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Lucas Estrella

Dobradinha Lima & Cusco - Julho/2017

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Viagem realizada em Julho de 2017.

Observação: infelizmente não conseguirei postar muitas fotos aqui pois estou com um probleminha no meu leitor de cartão de memória... 

Cotação, em dólares, na época: $1,00 = s/ 3,24

Datas

13/07 Rio-Lima, chegada pela manhã

14/07 Lima

15/07 Lima

16/07 Lima

17/07 Lima-Cusco, chegada pela manhã

18/07 Vale Sagrado + Pernoite em Águas Calientes

19/07 Machu Picchu

20/07 Cusco

21/07 Retorno ao Rio, chegada à noite

Passagens

Como era marinheiro de primeira viagem, literalmente (mal tinha saído do meu estado antes rs) acabei exagerando na preparação e gastei uma grana alta nessa viagem. Tudo bem que estamos falando de Peru em alta temporada, então os preços naturalmente já são meio salgados... Mas com a minha visão de hoje poderia ter ficado quase que o dobro de tempo viajando com a mesma quantia. Faz parte, rs.

Fiz meu roteiro pelo país de avião e comprei as passagens aqui no Brasil mesmo em Janeiro/2017. Voei pela Avianca e paguei salgados R$1.800 no trajeto Rio-Lima-Cusco-Rio.Como tinha uma restrição de tempo devido ao meu trabalho, foi o preço que acabei pagando. Em relação à Avianca/TACA Peru (elas são todas a mesma coisa) não tive maiores problemas, a não ser por um pequeno atraso na conexão que fiz em Lima ao voltar pro Rio, mas nada de absurdo.

Se fosse meu eu de hoje teria dispensado esse voo nacional entre Lima e Cusco e teria feito essa rota de ônibus. Apesar de ser uma longa viagem de 14 horas, a economia em relação ao preço dos voos é grande. Portanto viajar de ônibus pelo Peru pode ser uma experiência bem barata, só não sei se é exatamente confortável, afinal tudo depende da condição das estradas... Vale a pena pesquisar e ponderar.

Acomodação

Tanto em Lima quanto em Cusco fiquei na mesma rede de hostels chamada Pariwana. Em Águas Calientes fiquei no Ecopackers.

Como fui em Julho, período em que o país fica super agitado turisticamente falando, reservei tudo aqui do Brasil mesmo. Foi uma decisão super acertada minha, já que ao chegar no Peru acabei percebendo que todos os hostels que fiquei estavam full, ou seja, todas as camas estavam ocupadas. Então se você está planejando viajar nessa época, se antecipe! Principalmente em relação a acomodação em Águas Calientes, afinal as opções são bem mais restritas devido ao tamanho do vilarejo.

- Quanto ao Pariwana Lima: 35 soles por cama/noite - quarto compartilhado por 14 pessoas. Café da manhã incluso.

Não poderia ter escolhido hostel melhor pra ficar em Lima. Atendentes super queridos, quartos super limpos, água quente nos banheiros e localização ótima para os passeios que seriam feitos na cidade. O café da manhã não é lá essas coisas, mas deu pro gasto. Atenção! Esse hostel é super festeiro, então quem não curte música alta ou festas até altas horas é melhor passar longe. Falando em festa, acabou que no sábado, dia 15, acabou rolando uma puta festa da Corona em comemoração aos 8 anos do hostel. A ressaca no dia seguinte me custou caro, mas isso a gente fala mais pra frente... 

Ah, outra coisa, lá era 4:20 friendly. Óbvio que nenhum funcionário vai te confirmar isso, mas não era incomum ver alguém fumando um no terraço do hostel. Eu achei ótimo, hahaha.

- Quanto ao Pariwana Cusco: 35 soles por cama/noite - quarto compartilhado por 14 pessoas. Café da manhã incluso.

Estrutura ótima, staff mal educado. Fiquei puto com uns recepcionistas deles e cheguei a reclamar com outra recepcionista que parecia ser uma espécie de gerente da coisa toda. Ela me pediu desculpas pela experiência não tão agradável mas eu particularmente fiquei incomodado. O Pariwana Cusco também não tem metade da animação do Pariwana Lima (talvez seja por conta do frio do cão que faz lá, não sei), então se pudesse voltar no tempo teria ficado no Loki ou em outro hostel que tivesse mais festa rolando. Um dos pontos positivos desse hostel é o café da manhã deles que era impecável. Teve um dia que até torradinha com guacamole teve, rs. Certa noite jantei um aji de gallina deles também que estava uma coisa deliciosa, valeu super a pena. A localização também é muito boa, fica no centrão de Cusco, perto de tudo. Além disso o hostel não fica numa ladeira ou na parte alta da cidade, o que é maravilhoso se você pensar que um degrau que se sobe em Cusco equivale a 5 degraus sem a altitude, rs.

- Quanto ao Ecopackers: 45 soles por cama/noite - quarto compartilhado por 4 pessoas, com banheiro no quarto. Sem café da manhã incluso.

Fiquei pouquíssimo tempo nesse hostel, uma noite e nada mais, o que me impede de falar muita coisa. Me lembro que o staff era bastante gentil; o recepcionista fez questão de me dar um mapa do povoado e de sanar minhas dúvidas. As camas eram boas, wi-fi pegava no quarto (algo que não tinha rolado nem em Lima nem em Cusco), tinha ducha quente. Paguei 45 soles e se tratando de alta temporada acho que o preço não ficou um absurdo. 

Roteiro Lima

Lima é uma cidade que infelizmente é MUITO subestimada. Todos pintam a cidade como uma ''capital chata'' em comparação com as outras da América Latina, mas ao visitá-la achei justamente o contrário. Imagine uma baita cidade cosmopolita, limpa, com agitação em todo lado, de frente pro mar do Pacífico e com uma culinária maravilhosa. Essa é Lima. É claro que tem partes da cidade que são mais pobres e um pouco mais sujas, mas numa visão geral achei Lima muito segura e principalmente heterogênea em seus programas culturais. O tempo em Lima está SEMPRE nublado, mas não se assuste. É super difícil chover por lá, principalmente no período de inverno.

Dia 13/07 - Quinta-feira - Miraflores, Larcomar, Parque del Amor e passeio de bike

Cheguei na capital peruana por volta das 09h30 da manhã. No aeroporto fiquei meio preocupado pois havia lido certos relatos sobre a obrigatoriedade do tal do TAM (Tarjeta Andina de Migraciones) e que ela era obrigatória pra uma série de coisas no país, mas nunca me exigiram nem me deram nada do tipo ao longo dos meus 8 dias no Peru... Até perguntei sobre o diabo do TAM pra uma funcionária do aeroporto e ela me disse que o carimbo do passaporte já valia. Então dei de ombros e deu tudo certo no fim das contas. Mas se alguém mais informado no fórum puder esclarecer isso direitinho eu agradeço, rs.

Tinha marcado um transfer do próprio hostel pra me buscar no aeroporto e isso me custou 60 soles o trecho aeroporto-hostel. Se fosse meu eu de hoje (olha lá, de novo, rs) teria pego o Airport Express. O Airport Express é um serviço de ônibus executivo que faz o trajeto aeroporto de Lima - Miraflores por 8 dólares. Ele é azulzinho, tem wifi e não tem limite de bagagem. (Mais informações: https://www.airportexpresslima.com/).

Enquanto esperava o cara do transfer chegar, saquei um pouco de dinheiro num ATM da Globalnet que tem em vários pontos do Peru. As taxas pra saque são altas, então muito cuidado. 

Chegou o rapaz do transfer e, muito simpático, me conduziu até o carro dele no estacionamento do aeroporto. Eu já tinha lido alguns relatos sobre os táxis de Lima, mas mesmo assim levei um pequeno choque quando dei de cara com aquele carro todo caindo aos pedaços. Sério, lá é nesse nível! Mas antes fosse esse o problema... Os motoristas limenhos também são, digamos, meio malucos, hahahaha. Os caras cortam geral sem dó nem piedade, ultrapassam e fazem malabarismos no trânsito. Tudo bem que não rolou nenhum acidente, mas fiquei um pouco assustado com isso também, rs. O trajeto do aeroporto até Miraflores, bairro charmoso onde grande parte dos turistas se hospeda, é longo. Demorei mais ou menos 1h10, isso porque o trânsito é meio caótico em Lima, portanto já fica aqui o aviso: SAIA COM ANTECEDÊNCIA PARA PEGAR O SEU VOO, se esse for o caso.

Cheguei no hostel, fui fazer check-in e logo depois fui trocar dinheiro. Na primeira vez acabei trocando no BCP de Miraflores (a cotação estava 3,10 s/ = $1,00), mas depois que perdi o medo acabei trocando em casas de câmbio de rua mesmo onde a cotação estava um pouco melhor (3,24 s/ = $1,00). Em Lima ainda há uma terceira opção além do BCP e das casas de câmbio: os ''cambistas'' de rua. São uns caras de jaqueta azul/vermelha que ficam no meio da rua... trocando dinheiro. Sim, isso por lá é super comum e aparentemente todos fazem. Eu não quis me arriscar pois já tinha lido relatos sobre notas falsas com esses cambistas, mas acredito que sejam casos totalmente isolados pois percebi como é cômodo e prático pra eles (e pros turistas, é claro) trocar dinheiro dessa forma. Se você quer se sentir mais seguro ao trocar dinheiro com os cambistas, escolha de preferência aqueles que estão parados próximos a policiais. A chance de você ser enganado é quase zero.

Dinheiro trocado, fui partir pra rua conhecer Miraflores. Que bairro lindo! Há diversos jardins floridos nas ruas, principalmente no Parque Kennedy, além de tudo ser muito limpo e principalmente seguro. Visitei a Paroquia de la Virgen Milagrosa, uma igrejinha que fica bem no centro de Miraflores. Dei uma passadinha na Saga Falabella, imensa rede de lojas de departamento peruana. A Saga Falabella é tipo uma C&A, só que também tem roupas de várias marcas gringas (Tommy, Abercrombie, Hollister, Adidas...) e uma outra cacetada de coisas, como eletrodomésticos e afins. Achei o preço de certas roupas lá muito em conta. Não comprei nada, mas pra quem não é mão de vaca que nem eu, fica a dica. :P

Depois de simplesmente ficar andando pelas ruas do bairro, fui almoçar no famoso La Lucha, que também fica bem no centro de Miraflores. O La Lucha é uma sangucheria criolla que prepara sanduíches de vários tipos. Pedi que o garçom me recomendasse algo e então ele me sugeriu o sanduba que leva o nome da casa, La Lucha, que é feito com lomo e queijo derretido. Que delícia... Pedi também uma porção de batata frita (que por sinal foi a melhor que já comi na minha vida toda) e uma Cusqueña, a cerva que eles amam beber. Acho que tudo saiu uns 37 soles. Não é muito barato, mas pela qualidade da comida eu teria pago até mais. 

Fui gastar as calorias do meu almoço na orla limenha. Seguindo toda vida a Av. José Larco, fui até o shopping Larcomar, um centro de lojas ao céu aberto que fica incrustado numa baita falésia, com um mirante onde é possível ver toda a orla da cidade. Nem preciso dizer que é lindo, né? Como não chove, apesar da cara feia do céu de Lima, muita gente decide fazer voo de parapente por ali, saltando das falésias. Bem próximo do Larcomar fica o Parque del Amor, onde também dei uma volta e pude me apaixonar e ficar triste ao mesmo tempo por não ter trazido um mozão comigo na viagem #chatiado Hahahahaha, mas faz parte!

Voltando ao shopping Larcomar, aluguei uma bike por 20 soles/hora e percorri grande parte da orla de Miraflores. Eles te pedem um documento pra ficar com eles enquanto você tá com a bike. Escolha o RG, é claro! Bem, coloquei um fone de ouvido e fui. O vento na cara, a sensação de estar longe de casa. Um passeio de bike super comum acabou sendo foda e ali tive certeza que minha estadia na cidade seria incrível!

Depois dessa tarde super feliz, voltei para o hostel e fiquei por lá. Tomei um banho e de noite subi pro terraço pra beber umas e outras com duas mexicanas que estavam no mesmo quarto que eu e que eu havia conhecido no mesmo dia. Era o dia do meu aniversário de 21 anos e não é que a mexicana desenrolou um shot de tequila de graça pra mim?! Fiquei todo bobo, cantaram parabéns pra mim, conheci várias pessoas de outros países e fiquei menos preocupado de ficar sozinho durante a viagem (pois é, eu fui sozinho! rs). Bebemos horrores e fui dormir já de madrugada enquanto as mexicanas resolveram ir pra uma festa que tava rolando não sei aonde...

Dia 14/07 - Sexta-feira - Mirabus, Centro Histórico e Ceviche

Acordei bem cedinho (ainda meio bêbado) e fui até o ponto de encontro do meu primeiro passeio privado em Lima. Fechei meu tour pelo Centro Histórico de Lima com a empresa Mirabus no dia anterior; eles têm um posto da empresa no meio da rua, ao lado do La Lucha, então foi bem fácil encontrá-los. Paguei 75 soles e o tour foi uma bela bosta. O passeio era feito em ônibus panorâmico e ia passando pelas ruas da cidade. No centro de Lima nós finalmente pudemos descer do ônibus para visitar a principal catedral da cidade e suas catacumbas. Essa foi a única parte do tour onde senti que o dinheiro gasto valeu a pena, apesar da guia ser uma cavala e ficar me dando patada toda hora...

Depois da Catedral, fomos ''liberados'' por míseros 10 minutos pra tirar fotos pelo Centro Histórico antes de voltar ao ônibus que ia retornar ao ponto de encontro em Miraflores. Mas como diz aquele ditado, há males que vem para o bem! E foi nesse tour horroroso pelo Centro Histórico pela Mirabus que conheci duas pessoas incríveis, um chileno (Gastón) e um uruguaio (Nico), que iriam me acompanhar nos outros dias em Lima e se tornariam meus amigos do peito em pouquíssimos dias. E, por acaso, Nico e Gastón também estavam hospedados no Pariwana! Acabou que nesse dia os dois ficaram pelo Centro mesmo para almoçar e eu acabei me perdendo deles. Então, subi no ônibus da Mirabus de volta para Miraflores.

Fui voltando meio desapontado para o hostel e lá acabo encontrando as mexicanas se preparando pra sair pra almoçar. Adivinha aonde? No centro! Aproveitei a oportunidade que tava aparecendo pra mim de desfazer a má experiência que tinha tido com a Mirabus e peguei um táxi junto com elas de volta pra lá (20 soles). Aí sim as coisas melhoraram... Bati muita perna, conheci as coisas com calma, visitei ruas e lojas, senti o clima super agradável que tinha a Plaza Mayor. De lá, bem perto da praça, almocei um ceviche maravilhoso no Embarcadero 41 (Pje de José Olaya, 15001). Recomendo.

Ah, uma dica! Na Plaza Mayor ficam uns senhores muito simpáticos oferecendo um serviço onde eles tiram e revelam na hora uma foto sua por apenas 5 soles! Achei uma gracinha e acabei pedindo pra tirarem uma foto minha perto do chafariz da praça. Ficou linda!

Batemos perna durante a tarde toda e depois voltamos para o hostel. De lá, fiquei mais uma noite bebendo com a galera e combinando com Nico e Gastón o passeio que faríamos no dia seguinte.

 

 

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