Fiz essa viagem com o meu namorado, de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010. Desculpe a demora do post...
A minha viagem começou de forma tradicional: cheguei a Santiago dia 16/12/2009, de avião, saindo do Rio. A viagem do Leo tinha começado uns 04, 05 dias antes. Ele tinha saído de moto de Cusco, passando por Arequipa, Tacna, Arica, Iquique e La Serena.
Santiago – Chile:
Santiago é bem interessante! Apesar de ser uma cidade grande, as pessoas não parecem viver na mesma correria que a gente aqui no Rio. Mesmo no centro, tudo parece mais lento, mais calmo. E também encanta com a grande quantidade de praças e jardins, onde as pessoas costumam ficar sentadas na grama conversando, tomando sol, tranquilamente. Outra grande diferença (comparando com o Rio, pelo menos) é a eficácia do metrô, mesmo nos horários mais cheios... De metrô dá para chegar a muitos lugares legais!
Andamos muuuito pela cidade, mas aleatoriamente, só passeando mesmo, sem nos preocuparmos por onde... Era engraçado porque só começava a anoitecer às nove da noite! A gente se perdia no tempo!
O Mercado Central é bem bonito e tinham vários frutos do mar diferentes... E o Leo ainda comentou que não havia quase nada, pois a melhor época é no inverno. Outro lugar super charmoso é o mini-bairro Paris/Londres, um cantinho em pleno centro da cidade. São duas ruas minúsculas que te fazem viver um pouco do passado de lá, bem legal!
Fomos a um bairro bem legal chamado Lastarria, onde tem um ótimo museu (Museo de Artes Visuales), e vários barzinhos bem agradáveis na rua. Também tomamos um sorvete muuuito gostoso no Emporio La Rosa! De lá continuamos andando pelo Parque Forestal e saímos em frente ao Museo Nacional de Bellas Artes, ótimo passeio!
Também gostei muito do Cerro Santa Lucía, fica ali do lado. Foi onde Pedro de Valdivia fundou a cidade, ainda hoje existe uma antiga fortaleza, e tem também o sepulcro do Vicuña Makeña. O cerro é muito bonito, e é muito gostoso caminhar pelas suas praças e jardins. Lá do alto pode-se ter uma vista panorâmica da cidade.
Mas existem várias outras praças legais, como o Parque Bustamante (tem uma pista de skate), o Parque San Borja, onde vivem três cachorros fofos, da raça husky siberiano. Eles são super carinhosos, tem casinha e tudo! As pessoas vão lá brincar com eles, levam comida, muito legal! Muitas vezes um parque vai imendando com o outro, e você nem se dá conta disso, enquanto passeia pela cidade!
Fomos a uma praça perto do hostel, Plaza a La Aviación, que é uma prolongação do Parque Balmaceda. Lá existe um chafariz enorme, e de noite eles colocam uma iluminação bem bonita, é praticamente um show (só seria mais bonito se as luzes não fossem verde e rosa! rss...) é bem gostoso passear por ali, vários casais vão namorar, pais levam crianças para brincar, é bem tranquilo!
Para quem gosta de shopping, os de Santiago são um troço!! E mesmo para quem não gosta de shopping, mas gosta de esporte, um programa imperdível é ir ao Mall Sport, em Las Condes! Lá tem tudo quanto é tipo de loja, com tudo quanto é tipo de artigo esportivo que vocês possam imaginar! E tem pista de skate, rampa de bicicleta, parede de escalada, piscina de ondas... É muito legal mesmo, bem diferente!
Como o Leo ficou doente e perdemos uns dias com isso, decidimos ficar mais tempo em Santiago, e tivemos que mudar de hostel. Estávamos no Ventana Sur Hostel, ótimo!!! Os donos são muito gente boa, toda sexta tem churrasco... Mas, infelizmente, nosso quarto já estava reservado e só tinha vaga para os outros dias nos quartos compartilhados. Como ficamos amigos dos donos, fomos chamados para passar o Natal com eles. Foi muito divertido, mas de Natal mesmo não tinha nada (só as rabanadas que o Leo fez e a gente levou! ). Na verdade parecia mais uma festa de Reveillon, com todos bebendo e dançando! E foi muito mais divertido que o Reveillon verdadeiro, que passamos em Mendoza!
Do Ventana fomos para o Eco, que era perto. Também é bom, limpo, e também tem quarto de casal com ou sem banheiro. Mas, pagamos mais caro por um quarto sem banheiro lá do que no Ventana (com banheiro). E, mesmo o Eco sendo bem maior, não havia uma integração legal dos hóspedes... E a recepcionista deles foi muito, mas muuuito grossa com a gente, na véspera de irmos embora. Veio nos cobrar na frente de todo mundo, perguntando se não íamos fechar a conta, falando como se fôssemos dois golpistas querendo fugir sem pagar!!! Ficamos muito sem graça e com muita raiva! O Leo deu uma baita bronca nela! Afinal, não tínhamos a menor obrigação de saber que não teria ninguém na recepção na manhã seguinte... Muito menos, de saber o horário de saída dela, nem que ela estava cansada e que estava só esperando a gente pagar para ir embora!!! Enfim...
Na minha eterna busca pela neve perdida, pegamos a moto e fomos até as montanhas lá perto, onde funcionam as estações de ski no inverno (e que não estavam funcionando, claro). Mas na mais alta, Valle Nevado, tinha neve (bem lá em cima!)!!! Andamos à beça, mas valeu a pena! O visual é lindo!
Na véspera da nossa partida para Mendoza, fomos conhecer uma vinícola. Queríamos ir à Undurraga, que tem um vinho MA-RA-VI-LHO-SO!!! Mas a única que ia abrir naquele dia era a Concha y Toro... Bem, lá fomos nós... Nos perdemos no caminho e, por cinco minutos, não perdemos a última visita (fizemos uma curva errada e demos a volta ao mundo! o pior: estávamos a 50 metros da entrada deles! custava colocar uma placa: “Concha y Toro - 50m à direita”???). Foi legal, mas se for para pagar um tour, vá à outra vinícola! Na Concha y Toro dá para ir de metrô (não sei onde tem que saltar, mas é só perguntar que vão informar qual estação tem o ônibus que vai para lá).
O que fizemos:
Mercado Central, Cerro Santa Lucía, Cerro San Cristobal, Plaza de Armas, Palacio de La Moneda, Paris/Londres, Parque Forestal e Museo Nacional de Bellas Artes, Museo de Artes Visuales e arredores, Parque Balmaceda, Plaza a La Aviación, Shopping Parque Arauco, Mall Sport, Valle Nevado, Concha y Toro.
Onde comemos:
Mc Donalds!!! Foi o melhor que já comi!!!
Mercado Municipal - Donde Augusto
Sorveteria Emporio La Rosa
Onde nos hospedamos:
Hostel Ventana Sur
Comprando no Mercado Central; Cerro Santa Lucía; Paris/Londres
Lastarria; Chegando ao Museo de Artes Visuales; Sorveteria Emporio La Rosa
Em busca da neve perdida... ; lááá no Valle Nevado!!
Trajeto Santiago/Mendoza: atravessando La Cordillera de Los Andes!!!
O plano era sair bem cedo e ir parando no caminho. Claro que não conseguimos fazer isso! Como saímos tarde, praticamente não paramos em nenhum desses lugares porque o frio era insuportável (pelo menos para mim, né!).
Acordamos tarde e demoramos demais para arrumar as coisas na moto. Até agora não sabemos como coube tudo, foi hilário!
O dono do hostel disse para o Leo guardar um tensor (que amarra as bagagens na moto) para me enforcar!!! Isso já não foi tão hilário!
Outros motociclistas paravam para olhar e ficavam espantados. Todo mundo olhava para a gente como se fôssemos dois loucos (e na verdade éramos, né?!)... Tiramos fotos, porque contando ninguém ia acreditar!
Acabamos saindo beeem atrasados de Santiago, então pegamos engarrafamento na cidade e entramos tarde na estrada. A gente ia parar em Portillo e fazer um trekking de leve, para eu ver neve de novo, mas quando passamos por lá estava tããão frio que só fiz um sinal para o Leo dizendo "não", e ele riu e nem parou!
A viagem de moto foi super tranquila, de verdade. Tanto que quase não senti medo! Quando começamos a subir os famosos Caracoles (aproximadamente 30km de estrada para subir um desnível de 670m), começou o frio. Na parte mais alta, e na fronteira, senti bastante frio... Mas só! Também, não tinha como, acho que chegamos a uns 5 mil metros! O Leo diz que eu sentia tanto frio que esqueci o medo!
A fronteira também foi bem tranqüila. A única parte chata foi que demoramos um tempinho para fazer o seguro carta-verde (moto não precisa, mas a polícia na argentina é tão corrupta que é melhor não bobear)...
A cordilheira é liiinda! Vi o Aconcágua pela primeira vez! Se não fosse o frio, o cansaço e a moto transbordando coisas, a gente teria parado mais e tirado mais fotos! Chegamos de noite em Mendoza, depois de mais ou menos 10 horas de viagem.
e aí? vcs acham que a moto aguenta?! ; Los Caracoles;
Tunel del Cristo Redentor; Chegando ao lado argentino
Mendoza:
Me sinto até um pouco mal, mas preciso confessar que fiquei bem decepcionada... Mendoza não é como eu imaginava, sabe quando a expectativa é tão grande que acaba atrapalhando? Pensei que lá fosse uma cidade pequena, mais charmosa, mas nem é... E também não é grande, é aquele meio termo chato... E as melhores atrações são longe...
Acredito que a melhor época para ir deve ser mais perto do inverno, porque no verão eles deixam tudo ao deus dará... As praças ficam mal cuidadas, o chafariz desligado... E a cidade não parece turística, parece que por acaso existem turistas por lá e isso em nada modificou a rotina deles. É muito esquisito, as lojas fecham de 13h às 17h para almoço!! Sábado de tarde e domingo, o dia todo, nada abre!! Dava muito nervoso, era realmente estressante!! Não tenho muita coisa para dizer sobre a cidade em si, como fiz sobre Santiago... Apenas histórias, que talvez expliquem o porquê da minha má impressão...
Um dia fomos almoçar num restaurante tipo buffet, e às 14:30h eles já tinham fechado! Fomos a outro, e nesse, ao entrar, fomos avisados que teríamos menos de uma hora para comer. Porque lá era assim: quando dava a hora de fechar o restaurante, eles recolhiam a comida mesmo tendo cliente lá dentro, um horror! Bem, sentamos e o garçom nos perguntou o que iríamos beber, respondemos que, naquele momento, nada... Só que ele ficou tentando nos explicar que nós tínhamos que pedir alguma coisa. Demoramos um tempão para entender que éramos obrigados a consumir uma bebida cada um...
E na saída ainda tinha um policial na porta, do lado de dentro do restaurante, completamente sem noção!!!
O Reveillon também é bem diferente do que estamos acostumados, as ruas ficam totalmente vazias, cidade fantasma... Até aí, tudo bem... Mas junto com os fogos, as pessoas ficavam atirando para cima, pela janela! Muito tiro mesmo! Fui andando pela rua morrendo de medo, me esgueirando pelos muros e árvores! De verdade, sinistro! Passamos a virada no hostel e depois fomos a uma festa na hípica, que fica no parque da cidade. Até que foi legal (bem, eu com a minha "memória seletiva", só me lembro das partes legais! que ninguém pergunte a opinião do Leo! ). Muita gente de preto... Sei que essa tradição de branco, ou roupas claras, é uma coisa nossa, mas é estranho, nem parecia ano novo. A festa estava bem vazia, e cheia de gente esquisita! Só tinha bebida para comprar e nada para comer...
Uma prima do Leo e uma amiga ficaram com a gente uns dias, e um dos passeios queríamos fazer com elas era o trekking em Portillo, que não tínhamos feito na vinda de Santiago... Para isso, tentamos alugar um carro... Péssima idéia... Mais uma vez eu digo: Mendoza parece que é uma cidade turística por acaso, e que ninguém faz questão de se mexer para atender as pessoas que estão por lá...
Nós reservamos um carro pela internet para fazer o passeio, com antecedência, justamente para não termos problema. Um dia antes, resolvemos ir checar na agência, só por precaução. Foi a nossa sorte, porque eles simplesmente não tinham feito a nossa reserva! Disseram que o site não estava funcionando e que eles não tinham mais carro disponível! Nenhuma agência tinha, na cidade inteira (que estava às moscas)! No dia seguinte tentamos no aeroporto e, com muito custo e muita paciência, conseguimos um carro para dois dias depois. Mas como iríamos cruzar a fronteira, o funcionário ainda ia verificar se o carro tinha a documentação para isso (porque ele não sabia informar). Se tivesse, além do aluguel, a gente teria que pagar mais uma grana por essa documentação extra! Desistimos, claro! E eu estou contando a história resumida, porque foi um rolo e um vai e vem até chegar nesse ponto, fomos vááárias vezes ao aeroporto, que é bem distante do centro da cidade... Mais um estresse...
Como não conseguimos o carro, fomos de moto, no dia que as meninas pegaram o ônibus para Santiago... Mas não conseguimos sair cedo, como sempre! Dessa vez, fizemos as paradas que gostaríamos de ter feito quando estávamos no sentido Santiago-Mendoza. Fomos ao Parque do Aconcágua, e fizemos um pequeno circuito bem sem gracinha ali na entrada. O Leo ainda me perguntou se eu não prefiria continuar ali e fazer um trekking mais para dentro do parque, mas a teimosa quis continuar viagem rumo ao Chile.
Quando chegamos à fronteira Argentina/ Chile: tcharam! Uma mega fila!!! Por causa da lerdeza e chatice dos chilenos, demoramos umas 3 horas para atravessar, sem brincadeira!!! E a gente ainda estava no frio esperando, de moto, ideia de jerico, total... O chileno na aduana ainda mandou o Leo tirar os tensores e abrir o baú, para depois mal olhar lá dentro antes de nos deixar passar, ele queria enforcar o homem!
Bem, depois disso, mais 5 minutos de estrada e estávamos em Portillo! Mas aí já estava tarde de novo, frio de novo...
Sem chances de ainda fazer um trekking lá para dentro da montanha, para se enfiar na neve... Dá para acreditar?!
Mas não é só apenas isso!! Agora chegou a melhor parte! A conclusão dessa história toda:
estávamos exaustos, o Leo estava passando malzão, ficou mais perto dormir em Santiago do que voltar para Mendoza!!!
Só a gente mesmo...
Fomos para o Ventana Sur, onde ficamos em dezembro, e foi muito engraçado porque ninguém entendeu nada! O Ivan, dono do hostel, não acreditou quando nos viu! Estava tendo um “barbecue”, e ele apresentava a gente para todo mundo como os seus "amigos brasileiros que estão em Mendoza e vieram fazer uma visitinha e jantar com a gente hoje!". Muito bom! A prima do Leo e sua amiga, que tinham ido para lá naquela manhã, também não entenderam nada quando nos viram! E foram elas nos salvaram, pois não tinha vaga no hostel, então colocamos um colchão e dormimos no quarto delas!!!
No dia seguinte acabamos voltando de noite, pois acordamos tarde (claro!) e o Leo ainda estava se sentindo mal. Não satisfeitos em cruzar a Cordilheira dos Andes como quem troca de roupa, resolvemos cruzá-la, de moto, de noite! E eu quase congelei! A sorte foi que, como a gente ia para a neve, casaco não faltou! E, bem, se a cordilheira é bonita de dia, de noite é linda demaaais!!! Para não perder o costume, paramos em Portillo para fazer um lanchinho! Chegamos a Mendoza já amanhecendo, e dormimos o dia seguinte inteirinho...
Depois de tanto rolo, resolvemos ir embora já no outro dia. Para isso, eu tinha que despachar a minha mala para o Brasil, pelo Correio. Ai, ai... Chegando lá, o horário para encomendas internacionais era só de segunda a sexta, até meio dia (isso era numa sexta, depois das 12h)... Nem preciso dizer que saímos de lá bufando, preciso? Tivemos que ficar mais dois dias na cidade, querendo matar um!
Depois de nos acalmarmos um pouco, tentamos pensar no que fazer nesses dois dias, porque tudo era longe e eu não queria me aventurar de moto, pois já estava cansada depois da última cilada! Tinha um programa bem legal, um parque de águas termais, mas era longe e eu descartei por causa da moto, e o Leo não iria de jeito nenhum com uma van de passeio turístico...
Resolvemos procurar mais uma vez uma vinícula... E lá fomos nós... Eu ainda não contei, mas nós já tínhamos ido um dia visitar uma bodega (como eles chamam por lá). Como fomos de maneira autônoma, não ganhamos um mapinha da região, daqueles que todos que alugam uma bicicleta ganham... Bem, se todo mundo acha as bodegas, e todo mundo diz que é uma moleza, que fica uma do lado da outra, a gente também ia achar fácil, né? Não... Pelo menos não essa dupla de dois que vos escreve...
Enfim, a primeira foi fácil! Era enorme e até que bem sinalizada: Bodega Lopez. Foi legal, e de lá tentamos ir para outra... Você achou? Nem a gente... Chegamos à conclusão que as agências de turismo arrancam as placas para que você seja obrigado a contratar um passeio (isso se é que um dia tenha existido alguma placa, o que eu duvido!). Isso foi no primeiro dia: rodamos, rodamos, rodamos... Paramos para pedir informação duas vezes, no mesmo posto, para o mesmo frentista, sem perceber, num intervalo de uma hora, o que nos fez cair na gargalhada (menos o Leo)! Até que desistimos e fomos embora.
Nesse segundo dia não foi diferente: rodamos, rodamos, rodamos... Achamos uma placa do tipo “você está aqui!” e ficamos uns 10 minutos olhando para ela sem conseguir entender onde era esse AQUI a que ela se referia... Simplesmente não fazia sentido, sério mesmo!!! O Chile e a Argentina são muito mal sinalizados... Bem, depois achamos umas duas, inclusive a Chandon, mas já estavam fechadas!!! E, finalmente, achamos a Roberto Bonfanti, uma bodega pequena, familiar, muuuito boa, que valeu todo o perrengue!
Último dia: fomos ao Correio despachar a minha mala. É meio chato, tem que chegar bem cedo porque faz fila. Não tem como ser diferente, afinal tem todo um trâmite internacional. Só que é caríssimo fazer isso... Principalmente se você quiser mandar bebida, pois como eles tem essa fama toda de super produtores de vinho, eles enfiam a mão mesmo! Eu ia enviar bebida também, mas nem era vinho, era uma cerveja Andes, para o meu pai... Claro que desisti...
O que fizemos:
Bodegas Lopes e Roberto Bonfanti
Parque San Martin - é imenso, tem praticamente 2/3 do tamanho da cidade (tomar cuidado de noite)
Ruínas da cidade (Área Fundacional) - Mendoza foi arrasada por um terremoto em 1800 e blau, e sobrou pouca coisa, o resto foi todo reconstruído (é numa parte meio esquisita da cidade)
Zoológico
Onde comemos:
Sorveteria Grido
Churrascaria Rodízio (depois coloco o nome...)
Na Av. Sarmiento existem vários restaurantes legais, mais arrumadinhos, fomos comer uma parrillada num deles, mas não lembro o nome!
Pizzaria De um Rincon de la Boca
Onde nos hospedamos:
Hostel Puertas Del Sol - como chegamos bem no reveillon, não tinha mais lugar no hostel, então depois de dois dias passamos para um AP bem legal que eles tem, num prédio na mesma rua. Tinha ar condicionado, frigobar, microondas, TV, um luxo!!!
Dica: nem só de vinho se vive em Mendoza, não deixem de experimentar as cervejas Andes e Patagônia! Maravilhosas, com certeza foi o melhor da cidade!!!
Cordilheira dos Andes (locais para visitar):
Portillo
Cerro Aconcagua
Puente Del Inca
Potrerillos - cidadezinha que fica a uns 50km de Mendoza, tem um lago lindo demais, nossa vontade foi mergulhar!
Fotos da aventura do "trekking em Portillo": vista do lago de Potrerillos desde a estrada; lago de Potrerillos; entrada do cerro Aconcagua; cerro Aconcagua de novo; fila desgraçada da aduana chilena; Portillo
Fotos de Mendoza: entrada e lago do Parque San Martin; parte das Ruínas da cidade; Bodegas Roberto Bonfanti; hora de morfar: dessa vez a moto está mais vazia, não deu para perceber???
Mais um relato saindo!
Fiz essa viagem com o meu namorado, de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010. Desculpe a demora do post...
A minha viagem começou de forma tradicional: cheguei a Santiago dia 16/12/2009, de avião, saindo do Rio. A viagem do Leo tinha começado uns 04, 05 dias antes. Ele tinha saído de moto de Cusco, passando por Arequipa, Tacna, Arica, Iquique e La Serena.
Santiago – Chile:
Santiago é bem interessante! Apesar de ser uma cidade grande, as pessoas não parecem viver na mesma correria que a gente aqui no Rio. Mesmo no centro, tudo parece mais lento, mais calmo. E também encanta com a grande quantidade de praças e jardins, onde as pessoas costumam ficar sentadas na grama conversando, tomando sol, tranquilamente. Outra grande diferença (comparando com o Rio, pelo menos) é a eficácia do metrô, mesmo nos horários mais cheios... De metrô dá para chegar a muitos lugares legais!
Andamos muuuito pela cidade, mas aleatoriamente, só passeando mesmo, sem nos preocuparmos por onde... Era engraçado porque só começava a anoitecer às nove da noite! A gente se perdia no tempo!
O Mercado Central é bem bonito e tinham vários frutos do mar diferentes... E o Leo ainda comentou que não havia quase nada, pois a melhor época é no inverno. Outro lugar super charmoso é o mini-bairro Paris/Londres, um cantinho em pleno centro da cidade. São duas ruas minúsculas que te fazem viver um pouco do passado de lá, bem legal!
Fomos a um bairro bem legal chamado Lastarria, onde tem um ótimo museu (Museo de Artes Visuales), e vários barzinhos bem agradáveis na rua. Também tomamos um sorvete muuuito gostoso no Emporio La Rosa! De lá continuamos andando pelo Parque Forestal e saímos em frente ao Museo Nacional de Bellas Artes, ótimo passeio!
Também gostei muito do Cerro Santa Lucía, fica ali do lado. Foi onde Pedro de Valdivia fundou a cidade, ainda hoje existe uma antiga fortaleza, e tem também o sepulcro do Vicuña Makeña. O cerro é muito bonito, e é muito gostoso caminhar pelas suas praças e jardins. Lá do alto pode-se ter uma vista panorâmica da cidade.
Mas existem várias outras praças legais, como o Parque Bustamante (tem uma pista de skate), o Parque San Borja, onde vivem três cachorros fofos, da raça husky siberiano. Eles são super carinhosos, tem casinha e tudo! As pessoas vão lá brincar com eles, levam comida, muito legal! Muitas vezes um parque vai imendando com o outro, e você nem se dá conta disso, enquanto passeia pela cidade!
Fomos a uma praça perto do hostel, Plaza a La Aviación, que é uma prolongação do Parque Balmaceda. Lá existe um chafariz enorme, e de noite eles colocam uma iluminação bem bonita, é praticamente um show (só seria mais bonito se as luzes não fossem verde e rosa! rss...) é bem gostoso passear por ali, vários casais vão namorar, pais levam crianças para brincar, é bem tranquilo!
Para quem gosta de shopping, os de Santiago são um troço!! E mesmo para quem não gosta de shopping, mas gosta de esporte, um programa imperdível é ir ao Mall Sport, em Las Condes! Lá tem tudo quanto é tipo de loja, com tudo quanto é tipo de artigo esportivo que vocês possam imaginar! E tem pista de skate, rampa de bicicleta, parede de escalada, piscina de ondas... É muito legal mesmo, bem diferente!
Como o Leo ficou doente e perdemos uns dias com isso, decidimos ficar mais tempo em Santiago, e tivemos que mudar de hostel. Estávamos no Ventana Sur Hostel, ótimo!!! Os donos são muito gente boa, toda sexta tem churrasco... Mas, infelizmente, nosso quarto já estava reservado e só tinha vaga para os outros dias nos quartos compartilhados. Como ficamos amigos dos donos, fomos chamados para passar o Natal com eles. Foi muito divertido, mas de Natal mesmo não tinha nada (só as rabanadas que o Leo fez e a gente levou!
). Na verdade parecia mais uma festa de Reveillon, com todos bebendo e dançando! E foi muito mais divertido que o Reveillon verdadeiro, que passamos em Mendoza!
Do Ventana fomos para o Eco, que era perto. Também é bom, limpo, e também tem quarto de casal com ou sem banheiro. Mas, pagamos mais caro por um quarto sem banheiro lá do que no Ventana (com banheiro). E, mesmo o Eco sendo bem maior, não havia uma integração legal dos hóspedes... E a recepcionista deles foi muito, mas muuuito grossa com a gente, na véspera de irmos embora. Veio nos cobrar na frente de todo mundo, perguntando se não íamos fechar a conta, falando como se fôssemos dois golpistas querendo fugir sem pagar!!! Ficamos muito sem graça e com muita raiva! O Leo deu uma baita bronca nela! Afinal, não tínhamos a menor obrigação de saber que não teria ninguém na recepção na manhã seguinte... Muito menos, de saber o horário de saída dela, nem que ela estava cansada e que estava só esperando a gente pagar para ir embora!!! Enfim...
Na minha eterna busca pela neve perdida, pegamos a moto e fomos até as montanhas lá perto, onde funcionam as estações de ski no inverno (e que não estavam funcionando, claro). Mas na mais alta, Valle Nevado, tinha neve (bem lá em cima!)!!! Andamos à beça, mas valeu a pena! O visual é lindo!
Na véspera da nossa partida para Mendoza, fomos conhecer uma vinícola. Queríamos ir à Undurraga, que tem um vinho MA-RA-VI-LHO-SO!!! Mas a única que ia abrir naquele dia era a Concha y Toro... Bem, lá fomos nós... Nos perdemos no caminho e, por cinco minutos, não perdemos a última visita (fizemos uma curva errada e demos a volta ao mundo! o pior: estávamos a 50 metros da entrada deles! custava colocar uma placa: “Concha y Toro - 50m à direita”???). Foi legal, mas se for para pagar um tour, vá à outra vinícola! Na Concha y Toro dá para ir de metrô (não sei onde tem que saltar, mas é só perguntar que vão informar qual estação tem o ônibus que vai para lá).
O que fizemos:
Mercado Central, Cerro Santa Lucía, Cerro San Cristobal, Plaza de Armas, Palacio de La Moneda, Paris/Londres, Parque Forestal e Museo Nacional de Bellas Artes, Museo de Artes Visuales e arredores, Parque Balmaceda, Plaza a La Aviación, Shopping Parque Arauco, Mall Sport, Valle Nevado, Concha y Toro.
Onde comemos:
Mc Donalds!!! Foi o melhor que já comi!!!
Mercado Municipal - Donde Augusto
Sorveteria Emporio La Rosa
Onde nos hospedamos:
Hostel Ventana Sur
Comprando no Mercado Central; Cerro Santa Lucía; Paris/Londres
Lastarria; Chegando ao Museo de Artes Visuales; Sorveteria Emporio La Rosa
Em busca da neve perdida... ; lááá no Valle Nevado!!
Trajeto Santiago/Mendoza: atravessando La Cordillera de Los Andes!!!
O plano era sair bem cedo e ir parando no caminho. Claro que não conseguimos fazer isso! Como saímos tarde, praticamente não paramos em nenhum desses lugares porque o frio era insuportável (pelo menos para mim, né!).
Acordamos tarde e demoramos demais para arrumar as coisas na moto. Até agora não sabemos como coube tudo, foi hilário!
O dono do hostel disse para o Leo guardar um tensor (que amarra as bagagens na moto) para me enforcar!!! Isso já não foi tão hilário!
Outros motociclistas paravam para olhar e ficavam espantados. Todo mundo olhava para a gente como se fôssemos dois loucos (e na verdade éramos, né?!)... Tiramos fotos, porque contando ninguém ia acreditar!
Acabamos saindo beeem atrasados de Santiago, então pegamos engarrafamento na cidade e entramos tarde na estrada. A gente ia parar em Portillo e fazer um trekking de leve, para eu ver neve de novo, mas quando passamos por lá estava tããão frio que só fiz um sinal para o Leo dizendo "não", e ele riu e nem parou!
A viagem de moto foi super tranquila, de verdade. Tanto que quase não senti medo!
Quando começamos a subir os famosos Caracoles (aproximadamente 30km de estrada para subir um desnível de 670m), começou o frio. Na parte mais alta, e na fronteira, senti bastante frio... Mas só! Também, não tinha como, acho que chegamos a uns 5 mil metros! O Leo diz que eu sentia tanto frio que esqueci o medo! 
A fronteira também foi bem tranqüila. A única parte chata foi que demoramos um tempinho para fazer o seguro carta-verde (moto não precisa, mas a polícia na argentina é tão corrupta que é melhor não bobear)...
A cordilheira é liiinda! Vi o Aconcágua pela primeira vez! Se não fosse o frio, o cansaço e a moto transbordando coisas, a gente teria parado mais e tirado mais fotos!
Chegamos de noite em Mendoza, depois de mais ou menos 10 horas de viagem.
e aí? vcs acham que a moto aguenta?!
; Los Caracoles;
Tunel del Cristo Redentor; Chegando ao lado argentino
Mendoza:
Me sinto até um pouco mal, mas preciso confessar que fiquei bem decepcionada...
Mendoza não é como eu imaginava, sabe quando a expectativa é tão grande que acaba atrapalhando? Pensei que lá fosse uma cidade pequena, mais charmosa, mas nem é... E também não é grande, é aquele meio termo chato... E as melhores atrações são longe...
Acredito que a melhor época para ir deve ser mais perto do inverno, porque no verão eles deixam tudo ao deus dará... As praças ficam mal cuidadas, o chafariz desligado... E a cidade não parece turística, parece que por acaso existem turistas por lá e isso em nada modificou a rotina deles. É muito esquisito, as lojas fecham de 13h às 17h para almoço!! Sábado de tarde e domingo, o dia todo, nada abre!! Dava muito nervoso, era realmente estressante!!
Não tenho muita coisa para dizer sobre a cidade em si, como fiz sobre Santiago... Apenas histórias, que talvez expliquem o porquê da minha má impressão...
Um dia fomos almoçar num restaurante tipo buffet, e às 14:30h eles já tinham fechado! Fomos a outro, e nesse, ao entrar, fomos avisados que teríamos menos de uma hora para comer. Porque lá era assim: quando dava a hora de fechar o restaurante, eles recolhiam a comida mesmo tendo cliente lá dentro, um horror! Bem, sentamos e o garçom nos perguntou o que iríamos beber, respondemos que, naquele momento, nada... Só que ele ficou tentando nos explicar que nós tínhamos que pedir alguma coisa. Demoramos um tempão para entender que éramos obrigados a consumir uma bebida cada um...
E na saída ainda tinha um policial na porta, do lado de dentro do restaurante, completamente sem noção!!!
O Reveillon também é bem diferente do que estamos acostumados, as ruas ficam totalmente vazias, cidade fantasma... Até aí, tudo bem... Mas junto com os fogos, as pessoas ficavam atirando para cima, pela janela! Muito tiro mesmo! Fui andando pela rua morrendo de medo, me esgueirando pelos muros e árvores! De verdade, sinistro! Passamos a virada no hostel e depois fomos a uma festa na hípica, que fica no parque da cidade. Até que foi legal (bem, eu com a minha "memória seletiva", só me lembro das partes legais!
que ninguém pergunte a opinião do Leo!
). Muita gente de preto... Sei que essa tradição de branco, ou roupas claras, é uma coisa nossa, mas é estranho, nem parecia ano novo. A festa estava bem vazia, e cheia de gente esquisita! Só tinha bebida para comprar e nada para comer...
Uma prima do Leo e uma amiga ficaram com a gente uns dias, e um dos passeios queríamos fazer com elas era o trekking em Portillo, que não tínhamos feito na vinda de Santiago... Para isso, tentamos alugar um carro... Péssima idéia... Mais uma vez eu digo: Mendoza parece que é uma cidade turística por acaso, e que ninguém faz questão de se mexer para atender as pessoas que estão por lá...
Nós reservamos um carro pela internet para fazer o passeio, com antecedência, justamente para não termos problema. Um dia antes, resolvemos ir checar na agência, só por precaução. Foi a nossa sorte, porque eles simplesmente não tinham feito a nossa reserva! Disseram que o site não estava funcionando e que eles não tinham mais carro disponível!
Nenhuma agência tinha, na cidade inteira (que estava às moscas)! No dia seguinte tentamos no aeroporto e, com muito custo e muita paciência, conseguimos um carro para dois dias depois. Mas como iríamos cruzar a fronteira, o funcionário ainda ia verificar se o carro tinha a documentação para isso (porque ele não sabia informar). Se tivesse, além do aluguel, a gente teria que pagar mais uma grana por essa documentação extra! Desistimos, claro! E eu estou contando a história resumida, porque foi um rolo e um vai e vem até chegar nesse ponto, fomos vááárias vezes ao aeroporto, que é bem distante do centro da cidade... Mais um estresse...
Como não conseguimos o carro, fomos de moto, no dia que as meninas pegaram o ônibus para Santiago... Mas não conseguimos sair cedo, como sempre! Dessa vez, fizemos as paradas que gostaríamos de ter feito quando estávamos no sentido Santiago-Mendoza. Fomos ao Parque do Aconcágua, e fizemos um pequeno circuito bem sem gracinha ali na entrada. O Leo ainda me perguntou se eu não prefiria continuar ali e fazer um trekking mais para dentro do parque, mas a teimosa quis continuar viagem rumo ao Chile.
Quando chegamos à fronteira Argentina/ Chile: tcharam! Uma mega fila!!! Por causa da lerdeza e chatice dos chilenos, demoramos umas 3 horas para atravessar, sem brincadeira!!! E a gente ainda estava no frio esperando, de moto, ideia de jerico, total... O chileno na aduana ainda mandou o Leo tirar os tensores e abrir o baú, para depois mal olhar lá dentro antes de nos deixar passar, ele queria enforcar o homem!
Bem, depois disso, mais 5 minutos de estrada e estávamos em Portillo! Mas aí já estava tarde de novo, frio de novo...
Sem chances de ainda fazer um trekking lá para dentro da montanha, para se enfiar na neve... Dá para acreditar?!
Mas não é só apenas isso!!
Agora chegou a melhor parte! A conclusão dessa história toda:
estávamos exaustos, o Leo estava passando malzão, ficou mais perto dormir em Santiago do que voltar para Mendoza!!!


Só a gente mesmo...
Fomos para o Ventana Sur, onde ficamos em dezembro, e foi muito engraçado porque ninguém entendeu nada! O Ivan, dono do hostel, não acreditou quando nos viu! Estava tendo um “barbecue”, e ele apresentava a gente para todo mundo como os seus "amigos brasileiros que estão em Mendoza e vieram fazer uma visitinha e jantar com a gente hoje!". Muito bom! A prima do Leo e sua amiga, que tinham ido para lá naquela manhã, também não entenderam nada quando nos viram! E foram elas nos salvaram, pois não tinha vaga no hostel, então colocamos um colchão e dormimos no quarto delas!!!
No dia seguinte acabamos voltando de noite, pois acordamos tarde (claro!) e o Leo ainda estava se sentindo mal. Não satisfeitos em cruzar a Cordilheira dos Andes como quem troca de roupa, resolvemos cruzá-la, de moto, de noite! E eu quase congelei! A sorte foi que, como a gente ia para a neve, casaco não faltou! E, bem, se a cordilheira é bonita de dia, de noite é linda demaaais!!! Para não perder o costume, paramos em Portillo para fazer um lanchinho! Chegamos a Mendoza já amanhecendo, e dormimos o dia seguinte inteirinho...
Depois de tanto rolo, resolvemos ir embora já no outro dia. Para isso, eu tinha que despachar a minha mala para o Brasil, pelo Correio. Ai, ai... Chegando lá, o horário para encomendas internacionais era só de segunda a sexta, até meio dia (isso era numa sexta, depois das 12h)... Nem preciso dizer que saímos de lá bufando, preciso? Tivemos que ficar mais dois dias na cidade, querendo matar um!
Depois de nos acalmarmos um pouco, tentamos pensar no que fazer nesses dois dias, porque tudo era longe e eu não queria me aventurar de moto, pois já estava cansada depois da última cilada! Tinha um programa bem legal, um parque de águas termais, mas era longe e eu descartei por causa da moto, e o Leo não iria de jeito nenhum com uma van de passeio turístico...
Resolvemos procurar mais uma vez uma vinícula... E lá fomos nós... Eu ainda não contei, mas nós já tínhamos ido um dia visitar uma bodega (como eles chamam por lá). Como fomos de maneira autônoma, não ganhamos um mapinha da região, daqueles que todos que alugam uma bicicleta ganham... Bem, se todo mundo acha as bodegas, e todo mundo diz que é uma moleza, que fica uma do lado da outra, a gente também ia achar fácil, né? Não... Pelo menos não essa dupla de dois que vos escreve...
Enfim, a primeira foi fácil! Era enorme e até que bem sinalizada: Bodega Lopez. Foi legal, e de lá tentamos ir para outra... Você achou? Nem a gente...
Chegamos à conclusão que as agências de turismo arrancam as placas para que você seja obrigado a contratar um passeio (isso se é que um dia tenha existido alguma placa, o que eu duvido!). Isso foi no primeiro dia: rodamos, rodamos, rodamos... Paramos para pedir informação duas vezes, no mesmo posto, para o mesmo frentista, sem perceber, num intervalo de uma hora, o que nos fez cair na gargalhada
(menos o Leo)! Até que desistimos e fomos embora.
Nesse segundo dia não foi diferente: rodamos, rodamos, rodamos... Achamos uma placa do tipo “você está aqui!” e ficamos uns 10 minutos olhando para ela sem conseguir entender onde era esse AQUI a que ela se referia... Simplesmente não fazia sentido, sério mesmo!!!
O Chile e a Argentina são muito mal sinalizados... Bem, depois achamos umas duas, inclusive a Chandon, mas já estavam fechadas!!!
E, finalmente, achamos a Roberto Bonfanti, uma bodega pequena, familiar, muuuito boa, que valeu todo o perrengue!
Último dia: fomos ao Correio despachar a minha mala. É meio chato, tem que chegar bem cedo porque faz fila. Não tem como ser diferente, afinal tem todo um trâmite internacional. Só que é caríssimo fazer isso... Principalmente se você quiser mandar bebida, pois como eles tem essa fama toda de super produtores de vinho, eles enfiam a mão mesmo! Eu ia enviar bebida também, mas nem era vinho, era uma cerveja Andes, para o meu pai... Claro que desisti...
O que fizemos:
Bodegas Lopes e Roberto Bonfanti
Parque San Martin - é imenso, tem praticamente 2/3 do tamanho da cidade (tomar cuidado de noite)
Ruínas da cidade (Área Fundacional) - Mendoza foi arrasada por um terremoto em 1800 e blau, e sobrou pouca coisa, o resto foi todo reconstruído (é numa parte meio esquisita da cidade)
Zoológico
Onde comemos:
Sorveteria Grido
Churrascaria Rodízio (depois coloco o nome...)
Na Av. Sarmiento existem vários restaurantes legais, mais arrumadinhos, fomos comer uma parrillada num deles, mas não lembro o nome!
Pizzaria De um Rincon de la Boca
Onde nos hospedamos:
Hostel Puertas Del Sol - como chegamos bem no reveillon, não tinha mais lugar no hostel, então depois de dois dias passamos para um AP bem legal que eles tem, num prédio na mesma rua. Tinha ar condicionado, frigobar, microondas, TV, um luxo!!!
Dica: nem só de vinho se vive em Mendoza, não deixem de experimentar as cervejas Andes e Patagônia! Maravilhosas, com certeza foi o melhor da cidade!!!
Cordilheira dos Andes (locais para visitar):
Portillo
Cerro Aconcagua
Puente Del Inca
Potrerillos - cidadezinha que fica a uns 50km de Mendoza, tem um lago lindo demais, nossa vontade foi mergulhar!
Fotos da aventura do "trekking em Portillo": vista do lago de Potrerillos desde a estrada; lago de Potrerillos; entrada do cerro Aconcagua; cerro Aconcagua de novo; fila desgraçada da aduana chilena; Portillo
Fotos de Mendoza: entrada e lago do Parque San Martin; parte das Ruínas da cidade; Bodegas Roberto Bonfanti; hora de morfar: dessa vez a moto está mais vazia, não deu para perceber???
Editado por Visitante