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Chile e Bolívia em 15 dias: Atacama, Potosí, Sajama e Arica - julho/2018

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Oi pessoal! Acabei de voltar das minhas férias e vim relatar para vocês. Meu foco era o Parque Nacional Sajama, na Bolívia. Como a passagem a La Paz estava cara, alterei minha rota e fui acrescentando alguns destinos:

  • 15 a 18/7 - Atacama, Chile
  • 19 a 21/7 - Potosí, Bolívia
  • 22/7 - Uyuni, Bolívia
  • 23 a 26/7 - Parque Nacional Sajama, Bolívia
  • 27 a 28/7 - Arica, Chile

Custos
A viagem para 2 pessoas (eu + namorado), 15 dias, custou cerca de R$8.800, sendo:

  • R$4.130 de passagem de avião Guarulhos > Calama e Arica > Guarulhos, no site da Decolar. Eu só posso tirar férias de julho, e para encaixar os destinos que queríamos tivemos que comprar por trechos só de ida, sem volta.
  • R$1.400 de hospedagem. Ficamos em Air BnB em todos os lugares com exceção de Sajama.
  • R$1.200 em alimentação. Alternamos fazer comida em casa, lanches e restaurantes.
  • R$900 de transporte, entre transfers, ônibus, trens e táxis.
  • R$500 de seguro viagem pela Porto Seguro.
  • R$400 em presentes e lembranças.

Valores aproximados. Se você for somar, os valores não batem, isso principalmente devido às conversões de moeda Real > Dólar > Peso Chilena > Boliviano. Como alguns câmbios foram realizados sem a chance de pesquisa de preços ou em locais turísticos, perdemos bastante dinheiro na brincadeira.

 

Dicas/Curiosidades:

  • Na Bolívia, os terminais de ônibus cobram taxa de embarque diretamente do passageiro. Tenha moedas de 1 e 2 bolivianos sempre à mão para esses casos.
  • Alguns povoados são pequenos e possuem apenas comidas locais. Eu sou vegetariana e tive alguns percalços por causa disso, inclusive tive de "pinçar" a carne de algumas refeições... 😔 paciência.
  • Banheiros nas ruas e praças são os "Baños publicos", e são pagos (1 ou 2 bolivianos). Há regiões que bares e restaurantes não tem banheiro, nem para cliente.
  • Não sei se é uma coisa momentânea, mas muitos banheiros estão sem água, nem para descarga. Aconselho sempre ter lenços umedecidos e alcool gel na mochila.
  • Vale lembrar sempre: guardem o papel que a imigração entrega!

 

Vamos ao roteiro:

Atacama
É a segunda vez que vou para o Atacama, pois na primeira tivemos problemas, como conto nesse meu relato de 2016.

 

  • Fizemos passeios, trocamos dinheiro e compramos suprimentos, além de aproveitar a vista de nossa casa, para o vulcão Licacanbur.
  • Compramos passagem no terminal de ônibus em San Pedro > Uyuni, sai todo dia às 3h da madrugada. Obs.: Essa é a rota não-turística, então não tem Salar, o objetivo é chegar na Bolívia.

 

Potosí
Descemos em Uyuni (o terminal é uma rua) e já subimos em um ônibus para Potosí. A viagem, além de ser longa, é cheia de curvas e dependendo do horário e do ônibus, é bem abafada.

  • A cidade fica a 4000 metros de altitude. Como viemos do Atacama, tínhamos folhas de coca para mascar e mesmo assim, compramos Soroche pills para aliviar a altitude.
  • Pontos turísticos: igrejas, sendo que para entrar é necessário pagar ingresso e geralmente, há um guia para te acompanhar. Eles te levam até o mirante da construção, o que geralmente inclui escadas estreitas, escuras e d degraus irregulares… prepare os pulmões!
  • Em lanchonetes e comércios em geral, vão exigir dinheiro trocado. Eles preferem não vender se você não tiver “soltito”.

 

Uyuni
Ficamos em Uyuni apenas para pegar o trem até Oruro.

  • A cidade tem uma avenida na qual param todos os ônibus (não há terminal) e a praça central é lotada de agências de tour para o Salar e de dinossauros (para fotografar no Salar hehe XD )
  • Como tem muito turista, eles fazem vários tipos de culinárias atendem vários tipos de restrições alimentícias.

 

Sajama
Para chegar no Parque Nacional Sajama, pegamos o trem noturno para Oruro, descemos na estação e pegamos um táxi para o terminal antigo de Oruro. Ali, tem vans para Patacamaya, que partem assim que a van lota. De Patacamaya, pega-se uma van da Trans Sajama, que para dentro do parque.

  • A cidade é pequena, com uma praça principal e uma praça da igreja. Há mapas nas saídas da cidade, indicando quais passeios turísticos podem ser feitos por aquela direção (geisers, lagunas, termais, sítios arqueológicos, escalar o Sajama, etc).
  • Não tem internet no local. Zero de comunicação com o mundo.
  • A cidade é um povoado que está se desenvolvendo turisticamente. O que eu garanto é que dá para ir para lá sem fazer reservas e procurar por um Hostal, também chamado de Alojamiento. Você também pode ir na praça da igreja, na Tienda America, e perguntar para a Dona Benigna por hospedagem.

 

Arica
Combinamos um horário com o motorista da Trans Sajama para ir à Tambo Quemado. É na divisa Bolívia/Chile e ali são cerca de 10 ônibus diários de origem La Paz, e tem que parar na divisa para vistoria. Nesse momento você procura um ônibus que tenha lugares vazios e paga direto ao motorista. Conseguimos pegar o primeiro, bem confortável (ainda bem, pois a estrada é cheia de curvas e um sol lascado).

  • Dá para andar a cidade toda a pé. Como é praia, tem muitas lanchonetes à beira mar e atividades da areia.
  • O aeroporto é como se fosse Guarulhos, fica longe, na verdade fica na divisa do Peru, o que me está me dando ideias de roteiro para minha próxima viagem... ☺️

 

 

Bom, é isso. Se quiserem alguma informação extra, meu e-mail é [email protected]

  • Gostei! 3

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