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  1. Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!! No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L. A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo! Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs! A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não?? Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem! https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados! BAHIA – UMA HISTÓRIA (pq nem só de conhecer lugares vive o viajante) 29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km) Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG. As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem! Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais! No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos! Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs! Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3 1: Ponte sobre o Rio Tietê! 2: Divisa de Estados! 3.mp4 3: Chegamos em Minas, adeus estradas! No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4 4: o caminho do primeiro dia! O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs! 30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km) Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6 5: Velho Chico! 6: Ponte férrea de 1922! Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho! A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada... É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas! Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8 7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas! Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12 9: entrada de Caetité! 10, 11 e 12: Hotel em Caetité! Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15 13: amo mesmo! 14: Caetité tem casa rosada tb! 15: Igreja matriz da cidade! Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17 16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel! 31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está! Mas segue a história deste dia fantástico! Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões. Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim. Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã! Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios... Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga! Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa! Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)! E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando! Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés! Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20 18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher! 20: comendo pequi num restaurante de Caetité! E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles! Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro. 21: Igaporã, pórtico de entrada! E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ela estava de volta no seu sertão! Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar! Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28 22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis! 24: a carta! 25: a carta no pote! 26: o cemitério na beira da estrada! 27 e 28: emoção! Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal! 01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité! Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29 29: eu volto! “O sertão é do tamanho do mundo” “O sertão é dentro da gente” Guimarães Rosa sabe o que diz! CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!
  2. Hélio Jr1502432675

    ROTEIRO "COMPLETO" DO VALE DO PATI

    Este post não é um relato de viagem, trata-se um roteiro de trekking fruto das minhas experiências no interior do vale. Como nem todos tem tempo e/ou dinheiro pra passar vários dias no interior do Pati, segue a sugestão de um roteiro "completo" - com todos os principais atrativos - que pode ser feito em 3 noites - um feriadão qualquer! Este trekking pode ser feito com a presença de um guia local ou de forma autônoma. Não há OBRIGATORIEDADE de contratar guia, tampouco não é obrigatório ficar nos pontos de apoio. QUEM PODE FAZER? Qualquer pessoa com um mínimo de condicionamento físico. Embora não seja uma trilha altamente exigente, é necessária alguma condição física para percorrer distâncias razoáveis (+10km) por trilhas em dias consecutivos. QUANDO FAZER? Qualquer época do ano, na Chapada não é comum chover por vários dias seguidos sem parar. Pesquise a previsão do tempo antes. Se puder, faça este trekking após um período de chuvas na região, assim contemplará o Cachoeirão a todo vapor. ONDE INICIAR? Como a ideia é encurtar as distâncias para aproveitar o máximo, a sugestão é começar nas entradas mais próximas ao Vale do Pati, que são: Trilha dos Aleixos e Beco do Guiné. Ambas entradas estão nas proximidades do povoado de Guiné, pertencente ao município de Mucugê. O caminho pela Trilha dos Aleixos é 1km mais curto que o do Beco do Guiné (distância do início até o Mirante do Pati). Se a opção do primeiro dia for o Cachoeirão, a trilha dos Aleixos é cerca de 2.5km mais curta. Para reduzir as distâncias de carro, sugiro da seguinte maneira: quem vem de Lençois ou Palmeiras, comece pelo Beco do Guiné; quem sai de Ibicoara, Andaraí ou Mucugê, comece pela Trilha dos Aleixos. 1º DIA: GUINÉ X IGREJINHA: 8km Dia de entrada no Vale, seja pela Trilha dos Aleixos ou pelo Beco do Guiné. Quem sobe pelos Aleixos tem a opção de banho no Rio3h Preto após 4km de caminhada. Quem vem pelo Beco também passa pelo Rio Preto, mas em um local diferente. Adiante terá o Mirante do Pati, com visual clásssico do Vale. Descida pela Rampa do Pati e chegada à Igrejinha (casa de João Calixto). Tempo de movimento: cerca de 3h, descontando as paradas. Pernoite: Igrejinha como apoio (pensão ou camping) ou seguir a trilha em direção ao Rio Pati (Cachoeira dos Funis) até um descampado próximo ao rio. 2º DIA: IGREJINHA X PREFEITURA: 11km (Funis e Castelo/Morro Branco) Saída da Igrejinha para o Rio Pati, pelo Cemitério. Na chegada ao leito do rio, a trilha segue pelas margens e, em alguns trechos, pelo leito. Neste ponto o Rio Pati possui diversas quedas, formando alguns poços interessantes para banho. A queda principal, que também forma um bom poço para banho, é conhecida como Cachoeira dos Funis, está a cerca de 40 minutos da Igrejinha (1.8km). Depois de aproveitar o rio, seguir descendo até encontrar a trilha de saída para casa de Sr. Wilson, onde finaliza a caminhada pelo leito. Após a casa de Sr. Wilson tomar um atalho à esquerda, para interceptar a trilha do Castelo. Caso esteja com cargueira, pode optar por escondê-la em algum canto, antes de iniciar a subida, ou deixá-la na casa de Sr. Wilson ou de Agnaldo. A subida é bem acentuada e pode ser escorregadia, caso tenha chovido recentemente, possui cerca de 2km. Entre Funis e topo do Castelo são aproximadamente 2h de caminhada. Castelo x Prefeitura também são cerca de 2h. Tempo de movimento: cerca de 5h, descontando as paradas. Pernoite: sugiro na Prefeitura (Casa de Jailson), para adiantar o dia seguinte. Porém são muitas as opções no caminho: Agnaldo, Dona Leia, Dona Raquel, João e André. Para camping natural sugiro uma área do outro lado do Rio Pati, próximo a Prefeitura. 3º PREFEITURA X SR EDUARDO (CASA DO CACHOEIRÃO): 15km (Cachoeira do Calixto e Poço da Árvore) Saída da Prefeitura para a Mata do Calixto, atravessando o Rio Pati. São aproximadamente 4.5km (2h) até a Cachoeira do Calixto. Fazer o trajeto sem as cargueiras, deixando guardada na Prefeitura. Se a pernoite anterior for na casa de Agnaldo, pode seguir pela trilha da margem esquerda do Rio Pati (não passa na Prefeitura), deixando as mochilas escondidas no acesso à mata do Calixto. No retorno da Cachoeira do Calixto, passagem pela Prefeitura. Cerca de 1km após a Prefeitura está o Poço da Árvore, que é um opcional no trajeto. Tempo de movimento: cerca de 6h30, descontando as paradas. Pernoite: sugiro na casa de Sr. Eduardo, onde o filho Domingos toma conta. Para camping natural, sugiro uma área após a Casa de Seu Eduardo, próxima ao ao Rio Cachoeirão. 4º SR EDUARDO X GUINÉ: 20km (Cachoeirão por baixo e por cima) Saída da casa de Sr. Eduardo sentido os poços do Cachoeirão, trilha com duração aproximada de 1h. Se estiver com cargueira, deixe ela no entroncamento com a trilha da fenda do Cachoeirão. O acesso aos poços é bem irregular e será mais difícil transportando uma cargueira. Sol no poço até o início da tarde, porém sugiro a saída do local até, no máximo, 12:00. No retorno do poço, subir pela trilha da fenda, que, apesar do nome, não possui tanta dificuldade técnica. São 2 a 3 horas de subida até o topo do Cachoeirão, onde será possível contemplar a vista da 4ª cachoeira mais alta do Brasil e nadar em um pocinho em meio a mata. Deixando o Cachoeirão, a trilha segue pelos gerais até iniciar a descida da Serra do Esbarrancado. São 10km até o final dos Aleixos e 12km até o fim do Beco do Guiné. Sugiro sair do topo até às 15h, para não trlhar no escuro. Tempo de movimento: aproximadamente 7h, descontando as paradas. Último dia de trekking, caso queira optar por mais uma pernoite, a opção é o topo do Cachoeirão ou em algum ponto viável do gerais. CONSIDERAÇÕES: Desta forma, o trekking proposto tem aproximadamente 55km. Sugiro fazer neste sentido pois, na maior parte do tempo, a caminhada terá o relevo favorável. Dos atrativos conhecidos do Vale do Pati, o único não contemplado neste roteiro é o cânion do Guariba, que fica próximo a Casa de Joia, na saída para Andaraí.Alguns locais possuem mercadinho (Igrejinha e Prefeitura), onde é possível comprar alguns produtos básicos. Preços bem superiores ao de mercado, cabe frisar. Se possível, utilize calçados impermeáveis, de preferência botas. Leve o mínimo de peso possível nas cargueiras.
  3. ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco. Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição). Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado. Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso. 1º DIA Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga. (travessia do Rio de Contas, Itacaré) Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia. No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo. Total percorrido: 19,5 Km 2º DIA Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem. (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias) Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada. (Lagoa do Cassange) Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia. Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto. O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles: -Estão vindo de lá de Barra? -Sim, estamos indo pra Itacaré -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde. -Olha aí, mais um colega de caminhada haha -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento. -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá. -Ótimo, vou seguir! … A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo. Total percorrido: 45 Km 3º DIA Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada. Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar. Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou: -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra! Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim. Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá). Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi. (início da praia de Pratigi) Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes. Total percorrido: 75 Km 4º DIA (abrigo montado no primeiro e terceiro dia) Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas. Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada. (Barra do Carvalho) Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei. Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar. Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso. Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim. A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré. Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha. A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré. (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré) Total percorrido: 100 Km OBSERVAÇÕES: -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites. -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila. -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso. TRACKLOG NO WIKILOC: https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Camelbak Chute 750ml -Garmin eTrex 30x
  4. Olá galera top Acabei de me divorciar em Dezembro, começando vida nova em 2019 e gostaria de já emplacar logo um carnaval em Salvador que é para lavar a alma...kkkkkkkk Vou daquele jeito padrão, sozinho, pouca grana, uma mochila e muita animação. Carnaval em Salvador sempre foi meu sonho na época de adolescente, mas nunca viajei sozinho assim pra curtir. Vou naquela vibe de construir novas amizades, vida nova mesmo sabe? Zerando a vida...kkkkkk Estou indo com aquela preocupação básica de iniciante né? Segurança, alimentação, transporte, hospedagem... Conto com a ajuda de vocês!!!! Um abraço, a gente se tromba na folia!!!!
  5. Olá, Compartilho abaixo algumas infos da experiência de viajar a Boipeba de carro saindo de Salvador. Preços de dezembro de 2018. Roteiro Todos sabem que há quase 20 maneiras de chegar à Boipeba. Carro, avião, lancha, ferry, ônibus... Estávamos de carro e decidimos ir pela estrada o máximo possível, isto é, chegar até o ponto mais próximo da ilha e navegar o mínimo possível. Por quê? Opção pessoal. Gostamos de estrada. Fomos de Salvador até o Cais de Torrinhas, onde pegamos uma lancha para Boipeba. Esse roteiro passa por dois outros pontos onde é possível pegar lancha: Valença e o Cais da Graciosa. Nosso roteiro foi o seguinte: Salvador via BR 324 até o "viaduto de Santo Amaro" (cerca de 60 km de Salvador); Pegamos o viaduto e segue até Santo Amaro pela BA 420. Passamos por dentro da cidade, continuando pela BA 420 com destino a Cachoeira. Cruzamos Cachoeira por dentro, atravessamos a ponte sobre o rio Paraguaçu, chegamos à São Félix (fica do outro lado do rio). Atravessamos São Félix e seguimos em direção a Maragogipe. Observação: a partir daqui a estrada estava em obras. Havia trechos de asfalto novo, mas sem faixa ou acostamento, e trechos (muitos) sem capa, o que obriga a reduzir a velocidade para uns 40 km por hora. Sim, isso atrasa bastante a viagem. Não precisa entrar em Maragogipe. Você vai apenas passar em frente à entrada da cidade, que estará à sua esquerda. Continue em direção à Nazaré das Farinhas. Depois de São Félix, a direção é Sul. Passamos por um povoado chamado Coqueiros a caminho de Maragogipe. Obs. Aqui é um bom lugar para comprar panelas de barro (como as feitas em Pernambuco). Atente também para a vista do rio Paraguaçu. O caminho tem subidas e descidas. Nas partes altas, dá para tirar foto mesmo com o carro em movimento. A partir de São Félix perdi o sinal de celular Claro, só o Vivo funcionou. Seguindo, passamos pelo lugarejo de Guaí. À frente, uma bifurcação: seguimos pela esquerda, em direção a São Roque do Paraguaçu. É importante ter os nomes das cidades porque isso facilita na hora de pedir informação para os moradores. Nunca diga o destino final, porque existem vários caminhos. Diga sempre a cidade mais próxima dentro do caminho que você quer fazer. Rumo a São Roque, o caminho vai para o leste. Em seguida, nova bifurcação, rumo ao sul de novo. Se seguíssemos a leste, acabaríamos na Ilha de Itaparica. É nessa estrada, mas no sentido oposto, que os carros que vêm pelo ferry boat passam. Descemos para sul com destino a Nazaré. Atravessamos Nazaré com destino a Aratuípe e em seguida, Valença. Almoçamos aqui. Obs. o rio Una, que cruza Valença, tem duas avenidas paralelas a ele, como duas margens. Para quem vem do norte, assim que se chega ao rio, encontram-se restaurantes de comida por quilo. Na ida, almoçamos em um simples, para quebrar o galho apenas, com preço bom. Na volta, entramos no restaurante Mega Chic, também por quilo. Lá a comida custa 46 reais o quilo, mais caro do que o anterior. Para quem puder gastar esse tanto a mais, vale a pena. Muita variedade, comida fresca, bem feita, de lasanha a moqueca de aratu. Recomendo. O destino seguinte é Taperoá, passando por Maricoabo. Sempre descendo para Sul, sempre pela BA 001. Depois de Maricoabo, passamos pelo Cais da Graciosa e mais à frente chegamos a Nilo Peçanha. Atravessamos a cidade e saímos para Leste. Obs. Nesse ponto, deixamos a BA 001, que nos levaria mais para o Sul, e entramos na BA 884, com destino a Cairu e Torrinhas. A BA 884 está parcialmente asfaltada. De Nilo Peçanha até Torrinhas são 19 km. Os primeiros 12 estão asfaltados e são novos. A estrada é bem sinalizada, mas é bem sinuosa. Os últimos 7 km são de barro, mas barro duro. Finalmente, chegamos a Torrinhas. Deixamos o carro no estacionamento de Eri, que também faz serviço de travessia de lancha. A viagem pelo mangue leva cerca de 20 min até Boipeba. Informações, observações e preços Pagamos 15 reais por dia para deixar o carro. Contato de Eri: 75 9994-5156. Recomendo combinar com ele antes, via Whatsapp, dia da chegada, preço, quantas pessoas. Pagamos 30 reais por pessoa para atravessar para Boipeba. Na estrada, fomos avisando a Eri do nosso progresso. Ele disse que a lancha sairia na hora em que chegássemos, isto é, não havia um horário limite, como em Valença ou Graciosa, para a última lancha. Isso dito, é bom chegar sempre durante o dia. Ao chegar no cais de Boipeba, contratamos um carregador para nossas bagagens. Para 30 minutos de caminhada ele cobrou 50 reais pela viagem. Estávamos hospedados em uma região distante da Velha Boipeba (ou da Vila, como os nativos chamam, que é a parte central de Boipeba). Para quem vai de mochila apenas, é tranquilo ir sozinho. Mas, além de roupas, estávamos carregando equipamento de mergulho, comida e bebida. Cuidado com informações sobre distância dada por pousadas de Moreré. A chegada em Boipeba é pelo cais. No cais já começa a vila. Mas, para quem vai para Moreré, é preciso caminhar uns 20 minutos até o ponto do trator. De lá, pega-se um trator (10 reais por pessoa) ou um quadriciclo (20 reais por pessoa para Moreré; cada quadricilho leva duas pessoas com bagagem leve. Alguns podem carregar bagagem na frente, outros, não tem onde amarrar. Alguns quadriciclos se dispõem a levar 3 ou 4 pessoas, mas isso não é seguro para quem vai na frente). O trator deixa na entrada da vilinha de Moreré. A depender de onde for seu camping ou pousada, coloque mais 10-15 minutos de caminhada. Ouvi um relato de turistas que achavam que os carregadores do cais de Boipeba exageram as distâncias para cobrar mais. Portanto, se você for ficar em Moreré ou em um lugar mais afastado de Boipeba, certifique-se da distância. Não achei sinal de celular em Boipeba, nem Vivo nem Claro. Casas de alguel e pousada têm wifi. É interessante agendar quadriciclo, carregador, passeios sempre de casa. As pessoas com quem tratei sempre foram pontuais, a lancha, o carregador, o quadriciclo. É só marcar o horário e o lugar que eles aparecem. Durante o réveillon, os quadriciclos operam 24 horas. Portanto, dá para, por exemplo, se hospedar em Boipeba, ir para Moreré de trator à noite, agendar com um quadriciclo de madrugada ou de manhã, e voltar. Os quadriciclos e tratores não entram na vila. É proibido. Sua área de atuação é entre Boipeba e Moreré. Eles também podem te levar para mais próximo da Cova da Onça, uma praia mais ao sul. Outra maneira de chegar de Boipeba a Moreré com pouca bagagem e a pé: espere a maré ficar baixa. Siga do cais de Boipeba em direção ao ponto do trator (15-20 min caminhando). Lá, informe-se sobre como chegar na Praia da Cueira (15 min.) Esse caminho é pela areia fofa, mas há uma trilha que sai da estrada e corta um pouco do caminho pela vegetação. Vale a pena, o solo é mais duro e menos quente. Na praia da Cueira, vire à direita (se você está de frente para o mar). Ou: siga no sentido oposto ao da Barraca do Guido (a mais famosa). Guido fica no limite da Cueira com Tassimirim. Você vai seguir para o lado oposto, pela beira do mar. Chegando no lado oposto (15-20 min caminhando), você encontrará um rio. Se a maré estiver baixa, atravesse e entre em uma pequena trilha. Ante uns 5-10 min. e você já estará em Moreré. Daí para a vila de Moreré, pela praia, são uns 25 min de caminhada mais ou menos. Mas é um dos trechos mais lindos que já vi. Comida na praia Em Boipeba, na praia da Cueira, a barraca do Guido é a mais famosa e a maior. É a barraca que recebe passeios de um dia do Morro de São Paulo. É também uma barraca "chique" (?), da moda. Não comi lá, mas soube por uma amiga que é muito bem feito, de qualidade. Alguns preços que encontrei nessa barraca: Cerveja Heineken 600 ml 20 reais; Casquinha de siri 25 reais; Lagosta entre 120 e 150 reais; A barraca que eu mais gostei foi a da Karol. Lá fazem um excelente pastel de camarão que vale por uma refeição. Como tira-gosto, dá para dividir para duas pessoas. Preços da Barraca da Karol: Cerveja Heineken 600 ml 15 reais; Cerveja Heineken Longneck 10 reais; Pastel 13 a 15 reais (depende do recheio); Moquecas de 50 a 90 reais (3 a 4 pessoas comem muito bem); PF (moqueca para 1 pessoa com acompanhamentos) 25 reais; Outras barracas fazem pastel de camarão também, mas o da Karol é o melhor de todos, em tamanho, recheio e tempero. Uma vez comi um PF de peixe frito (posta de peixe) na barraca do Tadeu (o nome não é esse, Tadeu é o dono). Preços: PF de peixe, feijão, arroz, salada e farofa 20 reais; Outro detalhe de Tadeu: levamos nosso isopor com cerveja comprada no mercado e sentamos na mesa dele para consumir apenas a comida. Problema nenhum. Ficamos a tarde toda lá. Mercadinhos Água mineral 300 ml 2,50 reais; Água mineral 1,5 litros 4 reais; Cerveja Heineken natural 5 reais (em Salvador é 4,50); 3 kg de gelo filtrado no pacote 10 reais; 1 kg de gelo de água de torneira 2,50; Vale a pena fazer pesquisa de preço. Tem mercados que cobram até 30% mais do que outros. Comida na vila Beijú (ou tapioca, como queira): de 6 a 10 reais; Pizza: a partir de 35 reais com 6 fatias; Hamburguer em lanchonete e restaurantes arrumados: 30 reais; Hamburguer em padaria: 10 reais; 10 pães: 4 reais; Misto quente: 4 reais; Acarajé: 6 reais; Açaí 300 ml: 15 reais (em Moreré, no carrinho, na praia, achamos por 10 reais no fim da tarde). Obs. Por favor, se for à Boipeba, leve em conta que é um vilarejo de praia que lota 3 vezes no ano e depois fica esvaziado. Não espere profissionalismo de capitais no atendimento, sobretudo nas barraquinhas. As coisas demoram de ser feitas, o processo é confuso. Vi muita gente (gringos e brasileiros) tratar os atendentes com grosseria e autoritarismo por causa de um beijú que demorou de chegar. Prós e contras do roteiro De Salvador a Torrinhas são apenas 296 km. Porém, por conta dos trechos de estrada esburacados ou incompletos, espere fazer essa viagem em 5-6 horas. A parte boa é evitar a 101 e o tráfego de caminhões, que pode ser chato. Nosso roteiro seguiu por estradas secundárias, ofereceu vistas mas pecou em estrutura. Eu repetiria o roteiro? Sim, repetiria. Mas para fazê-lo é preciso não ter pressa, sair de casa cedo e ter algum espírito de aventura. Na saída de Torrinhas rumo a Salvador, há dois ou três trechos íngremes. Em um deles foi preciso fazer duas tentativas para o carro conseguir subir. Quando e se asfaltarem essa parte, será mais simples. Mas não imagino passar ali depois de uma chuva. Para quem gosta de estrada, vale a pena. O barco de Torrinhas a Boipeba leva 20 minutos. Para quem quer estradas boas (?), sugiro pegar o ferry boat em Salvador e a lancha em Valença. Boa viagem.
  6. Tenho 20 dias em Abril pra conhecer os encantos da Bahia! Montando roteiro ainda! Bora?! Zap: 22 999181475
  7. Raiza Marques

    Companhia para Morro de São Paulo 11/01 à 13/01!!!

    Alguém afim de passar o fds em Morro de São Paulo?? Chamar via direct @marquesraiza
  8. Ilha de Boipeba – Moreré. ▪ Como Chegar? Olá viajantes, tudo bem? O destino que vamos compartilhar com vocês fica situado na ilha de Boipeba conhecido como vilarejo de Moreré. A ilha margeia a região conhecida na Bahia como costa do dendê e é ponto turístico famoso, na ilha vizinha (Tinharé) é onde fica a conhecida e plural Morro de São Paulo. Com infraestrutura mais simples, Moreré se torna uma ótima opção para os viajantes que fogem dos altos preços cobrados em morro de São Paulo, e, no quesito beleza não deixa nada a desejar. Aliás, muitos passeios que partem de Morro de São Paulo como o passeio de volta a ilha, param nas piscinas naturais de Moreré, um verdadeiro paraíso a parte, como também na foz do Rio do Inferno onde fica o vilarejo conhecido como velha Boipeba. Não se assuste com o nome, de inferno lá não tem nada! Partindo do aeroporto internacional de Salvador, são 24 quilômetros até o terminal marítimo do Ferry Boat, onde o viajante atravessará de balsa até o terminal de Bom Despacho na Ilha de Itaparica. O visual da Baía de todos os santos é lindo e merece pausa para apreciar as belezas da maior Baía do país com seus 1233 Km². • Lancha Rápida para Boipeba. Para a ilha de Boipeba partem lanchas rápidas de outros três terminais marítimos: Valença, Graciosa e Torrinha. O viajante deve optar pelo destino que melhor lhe convier. Partindo do terminal de Bom Despacho até a cidade de Valença são 109 quilômetros de estrada boa e rodando mais 14 quilômetros chega-se ao porto de graciosa. Para ilustrar melhor, o preço da lancha rápida de Valença a Boipeba custa em torno de 42 Reais, já de graciosa R$35 e de Torrinha, onde a viagem de carro é mais longa, custa R$25. Nesta viagem optamos por Graciosa, onde o preço do estacionamento para moto foi mais módico e custou R$10 por dia. Recomendo o estacionamento do Nil logo na entrada da vila após a ponte e ao lado do porto. Aqui vamos dar uma dica crucial para não estragar sua viagem! Certifique-se do horário da sua chegada ao porto, em Graciosa! A última lancha para Boipeba parte às 17h00min e, não sabíamos disso, chegamos às 17h30min, fazendo com que perdêssemos a última lancha. Por sorte ou azar, um morador da Ilha que estava aguardando a filha que chegaria de viagem nos cobrou o mesmo valor da tarifa e nos deixou em Boipeba com sua lancha. Não sei ao certo se seria melhor ter esperado e dormido a noite em um hotel ali perto mesmo. As lanchas rápidas não tem farol à noite, e, pasmem(!), muitos barcos fazem a travessia a noite também sem farol. No percurso de ida quase batemos a lancha duas vezes com outras embarcações totalmente apagadas, o que seria um desastre, sem contar o fato de que o marinheiro poderia não ser experiente e se perder entre os manguezais que conduzem as ilhas. • Desembarcando na Ilha. Chegando a velha Boipeba, a vila é um charme só, construções simples com gente acolhedora, movimentada a noite, entretanto, ainda nos restava mais um período de trator ou quadriciclo até Moreré. Como já conhecíamos a velha Boipeba, partimos para o ponto de partida do trator, uma caminhada de 15 minutos onde o viajante toma informações com os moradores até chegar lá. O trator cobra R$10 por pessoa e tem que esperar o mínimo de 6 passageiros, o quadriciclo a tarifa é R$20 por pessoa, partindo quando o viajante quiser. Chegando a Moreré fomos à pousada Aldeia de Moreré do Fernando, pousada que adota a construção simples indígena Pataxó nos seus chalés com um toque de conforto com banheiros com água quente. Os chalés são construções de taipa aliando simplicidade e conforto, além do chuveiro quente se pode contar com frigobar, varanda com rede e uma ducha fria na área externa, muito útil quando se retorna da praia. Logo na chegada, à noite, podemos ver que o local oferecia sossego e tranquilidade, nada de som veicular dando um toque rústico ao local. Fomos direto para pousada, estávamos cansados da viagem e dos sustos na vinda com a lancha. Quando amanheceu, vimos o quanto era celestial aquele lugar, os chalés dentro da propriedade do Fernando, eram totalmente conectados com a natureza. Acordamos ao som de um casal de pica-paus que faziam a primeira refeição matinal. Tudo na propriedade preserva a natureza e nos faz conectar com ela, afinal não tinha outro jeito, o sinal de WI FI é ruim, só fica legal nas proximidades da construção principal, mas diante daquela natureza que nos rodeava realmente isso ficou em segundo plano, na verdade foi até bom para desintoxicar um pouco da vida urbana e dos problemas do dia a dia. • Onde comer? Como a pousada não oferecia café da manhã, fizemos uma busca no vilarejo até encontrar um local chamado de “lá tem pão”, lá tem pão caseiro e um delicioso café com ovos mexidos a moda da casa! O pão é artesanal feito no próprio estabelecimento combinado com uma geleia também produzida por eles de manga com gengibre - tudo preparado com um toque muito especial, o café foi uma surpresa bastante positiva! Uma das impressões que sentimos é que de fato o local precisa melhorar um pouco para atender as demandas do turista. Não sei se o fato de termos ido no período em que não é alta estação influenciou, mas tivemos dificuldade de encontrar um local que servisse um café da manhã continental, só havia dois ou três lugares que serviam café da manhã, por sorte no “lá tem pão” tinha pão bom! • O que fazer? Após o café da manhã fomos explorar a praia (aqui tenho que me empolgar um pouco mais, que lugar edênico!). A praia da vila é simplesmente paradisíaca, quando chegamos no período da manhã o tempo estava fechado, mas lindo para fazer fotos e capturar a beleza do lugar de forma diferente da habitual. Ao lado direito, o viajante pode contar com um pequeno mangue repleto de vida marinha preservada. Por esse lado também nos leva para praia de Bainema, outro espetáculo. Ao lado esquerdo contamos com as praias de Cueira, Tassimirim e depois a velha Boipeba. O viajante pode fazer esse percurso caminhando e conhecendo as maravilhas do lugar e chegando a boipeba pegar o trator de volta para Moreré, não fizemos esse passeio, mas nos informaram que devagar dura cerca de duas horas caminhando e apreciando as paisagens. Como estávamos à espera de outro casal que chegaria neste dia, resolvemos não fazer nenhum passeio contratado, apenas conhecer o local. Aproveitamos para experimentar o bolinho de polvo e lagosta com Aipim, especiaria da região, delicioso. Após o petisco, voltamos a parte próxima do manguezal e ficamos apreciando o local, a natureza é realmente preservada. Um garoto de seus 14 anos nos abordou na praia se oferecendo para ser nosso guia, falou das belezas do local e ainda teceu críticas sobre a construção de um resort na região e que isso acabaria com a preservação do lugar. Cobrou-nos então módicos 60 reais por pessoa para nos guiar para Bainema e praia de ponta de Castelhanos, sabido todo! O passeio que nos levaria de barco no dia seguinte, abrangendo as piscinas naturais de Moreré, Bainema, Ponta de Castelhanos e Cova da onça com retorno por dentro do manguezal custou R$90,00, logo, não compensava o passeio guiado pelo prestativo garoto, mesmo assim agradecemos a gentileza e nos despedimos. • Lagosta na Manteiga para almoço. Aproveitamos mais um pouco a praia do vilarejo e fomos andando no sentido da praia de Cueira. Com o adiantar da hora resolvemos almoçar em umas barracas que ficavam antes da citada praia. Lá apreciamos a famosa Lagosta na manteiga com legumes. Em verdade, a lagosta já é muito saborosa, independente do acompanhamento, mas, neste caso, sentimos um gosto forte de abacaxi e que acabou por mascarar o sabor da lagosta. Depois perguntamos o porquê do gosto e o pessoal do restaurante informou que o abacaxi é utilizado para amolecer o crustáceo, o que acabou por retirar um pouco do sabor prevalecendo o gosto do abacaxi. Se tivesse que dar nota na escala de 0 a 10, eles ficariam com um 7. • Amigos são sempre bem vindos. Por volta das 14h00min resolvemos retornar para a pousada e encontrar o casal de amigos que provavelmente já teria chegado. Em Moreré não há sinal de telefone - eis o motivo de não saber se já haviam chegado. Na pousada Fernando nos informaram que o casal não havia chegado, aproveitei para tomar banho e curtir a rede, mas, assim que deitei o pessoal chegou. Assim que todos se acomodaram e conheceram, resolvemos ir à praia a qual no turno da tarde já estava com a maré cheia, ideal para banho. As águas da Baía de todos os santos são em regra mornas, mas neste dia estava especialmente quente. O sol caiu a tarde e as aguas mornas nos fizeram apreciar a praia até o anoitecer. Decidimos então que assaríamos um peixe na fogueira aproveitando toda a rusticidade daquele local. Fomos até a casa do pescador da região saber se tinha um bom peixe para comprarmos. Entretanto, o mesmo falou que não tinha mais, que aquele período estava ruim de peixe, mas, que no dia seguinte ia sair para pescar de manhã e por volta das 07 se ainda quiséssemos poderíamos encontrar um bom peixe na mão dele. • Onde comer a noite? Voltamos então para pousada, tomamos banho e depois fomos a parte do vilarejo onde tinham supermercados. Compramos coisas essenciais para café da manhã e para um pequeno lanche, além de algumas cervejas, é claro! Tínhamos decidido preparar um café da manhã coletivo no dia seguinte, todavia, na volta passamos em frente a uma pizzaria e resolvemos entrar. Pizza muito boa e bom papo! À exceção da parte do cardápio que dizia que praticamente éramos obrigados a pagar 10% de gorjeta. Ora, o turista fica a vontade de contribuir com a gorjeta quando é bem atendido! No cardápio dizia que os 10% eram destinados à manutenção de banheiro, louças e toalhas novas (what?). Isso faz parte do custo do negócio! Enfim, não seriam aqueles 10% que estragaria minha noite. Para aquele dia já bastava, voltamos ao hotel sabendo que o melhor estava por vir. • Passeios para as Piscinas Naturais de Barco! Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã no “lá tem pão” de novo. Ao voltarmos, um dos meninos que ofereciam passeios nos falou que tinha um marinheiro que poderia realizar o passeio de barco que queríamos. Era o filho do pescador da noite anterior. Acertamos então com ele o valor de R$90,00 por pessoa, marcamos a saída para as 09 horas. Atrasamos um pouco para chegar na praia e quando estávamos chegando ele já estava acertando com outro casal, mas quando nos viu parou a negociação. Não o culpamos, de fato marcamos as 09h e chegamos as 09h30min. O combinado seria que o passeio passaria pelas piscinas naturais de Moreré, iríamos as piscinas naturais de Bainema, depois ponta de castelhanos, faríamos uma pausa para lanche depois almoçaríamos na cova da onça e por fim retornaríamos a Moreré pelo mangue. Pessoal, outra dica importante, quando forem contratar este passeio se possível contratem com barcos maiores! Eu sabia disso, pois quando fui a morro de São Paulo vim até as piscinas naturais de Moreré, e acabei esquecendo dessa vez. O percurso desse passeio é em alto mar, quanto maior o barco melhor, menor o risco de virar, em alto mar as ondas são grandes! Partimos então em direção as piscinas naturais de Moreré. Sabe aquele frio na barriga e o coração batendo mais forte? Você já sentiu isso? Pessoal literalmente o barco rompe as onda de frente - quem tiver medo do mar não vá, passará por maus bocados! Já tinha esquecido dessa sensação, mas logo as primeiras ondas me fizeram lembrar... O casal que nos acompanhava, não sei se por inocência disse: “Bota pra torar” incentivando o marinheiro, quem é da Bahia sabe o que isso significa, e eu apenas rezava! Quando chegamos às piscinas naturais de Moreré, estas já estavam cheias de barcos que faziam o mesmo passeio. Aproveitei a oportunidade e conversei com o pessoal para não incentivar o marinheiro, seria melhor fazermos o passeio na paz e tranquilidade. Quando desci do barco procurei relaxar e aproveitar o lugar. Lá tem barcos que servem roskas, cervejas e alguns aperitivos em mesas flutuantes. Aproveitei para tomar uma “breja” e curtir. Comemos também ostras vivas servidas nas mesas flutuantes (outra iguaria que não deixem de experimentar). Ficamos cerca de 40 minutos e o marinheiro nos lembrou que ainda tínhamos outras piscinas naturais que na avaliação dele eram melhores que aquela. Partimos, não sem antes eu conversar com ele que queríamos o passeio na tranquilidade e a segurança em primeiro lugar. Fomos sucessivamente às piscinas naturais de Bainema e Ponta de Castelhanos. O visual é praticamente o mesmo, entretanto, nestas últimas como há uma quantidade de barcos bem menor, dá para aproveitar com mais tranquilidade e fazer o mergulho com snorkel, além de fotografar a vida marinha submersa. Uma desvantagem é que nestas duas últimas piscinas não tem o barco que serve bebidas e aperitivos, então se previnam caso precisem de cerveja ou água levando um cooler. Ao sairmos de Ponta de Castelhanos paramos na foz do rio onde tem barracas servindo almoço. O acertado seria o almoço no local chamado cova da onça, então resolvemos ali apenas tomar umas cervejas e petiscar os frutos do mar. O visual é lindo além de ser ideal para banho também. Partimos em direção a cova da onça, navegando mais ou menos mais quarenta minutos. Lá pedimos duas moquecas, uma de polvo e a outra de camarão. Duas moquecas foram suficientes para quatro pessoas comerem bem - aqui destaco que a moqueca de polvo estava muito mais saborosa que a de camarão (se soubéssemos pediríamos apenas de polvo, mas o que vale é a experiência!). Fizemos então uma pausa mais demorada por cerca de duas horas. Isa, nossa companheira, aproveitou e foi andando conhecer o local e encontrou várias conchas enormes que os garotos vendiam por R$20,00 cada. Mais à frente, na parte do rio, é possível encontrar aos montes com o olhar mais apurado. • Tour pelo Manguezal. Descansamos um pouco após o almoço e resolvemos chamar o marinheiro para voltar, fiquei com medo do retorno caso escurecesse. Retornamos e entramos na parte do mangue onde nos levaria de volta até Bainema. Pessoal se puderem façam esse passeio! Os manguezais são conhecidos como os berçários da vida marinha. O mangue é repleto de vida emergindo por todos os lados, é possível notar desde espécimes que desovam no mangue para criar seus filhotes até os predadores que lá vão se alimentar. Pudemos ver dois tipos de manguezais, o de raízes vermelhas conhecido com mangue vermelho e o de raízes brancas. Uma vantagem de termos feito o passeio no barco menor foi o fato de como a maré não estava totalmente cheia, pudemos ainda sim navegar por dentro do mangue. Caso fosse um barco maior não conseguiríamos. Saindo do mangue chegamos a Bainema e retornamos a Moreré. Chegamos por volta das 16h40min e aproveitamos as águas mornas até o anoitecer novamente. Por derradeiro, permanecemos três dias em Moreré, foram alguns dos melhores dias da minha vida e ficará registrado sem dúvida no álbum de recordações. O vilarejo alia a simplicidade com rusticidade o povo é acolhedor e visitantes são sempre bem vindos, a paisagem e o contato com a natureza tornam tudo ainda mais especial. Moreré têm opções para todos os bolsos, desde hospedagens com diárias entre R$100 até R$1.000,00, por exemplo. Se paga sempre um pouco a mais comparando com os preços de outros locais turísticos, em se tratando de uma ilha, tudo vem de barco o que acaba por encarecer preço dos produtos e serviços, mas nada que comprometa o turismo. Via de regra as refeições giravam em torno de R$80,00 e o café da manhã em torno de R$30,00, sempre considerando que servem duas pessoas. Sentimo-nos seguros em todos os locais do vilarejo apesar de não haver um policial sequer! Percebemos a simplicidade do local e que de fato trata-se de uma vila de pescadores começando a ser conhecida pelos turistas. Notamos que as pessoas querem tocar a vida de maneira simples e preservando a natureza, nada de muito agito! Faríamos sem dúvida o passeio pelas piscinas naturais novamente, dessa vez em um barco maior. Vale a pena conhecer todas as piscinas naturais, entretanto, caso queiram permanecer em uma só também é válido, as piscinas são parecidas, mas destacaria a de ponta de castelhanos pela história do lugar, lá naufragou uma caravela espanhola e os tripulantes que não morreram no naufrágio e conseguiram chegar à ilha foram mortos pelos índios da região. • A despedida Nos despedimos de Moreré aproveitando um lindo por do sol e sabendo que ali se escondia mais um paraíso da nossa querida Bahia. Gratidão por todos os momentos vividos naquele lugar era a sensação de todos.
  9. Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva leve ou moderada só peguei na 4.a feira (13/09) quando estava voltando do supermercado e na 5.a feira (14/09) quando ainda estava no quarto e esperei que ela passasse. As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 30 C ao longo do dia e caindo até 22 C à noite. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil . Havia nas localidades mais conhecidas também muitas pessoas de fora da região e estrangeiros, principalmente argentinos. As paisagens das praias agradaram-me muito, principalmente as próprias praias, o mar, a vista a partir de pontos altos, a vegetação e as cachoeiras. . A caminhada no geral foi tranquila. Mesmo as que me disseram que seriam inviáveis sem guia, como a da Prainha em Itacaré ou a de Castelhanos em Boipeba, consegui fazer sozinho sem problemas e não achei complicadas, mas me informei antes. Durante muito tempo estive só nas praias, que em boa parte estavam desertas. Às vezes cruzava com algum pescador ou habitantes locais. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias. Mas me recomendaram não ir por alguns trechos em Ilhéus e Itaparica. Em Itabuna pareceu-me que poderia haver algum problema quando retornava do supermercado perto da rodoviária e eu imediatamente procurei um local seguro. Em Mar Grande, quando iria para uma Pousada que ficava numa ladeira que haviam me dito poder ter algum problema, um aparente vigia de atividades da ladeira perguntou-me o que eu desejava (“qual é que é?”) e eu decidi mudar de pousada. Peguei vários cocos nas praias , bebi sua água e comi a massa de alguns poucos . Os cruzamentos de rios foram tranquilos. Somente para cruzar para a Praia do Garcez e para Cacha Pregos houve a possibilidade de dificuldades, mas que acabaram não se concretizando. O único ponto que não consegui cruzar foi de Barra Grande para a Barra do Sirinhaém. Tive que pegar barcos e ônibus para Boipeba. Vários estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito ou débito (principalmente supermercados, padarias, pousadas e empresas de transporte). Em alguns casos havia acréscimo quando o pagamento era feito com cartão de crédito. Havia localidades em que não existiam caixas eletrônicos nem bancos. Gastei na viagem R$ 1.383,20, sendo R$ 158,63 com alimentação, R$ 700,00 com hospedagem, R$ 154,99 com transporte durante a viagem, R$ 155,33 com a passagem de ônibus de ida para Vitória da Conquista, R$ 7,58 com pedágio da ida, R$ 169,00 com a passagem aérea de volta para São Paulo e R$ 37,67 com as taxas de embarque correspondentes de ida e volta e durante a viagem. Sem contar o custo da passagem entre São Paulo e Vitória da Conquista e entre Salvador e São Paulo e das taxas de embarque correspondentes, o gasto foi de R$ 1.015,12 (média de R$ 39,04 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Rodoviária do Tietê) a Vitória da Conquista em 07/09/2018 pela Viação Águia Branca (https://www.aguiabranca.com.br). O ônibus saía às 17:00 e chegava às 17:10 horas. Atrasou cerca de 20 minutos na saída e mais de meia hora na chegada. Paguei R$ 169,30 (R$ 155,33 pela passagem, R$ 7,58 de pedágio e R$ 6,39 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. A volta foi de Salvador a SP (Aeroporto de Guarulhos) em 03/10/2018 pela Avianca (https://www.avianca.com.br). O voo saía às 11:40 e chegava às 14:15. Paguei R$ 198,78 (R$ 169,00 pela passagem e R$ 29,78 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. Na 6.a feira 7/9 fui a pé até a rodoviária. O ônibus saiu cerca de 17:20 com atraso de cerca de 20 minutos. Parou em Resende perto de 20:30, onde subiram um pai e uma filha pequena que se sentaram juntos na poltrona ao lado da em que eu estava, enquanto eu jantava sanduíches fora do ônibus. Troquei de lugar para deixá-los viajar juntos. Eu havia levado 5 brioches comprados na Vovó Zuzu (http://www.vovozuzu.com.br) por R$ 1,59 cada, um usado para sanduíches , 2 cebolas, um pacote de bolachas água e sal comprado no Atacadão (https://www.atacadao.com.br) por R$ 0,98 e uma garrafa de água de 1,5 litros. O ônibus parou depois em Paraíba do Sul perto de 23:30. No sábado 8/9, após dormir um pouco de madrugada no ônibus, paramos em Governador Valadares cerca de 8:30. Lá tomei café com os sanduíches que havia levado. O motorista da madrugada correu mais do que o regulamentado, o que avançou o ônibus, mas que não me agradou. Meu novo companheiro de poltrona falou sobre muitas situações da sua vida. Ele trabalhava em limpeza no Shopping Center Interlagos e morava em Parelheiros. Ofereceu-me sanduíches e refrigerante que recusei educadamente. Cheguei pouco antes de 18 horas na rodoviária. Ao perguntar sobre a segurança do local, um atendente disse-me que era tranquilo e dois trabalhadores de viações disseram-me que era perigoso. Achei tranquilo. Fiquei hospedado na Pousada da Lua, bem perto da rodoviária, do outro lado da estrada, num quarto com ventilador, sem TV, com banheiro coletivo, wifi e um pequeno café da manhã. Paguei R$ 30,00 por dia em dinheiro. Lá conheci um artesão de Anápolis que viajava pelo Brasil, estava em dificuldades e iria voltar para Anápolis. Fui atendido pela Fabiana, responsável pela pousada junto com o marido. Comprei na feirinha próxima R$ 2,00 em 2 mangas, R$ 2,00 em 1 kg de tomates, R$ 1,00 em 1 pepino, R$ 1,00 em 2 chuchus e R$ 1,20 em 4 pães na padaria. Jantei sanduíches. A pousada também funcionava como motel e no quarto ao lado do meu um casal passou a noite namorando . No domingo 9/9 após tomar um copo de café puro e 2 pães com margarina servido pela atendente Amanda, mais meia manga e bolachas água e sal, fui visitar a cidade. Comecei indo a pé para o centro, onde pude visitar monumentos, casarões, praças, teatros, igrejas, centro cultural e museus por fora . No caminho passei por um jardim que estava sendo construído (acho que será o Parque Ambiental), que achei belo. Depois fui ao Cristo de Mário Cravo, de que muito gostei . Achei a vista a partir dele muito boa e o monumento em si também muito interessante. Era enorme, com Jesus crucificado. O caminho disseram poder ser um pouco perigoso, mas fui a pé e nada aconteceu. Quando estava lá em cima chegou um grupo de turistas num carro e logo após chegou uma viatura da polícia, semelhante ao que é a Rota em São Paulo. Ofereci meus documentos para que averiguassem, mas disseram que não era necessário. Conversamos por algum tempo sobre segurança na cidade, locais a visitar na Bahia, a Chapada Diamantina, onde eles já haviam estado e apoio às comunidades locais. Um deles interessou-se por um portal de voluntariado. Outro explicou-me que a feição sofrida do Cristo, suas mãos e pés grandes representavam o sofrimento do povo nordestino. Depois fui passear no Parque Peri Peri, completamente deserto e meio abandonado, mas ainda assim com natureza preservada, e fui à reserva Florestal do Poço Escuro, andei por algumas de suas trilhas e apreciei a natureza . Saindo daí fui ao Centro de Cultura, que estava fechado, mas tinha painéis interessantes por fora. No caminho passei por um painel na rua sobre Natureza e Religião, com o desenho de Francisco de Assis, que achei muito interessante . Por fim fui ao Parque da Lagoa Bateias, em que pude caminhar ao redor e visitar o museu por fora (era de vidro e foi possível ver seu interior). A vista do parque a partir de pontos altos no entorno também muito me agradou . Achei o Rio Verruga na Reserva do Poço Escuro e a Lagoa das Bateias com pouca água. Jantei sanduíches. O rapaz de Anápolis falou que tinha trombose e varizes e tinha morado no Amazonas. Ainda fui apreciar vista da cidade iluminada a partir da estrada antes de dormir. Na 2.a feira 10/09 não tomei café na pousada de manhã, pois era folga da Amanda e o café sairia um pouco mais tarde. Comi um pedaço de pão, bolachas e água e saí para visitar os pontos que ainda faltavam. No caminho vi enormes filas nos bancos, 2 horas antes do horário de abertura. Pareciam ser pessoas muito simples, talvez algumas vindas de outros municípios e da zona rural. Como a população sofre . Visitei a Igreja Matriz, de que gostei pela simplicidade, ambiente claro, imagens e pinturas felizes . Visitei também o Museu Pedagógico, o Museu Régis Pacheco, de que gostei muito, com suas pinturas e arte , e o Museu Regional, com suas esculturas e quadros. Na volta tomei café com pão e manga. Depois fui à rodoviária, comprei a passagem para Itabuna por R$ 51,50 com cartão de crédito (R$ 50,00 da passagem mais R$ 1,50 da taxa de embarque) pela Viação Novo Horizonte. Conversei com o artesão de Anápolis e descobri que seu nome era João e ele era parente do abade Matias do Mosteiro de São Bento. Almocei sanduíches na rodoviária. O ônibus, que estava previsto para 12 horas, saiu às 13:30 e chegou em Itabuna às 18 horas. Gostei das paisagens naturais vistas durante a viagem, principalmente na área de serra . Havia muitos pastos e gado. Conheci um policial no ônibus e conversamos sobre meus planos de viagem. Ao chegar em Itabuna perguntei sobre segurança e preço e me indicaram pousadas perto da rodoviária. Fiquei na Pousada Grapiúna (https://www.facebook.com/PousadaGrapiuna) por R$ 25,00 a diária, em dinheiro. Era um quarto bem simples para feirantes, com ventilador, sem janelas, com banheiro fora, mas como estava vago naquele período, concordaram em que eu ficasse. Comprei R$ 2,96 (tomate, chuchu, cebola, banana) com cartão de crédito no Supermercado Itão (https://www.itao.com.br) e R$ 6,70 (2 broas e 1 bolo) na padaria em dinheiro. Achei um ponto na ida ao supermercado um pouco perigoso naquele horário (perto de 19 horas). Não sei se eu estava predisposto após vários falarem da criminalidade em Itabuna, mas me pareceu que 2 jovens começaram a me seguir, tanto que eu rapidamente mudei de caminho, atravessei a avenida e fui para um local que me pareceu mais seguro . Jantei sanduíches, bananas, broas e bolo em uma sala ampla de TV com mesas que a pousada tinha. Depois fui para a janela da sala, que era bem ampla, e fiquei olhando um pouco o movimento. À noite houve um pouco de barulho devido ao local da cidade e houve alguns poucos pernilongos. Na 3.a feira 11/09 fui visitar Itabuna. Após comer sanduíches, banana e bolo no café da manhã assistindo TV, saí para visitar a cidade. Inicialmente passei por um templo da Igreja Universal, depois fui ao Centro de Cultura, ao Rio Cachoeira, que disseram ser poluído, mas de que muito gostei . Dei uma volta nas pistas para caminhada que existiam na região central em sua volta. No Centro de Cultura o atendente falou-me das várias facções criminosas que existiam em Itabuna e da violência que havia aumentado recentemente. Visitei também a Câmara, Prefeitura, pontes, Monumento da Saga Grapiúna, que achei muito interessante por congregar os vários atores étnicos daquela terra , Memorial de Zumbi, Estádio, Vila Olímpica, estes dois últimos parecendo estarem abandonados e sem manutenção e o Clube dos Funcionários. Depois caminhei até a rodovia por um trecho com vegetação. Voltei para o centro e fui visitar a Catedral de São José, o Museu Casa Verde, que estava fechado, a Livraria Espírita e a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). O músico Adílson falou-me que havia morado em São Paulo e vendeu incenso na rua por 20 dias, após ter machucado a mão. Ganhava R$ 500,00 por dia. Em 20 dias ganhou mais do que com música em 1 ano. Saía da Rua Augusta, virava na Oscar Freire, ia até a Vila Mariana, descia a Lins de Vasconcelos e ia até o Ipiranga, Voltou à música por gostar dela. Ivone, da Livraria Espírita, contou-me que fez cirurgia na Beneficência Portuguesa em São Paulo. Quando recebeu alta falou ao médico que não queria, pois era inverno e pegaria frio ao sair do hospital. Falou-me também do caminho de Ilhéus a Salvador e de sua praia favorita, Algodões. Interessante como os cachorros sabiam atravessar a rua, assim como em Vitória da Conquista . Bandos de garças passaram voando próximo à pousada, enquanto eu apreciava o entardecer. Pude continuar num quarto de feirante, pois ainda havia vaga. Achei a cidade um pouco sem cuidados, provavelmente devido à crise, com muitos equipamentos abandonados e sem condições de uso, principalmente esportivos. Jantei sanduíches, banana e bolo assistindo TV. Na 4.a feira 12/9 comecei minha caminhada. Fui para Ilhéus a pé. Saí cerca de 8:45 da pousada de Itabuna e cheguei cerca de 15:30 na Rodoviária de Ilhéus. Foram cerca de 30 km com paradas de cerca de 1 hora ao todo. No caminho eu vi uma cobra preta e amarela a cerca de meio metro de distância. Num dado momento um rapaz pareceu jogar o carro no acostamento onde eu estava . Não sei se estava desviando de algo, brincando (não parecia, pela fisionomia séria) ou foi um ato de agressão a um andarilho. Passei por um enorme empreendimento residencial (Cidadelle), visitei a Universidade Estadual Santa Cruz, de que gostei , com sua área verde, campo de futebol, piscina, animais na unidade de veterinária, pássaro preto, amarelo e vermelho na mata e toda a estrutura de ensino. Depois passei pelo templo do Vale do Amanhecer . Subi para conhecer. Havia vários ambientes, com imagens de Jesus, Tia Neiva, Cacique Seta Branca e outros. Um orixá explicou-me como funcionavam os serviços deles e demais aspectos dali. Passei depois pelo SESI e IFBA. Na estrada achei as paisagens rurais belas, com mata, rio e criação de animais. Em alguns pontos as copas das árvores dos lados opostos quase se encontravam no meio da pista, como Ivone havia falado em Itabuna. O acostamento era estreito em vários pontos. Conheci um homem que estava indo de São Paulo a Recife de bicicleta. Andamos um tempo lado a lado. Ele parecia um pouco alterado e acabamos nos separando. Perto da chegada, um artesão de Salvador residente ali há alguns anos orientou-me sobre Ilhéus e onde achar locais para pernoitar. Estava sentindo dores nas costas, provavelmente devido à posição da mochila, que reajustei. Passei pela rodoviária e lá o taxista Joaquim e outros indicaram-me a Pousada Beira-Rio como sendo a mais barata. Verifiquei o preço com a dona, Dair, e segui para o centro para procurar outras opções, pois queria ficar mais perto do ponto de saída no dia seguinte e precisava sacar dinheiro. Lá os hotéis baratos estavam fechados. Aproveitei para dar um passeio e comer um prato de acarajé (bolinho de feijão, vatapá, caruru (quiabo) e salada de tomate, cebola e vinage) por R$ 3,50 em dinheiro na Fatinha (https://www.facebook.com/pages/Acaraj%C3%A9-Da-Fatinha/105023446329720), em frente à Catedral. Eu não como carne, então não quis camarões. Saquei dinheiro e voltei para a Pousada Beira-Rio, onde fiquei num quarto privativo com banheiro, TV, chuveiro frio e ventilador por R$ 35,00 em dinheiro. A pousada ficava às margens do Rio Cachoeira, cuja vista era interessante. Comi banana e bolo de sobremesa antes de dormir. Na 5.a feira 13/9 parti em direção a Itacaré, com o objetivo de pernoitar provavelmente em Serra Grande. Antes disso esperei a chuva passar. Enquanto esperava fui comprar 8 pães por R$ 2,00 na padaria. Esqueci a chave da porta lá e tive que voltar para pegá-la . A dona guardou para mim. Com tudo isso atrasei-me razoavelmente. Após o café da manhã e a chuva passar, fui visitar a catedral, que já conhecia, e depois comecei a caminhar pela praia. Fui até depois do Marciano, onde saí para rua de terra e depois asfalto, para não passar pela praia na Comunidade do Cominho, que várias pessoas disseram-me para evitar por razões de segurança e onde tinha estado anos atrás e achado um pouco perigosa. Cruzei a passarela e já do outro lado segui em frente. Achei a praia muito bela. Peguei um coco em área pública , tomei um pouco de chuva fina, cruzei 2 pequenos rios com água abaixo da coxa, parei para nadar e deixei a mochila com família parcialmente de São Paulo no Mamoan. Como não iria chegar a Serra Grande, parei em Luzimares, onde 3 meninas levaram-me à Pousada Ravenala. Sebastião atendeu-me e depois de mostrar seu quarto mais simples por R$ 100,00, disse que tinha um local de trabalho que já havia sido casa de seu empregado. Eu sugeri ficar lá, ele relutou, falou com sua mulher e aceitaram por R$ 50,00 em dinheiro. Enquanto fui fazer compras para o jantar e o café da manhã, por R$ 7,70 com cartão de crédito na Venda do Gilvan (12 pães, 3 tomates, chuchu, cebola roxa, manga), ele colocou cama na casinha de 3 cômodos, incluindo banheiro, limpou o chão, tirou seu material de trabalho e a geladeira. Voltei das compras pela estrada no escuro. Tomei razoável chuva . Jantei sanduíches, manga e pães doces. Sebastião ofereceu-me pizza, que haviam trazido de um evento, mas eu já tinha jantado e ele então disse que ofereceria no café da manhã. As dores nas costas continuavam e agora também havia algumas bolhas nos pés. Na 6.a feira 14/9 comecei o dia indo tomar um banho de mar às 7 h . O portão estava fechado, então eu pulei o muro lateral para não sujar a parede nem provocar qualquer dano ao portão. Quando voltei tomei um excelente café da manhã oferecido por Sebastião e família, com pizza, pão, queijo, manteiga, pão doce, café e leite . Sebastião acompanhou-me à mesa. Ele me contou que era de Brasília e havia se aposentado no ramo de hotelaria. Depois, enquanto esperava a chuva passar, conversei bastante com Pedro, seu neto. Vi Sebastião alimentar os micos. Falou-me também de gata, filhotes e cachorros. Após o tempo firmar parti para Serra Grande. No caminho vi 2 peixes na areia e quase os joguei de volta ao mar. Só não o fiz porque vi pescadores e quando lhes perguntei se eram sua pesca eles confirmaram. Achei as praias muito belas até o pé da serra. Lá havia um hostel (R$ 40,00) em que conheci Pica-pau e Rap. Este último me falou de uma apresentação de capoeira à noite no Barracão de Angola. Subi a Serra e no caminho parei em dois mirantes, de onde achei a vista espetacular . A foto abaixo é do primeiro deles. Para o segundo houve uma pequena trilha. Ao chegar ao povoado, procurei o hostel ao lado da farmácia da Shirley, sobre o qual Sebastião havia comentado. Fiquei hospedado lá por R$ 25,00 em dinheiro. Pétala, a dona, abriu uma exceção, pois não estava funcionando, mas concordou em me hospedar. Enquanto me apresentava o local, um morcego apareceu voando dentro do hostel. Fiquei num quarto privativo com banheiro e ventilador. Depois de acomodado, fui à represa e ao Poço do Robalo. Lá o vigia falou-me do caminho para a Praia do Pompilho, Itacarezinho e Itacaré. Comprei R$ 5,10 na Fazendinha (8 tomates, 1 penca de bananas, chuchu, 2 cebolas) e R$ 3,96 na padaria (12 pães), ambos com cartão de crédito. Após jantar sanduíches, fui assistir à roda de capoeira no Barracão. Houve show do Rap, que havia me falado da roda de capoeira e foi aniversário de uma aluna chamada Sabiá, que ofertou um bolo. Gostei muito da roda de capoeira . Lá conheci uma paulista de São José do Rio Preto, que estava de férias. À noite houve bastante sons no telhado, que acho que eram morcegos. Houve pernilongos, mas eu não liguei o ventilador porque fiquei com frio. As dores nas costas diminuíram. No sábado 15/9 fui para Itacaré. Saí após às 9 horas, pois precisava de maré baixa para cruzar a Barra do Tijuípe. Fui pela Trilha do Cemitério, de onde achei a mata, a praia e a vista muito belas . Atravessei a Barra do Tijuípe com água abaixo do joelho. Fui em frente até o Itacarezinho. Achei as praias muito boas e bonitas . Perguntei a uma moça e a um nativo sobre trilhas a seguir, ela me deu uma explicação sobre as próximas trilhas e ele me deu uma explicação detalhada incluindo outras praias que eu conheceria no futuro. Peguei então as trilhas para as praias da Gamboa, Hawaizinho e Engenhoca, cuja foto está a seguir. Não consegui encontrar nenhum coco em condições de ser pego durante o dia inteiro. A natação ficou prejudicada porque havia muitos surfistas e o salva-vidas sugeriu que eu não fosse onde eles estavam para evitar acidentes. Na volta da Engenhoca, tomei um banho na cachoeira abaixo. No fim da trilha peguei a pista e fui por ela até Itacaré. Em um ponto do caminho dois rapazes começaram a olhar para trás e diminuíram o passo. Eu me assustei e pensei que pudesse haver problemas. Mas logo à frente eles entraram numa vila rural e acho que foi alarme falso. O final do caminho andei já no escuro, mas como havia uma ciclovia na rodovia, isto facilitou tudo. Ao perguntar em um supermercado sobre a localização da pousada a que pretendia ir, alertaram-me para não ficar hospedado na “Passagem”, pois era ponto de tráfico e poderia haver guerra entre rivais. Então decidi ir para a 2.a opção da lista, que o pessoal do supermercado disse ser num local bem mais seguro. Peguei gratuitamente um mapa turístico numa agência de viagens. Passei por um hostel de um chileno, que cobrava R$ 25 a diária sem café da manhã e R$ 40 com café, mas fui ficar no Babel Hostel (https://www.facebook.com/hostelbabel) por R$ 20 a diária sem café da manhã em quarto coletivo com banheiro fora. O dono era Gastón, um argentino que estava morando no Brasil e me recebeu muito bem . Comprei com cartão de crédito R$ 12,48 (espaguete, abobrinha, pepino, beterraba, batata, cebola, mamão, chuchu, biscoito de maisena e goiabada) no Center Supermercado (https://www.facebook.com/pages/category/Grocery-Store/Center-Supermercados-164954680739167/) para as refeições. Cozinhei espaguete e o jantei com legumes e frutas. Antes de dormir ainda conversei com Gastón, casal de argentinos e carioca, dono da pousada ao lado. No domingo 16/9 fui explorar os arredores de Itacaré. Comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e fui a pé até a Praia de Jeribocaçu. Depois de andar cerca de 1 hora na rodovia, peguei a estrada de terra e depois a trilha para a praia. Achei bela a paisagem na trilha, com a mata e vistas para o mar. Em determinado momento ela cruzou um campo de futebol. Encontrei um velho com um jegue na estrada de terra que vinha falando e cantando. Disse que estava vendendo o jegue por R$ 3.000,00 . Ele vendia algum tipo de líquido de cacau. Um pouco adiante cheguei à praia, que era ladeada por um rio. Conheci mãe e filha gaúchas que por lá passeavam. Surfista deu-me indicações sobre as outras praias do entorno e trilhas para elas. Achei belas as praias de Jeribocaçu, Arruda e Palmas. Vi peixes nadando nos recifes de coral. Peguei 2 cocos na Praia das Palmas . Na volta dela, peguei um caminho alternativo e descobri um lago, mas como parecia ser propriedade particular, resolvi não nadar. Conversei com salva-vidas sobre o mar e o caminho para cachoeira, tomei 2 banhos de mar e um banho de rio no final. Depois de aproveitar bastante o dia nas 3 praias, comecei a voltar para ir à Cachoeira da Usina. Vários disseram que o caminho pela trilha era difícil de encontrar, então voltei até a rodovia e fui por ela. Logo no início perguntei a algumas pessoas que estavam em vans e os dois primeiros responderam ironicamente e deram informações erradas (disseram que ficava a 20 km ou algo parecido), mas indicaram o último motorista como referência. Ao perguntar-lhe, deu as indicações corretas e disse que ficava a 3 km. No caminho, um homem cruzou comigo olhando para minha cintura, como quem procura algo, e me perguntou se eu vinha em paz . Respondi que sim, ele me falou para ir com Deus (como se repetisse um chavão) e depois completou que isso era a maior mentira e Deus não existia. Achei linda a vista da cachoeira e o banho e hidromassagem deliciosos . A represa próxima também achei bela. Quando estava voltando e tinha acabado de chegar na ciclovia, que começava justamente depois da entrada para Jeribocaçu, uma van parou e me ofereceu carona. Era o mesmo homem que havia sido irônico quando lhe perguntei sobre a cachoeira. Eu não o reconheci de início e aceitei a carona. Seu nome ou apelido era Gel. Desta vez, talvez depois de perceber que eu não era mal-intencionado nem estava alterado, não foi mais irônico e me falou para tomar cuidado ao andar em rodovias. Disse que aconteciam muitos acidentes e havia pessoas que poderiam me atropelar por pura maldade (lembrei do incidente entre Itabuna e Ilhéus). Ele me falou que minha camisa comprida assustava (não dava para ver meu calção) e sugeriu que eu colocasse uma bermuda, pois do jeito que estava as pessoas das comunidades poderiam ficar com medo e hostis. Talvez tenha sido por isso que foi irônico no primeiro encontro. Deixou-me no centro, bem perto da pousada. Ainda tive tempo de dar um passeio na rua principal, que descobri ser atrás da pousada, com muitas lojas, locais para comer e exibições. Lá estava o homem do jegue, que a princípio também não reconheci, mas que aparentemente se dirigiu a mim. Depois pensando, reconheci que era ele e voltei lá para cumprimentá-lo, mas ele já havia ido. Conversei razoável tempo com Gastón sobre o sistema (social) e expliquei como era minha vida. Jantei espaguete com legumes e frutas, e goiabada de sobremesa. Na 2.a feira 17/9 novamente comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e depois fui às praias perto do hostel (Rezende, Tiririca, Costa e Ribeira) e de lá peguei trilha para Prainha. Várias pessoas disseram que eu poderia me perder e que poderia ser perigoso dependendo do local onde fosse parar. No início da trilha encontrei um surfista voltando, que me disse que conseguiria ir sem me perder e me falou para cruzar a ponte. Segui o rio, conforme um hóspede do hostel havia me dito anteriormente, encontrei algumas pessoas nadando numa espécie de remanso do rio e confirmei com o seu guia que deveria cruzar a ponte. Cruzei-a logo à frente, segui a trilha e cheguei a uma cerca de arame farpado, sem indicação. Se bem me lembro, o hóspede do hostel havia dito para eu ir à esquerda, que foi o que fiz, após explorar um pouco as possibilidades. Segui a trilha e andando mais meia hora cheguei à Prainha. Achei bonita a mata na trilha . Achei a Prainha muito bonita e boa para nadar . Estava sendo filmado um seriado sobre surf da Disney a ser exibido mundialmente. Fui até a sua extremidade, onde descobri que existia acesso para uma outra praia, que ficava dentro de um condomínio. O vigia Tiago autorizou-me ir até a praia por dentro do condomínio e me ensinou o caminho. Era a Praia de São José, que também achei muito bonita e boa para nadar . Antes de nadar lá, falei com o rapaz que cuidava do aluguel de pranchas e atuava também como salva-vidas. Depois que voltei do mar, ele me disse que quando o garçom me viu no meio das ondas, no fundo, veio correndo falar com ele e perguntar o que eu estava fazendo lá, mas ele o tranquilizou dizendo que eu já havia falado com ele e parecia conhecer mar e saber nadar o suficiente. Na volta errei o caminho e fiquei andando por trilhas secundárias cerca de 30 minutos, até decidir voltar a um ponto conhecido e refazer a trilha prestando muita atenção e tomando outra direção em uma bifurcação em que tinha ficado em dúvida. Depois encontrei um casal de Goianésia, com quem conversei parte do caminho e que junto comigo viu micos perto da trilha. Separei-me deles para entrar em 2 pequenas cachoeiras. Depois de voltar conversei novamente com o salva-vidas da Praia da Ribeira que havia dado muitas informações e ele me falou de uma trilha pelas pedras para a Praia do Siriaco. Fui até lá apreciar o visual. Como a maré estava subindo, precisei tomar cuidado em um ou dois cruzamentos de fendas nas pedras. Após voltar de lá, fui às praias da Concha, onde fui ao farol e tomei mais um banho de mar, e da Coroa, onde ficava o Centro Histórico, com suas casas e igreja antigas, que pude visitar. Por fim, a partir do Mirante do Xaréu, fui ver o Pôr do Sol, que achei muito bonito mesmo com nuvens . Depois disso voltei para o hostel. Jantei espaguete com legumes e frutas. Num passeio à noite reencontrei o velho do jegue a que não havia respondido no dia anterior e fui falar com ele, explicando que não o havia reconhecido. Ele entendeu e não ficou chateado, o que me deixou muito feliz . Chegaram novos hóspedes, incluindo um artista carioca, que aparentemente havia sido roubado e tinha vendido um trabalho feito com folha de bananeira para conseguir dinheiro para passar a noite. Na 3.a feira 18/9 minha ideia era ir até Maraú. Após tomar café, despedi-me de algumas pessoas do quarto e do hostel e parti. Primeiramente passei pelo Bradesco para sacar dinheiro. Paulo atravessou-me de barco até a Praia do Pontal por R$ 5,00 em dinheiro. Inicialmente andei na direção contrária para conhecer o finzinho da praia e por volta de 9:30 comecei a caminhada. Achei as vistas da paisagem muito belas . As praias estavam majoritariamente desertas. Encontrei pessoas em Piracanga pela manhã e depois somente à tarde após as 14 horas. Peguei 2 cocos na praia e tomei um banho de mar . Atravessei 2 rios, um dos quais com água acima da cintura (tirei camisa, boné e chinelo, e coloquei a mochila na cabeça). Meu objetivo era ficar na cidade de Maraú, mas eu havia visto erradamente no mapa e a cidade era distante da praia. Então ao chegar em Algodões comecei a procurar por local para pernoitar. Sugeriram-me o Hostel Algodões, mas estava fechado. Então sugeriram-me o Bar do Raul, na Praia de Saquaíra, para onde rumei. Abaixo uma foto da praia anterior à de Saquaíra. Ao chegar em Saquaíra, logo avistei o bar, na beira da praia. O Raul e Benê, seu empregado, ao perceberem que eu queria algo barato, ofereceram-me por R$ 20,00 em dinheiro ficar no quarto em que dormiam os empregados, que naquele dia estaria vago . Após examinar o quarto e receber as explicações de Benê, aceitei. Era um quarto simples, na beira da praia, com cama de madeira, colchão fino e desgastado, sem ventilador e com lâmpada que se ligava e desligava no soquete. O chuveiro era ao ar livre na praia. O banheiro era o do bar e ficava fechado durante a noite. Mesmo assim, foi uma das melhores noites, sem mosquitos, com a vista do céu noturno estrelado e da praia noturna. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e percebi que o fundo do mar tinha corais. Depois de tomar banho fiquei conversando com Benê, Clóvis e outro amigo deles sobre a vida naquela região. Raul deu-me chá como cortesia . Após isso, Benê deu-me orientações sobre a localidade e onde fazer compras, fui comprar biscoito de coco, cenoura, pepino, tomate, pimentão e manga no Mercado Souza por R$ 6,96 com cartão de crédito. Jantei isso acrescido de chuchu que havia sobrado. Após apreciar o céu e a praia à noite, ao voltar para o quarto, um siri entrou . Eu fui procurá-lo e o coloquei para fora. Voltei a apreciar a praia e quando fui entrar o siri entrou novamente e ficou embaixo da cama. Resolvi deixá-lo lá e ir dormir . Na 4.a feira 19/9 fui para Barra Grande. Assisti o nascer do sol da minha cama, que ficava de frente para a janela e esta de frente para o mar. Após levantar fui tomar um banho de mar antes do café da manhã, que foi igual ao jantar da noite anterior. Apreciei as pinturas na sala de refeição do bar. Depois agradeci e me despedi do Raul e iniciei a caminhada. Achei as praias lindas , com muitas pessoas, diferente do dia anterior. Várias delas tinham recifes de coral. Peguei um coco durante a caminhada. Passei por um farol perto da Ponta do Mutá e cheguei em Barra Grande. Lá fiquei hospedado no Hostel Ganga Zumba (http://www.gangazumbahostel.com.br/) por R$ 45,00 com cartão de crédito, em que fui atendido por Alexandre. A dona, Maria, que estava amamentando, prontificou-se a me dar informações turísticas posteriormente sobre a região. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro externo, chuveiro com água quente, ar condicionado e café da manhã. Disseram-me que Taipu de Fora seria o melhor local para ver peixes e animais marinhos quando a maré estivesse baixa, o que seria perto de 17 a 18 horas. Resolvi ir fazer compras então para depois voltar a Taipu, por onde havia passado no caminho. Comprei 3 pães por R$ 1,00 com cartão de crédito na Padaria Bom Sabor e os comi antes de ir. Comprei também R$ 4,00 com dinheiro em chuchu, cebola, berinjela, beterraba, batata e laranja no Verdurão para o jantar. Depois fui acelerado para Taipu, pois na vinda tinha demorado quase 2 horas e já eram mais de 15:30. Mas consegui chegar pouco depois das 17 horas, ainda com luz. Procurei informar-me sobre onde seria o ponto para ver os peixes e animais e uma família que estava nadando com equipamentos de natação indicou-me um ponto em que haviam visto. Tentei e não consegui. Aí perguntei a outros que estavam lá perto e me indicaram o ponto mais exato em que a família estava. Então consegui ver alguns peixes. Apareceram alguns rapazes aparentemente nativos (talvez pegando peixes ou apenas os vendo) e me indicaram um ponto mais adequado ainda. Aí pude ver vários peixes , coloridos, alguns amarelos com listas pretas. Começou a escurecer e eu resolvi voltar, mas fiquei razoavelmente satisfeito com o que tinha visto. Cozinhei as batatas e jantei o que havia comprado no Verdurão. À noite fui dar uma volta na pracinha e assisti à parte da aula de caratê na escola. Antes de dormir, conversei com o carioca Gustavo que estava no mesmo quarto e fazia o trajeto inverso, porém não a pé. Ele vinha de Morro de São Paulo. Durante a noite o ar condicionado incomodou-me (eu não gosto de ar condicionado). Foi a única vez em que vesti a blusa de moletom para frio que havia levado . A vista do mar em frente à Barra Grande está na foto a seguir. Na 5.a feira 20/9 fui para Boipeba. Após acordar tomei o café da manhã oferecido pelo hostel. Achei-o muito bom , com café, leite, chocolate em pó, sucos de cajá e graviola, pães de 2 tipos, mussarela, tomate, batata doce, mamão, melancia e bolo de chocolate, em forma de buffet. Depois despedi-me de Gustavo e fui a pé até a Ilha de Campinho. Achei o trecho de praia bonito . Precisei atravessar uma espécie de rio ou braço de mar pequeno nadando . Caminhei pela praia e depois para ir até o local em que havia pessoas da Ilha de Campinho precisei novamente atravessar um pequeno trecho nadando, num ponto que um argentino de Buenos Aires me indicou. Ele estava lá com a família (acho que de férias). Lá conversei um pouco com os homens que estavam num bar, sobre ir a Taipu de Dentro, mas me disseram que era longe e que não era possível ir pela praia. Então resolvi voltar. Encontrei Alexandre de folga na praia, que me disse para falar com Maria que tinha combinado com ele de sair atrasado meia hora do hostel. Havia conversado com várias pessoas desde o dia anterior sobre como fazer a travessia de Barra Grande para o outro lado em direção a Pratigi. Havia muitas informações desencontradas, até que conversei com NenNei (acho que o nome era este) que vivia na área a tempos fazendo travessias e cuja família tinha morado nas áreas por onde eu queria passar. Ele explicou-me tudo e me ofertou a travessia por R$ 60,00 até um ponto a partir do qual eu poderia andar e seguir o trajeto que pretendia. Mas eu acabei optando por não ir devido ao preço e à incerteza de conseguir travessias nos pontos em que precisaria. Cheguei ao hostel, falei com Maria se precisava pagar diária extra, ao que prontamente ela respondeu que não, despedi-me e fui pegar a lancha de linha das 13 h para Camamu pela Camamu Adventure (http://www.camamuadventure.com.br/) por R$ 20,00 com cartão de crédito. Achei belas as paisagens da viagem de barco , que durou mais de meia hora. Em Camamu havia várias construções históricas, mas que só deu tempo de ver de longe. Pouco depois das 14 h peguei um ônibus para Graciosa pela Viação Cidade Sol (https://www.viacaocidadesol.com.br/) por R$ 12,60 com cartão de crédito. A viagem teve belas paisagens de mata e cidadezinhas , durando cerca de 2 horas. Em Graciosa peguei a lancha para Boipeba às 16:30 (acho que era a última) por R$ 35,00 em dinheiro. Haviam dito em Barra Grande que custaria R$ 15,00. Achei espetaculares as paisagens desta travessia , com trechos de mangue nas laterais e perto do pôr do sol. Em Boipeba fiquei no Hostel Abaquar (https://www.abaquarhostel.com) por R$ 25,00 a diária com cartão de débito. O hostel era da brasileira Fernanda e do belga Peter e tinha várias pessoas fazendo trabalho voluntário em troca de hospedagem. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro dentro, sem café da manhã. Havia área verde com redário, sala de TV, bar e cozinha. Quando lá cheguei havia alguns policiais que eles chamaram pelo fato do vizinho ter ofendido uma hóspede ou colaboradora. Fiz compras para o jantar, R$ 1,30 de cebola, R$ 3,75 de chuchu, pimentão e beterraba, R$ 4,70 de biscoito e espaguete, R$ 1,85 de batata e R$ 3,50 de goiabada, tudo em dinheiro (não havia bancos nem caixa eletrônicos em Boipeba). Cozinhei o espaguete e misturei com os outros ingredientes para o jantar, conversei com algumas pessoas que faziam trabalho em troca de hospedagem e assisti ao fim do jogo da Libertadores que estava sendo transmitido, após o uruguaio Fernando configurar a TV para mim. Alguns hóspedes disseram-me para deixar a porta do quarto fechado para que o gato não entrasse e deitasse na cama. Abaixo a Praia de Boca da Barra. Na 6.a feira 21/9 fui explorar Boipeba. Após café da manhã com parte do que havia comprado, fui andando pelas praias, passando por Boca da Barra, Tassimirim, Cueira, Moreré e Bainema. Achei as vistas muito belas . Para chegar até Moreré precisei atravessar um pequeno rio. Como a maré estava alta, passei pelo trecho que tinha pedras, pois disseram que mais perto da praia havia ostras que poderiam cortar os pés. No fim da Praia de Bainema, encontrei Caetano, pescador e morador de Castellanos, que estava indo para lá. Perguntei se poderia ir com ele, pois haviam dito que a trilha era muito difícil. Ele concordou e fomos. Ele foi dando informações sobre a trilha e num determinado momento abriu um coco maça , que eu nem sabia que existia. Ofereceu abrir um para mim também e eu aceitei. Achei uma delícia . Tinha a consistência de maça com sabor de coco. A partir de um determinado ponto, a trilha seguia pelo meio do mangue. E mais à frente, começava a ter água do mar. Caetano pegou 2 caranguejos-siri na trilha. Quando chegamos ao local onde estava o barco dele, a água já estava na altura da coxa. Daí para frente fomos de barco e saímos em um rio, que atravessamos junto com Marcelo, que se uniu a nós na outra margem, mas ainda longe do ponto final de destino na praia. Após chegar lá conheci sua família e amigos. Ele me explicou o caminho de volta e disse que seria mais fácil, pois a maré já estaria baixa. Ofereci-me para ajudá-lo a fazer uma página na internet para divulgar possíveis serviços de guia e outros e ele disse que me enviaria mensagem por celular com seu contato. Eram perto de 14 horas e fui caminhar até a Ponta de Castellanos. Achei as paisagens espetaculares, entre as melhores da viagem . Tanto do mar, quanto da praia, rio e vegetação. Fui andando rápido, pois não queria pegar escuridão na volta. Após deliciar-me com as paisagens magníficas, chegar até a ponta e tentar ver o povoado de Cova da Onça, voltei acelerado. Quando cheguei ao ponto em que havia desembarcado e perguntei onde era o início da trilha para sair no ponto mais curto de travessia do rio, Marcelo e João do Barco, seu tio, disseram-me que me atravessariam, pois tinham que atravessar mesmo e poderia ser perigoso eu atravessar nadando aquele rio extenso (realmente era bem mais extenso do que eu tinha imaginado quando perguntei a Caetano se poderia ir com ele). Acho que eles tinham ficado esperando por mim. Antes de atravessar reencontrei Alexandre, atendente do hostel de Barra Grande, que estava tomando algo em um bar restaurante da praia. Ele perguntou se tinha corrido tudo certo ao falar com Maria (a dona) sobre o atraso, disse que sim, desejei-lhe boa folga e fui. Eles me atravessaram e me deixaram já dentro do mangue, pouco depois de onde eu havia embarcado com Caetano . Agradeci muito, pois realmente atravessar aquele rio nadando teria sido duro . A água estava mais baixa e quando cheguei ao ponto em que havia subido no barco de Caetano, já estava quase seco. Segui pelo mangue sem me perder e cheguei de volta à Praia de Bainema. Entre a ida e a volta vi alguns caranguejos e pássaros no mangue. Vi também tartarugas mortas nas praias e piscinas naturais em vários pontos. Voltei e passei pelo rio que levava a Moreré ainda com claridade. Com maré baixa pude atravessar pela praia mesmo. Entretanto acabei pegando o fim da trilha à noite, o que foi um pouco problemático num ponto que passava por dentro de mata, pois era difícil enxergar, visto que as árvores tapavam a luz da Lua e das estrelas. Mas foi um trecho curto. Jantei espaguete com legumes, biscoito e goiabada. Mariana, uma das funcionárias voluntárias do hostel, falou-me que no dia seguinte ela e 2 amigas iriam até Castellanos e perguntou se eu não queria ir junto. Expliquei que tinha ido naquele dia e disse que um pescador e morador que me atravessou para lá desejava atuar como guia também e tinha ficado de me enviar seu contato. Ela se interessou e fiquei de repassar para ela assim que recebesse, mas Caetano não me enviou seu contato. À noite houve uma festa gratuita com música no bar do hostel, que era comandado por Melissa, argentina de Puerto Madryn e por uma mineira. Lá reencontrei um surfista que havia me dado orientações quando estava em Bainema e se ofereceu para guiar Mariana e suas amigas até Castellanos, mas Mariana acabou optando por outra alternativa. No sábado 22/9 fui andando até Cova da Onça. Após café da manhã, semelhante ao do dia anterior, parti e fui procurar o início do que chamavam de Caminho do Trator. Era a estrada por onde passava o trator de coleta de lixo. Após andar por algumas ruas da cidade, encontrei-a e a segui por cerca de 2 horas até Cova da Onça. Ela tinha belas paisagens, era de areia ou terra e estava em sua maioria deserta. Passei por uma comunidade quilombola onde confirmei o caminho. Num dos pontos mais altos achei a vista do mar e da costa muito bela. Ao chegar ao povoado, surpreendi-me com seu tamanho, muito maior do que havia imaginado. Tinha praias com mangue e barcos. Após andar na pequena orla, perguntei a alguns moradores se era possível ir em frente e ver a paisagem ou chegar até o rio que a separava do caminho que levava a Pratigi e Barra Grande, por onde eu queria ter passado mas não consegui. Explicaram-me que havia uma trilha pela orla em que depois eu subiria e iria parar nos campos, onde se poderia ver amplamente a paisagem. Segui a trilha conforme indicaram e cheguei num ponto bem alto, em que pude ver a vegetação, a mata, a costa, as praias, os rios, o povoado do outro lado do rio e toda a natureza ao redor. Achei a vista espetacular. Foi, juntamente com o Mirante de Morro de São Paulo, a vista de que eu mais gostei na viagem. Mas se tivesse que escolher uma só, escolheria esta. Após descer, perguntei se poderia pegar um coco das árvores da orla. Amantino e seu amigo pegaram dois cocos com bastante água e massa para mim e um para ele. Enquanto comíamos os cocos ficamos conversando. Ele me falou que havia morado e trabalhado em São Paulo e que agora estava aposentado. Apareceu uma menina de uns 8 anos, chamada Júlia, e perguntou porque a minha camisa estava suja daquele jeito e se eu morava no mato. Eu ri, respondi que não morava no mato e a camisa estava suja de tanto abrir cocos manualmente nas praias. Ofereci coco para ela e ela não aceitou (acho que ficou com medo ou com vergonha), mas depois que eu estava acabando, pediu ao dono do bar em frente aos coqueiros (talvez algum parente seu) para pegar um coco para ela, mas ele disse que não iria pegar cocos naquele momento. Antes de voltar, resolvi perguntar se havia uma trilha para a Praia de Castellanos, como alguns haviam dito no dia anterior. Disseram-me que sim, bastava seguir o caminho do trator (era outro ramo). Segui a trilha e em cerca de 1 hora cheguei lá. Achei muito bonita a paisagem da trilha no meio da mata, com pássaros. Foi fácil, com pouca probabilidade de erro, ao contrário do que me haviam dito 1 dia antes. Novamente apreciei a bela vista daquela localidade. Tomei 2 banhos de mar pequenos, andei até a Ponta dos Castellanos novamente, fui até a curva de onde se avistava o local onde havia desembarcado 1 dia antes e depois voltei. Peguei 1 hora de escuridão, passando por um trecho de mata em que havia vários morcegos. Ofereceram-me carona por 2 vezes, eu agradeci e recusei, pois achei que não era necessário. Jantei espaguete com legumes, com biscoito e goiabada de sobremesa. Na 6.a feira ou no sábado eu fui visitar a loja de artesanato de uma argentina que havia se mudado para lá e um restaurante típico baiano, com quadros, que ficavam na ladeira que ligava a praça central ao porto. Gostei de ambos, que me atenderam muito bem. No domingo 23/9 aproveitei para descansar. Após acordar fui pesquisar como cruzar o canal para ir a Morro de São Paulo. Atravessei e voltei nadando e me convenci de que precisava de um barco, pois a partir de certo ponto a água me cobriu. Depois comprei R$ 1,60 em pães (cebola, coco, milho e arroz) e R$ 2,00 em pepino e chuchu para o café da manhã e o jantar, ambos com dinheiro. Após o café da manhã, fui visitar os pontos de interesse que eram próximos ao centro. Fui à Casa de Farinha, Mirante do Quebra Cu, Igreja (que estava fechada) e Mirante Céu de Boipeba (dentro de uma pousada ou hotel, que os donos permitiram acessar). Achei as construções antigas interessantes e a vista dos 2 mirantes muito boas, mas preferi a do Mirante da Cova da Onça. Do Céu de Boipeba eu fui pela trilha até a Praia de Cueira, onde passei o resto do dia, contemplando e descansando. Já havia gostado daquela praia anteriormente e continuei gostando, agora com o dia todo para desfrutar. No fim da tarde vi o pôr do sol, que teve cores avermelhadas e alaranjadas. Tomei 2 banhos de mar ao longo do dia. À noite chegou ao hostel o carioca André, que tinha ido prestar um concurso público e decidido ficar mais um dia para conhecer a área. Ele morava e trabalhava com turismo em Ilhéus, sendo dono de um hostel e organizando excursões de Ilhéus a Morro de São Paulo. Levei-o para um passeio à noite, para apresentar o pouco do centro que eu conhecia e aproveitamos para tentar ir conhecer a igreja. Mas estava havendo missa e eu não entrei. Porém pude apreciar a vista do mar e da orla a partir da sua lateral. Era noite de Lua cheia e eu achei o céu muito belo. Ainda deu tempo de ver um pouco de Cruzeiro x Santos pelo campeonato brasileiro. O uruguaio Fernando, que torcia para o Peñarol, falou-me que não tinha boas lembranças do Santos nem do Palmeiras, que tinha sido o jogo da 5.a feira anterior. Na segunda-feira 24/9 fui para Morro de São Paulo. Comprei R$ 1,20 com dinheiro em pães (2 de cebola e 1 de arroz) para o café da manhã. Despedi-me de André, que foi dar um passeio nas praias. Fui visitar a Igreja do Divino Espírito Santo, que desta vez estava aberta. Aproveitei para apreciar a vista a partir do mirante durante o dia, que me pareceu muito boa. Quando entrei no terreno atrás da igreja em que ficava o cemitério, um homem que estava cavando um túmulo disse que estava preparando a minha cama . A seguir visitei o Museu dos Ossos, que tinha fragmentos de ossos de baleias e outros animais marinhos. Depois voltei ao hostel, peguei a mochila e fui procurar a travessia para a Praia do Pontal, mostrada abaixo. Paguei R$ 10,00 em dinheiro por ela. Inicialmente fui no sentido oposto para conhecer um pouco a área e depois rumei para Morro de São Paulo. Caminhei pela praia passando dentro de trechos de mangue, o que achei sensacional. Peguei um coco, que deu enorme trabalho para desbastar até a casca dura, pois não havia nada cortante por perto. Um rapaz passou 2 vezes de moto enquanto eu tentava desbastá-lo e me perguntou se eu havia visto um chapéu. Respondi que não, mas que se encontrasse deixaria na barraca que ele indicou. Na saída de uma das trilhas de mangue havia uma árvore com vários ninhos de pássaros. Logo em seguida cheguei à Praia de Guarapuá, que achei magnífica. O mar tinha vários tons de verde e azul, conforme foto abaixo. E o banho foi delicioso. No fim da praia, indicaram-me para pegar uma trilha permitida por dentro de uma fazenda, cuja paisagem de mata muito me agradou. Um caçador que encontrei no meio do caminho deu-me informações preciosas sobre a trilha. Ele estava colocando ratoeiras. Já perto do fim da trilha, um rapaz que estava pegando cocos e caranguejos guaiamuns, abriu o coco para mim. A água estava já um pouco passada, mas mesmo assim tomei e aproveitei. Tinha muita massa, já seca, o que me permitiu comer em várias ocasiões. Logo a seguir cheguei na praia (5.a Praia), voltei um pouco até o mangue, para conhecer toda a extensão, e depois fui pela praia, apesar da maré já bem alta, rumo a Morro de São Paulo. Em Morro de São Paulo fiquei no Hostel La Casita (https://www.facebook.com/lacasitademorro) por R$ 25,00 a diária pagos com cartão de crédito. Os donos eram argentinos e havia vários hóspedes argentinos e chilenos. O hostel tinha muita comida comunitária (arroz, feijão, queijo ralado, farinha de milho, temperos etc), o que enriqueceu minhas refeições e achei uma ótima ideia, pois para quem vai ficar pouco tempo é inviável comprar a quantidade normalmente vendida destes itens. Na primeira noite uma mineira funcionária voluntária, do mesmo tipo que troca hospedagem e refeições por trabalho, fez um bolo de cenoura de que gostei. Fiz compras no Supermercado Estrela da Manhã (espaguete, goiabada, pepino e chuchu) por R$ 8,50 com cartão de crédito e em outro supermercado (cebola e laranja) por R$ 2,70 em dinheiro. Na 3.a feira 25/9 fui explorar Morro de São Paulo. Inicialmente comprei pães no Mercado Nativo (3 pães franceses, 3 pães de milho e 2 pães de arroz) por R$ 2,00 com cartão de crédito. Depois do café da manhã segui o caminho para a Praia de Gamboa. A trilha ia por morros e descia para a praia. Achei muito boa a vista do alto dos morros. Com a maré baixa, caminhar pela praia foi tranquilo. Já em Gamboa, o barqueiro Ângelo aceitou cruzar-me para o outro lado quando fosse seguir viagem e disse que o faria de graça. Eu pedi um preço, mas ele falou que poderia dar quanto quisesse, talvez só R$ 5,00 para pagar o óleo. Continuei até acabar a praia e depois segui pelo manguezal. Lá encontrei um pescador ou caçador de caranguejos que disse que a trilha poderia levar-me ao Galeão, mas que seriam 2 horas de trilha e que esta estava muito suja, com grandes chances de eu não conseguir. Resolvi então não ir e só caminhei mais um pouco até onde achei o caminho razoável. Não foi tão espetacular quanto a trilha entre Boipeba e Guarapuá, mas não deixou de ter certo interesse. Na volta, depois de chegar à praia, tomei um gostoso banho de mar. Perguntei a várias pessoas se dava para voltar pela praia com a maré como estava e quase todos disseram que não. Eu não tinha levado dinheiro para pegar o barco e a trilha sem ser pela praia passava pela comunidade Buraco do Cachorro, que disseram não ser segura porque tinha alguns redutos de crime. Como um nativo me disse que era possível ir pela praia, porém seria sofrido, resolvi ir pela praia assim mesmo. Até que não foi tão difícil, pois toda a primeira parte foi possível fazer por uma faixa estreita de areia, aguardando as ondas baixarem em alguns trechos, ou por cima de pedras. Depois surgiram trilhas laterais nos morros, o que facilitou tudo. Mais à frente encontrei algumas pessoas nas pedras e brincando no mar e elas me indicaram como pegar a trilha principal para chegar de volta a Morro de São Paulo. Aproveitando que voltei cedo, fui conhecer a Fonte da Biquinha, a fortaleza, as praças, a igreja e o farol. Depois fui aos mirantes, de ambos os lados do farol. Achei a vista espetacular, entre as melhores da viagem. Esperei para ver o pôr do sol do mirante principal, que estava lotado. À noite reencontrei Mariana, que agora estava como hóspede, preparando-se para ir fazer trabalho voluntário trocado por hospedagem e refeições na Praia de Pipa. Jantei espaguete com legumes, acrescido de um pouco dos itens comunitários (proteína texturizada de soja, arroz, feijão, farinha de milho e temperos). Depois fui dar um passeio na orla e apreciar a vista noturna. Havia uma passarela de madeira bem movimentada, que permitia andar perto da costa. Na 4.a feira 26/9 fui ver os peixes e descansar. Tomei café com pães, legumes e goiabada e fui ver os peixes nos recifes de coral da 2.a Praia. Antes de chegar na água pude ver as piscinas naturais que se formavam com a maré baixa, conforme foto a seguir. Havia vários tipos de peixes, ouriços e coral. Fiquei lá bastante tempo apreciando os cardumes. Conversei com um aposentado nordestino que morava em Sorocaba e estava fazendo o mesmo. Depois fui conhecer o Teatro do Morro, o Campo de Mangaba e o mirante perto da antena. Desci de lá e fui para a 3.a praia para ver mais peixes. Havia também bastante peixes e caranguejos, mas vi menos do que na 2.a Praia. Fui até a ponta do recife apreciar a vista do mar e depois fui para a 4.a Praia, onde fiquei contemplando a paisagem. Lá também havia peixes, mas eu já estava satisfeito e não tentei muito. Boiei 2 vezes no mar, pois era muito raso, mas gostei. Já perto do fim da tarde voltei ao Mirante da Tirolesa (ao lado do farol) para ver as pessoas descerem. Depois fui ao mirante principal do outro lado para ver o pôr do sol novamente. Achei as vistas espetaculares de novo. Comprei pães (3 franceses, 2 de milho e 1 de arroz) para o dia seguinte no Mercado Nativo por R$ 1,50 com cartão de crédito. Jantei espaguete, arroz, feijão, farinha de milho, legumes e temperos. Depois que eu já tinha começado a fazer o jantar, perguntaram-me se eu queria participar da noite de pizza que haveria, mas aí já era tarde. E acabou havendo uma festa, junto com a pizza. Eu já estava no quarto, mas ouvi as canções argentinas (pelo menos eu acho que eram). Na 5.a feira 27/9 fui rumo à Praia do Garcez. Após o café da manhã com sanduíches, laranja e goiabada e de passar pela passarela com vista para as piscinas naturais nos recifes de coral com maré baixa, fui para o porto para pegar o barco de linha para o atracadouro, que era do outro lado do canal. Antes passei pelo guichê de cobrança para pagar a taxa ambiental, mas a atendente isentou-me, dizendo que a cobrança não existia quando a entrada era por Boipeba. No barco encontrei a argentina que tinha ficado no mesmo quarto que eu no hostel. Ela estava indo para Barra Grande. Peguei o barco da Quick Pousada e Transporte Marítimo por R$ 10,00 em dinheiro. Como ele era lento foi possível apreciar a bela paisagem com calma, incluindo os paredões de argila no caminho para Gamboa, exibidos na foto abaixo. Depois de chegarmos, despedi-me da argentina e comecei a caminhada rumo à Praia do Garcez. Fui perguntando a pescadores e habitantes locais se conseguiria cruzar o rio que havia lá e me disseram que com maré baixa conseguiria, mas pelos meus cálculos não chegaria no auge da maré baixa. Ao longo do caminho vi siris, periquitos, árvore com ninhos, casas de joão-de-barro e bastante sujeira também, mesmo em praias desertas. Havia também várias belas praias e trechos de vegetação, como esta área de mata da foto antes de chegar em Guaibim. Quando cheguei na Boca da Barra vi um rapaz aparentemente trabalhando ou esperando algo. Ele me disse que até há cerca de 15 minutos eu conseguiria atravessar, mas que agora a maré tinha subido e ele não sabia. Falou para eu fazer um teste. Fui pelo trecho que ele indicou e percebi que a água iria me cobrir. Desisti . Ele falou que havia muitos pescando e que quando um passasse ele pediria para me atravessar. Após alguns minutos, falou que seu primo vinha vindo de barco e que me atravessaria. Ele fez sinal para o primo que me permitiu embarcar e me atravessou. Ofereceu-me carona até o povoado de Ilha D’Ajuda, eu agradeci, mas preferi ir caminhando. Antes fui dar um passeio nos bancos de areia do outro lado da boca e tomar um banho de mar. Achei bela a área da barra do rio. Depois segui para o povoado. Havia muitas bifurcações na estrada, que era deserta. Acabei pegando um ramo errado e fui parar numa fábrica. Lá havia um rapaz trabalhando que me orientou sobre o caminho correto. No povoado fiquei na Pousada do Juraci por R$ 25,00 em dinheiro. Fiquei surpreso quando ele me falou que alugava quartos por R$ 150,00 por mês. Comprei R$ 5,40 (9 pães (francês, milho e leite), tomate, cebola e pepino) com cartão de crédito num mercado. Depois do jantar fui dar um passeio para conhecer um pouco do povoado e ainda pude admirar um pouco do céu noturno. Na 6.a feira 28/9 fui para Cacha Pregos, primeiro povoado da Ilha de Itaparica do meu roteiro. Um galo acordou-me cantando ao amanhecer . Tomei café da manhã, comprei pães (2 franceses e 1 de milho) no mesmo mercado por R$ 1,00 em dinheiro e rumei para Cacha Pregos. Peguei 3 cocos na praia, 1 com massa e 2 só com água, mas bem doces. Encontrei muitos siris na areia. Quando já estava perto de cruzar o Rio Jaguaripe encontrei um pescador que me perguntou se eu estava louco quando falei que pretendia ir a Cacha Pregos. Aí disse que tentaria um barco para me atravessar e ele respondeu que só mesmo se fosse assim. Quando cheguei no rio vi que a travessia era muito mais larga do que eu imaginava e que a margem em que eu estava era deserta. Tentei gritar para os barcos do outro lado, mas era tão longe que seria virtualmente impossível me ouvirem ou verem. Fui margeando o rio até ver uma espécie de iate ancorado. Fui em direção a ele para ver se conseguiria uma travessia. Conforme fui chegando mais perto vi outros barcos menores atracados numa espécie de trapiche. Apareceram alguns homens e comecei a atravessar um solo enlameado. Quando cheguei perguntei se eles iriam atravessar ou conheciam alguém que fosse. Eles disseram que iriam, porém no fim da tarde. Eram trabalhadores de uma fazenda de lazer, estavam consertando um barco e voltariam para Cacha Pregos após o trabalho no fim do dia. Então subi no trapiche, fui até a ponta numa espécie de abrigo e almocei os pães enquanto eles comiam suas marmitas. Combinamos de eu retornar no fim da tarde, deixei minha mochila no abrigo e voltei para a ponta da barra para ir à praia. Tomei banhos de mar e 1 banho numa pequena lagoa, além de ficar contemplando a paisagem. Na volta a maré havia subido e eu não tinha percebido o tamanho do impacto para o qual eles tinham tentado me alertar. Tive que atravessar a nado 2 razoáveis extensões de água onde antes era só areia enlameada. Após esperá-los, atravessei com vários outros trabalhadores da fazenda para Cacha Pregos. Durante a travessia eles me indicaram uma pousada barata. Passei antes numa de um espanhol que alugava via AirBnB, mas após falar com Zel da barraca, fui para a que eles e ela haviam indicado, que era a pousada 4 Estações (https://www.facebook.com/pages/category/Hotel/Pousada-4-Esta%C3%A7%C3%B5es-1650017345250201/) e lá fiquei por R$ 40,00 pagos com cartão de crédito. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e ver o pôr do sol a partir da praia em frente a ela, mostrado na foto abaixo. Depois fui comprar pepino, chuchu, cebola, pimentão, beterraba e laranja no supermercado por R$ 3,60 em dinheiro, 9 pães e 8 broas de milho na padaria por R$ 6,65 com cartão de crédito. Jantei sanduíches e depois fui dar uma volta na praia à noite, podendo desfrutar do céu estrelado. No sábado 29/9 saí rumo à cidade de Itaparica, mas sabendo que não chegaria lá em um dia. Logo de manhã fui tomar um banho de mar. Depois dei um passeio na praia até um pouco depois do ponto em que havia desembarcado, após o qual acabava a praia, para poder apreciar com calma aquele trecho. Passei na padaria para dizer que havia pego 1 pão a menos. Acreditaram e ainda me deram 1 pão a mais de cortesia. Depois do café parti. As praias estavam com bastante gente, pois era sábado, o que acho que tornou a caminhada mais segura, pois vários me disseram que a Ilha de Itaparica poderia apresentar trechos perigosos. Gostei bastante das paisagens, com o mar verde e já pude ver Salvador, lá longe, do outro lado da Baía de Todos os Santos. Tomei 2 banhos de mar ao longo do caminho, boiando na água calma. Uma foto de uma das praias, a Barra do Cavaco, pode ser vista abaixo Num determinado trecho fiquei preso pela maré numa passagem suspensa e tive que voltar e contornar pela rua. Resolvi parar em Mar Grande. Quando cheguei perguntei num restaurante sobre pousadas baratas e o garçom indicou-me algumas. Um rapaz que lá estava pediu para me acompanhar, pois queria receber alguma comissão da pousada. Porém estava meio alterado provavelmente por abstinência e acabou querendo influir na minha escolha para ganhar a comissão e depois pedindo para eu comprar um artesanato seu, pois ele queria fumar um baseado. Aí eu pedi para ele parar de me acompanhar. Ofereci pão, mas ele não quis. Iria ficar na Pousada Pôr do Sol, como ele havia indicado, tendo inclusive já fechado acordo de valor e condições com o atendente e informado que o rapaz havia me indicado, para o caso deles pagarem comissão. Porém eles não tinham o quarto pronto e me falaram para voltar depois das 19 horas. Pessoas locais haviam dito para mim que subindo um pouco acima da pousada e fazendo a curva era uma área perigosa, provavelmente de tráfico. O próprio atendente da pousada disse que aquela área era um pouco perigosa para turistas, mas que pela minha aparência achava que não haveria problemas. Resolvi arriscar. Fui então fazer compras para o jantar e o café da manhã. Ao descer a ladeira vi dois rapazes parados que pareciam estar vigiando e fiquei um pouco preocupado com a situação. Comi um acarajé no prato por R$ 3,00 em dinheiro, comprei R$ 2,00 em pães (7 pães, 4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (deram-me 1 pão de cortesia), R$ 0,92 em tomates, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito e R$ 0,47 em bananas prata no BomPreço Bahia Supermercados com cartão de crédito. Quando voltei, já estava escuro, e ao começar a subir a ladeira, um homem sentado atrás de um caminhão, perguntou-me “Qualé que é?”. Assustei-me e respondi que só iria até a pousada. Ele me disse que poderia ir. Falei que iria depois então. Ele me disse para me aproximar. Não fiz isso. Perguntou se eu estava com medo alterando a voz e respondi que não, apenas voltaria depois. Outro rapaz mais acima falou “Tá de boa, pode vir”, mas eu optei por não ficar lá. Fui então para a Pousada Cigana (https://www.facebook.com/pousadaciganailha/), onde fiquei por R$ 50,00 em dinheiro, sem café da manhã. No dia seguinte descobri que existia um hostel na beira da praia por R$ 40,00 com café da manhã, que só não havia encontrado porque o rapaz que me acompanhou estava tão direcionado para a comissão que acabei não o vendo. Ao sair à noite para ver o povoado e a orla, vi 2 cavaleiros correndo pela lateral da orla. Quando chegaram perto do centro e o piso virou cimento na ciclovia, o cavalo de um deles caiu e ele foi junto. Mas nem um dos dois pareceu ter ferimentos mais sérios, embora o cavalo tenha demorado para se levantar. No domingo 30/9 fui para a cidade de Itaparica. Acordei e fui tomar um banho de mar. O portão estava aparentemente trancado e eu não conseguia abrir. Mas um hóspede mais acostumado conseguiu abrir facilmente e pude sair. Fui até a igreja antes para poder visitá-la, mas perguntei ao moço que a estava arrumando para a missa se poderia visitá-la com calção de banho e camiseta regata (de alças) e ele disse que não. Então fui para o mar e depois voltei. Ainda consegui visitar um pouco antes da missa, mas já com bastante gente. Comprei R$ 2,00 em pães (4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (novamente deram-me 1 pão de cortesia) e R$ 1,13 em tomate, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito. Tomei café com o que tinha comprado e mais bananas do dia anterior. Depois saí com destino à cidade de Itaparica. Disseram-me que haveria trechos desertos, com matagal na beira da praia que poderiam ser perigosos, mas como era domingo as praias estavam com bastante gente e não tive nenhum problema de segurança, nem nos trechos mais desertos. Realmente passei por trechos com matagal ao lado e trechos desertos ao lado de morros, com muitas pedras e recifes na praia. Achei as paisagens belas. Passei por Bom Despacho, local de onde saíam os barcos para Salvador. Em frente ao local de embarque havia um quebra-mar, que tinha uma pequenina praia de areia embaixo e permitia uma bela vista. A foto a partir do local está abaixo. Perguntei no porto sobre horários, formas de pagamento, preços e segurança para ir a pé do ponto de chegada ao Pelourinho em Salvador. Ao chegar em Itaparica, enquanto procurava local para me hospedar, aproveitei para conhecer e apreciar as construções históricas do centro. Fiquei no Veranda Hostel (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g659906-d15207946-Reviews-Veranda_Hostel-Itaparica_Ilha_de_Itaparica_State_of_Bahia.html), cujo proprietário, François, era da Namíbia. A vista a partir de sua varanda agradou-me muito. Inicialmente combinamos R$ 45,00 a diária no cartão de crédito, sem café da manhã. Comprei R$ 3,00 (batata e chuchu) em uma mercearia e R$ 1,60 (tomate e cebola) em outra, pagando ambas com dinheiro. Ainda deu para ir à praia e lá fiquei por algum tempo, contemplando a paisagem. Estava lotada. Tomei 2 deliciosos banhos de mar, com consentimento dos salva-vidas para ir ao fundo. No fim da tarde ainda vi o lindo pôr do sol a partir da orla que ficava de frente para o hostel. Saindo de lá assisti ao resto do jogo entre Internacional e Vitória num bar. Os torcedores estavam revoltados com o pênalti que o árbitro havia marcado no fim. Depois fui à padaria comprar R$ 2,00 em pães (3 franceses, 1 de milho e 1 de leite) com cartão de crédito. Cozinhei batatas e juntei com o resto para o jantar. Na 2.a feira 1/10 aproveitei para conhecer melhor Itaparica. Tomei um banho de mar logo pela manhã. Comprei R$ 2,00 em pães (franceses, milho e leite) em outra padaria mais próxima, tomei café da manhã com sanduíches e banana, e fui fazer compras para os dias restantes no supermercado por R$ 8,64 com cartão de crédito (espaguete, berinjela, tomate, cebola, pepino, goiabada e pães (franceses, milho e leite)). Depois passei pela secretaria de turismo e me deram várias informações de pontos a visitar, pontos em que era seguro ir e em que não era e como voltar para Bom Despacho pela estrada caminhando. Uma moça perguntou-me se eu não tinha medo de caminhar sozinho pela praia. Então fui visitar os pontos de interesse na cidade, várias construções históricas, igreja, prefeitura, casas antigas, praças, Capela de Santo Antônio, exposição de fotos antigas da região na biblioteca e a marina. Dei também um passeio completo na orla central. Nativos disseram-me para não ir às praias depois da marina, nem à Biquinha, pois não era seguro devido à possibilidade de assaltos ou violência, mesmo vestindo somente calção de banho e camiseta regata. Após um leve almoço de pão com chuchu e pão com goiabada, fui à praia de Ponta de Areia, por onde havia passado no caminho de vinda e de que tinha gostado. As praias estavam bem mais vazias, mas não houve nenhum problema de segurança. Lá conversei com cariocas que estavam de férias sobre o Rio, Niterói e a situação eleitoral naquela semana que antecedia o 1.o turno das eleições. Tomei alguns banhos de mar e contemplei a paisagem. Num dos banhos, virou o caiaque de um rapaz que estava a meu lado com o guia. A água não o cobria, mas pelo susto e o choque com a água, acho que ele ficou assustado e com isso eu fiquei preocupado, mas tudo ficou bem. Perto do fim da tarde voltei para a praia central do forte onde tomei mais banho de mar. Em algumas situações ao longo do dia foi possível ver peixes pulando na água. Por fim fui contemplar o pôr do sol na orla novamente. Achei-o muito belo nos 2 dias. Segue uma foto dele. Jantei espaguete com legumes e pão com goiabada de sobremesa. Fiquei na varanda contemplando a paisagem noturna da Baía de Todos os Santos e as luzes dos povoados distantes do outro lado. Na 3.a feira 2/10 novamente tomei um banho de mar logo após acordar e depois o café da manhã com sanduíches, pão e goiabada. Resolvi ficar na praia pela manhã, pois o dono do hostel permitiu-me sair até as 14 horas. Conversei bastante com o salva-vidas, que era o mesmo do domingo. Falamos das diferenças da vida na Bahia e em São Paulo, que ele nunca tinha visitado, mas via pela TV, principalmente como as pessoas gastavam tempo para chegar em seus locais de trabalho. Dizia que não tinha vontade de morar lá. Depois de contemplar, descansar e tomar 2 banhos de mar voltei para o hostel para um leve almoço e ir embora para Salvador. Na hora de pagar com cartão, François disse-me que a máquina não estava disponível e não seria possível. Propôs então que eu pagasse R$ 50,00 pelos 2 dias, ou seja, R$ 25,00 a diária. Perguntei se isso não iria lhe dar prejuízo e ele disse que não, pois como eu tinha ficado sozinho e era fim de mês e ele precisava fechar a contabilidade com um valor não tão alto, não havia problema. Perguntei várias vezes, ele confirmou que não havia problema para ele e então paguei os R$ 50,00 em dinheiro. Tinha pego o sabonete que ele me deu como cortesia e não tinha usado, pois ainda tinha o meu. Devolvi para diminuir o custo dele com minha hospedagem. Antes de começar meu caminho, pedi a um taxista a confirmação de qual era o caminho mais indicado e ele me indicou o caminho que todos haviam dito ser o mais perigoso, passando pela Biquinha. Quando o questionei sobre a segurança, ele respondeu ironicamente rindo que pelo caminho que eu iria havia mais bandidos. Ignorei as sugestões dele. Fui caminhando pela Avenida Beira-Mar. Não tive nenhum problema de segurança, embora houvesse alguns trechos desertos. Achei belas as vistas da orla a partir dos pontos elevados. Peguei o barco das 16 horas em Bom Despacho. Paguei R$ 5,00 com cartão de crédito para a Internacional Travessias (https://internacionaltravessias.com.br). Cheguei em Salvador perto das 17 horas. Achei magnífica a vista da Baía de Todos os Santos, de Itaparica e de Salvador a partir do barco durante a travessia. A foto abaixo mostra a vista de Salvador quando estávamos chegando. A foto abaixo mostra o pôr do sol pouco antes de desembarcarmos. Fui andando até o Pelourinho sem problema nenhum. Fui por Santo Antônio, onde havia visto os hostels com preços melhores. Fiquei hospedado no Hostel Pelo do Carmo (https://www.facebook.com/Hostel-Pel%C3%B4-do-Carmo-1836152616404294) por R$ 15,00 em dinheiro, sem café da manhã. O hostel tinha 7 meses desde a inauguração e ficava num casarão antigo. Optei por este hostel, além do preço, pela vista espetacular da Igreja do Carmo, a partir da janela do quarto e pela vista da Baía de Todos os Santos a partir da sala de TV. Lá conheci um libanês, que morava em Brasília, um catarinense e um campineiro, com quem conversei bastante. Fui visitar o Forte de Santo Antônio e a Igreja de Santo Antônio e comprar chuchu, cenoura, cebola, pepino e pães no Bar e Mercearia do Carmo por R$ 7,13 com cartão de crédito. Depois fui passear um pouco pelo Pelourinho e assistir alguns espetáculos artísticos. Assisti vários conjuntos musicais, especialmente Tambores e Cores (https://www.facebook.com/fernando.barretodealmeida.1/videos/vb.100005659626174/924642111067768). Após ver um pouco do jogo da Libertadores fui dormir. Na 4.a feira 3/10 tomei café da manhã com sanduíches e goiabada, apreciei pela última vez as vistas da Igreja e da Baía, despedi-me do campineiro que iria à praia e saí para o aeroporto. No caminho comprei R$ 1,00 em pães para o almoço numa mercearia ao lado da do dia anterior, mas em que o pão era mais barato. Mais à frente, já perto da estação de metrô, visitei a Igreja de Santana, que achei muito bela e bem restaurada. Ainda pude ver o fórum, em frente à estação e embarquei. Paguei R$ 3,70 pelo bilhete unitário. Achei muito bom o metrô de Salvador e bem mais vazio do que o de São Paulo, talvez porque a extensão fosse bem menor. Como ele era quase todo por via aérea, foi possível apreciar a vista de várias partes da cidade. No aeroporto havia um ônibus gratuito da estação de metrô até o embarque. O voo foi bom, mas a vista da Baía de Todos os Santos não foi tão espetacular quanto eu já havia visto outras vezes. Em Guarulhos peguei o ônibus gratuito que me levou do Terminal 2 até a recém inaugurada estação de metrô do aeroporto. Paguei R$ 3,69 pelo bilhete de metrô (carreguei múltiplos) para ir até o Brás, com conexão gratuita para Linha Vermelha no Tatuapé.
  10. [CONTINUANDO...] Depois de chegar em Belém ainda tive um longo caminho até meu destino, primeiro que fiquei mais ou menos 7 dias, cheguei dia 19 e consegui passagem apenas para o dia 25, sorte que de Belém para Brasília foram apenas 2 dias e olha que ainda tive que ficar 8 horas no posto de gasolina pois o ônibus pregou e tivemos que esperar outro.DETALHE: quem está ali pagando passagem ( de R$530 reais) deveria estar muito chateado com a falta de atenção da empresa que apenas nos deixou lá sem amparo algum em relação a comida ou segurança. Nos 7 dias conheci aquilo que consegui em Belém, até porque estava poupando o máximo que conseguia, conheci o mercado Ver- o- peso, onde tive a honra de conhecer Dona Colo , se você não conheci pode digitar no Google : dona colo de Belém do Pará que você encontrar inclusive o site da sua barraca, ela é uma figura conhecida de Belém que trabalha há 31 anos com ervas medicinais na feira do ver-o-peso, aprendeu com a sua mãe que aprendeu com a sua avó e agora passou para ela que está passando para os seus três filhos. (tem foto nossa nos anexos) quem for no mercado não pode deixar de passar pela sua barraca, ela faz banhos, vende perfumes, remédios e além de tudo é uma pessoa muito simpática. Conheci também em Belém a estação das docas, referência nacional, o complexo turístico e cultural congrega gastronomia, cultura, moda e eventos nos 500 metros de orla fluvial do antigo porto de Belém. Ficar na casa da minha amiga que mora em Belém, ajudou muito em relação a poupar dinheiro, tanto por não pagar estadia, quanto em relação a comida, pois a família me acolheu de uma forma tão boa a gente se deu super bem que conseguimos negociar em relação a comida também, claro que eu sempre que podia ajudava com algo. Chego na primeira cidade da Bahia (Barreiras) no dia 28 de Dezembro e no meu destino final dia 29 de Dezembro, apenas um dia,porém longo, com várias paradas em rodoviárias na Bahia, passando por pequenas, médias e grandes cidades, estradas com barro, asfalto, dentro da Bahia passei por: barreiras, vitória da conquista, Itabuna e então finalmente Ituberá onde estava acontecendo o festival que eu estava indo UNIVERSO PARALELO, foi minha segunda edição, a primeira fui me avião e translado, nessa me aventurei bem mais como se pode ver, porém a primeira viagem foi muito importante por ter aberto meus olhos em relação a viver viajando, e se isso era ou não possível, o up foi o primeiro contato que tive com essa realidade. Conheci pessoas, fiz amizades de poucas horas mais com muita intensidade nas conversas, nos favores, eu tenho muito que agradecer, pois encontrei no meu caminho pessoa boas, não sei como foi a experiência de outras pessoas em relação a viagens de ônibus, porém o que eu encontrei foram pessoas muito dispostas a ajudar uma as outras, desde o "olha aqui pra mim enquanto vou no banheiro.", "olha meu celular ali carregando.", recebi dicas para as cidades que estava indo, conversei sobre acontecimentos da minha vida com quem normalmente dividiria apenas com amigos de longas datas, até café da manhã me pagaram. Enfim, valeu muito a pena. Girls we can do it! Redes sociais: @loamaria.joana @licemj 20171229_062957.mp4
  11. Fabiula Fernades

    Morro de São Paulo - Salvador

    Como chegar em Morro? Partimos do Rio de Janeiro e apesar de inumeras buscas em como chegar a Morro de São Paulo, não tínhamos noção de como chegaríamos. Mas como nosso espírito é aventureiro partimos levando na mala coragem e disposição para curtir. 1º dia - Chegamos em Salvador por volta de 10:40h e ficaríamos hospedados no Farol da Barra pelo Airbnb, que dependendo do local tem hospedagem mais barata, a anfitriã nos deu o passo a passo de como chegar até o local. Guardamos nossas malas e partimos para um rápido reconhecimento e pegamos informações de como chegar em Morro. Passeamos pela orla da praia e fomos até o farol. Existem 3 formas de chegar a Morro: 1ª - Semi terrestre: Paga-se o ferry boat que sai do terminal São Joaquim com saídas de hora em hora (o valor ao certo não sei pq não escolhemos este meio, mas acho que é algo em torno de R$7,00) e tem duração de 1 hora . Quando desembarcar terá uma mini rodoviária onde sai o ônibus para Valença (R$40,00) e de Valença para Morro pegara um barco rápido (dependendo das condições climáticas) até Morro (não sei o valor). 2ª - Aéreo (não faço ideia do valor) 3ª - Catamarã: R$96,86 (cada pessoa) duas horas de travessia por alto mar. A principio parece caro mas só o fato de não ter que ficar trocando de condução é excelente (Melhor custo benefício, escolhemos este e foi certeiro). A empresa é a BIOTUR saída no terminal próximo ao mercado modelo 2º Dia Acordamos cedo e não deu tempo de tomar café pois descobrimos que o catamarã sairia as 09:00 e ainda colocamos o terminal errado no trajeto do Uber. Já acomodados partimos rumo ao paraíso, chegamos em Morro de São Paulo por volta das 11h na entrada da ilha paga-se a taxa de visitação R$15,00 por pessoa (aceita cartão). Ao desembarcar do catamarã logo vem uns rapazes te oferecendo "Uber", agradecemos e seguimos arrastando nossa mala (vale a pena somente para quem vai ficar longe do centro e está com bagagem bem pesada). Logo na chegada ao centro demos de cara com um carinha bem alegre super gente fina e nos indicou onde ficava a pousada e também nos informou sobre os passeios, seu nome é João da Descubra Morro de São Paulo, agencia de turismo. Super indico a Descubra Morro de São Paulo. Fomos até a pousada dos Nativos onde havíamos feito a reserva (pousada bem legal, com café da manhã incluso que é servido na porta do seu quarto - R$108,00 a diária,quarto duplo básico com ar condicionado) deixamos nossa mala e partimos para desbravar o paraíso. Passeamos um pouco e fomos almoçar no Restaurante Espelho Dágua Pratos executivos entre 20 e 25 reais. Vem arrumadinho e a opção escolhida(carne ou peixe ) vem separado, economia que vale a pena para curtir os passeios Sem falar no típico suco de cupuaçu jarra 750 ml R$13,00. Nota 10 Lugar simples e aconchegante e olha que sou chata para comer. Na sequencia Suco de Cupuaçu, MOqueca de Peixe e Moqueca de Sururu. Ao entardecer subimos até o mirante para ver o por do sol, tem uma subidinha considerável (10 minutinhos) mas vale muito a pena. O tempo não estava dos melhores mesmo assim tivemos um belo por do sol. Para fechar a noite fomos para a praça onde tudo acontece, vários bares e restaurantes que os funcionários ficam na porta te mostrando o cardápio. 3º Dia: Decidimos fazer o passeio Volta a Ilha com a Descubra Morro de São Paulo, o tempo não ajudou muito e a maré estava alta, mas deu parra curtir. Para quem Gosta de aventuras fortes rsrs vale a pena fazer o passeio e ir as piscinas naturais de Moreré e Boipeba (esta não conseguimos ver pois a maré estava alta e deveríamos fazer o passeio ao contrário mas como trocamos de piloto ja na saída da ilha o mesmo não soube que era para fazer ao contrario). Também não fomos na barraca do GUido pois ninguém do grupo se interessou em ir. 4º Dia: Decidimos ficar mais 1 dia em Morro já que nos encantamos com a 4ª praia a maré estava baixa e fazia varias piscinas naturais. Passamos uma boa parta deste dia nesta praia. A tarde partimos para a Toca do Morcego para ver o por do sol, lugar muito, mas muito legal. Tem que chegar por volta de 16:30h para poder pegar um lugar bem bom com DJ, ficamos nos Puffs bem despojados. O valor da entrada é R$15,00, rola uns drinks maneiro o valor da Coca lata R$6,00, a long neck R$12,00 Heinneken. Não dá vontade de sair de lá. 5º Dia: Novamente passamos o dia na 4ª praia e ficamos no bar e restaurante da piscina (não aceita credito). Lugar legal e no cardápio tem a história da dona do bar. A Noite passeamos pela segunda praia e tomamos uns drinks feito de cacau no Cacau (rsrs). Durante nossa estadia não houve lual, que pena. Jantamos no Mediterrâneo comemos Camarão no abacaxi que vem servido no proprio abacaxi, serve duas pessoas, valor R$80,00. 6º Dia: Com a dica do João da Descubra Morro de São Paulo fomos para praia de Gamboa e praia Linda. Se a maré estiver baixa da para ir andando porém a maré estaria baixa a tarde então fomos até a entrada da ilha e pegamos um barquinho de "luxo" até a praia de Gamboa, levamos uns 15 minutos para chegar e o valor foi de R$5,00 por pessoa. Passamos o dia de boa em Gamboa e almoçamos na praia Linda, comemos uma moqueca de sururu que foi R$60,00 e nessa praia tinha musica ao vivo e muito boa. O cantor passa um envelope pedindo uma ajuda de custo de R$10,00, valeu a pena na verdade a única música boa ao vivo em Morro foi na praia Linda. Na volta como tínhamos interesse em conhecer o trajeto a pé, não pegamos o barquinho e retornamos caminhando levamos em torno de 40 minutos com direito a banho de argila, ainda vimos um belo por do sol do alto de umas pedras próximo a pousada Portaló 7º Dia Acordamos arrumamos a mala pois era dia de partir, tomamos café e fomo para a tirolesa, só subir alguns degraus, rsrs. Com 70 m outros dizem 53m de altura e 340m de extensão ela vai direto para a primeira praia. O valor está R$50,00. Voltamos para a pousada, pegamos nossas coisas e partimos para pegar o catamarã, já havíamos comprado as nossas passagens no dia anterior na Biotur. Ás 11:30h pegamos o catamarã de volta a Salvador. Ficamos hospedados no Pelourinho onde passamos a tarde de sabado, passeamos bastante com direito a pintura do Olodum. NO 8º dia Voltamos para o Rio de Janeiro às 4:00h da matina, pegamos um Uber as 2h da manhã até o aeroporto que custou R$45,11.
  12. Larissa Eira

    Os dois lados!

    Olá, mochileiros! Hoje vou compartilhar sobre minha viagem à Bahia. Passei 10 dias em Feira de Santana, município brasileiro do Estado da Bahia situado a 108 quilômetros de sua capital, Salvador. Fui até lá para realizar um curso de comunicação comunitária promovido pelo MCP (Movimento das Comunidades Populares) e pude conhecer o local por outro olhar. Apesar da Bahia ser uma cidade turística , repleta de atrações naturais e muito famosa por possuir uma grande variedade de ritos religiosos, existe um lado esquecido por nós, turistas, que são os problemas sociais e econômicos encontrados em cada lugar que vamos. Com esse curso comunitário que realizei, tive a oportunidade de ficar alojada no bairro Sítio Matias em uma casa comunitária. O Movimento das Comunidades Populares atua em diferentes estados e possui seu próprio jornal chamado ''Voz das comunidades'', que está a serviço das comunidades indígenas, quilombolas, camponesas e operárias. Nesse tempo que fiquei por lá, tive a chance de conhecer uma Bahia que nunca tinha ouvido falar, que não é mostrada na televisão e nas revistas. Conheci a Bahia através dos próprios moradores, e isso foi uma experiência de vida incrível! A base do movimento, que foi onde nós ficamos alojados, conta com a casa, uma horta, uma creche, uma lojinha com produtos que os próprios moradores produzem e um bazar. Tudo construído, realizado e vendido de forma coletiva. Diante de tanta injustiça social, essa foi a maneira que eles encontraram de buscar autonomia: vivendo de forma coletiva. Também tive a oportunidade de conhecer Artemares (Associação Regional de Trabalhadores em Materiais Recicláveis), onde pude entrevistar alguns dos trabalhadores e perceber o quanto eu e você precisamos agir de forma diferente para mudar o que consideramos errado nesse mundo. Um grande problema em Artemares e em muitos lugares, é a falta de consciência das pessoas na hora de separar seu próprio lixo. Daniele, uma das moças que entrevistei, disse que é um trabalho que requer atenção e cuidado, pois além do risco de contaminação com o lixo hospitalar, por exemplo, muita das vezes eles não possuem nem os equipamentos adequados para separar o lixo, como luvas e botas. Trabalham em condições precárias e com salários baixos. Eu realmente fiquei muito impactada com a realidade deles, moradores de uma cidade turística e reconhecida, que talvez nunca tenham ido aos pontos turísticos para conhecer e tirar fotos, assim como eu faço em minhas viagens. Duas realidades tão perto e tão longe uma da outra... Mas, não só de problemas se vive. Também tive a grande oportunidade de visitar a feira e me encantar com a imensa variedade de frutas, pessoas e cores. Pude fotografar e tomar caldo de cana, pude experimentar o tão famoso acarajé e conhecer um dos postais da cidade, a caixa d'água do Tomba. Pude ouvir histórias locais e cordéis recitados na noite de confraternização do curso. Pude aprender mais sobre medicina alternativa e acupuntura, pude tomar uma diversidade enorme de chás cultivados na horta comunitária. Pude experimentar o famoso Cuscuz de milho, típico nos cafés da manhã na Bahia. Pude assistir o futebol dos meninos no campinho de terra todas as tardes com o sol se pondo. Pude tomar banho gelado todos os 10 dias e me acostumar com isso. Pude tomar sorvete de tapioca. Pude conhecer pessoas de diversos estados, pessoas das comunidades quilombolas e de palmares. Pude aprender com a riqueza da diversidade. Pude voltar pra casa com muita saudade e com a certeza de que para mudar o mundo é preciso começar mudando a nós mesmos! Obrigada Bahia, por me mostrar o seu melhor lado, o lado real! Até a próxima estrada.
  13. Na primeira semana de outubro, fui com um amigo conhecer Arraial d'Ajuda e cidadezinhas próximas: Trancoso e Caraíva. Fomos do Rio de Janeiro de GOL (vôo com escala em Brasília), chegamos em Porto Seguro às 11:20h. Não alugamos carro, fizemos tudo por conta própria. Vou detalhar tudo para vocês. Fiquei hospedada em 2 hotéis da Rede Porto Firme: Saint Tropez e Arraial Bangalô. Do dia 02 a 04 no primeiro, e do dia 04 a 07 no segundo. Ambos são MARAVILHOSOS! O Saint Tropez tem um ar de sofisticação e o atendimento foi perfeito, a praia do Parracho, que fica em frente, é tranquila e muito bonita. Andando 800m para a direita, praia da Pitinga, e 800m para a esquerda, praia do Mucugê. Fiz ambos os trajetos andando pela areia. Tranquilo! A localização é um pouco afastada do centro, mas taxis levam e trazem por R$20 o trecho. Fui em dupla, então, R$10 pra cada (as vans custam R$3,50). OBS.: Para ir ao centro, o hotel oferece uma van às 18h para os hóspedes. Super recomendo para quem gosta de glamour, sofisticação, sossego e pé na areia! O Arraial Bangalô é todo cercado de árvores e pé na areia mesmo (cadeiras de sol na areia dentro do hotel). A praia em frente é a Apaga Fogo, que possui em algumas épocas do ano, desova de tartarugas bem em frente ao hotel. Quando a maré está baixa se formam algumas piscinas naturais em frente ao hotel. E por possuir muitos recifes de corais e pedras em frente (com ouriços e peixinhos), basta andar 30 metros para direita ou esquerda, para conseguir entrar no mar. A praia é deserta, muito tranquila! Ponto positivo: O hotel fica muito perto da balsa que leva a Porto Seguro e mais perto do centro. Vans passam a todo instante e rodam a noite toda. R$3,50 é o preço. PRIMEIRO DIA (02/10 - terça-feira): Chegamos em Porto Seguro pela GOL às 11:20h. Do aeroporto pegamos um táxi até a balsa de Porto - Arraial d"Ajuda (R$30 reais). Atravessamos de balsa (R$4,50) e do outro lado pegamos uma van que fica parada logo ao lado da balsa (R$6,00). Encheu, saiu. A van nos deixou em frente ao nosso hotel (Saint Tropez). Fizemos nosso check in e fomos almoçar na Cabana Uikí, que fica ao lado do hotel (melhor acesso pela areia). Tinha uma banda ao vivo, muito animada. Pedimos uma moqueca de frutos do mar para dois (R$119), que servia três. Muito saborosa. Aproveitamos o resto do dia no hotel, tomando nosso drink de boas vindas e tirando fotos da paisagem e atrativos. A Praia do Parracho é bem tranquila e bonita. À noite, pegamos a van do hotel (exatamente às 18h eles disponibilizam para os hóspedes uma van para levar ao centro) e fomos conhecer a Rua Mucugê e o Beco das Cores. Depois, fomos à Pizzaria Paolo, localizada próximo à Rua Mucugê, no coração de Arraial D'Ajuda. O restaurante é muito aconchegante e acolhedor, com mesas em volta de uma gigantesca árvore. As opções de pizza são inúmeras. Pizza de massa feita NA HORA e bem fina, assada em forno à lenha, muito saborosa. Você vê sendo feita, um charme a parte! Uma pizza grande serve tranquilamente 4 pessoas e tem preço justo! No sabor, há opções para todos os gostos, inclusive combinações de ingredientes, com toque especial do Chef Paolo, uma figura muito simpática e acolhedora. Escolhemos metade Portuguesa Especial e metade Caprese (com mussarela de búfala, rúcula e tomate cereja), uma delícia. Pedimos cerveja para acompanhar. Uma das melhores pizzas que já comi! Super recomendo o restaurante pelo ambiente (que é uma graça), pela comida e pelo excelente atendimento. SEGUNDO DIA (03/10 - quarta-feira): Tentamos fechar um passeio para Trancoso + Praia de Taípe, mas não haveria saída na quarta. Então, resolvemos conhecer Trancoso por conta própria. Pegamos um táxi para o centro (R$20), e esperamos a van para Trancoso (R$12). Uma hora depois, chegamos à Praia dos Coqueiros. Lá, ficamos na Cabana Enseada Beach Trancoso. Tomamos uma Original 600ml (R$20) e só. Achamos os valores bem altos. O espaço tem chuveirão e banheiro. Além de rede para descanso junto ao restaurante. Andamos um pouco até a Praia dos Nativos (tem que atravessar o rio) e voltamos para conhecer o Quadrado. O vilarejo é muito tranquilo e traduz a paz. Lá tomamos um açaí de 500ml na Açaiteria Trancoso. Delicioso! Pegamos a van de volta à Arraial d"Ajuda às 14:30h (R$12), visitamos o Centro Histórico (igreja, mirante das fitas e lojinhas para comprar lembrancinhas) e depois paramos na Rua Mucugê para um "almojanta" PF de respeito (no Varanda Mucugê) e depois aproveitamos o finzinho de tarde no hotel. TERCEIRO DIA (04/10 - quinta-feira): Este dia foi um pouco corrido, já que precisaríamos fazer check out e check in no hotel novo. Acordamos cedo e fomos conhecer a Praia da Pitinga. Praia linda com falésias e mar calmo. Voltamos umas 10h, arrumamos nossas coisas e fizemos check out no Saint Tropez. Deixamos a mala na recepção e fomos almoçar na Cabana La Plage, na Praia de Mucugê (800m do hotel pela areia). O ambiente é lindo e acolhedor, tem espreguiçadeiras, redes e lounges para uso dos clientes, um excelente lugar para passar o dia e tirar muitas fotos lindas. Pedi uma cerveja assim que cheguei, e já agendei meu almoço. Fiquei relaxando no lounge, curtindo a música e olhando o mar. O almoço é servido em mesas dentro do ambiente. Sem problemas deixar os pertences longe. Mesmo para uma Carioca acostumada com a violência, confiei e me surpreendi. Almocei uma moqueca de camarão para dois (que serviu duas pessoas duas vezes, rs), bem temperada e muito saborosa, e, para acompanhar, uma cerveja, que estava super gelada. O preço é abaixo de outras cabanas que conheci. Voltaria, com certeza e indiquei para todos os amigos! Destaque para o DJ pelas ótimas escolhas musicais, tocou de rock à eletrônico. Dancei e cantei junto. Parabéns ao dono, Laurent, pela administração do local, e aos seus funcionários pela simpatia e cordialidade! Quando vier, não deixe de passar por aqui. Voltamos para pegar nossas malas e pedimos um táxi até o Arraial Bangalô (R$35). Fizemos check in e passamos o resto da tarde aproveitando a piscina do hotel tomando um drink de morango delicioso. À noite, novamente, fomos à Rua Mucugê e comemos um hambúrguer artesanal na Hamburgueria Mucugê. Super recomendo! O pão se assemelha com o do Madero e paguei apenas R$18 num hambúrguer artesanal e muito gostoso. Pedimos meia porção de fritas e um refrigerante para acompanhar. Neste dia, queríamos ir à Quintaneja do Morocha Club, mas começava as 23h e tínhamos passeio no dia seguinte. Voltamos! QUARTO DIA (05/10 - sexta-feira): Fechamos o passeio para a Praia do Espelho com a Portal Turismo (R$60 no dinheiro) e eles passaram pra pegar a gente às 8:10h. O guia Fernando e o motorista baiano que me fugiu o nome agora, são muito atenciosos e divertidos. Nota 10 para o serviço! No caminho passamos por uma aldeia indígena, a Aldeia de Imbiriba. Descemos para tirar fotos e comprar utensílios. Dica: as crianças deixam você tirar foto com as aves, dois reais e elas ficam felizes da vida. Entre para ver os preços das peças e se surpreenda positivamente. Chegamos na Praia do Espelho às 10:30h e lá ficamos no Bar e Restaurante Aconchego do Espelho. Não nos cobraram consumação mínima porque eles são parceiros da Agência, mas consumimos uma carne de sol com mandioca (R$60) e uma Brahma 600ml (R$12). Voltamos no horário combinado (15:30h) e passamos para dar outra volta em Trancoso (40min). Tomamos um sorvete na Sorveteria Mucugê, no Quadrado. A loja tem uma árvore imensa dentro, saindo pelo seu telhado. Incrível! Chegamos às 18h no hotel. Cansados! rs Pedimos um hamburguer do hotel e dormimos cedo, amanhã tem mais passeio! QUINTO DIA (06/10 - sábado): Queríamos conhecer Caraíva, mas ficamos com receio de ir por conta própria, mas depois vimos que seria tranquilo, porém mais demorado. Então fechamos um passeio com a Cacau Tour (já que a Portal não tinha fechado grupo) - (R$70 no dinheiro). Passaram pra buscar a gente também às 8:10h. O motorista Nando é um amor! Às 10h chegamos para atravessar o rio. Ao chegar em Caraíva há estacionamento "do lado de cá" do rio (não sei o valor). Dali é só cruzar de canoa (R$5) e em menos de cinco minutos você já estará na vila, onde não circulam carros. A Vila é toda de areia fofa. Fomos direto para a praia e nos largamos no bar da Casa da Praia, que possui puffs da Corona muito confortáveis e colchões com almofadas coloridas. É pra relaxar MESMO! Conhecemos a praia e tomamos banho no rio ao lado esquerdo no final e depois voltamos para petiscar uma batata-frita (R$29). O atendente Junior é super atencioso. Infelizmente (ou não), em Caraíva não tem fácil acesso a internet. Fiquei o dia inteiro sem redes sociais! rs Às 16:30h atravessamos de volta (R$5) e esperamos o Nando para voltar para Arraial d'Ajuda. Chegamos no hotel ainda com sol e degustamos um espumante para já ir nos despedindo do paraíso! À noite fomos jantar no Cantinho Mineiro (na Brodway). Comi um contra-filé acebolado (R$24) e uma Brahma 600ml. Muito gostoso! SEXTO DIA (07/10 - domingo): Nosso vôo era cedo, infelizmente. Tomamos café da manhã e fomos para a balsa de van (R$3,50), atravessamos o rio (a volta é de graça) e pegamos um táxi até o aeroporto (R$30). Escala em Confins. Chegamos no RJ às 14:50h. DICAS: • Se tiverem mais tempo, conheçam Taípe e Araçaípe. • Sempre perguntem se as cabanas e bares das praias possuem consumação mínima. • Não tenham medo de andar de transporte púbico.
  14. Sempre tive o sonho de subir na moto e sair por aí sem destino. Conhecendo novos lugares, paisagens, sensações e pessoas. Vou completar 40 anos bem vividos no próximo mês e decidi que precisava me preparar de maneira extraordinária a minha entrada nos “enta”. No meu trabalho, um amigo falou que iria de São Paulo ao Chuí (RS) acompanhado por sua esposa. Ele iria em uma Citycom 300i. Neste momento veio à tona o meu antigo sonho. Não tive dúvida, agendei uns dias de férias do meu trabalho e comecei a pensar no roteiro. Em paralelo, fui equipando com alguns acessórios básicos a minha XRE300 2015, que estava na época, com 18 mil km rodados. Alforje lateral, almofadas de agua no banco, pastilhas de freio e pneus novos, troca de óleo e verifiquei a tensão da corrente...até pensei em trocar a corrente mas resolvi economizar neste item. Para me acompanhar nesta jornada, convidei o meu filho Jonatan, que tem 23 anos e mora em Cambuí, sul de Minas Gerais. Ele topou na hora e isso me deu ainda mais motivação! Faltando uma semana para iniciar a minha sonhada aventura, começou a greve de caminhoneiros em todo o Brasil e não tinha gasolina nos postos. Nem se pagasse uma fortuna por ela! Simplesmente eu estava com tudo pronto, mas com o tanque seco. Anunciaram o fim da greve em uma segunda (28/05) e meus planos de partida era para a próxima quinta (31/05). A greve acabou (graças a Deus), mas até que a vida voltasse ao normal era outra história. Começaram a fazer filas quilométricas nos postos para conseguir um pouco de combustível. Respirei fundo e esperei as coisas se acalmarem. Até que na quarta-feira (30/05) consegui encher o tanque da moto e as filas aqui do Rio de Janeiro já diminuíam. Me enchi de ânimo, coragem e espirito de aventura para o início da minha sabática preparação para o novo ciclo de vida. Para não deixar este diário muito grande e cansativo, relatei sem muitos detalhes o dia a dia deste roteiro. Espero que gostem e que inspire outros “seres inquietos” a buscar uma grande aventura. Divirtam-se! 1° Dia, 31/05/2018 – Rio de Janeiro – Saí de casa por volta das 11:30h, passei no posto para calibrar os pneus e segui para Cambuí, sul de Minas Gerais onde eu iria visitar os meus pais e também encontrar com o meu filho, que bravamente enfrentou este desafio comigo. Ainda na via Dutra, percebi que tinha feito um ótimo investimento nas almofadas de agua, o banco estava superconfortável. Não tive problemas para abastecer neste trajeto apesar de ver que ainda faltava combustível em alguns postos. Aí foram 450Km até a casa dos meus pais. Curti a noite com eles, jantamos e vi na televisão que ainda havia muita confusão nos postos no Norte de Minas. Mesmo sabendo que lá fazia parte do meu trajeto, resolvi não desistir da missão. Fui dormir cheio de energia para ver o que tinha pela frente! 2° Dia, 01/06/2018 – Cambuí, MG – Acordei cedo, calibrei os pneus da moto (29 traseiro, 22 dianteiro), encontrei com o Jonatan, equipamos a moto com toda a bagagem e saímos por volta das 11h. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias com destino a Belo Horizonte (BH). No caminho comecei a ver que a situação da falta de combustível ainda afetava bastante Minas Gerais. Próximo a 3 Corações, vi que precisava abastecer. No posto à beira da estrada tinha uma fila enorme e ainda havia previsão do combustível acabar sem atender a todos que ali estavam. Resolvi seguir em frente com o combustível que eu tinha no tanque... até que alguns quilômetros adiante vi um posto com apenas 5 carros na minha frente...que alegria! Enchi o tanque e a frentista (muito simpática) se surpreendeu ao saber que estávamos seguindo para a CHAPADA DIAMANTINA, de moto, durante a crise de falta de combustível. Ela sem nenhuma resistência encheu uma garrafa pet (2 litros) com gasolina para qualquer emergência. Vibramos por ter vencido o primeiro desafio e ainda havíamos conseguido gasolina extra para caso ficássemos sem combustível no meio da estrada. Seguimos em frente, sempre procurando abastecer nos postos que não tinha muita fila, geralmente os que não tinham bandeira ou que estavam distantes das cidades. Passamos por BH e seguimos para Sete Lagoas. À frente, um pôr do sol que deixava o horizonte avermelhado. Por volta das 19h, chegamos a SETE LAGOAS e nos hospedamos em um hotel onde fomos recepcionados por um Mineiro muito engraçado. Demos umas boas risadas com ele. Depois do banho, demos uma volta na cidade para jantar e descobrir o que tinha por lá. Comemos um sanduiche de pernil com bacon em uma feira próximo à uma das Lagoas da cidade. Estava sensacional! Depois fomos dormir sob ameaça da greve dos caminhoneiros ser retomada. Não deixamos que isso nos abalasse. Será? (rs) 3° DIA, 02/06/2018 – Sete Lagoas, MG – Saímos por volta das 08h, com destino ao Norte de Minas Gerais. A paisagem mudou muito do que estávamos acostumados e a distância entre as cidades eram enormes. Aqui a preocupação em ficar sem combustível era eminente e nos deixou bastante apreensivos ao perceber que a moto havia entrado na reserva e não tinha nenhum sinal de cidade, posto ou pessoas. Apenas um intenso trafego de caminhões gigantescos. Até que, enfim, encontramos um posto e tinha gasolina. Aleluia! Abastecemos e seguimos! Chegando em Montes Claros percebemos o tamanho do nosso desafio! Sem gasolina na cidade! Apenas um posto com centenas de pessoas com galões, dezenas de motos e muitos carros! Como queríamos chegar em Janaúba e estava com meio tanque, resolvemos enfrentar aquela fila que além de desorganizada, sempre surgia algumas calorosas discussões. Fiquei bastante nervoso porque já estávamos a 2 horas na fila e tínhamos andando poucos metros. Não teve jeito, para sair de lá, precisei comprar no mercado negro daquele posto IPIRANGA, 2 galões de 5 litros para seguir em frente. Não sou favorável a este comportamento, mas não encontrei outra saída naquele momento. Só assim conseguimos chegar em Janaúba no início da noite. Logo que chegamos já vi que teríamos que ter paciência para abastecer novamente. Decidimos não nos preocupar naquela noite e fomos procurar um hotel. Fomos dormir cedo para acordar mais cedo ainda e ir para as intermináveis filas dos postos da cidade. 4° Dia, 03/06/2018 – Janaúba, MG – Acordamos às 05:30h fizemos o check-out no hotel e fomos para o posto! O que era aquilo?! Não acreditei ao ver aquela fila de moto. Aproximadamente 300 motos já estavam lá pra esperar o posto abrir às 8 horas. Por sorte, um outro motociclista nos levou a um outro posto que abriria às 10h. Viram o nosso esforço e com o apoio de outras pessoas que estavam na fila, conseguimos abastecer e seguir viagem. Partimos com destino à Bahia, que alegria! Quando finalmente passamos da divisa de MG com a BA o sufoco do combustível acabou. Tinha gasolina sem fila em todos os postos. Seguimos viagem vendo a paisagem mudar para o que eu imaginava como sertão da Bahia. Uma geografia muito bonita, mas no fundo eu imaginava o quanto deveria ser difícil viver em um local tão seco. Passamos por enormes parques geradores de energia eólica, vimos uma mistura de caatinga com serrado e muita estrada pela frente. Até que enfim fomos chegando no parque da chapada diamantina embaixo de uma chuva fina e gelada. Já era noite quando avistamos uma montanha iluminada e em seguida uma placa dizia “MUCUGÊ a 1KM”. Fomos para a pousada felizes da vida pelo feito que havíamos tido até ali. Estávamos muito cansados, mas saímos para comemorar com pizza e vinho! 5° Dia, 04/06/2018 – Mucugê, BA – A recepcionista da pousada e a dona da pizzaria haviam nos falado que não poderíamos deixar de ir na cachoeira do Buracão. Esta cachoeira estava a uns 80km voltando pela estrada que havíamos chegado. Acordamos cedo e partimos em baixo de chuva para ver a tal cachoeira. Ao chegar no centro de guias turísticos do local fomos informados que a cachoeira estava interditada devido à chuva que já estava castigando a região a 5 dias. Ficamos decepcionados e voltamos para Mucugê com a sensação de ter rodado 160km em vão. Decidimos naquele momento que iríamos para Lençóis a procura do sol e das belas cachoeiras. Seguimos para Lençóis, mas antes passamos no MUSEU DO GARIMPO para aprender um pouco sobre a cultura local. Valeu a pena porque fomos muito bem recebidos com uma aula sobre a fase do garimpo na região. Dalí continuamos a viagem até que vimos uma estrada de terra com destino a IGATU. Resolvemos ir conhecer. Caramba... uma estradinha de terra com muitas ladeiras e com um visual “inacreditável”. Fomos chegando na cidade onde tudo era de pedras, ruas, muros, casas, bares, bancos. Parecia que estávamos voltando no tempo. Perguntei a um guia local um lugar bacana para almoçar. Ele nos indicou um restaurante de comida caseira. A comida estava ótima. Depois do almoço e de uma cerveja gelada, deixamos a moto e caminhamos até uma cachoeira apreciando as casas e as paisagens. Claro, tirando muitas fotos. Chegamos na cachoeira e o sol deu o ar de sua graça. SHOW!!! Tiramos a roupa e deixamos secando, já que tínhamos tomado muita chuva na parte da manhã. Depois do banho de cachoeira e da roupa seca, pegamos a moto e seguimos para Lençóis por mais uns 100km. Quando chegamos, já estava escuro e pegamos a primeira pousada que paramos pra perguntar o preço da diária. Em seguida foi o padrão, banho e sair para jantar! Fomos surpreendidos pela bela cidadezinha com ruas de pedras. Jantamos em um restaurante chamado “Quilombolas”. Tudo perfeito! Depois das caipirinhas de umbu, fomos descansar. 6° Dia, 05/06/2018 – Lençois, BA – Depois do café da manhã, procuramos um guia que nos levou pra conhecer algumas cachoeiras da região. Cachoeira da Primavera e a Cachoeirinha são demais e foi ótimo pra massagear as costas nas quedas d’agua. Na parte da tarde, pegamos a moto e fomos até a cachoeira do Poço do diabo. Ficamos lá apreciando por um tempo aquela imensidão de agua e pedras. Já eram 16h quando saímos da cachoeira com destino ao morro do Pai Inácio. Chegamos na encosta do morro, deixamos a moto, pagamos 6 reais por pessoa e começamos a subir as escadas e pedras até o topo. Paisagem dos cânions de tirar o fôlego. Mas o ponto alto foi o pôr do sol acompanhado de um arco íris quase que pintado à mão! Emocionante!! Ficamos ali, eu e meu filho, vendo o sol ir embora, deixando um vermelho cor de fogo em cima das montanhas. Descemos porque já estava ficando frio e estávamos de camiseta e bermuda a uns 30km da Pousada. Foi mais um dia extraordinário. 7° Dia, 06/06/2018 – Lençóis, BA – Hora de sair da Chapada, mas com vontade de voltar em outro momento. Percebi que a corrente da moto já estava desgastada (aquela mesma que ignorei na revisão) e decidi que precisava de um mecânico. Seguimos para Itaberaba e paramos na oficina do Tony. Ele trocou a corrente e o kit de relação + a troca de óleo e filtro. A moto ficou novinha. Dalí continuamos firmes na estrada com destino a Itabuna, no sul da Bahia. Chegamos muito cansados à Itabuna. Aqui eu não imaginava que a cidade era tão grande. Demorou um pouco para encontrar um Hotel, mas conseguimos. 8° Dia, 07/06/2018 – Itabuna, BA – Próximo destino Arraial d’Ajuda. Seguimos pela BR101, até que vi no mapa uma opção por estrada de terra até Cabrália e resolvemos encarar. Que doideira, entramos na plantação de eucalipto que não acabava nunnnca....andamos muito nesta estrada de terra. Já eram 12h quando chegamos em Cabrália. Ver o mar foi umas das sensações mais plenas que tivemos neste roteiro. Paramos na praia de Coroa Vermelha, pé na areia, peixe frito, cerveja gelada e praia de agua quente. Tudo que queríamos! Depois de algumas horas, partimos para Arraial através da balsa de Porto Seguro. Lá, curtimos um pouco da noite fora de temporada antes de ir pra pousada descansar para o dia seguinte. Foi bem legal. 9° Dia, 08/06/2018 – Arraial d’ajuda, BA – O objetivo do dia era ir à TRANCOSO e chegamos lá por volta das 10:30h. Fomos para praça do Quadrado onde é impossível não querer morar em uma daquelas casinhas que circundam a praça quadrada, que na verdade é um retângulo. Tiramos algumas fotos e como ainda era cedo, decidimos naquele momento que iriamos dormir em CARAIVA, passando pela PRAIA DO ESPELHO. Partimos por uma estrada de terra que estava toda esburacada e em alguns pontos, com muita lama, devido à chuva que estava castigando a região. Tive quase certeza que iríamos beijar o chão em algum momento. Mas inacreditavelmente: não beijamos! Chegamos à praia do Espelho sem nenhum arranhão. Que praia espetacular! Tomamos um banho de mar enquanto observávamos tartarugas que nadavam livremente perto de nós. Já era próximo das 15h quando partimos para CARAIVA, rodando mais 25Km por estrada de terra, lama e areia! Chegamos em segurança também. Deixamos a XRE300 em um estacionamento na beira do rio e atravessamos em um barco rustico até a outra margem onde estava a bela vila de Caraiva. Lugar roots, com ruas de areia, transporte através de carroças. Estas também transportavam alguns mantimentos para as casas e pousadas mais afastadas da margem do Rio. Logo que conseguimos uma pousada, deixamos as coisas no quarto e fomos ver o pôr do sol no encontro do rio com o mar. Foi alucinante!! A noite ficou por conta do forró, que é marca registrada do local. O pessoal dançava muito bem! Depois de algumas cervejas fomos dormir para iniciar o retorno para casa, que seria no dia seguinte. 10° Dia, 09/06/2018 – Caraiva, BA – A missão agora era retornar para casa e eu particularmente já estava bem cansado de tanta aventura. Saímos de lá por volta das 10:30h e de cara, tinham 48Km de estrada de terra, embaixo de uma forte chuva, antes de chegar na BR101. Foi tensa aquela estrada. Passamos um ponto de alagamento em um local inóspito com água batendo no meio da moto. Que adrenalina! Depois de 2 horas para sair desta estrada, chegamos na rodovia e seguimos com destino ao Rio de Janeiro. Neste dia tomamos chuva o dia inteiro. Já eram umas 17h quando chegamos na cidade de São Mateus, norte do Espirito Santo (ES), onde nos hospedamos. Um banho quente e descanso era tudo que estava precisando naquele momento. Meu filho também já demonstrava muito cansaço. 11° Dia, 10/06/2018 – São Mateus, ES – Nesta noite não consegui dormir quase nada por conta de alguma coisa que havia comido no dia anterior... Tive uma noite de rei ;-). Mas como ainda tinha muita estrada pela frente, tomamos o café da manhã e partimos. Este trajeto, para mim, foi um dos mais cansativos devido ao “mal-estar” que me acompanhou o dia todo. Próximo à região de Serra (ES) tive que parar para tirar um cochilo na sombra de uma arvore. Meu filho cuidadosamente e com muita paciência fez a guarda enquanto eu me recuperava! Me recuperei um pouco e seguimos viagem, passando por Guarapari e avançamos com destino ao Rio de Janeiro. Chegamos por volta das 16h em Campos dos Goytacazes. Como eu estava muito debilitado, resolvemos procurar um hotel. Acredito que fizemos uma boa escolha em não arriscar seguir viagem naquele estado que me encontrava. 12° Dia, 11/06/2018 – Campos dos Goytacazes, RJ – Depois do merecido descanso, acordei muito bem e o Jonatan também estava bem animado em saber que estávamos muito próximo de casa. Pegamos a estrada e viemos cantando por um longo trecho. Ainda não havíamos concluído a jornada, mas a sensação de gratidão já estava contagiante naquele momento. Logo que avistei a ponte Rio-Niterói, os meus olhos marejaram de alegria. No pedágio da linha amarela os motoristas deveriam estar me achando um doido. Segunda feira de manhã e eu cantando e desta vez, era muito alto, pra todos ouvirem! Cheguei em casa no mesmo horário que eu havia partido, 11:30h da manhã. Meu filho abriu o portão, coloquei a moto para dentro, desci da moto, olhei pro céu e agradeci muito a Deus pela oportunidade de ter vivenciado junto com o meu filho tantas aventuras, perrengues, risadas e emoções. No total foram 4.350KM, passando por 4 estados em 12 dias de viagem. Foram tantas estradas, tantas pessoas que conhecemos, tantos quebra-molas que pulamos, estrada de terra, chuva, frio, calor, risadas, conversas, cansaço, sustos e surpresas, que fizeram desta viagem algo marcante para mim e para o meu filho. A sensação de gratidão por ter conseguido atingir o objetivo, por estar vivo e por ter uma casa para retornar, são elementos básicos e essenciais para estes dois seres humanos que estavam perdidos em meio a tantas preocupações, atividades e compromissos. Desejo que estejamos sempre motivados em realizar sonhos, mas principalmente que tenhamos sabedoria para desfrutar as coisas simples! Obrigado ao Jonatan pela excelente companhia e parabeniza-lo pela coragem deste desafio. Te amo filho! Hermes, Minas/Rio de Janeiro
  15. Oiie!!! Bom, será meu primeiro relato de várias viagens que fiz então, pq não começar pela melhor? (JULHO/2017) Demorei pra postar né? kkkkk Alugamos um carro e fomos em 3 pessoas (eu, meu noivo e um amigo nosso), a diária ficou em 60 reais, ou seja, 20 reais para cada um. Total: Em 10 dias deu 200 reais para cada. 10dias x R$20=200 Gasolina: Os 10 dias deram um total de R$ 450 / 3= 150 pra cada. Antes de partir, passamos em um supermercado(compramos coisas para cozinhar durante a viagem do tipo macarrão, linguiça(pois nao estraga), pão de forma, tapioca, ovos, etc) Total: R$50, dividido por 3= R$ 16,65 pra cada. Bebidas deixamos para comprar la, burrice nossa! Hospedagem: CARAÍVA pousada estação: Diária nesta época do ano R$ 30,00 (eu fiquei 7 dias, mais abaixo vou explicar a transição que fiz) Total: 30x7 = R$210 Foi o lugar mais barato que achei, mais tem época do ano em que o valor aumenta! Telefone: (73)9803-2019. Você fala com Felipe, ele é super atencioso, a família toda são muito receptivos, você se sente em casa! O quarto é simples porém muito arrumadinho, eu achei uma simplicidade em meio ao luxo! Tem uma cama de casal e outra de solteiro(da pra pôr um colchão no chão), ambas são muito confortáveis, além de ter uma tela pra mosquito nas duas camas. WI-FI: Disponível, porém só o sinal só fica bom na varadinha, que inclusive tem uma rede maraa! hehe Localização: É logo no começo da vila, ao lado dos indios. Contra: só tem um problema, o quarto para 3 pessoas que fiquei não tem cozinha, então isso não é muito bom ja que caraiva as coisas são BEM caras! Porém, la tbm aluga-se casa que tem cozinha! Mas mesmo assim fizemos uma 'cozinha' no quintal, mais abaixo vou detalhar isso ahahaha Agora, partiu CARAÍVA! 1º DIA: Saímos do Espirito Santo as 5h da manhã! Saímos em baixo de chuva e morrendo de medo de chover a viagem toda, até pq a previsão era só de chuva, massss pra quem tem Fé.............. Taí, a estrada linda chegando em caraíva, olha o só nosso Astro Rei estava presente *-* Enfim, chegamos em CARAÍVA! As ruas são todas assim, de areia! Prepare a panturrilha!!!! ahahaha, lá não entra carro, nenhum tipo de veículo, apenas jipe, carroça e tem uns doidos la que consegue andar de shineray na areia kkkkk Nós fomos pela parte dos indios então o nosso carro ficou no estacionamento do Felipe(dono da pousada estação), só deve ter cuidado para o carro não atolar! Pra quem vem pelo lado do rio, onde a maioria vem(vc deve pagar um valor de R$15 para o carroceiro te levar com a bagagens, ou leve no braço mesmo) Assim que chegamos fomos direto procurar um restaurante pois depois de uma longa viagem, paramos apenas pra comer um pão na padaria em Aracruz. Fomos no primeiro restaurante que encontramos aberto...... Fomos no restaurante Aquarius. Preço: ok, depende mt da sua fome kkkk Acredite, o meu prato foi o mais caro e olha que eu peguei muita salada, só que a salada o peso saíria muito mais caro do que você encher o prato de carne, vai entender né? Restaurante: Meu prato saiu à R$22. A comida é muuito boa! E essa é a entrada do restaurante........ Depois, com a barriga cheia, fomos fazer um tour para conhecer esse lugar maravilhoso! Acabamos por curtir um pôr-do-sol ..... Não deu pra aproveitar tanto o dia pois chegamos cansados e saímos para conhecer o local, depois que o sol de pôs fomos descansar para então curtir o verdadeiro FORRÓ de caraiva! ahahaha que vamos combinar né, O MELHOR! Primeiro passamos no beco da lua, la sempre rola um som ao vivo, desde o rock até o samba! Há, e os drinks são ótimos! Eu quis levar meu copo ↓ só que neste mesmo dia eu perdi no forró kkkk vai saber onde foi parar! O forró pra quem aguenta vai até de manhã, mas como estávamos muito cansados da viagem ficamos só ate as 3h da manhã rs Gastos: R$15 para entrar no forró da padaria. O beco da lua é grátis, porém consumimos bebida e pra ser sincera não faço a minima de quanto foi ahahaha 2º DIA ....Assim que acordamos não perdemos tempo e fomos direto para praiiiia!! Que ao lado tem um rio, que desemboca na praia! No caminho a praia damos de cara com essa linda árvore! Enfim, rio..praia...!!? Aproveitamos para atravessar o rio até uma ilha, uma parte você vai andando, mais pra frente não da mais pé e o rio puxa um pouco para o mar então deve ir nadando e rápido! Na hora almoço sentamos nessa mesa para almoçar, quando garçom chegou o cardápio nós levantamos na hora e falamos que tínhamos esquecido a carteira kkkkkk Caara, o PF la era 42 reais!! E era o prato mais barato rsrs Sem divulgações desse restaurante ! ahahaha Depois saímos perguntando os nativos onde tinha PFs mais em conta e conseguimos um por 12 reais o prato e bem servido! O lanche da tarde nada mais era que Tapioca, foi a partir daí que viciei nesse negócio.! Eu não lembro o nome da tapiocaria, mais é de uma senhora bem simples que fica exatamente em frente o rio. e a tapioca custa R$10. PS: Era pra foto ser com o prato cheio, mais a fome era negra e não deu tempo kkkkk Dpois que curtimos toda a vila, praia, rio, passeios .. fomos pra casa descansar pro forró! OBS: o estado do carro! Ô DÓ rs Eu e Lelo(meu noivo) acordamos mais cedo para dar uma volta pela vila a noite, o joão(nosso amigo) continuou dormindo. Essa foto eu acho que estava tentando pagar de modelo, não sei exatamente kkkk vai entender, me julguem! ahaha Sim, estava frio! Faz bastante frio pro lado da praia a noite! ah, conhecemos um casal super bacana que tirou essa foto ↓ pra gente! Eu não me lembro o nome deles, conhecemos tanta gente la e sou bem fraquinha pra gravar nomes ah, essa foto do barzim não ficou boa, só postei pra mostrar qual é. Super indico tbm, rola um sonzim vibes e o local é muito bonitinho!! Agora, é voltar pra casinha, se arrumar e ir pro forró! Entrada do forro do pelé: R$ 20 PS: não julguem minha cara de fantasma, eu acho que nesse dia exagerei na base, minha desculpa é que a iluminação não estava muito boa! kkkkk 3º DIA: e ultimo em caraiva Isso era oq estava nos planos, mas algo mudou.. oq será?! hehe Este foi nosso cantinho! Não irei detalhar este dia pois não teve nada de diferente dos outros! 4º DIA, nos despedindo de caraiva 7hAM. Quintal.......↓ E PARTIU ITACARÉ..... Mas antes, demos uma parada na fazenda da avó do Lelo(meu noivo) que é há 40 min da vila de caraiva! E que calmaria..... A comida era sem dúvidas a melhor desta viagem! A carne era fresca, macia, coisa que aqui na cidade é dificil de encontrar, as verduras e legumes eram frescos, colhidos na hora.. Seguindo viagem.... Até que.. chegamos em itacaré, por volta das 21h. Bom, agora vou relatar a péssima experiência que tive neste dia! Nós tinhamos alugado um hostel (cujo nome era hostel babel) o preço era excelente! R$10 a diáriaaa!! Mais como assim? 10 reais a diária em itacaré? Ficamos loucos e logo fechamos, pagamos a metade antes, depositamos na conta do proprietário (Gaston). Fechamos em 6 dias, e a outra metade iriamos pagar no ultimo dia! Ao chegar la fomos recebidos pelo Gaston, nos tratou bem porém foi tudo muito rapido rs ele entregou a chave e disse pra quando agnt sair trancar a porta, ele mostrou a casa e ja saiu e sumiu! Então deixamos as malas no quarto e fomos 'conhecer' a casa que por sinal era bem pequena, o quarto tinha 6 camas e você mal conseguia andar nele, era bem apertado. Agora vou contar oq passamos la, quando chegamos percebemos um cheiro muito forte vindo de dentro do hostel ou casa seila rs, era um cheiro gordura velha, um cheiro forte de alguma comida estragada.. Ja na entrada, que era uma sala, estava uma bagunça, o quarto ao lado era puro mofo, o cheiro de mofo pra quem tem sinusite como eu era insuportável, meu nariz logo entupiu e ja comecei a sentir os sintomas da sinusite(na mesma hora), os meninos tbm passaaram mal com o forte cheiro de mofo. Mas o mofo não era bem o problema, quando fomos na cozinha descobrimos onde estava aquele cheiro de podre. A cozinha era gordura pura, gordura na parede, no teto, as panelas estavam na pia a dias, a água que estava nas panelas estavam podres ja, o lixo ao lado tinha criado bicho e quando abrimos o forno tinha 3 panelas com óleo ate a boca e com certeza estavam a dias la! A casa era bem simples, o chuveiro era suuuper gelado! mas esse não era o problema, o único problema foi a limpeza. Eu não sei se demos azar por ele nao estar em um bom dia ou se tenha brigado com a faxineira(pois ele tinha dito por mensagem que teria faxineira) ahahaha só sei que eu nao queria ficar ali nem mais um dia! Fomos pra rua procurar alguma outra hospedagem, das 22h até as 23h. Itacaré dorme cedo, diferente dde caraiva kkk não tinha nada aberto, unico lugar que estava aberto a hospedagem era 100 reais. Ficamos na baddd mais resolvemos dormir esta noite la mesmo. Foi a pior noite, meu nariz simplesmente fechou, tinha baratas no quarto e o cheiro daquela gordura velha nao saía do meu nariz! ahahaha Este é o 'hostel'.. Eu juro que vi muitas pessoas falando bem e queria muito entender, será que demos azar ou as pessoas que elogiaram realmente não ligam para limpeza?? Pq cara......... 5º DIA: Depois dessa noite péssima ahahaha levantamos as 6h(nem chegamos a dormir), o gaston estava dormindo(ele ja tinha nos informado que só acordava depois de meio dia), então ja colocamos nossa bagagem no carro e fomos, graças a Deus conseguimos um hostel MARAVILHOSO e com um preço excelente! Hostel O´pharol o nome, contamos nossa historia triste para a recepcionista e ela nos recebeu super bem ahaha cobrou R$30 a diária, não pensamos duas vezes, ja ficamos por la mesmo. Só que tinhamos que avisar o Gaston ne? Vou chegar la! Hostel O´pharol: R$30 a diária (Ficamos 2 noite e 3 dias= R$60 por pessoa) WI-FI: OK Recepção: ótima Quarto: 4 camas, ar cond, banheiro com chuveiro quente, varanda com rede e pufs, ah e o melhor, tudo muito limpo e cheiroso rsrs Cozinha: compartilhada Lazer: Sinuca, bar Localidade: Fica no centro ↓ Hostel O´pharol, obrigadaaaaa, salvou o rock!!! rsrs Depois que organizamos as coisas e tomamos o café da manhã, voltamos la no gaston para conversar com ele e explicar o ocorrido, isso era 10h da manhã. Chegamos la e ele estava dormindo ainda kkkk não queriamos acordar então fomos conhecer as praias e depois voltaríamos. Não fomos em uma época muito boa para itacaré, não tinha onda e fazia muito frio a noite, de tarde chovia, parava, chovia, parava.. mas nada que desanimasse agnt de sair! Não contratamos guia, fomos por conta própria e as trilhas são super tranquilas! Primeiro fomos em Jeribucaçu........ Nessa foto da pra ver que o mar não estava bom, bem mexido e nada verdinho como costuma ser rs Na volta de jeri, recebi uma mensagem do gaston.. Uma mensagem de baixo calão, super grosseiro e pedindo o dinheiro restante, mesmo agnt não ficando la! Ficamos apenas uma única noite e nem iriamos pedir o dinheiro de volta, poderiamos entrar em contato com o site e recolher o dinheiro de volta mais preferimos deixar para ele. Voltamos então por volta das 16h para conversar com o gaston, assim que chegamos na porta ele ja saiu gritando com os meninos, dizendo que eles deveriam pagar pelo restante do dinheiro, que ele perdeu clientes(sendo que o hostel esstava vazio, só tinha agnt e varias camas sobrando ahaha) tentamos explicar a situação do mofo, que sou alergica mas ele não deixava ninguem falar, nisso joão ficou nervoso e acabou falando umas boas pra ele sobre como receber hospedes em seu hostel, ainda mais quando pagamos por tal. Enfim, fomos embora descansar para curtir um pouco da noite, em paz! A noite la tbm é bem legal, gostamos muito! Tem forró, reggae, samba, rock, varias variedades! 6º DIA: neste dia conhecemos o Bruno, ele ocupou a 4º cama do nosso quarto, quando acordamos fomos tomar café da manhã e quando voltamos tinha umas coisas em cima da cama e uma mala, ficamos com medo de ser alguém que ronca kkkkk nisso o bruno apareceu, se apresentou.. Ele estava fazendo uma tour pelo Brasil e depois iria pra Europa, ele sim é mochileiro rsrs a partir dai nos demos super bem e ele fechou com agnt! Então.. partimos para cachoeira tijuipe: (sem contar com as outras praias que conhecemos no caminho) Esse é o Bruno:...... É tudo muito lindoo!! Eu não consegui entrar na agua, cheguei ate a colocar o biquini mais estava muuuuito friooo, nao consegui e logo coloquei a roupa de frio kkkk Depois deste ultima foto começou a chover e muuuito! esperamos estiar e fomos embora! Choveu a tarde inteira então conversamos e decidimos voltar para caraiva, ligamos para o felipe(da pousada estação) e ele disse que o sol estava pocando la! ahahaha passamos mais este dia em itacaré e voltamos pra caraiva.. só por conta do clima mesmo e pq não tinha onda! zeeero onda! aH, mas rolou sushii de despedida! 7º DIA: Voltando para Caraiva vivaaa!! Dessa vez com o Bruno rss Na estrada, de volta...... Então... chegamos em Caraiva!!!! Ufffaaa.. ahahah Cara, nosso primeiro dia em caraiva uma mulher nos disse que nós sairiamos de caraiva mas caraiva não sairia da gente e que agnt nao iria conseguir ir embora! dito e feito kkkk esse lugar é magico!! Neste dia, como ja tinhamos perdido dinheiro com aquela situação, resolvemos fazer um fogão no quintal do felipe kkkk os meninos cavaram um buraco, colocaram uns troncos, pedimos panela ao felipe, pratos e talheres e ele com toda humildade nos forneceu. E não é que deu certo? kkkkk Ali virou nossa cozinha! hehe Depois as 23h é hora de curtir um reggae e logo após o forró ;D 8º DIA: Dia de apresentar a vila toda ao Bruno! ahahaha 9º DIA: Ahhh, o céu de caraiva!!! 10º DIA E ULTIMO: Bate aquela tristeza :// Ultimo dia foi fechado com chave de ouro, acordamos cedo e tomamos café no cantinho da Duca, que local lindo, ela é muito receptiva e a comida é super saudável. É é isso, até logo CARAIVA!!!!! QUALQUER DUVIDA! ESTOU AQUI. OBG PRA QUEM ACOMPANHOU! PROMETO QUE A PROXIMA SERÁ UM DIÁRIO BREVE KKKKK
  16. Olá amigos do Mochileiros, no começo do ano - janeiro de 2017 - resolvi fazer uma viagem solo pro Vale do Pati na Chapada Diamantina, no último dia, conversando com um casal que também usou o fórum pra se preparar, resolvi que faria um relato pra postar aqui, seria uma forma de agradecer pelas muitas informações que tirei deste fórum pra passar uma semana incrível. Como já existem outros posts muito bons explicando as trilhas pro vale, eu vou falar bem pouco desta parte, neste relato vou focar na minha percepção sobre a aventura, o que senti e o que achei de toda a experiência... Ainda assim vou colocar algumas informações sobre preços, fotos e algumas dicas de roteiro pra quem pretende conhecer. Então vamos lá, pra começar você pode estar se perguntando o motivo do "desregulado" no título. Isso surgiu de uma brincadeira durante uma conversa logo no primeiro dia, numa pausa para descanso minha falta de preparo entrou em pauta. Após constatar que eu estava com praticamente nenhum equipamento apropriado pra trekking, vim sozinho, com nada mais que um mapa pra me orientar, sem experiência e preparo físico pra um desafio deste tamanho, o guia de um grupo olhou pra mim e falou: "Meu irmãozinho, tu tá todo desregulado". Além de engraçado, achei o termo perfeito pra me definir nessa viagem he-he. Quero deixar claro que meu intuito aqui não é incentivar ninguém a ser irresponsável. Minha intenção com este relato é mostrar que quase todas as desculpas que você possa encontrar não passam disso mesmo, são só desculpas esfarrapadas que encontramos pra nos conformar e não sair da inércia diante de uma tarefa ou sonho difícil de realizar. Se você está afim de conhecer este lugar incrível e tem encontrado dificuldades, cola aqui que eu vou te mostrar que com um pouquinho de coragem, um pouquinho de conhecimento, um pouquinho de dinheiro e muita atitude positiva você pode não só conhecer, mas também aproveitar, curtir e sair muito satisfeito do Vale do Pati. Minha passagem pelo vale durou 7 dias, fui embora quando achei que tinha feito tudo o que queria fazer. Se o primeiro mandamento do mochileiro desregulado é ter atitude positiva, o segundo é viajar com tempo. Não consigo me imaginar realmente desfrutando a viagem se estivesse com o prazo definido e apertado, também por isso nem me preocupei em procurar um guia, prezo muito pela liberdade de mudar os planos, pela flexibilidade. Além do mais, nem tinha grana pra pensar em contratar um mesmo... Comecei e terminei a jornada no povoado Bomba na Vila do Capão, não vou entrar em detalhes nesta parte porque embora seja simples é muito diferente pra cada um, preços e prazos vão variar bastante dependendo de onde você mora. Se não estiver de carro você só precisará pegar um ônibus pra cidade de Palmeiras e pegar uma van pro Capão (R$ 15,00), as vans saem da rodoviária mesmo, é só perguntar os horários lá que todo mundo sabe. Quando chegar na vila pegue um moto táxi pro Bomba (R$ 15,00) e o motoqueiro te deixará bem no início da trilha. Aqui a aventura começa de verdade, o primeiro trecho já é uma subida complicada para os despreparados, com muito peso ou com mochilas impróprias. Poucos minutos depois já conheci a primeira figura da viajem, um colombiano que ficou zuando minha camisa da Argentina, me disse que morou por lá um ano e que não gostou tanto do povo argentino, elogiou bastante o Brasil e falou que brasileiros e colombianos são irmãos. Me disse ainda que havia morado no Vale do Pati durante 2 meses e que a trilha é linda. Depois de mais de uma hora, já no final da subida, encontrei um pessoal descansando e pegando água num córrego, entre eles, um goiano -que já estava há um mês viajando de carona pelo Brasil- e duas argentinas que faziam a trilha também sem guia me convidaram pra juntar-me a eles. Passando do córrego a trilha vai entrar nos Gerais do Vieira, é um trecho bem tranquilo, o terreno é plano e você verá morros e serras até não querer mais, aqui é só se atentar pra pegar o caminho que segue à direita, beirando a Serra do Candombá. Pela esquerda é o caminho que vai entrar no Vale do Pati pela Cachoeira do Calixto -que foi o caminho que peguei pra voltar. Seguindo a trilha da direita, após andar por algumas horas a gente passa por alguns "córregozinhos", num deles -segundo ou terceiro se não me engano- vai ter uma trilha saindo pra direita, indo reto na direção da serra, essa é a trilha mais tradicional e que leva à famosa subida do quebra-bunda, passando direto no córrego dá pra perceber a trilha desviando um pouco pra esquerda e em poucos minutos uma bifurcação bem evidente, pegando à esquerda nessa bifurcação, rapidinho você chegará no Rancho dos Vaqueiros, um ponto de apoio que todos usam pra se refrescar, descansar e pegar água, à direita é a trilha das mulas, um dos caminhos pra chegar no Pati. Geralmente a galera fica alguns minutos descansando e comendo no rancho e logo segue pro Pati, acho que uma opção bem válida é acampar ali mesmo. Tem um bom poço de água gelada, árvores frutíferas, lugar pra cozinhar... Eu já estava bem cansado e preferi ficar acampado no rancho saindo cedo no outro dia rumo ao vale, assim dá pra chegar antes de 11:00 e evitar o sol forte no coco. Além do mais, é um lugar bem agradável pra acampar, uma salvação pra quem estiver sem pernas pra andar mais 3 ou 4 horas, pra mim foi uma experiência muito diferente, acampei sozinho lá, o último grupo que passou foi embora umas 16:00, daí em diante fiquei só com meus pensamentos e o kobo pra aproveitar uma leitura em paz. O guia do último grupo me disse pra tomar cuidado que aquele era um território de onça, não foi muito bom ele plantar essa ideia na minha mente, no começo da noite fiquei meio apreensivo e podia jurar que ouvi uma rugindo he-he. Depois que peguei no sono a noite foi bem tranquila, acordei cedo, comi e deixei o território dos felinos pra trás haha. Saindo do rancho a gente volta pro córregozinho pra pegar a trilha que segue pro quebra-bunda, existe ainda a possibilidade de pegar a trilha das mulas que é mais curta e mais fácil, porém, pelo visual menos atraente acho que é uma das menos utilizadas. Por falta de pernas foi essa a trilha que peguei, você entra nela pegando a direita naquela bifurcação poucos minutos antes do rancho. Achei o caminho bem tranquilo, a trilha é bem marcada e tem ótimas referências pra se orientar, caso escolha este caminho basta se certificar que a serra do candombá está a sua direita e que o morro branco está bem na sua frente. Seguindo assim, pode ir na fé que uma hora você chega no Pati. Chegando no vale, tem algumas casas de nativos pra se hospedar, banhar, comer... O preço é praticamento o mesmo pra todas e a estrutura pra falar a verdade é muito boa, há opções de cama (R$ 35,00), isolante (R$ 25,00) e camping (R$ 20,00), tem ainda a diária completa com jantar, hospedagem e café da manhã (R$ 110,00). Todas as casas em que fiquei possuem pequenos mercadinhos onde se encontra uma boa variedade de produtos. O jantar (R$ 40,00) estava ótimo em todas as casas e os pães (R$ 1,00) são maravilhosos. Fiquei bastante impressionado ao ver tanta coisa boa num lugar onde tudo que chega vai de mula. A primeira casa que fiquei foi a igrejinha, é a que fica mais próxima pra quem vem do Capão pela trilha das mulas ou pra quem desce a rampa - caminho usado por quem vem do Capão pelos gerais do rio preto ou de Guiné. Na igrejinha tirei um dia de descanso, foi onde reencontrei um grupo que conheci no rancho, comi um escondidinho de soja no jantar que estava ótimo, curti um som da hora que tocaram à noite e conheci um casal de mineiros dos quais me despedi algumas vezes durante a viagem e incrivelmente acabava reencontrando depois, foi assim até no dia de ir embora kkk. Essas felizes coincidências que às vezes acontecem deixam a experiência ainda mais gratificante. No dia seguinte levantei acampamento e segui para a cachoeira dos funis, que na verdade é um complexo de cachoeiras, a gente passa por várias quedas d'água de vários tamanhos até chegar na principal. Fica há uns 40 minutos de caminhada da igrejinha e chegando no rio o caminho fica muito divertido, precisa passar pelo leito, por rochas, trechos íngremes, subir e descer árvores... Aproveitei que estava um dia de pouco movimento e passei a manhã de boa na cachoeira, o barulho constante da água caindo me enche de paz, é perfeito pra ler, pensar, escrever e refletir, deve ser muito bom pra meditar também. À tarde segui pra casa do Agnaldo, é uma casa mais simples que a igrejinha mas igualmente aconchegante, inclusive foi a que mais gostei, o rio Pati passa bem na frente, a Dona Patrícia é muito gente boa e uma ótima cozinheira, o Mingau que é gato da casa é extremamente folgado, Agnaldo e Seu Miguel contam muitas histórias ao redor da fogueira durante a noite, além de tudo isso, é a casa que fica mais perto do morro do castelo, uma das atrações obrigatórias pra quem visita o Vale do Pati. Tudo isso me fez tomar a feliz decisão de ficar dois dias nessa casa, lugar onde passei ótimos momentos, conheci algumas pessoas, reencontrei as argentinas e o goiano que me acompanharam até o rancho no primeiro dia, também reencontrei meus amigos de minas, de quebra ainda tive a oportunidade de curtir o "forró da lua cheia", como foi carinhosamente apelidado o forró que teve lá perto, na casa de Raquel, que é mãe do Agnaldo. Até pensei em não ir e passar a noite descansando já que iria pro castelo no dia seguinte, mas aí pensei: Quantas vezes na vida a gente tem a chance de estar no Vale do Pati no mesmo dia em que duas bandas passavam por lá e resolveram se juntar pra fazer um som? Tudo iluminado pela lua cheia que saía lentamente de trás do morro do castelo? Com pessoas de várias partes do Brasil e até de outro país? Mesmo não sendo um fã de forró, não tinha como deixar essa passar... O dia seguinte começou nublado e com temperatura bem amena, clima perfeito pra subir o morro do castelo, a trilha começa bem perto da casa do Seu Agnaldo e é basicamente subida, pode subir sem dó que uma hora você vai parar na entrada de uma gruta, ela é bem curta, mas é preciso levar uma lanterna para atravessá-la. Saindo da gruta tem mais um pouco de subida, mas agora precisa meio que escalar umas rochas grandes, nada complicado, parte bem divertida até. Em poucos minutos cheguei no mirante, a paisagem é realmente muito bonita, destaque pra visão da cachoeira do calixto, lá de cima também dá pra ter uma boa noção da topografia do vale. Também imagino que assistir o pôr do sol dali seja incrível. Passei a manhã no morro e à tarde fiquei de boa na casa de Seu Agnaldo, relaxei bastante na água gelada do rio e fiquei descansado pro dia seguinte. O próximo dia foi o que saí da casa de Agnaldo rumo à prefeitura, que é cuidada pelo Jaílson, irmão do Agnaldo. Lá encontrei novamente o casal de minas que conheci na igrejinha. O principal destaque da prefeitura é a visão do morro do castelo de frente, impressionante! Tem um poço bem perto também, que aliás é um banho muito bom, água geladinha... Cheguei na prefeitura de manhã e à tarde fiquei no poço da árvore, como sugeri antes, é um lugar bem agradável. O Jaílson é muito hospitaleiro, no fim da tarde ficamos prosando na varanda com a vista do castelo no horizonte e à noite quase morri de tanto comer, a comida estava boa demais. Antes de dormir ainda passei alguns minutos olhando pro céu estrelado, como não há poluição luminosa lá as estrelas estavam bem destacadas, principalmente a constelação de orion. Belíssimo céu noturno, pena eu não ter uma câmera com qualidade para fotos de paisagens assim, dessa vez ficou registrado apenas na mente mesmo. No dia seguinte levantei cedo e segui pra cachoeira do calixto, só de pensar que quase desisti de passar por lá pra voltar pelo Guiné me dá calafrios. Se for no Pati não deixe de passar um dia nesta cachoeira, se precisar, adapte o roteiro, se estiver muito cansado fique descansando o quanto for preciso pra ir, pra mim foi o ponto mais alto da viagem, vale muito a pena. O plano inicial era passar o dia curtindo a cachoeira e no final da tarde seguir pro córrego do sebo, uma hora de caminhada adiante. Ainda bem que mudei de ideia lá, além da cachoeira imponente e do clima super agradável de mata atlântica, contemplei o que pra mim foi a vista mais incrível da viagem... Um pouco depois do pôr do sol, antes de ficar completamente escuro os vagalumes começam seu show. Lembro perfeitamente do momento, lá estava eu, sentado tomando um leite quente com café e atrás de mim tinha o barulho constante de água caindo da cachoeira, à frente dava pra ver o contorno dos morros, as estrelas começavam a aparecer e à esquerda vi um show de luzes verdes piscando, tinha bem pouca claridade, então só dava pra ver os contornos das árvores altas e as luzes piscando. Me veio à mente imagens de histórias encantadas, me lembrou uma daquelas florestas escuras, com elfos, fadas e outros seres imaginários que vemos em produções cinematográficas por aí... Após uma noite um pouco desconfortável - quando fui armar minha barraca os melhores locais já estavam ocupados - saí assim que acordei rumo ao Capão novamente, confesso que fiquei preocupado, pois o sofrimento que passei uma semana antes ao fazer um caminho tão grande ainda estava bem fresco na memória. Bom, não havia tempo pra deixar a insegurança tomar conta de mim, ainda mais ali perto do final. Além do mais, ninguém poderia fazer o caminho por mim mesmo, eu teria que encarar de qualquer jeito. Coincidentemente a camisa do último dia acabou sendo a mesma do primeiro, e lá fui eu, um maluco com a camisa da Argentina pegando sozinho um caminho completamente desconhecido, nos primeiros minutos encontrei um grupo bem alto astral chegando na cachoeira, conversamos um pouco e segui adiante. Pouco mais a frente passei pelo córrego do sebo e falei com um pessoal que estava acampado lá. Depois disso, acho que fiz o maior percurso sozinho de toda a viagem, não vi mais ninguém até chegar na toca do gaúcho onde parei pra almoçar. Neste trecho tive bastante tempo pra refletir sobre toda a minha aventura, pensei nas pessoas que conheci, nas coisas que aprendi, nos perrengues que passei... Também me surpreendi com meu desempenho físico neste último dia, cheguei no Capão e ainda tinha energia pra bastante coisa, incrível como nosso corpo se adapta rapidamente. No fim, o saldo foi super positivo, fiquei muitíssimo satisfeito porque conheci ótimas pessoas, aprendi a me virar em situações adversas, a reconhecer meus limites e principalmente a lidar com eles. Depois de tudo isso, sinto que posso realizar muitas coisas que eu nem imaginava ser capaz, descobri que tenho a capacidade de me manter calmo mesmo quando seria perfeitamente normal perder a cabeça e que é possível curtir uma viagem dessas sozinho. Sempre quis visitar o Pati, mas sempre esbarrava na falta de gente pra ir junto, por n motivos sempre dava uma zica pra alguém, quando apareceu essa oportunidade resolvi ir sozinho mesmo e ver no que dava... Fui muito feliz nessa escolha, pois saí bem satisfeito e senti que fiz tudo o que queria fazer, que não deixei nada inacabado... Trouxe comigo só boas memórias, a saudade e a certeza que um dia voltarei ao Vale do Pati pra mais uma grande aventura, pra mais um tempo curtindo paz absoluta e paisagens maravilhosas... PS: Ainda reencontrei o casal de Minas que conheci lá no começo, entraram na mesma van que eu no dia de ir embora, nem se fosse combinado tinha acontecido isso kkkkk.
  17. ekimura

    Chapada Diamantina

    Oi pessoal ! Já fiz um mochilão para a Bahia uns cinco anos atrás, agora vou fazer outro para a Chapada Diamantina. Será que é tranquilo ir sozinha fazer as trilhas ? Será que lá eu consigo entrar em algum grupo ? bjs Ester
  18. Marco Sobral

    Trekking do Descobrimento - Março/2018

    Importante: Esse trekking apesar de parecer fácil (só andar pela praia) exige uma alta compreensão sobre marés e condições climáticas (todos os dias olhávamos o tábua de marés de noite e de manhã), pois qualquer mudança de tempo pode acarretar na abordagem do trekking. É recomendável fazê-lo na lua nova* Iolanda me chamou para realizar esse trekking por volta de Setembro/2017 com previsão de realizarmos em Março/2018, como eu já estava no mochilão pelo Brasil eu não dei certeza, mas me programava para realizá-lo, pois depois de pesquisar sobre o trekking me encantei com a história. Em fevereiro consegui a passagem para Itamaraju para o dia 09/03 e estávamos marcando para iniciar o trekking no dia 12/03. Embarquei no dia 09/03 para Itamaraju para encontrar a Iolanda na casa da avó dela. Após 27hrs de viagem cheguei em Itamaraju na madrugada do dia 11/03. Ficamos o dia 11/03 inteiro atrás de mercado e lugares para comprar o que faltava, mas esquecemos que era domingo e cidade do interior não funciona igual Sampa rsrs 1° Dia - Itamaraju a Barra do Cahy Percorridos: 11km. Tempo estimado: 4hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) (Ônibus Itamaraju x Prado: R$14 Táxi Prado x Cumuruxatiba: R$15) Acordamos por volta das 6hrs da matina e fomos tomar café, nos despedimos de todos e corremos para rodoviária, chegando na rodoviária vimos o ônibus para Cumuruxatiba saindo e o próximo seria só às 14h30. Optamos pela opção de ir até Prado e de Prado tentar um táxi ou pegar o ônibus às 12hrs para Cumuruxatiba. Chegando em Prado nos deparamos com os primeiros oportunistas que encontraríamos no caminho dessas cidades que estão virando turísticas, o senhor queria cobrar R$200 (exatamente duzentos reais) para deixar a gente no trevo de Cumuruxatiba e assim tentarmos carona, nem fodendo que íamos pagar tudo isso em um táxi sendo que o ônibus não era nem R$15. Aproveitamos o intervalo para irmos no mercado para comprar o restante das coisas que comeríamos nos próximos dias. Voltando do mercado um senhor ofereceu para levar a gente por R$15 até Cumuruxatiba e nos deixaria onde quiséssemos, por esse preço não dá para recusar né...logo aceitamos! Chegamos em Cumuruxatiba por volta das 10h30 e junto conosco chegou uma puta de uma chuva! Como estava chovendo muito resolvemos parar em um restaurante para “encher a pança” antes de começar a caminhada. Encontramos PF há R$15 no Restaurante da EMA que fica atrás da igreja de Cumuruxatiba. Após comermos iniciamos o trajeto até Barra do Cahy era por volta das 12hrs. No começo da caminhada estava uma maravilha, tinha parado de chover, o sol estava entre nuvens, estava um vento agradável, a vista da praia era muito foda. Mas como nem tudo são flores o céu começou a fechar e logo começou a chover muito. Começou a ficar ruim para andar na areia com chuva e maré alta corremos para andar perto das vegetações. E foi desta forma que achamos o camping da Glória, onde decidimos entrar e ficar para esperar a chuva passar Pagamos R$ 30 pp, o camping é bem estruturado e tem uma “puta de uma vista”. 2° dia - Barra do Cahy x Corumbau Percorrido: 16km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5h para ver o Sol Nascer, mas o tempo não colaborou para um belo nascer do sol. Fizemos nosso café e enquanto comíamos olhavamos o site Tábua de Maré para saber o horário exato da maré morta, assim não teríamos surpresas ao chegar no Rio Cahy. Nesse dia a maré morta seria por volta das 9h portanto saímos do camping por volta das 9h já que estamos há uns 30min do Rio. Passamos pela tão famosa “placa do desembarque e pela Cruz do Marco do Descobrimento” (que cada um diz que foi em um lugar). Chegamos no Rio e ele estava realmente muito baixo e como diz os locais “a água berava o jueio”. A vista é espetacular, mas a maré estava subindo e isso dificultou a nossa passagem por um dos “cotovelos de falésias” onde atravessamos com a água “berando o jueio”, mas depois desse “cotovelo” já avistávamos a ponta de Corumbau que dizem que chega a 200m a dentro do mar (eu não tinha uma fita para medir, mas ia longe…). Após algumas horas de caminhada (até que tranquila já que o clima ajudou bastante), chegamos em Corumbau e fomos direto olhar o Rio para ter uma noção da maré no pico mais alto e ver se dava para atravessar na maré morta. Chegando perto do rio já fomos surpreendidos por um índio muito louco de cachaça que queria de todo jeito levar a gente para o outro lado, mas decidimos pernoitar em Corumbau e sair no dia seguinte. Encontramos o camping Ilha do Sossêgo do Seu Zé que nos cobrou R$10 pp. O camping não era tão estruturado, tinha banheiro e se quisesse usar a cozinha poderia usar a da casa do Seu Zé. Por volta das 18hrs a maré estaria quase morta então resolvemos ir no Rio Corumbau para ver a possibilidade de atravessar no dia seguinte. Mesmo a maré não estando morta dava para atravessar com a água na cintura, ou seja, na maré morta a gente passa com a água “berando o jueio”. 3° dia - Corumbau x Caraíva Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Acordamos por volta das 5hrs, mas novamente o tempo nublado não quis colaborar para vermos um belo nascer do sol. Enquanto preparavamos nosso café da manhã Seu Zé veio “trocar um dedinho de prosa” com a gente e tomar um cafezinho de mochileiro. Contou diversas histórias de quando era mais jovem e fazia esses caminhos a pé pois não tinha outra opção. Contou sobre como a vila e a aldeia vem crescendo nos últimos tempos e melhorando o acesso às cidades vizinhas. Contou mais um monte de histórias, típico de senhor do interior que já vivenciou muita coisa e sempre tem bons "causos" pra contar. Depois de boa conversa com Seu Zé saímos para mais uma caminhada e já beirava as 9hrs onde passávamos tranquilamente pelo rio “berando o jueio”. Agora sim estávamos trilhando na Bahia o sol batia os 35° logo pela manhã e andar na areia fofa de Corumbau para Caraíva não estava sendo nada fácil. Pouco tempo andando na areia corremos para a estrada que liga Caraíva a Aldeia de Corumbau (onde passa muitos bugs), o chão ficou melhor para caminhar mas o sol e a ausência de vento continuava o mesmo. Cada sombra que encontrávamos tínhamos que parar para um descanso e em uma delas encontramos uma entrada de carro que dava para uma estupenda vista do mar esverdeado. Entramos e logo avistamos diversos coqueiros e o mar mais bonito visto até agora (Praia do Negro). Conversamos com dois senhores que estavam parados lá pegando coco e aproveitamos para pegar coco também pelo menos a água de coco para matar um pouco desse calor bahiano. Dali em diante seguimos pela areia até começarmos a avistar as aldeias de Caraíva e o calor nada de diminuir. Entramos no primeiro camping que vimos e negociamos um valor para ficarmos 2 noites já que estávamos com tempo e não tínhamos pressa de chegar em lugar algum. No camping do xando cobram R$15 pp e não é tão estruturado, os banheiros são compartilhado com a aldeia toda e a cozinha se quiser usar pode usar de uma das casas. Após fecharmos os dias no camping fomos conhecer a vila e realmente Caraíva é muito aconchegante, diversas casas coloridas e um povoado bem hospitaleiro, andamos bastante na vila e fomos para a barra para analisar o Rio e o nível da maré no seu pico máximo, aproveitando que estávamos lá ficamos para curtir o restante do dia. De noite fomos até a vila para conhecer o comércio e tudo é muito limpo e organizado, mas os preços são absurdos! Tudo é superfaturado (mesmo para um local de difícil acesso). Aproveitamos o horário para ver a maré morta para estudarmos uma forma de passar. Voltamos para a vila e curtir um pouco mais da noite e os poucos lugares abertos (talvez porque era uma quarta pós temporada). 4° dia - Caraíva Percorrido: 0km Tempo estimado: dia de descanso Novamente acordamos as 5hrs e a neblina não ajudou no nascer do sol, mas também não dava para ficar muito tempo na barraca afinal estamos na Bahia. Após o café da manhã fomos na barra ver o nível na maré morta e se realmente dava para passar. Depois ficamos o dia todo curtindo a praia, a vila e o rio. A noite fomos em um MPB que estava rolando em um dos bares e a maioria dos comércios estavam abertos (creio que porque era quinta) diferente do dia anterior que estavam todos fechados. 5° dia - Caraíva x Curuipe (um pouco mais pra frente) Percorrido: 12km Tempo estimado: 3hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Novamente acordamos as 5hrs para ver o sol nascer e o tempo nublado não ajudou, mas aproveitamos para tomar café e arrumar as coisas para sairmos. Após 10min de caminhada chegamos no Rio Caraíva no momento exato da maré morta e conseguimos passar com a água “berando o jueio”. Andamos aproximadamente 3km e chegamos na praia do Satu (homenagem ao antigo morador da praia) e, na minha opinião, o local é muito mais bonito que Caraíva e tem opção de camping agora. Seguindo pela praia de Satu passamos pela primeira lagoa que sabíamos que encontraríamos pelo caminho, mesmo estando vazia preferimos seguir pois sabíamos que havia outra logo a frente e que era ainda mais bonita. chegamos na segunda e paramos para admirar a paisagem e tomar um “banhão” naquela bela Lagoa esverdeada e de água morna. Para nossa surpresa pouco tempo depois da segunda lagoa encontramos uma terceira é essa terceira é bem agitada, mesmo na maré morta a água estava com um nível elevado e a correnteza forte pra caramba. Seguimos para a falésia onde subiríamos para chegar no espelho (e para bom um observador a trilha da falésia é vista de Caraíva). Subimos por uma escada que ajudou bastante, mesmo em construção, e logo avistamos a placa indicando a praia do espelho para esquerda, mas também tinha uma trilha para a direita que, aparentemente, iria para a ponta da falésia, claro que pegamos para a direita! E que bom que pegamos para a direita passamos por diversos mirantes com vistas de tirar o fôlego e conseguíamos avistar até Corumbau. Seguimos a trilha e encontramos as placas do espelho novamente, ou seja, devemos ter andado 1km a mais do que a trilha indicava. Descendo a falésia avistamos um mar surpreendente e a movimentação de turistas, deduzimos que estávamos bem perto da praia do espelho. Chegando na praia do espelho tava lotado de turistas, não tinha nem lugar para sentar mais portanto seguimos e Curuipe também não foi diferente. Lembramos que era sexta-feira e que a parte “tranquila” de praia tinha acabado. Andamos um pouco mais e decidimos parar para dormir do jeito que a gente gosta (no bivaque). 6° dia - Curuipe x Trancoso Percorrido: 18km Tempo estimado: 4hrs Novamente acordamos as 5hrs e hoje sim valeu ter acordado cedo, que nascer do sol foda! Na nossa cara, saindo de dentro do mar. Tomamos café e saímos por volta das 7h30 para chegar no Rio dos Frades na maré morta. Após 1h de caminhada chegamos no Rio dos Frades e ele realmente é como falaram, largo e com muita correnteza. Mas como estávamos sempre atentos na tábua de maré sabíamos que estaria chegando a hora da maré morta e daria para passar, dessa vez a água chegou na cintura e foi um pouco mais trabalhoso a correnteza, mas passamos! Estamos firmes seguindo o plano de não pagar canoa proposto no início da trilha. Como estava bem cedo tinha muito pescador de polvo e de siri. Seguimos firmemente por todas as praias aproveitando o tapetão de areia firme formado pela maré morta e o sol entre nuvens também estava ajudando, tudo propício para andar mais de 15km. Após passar várias praias sem ninguém, começamos avistar muito, mas muito guarda sol e logo tivemos certeza que estávamos chegando em Trancoso pelas abordagens. Foram umas 5 abordagens de turistas perguntando onde estávamos, quantos km, se dormíamos (?) e essas coisas (até pediram para tirar foto com nossas cargueiras). Enfim, Trancoso e a muvuca de turistas e muita gente e sem paz nem Sossêgo. Fomos então para o famoso quadrado de trancoso, entramos na placa da associação, passamos por uma ponte de madeira que corta o mangue e já começamos avistar muitos carros principalmente subindo a estrada para o quadrado. Andamos pelo quadrado e lembra bastante Caraíva (só que 3x maior e mais cheio de gente), paramos no mercado pra comprar uma breja e brindar a caminhada. Enquanto conversávamos sobre como Trancoso estava cheio e como a cidade estava grande (tem de tudo por aqui mas para alta sociedade) uma senhora abordou a gente e perguntou se não queríamos ficar no camping dela que era R$15 pp e ficava bem próximo da praia. Aceitamos e fomos para a Casa Harmonia. O lugar está começando agora, mas a recepção foi bem boa e decidimos pernoitar nele mesmo. (Como estava tudo muito cheio, praticamente não tiramos fotos) 7° dia - Trancoso x Porto Seguro Percorrido: 21km Tempo estimado: 5hrs (com parada para fotos, banhos de mar e descansos) Como estávamos em um camping tranquilo, não tinha vista pro mar e era praticamente o último dia de trekking resolvemos aproveitar mais para dormir. Acordamos por volta das 7hrs, tomamos aquele café da manhã que acaba com tudo o que tem pra ficar mais leve e seguimos. A praia dos nativos é bem bonita e ainda não tinha muitos turistas, pois era bem cedo. O tempo, novamente, ajudou para mais esse dia de caminhada. Sol entre nuvens, areia firme, maré baixa e pé na areia! Pouco tempo de caminhada passamos pelo rio da barra que estava com a água “berando o jueio” e assim finalizamos nosso acordo de não pagar canoa para atravessar nenhum rio! A vista de Trancoso para Arraial é igual todas que estávamos vendo até hoje, mar azul, mar verde, falésia, areia grossa, areia fina e céu azul tudo muito foda como foram esses 7 dias. Após algumas horas de caminhada começamos ver a movimentação dos turistas andando pela praia e assim foi até chegar na Praia do Mucugê (uma das praias de Arraial d'ajuda). Entramos em uma ruazinha para conhecer a vila e me apaixonei por ela. De todos os lugares que passamos Arraial d'ajuda foi o que eu mais gostei. Casinhas coloridas, bares e restaurantes temáticos, ruas de pedras, nativos bem receptivos, preços não era tão abusivos...era praticamente uma cidade grande com cara de interior na praia (ótima denominação). Andamos bastante por arraial d'ajuda e seguimos pela praia até a balsa para passar para Porto Seguro e finalizarmos nosso trekking. A praia dos pescadores e Araçaipe nem se comparam com as praias que passamos tanto pela cor do mar como pela vista e a movimentação dos turistas. Chegamos na balsa e para atravessar para Porto Seguro não paga, mas para voltar para Arraial d'ajuda tem uma taxa de R$5. Descemos da balsa e fomos andando pela passarela do descobrimento para dar uma olhada na orla de Porto Seguro (e uma analisada nos preços das coisas) fomos até a ponta onde começa a praia e voltamos para finalizar nosso trekking com chave de ouro. Paramos em um bar para beber uma breja e comer porque ninguém é de ferro! Foram 7 dias de trekking, mais de 100km andados e 90km gravados, valeu cada esforço! Dava para ter feito em menos dias, mas não tínhamos pressa de nada e fomos aproveitando cada minuto desse pedacinho do Brasil de tirar o fôlego. O litoral Bahiano não deixa de ser uma bela atração para todos os gostos e nunca desanima. Quem sabe um dia a gente não segue subindo até onde der Link do trekking no wikiloc: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trekking-do-descobrimento-23334805 Para mais fotos e dúvidas (@sobralsemfreio): https://www.instagram.com/sobralsemfreio/
  19. Olá amigos, Primeiramente quero informar que este é o meu primeiro relato de viagem aqui no Mochileiros. Logo, vão me desculpando caso peque em algum detalhe. Dito isso, vamos ao que interessa. Comecei o meu planejamento colhendo informações através do próprio Mochileiros.com, e o meu objetivo era fazer 3 dias intensos na Chapada, tentando investir um valor justo e explorar o máximo possível. Pegamos a estrada (em veículo próprio - Eu, Minha Esposa, Minha Mãe e o Marido dela) saindo de Aracaju/SE no dia 02/01/2018 às 04:00. De Aracaju para Lençóis são pouco mais de 600 KM, cheguei na cidade por volta de 12:30 (parei para tomar café na estrada - óbvio que levei tudo, já economizei essa grana). Parada em Entre Rios-BA para tomar café Depois de ter tomado um belo café na beira da estrada vendo o sol nascer, seguimos em frente. A rodovia está ótima e logo-logo chegamos à Feira de Santana-BA. Em Feira existe uma rodovia pedagiada (Concessão Via Bahia) e o valor do pedágio nesta época foi de R$ 4,50. Valor justo e a pista um TAPETE. Seguimos viagem apreciando belíssimas paisagens: Parada na estrada para registrar a paisagem da região (muito bonita) As 12:30 chegamos em Lençóis e fomos diretamente para a Pousada da Lurdinha. Ela é uma nativa da região, super gente boa e fez da sua casa uma pousada. Local muito aconchegante e no valor da diária já está incluso o café da manhã. Quarto com banheiro independente com ventilador: R$ 100,00 - com Ar Condicionado - R$ 140,00. Se você for em época de calor (quase todos os meses do ano nesta região, e for uma pessoa calorenta, vale pegar o quarto com Ar condicionado, pois a cidade é muito abafada, o tempo só vai esfriar por volta das 00:00. Essa é a Lurdinha - CONTATO: 75 - 9.9872-5019 Depois de deixar a nossa bagagem fomos ao encontro do nosso Guia Turístico (sim, na Chapada entrar para fazer as trilhas é complicado sozinho, ainda mais com família), optei pela segurança e contratei o guia da empresa do Renato - A empresa se chama Volta ao Parque e fica logo no centro de lençóis, ao lado da Lotérica, não tem errada). Observação Importante: Você pode contratar o serviço de duas formas: 1 - Você contrata a empresa Volta ao Parque e ela se responsabiliza de te pegar no hotel e te levar para os passeios com o Guia (valor R$ 200,00 por pessoa, por dia) e a opção 2: Você ir com o seu veículo e contratar somente o serviço do Guia que fica entre R$ 170,00 e R$ 200,00 - porém este valor é para o grupo, ou seja, ao invés de você pagar R$ 800,00 (para quatro pessoas em um dia, você vai pagar apenas R$ 200,00. Claro que fiquei com a segunda opção. E esse valor de R$ 200,00 somente do Guia ainda tem conversa, NEGOCIE. O site da empresa é este: http://www.voltaaoparque.com.br/ O dono da empresa chama-se Renato, este é o contato dele: 75 - 9.9963-1269 Os guias que nos acompanharam foram: Flávio (primeiro dia) e Tom (segundo e terceiro dia). Ambos muito competentes e atenciosos. Observação sobre o serviço do guia: Gente, o pessoal tem treinamento de primeiros socorros, andam com uma mochila com um KIT caso você precise de algum atendimento dentro da trilha (minha mãe machucou o pé e precisou). Ao meu ver é um dinheiro bem pago e que não deve ser economizado, salvo se você já tiver experiência em trilhas na Chapada. Outra coisa, alguns passeios além do guia você precisará pagar taxa para entrar lo local (locais de propriedade privada). Avisarei aqui em qual passeio paguei taxa e o valor. Dito isso, fomos em direção nosso primeiro passeio: Vale da Muritiba (Não paga taxa para entrar no local) Veja aqui o vídeo do guia explicando o nosso roteiro do primeiro dia: O vale fica dentro de Lençóis e essa foi a nossa primeira opção de passeio por uma questão óbvia: Só tínhamos o período da tarde para aproveitar, então subimos o vale. São 6 KM ao total, passando por 3 cachoeiras e tirando uma foto belíssima no topo do morro: SEGUNDO DIA: Depois de uma aventura e tanto no dia anterior, seguimos para um roteiro extenso durante todo o dia. Visitamos os seguintes locais: Poço do Diabo (Rio Mucugê) - Não paga taxa Pratinha - Atenção para esta parte do passeio!!! O local apesar de ser bonito, paga uma taxa absurda de R$ 40,00 (por pessoa) e tudo o que você for fazer lá dentro é pago também (tirolesa, pedalinho, flutuação... tudo é pago). Além de a estrada para acesso (Janeiro de 2018) ser uma porcaria. Estrada de chão, cheia de buracos e os caras sequer se preocupam em passar uma máquina na pista para melhorar. Achei a relação custo x benefício péssima, é só você fazer uma conta para 4 pessoas (só de taxa você irá pagar R$ 160,00) fora que parece um piscinão, cheio de gente, enfim... Não recomendo. Dizem que a flutuação por dentro das cavernas é linda, mas tinha tanta gente pra fazer que eu desistir. Fiquei frustrado e não recomendo a Pratinha (minha opinião). Segue algumas fotos: Gruta Lapa Doce - Um dos passeios mais interessantes que fizemos - Taxa de R$ 15,00 ou é 30,00 por pessoa (não lembro) Gente, só de imaginar que a Chapada toda um dia foi o fundo do mar já é inimaginável. Agora, descer por alguns metros, entrar numa gruta que tem 42 KM de extensão mapeados (turista só pode andar apenas 1 KM) é surreal. O local conta com Guia próprio (nosso guia foi o Carlinhos) muito competente. O pessoal leva isso muito a sério lá, inclusive tem vários estudos feitos pelo pessoal da USP e UFBA. Passeio indispensável para quem vai à Chapada. TERCEIRO DIA Começamos o dia subindo o Morro do Pai Inácio. Que vista incrível!! - Paga taxa de R$ 6,00 por pessoa para subir o morro. CACHOEIRA DO MOSQUITO - Paga taxa de R$ 15,00 por pessoa. Outro passeio indispensável. A cachoeira do mosquito fica dentro de uma fazenda privada, são 18 KM de estrada de chão e + 1 KM mata a baixo para chegar na cachoeira. Vale cada esforço, cada suor derramado. OBS sobre o amoço Cachoeira do Mosquito: Vale a pena você pagar R$ 30,00 para almoçar na fazenda (você paga a taxa e come livremente). O almoço é uma delícia, tudo feito em panela de barro: Dá uma olhada nas fotos: RIBEIRÃO DO MEIO - Não paga taxa para entrar. Sã0 5,0 KM de trilha total (ida e volta) Único local que não fiz registros. Pra falar a verdade? Cheguei o pó de cansado lá! Hahahahaahaha. Só fiz entrar na cachoeira, revirogar as energias e voltar, pois já era 17:30 e começou a chover. Ficamos receio de escurecer rapidamente e termos que fazer a trilha de retorno a noite. O passeio vale a pena, o local é bonito e é aqui que fica o tobogã de água natural. Fim do passeio, na manhã do dia seguinte é dia de pegar estrada e voltar para a nossas atividades. Dona Lurdinha manda um recado para vocês: É isso pessoal. Espero poder ter ajudado com informações úteis para os amigos aventureiros. Boa viagem, até a próxima aventura!
  20. Olá gente, fiz uma trip pelo litoral baiano e vim conta um pouquinho pra vocês. Vou fracionar os relatos por cidades para ficar menor e mais fácil para quem tiver interesse. Apenas para fazer um breve resumo de como foi minha viagem, segue a foto: A minha viagem Porto Seguro não foi tão barata e mochileira quanto as outras cidades, porque em Porto minha mãe me acompanhou. Ela não topa passeios alternativos, andar longas distancias para economizar. Existem outros relatos por aqui e o pessoal que ja leu sabe como ela é hahaha. As outras cidades estão sendo bem econômicas apesar de ter achado a Bahia em geral cara. 22.01 Iniciei minha viagem por Porto Seguro. Comprei minha passagem numa promoção de milhas da Gol. Paguei míseras 4.000 milhas ida e volta por Porto Seguro. Cheguei em Porto no dia 22.01 às 23h. Para quem não é do nordeste ou norte, importante lembrar que lá não tem horário de verão. Minha mãe e eu ficamos na Hospedaria Costa do Descobrimento, localizada na rua Cova da Moça 89. Fica beeemm no centro. 2 minutos da Av dos Navegantes, onde tem mercados, farmácias, bancos, restaurantes e 5 min da Passarela do Álcool. A hospedaria é bem simples, o dono que é o Cido, é uma excelente figura humana. Muito receptivo, simpático e faz de tudo para ajudar os hóspedes. Comprou até café da manhã pra gente tomar 2x que eu estava lá. Ele está investindo na hospedaria, e vai ficar muito top. Saí de lá já com uma cozinha quase nova e alguns quartos também. Então super recomendo. Se vocês forem diz que foi a Nayhara do RJ que recomendou. Estavámos cansadas para sair e como ainda não conhecia a cidade fiquei apreensiva (carioca sabe como é né? gosta de fazer o reconhecimento da área primeiro). Então o Cido pediu uma pizza para gente com refrigerante e suco. Comemos na hospedaria mesmo e depois fomos dormir. Fotos da área de fora da hospedaria => Gastos para 2: Uber casa/aeroporto: R$25 Capuccino no aeroporto: R$20 Taxi aero/hotel: R$22 Hospedaria: R$630 Pizza, refri e suco: R$35 23.01 Acordei às 7h e fui na padaria em frente a hospedaria comprar algo para o café. Aproveitei e comprei garrafa de água, suco e biscoitos para levarmos no passeio do dia. Já tinha deixado reservado do RJ o passeio desse dia. Seria Arraial D'Ajuda e Trancoso. Fechei com Pataxó Turismo. Ia fechar todos com eles, mas descobri agencias mais em conta e que foram excelentes também. Saímos do hotel às 8h em direção à Trancoso. A van atravessou de balsa o Rio Buranhém. Podemos descer da van durante a travessia. Uma dica é: se você estiver de carro próprio, alugado, vai ficar na fila horas. Os carros de agência tem prioridade, então passam na frente. Eu não me lembro o nome das praias, mas a primeira foi em Trancoso e a segunda praia em Arraial D'ajuda. Além da visita ao centro histórico também nos dois distritos. A Luiza, a guia e dona da empresa, é muito simpática e detalha toda a viagem pra gente. Chegamos de volta ao hotel por volta das 18h. Tomamos banho e fui no mercado fazer compras. Como eu falei antes o hotel fica cercado de mercados, tem o Atacadão Rondelli e o Cambuí. A hospedaria tem cozinha compartilhada. Então fiz nosso jantar, minha mãe foi dormir e eu fui à Passarela do Álcool. Não vi nada demais na passarela. É uma feirinha que vende de tudo, muito parecida com as que tem nas orlas de Fortaleza e Maceio. Em frente a Passarela do Alcool tem a Praça do Relógio onde todo dia tem música ao vivo. Existem várias agências de passeio ali e você pode comparar e chorar os preços. Gastos para 02 pessoas: Padaria: R$14 PAsseio: R$100 Gastos no passeio (água, refri, milho verde etc): R$30 Mercado: R$80 24.01 Fechamos o passeio para Caraíva sem pernoite nesse dia. Eu queria muitooooooo ir a Caraíva e minha mae por motivos óbvios não queria pernoitar num local sem luz eletrica e sinal de celular. Então a opção foi fazer bate e volta. Mas recomendo que vocês pernoitem por vários motivos: é longe e cansativa a viagem, você aproveita pouco tempo da cidade e dizem que caraíva é maravilhosa à noite. Imagino que sim. Caraíva é passeio para quem quer conexão com a natureza selvagem. Uma coisa bem roots. Mesmo sendo rápido valeu muito à pena. Primeiro faz a parada na praia e depois o banho no Rio Caraíva. Chegamos 21h em casa. Foi só o tempo de comer e capotar de cansaço. São quase 3 horas de viagem com direito a travessia de balsa e barco. Gastos para 02 pessoas: Passeio: R$300 Gastos em Caraíva: R$50 25.01 Fechamos o Passeio para a Praia do Espelho. Esse passeio engloba uma parada na Reserva Pataxó Imbiriba (tanto na ida quanto na volta) e passeio pela reserva dos búfulos (mas não tem parada, você vê apenas do carro os animais). Já é o quinto ano que faço mochilão no Nordeste e para mim essa praia foi a mais bonitas de todos os estados que passei. Simplesmente indescritível. Na reserva tem apresentação com dança (inclusive com a gente) e explicação sobre a cultura indígena, isso na ida. Na volta a gente para na reserva para quem quiser comprar coisas feitas pelos índios e tirar foto com as araras. Quando você desce do carro as crianças começam a, praticamente, jogar as pobres das araras em cima de você para tirar foto e você pode dar um, dois reais para eles, que eles ficam muito felizes. Mas os curumins odeiam tirar fotos rs. Voltamos para o hotel e à noite passeamos de novo na passarela e na praça do relógio. Essa, à propósito, é a única atividade noturna da cidade.Voltamos para o hotel, jantamos e fomos dormir. Gastos para 02 pessoas: Passeio: R$110 Gastos na praia: R$25 Gastos à noite: R$15 26.01 Fizemos o Passeio de Chalana fluvial nesse dia. Eu gostei muito desse passeio, mas recomendo quem tiver problemas com enjoos ao andar de escunas, chalanas e afins tomar um Draminzinho, porque óh! rs... O passeio engloba mergulho em Coroa Alta, visitação na Ilha do Sol e Ilha de Santo André e o Banho de Lama. Coroa Alta não é o passeio adequado para "ver peixinhos". Seria o mergulho no recife de fora que não fizemos, pois já fizemos esse mesmo passeio em Maceio e Natal então não achamos que compensava (Recife de Fora custa 100 reais e dura 4 horas o passeio em Porto Seguro). Fomos de ônibus até Santa Cruz Cabrália, onde fizemos um tour pequenos pelos locais históricos, primeira missa, a cruz etc... e de lá pegamos a Chalana para Coroa Alta. No porto fica uma moça alugando crocs e snorkel para tentar ver os peixinhos em Coroa Alta. Não é garantia que você vá ver, mas eu tive sorte. Aluguei e apostei que conseguiria e pimba! Me senti em Maragogi. Um passeio incrível. Pena que em Coroa ficamos só 1h. Depois fomos para Ilha de Santo André, onde almoçamos. Lá não aceita cartão de crédito, igual em Caraíva, porque o sinal é zero de celular. Então separa o dinheirinho porque a comida é uma facada rs... O kg no restaurante é 66 reais e o pratinho com 3 sobremesas que você pode escolher custa 6 reais. No restaurante tem piscina e redes. Aliás, todo lugar na Bahia tem rede haha Saímos de lá e fomos para a Ilha do Sol, o paraíso dos licores e doces. Me pergunto se foi lá que a Milla do Netinho nasceu "eu e você, na Ilha do Sol...", enfim rsrs Fizemos degustação e depois fomos para o banho de lama. Foi bem divertido ver o povo se lamear, mas eu não tive coragem gente haha é no meio do mangue e depois você sai do mangue e vai para o rio tirar a lama, e sai tudinho. Eu cheirei a lama e não fede não. Tem cheiro de ferro, sei lá. Mas fiquei apreensiva pq sou toda alérgica. Chegamos no hotel quase 20h. Mais uma vez passeamos na Passarela do Álcool e depois fomos jantar e dormir. Gastos para 02 pessoas: Passeio: R$180 Restaurante: R$55 Gastos à noite: R$15 27.01 Pela manhã fomos conhecer o Centro Histórico de Porto Seguro. Tava um calor do cão nesse dia. Em Porto tem um sol para cada um e não se iluda se chover, vai dar sol 5 min depois. Saímos de lá e pegamos o ônibus Cabrália na rodoviária e fomos para a praia ToaToa onde tem um complexo de lazer bem animado com dança, animadores, etc. E achei a praia barata em comparação com outros lugares. Á tarde pegamos a balsa e fomos para Arraial e de lá pegamos uma van até a praia de Pitinga. Ficamos pouquinho tempo porque já era de tarde. Mas eu queria muito conhecer lá também. A praia é linda e tem falésias enormes. Vale a pena passar mais tempo por lá. Voltamos para o hotel. Tomamos banho e fomos para a Passarela. Nesse dia ficamos até meia noite na rua, pois estava tocando música ao vivo com um cantor muito animado na praça do Relógio. Gastos para 02 pessoas: Passagem de ônibus: R$18 Passagem de balsa: R$20 Passagem de van: R$16 Gastos em todas as praias: R$ aprox 60 28.01 Minha mãe voltou para o RJ e eu segui para Ilheus de ônibus da rodoviária... Porto x Ilheus R$68
  21. Em Janeiro de 2017 fizemos, mais uma vez, a travessia do Vale do Pati. Em 2015 tínhamos feito essa travessia, porém saindo de Andaraí com destino ao Capão. Dessa vez decidimos fazer a rota inversa. O parceiro Rambo estava na Vila me esperando, já que ele tinha feito a trilha da Fumaça por Baixo saindo de Lençóis e eu não pude ir devido ao trabalho. Então nos encontramos na Vila no dia 08 de Janeiro, passamos a noite no Camping e logo no ínicio da manhã pegamos moto táxi para a vila do bomba. Iniciamos a trilha por volta das 8hs. Nosso primeiro ponto de parada foi no Rancho, onde almoçamos e continuamos nosso caminho até a Igrejinha, já no Vale do Pati. Passamos uma noite muito agradável naquele lugar e como sempre fomos muito bem recebidos pelo João. Pela manhã continuamos nosso caminho e a aventura foi boa demais. Fizemos um vídeo com os principais momentos dessa travessia inesquecível! Confira! "> Você pode conferir também outras aventuras em: https://www.mochileiros.com/travessia-andarai-lencois-pati-capao-em-dose-dupla-t117936.html https://www.mochileiros.com/vale-do-pati-capao-debaixo-de-muitaaa-chuvaaaa-t127573.html https://www.mochileiros.com/desbravando-as-belas-paisagens-da-chapada-diamantina-t134428.html Tire suas dúvias em: ================================== Facebook: https://facebook.com/denisreis07 Instagram: https://instagram.com/denis.reis Email: [email protected] ==================================
  22. Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html) Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas. PLANEJAMENTO Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição! ORGANIZAÇÃO De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L. (Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava . As fotos ficaram por conta do celular mesmo). CAMINHAR! A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha). Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco. Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado! Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar. Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ). O RIO! Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha . (link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar: ) -Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar! -Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!). Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!). Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo. Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando! A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada. Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita. Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu. Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata! O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA: -Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia; -Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal; -Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo; EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Azteq Nepal 2 (não usei)
  23. Salvador a Maragogi sem carro (24 dias) Fotos no final do post Decidi escrever este relato por não ter visto muita gente fazendo este percurso sem carro. O transporte público nesta região não é muito bom, mas é possível conhecer tudo, apesar de levar um pouco mais de tempo. Não vou falar muito dos destinos porque existem já vários relatos aqui. Quero dar as dicas de transporte e as impressões gerais das hospedagens. Cabe dizer que o litoral norte de Alagoas continua um dos mais bonitos do mundo. Comecei a viagem sozinho - as hospedagens em Salvador e Praia do Forte são para uma pessoa - e encontrei com a minha namorada em Aracajú. Roteiro Salvador (3 dias) Hospedagem: apartamento da Gabriela, pelo Airbnb (diária R$50), no Farol da Barra, localização ótima perto do ponto de ônibus tanto para ir a outros bairros da cidade quanto para chegar do aeroporto. Praia do Forte (3 dias) Hospedagem: Albergue Praia do Forte Hostel, que foi a opção mais barata que achei para uma pessoa (cerca de R$70, quarto compartilhado, com café da manhã). O hostel tem uma estrutura muito boa, mas parece mais uma pousada, com a maioria dos quartos individuais. Talvez seja o estilo de turismo de Praia do Forte, mais famílias com crianças. Eu ficaria menos dias aqui viajando sozinho, e tentaria conhecer Imbassaí. Como chegar: ônibus da empresa Linha Verde da rodoviária de Salvador, de hora em hora. (R$12,10) Aracajú (4 dias) Deixamos 4 dias em Aracajú para fazer bate-volta em Laranjeiras e São Cristóvão. Essa última nos impressionou pela quantidade de museus e igrejas. Hospedagem: Airbnb, apartamento da Edenilza na parte norte de Atalaia (diária R$78). Em frente a um ponto de ônibus que leva a todos os pontos turísticos de Aracajú, mas um pouco longe da parte mais bonita da orla. Como chegar: da rodoviária de Salvador, ônibus da empresa Águia Branca, saiu 10:00 chegou 15:15 em Aracajú. (R$86,38 + R$5 taxa de embarque em dinheiro). Infelizmente é necessario voltar para Salvador de Praia do Forte para pegar o ônibus (R$8) Penedo (1 dia) Um dia foi suficiente para ir em alguns museus, ver o por do sol sobre o rio São Francisco e passear pelas ruas. Hospedagem: Pousada Colonial (R$100, no quarto mais simples que não anunciam no booking.com) Como chegar: Ônibus interestaduais são sempre raros nessa região. O melhor é pegar uma van na rodoviária velha de Aracajú (Terminal Centro) para Neópolis (R$18,00) e de lá pegar um barco para Penedo (R$3), que vale até como passeio. Horários das vans aqui. Pontal do Coruripe (2 dias) O plano inicial era ficar 3 dias aqui, para conhecer as praias próximas. Um mal entendido na reserva do hostel fez com ficássemos somente duas noites aqui, mas foi o suficiente. Hospedagem: As Casinhas da Ada (R$100 com ótimo café da manhã, R$80 sem) Como chegar: Não existe atualmente ônibus ou van que chegam no Pontal do Coruripe. Pegamos uma van que faz Penedo-Maceió (saem de hora em hora da rodoviária de Penedo) e que nos deixou no trevo para o Pontal (R$15). Lá conseguimos uma carona até a praia. É viável ir andando, a distância é de 3km. Barra de São Miguel (1 dia) Não gostamos muito de Barra de São Miguel. A praia parece particular das casas que invadem a areia, com poucos acessos da rua. Ficamos aqui por um erro na reserva, compensa para ir nas falésias do Gunga, mas eu deixaria este dia para algum outro destino no litoral norte. Hospedagem: Natu's Hostel (R$90 quarto com ar condicionado) Whatsapp: +55 82 8807 6968 Como chegar: Pegamos um táxi do Pontal de Coruripe até o trevo. Como não há muitas opções, cobraram exorbitantes R$5 por pessoa para 3km de distância. É bem fácil conseguir carona, mas se decidir esta opção, siga caminhando na estrada para o trevo, pois na praça de onde saem os táxis eles constragem as caronas. Como era domingo, as vans estavam demorando a passar e pegamos um táxi lotação até Barra de São Miguel (R$15). Barra do Camaragibe (3 dias) Todo mundo nos perguntou a razão de ficar em Barra do Camaragibe, enquanto a maioria prefere ficar em Barra de Santo Antônio ou São Miguel dos Milagres. Foram duas as razões: hospedagem mais barata aqui, e a possibilidade de chegar à pé nas praias do Morro, Marceneiro, Riacho e até a de São Miguel andando. Hospedagem: Tiriri Guesthouse (R$100) Um dos melhores lugares que ficamos. O João é uma pessoa especial, preocupada com a nossa estadia, nos levou de carro para conhecer as praias, uma relação de amizade mesmo. Whatsapp: +55 82 9412 1732 Como chegar: Caminhamos até o trevo de Barra de São Miguel, pois nos disseram que as vans que entram no centro não param na rodoviária de Maceió. Logo pegamos uma que estava vem cheia (R$12). Na rodoviária saem vans para Porto de Pedras, que passam na Barra do Camaragibe (R$20). Todos os horários aqui. Porto de Pedras (1 dia) Uma noite aqui para ir na praia do Patacho. Nos surpreendeu ser a cidade mais charmosa do roteiro, muito bonita e organizada. A pizzaria Vintage é uma das melhores e baratas da região. Hospedagem: Pousada Chalés do Porto (R$150) Um pouco mais caro do que costumamos pagar, mas valeu a pena. Chalés limpos, cama confortável, piscina e café da manhã incrível. Whatsapp +55 82 99637 0347 Como chegar: A mesma van que nos levou de Maceió para Barra do Camaragibe tem como destino final Porto de Pedras (R$3). Japaratinga (1 dia) Muito gostosa a cidade, bem pequena, mas com alguns restaurantes baratos para almoçar PF. Nos recomendaram muito o passeio das piscinas naturais daqui (R$50), mas não fizemos. A praia é linda. Hospedagem: Pousada Praia dos Encantos (R$130 com excelente café da manhã) Whatsapp: +55 82 98895 2972 Como chegar: Atravessamos a balsa sobre o rio Manguaba, de graça para pedestres. Do outro lado não há transporte público, mas é possível pedir carona para quem está na balsa de carro. Como não conseguimos, pegamos moto-táxi até nossa pousada em Japaratinga (R$10). Maragogi (2 dias) Hospedagem: Tropicalista Hostel, o melhor ambiente que ficamos na viagem. Fizemos grandes amizades aqui, a Dani é ótima anfitriã, ficamos tristes de ir embora. Whatsapp: +55 82 98770-8548 Como chegar: As vans que fazem Maceió - Maragogi voltam ao litoral aqui em Japaratinga, é só esperar no ponto de ônibus, devem passar de 30 em 30 minutos (R$6). Maceió (3 dias) Maceió não tem tantas atrações turísticas além da praia. A maioria dos turistas fecha pacotes para Praia do Francês e Gunga. Ficaria somente 2 dias. Hospedagem: Airbnb, apartamento da Josefa Tânia em Jatiúca (R$110). Excelente localização, fizemos tudo a pé. Como chegar: vans saem de Maragogi às 9:20 12:00 14:40 e 17:00, fazendo uma viagem bem cansativa que dura quase 4hs (R$21). Alguns táxis fazem o trajeto, que compensa se fechar para 4 passageiros. Orçamento Média de R$49 por pessoa para hospedagem por dia. Com os transportes entre cidades foram R$240 por pessoa no total, ou R$10 por dia. Com alimentação, passeios, transportes dentro das cidades, gastamos cerca de R$35 por pessoa por dia. Assim conseguimos ficar dentro do orçamento da viagem de R$100 por pessoa por dia. Fotos Praia de Antunes - Maragogi AL São Cristóvão SE Pontal do Coruripe AL Laranjeiras - SE Praia do Morro, Barra do Camaragibe AL Interior de Sergipe Japaratinga - AL
  24. rogerio.oliveira2

    DICAS SALVADOR, ALGUNS RELATOS

    De 08/jan a 15/jan de 2014 Um roteiro muito bom para quem gosta de praia, agitação, culinária baiana tudo isso agregado a História do início do Brasil, pois bem: O Brasil nasce na Bahia e se você escolher qualquer rota de praia nesse estado, você se deparará com a miscigenação cultural latente de nosso país que nasceu entre os índios, portugueses e negros. Sobre Religião Somando à miscigenação, não despreze também o sincretismo religioso presente nesse local, quando voltei de viagem contei para meus amigos e alunos, que a Bahia e principalmente Salvador é o lugar onde você encontra lojas de artigos religiosos onde Orixás, pajelança, santos católicos e músicas evangélicas convivem lado a lado, aquilo de começo me causou estranheza, mas por outro lado achei divertido tal fato, visto que nos estados do sudeste e até sul do país seria algo muito improvável de acontecer! Portanto, quem pretende ir a Salvador esteja de mente aberta para a cultura local, mesmo que discordando, apenas respeite e com certeza será muito bem vindo naquela terra de gente acolhedora. Sobre Comida Um dos pontos fortes também se destaca pela comida, para quem tem estômago fraco procure comer lanches mais leves – o tempero baiano é algo mágico: dendê, acarajé, vatapá, coentro e pimenta são encontrados em cada esquina daquela cidade. É uma cidade que cheira comida! Percorrendo a História Sobre a parte histórica sou muito suspeito em falar algo, visto além de geografia também sou professor de História – andar pelas ruas do pelourinho é algo incrível, olhar a arquitetura do período colonial através dos casarões, casebre e imensas igrejas e e voltar ao tempo em que éramos apenas a colônia mais próspera de Portugal. Também me lembrei do cantor Michael Jackson quando veio ao Brasil e fez um clip musical naquelas ruas! Aliás, há muitas fotos do cantor falecido pelas ruas do pelourinho no período que ele lançou aquele pedaço de Salvador ao mundo através da musica: They don’t care about us! Visitem o elevador Lacerda e o mercado municipal, senão fizerem isso certamente dirão que você não conheceu a cidade. O mercadão é mais voltado para artesanato do que a comidas típicas – apesar de existir alguns restaurantes lá pelo que me lembro. O som de berimbau é constante naquela parte histórica, as apresentações de capoeira permeiam aquele lugar – prato cheio para o turista que ama ver coisas diferentes do seu dia a dia! Sobre hospedagem: Minha prima Regina e eu nos hospedamos no bairro Rio Vermelho, ficamos num hotel até que razoável pelo custo benefício. Apesar de irmos de avião e não alugarmos carro na cidade, andamos muito bem de ônibus – tal bairro é a ligação entre a parte velha da cidade que lhe propõem a história e o centrão com o lado mais novo e afastado da cidade onde os hotéis e praias são muito melhores! O bairro é um ótimo lugar para se conseguir hospedagem, se voltar algum dia certamente escolheria esse lugar por ser tão fácil de se locomover nada fica tão longe! Sobre Taxis: Quando fomos, não havia essa historia de Ubber, então pesquisamos bastante antes de entrar em qualquer taxi, chegamos até mesmo pechinchar e dito e feito os taxistas abaixaram preços em até R$10,00 – tem alguns que ligam o taxímetro outros não! O valor das corridas lá era bem alto para turistas que queriam economizar! Lembro-me que uma corrida do Aeroporto ao Bairro da Barra saia por R$100,00, para Rio Vermelho R$70,00. Lembro-me que pagamos R$50,00. Isto porque minha prima pegou um taxi não conveniado da cooperativa do aeroporto. Sobre Praias Achei a praia da Barra uma furada – desculpe me pela sinceridade! Mas além de pequena a mesma tinha um cheiro forte de urina – o que valeu foi a foto e dizer que você um dia conheceu a famosa praia. Invista seu tempo em praias mais longe do centro, como: Itapuã, Sesc, Flamengo, Stella Maris – quanto mais longe da muvuca mais limpo e menos vendedores de fitinhas do Senhor do Bonfim para te importunar – e eles importunam muito, são extremamente inconvenientes, chegando a amedrontar de tanto cobrar para que os turistas comprem as tais fitinhas! Quando os virem, lembre-se: sorria, agradeça e fuja! Passeio de Escuna Passeio imperdível – embarcando no porto eles te levam de escuna por algumas praias paradisíacas como a dos Frades, lá além da água ser morninha a paisagem compensa tudo – você também almoça na ilha de Itamaracá. As escunas te levam para restaurantes pré-definidos assim como lugares específicos das ilhas. Na época pagamos R$ 70,00, por pessoa, incluindo o transfer de taxi Hotel- porto ida e volta. Ah! Não posso deixar de mencionar que na escuna além de música, o guia nos contava a história da fundação de Salvador, ilhas ao redor e como cortesia havia frutas para comermos. Bebidas eram cobradas a parte. PASSEIO PRAIA DO FORTE Na época pagamos cerca de R$80,00, por pessoa, com Van nos pegando no hotel e guia nos contando detalhes daquela região – é um passeio que vale a pena ser feito, já que você está em Salvador e quer ver algo além da cidade. Você visita o projeto de tartarugas Tamar e come na praia. Por ser um passeio de bate e volta, infelizmente não dá para aproveitar muita coisa, tudo é muito rápido – em janeiro os restaurantes estão lotados, assim como as barracas das praias então tudo é demorado, lembro-me que consegui dar um mergulho! (se não me falha a memória, creio que levamos cerca de 2 horas para chegar na praia do forte ou seja 80km – atentando se ao fato de que a Van passa em vários hotéis para pegar os passageiros) Enfim, vá para Salvador – curta aquela região e tudo o que ela tem para oferecer! Faça vários passeios que seu bolso te permitir – incluindo a igreja do Senhor do Bonfim, as obras da irmã Dulce entre outros! Jamais compare Salvador com nenhuma outra cidade! Vi turistas fazendo isso com outras cidades nordestinas, como resultado acabaram se decepcionando! Ora bolas, cada lugar é uma cultura, arquitetura, praia e jeito diferente. Ou seja: curta Salvador!
  25. Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017 01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa! Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”. Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo). 02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil. Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!! Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!! 03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço. Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá. Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome). Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma. 04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!! Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei! 05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte. 06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min. Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível. 07/06/2017: Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!! No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro). Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.
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