Eu sei que o site já está lotado com esses roteiros, mas como todo mundo me ajudou tanto no meu primeiro mochilão, nada mais justo que retribuir esse carinho contando o resultado dessa ajuda
E como sou mais chegada nas histórias do que as informações práticas em si, além de aqui estar cheio de tais informações, vou contar do meu jeitinho
A rota foi a conhecida: Bolívia-Peru-Chile-Bolívia, nos meses de dezembro e janeiro de 2014/2015 e o roteiro foi o seguinte:
21/12 - BH/SP/Assunção
22/12 - Assunção/Santa Cruz/La Paz
23/12 - La Paz
24/12 - La Paz
25/12 - La Paz/Copacabana
26/12 - Copacabana/Isla del Sol/Copacabana
27/12 - Copacabana/Puno/Cusco
28/12 - Cusco
29/12 - Cusco/Águas Calientes
30/12 - Águas Calientes/Machu Picchu/Cusco
31/12 - Cusco
01/01 - Cusco
02/01 - Cusco/Valle Sagrado
Ônibus noturno Cusco/Arequipa
03/01 - Arequipa
04/01 - Arequipa/Tacna/Arica
Ônibus noturno Arica/Callama
05/01 - Callama/San Pedro de Atacama
06/01 - San Pedro de Atacama
07/01 - San Pedro de Atacama
08/01 - San Pedro de Atacama
09/01 - Tour do Salar de Uyuni
10/01 - Tour do Salar de Uyuni
11/01 - Tour do Salar de Uyuni/Uyuni/Sucre
12/01 - Sucre
13/01 - Sucre/Santa Cruz
14/01 - Santa Cruz
16/01 - Santa Cruz/Assunção/SP/BH
Já de cara aconselho ficar mais um dia em La Paz e um a menos em Cusco.
Aconselho também a fazer a viagem do Valle Sagrado no Peru antes de Macchu Picchu, depois perde um pouco a graça.
Outra coisa que eu faria diferente é o trajeto Copacabana/Cusco, fizemos de manhã, foi mega cansativo e perdemos um dia inteiro, sem contar que de noite sempre rola de economizar uma diária né?
O final ficou meio bagunçado, mas a gente foi viajando de acordo com a vontade, e por mim, foi ótimo
A beleza desse tipo de viagem é exatamente isso, nunca vai ser perfeito, mas com certeza vai ser uma experiência sem igual.
Quanto aos gastos
Eu não sou nada organizada, mas o que posso garantir é que levei exatos 2.000 dólares pra absolutamente TUDO, hostel, passagens internas, alimentação, passeios e sobrou uns 500 ainda.
No mais, bora pro relato
Dia 1- 21/12/2014: Maratona de aeroportos
Como compramos as passagens bem em cima da hora, tentamos fazer de tudo pra deixa-las mais baratas, o que acabou não adiantando muito. Fomos de Belo Horizonte para Congonhas/SP bem cedo e tivemos que pegar um ônibus até Guarulhos (estávamos de TAM e o transfer era de graça, primeira economia da viagem!!).
Como somos bobonas e medrosas e não sabíamos quanto tempo levaria de um aeroporto ao outro, compramos os vôos com doze horas (!!!!!) de intervalo entre eles. Grande erro, todo o processo entre os aeroportos demorou no máximo duas horas, isso contando pegar malas, esperar uma hora pro ônibus chegar e trajeto, que é de apenas meia hora. Enfim, vivendo e aprendendo. Passamos mais de 10 horas presas em Guarulhos e posso dizer que quebramos tudo. Sabe essas crianças que ficam com energia acumulada por ficarem o dia todo presas no apartamento? Nós estávamos exatamente assim, fazendo corrida de carrinho, comendo bobagem, dançando por ai...Pelo menos deu tempo de comprar a passagem de avião de Santa Cruz pra La paz, não queríamos ir de ônibus porque nos disseram que as estradas eram mortais, só recomendo comprar com antecedência e com muitas horas de intervalo entre vôos, a Bolívia não é tão simples como o trajeto Congonhas-Guarulhos, logo saberão porque.
Finalmente o voo saiu, mas se você pensa que nossa espera acabou, está enganadíssimo. Dez horas e meia de espera em Assunção estavam pela frente, só que dessa vez teríamos que passar a noite. Estávamos com muito medo disso, mas fomos para o segundo andar e vimos que não tinha absolutamente NADA lá, só um grupo de mochileiros dormindo. Fizemos nosso puxadinho e boa noite! Claro que não foi nenhum Spa, acordávamos toda hora com medo de estarem nos roubando ou algo assim, mas nada aconteceu.
Dia 2- 22/12: Finalmente, Bolívia!
La Paz
O voo até Santa Cruz foi tranquilo, mas a imigração foi uma loucura, que lerdeza meeeeu deus! E pra nada! Nem olharam meu cartão de vacinação que me deu tanto trabalho conseguir. Quando finalmente passamos da imigração veio a surpresa: a receita federal de lá estava fazendo vista grossa. A gente tinha que passar por um portão e apertar um botão, se desse verde poderíamos passar, se desse vermelho toda nossa bagagem seria revistada. A maioria estava saindo vermelho, o que fazia o processo ser ainda demorado. Fernandinha passou: Verde, ufa! Fafá passou: Verde, viva! Minha vez: vermelho, CLARO! Tive minha mala toda revistada e o oficial ficou especialmente intrigado pelos potes de chicletes que eu levava (cada um com seu vício),
Nosso tempo entre vôos era de apenas 2 horas e essa ladainha nos tomou mais de uma hora. Saímos feito loucas pelo aeroporto, equilibrando nossas mochilas gigantes e tentando não matar ninguém pelo caminho, isso tudo pra chegar no check in da Boa airlines e encontrá-lo coalhado de gente em uma fila que não saía do lugar. Graças a papai do céu a à Boa incompetente o nosso voo para La Paz estava incrivelmente atrasado, e ainda esperamos muito na sala de embarque. O aeroporto era um caos e uma de nós três teve a sorte de sentar em uma poltrona que estava molhada de xixi (claro que fui eu).
Chegamos em La Paz e percebemos que éramos três antas pantaneiras que conseguiram gastar quase 48 horas para ir a um país da América do Sul, mas o que pegou mesmo foi a tal da altitude. La Paz está a 3.660 metros acima do nível do mar, pra você ter uma ideia do que é isso, BH está a 852 metros de altitude e o ponto mais alto do Brasil está a 2.994 metros, ou seja, La Paz é alto pra burro. Eu sinceramente achei que era balela essa história de sentir mal na altitude, mas assim que pisamos na cidade senti uma enorme dificuldade de respirar, a cabeça parecia mais leve e a mochila parecia mais pesada. Ficamos até mais caladas nos primeiros momentos. Trocamos dinheiro e fomos comer, só aí melhorei um pouco.
A ideia era pegar uma van até nosso hostel, mas fomos avisadas que as vans não iriam até lá, por sorte um motorista super fofo, Hugo, disse que nos levaria por um preço bem camarada e a van seria só nossa.
Pelo caminho a surpresa: La Paz era inacreditável! É literalmente um buraco com MUITAS casas, mas muitas mesmo, e a maior parte delas não tem reboco. Segundo Fernandinha, e ela não parava de falar isso, é porque parece que eles pagam menos imposto assim, já que a casa não é considerada por inteiro. Enfim, além desse mar de casas da mesma cor, ainda tinha uma montanha maravilhosa ao fundo branquinha de neve. Um cenário impensável!
Outra surpresa foi encontrar cholas por todos os lugares logo de cara. As cholas são mulheres que se vestem de maneira bem tradicional, conservando suas tradições indígenas. Logo percebemos que cada região tem sua cholita, e as de La Paz são bem características. Saias cheias de babados até os pés, sapatinhos, chale por cima da blusa, tranças e chapéu coco. Eu achava que elas se vestiam para turistas, mas não, elas vivem assim! Se vocês estiver passando pelas estradas da Bolívia e observar as pequenas fazendas, verão as cholas com suas vestimentas coloridas trabalhando no pasto.
Chegamos mortas no nosso hostel, Loki, e ainda tivemos que esperar duas horas pro quarto ficar pronto. Quando finalmente entramos no quarto a ideia era tomar um banho, tirar um cochilo e ir pro bar do hostel. Tomei meu banho, coloquei meu relógio pra despertar às 22:00...e acordei às 8:00 da manhã seguinte.
Olá Pessoal!
Eu sei que o site já está lotado com esses roteiros, mas como todo mundo me ajudou tanto no meu primeiro mochilão, nada mais justo que retribuir esse carinho contando o resultado dessa ajuda


E como sou mais chegada nas histórias do que as informações práticas em si, além de aqui estar cheio de tais informações, vou contar do meu jeitinho
A rota foi a conhecida: Bolívia-Peru-Chile-Bolívia, nos meses de dezembro e janeiro de 2014/2015 e o roteiro foi o seguinte:
21/12 - BH/SP/Assunção
22/12 - Assunção/Santa Cruz/La Paz
23/12 - La Paz
24/12 - La Paz
25/12 - La Paz/Copacabana
26/12 - Copacabana/Isla del Sol/Copacabana
27/12 - Copacabana/Puno/Cusco
28/12 - Cusco
29/12 - Cusco/Águas Calientes
30/12 - Águas Calientes/Machu Picchu/Cusco
31/12 - Cusco
01/01 - Cusco
02/01 - Cusco/Valle Sagrado
Ônibus noturno Cusco/Arequipa
03/01 - Arequipa
04/01 - Arequipa/Tacna/Arica
Ônibus noturno Arica/Callama
05/01 - Callama/San Pedro de Atacama
06/01 - San Pedro de Atacama
07/01 - San Pedro de Atacama
08/01 - San Pedro de Atacama
09/01 - Tour do Salar de Uyuni
10/01 - Tour do Salar de Uyuni
11/01 - Tour do Salar de Uyuni/Uyuni/Sucre
12/01 - Sucre
13/01 - Sucre/Santa Cruz
14/01 - Santa Cruz
16/01 - Santa Cruz/Assunção/SP/BH
Já de cara aconselho ficar mais um dia em La Paz e um a menos em Cusco.
Aconselho também a fazer a viagem do Valle Sagrado no Peru antes de Macchu Picchu, depois perde um pouco a graça.
Outra coisa que eu faria diferente é o trajeto Copacabana/Cusco, fizemos de manhã, foi mega cansativo e perdemos um dia inteiro, sem contar que de noite sempre rola de economizar uma diária né?
O final ficou meio bagunçado, mas a gente foi viajando de acordo com a vontade, e por mim, foi ótimo
A beleza desse tipo de viagem é exatamente isso, nunca vai ser perfeito, mas com certeza vai ser uma experiência sem igual.
Quanto aos gastos

Eu não sou nada organizada, mas o que posso garantir é que levei exatos 2.000 dólares pra absolutamente TUDO, hostel, passagens internas, alimentação, passeios e sobrou uns 500 ainda.
No mais, bora pro relato


Dia 1- 21/12/2014: Maratona de aeroportos
Como compramos as passagens bem em cima da hora, tentamos fazer de tudo pra deixa-las mais baratas, o que acabou não adiantando muito. Fomos de Belo Horizonte para Congonhas/SP bem cedo e tivemos que pegar um ônibus até Guarulhos (estávamos de TAM e o transfer era de graça, primeira economia da viagem!!).
Como somos bobonas e medrosas e não sabíamos quanto tempo levaria de um aeroporto ao outro, compramos os vôos com doze horas (!!!!!) de intervalo entre eles. Grande erro, todo o processo entre os aeroportos demorou no máximo duas horas, isso contando pegar malas, esperar uma hora pro ônibus chegar e trajeto, que é de apenas meia hora. Enfim, vivendo e aprendendo. Passamos mais de 10 horas presas em Guarulhos e posso dizer que quebramos tudo. Sabe essas crianças que ficam com energia acumulada por ficarem o dia todo presas no apartamento? Nós estávamos exatamente assim, fazendo corrida de carrinho, comendo bobagem, dançando por ai...Pelo menos deu tempo de comprar a passagem de avião de Santa Cruz pra La paz, não queríamos ir de ônibus porque nos disseram que as estradas eram mortais, só recomendo comprar com antecedência e com muitas horas de intervalo entre vôos, a Bolívia não é tão simples como o trajeto Congonhas-Guarulhos, logo saberão porque.
Finalmente o voo saiu, mas se você pensa que nossa espera acabou, está enganadíssimo. Dez horas e meia de espera em Assunção estavam pela frente, só que dessa vez teríamos que passar a noite. Estávamos com muito medo disso, mas fomos para o segundo andar e vimos que não tinha absolutamente NADA lá, só um grupo de mochileiros dormindo. Fizemos nosso puxadinho e boa noite! Claro que não foi nenhum Spa, acordávamos toda hora com medo de estarem nos roubando ou algo assim, mas nada aconteceu.
Dia 2- 22/12: Finalmente, Bolívia!
La Paz
O voo até Santa Cruz foi tranquilo, mas a imigração foi uma loucura, que lerdeza meeeeu deus! E pra nada! Nem olharam meu cartão de vacinação que me deu tanto trabalho conseguir. Quando finalmente passamos da imigração veio a surpresa: a receita federal de lá estava fazendo vista grossa. A gente tinha que passar por um portão e apertar um botão, se desse verde poderíamos passar, se desse vermelho toda nossa bagagem seria revistada. A maioria estava saindo vermelho, o que fazia o processo ser ainda demorado. Fernandinha passou: Verde, ufa! Fafá passou: Verde, viva! Minha vez: vermelho, CLARO! Tive minha mala toda revistada e o oficial ficou especialmente intrigado pelos potes de chicletes que eu levava (cada um com seu vício),
Nosso tempo entre vôos era de apenas 2 horas e essa ladainha nos tomou mais de uma hora. Saímos feito loucas pelo aeroporto, equilibrando nossas mochilas gigantes e tentando não matar ninguém pelo caminho, isso tudo pra chegar no check in da Boa airlines e encontrá-lo coalhado de gente em uma fila que não saía do lugar. Graças a papai do céu a à Boa incompetente o nosso voo para La Paz estava incrivelmente atrasado, e ainda esperamos muito na sala de embarque. O aeroporto era um caos e uma de nós três teve a sorte de sentar em uma poltrona que estava molhada de xixi (claro que fui eu).
Chegamos em La Paz e percebemos que éramos três antas pantaneiras que conseguiram gastar quase 48 horas para ir a um país da América do Sul, mas o que pegou mesmo foi a tal da altitude. La Paz está a 3.660 metros acima do nível do mar, pra você ter uma ideia do que é isso, BH está a 852 metros de altitude e o ponto mais alto do Brasil está a 2.994 metros, ou seja, La Paz é alto pra burro. Eu sinceramente achei que era balela essa história de sentir mal na altitude, mas assim que pisamos na cidade senti uma enorme dificuldade de respirar, a cabeça parecia mais leve e a mochila parecia mais pesada. Ficamos até mais caladas nos primeiros momentos. Trocamos dinheiro e fomos comer, só aí melhorei um pouco.
A ideia era pegar uma van até nosso hostel, mas fomos avisadas que as vans não iriam até lá, por sorte um motorista super fofo, Hugo, disse que nos levaria por um preço bem camarada e a van seria só nossa.
Pelo caminho a surpresa: La Paz era inacreditável! É literalmente um buraco com MUITAS casas, mas muitas mesmo, e a maior parte delas não tem reboco. Segundo Fernandinha, e ela não parava de falar isso, é porque parece que eles pagam menos imposto assim, já que a casa não é considerada por inteiro. Enfim, além desse mar de casas da mesma cor, ainda tinha uma montanha maravilhosa ao fundo branquinha de neve. Um cenário impensável!
Outra surpresa foi encontrar cholas por todos os lugares logo de cara. As cholas são mulheres que se vestem de maneira bem tradicional, conservando suas tradições indígenas. Logo percebemos que cada região tem sua cholita, e as de La Paz são bem características. Saias cheias de babados até os pés, sapatinhos, chale por cima da blusa, tranças e chapéu coco. Eu achava que elas se vestiam para turistas, mas não, elas vivem assim! Se vocês estiver passando pelas estradas da Bolívia e observar as pequenas fazendas, verão as cholas com suas vestimentas coloridas trabalhando no pasto.
Chegamos mortas no nosso hostel, Loki, e ainda tivemos que esperar duas horas pro quarto ficar pronto. Quando finalmente entramos no quarto a ideia era tomar um banho, tirar um cochilo e ir pro bar do hostel. Tomei meu banho, coloquei meu relógio pra despertar às 22:00...e acordei às 8:00 da manhã seguinte.