Fiz um mochilão planejado, ou melhor, desejado pelos últimos dez anos. Devido a vários acontecimentos que não vem ao caso eu ia sempre adiando, adiando, mas enfim, esse ano foi.
Inicialmente eu iria fazer Peru, Bolívia e Chile, mas no final resolvi fazer apenas o Peru. Não arrependi, ainda ficou muita coisa para eu querer rever no futuro.
Nesta viagem que durou 24 dias, partimos de Belo Horizonte eu e minha esposa, Samia, sozinhos com um roteiro mal feito em uma folha A4.
Na preparação pra viagem compramos mochilas, botas, roupas para treckking, as coisas básicas. Além disso fizemos o seguro de viagem pela MONDIAL, mas como não usamos não sei dizer se é bom.
Todo o meu roteiro foi planejado baseado nos relatos e dicas obtidos aqui no mochileiros, por isso me sinto na obrigação de relatar minha viagem e eu espero que seja útil para alguém, assim como outros relatos foram úteis para mim.
Dia 1 18/08/2015
Partimos do Rio e passamos a noite no Galeão no Rio. Foi uma noite difícil, mas descobrimos que capela daquele aeroporto é um bom lugar para dormir, mas ate descobrir a capela andamos de carrinho, pegamos esteiras, e a noite simplesmente não acaba. É incrível. O pio que encontramos uma mulher que estava no aeroporto há dois dia e o vôo dela partiria só ao amanhecer. Tadinha.
Chegamos em Lima. O Peru, finalmente após bastante tempo de planejamento, finalmente aqui. De Lima fomos para Cusco, aonde a viagem começa realmente, chegamos pela manhã, não sei a hora. Chegando em Cusco somos quase arrastados pelos milhares de guias querendo vender os seus pacotes turísticos, mas lá é muito, mas muito mais caro que os preços cobrados na cidade, portanto fuja de deles. Eles parecem legais a primeira vista, mas e tudo para arrancar os seus soles, reais ou dólares. Troquei duzentos soles no Brasil e não usei o cambio do aeroporto aonde eles dizem que o cambio é um roubo institucionalizado.
Eu havia reservado o hostel Ukukus, porém quando pegamos o taxi o taxista falou que o hostel era ruim, longe da praça e tals. Fez um verdadeiro terror e, como todo bom samaritano, ele tinha um hostel para nos indicar que era muito melhor. Primeira vez no Peru, insegurança, essas coisas, aceitamos a dica do taxista. Ele nos levou ao Pariwana, ótimo lugar, mas foi a hospedagem mais cara que paguei, 160 soles a diária. E é claro que nosso bom amigo taxista pegou a comissão dele bem na nossa frente, nem foi discreto. Coisas da vida. E ele roubou no taxi: 22 soles, na volta pagamos apenas 7 soles.
Malas guardadas, tomamos um banho e bebemos, muito, chá que tem na recepção do hostel, e ajuda muito a recarregar as energias. Em seguida dormimos, devido a noite no aeroporto e para ajudar o corpo a se aclimatar. Acordamos por volta de meio dia e não tivemos problemas com a altitude, mas admito que dei um pique na rua e minha cabeça ficou zonza. Agora a parte mais delicada da viagem, trocar o dinheiro. Se eu fizer merda logo no início da viagem posso comprometer toda a viagem. Outra coisa também, procuramos outro hostel, porque por melhor que o Pariwana seja bom, não podíamos pagar 160 por noite. Estávamos no quarto duplo, mas mesmo assim.
Conforme as dicas recebidas, corremos para a Av. Del Sol, aonde está os melhores câmbios. Lá a primeira decepção com o Brasil, o cambio está péssimo. O melhor que conseguimos foi 1 real 0,88 centavos de novo sol. Uma parte do dinheiro (devia ter trocado tudo porque o cambio só piora) e fomos procurar outra acomodação. Ainda mais depois do cambio, tinha que trocar de hospedagem urgente.
Depois fomos passear pela cidade, andar a toa mesmo, curtir a atmosfera do lugar. Queriamos pegar leve nas primeiras horas com medo do mal da altitude. Achamos um lugar em conta para almoçar, evitamos todos os restaurantes turísticos, afinal a regra era economizar para passear. De sobre mesa sempre íamos nas lojas de chocolates experimentar todos os sabores possíveis sem nunca comprar nenhum.
A noite demos uma passada no bar do hostel, bem legal, achei os preços meio salgados, mas tudo bem. Teve umas brincadeiras com os staffs do bar, nada muuuuuito animado. Mas eu estava morto mesmo, fui dormir.
Gastos do dia (para duas pessoas)
20 reais lanche no Rio
40 reais de remédios no Rio
75 soles cartão de memória de 16g no Peru – Lima
17 soles lanche – Lima
22 soles taxi aeroporto em Cusco
18 soles almoço
15,27 soles lanche
2,50 soles água
[/img][/img]
SAM_0849.JPG[/attachment]' alt='attachment]'>
Dia 4 21/08/2015
Acordamos para o Vale Sagrado. Um passeio de dia todo. Uma diferença de hostel, a diária era muito mais barata no CHASKI que no PARAIWANA, mas o café da manha não se compara. No CHASKY é muito mais simples, mas é o suficiente para você passar a manhã até o almoço.
Primeira parada foi em uma feirinha. Tinha muitas barraquinhas e tals, o preço variava. Alguns mais caros, outros mais baratos que os praticados em Cusco. Tem que pesquisar.
Depois fomos para Pisac, uma antiga cidade Inca, bem preservada no alto da montanha. De lá nos podemos ver diversos estratos aonde plantavam batatas e coca. Muito interessante. Tem um antigo cemitério também, mas não podemos andar até ele, fica em uma montanha ao lado. Na verdade o cemitério é som um bocado de covas nas paredes. A cidade e grande, quase perdemos o ônibus ao voltar. Tem um túnel bem legal, mas temos que andar muito pra chegar até lá. Se você tiver qualquer probleminha com a altitude evite i lá.
Depois de PISAC fomos até uma comunidade tradicional, como na noite anterior, que também fabrica jóias e artesanatos. Comprei um pingente de prata pra Samia. De lá paramos para almoçar. O almoço é um lugar pré determinado da escolha deles. Chegando lá, um self service razoável, mas muito cheio e os garçons eram horíveis. Muito fraco, demoraram a repor a comida quando acabava, um verdadeiro caos. E custa vinte soles, sem choro. Por pessoa.
Após o almoço fomos para OLATAYTAMBO. É aqui o lugar onde muitas pessoas pegam o trem para águas calientes, pré Machu Picchu. Algumas pessoas abandonam o tour e pegam o trem. Nos iríamos para Machu Picchu por trilha, outros quinhetos. OLATAYTAMBO é um lugar lindo e bem preservado. Os Incas fizeram muita coisa legal, grandes obras de arquitetura. O guia nos explicou muita coisa legal. Adorei, o problema que perdemos o ônibus na volta, e tivemos que esperar o guia nos achar em uma praça da cidade. Mas lá é show.
O último ponto de visita foi uma igreja bem alta, e chegamos lá já a noite. A subida foi trash, muita gente pediu arrego. Deu muita dó do pessoal quase desmaiando na subida. A igreja e legal, bonita e vimos muitas pinturas legais. O diferente foi uma pintura da Virgem Maria trabalhando. O trabalho era muito importante na cultura Inca e o sincretismo religioso fez com que a virgem fosse retrata bordando. Nesse ponto vi como a folha de coca realmente ajuda e dá um gás na altitude.
Fim do passeio, estavamos cansados. Andamos muito e fomos e muito locais bem altos, e a altitude às vezes pesa. Descansamos bem. Chegamos já tarde em Cusco, lanchamos e dormimos.
Uma dica de lanche barato em Cusco é o quarto de frango com batatas que vende no supermercado Orion, ou Don orion, Custa 8 soles e vem bastante coisa. Um desses alimentava eu e a Samia toda noite. Vale demais.
Fiz um mochilão planejado, ou melhor, desejado pelos últimos dez anos. Devido a vários acontecimentos que não vem ao caso eu ia sempre adiando, adiando, mas enfim, esse ano foi.
Inicialmente eu iria fazer Peru, Bolívia e Chile, mas no final resolvi fazer apenas o Peru. Não arrependi, ainda ficou muita coisa para eu querer rever no futuro.
Nesta viagem que durou 24 dias, partimos de Belo Horizonte eu e minha esposa, Samia, sozinhos com um roteiro mal feito em uma folha A4.
Na preparação pra viagem compramos mochilas, botas, roupas para treckking, as coisas básicas. Além disso fizemos o seguro de viagem pela MONDIAL, mas como não usamos não sei dizer se é bom.
Todo o meu roteiro foi planejado baseado nos relatos e dicas obtidos aqui no mochileiros, por isso me sinto na obrigação de relatar minha viagem e eu espero que seja útil para alguém, assim como outros relatos foram úteis para mim.
Dia 1 18/08/2015
Partimos do Rio e passamos a noite no Galeão no Rio. Foi uma noite difícil, mas descobrimos que capela daquele aeroporto é um bom lugar para dormir, mas ate descobrir a capela andamos de carrinho, pegamos esteiras, e a noite simplesmente não acaba. É incrível. O pio que encontramos uma mulher que estava no aeroporto há dois dia e o vôo dela partiria só ao amanhecer. Tadinha.
Chegamos em Lima. O Peru, finalmente após bastante tempo de planejamento, finalmente aqui. De Lima fomos para Cusco, aonde a viagem começa realmente, chegamos pela manhã, não sei a hora. Chegando em Cusco somos quase arrastados pelos milhares de guias querendo vender os seus pacotes turísticos, mas lá é muito, mas muito mais caro que os preços cobrados na cidade, portanto fuja de deles. Eles parecem legais a primeira vista, mas e tudo para arrancar os seus soles, reais ou dólares. Troquei duzentos soles no Brasil e não usei o cambio do aeroporto aonde eles dizem que o cambio é um roubo institucionalizado.
Eu havia reservado o hostel Ukukus, porém quando pegamos o taxi o taxista falou que o hostel era ruim, longe da praça e tals. Fez um verdadeiro terror e, como todo bom samaritano, ele tinha um hostel para nos indicar que era muito melhor. Primeira vez no Peru, insegurança, essas coisas, aceitamos a dica do taxista. Ele nos levou ao Pariwana, ótimo lugar, mas foi a hospedagem mais cara que paguei, 160 soles a diária. E é claro que nosso bom amigo taxista pegou a comissão dele bem na nossa frente, nem foi discreto. Coisas da vida. E ele roubou no taxi: 22 soles, na volta pagamos apenas 7 soles.
Malas guardadas, tomamos um banho e bebemos, muito, chá que tem na recepção do hostel, e ajuda muito a recarregar as energias. Em seguida dormimos, devido a noite no aeroporto e para ajudar o corpo a se aclimatar. Acordamos por volta de meio dia e não tivemos problemas com a altitude, mas admito que dei um pique na rua e minha cabeça ficou zonza. Agora a parte mais delicada da viagem, trocar o dinheiro. Se eu fizer merda logo no início da viagem posso comprometer toda a viagem. Outra coisa também, procuramos outro hostel, porque por melhor que o Pariwana seja bom, não podíamos pagar 160 por noite. Estávamos no quarto duplo, mas mesmo assim.
Conforme as dicas recebidas, corremos para a Av. Del Sol, aonde está os melhores câmbios. Lá a primeira decepção com o Brasil, o cambio está péssimo. O melhor que conseguimos foi 1 real 0,88 centavos de novo sol. Uma parte do dinheiro (devia ter trocado tudo porque o cambio só piora) e fomos procurar outra acomodação. Ainda mais depois do cambio, tinha que trocar de hospedagem urgente.
Depois fomos passear pela cidade, andar a toa mesmo, curtir a atmosfera do lugar. Queriamos pegar leve nas primeiras horas com medo do mal da altitude. Achamos um lugar em conta para almoçar, evitamos todos os restaurantes turísticos, afinal a regra era economizar para passear. De sobre mesa sempre íamos nas lojas de chocolates experimentar todos os sabores possíveis sem nunca comprar nenhum.
A noite demos uma passada no bar do hostel, bem legal, achei os preços meio salgados, mas tudo bem. Teve umas brincadeiras com os staffs do bar, nada muuuuuito animado. Mas eu estava morto mesmo, fui dormir.
Gastos do dia (para duas pessoas)
20 reais lanche no Rio
40 reais de remédios no Rio
75 soles cartão de memória de 16g no Peru – Lima
17 soles lanche – Lima
22 soles taxi aeroporto em Cusco
18 soles almoço
15,27 soles lanche
2,50 soles água
[/img]
[/img]
Dia 4 21/08/2015
Acordamos para o Vale Sagrado. Um passeio de dia todo. Uma diferença de hostel, a diária era muito mais barata no CHASKI que no PARAIWANA, mas o café da manha não se compara. No CHASKY é muito mais simples, mas é o suficiente para você passar a manhã até o almoço.
Primeira parada foi em uma feirinha. Tinha muitas barraquinhas e tals, o preço variava. Alguns mais caros, outros mais baratos que os praticados em Cusco. Tem que pesquisar.
Depois fomos para Pisac, uma antiga cidade Inca, bem preservada no alto da montanha. De lá nos podemos ver diversos estratos aonde plantavam batatas e coca. Muito interessante. Tem um antigo cemitério também, mas não podemos andar até ele, fica em uma montanha ao lado. Na verdade o cemitério é som um bocado de covas nas paredes. A cidade e grande, quase perdemos o ônibus ao voltar. Tem um túnel bem legal, mas temos que andar muito pra chegar até lá. Se você tiver qualquer probleminha com a altitude evite i lá.
Depois de PISAC fomos até uma comunidade tradicional, como na noite anterior, que também fabrica jóias e artesanatos. Comprei um pingente de prata pra Samia. De lá paramos para almoçar. O almoço é um lugar pré determinado da escolha deles. Chegando lá, um self service razoável, mas muito cheio e os garçons eram horíveis. Muito fraco, demoraram a repor a comida quando acabava, um verdadeiro caos. E custa vinte soles, sem choro. Por pessoa.
Após o almoço fomos para OLATAYTAMBO. É aqui o lugar onde muitas pessoas pegam o trem para águas calientes, pré Machu Picchu. Algumas pessoas abandonam o tour e pegam o trem. Nos iríamos para Machu Picchu por trilha, outros quinhetos. OLATAYTAMBO é um lugar lindo e bem preservado. Os Incas fizeram muita coisa legal, grandes obras de arquitetura. O guia nos explicou muita coisa legal. Adorei, o problema que perdemos o ônibus na volta, e tivemos que esperar o guia nos achar em uma praça da cidade. Mas lá é show.
O último ponto de visita foi uma igreja bem alta, e chegamos lá já a noite. A subida foi trash, muita gente pediu arrego. Deu muita dó do pessoal quase desmaiando na subida. A igreja e legal, bonita e vimos muitas pinturas legais. O diferente foi uma pintura da Virgem Maria trabalhando. O trabalho era muito importante na cultura Inca e o sincretismo religioso fez com que a virgem fosse retrata bordando. Nesse ponto vi como a folha de coca realmente ajuda e dá um gás na altitude.
Fim do passeio, estavamos cansados. Andamos muito e fomos e muito locais bem altos, e a altitude às vezes pesa. Descansamos bem. Chegamos já tarde em Cusco, lanchamos e dormimos.
Uma dica de lanche barato em Cusco é o quarto de frango com batatas que vende no supermercado Orion, ou Don orion, Custa 8 soles e vem bastante coisa. Um desses alimentava eu e a Samia toda noite. Vale demais.
Gastos
9 soles lanches
90 soles colar
40 soles almoço
21 soles protetor solar
1 sol folha de coca
5 soles gatorade
1 sol para ir ao banheiro