Como vários aqui, aproveite a promoção da Taag no fim de 2016 e comprei passagens por R$600 ida e volta + taxas (total de R$1400 por pessoa) para Moçambique.
Antes de falar da viagem vou dar as dicas do pré-viagem:
- Visto: http://www.mozambique.org.br/ - R$250 entrada única e R$600 múltiplas entradas. Isso significa que, no primeiro, você pode entrar apenas uma vez (quando chega no país), enquanto que no segundo você pode sair pelas várias fronteiras, conhecer outros países e voltar. Eu paguei o visto simples e acabei saindo pra ir pro Kruger. Quando voltei tive que comprar um visto simples novo na fronteira - o que acabou saindo mais barato do que ter comprado o múltiplo, na real, mas a dor de cabeça, olha...não sei se vale muito a pena.
- Dinheiro: O metical (MZN) é uma moeda bastante desvalorizada. Com passagem + hospedagem + fazer tudo o que fiz + refeições saiu R$5000. Poderia ter economizado mais, mas estava com minha mãe e ela não quer ter trabalho de lavar a louça ou se preocupar com isso enquanto viaja, então saímos pra comer todos os dias. Compre dólar, leve o máximo possível em espécie; nós levamos o Travel Money Card, mas cada saque (em Maputo tem ATMs por tudo quanto é canto) cobra uma taxa de USD20. Ou seja, a gente meio que se fodeu (médio, já que pra comer, pelo menos, todos os lugares aceitavam cartão).
- Hospedagem: procure AirBnB. Ou pesquise muito sobre os lugares onde estão os hoteis. Maputo é uma cidade muito pequena, a mesma rua pode começar em uma área super tranquila e terminar em um lugar meio esquisito. Os mais caros ficam em áreas melhores...mas são mais caros.
- Comunidade brasileira: existe uma por lá, vale a pena pesquisar e procurar pessoas que moram por lá e podem te ajudar com o básico (onde ir, onde não ir, etc). Eles salvaram a gente logo quando a gente chegou. A maioria dos brasileiros em Moçambique hoje são missionários, mas tem uma parte que vive há anos por lá que não é e pode te dar dicas valiosíssimas.
- Doenças: pra sair do Brasil precisa do cartão internacional contra Febre Amarela. Isso vão te pedir várias vezes (como nosso vôo fez escala em Luanda, acredito que tenham pedido pelo menos umas 4 vezes ao longo do percurso). Malária e cólera são doenças reais lá: a cólera é passada por alimentos e água contaminada (então evite saladas em restaurantes e não caia na água a menos que te digam que é própria para banho), a malária por mosquito (repelente normal dá conta do recado). Com os cuidados certos você pode voltar inteiraço, que nem eu.
- Segurança: Money belt (aquelas pochetes que ficam dentro da calça) SEMPRE. Cópia do passaporte ali dentro SEMPRE. Mochila virada pra frente SEMPRE. À noite prefira andar de táxi (e, assim como no Rio, prefira táxis de pontos ou recomendações - lá tem algumas pessoas que trabalham como taxistas em carros de passeio, como Uber -, evite pegar na rua), sempre combine o preço da corrida antes de começar. Lá não existe roubo à mão armada (armas de fogo são raras fora do Exército e da Polícia), mas furtos são uma constante. Olho aberto. É impossível tentar se passar por local quando 98% da população é negra de pele bem escura, então nem tente ser malandro. Abrace o turista que existe em você e siga em frente.
- Roupas: África é quente né queridos, nem precisa dizer. Mas às vezes venta, e o vento é bem fresquinho, até. Sou do Rio e estou acostumada com calor, mas o sol de lá é realmente diferente: ele queima MUITO. Passe protetor solar, vai por mim. Agora, as pessoas em Moçambique são muito reservadas. Shorts e roupas curtas na rua só pra quem é turista, galera lá anda de calça jeans, saias longas e homens de terno o tempo todo, não importa o clima. Como eu disse ali em cima, você não vai conseguir se passar por local, o que significa que pra você usar uma bermuda é OK, mas evitemos shorts, saias e blusas muito curtas, ok? Por respeito à cultura local.
(PARTE I)
Olá nação mochileira!
Como vários aqui, aproveite a promoção da Taag no fim de 2016 e comprei passagens por R$600 ida e volta + taxas (total de R$1400 por pessoa) para Moçambique.
Antes de falar da viagem vou dar as dicas do pré-viagem:
- Visto: http://www.mozambique.org.br/ - R$250 entrada única e R$600 múltiplas entradas. Isso significa que, no primeiro, você pode entrar apenas uma vez (quando chega no país), enquanto que no segundo você pode sair pelas várias fronteiras, conhecer outros países e voltar. Eu paguei o visto simples e acabei saindo pra ir pro Kruger. Quando voltei tive que comprar um visto simples novo na fronteira - o que acabou saindo mais barato do que ter comprado o múltiplo, na real, mas a dor de cabeça, olha...não sei se vale muito a pena.
- Dinheiro: O metical (MZN) é uma moeda bastante desvalorizada. Com passagem + hospedagem + fazer tudo o que fiz + refeições saiu R$5000. Poderia ter economizado mais, mas estava com minha mãe e ela não quer ter trabalho de lavar a louça ou se preocupar com isso enquanto viaja, então saímos pra comer todos os dias. Compre dólar, leve o máximo possível em espécie; nós levamos o Travel Money Card, mas cada saque (em Maputo tem ATMs por tudo quanto é canto) cobra uma taxa de USD20. Ou seja, a gente meio que se fodeu (médio, já que pra comer, pelo menos, todos os lugares aceitavam cartão).
- Hospedagem: procure AirBnB. Ou pesquise muito sobre os lugares onde estão os hoteis. Maputo é uma cidade muito pequena, a mesma rua pode começar em uma área super tranquila e terminar em um lugar meio esquisito. Os mais caros ficam em áreas melhores...mas são mais caros.
- Comunidade brasileira: existe uma por lá, vale a pena pesquisar e procurar pessoas que moram por lá e podem te ajudar com o básico (onde ir, onde não ir, etc). Eles salvaram a gente logo quando a gente chegou. A maioria dos brasileiros em Moçambique hoje são missionários, mas tem uma parte que vive há anos por lá que não é e pode te dar dicas valiosíssimas.
- Doenças: pra sair do Brasil precisa do cartão internacional contra Febre Amarela. Isso vão te pedir várias vezes (como nosso vôo fez escala em Luanda, acredito que tenham pedido pelo menos umas 4 vezes ao longo do percurso). Malária e cólera são doenças reais lá: a cólera é passada por alimentos e água contaminada (então evite saladas em restaurantes e não caia na água a menos que te digam que é própria para banho), a malária por mosquito (repelente normal dá conta do recado). Com os cuidados certos você pode voltar inteiraço, que nem eu.
- Segurança: Money belt (aquelas pochetes que ficam dentro da calça) SEMPRE. Cópia do passaporte ali dentro SEMPRE. Mochila virada pra frente SEMPRE. À noite prefira andar de táxi (e, assim como no Rio, prefira táxis de pontos ou recomendações - lá tem algumas pessoas que trabalham como taxistas em carros de passeio, como Uber -, evite pegar na rua), sempre combine o preço da corrida antes de começar. Lá não existe roubo à mão armada (armas de fogo são raras fora do Exército e da Polícia), mas furtos são uma constante. Olho aberto. É impossível tentar se passar por local quando 98% da população é negra de pele bem escura, então nem tente ser malandro. Abrace o turista que existe em você e siga em frente.
- Roupas: África é quente né queridos, nem precisa dizer. Mas às vezes venta, e o vento é bem fresquinho, até. Sou do Rio e estou acostumada com calor, mas o sol de lá é realmente diferente: ele queima MUITO. Passe protetor solar, vai por mim. Agora, as pessoas em Moçambique são muito reservadas. Shorts e roupas curtas na rua só pra quem é turista, galera lá anda de calça jeans, saias longas e homens de terno o tempo todo, não importa o clima. Como eu disse ali em cima, você não vai conseguir se passar por local, o que significa que pra você usar uma bermuda é OK, mas evitemos shorts, saias e blusas muito curtas, ok? Por respeito à cultura local.