Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1123178 por Briza Setubal
16 Set 2015, 09:27
05/07 – São Pedro do Atacama
Pela manhã, comprei pão e fiz café enquanto os rapazes compravam nossas passagens para Arica (14.400 pesos/pessoa). Fomos na Couque Tours e fechamos o passeio Vale de La Luna para tarde (não anotei o preço ::putz:: !) e pedimos para nos deixar no final no terminal de ônibus. Pela manhã, passamos na feirinha de artesanatos próxima ao exército e compramos poucas lembrancinhas porque estava tudo caro. Comemos novamente o frango assado com batata fritas e partimos para o passeio da tarde.
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Entrada da Feira de Artesanatos.
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Feira de Artesanatos de SPA.
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Almoço de cada dia em SPA. Solução mais barata.
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O Valle de La Luna não fica tão distante de SPA. Pode ser feito até mesmo de bike. Mas não tínhamos tempo suficiente. Achei o lugar bem bonito e diferente das paisagens que já vimos. Subimos num lugar para ver o sol se por. Mas não consegui permanecer até o sol sumir, estava um vento forte com areia e não dava para abrir os olhos. Além disso, o céu estava cheio de nuvens, então não dava para ver o sol direito.
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Deserto do Atacama.
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Deserto do Atacama.
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Leve óculos e corta vento. Olha a areia que sobe!
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Pedra das Três Marias. O branquinho é sal.
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Tentando esperar o sol se por.
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Ao final desse passeio, descemos no terminal de ônibus e pegamos o nosso às 20:30.

06/07 – Arica – Tacna – Arequipa
Chegamos a Arica 06:00 da manhã e estava tudo escuro ainda :shock: . A ideia era pegarmos um táxi para Tacna e de lá pegarmos um ônibus para Arequipa. Pagamos para usar banheiro e percebemos que não tínhamos pesos suficientes para pegar o táxi e nem casas de câmbio abertas naquela hora :roll: . Existem alguns ônibus que vão direto para Arequipa, mas sai muito mais caro. Ficamos sem saber o que fazer... Tentamos negociar com os taxistas, mas eles eram um pouco inflexíveis. Uma mulher viu nossa situação e ofereceu cambiar alguns pesos por um preço não muito camarada. Mas ela acabou não aceitando nosso dólar por que estava um pouquinho amassado (aliás, preste muita atenção ao trocarem dólares, em nenhum país que fomos, eles aceitaram essa nota amassadinha). Convencemos um taxista a nos levar à Tacna e lá trocaríamos o dinheiro para pagá-lo.

O táxi possui um banco maior no carona da frente. Fomos nós quatro mais um rapaz chileno. O chileno não fez nada de mais, mas como ele começou a puxar conversa com a gente e se vestia como um “malandrinho”, fiquei um pouco assustada, com medo de ser assaltada. Mas era preconceito puro :oops: . O cara só era simpático mesmo. Passamos a aduana chilena e na aduana peruana, mandaram Regimel jogar fora a pêra dela ::putz:: .

Chegamos em Tacna 07:30 da manhã e achamos a cidade feia, além do tempo estar chuvoso. Nem tivemos vontade de conhecer a cidade naquelas condições. Compramos as passagens para Arequipa na empresa Flores por 25 soles/pessoa (muito boa, recomendo!). ônibus semi-cama com direito à lanchinho (bolo, café, suco e bala). Chegamos em Arequipa em torno das 14:00, pegamos um táxi por 8 soles e pesquisamos nuns 3 hostels até fechar com o Baviera por 35 soles/pessoa quarto de casal com banho individual.
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Ônibus para Arequipa da empresa Flores. Muito bom!
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Lindas paisagens no caminho para Arequipa.
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Tomamos banho e fomos trocar alguns dólares e fechar o passeio Valle Del Coca para o dia seguinte (passeio de um dia por 40 soles/pessoa + 40 soles/pessoa de taxa de entrada no parque). Depois pegamos um táxi e fomos para a rodoviária comprar logo nossas passagens para Cuzco (50 soles/pessoa no melhor ônibus da empresa Cromotex).

Pela noite, demos um passeio na praça das armas. A cidade é incrivelmente linda. (talvez a mais bonita que passamos) ::otemo:: . A catedral com arquitetura fantástica, arcos enormes cercam a praça e muitas lâmpadas incrementam o ambiente. Pesquisamos alguns restaurantes e queríamos comer uma carne bovina de qualidade já que há dias comíamos pollo ou alpaca. Uma mulher nos abordou na rua com o cardápio com fotos de comidas bonitas, mas preços altos. Dissemos para ela que estávamos sem dinheiro para comer aquilo e ela nos disse: “Este precio es para los europeos. Usted es amigos brasileños. Puedo hacer un precio diferenciado para usted, porque yo soy el dueño (eu sou a donaaaa). ¿Cuánto están dispuestos a pagar?”. Vocês tinham que ver a cara de cigana louca dessa mulher ::lol4:: . Ela falou várias vezes bem empolgada: Eu posso fazer o preço que quiserem... Porque eu sou a donaaaaaa! ::lol4:: Achamos tão engraçada e convincente que resolvemos aceitar. Mas também, fizemos abaixar o preço de tudo. Dizíamos: A gente paga 6 soles na cerveja! (que custava 12 soles), e ela: “Sí, OK!”. Aliás, todas as vezes que íamos negociar algo, Regiane com a maior cara de pau do mundo dizia: “Somos amigos brasileiros! No Europeus”. E na maior parte das vezes os coitados (na Bolívia e no Peru), abaixavam o preço ::tchann:: . Boa dica. Falar mal do Chile também pode ajudar na negociação. Eles não curtem chilenos. ::lol4:: ::lol4::
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Vista do restaurante em Arequipa.
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O filé mignon não estava tão apetitoso, mas o local nos permitia ver a praça com a catedral maravilhosa. Descobrimos que o restaurante também era albergue porque vimos uma menina toda molhada passando de toalha!! Em seguida veio uma dupla com flautinha tocando música peruana para ganhar uns trocados. Raphael os desafiou dizendo que meu irmão daria grana para eles se tocassem música brasileira ::putz:: . Os caras começaram a tocar uma música rápida e alegrinha que não tinha nada a ver com o Brasil (talvez acreditassem que estavam tocando brasileirinho), mas pelo esforço, meu irmão deu um trocado :D . Mostraram o chapéu para Raphael e ele disse que não tinha dinheiro para ofertar. O cara continuou com o chapéu estendido com a cara fechada, dai Raphael disse: Não tenho soles, somente alguns bolivianos! E o cara: “Sí, OK!”. Voltamos para hostel para dormir, pois o dia seguinte começaria cedo :roll: .
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Comidinha da doooona.
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#1123305 por Briza Setubal
16 Set 2015, 16:36
07/07 – Arequipa
Acordamos 02:30 da madrugada ::dãã2:: para o passeio do Canion de Coca que nos buscaria as 03:00, mas que nos buscou as 03:30. Gastamos 4 horas de van para chegar ao parque e na entrada do mesmo pagamos 40 soles/pessoa. O tour oferece café continental num restaurante antes de partirmos para os pontos de parada. Porém, como chegamos tarde, não havia lugar para todos sentarem no restaurante e até faltou pão!
O passeio nos leva a diversos lugares como igrejas, praça, feirinha de artesanato... Vimos mulheres com os trajes típicos e animais locais. Umas 11:00 chegamos ao Canion del Coca onde vimos alguns condores e recebemos algumas explicações. O lugar é admirável, mas ficamos incomodados com uma espécie de mosca gigante que pica e ficava nos cercando :?
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Igreja.
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Condor.
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Vista do Canyon.
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Xo mosca!!!
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Comprando frutinha de cactos.
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Feirinha de artesanato.
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Seguimos para as águas terminais (duas piscinas cheias de gringos), não quisemos entrar e por isso esperamos dentro da van. Partimos para o almoço num restaurante estilo buffet livre (28 soles/pessoa). Não gostei muito da comida, pois peguei lhama e estava muito salgada. Mas teve quem curtiu.
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Águas Termais.
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Para terminar o passeio com uma perfeita digestão, a van nos levou para o ponto mais alto do passeio há 5.200 metros. Pulta quil palriu! :shock: Depois de muitas curvas e orações para chegar sem vômitos, avistamos uma paisagem branquinha cheia de neve! Descemos da van e simulamos uma guerrinha de bola de neve (como todo brasileiro que se depara com isso pela primeira vez!) ::otemo:: . Voltamos para Arequipa e após um trânsito terrível, chegamos ao hostel. Como estava cansada, Raphael comprou pizza na Hunt e trouxe para comermos no quarto.
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Concunhados: Uma relação harmoniosa.
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Neve! Uhuuuu!
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Criação de bicunhas.
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#1123492 por Briza Setubal
17 Set 2015, 10:17
08/07 – Arequipa
Acordamos as 06:40, tomamos café no hostel, arrumamos as malas, fizemos check-out e levamos algumas roupas na lavanderia (4 soles/kg).

Eu e Raphael fomos ao monastério de Santa Catalina (40 soles/pessoa + 10 soles da guia/casal). Adorei a história daquelas mulheres. Parecia um castigo imaginar que pessoas moravam trancadas naquele lugar, mas nossa guia nos explicou que na verdade era um privilégio para poucas, pois era isso, ou aceitar casamentos arranjados. O lugar é uma cidade com muitas casas e muita história. Se você curte viajar no passado, vai gostar de conhecer. Além disso, pegamos uma guia que fala muito bem português, o que me fez matar um pouco da saudade de casa ::love:: . O passeio durou em torno de 2 horas. Existe a possibilidade de fazer o passeio noturno, mas creio que as fotos não fiquem muito boas.
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Monastério - Modelo de casa individual das freiras.
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Monastério - Lavanderia.
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Monastério - Ruas do monastério.
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Andamos um pouco pela cidade e resolvemos almoçar numa cevicheria. O lugar era bem agradável, com um falso gramado e uma areazinha aberta. Além disso, pedimos umas arequipenha e para acompanhar o ceviche, iscas de peixe frito. Senti-me na praia, em casa... Raphael amou ceviche. Ele que inicialmente não estava querendo comer isso, só falava de ceviche. Eu “Amor, o que vamos comer de café da manhã?” e ele “Ceviche!” :D .
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Ceviche e Arequipenha. Muito bom!
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Resolvi procurar um salão de beleza para fazer as unhas e resgatar um pouco da minha dignidade. Com pele toda ferrada e desbotada, cabelo seco de usar shampoo 2 em 1 e boca toda pocada (gíria capixaba), ao menos pensei que poderia deixar minhas mãos bonitinhas né? Achei uma manicure que me cobrou 8 soles para pintar. Ela fingiu que tirou minha cutícula e passou um monte de esmalte que jamais secaria. Borrou tudo, mas pelo visto eles não usam acetona. Ficou lindo! Só que não! Uma merda de alpaca adulta! Até Raphael que não entende bulhufas de unhas concordou. Dinheiro jogado fora! Abri aquele sorriso amarelo e depois tive que comprar removedor de esmalte para limpar aquela porcaria!
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Pela minha cara você já pode imaginar o resultado.
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Resultado!!!
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Pela tarde, fizemos uma horinha tomando sol em frente a Catedral na praça central. Um cachorro-boi veio andando tranquilamente e se deitou ao meu lado para tirar uma soneca. Na foto não parece, mas ele devia pesar uns 60 quilos. Aliás, pra quem gosta de cachorro grande, esta viagem é o paraíso! Cada um mais lindo que o outro! ::love:: Fomos para um banquinho de madeira na praça e começamos a analisar as pessoas e carros, até que um deficiente abaixou-se na minha frente e começou a encerar minhas botas sem eu pedir :o . Ele foi muito simpático e começou a falar sobre o Brasil e nos perguntar sobre nossa viagem. Ao final cobrou 5 soles.
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Cachorro-boi.
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Praça Central.
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Filhote de táxi.
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As crianças bolivianas e peruanas são as mais lindas do mundo! Esse era meio maluquinho! Rs!
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A bota ficou novinha!
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Fomos depois no museu andino (15 soles/pessoa) ver a menina Juanita congelada. Deixamos todas as câmeras e celulares num locker da recepção, pois não se pode entrar com nada que gere luminosidade para não estragar as peças. A história é incrível e a pobre coitada da Juanita era uma menina perfeita que foi entregue como oferenda para os deuses com objetivo de cessar alguma catástrofe natural. Ela foi enterrada no vulcão El Misti com tudo que eles acreditavam que ela precisava para viver no mundo superior (roupas, comida, bebidas, chinelos...). Para ela, ser sacrificada para o bem de seu povo era uma honra (oh dó gente!) :cry: . O passeio foi muito proveitoso e a contribuição para o guia é opcional ao final.

Pegamos nossas roupas na lavanderia e colocamos nas malas. A mochila de ataque do meu irmão quebrou o zíper e levamos para conserta-la por 15 soles num local próximo ao hostel (ficou novinha outra vez). Tomamos um táxi até a rodoviária (8 soles) para pegar o bus para Cuzco as 20:30. No ônibus serviram janta e cobertores.

09/07 – Cuzco
Deveríamos chegar a Cuzco as 06:30 da manhã, porém, uma manifestação de trabalhadores fechou as entradas da cidade com troncos de árvores e tacava pedra em qualquer carro que ameaçasse passar. Ficamos parados 3 horas no ônibus sem rumo há 14 km do nosso destino final. :shock: Segundo os locais, toda semana acontecem protestos na cidade, e aquela não terminaria tão cedo. Depois de muito esperar, tomamos coragem, pegamos as mochilas e nos unimos a outros dois brasileiros (Mike e Mauricio) para ir andando. E o medo de levar pedrada? Além disso, andaríamos umas 3 horas num sol quente, com as mochilas pesadas... Andamos por 1 hora e passamos os pontos de confusão sem maiores problemas. Conseguimos um táxi que cortou caminho por outros trechos e nos deixou no ponto mais próximo e possível de chegar de carro.

Fechamos com um hostel chamado Vanzuela por 50 soles o quarto de casal, com banheiro individual, tv e banho quente. Mal sabíamos que ele não estava tão perto assim da praça (20 minutos andando). Mike e Maurício não quiseram fechar lá, pois queriam um hostel mais badalado. Seguimos para a praça central e almoçamos num restaurante por 20 soles/pessoa (entrada, prato principal e sobremesa mentirosa), mas a comida era para pinto, não matou a fome.
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Quartinho de casal do Vanzuela.
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Despedimos de Mike e Maurício, fomos comprar o boleto turístico por 130 soles/pessoa (obrigatório para acesso aos principais pontos turísticos da cidade e válido por 10 dias) e pechinchar o tour do Valle Sagrado. Como estávamos fascinados pela história Inca, achamos conveniente buscar um tour privado com guia para podermos perguntar tudo que tínhamos direito. Depois de muito procurar, fechamos 105 soles por pessoa (tour, entradas e almoço).

Para maiores informações sobre o boleto turístico obrigatório, veja em:
http://www.cosituc.gob.pe/tarifas.php

À noite, fizemos cachorro-quente no hostel.
#1123582 por Briza Setubal
17 Set 2015, 16:15
10/07 – Tour Vale Sagrado – Aguas Calientes
Começamos o Tour às 07:00 horas. Nosso guia e motorista era um senhor. Inicialmente ele fez algumas paradas na cidade de Cuzco para algumas explicações. E seguimos para conhecer o Cristo de onde pode-se ver toda a cidade. Fizemos uma parada numa loja de roupas de alpaca e joias de prata (onde recebemos breves explicações sobre a lã da alpaca adulta, da alpaca bebê e da confecção das joias), paramos para alimentarmos algumas alpacas, lhamas e vicunhas.

Fomos à feira de artesanatos de Pisaq, um lugar enorme e com diferentes produtos. Ideal para realizar as compras das lembrancinhas pois é mais barato que nos outros mercados. Em Pisaq também vimos um casamento sendo comemorado em passeata na rua. A noiva com vestido vermelho (pois estava no segundo casamento) e o noivo na frente, seguido dos familiares e convidados e a banda musical seguindo atrás.
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El Cristo. A vista daqui é muito bonita.
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A alpaca pretinha sou eu e a bege é a Regimel.
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Eu não tive coragem de comer!
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Na feira de artesanatos de Pisaq tem muita prata. Olha a cara de quem não tem dinheiro para comprar!
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Noiva de vermelho com seu noivo.
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Durante o caminho fazíamos algumas perguntas ao nosso guia. Algumas coisas ele não entendia muito bem, tipo:

- O que representam esses lobos em cima das casas?? (havia algumas esculturas de lobo em cima das casas, assim como em outras casas havia cruzes representando o catolicismo da família e em outras havia escadas, representando o crescimento financeiro dos moradores);
E ele responde:
- Sí, hay lobos por aqui.
E nós:
- Queremos dizer os lobos que estão em cima das casas (e apontamos)!
E ele:
- No existe. Sólo en el bosque.
E nós:
- A esculturas de lobo são por quê?
E ele:
- Los lobos no vienen aqui.
::putz:: ::putz:: ::putz::
Ooooi? Daí desistimos de sermos entendidos! Aff! :roll:

Algumas vezes perguntamos coisas que ele não sabia. Dai acho que ele inventava a história porque não batia com o que a gente já havia aprendido nas leituras e nos museus e tours. Ele disse que a média de tamanho do povo inca era de mais de 2 metros de altura (sendo que na verdade só o chefe inca era alto). Disse também que não haviam sacrifícios humanos nos rituais incas (sendo que a gente tinha acabado de ver a Juanita no museu!)... e por ai vai! Além disso o cara era péssimo motorista. Só andava na contramão numa velocidade constante de 40km/h. Quase atropelou algumas pessoas e bateu de frente com outros carros.

Almoçamos num buffet livre com comidas típicas bolivianas. Este estava muito bom. Mas ao final não queriam deixar a gente sair sem pagar (mandamos eles se virarem com o guia já que no valor do tour já estava incluso almoço). O guia ficou quase 30 minutos tentando se entender com a caixa do restaurante.

Chegamos em Ollantaytambo, nosso destino final as 14:00. Nosso guia fez algumas explicações do lugar que nem sei até que ponto acreditamos. Disse para irmos subindo e conhecendo o local enquanto ele procurava outro lugar para estacionar. Ficamos meio que perdidos porque ver ruína sem um guia é o mesmo que ver um monte de pedras. Todos os guias subiram, mas o nosso sumiu :shock: ! Então como não estávamos entendendo nada, começamos a inventar histórias sobre os Incas com as ruínas que víamos tipo: que as ruínas não tinham teto porque os incas eram muito altos, todos tinham mais de 2 metros de altura e por isso mandaram tirar. Se havia um buraco grande numa pedra, dizíamos que tratava-se de uma privada Inca e por ai vai... todos do grupo davam moral para essas invenções. É o que tinha pra hoje né? :D
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Ollantaytambo. Guia: Vai subindo aí que eu já volto! Só que não!
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Ruínas sem explicação de guia são só pedras!!!
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Ficamos ali tirando fotos e eu resolvi deitar numa pedra. Tomei um esporro do vigia que gritou de longe que eu não podia fazer aquilo em lugar sagrado! Putz! Foi mal! Se eu tivesse conhecimento e um guia, talvez eu saberia!

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Não deite e nem fique em pé nessas pedras se não quiser ser morto pelo vigia!
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Descemos e encontramos nosso guia Zé Mané (Franklin) dormindo no carro ::prestessao:: . Registramos o momento e acordamos ele para pegar nossas bolsas. Regiane deu um sermão no guia, dizendo que estava muito desapontada com o serviço ::vapapu:: . O cara quase chorou e eu também (ele estava errado, mas fiquei com pena por ele ser um senhor de idade). Ele abaixou a cabeça, despediu-se e foi embora.

Partimos para a estação de trem que fica a dez minutos andando desde as ruínas. Pegamos o trem Peru Rail de 19:00 para Águas Calientes (comprado antecipadamente no site perurail.com). Haviam nos informado que somente poderíamos levar no trem o total de 5 quilos de bagagem/pessoa numa bolsa pequena devido ao espaço. Por isso deixamos nossas mochilas no hostel de Cuzco. No entanto vimos muitos passageiros com as mochilas de viagem e até mochilas de rodinha!! Deu uma raiva! ::grr:: Limitamos nossas roupas e comidas atoa! No caminho nos deram um lanchinho muito do safado!!!
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Trem para Aguas Calientes.
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Chegamos em Águas Calientes as 21:00 e seguimos o fluxo de pessoas até acharmos um hostel em frente a um campo de futebol (não me lembro o nome). Custou 25 soles/pessoa quarto compartilhado e banho quente privado. Raphael comprou uma pizza e trouxe para o quarto. Comemos e dormimos.
#1124389 por Briza Setubal
21 Set 2015, 16:38
11/07 – Machu Picchu
Acordamos às 04:00 da matina e fomos caminhando para Machu Picchu ::dãã2:: . A subida dura umas duas horas e cansa um pouquinho. Andamos um pequeno pedaço no plano e depois é só subida. Ao chegar na entrada deixamos nossas mochilas de ataque no locker por 5 soles e usamos o banheiro por 1 sole.

Entramos no parque e fomos direto subir Huanapicchu já que queríamos subir com a primeira turma das 08:00 (a quantidade de pessoas que sobem é limitada em 2 turmas, se você não conseguir subir com a turma das 08:00, você deve aguardar até as 10:00 para subir com a segunda). Esta subida é um pouco perigosa pois passamos por escadarias estreitíssimas. Na maior parte do caminho existe uma corda de ferro para apoio, porém, na parte final você fica a mercê da sorte. O lugar é sensacional, achei que valeu a pena ter pago 24 soles/pessoa a mais para subir Huanapicchu e guardar na memória aquele lugar celestial ::love:: .
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Subidinha cruel para entrada no parque.
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Final da subida de Huanapicchu.
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Vista de Huanapicchu.
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Descemos Huanapicchu gastando metade do tempo da subida e fomos lanchar um pão com queijo que levamos. Pagamos uma guia (15 soles/pessoa) que fica na entrada do parque e fomos conhecer a histórias das ruínas. Ao contrário do guia anterior, recebemos todas as explicações (de cada desenho, buraco e formato das ruínas).
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Descida de Huanapicchu. É muito alto e estreito. Não aconselho para quem tem vertigem!
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Vista de Machu Picchu.
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Descendo ruínas. Ai minhas pernas!
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Acho esta programação ficou bem legal. Tudo se encaixou e deu certo. Apesar de ser frio, com esse sobe e desce sentimos calor e uma dorzinha nas pernas no dia seguinte. Descemos 13:30, paramos num bar em Aguas Calientes para tomarmos uma cuzquenha e Raphael comer um ceviche.
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Atravessando a ponte na chegada em Aguas Calientes.
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Chegada em Aguas Calientes.
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Pegamos nosso trem de volta as 16:00 e chegamos em Poroy 20:00. Pagamos 40 soles para o taxista nos levar até Cuzco no hostel Venanzuela que estavam nossas mochilas. Novamente nos acomodamos no mesmo.
Eu e Raphael saímos para comer e adivinha o que comemos? Frango com batatas! Novidade! Cansados e destruídos fomos dormir.
#1124605 por Briza Setubal
22 Set 2015, 10:05
dani_aby escreveu:Oie! Parabens pelo relato, que delicia de viagem. Vou fazer esse roteiro só que ate Arequipa somente. Vcs viajaram de Amaszonas? Conseguiram comprar pelo site deles? Não consigo finalizar a compra de jeito nenhum!


Oi Dany!

Todos os voos que fizemos fora do Brasil, foram pela Amaszonas. Compramos com o Mastercard (o que nos garantiu o seguro viagem) pelo site e não tivemos problemas.

Para efetuar esta compra você deve se certificar que seu cartão além de ter a função internacional habilitada, também deve ter a função compras no exterior. Se este for o problema, entre em contato com seu banco.

Boa viagem! ::otemo::
#1124938 por Briza Setubal
23 Set 2015, 13:27
12/07 – Cuzco
Este dia foi perdido. Acordei passando mal e quis tomar um chocolate quente. Raphael saiu para comprar e voltou com o achocolatado dentro de uma sacola plástica. ::xiu:: Quase vomitei nele! Aliás, na Bolívia e no Peru as pessoas usam as sacolas plásticas como copos. Naquela situação que eu estava aquilo foi péssimo! Enfim... Vomitei e tive diarreia o dia todo. Não conseguia me levantar com dor no corpo. Regiane também estava com alguns problemas de saúde e ai não fizemos nada esse dia.

13/07 – Cuzco
Acordamos e eu me sentia mal ainda. ::hein: Mas tomamos café e fomos à rodoviária de táxi (4 soles) comprar o as passagens da noite para Puno (20 soles/pessoa ônibus semi-cama). Da rodoviária fomos andando visitar o monumento Pachacuteq. Nada de interessante, mas foi de graça para quem tem o boleto turístico. Eu queria poder escolher o que eu ia almoçar, já que meu estômago estava péssimo ainda, daí pegamos um táxi por 6 soles até o shopping Real Plaza. Comi um hambúrguer seco de 3,90 soles no Burguer King. Até a carne dele tinha gosto de Bolívia :roll: ! Levei outro para comer depois. Compramos umas frutas no supermercado do shopping e pegamos um táxi para o centro.
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Representação da trilogia Inca.
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Na plaza das armas queríamos fechar algum passeio pela tarde, mas todos terminavam as 18:30 e como havíamos deixado roupas numa lavanderia que fechava as 18:00, não pudemos fechar nenhum tour. Então os rapazes conseguiram fechar com um taxista por 70 soles (total) para nos levar para conhecer Qenqo, Pukapukara, Tambomachay e Saqsayhuaman voltando antes das 18 horas. Contratamos uma guia para os lugares que julgamos mais interessantes e o passeio acabou sendo bem legal. ::otemo::
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Passando mal enquanto os demais pesquisavam os passeios.
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Praça das Armas.
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Saqsayhuaman.
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Saqsayhuaman.
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Saqsayhuaman.
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Pegamos as roupas na lavanderia, guardamos nas malas e fomos para uma pizzaria comer e fazer hora até o embarque, pois o ônibus só sairia as 22:00. Eu, enjoada ainda, não consegui comer. Dormi na mesa da pizzaria. Tomamos um táxi por 4 soles até a rodoviária e entramos no ônibus da Tour Peru (semi-cama, sem comida).

14/07 – Puno/ Copacabana
Chegamos em Puno 05:30. Regiane havia piorado. Eu estava melhor, mas ela estava passando muito mal ainda. A ideia era fazermos um tour em Uros, mas devido a este problema, compramos a passagem do próximo ônibus (08:00) pela empresa Titicaca (25 soles/pessoa) para Copacabana. Como estávamos saindo do Peru, pagamos a taxa de embarque e para uso do banheiro e trocamos o resto dos soles por bolivianos.

No ônibus recebemos a papelada das aduanas. Passamos pelas mesmas com tranquilidade e chegamos a Copacabana. Procuramos alguns hostels e fechamos com o Colonial por 40 bol/pessoa quarto casal com banho quente individual e café da manhã (o wifi não funciona em nenhum lugar do hostel, e acho que em nenhum lugar de Copacabana também). Almoçamos num restaurante truta no limão, com arroz e batata frita (25 bol/pessoa) e tomamos cerveja quente. Luã e Regimel comeram macarrão e picanha respectivamente.

Copacabana parece uma cidade de litoral e os preços também (ex: um kitkat custa 10 bol e o Pringles custa 20 bol). Além disso, faz frio... Muito frio! O lago Titicaca é enorme e você não enxerga o fim dele. Ele é lindo e parece o mar. Tem cheiro e ondinha de mar... Mas na verdade é só o maior lago da América Latina.

Fomos para o hostel descansar com a finalidade de levantar mais tarde para fechar algum passeio. Mas ninguém se dispôs. Raphael comprou hambúrgueres e trouxe para o quarto para lancharmos (esse meu marido sempre me ajuda nas horas mais difíceis) ::Ksimno:: .
#1125187 por dani_aby
24 Set 2015, 09:44
Briza Setubal escreveu:
dani_aby escreveu:Oie! Parabens pelo relato, que delicia de viagem. Vou fazer esse roteiro só que ate Arequipa somente. Vcs viajaram de Amaszonas? Conseguiram comprar pelo site deles? Não consigo finalizar a compra de jeito nenhum!


Oi Dany!

Todos os voos que fizemos fora do Brasil, foram pela Amaszonas. Compramos com o Mastercard (o que nos garantiu o seguro viagem) pelo site e não tivemos problemas.

Para efetuar esta compra você deve se certificar que seu cartão além de ter a função internacional habilitada, também deve ter a função compras no exterior. Se este for o problema, entre em contato com seu banco.

Boa viagem! ::otemo::


Obrigada Briza!!!
Estou em contato com o suporte deles pra me ajudar. Já liberei no banco mas o site só da erro na finalização... uma hora sai.... rs
Seu relato está me ajudando muito, obrigada por compartilhar a sua experiencia!
Fazer as unhas no Peru? Nem pensar!! O mais engraçado é que na sua foto tem um album de unhas decoradas... imagina o resultado?! hahahaah ::lol3::
#1125198 por Briza Setubal
24 Set 2015, 10:39
Obrigada Briza!!!
Estou em contato com o suporte deles pra me ajudar. Já liberei no banco mas o site só da erro na finalização... uma hora sai.... rs
Seu relato está me ajudando muito, obrigada por compartilhar a sua experiencia!
Fazer as unhas no Peru? Nem pensar!! O mais engraçado é que na sua foto tem um album de unhas decoradas... imagina o resultado?! hahahaah ::lol3::[/quote]

Dany,

Você não tem noção!!! Eu escolhi a mais simples de todas. Haviam umas 3 pastas de unhas decoradas até com os Simpsons! Imagina a meeeerda?! ::tchann::

Boa viagem e boa sorte!
#1125298 por Briza Setubal
24 Set 2015, 16:12
15/07 – Copacabana / Isla Del Sol
Acordamos e tomamos o café continental do Hostel. Fui numa agência da rua principal e comprei o tour da Isla del Sol por 28 bol/pessoa. Pegamos o barco as 08:30 e fomos embaixo (estava bem frio, não sei como uma pessoa pode querer ir em cima tomando vento). ::Cold::
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Tente entrar logo no barco, pois em alguns só sobrou lugar em cima.
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Dentro de 1:30 chegamos na parte norte da Isla. Para ingressar na mesma, pagamos 15 bol/pessoa. Um guia local nos recepcionou e nos deu explicações num pequeno museu e percorreu parte da ilha com a gente falando sobre a flora e algumas ruínas. Ao final o guia pediu/exigiu 10 bol/pessoa como contribuição. Ai! :shock:

Seguimos andando da parte norte para a parte sul da ilha. Algumas subidas e mais ou menos 3 horas de caminhada com muito vento frio. Durante o caminho existem uns dois pontos com banheiro pago (casinha de locais oferecem o banheiro). Parei num desses por 3 bolivianos. O banheiro tinha a porta feito de palha com umas folhinhas cheirosas. Bem precário... quem estava de fora podia me ver fazendo xixi :oops:. Raphael ficou vigiando a porta. :D ::cool::
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Vista da Isla.
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Caminhada Norte para o Sul.
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Moradora da Ilha.
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Chegando na parte sul, achei que encontraríamos opções para almoço ou lanches. Haviam até alguns restaurantes, mas o tempo estava curto para pedir algo. Comemos alguns biscoitos de sal e barrinhas e pegamos o mesmo barco que viemos e retornamos 15:30 para Copacabana.
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Chegando na parte Sul.
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Parte sul da ilha.
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Em Copacabana, compramos as passagens do dia seguinte para La Paz (25 bol/pessoa). Comprei uma Pringles, água e umas empanadas (que acabei jogando fora porque tinha gosto de Bolívia) e não sai mais do quarto. Ficamos vendo TV até cair no sono. Dormimos cedo e exaustos.

16/07 – Copacabana – La Paz
Pela manhã, tomamos café do hostel e eu e Raphael fomos subir o calvário (caminho da penitência). Fica há 10 min do hostel e a subida tem duração de 1 hora, quase que só de escadas. Durante a mesma, a gente vê as 14 estações (mistérios da morte de Cristo). Os locais têm costume de rezar em frente a cada mistério e jogar uma pedrinha que deve cair abaixo da cruz. Caso essa pedrinha não caia no lugar certo, eles vão atrás da mesma e lançam novamente. As vezes a pedrinha rolava até mais embaixo e a pessoa pacientemente descia e a pegava. A vista lá de cima é linda. Dá para ver o Titicaca e suas Islas e Copacabana. Achei tão bonito quanto a vista das Islas, além de ser um passeio gratuito que vale muito a pena principalmente para quem precisa meditar na vida. :)
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Subida do Calvário.
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III Estação da Via Sacra. Em cada uma delas, joga a pedrinha.
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Momento de reflexão e agradecimento.
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Vista do alto do Calvário.
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Vista do alto do Calvário.
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Descemos e fomos conhecer a Catedral. Neste dia estava tendo a benção dos carros pelo padre. Havia uma fila imensa de carros enfeitados com flores. O padre abençoava os motores e proprietários e em seguida a família soltava fogos, comemorava e até abria champanhe. Haviam carros novos, velhos, grandes pequenos e até ônibus.
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Bênção dos automóveis e motoristas.
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A catedral é linda. Muitas pessoas levam velas e flores. Há uma sala dedicada as padroeiras dos países. Tinha até nossa Sra Aparecida com a bandeira do Brasil. A maior parte das imagens de santos e anjos têm cabelos feitos com fios de humano (uma espécie de doação e devoção). Muito interessante. Só não podemos tirar fotos de dentro da igreja (aliás, segundo uma guia, o certo é não tirar foto de nada a ser preservado feito com material de origem animal ou vegetal, o flash estraga a peça).
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Catedral de Copacabana.
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Depois seguimos para uma praça onde Raphael comeu ceviche numa barraca e lotada de locais e ganhou um leite de tigre (um copinho desses de cachaça com uma água suja de limão e pimenta) para tomar. Andamos mais um pouco até um mercado de frutas e carnes e Raphael comprou pipoca doce. Aliás, pipoquinha doce a granel tem em tudo quanto é lugar que a gente foi. Como ele é viciado em pipoca, aquilo parecia o paraíso! Eu fui de abacaxi mesmo (você compra a fatia de uma espécie grande da fruta), uma delícia! :wink:
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O sonho do Raphael se concretizou. Paraíso das pipocas doces.
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Tem como embalar pra viagem???
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Mercado limpinho e eu comendo abacaxi.
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Almoçamos 11:30 e pegamos nosso ônibus para La Paz que saiu as 13:30 de Copacabana. A duração da viagem seria de 03:30. Num certo ponto, descemos do ônibus, compramos um ticket de 2 bol/pessoa para atravessar o Titicaca de barco (o ônibus atravessa numa outra balsa). E tomamos o ônibus do outro lado novamente.
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Travessia do Titicaca. Veja o ônibus ao fundo sendo levado.
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Atravessando...
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Neste dia era o aniversário da independência de La Paz, então a cidade toda estava em festa. Normalmente já existe confusão no trânsito de lá. Mas com festa então... Nussa Senhora!!! As cholas e locais estavam dançando, cantando, bebendo... tipo uma micareta boliviana. Só que eles usam roupa social para micareta, mas o estado final de bebedeira é o mesmo! ::dãã2::

Depois de mais de uma hora parado na entrada da cidade (lugar chamado El Alto), finalmente chegamos a La Paz! Os gringos do ônibus até bateram palminhas! Tipo: Uhuuuu! Eu hein?! :?

Fomos a vários hostels e estava tudo lotado ou caro. Acabamos ficando num hotel chamado Majestic por 140 bol o quarto de casal com banho quente privado e café. Eu sei... Caaaro para os padrões bolivianos! Mas estava tarde e ainda tínhamos que fechar passeios para o dia seguinte ainda. Por um momento fomos até seguidos por dois caras. Eu que sou cagona comecei a andar rápido e atravessar a rua. Mas não teve jeito! :shock: Os caras nos abordaram!! Na verdade eram 2 bêbados que estava na festinha da cidade falando um monte de besteira! Raphael apertou a mão de um deles e ficou de boa.

Encontramos com o Maurício que nos indicou uma agência que fica dentro do hostel El Lobo. Conseguimos um bom desconto para o passeio Tihuanaco no dia seguinte com a promessa de fecharmos outros passeios com eles (60 bol/pessoa + 80 bol/pessoa da entrada no parque). Também combinamos na recepção do El Lobo que iríamos para lá no dia seguinte (já que estava mais barato que o Majestic – 40/bol pessoa em quarto compartilhado com banho +ou- quente e individual).

Comemos num restaurante chinês por aproximadamente 12 bol/pessoa. Comida gostosa, mas frango muito gorduroso.


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