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Lígia Conti

Das dicas que não encontramos em lugar nenhum e só descobrimos chegando lá ;)

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Depois de tanto nos servirmos das informações e relatos aqui encontrados, finalmente deixaremos um tópico em retribuição. Nas pesquisas que antecederam nossa viagem à Bolívia entre final de 2015 e início de 2016 pudemos organizar um roteiro bastante farto de dicas e outros informes. Mas, enquanto é muito fácil encontrar relatos minuciosos sobre os roteiros de passeios, menos comum é encontrar outras informações, e é nesse sentido que pretendemos direcionar nosso post. Espero que seja útil =)

 

1) Saímos de São Paulo rumo a Santa Cruz de la Sierra no dia 29 de dezembro. Compramos passagens de ida e volta antecipadamente e isso era tudo o que tínhamos. Hostel, passeios, itinerários, todo o resto estava organizado num cronograma facilmente modificável. Nada de reservas antecipadas justamente com base nos relatos aqui encontrados. E é isso o que recomendamos: decidir tudo no caminho. Nomes de hostels e agências e suas avaliações, no entanto, podem ajudar!

 

2) Chegando a Santa Cruz perto de meio dia, a ideia era tomar um voo a Sucre. Já havíamos lido que o caminho a Sucre pelas estradas não era aconselhável e encontramos alguns turistas que depois confirmaram que esse trajeto de ônibus era mesmo bastante sacrificante. De pronto, a informação de que não havia mais voos disponíveis em nenhuma das empresas: BOA, Amaszonas e outra que não me lembro agora (mas no balcão de informações turísticas é tranquilo se informar). Compramos um voo para o dia seguinte pela Amaszonas e decidimos passar uma noite em Santa Cruz. Não nos arrependemos porque acabou sendo bacana conhecer um pouco da cidade, mas a data coincidiu com recesso e férias de todos os museus (sim, nunca vi férias de museus em pleno dezembro, mas em Santa Cruz foi assim...). No dia seguinte, no aeroporto, encontramos um casal de brasileiros que tinham chegado e, tal como a gente, "dado com as caras na porta" da informação de que não havia voos disponíveis. Ao contrário de nós, no entanto, eles decidiram esperar até as 16h. E diferente do que imaginávamos, conseguiram assentos no voo. Ou seja, aconselhamos que aguardem o horário de embarque e tentem lugares no voo ainda que digam que não há assentos disponíveis.

 

3) Já que estamos falando de companhias aéreas, havíamos lido que os voos da BOA são famosos pelos atrasos. E em Santa Cruz, quando saímos no voo das 16h pela Amaszonas, vimos no painel um voo das 14h da BOA para La Paz que estava atrasado. Já a Amaszonas tem seu slogan justamente no fato de não atrasarem. Além desse voo de Santa Cruz a Sucre, ao final da viagem voamos novamente pela empresa desde La Paz até Santa Cruz e em ambos não tivemos nenhum atraso. Para quem tem os dias contados, vale investir um pouco a mais e garantir a hora certa! A compra das passagens acontece apenas diretamente no guichê do aeroporto (pelo menos segundo nos informamos, mas como a incongruência de informações não é incomum na Bolívia...). Assim, uns dias antes de nosso retorno, decidimos gastar um tempo nos dirigindo até o aeroporto de La Paz para garantir um bom horário e um preço razoável no voo de retorno a Santa Cruz.

 

4) Sucre é uma cidade linda, vale a pena dedicar uns dois dias pelo menos. Há muitas postagens detalhadas sobre a cidade e seus pontos turísticos, não nos deteremos a isso. Apenas julgamos importante mencionar que o passeio pelo parque Cretácico inclui um tour guiado (o horário de início é meio-dia e dura cerca de 1h30) descendo até próximo das famosas pegadas de dinossauros. Não sabíamos disso e por pouco perdemos a parte mais interessante do lugar. O reveillon na cidade foi bastante tranquilo, festejos na praça central (com grupos de música tradicional boliviana) e, para quem curte, baladas nos hostels. No dia 31 os restaurantes e mercados começaram a fechar perto das 18h. Para não corrermos o risco, eu e meu namorado (e outros brasileiros e gringos também) decidimos garantir nossas bebidas num mercado próximo da praça central. Não saberíamos dizer se rola comprar bebidas na madrugada...

 

5) Dia primeiro de janeiro não acontece nada. A cidade fica toda fechada, incluindo a rodoviária. Por isso, estávamos em dúvida se seria possível partir de lá rumo a Uyuni, nossa próxima parada. As informações nos hostels não eram muito animadoras. Mas em frente à estação de ônibus (que estava fechada), muitos microbuses e mesmo ônibus estavam partindo de Sucre rumo a Potosi. Chegando a Potosí, logo depois de um taxista oferecer seus serviços por 700 bolivianos até Uyuni, avistamos um ônibus (atravessando a rua, na Avenida Universitária) partindo para Uyuni por 30 bolivianos por pessoa. Tomamos esse ônibus depois de um almoço rápido num restaurante ali próximo e ao final do dia estávamos em Uyuni.

 

6) No dia seguinte, partimos em busca de uma agência para fecharmos o passeio de 3 dias pelo Salar de Uyuni. Os passeios partem às 10h30. Começamos a peregrinação por volta de 8h30 e fomos fechar o passeio perto das 10h, para o meu desespero. O tempo todo é fácil encontrar pessoas nas ruas oferendo o passeio por preços que variavam entre 600-900 bolivianos. Mas como encontramos muitos relatos de perrengues com carros quebrados, grupos que "enfiavam" 7 pessoas em um carro onde só cabem 6, entre outras histórias, preferíamos fechar o tour com uma agência da qual tivéssemos uma boa recomendação. Entre as agências de nossa lista estavam a Blue Line e a Quechua Connections. A Quechua esteve fechada praticamente a manhã toda e a Blue Line não tinha mais passeios disponíveis. O mesmo se passou com outras agências que procuramos: ou estavam fechadas ou não tinham mais passeios para o dia. O engraçado é que, em uma segunda tentativa, conseguimos um carro disponível na Blue Line (outro casal de brasileiros que encontramos também enfrentaram o mesmo em outra agência: em um momento não havia passeio, algum tempo depois havia disponibilidade... Enfim...). Como estávamos muito desesperados e com receio de termos de arriscar uma agência sem referência, fechamos o passeio pelo primeiro preço oferecido: 850 bolivianos. Pouco depois soubemos de outros que fizeram o mesmo tour, exatamente o mesmo, por 750 bolivianos. Fica a dica da pechincha sempre! Outra coisa: as agências aceitam pagamento em dólares, mas o câmbio definitivamente não vale a pena. Melhor ter bolivianos nas mãos para contratar o rolê.

 

7) Ao final do tour pelo Salar, partimos para La Paz num ônibus noturno, chegando lá pela manhã. Também os passeios por La Paz aparecem detalhados em muitos relatos por aqui, mas acho que vale apenas reforçar a indicação para dois museus interessantíssimos e sobre os quais encontrei menos referências: o Museu de Etnografia e Folclore e o Museu de Instrumentos Musicais (reservem umas boas horas para cada um deles).

 

8) Sobre câmbio: saímos do Brasil muito em dúvida a respeito de que moeda levar. Acabamos levando dólares, embora a cotação estivesse bastante desfavorável (3,79) e quase nos arrependemos. No entanto, mesmo notando que o nosso real é aceito em todas as cidades por que passamos (outra dúvida que tínhamos), a taxa de compra de reais oscilava muito de uma cidade para outra, ao passo que o dólar se mantinha na faixa de 6,95 a 9,98.

 

9) Uma das dicas mais comumente encontradas em postagens sobre a Bolívia aconselhava que se levasse papel higiênico. Pensávamos que essa dica era direcionada ao passeio pelo Salar de Uyuni. Mas não. Embora os hostels oferecessem papel higiênico em todas as cidades pelas quais passamos, muitas vezes não era suficiente, tanto mais porque o serviço de quarto só acontecia quando solicitávamos.

 

10) Bolívia é um destino incrível. Aproveitem muito, tanto quanto nós aproveitamos!

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Olá!

Quanto de dinheiro você acha importante levar?

Estamos como mesmo problema sobre o cambio... Pensamos em levar real mesmo, acha muito ruim?

 

Obrigada!

 

Bjs

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