Pra quem praticamente nasceu em Balneário Camboriú, não conhecer a Guarda do Embaú era simplesmente inaceitável, certo? Certo!
Mas com o feriado do dia do trabalho a vista, aproveitamos a oportunidade e percorremos os 117 quilômetros de distância entre BC e o município de Palhoça (53 quilômetros se você sair de Floripa) e riscamos mais esse destino da nossa wish list!
E posso falar? Tanta espera compensou com o dia mais que perfeito que pegamos! Aquele céu azul de calça jeans sem uma nuvem sequer pra contar história! O clima colaborou em fazer jus à fama da Guarda do Embaú de ser um paraíso na terra!
Eu sempre soube que o vilarejo de pescadores atraia turistas de todo o país que o visitam na intenção de curtir este paraíso de serenidade, aproveitar o mar azul, relaxar nas areias branquinhas feito dunas, praticar surfe ou então fazer as trilhas incríveis dessa região de natureza farta e exuberante.
E enfim chegou a nossa vez de testemunhar tudo isso! Enquanto os turistas congestionavam a entrada de Balneário Camboriú, nós partíamos bem cedinho rumo ao sul do estado. Munidos de suculentas bergamotas pra comermos durante o curto trajeto e com uma playlist de road-trip em alto e bom som, botamos o pé na estrada.
Logo que chegamos na Guarda do Embaú, a primeira impressão foi de surpresa: e não é que a tal vilinha tem uma vida própria longe da “cidade grande”? O centrinho roots e de estilo praiano passa aquela impressão de verão o ano inteiro. Dispõem de algumas opções gastronômicas, barzinhos com música ao vivo, farmácia, mercadinho e até um comércio de lojinhas que vão desde objetos de praia até artesanato local (e hippies!).
Os estacionamentos pela região variam de R$ 10 à R$ 20 o dia. Estacionamos o carro e já demos de cara com essa visão deslumbrante da costa.
Em bem pouco tempo já pude perceber que o lugar é dominado por três “tribos” locais:
1 – A dos pescadores, que com um sotaque acentuado e uma forma cantada de falar, te faz questionar se você está realmente no Brasil;
2 – A galera do surf, afinal de contas, a Guarda do Embaú foi recentemente eleita a primeira Reserva Mundial de Surfe do Brasil;
3 – E, impossível não mencioná-los, a dos cachorros nativos que dominam toda a área. Ouvi algumas pessoas dizendo que sempre que vão fazer uma trilha, algum cachorro os segue pelo caminho, e conosco não foi diferente! O Zeca (como a gente apelidou), foi praticamente o nosso guia turístico pela trilha da Prainha! Nos seguiu por cada subida e descida, esperando pacientemente ao nosso lado quando a gente parava pra bater fotos ou admirar a paisagem…
A primeira imagem que me vinha à mente quando eu ouvia falar em Guarda do Embaú era a da travessia do Rio da Madre naqueles barquinhos que desembocam no mar da Guarda.
Quando a maré está baixa, você pode cruzá-lo a pé, mas aonde estaria o charme do momento se não cruzássemos o rio da maneira mais tradicional? Isso sem considerar o fato de que, como estávamos em pleno mês de maio, o rio não estava muito convidativo para cogitarmos entrar na água!
O custo da travessia foi de R$ 3 o trecho.
Cruzada a “fronteira”, chegamos à uma praia tão extensa que praticamente não se via fim!
A faixa de areia é tão grande que se não fosse pelo mar, provavelmente eu teria a sensação de estar no meio do deserto…
Passamos um bom tempo explorando os arredores da praia e batendo várias fotos…
Curtimos todos os minutos do pôr do sol com a trilha sonora da “passarinhada” que sondava cada movimento dos pescadores na esperança de filarem um sushi fresquinho na faixa…
GUARDA DO EMBAÚ: ONDE FIQUEI
Decidimos nossa ida pra Guarda do Embaú bem em cima do laço, o que resultou em poucas opções de pousadas disponíveis.
E hotel no sentido mais tradicional por lá, nem pensar! Em compensação, se você puder se antecipar, com certeza achará váárias opções de pousadas e apartamentos para alugar que são super em conta. E se você quiser programar pra ir pra lá com muita gente, isso também não é problema! Nas minhas buscas, encontrei vários chalés com disponibilidade de quartos para várias pessoas.
Mas voltando à nossa viagem, sem muita alternativa e na pressa de fecharmos algo logo, optamos por um quarto “Loft Master” na Pousada Madre Guarda. Ela fica bem próxima ao centrinho (mais ou menos 5 minutos a pé), tem uma mini cozinha, sacada (eles até disponibilizam uma rede pra você pendurar!) e um terraço compartilhado para se fazer um churrasco com direito à uma vista (um pouquinho distante) para o rio/mar.
O que achei: Apesar do nome “pousada”, o lugar está mais para um apartamento alugado. Você tem bastante privacidade e uma garagem externa em frente ao seu apartamento.
Por se tratar de um pequeno edifício, não há uma recepção formal, e por isso, eles pedem para que você telefone em um número local cerca de 15 minutos antes de você chegar para o check-in. O senhor Joaquim – um nativo do vilarejo super simpático e prestativo – vai até lá lhe atender, apresentar o local e lhe entregar a chave.
Se você estiver hospedado lá com mais pessoas, deve ser bem divertido preparar um churrasco no terraço – o lugar é super convidativo!
Os dois únicos pontos negativos que encontrei e deixaria uma crítica construtiva são: o cheiro de “lugar fechado” do quarto que atacou um pouco a minha rinite (sugeriria que se abrisse a sacada ao menos duas vezes por semana para arejar o ambiente) e a disponibilidade de apenas 2 travesseiros para o casal (vacilei em não ter trazido o meu travesseiro de casa, mas o lugar poderia oferecer pelo menos quatro deles, né?).
No mais, valeu a pena! O preço foi de R$ 245 sem café da manhã, sendo 50% do valor depositado com antecedência e 50% pago em dinheiro no ato do check-in.
GUARDA DO EMBAÚ: ENCHENDO A BARRIGA
Fizemos quatro refeições ao todo na Guarda do Embaú – todas deliciosas e bem em conta!
ALMOÇO: Por mais que peixe seja o carro chefe da vila, nossa vontade no dia estava mais voltada para carne bovina. Enquanto caminhávamos pelo centrinho, um garçom simpático nos abordou com o cardápio do Restaurante Guarda Gosto e fez propaganda do “Entrecot a Parmegiana” – um prato que serviria duas pessoas por um precinho bem camarada. Aceitamos a sugestão e dito e feito! O prato generoso chegou em uma panela de barro borbulhante com acompanhamento de arroz, fritas e salada. Estava delicioso e eu diria que ele serviria até 3 pessoas. Para quem prefere comer peixe, o lugar também oferece um cardápio variado da especialidade.
LANCHE DA TARDE: Depois de uma pedalada pelas praias, bateu aquela “fominha” no meio da tarde e fomos tomar um suco bem caprichado na Casa do Suco também localizado ali no centrinho da Guarda. A lanchonete oferece várias combinações de sucos e smoothies, bem como opções com açaí, lanches e café.
JANTA: Optamos pelo prato de agrado certeiro: PIZZA! Depois de googlar “A melhor pizza da Guarda do Embaú“, seguimos de carro até a cidade com destino à Casa Vicenza, na praia da Pinheira. Só li elogios sobre o lugar, porém muito infelizmente demos com os burros n’água: o lugar estava fechado temporariamente (ou seja, mais uma desculpa para voltar lá em breve!). Desiludidos porém não vencidos, voltamos ao centrinho da Guarda com nossa fome aumentada e optamos pela Pizzaria Biruta. O lugar estava vazio, o que consequentemente fez com que o atendimento fosse bem ágil. A pizza chegou bem quentinha e saborosa, porém eu não daria o selo de ‘espetacular’, sabe? Mas como eu A-M-O pizza e experimento em tudo quanto é lugar, talvez eu seja uma crítica um pouco exigente demais neste assunto!
CAFÉ DA MANHÃ: Como alugamos um apartamento, o café da manhã não estava incluído e era por nossa conta mesmo. Fomos até a padaria Empadas Madre Café e não nos arrependemos. Dava pra notar que tudo ali era bem fresquinho. Escolhemos uma empada de frango (penso que se o nome do lugar leva o nome “Empada” é porque os caras realmente se garantem nesse quitute) e um café (é você quem se serve!) – tudo delicioso! Uma pena o café não ser free refil; se fosse, eu certamente teria saído de lá extra cafeinada pra seguir no pique do dia!
* Se você gostou do meu relato, dá uma passadinha lá no meu blog e deixe um comentário!
Pra quem praticamente nasceu em Balneário Camboriú, não conhecer a Guarda do Embaú era simplesmente inaceitável, certo? Certo!
Mas com o feriado do dia do trabalho a vista, aproveitamos a oportunidade e percorremos os 117 quilômetros de distância entre BC e o município de Palhoça (53 quilômetros se você sair de Floripa) e riscamos mais esse destino da nossa wish list!
E posso falar? Tanta espera compensou com o dia mais que perfeito que pegamos! Aquele céu azul de calça jeans sem uma nuvem sequer pra contar história! O clima colaborou em fazer jus à fama da Guarda do Embaú de ser um paraíso na terra!
Eu sempre soube que o vilarejo de pescadores atraia turistas de todo o país que o visitam na intenção de curtir este paraíso de serenidade, aproveitar o mar azul, relaxar nas areias branquinhas feito dunas, praticar surfe ou então fazer as trilhas incríveis dessa região de natureza farta e exuberante.
E enfim chegou a nossa vez de testemunhar tudo isso! Enquanto os turistas congestionavam a entrada de Balneário Camboriú, nós partíamos bem cedinho rumo ao sul do estado. Munidos de suculentas bergamotas pra comermos durante o curto trajeto e com uma playlist de road-trip em alto e bom som, botamos o pé na estrada.
Logo que chegamos na Guarda do Embaú, a primeira impressão foi de surpresa: e não é que a tal vilinha tem uma vida própria longe da “cidade grande”? O centrinho roots e de estilo praiano passa aquela impressão de verão o ano inteiro. Dispõem de algumas opções gastronômicas, barzinhos com música ao vivo, farmácia, mercadinho e até um comércio de lojinhas que vão desde objetos de praia até artesanato local (e hippies!).
Os estacionamentos pela região variam de R$ 10 à R$ 20 o dia. Estacionamos o carro e já demos de cara com essa visão deslumbrante da costa.
Em bem pouco tempo já pude perceber que o lugar é dominado por três “tribos” locais:
1 – A dos pescadores, que com um sotaque acentuado e uma forma cantada de falar, te faz questionar se você está realmente no Brasil;
2 – A galera do surf, afinal de contas, a Guarda do Embaú foi recentemente eleita a primeira Reserva Mundial de Surfe do Brasil;
3 – E, impossível não mencioná-los, a dos cachorros nativos que dominam toda a área. Ouvi algumas pessoas dizendo que sempre que vão fazer uma trilha, algum cachorro os segue pelo caminho, e conosco não foi diferente! O Zeca (como a gente apelidou), foi praticamente o nosso guia turístico pela trilha da Prainha! Nos seguiu por cada subida e descida, esperando pacientemente ao nosso lado quando a gente parava pra bater fotos ou admirar a paisagem…
A primeira imagem que me vinha à mente quando eu ouvia falar em Guarda do Embaú era a da travessia do Rio da Madre naqueles barquinhos que desembocam no mar da Guarda.
Quando a maré está baixa, você pode cruzá-lo a pé, mas aonde estaria o charme do momento se não cruzássemos o rio da maneira mais tradicional? Isso sem considerar o fato de que, como estávamos em pleno mês de maio, o rio não estava muito convidativo para cogitarmos entrar na água!
O custo da travessia foi de R$ 3 o trecho.
Cruzada a “fronteira”, chegamos à uma praia tão extensa que praticamente não se via fim!
A faixa de areia é tão grande que se não fosse pelo mar, provavelmente eu teria a sensação de estar no meio do deserto…
Passamos um bom tempo explorando os arredores da praia e batendo várias fotos…
Curtimos todos os minutos do pôr do sol com a trilha sonora da “passarinhada” que sondava cada movimento dos pescadores na esperança de filarem um sushi fresquinho na faixa…
GUARDA DO EMBAÚ: ONDE FIQUEI
Decidimos nossa ida pra Guarda do Embaú bem em cima do laço, o que resultou em poucas opções de pousadas disponíveis.
E hotel no sentido mais tradicional por lá, nem pensar! Em compensação, se você puder se antecipar, com certeza achará váárias opções de pousadas e apartamentos para alugar que são super em conta. E se você quiser programar pra ir pra lá com muita gente, isso também não é problema! Nas minhas buscas, encontrei vários chalés com disponibilidade de quartos para várias pessoas.
Mas voltando à nossa viagem, sem muita alternativa e na pressa de fecharmos algo logo, optamos por um quarto “Loft Master” na Pousada Madre Guarda. Ela fica bem próxima ao centrinho (mais ou menos 5 minutos a pé), tem uma mini cozinha, sacada (eles até disponibilizam uma rede pra você pendurar!) e um terraço compartilhado para se fazer um churrasco com direito à uma vista (um pouquinho distante) para o rio/mar.
O que achei: Apesar do nome “pousada”, o lugar está mais para um apartamento alugado. Você tem bastante privacidade e uma garagem externa em frente ao seu apartamento.
Por se tratar de um pequeno edifício, não há uma recepção formal, e por isso, eles pedem para que você telefone em um número local cerca de 15 minutos antes de você chegar para o check-in. O senhor Joaquim – um nativo do vilarejo super simpático e prestativo – vai até lá lhe atender, apresentar o local e lhe entregar a chave.
Se você estiver hospedado lá com mais pessoas, deve ser bem divertido preparar um churrasco no terraço – o lugar é super convidativo!
Os dois únicos pontos negativos que encontrei e deixaria uma crítica construtiva são: o cheiro de “lugar fechado” do quarto que atacou um pouco a minha rinite (sugeriria que se abrisse a sacada ao menos duas vezes por semana para arejar o ambiente) e a disponibilidade de apenas 2 travesseiros para o casal (vacilei em não ter trazido o meu travesseiro de casa, mas o lugar poderia oferecer pelo menos quatro deles, né?).
No mais, valeu a pena! O preço foi de R$ 245 sem café da manhã, sendo 50% do valor depositado com antecedência e 50% pago em dinheiro no ato do check-in.
GUARDA DO EMBAÚ: ENCHENDO A BARRIGA
Fizemos quatro refeições ao todo na Guarda do Embaú – todas deliciosas e bem em conta!
ALMOÇO: Por mais que peixe seja o carro chefe da vila, nossa vontade no dia estava mais voltada para carne bovina. Enquanto caminhávamos pelo centrinho, um garçom simpático nos abordou com o cardápio do Restaurante Guarda Gosto e fez propaganda do “Entrecot a Parmegiana” – um prato que serviria duas pessoas por um precinho bem camarada. Aceitamos a sugestão e dito e feito! O prato generoso chegou em uma panela de barro borbulhante com acompanhamento de arroz, fritas e salada. Estava delicioso e eu diria que ele serviria até 3 pessoas. Para quem prefere comer peixe, o lugar também oferece um cardápio variado da especialidade.
LANCHE DA TARDE: Depois de uma pedalada pelas praias, bateu aquela “fominha” no meio da tarde e fomos tomar um suco bem caprichado na Casa do Suco também localizado ali no centrinho da Guarda. A lanchonete oferece várias combinações de sucos e smoothies, bem como opções com açaí, lanches e café.
JANTA: Optamos pelo prato de agrado certeiro: PIZZA! Depois de googlar “A melhor pizza da Guarda do Embaú“, seguimos de carro até a cidade com destino à Casa Vicenza, na praia da Pinheira. Só li elogios sobre o lugar, porém muito infelizmente demos com os burros n’água: o lugar estava fechado temporariamente (ou seja, mais uma desculpa para voltar lá em breve!). Desiludidos porém não vencidos, voltamos ao centrinho da Guarda com nossa fome aumentada e optamos pela Pizzaria Biruta. O lugar estava vazio, o que consequentemente fez com que o atendimento fosse bem ágil. A pizza chegou bem quentinha e saborosa, porém eu não daria o selo de ‘espetacular’, sabe? Mas como eu A-M-O pizza e experimento em tudo quanto é lugar, talvez eu seja uma crítica um pouco exigente demais neste assunto!
CAFÉ DA MANHÃ: Como alugamos um apartamento, o café da manhã não estava incluído e era por nossa conta mesmo. Fomos até a padaria Empadas Madre Café e não nos arrependemos. Dava pra notar que tudo ali era bem fresquinho. Escolhemos uma empada de frango (penso que se o nome do lugar leva o nome “Empada” é porque os caras realmente se garantem nesse quitute) e um café (é você quem se serve!) – tudo delicioso! Uma pena o café não ser free refil; se fosse, eu certamente teria saído de lá extra cafeinada pra seguir no pique do dia!
* Se você gostou do meu relato, dá uma passadinha lá no meu blog e deixe um comentário!
https://www.vivajando.com/2017/05/10/guarda-do-embau/