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Encontrado 9 registros

  1. Luiza B

    Mato Grosso - Chapada, Nobres e Pantanal

    Olá, mochileiros! Sou brasileira mas moro na Alemanha, e estou indo ao Brasil em fevereiro com o meu namorado alemão e vamos visitar o Mato Grosso - queremos fazer o circuito Chapada dos Guimarães, Pantanal e Nobres. Mas confesso que está bem dificil planejar essa viagem a distância! Principalmente porque parece ser impossível fazer esse passeio sem carro, e nós não dirigimos e nem temos veículo próprio. Todas as pessoas que conversei até agora - incluindo guias turísticos e agências, pousadas e turistas que já foram lá - me disseram que é preciso um veículo próprio. Mas nós queremos tentar mesmo assim. Então estamos em busca de companhias para compartilhar o transporte - ou mochileiros que estejam fazendo passeios semelhantes de carro e possam nos ajudar! E também, claro, companhias para a viagem e os passeios são sempre bem vindas! Caso tenha alguém aí pensando em ir na mesma época, se manifeste aqui e trocamos contato! Obrigada, abraços
  2. Olá pessoal! Fiz uma viagem entre outubro e novembro para o estado do Mato Grosso do Sul, fiquei 23 dias no total e posso dizer que foi absolutamente inesquecível. Incrível termos tamanha riqueza, natural e cultural no nosso país. Como o fórum foi muito decisivo na preparação do meu roteiro, decidi retribuir elaborando um relato da minha viagem. Roteiro O foco da jornada era Bonito, por isso essa parte havia sido planejada. Saí com tudo fechado, tanto os passeios como a hospedagem. Eu já tinha uma ideia dos locais que gostaria de visitar além de Bonito, mas deixei para fechar o restante durante a viagem. O roteiro executado foi esse: • Dia 1 - Bonito (Projeto Jibóia) • Dia 2 - Bonito (Fazenda do Rio do Peixe) • Dia 3 - Bonito (Buraco das Araras/Rio da Prata) • Dia 4 - Bonito (Fazenda Boca da Onça) • Dia 5 - Bonito (Bóia Cross/Balneário Municipal) • Dia 6 - Bonito (Abismo Anhumas/Balneário do Sol) • Dia 7 - Bonito (Guará Bikers/Barra do Sucuri) • Dia 8 - Bonito (Gruta do Lago Azul/Gruta São Miguel/ Flutuação no Aquário Natural) • Dia 9 - Pantanal (Fazenda São João) • Dia 10 - Pantanal (Fazenda São João) • Dia 11 - Pantanal (Fazenda São João) • Dia 12 - Aquidauana (--) • Dia 13 - Aquidauana (Trilha do Caminho das Águas) • Dia 14 - Aquidauana (Trilha dos Mirantes e Sítio Arqueológico do Jamil/ Morro do Paxixi) • Dia 15 - Rio Negro (--) • Dia 16 - Rio Negro (Cachoeira do Rio do Peixe) • Dia 17 - Rio Verde do Mato Grosso (Pousada Quedas d'Água) • Dia 18 - Rio Verde do Mato Grosso/Coxim (Cristo Redentor do Pantanal/ Museu de História e Arqueologia) • Dia 19 - Alcinópolis (Sítio Arqueológico do Barro Branco/ Sítio Aqueológico dos Pilares) • Dia 20 - Alcinópolis/Costa Rica (Cachoeira das Araras/Parque Nacional do Salto do Sucuriú) • Dia 21 - Costa Rica (Parque Nacional das Emas) • Dia 22 - Campo Grande • Dia 23 - Campo Grande Dicas pré viagem • Agência Reservei os passeios em Bonito pela agência ABN. O atendimento foi bom, tanto por telefone quanto por e-mail, sempre respondiam rápido. Recomendo que vocês já entreguem um roteiro pré montado e peçam ajuda para a agência verificar a viabilidade, foi o que eu fiz. Pensei em tudo, até nos dias que seriam os passeios e não houve quase nenhuma mudança, nunca é bom terceirizar o roteiro todo, afinal é sua viagem que está em jogo! Um ponto importante a ser destacado é que existem muitas pessoas em Bonito que trabalham em agências e que nunca visitaram os passeios. Isso faz com que o atendimento perca um pouco de credibilidade na minha opinião. Portanto existem funcionários que podem te dar muitas dicas e outros que vão fazer apenas o operacional. Na ABN há um pouco dos dois, ouvi em Bonito que existem agências bem fracas. No geral minha experiência com eles foi boa, nenhuma dor de cabeça, tudo tranquilo. Além disso ficam abertos até tarde e todos os dias, o que ajuda bastante. Cobram um sinal de 30% para reservar os passeios. Lembrando que os preços dos passeios em Bonito são tabelados. Tudo igual para todas as agências. • Hostel Me hospedei no Catarino's Hostel. Creio que seja o melhor custo-benefício de Bonito. É barato, paguei R$ 100,00 a diária no quarto de casal com ar-condicionado. Ou seja saiu R$ 50,00 por pessoa. (Não peçam quarto sem ar-condicionado em nenhum lugar de MS, fica a dica!) O atendimento foi bom, tanto por e-mail quanto por telefone. O hostel é simples, o clima é bem familiar, o dono, Sr. Catarino é gente boa e os outros funcionários também, parece que você está se hospedando na casa de um parente, além disso o café da manhã é excelente, íamos sempre muito bem abastecidos para os passeios. Um dia o Sr. Catarino fez um churrasco e confraternizamos com a galera do hostel, ele também me ajudou com algumas dicas de lugares em MS, muito legal! Acredito que poderiam fazer umas pequenas reformas para melhorar o lugar e o quarto, mas no geral recomendo! A localização é ótima, perto da rua principal e do centrinho onde ficam os principais restaurantes. Cobram um sinal de 30% para reservar o quarto. • Transporte Decidimos alugar um carro para nossa viagem. Creio que tenha sido a decisão mais acertada. Eu achava que alugar um carro iria encarecer muito a viagem e de certa forma poderia limitar a interação com outras pessoas afinal em transportes compartilhados você pode conhecer outros grupos e trocar ideias e dicas para a viagem. Pedi para a agência fazer a simulação baseado no roteiro que enviei. Notei que 8 dias de carro em Bonito era um pouco mais barato que 8 dias de transporte além disso ganhamos MUITO em comodidade. A partir de 2 pessoas considere muito a hipótese de alugar um carro. Todas as estradas são ótimas, mesmo as de terra. Tudo é muito bem sinalizado, impossível se perder. Alugamos em Campo Grande pela Movida um HB20. Detalhes do Roteiro • Dia 1 [Chegada em Bonito/Projeto Jibóia] Viajar de Campo Grande para Bonito foi tranquilo, as estradas são boas e bem sinalizadas, apenas chegando em bonito a estrada dá uma piorada por causa dos remendos no asfalto. O tráfego de veículos não é intenso. Fomos pelo caminho que passa por Sidrolândia e Guia Lopes da Laguna. Durante os 23 dias usamos o GPS muito pouco, apenas para andar dentro de algumas cidades. Em caso de dúvidas é só perguntar pra galera que eles sabem quais são as estradas e por onde sair, além disso ouvi falar que o GPS pode te levar para algumas enrascadas. Projeto Jibóia Mais parece um stand up comedy. O Henrique (dono) faz um trabalho de criação de cobras, além de lidar com o mercado de animais exóticos de estimação, segundo o qual trabalha para diminuir o tráfico ilegal por meio da regularização e disponibilização desses animais para o consumidor cativo. O tema principal da palestra é desmistificação da cobra como um animal "ruim". No final é possível tirar foto com a cobra no pescoço. É uma sensação estranha, parece um pneu, mas é engraçado, vale a pena. Recomendaria para quem está chegando ou saindo, é bem rápido, dura uma hora mais ou menos. • Dia 2 [Fazenda do Rio do Peixe] Muito bonito o lugar, a guia era bastante animada e explicava sobre a fauna e flora local. Existem várias paradas para banho em cachoeiras, uma mais bonita que a outra, esse foi nosso primeiro contato com as piraputangas, os peixes coloridos que vivem aos montes em Bonito. Além disso haviam muitos pontos com tirolesa. O passeio dura o dia todo, o almoço é muito gostoso e é incluso, há também um redário pra tirar uma sesta. Nesse período de descanço pós almoço o dono do local permite tirar fotos com a Arara no ombro e depois alimentar os macacos. Foi um belo primeiro passeio. A estrada para chegar é de terra mas é boa. A agência fornece um voucher com o horário do passeio e o horário recomendado para saída. Se seguir o voucher não tem erro, dá e sobra. Dica importante: Eu não sei nadar muito bem!! O melhor investimento que fiz foi alugar um colete por R$ 2,00 parece coisa de criança ou idoso, mas vale muito a pena! Isso me permitiu aproveitar 100% de todas as paradas de banho, se eu não estivesse de colete provavelmente não aproveitaria quase nada, porque a maioria dos locais não da pé. Até algumas pessoas que nadam pegam o colete para não se cansarem muito. • Dia 3 [buraco das Araras/Rio da Prata] No Buraco das Araras fiquei mais impressionado com a dolina ( o local onde as araras vivem). É realmente um local fantástico, tivemos a sorte de ver as araras bem de perto, muitas delas. Vale a pena! A guia era ótima também! O receptivo do passeio referente a flutuação no Rio da Prata é bem perto do Buraco das Araras. Essa flutuação foi algo que me marcou muito! Absolutamente incrível. Acho que fazer o mergulho não vale tanto a pena pq pelo que vi a área de mergulho é mais no final do passeio já que a profundidade do rio não é tanta. Ver a vida marinha, enxergar um mundo totalmente diferente é marcante. Todo suporte é oferecido, as roupas de neoprene, instruções, o guia era muito bom, explicava sobre a fauna, flora, passava muita confiança, além de ser bilíngue. Na hora da flutuação se você não confia muito bem nas suas habilidades de natação pode ser uma boa pedir o colete, mas não acho extremamente necessário porque a roupa já te faz flutuar. Em alguns momentos fui jogado para a margem do rio mas tudo bem Depois graças a dica do guia André plantamos uma árvore no receptivo. É muito legal, não é divulgado, ficamos sabendo através dele. É um projeto de reflorestamento que eles estão inicando. Escolhemos uma muda, escrevemos uma frase e nós mesmos vamos no local e plantamos a muda, depois eles confeccionam uma placa com a nossa frase e mandam fotos do crescimento da planta. Não lembro o preço mas acho que é em torno de R$ 50,00. • Dia 4 [(Fazenda Boca da Onça)] Outro belo passeio. Há uma escadaria para descer, mais de 800 degraus, no finalzinho a perna já estava começando a dar uma tremida, mas é tranquilo pq a infraestrutura é muito boa, são degraus de madeira mesmo. Há vários pontos para banho, pra falar a verdade a cachoeira da Boca da Onça é bem legal em termos de visual, mas preferi os outros pontos de banho. Na boca da onça não da pra ficar embaixo da cachoeira por causa de pedras que podem rolar, então a área é protegida. Pra mim o principal ponto foi o buraco do macaco. Você entra embaixo de uma pedra e a cachoeira cai num local rodeado por pedras. Incrivel!! Lembro até hoje da força da cachoeira nos meus ombros! O Colete como sempre me ajudando a aproveitar os passeios. Nesse ponto do passeio eles ficam disponíveis, não precisa ficar carregando. A natureza em todos os lugares é um espetáculo a parte. Estávamos sempre rodeados de macacos prego e outros animais exóticos. Dia 5 [(Bóia Cross/Balneário Municipal)] Fizemos o boia cross no hotel Cabanas, um passeio bem tranquilo. O guia Beto, era bem engraçado. Não é rafting, é mais sossegado, mas caimos na água algumas vezes. O Guia vai junto em outro bóia, há também um funcionário tirando fotos em alguns pontos. Estava lá e estava curtindo tudo, no fim ainda peguei o cd com as fotos para ajudar a gastar mais $$$ como típicos turistas. O Balneário Municipal eu achei meio fraquinho. É um parque não muito grande, quando eu fui o tempo não estava ajudando muito, estava nublado, mas mesmo assim não vejo muitas coisas para fazer lá. Não acho que valha a pena fazer flutuação ou alguma atividade devido a oferta enorme de outros passeios. Comemos em um dos quiosques lá e pagamos muito caro para uma comida bem meia boca e o atendimento idem. Recomendo fazer um pique nique no máximo e se quiserem mesmo conhecer um balneário vão ao balneário do sol. Balneário Municipal é bem dispensável, só se tiver sobrando tempo pq é dentro da cidade praticamente. Nos fins de semana pode ficar cheio pq é de graça pra população local. • Dia 6 -(Abismo Anhumas/Balneário do Sol) Top!!! Não fiquei surpreendido pq já tinha uma expectativa alta em relação ao abismo. O que aconteceu foi apenas a concretização. Antes de ir ao passeio você tem que fazer um treinamento um ou dois dias antes, é um local na cidade mesmo. Lá eles te ensinam a utilizar o equipamento de rapel e ascensão em corda além de experimentar a roupa da flutuação. Vou falar que o equipamento incomoda e não é tão simples utilizá-lo mesmo eu sendo acostumado com atividades físicas, academia essas coisas, achei um pouco dificil. Minha namorada que é sedentária também, mas no fim passamos. O abismo é um local único, você entra por uma fenda e desce em meio as pedras. As descidas são feitas em dupla. Lá embaixo é escuro mas há uma certa infraestrutura, há um banheiro químico e uma passarela de madeira onde nós ficamos. A água é muito gelada por isso a roupa cobre bem mais. Na flutuação chega dar uma vertigem porque parece que você está voando nas montanhas. Há muito pouca vida, apenas alguns lambaris e camarões albinos que vivem nas profundezas, o que se vê são as estalagmites que parecem montanhas e como a água é muito cristalina parece que você está voando. Sensação Incrível. Dicas: Levem lanche e se preparem para o esforço. Cada dupla leva em média meia hora para subir. Não da pra uma pessoa da dupla subir e largar o outro pois ambos estão conectados. Mesmo os mais preparados demoram, na minha turma haviam dois policiais e os caras demoraram. Eu e minha namorada levamos quase 50 minutos para subir! Foi bem difícil principalmente pra ela, mas foi uma sensação de superação incrível. É possível pedir para ser puxado mas não há motores, são os guias que puxam então eles fazem isso mais para pessoas mais velhas. Não temam diante do desafio, vale a pena, façam o passeio completo e subam sozinhos, é mais técnica do que força. Chegamos 7:30 da manhã e saímos depois das 15:00 do abismo, não comemos nada praticamente, só umas bolachas, portanto reforço! Levem lanche!! Outra dica: Não é necessário comprar os balneários antes, se não tivessemos comprado teriamos ido para casa, estavamos exaustos, além disso o balneário fecha as 17h. Sorte nossa que fomos lá e conseguimos trocar para outro dia. Deixem para comprar os balneários em alguma agência qdo já estiverem lá pode ser no dia mesmo. • Dia 7 (Guará Bikers/Barra do Sucuri) Guará bikers foi um passeio que me surpreendeu! Esse eu não estava com a expetativa tão alta mas sai com outra visão. O passeio de bike em si é bem tranquilo. O que vale é o contato com a natureza e o guia principalmente. O Marcinho é uma pessoa que conhece muito da região, explica algumas peculiaridades históricas e também sobre a fauna e a flora, um verdadeiro amante da natureza. A parada de banho é bem legal, ele tira uma foto de cima da árvore que dá pra estampar a capa de uma revista. Plantamos uma árvore também e aprendemos muito, sáimos de lá com um pensamento enriquecedor em relação a natureza. Valeu muito a pena. Barra do Sucuri foi uma flutuação muito boa também, a vida marinha é menor do que no Rio da Prata na minha opinião mas a paisagem é diferente. Vimos um jacaré na margem, além de termos presenciado uma cena da natureza nua e crua. Uma cobra caninana comendo um sapo no receptivo do passeio. • Dia 8 - Bonito (Gruta do Lago Azul/Gruta São Miguel/ Flutuação no Aquário Natural) As grutas são bem tranquilas, um passeio mais cultural. A gruta do lago azul é mais bonita, mas não da pra chegar muito perto do lago. Na verdade o lago não é azul, nós vemos a reflexão da luz azul, mas a cor da água é transparente. A Gruta São Miguel tem um belo receptivo, mas como eu disse um passeio pra aprender mais sobre geologia e natureza, agrega um pouco mais de conhecimento na viagem. Como queríamos conhecer tudo nós fomos, mas são passeios dispensáveis para quem está com o roteiro mais apertado na minha opinião. A flutuação no Aquário Natural, se eu fizesse a viagem novamente colocaria como a primeira flutuação. Eles oferecem um pequeno treino na piscina do hotel que permite nos adaptar ao equipamento. Achei as águas mais cristalinas, fui à tarde e o sol batia na água, parece um aquario mesmo. Nesse passeio as águas são mais paradas então há uma pessoa que tira fotos em baixo d'água. Apesar de estarmos com equipamento para tirar fotos embaixo d'água, o funcionário tinha um que era profissional! Então como bons turistas compramos as fotos. Como estavamos com o Voucher do Balneário do Sol fomos lá. Vale muito mais a pena que o Balneário Municipal, nesse dia nós almoçamos lá, mas o bom é passar uma tarde pelo menos. Acabamos indo com um pouco de pressa, tiramos as fotos com os animais que minha namorada tinha cismado e não ia me deixar em paz se não visse. A mini vaca e o pônei. Restaurantes Visitados em Bonito Tapera Restaurante bom, mas não acertamos com o prato. Comemos o peixe ao molho de guavira! É MUITO doce, intragável, não conseguimos comer até o final como estávamos nessa pegada de experimentar as coisas tivemos nosso primeiro fail na viagem. Aquario Fica bem a vista na rua principal. Comemos pintado ao molho de Urucum. Na verdade urucum é só pra da cor ao molho, era usada por indígenas, mas é uma espécie de parmegiana. Muito gostoso! Rei da Carne do Jacaré. Muito gostoso! Carne de Jacaré é bom, lembra peito de frango com um toque de peixe. Taboa Me pareceu bem mais legal de fora. O clima é bem descontraído, tem vários estrangeiros, as paredes são assinadas e a música ao vivo pra mim foi o melhor. Não curti muito a comida, a caipirinha parecia que era um copo de vodka com umas gotas de limão espremido. Casa do João Restaurante um pouco mais sofisticado. Bela decoração, pedimos Pirarucu do chefe e é um peixe muito bom! Sou fã de peixe. Experimentamos uma porção de berinjela com mel, mas eu não curti, minha namorada que quis pedir e gostou. Esse restaurante foi bom, valeu a pena! Aipim O restaurante é bem aconchegante, parece uma casinha, ótimo atendimento, mas é caro! Pedi um pacu mas não acertei com ele, veio muita farofa e eu não sou fã, mas há muitos outros pratos no cardápio e a salada que pedimos no começo estava muito boa. Juanita. Acho que junto com a Casa do João foi o melhor restaurante. Atendimento muito bom, comida excelente, musiquinha ao vivo. Pedi um pacu e dessa vez acertei! Muito gostoso, recomendo fortemente! Detalhe: Não usei carro para ir a nenhum desses restaurantes. Muito bom comer e depois dar umas voltinhas na praça pra relaxar e curtir o clima da cidade. • Dia 9 (Pantanal - Fazenda São João) A fazenda São João faz parte do Complexo do Passo do Lontra. Comprei em Bonito mesmo na Agência ABN, já havia pesquisado e era a Fazenda que saia mais em conta e com o mesmo número de passeios. Pra chegar lá é bem tranquilo, passa por Miranda e anda só um pouco de estrada de terra, deixamos o carro no Passo do Lontra e fomos fazer nosso primeiro passeio logo após o almoço. Era um passeio de canoa no Rio Miranda. Curti muito! Conhecemos o guia Alex que nos acompanhou não só nesse passeio mas por toda nossa estadia no Pantanal. O Rio Miranda é bem diferente dos rios de Bonito, bem mais caudaloso e a água é mais escura. Vão duas pessoas em cada canoa e o guia vai num barco a motor grande. Dá um medinho porque balança muito, jet skis ou barcos a motor fazem onda na água e já é suficiente para desequilibrar, até olhar para trás desequilibra. Mas não caímos e ainda demos um mergulho no rio. Show! No final da tarde vem um carro estilo safári Africano, (aquelas picapes com um toldo atrás) e nos leva até a Fazenda São João, uns 40km do Passo do Lontra pela estrada Parque. Show de passeio! a estrada é incrível, a diversidade é impressionante, estamos de fato no habitat dos animais. Se não chover acho que até daria para ir de carro mas a picape é bem melhor. O local que ficamos na fazenda é bem rústico, banheiros compartilhados e uma espécie de galpão com as redes dentro. Havia um grupo com 3 franceses que fizeram todos os passeios conosco, portanto dividimos com eles o local de dormir. Nesse primeiro dia ocorreu um incidente que quase acabou com a minha viagem para o pantanal. Havia um buraco por onde entravam alguns morcegos a noite dentro do lugar em que estávamos dormindo, um deles caiu na rede da minha namorada e acabou arranhando ela. Ela quase desistiu, tive que convencer muito ela a ficar. Ela tomou a vacina antirrábica 48 horas depois quando saímos do Pantanal e fomos para Aquidauana. Eles não prestaram muito socorro na fazenda, disseram que não era nada demais, fiquei um pouco decepcionado com isso apesar de ter curtido muito essa parte da viagem. Mas se fosse recomendar, recomendaria o quarto com as camas e que verificassem se não há buracos no forro. • Dia 10 (Pantanal - Fazenda São João) Saímos cedo para o safari e a pesca com piranhas. Sensacional! A fazenda tem 2000 hectares, ou seja é muita terra e muito lugar pra visitar. Fomos naquele carro de safari só tirando fotos e curtindo a paisagem, depois chegamos em ponto pantanoso e entramos no meio da água para pescar as piranhas. Achava que era no barco mas não é, você entra no meio de um ponto alagado com a água na cintura e fica pescando lá. Consegui pegar duas! Depois do Almoço fizemos uma cavalgada e a noite a caminhada noturna que é muito emocionante, tudo escuro, somente a lanterna do guia. Estávamos atrás da onça ou das cobras, mas não encontramos, vimos apenas umas aranhas diferentes, veados e inúmeros jacarés. O guia disse que nessa época para ver a onça era mais provável na focagem noturna, que é o passeio de barco no rio à noite. Essa hora elas costumam estar na beira dos rios para beber água. Ele disse também que em épocas de cheia há mais incidência de cobras e apesar de o acesso ser mais díficil os animais ficam mais concentrados nos platôs, diferentemente de épocas de seca onde os animais ficam mais espalhados. • Dia 11 (Pantanal - Fazenda São João/Aquidauana) Logo cedo fizemos a caminhada ao amanhecer e pudemos ver outros tipos de animais. Houve um incidente com uma francesa que foi picada por um marimbondo, deu pena dela, mas o guia passou um barro na ferida e logo melhorou, é o ônus do passeio selvagem.. Considerações sobre o Pantanal: Tentei não estender muito meu relato aqui mas posso dizer que mesmo com os incidentes foi intenso. Sem dúvida a parte mais selvagem da viagem, mas sentimos de perto como é estar no meio da natureza de verdade, sem regalias. Quem for tem que estar com a mente aberta porque não é um passeio simples, mas pra quem gosta é um prato cheio! À tarde voltamos para o Passo do Lontra e pegamos o carro rumo a Aquidauna. Cheguei lá e fui diretamente na agência Buriti. Meu intuito era visitar o Morro do Paxixi e ver se havia mais alguma atração na cidade. Fui bem atendido, apesar de agência estar fechando eles me atenderam bem. Principalmente quando falei com a própria dona da agência, Lejania. À noite estava tendo uma feira típica na cidade e decidi passar lá, comi macarrão tropeiro e umas outras comidas . Fiquei hospedado no hotel Portal Pantaneiro, depois de ter passado pelas redes na fazenda São João, parecia um hotel 5 estrelas. Cama de casal, banho quente, e frigobar!!! O hotel é bem gostosinho e o café da manhã é bom, recomendo! • Dia 12 (Aquidauana) CHUVA! Ficamos de molho esse dia. Tinhamos marcado de ver o pôr do sol no Morro do Paxixi mas choveu muito o dia todo. Como estávamos com tempo decidimos postergar o passeio. Demos umas voltas pela cidade, fomos na matriz, passamos em Anástacio, mas não teve nada muito turístico. Só um dia de descanso mesmo. • Dia 13 (Aquidauana) Neste dia fomos para a Trilha das Àguas onde passa o córrego das Antas. Fomos até a casa do guia, César, que é próximo ao distrito de Piraputanga. Tanto Piraputanga, quanto Camisão são distritos de Aquidauna, ou seja é como se fossem bairros afastados, tem que pegar estrada pra chegar. São cercados pela Serra do Maracajú, uma paisagem muito linda e bem diferente do que estávamos acostumados a ver até então na viagem. O passeio foi bem legal, é um local praticamente virgem. O guia não trabalha com isso e leva turistas esporadicamente lá, conseguimos graças a agência. O único ponto é que de tão virgem a trilha estava suja, pegamos carrapatos que nos acompanharam até praticamente nosso último dia de viagem. Nesse dia ainda aproveitei para passar no museu da Segunda Guerra no batalhão de engenharia de Aquidauana. Lá está um dos maiores troféus de guerra do exército brasileiro, uma bandeira nazista capturada pelos soldados. Pra quem se interessa como eu por essa parte da história é um prato cheio. O museu estava bagunçado porque havia acabado de chegar um novo acervo então haviam várias peças no chão, mas mesmo assim foi interessante. • Dia 14 (Aquidauana) Esse dia foi especial!! Creio que poucos sabem que há um sítio arqueológico em Aquidauna. Não estou falando das ruínas de Santíago de Xerez, esse local não é aberto para visitação e se encontra em propriedade particular. Há o Sitio Arqueológico do Jamil. O Sr. Jamil é um guia que mora nos rumos de Camisão e Piraputanga, próximo a uma comunidade quilombola chamada Furna dos Baianos. Consegui o contato dele pela agência e me surpreendi muito positivamente. Ele e sua mulher são pessoas muito humildes mas que tem muita vontade em mostrar as belezas do local e fazem de tudo para que você se sinta bem. Ele é uma pessoa extremamente simpática, tirei uma das melhores fotos da minha viagem lá. Subimos uma trilha e conseguimos ver de um mirante uma bela paisagem. Fui também no sítio arqueológico onde existem algumas inscrições muito antigas e catalogadas pela universidade, mas não há dados técnicos sobre o tempo exato. Muito interessante! É um passeio que dura uma manhã, o cachorrinho deles ainda foi acompanhando a gente pela trilha, voltamos, tomamos um suco de manga natural e ainda fomos tomar um banho no rio que passa atrás da casa deles. Show de bola! Recomendo! Vão para Aquidauna, procurem pelo Senhor Jamil, ou na agência Buriti, peçam contato com eles. Há mais opções de trilha e inclusive ele é certificado para a prática de Rapel, não fomos porque tínhamos outros passeios agendados. Tenho que falar também sobre o almoço desse dia. Almoçamos num local já rumo ao Morro do Paxixi chamado Birosca do Seu Riva. Disseram que tinha que reservar pq só tem dois lugares hauauhauh! e é verdade. Não é bem um restaurante o Seu Riva já foi garçom e metre em vários restaurantes famosos em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campo Grande, disse que se aposentou e comprou um pedaço de terra num local isolado pra descançar a cabeça e que nem visa lucro com o restaurante, faz mais é pra juntar os amigos. Talvez a experiência dele com restaurantes tenha feito ele aprender a cobrar um prato pq não é tão barato assim não. Mesmo assim, me diverti, estava acompanhado do guia, Renato, que iria nos acompanhar no Morro do Paxixi. "Seu" Riva contou varios causos dele, prosamos muito. Valeu a pena no final! O pôr do sol no morro do Paxixi é um passeio que dá pra fazer sem guia mas é muito melhor com um na minha opinião. A diária é barata, uns R$50,00 ao todo eu acho. O guia conhece muito bem lugar, vamos bem mais tranquilos, além de ele explicar sobre muitos fatos históricos e conhecer os melhores pontos para as fotos. Pra mim valeu a pena. Considerações sobre Aquidauana: Recomendo a cidade, dois dias é possível conhecer bem, se possível procurem uma agência, eu fui na Buriti e procurem pelo Sr. Jamil e pelo Renato, são pessoas que trabalham em prol do turismo e profundos conhecedores do local. • Dia 15/16 (Rio Negro) A cidade se resume basicamente a uma rua. Eu, pra falar verdade gosto de conhecer esses locais. Chegamos comemos uma pizza num lugar com as mesas na beira da calçada, musiquinha ao vivo. E pela manhã fomos na cachoeira do Rio do Peixe. É uma cachoeira bem alta, a água é um pouco escura. Pra chegar é só perguntar pra alguém da cidade que eles provavelmente vão saber, não é muito difícil, tem que pegar uma placa para "Fala a Verdade", uma estradinha de terra e quando tiver um pneu próximo a uma propriedadezinha você tem que dar meia volta e ir margeando a casa. Tiramos mais umas boas fotos, relaxamos lá a manhã inteira e partimos de Rio Negro. • Dia 17/18 (Rio Verde do Mato Grosso) Ficamos no Hotel Quedas d'Água. O Hotel fica dentro do local mais famoso das cidade, as 7 quedas. Chegamos lá em um domingo a tarde e pra falar a verdade achei meio farofa. Se forem é melhor ir dia de semana, o povo não é muito bem educado, ficam bebendo na cachoeira, com isopor e largam as latinhas no chão. Uma coisa que me chamou a atenção também é que há dois hotéis "dentro" das 7 quedas, o que eu estava era em uma margem e o outro na outra, haviam várias pessoas nas cachoeiras mas não havia um salva vidas sequer... (estranho...) bebida e cachoeira podem ser uma combinação perigosa. O local ficou muito mais bonito quando esvaziou. O hotel estava um pouco mal cuidado, o dono disse que acabou de pegar e que iria fazer umas reformas. Tenho que ressaltar que fui muito bem atendido pela funcionária de lá, a Tonha, fez questão que ficássemos bem, era sempre muito solicita, atendimento foi bom nesse ponto. No outro dia mais vazio, aproveitamos de verdade o local. A noite ainda tivemos uma das melhores surpresas da viagem, na portaria do hotel, estávamos saindo para jantar e demos de cara com um tamanduá bandeira! Lindo! Absolutamente incrível. Achei a cidade muito simpática também, fomos dois dias na praça principal, ficamos lá um pouco e comemos. Recomendo! • Dia 19 (Coxim) Fomos só de passagem. Almocei num restaurante chamado Senzala, bom por sinal. Antes de ir ao restaurante fui no centro de apoio ao turista e não fui muito bem recebido. O local fechava às 11:00 para o almoço e reabria às 13:00, no entanto quando cheguei, às 10:50, a mulher já estava saindo. Ela não sabia informar nada sobre a cidade, haviam apenas alguns folders de passeios de chalana e restaurantes, queria ir nos museus que tem lá e ela não sabia me informar direito onde era. A única dica que ela deu, (na verdade eu perguntei) era sobre o Cristo Redentor do Pantanal. Logo após o almoço nós fomos no Cristo e foi uma parte incrível também da nossa viagem, muito exclusivo, apenas minha namorada e eu, subimos uma escadaria e chegamos lá. Muitas reflexões e agradecimentos! • Dia 19/20 (Alcinópolis) Quando estava em Rio Verde do Mato Grosso pesquisei algumas coisas sobre Alcinópolis e no site da prefeitura encontrei alguns telefones de contato. Conversei com um homem chamado "Cotonete" funcionário da prefeitura e que trabalha no turismo da cidade. Recomendo muito! Se forem lá procurem por ele. Uma pessoa que esteve conosco durante nossa estada lá e tornou muito mais especial, amante da natureza, sente orgulho do que faz e busca o desenvolvimento da cidade como polo turístico histórico. Ficamos no hotel Campos Verdes, perfeitamente adequado para as nossas necessidades. Visitamos pela manhã o sítio arqueológico do Barro Branco, muito legal pra quem gosta. Além da parte histórica os mirantes eram incríveis, acho que as melhores fotos da viagem foram tiradas lá. À tarde fomos no sítio arqueológico dos Pilares diferentemente do Barro Branco, o sítio dos Pilares é mantido pela prefeitura da cidade. As inscrições datam de 10700 anos atrás segundo os pesquisadores. Gente do mundo inteiro vai lá realizar pesquisas e o mais interessante é saber que quem vivia ali não eram indígenas e sim povos nômades. É misterioso imaginar que um povo com costumes totalmente diferentes viveu há mais de 10000 anos naquele local. À noite tomamos uma cerveja gelada no bar do Tonho. Dia incrível! Mais um local especial! • Dia 20 (Costa Rica) Saímos cedo de Alcinópolis e fomos em direção a Costa Rica. Paramos ainda no meio do caminho na Cachoeira das Araras, mais uma dica do Cotonete. Uma bela cachoeira, apenas eu e minha namorada, sensação de exclusividade absurda, provavelmente um ponto que poquíssimas pessoas conhecem. Indo de Alcinópolis para Costa Rica não da pra ver a placa, fizemos uns malabarismos mais no fim achamos o caminho. Muito bom! Chegamos na hora do almoço no Parque do Sucuriu, um local com uma boa infraestrutura, bom pra passar o dia. Fizemos o rapel na cachoeira do Salto do Sucuriu, apesar de termos feito o abismo, fazer um rapel na cachoeira é diferente. Achei que seria mais fácil, mas a adrenalina bate, principalmente pra começar a descer. • Dia 21 (Costa Rica) Fomos para a cachoeira da rapadura, muito legal. Depois fomos para um local chamado Água Santa que fica dentro de uma fazenda particular e hoje em dia o acesso é muito restrito. Somente com o guia e tem que pedir autorização para os donos, quase ficamos sem ir. Mas tivemos sorte e conseguimos acesso, o lugar é indescritível, um poço com uma água que você não afunda! Não afunda de jeito nenhum, a força da água é tão forte e te joga pra cima que você até perde o equilíbrio. Isso ocorre devido a insurgência, o poço tem mais de 30m de profundidade. À tarde fomos ao Parque Nacional das Emas, fizemos boia cross e relaxamos um pouco, nada comparado a bonito. O parque não tem praticamente não tem infraestrutura, à noite vimos o espetáculo da bioluminiscencia nos cupinzeiros. Foi um dia longo e cansativo mas que valeu a pena. Dia 22/23 (Campo Grande) Para finalizar ficamos o fim de semana em Campo Grande no hotel Jandaia. Depois de tanta vida selvagem pegamos um hotel 4 estrelas pra relaxar um pouco. Ficamos mais descansar, fomos no Mercado Municipal, comemos sobá, fomos num bar chamado Sacramento, tomamos um pouquinho e terminamos nossa viagem. Deixamos um pedaço nosso no estado do Mato grosso do sul mas trouxemos um bem maior conosco. Eu escrevi um diário no meu caderno muito mais detalhado, eu tentei resumir ao máximo para ajudar o pessoal que quer conhecer outros locais além de Bonito. Espero que seja útil para alguém! Abs!
  3. Mantiqueira

    Pantanal Sul

    Galera, alguém saberia informar se já começou a chover no Pantanal Sul (Nhecolândia)? Será que ainda é possível atravessá-lo ou as águas já começaram a subir? Pretendo atravessar a região na virada do ano e gostaria de saber se as águas vão permitir. Um chopp pra quem responder! Grato desde já, Mantiqueira
  4. Remy Boncoeur

    Pantanal Norte

    OI! estou saindo agora em julho de POA para uma viajem q sempre estive ansioso pela realização... Irei a Foz Do Iguaçu, seguirei caminho pelo interior do Paraná com destino final ao Pantanal Mato Grossense. Queria ajuda dessa galera aí que como eu adora viajar e tenha ido ao PANTANAL que me ajudasse com OQ LEVAR para passar cerca de 20 dias lá?? saibam que meu plano é de somente ACAMPAR e como sempre fazer viajens com pouquissima grana...Como o territorio é inóspito qq ajuda cairia BEM...OBRIGADO
  5. Olá Mochileiros. Deixo aqui meu relato de viagem, 18 dias pelo Mato Grosso do Sul. Viagem ocorrida entre 1º a 18 de março de 2017. - ROTEIRO: Campo Grande = 4 dias Ponta Porã/Paraguai = 3 dias Bonito = 9 dias Corumbá = 2 dias - GASTOS: Para um casal Previsto: R$ 10.012,00 Gasto Real: R$ 9917,00 Ver detalhado na Planilha de EXEL. O gasto deu alto porque fiz quase todos passeios de Bonito, mesmo sendo em BAIXA TEMPORADA. Alta temporada os preços duplicam na cidade de BONITO. PLANILHA DO EXEL 1 aba com os gastos por dia 1 aba com os preços dos hotéis das cidades do ROTEIRO 1 aba com o preços das passagens de ônibus das cidades do ROTEIRO - BONITO: Compramos os passeios por agência, indico comprar da pousada ou hostel. A agência nos vendeu os passeios com as refeições inclusas (+R$ 50,00 em cada passeio por pessoa), minha namorada vegetariana não aprovou os cardápios, todos pratos tinham carne misturada. Compensa mais fazer refeições na cidade do que nos passeios. Fiz quase todos passeios de Bonito vou citar os melhores conforme a minha classificação: Flutuação: 1 - Nascente Rio do Prata 2 - Nascente Rio Sucuri 3 - Nascente Azul - passeio é curto 4 - Aquário Natural - Não fiz, dizem que o passeio é curto Grutas: 1 - Gruta do Lago Azul - não deixe de ir 2 - Gruta de São Miguel - desnecessário se conseguir ir na Gruta do Lago Azul 3 - Gruta de São Mateus - não fui * Fazendo apenas 1 passeio de Gruta é o suficiente. Muita informação repetitiva. Trilhas com cachoeiras: 1 - EcoPark Boca da Onça 2 - Fazenda Ceita Corê - Almoço fantástico até para vegetarianos 3 - Estância Mimosa 4 - Rio do Peixe 5 - Parque das Cachoeiras - não fui * Estância Mimosa/Parque das Cachoeiras são fazendas de donos diferentes, entretanto, uma fica de um lado do Rio e a outra do outro lado. Algumas cachoeiras são comuns em ambos os passeios. BURACO DAS ARARAS: Vale a pena ir pela informação sobre a Reserva e a Dolina. Mesmo pela manhã é possível ver casais de Araras. Balneários: Fui apenas no Ilha Bonita, fiz passeio de Bote. Estrutura do balneário é boa, indico ir no fim de semana, na segunda-feira estava quase tudo fechado, poucos funcionários trabalhando. FAZENDA SÃO FRANCISCO - PANTANAL SUL Vale a pena ir, passei apenas o dia. Compensaria até ter passado uma noite porque fazem um Safari noturno onde é possível ver animais silvestres diferentes. Era isso. Obrigado pelo espaço, espero que ajude alguém meu relato. Mato Grosso do Sul - Mochileiros.xlsx
  6. Breve relato de uma viagem feita pela Chapada dos Guimarães e Pantanal por duas amigas 'Chapadeiras'...rs 30/08/13 - Chegada em Cuiabá. A ótima guia Márcia Menezes 65-9241-7582 nos encontrou no Aeroporto. Um rapaz da 'Cuiabá Locadora de Veículos ' também nos esperava e partimos em direção à locadora. Todo o processo da reserva do carro foi feito pelo http://www.mobicar.com.br/ , site que pesquisa várias opções de carros e locadoras e faz reserva sem depósito antecipado. Feito o contrato partimos em direção à Chapada dos Guimarães. Como a Márcia sabia do nosso orçamento 'apertado' ela nos deu a dica de parar e comprar provisões para as caminhadas em um atacadão no caminho. Essa parada rendeu duas coisas: uma boa economia pois os preços na Chapada são bem mais altos e um atraso na programação pois a fila para pagar foi muito demorada. No caminho avistamos a Chapada com seus paredões, a vista é fantástica. Continuamos até uma parada para banho no Rio Paciência e depois fomos a um dos cartões postais da Chapada: a Cachoeira Véu de Noiva. Em seguida fomos até o Alto do Céu (entrada 10,00) para ver o pôr do sol. Maravilhoso!!!! Jantamos no Restaurante Popular, preço 12,00 para comer à vontade. Achei o custo-benefício ótimo. Fomos então para a Pousada Paraíso do Cerrado onde tivemos vários problemas: não havia água mas prometeram que viria logo em seguida, não veio. Mudamos de quarto e minha amiga tomou banho, na minha vez, acabou novamente a água. De manhã a água chegou suja e a descarga disparou, na recepção não havia ninguém para nos atender. Resumo: mudamos de pousada. 31/08/13 - Perdemos muito tempo com a confusão de troca de pousadas, mudamos, enfim, para a Pousada Aurora Boreal http://pousadauroraboreal.blogspot.com.br/ . Feito o cadastro para entrada no Parque partimos para fazer o Circuito das Cachoeiras (necessário guia), que é formado por 7 cachoeiras com algumas paradas para banho: Cachoeira do Pulo, cascatas do Sonrisal, da Hidromassagem, do Degrau, da Prainha, da Independência e das Andorinhas. Na volta paramos para comer pamonha e depois jantamos pastel. 01/09/2013 - Terceiro dia na Chapada. A primeira parada foi no Mirante Geodésico, ponto equidistante entre os oceanos Atlântico e o Pacífico. O Mirante Geodésico é uma atração imperdível na Chapada dos Guimarães. Sem necessidade de guia, sem taxas, com uma vista belíssima. Pode-se descer um pouco para ter uma melhor visão dos paredões, mas tenha cuidado. Tivemos o privilégio de ver o voo de araras azuis magníficas. Sentamos e ficamos um pouco em silêncio contemplando a paisagem.Depois rumamos até a Caverna Aroe Jari (necessário guia), maior caverna de arenito do País (entrada 30,00). O uso de caneleiras é obrigatório neste passeio. O caminho intercala trechos de cerrado com mata amazônica e é muito belo. Próximo está a maravilhosa Gruta Azul e a Gruta de Nossa Senhora. Andamos mais um pouco e fomos até a Caverna Kiogo Brado que foi reaberta recentemente para visitação. Finalizamos com um banho na cachoeira do Alméscar. Jantamos peixe em um restaurante na praça, quase nada estava aberto por ser domingo. 02/09/13- Morro de São Jerônimo, fica dentro do Parque Nacional e é o ponto mais alto do parque, oferece uma vista fantástica da região. É necessário guia para este trekking puxado de 18km (ida e volta). Há momentos de escalada, com subida íngreme no trecho final de subida ao morro, este passeio é uma aventura e é preciso preparo físico e fôlego. No caminho passamos por várias formações areníticas curiosas, veredas, cerrados, entre outros. No topo do morro, uma visão 360º graus da Chapada, maravilhoso! A guia Márcia nos direcionou em todas as etapas e nos deixou seguras, apesar de ter trechos bem complicados de escalada. Voltamos a tempo de encontrar a guia Josi e trocar para o carro 4x4 dela e seguir para a Cidade de Pedra, local reaberto recentemente para visitação. O visual é impressionante, o mirante natural descortina vales verdes e escarpas de rochas avermelhadas que chegam a 350 metros de altura. Aqui sim senti a beleza e unicidade da Chapada dos Guimarães. Talvez porque já conheça a Chapada Diamantina e a dos Veadeiros, as cachoeiras e trilhas não tinham me impressionado tanto. Este lugar, entretanto,fez valer a pena conhecer Guimarães ! Voltamos para a cidade e acreditem, acabou a água na pousada nova também, ninguém merece. Outro jantar no restaurante Popular. 03/09 - Junto com o raizeiro e guia Hermes fomos até a Cachoeira do Sossego, gelada mas muito gostosa, paramos novamente no Mirante Geodésico e tomamos 'banho de vento'. Encontramos com a Márcia que nos guiou pela Trilha do Mel ou Trilha dos Dinossauros (10,00 entrada, necessário guia). Esta trilha não é muito comentada nos relatos, mas , junto com a Cidade de Pedra, foi um dos meus passeios favoritos na Chapada dos Guimarães. Trecho retirado de http://www.chapadamt.com.br/trilhadomel.asp : "A Trilha do Mel é considerada a 2º cidade de pedras a céu aberto, fantástico pelas formações de pedras deixadas pela natureza, alguns monumentos com formatos interessantes... no final nos deparamos com uma vista fantástica do vale inteiro com os paredões ...e a estrada 251 MT que liga Chapada a Cuiabá, ficando em uma altura de 200 metros." Simplesmente fechamos com chave de ouro!!! Comprei uns produtos à base de mel ao final da trilha e ainda deu tempo de 'correr' para comer no Morro dos Ventos (10,00 entrada), comida cara mas muito gostosa. Pratos fartos e bem feitos, pedimos o Peixe do Morro e foi a melhor refeição que fizemos na Chapada (e a mais cara..rs). O restaurante tem um salão muito amplo e bem decorado! De quebra ainda há um mirante muito legal. 04/09- A Márcia veio se despedir e o Hermes, por gentileza, nos guiou até Cuiabá. Antes paramos na Cachoeira Cristal (10,00 entrada) para um último banho na Chapada. Seguimos até a locadora de veículos e de lá para o aeroporto onde a van do SESC Pantanal nos pegaria. No caminho, gentilmente o motorista da Cuiabá Locadora parou para comprarmos guaraná ralado, que é famoso na região. Chegamos ao SESC e neste primeiro dia marcamos os passeios, jantamos e fomos descansar. 05/09 - Acordamos de madrugada para fazer o passeio chamado 'Alvorecer'. Tudo ainda estava escuro quando partimos para um passeio de barco. O guia ia parando e mostrando alguns animais como pássaros e jacarés. As cores do amanhecer iam aos poucos aparecendo e o espetáculo de um por do sol vermelho como fogo foi o auge do passeio, imperdível ! Voltamos para o café da manhã. Algumas pessoas do barco tinham feito um passeio pela Transpantaneira e comentaram que foi ótimo. Este passeio não é feito pelo SESC, mas os atendentes deram alguns contatos e combinamos o passeio diretamente com o Luis Fernando da LF Pantanal Tur. Passamos a manhã inteira arranjando 'quórum' pro passeio, pois o valor do passeio dependeria da quantidade de pessoas que iriam na van. Foi meio complicado, mas no final tudo deu certo e partimos as 15h para fazer o passeio da Transpantaneira, vimos muitos animais durante o trajeto: jacarés, capivaras, búfalos, lobinhos e diversos tipos de aves. A estrada merece cuidado e atenção devido ao mau estado e buracos, mas o passeio foi tranquilo e por volta das 20h chegamos de volta ao SESC. O ponto alto do passeio para mim foi ver os olhinhos dos jacarés brilhando no escuro com a luz da lanterna, parecia uma verdadeira cidade. 06/07/13- Após o café fizemos a 'Trilha do Tatu', que é uma trilha suspensa sobre palafitas, com mirantes, parada para alimentar macacos e passeio de barco. De volta ao SESC aproveitamos para conhecer o borboletário e o Centro de Interpretação Ambiental. Almoçamos e a tarde fizemos o passeio Corixo do Moquém. Creio que este foi o passeio que mais gostei no Pantanal. É um longo passeio de barco pelo rio Cuiabá onde pudemos ver de perto vários jacarés, tuiuius, entre muitas outras aves. No final, um deslumbrante por do sol com direito a revoadas de pássaros. A noite fizemos o passeio 'Focagem Noturna'. Saída em barco após o por do sol com navegação noturna pelo rio Cuiabá, baías e corixos. O guia mostrava com a lanterna as aves em repouso ou em atividade alimentar, muitas de hábitos apenas noturnos. O melhor foi quando o guia, que é guarda-parque, pegou um jacaré filhote para que pudéssemos tocá-lo e tirar fotos. Também paramos em silêncio para observar o céu estrelado, simplesmente fantástico. 07/07- Após o café da manhã ficamos lagartixando ao sol até o almoço, depois do qual nos despedimos do SESC. Chegamos em Cuiabá e como nosso voo só seria de madrugada, pegamos um ônibus e fomos ao Pantanal Shopping, assistimos um filme e voltamos. Nossa intenção era passear por Cuiabá, mas como era feriado, tudo estava fechado. Fim de nossa aventura. Observações: 1- Em quase todos os passeios da Chapada é obrigatório guia, indicamos a ótima guia Márcia Menezes 65-9241-7582 e ela pode passar os contatos dos guias Hermes e Josi (especialista em guiar pessoas com deficiências). Ela não 'pula' atrações, chega na hora combinada e faz tudo com você até acabar o dia, dá dicas de compras e te mostra detalhes em todos os passeios que passariam desapercebidos. É do tipo pau-pra-toda-obra! Há mais relatos com ela no Mochileiros. 2- Ficamos sabendo que muitos 'guias' estão se formando em uma escola com curso não reconhecido, muito cuidado! Procure o registro do guia no http://www.cadastur.turismo.gov.br/ ou na Secretaria de Turismo da região. Um guia não preparado corretamente ou sem responsabilidade pode acabar com a sua viagem! 3- Sobre o SESC - apesar do preço relativamente alto para quem não é comerciário (nosso caso), a qualidade dos quartos, as refeições e o ótimo atendimento do staff compensam. Todos os atendentes da recepção foram muito atenciosos e simpáticos, prestando informações e nos auxiliando em todas as dúvidas. O pessoal responsável pelos passeios também foi muito prestativo e profissional, nota mil para todos! O Sesc tem uma ótima área para descanso e recreação e as refeições sempre tinham muita variedade e sabor. Outras dicas e dados: Na Chapada dos Guimarães - guia Márcia Menezes 65-9241-7582 -Cuiabá Locadora de Veículos http://www.cuiabalocadora.com/ - atendimento muito cortês. -Cotação de locação de carros: http://www.mobicar.com.br/ -Pousada Aurora Boreal http://pousadauroraboreal.blogspot.com.br/ (65) 3301-3420 [email protected] , apesar da falta de água em um dia e de um 'problema' com o pagamento, este local foi indicação da Márcia e o gerente Domingos nos atendeu muito bem. -Restaurante Popular - ótimo custo benefício - 12,00 à vontade -Restaurante Morro dos Ventos - caro e delicioso, com um ótimo mirante! No Pantanal: -SESC PANTANAL - http://www.sescpantanal.com.br/ - tudo ótimo: hospedagem, passeios, atendimento e refeições!! -Transpantaneira: LF Pantanal Tur - Luis Fernando (65)9956-8158 / 8129-3031, [email protected]
  7. Desde quando fomos para a Chapada dos Guimarães, no ano passado, que me bateu a ideia de percorrer a Rodovia Transpantaneira num fim de semana. Não sei exatamente como me veio a ideia, mas vi que cabia num fim de semana. Inicialmente eu achava que seria necessário um guia com carro e tal. Depois, pesquisando, vi que dava para encarar de carro comum na época seca (meio de ano), por conta própria. Então ficou acertado: assim que houvesse alguma promoção, voltaríamos para lá! E rolou promoção, como quase sempre rola. Não com os incríveis R$ 99 por perna que pagamos no ano passado, mas a também muito convidativos R$ 129. Claro, para tanto é necessário comprar com meses de antecedência. Compramos em abril para a viagem em agosto. Lá atrás eu tinha bolado um plano inicial que, hoje, me parece meio louco: passar dois dias rodando a transpantaneira até o fim, fazendo base em alguma pousada guerreira de Poconé. Seria chão demais, já que a Transpantaneira tem 145 km de extensão. Felizmente mudei de ideia e acabamos optando por uma hospedagem no meio da Transpantaneira, aproveitando uma promoção do Pantanal Mato Grosso Hotel. Esquema-patrão, ainda que na Transpantaneira sejam poucas as opções que escapam desse esquema. Somente lá que pude identificar lugares possivelmente mais econômicos para pernoitar. De qualquer forma mantivemos a meta de conhecer o final da estrada, o luar onde a Transpantaneira simplesmente parou: Porto Jofre. Chegamos na madrugada de sexta para sábado em Cuiabá e partimos logo para nosso primeiro pernoite. Tinha reservado o Âncora Hotel pelo booking. Lamentável, não recomendo. Tinha um banheiro inacreditável: sem box, sem cortina, mas com um rodo (!!) para você recolher a água que alagava o banheiro. Surreal. Se ainda fosse um hotel barato, ok, mas custou 140 pratas. Eu deveria ter pedido pra trocar de quarto, mas às 1:30 da matina eu queria um banho e sono, porque o dia seguinte era para acordar cedo e se mandar. E assim fizemos. Sábado de manhã cedo direto para Poconé, a 100 km de distância. Abastecemos no posto que tem logo antes da Transpantaneira e adentramos a clássica estrada. Começava a aventura, e ainda era de manhã cedo. Chegando a Poconé Pracinha de Poconé São 145 km de terra. Era começo de agosto, a estrada estava bem seca. Pura terra. Nada de lama, somente em alguns desvios das pontes (caso você quisesse desviar). Mas nos arredores havia muita água, e muitos representantes da fauna local. Nome oficial Acabou o asfalto! Uns 15 km de começar a estrada de terra, você chega no famoso portal da Transpantaneira. Ali já tem um jacaré solitário, o Zico. Depois das fotos, seguimos em frente. O portal Um dos melhores pontos para observação da fauna que encontramos é logo no começo da estrada, pouco tempo depois do portal, entre a primeira e a segunda ponte. Uma enormidade de quantidade de garças, tuiuiús e jacarés. Para quem não quer percorrer a estrada toda, acho que ali estaria de bom tamanho para conhecer um pouco da fauna local. Galera unida Depois de longa pausa para admirar toda aquela beleza, um verdadeiro zoo a céu aberto (é clichê dizer isso, mas é verdade), seguimos adiante. Ainda paramos em várias outros pontos para ver a bicharada, geralmente nas partes onde há pontes. Você chega perto, se quiser Pontes: são mais de 120 pontes ao longo da estrada. Chegamos a contar na ida. Mas, claro, volta e meia havia dúvidas se não estávamos repetindo ou pulando algum número. Duas das pontes são de cimento – inclusive elas ficam perto uma da outra e era onde ficava nosso hotel (na área do rio Pixaim) --, todas as outras são de madeira. Outras duas estavam interditadas. Dezenas em bom estado, outras dezenas meio sinistras. Passamos por todas elas (exceto as interditadas, claro). Em algumas delas há desvios para quem não quer passar por elas. Acho que os desvios devem ser intransitáveis fora da época seca e, além disso, há de se tomar muito cuidado porque são áreas onde os bichos ficam e nem sempre são transitáveis, mesmo na seca. Em algumas das pontes é maneiro parar e curtir a galera que fica lá embaixo. Fizemos isso muitas vezes. A primeira de dezenas de pontes Algumas pontes apresentam problemas Uma das pontes com acesso interditado Chegamos ao nosso hotel ainda no final da manhã. Foi apenas para dar uma olhada e dizer oi, logo seguimos adiante para seguir percorrendo a Transpantaneira. Com a refeição na boca Carcará na estrada Em área de risco O visual vai ficando mais amplo conforme se aproxima de Porto Jofre Depois de várias paradas e percorridos mais 90 km, chegamos a Porto Jofre. Rio Cuiabá. Onde a Transpantaneira simplesmente termina. Fim da Transpantaneira; Rio Cuiabá Do lado direito (de quem chega) há um hotel para pescadores abastados, de diária na casa das muitas centenas. Havia aviões parados do lado de fora!! À frente, no rio Cuiabá, alguns barcos. Certamente rolam passeios por ali. Um deles estava escrito Barco-Hotel. Deve ser maneiro. Estacionamento de aviões particulares! Do lado esquerdo, entrada para a pousada e camping Porto Jofre, que foi um achado. Lugar simples e econômico (mas a área de camping não é muito limpa...), de atendimento caloroso. Ficamos conversando com a dona por um bom tempo e ela nos disse que cobra 210 reais pela pousada com pensão completa (ou terá sido por pessoa? Depois rolou a dúvida, o que desfaria a caracterização como “econômico”). Bom preço para a região -- se for para o casal. Depois de curtir o momento, o visual do rio e a conquista (estávamos no Pantanal e no final da Transpantaneira!), iniciamos o retorno. Ainda paramos várias vezes pelo caminho. Fazendo pose? Galera unida II Sai da estrada, amigo! Os veados são mais arredios Aves em revoada Esse aqui virou notícia na região -- aconteceu naquele dia mesmo Chegamos ao hotel ainda no fim da tarde, a tempo de curtir o entardecer. Tinha piscina (falei que era esquema-patrão!), o que foi relaxante. E, assim que a noite caiu, os mosquitos partiram para o ataque! Impressionante a voracidade, mas um simples Off resolveu a parada. Acho que fora da época seca a coisa é mais grave. Capivaras passeando pelo hotel Fim de tarde De noite, depois do jantar, fomos fazer um passeio de focagem noturna. Fomos num caminhão com uma lanterna de longo alcance (ou coisa parecida). Vimos alguns jacarés e capivaras, que são relativamente comuns na área. Um veado bem ao longe talvez tenha sido o lance mais atraente. E também um lobeto (que, na minha ignorância, nunca havia ouvido falar), que mal pudemos ver, porque ele se mandou. E o mais belo: um minuto de motor desligado e silêncio geral, admirando o céu estrelado, daqueles que você só vê quando se distancia dos grandes centros. No fim das contas aquele dia de focagem noturna não revelou muita coisa -- mas a natureza é assim mesmo. Rolou uma viola (o hotel é tão esquema-patrão que tinha recreadores! Os recreadores, na verdade, são também os guias dos passeios) de noite, mas fomos dormir cedo. Nosso objetivo para domingo de manhã era fazer um passeio de barco para ver o sol nascer, mas infelizmente não rolou quórum. Somente nós dois nos inscrevemos! O jeito foi fazer o passeio das 9 da manhã. Ainda assim, acordei às 6 da manhã pra ver o dia clareando. O sol nascia um pouco antes disso, mas deu para curtir. Sol nascendo Onde construir o seu lar? O passeio de barco pelo rio Pixaim, depois do café da manhã, foi bem legal. Pássaros voando ao nosso lado, jacarés em todos os cantos, capivaras, tuiuiús... Tinha de tudo. E nosso barqueiro-guia andou ensinando alguns truques aos pássaros para voos rasantes. Em pleno voo Convivência harmônica (?) Tuiuiu, Todo imponente Num determinado momento o barqueiro parou numa área de jacarés, desceu e foi lá trocar ideia com um deles. Ahahahah, festa das câmeras. "E aí, tudo bem?" O barco chega, eles saem Curtimos o resto da manhã no hotel, almoçamos e começamos nosso retorno. Com muita calma e tranquilidade. Galera toma conta Araçati Carcarás são de casa Na volta, mesmo abaixo da velocidade, eis que uma cobra – a única que vimos – que estava do outro lado na estrada resolve correr rapidamente para o mato, passando na frente do carro. Freei, o carro deslizou na terra e... felizmente ela tinha se retirado para o mato a tempo. Ufa. Foi na volta também que vimos um tamanduá cruzando tranquilamente a estrada. Mal houve tempo para máquinas fotográficas em ambos os casos, somente pudemos admirar o tamanduá e torcer para a cobra ter se livrado dos pneus. Aquilo ali na frente era um tamanduá Aquele domingo estava MUITO quente. Depois li que foi o dia mais quente do inverno. Paramos em alguns pontos para mais contemplação de toda aquela beleza do Pantanal. Trilha sonora: Sempre enchemos um pendrive para ouvir nas viagens, mas programei uma coisa radical para essa viagem. Somente Almir Satter e trilha sonora da novela Pantanal. Quem nasceu nos anos 70 ou 80 deve ter curtido a novela, ou ao menos sabe o furor que ela representou (um raríssimo momento em que a Globo foi derrotada sucessivamente no horário nobre). Posso dizer que foi muito maneiro, para mim, ouvir aquela trilha sonora estando no Pantanal. De volta a Várzea Grande (dessa vez nem entramos em Cuiabá), fizemos check-in no Hotel Express (uma boa opção, hotel colado no aeroporto), tomamos uns chopes num bar nos arredores e fomos dormir bem cedo. Acordaríamos no meio da madrugada para pegar o voo de volta. E a Localiza (outro esquema-patrão da viagem, ainda que com o esquema de desconto/upgrade da Gol) ainda me cobrou taxa de lavagem. Em dezenas de locações que fiz pelo país, é a terceira vez que me cobram isso. As outras duas tinham sido locadoras pequenas locais. Queimou o filme, eu achava que a Localiza era maior que isso. A Avis, onde eu tinha alugado no ano passado, não cobra. E assim foi mais um fim de semana desbravando o Brasil. Espero retornar outras muitas vezes ao Pantanal.
  8. Já que consegui fazer essa viagem graças ao relato de uma mochileira que passou por lá, decidi escrever os detalhes desse passeio que, apesar de curto, com certeza mudou minha vida. 1º dia Saímos de São Paulo (eu e minha amiga) na quinta-feira, 30/05 em um vôo da TAM com destino a Campo Grande. A gente comprou as passagens em fevereiro, então conseguimos uma promoção muito boa que totalizava R$400 dilmas ida e volta. Pousamos em Campo Grande no horário previsto e pegamos um táxi até a rodoviária (10 minutos de distância do aeroporto e deu R$30). Como já havíamos comprado as passagens de ônibus pela internet, só restava esperar o horário de saída. A cia. que faz o percurso Campo Grande x Miranda é a Andorinha e as passagens custam R$88 ida e volta e o trajeto demora cerca de 3:30. Demos uma volta básica perto da rodoviária, pois não tínhamos cigarro, então já deixo essa dica: tragam seus pacotes de cigarro, pois em Miranda e Campo Grande - pelo menos nas redondezas onde andamos - não se acha as marcas mais famosinhas. Enfim, saímos de lá no horário previsto e chegamos em Miranda por volta das 13hrs da tarde. A agência que cuidou da nossa hospedagem/passeios é a Explore Pantanal, da suíça Mirjam Goring e do Marcello Yndio Kadiweu. Vocês podem encontrá-los no facebook ou através do site http://www.explorepantanal.com/. Os dois são fantásticos! Por incrível que pareça, eles estão acostumados a receber mais turistas gringos do que brasileiros, e ficam muito felizes quando chegam brazucas na fazenda! O Yndio nos pegou na rodoviária e seguimos para o Ranco Meia Lua, onde iríamos nos acomodar. Assim que chegamos percebemos que o lugar era fantástico. No caminho vimos araras e um gavião de beira de estrada. O Yndio parava o carro toda hora para explicar um pouco sobre o Pantanal, sobre a cultura indígena, sobre os problemas da região e da importância de um turismo realmente ecológico e um intercâmbio cultural, que é exatamente a proposta da Explore Pantanal. Chegamos na fazenda e a Mirjam disse que tinham deixado um almoço para nós, já que chegaríamos da viagem verde de fome. A fazenda é belíssima, toda decorada no estilo rústico, um ambiente bastante agradável. Tem um pier de onde se vê um por-do-sol cheio de tonalidades diferentes, desde o roxo até o vermelho! É incrível mesmo! No primeiro dia fizemos uma caminhada pela região e conseguimos ver as maravilhas da natureza. Por cada árvore que passávamos o Yndio ia nos explicando um pouco sobre a biologia do lugar. O tempo não estava muito bom, então as fotos também não ficaram muito boas. Nesse mesmo dia caminhamos por uma parte que estava alagada, então já recomendo que levem tênis fechado ou botas de caminhada, pois se atola o pé mesmo, não pode ter frescura! A recomendação para os passeios é sempre a mesma: calça jeans, camiseta, tênis fechado, repelente, filtro solar, máquina carregadíssima e com espaço no chip! Voltamos do passeio e fomos pegar o por-do-sol no pier e quando escureceu voltamos para jantar uma comida caseira maravilhosa! Sim, é tudo fresquinho, inclusive o suco natural da fruta. 2º dia Acordamos bem cedinho, pois no dia anterior já haviam nos informado que faríamos um safari pela transpantaneira e um passeio de barco pelo Rio Miranda. Tomamos um café-da-manhã delicioso (como tudo nesse lugar) e seguimos com o Yndio até Passo do Lontra, que fica na Transpantaneira. No caminho tivemos o prazer de cruzar com uma Comitiva Pantaneira, e o Yndio ia explicando o propósito de levar o gado até outra região quando está tudo alagado. Chegamos em uma comunidade na margem do Rio Miranda e lá conhecemos um japonês que nos levou de jardineira pela Transpantaneira. Vimos jacarés (aos montes), uma cobra boca de sapo morta na estrada, muitas aves e paramos em um bar/casa pelo caminho para comprar cerveja e conversar com os moradores do local. Lá vimos um mapa do Pantanal e o Yndio nos explicou a grande verdade sobre a região: Pantanal tem donos, então não é possível que seja um patrimônio da humanidade quando é necessário ter autorização para entrar nas fazendas. Tudo é uma grande propriedade privada. Por isso existem confrontos com povos indígenas na região, sem contar os outros grandes problemas que só conhecendo o local e conversando com os moradores do lugar é que conseguimos descobrir. Bom, continuamos nosso passeio até chegar na Fazenda São João, onde seria nosso almoço. No caminho vimos um tuiuiú, a ave símbolo do Pantanal e é a maior ave voadora da região! Passeamos a pé pela fazenda e conseguimos fazer belíssimas fotos. O almoço também foi espetacular, sempre caseiro e feito com ingredientes naturais. Descansamos um pouco nas redes e depois voltamos pela Transpantaneira até a margem do Rio Miranda para embarcar no passeio. O barquinho motorizado seguiu pelo Rio Miranda e depois entrou no Rio Vermelho. O Yndio sempre parava quando via pássaros ou outros animais, e ia explicando os nomes e imitando o cantar das aves. Curtimos um pouco o silêncio da região e ouvimos sons muito diferentes. Na volta com o barco pegamos o por-do-sol mais bonito que já vi na vida! As cores do céu, o reflexo das nuvens na água, enfim, toda essa combinação faz com que a natureza seja um espetáculo diante dos seus olhos. Desembarcamos por volta das 18hrs e seguimos rumo a fazenda para jantar a comidinha caseira preparada pela Kelly A noite ficamos observando o céu estrelado lá no pier...foi demais, aquele céu parecia ter estrelas penduradas. Depois fomos descansar... 3º dia Nesse dia ficamos na fazenda, pois o pessoal da Explore ia preparar um churrasco na beira da piscina. Tava um dia ensolarado, então ficamos tomando cerveja, conversando, comendo, etc. O Yndio apareceu com um pintado enorme de 24kg! Como eu não como carne vermelha nem frango, eles fizeram a gentileza de cozinhar uma piranha na churrasqueira. Como foi escurecendo, aproveitamos para descansar um pouco, curtimos uma fogueira com o pessoal e depois decidimos dar um pulo na cidade para curtir a noite. Pegamos um táxi e rachamos com duas suíças que estavam a fim, ficou em R$40 dilmas da fazenda até a cidade de Miranda. O problema foi para voltar de lá. Em Miranda os táxis não circulam até mais tarde, portanto se você resolver ir a noite para a cidade é melhor voltar antes das 22hrs ou esperar amanhecer. Conhecemos um taxista gente fina que nos levou duas vezes pra Miranda, é o Gordinho. Lá na fazenda a Mirjam tem o tel dele, ou é só perguntar na rodoviária que todo mundo conhece. Voltamos de "carona" com dois rapazes que havíamos conhecido (pura sorte) e pagamos R$50 a eles pela gentileza de nos levar até a fazenda. A noite em Miranda é bastante comum, mas é divertido ver todas aquelas pessoas se reunindo na praça para ouvir funk/sertanejo e paquerar. A pracinha fica bombada, parece que vem muita gente de cidades vizinhas também. Bom, chegamos na fazenda por voltas das 2 da manhã e já embarcamos no sono. 4º e último dia Acordamos super tarde e nem nos desesperamos, pois estava uma chuva fortíssima. Descemos para tomar café e nos servimos sozinhas. O interessante dessa fazenda é que você se sente tão a vontade que não quer ser servido toda hora. Parece que a casa é de um parente, você vai lá, come, lava a louça, ajuda as pessoas...a Mirjam e o Yndio souberam criar um ambiente bastante familiar e acolhedor. Como o dia tava bem chuvoso não conseguimos fazer nenhum passeio, mas a tarde participamos de um Círculo de Mulheres da Lua Cheia. Foi uma experiência fantástica conhecer aquelas mulheres. Eu diria que é um feminismo espiritual, um ritual xamânico, do qual só mulheres participam. Você cria laços tão fortes com as mulheres que estão lá...você entra em contato com sua identidade, com a terra, com seu espírito e enxerga nas outras mulheres um pouco de você. Eu sou feminista, então para mim a experiência foi enriquecedora. Entender a auto-organização das mulheres como um instrumento de luta contra o patriarcado é importante para a nossa libertação. E é justamente o que essas mulheres fazem, mas de maneira espiritual, não política. Depois comemos um bolo gostoso, tomamos café e fomos descansar mais um pouco e arrumar nossas malas para voltar pra SP. A noite nos despedimos da Mirjam, do Yndio, das suíças e sentimos que uma parte de nós estava ficando por lá. Foram apenas 4 dias no Pantanal, mas foram 4 dias cheios de aprendizado. Conhecemos árvores, frutos, animais, cultura indígena, cultura suíça, conseguimos fazer fotos bonitas, curtimos o por-do-sol e o mais importante de tudo: nos conectamos com nossa essência e entendemos o que é ser HUMANO. O Pantanal precisa de ajuda e esse relato que eu fiz também serve para alertá-los que não devemos romantizar essa região do país. O governo nos ilude quando diz que esse é um patrimônio da humanidade, pois quando se visita o Pantanal, percebe-se que aquela terra tem dono. Não é dos índios, nem do pantaneiro. É dos grandes fazendeiros que dominam a região! O lugar é maravilhoso, mas temos que visitá-lo com esse olhar crítico. Como é possível fazer um turismo ecológico (que muitas agências se propõem a fazer), sendo que a terra é propriedade privada? Essa viagem abriu meus olhos para várias questões, inclusive na semana que fomos pra lá, um índio Terena foi assassinado na reintegração de posse de uma fazenda que havia sido ocupada por eles, vejam: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,indios-enterram-corpo-de-terena-morto-em-desocupacao,1038389,0.htm Até quando vamos deixar que os interesses do capital e do agronegócio destruam a história de povos que estão aqui há mais de 500 anos? Visitem o Pantanal, desfrutem essa maravilha e ajudem de alguma forma a divulgar a realidade do lugar, seja com relatos, fotos, vídeos, qualquer coisa. Quanto mais se perde a cultura/terra indígena, mais perdemos nossa identidade brasileira. Custos Passagem aérea: R$400 (ida e volta pela TAM) Passagem rodoviária: R$88 (ida e volta pela Andorinha, Campo grande x Miranda) Levamos R$200 para despesas com táxi, cigarro, etc., mas no Rancho eles passam cartão de débito Hospedagem no Rancho: R$600 por pessoa pelos 4 diaas com tudo incluso (café da manhã, almoço, janta, churrasco e passeios na região) Táxi do Rancho até Miranda: R$40 Táxi do aeroporto até a rodoviária: R$30 Passeio de barco: R$120 com almoço na fazenda São João incluso Se quiserem me add no facebook, tenho mais fotos lá: http://www.facebook.com/melly.coelho?ref=tn_tnmn Qualquer dúvida é só perguntar! Abraços! Fotos
  9. os caminhantes

    Os caminhantes no Pantanal MT

    Classificação: Clássicas Fechando nossas viagens de férias pela região do Mato Grosso, estivemos visitando o Pantanal. A princípio, não iríamos para lá, mas a Lu, da Família Muller, nos convenceu,dizendo que pelo menos deveríamos conhecer a Transpantaneira, então, lá fomos nós. Realmente, como ela conta em seu livro, é uma região ainda selvagem, quase inexplorada e só pela Transpantaneira vale a pena conhecer esta região. Saímos de Nobres, passamos por Cuiabá e fomos em direção à Poconé, onde se inicia a rodovia. Fomos apanhados numa condição completamente atípica para a região, que foi o frio intenso. A condição foi tão extraordinária que uma amiga contou que no noticiário foi falado em cerca de 3 mil cabeças de gado mortos pelo frio. Pois é, estávamos bem aí nessa época. Bom, mas como todos sabem, até essas condições adversas, fazem parte das nossas viagens, e o negócio é encarar com bom humor e depois rir dos perrengues que a gente passou. Isso rende boas risadas depois ... Ficamos na Ueso Pousada: http://www.pantanal.ch , da Sonia e do Ueli, com uma consciência e ações voltadas a preservação e manutenção da fauna e flora no Pantanal. A maior área da propriedade é mantida, sem fazer queimadas nem desmatamento, como uma reserva particular. Nesta área são feitos os passeios a cavalo e à pé. Estávamos hospedados nós e uma família grande de suíços. Foi bem diferente, pois nós não entendíamos uma palavra e nos comunicávamos por vezes, com a matriarca, que era chilena, uma longa história. As crianças eram uma diversão à parte, porque falavam entre elas, riam entre elas, depois olhavam para nós e riam como se estivéssemos entendendo tudinho...ahã... A Pousada foi a que ofereceu o melhor custo para nós, com pensão completa, e direito a um passeio a cavalo ou de barco, por dia. Ficamos quatro dias ao total, porém dias inteiros foram dois, então no primeiro fizemos o passeio a cavalo, guiados pelo Marcos, pela manhã. Até o João, que tem receio de andar a cavalo foi numa boa. A Júlia teve alguns problemas com o cavalo teimoso dela, o que rendeu boas gargalhadas das crianças suíças. No dia seguinte, a Sônia nos levou até uma fazenda vizinha para passearmos de barco pelo Rio Clarinho e pescar piranha. Ela ria muito, e disse que nós inventamos uma nova modalidade de pescaria: a voadora, onde nossos peixes não eram bem fisgados e voavam por cima das nossas cabeças, para cair na água de novo... deixa meu pai pescador saber da nossa inabilidade total com esta modalidade esportiva que ele tanto aprecia... À tarde, o Marcos nos levou para uma caminhada pela mata preservada da Pousada, e também até o mirante, onde, apesar do frio, conseguimos avistar alguns animais. O Pantanal dessa vez ficou nos devendo o tão famoso pôr do sol, mas voltamos com outras lembranças e aprendizados, como o modo delicado, gentil e responsável que o europeu educa suas crianças, observando os suíços e a visão que a Sônia passou da educação e criação de seus filhos mudando alguns conceitos nossos. E viajar também é isso,é ter o espírito e a mente abertos para situações diferentes daquela que esperávamos encontrar, não fazer disso um problema, e absorver todo o tipo de conhecimento e experiência que nos engrandeçam de alguma maneira.
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