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TAILÂNDIA, CAMBOJA, MALÁSIA E MIANMAR – 24 DIAS – SOZINHO – DICAS, PREÇOS E FOTOS!!

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Olá, amigos mochileiros!

 

Vou contar para vocês aqui o relato completo da viagem que fiz sozinho durante 24 dias à Tailândia, Camboja, Malásia e Mianmar, no Sudeste Asiático, em Dezembro/2014.

 

A maioria das dicas eu peguei aqui e gostaria de agradecer fazendo este relato. No final, irei anexar uma planilha com todos os custos. Espero que o relato e a planilha sejam úteis para quem for viajar para este paraíso!!!

 

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Custos das passagens:

 

Eu voei de Emirates fazendo conexão em Dubai. Passagem de ida e volta São Paulo – Bangkok – R$ 3.051,00. Comprei com 2 meses de antecedência. Como eu queria aproveitar ao maximo na Asia, não fiz Stopover em Dubai, mas existe essa possibilidade e o preço da passagem não aumenta. Se aumentar, é bem pouco. A passagem saindo do Rio, onde moro, seria R$ 800,00 mais cara. Comprei a passagem do Rio para o aeroporto de Guarulhos por R$ 146,50 em uma promoção da GOL. O voo da Emirates é fantástico. A poltrona é bem confortável e o serviço de bordo é de primeira. Dias antes do voo, eu entrei na área do cliente no site da Emirates e escolhi a refeição que queria comer. Ha muitas opções, passando por frutos do mar, comida vegetariana, Indiada, sem glúten e lactose etc. Eu fui com uma mochila de 48L e outra normal e não despachei bagagem, apesar da Emirates permitir 32 Kg. O objetivo de ir com pouca bagagem foi de facilitar a vida nos voos internos e de economizar. Deu super certo.

 

Passagem de Bangkok para Siem Reap no Camboja pela Air Asia – só ida: USD 74 (comprada com antecedência)

Passagem de Siem Reap para Kuala Lumpur na Malasia pela Air Asia – só ida: USD 45 (essa passagem comprei com 1 dia de antecedência).

Passagem de Kuala Lumpur para Bangkok pela Air Asia – só ida: USD 30 45 (essa passagem comprei com 4 dias de antecedência).

Passagem de Bangkok para Yangon no Mianmar pela Air Asia – ida e volta: USD 130,52 (comprada com antecedência)

Passagem de Bangkok para Krabi pela Thai Lion Air – só uma perna: USD 12 (essa passagem eu comprei no dia do voo).

Passagem de Krabi para Bangkok pela Air Asia – só uma perna: USD 64 (comprada com antecedência)

 

Se comprar no site da Air Asia com antecedência, sai mais barato. Apesar da Air Asia e as demais companhias que vi declararem que você só pode levar como bagagem de mão uma mochila naquele tamanho pequeno como nos voos domésticos no Brasil, eu fiz todos os voos internos sem despachar bagagem. Ninguém perguntou nada. Deu para economizar uma grana. Eu achei a Air Asia uma ótima companhia. Não tenho o que reclamar. Na verdade, só elogios. Aviões novos, voos sem atrasos e comida boa (apesar de paga).

 

Antes de tudo, seguem algumas dicas preciosas:

 

Remédios – leve seu Kit com remédios e itens de primeiros socorros, como por exemplo: remédio para dor de cabeça, para diarreia, para febre, para ressaca rsrs, para enjoo (dramin) e relaxante muscular (Torsilax).

Fique de olho no site da Air Asia, pois sempre há promoções muito boas.

Use e abuse de protetor solar (faz muuiiito calor) e repelente.

Leve sua garrafa de água para os templos. Em todos eles, há bebedouros com água beeeem gelada para você encher a garrafa de graça.

Tomar com antecedência a vacina contra a febre amarela. Aqui no Rio você toma a vacina de graça no posto de vacinação da Prefeitura ao lado do Theatro Municipal. Atendimento super rápido e bacana. Sem o comprovante internacional da vacina, você não entra na Tailândia e demais países do Sudeste Asiático.

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DIA 1 – BANGKOK

 

Eu desembarquei no aeroporto de Bangkok às 07:30 da manhã de um Domingo. O aeroporto estava mega cheio e me surpreendeu pela organização e beleza. Tem Wi Fi grátis por 2 horas. Tem imagens de Buda e jardins lindos, então você já começa a entrar no clima e na cultura Tailandesa antes de sair do aeroporto. Antes de passar pela imigração, passei no departamento do Health Control para apresentar o comprovante internacional de vacina contra a Febre Amarela e preencher o formulário de saúde. Siga as placas para chegar a este departamento. Você só passa pelo controle de Imigração após passar pelo Health Control. A imigração foi rápida, apesar da quantidade de turistas. Logo após a imigração, na área onde você pega as malas, há casas de cambio (1 USD = 31 BTH). Ali mesmo troquei alguns dólares. O câmbio no aeroporto é igual aos das casas de câmbio de toda a Tailândia, então você trocar tudo logo de uma vez, se quiser. Quando estava pegando a escada rolante para pegar o SkyTrain no subsolo do aeroporto, botei a mão no bolso e.... cadê o passaporte??? Ai, que medo! Verifiquei na minha mochila e nada. Após relembrar todo o caminho que fiz no aeroporto, eu concluí que só poderia ter deixado o passaporte na casa de Câmbio, dentro da area de desembarque, onde se pega a bagagem. Falei com 3 guardas, que me indicaram procurar alguém na entrada do embarque, até que encontrei uma simpática funcionária que me ajudou. Ela me pediu alguns dados, fez perguntas básicas (voo, número do passaporte, comprovante da casa de câmbio etc), telefonou para outra funcionária que fica dentro do desembarque e, depois de aproximadamente 15 minutos de tortura (rs), chegou a funcionária amiga dela com meu passaporte na mão. Nossa, que alívio.

 

Minha ideia original era pegar o SkyTrain até Silom, bairro onde ficava o Hostel, mas depois de um voo de 14:00 do Brasil a Dubai, de outro voo de mais 06:00 a Bangkok e desse “teste”, eu estava bem cansado e resolvi pegar um taxi. Para isso, desci a escada rolante, peguei uma senha, que apareceu em instantes em um painel luminoso indicando o número do taxi e lá fui eu mergulhar nessa cidade que tanto sonhei em conhecer. O taxista era mega, mega simpático, mega fluente em Inglês (melhor do que eu, aliás!), me disse que os Tailandeses gostam muito dos Brasileiros, que o amarelo é a cor do Rei (há bandeiras da Tailândia e bandeiras amarelas do Rei em toda parte, toda esquina, achei isso lindo) e que na próxima Sexta-feira seria aniversário do Rei, com uma série de comemorações pelo país. Após aproximadamente 25 minutos, cheguei ao Hostel em Silom. A corrida custou 415 BTH e teria custado 65 se eu tivesse pego o SkyTrain, que é mega barato e, sem dúvida, a melhor opção de locomoção. Fiquei no Hostel Kind of a Tree, com uma vibe super positiva, pessoas bem simpáticas e na rua do Consulado do Myanmar. Fiz o check-in, tomei banho, conheci outros mochileiros, aquela coisa toda e fui para a rua procurar um Tuk Tuk para me levar ao Grand Palace. Achei meio estranho o fato de todos os Tuk Tuk Drives terem me cobrado caro, caro mesmo, tipo 500 BTH, para me levar ao Grand Palace. E eles ficam te oferecendo (empurrando) passeios e dizendo que param obrigatoriamente em um local que vende roupas “só para você olhar”. Achei meio furada, tipo “pega turista” e comecei a procurar taxi. O primeiro me cobrou 300 BTH, que já era mais barato do que o Tuk Tuk, mas não fiquei convencido. O segundo me cobrou 250 BTH e o terceiro, 200 BTH após uma negociação. Foi ótimo, porque o ar condicionado do taxi estava gelando e estava um calor digno do deserto do Saara. O taxista, simpático e educado também, me alertou para não comprar ingresso para o Grand Palace na mão de ninguém na rua, só lá dentro do Grand Palace, após aproximadamente 200 metros depois de cruzar o portão de entrada. A corrida durou certa de 15 minutos e o caminho foi lindo, lindo. Vi dezenas, centenas de bandeiras da Thailandoa e do Rei, as ruas quase todas enfeitadas, uma rua era especial e ricamente decorada de amarelo com muitas, muitas fotos do Rei. Gente, eu viajei!!! O Grand Palace estava fechado ao público porque haveria uma cerimônia do governo. Ai, que dó. Então fui ao Wat Poh, que fica atrás do Grand Palace, onde tem o Buda Reclinado. A entrada custou 100 BTH e tem bebedouro com água bem gelada para encher a garrafa. Ja pegou a dica, ne? leve sua garrafa para encher de graca. O espaço do Wat Poh é bem grande, com muitas construções pequenas ricamente enfeitadas. Amigos Mochileiros, eu não sabia para onde olhar de tantos detalhes lindos. Fiquei fascinado e radiante! Era uma mistura de cores, espelhos miúdos e milimetricamente colocados um ao lado do outro. O Buda reclinado, então, é uma coisa linda, é imenso. Ele é o Buda prestes a entrar no Nirvana. Prestem atenção nos pés do Buda, com muitos desenhos e inscrições. Em um dos templos do complex do What Poh, pedi permissão para deixar meu telefone carregando e pude perceber com admiração a devoção e o respeito das pessoas ao Buda. Impressionante. Elas levam flores, muitas flores, vi muitos jovens e crianças se inclinando na frente do Buda fazendo suas orações e agradecimentos. Impossível não ficar tocado. A flor de lótus é o símbolo deles. Vocês irão ver muitas. Faça uma flor de lótus com as mãos para dar “Olá” e agradeceu aos Tailandeses. Você vai ganhar o coração deles.

 

Depois fui ao Wat Arun, que é um templo bem alto, perfeito para ir na hora do por do sol. Para chegar a ele, é necessário atravessar uma feira que fica na frente do Wat Poh e pegar um barco (3 BTH) para atravessar o rio. A entrada custou 20 BTH. Há uma escada bem íngreme e o Wat Arun é um templo com aparência bem antiga. Por ser alto, a vista compensa a subida íngreme. Do alto, é possível ver o Grand Palace, o Wat Poh e uma grande parte de Bangkok. Eu gostei muito. Imperdível. Cuidado ao descer as escadas. Vi muitos monges neste templo.

 

Depois peguei o barco de volta, mais 3 BTH, já estava quase na hora do por do sol, e fui caminhando para a Kao San Road, seguindo pela lateral do Grand Palace. A caminhada demorou mais ou menos 15 minutos (eu ando rápido). A Kao San é parada obrigatória de todo Mochieiro em Bangkok. É como a Lapa no Rio de Janeiro: lugar de gente alegre, sorridente, com dezenas de barraquinhas de comida, com destaque especial para o Pad Tai (comi muito rsrs), barracas de roupas, de diversos souvenirs, tem muita música, animação, lembranças, cerveja, bares e muitas casas de massagem Tailandesa. Eu comi Pad Thai, maravilhoso, tomei Fruit Shake (muito bom para refrescar o calor) e fiz uma ótima massagem nos pés após um dia de caminhada pela linda Bangkok. Peguei um taxi para o Hostel e fui descansar, porque o dia seguinte era dia de ir ao Grand Palace.

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DIA 2 - BANGKOK

 

Neste dia, bem cedo, fui ao Consulado do Myanmar, na mesma rua do Hostel, para solicitar o Visto de entrada neste país. Era uma Segunda-feira. Eu cheguei à Embaixada às 08:30 e já havia uma fila bem grandinha. O atendimento começou às 09:00, eu recebi o 1o atendimento (são 2 no total) às 10:00 e o 2o às 10:45. A dica é chegar cedo para não demorar muito. Quase em frente à Embaixada, há uma van que tira xerox do passaporte e vende o formulário de solicitação do Visto, que custaram bem barato. Eles cortam sua foto de passaporte para poder caber no espaço do formulário e a colam nele. Depois vi que dentro da Embaixada há uma pessoa que oferece o mesmo serviço pelo mesmo preço. Há bebedouro, então aproveite para encher sua garrafa com água bem geladinha. Há 3 opções de prazo de entrega do visto. Em ua delas, o Visto fica pronto no mesmo dia (a mais cara por este motivo), uma que fica pronta no dia seguinte e outra que fica pronto 2 dias depois. Eu escolhi a 2a opção, que custou 33 dólares americanos, pois, no dia seguinte à noite, eu tinha voo para Siem Reap, no Camboja.

 

Depois passei no 7/11, fiz um lanche e peguei um taxi com meter (taxímetro), com destino ao Grand Palace. Dica: só pegue Taxi com Meter. ANTES de entrar no Taxi, pergunte ao Taxista se ele aceita fazer a corrida com Meter e só aceite se ele disser que sim. Caso contrário, ou seja, com o Meter desligado, ele irá te dizer ao final da corrida o preço, que será o dobro (no mínimo) do que o preço com Meter. Pegou a dica, né?!

 

O Grand Palace é simplesmente lindo! É muita beleza junta no mesmo lugar! É tudo feito com muita riqueza de detalhes. É muito colorido e grandioso. É um lugar para você ir sem pressa para poder admirar as diversas construções e templos. Dentro do Grand Palace tem o Templo do Buda de Esmeralda (não pode fotografar no interior deste templo). Os Tailandeses dizem que esse Buda é de esmeralda mesmo. É também muito interessante ver os Tailandeses e outros Asiáticos venerando o Buda, ajoelhados em frente às estátuas. Eu fiquei um tempo observando essa veneração, respeito e demonstração de fé. Achei muito bonito e bem bacana.

Dicas: vá de sandália/chinelo, vá de bermuda por dentro da calça para tirar a calça na saída e ficar mais confortável para andar na rua (o sol estava de rachar, aproximadamente 36 graus), só compre o Ticket DENTRO do Grand Palace e não na calçada se alguém te abordar, não acredite se alguém te abordar na calçada dizendo que o Grand Palace está fechado (é golpe), leve uma garrafa de água (há bebedouros com água bem gelada na parte de dentro), vá de calça e com camisa que cubra os ombros. As mulheres precisam estar de calça ou saia que cubram as pernas, não só as coxas. Na entrada eu vi uma fila com pessoas que não atendiam a esses requisitos entrando em uma espécie de loja para comprar ou alugar roupas mais adequadas. Aproveite este lugar inesquecível!!

 

Depois eu peguei o mapa para verificar onde era o templo mais próximo e fui caminhando durante aproximadamente meia hora até o Wat Suthat, que é um templo mais simples, que estava quase vazio, mas onde eu pude sentir mais o sentimento de paz e tranquilidade do que no Grand Palace, que estava bem cheio.

 

Depois eu peguei um taxi de volta ao Hostel. Peguei um certo engarrafamento e o taxista era muito simpático. Nós conversamos durante quase todo o trajeto. Lembre: taxi só com meter. Todos os taxis tem ar condicionado.

 

À noite eu fui caminhar pela Siam Road e jantei em uma 7/11. Havia barracas vendendo souvenirs. Era uma Kao San Road menor e menos movimentada. Os preços eram mais caros do que na Kao San Road. Comprei algumas camisetas.

 

Gastos do dia:

 

Xerox e formulário: 8

Visto Myanmar: 1.035

Lanche de manhã 7/11: 40

Taxi: 76 + 100

Grand Palace: 500

Wat Suthat: 20

Almoço: 67

Café da tarde: 64

7/11 a noite: 107

Camisetas: 650

 

Total do dia: 2.667 Baths.

 

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DIA 3 - BANGKOK E IDA PARA SIEM REAP

Neste dia eu pedi a um funcionário do Hostel uma recomendação de museu para ir (eu amo ir a Museus) e ele me recomendou o Jim Thompson Thai House MuseuM, que fica perto do BTS. Eu gostei muito e considero esta atração imperdível. Foi uma grata surpresa. Jim Thompson era um americano que trabalhava na CIA e construiu uma casa em estilo Tailandês ao se mudar para Bangkok na década de 1960. Hoje a casa é um museu muito bonito com cerâmicas chinesas dos séculos 18 e 19, objetos muito antigos da Tailândia e de outros países vizinhos e lindos jardins. Tem restaurante e loja. O Ticket dá direito a um passeio guiado, onde muitos detalhes são relatados. Não deixem de ir. Eu gostei muito!

 

Depois eu fiz uma boa caminhada (aprox 35 minutos) até o Golden Budha, que é lindo, lindo e lindo. Como o nome já diz, é um Budha em ouro maciço. A estátua é grande e pesa mais de 5 toneladas, contando com o pedestal. Eu gostei muito de ter ido e vi muitos monges neste templo. Esse templo fica no alto e, abaixo dele, há um museu que ocupa dois andares do prédio. Quando eu entrei no museu e senti o ar condicionado, agradeci ao Budha, porque este dia estava muito quente. Foi um alívio rs. O museu conta um pouco da história dos Chineses na Tailândia, das relações entre China e Tailândia e da história desta estátua de ouro maciço, demonstrando que ela é uma das imagens de Budha mais importantes da Tailândia. De fato, neste templo, havia mais Tailandeses do que nos outros templos.

 

Ao sair do templo eu comprei uma manga e suco de romã em uma barraquinha. Esta tudo muito gostoso e bem geladinho. Fiz meu lanche sentado na calçada do metrô (MRT) rsrs. A manga vem em um saquinho transparente, já cortada em tiras verticais. O suco estava bem gelado. Estava tudo tão gostoso que voltei à barraquinha e comprei mais.

 

Peguei o MRT até Silom e passeui na Embaixada do Myanmar para pegar o visto, que só é entregue no período da tarde. Depois passei no Hostel, peguei a mochila, me despedi dos simpáticos funcionários, fui de BTS até a última estação e peguei um ônibus até o Aeroporto Dom Mueang. Ir de ônibus para o aeroporto foi uma experiência bem legal e engraçada. Sem contar que custou muito mais barato do que teria custado ir de taxi. Era horário de rush e me encantei ao ver os Tailandeses voltando para casa após a escola e o trabalho. O ônibus estava bem cheio, mas não havia trânsito. Do Hostel até o Aeroporto eu demorei aproximadamente 01:15.

 

O voo para Siem Reap foi bem rápido e tranquilo. Voei de AirAsia. O avião era bem novo e bonito. Gostei do voo. A imigração foi bem rápida, pois fui o 3o a sair do avião. O aeroporto de Siem Reap é uma graça, todo bonito e bem decorado. Entrei na fila da Imigração às 21:00 e todos os funcionários estavam jantando em suas estações de trabalho mesmo. Todos estavam tomando uma sopa que, por sinal, estava com uma cara ótima. Tivemos de esperar aprox 10 minutos para começar o atendimento, mas nada de mais. Você precisa pagar 30 USD em espécie pelo Visto, que é solicitado na hora mesmo.

 

Fui de Tuk Tuk, o meu primeiro da viagem, até o Hostel Bliss Vila. Reservei o Tuk Tuk por e-mail junto ao Hostel um dia antes. Esse hostel foi ótimo, um dos melhores da viagem, e tem uma piscina bem grande e bonita. Foi o Hostel com a diária mais barata da viagem (7 USD).

 

Após me instalar no quarto, que era de 8 camas, mas só havia um outro rapaz além de mim, fui dar uma volta na famosa Pub Street, que tem balada, bares e restaurantes. Após uma certa hora, a balada é na rua mesmo, porque o som dos bares é bem alto. Essa é uma rua só para turistas. Tudo custa muito barato no Camboja. Uma caneca grande de cerveja custava só 0,50 USD. O engraçado é que a moeda usada de forma comum é o Dólar Americano, mas a moeda oficial do Camboja é outra. Tudo você paga em Dólar e recebe o troco, que seriam centavos, na moeda do Camboja. Não fiquei até tarde na Pub Street, pois o dia seguinte seria especial e um dos mais esperados da viagem. Seria dia de ir para Angkor Wat no nascer do sol.

 

Gastos do dia:

Hostel: 350

BTS (SkyTrain): 35

Pão doce na estação do BTS: 20

Jim Thompson House Museum: 100

Golden Budha: 40

Golden Budha Museum: 100

Frutas e suco: 80

MRT: 35

Bus para o aeroporto: 30

Chocolate no aeroporto: 170

Visto do Camboja: 30 USD

Tuk Tuk do aeroporto para o Hostel em Siem Reap: 6 USD

Jantar e cervejas na Pub Street: 3,75 USD

 

Total do dia: 860 Baths + 39,75 USD

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DIA 4 - SIEM REAP - CAMBOJA

 

Siem Reap é cidade que mais recebe turistas no Camboja por causa do impressionante Angkor Wat, que é o maior monumento religioso do mundo e um dos tesouros arqueológicos mais importantes da humanidade. Ele foi construído no século XII e foi, no início, um templo Hindu. Depois passou a ser um templo Budista. É o mais preservado templo da região de Angkor, que possui outros templos lindos, como Bayon e Ta Prohm.

 

Na noite anterior, reservei o passeio Mini Tur por 18 USD de Tuk Tuk para ir ver o nascer do sol em Angkor Wat e passar uma parte do dia conhecendo esse e os demais templos. Sem o nascer do sol, o Mini Tur teria custado 12 USD. Quando reservei, achei que não tinha feito um bom negócio por causa do valor, pois 18 USD é um valor bem alto no Camboja, mas no dia seguinte tive certeza que fiz um bom negócio, porque estava muito calor, muito sol mesmo, e a distância entre alguns templos é considerável. Então, o Tuk Tuk caiu como uma luva para fazer as locomoções maiores. Fiz algumas locomoções caminhando, que é a forma que eu mais gosto de conhecer os lugares para onde viajo. A outra alternativa seria de ir de Bike mas, de baixo daquele sol, acredito que teria me lascado.

 

Esse dia foi um dos dias mais esperados da viagem. Acordei às 04:30 e peguei o Tuk Tuk às 04:50 na porta do Hostel. O motorista do Tuk Tuk era bem simpático e falava um inglês muito bom. Ao passar pela entrada do complexo de Angkor, você paga a entrada (20 USD por 1 dia ou 40 USD por 3 dias). É necessário guardar o Ticket para apresentá-lo na entrada de alguns templos. Comprei o Ticket de 1 dia e foi suficiente. Considero 3 dias muita coisa. Antes das 05:30 eu já estava posicionado à beira do lago em frente ao templo de Angkor Wat com minha máquina na mão e um sorrido no rosto esperando o sol chegar. Aos poucos, as primeiras luzes do sol foram chegando e foi muito bonito, mas foi muito bonito mesmo. Eu não tenho palavras para descrever o quão bonito é ver as luzes do sol chegando por trás de Angkor Wat, iluminando todo o céu, mostrando toda a grandiosidade da construção e fazendo uma grande e bela sombra do templo no lago. Havia muitas pessoas, mas houve tempo suficiente para todos tirarem dezenas de fotos e contemplarem esse espetáculo.

 

Nascido o sol, peguei o Tuk Tuk que estava me esperando bem próximo e fomos com destino aos demais templos. Na minha opinião, os mais bonitos são Bayon Temple e Ta Prohm, além de Angor Wat, que é o mais bonito sem sombra de dúvidas. Bayou tem muitas estátuas com rostos esculpidos na pedra e me surpreendeu de tão bonito. Rende fotos muito boas. Ta Prohm é incrivél por ter árvores no meio das construções. É um cenário bem bacana. Vocês já devem ter lido que em Ta Prohm foi filmado o filme Tomb Raider, com Angelina Jolie. Ei fiquei impressionado com os desenhos feitos nas pedras, com a riqueza de detalhes dos mesmos e com o tamanho de alguns templos. Em determinados templos, você pode entrar e subir até o topo. Em outros, você pode entrar só em uma parte. O esquema do Tuk Tuk é o seguinte: os templos estão agrupados em um limite geográfico. Como mencionei antes, o espaço entre alguns templos é considerável. Então achei que o Tuk Tuk foi um mega bom begócio para fazer as maiores locomoções, pois estava fazendo um calor do deserto do Saara. Havia muitas garrafas de água bem gelada em um isopor no Tuk Tuk já incluídas no preço. Santa água foi aquela para refrescar do calor. Você sente aquele ventinho no rosto andar de Tuk Tuk e não tem horário pré programado para voltar. Você fica nos templos o tempo que quiser e combina com o motorista do Tuk Tuk um determinado local para se encontrarem quando der vontade de voltar e ele fica te esperando. Foi bem fácil e tranquilo. Por último, pedi para voltar a Angkor Wat. Caminhei pela construção e subi até o topo. Para entrar na parte que leva ao topo, precisei colocar uma camisa por cima da camiseta, pois os ombros precisam estar cobertos. Nesse dia, eu estava com uma camisa da seleção de Futebol e todos os guardas que ficam conferindo o Ticket puxaram conversa sobre futebol e fizeram algumas perguntas sobre nosso país. Sempre me dou bem nas viagens quando uso a camisa do Brasil rsrs. Lá do topo de Angkor é lindo, lindo demais. Rende altas fotos. Você vê a natureza que há em volta. Saí de Angkor por volta de 12:40. Ou seja, aprox 7 horas de passeios entre os templos. Foi tempo suficiente para fazer tudo com calma. Como eu gosto de caminhar e descobrir as coisas por mim mesmo, em um dos templos eu continuei caminhando para além da sua parte de trás, por uma espécie de trilha bem delimitada e cheguei a um outro templo onde não havia ninguém. Pude desfrutá-lo sozinho durante algum templo e foi uma grata surpresa. Entre os templos, há barraquinhas e lojinhas vendendo café, lanches, sanduíches, frutas e lembranças. Comprei uma pintura de Budha em óleo sobre tela ao sair desse templo em que estava sozinho. A comprei direto com o cara que estava fazendo as pinturas ali mesmo. Eram muitas, todas muito bonitas, de todos os tamanhos e para todos bolsos. A minha custou 10 USD.

 

Às 13:10 eu já estava de volta a Siem Reap. Passei no supermercado, comprei coisas para lanchar de tarde, mais protetor solar e repelente (esses itens não podem faltar), cervejas e fui para onde? Fui para a piscina do Hostel, que estava uma delícia. Jesus e Budha, muito obrigado por tudo e por esse dia lindo e inesquecível!!

 

À noite, jantei no restaurante Mutita. Comi um prato Cambojano com frutos do mar que estava delicioso.

Siem Reap à noite é uma graça. Tem muitas lojinhas, restaurantes, bares, barracas vendendo artesanato e comidas típicas, inclusive escorpiões e insetos (Ui...!!!). As ruas estavam cheias e estava um ambiente muito animado e agradável.

 

Gastos do dia (tudo em USD):

 

Mini Tur: 18

Fruta em Angkor: 1

Cartões Postais: 1 (10 cartões por 1 USD)

Pintura de Budha: 10

Café e lanche em Angkor: 2

Sorvete: 3

Supermercado: 16,35

Bananas: 1

Jantar (entrada, prato principal, bebida e sobremesa): 8 (só o jantar custaria 3 USD)

Entrada do complexlo de Angkor Wat: 20

Shake Fruit: 1

Cerveja na Pub Street: 0,75

Hostel: 7,20

 

Total do dia: 89,30 USD

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DIA 5 – SIEM RIEP – CAMBOJA

 

O Hostel que fiquei em Siem Riep que não oferecia Café da Manhã, como a maioria dos Hostels que fiquei na Ásia. Tomei café da manhã por 1 USD (pão, ovos mexidos a café preto) em um café na mesma rua do Hostel, com Wi-Fi. Então, eu aluguei uma Bike por 1 USD o dia (Isso mesmo!! Você pode fazer várias coisas por 1 USD no Camboja) e fui ao Angkor Nacional Museum, que é muito, muito bonito, moderno e organizado. Nota 10 para esse museu. Eu não tinha lido sobre o Angkor Nacional Museum ao planejar a viagem e conhecê-lo foi uma grata surpresa. Eu fiquei muito feliz por saber que centenas de relíquias históricas de Angkor Wat foram salvas e estão preservadas e me senti realizado em poder vê-las, ler e saber ainda mais sobre esse grande monumento.

 

O museu explica com ricos detalhes a civilização KMER, dispõe de recursos audiovisuais de excelente qualidade e possui centenas de estátuas, vasos e demais peças arqueológicas de Angkor Wat, Bayon Temple e outros templos da região. As peças são desde o século VIII. É IMPERDÍVEL!!! É próximo ao Old Market. Eu fui de Bike e foi bem rápido. De Tuk Tuk saindo do Old Market, não deve demorar mais de 4 minutos para chegar. Muitas pessoas ficam poucos dias ou somente 1 dia em Siem Reap e acabam não indo a esse museu, mas eu o recomendo sem sombra de dúvidas. Vale muito a pena esticar mais um dia para ir nele e poder andar de Bike pelas ruas de Siem Reap. Estava um sol de fritar ovo no asfalto. Quando estava voltando do museu para o Hostel, não resisti, passei no Supermercado, comprei algumas coisas para beliscar e cervejas (0,50 USD cada cerveja) e fui para a piscina do Hostel. Fiquei fazendo fotossíntese por algum tempo rsrs.

 

Após fazer a fotossíntese e comer, peguei a Bike e fui ao Old Market, que é um “mercadão” frequentado pelos moradores, onde são vendidos carnes, frutas, ovos, almoço, sopas diferentes, ervas, café, pimenta, roupas, souvenirs... tudo que você imaginar. Mas é tudo bem dividido. Fique tranquilo. Há uma área só para as lojinhas/barracas de roupas, sapatos, artesanato, salões de beleza, ou melhor, barraquinhas de beleza, uma área para os peixes, carnes etc, outra para os restaurantes e por aí vai. O mercado ocupa um quarteirão inteiro e é fácil localizá-lo, bem como andar dentro dele. Você pode almoçar no próprio Old Market. Há muitos restaurantes na parte voltada para rua. Comprei chá de flor de lótus (delícia) e almocei “A Mok” por 3 USD, um dos pratos mais tradicionais do Camboja. O prato estava bem servido (farto) e muito gostoso. É bem picante. Delícia! Fora do mercado, vi o A MOK por 2 USD em alguns restaurantes. Ou seja, se quiser economizar 1 USD, fica a dica. De sobremesa e para aliviar o calor, tomei Ice Coffee Shake por 0,50 USD. Ainda no mercado, antes de almoçar, eu comprei um bolinho circular (frito na hora) de peixe e outros ingredientes que não sei o nome que foi muito, muito barato e estava bem gostoso, com uma mulher que não falava inglês. Era algo bem simples e típico, mas que foi especial para mim. Quando viajo, eu me permito conhecer os lugares e comidas de peito aberto e esse momento representou bem esse sentimento.

 

Eu tinha separado dois dias e meio livres na viagem para continuar no Camboja ou voltar a Bangkok de ônibus e ficar nos lugares que mais tinha gostado ou ir para outro lugar próximo, como Cingapura, Ho Chi Min City (no Vietnã) ou Malásia. Assim, de supetão, pesquisando os preços das passagens para esses lugares, comprei a passagem aérea mais barata nesse dia mesmo para Kuala Lumpur.

 

À noite, eu fiquei passando pelas movimentadas e confusas ruas com trânsito cheio de motos, vans e Tuk Tuks. O meio de transporte mais usado é a moto. Você vê pessoas levando de tudo nas motos. É muito engraçado.

 

Gastos do dia:

 

Café da manhã: 1 USD

Aluguel da Bike: 1 USD

Angkor Nacional Museum: 12 USD

Supermercado: 3,65 USD

Lanche e almoço e sobremesa no Old Market: 5 USD

Lembranças e camisas no Old Market e a noite: 20 USD

Jantar: 3 USD

Hostel: 7,20 USD

 

Total do dia: 52,85 USD

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DIA 6 – SIEM REAP E IDA PARA KUALA LUMPUR

 

Após arrumar as mochilas e tomar café, voltei ao Old Market para cortar as unhas em uma das barraquinhas de beleza rsrs, comprei mais uma camisa e dei o pé dali antes que gastasse mais dinheiro com lembranças. O Old Market é o lugar para isso! Meu voo para Kuala Lumpur era logo após o almoço, então voltei para o Hostel e tive tempo de me refrescar um pouco na piscina antes de almoçar e ir para o Aeroporto.

 

Eu preciso registrar aqui que gostei demais, mas demais mesmo, do Camboja. Saí com gostinho de quero mais. Os Cambojanos são sorridentes, de aparência sofrida (pesquise sobre a ditadura Cambojana que matou milhares de pessoas e acabou no final da década de 1980), mas nunca aparentam tristeza. Eles têm um olhar que transmite perseverança. Quase todos são bem-humorados. Sentirei muitas saudades! Quem saber um dia eu não volto?!

 

Fui para o Aeroporto de Tuk Tuk. O procedimento de raio X no Aeroporto foi o mais rigoroso que já vi na vida. Logo de cara, todas as pessoas precisam tirar os sapatos. O rapaz do raio X me fez tirar quase tudo da mochila e me fez jogar fora pasta de dente, protetor solar, gel de barbear... tudo. Minha necessaire ficou quase vazia rsrs.

 

Em todos os voos internos, quase todos feitos pela Air Asia, eu embarquei com duas mochilas (um mochilão de 48L e minha mochila normal) sem nenhum problema. A única observação essa no embarque de Siem Reap para Kuala Lumpur.

 

O voo foi bem tranquilo. Estava anoitecendo quando desembarquei. O aeroporto de Kuala Lumpur (KLIA – Kuala Lumpur Internacional Airport) é bem grande, bonito, moderno e organizado. Brasileiros não precisam de visto para entrar na Malásia. A imigração foi sem filas e rápida. Troquei dólares pela moeda local (1 USD = aprox. 2,50 RM) e peguei o KLIA Express, um trem que liga o KLIA ao KL Sentral (estação central de trens e metrôs de KL), onde peguei um metrô para chegar ao Bedz Hostel, bem próximo às Petronas Towers. Há três formas de sair do aeroporto. O KLIA Express (35 RM = 14 USD) é a melhor, mais rápida e também a mais cara das opções e demora 33 minutos para chegar ao KL Sentral. As duas outras opções são taxi e ônibus, que podem pegar trânsito. O KLIA Express é muito moderno. O Brasil precisa de algo nesse nível. O sistema de transporte urbano de KL é muito organizado e eficiente. São 8 linhas de metrô e rail (um monotrilho), além das linhas de trem, que são muitas. Lembrando que KL e Rio, a cidade onde moro, tem quase a mesma população (6,5 milhões de pessoas) e há somente duas linhas de metrô no Rio ::grr::

 

O Bedz Hostel é muito bem localizado, na esquina quase em frente ao Metrô, bem organizado, limpo, com uma vibe super alto astral, staff bem simpático e bacana e fica há aprox. 20 minutos caminhando das Petronas Towers. Recomendo sem sombra de dúvidas. Esse bairro que fiquei em KL é uma região de grandes lojas, shoppings centers e gigantescos letreiros. Eu ainda não fui a NY, mas lembra a Times Square. Bem ao lado do Hostel fica o Pavilion Shopping, que tem muitos bares e restaurantes bem interessantes, lotados de gente. Uma perdição, mas eu resisti rsrs. ::otemo::

 

Logo após fazer o Check-in, peguei o mapa e fui direto para as Petronas Towers. Demorei aprox. 14 minutos caminhando entre os shoppings e galerias para chegar. As Petronas Towers são duas torres gêmeas gigantescas que já foram as torres mais altas do mundo, são um símbolo de modernidade e são a sede da estatal Malaia de petróleo e gás. São realmente muito altas e muito bonitas. Na parte de baixo das Petronas, há um shopping com lojas só de grandes marcas (Dior, Gucci, Cartier etc).

 

Ao voltar para o Hostel, perguntei onde havia um lugar barato para jantar e descobri que, há duas quadras do hostel, ficava localizada a rua mais turística e cheia de restaurantes típicos e KL. Quando cheguei, vi muitas barracas de comida e bebidas, muitos restaurantes com mesas e cadeiras ao ar livre e muita gente. Era como se fosse a Lapa do Rio e a Kao San Road de Bangkok. Foi bem legal!! Parada obrigatória em KL. No caminho há lugares para comprar lembranças.

 

Uma rua antes dessa que é parecida com a Lapa e a Kao San Road também é cheia de restaurantes e bares, só que mais chiques. Era Sexta-feira, as ruas estavam cheias e eu resolvi parar em um bar/restaurante Colombiano. ::otemo::

 

Gastos do dia:

 

Siem Reap:

Hostel: 7,20 USD

Café da manhã: 2 USD

Manicure e pedicure no Old Market: 6 USD

Bata no Old Market: 6 USD

Almoço e cervejas: 4 USD

Tuk Tuk para o Aeroporto: 6 USD

Lanche e chocolates no Aeroporto: 9 USD

 

Kuala Lumpur:

KLIA Express: 35 RM

Metrô: 2,40 RM

Jantar: 18 RM

Água: 1,5 RM

Lanche, lembranças e cervejas: 71,50 RM

 

Total do dia: 40,20 USD + 128,40 RM

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DIA 7 – KUALA LUMPUR

 

Coomo eu cheguei de supetão a Kuala Lumpur na noite anterior, eu não sabia direito os lugares e pontos turísticos que tinha de ir. Logo após o café Ada manhã, no próprio Hostel, eu fiquei aproximadamente 30 minutos pesquisando no TripAdvisor o que fazer e fui marcando no mapa os lugares e pontos turísticos para onde queria ir.

 

Neste dia eu não acordei bem. Acho que a gripe me pegou.

 

Peguei o Rail (mono trilho igual a um metrô, só que anda na superfície) com destino ao Islamic Arts Museum. Tive de fazer transferência em uma das estações, mas foi tudo bem rápido e sem nenhum problema. Caminhei aprox 20 minutos da estação à rua do museu e, na esquina da rua do museu, vi a Nacional Mosque (Mesquita Nacional da Malásia). Resolvi chegar à entrada da Mesquita e pedir informações se poderia entrar. Pode entrar sem problema algum e é de graça. Os turistas precisam vestir uma roupa própria que eles fornecem de graça e tirar os sapatos, que ficam guardados nos lockers ao lado da entrada. A mesquita é muito grande e muito bonita. Tem um espaço antes do hall principal com um lago bem bonito. Na entrada do hall principal, uma jovem muçulmana muito simpática, sorridente e educada, vestida de burca da cabeça aos pés, recebe os turistas e explica sobre o Islamismo. Nossa, fiquei conversando com ela por aprox 15 minutos e aprendi muitas coisas sobre o Islamismo. Foi uma “aula intensiva” bem bacana e fiquei bem surpreso positivamente. Ela me mostrou o Alcorão. Há um exemplar em português inclusive, que você pode ler à vontade. A mesquita é bem grande mesmo e possui capacidade para até 15 mil pessoas, contando com o espaço exterior, fora da grande cúpula. Dentro do hall principal da mesquita, onde os turistas podem entrar, homem e mulheres ficam em lados separados. Todos ficam ajoelhados ou sentados orando na direção de Meca. Confesso que a visita a Nacional Mosque foi uma grata surpresa e quebrou a imagem de ultra conservadora que eu tinha, sobre o Islamismo, pois eu fui muito bem recebido e tratado com muito esmero e educação. As pessoas foram simpáticas, educadas e sorridentes o tempo todo e se ofereceram para tirar fotos minhas (eu estava viajando sozinho).

 

Em seguida, andei alguns metros e cheguei ao Islamic Arts Museum, que é um prédio bonito de três andares. O 1º andar tem Café e loja. Tudo é muito bonito e organizado. Depois da aula intensiva sobre Islamismo que tive com a jovem muçulmana, todas as coisas que eu vi neste museu fizeram mais sentido para mim. Seu eu tivesse ido ao Islamic Arts Museum direto sem ter entrado na Mesquita, eu não teria compreendido tão bem tudo o que vi. Fica a dica. O destaque do museu é a sala onde ficam as maquetes das principais mesquitas do mundo. Todas as maquetes são lindas e possuem detalhadas explicações. Lá, eu aprendi como e quando o Islamismo se espalhou para os outros continentes. A visita valei muito a pena.

 

Ao sair da museu, eu fui caminhando mesmo para o Central Market, que é uma organizada galeria com muitas lojinhas para comprar lembranças e fazer fish massage, uma massagem nos pés e pernas que é feita pelos peixes. Bem interessante.

 

Ao lado do Central Market, fica o mercado de China Town, também com muitas lojinhas e barracas para comprar comidas típicas. Experimentei um salgado chinês frito na hora, mas confesso que não gostei muito. ::putz::

 

Na sequencia, fui ao KL City Gallery, que é uma espécie de centro cultural que explica sobre a cidade de Kuala Lumpur, como a cidade é organizada e como ela está se preparando para o crescimento populacional e econômico até 2020. Há uma sala com uma maquete gigante de Kuala Lumpur, onde é apresentado um vídeo sobre a cidade.

 

No caminho para a City Gallery, passei por prédios com a peculiar arquitetura Islâmica, como o museu têxtil, que não cheguei a entrar, e o museu da música, que estava em construção.

 

Ao sair do City Gallery, resolvi ir caminhando até a KL Tower, que já foi uma das torres mais altas do mundo. A caminhada demorou aprox 30 minutos. Estava muito calor e quando eu estava em frente à torre, começou a chover :shock: . Como o céu estava bem nublado e havia muita névoa, eu acabei não subindo ao alto da torre para ver a vista de KL, pois a mesma estaria prejudicada em função do mau tempo.

 

Meu plano era ir da KL Tower para as Petronas Towers, que eu já havia ido na noite anterior, mas desta vez para tirar fotos durante o dia. Mas como estava chovendo e eu estava me sentindo bem cansado e pior em relação aos sintomas da gripe e passei exatamente em frente ao Hostel no caminho para as Petronas Towers, resolvi almoçar ao lado do Hostel e parar nele para descansar. Isso já era quase final da tarde.

 

A noite eu fui jantar em um restaurante simples e típico do local. Eu comi um Fried Nuddlle bem saboroso e picante. Esse restaurante é frequentado por Malaios, não por turistas. Além de mim, eu só vi outro turista. Foi bem legal.

Era noite de Sábado e meu plano original era sair para uma balada em KL, mas eu estava me sentindo mal por causa da gripe e voltei para o Hostel para dormir. Naquela noite, eu dormi muito, mas muito mal por causa da gripe ::mmm: . Neste dia eu tomei alguns remédios que havia levado do Brasil (novalgina e remédio para dores no corpo e de cabeça).

 

Gastos do dia:

 

Rail – 2,60 RM

Água – 3,00 RM

Lanche em China Town – 1,00

Almoço – 6,50 RM

Jantar – 35,00 RM

Islamic Arts Museum – 14,00 RM

KL City Gallery – 5,00 RM

Hostel – 30,00 RM

 

Total do dia – 97,10 RM (32,37 USD)

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DIA 8 – KUALA LUMPUR E IDA À NOITE PARA BANGKOK

 

Eu acordei ainda me sentindo mal e, após tomar café da manhã no Hostel, peguei o Rail até a estação KL Sentral e lá peguei um metrô com destino a Batu Caves (última estação). O total do percurso foi de aprox 50 minutos.

Batu Caves é um local onde há Templos Hindus feitos nas cavernas. É um lugar de peregrinação Hindu. Batu Caves é o santuário hindu mais popular fora da Índia. Há uma grande estátua de 40 metros da divindade hindu Murugan, o Deus da guerra e da vitória, ao lado de uma grande escadaria te leva aos templos dentro das cavernas. Ao subir a escada de 272 degraus, você chega ao interior da caverna e vê imagens de algumas divindades. Nesse momento, você já está dentro de templo, do santuário. Lembrando que é necessário subir a escada com os pés descalços e estar com pernas e ombros cobertos. Lá dentro tem outra escada, só que dessa vez menor (aprox 25 degraus) onde há outro pequeno templo. Batu Caves é um lugar onde os Hindus (que são minoria na Malásia) vão para cultuar sua crença e fé. Havia um casal com roupas de casamento Hindu, mulheres com tatuagens Hindus de hena nas mãos e antebraços. Foi muito interessante. No caminho da estação de metrô até as escadas, há lojinhas onde são vendidas lembranças e comidas Hindus para serem oferecidas para as Divindades. Ao lado dessa grande escadaria, há um lago com algumas quedas d’água e grandes peixes coloridos. Estava fazendo muito calor, apesar estar de nublado. Não deixe de levar sua garrafa de água. Como eu não estava me sentindo bem por causa da gripe, não foi fácil subir os 272 degraus da escadaria, mas não é nada de assustador. Eu só precisei parar algumas vezes para recuperar o fôlego. Eu vi desde crianças até pessoas de idade subindo a escada sem problema algum. Então, não se assuste e vá.

 

Peguei o trem de volta a KL Sentral e almocei por lá. Na sequência, fui caminhando por aprox 6 minutos para o Nacional Museum. Este museu tem quatro galerias com exposições, além de um grande hall principal e de uma ala com uma exposição especial, boas instalações, restaurante e café. Eu particularmente gosto muito de museus e gostei muito deste. Fiquei um bom tempo dentro dele conhecendo a história da Malásia, como e quando o Islamismo foi introduzido na cultura da Malásia e a importância desse fato para o seu crescimento econômico, cultural e social. Eu aprendi coisas muito legais, inclusive que a Malásia foi colônia de Portugal no século XVI, mas que foi recolonizada pela Inglaterra algum tempo depois.

 

Depois voltei ao Hostel para pegar a mochila e ir para o aeroporto para ir para Bangkok, onde, no dia seguinte, eu tinha voo para Yangon, no Myanmar. Para ir de KL Sentral ao Aeroporto, peguei o KLIA Express. Jantei comida Tailandesa durante o voo. Preço justo e comida deliciosa.

 

Eu devo dizer que gostei muito de Kuala Lumpur. Foi muito mais do que uma grata surpresa. É uma cidade muito grande (mesma população do Rio de Janeiro), muito limpa, organizada, moderna e bonita. Todos falam Inglês muito bem. É muito fácil se locomover de metrô, rail e trem. É um lugar do qual eu sentirei saudades e que eu recomendarei fortemente as pessoas para conhecerem.

 

O voo até Bangkok pela AirAsia foi bem tranquilo. Para chegar ao Hostel em Bangkok, eu peguei o ônibus A1 na calçada do aeroporto até a estação Mo Chit de BTS e fui de BTS até a estação próx ao Hostel Bed Station. Eu escolhi esse Hostel pelo fato dele ficar a poucos passos da estação BTS, já que eu tinha um voo na manhã seguinte para Yangon. Foi uma excelente escolha. Foi o melhor Hostel que fiquei em toda a viagem. O preço é um pouco acima da média, mas compensa pelo fato do Hostel ser extremamente novo, bonito, espaçoso e confortável. Recomendo esse Hostel sem sombra de dúvidas. Jantei sanduba no 7/11 prox ao Hostel.

 

Gastos do dia:

 

Kuala Lumpur:

Rail e metrô – 15,10 RM

KLIA Express – 35,00 RM

Almoço – 17,15 RM

National Museum – 5 RM

Lanche no aeroporto de KL – 13,00 RM

Hostel – 30,00 RM

 

Bangkok:

Jantar no voo – 150 BTH

Ônibus + BTS até o Hostel – 67 BTH

Lanche e água no 7/11 antes de dormir – 57 BTH

 

Total do dia: 115,25 RM + 274 BTH = 47,26 USD

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DIA 9– IDA DE BANGKOK PARA YANGON (MYANMAR)

 

Tomei café da manhã no próprio Hostel. Devo dizer que foi um café da manhã muito bom.

Fui de BTS (a estação fica a poucos passos do Hostel) até a última estação (Mo Chit) e de ônibus (A1) para o Aeroporto de Dom Mueang (ponto final do ônibus) para pegar o voo da AirAsia para Yangon, no Myanmar. Cheguei ao aeroporto em menos de 40 minutos.

 

O voo da AirAsia mais uma vez foi tranquilo. Foi tudo bem e rápido na imigração no aeroporto de Yangon. Fiz câmbio no próprio aeroporto. Recomendo fazer logo o câmbio d todo o valor que irá usar em Myanmar no aeroporto, pois não há muitas casas de câmbio e o valor não varia muito. Em Myanmar e na Tailândia, eles dão mais valor para as notas de 100 USD. Então, dê preferência para trocar notas de 100 USD para sair na vantagem ao fazer câmbio. O câmbio foi de 1 USD = 1,003 MMK. Quando recebi o dinheiro, fiquei surpreso com a quantidade de notas. Quase não couberam na minha carteira rsrs. O aeroporto é bem longe do centro de Yangon e não me pareceu ser fácil ir de ônibus até lá para quem não conhece o local. Então, fiquei observando os outros turistas que pareciam que iam pegar taxi e conheci uma Escocesa e um casal da Suíça e nós quatro dividimos um taxi. Mostre ao taxista o lugar no mapa para onde quer ir e negocie o preço da corrida ANTES de entrar no taxi. Saiu 5.000 MMK (5 USD) para cada. Se eu tivesse ido de taxi sozinho, teria pago 20 USD. Então, eu economizei 75%. Fica a dica.

 

Após aprox. 40 minutos de taxi, eu cheguei ao Hostel 4 Rivers, que fica em Chinatown. Para os padrões do Myanmar, este Hostel é bem bonito e muito bom. É um Hostel novo, bem localizado, fica prox a um supermercado, há uma agência de turismo que faz câmbio na mesma rua com uma taxa semelhante à do aeroporto, a cama é confortável, tem um café da manhã simples, mas tem café da manhã, tem ar condicionado na área comum, que é um diferencial, pois faz muito calor em Yangon, além de ter café, chá, cappuccino e água gelada (bebedouro) à vontade e funcionários simpáticos. O jovem homem que me pareceu ser o dono do Hostel foi especialmente simpático, me deu mapa, dicas e falava inglês muito bem. Tem uma cozinha com micro-ondas, pratos, talheres e copos para uso comum, apesar de não ser permitido cozinhar no Hostel. A única observação é que o Wi-Fi era muito lento e praticamente nulo, mas essa observação se aplicou em toda a Myanmar, não foi exclusividade ou “culpa” do Hostel.

 

Logo após fazer o check-in, fui ao supermercado próximo para comprar água e coisas para comer. Como bem interessado que sou para conhecer mais sobre a cultura local quando viajo, eu comprei uma comida feita no supermercado (vegetable nuddle) para almoçar, mas estava muito, muito, mas muito picante. Infelizmente, eu não consegui comê-la. E olha que eu não sou fresco para comer e adoro comida picante rs.

 

Após tentar almoçar (risos), eu fui caminhando para o Nacional Museum, que estava fechado por ser Segunda-feira ::putz::

Depois fui caminhando para o People Park, que é grande e mais ou menos bonito. Achei o valor da entrada bem caro (5.000 MMK = 5 USD), pois o parque não tem nada de mais.

 

Como vocês perceberam, eu faço a maiorias dos percursos nas cidades caminhando ou pegando ônibus e metrô. Ao caminhar pelas ruas de Yangon, eu percebi que este é o local mais diferente onde eu já estive até hoje na vida. Os homens, quase todos, andam de saia até o calcanhar e com camisas de manga longa em função da religião, apesar do forte calor. Eu estava vestido com bermuda e camiseta por causa do calor e quase todas as pessoas me olhavam nas ruas, me observavam, principalmente as crianças, pois realmente eu estava muito diferente deles e quase não havia turistas caminhando nas ruas. Achei essa experiência muito bacaba e foi bem marcante.

 

Fui caminhando em direção a Shwedagon Pagoda, a maior atração turística do país. Acredita-se que em Shwedagon há relíquias de quatro antigos Budas, incluindo oito cabelos de Siddhartha Gautama, o príncipe Indiano que criou o Budismo e foi o primeiro Buda. É um lugar lindo e especial. Sem palavras. Caso os homens não estejam com as pernas cobertas, é necessário comprar na entrada a tal saia que falei que os homens usam. Eu tinha uma calça na mochila, mas comprei a saia mesmo assim para usar no templo/pagoda e respeitar a cultura e a religião deles.

 

Lembrem-se de que é necessário estar vestido adequadamente para entrar na pagodas e deixar o chinelo ou calçado em um escaninho na entrada. A pagoda em si fica no alto, você pega escadas rolantes para chegar lá, de onde se tem uma bela visão de Yangon, principalmente a tarde, com o sol de pondo. Lá em cima há uma grande e principal estupa dourada e várias médias e pequenas estupas ao redor dela, além de muitas imagens de Buda.

 

Arqueólogos estimam que a estuda principal (a grande) foi construída entre os séculos VI e X. Acredita-se que a estupa principal foi coberta de ouro no século XV por mando de uma rainha, que deu seu peso em ouro para cobri-la. Acredita-se também que essa tradição dos então Reis de cobrir a estupa com seu peso em ouro perdurou durante algum tempo. As pessoas ficam jogando água (como se estivessem dando banho) nos pequenos Budas no dia da semana do seu aniversário para trazer saúde, paz e para agradecer. É um ritual lindo e encantador, principalmente quando você vê crianças pequenas dando banho nos Budas. Havia muitos turistas e também muitas pessoas locais fazendo suas preces e agradecimentos em frente aos diversos Budas. Gastei um bom tempo ali. Há bebedouro. Então, não se esqueça de levar sua garrafa.

 

Quando saí da Shwedagon Pagoda, já estava anoitecendo e fui andando mesmo para o Hostel (aprox. 30 minutos de caminhada) e, no caminho, comprei um bolo no supermercado para jantar rsrs.

 

Gastos do dia:

 

Bangkok:

BTS + ônibus para o aeroporto – 67 BTH

Hostel – 620 BTH

 

Yangon:

Taxi para o Centro da cidade – 5.000 MMK

Supermercado (água, almoço, biscoitos, bolo) – 6.600 MMK

People Parque – 5.000 MMK

Shwedagon Pagoda – 8.000 MMK

Saia na entrada da Shwedagon Pagoda – 5.000 MMK

 

Total do dia: 687 BTH + 29,600 MMK = 51,76 USD

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DIA 10 – YANGON E IDA À NOITE PARA BAGAN

 

Comprei no próprio Hostel pela manhã a passagem de ônibus para Bagan. Tem o ônibus normal e o semi cama. Recomendo o semi cama, pois a diferença de preço é bem pequena. Comprei a passagem para ir pela empresa JJ. Depois fui caminhando para o Kandawgyi Lake, que é um parque bem arborizado e agradável para caminhar. A caminhada durou aproximadamente 40 minutos.

 

Dentro do parque há um lago onde fica o Karaweik Palace, que é muito bonito e rende altas fotos. Há cadeiras à beira do lago, onde fiquei um tempinho observando a bela paisagem. Depois fui andando em direção ao Shwe Bone Pwint Pagoda, que é bem pequeno.

 

De lá, fui caminhando em direção a Botataung Pagoda, mas me perdi pelo caminho andando pelas ruas. Eu me perdi, mas foi ótimo, pois eu pude ver a vida real das pessoas em Yangon e ter um contato ainda mais próximo com a cultura Birmanesa. Eu vi muitas pessoas (crianças, homens e mulheres) com os rostos coloridos de amarelo. É um protetor solar em forma de creme feito à base de bambu. É bem interessante. Parace maquiagem, mas o objetivo é proteger a pele do sol forte. Era hora do almoço e havia muitas pessoas comendo em diversas barracas espalhadas pelas calçadas em quase todas as ruas pelas quais passei. Quando eu passava entre as barracas, quase todos me olhavam, pois eu era o único turista por aquelas ruas. Uma criança até veio falar comigo e me fez uma pergunta que, obviamente, eu não entendi. Eu respondi com um sorriso e a criança me devolveu um outro grande sorriso ::love::

 

Fiquei caminhando e cheguei a uma rua principal e próxima a Sule Pagoda, que fica no centrão de Yangon, e me achei no mapa. Na entrada da Sule Pagoda, eu caí no golpe de pagar 1.000 MMK para deixar os chinelos em um “guarda chinelos”. Não precisa deixar o chinelo na entrada. Você pode retirá-los e andar com eles na mão enquanto estiver dentro da Pagoda. Não demorei muito. Próximo a Sule Pagoda, há um bonito parque. Entrei nele (entrada free) e havia muitas pessoas e até famílias inteiras almoçando. Esse parque é realmente bem bonito, muito mais do que o que fui no dia anterior, com um obelisco no centro e chafarizes. Neste parque eu tive a nítida certeza de que Myanmar está realmente se abrindo ao mundo no que tange ao turismo e economia. Vi prédios comerciais novos, altos e bonitos em volta do parque. Vi também que quase todas as pessoas, inclusive os homens, estavam andamento de mãos dadas. Havia famílias inteiras andando de mãos dadas. Achei isso bem bonito.

 

Na volta para o Hostel, passei caminhando pela feirinha em Chinatown com suas dezenas de barraquinhas vendendo de tudo. Vi nesta feira muitas fotos e muitos calendários com o rosto da Aung San Suu Kyi, que atualmente é deputada e ficou em prisão domiciliar por quase 2 décadas por lutar pela democracia da então Birmânia, agora chamada de Myanmar. Quando eu estava planejando a viagem e li a história da Aung e a história política recente de Myanmar, eu tive a certeza de que eu tinha de conhecer esse lugar. Pesquisem sobre ela.

 

Às 17:30 eu peguei o taxi com destino a estação de ônibus da empresa JJ (uma espécie de rodoviária) e cheguei a estação às 18:53. O ônibus era às 19:00, então vocês já perceberam que eu quase perdi o ônibus. A viagem de taxi é bem longa e demorada, pois o ponto de onde sai o ônibus é bem distante do centro de Yangon. Recomendo sair com 02:30 de antecedência para não correr o risco de perder o ônibus, pois o taxi ficou parado no engarrafamento em alguns momentos. Ao entrar no ônibus, percebi que não havia banheiro, então tratei de ir ao banheiro da empresa JJ e tirar a água do joelho, pois a viagem para Bagan duraria aproximadamente 8 horas. Fica a dica. Fiquei surpreso positivamente com a empresa JJ. O ônibus estava bem limpo, com cortinas bem coloridas, servem um cappuccino antes da viagem começar. O ar condicionado do ônibus é bem forte, eles oferecem cobertor e havia uma garrafa de água em cada assento. A viagem foi tranquila. Cheguei a Bagan quase às 04:00 da manhã.

 

Gastos do dia:

 

Hostel – 16.500 MMK

Passagem para Bagan – 11.000 MMK

Frutas na feira – 6.000 MMK

Sue Pagoda – 3.000 MMK

Guarda chinelos – 1.000 MMK

Bolo, água e biscoitos no Supermercado – 2.600 MMK

Taxi – 2.000 MMK

 

Total do dia – 36.700 MMK (36,70 USD)

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DIA 11 - BAGAN

 

Cheguei em Bagan aproximadamente às 04:00 da madrugada na chamada “rodoviária”, que nada mais é do que um ponto de ônibus normal. Na saída do ônibus, havia muitos homens oferecendo transfer para a cidade, pois o ponto de ônibus não é perto do local onde ficam as Guesthouses e os Hotéis. Eu fechei um transfer privativo (taxi) por 12,000 MMK (muito caro), mas havia também um transfer coletivo (caminhonete estilo pau de arara), que sai cheio de gente na carroceria (achei meio perigoso). O esquema é o seguinte: você fecha um valor ANTES de entrar no carro e o taxista vai parando em cada Guesthouse ou Hotel e os donos e/ou funcionários do Guesthouse ou Hotel te mostram ou explicam a acomodação até você escolher onde quer ficar. Você paga 15 USD para entrar em Bagan. Eu escolhi um quarto com duas camas de solteiro por 15 USD a diária com café da manhã no Pyinsa Rupa Guesthouse e, logo depois, chegou um Americano que estava viajando sozinho como eu e decidimos dividir o quarto, de forma que saiu 7,50 USD para cada (compensou o valor do transfer) e acabei fazendo uma boa amizade, pois ele era um cara bem legal, bem humorado, educado e gente boa.

 

Em frente a questhouse, eu aluguei uma E-Bike (uma motocicleta, na verdade) por 6,000 MMK a diária, peguei o mapa e fui pilotando a E-bike na escuridão procurando uma Pagoda melhor localizada para ver o nascer do Sol.

 

Na Guesthouse, eles te dão o mapa e te apontam as melhores Pagodas para ver o nascer do Sol. De E-bike até a Pagoda, demorei aproximadamente 25 minutos. Meu amigo Americano foi correndo para economizar e nós chegamos ao mesmo tempo à Pagoda melhor localizada. Acho que ele corre bem kkkk. Não se preocupem em relação à escuridão, pois há diversas pessoas indo na mesma direção de E-bike, de bike normal e correndo mesmo, então siga o fluxo que você não irá se perder. Estava frio para o meu casaco fino e bem escuro. Eu tinha lanterna na bolsa, mas não usei porque a E-Bike tem farol :)

 

Ali, naquela Pagoda, eu vi o nascer do Sol mais lindo da minha vida. É um visual magnífico e tem uma energia indescritível. Naquele momento, eu esqueci todos os problemas e dificuldades da vida e pude contemplar um espetáculo que não há palavras para descrever de tão bonito, diferente e especial que é. Logo após o nascer do Sol, alguns balões subiram ao ar e ficou tudo mais bonito ainda. Fiquei admirando aquele visual maravilhoso por algum tempo, tirei muitas fotos e voltei de E-bike para a cidade para tomar café da manhã e tirar uma soneca.

 

Como eu não me adaptei a comida do Myanmar, passei em um supermercado, comprei pães, bolo e iogurte para almoçar e lanchar de tarde. Peguei a E-bike e voltei a região das Pagodas e passei a tarde toda lá. É maravilhosa a sensação de percorrer uma rua principal com milhares de Templos de ambos os lados e de entrar nas ruas secundárias, em sua maioria de terra batida, para se aproximar, ver, entrar e subir nos Templos que mais te interessam. É um mar de Templos. Lugar único no mundo. Rendeu fotos e momentos maravilhosos. Não esqueça de tirar o tênis/calçado antes de subir e entrar nos templos.

 

O meu plano original era amanhecer em Bagan e voltar no mesmo dia a noite para Yangon. O dono do Hostel em Yangon me disse que isso não era possível por causa do cansaço, mas se o seu tempo for curto, é inteiramente possível sim. Eu acabei gostando de ter ficado um dia a mais em Bagan, pois pude aproveitar o 2º dia para voltar com mais calma aos Templos que mais gostei, sem nenhuma pressa. Comprei a passagem de volta para Yangon para o dia seguinte na própria Guesthouse.

 

Gastos do dia:

 

Hostel (de Yangon) – 16,500 MMK

Taxi da “rodoviária” de Bagan para a cidade de Bagan – 12,000 MMK

Entrada de Bagan – 15,000 MMK

E-Bike – 6,000 MMK

Café da manhã e supermercado – 4,400 MMK

Passagem de bus de volta para Yangon – 13,000 MMK

Refrigerante entre as Pagodas – 900 MMK

Lembranças – 6,000 MMK

 

Total: 74,800 MMK (74,80 USD)

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DIA 12 – BAGAN E VOLTA A NOITE PARA YANGON

 

Apesar da Guesthouse ser bem simples, o café da manhã foi excelente. Muita fartura e variedade (pães, bananas, café, omelete, bolinhos típicos, comidas que não sei o nome e por aí vai). Após papear um pouco com outros turistas e com meu colega de quarto, aluguei uma Bike normal por 2.000 MMK (2 USD) e fui pedalando em direção aos templos (pagodas). Antes de ir para as Pagodas, já com a Bike, passeio no supermercado e comprei pães e bolo para passar o dia. Eu posso dizer que foi um excelente dia, pois ei fiquei pedalando sem pressa entre as Pagodas, sentindo o “gostinho” do vento, entrei com calma em todos as Pagodas que quis, tirei muitas fotos, meditei, agradeci a Deus (e a Buda, claro), pude voltar às Pagodas que havia mais gostado no dia anterior e pude conhecer Pagodas um pouco mais distantes. Tudo sem pressa, com muito prazer.

 

Neste dia, eu conheci a Pagoda que mais gostei. Ela é só um pouco mais distante das principais e, por isso, mais vazia, é grande e tem um amplo “terraço” de onde se tem uma vista linda de grande parte de Bagan. Nesta Pagoda eu tive o momento mais contemplativo de toda a viagem quando fiquei lá em cima do terraço admirando aquela paisagem linda e única. Não tenho palavras para descrever. Também fui a uma Pagoda pequena, mas linda e recém restaurada, onde no seu topo eu me misturei a 7 crianças que estavam brincando de estingue-lingue. Eu compartilhei meu lanche com eles. Eu lembrei da minha infância. Eu adorava brincar de estingue-lingue! Foi um dia ótimo, no qual eu pude “descobrir” Bagan e seus muitos Budas, todos especiais e únicos.

 

À noite, na hora de pegar o trasfer para a “rodoviária”, eu levei um pequeno susto, pois a carroceria da caminhonete que fez as vezes de transfer estava abarrotada, mas muito abarrotada de gente. Eu pensei: como vou entrar aí? ::ahhhh::

 

Enfim, encarei a situação com leveza e espírito esportivo, pedi licença a um grupo de Japoneses que estava espremido e me espremi junto a eles. A situação foi hilária e, claro, muito arriscada. Não recomendo para crianças e pessoas de idade. O trajeto de aprox 20 minutos até a rodoviária foi uma verdadeira e arriscada aventura. Isso sem dizer que depois de mim, o transfer pegou mais turistas em outras Guesthouses. Tudo deu certo! Amém. A viagem de Bus até Yangon foi ótima, bem tranquila. O Bus estava bem equipado com ar condicionado, cobertor e água.

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DIA 13 – IDA DE YANGON PARA BANGKOK E DE BANGKOK KRABI (TAILÂNDIA)

 

Ao chegar de madrugada em Yangon, foi aquela confusão de negociar/chorar preço com os Taxistas. Dos turistas, só eu iria direto da rodoviária de Yangon para o Aeroporto, então não pude rachar/dividir o taxi com outra pessoa. Eu cheguei cedo ao aeroporto e não consegui antecipar o voo no guichê da AirAsia, mas tudo bem. Eu estava mega feliz! O aeroporto tem Wi Fi free. O voo para Bangkok foi tranquilo.

 

Neste mesmo dia, no aeroporto Dom Mueang em Bangkok, com intervalo de 01:00, eu peguei o voo para Krabi, no sul da Tainlândia e uma das portas de entrada para Koh Phi Phi. No aeroporto de Krabi, eu almocei/jantei (era final da tarde) um delicioso Pad Thai. É bem verdade que eu estava precisando comer comida de verdade após alguns dias só comendo pães e bolos em Mianmar rsrs.

 

Peguei uma transfer coletivo (van) do aeroporto para Krabi Town por 90 BTH. Eu fiz a loucura de chegar em Krabi sem ter reservado Hostel. Isso em si não chega a ser um problema, pois há vários Hostels e Gesthouses lá. Caminhando pela rua principal de Krabi Town após descer no “ponto de encontro” da Van, eu acabei escolhendo uma Guesthouse bem simples, barata e chinfim (300 BTH) só eu em um quarto com duas camas de solteiro. Teria sido 150 BTH se houvesse com quem dividir o quarto). Pelo menos a cama era confortável, mas o atendimento e as instalações deixaram muito a desejar. Dois dias depois, eu troquei e fui para um Hostel muito bom, um dos melhores da viagem, o Pack Up Hostel.

 

Após o check-in, passei no 7/11 para comprar lanche, protetor solar e repelente. Tudo bem baratinho. Fui caminhando para a Krabi Walking Tour, que é um point dos turistas, mega legal, com barracas de comida, camisetas mega baratas (mais barato do que em Bangkok), artesanato, Pad Thai, essas coisas. As agências de turismo ficam abertas à noite. Então, eu fechei o Hong Island Tour para o dia seguinte. Ressalto a dica de chorar na hora de fechar o preço. O valor inicial do Tour era 1.000 BTH. Eu chorei um pouco e o valor caiu para 800. Eu chorei mais e o preço caiu para 650 BTH com almoço (todos os Tours de dia inteiro oferecem almoço). No dia seguinte, fechei na mesma agência os demais Tours e o transfer de ida e volta para Phi Phi e Koh Lanta para garantir um bom desconto.

 

Krabi à noite é uma graça. É cheio de Barzinhos e Restaurantes. Atenção casais: o lugar é bem romântico! Atenção solteiros: os Barzinhos são nota 10!! Após 6 dias de abstinência de álcool em função da gripe, tomei uma Chang na Krabi Walking Tour e fui dormir cedo, porque o dia seguinte era dia de começar a conhecer as maravilhosas praias Tailandesas. As coisas custam mais barato em Krabi do que em Bangkok (camisetas, lembranças, comida, até a cerveja custa mais barato ::otemo:: ). Em uma das barracas, eu comprei uns pasteizinhos bem gostosos com uma Tailandesa bem simpática e educada. Ô povo simpático! Há uma infinidade de comidinhas diferentes. Vá e seja feliz!

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DIA 14 – KRABI

 

Tomei café da manhã na própria Guesthouse por 90 BTH (muitos Hostels na Ásia não oferecem Café da Manhã no preço). Achei o preço caro. Se eu tivesse dado uma volta antes, teria encontrado por 60/70 BTH. Às 07:50 eu já estava na porta da Agência de Turismo esperando o Transfer para Hong Island. O transfer foi feito em uma Van bem confortável até Ao Nang, que é uma parte de Krabi, onde fica o Porto de onde saem quase todos os Passeios e Boats para Phi Phi Islands. A Van chegou e depois foi pegando outros Turistas, eu fui conversando com um casal de Espanhóis durante o trajeto, às 09:50 a Van chegou ao porto de Ao Nang, outras Vans foram chegando com dezenas de turistas para diversos Tours e às 10:15 o Long Tail do passeio saiu.

 

Long Tail é o barco lento, que pode ser de tamanho grande ou médio, que leva as pessoas para as praias e ilhas. Também há o Speedboat, que é mais caro, menor e, como o nome diz, mais rápido. Se você quiser um Tour exclusivo, você pode contratar em uma Agência um Private Boat ou pode negociar direto com um “Barqueiro” no Porto. Esse Long Tail era de tamanho médio, não havia mais de 18 pessoas. Eu era o único da América Latina. Havia um Russo, um casal de Malta, o casal de Espanhóis que conheci na Van, alguns Ingleses, Americanos e Chineses. O tempo não estava muito bom. Havia muitas nuvens e o sol aparecia só de vez em quando ::grr::

 

Após aprox 01:00 de viagem no Long Tail, fizemos a primeira parada, em Hong Island Lagoon, que é uma praia linda. Mesmo com nuvens, deu para ver que é um paraíso. Durante alguns minutos, para deleite de todos, o sol resolveu aparecer e foi com força total. Fez muito calor nesse intervalo que, infelizmente, durou pouco. Mas tudo bem. O lugar é lindo mesmo assim.

 

A segunda parada foi em Hong Island Beach. O sol se escondeu de vez e ventou durante um certo tempo. Almoçamos nesta parada. A comida estava quente e deliciosa (arroz, salada de repolho, frango frito e frango com cebola e molho Tailandês). Ainda bem que podia repetir hahaha ::cool:::'> . Após o almoço, puxei conversa com um Russo da Sibéria (morri de frio só de pensar). Na sequência, fomos para a terceira e última parada, a Paradise Beach. Nos últimos 20 minutos nesta praia, o Sol deu as caras e fez a alegria da galera e a minha também. Saímos de Paradise Beach aprox as 14:15 e após 01:00 no Long Tail, chegamos ao Porto de Ao Nang. A Van de volta para Krabi saiu às 16:00 e choveu durante o caminho.

 

À noite, eu fui comer e dar uma volta pela Krabi Walking Street, que estava bem legal e animada como na noite anterior. Krabi Town é bem pequeno, então é bem fácil se locomover do Hostel para a Walking Street, bares e restaurantes. Ao Nang (onde fica o Porto), que faz parte de Krabi, é bem maior e concentra a maior parte dos Hotéis, Hostels e Resorts. Dependendo do lugar em que se fica hospedado em Ao Nang, é necessário pegar um Tuk Tuk para ir jantar, por exemplo. Em Krabi Town isso não é necessário. Por esses motivos, eu concluo que eu fiz a decisão certa de me hospedar em Krabi Town que, apesar de menor, tem toda uma infraestrutura de Hotéis, Hostels, Bares e Restaurantes. O único porém é o deslocamento para o porto em Ao Nang para pegar os barcos dos passeios.

 

Aproveitei e passei no Puk-up Hostel para fazer a reserva dos meus demais dias em Krabi e reservei os passeios dos próximos dias na mesma agência de turismo. O passeio do dia seguinte seria o Four Islands. O preço caiu de 600 BTH para 400 após eu um dar uma chorada.

 

Antes de ir dormir, dei uma passada no Bar do Puk-up Hostel e o ambiente estava mega animado. Neste bar os preços são acima da média, mas a atmosfera do lugar é incrível. Há jogos, como mesa de ping pong, sinuca e um jogo de colocar peças grandes de madeira, parecendo tijolos, uma em cima da outra até cair tudo. Fiz amizade com um grupo de Alemães e ficamos aprox 01:00 tomando cerveja e jogado esse jogo, que era ótimo. A diversão muito foi boa.

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DIA 15 – KRABI

 

Acordei às 07:15 e fui deixar minha mochila no Puk-up Hostel antes de tomar café da manhã. Aquela história do transfer se repetiu até Ao Nang para pegar o Long Tail do 4 Islands Tour. Este passeio não foi muito legal para mim, pois o tempo estava bastante nublado, bem mais do que no dia anterior. O sol não quis amizade com ninguém ::vapapu::

 

O passeio teve 4 paradas e foi feito um Long Tail imenso, com dezenas de pessoas, Chinesas em sua maioria. A 1ª parada foi em Chiquen Island e somente para fotos, de forma que ninguém podia descer do barco. A ilha tem esse nome porque há uma pedra que se parece com um frango. A 2ª parada foi em Koh Tub Island, a 3ª foi em Phra Nang Bay e a 4ª e última em Koh Poda Island. Koh significa Ilha. Mesmo com o tempo bem nublado, deu para ver que o lugar é lindo demais, especialmente em Phra Nang Bay. A água é bem verde e cristalina. Fiz snorkeling em uma das paradas e vi muitos peixes coloridos. Em Phra Nang Bay, há uma gruta no final do lado esquerdo onde algumas pessoas estavam fazendo climbing (escalada). Fiquei ali admirando as pessoas escalando a parte externa da gruta. Essa parte foi bem legal. O almoço desse passeio foi tão bom quanto ao do dia anterior.

 

À noite, após comer e da uma volta rápida pela Krabi Walking Street, eu fiquei calminho no Hostel vendo seriado, porque na noite anterior eu havia enfiado o pé na jaca com os Alemães rsrs ::putz::

 

O Puk-up Hostel é excelente. Super recomendo. Foi um dos melhores Hostels da viagem. Fique em quarto com 8 camas por 350 BTH (preço excelente). A cama é confortável, o quarto é amplo, tem luz de leitura, carregador individual, o locker é imenso (cabem 3 malas grandes), o staff é bem simpático, animado, educado e alto astral, tem um bar no térreo e um no terraço, sendo este com vista para o rio, mas você não escuta nenhum barulho no quarto, os banheiros são amplos e mega limpos.

 

Nesta noite, eu fiz amizade com um Cambojano que estava no mesmo quarto que eu. Ele mora na França e me disse que era louco para conhecer o Brasil e que tinha planos de ficar 3 meses viajando pelo nosso país, sendo 1 mês estudando Português para se comunicar com as pessoas. Então, eu aproveitei e ressaltei os atributos do nosso Brasil, mostrei algumas fotos do Rio de Janeiro (onde moro) para ele no meu celular e ele ficou louco rsrs. A vida é muito engraçada e maravilhosa mesmo. Após 5 meses, esse Cambojano de fato veio para o Brasil, ficou hospedado os 3 primeiros dias na minha casa, ficou 1 mês no Rio estudando Português, depois foi para vários lugares (Ilha Grande, que é um paraíso na minha opinião, Parati, Bonito, Pantanal, Manaus, Lençóis Maranhenses etc) e se tornou um grande amigo. Juntos, nós fizemos trilha, tomamos caipirinhas na Lapa e andamos muitos quilômetros de bike no Rio.

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DIA 16 – KRABI

 

Neste dia, o passeio foi para Railay Beach. Custou 300 BTH, um preço bem bacana em função de eu ter fechado os passeios na mesma agência. Fica a dica. O passeio desse dia foi, na verdade, um transfer de barco de ida e volta de Krabi Town para Railay Beach, que é bem pertinho de Krabi Town pelo rio, de forma que não há necessidade de ir para o porto de Ao Nang.

 

Não havia Long Tail, não havia dezenas de pessoas no mesmo barco (o barco era só meu rsrs), mas também não houve aquele almoço delícia e por conta do passeio. Se eu tivesse negociado direto com o Barqueiro no píer em Krabi Town de manhã na hora de embarcar, eu teria economizado uns 100 BTH. Fica mais uma dica. A duração desse transfer foi de 40 minutos. O tempo, mais uma vez, estava fechado. Não havia sinal algum do sol :(

 

Eu só fui entender melhor como é Railay Beach neste dia, então eu irei explicar para vocês como é: Railay é uma praia de águas calmas (quase uma baía) de tamanho médio que faz parte de Ao Nang que, por sua vez, faz parte de Krabi. Ou seja, é uma parte (bem pequena e charmosa) de Krabi. É um lugar mais reservado, mais caro e com pouca badalação. Railay tem dois lados, o lado East, que é voltado para um rio (o mesmo que banha Krabi Town) e o West, que é só praia e mais próximo a Ao Nang. O lado do rio é mais tranquilo e o lado da praia é um pouco mais agitado e, por força da natureza, mais bonito. Dos três grandes lugares onde pode-se hospedar em Krabi, o mais agitado é Ao Nang, seguido de Krabi Town e Railay. No lado voltado para o rio, eu vi Hotéis e pequenos Resorts bem charmosos. Não vi nenhum Hostel em ambos os lados. Na praia há barcos que fazem as vezes de barracas de comida, onde é possível comprar lanches, rolinhos-primavera, sucos, cerveja, fruit shake delícia e água.

 

Entre os lados East e West, há um caminho cimentado bem bonito que passa por baixo de uma gruta com estalactites. Nesse caminho ficam diversos macaquinhos à espera de algum ser humano solidário que lhes dê banana ou outra fruta.

 

Após atravessar esse caminho, eu cheguei à mesma praia do passeio do dia anterior (Phra Nang). Ou seja, Railay e Phra Nang são o mesmo lugar rs. ::ahhhh:: Fiquei meio frustrado, pois não havia sol e me deparei com a mesma praia. Com a explicação que dei no parágrafo anterior, vocês não irão se perder no mapa como eu. Devo ressaltar que o lugar é lindo. A minha experiência em Railay não foi muito boa, mas, se houver sol, é o paraíso!!!

 

Tratei logo de espantar o baixo astral e fui dar uma caminhada pela praia (West side), tirei fotos, comi rolinhos-primavera deliciosos, tomei uma Chang e fiquei observando pessoas escalando a gruta que fica no lado esquerdo da praia. Havia muitas pessoas na praia (lo-ta-da), em sua maioria Europeia, mesmo sem sol. Eu era o único moreno em centenas de pessoas rsrs. Fiquei lendo um livro embaixo de uma árvore na praia enquanto caía uma leve chuva. Almocei no lado East, onde há vários restaurantes legais e com preços camaradas. Em Railay há umas barraquinhas que vendem panquecas deliciosas ::otemo::

 

De forma geral, achei as coisas (almoço, cerveja) bem mais caras em Railay do que em Krabi Town. De tarde, após o almoço, Phra Nang (a praia de Railay) ficou bem melhor porque os muitos Long Tails foram embora com centenas de pessoas e a praia ficou bem mais vazia. A maré ficou bem baixa e deixou o visual ainda mais bonito. Rendeu bonitas fotos, mesmo sem sol. No final da tarde, ao regressar para a parte voltada para o rio para pegar o barco de volta para Krabi Town, fiquei surpreso ao notar que a água do Rio/Baía havia recuado mais de 200 metros por causa da maré e que, onde antes havia água e vegetação, havia somente areia. Dias depois, ao chegar em Phi Phi, notei que esse movimento é característico na Tailândia, até mesmo na região banhada pelo Oceano Índico. Peguei o barco do último horário (17:00) e cheguei em Krabi Town às 17:40.

 

Dica: Vocês perceberam que uma das praias do passeio 4 Island Tour é Railay Beach (Phra Nang)? Eu não recomendo separar mais 1 dia para conhecer ou ficar em Railay caso faça o 4 Islands Tour. É mais do mesmo. Corte esse dia e aumente a estadia em Phi Phi, que é o paraíso na Terra. Se quiser sossego, você pode se hospedar em Railay em vez de em Krabi Town e Ao Nang e fazer os mesmos passeios (Hong Island e 4 Islands Tours). Krabi Town é bem menos movimentado do que Ao Nang. O movimento na Krabi Walking Street acaba às 22:00. Dá para fazer as duas coisas: curtir e sossegar.

 

De noite, fiz amizade com um cara da Indonésia que mora em Kuala Lumpur e ficamos conversando no bar do Hostel. Por ser Segunda-feira, alguns bares e restaurantes estavam fechados. Jantei em uma Pizzaria que me serviu uma pizza deliciosa. Parecia que eu estava na Itália.

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DIA 17 – KRABI

 

Neste dia eu resolvi não fazer nenhum passeio e dormi até um pouco mais tarde. O tempo continuava nublado, o que me deu uma desanimada. Aproveitei o tempo “livre” e organizei algumas coisas da própria viagem, como a ida para Koh Lanta na manhã seguinte.

 

Almocei na Pizzaria VIVA, no centro de Krabi, próximo a Krabi Walking Street e me senti na Itália, pois a pizza estava maravilhosa. Super recomendo.

 

Como na noite anterior, jantei em uma barraquinha à beira do Rio. Comidinha Tailandesa muito boa, ar fresco e bom papo com outros turistas e as duas amigas Tailandesas donas da Barraquinha. 50 Baths o jantar, barato mesmo.

 

Neste momento, tomando cerveja Chang após o jantar, parei, pensei e me dei conta de quanto a viagem tem sido maravilhosa até aqui. Eu tive bons momentos em todas as cidades. Mesmo sem sol em Krabi, esta viagem está sendo a melhor da minha vida. Eu tive a oportunidade de conhecer ao vivo e a cores e de tocar com as próprias mãos culturas muito diferentes, além da oportunidade de praticamente viver outra vida. Logo depois, a cozinheira da barraca aproveitou um momento de “folga”, se sentou à mesa junto com os clientes e ficou conversando um pouco. Muito simpática. Com muita certeza, sentirei muitas saudades e lembrarei desse jantar por muito tempo. Antes de subir para o quarto, tomei uma cervejinha no bar do hostel.

 

Gastos do dia:

 

Hostel – 350

Café da manhã – 100

Pizza no almoço – 240

Cerveja, repelente e água no mercado – 166

Jantar - 180

Cerveja no bar do hostel – 65

 

Total – 1.101

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DIA 18 – IDA PARA KOH LANTA

 

Acordei as 07:00, tomei café da manhã no mesmo restaurante (Arun), peguei o transfer para Koh Lanta as 08:00 e cheguei lá as 11:00. Koh Lanta é uma ilha e o transfer foi feito em uma van bem confortável + balsa que transportou a van. Ou seja, cheguei de van até o Kantiang Bay View Resort, que é um mini resort onde fiquei hospedado. Eu não gosto de ficar hospedado em hotéis e resorts, mas eu queria dias de puro descanso e um pouco mais de conforto e privacidade, já que o sol não queria aparecer mesmo rsrs. Esse mini resort fica em Kantiang Bay, uma baía de águas calmas no sul da ilha Koh Lanta. Beeeeem família e pé na areia. Peguei a dica do lugar com o cara do Camboja, agora meu amigo, que conheci no Hostel em Krabi. Koh Lanta é um lugar mais calmo, mais família, mais romântico e mais simples também. Os preços das coisas são os mesmos que em Krabi. Ideal para quem descansar, andar de bike, remar de caiaque e dar uma corrida e/ou caminhada. Neste mini resort tem o Why Not? bar com música ao vivo de noite.

 

De tarde, eu dei uma corrida na praia, li meu livro, almocei na praia...não saí de Kantiang. Era dia 24/12, ou seja, noite de Natal. No Why Not? Bar de noite, só havia famílias e casais. Eu era o único sentado sozinho em uma mesa kkkk, mas eu seu mega resolvido com isso. Sempre viajo sozinho e isso não me incomoda.

 

Gastos do dia:

 

Hostel (Krabi) – 350

Café da manhã – 100

Transfer para Koh Lanta – 300

Lanche (almoço) e comprinhas no 7/11 – 192

Cervejas no bar do Mini resort – 120

 

Total – 1.062

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DIA 19 – KOH LANTA

 

Acordei tarde neste dia e tomei café da manhã por volta de 12:00 no restaurante do hotel. O tempo não melhorou e continuou nublado. Aluguei uma Bike bem equipada e fui pedalando em direção ao National Park, que fica no sul da ilha de Koh Lanta. O sol resolveu aparecer um pouquinho durante a pedalada. Graças a Deus!!! Quando eu sol saiu, eu entrei na 1ª praia que vi e dei um mergulho. Nossa, como eu precisava daquilo!!! Esse solzinho durou aprox 01:30 e foi muito bom ::otemo::

 

Depois fui peguei a bike de volta e fui parando de praia em praia para ver o visual. O caminho é bem tranquilo (em asfalto) e com algumas subidas, mas nada de mais. Eu achei a 1ª praia depois de Kantiang Bay ainda mais bonita do que esta e havia menos hotéis e, por consequência, menos gente. Fiquei ali por um tempo apreciando o lindo visual. Na volta, parei no bar NOON, que fica bem na entrada de Kantiang Bay e no alto, de forma que a vista para a baía é surreal de linda. Imagina com sol forte, deve ser demais!! Este bar tem uma decoração linda e é ideal para um drink ou um jantar. Fica a dica de Kantiang. Almocei em uma barraquinha quase em frente a rua do hotel e simplesmente foi a melhor comida da Tailândia que eu havia comido até então. Nossa, bom demais!!

 

De noite, eu comprei cervejas e chocolate no 7/11 (mais barato do que no bar do hotel) e sentei na beira da praia de Kantiang. Muitas pessoas estavam fazendo isso também. Estava um clima muito bom: fresco, calmo, cheiro de mar, os hotéis estavam com luzes coloridas acesas, de fato estava um visual e um clima muito agradáveis.

 

Gastos do dia:

 

Hotel – 1.300

Café da manhã – 80

7/11 – 7 + 70 + 175 + 79

Aluguel da bike – 200

Cerveja no NOON bar – 140

Almoço – 120

 

Total – 871 (sem o hotel)

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    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
    • Por andersonjardim
      Eu e minha namorada etivemos na Grécia, agora, final de junho. Ficamos apenas 1 dia em Atenas, 2 dias em Zakyntos e 4 na Kefalonia. O plano inicial era passar 1 dia em Lefkada e voltar para Kefalonia, mas infelizmente, por questões de logística (horário do ferry e voo pra Paris), não deu pra esticar a viagem até lá.
      A viagem foi pautada por Navagio, ou seja, não poderia ir a Grécia e não ir a Navagio e por isso abrimos mão de Creta e do que apelidamos de “Grécia das fotos”, que são Mikonos e Santorini. E NÃO NOS ARREPENDEMOS!
       
      Dia1:
      Começando por Atenas, chegamos por em uma sexta por volta de 23:30. Por conta dos horários dos voos (a saída de Atenas para Zakynthos foi as 05:30) optamos por ficar no hotel do aeroporto, o Sofitel, que é um pouco caro mas compensou pela praticidade e por não ter necessitado de um táxi (o centro de Atenas fica bem longe do aeroporto, mais de 40 minutos de metrô). No dia seguinte acordamos não muito cedo e fomos direto pra Acropolis. Pegamos o metrô no próprio aeroporto, descemos na estação Syntagma e fomos a pé. A passagem , salvo engano, custou 7 euros, e por lá ficamos o dia inteiro. Mas apenas 1 dia em Atenas foi pouco. Não tivemos tempo de jantar nos tradicionais restaurantes gregos de Plaka, onde se quebram os pratos após a refeição (aparentemente uma tradição bem divertida!), e a visita às diversas atrações da Acrópolis foi bem puxada. Ficamos realmente cansados de tanto andar.
       
      Dia 2:
      No domingo de manhã fomos pra Zakyntos, de avião pela Aegean, e a passagem custou 84 euros por pessoa, já com taxas. Era um avião daqueles pequenos, mas confortável e o voo tranquilo.
      Chegamos em Zakyntos por volta de 06:30, e não sei porque deixamos pra alugar o carro na hora, o que obviamente foi uma tremenda de uma burrada. É impossível se deslocar na ilha sem um veículo e sem GPS! Somente duas lojas estavam abertas: Avis e Hertz, ou seja, a facada foi beeeeem grande. Sem opções, locamos um Golf (o único que tinha no momento) e pagamos a “bagatela” de 222 euros por duas diárias.
      Bom, deixando a raiva de lado seguimos para o nosso hotel, Vigla, que fica em Volimai, o que de carro levou uns 40 minutos. Na verdade são pequenas casas chamadas vilas, umas 4 ou 5, simples mas bem amplas e equipadas, e com uma vista incrível de Agios Nikolaos. O ponto negativo do hotel é que fica totalmente isolado, no alto de um morro, e como não tínhamos coragem de dirigir a noite (as ruas não tem iluminação), acabou que ficávamos “presos” durante a noite, depois das 21h.
      Enfim, devidamente acomodados não demoramos muito e fomos logo para o que interessava: Navagio! Pra chegar lá foi super tranquilo, bastou jogar no google maps ‘Porto Vromi’ e o GPS nos guiou até o destino, sem sustos. Lá compramos o passeio que custou 15 euros, em um barco médio pra grande (mais um erro de quem é afobado demais). De Vromi até Navagio são uns 15 a 20 minutos, e ficamos na praia cerca de uma hora, que já estava bem cheia, mas nada que atrapalhasse. Na volta o barco passa, literalmente apenas passa, pelas Blue Caves, e por ser um barco grande, não deu pra curtir dentro das cavernas e tampouco houve paradas pra nadar, o que foi broxante. Por isso, ao chegar ao porto procure barcos menores, barcos pequenos mesmo, assim, você terá um passeio exclusivo e ainda poderá entrar nas caves e parar pra nadar.
      Do Porto Vromi seguimos para o mirante, o que também foi bem tranquilo, o google maps nesses dois trajetos foi certeiro. Pra conseguir a melhor vista, siga andando à direita do mirante, uns 5 minutos e você terá uma vista perfeita de Navagio. E que vista, o visual é indescritível!
      E pra finalizar o dia fomos pra Agios Nikolaos, a 5 minutos do nosso hotel, onde há um pequeno porto (para onde parte o ferry para Kefalonia) e uma belíssima praia, excelente pra ali terminar o dia. Na verdade, não há um agito noturno nessa região. Existem alguns restaurantes espalhados, alguns mercadinhos, mas o movimento não nos pareceu muito empolgante.
       
      Dia 3:
      Neste dia saímos contornando a costa leste, sem rumo, parando de praia em praia, tais como: Makris Gialos, Xigia, Alikanas e Tsilivi.
      Tanto Alikanas e Tsilivi possuem uma boa estrutura de praia, restaurantes, hotéis, bares, mercados, locadoras de carro e etc. Portanto são uma ótima opção para se passar o dia.
      Pra quem prefere andar a noite a pé, ver gente, ficar em restaurantes até mais tarde ou coisa do tipo, deve se hospedar em Tsilivi ou Alikanas. Essas regiões são bem cara de cidade praiana. E as praias tem estrutura com barracas que oferecem duas cadeiras e guarda sol por cerca de 6 euros.
      As outras praias que visitamos em Zakynthos não são tão especiais como Navagio, e valem apenas uma parada para fotos.
       
      Dia 4:
      Cedo, fomos para o porto de Agios Nikolaos, para pegar o ferry pra Kefalonia, que parte às 09:30. Havíamos combinado com a locadora de devolver o carro no próprio porto, mesmo eles não tendo loja lá. Ponto pra AVIS! O ticket custou 8 euros e compramos na hora, super tranquilo, aliás o ferry era bem grande e estava vazio.
      Desembarcamos por volta de 11:30 no porto de Lourdata, e como não aprendemos a lição, chegamos sem já ter alugado o carro. Para nossa surpresa o lugar não tem estrutura alguma e pra melhorar só tinha um taxi que quando vimos, já estava ocupado. Conversamos com esse taxista, que ficou de mandar algum colega nos buscar. Subimos um morrinho até uma lanchonete que havia no local, que não pode nos ajudar pois não tinha nem telefone. Sugeriu que aguardássemos o ônibus local, sem nenhuma noção de quando passava...Felizmente, 10 minutos depois apareceu um taxi chamado pelo outro taxista, e que inclusive dividimos com um casal de poloneses. Eles ficaram numa região super afastada do centro (Argostoli) e apesar de alguma estrutura de restaurantes e hotéis, fica longe da praia. Sem carro, como planejavam os poloneses, não rola...
      Na Kefalonia ficamos hospedados em Argostoli, principal cidade da ilha, no hotel blue Paradise. Hotel simples, pequeno, mas bem localizado, com ótimos restaurantes ao redor e com um excelente custo beneficio (4 diárias por 114 euros ).
      Check-in feito fomos alugar um carro. Na rua do hotel tem uma locadora e lá alugamos um Smart por 200 euros (pegamos na terça a noite com opção de entregar no sábado de manhã no aeroporto). Como o carro só estaria disponível à noite, fomos de taxi (15 euros ida e volta) pra Platis Gialos. Essa região possui boa estrutura de hotéis e restaurantes e fica a 5 minutos do centro de Argostoli. Lá ficamos na mega barraca Costa Costa, que tem uma excelente infraestrutura, boa praia e bem animada . Voltamos pro hotel por volta das 19h, praia já vazia apesar de ainda claro. Saímos pra jantar rapidinho na pracinha ao lado do hotel e fomos dormir.
       
      Dia 5:
      Neste dia acordamos cedo e fomos pra praia mais famosa da Kefalonia, Myrtos.. Mais uma vez o GPS foi confiável. Passamos a manhã nessa praia maravilhosa, de um azul estonteante. Há apenas uma barraca de praia que serve bebidas e alguns snacks, nada elaborado. Há uma gruta ao lado da praia, onde dá pra mergulhar tranquilamente.
      À tarde, seguimos para outra praia, Petani. Bem distante de onde estávamos, mas que por fim, valeu a visita. Linda praia! Basicamente 2 restaurantes e alguns poucos hotéis. Vale a visita, mas não a hospedagem.
       
      Dia 6:
      No sexto dia fomos a Melissani Cave. Achamos o passeio bem sem graça, é bem bonito e tal mas na minha opinião não vale a pena o tempo e o dinheiro gasto. De melisani seguimos para Antisamos beach, uma bela praia que possui uma boa infraestrutura, que inclusive conta com dois restaurantes que não cobram pela cadeira e guarda sol.
       
      Dia 7:
      Para o último ficamos em dúvida entre ir para Fiskardo e Assos ou para Skala beach com paradas nas praias de Lourdas e Mounda. Optamos pela segunda opção. E bateu um arrependimento quando vimos que as praias não eram tão charmosas quanto as outras que havíamos visto nos dias anteriores. Pena não termos ido à Fiskardo e Assos, vilas que pareciam bem legais.
    • Por afonsosolak
      Rica em cultura, rainha da história e de vida vida vibrante, a cidade de deusa Atenas e capital Grega é a fundadora da civilização ocidental. Atenas é uma cidade orgulhosa, quem sabe com razão, por ter sido o berço da filosofia e da democracia, por ter promovido a ciência e voltado os olhos da humanidade para as estrelas.
       
      Os antigos deuses e dividades da clássica Atenas ainda estão presentes visualmente na cidade. Aparecem em adornos e detalhes que vão da arte à arquitetura, isso quando ambos os conceitos não se misturam se entrelaçam, confundindo até mesmo os mais críticos. Mascotes e lugares recebem seus nomes divinos. Livros, filmes e outras mídias cansam de citar o tema. Eu, humildemente, não poderia deixar de dar meu pitaco também!
       
       
      Um dia que passes em Atenas será o suficiente para descobrir uma cidade que mistura o antigo e o novo. Não estranhe os monumentos Greco-Romanos compartilhando o mesmo quarteirão com edifícios modernos, é algo típico por lá! Outros nos confundem: A Acadêmia de Atenas, o Parlamento Grego e o Zappeion são contruções do século XIX que foram projetadas para que parecessem edifícios antigos e refletir o patrimônio arquitetônico de Atenas.
       
      Se você não é do tipo que fica plantado em museus, um dia será suficiente para conhecer Atenas. Comece visitando a Acrópole e seus templos antigos: Parhenon, Erectheion e Athena Nike. Em seguida desça pela colina e passe pelo Areópago, esta imensa rocha entre a Acrópole e a Ágora Antiga. Suba até a colina da Pnyx, a área utilizada na Clássica Atenas para os encontros das assembleias democráticas. Retorne passando pela Ágora Antiga até chegar novamente na zona urbana de Plaka (TEXTO COM FOTOS EM http://www.theworldbyfon.com/2015/04/um-dia-em-atenas_19.html#more ).
       
      O almoço típico será aqui, no bairro de Plaka! Peça algo com iogurte ou queijo branco! Mas atenção, o tempero grego costuma ser mais forte que o normal! Se você é do tipo que gosta de fazer umas comprinhas, aqui é também é o lugar!
       
       
      Ao leste da Acrópole está o o Templo de Zeus, que assim como a maioria das outras atrações é grátis para estudantes. Se você não for estudante, visite a Acrópole antes e com o mesmo bilhete poderá entrar no Templo de Zeus. O inverso não vale! Este foi o maior tempo grego, com 105 colunas, das quais apenas 16 continuam em pé, mas que já te dão uma boa idéia do tamanho que era esta belezinha! No cantinho da quadra está o "Arco de Adriano e não de Teseu", o Imperador responsável pelo fim dos trabalhos do Templo de Zeus.
       
      Do Templo de Zeus passe pelo estádio Olímpico de Atenas, construído para as primeiras Olimpíadas Modernas! Dali você pode aproveitar e caminhar pelas sombras das árvores do Jardins Nacionais até chegar em frente ao Parlamento. De hora em hora os soldados fazem a troca da guarda.
       
       
      Atravessando a rua e descendo as escadas você estará na Praça Sintagma, que se você provavelmente
      conheceu quando veio do aeroporto pelo metrô. Este é o coração de Atenas! Vale à pena passar um tempo em algum bar ou cafeteria observando o movimento da praça e a grande quantidade de cães de rua (até o Lonely Planet fala disso).
       
      Depois, quase no fim do dia, uma rápida subida até o Monte de Philopappus, seja caminhando (40 min) ou pelo funicular, te trará outras vistas panorâmicas de Atenas e Piraeus, a região portuária. Quando você chegar lá igrejinha no topo, e tiver 360 graus de Atenas abaixo de você, pensará "Cara, era maior do que eu pensei!".
       
       
      Se você prestou atenção, em nenhum momento citei o trasporte público, pois realmente não é necessário! A partir daqui você já está pronto para voltar para o seu cruzeiro ou para aeroporto e continuar sua viagem ou preparar-se pra a festa da noite! Se você é daqueles que gosta de ver "tim-tim por tim-tim" dos museus, reserve um dia mais e durma na capital grega e não deixe de confirir o Museu Arqueológico Nacional, o Museu Benaki e o Museu Nunismático.
       
      Aproveito o post para comentar sobre o Quick Facts, a nova coluna do The World by Fon. São parágrafos breves com uma explicação sobre algum tema interessante no contexto das viagens do Fon! O primeiro foi postado ontem! Confere lá!
       
      E como sempre, se você gostou, peço que gentilmente curta ou compartilhe através das redes sociais ou dos botões aqui embaixo. Isso me ajuda muuuito!
       
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      Um abraço maior que o Atlântico!
       
      Fon
    • Por raphaela.gonçalves
      Fiz duas viagens incríveis nessa ilha paradisíaca e não poderia deixar de dar dicas pra quem deseja fazer o mesmo! Só pude viajar durante os finais de semana pois durante a semana fiz um estágio. No primeiro final de semana fomos para o leste da ilha, alugamos carro na Avis (não é o local mais barato mas o seguro de lá era o único que cobria qualquer dano sem taxa adicional e achamos que valia a pena) por aproximadamente 150 euros e gastamos mais uns 50 euros de gasolina na volta. Nossa primeira parada foi Kritsa, um dos vilarejos mais antigos da Grécia, uma cidadezinha charmosa, perto do sítio arqueológico de Lató, onde pudemos ver muitas ruínas interessantes, e depois voltamos pra comer em Kritsa. Seguimos para uma praia surreal de linda, a Golden beach, o mar é um dos mais violentos mas é também um dos mais lindos. De lá seguimos para Sitia, onde nos hospedados no Minos apartments, de frente pro mar, com cozinha e tudo, por 60 euros para até 5 pessoas (pagamos 12 cada). À noite, jantamos em um dos vários restaurantes à beira do mar. No outro dia partimos para a trilha "Dead Gorge", a qual pode ser iniciada no começo ou pelo meio, durando de 1 a 2h, em meio a uma paisagem estonteante de formações rochosas gigantescas, e depois de um jardim onde pudemos colher uvas e comer ali mesmo gratuitamente, termina na praia de zacros. Mergulhamos e almoçamos por ali pagando muito muito pouco pra comer de frente pro mar (paguei 2,50 no meu almoço, fora que os gregos têm a mania maravilhosa de trazer frutas e outras sobremesas como cortesia), realmente inacreditável. Na volta páramos em Vai e em Ithanos, sendo essa última a praia que mais gostei, cristalina e em meio a uma paisagem maravilhosa, e menos turística que Vai.
      No segundo final de semana, alugamos novamente o carro pelo mesmo preço mas com um dia a mais (também não entendemos pq haha) e a gasolina deu cerca de 80 euros no total. Seguimos primeiramente pra Chania, uma cidade muito muito charmosa, onde caminhamos pela linda região do porto, pelas ruelas cheias de lojinhas, pelo mercado central, e curtimos bares bem legais à noite numa rua cheia de bares. Ficamos hospedados perto de kissamos, no Tripodis apartments, o qual recomendo fortemente - staff super gentil, nos deixaram uma garrafa de vinho de cortesia no dia da chegada e um prato de melancia no segundo, e pagamos 83 euros por duas noites num quarto apartamento com um quarto duplo e um single de frente pro mar (27,75 por pessoa para os dois dias). Mergulhamos nessa praia no pôr do sol inclusive, somente a água e as montanhas, incrível. Foi tranquilo ir e voltar de Chania para curtir a noite, cerca de 30km. No segundo dia pegamos um barco em kissamos para gramvousa e balos, pegamos o primeiro (10:40) e pagamos 22 euros com desconto estudantil/grupos (25 sem), e valeu muitooo a pena! Ambas são maravilhosas, em gramvousa não deixe de subir até o castelo, a vista é incrível e o mergulho depois é revigorante. No domingo, seguimos para Elafonisi, a estrada não é tão boa então certifique-se de pegar a melhorzinha, é sem dúvidas o lugar mais lindo que já vi na vida! Vale a pena chegar cedo pois as cadeiras lotam (7 euros por duas cadeiras e um guarda-sol, os quiosques são relativamente baratos (pagamos 2,50 na cerveja, 0,50 na água, e vi lanches por cerca de 3 euros). Na volta paramos em Rethymno, onde vimos um pôr do sol maravilhoso e comemos num dos restaurantes à beira do mar, próximo ao castelo, não me lembro o nome mas comi uma pizza incrível, eles têm uma herança da colonização veneziana e por isso também os gelatos deliciosos.
      Tem muita coisa linda pra se ver por essa região, vale muito a pena alugar o carro, especialmente em um grupo de pelo menos 5 pessoas, daí sai bem barato. A estrada em si já é maravilhosa, principalmente a do leste na minha opinião, com as montanhas cobertas por campos de oliveiras, embora tenha gostado mais das praias do oeste.
      Enfim, espero ajudar com meu breve relato!
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