[align=justify]Ao chegar a Vila de Alter-do-Chão agora em setembro, os visitantes mais atentos devem notar que alguns troncos de árvores foram colocados às margens do rio Tapajós. Para quem não sabe, esse é um indício de que se aproxima uma das mais antigas e tradicionais manifestações culturais da região amazônica. É a Festa do Sairé, que este ano inicia oficialmente amanhã e prossegue até o dia 14 de setembro, e tem como atrações, além é claro da disputa entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, shows das bandas Babado Novo e Tchacabum, da Bahia, e do grupo de pagode paraense Sorriso Moleque. Isso tudo do lado profano da festa, que é também religiosa e tem na programação celebração de missas e procissões pela vila.
Os troncos ficam na margem do rio até amanhã, quando serão retirados, enfeitados com flores e frutas e erguidos no centro da praça, como mastros, dando início oficialmente ao Sairé, uma festividade cuja tradição soma mais de 300 anos. Além de abrir a festa, o mastro é também um símbolo de fartura e representa a virilidade dos homens e a fertilidade das mulheres, que dias antes participam da retirada dos troncos da floresta. O ritual é um capítulo à parte na Festa do Sairé, que pela tradição deve começar sempre na primeira quinta-feira após o dia 10 de setembro. Os homens e mulheres da Vila, habitada basicamente por pescadores, enfeitam suas canoas e partem para a floresta em busca dos melhores troncos para servirem de mastros. Esse ano, segundo os organizadores da festa, pelo menos 70 embarcações - enfeitadas com fitas coloridas - participaram da busca, no último sábado.[/align]
http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=433019
Ana Peres / Da Redação
[align=justify]Ao chegar a Vila de Alter-do-Chão agora em setembro, os visitantes mais atentos devem notar que alguns troncos de árvores foram colocados às margens do rio Tapajós. Para quem não sabe, esse é um indício de que se aproxima uma das mais antigas e tradicionais manifestações culturais da região amazônica. É a Festa do Sairé, que este ano inicia oficialmente amanhã e prossegue até o dia 14 de setembro, e tem como atrações, além é claro da disputa entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, shows das bandas Babado Novo e Tchacabum, da Bahia, e do grupo de pagode paraense Sorriso Moleque. Isso tudo do lado profano da festa, que é também religiosa e tem na programação celebração de missas e procissões pela vila.
Os troncos ficam na margem do rio até amanhã, quando serão retirados, enfeitados com flores e frutas e erguidos no centro da praça, como mastros, dando início oficialmente ao Sairé, uma festividade cuja tradição soma mais de 300 anos. Além de abrir a festa, o mastro é também um símbolo de fartura e representa a virilidade dos homens e a fertilidade das mulheres, que dias antes participam da retirada dos troncos da floresta. O ritual é um capítulo à parte na Festa do Sairé, que pela tradição deve começar sempre na primeira quinta-feira após o dia 10 de setembro. Os homens e mulheres da Vila, habitada basicamente por pescadores, enfeitam suas canoas e partem para a floresta em busca dos melhores troncos para servirem de mastros. Esse ano, segundo os organizadores da festa, pelo menos 70 embarcações - enfeitadas com fitas coloridas - participaram da busca, no último sábado.[/align]