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Ubatuba/SP - Pico do Corcovado - Agosto 2015

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Venho aqui relatar mais uma trip bem feita e inesquecível...

 

Saída: São Paulo/SP

Destino: Ubatuba/SP – Praia Dura (Pico corcovado)

Distância: 8 km (subida) 8 Km (volta)

Tipo de subida: Escalaminhada

Altitude: 1.181 m

Subida: 8 horas

Descida: 5 horas

 

Para chegar:

Ubatuba faz divisa ao norte com a cidade de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, ao sul com Caraguatatuba (SP).

Saindo de São Paulo a melhor opção é a Rodovia Rio-Santos, na cidade de São José dos campos pegar a Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e depois a Rio-Santos até Ubatuba. Ou ir pela Rodovia Oswaldo Cruz, que eu não recomendo, tive péssimas historias nessa rodovia.

 

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No ano novo de 2014 fui para Ubatuba, na casa de nossa amiga Luana, que fica na Praia Dura. Nesse dia eu tinha acordado bem cedo, fiz meu café e fui tomar um ar. Lá fora vi as montanhas se abrindo e no fundo a visão do Pico, achei legal, estava mais pensando nas coisas para o ano de 2015. Neste ano em junho, fiquei de férias na faculdade e queria curtir alguma trilha em Ubatuba, pesquisei e descobri que aquele "pico" era possível subir e acampar. A vontade de explorar, aumentou e comecei a pesquisar mais e vi que precisava de guia, que cobrava 200 pila! (.i.)

 

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Decidido que iria encarar aquele pico, depois de um mês planejando, estudando o caminho, perigos, emergências, checando a previsão do tempo, olhando diversos vídeos, até mesmo conversei com um rapaz que foi lá no começo do mês de julho, o Gleidson.

Um cara super gente fina, me passou algumas dicas. Resolvi tirar todas as informações sobre o pico, estava mesmo engatilhado para ir.

Tudo tem o seu tempo e este dia chegou na data de 01 de agosto de 2015. O tão sonhado Pico do Corcovado.

 

O Dia:

 

Sexta-feira, sai do trampo no Embu, um amigo trabalha comigo, me deu carona e me deixou perto de casa e fui correndo, buscar o carro para buscar a galera no shop Eldorado-SP, de lá fomos para casa de Tar. Dormimos e partimos para estrada logo as 5h00 da manhã. Chegamos na Praia Dura por volta das 9h00. O dia já começa bem, contemplamos um lindo nascer do sol na estrada.

 

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Chegando na praia dura, você verá um mercadinho, segue reto até chegar numa bifurcação, siga a esquerda, na estrada asfaltada. De lá você segue reto até achar uma placa “Pico do Corcovado e Aldeia Renascer (área indigéna)”. Não entre lá.

Bom, chegando parei na casa da senhora Sebastiana, uma moradora local, muito gentil e coração bom! Aproveitamos para tirar algumas informações, dicas, comemos algumas frutas e já se preparamos para subir. Ela nos atentou que no caminho há cobras e bichos peçonhentos e é fácil de se perder.

 

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Iniciamos a trilha as 9:30, Tar ia seguindo um GPS, estávamos tão ansiosos, por um descuido se perdemos, pois, no começo existe muitas bifurcações que levam a outros lugares. Nessa parte do comecinho, tem que achar o caminho certo, senão você acaba indo para outro lugar ou se perdendo. Voltamos para o começo e consegui achar o caminho certo. Mas mesmo assim o grupo trilhava desconfiado daquele caminho, botei fé e fui naquele caminho.

 

Após ver algumas pessoas descendo, ficamos mais seguros e começamos a trilhar rumo a “Igrejinha”. (é apenas um aglomerado de pedras).

Paramos no caminho e começamos a organizar a caminhada do grupo. Como todos eram surdos, precisávamos se organizar a comunicação, porém era muito fácil de se perder e difícil de chamar o ultimo ou a primeira pessoa. Mesmo gritando/acenando a pessoa ia indo sem perceber.

Nos organizamos da seguinte forma: Sy é ouvinte então ela ficou na frente, e quem estava de aparelho auditivo no ultimo (eu e tar). Qualquer coisa eu gritaria, ou a syl gritaria, dava para saber se estava tudo bem ou não, facilitando a comunicação e a localização do grupo. Depois de organizado, resolvemos trilhar oficialmente.

 

A trilha começa mais suave, sobe-se e desce um pequeno morro, e depois começa a subida da serra, e ae fi não tem mais descida, só subida, só subida! Depois de 2h00m de subida íngreme e pesada (devido ao peso da mochila). Não esperávamos uma subida tão íngreme, e.........só estava apenas começando kkkk.

Com mochilas pesadas, já eram 12h30, conseguimos chegar na igrejinha, cansados, resolvemos fazer uma parada na igrejinha. Aproveitamos para fazer uma alimentação reforçada com bananas, frutas, bolo e cereais. Aproveitei para trocar de roupa, muito calor..

Sentamos na trilha esperando recuperar as energias para enfrentar o cume, pois era o único ponto com sombra, nessa hora subiram quatro trilheiros ouvintes, todos subiam pela primeira vez mas tinham uma certa experiência em trilhas, conversamos um pouco, eles eram de São José dos Campos e resolveram continuar subindo. A maior parte trilha é na mata fechada, quando ar é puro, o cheiro de natureza incrível. Expressando por palavras é pouco, só estando lá para sentir essa energia.

 

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Depois de 30 minutos de descanso, tomamos um belo café, frutas, cereais resolvemos continuar. A partir daqui começa a ficar mais difícil. Em alguns pontos são as raízes das árvores que se transformam em escadinhas para subir.

A vegetação nesse trecho é muito densa e as árvores gigantes possuem alturas de mais de 40 metros. Depois de 1 hora e 30 minutos de subida, encontramos a mesma família de S. José. Descobriram aonde tinha agua. (Aonde há um X marcados nas arvores, indicam que há agua por lá).

Nesse trecho não há demarcação, porém é fácil de se perder, mas os trilheiros ouvintes iam seguindo o barulho da agua e enquanto eu ia atrás dos trilheiros ouvintes. A fonte estava um pouco seca, Isa conseguiu abastecer, buscamos mais agua e resolvemos subir.

 

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Mais subida, mais subida, só subida! Uma espécie de escalaminhada, as raízes das arvores se formando para apoiar os pés e mãos. Nessa hora peguei câimbra, escorreguei, alguns tbm na câimbra maldita haha.

Continuamos seguindo a trilha chegamos a base do cume por volta das 16h30, onde forma-se outra pequena clareira. Fizemos outro descanso rápido, pois ansiosos e preocupados para não perder o pôr do sol.

 

Chegando na base, você encontrará uma bifurcação, siga direita, nessa parte é plana, era preciso seguir reto, e se preparar para encarar a parte mais difícil. Nesse ponto é mais íngreme por causa da chegada do cume.

 

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Depois de 1h30 de subida, chegamos ao cume, você poderá seguir a direita para ter aquela vista, ou a esquerda onde tem arvores para se proteger do vento, você escolhe onde acampar. Chegamos por voltas das 17h30, faltando 10 minutos para o pôr do sol, vimos bem rápido!

Infelizmente perdemos o Pôr do Sol, mas vista estava linda, começou a escurecer montamos a nossas barracas.

 

Era 19h00 estava na hora de fazer a janta... e Tínhamos um problema.....!

 

Esqueci o fogareiro! Pretendíamos fazer fogueira e estava ventando muito. Estávamos sem ideia de como íamos jantar! Os ouvintes nos ofereceram álcool e fizeram um fogareiro caseiro para nós com uma lata de ervilha. Haha!

Conseguimos fazer miojo com sardinha, atum e ervilhas, palmito e ainda um café com leite haha.

Depois da janta tomamos um belo vinho, presenciamos a Lua, as estrelas estava tudo perfeito! A lua, começou a ficar amarelada e depois ficou azul iluminando toda a cidade de Ubatuba. Muito foda!

Fazia muito frio, mas o vinho ajudou a esquentar um pouco, rs. E eu tinha esquecido a blusa no carro, a Isa me emprestou a blusa camuflada do exército! É sempre importante levar lanterna, gorro, luva, roupa de frio. Lanterna é indispensável, a noite fica tudo escuro! Eram 21h00, meu corpo estava totalmente exausto, Tar e Syl foram dormir.

Mas eu ainda estava emocionado, então eu e Isa e Japa aproveitamos para ir para a crista curtir a noite, curtimos a lua, as estrelas, a iluminação da cidade, a noite estava perfeita. Voltamos 23h30 para o acampamento para dormir.

 

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Estava frio, acordei as 6h20 e todos capotados, então acordei todos e fomos correndo para a crista ver o nascer do sol, pois o nascer era 6h30.

Contemplamos um belo nascer do sol, um frio gostoso. Por min eu abria mais 2 garrafas de vinhos hahaha, mas precisávamos nos aprontar para descida.

 

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Tar e Sy ficaram para trás tirando fotos enquanto eu, Japa e Isa fomos para a crista/cume.

O céu estava sem nuvens, totalmente limpo, podendo ver Caraguatatuba, o centro de Ubatuba, a Lagoinha, a Praia Dura, o bairro do Corcovado, praia vermelha do centro, Lazaro e outras praias, pudemos apreciar toda a vista do litoral norte.

Voltamos ao nosso acampamento, desmontamos as barracas, comemos frutas, cereais e aprontamos para a decida. Nos despedimos dos trilheiros ouvintes que foram descer primeiro. Tiramos foto para ficar na lembrança!

 

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Por volta das 8h30 resolvemos descer, cada um dividiu o lixo e fomos levando o lixo. Não deixamos nenhum lixo lá, a natureza foi gentil conosco, seremos gentis com ela!

 

A descida....! É mais rápido que a subida, mas a força é a mesma. Só fica mais voltada nos braços, joelhos. Devido ao peso da sua mochila, faz que você faça força nos joelhos e nas pernas. Estávamos com pouca agua, então precisávamos economizar, porque até o ponto de agua demora algumas horas.

 

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Depois de vários escorregões, perdi minha agua, agua caiu lá embaixo. Mesmo escorregando, foram várias risadas, só alegria kkkkkk...

Depois de mais 2 horas e 15 minutos de descida e algumas paradas, chegamos ao 5º ponto d’água. Jogamos nossas mochilas no chão e recarregamos a nossas a águas. A agua da natureza é impressionante, geladinha e pura!

Já eram 12h00, depois dessa alimentação resolvemos descer, direto, sem paradas longas. Mas objetivo já era outro: LARICA e fome de dragão.

Chegando ao fim, presenciamos o 1° riacho, significava que estávamos perto, passamos o 2° riacho, o campo de futebol, finalmente chegamos!

Chegamos por volta das 13h00. Procuramos a lixeira mais próxima e jogamos todo nosso lixo fora e partimos. Procuramos um restaurante legal, onde era cobrado um churrasco para 4 pessoas, dividimos em 5 e batemos aquele bela larica, um churrasco delicioso.

Nesse momento, já íamos partir para estrada, descansamos na praia mais próxima: Enseada

 

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Sem dúvida essa trip, foi uma das melhores que já fiz. Ainda temos muitas trip pela frente, até a próxima!

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

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