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Las Vegas, San Diego, San Francisco e cidadezinhas próximas - julho de 2010


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Olá pessoal!

 

Estou escrevendo este tópico, mas na verdade quem fez a viagem foi a minha avó com sua prima! Sim, minha avó de 76 anos, uma mochileira nata!! Ela escreveu inocentemente seu relato de viagem para as pessoas da família compartilharem de suas aventuras... mas eu (nem tão inocentemente assim) resolvi postá-lo aqui, para compartilhar as experiências de uma mochileira de primeira linha!!

 

Aqui está o e-mail dela, para quem quiser tirar dúvidas diretamente com ela, pois eu não saberei responder (afinal, eu não fui nesta viagem!!): [email protected]

 

Então: Eu vos apresento: Neusa Talamo e sua viagem por Nevada e Califórnia! na íntegra, sem cortes e com todas as suas flores!!

 

 

Las Vegas

 

E lá fomos nós para mais uma viagem. Viagens de avião são realmente desagradáveis, mas algumas podem ser até mais desagradáveis. Nosso destino – Las Vegas! Companhia Aérea – American Airlines. Vôo com conexão em Miami. Decolamos de Guarulhos dia 08/06 as 21h30 e desembarcamos em Miami dia 09/06 as 05h30min. Jantar ruim e café da manhã pior! Em Miami tivemos que recolher a bagagem e encaminhar para o novo destino. As 07h05min embarcamos novamente, em um avião menor, chegando a Las Vegas as 09h25min., com fome e sede, porque em trechos domésticos a American Airlines não oferece nem um copo d’água! Que diferença dos serviços de nossas aeronaves.

 

Passamos pela imigração com tranqüilidade e seguimos de táxi pra o Hotel Tropicana. Como o check-in só poderia ser feito após as 13h deixamos a bagagem guardada e fomos comer, em uma lanchonete do próprio hotel, fazendo hora pra poder ir para o apartamento.

Check-in feito fomos para o apartamento, no 19º andar, grande e confortável, com uma excelente vista para um aglomerado de cassinos.

 

Desfizemos a bagagem e aproveitando que a temperatura estava agradável saímos pra andar por Las Vegas e, porque não?, começar a dar comida pras maquininhas nos cassinos. Afinal, tanto eu como Iracema já conhecíamos a cidade e, se viemos para cá, foi para nos distrairmos um pouco nos cassinos.

Começamos nosso passeio atravessando pela passarela que liga o lado do nosso hotel ao MGM Grand Cassino, a meu ver o mais agradável dos cassinos. O hotel é enorme, as lojas e restaurantes são excelentes e o cassino é variadíssimo em tipos de máquinas.

 

Depois de darmos alguma comidinha pras máquinas fomos caminhar pela avenida, admirar a entrada do outros hotéis cassinos, ver o comércio, sentir o clima dessa cidade que se caracteriza pelo gigantismo de seus hotéis cassinos.

 

Em Las Vegas há um monorail ligando os principais cassinos (MGM Grand, Ballys, Flamingo, Harrah's, Convention Center, Las Vegas Hilton e Sahara) a um custo de US$5,00 por viagem. Transporte a meu ver caro, mas eficiente.

 

Passamos cinco dias em Las Vegas e a nossa rotina era sempre a mesma. Levantávamos às 9h mais ou menos, íamos tomar o café em um dos restaurantes do MGM Grand, pegávamos o monorail pra ir até outro cassino, visitávamos o hotel cassino, jogávamos um pouco e seguíamos para outro cassino. Na minha opinião, de todos os hotéis o mais lindo é o Venice.

 

Depois do almoço voltávamos para o nosso hotel e descansávamos por umas duas horas e lá pelas 16h começávamos novamente nossa andança pelos cassinos (jogando–perdendo–ganhando, perdendo o que ganhamos; mas o que vale é a distração!), pelas ruas, até a hora do jantar. Aí íamos ver algum dos espetáculos noturnos de luzes e água que os cassinos oferecem e começávamos a nossa volta para o hotel, parando um pouco nos cassinos para jogarmos mais um pouco.

 

Cinco dias de Sonho! Quem sabe um dia torno a voltar...................

 

 

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Mandala Bay - Luxor – Excalibur

 

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MGM Grand – entrada do cassino

 

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Monorail

 

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Venice – o Grande Canal e a Piazza de San Marco

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Rumo a San Diego!!

 

Pois é! Estamos em Nevada rodando através do deserto de Mojave. Deixamos Las Vegas e seguimos em direção a San Diego. Sol e calor! Embora sejam apenas 500km a distância a percorrer não pretendemos fazer todo o percurso de uma só vez. Não temos pressa e a reserva no hotel de San Diego começa amanhã.

 

A paisagem que se descortina é árida, mas não deixa de ser bonita. Vegetação rasteira, muitos cactos e mais nada.

 

No estado de Nevada quase não há povoados. Mas, quando passamos para o estado da Califórnia a situação se modifica. A corrida do ouro provocou o surgimento de diversas cidades que prosperaram enquanto o mineral era extraído, mas que simplesmente desapareceram quando o minério acabou.

 

Descobrimos Calico em pleno deserto. No seu auge, Calico teve 3.500 habitantes, uma população considerável levando em conta sua localização, no meio da terra de ninguém do deserto de Mojave, quase na divisa entre os estados da California e Nevada. Calico tinha casas, lojas, escola, corpo de bombeiros, capela e tudo mais, inclusive Chinatown, o seu bairro chinês, onde moravam os 40 trabalhadores chineses da mina que existia nesta cidade. Quando a prata que era extraída da mina de Calico acabou, a cidade foi praticamente condenada à morte. Não havia mais nenhum motivo para alguém continuar morando neste fim de mundo. A cidade foi abandonada, esvaziou e morreu. Ficou esquecida durante muito tempo, até ser novamente redescoberta e transformada num tipo de atração turística ao estilo do velho oeste. Hoje Calico é uma das poucas cidades fantasmas americanas que, pode-se dizer, renasceu.

 

Para se chegar a Calico deixamos a auto-estrada e pegamos uma estrada de terra bem cuidada. O ingresso à cidade custa US$6,00.

 

De uns tempos para cá as construções de Calico foram restauradas, mantendo-se suas características originais. Agora é novamente possível fazer compras na loja de suprimentos, uma refeição no restaurante local, e sentir o clima de estar numa autêntica cidade do velho oeste americano.

 

O calor estava muito forte e a fome bateu. Procuramos o restaurante e o encontramos ao lado do prédio dos bombeiros. Localização estratégica – bombeiros a postos para apagar o incêndio da pimenta da comida!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

As atendentes vestem-se a caráter e o atendimento é muito bom embora não haja muitas opções no cardápio, tipicamente americano – hambúrgueres ou hot-dogs, regados a ketchup, mostarda, pimenta e coca cola.

 

Do restaurante era possível admirar a estrada de ferro que servia as minas de prata, que podem ser visitadas, mas que não nos atraiu. Depois do almoço fomos dar uma vista d’olhos nas lojinhas e aproveitamos para comprar um mapa da Califórnia que nos será muito útil nos próximos 15 dias.

 

Seguimos viagem e quando começou a escurecer paramos em Lake Elsinore, em um Travel Inn simples, mas limpinho, cuja proprietária nos recebeu muito bem e prestou as informações que pedimos. Saímos para comer qualquer coisa e voltamos para dormir que o dia foi longo.

 

 

 

 

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deserto de Mojave - rumo a San Diego!

 

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Areia, cactos e eu.

 

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A entrada da cidade, A Town Hall, Quadro de anúncios, Casa da administração

 

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Prédio dos bombeiros e o restaurante ao lado

 

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O trem das minas

 

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O lago de Lake Elsinore

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Tijuana

 

Vocês já foram ao México? Eu já fui muitas vezes e gostei muito do que vi: Cidade do México, Acapulco, Cancun, Guadalajara. Então, como chegamos muito cedo a San Diego resolvemos ir primeiro até Tijuana e assim conhecer a maior cidade mexicana da Baja Califórnia.

 

Saímos da rodovia 15 e enveredamos pela 5 e depois de uns 40km chegamos a fronteira dos EUA com o México. Passamos tranquilamente pelos postos, sem sermos paradas e entramos na cidade por uma avenida larga e arborizada e logo chegamos ao centro da cidade.

 

Bem, aí começou a nossa decepção. A cidade parecia ter sido atingida por um cataclismo. Procuramos um estacionamento para deixar o carro o que não foi fácil porque a maioria das ruas estava em obras. Finalmente conseguimos deixar o carro e fomos bater perna. A partir daí começamos a ser assediadas por todo tipo de vendedores.

 

Difícil de caminhar, nada de interessante pra comprar, nenhum lugar com bom aspecto para comer. A muito custo achamos um bar e conseguimos tomar um café. Achamos também uma lan-house o que foi a descoberta do século porque ainda não havia conseguido mandar nem um e-mail para a família.

 

Perguntamos o que havia para ver na cidade e o dono da lan-house não deu nenhuma sugestão. Decidimos então ir embora.

 

Bem querer é uma coisa. Mas conseguir é outra bem diferente. Seguimos para a fronteira e entramos em uma fila quilométrica que seguia a passos de caramujo. Quatro fileiras de carros. Vendedores ambulantes percorrendo as fileiras vendendo as mais variadas frutas. Um calor de torrar. E a fila andava a passos lentos. Resultado: levamos duas horas e quarenta e cinco minutos para chegar até a aduana americana. Não tivemos problemas pra re-entrar nos EUA porque já tínhamos visto de permanência, mas estávamos realmente injuriadas de ter ficado tanto tempo na fila. Enfim, fazer o quê? Tijuana – NUNCA MAIS!

 

 

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Centro de Tijuana

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San Diego

 

Nosso hotel – Holiday Inn - está situado bem no centro de San Diego e foi muito fácil chegar até ele. Depois de nos acomodarmos saímos para almoçar. Fomos caminhando até a Little Italy onde está localizada uma grande variedade de restaurantes. Plena primavera e as ruas e praças por onde passamos até chegar ao restaurante, estavam deslumbrantes com as flores. Primaveras de todos os tons de vermelho e rosa.

 

A cidade é muito limpa. Por força de lei municipal, é proibido fumar e ingerir bebida alcoólica nos parques e praias de San Diego. A multa pode chegar a US$1.000, e turistas também estão submetidos à regra. Quem quer fumar deve ficar a, pelo menos, cem metros de distância de qualquer prédio, praia ou parque público.

As casas têm jardins que encantam pelas flores. As ruas são arborizadas com umas árvores de floração azul arroxeado que exalam um forte perfume.

 

A noite fomos conhecer outra parte do centro - Gaslamp Quarter -que abriga uma infinidade de restaurantes, bares, padarias, prédios de escritórios e alguns hotéis vitorianos. Procuramos pelos lampiões de gás que eram uma das suas atrações mas restam poucos. Na Little Italy eles são em maior número. Antes de voltar para o hotel ainda fomos fazer umas comprinhas num enorme super mercado.

 

No segundo dia em San Diego fomos ao Balboa Park para visitar o Zoológico, considerado um dos melhores do mundo com seus mais quatro mil animais. US$12,00 para estacionar e US$33,30 para entrar, com direito a percorrer o zoológico de ônibus. Pra variar uma extensa fila para o ônibus. Escolhemos ir no andar superior que proporcionava uma melhor visão dos animais.

 

O percurso dura aproximadamente 45 minutos percorrendo grande parte do zoológico e efetuando paradas para que se possa fotografar. Para ser sincera não achei que ele merecesse estar entre os melhores do mundo. Pode ser que tenha essa classificação porque é especialista em reprodução de animais em cativeiro.

O que mais nos encantou, para falar a verdade, foram as flores. Flores que eu nunca havia visto e com as mais vibrantes cores.

 

Almoçamos lá mesmo e depois resolvemos procurar um Wal-Mart para comprar alguma coisa. Encontramos um Target, da mesma cadeia do Wal-Mart e lá ficamos mais de hora, mas valeu a pena.

 

No terceiro dia em San Diego nosso programa foi ir ao Sea World. O estacionamento custou os mesmos US$12,00, mas o ingresso dobrou – US$69,00! Para quem conhece o de Orlando fica um pouco decepcionado com este. Mas assistimos aos shows e, embora usando chapéu, consegui virar uma lagosta! Sol brabo. Calor! Nem uma brisa para amenizar.

 

Tive sorte ao fotografar. Até um salto espetacular da Shamu consegui captar. Praticamente passamos o dia todo por lá. Depois de almoçarmos ficamos rodando pelo parque que é muito bonito e espetacularmente florido.

 

 

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Primaveras

 

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Uma rua de San Diego

 

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Flores e mais flores

 

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Shamu e Show dos Golfinhos

 

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show das Focas

 

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Flamingos e Flores exóticas

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Rumo a San Francisco!!

 

Deixamos San Diego na manhã do quarto dia seguindo pela US 5 que margeia o Pacífico. Nossa primeira parada foi em La Jolla, distante 19km de San Diego. Paramos lá para ver as focas e apreciar a vista do Pacífico. É uma região encantadora.

 

 

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Focas, aves marítimas e enseada de La Jolla

 

Seguimos viagem para Carlsbad para visitar a Legoland da Califórnia. Estacionamento US$12,00; ingresso US$57,00. Iniciamos a visita com um passeio de barco que passa por várias partes do mundo representadas com construções totalmente feitas com lego.

 

 

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Índia, Austrália, EUA e França

 

 

Seguimos caminhando e apreciando esse mundo em miniatura. É espantoso ver como os artesãos conseguem reproduzir com os mínimos detalhes lugares e construções.

Na construção abaixo os soldados marcham em frente ao Capitólio e entoam marcha militar americana. Muito lindo!

 

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Parada em frente ao Capitólio

 

É interessante observar o tamanho das construções em relação ao tamanho das pessoas.

 

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Almoçamos e, bancando crianças, fomos andar no trem fantasma. Que mico!!!!!!!!!!!!!! E seguimos viagem a procura de um lugar para pernoitar.

Ficamos no Westminster Inn em Temécula.

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Cidadezinhas no caminho...

 

Seguindo viagem abandonamos a US 5 e passamos para a US 1, a Pacific Costa Highway que, costeando o Pacífico, vai até São Francisco nosso destino final. A Pacific Costa Highway é uma estrada maravilhosa, cheia de curvas, com o mar de ondas rebeldes de um lado e o paredão da montanha de outro, além das pontes e viadutos, verdadeiras obras de arte em uma estrada que levou 40 anos para ser construida.

 

É preciso lembrar que durante o trajeto os postos de gasolina não são muito freqüentes e é preciso atenção para não ficar desabastecida. Passamos por várias cidades a beira do oceano – Laguna Beach, Long Beach, e demos uma parada em Palos Verdes, com suas belas casas e vista deslumbrante do Pacífico.

 

Seguimos viagem e paramos em Redondo, cidade agradável sem muitos turistas e agito. Como minha pele queimada do sol que tomei em San Diego estava incomodando fomos até um Wallgreen comprar algo pra passar. Por sorte encontrei solarcaine o que me deu sensível alívio. Fiquei sabendo também que para mandar e-mails o melhor lugar era um posto de Fedex Office e, realmente, além de bom o preço é muito mais acessível que em outros lugares que procurei.

 

Seguindo viagem passamos por Santa Monica, Malibu, e fomos parar em Oxnard e nos hospedamos num Holliday Inn porque estávamos carentes de um bom banho. Esse hotel fica fora da cidade no meio de um parque. Novamente me deparei com flores que nunca havia visto.

 

Oxnard é um importante centro agrícola. Até chegarmos lá passamos por extensas plantações de morangos (maior produtor de morango na Califórnia, fornecendo cerca de um terço do Estado do volume anual de morango ), berries de todos os tipos e feijão.

 

Descansadas por uma boa noite de sono seguimos viagem, desta vez pelo Caminho Real (CA 101), estrada que foi construído para ligar as várias Missões que foram criadas na Califórnia. O domínio espanhol era caracterizado por três instituições: a missão (igreja), o forte e a cidade. A estrada começou como uma trilha que liga o pé da cadeia de missões estabelecidas entre San Diego, no sul e Sonoma cerca de 600 quilômetros ao norte. Por toda a sua extensão existem os sinos.

 

Seguimos até Buellton onde pernoitamos. Após almoçarmos fomos conhecer Solvang.

 

 

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Pacific Costa Highway

 

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Pacific Costa Highway

 

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Palos Verdes

 

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Praia de Redondo Beach

 

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Que flores são essas? Ainda não sei!

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De Solvang a Carmel...

 

Solvang, no meio da rota dos vinhedos, não se parece com nenhuma vizinha na Califórnia. Fundada por imigrantes dinamarqueses em 1911, é uma cidade em estilo escandinavo, cheia de construções que parecem de brinquedo, enfeitadas com moinhos e bondinhos puxados por cavalos. Em Solvang há ótimas confeitarias, padarias e delicatessens.

Resolvemos seguir a estrada e conhecer o Chumash Casino Resort Hotel, mas quando chegamos lá descobrimos que haveria uma festa, possivelmente um casamento e as pessoas estavam vestidas em grande gala. Resultado – nem descemos do carro porque estávamos trajadas como mochileiras.

 

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Solvang e seu casario típico

 

 

Saímos cedo de Buellton e descemos pela CA 101 para tornar a pegas a US 1. Resolvemos dar uma passada em Gaviota, um bairro praiano de Santa Bárbara. Gostamos muito.

 

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Gaviota

 

Almoçamos e percorremos as lojinhas com uma infinidade de coisinhas bonitas e.............. caras!

 

Seguindo viagem chegamos a San Simeon onde fica o famoso Hearst Castle. Não fomos visitar o castelo. Já vi tantos castelos em minha vida que não me permiti conhecer mais um. Mas, pra quem não conhece castelos esse é imperdível.

 

Limitamos-nos a dar uma passada no Visitor Center onde comprei uma pedra – rosa do deserto – para minha neta geóloga. Percorremos os jardins à frente do Visitor Center e seguimos pela Pacific Costa Highway em direção a San Luiz Obispo.

 

A estrada vai rodeando as montanhas e a vista é estonteante. O trecho que ora se inicia é conhecido como Big Sur e seguimos bem devagar, parando diversas vezes para apreciar a paisagem. Por incrivel que pareça o verão está começando mas, a medida que nos encaminhamos para o norte, a temperatura vai caindo.

 

Outra coisa interessante que constatamos é a neblina que permanece por muitas horas. Pelo efeito da neblina as águas do pacífico ficam acinzentadas mas a medida em que ela vai se dissipando passam a ficar azuis e quanto mais o sol brilha mais forte é o azul do mar.

 

Mas não são só as paisagens que nos encantam. Vejam o que também nos encantou:

 

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Tão fofinho! Nem agradeceu o petisco que demos!

 

E novamente deparamo-nos com flores nunca vistas. Realmente em matéria de flores a California encanta.

 

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Flores

 

Finalmente chegamos a Carmel-by-the-Sea, que estávamos ansiosas por conhecer. Encontrar hotel não foi fácil por uma simples razão – o preço! Carmel, segundo alguns, é a cidade mais charmosa dos Estados Unidos e faz jus a essa fama.

 

É um reduto de artistas e de milionários. Não possui iluminação pública. A noite são as luzes das casas que iluminam a cidade. Também não tem transporte público. No centro existem restaurantes, cafeterias, galerias de arte e lojas de todos os tipos. Tudo muito chique. Almoçamos em um ótimo restaurante italiano – Little Napoli e de sobremesa um excelente tiramisu. Ou seja – adquirimos alguns quilos a mais. C’est la vie!

 

As praias da Califórnia em geral têm areia escura ou são totalmente pedregosas. Carmel, embora não possa ser considerada uma praia bonita, pelo menos tem areia branca. E se a praia não é bonita as casas que ai se encontram são maravilhosas.

 

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Verão (que frio) na praia de Carmel Reparem no telhado da última foto!

 

Ficamos no The Green Lantern Hotel, chalés de madeira cercados por exuberantes jardins.

 

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Como em toda a Califórnia fumar é um problema. Mas o hotel possui nos jardins mesas com uns cinzeiros cheios de areia para apagarmos o cigarro. E, como não se podia fumar no quarto era lá que íamos curtir o vicio. E não é que, indo fumar um cigarro, eis que vi uma gralha, muito sem vergonha, tirando todas as bitucas de dentro do cinzeiro e jogando no chão; Sem vergonha!!!!!!!!!! Tive que catar as bitucas, recolocá-las no cinzeiro e cobri-las com areia. Mas a gralha era ultra simpática!

 

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gralha!

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Chegando a San Francisco!

 

De Carmel seguimos para Monterey. Cidade bonita a beira mar, com avenidas muito largas, boa arborização. Mas não gostei da cidade. Fomos até um out-let e achamos tudo caro. Os preços das malas eram iguais aos que vimos na Macys.

Resultado - dormimos e na manhã seguinte seguimos para nosso destino final – São Francisco.

 

Levantamos cedinho e logo pegamos estrada. A mesma que vínhamos percorrendo até agora, sempre beirando o Pacífico. As mesmas praias, com areia escura ou pedras.

Os californianos não sabem o que são praias de areia clara e fininha como as que temos em todo o nosso imenso litoral. Ah! Coitados! Eles têm excelentes ondas pra surfar, mas curtir um solzinho estendidos numa areia morna isso eles não têm.

 

Passamos também por uma região rica em produção de frutas e, que delicia! À beira da estrada inúmeros postos de venda de frutas, legumes, vinhos, sucos, etc.. Preços ultra convidativos. Uma libra de cerejas fresquinhas, grandes e doces apenas US$1,00.

 

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Não é de dar água na boca?

 

Fizemos um senhor estoque de frutas e já fomos saboreando as cerejas e os berries.

Paramos em Half Moon Bay para almoçar. Uma graça de cidadezinha. Ótima comida! E, mais uma vez, flores que nunca vi.

 

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Estamos um dia adiantadas. A reserva no Hotel Nikko em San Francisco é só amanhã. Por isso seguimos sem pressa, atravessamos San Francisco até a Golden Gate que, pra variar, estava coberta de neblina. É preciso um milagre pra fotografá-la sem nevoeiro. E esse milagre não aconteceu.

 

 

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Atravessando a Golden Gate

 

Nossa intenção era pernoitar em Sausalito, mas de boas intenções o inferno está lotado. Não encontramos hotel e resolvemos ficar em um motel na estrada.

Hoje parece que um meio milagre aconteceu. Deu pra tirar uma foto da Golden Gate ao fundo mais ou menos visível.

 

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A caminho de Sausalito.

 

Seguimos a estrada até Tiburon, Tiburon, vizinha de Sausalito, é pequena, pacata e exibe seu passado de cidade ferroviária na arquitetura e nas ruas.

Pra variar faz frio neste verão californiano, mas como era um dia ensolarado deu pra passear e admirar a cidade.

 

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A baia de Tiburon e a rua principal – restaurantes e lojas

 

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Passeando por Tiburon

 

A seguir fomos para Sausalito. A cidade é uma graça. Histórica e charmosa é famosa por suas galerias de arte, cultura eclética e suas inigualáveis lojas à beira-mar. Muito tranqüila embora o número de turistas seja grande. Deixamos o carro no estacionamento e fomos percorrer as ruas, entrando nas lojas para admirar e, porque não? comprar alguma coisa. Por incrível que pareça só em Sausalito achei uma borboleta para aumentar a minha coleção. Tantas cidades visitadas e nada de borboletas! Acabei comprando uma de metal e outra de cristal. Lindas e caras. Como estávamos cansadas de nosso Ford Focus resolvemos comprar um conversível. Com certeza vamos bombar!

 

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Nosso novo carro (bricadeirinha!)

 

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Sausalito

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Enfim San Francisco!

 

Agora seguimos para San Francisco direto para o Píer 39. Deixamos o carro em um estacionamento de oito andares só conseguindo uma vaga no 5º andar. Atravessamos a avenida pela passarela que liga o estacionamento ao píer e fomos direto almoçar. Camarões e lagostas. Muito bom.

Dia maravilhoso com visibilidade total, o que é raro em San Francisco e que proporcionou podermos tirar ótimas fotos. O Píer 39 é uma das atrações populares de San Francisco. É um complexo com 110 lojas de especialidades e 13 restaurantes situados à beira-mar. Lá se encontra o Hard Rock Cafe, o Bubba Gump (restaurante de frutos do mar, o Aquarium of the Bay, Marina, lojas de souvenirs e várias outras coisas interessantes. Tem uma bela vista da ilha de Alcatraz e uma boa vista das 2 principais pontes de San Francisco: a Golden Gate (a mais famosa) e a Bay Bridge (a maior).

 

 

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Alcatrazes e Pier 39

 

A movimentação no Píer 39 é imensa. São turistas de todo o mundo e de todos os estados dos Estados Unidos. Uma babel de línguas!

Quando estive em San Francisco em 1994 havia ao lado do Píer uma enormidade de leões marinhos. Eram cerca de 1.500 animais, que começaram a chegar ao Pier 39 em fins de 1989 e era uma atração turística do lugar, mas no final do ano passado deixaram a região e seguiram em direção ao estado do Oregon. Aos poucos estão começando a voltar e agora existem uns 70 animais.

 

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Foto tirada em 1994 (a esquerda) e foto tirada em 2010 (a direita)

 

A noite estava chegando e fomos para o Hotel Nikko. Fizemos o check-in e fomos para o apartamento. Surpresa – só tem uma cama! Voltamos a recepção e descobrimos que o hotel não tem nem um apartamento com 2 camas!!!!!! Como já está tudo pago o jeito é ficar nesse hotel mesmo. Como solução resolveram colocar uma cama pequena, o que deixou o apartamento atravancado. Mas se não tem jeito remediado está.

 

Aproveitamos o resto do dia para percorrer o comércio. Todas as marcas famosas podem ser encontradas ao redor da Union Square, onde também estão a joalheria Tiffany & Co e lojas da Levis, Nike, Gucci, Barneys, Lacoste, Louis Vuitton, Prada, Wolford, Coat e Hermes. Ira foi atrás de perfumes Chanel e eu atrás de desodorante Eternity para o Marcello. Acabamos encontrando na Macy’s, o que foi um alivio, porque o terror das viagens são os pedidos. Desde que chegamos aos Estados Unidos estou atrás de um tipo de sapato que minha neta encomendou. Em cada loja que perguntávamos nos mandavam para outro lugar ou outra cidade. Até agora não achei e só faltam dois dias.

 

Novo dia e lá vamos nós. Primeiro ao bairro japonês. A caminho passamos por uma igreja magnífica. Não pudemos entrar porque era horário de missa e só pudemos fotografar o exterior.

 

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Igreja no bairro Japonês

 

O bairro japonês foi uma decepção. Então seguimos para China Town. A Chinatown de San Francisco é a mais antiga da América do Norte. Ela é considerada a maior comunidade chinesa fora da Ásia. Instituída em 1850 possui bastante destaque na cultura popular local como, por exemplo, nos filmes, música, fotografia e literatura, e é um dos maiores e mais importantes centros de atividade chinesa fora da China.

 

Andar por Chinatown é um sem fim de cores, sons e odores. As lojas de especiarias exalam um perfume indescritível. As sedas coloridas encantam os olhos. O burburinho da rua em cantonês é agradável aos ouvidos. Fizemos algumas compras e acabamos por almoçar em um restaurante cantonês depois do que voltamos para o centro para fazer novamente o giro pelos grandes magazines.

 

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China Town

 

É nosso último dia na Califórnia.

 

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As ladeiras de San Francisco e o bonde!

 

E lá vamos nós para Oakland a procura do sapato que minha neta encomendou. É última tentativa.

Atravessamos a Ponte da Baía por uma excelente auto-estrada e com menos de meia hora de trajeto chegamos a Oakland, uma cidade moderna com belos edifícios. E foi mesmo a última tentativa e que não deu resultado, mas pelo menos conhecemos mais uma cidade californiana.

 

 

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Um calçadão em Oakland

 

 

Voltamos para San Francisco e passamos o resto do dia tentando enfiar na mala todos os nossos pertences. É como tentar enfiar São Paulo dentro de Santos!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas conseguimos!!

 

E assim terminou mais uma caminhada das meninas! Qual será a próxima? Só Deus sabe.

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