebidas o mesmo. Mas o lugar era maneiro. Voltamos ligeiramente pobres e consideravelmente alcoolizados.
No quarto dia, fizemos o check-out e fomos para Zipaquirá, de lá pegaríamos um ônibus para Villa de Leyva.
O caminho é o mesmo que para Laguna, o transmilênio até a estação Portal do norte e de lá um ônibus para Zipaquirá. O preço do transmilênio foi o mesmo e 3.500 o ônibus para Zipaquirá.
A cidade é fofíssima. Você sai de Bogotá que é cidade grande vai para um cidade de interior, a sensação é uma delícia.
Fomos no posto de informações turísticas e lá nos disseram que tem um trenzinho que leva para catedral e trás de volta de hora em hora e a menina ainda disse que podíamos deixarmos nossas mochilas lá. O trenzinho foi 3.000 ida e volta e a entrada na catedral, 23.000.
A cidade é foférrima e o trenzinho mais fofo ainda. A Catedral já são outros quinhentos...eu particularmente não gostei. É uma indústria, absurdamente comercial, com milhões de pessoas, as visitas são feitas em grupos enormes, todos se esmagam para tirar fotos em todos, eu disse todos, sim, TODOS os monumentos, cruzes, santos, o que aparecer pela frente tem fila para tirar foto...se aquilo algum dia teve a intenção de ser uma coisa religiosa falhou miseravelmente.
Voltamos para cidade, almoçamos uma truta divina na sacada de um restaurante em frete a pracinha da cidade, 45.000 com bebidas e depois fomos pegar nossas mochilas e nos pôr a caminho de Villa de Leyva.
A menina do centro de informações nos disse que dali pegaríamos um ônibus para Tocucinga de lá um para Villa de Leyva.
O ônibus de Tocucinga nos deixou meio que na estrada, dizendo que aquilo era Tocucinga e que ali passava ônibus para Villa de Leyva. Perguntamos no comércio perto e ninguém sabia indicar...disseram para pegarmos um ônibus para Tunja e de Tunja para Villa de Leyva. Andamos para lá e para cá e não conseguimos nenhuma informação mais útil, até que apareceu uma van escrito Villa de Leyva e nós fomos. O ônibus para Tocucinga ou sabe-se lá onde estávamos foi 3.000 e a van para Villa de Leyva foi 20.000.
Foi uma viagem horrorosa, demorou a vida para chegar. Em Recife meus primos chamam esse tipo de condução de cata-corno, vai parando em todos os lugares e para qualquer um a todo minuto.
Chegamos em Vila de Leyva a noite, estava tendo um evento de astronomia na cidade. A Praça principal estava lotada e consequentemente todos os hostels também. Estávamos cansados, com fome e com mochila nas costas, rodamos alguns lugares e o único lugar que tinha vaga era um hotel a 120.000 o quarto para casal com banheiro privativo...decidimos ficar nele e trocar para algo mais barato no dia seguinte. Nos acomodamos, banho e saímos. Assistimos o lançamento de um mini foguete...deve ter subido uns 30 metros e depois espatifou-se, pq o paraquedas não abriu. Depois fomos comer, pizza e limonada, 19.000. Eu estava louca de dor de cabeça e meio resfriada e fui para casa e o Alex foi para um festinha de reggae que ia ter, mas depois ele me disse que miou e ele tb foi p casa, mas quando chegou eu já estava em outro plano, nem senti ele entrando na cama.
No quinto dia tomamos café no hotel, que foi show de bola e estava incluído, fizemos o check-out e fomos procurar um hostel. Achamos um bem simplório por 40.000 pesos para o casal, sem café e banheiro compartilhado. Só para dormir mesmo, estava bom.
Fizemos o passeio de cavalo, 60.000 para os 2. Não curti muito porque ultimamente fico pensando no sofrimento do bicho, na indústria que são esses passeios “ecológicos” e no incomodo mesmo de um pobre cavalo me carregar...para quê sabe? Mas fui e acho que não iria de novo...eu sei andar e ele não precisa me carregar. No passeio você vai em um platô onde vc vê a cidade. Bem bonito.
Villa de Leyva é a Paraty da Colômbia. Você chega na rodoviária e está em uma cidade normal, aí vc anda um pouquinho e parece que vc entra no centro histórico de Paraty, paralelepípedos, casas, tudo igual! Só falta o mar.
Na volta do passeio, almoçamos na praça, 27.000. Alugamos bicicletas, 6.000 por pessoa para ir até a Casa Terra Cota, a maior casa de barro do mundo (eles vendem o peixe dessa forma, não sei se é mesmo). O candango da loja nos ensinou como chegar, dizendo que tinham placas e que era muito fácil.
A estrada estava em obras, não tinha placa nenhuma, nos perdemos, fomos muito mais a frente do que deveríamos, no caminho vimos a vista das montanhas, muito bonito...mas subimos tanto e já começávamos a descer até eu começar a ficar preocupada em descer tudo aquilo e o caminho ser o errado (óbvio!) e ter que voltar tudo em tempo para devolver a bicicleta...e o Alex nada, vento na cara e nada mais importa, por ele ia até a Jamaica de bicicleta. Paramos para perguntar. Dito e feito. Lugar errado. Voltamos...a cada vez que parávamos para perguntar as pessoas diziam que era na próxima direita, sendo que simplesmente não tinha próxima direita. Quando já estávamos quase na cidade de novo, resolvi parar pela última vez para perguntar para um senhor onde ficava a Casa Terra Cota e ele apontou para um beco, sem nenhuma indicação atrás dele e disse: por essa rua aqui. Depois de muito tempo chegamos a bendita casa, suados, cansados e com o humor alterado...aí uma arara linda apareceu para gente e o humor melhorou.
Voltamos para entregar a bicicleta atrasados, mas o menino não falou nada e nem cobrou a mais...o Alex estava pronto para levar ele pela gola da camisa por todo o caminho errado que ele mandou a gente fazer se ele cobrasse algo a mais. Mas todos se salvaram, nós, o moleque, as bicicletas e a casa. Jantamos na praça de novo, 45.000 para dois com bebida...provei a Club Colombia roja e elegi a cerveja da viagem p mim. Dali para frente, só ela.
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