Olá viajante!
Bora viajar?
Relato de Viagem a Los Roques - 17/09 a 26/09/2010
- Respostas 29
- Visualizações 10.8k
- Criado
- Última resposta
Usuários Mais Ativos no Tópico
-
cienfuegos 14 posts
-
Cintya Naomi 3 posts
-
Carol Adler 2 posts
-
danielamarti 2 posts
Relato de Viagem a Los Roques
Período: 17/09/2010 a 26/09/2010
A vida no paraíso não é difícil para nós turistas mas, como tudo que é bom dura pouco, está difícil retornar a rotina do trabalho depois de incríveis oito dias num paraíso tal qual um papel de parede que vem no Windows. Pois bem, vamos lá:
PREPARAÇÃO
Como muitos sabem, é indispensável a troca de informações e leitura de fóruns de duas ótimas comunidades brasileiras: http://www.mochileiros.com e http://www.orkut.com (Comunidade Los Roques, Venezuela). A riqueza de dicas é incrivelmente vasta desde para aquele viajante que pretende viajar com o espírito mochileiro, de ir se acertando no caminho como para aquele mais tradicional, que quer deixar tudo organizado com o máximo de antecedência.
No meu caso optei pelo tradicional. Fechei todo o meu pacote com o Fábio Blinder (http://www.venebrasil.com). Deu tudo certo, ele é uma pessoa muito atenciosa e prestativa. Porém, senti um pouco a (falta de) presença dele no decorrer da viagem, o que vou explicar melhor mais pra frente.
As passagens aéreas internacionais foram todas com milhas da TAM e o trecho Caracas/LR/Caracas foi pela Chapi Air.
Em oito dias, a viagem foi organizada da seguinte forma:
17/09 – Saída de Brasília
18/09 – Chegada em Caracas às 4:30
18/09 – Saída para Los Roques às 6:30
18/09 a 22/09 – Hospedagem no veleiro Turpial
22/09 a 25/09 – Hospedagem na pousada Guaripete (neste período fiz 03 dias de mergulho com 06 imersões pela Ecobuzos)
25/09 – Saíde de Los Roques
25/09 – Pernoite em Caracas
26/09 – Saída para o Brasil
Sobre o câmbio, fiz a troca com o Miguel (indicado no mochileiros.com) no aeroporto por 7.5BsF. Na ilha vi variações entre 7.6BsF a 7.9 BsF.
1º DIA – A caminho de Los Roques
Após uma saída conturbada de Brasília (com direito a perder o vôo), embarcamos em São Paulo no horário previsto. Dentro do avião, pronto para a decolagem, recebemos uma notícia desagradável que teríamos que voltar por problemas de comunicação da aeronave. Resultado, o vôo atrasou 01 hora e logo, as 02 horas que teríamos para fazer a imigração, retirar bagagem, fazer o câmbio e o check-in na Chapi Air ficou bem reduzido.
Viajei na madrugada um pouco preocupado por causa do horário (não bastasse perder o vôo em Brasília). A nossa sorte foi que deixei combinado com o Miguel, que precisaria fazer o check-in na Chapi Air e só depois faria o câmbio, tudo por conta do prazo curto que teríamos.
Eram 06:15 da manhã e tínhamos acabado de pegar a nossa bagagem. Saímos em disparada e estava lá um funcionário do Miguel com uma plaquinha com meu nome (alívio!). Logo perguntei sobre o vôo da Chapi e ele me disse que o Miguel já tinha entrado em contato com o pessoal e disse que estávamos a caminho. Ou seja, o que foi acordado com o Miguel era somente o câmbio e ele nos fez um imenso favor em nos levar até a Chapi, nos levar para pagar as taxas e só nos largou na porta de embarque.
Aqui entra a observação que comentei sobre o Fábio Blinder no início do relato. Creio que se não fosse pelo Miguel, teria perdido o vôo da Chapi e a dor de cabeça seria muito maior. Não há nada nem ninguém da Venebrasil a quem poderia recorrer ali na hora para resolver algo de imediato, caso precisasse. Enfim, deu tudo certo e cerca de 1 hora depois estávamos aterrisando em Los Roques.
Chegando ao destino, o capitão Massi nos esperava e imediatamente nos levou para o Veleiro, onde ficamos até o dia 22/09.
1º ao 4º DIA – Veleiro Turpial
O veleiro Turpial é uma embarcação que apesar de ser da década de 70, está em ótimo estado de conservação. Pode ser que tenha veleiros mais estruturados, mas o Turpial não deixa a desejar. Ainda mais com o carisma e ótima prestação de serviço do capitão Massi e sua esposa Fanny, tivemos também o prazer de conhecer o irmão dele, Leo, que estava passando um tempo com eles em Los Roques.
Uma boa estadia no veleiro depende completamente do clima. Nestes quatro dias tivemos altos e baixos por conta do tempo não estar favorável. Acreditem, pegamos dias nublados e chuvosos em Los Roques. Os dias que fizeram sol, mormaços e bons ventos, foram incríveis. Porém, os de chuva nos deixaram bastante ociosos, sem poder fazer nada e nem velejar para outro ponto.
Sobre as refeições, simplesmente perfeitas. Sempre com pescado fresco, o Capitão Massi realmente é um verdadeiro chef. No veleiro, come o que se pesca e um dia os peixes não colaboraram e fizemos uma refeição vegetariana. Pasmem! O carpaccio de abrobinha e o macarrão com berinjela estavam fantásticos. E olha que não sou o maior fã de verduras. De sede e de fome realmente não dá para morrer no veleiro.
Creio que o bom proveito de todas essas maravilhas tem um contra ponto. Ficar no veleiro não é para qualquer um. Por quê? Você não tem tanta privacidade, vai conviver em um espaço pequeno por alguns dias com várias pessoas, então é importante ter boa companhia, os banheiros não são confortáveis e o banho (ah, o banho!) é no bom estilo marinheiro: cai no mar, sai da água, ensaboa, cai na água e passa uma ducha rápida para tirar o sal (ou não!). Água doce é preciosa na embarcação. Por exemplo, eu realmente esqueci da vida, não usei nem chinelo. Ou estava de sunga ou estava de bermuda e sem cueca, bem largado no paraíso (mas sempre com higiene, ok?).
Resumindo, vamos aos pontos positivos e negativos:
Positivos – liberdade de ir e vir (se o tempo colaborar), acordar as 5h da manhã e ver o pôr-do-sol e lavar o rosto no marzão do caribe, realmente não tem preço. Velejar tranqüilo, sem pressa, curtir noites bem estreladas, comer muito bem e ter uma praia só para você depois que os últimos turistas foram embora às 17h, fantástico.
Negativos – se o clima estiver ruim, nem pense em ficar no veleiro, pois além da chuva, os mosquitos atacam com força dependendo do local que estiver atracado. Tivemos falta de gelo para a cava (isopor) e no veleiro não tinham cadeiras de praia e somente um guarda-sol para 04 pessoas (é pouco).
Conclusão: não recomendo ficar mais do que quatro dias em um veleiro, pois apesar de ser muito bom, o clima das pousadas em Gran Roque também vale a pena com a possibilidade de ter contato com várias pessoas diferentes, etc. E me faço uma pergunta aqui no final: Voltaria a Los Roques e ficaria num veleiro? Sem sombra de dúvida sim, desde que teria a certeza que o clima vai estar bom e que a companhia seja de amigos e no máximo quatro dias.
4º ao 8º DIA – Pousada Guaripete e Ecobuzos (mergulho)
Depois do último dia no veleiro, que foi chuvoso e em tom de despedida, pisar em terra firma deu uma injetada de ânimo bem forte na nossa viagem. Chegando na pousada, fomos calorosamente recebidos pela Fabíola e pelos brasileiros que conhecemos antes de viajar na comunidade do Orkut e Mochileiros.com (abraços para Marcelo e Fernanda, Débora(dora) e Juliano).
A pousada Guaripete é simplesmente fantástica. Além de aconchegante e simples, mas com boas acomodações, lá se come excessivamente bem ao ponto de recursarmos alguns pratos por não agüentarmos mais. Éden, o cozinheiro e a Fabíola, a gerente, são muito, mas muito receptivos. Parecem amigos de longa data.
Os dias em terra firme se resumiram em mergulhos pela manhã e praia à tarde. No nosso caso fechamos um pacote de meia pensão, pois estaríamos ocupados fazendo mergulho com a Ecobuzos e aproveitamos a viagem para eles nos largarem em alguma ida e no final do dia alguma lancha nos buscar na praia conforme combinado pela manhã.
A noite, sempre depois da janta (e que janta!), descansávamos e íamos ao Aquarena. Numa noite tinha até DJ, dançamos e bebemos à beça. Foi muito bom, nas outras noites foram mais relax. O lugar é muito agradável, um lounge na areia, resumindo.
Não vou relatar os passeios às ilhas/cayos, pois é cada uma mais paradisíaca que a outra e muito já se falou por aqui. Tenho como sugestão/dica fazer mergulhos em Los Roques. Se possível, com o curso certificador feito aqui no Brasil. Fiz um pacote de 06 mergulhos, mas acho que 04 são o suficiente. Mesmo para aqueles que não querem fazer o curso no Brasil, faça pelo menos um dos pacotes com um mergulho. Eles dão uma mini-aula com instruções básicas, etc. Vale a pena, mas não te dá nenhum certificado de mergulhador. A paisagem submarina é o outro lado do paraíso de Los Roques. Recomendo a Ecobuzos de olhos fechados. São muito bons no que fazem.
8º e 9º DIA – Volta para o Brasil
A volta ao Brasil foi menos problemática. O único pesar era a despedida daquela paisagem e das pessoas que nos confortaram tão bem durante uma semana. O tempo, graças a Deus, não passa em Los Roques e estes oito dias passaram muito devagar. Fui embora sem ter nenhuma saudade do Brasil, e querendo ficar tranquilamente mais uma semana. Mas... a realidade é outra!
Tivemos que pernoitar em Catia La Mar/Maiquetía, pois o vôo da TAM eram as 09 horas da manhã de domingo. Ficamos hospedado no hotel Catimar. O lugar é bem estranho, os restaurantes na redondeza, idem. Ou seja, ali é pra chegar, dormir, acordar e pegar o beco.
Na volta, é interessante chegar com pelo menos 03 horas de antecedência. Não sei do que o Chávez tem medo, mas tivemos que passar por três revistas, sendo duas com raios-X, antes de embarcar no avião.
CUSTOS
A viagem do casal, indo e voltando com milhas da TAM, ficou entre R$5.000,00 e R$5.500,00. Nestes valores inclui tudo, desde a taxa de Los Roques a uma cerveja no Aquarena. Não foi a viagem mais barata para Los Roques, porém foi bem completa, aproveitamos o máximo. Com certeza dá para se gastar na faixa de R$4.000 a R$4.500,00 o casal. Depende das escolhas.
CONCLUSÃO
Esse foi um breve relato da nossa viagem ao caribe venezuelano. Espero que gostem e qualquer dúvida é só postarem que tento ajudar na medida em que for lembrando.
Grande abraço!
Daniel e Marcela
Fotos: http://picasaweb.google.com/danieljunqueira/LosRoques2010?authkey=Gv1sRgCI3OkPzs5aeMjgE&pli=1&gsessionid=qwuKaARAuU8kXAmL6YLlSw#
Vídeo:
Editado por Visitante