Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''cusco''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas Rápidas
    • Perguntas e Respostas & Roteiros
  • Companhia para Viajar
  • Trilhas e Travessias
  • Equipamentos
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 98 registros

  1. Em Setembro de 2019 fui conhecer a terra sagrada dos Incas, Cusco no Peru. Levei um pé na bunda do meu ex- namorado e decidi fazer essa viagem para encerrar um ciclo e abrir um outro e assim o fiz e aproveitei também para comemorar meu aniversário que foi no dia 21. A melhor época para viajar para lá é entre os meses de Junho à Setembro, pois a partir de Novembro já começa a época das fortes chuvas, no período que fiquei choveu apenas uma única vez durante a noite/madrugada. Cheguei em Cusco já era 17h30 do dia 12, a conexão entre Lima/Cusco durou 12h horas, só pela misericórdia divina! Fiquei hospedado no Hostel Milhause, cerca de 3 quadras da praça de armas, recomendo muito, super limpo , organizado, café da manha incrível e com pessoas interessantes e lhe dão todo o suporte necessário e segurança também, as festas do bar foram as melhores servem almoço e janta também à parte. Fiz o chekin , tomei um banho e fui em um restaurante , a comida de lá são muito gordurosas e não são boas, quem tem problema de estômago deve levar omeprazol ou algo do tipo para não terem um desconforto durante a trip, perdi a conta de quantas vezes fui ao banheiro. Comecei a sentir tontura devido o mal de altitude, decidi voltar para o hostel e descansar, dormi e acordei só no dia seguinte. https://www.brazilian.hostelworld.com/hosteldetails.php/Milhouse-Hostel-Cusco/Cusco/62915 Dia - 1) City Tour + Meio dia livre. Tomei um super café da manhã no hostel e sai para procurar uma agência, tem varias por lá e precisamos pechinchar para encontrar uma que dê um desconto legal. Mas os valores são extremamente parecidos, Eu indico a Sakura Tours, falem com a Alice, super gentil e prestativa. Decidi fechar com ela os passeio que ficou em torno de 670/ 700 solos incluindo Machu Pichu. As 13h saímos em uma van para conhecer a cidade e seus arredores passando pela Catedral de Cusco, Qoriconcha/ Templo de Santo Domingo, Sacsayhuaman, Qengo, Puca Pucara e tambomachay. A city tour dura 6 horas e é bom levar agua e lanchinhos. , passe no mercado antecipadamente. Eu dei sorte pois conheci o Daniel um venezuelano lindo na da fila o mercado e ficamos durante toda minha estadia por lá. https://sakuraexpedition.com/en/ Alice da agência Sakura Expedition. Catedral de Cusco. Plaza de armas. Entrada de Tambomachay Dia 2) Maras – Moray y Salineras Este é um passeio que acordamos bem cedo para irmos, porém chegamos no meio da tarde por volta das 15h. É incrivel como é grande Maras - Moray e as Salinas. Nesse passeio conheci uma senhor que veio do Japão 70 anos de idade e disse que só vai parar de viajar quando sua existência findar. Os guias são bem atenciosos e praticamente é uma aula de historia ao ar livre. Em todos os passeios praticamente eles param em lojinhas para fazer compras, minha dica é não comprem nada pois o preço triplica nessas lojas, o certo mesmo é comprar no mercado São Pedro que fica no cento de Cusco a praça de Armas. Em Salinas , podemos tirar fotos incríveis e comprar chocolate de sal, é um passeio que faria novamente , mas não foi um dos meu preferidos. Depende muito do grupo que vai com você na van, entretanto toda a explicação do guia vala a pena para entender a historia e cultura do local. Entrada Moras - Morays Salinas e toda sua beleza. 3 DIA ) Laguna Humantay Esse foi o segundo passeio que mais gostei da lista dos tours que fiz, minha turma era bem animada e tinham brasileiros incríveis que estavam mochilando também, o caminho até lá é um pouco cansativo, mas o visual da laguna vale a pena o esforço, são exatamente 2 horas de subida até o topo da montanha, fomos ouvindo musicas inspiradoras e compartilhando historias de vida, junto a nós tinham um Irlandês e um argentino, fizemos piada, tiramos foto no meio do percurso e deslumbramos toda aquela paisagem, nesse passeio tem direito a café da manhã e almoço e digo que foi de arrasar, pois o local onde fizemos nossas refeições tinha uma vista incrível dos vales. Água é necessário e não se esqueça de aproveitar o caminho, chegando lá aproveite para tirar fotos e apreciar aquela belezura. é um passeio de um dia inteiro. Laguna Humantay Arco - Iris - se 4 Dia ) Valle Sagrado - Pisac e Ollantaytambo e Chinchero Esse passeio também é de um dia inteiro , saímos bem de cedo com a Van e o guia , prepare a bateria da câmera para não ficar sem, pois passamos por muitos locais e conhecemos a cidadezinha de Ollantaytambo. Prepare-se para subir e descer escadas gigantescas e subir colinas, Nesse passeio também é servido almoço e café da manha. Como sempre o guia nos proporciona uma aula de historia e teologia a respeito das crenças dos antigos Incas. O que mais me impressionou foi ver que os andinos realmente sabem aproveitar as áreas montanhosas para cultivar e fazer de moradia. Você ficará deslumbrado a cada passo que der e como sempre fuja dos vendedores locais, levem agua e lanche para fazer durante todo o percurso. No final do tour te levaram para um Chinchero onde as mulheres de trajes típicos ensinam e nos mostram como tingir pelos de Ilhamas/Alpacas , vale a apresentação mas no final eles sempre iram te empurrar alguma coisa pra você comprar, não é necessário comprar nada e nem dar gorgetas (obs: Podem te levar mais de uma vez , pois existem varios por lá). Quem entende sobre Xamanismo vai se identificar muito no Vale sagrado, pois mostra muito da crença antiga dos Incas e toda a forma de conexão com o mundo espiritual. Vista da cidade de Pisac Evangelina , peruana com traje típico no Chinchero Vista do alto de Ollantaytambo 5 Dia) Aguas Calientes e Machu Pichu. Para mim, Machu Pichu é o mais legal, pois o caminho até lá é incrível de se fazer. Pegamos a van na frente da agência e fomos até a hidroeléctrica numa viagem que durou 7 horas com uma parada de + ou - 40 minutos para o almoço. Chegando na hidroeléctrica fomos caminhando até a cidade de aguas calientes , conheci um grupo de franceses e pude praticar o meu francês, essa caminhada durou em exatamente 3 horas, para mim o melhor é essa trilha, não compensa ir de trem pois pagamos um valor absurdo em dólares, o bom é que você vê paisagens incríveis e vai beirando o Rio junto com os trilhos do trem, muita gente faz esse percurso e aproveitamos para conhecer pessoas e fazer paradas em lanchonetes bem huts no meio do caminho. Chegando em Aguas Calientes nos encontramos com o nosso guia as 18h da tarde , ele nos indica o hostel e posteriormente vamos todos jantar juntos, o pacote para Machu Pichu inclui almoço, jantar, café da manha + hospedagem em hostel. Eu indico que fique pelo menos um dia em aguas calientes para sentir a energia e a vib boa do lugar. O hostel que fiquei era maravilhoso e pude assistir as novelas do Peru, depois da janta o guia nos dá as instruções para o dia seguinte subirmos para a tão esperada montanha Machu Pichu. Aconselho vocês a comprarem a tichet de ónibus para subir e descerem a pé pois economizamos mais alguns dólares. E quem vai para lá procurem ir pela manha pois o visual é magnifico e fugimos do sol quente. Não subam a pé, pois a duração é de 1 hora de caminhada e chegando lá dentro caminhamos um bocado por todo o local. Se fecharem os tours na agência Sakura peça pra Alice reservar o guia Percy, pois ele foi incrível em todo o tour dentro das ruínas, aproveito para tirar fotos a vontade e peça pra ele também tirar as fotos tipicas de turista, deixando uma gorgeta generosa, pois ele foi/é muito atencioso e mais uma vez aquele aulão de historia. Feito todo o passeio seguimos novamente para a trilha de 3 horas de volta a hidroeléctrica para pegar a van de vonta para Cusco, aconselho a ficar 1 dia a mais em aguas calientes para aproveitar a cidade que é super bohemia e tem uma vibe super xamanica. Não esqueçam do repelente e protetor solar, pois o sol queima com força e os mosquitos tem dentes por lá. Não se pode tirar fotos com nenhum tipo de bandeira em Machu Pichu, Como essa bandeira é a bandeira de Cusco eu pude tirar tranquilamente sorte a minha que é a mesma bandeira GLBT. Não se esqueça de carimbar seu passaporte na saída . 6 Dia ) Montanha de Colores. Para mim foi o passeio mais chato, porém com uma paisagem de tirar o fôlego literalmente, meu grupo não estava a fim de conversas ou fazer amizades e cada um ficou na sua, é uma caminha de 3 horas e uma subidinha filha da puta, para cada três passos que damos descansamos um pouco porque esse local já é bem alto e o ar é quase rarefeito, vale o passeio pela foto , mas eu não o faria novamente. Chegando no topo você pode carimbar seu passaporte e digo que terá muitos turistas num espaço pequeno, dividindo com vendedores e guias. Verifique também o tempo, pois quando comecei a descer começou a nevar e tive amigos que quando chegou lá a montanha estava coberta pela neve. Também leva um dia inteiro com direito a café da manha e almoço. E lá conseguimos ter contato com os povos andinos que são descendentes dos Incas. Outra cultura, outra Vibe. Considerações finais.... Ao todo fiquei 14 dias em Cusco, aproveitei para ir aos restaurantes e barzinhos e fazer caminhadas nos bairros de lá , é incrivel esse lugar e quero voltar para fazer voluntariado, indico para todos os meus amigos. Me senti dentro de uma Telenovela e muito acolhido por todos, principalmente pelo hostel que fiquei e a agência de tours. Comemorei meu aniversario junto a pessoas que nunca vi na vida , fizeram uma festa surpresa pra mim, com dinheiro a bolo na cara e conheci um namoradinho maravilhoso o Daniel, sempre os levarei para a vida toda. Aproveite para ir ao Mercado São Pedro (Não comam lá , a higiene do local e 0), Conhecer as igrejas, os mirantes da cidade, as baladinhas e comer as comidas diferentes de lá sem exagero é claro. Gostei muito de um restaurante que serve uma comida deliciosa tipo o churrasco grego só que Top das galáxias, se chama A casa de Kebab, fica ali do lado da praça de armas e super em conta. Voluntários do hostel Milhause Cris brasileiro e Macarena da Argentina, meus irmãos de coração. Daniel, vivi quase uma lua de mel com ele. Gratidão. GASTOS City Tour - 35 soles Valle Sagrado - 55 soles, inclui almoço. Maras moray y Salineras - 35 soles ou voce pode escoler fazer um combinado de Valle Vip ( Valle Sagrado tradicional com Maras Moray com almoço ) 90 soles Laguna Humantay 85 soles Montanha de Colores 85 soles Puente Queswachaka dia inteiro 140 soles com almoço e cafe da manha + 20 soles ingresso. Boleto turístico geral para 10 dias ( Recomendo) 130 soles ( Serve para Valle Sagrado, Maras y moray, city tour e museos da cidade) Machu Picchu by car = 130 dolares Com cafe da manha, almoço e janta ou Machu Picchu By Train = 260 dolares alimentação não inclusa) Ao todo gastei 5 mil reais nessa viagem de praticamente 14 dias. Poderia ter gastado menos , mas quis fazer alguns outros passeios e comprei umas coisinhas e outras é claro, o que saiu mais caro mesmo foi o aéreo como sempre. Porém não deixem de viajar e conhecer esse lugar incrível que para mim sempre terá um lugar especial nas minhas recordações. Dúvidas estou a disposição. Segue meu Instagram @RodrigoTilly Namastê e boa viajem meus irmãos.
  2. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  3. O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos. Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia. Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais. O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia. Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar. Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino). 16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares). Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar. O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais. Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial. 17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes. Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia. Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam. Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular. 18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs. Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs). O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante. Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus. Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora. 19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h. Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs). Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz. O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h. A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso). O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz). Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas. Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal. Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma. Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs. Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%. 20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor. Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre. O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs. Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio. A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva. Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma). Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs. Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco. Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei). Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio. Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!) Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude). 21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile. Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos). Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço). Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol. Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele. Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal. Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema. A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir. O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas). Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque). Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto. 23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama. Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários. Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado. Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro. A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear. Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente. Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas). A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa! (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel. 24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h. 25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante. Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes. Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama. Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos. O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir. Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos. En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol. (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem). Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora. Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos. São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!! Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um. Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado. O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual. Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia. Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo. Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite. Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo. Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte. Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO. Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior. Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área. Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite. Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá. Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio! Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica). O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes). De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu. Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro. Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara. Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo. Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo. Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo. Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH. Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH) U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00 Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto). Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha! Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰.
  4. Senhoras e senhores, boa noite! Fiz meu primeiro mochilão pela América do Sul ano passado (set/2019) e resolvi compartilhar com vocês meu relato de viagem feito da Trilha Inca Clássica. Espero que gostem e que possa ser útil de alguma forma. Agradeço primeiro a Deus pela oportunidade de tê-lo feita e por ter encontrado, aqui no fórum, pessoas acessíveis para tirar dúvidas (valeo Rodrigo). Bom, esse é meu relato de viagem, espero que gostem e qualquer dúvida estou a disposição, paz! Relato da viagem.docx
  5. Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru. Roteiro - 24 dias São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima. Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo: No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo. Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização. Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino. Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna. *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido. TACNA Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade. Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade. Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa. - Onde ficamos: Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos: Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos: Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. https://www.instagram.com/trip_se_/
  6. Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ? Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 18 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos! Como tudo começou: Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru. Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom! Preparativos: Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus) Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos! Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar: Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas. Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá. Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada! Roteiro: O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só: Passagens: Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços. Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava. Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador. Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu! ...Continuação nos próximos posts Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  7. Em maio deste ano fizemos uma viagem de 13 dias para o Peru, sendo 04 noites em Lima, incluindo um bate e volta a Paracas e Ica, 07 noites em Cusco e 02 em Águas Calientes. Na parte de Cusco, a cronologia do roteiro é muito importante. Montamos o nosso, pensando na aclimatação a altitude, e evitar passeios muito pesados em dias seguidos. Nosso gasto total por casal, incluindo todas as despesas, até mesmo estacionamento no aeroporto no Brasil, foi de pouco menos de R$7.000,00 mais 72.000 milhas Múltiplos com passagens. Abaixo iremos resumir cada dia de nossa viagem, e tentar deixar algumas dicas úteis de cada lugar. Para isto, é importante deixar claro nosso estilo de viagem. Sempre viajamos mais no estilo “mochilão”, nos hospedamos em lugares simples, procuramos comer em lugares em que os locais comem e tentamos vivenciar ao máximo a cultura do lugar. Também gostamos bastante de aventuras, principalmente trilhas, em muitos locais para nós o percurso é tão importante quanto conhecer o lugar. · Dia 01 – Lima – Huaca Pucllana e Parque de La Reserva: Nosso voo chegou em Lima as 0:30, e como já havíamos reservado transfer pelo hostel devido ao horário de chegada, antes das 02:00 estávamos na hospedagem. Na manhã seguinte, em Miraflores, fizemos cambio, compramos chip de celular (vide dicas gerais) e fomos ao sítio arqueológico Huaca Pucllana. Huaca Pucllana é um sítio arqueológico pré-inca localizada bem no meio da cidade. A parte principal é uma pirâmide gigantesca, construída com tijolos de barro, estima-se que sua construção se iniciou por volta de 200 DC. A entrada no sítio com visita guiada custa 15 soles (estudante paga meia). Vale muito a visita, o sítio é bem diferente dos tantos outros que fomos no decorrer da viagem. (Info: http://huacapucllanamiraflores.pe/ Saindo do sítio fomos almoçar no restaurante Punto Azul em Miraflores, onde comemos nosso primeiro ceviche maravilhoso a um preço razoável. Após o almoço, fomos a praça no entorno no shopping Lacomar onde curtimos o pôr-do-sol na deslumbrante paisagem à beira-mar deste local. Deste mesmo local pegamos um Uber e fomos ao Parque de La Reserva (Circuito Mágico das águas). Se trata de um parque muito grande com inúmeras fontes de água. Este local certamente foi umas das melhores surpresas de Lima, ultrapassando nossas expectativas. Dentre as várias atrações do local, a principal e mais bela é a apresentação que é realizada em 03 horários: 19:15, 20:15 e 21:30. É um espetáculo de luz e imagens refletidas na cortina de água que dura 15 minutos e mostra um resumo da história peruana. Vale a pena chegar ao local com antecedência para garantir um bom local. A entrada para o parque custa apenas 4 soles. (https://www.circuitomagicodelagua.com.pe/) Dicas e Infos: 1) Hospedagem: Nos hospedamos em Miraflores, entre o parque Kenedy e o shopping Lacomar. Excelente local para ficar. Nossa hospedagem foi o Miraflores Guest House, local simples, porém com ótimo custo benefício. Tenha em mente que em Miraflores, apesar de ser o lugar mais recomendado para se hospedar, por lá tudo é mais caro (restaurantes, supermercados, etc). 2) O percurso do aeroporto a Miraflores dura em torno de 50 minutos sem transito. O translado por lá é relativamente barato, pagamos 50 soles reservando com antecedência. Porém com Uber sai ainda mais em conta. 3) Cambio: A maioria das casas de câmbio fica na Av. José Larco, av. que liga o parque Kenedy ao Lacomar. Além das casas de câmbio, há várias pessoas na rua que fazem cambio. Apesar de ser estranho fazer cambio com alguém na rua, estas pessoas são devidamente identificadas com colete e são legalizados, cada um tem um número de identificação, para que possa reclamar caso tenha qualquer problema. Cuidado para não pegar nota rasgada, mesmo que seja mínimo. Em Cusco não aceitaram uma nota minha devido a um rasgado de milímetro, e não faltava nenhum pedaço. 4) Celular: Comprei um chip na loja da Claro na Av. José Larco. O Chip com plano de 3GB para 30 dias custou 35 Soles, e funcionou muito bem em todos os lugares durante a viagem. 5) Taxi: Em Lima o que não falta é taxi. Basta sair caminhando na calçada que algum taxista já vai buzinar perto de você oferecendo corrida. Nos taxis não existe taxímetro e tem que negociar o preço antes da corrida. Devido a isto, preferimos usar o UBER, o que funcionou muito bem. Para economizar, utilizamos algumas vezes o UBER compartilhado (Uberpool), e não tivemos problemas. 6) Trânsito: O transito no Peru é um caos, em Lima, ainda pior que em outros lugares. Então alugar carro definitivamente não é uma boa opção · Dia 2 - Paracas e Ica: Queríamos muito conhecer esta região, porém como o tempo estava curto, pensamos que não seria não seria possível, até que descobrimos a opção de fazer o passeio bate e volta de Lima. O ponto de partida do passeio foi em frente ao Shopping Lacomar as 05:00. De lá viajamos de micro-ônibus até Paracas (3 a 4 horas) para fazer o tour das Ilhas Ballestas. Este tour é feito em barco de 40 pessoas, passa pelo famoso candelabro, um geoglifo a beira-mar muito misterioso de 40 metros feito a cerca de 2500 anos, algo diferente e bem interessante, principalmente para quem não vai visitar as linhas Nazcas. Após a parada para apreciar o candelabro seguimos para as Ilhas Ballestas, estas ilhas são um santuário ecológico, com muitos leões marinhos, pinguins e milhares de pássaros. O passeio é apenas panorâmico, por ser área de proteção não pode descer ou nadar no local. Por cerca de 40 minutos, o barco circunda as ilhas, com vistas de milhares de pássaros e centenas de leões marinhos. Belas paisagens. Após o retorno das ilhas, tem um tempo livre para almoço na própria vila onde se desembarca. O almoço não está incluso no passeio, e há vários restaurantes no local para escolha. Finalizado o almoço retornamos ao ônibus para mais aproximadamente 30 minutos de viagem até Huacachina. O Oasis de Huacachina é um mini vilarejo pertencente a cidade de Ica. Porém o grande destaque deste lugar é que ele tem um grande lago central cercado por vegetação, e isto bem em meio do deserto, formando realmente um verdadeiro Oasis entre dunas. Chegando ao local, conhecemos a vila e fomos fazer o passeio com os tubulares nas dunas. Este passeio é bem radical. Cada carro leva em torno de 12 pessoas, e o mesmo vai em alta velocidade nos sobe e desce das dunas, é praticamente uma montanha russa nas areias. No meio do passeio, o carro para fazer o sandboarding. Sandbording é a descida nas dunas escorregando deitado sobre uma prancha. Pode se fazer duas descidas (2 dunas), e após isto o carro pega as pessoas no final da segunda descida, para mais um pouco de adrenalina no retorno ao Oasis. Este passeio (incluso no Tour) foi certamente um dos pontos altos do dia. O último destino do tour, foi em uma vinícola, para provarmos os vinhos e vários tipos de Piscos. Sinceramente não gostei muito das bebidas deste local, mas valeu a experiência. Em resumo, este tour vale a pena para quem está em Lima e não tem tempo suficiente para passar mais de um dia na região de Ica. Certamente este dia foi o ponto alto dos 04 dias que permanecemos em Lima. Dicas e Infos: 1) Agência Picaflor Viajes, foi a que encontrei melhor custo benefício para o Tour, pagamos 165 soles na opção completa do passeio. Site: http://www.viajespicaflorperu.net/. Caso fechar com esta agência, o pagamento deve ser antecipado, então a maneira mais fácil e barata de transferir a grana, é via Wetern Union. Caso não conheça este sistema, a agência passa todas as informações por whatsapp. 2) Não saia sem um bom café da manhã. O Box Lunch prometido no tour não passa de um pacote de biscoito similar a um Club Social e uma caixinha de suco de 200 ml, e a única parada no caminho é rápida e em local caro. 3) Para o passeio das Ilhas Balestas, tente pegar lugar do lado esquerdo do barco. Neste lado terão as melhores vistas · Dia 03: Centro Histórico e Barrancos: Neste dia fomos conhecer o centro histórico de Lima. Iniciamos nosso passeio na Plaza San Martin. Desta praça há um calçadão de uns 900 metros até a Plaza de Armas que é coração do centro histórico de Lima. No meio do trajeto há uma igreja bonitinha (Igresia de la Merced). A Plaza de Armas é bem bonita, contornada com seus charmosos casarões amarelos com as tradicionais sacadas de madeira, em frente fica a bela catedral de Lima e a esquerda o prédio do Palácio do Governo. No dia que visitamos a praça estava fechada devido a ter protestos previstos para este dia, os turistas podiam entrar na praça, somente para passar, se parasse algum guarda já chamava atenção. Por um lado, foi até legal, que conseguimos algumas fotos com a praça quase vazia. Depois fomos até a igreja São Francisco, que fica junto ao convento São Francisco. Nós visitamos apenas a igreja, porém é bem famosa a visita ao museu do convento e as catatumbas que ficam no subsolo da igreja, onde tem cerca de 70.000 ossadas de pessoas sepultadas lá. Na própria igreja há algumas grades no piso que se tem a visão dos tuneis subterrâneos e destas ossadas, o que já é bem sinistro. Para quem quiser informações da visita, segue site oficial: www.museocatacumbas.com. Pretendíamos visitar e almoçar no Mercado Central, porém o mesmo estava fechado, então pedimos dicas para um morador de local para almoçar. Esta pessoa nos indicou uma quadra onde teria vários restaurantes. Chegando lá havia realmente vários restaurantes, porém, todos muito simples. Como gostamos de provar a comida dos locais escolhemos um restaurante e fizemos o pedido. O preço era em torno de 12,00 soles com entrada, prato principal e bebida. Para nossa surpresa quando recebemos os pratos, os mesmos eram muito bem produzidos e a comida muuiiito boa, não perdeu em nada para o almoço do primeiro dia no restaurante em Miraflores que custou 3x mais. Após almoçar fomos até o famoso bairro de Barrancos. É o bairro mais boêmio de Lima. Após andar pelo bairro, descemos até a praia, que ao invés de areias tem pedras, porém com um bonito visual dos barrancos margeando as praias. De lá avistamos o Lacomar que parecia estar perto, então resolvemos voltar caminhando pela praia. Somente “parecia” estar perto, foi bem mais de uma hora de caminhada até chegarmos, mas valeu a pena. Algo que nos impressionou em Lima foi a quantidade de cassinos, em algumas partes de Miraflores tem praticamente um a cada quadra. Como nunca havíamos ido em Cassino, decidimos fazer isto neste dia a noite. A experiência no cassino foi bem diferente do que esperávamos. Escolhemos um dos maiores e mais bonitos, chamado Atlantic City. No interior a princípio ficamos admirados com o tamanho e estrutura do local, comparamos 10 soles de fichas e brincamos um pouco. Após isto, fomos caminhar pelo cassino, o qual era composto na maioria do espaço por caça niqueis. Começamos a observar o semblante das pessoas nestas maquinas, o que não era de diversão, mas sim pareciam robotizadas em frente as mesmas, muitas inclusive jantando sobre estas e jogando ao mesmo tempo, ou seja, vício total. Percebendo este ambiente, sentimos o lugar realmente muito pesado e procuramos sair de lá o mais rápido possível. Valeu muito pela experiência, e após está espero que nunca liberem os cassinos em nosso país. Dia 04: Miraflores e viagem a Cusco. Neste dia como tínhamos voo à tarde deixamos a manhã para passear por Miraflores. O Malecon, é um calçadão que margeia a falésia a à beira mar. Caminhando por ele você segue uma sequência de vários parques abertos sendo mais famoso destes o Parque Del Amor. Estes parques são muito bonitos e bem cuidados e tem maravilhosas vistas do mar. Fomos de manhã, porém imagino que no pôr do sol deva ser ainda mais bonito. Após a caminhada do malecón continuamos caminhando pelo bairro e fomos até dois pequenos mercados perto do Parque Kennedy, Inka Market e Índia Market, onde compramos alguns souvenirs. Após isto almoçamos e fomos para o aeroporto, pois as 16:00 tínhamos voo para Cusco. O UBER de Miraflores ao aeroporto custou 38 soles. No avião já começamos nossos preparativos para enfrentar o temido Soroche (mal da altitude). Ainda em Lima compramos as Soroche Pills, um remédio vendido em farmácia para combater o mal da atitude, e assim que embarcamos já tomamos uma pílula. Vendo pela composição, não passa de vários remédios para dor de cabeça juntos e cafeína, porém não recomendo irem sem ele, me salvou no mínimo em uma ocasião. Em Cusco, ainda na área de desembarque, já há um pote de folhas de coca para pegar e mascar, o que ajuda muito com os efeitos da altitude. Podem mascar sem medo (ou esperança, rs), pois a folha de coca não tem nenhum efeito alucinógeno. Do aeroporto fomos direto ao hostel, e depois saímos para jantar, e demos uma passada na maravilhosa Plaza de Armas de Cusco. Neste dia sempre procurando andar o mais devagar possível, e para o jantar pedimos apenas 02 entradas, tudo isto para mitigar os efeitos do soroche. Referente a altitude, neste primeiro dia sentimos apenas uma leve tontura, nada demais. Dicas e Infos: 1 – No voo de Lima a Cusco vale a pena pegar janela, pois tem belas paisagens das montanhas dos Andes; 2 – Para ir do aeroporto de Cusco ao centro, terá dezenas de taxistas oferendo corridas no desembarque. Vão pedir em torno de 25 soles, negociem que o preço chega fácil a 10 soles. Neste caso o UBER era mais caro; 3 – Para evitar o Soroche, recomenda-se no primeiro dia evitar qualquer esforço físico e comida pesada; 4 – Sobre local para hospedagem em Cusco, quanto mais próximo da Plaza de melhor, consequentemente mais caro. O ideal é encontrar um meio termo, de acordo com o que pretende gastar. Nos hospedamos no Sumayaq Hostel, que é um casarão bem antigo, com estrutura simples e antiga também, porém bom atendimento e limpeza. A localização foi muito boa, pois ficava a uns 500 metros da Plaza de Aramas e próximo ao Mercado San Pedro, e sem nenhuma subida forte para chegar; 5 – Tudo próximo da Plaza de Armas é bem mais caro, então caso for comprar qualquer coisa, não compre nesta região. Afastando poucas quadras você encontrara preços bem mais baixos. Dia 05 – City Tour Cusco Nosso primeiro dia inteiro em Cusco, procuramos programar algo mais leve pela questão da aclimatação na altitude. Neste dia levantamos e fomos a Plaza de Armas, compramos nosso boleto turístico e fomos visitar o Museu Histórico Regional. Este museu é bem interessante, pois mostra um resumo da história peruana desde a pré-história até a época atual, e como é de se esperar o maior foco é na era dos Incas e da “colonização” espanhola. Após isso fomos procurar uma agencia para fechar nossos passeios (mais detalhes vide dicas). Já agendamos para esse mesmo dia no período da tarde o City Tour. Este passeio leva aos principais sítios arqueológicos ao redor da cidade. Visitamos Qoriqancha, Sacsayhuaman, Qenqo, Tambomachay e Pukapukara. O destaque é Sacsayhuaman, um sítio arqueológico bem interessante. Na visita, após as explicações do local, a guia nos deu 30 minutos livres e sugeriu o seguinte: se quiséssemos uma foto panorâmica do local subisse o morro do lado esquerdo, ou se quisesse visitar os principais pontos do sítio subir morro a direita. Como eu sempre quero ir em todos os lugares fui nos dois, subi bem rápido as escadas, o que creio que foi a causa de uma dor de cabeça terrível que tive a noite, fui salvo pela Soroche Pills. Este tour é melhor maneira de conhecer todos esses lugares em meio período. A parte ruim fica por conta de tempo livre limitado em cada local, problema comum em Tours. Por volta das 18:30 estávamos de volta na cidade. Para quem tem pouco tempo na cidade é possível conciliar este tour com algum outro passeio, exemplo, Maras y Moray ou Vale der Sur. Dicas e infos: 1 - Boleto turístico: Certamente em Cusco você vai necessitar comprar o boleto turístico. O completo custa 130 soles e dá direito a entrada em 16 lugares com validade de 10 dias. Há versões de 70 soles com acesso a apenas alguns lugares e válido por menos tempo. Caso vá ficar pouco tempo na cidade vale a pena avaliar qual é mais viável. 2 - Todos os passeios em Cusco (exceto Machu Picchu) são bem baratos e tem dezenas de agências no local que oferece as mesmas opções. Então vale a pena deixar para fechar quando chegar lá, não há risco de ficar sem vagas. Antes de ir, seguindo dica do pessoal do www.uaivambora.com.br, conversei com a Luz da agência Surco Peru Adventure’s. Porém somente quando estava lá negociamos os valores e fechei todo o pacote passeios por um bom preço. A Luz nos prestou excelente atendimento, nos auxiliando com tudo que necessitamos antes e durante nossa viagem. Para quem se interessar o contato dela é o seguinte: +51 984848674 (WhatsApp). Dia 06 – Maras Y Moray. Seguindo a estratégia de fazer os passeios mais leves nos primeiros dias para uma boa alimentação, nesse dia fomos a Maras y Morais. Este tour sai da Plaza de Armas às 8:30 e aproximadamente às 15:00 já está de volta em Cusco. A primeira parada Tour é no povoado de Chinchero. Nesse local visitamos uma associação de moradores que produzem diversos produtos artesanais para comercialização, principalmente de tecelagem com lã de Alpaca. Uma pessoa faz apresentação mostrando como são feitos os principais produtos, utilizando técnicas da época dos Incas. O próximo destino é o sitio arqueológico de Moray, que segundo historiadores era um laboratório agrícola dos Incas. O sitio tem uma série de plataformas circulares que parecem anfiteatros. Como há uma diferença de temperatura em cada nível, os Incas poderiam fazer experimentos e definir os melhores locais para produção de cada tipo de plantação. Em seguida fomos a salineira de Maras. Esta salineira é composta por mais de 3000 poças para produção de sal utilizando a água de uma fonte da montanha que, segundo nosso guia, tem 7 vezes mais sal que a agua do mar. A Salineira é localizada numa grande ladeira e compõe uma paisagem espetacular. As poças são divididas por mais 300 famílias e é passada de geração em geração não podendo ser vendidas. Os métodos utilizados para produção do sal são totalmente artesanais. O lugar é único diferente de qualquer outra coisa que já que já tinha visto. Retornamos para Cusco as 15:00, almoçamos e visitamos o Museu de Koricancha e Museo de Arte Popular, ambos bem menores e mais simples que o visitado no dia anterior. Dicas e Infos: 1 – Neste Tour, leve algo para comer, pois o retorno é as 15:00 e não há parada para almoço. 2 – A entrada em Moray esta inclusa no boleto turísticos, porém em Maras é necessário pagar 10 soles. 3 – Vale a pena pegar lugar na janela no ônibus, pois no caminho há espetaculares paisagens das plantações com as montanhas nevadas ao fundo, principalmente nas proximidades de Maras. Dia 07 – Pisac: Nesse dia optamos por fazer o passeio por conta, sem Tour. Pisac é uma cidade nas proximidades de Cusco que fica a 2800 m de altitude, porém o sítio arqueológico de Pisac fica em uma montanha ao lado a 3400 m. Para nós, com exceção de Machu Picchu, este foi o mais lindo Sítio Arqueológico da região. De manhã, passamos um pequeno susto. Minha esposa acordou mal, muita falta de ar, tonturas, dor de cabeça e sangramento pelo nariz. Eu já estava ligando para o seguro para encontrar o hospital mais próximo, mas uma funcionária do hostel procurou nos aclamar afirmando que tudo aquilo era apenas efeito do soroche. Decidimos ir para o passeio e observar até a tarde para avaliar a necessidade de ir em um hospital. Ela estava certa, minha esposa foi melhorando no decorrer do dia, e se tivéssemos ido ao hospital teria grandes chances de estragar o restante da viagem. Seguimos com a programação do dia, do nosso Hostel caminhamos pouco mais de meia hora até o ponto onde saem as vans para Pisac, que fica a 35 km de Cusco. Chegando na cidade pegamos um táxi para o sítio arqueológico as 11:30 já estávamos na portaria do mesmo. O taxista já queria combinar o horário para nos buscar, preferimos não combinar para ficar com tempo livre no local, e foi a melhor escolha possível. O sítio arqueológico de Pisac é muito grande e os tours visitam apenas uma pequena parte dele, onde estão os principais monumentos. Porém partindo dessa parte há uma trilha que segue pela crista da montanha até o final do sítio arqueológico. A trilha a conta com várias sobe e desce, normalmente por escadarias bem rusticas, então deve estar minimamente preparado fisicamente. Mas fazendo devagar é tranquilo, e as paradas são obrigatórias pois sempre há uma paisagem maravilhosa, com vistas do Vale Sagrado, escadas incas, tuneis, etc. Quase no final da trilha você se depara com o Templo do Sol, para mim a parte mais linda do sítio. Até aí já havíamos caminhado por mais 3 horas, com as idas e vindas e vários pontos, e teríamos que retornar a entrada do parque para chamar o táxi e voltar para a cidade. Porém sabíamos que havia uma trilha que descia pela montanha até a cidade, então perguntamos para um guia no local qual o tempo para chegar na cidade por essa trilha, o qual nos informou que era cerca de 40 minutos. Não restou dúvidas seguimos pela trilha. Lógico que gastamos bem mais de 40 minutos pois além do cansaço a cada a poucos metros parávamos para tirar lindas fotos. A Trilha desce a montanha em meio a mais ruínas e lindas vistas das montanhas. Chegamos na cidade de Pisac por volta das 17:00 horas. Almoçamos e pegamos a van de volta Cusco. Foi um dia espetacular e foi uma excelente escolha ir por conta deste lugar. Dicas e infos: 1 – A van de Cusco a Pisac custa 4 soles, e o ponto de saída fica a cerca de 15/20 minutos da Plaza de Armas. Se preferir ir de Uber/táxi pagará no máximo 5 soles. 2 – De Pisac ao sitio dá para subir pela trilha ou de táxi, porem subir e descer pela montanha pode ser bem cansativo. Se for para escolher apenas um trecho melhor subir de táxi e descer pela montanha. O táxi lá é bem caro, 30 soles, uma sugestão para economizar é esperar alguém para dividir. Dia 08 – Laguna Humantay Este era realmente nosso primeiro desafio físico da viagem. Subir até a Laguna com altitude superior a 4200 metros, pela trilha com aproximadamente 7 km (ida e volta), sendo destes, uns 2 km em subida bem íngreme. Esta lagoa fica aos pés do Nevado de Salkantay, e está no início da famosa trilha de Salkantay que leva até Machu Picchu. A lagoa é formada pelo desgelo desta montanha, e tem águas cristalinas com tons azulados e esverdeados (dependendo do sol) e suas águas espelham o nevado atrás, formando uma paisagem surreal. Primeiro vamos falar do passeio. Pagamos 55 soles incluindo transporte, guia, café da manhã e almoço, e mais 10 soles de taxa de entrada na Laguna. Valor muito baixo pelo que é oferecido. A van nos pegou no hostel as 4:30, viajamos por cerca de 2 horas até a parada para o café. O café da manhã é simples, porém muito bom. Depois seguimos por pouco mais de uma hora em estrada de terra e muitas curvas. Em torno das 09:00 chegamos ao ponto inicial da caminhada. Os primeiros 1,5 km são por uma estrada praticamente plana. Após este trecho começa realmente a subida. Há a opção de alugar cavalos para subir, para nós esta não era uma opção, pois tínhamos nos preparados muitos para estes desafios. Fomos subindo em nosso ritmo, devagar e sempre. Na trilha você não verá ninguém com expressão tranquila, exceto os locais, a altitude realmente pega todos. Compramos uma lata de oxigênio (vide dicas) por precaução, pois minha esposa tem bronquite. Não sei se foi devido a estarmos com o oxigênio, mas um menino que aluga os cavalos nos seguiu até mais da metade da trilha, ele acreditava que iriamos desistir, se deu mal. Apesar de cada grupo ter um guia, cada pessoa sobe no seu ritmo, então durante a trilha é por conta própria. Uma ressalva especial a nosso guia deste dia, o nome era Denis, e o cara era sensacional, muito simpático e sempre motivando a todos para conseguir. Após pouco menos de 2 horas do início da caminhada chegamos a Laguna, e neste momento qualquer cansaço simplesmente desaparece. Não queríamos perder nenhum segundo daquela vista surreal. Tínhamos 40 minutos de tempo lá em cima, mas ficamos por mais de uma hora, foi difícil o guia conseguir tirar todos daquele lugar. Durante a subida o tempo estava totalmente encoberto, imaginamos não íamos pegar sol na Laguna. Porem quando chegamos o tempo abriu parcialmente permitindo aproveitarmos os efeitos de cores da agua com o reflexo do sol. Assim que saímos o tempo fechou novamente, “Valeu São Pedro”. Em seguida descemos até as vans, e voltamos ao mesmo local do café da manhã para almoçarmos. Chegamos de volta em Cusco por volta das 18:30 da tarde. Dicas e infos: 1 – Procure não fazer este passeio nos primeiros dias de estadia em Cusco, faça boa aclimatação antes. Se se sentir melhor, leve uma lata de oxigênio que vendem em farmácias em Cusco. Para comprar o oxigênio, va a um apequena farmácia na calle Zetas, depois do templo de Qorinkancha, é a metade dos preços das farmácias mais próximas da Plaza de Armas. 2 – Leve água, 1 litro por pessoa é suficiente, e alimentos energéticos (chocolates, doces, etc.). Dia 09 – Viagem de Cusco a Aguas Calientes. Para visitar a Machu Picchu é necessário ir até Aguas Calientes, que é uma cidade criada apenas devido ao turismo neste local. Porém como não há estradas, o acesso a este local é somente por trem ou a pé. Sendo assim para fazer o percurso de Cusco a Aguas Calientes, se resume a 03 opções; -Trem, opção fácil, porém muito cara; -Trilhas, (cerca de 05 dias), opção também cara e necessário reserva com muita antecedência; -Van/caminhada, opção barata e com aventura. Quando inicie a pesquisa me assustei com os preços dos trens, que cobravam em torno de 70 dólares por trecho, cerca de 2 horas de viagem. Pesquisando outras opções encontrei as opções de van, que cobram em torno de 35 soles por trecho. Também recebi excelentes dicas do pessoal do blog www.uaivambora.com.br a respeito desta opção de transporte. No final de contas encontrei uma passagem promocional para o dia da volta de trem por 44 dólares, e para poder ganhar um dia no roteiro, visto que a opção da van toma praticamente um dia, optei por ir de van e voltar de trem. A van nos pegou no hostel as 07:30 da manhã, e saímos de Cusco umas 08:30, daí fomos até Ollantaytambo onde faz uma parada de uns 20 minutos para quem necessitar comprar algo ou comer. Neste momento estava tempo ruim e começou a chover, nos deixando um pouco preocupados, afinal teríamos que caminhar 15 km, o que com chuva poderia ser bem mais difícil. A partir deste ponto realmente começa a aventura, o próximo trecho é uma subida que parte de 2.800 até 4.400 metros em cerca de 40 KMs, (nem precisa dizer que é só curvas, né). Porém a paisagem na parte alta da montanha é muito bela, vale a pena pegar lugar na janela nesta viagem. Após isto desce pela montanha até nível de pouco mais de 1.000 metros, com mais curvas ainda, e mais paisagens lindas. Esta é a parte tranquila da viagem, porque após o vilarejo de Santa Maria, o caminho segue por estrada de terra estreita o tempo todo a beira de um precipício. O motorista da van vai buzinando nas curvas com o intuito de alertar caso venha algum carro na direção oposta. Este trecho tem por volta de 30 KM. Perto das 15:00, chegamos ao ponto final da Van, que é um restaurante que quem tinha o almoço incluso no translado iria almoçar. Próximo ao restaurante, uns 05 minutos de caminhada, tem uma cachoeira espetacular, bem alta, vale a pena ir. Neste momento a chuva havia parado (obrigado São Pedro 2), e já iniciamos nossa caminhada, pois estávamos preocupados em chegar antes de anoitecer. Chegando a estação de trem, vimos que muitas vans levavam os passageiros até lá, e no nosso caso já tínhamos caminhado quase 3 KM, incluindo a ida a cachoeira, por este motivo que nosso percurso deu 15 km, enquanto li vários relatos eram 12 km. Neste momento a fome apertou e percebemos que ir sem almoçar não seria boa ideia. Havia na estação alguns restaurantes bem simples, onde comemos um bom PF por 10 soles. A partir da estação deve caminhar por alguns metros na linha do trem e pega uma saída a direita com uma subida inclinada, mas com cerca de 300 metros apenas. Depois sai em nova linha de trem e segue pela mesma. A trilha não tem erro, é somente seguir a linha, e você nunca estará sozinho, muita gente faz este percurso. Chegando a Aguas Calientes, há uma saída a direita, caso chegue em um túnel, não atravesse, volte alguns metros porque você passou a saída. O percurso todo é entre montanhas muito íngremes de todo os lados, observando a geografia do local fica fácil perceber que os Incas queriam realmente esconder Machu Picchu. O trecho todo é quase plano, tranquilo de fazer. O que nos cansou no final da trilha foi o peso da mochila, pois por mais que reduzimos, iriamos passar 02 noites, como a previsão do tempo estava ruim tivemos que levar roupas para frio, e para caminhar mais de 03 horas cada quilo conta muito no final. O final da trilha foi a noite, mas como havia várias pessoas caminhando foi tranquilo. Chegando na cidade já compramos passagem do ônibus a Machu Picchu para próximo dia e fomos direto ao hostel para descansar, estávamos exaustos. Resumindo valeu muito a pena escolher esta opção. Para quem curte aventuras e considera que o percurso faz parte do passeio, esta com certeza será a melhor opção, e não é somente pela economia. As paisagens do percurso do trem são bonitas, mas nem se comparam com o percurso da van/trilha, e podemos afirmar isto, pois utilizamos as 2 opções. Dicas e infos: 1 – Leve alguns alimentos, pois somente poderá almoçar quando chegar ao ponto final da van, cerca de 15:00. 2 – Caso goste de emoção, sente na janela do lado esquerdo van, ficara no lado do precipício na última etapa do caminho, foi minha opção; 3 – Reforçando, leve o mínimo de peso possível na mochila para facilitar na trilha. Dia 10 – Machu Pichu Eis que chega um dos 2 dias mais esperados da viagem, (o outro é o da Rainbown Montain), a visita a Machu Picchu, uma das 7 maravilhas do mundo. Havíamos comprado trem para voltar até Ollantaytambo neste mesmo dia a noite, mas 2 dias antes ficamos sabendo de uma paralização geral que ocorreria na região neste dia e iria fechar todas as ferrovias e rodovias. Fomos até a Inca Rail e troquei as passagens para o próximo dia pela manhã, sendo então necessário passar 2 noites em Aguas Calientes. Este fato acabou sendo até melhor devido ao cansaço do dia. De acordo com informações de pessoas que conhecemos na viagem, os dois dias anteriores foram só chuva e nuvens em Machu Picchu, e a previsão para nosso dia era ainda mais chuva. A noite sonhei algumas vezes com as condições climáticas do dia, tamanha era a ansiedade. Quando acordamos a primeira coisa que ouvimos foi o barulho da chuva. Porém “para nossa alegria”, ao abrir a janela vimos que o barulho era das quedas das corredeiras do rio que corta Aguas Calientes. Apesar de nublado não chovia. Para ir de Aguas Calientes a Machu Picchu há 2 opções: - Ônibus: 20 minutos, pelo “precinho” de 12 dólares o trecho. - Trilha: Em torno de 3 km, sendo que 1,5 km é subida forte, praticamente toda em uma escadaria de pedras. Optamos por subir de ônibus, pois queríamos estar bem fisicamente para aproveitar o máximo, e a volta decidiríamos na hora. Uma pausa no relato para um breve resumo das regras de visitação do sitio: As entradas são com hora marcada, estando lá dentro ninguém ira controlar seu horário de saída, porém você deve manter o percurso sempre no sentido indicado, ou seja, há segurança em alguns pontos, os quais não permitem que ninguém retorne. Há opção de comprar ao ingresso somente para o sítio, ou incluir uma das 02 montanhas, Wayna Picchu ou Machu Picchu, as quais também tem hora marcada para subir, e no caso de quem for subir a montanha tem o direito de entrar 02 vezes no sítio. No nosso caso eu iria subir a Wayna Picchu e minha esposa não, então estávamos meio perdidos para definir a logística do passeio. Nossa entrada era as 08:00 e eu teria que subir a montanha as 10:00. Quando chegamos no hostel na véspera, a pessoa que nos atendeu já se ofereceu para auxiliar com o passeio e nos deu excelente sugestões. Sugeriu que entrássemos juntos e fossemos até um local chamado a casa do guardião, onde se tira as melhores fotos panorâmicas, e de lá eu fosse direto para a montanha, enquanto eu estivesse na Wayna Picchu minha esposa visitaria a ponte Inca ou porta do sol, e quando descesse já saísse direto entrasse novamente no sitio e encontraria minha esposa no mesmo lugar onde separamos e seguiríamos com a visita. Um pouco confuso, né? Também achamos quando recebemos a explicação, mas fizemos desta forma e foi perfeito. Entramos no sítio umas 8:30, ficamos juntos na primeira parte até 9 e pouco, e eu segui para a montanha. A subida da Wayna Picchu é por uma escadaria da época Inca, bem inclinada e estreita, e sempre a beira do precipício. E é o mesmo caminho para quem sobe e quem desce, então ao cruzar com pessoas, é necessário parar em algum ponto com mais espaço e esperar passar. Mas subindo com calma e usando sempre o bom senso pode ir tranquilamente. As 9:40 já liberaram o acesso do grupo das 10:00, e como eu já estava na entrada da montanha fui o primeiro a subir. A partir do meio da subida começa e ter excelentes vistas de Machu Picchu. Quando cheguei ao topo da montanha, contrariando todas as previsões climáticas, não havia mais nem nuvens, tempo lindo, e como o local estava vazio pois eu fui o primeiro a subir, então foi possível tirar excelentes fotos. No topo tem muito pouco espaço, então caso tenha muita gente creio que fica bem complicado, porém se isto ocorrer não se preocupe, a vista um pouco para baixo do topo é igual ou ainda melhor. Subi e desci num bom ritmo e fiz tudo com 1:40. Após descer me dirigi direto para a saída, fechei com uma guia para termos todas as explicações do sitio, pagamos 30 soles por pessoa em um grupo de 4 pessoas. Entrei novamente no sitio, encontramos minha esposa no local combinado, e fizemos o tour completo. O sitio arqueológico de Machu Picchu realmente é fantástico, não dá para chamar de ruinas, porque devido ao mesmo não ter sido encontrado pelos espanhóis, as construções estão em perfeitas condições. Seguimos no tour, e quando chegamos próximo a última parte do sítio, a guia nos perguntou se já iriamos sair ou queríamos permanecer mais tempo no local, pois se quisemos sair seguiríamos com ela na parte final e sairíamos, e caso quisemos ficar mais, ela daria ali as explicações da última parte e ficaríamos livres naquela região o quanto quiséssemos, pois se seguimos mais passaríamos por um dos pontos que ficam os seguranças e não pode retornar. Optamos pela segunda opção, e ficamos mais um bom tempo nesta parte do sítio, curtindo o lugar e tirando fotos com as llamas. Falando das llamas, estas são uma atração à parte em Machu Picchu estão espalhadas por todo o sitio, e realmente é fácil entender porque tem tantas fotos legais com llamas, realmente parece que o bicho faz pose para as câmeras. Muito legal a interação com elas. Após isto visitamos parte faltante do sitio com bastante calma e saímos. Outro ponto que demos sorte também, foi que devido paralisação citada no início do texto, Machu Picchu estava bem mais vazio que o normal para a época do ano. Saímos do sítio próximo das 16:00. A decisão da volta, como já era esperado, foi pela trilha. Logo ao iniciarmos a descido começou a chover, São Pedro foi realmente muito generoso conosco mais uma vez. Gastamos pouco mais de uma hora do sitio até o hostel, caminhando tranquilamente. Ao chegar confirmamos como realmente foi melhor a mudança do dia do trem, pois como estava ante teríamos que esperar até as 21:00 cansados e sem banho para pegar o trem e chegar as 23:00 em Ollantaytambo. Foi um dia mágico Machu Picchu correspondeu a nossas expectativas, fazendo jus a ser uma das 7 maravilhas do mundo. Dicas e infos: 1 – Compre ingressos para Machu Picchu com antecedência, pois o número de visitantes é limitado. Se for subir na Wayna Picchu, compre com muita antecedência. Eu comprei com 3 meses de antecedência. Um mês depois minha esposa mudou de ideia e queira ir na montanha também, verificamos e não tinha mais ingressos. Dia 11 – Ollantaytambo Neste dia, como tivemos que dormir mais uma noite em Águas Calientes, acordamos cedo, descansados, tomamos o café e pegamos o trem as 08:00 para Ollantaytambo. A viagem de trem durou cerca de 1:40, a linha acompanha o rio Urubamba. As paisagens durante o percurso são bonitas, mas como citado anteriormente nem se comparam com o caminho da opção de van/caminhada. Chegamos na estação guardamos as malas, as empresas de trem têm serviços de armazenamento de bagagem grátis para cliente, e já fomos para o Sitio Arqueológico de Ollantaytambo. Fizemos a visita sem guia e no nosso ritmo. Este sitio também é muito bonito, a maioria das pessoas o considerem o mais belo depois de Machu Picchu, mas para nós Pisac esta na frente, desde que faça a visita completa no mesmo. Em Ollantaytambo fizemos o segundo maior circuito, que passa em praticamente todo o sitio. Na parte da manhã o local fica bem mais vazio, pois os tours normalmente chegam no período da tarde, o que proporcionou ainda mais tranquilidade na visita. Com 2 horas é possível visitar todo o local sem pressa. Mesmo com vários pontos importantes para se conhecer no sítio; como o templo do sol, o rosto na montanha, etc; o que mais me encantou foi uma charmosa casinha encravada na parede da montanha, que aparece na foto a seguir (porque? Será que já morei lá? rs). Saímos do Sitio em torno de 13:30 e fomos para o centro da cidade almoçar, onde comemos o melhor aji de galiña da viagem. Ollantaytambo é uma cidadezinha muito aconchegante, te faz realmente sentir alguns séculos atrás no tempo. Afinal a cidade nunca ficou inabitada, desde a época inca, e dentro da cidade ainda há varias restos de construções incas. As ruas da cidade estão cheias dos famosos tuk-tuk , e é claro que não iriamos perder a oportunidade de andar em um destes charmosos carrinhos. Da praça central, por 4 soles, pegamos um Tuk-tuk táxi até a estação para pegar nossa mala e a van para Cusco. As vans para Cusco saem da estação de trem de acordo com que forem lotando, o preço não lembro exato, mas é em torno de 10 soles. Por volta das 18:00 já estávamos em Cusco. Dia 12 – Rainbown Montain / Montaña de las 7 colores Este era o segundo dos dias mais esperados da viagem. Os motivos para isto eram a paisagem única do local e o desafio de fazer a trilha, chegando a 5.200 metros de altitude. Havíamos nos preparado bem para isto, desde da parte do condicionamento físico no Brasil, como também da aclimatação nos dias anteriores. Mas ainda estávamos preocupados, ainda mais pelo fato de minha esposa ter bronquite, o que neste nível de altitude podia aumentar as dificuldades. A Rainbow Montain é uma montanha formada por várias faixas coloridas que parecem ter sido pintadas a mão. O turismo no local se iniciou recentemente, segundo os locais a mesma antes permanecia quase o tempo todo coberto de neve. Interessante que esta montanha era para ter sido destruída, uma empresa de mineração canadense iria explorar o local, porém os locais perceberam o potencial turístico da mesma e com muita luta/protesto conseguiram vencer a batalha, em 2018 a empresa abdicou da exploração de minério no local. Segue um site caso queiram conhecer um pouco mais da história desta atração: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44620957. Para chegar até a montanha é necessária fazer uma trilha de pouco mais de 3 km (só ida), você irá encontrar vários relatos que dizer ser 7/8 km, mas recentemente mudaram o ponto final dos transportes o que facilitou a o acesso diminuindo a distância. Há também a opção de visitar o Vale Rojo (Vale vermelho), o que desvia a trilha na volta aumentando o tempo em uns 40 minutos. Porém o grande problema são os mais de 5.000 metros de altitude, é normal no caminho encontrar pessoas passando mal e desistindo. Outro ponto também é a temperatura, na época que fomos, segundo o guia varia entre -5 a -10 ºC. Então deve ir muito bem agasalhado. Referente ao passeio, o mesmo é muito similar ao da Laguna Humantay, pagamos também 55 soles incluindo transporte, guia, café da manhã e almoço e mais 10 soles de taxa de entrada. A van nos pegou no hostel as 4:30, viajamos por cerca de 2 horas até a parada para o café. O café da manhã. Depois seguimos por mais uma hora e pouco em estrada de terra e já com lindas paisagens dos campos a beira das montanhas com seus rebanhos de llamas Aqui também é necessário contar com a sorte, pois muitos dias a montanha fica coberta de neve impedindo logicamente que você veja o efeito de cores, e isto havia acontecido na véspera. E novamente São Pedro estava do nosso lado, fez um dia lindo e sem neve. Iniciamos a caminhada por volta da 09:00 da manhã. A paisagem durante todo o percurso é fantástica. Assim como na Laguna, há cavalo para locação, e como para nós o desafio é sempre parte do passeio, era opção era totalmente desconsiderada. A subida começa tranquila e vai ficando mais íngreme quando mais próxima do final. Na parte final a paisagem já começa a ficar colorida. Ao finalizar a última subida você chega bem no pé da montanha colorida, que estará a sua direita, e a esquerda há outra subida, formando um V com a montanha, que chamam de mirante. Muita gente se contenta de chegar no pé do mirante e devido ao cansaço não sobe. Recomendo que se tiver condições, vá até o topo do mirante, pois quanto mais sobe mais vivas ficam as cores da montanha. Além disto a Rainbown Mountain é só uma parte da extraordinária paisagem. Há o Nevado de Aunsgate, lindos vales de ambos os lados, e a Raiwnbow Montain com o Vale Rojo ao fundo, ou seja, é 360º de maravilhas. Quando chegamos ao topo foi um sentimento indescritível, um mix de alegria, admiração com a paisagem e sentimento de superação por termos chego ali. E alias chegamos muito bem fisicamente. Depois de admirar o local, decidíamos que iriamos também ao Vale Rojo. Encontramos nosso guia lá em cima, e dissemos que iríamos ao Vale Rojo, o mesmo não gostou muito, pois disse que ninguém do grupo iria e poderia atrasar o retorno. Afirmamos que estávamos bem e conseguiríamos cumprir o horário, e então partimos para lá. Descendo o primeiro morro abaixo da montanha, pega a esquerda e segue por outra subida. No meio do caminho descobrimos que teríamos que pagar mais 10 soles, o que não era nenhum problema. O interessante é que não tem nenhuma portaria, ou qualquer estrutura, somente 02 pessoas no meio do nada que recebe das pessoas na trilha. No final da subida, chega-se a um mirante com vista para o vale praticamente todo vermelho, mais uma linda paisagem. Após curtir o local tivemos que descer praticamente correndo para não atrasar o tour, e chegamos no ônibus em cima da hora. Em seguida retornamos, paramos para o almoço e chegamos em Cusco perto das 18:00. Dicas e infos: 1 – Va bem agasalhado, com roupas apropriadas para trilha. 2 – Leve alimentos para repor energia (chocolate é uma ótima opção) e agua. 3 – Suba no seu ritmo, sem se apressar. Dia 13 – Valle del Sur Nosso último dia em Cusco, nosso voo sairia as 19:00. Tínhamos planejado deixar este dia para curtir a cidade, comprar algo, etc. Mas mudamos de ideia e resolvemos “aproveitar até a última gota”, falei com a agencia se teriam algum tour que retornasse antes das 15:00. Me indicaram Valle del Sur. O passeio é aquele mesmo estilão dos tours “padrão”, micronibus, guia dando explicações no ônibus, tempo limitado, etc. O passeio se iniciou quase 09:00, depois de uma certa confusão para identificarmos nosso grupo, e fomos visitar os seguintes lugares: -Tipón: É mais um sitio arqueológico Inca, que tem várias terrassas, e um complexo sistema de irrigação ainda em funcionamento até hoje. O Lugar é mais simples e muito menor se comparamos com os sitios de Pisac ou Ollantaytambo, porém é bastante bonito. - Pikillaqta: É sitio arqueológico de uma civilização pré-inca chamada Wari, que viveram entre os séculos VI a IX. Então a arquitetura é bem diferente, e as construções também estão bem destruídas. O destaque é a organização urbanística da cidade, com ruas e avenidas perfeitamente alinhadas. Depois do sitio paramos em uma cidadezinha para provar um pão famoso por la, chamado “Chutas”, o interessante é que o guia disse que praticamente 100% das famílias da cidade sobrevive com a renda de fabricação e comercialização destes pães. -Andahuaylillas: A visita a esta cidade é especificamente para visitar a Igreja de São Pedro de Andahuaylillas. É uma igreja bem pequena e de fachada simples no exterior, porém devido a suas pinturas e decoração em ouro em todo o interior é conhecida como a Capela Sistina das Américas. A visita é rápida, pois a igreja é bem pequena. A entrada não esta inclusa no boleto turístico e custa 15 soles. Quem não quiser entrar na igreja há a opção de visitar um pequeno museu chamado Museu Ritos Andinos por 5 soles. Eu e minha esposa nos dividimos, eu fui na igreja e ela no museu. Na volta faz parada para almoço, não incluso no tour, em outro vilarejo que é especializado em chicharrones (carne de porco). Chegamos em Cusco as 15:00, tempo suficiente para tomarmos uma última Cusqueña (cerveja tradicional do Peru), pegar as malas no hostel e partir para o aeroporto. Resumo final: O Peru sempre esteve em minha lista dos lugares que eu queria conhecer, principalmente devido a Machupicchu. Porém este país superou muito nossas expectativas. Nos impressionou muito a riqueza cultural, histórica, natural e gastronômica do país. E também o país está investindo muito no turismo, é a receptividade dos locais com os turistas é ótima. Além disto se encontra preços ótimos para os passeios, alimentação e hospedagens, bem abaixo do praticado nas principais regiões turística brasileiras. Certamente irei retornar ao país, até mesmo porque ficou vários lugares que quero muito conhecer, como Huaraz, Puno e Arequipa. Espero que este relato possa auxiliar em algo quem estiver planejando ir para este fantástico país. Caso tenha qualquer dúvida fique à vontade para perguntar.
  8. Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019. Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido". Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato. . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy; . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil. . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora). . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima. . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz. . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo. . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem. . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas. . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares: -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante. -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada. -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,, Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados. -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia ! O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia... Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima). Pequeno aeroporto em Jaen: De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco): . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região. Hostal Royal Frankenstein - Cusco: A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região: . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía. . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local. . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba. . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular! Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer... Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo. Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre: . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena! Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade. De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy. . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto. O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil. Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
  9. Olá viajantes A semente desse cicloturismo foi lançada a cinco anos quando viajamos de carro pela primeira vez ao Peru, nessa ocasião já andávamos de bike, na minha ignorância sobre o Peru, embarquei nossas bike's no carro no intuito de fazermos alguns passeios livres de guias e tudo, porém, muito antes de chegar a Cusco percebi que não seria possível tais passeios, pois eu não conseguia nem respirar direito, não conhecia os efeitos da altitude no corpo, como agir, como se comportar, nada nada. Foi desanimador no início, passei a primeira noite quase toda em claro, com dor de cabeça, ânsia de vomito entre outras coisas, os outros dias foram moderando os efeitos mas, as bike's se quer tocaram o chão, quando já estávamos retornado pra casa no Brasil, na estrada vimos um casal de cicloturistas loiros com bandeiras da Europa, cara aquilo nos impressionou muito, minha esposa e eu. Como assim? Eu mau respiro e esse casal está pedalando com toda essa bagagem nas montanhas? Fiquei em "choque" mas, a semente foi lançada, UM DIA QUERO FAZER UMA "LOUCURA DESSAS". A LOUCURA foi pro forno e ficou lá guardada por quase cinco anos, sem ter como objetivo essa viagem, fomos pedalando por caminhos menores, conhecendo amigos, conhecendo histórias inspiradoras, nos ajustando no casamento, aumentando a união entre nos dois. Uma dica; se o casamento, o amigo, o irmão seja lá o que for, não tiver entrosamento, creio que termina de desandar, são muitos dias "grudados", o estresse "pode" se elevar muito nesse tempo, então é bom que se conheçam bem pra apoiar, incentivar, aceitar, perdoar, tudo isso enquanto "sofre" pedalando no sol, com ventos contra, com cede, com o corpo todo dolorido, com saudades dos que ficaram, nessa hora os sentimentos tomam uma proporção maiores ainda do que normalmente tomariam, então cumplicidade é TUDO. Quando a tal LOUCURA começou a fazer barulho dentro do forno, pensei, acho que está chegando a hora, maisssssssssssssss, um dos "obstáculos" foi, e como convencer a minha esposa Ana a embarcar nessa comigo? Bom ela já sabia do meu desejo de UM DIA ir a Cusco de bike, mas esse dia parecia tão distante que talvez nem chegasse, daí de repente eu digo, VAMOS? Ela é minha amiga, minha esposa, já passamos muitas coisas juntos, e vi a cara de espanto que ela fez, claro que não quis a resposta de imediato, e procurei não pressionar pelo SIM, ao passar dos dias ela foi 'acalmando' e perguntando, como seria, como isso, como aquilo, e percebi que a LOUCURA havia chegado nela também, não como em mim, mas chegou, quando ela embarcou de vez comigo nesse desejo, começou de fato os preparativos pra viagem. Marcamos pra segunda quinzena de agosto de 2017, muito do que aprendi, inclusive no MOCHILEIROS é determinar um inicio/ponto de partida, a partir daí comecei a comprar o que nós usaríamos, roupas pro frio, pro calor, a lista era imensa, o fato de ir a outro país de bike, sem nenhum outro suporte, coisa que nunca havíamos feito, me assustava, então levar somente o essencial, foi algo muito difícil de decidir, queria levar a "casa", muitas vezes tive que me conter e tirar coisas, outro ponto que nos gerou muito estresse foi a compra/confecção do carrinho reboque da bike, todos a quem consultei me indicaram usar alforges nas laterais das bikes, mas dessa forma eu teria que dividir o peso quase que meio a meio com a minha esposa, então optei pelo reboque, comecei a buscar na internet para comprar, achei dois, um feio e caro e um bonito no valor de um de rim , mais um problema, foram quase dois meses procurando, decidi então procurar alguém que fizesse um, foram mais três meses de procura, fui em quase todos os metalúrgicos da cidade, muitos só sabem fazer "bola" e "quadrado" e se alguém pede que se faça "triângulo" eles te olham com uma cara que não seria educado eu descrever aqui. Até que encontrei um predestinado, enviado além, disposto a TENTAR, nem que erre e daí, e daí que deu certo, deu certo a coisa mais difícil/impossível que faltava. Chegou o grande dia, quer dizer......o dia anterior a partida, hora de revisar pela milésima vez as coisas, a pré list, arrumar tudo e tentar pregar os olhos pro dia seguinte. 20170820_190658.mp4 1° Dia, Rio Branco - Região do Arachá, pedal 120kms 'Acordamos' as cinco tomamos café e saímos as seis, como parte da nossa programação seria mais ou menos esses horários que tentaríamos seguir durante a viagem, nos primeiros kms demorei um pouco a intender o ritmo que o carrinho deixaria eu seguir, estava carregado com tudo e mais um pouco, no decorrer da viagem descrevo a você's o que levamos sem necessidade, então, pegamos um vento de frente com sol forte logo cara como "boas vindas", as 8:00h parecia 12:00h, isso nos obrigava a andar com muita água todo o tempo, pois nem sempre há como adquirir, chegamos na primeira cidade Capixaba distante 78km as 12:00h, amoçamos, descansamos numas sombras de árvores e pensamos; seguiremos mais um pouco ou está bom por hoje? Seguiremos um pouco mais, por volta das 14:30 de volta a estrada pra lutar mais um pouco sob o sol e ventos que pareciam não querer que seguíssemos, paramos 30kms mais a frente e bebemos um refrigerante daqueles 'ruins' de dois litros quase de salu , enquanto o sol nos aguardava , parecia que ia chegar de noite fazendo sol, depois desse ponto que já era umas 16:00hs começamos a buscar um lugar cinco estrelas pra acampar , as prioridade eram 1°segurança, 2°banho, nem sempre tivemos o item 2, pois as vezes tínhamos que por em "cheque" o item 1, item inegociável, mas nesse primeiro dia foi tudo de bom, lugar seguro e com banho, as 19:00 já estávamos na cama, (levamos colchão inflável, todos nos recomendaram que não levássemos esse objeto, mas depois de um dia de esforço, tudo que seu corpo quer e precisa é uma noite de bons sonhos, então levamos e recomendo) um pouco de conversa sobre como foi nosso 1° dia, e pahh.......dormimos. 2° Dia, Região do Arachá - Brasileia, pedal 120kms Acordamos com o raiar do sol, as 5:00h já parecia 9:00h, hora de desmontar e guardar tudo, tínhamos café da manhã mas resolvemos seguir e comer algo mais tarde na estrada, decisão errada, descobrimos que por muitos kms algo pra comer na estrada se resumia a salgado com refrigerante, comemos mesmo assim, pedalamos até as 11:00 o sol estava muito forte e resolvemos parar pra fazer o almoço, levamos mini fogareiro, mini botijão, panelas, pratos, copos e talheres, e muitas coisas de comer, enlatados de feijão, enlatados de carne, arros crú, entre outros, paramos em uma escola abandonada a pouco tempo, deu tristeza de ver, parecia que tinham saído as pressas, tinha muita coisa didática deixadas para trás, pois, almoçamos pero das 12:00h e com o sol nos 'freando' resolvi explorar o lugar, 'descobri' uma fonte de água mineral nos fundos distante uns 200 metros, ficamos de molho por um tempo, mais tínhamos que seguir pedalando, muitas subidas íngremes com peso, sol forte, vento, isso mesmo o vento não dava trégua, chegamos na entrada da cidade de Xapurí km188 as 16:30h, a cidade de Chico Mendes que ficou conhecido no mundo todo devido sua morte e a sua luta contra os desmatamentos, mas esse debate não vem ao caso, mais uma vez sentamos, conversamos sobre como estava nosso corpo, se seguiríamos até a próxima cidade, Brasileia, ou acamparíamos por ali mesmo, estávamos nos dois bem então seguimos, logo a noite chegou, não é recomendado pelar a noite mais foi um alívio grande quando finalmente o sol foi "dormir", e resolvemos seguir em frente, os kms finais até Brasileia foram duros demais, tínhamos ultrapassado nossa cota diária de kms mesmo nas condições de sol/ventos, chegamos já eram umas 21:00h fomos atrás de um 'hotelzin' pra não gastar muito, quando vou guardar as coisas vejo uma solda do reboque quebrada, putsssssssss , deu aquele sentimento de raiva misturado com cansaço, mas não tinha muito o que fazer, tomamos banho e saímos pra jantar. Com a quebra do reboque o outro dia já estava comprometido, então resolvemos dormir até o sono acabar . 3° Dia, Brasileia - Sair da cidade, pedal 40kms Mas a cabeça não deixou tanto assim, umas 8:00h tinha já acabado, banho, café no quarto mesmo e fui atrás de consertar o reboque, encontrei através do boca boca um lugar com pessoas bem dispostas a resolver e curiosas com tal objeto, aliás não é sempre que se ver alguém que põe a casa sobre a bike e sai por aí né, reboque consertado as 11:00h, tínhamos até as 13:00h no quarto, fomos almoçar, voltamos e entregamos as chaves, mas lembra do sol forte??????? pois é, continuava lá e como nosso dia de pedal já estava comprometido mesmo, resolvemos nos deitar numa sombra na saída de cidade e relaxar, ficamos lá até depois das 15:00h, o sol foi dando uma trégua e resolvemos pedalar até achar um belo lugar pra acampar, de preferencia com banho lembram , mas não deu certo dessa vez, tava tudo tão seco, encontramos umas poças que não valia a pena, acampamos na entrada de uma fazenda, banho de gato com lenços umedecidos, jantar de barras de cereais e boa noite. 4° Dia, Até Assis Brasil, pedal 70kms Mais um dia se iniciava, e o sol as 5:00h pahhhhh, mas tudo bem, vamos lá, fazer nosso chocolate morno pra comer uns mistos da hora, arrumar tudo enquanto os moradores da fazenda saem , isso mesmo, enquanto estávamos tomando nosso chocolate os moradores iam saindo e claro estranharam as 'visitas', mas educadamente nos cumprimentaram com bom dia, entenderam que éramos viajantes e não do MST e tudo bem, saímos perto das 7:00h pra um percurso duro de muitas ladeiras, perto das 11:00 achamos um igarapé daqueles que a água parece sair da geladeira e paramos ali mesmo, lembra que na noite anterior não rolou banho? poi é, com licença , tomamos banho, lavamos umas peças de roupa, fizemos almoço, tiramos um cochilo enquanto a roupa secava naquele sol maravilhoso , nos aprontamos sem pressa perto das 15:00h pois sabíamos que a nossa meta daquele dia estava próximo 30kms para a cidade fronteiriça de Assis Brasil, quando estávamos voltando pra estrada tivemos uma visita que pensei ser daquelas piores , uns rapazes de "aparência duvidosa" aparentando serem menores de idade que já haviam passado em alta velocidade enquanto estávamos no almoço em uma moto potente sem placas sem capacetes, param ao nosso lado curiando tudo fazendo um monte de perguntas, e Eu lá dentro de mim pensando, vai ser agora , mantive a calma e respondi o máximo de perguntas que pude, nunca dizia o nosso real destino, sempre dizia vou até ali na frente e volto, NUNCA o valor das bikes e equipamentos, fomos conversando e vi que não iam nos fazer mau, ofereci lhes um doce que levávamos eles seguiram seu caminho nós o nosso tudo na paz, esse percurso as ladeiras não sabem brincar, são muitas e fortes, mas estava uma tarde muito bonita com muitos vales verdes ao entardecer ficou mais belo ainda, resolvi parar pra tirarmos umas fotos, pedi que minha esposa parasse e ela esqueceu de desclipar a sapatilha e pahhh o grito e a queda, ela ficou muito nervosa e doeu bastante tentei não alarmar e levar por menos mas ela entendeu que eu não estava dando a devida importância, 1° ATRITO, mesmo assim tiramos umas fotos, com climão , logo chegamos a cidade, mais umas fotos, fizemos a saída na alfandega pra ir adiantando o dia seguinte, nos hospedamos na pousada Bela Vista (não é patrocínio, mas fomos tão bem atendidos pelo proprietário que resolvi dizer o nome da hospedagem), não estávamos com clima de sair pra jantar, fiz janta no quarto mesmo e jantamos, boa noite. 5° Dia, Assis Brasil - Ibéria, pedal 75kms Depois de uma noite bem dormida, o resultado daquela queda, um roxidão e um inchaço medonho, putsssssssss, tomamos café e como os primeiros dias de estrada já havíamos identificado alguns itens que levamos sem necessidade (cadeado, garrafa térmica, adaptador de cartão de memória, bastão de fotos) então pedi ao proprietário da pousada que guardasse até a nossa volta, a minha esposa tomou um remédio pra dor e um anti inflamatório e seguimos pra alfandega peruana para tramites, tudo resolvido, pé na estrada, e não ia ser uma fronteira imaginária que ia acabar com as ladeiras, entãoooooooooooo, tomile ladeira , mais com um diferencial, estávamos no lado peruano, estrada muito bem feita e conservada, nenhum buraco e com acostamento em toda ela, após uns 40kms chegamos em uma linda fazendo onde estão transformando em um balneário, lugar lindo, almoçamos e descansamos um pouco por lá, seguimos perto das 14:00h e chegamos em Ibéria a 65kms, tomamos um banho em "baño publico" e seguimos pra sair da cidade e encontrar um lugar pra acampar, é aí que somos surpreendidos, passamos uns 10kms e encontramos um lugarzin, não era dos melhores mas não queria correr o risco de anoitecer e a gente na estrada, então ficamos ali mesmo, montamos tudo, já estávamos banhados e cama, ficamos conversando um pouco e paahhhh , escutei algum ser pequeno mais não tanto nos rodeando (estávamos na divisa da floresta fechada e aberta) começamos a eliminar de cabeça os prováveis seres e chegamos a pensar.....são cutias (animal de médio porte da família dos roedores) e não paravam de nos rodear correndo, apenas rodeando curiosos sem fazerem nenhum som, liguei as lanternas no intuito de ver algo os assustá los para irem embora e nada, pouco segundo tudo continuava, comecei a me preocupar com o que esses seres poderiam fazer com nossas coisas assim que dormíssemos e resolvi sair de lá as 20:00h, levamos tudo mais pra perto da estrada, tudo era um silêncio atéééééééé que entãoooo, começou uma grande algazarra de muitos macacos, tínhamos invadido seu território e eles não estavam gostando, quando percebi do que se tratava relaxei e peguei no sono, eles só queriam seu lugar de volta. 6° Dia, Ibéria - Mavila, pedal 90kms A noite anterior não foi das melhores, por causa dos primatas não relaxei por completo, dormi só com um olho , deixei o outro entre aberto, mais animo, hoje tem pedal , tomamos do nosso café da manhã, arrumamos tudo e seguimos, perto das 11:00h encontramos um igarapé e paramos, mas não era muito propício pra fazer almoço, pouca sombra, resolvemos lavar nossa roupa e nos refrescar naquela água enquanto o sol fazia "sua parte", comemos uns seriais que tínhamos enquanto não almoçávamos, umas 13:00h tudo já estava seco nos arrumamos e seguimos até encontrar a sombra perfeita pro almoço, encontramos e fizemos nosso almoço (macarrão, feijão, salsichas e suco), nesse dia já havíamos pedalado um bom trecho, então a partir dali podíamos acampar sem pressa, encontramos um lugar tranquilo já depois de Mavila e acampamos, esse dia não invadimos o território de nenhum animal , boa noite. 7° Dia, Mavila - Puerto Maldonado, pedal 85kms Depois de uma bela noite de estrelas e de boa dormida, tomamos café arrumamos tudo e saímos, perto das 10:00h passamos por uns biker's no que parecia ser uma corrida vindos provavelmente de Puerto Maldonado distante uns 40kms de onde estávamos, mais a frente acharíamos um belo balneário com aquela água super refrescante, apesar de ser segunda feira estavam servindo almoço e já fizemos o serviço completo, (baño, almozo, descanzo) seguimos até Puerto, 20kms mais a frente, chegamos umas 15:00h estávamos procurando um hotelzin quando dois senhores peruanos nos viram com aquelas bikes estranhas e carregando 'a casa' vieram até nós fazendo perguntas e admirados com tal proeza, e nos convidaram a tomar uma cusqueña, marrr meu Deus, miiiiiiiimmmmmmm dê papaiiii, tomamos três, o negócio tava bom mais precisávamos achar um lugar pra ficar e saímos, na mesma rua encontramos, um lugar todo chicoso com preço um pouco mais alto mais resolvemos nos dar ao luxo daquele dia (acho que foram as cervejas) mas valeu super a pena, guardamos tudo no quarto, tomamos aqueeeeeeeeeeeele baño, lavamos umas roupas e saímos pra jantar, delícia, voltamos e fomos relaxar no terraço do hotel, lugar com um redário e vista de boa parte da cidade, perfeito. Boa noite. 8° Dia, Puerto Maldonado - Santa Rosa, 140kms Bom dia, já estava quase tudo arrumado mesmo daí ficou fácil, tomamos café e saímos, a minha esposa continuava com a perna inchada devido a queda, paramos em uma botica=farmácia, e compramos um remédio mais forte pra tratar da perna da Ana, como todos os dias tinha pedal o corpo não tem tanto tempo assim pra se recuperar e não parava de doer, mais pé na estrada, depois de uns 20kms fomos alcançados por um cicloturista peruano, Jô Luiz, ele é morador de Cusco e veio de ônibus para Puerto Maldonado e estava retornando a Cusco no pedal, pedalamos 120kms juntos, conversamos muitos sobre nossos países, cidades, foi o dia todo pedalando e conversando sobre tudo, cara super gente boa, nesse dia almoçamos muito bem um pescado frito na beira da estrada, passamos pelo maior 'assentamento' de garimpeiros perto das 17:00h, lugar muito marcante, por um pouco mais de 1km do lado e do outro da estrada se parece com Bangladeche ou Bankok(como se ver na TV), uma aparente desordem, muitos nos aconselharam a NÃO passar nesse lugar de bike, não vi nem senti perigo algum, foi como se eles não nos vicem, pensei que os interesses deles são outros, tive muita vontade de tirar a câmera da bolsa e fazer umas fotos ou filmar o trajeto mas também não quis abusar, nesse dia estávamos avançando bem e resolvemos ir logo até Santa Rosa, chegamos cansados e já era umas 20:00h, vi duas pousadas, uma lotada a outra sem ninguém , por que será hemmmmmmm?, mas estávamos com poucas opções, ou era isso ou seguir mais a frente e acampar, resolvemos ficar, PIOR DECISÃO DE TODAS , vamos lá; "embaixo é um comércio, quase todas são assim, pra subir tinha uma escada super estreita,, quando chego no quarto não era um quarto era um forno, não tinha janelas, não tinha ventilador, o banheiro era no fim do corredor, mais o infeliz do dono cria um cachorro no corredor, o animal passou a noite inteira latindo então nem no banheiro dava pra ir, pensei milhões de vezes em sair daquele lugar desgraçado no meio da noite e ir acampar em qualquer lugar mas a Ana estava tão cansada que fiquei assim mesmo, a todo momento alguém batia na porta que é de metal e dava um som enlouquecedor, e o meserento do dono se fazia não ouvi, impossível não ouvir aquilo, já passava da meia noite a Ana já havia "desligado" quando alguém muito afim de entrar quase rebentando a porta o dono desceu pra ver e findou deixando um casal entrar, caralllhhoooooooooo era a mulher do gemidão da zapzap porraaaaaa, lembra do amigo cicloturista peruano???? ele estava no quarto da frente e não aguentou a pressão, foi e bateu na porta da mulher do gemidão conversaram por alguns segundos e diminuiu o volume do som, mais isso já passava de 1:30h da madrugada, meus olhos ardendo, corpo só o bagaço até que sem eu perceber desliguei também. 9° Dia, Santa Rosa - Mazuco, pedal 50kms Acordamos umas 6:30h, que lugar horrível, tava quebrado, eu queria sair o mais rápido possível daquele lugar, tomamos banho e saímos, fomos fazer nosso tradicional café da manhã na estrada mesmo, o amigo peruano estava com os dias contados pra fazer o percurso e decidiu que seguiria mais rápido e nos despedimos, combinamos de nos encontrar em Cusco mas não aconteceu, começamos então a subir a serra de Santa Rosa, depois daquela noite subir serra não era o melhor a se fazer maissss, hoje tem pedalll, apesar de tudo fomos bem, chegamos a Mazuco e tentei comprar um chip de celular de operadoras peruanas pra ficarmos comunicáveis mas não deu certo, seguimos mais um pouco e nos deparamos com um belo lugar, belo sol, isso mesmo, o sol já estava belo, a Ana queria pedalar mais, mas eu com um pouco de bom humor a convenci a parar e somente ali parado e admirar tudo aquilo, ficamos e acampamos ali mesmo, TARDE MÁGICA, tinha uma fonte próxima, tomamos banhos, fizemos o jantar e comemos, conversamos um pouco e boa noite. 10° Dia, Mazuco - Quince Mil, pedal 70kms Noite muito boa, mesma sequência, café arrumar tudo e sair, nosso corpo e nossas cabeças já estavam bem desgastados, as subidas muito íngremes e fortes, mas começamos a ver as belas cachoeiras, paramos na primeira umas 10:00h e ficamos nela até umas 11:30h quando chegou um casal resolvemos seguir viagem, mais a frente tinha outra e apenas tiramos fotos, pedal......quando antes das 13:00h pahhhhhhh a mega cachoeira, não era nosso intenção fazer uma parada aquela hora, o sol havia se escondido entre as montanhas e estava ótimo o pedal, mais não podíamos perder por nada, que coisa mais linda, água fria e cristalina que caia de entre as montanhas de uma mega altura, fazia um barulho muito gostoso, não queria sair dali por nada, passamos umas duas horas naquele lugar masssssssss tínhamos que seguir, o sol foi ofuscado cedo por uma neblina e as 16:00 já estava escurecendo quando chegamos a Quince Mil, ficamos em uma pousa de um casal muito atencioso, aquele banho, saímos pra jantar e depois fomos comprar comida enlatada/ensacada/embalada pra abastecer nosso reboque, boa noite. 11° Quince Mil - Quince Mil, pedal 30kms Bom dia, há uma discussão sobre o "melhor" tênis ou sapatilha? não sou advogado de nenhum, mas já uso sapatilhas e estou gostando, apoooiiissssss, incentivei a Ana a também usar pensando nos benefícios que eu identifico no tal calçado, pouco antes da viagem ela ainda estava na dúvida se ia de sapatilha ou de tênis, ela queria levar os dois e consequentemente dois pedais, falei que estávamos cortando peso ao máximo e que não seria possível, ela tinha que optar, optou pela sapatilha mesmo, entãooooooooooooo, lembram que ela caiu e machucou a perna perto de Assis Brasil? quando estávamos pedalando a umas duas horas e íamos parar ela esqueceu novamente de desclipar a sapatilha e caiu novamente machucando ainda mais a mesma perna, sabia que ainda não havia nem recuperado da última queda, paramos num silêncio ensurdecedor, ela tirou a sapatilha e começou a pedalar de chinelo, não sabíamos o que fazer, apenas pedalamos do jeito que dava, não rendeu muito aquela forma, estava frio, subidas muito íngremes, de chinelo com pedal de clip, não estava nada bom, resolvemos parar e acampar, tomamos banho, fiz o jantar, comemos, conversamos um pouco sobre como faríamos com tal problemas mas estávamos com poucas opções e cansados de mais pra pensar numa solução, boa noite. 12° Dia, Quince Mil - aos pés de Marcapata, pedal 20kms Bom dia, a minha esposa e guerreira Ana estava com muitas dores na perna que machucou em duas quedas, acordamos arrumamos tudo, tomamos um bom café da manhã, mas a moral não estava boa, como ela ia pedalar de chinelo naquele frio, subindo montanhas de chinelo? estávamos pra baixo, ela colocou várias meias e calçou o chinelo, ajudou um pouco mas foi ficando desconfortável por vários motivos, escapava o pé, dá diferença na altura de um pé pro outro, e esfriando o pé, tava horrível, tirei o clip da sapatilha pra não "grudar" no pedal e ela agasalhar o pé, também não deu certo, enrolei o pedal com bastante esparadrapo mas também ficava escorregando, tava desanimador, e ela se queixando de dor na perna, com razão, imagino que no frio um machucado tome proporções ainda maiores, eu não cai e estava todo dolorido imagina cair duas vezes com a mesma perna no asfalto com a bike pesando uns 20 quilos?, paramos várias vezes, ela tomou dois tipos de remédios anti inflamatórios pra diminuir as dores e inchaços mas o corpo não tem tempo de recuperação, perto das 14:00h resolvemos parar por aquele dia, achamos um lugar bem bacana as margens de um vale e acampamos, era cedo, fiz uma sopa pra animar um pouco, ficamos ali olhando todo aquele lugar lindo por um tempo, começou a ventar e esfriar muito, resolvemos entrar pro nosso "quarto", dormimos super cedo nesse dia, boa noite. VID-20170906-WA0135.mp4 13° Dia, Subida final a Marcapata, pedal 10kms duríssimos Dormimos muito bem, desmaiamos, acordamos e fizemos o que tinha de ser feito sem a mínima pressa, terminamos já era umas 8:00h, então vamos subir a Marcapata, missão das mais duras, chegamos a Marcapata já era umas 11:00h, nos hospedamos num hotelzin bem aconchegante de uma família bem simpática, meia hora de perguntas pra intender ou tentar intender o porque de tal loucura e fomos almoçar no "melhor restaurante da cidade", comida ótima a um preço 'exorbitante' de $6,00 soles, inacreditável, dava vontade de pagar mais, no jantar onde fomos? Claro né, mesmo lugar, mais a tarde fomos desbravar a cidade a pé, andamos por vários lugares, comprei uma sacada de uvas frescas, isso mesmo uvas frescas por inacreditáveis????? $5,00 soles o quilo, quase racho a barriga de tantas uvas, passamos em um mercadinho compramos mais alimentos enlatados/ensacado/embalados e voltamos pro hotel, estava faltando luz na cidade, alguns lugares tinham geradores ligados e imaginei que faltar luz numa cidade entre as nuvens deva ser normal, Marcapata está a 3.200mts de altitude, durante a tarde perto das 16:00h as nuvens cobriram tudo e esfriou com tudo, mais uma noite bem dormida, ótima. 14° Dia, Marcapata - Ocongate, pedal duríssimo 70kms Bom dia, tomamos nosso café no quarto mesmo, não tinha energia na cidade e tomamos banho com uma água perto de congelar e saímos, era umas 7:00h, a Ana estava tentando pedalar com a sapatilha sem o clip e o pedal todo enrolado com esparadrapo, pedalamos uns 15kms assim, olhava pro rosto dela aquele olhar de dor e desespero, mas ela fazendo o impossível pra se manter firme e em combate, estávamos só nos dois, não tínhamos outra companhia, eram horas sem passar nenhum carro ou algo parecido, então ter uma emergência médica naquela hora seria horrível, pensei em várias hipóteses, tomei uma difícil mais importante decisão de jogar a toalha por ela, igual aquelas lutas de boxe, ela chorou querendo continuar, me disse que pedalaríamos um pouco mais e acampávamos, mas eu lhe disse que estávamos muito alto e não seria bom acampar em tal altitude, deveríamos estar a uns 4.000mts, nessa altitude o corpo reclama cada minuto passados é como se o tempo estivesse sugando você, sugando suas forças, seus líquidos, seu ar, não poderíamos ficar ali durante a noite, o tempo passava e passava já era umas 9:00h, até que ela aceitou e intendeu ser a melhor decisão naquele momento, combinamos que ele esperaria um ônibus ali mesmo e nos encontraríamos em Cusco no dia seguinte, numa pousada que já ficamos outra vez, tudo combinado mas eu seguiria e o relógio era contra mim, tinha que percorrer as maiores altitudes antes de escurecer então segui pedalando enquanto a Ana ficou, detalhe fatídico que com tudo que estava acontecendo não observamos, os peruanos pedem muita carona de todos que passam, então quando começaram a passar ônibus, vans e todo mundo quando a Ana dava com a mão eles não pararam pensando ser essas caronas, ela ficou das 8:30 até as 14:30, ISSO MESMO , quando ela já estava desesperada e ia retornar pra Marcapata apareceu uma família de Rondônia enviados por Deus e parou, ela disse que desabou no choro, de alívio, de alegria, de tudo, daí que a Ana até ajudou lhes, eles nunca tinham estado nas montanhas e nunca tinham sentido os efeitos da altitude, a Ana que já sabe de cor tudo isso, de como se portar nesses lugares acabou ajudando quando os efeitos foram aumentando, e quando chegaram a Cusco quem era a guia??????? Claro que a Ana, ela tem boa memória e como já fomos algumas vezes de carro e andamos em muito lugares, está tudo guardado na cabeça dela, mas calma aííííííííí, e euuuu? ainda estou pedalando e sofrendo muiiiiiiiiiiito, um pouco antes do "topo", o ponto mais alto do percurso a 4.725mts, meu corpo estava no limite, eu sentia meu coração parecendo um tambor batendo atrás dos meus olhos, sentia meu corpo sendo bombardeado por aquele lugar, pedalava a 7k/h já era umas 15:30h e não tinha almoçado, fiz apenas um leite quente e dois ovos cozidos, eu estava exausto, nem a minha esposa estava ali pra conversarmos e distrair um pouco tudo aquilo, lugar muito muito muito lindo, mais eu sentia como se ele quisesse me engolir, os minutos foi passando e eu falei dentro de mim assim; (MEU DEUS ME DÊ FORÇAS, NÃO ESTOU CONSEGUINDO) não tem nada com religião, não sou religioso nem nada, mais creio em Deus assim como muitos creem cada um de sua forma, pois, em instantes uma grande carreta vinha descende, freando freando freando e parou no outro lado, o motorista baixou o vidro me chamou me deu um refrigerante uma fruta e disse (NÃO DESANIMES, O TOPO ESTÁ LOGO ALI) e continuou descendo, voltei segurei minha bike e comecei a chorar "assim como estou fazendo agora", chorei sem parar o resto da tarde, Deus me ouviu, aquilo foi tudo, me deu uma força, um ânimo, cheguei a Abra Pirhuayani a 4.725mts já as 17:00h estava muito frio, me encostei no marco ao lado da estrada agradeci por tudo mais já estava escurecendo, não podia ficar ali, pedalei até depois de Ocongate e acampei já era umas 20:00h, boa noite. 15° Dia, Ocongate - Cusco, pedal duríssimo 140kms A noite anterior não foi das mais fáceis, como fui acampar já estava noite não pude escolher lugar, foi o que deu mesmo, mas esse que deu não foi dos melhores, não tinha um único lugarzin que desse de se sentar que não fosse em cima das pontas de pedras, tinha uma mina de água próxima mas quando virei o foco da lanterna ao lado ao que parecia um "depósito" de penas de pollo=frango , tava com cede e com fome mas não dava pra fazer nada sem água, olhei em volta pra ver se estava mesmo livre de humanos e não vi sinais de nada nem ninguém, fui pra "cama", mas não conseguia pegar no sono mesmo estando tão exausto por tudo que passei naquele dia, dormia e acordava o tempo todo, até começar a clarear por sobre as montanhas, bom dia então. Arrumei as coisas mas estava morto de cede, resolvi procurar e achei outra fonte de água dessa vez aparentemente limpa, mas como levei cloro, coloquei um pouco por precaução, esperei, bebi o máximo que pude enchi a garrafa e comecei a pedalar as 6:00h em ponto já com uma inclinação muito forte, passei duas horas subindo uma montanha, quando vi que desceria pro fundo do vale novamente me deu um desanimo monstruoso pois sabia que teria que subir tudo novamente, a partir dessa hora o corpo parecia não querer lutar mais, cada km ficava mais difícil, as 9:30h parei em uma lan house num vilarejo que não me recordo o nome e passei uma mensagem via Facebook pra Ana que já estava em Cusco dizendo minha localização e minha situação de cansaço, disse lhe que demoraria mais chegaria, aproveitei e comi um pão que eu carregava na bolsa com leite, segui viagem subindo novamente outra montanha, meu corpo estava exausto, o silêncio nessa hora também não me ajudava, sentia falta da Ana pra conversar e quem sabe distrair um pouco o corpo, o silêncio faz a gente pensar muito, muitas vezes é bom mas não aquela hora, pensava nos kms que faltava, e isso era mais um fator de desgaste pra mim, a medida que eu subia a montanha por várias vezes a cima de 4.000mts ficava ainda mais exposto ao sol forte, quando tinha sombra dava pra sentir frio mais pedalando e no sol o suor pingava, cheguei em Abra Cuyuni a 4.200mts as 13:00h ponto mais alto antes de Cusco mas muito distante, comecei uma longa e perigosa descida de uns 20kms, nessa hora que eu fui sentir o frio, paisagem de tirar o fôlego, apesar do cansaço admirei o quanto pude cada km, cheguei em Urcos perto das 15:00, estava morto de fome mas não queria parar, ainda faltavam 45kms, 45kms naquelas condições sabia que não eram fáceis, começou um trânsito infernal(muitos já haviam me falado dessa 'chegada', uns até me aconselharam a fazer esse percurso de ônibus) mas meu objetivo era pedalar até Cusco então segui assim mesmo, trânsito uma loucura ao entardecer, cheguei na praza de armas, onde a Ana já estava hospedada encostei a bike me sentei na calçada as 18:00h e por alguns segundos veio um misto de sentimentos, vontade de rir e de chorar por tudo aquilo, a Ana veio e me ajudou a colocar a bike na pousada, estava na exaustão máxima, esperei um pouco e tomei aquele banho morno e fomos jantar ao lada da pousada. Boa noite. Apesar de todo os esforço que meu corpo e minha mente teve que fazer, a grande expedicionária e vencedora foi minha esposa Ana, pois essa rota Rio Branco - Cusco assusta até os mais loucos viajantes masculinos, muitos vão da metade, outros vão seguidos com carro de apoio, outros fazem o inverso Cusco - Rio Branco por conta da "declinação", mas uma mulher que tenha feito o que a Ana fez, não tenho notícias, então, não é atoa que ela ATÉ ONDE SEI tenha sido a primeira a fazê lo. Essa rota daqui a cinquenta anos vai continuar sendo desafiadora, então desafie se, curta, aproveite, viva esse pedal, sofra, realize se. Um grande abraço.
  10. Sim e possivel alugar um carro em Cusco e chegar na hidroelectrica ponto mais proximo acessivel a macchu picchu. nao foi facil achar relatos ou informaçoes a respeito desta possibilidade, e olha que procurei em portugues, espanhol e ingles, mas mesmo assim decidi encarar a aventura que mesmo em cusco ouvi dos locais que seria impossivel, senti que todo mundo quer vender o pacote de bus ou van ate a hidroelectrica, e ate dificil achar carro para locaçao por aquelas bandas, pelo que recomendo reservar com antecedencia, mas vamos aos fatos. DIA 23 MAIO pegamos o carro um kia ceratto por 60 dolares a diaria e partimos rumo a pisac, apos passeio pela cidade continuamos o caminho dessa vez em direçao a Ollantaytambo, como estavamos atrasados e nao sabiamos ao certo o que nos esperava nem paramos aqui, ate aqui a estrada era boa, pista simples, bastante curvas, paisagens lindas. pra frente começa a piorar cada vez mais a estrada, coloque no google maps este trajeto e vcs verao como e a estrada, e muuuuuita curva, so cotovelo, montanhas cobertas de neve, acerraçao, enfim velocidade limitadissima, mas o pior mesmo esta por vir, de santa maria, passando por santa teresa, ate a hidro e uma loucura, estrada de chao bordeando precipicios altissimos e em muitos trechos com pista pra um veiculo apenas, sendo que tem que tocar buzina nas curvas e torcer pra nao vir ninguem de frente pois ter que dar re naquelas condiçoes exige experiencia e sangue frio no volante, quedas de agua passando pela estrada com grande força, pontes precarias que parecem ser da epoca dos incas!, enfim adrenalina a mil. apos muitas paradas para fotos e videos chegamos na hidro as 18;30, ja noite! mas vivos hehe, e o desafio continuava, deixamos o carro bem na frente da guarita da hidro e ofereci uns soles pro guarda para cuidar do nosso carro que estava com as malas dentro, esqueci de falar mas estavamos em 3 amigos, preparamos as mochilas e partiu fazer trilha a noite. celular na mao e lanterna que compramos na hora mesmo 12 soles, no começo da trilha tem varias bancas vendendo agua, frutas, cervejas, chocolates, enfim tudo o necessario porem muito caro, compramos o minimo necessario, se informamos se seria possivel realizala de noite e ante a afirmativa dos locais mesmo com muitas duvidas e inseguranças não tínhamos escolha a não ser partir, pois tínhamos ingressos para huayna picchu as 7 da manha. O começo da trilha é seguindo a linha do trem ate o final, algo como 10 minutos de caminhada e a partir de ai, a pior parte, mais 10 ou 20 minutos via trilha dentro da mata em busca do outro trilho de trem, finalmente saímos do mato e encontramos o trilho o qual seguiríamos pelas próximas 2 horas. as lanternas foram indispensaveis na jornada mesmo contando com lua cheia, pois são varias pontes onde tem que passar pelos trilhos. finalmente avistamos as luzes da cidade e a felicidade foi grande, chegando la fomos abordados por uma moça que nos ofereceu quarto privativo por 25 soles por cbç, hotel inka wasi, barato e com cama confortavel e chuveiro bom, sem cafe. Foram 2 hrs e 20 minutos de caminhada rápida e constante, em terreno praticamente plano, tendo um leve ganho de altitude. acordamos ás 6 hrs e decidimos economizar nos 12 dólares cobrados por trecho para subir de águas a macchu via bus e encaramos a subida a pé, via escadarias, pesado, foram em ritmo bem acelerado 45 minutos de subida íngreme, esqueci de falar que já as 6:00 da manha, horário que partimos a fila para pegar o ônibus já era quilométrica, porem andava rápido pois sai ônibus de 5 em 5 minutos. Entramos em macchu e atravessamos as ruínas ate a entrada ao setor exclusivo para quem tem o ingresso a huayna, lembrando que os horários são restritos e não são toleradas entradas fora dos horários adquiridos. Levamos 1 hora para atingir o topo, e preciso ter em conta que praticamos esportes e estamos acostumados a fazer trilhas, a subida e cansativa e realmente não e para qualquer um, e necessário bastante força de vontade para não desistir no caminho, vi varias pessoas que infelizmente iam ficando pelo caminho, assim como vi cenas incríveis de pais carregando crianças de colo e chegando la, são 1300 metros de subida. O cume e a gloria, lembrei de todo o esforço que realizamos para estar la naquele momento e foi muito emocionante, tiramos muitas fotos, mas sinceramente as melhores são do outro lado, da porta do sol em macchu. Para quem quer subir o huayna deve saber que o ingresso deve ser comprado com antecedência minima de 90 dias. Curtimos a energia e a vista do topo e por recomendação de um monitor do parque decidimos aumentar o trajeto (ou sofrimento) por mais 2 horas de caminhada ate a gran caverna, que furada! 2 horas sacrificantes por uma merda de uma caverna, ok na real a caverna deve ser massa, mas por segurança ela foi fechada e só da pra ver a entrada, tipo nada a ver, não façam essa bobagem, só pensava naquele sacana que disse valer muito a pena ir na caverna, realmente a trilha e muito visual, com trechos que tem que usar cabos e escadas de troncos que faziam as pernas tremer de costas ao abismo, mas no conjunto da obra foi exagero, ainda tínhamos todo macchu para recorrer. Descendo a macchu se dirigimos a entrada novamente e combinamos com um guia em espanhol que estava juntando um grupo, 20 soles por pessoa, um tour de 2 horas explicando a cidade e como era a vida daquele povo. Apos isto se separamos para curtirmos bem a vontade as ruínas, ate umas 15 horas pos pic nic com frutas e bebida que levamos pois la e absurdo de caro, e um descanso com aquela vista maravilhosa e tradicional desde a porta do sol o melhor lugar para o retrato famoso. Outra coisa e não esquecer de carimbar o passaporte com o selo de macchu picchu, ao lado do guarda roupa, logo na entrada do parque. Apesar do cansaço acumulado (1 hora de aguas a macchu, 4 hrs circuito huayna, caverna,macchu, 2 hrs guia macchu, total 7 hrs) resolvemos economizar mais 12 dólares e descemos a pé, bem mais fácil que a subida, por isso se quiser economizar na descida e comprar a subida pode ser uma boa. Foram mais 50 minutos de descida e mais 20 ate aguas caliente. Nesse dia só deu mais pra jantar e dormir cedo, doendo o corpo inteiro, mas com a alma regozijada. No outro dia acordamos as 7 da manha e partimos a pé rumo á hidro desta vez de dia apreciando o belo caminho que tinha passado desapercebido na vinda a noite. e que caminho, sempre costeando o rio e com huayna e macchu o tempo todo a nossa esquerda. foram 2:30 de caminhada e muitas fotos ate a hidro, carro intato, almoçamos e tomamos umas cervas num restaurante onde tinha um grupo grande de gringos comendo, 12 soles, entrada, principal e sobremesa, depois disso pé na estrada para mais 6 horas e mais muitas fotos e videos maravilhosos pelo caminho, janta e passeio em ollanta e devolução do carro para no outro dia voltar para casa ja cedo. Em cusco ficamos no pariwana hostel o qual recomendo, top, quarto para 10 pessoas 42 soles com cafe, excelente localização a 2 quadras da praça de armas e camas e chuveiros excelentes, enfim e possível sim, e barato tbm, foram 3 diarias de 60 dólares, mais 115 soles de gasolina. E isso, ta ae mais um jeito de explorar essa joia do nosso continente, qq dúvida tentarei ajudar, vlw!
  11. Oi gente, tudo bem? Eu me chamo Matheus e faço umas trilhas de vez em quando, pretendo fazer minha primeira viagem/mochilão, e resolvi conhecer boa parte do Peru, ao invés de dividir entre Bolívia, Chile e Peru. Gostaria da opinião de vocês, o que pode ser alterado e o que não pode, o que posso adicionar, ou simplesmente o que acham kkk 😁 Aceito dicas do levar daqui também! Lembrando que EU SEI que isso não vai sair perfeito na hora H e que coisas podem mudar... E Ayacucho eu quase não acho na internet, vi que quase ninguém passa por lá, mas vi uma moça postando no face e me apaixonei e achei uma bela parada de Cusco para Huacachina. ROTEIRO PERU Dia 1 -->São Paulo/Cusco • Se aclimatar • Comprar chip de celular • Comprar Boleto Turístico Dia 2 --> Cusco • Plaza de Armas • Sítios Arqueológicos (circuito I) Dia 3 --> Cusco • Centro histórico e Valle Sur (Circuito II) Dia 4 --> Cusco • Vale Sagrado ( Circuito III) Dia 5 ---> Águas Calientes •Van até hidrelétrica e depois trilha Dia 6 ---> Machu Picchu ❤️ • Tentar Voltar direto pra Cusco Dia 7 --> Cusco •Laguna Humantay Dia 8 --> Cusco • Andar atoa e descansar Dia 9 --> Cusco • Montanhas Coloridas ❤️ ** Tentar ir pra Arequipa Dia 10 e 11 --> Arequipa • Conhecer Cidade • Vale Del Colca (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA) Dia 12 --> Cusco • Ir para Ayacucho Dia 13 --> Ayacucho • Piscinas de Milpu ❤️ (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA) ** Tenta Ir para Huacachina Dia 14 --> Huacachina • Passeio de buggy • Andar nas dunas ** Tentar ir pra Lima Dia 15 --> Lima • Museu Larco • Andar atoa ( sei la ) Dia 16 --> Lima • Tour gratuito Dia 17 --> Huaraz • Ver hostel e marcar os passeios - Talvez já fazer passeio Dia 18 --> Huaraz • Laguna Paron Dia 19 --> Huaraz • Glaciar Pastouri Dia 20 --> Huaraz • Laguna Llanganuco e Yungai Dia 21 --> Huaraz • Laguna 69 ❤️ Dias 22, 23 e 24 (FICA DE SOBRA PRA ENCAIXAR OU FAZER ALGO FORA DO PLANO) Dia 25 - Lima • Voltar pra São Paulo ** Lugares que faltaram: Chachapoyas, Trujillo, Paracas, *Canyon Huatuscalle* (Ayacucho), Puno... E ai o que acharam?? 😊 Aceito dicas do levar daqui também! MUITO OBRIGADO DESDE JÁ, UM BEIJO E UM ABRAÇO VOCÊS SÃO INSPIRAÇÃO ❤️❤️
  12. Pessoal Alguém já fez essa trilha? É tão boa quanto a tradicional?
  13. Galera, Estou indo para Peru em junho, queria fazer a trilha salkantay, os preços via Internet são absurdos, li relatos que é melhor comprar lá, vou com mais uma pessoa, e seria apropriado comprar a entrada para MP antes mesmo sem ter definido Salkantay?
  14. Buenas noches Mancha (galera/gente gíria peruana) Os preparativos para viagens começam dois dias antes da viagem marcada para o dia 07/02/2018. Fui ao aeroporto pegar meu certificado internacional de vacinação. Para entrar ao país não precisa, mas como nesta época são paulo estava com muitos casos de febre amarela, fiquei preocupada e fiz meu certificado (melhor estar preparada).Neste mesmo dia troquei reais por dólares (100 dólares deu aproximadamente 342 reais). Não peguei soles (moeda do país), pois meu amigo (nativo do perú) fez uma cotação pra mim la no país e trocar dólares por soles era mais em conta no perú do que no Brasil, então troquei 20 dólares por soles no aeroporto em cusco apenas. Taxi aceita dólares e alguns lugares para comer aceitam também. Dia da viagem 07/02 peguei o voo as 05:50 no aeroporto de Curitiba -PR com destino a São Paulo. Em São Paulo peguei outro voo a Lima com duração de 4 horas. Em lima peguei outro voo a cusco (aqui vale a pena comentar que se você comprar a passagem pela avianca, e o clima estiver nublado ou chovendo, eles remarcam sua passagem para até dois dias e não dão hotel para se hospedar. Se você for de latam, eles descem em cusco com ou sem neblina, mas podem não descer se tiver chovendo, podendo então remarcar seu voo para mais tarde, mas no mesmo dia). Quando cheguei em cusco, estava chovendo muito (háa bom comentar que fevereiro é um período muito chuvoso) e tivemos que voltar a Lima. Ao chegar a Lima, a chuva parou e voltamos a cusco. Eu deveria chegar as 15 horas (horario de cusco! horario do Brasil seriam 18 horas da tarde) cheguei as 19 horas em cusco (horario de cusco). Como já tinha onde ficar, não fiz cotação de hostels ou hotel, mas caminhando pela cidade vi muitooooos hostels. Para ir a casa de meu amigo nativo, pegamos um onibus de valor de 80 centavos (o que seria quase uns 80 centavos aqui no Brasil). Meu amigo mora em um bairro alto, então começando a subir, senti o efeito da altitude. Fiquei cansada só de subir a escada de sua casa. Para comer, tomei um plasil, pois eu estava sentindo os efeitos da altitude e com medo de passar mal. Clima era de chuva e muito frio. Dia seguinte (08/02), conheci a cidade, museus que não precisavam do boleto turístico. Para alguns lugares precisa apresentar um boleto turístico que custa 130 soles (tipo uns 130 reais). Os locais que visitei e não precisei do boleto foram: - Templo da Mercê (10 soles) - MARAVILHOSO! - Museu Scotia Bank (Graça) - Tupac inca yupanqui (Graça) -Direção desconcentrada da cultura (graça) (aqui se compra os boletos a machupicchu - Comprei inteira e paguei 153 soles apenas passeio a machupicchu sem a montanha) -Qorikancha (15 soles) - bacana ir! - Palácio (Prefeitura) Municipal de cusco (aqui tem dois museus: um precisa do boleto turístico e outro fica no pátio da prefeitura tem amostras de graça) - Hilário Mendivil (Atêlier de artesanato- Graça) isso na praça de San Blas. No dia 8 e 9 fiz o tour pela cidade visitando os lugares citados a cima. Peguei o onibus pagando apenas 80 centavos nas viagens. Comprei algumas coisas e vale a pena comentar que sempre negocie o valor. Como eu estava com um nativo, eles cobravam mais barato. Os lugares que pedi sozinha, me cobravam até o triplo do valor. Dia 10 levantamos cedo rumo a machupicchu. Nesta aventura foram eu, Joel (amigo nativo) e sua namorada colombiana Alejandra. Pegamos uma van as 8 da manhã até a hidroelétrica ( varia de 30 a 35 soles direito ida e volta). Chegamos as 14 horas na hidroeletrica. Uma estrada muitooo loca, um abismo, uma poeira, um frio, altitude de mais de 3000 metros. Chegando a hidroelétrica tem um lugar para comer, mas é caro em torno de 18 soles. Então caminhamos em direção a estrada que nos leva a cidade de machupicchu. Mas antes almoçamos por algumas tendas em frente ao trem e pagamos 6 soles pela comida. Para machupicchu tem dois jeitos de chegar, caminhando a pé pelas linhas do trem ou por trem. Como o trem para brasileiros é caro, fomos a pé mesmo. Fui com uma mochila pequena, pois sabia que ia caminhar muitoooooo. Durante a caminhada vimos muitos turistas! se você for sozinho (a), fique tranquilo (a) sempre tem pessoas passando por você pelo caminho. Foram 11 Km da hidroeletrica a águas calientes (cidade de machupicchu). Isso deu em torno de 3 horas caminhando, parando para tomar agua e comer algo pelas tendas instaladas pelo meio do caminho. Chegamos ao final da tarde na cidade e pegamos um hotel de valor de 20 soles para um quarto de solteiro e um de casal por 40 soles. Isso para uma noite. Tomamos banho, descansamos e fomos dar umas voltas pela cidade (LINDAAA). Jantamos por 13 soles ( foi o prato mais caro que comigo durante todo o tempo em cusco, inacreditavel não?!) De manhã cedo (dia 11) pegamos uma van para subir até o lugar sagrado, pagamos 12 dólares cada um para apenas subir, para voltar teríamos que pagar mais 12 dolares, mas como iriamos voltar para hidroeletrica e não para águas calientes (cidade de machupicchu) então pagamos apenas 12 dólares para subir e descemos a pé. Cerca de meia hora para chegar ao lugar sagrado. Sem palavras! lindoo, sensação milll. Ficamos em torno de 3 horas (utilizamos 1 hora para conhecer ponte inca, muita gente não sabe desse lugar, aconselho ir ver). Saimos do lugar sagrado perto do meio dia e como la é tudo muito caro, decidimos descer e comer durante o caminho a hidroeletrica. Pra descer tudo aquilo que subimos de van, demorou 1 horas, uma descida muitoooooo complicada! Nessa hora que vc percebe que deveria ter ido de trem e pegar outra van para descer hehehe, mas logo vc percebe que não tem muito dinheiro e vai hehehe. Quando chega a estrada, tem mais umas 3 horas caminhando até a hidroelétrica e assim consegue almoçar e descansar. Esse dia caminhamos por 7 horas! (se você é gordinha como eu, foque tranquila que vc consegue heheh. O bom é que não pega altitude nestes lugares). Na hidroeletrica pegamos um taxi até a cidade de santa teresa ( não se assuste se o taxista colocar mais umas 3 pessoas juntos e alguns vão no porta malas, bem tenso isso). Escolhemos ir a santa teresa, pois voltar a cusco seriam mais 6 horas dentro de uma van nada confortável e uma estrada sinistra. Então pagamos 5 soles cada um até santa teresa e ficamos em um hotel pelo valor de 20 soles o quarto de solteiro e 30 o casal para uma noite apenas. Jantamos e fomos relaxar nas aguas termais. Um lugar fantastico! ( para quem caminhou muitoooooo, bem merecido!). Para ir la pegamos um taxi e pagamos 3 soles cada e para entrar no termas, pagamos 10 soles cada um. Fomos a noite, pois durante o dia, é muito quente a cidade. A noite é frio, então vale a pena ir a noite. No dia seguinte, bem cedo fomos a Santa Maria (10 soles cada no taxi) para visitar Ollantaytambo (boleto turistico) e voltamos a cusco. Para voltar a cusco fomos a praça para pegar um taxi ou van (10 soles cada). No dia seguinte dia 13,fomos a pisaq (pegamos uma van no mercado Rosaspata pagamos 4 soles cada). Em pisaq você pode subir a pé (cansativo) ou pode pegar um taxi (25 soles total). Pegamos o taxi hehehe. Para voltar a cidade, voltamos a pé para não pagar mais 25 soles de taxi. Ao terminar toda a descida, pegamos uma van (4 soles) de volta a cusco, mas descemos em outro ponto turistico que fica na entrada decusco mesmo, chamado de Sacsayhuamam (boleto tursitico) e encerramos nosso passeio pelos principais pontos turísticos. Havia mais, mas por termos um tempo curto, apenas deu para conhecer os principais. Lugares que fomos para beber e comer: - Limbus (lindooo principalmente a noite! vá) -chec maggy (pizzaria, muitooooo boaaaa) -la yola (muito bom e barato! comida bem peruana) Na rua teecsecocha muuitos bares de rock (nós curtimos só rock) Importante comentar que feiras nos sábados (el baratilho) tem preços mais baratos ainda para comprar artesanatos e lembrancinhas (mais barato de todo o cusco) ex: uma chompa (blusas de lã) 20 soles, mas nas lojas as mesmas estão por 35 soles e no aeroporto vai achar por 100 dolares. Lenços (13 soles) e não esqueça de levar um pisco (bebida tipica alcoólica de peru e a inca kola (refri de cola do peru). Voltei ao Brasil com a boca rachada (clima muitooo seco em cusco), muitas bolhas no pé e amando este povo muito educado e humilde. Ameiii conhecer e voltarei para conhecer outros lugares! Qualquer dúvida chama ai. Bjão
  15. Bem, essa é minha terceira viagem pra fora do Brasil ( em 2014 fui pra Argentina e Uruguai)... Vou tentar ser bem sucinto no meu relato e passar o máximo de informações possíveis... *só pra constar eu moro em Porto Velho - RO peguei um Voo daqui a Rio Branco (45 min. / comprei com milhas). Minha viagem começou no dia 09/02 peguei um Ônibus de Rio Branco a Brasileia (R$ 42,00) no fim da tarde, pois queria ir a Cobija-Bolívia a noite (foi bem legal)... Acordei cedinho no dia 10/02 e peguei o Bus de Brasiléia a Assis Brasil (R$ 17,00) esse trecho está horrível, há partes em que não tem como escapar dos buracos. Cheguei em Assis Brasil por volta das 10h, fui direto na PF dar saída do país e já atravessei a fronteira a pé (tem os carrinhos peruanos que atravessam, o valor fica uns 4 soles) Atravessando a fronteira (ponte) já tem umas "Vans" que ficam na praça esperando os turistas o valor varia de 30 a 35 soles (pode pegar tranquilo), de lá elas partem pra Puerto Maldonado... Obs.: não esqueça de dar entrada no Peru (A Van para pra você fazer isso)... aproveite e troque dinheiro nas vendinhas do lado ou mesmo na praça, o valor lá foi o maior que eu encontrei durante toda a viagem (S 0,92 = R$ 1,00) De Iñapari (fronteira) a Puerto Maldonado (30 soles) são umas 4h... Ah! se prepare pq eu contei e são 64 lombadas, além dos 2 pedágios... Chegando em Puerto Maldonado fui dar uma volta, fiz um lanche, comprei as folhas de coca e o remédio pro mal da altitude, depois fui pra Rodoviária comprar a passagem e aguardar... Todos os ônibus saem das 15h em diante, exceto um que sai de manhã. Peguei o ônibus das 20h de Puerto a Cusco (50 soles básico / de 70 a 90 cama), são cerca de 10h de viagem então deu pra ir dormindo já economizei uma diária e cheguei as 6h em Cusco, nesse dia tava um pouco frio, acho que uns 10 graus... Ah! quando o Ônibus chegou perto dos 4000 de altitude eu acordei com falta de ar e muita dor de cabeça... mas depois passou Um resumo da estadia em Cusco: A cidade é linda... incrível... Fiquei num Hostel chamado Puriwasi, muito bem localizado, preço muito em conta (café normal) e com um pessoal super gente boa!!! Dá pra fazer tudoooo a pé na cidade. Se você for ficar muitos dias ou se pretende fazer todos os passeios compre o boleto turístico, ele saiu por 140 soles... só a entrada em um dos passeios era 70 soles... Existe um passeio que não está incluso no boleto e que eu aconselho a fazer independente de sua religião (ou de você não ter)... LA CATEDRAL é um lugar magnífico, lindo, indescritível... infelizmente não se pode fazer fotos lá... mas digo uma coisa se você for a Cusco e não adentrar La Catedral você não conheceu a cidade direito. Quanto a Machu Picchu: Como minha estadia era curta comprei logo o pacote fechado (Ônibus - Trem - Ticket) saiu por 850 soles, mas dá pra comprar mais barato, ou comprar separado (mais barato ainda), ou comprar o passeio de ônibus e van, ou ainda fazer as trilhas... Se a viagem de Trem compensa? depende, pois é a parte mais cara de todo o passeio a Machu Picchu... A viagem é realmente muito bonita quanto a isso não há o que discutir... Sobre Machu Picch... não tem nem como descrever aquilo, quando vi eu simplesmente me sentei e esperei a respiração voltar porque é de tirar o fôlego... é muita história, muita sabedoria, muitas indagações, os caras foram incríveis... eu pretendo voltar porque não consegui escalar Huayna (Wayna) Picchu... Bendito é o fruto... rsrsrs Esse foi um resumão da viagem, bem resumido mesmo... os preços são bem parecidos com os praticados aqui na minha cidade (Porto Velho) então não achei nada tão caro... Dancei Salsa e Bachata, experimentei comidas diferentes, fiz muitas amizades, andei bastante, conheci muitos lugares, etc... Dicas: 1 - Se for a Machu Picchu de trem compre as passagens econômicas (PERURAIN), pois é um pouquinho mais apertada, mas muito melhor, o Trem executivo é horrível (pelo menos na minha opinião) balança demais, é confortável, mas balança demais; 2 - Não esqueça o protetor solar quando for a Machu Picchu... não pode entrar com comida nem bebida, exceto água; 3 - Pergunte e negocie sempre; 4 - Dê um intervalo entre os passeios do boleto turísticos, pois é muita coisa; 5 - Tome chá da coca é fantástico, depois que eu tomei não senti mais nada durante toda a viagem; 6 - Faça as coisas, se possível, a pé!!! você conhece a cidade melhor; 7 - Cusco não se resume a "ir à Machu Picchu", é patrimônio universal da humanidade... então explore a cidade; Ah! a volta foi: Cusco x Puerto Maldonado das 20:00 as 06:00 Puerto Maldonado x Assis Brasil das 08:00 as 11:00 Assis Brasil x Brasiléia das 11:00 as 13:00 Brasiléia x Rio Branco das 14:30 as 18:00 Em menos de 24 horas Só pra deixar claro, é possível ir de Rio Branco a Cusco de Ônibus todos os dias e vice-versa... Ônibus direto de RB a Cusco só 2 vezes na semana (uma delas na sexta) pela empresa ORMEÑO que tem um guiche na rodoviaria de RB, compras só no guiche da empresa. Se tiver alguma dúvida ou quiser saber alguma coisa é só deixar mensagem no facebook, "ivanilson ps", que assim que puder eu respondo. Dia 15 de julho estou indo Peru (novamente) só que agora de carro \o/ Lima e depois volto parando em outras cidades até chegar a Cusco ( de 15 a 30 de julho) *voltei novamente ao Peru... dessa vez fui para as bandas de Lima e Arequipa (na volta passei em Cusco). Segue as informações atualizadas de julho: Ônibus direto da empresa Ormeño 1 - Rio Branco a Lima = R$ 332,00 a Cusco = R$ 222,00 a Puerto Maldonado = R$ 177,00 *saída: sábados 06:00 2 - Porto Velho a Lima = R$ 450,00 a Cusco = 335,00 *saída: sexta-feira 21h00 Obs.: O ônibus não demora muito em nenhuma das duas cidades e é bom ir pelo menos um dia antes comprar a passagem. Passagem de Rio Branco a Assis ônibus direto R$ 54,00 saída as 06:00 (o ônibus vai lotadooo)
  16. Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  17. Assista em Video no Youtube - Cusco Um breve resumo de tudo que fiz em Cusco e seus arredores. Para realizar os passeios básico, serão necessário no mínimo 5 dias, o recomendado 1 semana. Dos 5 dias, 2 gastei em Cusco para planejar a viagem para Machu Picchu, fechar os pacotes turísticos, visitar os museus e o sítio arqueológico Sacsayhuaman. Teve 1 dia inteiro para o passeio ao Vale Sagrado, optei pela versão VIP que é bem mais completo, que inclui Moray e Salinera de Maras. E 2 dias somente para Machu Picchu. Machu Picchu fica longe de Cusco e terá que ir de trem até a cidade próxima chamada de Machu Picchu Pueblo, mais conhecido como Aguas Calientes, que era o antigo nome. É cansativo se tentar um bate-volta. Então, 1 dia será para chegada na cidade de trem, na manhã seguinte visitar o sítio arqueológico Machu Picchu e voltar de trem à tarde para Cusco. Lembre de comprar o seu boleto turístico que é um ingresso que contém um pacote fechado de vários museus, sítios arqueológicos, teatros e eventos culturais. É possível economizar uma boa grana, ao invés de pagar por cada ingresso separadamente. Principalmente se for realizar o passeio pelo Vale Sagrado. Compre ele no Museu de Arte Popular, próximo a Plaza de Armas. O boleto custa 130 soles, que dá em torno de R$ 150,00 e vale por 10 dias. O Sacsayhuaman fica na parte elevada de Cusco, é um pouco cansativo se for a pé, leva de 30 a 40 minutos do centro da cidade e é uma subida bem longa. Se quiser, poderá ir de taxi. Chinchero é o início do passeio ao Vale Sagrado. Acabei contratando uma agência de turismo que saiu por 50 soles por pessoa, em torno de R$ 58,00. Estava incluído o transporte com Van, guia local e o almoço. As entradas terá que pagar por contra própria, adquirindo o boleto turístico. Moray e Salinera de Maras, estão incluídos somente no pacote de Vale Sagrado VIP, que é o que eu recomendo por ser a mais completo. Muitos acabam emendando este pacote com a ida ao Machu Picchu, mas não recomendo fazer isso porque você vai acabar perdendo a visita ao Pisaq. Minha dica é que faça o tour do Vale Sagrado por completo e depois se preocupe somente com o Machu Picchu. As Salineras de Maras, este local não está contemplado no boleto turístico, então terá que pagar a entrada de 10 soles por pessoa, que dá em torno de R$ 12,00. Em Ollantaytambo fica localizada a estação de trem que vai te levar até Machu Picchu Pueblo. As pessoas que emendam o pacote do Vale Sagrado com Machu Picchu, acabam por permanecer por aqui e não terminam o passeio do Vale Sagrado. Esta cidade fica a 2 horas de Cusco. Lembrando que não é possível chegar a Machu Picchu de carro ou Van. Haverá sempre um trecho, mesmo que pequeno em que terá de realizar de trem ou a pé. Pisaq é a última parte do passeio pelo Vale Sagrado, que é bem recomendável visitar. Depois disso fui para a cidade de Machu Picchu Pueblo de trem. Os pacotes vendidos pelas agências é em torno de 220 a 250 dólares por pessoa e nele estão incluídos a ida e volta de trem, entrada ao Machu Picchu, hospedagem, em alguns casos refeição, outros a visita aos termas e a van para subir ao sítio arqueológico, algumas agência incluem somente a ida de van sem a volta. Negocie a ida e volta, porque descer a pé e muito cansativo. No meu caso, fiz tudo por conta própria, pois o valor era muito alto para poder confiar em qualquer agência de turismo. E não é tão difícil organizar isso sozinho, poderá realizar a reserva de hotel pelo site do Booking. O trem pelo site do Peru Rail ou Inca Rail. Optei pelo Peru Rail por ter uma grande disponibilidade de horários e era um pouco mais barato que a concorrente. A entrada para Machu Picchu já tinha comprado em Cusco e a van que te leva até o sítio arqueológico poderá ser reservado em Machu Picchu Pueblo. Existem as opções um pouco mais baratas de se chegar a Machu Picchu, mas que no final de contas é mais cansativo e demandará mais do seu tempo. O preço dos trens é bem caro, bem abusivo. Paguei em torno de 500 soles, em torno de R$ 570,00. A van que te leva até o sitio arqueológico custa em torno de 79 soles, ou R$ 90,00 para ida e volta. O ingresso do Machu Pichu foi de 152 soles, ou R$ 175,00. Creio que se eles continuarem a aumentar mais os preços, talvez não compense mais. Ultimamente têm criado várias regras restrigindo a quantidade de pessoas. Outras vezes, obrigavam a contratar um guia local para adentrar ao Machu Picchu. Por sorte, não foi exigido na minha vez. É um lugar para se visitar 1 vez e nunca mais. Haja grana para isso. Mas pelo menos a vista foi de matar, não é a toa que é uma das maravilhas do mundo. Aproveitem esse pequeno resumo com os melhores momentos de Machu Picchu. * Links: - Andean Flicker Adventure (Pacote Vale Sagrado) Endereço: Calle Educandas, 375 - Cusco Whats (Yessica): +51 984 982 013 Tel: +51 084 599 832 E-Mail: [email protected] https://www.facebook.com/flickeradven...
  18. Pessoal, Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site. O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem. Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00. Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem. Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito. Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá. Canal Voando Alto Abs!
  19. esse foi nosso roteiro, ordem dos passeios: · Cusco · Valle Sagrado (Pisac, Salinas de Maras, Moray, Chinchero, Ollantaytambo) · Valle Sul (Tipon e Pikillaqta, Andahuaylillas) · Macchu Pichu + Wayna Picchu · Banhos Termais de Colcamayo (Santa Teresa) · Laguna Humantay · Cerro Colorado/Montañas de Colores/Rainbow Mountain
  20. Assista em Video no Youtube - Cusco Conforme prometido, vou estar separando as dicas por partes. Neste video falarei sobre o que você deve realizar em Cusco. Basicamente é fechar os pacotes de passeio, visitar os pontos turísticos da cidade, os museus e apreciar a culinária local. E aqui estamos na Plaza de Armas que é o ponto principal da cidade, aproveite para tirar muitas fotos e apreciar a arquitetura local. Posso dizer que a cidade em si era bem segura, havia um bom policiamento na região, mas é lógico que você não pode se descuidar. Evite de usar celular na rua, assim como vocês fazem no Brasil. E é aqui que ficam as agências de turismo, as pessoas ficarão te abordando e vendendo os pacotes, escolha bem a empresa. Consulte no mínimo 5 empresas, peça os preços dos passeios, pegue o catálogo de preços. Recomendo utilizar de agências de turismo que ficam um pouco afastadas da Plaza de Armas, já que geralmente os preços são mais em conta. Poderão ver que ficam um pouco mais afastadas do centro. E aqui temos a a pedra dos 13 angulos. Lembrando que se for realizar os passeios do Vale Sagrado, dos museus e alguns sítios arqueológicos, você terá que adquirir o Boleto Turístico. Que conforme o último vídeo é um ingresso com um pacote de entradas dos principais pontos turísticos de Cusco e seus arredores. Você poderá obter no Museo de Arte Popular, que é onde aparece agora na foto. E essa é a imagem do boleto turístico que custa 130 soles, em torno de R$ 150,00. Conforme você vai passando pelos locais, eles vão perfurando no boleto, os pontos visitados. Se necessita realizar o câmbio de moedas, recomendo este local a LAC Dolar, eles ofereciam uma boa cotação, além de ser bem confiável. Ele fica bem em frente ao Museo de Arte Popular, onde vocês compram o boleto turístico. Agora no Mercado San Pedro, é possível apreciar a culinária local a preços baixos, e vem muita comida, mas que nem falei anteriormente, a questão de higiêne deixa um pouco a desejar. Visite os outros demais pontos turísticos. Lembrando que não é possível você consumir bebida alcóolica na rua, conforme a placa, fiquem ciente disso. Esse é o museo de arte contemporâneo. Após isso visite o Museo de Historia Regional que é bem interessante, mas eles não permitem que você registre imagens no local. Após isso bem perto daí, estará o ponto de vendas dos boletos para Machu Picchu. Deverá já saber o dia em que você vai visitar e o horário exato. Necessário levar seu passaporte original para finalizar a compra. São 152 soles que dá em torno de R$ 175,00. Já feito isso, após reservar a sua viagem de trem para Machu Picchu no site do Peru Rail, deverá retirar o voucher ou a passagem, nos quiosques da Peru Rail. Eles possuem em 3 diferentes endereços. Caso queira comprar direto com eles, já saiba de antemão a data, os horários e a categoria dos vagões. A Orion é uma rede de supermercados que recomendo em Cusco, para você comprar seus alimentos ou itens de higiêne pessoal. Os ônibus em Cusco é muito barato, custam em torno de 80 centavos, ou seja, bem menos que R$ 1,00. Por fim, não esqueça de visitar o sítio arqueológico Sacsayhuaman. O próximo video farei um pouco mais detalhado de lá. Curta o video, compartilhe e se increva no canal. * Links: - LAC Dolar: câmbio de moedas. Endereço: Av. El Sol 150 - Cusco Tel: +51 84 257 762 - Boleto para Machu Picchu (Site oficial). Poderá comprar na própria loja física, próximo ao Museo Historico Regional. Necessário levar o passaporte original. https://www.machupicchu.gob.pe/inicio - Museo Historico Regional (Horários e Tarifas) Endereço: Calle Garcilaso con Heladeros, S/N. Casa del Inca Garcilaso de la Vega http://museos.cultura.pe/museos/museo... http://www.culturacusco.gob.pe/museo-... - Museo de Arte Popular (Boleto Turístico - COSITUC) Endereço: Av. El Sol 103, no subsolo. Horários: Seg-Sab - 08:30 ~ 18:00 / Dom e Feriado - 08:00 ~ 13:00 http://cosituc.gob.pe/ - Aplicativo Moovit de Ônibus Android https://play.google.com/store/apps/de... IOS https://apps.apple.com/br/app/moovit-... - Trem para Machu Picchu Peru Rail https://www.perurail.com/ https://www.perurail.com/find-us/ Inca Rail https://incarail.com/
  21. Assista em Video no Youtube - Chinchero Vou comentar aqui sobre o Tour que fiz ao Vale Sagrado. O Vale Sagrado dos Incas, nos andes peruanos, tem esse nome porque está composto por numerosos rios que descem por pequenos vales e nele estão os vários monumentos arqueológicos e os povoados indígenas. Em relação ao pacote vendido pelas agências, existem o Vale Sagrado e a versão VIP que seria a mais completa. O comum engloba os seguintes sítios arqueológicos: Chinchero, Urubamba, que é onde fazem o almoço. Ollantaytambo e o Pisaq. A versão VIP, tem tudo isso que comentei anteriormente, adicionados os sitios de Moray e Salineras de Maras. E aqui em Chinchero seria a primeira parte da visita, antes eles nos levam a uma loja ou um centro artístico da cidade, para fomentar a cultura local. Mostram o processo de tingimento do pêlo de animais e os ingredientes ou produtos utilizados. Foi bem interessante. Vale lembrar que a grande receita do turismo no Peru é meio que monopolizado e dificilmente vai para a população local. Então a única forma de poder patrocinar o desenvolvimento da cidade, é adquirindo ou comprando esses artigos, souvenirs, artesanatos e roupas da região. Aproveite para fazer as compras nessas lojas. Eles possuam vários artigos interessantes. Gostei mais dos bonequinhos de lhamas, as crianças vão adorar. Na saída da loja, aproveite para comer o milho cozido com queijo. É uma delícia, recomendo experimentarem. Voltando sobre o passeio, leva dia todo, saem por volta das 7 horas da manhã e retornam às 7 horas da noite. E paguei em torno de 50 soles por pessoa que dá em torno de R$ 58,00. Mas isso porque consegui um desconto, por estar com mais pessoas. Na verdade é um pouco mais caro. Lembrando também que para realizar este tour, será necessário você adquirir o tal Boleto Turístico, conforme comentei no video de Cusco. Dê uma olhada lá, que terá as informações necessárias. Sobre Chinchero, ele está a 3.772 metros acima do nível do mar, então cansa um pouco você subir pelas escadarias. Foi um local em que tiveram vários conflitos entre os incas e os espanhóis. E no final do século XVI, o vice-rei construi uma fazenda e montou uma igreja no alto da cidade. É possível ver os terraços agrícolas, que seriam essas dobras na terra, que evitavam a erosão e permitiam o cultivo ou plantações de alimentos. Mais comum na época seriam as batatas. Depois vocês vão ver a igreja em que é possível ver a mistura da religião católica com a cultura indigena. Mas pena que não foram permitidas o registro de imagens dentro do local. Após isso estaremos visitando o próximo sítio arquiológico Moray. Fique com o restinho do video deste trajeto e aguarde os próximos episódios. Valeu! Por fim, curta, comente, compartilhe e se inscreva no canal. Valeu! * Links: - Andean Flicker Adventure (Pacote Vale Sagrado) Endereço: Calle Educandas, 375 - Cusco Whats (Yessica): +51 984 982 013 Tel: +51 084 599 832 E-Mail: [email protected] https://www.facebook.com/flickeradven...
  22. Assista em Video no Youtube - Machu Picchu Existem 3 circuitos no Machu Picchu: - Circuito 1, a escolhida e a mais completa, visitando quase todos os pontos principais do parque. - Circuito 2, leva a um ponto menos altos do local e fica mais na parte agrícola da cidade. - Circuito 3, seria para aqueles com dificuldades de locomoção, é bem curto e rápido. Escolha o circuito 1, a mais completa e visite todos os cantos e pontos possíveis. Leva em torno de 3 a 4 horas de visitação. Além deles, existem 2 rotas opcionais pagas. Terá que decidir na hora de comprar o seu boleto. São a montanha Machu Picchu e a montanha Waynapicchu. Vale a pena realizar esses opcionais? Depende. Seria você subir em 2 montanhas mais altas do local, caminhar em uma trilha bem perigosa, subir muitas escadas e ver o Machu Picchu de cima. Uma vista privilegiada do local. É bem cansativo e talvez não recomendaria pelo esforço, nível de perigo e para quem tem medo de altura. A entrada comum custa 152 soles que dá R$ 175,00. Com roteiro opcional, uma das montanhas, o valor sobe para 200 soles, que dá em torno de R$ 230,00. O ônibus custa US$ 12,00 por trajeto, para ida e volta no total US$ 24,00. Poderá subir a pé, mas é bem ingreme e cansativo, leva em torno de 2 horas por trajeto. Os hostels ou hotéis da cidade, servem café da manhã por volta das 5 horas da madrugada. E o check-out geralmente é bem cedo, em torno das 8 horas da manhã. Terá que retirar a sua bagagem. Alguns hostel cobram para guardar as suas malas. Caso não seja possível, utilize o guarda volumes do Machu Picchu por 5 soles, ou R$ 5,50. Aqui é a entrada principal do sitio arqueológico, lá na frente tem o guarda volumes e o banheiro por 2 soles, ou R$ 2,20. Passe no banheiro antes, pois não existem toaletes lá dentro. Não esqueça de carimbar a visita de Machu Picchu em seu passaporte, naquela casinha à direita. É bem legal fazer isso e registrar esse momento, apenas como decoração. Lembre de trazer pelo menos 1 litro de água por pessoa e lanches. Não é necessário você contratar um guia particular para visitar o parque, mas as regras podem mudar. Qual o melhor horário para visitar? Recomendo que seja na parte da manhã. Algumas pessoas, vão no primeiro horário, às 6:00 da manhã, pois é bem vazio e não tem muita gente. Mas eu não recomendo isso, porque as chances pegar uma névoa ou neblina no local são muito grandes e você não poderá ter esta vista ao fundo, quando for bem cedo. Minha dica é pegar o das 8 ou 9 da manhã, pois conforme vai esquentando, a névoa vai se dispersando. E assim poderá ter uma vista fantástica da cidade. O ponto ideal é bem ao lado desta casinha, na esquerda onde as pessoas estão fazendo a fila. Por aqui que você terá as melhores fotos de Machu Picchu, agradeço muito a Deus por esta oportunidade e essa vista maravilhosa. Aproveitei para visitar a Puente Inca, que era um antigo trajeto utilizado pelos Incas, é bem assustador. Não recomendo a trilha ao Puente Inca para aqueles que tem problemas de mobilidade e tenha medo de altura, pois o caminho é bem estreito e qualquer besteira você pode cair no precipício. Essa trilha vai te consumir uns 40 a 50 minutos do seu tempo, e antes de visitar lá, terá que registrar a sua entrada e saída. Não achei nada demais, mas o caminho é bem assustador e a ponte também. Quem quiser subir ao Waynapicchu ou Montanha, terá que realizar uma trilha semelhante a este, com várias subidas de escada é lógico. Machu Picchu fica à 2.400 metros de altitude. Foi construída no século XV sobre as ordens de Pachacuti. Descoberto oficialmente em 1911. Cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. É considerado uma das 7 maravilhas do mundo moderno, um patrimônio mundial da UNESCO. O Intihuatana, o relógio solar, ou "lugar onde se amarra o sol", fica no ponto mais alto de Machu Picchu, no setor sagrado. Esculpida de acordo com o alinhamento dos pontos cardeais e era utilizada para registrar a passagem do tempo, além de auxiliar nos ciclos de agricultura. Dizem emanar uma suporta energia positiva. A Roca Sagrada, seria como um altar, um elemento central e importante em uma área dedicada à adoração de Apu "Yanatin", ou seus deuses. No templo del Condor, dá para ver uma a forma de um pássaro ou Condor esculpida nas rochas. A ave representava a missão de conduzir os mortos ao céu e fazer a conexão entre deuses e mortais, fica situado na parte baixa da cidade. Entrando por volta das 8 da manhã, saí mais ou menos às 12:30. Deu tempo para fazer um almoço tranquilo na cidade e depois pegar o trem das 3:30 da tarde para Cusco. Espero que goste do video, deixe seu like, comente, compartilhe e se inscreva no canal. * Links - Boleto para Machu Picchu (Site oficial). Poderá comprar na própria loja física, próximo ao Museo Historico Regional. Necessário levar o passaporte original. https://www.machupicchu.gob.pe/inicio - Consettur: Ônibus para subir ou descer de Machu Picchu (tarifas e reservas). http://consettur.com/
  23. Saudações Amigos! Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso.  Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site. PLANEJAMENTO Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia. Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais. Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking. A VIAGEM Santa Cruz de la Sierra Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus. Foto: Chaga em Santa Cruz Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome. La Paz Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade. Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro. Foto: Teleférico La Paz Foto: sopa de Fidel com Maní Copacabana O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas. Foto: São Pedro de Tiquina Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim) Cusco Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos. Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca. Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite. Foto: Plaza de Armas Fotos: Mercado Artesanal Foto: Olaytaitambo Lima Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade. Fiz muitos amigos no Hostal. Foto: Barranco Mancora Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima. Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei. Cuenca O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito. Medellín Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio. Cartagena Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores. Santa Marta Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa. Bogotá Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco. DINHEIRO A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union. PERRENGUES O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor. Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus. Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora. CONCLUSÃO Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar. Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é 34 9 9944 2608 Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim. https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk Me sigam no Facebook e Instagram https://www.facebook.com/flrco888 https://www.instagram.com/fr4nc0.br/ V_20181102_072341_N0.mp4
  24. Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis. Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco). Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco. Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles. Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos. Plaza de Armas Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco. Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte. Ollantaytambo Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal). Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse. Laguna Humantay Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir. Moray Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia. Montaña Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45. Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível. No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta). A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante. Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos. Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem. A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado. Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção. Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
  25. Fbafi

    Ir sozinho para Cusco

    Estou planejando uma viagem para Cusco em Julho, mas nunca viajei sozinho, sem ninguém para acompanhar. Queria saber o que acham, se devo chamar alguém ou ir na fé. (O "medo" está nos relatos de pessoas que passaram mal principalmente pela diferença de altitude).
×
×
  • Criar Novo...