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Olá Daniel, gostei muito do seu relato. 

Pretendo ir pra lá ano que vem, se tudo der certo. Só queria saber como você fez com relação às hospedagens,  foi necessário reservar antes? Ou você chega lá e procura um lugar pra ficar? Esses ônibus, é fácil conseguir informações sobre eles? 
Obrigada por compartilhar com a gente! Um abraço.

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@Daniele Gomes Barbieri Oi, Daniele. Td bem?

Bem, eu tenho sempre em mente o roteiro que pretendo fazer, mas eu particularmente não gosto de engessar minhas viagens (pq me conheço e sei que são sempre grandes as chances de eu querer ficar mais nos lugares hahaha), então eu reservo apenas a primeira hospedagem pra chegar, e no resto da viagem eu reservo hostel e compro passagem só no dia anterior em 90% dos casos.
Costumo tbm criar uma lista no booking com os hostels que me interesso nos destinos e fica mais fácil pra pesquisar quando estou me deslocando. É bem comum tbm eu ir ficando mais nos lugares e reservar pessoalmente no balcão do hostel diariamente, e sempre bem tranquilo. Vez ou outra precisei trocar de quarto por conta disso, mas nada trabalhoso.

Quanto ao ônibus eu vou monitorando diariamente, se vejo que tá lotando eu já compro. As informações que vc se refere são de horários etc? Se sim, é fácil. Até pq só há a viação Rápido Federal que faz o percurso de Salvador pra Chapada (e com poucos horários, infelizmente), então é até legal vc já tentar considerar o horário do vôo com o do ônibus pra não ficar muito tempo esperando.

Se tiver alguma outra dúvida e precisar de alguma outra info de lá pode perguntar que ajudo de boas.

Boa sorte e tomara que dê tudo certo pra vc conseguir ir, a Chapada é incrível!

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  • 1 mês depois...
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Olá, Daniel!

Parabéns pelo relato. Esse lugar é mágico mesmo!!

Me tira uma dúvida... o carro que pegou de Palmeiras para Capão foi taxi, van, carro de agência? Pretendo ir para Chapada em dezembro mas estou com dificuldades de conciliar horário de transporte pois quero ficar em Mucugê.

Aguardo.

 

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  • 1 mês depois...
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Ola Daniel

muito bom seu relato.

Vou para Chapada agora em novembro e estou a procura de agencias, pelo que li no seu relato foi tranquilo encontrar grupos por la mesmo? e os preços das agencias varia muito? quero fazer a travessia do Pati também!!! :) não sei se ja fecho alguma agencia ou vejo na hora o que vc indica?

obrigada...

abraço

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  • 3 semanas depois...
  • 8 meses depois...
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Olá, Daniel!

Parabéns pelo relato. Esse lugar é mágico mesmo!!

Me tira uma dúvida... o carro que pegou de Palmeiras para Capão foi taxi, van, carro de agência? Pretendo ir para Chapada em dezembro mas estou com dificuldades de conciliar horário de transporte pois quero ficar em Mucugê.

Aguardo.

@Elisiane Ramos Oi, Elisiane! Td bem? Desculpa a imensa demora, há tempos não acesso aqui. Bom, se ainda lhe servir a resposta: Assim que vc desce na rodoviária de Palmeiras já verá uns carros/caminhonetes/vans parados oferecendo o translado pro Capão. Mas não espere muito conforto, a minivan que eu peguei tinha pelo menos uns 30 anos hahahahaha mas não tive nenhum problema.

Mas vc provavelmente consegue o translado com alguma agência/hotel/hostel. Eu fui mais independente mesmo pois gosto desse tipo de experiência. De maneira geral, eu achei o transporte entre as cidades ainda bem precário se não for contratado o translado particular, não há ônibus que interligam os pontos infelizmente.

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Em 24/10/2019 em 19:24, lis_pm disse:

Ola Daniel

muito bom seu relato.

Vou para Chapada agora em novembro e estou a procura de agencias, pelo que li no seu relato foi tranquilo encontrar grupos por la mesmo? e os preços das agencias varia muito? quero fazer a travessia do Pati também!!! :) não sei se ja fecho alguma agencia ou vejo na hora o que vc indica?

obrigada...

abraço

@lis_pm Oi, Lis! Td bem? Desculpa a imensa demora, há tempos não acesso aqui. Bom, se ainda lhe servir a resposta: Eu achei bem tranquilo o encaixe nesses grupos, há muitas agências e os preços realmente são parelhos. Vc pode ter vantagem caso tenham já grupos formados dos passeios mais "difíceis" e então dá pra negociar com a agência caso vc feche mais de um dia. 

Eu gostei muito do serviço da Eco Por do Sol. Fiz com eles o Buracão, Fumacinha e Vale do Pati. Zero problemas, até camisa UV eles me emprestaram! hahahaha. Pro Vale do Pati vc consegue valores menores se fechar direto com o guia, o que pelo o que vi oferece as mesmas coisas que a agência. O guia eu recomendo o Daniel do @dois.na.trilha, eu fiz o Pati com ele porém por intermédio da agência.

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  • 3 meses depois...
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Em 02/08/2019 em 09:27, Daniele Gomes Barbieri disse:

Olá Daniel, gostei muito do seu relato. 

Pretendo ir pra lá ano que vem, se tudo der certo. Só queria saber como você fez com relação às hospedagens,  foi necessário reservar antes? Ou você chega lá e procura um lugar pra ficar? Esses ônibus, é fácil conseguir informações sobre eles? 
Obrigada por compartilhar com a gente! Um abraço.

Olá Daniele , pretendo ir tbm no ano que vem entre fev / março . Procuro um pessoal pra ir 

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           Depois de alguns minutos contemplando aquele lindo visual do mirante, seguimos em frente por mais uns 2 quilômetros até chegar na entrada da Fazenda da Lage. O local tem uma estrutura boa e simples onde oferecem camping, pousadas, restaurante, wi-fi, cozinha compartilhada, cachoeiras, linda vista do mar e uma linda vista de cima do famoso Buraco do Cação. Para quem quiser passar o dia só para visitação será cobrado o valor de R$10,00 Reais e para camping o valor e de R$60,00 Reais por pessoa. Existem também opções de quarto compartilhado e suítes. Como tínhamos tempo e provavelmente iríamos chegar quase à noite na Praia do Bonete naquele dia, resolvemos ficar na Fazenda da Lage e curtir os atrativos naturais do local e seguir a trilha até o Bonete no dia seguinte. Conseguimos acampar por R$50,00 Reais em um camping com um visual de tirar o fôlego.
       


           Com o sol ainda alto no céu deixando o tempo abafado e muito quente dando um cenário ideal para curtir uma boa cachoeira de águas geladas da Mata Atlântica, resolvemos nos refrescar primeiramente na Cachoeira da Laje. Após uma trilha de 5 minutos logo chega em um complexo com diversas cachoeiras e corredeiras chamada de Cachoeira da Laje. 



       






           Depois da alma lavada nas águas geladas da cachu, retornamos o mesmo caminho e fomos para a outra trilha que leva para o mar. A trilha também é de 5 minutos e leva para a costa do mar. Não existe praia neste local e sim um costão onde o mar encontra as rochas fazendo do local ótimo para contemplação dos elementos da natureza. 



           Com o sol quase se pondo atrás das montanhas, corremos para fazer a trilha do Buraco do Cação. Retornamos ao camping e de lá partimos para a trilha que leva ao local. A trilha é rápida, fácil, sinalizada e em poucos minutos estávamos em cima da fenda do Buraco do Cação. A vista é fantástica! O buraco do Cação é um paredão de rocha de aproximadamente 80 metros de altura e devido as altas marés existe uma caverna esculpida nas rochas de quase 50 metros de comprimento. A vista de cima é surreal e ao mesmo tempo muito perigosa. O acesso ao final da trilha onde da uma visão exatamente de cima da fenda e extremamente perigoso e com muita exposição a altura. Mas o visual é de tirar o fôlego e vale muito a pena!
       



           Antes do sol se por retornamos para o camping para tomar um bom banho quente, comer alguma coisa e jogar um pouco de conversa fora com alguns locais e campistas que estavam no local. A noite estava linda e estrelada com o som forte das ondas contra as rochas e com um clima muito agradável. Fomos dormir cedo para descansar e acordar com disposição para ai sim fazer toda a trilha até a Praia do Bonete. 




             Assim que os primeiros raios de sol saíram nós despertamos para comtemplar o seu nascer. Fizemos um bom café da manhã reforçado para encarar a trilha e como o tempo amanheceu muito bom, não podíamos perder tempo para começar a caminhar. Desmontamos acampamento, despedimos do pessoal e partimos para trilha rumo à Praia do Bonete por volta das 9:00hrs. 

           Saindo do camping Fazenda da Laje caminhamos por poucos metros e já atravessamos por meio de uma ponte a Cachoeira da Lage. Logo após atravessar a ponte ou pela água mesmo, em poucos metros existe um pequeno desvio que leva a algumas cachoeiras e poços d'água para nadar e mergulhar que fazem parte do complexo de cachoeiras da Lage. 
       
       

           Continuamos a caminhada sem ficar muito tempo nas cachoeiras, pois pelos relatos o trecho a seguir entre as cachoeiras da Laje e do Areado seria o mais complicado da trilha. E realmente foi. Neste trecho existem muito sobe e desce, muitas pedras escorregadias pelo caminho e o clima estava muito quente e úmido que nos desgastou um pouco. Após aproximadamente umas duas horas e meia caminhamos até chegar na Cachoeira do Areado, que também contém uma ponte para travessia sem necessidade de atravessar pelas águas. Fizemos uma breve parada para fazer um lanche, encher as garrafas d'água e partimos.



           Após a Cachoeira do Areado o caminho se torna um pouco melhor rendendo mais na caminhada. Neste trecho encontramos o primeiro mirante que da vista para a praia do Bonete, uma dose de ânimo para chegar logo à praia. Andamos por aproximadamente mais uma hora e chegamos na Cachoeira do Saquinho. Na minha opinião a cachoeira mais bonita das três da trilha. 


           ,

       

           Passando pela Cachoeira do Saquinho já se vê uma placa informando que faltaria somente 1 km para praia. É um dos trechos mais bonitos da trilha, pois existem diversos mirantes com a vista completa da Praia do Bonete. 



       
           A Praia do Bonete realmente é fantástica. Suas areias claras, águas claras azuladas, rio de água doce, praia vazia, as pessoas da comunidade são super receptivas com turista e muita natureza para sair explorando, foi a combinação perfeita para um dos lugares mais bonitos de Ilhabela. Colocar os pés naquelas areias foi como ganhar um troféu! Ficamos por algumas horas sentados debaixo de uma sombra na areia da praia comtemplando aquele paraíso. 
       



            Assim que chegamos vimos uma placa de um camping com uma vibe bem legal e de pé na areia. Fomos até lá onde fomos recebidos pela proprietária Valéria extremamente simpática conosco e resolvemos ficar lá mesmo. O  camping se chama Outro Canto e fica no canto da praia assim que se chega pela trilha. Fechamos por R$45,00 para cada um. Neste dia havia somente dois lugares de camping disponíveis, o outro chamado de Camping da Vargem ou Camping do Eugênio é muito bom também porém fica um pouco mais para dentro da comunidade mas com chuveiro quente, já o Camping Outro Canto estava só com ducha fria, mas resolvemos ficar mesmo assim. O camping disponibiliza banheiros com ducha de agua fria, cozinha compartilhada, área para camping na areia ou grama e fica de frente para o mar. Para quem gosta de mais conforto o espaço também disponibiliza quartos compartilhados e individuais. 

           Depois de uma boa proza com a proprietária, estávamos aptos para desbravar aquele paraíso com algumas opções para fazer. Como o dia estava de sol, ficamos aproveitando a praia, pois pelas previsões dos locais o tempo iria mudar ainda naquela tarde. Andamos por toda a praia até a outra ponta onde fica o Rio Nema de água doce e que desagua no mar. É onde também ficam todos os barcos que chegam e voltam com os turistas. Caminhamos voltando por dentro da comunidade do Bonete para conhecer. A comunidade do Bonete é muito charmosa e seus moradores muito simpáticos. Fui muito bem recebido por todos que encontrei. 

       
       
           Deu tempo só de voltar para o camping ahahaha, a previsão dos locais estava muito certa e o tempo deu uma grande reviravolta trazendo muito vento e chuva para aquele finzinho de tarde. Retornamos para o camping e algumas barracas de campistas estavam todas reviradas pelo vento. A noite chegou fizemos um rango e descansamos para acordar bem no dia seguinte. 
           Acordamos bem cedo, preparamos um bom café da manhã e partimos para a trilha do Mirante da Barra e para a Praia das Enchovas. A trilha inicia dentro da comunidade ao lado da Pousada da Rosa ou vá seguindo as placas. 
       

           Caminhamos por aproximadamente 40 minutos cruzando toda comunidade do Bonete e subimos até o Mirante da Barra que tem uma visão muito bonita da Praia do Bonete de um lado e da Praia das Enchovas do outro. Ficamos por um tempo contemplando aquele lugar e logo descemos para a Praia das Enchovas.

        


           A trilha para a Praia das Enchovas ou Anchovas levou uns 15 minutos partindo do Mirante da Barra até a praia. O lugar e maravilhoso com praia de areia clara e em alguns pontos negra por causa das diversas pedras de formatos redondos que se encontram na praia. Existe também um rio de água doce que desagua no mar e somente uma residência. Um lugar muito paradisíaco!




           Após um tempo de contemplação tivemos que retornar pois o tempo estava se fechando outra vez. Retornamos toda trilha e ao chegar na comunidade resolvemos passar em algum lugar para comer e achamos o Restaurante Camping da Vargem onde ficamos para almoçar. Foi o tempo de entrar no restaurante e a chuva começou a cair sem piedade ahahha. Ficamos um bom tempo conversando com alguns nativos e turistas e logo fomos para o camping onde ficamos o resto do dia.  
        
           A chuva veio e ficou o dia e a noite toda. Acordamos com o tempo ainda muito fechado e chuvoso. Tomamos café da manhã ainda no camping e saímos um pouco pela praia para tentar achar alguém para negociar a ida até a Ponta da Sepituba de barco. Conversando com alguns moradores descobrimos que o mar estava um pouco mexido e com previsão de ressaca e que talvez poderia ser difícil a saída da praia de barco naquele dia. Até nos indicaram uma pessoa que faria o trajeto, mas o valor ficaria um pouco alto por ir somente duas pessoas no barco. Devido a esse imprevisto resolvemos ficar mais um dia no Bonete e gastar esse valor na estadia.
       
           Retornamos ao camping e no meio do caminho resolvemos mudar de lugar para passar a próxima noite. Entramos em uma pousada e perguntando por quartos mais em conta descobrimos uma pousada que ficaria só cinco reais mais caro que o valor do camping e ainda tinha o café da manhã incluso. Como o tempo estava muito chuvoso e não estava com cara de que o sol iria abrir e o mar acalmar, decidimos sair do camping e ficar hospedado na pousada até o próximo dia. 

           A decisão foi muito boa, pois ficamos na pousada mais tradicional e antiga da Praia do Bonete. A famosa Pousada da Rosa. O valor de um quarto duplo com banheiro particular fora do quarto com café da manhã incluso ficou por R$90,00 Reais. Fizemos o check-in na pousada e logo saímos para fazer a trilha da Cachoeira do Poço Fundo. 
           A trilha se inicia pelos fundos da comunidade, foi só seguir algumas placas e perguntando para as pessoas que logo chegamos ao Poço Fundo. Chegando lá vimos que não existe uma grande cachoeira e sim pequenas quedas d'água e um grande poço para mergulhar e nadar. Ficamos pouco tempo pois os mosquitos estavam com armamento pesado este dia. Fomos bombardeados pelos famosos mosquitinhos da Ilhabela, os Borrachudos ahahuahauha.  

           Retornando a trilha resolvemos passar novamente no restaurante que almoçamos no dia anterior, (Restaurante Camping da Vargem) pois além da comida ser ótima tem o fator economia que cabia no nosso bolso e ainda ganhamos uma ótima conversa com a proprietária do lugar que nos contou diversas histórias do lugar. Foi muito interessante e acolhedora essa conversa. 
           Passamos o resto do dia tentando encontrar algum barqueiro ou mais pessoas que queriam fazer a travessia de volta à Ponta da Sepituba mas não obtivemos sucesso nessa missão. O dia estava nublado mas sem chuva com poucos turistas na praia, um cenário perfeito para desligar de tudo e de todos. 


            Este cachorro muito fofo na praia que ficava trazendo vários cocos para brincar com ele. Ficava latindo o tempo todo para alguém jogar o coco para ele ir correndo buscar. Foi engraçado! 

       
      Retorno - 17/09/21 - 11:00am - Praia do Bonete x Porto de Borrifos -> Barco R$80,00 - Borrifos x Balsa -> Ônibus R$5,00 - São Sebastião x São Paulo -> BlablaCar R$50,00
           Retornamos para a pousada e fomos informados que possivelmente na manhã seguinte um barqueiro iria fazer o trajeto que precisávamos para retornar. Acordei bem cedo e entrei em contato com o barqueiro mas a mensagem não tinha chegado pelo Whatsapp. Então tomamos um belo café da manhã da Pousada da Rosa com direito à frutas, bolo, pães, suco, leite, café e cereais e retornamos ao quarto até chegar o nosso check-out às 13:00hr e ai iriamos resolver o que fazer. Foi quando umas das funcionárias da pausada nos chamou e informou que o barqueiro já estava na lá nos aguardando para retornar com ele. Arrumamos as mochilas bem rápido, fizemos o check-out na pousada e negociamos com o barqueiro que já estava na pousada nos aguardando por R$80,00 para cada um até Borrifos nos fundos do Restaurante Nova Iorqui. Saímos da pousada direto para o Rio Nema onde estava o barco. Arrumamos nossas mochilas para não molhar com uma lona que o barqueiro já tem para isso, nos acomodamos no meio da embarcação e partimos. O mar ainda estava mexido mas conseguimos passar pela praia onde tem as maiores ondas e após 30 minutos chegamos no ponto de Borrifos.
       

           O local onde ficamos é uma espécie de porto onde possui um local para pequenas embarcações. Descemos com segurança e seguimos por uma trilha subindo até a rodovia onde estava o ponto de ônibus para retornar à balsa. Seguimos a trilha por algumas placas e depois de aproximadamente uns 15 minutos chegamos na estrada e no ponto de ônibus. 



       

           Assim que chegamos no ponto já tinha um ônibus saindo para a balsa. O trajeto levou aproximadamente 20 minutos e custou R$5,00 Reais. Descemos no ponto e caminhamos por 5 minutos até a balsa de Ilhabela para São Sebastião. Aguardamos por volta de 20 minutos até pegarmos a balsa e a travessia levou aproximadamente o mesmo tempo. Já em São Sebastião conseguimos um Blablacar às 15:00hr por R$50,00 Reais para cada um até o Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo onde desembarcamos por volta das 19:30hr e terminamos esse rolê incrível de baixo custo e muito próximo da cidade de São Paulo. Vlw Galera, espero ter ajudado em algumas dicas... qualquer dúvida fico a disposição de vocês! Vlwwwww 

       
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    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!
       
      Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano.
       
      Mas antes, quem puder, segue lá a página no Instagram: @profissaoviageiro
      No YouTube também: Profissão Viageiro
      Em breve vou postar vídeos de todas as viagens!
       
      Para mais detalhes e fotos, acessem o blog: www.profissaoviageiro.com
       
      Ficamos 15 dias entre o extremo sul, em Caravelas onde fui fazer o mergulho em Abrolhos, e Ilhéus, de onde meu voo retornava.
      É a segunda vez que fui para essa região, mas dessa vez pude conhecer mais lugares lindos pelo caminho, como Cumuruxatiba, que não tive a oportunidade de conhecer da primeira vez.
      As principais cidades;praias que passamos foram: Porto Seguro – Caravelas – Prado – Cumuruxatiba – Caraíva – Trancoso – Arraial d’Ajuda – Ilhéus.
      A partir daí exploramos as principais praias e passeios dessas regiões.
       
      E foi assim:
       
      Dia 1
       
      Cheguei em Porto Seguro já bem tarde. Fui direto para a pousada para descansar, o que não consegui fazer muito bem. O quarto não tinha nenhum isolamento acústico e os adolescentes durante a madrugada e os funcionários da pousada durante o início da manhã simplesmente não pararam de fazer barulho. Foi uma noite muito mal dormida.
      Pela manhã tomei café, que estava ok, e saí para passear pela cidade. Fui andando até perto da balsa, passando pela Passarela do Álcool!
       
      Fui para Porto Seguro na formatura do 3º colegial e aquele lugar só trazia lembranças boas!!!!
      Na volta paramos em mercado e farmácia para comprar as coisas que precisava para seguir viagem.
      Então fui até o Aeroporto para pegar o carro e iniciar a viagem rumo ao sul. Acabei dando muita sorte e consegui um upgrade. Peguei uma Pick Up Toro que realmente foi muito melhor que o carro pequeno que havia alugado. As estradas são terríveis!
      Bom, com tudo certo, parti para o sul! Amanhã é dia de mergulho em Abrolhos!!!
       
       
      Dia 2
       
      Era o dia do mergulho em Abrolhos.
      Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio.
      O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido.
      Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar.
      Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo.
      Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo... Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muto bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo!
      Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho...... Inacreditável...
      A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento par mim e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora.
      É um longo caminho até Abrolhos... Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas.
      Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço!
      A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!!


       
      A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho.
      Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo!

       
      Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza...
      A parte ruim foi na hora que pulei na água... Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro... Bem decepcionante!
      Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa!
      De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida.
      Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar.

       
      Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos.

       
      Essas cabras que são algo muito louco lá!

       
      Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida.
      Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada!
      Bra zil zil zil!
       
      E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas.

       
      Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias.
       
       
      Dia 3
       
      Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado.
      A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá.

       
      A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá!

       
      De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas!

       
      Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar.

       
      E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas!
      A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!!
      A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado!
      Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida!
      Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!!

       
      E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia!
       
       
      Dia 4
       
      Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado.
      Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo.
      O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender...
      Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas.
      O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários.
      Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar.
      Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele!

      Fomos com meu carro parando nas atrações do parque.
      Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza!

       
      Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio.

       
      De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim!

       
      Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche.
      A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos.

       
      Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região.
      Depois voltamos para o lago e ficamos por lá.
      Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco.
      No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve!
      Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos!
      E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque!
       
      Praia de Guaratiba – Prado
       
      Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado.
      A praia é bonita e bem grande!
      Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali.
      Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável!
      Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia.
      Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos.
      De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar!
      O peixinho estava ótimo!
      Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima!

       
      E assim encerramos o dia.

       
      De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco.
      Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade.
      A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga elas na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume.
      Quando percebi, estava no meio de um inferno auditivo e então pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fui embora o mais rápido possível.
      Comi no hotel e já logo capotei!
       
       
      Dia 5
       
      Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

       
      Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

       
      A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.
      Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

       
      Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

       
      A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.
      Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.
      Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.
      Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

       
      Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!
      Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!
       
       
      Dia 6
       
      Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.
      Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.
      Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!
      Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

       
      A praia possui lindas falésias e um mar lindo!
      Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!
      Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!
      Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.
      Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

       
       
      Bom, ela passou o dia inteiro co m a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.
      Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

       
      Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

       
      Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹
      A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.
      Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.
      Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo.......
      Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.
      Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela "foi abandonada" e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???
      E é isso que eu não consigo entender... Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????
      Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério....
       
      Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!
      Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.
      Queria poder fazer mais.
      Foi triste demais.

      De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

       
       
      Dia 7
       
      Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!
      Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Píer.
      A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

       
      Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.
      Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.
      Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

      Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.
      E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!
      Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.
      A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!
      Preservar lugares como esse é tão importante!
      Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

      A Terra de Vera Cruz!
       
      “Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.
      XXX
      Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” - Pero Vaz de Caminha
       
      Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.
      A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

      Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

      Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o pôr do sol sozinhos!
      Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! 
      Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.
       
      Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas... Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais... Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! 
      Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.
      Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!
      De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.
      Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!
      Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

      Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

       
       
      Dia 8
       
      Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos!
      Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti!
      Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. 
      Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!!
      Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante... Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo... É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil.
      O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA...
      Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva.
      No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte!

       
      Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão... Minha nossa!
      Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava.
      Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer.
      Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete.
      Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada... Minha pousada era meio longe e andar naquela terra fofa com a mala na cabeça foi muito complicado... Muito mesmo!
      Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma terra fofa por toda a vila que as pernas ficam queimando se andar muito por lá.
      Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho.
      Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região.

       
       
      Pegamos um pôr do sol incrível por lá!

      Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio.
      Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite.
      Daí foi só caminhar até a pousada e dormir
       
       
      Dia 9
       
      Dia de visitar a Praia do Espelho.
      Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro.
      Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago.
      Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei.
      Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados.

       
      Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio.
      Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas!
      Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá.

       
      Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia.

       
      E assim o dia foi acabando.

       
      Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia!
      Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir.
      O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite.
       
       
      Dia 10
       
      Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho.
      Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável.

       
      Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso!

       
      Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho.
      Teve uma  festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco!
      Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo.
      Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda.
      Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda.
      Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada.
      Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro.
       

      Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome!
      Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou.
      Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas - Sporophila ardesiaca.
      Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida... Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor.
      Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem!

       
      Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade.
      Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá!
      A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia.
      Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana!
      Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele.

       
      Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show!
      Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.
      Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

      Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!
       
       
      Dia 11
       
      Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.
      Deixa eu contar como é o esquema lá...
      Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade... O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.
      Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país...
      Agora vamos ao que interessa... Essa praia é sensacional!

       
      Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

       
      Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

       
      Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

       
      Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.
      Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! 

       
      O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!
      Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.
      Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá.......
      Quando descobri isso, fiquei meio desesperado... Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente...
      Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.
      Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!
      Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.
      Minha nossa, que sorte!
      O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!
      O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo... Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.
      Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá... Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é.... diferente.
      E foi isso nesse dia.
       
       
      Dia 12
       
      Dia de conhecer o Parque do Pau Brasil!
      Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ájuda.
      O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

       
      O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.
      Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.
      Vimos muitas bromélias no caminho.
      Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

       
      E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!
      Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!
       

       
      Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!
      É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

       
      Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

       
      Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.
      Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.
      Paramos depois desse encontro em um mirante.
      E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.
      Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.
      A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.
      A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!
      E a cachoeira é bem legal!
      O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

       
      Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

       
      Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

       
      E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.
      No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!
      Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.
      Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.
      Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.
      A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

       
      As praias são bonitas e estavam limpas.

       
      Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!
      De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

       
       
      Dia 13
       
      Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.
      Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.
      Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.
      O estacionamento é pago.
      Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.
      A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.
      Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

       
      Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

       
      Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

       
      Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!
      O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

       
      E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.
      De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.
      Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

       
      Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!!
      E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!
       
       
      Dia 14
       
      Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.
      Eu aproveitei que a pousada ficava em uma ária de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

       

       
      Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

       
      Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹
      Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa!

       
      Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.
      Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas...
      Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.
       
       
      Dia 15

      Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.
      Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.
      Olha, foi uma decepção absurda.
      A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!
      Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores... Que pena.
      Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

       
      E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!
      Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.
      Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!! 
      Quem sabe!
      E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares é só perguntar!
       
      Abraço!
       
      Profissão: Viageiro
      Insta: @profissaoviageiro
       

    • Por luiza.pinheiro
      Fui pra Chapada das Mesas de excursão, partindo de Belém/PA. Tive como benefício o preço muito baixo, mas em compensação não pude fazer o meu itinerário. A viagem durou um final de semana, mas consegui conhecer algumas coisas e trago dicas. 
       
      O grupo saiu às 17h de sexta feira (08/10/2021) e chegou lá por volta de 6:30h (09/10/2021). Como são cidades próximas, se você tem vontade e possibilidade de ir de carro, aconselho que vá, a estrada é boa. A Chapada das Mesas tem duas cidades de apoio principais: Riachão e Carolina. Meu grupo ficou em Riachão. Chegando lá, a excursão parou no Trevão, um local onde é servido um café da manhã, há banheiros externos para uso, lojinha, lanchonete e também uma pousada, tudo isto em Riachão. O café da manhã é buffet e você paga R$20,00 para se servir quantas vezes quiser. Particularmente, achei o valor alto para um buffet com opções simples (pães, frios, ovo frito e frutas). Já pensou pagar 20 reais para comer pão com ovo? Somado à isso, a fila estava enorme e tínhamos um tempo determinado para tomar café, apenas 30 minutos. Sendo assim, decidi tomar café na lanchonete, muito mais em conta. Paguei R$9,00 por um café e um salgado folhado. Nesta ocasião, também comprei umas rapaduras na lanchonete e uma bóia macarrão na lojinha. De lá seguimos para o Encanto Azul.
      Para chegar no Encanto Azul, foi necessário pegar outro ônibus, um bem velho e feio, conhecido como limusine do cerrado. A estrada que dá acesso ao Encanto e Poço Azul é de terra e há algumas pontes de madeira pelo caminho, por isso o ônibus de viagem não passa por lá. Paguei R$50,00 para esse transporte na limusine do cerrado 😅 O que não sei dizer é como conseguir contato desse ônibus se você estiver por conta própria ou se o valor é R$50,00 mesmo, a empresa da excursão pode ter tirado uma parte pra ela. Mas acredito que um carro sem tração nas 4 rodas consiga passar tranquilamente na estrada. Chegamos por volta de 10h no local. O Encanto Azul é uma nascente linda, totalmente azul, fazendo jus ao nome. Há uma gruta com um monte de morcegos dentro, mas eles não saem de lá, principalmente com as pessoas tomando banho. Os morcegos fazem seus dejetos por lá, claro. Logo, prepare-se para sentir o cheirinho. Não sei o que os morcegos comem, mas que cocô fedorento. Para chegar no poço, é preciso descer mais de 200 degraus. Vá com disposição, porque na volta tem que subir! Antes de chegar na nascente, podemos ver o rio correndo com suas águas totalmente transparentes e cheio de peixinhos. Dá pra tomar banho por lá também. O poço é bem fundo. Poucas partes dão pé, por isso usei muito o meu macarrão. Lá descobri que um senhor aluga macarrões por R$5,00 (e eu comprei o meu por 20 😑). Logo, se você não sabe nadar, providencie sua boia. É preciso pagar R$30 reais de taxa de entrada e estudante tem direito a meia-entrada, infelizmente não é o meu caso. Lá tem pouca estrutura, na entrada vende água, bebidas em lata e mais umas coisinhas, tipo bala. Meu grupo de excursão ficou lá por 1h, mas eu gostaria de ficar mais tempo. A temperatura da água é muito agradável, geladinha. Combina bem com o calor forte que estava fazendo no Maranhão, não é incômodo o mergulho, é refrescante. 
               Chegando no Encanto azul, temos este mirante florido.        O rio que se forma antes do poço.   O Encanto Azul. Aí eu já não dava pé, só o macarrão por mim.   Depois do Encanto Azul, seguimos para o Complexo Poço Azul. Lá é um local grande e MUITO estruturado, com várias cachoeiras e um poço de água azul-esverdeada. Tem muita coisa pra fazer lá. Paga-se R$70,00 para entrar e o estudante paga meia. Chegamos lá às 12h para almoçar, há um buffet bem diversificado e a comida é bem saborosa, quase R$70 reais o kg. As 13h o grupo seguiu para o Poço Azul, é preciso novamente descer muitos degraus. A decida é íngreme e exige atenção, porque a estrutura é toda de madeira e quando molha pode escorregar. Fui bem devagar e agarrada ao corrimão. Todo o esforço físico é recompensado, porque o poço é lindíssimo. Ainda mais bonito que o encanto, porque no poço incide diretamente o sol. Não se trata de uma nascente, então se chover no dia ou na véspera, a água fica barrenta, fique atento. Lá ao redor ficam salva-vidas, que organizam os grupos de visita e alugam boias, coletes, óculos de mergulho. Acredito que está havendo um limite de pessoas por horário, não sei se devido à pandemia ou à preservação do ambiente mesmo. O meu grupo ficou por lá durante 1h. Vale muito a pena alugar um óculos de mergulho ou comprar o seu e levar, porque é incrível ver o fundo do poço azul. Muito lindo mesmo, vou elogiar pra sempre.        Após a visita ao poço, o grupo ficou livre para seguir pelo Complexo do Poço Azul, então visitei a cachoeira Dona Luisa. Trata-se de uma quedinha, é possível se molhar um pouquinho, como um chuveiro. Estava uma fila pra fotos então eu tirei apenas nas adjacências. Segui para a cachoeira Santa Bárbara, é necessário subir muito para acessar, mas vale a pena, novamente. É uma cachoeira muito imponente de 76m de altura e de águas turvas. Esta sim é bem gelada, tem que ter coragem pra dar um mergulho. Há uma pedra no meio da queda que divide as águas. Para chegar lá, além das escadas, existe uma ponte suspensa que dá acesso. Quase morri de aflição para atravessar porque é bem comprida e balança demais.        Lá também fui na cachoeira dos namorados, que estava bem seca. Fica bem longe e não achei que vale muito a pena. Talvez seja melhor na época de chuvas. Lá no complexo também tem tirolesa e rapel, mas não sei os valores. Os banheiros são ótimos, o complexo é realmente muito bem estruturado. O grupo saiu de lá por volta de 17h e fomos nos hospedar em Riachão. É uma cidade pequena sem atrativos. Encontramos uma pracinha bem bonitinha, com uma igreja e uma fonte iluminada. Lá comi um vatapá, mas também tinha barracas vendendo pastel, caldos e salgados.   No segundo dia, tomamos café no hotel e partimos para o Complexo Pedra Caída. Lá é um clube com piscinas e tobogãs. Para ter acesso somente à essa parte, paga-se R$70,00 (uma fortuna) e estudante paga meia. Lá dentro existem muitas atrações - todas pagas à parte. Passeando por lá realmente nos sentimos na região de chapadas, porque é possível visualizar os morros característicos. Diferente do Poço azul, este complexo é muito desorganizado, funcionários desinformados, poucos banheiros, inclusive muitos estavam sujos, vasos sanitários entupidos, e uma coisa que achei muito estranha. Cada banheiro (feminino pelo menos) tinha um ou dois boxes normais e um com o vaso sanitário no chão 😳 Até agora não entendi o porquê disso e me arrependi de não ter fotografado. O grupo mais uma vez estava livre para escolher seus passeios ou apenas usufruir da área do clube. Eu escolhi conhecer a cachoeira do Santuário pela manhã e descer na tirolesa a tarde. A visita ao Santuário custa R$30,00. É organizado um grupo de pessoas pelos guias do próprio complexo e os passeios saem com horário marcado. É trilhado um percurso não muito comprido a pé. É preciso descer muitos degraus, mas é muito mais fácil que o Poço azul e o Encanto azul. No caminho, furaram as paredes de pedra com canos e fizeram bicas, infelizmente. Tem algumas paradas no caminho, como um poço bem pequeno e a bica da juventude (um aglomerado de canos), mas nada se compara a cachoeira. Antes dela há um deck, onde você pode deixar coisas que não podem molhar, porque é impossível sair de lá seco. Como sou pequena, a água deu no meu pescoço e as vezes não dava nem pra ficar em pé. Felizmente o percurso é acompanhado por cordas de apoio e os salva-vidas presentes no local sempre orientam para que todos segurem nas cordas. Estes mesmos salva-vidas organizam os horários de chegada e saída dos grupos por meio de apitos. As fotos não ficam tão boas lá, porque é meio escuro e voa muito vapor d'água, mas nada se compara com essa experiência. É um lugar de muita energia! Quando eu via fotos deste lugar eu pensava que as águas eram turvas, mas é cristalina.    O poço antes da cachoeira Na volta da cachoeira, há a ponte do Pedro. Uma ponte suspensa a mais de 40 m de altura. Ela não leva a lugar nenhum, serve apenas para apreciar a vista. Depois disso, almocei. O almoço também é buffet e o kg custa aproximadamente R$70,00. Depois do almoço, meu destino foi a tirolesa, mas antes de descer, é preciso subir. Há uma área suspensa com uma pirâmide exotérica e uma sacada para apreciar a vista. Para chegar lá você pode ir de teleférico: uma estrutura com duas cadeiras (custa R$70 reais). Eu achei a subida cara e fiquei com medo, então fui pra segunda opção: subir de trilha. Não me arrependo em nada, a trilha é muito fácil e grátis. A trilha é suspensa e toda em tablado de madeira, não tem erro. Tem 860 m de comprimento. Tirei cerca de 30 minutos na subida, sendo que parei para descansar e estava muito sol. Se for subir de trilha, não esqueça de levar água e é melhor ir umas 16h, quando o sol esfria. O caminho da trilha é totalmente lindo, incrível, apaixonante. Você sobe da altura dos outros morros e consegue enxergar toda a chapada. O final da subida tem mais de 300 m de altura. Quanto à tirolesa, lá existe duas, uma mais comprida chamada tirolesa do desespero, a segunda maior do Brasil, além de uma 200 m mais curta. As duas partem da mesma altura. A tirolesa maior custa R$90,00 e a menor R$70,00. Eu e minha amiga pagamos o valor para a tirolesa menor e quando chegamos em cima nos disseram que ela estava interditada. Deveriam ter nos informado no momento que contratamos o passeio, mas aparentemente os funcionários não sabiam. Fomos obrigadas então a descer na tirolesa maior. Se você está em dúvida ou com medo de descer na tirolesa, só te digo VAI. É muito maravilhoso, você visualiza tudo, como um pássaro. Eu amei! Esta é a vista lá de cima. Após a descida, aproveitei um pouco a piscina do clube e já chegou a hora de vir embora com a excursão. Saímos de lá por volta de 17h rumo à Belém e chegamos às 5:30h. A viagem foi ótima, mesmo sendo muito rápida. Não me arrependo em nada. Pretendo ainda retornar para conhecer os demais atrativos, me apaixonei pela região.   Dicas extras: - Compre uma capa de celular à prova d'água porque no santuário vai molhar! Com ela você também consegue tirar fotos embaixo da água. Outra dica é colocar o celular guardado de cabeça pra baixo, aí você só imerge a parte da câmera. - Todos os passeios da Pedra Caída são pagos com antecedência. Você pode ir até a sala dos guias e escolher os passeios, eles explicam todos com um power point e dizem os horários. Se você já souber os passeios que quer, pode ir direto à recepção e pagar. Assim você poupa tempo. - Na Pedra Caída tudo é pago com uma pulseira que funciona como comanda. Não perca a pulseira. Na saída é uma fila enorme para fechar a pulseira e pagar a conta, então quando você souber que não vai mais consumir, feche logo a pulseira, para evitar filas. - Há guarda volume no Poço azul e na Pedra caída. - Infelizmente, a acessibilidade para estes locais que fui é zero. Há muitos degraus. No Encanto azul até rimos de uma rampa que construiram muito inclinada, não apropriada nem pra pessoas com duas pernas funcionais. - É um passeio bom pra quem já está vacinado contra covid19, porque não dá pra usar máscaras nos lugares de banho e aos fins de semana é lotado. No Santuário eu escutei o salva-vidas falando para o outro que tinham 100 pessoas lá dentro e não é um espaço grande.    
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