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Salve, pessoas! Vou trazer aqui pra vocês um relato com a minha experiência sozinho e sem carro na Chapada Diamantina e no Vale do Pati, que rolou agora em julho.

Antes de mais nada eu queria dizer que fui pra ficar 5 dias e fiquei 12. E aviso que pra quem tem flexibilidade de datas provavelmente fará a mesma coisa hahahaha.

Fiz Rio-Salvador, mas por motivos promocionais cheguei na capital baiana somente as 3hrs da manhã. O ônibus só saia as 7 da manhã da rodoviária, então fiz o que qualquer pessoa normal faria: dormi no aeroporto pra fazer hora.

Infos sobre o ônibus: Ele faz Salvador-Seabra e custa uns 90 reais, com paradas em algumas cidades antes, mas na Chapada ele para em Lençóis (+-8hrs de viagem e que é a principal cidade) e Palmeiras (+-8h30). Eu comecei minha viagem pelo Vale do Capão, então desci em Palmeiras e peguei um carro que faz Palmeiras-Capão pelo valor de R$ 15-20 reais (depende da quantidade de pessoas). A viagem dura cerca de mais uns 30 minutos em uma estrada de terra batida. O Vale do Capão é bem pequeno, porém é incrível a vida ali, eu notei algo diferente e eu não sabia o quê, até que me disseram ser ali a principal cidade do Brasil em Theta Healing, e descobrindo o significado, me fez sentido. Não sei se essa info é verdade, se alguém puder/quiser confirmar....

Fiquei 2 dias e meio lá, como cheguei tarde no primeiro dia só fiz o reconhecimento da cidade e comi algo. No dia seguinte me juntei com um cara e uma alemã que estavam no hostel e fomos fazer a trilha da Cachoeira Angélica e da Purificação (são contínuas). A trilha não é difícil porém em alguns pontos você perde o caminho, já que precisa cruzar o leito do Rio. Usamos o Wikiloc e ainda assim em 1 ou 2 pontos tivemos dificuldades para achar a direção correta, mas nada grave. Particularmente eu acho que pra pagar guia/agência não valeria a pena, as cachoeiras são legais mas não impressionam tanto.

No segundo dia eu fechei de fazer a Cachoeira da Fumaça, tida como a maior do Brasil com seus 340 metros de queda. Dá pra fazer sem guia mas eu penso que contratando um, a gente colabora pro desenvolvimento local e contribui para manutenção dos lugares etc, além de claro, gerar emprego. Esse rolé tbm sai de Lençóis, porém sai mais caro. A trilha tem 12km (ida e volta) e uma subida inicial de 2km, depois fica tranquila. A foto clichê de lá é deitar-se sobre uma pedra pontuda e angular a foto pegando a cachoeira. Bem, eu dei "um pouco" de sorte e consegui um arco-íris completo na minha vez!

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No dia seguinte peguei a van de manhã e retornei para Palmeiras, onde peguei o ônibus para Lençóis. Eu tinha na cabeça que queria fazer, além dos pontos principais que saem de Lençóis , a Cachoeira do Buracão e a Fumacinha, ambas em Ibicoara (Sul da Chapada, sendo que Lençóis fica no Norte). Chegando já fui atrás das agências para ver se teria. Buracão é mais tranquilo encontrar e até saem passeios de bate volta de Lençóis, mas se passa mais tempo dentro do carro do que na trilha e cachoeira. No dia seguinte fechei de fazer Gruta da Lapa Doce + Gruta Azul + Pratinha e Pai Inácio. O tempo estava ótimo e o Por do Sol no Pai Inácio foi o mais incrível que já vi! Gravei o time lapse com a gopro mas deu algum erro e perdi, mas na memória a gente nunca esquece.

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Na volta desse dia acabei conseguindo um passeio de 3 dias com a Eco Por do Sol, que incluiu Buracão, Fumacinha e Poços Encantado e Azul, paguei um valor que considerei justo antes de ir, e de baratíssimo quando voltei após conhecer esses lugares surreais. Inclusive recomendo demais a agência, o Vitor, dono, se importa demais com os clientes e busca a todo tempo ajudar e trocar feedback.

A cachoeira do Buracão é demais! Imponente, a queda forte faz uma correnteza de assustar hahaha. A trilha por si só já é linda também, ótimos lugares para belas fotos e apreciar a natureza.

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Na volta, dormimos em Ibicoara mesmo, para no dia seguinte fazermos a Fumacinha. Ficamos na hospedagem da Bia, são 3 quartos super confortáveis, todos com cama de casal e uma de solteiro. A Bia tbm oferece janta e café da manhã e a comida é deliciosa. A cachoeira da Fumacinha é considerada por mt gente como a trilha de 1 dia mais difícil da Chapada. E realmente é difícil, além dos 18km ida e volta, a maior parte andando (e pulando) pedras, mas há ainda escaladas verticais em alguns pontos, e no último trecho para ter acesso a ela se escala na fenda, de lado por uns 10 metros. É a parte mais difícil na minha opinião. A cachoeira fica no final de um cânion e a gente anda o tempo todo rio a cima dentro dele. O visual da trilha é demais e tem de tudo! Até colméia de abelha africana que requer silêncio absoluto na passagem rsrs. Na foto eu to de casaco por motivos de: a água é super gelada e ali não bate sol, ou seja, faz um frio absurdo (recomendo levarem também)

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A minha estadia na Chapada que já tinha se estendido de 5 para 9 dias ainda teria mais uma alteração: Durante esse último passeio conheci uma menina que faria a Travessia do Vale do Pati de 3 dias tbm com a Eco Por do Sol. Ela me convenceu a ir e eu a agradecerei pra sempre hahaha. Pois bem, chegamos cerca de 17hrs desse passeio a nossa saída pro Vale do Pati já seria no dia seguinte, então só deu mesmo tempo de comer algo, arrumar as mochilas e descansar.

Bom, na Travessia do Vale do Pati normalmente nos hospedamos nas poucas casas dos moradores ainda da região, mas que estão devidamente estruturados para receber o turismo. Ficamos todos os dias no lugar conhecido como "Igrejinha", mas é comum também mudar diariamente a hospedagem a depender do que se fará.

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Sobre a Travessia: Inicíamos em Guiné as 10hrs da manhã e chegamos por volta das 15hrs. Deu tempo ainda de irmos até a cachoeira do Funis e revigorar o corpo e alma numa água gelada.

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No dia seguinte amanheceu um pouco fechado e achei o dia mais difícil de caminhada, com a subida do Morro do Castelo. No Castelo tem de tudo: andar no plano, travessia de rio, subir mata a dentro, escalar pedras, atravessar cavernas....enfim! Mas mais uma vez o visual recompensa.

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No último dia andamos rumo ao Cachoeirão, que pra mim foi a melhor vista de toda a viagem. O acesso em si não tem grandes dificuldades, mas a distância percorrida é a mais longa de todas (acho que no dia inteiro se anda ali cerca de 20km). A volta do Cachoeirão para finalizar a travessia durou umas 4 horas ainda, com 90% desse tempo com o sol na cara, andando em meio aos gerais (como são chamadas as planícies) que por vezes eu parava e olhava em 360° e pensava: eu to no meio do nada! hahahaha

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Finalizamos a Travessia já no fim da tarde, escurecendo. Ao todo andamos cerca de 50km em 3 dias, com muitos trechos bem difíceis e cansativos, mas tudo totalmente recompensado a cada fim de dia. Retornamos para Lençóis as 20hrs e meu ônibus saia as 23h30. Fim de viagem e o pensamento de retornar para a Chapada já está na minha cabeça, afinal aquele lugar é o mundo e ainda falta muita coisa linda pra descobrir.

Bem, é isso. Capaz de eu ter esquecido de algo mas posso tirar dúvidas caso tenham, é só deixar msg aqui.

No meu instagram tem mais outras fotos no feed (e ainda postarei bastante coisa da Chapada) e mais um monte nos Destaques: @danielcorreat_

Podem tbm deixar as msgs por lá.

Espero que tenha ajudado quem pretende conhecer a Chapada, e quem ainda não conhece, só vai! O lugar é mágico!

 

 

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Olá Daniel, gostei muito do seu relato. 

Pretendo ir pra lá ano que vem, se tudo der certo. Só queria saber como você fez com relação às hospedagens,  foi necessário reservar antes? Ou você chega lá e procura um lugar pra ficar? Esses ônibus, é fácil conseguir informações sobre eles? 
Obrigada por compartilhar com a gente! Um abraço.

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@Daniele Gomes Barbieri Oi, Daniele. Td bem?

Bem, eu tenho sempre em mente o roteiro que pretendo fazer, mas eu particularmente não gosto de engessar minhas viagens (pq me conheço e sei que são sempre grandes as chances de eu querer ficar mais nos lugares hahaha), então eu reservo apenas a primeira hospedagem pra chegar, e no resto da viagem eu reservo hostel e compro passagem só no dia anterior em 90% dos casos.
Costumo tbm criar uma lista no booking com os hostels que me interesso nos destinos e fica mais fácil pra pesquisar quando estou me deslocando. É bem comum tbm eu ir ficando mais nos lugares e reservar pessoalmente no balcão do hostel diariamente, e sempre bem tranquilo. Vez ou outra precisei trocar de quarto por conta disso, mas nada trabalhoso.

Quanto ao ônibus eu vou monitorando diariamente, se vejo que tá lotando eu já compro. As informações que vc se refere são de horários etc? Se sim, é fácil. Até pq só há a viação Rápido Federal que faz o percurso de Salvador pra Chapada (e com poucos horários, infelizmente), então é até legal vc já tentar considerar o horário do vôo com o do ônibus pra não ficar muito tempo esperando.

Se tiver alguma outra dúvida e precisar de alguma outra info de lá pode perguntar que ajudo de boas.

Boa sorte e tomara que dê tudo certo pra vc conseguir ir, a Chapada é incrível!

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Olá, Daniel!

Parabéns pelo relato. Esse lugar é mágico mesmo!!

Me tira uma dúvida... o carro que pegou de Palmeiras para Capão foi taxi, van, carro de agência? Pretendo ir para Chapada em dezembro mas estou com dificuldades de conciliar horário de transporte pois quero ficar em Mucugê.

Aguardo.

 

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      No quarto quilômetro fizemos uma pequena pausa para um descanso. Nosso guia buscou se refrescar nas águas geladas do rio eu a fazer as primeiras filmagens pra não perder nada da aventura que estava apenas começando. 30 minutinhos nessa parada e já tomamos uma subida forte à direita pelo paredão do Cânion do Paraguaçu: uma trilha dura pela encosta recoberta de arbustos. Agora já estávamos a quase 400 metros de altura em relação ao ponto inicial do trekking.
      Já era quase 2h horas da tarde. Estávamos outra vez dentro do leito do Rio Paraguaçu. Havíamos cruzado apenas de 6,5 km e fizemos a parada para o almoço. Visual deslumbrante. Comentava com o João de como tudo aquilo era admirável e do privilegio de se estar ali. A imagem das paredes do Cânion recoberta de vegetação verde em contraste com a água avermelhada, com as pedras no leito, as nuvens e o céu azulado trazia mais beleza ao cenário. 
      Marquinhos assumiu a cozinha e sobre um enorme pedra fez uma mistura que seria nosso almoço: grão de bico e atum sólido. Foi bem breve nossa parada.  Seguimos a caminhada e agora já estávamos diante de uma bifurcação de cânions. Majestoso recorte de rochas que marca o encontro de dois rios: do lado esquerdo as águas do Rio Paraguaçu e do direito as do Rio Pati.  É um marco geológico de dois grandes cânions. Pela primeira vez avistamos a boca do Cânion Pati.
       

      Às três da tarde havíamos percorridos 7,7 quilômetros quando chegamos à prainha formada do lado das águas do rio Pati onde levantamos o acampamento. Aproveitamos a área de terra, sem vegetação, para fazer uma fogueira distante uns 3 metros das portas das barracas. Depois disso foi momento de aproveitando os raios do sol cair e naquelas águas de dupla identidade. O tempo passou rápido e a noite se aproximava.

      Marquinhos como de costume assumiu a cozinha preparando macarrão, linguiça defumada, tomates, cebola: o cheiro e o sabor estavam perfeitos! Depois da janta seguimos com nossas lanternas para o meio do rio. Aproveitamos uma das imensas pedras para sentar e experimentar a imagem contemplativa do céu estrelado e o som das águas naquele lugar inóspito. 

       
      Às nove da noite estávamos em nossas barracas. Marquinhos “homem bruto” resolveu lançar seu saco de dormir próximo à fogueira para passar a noite. Cabra de coragem (rsrsrs). A temperatura estava agradável. O termômetro marcava 21 graus. Foi fácil pegar no sono dessa vez.

      01 de Julho – 2º DIA (segunda-feira)
      Acordei por volta das seis e meia da manhã imaginando como seria nossa caminhada. Vamos preparar o café e começar mais um capítulo de nossa história. O dia era bonito, eu estava tranquilo e até mesmo meio lerdo (rsrsrs), por isso me atrasei um pouco retardando a partida. Somente às 9h30 iniciamos a trilha. Há uma estimativa de que o percurso possua 9 km e que os mesmos serão bem pesados.
      O Cânion do Paraguaçu ficou ali. Nosso movimento agora é à direita, dentro do Cânion do Rio Pati. Por ele iriamos saber a razão pelo qual muitos aventureiros evitam aquela rota. O nível de dificuldade do trekking aumentou bastante já nos primeiros metros. O pula-pedra passou a ser uma constante e tirar a bota para não encharcá-la logo se mostrou ilusão e perda de tempo.  Avançar sobre rochas escorregadias é uma maluquice, mas não ha outra maneira de seguir.  
       

      Os joelhos sofrem demais com o peso nas costas somados ao impacto dos saltos entre as pedras que tem que ser precisos. É força, equilíbrio e principalmente sorte: levamos 1h42 minutos para percorrer 2 km tamanha dificuldade que o terreno apresentava. Ora estávamos de um lado do leito, ora do outro. E quando nos aproximávamos do terceiro quilômetro executando umas dessas passagens entre pedras escorregadias o companheiro João tomou uma queda. Ele escorregou batendo com a canela em numa pedra dentro do rio.  Um hematoma imenso se formou no centro de sua canela. E isso nos deixou assustados uma vez que ele poderia ter fraturado a perna. Tirá-lo dali aquela altura seria impossível salvo por helicóptero.  Levamos alguns minutos cuidando do amigo e graças a Deus tudo ficou bem: uma atadura foi colocada em volta da lesão, e seguimos ainda mais cautelosos com a certeza de que não podemos errar! 
       

      O terreno continuou duro. Percorremos mais 2,5 km e de trilha. Dessa vez fizemos uma subida violenta a direita, uma trilha dentro da mata que margeia a parede do cânion Pati. Às 12h30 curta parada, dessa vez para recobrar o fôlego. O trajeto em ziguezague pelo rio, atravessando, pulando pedras é um exercício para o corpo e mente. A beleza do cânion em sua forma esbranquiçada emoldura o cenário. Outros 20 minutos de descanso. Passamos à margem esquerda desafiando pedras e vegetação da encosta. Agora temos um “tronco” fixado junto o paredão que serve como ponte evitando o caminho por uma parte escorregadia sob nossos pés. É preciso segurar na parede. 

      Saindo da parede do cânion entramos na mata outra vez.  Aqui é necessário muito empenho, forca, determinação. Tivemos que transpor um emaranhado de pedras e arvores: uma combinação que exige do corpo. O esforço ofusca a beleza daquele trecho. A única coisa que queremos é sair daquilo para um lugar amplo e sem obstáculo.  
       
      Às 13h30 paramos dentro do Cânion para almoçar: grão de bico, atum cebola e tomate foi nosso almoço. Até ali tínhamos percorridos 7 km em 5 horas de muito esforço. Não temos a certeza da distancia exata do ponto de acampamento. Os 9 km que mencionei é uma mera especulação! Retomamos a trilha e ela continuou da mesma forma: dura e técnica. Quando completamos os 10 km já estávamos bem cansados e frustrados: percebemos que nossa ideia de quilometragem tinha ido por agua a baixo.  1 km depois se fez outra parada, estava bem claro que nosso moral estava baixo: expectativa e realidade se conflitavam. 
      Somente após percorrer mais 3 km chegamos ao nosso destino: a Toca do Guariba. Já passava das 17h30 minutos. Foi preciso correr para montar as barracas sob a luz da tarde, afinal dentro do Cânion escurece mais rápido. Foram exatos 14 km percorridos naquele dia.  A Toca do Guariba é nossa morada! Aliás, esse nome é dado pelo fato de que há um corte no Cânion que forma uma cavidade onde em geral os aventureiros buscam abrigo. É uma área protegida. O nome Toca do Guariba deriva pelo fato de que é comum avistar o macaco Bugio naquela área, eles também são conhecidos pelos nomes de Macaco Barbado ou Macaco Guariba. Não avistamos nenhum, tampouco os seus sons. Aliás, nesses quase dois dias ainda não cruzamos com ninguém na trilha. De fato estamos em local isolado.

       
      A noite chegou muito depressa. Não deu pra estar no rio e tomar banho. Dessa vez a higiene foi com lenços umedecidos. Estávamos exaustos, quebrados! Jantamos às 19h: frango, macarrão, linguiça defumada e bolo de rolo! Depois disso alguns instantes de conversa e música e às 21h já estava recolhido. O dia foi pesado! 
      02 de Julho – 3º DIA (terça-feira)
      Não consegui uma boa noite de sono. Só com o amanhecer do dia foi possível apreciar a beleza do lugar. O Rio Guariba é afluente do Rio Pati. Estamos exatamente no encontro dos Cânions. Tomamos nosso café e levantamos acabamento. Às 8h30 Deixamos as cargueiras em um ponto e fomos fazer uma breve visita dentro ao Cânion do Guariba. É um cânion estreito e belo. Passamos não mais que 1 hora. E infelizmente não tivemos a sorte de ver nem ouvir nenhum Bugio na local. 
       
      Voltamos, pegamos as mochilas e fizemos uma subida pela mata. Uma acentuada inclinação nos lançava mata acima. As pernas sofridas pelos 14 km do dia anterior reclamavam a todo instante.  A ideia é chegar à casa de seu Eduardo onde vamos dormir. Agora nosso caminho é por uma linda mata. Ela reveste a encosta do cânion dando beleza única a nossa caminhada. Estamos no alto do cânion encoberto onde é possível ouvir o som das águas do Pati. 

      Seguimos firmes e confiantes por 1 hora onde fizemos breve parada para um rápido lanche. A nossa direita estava a majestosamente Serra do Império. Continuamos. Ainda estamos na mata. No quilômetro 3,5 nos desviamos erroneamente numa bifurcação à esquerda que nos levou a um curral, ops! Logo achamos a trilha certa e seguimos.
      Após 5 km de trilha, às 11h da manhã estávamos diante da primeira residência nesses três dias de trekking: a casa de seu Joia e dona Leu.  E pra celebrar aquele encontro nada mais épico do que uma cerveja gelada. Sim, é possível tomar cervejas geladas no Vale do Pati. Comemos pão caseiro feito por Dona Leu e tomamos cerveja. Pagamos 12 reais por uma long neck (eu pagaria ate 50 reais rsrsrs). Passamos alguns minutos naquela casa humilde e acolhedora. Lavamos os rostos, enchemos nossos depósitos de água e seguimos.  O terreno de seu Joia tem um visual incrível. Curiosidade daquele lugar são os avistamentos de felinos como as onças que causam receios a nativos e aventureiros que cruzam a região. Graças a Deus não tivemos nenhum susto. Mas há muita gente que já viu, ouviu seus sons ou seus rastros.


      Percorremos 8.20 e às 12h40 estávamos na residência de Seu Eduardo atualmente sob os cuidados do Domingos, seu neto.  A casa fica aos pés do Morro do Sobradinho, a beira da Boca do Cânion Cachoeirão. Ela fica exatos três quilômetros daquela de seu Joia. Compramos refrigerantes e cervejas geladas. Isso e resultado das geladeiras alimentadas a gás butano e da energia solar que abastece a casa. 

      O cansaço dos dois dias nos fez desistir do planejamento inicial que era visitar o Cachoeirão por Baixo.  Resolvemos conter o dia conversando, tomando refringentes e cervejas e uns petiscos vendidos naquela casa.  A decisão se deu pela perspectiva que tínhamos daquele trekking. Queríamos devolver o prazer da caminhada, buscar prazer efetivo. Na nossa visão acumular a visita ao Cachoeirão fazendo o bate-volta iria nos desgastar e o que precisávamos mesmo era de um tempo pra ficar à toa entre amigos.  Acertamos também em comprar a janta ali oferecida e manter o acampamento com as barracas nas dependências da propriedade. 

      Tivemos a oportunidade de conhecer um bom sujeito Catalão: Joan, ele estava de passagem em visita ao amigo Domingos. Ali contou sua vida e sua relação com o Pati. Joan mora no Capão junto com sua esposa, de nacionalidade brasileira.  Ele relatou suas experiências com a natureza e de suas habilidades como especialista em agricultura sustentável e de sua colaboração em algumas comunidades na Chapada Diamantina.
      No meio da tarde fomos tomar banho no rio Cachoeirão, ele passa nos limites da casa.  Uma pequena descida te leva às margens, grande poço e corredeiras te convidam a cair na água. Ao fundo temos uma visão incrível das paredes dos morros que formam o vale.
      A noite chegou e o jantar oferecido foi sensacional: carne de sol, estrogonofe de frango, arroz, feijão, macarrão, farofa de cenouras, abóbora, e suco. Perfeito! Comemos divinamente e continuamos até umas 21h conversando em grupo. A noite estava estrelada. Eu, Wilson e João fizemos uma pequena fogueira próxima à barraca e às 21h30 já estávamos recolhidos.

      03 de Julho – 4º DIA (quarta-feira)
      Às 6h despertamos. Dessa vez procurei me apressar pra não atrasar o grupo. O café da manha foi preparado ali bem próximo às barracas: cuscuz e ovos. 8h15 já estávamos de saída. Tomamos o caminho a esquerda no sentido da casa de Seu Tonho. Atravessamos o leito do rio Pati sobre as pedras para seguir à margem esquerda do rio. Do lado direito margeando todo o leito uma belíssima mata acompanha o curso do rio. Essa caminhada ainda cedo ganhava muita beleza. A quantidade de sons dos pássaros trazia um encantamento fenomenal. O lado esquerdo nos acompanha o Morro Sobradinho, tocado pelos raios do sol. Tudo é maravilhoso!
      Agora temos forte subida.  Logo estamos a 178 metros de altitude em relação à casa de Domingo. O visual belíssimo já nos revela ao longe o Morro do Castelo. 2 horas depois e 5.6 quilômetros fizemos a parada de descanso naquela área conhecida como “prefeitura” que na verdade é um antigo entreposto dos antigos comerciantes e produtores de café do Vale do Pati. A imagem que temos é perfeita, uma pintura que cabe em qualquer quadro.


      Nossa próxima parada será na casa de seu Aguinaldo. Deixamos a prefeitura, atravessamos o Rio Lapinha e seguimos a trilha tendo a nossa direita o imponente Morro do Castelo.  Seguimos a trilha dentro da mata. No caminho Marquinhos à dianteira nos indica com cuidado a presença de uma cobra Jararaca ali bem no meio da trilha... Imóvel e bem camuflada ela parecia buscar os raios do sol que atravessava os altos dos galhos e folhas daquele lugar. Olhar para o chão sempre, essa e a dica! 

      Um pouco adiante tivemos a oportunidade de cruzar na trilha com Seu Antônio, Seu Tonho. Havíamos passado em frente a sua casinha, logo que saímos da casa de Seu Eduardo, lembra? Seu Tonho surgiu vindo atrás da gente, dentro da mata, na trilha estreita. Montava um burro e puxava outro que levava uma cela de carga (cangalha), seguia vocalizando comandos ao animal. Uma imagem bonita. Retrato de uma historia vida. É um som bonito que ecoava por entre a mata.  De perto assistimos como são transportados todos os suprimentos dos nativos dali. O burro é o motor, o transporte. 

      Enfim, depois de três horas de relógio, 8.4 km de distância e 426 metros de ganho de elevação chegamos à casa verde onde mora o casal. Estamos agora no Pati de Cima a 932metros acima do nível do mar. Ali fomos recebidos por dona Patrícia que nos ofereceu seus deliciosos pães caseiros e latinhas de Coca-Cola geladíssimas. Podemos apreciar os sabores ofertados diante de um visual belíssimo: estamos aos pés do Morro do Castelo.  

      Alguns minutos de descanso e seguimos às 13h com nossas mochilas de ataque rumo ao alto. São 400 metros de subidas em meia a mata atlântica preservada, uma trilha íngreme que exige muito mesmo dos joelhos e muita atenção para evitar quedas.  Levamos 1h20 minutos para completar os mais de 3 km de trilhas subindo até chegar ate o Morro do Castelo no alto dos seus mais de 1.400 metros. Numa subida tão vertical, não adiantar negar: vai doer.
      O Morro do Castelo é colossalmente bonito.  O fato de existir uma gruta que atravessa todo maciço de quartzito no local faz o morro ganhar ares ainda mais mágicos. É espetacular o conjunto da obra. Adentrar na gruta mexe com a imaginação. Ela possui aproximadamente 800 metros de extensão e para cruza-la se faz necessário o uso de lanternas: a escuridão é total. Não esqueçam as lanternas e muito, muito cuidado ao caminhar, pois há Pedras soltas e pontiagudas por todo percurso.


      Ao cruzar a extensão da gruta temos do outro lado um visual incrível do Vale do Calixto, ele está no lado oposto ao Vale do Pati. É magico, é incrível! Estamos a mais de 1.400 metros do nível do mar e para onde se olha é um mar de beleza que agrada aos olhos e ouvidos. É o som dos ventos soprando forte que impressiona. 

      Diante de tanta beleza muitos e muitos clicks, mas já é hora de retornar para Casa de Seu Aguinaldo que está 400 metros abaixo. É hora de descer aproveitando a luz do sol. Temos uma trilha dentro da mata e é bom não vacilar. Levamos 1h pra refazer o caminho de volta. 
      Ao chegar corri, junto com o João, para armar nossas barracas na área de frente à residência. Wilson preferiu contratar um pernoite num dos quartos da casa.  Nesse momento a temperatura começava baixar um pouco. O sol estava refletindo sem força nas bordas das paredes do Vale. Já estava imaginando a temperatura da água que iriamos tomar banho. Apelei por um aperitivo.  Eu e João provamos umas doses de cachaça para ver se a coragem aparecia. Nem sei se isso ajuda. Fomos ao banho: água gelada da mísera!
      Contratamos o jantar e não nos arrependemos. Dona Patrícia caprichou: carne de sol, macarrão, arroz, salada crua e suco de maracujá. João que não come carne foi contemplado com uma omelete preparada com exclusividade. Todos felizes e de barriga cheia. Ao termino do jantar, enfim seu Aguinaldo apareceu e conversamos bastante. Ele falou de sua vida, da rotina naquele lugar e os desafios de se viver ali. O clima era úmido e a temperatura na casa dos 18 graus. Não tardamos buscar o aconchego de nossas barracas, Wilson se recolheu ao conforto do quarto. É nossa ultima noite dentro do Vale do Pati.
      04 de Julho – 5º DIA (quinta-feira)
      Último dia. Acordei às 6h30. O termômetro marcava 14 graus. O som das águas do Rio Lapinha correndo, dos pássaros cantando e voando pertinho da barraca e a imagem do Morro do Castelo diante de nós marcavam o inicio daquele nosso derradeiro dia no Vale do Pati. Eu já sentia saudades de cada momento. Por outro lado, nosso amigo e guia estava com dores estomacais e apresentava também quadro de diarreia. Ficamos preocupados com a condição física dele. Ninguém merece ficar doente na trilha. Retardamos um pouco a saída. Marquinhos sinalizava que já estava tudo ok, então tínhamos que partir.

      Às 9h010 saímos da casa de seu Aguinaldo. Subimos a trilha e seguimos pulando pedras no curso do Rio Lapinha e após caminhar 1.7 km a gente chegava à Cachoeira das Bananeiras.  Seguindo o curso daquele rio e 1h 15 depois de nossa partida (2,5 km) estávamos na Cachoeira do Funil que se apresenta belíssima. Cruzamos o leito para pegar a trilha que fica na parte de cima da encosta, próxima a queda d´água. Minutos depois chegamos a Cachoeira da Altina. Ali havia um pequeno grupo de turistas. É uma cachoeira um pouco menor que a do Funil. Deixamos a Cachoeira da Altinha (nome que faz referencia a uma antiga moradora que ali lavava as roupas da família) e tomamos o caminho novamente à esquerda, atravessando o rio e subimos uma trilha íngreme pela mata.

      Chegamos à igrejinha. Percorremos 4 km contados a partir da casa de Seu Aguinaldo.  Ali é a Casa de Seu João. Ela está próxima da Ladeira da Rampa que dá acesso ao Mirante do Pati e os Gerais do Rio Preto.  Ali é uma casa que também oferece serviços de recepção aos aventureiros com comida e hospedagem.  Lavamos os rostos e tomamos nossas ultimas latinhas de refrigerante dentro do Vale. O sol do meio dia castigava forte. São os testes finais de resistência depois de cinco dias de trekking. Doente, Marquinhos sentia bastante cada passo. Tive pena do nosso Leão da Montanha.

      Ao meio dia e meio estávamos no Mirante da Rampa. 6 km separam a casa de seu Aguinaldo do Mirante do Pati. E o visual a 1.337 metros é de tirar o fôlego. Ali enxergamos toda extensão do Vale do Pat: é o lugar perfeito para fazer aquelas fotos clássicas. Mas não podemos demorar. Temos horário marcado para nosso resgate lá no Beco, em Guine. O motorista Ari nos aguarda!
      As 13h10 seguimos nossa jornada pelo magnifica planície que forma as Gerais do Rio Preto. O terreno é um platô de campo rupestre, não há arvores naquele trecho, o lugar é belíssimo. A partir do Mirante, depois de 1,3 km cruzamos o riozinho que dá nome aquele local, o Rio Preto. Seguindo por mais 3.27 km estávamos enfim diante da descida de Aleixo. Eu diria que A Rampa e a Descida do Aleixo são tecnicamente iguais. A diferença e a ordem das coisas. Assim iniciamos nossa descida sob o calor das às 14h em direção ao ponto de encontro. Percorridos mais 2.1 km de trilhas chegamos ao final de um dos trekking mais bonitos desse pais.  Foi sensacional! Agora vamos voltar pra Lençóis!
       

       























































      Pati_Selvagem_-_Uma_Aventura__-_31_-08.docx


    • Por hoaken
      Saalve, galera, tudo bem??
       
      Gostaria de saber se vocês conhecem trilhas em Curitiba e Região Metropolitana, pra fazer trekkings novos sem ter que viajar....
      Eu só conheço as trilhas de Quatro Barras e Piraquara:
       
      Anhangava Pão de Loth Caminho do Itupava Morro do Canal Morro do Vigia Torre Amarela  
      Conhecem alguma outra?
       
      Desde já, agradeço aí, pessoal!
    • Por rafael.gomes.3975
      Ola a todos.
      Estarei na Bahia entre os dias 12 e 25 de outubro, e viajarei entre Salvador e Itacaré, passando por Morro de São Paulo e Maraú. Gostaria de saber se alguém conhece algum grupo de canoagem ou caiaque nestas cidades. Se souberem, teriam como me enviar contatos.
      Obrigado.
    • Por jessicamazoni
      Olá pessoal, 
      Estarei viajando para Orlando na primeira semana de outubro e estou com uma lista de coisas pra comprar para trekking e acampamento, gostaria de saber se alguém teria lojas para me indicar. Obrigada


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