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. . . . . Recife - Rio, Última Chamada


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Edmilson Vieira

 

A chegada ao Rio de Janeiro, deixa confiante de que esta cidade tem coisas boas para oferecer ao turista, apesar do lema do tráfico e de parte da polícia de que “com violência venceremos”. Se a pessoa for persistente na busca, esquecendo do que dizem alguns de que o Iraque é aqui, e com alguns endereços na cabeca, descobrirá seu lugar ao sol. O ingrediente para encontrar o que equivale ao lado bom, é ser afoito, bater perna o dia todo, e se alimentar de um isotônico ou biotônico fontoura.

O centro do Rio tem várias atraçoes. Sáo indústrias de museus, galeiras e monumentos resultando num complexo da mais alta categoría cultural. Para iniciar a mini-olimpíada do Pan, é só ir até o IPHAN, eles têm uma galeria. Protesto! Galeria só náo, tem livraria e fachada do prédio com uma porta que já começa a contar pontos para o nível cultural da cidade.

 

Bom, recuperado o fôlego, a conquista agora é no Centro Cultural Banco do Brasil. Um semestre é pouco para controlar todas as áreas, mas pode dar a volta por cima frqüentando as galerias, e, num salto, usando o elevador, claro, avançar até a biblioteca. Movimentando-se para fora, já no prédio vizinho, está o Centro Cultural dos Correios, sáo três pisos de exposiçóes de artes plásticas.

 

Nesse passeio ninguém pode alegar que gastou dinheiro, os diretores impuseram que a entrada é grátis e fim de papo! Mas a cada caminhada, a estimativa é de que logo venham aqueles ataques de fome. Náo há motivo para pânico. No centro da cidade do Rio de Janeiro de Sáo Sebastiáo tem, e isso você já sabia, uma confeitaria chamada Colombo. Por favor, evite o pior, temos que ir com moderaçao nos doces e salgados que desfilam aos nossos olhos.

 

Este é um passeio especial para o primeiro dia, sem tiroteios e granadas. Estaria entáo a imprensa exagerando? Náo, ela está certa, o Estado foi baleado na perna direita e só consegue andar até o centro da cidade onde estáo os bancos e até a zona sul, onde moram alguns banqueiros, mas os turistas podem conquistar os monumentos e nem precisa de bandeira branca, só é preciso gritar: paz, paz e paz!

 

Edmilson Vieira é artista plástico e escreve cronicas.

[email protected]

Obs: cheguei há pouco em Bs. As. e o teclado em espanhol náo ajuda, tive que colocar os acentos, um por um, e outros nem consegui descobrir ainda.

 

Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas [email protected]

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  • 2 anos depois...
  • Membros

Edmilson, muito divertido seu jeito de descrever sua viagem.

 

Sou do Rio e viajei para a sua terra em janeiro de 2008. Passei 15 dias maravilhosos em Recife!

Não pude deixar de notar as semelhanças que existeme entre o que pensam sobre o Rio e sobre Recife.

Seu primeiro parágrafo me fez lembrar de todos os alertas que meu pai me deu antes da viagem. Felizmente a tal da violência tão presente em Recife pelo visto tirou férias durante o tempo que estive por lá. Ou talvez eu já esteja tão habituada à realidade carioca que não me assustei e evitei meio que sem querer possíveis perigos.

 

 

 

"Quando eu tiver cacife vou embora pra Recife..."

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