Há tempos que Morro de São Paulo mora no meu subconsciente. Desde antes do que chamo de minha desibernação viajante. Foi sempre de ouvir falar mesmo. No entanto, de alguma forma não entrava na minha programação de feriados de 4 dias. Ou havia outras prioridades, ou o feriado caía em época a evitar (réveillon!), ou surgia oportunidade para outros cantos. Neste ano, tbm em função da falta de oportunidades (oportunidade = passagens promocionais), acabamos optando por Morro para o feriado de 7 de setembro. As passagens passaram longe do que eu entendo como oportunidade, mas não saíram de todo caras (700 ida e volta para cada), em se tratando de um feriadão.
Adquiridas as passagens, montamos a logística. Chegar, dormir no Pelourinho (para ir andando até o Porto), 3 noites em Morro, e outra noite em Salvador. Nosso voo de volta saía no fim da madrugada de domingo para segunda-feira.
Éramos cinco dessa vez, de modo que era melhor tentar um taxi que coubessem todos. E logo conseguimos ao preço fechado-facada de 140 paus até o Pelô. No caminho já começou a chover, prenúncio do que eu vinha observando: a previsão para o período continha chuva em geral. Ficamos numa pousada guerreira e barata bem no Pelourinho, e a ideia era rodar pela área de noite para ver como é o agito noturno. Então mal chegamos e já saímos. No entanto, ao menos naquela quarta-feira pré-feriado (ou seja, uma sexta disfarçada), a região do Pelourinho, ou melhor, a região do centro histórico, estava bem morta. Um ou outro lugar aberto, mas nada nos atraía (bebuns, karaokê, etc.). Tudo fechado. Para coroar, começou a chover mais forte. Ainda rodamos pela área, mas fomos tomar nossas saideiras na pousada mesmo.
Quinta-feira acordamos, tomamos o bom café da pousada e partimos para o Porto. Caminhada simples e tranquila, em 15 minutos estávamos lá. Felizmente não chovia! Dois do nosso grupo amarelaram (antecipadamente) e foram pela via terrestre. Nós 3 fomos de catamarã mesmo. Compramos antecipadamente com a Biotur pela inet por quase 100 pratas cada perna.
Catamarã saiu até antes do horário previsto (9hs). Galera já tava toda lá, então partiu. Eu tinha tomado dramin pq sabia que enjoaria. Não sei se o dramin não ajudou (acho que não, mas deu sono), só sei que não consegui ir sentado. Fui lá para o fundo ficar em pé olhando para Salvador ao fundo. Em suma, foram mais de 2,5 horas batalhando contra o enjoo, que me rodeava sem sair de perto. E uma galera ao redor (eu evitava olhar para dentro do catamarã) chamando Raul geral. Conforme previsto. Vale lembrar que uma semana antes rolou o acidente fatal na Baía de Todos os Santos com o barco que ia para (voltava?) Itaparica.
Enfim, passada a tormenta, chegamos. Amem. Direto para a 3ª praia, onde era nossa pousada. Tinha lido que a 3ª praia era uma posição estratégica. É calma e fica do lado da 2ª praia, que é onde rola o agito noturno. De fato, é assim mesmo.
Chegando em MSP
Agora que já fui, eu diria o seguinte:
1ª praia – tranquilo de ficar, bem central.
2ª praia – somente se vc quiser agito (e barulho)
3ª praia – maior relax, e do lado do agito
4ª praia em diante – mais longe, ainda mais relax, mas vai ficar longe de tudo
Centrinho – idem à 1ª praia. Rola agito, mas acho que não da forma como tem na 2ª praia.
Impressões iniciais: ambulância
Impressões iniciais: taxi
Fizemos checkin, largamos as coisas e partimos para passear em direção à 4ª praia. O tempo já vinha nublando desde a nossa chegada, até nublar completamente. Parecia que bateria uma chuva, então paramos num bar de praia para curtir o momento, a praia, saciar a sede e a fome. Relaxar. Ficamos uma parte da tarde por lá, curtindo. Depois fomos bater perna pelo centrinho, explorar e conhecer a área.
Morro me lembrou bastante de outros lugares onde já estive antes. A 2ª praia me lembrou Palm Beach, em Aruba. Mas sem os mega resorts de Aruba, com construções bem mais baixas e aconchegantes.
Um dos vários restaurantes na areia da 2a praia
O centrinho me lembrou muito de Ko Phi Phi e tbm da Praia do Forte (Bahia). No resto do dia ficamos meio que rodando de bar em bar, aproveitando algumas happy hours até tarde.
Dia 2
Nesse dia acordei cedo e fui dar uma corrida pela vila e em direção às praias mais distantes. Com a maré já baixando, fica ótimo. Nos dias seguintes a maré só baixaria mais tarde, impedindo a passagem seca em alguns lugares.
Maré baixa na 2a praia
Maré alta no caminho para a 3a praia
Reservamos esse dia para fazer o tradicional passeio de barco comumente chamado de “volta à ilha”. O roteiro é o mesmo nas agências, e, pelo que observamos, o preço tbm. 100 BRL por pessoa, passeio de dia inteiro. Fomos avisados sutilmente que o barco quicava na água, o que fez com que Katia desistisse. De fato, o barco vai quicando na água por 1 hora. Mas foi numa boa, ninguém enjoou nem nada.
O passeio sai às 10. Mas era feriado, muita gente, Brasil e tal. Saiu 10:40. Fazia sol, mas vinham umas pancadas rápidas de chuva. Tempo não firmava. Primeira parada é Guaporé, com suas piscinas naturais. Chegando lá, tava bem nublado. O barqueiro – e vários outros – logo induzem para que o grupo prefira ir direto para as piscinas de Moreré, que “são melhores e pode ficar por uma hora direto”. A alternativa era quebrar essa uma hora entre Guaporé e Moreré. Fato é que naquele momento as condições não estavam lá muito boas para qualquer piscina natural: ausência de sol e mar remexido. E, diante da sugestão induzida, o grupo concordou em seguir logo para Moreré.
Tinha a maior galera em Moreré. Vááááários barcos, muita gente. Muita gente já entornando álcool de manhã, e dentro da água. De copinho de plástico ou de long neck mesmo. Não sei o que é pior – para o mar. Lamentavelmente vi copos de plástico voando e boiando no mar. O mar estava meio revolto, água não estava cristalina. Passava longe daquelas fotos que se vê do lugar. Acontece, é a vida. Fiquei nadando, buscando áreas mais reservadas, mas nada de piscina cristalina. Não era dia, água estava turva. Para coroar, bateu uma pancada de chuva já no fim do tempo de nossa estadia ali. Por estarmos molhados, a chuva trouxe tbm um certo frio.
Água turva em Moreré...
Barco seguiu para Boipeba. Paramos numa praia linda, a da Cueira. A percepção foi ajudada pelo tempo, já que o sol apareceu de novo. Era a famosa parada de almoço, no restaurante do Guido. Lugar é famoso e badalado, mas em dia de feriado como aquele, a galera não dá conta. Não conseguíamos ser atendidos nem para cerveja, então nem cogitamos de pedir qq comida. Havia barracas de pastel e tapioca do lado, que já satisfez a galera. De qq forma, eu ia direto na cozinha pegar cerveja no Guido, na confiança.
Praia da Cueira
Curti muito aquela praia, muito bonita.
A galera oferece um passeio guiado a pé por Boipeba (10 BRL por pessoa) para quem estiver interessado. Que não quiser, o barco segue até a Praia Boca da Barra, onde recolhe a galera do passeio. Optemos pelo passeio, que segue ilha adentro. Achei bem bacana. Não tem nada de mais, é um lugar relax. Beeeem diferente do agito de MSP, outra vibe. Merece uma estada algum dia da vida. Passamos por áreas rurais, pela vila, por um pequeno museu com ossos, e saímos na praia, conforme plano.
O passeio de volta é bem mais tranquilo, o barco segue pelo rio. Nada de sair quicando sobre a água. O barco num lugar chamado Canasvieiras, para comer ostras. Novamente, sendo feriado, lotado e galera sem conseguir dar conta da quantidade de gente. Mas conseguimos comer algumas ostras. As in natura estava bacanas, as gratinadas eu achei muito estranhas. Passam longe do que comemos habitualmente em Floripa.
A última parada do passeio é em Cairu, que foi ótimo. Vamos andando pelas ruas com construções históricas até o Convento e Igreja de Santo Antônio. Custa 2 BRL pra entrar e dá direito a uma visita guiada relativamente rápida, mas suficientemente explicativa. O convento é lindo, no mesmo estilo dos conventos de São Francisco de Salvador, Olinda, João Pessoa, etc. Composição interna muito semelhante, sem contar os sempre belos azulejos portugueses.
Convento e Igreja de Santo Antônio
Essa é a última parada, depois disso o barco segue direto para o porto – mesmo local onde chega o catamarã. Chega umas 17hs e blau. Como não havia sol naquela hora, estava nublado, desencanamos de curtir pôr do sol. Vimos a maior galera indo para a famosa Toca do Morcego, mas não fomos. Aliás, não fomos na Toca.
Dia 3
Fomos fazer uma caminhada matinal, mas bateu uma chuva forte umas 8hs. Sorte que estávamos na 2ª praia e pudemos nos abrigar.
Reservamos esse dia para de explorar as praias locais. Ideia era seguir pelas praias adiante, em direção à 5ª praia. Logo cedo paramos nas piscinas naturais da 4a praia, que estavam ótimas! Muitos peixinhos, água clara, mesmo sem o sol necessário para deixar tudo ainda mais belo. Curtimos um bom tempo por ali. Há espaço para todos, basta seguir para mais longe que vc encontra piscinas vazias e água azul.
Maré baixa na 4a praia
Piscinas naturais
Peixinhos
Curtidas as piscinas, fomos andar. Caminhada longa até para depois da 5ª praia. Aliás, nem sei por quais praias andamos. Qto mais se anda, mais vazia a praia é. Belíssimo cenário. No caminho tem gente a pé, tem charrete, tem cavalo, tem bicicleta. Mas muito pouca gente no geral. De vez em qdo tem uns bares no caminho. Tempo foi firmando e permaneceu sol na maior parte, amem. Fomos até uma simpática barraca Carapitangui, onde paramos para um relax.
4a (ou 5a? ou 6a?) praia
5a (?) praia
Galera resolveu voltar de charrete, eu fiquei pra curtir um pouco mais. E voltar a pé. Dá 1h, é coisa de 5km, tranquilo. Achei que foi o melhor de MSP.
De volta à parte urbana, decidimos ir na tirolesa no fim da tarde. 50 BRL. Chegamos lá e fomos os penúltimos a descer, logo depois encerraria as atividades. Momento Brasil: vc assina um documento dizendo, entre outras coisas, que não ingeriu bebidas alcoólicas; e estávamos com latinhas de cerveja na mão. A tirolesa é bem legal, mas são 50 pratas por 5 segundos de curtição... Ah, e na subida tinha fila para entrar na Toca do Morcego. Que ainda não estava aberta.
Nesse dia rolava algum sol, então valia a pena buscar um lugar para tentar curtir. Como a Toca foi meio que descartada (tem fila, paga para entrar e é bem caro lá dentro), optamos pelo Hotel Portaló. Foi bacana, ainda que sem sol. Tinha bastante gente, mas havia espaço para todos – só que em pé.
Por do sol no Portaló
Dia 4
Dei uma corrida de manhã cedo pela rua interna de MSP, já que a maré ainda estava alta e impedia avançar de forma seca pela areia. Essa rua interna é onde circulam os ônibus, e tem algumas motos tbm. É pouco movimentada, e de terra. E estava bem enlameada, pq choveu forte de madrugada.
A chuva forte de madrugada trouxe o sol pleno no domingo, nosso último dia. Tínhamos toda a manhã e decidimos curtir a Praia da Gamboa. Trilha até lá, caminhada pela praia, tem argila para passar no corpo e etc. Ficamos num lugar bem relax, antes da parte urbana da Gamboa. Muito bom. Curtimos por toda a manhã e depois voltamos para pegar nossas coisas e embarcar no catamarã das 15hs.
Argila na gamboa
Praia da Gamboa
Paredão de argila
Decidi não tomar dramin e tentar dormir. Até comecei assim, mas não consigo. Logo fui para o fundo praticar minha luta contra o enjoo, tentando equilibrar o corpo e olhar para o horizonte. E fora quase 3 hs assim, com galera ao redor passando mal geral. Com direito a uma breve pausa para admirar as baleias. Batalha vencida, não enjoei.
Em Salvador pegamos um uber para Stella Maris, onde dormiríamos antes de regressar ao Rio de madrugada (ideia era ficar próximo do aeroporto). Ainda curtimos a janta no simpático Bar do Alemão antes de dormir. Dia seguinte já era novamente dia de trabalho!
E assim foi mais um feriado desbravando algum lugar pelo Brasil!
Há tempos que Morro de São Paulo mora no meu subconsciente. Desde antes do que chamo de minha desibernação viajante. Foi sempre de ouvir falar mesmo. No entanto, de alguma forma não entrava na minha programação de feriados de 4 dias. Ou havia outras prioridades, ou o feriado caía em época a evitar (réveillon!), ou surgia oportunidade para outros cantos. Neste ano, tbm em função da falta de oportunidades (oportunidade = passagens promocionais), acabamos optando por Morro para o feriado de 7 de setembro. As passagens passaram longe do que eu entendo como oportunidade, mas não saíram de todo caras (700 ida e volta para cada), em se tratando de um feriadão.
Adquiridas as passagens, montamos a logística. Chegar, dormir no Pelourinho (para ir andando até o Porto), 3 noites em Morro, e outra noite em Salvador. Nosso voo de volta saía no fim da madrugada de domingo para segunda-feira.
Éramos cinco dessa vez, de modo que era melhor tentar um taxi que coubessem todos. E logo conseguimos ao preço fechado-facada de 140 paus até o Pelô. No caminho já começou a chover, prenúncio do que eu vinha observando: a previsão para o período continha chuva em geral. Ficamos numa pousada guerreira e barata bem no Pelourinho, e a ideia era rodar pela área de noite para ver como é o agito noturno. Então mal chegamos e já saímos. No entanto, ao menos naquela quarta-feira pré-feriado (ou seja, uma sexta disfarçada), a região do Pelourinho, ou melhor, a região do centro histórico, estava bem morta. Um ou outro lugar aberto, mas nada nos atraía (bebuns, karaokê, etc.). Tudo fechado. Para coroar, começou a chover mais forte. Ainda rodamos pela área, mas fomos tomar nossas saideiras na pousada mesmo.
Quinta-feira acordamos, tomamos o bom café da pousada e partimos para o Porto. Caminhada simples e tranquila, em 15 minutos estávamos lá. Felizmente não chovia! Dois do nosso grupo amarelaram (antecipadamente) e foram pela via terrestre. Nós 3 fomos de catamarã mesmo. Compramos antecipadamente com a Biotur pela inet por quase 100 pratas cada perna.
Catamarã saiu até antes do horário previsto (9hs). Galera já tava toda lá, então partiu. Eu tinha tomado dramin pq sabia que enjoaria. Não sei se o dramin não ajudou (acho que não, mas deu sono), só sei que não consegui ir sentado. Fui lá para o fundo ficar em pé olhando para Salvador ao fundo. Em suma, foram mais de 2,5 horas batalhando contra o enjoo, que me rodeava sem sair de perto. E uma galera ao redor (eu evitava olhar para dentro do catamarã) chamando Raul geral. Conforme previsto. Vale lembrar que uma semana antes rolou o acidente fatal na Baía de Todos os Santos com o barco que ia para (voltava?) Itaparica.
Enfim, passada a tormenta, chegamos. Amem. Direto para a 3ª praia, onde era nossa pousada. Tinha lido que a 3ª praia era uma posição estratégica. É calma e fica do lado da 2ª praia, que é onde rola o agito noturno. De fato, é assim mesmo.
Chegando em MSP
Agora que já fui, eu diria o seguinte:
1ª praia – tranquilo de ficar, bem central.
2ª praia – somente se vc quiser agito (e barulho)
3ª praia – maior relax, e do lado do agito
4ª praia em diante – mais longe, ainda mais relax, mas vai ficar longe de tudo
Centrinho – idem à 1ª praia. Rola agito, mas acho que não da forma como tem na 2ª praia.
Impressões iniciais: ambulância
Impressões iniciais: taxi
Fizemos checkin, largamos as coisas e partimos para passear em direção à 4ª praia. O tempo já vinha nublando desde a nossa chegada, até nublar completamente. Parecia que bateria uma chuva, então paramos num bar de praia para curtir o momento, a praia, saciar a sede e a fome. Relaxar. Ficamos uma parte da tarde por lá, curtindo. Depois fomos bater perna pelo centrinho, explorar e conhecer a área.
Morro me lembrou bastante de outros lugares onde já estive antes. A 2ª praia me lembrou Palm Beach, em Aruba. Mas sem os mega resorts de Aruba, com construções bem mais baixas e aconchegantes.
Um dos vários restaurantes na areia da 2a praia
O centrinho me lembrou muito de Ko Phi Phi e tbm da Praia do Forte (Bahia). No resto do dia ficamos meio que rodando de bar em bar, aproveitando algumas happy hours até tarde.
Dia 2
Nesse dia acordei cedo e fui dar uma corrida pela vila e em direção às praias mais distantes. Com a maré já baixando, fica ótimo. Nos dias seguintes a maré só baixaria mais tarde, impedindo a passagem seca em alguns lugares.
Maré baixa na 2a praia
Maré alta no caminho para a 3a praia
Reservamos esse dia para fazer o tradicional passeio de barco comumente chamado de “volta à ilha”. O roteiro é o mesmo nas agências, e, pelo que observamos, o preço tbm. 100 BRL por pessoa, passeio de dia inteiro. Fomos avisados sutilmente que o barco quicava na água, o que fez com que Katia desistisse. De fato, o barco vai quicando na água por 1 hora. Mas foi numa boa, ninguém enjoou nem nada.
O passeio sai às 10. Mas era feriado, muita gente, Brasil e tal. Saiu 10:40. Fazia sol, mas vinham umas pancadas rápidas de chuva. Tempo não firmava. Primeira parada é Guaporé, com suas piscinas naturais. Chegando lá, tava bem nublado. O barqueiro – e vários outros – logo induzem para que o grupo prefira ir direto para as piscinas de Moreré, que “são melhores e pode ficar por uma hora direto”. A alternativa era quebrar essa uma hora entre Guaporé e Moreré. Fato é que naquele momento as condições não estavam lá muito boas para qualquer piscina natural: ausência de sol e mar remexido. E, diante da sugestão induzida, o grupo concordou em seguir logo para Moreré.
Tinha a maior galera em Moreré. Vááááários barcos, muita gente. Muita gente já entornando álcool de manhã, e dentro da água. De copinho de plástico ou de long neck mesmo. Não sei o que é pior – para o mar. Lamentavelmente vi copos de plástico voando e boiando no mar. O mar estava meio revolto, água não estava cristalina. Passava longe daquelas fotos que se vê do lugar. Acontece, é a vida. Fiquei nadando, buscando áreas mais reservadas, mas nada de piscina cristalina. Não era dia, água estava turva. Para coroar, bateu uma pancada de chuva já no fim do tempo de nossa estadia ali. Por estarmos molhados, a chuva trouxe tbm um certo frio.
Água turva em Moreré...
Barco seguiu para Boipeba. Paramos numa praia linda, a da Cueira. A percepção foi ajudada pelo tempo, já que o sol apareceu de novo. Era a famosa parada de almoço, no restaurante do Guido. Lugar é famoso e badalado, mas em dia de feriado como aquele, a galera não dá conta. Não conseguíamos ser atendidos nem para cerveja, então nem cogitamos de pedir qq comida. Havia barracas de pastel e tapioca do lado, que já satisfez a galera. De qq forma, eu ia direto na cozinha pegar cerveja no Guido, na confiança.
Praia da Cueira
Curti muito aquela praia, muito bonita.
A galera oferece um passeio guiado a pé por Boipeba (10 BRL por pessoa) para quem estiver interessado. Que não quiser, o barco segue até a Praia Boca da Barra, onde recolhe a galera do passeio. Optemos pelo passeio, que segue ilha adentro. Achei bem bacana. Não tem nada de mais, é um lugar relax. Beeeem diferente do agito de MSP, outra vibe. Merece uma estada algum dia da vida. Passamos por áreas rurais, pela vila, por um pequeno museu com ossos, e saímos na praia, conforme plano.
O passeio de volta é bem mais tranquilo, o barco segue pelo rio. Nada de sair quicando sobre a água. O barco num lugar chamado Canasvieiras, para comer ostras. Novamente, sendo feriado, lotado e galera sem conseguir dar conta da quantidade de gente. Mas conseguimos comer algumas ostras. As in natura estava bacanas, as gratinadas eu achei muito estranhas. Passam longe do que comemos habitualmente em Floripa.
A última parada do passeio é em Cairu, que foi ótimo. Vamos andando pelas ruas com construções históricas até o Convento e Igreja de Santo Antônio. Custa 2 BRL pra entrar e dá direito a uma visita guiada relativamente rápida, mas suficientemente explicativa. O convento é lindo, no mesmo estilo dos conventos de São Francisco de Salvador, Olinda, João Pessoa, etc. Composição interna muito semelhante, sem contar os sempre belos azulejos portugueses.
Convento e Igreja de Santo Antônio
Essa é a última parada, depois disso o barco segue direto para o porto – mesmo local onde chega o catamarã. Chega umas 17hs e blau. Como não havia sol naquela hora, estava nublado, desencanamos de curtir pôr do sol. Vimos a maior galera indo para a famosa Toca do Morcego, mas não fomos. Aliás, não fomos na Toca.
Dia 3
Fomos fazer uma caminhada matinal, mas bateu uma chuva forte umas 8hs. Sorte que estávamos na 2ª praia e pudemos nos abrigar.
Reservamos esse dia para de explorar as praias locais. Ideia era seguir pelas praias adiante, em direção à 5ª praia. Logo cedo paramos nas piscinas naturais da 4a praia, que estavam ótimas! Muitos peixinhos, água clara, mesmo sem o sol necessário para deixar tudo ainda mais belo. Curtimos um bom tempo por ali. Há espaço para todos, basta seguir para mais longe que vc encontra piscinas vazias e água azul.
Maré baixa na 4a praia
Piscinas naturais
Peixinhos
Curtidas as piscinas, fomos andar. Caminhada longa até para depois da 5ª praia. Aliás, nem sei por quais praias andamos. Qto mais se anda, mais vazia a praia é. Belíssimo cenário. No caminho tem gente a pé, tem charrete, tem cavalo, tem bicicleta. Mas muito pouca gente no geral. De vez em qdo tem uns bares no caminho. Tempo foi firmando e permaneceu sol na maior parte, amem. Fomos até uma simpática barraca Carapitangui, onde paramos para um relax.
4a (ou 5a? ou 6a?) praia
5a (?) praia
Galera resolveu voltar de charrete, eu fiquei pra curtir um pouco mais. E voltar a pé. Dá 1h, é coisa de 5km, tranquilo. Achei que foi o melhor de MSP.
De volta à parte urbana, decidimos ir na tirolesa no fim da tarde. 50 BRL. Chegamos lá e fomos os penúltimos a descer, logo depois encerraria as atividades. Momento Brasil: vc assina um documento dizendo, entre outras coisas, que não ingeriu bebidas alcoólicas; e estávamos com latinhas de cerveja na mão. A tirolesa é bem legal, mas são 50 pratas por 5 segundos de curtição... Ah, e na subida tinha fila para entrar na Toca do Morcego. Que ainda não estava aberta.
Nesse dia rolava algum sol, então valia a pena buscar um lugar para tentar curtir. Como a Toca foi meio que descartada (tem fila, paga para entrar e é bem caro lá dentro), optamos pelo Hotel Portaló. Foi bacana, ainda que sem sol. Tinha bastante gente, mas havia espaço para todos – só que em pé.
Por do sol no Portaló
Dia 4
Dei uma corrida de manhã cedo pela rua interna de MSP, já que a maré ainda estava alta e impedia avançar de forma seca pela areia. Essa rua interna é onde circulam os ônibus, e tem algumas motos tbm. É pouco movimentada, e de terra. E estava bem enlameada, pq choveu forte de madrugada.
A chuva forte de madrugada trouxe o sol pleno no domingo, nosso último dia. Tínhamos toda a manhã e decidimos curtir a Praia da Gamboa. Trilha até lá, caminhada pela praia, tem argila para passar no corpo e etc. Ficamos num lugar bem relax, antes da parte urbana da Gamboa. Muito bom. Curtimos por toda a manhã e depois voltamos para pegar nossas coisas e embarcar no catamarã das 15hs.
Argila na gamboa
Praia da Gamboa
Paredão de argila
Decidi não tomar dramin e tentar dormir. Até comecei assim, mas não consigo. Logo fui para o fundo praticar minha luta contra o enjoo, tentando equilibrar o corpo e olhar para o horizonte. E fora quase 3 hs assim, com galera ao redor passando mal geral. Com direito a uma breve pausa para admirar as baleias. Batalha vencida, não enjoei.
Em Salvador pegamos um uber para Stella Maris, onde dormiríamos antes de regressar ao Rio de madrugada (ideia era ficar próximo do aeroporto). Ainda curtimos a janta no simpático Bar do Alemão antes de dormir. Dia seguinte já era novamente dia de trabalho!
E assim foi mais um feriado desbravando algum lugar pelo Brasil!