Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''chapada dos veadeiros''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos - Perguntas e Respostas
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Companhia para Viajar
  • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 52 registros

  1. Fala galera mochileira!! Este tópico foi criado para que todos possam postar dicas sobre roteiros, dicas, preços de transpote, comida, hospedagem, e outras na Chapada do Veadeiros e Região. Alguém se habilita?? Quem não conhece e está afim ou que já foi é quer voltar, seja bem vindo e junte-se à nossa turma!!!! Abraços, Sergio
  2. Oi pessoal, Estou querendo ir para a Chapada dos Veadeiros na primeira semana de Setembro! Alguém está planejando o mesmo e quer dividir os custos de carro e guia? Bjs
  3. Olá amigos mochileiros. Hoje vou compartilhar com vocês um relato sobre a travessia das 7 quedas da Chapada Dos Veadeiros com eventos que podem ajudar todos que quiserem realizar a travessia, ou estejam pensando em fazer a primeira trilha com camping. Todo mundo que ingressou nesse mundo de trekking passou por perrengues que acrescentou grande vivência e amadurecimento, conhecimento dos limites do corpo, aprendizados valiosíssimos que carrega-se para o resto da vida. Esse fim de semana eu e a Nanda realizamos a famosa travessia das 7 quedas pela segunda vez junto com quem nunca havia feito e com quem já fez, mas não adquiriu muita noção ainda. E essa experiência me inspirou a contar para vocês como faz diferença ter um bom planejamento, conhecer o corpo e saber tomar boas decisões. São 23 quilômetros de caminhada feita em dois dias e conhecer a trilha (tipo do terreno, clima, fauna e flora) é fundamental antes mesmo de iniciar a aventura, pois é a partir daí que começamos a montar a mochila com as coisas mais essenciais, e isso faz muita diferença, pois previne de levar coisas desnecessárias que se transformaria em peso e previne de esquecer coisas extremamente necessárias. Primeiro vou fazer uma breve explicação sobre esse pequeno trekking. A Chapada dos Veadeiros se situa no estado de Goiás, é uma região muito extensa no coração do cerrado, região essa que é predominada por árvores baixas, vegetação rasteira e clima extremamente seco, a travessia só é permitida ser realizada no período da seca, de julho a setembro, período este que o clima é mais duro ainda. O percurso tem ao todo 23 quilômetros (não é uma trilha longa) que se inicia na entrada do parque nacional da Chapada Dos Veadeiros na cidade de São Jorge e acaba na beira da estrada a 11 quilômetros da cidade. Normalmente a travessia é realizada em dois dias e no final tem-se 3 opções: alguém deve estar esperando os trilheiros para serem resgatados na rodovia, ou os trilheiros pedem carona para voltar para São Jorge, ou voltam a pé pela beira da estrada. Voltando a trilha, ela é iniciada seguindo as setas vermelhas, caminho para os Canions, até encontrar com as setas laranjas que são as especificas das 7 quedas, nesta trilha há contato com com o rio em 3 ocasiões, uma quando se encontra o acesso aos Canions I (Não recomendado), outra quando tem que atravessar o rio e a última no camping. Agora que vocês ja conhecem o básico, vamos ao relato: Organizamos a travessia com um grupo que a princípio seria de 12 pessoas, mas ao final restaram apenas 6. Como só há 30 vagas no camping e é necessário agendar a travessia pela internet, se a pretensão é ir no fim de semana, o recomendado é que faça a reserva logo no dia que é aberta a temporada de reserva, pois elas acabam muito rápido. A reserva custa 18 reais. Vou apresentar os integrantes dessa aventura: - Eu (Andrei) e Nanda: os experientes do grupo, já tendo realizado a travessia das 7 quedas e outras trilhas de longa distância com camping. - Sônia (minha mãe) e Gabi (minha sobrinha): Já haviam realizado a travessia das 7 quedas uma vez e outra trilhas pequenas sem camping. - Kleber e Livia (amigos): Já realizaram trilhas pequenas sem camping. Como falei anteriormente, conhecendo para onde vamos é que podemos montar a mochila. Em uma trilha que, apesar de curta, é no cerrado em época de seca e com poucos pontos de água, devemos levar um reservatório de água de no mínimo 2 litros por pessoa, lanches leves com grande fonte de energia, uma farmacinha completa também não deve faltar (com no mínimo anti-séptico, álcool, algodão, bandaid, comprimidos para dores musculares, dores de estômago, problemas intestinais, problemas alérgicos, soro, sal e açúcar, pinça, etc). Como a caminhada é com muito sol, tem que ter protetor solar fator 50 no mínimo, repelente, camiseta de manga comprida, calça leve tipo tactel, tênis apropriado e amaciado. Como terá camping, temos que pensar também na barraca, saco de dormir, colchonete ou isolante (algo para não dormir no chão duro) fogareiro (pois é proibido fazer fogo), panela, copo, talher e comidas que não pesem muito na mochila, pois caminhar com muito peso nas costas de baixo de um sol quente não é fácil e lanternas. Por último, roupas leves para mais um dia, roupas para entrar no rio, bonés ou chapéu que cubram o pescoço. Nesta época faz muito calor, então é dispensável roupas de frio. Fomos sexta-feira em dois carros para São Jorge as 16:00hs, saindo de Brasília. Já com reservas feitas em uma pousada com o nome de Pousada Refúgio. Decidimos ficar em uma pousada e não em camping para descansarmos melhor, tomar café, poupar tempo para sair e as 8:00hs estarmos iniciando a trilha. A informação que tinha era que o parque abria as 8:00hs, então levantamos as 7:00hs, nos arrumamos e colocamos as mochilas no carro. Fui verificar a equipe, todos ja estavam acordados, fui no quarto de minha mãe e parecia que tudo ja estava pronto, as mochilas pareciam arrumadas, faltando pequenos itens. Dei bom dia e fui pegando uma das mochilas que entendi estar pronta, perguntando se ja podia levar, elas me deram um ok e eu levei. Aquele quarto tudo parecia certo, já eram 7:20hs. Depois fui no quarto do Kleber e da Livia e parecia que as mochilas também estavam prontas, o Kleber estava com uma nas costas dizendo estar testando, olhei a mochila de relance e parecia uma mochila de trilha com alças de peito e barrigueira e não dei muita atenção para a outra. Como tudo parecia ok falei que ia tomar café e que aguardava todos lá. Eu, a Nanda e a Gabi estávamos no horário tomando café, minha mãe chegou um pouco depois, mas o Kleber e a Livia se atrasaram um pouco e acabamos demorando e se atrasando em meia hora. Chegamos no parque por volta das 8:20hs e como da última vez, deixaríamos os carros em um chácara ao lado que tinha parceria com o pessoal do estacionamento do parque, mas surgiu o primeiro imprevisto, não havia mais parceria, se fôssemos deixar o carro no estacionamento além de ter que pagar 15 reais por dia, não teríamos segurança a noite. Minha mãe então resolveu falar com um funcionário do parque que ofereceu carona para que pudéssemos deixar os carros na pousada, levar os carros para a pousada e voltar de carona para o parque foi mais atraso. Ao entrarmos no parque, tivemos outro imprevisto, agora além de pagarmos a reserva da pernoite no camping, temos que pagar 17 reais de entrada para uma empresa nova que administra o local. Ainda ficamos sabendo que para os que vão realizar a travessia o parque abria as 7:00hs, falha nossa. Para resumir, iniciamos a trilha ad 9:30hs. O que aprendemos foi sempre se atualizar com todas as informações novas que possa ter e sempre sair no mínimo 30 minutos antes do planejado. A trilha: Começamos a caminhada seguindo as setas vermelhas. Como estávamos atrasados não tiramos fotos. A Nanda puxava o grupo e eu seguia atrás com os mais lentos. Ao andarmos alguns metros percebi um problema, a Livia estava com uma mochila muito grande para a altura dela, a barrigueira ficava folgada e as alças também, isso iria prejudicar seus ombros. A mochila que minha mãe utilizava também não era apropriada, mas se encaixava bem nas costas. Não falei nada, mas sabia que mais na frente teríamos problemas. Apesar do atraso resolvemos passar nos Canions II e relaxar lá por uns 30 minutos. Todos entenderam e tudo foi conforme o planejado, a trilha, incluindo o Canions, aumentou em 3 quilômetros, totalizando 19 quilômetros até o camping. Neste dia tivemos a sorte de estar nublado o tempo todo, minimizando o efeito dos raios do sol. A caminho dos Canions II a Nanda, que puxava o grupo, não percebeu a planta angiquinho, uma planta nativa do cerrado que tem uma flor linda, e acabou batendo o rosto e se cortando toda, foi a primeira necessidade da farmacinha, limpamos o rosto dela e batemos anti-séptico e passamos pomada. Quando estávamos no lago dos Canions II, acabei colocando minha mão em uma rocha cheia de minúsculo espinhos que só consegui tirar com pinça, utensílio indispensável na farmacinha. A Nanda estava sentindo dor na virilha e a Gabi estava com dor de cabeça, então a farmacinha novamente entrou em ação com comprimidos para dor. Seguimos caminho, voltando dos Canions II para seguir as setas laranjas, a partir deste ponto surgiram novos imprevistos: caminhamos por mais 3 quilômetros e a Gabi começou a passar mal do estômago, com náuseas e dor, paramos na sombra de uma árvore para dar um tempo e analisar a situação, então o Kleber aproveitou para urinar ali perto, foi ai que surgiu a primeira preocupação séria. O Kleber havia feito uma cirurgia para retirada de pedras no rim e estava com um catéter na uretra e só ficamos sabendo naquele momento, pois ele havia urinado sangue e estava preocupado. A história era que o médico do Kleber havia liberado ele para realizar a travessia, mesmo com a informação de que seriam dois dias de caminhada com mochila pesada nas costas. Pelo ponto que estávamos, ou ele e a Livia voltavam 7 quilômetros, ou seguiam por 9 quilômetros até o camping. Ai vai uma dica, nunca pense em fazer alguma trilha logo depois de qualquer tipo de cirurgia, pois seu corpo precisa se recuperar muito bem. Voltando a história, Kleber acabou por assumir o risco e resolveu seguir em frente, a Nanda para ajudar resolveu carregar a mochila do Kleber por um tempo para evitar que ele fizesse muito esforço, a Gabi se recuperou um pouco comendo uma barrinha de cereal e nós seguimos para o camping, eram 11:30 da manhã e foi ai que a Livia começou a sentir o desconforto da mochila, era impossível regula-la em seu corpo, então dei a idéia do Kleber trocar de mochila com ela, não ficou 100%, mas melhorou muito, uma mochila no tamanho ideal para o corpo e bem ajustada nunca irá prejudicar a lombar. Seguimos viagem e por algumas vezes precisei abastecer os cantis da Gabi e de minha mãe, pois a garrafinha que elas levaram era apenas de 500ml e para caminhar em um cerrado na seca não era suficiente, ai mais uma dica, nunca leve menos de 2 litros de água para uma trilha de mais de 20 quilômetros. Como estávamos um pouco atrasados e sem fome, decidirmos não almoçar ao meio dia e seguir em frente. Ao chegarmos no cruzamento do rio, um ponto onde é necessário atravessar o rio para seguir do outro lado do seu leito, resolvemos dar uma paradinha para encher as garrafinhas de água, ai tivemos mais um probleminha, minha mãe e a Gabi não haviam levado pastilhas de clorin (purificadora de água), por essa razão acabamos compartilhando as que nós tínhamos e isso iria fazer falta, nova dica: se quiser tomar água mais segura sempre tem que levar clorin. No rio resolvemos também dar uma pequena pausa para comer o que minha mãe tinha levado, ela havia preparado charutos de carne enrolados na couve, já prontos e congelados que, com o tempo, foram descongelando, como não era necessário preparar, foi essencial para não perder tempo, comidas rápidas podem poupar muito tempo em uma trilha. Após atravessarmos o rio começamos o trajeto mais difícil do dia, pois seriam 8 quilômetros de trilha subindo sem água, com pouca sombra e muito calor e seca. Não sei se aquelas plaquinhas que indicam a distância do camping mais ajudam ou mais atrapalham: Só sei que quando encontrávamos com uma era uma alegria e um desespero misturados. Fomos caminhando e tivemos que parar novamente, pois a Gabi não estava muito bem, acabou passando mal do estômago novamente, com dores de cabeça e náuseas, estava cansada e próximo de estar naqueles dias. Nada que a farmacinha não possa ajudar, dei para ela um comprimido de buscopan e a Nanda novamente se prontificou em carregar a mochila da Gabi até a plaquinha de 3 quilômetros, demos um tempo para o remédio fazer efeito e seguimos. Depois de passarmos a plaquinha de 3 quilômetros, a Gabi já se sentia muito melhor e pode levar sua bagagem, mas logo na subida do morro na metade do trecho minha mãe sentiu o cansaço da subida e precisou parar. A Wonder Woman, Nanda, agiu novamente e resolveu levar a mochila de minha mãe, um detalhe, quando ela levava mochila dos outros era carregando a dela nas costas e a dos outros na frente, fazia isso puxando o grupo ainda. Minha mãe precisou de um tempo para se recuperar e eu fiquei com ela, depois que se sentiu melhor emprestei meus bastões de caminhada para que ela pudesse caminhar melhor, mas uma dica para os que sentem o peso da mochila nas pernas e pés, o bastão de caminhada é essencial e ajuda a distribuir o peso do corpo. Mesmo sem a mochila, foi difícil para ela chegar, mas quando chegou foi uma alegria só. Chegamos por volta das 16:30hs e a dica era montar as barracas antes de qualquer coisa no camping. Depois de devidamente instalados fomos curtir o rio das sete quedas, relaxar as costas, tomar um banho sem químicos, pois é proibido utilizar shampoo e sabonete no rio, abastecer nossas garrafas e fazer o almoço. Foi nesse momento que tivemos outro contratempo, pois para um grupo de 6 pessoas nós só tínhamos o meu fogareiro. Isso não foi um problema, mas quando o grupo é grande o ideal é ter no mínimo um fogareiro para cada duas pessoas, ou fazer um jantar bem coletivo de uma panela só, se não acaba gerando fila. Para nós isso foi facilmente resolvido pois fizemos um almoço que deu para todos. Mais tarde resolvemos tirar fotos das estrelas, relaxar mais um pouco e depois ir pra cama. Como resultado da trilha a Lívia acabou com o pé cheio de bolhas, pois o tênis era muito novo e não fora amaciado direito, iria ser um problema para o dia seguinte. A dica aqui é sempre amacie o tênis muito bem antes de realizar uma trilha longa, assim diminui o atrito no pé e evita as bolhas. O Kleber e a Lívia não tinham levado nada para deitar, então para eles a noite foi um pouco mais dura pois dormiram apenas em cima do saco de dormir. É sempre bom levar pelo menos um isolante térmico para não deitar diretamente no chão. No dia seguinte acordamos as 6:00hs da manhã, mas o problema de ter apenas um fogareiro acabou por alongar demais o tempo do café da manhã e eu também acabei perdendo a noção do tempo no rio, fazendo com que fôssemos sair as 10:00hs da manhã. É sempre importante deixar todos os horários bem definidos com o grupo, pois ai todo mundo aproveita o dia e não atrasa ninguém. Por causa disso minha mãe acabou que entrou na água das sete quedas por 10 minutos apenas e a Lívia nem entrou, uma pena. A trilha final é bem puxada, são 7 quilômetros onde, metade é subindo o morro e o resto é por uma estrada de chão. Na subida a Gabi novamente passou mal e ficou pra trás comigo, foi preciso tomar outro buscopan e esperar um pouco, no meio do caminho ainda teve uma farpa imensa entrando em seu dedo e adivinhem, tinha na farmacinha álcool, anti-séptico, algodão, pinça, agulha e bandaid, tudo que precisamos para tirar qualquer farpa do dedo. Após ela melhorar ainda acabamos por alcançar a Lívia e o Kleber algumas vezes, pois devido as bolhas nos pés da Lívia ela andava com dificuldade, mas no final todos se encontraram na casinha da torre de celular. Dali para frente seriam mais 3 quilômetros de estrada de terra. Minha mãe emprestou um chinelo para a Lívia e ela conseguiu seguir a caminhada mais aliviada. Na torre liguei para os resgates nos pegar na rodovia e todos se superaram e chegaram bem as 12:40hs. Fomos agraciados pelo Célio com uma maravilhosa ducha e uma sauna para relaxar os músculos na pousada Refugio. Espero que esse relato ajude todos os trilheiros de primeira viajem a estarem mais preparados. Um grande abraço!
  4. “no meio do caminho havia uma pedra E essa pedra era um quartzo rosa gigante Com um parque que vivia em cima dela” ~Parque nacional da chapada dos veadeiros Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!) É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei. A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017. Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. Partiu? 1º dia: chegada à chapada A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar” essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos. Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro. A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs . Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00 e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado. Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região. Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não? Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses Diga xis Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge. Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande. Típica noite na vila A rua principal Pista de pouso para OVNIS? O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a). Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar. 2º dia: compensando o dia anterior Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou até alcançar o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL Finalmente nessa delícia de lugar O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem). A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser Mimosa A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente. Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok? A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente. Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm? Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada). Rumo às corredeiras E o passeio fica cada vez melhor! A água dança e renova a vida no meio das pedras Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar. Gravidade zero em solo lunar é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola. Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo! Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge. Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte. E ae, amigo. Ets hoje, ets amanhã, ets sempre 3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa. Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas). Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também. Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos. A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D Cara.....a gente estava ali ontem... A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação Como a chapada é magnífica, cara! Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima. Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos. uma parte do cânion (vale das andorinhas) O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok; A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado. 4º dia: se despedindo de São Jorge =’( Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida! Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km. Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento =) em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc. O famoso chuveirinho do cerrado Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado Lindo Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos! Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos Magnífico tesouro do Parque Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não? Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?). Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte. 5º dia: a menina dos olhos da chapada. Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo. No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk). Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério. Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash). Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também. Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor? Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito. Mais trilha aberta Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara? Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será? Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também. Outro tesouro guardado pelos quilombolas Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade. Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”. 6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião) Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi Menino barrigudo me encarando Um amanhecer desses, bicho O que vc tá olhando? Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po. Será que isso sairá do chão um dia? Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas. vai por mim, rola O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....* Ah, que coisa boa As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm. O magnífico poço da Xamã O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens? Tranquilitas. O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo. Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim. Estacionamento errado, chapa! Indo para o jardim. O ar esfria mas o sangue ferve de excitação Pôr do sol na estrada com a magrelinha Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi. 7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã. Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso... Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto. No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos. La muralha Show de bola pra nadar Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir Eita poha Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora. aviso dado. Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado. Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue. A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também. Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. =) Agora as infos básicas: Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio. Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto. Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem! Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge. melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada. O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa). Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos... Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite. Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também =)
  5. CHAPADA DOS VEADEIROS EM 3 DIAS GASTANDO POUCO Saí de BH com um amigo rumo a Goiás no dia 31/08 e com 12 horas de viagem chegamos a Chapada dos Veadeiros. Média de custo de gasolina: R$ 600 reais (ida e volta). Tendo em vista que a passagem aérea para 2 pessoas daria o dobro desse valor, consideramos ok o custo. No trajeto existem pedágios que pagamos uma média de: 60 reais (ida e volta). Para conhecer os atrativos, os valores ficam entre 20 e 30 reais/atrativo sendo que a cachoeira Santa Bárbara exige um guia que custa entre 100 e 150 dependendo do número de pessoas do grupo. Os almoços na região variam de 20 a 40 reais e a diária do hostel que ficamos (quarto privativo) pagamos 150, caso seja compartilhado custa uma média de 40 reais/pessoa. Conhecemos: Vale da Lua, Loquinhas (existem vários poços a serem descobertos), Cachoeira dos Cristais (São várias quedas d'agua), Cachoeira Barbarinha e Santa Bárbara (ambas com água azul turquesa). Indico ficar em Hostel e preparar a alimentação toda no local e levar para os passeios, fica bem em conta. Fizemos isso. Iremos voltar pois existem muitas outras cachoeiras na região e é incrível a beleza e os atrativos da Chapada dos Veadeiros. Para saber sobre mais viagens que eu fiz, acessem meu Instagram: @jessplanejatrip.
  6. Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo. Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente. Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas. Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge. Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse. Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso. Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping. Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo: Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante) Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge) Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge) Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama) Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas. Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010. O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas. No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia. Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região. A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4). Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto. Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade. Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa. Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar. Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros. Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época. Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches. Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque. Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado. Figura 5: Nós e o Canyon ❤️ Figura 6: Cachoeira Cariocas Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí... Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama. O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local. Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa. A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo: sabem aquelas imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12). Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos. Valores: 25,00 R$ por pessoa. Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde. Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10. Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome Informações Geológicas: Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso) Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps): -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing
  7. Série de vídeos fantásticos da Chapada dos Veadeiros, suas trilhas, cachoeiras com imagens aéreas de drone. https://youtu.be/3VWMYf6ejwM
  8. Oi galera, estou planejando uma viagem para a Chapada dos Veadeiros nos dias 12 a 17 de julho. Viagem de basto custo, porém com mínimo de conforto necessário.Estou procurando alguém p dividir as despesas do aluguel do carro. por enquanto estou sozinho. Vou ficar no Hostel Jardim nova era em Alto Paraíso; Vou alugar um carro em Brasília e partir para Alto Paraíso de Goiás com mais ou menos 3h de viagem. O aluguel do carro fica mais ou menos R$100,00 por dia + gasolina. Alguém se interessa ? Abaixo o roteiro resumido: 13/07/2018 – Vale da Lua 14/07/2018 – Cachoeira de Santa Barbara e Capivara – Cavalcante 15/07/2018 – Manhã: Complexo de São Bento (Almécegas I, II e Cachoeira Sao Bento) Tarde: Mirante da Janela 16/07/2018 – Cachoeira de Couros 17/07/2018 – Loquinha e Cristais
  9. Passamos 5 dias na chapada dos veadeiros em Goiás e foi incrível, vimos muitos lugares mas uma pequena parte de todas as atrações!
  10. Olá amigos, Meu nome é Ivan e eu estou planejando passar o ano novo na chapada dos veadeiros entre os dias 29/12/19 - 04/01/20. Eu gostaria de saber se alguém tem interesse de me acompanhar nesta aventura? :) Cheers
  11. Vamos lá, decidi descrever minha experiência na Chapada do Veadeiros. Primeiramente gostaria de deixar bem claro, a cultura desse lugar é utilizar-se de C A R O N A para todos os lados então é melhor deixar o medo no despache da companhia aérea e aproveitar a experiência 🌄 Dia 23/05 Cheguei de BSB para Alto paraíso de carona R$ 55,00 o valor foi porque o motorista foi me buscar no aeroporto, geralmente cobra apenas $35. Consegui o contato da carona pelo um grupo do facebook destinado para tal, o nome Chapada do veadeiros carona solidária. São cerca de 4hr de viagem o carro estava cheio de moradores de Alto o que se tornou mais confiável para mim. Tem busão para Alto Paraíso, porém só tem 3 horários e o custo é maior. Fiquei no camping Consertamos disco voador diária R$20/ o anfitrião Clayton é muito gente fina, tem boas dicas e história do local, o camping é bem simples mas se o intuito é economizar aqui é o lugar certo. Dia 24/05 fui conhecer a cachoeira loquinhas é a mais próxima do camping cerca de 4km, fui a pé e sem guia. No meio do caminho já cansada, acenei e consegui a primeira carona sozinha 😬 foi tranquilo demais, porém não podia me deixar na entrada, e tive que caminhar mais, no trajeto solicitei carona e não tive, no finalzinho um grupo parou e ofereceu. Lição: quem tem menos, é o que mais ajuda. A entrada custa R$ 35,00, o que vale muito a pena, pois dentro é cheio de poços e várias cachoeiras para visitar, além do mais a trilha é tablada o que torna mais agradável. Nesse mesmo dia visitei o espaço GOTA, nossa que energia esse lugar transmite, fui andando é muito pertinho da avenida principal. Não deixe de conhecer a estrutura e o serviço deles. Dia 25/05 conheci um amigo no camping e combinamos de visitar aFazenda São Bento, fomos de táxi R$ 20,00 cada, depois percebemos que não havia necessidade, afinal era só acenar na estrada e esperar porque muitos visitava esse destino. Enfim, a entrada para São Bento custa R$ 15,00, dentro dessa fazenda também tem Almécegas I e Almécegas II, o custo da visitação dessas é R$ 25,00. Chegamos já as 13hr, então aproveitamos São Bento bem no inicio e partimos para a trilha Almécegas I, perdemos uma carona na estrada e por ser tarde não encontramos outras, então caminhamos 3km uma trilha íngreme, mas a vista e o banho é sensacional. Ao voltar conseguimos carona rapidinho. Dia 26/05 fomos para a Cachoeira dos cristais, conseguimos carona e chegamos por volta de 13h. A entrada custa R$ 20,00, é uma trilha cheia de poços e pequenas queda d'água. Onde fica localizada o Véu da noiva, muito lindo e rasinho. Ao retornar conseguimos carona 😝 Dia 27/05 decidi descansar, fiquei o dia inteiro no camping, até como forma de economizar! E deu certo. Dia 28/05 meu último dia nesse paraíso, fiz um bate e volta para São Jorge onde fica a entrada do Parque. Consegui carona e encontrei o amigo dos passeios anteriores, fizemos o cânion I e cariocas, não houve cobrança para entrar no parque. Ficamos o dia inteiro ali, cerca de 11km. Voltei para a estrada e consegui a carona de volta. Dia 29/05 Voltei para BSB consegui a carona por R$ 40,00. Total camping R$ 120,00 Total entradas R$ 90,00 ( em uma entrada me deram o desconto de R$ 5,00) 😆 Total carona R$ 95,00 Total dos três acima R$ 305,00 E com R$ 45,00 comprei alimentos, frutas e águas. Meu consumo geral R$ 350,00 em 7 dias. Isso mesmo, só gastei 350,00 por isso não fui nos demais locais. Mas terá uma próxima, aproveite o que a simplicidade tem de melhor, sua essência. O M E L H O R D A VIDA É D E G R A Ç A Sobre as caronas gostaria de agradecer e repassar sobre seus negócios: Estevão - Guia de Alto Paraíso, no CAT é possível encontra-lo ( meus passeios não necessitava guia, mas outros que não realizei é obrigatório!) Porque indico ele? O cara estava acompanhando um casal nas cariocas, e era aniversário da cliente e ela ama café, ele simplesmente levou todos os utensílios e preparou um café a beira da cachoeira para a cliente. Ela nunca mais vai esquecer esse ato, nem eu. Roberto - gerente e proprietário dos chalés alto da estância, um charme de lugar e o atendimento oferecido por ele é nota 10, pude vê de perto sua preocupação com seus clientes.
  12. 05/01 - Cachoeira do Cristal Chegada em Brasília, encontro minha amiga mochileira Luani e retiramos o carro na Localiza. Para n perder tempo, fomos direto para a Cachoeira do Cristal, paga-se 20,00. Precisávamos receber um banho e lavar a alma assim que chegássemos na Chapada. Ficamos até umas 18h e dali partimos para o Ítakamã hostel ($ 50/dia sem café da manhã) em Alto Paraiso. 06/01 - Trilha dos Couros a) Cachoeira da Muralha - nessa vc pode nadar. Deixe pra tomar banho na Cachoeira depois de conhecer as outras. Obs: A trilha dos Couros possuo 8 km ida e volta. Ainda ñ se paga para entrar, pois fica no PNCV mas já ouvi dizer que ela será privatizada. Então a partir de meados desse ano para entrar será cobrado. b) Cachoeira São Vicente - imponente. A foto ñ retrata a sua grandiosidade. Ñ se pode nadar. c) Mirante da Cachoeira do Parafuso - Que lugar incrível. Vc vê a natureza com suas cores exuberantes. Foi muito gratificante ver o arco íris dar o ar de sua graça. c) Vale da lua - Depois da trilha dos Couros, partimos para um passeio mais por curiosidade e foi bom receber vibrações de um lugar tão diferente do que eu já havia visto. Paga 20,00 pra entrar. As formações rochosas são bem estranhas. Tem uma Cachoeira por lá e vários poços pra se banhar. Só tomem cuidado com as trombas d’agua. 07/01 Cachoeiras trilhas dos Saltos e corredeiras a) Saltos do Rio Preto 120m altura (contemplação) Você faz a trilha uns 9 km ida e volta. Ela é bem sinalizada b) Cachoeira do Garimpão 80 m altura Vc poderá tomar banho. Lugar que contagia. Ñ paga pra fazer a trilha. Ela é feita na sequência da Cachoeira Saltos do Rio Preto. c) Vc pode contemplar o Mirante do Carrossel nessa mesma trilha 08/01 - Mirante da Janela Saímos cedo de Alto Paraiso e fomos direto fazer a trilha do Mirante da Janela, paga uma taxa de 15,00 para entrar, é puxada pra quem n tem muito preparado, mas acredito que devagar se consegue fazer. Tem partes na trilha que confunde um pouco. Vá cedo e aproveite outros mochileiros que estarão por lá, segue o fluxo e seja feliz rsrs. Depois do Mirante vc aproveita pra tomar um banho refrescante no Mirante do Abismo. Ainda deu tempo pra curtir as águas termais, precisamos de um relax. Ainda tomamos vinho e ficamos bem alegres rsrs. Saímos de lá as 21h. Estamos eu Marcelo (paulista) , Luani (gaúcha), BIA (Recife) e o André (mineiro). Nos conhecemos pelo mochileiros e tb no hostel Savana. 09/01 - Circuito de Cacheiras Loquinhas Acordamos cedo fizemos o passeios. O caminho é bem tranquilo, se conhece algumas cachoeiras e poços. Os que mais chamaram a atenção foi a Cachoeira do Sol e o poço Xamã. Paga 35 pra entrar. Neste dia e nos hospedamos no Hostel Savana ($ 75/dia) em São Jorge que foi ótimo, pois servia um excelente café da manhã e tb fica mais perto das principais trilhas da Chapada. a) Xamã c) Cachoeira do Sol - Descansando em Loquinhas Nesse dia deu pra irmos no Mirante da Estrela para ver o por do sol e fazer yoga 10/01 Veredas/ Veredinhas/ Cascata / Toca da Onça. Esse passeio ñ estava em nossos planos, mas foi uma grata surpresa. Fiquei de queixo caído quando vimos a imponência de uma Cachoeira imponente de difícil acesso. Vc nada pelo Rio, atravessa pedras gigantes para vê-la. Ñ tem como descrever a emoção. A trilha é difícil acesso e tb ficamos com medo, pois começou a chover e pra voltar seria impossível sair com vida, já que se demora pra chegar e sair. Ufa demos sorte. a) Veredas - essa que disse que é difícil o acesso. Mas a que me deu maior emoção de fazer. 90 m de queda. b) Veredinhas - Uma Bela Cachoeira c) Cascata d) Toca da Onça 11/01 A tão esperada Santa Barbara e Cachoeira Capivara a) Capivara - faça primeiro essa Cachoeira, pois se vc deixar pra fazer depois da Santa Bárbara vc vai desistir. b) Santa Bárbara a mãe de todas, a mais bela, formosa, que coisa linda eu tive o privilégio de conhecer. 12/01 - Partimos de Cavalcante e da Chapada com aquela sensação de Quero voltar e um dia iremos sim voltar, pois muitas outras atrações ficou pra se conhecer. Enfim que aventura surreal. Fiz amigos pra visando. Valeu pela parceria meu amigos Luani, Luiz, Gabriel, André e Bia 13374D0E-13FE-400D-8208-94D48F8FFBCE.MOV
  13. Pra quem gosta de trilhas e cachoeiras, indico muito essa trip! Abaixo o meu relato com dias e informações: Dicas gerais: Transporte: Como todos falam, é realmente indicado vc ir de carro, alugando preferencialmente, já que vc vai judiar bastante desse carro rs. Mas se vc estiver sem carro, apenas irá depender de terceiros pra fazer os passeios, então não necessariamente vai conseguir programar como gostaria. Provavelmente vai depender de caronas, e ter que pagar para transfers, e guias com carro. Eu não fui de carro, abaixo no relato mais detalhes de como me virei. Alimentação: Foi algo que eu não esperava, mas comi muito bem e barato nessa trip, uma comida mais gostosa que a outra. Nas trilhas leve lanches que sustentam, pois irá sentir bastante fome. Água é muito importante na trilha tb, a maioria dos lugares você consegue pegar água na cachoeira, mas mesmo assim é recomendável levar uma garrafa grande já cheia. Não esqueça de levar o seu lixo com vc, inclusive orgânico, pois atrai bichos para a trilha. Cidades base para se hospedar: Você basicamente tem 3 opções: São Jorge - É um vilarejo super legal, com lanchonetes, bares, restaurantes, ateliês, várias opções legais mais sofisticadas, e opções baratinhas tb, a noite de fds tem Forró em uma baladinha lá. É o melhor local pra quem está sem carro, pois você pode ir andando pro Parque Nacional e pra Janela do abismo, basicamente você tem programação pra 2 a 3 dias aqui sem usar carro. Alto Paraíso: Dizem que é onde tem mais estrutura de hotéis , restaurantes, e bancos, porém eu só passei por lá, não conheci. Cavalcante: É a cidade mais longe, tem uma estrutura razoável, porém não tem o mesmo movimento de São Jorge, é bem morta a cidade. Mas é altamente recomendável se hospedar por lá também durante a trip, para fazer as trilhas da região, que irei descrever no relato mais abaixo. Brasília: Não estou incluindo Brasília nesses 6 dias de relato, mas estive lá por 1 dia, antes da Chapada, e também recomendo você fazer isso, a capital do nosso país é bem interessante, e 1 a 2 dias por lá seria uma boa se conseguir encaixar. 1º dia - BSB - São Jorge Eu estava em um bus fretado nesse dia, fui com um grupo do Couchsurfing que havia contratado um bus até São Jorge. Saímos pela manhã, e a viagem durou em torno de 4 horas. Na hora da chegada em São Jorge, passamos direto e fomos para cachoeira Raizama, o custo é de R$ 20,00 a entrada. É um lugar interessante de visitar. Ao final da tarde, fomos pra um camping em São Jorge. O camping foi o Espaço Flora, mais conhecido como camping do Pedu, lugar ok de estrutura, apesar de poucos banheiros. 2º dia - Parque Nacional Saímos do camping a pé até o Parque Nacional, a entrada é gratuita, mas em fds e feriado recomendo vc chegar por volta de no máximo 09h por exemplo, pois o parque tem um limite de visitantes diário. Lá haviam duas opções de trilha, a trilha da Cachoeira do Salto, e a trilha dos Canions 2 + Carioquinhas, tb existe uma terceira trilha maior pra quem vai pernoitar dentro do parque. Eu optei por ir nessa segunda que mencionei, achei bem legal e a Carioquinhas é bem divertida, pois possui várias quedas pra banho. Os amigos que escolheram a trilha do Salto tb gostaram bastante. Não sei se haveria tempo hábil pra fazer essas duas trilhas em um mesmo dia, acho que não, e tb ficaria cansativo, o melhor é reservar 1 dia pra cada. Atenção, o Parque Nacional fecha às segundas-feiras. 3º dia - Janela do Abismo Essa era a trilha que eu mais queria fazer, tb fui a pé saindo do camping, ela tem uma entrada fora do Parque Nacional, é perto, mas é fora do Parque ok. Muitos diziam que é uma trilha pesada, mas nosso grupo achou tranquilo, e tínhamos sedentários no meio. Ao chegar na entrada da trilha, paga-se R$ 20,00, a pessoa que nos recepcionou era um tiozinho, todo mal vestido, e falando praticamente um dialeto rsrs que não entendíamos nada, ele era chamado de Rolinha. Algumas pessoas recomendavam guia, mas olha, não precisa, é tranquilo de ir, erramos uma vez, mas logo já achamos o caminho certo. Em época de seca porém não há nenhuma queda d'água nessa trilha, apenas a vista que impressiona, por isso leve muita água. A trilha em si dura 3h ida e volta, contando a partir da recepção, porém até a recepção anda-se bastante tb, é possível ir de carro até lá, e lá em cima vc acaba gastando bastante tempo admirando a vista , fazendo lanche, fotos, etc. Ela é íngreme em algumas partes, mas nada que uma paradinha na sombra pra descansar não resolva. 4º dia - Vale da Lua - ida à Cavalcante Nesse dia, iríamos sair de São Jorge, com destino à Cavalcante, fomos de carona até o Vale da Lua no caminho, a entrada custa em torno de R$ 20 também, a trilha é bem curta e possui locais para banho. Passamos para almoçar no restaurante do Waldomiro, é bem famoso, mas não foi uma das melhores refeições, não achei que o valor corresponde à expectativa, o local tb é famoso por vender licores, tem muitos pra experimentar, o que compensa o preço do almoço rs, que é algo em torno de R$ 30,00. Depois, pegamos uma carona até Alto Paraíso, e de lá um táxi com um contato que conseguimos em um hostel, dividido pra 3 pessoas até Cavalcante, no valor de R$ 160,00. (Quem ficar em Alto Paraíso tem esse hostel muito legal que passamos pra conhecer, chama Catavento, tem uma dona super simpática que nos ajudou bastante, e é da rede Hi hostel) Dica: Caso vá pra Cavalcante e depois Brasília, deixe pra pegar um transfer em Cavalcante mesmo, os horários de bus em Alto Paraíso que vão pra Brasília são bem ruins. Dica 2: Pergunte ao motorista de seu táxi ou transfer se ele está com a CNH e documento do carro em dia, pegamos um táxi, ao passar no comando ele nos informou que estava sem documentação, e ao fazer o retorno na pista a polícia viu e veio atrás da gente com fuzil, so liberou pq viram que éramos turistas precisando do transporte, então não apreenderam o carro. Mais um motivo pra vc ter o seu próprio meio de condução lá. Ao chegar em Cavalcante, procuramos uma hospedagem, após termos passado uns dias em um camping agora conseguimos um belo quarto com tv, cama, chuveiro quente, e delicioso café da manhã por apenas R$ 50,00, Hotel Raio de Luz, indico heim! A dona é meio bipolar, mas a hospedagem valeu. Depois conseguimos um contato de um guia, e já fechamos o passeio pro dia seguinte, como não tínhamos carro, teria que ser um guia com carro, e isso acaba encarecendo o passeio. Média de R$ 300 a R$ 400 por passeio, podendo ser dividido até 4 pessoas. A indicação do Guia é o Maurício 61-9990-6969 - Lobo Ecoturismo e Hospedagem. 5º dia - Santa Bárbara + Capivara Primeira dica, não vá de final de semana/feriado, vc vai aproveitar muito pouco devido à lotação. Esse era um dos passeios mais esperados tb, fomos em uma segunda-feira, não é o dia mais recomendável tb, pois de segunda-feira o Parque Nacional fecha, então muitos grupos vão pra Santa Bárbara, porém nessa semana havia um boato que a Santa Bárbara estaria fechada na terça, então preferimos não arriscar. Ao chegar lá, descobrimos que na verdade iria fechar mas seria na quinta. Mas tudo bem, o passeio valeu mesmo assim, não estava tão lotado. Ao chegar no local, paga-se tb R$ 20,00 e vc tem a opção de já reservar o almoço em um dos restaurantes de lá, é uma ótima pedida, o valor é de R$30,00, reserve pro final do dia, por volta de 16h, vc vai estar com muuuuita fome até lá e vai valer muito a pena. Escolhemos o restaurante Galileu, estava muito bom , mas tente pesquisar antes lá as opções e o que vão servir, acho que todos são bons. Peça pra tomar tb um suco de buriti por R$ 4,00. Caso vc vá por conta própria, lá é obrigatória a contratação de um guia local (que é mais barato), tb tem a opção de fazer uma parte da trilha em um pau-de-arara, assim não judia muito o seu carro se for com carro próprio. A trilha pra Santa Bárbara é bem tranquila, vai muitas crianças, ao chegar no local existe um controle de tempo, não pode ficar a tarde toda lá, vc tem por volta de 1 hora. Essa é a cachoeira com a água mais azul da Chapada, possivelmente as suas melhores fotos serão aqui, a água realmente impressiona. No passeio tb passa por duas cachoeiras boas pra banho tb, a Capivara e uma menor. Por isso sugiro que faça o almoço só no final da tarde, assim aproveita mais tempo de sol nessas cachoeiras. 6º dia - Trilha do Rio da Prata até o Rei da Prata - Melhor trilha Mais um dos melhores passeios da Chapada! Foi uma grande surpresa pra mim, pois eu não havia pesquisado essa trilha, mas é muito foda. Foi a trilha mais pesada no sentido de tempo de caminhada, são no total 14 km andando, passando por 7 cachoeiras muito legais, incluindo a Rei da Prata, uma cachoeira enorme com a água verdinha, ainda não sei se gostei mais dessa ou da Santa Bárbara, mas essa trilha em si é mais legal, pois são 7 cachoeiras. O acesso não é tão fácil, vc passa bastante tempo em estrada de terra, e um guia seria opcional, mas recomendo bastante, pois não tem sinalização nenhuma, e são 14 km com risco de se perder. Essa trilha não paga pra entrar e não tem opção de almoço, leve o seu lanche. No dia seguinte, peguei um transfer até Brasília, direto pro aeroporto, no valor de R$ 70,00, uma indicação do hotel. Tb tivemos problemas dessa vez, o motorista confundiu a cidade que estávamos, atrasou e uma amiga nossa acabaria perdendo o vôo. Então na questão carro, se vc tiver o seu, terá toda a sua programação como deseja, se não tiver carro, irá conseguir fazer os passeios, mas dependerá de caronas, transfers caros, e poderá ter problemas com motoristas como nós tivemos. Lembrando que se ficar 15 dias, haverá passeio pra 15 dias, embora seja um pouco cansativo, há muito o que se explorar por lá. Existem muitas outras cachoeiras que não visitei. Qualquer dúvida que eu puder ajudar, escreve aí. VISITE A CHAPADA DOS VEADEIROS!
  14. Olá pessoal, Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá... Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo: Informações gerais A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região. A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc. São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto). Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata. A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links: https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs Dicas Gerais - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc. - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas. - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras. - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado). - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica. - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk). Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações: Dinheiro Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas. Qual a melhor época? Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior. Onde se hospedar? A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas: - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/ - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/ - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/ Onde comer? Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções. - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato. - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais. - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos! - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores. - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo! - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!! - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito). Ir de carro ou não? Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!! Contratar guia ou não? Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias. Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar. Passeios Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais. - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia. - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia. - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia. - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis. - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá. - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras. - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA! - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado. - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena. - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco. Fotos Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
  15. * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho ** Serras Gerais: - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada) - Dianópolis: Lagoa Encantada - Taguatinga: Cachoeira do Registro - Aurora do Tocantins: Rio Azuis *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno. - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF. - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515) Itinerário resumido Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos Dia 11) Retorno a Brasília DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta Estrada (até Ponte Alta) A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar. As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015. Atenção: a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal. b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama. Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder. Natividade No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade. O que não deixar de ver em Natividade: - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃 Ponte Alta do Tocantins Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas! Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta. Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca. DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada Cachoeira da Fumaça Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito. A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena! Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte! No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia! Cachoeira do Soninho Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique. Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas. Pôr do Sol na Pedra Furada Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento. O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante. Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento! DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas Gruta Sussuapara Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita! Cachoeira do Lajeado Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta! Cachoeira da Velha Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte. A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso. Prainha Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins! Dunas Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia. O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito. Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada. Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal. DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga Fervedouro do Ceiça Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito. Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos. Comunidade Mumbuca A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca. Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado. Fervedouro Buritizinho O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora! Cachoeira do Formiga Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes! Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa. No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃 Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho Fervedouro do Alecrim O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa. Cachoeira das Araras Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão. Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa. Morro da Catedral e Morro do Gorgulho No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos. Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão! Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta. Dia 6 | Ponte Alta - Almas Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites. De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão. Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar. Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho. Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion. O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto. Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego. Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto. Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma. Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal). Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata. Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas. O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região. Cânion Encantado O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma. Cachoeira do Urubu-rei A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho. Cachoeira da Cortina A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!! Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha! Arco do Sol O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro. São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol. Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação 74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência! Lagoa Bonita A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos. Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita Aurora A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis. DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso) Rio Azuis Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores. O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente. Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado. Cachoeira do Registro A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la! Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado 43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós. Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos! DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista. Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear. A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação. Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20. No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados! DIA 11 | Retorno a Brasília Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã. Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa. ____________ GASTOS - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km. - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) . - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
  16. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
  17. Travessia Sitio Bom Jesus / Morro do Chapéu - Travessia dos Veadeiros, Janeiro de 2019. Essa travessia vai surpreender os amantes do Trekking Por Mauro César - Trekking na trilha Dona Madalena e Silmênia Fomos recebidos por Dona Madalena uma pessoa de muita luz, responsável pelo Sitio Bom Jesus, um lugar de pura paz, tudo muito organizado e limpo, vale muito a pena visitar este lugar. Não visitamos o bosque, lugar onde dizem que é surpreendente. Igreja - Sitio Bom Jesus Entrada do Sitio - Exemplo de cuidados com o lugar Passagem pelo portal Saímos ás 11h00 do dia 25/01, percurso com nível difícil, ao longo do trecho o GPS ficou desnorteado, mostrava o caminho diferente e acusava o erro depois de vários metros percorridos, obviamente que tínhamos que seguir, confesso que o acesso foi muito complicado. Ao longo do trajeto dessa primeira etapa, a região mostra muito riqueza nas plantações de soja que sumiam de vista. Pausa para foto Sincronismo dos pássaros Botas na trilha Silmênia pulando a cerca Trekking Proteção do equipamento na hora do almoço, muita chuva Comendo mi Bora né Depois de caminhar em média uns 16 km, chegamos na casa da Miriam, onde nos recebeu de forma muito cativante, muita conversa e risos... tomamos aquele café. Olhem isso, moleque nem gosta de ovos Delicia de café Saída da casa da Miriam Será que rola uma carona? Vista do Heliporto Paredão impressiona Exuberância Trekking Sil superando limites - Nota máxima Cansado? Não apenas impressionado O percurso mais uma vez nos surpreendeu, as coordenadas nos levou por um acesso muito arenoso, sem trilha e direção, muito ingrime e perigoso, correndo o risco de sofrer algum tipo de acidente, rasgamos mata adentro e depois de muita dificuldade conseguimos encontrar a estrada que nos levasse a casa do Sr.Geraldo, estava escurecendo e tudo piorava, mas tínhamos que seguir. E assim foi, escureceu, a estrada estava nos levando ao caminho certo e felizmente por volta das 21h00 chegamos na casa do Geraldo. Logo na chegada fomos recebidos com esse licor..Será? comemorar a chegada sempre é importante. Jantamos aquela comida caseira feita pela Dona Marlene, sem comentários para essas pessoas, estávamos com muita fome, pois esse trecho exigiu muito de nós. Tudo combinado para o resgate e hora de descansar para o dia seguinte. Seu Geraldo - Saída para o segundo dia de trilha Vamos nessa!! A partida para o segundo dia de trilha foi mais cedo, por volta das 08h30m, muito estradão e por mais uma vez a natureza nos mostra seu valor, logo os papagaios fizeram seu papel. Pausa para o lanche Vista para o rio Paranã Seleções de fotos Olhando a paisagem - Muita chuva pela frente Café no bule Desce daí criatura Sejam bem vindos Pedreira, arquibancada para apreciação do lugar Serras que se perdem de vista E lá fomos nós, caminhamos bem este dia, a chuva veio com muita força, quase 4 horas de chuva intensa, e a previsão era de continuar por um bom tempo, saímos em uma mata fechada, com muitas bocainas e achamos melhor não continuar, próximo as 18h00 montamos acampamento onde pernoitamos (Hostel Curral fofo), hehe! nome adotado para aquele lugar. Hostel Curral fofo, assim foi batizado - Acampamento 2° dia Partindo para o trecho final Seleção de fotos Fonte da juventude Subidas e mais subidas, paisagens de tirar o folego, trecho final e nada de chegar na casa do Alex, passamos por entre as bocainas, pequenos rios e a vegetação úmida, assim dificultado nossa caminhada. Enfim conseguimos chegar na tão esperada casa do Alex, hehe. mais uma recepção fantástica, fizemos um lanche, café, peta caseira feita pela sua mãe e pão com mortadela, em meio a conversa Alex nos disse sobre sua trajetória e a escolha do lugar para morar. Em sua propriedade existem três cachoeiras, não deu tempo de visita-las, quem sabe em outra oportunidade. Café na casa desse camarada - Alex Vista da casa do Alex Vai entender Palmeiral Há 5 quilometros de completar o trecho final, fomos na casa da Dona Nilza, outro ponto de apoio, e mais uma vez aquele precioso café e um papo rápido. Casa da Nilsa e Virgílio - Lugar de ponto de apoio e venda de doces e Requeijão Subida para o morro do chapéu Vista panorâmica na subida do morro tão esperado Foram em média duas horas de subida, mais é subida mesmo que chega a pensar em desistir. Zé do facão No caminho encontramos essa figura, que por sua bondade nos ofereceu sua casa para descansar e nos alimentar, já era hora de completar a travessia, não tínhamos mais tempo, até porque o resgate combinado com Sr.Geraldo estava perto conforme horário combinado. Bateu uma tensão, não conseguimos contato com o mesmo, sinal de telefone péssimo, mas por generosidade ele chega para alegria dos caminhantes. Vencemos todas as diversidades. Final da travessia Em meio há tantos obstáculos, curiosidades, vistas magnificas, a travessia foi concluída com sucesso. Minha companheira de caminhada, Silmênia José Pereira superou e me encheu de alegria por essa conquista. Parabéns Sil...Essa travessia promete. Agradecimentos Tekking Brasilia - Samuel Schwaida Sr. Geraldo (Secretário de Turismo de São João da Aliança - GO) e Marlene Taralico Luan - Filho Sr.Geraldo Alex Nilza Sra.Madalena Aline Ferreira e Nara Niuma Respeite a natureza Recolha todo seu lixo. Se possível traga de volta também o de pessoas menos cuidadosas. Não abandone latas, garrafas e plásticos. Evite cortar lenha para fogueiras. Use só os galhos caídos e apague bem as cinzas. Faça sua fogueira em local descampado e longe da mata e de moitas de capim. Evite usar sabão em fontes, riachos e lagos. Monte seu acampamento afastado das nascentes. Escolha um lugar afastado para banheiro e não se esqueça de enterrar seus dejetos. Leve alimentação adequada. Evite enlatados, leite em caixa, vidros ou bebidas alcóolicas. Conheça as regras básicas de primeiros socorros e orientação na natureza. Planeje seu roteiro de viagem e deixe sempre alguém avisado sobre ele. Frequentadores da natureza têm maior responsabilidade pela preservação ambiental. Respeite e confraternize com os habitantes dos locais visitados. Não use fogo dentro ou perto da barraca. Tenha cuidado também com a vegetação. Pratique o bem!!!
  18. Olá a todos os Mochileiros, venho trazer o meu relato de viagem. Por ser um destino muito procurado no Brasil, e este site ter me ajudado imensamente para construir o nosso roteiro, venho também colaborar. Nossa viagem foi realizada em SETEMBRO 2017, período de seca, vantagem em alguns aspectos, desvantagem em outros, em geral, achamos melhor, nos possibilitou melhor clima e sol garantido. Nosso roteiro se inicia saindo da cidade de Cuiabá/MT, fizemos uma parada em Goiânia/GO para enlouquecer na Decathlon e seguimos por Brasília/DF, e enfim, Chapada dos Veadeiros. De início já deixo nossos gastos gerais: Gastos Totais: R$ 4.211,95 (dividido por 2) Saiu para cada R$ 2.105,97 (20 dias de Estrada) Sendo: Combustível R$ 1.240,14 Pedágios R$ 12,10 Estadia (Camping em São Jorge e Hostel em Alto Paraíso) R$ 626,00 Mercado R$ 908,46 Jantares e Almoços R$ 649,24 Farmácia/Higiene R$ 240,55 Entrada de Trilhas e Cachoeiras R$ 535,46 ______________________________________________________________________________________________- ROTEIRO Iniciamos a viagem de carro (Uno), saindo de Cuiabá sentido Goiânia, paramos na Decathlon e seguimos para BSB. Ali subimos direto para a cidade de Cavalcante, a Chapada dos Veadeiros consiste em 3 cidades principais - Cavalcante, Alto Paraíso de Goiás e São Jorge. DIA 01 - CAVALCANTE (SANTA BÁRBARA E CAPIVARA) Acampamos lá no Engenho (como é chamada a comunidade local aonde fica a Cachoeira) para sermos os primeiros a chegar na Santa Bárbara - se deixar para dormir na cidade e subir de manhã, chegará tarde, a estrada de chão (30km) é muito ruim, não passamos de 40km/h - ela é absurdamente concorrida, fomos numa segunda para aproveitar que o Parque Nacional estava fechado, mas lá ficamos sabendo que o melhor dia da Santa Bárbara é Terça-feira! Contrate os guias do Engenho, os de Cavalcante são mais caros e os do Engenho vivem quase EXCLUSIVAMENTE do turismo, vamos dar uma força! Na comunidade é necessário pagar uma taxa de R$ 20,00 por pessoa para acessar a Cachoeira (A Santa Bárbara é a principal, mas antes dela você passará na Santa Barbarinha, queda menor e linda também) O guia varia de preço, nós pagamos R$ 40,00 cada incluindo: Santa Barbarinha, Santa Bárbara e Cachoeira da Capivara. CACHOEIRA SANTA BÁRBARA Fotografia: Murillo Raggiotto SANTA BARBARINHA A Cachoeira da Capivara é em outra localidade, mas muito próxima, é possível fazer até 3 Cachoeira em um dia. CACHOEIRA DA CAPIVARA Fotografia: Murillo Raggiotto Saímos de Cavalcante logo após a Cachoeira da Capivara e seguimos para São Jorge (124km). Obs: Abasteça sempre que possível, Cavalcante e São Jorge não possuem postos de Gasolina. Leve sempre dinheiro em espécie, desde Brasília, não possuem Caixas eletrônicos em nenhuma cidade, alguns estabelecimentos passam cartão, mas nos passeios e campings não. Nos hospedamos no Camping Taiuá e recomendamos incessantemente, considerado um camping 5 estrelas, e confirmamos, é imperdível. E-mail: [email protected] Diárias de R$ 25,00 por pessoa na barraca própria. (Eles também alugam equipamento de camping). Possuem cozinha com 2 fogões, 3 geladeiras, água a vontade, tanque, varal, banheiros extremamente limpos, silêncio, sofás e camas espalhados por toda área de lazer, e um Wi-Fi muito satisfatório. Dormimos, comemos e arrumamos as mochilas para a Travessia. DIA 02 - TRAVESSIA 7 QUEDAS Acordamos cedo (5h), fizemos nosso café, organizamos e já saímos á pé com as mochilas para a entrada do Parque Nacional de Chapada dos Veadeiros. (Cerca de 1km do Camping). É preciso reservar com antecedência a travessia possui limitação de pessoas, ela pode ser feita em 2 ou 3 dias, existe o valor de taxa de camping de R$ 18,00 por pessoa, por dia, então você pode entrar no site para fazer a reserva e ver a disponibilidade: Site: https://www.ecobooking.com.br/site3/destinoAtrativo.php?gHtY=w16sdl4duzcky5r2ekew Você pode escolher como deseja fazer a Travessia, escolhemos o jeito mais difícil, fizemos todos os roteiros possíveis no caminho, somando ao total do nosso primeiro dia 24km de trilha. Primeira parada, CACHOEIRA DAS CARIOCAS Fotografia: Caroline Brito Segunda parada, CÂNION II Terceira parada, CÂNION I Seguimos a trilha, a partir desse Cânion segue-se mais 17km de Trilha até a área de Camping. Chegamos na área de camping já as 20h, então sugerimos fortemente a necessidade de lanternas se forem fazer todo o roteiro que fizemos, muito difícil chegar á luz do dia na área de camping. Se escolher a forma mais rápida, corte as duas primeiras paradas e vá direto ao Cânion I, assim chegará na área de camping por volta de 16h. DIA 03 - CACHOEIRA 7 QUEDAS Fotografia: Murillo Raggiotto Aproveitamos brevemente a água e a vista e já seguimos nosso caminho de volta á sociedade, é exaustivo, mas absolutamente gratificante. Fotografia: Murillo Raggiotto Durante a trilha de volta o cenário muda diversas vezes, e é lindo como tudo se transforma. Fotografia: Murillo Raggiotto Fotografia: Murillo Raggiotto Ao fim da trilha você deve depositar o cartão (que recebeu no início da trilha) na caixinha para que saibam que você finalizou a travessia. A partir daqui seguem-se mais 3km até a beira da estrada, aonde você pode conseguir carona ou contratar alguém de São Jorge pra te buscar. Geralmente cobram R$ 20,00 por pessoa o seu "resgate". Ou você pode voltar andando mais 6km até a cidade. (Não recomendo). Rs! DIA 04 - VALE DA LUA R$ 20,00 por pessoa para entrar Dica importante: Todos os destinos podem ser encontrados no Waze, não tem erro, só carregue no Wi-Fi antes de sair. DIA 05 - CACHOEIRA DOS SALTOS 80 E 120 Esse passeio é feito dentro do Parque Nacional e não têm custo nenhum. Dentro de São jorge e Alto Paraíso não foi preciso Guia para fazer nenhum destino, todas as trilhas são auto-guiadas. Na minha opinião, esse é a trilha mais pesada, apesar de serem apenas 6km, pensa numa subida! Rs! SALTO 120 SALTO 80 Fotografia: Murillo Raggiotto DIA 06 - MIRANTE DA JANELA Propriedade particular, custo de R$ 15,00 por pessoa. Localização pelo Waze, 2km da Vila de São jorge. A trilha é pesada, com distância de 6km, há quem diga que é a mais difícil, mas sinceramente não achei. Uma vista única que vale cada esforço. DIA 07 - CACHOEIRA DO SEGREDO Localização no Waze Propriedade particular, R$ 35,00 por pessoa. 12km de trilha média. DIA 08 - CACHOEIRA ALMÉCEGAS I e II Fica na estrada, voltando para Alto Paraíso de Goiás. Localizada na Fazenda São Bento. ALMÉCEGAS I ALMÉCEGAS II Ainda existe uma outra cachoeira na propriedade, mas queríamos descansar, então seguimos para Alto Paraíso e ficamos no Hostel da Ana, por R$ 30,00 a diária por pessoa. DIA 09 - CACHOEIRA LOQUINHAS R$ 20,00 por pessoa Trilha curta de 1,5km com vários poços de águas cristalinas, a que gostamos mais foi o poço xamã. (Como fomos na seca, foi o único poço com volume de água, se for na cheia ou logo após, pegará os 7 poços e a Cachoeira com volume lindo.) DIA 10 - CASCATA DOS COUROS Este destino se encontra voltando a estrada sentido Brasília, achamos a localização pelo Waze e não foi preciso guia. \o/ Não tem custo de entrada, mas tem um pessoal legal de uma comunidade próxima que cuida dos carros, e você paga um valor simbólico escolhido por você á eles. Trilha leve. Retornamos á Alto Paraíso e curtimos a cidade um pouco mais. Na avenida principal tem um Empório com produtos naturais, VÁ LÁ! Os melhores biscoitos de Jatobá e Cacau que você já comeu na vida. Só eu tive que voltar lá umas 5 vezes que detonava todos e nunca conseguia fazer sobrar pra trazer pra casa. Este foi o nosso roteiro em Veadeiros, nossa viagem se iniciou com roteiros desde Mato Grosso, mas é assunto pra outro post. Espero ter ajudado todos os mochileiros interessandos no destino, e recomendo muito a experiência. Abraço á todos! E bons mochilões! Redação: Caroline Brito Fotografia: Murillo Raggiotto
  19. Para se chegar a Chapada dos Veadeiros é necessário um voo até Brasília e de lá um transfer, ônibus ou carro até uma das cidades que servem como base para os passeios e para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que pode ser Vila de São Jorge, Cavalcante ou Alto Paraíso. A Vila é a mais próxima ao Parque Nacional e foi onde ficamos. Chegando na Álmecegas II A melhor época para visitar a Chapada é no período da seca, de maio a setembro. No período das chuvas, as águas dos poços e cachoeiras podem não estar tão cristalinas , além da chuva poder se tornar um empecilho para a realização de alguns passeios. Fui em outubro, mas não choveu e o clima estava bem seco. Além das trilhas e cachoeiras do Parque, há diversos outros passeios. A Cachoeira de Santa Bárbara é um dos passeios mais procurados da região. Fica localizada em uma comunidade Kalunga (comunidade remanescente quilombola) na cidade de Cavalcante. É preciso ir um local próximo ao início da trilha para pagar a taxa de visitação para acesso a cachoeira de Santa Bárbara e da Capivara e colocar o nome na lista, pois dependendo da época a procura é bem grande. Portanto, procure ir de preferência o mais cedo possível. Além dessa taxa, é necessária a contratação de um guia que é obrigatório. Eu já fui com o guia direto de São Jorge, (é possível fechar o passeio em agências na Vila), mas também é possível contratar lá na CAT da Comunidade Kalunga (Leve dinheiro em espécie). Aí começa a trilha em meio ao cerrado, quase não há árvores, então leve protetor e boné/viseira para se proteger do sol. Depois dessa looonga caminhada, chegamos primeiro na Cachoeira Santa Barbarazinha/Barbarinha, mas seguimos direto para a Santa Bárbara, porque o tempo é limitado. Chegando na Cachoeira mais esperada da viagem, pude apreciar sua beleza, a incrível cor de sua água que pelas fotos parecia ser filtro. Santa Barbarinha e Santa Bárbara Depois seguimos para a Cachoeira da Capivara, mais uma trilha e vamos caminhando entre diversas pequenas quedas de água e um mirante com uma vista deslumbrante. Com um poço ideal para banho, com menos pessoas que na Santa Bárbara e sem tempo cronometrado é o local perfeito para relaxar depois do dia de caminhadas. Enquanto você está lendo, vai lá rapidinho curtir nossa página noFacebook Astrolábio Trip e no instagram @astrolabio.trip ! Fazenda São Bento, Almécegas I e II Chegamos e ficamos aguardando um pouco na Cachoeira São Bento e fica logo na entrada da fazenda. Depois entramos na van e nos levaram até o início da trilha (trilha bem íngreme). Após um tempo andando, chegamos em um mirante, onde podemos ver a cachoeira de cima e tirar várias fotos. Agora é começar a descer para chegar a Almécegas I. E finalmente chegamos, como estava sem chover por um bom tempo, as quedas estavam com pouco volume. Tempo para o banho encerrado e voltamos para o estacionamento para ir para Almécegas II. Pegamos uma trilha bem mais curta e tranquila que a outra, com um visual lindo. Essa é para relaxar e tirar muitas fotos. Cachoeira de São Bento e Almécegas I (pouco volume, por causa da época) E o dia acabou por aí??? Nãaaaooo! Nos despedimos da Fazenda São Bento e fomos direto ao Vale da Lua, que é um dos principais atrativos da Chapada dos Veadeiros. Suas formações rochosas lembram o solo lunar. Pagamos a entrada e começamos mais uma trilha que pelo menos não apresenta muita dificuldade. Chegando no vale da Lua, não tem como não ficar encantado com um cenário tão diferente, e para mim, de tudo que tinha visto até então. A diversão fica por conta das 3 piscinas naturais. Ficamos apenas na terceira. Infelizmente não pudemos fazer todas as atividades e ver as belezas que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros nos proporciona, pois em outubro/2017 houve uma grande queimada e aconteceu enquanto estávamos lá, ou seja, o Parque foi fechado. Foi muito triste, mas com as chuvas, o Parque está se recuperando. A vida noturna da Vila de São Jorge Na rua principal e na paralela a ela, há vários restaurantes, lanchonetes, pizzarias e até mesmo barraca de churrasquinho. Há um bar com música ao vivo que fica bem cheio e alguns dias também tem forró que segue pela madrugada. Por que os ETs?? A região da Chapada dos Veadeiros fica sobre uma imensa placa de quartzo, que dá uma energia diferenciada ao local e que para alguns também favorece a vista de extraterrestres e OVNIs. Não se esqueça de levar: Gostou? Não deixe de conferir essas e outras dicas no [email protected] e em nossa página no Facebook Astrolábio Trip
  20. Galera pretendo viajar para chapada dos veadeiros na última semana de janeiro, alguém tem conhecimento se chove mto nessa época ou é de boa? ✌🏻
  21. Prezadxs, Na comunidade já há vários relatos sobre viagens à Chapada dos Veadeiros. Então farei um ressaltando o período que escolhi para ir: o período de CHUVAS! Realmente com o tempo nublado a paisagem não fica tão bonita e as trilhas ficam mais escorregadias. Porém as cachoeiras ficam mais cheias e os atrativos mais vazios, para aqueles que como eu, buscam tranquilidade. Fui com minha esposa à Chapada e desde dezembro acessava o site do climatempo para ver qual período seria menos chuvoso em Alto Paraíso. Entretanto, o climatempo marcava que sempre a semana corrente seria de chuvas e a subsequente teria poucas. Mas quando chegava a semana seguinte, havia a mudança na previsão, afirmando que haveria chuva e na próxima semana não! Então, cansado de adiar a viagem, escolhi uma semana qualquer e fui com bastantes dias para poder conhecer a chapada tranquilamente. Obviamente que o período de chuvas é ruim para camping, então ficamos 4 dias em Alto Paraíso (Pousada Casa das Rosas) e 3 dias em São Jorge (Pousada Caminho das Cachoeiras). As duas pousadas foram ótimas, com bom café da manhã e bastante tranquilidade. Escolhemos um ritmo lento de viagem, visitando apenas um atrativo por dia. Não contratei guia para nenhuma das atividades que fizemos. Se bem que para aqueles que querem conhecer melhor as histórias, a flora, a geografia e ter mais segurança, vale bem a pena contratar um. Utilizamos tênis-bota de trilha em quase todos os passeios. Em alguns usei papete, mas o tênis dava mais firmeza e segurança, principalmente porque alguns trechos estão um pouco escorregadios, devido à chuva. 1º dia- 4ª Saímos de carro de Goiânia às 6h30 num dia chuvoso. A estrada está ótima até São Jorge, mas o problema é que quando passamos por Brasília era o horário de rush, dos que ingressavam no trabalho. Então demoramos cerca de 1h30 p/ atravessarmos Brasília, o que nos deixou um pouco sem paciência. Fizemos o check in às 12h45 em Alto Paraíso e fomos à Cachoeira dos Cristais com um tempo ensolarado. A entrada custa R$15,00 e há sete pequenas cachoeiras com água cristalina (mesmo no período chuvoso), sendo a última a maior, mais bonita e com o melhor poço para banho. Lá há boa estrutura com bar, redário e lanches. Fica a 5 km de Alto Paraíso + 3 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível fácil, mas íngreme no final. Foi uma boa pedida p/ início de viagem. No CAT nos avisaram que a Cachoeira Loquinhas estava fechada, porque como havia muitas chuvas, a água estava um pouco turva. 2º dia – 5ª Manhã de chuva em Alto Paraíso. Decepção. Mas todos nos falaram que se chove em um lugar, é provável que em outro não esteja chovendo, então deve-se arriscar e sair. Foi só sair de Alto Paraíso e já estava ensolarado. Escolhemos as Cataratas dos Couros, que é um dos locais mais recomendados pelos guias. Eu estava com receio de ir, pois para chegar lá se deve fazer 18 km de estrada asfaltada (sentido DF) + 31,5 km de estrada de terra. Como paulistano urbano (e agora goianiense), tenho experiência 0 em dirigir em estrada de terra, ainda mais em período de chuvas. Ao chegar no início da estrada de terra, já havia aquelas poças de água enlameadas que interrompiam o trecho todo. Com o meu carro 1.0 escolhia um dos lados da poça, colocava a primeira marcha e rezava para não atolar. Logo dei carona para um rapaz que morava no pré-assentamento do MSL – Movimento Social de Luta, que é uma dissidência do MST. E quem teve sorte com a carona fui eu, pois além dele saber o caminho p/ as cataratas, nos contou a história de lutas pela terra, e indicava as melhores formas de não atolar nas poças. O caminho p/ as cataratas não está bem sinalizado. Mas a dica é depois do km23 virar à direita, seguir e depois virar as duas esquerdas. Incrivelmente não me perdi e o carro não atolou. Chegando lá, posso dizer que é um dos conjuntos de cachoeiras mais bonitos que vi. Não é tão espetacular como Foz do Iguaçu, mas pode-se nadar na cachoeira da muralha, a Almécegas 1000 excede os sentidos e a 3ª não consegui descer, pois a trilha estava bem íngreme no final. Acho que a trilha tem mais ou menos 2,5km de ida, e pode-se fazer sem guia, além da entrada ser gratuita. Na volta começou a chover e as poças na estrada de terra ficaram maiores. Foi meu maior momento de tensão. Até que quando atravessei uma grande poça, ouvi uns ruídos estranhos vindo do carro. Havia soltado umas partes da carroceria ao lado do pneu esquerdo e do pára-choque. No meu pessimismo achei que tinha quebrado o protetor do Carter (que eu nem tinha), mas chegando na cidade, fui ao mecânico e eram apenas acessórios que tinham se soltado e que ele arrumou rapidamente, cobrando-me R$ 20,00 (Ufa!). 3º dia – 6ª Manhã de chuva novamente. Como estava muito nublado decidimos fazer um passeio no qual banhos de cachoeira não estivessem envolvidos. Fomos ao Vale da Lua, ver suas exóticas formações rochosas. Chegando lá parou de chover e até abriu um solzinho. As pedras são ásperas, então bem firmes ao caminhar mesmo na chuva, exceto onde correm pequenos fluxos de água, que têm limo e são escorregadios. A Mari, minha esposa, escorregou num deles e caiu sobre o celular, rachando um pouco a tela. Considerei o Vale da Lua bem seguro, mas já houve casos de pessoas que escorregaram, ou a tira da havaiana estourou, e caíram no cânion e faleceram... Há 3 poços, mas apenas a 3ª piscina estava indicada ao banho. As pouquíssimas pessoas que estavam lá aproveitaram para nadar. Fica próximo de São Jorge (7 km), + 5 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível médio. Entrada paga: R$ 20,00. 4º dia – sábado Manhã de chuva novamente. Nesse dia não teve jeito, havia chuva em Alto Paraíso, em Cavalcante e na direção de São Jorge. Aproveitamos o dia para descansar, ver as araras e tucanos que povoam Alto Paraíso e comer a famosa matula do Rancho do Waldomiro. 5º dia – domingo Dia nublado. Fizemos a Trilha dos Cânions e a cachoeira carioquinhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mesmo com as dificuldades econômicas que está passando, o PNCV tem uma estrutura incrível, muito bem sinalizado, com a trilha bem visível e segura. A trilha é considerada pesada, por ser 11km de caminhada, mas é bastante plana, e como o tempo alternava nuvens e sol, não sofremos com o calor. O cânion e a cachoeira Carioquinhas estavam transbordando com muita água, tornando o espetáculo muito bonito, mas praticamente impossível para se banhar no poço. E havia pouquíssimas pessoas no parque. Terminando a trilha, fizemos a Trilha da Seriema, de apenas 800 metros e lá, pela pouca vazão de água pudemos nos banhar no poço da pequena cachoeira. 6º dia – 2ª Dia nublado, alternando sol. O PNCV fecha às segundas para manutenção. Como em São Jorge estava garoando, fomos para a Fazenda São Bento (que fica a 8 km de Alto Paraíso), ver as cachoeiras Almécegas I, II e a São Bento (R$ 30,00 a entrada). O tempo estava bom lá, sem chuva. De manhã ficamos na Almécegas I e II (+ 3 km de estrada de terra) e mesmo cheias de água, foi possível nadar. Almoçamos em Alto Paraíso, que estava bem chuvoso, e retornamos para ver a Cachoeira São Bento (o valor da entrada permite sair e voltar). Lá não chovia nada e não havia ninguém na Cachoeira São Bento, que geralmente é bastante frequentada. As cachoeiras estavam cheias de água, muito bonitas, mas após o que já tínhamos visto nos outros dias, não ficamos tão empolgados, mas obviamente vale o passeio. 7º dia – 3ª Dia nublado/chuvoso. Nosso último dia, retornamos ao PNCV fazer a trilha dos Saltos. É uma ótima trilha de cerca de 10 km, geralmente plana, bem sinalizada e no final do caminho para as corredeiras há uma estrutura de madeira (como uma passarela), de aproximadamente 400 metros, que proporcionam a visita de cadeirantes às piscinas naturais das corredeiras. Achei sensacional em termos de acessibilidade e inclusão. Estamos acostumados a criticar o que é público, mas a melhor estrutura que encontramos foi no Parque que ainda é público, muito melhor que nos atrativos que ficam em espaços privados. É louvável que tal construção tenha sido feita para possibilitar que cadeirantes possam usufruir de parte da maravilha que é o PNCV. Essa trilha foi a que mais gostamos de realizar. As cachoeiras do Salto I e II, de 120m e 80m respectivamente estavam lindíssimas e o poço da cachoeira salto II estava ótimo para nadar. Este foi o dia mais cheio de pessoas, compartilhamos a cachoeira com mais ou menos 6-8 pessoas (!). Após as cachoeiras, fomos às corredeiras e abriu um bonito Sol, assim pudemos “lagartear” nas pedras por um bom tempo. Conclusão Gostamos muito de ter escolhido o período de chuvas para conhecer a Chapada. Passei certa dificuldade com as estradas de terra, tínhamos que ter um cuidado redobrado para não escorregar nas trilhas, mas todos os lugares estavam bem tranquilos. Contamos também com a sorte de pegar pouca chuva. Mas não indico esse período para aqueles que procuram mais agito e festas, para os que estão sem carro, para os que estão com poucos dias p/ conhecer a Chapada e para os que são feito de açúcar (brincadeira, rs). Mesmo gostando do período das chuvas, não vejo a hora de voltar à Chapada no período da seca, para conhecer a sua outra faceta. Bom, espero que alguém aproveite o relato, e estou aberto a perguntas e dúvidas.
  22. Salve Galera! Dessa vez fomos fazer o comentado Poço das Esmeraldas... Aproveitamos a folga do feriado para fazermos esse confere! No sábado partimos cedo saindo da Vila de São Jorge para a fazenda Volta da Serra, quem vai da Vila para Alto paraíso cerca de 7 KM depois da entrada do Vale da Lua, existe uma Placa meio discreta com as informações! Entre nessa estrada de chão e percorra cerca de 7km a 8 km de carro... até chegar na entrada da fazenda, alí poderá estacionar ( um gramado show de bola) e a sua direita verá um parte para atendimento ao público e pagamento da taxa de entrada. Pagamos 25$ por pessoa e o atendente faz algumas orientações bem como lhe coloca uma fita no pulso para controle! Após segue de carro passando pela segunda porteira mantendo um caminho de mais uns 2km até chegar em um "estacionamento" ali começa a Trilha! SÁBADO POÇO DAS ESMERALDAS Antes é bom lembrar de levar água... caso tentem fazer o trajeto completo!!! São 3 Cachoeiras sendo uma de menor queda que resolvemos não ir pois logo no início de nossa trilha encontramos com um senhor que fazia o trajeto de volta e nos informou que a mesma estava sem queda d'agua, talvez pelo período de seca que estamos...resolvemos não ir! Partimos então para o Poço das esmeraldas que daquele ponto ( já tínhamos andando um bom pedaço em parte plana - a outra questão é que a maior parte do trajeto é descampado leve proteção para o sol) pela placa constava de mais 1.200 pela placa de orientação! Trajeto tranquilo... como partimos cedo 7:40 chegamos cedo no Poço e encontramos somente 3 pessoas .... ali ficamos um bom tempo! Aproveitamos para fazer algumas fotos legais e tomar nosso banho... optamos sempre por valorizar o local de forma tranquila, essa foi nossa sorte! As 12h o local estava lotado e sem a calmaria da natureza... seguimos então para a última... CACHOEIRA DO CORDOVIL Quase tiramos no par ou ímpar! Resolvemos seguir em frente... ( dica - em época de secar não vale a pena ir até essa última queda, pois o fio de água é pequeno e o local não favorece bem para ficar com muitas pessoas por haver muitas pedras e sem muitas sombras) Isso nos cansou um pouco a mais... ficamos pouco tempo e seguimos voltando, saímos mais ou menos por volta das 15h sol rachando... O caminho apesar de ser tranquilo, nesse último trecho para o Cordovil é um tanto atencioso por ter muitas pedras ( pedras de cachoeiras pois o caminho o leito do córrego de agua quando se esta cheio... ) como estava seco, fizemos o trajeto de boa.. meio com algumas subidas e descidas em alguns trechos... DOMINGO CACHOEIRA DOS CRISTAIS No domingo resolvemos não voltar cedo e fazer a Cachoeira do Label como era nosso plano inicial, por conta da seca e de algumas quedas sem agua... preferimos não arriscar... Saímos cedo novamente e partimos para a Cachoeira dos Cristais, saimos da Vila de São Jorge e fomos no sentido Cavalcante... a entrada fica cerca de 8 KM depois de Alto Paraíso, bem notável na estrada...entra-se mais uns 4 km de estrada de chão até a portaria... Confesso que fiquei muito surpreso com a estrutura do local, muito legal mesmo! O espaço conta com restaurante, banheiros e um espaço bem amplo com lojinha e etc... Passando dessa parte inicial começamos a trilha que começa com um poço pequeno e muito bom de banho... Ah a cachoeira dos cristais não é uma única cachoeira como imaginamos encontrar... e sim um complexo de várias quedas pequenas... que ao longo da trilha vamos observando e parando até chegar na última! Findamos nossa trip após almoçar no local onde servem um buffet por Kg e aceita cartão! Recomendo1 Terminamos após esse almoço pegando a estrada e voltando para Brasília! Até próxima e boa trilha!
  23. Nossa Trip foi bem louca galera! Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas). Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha! O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano. Início da trilha Chegando próx a Cachoeira do Abismo Cachoeira do Abismo Platô antes da Janela Reis fazendo um registro irado Registro no Mirante da Janela Após um café com Sr Graciliano Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local... Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi. Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso. Boa Trilha!
  24. Chapada dos Veadeiros, 7 dias, junho de 2017 (Passeios - fotos - gastos - curiosidades) Bom irei deixar meu relato de uma semana na chapada dos veadeiros. Tem muita informação na internet, mas como bom mochileiro sempre venho aqui no site fuçar, e nada mais justo do que retribuir a ajuda da galera. Primeiramente, queria dizer que fui fora de epoca, junho, inverno no pais mas como bem sabemos a regiao centro-oeste é bem quente e seca. Nao houve um dia de chuva ou frio extremo. Os dias eram ensolarados e a noite fazia um frio suportavel com uma blusa mediana. Resolvi a viagem em cima da hora, entao o aviao ficou bem caro, e acabei optando ir de Sampa para Brasilia de busão ( otimo pela economia, mas pessima ideia pela lerdeza e falta e conforto) Real expresso. (200 reais, ida e volta = SP- BSB) Pense num bus desconfortavel. Hoje vejo que ( pra mim) nao dá mais pra andar em onibus por mais de 6, 7 horas, é muito ruim...Foras as intermináveis paradas... Após alguma breve pesquisa, resolvi dividir os quase 7 dias na chapada da seguinte maneira: metade na vila de sao jorge e a outra metade em Alto paraiso. Por que ? EU ESTAVA SÓ E SEM CARRO, entao como queria explorar o parque, resolvi ficar logo do lado, que da pra ir tranquilamente a pe ( 15 min andando) Dia 1 - cheguei em SAo jorge vindo de BSB, por volta de 15 hrs da tarde.. ja na dava pra fazer nenhum passeio, ate dava mas nao quis ficar correndo,entao resolvi bater perna em Sao jorge , comer e visitar algumas lojinhas. E me misturar com os locais tambem ! ( bem simpaticos diga-se de de passagem...) Dava tempo de fazer o vale da lua, mas eu mudei de opiniao apos ouvir diversos relatos de lugares melhores pra visitar. Me falaram que é muito legal pra tirar fotos e só. Coisa de uma hora no maximo. Mas gosto é gosto, quem sabe da proxima eu vá ! Dia 2- Dia de explorar o Parque nacional da chapada. Entrada gratuita. Nao é necessario guia, entao vc tem gasto ZERO. As trilhas sao auto-guiadas, super bem sinalizadas, nao tem erro. Neste dia fizemos a trilha dos saltos 120 mts e 80 mts, a trilha é nivel médio - dificil, tem muitas descidas e subidas, cuidado pra nao escorregar e recomendavel usar bota pra trekking. Vi uns loucos de chinelo, esses deveriam ser barrados na entrada, pq eh bem facil de se machucar nesses passeios !total da trilha da uns 9 km ida e volta, eh bom ter no minimo um bom condicionamento, sedentarios podem ter certa dificuldade, mas indo devagar se chega. Na queda de 80 mts, tbm chamada de cachoeira do garimpão, tem uma enorme piscina natural, a agua é bem gelada ( como em toda a chapada) e se ve alguns cardumes de peixes. Na volta, da ainda pra fazer no mesmo dia as corredeiras, que sao simples, mas da pra dar uma boa relaxada nas pedras lisas e em formato de mesas. Dia 3 - Mais um dia no parque. Neste dia fazemos a trilha dos Canions e cachoeira Cariocas, trilha nivel medio, é mais longa que a dos saltos, porem é mais plana e acaba sendo mais rapida, dá uns 10 km ida e volta. Levem sempre muita água, fruta e barra de cereal , ja que esses passeios consomem o dia todo. Cariocas é uma cachoeira incrivel e é bem legal passar o dia lá, na volta fizemos os canions, bonito, mas nem tao interessante pra ficar na água. na volta senti um pouco a perna, e tive que mudar o passeio do dia seguinte. Dia 4 - como senti muito a perna doer no dia anterior, cancelei meu passeio original; mirante da janela ou cachoeira do segredo(ambos com trilhas dificies, acessos complicados e longos) e fiz algo mais leve. Fui pro Novo portal da chapada, reduto do Guru Prem BABa, paguei 15 reais e por lá passei um dia muito agradavel ( café, restaurante vegano, acesso as piscinas, cachoeira São Bento ( muito boa pra nadar), redes, satsang, aula de yoga) .Cheguei la por volta das 11 e sai as 18 hrs. Tem tambem uma trilha elevada na mata de 3 km, bem interessante, da pra ver bastante passaros, corregos, etc. Com esse passeio encerro minha estadia em sao jorge e parto para Alto Paraiso. Dia 5 - Ja devidamente instalado em Alto paraiso ( ficamos no hostel jardim da nova era, bem legal e localizado, recomendo) conheci uma galera e resolvemos ir pra fazenda sao bento, fazer as cachoeiras Almecegas I E II. É perto de Alto paraiso, dá uns 10 km.... do lado do Prem Baba. Paga-se 30 reais pra entrar, e vc usa uma pulseira. da portaria da fazenda até a primeira cachoeira, dá quase 3 km, uns 45 minutos andando. O problema é que a trilha pra lá é bem irregular, A PIOR TRILHA que fiz na chapada, com muitas subidas e descidas bem ingremes, varios locais com pedras soltas e achei bem chatinha...pior que a do parque. Chegando na almecegas I vc tem o mirante, e de la pra baixo, ate acessar a cachoeira, anda mais uns 10 minutos numa descida bem ingreme. A cachoeira fica no fundo de um vale, uma bela vista, porem o sol bate só no paredao, a agua FOI A MAIS GELADA QUE ENTREI NA CHAPADA, serio, ninguem do grupo aguentou mais de 3 minutos, me deu ate dor de ouvido. Saimos de lá meio tarde a fim de conseguir ir na Almecegas I. 1,5 km andando dentro da fazenda.....cachoeira bonita porem com pouco volume de agua. porem tem uma vista para o vale muito bonita , rende excelentes fotos. Nao entrei na água, que tava geladissima tambem. Fim do passeio, pegamos carona de volta pra Alto Paraiso com uma galera do proprio hostel que estavamos. Dia 6 - Catarata dos couros - Consegui fechar com um guia num preço bem abaixo do que é praticado, pagamos 70 reais cada um, Couros é bem longe de Sao jorge, demoramos quase uma hora e meia pra chegar la, uma boa parte é estrada de terra; passamos por uma fazenda invadida pelo MST, vimos SEriemas e outras aves, ate chegarmos na entrada da trilha. Nao se paga NADA pra couros, mas tem uns locais lá recepcionando, é bom deixar uma contribuiçao, 5, 10 reais, foi o que fizemos. Tinha grande expectativa nesse passeio e realmente Couros é sensacional, pela dimensao e volume de agua, pela beleza, é um dos locais tops da chapada, nao da pra deixar de fora ! Fomos ate a ultima queda dagua que tem uma enorme piscina natural, e depois ficamos na catarata mesmo, na parte de cima. Sao 3 piscinas naturais embaixo das quedas, agua bem gelada mas suportavel. Dia 7 - CAvalcante - Cachoeira de SAnta Barbara e Capivara- Saimos de alto paraiso rumo a Cavalcante as 6:30 da manha, ja que a viagem seria longa e queriamos pegar o sol da manha, felizmente deu tudo certo. Chegamos na comunidade kalunga, cada pessoa paga 20 reais, fora o guia local, que é 70, dai vc rateia entre as pessoas do seu grupo. outro gasto é a gasolina, enfim, este passeio me custou uns 120 reais ( bem mais em conta do que é cobrado normalmente) Apos os tramites, seguimos de carro ate um ponto la dentro da comunidade. apos, somente a pé ! uma trilha de meia hora mais ou menos e chegamos na Cachoeira SAnta Barbara. REalmente é impressionante a cor azulada da agua, como é cristalina, nas fotos parece pequena a piscina, mas pessoalmente ate que achei maior. beleza inigualavel, por isso esta entre os locais top da chapada. Nao da pra deixar de ir ! rendes fotos surreais !!! Como a mata é bem fechada, o sol nao bate muito, mas se vc for la pelo meio dia, o sol bate bem no centro do piscinão da cachoeira, deixando o local ainda mais espetacular. Vale a pena demais. Apos Santa barbara, fomos pra cachoeira da Capivara. outro local que eu nao tinha nos planos/ nao conhecia, mas é de uma beleza sensacional tbm ! agua esverdeada, com uma vista sensacional para um vale. Porem.....neste ultimo dia eu peguei carrapatos ! sim..carraptos. tinha me avisado que issso ocorre em algumas cachoeiras, e eu dei azar kkk. Nao sei se peguei na SAnta barbara ou na Capivara ! Uma das duas COM CERTEZA....! mas quem ta no mato é pra se coçar ne, kkkk Dia 8 - volta bem cedo de carro pra Brasilia, ( consegui por 60 reais) tem muita gente oferecendo esse servico. Vale mais a pena que o bus que é 10 reais mais em conta porem mais lerdo e com horarios pessimos. consulte seu hostel/ pousada . Chegando em brasilia, as 13 hrs, hora de voltar pra Sampa. Fim da trip ! :'( Vídeo que eu gravei na cachoeira Santa Bárbara: Vídeo / Catarata dos Couros ( 3 níveis) **Curiosidades/ avisos *** - Parque Nacional: Tem limite diário de pessoas ! 500 se nao me engano ! Deem uma olhada no site oficial, pra evitar chegar la a toa. Entao, se for em alta temporada, feriadao prolongado e afins, trate de chegar na portaria o mais cedo possivel ( 7 da manha) pq corre o risco DE NAO ENTRAR ! e isso nao é nada dificil ocorrer. Conheci uma mulher que ja tinha ido varias vezes la, em duas ocasioes, chegou as 8:30 da manha e nao conseguiu mais entrar. Fica o alerta. - usem bota para trekking. É bem facil se machucar nesses passeios, torcer um tornozelo ou coisa do tipo. Nao abuse.Chinelo e sandália nem pensar,vai machucar o pé com certeza... -Carrapatos: nao deixe mochila ou roupas jogadas no mato, forre com alguma coisa e no final faça uma inspeçao visual pra ver se tem algo... -lanches e agua: leve sempre . Os passeios sao longos e cansativos, andar dá uma fome do cão. Deixe pra comer a noite na cidade, ou leve marmita, rs. _ Caronas: funcionam super bem, tanto em sao jorge quanto em alto paraiso. Pegamos 6 caronas e nao tivemos problema. O unico problema é carona apos as 18:30 quando ja tiver escurecendo, a maioria dos carros nao vao parar, entao faça isso somente de dia pra sua segurança! -filtro solar: leve sempre, o sol do cerrado durante o dia castiga legal, repelente eu levei , so usei em duas cachoeiras, as outras foram de boa; - Recolha seu lixo. Preserve a natureza, nao arranque flores e nao destrua galhos que tiverem na sua frente. Dentro do parque achei um chinelo velho e um copo plastico, nao pensei duas vezes, pus na minha mochila e joguei fora quando cheguei em Sao jorge. Lamentável este comportamento. _ Alto paraiso: a avenida principal é a Ary valadao, la concentra tudo, hostel, bancos, lojas, CAT, rodoviaria, etc. nao da pra ser perder . A cidade tem menos de 9 mil habitantes. Tem gringos, muitos alternativos, miçangueiros, todos cordiais, bem como os proprios locais, QUE sao bem gentis com todos. - São jorge: um vilarejo com meia duzia de ruas, colado ao parque nacional. Tem hostel e pousadas ( mais caros que alto paraiso) tem restaurantes, cafes e bares pAra todos os bolsos. Varias lojinhas tambem . Ruas de terra que em breve serao asfaltadas. local tranquilo pra relaxar e curtir a natureza. -Cachoeira Santa barbara - OUvi relatos que ha um projeto para que o acesso a esta cachoeira para banho seja definitivamente FECHADO. motivo: sua preservaçao. o local nao é muito grande e o numero de visitantes so aumenta, o que tem causado um certo impacto no local. No pos feriado de junho agora, ficou fechada uma semana quase. Entao nao creio que seja boato, mas sim algo plausivel. - A chapada é um local magico, uma otima vibe, pessoas gentis e natureza exuberante. Espero ter ajudado com meu relato, pretendo voltar pra lá com certeza ! -Bom passeio !!!
  25. Olá Mochileiros. Fui para Chapada dos Veadeiros em julho/17 e fiz o meu roteiro com base em relatos aqui do site e como foi tudo lindo e perfeito acho justo agradecer fazendo este relato. Apesar de ter ido com um roteiro bem legal, houve algumas mudanças que fizeram a viagem mais perfeita! Todos os dias foram aproveitados, inclusive o dia de ir e voltar... Primeiramente entrei na parte de Companhias para Viajar, achei uma garota que iria numa data que eu também poderia, começamos a trocar mensagens, mais pessoas apareceram e criamos um grupo no watts. Entre pessoas entrando e saindo, ficamos apenas 3. Aqui vai uma observação: quando se está a procura de cia para alguma viagem você tem que estar disposto e ter paciência porque muitos desistem! O meu grupo final não foi o inicial (apenas eu ). As outras duas pessoas do meu grupo chegaram em Brasília na segunda-feira a noite, e eu iria chegar apenas na quarta pela manhã, e por opção deles, decidiram me esperar. Aí eles aproveitaram pra conhecer a capital. O combinado era eu encontrar com eles em Alto Paraíso na quarta-feira. No fundo eu achei foi ótimo eles me esperaram por que ir de Brasília para Alto você tem 3 opções: ônibus convencional (10:00 e 19:00), carro fretado (cobram aproximadamente 70 reais) ou carona (cobram 35 reais). Há no facebook os grupos de carona, é so pesquisar! Mas você fica dependendo da boa vontade e dos horários dos outros, mas enfim, são as opções que tem PRIMEIRO DIA Eles alugaram o carro, me buscaram no aeroporto e as 11:30 estávamos rumo a Alto Paraíso... DICA: se for possível, aluguem carro!!! As cachoeiras são longes e ganha-se tempo com o carro. Chegamos em Alto Paraíso as 14:30 e já aproveitamos para conhecer ALMECEGAS I, II e Cachoeira São Bento. A entrada para as cachoeiras fica na estrada entre Alto e São Jorge e é bem sinalizada. Paga-se 30 reais e pode conhecer as 3, o carinha da portaria te explica tudo certinho e não tem erro. A trilha é fácil para quem está acostumado e intermediário para os novatos. Você tem a visão da Almecegas I através do mirante e continua a trilha até o poço. A queda é bem bonita e o poço grande. Eu não entrei porque não estava batendo sol e a água super gelada. O meu companheiro entrou e não ficou nem 2 minutos.. kkkkkk Partimos para Almecegas II, trilha super fácil. A queda é bem menor, mas estava batendo sol e por isto entrei na água. É super gostoso o lugar e a luz do sol deixa tudo mais encantador. Para finalizar, passamos pela Cachoeira São Bento só pra olhar mesmo, porque depois destas 2 São Bento ficou no chinelo ... o poço é grande, mas a queda muito pequena! DICA: Este passeio pode ser feito em 1/2 dia e se possível que seja o primeiro da viagem, porque é legal conhecer, mas depois das outras cachoeiras, Almecegas I e II podem não ter o mesmo encantamento Nossa base foi em Alto Paraíso e ficamos no Adubai Hostel (mais uma casa adaptada -60 reais a diária) e a nossa sorte é que não tinha mais ninguém hospedado lá (se tivesse cheio acho que não seria legal). A dona é super simpática e deixou uma quarto com banheiro privativo para nós. SEGUNDO DIA fomos para Cachoeira Santa Bárbara. Já sabíamos que é obrigado contratar guia. Saímos de Alto cedinho e fomos rumo a Cavalcante (usamos GPS). Chegamos ao CAT (centro de atendimento ao turista) para buscar informações e disseram que os guias que ficam mais perto da cachoeira estavam participando de uma festa local (não vimos nada de festa quando chegamos lá, mas enfim...) e por isso pode ser que não tivesse ninguém disponível lá: SEM GUIA NÃO ENTRA NA CACHOEIRA! Por isto tivemos que pegar um guia no CAT mesmo (valor mais caro). Por sorte encontramos um outro grupo de 5 pessoas e dividimos o valor: ficou 20 por pessoa para conhecer 3 cachoeiras. A trilha é de 1,5km e fácil. A Cachoeira Santa Barbara é muito bonita, a queda em sí não é espetacular, mas o poço é muito bonito, você não acredita na cor da água. O lado ruim é que o tempo lá é controlado e pode ficar apenas 1 hora, por isto chegue e já aproveita o lugar. Depois saímos rumo a Cachoeira Capivara. A trilha para a cachoeira é fácil para moderada, mas vale muito a pena. A queda é linda e o poço é bem gostoso! Aí que vem o chato da viagem: o nosso guia disse que não estava no pacote de preço conhecer a terceira cachoeira!!! Como assim??? Foi o que combinamos no CAT! Infelizmente não teve conversa e voltamos para o centro de Cavalcante. Mas passamos no CAT para relatar o que aconteceu e o atendente nos disse que o valor que pagamos era para o guia ter nos levado a terceira cachoeira. DICA: o guia foi o ZÉ e certifiquem de deixar tudo bem claro quando fechar quais cachoeiras está no pacote! O lado bom foi que o grupo que conhecemos lá nos acompanhou em outros passeios também, pessoas muito especiais!!! Na volta de Cavalcante para Alto aproveitamos e paramos na Cachoeira Poço Encantado (há placa sinalizando, mas a entrada é a esquerda da estrada logo depois de uma curva beeem fechada). A entrada custa 20 reais e como estava um pouco tarde e sem sol na cachoeira, resolvemos não entrar/pagar. Mas no local ha um restaurante simples, com mesinhas de onde se vê uma parte da cachoeira. Aí ficamos lá conversando, comendo e vendo a cachoeira (mesmo que longe). Voltamos para a estrada e pegamos um por do sol, foi lindo! TERCEIRO DIA: Com o grupo que conhecemos em Santa Bárbara, fomos fazer a trilha Cânions e Cachoeira Carioquinhas (mesma trilha que levam aos 2 atrativos) que ficam dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros. O parque fica em São Jorge (35km de Alto Paraíso e a estrada é muito boa). O carro fica na entrada do parque e o estacionamento custa 15 reais. No parque assistimos ao vídeo de 3minutos que os instrutores pedem pra ver. Começamos a trilha que é fácil na ida e moderada na volta (o corpo cansado fez a volta ser mais demorada). A trilha é bem sinalizada e fomos os primeiros no Cânion. O cânion é bem legal e tem uma lagoa para banho, curtimos um pouco e fomos sentido Carioquinhas (tem que fazer a trilha para voltar a entrada do parque por apenas 1km e tem a seta indicando a trilha da carioquinha). A trilha é fácil, mas para chegar na cachoeira há uma descida ingrime e tudo que desce, sobe! kkkkk então na volta esta subida contribui para o cansaço geral! A cachoeira é muuuuito bonita e tinham bombeiros (chegaram depois da gente). Eles foram uma gracinha e indicavam onde podia pular, onde podia ir, etc. Um deles até foi com a gente até as quedas. Eu sou medrosa, mas com a indicação deles, pulei também. Foi bem divertido. Eles nos informaram que outros 2 bombeiros estavam a caminho dos canions também. Gente, há 2 canions no Parque, para sair de um para o outro tem que andar mais 2km. Se a gente tivesse feito os dois, com certeza a volta da trilha teria sido muito pesada! Chegamos na entrada do parque as 15 horas e aproveitamos para conhecer o Vale da Lua: fica na estrada sentido Alto Paraíso (há placas), depois que sai da estrada dirigimos por uns 2km até a entrada. Paga-se 20 reais e a trilha é fácil. O lugar é legal, tem um poços bem pequenos para tomar banho, a água corre entre os buracos, mas pra mim não vale os 20 reais, mas indico conhecer pelo menos uma vez! Voltamos, pegamos a estrada sentido Alto e paramos no Jardim Maytrea para ver o por do sol. Há um pequeno espaço para estacionar o carro na estrada mesmo. O visual é muito bonito, vale a pena parar lá. QUARTO DIA fomos para Cachoeira do Segredo. Lemos relatos que era muito indicado guia e por isto contratamos um (Edmar): pagamos 25 por pessoa e nos juntamos a um outro grupo. O caminho é a estrada de São Jorge, mas ao invés de entrar na cidade, você continua... infelizmente o asfalto acaba logo depois...Há sinalização até a portaria e paga-se 25 para entrar (sem guia é 35). Depois seguimos com o carro, atravessamos o riacho 4 vezes (atravessar o riacho é bem legal, mas dá um frio na barriga!) estacionamos o carro e seguimos a pé... Achei a trilha fácil (7km ida e volta), atravessamos o riacho umas 6 vezes. Quem tem noção de trilha, acho que consegue fazer sem guia. Mas o nosso guia foi muito atencioso, foi explicando as coisas (ao contrário do guia de Santa Bárbara que so respondia o que era perguntado), enfim, foi um bom investimento. A Cachoeira do Segredo é simplesmente espetacular, a queda mais bonita, você fica de boca aberta, não há foto que expresse a magnitude. Mesmo sem bater sol no poço, não há como chegar até lá e não entrar, gente... entra sem pensar! Fiquei embaixo da queda um pouco e voltei nadando de costas, eu juro que quase chorei de emoção. Foi a coisa que mais me marcou em toda a viagem! Voltamos e na metade da trilha paramos para outro banho no riacho, água menos gelada e muito transparente. Como ainda estava um pouco cedo, paramos em São Jorge, andamos por lá, tomamos sorvete de sabores da região, vimos artesanato, etc e fomos ver de novo o por do sol, mas agora no Mirante do Abismo (caminho para o Parque, há placa). Não achei muita graça, porque as árvores tampam um pouco a visão e aí eu sugeri da gente ir na torre do telefone (vi uma foto no instagram e salvei). Não tem placas indicando, você vai no "achômetro", mas achamos! Não é um ponto turístico e acho que é proibido subir , mas como já tinha gente lá, subimos! Eu tenho um pouco de medo de altura, mas fui.. o visual é bem legal, valeu a pena enfrentar o medo! Logo depois mais pessoas foram chegando e ficamos lá do alto vislumbrando o por do sol! QUINTO DIA Fomos para Catarata dos Couros (ouvi relatos que pode ser feito em 1/2 dia, mas decidimos que seria o dia para aproveitar bem e tiramos o dia para lá). Fomos de GPS WIKILOC (procurem no google caso não conheça, vale a pena). É sentido estrada para Brasília, depois de uns 11km de Alto vira a direita (há placas) e depois mais uns 30km de estrada de terra (super indico o aplicativo indicado acima, se não é bom ter guia). Deixamos o carro no estacionamento, não tem que pagar nada (mas demos uma contribuição na volta para os caras que ficam olhando os carros). Primeiro tem a Cachoeira da Muralha e depois seguimos a trilha pelo percurso do rio até as quedas da Catarata... é tranquilo, mas em alguns lugares tem bifurcação, mas todas levam para o mesmo lugar. Catarata dos Couros é fenomenal, grandioso, imponente... foi o dia que usamos muito a palavra NOOOOOOSSA! kkkkkk... Lá tem um local onde o pessoal pula, eu não tive coragem, mas o povo pula mesmo. eu desci pelas pedras e entrei no poço! Aproveitamos lá, depois voltamos e curtimos mais a Cachoeira da Muralha. SEXTO DIA... Era o dia da volta para Brasília e nosso voo era para as 19h. Acordamos cedo, fizemos check out, colocamos as malas no carro e fomos para o Parque fazer a trilha dos Saltos e Corredeiras. A trilha para os Saltos é fácil pra ir e difícil para voltar (muita subida). Antes de chegar a cachoeira, você tem a opção de ir até o mirante e ver a queda mais alta 120m (so se vê pelo mirante, não tem como descer até ela). Depois fomos até o Salto de 80m. Muito bonito, poço grande, mas não ficamos muito tempo. Seguimos a trilha para as corredeiras. Foi indicado pelo corpo de bombeiro que encontramos na Carioquinha fazer Saltos primeiro e se refrescar nas Corredeiras e foi o que fizemos e foi perfeito. Chegamos a portaria do parque 12h00 e pegamos estrada rumo a Brasília. PS: eu já faço trilhas, mas o meu grupo nunca tinha feito. Mas fizemos todos os passeios juntos e foi tranquilo, claro que os dias foram passando e o corpo ia cansando mais rápido, mas quero deixar meus parabéns a Lucélia e Janiedson pela disposição nas trilhas, vocês brilharam!!! DICAS GERAIS - Alugue carro; - Tenha aplicativo de trilha (Wikiloc) e GPS; - Leva 1l e meio de água (pelo menos). e leve algum líquido congelado, tipo água de coco, isotônico, chá verde... no final do dia já descongelou e fica geladinho, PERFEITO! - Leva lanches leves para passar o dia: biscoito, barrinhas, bolo, pão de queijo, sanduiches (fizemos de atum ou queijo com presunto); - Leve óculos de natação... como a água é transparente, tem um visual bem legal com os óculos; - Se quiser curtir bem as belezas naturais, acorde cedo!!! A gente saia do hostel as 7h, 7h30m. Nós eramos os primeiros a chegar na maioria dos passeios e aí você consegue fotos boas, além de contemplar o lugar sem muita gente e conversas paralelas... - Vá de bota para as trilhas e roupas confortáveis; - Enfrente os seus medos: eu fui sem conhecer o grupo, para um lugar desconhecido, achava que não iria das conta de fazer tudo que queria, enfrentei o medo de altura, enfim... APROVEITE! - Faça a trilha olhando para todos os lados, olhe para o alto... as vezes tire o óculos escuro e veja a real cor da vegetação, não use fone de ouvido (vi isso lá): escute o barulho dos pássaros, da água, converse com as pessoas, cumprimente ao cruzar com alguém... seja simpático! Pra viagem ter ficado mais perfeita era preciso mais 1 dia pra conhecer Macaquinhos e um dia para ficar tranquilo, porque o corpo já tava pedindo socorro!!! kkkkkk GASTOS: R$260 avião (BH - BSB/ BSB - BH) R$ 180 Aluguel do carro R$ 300 Hostel R$ 120,00 Gasolina e estacionamento R$ 65 Guia R$ 325 Outros (lembrancinhas, lanches, jantares, entrada nas cachoeiras...) Total: 1250,00 Algumas fotos estão no meu instagram: @karinesignorini
×
×
  • Criar Novo...