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Murilo Andrade

Macapá-Belém-Marajó

Posts Recomendados

Boa tarde, galera!

Irei fazer uma viagem na região norte, iniciando em Macapá (08/09), indo de barco para Belém (10/09) e dali para a ilha do Marajó (12/09).

Quem tiver dicas e conselhos para oferecer, agradeço muito. :D

Se alguém estiver lá nessas datas, fala aqui também rs

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MACAPÁ:

07 – 09 – 2017:

Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando na madrugada em Belém. Em razão do meu cansaço e do fato do meu voo para Macapá só sair depois de meio dia, fui para um hotel (Hotel Val de Cans) próximo ao aeroporto, descansar. Já sentindo o `mormaço` do Norte, na manhã seguinte, ao abrir a porta do quarto e sair do ar condicionado, meus óculos chegaram a embaçar rsrs

Viagem impressionante de Belém para Macapá, sobrevoando a floresta amazônica:

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Cheguei em Macapá a tarde, pouso lindo, na única capital sem ligação terrestre com o resto do Brasil, observando a cidade as margens do imponente Amazonas. Uber não tinha carros, fui salvo pelo 99Taxi (muitos carros), até o Macapá Shopping, e pelo onibusmacapa.com.br (os ônibus demoravam, mas eram confiáveis nas rotas), até meu local de hospedagem.

Tinha reservado com Thiago (um capixaba que estuda medicina, ), pelo Airbnb, que mora em um condomínio já fora da cidade, no extremo oposto do aeroporto. Dei o azar de viajar bem na data do concurso da Polícia Civil do Amapá, em resumo, cidade lotada rsrs.

Por outro lado, o anfitrião muito gente boa e o apto dele com uma boa estrutura (ar condicionado : D ) e muito seguro.

Tirei o resto do dia para descansar.

 

08 – 09 – 2017:

Dia de conhecer a cidade.

Primeiro lugar foi o Marco Zero, local que marca exatamente a linha do Equador que corta a cidade de Macapá. Sensação de estar exatamente no meio do mundo. Primeira dica, beba muita água, toda hora, sem parar.

Logo ali ao fundo, o estádio municipal (Zerão), no qual cada time joga de um lado do globo:

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Ali há uma pequena estrutura turística, com guias e uma loja de souvenires.

Saindo do Marco Zero, fui para a Orla da cidade...finalmente ver o Rio Amazonas cara a cara. Imponente, única palavra para descrever a imensidão do rio. A orla conta com uma série de barracas/restaurantes e é bem movimentada:

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Parti direto para o Forte São José de Macapá, o maior forte colonial do Brasil. Uma estrutura muito interessante, gostei demais. Destaco a receptividade da equipe do local, bate papo muito bom com o pessoal sobre o local, sobre o povo e a terra amapaense. Todos muito orgulhosos de suas raízes.

Muralha exterior do forte:

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Uma das torres de observação do Forte:

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09 – 09 – 2017

Meu objetivo era conhecer a Ilha de Santana com o pessoal da Amapa EcoCamping (falei com o guia Victor, super disponível, 96 98100-3928). Infelizmente, não foi possível, diante da falta de pessoas para completar o grupo para o passeio.

Diante disso, fui para o centro da cidade, passear mais e comprar minha passagem de barco e a, tão fundamental, rede de dormir. Descobri que o barco somente sairia as 19:00hs (culpa do concurso, mais uma vez) e não mais as 10:00hs, como havia visto no site. Seria uma longa espera.

Como baiano é bicho espalhado pelo mundo, encontrei um, de Santo Amaro, que trabalhava em uma barraca na orla. Quando pedi o suco, na hora ele identificou meu sotaque de baiano. Bom papo.

Macapá, definitivamente, não é uma cidade turística, falta-lhe estrutura para isso. Mas, para quem pretende conhecer um pouco mais dos brasis que existem dentro do nosso país, vale a pena demais, tanto pelos marcos históricos e geográficos da cidade quanto pelo seu povo, extremamente receptivo.

10 – 09 – 2017

Dia de iniciar a viagem para Belém. Dormi até mais tarde para descansar o máximo possível e me preparar para essa aventura.

Cheguei no Porto do Grego, na cidade de Santana, a tarde. Lá estava o navio motor Breno, no qual viajaria até Belém:

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Tratei de escolher um bom lugar no último andar do barco...tão perto do bar, tão distante de Deus kkkk

Minha rede é a 4º, ao lado da pilastra. Dica: escolha sempre ficar ao lado de alguma pilastra, pois você ganha espaço livre (e, tenha certeza, cada centímetro é disputadíssimo kk), tem um local para apoiar e prender sua mochila e se segurar na hora que o barco balança demais (em poucos momentos, mas quase me arrependi da viagem nesses momentos rs):

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O barco contava com três andares, sendo dois para redes e um para mercadorias (de cestos de açaí à carros), conta com diversos banheiros, bebedouros e um bar/lanchonete com música 24hs rs. Existem também cabines privadas, mas o interessante mesmo é estar no meio da galera kk.

Passei a tempo vendo o intenso movimento de pessoas, barcos e mercadorias no porto e seu entorno, muito fervilhante. E muito, muito, muito tecnobrega rsrs

Incrível o atracamento do navio Ana Beatriz III, em menos de uma hora centenas de passageiros, toneladas de mercadorias, inclusive veículos, já tinham sido retirados do barco com ajuda de dezenas de ‘chapas’:

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Ali também comecei a ouvir histórias dos viajantes. Um rapaz que voltava para sua terra levando a frustração do desemprego no Amapá e uma garrafa de sangria para enfrentar a viagem. Uma mãe solteira com quatro filhos pequenos, inclusive um bebé, voltando para o Maranhão depois das desilusões em Macapá. Pai e filho mascates que levavam um carro de mercadorias para Brasília. Sem falar na grande quantidade de colegas advogados que haviam enfrentado o concurso da Polícia Civil do Amapá e retornavam para o Pará.

Todos prontos para zarpar, com suas redes a postos:

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Eu, preparado para enfrentar a longa jornada, após a partida as 20:00hs do navio do porto do Grego, em Santana:

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Mal sabia eu o que me aguardava logo mais a frente rs. Ao entrarmos em uma parte do rio Amazonas, o barco começou a balançar violentamente, acordei assustado. Fiquei sentado na rede, segurando na pilastra para evitar que fosse jogado contra as pessoas nas outras redes. Via uma certa tranquilidade nas pessoas ao meu redor, aparentemente acostumadas com aquela viagem rs.

Na hora em que um garotinho pediu-me que pegasse coletes salva-vidas para ele e sua família, bateu um arrependimento de ter inventado fazer aquela viagem, kkkkk, por via das dúvidas, peguei um colete para mim também.

Por volta das meia noite, o balanço parou. Consegui até dormir “tranquilo”, mesmo com o som de tecnobrega e muita conversa no bar logo ao lado da área das redes onde eu estava.

 

RIO AMAZONAS

11/09/2017

Acordei cedo, por volta das 06:00hs, em razão da algazarra geral do barco. Imediatamente desci ao refeitório para o café da manhã, fila enorme para o revezamento de grupos entrarem no pequeno espaço nos fundos do navio, comida simples, mas em boa quantidade.

Uma cena linda logo pela manhã, o sol nascendo por trás da floresta e refletindo nas águas do rio:

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Nessas primeiras horas do dia, navegávamos por canais do rio Amazonas, ladeado por paisagens que se revezavam entre mata fechada e casas isoladas ou pequenos povoados encravados na floresta:

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Encontramos uma infinidade de outras embarcações ao longo da viagem, de pequenas canoas à lanchas rápidas, de balsas de grãos à navios marítimos. Inclusive, passamos por uma navio de guerra da Marinha:

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Mas, para mim as imagens mais impressionantes e perturbadoras da viagem foram pequenas e frágeis canoas, na maioria das vezes guiadas por crianças, a espera de doações lançadas pelos barcos e navios que navegam por aquelas águas:

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11:20hs, hora do almoço, dessa vez pago, comida honesta e em boa quantidade. Mais uma vez, enfrentar uma grande fila rs.

Alguns instantes depois entramos no Furo de Santa Maria, na qual comecei a ter uma maior noção da grandiosidade do Rio Amazonas:

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Algumas horas depois entramos na baia do Guajará, onde o Amazonas encontra com o Rio Tocantins, um verdadeiro mar de água doce, inclusive com navios marítimos ao fundo, saindo do porto de Barcarena:

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Agora, a cena natural mais bela da minha viagem, o pôr do sol nas águas do Rio Amazonas:

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Noite chegou, hora de desarmar as redes e arrumar as bagagens:

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Visão de Belém a noite:

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Algumas considerações sobra a viagem em barco pelas águas da Amazônia:

- Todos os viajantes se mostram muito prestativos e receptivos, pois estão todos literalmente no mesmo barco, distantes de qualquer assistência exterior. De qualquer forma, é importante estabelecer um bom relacionamento com seus vizinhos de rede e ficar sempre atento ao seu entorno e com suas bagagens.

- Há bebedouros com “água mineral”, por via das dúvidas leve algum remédio para enjoo e problemas estomacais. Ter uma garrafinha de água é sempre bom.

- Os banheiros são bem “simples”, mas são usáveis com certa tranquilidade.

- O barco fornece café da manhã gratuito e almoço e jantar pagos. Além disso, há um bar/lanchonete que vende basicamente misto quente e refrigerantes, além de bebidas alcóolicas. Sempre válido levar biscoitos, barras de cereal, sucos e refrigerantes, por via das dúvidas.

- Por fim, destaco que essa é uma daquelas viagens para marcar a vida de qualquer pessoa, em razão do contato intermitente com uma natureza deslumbrante e com a realidade dos passageiros e ribeirinhos, muito diversa da que estamos acostumados nas latitudes mais baixas do país.

 

 

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BELÉM 01

11/09/2017

Cheguei em Belém por volta das 20:30hs, desembarcamos no Terminal Hidroviário da cidade.

Dali parti (Uber, finalmente kk) para o Galeria Hostel. O albergue muito amplo, com uma boa estrutura (ar condicionado : D) e uma localização perfeita, próximos a pontos de ônibus, táxi e do Boulevard Shopping de Belém. Destaco a prestatividade da equipe do hostel, sempre dando boas dicas e, inclusive, guardaram minha rede (que trouxe para casa kk) quando fui para o Marajó.

Decidi inaugurar logo minha tour gastronômica pelo Pará rsrs. Primeiro, tomar o tacacá no Tomaz Culinária do Pará:

 

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Diferente demais de tudo que já comi, tentei encontrar o sabor da farinha e aipim baiana, mas não consegui achar rs.

 

 

12/09/2017

Dia de conhecer a cidade de Belém.

Andei bastante de ônibus, usando o aplicativo Movit, confiável e fácil de usar.

Primeiro destino foi o complexo da Feliz Lustiânia, que concentra diversas construções no centro histórico de Belém, com museus (das 11 janelas, do círio), Igreja da Sé, Forte do Presépio e prédios públicos históricos. Há também, nas ruas os resquícios do primeiro bonde elétrico do Brasil.

A Igreja da Sé, na qual inicia-se o Círio de Nazaré, ou o Círio para os mais íntimos, que é uma festa onipresente nas conversas dos moradores de Belém:

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Logo ao lado está o Forte do Presépio, núcleo central e original da cidade de Belém, construído para proteger a entrada da baia do Guajará que dá acesso ao interior da Amazônia, assim como o Forte de São José de Macapá protege a outra entrada. Vista da muralha exterior a partir do fosso que cerca o forte:

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Fui também ao Museu Casa das 11 Janelas, ali ao lado. Um museu de arte contemporânea com um lindo e aprazível jardim aos fundos, com uma bela vista para a baia do Guajará. Parei para descansar um pouco, tomando uma água de coco, o que é sempre bom e recomendável no calor da Amazônia.

Agora, o Ver-O-Peso, uma diversidade de cheiros, cores e sabores inseridos em um verdadeiro mercado popular, sem qualquer maquiagem ou artificialidade. Ali estão os verdadeiros paraenses buscando seu açaí de cada dia:

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Quem passa por ali, ao menos tem que sentar nas barracas de sucos e aproveitar a diversidade de frutas amazônicas em todos os seus exóticos sabores. Com pavilhões divididos entre ervas medicinais, de frutas, de tucupi, de artesanato, de lanchonetes e de comércio de peixes, que fica naquele prédio azul ao fundo, que é o pavilhão símbolo do Ver-O-Peso.

Fui almoçar na Estação das Docas, um verdadeiro cenário de filme:

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Ali se encontram restaurantes, sorveterias (CAIRU, a melhor), lojas e lanchonetes, além da exposição de diversos itens históricos. Um espaço muito interessante e dinâmico, totalmente climatizado, o que é de grande ajuda no calor amazônico.

Na hora do almoço escolhi o menu paraense disponibilizado pelo restaurante Lá em Casa da Estação das Docas, não é barato, mas dá uma boa ideia da cozinha regional. O menu paraense é composto por patinhas de caranguejo à milanesa, caranguejo refogado, iscas de pirarucu, maniçoba e pato no tucupi, além do acompanhamento de feijão manteiguinha e refresco e sorvete de cupuaçu:

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Pato no tucupi muito bom, gostei do caranguejo e do pirarucu, mas senti falta da farinha baiana, fininha. Outra coisa, os sabores paraenses são muuuito diferentes, então, preparem-se para sabores novos e fortes.

Voltei para o hostel, tirei um bom cochilo e depois sair para bater perna no entorno do hostel, que é uma das coisas que mais gosto de fazer, andar no meio do povo, conhecer o dia a dia da cidade que visito.

A noite, voltei para a Estação das Docas, dessa vez para experimentar as cervejas artesanais da Amazon Beer:

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O ambiente da Estação das Docas é muito agradável, com ar condicionado no seu interior, e com o lado de fora muito ameno a noite, em razão de estar as margens da baia do Guajará.

Voltei para o hostel e, após um lanche no Uata Burguer (excelentes hamburguês caseiros, em um estacionamento de food trucks na frente do hostel), fui ao Roxy Bar, lugar muito descolado e lotado kk.

 

 

13/09/2017

Mais um dia de passeios, meu destino agora é o Espaço São José do Liberto, um antigo presídio da cidade de Belém, transformado em espaço cultural, com um museu de mineração, loja de artesanato com muita diversidade, além de contar com ateliês e lojas de joias. Foto do pátio central do local:

O ambiente da Estação das Docas é muito agradável, com ar condicionado no seu interior, e com o lado de fora muito ameno a noite, em razão de estar as margens da baia do Guajará.

Voltei para o hostel e, após um lanche no Uata Burguer (excelentes hamburguês caseiros, em um estacionamento de food trucks na frente do hostel), fui ao Roxy Bar, lugar muito descolado e lotado kk.

 

 

13/09/2017

Mais um dia de passeios, meu destino agora é o Espaço São José do Liberto, um antigo presídio da cidade de Belém, transformado em espaço cultural, com um museu de mineração, loja de artesanato com muita diversidade, além de contar com ateliês e lojas de joias. Foto do pátio central do local:

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Próximo destino, praça da República e o Teatro da Paz. Tudo muito imponente, especialmente o teatro tanto por fora quanto por dentro, revelando a ostentação dos períodos áureos da borracha. Durante a visita ao interior do teatro:

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Na praça da República fica também o tradicional bar do parque, que se encontrava em reforma, e o Cine Olympia, o cinema em atividade mais antigo do Brasil.

Agora, o Museu Emilio Goeldi, um parque zoobotânico interessantíssimo no interior da cidade de Belém, contanto com diversos animais e espécies botânicas, além de diversas placas exibindo biografias de pessoas envolvidas com a vida amazônica e descrevendo plantas e animais, bem didáticas. Destaco o castelinho, uma caixa d’água que se tornou uma verdadeira obra arquitetônica:

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Não posso deixar de postar aqui a foto que simboliza bem o título de cidade das mangueiras consagrado à Belém, as ruas são dominadas por enormes “pés” de manga por diversos bairros:

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Saindo do museu Emilio Goeldi fui até a Basílica de Belém, destino final do círio de Nazaré, uma igreja imponente e com um enorme pátio a frente:

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14/09/2017:

Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I:

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Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará.

 

MARAJÓ

14/09/2017:

Cheguei em Soure por volta das 10:00hs:

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No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos.

Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis.

Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto:

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Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa:

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A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos).

Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata:

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Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural:

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Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais:

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Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo:

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Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos.

Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição:

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15/09/2017:

Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão.

Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras:

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Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc):

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Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local:

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Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos:

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Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha:

A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas.

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Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor.

Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias:

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A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda:

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Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas.

Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada:

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Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk:

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Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível.

16/09/2017:

Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade.

Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável.

 

Algumas considerações sobre Soure:

- Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer.

- Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs.

- Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk.

- Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo.

- Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles.

 

 

 

Belém 02

16/09/2017

Cheguei em Belém por volta das 16:00hs, após passar no hostel para deixar minhas coisas, parti direto para a famosa lanchonete Portinha. Dei o azar de nesse dia ter ido ao ar uma visita da apresentadora Angélica ali, estava lotado!!!

Lugar pequeno e simples, em uma vizinhança desconfiável rs:

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Mas, ali encontrei a combinação perfeita do Jambu, nunca comi salgados tão gostosos na minha vida. Comendo na rua, apoiado em uma janela comendo Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi e embrulhadinho de tomates secos, com mussarela de búfala, jambú e castanhas com suco de acerola:


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Após uma boa caminhada saindo do Portinha, fui ao Mangal das Garças. Um dos jardins mais belos que já vi em toda minha vida, com todo respeito a Inhotim, emoldurado por dezenas de pássaros, especialmente as que dão nome ao lugar, garças, e guarás:

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Fui ao bar Mormaço, mas encontrava-se fechado, infelizmente rs.

 

17/09/2017:

Dia de conhecer o entorno de Belém, escolhi ir a Icoaraci, longa viagem de ônibus.

Antes, fui a praça da República novamente, dessa vez para conhecer a feira de artesanato, muita coisa interessante e barata, aproveitei para comprar mais umas lembranças para levar para a Bahia:

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Fui para Icoaraci, para aproveitar o tempo ameno da orla do lugar e conhecer a feira de artesanato marajoara, que fica devendo e muito a arte “raiz” de Soure.

Lugar bom para comer algum petisco e tomar uma cerveja gelada, bom de ir em grupo:

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Hora de voltar par ao hostel e arrumar as malas para a viagem de volta.

Já ficando com saúde das terras amazônicas, um lugar que, não sei por que, me fez sentir no livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez, especialmente em Soure e na viagem de barco entre Macapá e Belém.

Sai de Belém na noite desse dia, passando por BH e chegando em Vitória da Conquista no dia 19 pela manhã.

Algumas considerações sobre Belém:

- É uma cidade de grande porte, com todas as benesses e problemas de uma grande cidade brasileira.

- A estrutura de transporte da cidade é muito boa, com Uber e ônibus confiáveis.

- Existem diversas opções de lazer histórico, cultural e de entretenimento, lembrei-me de Salvador/BA por essa diversidade.

- A vida gastronômica de Belém é agitadíssima, vide as barracas de tacacá lotadas pela cidade. No geral, os pratos são muito diferentes do estamos acostumados no resto do Brasil, o tucupi faz muita diferença. Seja no Ver-O-Peso, tem que ter estomago forte rs, ou na Estação das Docas, a comida é farta, gostosa e de sabor muito diferente.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Viajei na descrição...há quase um ano planejando conhecer Belém e o Macapá, já sei que os lugares de acesso apenas com barco estarão fora do meu roteiro e que terei alguma resistência a comida típica, mas será o meu destino nas próximas férias, com certeza! Valeu o roteiro detalhado!

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