Há pouco mais de um mês, voltávamos dessa viagem que foi muito boa, porém com alguns contratempos que pesaram na hora de decidir se eu deveria fazer ou não mais um relato sobre Cancún e seus arredores, visto que o fórum contém vasta gama de informações e dicas (as quais me foram extremamente úteis).
A ESCOLHA DO DESTINO
Nossa última grande viagem havia acontecido em 2013. Este ano, minha esposa e eu completamos, no dia 12/03, 10 anos de casados! Por isso, decidimos, desde o ano passado, comemorarmos a data tão especial com o que mais amamos fazer: viajar!!!
Em um primeiro momento, a escolha recaiu novamente sobre a Europa, só que desta vez com um pedacinho da Ásia. Existe tanta coisa que não havíamos conhecido e a nossa viagem de 2013 foi tão mágica (o link está em minha assinatura, caso alguém deseje lê-lo) que planejamos passar 20 dias por lá, em maio. O roteiro já estava até feito: chegaríamos por Paris (4 noites) e depois seguiríamos: Londres (5 noites), Santorini (3 noites), Atenas (2 noites), Istambul (3 noites), Göreme (2 noites) e por fim voltaríamos de Istambul para o RJ. Uma viagem bem diferente, roteiro diversificado e...caro! A crise, que vivemos hoje e que ano passado já estava forte, implodiu a ideia original e nos fez pensar em outra alternativa.
Foi quando lembramos de CANCÚN, nossa primeira paixão quando começamos a sonhar em viajar. Quis o destino que só conhecêssemos a região 10 anos depois dos primeiros planos. Decidimos fechar menos dias, maximizando nossa capacidade de gastos, fazendo tudo que achávamos imperdível. Após mais algumas mudanças, economizamos na hospedagem, descartamos os grandes resorts. Investimos tudo em passeios e experiências. E valeu a pena.
HOSPEDAGEM
Na euforia de fecharmos a viagem, quase cometemos um erro fatal. Nosso vontade era ficar no Sun Palace, um resort 5 estrelas só para adultos. Mas desde o início eu percebi que seria inviável, o preço estava nas alturas. Ainda insistindo na ideia, pensamos no Riu. O valor, hoje eu vejo o absurdo, era de US$ 2.880,00 já com o transfer de ida/ volta. O resort é all inclusive. Bom, eles não deixam você pagar antecipadamente pelo site, pelo menos no período em que fiz a pesquisa, ficando o acerto para o dia do check-in. Ainda bem. Duas coisas me incomodaram desde o princípio: os relatos do tripadvisor e do booking sobre roubos nos quartos e sobre a diferença cobrada na conversão das diárias (em pesos) para o dólar. Putz, pagar caro desse jeito e ainda ser furtado? Aí não. Depois fiquei imaginando o estresse com a diferença cobrada na hora de pagar e fiz uma conta rápida: mesmo que eles cobrem essa diária combinada, vou pagar no cartão de crédito. Então US$ 2.880 X 3,35 (cotação aproximada da época): R$ 9,648 + 6,38% de IOF = +- R$ 10. 264. Ou seja, mais de US$ 3 mil só com hospedagem. Essa conta não fechava. E, para piorar, viajaríamos em julho, o que nos apavorou, já que pensávamos que o dólar estouraria a barreira dos R$ 4 até lá. Desistimos do Riu.
Procuramos então um hotel mais barato e bem localizado. Acabamos vendo o Krystal Cancun. Pelas avaliações, era um resort inferior ao Riu mas ainda assim bonito. O valor era de US$ 1.340. Nem café da manhã tinha. Até ali, tudo bem, mesmo comendo todo dia na rua não pagaríamos a mesma coisa do Riu no final.
Só que resolvi dar uma olhada nos detalhes que eles colocam (discretamente) nas condições do hotel e vimos que nenhum imposto estava incluso. Muito pelo contrário. Eles eram cobrados no ato do check-in, junto com a diária. Juntos, davam algo em torno de 19% de acréscimo. (diz no site: "Impostos e taxas de serviço: Imposto de 16 % não incluído(a) Imposto municipal de 3 % não incluído(a) Taxa de serviço não aplicável"). Novos cálculos: US$ 1.340 + 19% = US$ 1.594,6. Ou seja, US$ 1.594,6 x 3,35 = 5.341,91 + 6,38% de IOF = +- R$ 5.683. Quase metade do Riu, porém ainda alto. Como é caro ficar de frente para o mar em Cancún!
Continuei a busca. Resolvi pesquisar no airbnb. Era um serviço que eu nunca havia usado, mas me sentia respaldado pelos relatos positivos daqui do Mochileiros ao redor do mundo. Foi quando encontrei o apartamento da Michelle e do Peter, um casal americano que vive por lá.
Pelas fotos, o apartamento era amplo e tinha uma vista linda. Ficava na parte de baixo do "7" da zona hoteleira, um pouco distante da vida noturna e dos grandes resorts mas nada que prejudicasse, é muito simples se locomover por lá.
O preço: US$ 901por 10 noites. Wifi liberada, ar condicionado, cozinha completa, banheiro, enfim, tudo o que se precisa. Li os reviews do anúncio, vi a reputação dela (a conta está em seu nome) como host, tudo certo. Decidimos fechar. No dia 24 de maio, após essa andança toda, finalmente pagávamos a reserva. Diferente dos hotéis, o airbnb exige o pagamento no ato da reserva, o que pra gente foi ótimo.
Vale ressaltar aqui que, quando fechamos, o airbnb ainda processava suas reservas em dólares e por isso pagamos tudo ainda com o IOF, ou seja, no final a hospedagem saiu a US$ 959 aproximadamente. Mesmo assim, bem distante do Kristal e a anos-luz do valor final que pagaríamos no Riu, uma economia real de mais de R$ 7 mil ou US$ 2.090. Eu li alguma coisa a respeito da nova política de pagamentos da empresa mas não tenho maiores informações para passar, já que não fiz novas reservas depois dessa última.
Durante o relato darei mais detalhes sobre o local.
PASSAGENS AÉREAS
Talvez o maior vacilo da viagem. Quando nos decidimos por Cancún, lá em novembro de 2014, acompanhei o preço das passagens para julho, mas somente pela Copa. Por que? A empresa era a que fazia o trajeto em menor tempo, com escalas no Panamá, o que ainda reforçou mais o desejo de ir por ela, já que minha esposa queria fazer algumas compras na volta. Não cheguei a pesquisar outras cias que fazem com escalas pelos EUA pois não temos o visto americano. Queríamos um voo noturno, com o menor tempo possível. O motivo: eu odeio voar. Não tem jeito. Não consigo pregar os olhos, fico tenso demais.
Continuei acompanhando o preço; ele não variou muito e os rumores de uma piora na crise me fizeram temer um aumento explosivo nos preços. Decidi comprar e comprei mal: pagamos, em janeiro, quase R$ 6 mil por duas passagens no esquema em que queríamos. Meses depois, por volta de maio, a Copa lançou uma promoção e passagens similares estavam saindo por R$ 4 mil o casal. Mas não tinha jeito, a besteira já estava feita.
Eu não curti muito o voo, mas como eu já escrevi, tenho medo de voar, logo minha opinião não deve contar muito. Minha esposa apagou do meu lado, ela voa tranquilamente, . O avião sacudiu bastante e quando trocamos de aeronave eu pensei que tinha acabado. Que nada! O trajeto Panamá - Cancún foi pior ainda. Acho que nunca peguei um voo que sacudisse tanto. Achei a empresa bem padrão, não se sobressaiu em quase nada em relação a outras que nós já experimentamos. O espaço entre as poltronas era pequeno, o assento não era muito confortável (embora após 8 ou 9 horas de voo acho que só uma cama fica confortável ). A comida servida ficou dentro do esperado. O entretenimento a bordo foi bom, grande variedade de filmes, uns mais antigos, outros bem recentes. As telas que ficavam nas poltronas eram do tipo touch e bem melhores do que vimos na Alitalia, empresa que voamos quando voltamos da Europa em 2013.
DOCUMENTOS, VACINAS E SEGURO VIAGEM
Acho que não é novidade para ninguém que não é mais necessário o visto mexicano. Só vou comentar aqui para não passar em branco. A imigração foi tranquila (menos a fila...), não tivemos nenhum problema. Passaportes em mãos, voucher da hospedagem ( no nosso caso o voucher do airbnb) impresso. No avião eles dão formulários para preenchimento, não me recordo muito bem a diferença dos dois, deveria ter tirado foto, mas estava tão "zoado" no desembarque que nem lembrei. Mas em um deles nós temos que responder se estamos carregando mais de US$ 10 mil e se estamos carregando qualquer produto de uma lista restrita deles (armas, animais, etc) e no outro devemos preencher dados do voo, país de origem, números do passaporte, local de hospedagem, motivo da viagem, período de permanência e coisas do tipo. Acho que é isso. Se estiver errado e alguém puder corrigir a informação, agradeço. O agente da imigração não me cobrou o seguro viagem mas mesmo assim ele estava na minha pasta, por via das dúvidas.
Sobre vacinas: não tomei nenhuma vacina e não me cobraram nada. Nem no Panamá e nem em Cancún. Não é necessário tomar nada, no Panamá nem abandonamos a área internacional. Um brasileiro que estava ao meu lado faria uma conexão com 7 horas de espera por lá e não havia tomado. Mas não sei informar se aconteceu alguma coisa com ele quando desembarcou. Pelo que ele me disse (que ficaria no próprio aeroporto, mofando) não acredito que houve qualquer desdobramento.
Sobre o seguro viagem: nós fechamos pela Mondial. O valor final ficou em R$ 470 o casal pelo período de 04.07 a 14.07. O plano contratado foi o MONDIAL TRAVEL AMERICA TOP. Não posso opinar sobre a qualidade pq, graças a Deus, não precisamos acioná-lo em nenhum momento.
DÓLARES X PESOS
Tópico muito controverso. Li em muitos relatos o conselho de levar dólares e ficar somente com o estritamente necessário em pesos. Eu discordo.
Nós levamos algo em torno de US$ 3 mil em dinheiro. Esse valor alto se deve ao fato de que fecharíamos alguns passeios pela Álvaro Tours e teríamos que pagar o mergulho em Cozumel diretamente com outra empresa. A diferença que sobraria estava destinada pros gastos gerais e possíveis emergências. Fora isso, levamos mil pesos, adquiridos com um conhecido que voltava de lá. Não me recordo a quanto eu comprei dele (em 2014 ainda), mas foi um preço bom. Preferi levar alguma coisa em pesos, principalmente pensando em locomoção na zona hoteleira e também o pagamento das passagens para Playa Del Carmen no terminal ADO.
E por que eu discordo? Dois motivos fundamentais: o primeiro é a conversão louca que eles fazem na hora, o que em sua grande maioria é FERRO para o turista. Se vc não for bom de conta ou não tiver nada para auxiliá-lo e só tiver dólares em mãos, pode se preparar. O segundo é justamente a desonestidade dos mexicanos, que infelizmente nos surpreendeu negativamente. Vejam bem, não são todos, muito pelo contrário, mas existem malandros espalhados, já escolados no trato com o turista, querendo vantagem em tudo, acostumados a extorquir americanos. É chato, é feio, mas vemos isso aqui no Brasil também. E muito. Eu recomendaria equilíbrio. Levar sim dólares, isso sem sombra de dúvidas, mas também trocar uma quantidade razoável em pesos. Você usará bastante: nos mercados, no ônibus, em algumas compras pequenas (onde há uma diferença implícita caso vc pague em dólar, pode acreditar). Não se assuste com os números, a moeda mexicana é bem desvalorizada. Atualmente MXN 1000 equivale a aproximadamente R$ 213 (cotação de hoje: MXN 1 = R$ 0,21 no site http://economia.uol.com.br/cotacoes/).
Ah! E leve notas pequenas!!! Lembre-se que todo o troco que você receberá será em pesos. Eu não me importava com isso, os pesos iam fácil, tudo que eu podia pagar com eles, eu pagava. Mas a malandragem mora aí mesmo, quando vc paga alguma conta pequena com notas altas de dólar...quando eu for relatar o dia do Joyà entrarei em mais detalhes.
APLICATIVOS ÚTEIS
Em meu finado celular (triste lembrar disso, mas...) eu levei alguns aplicativos bem úteis. O primeiro foi o cityguide Cancún do Tripadvisor. Ele funciona offline e era só jogar a localização do que eu queria que conseguia me locomover pela zona hoteleira e sabia onde dar sinal para descer do ônibus. Vale ressaltar que ele só dá localização do que existe no site do trip, ou seja, estabelecimentos ou points avaliados pelos usuários. Nós utilizamos muito esse app pq gostamos da liberdade de fazer tudo por conta própria sem ficar pedindo informações pra ninguém. Mas, caso não leve celular, também é super tranquilo pedir pro motorista avisar em determinados pontos, vi muitas pessoas fazendo isso e nós também fizemos quando fomos ao terminal ADO.
Outro aplicativo é o google tradutor com pacote offline. Mas aí vocês pensam: "ah, é tranquilo se virar com o portunhol". Sim, é tranquilo na maioria das vezes, mas seguro morreu de velho, melhor levar caso precise né, vai saber... Tem coisas nos cardápios que nenhum portunhol resolve. Para quem não fala nada de espanhol, é uma mão na roda.
Por último e MAIS importante, vem o app de conversão de moedas. Santo aplicativo! Ele me livrou de tomar uma volta gigante no Joyà (espetáculo do Cirque du Soleil). Sempre bom ter em mãos! É claro que você não conseguirá a cotação indicada ali mas é bom para se ter um norte dos valores cobrados. Tudo bem que "quem converte não se diverte", eu também acredito nisso. Mas por Cancún, quem não converte também pode tomar volta. Infelizmente não me lembro o nome do que eu tinha e o motivo vem a seguir...
SEGURANÇA
Bom, senti segurança em quase todos os momentos da nossa estadia em Cancún, assim como em Cozumel, Playa Del Carmen e Isla Mujeres. Inclusive, voltei do Coco Bongo lá pelas 3h da madrugada de ônibus e foi super tranquilo. Não vi assaltos ou violência. Tudo estava perfeito até eu ter meu celular furtado no ônibus. Infelizmente esse acontecimento manchou um pouco da viagem e foi um dos motivos pelo qual decidi escrever. Vou detalhar tudo no decorrer do relato, mas adianto que foi na volta de Isla Mujeres, quando entrei em um R-2, em frente a Playa Tortugas.
PROGRAMAÇÃO
Após muitas mexidas e negociações, a programação final cumprida foi essa:
DIA 04/07/15 (Sábado) - Chegada em Cancún/ Ida à Alvaro Tours / Jantar no Bubba Gump Shrimp Co.
DIA 05/07/15 (Domingo) - Xcaret
DIA 06/07/15 (Segunda) - Nado com Golfinhos + Garrafon
DIA 07/07/15 (Terça) - Tulum Especial + Coco Bongo
DIA 08/07/15 (Quarta) - Parasailing + Jungle Tour
DIA 09/07/15 (Quinta) - Chichén Itzá Especial
DIA 10/07/15 (Sexta) - Mergulho em Cozumel
DIA 11/07/15 (Sábado) - Xplor + Joyà
DIA 12/07/15 (Domingo) - Isla Mujeres + Shopping La Isla
DIA 13/07/15 (Segunda) - Dia Livre + Xoximilco
DIA 14/07/15 (Terça)- Volta para o Brasil
Vamos ao relato então! Espero que gostem!
DIA 01 - 04/07/15 - SÁBADO.
Finalmente o dia havia chegado! Foram quase 7 meses de espera, desde a primeira compra até o bendito dia da viagem!
Partimos de casa nas últimas horas da sexta, dia 03, rumo ao aeroporto Galeão, aqui no RJ. A ansiedade era grande e mesmo o voo marcado somente para 01:32 h da madrugada de sábado, chegamos às 23h por lá. Uma dica e um aviso para quem voa de Copa: existe o Web Check-In, que você realiza no próprio site da cia e imprime o voucher. Quando você chega no aeroporto, existe uma fila específica para aqueles que já o fizeram. Ela foi mais rápida do que a outra fila, tanto na ida quanto na volta. Foi exatamente ao tentar realizar o web check-in que descobri que o horário do meu voo havia sido alterado, pouca coisa, porém ainda assim alterado. Não consegui realizar o procedimento na véspera e liguei para a cia para pedir ajuda. Foi quando fui informado da alteração do horário. Detalhe: não fui avisado por email, sms, nada. Não sei se é uma prática comum, mas acho bom se prevenir e verificar.
Tudo certo e fizemos o despacho da nossa única bagagem: uma mala de 15 kg. Sim, senhoras e senhores, nós conseguimos ser bem econômicos desta vez! Uma única mala foi o suficiente para todas as roupas e utensílios de higiene pessoal. Fica mais fácil quando o destino é tropical.
Eu me utilizei de uma dica que li por aqui: levei uma mochila com uma bermuda, sunga, camiseta e chinelo. Minha esposa fez o mesmo. Também levei toda minha documentação numa pasta dentro da mochila, assim como minhas câmeras e um laptop pequeno. Existe sempre a possibilidade de extravio de bagagem e na minha cabeça eu acreditava realmente que conseguiria dormir durante a noite para poder curtir a piscina no condomínio/hotel em que estávamos hospedados. Graças a Deus, deu tudo certo e não houve problemas com a mala.
Já na área de embarque, entramos em uma das lojas de perfumes do Galeão, para pesquisar o preço de um perfume 212 que meu irmão havia encomendado: US$ 76. Guardei o valor para poder comparar com o Panamá. Lá, na volta, encontrei o mesmo produto por US$ 72. Não achei tanta diferença assim.
O voo saindo do RJ foi complicado pra mim, como já mencionei. Apesar do bom tempo, a aeronave sacudia muito e os avisos de "apertem os cintos" permaneceram acesos a viagem toda. Um inferno para quem odeia voar .
Chegamos ao Panamá por volta de 07: 10 h. Nossa conexão partia às 07: 58 h e tínhamos pouco tempo e muita pressa, já que a ansiedade estava enorme. Ignoramos as lojas, fomos ao banheiro (baño em espanhol, pronuncia-se 'banho") e logo embarcamos em um novo avião. Vale ressaltar que pela Copa, o check-in realizado no RJ dispensa a necessidade de um novo check-in no Panamá. Eles já te dão o cartão de embarque aqui mesmo no Galeão, bastando você ir direto ao portão indicado. Ah, e as malas também vão direto, você só se preocupa com elas em Cancún mesmo. :'>
A chegada estava prevista para 10:42 h e foi por aí que desembarcamos. Seguimos por um corredor imenso, bem grande mesmo, até chegar às filas da imigração. Gigantes naquele dia. Um dos fiscais pedia o passaporte e ia separando as pessoas em filas diferentes, mas não atentei qual era o motivo. Estava pregado, cheio de dor nas costas.
Chegada a nossa vez, o agente da imigração não foi lá muito simpático, porém não implicou com nada. Pediu passaporte, voucher da hospedagem, o formulário que preenchemos no avião. Ele carimbou, destacou e nos avisou para não perdermos pq na volta teríamos que apresentá-lo. Acho que foi isso, pessoal. Como eu disse, estava bem cansado e meio que no automático. Passamos pela imigração e fomos para a fase 2: a mala.
Mais um chá de canseira. A mala demorou quase 40 minutos para surgir na esteira indicada. Ali reparei na quantidade absurda de americanos que visitavam Cancún. A maioria esmagadora era composta de molecada. Finalmente nossa mala apareceu e a recolhemos. Dali era só alegria, direto pro hotel, certo? NÃO! E toma-lhe mais uma fila, gigante também, a fila da aduana, a alfândega. Vi um casal americano com 8 malas. 8, eu juro. . E não eram daquelas pequenas não. Eram gigantes. Meia hora de espera e conseguimos passar pelo raio x. Entregamos o outro formulário (que perguntava se portávamos alguma coisa da lista restrita deles e etc) e finalmente seguimos rumo à saída.
Compramos o transfer de ida e volta com o Álvaro. Negociação realizada por email, pagamento efetuado via PayPal. Valor final para o casal: US$ 59. Eles nos enviaram um arquivo com orientações para o momento do desembarque.
Seguimos as instruções mencionadas. Assim que saímos, recebemos as boas vindas mexicanas: um calor infernal!!! Nós já sabíamos que seria assim, afinal era verão por lá, mas dentro do aeroporto estava tão fresco que havíamos esquecido... . Muito forte. Encontramos o Cristian, funcionário do Álvaro. Tudo correu super bem, entramos na van e seguimos rumo ao nosso condomínio. O atendimento foi muito bom, não tenho do que reclamar, Cristian é gente boa e fala muito bem o português. Durante o trajeto, que durou cerca de 20 minutos, ele nos perguntou se faríamos outro passeio com eles. Eu respondi que sim, que faria o check-in no quarto e depois iria direto lá na agência deles. Cristian disse que não era necessário, falou para aproveitarmos um pouco do dia, estava muito quente e a viagem havia sido longa. Perguntou se poderia passar por volta das 19h para nos buscar. Ele nos levaria até a agência e depois nos traria de volta. Perfeito. Aceitamos.
Chegamos ao endereço indicado, no KM 18.7 da Boulevard Kukulcan, fomos deixados ali por volta de 12:40 h. Aqui faço uma observação sobre a hospedagem.
Quando fechamos a reserva, joguei no google maps para ter uma ideia de onde ficava exatamente, já que o endereço completo do local só nos é revelado quando finalizamos a reserva. O nome que Michelle, a proprietária, nos passou era Solymar Condo. No Maps, o nome que aparece é Solymar Beach Resort. Fiquei em dúvida pq a meu ver, estaríamos em um condomínio e não em um hotel. Fui olhar no tripadvisor e os reviews eram tenebrosos. Fiquei preocupado pq já achei que tinha sido enganado. Mas não.
Não entendi muito bem como se dá a composição do local, mas pelo que deduzi, existe uma parte hoteleira e uma parte residencial. Nessa parte residencial, os proprietários alugam seus apartamentos por conta própria. Minhas suspeitas foram confirmadas quando Michelle me enviou instruções de check-in: eu deveria ignorar a recepção do local ("eles não têm relação conosco") e seguir diretamente pelos corredores, procurando um elevador e indo até o apartamento dela. Então eu descobri que existe um outro review no tripadvisor, voltado para a parte de condomínio e entendi a disparidade das avaliações: muitas pessoas fechavam o local com a parte hoteleira e reclamavam da estrutura velha, da pobre qualidade da comida (ele é all inclusive também) e da grosseria de alguns funcionários. É claro, você compra um hotel e espera serviço de hotel. No meu caso e no daqueles que contratavam o apartamento da parte de condomínio não, nós contratamos somente o imóvel (que pelo que eu entendi das avaliações, estão em melhor condição de conservação do que os quartos da parte hoteleira), sem ligação com o hotel em si, mas mesmo assim podendo utilizar as dependências, como a piscina. Então minha expectativa era uma expectativa de quem vai para um condomínio e não para um resort. Nós só queríamos um bom apartamento, seguro e limpo, com uma vista para o mar. E foi o que conseguimos. Vou deixar aqui os dois links das avaliações, lembrando que são serviços diferentes, porém funcionando na mesma estrutura.
Voltando ao relato, fomos até o apartamento indicado e encontramos com Peter, o marido de Michelle. Estávamos adiantados, o check-in era às 14h, e Peter nos informou que o apartamento ainda não estava pronto. Ele se ofereceu para ficar com nossas malas enquanto esperávamos e aceitamos. Saímos de lá e fomos procurar uma loja muito famosa por Cancún: Oxxo. Eu sabia que havia uma por perto pq já tinha lido em um dos reviews. Estávamos famintos e com muito calor. E o pior: de calças jeans. Pois é, estupidez total ãã2::'> .
Achamos a bendita loja e lanchamos um cachorro quente por lá. Aproveitamos e fizemos algumas compras básicas, como água, refrigerantes, snacks e itens para um café da manhã e lanche. Não sei dizer ao certo o valor final das compras (e isso será um certo problema durante o relato) pq toda a "contabilidade" da viagem estava armazenada no meu celular...logo...
Enrolamos até dar 14h e voltamos para o hotel. Ainda tivemos que esperar mais um pouco pq o apartamento ainda não estava pronto. Peter foi muito solícito e se desculpou algumas vezes. Eu estava tranquilo, geralmente tenho uma boa tolerância nesse tipo de coisa, estávamos viajando, comemorando aniversário de casamento, no stress. Por fim, às 15h, entramos em nosso quarto e para a nossa alegria, ele era exatamente igual ao anúncio do airbnb. Ligamos imediatamente o ar condicionado e acessamos o wifi pq precisávamos falar com nossa filhota e com meu pai, todos deveriam estar bem preocupados. Falamos com todos e...cochilamos . O plano era descer e pegar uma piscina até a hora do Cristian vir pegar a gente mas eu estava tão pregado que não deu. Dormi.
Quando deu o horário, a van chegou para nos pegar, em frente à recepção. Para nossa surpresa, quem estava lá não era Cristian e sim o próprio Álvaro. Seguimos rumo à loja, conversando e ainda passamos em outro hotel para buscar outro brasileiro.
Chegamos à loja do Álvaro. É uma loja grande. Só que uma loja quente, seu Álvaro, aqui vai uma crítica!
Aqui faço mais uma observação importante sobre a Álvaro Tours e a negociação do pacote.
Toda a negociação foi conduzida por email. Trocamos alguns, onde eu passei informações e o que eu desejava fazer. Inicialmente, cotei tudo com eles, não queria dor de cabeça. Quem conduziu a troca de mensagens foi uma funcionária dele, Clarissa, que mais tarde, já em Cancun, soube que se tratava da kalissinha, membro aqui do Mochileiros, que foi quem popularizou os serviços do Álvaro. Infelizmente não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, nossos horários não bateram. De qualquer forma, um abraço!!!
Bom, o orçamento me foi enviado. Segue o arquivo:
O orçamento estava salgado. US$ 2744. Da época em que ela me enviou esse arquivo até o momento da viagem, muita coisa mudou.
O dólar deu uma disparada. Ficamos preocupados. Assim que trocamos de hospedagem e fechamos o pagamento, concentramos esforços para decidir qual seriam os passeios imperdíveis e se os preços praticados pela agência do Álvaro eram mesmos os melhores. Não quisemos fechar nada antecipadamente e deixamos tudo para o dia de chegada, exatamente para negociar um desconto.
A primeira coisa que fizemos foi cortar alguns passeios da lista. O primeiro que estava fora era o Captain Hook. Ficou para a próxima. Em seguida, o Jet Ski.
Achei alguns valores meio que exorbitantes. Decidi pesquisar por conta própria e caso não achasse mais barato, cortaria também. O primeiro da lista foi o passeio ROYAL GARRAFON VIP + ROYAL SWIM VIP. Esse pacote incluía transporte em um ferry até Isla Mujeres (ida e volta) + nado com golfinhos completo + transporte ao parque Garrafon + all inclusive. O preço estava demais, US$ 398 o casal!!!
Pensei em diminuir num primeiro momento. Pegar o pacote básico. Porém, antes de mais nada, fui ao site do próprio Garrafon (http://www.garrafon.com/). Qual não foi minha surpresa ao ver no site uma anúncio gigante: "promoção de pré-venda de verão". Simulei o mesmo pacote e aí veio a surpresa: US$ 298,50. Isso mesmo, um desconto promocional de US$ 99,50 para o casal. Nem pisquei. Fechei tudo, na hora. Mesmo pagando o IOF da transação no cartão de crédito, ainda sairia mais vantajoso do que fechar no Álvaro: algo em torno de US$ 318, ou seja, ainda sim uma diferença de US$ 80. No email de confirmação enviado pelo Garrafon, todas as instruções necessárias me deixaram tranquilo. A única coisa que eu perderia efetivamente ao não fechar o pacote com o Álvaro era o transfer hotel-Playa Tortugas - hotel. Mas, por uma diferença desse tamanho eu estava disposto abrir mão disso.
O próximo passeio a ser cortado dessa lista foi COZUMEL AO AMANHECER SNORKELING. O preço, estava saindo a US$ 378 o casal + US$ 10 de táxi do porto de Cozumel até o local. Eles não deixam claro se esse valor do táxi é de ida e volta ou somente de ida. Pelo valor que eu encontrei por lá, creio que seja só de ida mas isso é um achismo. No pacote, transfer CANCÚN - PLAYA DEL CARMEN - CANCÚN + ferry para COZUMEL + o snorkeling, com direito a snacks e algumas bebidas.
A ideia original era fazermos somente o snorkeling por cozumel, já que minha esposa tem asma e tinha muito medo de mergulhar. Mas pesquisei atrás de empresas confiáveis e encontrei uma super bem avaliada no tripadvisor, chamada COZUMEL H2O. Entrei em contato com eles e pedi informações sobre os mergulhos para iniciantes. Eles me responderam prontamente e me indicaram o DISCOVER SCUBA EXPERIENCE, um mergulho de, no máximo, 10 metros, em três locais diferentes. Snacks também inclusos. O valor: US$ 280. É claro que havia outros fatores a serem ponderados, como viagem até Playa Del Carmen, valor do ferry e o táxi em si. Novamente, fui às contas:
Ônibus na zona hoteleira até o terminal ADO (ida e volta para 2 pessoas ): 42 pesos (+- US$ 3)
Ônibus ADO Cancún - PDC (ida e volta para 2 pessoas): 240 pesos (+-US$ 15)
Ferry Ultramar PDC - Cozumel (ida e volta para 2 pessoas): +- US$ 40.
Táxi do porto de Cozumel até o local (ida e volta para 2 pessoa): US$ 17.
Discover Scuba Experience: US$ 280.
TOTAL: US$ 355.
Então nós tínhamos o passeio do Álvaro, que era snorkeling somente, com um diferencial de transfer até PDC ida e volta pelo preço de US$ 378 o casal + o valor do táxi. E um mergulho de cilindro em um dos lugares mais bonitos do planeta, com a desvantagem de ter que se locomover até lá por US$ 355. A diferença parece pequena mas os tipos de experiência pesaram na decisão: escolhemos o mergulho, mesmo com minha esposa super receosa. Pagaríamos mais barato por um produto melhor (o scuba).
Em tempo: conversando com o Álvaro, ele me informou que o preço anunciado era o referente ao mergulho e não ao snorkeling. Houve um equívoco no orçamento enviado. Mas, àquela altura, era tarde. Eu já havia fechado o passeio com a H2O.
Os parques até pensei em fechar por conta própria mas fiz algumas simulações e os preços não eram muito diferentes. Então deixei para fechar com o Álvaro para alavancar meu poder de barganha em um possível desconto.
Quando chegamos à loja da Álvaro Tours, negociamos diretamente com ele. No fim das contas, dos passeios que sobraram para fecharmos, o total cheio era de US$ 1650. Álvaro ainda me perguntou o pq eu havia mudado minha programação e eu fui sincero com ele, contei que fechei por conta própria pq achei valores melhores. Contei sobre o mergulho em Cozumel e também sobre a promoção do Garrafón. Ele entendeu e mesmo assim negociou excelentes descontos para nós dois, e disse que numa próxima vez que fôssemos a Cancún que não fechássemos nada antes, que levássemos até ele o preço menor, que ele faria de tudo para igualar. Tivemos que mudar muita coisa pq alguns dos passeios haviam mudado de dia, caso do Chichen Itzá, que era domingo e agora seria na quinta. Fizemos um samba doido lá pra conseguir encaixar tudo, sem conflitos. No final, deu tudo certo. E o valor final saiu em US$ 1350, uma diferença de US$ 300 após umas choradas básicas . A negociação fluiu tão bem que acabamos fechando um passeio extra (minha esposa queria esse passeio há meses e quando eu vi a propaganda lá, acabei casando tudo), o Xoximilco. Saiu a US$ 100 por pessoa, US$ 200. O total final foi de US$ 1550, com um passeio extra + US$ 100 de desconto.
Uma coisa eu tenho pra falar do cara: ele é bom de jogo. Se você chegar e negociar, ele vai ouvir. É possível chegar num denominador comum, bom para os dois lados. Talvez se eu soubesse disso antes de ir, teria chegado lá e fechado tudo com ele, após chegar aos preços da concorrência. De qualquer forma eu recomendo a agência, o atendimento foi excelente, tanto por email, quanto pessoalmente. Nota 10. Os passeios com eles ficaram assim arranjados:
Pagamento realizado, instruções passadas, nos despedimos para dar uma volta pela cidade. Acabamos dispensando a carona pro hotel. Resolvemos andar e depois jantarmos no Bubba Gump.
Assim que saímos da loja, fomos andando em direção à parte agitada, só pra olhar mesmo, já que nossa ida ao Coco Bongo estava programada para terça-feira somente. Álvaro nos indicou um mercado famoso por lá, o Chedraui. Entramos para conhecer e vimos um mercado com uma super estrutura. Tem de tudo por lá. E os preços nós achamos bem melhores do que os do Oxxo.
Ao sairmos de lá, mais alguns metros à frente, e encontrávamos a Coco Bongo e as outras boates e bares. Em um dos bares, Congo, várias dançarinas davam um show para quem passava por ali. Tudo muito surreal.
Vou deixar aqui um vídeo curto do Congo
Logo depois, passamos por um mercadinho que fica um pouco depois do Coco Bongo e sentimos pela primeira vez a malandragem mexicana. Minha esposa viu um chapéu de praia e parou pra olhar. Logo um vendedor surgiu nos abordando. Eu perguntei quanto custava e ele: 50 pesos. Eu disse que queríamos. Quando entramos na loja, a dona veio até nós e disse: não é 50 pesos e sim 50 dólares. Eu fiz cara de espanto e já saí dizendo: "muito caro, muito caro, somos brasileiros e não americanos.". Dei a mão pra minha mulher e saí da loja. Ela veio atrás, diminuindo o preço a cada investida: 40, 30, 20, chegou até 15. Mas não quisemos levar, esse tipo de coisa é muito irritante. Quis dar uma de malandra, perdeu a venda.
Pegamos o ônibus e seguimos para o restaurante Bubba Gump. Utilizei o app pela primeira vez e tudo certo: assim que chegamos, dei sinal e descemos.
O restaurante é muito bom! Atendimento excelente, comida deliciosa. Para quem gosta de camarão, um verdadeiro paraíso. Eles têm cardápio em português. Fica bem perto do Outback. Acabamos exagerando e pedindo comida demais, não aguentamos! Pagamos uma conta generosa (no cartão) no valor de 660 MXN (+- US$ 43). Aqui também vimos como funciona a famosa "propina" ou gorjeta deles. Ninguém tem vergonha de pedir e em muitos lugares a conta vem com um destaque, onde se lê: a propina não está inclusa. Acabamos dando US$ 5 de gorjeta. Saímos de lá cansados e felizes. Logo depois, pegamos novamente o ônibus e usamos o app para achar nosso condomínio - hotel. Chegamos esmagados e doidos pra dormir. E foi o que fizemos. No dia seguinte teríamos nosso primeiro passeio: Xcaret. E já adianto que foi DEMAIS!!! .
É isso, pessoal! Assim que der, vou postar o dia 02. Um grande abraço, espero que curtam o relato!
Boa tarde, amigos do Mochileiros!
Há pouco mais de um mês, voltávamos dessa viagem que foi muito boa, porém com alguns contratempos que pesaram na hora de decidir se eu deveria fazer ou não mais um relato sobre Cancún e seus arredores, visto que o fórum contém vasta gama de informações e dicas (as quais me foram extremamente úteis).
A ESCOLHA DO DESTINO
Nossa última grande viagem havia acontecido em 2013. Este ano, minha esposa e eu completamos, no dia 12/03, 10 anos de casados! Por isso, decidimos, desde o ano passado, comemorarmos a data tão especial com o que mais amamos fazer: viajar!!!
Em um primeiro momento, a escolha recaiu novamente sobre a Europa, só que desta vez com um pedacinho da Ásia. Existe tanta coisa que não havíamos conhecido e a nossa viagem de 2013 foi tão mágica (o link está em minha assinatura, caso alguém deseje lê-lo) que planejamos passar 20 dias por lá, em maio. O roteiro já estava até feito: chegaríamos por Paris (4 noites) e depois seguiríamos: Londres (5 noites), Santorini (3 noites), Atenas (2 noites), Istambul (3 noites), Göreme (2 noites) e por fim voltaríamos de Istambul para o RJ. Uma viagem bem diferente, roteiro diversificado e...caro! A crise, que vivemos hoje e que ano passado já estava forte, implodiu a ideia original e nos fez pensar em outra alternativa.
Foi quando lembramos de CANCÚN, nossa primeira paixão quando começamos a sonhar em viajar. Quis o destino que só conhecêssemos a região 10 anos depois dos primeiros planos. Decidimos fechar menos dias, maximizando nossa capacidade de gastos, fazendo tudo que achávamos imperdível. Após mais algumas mudanças, economizamos na hospedagem, descartamos os grandes resorts. Investimos tudo em passeios e experiências. E valeu a pena.
HOSPEDAGEM
Na euforia de fecharmos a viagem, quase cometemos um erro fatal. Nosso vontade era ficar no Sun Palace, um resort 5 estrelas só para adultos. Mas desde o início eu percebi que seria inviável, o preço estava nas alturas. Ainda insistindo na ideia, pensamos no Riu. O valor, hoje eu vejo o absurdo, era de US$ 2.880,00 já com o transfer de ida/ volta. O resort é all inclusive. Bom, eles não deixam você pagar antecipadamente pelo site, pelo menos no período em que fiz a pesquisa, ficando o acerto para o dia do check-in. Ainda bem. Duas coisas me incomodaram desde o princípio: os relatos do tripadvisor e do booking sobre roubos nos quartos e sobre a diferença cobrada na conversão das diárias (em pesos) para o dólar. Putz, pagar caro desse jeito e ainda ser furtado? Aí não. Depois fiquei imaginando o estresse com a diferença cobrada na hora de pagar e fiz uma conta rápida: mesmo que eles cobrem essa diária combinada, vou pagar no cartão de crédito. Então US$ 2.880 X 3,35 (cotação aproximada da época): R$ 9,648 + 6,38% de IOF = +- R$ 10. 264. Ou seja, mais de US$ 3 mil só com hospedagem. Essa conta não fechava. E, para piorar, viajaríamos em julho, o que nos apavorou, já que pensávamos que o dólar estouraria a barreira dos R$ 4 até lá. Desistimos do Riu.
Procuramos então um hotel mais barato e bem localizado. Acabamos vendo o Krystal Cancun. Pelas avaliações, era um resort inferior ao Riu mas ainda assim bonito. O valor era de US$ 1.340. Nem café da manhã tinha. Até ali, tudo bem, mesmo comendo todo dia na rua não pagaríamos a mesma coisa do Riu no final.
Só que resolvi dar uma olhada nos detalhes que eles colocam (discretamente) nas condições do hotel e vimos que nenhum imposto estava incluso. Muito pelo contrário. Eles eram cobrados no ato do check-in, junto com a diária. Juntos, davam algo em torno de 19% de acréscimo. (diz no site: "Impostos e taxas de serviço: Imposto de 16 % não incluído(a) Imposto municipal de 3 % não incluído(a) Taxa de serviço não aplicável"). Novos cálculos: US$ 1.340 + 19% = US$ 1.594,6. Ou seja, US$ 1.594,6 x 3,35 = 5.341,91 + 6,38% de IOF = +- R$ 5.683. Quase metade do Riu, porém ainda alto. Como é caro ficar de frente para o mar em Cancún!

Continuei a busca. Resolvi pesquisar no airbnb. Era um serviço que eu nunca havia usado, mas me sentia respaldado pelos relatos positivos daqui do Mochileiros ao redor do mundo. Foi quando encontrei o apartamento da Michelle e do Peter, um casal americano que vive por lá.
Pelas fotos, o apartamento era amplo e tinha uma vista linda. Ficava na parte de baixo do "7" da zona hoteleira, um pouco distante da vida noturna e dos grandes resorts mas nada que prejudicasse, é muito simples se locomover por lá.
O preço: US$ 901 por 10 noites. Wifi liberada, ar condicionado, cozinha completa, banheiro, enfim, tudo o que se precisa. Li os reviews do anúncio, vi a reputação dela (a conta está em seu nome) como host, tudo certo. Decidimos fechar. No dia 24 de maio, após essa andança toda, finalmente pagávamos a reserva. Diferente dos hotéis, o airbnb exige o pagamento no ato da reserva, o que pra gente foi ótimo.
Vale ressaltar aqui que, quando fechamos, o airbnb ainda processava suas reservas em dólares e por isso pagamos tudo ainda com o IOF, ou seja, no final a hospedagem saiu a US$ 959 aproximadamente. Mesmo assim, bem distante do Kristal e a anos-luz do valor final que pagaríamos no Riu, uma economia real de mais de R$ 7 mil ou US$ 2.090. Eu li alguma coisa a respeito da nova política de pagamentos da empresa mas não tenho maiores informações para passar, já que não fiz novas reservas depois dessa última.
Link do anúncio: https://www.airbnb.com.br/rooms/132061
Durante o relato darei mais detalhes sobre o local.
PASSAGENS AÉREAS
Talvez o maior vacilo da viagem. Quando nos decidimos por Cancún, lá em novembro de 2014, acompanhei o preço das passagens para julho, mas somente pela Copa. Por que? A empresa era a que fazia o trajeto em menor tempo, com escalas no Panamá, o que ainda reforçou mais o desejo de ir por ela, já que minha esposa queria fazer algumas compras na volta. Não cheguei a pesquisar outras cias que fazem com escalas pelos EUA pois não temos o visto americano. Queríamos um voo noturno, com o menor tempo possível. O motivo: eu odeio voar. Não tem jeito. Não consigo pregar os olhos, fico tenso demais.
Continuei acompanhando o preço; ele não variou muito e os rumores de uma piora na crise me fizeram temer um aumento explosivo nos preços. Decidi comprar e comprei mal: pagamos, em janeiro, quase R$ 6 mil por duas passagens no esquema em que queríamos. Meses depois, por volta de maio, a Copa lançou uma promoção e passagens similares estavam saindo por R$ 4 mil o casal. Mas não tinha jeito, a besteira já estava feita.
Eu não curti muito o voo, mas como eu já escrevi, tenho medo de voar, logo minha opinião não deve contar muito. Minha esposa apagou do meu lado, ela voa tranquilamente,
. O avião sacudiu bastante e quando trocamos de aeronave eu pensei que tinha acabado. Que nada! O trajeto Panamá - Cancún foi pior ainda. Acho que nunca peguei um voo que sacudisse tanto. Achei a empresa bem padrão, não se sobressaiu em quase nada em relação a outras que nós já experimentamos. O espaço entre as poltronas era pequeno, o assento não era muito confortável (embora após 8 ou 9 horas de voo acho que só uma cama fica confortável
). A comida servida ficou dentro do esperado. O entretenimento a bordo foi bom, grande variedade de filmes, uns mais antigos, outros bem recentes. As telas que ficavam nas poltronas eram do tipo touch e bem melhores do que vimos na Alitalia, empresa que voamos quando voltamos da Europa em 2013.
DOCUMENTOS, VACINAS E SEGURO VIAGEM
Acho que não é novidade para ninguém que não é mais necessário o visto mexicano. Só vou comentar aqui para não passar em branco. A imigração foi tranquila (menos a fila...), não tivemos nenhum problema. Passaportes em mãos, voucher da hospedagem ( no nosso caso o voucher do airbnb) impresso. No avião eles dão formulários para preenchimento, não me recordo muito bem a diferença dos dois, deveria ter tirado foto, mas estava tão "zoado" no desembarque que nem lembrei. Mas em um deles nós temos que responder se estamos carregando mais de US$ 10 mil e se estamos carregando qualquer produto de uma lista restrita deles (armas, animais, etc) e no outro devemos preencher dados do voo, país de origem, números do passaporte, local de hospedagem, motivo da viagem, período de permanência e coisas do tipo. Acho que é isso. Se estiver errado e alguém puder corrigir a informação, agradeço. O agente da imigração não me cobrou o seguro viagem mas mesmo assim ele estava na minha pasta, por via das dúvidas.
Sobre vacinas: não tomei nenhuma vacina e não me cobraram nada. Nem no Panamá e nem em Cancún. Não é necessário tomar nada, no Panamá nem abandonamos a área internacional. Um brasileiro que estava ao meu lado faria uma conexão com 7 horas de espera por lá e não havia tomado. Mas não sei informar se aconteceu alguma coisa com ele quando desembarcou. Pelo que ele me disse (que ficaria no próprio aeroporto, mofando) não acredito que houve qualquer desdobramento.
Sobre o seguro viagem: nós fechamos pela Mondial. O valor final ficou em R$ 470 o casal pelo período de 04.07 a 14.07. O plano contratado foi o MONDIAL TRAVEL AMERICA TOP. Não posso opinar sobre a qualidade pq, graças a Deus, não precisamos acioná-lo em nenhum momento.
DÓLARES X PESOS
Tópico muito controverso. Li em muitos relatos o conselho de levar dólares e ficar somente com o estritamente necessário em pesos. Eu discordo.
Nós levamos algo em torno de US$ 3 mil em dinheiro. Esse valor alto se deve ao fato de que fecharíamos alguns passeios pela Álvaro Tours e teríamos que pagar o mergulho em Cozumel diretamente com outra empresa. A diferença que sobraria estava destinada pros gastos gerais e possíveis emergências. Fora isso, levamos mil pesos, adquiridos com um conhecido que voltava de lá. Não me recordo a quanto eu comprei dele (em 2014 ainda), mas foi um preço bom. Preferi levar alguma coisa em pesos, principalmente pensando em locomoção na zona hoteleira e também o pagamento das passagens para Playa Del Carmen no terminal ADO.
E por que eu discordo? Dois motivos fundamentais: o primeiro é a conversão louca que eles fazem na hora, o que em sua grande maioria é FERRO para o turista. Se vc não for bom de conta ou não tiver nada para auxiliá-lo e só tiver dólares em mãos, pode se preparar. O segundo é justamente a desonestidade dos mexicanos, que infelizmente nos surpreendeu negativamente. Vejam bem, não são todos, muito pelo contrário, mas existem malandros espalhados, já escolados no trato com o turista, querendo vantagem em tudo, acostumados a extorquir americanos. É chato, é feio, mas vemos isso aqui no Brasil também. E muito. Eu recomendaria equilíbrio. Levar sim dólares, isso sem sombra de dúvidas, mas também trocar uma quantidade razoável em pesos. Você usará bastante: nos mercados, no ônibus, em algumas compras pequenas (onde há uma diferença implícita caso vc pague em dólar, pode acreditar). Não se assuste com os números, a moeda mexicana é bem desvalorizada. Atualmente MXN 1000 equivale a aproximadamente R$ 213 (cotação de hoje: MXN 1 = R$ 0,21 no site http://economia.uol.com.br/cotacoes/).
Ah! E leve notas pequenas!!! Lembre-se que todo o troco que você receberá será em pesos. Eu não me importava com isso, os pesos iam fácil, tudo que eu podia pagar com eles, eu pagava. Mas a malandragem mora aí mesmo, quando vc paga alguma conta pequena com notas altas de dólar...quando eu for relatar o dia do Joyà entrarei em mais detalhes.
APLICATIVOS ÚTEIS
Em meu finado celular (triste lembrar disso, mas...) eu levei alguns aplicativos bem úteis. O primeiro foi o cityguide Cancún do Tripadvisor. Ele funciona offline e era só jogar a localização do que eu queria que conseguia me locomover pela zona hoteleira e sabia onde dar sinal para descer do ônibus. Vale ressaltar que ele só dá localização do que existe no site do trip, ou seja, estabelecimentos ou points avaliados pelos usuários. Nós utilizamos muito esse app pq gostamos da liberdade de fazer tudo por conta própria sem ficar pedindo informações pra ninguém. Mas, caso não leve celular, também é super tranquilo pedir pro motorista avisar em determinados pontos, vi muitas pessoas fazendo isso e nós também fizemos quando fomos ao terminal ADO.
Outro aplicativo é o google tradutor com pacote offline. Mas aí vocês pensam: "ah, é tranquilo se virar com o portunhol". Sim, é tranquilo na maioria das vezes, mas seguro morreu de velho, melhor levar caso precise né, vai saber...
Tem coisas nos cardápios que nenhum portunhol resolve. Para quem não fala nada de espanhol, é uma mão na roda.
Por último e MAIS importante, vem o app de conversão de moedas. Santo aplicativo! Ele me livrou de tomar uma volta gigante no Joyà (espetáculo do Cirque du Soleil). Sempre bom ter em mãos! É claro que você não conseguirá a cotação indicada ali mas é bom para se ter um norte dos valores cobrados. Tudo bem que "quem converte não se diverte", eu também acredito nisso. Mas por Cancún, quem não converte também pode tomar volta. Infelizmente não me lembro o nome do que eu tinha e o motivo vem a seguir...
SEGURANÇA
Bom, senti segurança em quase todos os momentos da nossa estadia em Cancún, assim como em Cozumel, Playa Del Carmen e Isla Mujeres. Inclusive, voltei do Coco Bongo lá pelas 3h da madrugada de ônibus e foi super tranquilo. Não vi assaltos ou violência. Tudo estava perfeito até eu ter meu celular furtado no ônibus. Infelizmente esse acontecimento manchou um pouco da viagem e foi um dos motivos pelo qual decidi escrever. Vou detalhar tudo no decorrer do relato, mas adianto que foi na volta de Isla Mujeres, quando entrei em um R-2, em frente a Playa Tortugas.
PROGRAMAÇÃO
Após muitas mexidas e negociações, a programação final cumprida foi essa:
DIA 04/07/15 (Sábado) - Chegada em Cancún/ Ida à Alvaro Tours / Jantar no Bubba Gump Shrimp Co.
DIA 05/07/15 (Domingo) - Xcaret
DIA 06/07/15 (Segunda) - Nado com Golfinhos + Garrafon
DIA 07/07/15 (Terça) - Tulum Especial + Coco Bongo
DIA 08/07/15 (Quarta) - Parasailing + Jungle Tour
DIA 09/07/15 (Quinta) - Chichén Itzá Especial
DIA 10/07/15 (Sexta) - Mergulho em Cozumel
DIA 11/07/15 (Sábado) - Xplor + Joyà
DIA 12/07/15 (Domingo) - Isla Mujeres + Shopping La Isla
DIA 13/07/15 (Segunda) - Dia Livre + Xoximilco
DIA 14/07/15 (Terça)- Volta para o Brasil

Vamos ao relato então! Espero que gostem!
DIA 01 - 04/07/15 - SÁBADO.
Finalmente o dia havia chegado! Foram quase 7 meses de espera, desde a primeira compra até o bendito dia da viagem!
Partimos de casa nas últimas horas da sexta, dia 03, rumo ao aeroporto Galeão, aqui no RJ. A ansiedade era grande e mesmo o voo marcado somente para 01:32 h da madrugada de sábado, chegamos às 23h por lá. Uma dica e um aviso para quem voa de Copa: existe o Web Check-In, que você realiza no próprio site da cia e imprime o voucher. Quando você chega no aeroporto, existe uma fila específica para aqueles que já o fizeram. Ela foi mais rápida do que a outra fila, tanto na ida quanto na volta. Foi exatamente ao tentar realizar o web check-in que descobri que o horário do meu voo havia sido alterado, pouca coisa, porém ainda assim alterado. Não consegui realizar o procedimento na véspera e liguei para a cia para pedir ajuda. Foi quando fui informado da alteração do horário. Detalhe: não fui avisado por email, sms, nada. Não sei se é uma prática comum, mas acho bom se prevenir e verificar.
Tudo certo e fizemos o despacho da nossa única bagagem: uma mala de 15 kg. Sim, senhoras e senhores, nós conseguimos ser bem econômicos desta vez!
Uma única mala foi o suficiente para todas as roupas e utensílios de higiene pessoal. Fica mais fácil quando o destino é tropical. 
Eu me utilizei de uma dica que li por aqui: levei uma mochila com uma bermuda, sunga, camiseta e chinelo. Minha esposa fez o mesmo. Também levei toda minha documentação numa pasta dentro da mochila, assim como minhas câmeras e um laptop pequeno. Existe sempre a possibilidade de extravio de bagagem e na minha cabeça eu acreditava realmente que conseguiria dormir durante a noite para poder curtir a piscina no condomínio/hotel em que estávamos hospedados. Graças a Deus, deu tudo certo e não houve problemas com a mala.
Já na área de embarque, entramos em uma das lojas de perfumes do Galeão, para pesquisar o preço de um perfume 212 que meu irmão havia encomendado: US$ 76. Guardei o valor para poder comparar com o Panamá. Lá, na volta, encontrei o mesmo produto por US$ 72. Não achei tanta diferença assim.
O voo saindo do RJ foi complicado pra mim, como já mencionei. Apesar do bom tempo, a aeronave sacudia muito e os avisos de "apertem os cintos" permaneceram acesos a viagem toda. Um inferno para quem odeia voar
.
Chegamos ao Panamá por volta de 07: 10 h. Nossa conexão partia às 07: 58 h e tínhamos pouco tempo e muita pressa, já que a ansiedade estava enorme. Ignoramos as lojas, fomos ao banheiro (baño em espanhol, pronuncia-se 'banho") e logo embarcamos em um novo avião. Vale ressaltar que pela Copa, o check-in realizado no RJ dispensa a necessidade de um novo check-in no Panamá. Eles já te dão o cartão de embarque aqui mesmo no Galeão, bastando você ir direto ao portão indicado. Ah, e as malas também vão direto, você só se preocupa com elas em Cancún mesmo.
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A chegada estava prevista para 10:42 h e foi por aí que desembarcamos. Seguimos por um corredor imenso, bem grande mesmo, até chegar às filas da imigração. Gigantes naquele dia. Um dos fiscais pedia o passaporte e ia separando as pessoas em filas diferentes, mas não atentei qual era o motivo. Estava pregado, cheio de dor nas costas.
Chegada a nossa vez, o agente da imigração não foi lá muito simpático, porém não implicou com nada. Pediu passaporte, voucher da hospedagem, o formulário que preenchemos no avião. Ele carimbou, destacou e nos avisou para não perdermos pq na volta teríamos que apresentá-lo. Acho que foi isso, pessoal. Como eu disse, estava bem cansado e meio que no automático. Passamos pela imigração e fomos para a fase 2: a mala.
Mais um chá de canseira. A mala demorou quase 40 minutos para surgir na esteira indicada. Ali reparei na quantidade absurda de americanos que visitavam Cancún. A maioria esmagadora era composta de molecada. Finalmente nossa mala apareceu e a recolhemos. Dali era só alegria, direto pro hotel, certo? NÃO! E toma-lhe mais uma fila, gigante também, a fila da aduana, a alfândega. Vi um casal americano com 8 malas. 8, eu juro.
. E não eram daquelas pequenas não. Eram gigantes. Meia hora de espera e conseguimos passar pelo raio x. Entregamos o outro formulário (que perguntava se portávamos alguma coisa da lista restrita deles e etc) e finalmente seguimos rumo à saída.
Compramos o transfer de ida e volta com o Álvaro. Negociação realizada por email, pagamento efetuado via PayPal. Valor final para o casal: US$ 59. Eles nos enviaram um arquivo com orientações para o momento do desembarque.
Seguimos as instruções mencionadas. Assim que saímos, recebemos as boas vindas mexicanas: um calor infernal!!! Nós já sabíamos que seria assim, afinal era verão por lá, mas dentro do aeroporto estava tão fresco que havíamos esquecido...
. Muito forte. Encontramos o Cristian, funcionário do Álvaro. Tudo correu super bem, entramos na van e seguimos rumo ao nosso condomínio. O atendimento foi muito bom, não tenho do que reclamar, Cristian é gente boa e fala muito bem o português. Durante o trajeto, que durou cerca de 20 minutos, ele nos perguntou se faríamos outro passeio com eles. Eu respondi que sim, que faria o check-in no quarto e depois iria direto lá na agência deles. Cristian disse que não era necessário, falou para aproveitarmos um pouco do dia, estava muito quente e a viagem havia sido longa. Perguntou se poderia passar por volta das 19h para nos buscar. Ele nos levaria até a agência e depois nos traria de volta. Perfeito. Aceitamos.
Chegamos ao endereço indicado, no KM 18.7 da Boulevard Kukulcan, fomos deixados ali por volta de 12:40 h. Aqui faço uma observação sobre a hospedagem.
Quando fechamos a reserva, joguei no google maps para ter uma ideia de onde ficava exatamente, já que o endereço completo do local só nos é revelado quando finalizamos a reserva. O nome que Michelle, a proprietária, nos passou era Solymar Condo. No Maps, o nome que aparece é Solymar Beach Resort. Fiquei em dúvida pq a meu ver, estaríamos em um condomínio e não em um hotel. Fui olhar no tripadvisor e os reviews eram tenebrosos. Fiquei preocupado pq já achei que tinha sido enganado. Mas não.
Não entendi muito bem como se dá a composição do local, mas pelo que deduzi, existe uma parte hoteleira e uma parte residencial. Nessa parte residencial, os proprietários alugam seus apartamentos por conta própria. Minhas suspeitas foram confirmadas quando Michelle me enviou instruções de check-in: eu deveria ignorar a recepção do local ("eles não têm relação conosco") e seguir diretamente pelos corredores, procurando um elevador e indo até o apartamento dela. Então eu descobri que existe um outro review no tripadvisor, voltado para a parte de condomínio e entendi a disparidade das avaliações: muitas pessoas fechavam o local com a parte hoteleira e reclamavam da estrutura velha, da pobre qualidade da comida (ele é all inclusive também) e da grosseria de alguns funcionários. É claro, você compra um hotel e espera serviço de hotel. No meu caso e no daqueles que contratavam o apartamento da parte de condomínio não, nós contratamos somente o imóvel (que pelo que eu entendi das avaliações, estão em melhor condição de conservação do que os quartos da parte hoteleira), sem ligação com o hotel em si, mas mesmo assim podendo utilizar as dependências, como a piscina. Então minha expectativa era uma expectativa de quem vai para um condomínio e não para um resort. Nós só queríamos um bom apartamento, seguro e limpo, com uma vista para o mar. E foi o que conseguimos. Vou deixar aqui os dois links das avaliações, lembrando que são serviços diferentes, porém funcionando na mesma estrutura.
http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g150807-d154418-Reviews-Solymar_Beach_Resort-Cancun_Yucatan_Peninsula.html
e
http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g150807-d1990494-Reviews-Solymar_Condos-Cancun_Yucatan_Peninsula.html
Voltando ao relato, fomos até o apartamento indicado e encontramos com Peter, o marido de Michelle. Estávamos adiantados, o check-in era às 14h, e Peter nos informou que o apartamento ainda não estava pronto. Ele se ofereceu para ficar com nossas malas enquanto esperávamos e aceitamos. Saímos de lá e fomos procurar uma loja muito famosa por Cancún: Oxxo. Eu sabia que havia uma por perto pq já tinha lido em um dos reviews. Estávamos famintos e com muito calor. E o pior: de calças jeans. Pois é, estupidez total
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Achamos a bendita loja e lanchamos um cachorro quente por lá. Aproveitamos e fizemos algumas compras básicas, como água, refrigerantes, snacks e itens para um café da manhã e lanche. Não sei dizer ao certo o valor final das compras (e isso será um certo problema durante o relato) pq toda a "contabilidade" da viagem estava armazenada no meu celular...logo...
Enrolamos até dar 14h e voltamos para o hotel. Ainda tivemos que esperar mais um pouco pq o apartamento ainda não estava pronto. Peter foi muito solícito e se desculpou algumas vezes. Eu estava tranquilo, geralmente tenho uma boa tolerância nesse tipo de coisa, estávamos viajando, comemorando aniversário de casamento, no stress. Por fim, às 15h, entramos em nosso quarto e para a nossa alegria, ele era exatamente igual ao anúncio do airbnb. Ligamos imediatamente o ar condicionado e acessamos o wifi pq precisávamos falar com nossa filhota e com meu pai, todos deveriam estar bem preocupados. Falamos com todos e...cochilamos
. O plano era descer e pegar uma piscina até a hora do Cristian vir pegar a gente mas eu estava tão pregado que não deu. Dormi.
Quando deu o horário, a van chegou para nos pegar, em frente à recepção. Para nossa surpresa, quem estava lá não era Cristian e sim o próprio Álvaro. Seguimos rumo à loja, conversando e ainda passamos em outro hotel para buscar outro brasileiro.
Chegamos à loja do Álvaro. É uma loja grande. Só que uma loja quente, seu Álvaro, aqui vai uma crítica!
Aqui faço mais uma observação importante sobre a Álvaro Tours e a negociação do pacote.
Toda a negociação foi conduzida por email. Trocamos alguns, onde eu passei informações e o que eu desejava fazer. Inicialmente, cotei tudo com eles, não queria dor de cabeça. Quem conduziu a troca de mensagens foi uma funcionária dele, Clarissa, que mais tarde, já em Cancun, soube que se tratava da kalissinha, membro aqui do Mochileiros, que foi quem popularizou os serviços do Álvaro. Infelizmente não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, nossos horários não bateram.
De qualquer forma, um abraço!!!
Bom, o orçamento me foi enviado. Segue o arquivo:
O orçamento estava salgado. US$ 2744. Da época em que ela me enviou esse arquivo até o momento da viagem, muita coisa mudou.
O dólar deu uma disparada. Ficamos preocupados. Assim que trocamos de hospedagem e fechamos o pagamento, concentramos esforços para decidir qual seriam os passeios imperdíveis e se os preços praticados pela agência do Álvaro eram mesmos os melhores. Não quisemos fechar nada antecipadamente e deixamos tudo para o dia de chegada, exatamente para negociar um desconto.
A primeira coisa que fizemos foi cortar alguns passeios da lista. O primeiro que estava fora era o Captain Hook. Ficou para a próxima. Em seguida, o Jet Ski.
Achei alguns valores meio que exorbitantes. Decidi pesquisar por conta própria e caso não achasse mais barato, cortaria também. O primeiro da lista foi o passeio ROYAL GARRAFON VIP + ROYAL SWIM VIP. Esse pacote incluía transporte em um ferry até Isla Mujeres (ida e volta) + nado com golfinhos completo + transporte ao parque Garrafon + all inclusive. O preço estava demais, US$ 398 o casal!!!
Pensei em diminuir num primeiro momento. Pegar o pacote básico. Porém, antes de mais nada, fui ao site do próprio Garrafon (http://www.garrafon.com/). Qual não foi minha surpresa ao ver no site uma anúncio gigante: "promoção de pré-venda de verão". Simulei o mesmo pacote e aí veio a surpresa: US$ 298,50. Isso mesmo, um desconto promocional de US$ 99,50 para o casal. Nem pisquei. Fechei tudo, na hora. Mesmo pagando o IOF da transação no cartão de crédito, ainda sairia mais vantajoso do que fechar no Álvaro: algo em torno de US$ 318, ou seja, ainda sim uma diferença de US$ 80. No email de confirmação enviado pelo Garrafon, todas as instruções necessárias me deixaram tranquilo. A única coisa que eu perderia efetivamente ao não fechar o pacote com o Álvaro era o transfer hotel-Playa Tortugas - hotel. Mas, por uma diferença desse tamanho eu estava disposto abrir mão disso.
O próximo passeio a ser cortado dessa lista foi COZUMEL AO AMANHECER SNORKELING. O preço, estava saindo a US$ 378 o casal + US$ 10 de táxi do porto de Cozumel até o local. Eles não deixam claro se esse valor do táxi é de ida e volta ou somente de ida. Pelo valor que eu encontrei por lá, creio que seja só de ida mas isso é um achismo. No pacote, transfer CANCÚN - PLAYA DEL CARMEN - CANCÚN + ferry para COZUMEL + o snorkeling, com direito a snacks e algumas bebidas.
A ideia original era fazermos somente o snorkeling por cozumel, já que minha esposa tem asma e tinha muito medo de mergulhar. Mas pesquisei atrás de empresas confiáveis e encontrei uma super bem avaliada no tripadvisor, chamada COZUMEL H2O. Entrei em contato com eles e pedi informações sobre os mergulhos para iniciantes. Eles me responderam prontamente e me indicaram o DISCOVER SCUBA EXPERIENCE, um mergulho de, no máximo, 10 metros, em três locais diferentes. Snacks também inclusos. O valor: US$ 280. É claro que havia outros fatores a serem ponderados, como viagem até Playa Del Carmen, valor do ferry e o táxi em si. Novamente, fui às contas:
Ônibus na zona hoteleira até o terminal ADO (ida e volta para 2 pessoas ): 42 pesos (+- US$ 3)
Ônibus ADO Cancún - PDC (ida e volta para 2 pessoas): 240 pesos (+-US$ 15)
Ferry Ultramar PDC - Cozumel (ida e volta para 2 pessoas): +- US$ 40.
Táxi do porto de Cozumel até o local (ida e volta para 2 pessoa): US$ 17.
Discover Scuba Experience: US$ 280.
TOTAL: US$ 355.
Então nós tínhamos o passeio do Álvaro, que era snorkeling somente, com um diferencial de transfer até PDC ida e volta pelo preço de US$ 378 o casal + o valor do táxi. E um mergulho de cilindro em um dos lugares mais bonitos do planeta, com a desvantagem de ter que se locomover até lá por US$ 355. A diferença parece pequena mas os tipos de experiência pesaram na decisão: escolhemos o mergulho, mesmo com minha esposa super receosa. Pagaríamos mais barato por um produto melhor (o scuba).
Em tempo: conversando com o Álvaro, ele me informou que o preço anunciado era o referente ao mergulho e não ao snorkeling. Houve um equívoco no orçamento enviado. Mas, àquela altura, era tarde. Eu já havia fechado o passeio com a H2O.
Os parques até pensei em fechar por conta própria mas fiz algumas simulações e os preços não eram muito diferentes. Então deixei para fechar com o Álvaro para alavancar meu poder de barganha em um possível desconto.
Quando chegamos à loja da Álvaro Tours, negociamos diretamente com ele. No fim das contas, dos passeios que sobraram para fecharmos, o total cheio era de US$ 1650. Álvaro ainda me perguntou o pq eu havia mudado minha programação e eu fui sincero com ele, contei que fechei por conta própria pq achei valores melhores. Contei sobre o mergulho em Cozumel e também sobre a promoção do Garrafón. Ele entendeu e mesmo assim negociou excelentes descontos para nós dois, e disse que numa próxima vez que fôssemos a Cancún que não fechássemos nada antes, que levássemos até ele o preço menor, que ele faria de tudo para igualar. Tivemos que mudar muita coisa pq alguns dos passeios haviam mudado de dia, caso do Chichen Itzá, que era domingo e agora seria na quinta. Fizemos um samba doido lá pra conseguir encaixar tudo, sem conflitos. No final, deu tudo certo. E o valor final saiu em US$ 1350, uma diferença de US$ 300 após umas choradas básicas
. A negociação fluiu tão bem que acabamos fechando um passeio extra (minha esposa queria esse passeio há meses e quando eu vi a propaganda lá, acabei casando tudo), o Xoximilco. Saiu a US$ 100 por pessoa, US$ 200. O total final foi de US$ 1550, com um passeio extra + US$ 100 de desconto.
Uma coisa eu tenho pra falar do cara: ele é bom de jogo. Se você chegar e negociar, ele vai ouvir. É possível chegar num denominador comum, bom para os dois lados. Talvez se eu soubesse disso antes de ir, teria chegado lá e fechado tudo com ele, após chegar aos preços da concorrência. De qualquer forma eu recomendo a agência, o atendimento foi excelente, tanto por email, quanto pessoalmente. Nota 10. Os passeios com eles ficaram assim arranjados:
Pagamento realizado, instruções passadas, nos despedimos para dar uma volta pela cidade. Acabamos dispensando a carona pro hotel. Resolvemos andar e depois jantarmos no Bubba Gump.
Assim que saímos da loja, fomos andando em direção à parte agitada, só pra olhar mesmo, já que nossa ida ao Coco Bongo estava programada para terça-feira somente. Álvaro nos indicou um mercado famoso por lá, o Chedraui. Entramos para conhecer e vimos um mercado com uma super estrutura. Tem de tudo por lá. E os preços nós achamos bem melhores do que os do Oxxo.
Ao sairmos de lá, mais alguns metros à frente, e encontrávamos a Coco Bongo e as outras boates e bares. Em um dos bares, Congo, várias dançarinas davam um show para quem passava por ali. Tudo muito surreal.
Vou deixar aqui um vídeo curto do Congo
Logo depois, passamos por um mercadinho que fica um pouco depois do Coco Bongo e sentimos pela primeira vez a malandragem mexicana. Minha esposa viu um chapéu de praia e parou pra olhar. Logo um vendedor surgiu nos abordando. Eu perguntei quanto custava e ele: 50 pesos. Eu disse que queríamos. Quando entramos na loja, a dona veio até nós e disse: não é 50 pesos e sim 50 dólares. Eu fiz cara de espanto e já saí dizendo: "muito caro, muito caro, somos brasileiros e não americanos.". Dei a mão pra minha mulher e saí da loja. Ela veio atrás, diminuindo o preço a cada investida: 40, 30, 20, chegou até 15. Mas não quisemos levar, esse tipo de coisa é muito irritante. Quis dar uma de malandra, perdeu a venda.
Pegamos o ônibus e seguimos para o restaurante Bubba Gump. Utilizei o app pela primeira vez e tudo certo: assim que chegamos, dei sinal e descemos.
O restaurante é muito bom! Atendimento excelente, comida deliciosa. Para quem gosta de camarão, um verdadeiro paraíso. Eles têm cardápio em português. Fica bem perto do Outback. Acabamos exagerando e pedindo comida demais, não aguentamos!
Pagamos uma conta generosa (no cartão) no valor de 660 MXN (+- US$ 43). Aqui também vimos como funciona a famosa "propina" ou gorjeta deles. Ninguém tem vergonha de pedir e em muitos lugares a conta vem com um destaque, onde se lê: a propina não está inclusa. Acabamos dando US$ 5 de gorjeta. Saímos de lá cansados e felizes. Logo depois, pegamos novamente o ônibus e usamos o app para achar nosso condomínio - hotel. Chegamos esmagados e doidos pra dormir. E foi o que fizemos. No dia seguinte teríamos nosso primeiro passeio: Xcaret. E já adianto que foi DEMAIS!!! .
É isso, pessoal! Assim que der, vou postar o dia 02. Um grande abraço, espero que curtam o relato!
Editado por Visitante