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eduardo.camardelli

Relato de Viagem – Nova Caledonia e Vanuatu 7 dias num Cruzeiro (com fotos)

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Relato de Viagem – Nova Caledonia e Vanuatu – Cruzeiro 7 dias

 

Contexto:

Eramos 4 amigos viajando em uma cabine com 4 camas. 3 de nos residimos na cidade de Brisbane e 1 em Sydney. Por ter sido em um luxuoso navio de Cruzeiros a viagem por si so’ ja tem atrativos interessantissimos como todas as opcoes de entretenimento e lazer do navio: cassino, cinema, casa de shows, danceteria, piscinas, hidromassagens, bares, etc. Porem, vou concentrar o relato nos destinos visitados e seus principais atrativos. Estou escrevendo num teclado que nao tem acentos ou sinais graficos, entao ja peco desculpas pela falta deles.

 

Initinerario:

 

17/07/2010 – Brisbane (Australia) / Alto Mar

18/07/2010 – Alto Mar

19/07/2010 – Alto Mar / Noumea (Nova Caledonia)

20/07/2010 – Lifou (Nova Caledonia)

21/07/2010 – Port Vila (Vanuatu) / Alto Mar

22/07/2010 – Alto Mar

23/07/2010 – Alto Mar

24/07/2010 – Alto Mar / Brisbane (Australia)

 

 

Dia 1 – Brisbane (Australia) / Alto Mar

 

Iniciamos fazendo o check-in das malas no porto em Brisbane e depois passando pelo controle de passaporte e de pagamentos. Aqui uma particularidade dos Cruzeiros – opta-se por pagar as despesas no navio em dinheiro vivo ou cartao de credito e entao eles emitem um cartao magnetico, que e’ apresentado cada vez que uma despesa e’ incorrida no navio, requisitando a assinuatura do passageiro em cada instancia. Sem maiores contratempos, subimos a bordo do pomposo navio chamado Pacific Dawn e nossas malas ja nos aguardavam em frente a cabine. O horario de nosso embarque foi as 12:30 e o navio partiria rumo ao Pacifico Sul as 14:00.

A animacao ja estava grande, com a chamada sailaway party, com os funcionarios do navio agitando os passageiros e uma banda tocando ao vivo no deck situado no 12º andar do barco, que era aberto e tinha piscinas, hidromassagens e um palco para shows. Almocamos num restaurante estilo buffet livre e fomos a nossa cabine organizar as nossas roupas para os dias seguintes. Mais a noite, apos o jantar, subimos ate a danceteria e curtimos o som do pessimo DJ ate 01:00 da manha.

 

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Dia 2 – Alto Mar

 

Na porta da cabine, na noite anterior, ja haviam colocado a programacao do dia. Dress code: Cocktail, ou seja, era noite pra se vestir chique, terno e gravata (opcional) e curtir as festas e atrativos do navio em grande estilo. Ao longo do dia, para entreter os passageiros, tivemos esportes, jogos, brincadeiras para criancas, tudo que se pode imaginar. Gastamos mais tempo no cassino, karaoke bar e no deck das piscinas, tomando sol e uns drinks. Alias, as opcoes de cocktails e bebidas alcoolicas sao vastas e os Australianos mandam ver na bebida. O dia inteiro. Curiosidade: no navio ha remedios diversos, principalmente para enjoo. Uma das pessoas de nosso grupo sentiu-se mal e precisou ficar tomando remedios nos 2 primeiros dias.

 

Dia 3 – Alto Mar / Noumea (Nova Caledonia)

 

Nesse dia a programacao apontava traje country/cowboy. Impressionantes os figurinos da galera. Musicas tipicas eram tocadas pelas bandas e DJ’s do navio e os passageiros entram no clima. Por volta do meio-dia eles ja fazem anuncios no sistema de som sobre a nossa chegada em Nova Caledonia. Nosso primeiro destino, Noumea, a capital do territorio, que ainda pertence administrativamente a Franca. Avisaram-nos que por volta de 13:00 conseguiriamos enxergar as barrerias de corais que cercam a ilha principal. Subimos ao deck principal do navio e fomos vislumbrar a magnifica paisagem dos corais. O navio diminui a velocidade para nao agredir o ambiente e com isso aumentam as oportunidades de fotos. Segundo informacoes do comandante a barreira de corais da Nova Caledonia e’ a segunda maior do mundo, atras apenas da barreira da Australia, situada no norte do estado de Queensland. A paisagem e’ de tirar o folego, com tons de azul se misturando no mar e tornando a visao inesquecivel. Chegamos em Noumea e quando o barco atracou no porto uma tribo tipica local esperava o desembarque dos turistas com dancas e cantos tipicos. Eles estavam com as vestimentas tipicas tambem e as musica eram todas cantadas na lingua nativa.

A cidade de Noumea em si e’ muito bonita. Nao muito grande, mas espalha-se ao longo de montanhas relativamente altas, visivelmente remanescentes de erupcoes vulcanicas das eras antigas. A vegetacao e’ tropical e ao longo de toda orla lindas praias premiam a populacao que e’ bem misturada entre “brancos” e “nativos”. A lingua oficial e’ o Frances e as pessoas envolvidas no turismo falam um pouco de Ingles. Dialeto local tambem e’ percebido, mas com muito menos presenca. Fizemos um passeio de trem de 2 horas, que percorre a ilha e a cidade, visitando mirantes, praias e locais historicos. Ao final da tarde fomos procurar um restaurante com comida tipica mas as recomendacoes locais nos levaram a um bar estilo “boteco” do Brasil e nao conseguimos provar nada mais caracteristico. Caminhamos pela cidade a noite e voltamos ao barco para jantar. As 23 horas deixamos Noumea rumo ao proximo destino na Nova Caledonia – Lifou.

 

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Dia 4 – Lifou (Nova Caledonia)

 

Chegamos a Lifou na manha seguinte e o tempo nao estava la essas coisas, meio nublado e o sol se esforcando pra sair mas nao encontrando espaco. Mesmo assim isso nao impediu de testemunharmos a beleza natural absurda do local. O navio para no mar mesmo e os passageiros sao transportados ate a orla em barcos menores, isso porque nao ha porto ou qualquer outra estrutura de grande porte em Lifou. O local e’ remoto mesmo. Ha carros e pronto. Todos Franceses por sinal. Na chegada ha tendas grandes montadas onde os locais vendem comidas, souvenirs e oferecem massagens e trancinhas nos cabelos. Na ilha, o principal atrativo e’ fazer snorkeling na agua quente e cristalina do mar de corais da Nova Caledonia. Ate entao, nunca tinha presenciado algo tao espetacular na minha vida. Alugamos umas mascaras e pes-de-pato e fomos pra agua. A tonalidade de verde impressiona e os peixes tropicais todos coloridos podem ser vistos com extrema facilidade. Um paraiso para quem gosta de praia, mergulho, nado, etc. Nao ha’ ondas e o mar e’ raso o bastante. Fizemos tambem um passeio de 45 minutos pela ilha, de carro, para ir ate a vila principal, conhecer a cabana do chefe e ver um pouco do interior da ilha. Completamente sem graca, alem de nao vermos nem um fio de cabelo do chefe. Nosso “motorista-guia” nao falava Ingles e nos nao falavamos Frances. Arranhei alguma coisa e umas 4 ou 5 palavras foi tudo o que ouvimos do cidadao. Voltamos as tendas e demos uma olhada nos badulaques disponiveis e experimentamos algumas comidas locais, deliciosas e baratas. Otimos bolos de maracuja e limao e destaque para uma especie de massa, parecida com uma mandioca, que eles fazem a partir de milho, mandioca e coco, que e’ enrolada em folha de bananeira assada no fogo de chao. Uma delicia! Hora de voltar para o navio e se preparar para mais uma noite de navegacao, rumo a Port Vila, capital de Vanuatu.

 

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Dia 5 – Port Vila (Vanuatu) / Alto Mar

 

Vanuatu e’ um pais independente desde 1980 e os locais orgulham-se muito do status de Republica. Constitui-se de um vasto arquipelago com mais de 84 ilhas. Seu PIB e’ basicamente originado do turismo e, uma minima parcela vem de alguma atividade de cultivo da banana e coco. O esporte nacional, de acordo com os nativos, e’ o futebol. Pude ver algumas pessoas jogando e uns 2 ou 3 campos na capital. Engracado e’ que nao encontrei a camisa de futebol da selecao, porem, a da Australia e do Brasil estao a venda em simplesmente todas as lojas. Na chegada do navio no porto, que esta sendo reformado com o dinheiro vindo de uma doacao do governo do Japao, uma fila gigantesca de taxis e onibus ja aguardava os turistas. Detalhe que pra eles, onibus, sao na verdade carros. Isso mesmo, nada de veiculo grande pra 40-50 pessoas, sao carros. A diferenca entre onibus e taxi e’ que taxi tem um T na placa antes do numero de registro e onibus tem um B. Vai entende! Decidimos nao comprar nenhum tour direto do navio pois custam em media, 3 vezes mais. Saimos do portao e deparamo-nos com uma especie de feira de souvenirs onde os habitantes da ilha ofereciam seus souvenirs e vestimentas. Os taxistas (ou motoristas de onibus) ja “atacavam” de forma educada oferencendo seus servicos. Combinamos de pegar um taxi ate o centro da cidade, que ficava mais ou menos a uns 5 minutos de carro e de la comprar os tours que nos interessavam. Caminhamos ate o final das barracas e decidimos pegar um taxi e ja quase nao haviam mais motoristas, pois eles se concentravam no inicio da feira onde estavam todos os nossos companheiros de cruzeiro. Demos muita sorte. O ultimo taxista estava olhando uma das barracas e o abordamos e pedimos que nos levasse ao centro da cidade. Com um otimo Ingles, um sorriso no rosto e com muita educacao e informacao, ele comecou a nos explicar sobre o pais e perguntamos precos e quais as melhroes coisas pra fazer. Ele cobraria a corrida normalmente e entao nos ofereceu fiar o dia inteiro conosco nos levando para 3 principais atracoes, que eram justamente as 3 que estavamos procurando. O preco foi algo em torno de 50 dolares e ele ficaria conosco o dia inteiro e depois nos levaria de volta pro barco. No roteiro, cachoeiras de Port Vila, Visita cultural as vilas, Ilha de corais e compras no free shop. Nossa primeira parada foi numa especie de mini parque ecologico onde ha uma cachoeira grande e uns jardins muito bonitos e bem cuidados. Faz-se um trilha ate chegar-se na cachoeira e a paisagem no caminho e’ impressionante. Pode-se tomar banho na cachoeira e nas diversas “pocas” que se formam no caminho. A agua e’ cristalina e fria como e’ de se esperar mas por causa da areia clara que fica em baixo ha uma tonalidade de verde claro bem legal mesmo. Apos sairmos da cachoeira, o motorista nos levou ate uma vila tipica deles. Na verdade parece-se com qualquer vila do Brasil, pobre e sem muita estrutura, mas para os turistas Australianos e de outros lugares mais desenvolvidos, que represental mais ou menos 95% dos visitantes, aquilo era novidade. A diferenca e’ que os habitantes vivem felizes, abanam, conversam contigo, querem te ver, te tocar, sem pedir nada e sem abusar, mas numa demonstracao de simpatia e de que sabem da importancia do turismo para o pais. Pedimos para Noel, nosso taxista-guia acelerar a saida de la e nos levar para o proximo destino, uma ilha de corais bem ao lado da cidade. Rumamos para Hideaway Island. Tem um barco que leva pra ilha, de graca, mas na mare baixa da para caminhar tranquilamente. Esse lugar sim era o paraiso. E’ uma ilha de corais e areia onde ha vestigios de uma barreira de corais. Ideal para banho de mar ou snorkeling. A temperatura da agua e’ absurdamente agradavel, acredito que em torno de 25 ou 26 graus e nao tinhamos vontade de sair da agua ou de ir embora. Peixes tropicas de todas as cores e tipos eram facilmente visualizados e na orla nao tinha areia, mas sim corais. Muito diferente e bonito. Ficamos por la umas 2 ou 3 horas e depois nosso super guia ja nos aguardava de carro do outro lado da ilha para irmos aos famosos free shops de Port Vila que ficavam no centro da cidade. Antes disso, ele nos levou a pontos mirantes da cidade e um ou dois pontos historicos, marcos da segunda guerra onde EUA e alguns aliados usaram as ilhas do pacifico como pontos estrategicos para ataques e operacoes militares contra o Japao. Nos free shops, nada muito bom, bem pobre na verdade, sendo bom apenas para bebidas e cigarros. Voltamos entao ao taxi e pedimos que nos levasse ao barco, parando na feira antes de voltar ao porto. Compramos nossos artigos para a festa das ilhas que aconteceria no barco na mesma noite. Terminava um dia no paraiso. Visite Vanuatu, principalmente Port Vila, tenho certeza de que voce vai adorar aquele lugar.

 

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Dia 6 – Alto Mar

 

Nada de muito especial, o plano nesse dia era descansar e curtir a programacao e as festas do barco. Recuperacao da festa da noite anterior que foi bem forte e divertida e hora de reencontrar as amizades que tinhamos feito na festa na noite anterior, que nao foram poucas. No caminho uma tempestade no oceano. Nada que fizesse o barco balancar ou o tempo ficar horrivel. Apenas uma chuva bem tranquila.

 

Dia 7 – Alto Mar

 

Mais um dia navegando, tempo tranquilo e mais uma vez tempo de curtir as atracoes do barco. Concentramo-nos no Cassino e a noite fomos fazer mais uma festa na danceteria do barco, ver os “amigos” de cruzeiro pela ultima vez. Na manha seguinte chegariamos de volta a Brisbane na Australia e terminaria ai nossa semana de viagem.

 

Dia 8 – Alto Mar / Brisbane (Australia)

 

Chegamos as 6 da manha no porto e ai so restava-nos desembarcar e dar adeus a mais uma viagem muito bonita e interessante.

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Parabéns pela viagem Eduardo, interessante o seu relato.

 

Eduardo queria te pedir algumas e informações e ajudas se possível, em agosto estou indo para Brisbane fazer um intercâmbio de 6 meses.

 

Pelo que vi vocês moram em Brisbane, é uma cidade agradável? Tem facilidade para se arrumar emprego? Como que é a vida por ai?

 

Se você puder me ajudar com qualquer coisa, eu lhe agradeço pois estou indo sem noção de nada, completamente perdido rsrsrs

 

Abraço

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