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Guilherme360

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  1. Oi Ramon, não acessava fazia um bom tempo, mas de ano em ano eu entro e vejo os comentários. Já faz um tempo que fiz a trilha e fico feliz de saber que ela ainda permanece parecida e que o relato ajuda outras pessoas a entender as dificuldades. Certamente trilhas e aventuras como essa são feitas para poucos. O correto (do ponto de vista de segurança) é fazê-la com guia sim, e acompanhado, mas estando ciente que a sensação é outra. Estar no meio do mato dependendo apenas de você mesmo e dos seus amigos é uma sensação absolutamente inesquecível. Você não está comprando um serviço, não pode cobrar informações quanto a distância ou horário, não pode cobrar comida ou abrigo, não sabe onde e quando vai ter água ou sombra e você sempre anda sabendo que vai chegar no lugar que você quer hehehehe. Eu fiz outras trilhas depois dessa como Lençois-Vale do Capão (pela trilha que sai do Portal Lençois)- Vale do Paty- Andaraí em 2011, e em 2013 e 2014 fiz Parque Fitz Roy na Argentina, Parque Tierra del Fuego na Argentina e Torres del Paine no Chile, meu colega de trilha que aparece nas fotos com a mochila azul fez o caminho de santiago e outras coisas leves para homens de meia idade (ele me mata quando ler isso kkkkk). Eu fiz essas trilhas posteriores todas acompanhado mas sem guia e o meu colega fez "El camino" sozinho. O que posso te dizer é que é importante começar gradativamente de coisas fáceis até as mais desafiadoras. Quando você se acostuma, a tensão e o estresse típicos da cidade e da nossa vida moderna somem e nos entregamos de forma mais serena ao trekking. Quanto aos riscos, acho que de tudo, o maior na chapada são os animais peçonhentos. Como se vê nas fotos fiz de bermuda e conheço gente que faz de chinelo. ideal é usar calça de trekking, botas e se possível perneiras de trekking (mais finas e leves). Te desejo muito sucesso nas próximas aventuras. Aos que perguntaram sobre o mapa que usei ele não é produzido mais, porém existem outras versões na mesma loja.
  2. Sim Augusto, Compramos 2 mapas que vendem na lojinha de equipamentos (2 Irmãos) na praça da cidade. O bom é comprar os dois, pois eles se complementam. Mas tivemos que usar a intuição muitas vezes, principalmente para pegar a outra ponta da trilha quando chegávamos em um lugar mais amplo, nesta hora o mapa mostra a direção onde a trilha está, mas é claro que não mostra o lugar certinho. Tirei não... poxa devia ter tirado. Parecia uma espinha enorme, pq tinha um puz na ponta... e fez arder e inchar muito do joelho até o calcanhar todo o musculo. Quanto a bermuda, já aprendi... Comprei 2 calças ipermeável para minha trip na patagonia. Tou indo pra lá dia 24/12 e retorno 04/02/2010, quando voltar ponho um relato bacana no fórum. Forte abraço!
  3. Tbm tou indo agora em janeiro pra lá... TDP, El Calafate, El Chaltén e tudo mais. Se vc tem 6 dias em El calafate, e vc é um mochileiro que acampa e entra nas paisagens pra interagir com elas, é melhor fazer assim (opinião minha): 2 dias em El Calafate: 1 dia pro BIG ICE e 1 dia pra ir nas passarelas mirantes do Glaciar Perito Moreno e arredores da cidade, no final deste mesmo dia vc pega o ônibus das 18h pra El Chaltén pra dormir lá e acordar no terceiro dia. No terceiro dia eu faria um passeio no gelo pelo viedma ou o passeio no gelo no glaciar Torre. No quarto dia iria para o lago de los tres passando pelo lago capri e laguna sucia, dormia por lá (talvez no poincenot) e voltava no quinto dia para dormir em El Chaltén. Sexto dia ia pra El Calafate no busão das 07:30/8h pra chegar em El Calafate a tempo de pegar teu avião Se vc for pra TDP, acho que você vai perder muito tempo viajando no busão e não volta no mesmo dia. Tipo dai vc teria 2 dias pra TDP, prum passeio de van no máximo, 2 dias pra El Calafate pro Big Ice e arredores, e 2 dias pra El Chaltén o que pra mim é inviável. Costumo dizer aos meus amigos que gostam de mochilar pra tomar cuidado com as horas intíneres. Isso acaba com um mochilão. As vezes o mochileiro no afã de conhecer tudo acaba é ficando boa parte das suas merecidas férias no interior de um ônibus, numa rodoviária, numa estação, etc. Boa sorte,
  4. Valeu pelas dicas Nana, realmente, andar sem guia nos trouxe alguns atrasos, mas a sensação é bem melhor. Nos sentimos mais livres e mais responsáveis pelos nossos atos. Estamos planejando continuar pelo Vale do Paty sem guia na época de cheia do ano que vem. Um grande abraço!
  5. Pessoal, Estes lugares tem muita coisa para ser vista, o glaciar e el chalten tem mta coisa pra se ver, se vocês forem mochileiros de acampar e fazer os trekkings tradicionais da pra ficar em El Calafate e El Chaltén mais de 7 dias sem reclamar que falta o que fazer. Já TDP vcs vão ficar mais ter um dia comprometido pela viagem de busão, o que não é bom para uma viagem curta, e se forem fazer o menor circuito (o "W") vão levar cerca de 4-5 dias lá. A não ser que passem correndo pelo lugar num tour de van ( o que pra mim seria uma loucura) ãã2::'>
  6. Muito obrigado Marcos, Vou ler teu relato... Acho que vou na cara e na coragem mesmo, mas é bom saber que as saídas são frequentes. Vou adotar a estratégia de ao chegar em cada cidade ir correndo para a rodoviária para assegurar meu bilhete. Abraço!
  7. Pessoal, estou planejando minha viagem de bariloche a ushuaia em dezembro e janeiro póximos, passando por; san martin de los andes, pucón, p. varas, p. montt, p. natales, TDP, El calafate, El chaltén, Rio Galegos até Ushuaia. Uma das maiores dificuldades que estou tendo é prever/reservar horários e viagens terrestres (ônibus mesmo) entre estes diversos percursos. Lendo o mochileiros.com já consegui alguns nomes de companhias que fazem os percursos, como Buses Jac e TAQSA, mas ainda está muito pouca informação. Como vocês fizeram ou farão para realizar as suas viagens na patagônia? Vocês simplesmente chegam na cidade passam na rodoviária e compram a passagem ou reservam de algum forma? Se puderem colocar as experiências de vocês ou indicar sites/empresas para que eu possa pesquisar seria ótimo. Abraço fraterno,
  8. Bastante seco, cachoeiras secas, rios só com filetes de água, vegetação mais seca... A época das chuvas começa historicamente em Abril e vai até meados de agosto. Os guias locais me disseram q a melhor época é entre Abril e Junho. E de fato, estive no são joão de 2008 lá e estava muito mais bonito. Agora conselho maior é tentar evitar épocas de festa: Festival de Inverno de Lençóis, Carnaval, São joão, feriadões etc. Isto se vc como eu não gosta de fazer trilha e encontrar muita gente. Abraço
  9. Estava pensando em ir pro pati do dia 30 deste mes até dia 02, mas me aconselharam a não ir porque o pati é em locais mais descampados, e nesta época do ano está muito seco e sem as belezas naturais que a cheia proporciona. Estou postergando para a época de cheia, que segundo conversei com o pessoal local é de abril a junho o "pico" de chuvas.
  10. Não chegamos a pesar, mas acho que foi por volta disso... O mal é que minha barraca é para neve e pesa um quilo a mais que o normal. Quanto às fotos lhe asseguro que não dão de longe a sensação que é o lugar. E deixei de tirar fotos em alguns lugares legais como no vale da fumaça e no macaco...
  11. Primeiramente, gostaria de agradecer ao Mochileiros.com pelas informações que obtive com outras pessoas que fizeram o percurso e aos meu colegas de Trilha Henrique Rosa e Jorge Alberto Rêgo. Fizemos em 2 dias e meio a trilha da cachoeira da fumaça (chapada diamantina) sem guia, passando pelos principais pontos: Ribeirão do Meio, Serra do Veneno, Vale da Muriçoca, Palmital, Rio Capivara, Cachoeira do Capivara, Cachoeira da Fumaça por baixo, Serra do Macaco, Cachoeira da Fumaça por cima até Vale do Capão. De 26/09/09 a 29/09/09: Dia 1 (26/09/2009): Saímos os três de Salvador de carro às 01:30h (madrugada). Como conhecíamos a estrada foi fácil chegarmos em Lençóis. Aos que não conhecem o caminho aconselho a comprar um mapinha rodoviário, mas desde já digo que não é nenhum bixo de sete cabeças. Resumindo a estrada: Saindo de Salvador, toma-se a BR-324 e segue por cerca de 100kms até Feira de Santana. A estrada é relativamente bem conservada, mas não aconselho a ninguém ultrapassar os 100km/h, haja vista que é uma estrada que circulam muitos ônibus e caminhões. Ao chegar em Feira de Santana toma-se o anel viário da cidade e segue no sentido OESTE até passar por uma ponte acima da BR-116. Neste ponto deve se tomar a BR-116 e seguir no sentido SUL. Daí em diante segue-se até a cidade de Paraguassu onde existe o entroncamento com a BA-242 que segue até Brasília. Deste entroncamento segue cerca de 200 kms até Lençóis. Não tem erro. Recomendo no entanto cautela pois a BA-242 apesar de bem conservada tem pontos onde o asfalto está deformado e existem buracos enormes que detonam a jante de qualquer carro que passe desavisado. Chegamos em Lençóis às 07:50h da manhã, guardamos o carro em uma pousada local (não nos cobraram nada) e tomamos um café da manhã na cidade. Em razão da demora do rango saímos entramos na trilha somente 10horas. Para começar a trilha para a cachoeira da fumaça, temos que passar por uma atração local muito famosa, o Ribeirão do Meio, um tubogã (muito grande por sinal) que desce num laguinho de água ferrosa.Para chegar lá basta perguntar aos habitantes o caminho para o Ribeirão do Meio. Em resumo, partimos por uma trilha de chão da Igrejinha de Trás (atenção pois existem duas, uma na praça principal da cidade e outra em uma rua secundária que fica a noroeste depois de atravessar a pontezinha. A trilha é larga e de chão batido, muito tranqüila por sinal, é uma caminhada leve, onde deve-se ganhar tempo. Depois de cerca de 30 minutos chega-se ao Ribeirão do Meio. F1 Ao chegar ao Ribeirão do meio deve-se ter atenção para não “bater cabeça”, a continuação da trilha (subida para a serra do veneno) não passa pelo laguinho que os turistas costumam ficar, nem pelo tubogã. A trilha na verdade continua por cima. Portanto ao chegar no Ribeirão, deve-se procurar essa encruzilhada para seguir por cima do tubogã/rio e não pegar o caminho que vai por baixo. Optamos por não nos banhar no Ribeirão do Meio, posto que começamos um pouco tarde a trilha (10hrs) e esse tempo poderia nos faltar quando estivesse perto do pôr do Sol. Recomendo no entanto verificar a água do grupo, pois do ribeirão do meio até o Palmital não existe (pelo menos não vi) água corrente. E na serra do veneno a desidratação é certa. Serra do veneno: na base da serra (depois de cruzar o ribeirão do meio), tem-se a ilusão de que o topo da serra “é logo ali”, na verdade nas próximas horas essa foi a sensação que mais tivemos, a de que o topo era logo na frente. Isto acontece devido à curvatura da serra que não nos permite ver o alto dela. A subida é íngreme em rocha e entre árvores espinhosas (usar botas fortes e meião de futebol se não quiserem ter a perna toda “lapeada” por galhos espinhosos e secos. ). Um bom preparo físico aqui fará toda a diferença. F2 – Subindo o Veneno Ao subir o veneno damos de cara com o vale do Rio Capivara, bom momento para respirar, abrir os mapas, bater umas fotos. Neste ponto nos perdemos por cerca de 20 minutos, pois não olhamos o mapa e saímos da trilha, seguindo um caminho natural de pedras que segue na direção sul. Voltamos até reencontrar a trilha por onde a perdemos. O sentido que tínhamos que seguir era OESTE para cruzar o vale da Muriçoca, a trilha estava entre uns arbustos que não vimos. Deste ponto é só descida, uma descida animal, não precisa de corda, mas o ângulo de descida é muito grande. F3 – Topo do Veneno Ao descer do outro lado da Serra do Veneno, passamos pelo vale da Muriçoca, neste ponto vale a pena fazer uma pausa para comer, descansar uns 20-30 minutos junto à água (e aos moskitos) antes de encarar a subida que se tem pela frente. Neste ponto a vegetação muda drásticamente: F4 – Vale da Muriçoca. F5- Face Sudoeste da Serra do veneno, por onde descemos até o Vale da Muriçoca. Deste ponto em diante a subida foi árdua (mais íngreme que a subida da serra do veneno) e fomos seguindo a trilha ao redor de uma serra alta e rochosa, por dentro da densa vegetação. Ao contorná-la a vegetação abre novamente em forma de arbustos e mato baixo e descemos outro ponto bastante íngreme (semelhante à descida para a muriçoca) onde a trilha se perde em função da mata fechada, mas de posse do mapa sabíamos por onde ir e seguimos por dentro do mato sem maiores problemas. F6- Descida ao Palmital Chegamos no Palmital por volta das 17:20h, foi o tempo necessário para encontrarmos as árvores do outro lado do rio onde é de praxe acampar a primeira noite, tomamos um banho na cachoeira do palmital (geladaa) e encontrarmos a continuação da trilha que seguiríamos no dia seguinte. F7- Cachoeira do Palmital (nesta época do ano seca) F8- Acampamento da primeira noite F9- Amanhecer do segundo dia Dia 2 (27/09/2009): No segundo dia acordamos 06hrs, tomamos um café da manã potente (altamente calórico), desarmamos as barracas e armamos as mochilas. Nesta hora tivemos o maior insight e talvez o maior conselho que eu possa lhes dar com relação a este relato: As subidas e descidas em rocha com o peso das mochilas nas costas castigaram os joelhos do meu amigo Jorge Rêgo, que achou por bem fazer um “cajado” para não piorar a situação. O cajado nos ajudou nos dois próximos dias como nenhum outro acessório, e lhes digo que podem jogar fora seus bastões de trekking, pois nessa viagem o que ajuda mesmo é um cajado de madeira de cerca de 1 metro e meio. O cajado é a melhor forma de descer encostas rochosas íngremes sem machucar os joelhos e nos ajuda a subir como apoio lateral. A cachoeira do palmital mostrada acima ainda está relativamente no alto, sendo que no segundo dia às 07:30h recomeçamos a descer mais encostas até o meio do vale do rio capivara, o que nos leva a um lugar muito acidentado, onde as rochas em meio ao rio fecham os caminhos e formam piscinas em meio a correnteza. Esse lugar é belíssimo pois estamos cercados pelas serras por ambos os lados. Neste lugar a trilha segue (como seguirá por muito tempo) o curso do rio subindo até o entroncamento entre o vale da fumaça e a serra do macaco. F10- Rio Capivara (Entre as enormes serras). A trilha é longa e sobe acompanhando o rio. Em determinado ponto encontramos a Cachoeira do Capivara, que impressiona pela garganta de pedra e pela altura. Nesta época estava vazia, mas dá para perceber que nas épocas de cheia o rio se torna muito caudaloso. Neste ponto percebemos que existiam vários locais para camping legais e infelizmente muitos vestígios de grupos anteriores. Acredito que neste ponto muitos grupos durmam, pois o poço desta cachoeira é lindo e o lugar é mágico para se passar uma noite. De qualquer forma, não ficamos. O tempo era curto e o pior ou melhor rssrsrs ainda estava por vir ainda neste mesmo dia. F11- Rio Capivara – Poço que fica embaixo da cachoeira F12- Cachoeira F13- Cachoeira – garganta F14- Cachoeira – início da garganta Saindo deste trecho seguimos pelo vale até o entroncamento entre a serra do macaco e o vale (sem saída) que segue até a base da cachoeira da fumaça. F15 – Vale do capivara. No entroncamento já tinha lido inclusive aqui no mochileiros.com que as pessoas costumam deixar suas mochilas para seguir pelo vale da fumaça. Acontece que mesmo sem termos visto ninguém na trilha desde que começamos a serra do veneno no dia anterior, não confiamos em deixar todo nosso equipamento à mercê neste local. Optamos por seguir pelo vale com as mochilas. Em determinado ponto percebemos o seguinte: A trilha pelo vale da fumaça é em aclive e embora seja em ângulo leve temos que passar sobre enormes pedregulhos (que caíram do alto da serra), seguir por encostas de terra, passar entre raízes, pisar de pedra em pedra sobre o rio etc. As mochilas seriam um peso enorme para nós. Optamos por destacar as mochilas de ataque das mochilas cargueiras, socar alimento, lanterna e máquina fotográfica e irmos “leves” até o nosso objetivo. Entocamos as cargueiras numas pedras escondidas e fomos o mais rápido que pudemos. Essa trilha é pesada a chegada na fumaça por baixo foi a parte da trilha mais cansativa (ter em vista que cansativa é diferente de perigosa) ainda mais por estarmos andando num ritmo forte para evitar o anoitecer neste vale. Obs: No caminho vimos duas cobras e várias aranhas na trilha. Às 14:30h do segundo dia chegamos na cachoeira da fumaça por baixo. O cansaço era indescritível. Comemos, colocamos as pernas na água negra e gelada, batemos várias fotos. A imensidão do lugar e a sensação de pequenez são indescritíveis. F16- O “topo”do aclive por onde viemos, neste lugar que forma o poço da água que cai da fumaça. F17- Paredão que forma a fumaça. Não se vê água por que infelizmente o rio estava seco. Após o merecido descanso saímos do poço às 15:20h e começamos a descer em ritmo acelerado para as nossas mochilas e para o entroncamento. Não queríamos descobrir como seria aquele vale à noite. Às 17:35h chegamos nas mochilas, às 17:50h (hora exata em que o sol se põe) chegamos ao entroncamento e acampamento da segunda noite. Fizemos miojo com vono que ficou uma delícia. Hehehe Dormimos bem esta noite. Neste entroncamento existe água abundante, abrigo do vento e me pareceu seguro. Ao tomarmos banho no capivara a noite nos deparamos com um tipo de inseto muito estranho, uma espécie de mariposa do tamanho de uma colher de chá com umas garras hediondas. Dia 3 (28/09/2009): O terceiro dia começou com nossos preparativos para o maior desafio da trilha, comemos bem e bastante, já num misto de adrenalina com glicose, enchemos nossos cantis de água pegamos os cajados que tanto nos ajudaram no dia anterior e começamos às 08:20h a subida da serra do macaco. Nada do que li ou do que me falaram me prepararia para aquela subida. Como disse meu amigo Jorge Rego, é aqui que a trilha separa os homens dos meninos. E é verdade. A subida é na verdade uma escalada, onde a trilha nos leva entre enormes rochedos nos obrigando a pular, escalar pedras, nos agarrar a raízes, engatinhar entre frestas, subir aclives cravando nossas mãos entre frestas e pedras as vezes soltas, carregando os 17 quilos de mochila cargueira nas costas. A trilha em vários momentos não tem mais do que dois palmos de largura separando um paredão de pedra, mato ou raízes de abismos. Tirei algumas fotos nos momentos de menos tensão, elas não dão a dimensão do perigo real, da adrenalina de estar ali, mas servem de parâmetro. Aos que não conhecem a trilha não aconselho de forma alguma a subida em tempo chuvoso. F18- Trilha no macaco F19- vista no início da subida da serra do macaco F20 – Trilha no macaco 2 F21- Abismo e vista na parte média da subida da serra do macaco F22- Trilha no macaco 3 Ao subirmos a serra do macaco reina uma certa felicidade, uma sensação de vitória, a trilha pela serra segue entre aclives e declives de médio esforço entre uma mata quase fechada. Em determinado ponto fui picado na altura do joelho por algum animal. Não vi que animal era, mas sei que não era uma cobra pois a marca era um furo apenas e não 2. A picada deixou minha perna do joelho para baixo ardendo muito e o local da picada criou um puz ou secreção. O sangue estava quente e não havia nada que pudesse fazer ali. Continuamos pela trilha até um local muito bonito que não consta em mapas nem ouvi ninguém falar o nome. Existe ali uma cachoeira muito bonita com um poço de água bem gelada. Em uma das poças colocamos nossas pernas para aliviar as dores da caminhada. F23- Poço da cachoeira que não sei o nome (quem souber me diga depois) Continuamos a subir uma serra que fica atrás da serra do macaco. Neste ponto várias pessoas já disseram que se perderam, pelo que soubemos até guias se perdem e como não haveria de ser diferente conosco, nos perdemos hehehe. Atenção neste lugar. Aconselho que antes de subir a serra se tenha o mapa das trilhas na mão e uma bússula, pois acontece que esta serra apesar de ser entre vegetação de caatinga e estar em muitos trechos bem clara, possui muitos platôs de rocha que acabam por confundir quem está na trilha e nos levar para direções que não devemos ir. Fomos seguindo a trilha, achamos e perdemos ela diversas vezes, mas o importante é que fomos na direção que ela deveria seguir. Fizemos algo um pouco imprudente que foi cortar caminho por entre a vegetação fechada, neste trecho conseguimos com relativa facilidade pois o mato é baixo, mas o perigo de encontrar uma cascavel não nos saia da cabeça; A continuar na direção certa e por uma trilha muito duvidosa que se resumia a mato um pouco tombado e ligeiramente pisado ehhehe, nossa trilha deu de encontro com a tradicional, batidíssima trilha da cachoeira da fumaça por cima. Saímos do meio dos mandacarus, de uma trilha perigosa e fechada para uma com quase dois metros de largura com marca de tênis Nike e havaiannas na areia. Como estávamos dentro do tempo seguimos para a cachoeira da fumaça por cima como planejado. Este foi o coroamento da viagem. Foi o momento onde vimos do alto tudo akilo (ou boa parte daquilo) que fizemos no dia anterior ao atravessar o vale da fumaça. O lugar é indescritível, não me canso de lembrar das sensações maravilhosas que tive ao chegar finalmente no alto daquele lugar. F24 F25 F26 F27 Encontramos depois de 2 dias e meio no local outras pessoas pela primeira vez: Um casal que estava hospedado em vale do capão. Descemos os cinco num bom ritmo pelas escadarias de pedra que dão no vale do Capão. F28 – Escadaria F29 - Vale do Capão Em vale do capão chegamos às 18:00, fomos comer na praça e fomos dormir no camping local às 19:30h, dormi muito mal em função da picada de aranha que tomei (acho que foi aranha), no dia seguinte pegamos uma Rural ano 74 até Palmeiras de onde pegamos um gol 95 de volta a lençóis. Para essa viagem usamos dois mapas que são vendidos numa loja de equipamentos “dois irmãos” na praça principal de lençóis. Os dois mapas se complementam, aconselho a comprar os dois. Saldo da viagem: Muitas fotos, vídeos, botas surradas, uma picada de animal e muita história para contar.
  12. Olá pessoal, Estou planejando fazer com 2 amigos para fazer a fumaça por baixo sem guia, conheço relativamente bem a região, mas nunca fiz a trilha. Alguém tem algum link, relato ou informações detalhadas sobre a trilha? Queria saber qual a forma mais rápida de sair dela depois de chegar na fumaça, pois só terei 4 dias.
  13. Opa! Tudo bom Renato? Pois bem, tou planejando a viagem sentido norte - sul, ao contrário de você... Estou vendo a possibilidade de ir de navio pela navimag, pelo que vi ate agora a gente pode pagar cerca de 452 dólares para ir em uma cabine compartilhada com outras 3 pessoas... a viagem dura 4 dias e todas as refeições estao inclusas... P. montt - P Natales o legal é o visual embasbacante da carretera de dentro de um navio passando ao lado dos glaciares e ilhotas. A navimag tem 2 navios operando de forma que as saidas são semanais / a cada dez dias. Com cerca de 1-2 meses de antecedencia eles divulgam a data de saida, para a qual podemos fazer pré-reserva para o período desde agora. Mas como são 4 dias estive pensando se n valeria mais a pena descer para a patagonia passando pelo vulcao chalten, passando depois em futaleufu pra fazer um rafting de 1 dia e seguindo para Trevelin, Esquel e descendo pela ruta 40 até El Chalten.... Dúvidas... Vou descer em Bariloche dia 25/12 de madrugada, voo de volta dia 03/02 saindo de ushuaia, se quiser compartilhar alguma parte do roteiro me avise... devo estar na patagonia por volta do dia 10 de janeiro. Valeu pelas dicas dos materiais, tou pensando em desistir da corda mesmo... o resto acho que vou precisar, pois vou acampar quase 100% da viagem... Abraço!!
  14. Olá galera! Sou novo no fórum (pelo menos em postar), pq tou lendo as mensagens dos mochileiros de todo brasil no mochileiros.com a uns 3 meses, ví vários relatos e experiências incríveis que tem contribuído de maneira decisiva no planejamento da minha 1 mochilada internacional. Estou planejando uma viagem de 40 dias que postarei mais adiante na seção de roteiros, mas em resumo descerei em bariloche, irei a junin de los andes, de lá a pucon e p. varas, descerei a carreteira de navio pela navimag, depois p. natales, TDP, el calafate, el chalten, de volta a el calafate p pegar o busão pra ushuaia. Nesta viagem espero pegar de 30 a -10 pelo que tenho lido (vou em dezembro/09). Como é uma mochilada totalmente nova para os meus parâmetros (só fiz chapada diamantina e acampei pelo litoral da bahia até hoje), investi muito em equipamento e ainda irei gastar mais $$ ainda com equipos . Bom a questão é saber se tudo que relacionei vai me servir ou se está faltando alguma coisa... As comidas comprarei no caminho... Peço que opinem se esse equipamento está adequado e se não me equivoquei com alguma coisa, tentei ser o mais detalhista possível. EQUIPAMENTOS Saco de Dormir p gelo Fogareiro 2 Bastões de Trekking 5 Camisas "Dry Fit" Estojo de Limpeza Estojo de primeiros socorros 2 garrafas de agua gorro Headlamp lead livro com mapas, planejamento e roteiro pequena pochete interna Colher/faca/garfo Bússola Faca do Rambo Anorak Conquista Eclipse 2 Fleeces 2 calças impermeáveis curtlo 1 calça de moleton 1 calça de 2nd skin - Solo 2 blusas 2nd skin - Solo Barraca de 4 estações par de botas de trekking havaiannas bastões de luz Mochila deuter air contact 70+15 luvas de flece com aderências na palma meias de trekking apito lanterna de mão de lead sacos de lixo de cores diversas saco estanque deuter isolante térmico conjunto de panelinhas/copo óculos escuros máquina fotogáfica 5MP (sem $$ pra comprar mais nada!!) cobertor de emergência corda de (20m) relógio fitinha do senhor do bomfim (indispensável rsrsr) COMIDA 2 Cargas de Gás sacos plásticos para solúveis, chocolate, Oleoginosas Barras de cereal água mineral leite longa vida salame s\ necessidade de refrigeração carboidrato em sachê miojo de galinha (cláaaassico) queijo duro Muito pão maçâs e frutas duras toddy farinha lactea sustagem/similar farofa (como um bom baiano que sou) biscoitos KIT PRIMEIROS SOCORROS Clorin\hidrosteril Dipirona Band Aids avulsos Engov Algodão/Gaze esparadrapo Cotonetes cataflan tylenol batom de cacau KIT LIMPEZA ortosol plus epidac buxa esfoliante toalinha de natação papel higiênico gilete de barbear espuma em pasta escova de dentes pasta de dentes cortador de unha pinça desodorante lente de contato soro p\ lente protetor solar tesourinha Documentos/avulsos passaporte identidade cpf Seguro de Viagem 2 cartões de crédito (master e visa) passagem/código e-ticket celular Pesos argentinos e chilenos telefones de emergência carteira Pra levar tudo isso um jumento bem forte rsrsrss p.s.: Desculpem pela bíblia

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