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Faael Pimentel

CACHOEIRA DO BOM JARDIM. ITAETÊ, BAHIA

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Caro leitor (a). Nesse relato será apresentado o percurso feito por Caíque, Eduardo, Fael, Fafau e Green na cidade de Itaetê, localizado na Região da Chapada Diamantina, precisamente no povoado do baixão, particularizando a trilha da Cachoeira do Bom Jardim. Nesse roteiro foi decidido pelos membros do grupo as caminhadas nas trilhas com o auxílio do guia e líder comunitário do assentamento rural do Baixão, Orlando Bernadino. Todos os detalhes da Trilha da Cachoeira da Encantada (por baixo) serão apresentados no texto abaixo.

 

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OBSERVAÇÕES:

 

- Esse relato está desmembrado das trilhas nos municípios de Nova Redenção/BA e Itaetê/BA, no ano de 2015, partindo de Salvador/BA;

- Só foi publicado recentemente pelo fato de está muito atarefado, principalmente com o trabalho diário e estudos com produção acadêmica;

- Do ano que foi realizado, até o presente momento, não houve mudanças a respeito da trilha. Quanto a valores pode ter ocorrido alterações;

- Quem for de ônibus, a empresa atual é a Cidade Sol. Antes era a Águia Branca;

 

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- Itaetê, 04 de julho de 2015 – Sábado.

 

 

# - Trilha do Bom Jardim.

 

O sol nasceu as 06:10 da manhã, num dia ensolarado e com poucas nuvens, o clarão despertou Fael, que dormiu na sala, em uma barraca, e ficou aguardo os demais levantarem para o café da manhã.

 

As 07:00 da manhã o grupo estava na mesa saboreando o belo café da manhã preparado pela esposa de Orlando. Pães, aimpim, sucos, biscoitos, variedades de alimentos estavam à disposição para encarar a trilha do dia.

 

No dialogo, Eduardo ressaltou ao grupo que a trilha seria a Cachoeira do Bom Jardim. Pois ele queria muito fazer, e, pelas fotos, parecia ser uma queda muito bonita.

 

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O objetivo inicial estava entre a Cachoeira do Herculano e do Bom Jardim. Mas ficou para ser decidido no dia, devido a Eduardo e Green já terem feito essa cachoeira. Como o grupo é unido e toma as ações pensando no conjunto, ficou decidido em fazer a Cachoeira do Bom Jardim, pelo fato de ninguém ter feito e ser pouco conhecida no circuito da Chapada Diamantina.

 

As 08:30, Caíque, Fael, Fafau, Eduardo e Green seguiram para o carro, enquanto Orlando foi em sua moto. Com todos prontos, Orlando foi à frente para orientar a Estrada que Eduardo deveria seguir.

 

A estrada é vicinal, entre os assentamentos demarcados no município de Itaetê/BA, a maioria todas cascalhadas e precisando de manutenção. Pela atenção e as condições da estrada, o trecho durou, em torno, de 40 minutos, até o inicio da trilha que está localizada em uma propriedade particular em um dos assentamentos do município de Itaetê, chamado Colônia.

 

No local possui uma área para estacionamento. Essa trilha, como a maioria das trilhas do município de Itaetê/BA, necessitam de algum veiculo para ser feitas, pois a localização delas está distante das acomodações que o trilheiro está hospedado. O lugar mais próximo, e de referência para se hospedar no município, é o rancho floresta do amigo Orlando. Por isso essas áreas de estacionamento para carros, pois há uma necessidade do veículo para chegar até o inicio das trilhas oficiais.

 

O inicio da trilha está em uma cerca, ao lado de uma casa de Adobe de propriedade particular. Muitos bovinos são encontrados no local, dando um pouco de susto para quem está passando. No momento o proprietário estava no local, e com uma saudação simples, cumprimentou a todos do grupo e desejou uma boa trilha.

 

Em trecho batido, Orlando liderava a caminhada com os demais. Mais a frente as características paisagísticas da trilha muda, passando de um assentamento com pasto e vegetação de médio porte caracterizada por espécies da Caatinga, para uma vegetação arbórea, preservada, concentradas na margem de um rio que passa entre as grandes árvores.

 

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# - “Vale da lua”.

 

Adentrando o percurso caracterizado pela vegetação de grande porte, Orlando seguiu pela trilha batida, em boa parte, na margem direita do rio, atravessando cercas e porteiras, construídas para delimitar o espaço que os bovinos dos assentados devem estar. Na trilha existem dois trechos de cercas e uma porteira, sendo que as cercas devem ter certo cuidado por conta dos arames farpados que estão muito próximos, podendo ocasionar um acidente. Contudo, a passagem foi tranquila, pois Orlando instruía o grupo e os mesmos passavam com tranquilidade, sem nenhum problema ocasionado.

 

Esse trecho finaliza até no leito do rio (que não sei o nome), sendo que deve ser atravessado e seguir na trilha no lado oposto, bastante fofa, com aparência de trechos de praia, pela quantidade de areia e sua densidade.

 

Pequenos riachos e quedas surgem ao lado direito da trilha, sinalizando que há reserva de água próximo. Orlando chama o grupo e avisa que tem uma cachoeira ao lado, que seria um ponto para descanso. Mas, antes de chegar a queda, Orlando destaca um trecho que o grupo vai passar e se encantará pela formação e características da paisagem, chamado Vale da Lua.

 

Caminhando por alguns minutos, Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando saíram de uma mata arbórea para uma grande área rochosa, com uma pequena queda, comprida, com um nível de água considerado. O rio, possivelmente, é o mesmo que está mais abaixo, que caracteriza a grande vegetação após a área de pastagem e cultivo. Acima estar a superfície que é conhecida pelo nome de Vale da Lua, pois as formações rochosas e o relevo acidentado proporcionam formas que são parecidas com a “lua”, fazendo o jus ao nome. Antes de observar o “vale da lua”, o grupo fez uma pausa para se banhar nas belas quedas geladas abaixo.

 

Vale ressaltar que a superfície abaixo do vale da lua é bastante escorregadia, fazendo que o grupo se concentrasse na hora e caminhar.

 

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# - Cachoeira dos Duendes.

 

Ao lado direito do “vale da lua” está localizada a Cachoeira dos Duendes. Com quase 10m de queda, ou até mais, a cortina d água possui uma beleza particular. A mesma está “escondida“ entre a vegetação, possui um pequeno poço que dá para nadar e relaxar com um bom banho, além de proporcionar uma boa massagem em suas quedas. Como foi falado em parágrafos anteriores, tinha chovido alguns dias antes no local onde estão inseridas essas cachoeiras e o nível dos rios próximos tinham se elevado. Por esse fato a cachoeira estava com uma queda relativamente bonita. Sabendo-se que não tem a certeza se a mesma é perene ou não.

 

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# - Cachoeira do Bom Jardim.

 

Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando fizeram outra parada na Cachoeira dos Duendes, curtindo com um bom banho e aproveitando o máximo a atração.

 

As 11:00, o grupo voltou até o vale da lua e seguiu pela trilha batida na superfície rochosa, chegando até uma tubulação de ferro. Um pouco mais a frente está uma bifurcação.

 

Seguindo a esquerda a trilha vai até o “santuário dos cristais, lugar onde se concentra fragmentos de minerais de quartzo, a frente a trilha tem como o destino o principal atrativo da trilha: a Cachoeira do Bom Jardim.

Em uma rápida consulta, todos concordaram em apreciar a Bom Jardim e posteriormente seguir até o “santuário dos cristais” com o percurso inverso até o assentamento rural do baixão.

 

Alguns metros do ponto da bifurcação, a frente, já se podia observar a belíssima Cachoeira do Bom Jardim, de longe, mas dava para imaginar a beleza que é a cachoeira. Num primeiro momento, Caíque, Eduardo, Fafau, Fael e Green ficaram surpresos porque a Cachoeira, para eles, parece ser mais bela do que imaginaram.. Além disso, a cortina d água estava com um nível de água considerada, pelo fato das chuvas anteriores. Vale ressaltar que a Cachoeira do Bom Jardim, em período de escassez de chuvas, a queda fica, praticamente, seca. Atualmente estão disponíveis alguns registros fotográficos da Cachoeira com pouquíssima água, frustrando aqueles que gostam em observar as quedas com seu grande volume para banhos, fotografias etc.

 

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A trilha continua entre os rochedos, margeados por arbustos e vegetação de pequeno porte. A frente está uma bifurcação que tem como destino final o mesmo lugar. A frente a trilha segue em um caminho desnivelado, onde o rio segue, onde é necessário “escalaminhar” um trecho, próximo a cascata (só se forma quando o leito do rio está com um nível de água elevado), chegando até o imenso poço. A direita, o caminho contorna acima do poço, saindo de frente a Cachoeira. Orlando argumentou que existe outra trilha que da o acesso ao topo da cachoeira, sendo feito por cima. Mas esse trecho será feito em outra oportunidade. Optando pelo primeiro trecho, Caíque, Eduardo, Fael, Fafau, Green e Orlando seguiram escalaminhando na margem esquerda da cascata, atravessando a mesma até ao lado direito, tendo como destino final o poço da Cachoeira do Bom Jardim.

 

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Com 80m de queda, aproximadamente, a Cachoeira do Bom jardim encanta pela sua simplicidade e calmaria do lugar. Por ser pouco frequentado o atrativo está preservado, sem rastros deixados pelos visitantes. Além disso, os condutores dos assentamentos (especialmente Orlando) tem muito cuidado com os turistas e trilheiros que levam, ressaltando sempre a preservação e o respeito ao chegar e sair das trilhas.

 

Seu poço arredondado é grande (para a surpresa do grupo) e com profundidades ainda desconhecidas. Existe um ponto em que se pode pular, essa parte vai para os loucos. Caíque, Fafau, Green e Orlando pularam, de uma altura mais ou menos de 20m.

 

Existe uma trilha, na esquerda, que da para “escalaminhar” e chegar no paredão que está a queda, numa altura com mais de 10m. Eduardo fez esse trecho e se banhou nos altos paredões do Bom Jardim. Chegando o destino, o grupo permaneceu por lá até o inicio da tarde, regressando as 14:30.

 

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# - Santuário dos Cristais.

 

Chegando na tubulação, o grupo se direcionou, a direita,, em direção ao “santuário dos criatais”. Do poço da Cachoeira Bom Jardim, até o santuário, a caminhada durou em torno de 15 minutos, pois a volta foi pelo trecho que contorna o poço e o rio acima. Por la, observaram alguns minerais de quartzo, deixando o material no local e voltaram, pelo caminho inverso da trilha, até o estacionamento. A chegada ao assentamento foi as 17:30.

 

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