Realizei uma viagem de 30 dias no começo do ano e, já um pouco atrasado, segue o relato com custos e algumas considerações. Em algum momento eu perdi um pedaço das minhas anotações; já as fotos, vou ficar devendo nesse primeiro momento, pois estou sem acesso a computador, mas tem algumas no Instagram
Optei pelo menos burocrático: o e-visa single entry e 30 dias. Esse link do pessoal do 360meridianos explica bem como tirar o visto: http://www.360meridianos.com/2014/12/visto-india-internet.html
Precisa ser feito com 34 dias antes da viagem ou menos
TREM
Todos os deslocamentos foram feitos de trem noturno, com exceção de Jodhpur - Udaipur (5h de Bus comprado no mesmo dia), já comprados desde o Brasil, classe AC3. Preços entre US$11-18 (e já economizando uma noite de hostel). A cama ideal para mim era a Side Upper (você escolhe no momento da compra), pois é mais "privativo" e não tão alta assim. Para quem quiser economizar ainda mais, a classe Sleeper possui a mesma configuração, apenas um pouco mais frio e (bem) mais sujo.
Para ajudar a entender a compra de passagens, esse link aborda bem (http://www.seat61.com/India.htm). Em resumo, é necessário realizar um cadastro no site da Cia. Indiana (irctc.co.in), enviar um email com a cópia do passaporte e aguardar uns dias; cadastro no Cleartrip e a compra pelo mesmo. O app deles é excelente e sem fee algum.
Para quem gosta de planejar bem a viagem (tipo 3 meses de antecedência) e já chegar com roteiro fechado, o trem vai ser muito fácil, barato e sem dores de cabeça.
MOEDA
O dólar é mais valorizado que o euro por lá, diferença de 4-5% (vs. 6,5-7%), mas fui com euros por estar vindo da Europa. 100 INR = 1,50 EUR
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Viajar sozinho não é fácil por aqui. Sempre vai sair mais caro para dividir o transporte (os Tuk-tuks, aqui chamados de Auto Rickshaw), tours, guias, e muitas vezes os pratos, cada um que alimenta uma família toda hehehe
Em restaurantes simples e limpos, é possível encontrar refeições por Rs.120-150 já incluso 2 chapatis. Em restaurantes mais arrumados, um prato não deve passar de Rs.300. Após 2 semanas, você já vai estar comendo por cerca Rs.60-80 em restaurantes ao lado da estação de trem e uma das melhores que comi. Comida de rua é ainda mais barato e não passei mal nenhuma vez. Esses preços são para pratos vegetarianos, que são deliciosos.
O Uber funciona bem em diversas cidades como Jaipur, Udaipur, Varanasi, e uma dica era simular (pelo google maps msm) uma corrida para ter um preço base para os Tuk-Tuks. Em teoria, 1km = Rs.10, para turistas, o dobro. Tente negociar para chegar entre esses valores.
JAIPUR
* City Palace = Rs. 300
* Hawa Mahal = Rs. 300
* Amber Fort = Rs. Xxx + Rs. 200 de Tuk-Tuk ou Rs. 20 no AC Bus local
Jaipur foi a Índia em si para mim. Caminhar pela Pink City é aquela loucura da Índia que você espera. Excelente opção como primeira cidade, mas não visitaria nenhuma dessas atrações citadas acima. Me disseram que o City Palace é apenas para vendas para turistas; o Hawa Mahal basta passar pela frente; e o Amber Fort achei bem menos impressionante que o de Jodhpur e o de Udaipur.
JAISALMER
* Noite no Deserto = Rs. 1500-1800 no tour menos turístico (sem levar à vilazinha, menos gente e sem maus tratos aos camelos). O outro tour é realizado por Rs. 900-1000
* Pode-se ir caminhando até o Gadisagar Lake para ver o pôr do sol, mas não é must see. Ainda, é possível conhecer uns Havelis e Jain Temples, mas eles cobram entrada.
JODHPUR
* Blue Fort = Rs. 600 + Rs. 100 para uso da câmera/celular
* É possível utilizar o cloack room e locker dá estação de trem, visitar a cidade e depois seguir viagem para Udaipur, por exemplo.
UDAIPUR
* City Palace = Rs. 300 + Rs. 300 para uso da câmera/celular
* City Palace = Rs. 30 para andar apenas por fora. Vale muito para admirar a beleza do lago Pichola.
Essa foi a cidade mais fotogênica nos meus 30 dias de Índia e o pôr do sol no lago é indescritível.
AGRA
Cidade do Taj Mahal (Rs.1000) e isso basta. Há também o Agra Fort (Rs.550), mas: (1) ouvi falar que o Red Fort em Delhi seria mais interessante, (2) após o Rajastão já estava cansado de fortes e palácios, e (3) Depois do Taj, pra quê ver mais alguma coisa hahaha... até conheci gente que pretendia nem dormir na cidade.
Para a visita em si, uns preferem ir ao amanhecer, quando o monumento abre (muitos monumentos abrem ao amanhecer e fecham ao anoitecer, portanto varia da época do ano) para o nascer do sol e há menos gente, mas havia muita neblina. Ouvi falar bem de quem foi às 16h e pegou boa luz e o pôr do sol lá, mas acabei indo por volta das 9h30-10h junto com a turma e ficamos até às 14h quando a fome bateu e o local já estava muito cheio. Não é recomendável levar comida e não deixam entrar com mochila e mulheres devem evitar bolsas muito grandes (na própria bilheteria há local para guardar. Na dúvida, pergunta lá ou no hostel).
À direita do portão leste, há uma área para ver o pôr do sol, por fora do Taj e o sol de pondo atrás dele.
Nos arredores da cidade existe a cidade de Fatephur Sikri, mas acabei ficando conversando com um argentino e uma mexicana que tinha conhecido e a ideia não vingou. Há ainda outras cidades para bate-volta que não lembro agora.
KHAJURAHO
Apesar de inicialmente eu ter achado uma boa ideia fazer esse pit stop entre Agra e Varanasi, a cidade não tem tanto para oferecer em um dia inteiro (cheguei antes das 9h e o trem sairia às 23h50). Há a opção de um passeio de um dia inteiro para as cachoeiras (Rs. 150 + 200 do tuk-tuk), aí pode valer a estadia na cidade, mas é preciso atenção na marcação do trem para Varanasi, pois não é diário, apenas 3x na semana.
Existem os templos Oeste (Rs.500) que ficam no centro da cidade e os templos leste e sul, esses gratuitos, menores e mais afastados do centro, feitos por tuk-tuk, mas imagino que possam ser feitos à pé. E ainda, são muito similares aos do Oeste. Acabei fazendo os tours com um argentino e conhecemos duas mexicanas nos templos Oeste que estavam com um guia. Ah, e as imagens eróticas são umas 4 ou 5 diferentes apenas. Dispensável, na minha opinião.
VARANASI
A cidade é a atração em si. Mesmo tendo vários templos, isso pode ser visto em diversas outras cidades da Índia.
Varanasi é conhecida por estar à beira do rio Ganges, onde vários fiéis tomam banho para purificar suas almas e prestar suas homenagens. Também é onde são jogadas as cinzas dos diversos corpos cremados nos diversos burning ghats. Ainda, crianças, grávidas, animais, entre outros seres considerados sagrados, não passam pelo ritual de cremação, mas são afundados no rio com uma pedra amarrada ao corpo. É claro que o rio aqui é impróprio para banho.
2 dias inteiros podem ser suficientes. Mas também é possível ficar 5 e todo dia haverá um movimento diferente nas diversas escadarias/ghats da cidade.
Todas as noites, às 18h30, há a cerimônia no Dashashwamedh Ghat mas é bom chegar antes das 18h para encontrar um bom lugar, pois lota.
Um pouco mais ao norte no Meer Ghat há uma cerimônia menor e bem menos aglomerada, que praticamente só pode ser vista se vc estiver com outro indiano.
Já no Manikarnika Ghat, um dos principais burning ghats, que funciona 24 horas todos os dias do ano, é bem fácil de ver o ritual de cremação, mas não é permitido tirar fotos em respeito às famílias dos mortos. Aqui fui abordado por um cidadão que veio me explicar como funciona o ritual e acabou me levando para ver todo o ghat (senti o calor do fogo queimando bem nas orelhas, imaginando depois como seria no calor do verão). A história resumida é que ele trabalha como voluntário em um asilo, onde idosos de todo o país vem ao final de suas vidas para poder morrer em Varanasi, a cidade mais sagrada da religião hindu, ele acredita muito no karma e precisa de doação para compra de madeira para a cremação, que custa Rs.120 o quilo e você pode deixar quantos quilos quiser. Acabei não deixando nada, mas acho que ele estava mais interessado em me vender marijuana que eu doasse alguma coisa para ele... já que eu estava meio maltrapilho nesse dia e meus cabelos e barbas já bem grandes.
Também é possível fazer um passeio de barco e ver o amanhecer desde o Ganges, mas acabei não fazendo por haver muita neblina e não queira acordar às 5h30 hehehe... há passeios em outros horários também (Rs.70-150).
DELHI
* Lotus Temple = Grátis
* Red Fort = Rs.500
* Mosque = Rs.300
Achei a cidade sem graça, grande demais, já meio ocidentalizada e meio que vem perdendo sua identidade. Se eu tivesse um roteiro mais flexível, teria passado apenas 1 dia por aqui só para pegar o voo de saída do país.
O aeroporto é conectado por um trem expresso (Rs.80) que te deixa na estação New Delhi, onde é possível ainda seguir de metrô (Rs.8-20).
AMRITSAR
* Golden Temple = Grátis
* Waga Border = Rs. 500 o Tuk-Tuk ou Rs. 100 num Tuk-Tuk coletivo (espera juntar 10 pessoas e vai, todos indianos).
Não achei (opinião pessoal) imperdível visitar a cidade. Tivemos como guia um camarada do sul da Índia que visita o templo todo ano e nos explicou bastante sobre a religião Punjabi. Se o assunto interessa, mas o tempo é mais curto, conheci gente que visitou um templo Punjabi em Delhi. Se eu pudesse ter trocado esse 1,5 dia na cidade por mais dias em Rishikesh, não teria achado nada ruim.
RISHIKESH
Aqui é tempo de paz, de yoga, de relaxar e descansar. É meditar, aprender a cozinhar e nadar no Ganges para se abençoar.
Olá pessoal,
Realizei uma viagem de 30 dias no começo do ano e, já um pouco atrasado, segue o relato com custos e algumas considerações. Em algum momento eu perdi um pedaço das minhas anotações; já as fotos, vou ficar devendo nesse primeiro momento, pois estou sem acesso a computador, mas tem algumas no Instagram
ROTEIRO: CIDADE (DIAS)
Jaipur (3) - Jaisalmer (3) - Jodhpur (1) - Udaipur (4) - Agra (2) - Khajuraho (1) - Varanasi (3) - Delhi (3) - Amritsar (2) - Rishikesh (6) - Delhi (2)
VISTO
Optei pelo menos burocrático: o e-visa single entry e 30 dias. Esse link do pessoal do 360meridianos explica bem como tirar o visto: http://www.360meridianos.com/2014/12/visto-india-internet.html
Visto (USD 50): https://indianvisaonline.gov.in/visa/info1.jsp
Precisa ser feito com 34 dias antes da viagem ou menos
TREM
Todos os deslocamentos foram feitos de trem noturno, com exceção de Jodhpur - Udaipur (5h de Bus comprado no mesmo dia), já comprados desde o Brasil, classe AC3. Preços entre US$11-18 (e já economizando uma noite de hostel). A cama ideal para mim era a Side Upper (você escolhe no momento da compra), pois é mais "privativo" e não tão alta assim. Para quem quiser economizar ainda mais, a classe Sleeper possui a mesma configuração, apenas um pouco mais frio e (bem) mais sujo.
Para ajudar a entender a compra de passagens, esse link aborda bem (http://www.seat61.com/India.htm). Em resumo, é necessário realizar um cadastro no site da Cia. Indiana (irctc.co.in), enviar um email com a cópia do passaporte e aguardar uns dias; cadastro no Cleartrip e a compra pelo mesmo. O app deles é excelente e sem fee algum.
Para quem gosta de planejar bem a viagem (tipo 3 meses de antecedência) e já chegar com roteiro fechado, o trem vai ser muito fácil, barato e sem dores de cabeça.
MOEDA
O dólar é mais valorizado que o euro por lá, diferença de 4-5% (vs. 6,5-7%), mas fui com euros por estar vindo da Europa. 100 INR = 1,50 EUR
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Viajar sozinho não é fácil por aqui. Sempre vai sair mais caro para dividir o transporte (os Tuk-tuks, aqui chamados de Auto Rickshaw), tours, guias, e muitas vezes os pratos, cada um que alimenta uma família toda hehehe
Em restaurantes simples e limpos, é possível encontrar refeições por Rs.120-150 já incluso 2 chapatis. Em restaurantes mais arrumados, um prato não deve passar de Rs.300. Após 2 semanas, você já vai estar comendo por cerca Rs.60-80 em restaurantes ao lado da estação de trem e uma das melhores que comi. Comida de rua é ainda mais barato e não passei mal nenhuma vez. Esses preços são para pratos vegetarianos, que são deliciosos.
O Uber funciona bem em diversas cidades como Jaipur, Udaipur, Varanasi, e uma dica era simular (pelo google maps msm) uma corrida para ter um preço base para os Tuk-Tuks. Em teoria, 1km = Rs.10, para turistas, o dobro. Tente negociar para chegar entre esses valores.
JAIPUR
* City Palace = Rs. 300
* Hawa Mahal = Rs. 300
* Amber Fort = Rs. Xxx + Rs. 200 de Tuk-Tuk ou Rs. 20 no AC Bus local
Jaipur foi a Índia em si para mim. Caminhar pela Pink City é aquela loucura da Índia que você espera. Excelente opção como primeira cidade, mas não visitaria nenhuma dessas atrações citadas acima. Me disseram que o City Palace é apenas para vendas para turistas; o Hawa Mahal basta passar pela frente; e o Amber Fort achei bem menos impressionante que o de Jodhpur e o de Udaipur.
JAISALMER
* Noite no Deserto = Rs. 1500-1800 no tour menos turístico (sem levar à vilazinha, menos gente e sem maus tratos aos camelos). O outro tour é realizado por Rs. 900-1000
* Pode-se ir caminhando até o Gadisagar Lake para ver o pôr do sol, mas não é must see. Ainda, é possível conhecer uns Havelis e Jain Temples, mas eles cobram entrada.
JODHPUR
* Blue Fort = Rs. 600 + Rs. 100 para uso da câmera/celular
* É possível utilizar o cloack room e locker dá estação de trem, visitar a cidade e depois seguir viagem para Udaipur, por exemplo.
UDAIPUR
* City Palace = Rs. 300 + Rs. 300 para uso da câmera/celular
* City Palace = Rs. 30 para andar apenas por fora. Vale muito para admirar a beleza do lago Pichola.
Essa foi a cidade mais fotogênica nos meus 30 dias de Índia e o pôr do sol no lago é indescritível.
AGRA
Cidade do Taj Mahal (Rs.1000) e isso basta. Há também o Agra Fort (Rs.550), mas: (1) ouvi falar que o Red Fort em Delhi seria mais interessante, (2) após o Rajastão já estava cansado de fortes e palácios, e (3) Depois do Taj, pra quê ver mais alguma coisa hahaha... até conheci gente que pretendia nem dormir na cidade.
Para a visita em si, uns preferem ir ao amanhecer, quando o monumento abre (muitos monumentos abrem ao amanhecer e fecham ao anoitecer, portanto varia da época do ano) para o nascer do sol e há menos gente, mas havia muita neblina. Ouvi falar bem de quem foi às 16h e pegou boa luz e o pôr do sol lá, mas acabei indo por volta das 9h30-10h junto com a turma e ficamos até às 14h quando a fome bateu e o local já estava muito cheio. Não é recomendável levar comida e não deixam entrar com mochila e mulheres devem evitar bolsas muito grandes (na própria bilheteria há local para guardar. Na dúvida, pergunta lá ou no hostel).
À direita do portão leste, há uma área para ver o pôr do sol, por fora do Taj e o sol de pondo atrás dele.
Nos arredores da cidade existe a cidade de Fatephur Sikri, mas acabei ficando conversando com um argentino e uma mexicana que tinha conhecido e a ideia não vingou. Há ainda outras cidades para bate-volta que não lembro agora.
KHAJURAHO
Apesar de inicialmente eu ter achado uma boa ideia fazer esse pit stop entre Agra e Varanasi, a cidade não tem tanto para oferecer em um dia inteiro (cheguei antes das 9h e o trem sairia às 23h50). Há a opção de um passeio de um dia inteiro para as cachoeiras (Rs. 150 + 200 do tuk-tuk), aí pode valer a estadia na cidade, mas é preciso atenção na marcação do trem para Varanasi, pois não é diário, apenas 3x na semana.
Existem os templos Oeste (Rs.500) que ficam no centro da cidade e os templos leste e sul, esses gratuitos, menores e mais afastados do centro, feitos por tuk-tuk, mas imagino que possam ser feitos à pé. E ainda, são muito similares aos do Oeste. Acabei fazendo os tours com um argentino e conhecemos duas mexicanas nos templos Oeste que estavam com um guia. Ah, e as imagens eróticas são umas 4 ou 5 diferentes apenas. Dispensável, na minha opinião.
VARANASI
A cidade é a atração em si. Mesmo tendo vários templos, isso pode ser visto em diversas outras cidades da Índia.
Varanasi é conhecida por estar à beira do rio Ganges, onde vários fiéis tomam banho para purificar suas almas e prestar suas homenagens. Também é onde são jogadas as cinzas dos diversos corpos cremados nos diversos burning ghats. Ainda, crianças, grávidas, animais, entre outros seres considerados sagrados, não passam pelo ritual de cremação, mas são afundados no rio com uma pedra amarrada ao corpo. É claro que o rio aqui é impróprio para banho.
2 dias inteiros podem ser suficientes. Mas também é possível ficar 5 e todo dia haverá um movimento diferente nas diversas escadarias/ghats da cidade.
Todas as noites, às 18h30, há a cerimônia no Dashashwamedh Ghat mas é bom chegar antes das 18h para encontrar um bom lugar, pois lota.
Um pouco mais ao norte no Meer Ghat há uma cerimônia menor e bem menos aglomerada, que praticamente só pode ser vista se vc estiver com outro indiano.
Já no Manikarnika Ghat, um dos principais burning ghats, que funciona 24 horas todos os dias do ano, é bem fácil de ver o ritual de cremação, mas não é permitido tirar fotos em respeito às famílias dos mortos. Aqui fui abordado por um cidadão que veio me explicar como funciona o ritual e acabou me levando para ver todo o ghat (senti o calor do fogo queimando bem nas orelhas, imaginando depois como seria no calor do verão). A história resumida é que ele trabalha como voluntário em um asilo, onde idosos de todo o país vem ao final de suas vidas para poder morrer em Varanasi, a cidade mais sagrada da religião hindu, ele acredita muito no karma e precisa de doação para compra de madeira para a cremação, que custa Rs.120 o quilo e você pode deixar quantos quilos quiser. Acabei não deixando nada, mas acho que ele estava mais interessado em me vender marijuana que eu doasse alguma coisa para ele... já que eu estava meio maltrapilho nesse dia e meus cabelos e barbas já bem grandes.
Também é possível fazer um passeio de barco e ver o amanhecer desde o Ganges, mas acabei não fazendo por haver muita neblina e não queira acordar às 5h30 hehehe... há passeios em outros horários também (Rs.70-150).
DELHI
* Lotus Temple = Grátis
* Red Fort = Rs.500
* Mosque = Rs.300
Achei a cidade sem graça, grande demais, já meio ocidentalizada e meio que vem perdendo sua identidade. Se eu tivesse um roteiro mais flexível, teria passado apenas 1 dia por aqui só para pegar o voo de saída do país.
O aeroporto é conectado por um trem expresso (Rs.80) que te deixa na estação New Delhi, onde é possível ainda seguir de metrô (Rs.8-20).
AMRITSAR
* Golden Temple = Grátis
* Waga Border = Rs. 500 o Tuk-Tuk ou Rs. 100 num Tuk-Tuk coletivo (espera juntar 10 pessoas e vai, todos indianos).
Não achei (opinião pessoal) imperdível visitar a cidade. Tivemos como guia um camarada do sul da Índia que visita o templo todo ano e nos explicou bastante sobre a religião Punjabi. Se o assunto interessa, mas o tempo é mais curto, conheci gente que visitou um templo Punjabi em Delhi. Se eu pudesse ter trocado esse 1,5 dia na cidade por mais dias em Rishikesh, não teria achado nada ruim.
RISHIKESH
Aqui é tempo de paz, de yoga, de relaxar e descansar. É meditar, aprender a cozinhar e nadar no Ganges para se abençoar.
Abraço.