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ederfortunato

Relato da Travessia dos Lençóis Maranhenses(2 dias)

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No inicio de maio de 2018, passei 4 dias pelos lençóis Maranhenses e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também!

 

Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagram, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/

 

Lençóis Maranhenses

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A minha ideia inicial, era fazer a travessia de 3 dias, não fechei nada antes da viagem pois achei caro os preços que vi pela internet, e pensei que fechando o passeio lá na hora, seria mais barato, e estava certo, o problema foi juntar um grupo pra ir, como era baixa temporada, não achei em nenhuma agencia um grupo que fosse iniciar no dia seguinte.
Mandei mensagem pra vários guias, e um me respondeu que havia um grupo iniciando dali 2 dias, a travessia iria durar 2 dias também, confirmei com ele que iria fazer, e fiquei com um dia vago, que usei para fazer o passeio de quadriciclo.

Período: Fui no inicio de maio, época que ainda é considerada de chuva, fiquei com receio, mas não cheguei a pegar chuvas durante os passeios, apenas umas pancadas de chuva rápida a tarde enquanto estava em Barreirinhas.
O único ponto ruim é que o céu estava sempre nublado, o que ajudou na travessia, por não ficar muito quente, por não ter um sol torrando a cabeça, mas que na hora das fotos, nem sempre propiciava o melhor visual possível, principalmente durante o pôr do sol, nascer do sol, que acabavam não sendo tão bonitos quanto se o céu estivesse limpo, mas mesmo assim, é uma boa, já que ainda é baixa temporada, e não está com tanta gente por lá.

Transporte: Existem muitos contatos de empresas de van que oferecem o transporte do aeroporto de São Luiz para Barreirinhas, e cobram R$60 reais (maio de 2018), algumas delas:

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Para voltar, Barreirinhas para São Luiz, peça na sua hospedagem, que eles tem o contado para as agencias de van. Existe também a opção de táxi compartilhado, eu usei um desses na volta, custou R$70 reais.
Preste atenção nos horários disponíveis para vans, não é de hora em hora que elas saem, do aeroporto por exemplo, elas coincidem com as chegadas dos voos, por isso é possível que você fique algumas horas lá esperando a van antes de ir.
Para o horário de voltar é a mesma coisa, pelo que vi, só havia van até as 16:30, depois disso, só pegando o transporte publico Barreirinhas/São Luiz que sai da rodoviária as 18:30, depois isso não havia mais opção para voltar, a não ser que fechasse um táxi compartilhado, ou pagando o custo total do táxi, que deve ser uns R$240.

Hospedagem: Fiquei no hostel Casa do professor, o lugar é simples, mas bem legal, quem mantém é o próprio Professor (o hostel é a casa dele, então é meio hostel e meio Airbnb). Ele é uma figuraça, muito engraçado, e foi bastante prestativo, me ajudou com muitas dicas, o ponto negativos fica por ser um pouco afastado do centro, uns 15 minutos andando, mesmo assim, eu recomendo, é uma boa opção de baixo custo, além de ter o café da manhã incluído.

Quadriciclo: É um passeio que vale muito a pena, nem é tão caro, pechinchando você paga $300 reais por quadriciclo, o que dá pra dividir por duas pessoas, considerando que é um passeio de dia inteiro, acho que está bom.
O passeio e passa é na direção de Pequenos Lençóis, área mais ao leste da região.
Na primeira parte, atravessamos uma área de muito vegetação, passamos por casas de moradores, neste ponto foi legal ir em época de chuva, pois haviam várias poças de águas, algumas bem fundas, e passar com o quadriciclo nelas era bem emocionante. Umas 2 horas depois, finalmente chegamos nos Lençóis, aqui é a melhor parte, dá pra acelerar muito, subir e descer as dunas, o vento batendo na cara, o ponto alto sem duvida.
Depois paramos, pra uma hora de descanso, em uma lagoa pra tomar um banho, e onde vendiam espetinho de carne, cerveja e agua de coco. Descansados, fomos em direção ao litoral, onde passamos embaixo de algumas torres de energia eólica, eu nunca havia chegado tão perto delas, e o visual ali era muito loko, ver aquelas torres gigantes e passar bem embaixo delas. Passado isso, chegamos no ponto de almoço.
Não gostei muito do lugar que nos deixaram, era uma tenta de madeira grande e escura, e o atendimento era muito lento, acabei caminhando uns 10 minutos pra ir num outra ali perto, muito melhor e mais estruturada(mesas e cadeiras, mais espaço e mais arejado).
Na volta, passamos pelos mesmos lugares, mas sem parada, direto pra cidade.
Recomendo muito o passeio

 

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A Travessia: O guia me buscou no hostel as 03:00 da manhã, precisa começar assim cedo, para evitar o sol do meio-dia, depois de uma hora do transporte, ele nos deixa no inicio dos lençóis.
O roteiro do primeiro dia foi de Barreirinhas até Baixa Grande, 20km, começamos a caminhar as 04:00 da manha e previsão de chegar antes do meio dia.
O trilha é bem de boas, uma ou duas dunas pra subir mais cansativas, acho que a dificultada mesmo é o sol, fizemos várias paradas, a primeira pra ver o nascer do sol, que é algo inacreditável naquele deserto de areia, e depois mais duas paradas pra se refrescar mas lagoas. E vale dizer que durante a travessia você verá porque vale a pena faze-la, a cor da areia ali no meio é branquinha branquinha, bem diferente de outras partes que vi, é um ponto que poucos conseguem ver, e uma recompensa para quem se aventurou por ela.
Chegamos em Baixa Grande ao meio dia, um almoço com peixe(tambaqui), e depois só descansar até umas 17:00, quando fizemos uma saída rápida pra ver o por do sol de cima de uma duma, muito bonita a vista, de um lado dava pra ver as dunas e do outro o verde da vegetação, depois disso voltar para a janta, ficar de bobeira conversando e dormir nas redes.
Segundo dia, acordar as 4:00 da manhã, e caminhar em direção a Canto de Atins, são mais 19km nesse dia, a trilha aqui não é tão bonita como no dia anterior, principalmente depois de 11km andados, quando chegamos no litoral, e paramos pra descansar na casa de um pescador, depois disso é só caminhar pelo litoral, que não é nada bonito, muito lixo vindo do mar na praia.
Um pouco antes de chegar em Canto de Atins, o carro que nos pegaria lá foi ao nosso encontro, e levou de volta pra Barreirinhas, com uma parada em uma lagoa bem grande no caminho, o Guia disse que havia a opção de voltar de barco dali, mas resolvi ir de carro mesmo pra chegar mais rápido e voltar pra São Luiz.

Guia, fiz a travessia com o Fabricio, havia achado o contato dele em algum relato por aqui, que recomendaram, e o cara é bom mesmo, conhece bem a região, e era atencioso com todos, o contato dele é: https://www.facebook.com/profile.php?id=100003201726442 

 

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Mapa que me ajudou a planejar, existem muitos trajetos, começando de várias cidades diferentes, é possível montar o seu e negociar com o guia o valor.


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