Conhecer Israel (Terra Santa) já era um sonho antigo, que eu acreditava um dia poder realizar através de algum pacote de viagens ou com uma daquelas peregrinações realizadas por igrejas. Porém, os altos preços (em torno de R$ 12.000,00) me deixavam bastante desanimado.
Ao me deparar com alguns relatos aqui no Mochileiros percebi que era possível fazer essa viagem por conta própria, inclusive sozinho. No final de 2016 fiz algumas pesquisas e reuni valores, chegando à conclusão de que seria possível realizar esta viagem ainda em 2017.
Comprei as passagens em janeiro para viajar em 26 de maio. Portanto, teria quatro meses para planejar um roteiro em que seria possível conhecer os principais lugares, principalmente religiosos. Aproveitei esse tempo também para estudar inglês, tentando me preparar principalmente para a “temida” imigração israelense, da qual li diversas histórias, muitas delas assustadoras.
O roteiro de viagem ficou assim:
25/05/2017: Saída de Fortaleza (15:26)
26/05/2017: Saída de Guarulhos (01:00), escala em Lomé (Togo) e conexão em Addis Abeba (Etiópia)
27/05/2017: Chegada em Tel Aviv (04:20). Passeio por Old Jafa e descanso.
28/05/2017: Tel Aviv – Jerusalém (ônibus). Passeio pela cidade antiga de Jerusalém, Monte das Oliveiras, Via Dolorosa, Santo Sepulcro.
29/05/2017: Jerusalém – Belém – Jerusalém. Igreja da Natividade, Muro das Lamentações, Via Dolorosa.
30/05/2017: Jerusalém – Masada – Mar Morto – Jerusalém.
31/05/2017: Jerusalém – Nazareth (transfer do Hostel). Passeio por Nazareth.
01/06/2017: Mar da Galileia, Cafarnaum, Colinas de Golan.
02/06/2017: Nazareth – Tel Aviv.
03/06/2017: Volta para o Brasil (01:00)
Sobre a compra da passagem: tive que usar uma artimanha para conseguir um preço bom. Ao simular um voo Fortaleza - Tel Aviv a passagem saía por mais de 4 mil reais. Se eu comprasse os trechos separados FOR-GRU-FOR / GRU-TLV-GRU, o valor total saía por menos de 3 mil. Pra melhorar ainda mais, comprei o trecho FOR-GRU-FOR com milhas (tive que comprar algumas pra completar). No final acabei pagando R$ 2.700,00 pelos 2 trechos. O voo de Guarulhos para Tel Aviv tem conexão na Etiópia e nessa primeira parte voamos no moderno B787 Dreamliner da Ethiopian Airlines. O voo é excelente e a empresa muito boa, não tive o que reclamar.
1º DIA - TEL AVIV
Após 31 horas de voo, o corpo está bem cansado e a mente começa a ter dificuldade para processar informações. Junte-se a isso uma diferença de 6 horas de fuso horário e as coisas começam a ficar complicadas. Tive bastante dificuldade na imigração e cheguei a pensar que seria deportado. Primeiramente, ao chegar no primeiro agente da imigração ele só me fez duas perguntas: Você está viajando sozinho? Tem bagagem despachada? Acho que pelo fato de eu estar sozinho e com apenas uma mochila fui tomado como suspeito e encaminhado para outro agente. Fiquei quase 1 hora esperando para ser interrogado, onde rolou todo tipo de pergunta: Qual o motivo da sua viagem? Quanto dias vai passar aqui? Quanto dinheiro você tem? Com o que você trabalha? Qual o motivo da sua viagem? Você conhece alguém em Israel? Tem alguém lhe esperando lá fora? Qual o motivo da sua viagem?Sim! Ele repetiu a mesma pergunta Qual o motivo da sua viagem? diversas vezes!!! Tentei explicar que era turismo, que eu queria conhecer Israel, os lugares bíblicos, que eu era apenas um mochileiro, mostrei passagens de ida e volta, comprovantes de reservas... mas não adiantava. Ele foi bem claro "Esses motivos não são suficientes". Em certo momento ele pediu meu celular e fez uma varredura em tudo, principalmente WhatsApp (ali meu medo era ele clicar no gemidão ). Após quase 1 hora de interrogatório, ele não satisfeito me levou para uma outra agente, que fez as mesmas perguntas e ainda acrescentou: Você tem drogas na mochila? Você usa drogas? Você já usou drogas? Por fim, ela me deu o passaporte o visto, olhou bem fundo nos meus olhos e disse: Vá! Mas, saiba que estarei de olho em você nos próximos 8 dias!
Depois de toda essa tensão, consegui sair da imigração e entrar oficialmente no país. Ao sair no desembarque procurei adquirir logo um Sim Card com acesso a internet para utilizar durante minha passagem por Israel e consegui encontrar numa lojinha à direita da saída. Achei muuito caro (aproximadamente 150 reais), mas valeu a pena no sentido de que me serviu não só para comunicação, mas para armazenamento das fotos e vídeos na nuvem e orientação pelo Google Maps em diversas situações. Agora era a hora de tentar chegar ao hostel, o que seria complicado pelo fato de eu ter chegado em pleno Shabbat e o transporte público não funcionar. Acabei pegando um táxi por 120 shekels.
Cheguei ao Hostel ainda muito cedo, por volta de 6h30, não sendo possível fazer o check-in. Mas pude trocar de roupa, carregar o celular, deixar a mochila e ainda tomar o café da manhã (grátis). Depois de tudo isso, fui dar uma volta pela cidade, indo até Old Jafa que é uma cidade de importância histórica e local de alguns acontecimentos bíblicos.
O passeio por Jafa é muito agradável, dá pra fazer tranquilamente a pé. Ela é uma antiga cidade portuária de Israel, tida como uma das mais antigas do mundo. A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. (Fonte: Wikipédia)
Após esse passeio, devido ao cansaço ainda da viagem e muuuito sono, resolvi voltar ao Hostel e tentar fazer check-in para descansar. Não teve jeito! Os caras só ia liberar o quarto após as 15h00. Então o jeito foi tirar alguns cochilos na área de convivência, que por sinal era muito boa! A noite fiquei pelo hostel mesmo, tomando umas cervejas e experimentando uns pães que eles tinham lá...
Conhecer Israel (Terra Santa) já era um sonho antigo, que eu acreditava um dia poder realizar através de algum pacote de viagens ou com uma daquelas peregrinações realizadas por igrejas. Porém, os altos preços (em torno de R$ 12.000,00) me deixavam bastante desanimado.
Ao me deparar com alguns relatos aqui no Mochileiros percebi que era possível fazer essa viagem por conta própria, inclusive sozinho. No final de 2016 fiz algumas pesquisas e reuni valores, chegando à conclusão de que seria possível realizar esta viagem ainda em 2017.
Comprei as passagens em janeiro para viajar em 26 de maio. Portanto, teria quatro meses para planejar um roteiro em que seria possível conhecer os principais lugares, principalmente religiosos. Aproveitei esse tempo também para estudar inglês, tentando me preparar principalmente para a “temida” imigração israelense, da qual li diversas histórias, muitas delas assustadoras.
O roteiro de viagem ficou assim:
Sobre a compra da passagem: tive que usar uma artimanha para conseguir um preço bom. Ao simular um voo Fortaleza - Tel Aviv a passagem saía por mais de 4 mil reais. Se eu comprasse os trechos separados FOR-GRU-FOR / GRU-TLV-GRU, o valor total saía por menos de 3 mil. Pra melhorar ainda mais, comprei o trecho FOR-GRU-FOR com milhas (tive que comprar algumas pra completar). No final acabei pagando R$ 2.700,00 pelos 2 trechos. O voo de Guarulhos para Tel Aviv tem conexão na Etiópia e nessa primeira parte voamos no moderno B787 Dreamliner da Ethiopian Airlines. O voo é excelente e a empresa muito boa, não tive o que reclamar.
1º DIA - TEL AVIV
Após 31 horas de voo, o corpo está bem cansado e a mente começa a ter dificuldade para processar informações. Junte-se a isso uma diferença de 6 horas de fuso horário e as coisas começam a ficar complicadas. Tive bastante dificuldade na imigração e cheguei a pensar que seria deportado. Primeiramente, ao chegar no primeiro agente da imigração ele só me fez duas perguntas: Você está viajando sozinho? Tem bagagem despachada? Acho que pelo fato de eu estar sozinho e com apenas uma mochila fui tomado como suspeito e encaminhado para outro agente. Fiquei quase 1 hora esperando para ser interrogado, onde rolou todo tipo de pergunta: Qual o motivo da sua viagem? Quanto dias vai passar aqui? Quanto dinheiro você tem? Com o que você trabalha? Qual o motivo da sua viagem? Você conhece alguém em Israel? Tem alguém lhe esperando lá fora? Qual o motivo da sua viagem? Sim! Ele repetiu a mesma pergunta Qual o motivo da sua viagem? diversas vezes!!! Tentei explicar que era turismo, que eu queria conhecer Israel, os lugares bíblicos, que eu era apenas um mochileiro, mostrei passagens de ida e volta, comprovantes de reservas... mas não adiantava. Ele foi bem claro "Esses motivos não são suficientes". Em certo momento ele pediu meu celular e fez uma varredura em tudo, principalmente WhatsApp (ali meu medo era ele clicar no gemidão
). Após quase 1 hora de interrogatório, ele não satisfeito me levou para uma outra agente, que fez as mesmas perguntas e ainda acrescentou: Você tem drogas na mochila? Você usa drogas? Você já usou drogas? Por fim, ela me deu o passaporte o visto, olhou bem fundo nos meus olhos e disse: Vá! Mas, saiba que estarei de olho em você nos próximos 8 dias!
Depois de toda essa tensão, consegui sair da imigração e entrar oficialmente no país. Ao sair no desembarque procurei adquirir logo um Sim Card com acesso a internet para utilizar durante minha passagem por Israel e consegui encontrar numa lojinha à direita da saída. Achei muuito caro (aproximadamente 150 reais), mas valeu a pena no sentido de que me serviu não só para comunicação, mas para armazenamento das fotos e vídeos na nuvem e orientação pelo Google Maps em diversas situações. Agora era a hora de tentar chegar ao hostel, o que seria complicado pelo fato de eu ter chegado em pleno Shabbat e o transporte público não funcionar. Acabei pegando um táxi por 120 shekels.
Cheguei ao Hostel ainda muito cedo, por volta de 6h30, não sendo possível fazer o check-in. Mas pude trocar de roupa, carregar o celular, deixar a mochila e ainda tomar o café da manhã (grátis). Depois de tudo isso, fui dar uma volta pela cidade, indo até Old Jafa que é uma cidade de importância histórica e local de alguns acontecimentos bíblicos.
O passeio por Jafa é muito agradável, dá pra fazer tranquilamente a pé. Ela é uma antiga cidade portuária de Israel, tida como uma das mais antigas do mundo. A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. (Fonte: Wikipédia)
Após esse passeio, devido ao cansaço ainda da viagem e muuuito sono, resolvi voltar ao Hostel e tentar fazer check-in para descansar. Não teve jeito! Os caras só ia liberar o quarto após as 15h00. Então o jeito foi tirar alguns cochilos na área de convivência, que por sinal era muito boa! A noite fiquei pelo hostel mesmo, tomando umas cervejas e experimentando uns pães que eles tinham lá...
(EM CONSTRUÇÃO)
Editado por Fred Moura