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Encontrado 13 registros

  1. furikuri

    Monte Roraima

    Estive recentemente em Santa Helena de Uiaren na Venezuela. Pesquisei os preços nas operadoras. A maioria tem um mesmo pacote padrão. - 3 dias para subir - 2 ou 1 dia em cima - 2 dias para descer - Carregadores que levam ateh 15 kg para cada um dos participantes - Comida inclusa - Caminhada em media de 5hrs por dia
  2. takami

    Monte Roraima

    Salve galera! Estive recentemente no cume do Monte Roraima com a expedição organizada pelo guia Vago. Apesar dos imprevistos durante a trip, como terem roubado pacote de farinha de milho, 1 kg de queijo branco, pacotes de sopas, enfim a viagem foi bem sucedida, graças ao Vago e ao porteador Salomon. Como tive o privilégio de ser o único cliente, então a caminhada rendeu muito. Peguei uma temporada excelente de bom tempo, pouca chuva, dos 7 mirantes visitados, só a proa que permaneceu fechada. O Vago ia planejando a logística conforme o ritmo da expedição. Visitamos lugares além do tradicional e ainda estávamos 1 dia adiantado, pois a caminhada rendia bastante. Quando chegamos no cume nosso acampamento tinha sido ocupado por um outro grupo, daí como bom conhecedor da região, pois já tinha subido em torno de 235 vezes o Monte Roraima, ele facilmente encontrou um outro abrigo natural onde permanecemos 4 dias protegidos da chuva e do sereno. Outro fator fundamental foi a navegação precisa durante os dias de neblina intensa e durante a noite, como no dia em que fizemos um bate-volta até a Proa, percorrendo 30 km ida e volta. Fiquei impressionado com a beleza do cume, foi muito melhor do que eu imaginava. A formação das rochas são surpreendentes. Em breve editarei as filmagens e postarei aqui pra conferirem. Recomendo que vá com as pernas condicionadas, pois tem subidas longas. Proteja-se dos borrachudos na base da montanha onde ficam vários riachos de água potável. No cume, a noite faz frio, em torno de 15 graus, proteja-se do Sol usando calças e camisa de manga comprida. Só posso dizer que valeu muito a pena e fiquei extremamente satisfeito. Abraços Abaixo vai a edição da primeira parte da expedição ao Monte Roraima: Aqui vai a segunda parte da Edição da Expedição ao Monte Roraima. Aqui vai a edição da parte final da Expedição ao Monte Roraima e a visita das cachoeiras da Reserva de Gran Sabana por meio de 2 roteiros imperdíveis.
  3. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  4. A Expedição Monte Roraima começou quando me deparei com a foto abaixo. Achei impressionante a existência de um lugar assim no mundo. E comecei a ler tudo a respeito. Vou resumir os pontos mais importantes para se levar em conta: "O Monte Roraima tem 34 km2 de área e fica exatamente na fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, com um marco de concreto em seu topo registrando a tríplice fronteira. A maior parte da montanha está em território venezuelano (85%), 10% na Guiana e apenas 5% em solo brasileiro. O acesso ao topo foi descoberto em 1884 na parede sudoeste, a partir da Venezuela, e por ser o único caminho por trilha, sem necessidade de técnicas de escalada e nem cordas, passou a ser utilizado por todas as expedições. Fora isso, há os passeios panorâmicos de helicóptero e pelo menos duas vias de escalada (Scorpion Wall e Cutting the Line)." Por estar na Amazônia e numa região com clima equatorial é quase impossível fugir das chuvas, mas mesmo assim há meses mais favoráveis para a viagem. De outubro a abril: Período de menos chuva e frio. Vantagem: Evidentemente a de evitar perrengues com a chuva. Desvantagem: Não observar as inúmeras cachoeiras que se formam nos paredões do Monte Roraima De maio a agosto: Período de maior frio e chuva. • Para iniciar o trekking o caminho é o seguinte ( pelo menos no meu caso, brasileira) : Boa Vista ( Roraima) x Santa Elena de Uairén ( Venezuela) x Paratepuí ( de onde a caminhada começa de verdade); • As agências no Brasil cobram verdadeiras fortunas para realizar o passeio e depois de ler vários relatos, contratei os serviços da Mystic Tours ( agência venezuelana localizada em Santa Elena); • Brasileiros não precisam de passaporte para entrar na Venezuela; • É obrigatório o certificado internacional contra Febre Amarela; • Pode levar REAL pois qualquer estabelecimento em Santa Elena aceita nossa moeda e por uma câmbio bem atraente; • Li em vários relatos que qualquer pessoa pode fazer o trekking, vou ser bem sincera, não é pra qualquer pessoa. Sem o mínimo de condicionamento físico vc vai sofrer e muito; Bom vamos lá... Chegamos em Boa Vista as 14:00 e contratamos o taxista Ciro da cooperativa Pacanaima, pagamos por pessoa o valor de R$ 45,00 para nos levar até Santa Elena ( 250 km), do outro lado da fronteira na Venezuela. Ficamos na Pousada Backpackers, quarto quádruplo, R$ 21,00 a diária, tem um pub embaixo que toca uma musiquinha e servem pizza. Ao lado do nosso hotel tem a Pousada Michele mesmo valor pelo quarto quádruplo. Na mesma rua encontra-se a Mystic Tours (agência que contratei aqui do Brasil) para nos levar ao Roraima. Detalhes da Expedição: • Valor total em reais pelo trekking de 6 dias: R$ 586,00; • O que inclui: Guia, cozinheiro, comida para os 6 dias, barraca, saco de dormir, isolante, transporte para o início e fim do trekking, um almoço no último dia com refrigerante e mapa da La Gran Sabana; • Serviço extra: você pode contratar um dos carregadores para levar sua mochila, cobraram 32.000 bolivares o dia, aproximadamente, R$ 35,00; • Os carregadores montam e desmontam a barraca que é compartilhada, sempre duas pessoas; • O dono da agência é o Roberto Marrero, gostei muito dos serviços prestados! Foram atenciosos e muito simpáticos com todos do meu grupo; • Eles fazem um reunião com todo o grupo um dia antes de iniciarem o trekking, onde tiramos todas as dúvidas e eles nos entregam o saco de dormir e o isolante, que são carregados por nós; 1º Dia: De Santa Elena x Paratepuí x Acampamento Rio Tek Nos reunimos na porta da agência as 09:00 da manhã, assinamos um termo de responsabilidade e partimos em veículo 4x4 para Paratepuí onde se dá início ao Trekking. Chegamos lá, prepararam um lanche. Enquanto comíamos, os carregadores se organizaram com tudo que precisaríamos para os 6 dias que nos aguardavam. Tudo pronto, começamos a caminhar as 12:30, o calor já estava absurdamente perturbador. Rsrs Vou confessar, a minha mochila estava tranquila mas quando coloquei o saco de dormir e o isolante, virou um monstro. Andamos nesse dia cerca de 13km com algumas paradas e rios para repor a água. No fim da tarde chegamos ao Acampamento do Rio Tek, o acampamento com mais recursos. Tem uma vendinha com cerveja e salgadinhos, mesa pra comer e o Rio Tek fica a poucos metros de distância. O banho no Rio Tek foi uma aprovação, água muito frio mas depois, tornou-se deliciosa se não fosse o ataque de Puri-Puris ( mosquitos da savana venezuelana). Voltei com 1 milhão de picadas e coçam, como coçam! Os carregadores rapidamente armaram as barracas enquanto outros preparavam nosso jantar, uma macarronada com carne moída deliciosa e suco. Confesso que fiquei bem cansada nesse dia, a cada descida de morro você já se preparava para subir e o sol era imperdoável. Fomos dormir e descansar para o outro dia que pra mim, foi o mais punk de todos. 2º Dia: De Acampamento Rio Tek x Acampamento Base Nesse dia acordamos bem cedo, 05:30 e começamos a arrumar tudo, fomos tomar café que já estava a mesa. Uma deliciosa panqueca com presunto e ovos, chá e café ( parecia chá) rs; Enquanto tomávamos café, os carregadores já desmontavam nossas barracas. Começamos a caminhada novamente, nesse dia atravessamos o Rio Tek ( bem fácil) pulando algumas pedras. Mais adiante, nos deparamos com o Rio Kekunán, nesse rio já demanda toda logística de tirar a bota, ficar de meia, o carregador te ajuda com a mochila e também na travessia. A correnteza estava bem forte e é um trecho maior para atravessar. Do outro lado do rio, meias secas, bota no pé e a caminhada continua. Nesse dia a minha mochila estava me matando e o sol novamente castigava. Na minha opinião, o segundo dia foi o pior dia, muitas dores nas costas, o tempo todo subindo e subindo, tudo muito íngreme. Fiz diversas paradas e em determinado ponto exausta, paramos todos e começaram a preparar um lanche, de repente, chuva, muita chuva. Comemos debaixo de chuva mesmo, exaustos e seguimos pois ainda nos faltava um hora e quarenta de caminhada, íngreme, debaixo de chuva. Parecia uma eternidade, eu perguntava pros carregadores a todo momento quanto faltava e eles diziam: “15 min” traduzindo: “ 1 hora e mil minutos” rsrs Finalmente, depois de percorrermos 15km, costas, quadril, fio de cabelo, tudo doía, chegamos ao Acampamento Base aos pés do Roraima. E de repente quanto coloquei meus olhos no paredão do Roraima, a emoção tomou conta e toda a dor sumiu em um segundo. A paisagem do Kukenán e do Roraima te acompanham a caminhada toda e a savana venezuelana é lindíssima. Mas chegar tão perto me causou um misto de cansaço, vislumbre, emoção e gratidão por estar contemplando aquele lugar incrivelmente lindo. Os carregadores em sua maioria sempre chegam primeiro e já começam a montar as barracas. O friozinho já começou a ser nossa cia frequente. Descansamos um pouco e fomos até um riozinho tentar tomar um banho mas a água estava geladíssima! Meus amigos tomaram banho e eu também mas de lenço umedecido. Rsrs Não deu! No jantar fizeram arroz com frango desfiado e legumes, sempre com suquinho para acompanhar. A noite sempre caía rápido demais e como estávamos sem comunicação com o mundo, parecia uma eternidade cada minuto. Fomos descansar pois no dia seguinte, o destino seria: o topo do Monte Roraima! 3º Dia: Acampamento Base x Monte Roraima Nesse dia também acordamos cedo e o guia nos entregou enquanto tomávamos café, um lanche ( sanduíche) para a subida. Arrumamos nossas tralhas e com muito entusiasmo, partimos. Esqueci de comentar, não aguentei a minha mochila e minhas costas estavam destruídas, contratei um dos carregadores para levar minha mochila ( 32.000 bolivares ou R$ 35,00 a diária) até o último dia. Além da carga que já tem, eles incluem a sua mochila, não é um carregador particular. Os caras são incrivelmente fortes e resistentes. Agora assim a subida era íngreme de verdade mas empolgante! Caminhamos cerca de uma hora e meia ou mais, nessa altura já tinha perdido a noção de tempo e o meu interesse em procurar contabilizar o tempo nessa experiência. Muitas pedras, muita chuva e cada vez mais próximos do incrível paredão. De repente, ele, o paredão diante dos meus olhos, mostrando o quão insignificante eu era perante aquele gigante místico, o mais antigo do mundo. Comecei desesperadamente a abraçar o paredão e meus amigos riam muito da cena Tive que postar a foto que tiraram! rs. Caminhamos mais e cheguei na parte mais difícil de todo o trajeto: O Passo das Lágrimas ( tem esse nome porque vc sobe o tempo todo sendo batizado por uma cachoeira que despenca do topo), muito escorregadia, extremamente íngreme, meu coração parecia saltar boca a fora, meu joelho tremia mas a emoção tomava conta. Finalmente, pisamos no Monte Roraima, chuva e muita alegria. Nunca vi nada parecido em toda minha vida, a atmosfera, aquelas rochas negras, as plantas carnívoras, o sapinho negro que vi logo que cheguei... Partimos pra uma caminhada de mais uns 30 min até chegarmos no Hotel Sucri ( eles chamam de Hotel os acampamentos no Monte). Ficamos deslumbrados, fascinados e cada um foi explorar ali os arredores do acampamento enquanto já montavam as barracas. Nesse dia depois de descansados, fomos dar uma volta. Pontos: La Cueva e um dos mirantes. Sensacional. 4º Dia: Monte Roraima Nesse dia acordamos cedo também e chovia muito, muita neblina mas ainda sim, não íamos perder um segundo que fosse por causa da chuva. Partimos com destino a Las Ventanas, Vale dos Cristais e Jacuzzis. O vale dos Cristais é impressionante, mas atente-se, não pode ser retirado nenhum cristal de lá, paga-se multa de 1.0000 dólares. Para meu desgosto ou simplesmente truque da natureza, quando chegamos nas Ventanas, estava tudo coberto por neblina não dava para se ter uma noção da imensidão e periculosidade daquele lugar mas ainda sim, contemplei de bom gosto e agradecida. De lá fomos as Jacuzzis, que lugar! Maravilhoso, água gelada sim, mas não pude resistir! O fundo das jacuzzis é repleto de cristais! Ficamos lá por algum tempo e retornamos para o acampamento. O tempo no Roraima é muito instável e no nosso caso, choveu o tempo todo. Eu gostaria muito de ter conhecido o Ponto Trilho ( fronteira dos 3 países – Guiana, Brasil e Venezuela), El Fosso e outros mas o tempo não estava do nosso lado e impossibilitou esses passeios. Faz parte da experiência estar aberto para as mudanças de humor da natureza!  Gostaria de ter ficado mais tempo e contratado o trekking de 8 dias mas só consegui uma semana de férias. Mas tá valendo! 5º Dia: Monte Roraima x Acampamento Rio Tek Nesse dia, vc anda tudo que andou em dois dias em um único dia. Prepare-se, os seus joelhos vão gritar! Rs Eu escolhi sair com o primeiro grupo dos mais lentos ( duas meninas), detalhe, cheguei ao passo das Lágrimas sozinha e comecei a descer quando avistei o grupo dos mais rápidos já dando as caras. O que antes eram “lágrimas” agora pareciam as cataratas de Foz do Iguaçu. Muita água, a trilha virou um rio de correntezas fortes. Desci com todo cuidado do mundo e ainda sim tive vários momentos de muita tensão pois tinha pedra rolando, podia cair algo de cima, perigo por todos os lados. Levei uns dois bons escorregões mas nada sério e continuei a descida. O combinado foi, almoçarmos no Acampamento Base e continuarmos até o Rio tek. Algumas horas depois de muita descida, pernas tremendo, cheguei sozinha com uma boa diferença do meu grupo. Sentei no rio e comecei a pensar em toda aquela experiência incrível. E depois decidi ir direto ao Rio tek sem parar pra almoçar. Peguei meu bastão, coloquei minha trilha sonora do filme “A Vida Secreta de Walter Mitty” e parti em meio a neblina pois 15km me aguardavam. No caminho encontrei um dos indígenas e carregadores e quando eu pisquei ele já estava sumindo na trilha por entre os montes. Foi muito bacana ter essa experiência comigo mesma, desci sozinha do Roraima ( me senti Indiana Jones rs), um turbilhão de pensamentos e ali naquela trilha fui pensando “ o que mais sou capaz de fazer e ainda não sei?” Quando cheguei no Rio Kekunán me bateu o desespero pois o nível do Rio tinha subido bastante e de repente, vi o índio com quem conversei no início da trilha e ele estava sentado esperando por mim pois sabia que talvez eu não conseguiria passar sozinha. Achei tão fofo! E assim ele fez, pegou na minha mão e me ajudou! Eternamente grata! Cheguei exaustaaaa ao Acampamento Rio Tek e lá encontrei outros indígenas e guias, me pagaram duas cervejas porque minha mochila ainda estava com o carregador e ficamos tentando nos comunicar. Tirei a minha bota molhada, o casaco molhado e pedi para experimentar a “mochila” feita de palha na qual eles levam todos os itens. Quase 1 hora e meia depois chegaram 2 pessoas do meu grupo e ficamos por ali de papo. Final da noite, jantamos e ficamos admirando os vagalumes e o céu intensamente estrelado e recordando já com saudades, do Monte Roraima. 6º Dia: Acampamento Rio Tek x Paratepuí Começamos a caminhada cedo e diferente dos outros dias, todos muito introspectivos, talvez estivessem exaustos ou talvez, estavam encantados demais pra falar. Chegamos em Paratepuí, joguei o poncho de chuva na grama e me deitei, cansada! Logo os carros chegaram e começamos a nos organizar para o retorno a Santa Elena, mas antes paramos em São Francisco onde foi servido um almoço delicioso com frango assado e refrigerante ( artigo de luxo depois de 6 dias tomando água de Rio e Chá) rs. Compramos umas lembrancinhas por ali e seguimos. Chegamos em Santa Elena e nosso taxista já estava a espera para nos levar a Boa Vista, onde nosso voo sairia no dia seguinte rumo ao Rio de Janeiro. O que falar dessa experiência? Foi indescritível! A gentileza dos indígenas, o sorriso sincero ao te servir todos os dias, o esforço físico, o encontro com o místico, o grupo incrível que conhecemos e as paisagens que levarei pra sempre na memória. Eu voltaria ao Mundo Perdido e tenho certeza que ainda me encantaria como se fosse a primeira vez! Considerações importantes: • Agência Mystic Tours (http://www.mystictours.com.ve/); • Facebook do Roberto Marrero dono da agência: https://www.facebook.com/roberto.marrero.391?fref=ts; • Posada Backpackers: http://lagransabana.travel/es/reserve-ahora/viewproperty/Posada%20Backpacker/64; • Posada Michele: http://www.hosteltrail.com/hostels/posadamichelle; • Contato do taxista Ciro que nos levou de Boa Vista a Santa Elena: +55 95 9136-4950 ele tb usa o Whatsapp; • Facebook do nosso Guia, o Lapa: https://www.facebook.com/jose.padrino.3150; • Gasto total da viagem, incluindo passagens áereas do Rio de Janeiro para Boa Vista: R$ 1.850,00; Quase me esqueci, fomos a uma baladinha em Santa Elena : https://www.facebook.com/tremens.tn?fref=ts ( Boate Tremens) a única da cidade!
  5. Raiça

    Monte Roraima

    Agencias Turismo - Monte Roraima Boa tarde! Pretendo fazer trekking pela gran sabana, incluindo monte Roraima e Salto Angel. Gostaria de saber se alguém tem alguma agencia que faça a trilha para indicar. Estou encontrando dificuldades, já que, por viajar sozinha, estão querendo me cobrar uma fortuna ou então dizem que não montam grupos de viagem (eu deveria convidar mais alguem para me acompanhar). Alguém poderia me dar alguma dica? Agradeço desde já.
  6. Marcelo.trekking

    Monte Roraima(INCRÍVEL)

    A viagem deu início dia 23/11, O grupo era de 9 pessoas, Minas,Manaus,Brasília e Roraima. 1°dia - Saímos de Boa Vista por volta das 10:00 e chegamos em Santa Elena no início da tarde, o grupo se hospedou numa ótima pousada perto do centro comercial, deixamos nossas coisas nos quartos e fomos pra rua comer e fazer compras... Comprei Tênis, material esportivo, fone de ouvido... O grupo voltou para a pousada no início da noite e fizemos um churrasco foda... O cara de Minas mandava bem na churrasqueira... 2°dia - No dia seguinte o veículo estava lá às 07:00 como combinado, partimos para a comunidade São Francisco, onde tomamos um café da manhã muito gostoso e olhamos as lojinhas de artesanato... Depois disso entramos no veículo tracionado e partimos savana a dentro, com destino inicial em Paraytepuy, onde começa todo o trekking a pé... Chegando lá, desembarcamos nossas coisas e já fomos logo almoçar, o incrível é que a alimentação foi sempre muito gostosa, surpreendeu a todos... Após o almoço, começamos o trekking de aproximadamente 4 horas até o primeiro acampamento chamado Rio Tek, paisagem massa, na beira do rio, com o Monte Roraima na tua frente... O grupo era divertido demais e já tava um zoando o outro... A equipe do guia sempre muito atenciosa, eram 6 pessoas, todos muito gentis e arranhavam bem o português, dava pra entender... Barracas armadas, o grupo se ajeitou e logo as 19:00 à janta estava pronta, e adivinhem, estava maravilhosa... O grupo foi batendo papo, se conhecendo e lá pelas 21:00 o povo começou a dormir, pois a caminhada cansa um pouco... 3°dia - Acordamos todos cedo, a equipe do guia já estava com nosso café da manhã pronto às 07:00, ajeitamos nossas coisas e lá pelas 08:30 demos início à nova caminhada, atravessamos o Rio Tek, andamos um pouco e passamos por uma igrejinha linda, atravessamos o Rio Kukenah e demos continuidade no trekking, aproximadamente 3 horas e meia, com aquele Monte Gigante na nossa frente até chegarmos num acampamento militar, onde o grupo repousa e a equipe do guia prepara nosso almoço(arroz, salada e atum)... Após o almoço, voltamos a caminhar por mais ou menos 3 horas e meia até chegar no acampamento Base? Que fica no pé do Monte Roraima, visão perfeita, tudo muito lindo... A equipe descansou enquanto a equipe do guia montava nossas barracas, fomos tomar banho na cachoeira e quando voltamos, estava tudo no esquema... Foi o dia mais puxado, então logo após a janta ficar pronta, a galera jantou e foi logo dormir... 4°dia - o dia mais esperado, hora de subir o magnífico... Acordamos pela manhã com o café da manhã e partimos... A subida é feita por uma fenda, sempre com uma vista incrível de toda a savana, Um clima gostoso... Chegamos no topo já na hora do almoço, e logo a comida estava pronta, descansamos como de costume e andamos mais ou menos 15 minutos até o hotel (caverna). Com a tarde livre, o guia nos levou para vários lugares incríveis para tirar foto... Voltamos para o "hotel por volta de 18:00 e as 19:30 já estávamos jantando, já estava me acostumando mal com a comida deles rsrs... Uma noite descontraída, e logo a galera foi descansar... 5°dia - dia de rodar pelo topo... Foi o dia mais irado, fomos em muitos lugares e aproveitamos pakas, cada lugar mais foda que o outro... A manhã inteira curtindo, pausa para o almoço e a tarde inteira curtindo, conhecemos quase tudo é foi muito produtivo, muito massa... Voltamos no final do dia em êxtase... Tomamos banho na Jacuzzi e já fomos jantar... A galera capotou de sono rs... 6°dia - acordamos com um café da manhã, tiramos mais algumas fotos por perto e nos preparamos para descer... Paramos na hora do almoço no acampamento base e lá almoçamos, depois seguimos viagem em direção ao Rio Tek, onde a galera tomou um banho maneiraço no rio... Montamos acampamento, jantamos e fomos dormir... 7°dia - ao acordar com um mega café da manhã, ajeitamos nossas últimas coisas e fomos fazer nosso último dia de trekking.... Chegamos então à comunidade Paraytepuy, onde tinha um almoço foda com macarrão enquanto arrumavam nossas coisas na Toyota.. Voltamos para San Francisco e compramos uns artesanato lindos... Depois disso voltamos para Santa elena onde nosso veículo já estava nos esperando.. isso já era 15:15 Voltamos para Boa vista dormindo e mega satisfeitos... Nos deixaram nos respectivos endereços e encerramos nosso tour... PS; o pacote fechado custou R$1.250 (incluindo pousada, transporte, alimentação nos dias de trekking, barraca e isolante térmico) achei um preço muuuito bom, o guia super atencioso, a alimentação foda, foi muito maneiro... Recomendo [/img]
  7. evelynlaitz

    Monte Roraima 9 dias

    Chegamos no aeroporto por volta das 2 e o objetivo principal era achar um lugar para descansar um pouco, o que não foi difícil principalmente com a ajuda do pessoal do aeroporto que deixaram o ar condicionado ligado e as luzes apagadas no mezanino pouco usado do aeroporto. Um pouco antes do horário marcado Frank (tel 95 99159 3855), o taxista, já estava alegremente esperando por nós. Acordamos no susto e já saímos correndo para não perder tempo. O combinado era de pegar-nos no aeroporto passar no Hotel Colonial pegar a Debora com o Luiz e tocar para frente. Fizemos uma parada no Quarto do Bode para comer a paçoca de carne, tão boa que até trouxe para casa, e um pão de queijo. A próxima parada era para a aduana brasileira e depois a venezuelana. 3 horas depois chegamos na Posada Michele para conhecer nossos guias e porteadores. Fiquei chocada com tanta comida, parecia compra de natal. Entramos no carro que nos levaria para Paraitepuy numa viagem de 2 horas. Chegando lá preparam um lanche para começar a expedicao que contava com o guia e 4 porteadores que nos acompanhariam até o fim e dois que eram só para os dois primeiros dias.
  8. Venezuela, Janeiro de 2014 Voo São Pualo – Boa Vista Boa Vista - se informar com seguranças do aeroporto sobre terminal Carabá local onde pegar taxi ‘lotação’ para Santa Elena do Uiaren e ir de taxi ate esse local (30 reais) - taxi ‘lotação’ leva 4 pessoas e cobra 35 reais de cada. Faz parada na aduaneira para que peguem autorização de entrada (não é necessário passaporte, so RG) Santa Elena de Uiaren - Pousada 3 Naciones (melhor custo beneficio) -dono da pousada é brasileiro e troca reais por bolivares no cambio negro! Confiável! (estava 1 real = 23 bolivares e no final da viagem estava 1 = 27 bolivares) - comprar passagem para Ciudade Bolivar com 1 dia de antecedência (agências de turismo reservam para turistas e deixar pra comprar na hora de sair é arriscado) - deixamos parte da bagagem na pousada para subir o monte Roraima apenas com o necessário para 6 dias la **todos os onibus que viajamos no país colocam ar condicionado no mais frio, sempre viaje com casaco, meias e saco de dormir - na fila (enorme) de carros para abastecer conseguimos o telefone do jipeiro Franklin Sierra telefone 04265673074 que conseguiu contato de Alejandro (Alex) 04266102578 para nos levar a entrada do monte Roraima – o dono da pousada deixa fazer essas ligações Monte Roraima - Taxi com Alex ate aldeia Indigena (cobrou 3 mil bolivares para levar na comunidade e ate a entrada do parque do monte roraima e combinamos dia e horário pra ele buscar – mais 3 mil para a volta – total 6 mil = 260 reais) - indígena Jeremias Williams (Rapemon – ele eh rapper! Tenho no facebook) cobrou mil por dia de trek mais 2 mil para comida (total 8 mil = 348 reais) - 6 dias de caminhada, tomando banho no rio, cozinhando a própria comida (fizemos compras no brasil: miojo, sopão, sardinha,..) e levando as próprias mochilas. O guia so indicava o caminho. - total gastamos 14 mil bolivares (3500 cada um = 152 reais) sendo que as agencias cobram cerca de 10 mil por pessoa (435 reais). **muito frio a noite e muito calor de dia com chuva, perigo das roupas da mochila molharem e passar frio a noite **levar comprimidos que purificam agua Ciudad Bolivar -viagem de ônibus por 11h entre Sta Elena e CBolivar - chegando em CBolivar já compramos passagem de ônibus direto para Caracas e descemos na Plaza Venezuela (8h de viagem) Caracas - Hotel La Floresta ou Altamira ambos no bairro Altamira – mesmo preço (325Bol por pessoa no quarto duplo ou quadruplo = 14 reais) mas La floresta é mil vezes melhor - conhecer bairro Boulevard (3ª estação de metro dps da estação Altamira) - taxi ate aeroporto para comprar passagem à Los Roques (compramos ida e volta por 7240 Bol para o dia seguinte – 315 Reais) Los Roques – 5 dias/Empresa Aerotuy -pagar taxa ao chegar na ilha (214Bol – 9 Reais) -Autorização do Inparques para acampar (guardar este documento) e barcos-taxi para qualquer ilha combinando data para buscarem você la - 2 noites em Francisqui de ariba (ilha deserta apenas com a casa abandonada em que o pescador Willy tinha concessão de uso) -Ilha principal Gran Roque (única ilha com pousadas e comercio) com área de camping péssima, muitas moscas e sem banheiro, sem chuveiro Caracas - Tour com amigo venezuelano que conhecemos no topo do monte roraima - Centro Historico da cidade e Subir montanha Ávila - rodoviária para CBolivar fica no bairro Altamira Ciudad Bolivar - empresa Eco Adventures com um agente que nos abordou na rodoviária de Ciudad Bolivar (escritório na própria rodoviária sala n. 33 – site: http://www.adventurevenezuela.com email: [email protected]) - chorar muito o preço que eles reduzem – 8.500 Bol para 3 dias com 3 refeicoes diárias inclusas com uma noite extra sem alimentação (315 Reais) Canaima - pousada simples, local próximo a cachoeiras - Um dia para conhecer as cachoeiras mais próximas de canoa -um dia com saída pela manha para Salto Angel e dormir em galpão aberto em redes, sem energia elétrica Jantar e café da manhã servidos pelo guia. Ciudad Bolivar - muito perigosa sem atrações a não ser o delta do orinoco, rio que aparecem botos Sta Elena - freeshop com poucas coisas mas preço muito bom (perfumes, bebidas e eletrônicos) - taxi ‘lotação’ ate Boa Vista
  9. Se existe uma palavra que define essa viagem para a Venezuela é EXTREMO. A praia mais bonita do mundo, a cachoeira mais alta do mundo, a montanha plana mais alta do mundo. A Venezuela é o extremo da beleza natural, o extremo da aventura selvagem, o extremo do cansaço físico e, infelizmente, o extremo da violência e da corrupção. A viagem no total deu 23 dias e como há muito a ser dito, o relato será dividido em tópicos. Resumo do roteiro: 20/12 – 21/12: Voo CFN – Caracas, pernoite em Maiquetia, translado Higuerote, voo LR 21/12 a 28/12: Los Roques 28/12: Retorno Los Roques, translado Higuerote 29/12: Voo Maiquetia-Puerto Ordaz, Voo Puerto Ordaz-Canaima, Passeios lagoa e cachoeiras no parque, pernoite no alojamento 30/12: Salto Angel e pernoite no redário 31/12: Voo Canaima-Puerto Ordaz, pernoite em Puerto Ordaz 01/01: Transporte Puerto Ordaz – Santa Elena de Uairén, pernoite em Santa Elena 02/01 a 07/01: Monte Roraima 08/01: Travessia fronteira e transporte até Boa Vista 08/01 a 10/01: Boa Vista 11/01: Voo Boa Vista - CFN Meu namorado (Felipe) e eu, embarcamos em CFN dia 20/12 às 13:30h rumo a Caracas. Como fomos pela Copa airlines, fizemos conexão no Panamá, onde chegamos às 17:30h (hora local). No free shop do aeroporto do Panamá há basicamente eletrônicos, perfumes, óculos e roupas. Calçados só encontramos uma loja muito pequena e que com a conversão do dólar, não valia a pena comprar. Mas o que achei mais sensacional do free shop do Panamá foi a loja da National Geographic! É de pirar lá dentro!! Saimos do Panamá às 21:46h e chegamos em Caracas às 00:40h – horário local (em relação à Brasília e ao horário de verão, Caracas é menos 2:30h). Por causa do horário, o desembarque em Caracas já estava bem vazio. O Miguel Serrano já estava nos esperando na porta do desembarque com sua esposa e assim não fomos abordados por ninguém. O MIGUEL SERRANO: O Miguel é um venezuelano que trabalha como agente de turismo. Quando começamos a planejar a viagem (quase 6 meses antes), o nome do Miguel aparecia na maioria dos relatos e indicações no fórum dos Mochileiros e em um grupo do facebook sobre Los Roques (https://www.facebook.com/groups/losroques/). Começamos a trocar e-mails e whats com ele sobre passagens aéreas para Los Roques, transporte entre aeroportos, hotéis para pernoite em Caracas... Já adiantando, todas as indicações e recomendações do cara são MUITO VÁLIDAS. Sério. O cara é um excelente profissional, muito confiável ( e pessoa mais desconfiada que eu tá pra nascer) e não te deixa na mão em nenhum momento. E se não fosse ele, nem metade das coisas que fizemos teriam dado certo. Por mais que tentarei explicar, só vivenciando a situação política e econômica do país para entender a profundidade do que vou falar. Talvez a melhor forma de expressar a situação geral da Venezuela é: TÁ TUDO MUITO FUDIDO por lá (existe um tópico específico para isso mais embaixo). Apesar de, obviamente, o Miguel incluir o valor dos serviços dele, valeu cada centavo que gastamos com ele. Primeiro por causa do dinheiro mesmo. O Bolívar forte (Bsf. - moeda da Venezuela) no câmbio oficial do governo é muito desvalorizado quando comparado com o câmbio negro. Existe um app pro celular (ou pode consultar no site tbm) chamado Dólar Today que é a base do valor do dólar no câmbio negro. Durante a viagem, em média, 1 dólar equivalia a aproximadamente 180Bsf no câmbio negro, enquanto no câmbio oficial 1 Usd valia cerca de 5 a 6 Bsf. Desde que comecei a acompanhar o valor do Bsf há cerca de 6 meses, a inflação do bolívar no câmbio negro aumentou mais de 100%. Então esse é um app importante de se ter para a viagem. Claro que vc nunca vai conseguir trocar exatamente o valor do dia que o Dólar Today dá, mas ele é uma boa maneira de se manter informado e não ser passado para trás. Em Los Roques conseguimos o melhor câmbio (1Usd para 145Bsf) na farmácia da ilha. Em Santa Elena de Uairén, quando fomos para o Monte Roraima, estávamos conseguindo cerca de 1Usd para 120Bsf para notas grandes (por exemplo, se quiséssemos trocar 100 dólares, eles faziam o câmbio a 120Bsf. Mas se fosse pouco dinheiro, tipo 20Usd, eles faziam o câmbio a 70Bsf). Na fila da imigração na fronteira Brasil-Venezuela, ficamos sabendo que algumas pessoas conseguiram câmbio de até 195Bsf na Isla Margarita). Resumindo: com essa discrepância entre o valor do Bsf no câmbio oficial e no câmbio negro, não valia a pena pagar nada com cartão de crédito, pois seria debitado o câmbio oficial. Tudo só valeria a pena se pagássemos com dinheiro vivo e convertendo pelo câmbio negro. Esse foi o primeiro grande motivo de termos fechado com o Miguel. Ele comprou nossas passagens aéreas para Los Roques, fechou nossa estadia em Los Roques, fez o transporte até o aeroporto de Higuerote e a garantiu a pernoite em Caracas. Pagamos ele somente quando chegamos lá. Isto é, tudo na base da confiança. Se não viajássemos, ele teria feito isso tudo e não veria o dinheiro. Também trocamos 100Usd com ele (com câmbio de 100Bsf) para termos dinheiro pra entrar na ilha (que só aceita Bsf para a entrada). E pagamos tudo para ele,inclusive a Pousada em LR. Quando chegamos na pousada, o pessoal já estava a nossa espera. Outro motivo de ter fechado com o Miguel foi para termos o apoio de uma pessoa local. A Venezuela não está fácil e a segurança tem que ser prioridade absoluta. Quando chegamos no aeroporto de Caracas, ele e a esposa estavam nos esperando com uma plaquinha com o nome do Felipe bem no desembarque. Os dois super simpáticos, com o carro próprio, nos levaram para dormir em um Hotel (que não lembro o nome!), mas era ótimo, quase a beira mar. Nos buscaram na manhã seguinte, nos levaram até o aeroporto de Higuerote e praticamente só foram embora quando estávamos entrando no avião. Quando voltamos, a mesma coisa. Quando descemos do avião chegando de Los Roques, o Miguel já estava nos esperando. A mala para Los Roques pode ser no máximo de 10Kg. Alguns quilinhos a mais até podem ir, mas vc paga o excesso de bagagem (que tem que ser paga em Bsf). Muitos quilos a mais não vão. Pq? O avião é um teco-teco de 8 ou até 20 lugares e que não aguenta carregar muito peso. Nossa bagagem excedeu uns 3Kg e não lembro exatamente quanto pagamos de excesso de bagagem, mas deu menos ao equivalente de 20 reais. Mais uma vez graças ao Miguel! Como estávamos com muito peso pro Monte Roraima (barraca, sacos de dormir, roupas de frio...), ele ofereceu de deixarmos a parte da bagagem que não usaríamos em Los Roques na casa dele. Quando ele fosse nos buscar do regresso da ilha, passaríamos na casa dele para buscar nossas coisas antes de partir para outro destino. O Miguel também oferece serviços turísticos para Canaima/Salto Angel. Após Los Roques e algumas mudanças de planos em nosso roteiro de viagem, fechamos com ele o passeio para Canaima/Salto Angel. Existe um esquema de corrupção monstruoso nos aeroportos e não estávamos conseguindo adiantar nosso voo para Puerto Ordaz e tbm não achamos passagens rodoviárias (em 3 ou 4 rodoviárias diferentes). Só conseguimos ir para Puerto Ordaz na data que gostaríamos por causa do Miguel. Ele e a esposa ficaram rodando conosco até de madrugada tentando trocar ou comprar passagens para Puerto Ordaz, arranjaram hotel de última hora... Outra vantagem de ter fechado tudo antes com ele foi a garantia do nosso passeio. Nas altas temporadas, os voos lotam, as passagens esgotam. Da mesma forma, as pousadas na ilha. Então se o tempo está curto e vc não tem disponibilidade para ficar na cidade, caso não consiga passagens/hospedagem, não vale a pena arriscar. É melhor garantir no mínimo a passagem aérea para Los Roques com o Miguel. Em baixas temporadas eu até arriscaria tentar arranjar uma pousada na hora na ilha. Sai bem mais barato. Mas somente em baixíssimas temporadas. Do contrário, tbm não vale arriscar. Existem várias pessoas que são agentes de turismo como o Miguel. Quando estávamos pesquisando e entrando em contato com várias pessoas, algumas delas, inclusive outros agentes de turismo venezuelanos, nos indicaram o seu contato. Assim, da minha parte e do Felipe, o Miguel tem a nossa total recomendação. Se voltarmos à Venezuela, especialmente Los Roques e Canaima, certamente entraremos em contato com ele novamente. O e-mail dele é [email protected] Whatsapp: +584141307231 Ele fala espanhol, mas entende bem português também. LOS ROQUES – O paraíso Não conheço outras praias no Caribe, mas pelas minhas pesquisas e todos os relatos que já li e ouvi, é unanimidade: Los Roques é o paraíso! Certamente voltarei naquele lugar! Praias paradisíacas, com tons de azul que confundem com o céu, areia branca e fina e VAZIAS. Com exceção de um bar e a praça na Gran Roque (que é a ilha onde tem as as pousadas e o aeroporto), não há badalação. A maior parte dos turistas são casais ou famílias. Muitos, muitos estrangeiros. Apenas duas empresas aéreas fazem o trecho para Los Roques: A Aerotuy e a Chapi Air. Os voos da Aerotuy partem de Maiquetia (que é uma cidade metropolitana de Caracas e onde fica o aeroporto. É como se fosse o aeroporto de Confins em relação à BH). Essa empresa vende passagens pela internet, mas tem um histórico grande de atrasos. Quando estávamos fechando as passagens para Los Roques, a venda de passagens pela Aerotuy estava suspensa pelo governo exatamente pelo excesso de atrasos e cancelamentos. O voo é mais caro. Cerca de 160 dolares, mais imposto. O avião é um pouco maior (acho que deve ser pra uns 50 passageiros ou um pouco mais). Os voos da Chapi Air partem de Higuerote, que é uma cidade que fica cerca de 2:30h de carro de Caracas com o trânsito livre. É bem longe, mas é mais garantido (desde que vc já tenha a garantia de passagem, como quando o Miguel comprou pra gente. Dependendo da época do ano, não há passagens, pois os voos lotam e esgotam). A empresa não vende passagens pela internet e custa cerca de 120 dolares, mais imposto (só pode ser pago em Bsf). O avião é um teco-teco de 8 a 20 lugares. Fechamos com o Miguel a passagem para Los Roques com a Chapi Air (170Usd cada), a pernoite no Hotel em Maiquetia (Bsf 2.300 o casal), o translado ida e volta Caracas-Higuerote (90Usd cada), a Pousada Gremary em Los Roques com pensão média (35Usd cada a diária). Pegamos 7 diárias em LR. Trocamos ainda 100 dólares com o Miguel com o câmbio para 100, dando 10.000Bsf. O volume de dinheiro é muito grande, então não adianta trocar muito dinheiro. Além de não saber onde por, o risco é maior de ser roubado. Além do mais, o limite de trânsito de dinheiro não declarado é o equivalente a 10.000Usd. Se a polícia te pegar com o dinheiro, além do crime de trocar dinheiro no câmbio negro, dependendo da quantidade de bolívar que trocar pode ultrapassar os 10 mil dólares (já que câmbio oficial é MUITO menor do que o câmbio negro). Ou ser roubado pela própria polícia, pois mais corruptos do que eles não há. Los Roques é um conjunto de ilhas e quando o teco-teco começa a chegar perto, a imagem é absurdamente espetacular. Indescritível. A Pousada Gremary (que fica bem na praça) é simples, mas tem uma boa infraestrutura. Os funcionários são muito simpáticos e a comida é muito boa. Parece que nenhuma pousada tem chuveiro quente (por mais luxuosa que seja, pois a ilha é movida a geradores. A energia cai toda hora e creio que se tivesse chuveiro elétrico, seria muito pior). A água também é escassa. A única coisa que é importante ter na sua pousada é: café da manhã e janta, wifi, uma cama confortável e, especialmente, ar condicionado no quarto. De resto, vc ficará na praia em outras ilhas o dia inteiro. Nas ilhas não tem nada pra comprar, salvo raras exceções em algumas ilhas. Então o lance é levar caixas térmicas (Cavas) com gelo e sua comida. As pousadas que oferecem pensão completa incluem esse serviço. Eles preparam a cava pra vc. Nós optamos por pensão média, que incluía apenas o café da manhã e a janta. A cava nós mesmos montávamos. O Gregório (dono ou filho do dono da Pousada) nos emprestava uma cava. Nela levávamos água 2L, suco 1L, cerveja 6 latas, sanduíches da padaria, além do gelo e um biscoito doce na mochila. Pra gente era mais do que suficiente para um dia inteiro de praia. Essa nossa compra pra cava ficava em média uns 300 a 500Bsf por dia (que no câmbio a 145, dá cerca de 2 a 4usd). Financeiramente vale muito mais a pena comprar e montar sua própria cava. Se a pousada montar a cava pra vc no esquema de pensão completa, vc terá ainda mais conforto pela facilidade e praticidade, e maior variedade de comidas (macarrão, outros sanduíches, mini-saladas...), mas tbm pagará por isso. Padaria, loja de gelo, cerveja e padaria são bem pertos uns dos outros. Pousada vc encontra de tudo que é jeito. Tem umas muito luxuosas de até 185usd a diária por pessoa. A maioria gira em torno de 85usd/pessoa/diária. Mas existem algumas mais simples, como a que ficamos ou outras mais simples ainda. Pagamos o valor de 35Usd a diária por pessoa pq fechamos com o Miguel e na alta temporada. Se conseguissemos fechar lá sairia bem mais barato, mas arriscaríamos não conseguir vagas. Na baixa temporada, ouvi falar de pousadas de até 10Usd a diária. Não sei quais são elas. E creio que a baixa temporada seja igual no Brasil: longe de feriados e férias escolares. O que fazer em Los Roques? Cada dia ir em uma Ilha diferente. Cada uma tem suas características. Unanimidade é que a Cayo de água é a mais bonita. De fato. Fomos nela 2 vezes: no primeiro e no último dia. Uma semana é tempo mais do que suficiente para conhecer as principais ilhas, onde existem barcos que vão para elas todos os dias (ou seja, as mais comerciais). Mas existem muitas outras ilhas não tão comerciais, mas que valem a pena demais serem visitadas. Mas conseguir barcos pra elas não é tão fácil. Os barcos geralmente são acertados pelas próprias pousadas. No nosso caso, conversávamos com o Gregório sobre qual passeio estava disponível para o dia ou falávamos qual ilha gostaríamos de ir. Ele por telefone logo arranjava o barco. O barqueiro nos buscava na pousada ou, geralmente, íamos até o píer e procurávamos algum responsável que já estava nos aguardando. Tem 2 empresas de mergulho com cilindro. Se tem interesse em fazer, já procure elas logo quando chegar para ver a disponibilidade de passeios e fazer sua reserva. Não conseguimos e não tenho os nomes/contatos. Fomos às ilhas Cayo de agua, Augustin, Carenero, Sarqui, Madresqui, Francisqui, Crasqui, Noronsqui, Espenqui, além da base Gran Roque. Dentre elas, Augustin é a única não comercial que conseguimos (ela é vazia. Só tinha eu e o Felipe e mais um casal da Aústria). Dizem que Boca de Sebastopol é incrível pra mergulho e snorkel, mas é menos comercial ainda, então não conseguimos. As que eu mais gostei foram Cayo de agua, Carenero e Augustin. Levem máscara e snorkel. O aluguel é até barato, mas é muito mais prático e higiênico ter seu próprio equipamento. Vc os usará todos os dias. Na farmácia havia acabado o repelente e havia pouco protetor solar. Há muitos pernilongos em Gran Roque. Então não se esqueça! É prudente levar remédios tbm. Não esqueça também os adaptadores para tomadas. Se vc for na data de alguma festa grande, como no nosso caso o Natal, deixe para ir nas ilhas mais próximas no dia seguinte. Os barqueiros saem mais tarde pq enchem a cara com vontade. Mas foi bem interessante passar o Natal na ilha! Parece que a população é muito católica. Eles entupiram a igreja e todo mundo começou a cantar músicas ao redor do presépio bem ao estilo caribenho! Todo mundo empolgado, batendo palma, celebrando! Depois eles ligaram algumas caixas de som na praça e todos começaram a dançar músicas que fazem sucesso por lá. Até Show da Xuxa em espanhol rolou! Foi uma interação bonita de se ver! Pessoas de todas as partes do mundo dançando, sorrindo e divertindo juntas!
  10. Nei Lima

    Monte Roraima

    Depois de um longo e tenebroso inverso volto a escrever. Um amigo iria fazer um concurso em Boa Vista/RR, sendo assim ele me convidou para subir o Monte Roraima com ele. Dei uma olhada na data, e descobri que o mês de março seria um bom período para ir até lá, pois seria uma época de pouca e chuva e baixa temporada para turistas, ao contrário de datas como o carnaval e férias escolares. Desde então comecei minha pesquisa. Entre várias indicações de empresas venezuelanas, brasileiras e guias que realizam o passeio, achei a Nativa Tour (http://www.nativatourskhasen.com/). Para um grupo de 4 pessoas o passeio sairia por mil reais por pessoas. Éramos um grupo composto justamente por esse número, entretanto, um dos colegas não puderam ir, por isso o tour ficou no valor de R$ 1300,00 por pessoa. O lado positivo da Nativa Tour: nosso grupo foi apenas os três integrantes, ao contrário de outras empresas que montam grupos de quinze pessoas. A diferença financeira não é tão significativa, pois o valor gira em torno de R$ 750,00. Mas o ganho do turismo em relação ao tempo e conforto é significativo em um grupo menor. Tendo em vista nosso escasso tempo, decidimos reservar um taxi para ir de Boa Vista até Santa Elena de Uiarén, na Venezuela. Distância de 230 Km. Entrei em contato a Dona Sônia (95 91280819 – 99123-2522), que fui atenciosa e garantiu que disponibilizaria um taxi para nos buscar em Boa Vista. No horário marcado lá estava o táxi como combinado. Entretanto, quando chegamos em Pacaraima, a Polícia Federal não estava mais atendendo, nem a Migraciones do lado venezuelano, portanto ficamos uma noite na cidade. Valor pago pelo taxi R$ 200,00. Ainda em Boa Vista, em uma “Feira de Importados” comprei um carregado portátil de 23 mil amperes no valor de R$ 100,00. Uma dica para economizar bateria é deixar o celular em “Modo Avião” e apenas um do grupo fica com o despertador ligado e é responsável em acordar o resto da galera. Em Pacaraima, ficamos no Hotel Roraima, que cobrou R$ 210,00 pelo quarto triplo. No dia seguinte, as oito horas da manhã, a Polícia Federal já estava funcionando. Fomos a pé até lá, carimbamos nossa saída, de lá caminhamos até “la migra” na Venezuela, onde carimbamos nossa entrada. De lá mesmo, pegamos um táxi brasileiro, que cobrou cinco reais, e nos deixou na Nativa, já em Santa Elena. Nosso primeiro câmbio foi na cota de um real por 66 bolívares, que realizei ainda na fronteira, próximo ao posto de gasolina da Venezuela que é apenas para carros brasileiros. Posteriormente, lá nas ruas de Santa Elena meus colegas fizeram o câmbio na proporção de um para 62 bolívares. Ao contrário do que alguns dizer, não há vantagens exorbitantes na troca do dólar por bolívares, a moeda norte americana estava na proporção de um para 200 bolívares. Para levar os três intrépidos aventureiros ao topo do Monte Roraima, a Nativa escalou como guia Heber Herreira, José Silva como auxiliar imediato, Andy, um guianense responsável pelo transporte da comida e Mauro, um índio fã da seleção brasileira e que mora no Parque Nacional Canaima na comunidade Paraitepuy, onde está o monte. Saímos da entrada do Parque Canaima, onde pagamos uma taxa simbólica de 100 bolívares, por volta de 11h30 e caminhamos até às 15:40 até o acampamento rio Tek, onde fizemos nossa primeira parada. Segundo dia, acordamos e tomamos um reforçado café da manhã, saímos por volta de 07h15 e caminhamos até o “Campamento Base”, que está a 1900m de altitudes, onde chegamos por volta de meio dia. Pelo grupo ser pequeno e de pessoas com boas condições de saúde, acho que deveríamos ter tocado direto e subido o Monte Roraima no segundo dia. Então aqui fica a dica, para grupo pequenos e de pessoas com boas condições de saúde física, vale a pena fazer o percurso em um dia e meio, saindo da base do Parque Canaima, o mais cedo possível e caminhar até o “Campamento Base”, e daqui partir cedo para o topo do Monte Roraima. Foi é “refém do tempo” no Monte, então quanto mais tempo o aventureiro puder passar lá em cima melhor. O passeio de seis dias eu não recomento, achei pouco tempo, por isso acho que no mínimo tem que ser oito dias. Saímos por volta de 07h30 e às 10h30 já estávamos em cima do Monte Roraima. Sugestão de material para levar: • Bananas passa (1kg); • BCAA; • Barra de Proteína; • Sabão neutro; • Bateria portátil para o celular (caso as fotos forem tirada do aparelho); • Binóculos; • Gelol e/ou emplastos (salonpas); • 01 calça impermeável; • 01 blusa impermeável; • 01 Blusa Thermo Skin; • 02 segunda pele; • 01 calça segunda pele; • 01 bota; • Lanternas; • Uma corda para varal e 05 prendedores; • 03 camisetas dry fit; • Protetor solar; • Chapéu ou boné; • Óculos escuros; • Toalha de banho Intagram: @neilimafotografia Facebook: Nei Lima Blog: http://imagemreflexao.blogspot.com.br/
  11. Fala galera! Enviando um relato aqui pra ver se ajuda um pouco o pessoal que quer conhecer o Monte Roraima. Vamos lá! Período: 12 a 22/02/2015 Fui um dias antes do pessoal porque a passagem estava beeem mais barata. Roteiro: 12/02/2015 - Vitória/Rio/Manaus/Boa Vista 13/02/2015 - Boa Vista/Santa Elena de Uairen 14/02/2015 - St. Elena 15/02/2015 - Dia 1 Trekking 16/02/2015 - Dia 2 Trekking 17/02/2015 - Dia 3 Trekking 18/02/2015 - Dia 4 Trekking 19/02/2015 - Dia 5 Trekking 20/02/2015 - Dia 6 Trekking 21/02/2015 - St. Elena/Boa Vista 22/02/2015 - Boa Vista/Manaus/São Paulo/Vitória Passagens aéreas Consegui uma super promoção e paguei R$ 685,00 ida e volta, com as taxas. Pacote trekking Duração: 6 dias e 5 noites Agência: Mystic Tours Incluso: Café da manhã, almoço, jantar, banheiro portátil e barracas Preço: 35.000bsF = R$ 730,00 Câmbio 1 real= 48bsF (no dia que chegamos) 1 real = 54bsF (no dia que voltamos) Documentos Identidade ou passaporte Cartão de vacinação internacional A vacina contra febre amarela tem que ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem. O cartão de vacinação internacional vc pega em qualquer aeroporto, com seu documento e o cartão de vacinação entregue pelo posto de saúde. DICA: Se tiver sua identidade atualizada e for numa época de muito movimento, tipo feriados prolongados, vá só com a identidade, não com passaporte. Porque com a identidade não precisa passar na Polícia Federal, só no stand da Venezuela. Já adianta muita coisa. O que levar O que faltava, comprei na Decatlon, os preços de lá são ótimos e de boa qualidade. Tem que escolher, claro. Mochila Capa de chuva p/ mochila Capa de chuva ou poncho Saco de dormir (a agência fornece, mas quis levar o meu O deles é limpinho, mas é grande, ocupa muito espaço) Lanterna cabeça Lanterna de mão Anorak Fleece Bota 2 pares de meias grossas 1 meia grossa para dormir 2 calças que não sejam pretas e que sequem rápido 2 camisas que não sejam pretas e que sequem rápido 2 camisas manga longa que não sejam pretas e que sequem rápido 1 Bermuda Biquini Toalha absorvente Luva Gorro Chapéu Chinelo Calça moletom para dormir Camisa para dormir Mochila de ataque (para viagem e para os dias que ficarei em St. Elena e no cume) Garrafa de água Repelente (Exposis Extreme, é o melhor) Protetor solar Vaselina (passar no pé pra não dar bolhas) Sabonete biodegradável Sacos para lixo Clorin Remédios para febre, enjoo, azia, dor, anti-inflamatório etc Silver tape (minha bota abriu o solado, foi o que salvou) Chocolate, Amendoim, frutas secas e outras comidinhas Hospedagem Boa Vista: Hotel Farroupilha - R$ 170,00 a diária no quarto quádruplo (R$43 por pessoa) St. Elena: (na ida) Venezuela Explorer Ecolodge - bsF 1.500 a diária no quarto duplo St. Elena: (na volta) L'auberge: bsF 4.400 a diária no quarto quádrúplo O Farroupilha é simples, mas limpinho e confortável e tem ar condicionado. O Explorer é no meio de uma fazendinha, bem lindinho, mas não muito perto do centro, não tem ar, mas tem chuveiro quente (mas é bem fresco, não precisou) O L'auberge tem ar, chuveiro quente e fica perto de tudo. Muito boa a pousada. Saí de Vitória 18:37h e fui pra saga de aeroportos...Cheguei em Boa Vista 01:40h da madrugada, pegamos um táxi até o hotel, eles geralmente cobram valor fechado, R$40,00. Reservei a diária no hotel Farroupilha sem pagar metade do valor, pagamos na hora que chegamos. Tomamos um banho bom e dormimos pq estávamos exaustos. No dia seguinte fomos pra rodoviária, que fica em frente ao hotel e descobrimos que só tinha um ônibus pra Pacaraima, que saía as 7:30h e perdemos. Fomos de taxi, pagamos R$40,00 por pessoa pra nos buscar no hotel. Geralmente é R$35,00, vc indo na central dos taxis. São 2h até Pacaraima, ele nos deixou na fronteira mesmo. Fomos fazer os trâmites de saída e entrada, passamos um tempão, tinha muita gente...filas enormes. Tem que passar na Polícia Federal pra dar a saída do Brasil e passar no stand da Venezuela pra dar a entrada. NÃO ESQUEÇA da vacina de febre amarela nem da carteirinha internacional de vacinação. Fizemos tudo e fomos pra Santa Elena. Tomamos um bom banho e fomos passear procurar a agência que fechamos o tour pelo Roraima. Como a gente chegou antes, íamos ficar um dia a toa, então fechamos um passeio pela Gran Sabana, de 1 dia. Segue link do relato com fotos. gran-sabana-tour-de-1-dia-t110288.html A tarde fomos à agência para fazer o briefing da Expedição ao Monte Roraima. Dia 01 Nosso dia começou as 05:30h da manhã com o carro da agência chegando na pousada (eles geralmente não buscam, mas pedimos, pedir não custa nada rsrs). Estava marcado de sairmos as 06h, passamos na agência pra tomar um café da manhã, pegar o guia e partimos as 06h pra Paraitepui, num trecho de cerca de 1h em estrada de asfalto e 40min em estrada ruim, de barro. Aí já começa a aventura, os caras correm demais, pelo amor!! Chegamos vivos, ufa!!! Em Paraitepui a gente assina a entrada no Parque e é a última chance de fecharmos com um porteador para levar nossa mochila. Eu não fechei, levei a minha. Acho que era uns 2100 BsF por dia. Então começamos a caminhada, no primeiro dia são 13km, a gente almoçou no caminho, pão com mortadela e suco, por volta de 13h, pegamos chuva depois disso e chegamos ao acampamento Tek por volta das 15h. Aguardamos os porteadores montarem nossas barracas, ajeitamos nossas coisas e fomos pro banho no Rio Tek. A água estava boa, não muito gelada, foi muito bom o banho, bem revigorante. Ficamos batendo papo e logo a janta estava pronta, de barriga cheia o sono começou a bater e fomos dormir. Estava bem fresco, não fez frio. Dia 02 Acordamos cedo com um lindo nascer do sol, comemos no café da manhã arepa com queijo e mortadela frita e partimos pro 2º dia. Nesse dia a gente atravessa o Rio Tek e o Rio Kukenán, que estava com um nível baixo, então foi tranquilo passar por cima das pedras. São cerca de 10km nesse dia, chegamos no acampamento Base por volta das 14:30h. Almoçamos no acampamento porque o porteador que estava com nossa comida foi na frente e o guia achou que ele tivesse ficado pra trás, aí ficamos esperando pra comer no caminho e nada do porteador chegar, então resolvemos ir e esperar no acampamento. ãã2::'> O banho desse dia foi tenso. A água estava extremamente gelada, quase morri congelada. A janta foi um macarrão gostoso, com legumes e frango desfiado. Esse acampamento é mais alto (1100m), logo, mais frio. Dia 03 O dia de ascensão ao cume...o mais esperado. Tomamos café e o guia nos deu um lanche pra levar e comer no caminho, esse seria nosso almoço. São 4,5km de subida puxada, mas fomos na fé. Cheguei por voltas das 12:30h no cume e ficamos esperando o restante da galera chegar pra achar um local pra montar o acampamento, porque como era carnaval, os acampamentos estavam lotados. Nosso guia achou um local coberto e protegido do vento, isso é muito importante porque sempre chove e venta muito. A altitude no cume é 2700m, consequentemente, frio. O guia fez uma sopinha pra ajudar a esquentar. Dia 04 Acordamos bem cedo, com um lia lindo, tempo aberto, solzão! É importante sair cedo porque a tarde as nuvens começam a subir e você não consegue ter uma vista legal no mirante que íamos. Não fomos ao Ponto Tríplice, pois nesse trekking de 6 dias é mais complicado, são 4h pra ir e 4h pra voltar, só da pra fazer isso no dia, então fomos nas atrações mais próximas, como La Ventana, Mirador, Jacuzzis, Maverick (ponto mais alto do Roraima) e outras mais. :'> O banho do dia foi nas jacuzzis. Deu pra tomar sem gritar muito de frio hehe. Dia 05 O dia da volta. Nesse dia a gente faz o percurso de dois dias, até o acampamento Tek. Quando chegamos no acampamento, eles estavam vendendo coca-colaaaa e cerveja. O happy hour foi mais legal e mais demorado rsrs. Jantamos macarrão (de novo). A comida estava muito boa todos os dias, mas vai chegando no final, a gente começa a enjoar. Dia 06 Último dia =/ A volta foi rápida, mas cansativa. As forças vão se esgotando e quando você chega em Paraitepui, parece vem tudo de uma vez. Todas as dores, cansaço... Os primeiros chegaram por volta de 10:30h, aguardamos o pessoal chegar, revistaram as mochilas e assinamos a volta do monte. O pessoal colocou nossa mochila no carro e partimos pro almoço (incluso no pacote) na comunidade indígena que fica no caminho. Comida boaa, arroz, feijão, frango...saudadeee rsrs. Chegando em Santa Elena eu só queria um chuveiro, uma cama e pizza. Todo esforço valeu a pena. O lugar é mágico, perfeito...uma natureza incrível. Voltaria sim, com toda certeza. É isso, espero que tenha esclarecido um pouco como é o trekking ao Monte Roraima. Bjos!
  12. Itinerário: Belém/PA - Boa Vista/RR - Santa Elena de Uairén/VEN Período da viagem: 15 a 23/11/2014 Dia 15/11: Peguei o voo de Belém/PA, minha cidade, às 22h40 do dia 14. Fiz conexão em Manaus e, às 3h40 (com quase 1h de atraso) no horário local, cheguei em Boa Vista. Peguei um táxi até o Hotel Ideal, que estava lotado. Acabei caminhando duas quadras e, após passar algumas pessoas estranhas de bicicleta por mim, decidi entrar no primeiro hotel que encontrei, o Barrudada. Acordei, tomei café e peguei um táxi até o Terminal Caimbé, de onde saem os táxis coletivos até Pacaraima. Esperei em torno de 20 minutos pro táxi encher, e daí saímos rumo à fronteira. A viagem demorou em torno de 2h30. A aduana brasileira estava fechada na hora do almoço, e quando foi reaberta (às 13h30), havia uma fila enorme - consegui sair de lá só às 15h. Segui a pé para a aduana venezuelana, fiz os procedimentos e fiquei aguardando passar um outro coletivo. De lá, segui ao Hotel Michelle, onde encontrei com o já famoso Marco, com quem já tinha acertado alguma coisa antes de sair do Brasil. Com ele, também acertei um tour para a Gran Sabana, de 1 dia somente. Gastos: Táxi Boa Vista - Pacaraima: R$ 30,00 Táxi Aduana - Santa Elena: Bs.F. 50 Diária Hotel Michelle: Bs.F. 700 Tour da Gran Sabana: R$ 170 Câmbio: R$ 1,00 = Bs.F. 37 Dia 16/11: Às 9h partiu o tour para a Gran Sabana, o qual recomendo bastante. A primeira parada foi logo na Quebrada de Jaspe, já comentada aqui no fórum, e que é um local belíssimo. Vale tomar um bom banho nas águas geladas de lá. O mais bacana é que, quando chegamos lá, não havia ninguém. O tour passou por outros pontos legais de apreciar (como um mirante para a cadeia de tepuis), parou para almoço na comunidade de San Francisco, e seguiu até Sapo Wapo, outro lugar muito legal par tomar banho, com águas igualmente geladas - este estava mais cheio, era um domingo e havia muitas famílias lá. Ponto negativo para alguns turistas, que jogaram lixo por todo o local - a guia (aliás, recomendo a Nurys, dona de uma Blazer verde - ela vive lá no Michelle) teve de chamar a atenção de um dos turistas por 3 vezes. No retorno ao hotel (às 16h30) o Marco me informa que não conseguiu fechar um grupo pro tour de 8 dias, e não havia grupos para aquela data que não fossem de 6 dias, somente. Então, ele me encaixou em outro grupo, de 6 dias mesmo. Uma pena. Gastos: Entrada na Quebrada de Jaspe: Bs.F. 10 Monte Roraima (6 dias): ao todo, custou R$ 750,00, negociado direto com o guia Marco, porém não guiado por ele Dia 17/11: Saí pra conhecer a padaria Gran Sabana Deli - e não achei nada de mais, apesar de ser uma boa opção na escassez de variedades em Santa Elena. Às 10h30 passou o 4x4 no hotel. O motorista ainda parou para abastecer (numa casa normal, naquele esquema da Venezuela) antes de seguir a Paraitepuy, ponto de início da trilha. Acabamos iniciando a trilha somente às 14h. O primeiro dia de trilha é bem tranquilo, exceto por uma subida bem no início dela, que o guia Roberth disse que se chamava "Subida da promessa". Eu entendi muto bem o porquê: passei mal logo nela! A minha moral foi lá pra baixo, mas o meu sobrepeso cobrou a parte dele, né! kkkk Enfim, depois de algum tempo na trilha, começou a chover muito forte. Como lá anoitece cedo (pouco depois das 17h já está bem escuro) e as nuvens estavam bem pesadas, ficou bem complicado caminhar. Chegamos umas 18h no Campamento Tek debaixo de um "toró", como dizem aqui na minha cidade. As barracas foram montadas durante a chuva mesmo. Depois da janta, todos nos recolhemos. Dia 18/11: Aqui também amanhece cedo: às 5h já estava de pé. A trilha começou logo com a travessia pelo Rio Tek, onde o guia sugeriu atravessar de meias pela água, como muitos já falaram aqui no fórum. O Tek estava bem tranquilo, então a travessia foi sussa. Ainda passamos por uma simpática igrejinha - que nos fez sair da trilha principal para bater umas fotos dela - até chegarmos no Rio Kukenán, este sim mais forte. Mesmo procedimento, com um detalhe: vi errado uma pedra e pisei em falso na água. O resultado? fiquei todo molhado! A bota também mergulhou por completo na água! De qualquer forma, paramos no Kukenán para tomar um banho (já que chegamos muito tarde no dia anterior), e deixei a roupa e a bota secando durante o banho. A trilha seguiu por muitas subidinhas não íngremes, mas um tanto cansativas para um pançudinho como eu. Às 12h chegamos no Campamento Militar, onde rolou um almoço - salada fria de atum. Caminhando devagar, chegamos às 15h no Campamento Base. Mais um bom banho (e outra queda kkkkk), janta e... barraca! Dia 19/11: O amanhecer foi animador: depois de 2 dias, enfim o Roraima e o Kukenán ficaram visíveis. Muitas fotos legais antes do café. Às 8h30 saímos para a temida subida ao Roraima. Amigos, a subida é forte. Aqui cada um seguiu seu ritmo, sendo que o meu é bem lento em subidas. Em algumas partes de pequenas descidas, o guia orientava a descer de costas para a queda. O tempo piorou e, durante a trilha, começou a chover bem forte, assim como as nuvens ficaram bem densas, prejudicando um pouco a trilha. O Paso de las Lagrimas estava sem a queda d'água, mas a chuva não permitiu ver o progresso da caminhada. Às 12h45 consegui chegar no cume. Junto comigo, chegou um grande grupo de brasileiros, alguns deles de bastante idade. Conversei com vários lá, nos abraçamos e nos felicitamos pela vitória (afinal, que sensação fantástica a da conquista de um objetivo, hein?). Exploramos um pouco a região próxima à da subida antes de seguirmos para a "área hoteleira", as cavernas onde os grupos montam acampamento lá no Roraima, e que são chamados de Hotéis. Acabamos ficando no Hotel San Francisco, porém não na parte principal dele: o grupo resolveu chamá-lo de "Quintal do San Francisco" mesmo. Choveu forte todo o resto do dia, deixando-nos presos no hotel, com muito frio. O chocolate quente e a sopa quentinha que o guia Roberth e o carregador Florencio fizeram ajudou bastante! Dia 20/11: O único dia que ficaríamos inteiro no Roraima era esse. E ele começou bem: o tempo abriu! Tomamos café e fomos correndo para "La Ventana", a janela que fica de frente para o Kukenán e que permite vistas fantásticas da Gran Sabana. No caminho, o tempo de repente começou a fechar, fechar e... Bem na hora que chegamos na Ventana, o tempo fechou de vez De lá seguimos para a "Jacuzzi", uma belíssima piscina natural com cristais ao fundo, e de águas gélidas kkkk O banho nele foi fantástico, mesmo com o frio (apesar de que, como a água estava mais gelada que o tempo, o corpo logo acostumou com a temperatura). Da Jacuzzi fomos ao vale dos cristais, e de lá Roberth nos levou para mostrar as curiosas formações rochosas - incluindo "El Pene", uma pedra de formato meio fálico que rendeu fotos engraçadíssimas. Voltamos ao Quintal do San Francisco para almoçar e dar uma leve descansada. De tarde, debaixo de muita chuva, seguimos para "La Cueva", uma caverna muito interessante - o ponto mais alucinante do dia, pra ser mais exato. O guia sentiu a vibe do grupo e seguiu para o interior da caverna - coisa que outros grupos não fizeram. Lá, depois de passar por caminhos bem estreitos, chegamos a uma pequena queda d'água e um lago belíssimos, onde não resistimos: o grupo se deu as mãos e mergulhou naquela água congelante! Foi um daqueles momentos memoráveis - o mais marcante da trilha toda para mim. Na saída da caverna, o tempo deu uma melhorada, e o guia novamente alterou a rota original pela vibe do grupo: em vez de voltar ao acampamento, seguimos para o "Maverick", um dos pontos mais altos (em altitude mesmo) do Roraima. Quando chegamos lá no topo, o tempo abriu de vez: conseguimos ver tooooooda a região do Roraima, o Kukenán limpinho limpinho, o trajeto do Rio Kukenán... Enfim, uma vista fantástica. Só descemos quando o tempo começou a fechar de novo, já escurecendo. Ao retornar para o "hotel", um momento de meditação para agradecer um dos dias mais fantásticos de minha vida. Dia 21/11: Acordamos às 5h15 com o tempo suuuuper aberto, quase sem ventos pra trazer as nuvens. O Roberth nos autorizou a sair com o Florencio novamente até La Ventana. Seguimos correndo pra lá, e chegamos com o lugar somente para nós. Tempo ótimo, sem nuvens. Resolvemos adiantar muitas fotos para apreciar depois o lugar. Logo outros grupos começaram a chegar, aproveitando o tempo bom. Voltamos ao acampamento, tomamos café, desmontamos as coisas e iniciamos a descida às 9h. A descida castigou bastante meus joelhos, me fazendo tomar mais uma queda por conta das pernas fraquejadas (ô homem pra cair, eu! ). Chegamos às 12h15 no Campamento Base pra almoçar, e logo seguimos novamente. Esse dia, pra quem ainda não leu outros relatos, é o dia mais cansativo, pois fazemos 2 dias em 1: o 2º e 3º dias de caminhada são feitos juntos, no retorno, neste dia. Bem cansado, cheguei perto de 17h no Campamento Tek, depois de atravessar novamente os rios (sem cair, desta vez). Dia 22/11: Último dia de trilha. Seguimos a passos lentos de volta, sempre olhando para trás, curtindo o Roraima e o Kukenán (que estavam mais uma vez abertos, se mostrando para nós). Cheguei em Paraitepuy um pouco depois de 10h. Em Paraitepuy, conforme prometido, paguei "una bien helada!" para Roberth e Florencio, embora a cerveja nem estivesse tão gelada assim... Dali, a 4x4 nos levou a San Francisco de Yuruani para almoçar, e depois nos levou de volta a Santa Elena de Uairén. Gastos: Cerveza: Bs.F. 50/unidade (sei lá quantas bebemos... kkkk) Coca-Cola: Bs.F. 50 Considerações: - Recomendo DEMAIS o guia Roberth. Ele conseguiu sentir a motivação do grupo e alterou diversas vezes a programação, incluindo coisas que não estavam inicialmente previstas. Além disso, é engraçado (tirou muito sarro de mim kkkk) e muito atencioso, além de contar muitas histórias do local. O carregador Florencio também é muito atencioso e prestativo. Roberth Castro E-mail: [email protected] Telefone: 041 64902337 - Falando nos guias e carregadores, os caras trabalham pra caramba. No final demos uma pequena contribuição porque eles merecem, carregam um peso desgraçado nas costas e só terminam de trabalhar quando todo mundo se recolhe. - Aqui não espere muita higiene: até o Clorín é meio dispensável. Você pode botar no seu cantil, mas e na hora do suco servido nas refeições? A meu ver, tem que relaxar a cabeça com esse detalhe e depois mandar ver num anti-helmíntico na volta Outro detalhe, que li num mapa no hotel: a água no Roraima tem um pH ácido, o que pode irritar o estômago de alguns (como o meu). De qualquer forma, vale sempre perguntar pro guia onde dá pra colher água pra beber. - A última: sinceramente, acho que o Roraima foi com a nossa cara, assim como eu fui muito com a dele. Obrigado, Monte Roraima!
  13. Não Se Engane - Monte Roraima não é para qualquer um. Bom dia segue as minhas observações e dicas. Eu comprei um Pacote – 11d 10n - 05 noites no topo CIRCUITO de uma agência de Boa Vista de 11 dias em dezembro de 2013. Escolhi este roteiro pois é o único que engloba todos os pontos de interesse no topo sem ser muito cansativo. Pois, é um negócio de arruma,desarruma e arruma a mochila no dia seguinte que fica um saco. rsrsrsr É uma região com clima instável. Calor, chuva e frio.Os trechos são feitos sempre de dia, em áreas bem abertas e descampadas, só no dia da subida que é pelo mato e depois por pedras soltas, exigindo muita atenção e no topo é aberta e plano com alguns poucos trechos desafiadores. Se o tempo no topo estiver ruim, será bem decepcionante, após andar muito e não ver nada da Pedra Maverick, Mirante La Ventana e o Lago Gladys, como aconteceu comigo. Pode acontecer. A altitude não ultapassa os 2700 mts. No caminho há fontes de água e pergunte ao guia se a água é para beber. Lembro que não há conforto, e não ficarão 100% secos, 100% limpos, 100% aquecidos,com higiene 100 % e com alimentação 100%. Será inevitável não ficar com as roupas sujas de poeira, suadas, fedidas e por vezes molhadas até se trocarem dentro da barraca. O condicionamento físico mínimo é importante,mas o mental é mais importante pelas dificuldades facilmente superáveis. Terão que desapegar da caminha quente, cobertor, banho quente, comida bem elaborada,... Eles tem um carregador só para trazer o lixo de volta. E como sempre, haverá a propina para a equipe no final. O mais chato foram o pessoal.Parte do grupo não estava preparado para esta aventura. E cair e se ralar será inevitável. O que levar -squeezes ou cantis para somar 2 Litros no mínimo. 1 mochila pequena para cada um com capa de chuva para ela ( para lanchinho, água, capa de chuva, máquina fotográfica,... ) e uma mala não rígida para o carregador contratado levar as demais roupas e acessórios, bota de caminhada em boa condição e amaciada,de preferência impermeável devido a trechos molhados, tênis para caso a bota arrebentar ou outra bota, chinelo ou papeete que é bem melhor, roupa para calor( camisas dry fit são melhores que algodão), roupa para frio e casaco impermeável c/ capuz ( capa de chuva ou anorak que é melhor, fleece, gorro, luva,cachecol, de lã é o melhor, meias para frio) e roupas para banho e para dormir,calcule de acordo com os dias. As outras roupas poderão deixar no hotel de Boa Vista. Poderão alugar com a agência saco de dormir e isolante térmico que usa-se embaixo do saco de dormir. Eu levei uma manta, aquelas que "dão" em voos, valeu muito a pena. Os acampamentos são no geral bem abrigados do vento e chuva, mas depende do "hotel",é assim que eles o chamam, e da quantidade de gente ali e acordo entre os guias de outros grupos.Pode acontecer de as barracas ficarem num lugar ruim e em terreno pouco inclinado. Não esqueça de boné ou chapéu, protetor labial para frio e calor, repelente contra borrachudos próximos dos rios e acampamentos,estão sempre famintos,já no topo, não há. Recomendo o Exposis Extrême 100 ml. E toalhas, nestes casos é melhor aquelas de secagem rápida. o que incluir de acessórios no pacote - 2 lanternas boas (se tiver aquelas para cabeça é melhor), pilhas extras para as lanternas,sacos plásticos resistentes tipo os usado para gelo,são para envolver as roupas,adaptador universal de tomada (na Venezuela é diferente), dinheiro vivo para cambiar na Venezuela,uns R$ 200,00 fora o dinheiro para contratar um carregador,super recomendado para vocês, recomendo levar pílulas ou solução de Hipoclorito de Sódio (NaClO) e siga as recomendações para purificar a água. Não essencial, mas facilita muito para organizar as coisas ou até para sentar, uma lona ou plástico resistente de 2 mts x 2mts, uma corda de varal de uns 4mts também, quais a logística de banho - eles fornecerão um kit banho,mas é insuficiente.É proibido usar sabonetes e shampoo comuns, só neutros e biodegradáveis; A água é de fria para muito fria,mas não congelante, são em lugares rasos e de água corrente, e em áreas abertas e exposto ao vento,pouco distante dos acampamentos, recomendo levar uma caneca grande de plástico, para ajudar no banho, de necessidades fisiológicas - 1 rolo de papel higiênico ou aqueles lenços umedecidos para uso em bebês (2 a 3 pacotes).Eles tem um esquema de banheiro organizado e interessante, mas algumas vezes o mato poderá será preciso, um frasco de álcool GEL pode ser útil, no pós- higiene, o que levar de adicional para comer- fruta como banana ou maça,na trilha eles fornecem fruta como abacaxi doce,doce, recomendo que levem uvas passas, castanhas, biscoitos integrais,comprem um Centrum para tomar 1 comp. p/ dia e VINHO ou Cachaça, como é a refeição que eles oferecem - Preparado pelos índios e sem muita higiene, mas sempre quente, sem verduras e fruta enlatada, muito carboidrato e bem constipante, fonte de proteínas: ovo mexido e carne moída, frango desfiado,geralmente de produtos enlatados acompanhado de suco artificial, e muito achocolatado quente. Tem utensílios para comer e beber, qual a roupa adequada (a data escolhida foi setembro) - já citei , como é a comunicação em caso de alguma eventualidade - bem, eles tem rádio por satélite que restrigem muito o seu uso devido as baterias, há 2 situações possíveis, 1º - desistência por estar passando mal ou não aguenta mais o perrengue e quer voltar, como são 3 guias, um volta. 2º - uma urgência ou emergência, eles chamam um helicóptero sem paramédicos, que é pago pela pessoa uns US 2.000,00 e se for por PITI, é uns US 4.000,00,Seria um péssimo lugar para entorses, luxações, fraturas, cólica renal, cólica biliar e apendicite,dor de dente, não ?medicamentos de emergência - eles tem um kit de 1ºsocorros, mas leve um kit pessoal com anti-espasmódico, relaxante muscular com antiinflamatório, antiemético, antipirético,antialérgico,Antiácido, pacotinho de soro de rehidratação, spray de mel c/própolis e gengibre e pastilhas para garganta, spray ou creme de antiinflamatório tópico, creme de antibiótico e corticóide tópico, band aid e merthiolate. Pinça para tirar espinhos, cotonete, frasquinho de SF 0,9% NaCl, gazes , luva de procedimento. Observei que os casos mais comuns foram bolhas no pé ( EVITE ANDAR COM O PÉ MOLHADO), diarréia, vômitos e dor na garganta.Mas,dor muscular pode ocorrer.Recomendo que tome um relaxante muscular associado a antiinflamatório antes e após as longas caminhadas. E após a viagem tomem um remédio para vermes. Máquina fotográfica, como recarregar a bateria durante a trilha?Não tem como recarregar na trilha. Então não esqueça de carregar no hotel e um pouco na portaria do parque em Paraitepuy. Uma dica : pilhas e baterias DESCARREGAM muito rápido no frio. Envolva-os com roupas e mantenham sempre desligados. Então, leve se possível, 2 câmeras e mais os celulares para fotos. Não sei nadar, isso é um problema? O maior problema é atravessar o rio Kukenan, onde se acampa bem próximo e tem borrachudos, e se o rio estiver cheio é uma aventura atravessá-lo, mas os guias são muito experientes. Não haverá problemas. Em outros locais, dá para se banhar nas margens. Mais umas dúvidas: a travessia no rio é caminhando dentro da água em que nível? Sim, é dentro do rio sobre pedras escorregadias submersas e na cheia, com correnteza leve. Há sempre guias ajudando e são muuuuito pacientes e recomendam usar somente meias para atravessar o trecho de de 30 mts para melhor aderência.Na ida o nível estava baixo( batia na minha canela inferior) e na volta estava alto( no meio da minha coxa ), acredito que baterá no seu caso, na cintura, no caso de cheia.Não é difícil, só tem que ter cuidado e ajuda. Tem risco de molhar a mochila caso vc mesma a carregue?Sim.Principalmente, se escorregar.Poderá pedir para alguém atravessá-la. Os carregadores que são contratados levam a bagagem na mão ou usam animal de carga? São índios Penon ( homens, mulheres e jovens )que fazem isto há anos e desde pequeno, carregando mandiocas. Não usam animais, pois é proibido no parque. Usam uma mochila rústica feita de fibras e galhos muito resistente, mas desconfortável. É impressionante a capacidade deles de carregar peso e ritmo de caminhada. Pois, são muito baixinhos e mirradinhos,porém muito resistentes.Vale a pena contratá-los, pois é a principal fonte de renda deles e a trilha será muito mais fácil para vocês. Sobre banheiro, vc falou que tem um esquema legal que entendo ser no acampamento, mas durante a caminhada, como funciona ? O banheiro é próximo do acampamento, isolado e "camuflado". Usam um banquinho de plástico cortado no meio de forma circular ,como uma privada. Distribuem alguns sacos de lixo pequeno para que encaixe no buraco para defecar dentro em seguida você coloca cal com uma pá dentro e fecha.E deixa no local determinado por eles. A recomendação é que isto é somente para defecar. O xixi deve ser feito no mato. Na caminhada, não tem este esquema.Tem que ser feito no mato ou dentro de um saquinho para depois entregá-lo ao guia. As necessidades são no mato ou em algum saquinho? E esse tipo de resíduo também temos que recolher ou somente o papel usado? Não necessariamente, pois não há uma orientação sobre isto. O papel, sim, tem que recolher. E recomendo fazer as necessidades fora da trilha e caminhos.Mas, cuidado com bichos e urtigas. No manual do montanhista também recomenda-se enterrar os dejetos e nunca, nunca, fazer próximo de fontes de água. Abraços
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