Mochileir@s! Já estava com saudade de postar um relato aqui e chegou o dia! Esse é o meu segundo relato de viagem e faço novamente pelo menos motivo: para desmistificar preconceitos e pra fazer todo mundo, principalmente os brasileiros , pegar a mochila e correr pra região Amazônica!
Fui para Belém em 2015 e além de ter sido uma das minhas viagens mais incríveis, fiquei sabendo de um tal barco que fazia o trajeto Manaus- Santarém. Pronto, viagem planejada para algum momento da minha vida.
Eu trabalho como Engenheira Florestal e cresci falando da Amazônia e da importância da sua preservação, então, dá pra imaginar como essa viagem foi especial para mim né? Agradeci muito pela oportunidade, tanto financeira quanto principalmente, iniciativa de ir pra lá e perceber que somos muitos pequenos comparados àquela imensidão amazônica. Desejo que todos possam ter essa experiência um dia.
Segue um pouco do que fiz por lá, nesses 18 dias!
Pré – viagem:
·Passagem de avião LATAM
Ida: SP – Manaus/AM: 370,00$ (comprado dia 04/06)
Volta: Santarém/PA – SP: 263,00 (comprado dia 25/06)
·Hostel TerrAmor em Alter do Chão: através do boocking.com
Ps: Não curto tomar remédios, mas são bem necessários em viagens, pois uma simples dor de cabeça pode prejudicar seu rolê e passa rápido com um simples comprimido.
Preparação da mochila:
Minha mochila é da Quechua Forclaz 50 L! É perfeita para viagens e tem uma abertura lateral ótima, ganhei há 5 anos e ela já me acompanhou em viagens longas e está inteirona ainda.
A cada viagem que faço tento diminuir a quantidade de coisas que levo, com o tempo a gente vai aprendendo e vai se acostumando. Nessa, procurei levar roupas leves e de fácil lavagem.
Levei o básico e consegui sobreviver muito bem e acho até que poderia ter levado menos roupa, pois repeti muita coisa.
ITENS MOCHILA:
·02 vestidos curtos, 01 saia longa, 01 saia curta, 01 macaquinho, 01 short jeans, 01 short de academia, 02 calça legging, 01 calça jeans, 01 casaco leve de frio, 02 regatas, 03 blusinhas, 01 blusa manga longa, 04 meias, calcinhas, sutiãs, biquínis, 01 top
·01 capa de chuva, cordas pra rede, lanterna, cadeado, extensão, capa da mochila, lençol, máquina fotográfica, carregadores, etc.
·01 par de havaianas, tênis de trilha e 01 sandália;
·Mochila de ataque (uma simples de 15 L da Quechua);
·01 rolo de papel higiênico;
Agora a melhor parte do relato: A VIAGEM!
13/09 (quarta-feira):
Meu voo estava marcado para as 9h30 e sairia do Aeroporto de Congonhas, peguei um táxi pelo app 99taxi de casa ás 8h. Despachei a mochila certinho e fui pro embarque, meu voo acabou atrasando uns 30 min e eu tinha escala em BSB de 40 min. Logo acabei saindo correndo pelo “pequeno” aeroporto de BSB, para quando entrar no avião descobrir que era a mesma tripulação haha. Esse voo também atrasou para sair e cheguei em Manaus por volta das 15h.
Em Manaus iria ficar na casa de uma amiga da faculdade, do aeroporto peguei um Uber para ir ao trabalho dela. Lá funciona Uber muito bem! E é mais barato que em SP. O transporte público e trânsito em Manaus são bem caóticos! Como o bairro da minha amiga era afastado do Centro, acabei usando só Uber lá.
Essa hora já não havia nada aberto para um almoço e acabei almoçando um x-salada na lanchonete Careca Lindo, que depois descobrir ser um clássico manauara. Outra coisa que ressalto, é que realmente o Norte é bem carnívoro. Seja peixe ou outras carnes, é bem difícil encontrar algo vegetariano por lá. Eu estou sem comer carne faz quase 3 meses, mas quando viajo quero experimentar todas as comidas regionais e lá não foi diferente. Mas confesso que tinham dias que era difícil rs
Já na casa da Liane, entrei em contato com a agência Iguana Turismo que uma moça do Mochileiros tinha indicado. Como teria um compromisso no sábado em Manaus, achei melhor fazer o passeio de 02 dias e 01 noite, mas caso tenham esse tempo. O passeio de 03 dias e 02 noites vale muito a pena, eu fiquei com um gostinho de mais no final.
Fechei o pacote com eles por 340$ e eles iam me buscar em casa, o que achei ótimo. No passeio está incluso: todo o transporte até a Pousada Boca do Juma, no Rio Negro, alimentação (café, almoço e jantar (com água e suco), o pernoite em quarto coletivo e todo o transporte de volta à Manaus.
Como sairia as 7h pro passeio no dia seguinte, fiquei tranquila em casa e pedimos uma pizza a noite (super regional rs)
Por volta das 7h vieram me buscar da agência em casa e puder ver um pouco do caos no trânsito da cidade. Demoramos 1h pra chegar no Centro onde ficava a agência, assim também pude conhecer o Teatro Amazonas que era ao lado.
No passeio seriam só eu e o Mario, um senhor de Curitiba, ele continuaria por faria o passeio de 4 dias na Floresta. Achei muito bacana da agência não ter cancelado porque estávamos somente em duas pessoas.
Já no porto do CEASA, comi um salgado pra aguentar o café da manhã e partimos numa lancha que parou para vermos o Encontro das Águas! Antes de fazer os passeios em Manaus é bom verificar o que cada um proporciona pra não gastar duas vezes.
Ver o Encontro de pertinho foi demais, coisas que só estando lá pra saber. É MUITA ÁGUA! Outra coisa que eu pensava o tempo inteiro.
encontro das águas dos Rios Solimões e Rio Negro - Manaus/AM
A lancha nos deixou no Porto do Careiro e lá pegamos uma Kombi, seriam mais cerca de 1h30 por estrada asfaltada e de terra, no caminho paramos em um mercadinho e comprei algumas frutas. Depois pegamos outra lancha e com mais 40 min chegamos finalmente à Pousada Boca da Juma. Lá é um lugar incrível! A entrada é num restaurante flutuante, que se adapta ao nível da água do Rio Negro e os quartos e banheiros ficam na parte de cima. O quarto coletivo é bem tranquilo, mas tem os chalés individuais. Eis que aconteceu a primeira coisa chata do passeio, o Gerard (filho dos donos da pousada) e que seria nosso guia, começou me tratando muito bem pois estava achando que eu estava acompanhada do Mario. Quando foi nos mostrar os quartos, informei que não estávamos juntos e meu quarto era o coletivo. Aí ele logo começou a soltar os comentários machistas sobre eu estar viajando sozinha e quando foi me ajudar no quarto, me forçou a cumprimentar ele com beijo no rosto (sendo que eu já tinha o cumprimentado quando cheguei, entendem?) Bom, coloquei um short e fui almoçar. Depois do almoço, fui tomar um banho no Rio (eram cerca de 35 metros de profundidade, não sou ótima nadadora e preferi ficar na escadinha rs pois fiquei com receio da correnteza. Lá tive que ouvir outro comentário desnecessário, quando o Gerard ficou insistindo pra eu colocar biquíni e entrar na água (?) depois ainda veio com um papo torto: - aqui é muito legal pra trazer namorado/marido, eu vou trazer a minha semana que vem. Por que você não trouxe o seu?
Eu nem cheguei a responder, fingi demência e continuei observando o Rio, depois de insistir mais um tempo e perceber que eu não iria falar nada, ele perguntou se eu não tinha gostado da pergunta e pediu desculpas.
*Viajar sozinha é muito complicado e eu ainda fico bem chateada quando tenho que ouvir esse tipo de perguntar e lidar com situações assim. Ou você é grossa com a pessoa ou acham que você está “dando mole” simplesmente por estar viajando sozinha. Espero um dia ser respeitada e que perguntas desse tipo, nem tratamentos assim, aconteçam mais. A questão não é ter um namorado ou não, a questão maior é de respeito, pessoas que eu não tinha e nem queria ter a menor intimidade me perguntavam isso. Viajar sozinha no Brasil ainda é um tabu e grande parte dos brasileiros têm pré-conceitos com isso. Enfim, tentarei não comentar mais disso se for possível.
Por volta das 15h saímos de barco para fazer observação de aves e botos, vimos muito pouco pois logo começou a chover e foi melhor pararmos o barco. Por volta das 17h saímos novamente dessa vez para pescar piranhas e vermos o pôr-do-sol. A pesca de piranhas foi uma experiência bem bacana, pois nunca havia pescado nada e até que gostei. Além de aprender a tomar todo cuidado com elas.
a felicidade e o medo andam juntos!rs
Depois paramos com o barco em um ponto do Rio Juma para vermos o pôr-do-sol, que foi incrível! A natureza é algo incrível, abençoado e que nos faz nos sentir muito pequeno com nossos problemas diários.
Por volta das 20h foi servido o jantar, que teve pirarucu assado, pedi uma cerveja para acompanhar. A comida é feita pela dona da pousada e é muito saborosa.
Depois do jantar fomos de barco fazer focagem de jacaré, foi bacana também. O guia pegou um jacaré filhote para nos mostrar, foi muito interessante ter um contato tão próximo assim. Até havia a possibilidade de segurar sozinho, mas eu evitei com medo (tenho mãos pequenas rs) e tive um grande alivio quando ele foi liberado no rio. Fui ler e dormi por volta das 22h.
focagem de jacaré
Gastos do dia:
·Salgado no CEASA: R$ 2,00
·Frutas no mercadinho: R$ 6,50
·01 cerveja: R$ 5,00
15/09 (sexta-feira):
Acordamos as 5h30 para vermos o nascer do Sol! Esse momento foi um dos mais incríveis da viagem, naquela imensidão do Rio Negro fiquei ainda mais impressionada com o poder na natureza, ela é bela por si só. Fiquei muito emocionada pois acabamos cruzando uma revoada de passarinhos incrível! Chorei e agradeci muito por ter o privilégio de estar ali presenciando e vivenciando tudo aquilo. Lembrei de muitos amigos e da minha família e agradeci!
Voltamos por volta das 8h e tomamos um café reforçado pois iriamos fazer uma trilha pela Floresta. Eu sou Engenheira Florestal e já fiz muitas trilhas por aí, confesso que esperava mais rs mas com certeza saber onde eu estava foi demais. Vi muitas espécies que eu não conhecia e podemos aprender mais da história de desenvolvimento da região Amazônica. A trilha foi guiada pelo Gerard e por um mateiro da região.
Voltamos para o almoço e havia chegado um grupo bem grande, de gringos e duas brasileiras. Tomei mais um banho de rio e peguei a lancha para ir embora daquele paraíso.
Por isso digo para se possível fazer o passeio de 3 dias, fiquei com um grande gostinho de mais, pois na segunda noite há pernoite em rede dentro da floresta!
Cheguei em Manaus umas 17h e me peguei o caos da volta para o bairro no trânsito. Fui comer no final do dia em um lugar com café regional próximo da casa da minha amiga, comemos a tapioca cabloquinho típica manauara.
À noite, saí para um bar próximo com a Suellem que conheci através do Couchsurfing, uma ferramenta incrível para usar em viagens e conhecer muitas pessoas! Voltei cedo porque estava bem cansada e precisava me preparar para o sábado.
Gastos do dia:
·01 cerveja: R$ 5,00
·Tapioca de queijo coalho + tucumã + banana frita e um suco de cajá: R$ 13,00
·01 chopp sujo (cerveja com limão e sal) + 01 água: R$ 15,00
Mochileir@s! Já estava com saudade de postar um relato aqui e chegou o dia! Esse é o meu segundo relato de viagem e faço novamente pelo menos motivo: para desmistificar preconceitos e pra fazer todo mundo, principalmente os brasileiros , pegar a mochila e correr pra região Amazônica!
Fui para Belém em 2015 e além de ter sido uma das minhas viagens mais incríveis, fiquei sabendo de um tal barco que fazia o trajeto Manaus- Santarém. Pronto, viagem planejada para algum momento da minha vida.
Eu trabalho como Engenheira Florestal e cresci falando da Amazônia e da importância da sua preservação, então, dá pra imaginar como essa viagem foi especial para mim né? Agradeci muito pela oportunidade, tanto financeira quanto principalmente, iniciativa de ir pra lá e perceber que somos muitos pequenos comparados àquela imensidão amazônica. Desejo que todos possam ter essa experiência um dia.
Segue um pouco do que fiz por lá, nesses 18 dias!
Pré – viagem:
· Passagem de avião LATAM
Ida: SP – Manaus/AM: 370,00$ (comprado dia 04/06)
Volta: Santarém/PA – SP: 263,00 (comprado dia 25/06)
· Hostel TerrAmor em Alter do Chão: através do boocking.com
5 noites – 50$ diária = 250$
Em junho paguei metade para confirmação = 125$
· Remédios diversos: Dorflex, Polaramine (antialérgico), dipirona (antitérmico), Neosaldina (dor de cabeça): ~ 40 $
Ps: Não curto tomar remédios, mas são bem necessários em viagens, pois uma simples dor de cabeça pode prejudicar seu rolê e passa rápido com um simples comprimido.
Preparação da mochila:
Minha mochila é da Quechua Forclaz 50 L! É perfeita para viagens e tem uma abertura lateral ótima, ganhei há 5 anos e ela já me acompanhou em viagens longas e está inteirona ainda.
A cada viagem que faço tento diminuir a quantidade de coisas que levo, com o tempo a gente vai aprendendo e vai se acostumando. Nessa, procurei levar roupas leves e de fácil lavagem.
Levei o básico e consegui sobreviver muito bem e acho até que poderia ter levado menos roupa, pois repeti muita coisa.
ITENS MOCHILA:
· 02 vestidos curtos, 01 saia longa, 01 saia curta, 01 macaquinho, 01 short jeans, 01 short de academia, 02 calça legging, 01 calça jeans, 01 casaco leve de frio, 02 regatas, 03 blusinhas, 01 blusa manga longa, 04 meias, calcinhas, sutiãs, biquínis, 01 top
· 01 capa de chuva, cordas pra rede, lanterna, cadeado, extensão, capa da mochila, lençol, máquina fotográfica, carregadores, etc.
· 01 par de havaianas, tênis de trilha e 01 sandália;
· Mochila de ataque (uma simples de 15 L da Quechua);
· 01 rolo de papel higiênico;
Agora a melhor parte do relato: A VIAGEM!

13/09 (quarta-feira):
Meu voo estava marcado para as 9h30 e sairia do Aeroporto de Congonhas, peguei um táxi pelo app 99taxi de casa ás 8h. Despachei a mochila certinho e fui pro embarque, meu voo acabou atrasando uns 30 min e eu tinha escala em BSB de 40 min. Logo acabei saindo correndo pelo “pequeno” aeroporto de BSB, para quando entrar no avião descobrir que era a mesma tripulação haha. Esse voo também atrasou para sair e cheguei em Manaus por volta das 15h.
Em Manaus iria ficar na casa de uma amiga da faculdade, do aeroporto peguei um Uber para ir ao trabalho dela. Lá funciona Uber muito bem! E é mais barato que em SP. O transporte público e trânsito em Manaus são bem caóticos! Como o bairro da minha amiga era afastado do Centro, acabei usando só Uber lá.
Essa hora já não havia nada aberto para um almoço e acabei almoçando um x-salada na lanchonete Careca Lindo, que depois descobrir ser um clássico manauara. Outra coisa que ressalto, é que realmente o Norte é bem carnívoro. Seja peixe ou outras carnes, é bem difícil encontrar algo vegetariano por lá. Eu estou sem comer carne faz quase 3 meses, mas quando viajo quero experimentar todas as comidas regionais e lá não foi diferente. Mas confesso que tinham dias que era difícil rs
Já na casa da Liane, entrei em contato com a agência Iguana Turismo que uma moça do Mochileiros tinha indicado. Como teria um compromisso no sábado em Manaus, achei melhor fazer o passeio de 02 dias e 01 noite, mas caso tenham esse tempo. O passeio de 03 dias e 02 noites vale muito a pena, eu fiquei com um gostinho de mais no final.
Fechei o pacote com eles por 340$ e eles iam me buscar em casa, o que achei ótimo. No passeio está incluso: todo o transporte até a Pousada Boca do Juma, no Rio Negro, alimentação (café, almoço e jantar (com água e suco), o pernoite em quarto coletivo e todo o transporte de volta à Manaus.
Como sairia as 7h pro passeio no dia seguinte, fiquei tranquila em casa e pedimos uma pizza a noite (super regional rs)
Gastos do dia: SP – BSB – MANAUS
· Táxi pro aeroporto de Congonhas: R$ 26,00
· Uber Manaus: R$ 17,00
· Lanche + suco Taperebá + água: R$ 26,00 (Bar Careca Lindo)
· Pizza em casa /2: R$26,00
primeiro pôr-do-SOL amazônico - Manaus/AM
14/09 (quinta-feira):
Por volta das 7h vieram me buscar da agência em casa e puder ver um pouco do caos no trânsito da cidade. Demoramos 1h pra chegar no Centro onde ficava a agência, assim também pude conhecer o Teatro Amazonas que era ao lado.
No passeio seriam só eu e o Mario, um senhor de Curitiba, ele continuaria por faria o passeio de 4 dias na Floresta. Achei muito bacana da agência não ter cancelado porque estávamos somente em duas pessoas.
Já no porto do CEASA, comi um salgado pra aguentar o café da manhã e partimos numa lancha que parou para vermos o Encontro das Águas! Antes de fazer os passeios em Manaus é bom verificar o que cada um proporciona pra não gastar duas vezes.
Ver o Encontro de pertinho foi demais, coisas que só estando lá pra saber. É MUITA ÁGUA! Outra coisa que eu pensava o tempo inteiro.
A lancha nos deixou no Porto do Careiro e lá pegamos uma Kombi, seriam mais cerca de 1h30 por estrada asfaltada e de terra, no caminho paramos em um mercadinho e comprei algumas frutas. Depois pegamos outra lancha e com mais 40 min chegamos finalmente à Pousada Boca da Juma. Lá é um lugar incrível! A entrada é num restaurante flutuante, que se adapta ao nível da água do Rio Negro e os quartos e banheiros ficam na parte de cima. O quarto coletivo é bem tranquilo, mas tem os chalés individuais. Eis que aconteceu a primeira coisa chata do passeio, o Gerard (filho dos donos da pousada) e que seria nosso guia, começou me tratando muito bem pois estava achando que eu estava acompanhada do Mario. Quando foi nos mostrar os quartos, informei que não estávamos juntos e meu quarto era o coletivo. Aí ele logo começou a soltar os comentários machistas sobre eu estar viajando sozinha e quando foi me ajudar no quarto, me forçou a cumprimentar ele com beijo no rosto (sendo que eu já tinha o cumprimentado quando cheguei, entendem?) Bom, coloquei um short e fui almoçar. Depois do almoço, fui tomar um banho no Rio (eram cerca de 35 metros de profundidade, não sou ótima nadadora e preferi ficar na escadinha rs pois fiquei com receio da correnteza. Lá tive que ouvir outro comentário desnecessário, quando o Gerard ficou insistindo pra eu colocar biquíni e entrar na água (?) depois ainda veio com um papo torto: - aqui é muito legal pra trazer namorado/marido, eu vou trazer a minha semana que vem. Por que você não trouxe o seu?
Eu nem cheguei a responder, fingi demência e continuei observando o Rio, depois de insistir mais um tempo e perceber que eu não iria falar nada, ele perguntou se eu não tinha gostado da pergunta e pediu desculpas.
*Viajar sozinha é muito complicado e eu ainda fico bem chateada quando tenho que ouvir esse tipo de perguntar e lidar com situações assim. Ou você é grossa com a pessoa ou acham que você está “dando mole” simplesmente por estar viajando sozinha. Espero um dia ser respeitada e que perguntas desse tipo, nem tratamentos assim, aconteçam mais. A questão não é ter um namorado ou não, a questão maior é de respeito, pessoas que eu não tinha e nem queria ter a menor intimidade me perguntavam isso. Viajar sozinha no Brasil ainda é um tabu e grande parte dos brasileiros têm pré-conceitos com isso. Enfim, tentarei não comentar mais disso se for possível.
Por volta das 15h saímos de barco para fazer observação de aves e botos, vimos muito pouco pois logo começou a chover e foi melhor pararmos o barco. Por volta das 17h saímos novamente dessa vez para pescar piranhas e vermos o pôr-do-sol. A pesca de piranhas foi uma experiência bem bacana, pois nunca havia pescado nada e até que gostei. Além de aprender a tomar todo cuidado com elas.
a felicidade e o medo andam juntos!rs
Depois paramos com o barco em um ponto do Rio Juma para vermos o pôr-do-sol, que foi incrível! A natureza é algo incrível, abençoado e que nos faz nos sentir muito pequeno com nossos problemas diários.
Por volta das 20h foi servido o jantar, que teve pirarucu assado, pedi uma cerveja para acompanhar. A comida é feita pela dona da pousada e é muito saborosa.
Depois do jantar fomos de barco fazer focagem de jacaré, foi bacana também. O guia pegou um jacaré filhote para nos mostrar, foi muito interessante ter um contato tão próximo assim. Até havia a possibilidade de segurar sozinho, mas eu evitei com medo (tenho mãos pequenas rs) e tive um grande alivio quando ele foi liberado no rio. Fui ler e dormi por volta das 22h.
focagem de jacaré
Gastos do dia:
· Salgado no CEASA: R$ 2,00
· Frutas no mercadinho: R$ 6,50
· 01 cerveja: R$ 5,00
15/09 (sexta-feira):
Acordamos as 5h30 para vermos o nascer do Sol! Esse momento foi um dos mais incríveis da viagem, naquela imensidão do Rio Negro fiquei ainda mais impressionada com o poder na natureza, ela é bela por si só. Fiquei muito emocionada pois acabamos cruzando uma revoada de passarinhos incrível! Chorei e agradeci muito por ter o privilégio de estar ali presenciando e vivenciando tudo aquilo. Lembrei de muitos amigos e da minha família e agradeci!
Voltamos por volta das 8h e tomamos um café reforçado pois iriamos fazer uma trilha pela Floresta. Eu sou Engenheira Florestal e já fiz muitas trilhas por aí, confesso que esperava mais rs mas com certeza saber onde eu estava foi demais. Vi muitas espécies que eu não conhecia e podemos aprender mais da história de desenvolvimento da região Amazônica. A trilha foi guiada pelo Gerard e por um mateiro da região.
Voltamos para o almoço e havia chegado um grupo bem grande, de gringos e duas brasileiras. Tomei mais um banho de rio e peguei a lancha para ir embora daquele paraíso.
Por isso digo para se possível fazer o passeio de 3 dias, fiquei com um grande gostinho de mais, pois na segunda noite há pernoite em rede dentro da floresta!
Cheguei em Manaus umas 17h e me peguei o caos da volta para o bairro no trânsito. Fui comer no final do dia em um lugar com café regional próximo da casa da minha amiga, comemos a tapioca cabloquinho típica manauara.
À noite, saí para um bar próximo com a Suellem que conheci através do Couchsurfing, uma ferramenta incrível para usar em viagens e conhecer muitas pessoas! Voltei cedo porque estava bem cansada e precisava me preparar para o sábado.
Gastos do dia:
· 01 cerveja: R$ 5,00
· Tapioca de queijo coalho + tucumã + banana frita e um suco de cajá: R$ 13,00
· 01 chopp sujo (cerveja com limão e sal) + 01 água: R$ 15,00