Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão pela Bolívia/Chile/Peru/Bolívia .. Junho de 2017 .. 15 dias é possível .. com gastos, fotos, dicas e exemplos.

Postado
  • Membros

* Youtube - Fenato Sai da Bolha - https://www.youtube.com/user/Fenatorodrigo

* Face - https://www.facebook.com/rodrigo.fenato

* Algumas fotos estarão com data errada.

* Os gastos que fecham cada dia, são sempre de duas pessoas, eu e Arizinha.

* Estou com dificuldade para manter do 10° dia para frente formatado, qualquer coisa avisem. Boa leitura !

 

Galera, assim como consegui muitas informações sobre a viagem, baseado nos relatos que encontrei aqui (salve Bárbara Fabris), vou tentar ajudar aos que estão procurando fazer mochilão mas estão com pouco prazo. Para ser exato, foram 15 dias, confesso que um pouco corrido, mas para quem não tem escolha, não desista porque rola.

Descrevo o que aconteceu, apontando os gastos e algumas dicas, mas será algo sucinto, sempre colocando no final os gastos.

Fomos eu e minha, agora, noiva, saindo de casa dia 02/06/2017 às 2:30 da manhã e chegando às 11:50 do dia 16/06/2017. Primeiro pesquisamos os principais pontos, optando por alguns, já que ver tudo em 15 dias é impossível. Fiz uma cola, um roteiro, com dicas que achei importante, cotação média das moedas, dia e hora aproximada de chegada e saída de cada cidade, como ir até elas, gasto aproximado e pelo menos um endereço de hostel/hotel (apesar de não ter seguido nada), muito importante para caso aconteça algum imprevisto (o que com certeza vai acontecer).

Fizemos seguro de viagem, algo como R$ 224,00 para os dois e trocamos R$ 3.500,00 cada um em dólar americano, algo como $ 2.042,00, além de R$ 1.000,00 como fundo de emergência (não utilizado). Levei cartão de crédito internacional (não utilizado), não esqueça de fazer aviso de viagem, documento de identidade e passaporte, tudo em doleiras, uma para cada. Dividimos o dinheiro e os documentos, para eventual roubo, perda, ou sei lá o que.

Compramos as passagens com 1 mês de antecedência e duas semanas antes passamos na decathlon. Um par de botas confortáveis ajuda muito, blusa corta vento (paguei R$ 250,00 na minha e encontrei em La Paz por Bol 170,00, uns R$ 80,00), compramos aquela segunda pele (acho que é isso o nome), tanto calça como camiseta, luva, gorro, cachecol, meias longas de algodão (lembrando que fomos em junho, período de frio), ahhh, mochilas, uma de 50 ltrs e uma de ataque de 10 ltrs, ainda uma emprestada de 45 e uma mochila velha que eu tinha em casa (esse tamanho dá, fica bem cheia). A Ariane montou uma farmácia com os principais remédios e itens que só mulher lembra, mas que claro utilizei, desodorante, lenço umedecido, protetor solar, labial, colírio, sabonete líquido, papel higiênico (tivemos que pegar uns pelo caminho também 8) ) um par de creme para rosto e por aí vai.

Levamos também outras blusas, duas calças jeans cada, camiseta (2), camisas de flanela, chinelo, tênis, óculos de sol, lanterna, roupa de banho, etc ...

 

 

1° dia – A largada (02/06/2017)

 

 

Como residimos em Apucarana, 54 km de Londrina, ponto de partida de nosso mochilão, acordamos 2 da madruga do dia 02 de junho e as 3:30 estávamos a caminho de uma das melhores experiências de nossas vidas. Foram 3 vôos até Sucre, saindo de Londrina (5:30 am – 6:55 am) com escala em Guarulhos (10:20 am – 12:15) e chegada em Santa Cruz de La Serra, pela Gol.

Dentro do avião conhecemos Sabrina, uma baiana de Salvador gente boa demais rumo a um mochilão também, que nos deu algumas dicas (só como curiosidade ela tem uma página no face Mi Retei Fui), então passamos pela imigração, onde o passaporte da Ariane não foi carimbado (hauhauhau) e onde não nos deram nenhum papel. Todos os fóruns citam papéis que devem ser apresentados na saída do país, mas não ficamos com nada, até preenchemos alguns papéis e eu questionei a necessidade de ficar com algo, mas o boliviano muito carinhosamente me mandou passar (huahauhauha). Depois ficamos sabendo que o processo foi informatizado, não existindo mais a necessidade de se ter este documento, porém quando retornamos ao país, 11 dias depois, nos foi dado o tal documento e informaram que deveríamos apresentar na saída, ou seja, é tipo o Brasil, uma regra para cada rosto (huahuahuah), que seja. Como dica, quem está viajando com RG, melhor tentar ficar com algum papel. São dois documentos que deverão ser preenchidos, questionando quantidade de dinheiro em posse, finalidade da viagem, posse de orgânicos, detalhes deste tipo.

Logo ao chegar em Santa Cruz consultamos o preço da passagem para o Sucre e trocamos a grana ali no aeroporto mesmo, algo como $ 200 dólares, não é a melhor cotação, mas a variação não foi lá essas coisas, casa de câmbio você encontra o tempo todo, portanto vai controlando os gastos e trocando conforme for necessário, sempre com reserva de emergência, pois são poucos os locais que aceitam dólar. Compramos a passagem por 812,00 bolivianos na empresa Amaszonas, correspondente ao valor da passagem mais umas taxas que acredito ter sido passado para trás por não entender direito o que a moça falava, no começo ela não tinha mencionado nenhuma taxa, mas quando joguei a grana no balcão ela inventou um lance lá e morri com uns 80 bolivianos a mais. Com medo da comida, conceitos comprados que nos ajudaram bastante, mandamos um Subway vegetariano, e como somos péssimos no espanhol comemos um omelete gelado e borrachudo, inesquecível, mas foi nosso pedido (huahuahauhau). No começo da viagem tudo é estranho, porque não se sabe o que é caro e o que não é, mas rapidão já se condiciona e para quem está com a grana curta dá para economizar legal.

Esperamos ali no aeroporto mesmo, banheiro grátis, até 16:20, horário do vôo para Sucre. Jatinho meia boca, mas foi uma viagem tranquila e talvez a mais atenciosa, considerando que a Ariane sofre com pressão no ouvido e a aeromoça percebeu e veio falar com a gente.

Bem, chegamos no Sucre uns 35 minutos depois e percebemos dois casais falando sobre o percurso de suas viagens, puxei 1 minuto de conversa com Lucas (mais tarde será citado) que esperava encontrar suas malas extraviadas e nos disse que faria o mesmo caminho nosso, valendo-se do relato da Bárbara Fabris, #PATIUMOCHILAO – 22 dias, lido por nós dois.

Como o aeroporto fica no meio do nada, cerca de 40 minutos do centro da cidade, os perrengues voltaram a nos assombrar. Existem taxis e vans que fazem o trajeto, me lembro que o taxista pediu 60 bolivianos, enquanto a van saía por 8 cada pessoa. O problema é que a van deixa nos arredores do terminal de buses de Sucre, mas acho que por eu estar com uma cara de desespero, sem saber para onde correr, o cara da van me disse que poderíamos ir com ele e nos deixava no terminal (tem gente boa em todos os lugares). Coincidentemente, a Sabrina (baiana) estava na van, então fomos trocando mais informações, ela ficou no ponto final da van e nós seguimos para o terminal. Aproveitamos que o cara da van foi gente boa e já pedimos um “bolígrafo” para ele, uma caneta e é claro que paguei um pouco mais para ele mesmo sem ele pedir.

 

1sucre.jpg.46266de15f7f55a1c519d8187933c9ec.jpg

 

No terminal (banheiro 1 boliviano), assim como todos os terminais do Brasil tinha muita correria, compra, venda, rolo, o bicho pega, mas calma, nada de desespero, basta ser um pouco esperto e nada de mal acontecerá (huahuahuahuha), verdade, não vi perigo de roubo, algumas pessoas comentam furto e tal, mas na maioria dos casos é descuido. Fomos direto ao guichê da empresa 6 de Octubro, compramos passagem para Uyuni e como havia bastante tempo ficamos andando em torno do terminal, que oferece wi-fi, basta pedir na administração. Compramos folhas de coca na rua, água e uns negócios para comer, sempre considerando a importância de se ter bobeiras para tapiar a fome durante as viagens e os passeios, outro item é lenço umedecido, no banheiro geralmente te dão um pedaço de papel ao entrar.

Próximo a hora do embarque fomos ao portão 9 como nos informaram e em meio aquela gritaria vi o Lucas e sua esposa, Ellen, (aquele de Sucre) ele iria no mesmo ônibus que a gente, então com pé atrás de despachar as malas, subimos no ônibus e na maior bagunça um cara de muletas que vinha atrás de mim caiu, na verdade uma mulher que estava no ônibus errado esbarrou nele, tombo feio, e adivinha, começaram a me culpar, instante em que percebi que também estávamos em ônibus errado (huahauhauhauha) descemos correndo e encontramos o correto. Segui a dica da Bárbara para comprar leito, paguei 30 bolivianos a mais, o que valeu a pena, porque o Lucas disse que em cima estava um cheiro nervoso. O interessante desse trajeto foi o banheiro, no meio do nada o ônibus para e o motora grita “bañooooo”, então a galera desce e sai mijando na beira da rodovia, pois não tem nada lá. (huahuahauhauhau)

 

Gastos do dia (aproximadamente $ 165,00 dólares)

Bol 812,00 – passagem até Sucre

Bol 48,00 – Lanche subway

Bol 205,00 – passagem para Uyuni

Bol 30,00 – Folhas de coca, banheiro, água, bolacha, sorochi pills

Bol 20,00 – van até terminal de Sucre

 

 

2° dia – Começo do Frio (03/06/2017)

 

 

O ônibus chega em Uyuni e deixa os passageiros numa esquina, porém eram 4:30 da madruga e estava muito frio (eu fui com um monte de roupa e não tive problema, então deixem fácil roupas para vestir neste ponto), mas como eu havia lido as dicas da Bárbara, comecei a procurar o tal do Beto, ou a senhorinha que leva o povo para o café, mas para meu azar não achei e os taxistas não sabiam onde era o tal café, e então saímos andando pelas ruas, eu A Arizinha, o Lucas, a Ellen sua esposa e duas americanas, detalhe o convívio com as americanas durou pouco mais que duas quadras e umas folhas de coca, por isso não sei o nome delas.

Então demos duas voltas, acho que no mesmo quarteirão (huahuahauha), até encontrarmos uma luz acesa num sobrado, era um café, onde nos alimentamos abrigados do frio até amanhecer o dia. Este café fica na rua de baixo (a esquerda) da esquina em que o ônibus para, tem tipo uma praça com coreto entre as ruas, não há necessidade de ir de táxi, apesar do frio são apenas alguns metros. Ali existia um banheiro, porém sem descarga, tudo no tradicional, com um baldinho e um barril cheio de água, basta encher o baldinho jogar no vaso e rezar para ir tudo embora (huahauhauhauha). Dica para quem tem receio ou fica sempre com pé atrás, pesquise um hostel com café para ficar até amanhecer e leve o nome e endereço para apresentar a taxistas. Pouco tempo depois começaram a chegar as pessoas, lembro de um chileno, uma mexicana e uma neozelandesa. Trabalhei um pouco de tradutor a pedido de uma moça que só falava inglês, mas não obtive sucesso, pois espanhol triste somado ao inglês quase médio não me valorizaram (ahuahuahuahuah).

As 7:20 da manhã saímos em busca de comprar o passeio para o salar, existem muitos hostels e agências que oferecem o passeio, algo em torno de 110 dólares para três dias, partindo de Uyuni até a fronteira com o Chile, incluindo 2 almoços, 2 jantas e 2 cafés. Coincidentemente fechamos com o BetoTur, pois havíamos visto algumas indicações, existem muitas indicações da Esmeralda Tur também, fica tudo muito perto, nem 1 quadra de distância, optamos pelo Beto pois fez mais barato, 700 bolivianos, aproveitamos também e já compramos o tickt da van que nos levaria da fronteira chilena até São Pedro do Atacama (50 bolivianos). No caminho observamos que o nosso carro era mais velho que os outros, pneus carecas, mas o Beto havia dito “não existe carro novo na Bolívia”, quando eu o indaguei sobre as condições (huahauhauhauhau), porém o motorista, grandioso ABNER, foi realmente o diferencial, extremamente gente boa, prestativo, cauteloso e paciente, entretanto não esqueçam de levar o que precisam na mochila de ataque, porque eles não descem as malas no meio do caminho, assim, comida, desodorante, protetor solar, celulares (para fotos), câmeras, carregadores extras, óculos de sol, lenço umedecido, água, escova e pasta de dente, inténs que não devem ser esquecidos, ahh e vá ao banheiro gráts.

Saímos às 10:20 (com muito sol, mas estava uns 2 graus, portanto é bom se agasalhar) e o Beto disse que sempre manda dois carros e realmente saiu uma galera de mexicanos antes, mas no fim foi nosso carro sozinho. Estávamos, Eu, Arizinha, Lucas, Ellen, Nicola (francês bacana demais) e na última hora entrou no carro a Joice, gaúcha aventureira que já estava viajando sozinha a uns dias. Antes de sair recomendo comprar comida de novo, bobeiras para enganar a fome, além de água, sempre ter estoque de água. Outro detalhe são as balas de coca com mel para quem não quer folhas e o SorochiPills (medicamento para mal de altitude), esse acho interessante ter uns dois como prevenção. Eu não tomei nenhum, mas minha namorada e a Ellen tiveram que tomar, vai muito do organismo de cada um. Como já mencionado, protetor solar, labial, essas coisas que parecem frescura ajudam evitar desconfortos.

 

2salar.jpg.7bfb22e5baa52e0fd9be0ac2e371d851.jpg

 

Passamos o dia cortando o deserto de sal, espetacular, primeiro paramos no cemitério de trens e partimos fazendo pequenas paradas para fotos até o ponto do almoço, um restaurante feito de sal, muito interessante, e com banheiro a 5 bolivianos (putssss), comemos comida vegetariana, mesmo tendo optado por carne, é que a aparência é meio estranha e o Nicola já havia contraído intoxicação no caminho, então achamos melhor evitar, mas estava massa a comida, fria mas gostosa. Paramos na ilha de cactus (Incahuasi, paga-se para subir) e a nossa amiga Joice se foi, dando lugar ao Bent, um alemão meio vivo meio morto que estava derretendo por conta de uma intoxicação. Paramos para o pôr do sol com muito vento e frio e seguimos para o hotel de sal.

 

1salar.jpg.e24134a81ff4d2ce390db8f5904ad23b.jpg

 

Outro lugar muito louco, tudo de sal, algumas pessoas reclamaram de seus hotéis, mas o nosso estava violentamente bacana, até calefação tinha na parada. Já chegamos comendo, chá servem o tempo todo, tinha bolachas também, aí veio sopa e depois umas batatas oleosas e frango, aqui comemos. Não existe água quente, portanto lenço úmido ajuda muito, outro item que ao meu ver compensou, foi um saco de dormir que alugamos com o Beto por 27 bolivianos cada, ajuda com o frio.

Saímos por último desde o Uyuni e assim permanecemos, então criamos um elo bacana entre as pessoas do carro, nesta noite jantamos e falamos sobre coisas bacanas, inclusive sobre as porcarias que ocorrem na França e Alemanha, e outros países europeus, coisas que brasileiro acha que só existe aqui. A conversa começava em espanhol, passava pelo português, se estabilizava em inglês e terminava em libras, alemão e francês não tinham vez. Eu começava a falar inglês e o Lucas terminava, éramos 1 completo, se somados (huahauhauhauha).

 

07310005.JPG.7e01dd78f179f8387f18e6f47f59d7fb.JPG

 

Aqui as folhas de coca ajudam, inclusive em alguns pontos, onde a cabeça começa a doer um pouco e o estômago começar a ratear. O guia combina horário para sairmos logo cedo, e assim foi, seguimos rumo as lagunas altiplânicas e a tão esperada neve, tem também tomadas para carregar, sempre de dois pontos redondos.

 

Gastos do dia ($ 245,00 dólares)

Bol 30,00 – café da manhã

$ 200,00 + Bol 20,00 – passeio Salar

Bol 100,00 – tickt fronteira Chile

Bol 55,00 – saco de dormir

Bol 80,00 – bolacha, água, banheiro, sorochi pills, balas de coca, chips

 

 

3° dia – Neve, a bosta branca (04/06/2017)

 

 

Lugares únicos, para quem é da natureza não tem como se esbaldar mais do que estando ali, fazia um frio relativo ao dia anterior com muito sol.

 

3salar.jpg.a7ad93ed1e8349e1edb35a64147ee6c7.jpg

 

Passamos pelas lagunas e fomos almoçar, neste momento, valendo-se de minha digníssima, que levou uma farmácia na mala, tentamos recuperar o Bent com boldo, sachês de efervescente e aqueles vidrinhos amarelos, salva fígado. Logo saímos rumo ao inesperado, mas antes ela foi ao banheiro, 5 bolivianos (putsssss).

De longe a neve no topo dos morros chega a ter gosto de tão especial (sou da roça), então quando chegamos perto de umas raspadinhas de gelo, já pedimos para parar com a desculpa de xixi. A Ellen meteu uma bolada de neve no Nicola, segundo ela foi o primeiro que passou na frente (hauahuahuahuah). Nisso os outros carros que pertencem a outras agências foram todos e ficamos um pouco para trás.

Olhos estalados e o chão desértico deu lugar a uma cena branca, com montanhas imensas cheias de gelo e o chão já não se via, que massa !

Todos estavam achando um máximo, até mesmo os europeus que presenciam isso sempre. Me lembro de uma fala do Nicola “the snow it’s dangerous”, e como o som das trombetas radiantes o carro parou, sim atolou. A princípio tudo legal, combinamos de comer o Bent, como no caso do filme do avião que cai nos Andes, considerando que era o mais vulnerável, xixi empedrando antes de bater no chão, até que risos e admiração começaram a dar lugar a fé, isso mesmo ficamos 5 horas lá, completamente isolados, eu olhava para os lados e sabia que não passaria ninguém, havíamos ficado para trás e era uma vale coberto por neve. Aqui um detalhe, se o carro tivesse correntes sairíamos mais fácil, acredito, mas nem o Abner contava com tanto gelo, só nos restou colaborar.

Estávamos a 4850 metros de altitude, um frio de 10 graus negativos e... saímos para empurrar, isso mesmo empurrar.

 

[media]

">

[/media]

 

Tentamos tirar neve, fazendo um caminho para o carro, mas o vento tapava tudo, as rajadas eram insuportáveis, então revezávamos, um cavando com as mãos, outro abrindo caminho chutando, outro empurrando e outro rezando e a velha a fiar (hauhauhauha), agora é engraçado lembrar, mas na hora não foi. Fiz muita força e comecei a passar mal, não tinha folha de coca que me salvava, mas o Abner murchou os pneus do carro no aro e depois de muita insistência e uns 32 terços rezados, o carro começou a andar.

 

02580003.JPG.8c1c5074426e32064403cd42f24abfd1.JPG

 

Perdemos a visita em duas lagunas e chegamos a noite na casa em que posaríamos, nisso deixamos de pagar 150 bolivianos cobrados na entrada do parque nacional onde fica a laguna colorada (atente-se a isso). Estava muito frio e não parávamos de passar mal, serviram vinho e o jantar, um paraibano que conhecemos, inteligente demais, disse que estavam preocupados com a gente e o guia deles já pensava em voltar com outros couches (motoristas dos carros) para resgatar a gente. Coisa que acho muito improvável, considerando que na casa onde ficamos só tinha mais 1 carro. De qualquer forma não tomamos banho de novo, aqui a água chega a congelar nos canos, e fomos dormir. O quarto dessa vez era coletivo, então dormimos os seis juntos, mas em camas separadas, e ao contrário do hotel do dia anterior esse não tinha calefação. Esta foi a parte mais fria da viagem e foi realmente o dia que os sacos de dormir caíram feito uma luva.

 

Gastos do dia ($ 1,00 dólar)

Bol 5,00 – banheiro

Editado por Rodrigo Fenato
correções

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros
Em 03/10/2017 em 21:44, LaRocha disse:

Onde estão os último dias? Eu tô rindo muito. Não quero parar! 

Eaí LaRocha 100% ? que bom que está gostando .. então, já corrigi duas vezes e continua desconfigurando, vou postar todo o texto de novo, completão e deixar as fotos no final só ... até amanhã está pronto .. termine de ler heim .. ahh se precisar de dicas só dar um toque .. Vibrações !

Postado
  • Autor
  • Membros
Em 04/10/2017 em 11:08, DanCarvalho85 disse:

Cara, que relato massa! To me divertindo aqui... to pensando em fazer um mochilão nesse mesmo esquema, sem nada definido com tudo planejado... sabe me dizer como funciona a questão das aduanas? Precisa do passaporte? 

Fala Dan tranquilo ? Assim, não há a necessidade de passaporte, mas facilita bastante. Um amigo que foi antes havia dito que existem filas separadas para quem estiver apenas com a identidade, mas não vi isso não, inclusive a Elen que conhecemos na viagem estava só com a identidade. Vale lembrar que a identidade tem que ser atualizada a cada 10 anos, então se for só com esse documento, atualize ele. A minha é foto de criança, isso com certeza ia me dar trabalho pelo caminho. Eu ficava tenso nas aduanas, mas foi tudo tranquilo, abriram uma mochila nossa no aeroporto boliviano e socaram tudo dentro de qualquer jeito. No Chile fui eu que abri para verificação e depois fechei, bem tranquilo também. No Peru só raio - x. A análise mais forte foi voltando pro Brasil que tive que aprender até libras para me comunicar com um povo que queria me segurar lá de toda forma, heheheheh, tenho tipo de roceiro, então acho que ele pensaram que dava uma boa mão-de-obra, hehehehehhe ... mas mesmo ali foi tranquilo, não jogaram minhas coisas no chão nem nada só mandavam abrir e ficavam questionando o que era. Só as comidas que eles jogam se for produto natural, questão sanitária né.

  • Rodrigo Fenato changed the title to Mochilão pela Bolívia/Chile/Peru/Bolívia .. Junho de 2017 .. 15 dias é possível .. com gastos, fotos, dicas e exemplos.
  • 1 ano depois...
Postado
  • Autor
  • Membros
Em 04/10/2017 em 11:08, DanCarvalho85 disse:

Cara, que relato massa! To me divertindo aqui... to pensando em fazer um mochilão nesse mesmo esquema, sem nada definido com tudo planejado... sabe me dizer como funciona a questão das aduanas? Precisa do passaporte? 

Mano, tinha perdido a senha do meu e-mail, e fui fazer uma mudança e encontrei numa gaveta só hj, já fez o mochilão?? Se.previsar de algo avise.

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.