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  1. --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/ Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca: O Trekking de Santa Cruz Trata-se de um trekking que leva em média 4 a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia. O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria. Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia. ITENS QUE LEVAMOS NA MOCHILA Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição. Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço! Nossa alimentação para 5 dias de trekking Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮 O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou itinerário a seguir. Liberdade! Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto, isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco ) Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana, óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente. Kit higiene compacto Kit primeiro socorros GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras. Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás. Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°. O LUGAR Cordilheira Branca, Huaraz, Peru Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27 com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado! O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado. É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe. A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época. O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome. No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes da Paramount Pictures. O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca. Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem. Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada. O TREKKING DIA 1 – Subindo o vale montanhoso Segunda feira – 27 de agosto de 2018. Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha. Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia) e quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar, já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado. A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans. Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado. Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer. Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha! As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região. De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa. Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho! Era tudo que queríamos naquele final de tarde! O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada. Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia. Noite linda, descobrindo um lugar incrível! Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza. Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho. DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas 28 de agosto de 2018 Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida! Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h. Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz. Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar. Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs) Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada. Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto! Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h. Área de Camping Llamacorral Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono! Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil. O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável. Parada para lanche abrigados do vento e do sol! Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia. Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais. Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo. Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas. Laguna Jatuncocha! Surreal! Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico. Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo. Veios de água que correm da montanha Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante! Se aproximando das montanhas nevadas Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo. Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union. A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer. Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo. Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados! Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil ) 2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union. Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde: Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou. Segundo acampamento A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração. DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas 29 de agosto de 2018 Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados… Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas! Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur, para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union. No caminho: No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras! Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo. Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!” Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas. Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar. Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek. Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash, que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard. Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro. Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES! Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz. Nevado Artesonranju, a montanha piramide. Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados! Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava! Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo. Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha. Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) . Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali. Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo) Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado. Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que passaram por aqui. Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos. Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água. Valeu a pena chegar aqui! Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia. Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde. No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis! Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis. Nossa sala de jantar! Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória! Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union 30 de agosto de 2018 Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento. Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas! Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria. Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia. Rota de colisão 😮 Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível. Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha. Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás. Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu. A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue. No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos. Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude. Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor. Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha Subindo o Passo Punta Union: Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez! Subindo… Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens. Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência! Subindo o passo Punta Union! Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas! Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui. Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível! Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora! Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima… Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union. Chegada ao Passo Punta Union! O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer. Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso. Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados. À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção, ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali. Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização! Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria 31 de agosto de 2018 No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo. As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem. Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa. As 9:30h chegamos ao posto de controle Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs. Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro. Chegada ao Pueblo Huaripampa! Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali. Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza. Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais Seguimos até uma quitanda, tomamos uma cerveja quente e comemos bananas. Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”. Quitanda, em Huaripampa A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte. Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho! Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas. Pueblo de Yanama – Vaqueria Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada! Final da caminhada Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus. Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão! E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo! Descendo a montanha Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69. Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra! <iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube-nocookie.com/embed/chAmG-bzJt4?rel=0&amp;controls=0&amp;showinfo=0″ frameborder=”0″ allow=”accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture” allowfullscreen></iframe> Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy. Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama! Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso! Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
  2. Boa tarde. Tenho interesse em realizar a travessia da Serra Fina no feriado prolongado de 6 a 9 de julho. Por enquanto sou eu e minha esposa. Talvez mais 2 colegas. Encontrei algumas agências que já possuem pacotes, mas o valor está um pouco acima do planejado (acima de 1k), portanto caso alguém esteja formando um grupo, queira formar um grupo ou que conheça um guia experiente, mande um oi o/ *** Edit: conseguimos formar um grupo com guia especializado no local e possui 1 vaga. Valor bem mais em conta que por agência. Interessados me mandem msg. Abraços.
  3. Gostaria da opinião de vocês sobre qual a melhor trilha para se fazer no Peru, Trilha Inca ou Salkantay? Se puder falar um pouco sobre o porquê da escolha eu agradeço. ☺️🙏❤️
  4. Pessoal, alguém tem indicação de guia que faz a travessia a pé nos Lençóis Maranhenses? Muito obrigada.
  5. A cidade de Quito, capital do Equador, está situada no planalto andino, em um vale rodeado por montanhas e vulcões. A 2.850 metros sobre o nível do mar, é a segunda capital mais alta do mundo (na verdade, é a primeira considerando que La Paz não é a capital da Bolívia, apenas a sede do governo). Quando fiquei sabendo que havia um vulcão na capital que apresentava um lindo panorama da cidade e de muitos vulcões do Equador, eu quis subi-lo imediatamente. Este vulcão é o Pichincha, o qual é dividido em dois cumes principais: o Guagua e o Rucu. O Guagua Pichincha é a cratera principal, porém coloquei o Rucu Pichincha como meu objetivo. Isto porque, o Rucu pode ser alcançado em apenas 1 dia e eu não tinha os dois que são necessários para fazer o Guagua. Segue abaixo mapa mostrando ambos os cumes e as trilhas para chegar neles, bem como o Teleférico e a cidade de Quito. Este relato apresentará os detalhes para você atingir o cume do Rucu Pichincha (trilha amarela do mapa acima), mas se você quiser se aventurar ao Guagua, há duas opções: · Realizar a Integral Pichinha, uma trilha bem extensa para alcançar ambos os cumes e aí o recomendado é acampar no refúgio que está na beira da cratera do Guagua. Total: 11 km e 1500 metros de ascensão por trilha (trilhas verde e amarela do mapa). · Subir de carro a estrada que sai do povoado de Lloa, bem próximo de Quito. Total: 16 km e 1900 metros de ascensão por estrada de terra (trilha azul do mapa acima). O meu tracklog do Rucu Pichincha foi postado na página do Wikiloc e pode ser encontrado neste link aqui. Se você quiser realizar a Integral Pichincha, recomendo que siga a descrição do Santiago González, a qual se encontra neste link. PROGRAMAÇÃO Como Chegar Antes de iniciar a trilha para o topo do Rucu, é preciso ir ao Teleférico de Quito, que fica no Bairro La Mariscal. Fui de taxi e paguei 4 dólares até o teleférico. Os táxis no Equador, no geral, são baratos e compensam muito se você estiver viajando em grupo. Além disso, a Uber também funciona muito bem nas ruas de Quito. O horário de funcionamento do teleférico é de segunda a quinta das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00. O trajeto até o Mirador Los Volcanes dura 20 minutos. Este mirante, além de apresentar uma maravilhosa vista de Quito e seus arredores, também coincide com o ponto de início do trekking. Neste link você poderá ver informações detalhadas sobre o Telefériqo de Quito. Para retornar ao meu hostel após descer do pico, paguei 1 dólar de van até a Calle Mariscal Sucre, que é a avenida que atravessa a cidade de norte a sul. Daqui procurei táxis que me cobrassem os mesmos 4 dólares da ida, porém estavam me pedindo 10 dólares ☹. Me disseram que era por causa do trânsito, mas provavelmente foi por minha cara de gringão mesmo. Lembrando que a distância até minha hospedagem era de apenas 3 km. Pra minha sorte havia um ônibus que passava a 100 metros dali e que ia até a Avenida Cristóbal Cólon, a qual estava próxima da minha hospedagem. Tomei o bus de número 67 e paguei somente 25 centavos de dólar. Bem melhor que os 10 dólares do amigo taxista. Quando Ir A época de seca nos Andes equatorianos vai de junho a novembro. Fiz a trilha para o Rucu Pichincha em setembro e o tempo estava excelente. É recomendável fazer a trilha bem cedo, já que pela tarde é comum que as montanhas ao redor de Quito sejam encobertas por nuvens. O Que Levar · Calça de trekking · Camiseta · Bota ou tênis de trilha · Jaqueta corta vento · Leve segunda pele e blusa de fleece para o caso de fazer frio · Mochila pequena (< 30L) · Boné/chapéu · 3 L de água · Snacks para trilha · Protetor solar · Câmera fotográfica RESUMO DE GASTOS (2017) · Água e comidas para a trilha = US$ 7,00 · Táxi ao teleférico = US$ 4,00 · Valor de subida e descida do teleférico = US$ 8,50 · Van do teleférico até a Avenida Calle Mariscal Sucre = US$ 1,00 · Ônibus até Cristóbal Cólon com Amazonas = US$ 0,25 GASTOS TOTAIS = US$ 20,75 O RELATO Numa quarta-feira de setembro, acordei às 7:00, tomei café e peguei um táxi do Bairro La Mariscal até o Telefériqo de Quito. Ele é o meio de acesso para o Mirador Los Volcanes, ponto inicial do trekking para o cume do Rucu Pichincha. Cheguei no Teleférico às 8:40 e, pra minha surpresa, ainda não estava funcionando. Como já disse, de segunda a quinta funciona das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00 e só descobri isso ao chegar lá. Mas foi bom porque nessa espera conheci o Gal, um israelense extremamente simpático que queria fazer a mesma trilha. Pensei em perguntar da Mulher Maravilha, mas não tive coragem. Ele só me disse que é um nome comum no país (a atriz que interpreta a personagem no universo da DC é uma israelense chamada Gal Gadot. Nunca pensei que fosse falar da Mulher Maravilha num relato de viagens). Voltando pro que interessa... Ele me disse que não estava seguro em como seria seu desempenho em altitude, já que como o Brasil, Israel não possui altas montanhas. Então ele resolveu aproveitar o meu embalo e disposição para me acompanhar nesta empreitada. Compramos os bilhetes do teleférico por 8,50 dólares, que servem para subida e descida da montanha. Não perca o bilhete que você receberá, pois o mesmo também serve como comprovante de descida. Caso perca, terá que pagar mais 8,50 para descer. O trecho dura cerca de 20 minutos até o Mirador Los Volcanes, um mirante na cota 3.950 m que apresenta lindas vistas de Quito e dos principais vulcões do Equador. O céu estava completamente azul e a visibilidade era tremenda. De lá se podia ver lindamente os vulcões Cotopaxi, Cayambe, Antisana, Rumiñahui e Illinizas. Inclusive, é possível enxergar o topo do Chimborazo, a montanha mais alta do país, com 6.268 m de altura, e que está a 140 km de Quito!! Para que você possa contemplar este visual, recomendo que comece a trilha o mais cedo que puder. Explicarei o porquê mais adiante. Gal e eu tiramos algumas fotos do cenário e partimos para iniciar a trilha. Em poucos minutos de caminhada, pode-se contemplar o belo cume proeminente do Rucu Pichincha. Os primeiros 3,7 km são de aproximação à montanha e possuem um grau menor de dificuldade, já que a inclinação da subida não é tão acentuada. Porém, enquanto caminhávamos nos questionávamos por onde subiríamos até o topo, já que não era possível visualizar uma possível rota de subida. Isto porque a face que se vê do começo da trilha é de pura rocha. Assim que nos aproximamos da montanha, notamos que a trilha a contorna pela sua direita, por trás daquela face rochosa que vimos de longe. A partir deste ponto, a trilha está menos marcada, mas não há como se perder. Seguimos caminhando por detrás do pico por um terreno com uma inclinação um pouco mais elevada. Após cerca de 500 metros de distância, há um ponto que parece que a trilha acaba, mas é um lance em que é preciso subir uns 2 metros pela rocha mesmo. É um trecho um pouco delicado, mas não se preocupe, pois não é escalada. Mas a parte tensa do trekking só ia começar 500 metros mais pra frente. Neste ponto, a altitude já é um fator determinante (4.500 msnm) e é bem quando o terreno fica bem inclinado e bem arenoso, dificultando o rendimento da caminhada. Aqui, Gal e eu fizemos várias paradas para controlar os batimentos cardíacos e o ritmo respiratório. O visual era ainda mais espetacular, com a cidade de Quito lá embaixo e aquele cenário vulcânico bem característico por todos os lados. Deste ponto em diante, tem que tomar mais cuidado com a orientação, já que por vezes ela não é tão óbvia. E iniciamos a investida final para o cume. Caminhamos por meia hora por trilha bem inclinada até chegar numa placa. Daqui é preciso tornar para a esquerda para a investida final. Agora, percorre-se a última meia hora para o cume num terreno rochoso um pouco exposto e não muito marcado. É preciso tomar cuidado. Finalmente, após mais de 800 metros de desnível acumulado e 5,7 km percorridos em 3 horas, atingimos o cume do famigerado Rucu Pichincha. O cume do Rucu está na cota 4.784 msnm e é bem pequeno, o que proporciona um lindo visual 360º do panorama da região. A vista era deslumbrante. Pode-se ver todo o visual da cidade de Quito e do vale em que a cidade está situada. Também se vê todos aqueles famosos vulcões equatorianos acima citados, só que daquela perspectiva que só topos de morros podem proporcionar. Do cume, também se pode ver o imenso vulcão Guagua Pichincha, que fica a 4 km do Rucu. Como explicado na INTRO, o Guagua é a cratera principal e o Rucu é a cratera velha do mesmo vulcão, o Pichincha. Aqui no topo podem aparecer carcarás sociáveis. Acredito que os turistas devem alimentá-los. Eles são selvagens, porém é impressionante ver o quão perto eles podem chegar. Ficamos por uma hora contemplando o incrível cenário e iniciamos a descida. Se para subir foram 3 horas, a descida se deu em apenas 1h30min. Chegamos de volta ao teleférico próximo das 14h. Neste momento o dia já tinha mudado completamente. Se de manhã o céu estava completamente limpo, agora havia muitas nuvens no Rucu Pichincha e nem era possível ver a montanha. Ao longe também havia uma névoa que impossibilitava contemplar os vulcões dos arredores de Quito. E, claro, bem nesta hora tinham mais turistas, porque não são todos que preferem acordar de manhãzinha. Mas garanto que recompensa muito mais levantar cedo, mesmo se você não for subir o vulcão. Este é um padrão que se repete frequentemente em Quito: manhã de céu azul e tarde com muitas nuvens. Aqui, Gal se despediu de mim e desceu de teleférico primeiro, enquanto fui tirar mais algumas fotos. Peguei uma filinha de uns 20 minutos para tomar o teleférico da volta. Imagino que aos finais de semana deva ser bem caótico. E foi isso. Foi um dia delicioso, muito recompensador e bem barato. Espero que tenham desfrutado. Seguem abaixo algumas fotos deste dia. Rucu Pichincha visto da trilha Lindo vale a a cidade de Quito lá embaixo Vista do Vulcão Cotopaxi do Mirados Los Volcanes Próximo ao cume do Rucu Vulcão Guagua Pichincha visto do cume do Rucu Vista de Quito do topo do Rucu Postei este relato no meu blog. Você pode acompanhá-lo no link http://trekmundi.com/rucu-pichincha/ Beijos e abraços!
  6. Sua participação e contribuição é muito importante! Segue o link: https://chat.whatsapp.com/LmGi7g8M4Lc17EYT0KmU3M
  7. RELATO TEXTÃO 😜 da minha travessia pelos lençóis maranhenses, com o grande "tchan" de ser a ideal para sedentários (que tenham disposição, claro)! (Mais fotos e outras viagens no Insta: @marcos.nak 😉) Você é do tipo que fica esbaforido ao subir uma duna? Eu sou, quase todo mundo é. Mas, se ao chegar ao topo e ver as lagoas, seu cansaço se transforma em encantamento e vontade de fazer de novo, então você consegue fazer este trekking! Todos os relatos que eu havia encontrado mostravam uma travessia longa de 3 dias de duração, saindo de Atins, mas eu tinha receio de ficar muito cansativo e acabar perdendo o objetivo, que era curtir, e não "sofrer"😎! Então, dado que eu só tinha 2 dias e estava em Santo Amaro, e depois de conversar com o guia, decidi fazer como ele indicou. Não me arrependo de jeito nenhum! Ficou assim: . 1) Fomos de Santo Amaro até a lagoa de Emendadas de quadriciclo, e lá vimos o sol nascer (14 km). A cena foi linda, e a escolha da lagoa se deu pela duna imensa, de onde se tem a vista mais panorâmica. É sério, debaixo da duna você já fica maravilhado, pela imponência. Lá de cima, não fosse o vento muito forte, poderia passar horas. Depois do belo nascer do sol, começamos a caminhada. 2) Andamos até Betânia, passando pela incrível lagoa do Junco (18 km). Eu sei, falar em andar 18 km na areia, subindo e descendo, sem sombra, parece loucura, mas eu fiz numa boa e não sei explicar por quê. É um misto de encantamento e empolgação que faz a caminhada ser fácil. Além disso, cara, cansou? É só deitar na areia e rolar, que logo vc cai numa lagoa 😂😂😂! A lagoa do Junco só é acessível a pé, e por isso a maior beleza do parque está exclusiva aos poucos corajosos que encaram a caminhada. No caso, eu tive ela e infinitas outras só pra mim! No caminho, encontramos ninhos de gaivotas e rastros de vários animais. Um fato interessante é que a lagoa do Junco é nova. Eu havia lido vários relatos de que a lagoa das cabras era a mais linda de todas, e o guia prometeu me levar até ela. Aí, num momento em que cruzávamos uma areia molhada com plantas, ele disse: "Você está em cima de onde já houve a lagoa das cabras!" 😮 QUIK_20180913_181331[1].mp4 3) No horário do almoço, chegamos a Betânia, onde passei a tarde e a noite. Na verdade eu nem conheci o vilarejo de Betânia, pois fiquei hospedado num restaurante isolado entre uma mata e um rio. É o mesmo restaurante onde os turistas do passeio a Betânia almoçam. Chegamos e já almoçamos. O guia disse que eu teria a tarde livre para descansar na rede e curtir o rio, mas eu não quis saber, pedi pra ir pra alguma lagoa (como se eu já não tivesse tomado muito banho de lagoa hehe). Aí (ele tinha um acordo de pegar caiaque gratuitamente no restaurante), atravessamos o rio de caiaque e ele me deixou numa lagoa incrível, onde uns turistas inconvenientes faziam algazarra 🙄. Aproveitei pra fazer uma caminhada pelas dunas ao redor, e assim que eles partiram eu tive a lagoa inteira só pra mim, onde fiquei horas curtindo, até o sol começar a descer. Foi delicioso! O guia chegou para me acompanhar no pôr do sol, subimos uma duna e ficamos até escurecer, e passamos um tempão apreciando o céu mais estrelado que já vi na vida! 🤩Ele tem um celular foda e é um excelente fotógrafo, e tirou fotos incríveis e me mostrou os planetas e as constelações num aplicativo que vc aponta pro céu e reconhece as estrelas. Depois, voltamos de caiaque pelo rio, num breu quase absoluto, pois a lua também havia se posto. Paramos um pouco de remar pra curtir o silêncio e o céu, e foi sensacional. Ao chegarmos ao restaurante, acredite!, havia uma belga e uma alemã (muçulmana, todo coberta), que também estavam em travessia e passariam a noite lá. Nosso "quarto" era uma palhoça com redes onde os clientes descansam após o almoço. Não tem paredes, o que fez as gringas passarem trezentos tipos de repelentes, mas a dona garantiu que, sabe-se lá por quê, não há pernilongos ali, e de fato nenhum inseto nos incomodou. Foi muito engraçado quando a belga subiu na rede e descobriu que a rede balança. Logo ela e a alemã estavam tomando impulso e se chocando uma na outra! É claro que eu filmei e coloquei no vídeo! 😂😂😂 QUIK_20180913_203058[1].mp4 QUIK_20180913_203058[1].mp4 4) De manhã, passeamos pela região (8 km) Depois de uma noite mal dormida na rede (não tenho costume e sou fresco pra dormir), acordei às 4h para ver o sol nascer. Mais uma vez atravessamos o rio a caiaque e subimos uma duna para apreciar o espetáculo, que infelizmente mais uma vez foi prejudicado pelas nuvens. Percebi que o dia amanhece meio nublado e as nuvens se dissipam durante a manhã. Outra coisa impressionante é a variação térmica da água, que amanhece gelada e anoitece morninha. Depois de clareado o dia, andamos 8 km pela região curtindo novas lagoas. Voltamos à hora do almoço (caiaque) e dei uma relaxada na rede e curti um pouco o rio. 😎 5) Voltamos a Santo Amaro (9 km) Partimos às 15h30. A volta foi bem tranquila, mas como meu pé começava a reclamar, eu preferi fazer mais paradas e ficar menos tempo em cada lagoa (não se assuste, é só um pequeno cansaço). O guia me levou a uma duna alta já no fim da tarde, para curtirmos o pôr do sol. Depois que escureceu e curtimos um pouco o céu estrelado, caminhamos alguns minutos no breu total e chegou um amigo dele pra nos dar carona até a cidade. QUIK_20180913_180443[1].mp4 QUIK_20180913_180443[1].mp4 Foi uma experiência inesquecível. Cada parte teve uma importância imensa pra mim: o dia, a noite, o cansaço, o descanso, a companhia das meninas e do guia, os momentos a sós (confesso que temi sentir solidão, levei vários ebooks e filmes no celular, e nem encostei nele. Simplesmente eu consegui amar ficar horas sem pensar em nada nem ninguém, só curtindo o momento). . Os lençóis maranhenses são uma beleza única no MUNDO e mesmo assim poucos conhecem. E o que mais impressiona é a abundância de belezas, por isso quando me peguei pensando: "Ah, a lagoa X eu não gostei muito!" eu lembrei: "Isso porque são infinitas lagoas pra eu poder escolher minha favorita. Se fosse só areia e houvesse só essa lagoa X, eu diria que é incrível! Aliás, se fosse só o rio que eu pouco aproveitei já valia o passeio!" 😂 . O melhor de fazer a travessia em vez dos passeios coletivos é poder ter o contato exclusivo com a natureza, seja a areia, as lagoas, o céu, o rio, o sol... tudo está lá pra você, e sem pressa de ir embora como nos coletivos porque "temos um monte de lugar pra ir e tirar foto e aquele turista inconveniente do grupo tem que voltar mais cedo pra não perder a van"... Sabe?
  8. Fala pessoal na opinião de vocês para fazer trilhas de 01 dia ou 02 com pernoite é mais interessantes a FORCLAZ 50L X INVICTUS DUSTER 50L ? link duster https://www.americanas.com.br/produto/25453992/mochila-militar-duster-invictus-digital-deserto-50-litros?WT.srch=1&acc=e789ea56094489dffd798f86ff51c7a9&cor=Pine Glade%2FWattle&epar=bp_pl_00_go_mal_todas_geral_gmv&gclid=Cj0KCQjw9JzoBRDjARIsAGcdIDX-_ia-7euolO_kgddixhFFoeDn5P-ftf0nVUeYV6oK59YbZlny8vMaAhFUEALw_wcB&i=596ed19deec3dfb1f8cc8b02&o=5a0112a0eec3dfb1f834aa11&opn=YSMESP&sellerId=26662198000162 link forclaz 50 https://www.decathlon.com.br/mochila-de-trekking-forclaz-50-litros-quechua/p
  9. Chegamos em San Pedro pelo aeroporto de Calama. Lá pegamos uma van que cruza parte do deserto e nos leva até o povoado. Nos hospedamos por 5 noites no Ckoi Atacama Lodge http://www.ckoiatacama.cl, uma ótima dica de hospedagem. Boa estrutura, atendimento super simpático, perto de tudo, mas longe o suficiente do barulho e com bom preço. O Atacama é uma viagem cara. Todos os passeios são feitos com agências e embora isso interfira na liberdade de quem é bicho solto, é de fato a única forma de preservar aquela natureza absoluta. Uma rua de terra principal com duas paralelas e quatro transversais formam o casco histórico de San Pedro de Atacama. E ali naquele pequeno povoado, naquele oásis perdido em meio a uma paisagem que muda de cor com o passar das horas, há uma efervescência, com mercadinhos, restaurantes e lojas que vão de um artesanato simples a joias de pedras preciosas. Não se pode dançar em San Pedro de Atacama. Sob os nossos pés, um imenso cemitério indígena, restos de um povo que acreditava que tudo aquilo o que víamos era o bem mais precioso que tínhamos. Um povo que sabia honrar cada pedaço daquela terra e extrair dela tudo o que precisávamos para existir. Um povo que tinha um enorme respeito pela nossa grande e única fonte de tudo, e entendia sobre o que realmente importava. Ouvir música é permitido, contanto que ela não desperte, no corpo e nos pés, a vontade de manifestar euforia e, por consequência, desrespeito sobre aqueles que nos ensinaram tudo o que jamais poderíamos ter esquecido. E mesmo com todas as fotos e vídeos e relatos que havíamos visto e ouvido, não fazíamos ideia da imensidão que nos aguardava e nem do tamanho que isso seria aqui dentro. Deserto do Atacama O deserto do Atacama não é real. É um outro planeta inventado num filme. É um sonho confuso que se divide ao acordar. É uma mentira contada sobre um paraíso. É uma miragem que nos faz duvidar, o tempo todo, se estamos acordados. Uma memória que temos certeza que está a nos enganar. Um medo constante dos olhos esquecerem a beleza, a imensidão e a intensidade do que veem. Uma emoção que faz chorar todos os dias diante da magnitude do que nos rodeia. O lugar mais especial que já pisamos. No deserto do Atacama há muitas possibilidades de passeios e dificilmente, por tempo e dinheiro, você fará todos. Pesquise bastante e escolha passeios diferentes e que se encaixem no seu gosto e no seu bolso. Optamos por fechar todos os passeios com a mesma empresa, Araya https://www.arayaatacama.com/, e adoramos. Pode não ser a agência mais barata, mas os guias são excelentes e pontuais, as vans são ótimas e nos pegam e nos deixam de volta no hotel e os lanches oferecidos em cada passeio, eram visivelmente melhores que o de outras empresas. Escolhemos os seguintes passeios: Lagunas Escondidas Três litros de água por dia é o que se recomenda beber no deserto. O corpo rapidamente sente a secura na boca, nas mãos, nos poros, na língua, na pele. A desidratação chega sutil, a saliva falta e a dor de cabeça se aponta lá no fundo dos olhos. Um mínimo gole de água resolve instantaneamente. Sentimos cada parte do nosso corpo reagir ao ambiente em que recebemos muito mais do que damos, como deveria ser sempre na natureza. Saímos às 8h da manhã para as Lagunas Escondidas, um conjunto de 7 lagoas formadas no meio da Cordilheira do Sal. Uma viagem de uns 20min de carro e uma caminhada de uns 15min nos levam à primeira delas, uma piscina natural com a água tão salgada que, se secarmos as mãos na roupa, uma capa branca se forma no mesmo instante. Dá pra ver pequenas bolhas brotarem do solo, indicando a nascente de água subterrânea, um fenômeno banal explicado pelos geólogos, mas impressionante para nós. Água verde clara, transparente e salgada. Seguimos a trilha adiante e, entre uma e outra lagoa verde, nos deparamos com a penúltima do conjunto. Falta ar e palavras para descrever o que os olhos não acreditavam ver. No meio de um concentrado de sal na superfície, rodeado de rochas de sal que vão escurecendo pelo horizonte até ficarem marrom, um pedaço do céu se abre no chão, de uma cor tão azul esverdeada, tão verde azulada, tão aturquezada, tão ainda sem nome, que os olhos se enchem de lágrimas e a boca saliva a vontade das mãos de toca-la. E o corpo desaba na pedra mais próxima e se rende, sem qualquer outra chance de alternativa, enquanto o silêncio e a suspensão são a única manifestação comum e possível dos sentidos. E ali, naquele instante mágico, naquele intervalo que a noção de tempo não consegue explicar, entendemos o nada que somos. Vale de La Luna e Vale de la Muerte É curioso e surpreendente perceber-se no lugar considerado o mais inóspito da Terra, o ambiente que temos de mais próximo à superfície da Lua. Por isso o nome, Vale de la Luna. 23 milhões de anos soam como um número perdido e vago, já que é humanamente incalculável para aqueles que vivem, quando muito, um mísero século por aqui. São 23 mil gerações da nossa família vivendo por um período acima da média. Um número impossível para nós. Mas não para a Terra. Não para a natureza. Não para aquele lugar onde tempo e espaço são conceitos que temos que ressignificar para tentar, com muitos esforços, começar a entender o início de nós. Cavernas no meio de cânions de um tamanho muito além do alcance dos olhos; gesso, argila, cristais de sal, granito, quartzo, infinitos minérios cuja explicação para aparecerem ali não existe; cinzas e pedaços de rochas espalhados por todo o vale; e o vento, que faz tudo aparecer e sumir conforme a sua vontade, moldando esculturas que os humanos, tão perdidos diante daquela fonte gigante de tudo, chamam de “Marias”; e a chuva que, raríssima, quando aparece vem imensa, abrindo caminhos em espaços invisíveis. Da mesma forma é o Vale de la Muerte, que era para ser Marte, pelo óbvio, mas a dramaticidade ocidental não permitiu. Do topo do vale vemos o horizonte rosa, as cordilheiras desenhadas, a terra vermelha, as fontes intermináveis de minérios, o sal, os vulcões, o tamanho daquilo tudo. Ali somos nós os estrangeiros, os extras do território, aqueles que não pertencem, achando que sabem alguma coisa, mas que não conseguem explicar quase nada do que se passa nesse outro planeta, que só parece nosso, mas que é ele muito mais o dono da gente. Laguna Céjar O céu do deserto do Atacama é de um azul firme, fixo, que de tão certo e forte faz os olhos duvidarem. E o horizonte de montanhas e cordilheiras de um colorido que vai do branco da neve nos cumes dos Andes, passa pelo avermelhado rosa da cordilheira do sal, depois pelas formações rochosas amarronzadas de sal seco, pelo bege do solo de pedras menores, até voltar ao branco do sal puro e, por fim, ao azulverde da água das lagoas. É como uma paleta cíclica de cores que só existem ali. A Laguna Céjar é um imenso de água no meio dessa esfera impossível. Começa rasa e transparente, tentadora aos pés, e aos poucos, ao passo lento e natural que a natureza impõe, vai passando pro verde, todos os tons, até chegar ao azul, confundindo o nosso olhar entre céu e água, entre cima e baixo, entre nós e a imensidão. Ali não se pode tocar. É preciso aprender a apalpar com os olhos. Ojos del Salar Acredita-se que há milhões de anos, não se sabe dizer quantos, contra toda e qualquer teoria geológica de probabilidade, dois meteoritos caíram na Terra, um ao lado do outro, bem ali no meio do deserto. E com menos explicação ainda, esses buracos formados se encheram de água, doce, limpa, onde se pode mergulhar. E mesmo com toda a seca que se vive lá, ano após ano, a água não diminui. Se evapora, é novamente alimentada por alguma nascente que não se sabe sequer de onde poderia vir. Os buracos possuem uma profundidade que máquina nenhuma inventada pelo homem consegue calcular. Eles te encaram, imensos, como que rindo da tentativa vã e sem propósito de entender o que não se pode explicar. Nos emocionamos entre os Ojos del Salar. Laguna Tebinquiche A Laguna Tebinquiche é a origem de tudo. No momento em que o mundo acabar e a Terra sucumbir às torturas que praticamos a cada segundo, é ali que tudo recomeça. As bactérias presentes nas pedras que rodeiam toda a lagoa são capazes de dar início ao ciclo da vida. A potência daquele lugar é assustadora. Há um caminho delimitado para caminhar, para que se tente não acabar com o nosso único possível recomeço. E após uma trilha no meio dessa fonte de vida tão invisível aos nossos olhos, tão possivelmente desacreditável a olho nu, chega-se a um ponto onde a luz do pôr do sol a oeste reflete nas montanhas a leste, mudando-as de cor. A beleza é tão arrebatadora que, ao não sabermos para onde olhar, se para o sol que se põe por trás das montanhas e vem até nós pelo reflexo na água ou para o horizonte que vai seguindo o movimento do olhar em amarelo claro, amarelo escuro, laranja claro, laranja escuro, rosa claro, rosa escuro, até atingir a cor púrpura do outro lado, a luz do dia acaba, deixando somente o silêncio daquela visão impossível. E pedimos, com lágrimas que escorrem em meio ao sorriso incessante, que os olhos não esqueçam o milagre que acabaram de ver. Termas de Puritama Há 3 mil metros de altitude cresce uma espécie de cacto que só existe em bando. Chegando aos 6 metros de altura e vivendo por cerca de 200 anos, esse tipo que sequer vinga diante da solidão, possui uma madeira porosa diante de sua casca de espinhos perfeita para o artesanato. De tão esbelto e firme, é difícil crer que, assim como as rolinhas, não sabe e não suporta ser só. Mas gosta de topos, talvez para ter a certeza de avistar os seus a todo instante, como uma galinha que não perde seus pequenos de vista, mas todos sendo mãe e filho ao mesmo tempo. Num dos cânions em que vive essa espécie há um rasgo feito por um raio, há milhões de anos, que foi se abrindo com o movimento da Terra e formando um caminho. Por ali corre um rio, que não se sabe como, nasce dentro de um vulcão e vem correndo toda uma montanha até desaguar entre cactos carentes e rabos de raposa, planta que só cresce perto d’água e mais parece um capim dourado brilhando no meio da rocha seca e do céu azul. Pequenas cachoeiras de uma água inacreditavelmente morna, que quanto mais se sobe o caminho no cânion, mais quente fica. Ora na sombra, ora sob o sol fervente do deserto, quando as mãos encostam nessa água, o corpo inteiro arrepia a sensação inesperada daquela temperatura improvável. Caminhamos por 2 horas na abertura do cânion, às vezes ao lado das águas, às vezes na rocha laranja, avistando somente a vegetação que garantia que o rio estava ali. Com a boca seca e os olhos em choque, atingimos o cume e as famosas Termas de Puritama. 7 piscinas naturais desenhadas como que em andares, cada uma delas com formatos e temperaturas diferentes, que vão dos 23 aos 30 graus. A água é quente feito abraço, potável e de uma transparência que se confunde com as lágrimas, dando a impressão de que choramos cada gota daquele elixir que, se não cura doença, acalenta a alma. Quando o corpo emerge aquelas águas, o coração palpita; a boca não consegue não beber; as mãos correm os braços na tentativa de sentir ainda mais o abraço que envolve por inteiro; os olhos não conseguem se fechar para não perderem um segundo daquela sensação indescritível e choram ao mesmo tempo em que querem ver; e o sorriso vem, completamente involuntário, mais do que convidado e sem nenhum necessidade de ser chamado, aguçando cada poro e cada mínimo sentido e despertando a absoluta certeza de que a plenitude do amor está dentro e só pode ser isso. Esse passeio é o Termas da Puritama + trekking. Não deixe de ir caminhando. A sensação de chegar ao topo vivendo o caminho é incomparável do que alcançar as termas numa van. Tour Astronômico A altitude alta e as nuvens raríssimas fazem do céu do Atacama o ponto de observação mais limpo da Terra. É ali que estão os maiores e mais modernos telescópios da Nasa e os mais competentes astrônomos. A realidade é que, para além das pesquisas, olha-se para cima após as 23h e tudo parece um filme. As estrelas são holofotes, dispensando qualquer luz artificial, e o céu parece tão baixo e tão perto que é possível ver o movimento da Terra em tempo real, com os planetas visíveis a olho nu mudando de lugar a cada segundo. A Via Láctea é um borrão branco nítido, grande, que prende os olhos ao tentarmos entender o inexplicável. Mas o que o telescópio mostra ao parar em Saturno beira o indescritível. O coração palpita quando os olhos se deparam com os anéis perfeitos e a nitidez do imaginário de toda uma vida. É preciso coragem para descer as escadas do imenso observador do céu e aceitar registrar aquele instante somente na memória, rezando pra que ele permaneça, forte, vivo e intenso, exatamente como o segundo em que os olhos perceberam o que viam. E num misto de felicidade e medo do que o tempo muitas vezes prega em nossa lembrança volátil, três estrelas cadentes rasgam o céu, roubando a respiração e deixando ainda mais claro que a gente é um pingo de absolutamente nada. Fizemos o tour astronômico com a Space Obs, porque lemos muitos relatos de que eles teriam os melhores telescópios. Não gostamos. Extremamente técnico. Grupos grandes, muita espera e filas para cada telescópio. Um casal de simpáticos astrônomos estrangeiros nos recebe e nos guia pelo tour. Observamos o céu a olho nu, com ela apontando estrelas, planetas e constelações. Seguimos para a observação nos telescópios e finalizamos com uma roda de chocolate quente e uma palestra bem entediante sobre física quântica, cálculos astronômicos e informações numéricas pouco interessantes e nada relevantes para quem, como nós, busca um pouco mais de magia. Nos arrependemos de não termos feito também esse passeio com a Araya. Algumas pessoas que fizeram com eles, amaram a experiência. O guia era um senhor nascido no Atacama e entendedor do céu, que em meio aos telescópios, contava sobre as crenças ancestrais do surgimento das constelações. Tudo acompanhado de chocolate quente ou de whisky. Preparem-se para o frio da noite do Atacama. Especialmente nesse passeio, que é feito na madrugada por razões óbvias, o frio é congelante. Gorros, cachecol, luvas e meias. Tudo é necessário. Passeios que não fizemos Salar de Tara - queríamos muito, mas estava fechado, com muita no acesso. Geyser el Tatio - era muito cedo, muito frio e estávamos mais interessadas nas belezas das lagoas. Vale do Arco-Íris - faltou tempo. Lagunas Antiplânicas - na seleção de cada passeio, optamos pelas outras lagunas. Onde comer? Não achamos tão tranquilo comer em San Pedro. Tentamos tudo. De restaurantes típicos locais a pizzarias. Destacamos somente a Pizzería El Charrúa, com pizzas crocantes e saborosas, e o Empório Andino, com empanadas de diferentes sabores. Também lemos muito sobre Las Delicias de Carmen. Comemos lá 2 vezes e não gostamos nenhuma. Dicas Na rodoviária há o precioso e pouco divulgado Mercado dos Produtores. Não deixe de caminhar até lá. É onde os artesão locais tem suas oficinas e lojas. Nos apaixonamos pela Dona Carmem, uma das mais antigas artesãs do Atacama e dona de mãos que tecem belíssimas peças, de uma lã natural que ela mesma prepara, monta em novelos e encaixa em seu tear. E também o Manolo, exímio ourives e conhecedor de cobre, mineral abundante na região. Suas joias são obras de arte. https://www.instagram.com/trip_se_/
  10. Boa noite galera, tudo bem? Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina! Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data? Abraços!!
  11. TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  12. Bota de qualidade, o Brasil tem! Existe uma certa mítica de que os produtos importados são, incontestavelmente, melhores que os nacionais. Obviamente, onde há trigo haverá joio, seja no mercado nacional ou internacional. Sou montanhista há 39 anos, associado ao Centro Excursionista Brasileiro, no Rio de Janeiro, desde 1979. Quando estava procurando alternativas no mercado externo me deparei com as botas Vento, modelo Finisterre. Entendo que as experiências são individuais, mas elas precisam ser fidedignas. Existe um hiato enorme entre o empirismo, a experimentação, e o aporte teórico, o malfadado 'ouvir dizer'. Meu relato aqui é pragmático, baseado na minha experiência pessoal, e os elogios têm a ver com a excelente qualidade que encontrei nessas botas, com um pequeno mimo de que elas vêm com data de fabricação na lingueta. Quem tem um pouco de experiência no montanhismo, sabe a importância técnica dessa informação, além de mostrar transparência e acalento ao consumidor. Robusta, impermeável e bonita, não perde em nada para as importadas do segmento, com tecnologia que garante conforto e segurança, por isso estou à vontade para deixar esse depoimento e, eventualmente, ajudar os iniciantes, e até os experientes, que procuram a tríade qualidade x custo x benefício numa bota de caminhada. O conceito de "Qualidade Total", elaborado pelos japoneses na década de 1970, dita que o maior patrimônio de uma empresa é a satisfação dos seus clientes, portanto nesse quesito as botas Vento, pelo menos a Finisterre, tem meu agradecimento, satisfação e fidelidade. Valeu. 💪
  13. São Luis Alimentação- R$17,00 Uber - R$23,00 do aeroporto até o centro histórico. Lembrancinhas- R$52,00 Hospedagem no Hostel Reviver - R$109,00 Passagem- R$ 329 volta ida 652 = 981 Chegada as 12 horas - aproveitar o dia em São Luis, pois decidimos aproveitar no dia da chegada, do que do retorno. - Centro Histórico, é bonito, mas está bem abandonado, juro que procuramos locais pra tirar foto lá, rsrs muitos casarões também invadidos, mas gostamos do Centro. - Placa de São Luis "ilha do amor", pegamos um uber do palácio dos leões até lá, deu R$10,00, fica no espigão; - Fomos também na avenida litorânea, onde tem o monumento dos pescadores, do espigão até lá deu R$18,00 (tinha aumentado o valor do uber); E da avenida litorânea até o centro histórico deu R$18,00 de Uber; - Noite, ñ saímos, quase nem dormimos também, pois é época de carnaval. - Almoço = Dom Francisco, comida boa e barata, self service com comida típica, nos outros que entramos eram a la carte, gastei com coca R$17,00. Barrerinhas - trekking Transfer saída as 03 horas do centro histórico, destino a Barreirinhas, duração 4 horas, então previsão de chegada 08:40 da manhã. Quem fez nosso transfer foi Caio, super recomendamos R$60,00 por pessoa e te pega no hotel que estiver 09888816769 Passeios compramos antecipado (Santo Amaro/mini trekking Atins/Lagoa Azul) + transfer (são luis/barreirinhas/atins/santo amaro) - R$475,00 Hospedagem - R$ 40,00 para cada (fizemos umas jogadas com a booking, foram duas noites) uma no Hostel da Júlia e outra na Casa Dona Vilma. Chegando em Barreirinhas saímos direto para o passeio de Trekking, deixamos as coisas no hostel da Júlia e embarcamos no porto. No primeiro dia, pegamos a voadeira e fizemos um primeiro passeio, passando por vassouras (tem macaquinhos, cuidar que eles roubam as coisas), farol de Mandacaru (fila kkkk tem revezamento para subir), após isso o almoço é opcional em Caburé (gastamos R$106,00 - prato carne de sol, coca um 1l e uma água) apenas pagamos, pois começariamos a travessia (5km), mas me encantei mesmo pela travessia, fotos, experiência, relatos, com isso fiz um jeitinho, mesmo com pouco tempo de encaixar um mini trekking, pesquisei alguns trajetos e notei que tinha ao inverso um povoado mais próximo, meu objetivo era ver o sol se pôr, nascer e dormir nos redarios, essas experiências que eu acho o mais sensacional! Nosso agente dos passeios foi paciente e mesmo com os problemas que tivemos ele conseguiu resolucionar, Digo Neto (98-988149835), sempre me ajudando e passando novas cotações, durantea nossa estadia na cidade ligando perguntando o feedback e avisando mudanças, ñ tenho do que me queixar, achei super legal essa atenção que ele nos deu. No trekking foi o Geovani (98-987917796), também muito atencioso, acho que se eu fosse vcs falava para pedir esse guia, sabe quando a pessoa ama o que faz?!!! Ele é muito bom também para "driblar" multidões na lagoa azul, então conseguimos muitas fotos sem um monte de pessoas atrás. Dormimos em redarios, olha tinha tudo para ser tranquilo, se ñ fosse a super chuva, balançou bastante a rede, mas foi pontual, nunca ocorre isso, no valor que pagamos do trekking estava incluso o redario e o jantar *jantar maravilhoso! No segundo dia seguimos o trekking (15km) para um restaurante próximo a lagoa azul (caminhando), o almoço fico em R$118,00 com peixe ao molho de camarão e 4 cocas lata (esse era obrigatório), após o almoço conseguimos ir a tão esperada lagoa azul (é um circuito de lagoas na verdade) de carona, acho que o guia ficou com dó de nós (hahahaha), finalizando e retornando, o caminho estava muito alagado e o carro que iria nos buscar teve problemas na água (faz parte nos lençóis, vamos com a mente relaxada, hahahaha), fizemos outro caminho para ñ correr o mesmo risco, passamos de balsa também, bastante fila!) Então chegamos no hostel da Julia as 20 hrs, tristes pois estava quase finalizando a aventura de carnaval, pelo menos a parte mais especial da viagem para mim. Jantamos pizza, saiu um total de R$26,00 uma pizza com 8 pedaços e um guaraná 1l. No terceiro dia Santo Amaro, que estava programado para ser antes, mas tivemos que mudar devido problemas climáticos. Esse passeio dura o dia todo e o almoço não está incluso. Tomamos café no hostel e o transfer nos buscou 07:50. O trajeto demorou chegamos 10:30 para escolher o almoço (ñ incluso), mas pagamos 20,00 self service (Está no cardápio como PF, mas acho super compensa, pq o restante é livre e carne vc escolhe 2 tipos), esqueci o mome do restaurante... O passeio achei curto, mas tem beeem mais lagoas do que em Atins e Lagoa Azul, achei o mais lindo em questão de quantidade de lagoas, mas o trekking é bem melhor para aproveitar, pois no de Santo Amaro voltamos as 13:30 para almoçar no restaurante que reservamos a comida e já retornamos. Nessa noite passamos no Hostel casa dona Vilma, tão simpática (bem mais que no hostel da Julia, porém preferia a localização do da Julia, mais perto de tudo, mas até água faltou), quando passamos só para deixar a bolsa, já até nos ofereceu café, sabe fazer vc se sentir em casa, ela tem um restaurante também e preços maravilhosos, fizemos questão de jantar lá, peguei uma jantinha e um sucos (10,00 - vou colocar foto do cardápio) e já retornamos dormir. O café da manhã é maravilhoso, adorei tudo, com certeza eu me hospedaria novamente. Transfer de retorno no dia 05/03, as 08 horas da manhã, chegando em São Luis as 13 horas (tivemos paradas para organizar, tinha bastante gente, viemos de ônibus) nosso retorno ficou para as 16 horas, almoçamos no aeroporto, mudaram meu vôo, devido a Garulhos estar com problemas, cheguei mais cedo do que o previsto em casa!! E resumidamente você deve ir para essa aventura, de mente e coração aberto, pois ñ é fácil, depende muito de questões climáticas e não é para qualquer um!!! Ps. Ñ pega operadora TIM, no hostel da Julia a internet era péssima! Casa dona vilma o wifii era maravilhoso... Levem dinheiro, alguns lugares pegam cartão, até Caburé, mas muitos ainda ñ. Façam trekking, melhor forma de aproveitar os lençóis maranhenses.
  14. Boa noite! Meu marido e eu estaremos 15 dias de férias em outubro e queremos fazer nosso primeiro mochilão e primeira viagem internacional. Gostamos muito de Torres del Paine mas tenho algumas dúvidas! Eu tenho um ótimo preparo físico e ele nem tanto. Isso é um empecilho significativo visto que a viagem é puro trekking? É muito puxado? Gostei muito do roteiro O, mas li que tem que haver uma certa experiência para encarar. Seria melhor o W? Queira algo raiz e nesse caso o O seria mais legal, mas quero me sentir segura pois somos novatos. Aceito sugestões de outros destinos também. Obrigada!
  15. E aí Mochileiros? Tudo bem? Espero que sim!! Bom, vim contribuir com o relato da minha trip pelos Lençóis Maranhenses e por São Luis, já que tive uma cerca dificuldade de encontrar informações atualizadas e com valores. E toda a ajuda que tive foi desse Fórum, e portanto gostaria de devolver a gratidão narrando como foi minha trip, espero que gostem, pois é a primeira vez que posto relatos aqui. Então vamos lá. Consegui uma passagem em promoção, de São Paulo para São Luis, por R$394,00 (ida + volta + as taxas). Sai de Londrina/PR para São Paulo de ônibus leito diurno que tbm consegui em promoção por R$99,00 (aproveitei e já comprei a volta tbm). Dia 14/09 – quinta feira - São Luis Cheguei em São Luis por volta do meio dia e fui direto para a casa da minha host pelo CouchSurfing, aproveitamos para conversar, e aguardamos sua companheira chegar e almoçamos juntas. À noitinha fomos conhecer o famoso reggae do Sr. Nelson (R$20,00 de entrada), fiquei impressionada de ver o pessoal dançando reggae agarradinho, foi muuuito legal!! E para quem é do Sul e nunca viu esse tipo de reggae, eu super recomendo. Dia 15/09 – sexta feira - São Luis Dormimos até tarde, e fomos almoçar na praia do Calhao, praia linda com AGUA QUENTE e que estava deserta, fiquei encantada pq foi a primeira vez que entrei num mar que a água não estava trincando de gelada (como normalmente é aqui no Sul), comemos o famoso arroz de cucha, e muitas outras especiarias como o sururu, e tava tudo fantástico. Almoçamos no quiosque do Gaúcho, almoçamos em 4 pessoas, e a conta deu R$50,00 pra cada com as bebidas. Achei que super valeu a pena (foto do cardápio pra vcs terem idéia do valor). No fim do dia fomos no centro histórico (Reviver), onde vimos uma apresentação de Tambor de Crioula, achei muito emocionante. Comemos beiju na feirinha e comprei o doce de espécie (um docinho de coco delicia), tem muuuuuuita coisa pra ver nessa feirinha. Muita mesmo!! Antecipamos nossa ida para Barreirinhas para fazer o trekking, pq havíamos combinado com o guia começar o trekking no domingo (17/09), MAS NÃO EXISTE VAN PARA BARREIRINHAS NO DOMINGO às 4h00, apenas às 8h00 (daí perderia o passeio de barco). Fiquem atentos. Tive uma dor de cabeça danada por causa disso. 16/09 - sábado - Barreirinhas Para que não corresse o risco de perder o trekking, tive que sair de São Luis um dia antes, sendo assim fui de São Luis para Barreirinhas de van que passou para nos pegar as 4h00 na casa da Host, e custou R$60,00, fui com o Sr. Jorge (98) 9969-4544 (super recomendo), chegamos em Barreirinhas por volta das 8h00, são cerca de 250 km. Como eu não tinha me programado para dormir em Barreirinhas, a van me deixou no centrinho da cidade e aí fui procurar Hostel, resolvi ficar no Hostel Casa do Professor, simples e aconchegante (achei pelo booking). Paguei 35,00 (quarto compartilhado misto c/ café da manhã) + 20,00 (da chave que foi devolvido qdo entreguei a chave). Gostei bastante do Hostel, dos hospedes, funcionários e principalmente do VAGALUME, que é o cachorro funcionário do mês do Hostel, e uma das regras da casa é FAZER CARINHO NO CACHORRO. À tarde fui andar e conhecer a cidade, e encontrei com meu guia, o Joel, ficamos conversando na beira do rio (que da pra nadar tranquilamente) e tem uma duna de areia, onde assistimos o por do sol, bem legal. Optei por não fazer nenhum passeio (tem um passeio famoso saindo de Barreirinhas pra conhecer a Lagoa Azul e Lagoa Bonita), já que caminharíamos bastante nos próximos dias, optei por descansar, e o Joel me informou que as lagoas do trekking eram mais bonitas que essas outras lagoas. Em Barreirinhas comemos Jussara (açaí) que não tem absolutamente nada a ver com o nosso Açaí no paraná, aqui eu acho que tem gosto de terra, mas o de lá é simplesmente sensacional, peguei um acaí completo por R$12,00 (veio uma tigela com açaí, mais leite condensado, mais granola, mais alguma outra coisa q não lembro, tudo delicia). À noite jantei uma pizza grande por aproximadamente 30,00 (uma delicia, com uma massa que lembrou rap10 de tão fininha e crocante). 17/09 – domingo – DIA 1 - TREKKING com Passeio de Barco. A van passou para me pegar no Hostel às 8h00, e nos levou até o barco onde iniciaria o passeio, o barco custou R$60,00, mas quem fez a minha reserva no barco foi o próprio Guia Joel, saímos de barreirinha pelo Rio Preguiça, o guia/piloto do barco foi sensacional (acho que ele chama Osmar), nos deu uma aula de biologia e história. Passamos pelo manguezal, onde estão as maiores arvores de mangue do mundo (foto). Paramos em Vassouras, onde tem uns macaquinhos lindos, que comem frutas (uva, manga, banana, no quiosque vendem frutas pra dar pros macacos, mas vc tbm pode levar, eu peguei a frutas q eles tinham deixado cair no chão kkkkk), e tbm vimos as hélices de energia eolítica. (não sei o nome correto) A lagoa que tem em Vassouras, tava meio seca, pq como choveu muito no inverno, elas encheram tanto que algumas sangraram pro mar. O que é incrível, é que nessas lagoas, existem peixes, que ninguém sabe explicar como eles foram parar lá. Almoçamos em Cabure (tem alguns restaurantes), uma faixa de areia que separa o rio Preguiça do Mar. Coisa de Filme. Almocei uma casquinha de siri por R$15,00 (lembra da pizza da noite anterior... então eu levei (mochileiro é mochileiro kkkk) e comi um pouco antes de chegar em Cabure, então tava sem fome) E também dá pra fazer passeio de quadriciclo. Depois fomos para Mandacaru, uma pequena vila de pescadores, onde está localizado o Farol da Preguiça. O farol possui 160 degraus e bastante visitado pelos que seguem passeio pelo rio Preguiças até Caburé, do alto do farol o visitante tem possibilidade de ver uma das mais belas vistas de Caburé, Mandacaru e Atins. Dá pra ver o rio, a faixa de areia (cabure) e o mar. E seguimos para Atins, onde o barco nos deixou, e onde iniciaríamos o trekking. EBAAA!! Caminhamos por cerca de 2h00 até chegarmos em Canto dos Atins (passamos por pousadas, casas, quiosque, e muita gente praticando o kitesurf) Em Canto dos Atins ficamos na Pousada do Sr. Antonio, onde tinha opção para dormir num quarto (R$120,00) e dormir na rede (R$40,00) com café da manhã, fiquei na rede, tentei pelo menos, pq a primeira noite foi terrível para dormir na rede. Jantamos no Sr. Antonio, e aqui ficamos sabendo de uma historia muito interessante. Vários relatos que li na internet dizia que o melhor camarão do universo seria o da Dona Luzia, mas acabamos por descobrir que a ex cozinheira da Dona Luzia e que inventou o molho do tal camarão, é a esposa do Sr. Antonio, e por isso comemos no Sr. Antonio mesmo. E o camarão é realmente sensacional. O prato para duas pessoas (bem servido) custou R$90,00 com os acompanhamentos. Quando estive lá, não tinha sinal de internet, tampouco sinal de celular. E a luz era com gerador, então às 22h00, tudo era desligado. Ahh, mas foi o único apoio que tem como pagar na máquina de cartão se vc tiver sorte dela tá funcionando. Também não existe chuveiro elétrico, apenas ducha, portanto se vc for “friorenta” tome banho meio cedo pois a agua estará morna. E não esqueçam de olhar pro céu. É incrível!! Total gasto em Atins: R$95,00 (dormida+janta+refri+água) 18/09 - segunda - Dia 2 trekking Estávamos em um grupo de 3 meninas. Duas delas optaram por fazer um trecho de quadriciclo. Eu optei por caminhar, afinal é um trekking né, rs. Então saímos eu e o guia às 3h15 sentido Baixa Grande (primeiro apoio). Detalhe: Não tinha café da manhã como eu imaginei, apenas um café preto, leite em pó, e umas bolachinhas q não encarei. Então, levem frutas e barra de cereias pra esse primeiro dia!! Começamos a caminhada no escuro, apesar do céu estrelado, minha lanterna de cabeça nao funcionou, e o guia tava com a lanterna do celular. Mas o ideal é a lanterninha de cabeça. A sensação de caminhar num local desconhecido, sem enxergar direito, apenas o ouvindo o barulho do mar é fantástica!! E foi mágico ver o nascer do sol. São cerca de 26 km na areia, com trechos de areia mais durinha, misturada com atoleiros, e areia fofa (andar na areia fofa é punk). AS meninas fizeram 10 km de quadriciclo, mas não sei quanto custou, nos encontramos numa barraca de pescador chamada Bonzinho. Chegamos no óasis, com direito a salva de palmas dos outros trilheiros que já tinham chego rsrs, que é um vilarejo chamado BAIXA GRANDE, que é o primeiro ponto de Apoio dentro do Parque, aproximadamente onze hrs/ meio dia (9h de caminhada) O sol deles às 9h00 da manhã é o sol do 12h00 em Londrina, portanto, MUUUUITO PROTETOR SOLAR, muito mesmo. A durmida em rede (e só tem rede) é R$35,00. Sem energia elétrica, pq o gerador tava estragado. Mas fizeram uma fogueira e observamos um céu maravilhoso!!! Banho teve que ser no Rio Negro ou de balde. Fiquei feliz em descobrir que das duas formas, dá pra tomar banho de boa, e a água é quentinha. O almoço custou 35,00 e a janta 35,00, e foi tudo delicia!! Eles usam muito um tempero q não consegui identificar se era cominho ou coentro, algo nesse tipo. Mas a comida é deliciosa e bem servido. O refri lata e a água pequena R$5,00. Total gasto: R$125,00 (dormida+almoço+janta+2refri+2agua) 19/09 – terça – Dia 3 trekking - Meu aniversário Por volta das 6h00 Saímos de Baixa Grande sentido Queimada de Britos, como o ceu amanheceu encoberto, não conseguimos ver o nascer do sol. Começamos a caminhada cedinho pq o sol é violento. Caminhamos por 4 horas. E sem duvida o caminho até Queimada de Britos é um dos trechos mais lindos. As lagoas são surreais. Inclusive, encontrei um Carioca que estava em outro grupo e me disse que a tal Lagoa Bonita (Barreirinhas) deveria ser chamada de Lagoa Baranga perto daquele que a gente tava vendo!!! rsrsrs Tem lagoa bem azul... tem Lagoa bem verdinha... tem lagoa com tudo misturado!! É incrivel. Fomos recepcionados em Queimada de Britos pelos pais do Joel, nosso guia. Ouvimos muitas historias, e demos boas risadas. E também conhecemos praticamente toda a família do Joel, que são moradores dos Lençóis, também conhecemos seu irmão, também guia chamado Carlos Queimada, super gente boa e um dos pioneiros no trekking!!! Quando retornamos do por do sol, dona Joana (mãe do Joel), preparou um bolo em formato de coração para mim, foi um dos melhores aniversários que já tive, a simplicidade e o carinho que recebi foram inenarráveis. Meus 35 anos vieram de forma abençoada. Gratidão Universo!! Total gasto: R$125,00 (dormida+almoço+janta+2refri+2agua) 20/09 - quarta - Dia 4 trekking Saímos de Baixa Grande por volta das 6h00 sentido Betânia – cerca de 5h00 de caminhada. Ahhh, nos pontos de apoio, tem café da manhã reforçado, pq já tá todo mundo acordado pra sair pra caminhar. Uma das meninas preferiu fazer o trecho de moto até Betania pq não conseguia mais caminhar, acho que custou algo em torno de R$60,00, e acho q ela não parou nas lagoas. A caminhada foi muito bonita e igualmente cansativa, e tivemos que cruzar o Rio Negro, o que dá um pouco de medo, pq não dá pra enxergar nada, inclusive dei uma canelada num galho. Mas a água é extremamente limpa. É uma lagoa mais bonita que a outra, fica até difícil selecionar as fotos. No final do dia, as meninas fizeram um passeio de barco para mais uma lagoa, mas eu optei por descansar. Almoçamos e jantamos muito bem em Betânia. Total gasto: R$150,00 (dormida+almoço+janta+cerveja+2agua+suco) 21/09 - quinta - Dia 5 trekking Uma das companheiras de viagem terminou o trekking em Betania e de lá pegou um carro. Continuamos o trekking sentido Santo Amaro. Chegamos em Santo Amaro, perto das 11h00/11h30. A cidade de Santo Amaro é bom acolhedora, com comércio e um centro cultural com artesanatos. Eu poderia pegar uma van pra São Luis às 14h00, mas optei por dormir em Santo Amaro e ir para Sao Luis no dia seguinte às 5h00. Fiquei no Hostel (com cama e ar condicionado por 40,00 com café da manhã) que o Joel me indicou, almoçamos muito bem, mas procurem pelo peixe na pedra que fiquei sabendo era muito bom. No final do dia, o Joel pegou sua moto e fomos passear por alguns lugares e à noite jantamos uma pizza. Dicas: O contato do meu guia, o Joel (98) 8479-0847, que cobrou R$100,00 por dia, totalizando R$500,00. Mochila o mais leve possível, sério! Sério mesmo!!! Levei um camelback de 2 litros e só usei no primeiro dia. Não tem como fazer gelo nos apoios. Então a melhor opção é levar garrafinha de água mesmo, que vc vai comprando nos apoios (5,00 em media) e evita ficar carregando água. Eu tbm levei o clorin, e usei qdo minha água acabou, e o guia ensinou como pegar a agua limpa da lagoa (cavando um buraco proximo a margem), agua fresquinha. Se vc for vegetariano, vc tá fud****, as comidas feitas nos apoios são feitas com os animais criados pelas famílias, ou seja, te perguntam se vc vai querer galinha caipira, se a resposta for sim, vc escuta a galinha sendo pega e virando janta.... se vc escolhe peixe, eles vao pro rio pescar. Cultura de subsistência, aprenda a respeitar!! Aliás... pensando bem, vegetariano pode viver tranquilamente de CAJU... tem pé de todo tipo de caju (sim, existe mais de um tipo kkkkk pq eu achava q so existe aqueles que vem na bandeja do mercado). Se vc teve vontade de fazer o trekking, Vá o quanto antes, muitas pessoas de fora, estão comprando terrenos e desmantando o pouco de vegetação que existe, e estão arrancando os pés de caju, que é justamente o que segura a areia. Com a devastação as dunas estão avançando sobre as cidades. Roupa: calça legging ou tackel, sim, calça, o sol é muuuuuuito forte. Vc vai ter que necessariamente andar de calça. Eu comprei uma blusa toda frufru com protetor solar e o escambal, não usei nem um dia pq era quente pra burro. Acabei usando durante todo o trekking uma blusinha de malhinha bem sem vergonha, cor de areia. Como venta muito, eu lavava ela nos apoios (leia-se lavava ela no rio kkkk) e logo já estava seca. Sapato: a maior parte do caminho, vc vai andar descalça, é horrível andar com chinelo, ele vai pesando. Levei uma sapatilha de neoprene, com solado de borracha, que foi de grande ajuda, desde que eu usasse com meia, pra impedir a areia de entrar no sapato. Leve o chinelo por segurança, e uma sapatilha pq em alguns lugares tem caco de vidro, onde havia sido construído casa e as dunas derrubaram. Protetor solar fator 1.000, serio, o sol é muuuuito quente. Protetor pra cabeça e nuca, eu levei uma ecohead que pra mim funcionou super bem, mas é bom levar aqueles chapéus q protegem a nuca tbm (o guia andava com a canga presa dentro do boné) Acho que é isso galera, espero que o relato seja útil para alguém! Bons ventos sempre!!
  16. Olá pessoal! Bom dia, tudo bem? Estou buscando por uma mochila que eu consiga usar no meu dia a dia, para funcionalidades que para mim são básicas (faço faculdade e tenho uma moto para me locomover, então sempre ando com o notebook na mochila, capa de chuva para moto, cadernos e demais itens do meu dia a dia) e recentemente comprei uma Quechua NH 500 30l - Linha Escape e confesso que achei meio "limitada". Por que limitada? Me limito a dividir em ter 2 mochilas: 1 - Para viagens mais longas, para fazer mochilões e levar bastante coisa mesmo; 2 - Mochila para o dia a dia e, ponto importante, para usá-la em passeios e viagens menores, como acampamentos, trekking e travessias, onde eu vá levar menos coisas e ela me atenda. Neste caso, a Quechua NH 500 30l - Linha Escape não me deixou na mão, mas senti que precisava de mais espaço para levar minhas coisas, minha barraca por exemplo, eu não consegui levar na mochila e nem amarrar no lado externo desta mochila. Por exemplo, nesta viagem que a levei, fui ao Parque do Caparaó, por sinal muito despreparado, mas se eu tivesse levado mais equipamentos, como colchonete, saco de dormir, fogareiro, ela não daria conta. O que me atrai na Quechua NH 500 30l - Linha Escape é seu design e modelo que é mais voltado para uma mochila do dia a dia do que um mochião propriamente dito. Sendo assim, procuro uma mochila que eu possa utilizar no dia a dia e também em viagens menores, para camping/trekking e afins .. Pensei em algo como 40 ou 50 litros, mas realmente não conheço nenhuma que me atenda. As da Quechua de 40 litros parecem ser mais voltadas para o lado do mochilão do que eu realmente procuro. Procuro comprar uma mochila com estas características, que seja boa e durável, independente da marca. Quais indicam? Opiniões, dicas, experiências e afins serão muito bem recebidos Desde já agradeço aos colaboradores.
  17. Olá pessoal! Bom dia, tudo bem? Recentemente adquiri uma barraca, a ARPENAZ 2 FRESH & BLACK | 2 PESSOAS - Quechua e gostei muito dela, preço ótimo, grande custo benefício, me atende muito bem. Sempre que faço alguma viagem/passeio, vou acompanhado da minha namorada, então cabe eu e ela + nossas mochilas (bem apertados pra ser sincero, mas cabe). Eu realmente gosto desta barraca, mas creio que posso investir em algo melhor. O que me levou a este pensamento? Pois bem. No AliExpress estão fazendo uma promoção, e um amigo me enviou este link da Cirrus - Naturehike e confesso que fiquei tentado a comprá-la. Segue o link, pelo preço de R$558,17 https://pt.aliexpress.com/item/NatureHike-Tent-Camping-2-Person-Waterproof-Double-Layer-Outdoors-Camping-Durable-Gear-Picnic-Tents-with-Free/32798013081.html?spm=a2g03.search0104.3.1.48a77d55LgEX0P&ws_ab_test=searchweb0_0,searchweb201602_2_10065_10068_10547_319_10059_10884_317_10548_10887_10696_321_322_10084_453_10083_454_10103_10618_10307_537_536_10902,searchweb201603_51,ppcSwitch_0&algo_expid=c919be4a-2926-4d02-ba18-20e2766d86f7-0&algo_pvid=c919be4a-2926-4d02-ba18-20e2766d86f7 A questão central é: Devo investir um valor mais alto e pegar a NatureHike ou não vale a pena? E já que vou investir um valor mais alto em uma barraca mais alto nível, pensei em pegar talvez a Barraca Nepal - Aztec pois dentre as de alto nível que conheço, é apenas a Nepal, já a NatureHike eu nunca ouvi falar.. O que me dizem? Quais indicam? Opiniões, dicas, experiências e afins serão muito bem recebidos Desde já agradeço aos colaborares.
  18. Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu. Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, este último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada para frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada), snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não é essencial, não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã. Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo. Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite. Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
  19. Olá pessoal, sou nova aqui, espero estar postando isso no lugar certo! Estamos fazendo um projeto para a faculdade a respeito de alimentação em esportes de aventura (camping, trilha, mochilão, trekking, montanhismo, escalada e etc). Por esse motivo criamos este formulário sobre o tema: https://goo.gl/forms/gIugs0iCSDBWheAt2 Ficamos muito gratos se puderem responder e compartilhar um pouco dessa experiência de vocês! As perguntas são bem simples e vão nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Se sintam livres para compartilhar o link com pessoas que também praticam esportes de aventura. Além disso, se alguém estiver disposto para uma conversa ou quiser compartilhar alguma experiência relacionado ao tema (seja ela boa ou ruim) não deixem de comentar aqui ou mandar uma mensagem para o meu e-mail: [email protected] Muito obrigada pessoal!
  20. Fala Mochileirxs, beleza? Podem me ajudar com meu roteiro? Estou planejando uma viagem na América do Sul, entre os dias 04 e 21 de abril (inclusive). Será a minha primeira vez no país. A princípio eu faria Peru-Bolívia (Cusco, Copacabana, Isla del Sol, La Paz e Uyuni), mas pelo tempo disponível eu não poderia nem tentar o Huayna Potosí, então achei melhor conhecer a Bolívia junto com o Atacama num segundo momento. Sou montanhista e sempre busco aventuras nos lugares que viajo, mas também não dispenso o conhecimento histórico e cultural local. Considerando tudo isso, elaborei o roteiro por Cusco, Arequipa, Lima e estou pensando em apertar para conhecer Ica (OBS: não estou pensando em ir a Huaráz dessa vez, pois pretendo fazer circuitos/escaladas demorados em outra ocasião). 04/04 - Chego Cusco 12h/Caminhar pela cidade para aclimatar e fechar tours. 05/04 - Rainbow Mountains 06/04 - Valle Sagrado 07-11/04 - Salkantay Trek 12/04 - City tour/Museus/Feira de Artesanato e Qoricancha 13/04 - Indefinido/Rodoviária 20h (ida a Arequipa) 14/04 - Chegada Arequipa 07h/Citytour 15-16/04 - Valle del Colca Trek/Ida a Ica (tempo suficiente?) 17/04 - Indefinido - Ica ou continuar Arequipa? 18/04 - Indefinido/Ida a Lima 19/04 - Chegada Lima 06h/Centro histórico/Museu Larco 20/04 - San Isidro/Miraflores 21/04 - Museu de Arte de Lima/Barranco (feira após 12h)/Aeroporto 19:00h (vôo de volta 21:40h) Por ora o meu roteiro é esse. Poderiam me ajudar com alguns? - Quantos dias são realmente necessários para conhecer Arequipa/Valle del Colca? - Acham que consigo embargar para Ica no mesmo dia de retorno do Valle del Colca Trek? Se sim, vale passar dois dias por lá? - Sugerem algum local que não foi mencionado acima? Estou aberto a substituições e preciso preencher os lugares "indefinidos". Gratidão a toda ajuda/sugestão. Depois da viagem compartilharei minha planilha de gastos detalhada por aqui. Grande abraço.
  21. A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA. Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada. Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite: - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora? Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche. Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou. Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente! 1º e 2º Dia Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente. No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita! Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina. 3º Dia Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú. Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem. Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso. Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem. Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado. 4º Dia Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos. Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso! Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca. Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas? Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?! Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas. Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável! Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência. Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível. Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas Nas lentes de Romulo Nery. 5º Dia Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez. Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos. Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF. 6º Dia Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem. No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível. Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo. 7º Dia – 31/12/2018 Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km. Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente. Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho. Chegada ao Estreito de Magalhães Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações. Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados. Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente. Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem. Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon. A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos. Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?! Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico. Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla! Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais! Centolla 8º Dia No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque. Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia. Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície. Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão! Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking. Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha Rio Ovando 9º Dia Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá. O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também. Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco. Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida. A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá. Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível! Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking. Continua...
  22. Olá pessoal! Meu nome é Vilmar Coelho, após muitas buscas não consegui encontrar um grupo de pessoas que gostem de Trekking. Então quem se interessa por esse tema por gentileza se manifeste. Sou apaixonado por treeking com pernoite em montanhas para apreciar a natureza. Contatos: Site: https://vilmarcoelho.com WhatsApp: 62992470363 Instagram: @vilmarcoelho Facebook: https://www.facebook.com/vilmar85
  23. Bom, vamos lá, me inspirei em 3 roteiros para fazer o meu, acho que esse roteiro já quase um classico para se fazer a patagonia em poucos dias, não optei pelo circuito W por uma questão economica já que eu precisaria ou comprar ou alugar os equipamentos de camping e achei um pouco caro, ate mesmo o aluguel das diarias nos campings. Não me arrependo, acharia um pouco puxado fazer El chalten + o circuito W. Fica para uma proxima apenas o circuito + ushuaia. Os 3 roteiros que usei de inspiração: https://www.mochileiros.com/topic/80519-uma-pitada-de-argentina-com-torres-del-paine-no-chile-novembro-de-2018/ @Thay Cavalcante https://www.mochileiros.com/topic/68775-trilhas-na-patagônia-argentina-10-dias-sozinho-em-el-calafate-e-el-chaltén/ @victoralex https://www.mochileiros.com/topic/75972-patagônia-el-calafate-el-chaltén-torres-del-paine-março-2018-14-dias/ @kely.alves Meu Roteiro: 05/12/2018 quarta-feira El Calafate Laguna Nimez + City Tour (3h) (12 km) Cheguei em El calafate as 9am, meu check in era apenas 4pm , deixei minhas coisas no hostel (Bla GuestHouse) Fui fazer o passeio na Laguna Nimez, um circuito de 1.30h com custo de 300$Arg, é um circuito plano e tranquilo, nele você observa a fauna de aves locais com pequenas lagoas pelo caminho, consegui ver alguns flamingos, na metade do circuito vc chega ao lago argentino com uma vista incrível, o lago é muito bonito, de fundo as montanhas e seus picos nevados. Voltei para o hostel e esperei dar o horário de check in. Depois de organizar minhas coisas no hostel, fui para o city tour por conta própria. A guia que estava no transfer do aeroporto para o hostel já havia indicado alguns lugares, falarei deles no final. A cidade é pequena e você consegue andar ela toda em poucas horas. Baixem o App maps.me, acho que foi o app que eu mais usei em toda viagem, nele você consegue baixar todas as informações no mapa da cidade e usar offline. Algumas fotos da cidade, casas e Laguna Nimez. Vizinhança Laguna Nimez Lago Argentino 06/12/2018 quinta-feira El Calafate Perito Moreno - Big Ice (7h) (12km) Ok, optei pelo BigIce por alguns relatos de pessoas que fizeram o minitrekking e se arrependeram de não ter feito o BigIce, ou que queriam voltar para fazer. Se você já esta lendo sobre essa viagem a algum tempo já deve saber que esse passeio (Big Ice e também o minitrekking) é fechado somente com essa companhia (Hielo y Aventura), você pode optar pelo transfer até a entrada do parque com eles mesmo ou pode ir por conta própria, a entrada no parque é de 700$Arg, se não quiser fazer um desses dois passeios, pode entrar no parque ir até o mirador do glaciar tirar algumas fotos que ainda vale a pena. Sobre o trekking, a Hielo y Aventura, oferece um guia desde o transfer do hostel até o parque, a guia falou um pouco da importância dos glaciares, algumas curiosidades depois nos deixou livres por 1 hora no mirador, que tem um caminho bem extenso, depois do mirador fomos para o porto, de lá pegamos uma embarcação até o glaciar em si, a turma que eu fiquei era toda do Big Ice, quem optar pelo minitrekking fara o mesmo caminho até então, mas o passeio é bem mais curto, não sei o que fazem depois. No Big Ice a trilha para entrada ao glaciar é outra, mais ao fundo, cerca de uma hora contornando o glaciar pela montanha, até então entrar de fato na trilha de gelo, peguei um dia com céu um pouco nublado, as vezes abria e conseguia umas boas fotos, mas é muito raro conseguir um dia de sol, já que o glaciar precisa de no mínimo 300 dias de neve ao ano para aumentar seu tamanho, então dias de chuva são importante. A paisagem é incrível, quem gosta de aventura e trekking opte por este passeio se estiver apto a gastar um pouco mais, vale a pena. São 4 horas de trekking no gelo, duas indo ao centro dele e duas voltando, os guias são legais e contam boas histórias e curiosidades. A volta ao barco é mais receptiva com whisky, bombons e um souvenir (chaveiro). Chegando ao Perito Moreno Vista do Mirador Entrando na trilha Já no glaciar Vista do lago Argentino voltando para calafate 07/12/2018 sexta-feira El Calafate / El Chalten - Translado (3h) + Laguna Capri (3.30h) (8km) + Mirador Fitz Roy + Mirador Rio de las vueltas (12km total) Acordei cedo, o transfer para el chalten estava marcado para as 7am, porém chegou apenas as 8am, são 3 horas até el chalten, sentei do lado esquerdo do micro-ônibus, a paisagem é bonita, a estrada é famosa (Ruta 40) por suas paisagens e pontos de parada para fotos, chegando a Chalten somos recepcionados pelo gigante Fitz Roy, numa estrada reta que encarava de frente a montanha, intimidador e lindo ao mesmo tempo, quem estava na primeira fileira do micro-ônibus conseguiu boas fotos. Já em Chalten, cidadezinha pequena, acho que em 40minutos você anda nela inteira, da rodoviária ao hostel, a cidade se ligava de ponta a ponta, em 15minutos estava no hostel, um dos melhores que já fiquei, serviço e limpeza excelente (Rancho Grande), tem um restaurante na recepção e uns taps (torneiras) com chops num pequeno bar. Deixei minhas coisas no quarto, preparei a mochila de ataque e fui em direção a trilha de Fitz Roy, que no caminho ficava a Laguna Capri. Ah! Detalhe importante que estava esquecendo, na entrada da cidade tem um centro de informações turísticas, parada indispensável já que lá os guias tanto em espanhol como em inglês, nos explicando sobre todas as trilhas, a importância de levar comida, pegar o seu lixo, encher sua garrafa de agua, passar protetor solar, e nos alertar sobre a previsão do tempo nos próximos dias, nos meus dois primeiros dias sofri com o sol e me queimei bastante, o céu estava literalmente aberto, decidi aproveitar esses dois dias para fazer a principal montanha que é o Fitz Roy. Voltando ao caminho a Laguna Capri, percebi que os relatos lidos na internet foram otimistas em relação a preparação física, não sou um cara sedentário, faço yoga, as vezes corro e prefiro metro do que carro, não estou gordo nem magro, mas as subidas realmente eram puxadas e cansativas, mas pelo caminho você era motivado pelas pessoas que estavam voltando ou por alguns casais de “idosos” (vi muitas pessoas que chutaria ter uns 50/60 anos) que subiam com tanta vontade quanto eu, claro mais devagar, mas subiam! Então se preparem para subidas intensas e íngremes, mas com recompensas incríveis, quanto mais difícil, melhor. Depois do primeiro Km, temos um mirador chamado Rio de las vueltas, aonde vemos um lindo vale com nuvens que pareciam ter sido desenhadas por algum artista e jogadas ao vento, aquela paisagem deu um gás para o resto da trilha. Chegando a Laguna capri depois de 4km de subida, foi incrível, acho que uma das paisagens mais bonitas que eu já vi em toda minha vida, estava sol, quente, a lagoa estava quieta, cristalina e sua agua pedindo para ser tomada, ao fundo antes que o azul do céu, o “monstro” Fitz Roy, encoberto por neve que combinava com as poucas nuvens que passavam por ele. Na pequena orla de pedras, haviam algumas pessoas deitadas, algumas tomando banho de sol e outras comendo seus lanches, deitei ali por no mínimo uma hora e só pude agradecer por estar ali. Na volta passei no mercado e comprei frios e pães para o trekking do dia seguinte que levaria o dia todo, e um macarrão para fazer naquela noite. Parada pela Ruta 40 Chegando a Chalten Centro de informaçoes turisticas do parque nacional Entrando na cidade Entrando na trilha ao Fitz Roy Orla 08/12/2018 sábado El Chalten Laguna de los Tres (8h) (24km) Os cafés da manha tanto em calafate quanto em chalten, são bem modestos, tem o essencial: café, leite, torrada, manteiga/requeijão/ e algumas geleias e frutas. Pela comodidade e acho que até pensando na economia que já teria por não almoçar na cidade e estar em trilhas, optei por hostels que ofereciam café da manha, assim sairia para o trekking bem alimentado e durante o dia comeria os mistos que preparei para a caminhada. Nesse dia tomei café com as espanholas: Blanca, Marina, Raquel e Cris. A conversa fluía fácil e por isso o caminho até a Laguna de los três, foi agradável e divertido, não poderia estar em melhor companhia. Foram 11km para ir e 11km para voltar, o começo e o final são as piores partes por serem mais íngremes, mas como disse, quanto mais difícil, melhor! Quando chegamos, entendemos o porque tantas pessoas vão até lá e o tamanho e magnitude da montanha, por fotos é impossível ter noção de seu tamanho, é lindo e valeu todo esforço. Quanto chegamos no hostel, estávamos exaustos, antes da ducha tomamos um litrao de Quilmes e comemos uma empanada. As meninas me contaram sobre uma tradição espanhola em que uma pessoa ou um grupo de pessoas, deixam uma cerveja paga para o próximo grupo de espanhóis que pararem no bar com um bilhete, esse bilhete pode ser muito pessoal ou contar dicas sobre a cidade ou apenas conselhos, no dia anterior quando elas chegaram no hostel receberam a cerveja de uma mulher que escreveria sobre o quanto foi magico ela estar em El chalten, e ver o nascer do sol na montanha. Havia mais coisas no bilhete, coisas mais bonitas e profundas mas não me lembro agora, ajudei elas a escreverem o bilhete que elas deixaram para os próximos espanhóis que ali parassem, tomamos algumas outras e depois descansamos... Recomendações: Encha sua garrafa de agua no começo da trilha, passe protetor solar, leva protetor labial, evite pesos desnecessários, se o tempo estiver aberto, não leve capa de chuva e blusas extras, você vai suar bastante no caminho, o pico é muito frio e vale a pena levar luva porque quando a gente para a gente esfria um pouco, mas o sol esquenta. Cuidado na volta pois a última parte o terreno é de pedrinhas, e na descida escorregam, um kit de primeiros socorros é valido e o bastão de trekking é essencial. Levei aquelas pastilhas de vitamina C e tomei todos os dias, acredito que ajudou bastante na resistência e recuperação muscular. Mirador rio de las vueltas 09/12/2018 domingo El Chalten Descanso Tirei esse dia para descanso, procurem comer proteínas para recuperação dos músculos e remédios como dorflex (relaxante muscular antes de durmir) 10/12/2018 segunda-feira El Chalten Laguna Torre + Mirador Maestri (7h) (24km) Depois de um dia de descanso, e um bom café da manha, estava pronto para mais um trekking de dia inteiro, dessa vez sozinho, as espanholas estava indo para Bariloche continuar seu mochilao, então sai do hostel as 10am., coloquei um fone de ouvido, as melhores playlists estavam prontas para serem ouvidas e segui rumo a Laguna Torre, que continuaria em torno dela para alcançar o mirador Maestri. Como já havia me alertado a guia do primeiro dia em chalten no centro turístico, o tempo fechou e ventava muito com alguns pontos de chuva, então a mochila estava mais pesada, estava com calça e jaqueta impermeável e também muita vontade, essa trilha é mais tranquila e menos íngreme. Foram 11 km para ir e 11 para voltar, quando cheguei na laguna, não me surpreendi muito talvez porque o dia não estava bonito, ainda assim valeu toda subida, o lugar é incrível, ventava muito e as vezes eu precisava abaixar ou me esconder atrás de grandes pedras para não ser empurrado pelo vento. Tive a sorte de ver um falcão das montanhas, logo que cheguei na lagoa, acho que ele ficava por ali na esperança de conseguir uns restos de lanches ou que alguém o alimentasse (não aconselhável, perigo de perder um dedo) ahahhaha, a ave é linda, de asas fechadas tem o tamanho de um pinguin, mas quando pulava e abria suas asas, era gigante, ele planava com o vento forte não saindo do lugar apenas brincando de voar sem bater as asas. Depois de tirar algumas fotos, comer um lanche, e assistir a um louco entrar naquela agua gelada (vacilei e não registrei o momento), segui em direção ao mirador maestri, que o caminho contorna a lagoa torre, chegando perto do Glaciar Grande. Nesse dia me arrependi de não ter levado as luvas, esfriou muito e o vento esfriava ainda mais. Se a ida foi recompensadora com sua paisagem, a volta foi ainda mais com uma bela cerveja e uma boa conversa com duas brasileiras que tinham acabado de chegar ao hostel. Falconeo Cerro Torre, é nao tive sorte Mirador Maestri Voltando para o hostel 11/12/2018 terça-feira El Chalten Loma del Pliegue Tumbado (8h) (22km) Essa foi uma das trilhas mais difíceis na minha opinião, não sei se talvez por eu já estar um pouco fadigado ou se foi porque eu li em algum relato que essa era a trilha mais tranquila e segui a ela com isso na cabeça. Praticamente a ida toda é de subida, atravessando bosques e algumas planícies cheias de flores, com o lago viedma a sua esquerda e fitz roy a sua direita, conforme vc vai subindo vai percebendo o tamanho da beleza daquele lugar, patagônia argentina realmente é linda, fria mas linda. No "final” da trilha tem um mirador panorâmico aonde conseguimos ver Cerro Torre e Glaciar Grande, junto de Fitz Roy mais a direita, mais ao fundo vemos outros picos rochosos cobertos de neve, a visão como um todo, mais uma vez, incrível, talvez por conseguir ver todos os lugares aonde eu tinha conseguido chegar nos dias anteriores tão de cima e de longe, foi legal, me senti orgulhoso. Nesse dia o tempo não estava tão fechado, o sol saia as vezes. Coloquei o final entre aspas, porque o final da trilha mesmo é um pouco mais adiante, a subida mais íngreme de todas as trilhas que fiz na patagônia, confesso que pensei duas vezes antes de subi-la, mas fui, quase morri no caminho, parei varias vezes, acho que foi uma distância de 500m entre o mirador e o pico mais alto da trilha que pareceram 3km, incrível mais uma vez a quantidade de pessoas mais de idade que vi subindo aquilo, me perguntei como, já que eu estava com o coração batendo na boca. Enfim, foi o final mais recompensador, a visão 360º, lago viedma, cerro torre, fitz roy e el chalten. Ali eu finalizava com grande estilo El chalten. Ao fundo, Cerro Torre, Mirador Maestri e Fitz Roy Lago Viedma O Final 12/12/2018 quarta-feira El Chalten Descanso Mais um dia de descanso depois de duas trilhas bem pesadas um total de 50km de trekking em dois dias. Aproveitei para conhecer alguns restaurantes que eu queria e comprar um mate. 13/12/2018 quinta-feira El Chalten / El Calafate / Puerto Natales Translado (3h) (5.30h) Ainda não sei ao certo se errei no roteiro ou não, mas Calafate fica no meio do caminho de qualquer jeito indo para Chalten primeiro ou depois, iria precisar voltar para calafate para pegar o avião de volta a Buenos Aires. Esse dia passei dentro do ônibus, exceto pelas 3 horas que fiquei em Calafate esperando o ônibus das 16.30 em direção a Puerto Natales, que chegaria as 22horas no Chile. Nessas 3 horas, fiquei eu um bar/cafeteria que fica em frente a rodoviária, encontrei no tripadvisor, lá falava que havia algumas comidas brasileiras, e depois de não aguentar mais comer misto, hambúrguer e empanadas fui conferir o local. Conheci a Lara, uma brasileira que estava em calafate, sozinha, a um ano e havia largado seu emprego por uma louca paixão argentina que não deu muito certo, apenas o romance, porque o resto havia dado, ela conseguiu se libertar do sistema e foi atrás de seus sonhos, abriu esse barzinho depois de lutar com a máfia machista de donos de bares que havia na cidade, tentaram processa-la para que ela não pudesse abrir seu bar, ela chegou a conversar com o prefeito para no final conseguir. O lugar é muito aconchegante e Lara parecia levar uma vida muito mais tranquila e feliz da que deixou em são Paulo, trabalhava como diretora de arte da Rede Globo e vivia em função disso. Na argentina, já havia feito a Ruta 40 inteira, e me deu boas dicas de lugares para conhecer na patagônia, também pedi uma sugestão do cardápio (que continha bolinhos de feijoada, coxinha e outras opções vegetarianas), ela sugeriu o nachos, que vinha com “tipo um molho de feijoado” ao invés do tradicional caguamole, estava muito bom que até pedi outro. As 3 horas passaram voando e quase perdi o ônibus, fui o ultimo a subir. Em Puerto Natales, fui direto comprar a passagem de ônibus para o parque nacional Torres Del Paine que sairia na manha seguinte as 7, se atrasasse mais 20minutos ficaria sem ela, Li relatos de algumas companhias que esperam o ônibus lotar para entar sair da rodoviária em direção ao parque, então comprei pela empresa “maria jose” que saiu exatamente as 7. Como eu iria fazer a trilha inteira em apenas um dia, precisava de o máximo tempo possível, estava com medo de ser muito longe e não tempo suficiente de chegar ao mirador base torre. Depois disso, tive tempo apenas de arrumar minhas coisas no hostel e ir no única mercadinho de esqueina que encontrei para comprar 5 paes, presunto e manteiga, que seria minha refeição no dia seguinte a caminho das Torres. O Hostel era muito receptivo, conheci pessoas da korea, Inglaterra, italia, mas tive pouco tempo para conversas, já que cheguei, durmi, fui ao parque, voltei (22horas) e no dia seguinte fui embora as 7am 14/12/2018 sexta-feira Puerto Natales Torres Del Payne (9h) (26km) Ok, nesse dia confesso que estava com um pouco de medo, porque com todas pessoas que eu conversava e eu falava que iria fazer as Torres em um dia, se assustavam. Mas eu estava disposto e pronto, sem café da manhã, apenas com uma xícara de café instantâneo Nestle, peguei o ônibus em direção ao parque nacional torres del paine. Foram duas horas até chegar na entrada do parque, aonde várias pessoas de vários ônibus desciam e faziam uma fila gigante para pagar a entrada no parque, tentei ser rápido, logo paguei e vi que de lá as pessoas estavam indo em direção a outro ônibus ou mini van para ir para alguma lugar sentido as torres dentro do parque, eu não queria nem tinha mais dinheiro para gastar e ter esse luxo, haviam me restado exatos 3mil pesos chilenos no bolso, resolvi guarda-los. Perguntei a guia qual era a direção para o mirador das Torres, ela disse pegue a estrada a direita, aonde as vans e ônibus estão indo. Não quis nem perguntar quanto eram esses transfer para chegar até a então de fato entrada do parque e dos campings. Foram 1h.30 de caminhada até a recepção do parque e dos campings, no caminho encontrei algumas pessoas que também estavam apé mas descendo e não subindo, acho que de todos os ônibus eu fui o único a fazer o caminho a pé, acho que foram 3km, no caminho parei para tomar meu café, na minha mochila de ataque levava uma térmica com café, 4 pães com presunto e manteiga, algumas bolachas, minha garrafa de agua de 0.8l, minha calça de motoboy impermeável e minha jaqueta de chuva. De volta a real entrada do parque, mostrei meu ingresso que havia pago na “pré-entrada” (Laguna amarga), perguntei ao rapaz como estava a previsão do tempo e ele me mostrou no celular um monte de numero e cores diferentes, só entendi que quanto mais o dia passava mais a percentagem de nuvens durante o dia, perguntei se era possível fazer tudo naquele dia, e quantos km teria pela frente, ele me respondeu 18 no total, então sim, totalmente possível. Segui mais tranquilo, porém um pouco triste pelo tempo fechado e um pouco chuvoso. Achei que de todas as trilhas que fiz, essa foi a mais bonita, o começo foi igual a todas, subida difícil, cheia de pedras, depois entramos num vale, contornando a montanha beirando o pequeno riacho que desce as aguas das Torres, no caminho é possível se dar ao encontro com pequenos grupos de cavalos que descem ou sobem em direção aos acampamentos. Depois do vale entramos no bosque aonde vamos subindo e subindo e subindo eternamente, passei por alguns acampamentos e um pequeno “refugio” com bar, logo depois do chileno. Foi a trilha mais lotada que eu fiz, o final é incrível o tanto de gente que sobre devagar a parte mais íngreme, enfim chegando no mirador, quando se ve as torres de perto, de novo, por fotos impossível ter noção do tamanho e magnitude, a cor da lagoa é verde clara, um pouco transparente, que também pedia para ser tomada, estava um pouco lotado, foi difícil achar um espaço vazio para tirar fotos e tomar meu café e comer meu pão apreciando a incrível montanha e fazendo outro pedido a ela. Infelizmente meu tempo era curto, cheguei ao mirador as 14.30 e havia começado a trilha as 9.30, o ônibus de volta saia as 19, então apreciei um pouco e desci feliz, orgulhoso e realizado. A volta estava ensolarada, e as paisagens mais bonitas o tempo estava nublado apenas em cima das torres, infelizmente. Posso dizer que quem pega o dia sem nuvens e chega ao pico, realmente tem muita sorte, é muito lindo. Na volta, eu tive um pouco da sorte que não tive com o tempo, vi dois pica-paus brincando nas arvores, passei a viagem toda querendo encontra-los, adoro aves e pássaros e de tirar fotos deles, eles são grandes e rápido, estavam brincando, cantando e as vezes davam umas bicadas nos troncos, consegui registrar o momento, um pouco longe, mas foi mais uma vez – Incrivel. A palavra que descreve essa viagem. De volta a recepção do parque, descobri que o transfer para Laguna amarga de onde os ônibus saiam de volta a Puerto Natales eram exatos 3mil pesos, só o que eu tinha. Cheguei la por volta das 18, o ônibus sai a as 19. Não sentia minhas pernas, ainda havia um lanche e um pouco de café na mochila, sentei no chão, tirei o tênis, me alonguei um pouco e de longe mais uma vez apreciei a vista e descansei um pouco enquanto esperava o ônibus. Cheguei em Puerto Natales e estava louco para tomar uma cerveja e experimentar um hambúrguer que o Oliver, recepcionista do hostel havia indicado, tomei uma ducha e fui tentar ter esses pequenos prazeres depois de mais um dia de 22km percorridos. Infelizmente a hamburgueria não aceitava cartão e eu não tinha mais pesos, apenas uma nota de 100 dolares que eu não queria fazer cambio no chile. Andei mais um pouco, estava com tanta fome e sede que parei no primeiro restaurante de esquina que tinham algumas pessoas dentro, acho que a fome me deixou cego, mesmo o restaurante não parecendo ser nada chique, pedi duas cervejas e um cordeiro ao palo, a conta deu 150R$, quando eu vi já estava feito. Mas resolvi aceitar como presente de toda viagem, esses caras patagonicos realmente sabem como assar uma carne e fazer uma cerveja, estava muito bom. Os trekkings estavam feitos, no dia seguinte voltava para calafate as 7am para um dia de descanso e então voltar a SP o Caminho (subida) As Torres A volta Namorico de pica pau patagonicos 15/12/2018 sábado Puerto Natales / El Calafate Translado (5h) Dia de translado, tchau Chile, oi de novo argentina. Fiquei em hostel muito bom, nesses dois dias antes de ir embora, chamado Folk. Aproveitei para descansar e organizar as fotos e começar a escrever o relato. Tinha uns pesos sobrando e resolvi gastar com cerveja no ultimo dia, as dicas de lugares vou passar no final. Tchau Puerto Natales 16/12/2018 domingo El Calafate Descanso No último dia no hostel conheci Rafael um brasileiro de BH que era policial e iria fazer perito moreno e o circuito W no chile, dei algumas dicas a ele, trocamos algumas historias de viagens tomando um bom mate antes do almoço Passei o dia dando role na cidade, conhecendo lojas e tomando algumas boas cervejas. Um brinde a patagônia e suas histórias incríveis. 17/12/2018 segunda-feira El Calafate / São Paulo Voo para Buenos aires / São Paulo Obs: O que eu levaria que não levei: Binoculos, mochila de ataque mais leve. O que eu levei que não levaria: Tomada universal, meia supergrossa para neve O que eu levei e recomendo levar: Powerbank, protetor labial, vitamina C, bastão de trekking, botas impermeaveis, gorro e oculos. Lugares que recomendo: El Calafate - La Zorra (Pub), Acuarela Artesanal Icecream (Sorveteria). El Chalten - El Parador (Restaurante), Rancho Grande (Hostel e Restaurante) e Es La Vida (Barzinho da rodoviaria) Puerto Natales - GreyDog BurguerShop (Hamburgueria e Chopes) Se tiverem duvidas, podem me mandar mensagens. Até a proxima, abs!
  24. Boa tarde, pessoal Eu e minha namorada começamos a acampar este ano e na inexperiência acabamos comprando uma Brava 6, da Mormaii. Barraca bacana, MUITO espaço porém extremamente pesada e, por mais que a coluna de água tenha 1.500mm, parece que não chega a 200mm. Fiz uma viagem a pouco tempo e senti o impacto disso tudo. Agora, pra fazermos outras viagens pretendo aumentar o nível técnico da barraca e nisso fiquei em dúvida entre: Mykra 1/2 - AZTEQ Nepal - AZTEQ Cloud up 2 - Naturehike Vários fatores que as diferenciam tem me deixado em dúvida sobre qual levar, dentre eles: o espaço dentro das barracas, haja vista que precisamos de certa mobilidade dentro dela, espaço para as mochilas (2 cargueiras) no avanço e, se necessário, que seja possível cozinhar neste mesmo espaço. Atenciosamente, Leo
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