Deste vez fiz uma viagem de férias para a Patagônia chilena e argentina, com passagens em Santiago e Buenos Aires. Já havia viajado 2 vezes para a Argentina e Chile, no entanto, nas outras oportunidades eu estava viajando somente com amigos homens e sempre ficávamos em quartos compartilhados. Desta vez, viajei somente com minha namorada e ela me pediu para ficarmos em quartos com cama de casal e com banheiro privado, mesmo que fosse em hostels e não em hotéis. Sendo assim, topei esta idéia!
Santigo – 10 a 12/12/2009
Saída de Brasília
Voo TAM comprado 10.000 pontos cada. Chegada a Santiago por volta das 22h. Como não havia mais transporte público para o Centro da cidade, a solução foi pegar um taxi com o custo de 15.000 pesos Chilenos. Este valor não é muito barato, mas foi o que consegui chegando no aeroporto a essa hora, ainda mais que o aeroporto de Santiago localiza-se fora da cidade.
Daí, fui para o Happy House Hostel, indicado por alguns amigos que há menos de 1 mês haviam ficado neste mesmo albergue. Infelizmente, não tive a mesma sorte que eles. Já na chegada, um problema. O quarto que eu havia reservado estava em manutenção e o banheiro do quarto não estava funcionando. Fiquei muito chateado com essa notícia!! No entanto, negociamos e acabamos ficando num quarto sem banheiro por esta noite. Na noite seguinte conseguimos ocupar um quarto com cama de casal, com banheiro privativo a esse quarto, mas que ficava no corredor do hostel. Outra coisa que não gostei no Happy Hostel foi a cobrança de uma taxa de 10% da tarifa para pagamento com cartão de crédito. Quando fiz a reserva, isso não me foi comunicado. Reclamei isto com o atendente, mas de nada adiantou. Aliás, não queriam nem me cobrar menos por não terem me fornecido o quarto que eu havia reservado!
Meu passeio por Santiago limitou-se somente a rever alguns dos pontos turísticos principais. Como era a primeira vez de minha namorada na cidade, levei-a para conhecer o Cerro de Santa Lucia, o Cerro de San Cristobal e o Palacio La Moneda. O Cerro de Santa Lucia é bonito, mas não tem nada de mais. A vantagem é que não se paga nada para entrar.
Já para subir no Cerro de San Cristobal deve-se pagar uma taxa de 4.000 pesos chilenos por pessoa, o que eu considero sendo caro. Além da subida de funicular, considero a principal atração do local o passeio de teleférico entre as montanhas que há na cidade. Já havia feito este passeio em 2006, na minha última visita a cidade. No entanto, desta vez o teleférico estava fechado, mas só descobrimos isso quando já estávamos no alto do cerro. Não havia aviso algum na bilheteria. Fiquei muito chateado porque eu realmente gostaria que minha namorada fizesse este passeio. Resumindo, pagamos muito caro para subir no Cerro de San Cristobal, que não ofereceu a sua principal atração. Realmente não valeu a pena ter ido lá.
Outro azar que tive é que estava em Santiago na semana das eleições presidenciais no Chile. Assim, o Palácio La Moneda (Palácio do Governo) estava fechado para visitação. Sei que é um lugar que vale a pena ir.
No dia 12 de dezembro, voltei para o aeroporto utilizando um transporte mais barato. Fui até a estação de metro Los Héroes para pegar um ônibus denominado Centropuerto com tarifa de 1.400 pesos chilenos por pessoa. Muito mais em conta que taxi. Cheguei ao aeroporto às 11h da manhã, 3 horas antes do horário marcado do meu vôo para Punta Arenas, que era às 14 horas. No entanto, ao ir ao balcão de informações da Sky Airline, compainha aérea com a qual estava voando, descobri que meu vôo havia sido reagendado para as 17h30min, sem que a companhia aérea tivesse me avisado. Fiquei muito chateado naquela hora. No entanto o vôo de Santiago para Punta Arenas por esta compainha saiu por cerca de R$ 250,00 por pessoa. O vôo na única concorrente para este mesmo trajeto é a LAN, sairia R$ 700,00 por pessoa. Mesmo com o incoveniente, valeu a pena.
Punta Arenas 12 a 14/12/2009
Chegamos a Punta Arenas às 22h. Não havia taxi na cidade, mas sim um transfer (van para compartilhar com outras pessoas). Esse transfer foi ótimo, pois nos deixou na porta do Calafate Hostel, e o custo foi só de 3.000 pesos chilenos por pessoa. Ao chegar ao hostel já verifiquei que a localização era muito boa. No entanto, o nosso quarto, ao custo de US$ 77,00 por noite, era muito pequeno, sem janela para a rua (tinha uma janela somente para o corredor) e o café da manhã muito simples. Entre as opções de turismo da cidade, existe a pinguineira, que é um local que se acessa de barco onde se pode ver muito pinguins. Resolvi não fazer este passeio porque minha namorada estava passando mal.
Um local que se deve ir na cidade é a Zona Franca. São um conjunto de lojas que, por serem isentas de impostos, possuem produtos mais baratos. Eu mesmo resolvi comprar um computador lá. Peguei um taxi coletivo para ir à zona Franca ao custo de 350 pesos chilenos por pessoa.
Após ir a Zona Franca, pegamos o ônibus da companhia Bus Sur das 15h de Punta Arenas para Puerto Natales no dia 14/12, com chegada prevista para às 18h, ao custo de 4.000 pesos chilenos por pessoa.
Puerto Natales e Torres Del Paine – 14 a 16/12/2009
Chegamos em Puerto Natales às 18h do dia 14/12/2009, como previsto. Já no caminho da chegada podemos perceber que a cidade é muito bonita, toda organizada e cheia de turistas. Ficamos hospedados no hostel Casa Cecilia, num quarto de casal com banheiro ao custo de US$ 63,00 por noite. O quarto era muito bom, assim como o banheiro, o café da manhã bem completo e bem servido, funcionários muito atenciosos e localização muito boa, bem próxima à rua principal da cidade. Eu realmente recomendo este hostel!
No dia 15, fizemos um passeio ao Parque Nacional Torres del Paine ao custo de 15.000 pesos chilenos, relativo ao transporte até o parque através da companhia Goméz, 15.000 pesos chilenos de entrada no parque e 5.000 pesos chilenos ida e volta relativo ao transporte de Laguna Amarga (entrada do parque) até a Hosteria Las Torres, início da trilha Mirante das Torres. Todos os valores por pessoa.
Realmente a trilha não é fácil de se fazer e nem todos conseguem concluir a subida até as vista das torres. No entanto, durante vários trechos do parque nacional é possível ver belas paisagens, assim como muitos animais selvagens. De qualquer forma, este passeio vale muito a pena.
No final do dia, voltamos para Puerto Natales para organizar nossas coisas para viajarmos no dia seguinte para El Calafate, Argentina, viagem com 6 horas de duração e com o custo de 11.000 pesos chilenos por pessoa pela companhia COOTRA.
Fica aqui a recomendação para comer na pizzaria Mesita Grande, localizada na Plaza de Armas, bem na parte central da cidade e muito perto da Casa Cecilia. Pizza media + 2 refrigerantes saiu cerca de R$25,00.
El Calafate – 16 e 17/12/2009
Pegamos o ônibus em Puerto Natales para El Calafate às 8h30min, com chegada prevista para as 14h.
Chegamos à cidade cerca de 14h30min e conseguimos pegar o tranfer do Hostel Glaciar Libertador, no qual fiz reserva por US$72 a diária.
A estrutura do hostel é muito boa e organizada. Ele faz parte do Hostelling International. O quarto em que ficamos era bem limpo, sem carpete, entretanto, a cama de casal era formada por duas camas de solteiro juntas. E também, devido ao ralo do box estar entupido, esse ia enchendo de água à medida em que se tomava banho. Ficava nojento!
Outro ponto negativo, é que o checkout é até às 10h, sem haver qualquer late checkout, o que foi um problema para nós no dia seguinte.
A cidade faz a sesta entre as 14h às 17hs. Então, todas as lojas e restaurantes estavam fechados na hora em que chegamos à cidade. Rodamos bastante até encontrar o restaurante La Esquina que estava aberto, mas que valeu muito a pena! Recomendo comer nesse restaurante o Bife de Lomo com Papas Fritas. O prato sai a 44 pesos argentinos e é muito bem servido para uma pessoa.
No final do dia, após as lojas abrirem, fizemos uma pesquisa de passeio para o Glaciar Perito Moreno. O valor por pessoa para ver a geleira em um ônibus de turismo fretado fica em torno de 140 pesos argentinos com o passeio acontecendo entre às 9h até 16h. Olhamos também aluguel de carro, o que para duas pessoas vale mais a pena, pois sai 250 pesos, já com o seguro mínimo, sem o combustível. A entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, onde se localiza o Perito Moreno, é de 60 pesos por pessoa.
Ficamos na dúvida entre contratar a excursão ou alugar o carro, pois nosso vôo para Ushuaia seria no dia segunte às 18h30min e o aeroporto de El Calafate fica longe do Centro da cidade (20 km). Talvez voltando às 16h, como previsto na excursão, poderia não dar tempo de pegar o vôo.
No entanto, enquanto estava na fila da casa de câmbio, encontramos com um venezuelano e uma alemã que estavam querendo rachar um taxi até a geleira no valor total de 280 pesos. Eles também nos informaram que se chegar ao Parque Nacional e sair antes das 10h, não se paga a entrada. Então, resolvemos fazer o passeio com eles, saindo de El Calafate no dia seguintes às 5h30min (são 1 hora e 30 minutos até o Parque).
Acordamos cedasso (!) para ir ver o Glaciar Perito Moreno. Com isto, perdemos o café da manhã no hostel, que é servido a partir de 6h30min. Mas o sacrifício valeu a pena! A vista da geleira é muito bonita! Voltamos antes das 10 da manhã sem pagar a entrada do parque e ficamos passeando pela cidade até a hora de irmos para o aeroporto. Fomos para o aeroporto de taxi por 50 pesos (valor combinado na hora da corrida. O valor mais cobrado na cidade gira em torno de 60 pesos).
No final do dia pegamos um vôo para a cidade de Ushuaia, com previsão de chegada as 19h40min.
Ushuaia (17 a 20/12/2009)
Chegamos em Ushuaia (os argentinos pronunciam USSUAIA) no vôo da Aerolineas Argentinas com duração de 1h15min ao custo de R$ 200, por pessoa.
Como tínhamos feito reserva no apart hotel Cabo de San Diego, nossa hospedagem já contava com o transfer do aeroporto ao hotel. Então, chegando ao aeroporto já havia alguém para nos pegar.
Nesta etapa da viagem optamos por ficar hospedados num apart hotel que contava com uma mini conzinha com vários utensílios dentro do quarto. O valor da diária (280 pesos por noite) não foi um dos mais baratos, mas por ter uma cozinha dentro do quarto, optamos várias vezes por comprar comida num supermercado localizado a 4 quadras do hotel e comer no próprio quarto, o que nos permitiu economizar uma boa grana.
No dia seguinte a nossa chegada, aproveitamos o dia explorando a região central da cidade e aproveitando para conhecer as opções de passeio disponíveis. Sendo assim, no dia 19/12 resolvermos fazer um passeio até a pinguineira, que não é nada mais do que uma navageção através do canal de beagle até uma ilha refúgio de pinguins vindo do continente antártico, com duração de 6 horas de navegação. O custo do passeio foi de 200 pesos por pessoa + 6 pesos de taxa de embarque.
Ushuaia é uma cidade pequena, mas que oferece ao turista um leque muito bom de opções dentro e fora da cidade, como cavalgadas, visita ao Parque Nacional da Tierra del Fuego, visita a estação de esqui nos meses de inverno, dentro outras. Considero que 4 ou 5 dias são sufientes para conhecer todas as opções que a cidade oferece.
No dia seguinte voamos para Buenos Aires em vôo operado pela LAN ao custo de R$ 300 por pessoa.
Fica aqui a recomendação para NÃO irem ao restaurante El Turco, localizado na rua San Martin 1410. Apesar dos preços serem melhores em comparação com os demais, a qualidade da comida é consideravelmente pior, além de cobrarem o valor de 3 pesos por pessoa, somente para se sentar à mesa (Cubierto).
Buenos Aires (20 e 21/12/2009)
Chegamos em Buenos Aires no aeroporto nacional por volta ao meio dia. Aí, pegamos um taxi para nos levar ao hotel IBIS Obelisco, que fica relativamente perto da Casa Rosada, do Congresso Nacional e de outros pontos turísticos. O taxi do aeroporto até o hotel ficou em 30 pesos argentinos.
A tarde fomos a pé conhecer a Casa Rosada e arredores e também a Rua Florida. Mais à noite pegamos um taxi para a região de Puerto Madero, onde tivemos a oportunidade de jantarmos na churrascaria Siga La Vaca.
No dia seguinte, contratamos um taxi no balcão do hotel IBIS ao custo de 90 pesos argentinos para nos levar ao aeroporto internacional Ezeiza. O preço pode parecer caro, mas como o aeroporto se localiza a 35Km do centro de Buenos Aires, o preço é relativamente justo.
A tarde pegamos um vôo da TAM com destino a Brasília e escala em São Paulo com o custo de 10.000 milhas.
O custo total da viagem destes 12 dias de viagem pela patagônia chilena e argentina, incluindo Santiago e Buenos Aires, foi em torno de R$ 2.300 por pessoa, sempre ficando em quarto casal com banheiro privado.
Na minha opinião, a parte da viagem que mais gostei foram as cidades de Puerto Natales c/ Torres del Paine e El Calafate. Sem dúvida, passaria um maior número de dias por lá se eu pudesse.
Apesar de ser mochileiro nato, sou novo no site mochileiros.com.br. Espero ter ajudado muitas pessoas a bolarem um roteiro de viagem muito interessante e sem dúvida ficaria muito feliz em poder responder algumas dúvidas sobre meu roteiro através do meu e-mail (dudufarm@yahoo.com.br) e contribuir com a viagem de outros mochileiros.
Olá Pessoal,
Deste vez fiz uma viagem de férias para a Patagônia chilena e argentina, com passagens em Santiago e Buenos Aires. Já havia viajado 2 vezes para a Argentina e Chile, no entanto, nas outras oportunidades eu estava viajando somente com amigos homens e sempre ficávamos em quartos compartilhados. Desta vez, viajei somente com minha namorada e ela me pediu para ficarmos em quartos com cama de casal e com banheiro privado, mesmo que fosse em hostels e não em hotéis. Sendo assim, topei esta idéia!
Santigo – 10 a 12/12/2009
Saída de Brasília
Voo TAM comprado 10.000 pontos cada. Chegada a Santiago por volta das 22h. Como não havia mais transporte público para o Centro da cidade, a solução foi pegar um taxi com o custo de 15.000 pesos Chilenos. Este valor não é muito barato, mas foi o que consegui chegando no aeroporto a essa hora, ainda mais que o aeroporto de Santiago localiza-se fora da cidade.
Daí, fui para o Happy House Hostel, indicado por alguns amigos que há menos de 1 mês haviam ficado neste mesmo albergue. Infelizmente, não tive a mesma sorte que eles. Já na chegada, um problema. O quarto que eu havia reservado estava em manutenção e o banheiro do quarto não estava funcionando. Fiquei muito chateado com essa notícia!! No entanto, negociamos e acabamos ficando num quarto sem banheiro por esta noite. Na noite seguinte conseguimos ocupar um quarto com cama de casal, com banheiro privativo a esse quarto, mas que ficava no corredor do hostel. Outra coisa que não gostei no Happy Hostel foi a cobrança de uma taxa de 10% da tarifa para pagamento com cartão de crédito. Quando fiz a reserva, isso não me foi comunicado. Reclamei isto com o atendente, mas de nada adiantou. Aliás, não queriam nem me cobrar menos por não terem me fornecido o quarto que eu havia reservado!
Meu passeio por Santiago limitou-se somente a rever alguns dos pontos turísticos principais. Como era a primeira vez de minha namorada na cidade, levei-a para conhecer o Cerro de Santa Lucia, o Cerro de San Cristobal e o Palacio La Moneda. O Cerro de Santa Lucia é bonito, mas não tem nada de mais. A vantagem é que não se paga nada para entrar.
Já para subir no Cerro de San Cristobal deve-se pagar uma taxa de 4.000 pesos chilenos por pessoa, o que eu considero sendo caro. Além da subida de funicular, considero a principal atração do local o passeio de teleférico entre as montanhas que há na cidade. Já havia feito este passeio em 2006, na minha última visita a cidade. No entanto, desta vez o teleférico estava fechado, mas só descobrimos isso quando já estávamos no alto do cerro. Não havia aviso algum na bilheteria. Fiquei muito chateado porque eu realmente gostaria que minha namorada fizesse este passeio. Resumindo, pagamos muito caro para subir no Cerro de San Cristobal, que não ofereceu a sua principal atração. Realmente não valeu a pena ter ido lá.
Outro azar que tive é que estava em Santiago na semana das eleições presidenciais no Chile. Assim, o Palácio La Moneda (Palácio do Governo) estava fechado para visitação. Sei que é um lugar que vale a pena ir.
No dia 12 de dezembro, voltei para o aeroporto utilizando um transporte mais barato. Fui até a estação de metro Los Héroes para pegar um ônibus denominado Centropuerto com tarifa de 1.400 pesos chilenos por pessoa. Muito mais em conta que taxi. Cheguei ao aeroporto às 11h da manhã, 3 horas antes do horário marcado do meu vôo para Punta Arenas, que era às 14 horas. No entanto, ao ir ao balcão de informações da Sky Airline, compainha aérea com a qual estava voando, descobri que meu vôo havia sido reagendado para as 17h30min, sem que a companhia aérea tivesse me avisado. Fiquei muito chateado naquela hora. No entanto o vôo de Santiago para Punta Arenas por esta compainha saiu por cerca de R$ 250,00 por pessoa. O vôo na única concorrente para este mesmo trajeto é a LAN, sairia R$ 700,00 por pessoa. Mesmo com o incoveniente, valeu a pena.
Punta Arenas 12 a 14/12/2009
Chegamos a Punta Arenas às 22h. Não havia taxi na cidade, mas sim um transfer (van para compartilhar com outras pessoas). Esse transfer foi ótimo, pois nos deixou na porta do Calafate Hostel, e o custo foi só de 3.000 pesos chilenos por pessoa. Ao chegar ao hostel já verifiquei que a localização era muito boa. No entanto, o nosso quarto, ao custo de US$ 77,00 por noite, era muito pequeno, sem janela para a rua (tinha uma janela somente para o corredor) e o café da manhã muito simples. Entre as opções de turismo da cidade, existe a pinguineira, que é um local que se acessa de barco onde se pode ver muito pinguins. Resolvi não fazer este passeio porque minha namorada estava passando mal.
Um local que se deve ir na cidade é a Zona Franca. São um conjunto de lojas que, por serem isentas de impostos, possuem produtos mais baratos. Eu mesmo resolvi comprar um computador lá. Peguei um taxi coletivo para ir à zona Franca ao custo de 350 pesos chilenos por pessoa.
Após ir a Zona Franca, pegamos o ônibus da companhia Bus Sur das 15h de Punta Arenas para Puerto Natales no dia 14/12, com chegada prevista para às 18h, ao custo de 4.000 pesos chilenos por pessoa.
Puerto Natales e Torres Del Paine – 14 a 16/12/2009
Chegamos em Puerto Natales às 18h do dia 14/12/2009, como previsto. Já no caminho da chegada podemos perceber que a cidade é muito bonita, toda organizada e cheia de turistas. Ficamos hospedados no hostel Casa Cecilia, num quarto de casal com banheiro ao custo de US$ 63,00 por noite. O quarto era muito bom, assim como o banheiro, o café da manhã bem completo e bem servido, funcionários muito atenciosos e localização muito boa, bem próxima à rua principal da cidade. Eu realmente recomendo este hostel!
No dia 15, fizemos um passeio ao Parque Nacional Torres del Paine ao custo de 15.000 pesos chilenos, relativo ao transporte até o parque através da companhia Goméz, 15.000 pesos chilenos de entrada no parque e 5.000 pesos chilenos ida e volta relativo ao transporte de Laguna Amarga (entrada do parque) até a Hosteria Las Torres, início da trilha Mirante das Torres. Todos os valores por pessoa.
Realmente a trilha não é fácil de se fazer e nem todos conseguem concluir a subida até as vista das torres. No entanto, durante vários trechos do parque nacional é possível ver belas paisagens, assim como muitos animais selvagens. De qualquer forma, este passeio vale muito a pena.
No final do dia, voltamos para Puerto Natales para organizar nossas coisas para viajarmos no dia seguinte para El Calafate, Argentina, viagem com 6 horas de duração e com o custo de 11.000 pesos chilenos por pessoa pela companhia COOTRA.
Fica aqui a recomendação para comer na pizzaria Mesita Grande, localizada na Plaza de Armas, bem na parte central da cidade e muito perto da Casa Cecilia. Pizza media + 2 refrigerantes saiu cerca de R$25,00.
El Calafate – 16 e 17/12/2009
Pegamos o ônibus em Puerto Natales para El Calafate às 8h30min, com chegada prevista para as 14h.
Chegamos à cidade cerca de 14h30min e conseguimos pegar o tranfer do Hostel Glaciar Libertador, no qual fiz reserva por US$72 a diária.
A estrutura do hostel é muito boa e organizada. Ele faz parte do Hostelling International. O quarto em que ficamos era bem limpo, sem carpete, entretanto, a cama de casal era formada por duas camas de solteiro juntas. E também, devido ao ralo do box estar entupido, esse ia enchendo de água à medida em que se tomava banho. Ficava nojento!
Outro ponto negativo, é que o checkout é até às 10h, sem haver qualquer late checkout, o que foi um problema para nós no dia seguinte.
A cidade faz a sesta entre as 14h às 17hs. Então, todas as lojas e restaurantes estavam fechados na hora em que chegamos à cidade. Rodamos bastante até encontrar o restaurante La Esquina que estava aberto, mas que valeu muito a pena! Recomendo comer nesse restaurante o Bife de Lomo com Papas Fritas. O prato sai a 44 pesos argentinos e é muito bem servido para uma pessoa.
No final do dia, após as lojas abrirem, fizemos uma pesquisa de passeio para o Glaciar Perito Moreno. O valor por pessoa para ver a geleira em um ônibus de turismo fretado fica em torno de 140 pesos argentinos com o passeio acontecendo entre às 9h até 16h. Olhamos também aluguel de carro, o que para duas pessoas vale mais a pena, pois sai 250 pesos, já com o seguro mínimo, sem o combustível. A entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, onde se localiza o Perito Moreno, é de 60 pesos por pessoa.
Ficamos na dúvida entre contratar a excursão ou alugar o carro, pois nosso vôo para Ushuaia seria no dia segunte às 18h30min e o aeroporto de El Calafate fica longe do Centro da cidade (20 km). Talvez voltando às 16h, como previsto na excursão, poderia não dar tempo de pegar o vôo.
No entanto, enquanto estava na fila da casa de câmbio, encontramos com um venezuelano e uma alemã que estavam querendo rachar um taxi até a geleira no valor total de 280 pesos. Eles também nos informaram que se chegar ao Parque Nacional e sair antes das 10h, não se paga a entrada. Então, resolvemos fazer o passeio com eles, saindo de El Calafate no dia seguintes às 5h30min (são 1 hora e 30 minutos até o Parque).
Acordamos cedasso (!) para ir ver o Glaciar Perito Moreno. Com isto, perdemos o café da manhã no hostel, que é servido a partir de 6h30min. Mas o sacrifício valeu a pena! A vista da geleira é muito bonita! Voltamos antes das 10 da manhã sem pagar a entrada do parque e ficamos passeando pela cidade até a hora de irmos para o aeroporto. Fomos para o aeroporto de taxi por 50 pesos (valor combinado na hora da corrida. O valor mais cobrado na cidade gira em torno de 60 pesos).
No final do dia pegamos um vôo para a cidade de Ushuaia, com previsão de chegada as 19h40min.
Ushuaia (17 a 20/12/2009)
Chegamos em Ushuaia (os argentinos pronunciam USSUAIA) no vôo da Aerolineas Argentinas com duração de 1h15min ao custo de R$ 200, por pessoa.
Como tínhamos feito reserva no apart hotel Cabo de San Diego, nossa hospedagem já contava com o transfer do aeroporto ao hotel. Então, chegando ao aeroporto já havia alguém para nos pegar.
Nesta etapa da viagem optamos por ficar hospedados num apart hotel que contava com uma mini conzinha com vários utensílios dentro do quarto. O valor da diária (280 pesos por noite) não foi um dos mais baratos, mas por ter uma cozinha dentro do quarto, optamos várias vezes por comprar comida num supermercado localizado a 4 quadras do hotel e comer no próprio quarto, o que nos permitiu economizar uma boa grana.
No dia seguinte a nossa chegada, aproveitamos o dia explorando a região central da cidade e aproveitando para conhecer as opções de passeio disponíveis. Sendo assim, no dia 19/12 resolvermos fazer um passeio até a pinguineira, que não é nada mais do que uma navageção através do canal de beagle até uma ilha refúgio de pinguins vindo do continente antártico, com duração de 6 horas de navegação. O custo do passeio foi de 200 pesos por pessoa + 6 pesos de taxa de embarque.
Ushuaia é uma cidade pequena, mas que oferece ao turista um leque muito bom de opções dentro e fora da cidade, como cavalgadas, visita ao Parque Nacional da Tierra del Fuego, visita a estação de esqui nos meses de inverno, dentro outras. Considero que 4 ou 5 dias são sufientes para conhecer todas as opções que a cidade oferece.
No dia seguinte voamos para Buenos Aires em vôo operado pela LAN ao custo de R$ 300 por pessoa.
Fica aqui a recomendação para NÃO irem ao restaurante El Turco, localizado na rua San Martin 1410. Apesar dos preços serem melhores em comparação com os demais, a qualidade da comida é consideravelmente pior, além de cobrarem o valor de 3 pesos por pessoa, somente para se sentar à mesa (Cubierto).
Buenos Aires (20 e 21/12/2009)
Chegamos em Buenos Aires no aeroporto nacional por volta ao meio dia. Aí, pegamos um taxi para nos levar ao hotel IBIS Obelisco, que fica relativamente perto da Casa Rosada, do Congresso Nacional e de outros pontos turísticos. O taxi do aeroporto até o hotel ficou em 30 pesos argentinos.
A tarde fomos a pé conhecer a Casa Rosada e arredores e também a Rua Florida. Mais à noite pegamos um taxi para a região de Puerto Madero, onde tivemos a oportunidade de jantarmos na churrascaria Siga La Vaca.
No dia seguinte, contratamos um taxi no balcão do hotel IBIS ao custo de 90 pesos argentinos para nos levar ao aeroporto internacional Ezeiza. O preço pode parecer caro, mas como o aeroporto se localiza a 35Km do centro de Buenos Aires, o preço é relativamente justo.
A tarde pegamos um vôo da TAM com destino a Brasília e escala em São Paulo com o custo de 10.000 milhas.
O custo total da viagem destes 12 dias de viagem pela patagônia chilena e argentina, incluindo Santiago e Buenos Aires, foi em torno de R$ 2.300 por pessoa, sempre ficando em quarto casal com banheiro privado.
Na minha opinião, a parte da viagem que mais gostei foram as cidades de Puerto Natales c/ Torres del Paine e El Calafate. Sem dúvida, passaria um maior número de dias por lá se eu pudesse.
Apesar de ser mochileiro nato, sou novo no site mochileiros.com.br. Espero ter ajudado muitas pessoas a bolarem um roteiro de viagem muito interessante e sem dúvida ficaria muito feliz em poder responder algumas dúvidas sobre meu roteiro através do meu e-mail (dudufarm@yahoo.com.br) e contribuir com a viagem de outros mochileiros.
Abraços