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Arembepe: assassinatos na aldeia hippie tiram tranquilidade

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:arrow: FONTE: Correio

http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34248&mdl=50

 

 

Tradicionalmente procuradas por aqueles que fogem da confusão da cidade grande em busca de um pouco de paz e tranquilidade, a aldeia hippie de Arembepe e a Chapada Diamantina vêm sofrendo com o aumento da violência.

 

Paraíso dos hippies, aldeia de Arembepe vive crescimento de violência; polícia diz que uso de drogas no local dificulta ação

 

O local que ficou conhecido como o reduto da filosofia “paz e amor” na Bahia, durante o movimento hippie nos anos 70, se transformou num lugar violento e inseguro. A aldeia hippie de Arembepe, já frequentada por artista de todo o mundo, como Janis Joplin, Mick Jagger, Raul Seixas, Catetano Veloso e Gilberto Gil, se transformou num cenário de crimes, como o assassinato a tiros do traficante conhecido como Luciano Banha, na terça-feira (25) pela manhã.

 

Esse homicídio é o terceiro contabilizado pela polícia entre paradisíacas dunas e lagoas da aldeia hippie, em menos de dois meses. Junto com o tráfico de drogas e os roubos, as mortes vêm deixando apavorados os moradores da comunidade e visitantes do local.

 

Tiros ao amanhecer

 

O sossego e a tranquilidade da aldeia foram quebrados pelos estampidos de tiros, no amanhecer do dia de terça (25). Moradores acordaram com o barulho dos disparos e se depararam com um homem morto a poucos metros de suas casas. Um traficante conhecido apenas como “Luciano Banha”, que estava vivendo na comunidade havia pouco tempo, foi assassinado com tiros e com um golpe de facão no tórax.

 

Segundo a versão de moradores, duas mulheres e três homens retiraram “Banha” à força de uma casa da aldeia e o assassinaram do lado de fora, por volta das 5h30. “Ele veio de fora para traficar aqui e acabou morrendo porque se envolveu em problema por causa de droga”, disse um morador que preferiu não se identificar por medo de sofrer represálias.

 

O paraíso da cultura “paz e amor” virou inferno nos últimos dois meses. Outros dois homicídios ocorreram em 50 dias, dentro da aldeia. No último dia 3, Joel Santos de Souza foi morto a tiros próximo a uma lagoa da aldeia, supostamente depois de ter roubado uma pessoa na Vila de Arembepe. O outro crime aconteceu no dia 4 de julho. Robson de Jesus Oliveira foi assassinado a tiros na aldeia e sua morte também está relacionada ao tráfico de drogas, segundo investigação de policiais da 26 DP (Abrantes).

 

Perigo de fora

 

Morador mais antigo da aldeia, o artesão Vicente Nunes Santos, 51 anos, conhecido como “Alceu”, está preocupado que a aldeia se transforme em local de alta criminalidade. “Isso aqui está parecendo a Baixada Fluminense (região violenta do estado do Rio). Todo dia tem uma morte agora”, desabafou.

 

Adepto da cultura hippie, Alceu, que passou a morar no local em 1983, disse que nunca aconteceram crimes no local como os que ocorreram nos últimos dois meses. “Ninguém que mora aqui trafica drogas, tem usuário demaconha, mas tráfico é coisa de gente que vem de fora. Nós pregamos a paz”, afirma.

 

 

O pescador Osvaldo Santana Filho, 40 anos, apelidado de “Capivara”, reforça o discurso. “Não sou morador da aldeia, mas sobrevivo de pescar aqui. Os moradores da aldeia são gente de bem, esses crimes são de pessoas de fora”, declarou.

 

Já o artista plástico Luiz Cerqueira, que reside na aldeia hippie há cerca de 20 anos, disse que parou de usar maconha há dez anos para não ter que conviver com traficantes. “Eu parei de fumar porque percebi que isso atraía traficantes para a aldeia e também a violência”, desabafou o pintor. Segundo cálculos de Luiz, cerca de 80 pessoas moram na aldeia hippie atualmente.

 

Alceu e Luiz reclamaram da falta de policiamento e do abandono do local pelos poderes públicos. “A aldeia é um patrimônio cultural abandonado pela prefeitura de Camaçari”, reclama Alceu.

 

A delegada Jamila Cidade, titular da 26ª Delegacia (Abrantes), afirmou que o principal problema na aldeia é o tráfico. Ela disse que vem combatendo a atuação dos traficantes, mas atribuiu a dificuldade de agir à cultura de uso de drogas no local.

 

:arrow:Trilhas da Chapada viram cenário para ações de bandidos

 

As trilhas do Parque Nacional da Chapada Diamantina agora são o passeio preferido de bandidos mascarados. Uma onda de assaltos assusta a população da cidade de Lençóis, a mais importante da região, e afasta os turistas, principal fonte de renda dos cerca de oito mil habitantes.

 

O aposentado Antônio Santos, 84 anos, foi atingido com dois tiros no domingo e não resistiu para dizer quem o atacou, na trilha da localidade conhecida por Ribeirão de Baixo. O corpo de Tonho, como o idoso era conhecido, foi enterrado na terça-feira (25).

 

A polícia de Lençóis acredita que Tonho tenha reagido a um assalto. “Os criminosos usaram arma de fogo e deram dois tiros, na virilha e nas costas”, conta um agente. Um suspeito foi levado para a delegacia de Seabra, maior cidade da região, mas não confessou o crime e foi liberado.

 

Medo

 

Famosa não só pelas belezas naturais, mas também pela capacidade de receber bem os visitantes, Lençóis vive agora assustada. No fim de semana passado, um casal alemão foi rendido por um grupo de bandidos mascarados quando passeava na trilha do Ribeirão do Meio, onde fica o tobogã natural mais visitado da região.

 

Sábado à tarde, a adolescente A . Z., 17 anos, passeava com as amigas na trilha do Poço Halley, quando foi atacada. “Torceram meu braço e colocaram uma faca no meu pescoço”, lembra. A. Z. ficou em pânico quando percebeu a ameaça de estupro e gritou por socorro. “Eles desataram o nó da parte de cima de meu biquíni, aí eu perdi o controle. Eles então me empurraram e saíram correndo”, afirmou.

 

O guia César Augusto, mais conhecido por Cesinha, havia programado na terça-feira (25) dois passeios para a Cachoeira do Sossego, com um grupo de franceses que viria de São Paulo para Lençóis. “Cancelaram tudo de última hora, com medo”, disse Cesinha, que deixou de ganhar cerca de R$ 300.

 

Morador do Alto da Estrela, um dos bairros mais populosos de Lençóis, Cesinha atribui ao abuso de drogas pesadas a onda de crimes. “O pessoal fica doido atrás do crack e termina fazendo bobagem”, analisa, inconformado.

 

Operação

 

A polícia começou na terça-feira (25) uma operação para prender os assaltantes que vêm agindo nas trilhas. Apesar do medo que se instalou na região, o tenente da PM Josian Cortês afirmou que a situação está sob controle: “Fazemos estatísticas e o número de ocorrências nos mostra o momento de agir”.

 

Adolescente de 15 anos é apreendido na aldeia hippie

 

No final de julho, policiais da 26ª DP(Abrantes) estouraram uma boca-de-fumo na aldeia hippie de Arembepe, que era comandada por um adolescente de 15 anos. Ele foi apreendido com 40 dolões de maconha, junto com Osvaldo Cézar Santos Góes, que atuava como segurança dele. A dupla era conhecida como Faísca e Fumaça.

 

Agência bancária foi assaltada por quatro bandidos em julho

 

A violência na Chapada não está restrita às trilhas. A região também sofre com crimes típicos de cidade grande. No último dia 6 de julho, oito homens armados com fuzis, e vestidos com coletes à prova de bala e roupas camufladas, invadiram e assaltaram a agência do Banco do Brasil da cidade de Ibitiara, localizada a 337km da capital baiana, fim da manhã.

 

De acordo com informações da delegacia da região, os bandidos que levaram duas sacolas de dinheiro e quatro reféns (entre eles o gerente do banco e um vigilante) chegaram à cidade em uma caminhonete atirando pelas ruas. Os quatro reféns foram liberados e ninguém que estava dentro da agência ficou ferido, mas todos os bandidos fugiram na caminhonete. Nem a polícia nem o banco quiseram informar a quantia roubada pelos assaltantes.

 

(notícia publicada na edição impressa do dia 26/08/2009 do CORREIO)

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Tá de sacanagem..... Já não bastavam as trilhas aqui no Rio, agora na Chapada!!! Cara, que choque, que tristeza..... que raiva!!!!!

Nosso país só se afunda na violência causada pelas drogas...

Essa aí de Arembepe parece mais um caso isolado.

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Tá de sacanagem..... Já não bastavam as trilhas aqui no Rio, agora na Chapada!!! Cara, que choque, que tristeza..... que raiva!!!!!

Nosso país só se afunda na violência causada pelas drogas...

Essa aí de Arembepe parece mais um caso isolado.

 

Pois é Leo, a coisa tá começando a feder na Chapada, por conta do tráfico sim!!! Agora eles (governo), continuam acreditando que a solução é investir em armas pra matar bandido, mata um vem dois, investimento em "segurança" de milhões, em educação quase nada.

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Cara, essa da chapada pra mim também foi um choque, apesar de saber que o crack e seus usuarios estao tomando conta de tudo, sempre tem um baque de saber que estamos perdendo um dos poucos "paraisos" que até então estava imun.

 

Já Arembepe acho que o buraco é muito mais embaixo, a única vez que fui na Vila fiquei com uma péssima impressão, era flagrante que muito da filosofia hippe tinha se perdido e o que eu vi foi alguns pseudo-hippies pregando contra o sistema enquanto tomavam uma coca-cola. A verdade é que muitas pessoas marginalizadas acabam aderindo à vila por falta de opção sem fazer a menor ideia do que significa ser hippie, fazem merda e infelizmente a maioria acaba pagando pela estupidez de uma minoria.

 

Uma pena um local como Arembepe, que representou tanto para aquela geração, estar hoje nessa decadência..

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Cara, essa da chapada pra mim também foi um choque, apesar de saber que o crack e seus usuarios estao tomando conta de tudo, sempre tem um baque de saber que estamos perdendo um dos poucos "paraisos" que até então estava imun.

 

Já Arembepe acho que o buraco é muito mais embaixo, a única vez que fui na Vila fiquei com uma péssima impressão, era flagrante que muito da filosofia hippe tinha se perdido e o que eu vi foi alguns pseudo-hippies pregando contra o sistema enquanto tomavam uma coca-cola. A verdade é que muitas pessoas marginalizadas acabam aderindo à vila por falta de opção sem fazer a menor ideia do que significa ser hippie, fazem merda e infelizmente a maioria acaba pagando pela estupidez de uma minoria.

 

Uma pena um local como Arembepe, que representou tanto para aquela geração, estar hoje nessa decadência..

 

Arembepe já é uma farsa há muito tempo... o cara que deu entrevista ao correio, jornal aqui de Salvador, é o mesmo hippie que participou daquele programa troca de família, acho que do sbt, episódio em que uma carioca, mulher de um delegado ia pra villa hippie de arembepe e a hippie mulher deste safado ia lá pra Sampa. A senhora, mulher do delegado super educada, sofreu o pão que o diabo amassou com esse hippie cachaceiro ladrão de merda. Ainda da entrevista dizendo que Arembepe vai mal! Não recomendo!

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Que chato esselance rolamndo na Chapada Diamantina ... Lá realmente se fica muito vulnerável quando se caminha pelas trilhas , em especial as mais longas ... Mas acho que logo resolvem isso por lá ... Eles vivem do Turismo e farão tudo pra voltar à normalidade.

 

Quanto à Arembepe não vejo muito novidade não ... Apesar da pseudo tranquilidade lá tem um clima meio sinistro ... Passei uns dias acampado por lá ... Não curti muito ...

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Porra a chapada pro que eu costumo fazer acho que nem muda muito,

 

Não imagino um viciado em crack andando ate a toca do capivara, macaco ou cachierão pra roubar a grana. Também acho que a preseçna de um local deve reduzir bastante as atitudes de marginais.

 

Quem deve sofrer mais são os gringos que fazem trilhas curtas.

 

Mesmo assim acho inaceiteval essa situação em um dos poucos locais onde me sentia seguro e à vontade.

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O Capão andou um tempo abrigando uns larápios, estelionatários, foragidos e traficantes profissionais. A polícia da caatinga, uma das mais atuantes no interior do Estado baixou no Capão e fez um terror básico, inclusive levou "pedala robinho" até quem não tinha nada a ver. Muito se falou, a mídia chegou junto dizendo algo sobre exageros, que de fato aconteceram, mas a realidade é que deu uma boa melhorada. O Capão por ter fama de refúgio, lugar isolado, já estava virando terra de ninguém. É preciso policiamento ostensivo combatendo esses forasteiros que só querem lucrar mesmo que pra isso tenha que acabar com a paz de lugares como a Chapada Diamantina. Lençois infelizmente já está contaminado pelo crack e outras drogas pesadas, mas como a doença ainda está no início creio que pode ser contida.

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