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Thicarpel

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  1. Thicarpel respondeu ao tópico de Alcides em Bolívia
    José, talvez você já tenha ido e voltado, mesmo assim vou tentar responder sua pergunta... O huyana tem dois refúgios.. o primeiro a cerca de 4750 metros... O segundo a cerca de 5.150 metros... Do segundo refúgio (excelente, diga-se de passagem) ao cume (6088 metros) são cerca de 5 km, 940 metros de desnível... Em geral a escalada leva 6 horas... Sobre as roupas... Eu usei balaclava e todas as camadas de roupas típicas de alta montanha, e não senti frio nenhum nas pernas, tronco e cabeça, mas senti frio nas maos e nos pés... Mesmo usando luvas grossas e duas camadas de meias (inclusive uma camada da marca Lorpen, específica para alta montanha). Acho que se você proteger bem as extremidades, não terá problemas de frio como eu tive... Sobre a mochila no ataque ao cume... Eu tive um desentendimento com o guia sobre isso... Eu quis sair pro cume sem mochila nenhuma! Mas ele insistiu para que eu levasse uma mochila pequena de 30 litros, apenas para levar água e chocolates para comer no caminho... Eu discordei porque queria subir o mais leve possível... No final acabei levando a mochila de 30 litros mas acabei não usando pra nada! Minha opinião é: leve apenas uma garrafa de água e alguns chocolates pra beliscar... Mais nada... Se pra isso vc precisar de uma mochila minúscula, leve apenas essa mochila minúscula... Um abraço!
  2. Thicarpel respondeu ao tópico de Alcides em Bolívia
    Fiz o Huayna Potosi entre os dias 02 e 04 de agosto, com a agência Bolivian Montains, por 400 dólares por pessoa. A agência é a mais conceituada (e cara) da Bolívia, mas eu tenho minhas críticas à agência... O guia estava com um pouco de pressa no dia do cume, e isso é muito ruim, mas consegui fazer o cume. No primeiro dia você sai de La Paz (3600 metros) para o primeiro refúgio, ao lado da represa Zongo, a 4.750 metros aproximadamente, numa viagem de van que dura umas 2 horas, no máximo. No mesmo dia você faz um treinamento no glaciar para se acostumar com o uso de piolet e crampões. No segundo dia, sobe-se ao refúgio alto, a aproximadamente 5.150 metros de altitude, numa caminhada de 2 horas, difícil! O refúgio alto é bem confortável! No terceiro dia, faz-se o ataque ao cume (6.088 metros), numa escalada que dura por volta de 6 horas (fizemos em 5 horas e 10 minutos), mas achei super díficil! Existem dois trechos mais difíceis: um aproximadamente no meio do trajeto, que é uma parede de uns 60º de inclinação e aproximadamente uns 8 a 10 metros de altura! O segundo trecho mais difícil é a crista que leva ao cume... Não gosto nem de lembrar! kkkkk... São uns 80 metros no total.. uma largura de apenas uns 40 centímetros... talvez nem isso em alguns trechos! O uso de crampões e piolet são fundamentais na crista final! A subida é difícil por causa do esforço físico enorme em função da altitude... E porque existem dois trechos difíceis, um pouco técnicos... Ao todo, a escalada no dia do cume leva 5 km, em um desnível de aproximadamente 930 metros. A melhor época para ir é de maio a setembro, e as temperaturas podem chegar a -10º C... um pouco menos até... Eu peguei -12ºC. Eu diria que o segredo é: 1)Ter um bom condicionamento físico: Eu tinha completado uma maratona inteira (42,2 km) em abril (três meses antes da escalada) e estava super bem fisicamente, e mesmo assim achei o dia do cume muito difícil! Vi pessoas desistindo no meio do caminho por fadiga...Algumas nem saíram do refúgio alto!! 2) Aclimatar bem antes de tentar a subida, o que significa, pelo menos, uns 5 dias em La Paz. Uma ótima dica é subir o Chacaltaya antes, onde você pode chegar a 5.400 metros de altitude! 3) Ir devagar! Muito devagar! Qualquer dúvida, estou à disposição!!!
  3. Caramba, 12k USD??? Onde você vai se hospedar? No Waldorf Astoria??? kkkkkkk Com esse dinheiro eu viajo os EUA inteiro durante 2 meses!! Fica tranquilo!!
  4. Olá, eu posso ir tanto em junho quanto em julho! Gostaria de fazer nyc, washington e dar uma esticada até Toronto no Canadá (tenho visto dos dois países). Por favor, me add no whats! 19 98264 8670
  5. Olá! Também gostaria de ir pro Monte Roraima em setembro! Pego férias a partir do dia 05 de setembro! Vc tem whatsapp? Um abraço!
  6. Legal o relato! Estou curioso para ler sobre a subida ao kilimanjaro!
  7. Thicarpel respondeu ao tópico de rubens_rj em Tanzânia
    Sandy e pessoal! Estou muitíssimo interessado em subir o kilimanjaro em setembro! Gostaria muito de conversar com vcs! Eu só estava precisando de companhia... Já tenho a grana e e posso tirar um mês de férias em qualquer mês, mas acho que setembro seria a melhor opção mesmo... Pela Pisa Tur, sai 4 mil dólares, mas acho esse preço exagerado... Consultando o tripadvisor, descobri que a empresa "Team Kilimanjaro" tem preços muito bons! http://www.teamkilimanjaro.com/2014-kilimanjaro-prices.html Nunca subi montanhas com mais de 4 mil metros, mas corro meia maratonas e estou acostumado a andar muito... Meu face pra quem quiser me add: thiago thicarpel Meu e-mail: thiago.pellegrini@hotmail.com Sandy, vou te mandar uma mensagem! Um abraço a todos! Thiago
  8. Amsterdã - 29/09/2013 No mesmo dia, depois do Rijksmuseum, fui pro Van Gogh Museum. A região onde ficam os museus é linda demais, incluindo um teatro para concertos! Infelizmente os cachorros quentes que comprei foram fraquinhos... Mas também, como dizem os americanos: you get what you pay for... (paguei só 3 euros cada um... kkkk).
  9. Amsterdã - 29/09/2013 Neste dia caminhei muito, mais dentro de museus que fora deles, pois visitei os dois principais museus da Holanda: O Rijksmuseum (museu nacional holandês) e o Van Gogh Museum. Ambos ficam numa região linda de Amsterdã, com outros museus e um lindo gramado onde as pessoas podem aproveitar um belo dia de sol. O Rijksmuseum contém obras holandesas desde a idade média até o século XX, e não são apenas pinturas e esculturas, mas mobiliário, prataria, incríveis casas de bonecas das famílias mais ricas da holanda do século XVII, por exemplo... Já o Museu Van Gogh contém o maior acervo da obra deste artista em todo mundo, e foi lá que passei a maior vergonha da viagem, injustamente! rsrs No museu Van Gogh algumas poucas pinturas não podem ser fotografadas e bati uma foto de uma das proibidas, por pura desatenção... Um dos guardas do museu gritou comigo e o andar inteiro parou pra me ver levando bronca... Tentei sair de lá rapidinho, o que só piorou a situação, pois o guarda achou que eu fosse alguma espécie de bandido que estava verificando o local antes de voltar outro dia para roubar peças... Foi muito tenso... Tive que apagar várias fotos do meu celular... Acho que fui um pouco vítima de preconceito dentro do museu, pois eu era o único que estava usando bermuda lá dentro... Resumindo, adorei o Rijksmuseum, e não gostei do Museu Van Gogh... Eu adoro pinturas e esculturas, e a minha viagem pra Europa foi por causa desses museus (reparem que não visitei nenhum pub ou praia ao longo de todos os 30 dias da viagem), mas me decepcionei com o trabalho de Van Gogh... Alguns desenhos e pinturas poderiam muito bem ter sido feitos pelo meu sobrinho aqui no interior de SP...rsrsrsrsrs Não consigo entender por que a obra de Van Gogh é tão aclamada... Sei que meu olhar leigo deve perder várias nuances de seu trabalho, mas estes mesmos olhos leigos choraram ao ver obras de artistas menos conhecidos no Louvre, na National Gallery e nos Museus do Vaticano, entre outros. Entretanto, recomendo a todos visitarem os dois museus. Acredito que o péssimo tratamento que recebi no Museu Van Gogh foi algo isolado, e não corresponde à forma geral com que os turistas são tratados ali... O site do Rijksmuseum é https://www.rijksmuseum.nl/ e a entrada custa 15 euros. O site do Museum Van Gogh é http://www.vangoghmuseum.nl, e o preço da entrada também é 15 euros (5 euros o multimedia guide).
  10. Gustavo e Renato, obrigado por acompanharem o relato, o qual ainda não chegou nem à metade ainda! Enjoy!
  11. Neste vídeo vocês podem ver a única vez em que Anne Frank foi filmada. Ela aparece rapidamente junto uma janela do prédio onde morava. Os museus de história, como a Casa de Anne Frank, são importantíssimos para preservar a memória dos erros cometidos no passado, a fim que possamos entender nosso presente e prevenir os mesmos erros no futuro.
  12. Amsterdã - 28/09/2013 Na manhã do dia seguinte fui conhecer o ponto turístico mais procurado de Amsterdã: a Casa da Anne Frank. Externamente trata-se de um prédio que não se destaca entre os demais que compõem a paisagem bucólica da cidade, em frente ao um dos inúmeros canais que marcam a paisagem, mas o interior da casa é cheio de história, mas uma história triste, com um final trágico. Anne Frank era de uma família judia e nasceu em 1929. Em 1942, no auge da segunda guerra mundial, teve que se esconder, juntamente com seus pais Otto e Edith, sua irmã Margot, além de outra família, num esconderijo, um anexo secreto, pois todos os judeus estavam sendo perseguidos e encaminhados para campos de concentração na Alemanha e na Polônia (A Holanda estava sob domínio nazista). Durante o tempo que viveu no esconderijo, Anne escreveu um diário, que hoje é um dos livros mais traduzidos do mundo, em que ela narra suas impressões, ansiedades, amarguras, momentos (fugazes) de felicidade e esperanças de uma vida nova no pós-guerra (o que nunca ocorreu). Tragicamente, em 1944, o anexo secreto foi denunciado e todos foram enviados para campos de concentração. Anne morreu de tifo, no campo de concentração de Bergen-Belsen, em março de 1945 (o único sobrevivente foi o pai, Otto, o qual lutou para que o diário de Anne fosse publicado). Infelizmente não são permitidas fotos no interior da casa, mas os cômodos são simples, apertados, baixos, escuros, quase lúgubres. A atmosfera do esconderijo e o tour são melancólicos. Nós, os turistas, permanecíamos em silêncio, à medida que percorríamos os cômodos do cenário de uma história que terminou terrivelmente. As filas são longas, o preço do ingresso é de 9.50 euros e o site oficial (onde os tickets podem ser comprados on line, como eu fiz ainda no Brasil) é http://www.annefrank.org/en/. Antes, aproveitei a manhã para tirar fotos de Amsterdã, uma das mais belas e liberais cidades do mundo!
  13. Amsterdã - 27/09/2013 Neste dia, logo de manhã, me despedi do pessoal do hotel, atravessei os dois quarteirões que me separavam da Estação Termini e ali eu peguei um ônibus fretado para o aeroporto Fiumicino, o principal de Roma. É a coisa mais fácil do mundo: custa apenas 4,50 euros e sai a cada meia hora, aproximadamente. O ônibus estava cheio de alemães, o motorista italiano e eu...kkkk Cheguei cedo demais no aeroporto, e foi o único aeroporto em toda viagem onde tive que tirar o tênis durante a revista de segurança... Aliás, como eu detesto aeroporto! kkkk Eu sempre fujo deles... Trem é bem melhor, e só não vou de trem quando a distância é muito longa (como nesse trecho entre Roma e Amsterdã). Voei pela Easyjet... Já tinha comprado as passagens e feito o check in on line... Tudo muito fácil! Na hora de embarcar, basta apresentar seu passaporte e o e-ticket impresso... Fácil! Aliás, só tenho elogios pra Easyjet: o site funciona super bem, os preços são bons, a tripulação atenciosa e gentil, sem atrasos... Só tenho elogios! Fiz outro trecho também pela Easyjet, entre Bruxelas e Genebra, sem problemas! Recomendo! Você pode levar, sem pagar nada extra, apenas uma mala, mas por cerca de 9 euros a mais, você pode levar mais uma, que irá no compartimento de cargas do avião. Duas horas depois eu já estava no aeroporto de Amsterdã que, diga-se de passagem, pra mim foi o melhor aeroporto em que já estive: O Aeroporto de Amsterdã, Schiphol, é muito bem sinalizado, menor que os grandes aeroportos da Europa (como Frankfurt, Madrid...) e o único que conheci com wifi gratuito e ilimitado!!!! Do aeroporto peguei um trem para a Centraal Station, no coração de Amsterdã. Chegando lá, usei meu mapa salvo no smartphone até encontrar o albergue onde eu ficaria: Stay OK Amsterdã. Gostei muito do albergue, apesar de achar o preço das diárias meio caro... Aliás, Amsterdã é uma das cidades mais caras da Europa para se hospedar... Prepare o bolso! Paguei 260 euros por trêss noites (três dias) num quarto para 8 pessoas! Uma facada, em se tratando de um hostel! Tirando isso, gostei muito do albergue: um pouco difícil de achar, mas o café da manhã é maravilhoso, staff atencioso, o quarto é relativamente espaçoso e a atmosfera do lugar é agradável, bom para fazer amigos. O wifi funciona apenas nas áreas comuns, mas é rápido e estável! Recomendo o STay OK! Além disso, fica colado com o maior parque de Amsterdã: O Vondelpark, que é muito grande! Uma coisa que me chamou a atenção em Amsterdã logo de cara foi a fluência em inglês do povo! Até o tiozinho da banca de jornal falava um inglês básico! Entre os jovens, todos falam bem inglês! Também percebi que a comida é mais cara em Amsterdã, se comparada com Roma ou Munique... (se bem que na Suíça eu iria ver o que é ser caro de verdade... kkkkk). Finalmente, tome cuidado com as bicicletas em Amsterdã: elas vêm de todas as direções!!! kkkk As bicicletas têm o mesmo status de carros... Elas não precisam disputar espaço com os carros, pois ambos os meios de transporte convivem em perfeita harmonia! Muitos ciclistas acenam com o braço quando vão fazer uma curva... Além disso, as bicicletas são equipadas com sininhos que tocam para avisar, aos mais desatentos, que elas estão se aproximando... Esses sininhos me deram vários sustos, pois, como alguém que mora no Brasil, esto acostumado apenas a me preocupar com os carros no trânsito... kkkkkk E não com bicicletas! Além disso, sem querer, invadi as ciclofaixas várias vezes, andando ao longo delas, o que me rendeu várias "sinadas"...kkkkk Amsterdã não é uma cidade grande, mas me confundi um pouco com seus inúmeros canais... Ao invés de quarteirões quadrados, o centro da cidade é formado por círculos concêntricos, sendo que a linha de cada círculo é um canal...rsrsrs A cidade tem uma atmosfera festiva... Fiquei três noites na cidade e todo dia parecia domingo! Vi algumas pessoas fumando maconha livremente, mas não drogas pesadas... A cidade é um encanto, muito charmosa, boêmia...
  14. Nápoles e Ilha de Capri - 26/09/2013 - Parte 2 Na volta ao continente, procurei um táxi que me levasse à estação de trem de Nápolis, onde eu tomaria o trem para Roma... E foi aí que tive um dos dois únicos perrengues da viagem... Quando fui pegar o táxi, percebi que havia um casal de alemães com uma criança de colo e cheio de malas bem atrás de mim... Não pensei duas vezes: perguntei a eles se iriam pegar táxi para a estação de trem, no que responderam prontamente: "yes!!" Então sugeri a eles que pegássemos o táxi todos juntos! Imediatamente, o grupo de taxistas italianos ali parado começou a brigar e a gesticular em voz alta comigo: "você pensa que isso aqui é um ônibus?? É um táxi! Ou vocês vão separados ou ninguém vai!!" Fiquei horrorizado com a cena... Nem o bebê de colo dos alemães foi suficiente para despertar um mínimo de bom senso nos taxistas... Um deles ficou muito exaltado...kkkkk.... Mais um pouco e eu teria apanhado ali... porque eles haviam percebido que a ideia de irmos todos juntos tinha sido minha! kkkk Os alemães também acharam um absurdo a ganância dos taxistas... Mas tivemos que ceder... A corrida custou 15 euros... e o taxista nem olhou pra minha cara durante todo o trajeto...Só ficou xingando em italiano outros motoristas que faziam daquele trânsito um inferno no final daquela tarde... Finalmente cheguei de volta a Roma lá pelas 20h... Cansado, mas feliz! No dia seguinte voaria para Amsterdã!

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