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Geólogo recomenda restrições no acesso a Machu Picchu


marcelvinicius

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Geólogo peruano recomenda restrições no acesso a Machu Picchu

 

Lima, 9 mar (EFE)

 

Os riscos sofridos pela cidadela inca de Machu Picchu devido à afluência em massa de turistas se reduziriam se o acesso ao santuário fosse fechado dois dias por semana, afirmou hoje um especialista durante a II Conferência Alexander von Humboldt sobre o papel da Geofísica na Prevenção de Catástrofes Naturais, que acontece esta semana em Lima.

 

Patrício Valderrama, geólogo ambiental do Instituto Geológico Mineiro e Metalúrgico do Peru (Ingemmet), assinalou à Efe que os 3.000 visitantes diários que vão ao santuário e o fluxo contínuo de ônibus e trens "poderiam provocar assentamentos no terreno", ou seja, uma queda em sua estrutura.

 

Isto está acontecendo porque as rochas graníticas que formam a montanha na qual fica Machu Picchu "estão muito rachadas, o que provocou alguns deslizamentos na superfície da terra", detalhou Valderrama.

 

A fonte acrescentou que estão sendo feitos os estudos para determinar quantas pessoas poderiam subir a Machu Picchu por dia e embora este número não esteja ainda fixado, assinalou que "seria prudente estabelecer dois dias por semana de descanso ao terreno".

 

Segundo o cientista peruano, estes riscos, por ação natural, "já foram identificados pelos incas, que fizeram "plataformas, terraços, muros de contenção e sistemas de drenagem muito funcionais para evacuar a água das chuvas", intensas no departamento (estado) sulista de Cuzco.

 

No entanto, "com a passagem dos anos não se cuidou destes sistemas e eles já não drenam as águas, o que provocou a volta de pequenos problemas no terreno", destacou o cientista.

 

Acrescentou que, se estas construções incas não forem cuidadas e reparadas, algumas das estruturas mais representativas da cidadela, como o Torreão, o Templo das Três Janelas e a Praça Principal "poderiam ficar comprometidas", com a perda de resistência da superfície na qual estão situados.

 

Segundo Valderrama, há três anos o Instituto Nacional de Cultura (INC) trabalha para manter os sistemas incas, "habilitando novas drenagens e canais por onde as águas da chuva possam ser evacuadas".

 

Há dois anos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) advertiu o Peru que se não fosse estabelecido um plano de reabilitação da cidadela inca e seus monumentos adjacentes a organização poderia declarar o lugar histórico em perigo, o que obrigou as autoridades a elaborar um plano para sua preservação.

 

Valderrama é um dos 200 cientistas de 43 países que participa da conferência em Lima, inaugurada na segunda-feira e que termina hoje.

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