Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I:
Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará.
MARAJÓ
14/09/2017:
Cheguei em Soure por volta das 10:00hs:
No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos.
Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis.
Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto:
Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa:
A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos).
Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata:
Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural:
Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais:
Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo:
Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos.
Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição:
15/09/2017:
Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão.
Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras:
Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc):
Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local:
Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos:
Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha:
A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas.
Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor.
Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias:
A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda:
Horizonte a perder de vista:
Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas.
Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada:
Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk:
Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível.
16/09/2017:
Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade.
Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável.
Algumas considerações sobre Soure:
- Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer.
- Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs.
- Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk.
- Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo.
- Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles.
14/09/2017:
Dia de minha partida para o Marajó, saindo do terminal hidroviário de Belém as 08:00hs, na lancha rápida Golfinho I:
Uma viagem rápida (02hs até Soure), confortável (poltronas acolchoadas, ar condicionado e TV) e com uma boa visão das águas da baia do Guajará.
MARAJÓ
14/09/2017:
Cheguei em Soure por volta das 10:00hs:
No porto há vários moto-taxistas a espera de passageiros, peguei um deles para ir até minha hospedagem na Refazenda Marajoara, reservada no AirBnb. Os moto-taxis além de serem um meio de transporte ágil e mais em conta, são excelentes guias de turismo. Só usei táxis em raríssimos momentos.
Minha hospedagem na casa do casal Gabriella e Anders foi excepcional, um local muito bom, tranquilo e, apesar da simplicidade, com todo o necessário para uma boa estadia. Em que pese estar a uma boa caminhada do centro, consegui me deslocar com tranquilidade pela região graças aos moto-taxis.
Como não poderia deixar de falar, os búfalos são onipresentes no Marajó, olha minha visão diária da janela do meu quarto:
Com a fome batendo forte, tratei de pedir logo um filé marajoara, nunca imaginei que carne de búfalo fosse tão boa:
A tarde meu destino foi a fazenda São Jeronimo, que oferece um passeio composto por diversas etapas (navegação por igarapé, caminhada na praia e no mangue e, a incrível, cavalgada em búfalos).
Na foto abaixo, estamos chegando na praia, já na foz do igarapé, após um bom tempo de navegação entre a mata:
Após caminhada na praia, ingressamos no mangue, no qual se encontra passarelas suspensas, nas quais podemos conhecer com profundidade tal ambiente natural:
Agora, a tão aguardada montaria em búfalos, bom demais:
Chegada na sede da Fazenda São Jerônimo:
Não posso deixar de falar do Sr. Brito, proprietário da fazenda, super receptivo e que gosta de contar bons causos.
Voltando da Fazenda São Jeronimo, direto para tomar meu tão esperado açaí amazônico, encontrado em todos os restaurantes e lanchonetes de Soure. É uma experiência beeem diferente para quem, como eu, estava acostumado com açaí doce e gelado com granola, banana, etc. Aqui é uma porção muito bem servida acompanhada de açúcar, farinha e tapioca (farinha grossa), é uma verdadeira refeição:
15/09/2017:
Logo cedo, dia de andar pela cidade de Soure, que se destaca por ter ruas totalmente alinhadas e nominadas por números cardinais e ordinais, o que permite se localizar com certa precisão.
Agora os famosos búfalos policiais, mansos demais, permitem até que os turistas montem nos animais. Ademais, os policiais são extremamente gentis e receptivos, narrando diversas histórias sobre esses animais, seu treinamento e aventuras policiais nas terras marajoaras:
Saindo da praça principal da cidade, fui ao Artcouro Curtume, local onde você pode ver todo o processo de produção de artesanato em couro, desde o momento da curtição do couro de búfalo até a fabricação dos produtos artesanais (bolsa, sandálias, cinto, etc):
Agora, o ateliê Mbarayo, comandado por Carlos Amaral e sua esposa, que é uma pessoa excelente e que cativou a mim e outras pessoas que visitavam o local. Não sou muito de comprar souvenires, mas não resisti ao artesanato marajoara “de raiz” rs, comprei um uarabo para minha namorada e um cumaru e um canguçar para mim. Foto do local:
Depois fui ao estúdio de artesanato de Ronaldo Guedes, com uma cerâmica mais elaborada e diversificada. Ali também comprei algumas coisas, especialmente os muiraquitãs, amuletos da sorte dos povos tradicionais amazônicos:
Lembrando que todas essas andanças por Soure fiz de moto-taxi, inclusive meu próximo destino com hora marcada para voltar rs, a praia de Barra Velha:
A praia é de uma beleza diferente, selvagem, apesar das barracas de praia as suas margens. O banho é mais para os corajosos em razão das arraias, uma vez que estamos na foz de um rio, para as quais somos alertados a todos os instantes inclusive com histórias de encontros muito dolorosos com elas.
Em uma das barracas, comi o delicioso Filhote, peixe afamado na Amazônia, sem qualquer requinte, mas, muito sabor.
Cena interessante, pescadores jogando tarrafa e usando botas de borracha, é o medo das arraias:
A tarde, hora de visitar a Fazenda Bom Jesus, dessa vez o próprio pessoal da fazenda busca e leva de volta à Soure o visitante. O passeio consiste em uma longa caminhada entre as duas sedes da fazenda, passando por riachos, lagoas, pastos e mata. Ao longo dessa caminho encontramos diversos animais, desde guarás com sua linda plumagem vermelha à jacarés, de tranquilas capivaras a velozes macacos, além disso andamos em meio a búfalos e cavalos marajoaras, que são criados na fazenda:
Horizonte a perder de vista:
Fui na época da seca, mas o melhor momento é na época das fortes chuvas, uma vez que permite também a navegação com canoas.
Pequenos pontos vermelhos, os guarás, que fazem uma linda revoada:
Agora, as tranquilas capivaras, que permitem uma boa aproximação, tirei até selfie com elas kkk:
Ao final da longa caminhada, chegamos na segunda sede da fazenda, onde nos espera um delicioso lanche com suco de fruta, bolos e queijos temperados com sabores regionais. Um passeio imperdível.
16/09/2017:
Pela manhã, fiz umas boas andanças por toda a Soure, para me despedir da cidade.
Já depois do almoço, peguei hora de voltar para Belém. Temos que pegar um micro-onibus até Salvaterra, atravessando de balsa um rio e percorrendo uns bons quilômetros de estrada. Ali peguei outra lancha para uma viagem mais rápida e confortável.
Algumas considerações sobre Soure:
- Todos os moradores se mostram muito prestativos e receptivos. De qualquer forma, como em toda cidade brasileira, é importante estar atento ao andar pelas ruas, especialmente ao anoitecer.
- Os moto-taxis são a melhor opção de transporte e informações turísticas na cidade, lembrando que capacete é algo inexistente naquelas bandas rs.
- Existem boas praias lá, mas fiquei desanimando em tomar banho com tantas histórias sobre como é dolorida a ferroada das arraias kkk.
- Os passeios nas fazendas São Jerônimo e Bom Jesus, bem diferentes entre si, são imperdíveis, recomendo e assino embaixo.
- Existem outras opções de passeios em Salvaterra e Joanes, mas, pelo meu pouco tempo, acabei não fazendo, mas todos me falaram muito bem deles.