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Olá viajante!

Bora viajar?

Cancún e arredores: 10 dias!

Postado
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Boa tarde, amigos do Mochileiros! ::otemo::

 

Há pouco mais de um mês, voltávamos dessa viagem que foi muito boa, porém com alguns contratempos que pesaram na hora de decidir se eu deveria fazer ou não mais um relato sobre Cancún e seus arredores, visto que o fórum contém vasta gama de informações e dicas (as quais me foram extremamente úteis).

 

A ESCOLHA DO DESTINO

 

Nossa última grande viagem havia acontecido em 2013. Este ano, minha esposa e eu completamos, no dia 12/03, 10 anos de casados! Por isso, decidimos, desde o ano passado, comemorarmos a data tão especial com o que mais amamos fazer: viajar!!! ::lol4::

Em um primeiro momento, a escolha recaiu novamente sobre a Europa, só que desta vez com um pedacinho da Ásia. Existe tanta coisa que não havíamos conhecido e a nossa viagem de 2013 foi tão mágica (o link está em minha assinatura, caso alguém deseje lê-lo) que planejamos passar 20 dias por lá, em maio. O roteiro já estava até feito: chegaríamos por Paris (4 noites) e depois seguiríamos: Londres (5 noites), Santorini (3 noites), Atenas (2 noites), Istambul (3 noites), Göreme (2 noites) e por fim voltaríamos de Istambul para o RJ. Uma viagem bem diferente, roteiro diversificado e...caro! A crise, que vivemos hoje e que ano passado já estava forte, implodiu a ideia original e nos fez pensar em outra alternativa.

Foi quando lembramos de CANCÚN, nossa primeira paixão quando começamos a sonhar em viajar. Quis o destino que só conhecêssemos a região 10 anos depois dos primeiros planos. Decidimos fechar menos dias, maximizando nossa capacidade de gastos, fazendo tudo que achávamos imperdível. Após mais algumas mudanças, economizamos na hospedagem, descartamos os grandes resorts. Investimos tudo em passeios e experiências. E valeu a pena.

 

HOSPEDAGEM

 

Na euforia de fecharmos a viagem, quase cometemos um erro fatal. Nosso vontade era ficar no Sun Palace, um resort 5 estrelas só para adultos. Mas desde o início eu percebi que seria inviável, o preço estava nas alturas. Ainda insistindo na ideia, pensamos no Riu. O valor, hoje eu vejo o absurdo, era de US$ 2.880,00 já com o transfer de ida/ volta. O resort é all inclusive. Bom, eles não deixam você pagar antecipadamente pelo site, pelo menos no período em que fiz a pesquisa, ficando o acerto para o dia do check-in. Ainda bem. Duas coisas me incomodaram desde o princípio: os relatos do tripadvisor e do booking sobre roubos nos quartos e sobre a diferença cobrada na conversão das diárias (em pesos) para o dólar. Putz, pagar caro desse jeito e ainda ser furtado? Aí não. Depois fiquei imaginando o estresse com a diferença cobrada na hora de pagar e fiz uma conta rápida: mesmo que eles cobrem essa diária combinada, vou pagar no cartão de crédito. Então US$ 2.880 X 3,35 (cotação aproximada da época): R$ 9,648 + 6,38% de IOF = +- R$ 10. 264. Ou seja, mais de US$ 3 mil só com hospedagem. Essa conta não fechava. E, para piorar, viajaríamos em julho, o que nos apavorou, já que pensávamos que o dólar estouraria a barreira dos R$ 4 até lá. Desistimos do Riu.

Procuramos então um hotel mais barato e bem localizado. Acabamos vendo o Krystal Cancun. Pelas avaliações, era um resort inferior ao Riu mas ainda assim bonito. O valor era de US$ 1.340. Nem café da manhã tinha. Até ali, tudo bem, mesmo comendo todo dia na rua não pagaríamos a mesma coisa do Riu no final.

Só que resolvi dar uma olhada nos detalhes que eles colocam (discretamente) nas condições do hotel e vimos que nenhum imposto estava incluso. Muito pelo contrário. Eles eram cobrados no ato do check-in, junto com a diária. Juntos, davam algo em torno de 19% de acréscimo. (diz no site: "Impostos e taxas de serviço: Imposto de 16 % não incluído(a) Imposto municipal de 3 % não incluído(a) Taxa de serviço não aplicável"). Novos cálculos: US$ 1.340 + 19% = US$ 1.594,6. Ou seja, US$ 1.594,6 x 3,35 = 5.341,91 + 6,38% de IOF = +- R$ 5.683. Quase metade do Riu, porém ainda alto. Como é caro ficar de frente para o mar em Cancún! ::lol4::::lol4::

Continuei a busca. Resolvi pesquisar no airbnb. Era um serviço que eu nunca havia usado, mas me sentia respaldado pelos relatos positivos daqui do Mochileiros ao redor do mundo. Foi quando encontrei o apartamento da Michelle e do Peter, um casal americano que vive por lá.

Pelas fotos, o apartamento era amplo e tinha uma vista linda. Ficava na parte de baixo do "7" da zona hoteleira, um pouco distante da vida noturna e dos grandes resorts mas nada que prejudicasse, é muito simples se locomover por lá.

O preço: US$ 901 por 10 noites. Wifi liberada, ar condicionado, cozinha completa, banheiro, enfim, tudo o que se precisa. Li os reviews do anúncio, vi a reputação dela (a conta está em seu nome) como host, tudo certo. Decidimos fechar. No dia 24 de maio, após essa andança toda, finalmente pagávamos a reserva. Diferente dos hotéis, o airbnb exige o pagamento no ato da reserva, o que pra gente foi ótimo.

Vale ressaltar aqui que, quando fechamos, o airbnb ainda processava suas reservas em dólares e por isso pagamos tudo ainda com o IOF, ou seja, no final a hospedagem saiu a US$ 959 aproximadamente. Mesmo assim, bem distante do Kristal e a anos-luz do valor final que pagaríamos no Riu, uma economia real de mais de R$ 7 mil ou US$ 2.090. Eu li alguma coisa a respeito da nova política de pagamentos da empresa mas não tenho maiores informações para passar, já que não fiz novas reservas depois dessa última.

 

Link do anúncio: https://www.airbnb.com.br/rooms/132061

 

Durante o relato darei mais detalhes sobre o local.

 

PASSAGENS AÉREAS

 

Talvez o maior vacilo da viagem. Quando nos decidimos por Cancún, lá em novembro de 2014, acompanhei o preço das passagens para julho, mas somente pela Copa. Por que? A empresa era a que fazia o trajeto em menor tempo, com escalas no Panamá, o que ainda reforçou mais o desejo de ir por ela, já que minha esposa queria fazer algumas compras na volta. Não cheguei a pesquisar outras cias que fazem com escalas pelos EUA pois não temos o visto americano. Queríamos um voo noturno, com o menor tempo possível. O motivo: eu odeio voar. Não tem jeito. Não consigo pregar os olhos, fico tenso demais.

Continuei acompanhando o preço; ele não variou muito e os rumores de uma piora na crise me fizeram temer um aumento explosivo nos preços. Decidi comprar e comprei mal: pagamos, em janeiro, quase R$ 6 mil por duas passagens no esquema em que queríamos. Meses depois, por volta de maio, a Copa lançou uma promoção e passagens similares estavam saindo por R$ 4 mil o casal. Mas não tinha jeito, a besteira já estava feita.

Eu não curti muito o voo, mas como eu já escrevi, tenho medo de voar, logo minha opinião não deve contar muito. Minha esposa apagou do meu lado, ela voa tranquilamente, ::lol3:: . O avião sacudiu bastante e quando trocamos de aeronave eu pensei que tinha acabado. Que nada! O trajeto Panamá - Cancún foi pior ainda. Acho que nunca peguei um voo que sacudisse tanto. Achei a empresa bem padrão, não se sobressaiu em quase nada em relação a outras que nós já experimentamos. O espaço entre as poltronas era pequeno, o assento não era muito confortável (embora após 8 ou 9 horas de voo acho que só uma cama fica confortável ::lol4:: ). A comida servida ficou dentro do esperado. O entretenimento a bordo foi bom, grande variedade de filmes, uns mais antigos, outros bem recentes. As telas que ficavam nas poltronas eram do tipo touch e bem melhores do que vimos na Alitalia, empresa que voamos quando voltamos da Europa em 2013.

 

DOCUMENTOS, VACINAS E SEGURO VIAGEM

 

Acho que não é novidade para ninguém que não é mais necessário o visto mexicano. Só vou comentar aqui para não passar em branco. A imigração foi tranquila (menos a fila...), não tivemos nenhum problema. Passaportes em mãos, voucher da hospedagem ( no nosso caso o voucher do airbnb) impresso. No avião eles dão formulários para preenchimento, não me recordo muito bem a diferença dos dois, deveria ter tirado foto, mas estava tão "zoado" no desembarque que nem lembrei. Mas em um deles nós temos que responder se estamos carregando mais de US$ 10 mil e se estamos carregando qualquer produto de uma lista restrita deles (armas, animais, etc) e no outro devemos preencher dados do voo, país de origem, números do passaporte, local de hospedagem, motivo da viagem, período de permanência e coisas do tipo. Acho que é isso. Se estiver errado e alguém puder corrigir a informação, agradeço. O agente da imigração não me cobrou o seguro viagem mas mesmo assim ele estava na minha pasta, por via das dúvidas.

Sobre vacinas: não tomei nenhuma vacina e não me cobraram nada. Nem no Panamá e nem em Cancún. Não é necessário tomar nada, no Panamá nem abandonamos a área internacional. Um brasileiro que estava ao meu lado faria uma conexão com 7 horas de espera por lá e não havia tomado. Mas não sei informar se aconteceu alguma coisa com ele quando desembarcou. Pelo que ele me disse (que ficaria no próprio aeroporto, mofando) não acredito que houve qualquer desdobramento.

Sobre o seguro viagem: nós fechamos pela Mondial. O valor final ficou em R$ 470 o casal pelo período de 04.07 a 14.07. O plano contratado foi o MONDIAL TRAVEL AMERICA TOP. Não posso opinar sobre a qualidade pq, graças a Deus, não precisamos acioná-lo em nenhum momento.

 

DÓLARES X PESOS

 

Tópico muito controverso. Li em muitos relatos o conselho de levar dólares e ficar somente com o estritamente necessário em pesos. Eu discordo.

Nós levamos algo em torno de US$ 3 mil em dinheiro. Esse valor alto se deve ao fato de que fecharíamos alguns passeios pela Álvaro Tours e teríamos que pagar o mergulho em Cozumel diretamente com outra empresa. A diferença que sobraria estava destinada pros gastos gerais e possíveis emergências. Fora isso, levamos mil pesos, adquiridos com um conhecido que voltava de lá. Não me recordo a quanto eu comprei dele (em 2014 ainda), mas foi um preço bom. Preferi levar alguma coisa em pesos, principalmente pensando em locomoção na zona hoteleira e também o pagamento das passagens para Playa Del Carmen no terminal ADO.

E por que eu discordo? Dois motivos fundamentais: o primeiro é a conversão louca que eles fazem na hora, o que em sua grande maioria é FERRO para o turista. Se vc não for bom de conta ou não tiver nada para auxiliá-lo e só tiver dólares em mãos, pode se preparar. O segundo é justamente a desonestidade dos mexicanos, que infelizmente nos surpreendeu negativamente. Vejam bem, não são todos, muito pelo contrário, mas existem malandros espalhados, já escolados no trato com o turista, querendo vantagem em tudo, acostumados a extorquir americanos. É chato, é feio, mas vemos isso aqui no Brasil também. E muito. Eu recomendaria equilíbrio. Levar sim dólares, isso sem sombra de dúvidas, mas também trocar uma quantidade razoável em pesos. Você usará bastante: nos mercados, no ônibus, em algumas compras pequenas (onde há uma diferença implícita caso vc pague em dólar, pode acreditar). Não se assuste com os números, a moeda mexicana é bem desvalorizada. Atualmente MXN 1000 equivale a aproximadamente R$ 213 (cotação de hoje: MXN 1 = R$ 0,21 no site http://economia.uol.com.br/cotacoes/).

Ah! E leve notas pequenas!!! Lembre-se que todo o troco que você receberá será em pesos. Eu não me importava com isso, os pesos iam fácil, tudo que eu podia pagar com eles, eu pagava. Mas a malandragem mora aí mesmo, quando vc paga alguma conta pequena com notas altas de dólar...quando eu for relatar o dia do Joyà entrarei em mais detalhes.

 

APLICATIVOS ÚTEIS

 

Em meu finado celular (triste lembrar disso, mas...) eu levei alguns aplicativos bem úteis. O primeiro foi o cityguide Cancún do Tripadvisor. Ele funciona offline e era só jogar a localização do que eu queria que conseguia me locomover pela zona hoteleira e sabia onde dar sinal para descer do ônibus. Vale ressaltar que ele só dá localização do que existe no site do trip, ou seja, estabelecimentos ou points avaliados pelos usuários. Nós utilizamos muito esse app pq gostamos da liberdade de fazer tudo por conta própria sem ficar pedindo informações pra ninguém. Mas, caso não leve celular, também é super tranquilo pedir pro motorista avisar em determinados pontos, vi muitas pessoas fazendo isso e nós também fizemos quando fomos ao terminal ADO.

Outro aplicativo é o google tradutor com pacote offline. Mas aí vocês pensam: "ah, é tranquilo se virar com o portunhol". Sim, é tranquilo na maioria das vezes, mas seguro morreu de velho, melhor levar caso precise né, vai saber... ::lol4:: Tem coisas nos cardápios que nenhum portunhol resolve. Para quem não fala nada de espanhol, é uma mão na roda.

Por último e MAIS importante, vem o app de conversão de moedas. Santo aplicativo! Ele me livrou de tomar uma volta gigante no Joyà (espetáculo do Cirque du Soleil). Sempre bom ter em mãos! É claro que você não conseguirá a cotação indicada ali mas é bom para se ter um norte dos valores cobrados. Tudo bem que "quem converte não se diverte", eu também acredito nisso. Mas por Cancún, quem não converte também pode tomar volta. Infelizmente não me lembro o nome do que eu tinha e o motivo vem a seguir...

 

SEGURANÇA

 

Bom, senti segurança em quase todos os momentos da nossa estadia em Cancún, assim como em Cozumel, Playa Del Carmen e Isla Mujeres. Inclusive, voltei do Coco Bongo lá pelas 3h da madrugada de ônibus e foi super tranquilo. Não vi assaltos ou violência. Tudo estava perfeito até eu ter meu celular furtado no ônibus. Infelizmente esse acontecimento manchou um pouco da viagem e foi um dos motivos pelo qual decidi escrever. Vou detalhar tudo no decorrer do relato, mas adianto que foi na volta de Isla Mujeres, quando entrei em um R-2, em frente a Playa Tortugas.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Após muitas mexidas e negociações, a programação final cumprida foi essa:

 

DIA 04/07/15 (Sábado) - Chegada em Cancún/ Ida à Alvaro Tours / Jantar no Bubba Gump Shrimp Co.

 

DIA 05/07/15 (Domingo) - Xcaret

 

DIA 06/07/15 (Segunda) - Nado com Golfinhos + Garrafon

 

DIA 07/07/15 (Terça) - Tulum Especial + Coco Bongo

 

DIA 08/07/15 (Quarta) - Parasailing + Jungle Tour

 

DIA 09/07/15 (Quinta) - Chichén Itzá Especial

 

DIA 10/07/15 (Sexta) - Mergulho em Cozumel

 

DIA 11/07/15 (Sábado) - Xplor + Joyà

 

DIA 12/07/15 (Domingo) - Isla Mujeres + Shopping La Isla

 

DIA 13/07/15 (Segunda) - Dia Livre + Xoximilco

 

DIA 14/07/15 (Terça)- Volta para o Brasil :(:(

 

Vamos ao relato então! Espero que gostem!

 

 

DIA 01 - 04/07/15 - SÁBADO.

 

Finalmente o dia havia chegado! Foram quase 7 meses de espera, desde a primeira compra até o bendito dia da viagem!

Partimos de casa nas últimas horas da sexta, dia 03, rumo ao aeroporto Galeão, aqui no RJ. A ansiedade era grande e mesmo o voo marcado somente para 01:32 h da madrugada de sábado, chegamos às 23h por lá. Uma dica e um aviso para quem voa de Copa: existe o Web Check-In, que você realiza no próprio site da cia e imprime o voucher. Quando você chega no aeroporto, existe uma fila específica para aqueles que já o fizeram. Ela foi mais rápida do que a outra fila, tanto na ida quanto na volta. Foi exatamente ao tentar realizar o web check-in que descobri que o horário do meu voo havia sido alterado, pouca coisa, porém ainda assim alterado. Não consegui realizar o procedimento na véspera e liguei para a cia para pedir ajuda. Foi quando fui informado da alteração do horário. Detalhe: não fui avisado por email, sms, nada. Não sei se é uma prática comum, mas acho bom se prevenir e verificar.

Tudo certo e fizemos o despacho da nossa única bagagem: uma mala de 15 kg. Sim, senhoras e senhores, nós conseguimos ser bem econômicos desta vez! ::lol4:: Uma única mala foi o suficiente para todas as roupas e utensílios de higiene pessoal. Fica mais fácil quando o destino é tropical. ::lol3::

Eu me utilizei de uma dica que li por aqui: levei uma mochila com uma bermuda, sunga, camiseta e chinelo. Minha esposa fez o mesmo. Também levei toda minha documentação numa pasta dentro da mochila, assim como minhas câmeras e um laptop pequeno. Existe sempre a possibilidade de extravio de bagagem e na minha cabeça eu acreditava realmente que conseguiria dormir durante a noite para poder curtir a piscina no condomínio/hotel em que estávamos hospedados. Graças a Deus, deu tudo certo e não houve problemas com a mala.

Já na área de embarque, entramos em uma das lojas de perfumes do Galeão, para pesquisar o preço de um perfume 212 que meu irmão havia encomendado: US$ 76. Guardei o valor para poder comparar com o Panamá. Lá, na volta, encontrei o mesmo produto por US$ 72. Não achei tanta diferença assim.

O voo saindo do RJ foi complicado pra mim, como já mencionei. Apesar do bom tempo, a aeronave sacudia muito e os avisos de "apertem os cintos" permaneceram acesos a viagem toda. Um inferno para quem odeia voar ::vapapu:: .

Chegamos ao Panamá por volta de 07: 10 h. Nossa conexão partia às 07: 58 h e tínhamos pouco tempo e muita pressa, já que a ansiedade estava enorme. Ignoramos as lojas, fomos ao banheiro (baño em espanhol, pronuncia-se 'banho") e logo embarcamos em um novo avião. Vale ressaltar que pela Copa, o check-in realizado no RJ dispensa a necessidade de um novo check-in no Panamá. Eles já te dão o cartão de embarque aqui mesmo no Galeão, bastando você ir direto ao portão indicado. Ah, e as malas também vão direto, você só se preocupa com elas em Cancún mesmo. ::cool:::'>

A chegada estava prevista para 10:42 h e foi por aí que desembarcamos. Seguimos por um corredor imenso, bem grande mesmo, até chegar às filas da imigração. Gigantes naquele dia. Um dos fiscais pedia o passaporte e ia separando as pessoas em filas diferentes, mas não atentei qual era o motivo. Estava pregado, cheio de dor nas costas. ::quilpish::

Chegada a nossa vez, o agente da imigração não foi lá muito simpático, porém não implicou com nada. Pediu passaporte, voucher da hospedagem, o formulário que preenchemos no avião. Ele carimbou, destacou e nos avisou para não perdermos pq na volta teríamos que apresentá-lo. Acho que foi isso, pessoal. Como eu disse, estava bem cansado e meio que no automático. Passamos pela imigração e fomos para a fase 2: a mala.

Mais um chá de canseira. A mala demorou quase 40 minutos para surgir na esteira indicada. Ali reparei na quantidade absurda de americanos que visitavam Cancún. A maioria esmagadora era composta de molecada. Finalmente nossa mala apareceu e a recolhemos. Dali era só alegria, direto pro hotel, certo? NÃO! E toma-lhe mais uma fila, gigante também, a fila da aduana, a alfândega. Vi um casal americano com 8 malas. 8, eu juro. ::lol3:: . E não eram daquelas pequenas não. Eram gigantes. Meia hora de espera e conseguimos passar pelo raio x. Entregamos o outro formulário (que perguntava se portávamos alguma coisa da lista restrita deles e etc) e finalmente seguimos rumo à saída.

Compramos o transfer de ida e volta com o Álvaro. Negociação realizada por email, pagamento efetuado via PayPal. Valor final para o casal: US$ 59. Eles nos enviaram um arquivo com orientações para o momento do desembarque.

 

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Seguimos as instruções mencionadas. Assim que saímos, recebemos as boas vindas mexicanas: um calor infernal!!! Nós já sabíamos que seria assim, afinal era verão por lá, mas dentro do aeroporto estava tão fresco que havíamos esquecido... ::sos:: . Muito forte. Encontramos o Cristian, funcionário do Álvaro. Tudo correu super bem, entramos na van e seguimos rumo ao nosso condomínio. O atendimento foi muito bom, não tenho do que reclamar, Cristian é gente boa e fala muito bem o português. Durante o trajeto, que durou cerca de 20 minutos, ele nos perguntou se faríamos outro passeio com eles. Eu respondi que sim, que faria o check-in no quarto e depois iria direto lá na agência deles. Cristian disse que não era necessário, falou para aproveitarmos um pouco do dia, estava muito quente e a viagem havia sido longa. Perguntou se poderia passar por volta das 19h para nos buscar. Ele nos levaria até a agência e depois nos traria de volta. Perfeito. Aceitamos.

Chegamos ao endereço indicado, no KM 18.7 da Boulevard Kukulcan, fomos deixados ali por volta de 12:40 h. Aqui faço uma observação sobre a hospedagem.

Quando fechamos a reserva, joguei no google maps para ter uma ideia de onde ficava exatamente, já que o endereço completo do local só nos é revelado quando finalizamos a reserva. O nome que Michelle, a proprietária, nos passou era Solymar Condo. No Maps, o nome que aparece é Solymar Beach Resort. Fiquei em dúvida pq a meu ver, estaríamos em um condomínio e não em um hotel. Fui olhar no tripadvisor e os reviews eram tenebrosos. Fiquei preocupado pq já achei que tinha sido enganado. Mas não.

Não entendi muito bem como se dá a composição do local, mas pelo que deduzi, existe uma parte hoteleira e uma parte residencial. Nessa parte residencial, os proprietários alugam seus apartamentos por conta própria. Minhas suspeitas foram confirmadas quando Michelle me enviou instruções de check-in: eu deveria ignorar a recepção do local ("eles não têm relação conosco") e seguir diretamente pelos corredores, procurando um elevador e indo até o apartamento dela. Então eu descobri que existe um outro review no tripadvisor, voltado para a parte de condomínio e entendi a disparidade das avaliações: muitas pessoas fechavam o local com a parte hoteleira e reclamavam da estrutura velha, da pobre qualidade da comida (ele é all inclusive também) e da grosseria de alguns funcionários. É claro, você compra um hotel e espera serviço de hotel. No meu caso e no daqueles que contratavam o apartamento da parte de condomínio não, nós contratamos somente o imóvel (que pelo que eu entendi das avaliações, estão em melhor condição de conservação do que os quartos da parte hoteleira), sem ligação com o hotel em si, mas mesmo assim podendo utilizar as dependências, como a piscina. Então minha expectativa era uma expectativa de quem vai para um condomínio e não para um resort. Nós só queríamos um bom apartamento, seguro e limpo, com uma vista para o mar. E foi o que conseguimos. Vou deixar aqui os dois links das avaliações, lembrando que são serviços diferentes, porém funcionando na mesma estrutura.

 

http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g150807-d154418-Reviews-Solymar_Beach_Resort-Cancun_Yucatan_Peninsula.html

 

e

 

http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g150807-d1990494-Reviews-Solymar_Condos-Cancun_Yucatan_Peninsula.html

 

Voltando ao relato, fomos até o apartamento indicado e encontramos com Peter, o marido de Michelle. Estávamos adiantados, o check-in era às 14h, e Peter nos informou que o apartamento ainda não estava pronto. Ele se ofereceu para ficar com nossas malas enquanto esperávamos e aceitamos. Saímos de lá e fomos procurar uma loja muito famosa por Cancún: Oxxo. Eu sabia que havia uma por perto pq já tinha lido em um dos reviews. Estávamos famintos e com muito calor. E o pior: de calças jeans. Pois é, estupidez total ::dãã2::ãã2::'> .

Achamos a bendita loja e lanchamos um cachorro quente por lá. Aproveitamos e fizemos algumas compras básicas, como água, refrigerantes, snacks e itens para um café da manhã e lanche. Não sei dizer ao certo o valor final das compras (e isso será um certo problema durante o relato) pq toda a "contabilidade" da viagem estava armazenada no meu celular...logo... ::grr::

Enrolamos até dar 14h e voltamos para o hotel. Ainda tivemos que esperar mais um pouco pq o apartamento ainda não estava pronto. Peter foi muito solícito e se desculpou algumas vezes. Eu estava tranquilo, geralmente tenho uma boa tolerância nesse tipo de coisa, estávamos viajando, comemorando aniversário de casamento, no stress. Por fim, às 15h, entramos em nosso quarto e para a nossa alegria, ele era exatamente igual ao anúncio do airbnb. Ligamos imediatamente o ar condicionado e acessamos o wifi pq precisávamos falar com nossa filhota e com meu pai, todos deveriam estar bem preocupados. Falamos com todos e...cochilamos ::lol4:: . O plano era descer e pegar uma piscina até a hora do Cristian vir pegar a gente mas eu estava tão pregado que não deu. Dormi.

Quando deu o horário, a van chegou para nos pegar, em frente à recepção. Para nossa surpresa, quem estava lá não era Cristian e sim o próprio Álvaro. Seguimos rumo à loja, conversando e ainda passamos em outro hotel para buscar outro brasileiro.

 

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Chegamos à loja do Álvaro. É uma loja grande. Só que uma loja quente, seu Álvaro, aqui vai uma crítica! ::lol4::

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Aqui faço mais uma observação importante sobre a Álvaro Tours e a negociação do pacote.

 

Toda a negociação foi conduzida por email. Trocamos alguns, onde eu passei informações e o que eu desejava fazer. Inicialmente, cotei tudo com eles, não queria dor de cabeça. Quem conduziu a troca de mensagens foi uma funcionária dele, Clarissa, que mais tarde, já em Cancun, soube que se tratava da kalissinha, membro aqui do Mochileiros, que foi quem popularizou os serviços do Álvaro. Infelizmente não tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, nossos horários não bateram. ::lol4:: De qualquer forma, um abraço!!!

Bom, o orçamento me foi enviado. Segue o arquivo:

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O orçamento estava salgado. US$ 2744. Da época em que ela me enviou esse arquivo até o momento da viagem, muita coisa mudou.

O dólar deu uma disparada. Ficamos preocupados. Assim que trocamos de hospedagem e fechamos o pagamento, concentramos esforços para decidir qual seriam os passeios imperdíveis e se os preços praticados pela agência do Álvaro eram mesmos os melhores. Não quisemos fechar nada antecipadamente e deixamos tudo para o dia de chegada, exatamente para negociar um desconto.

A primeira coisa que fizemos foi cortar alguns passeios da lista. O primeiro que estava fora era o Captain Hook. Ficou para a próxima. Em seguida, o Jet Ski.

Achei alguns valores meio que exorbitantes. Decidi pesquisar por conta própria e caso não achasse mais barato, cortaria também. O primeiro da lista foi o passeio ROYAL GARRAFON VIP + ROYAL SWIM VIP. Esse pacote incluía transporte em um ferry até Isla Mujeres (ida e volta) + nado com golfinhos completo + transporte ao parque Garrafon + all inclusive. O preço estava demais, US$ 398 o casal!!! ::putz::

Pensei em diminuir num primeiro momento. Pegar o pacote básico. Porém, antes de mais nada, fui ao site do próprio Garrafon (http://www.garrafon.com/). Qual não foi minha surpresa ao ver no site uma anúncio gigante: "promoção de pré-venda de verão". Simulei o mesmo pacote e aí veio a surpresa: US$ 298,50. Isso mesmo, um desconto promocional de US$ 99,50 para o casal. Nem pisquei. Fechei tudo, na hora. Mesmo pagando o IOF da transação no cartão de crédito, ainda sairia mais vantajoso do que fechar no Álvaro: algo em torno de US$ 318, ou seja, ainda sim uma diferença de US$ 80. No email de confirmação enviado pelo Garrafon, todas as instruções necessárias me deixaram tranquilo. A única coisa que eu perderia efetivamente ao não fechar o pacote com o Álvaro era o transfer hotel-Playa Tortugas - hotel. Mas, por uma diferença desse tamanho eu estava disposto abrir mão disso.

O próximo passeio a ser cortado dessa lista foi COZUMEL AO AMANHECER SNORKELING. O preço, estava saindo a US$ 378 o casal + US$ 10 de táxi do porto de Cozumel até o local. Eles não deixam claro se esse valor do táxi é de ida e volta ou somente de ida. Pelo valor que eu encontrei por lá, creio que seja só de ida mas isso é um achismo. No pacote, transfer CANCÚN - PLAYA DEL CARMEN - CANCÚN + ferry para COZUMEL + o snorkeling, com direito a snacks e algumas bebidas.

A ideia original era fazermos somente o snorkeling por cozumel, já que minha esposa tem asma e tinha muito medo de mergulhar. Mas pesquisei atrás de empresas confiáveis e encontrei uma super bem avaliada no tripadvisor, chamada COZUMEL H2O. Entrei em contato com eles e pedi informações sobre os mergulhos para iniciantes. Eles me responderam prontamente e me indicaram o DISCOVER SCUBA EXPERIENCE, um mergulho de, no máximo, 10 metros, em três locais diferentes. Snacks também inclusos. O valor: US$ 280. É claro que havia outros fatores a serem ponderados, como viagem até Playa Del Carmen, valor do ferry e o táxi em si. Novamente, fui às contas:

 

Ônibus na zona hoteleira até o terminal ADO (ida e volta para 2 pessoas ): 42 pesos (+- US$ 3)

Ônibus ADO Cancún - PDC (ida e volta para 2 pessoas): 240 pesos (+-US$ 15)

Ferry Ultramar PDC - Cozumel (ida e volta para 2 pessoas): +- US$ 40.

Táxi do porto de Cozumel até o local (ida e volta para 2 pessoa): US$ 17.

Discover Scuba Experience: US$ 280.

 

TOTAL: US$ 355.

 

Então nós tínhamos o passeio do Álvaro, que era snorkeling somente, com um diferencial de transfer até PDC ida e volta pelo preço de US$ 378 o casal + o valor do táxi. E um mergulho de cilindro em um dos lugares mais bonitos do planeta, com a desvantagem de ter que se locomover até lá por US$ 355. A diferença parece pequena mas os tipos de experiência pesaram na decisão: escolhemos o mergulho, mesmo com minha esposa super receosa. Pagaríamos mais barato por um produto melhor (o scuba).

Em tempo: conversando com o Álvaro, ele me informou que o preço anunciado era o referente ao mergulho e não ao snorkeling. Houve um equívoco no orçamento enviado. Mas, àquela altura, era tarde. Eu já havia fechado o passeio com a H2O.

Os parques até pensei em fechar por conta própria mas fiz algumas simulações e os preços não eram muito diferentes. Então deixei para fechar com o Álvaro para alavancar meu poder de barganha em um possível desconto.

Quando chegamos à loja da Álvaro Tours, negociamos diretamente com ele. No fim das contas, dos passeios que sobraram para fecharmos, o total cheio era de US$ 1650. Álvaro ainda me perguntou o pq eu havia mudado minha programação e eu fui sincero com ele, contei que fechei por conta própria pq achei valores melhores. Contei sobre o mergulho em Cozumel e também sobre a promoção do Garrafón. Ele entendeu e mesmo assim negociou excelentes descontos para nós dois, e disse que numa próxima vez que fôssemos a Cancún que não fechássemos nada antes, que levássemos até ele o preço menor, que ele faria de tudo para igualar. Tivemos que mudar muita coisa pq alguns dos passeios haviam mudado de dia, caso do Chichen Itzá, que era domingo e agora seria na quinta. Fizemos um samba doido lá pra conseguir encaixar tudo, sem conflitos. No final, deu tudo certo. E o valor final saiu em US$ 1350, uma diferença de US$ 300 após umas choradas básicas ::lol4:: . A negociação fluiu tão bem que acabamos fechando um passeio extra (minha esposa queria esse passeio há meses e quando eu vi a propaganda lá, acabei casando tudo), o Xoximilco. Saiu a US$ 100 por pessoa, US$ 200. O total final foi de US$ 1550, com um passeio extra + US$ 100 de desconto.

Uma coisa eu tenho pra falar do cara: ele é bom de jogo. Se você chegar e negociar, ele vai ouvir. É possível chegar num denominador comum, bom para os dois lados. Talvez se eu soubesse disso antes de ir, teria chegado lá e fechado tudo com ele, após chegar aos preços da concorrência. De qualquer forma eu recomendo a agência, o atendimento foi excelente, tanto por email, quanto pessoalmente. Nota 10. Os passeios com eles ficaram assim arranjados:

 

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Pagamento realizado, instruções passadas, nos despedimos para dar uma volta pela cidade. Acabamos dispensando a carona pro hotel. Resolvemos andar e depois jantarmos no Bubba Gump.

Assim que saímos da loja, fomos andando em direção à parte agitada, só pra olhar mesmo, já que nossa ida ao Coco Bongo estava programada para terça-feira somente. Álvaro nos indicou um mercado famoso por lá, o Chedraui. Entramos para conhecer e vimos um mercado com uma super estrutura. Tem de tudo por lá. E os preços nós achamos bem melhores do que os do Oxxo.

Ao sairmos de lá, mais alguns metros à frente, e encontrávamos a Coco Bongo e as outras boates e bares. Em um dos bares, Congo, várias dançarinas davam um show para quem passava por ali. Tudo muito surreal.

 

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Vou deixar aqui um vídeo curto do Congo

 

 

Logo depois, passamos por um mercadinho que fica um pouco depois do Coco Bongo e sentimos pela primeira vez a malandragem mexicana. Minha esposa viu um chapéu de praia e parou pra olhar. Logo um vendedor surgiu nos abordando. Eu perguntei quanto custava e ele: 50 pesos. Eu disse que queríamos. Quando entramos na loja, a dona veio até nós e disse: não é 50 pesos e sim 50 dólares. Eu fiz cara de espanto e já saí dizendo: "muito caro, muito caro, somos brasileiros e não americanos.". Dei a mão pra minha mulher e saí da loja. Ela veio atrás, diminuindo o preço a cada investida: 40, 30, 20, chegou até 15. Mas não quisemos levar, esse tipo de coisa é muito irritante. Quis dar uma de malandra, perdeu a venda.

Pegamos o ônibus e seguimos para o restaurante Bubba Gump. Utilizei o app pela primeira vez e tudo certo: assim que chegamos, dei sinal e descemos.

O restaurante é muito bom! Atendimento excelente, comida deliciosa. Para quem gosta de camarão, um verdadeiro paraíso. Eles têm cardápio em português. Fica bem perto do Outback. Acabamos exagerando e pedindo comida demais, não aguentamos! :lol: Pagamos uma conta generosa (no cartão) no valor de 660 MXN (+- US$ 43). Aqui também vimos como funciona a famosa "propina" ou gorjeta deles. Ninguém tem vergonha de pedir e em muitos lugares a conta vem com um destaque, onde se lê: a propina não está inclusa. Acabamos dando US$ 5 de gorjeta. Saímos de lá cansados e felizes. Logo depois, pegamos novamente o ônibus e usamos o app para achar nosso condomínio - hotel. Chegamos esmagados e doidos pra dormir. E foi o que fizemos. No dia seguinte teríamos nosso primeiro passeio: Xcaret. E já adianto que foi DEMAIS!!! .

 

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É isso, pessoal! Assim que der, vou postar o dia 02. Um grande abraço, espero que curtam o relato!

 

::otemo::

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DIA 08 - 11/07/15 - SÁBADO.

 

Xplor.

 

Dia do último parque da viagem! Ficamos entre ele e Xel-ha, mas acabamos optando pelo Xplor e não nos arrependemos! ::otemo::

Por volta de 07:25 h, o ônibus chegou ao Solymar. Não tenho reclamações a fazer sobre o serviço deles: foram pontuais e o transporte feito de forma tranquila. O guia nos recebeu de maneira simpática e verificou nossas pulseiras (que a essa altura já estavam só o bagaço, nos pulsos desde o dia 02, em Xcaret ::lol4:: ). Após essa verificação, ele as retirou e ficamos livres.

Fomos encaminhados para o mesmo "ponto de encontro" do dia de Xcaret, um lugar de onde partem os ônibus para as atrações. Chegamos e procuramos nossa linha pintada no chão. Era a de cor laranja.

 

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Depois de embarcarmos, começamos o trajeto rumo ao Xplor, que fica um pouco distante da zona hoteleira. Durante o trajeto, um guia foi nos explicando o parque e distribuindo uma formulário, um tipo de termo de responsabilidade, que tivemos que assinar e entregá-lo.

 

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O Xplor é um parque bem diferente do Xcaret. Ele é todo voltado para atividades físicas e suas principais atrações são: os circuitos de zipline (as tirolesas), os veículos anfíbios, os rios subterrâneos e as balsas (rafts). Então, para escolher essa atração, deve-se estar disposto a se exercitar pq o condicionamento é bem exigido por lá. Eu achei melhor ressaltar esse aspecto pq eu fui bem despreparado, acima do meu peso, e senti um cansaço miserável logo no ínício... ::lol3::::sos::

Assim que vc chega, passa por um caminho de túneis que é longo pra caramba! Andamos, andamos e andamos até chegarmos aos guichês de atendimento. Lá recebemos o capacete e uma pulseira bem interessante, onde existe um pequeno compartimento para guardarmos a chave dos armários. Muito útil!

 

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Logo que achamos a área de lockers, escutamos o bater de um coração por todo o parque: é o ponto de referência do local, um enorme coração, bem disputado por turistas para fotos. E aqui deixo registrado o meu vacilo em não tirar fotos do local: queria aproveitar o parque e acabei não tendo paciência para esperar o tumulto de gente querendo o mesmo.

O parque é muito bem sinalizado e também bem menor do que o Xcaret, eu achei. Por isso, não vi dificuldades em me localizar e acho bem difícil se perder.

 

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Deixei no locker a minha mochila (óculos, protetor, repelente, celular e uma segunda câmera) e fui somente com a TS5 , um pau de selfie e nossos water shoes. Outro ponto a se destacar: tenha uma dessas sapatilhas, todo mundo usava por lá e quem não usava acabava perdendo as sandálias. Conforme eu descrevi no relato do dia 2 em Xcaret, compramos os nossos lá. Excelente investimento. Nossa escolha foi começar pelas tirolesas.

Pelo que eu entendi, eram dois circuitos de tirolesa. A altura varia entre 8 e 45 metros. Escolhemos a menor e nossa altura máxima foi algo em torno de 26 metros. Tava bom demais! ::lol4::

Entramos na fila, mas logo tive que abandoná-la por um instante: existia uma placa bem grande, PROIBIDO O USO DE PAU DE SELFIE.

Corri até o locker e guardei o objeto, enquanto minha esposa ficou na fila. Tudo tranquilo. Os armários ficavam bem perto do local. Quando chegou nossa vez, os funcionários nos vestiram com os equipamentos de segurança e seguimos o caminho indicado. Ali também havia uma divisão, dentro do próprio circuito: tivemos a opção de fazê-lo inteiro (mais puxado fisicamente e mais demorado) ou fazer um caminho mais curto. Escolhemos fazer tudo, completo.

Já começamos subindo uma escadaria de respeito. Lá em cima, pelo menos pra mim, a altura impressionou. De lá, somos lançados para a próxima tirolesa e assim por diante, até o fim do caminho escolhido. Senti um frio na barriga, mas achei que valeu muito a pena a experiência. Sensacional mesmo! ::cool:::'>

 

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Vou deixar um vídeo que minha esposa gravou na nossa primeira descida. Destaque para os gritos... ::lol4::

 

 

Durante o trajeto, temos que subir bastante escada, por isso disse que o condicionamento é exigido. Aqui um exemplo (nessa foto também dá pra ver como é a pulseira que nos dão logo na entrada, onde guardamos a chave do locker):

 

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A altura vai diminuindo e chegamos a um toboágua que deságua em uma caverna, mas ali não foi o fim. O último trajeto também termina numa caverna, mas passamos por uma pequena cachoeira antes. Bem legal! :lol:

 

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Registrei nossas descidas no toboágua e na tirolesa final.

 

 

Uma observação antes desse vídeo: nós não controlamos o movimento durante a descida. Por isso, eu girei antes do fim.

 

 

Depois, seguimos para os veículos anfíbios. A fila estava grande, mas a quantidade de carros fazia com que ela andasse rápido. É outra atividade bem interessante, e que vale a pena. Ela também é composta por dois circuitos.

Achamos o caminho tranquilo e a parte mais trabalhosa foi quando o veículo passa pela caverna, que é ligeiramente estreita. Fora isso, tranquilo.

 

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Segue um pequeno vídeo:

 

 

Quando terminamos, estávamos FAMINTOS! ::quilpish::

Decidimos parar para almoçar. No Xplor o esquema é diferente do Xcaret: aqui é all inclusive mesmo. Pode-se repetir o almoço quantas vezes quiser. Mas, de verdade, não tem necessidade. Nosso tour terminaria no fim da tarde, bem diferente do Xcaret, quando saímos de lá quase às 22h. Sentamos e comemos bem. Um detalhe: achei a comida do Xplor superior. Maior variedade, melhor qualidade. Valeu a pena! ::lol4::

Ainda fizemos amizade com um casal de mexicanos e ficamos de papo por uma boa meia hora depois do almoço.

 

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Acabamos nos despedindo do casal e seguimos para a próxima atividade: as balsas. E aqui fica um conselho: NÃO FAÇAM ESSA ATIVIDADE APÓS O ALMOÇO!

Explico: achamos que por ser uma atividade dentro de uma espécie de caiaque para duas pessoas, seria uma atividade que exigisse menos fisicamente. Ledo engano. O esforço dentro delas é imenso, vc recebe uma espécie de espátula, um mini-remo que se encaixa nas mãos. E toma-lhe esforço! Tivemos que seguir a trilha iluminada por lâmpadas azuis, por dentro de uma caverna. E nem tinha como parar pq havia uma galera atrás e na frente da gente. Eu não curti muito, mas acho que o motivo principal foi esse. Tinha acabado de almoçar e não me senti muito bem fazendo um esforço daquele tamanho.

 

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Para fechar o dia no Xplor, fomos para o rio subterrâneo. Essa sim deveria ter sido nossa escolha pós-almoço. Entramos nele e a água estava bem gelada, atenção. Logo no início, vc se depara com a opção entre fazer o caminho completo ou pegar um atalho. Decidimos pelo caminho completo e fomos devagar, passeando e tirando fotos. Pena que, por ser escuro, muitas não ficaram boas. Quando usávamos o flash, acabava perdendo a magia do lugar. No fim, passamos por uma queda d'água bem bonita. Valeu a pena.

 

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E acabou! Depois disso, ainda passeamos um pouquinho e esperamos alguns minutos até dar a hora indicada pelo guia. Seguimos as instruções e encontramos nosso ônibus. Partimos rumo a Cancun, apertados pelo horário.

 

Cirque du Soleil Joyà.

 

Chegamos em nosso apartamento por volta das 18:30h. Tomamos banho, escolhemos nossas roupas e falamos com nossa filhota e com os vovós pela internet . Até pensamos em comer alguma coisa, mas a fartura do almoço foi tanta que não tinha condições... ::lol4::

Conforme escrevi nos dias anteriores, alteramos nossa data do espetáculo Joyà, com a ajuda do pessoal da Álvaro Tours. Decidimos encaixá-la nesse dia, pq mesmo apertados, achávamos que daria tempo. E deu. Super tranquilo. A tensão ficou por conta de não saber de onde sairia o ônibus do transfer. Nós adquirimos o pacote com direito a transfer Cancún - teatro - Cancún, porém, o voucher não dava instruções muito detalhadas do local exato. Só sabíamos que ficava no shopping La Isla, "em frente a Lacoste". O horário também não estava muito bem definido: nosso show começaria às 22h, porém o aviso do voucher nos dizia que a entrada para os que tivessem adquirido o pacote 'Show Only" começaria 30 minutos após o horário das pessoas que adquiriram o pacote com jantar incluso. Então entraríamos a partir das 21:45. Joguei no google maps a distância do lugar e dava coisa de 37 minutos de trajeto. Logo, deveríamos pegar nosso ônibus por volta das 20:30 no máximo, já que ainda teríamos que trocar o voucher pelas entradas na bilheteria.

Então saímos do nosso apartamento e pegamos um R-1 rumo ao shopping. Chegamos ao La Isla e achamos a Lacoste. Só que havia uma espécie de estande do Cirque du Soleil , vazio. Achamos que ali seria o ponto de encontro e ficamos esperando. Mais uma vez, no nosso voucher não vinha nada detalhado. Passaram uns 15 minutos e nada. Estranhei e perguntei para um segurança. Ele disse que o local não era ali e sim do lado de fora. Saímos do shopping e não vimos placa alguma. Até que um ônibus do Joyà encostou em frente ao shopping. Só que não era em frente à Lacoste. Era em frente à outra loja, um pouco distante, até. Não me recordo com certeza qual loja que era, infelizmente, mas tenho a impressão que era uma loja Ishop. Achei essa organização muito ruim e confusa.

 

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Enfim, embarcamos e fomos rumo ao espetáculo. O trajeto foi tranquilo e chegamos no horário previsto. Lá dentro não pegamos muita fila. Apresentamos o voucher e nossos passaportes e tudo certo. Trocamos pelos tickets e nos dirigimos para a entrada. O lugar é muito bonito.

 

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No horário previsto, a entrada foi liberada e fomos recepcionados por uma funcionária muito simpática, que nos encaminhou até nossos lugares. O teatro é belíssimo, climatizado e organizado. A visão que se tem do palco é perfeita, não importa a localização do seu assento.

 

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Tinha tudo para ser uma noite perfeita. Mas não foi. O espetáculo é muito bom e não tenho ressalvas a fazer. Só que assim que chegamos, uma garçonete nos ofereceu o cardápio. Estávamos com sede e decidimos pedir bebidas. Pedi uma coca e um suco de laranja para minha esposa. Fomos servidos rapidamente. A garçonete me trouxe a conta: US$ 8. Achei carinho, mas tranquilo, sabia que seria. Só que eu, infelizmente, só estava com uma nota de US$ 50. Entreguei para ela.

Passaram 10 minutos e nada do meu troco. Desconfiado, peguei meu celular e abri o aplicativo de conversão de moedas. Joguei os valores e fiz um cálculo rápido, por baixo: meu troco deveria vir algo em torno de MXN 660. Eu sabia que não viria esse valor exato, já que a cotação nesses lugares é extremamente desfavorável ao turista. Ok, pensei que viria algo em torno de 600 ou por aí. E nada dela.

Foi então que as luzes se apagaram e o espetáculo teve início. Então ela surgiu, mágica, com meu dinheiro: MXN 150. .

Aquilo me deixou muito chateado. Eu olhei pra ela e disse que estava errado, que eu tinha dado uma nota de US$ 50. Ela sorriu e disse algo como: "A nota era de US$ 50?" . ::vapapu::

Quando ela voltou, me trouxe MXN 560. Como eu estava querendo aproveitar pelo menos alguma coisa daquela noite, acabei pegando o dinheiro, pq a outra opção seria levantar e discutir e jogar o resto do meu investimento no show no lixo.

Conduta inaceitável, que não condiz com o nível de serviço que deveria ser oferecido pelo Cirque du Soleil. Pagamos caro pelos ingressos (MXN 2.925,00) e passamos por uma situação desse tipo. Ficamos muito chateados e nem consegui aproveitar tanto quanto eu queria. Uma pena, mas eu não recomendo o espetáculo Joyà.

Caso resolvam ir, estejam atentos aos trocos e, se possível, levem pesos ou notas pequenas. Eu vacilei em levar uma nota de US$ 50. Triste isso.

No final, pegamos o ônibus do transfer de volta e, antes de partirmos, o motorista veio nos oferecendo o transfer até o hotel. O pacote incluía o transfer de volta para o La Isla. É claro que ele queria uma propina. O pessoal foi se acertando com ele e fechando o trajeto. Estava tarde e decidimos também fechar. Só não me lembro quanto demos, mas não foi muito. Pouco depois da meia-noite, chegávamos ao Solymar. Estávamos famintos e ainda fizemos um lanche caprichado, antes de encerramos o dia.

Na manhã seguinte iríamos retornar a Isla Mujeres por conta própria, dessa vez para explorarmos a ilha. Seria o melhor e o pior dia da viagem, simultaneamente.

 

::otemo::

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Olá adorei seu relato.. quanto vc gastou lá ? Será que 3.000 reais da para uma pessoa.? Vou ficar 10 dias. Obrigada

 

Oi, Alexandra! Desculpe a demora em responder! Quase não tive tempo de passar aqui e somente hj consegui continuar o relato! ::putz::

 

Bom, em primeiro lugar, muito obrigado por acompanhar meu relato! Fico feliz em saber que ele é de alguma forma útil! ::otemo::

Sua pergunta é complicada. R$ 3 mil para uma pessoa, para uma viagem de 10 dias, com o dólar valorizado como está, não sei. Depende muito do seu planejamento. Estou levando em consideração que sua pergunta se refere ao dinheiro para se gastar por lá e não o total com hospedagem.

Nós gastamos mais do que isso pq fizemos todos os passeios possíveis dentro dos 10 dias que tínhamos. Não foi barato, em Cancún tudo é bem caro. ::sos::

Fora isso tem a questão da comida. Os restaurantes são caros. Para baratear nosso custo, muitas vezes fizemos lanches no apartamento ou no Mc Donalds. Todas as vezes que saímos para jantar, a média não ficava menor do que US$ 30.

Minha opinião: esse valor é apertado.

Espero ter ajudado! Qualquer coisa pode perguntar!

Um abraço!

  • 1 mês depois...
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DIA 09 - 12/07/15 - DOMINGO.

 

A ideia original era acordarmos bem cedo e aproveitar o domingão programado. Porém, os dois últimos dias foram puxados e acabamos dormindo até mais tarde. ::lol4::

 

Isla Mujeres

 

A escolha recaiu sobre Isla Mujeres, principalmente após nosso dia no Garrafon. O lugar é lindo e ficamos curiosos. Queríamos conhecer o resto da ilha.

Saímos do apartamento por volta das 11h. Levei comigo minha mochila, contendo: duas máquinas, toalhas, protetor biodegradável e o pau de selfie. Pegamos um R-1 e seguimos novamente rumo a Playa Tortugas. Dessa vez, saltamos e permanecemos do mesmo lado da calçada, buscando o estande da Ultramar, que não foi difícil de achar. Compramos nossos tickets (US$ 19 round trip/ pessoa). A próxima saída era às 12h. Ainda tínhamos um tempinho e por isso ficamos passeando por ali e batendo algumas fotos, além de comprarmos água. O dia estava ensolarado e quente. Perfeito! ::otemo::

No horário indicado, partimos de Playa e seguimos rumo ao nosso destino.

 

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Chegamos a Isla Mujeres antes de 12:30. O trajeto tem previsão de 22 minutos e foi por aí mesmo. O terminal marítimo da ilha é muito bem localizado, fica no centro. Para quem quer conhecer Playa Norte, por exemplo, não é necessário pegar nenhum transporte: em uma caminhada de 10 minutos você já estará lá.

Estávamos famintos e decidimos almoçar antes de seguirmos com nossa programação. Ao sairmos do terminal, já nos encontramos na Rueda Medina, uma "avenida" com muitas lojas, restaurantes e autônomos, que oferecem aluguel de um tipo de carrinho de golfe, que é muito utilizado para rodar a ilha. Encontramos um restaurante chamado Miramar, que tinha uma bela vista e perguntei se eles aceitavam cartão de crédito. O rapaz da porta disse que sim e então nos decidimos por ele.

Resolvemos nos sentar em uma das mesas que se encontravam já na areia e tivemos um almoço bem agradável. Nessa parte da praia, eles têm um píer com um visual bem bonito. O restaurante ficou dentro da média que encontramos nessa viagem. Não me recordo bem, porém deu algo em torno de US$ 30. O ponto negativo ficou por conta do garçom, que insistiu em não aceitar pagamento em cartão, querendo receber a conta em dinheiro. Eu bati o pé e disse que o rapaz da porta me garantiu que aceitavam e, após um breve debate entre os dois, consegui pagar a conta no cartão. A impressão que me passou foi que o garçom forçou a barra para receber em dinheiro pensando na gorjeta. Depois dessa atitude, não dei nada.

 

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Saímos do restaurante, buscando uma forma de conhecer a ilha. Havíamos descartado utilizar os carrinhos de golfe, já que pelas nossas pesquisas, lemos que eles exigiam a carteira de habilitação e nós não temos. Pensamos em utilizar um táxi, mas imaginamos que seria bem caro. Porém, enquanto caminhávamos pela Rueda Medina, fomos abordados por um dos autônomos que ficam com os carrinhos parados, oferecendo seus serviços. Primeiro, Carlos nos ofereceu o carrinho, ao preço de US$ 35. Não me recordo o período exato de tempo, mas acredito que era a diária. Eu informei que não tínhamos habilitação. Ele sorriu e disse que não era necessário. Mesmo assim, recusamos. Ele então se ofereceu para fazer o tour como nosso guia. Preço: US$ 50. Reclamei. Estava muito salgado. Depois de certa negociação, fechamos em US$ 40.

Saímos de Rueda Medina e seguimos rumo a Punta Sur, a outra extremidade da ilha. É um passeio bem bacana, Isla Mujeres é bonita demais. Carlos guiou o carrinho e fomos na parte de trás, tirando muitas e muitas fotos. Fizemos algumas paradas e por fim alcançamos Punta Sur. Que lugar lindo!

 

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Na volta ainda passamos perto do Garrafon e pudemos vislumbrar aquele paraíso em um dia bem ensolarado. Fica ainda mais perfeito!

Observação importante: durante o passeio, vimos policiais parando turistas nos carrinhos de golfe. Isso se repetiu três vezes. Não sei dizer o motivo. Por isso, atenção ao alugar o carrinho!

 

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E nosso tour chegou ao fim, assim que chegamos a Playa Norte. Carlos nos deixou bem no fim dela, uma parte paradisíaca. Acertei o pagamento e seguimos nosso passeio.

Posso dizer, com toda a certeza, que Playa Norte é imperdível. Foi a praia mais bonita que já conhecemos. Apesar do sargaço (sim, eles estavam em todos os lugares.), a água é cristalina e a temperatura, perfeita! O mar estava bem calmo. Ficamos ali, o restante da tarde, aproveitando o lugar, sem a menor vontade de ir embora. Quando chegou o momento de partir (infelizmente), fomos caminhando pela orla, até chegarmos na altura da Rueda Medina. De lá, caminhamos para o terminal marítimo e pegamos o último ferry da Ultramar, que partia para Playa Tortugas. Saímos de Isla Mujeres às 17:30 h e chegamos em Cancún antes das 18 h.

 

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Vou deixar aqui também duas fotos do panfleto da Ultramar, com pequenos mapas de Isla Mujeres.

 

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Assim que chegamos em Playa Tortugas, o tumulto estava formado: muitas pessoas desembarcavam ao mesmo tempo, uma confusão só. Nós seguimos o fluxo, até a Boulevard Kukulcan, no intuito de pegarmos um ônibus. Existiam, também, muitos ônibus de excursões e vans de turismo.

O primeiro ônibus passou e rapidamente encheu. Eu percebi que alguns mexicanos estavam na porta, deixando os turistas subirem. Eu desconfiei por um instante, mas estávamos cansados e cheios de sal no corpo, doidos por um banho. Deixei minha esposa subir na frente e subi logo atrás. Imediatamente dois deles pularam para dentro do veículo. Algumas poucas pessoas entraram depois, e o ônibus partiu abarrotado.

Passados alguns segundos, lembrei da minha mochila. Ela estava nas minhas costas. Nossa, lembrando agora, vejo como fui verde na situação. Nunca que no RJ eu daria um mole desses. Mas, sabem como é: férias, descanso, relaxamento total. Sempre li que em Cancún era super tranquilo. Puxei a mochila para frente na mesma hora e a coloquei no meu peito. Abri e vi que ainda estava tudo ali.

E então me lembrei do celular. Havia o deixado no bolso da bermuda! ::vapapu::

Comecei a caçá-lo pelos bolsos e nada. Olhei para minha esposa e disse: meu celular!

Imediatamente deram sinal e o ônibus parou. No ponto seguinte. Dois dos caras desceram e atravessaram a avenida com pressa. Na hora me liguei. Mas, o que eu poderia fazer? Não dava para sair correndo e gritando "pega ladrão" em um país vizinho e sem ter a certeza absoluta de que estavam com o aparelho. Mas sabe quando você sabe?

Chegamos em nosso ponto e descemos. Entrei no apartamento e revirei mais uma vez a mochila, naquele tipo de atitude inútil que você tem, mesmo sabendo que não estará ali. Tentei entrar em contato com a Vivo e nada. Apelei para a rede social deles e obtive resposta. Desativei meu celular todo. Mudei senha de tudo: e-mail, facebook, etc. Uma dor de cabeça inesperada e desnecessária. E o que mais me doeu na experiência: ainda nem tinha terminado de pagar o aparelho. Enfim, aconteceu, fazer o que? ::toma::

Por isso, deixo o alerta a todos para que evitem ônibus muito cheios e, se não tiverem alternativa, façam como no Brasil: mantenham seus pertences seguros.

 

Shopping La Isla.

 

Após toda essa dor de cabeça, não estava com vontade de sair para nenhum lugar. Porém, mais calmo, conversei com minha esposa e cheguei a conclusão de que não valia a pena estragar o restante da nossa viagem por causa desse evento. Dos males o menor: pelo menos as câmeras ainda estavam comigo. Pior do que perder o celular seria perder as fotos e os vídeos do dia. ::lol4::

Decidimos manter a programação e rodar pelo La Isla. Já tínhamos ido lá, só que ficamos por um breve momento, enquanto esperávamos a condução para o Joyà.

Pegamos novo ônibus e fomos passear.

O shopping em si não tem nada demais. Não achamos os preços convidativos. Procuramos um lugar para jantar e escolhemos um japinha chamado "Ice Sushi" ou "Sushi Ice". ::lol3:: . Foi uma escolha carinha (como japa costuma ser né) e a conta saiu a US$ 45. Dinheiro bem gasto, já que tudo estava delicioso.

Ainda zanzamos por ali, sem rumo, só explorando. Por fim, encerramos a noite e voltamos para nosso apartamento, cansados.

 

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O dia seguinte seria nosso último dia. :cry:

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Obrigado pelas dicas! México é um sonho de destinos e o fórum do Mochileiros tem me ajudado muito a me planejar. Estou pegando dicas ótimas.  Babando nas fotos aqui. Abraços,

Gustavo Woltmann

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