Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''cachoeiras''.

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Fóruns

  • Faça perguntas
    • Perguntas Rápidas
    • Perguntas e Respostas & Roteiros
  • Encontre Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Envie e leia Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Encontre companhia, faça perguntas e relate experiências em Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Tire dúvidas e avalie Equipamentos
    • Equipamentos
  • Outros Fóruns
    • Demais Fóruns
    • Saúde do Viajante
    • Notícias e Eventos

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que contenham...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 22 registros

  1. Criei um site sobre viagem, moro em Manaus e estou dando várias dicas sobre o que fazer em Manaus e no seus arredores. Acompanhem o site e qualquer dúvida é só me comunicar!!! Obs.: no instagram respondemos mais rápido!!! https://aprazzivel.com.br/category/dicas-brasil/dicas-do-amazonas/
  2. Resumo: Itinerário: De Águas da Prata a Aparecida Distância Aproximada Entre Origem e Destino pelo Mapa do Caminho da Fé: 309 km Distância Aproximada Percorrida Incluindo Passeios e Adicionais: 340 km Período: 22/03/2022 a 02/04/2022 (12 dias) Gasto Total: R$ 796,90 (só o meu gasto, sem contar os gastos dos meus primos-sobrinhos nos 2 primeiros dias) Gasto sem Transporte de Ida e Volta: R$ 765,90 - Média Diária: R$ 69,63 Ida: Viagem com meu primo Marcelo e seus filhos Carolina e Luís. Volta: Viagem pelo BlaBlaCar de Aparecida a São Paulo por R$ 31,00, com Winderson. Paradas: 22/03: Águas da Prata 23-24/03: Andradas – Percorremos o Caminho das 8h às 17h, cerca de 31 Km de progresso 25/03: Crisólia (município de Ouro Fino)- Percorri o Caminho das 8h30 às 16h30, cerca de 35 Km de progresso 26/03: Borda da Mata - Percorri o Caminho das 8h30 às 16h30, cerca de 37 Km de progresso 27/03: Estiva - Percorri o Caminho das 8h30 às 16h30, cerca de 39 Km de progresso 28/03: Paraisópolis: - Percorri o Caminho das 8h às 17h, cerca de 40 Km de progresso 29/03: Luminosa (município de Brazópolis) - Percorri o Caminho das 9h às 14h, cerca de 25 Km de progresso 30/03: Campos do Jordão - Percorri o Caminho das 8h30 às 17h, cerca de 40 Km de progresso 31/03: Gomeral (município de Guaratinguetá) - Percorri o Caminho das 8h30 às 16h, cerca de 32 Km de progresso 01/04: Aparecida - Percorri o Caminho das 8h30 às 15h, cerca de 30 Km de progresso 02/04: São Paulo Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, atrações no caminho e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais ou ao longo do caminho. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Pode-se encontrar informações detalhadas sobre o Caminho da Fé em https://caminhodafe.com.br, incluindo mapas, hospedagens conveniadas, ramais, cidades e muitas outras. Em boa parte da viagem houve bastante sol. Houve algumas pancadas de chuva, geralmente no fim do dia. Dia com chuva mais prolongada foi só um e assim mesmo leve com picos rápidos de moderada. Houve poucos raios. A chuva, quando me pegou nas estradas, geralmente foi leve e breve. Chuva forte aconteceu por 2 vezes, mas quando eu já tinha chegado ao destino e estava abrigado. As temperaturas estiveram bem razoáveis (para um paulistano), variando de 14 C a 28 C. A sensação térmica às vezes era mais baixa por causa da chuva. A sinalização do Caminho pareceu-me muito boa. Não me perdi nenhuma vez, o que para mim é um recorde 😄. Nas áreas urbanas era bem detalhada. Nas áreas rurais era mais escassa, mas nos pontos relevantes estava presente. Viajei sem máscara o tempo todo. Só a usei quando entrei em estabelecimentos fechados. Espantou-me que em alguns locais, principalmente de Minas Gerais, muitas pessoas usavam máscara, mesmo na rua, ao contrário do que havia visto no interior de São Paulo em fevereiro, onde quase ninguém usava nem em locais fechados, exceto os funcionários. A vegetação, as paisagens rurais, os mirantes, as montanhas, as cachoeiras, os lagos, os rios, as construções históricas e típicas, as igrejas, os monumentos religiosos e tradicionais e os pequenos altares ou santuários agradaram-me muito . Vi alguns animais silvestres no caminho, sendo muitos pássaros (tucanos, corujas, saracuras, amarelos, verdes, pretos, azuis, marrons etc) e uma cobra. Acostumado a fazer caminhas em praias, resolvi tentar fazer o Caminho de chinelo 🩴, inclusive para tirar a dúvida se as bolhas ocorridas na primeira parte tinham sido pelo fato de eu ter andado descalço em parte do trajeto. E realmente acho que foram, pois desta vez não tive bolhas. Só precisei tomar muito cuidado nos trechos de serra em que havia pedras grandes soltas, para não me machucar com elas. Em relação aos dias chuvosos e às cachoeiras, o chinelo foi muito mais cômodo. Havia trechos com plantações, que foi variando de tipo ao longo do caminho, com eucalipto, amendoim, milho, banana etc. Houve também muitos trechos com pastos, a maior parte para criação de gado, mas vi cabras também. Houve vários trechos com mata. Quase todo o percurso foi em área montanhosa 🌄. A população de uma maneira geral foi cordial e gentil . Foi impressionante a generosidade dos donos de algumas acomodações e comerciantes, sendo que vários me tratavam como se fosse da família . Procurei ser o mais educado possível e não abusar da hospitalidade. A caminhada no geral foi tranquila. Não houve problemas com cachorros nem outros animais. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) no caminho nem nas cidades. Só houve um ponto em que eu achei que poderia haver algum tipo de risco, que foi ao passar por um bairro na periferia de Potim, bem perto da chegada. Quase todos aceitaram cartão de crédito, mas preferi pagar as acomodações familiares em dinheiro, para não gerar taxas para elas. Pousadas, hotéis, supermercados e padarias procurei pagar com cartão de crédito. Meus gastos foram R$ 142,15 com alimentação, R$ 623,75 com hospedagem, R$ 31,00 com a passagem de volta pelo Blablacar (https://www.blablacar.com.br). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (da minha casa no Cambuci) a Águas da Prata na 3.a feira 22/03/2022 no carro do meu primo Marcelo, junto com seus filhos Luís e Carolina. Saímos cerca de 12h30. O trânsito em São Paulo estava bom. Fomos pela Rodovia dos Bandeirantes e depois seguimos o indicado pelo GPS, Paramos para almoçar em um restaurante na estrada. Após o almoço, fui oferecer o restante da marmita que a Carolina não comeu (cerca de 70%) a um mendigo que havia pedido. Mas, depois de perguntar se a marmita já havia sido mexida, ele não quis. A viagem foi tranquila e chegamos perto de 16h30. Conversamos bastante durante o trajeto, sobre passado, família, futuro, planos, Brasil, mundo e a viagem. Eu não conhecia Luís e Carolina pessoalmente, ou, se conhecia, foi quando eram muito pequenos. Ele estava com cerca de 28 e ela com cerca de 26 anos. E fazia pelo menos 6 anos que não encontrava com Marcelo pessoalmente. Iriam também uma amiga minha e um amigo da Carolina. Mas minha amiga acabou não podendo ir e eles optaram pelo amigo da Carolina não ir. Fomos inicialmente à Associação dos Amigos do Caminho da Fé (https://www.facebook.com/caminhodafeassociacao) para emitir as credenciais deles e para obter informações sobre o trecho. A minha credencial eu já havia comprado na primeira parte do Caminho. Cada credencial custou R$ 20,00 e Luís ainda comprou um cajado para eles. Depois fomos achar a casa que Carolina havia alugado pelo AirBnB (https://www.airbnb.com.br/). Custou R$ 175,00 para as quatro pessoas. Pareceu-nos uma boa casa, mas o dono, que aparentemente nos viu chegando, perguntou se desejaríamos mudar para uma maior, sem custo adicional. Aceitamos e mudamos. Lá havia um quarto para cada um e ainda sobravam quartos. Havia também piscina e churrasqueira. Precisamos tirar umas telhas da garagem para caber o carro. Nesta operação quebrou uma telha ao meio e eu fiz um arranhão na perna, onde a telha pegou. O anfitrião nos presenteou com um queijo inteiro, água e cervejas. Vimos por informações existentes na casa que, aparentemente, ele era um político local. Os portões e portas ficavam abertos, mostrando que não tinham receio de roubo ou algo semelhante. Depois de acomodados, pedi para ver o peso das mochilas de Luís e Carolina e as achei muito pesadas, principalmente a da Carolina. Ela retirou alguns itens, mas mesmo assim, achei-a ainda pesada. Mostrei-lhes a minha e a acharam muito leve. Devia estar pesando, sem água nem alimentos, cerca de 4 kg. Então Carolina resolveu retirar alguns itens da sua mochila para que seu pai levasse de volta. Após todos acomodados, saímos para jantar. Fomos a uma festa gastronômica que havia uma 3.a feira por mês numa área central da cidade. Havia bastante gente no local. Encontramos uma mesa, depois mudamos para outra mais central e fizemos nossos pedidos. Eu comi um sanduíche vegano enorme num pão integral multigrãos. Ainda sobrou para levar para o dia seguinte. Cada um comeu seu prato de preferência. Se me lembro pediram também baião de dois e a Carolina pediu um pequeno sanduíche semelhante ao meu para o dia seguinte no percurso, pois era um trecho sem locais intermediários para alimentação. Marcelo ainda comprou alguns itens, como linguiça e carnes, que já havia pesquisado quando tínhamos ido pegar as credenciais. O céu noturno estava limpo de nuvens e me pareceu lindo e estrelado. A temperatura caiu um pouco e Carolina pareceu sentir um pouco de frio. Sugeri a ela então que levasse os agasalhos que havia trazido, mesmo que representasse um pouco mais de peso, pois estava previsto passarmos por Campos do Jordão ao longo do Caminho. Não houve mosquitos à noite no meu quarto. Na 4.a feira 23/03 inicialmente contemplei um pouco a paisagem da cidade e do entorno no amanhecer e nadei um pouco na pequena piscina 🏊‍♂️ (não era aquecida, mas achei a água boa) que havia na casa. Logo chegou Luís, já pronto para a caminhada do dia. Arrumei-me e fomos tomar café na padaria. Marcelo tomou café, eu apenas comprei pães para o dia. Despedimo-nos de Marcelo, que pretendia ir a uma cidade ali perto comprar queijo e depois voltar para casa, e fomos pegar água mineral na fonte da engarrafadora Águas da Prata. Descobrimos que a fonte só abria às 9h para o público, mas o vigia da fábrica gentilmente deixou-nos pegar água do filtro, que era a mesma da fonte. Após encher as garrafas, partimos. Inicialmente aproveitei para tirar uma foto do mural existente no muro traseiro da engarrafadora, que pelo que me disseram foi feito por um artista local. O percurso do dia foi montanhoso, com muitas subidas e descidas. Pegamos a estradinha e começamos a seguir as setas. Encontramos Marcelo, que havia voltado à casa e encontrado os que a haviam alugado para nós, dando informações para eles sobre nossa estadia. Ele se despediu dos filhos (parecia um pouco emocionado) e de mim e seguiu de carro. Nós seguimos na estrada, que logo se transformou em estrada de terra. Começamos a ver a vegetação do campo e de montanha e inúmeros pássaros. Após cerca de uma hora, Carolina disse que seu dedinho estava doendo e achou melhor trocar sua bota pelo tênis. Vimos gaviões, corujas, canários e outros pássaros, posto que estávamos no caminho do Pico do Gavião. Vimos também muitas árvores diferentes, algumas floridas, eucaliptos e muitas flores. Luís gostou especialmente das enormes e inúmeras teias de aranhas em sequência nas árvores, com várias aranhas de diferentes tipos, como as desta foto que ele tirou. Paramos num bambuzal e Luís pegou uma vara de bambu para servir de cajado para ele. Carolina já estava com a que tinham comprado. Eu não quis pegar uma para mim, preferindo andar sem. Num dado momento, Carolina disse “Olha uma cobra!”. Nesta foto não fica muito claro, mas ele era verde brilhante. Carolina disse que primeiramente achou que era uma minhoca, que estava na frente do seu caminho. Após a observarmos bastante e comentarmos que ela parecia pequena, acho que a cobra percebeu nossa presença e se incomodou. Elevou sua cabeça e até armou um bote. Resolvemos então continuar e deixá-la em paz. Fomos conversando ainda sobre a vida, a natureza, o Brasil, a Alemanha, onde Luís tinha morado, e muitos outros assuntos. Paramos pouco antes de meio dia numa cachoeira. Luís aproveitou para almoçar a marmita que tinha levado. Carolina tomou um banho no remanso. Eu entrei embaixo dos três pontos em que havia queda d’água, funcionando como uma espécie de hidromassagem. Achei delicioso. Acho que Carolina comeu seu sanduíche. Eu comi o meu. Descartamos parte da comida que tínhamos comprado na estrada no dia anterior e que o mendigo não havia aceito, pois já estava bastante tempo fora da geladeira e com cheiro suspeito. Luís disse que após a parada estava se sentindo muito bem. Algum tempo depois, perguntei para eles se estavam se sentindo bem. Luís disse que sim, muito bem. Mas Carolina disse que sentia um incômodo na perna. Pedi para ela estimar a intensidade da dor, de 1 a 10. Ela estimou em 6. Fiquei preocupado. Achamos que era por causa da mochila pesada. Então Luís disse que iria levar a mochila dela e nós passamos a andar mais devagar e monitorar continuamente a situação. Na subida ela dizia que o incômodo era maior e no plano e na descida quase nem sentia. Resolvemos andar em “modo caminhão” então, lento na subida e acelerando na descida. Vimos vários outros pássaros, zonas de mata e pastagens ao longo do Caminho, todo por estradas de terra. Havia trechos em que passavam vários carros e caminhões. Em outros quase não havia nenhum movimento. Passamos pela entrada da estrada que ia até o Pico do Gavião. Cruzamos a fronteira entre São Paulo e Minas Gerais e entramos em Andradas. Pouco mais para a frente, vimos uma pessoa descendo de asa delta, fazendo manobras circulares perto da estrada em que estávamos. Após algum tempo, peguei a mochila da Carolina para revezar com o Luís, pois achei que poderia sobrecarregá-lo. Após me repassar a mochila, ele disse que percebeu que estava sentindo suas pernas cansadas e dor nos ombros. Depois de carregar a mochila dela junto com a minha por algum tempo, eu fiquei com uma espécie de bursite no músculo do pescoço com o ombro. Paramos algumas vezes para beber água e descansar. Carolina quis trocar o tênis por chinelo, conversamos e ponderamos que poderia não ser uma ideia interessante, pois poderia machucar o pé numa topada. Eu já estava acostumado, ela não, além do que o chinelo dela era muito mais frágil e fino do que o meu. Mesmo assim, ela andou um pouco com chinelo. Perto de 15h estávamos passando pela Pousada do Gavião. Perguntamos a Carolina sobre a intensidade da dor e ela disse que estava em 5. Perguntei se eles desejavam parar ali então ou continuar. Eles resolveram ligar para a mãe, que é médica. Após conversar com a mãe, decidiram que seria melhor parar ali. Entrei na pousada e fui procurar pela atendente. Havia falado com eles antes e tinham dito que não estavam atendendo continuamente e que para ficar lá precisaria avisar com antecedência. Para nossa sorte estavam lá, mas nos disseram que não teriam condições de nos hospedar. Porém Adílson, o dono da pousada, disse que poderiam nos dar carona até Andradas. Achamos que seria melhor. Eu perguntei aos dois se não se importariam de ir de carona e eu ir a pé e os encontrar na pousada da cidade. Disseram que não. Ao perguntar para Adílson, coincidentemente ele disse que só conseguiria dar carona para duas pessoas, posto que levaria também a atendente e o carro só tinha quatro cintos de segurança. Assim sendo, foram os dois de carro e eu fui a pé. No caminho achei muito belas as vistas da paisagem e da cidade a partir do alto. Tirei esta foto da paisagem. E esta da cidade, vista perto da chegada. Cheguei na Pousada Dora Moia (https://www.facebook.com/Pousada-DORA-MOIA-186499428912832), onde havíamos combinado que eles ficariam, por volta de 17h. Custou R$ 50,00 por pessoa num quarto com banheiro para nós três, incluindo café da manhã. Eles estavam deitados, descansando. Luís disse que estava se sentindo muito cansado e que se não tivesse vindo de carro no trecho final, achava que não teria conseguido. Eles tinham colocado as roupas para lavar (custava R$ 10,00 o uso da máquina). No quarto ao lado havia o tio e sua sobrinha (eu acho) que também tinham feito o primeiro dia do Caminho. Ela estava com bolhas nos pés e estava descansando deitada. Ele comentou sobre seu plano de fazer o Caminho de Santiago em maio. Após eu me acomodar, conversamos sobre como proceder e, após eles conversarem com a mãe e obterem orientações, decidimos ir até a farmácia para Carolina tomar um remédio (citoneurin). Eu estava achando melhor pararmos por um dia e verificarmos se dava para continuar ou não, de modo a não nos arriscarmos a gerar uma lesão mais grave nela. Eu a acompanhei até a farmácia enquanto Luís ficou resolvendo questões pelo celular. Na farmácia, o atendente disse que melhor do que o remédio, seria uma injeção mais potente, dexa-citoneurin, que eliminaria a dor e daria condições para ela prosseguir. Ela conversou com a mãe, que a autorizou a tomar a injeção, mas disse que era uma medida excepcional, que não deveria ser repetida. Ela tomou. O farmacêutico ainda nos recomendou alguns locais para jantar com comida típica. Ao voltarmos, Luís entrou em contato com algumas possíveis pousadas para ficarmos no dia seguinte ou em dois dias, caso passássemos um dia descansando e avaliando a recuperação dela. Depois fomos eu e ele ao Bar e Restaurante União (https://www.facebook.com/restauranteuniaoandradas), que o atendente da farmácia tinha recomendado como o de comida mais típica e saborosa, para trazer um tutu à mineira para o jantar. O dono concordou em substituir um dos ovos por um omelete, posto que sou vegetariano. O conteúdo do prato era enorme e jantamos nós três, sendo que eu comi muito para não sobrar nada. Incluía, bisteca, calabresa, torresmo, arroz, tutu de feijão, couve e salada, além do ovo e do omelete. Ainda demos parte do torresmo que eles não comeram para a Dora. Eu adorei a comida e acho que eles também gostaram. Na 5.a feira 24/03, após uma boa noite de sono, considerando que o incômodo continuava na perna da Carolina, resolvemos passar um dia a mais em Andradas, para ver se ela se recuperava ou se era melhor interromper o Caminho. Aproveitamos para descansar. Inicialmente tomamos o bom café da manhã oferecido pela Dora, com pães, queijo, margarina, bolo, biscoito de polvilho, café, leite e goiabada. Durante a manhã, posto que o incômodo continuava, analisamos várias possibilidades, inclusive de continuarmos o Caminho e Carolina acompanhar indo de carro de uma cidade para outra, algo que ela não achou interessante. Ao fim, chegamos a um acordo que era melhor interromper, para evitar qualquer risco. Eu perguntei se eles se importariam se eu continuasse e eles disseram que não, até ficariam contentes. Eles decidiram retornar no dia seguinte. Começamos a procurar alternativas, pelo Blablacar, Uber, táxi ou ônibus. Não conseguimos alternativas de rotas viáveis pelo Blablacar nem de preço viável por Uber ou táxi e o mais viável mostrou-se ser o ônibus mesmo 🚌. Decidido isso, deixamos Carolina descansando e fomos comprar ingredientes para fazer uma guacamole para o almoço, prato que eu não conhecia. Compramos abacate, tomate, cebola, cenoura para o guacamole e adicionamos berinjela, pepino, pimentão, manga e banana por minha sugestão. Eles prepararam, mas acharam que o abacate estava muito verde. Eu achei que estava bom. Durante o almoço, preocupados com o horário em que eu começaria a caminhada no dia seguinte, resolveram ir no próprio dia. Eu, que não gosto muito de viajar á noite como eles iriam, disse que para mim não haveria problema em começar mais tarde no dia seguinte, mas eles decidiram que iriam no fim da tarde mesmo. Após o almoço, acompanhei Luís até a rodoviária para comprar as passagens. Ele comprou para perto de 18h. Anotamos alguns números de taxistas para levá-los da pousada até a rodoviária com as bagagens. Quando voltamos, Carolina estava tomando café com Dora e sua família. Depois Luís foi comprar alguns doces para levar de presente e pães de queijo e batata para comer. Enquanto isso fiquei conversando com Carolina sobre a situação familiar e seus planos para o futuro. No fim da tarde acompanhei-os de táxi até a rodoviária. Havia alguns cachorros lá que achamos que poderiam ser atropelados, mas que depois de bastante tempo acabaram conseguindo atravessar a rua, quando o trânsito do horário de pico diminuiu. Pesamos as mochilas enquanto esperávamos o ônibus. Até que não estavam tão pesadas. A da Carolina deu por volta de 5 kg e a do Luís por volta de 7 a 8kg, mas já com os doces que haviam comprado e itens tirados da mochila da Carolina, porém sem a água e os alimentos que haviam levado durante a caminhada. O ônibus chegou alguns minutos atrasado, eles subiram e partiram. Luís tirou esta foto antes de partirem. Eu voltei para a pousada, passando antes pela Igreja Matriz, na qual entrei para visitar. Jantei o que tinha sobrado da guacamole com mais alguns pães que comprei. Ofereci a guacamole para a Dora (não tínhamos oferecido antes porque eles acharam que não tinha ficado boa e iria decepcioná-la) e ela disse que estava boa, porém que faltava sal. Descobri que antes de sair eles tinham pago a estadia deles e a minha do último dia. Acabaram ficando no prejuízo financeiro 😞. Avisei uma outra amiga que tinha dito que talvez fizesse o trecho a partir de Estiva conosco, sobre a previsão de chegada em Estiva. Mas ela havia se comprometido a fazer companhia para a mãe naquele período e acabou não vindo. Na 6.a feira 25/03 tomei o bom café da manhã, com pães amanhecidos (que Dora me ofereceu antes de chegarem os novos, após eu dizer que gostava deles), pães novos, queijo, margarina, bolo, biscoito de polvilho, banana, leite de vaca criada por parentes dela e goiabada. Depois de me arrumar, despedi-me de sua filha Janaína e da sua sobrinha. Assinei o livro de visitantes e Dora pediu para tirar uma foto na frente da pousada. Despedi-me de Dora e parti rumo a Crisólia. Passei novamente pela Igreja Matriz, desta vez de manhã, e aproveitei para visitar a praça. O caminho novamente foi montanhoso, com belas vistas do alto, belas paisagens e áreas de mata. Vi também vários pássaros (preto e amarelo, preto com azul brilhante, canários, periquitos, pretos etc). Neste momento havia ainda bastante poeira no Caminho levantada pelos veículos, pois não havia chovido ainda. Um caminhão reduziu sua velocidade antes de passar por mim num trecho assim. Achei que foi para me poupar do poeirão, mas talvez estivesse enganado. Houve pequenos trechos em estrada de asfalto, um na saída de Andradas e um outro maior perto da chegada em Crisólia. Na caminhada deste dia encontrei um casal de mais de 60 anos vindo de Santa Catarina, que estava fazendo o Caminho a pé. Eles tinham parado numa lanchonete. A mulher me disse que pretendiam ir até Crisólia. Esta foi a foto de uma das paisagens. E esta de outra. Havia também pequenas grutas e santuários como este. No meio do dia passei pela Serra dos Limas, fui visitar a igreja por fora e no caminho para ela peguei três mexericas que encontrei no chão. Uma mãe zelosa esperava pela perua escolar que traria a filha da escola. Comentou comigo que era importante esperar, pois por ali passava muita gente e poderia ocorrer algum problema. Pouco adiante passei pela Pousada da Dona Natalina, com quem Luís havia conversado para nos hospedar, caso tivéssemos continuado em grupo e fôssemos fazer trechos mais curtos. Ele a achou muito simpática e gentil pelo telefone. Conheci-a e seu marido Bento, que achei que faziam um lindo casal, de certo modo simbolizando a diversidade, simpatia e boa índole da população do interior. Pouco depois, vi um homem saindo de uma cachoeira. Parecia ser um peregrino. Resolvi aproveitar a cachoeira e acabei não conseguindo falar com ele. Achei deliciosa a queda de água, inclusive sendo possível entrar em baixo do jato. Ao longo do dia, um homem pediu-me orientações sobre como chegar a Andradas, se bem me lembro, eu disse que vinha de lá e mostrei o caminho pelo qual tinha vindo. Foi a primeira vez em toda a peregrinação, incluindo a primeira parte, que dei informações para alguém que me pediu. Passaram por mim peregrinos de bicicleta. Passaram também grupos de motos e quadriciclos, que acho que estavam indo para Aparecida. Ao longo do trajeto achei as igrejas das pequenas localidades muito bonitas. Achei o campo de futebol de Barra muito bonito também. Já no meio da tarde reencontrei o homem que tinha visto saindo da cachoeira, que era Israel, policial de trânsito aposentado, que fazia uma caminhada de Tambaú até ali perto, de onde pretendia voltar para sua cidade no interior de Minas. Conversamos um pouco no acostamento, enquanto andávamos e depois eu prossegui mais rapidamente para tentar não pegar chuva. Ele comentou comigo da existência da Estrada dos Santos Negros, que eu encontraria num trecho após Ouro Fino. Ele disse que pretendia pegar um ônibus, pois não gostava muito de caminhar em rodovias, onde estávamos naquele momento. Durante a tarde, uma caminhonete emparelhou comigo e me ofereceu água, mas como eu tinha, educadamente recusei. Em Crisólia fiquei na Pousada São Sebastião, da Dona Maria, https://www.instagram.com/pousadasaosebastiao4, recentemente falecida, conduzida atualmente por seus filhos, especialmente por Marta. Custou R$ 50,00 num bom quarto com banheiro externo, incluindo café da manhã. Paguei em dinheiro. Quando cheguei, seu sobrinho que lá estava fazendo um serviço, deixou-me entrar para escapar da chuva que vinha. Assim que entrei começou uma chuva leve que se transformou numa pancada moderada. Fiquei esperando pela Marta numa área coberta. Cerca de 15 minutos depois ela chegou junto com Israel, que também resolveu hospedar-se lá. Saí para comprar pães e vegetais (laranja, banana, chuchu etc) para o jantar e conhecer a igreja e a praça. Uma moça indicou-me outra que poderia abrir a igreja, ela foi buscar a chave em casa e abriu para eu poder conhecê-la. A dona da padaria em que comprei pães contou-me que teve uma doença rara, que a deixava paralisada e o marido fez uma promessa para ela se curar. Ela melhorou muito, tanto que estava trabalhando, e o marido fez o Caminho da Fé, com ela dando apoio de carro. Israel, que jantou na minha frente, ficou admirado de me ver comer as cascas das bananas e laranjas em meus sanduíches veganos. Alguns trabalhadores jantaram junto conosco, pois a pousada oferecia refeições também. Percebi que parte da planta dos meus pés estava começando a ficar vermelha e fiquei achando que poderiam surgir bolhas. À noite não houve mosquitos e o sono foi tranquilo. No sábado 26/03 após levantar e ir ao banheiro vi que Israel já havia tomado seu café da manhã e já estava partindo. Eu então fui tomar o bom café da manhã oferecido (leite de vaca criada, pães, broa, queijo, margarina, banana, bolo). Marta falou-me que uma peregrina tinha desistido no dia anterior devido às bolhas no pé, embora ela tivesse ajudado a tratar, mas que o homem que a acompanhava tinha continuado. Acho que foi o tio e a sobrinha que tínhamos encontrado em Andradas. Marta pediu para seu filho tirar uma foto nossa. Acho que a moça à minha direita era sua irmã e a outra era ela, de blusa escura. Depois parti rumo a Borda da Mata. Achei o trajeto belo, com muitas montanhas e trechos de mata. Pouco depois de sair vi um casal de moto tentando pegar alguma ave. Achei que estavam tentando pegar uma galinha para abate. Mas na realidade estavam tentando salvar um filhote de saracura 🐦, que estava perdido da mãe e tinha ido para a estrada. Estavam tentando fazê-lo ir para o outro lado da cerca, onde havia campo. Depois de muito tentarem, o filhote conseguiu achar um local em que pulou a cerca e saiu correndo em disparada rumo ao campo. Eu os parabenizei pela atitude solidária com os animais. Passei pela cidade de Ouro Fino, que me pareceu muito bonita. Na entrada do núcleo urbano central existia uma escultura do Menino da Porteira e uma homenagem ao compositor e ao cantor da famosa música. Minha mão encaixou perfeitamente no molde que existia ao lado do monumento. Já perto do centro da cidade, existia este outro monumento. Passei pela igreja central também, que achei bela, e segui meu caminho. Na saída da cidade, encontrei a Estrada dos Santos Negros (https://leandromd.blogspot.com/2013/07/coisas-de-minas-estrada-dos-santos.html) de que Israel havia falado. Era uma estrada com esculturas e pequenos altares para negros considerados santos cristãos ou do sincretismo, com um breve relato. Achei muito interessante. Depois da estrada rumei para Inconfidentes. Pouco antes da chegada havia esta capela de São Judas Tadeu. Na lanchonete ao lado havia dois peregrinos, se bem me recordo de Fortaleza, que estavam fazendo o Caminho. Cumprimentei-os e conversamos rapidamente. Disseram que para eles aquele clima era frio. Despedi-me e prossegui. Gostei da cidade, com sua praça central, onde ficava a igreja, que achei bela. Mais à frente, já num trecho de estrada, havia uma espécie de centro de compras de crochê, mas como eu passei pelo outro lado e como estava ameaçando chuva, resolvi não voltar para conhecer. Já numa estrada de terra na saída da cidade, começou uma chuva leve e depois veio uma pancada moderada de chuva 🌧️ e eu parei por alguns minutos sob a cobertura de um ponto de ônibus. Mas passou logo e eu pude continuar. O chão já não tinha o poeirão dos primeiros dias, pois a chuva, ainda que em pouca quantidade, havia umedecido a terra. Ao longo do trajeto vi vários pássaros, tucanos, cinza-azulados etc. Acho que foi neste trecho que vi alguns tucanos. Até tentei fotografá-los, mas o melhor que consegui foi esta foto. Se eu fosse fotógrafo morreria de fome 😄. Passei também pela Capela Nhá Chica, que achei uma pérola, muito bela e integrada ao ambiente natural ao seu redor. Havia um ponto de apoio aos peregrinos associado a ela. Num outro momento tomei um banho num córrego que havia na beira da estrada. Não era uma cachoeira, mas gostei. Cheguei em Borda da Mata já perto do fim da tarde. Fiquei hospedado no Hotel Virgínia (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g4085659-d10456708-Reviews-Hotel_Virginia-Borda_da_Mata_State_of_Minas_Gerais.html) na região central, pagando R$ 60,00 com cartão de crédito por um quarto com banheiro interno e café da manhã incluído. Cláudia atendeu-me e sua filha, entrando na adolescência, operou o computador para me registrar. Cláudia também tinha um menino bebê de colo. Após instalar-me, encontrei Gustavo, marido e pai, assistindo a semifinal do campeonato paulista entre Palmeiras e Bragantino. Ele era palmeirense. Depois de acomodado, fui dar uma volta na cidade, conhecer o chafariz (iluminado à noite), a praça e a igreja, que achei belas, e pensei em ir a um cruzeiro que existia no alto de um morro, mas como já estava tarde, desisti. No caminho um rapaz ofereceu-me algo entorpecente para fumar lá 🚬, pois disse que senão não teria graça. Eu ri, recusei educadamente e prossegui. Na volta, ao perceber que eu não havia ido, ele riu e disse que iria chamar a polícia para mim. Passei no supermercado e comprei banana, laranja, chuchu, cebola, limão e pão para o jantar. O sono foi tranquilo, sem mosquitos. No domingo 27/03 inicialmente tomei o bom café da manhã oferecido, com pão francês, pão de torresmo, polvilho, margarina, manteiga, muçarela, banana, mamão, melão, caqui e bolo. Gustavo, vendo que os caquis existentes na mesa não estavam muito maduros, foi buscar outro para mim no quintal do vizinho. Conheci um hóspede que tinha parentes nas redondezas e trabalhava como guarda municipal em Santo André. Disse que pretendia mudar para a região após aposentado, pois em Santo André, no local em que morava, até para colocar o lixo na rua precisava sair armado. Após me despedir de todos, ainda passei pela praça central e pela igreja e parti rumo a Estiva. Achei o trajeto belo e montanhoso com lindas vistas do alto, trechos de mata e vários córregos. Novamente vi vários pássaros diferentes dos que estou acostumado a ver, como alguns verdes, com as asas encobrindo a cor azul. Vi várias cobras esmagadas na estrada. Acho que um grupo de peregrinos ciclistas 🚵‍♂️ passou por mim, além de motociclistas. Logo no princípio houve uma subida íngreme para a Porteira do Céu. Um rapaz acompanhou-me boa parte da subida, pois disse que estava fazendo seu exercício matinal de domingo. Interessantemente ele também estava de chinelos e disse que subir aquele trecho de calçados traria bolhas nos pés. Lá no cume da estrada havia uma capela e uma lanchonete, com vista ampla da paisagem, que achei muito bela. Esta era a vista. E esta era a capela. Conversei com um homem de um casal que estava fazendo um passeio por ali de jipe. Pouco depois de prosseguir caminho, passou por mim um grupo enorme de jipeiros. Vi e visitei várias capelas no caminho, incluindo uma patrocinada pelo Tonho Prado da Rede Vida, cujo dono da propriedade em que ficava recebeu-me muito bem e abriu a porta para que eu pudesse conhecer. Uma das capelas foi esta. No meio do trajeto passei pela cidade de Tocos de Moji, que me pareceu muito bonita. Tinha ficado sabendo que ela tinha sofrido com as chuvas do início do ano, mas parecia bem recuperada, porém com várias obras. Achei sua igreja, praça central e toda a área central muito belas. Estava havendo um espetáculo com muita gente, música alta e vários tipos de alimentação. Seguindo o Caminho para Estiva, passei por um grupo de quatro peregrinos mineiros, acho que era um casal e dois irmãos ou então dois casais. Eram todos da mesma família. Mais à frente encontrei um automóvel Gol prata de apoio que os acompanhava, com o avô e a netinha. Um amigo deles dirigia. Seguindo, fui até o Cantinho do Peregrino, onde talvez pretendesse ficar. Mas achei que era muito cedo, perto de 13h30. Conversei com uma atendente e pedi para avisar que eu havia mudado de ideia e iria prosseguir. Ela me tratou muito bem até indicou um outro local para me hospedar, que achou que poderia ser mais barato do que as opções existentes em Estiva. Houve chuva leve no fim do dia. Uma das paisagens vistas neste trecho foi esta. Ao chegar em Estiva, perguntei para uma moça se havia alguma outra pousada além da Poka e ela me disse que havia uma em cima da Lotérica Mendes e me ensinou como chegar lá. Fui até lá e não havia ninguém. Depois de tocar a campainha e bater palmas, o vizinho apareceu e me disse que a pousada funcionava, mas a dona tinha saído e voltaria mais tarde. Por precaução, decidi então verificar se havia vaga na Pousada Poka, que me parecia ter um preço acima do praticado nos outros locais. Descobri que havia bastante vagas e que existia uma opção mais barata, com banheiro fora, que não era mencionada nas informações da pousada que constavam no documento do Caminho. Lá conheci alguns peregrinos que faziam o Caminho de bicicleta (um homem e duas mulheres). Aproveitei enquanto esperava pela dona da pousada e fui dar uma volta na praça e conhecer a igreja central. Achei ambas belas. Voltei à porta da pousada, onde pouco depois apareceu uma moça que me viu esperando e disse que tinha o telefone da dona, que era sua conhecida e que ela não costumava sair. Ela ligou no telefone fixo, pois a dona não tinha celular. Ouvimos o telefone tocar, mas ninguém atendeu. Enquanto conversávamos, chegou a dona. Era Ademilde, apelidada de Duda. Ela disse que estava funcionando e aceitaria me receber. Paguei R$ 40,00 em dinheiro por um quarto com banheiro dentro e sem café da manhã nem wi-fi. Ela encheu cerca de 80% da minha garrafa de água. Disse que antes era conveniada ao Caminho, mas depois de alguns fazerem reservas e não comparecerem, tinha desistido. Ela me disse que pela manhã era para eu deixar as chaves na porta antes de partir, posto que ela tomava remédio para dormir e só costumava acordar depois das 8h. Ela parecia ter alguma oscilação cognitiva ou emocional, mas me tratou muito bem durante todo o período. Como era domingo e os supermercados e quitandas já estavam fechados, resolvi comprar o jantar na padaria. Comprei pães e um bolo de coco, que juntei com duas bananas que ainda tinha. Ainda precisei sair da pousada à noite e ir mais perto da área central, pois o sinal da Claro não pegava no quarto. Quando perguntei a um rapaz, ele me disse que não havia risco de segurança em se usar celular na rua à noite ali. Na 2.a feira 28/03 após comer como café da manhã os três pães e o pedaço de bolo que sobraram, arrumei tudo, fechei a pousada como Duda havia pedido e parti. Não pude pegar água, pois a porta da casa dela ainda não estava aberta e eu não quis incomodá-la. Contei com a possibilidade de achar alguma fonte nas primeiras horas de caminhada. Logo após sair, encontrei a Chácara São Bento (https://www.facebook.com/pages/Capelinha%20De%20S%C3%A3o%20Bento/102602185213604), onde tocava cântico gregoriano vindo de um alto-falante. Vi que estava escrito que havia apoio aos peregrinos e água potável. Comecei a procurar, mas não encontrei. Passando o portão, ao lado da capela, vi uma torneira. Achei que era lá. Antes de pegar, surgiu Luiz Carlos Marques Júnior e disse que era voluntário naquele ponto. Disse que ficava ali entre 5h30 e 8h dando apoio e ânimo aos peregrinos e que já tinha entrado, mas resolveu voltar porque viu pela câmera que eu parecia estar procurando algo. Falei que estava procurando por água e ele me mostrou a torneira, dizendo que era água potável segura, que eles mesmo tomavam. Quando eu disse que iria colocar cloro, ele disse que não precisava, mas se eu estava acostumado, não havia problema. Como ele disse que eles bebiam aquela água diretamente, resolvi não colocar cloro, tomá-la e encher pouco mais da metade da minha garrafa. Conversamos bastante sobre seu trabalho voluntário de apoio aos peregrinos, colocação de mensagens motivacionais, educacionais e informativas ao longo do Caminho, o cântico gregoriano, cujo CD tinha ganho de monges de Ponta Grossa que por ali passaram, plantio de árvores etc. Ele me falou que tinha construído a capela durante a pandemia e que o local planejado originalmente era um pouco ao lado, mas que como havia um ninho de rolinha na árvore onde seria, ele decidiu alterá-lo para onde era naquele momento. Disse-me também que era cuidador de um monge idoso e que trabalhava comercialmente como contador, remotamente em casa. Ele perguntou se eu era católico e, mesmo eu dizendo que não era cristão, deu-me uma medalha de São Bento, que disse que poderia usar como quisesse. Perguntei se poderia doar para alguém ao longo do Caminho e ele disse que sim, inclusive mencionando que eu passaria por dois bairros carentes na sequência. Ao fim parabenizei-o, ele carimbou minha credencial, tirou uma foto, despedimo-nos e prossegui. Ele disse que eu teria uma longa caminhada até Paraisópolis, meu destino pretendido daquele dia. Gostei das paisagens ao longo do Caminho, novamente montanhosas, com belas vistas das montanhas e a partir das montanhas, áreas de mata, gado, pássaros (tucanos, pássaro de ponta cabeça etc). Visitei igrejas e muitas capelas. Não choveu ao longo do dia. Passei pelos bairros que Júnior havia dito, não os achei tão carentes, talvez por tê-los achado parecidos com outros de cidades anteriores. Uma vista da paisagem foi esta. Encontrei um grupo de peregrinos almoçando em Consolação e fui cumprimentá-los. Aproveitei e cumprimentei um motociclista que estava em uma mesa à frente deles, não fazia o Caminho da Fé, mas não deixava de ser um peregrino 😄. Já na saída de Consolação, vendo uma mãe saindo com a filha para pegar a perua para a escola, perguntei se a mãe era católica. Ela disse que não, que era evangélica. Então eu disse que tinha a medalhinha para doar, mas imaginava que ela não se interessaria, pois geralmente evangélicos não gostam de imagens. Ela não contestou. Mais à frente, vi uma outra mulher, de mais idade, que talvez fosse a sogra da mulher anterior, pelo que entendi, e perguntei se era católica. Ela disse que sim. Ofereci a medalhinha. Acho que ela não entendeu bem, mas desceu a rampa para conversar. Quando ela chegou mais perto eu expliquei e ela disse que gostava de imagens e, se era de graça, aceitava. Dei para ela. Pouco à frente, já na área rural, encontrei a Gruta da Sagrada Família, que tinha uma fonte de água disponível para os peregrinos. Eu já tinha me arrependido de não ter tomado mais água na Chácara São Bento nem ter enchido completamente a minha garrafa, pois o dia estava quente. Mas esta fonte resolveu o problema e fez com que eu não passasse nenhuma privação de água. Pouco à frente encontrei uma moça e seu tio (acho) peregrinando a pé. Eles eram de Bauru. Disseram que era seu primeiro dia de peregrinação. Perguntaram a que distância estava a pousada mais próxima. Eu disse que havia uma perto, cerca de 10 km antes de Paraisópolis. Depois de conversarmos um pouco, eu acelerei um pouco e os deixei para trás na subida. Mais à frente, pela segunda vez na viagem, um motorista pediu-me informações e eu indiquei como chegar a Consolação, que o ajudaria a ir para a cidade que desejava. Depois parei para conversar com a dona desta casa, que me chamou atenção pelo jardim florido. Aproveitei e perguntei para ela sobre a Pousada Boa Esperança, com a dona da qual tinha conversado sobre talvez ficar. Ela me falou que a dona tinha ido fazer pré-natal e poderia demorar a voltar. A dona havia me dito no dia anterior que teria consulta médica à tarde e por isso não poderia garantir que estaria lá para me receber no meio da tarde. Ficamos combinados sem compromisso. Os dois peregrinos de Bauru alcançaram-me. Como era cedo, perto de 15h, deixei avisado para os vizinhos da pousada que prosseguiria e não ficaria lá. Os dois peregrinos aproveitaram e pararam no bar e mercearia ao lado para comprar mantimentos (água etc), perguntaram-me quanto tempo estimava até a cidade, eu disse que umas 2 horas e meia chegando ainda com sol. Acho que com esta informação eles se encorajaram a prosseguir, pois pela minha previsão teriam 1h de folga até o escurecer, caso atrasassem. E eles pareciam andar com certa rapidez. Uma vista da paisagem deste trecho foi esta. Outra, já mais perto da chegada, foi esta. Já perto da chegada reencontrei em uma lanchonete a família mineira de peregrinos, com os dois homens, as duas mulheres, o avô, a netinha e o amigo dirigindo. Em princípio não os reconheci. Mas quando fui olhar a vista das montanhas atrás da lanchonete eu os reconheci. Perguntei como tinha sido a caminhada. Disseram que tinham passado muita sede, pois não tinham encontrado fontes. Saíram antes das 5h, então não viram a fonte da Chácara São Bento no escuro e o Júnior ainda não estava lá fazendo seu trabalho voluntário. Só foram achar a fonte da Gruta da Sagrada Família muito mais pra a frente, mais de 20 km depois de terem saído. Tirei duas fotos do mirante da lanchonete em que os encontrei. A primeira foi esta. A segunda foi esta. Ao chegar em Paraisópolis visitei uma igreja existente dentro de uma casa de repouso, com a autorização da encarregada. Fiquei na Pousada Peregrinos da Mantiqueira (https://www.facebook.com/peregrinosdamantiqueira). José Afonso e sua mulher receberam-me muito bem. Quando cheguei, ele conversava com um prestador de serviços e estava com seu neto em casa, que depois o pai veio buscar. Paguei R$ 60,00 em dinheiro por quarto com banheiro externo, incluindo café da manhã. Havia um mapa do Caminho da Fé no muro da pousada. A vista daquele entardecer a partir da rua em que ficava a pousada foi esta. Saí para comprar pães e vegetais (banana, laranja, chuchu e abobrinha), juntei com um maracujá que achei no chão no caminho e um pedaço de bolo (se bem me lembro José Afonso me deu) e jantei tudo. Quando saí, aproveitei e visitei um obelisco existente na região central. O sono foi tranquilo e sem mosquitos. Na 3.a feira 29/03 tomei o muito bom café da manhã (creme de queijo, margarina, muçarela, queijo branco, pães, iogurte, suco de laranja natural, bolo de fubá) oferecido por José Afonso. Conversamos durante o café sobre seus planos para o futuro, como era ter a pousada, a viagem etc. Ele me orientou onde encontrar uma agência do Bradesco para fazer saque e parti. Saquei um pouco de dinheiro no Bradesco, aproveitei para visitar a igreja e a praça central. Depois rumei para Luminosa. O percurso previsto do dia era mais curto do que os outros porque depois da Luminosa existia a subida da serra para Campos do Jordão, onde havia um longo trecho sem pousadas ou com valores muito mais altos. Achei a paisagem muito bela, com vistas a partir do alto e vista das montanhas a partir de baixo. Um exemplo foi este. O trajeto seguiu sendo montanhoso, mas creio que houve mais áreas de mata neste trecho do que nos anteriores e achei as subidas mais suaves. Percebi a existência de trechos com muitas borboletas, dos mais diferentes tipos, como estas à direita da foto. Visitei igrejas e capelas ao longo do caminho. Pareceram-me muito bem cuidadas e simples. Encontrei e conversei com dois irmãos e seu casal de pais já por volta dos 60 ou 70 anos peregrinando a pé. Pelo que entendi era o primeiro dia de peregrinação deles. Eles eram de Sete Lagoas pelo que entendi (ou talvez fossem de Três Lagoas, posto que falaram algo sobre Mato Grosso). Pareciam animados. Os pais nada carregavam. Os irmãos carregavam para eles. Um cachorro seguiu-me parte do trecho, amistosamente. Apesar de gostar muito de cachorros, procurei não dar muita atenção a ele para que não me seguisse e depois se perdesse e não conseguisse voltar ou pudesse ser atropelado em alguma via movimentada. Após alguns minutos ele desistiu. Conversei com alguns trabalhadores rurais sobre o Caminho, sobre o trabalho deles e a vida. Informaram-me que as cachoeiras lindas que eu via da estrada eram poluídas. Por isso nem tentei entrar nelas. Esta foi a que achei mais bonita. Ao passar por Cantagalo, distrito de São Bento do Sapucaí, conversei com um homem que andava a cavalo. Ele tinha trabalhado por décadas em São José dos Campos e depois de aposentado tinha voltado a morar ali. Comentou sobre a tranquilidade do local, mas falou da falta de saneamento, das águas poluídas e da falta de asfalto, que na época de chuvas tornava algumas estradas e ruas praticamente intransitáveis para veículos. Disse que a SABESP e outras empresas não se interessavam por serem muito poucas famílias no local e pelos custos serem altos, mas que disseram que havia previsão de instalação de equipamentos contra poluição brevemente. Passou pelo portão da sua casa e subiu uma rampa de terra onde sua mulher (acho) o esperava para descer do cavalo. Despedi-me e continuei. Cheguei em Luminosa perto de 14h. Pareceu-me um local bem pequeno, acolhedor. Esta foi a vista da cidade pouco antes de chegar. Fiquei hospedado na Casa de Família da Luciana e do Vanildo, que moravam numa casa na parte de cima com seus dois filhos (um casal). Achei uma linda família. Trataram-me muito bem. Luciana deixou como cortesia frutas (3 bananas e 1 maça) e 3 barrinhas de doce de banana feitos pela sogra e me ofereceu o jantar sem cobrar por ele. Mas como foi um banquete, para os meus padrões, eu achei que seria absurdo não pagar o preço integral. Assim sendo paguei R$ 80,00 pela estadia, com café da manhã e jantar, tendo ficado numa casa completa, com quarto, sala, cozinha, banheiro e sacada (R$ 65,00 da estadia com café + R$ 15,00 do jantar). Inclusive aproveitei para lavar minhas roupas, posto que Luciana disse que não pagavam água. A casa era bem sustentável, pois eles tinham placa de energia solar. Eis uma foto dela, na sala da casa do andar de baixo em que fiquei, com os brindes que ela me deixou em cima da mesa. Após me acomodar, fui dar uma volta na cidade. Havia perguntado a Luciana sobre montanhas com vista panorâmica nos arredores e ela me disse que havia uma muito boa, mas cuja entrada era no meio do caminho que eu tinha percorrido. Estimou que levaria cerca de 2h para eu chegar lá. Achei melhor então não ir e optei por pegar a estrada para Brazópolis. Num dado momento vi uma montanha próxima, mas era necessário cruzar uma porteira e pegar uma estrada. Perguntei a trabalhadores que estavam numa propriedade ao lado se poderia ir até a montanha com vista do alto, mas eles disseram que havia bois bravos no caminho. Perguntei então se aquela estrada era em propriedade privada e disseram que sim. Aí desisti. Mais á frente achei um local elevado ao lado da estrada, com uma espécie de pequena plataforma onde se podia sentar. Tinha ampla vista da paisagem. Parei ali e comecei a meditar. Creio que fiquei ali por cerca de 1h30 a 2h. Após cerca de 1h a 1h30 que lá estava, um carro parou ao lado, com um casal de mais de 60 ou 70 anos. Talvez até perto de 80. Vendo isso, fui até eles, para tirar qualquer impressão que pudessem ter que eu poderia fazer algo ilícito ali. Após cumprimentá-los, perguntei se eram os donos da propriedade para a qual eu estava olhando em vazio e disseram que sim. Eu disse que não faria nada errado e o homem respondeu rindo que eu não faria mesmo, pois senão a polícia prenderia 😄. Expliquei para eles que estava meditando e tentei dar uma ideia do que é meditação. Acho que com isso eles relaxaram mais e me disseram que estavam indo para a cidade comprar remédios, antes que escurecesse. Disseram-me que poderia ficar ali quanto quisesse, a mulher pediu para eu rezar por eles, despediram-se e foram. Fiquei mais uma meia hora ou 45 minutos. Após acabar a meditação, estava esperando que eles voltassem para ir embora, mas eles demoraram muito e eu resolvi voltar. Muito bonito o pôr do sol visto dali. Pouco mais tarde, esta foi a vista a partir da sacada da casa em que eu estava hospedado. Luciana preparou um enorme jantar para mim, com arroz, feijão, salada de tomate e alface, limão, cenoura e abobrinha cozidas, macarrão e suco de abacaxi). Eu agradeci muito. Ela foi levá-lo pontualmente às 19h com seu marido e sua filha, que conheci então. Perguntei qual a matéria de que sua filha gostava mais na escola. O marido Vanildo trabalhava numa propriedade rural próxima. O filho já estava dormindo para ir estudar no dia seguinte de manhã. Depois do jantar lavei minha camisa e minha calça, que embora não estivessem muito sujas, tinham um pouco de poeira (calça) e suor (camisa). Apesar de não ir até a rua, achei linda a vista do céu noturno estrelado e foi possível admirar um pouco a enorme quantidade de estrelas, dada a baixa iluminação urbana. Na 4.a feira 30/03 tomei o muito bom café da manhã, com pão, creme de queijo, muçarela, ovo caipira com queijo, biscoitos, bolo, café, leite de vaca criada e banana. Conversei com ela sobre a experiência de receber peregrinos, a vida por ali e como era linda a família dela. Despedi-me de Luciana, depois de agradecer muito e parti. O trecho foi bem montanhoso. Houve muitos trechos de mata, araucárias, árvores floridas e vegetação exuberante. Achei muito belas as vistas das montanhas a partir de baixo e da paisagem a partir do alto. Foi a maior subida da peregrinação. Mas até que não achei tão cansativo nem pesado. Achei as subidas longas, mas suaves. Visitei algumas capelas no trajeto. Inicialmente passei por esta linda cachoeira, em que entrei e de que muito gostei. Houve outras cachoeiras ao longo do trajeto, mas como o acesso não era tão fácil, acabei só entrando nesta. Esta foi uma das vistas da paisagem na subida. Havia gado, mesmo nas montanhas. Neste trecho achei uma árvore com frutinhas doces vermelhas, que aproveitei para experimentar (primeiro) e depois comer bastante, posto que adorei. Encontrei também um homem com um fusca amarelo, parecido com o que meus pais tiveram quando eu era criança e adolescente. Brinquei com ele, perguntando se tinha assistido “Se Meu Fusca Falasse” e ele respondeu que não, mas que já tinha ouvido falar. Esta foi uma outra paisagem, um pouco mais para frente, ainda na subida. Depois entrei numa área que parecia ter mata densa. Fiquei até com receio de onças, mas não apareceu nenhuma nem ouvi nenhum esturro. Achei a mata muito bela, com vegetação de montanha. Perto do fim encontrei um grupo de cavaleiros, que aparentemente faziam algum tipo de excursão. Estavam almoçando num ônibus antigo, típico da CMTC de São Paulo na década de 1970. Convidaram-me, mas eu recusei devido ao horário. Mais para frente eles me passariam e cumprimentariam na estrada com seus cavalos e logo após viria o ônibus. Esta foi uma vista já após a subida maior, talvez no alto da serra, a partir de uma região relativamente plana. Encontrei novamente os dois peregrinos de Bauru. Como me aproximei por trás caminhando na estrada asfaltada, sem fazer muito barulho, creio que se assustaram um pouco quando eu os cumprimentei. A moça até perguntou rindo “Você não é uma miragem?” 😄. Perguntei se tinham conseguido chegar antes do anoitecer na cidade dois dias antes e eles disseram que sim. Pareciam estar gostando da experiência, agora já no terceiro dia, mas disseram que estavam um pouco cansados da subida naquele dia. Eles tinham saído bem antes de mim e pretendiam parar bem antes, então me despedi e disse que iria um pouco mais rápido para chegar antes de escurecer. Esta foi outra foto da região, porém com árvores floridas. Mais para frente no Caminho peguei novamente um vasto trecho de mata, que novamente achei muito belo. Peguei um pedaço de pau no trecho que achei mais arriscado, mas não houve nenhum problema. Perguntei a um trabalhador local que lá estava se havia onças por ali e ele disse que sim, mas que ele nunca tinha visto. Houve uma garoa fraca neste trecho. Pouco adiante um menino com a camisa do Palmeiras, andando de bicicleta, passou por mim. Começamos a conversar e ele falou de algumas opções de pousadas, que ele achava serem baratas. Falou da sua vida e de uma peregrinação que tinham feito em grupo, que durou quase um dia todo, saindo à noite, caminhando durante a madrugada, e chegando em Aparecida no começo ou fim da tarde do dia seguinte. Achei muito puxada e perigoso caminhar à noite daquele jeito. Nós nos despedimos, desejei boa sorte ao Palmeiras na final do Campeonato Paulista e creio que ele foi para casa guardar seu material de trabalho ou escola. Mas pouco mais tarde, reencontrou-me no Caminho, já bem mais perto de Campos do Jordão, só com a bicicleta. Desta vez conversamos menos e ele prosseguiu. Vi várias casas típicas de montanhas da cidade. Passei pela Pousada Refúgio dos Peregrinos, com cuja dona havia conversado, mas achei muito longe da área central, além do que pretendia procurar outra mais barata, que não estivesse mencionada no material do Caminho. Como não tínhamos compromisso, só havia comentado da possibilidade, nem parei para avisar nada. Parei em uma pousada conveniada e em um hotel não conveniado, mas os preços me pareceram bem mais altos do que o de outras localidades. Fui até a rodoviária, que por experiência de vários outros locais, costuma ter no entorno hospedagens mais baratas para viajantes. Lá um taxista indicou-me que o Luís Miranda alugava quartos na esquina. Fui até lá, conversei com ele e ele disse que só tinha um quarto, com várias camas, e que um rapaz estava lá, mas pretendia sair ainda naquele dia. Ele falou com o rapaz, confirmou a saída, eu esperei e fiquei hospedado lá. O rapaz era engraxate e tinha vindo engraxar os sapatos dos prefeitos de cidades do Estado de São Paulo reunidos num evento num hotel. Paguei R$ 70,00 em dinheiro pelo quarto com banheiro, sem direito a café da manhã. Logo após eu chegar e me acomodar, caiu uma tempestade ⛈️. Ainda bem que eu já estava abrigado. Após a chuva, saí para comprar alimentos para o jantar. Comprei pão e vegetais (limão, chuchu, beterraba e cebola) e os jantei. Ainda assisti a primeira partida da final do Campeonato Paulista entre São Paulo e Palmeiras ⚽. Na 5.a feira 31/03 após acordar fui até um mini mercado na esquina para comprar mantimentos para o café da manhã. Comprei pães e bananas e comi junto com cebola e chuchu que sobraram do dia anterior. Arrumei-me e parti, após me despedir de Luís Miranda, de sua família e de brincar com seu filho ou genro, que estava com a camisa do São Paulo, que havia ganho a primeira partida da final no dia anterior. Inicialmente fui visitar a Igreja Nossa Senhora da Saúde, que achei muito bonita, e de lá segui as setas e andei um longo trecho urbano em Campos do Jordão, em direção ao horto. Passei por muitas casas típicas da cidade e por trechos de mata. Decidi ir pelo Gomeral, distrito de Guaratinguetá, por ser mais curto o trajeto até Aparecida e por mencionarem que era mais bela a paisagem. Após o trecho urbano, novamente o Caminho foi por um trecho montanhoso, com bastante mata, em alguns pontos quase sem vestígio de ocupação humana, e com belas paisagens. A estrada a partir deste trecho não tinha mais quase ninguém. Estava ameaçando chuva e o céu estava nublado. Eu ouvia raios ao longe 🌩️, o que me preocupou um pouco, ainda mais por estar subindo, mas eles nunca se aproximaram. Peguei chuva leve em alguns trechos e moderada em outros poucos. Acabei usando minha capa e a capa da mochila, que na realidade eram dois sacos plásticos 😄. A estrada acabou ficando bem enlameada em alguns pontos, com várias poças. Parte do trajeto, na saída do município de Campos de Jordão, foi no Parque Estadual Campos do Jordão (https://www.parquecamposdojordao.com.br). Na entrada havia um lago e várias casas 🛖, que não sei se eram de uma comunidade local que lá habitava ou eram para aluguel de interessados em conhecer o parque. Acho mais provável que algumas poucas fossem de guarda parques e as outras fossem para aluguel de visitantes. Não vi ninguém nelas e só veículos em uma ou duas. Uma paisagem vista da subida foi esta. Passei pelo ponto mais alto do Caminho, marcado com uma placa de 1.950 metros. Um ciclista estava ali pouco antes, talvez por isso tenha chamado minha atenção e eu vi a placa. Haviam dito em Sertãozinho que poderia haver problema de roubos de bicicletas nas Pedrinhas, por isso quando passei por lá fiquei atento, mas nada aconteceu. Passei por algumas capelas ou altares como este. Pouco depois passei pela pousada mais alta do estado de São Paulo, a Pousada Santa Maria da Serra. Entrei e visitei sua área externa, conversando rapidamente com a atendente. Passei também por esta capela, erigida por peregrinos do Oeste do Paraná. Dois jipes passaram por mim. Neste trecho havia muitas pedras médias 🪨 e até relativamente grandes para uma estrada. Tive que tomar cuidado para não dar topadas e nem escorregar nos trechos enlameados. Achei as vistas do alto muito belas. Dava para ver parte do Vale do Paraíba e a cidade de Aparecida, segundo me informou depois Ilza. O céu estava começando a ficar bem escuro. Achei que levaria uma enorme chuva. Até já estava preparando as capas novamente. Mas consegui chegar na Pousada Parada da Serra perto de 16h. Ilza, com quem tinha conversado no dia anterior, estava perto da entrada colhendo pinhões. Ela me recebeu muito bem e foi me mostrar onde eu ficaria. Depois de me acomodar no chalé 🛖 que ficava abaixo, subi para conversarmos um pouco. Então caiu uma enorme tempestade ⛈️, que durou cerca de uma hora. Escapei por pouco, cerca de 15 minutos. Ela mesma disse-me que estava chovendo intermitentemente naqueles dias, mas que chuva forte daquele jeito fazia tempo que não ocorria. Conversamos sobre muitos assuntos. Ela me falou da sua vida com o marido ali, da sua família, da sua infância, de quando cursou faculdade em Taubaté (acho), do reumatismo que teve etc. Ela me mostrou a cidade de Aparecida, lá ao longe, a mesma que havia visto da estrada. Enquanto conversávamos, vi um tucano ou similar passar e ela me mostrou uma saracura nas árvores. Depois de passada a chuva, fui ajudá-la a colocar a vaca 🐄 para dentro da cerca. Ela tinha saído com a tempestade, que deve ter aberto a porteira. A sua amiga e dona da vaca ajudou. Ela estava ali perto, na Igreja de São Lázaro, que havia na propriedade e tinha sido construída pelo avô da Ilza para pagar uma promessa. Esta igreja parecia ser bem famosa, pois vi placas com seu nome na estrada. Depois voltamos, pegamos algumas folhas de azedinha, como ela chamava, de couve e subimos. Eu ainda fiquei um tempo no quarto organizando minhas coisas e esperando uma pancada de chuva passar. Apareceu uma abelha no quarto e depois de várias tentativas eu consegui colocá-la para fora. Passada a chuva, subi para jantar. Com o clima do modo como estava, decidi não ir ao mercado. Pedi para ela um prato de vegetais, em que ela juntou o que plantava nas suas terras e mais cenoura que tinha comprado, sob meus protestos, devido ao preço da cenoura. Achei que ficou muito bom. Continha mandioca, abóbora, couve, azedinha, pepino e cenoura, ao que acrescentei chuchu e cascas de banana que haviam sobrado do café da manhã. Paulo, seu marido, chegou do trabalho. Conversei um pouco com ele também sobre seu trabalho e a vida em geral. Ele estava molhado e ela o chamou para secar. Eu me despedi e desci para dormir. À noite não consegui ver muito o céu, que deveria ser maravilhoso, mas estava encoberto. Houve muitos pernilongos 🦟 e eu não quis usar o repelente que ela deixou para mim. Assim sendo, o sono foi um pouco turbulento. Na 6.a feira 01/04 subi para tomar café de manhã. Paulo já havia saído para trabalhar. Achei o café da manhã muito bom, com pão amanhecido, ovo caipira, enorme e deliciosa rosca caseira, manteiga, geleia de jabuticaba, queijo branco, mamão, leite, café e suco de laranja. Conversei mais um pouco com Ilza durante o café. Ela ainda me deu cerca de meio quilo de pinhão para eu trazer. Quis pagar para ela pelo jantar, mas ela não aceitou de jeito nenhum, nem R$ 10,00. Nem pelo pinhão ela aceitou nada. Paguei R$ 70,00 em dinheiro pela estadia, incluindo café da manhã. Ela disse que era o preço justo, mas eu achei que acabei pagando menos do que o adequado 😞. Depois me aprontei e parti. Ainda deu tempo de ver Ilza ajudando Paulo, que estava a cavalo, a colocar uma vaca para dentro de uma cerca. Eu até tentei ajudar um pouco 😄. Cerca de meia hora depois de começar a caminhar encontrei a Cachoeira do Gomeral ao lado da estrada. Entrei debaixo do jato de água, que achei delicioso, embora o dia ainda não estivesse quente. Prossegui descendo a serra, que achei que tinha paisagens muito belas. Ainda havia bastante áreas de mata, um córrego ou rio, mas à medida que se ia descendo e chegando perto dos trechos urbanos, começavam a aparecer mais fazendas, propriedades comerciais e similares. Depois de certo ponto a estrada ficou asfaltada e intercambiou com trechos de terra. Havia algumas poças de água e alguns trechos com barro. Não peguei chuva ao longo do dia. Já bem mais para frente, num bairro de Potim, senti, pela única vez no Caminho, que poderia haver algum problema de segurança. Achei que um rapaz ficou me observando e depois entrou numa viela. Pouco tempo depois passou um ciclista por mim num trecho ermo, entre um núcleo populacional e outro. Após algumas dezenas de metros que me passou, ele parou na estrada. Achei muito estranho e parei também, como quem iria fazer xixi. Por coincidência, uma viatura da polícia, que havia passado há algum tempo atrás para escoltar um veículo da penitenciária, estava voltando. Acho que isso assustou o ciclista, que ao vê-la, resolveu seguir viagem. Eu também aproveitei para apertar o passo e passar por aquele trecho rapidamente, usando parte do tempo em que a viatura policial transitava. De concreto nada aconteceu, nenhuma abordagem. Ao chegar mais perto do centro de Potim praticamente estava numa cidade média, bastante urbanizada. Ela era contígua com Aparecida, então é como se já estivesse lá. Na entrada de Aparecida, vi este monumento aos pescadores que pegaram a imagem. Cruzei a linha do trem, conforme me indicaram e cheguei até o Santuário Nacional, onde acabava o Caminho da Fé. Perguntei para o porteiro se acabava ali e ele disse que acabava lá dentro e eu poderia pegar um certificado. Mas eu não quis o certificado. Fui visitar o Santuário e a imagem original retirada do rio (ou sua réplica). Após visitar a parte central do Santuário, fui procurar uma pousada para ficar. Fui em direção a uma que havia nas informações do Caminho, na Avenida Itaguaçu, em direção ao porto. Mas no caminho, ao ver outras, resolvi perguntar o preço de uma. Era o mesmo da conveniada, mas o dono me disse que acharia outras um pouco mais baratas. Resolvi seguir, passei pela conveniada sem parar e encontrei a Pousada Guadalupe (https://www.facebook.com/pousa.guadalupe), em que resolvi ficar, por R$ 50,00 no cartão de crédito por um quarto com banheiro e com café da manhã incluído. Depois de instalado, fui dar um passeio pela cidade. Fui ao porto, que era bem perto, visitei os pontos de interesse existentes lá e depois voltei para o Santuário pelo Caminho do Rosário, apreciando as esculturas com passagens bíblicas, majoritariamente ligadas á vida de Jesus. Neste caminho encontrei uma excursão de baianos, com quem conversei um pouco, dizendo que meus avós eram baianos. Ao chegar perto do Santuário, fui ao Morro do Presépio ou Presépio Permanente, também com esculturas de passagens bíblicas, majoritariamente ligadas ao nascimento de Jesus. Ainda tentei ir ao Museu de Cera, mas já estava fechado. Havia duas estátuas na porta, uma do Ronaldo, fenômeno, e outra do Marcos Pontes, astronauta. Pelo que entendi Ronaldo fez promessa para poder jogar a Copa de 2002 e Marcos Pontes levou uma imagem de Nossa Senhora ao espaço, dentro da diminuta cota de bagagem a que tinha direito. Havia um cachorro deitado e à primeira vista até pensei que fosse de cera 😄, mas depois, olhando melhor, vi que estava dormindo e era de carne e osso. Comprei pães e legumes (limão, cebola e chuchu) no supermercado e jantei. Durante o jantar conversei com Júnior, o dono da pousada, e duas amigas ou familiares suas, além da filha de uma delas. O sono foi tranquilo, sem mosquitos. No sábado 02/04 tomei o simples e razoável café da manhã, com pães, rosca, muçarela, margarina, banana e bolo. Conversei com Júnior durante o café. Foi numa das conversas que tivemos que ele me explicou sobre o carro batido que havia no estacionamento da pousada, fruto de um acidente de um rapaz jovem que tinha perdido o pai há algum tempo e parecia estar um pouco desorientado. Ele tirou esta foto quando eu fui partir. Despedi-me e fui visitar o Santuário novamente. Passeei por algumas alas de que tinha gostado, como a Capela com Jesus e Maria, o velário e outras e fui ao subsolo ver algumas exposições, enquanto esperava pela viagem do Blablacar, cujo motorista já havia me informado que tinha tido atraso devido às chuvas no Rio de Janeiro, visto que ele saía de Nova Iguaçu. Embarquei ao lado da rodoviária, onde havíamos combinado. Ele estava testando se o Blablacar poderia ser viável para ele trabalhar fazendo viagens entre Rio e São Paulo. Dirigia seguindo o padrão carioca ou fluminense, bem menos rígido em relação às leis de trânsito do que o paulista, mas não houve nenhum incidente relevante durante a viagem. Deixou-me ao lado da Rodoviária do Tietê por volta de 14h.
  3. Relato de uma viagem feita sozinho durante 58 dias no México entre os dias 02/05 e 28/06/2019. Muitas das informações aqui apresentadas já foram em parte compartilhadas no meu Instagram de viagens criado há pouco tempo: https://instagram.com/viajadon_/ Obs.: os preços informados são em peso mexicano. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS: Cidade do México, Teotihuacan, Tepotzotlan, El Tajín, Papantla, Huasca de Ocampo, Mineral del Monte, Bernal, Querétaro, Jalpan, Huasteca Potosina, San Luis de Potosí, Real de Catorce (local mais ao norte), Guanajuato, San Miguel de Allende, Puebla, Atlixco, Cholula, Zacatlán, Chignahuapan, Cuetzalan, Orizaba, Oaxaca, Chiapa de Corzo, San Cristóbal de las Casas, Comitán de Dominguez, Laguna Miramar, Toniná, Palenque, Bacalar, Tulum, Cobá, Isla Mujeres, Holbox, Valladolid, Ek Balam, Las Coloradas/Río Lagartos, Chichén Itzá/Pisté, Mérida, Uxmal/Ruta Puuc. MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA: - Local mais ao norte: Real de Catorce - Local mais ao "sul" (próximo da Guatemala): Lagos Montebello (em passeio partindo da cidade de Comitán Dominguez) Mapas interativos: https://drive.google.com/open?id=1fd9QocEx5PbMuHYldzdv9zf3LNjCAXjF&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing Arquivos Kmz: México - Estados de Hidalgo, Querétaro, San Luís Potosí, Guanajuato e cidades de interesse em Michoacan.kmz México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz ITINERÁRIO RESUMIDO: Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx INFORMAÇÕES BÁSICAS POVO - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia. CÂMBIO - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares. - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). PREÇOS - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. TRANSPORTE - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil. - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo. - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo. - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂). - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México). Dicas para economizar: a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras. HOSPEDAGENS - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência. ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período. ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄) https://booking.com/s/67_6/andes019 p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens. COMIDAS E BEBIDAS - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome. - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida. - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces. - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar. - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal. - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato. - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo". - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤 - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário: - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype". - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta - Chapulines - grilos - Chicatanas: formigas - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia! - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos. - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas. - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem. - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta. - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso! - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro! - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas. - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan. - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan. - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan. - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan. - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan. - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan. - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan. - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan. - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México. - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne). Frutas: - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa - Nanche: murici - Tuna: fruta do cactus que eu não curti Bebidas: - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan. - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta. - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia! - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas. - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa. ROTEIRO DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes: a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos. Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas. Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília. Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque. Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m. Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico, caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse. DIA 2) CIDADE DO MÉXICO Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé). Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome. - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre. - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita. - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60. - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita. - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais! DIA 3) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê por atrações no Centro Histórico. - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75. - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60. - - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!) DIA 4) CIDADE DO MÉXICO Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região. - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso. - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70. - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35. VID_20190505_135126.mp4 - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial). DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32. Parte 1) Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400). Parte 2) Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos. Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides). Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México. Parte 3) - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina. - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar. O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados. E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas! DIA 6) CIDADE DO MÉXICO Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia. Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida. Seguem os atrativos visitados: - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75. - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75. - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75. Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais. E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público. Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata). DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México. Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20 O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui. Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações: - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época. É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos. - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central. DIA EL TAJÍN E PAPANTLA Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min). El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social. A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro. Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura). Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte. Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho. DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México. Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais. As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo. A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido). Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min. Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte. Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51). O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora. Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico). DIA 11) QUERÉTARO Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996. Os melhores rolês na cidade são: a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças; b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica. Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60). DIA 12) JALPAN E XILITLA Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita. Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la. A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro. Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima. Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa. O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si. O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40. Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina. DIA 13) HUASTECA POTOSINA A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo). A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas. No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona. Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais. VID_20190514_174348.mp4 DIA 14) HUASTECA POTOSINA Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha. Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta. DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais. Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer. A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral). DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda. Estación de Catorce é um pueblo no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce. DIA 17) REAL DE CATORCE Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe). Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80). Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real. Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma. DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington. O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas. Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas. DIA 19) GUANAJUATO Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas. A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato. Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!). O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita! Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto. E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis. DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan). A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción. Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte! Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos. Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las. DIA 21 E 22) PUEBLA Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus. Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo. - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais! - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa! - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais! Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade. Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita". DIA 23) CHOLULA Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade. O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa! O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior). Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída. A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas. DIA 24) ATLIXCO Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo! Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar. p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin. DIA 25) ZACATLÁN Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota! A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos. Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito! DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta). Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas. A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado. DIA 27) CUETZALAN Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira. Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros. Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado. Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!). Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas. Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba. DIAS 28 e 29) ORIZABA Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito. Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre. Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são: 1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50. 2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções . 3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio. 4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30. 5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita 6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX. 7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo. Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada Paseo del Rio O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies. Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental. Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo. O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress. O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões. DIA 30) OAXACA Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes. Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta). A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987. Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7. A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México. O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México. DIA 31) OAXACA Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria. Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas). Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)! Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65). Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos. Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe). No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve. DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato. O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica. Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos. A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando. Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas. DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva. Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos. Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya. Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja. Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas. É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. . Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar. DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello. Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras. Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25). Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada. No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳 Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia. DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉 A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação. O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros. Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários. Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca. Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha. No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber. Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul. O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro. VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15. Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900. Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida. Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50) DIA 39) PALENQUE Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak. O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso. Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados. Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados. DIA 40) PALENQUE Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas. Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800. Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias. Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana. Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional) Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal. Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço. DIA 41) BACALAR Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar. Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível. Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa. Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel. Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros. O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal. Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México. p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa. p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo. DIA 42) TULUM As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar. Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias. DIA 43) TULUM/COBÁ Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta). O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000. Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada. Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada. Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha. Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100. Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu! Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara. Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível. DIA 44) TULUM Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote. Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180. E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna. Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los. DIA 45) ISLA MUJERES Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha . Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres. A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril. Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia. Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas. Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel. DIAS 46 e 47) HOLBOX Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei. Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna. Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais. Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia. Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição. p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho). DIA 48) VALLADOLID Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais. Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis. Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes. Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza. No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e San Lorenzo Oxman. Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial. Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem. Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também! E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local). É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água. VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel. DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio. O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico. Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este. Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku. O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100). Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio. DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ) A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35). O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente). Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias. Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio. A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún. Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local. O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas. Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté. Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado. Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo. Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35). Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote. DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal. Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos! No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo. Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie. Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três. DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay. Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem). Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias. Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos). DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;. 2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva) e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas; 3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona; 4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu); 5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo; 6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas. O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30. Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta. RUTA PUUC) "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada). 1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal; 2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade; 3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e 4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia. DIA 55) MAYAPÁN Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados. A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada. Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados. Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞 DIA 56) CIDADE DO MÉXICO Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus. Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣). O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin. Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga. À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção. DIA 57) CIDADE DO MÉXICO Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México. O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe. (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥) Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150. O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais. As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região. É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios. O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total. Valeu super a pena como uma curiosidade cultural! DIA 58) RETORNO Fim da viagem! 😥 HOSPEDAGENS - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha. - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência. - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro. - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo. - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo. - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro. - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha. - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima. - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento. - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso). - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso. - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã. - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa. - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa! - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local). - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado. - Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos. - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente. - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha. TOP, TOP CENOTES (todos que conheci) 1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula) 2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180) 3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80) 4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid 5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50) 6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80) 7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70) 8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30) 9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100) 10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100) 11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100) TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS 1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula 2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan 3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula 4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla 5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca 6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula 7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende 8º) Catedral de Puebla - Puebla 9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México 10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México TOP, TOP MUSEUS 1º) Museu de Antropologia - Cidade do México 2º) Templo Mayor - Cidade do México 3º) Museo de las Culturas - Oaxaca 4º) Museu Amparo - Puebla 5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México 6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida 7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla 8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México 9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí 10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 1º) Uxmal 2º) Teotihuacan 3º) Chichén Itzá 4º) Palenque 5º) Bonampak 6º) Monte Álban 7º) Toniná 8º) El Tajín 9º) Ek Balam 10º) Mitla TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS 1º) Real de Catorce 2º) Bacalar 3º) Cuetzalán 4º) Orizaba 5º) Tepotzotlán 6º) Bernal 7º) Zacatlán 8º) San Miguel de Allende 9º) San Cristobál de las Casas 10º) Valladolid
  4. No dia 1 de dezembro de 2020 embarquei de São Paulo Gru para Cuiabá capital do estado de Mato Grosso, o meu voou saiu de SP ás 23h20min cheguei ao aeroporto Marechal Rondon Cuiabá 1 hora da manhã, o meu namorado estava me esperando de moto então fomos do aeroporto de Cuiabá para a Chapada dos Guimarães de madrugada, do aeroporto até a chapada deu 73 km totalizando 1 hora de viagem, ficamos hospedados no Camping RECANTO DOS PÁSSAROS (Endereço: R. Santo Antonio, Chapada dos Guimarães - MT, 78195-000 / Telefone: (65) 99696-2230) Já vou adiantando que o Camping é maravilhoso e os donos são pessoas bem gentis, atenciosos e sempre dispostos em ajudar. Bom... Chegamos então no camping as 2 da madrugada, a chapada e um lugar bem arborizado com muitos pássaros e muitas chapadas. Muitos lugares na chapada dos Guimarães precisa de guia e precisa pagar a entrada, mas na chapada também tem diversos atrativos que não é preciso contratar guia, no nosso caso nos não contratos nenhum guia para o nosso roteiro. A chapada dos Guimarães é bem estruturada, tem muitas opções de restaurantes, barzinhos, farmácia e mercados, enquanto a estrutura não precisa se preocupar. Segue foto da cidade. Peguei essa foto num site, esse é o centro da Chapada dos Guimarães. No primeiro dia fizemos complexo das Salgadeiras, a entrada custa apenas 10 reais por veiculo, ou seja, você paga apenas o estacionamento. Dentro do complexo você já consegue contemplar as chapadas que são maravilhosas. 2° Atrativo do dia. Parque nacional da chapada dos Guimarães, não precisa pagar para entrar e não precisa de guia. No parque tem três atrativos, mas estava fechado por conta da pandemia, então visitamos apenas o mirante véu da noiva que estava aberto, a trilha para chegar ao mirante véu da noiva é de fácil acesso, mas leve água e chapéu, pois a trilha é bem aberta. Do camping que ficamos hospedados (Recantos dos pássaros) até o parque da chapada dos Guimarães deu 11 km. Segue abaixo fotos do mirante véu da noiva. Para fechar o primeiro dia na chapada dos Guimarães visitamos o Mirante Centro Geodésico, a entrada é gratuita e no mirante você tem uma visão de 360°, ela é de fácil acesso. O mirante fica próximo à cidade da chapada dos Guimarães também. No segundo dia na chapada dos Guimarães nos fomos visitar a cachoeira da geladeira. A cachoeira da geladeira tem um lago lindo e fundo a queda dela é de 15 metros e ela fica próximo da cidade, é um ótimo lugar para um banho de cachoeira. A entrada custa 10 reais, incluso já estacionamento. Fomos também à cachoeira da Martinha, ela fica localizada a 40 km da cidade Chapada dos Guimarães. É um local de fácil acesso, e ótima para banho e não precisa de guia. Estacionamos a moto em um estacionamento que faz parte do restaurante, o restaurante se chama tempero da terra, ele fica em frente à entrada da cachoeira, a refeição do restaurante vale a pena, porque alem da refeição ser gostosa, o valor do estacionamento já está incluso no valor da refeição. A entrada da cachoeira é gratuita e a trilha é de fácil acesso. Visitamos também o Mirante morro dos ventos. O mirante fica á 3 km de distancia da cidade da chapada dos Guimarães. Pagamos 10 reais para entrar, ele é um lugar lindo para contemplar, meditar e orar. Na borda dos paredões da Chapada dos Guimarães. O espaço tem uma impressionante vista para os paredões vizinhos, cachoeira e a área abriga ainda o amplo restaurante Concluindo o nosso roteiro de dois dias na chapada dos Guimarães partimos para Nobres – MT. Chegamos à cidade de Nobres no dia 03/12, Da chapada até Nobres são exatamente 174 km. Ficamos na vila de Bom Jardim, pois fica mais próximo dos atrativos que vou mencionar abaixo. Ficamos hospedados no Camping do Josias, é um Camping bem organizado e limpinho, o Josias e sua esposa são maravilhosos bastante atenciosos. No Josias tem opção de Camping e quartos. O local tem piscina e também tem café da manhã. Estava tão quente que optamos ficar hospedados no quarto, à diária do quarto custa 150 reais e o valor do Camping é 40 reais. Foto do Camping e Pousada do Josias. MT-241, 2020, Nobres - MT, 78460-000 / Telefone: (65) 99941-8088 Galera a Vila Bom Jardim que fica em Nobres é um ovo hahaha ela é muito pequena, porém é um lugar maravilhoso e pouco conhecido. Para você visitar os atrativos em nobres é preciso comprar os ingressos com uma agencia. Os preços dos atrativos são os mesmos em todas as agencias, na cidade de nobres tem agencias disponibilizando os voucher. Compramos: Flutuação Aquário encantado – 90,00 Reais por pessoas Flutuação Refúgio água azul – 80,00 Reais por pessoas Lagoa das Ararás – 25,00 Reais por pessoas Cachoeira Serra Azul – 80,00 Reais por pessoa Balneário Estivado – 25,00 Reais por pessoa. Fechamos esses passeios por uma agencia que fica localizada na cidade de Nobres, na cidade tem bastante agencia para você comprar os ingressos dos passeios. Aquário encantando Rio cristalina de cor azulada com muita nascente de água doce, é um dos principais atrativos turísticos de Nobres. o aquário é cercado de encantos, no local pode-se ver famílias de macacos e outros animais. É um atrativo excelente para fazer flutuação. Gente a cor da água é surreal!!!!! É LINDO DEMAISSSSSSSSSSSSS. Flutuação Refúgio água azul Fica localizado a 11 km de distancia da Vila de Bom Jardim, fica próximo também do aquário encantado. Valeu à pena flutuar no refugio água azul, a água também é cristalina, mas tome cuidado nem pensar em chegar perto das arraias, eu quase pisei em cima de uma arraia sorte que o guia muito atencioso viu e me sinalizou. Eles pedem para você não colocar o pé no chão quando estiver fazendo a flutuação, para não pisar em nascentes ou bichos. GENTE É DEMAIS!! UM LUGAR LINDO. Lagoa das Ararás Fica próximo também da Vila de Bom Jardim Um lugar belíssimo para contemplação, se você gosta de pássaros e natureza não deixe de visitar a lagoa das ararás. Ficamos contemplando por duas horas os belíssimos pássaros e araras ♥ É muito gostoso ver os pássaros livres cantando ao ar livre e emocionante. VID-20201206-WA0057.mp4 Cachoeira Serra Azul Belíssima cachoeira bem preservada, ela é administrada pelo Sesc. Ambiente bem bonito e com equipamentos de qualidade. Ela fica a 26 Km da cidade de Bom Jardim – Nobres. São 470 degraus pra ir e 470 pra voltar ou se você quiser pode descer de tirolesa, se você não tem preparo físico opto comprar o voucher da tirolesa para voltar. Como eu sou uma pessoa medrosa RSRS que morre de medo de altura eu optei voltar de escada mesmo. É obrigatório o uso de colete na cachoeira porque ela é muito funda, para prevenir acidentes fatais vamos obedecer aos guias e utilizar os coletes fornecidos. O visual da cachoeira é belíssimo, uma queda de 46 metros de altura e um poço azul maravilhoso. Balneário Estivado O Atrativo está localizado a 1km da Vila Bom Jardim, o Balneário oferece um delicioso almoço. VID-20201205-WA0082.mp4 VID-20201205-WA0081.mp4 VID-20201205-WA0077.mp4 Esse é o primeiro relato de viagem que registro, muito obrigada pela atenção!!!!! Segue algumas fotos e videos aleatórios da viagem VID-20201203-WA0117.mp4 GENTE OLHA O VIDEOS DESSA COBRA KKKKKK VID-20201205-WA0002.mp4
  5. Estou com uma viagem marcada com a minha namorada para São Luiz no dia 22/01, onde pretendemos aproveitar um pouco do Maranhão até 27/01, e depois vamos para Belém, aproveitar um pouco do Pará, até dia 02/02, com foco na ilha de Marajó. No Maranhão, temos 5 dias, estou na dúvida sobre o que é mais interessante para esta época do ano e considerando esta quantidade de dias: Lençóis Maranhenses ou Chapada das Mesas? O que vocês acham?
  6. 4 Noites na Chapada dos Veadeiros - Alto Paraiso / São Jorge - Goiás >> Quinta - Voo cedo SDU x BSB, chegada em Brasília 10h, retirada do carro alugado (hatch compacto) e partida para a Chapada - Chagada 13h30. - Vale da Lua. Local de fácil acesso e lotado de pessoas. - Passagem pelo Jardim de Maytrea (Bela paisagem/Cartão postal da Chapada). É apenas um local para parar o carro na beira da estrada e aguardar o por do sol. Pessoas tiram fotos sentadas no teto do carro. - Check in na Pousada em Alto Paraíso no final da tarde. >> Sexta - Cataratas dos Couros - Distante 50km de Alto Paraiso - Trecho de estrada de terra com subidas difíceis para carro comum. Precisamos empurrar junto com outros grupos também com carros atolados. - Orientação de tracklog pelo Wikiloc. - Várias quedas, mirantes e ótimos pontos para tomar banho. - Circuito para um dia inteiro. >> Sábado - Parque Nacinal da Chapada dos Veadeiros - Saltos, Carrossel e Corredeiras ~14km com 420 de elevação. - Espetacular. Foi tão bom que voltei no dia seguinte para fazer outro circuito. >> Domingo - Parque Nacinal da Chapada dos Veadeiros - Circuito dos Canions (Canion 2 e Carioquinhas) ~ 11km com 200 de elevação. >> Segunda - Visita aos poços do Circuito Loquinhas. Entrada é cara e volume de água estava baixo em julho. Mas foi um programa rápido e adequado para o dia de retorno. - Retorno a Brasília e voo BSB x SDU a tarde. Atenção especial para o restaurante Zu's Bistro (risotos e massas). * O período curto de 4 noites é pouco para conhecer o básico da Chapada dos Veadeiros. ** A hospedagem é cara em Alto Paraiso. Uma boa opção é entrar em contato direto com a pousada e reservar sem sites intermediários. *** Foi decidido não ir em Cavalcante, a Cachoeira Santa Barbara (queridinha da Chapada) estava fechada no período.
  7. Olá pessoal, Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes. Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais. Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb. 620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal. Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia. Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum. Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura). Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa. Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza. Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural. Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou. Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá. É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento precisa atravessar o rio contra a correnteza. Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele. Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha. VID-20190421-WA0019.mp4 VID-20190421-WA0019.mp4 Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha. Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita. Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos. Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
  8. Como o nome já diz esse camping é realmente Mágico. Fica localizado a 160km de Recife. O camping possui uma boa estrutura de restaurante, piscina e algumas cachoeiras. As barracas ficam a beira do rio com um quintal a beira da natureza. Vale acampar nesse lugar encantador.
  9. 🏦 CIDADE Capitólio é uma cidade, em MG, de 10 mil habitantes e fica a uns 300km de Belo Horizonte. A cidade ficou famosa por seus cânions e cachoeiras muito postados no Instagram. No entanto, as atrações ficam no limite da cidade, longe do centro (uns 25km). É possível ficar na cidade São João Batista do Glória, cuja distância até as atrações é a mesma. Ou em São José da Barra / Furnas, que é até mais perto. As 3 cidade são pequenas e tem hospedagem, contudo, como Capitólio é mais famoso, tem mais restaurantes e pousadas. 🔄 DINHEIRO, CÂMBIO, GASTOS Ficou famoso, então ficou caro. Por isso o apelido é "Capitólio Capitalista". Simples mirante custa R$20. Algumas cachoeiras por R$40 eu também acho caro. Refeição é mediano de turista. A média diária de gastos foi: Hospedagem: R$52,80 por pessoa, por noite (Airbnb para 5 pessoas) Alimentação: R$63,78 (às vezes, não almoçamos) Lazer: R$63,75 ✅ ATRAÇÕES ⭐ Retiro Viking - o melhor lugar de Capitólio! O GoogleMaps faz uma confusão entre "Paraíso Proibido" e "Retiro Viking", tem gente que comenta no "Proibido" como se fosse o "Viking". Para chegar, na rodovia MG- 050 pegue a direita na estrada de terra que indica o "Paraíso Perdido" (que é outro lugar) e siga, passa esse "Perdido" e chegará ao "Retiro Viking", não tem erro, dá uns 9km desde a rodovia, ou seja, 9km de estrada de terra. São 5 belíssimas cachoeiras (Trovão, Patinho Feio, Caixinha de Surpresa, Pequena Sereia e Quelé), das quais é possível banhar em 4, a água é bem clara e não é gelada. Não precisa de guia (nenhuma listada aqui precisa).Barato: R$15. O percurso total é de 2km, é um passeio pro dia todo, se quiser banhar nas quatro. Retiro Viking: Patinho Feio Retiro Viking: Pequena Sereia Mirante dos Cânions - certamente você já viu foto, pois é o ponto mais famoso da cidade (fica uns 30km do centro de Capitólio). Começaram a cobrar R$20 por pessoa para mirar de cima os cânion por 3 pontos. E você ainda encontrará fila de instagrammers, um a um, fazendo poses e mais poses. Pessoal, é um mirante! R$20 é caro, não tem nada de estrutura. Mas é aquela história de turista, é uma paisagem famosa, você já está lá e acaba pagando... É uma visão única do cânion? Não, no Cascata Eco Parque você também pode vê-lo. Fila... Trilha do Sol - R$40 (no dinheiro), anda-se pela água geladíssima até o Poço Dourado, cachoeira pequena, é bom ir por volta do meio-dia por causa do sol. Depois anda mais um pouco até a Cachoeira do Grito, queda e poço bons. Havia a cachoeira No Limite, mas agora é só um mirante sem graça. Almoçamos lá mesmo. Trilha do Sol: Poço Dourado Passeio de Lancha - clássico dos visitantes! Tem que fazer, recomendo. Achei passeios de 3h por R$90 a R$120. Fechei com o Beiçola (cel 035 99115 8781) por 4h, R$100. Cara gente boa que tem uma pousada chamada Marina do Farol em São José da Barra, salvo engano. Com ele foi sem pressa nas paradas, enquanto ouvia alguns apitos chamando o pessoal de outras embarcações. O trajeto é padronizado: Lagoa Azul (que é verde, tem cachoeira e poço muito bom para nadar), Vale dos Tucanos (se tem tucanos, não vi, depois nada na saída do vale), Cascatinha (só mirar). São várias lanchas, congestiona em alguns lugares, mas vale a pena. Cachoeira do Lobo - local com uma ótima cachoeira, poço excelente, cor da água bonita, queda grande e larga. Tem também uma pousada com piscina. Para visitar: R$40, achei caro na época, mas vale a pena. A trilha é curta, bem demarcada e toda cimentada. Morro do Chapéu - mirante da cidade, vista bem bonita. Para este lugar existem dois caminhos: um mais curto que precisa de 4x4 e outro mais longo (uns 20km) que qualquer carro chega (procure no GoogleMaps). Não cobram nada. Canyon Cascata Eco Parque - R$40, sem muita estrutura, mas bom para caminhar (uns 3km), tem poços e umas bonitas cascatas, sendo que a última é a própria Cascatinha do passeio de lancha. Também tem uns belos mirantes dos cânions e lago de Furnas. Lugares que não deu tempo de ir: Pedreira (R$20, tem que ir de 4x4), Paraíso Proibido (R$50), Cachoeira Dicadinha (R$20), Capivara, do Filó e muitas outras! 🏠 HOSPEDAGEM Há muitas opções no Airbnb e Booking, porém, preste atenção na localização, algumas são longe das cachoeiras. Embora a cidade de Capitólio não seja grande, preferimos ficar no centro e a casa no Airbnb para 5 custou R$1145 no total. Como dito acima, há opções de hospedagem em São José da Barra / Furnas (o nome é São José, mas é conhecida pela hidrelétrica de Furnas) e São João Batista do Glória, ficam praticamente a mesma distância de Capitólio para as atrações. 🚌 TRANSPORTE Alugamos carro em BH para irmos direto até Capitólio (4h). Na volta, saímos mais tarde de Capitólio e pernoitamos na cidade de Divinópolis. Há poucos ônibus entre BH e Capitólio, um ou dois por dia, demora 4h e custa cerca de R$104. Do centro de Capitólio até as cachoeiras, não sei como ir de transporte público. Não vi agências, não tem Uber. Não vi ônibus, mas deve ter uma maneira... 🍝 ALIMENTAÇÃO O Restaurante do Turvo é o mais famoso de Capitólio, peixes é o prato principal. O local é grande (perto de onde saem os passeios de barco), o prato é bem servido, é gostoso, mas não é dos mais baratos. Saiu R$50 por pessoa, com bebida, pra comermos bem. Também fomos aos restaurante japonês Mizu e ao Quintal do Brasil. De manhã, sempre comíamos pão de queijo recheado (em média R$10) em algum lugar. Não fomos a Escarpas do Lago, uma bairro elitizado. ❗ OBSERVAÇÕES, PERIGOS, PERCALÇOS Minas Gerais é um dos lugares que mais acontece tromba d'água, vira e mexe aparecem notícias de tragédias em cachoeiras. Como tomar cuidado? Eu não sei ao certo, mas o principal é estar ciente da previsão do tempo, saber de onde vem o rio, conversar com locais. https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/09/capitolio-mg.html
  10. Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias. https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/06/chapada-dos-guimaraes-mt.html
  11. Quando você não está de férias mas quer viajar e não tem muito tempo, Pirenópolis é uma boa opção! Fica bem pertinho de Brasília (2h mais ou menos) e em 2 dias você consegue ter um gostinho de tudo que dá para fazer na cidade. Para organizar a nossa viagem queríamos aproveitar: as cachoeiras, a vida noturna da cidade e subir os morros da região. Os lugares que escolhemos para fazer isso foram: Cachoeiras dos Dragões; Rua dos Restaurantes; e Parque dos Pirineus. Cachoeiras dos Dragões Para começar, saímos de Brasília 7h da manhã, o caminho de ida foi pela BR 060, estrada muito boa com boa parte do caminho com via duplicada. O plano era ir direto para as cachoeiras dos dragões que fica num mosteiro budista mais ou menos a uns 45 minutos de Pirenópolis e funciona de 9h - 17h. Para chegar lá você terá que passar por uma estrada de terra de mais ou menos uns 15km, de carro comum você consegue chegar lá, porém pode sofrer um pouco pois é uma subida e tem muita terra fina. Mas é uma estrada bem sinalizada e não acho que vai precisar de um guia. Chegando no mosteiro você passa por uma orientação rápida sobre as regras do local e já pode ir para a trilha. No local você pode usar os banheiros e encher as garrafinhas de água. Na trilha você vai ter duas opções uma mais leve e outra um pouco mais pesada, as trilhas têm uma boa manutenção e são bem sinalizadas, acho que tem um nível de dificuldade baixa, mesmo sendo 4,5 Km no total você consegue fazer ela toda sem muita dificuldade. Eu fui em outubro lá, época que as chuvas ainda estão voltando então tinha 3 cachoeiras que estavam secas, por isso eles dão um desconto na entrada, mas ainda assim acho que vale a pena, você consegue chegar em lugares da rocha que não seria possível na época da cheia. Rua dos Restaurantes A cidade é bem charmosa e preparada para receber os turistas, ficar a noite apenas andando nas ruas e olhando a cidade já bem interessante. Muita coisa só funciona a noite, uma rua em especial fica cheia de gente e tem vários restaurantes para você escolher. Descobrimos por acaso essa rua apenas caminhando pela cidade, mas é muito interessante para ir jantar e aproveitar a noite, porque nessa rua também funciona algumas casas de festa. Ficamos hospedados no "camping do theo" que nos foi indicado pelas pessoas da cidade mesmo, é um local muito tranquilo fica perto do centro da cidade, então você pode passar pela cidade e voltar a pé mesmo, pode entrar com o carro no quintal e montar a sua barraca do lado. Ele disponibiliza os banheiros e é um senhor muito simpático, conversando com ele você pode usar a geladeira e fogão também. Parque dos Pirineus O parque fica bem próximo a Pirenópolis, porém você tem que pegar uma estrada de chão de mais ou menos 12km para chegar lá, que para ir de carro comum você vai gastar um tempo a mais, devido as imperfeições que a estrada fica por conta do vento. Se você for voltar para Brasília, deixar o parque como última atração é muito bom, porque você já tem uma saída para a direção de Brasília que corta uma grande caminho da estrada convencional. Você sai na BR 070 dessa vez, que não é duplicada, mas é uma estrada em boas condições e chega em Brasília em 1:15h apenas. O parque tem várias trilhas pela "cidade de pedras" porém são trilhas sem muita manutenção e nenhuma sinalização, então é importante ir com um guia se quiser fazer as outras trilhas do parque. Porém você pode ir para a atração mais visitada que é subir os morros, aí você não precisa de guia, pois o caminho é bem simples e você vai ter uma vista linda de toda a região, já que você vai está a 1385m de altura em relação ao nível do mar. O morro que tem a capelinha tem uma subida simples, mas se você quiser subir os outros a trilha não é tão simples e terá que subir por trilhas sem sinalização e com uma dificuldade um pouco maior. Mas se você gosta de paisagens vai gostar da vista que os morros têm.
  12. Preparação Mais uma vez começamos um planejamento para uma trip em grupo, e acabamos terminando em dois só, kkkk. Levantamos muita informação, dados, e dicas. Não é segredo algum que minhas viagens geralmente não contam com guia contratado, eu mesmo navego e planejo tudo. De posse das informações, havíamos levado dois meses aprendendo sobre a Serra dos Órgãos, talvez por isso as pessoas desistiram. Tiveram tempo de pensar no que fariam. Encarar uma grande aventura exige mesmo espírito livre. A Grande Jornada Em 19/07/19 saímos de Campo Mourão às 00:00, foram 1.100 km de estrada, cerca de 17h de viagem. Ainda bem que um dos passageiros que me acompanhou (BlaBlaBla Car) se dispôs a dirigir entre São Paulo e o Nova Iguaçú. Foi um dia todo na estrada. Chegamos em Terezópolis já se passavam das 17:50; o primeiro furo da viagem. Eu havia estimado chegar em Tere dia 20/07 antes das 17h e conseguir viajar até Petrópolis no mesmo dia ainda, dormindo próximo da portaria lá. Doce ilusão, já era noite e tive de procurar um camping ainda, mas tudo certo os Óreas (deuses da montanha) sempre fazem certo. Paciência ... tenha paciência. Levantamos acampamento ás 06:00, que é a hora que abre (deveria abrir) o Parque em Tere. Chegamos na portaria para guardar o carro e lá estava um aglomero de gente, logo fiquei sabendo que a recepcionista não tinha chegado. Foram 45min de espera, enquanto isso ia aumentando a fila. Quando a mulher chegou já armou-se um fuzuê danado, o povo queria brigar ao invés de me deixar fazer checkin. Com muito trabalho consegui fazer o meu checkin e deixei o povo lá batendo boca. Com o carro estacionado voltei para a portaria na esperança de um Uber me levar a Petro. Outra trabalheira danada, uns cinco motoristas recusaram a viagem, chegaram a pedir dinheiro por fora pra fazer o carreto, mó sacanagem. Mas o sexto Uber não hesitou e nos levou ao destino. Dia 1, subida, subida, s u b i d a . . . Às 10:15 começamos a trilha, foram 7h de subidas sem fim, mas com um visual de tirar o fôlego, até o desgaste físico passa desapercebido diante da exuberância da mão verde. Quase todo o dia foi por dentro do Vale do Bomfin subindo suas encostas. Quase no fim do dia chegamos a Isabeloca de onde já podemos avistar a Baía de Guanabara e os Castelos do Açú, nossa parada para dormir. No final da tarde, o pôr do Sol visto do Morro do Açú foi apaixonante. Leia mais aqui. Dia 2, sobe e desce, sobe e desce... O segundo dia é o mais intenso de toda a travessia, e provavelmente um dos mais belos dias que você pode passar na vida. Toda a cadeia da montanhas da Pedra do Sino ficam de frente para nós. A navegação também é mais complicada, presenciamos alguns grupos perdidos (geralmente pessoas sem experiencia ou fanfarrões). A cada descida uma subida maior esperava do outro lado, mas tinha-mos a certeza que o visual depois da ascensão e durante a próxima descida seriam ainda mais incríveis. Foram cerca de 8 km, caminhamos por 6 morros (Morro do Açú, Morro do Marco, Morro da Luva, Morro do Dinossauro, Pedra da Baleia e Pedra do Sino), é nesse trecho também que ficam os obstáculos mais difíceis (Elevador, Lajão, Grotão e Cavalinho). Eu particularmente me apaixonei pela pedra conhecida como Garrafão, talvez seja a lembrança que ela me traz que tenha me conquistado. Foi um dia realmente incrível e às 17h novamente chegamos no Abrigo. Ainda tive tempo de tomar um banho frio numa tarde de 4º C. Leia mais aqui Dia 3, uma corridinha para encerrar a travessia.🏃‍♂️ Levantei com o escuro e subi novamente na Pedra do Sino contemplar a sinfonia de Apolo ao empurrar seu Astro sobre as montanhas. Saímos do abrigo às 07:15, a partir daí só descida praticamente uma trilha bem relax, com a oportunidade de avistar Teresópolis de cima, o Morro da Caledônia e os Três Picos no horizonte. De brinde uma vista por entre as montanhas da Granja Comari, onde um dia já treinou uma seleção de dar medo. Chegamos na barragem às 11:00 fizemos a trilha suspensa e conhecemos o encanto (Cachoeira Peri e Ceci) onde nasceu uma obra prima nacional: "O Guarani". Deixei a tralha no carro e tomei a trilha para o mirante do cartão postal, logo na entrada li que tinha 1.200 m, e eu com pressa; ainda tinha 1.110 km de rodovia até a casa. Não deixei me abalar, liguei a Go Pro e saí em disparada, em 15 min estava de frente para a formação que encantou os portugueses. Mais 15 min estava novamente no carro, exausto agora. Reuni tudo, dei uma parada para repor as calorias e às 14:00 rumava novamente para o Paraná, dessa vez tive de dirigir sozinho por 16h. 06:30 do dia 24 de julho eu deligava o carro com aquela sensação de euforia, sinônimo de missão cumprida, só no aguardo da próxima. Leia o relato completo aqui.
  13. Conhecemos 2 cidades de Roraima incríveis. Veja no link abaixo, vocês vão amar!!! https://aprazzivel.com.br/o-que-fazer-em-roraima/ Qualquer duvida, aconselhamos faze-las pelo instagram (@aprazzivel) respondemos mais rápido.
  14. Saudações gente de espirito livre! Eu sou Ewerton Araújo Carvalho Natural de MG (Uai Sô) rs, já viajei dentro do meu estado, morei e viajei dentro de estados também, porem foram só viagens curtas de fim de semana ou férias. Mas agora separei um tempo pra uma jornada de auto conhecimento e superações. Seguinte galera, estou a sair em meu primeiro mochilão de verdade dentro do país, em busca de conhecimento, auto conhecimento e experiências. Saio de MG agora no final deste mês, vai ser algo bem roots mesmo, pois tempos difíceis e grana curta ta presente em toda parte. Sou pessoa de hábitos simples e humilde, somente com a vontade de ir onde a natureza me chama e o coração pede. O Trabalho dignifica o homem e Gratidão preenche e acalma a alma. Tenho o essencial pra camping e trekking, e resolvi começar a viagem pelo Sul do brasil em SC, Chego em Floripa dia 27, e quero conhecer alguém ou uma galera que possa me orientar e apresentar os picos, praias, trekkings e cachoeiras, não tenho previsão de conseguir hostels, pois até o momento não consegui nenhum anfitrião pelo worldpackers, então busco um camping seguro e de uma Vibe Up ou algo bem próximo que caiba no bolso no momento, dependendo das condições posso fazer uns freelas na minha área para alcançar o próximo destino, ou permanecer por mais tempo, vai ser o que o coração pedir. Venho até vocês que já tem um cadinho ou muito mais de experiência, pedir um auxilio. Desde já agradeço a atenção e colaboração de todos. Jah Bless 🍃
  15. O município de Faxinal no estado do Paraná, terra de várias belezas naturais que ainda não entraram no radar do ecoturismo nacional. À 100 km de Londrina, 145 km de Maringá e 330 km de Curitiba, geograficamente posicionado na transição do segundo para o terceiro planalto do Estado, é terra de aventuras apaixonantes, e gente receptiva. Muitas, ainda inacessíveis ao público comum. Para acessá-las é preciso de guias ou bom poder de convencimento para ganhar autorização de acesso dos proprietários e conhecimento de relevo para se locomover na região. Na cidade, interiorana, a infraestrutura turística é deficitária. Poucos hotéis e restaurantes, todos simples. Menos ainda são as informações acerca dos lugares, muitos dos moradores com que conversamos não sabiam e/ou não conhecem as cachoeiras e cânions. Vamos compartilhar um pouco da nossa visita a Faxinal e quem sabe encantá-lo para marcar sua próxima aventura no mapa. O Planejamento Faxinal já estava no radar a pelo menos uns 5 meses, mas como fica razoavelmente próximo da nossa casa, sempre que tínhamos um fim de semana prolongado íamos para locais um pouco mais distantes, Sapopema, PontaGrossa, Prudentópolis, entre outros. Ao ver que o ano de 2019 terá o calendário enxuto, não tive dúvidas “vamos para Faxinal logo no começo”, pensando, ingenuamente, que em um final de semana faria tudo o que já ouvira sobre Faxinal. Logo que comecei a organizar o roteiro percebi que teria deixar lugares para ver numa próxima oportunidade. Primeiro que em 20 dias só consegui informações sobre 5 cachoeiras, o nome de mais 6 quedas, de um cânion e de uma rota pelos túneis dos trilhos de ferro na região. Lá em Faxinal fui descobrir que as informações que levantei ainda eram poucas e que o município tem muito mais a oferecer. O roteiro Comecei com uma busca em blogs aqui na web de informações sobre os locais onde visitar. Apareceram logo dicas como cachoeira Chicão I e II, Hotel Fazenda Luar de Agosto, Cachoeira da Pedreira e da Fonte. A viagem Decidi começarmos pela Cachoeira da Fonte. Consegui o contato dos donos do Sítio Santo Antônio que é onde a cachoeira fica localizada, logo fiquei sabendo que os anfitriões forneciam um café de sítio aos visitantes. Chegamos às 10:00 no sítio e já fomos recebidos pela Silvana e o Edivaldo que nos trataram como velhos amigos, ela nos serviu pão, doce e geléia de morango, um café de coador daqueles que cheiram a quilômetros e um queijo colonial furadinho, temperado e bem curado que conquistou nosso coração. Depois de uma hora de prosa, com sotaque bem paranaense, seguimos para a cachoeira nos fundos da propriedade. Uns 600 m de caminhada desde a sede do sítio, a trilha é toda bem demarcada possui degraus construídos e até guarda-corpo em algumas partes. Se divide em duas, uma leva até o topo da queda e a outra leva até a queda. Fomos primeiro para cima, afinal não teria problema com a preguiça de subir na volta. Lá de cima a vista é maravilhosa. O pequeno córrego salta sobre vazio por 54 m de altura. No leito, antes de cair da pedra o rio forma pequenas piscinas de água limpa convidando para o banho. Então descemos para a base, não é possível chegar bem no pé da queda, ou ao menos eu não recomendaria assim como não recomendo entrar no piscinão que se forma da queda - a turbulência da água é perigosa. Mas só de se aproximar já dá para tomar um belo banho com a névoa que se forma. Retornando ao o sítio e fomos colher morangos na estufa que havia no quintal, colhemos belas frutas vermelhas que se desmanchavam nas mãos e derretiam na boca. O casal trabalha com morangos sem agrotóxicos no estilo colha e pague. Na varanda tem um conjunto de redes esperando o viajante para uma soneca. Saindo da Fonte seguimos para a cachoeira do Chicão III, uma queda que ainda não está aberta para a visitação, mas fomos autorizados pelo proprietário, a visitá-la. Deu trabalho para encontrá-lo no telefone, mas só pudemos descer para lá depois que conseguimos contatá-lo, a porteira de acesso fica chaveada é preciso pegar a chave com o proprietário. Chegamos no terreno e com a chave entramos, mas não vimos o Sr. Paulo onde imaginávamos que estaria, em dúvida conferi no mapa e a cachoeira era por aqueles lados, deixei o carro no pasto e seguimos a pé pela estradinha de chão batido. Deixamos um bilhete no vidro do carro, vai que o dono chamasse a polícia. Uns 600 m abaixo encontramos uma casa em construção, uma palhoça e um senhor bem simpático abastecendo o bebedouro dos beija-flores, logo descobriríamos que era o Sr. Paulo. Fomos super bem recebidos o simpático senhor nos contou várias histórias do local inclusive seu planos para a propriedade. Quando descemos para ver o Cânion Cruzeiro do beiral, meu deus! um paredão de rochas cortadas 90º de uns 300 m de altura, é possível ver lá embaixo a cachoeira que mais parece um bica diante da imensidão dos seus vizinhos: Cânion Cruzeiro e Serra do Arreio no lado oposto. Pegamos a trilha pela direita e descemos, apesar de não ser tão longa a trilha é muito pesada devido a declividade, desce os 300 m em uns 700 m de trilha. Após uns 400 m chegamos na parte de cima da cachoeira. A queda impressiona, mas o Cânion e o rio chamam toda a atenção, é indescritível a sensação de estar imerso na natureza, cercado de verde e água. Descendo mais um pouco chegamos à frente da queda, numa coluna de pedra que serve como um banco para sentar e admirar, a Gaia Terra. Depois de um fôlego merecido partimos para a trilha dentro do Cruzeiro, rio acima subimos por 30 minutos serpenteando com oa água, saímos em uma pequena queda onde fizemos mais uma pausa antes de retornar a trilha para sair daquele buraco. Sair não foi fácil, já estávamos cansados e precisamos subir toda a ladeira e mais os 600 m até o carro, enfim saímos, e depois de beber uma água da bica que o Sr. Paulo nos ofereceu e agradecer pela oportunidade de conhecer uma paisagem tão singular, seguimos para o carro. Afinal ainda iríamos acampar a uns 17 km dali. Já eram 19 h quando chegamos. Rapidinho montamos a barraca e fomos para a Cachoeira Três Barras que fica nos fundos da propriedade. A Três Barras é uma sequência de pequenos saltos das águas mais limpas da região apenas terceira queda é maior tendo uns 5 m de altura. A parte que mais gostamos foi poder sentar debaixo das quedas e ficar ali curtindo a massagem natural feita pelas águas,Pra mim foi o banho do dia. No escuro, já, voltamos para a barraca tomar um bom café e ouvir uma boa música antes de cair no sono. No dia seguinte acordamos antes de amanhecer ainda, fizemos nosso desjejum café, pão, linguiça e claro queijo do Sítio Santo Antônio. Levantamos acampamento e as 07:30 estávamos na estrada para a cachoeira Chicão I e II onde faríamos um rapel. Nos encontramos com o instrutor no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e seguimos no nosso carro até a cachoeira. Mais um casal foi junto, achamos que iriam fazer rapel também, mas parece que o instrutor estava sendo somente guia deles para a cachoeira. Demos uma breve parada no salto Chicão I que fica do lado da estrada na mesma trilha que leva até a segunda queda, paramos mais para o casal conhecer a primeira queda. Adrenalina lá em cima, descemos até Chicão II com seus 52 m de queda. Lá fomos, aproximando do penhasco e depois soltando o corpo na corda e deixando a gravidade fazer o trabalho. São 48 m de pura adrenalina, alguns escorregões e um belo banho de névoa da queda. A cachoeira é muito bonita e tem um volume grande de água. Na base forma-se um grande panelão de águas turbulentas. Porém, logo depois do poço tem uma faixa de areia formada pela água, e um canal raso por onde a água corre, aqui sim, ideal para um banho. Conhecemos um grupo de Bombeiros Civis que estavam fazendo treinamento, muito simpáticos eles, tanto que ficamos lá até o meio dia, mesmo depois que o nosso instrutor já tinha ido embora, posso dizer que fizemos amizade. Voltamos para o carro e almoçamos nossas saladas temperadas apenas com sal, junto com algumas conservas e biscoitos, rápido pois ainda queríamos curtir um pouco Chicão I. Chicão I é mais modesta que sua irmã mais velha, tem 15 m de queda divididos em dois saltos; uma queda livre, noutro as águas bailam sobre as pedra em vários filetes dando-lhe um gracejo único. Essa cachoeira geralmente está cheia de famílias com crianças tomando banho nas quedas ou onde a água se acumula. Queríamos ir para a Cachoeira Véu de Noiva mas nosso tempo estava se esgotando, então decidimos deixá-la para um próxima e fomos passar na Pedreira. Esta fica praticamente na cidade, é uma bela queda, quem passa da estrada nem imagina que ali tem algo tão maravilhoso. Deu trabalho para achar a entrada, tem um portão com uma placa bem grande dizendo “entrada proibida”, mais a frente uma trilha no pasto leva até o topo da queda, mas queríamos chegar na base. Perguntamos na estrada para duas pessoas que passavam como chegar na trilha que levava para a cachoeira, ela nos disse que poderíamos entrar no portão que lá dentro tinha a trilha, ainda desconfiados, lá fomos nós - imagina tivessem mentido só para nos ver tomar uma corrida. Mas tudo bem achamos a trilha, é bem curta e chegamos no objetivo. A água é bem limpa, porém não se pode dizer o mesmo do entorno, tem bastante lixo jogado. É uma pena as pessoas não terem consciência ecológica, e às vezes nos faz pensar que é melhor que seja fechado mesmo o acesso ao público e cobrado taxa para entrar, quem sabe assim poluem menos. Tarde já, mas vamos ainda para o Hotel Luar de Agosto conhecer o Badalado Salto São Pedro. O Hotel Fazenda é bem estruturado, compete de igual com os grandes hotéis do ramo. Recebemos na entrada um folder (mapa) demonstrativo da propriedade, como não tínhamos tanto tempo para explorar toda a estrutura, escolhemos fazer a trilha mais longa que levaria até o Salto. Pegamos a trilha da Serra, logo se perdemos, o mapa é bem confuso, kkkk. Deixamos o mapa de lado e seguimos o faro mesmo. Encontramos de novo a trilha certa quando achamos o Mirante da Serra. Seguindo a trilha depois de bastante procura descobrimos o Mirante da Árvore, que foi construído sobre uma figueira e dá de vistas para o Salto São Pedro ao longe. De volta na trilha chegamos a Rio São Pedro e depois seguimos ele até o Salto. De tirar o fôlego, com 125 m de cortina de água caindo sobre pedras gigantescas, é possível avistá-lo de longe, bem antes de chegar na base. Para completar o charme uma ponte de madeira coberta de musgo sobre o rio completa o cenário de uma viagem incrível. Mas antes foi preciso voltar para o carro à 1800 m na sede, e ainda ficar com os olhos aguando de vontade de fazer a tirolesa de 500 m que sobrevoa o vale. Na próxima viagem à Faxinal já temos muita coisa em mente, com mais cachoeiras, tirolesa e trilhas. Dicas Extras Em todos os locais que estivemos nessa viagem é possível chegar com carro baixo, e para se localizar um bom faro de estrada e um GPS resolvem. É importante levar dinheiro em espécie, em muitos lugares não pega sinal de celular ou internet então você não encontrará maquininhas. Se tiver dúvidas poste aí nos comentários que ajudaremos com se puder.
  16. Olá, gente! Eu estou montando um roteiro turístico aqui pelo Amazonas, mas ainda sou muito nova nessa área, e semana que vem vou levar afamilia do meu namorado para um passeio por Manaus porém não sei muito bem como começar vcs sabem alguma empresa boa aqui? ou é melhor ir sem empresa? alugar carro? quais melhores cachoeiras? e esse tempo de Julho é bom para ir? e se vcs tiverem outro locais pra por na lista por favor me dizem. Eu ja tenho em minha lista Museu do Seringal, jantar com apresentação de boi bumbá, Teatro Amazonas, Mercado Municipal, Encontro das águas e Ritual indígena.
  17. Presidente Figueiredo, cidade das Cachoeiras Saindo da rodoviária de Manaus, as 8:30 h, chegando a Presidente Figueiredo as 12 horas, e logo sair para a praça, onde ficam os moto taxistas, para negociar os valores. De Manaus a Presidente Figueiredo, de ônibus R$ 44,00 2 horas de viajem, tem também a opção de Táxi lotação que também sai da rodoviária, 50 reais, é bem mais rápido, com duração de 1 hora Moto Táxi até a Cachoeira de Iracema, R$ 15,00 Entrada na Cachoeira de Iracema R$ 10,00, valor em quase todas as Cachoeiras. A escolha dessa Cachoeira, excelente, pois caminhando a poucos kms, se chega a Cachoeira Sucuri e pelo outro lado, um pouco mais distante, porém uma caminhada leve, tem a belíssima Cachoeira das Araras. Na Cachoeira de Iracema, tem uma pequena venda de refrigerante e caso queira o almoço, tem no Hotel Fall de Iracema Já na Cachoeira de Sucirí, não tem infra estrutura, como também na Cachoeira das Araras, então é aconselhável, comprar TUDO em Presidente Figueiredo, pois os valores são muito mais em conta e não corre o risco de ter acabado tudo em Iracema. Dá para conhecer essas 3 Cachoeiras num único dia. Marcar com o moto taxista, a hora do retorno e ir para uma pousada em PF Pousada, R$ 60,00 Já no dia seguinte, é a vez da Cachoeira da Porteira, essa tem infra estrutura, tem redário e pode colocar barracas ou alugar no local. Tem o café da manhã e almoço, o jantar é você que faz, eu me juntei a um grupo e fizemos um belo churrasco, alguns tinham arroz e todos unidos, comemos e conversamos até altas horas. Eu ia passar 2 dias, acabei ficando 4 dias, onde escrevi esse tópico, para facilitar o dia seguinte. Quase todos estão dormindo em suas barracas ou redes e eu aqui, acordado, escrevendo o tópico. As fotos já estão prontas, editadas e tratadas. Só esperando a hora de postar. Amanhã será a vez da Cachoeira do Berro Dágua, que também tem uma boa infra estrutura e aceitam barracas.
  18. Venha conhecer Manaus, tem ao redor várias cachoeiras em Presidente Figueiredo. Trilhas, camping, rapel, tirolesa e paisagens de tirar o fôlego são algumas das atrações que misturam aventura e preservação na Terra das Cachoeiras - Por Lucas Raposo da Câmara, Portal Amazônia. Conhecido como 'A Terra das Cachoeiras', o município, que fica a 120 Km de Manaus, abriga mais de 100 cachoeiras bem preservadas que atraem turistas do mundo inteiro. Cachoeira de Iracema Cenário da novela 'Além do Horizonte', da Rede Globo, a famosa cachoeira conta com trilha e estacionamento próprio. O volume d'água impressiona. Com boa profundidade é possível mergulhar nas águas geladas. Valor: R$ 10 por pessoa - Local: Km 115 da BR 174 Cachoeira do Santuário Composta por por três quedas d'água, a cachoeira recebe este nome porque abriga uma pequena imagem de Santa Clara na primeira queda d'água. Conta com trilha, chalés e restaurante. Valor:R$ 10 por pessoa Local: Km 12 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira da Porteira Muito procurada pelos amantes de acampamentos, esta cachoeira conta com área de camping, mesas, banheiros e lixeiras. O local cobra um valor diferenciado para os turistas que optarem pelo pernoite. Valor: R$ 8 por pessoa Valor do pernoite: R$ 20 por pessoa Local: Km 13 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira da Pedra Furada É a mais distante entre as cachoeiras de Presidente Figueiredo. A distância, porém, é recompensada com um visual único e marcante. As quedas d'água são formadas por três grandes furos na pedra e forma uma piscina natural de águas calmas e preservadas. Valor: R$ 10 por pessoa Local: Km 57 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira Asframa Localizada em propriedade particular. Possui queda d'água com aproximadamente 5m de altura, piscinas naturais e corredeiras. Infraestrutura conta com restaurante com opções de peixes, saladas e vinagrete. Valor: R$ 30 por veículo Local: Km 96 da Rodovia BR 174 Cachoeira das Araras Está localizada dentro da área do complexo turístico Cachoeira de Iracema. Caminhando pelas trilhas do complexo, os visitantes encontram uma das cachoeiras mais populares do município, além de diversas grutas. Valor: R$ 10 por pessoa Local: Km 115 da BR 174 Cachoeira da Neblina É a maior cachoeira de Presidente Figueiredo, com aproximadamente 30m de altura. Apesar disso ainda é praticamente desconhecida, devido o difícil acesso. Para chegar nela os visitantes têm que enfrentar uma trilha de 7 Km floresta a dentro. Para quem encara a aventura, a recompensa é um imenso paredão de água e piscinas naturais. Valor: R$ 10 por pessoa Local: Km 51 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira dos Pássaros Cachoeira de fácil acesso e sem necessidade de trilhas. Por isso, é comum ver a presença de famílias e crianças. O local permite a prática de acampamentos e conta com atrações como tirolesa, passeio de boia e restaurante. Valor: R$ 5 por pessoa Local: Km 13 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira de Sussuarana Está localizada na Vila de Balbina. Coma aproximadamente 15m de altura é bastante procurada por praticante de rapel. Para acessar a trilha é preciso caminhar por uma hora dentro da floresta. Valor: Gratuito Local: Km 86 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira do Mutum Para chegar à cachoeira de carro recomenda-se veículo com tração 4x4 para evitar atolamentos. Já quem prefere chegar a pé terá de percorrer 6 Km de trilha. Tudo isso, porém, é recompensado pelo cenário único que é a marca do município, com piscinas naturais encravadas na rocha. Na área é permitida a prática de camping. Valor:R$ 10 por pessoa Valor do pernoite: R$ 20 por pessoa Local: Km 54 da Rodovia AM 240 (Estrada de Balbina) Cachoeira da Onça De fácil acesso, a Cachoeira da Onça conta com trilha que passa sobre o rio Urubuí. Com quase 10 metros de altura, a queda d'água não é forte, mesmo em tempos de cheia, o que garante um banho seguro para pessoas de todas as idades. Valor: R$ 10 por pessoa Local: Km 108 da Rodovia BR 174 Cachoeira Natal É a cachoeira mais extensa de Presidente Figueiredo, com 50m de comprimento. A altura aproximada é de 10m. A queda forma uma piscina com águas calmas. Por ser distante do centro da cidade é um local reservado e oferece maior tranquilidade. Valor: R$ 20 por veículo Local: Ramal do Urubuí Cachoeira Salto do Ipy A queda d'água tem mais de 20m. Um paredão de rocha, grutas e vegetação selvagem completam um dos mais belos cenários naturais da Amazônia. Com ar de mistério, também foi locação da novela 'Além do Horizonte". Valor: R$ 5 por pessoa Local: Km 57 da rodovia AM-240 (Estrada de Balbina) Cachoeira Berro D'água De fácil acesso. As águas são rasas e quedas d'água baixas, ideias para pessoas de todas as idades. Infraestrutura conta com restaurante, estacionamento e banheiros. Valor: R$ 10 por pessoa (crianças e idosos pagam meia) Local: Km 11 da rodovia AM-240 (Estrada de Balbina) Cachoeira das Orquídeas Cachoeira de fácil acesso e entrada gratuita. Após trilha de 1,5 Km os visitantes podem desfrutar de uma tranquila piscina natural, formada pelas águas que descem pelas rochas. Valor: Gratuito Local: Av. Onça Pintada, Galo da Serra, Presidente Figueiredo Parque do Urubuí Ponto central de Presidente Figueiredo. As fortes correntezas da corredeira atraem praticantes de boia cross. O local reúne os principais restaurantes e hotéis da cidade, além de atrair milhares de turistas. O Monumento que identifica a Corredeira é o índio Waimiri saindo de dentro da casca do cupuaçu - principal referencia do local. Valor: Gratuito Local: Estrada Municipal Da Cachoeira, Presidente Figueiredo.
  19. TRAVESSIA LAPINHA X FECHADOS Molhados e com um frio de lascar, essa é a nossa situação quando desembocamos no minúsculo vilarejo de Lapinha da Serra recém-chegados da travessia do não menos minúsculo, vilarejo do Tabuleiro. Poderíamos ter chegado até aqui simplesmente pegando um ônibus de Belo Horizonte até Santana do Riacho e depois nos pondo a caminhar por uns 10 km até esse povoado perdido num fim de mundo no meio da SERRA DO ESPINHAÇO, mas preferimos ir até Conceição do Mato Dentro e caminhar por 3 dias por aquela que é considerada a travessia mãe dessas incríveis montanhas, Travessia Tabuleiro x Lapinha, uma incrível jornada que nos apresenta logo de cara a sensacional CACHOEIRA DO TABULEIRO com seus 273 metros de queda, a maior do Estado de Minas Gerais. ( Cachoiera do Tabuleiro) A Travessia Tabuleiro x Lapinha é uma caminhada linda e há muito tempo figura entre as grandes travessias clássicas do Brasil, mas a Serra do Espinhaço é tão impressionante que outras grandes caminhadas são praticamente desconhecidas da grande maioria dos montanhistas e excursionistas do país, ficando renegada somente aos locais do Estado devido a dificuldade de logística, o que é uma pena porque ela tem o poder de nos apresentar um cerrado vibrante donde cachoeiras impressionantes saltam para grandes poços de águas cor de coca cola, em um dos cenários mais belos do país. Eu e o Anderson Rosa com tempo de sobra já havíamos resolvido que cruzaríamos parte da Serra do Espinhaço e havíamos nos preparado para isso e como a primeira parte da empreitada havia sido concluída com sucesso e mais sedo do que prevíamos, ao desembocarmos em lapinha da Serra ainda na metade do dia, resolvemos descansar no vilarejo e pôr nossas roupas e sacos de dormir para secar por causa da chuva que havíamos pego no topo do Pico do Breu na noite anterior. ( Lapinha da Serra) Passamos a noite em um camping e logo pela manhã empacotamos nossas coisas, passamos pelo centro do vilarejo aonde sua maior atração são duas igrejinhas no minúsculo centro e partimos pela estrada principal, a mesma que liga Lapinha à Santana do Riacho. O vilarejo é minúsculo e perdido no tempo, tanto que por hora não existe nem sinal de celular, mas se engana quem pensa que não há nada para fazer , na verdade é uma gama de atrações imensas entre subir montanhas como o Pico do Breu e da Lapinha e outras infinidades de cachoeiras ao redor e o grande lago que a cerca, mas por hora vamos nos contentar em usar esse bucólico povoado como ponto de partida para uma das caminhadas mais espetaculares do Espinhaço e botando a mochila nas costas , tratamos logo de apertar o passo traçando como principal meta do dia chegar primeiro até a grande Cachoeira do Bicame. Partindo, portanto da igrejinha do vilarejo, tomamos a rua principal que vai nos levar para o norte, sendo esse o mesmo caminho para Santana do riacho. Estamos passando ao lado de uma cadeia de montanhas ao nosso lado esquerdo e do lado direito teremos como companhia toda a cadeia principal da Serra do Espinhaço, com o Pico da Lapinha a nos espiar ao longe. É uma pernada em meio a fazendas e sítios e sempre sendo saudados pelos moradores locais, mas uma hora depois ou quase 4 km, a estrada de terra faz uma curva violenta para esquerda, abandonando o sentindo norte e quase que voltando para o sul e é nesse cotovelo, em meio a várias placas que abandonamos a estrada principal em favor de outra que sai a direita. Continuamos acompanhando o espigão mestre do Espinhaço, mas agora caminhando por uma estradinha mais modesta. O sol já estava de lascar logo pela manhã e por um golpe de sorte passo por nós uma caminhonete pequena e ao parar já nos interpela se aquele é o caminho para a famosa Cachoeira do Bicame. Anderson nem responde à pergunta e já vai para cima do motorista na tentativa de angariar uma carona. O casal que estava em férias e carregava metade da casa na traseira, logo arruma um lugarzinho para nos levar em meio as tranqueiras e mais 2 km à frente deixamos a estradinha e adentramos numa porteira junto à um pé de manga, onde o caminho se estreita e mal dá passagem ao veículo. Com muito custo conseguimos avançar por mais 1500 metros, mas numa subida mais forte o motorista arregou e decidiu parar o carro à beira do caminho e seguir o resto na caminhada. Bom, na caminhada iríamos eu e o Rosa, porque eles pretendiam seguir o resto do caminho de bicicleta, então nos despedimos da nossa carona e tratamos logo de pôr as pernas para trabalhar e não deu nem 10 minutos de caminhada para descobrimos que o carro não iria muito longe mesmo. Acontece que a sequência do caminho é dentro de uma grande fazenda particular (FAZENDA CACHOEIRA), meio que pertencente ao grupo Boticário que a transformou em uma RPPN e além de proibir a entrada com veículos motorizados, ainda limitou o número de visitantes a no máximo 30 pessoas por dia, o melhor é que não cobram nenhuma taxa de visitação. Abrimos a porteira e adentramos na fazenda onde uma placa explica as regras do lugar, mas como estávamos numa segunda-feira, sabíamos que éramos os únicos a se aventurar por aquelas bandas, então nem nos preocupamos com a possibilidade de não nos deixarem passar por excesso de visitantes. Sinceramente, acho difícil barrarem alguém pelo simples fato que a sede da fazenda está muito, mas muito longe da porteira, que é onde se faz a contagem e seria uma crueldade fazer alguém voltar para trás depois de andar tudo aquilo. Outros 3 km de andanças por um caminho extremamente lindíssimo em meio a afloramentos rochosos e temos que abrir outra porteira e mais 1 km de caminhada estamos na Sede do Parque, próximo a própria sede da fazenda. Ali é o lugar onde encontraremos água, banheiro e deveremos nos cadastrar para poder seguir a travessia, mas ao chegarmos encontramos tudo abandonado. Na verdade, 2 km antes de ali chegarmos, encontramos o guardinha que libera a autorização para seguir e ele estava cuidando de afazeres particular num dia sem nenhum movimento e sem muita burocracia nos fez assinar a entrada para o parque. Nossa maior preocupação era que ele nos barrasse por estarmos com uma cargueira nas costas, já que acampar é proibido, mas nem foi preciso contar alguma lorota, o rapazinho parecia estar meio cagando e andando para o que iriamos fazer e rapidamente se livrou da gente, mais rápido do que a gente querendo no livramos dele. Enquanto comíamos alguma coisa na sombra da sede do Parque, passou por nós uns cavaleiros da fazenda e essa seria as últimas pessoas que veríamos nos próximos 4 dias. A estradinha faz uma curva para direita e logo desce à um riacho com ponte de madeira, deixa a entrada do casarão a direita e pouco mais à frente uma placa indica que devemos entrar à esquerda numa bifurcação e abandonar de vez a estradinha. O caminho a seguir é na direção da grande montanha a nossa frente, atravessando pequenos tablados de madeira que foram colocados estrategicamente para escaparmos do charco e aí mergulhamos num jardim florido que vai encantando a alma numa beleza estonteante, porque nessa época do ano, em plena primavera, o cerrado explode em cores e belezas inenarráveis, onde a vida vai brotando a cada centímetro de solo pobre e nos fazendo parar a cada minuto para aplaudir tamanha formosura. A trilha vai perdendo altura rapidamente, logo vemos que estamos nos dirigindo para o vale o Rio das Pedras e 3 km depois, numa curva para direita somos apresentados sem muita cerimônia para o MIRANTE DA BICAME, uma visão esplendorosa da cachoeira de mesmo nome, despencando nas escarpas da serra. É uma visão de encher os olhos, algo que até emociona de tão bonito, num senário de tirar o fôlego. Nos sentamos ali naquela pedra e deixamos nossos pensamentos correr e nossa emoção aflorar, aproveitando para guardar na nossa mente cada centímetro daquela paisagem e o melhor de tudo era que estávamos sós, porque o casal que havia nos dado carona simplesmente desistiram de seguir o retiro. Aquele paraíso era só nosso e quando nosso coração se encheu e quase transbordou de alegria, escorregamos pela trilha e fomos abraçar de vez aquela cachoeira, e não deu nem mais 20 minutos de caminhada em meio às canelas de Emas, já estávamos lá, a nos jogarmos dentro daquele poço avermelhado para aplacar o calor, já que a tarde já se fazia presente, com o sol a pino a nos iluminar. ( Mirante do Bicame) A CACHOEIRA DO BICAME até que não é muito alta, mas a composição da paisagem com um poço enorme e profundo com águas avermelhadas a transforma numa visão quase que única no meio do cerrado e mesmo não muito cheia como estava agora, é algo que nos hipnotiza. Ficamos por lá um bom tempo, nadando no grande poço e deixando a vida passar sem nos preocuparmos com o tempo, mas quando nos lembramos que nosso objetivo era acampar no tal poço do soberbo, demos o ultimo mergulho e partimos. (Cachoeira do Bicame) Deve haver uma trilha que sobe até o topo da grande cachoeira, mas nós não nos preocupamos em ir investigar e já nos agarramos a uma canaleta bem ao lado da queda e foi por ela que mediante a uma escalada tranquila, conseguimos chegar ao topo, onde as águas despencavam no vazio, se jogando para dentro do poço. Esse é mais um cenário de tirar o fôlego, com pequenos poços, cascatinhas e pedras coloridas e a vontade que dá é ficar por ali mesmo, apreciando o mundo lá de cima. O caminho natural é atravessar para a outra margem e como o rio não estava muito cheio, mal molhamos nossas botas pulando de uma pedra a outro. Atravessando, a trilha vai seguir para a esquerda, descendo novamente para o pé da cachoeira e seguindo quase margeando o rio, descendo as vezes por trilha e outras vezes varando pela vegetação rasteira. Logo o rio começa a encachoeirar novamente e vai ficando cada vez mais lindo e é nessa hora que será preciso começar a se afastar do rio, subindo para depois pegar o sentido noroeste e caminhar por mais de 2 k e aí virar completamente para o sul e caminhar por mais de 1,5 km para voltar novamente ao rio e tudo isso simplesmente para dar a volta em uma montanha porque pelo rio é tarefa quase impossível, tendo que enfrentar abismos gigantes. Pois é, esse é o caminho oficial e tradicional para se voltar ao rio, mas quem quiser seguir pela trilha de cima (vou explicar isso depois) , não precisa seguir para o sul, pode simplesmente continuar sentido norte/nordeste, só não vai conhecer o Poço do Soberbo, mas nós não somos tradicionalistas, a gente tá longe de nos prendermos aos roteiros tradicionais , então para variar, resolvemos enfiar os pés pelas mãos e inventar moda, ao invés de contornarmos a tal montanha para escapar dos abismos, vamos ao encontro dele e que Deus tenha piedade das nossas almas .(rsrsrsrsrrsrsrrsrs) ( Parte alta do Bicame) Abandonando a trilha, agora vamos descendo margeando o Rio das Pedras, rasgando mato no peito, tentando nos desviar da vegetação espinhuda do cerrado mineiro e não demora muito já somos recompensados pela exuberante CACHOEIRA DO SMOKE, bela e solitária, nos convidando para um mergulho em seu poço igualmente deslumbrante. A tarde já se avizinhava de vez e não poderíamos nos dar ao luxo de ficar nos deleitando em poço e piscinas naturais ou noite poderia nos pegar no meio do cânon e não seria nada bonito para a gente. ( CACHOEIRA DO SMOKE) Fomos desescalando a escarpa, abrindo caminho a força em meio às canelas de emas esturricadas por causa de queimadas antigas e cada patamar que baixávamos, uma nova cachoeira surgia e era cada uma mais bonita que as outras e essa queda abaixo da Cachoeira do Smoke também era um convite para nos banharmos no seu poço, mas por causa do tempo vai ficar para próxima e para marcar território vou chamar de Segunda Queda. O terreno que até então era difícil, agora se transforma em quase impossível de passar, descemos mais um patamar com enorme dificuldade para apreciarmos de cima do barranco a Terceira Quedaabaixo do Bicame. Cada cachoeira era mais bonita que a outra e quem nos dera ter tempo suficiente para podermos nos perder em suas quedas, muito porque nossa realidade agora mudou de difícil para imprestável e nos vimos lascado, sem pai e sem mãe à beira de um abismo por onde o Rio das Pedras quase que se suicidava, saltando em meio a um cânion estreito, e agora José? (segunda queda abaixo do Bicame) ( terceira queda abaixpo do Bicame) Paramos para analisar os mapas e tentar traçar uma estratégia, mas nada parecia nos convencer que passaríamos por aquele abismo. Pensamos na possibilidade de cruzar o rio para outra margem, mas o mapa topográfico nos dizia que apenas trocaríamos 6 por meia dúzia, então só nos restou a ingrata missão de nos agarrarmos às grades paredes e tentarmos chegar ao cume da montanha para tentarmos uma diagonal até o fundo do vale. Em meio às pedras escorregadias lá foram dois tontos, agarrando as unhas aonde era possível até atingir um dos pico , e quando chegamos ao alto, descobrimos que ele era apenas um cume menos de outra montanha gigante. Aí, ao invés de subirmos essa nova montanhas, tivemos a ideia estúpida de tentar contorná-la pela parte de dentro do abismo, descendo escorregando e usando as velhas canelas de emas como apoio. Aquela manobra tinha tudo para dar errado, abaixo dos nossos pés umas duas centenas de metros nos chamavam para uma tragédia e eu não estava nada contente com rumo que aquela travessia estava tomando e uma hora fiquei mesmo sem saída, muito porque eu era o cara que ia atrás e quando chegava para fazer os movimentos, o Anderson já havia levado todos os apoios que eram possíveis, que no caso, não passavam de canelas de emas queimadas. A tarde já estava no fim, mas nosso pesadelo continuava e vendo que aquelas manobras já haviam ultrapassado qualquer bom senso que prestasse, tentamos tomar uma diagonal para direita e nos afastar do cânion, mesmo assim uma passagem estreita fez com que minha mochila se mancomunasse com a força da gravidade tentasse a qualquer custo me matar. Fiquei paralisado, tentando chamar a atenção do Anderson para ver se ele que já ia à frente conseguisse me ajudar a sair daquela situação em que eu havia me metido, mas só ouvi a voz dele dizendo que o caminho era aquele mesmo. Eu num primeiro momento pensei que teria que me livrar da minha mochila para não ser arrastado junto, mas consegui cravar as unhas na terra e alcancei um arbusto um pouco mais firme e me puxei para cima. ( Cachoeira do Abismo) De onde estávamos já conseguíamos avistar a trilha correndo lá embaixo e conseguimos achar uma linha que acabou nos levando com mais segurança até ela, aí viramos para a esquerda e começamos a descer novamente em direção ao rio, tendo agora como companhia a grande Cachoeira do Abismo, a mesma que nos queria, mas vai ficar querendo. ( rsrsrsrsr) Nosso próximo passo era atravessar o rio para sua margem esquerda e localizar alguma trilha que fosse descendo. Atravessar até que foi fácil porque usamos uma espécie de ponte natural que ia de um lado a outro do rio, mas ao chegarmos do outro lado, trilha nenhuma encontramos e o traklog que começamos a seguir não ia para lugar nenhum e mais atrapalhava que ajudava. O Rosa já estava nervoso porque se dizia esgotado fisicamente e queria acampar a qualquer custo e eu não arredava o pé de tentar acampar no tal poço do soberbo, mas a gente descia o rio, tentando seguir o traklog e passava cada vez mais raiva, então resolvemos abandonar de vez aquela merda de marcação e fazer nosso próprio caminho. Atravessamos novamente o rio e o seguimos pelo lado direito, atravessamos por dentro de um mato fechado até novamente sairmos no aberto, junto a uma clareira embaixo de uma grande árvore e aí o Rosa protestou veementemente para que acampássemos ali. Estávamos tão perto do soberbo que eu achei um desaforo ficar ali e admitir a derrota, mesmo sabendo que a noite já se avizinhava , então mesmo com o Anderson puto de raiva, forcei a barra para que atravessássemos o rio e andássemos mais um pouquinho até interceptarmos de vez a trilha de baixo e logo em seguida ganharmos uma estradinha à esquerda, que em menos de 10 minutos nos levou até o antigo GARIMPO DE DIAMANTES, onde meia dúzia de casas de pedra abandonadas nos convida para soltarmos nossas mochilas e darmos por encerrado aquele grande dia de aventuras, justamente nos domínios do incrível POÇO DO SOBERBO. Aquele cenário era sul-real, o pôr do sol iluminando as paredes que circundavam o poço do Soberbo, refletindo em todos os cantos, transformava o local em um lugar único. As casinhas construídas de pedra, feito uma vila medieval que mais parecia uma Machu Picchu sertaneja. As habitações infelizmente perderam seu telhado e apenas uma ainda se mantinha em pé e ao abrimos a porta fomos surpreendidos por encontrar um lugar perfeitamente habitável e nossos olhos brilhavam com a possibilidade de usá-la como abrigo naquele lugar magico, mas o Anderson não deu o braço a torcer, mesmo diante daquele achado extraordinário e apenas se calou , mas eu fiquei feliz de ter batido o pé para acamparmos ali, sem vento e sem nem precisar montar nossa barraca, mas por medo de algum camundongos, o Andersom resolveu mesmo assim se proteger dentro da tenda artificial. Foi uma noite bem dormida e acordamos só quando achamos que deveríamos já que tínhamos tempo de sobra. Enquanto o Rosa foi cuidar de lavar a louça fui dar umas voltas pelo lugar, que outrora fora usado como garimpo de diamantes. O poço é formado pelas águas do Rio das Pedras e do Rio Soberbo, que se encontram e depois vão se enfiar em um outro cânion gigante e até desci aonde as águas despencam no vazio, mas ao me aproximar, uma corrente de ar ameaçou me jogar vale abaixo, então recuei e voltei para o acampamento. O Poço do Soberbo deve ter dezenas e dezenas de metros de profundidade e suas águas escuras, mas limpíssimas, nos convidam para um banho, mas ainda é cedo para tanta molhaceira, então jogamos às mochilas nas costas e partimos para a continuidade daquela travessia. Retornamos pela mesma estradinha da tarde anterior e interceptamos novamente o Rio das Pedras no exato local aonde ele se encontra com o Rio Soberbo e encontramos a TRILHA DE BAIXO. É preciso explicar agora o que são essas trilhas: A trilha de baixo é o caminho tradicional que liga Lapinha da Serra até Fechados e deveria ser a nossa rota dessa caminhada, mas tem um porém, essa trilha corta a FAZENDA DO DANTE, um fazendeiro cabra macho que costuma enfiar o trabuco na cara de quem se atreve a invadir suas terras e para não bater de frente com ele ou seus jagunços, quem se atreve a fazer essa bela travessia tem como opção usar a TRILHA DE CIMA, ou seja, é obrigado a subir uma patamar e caminhar por outras montanhas, indo “paralelo” a trilha principal. Nós estávamos com os dois roteiros no GPS, mas ao invés de já nos metermos no caminho que nos levaria até a trilha superior, escapando das garras sanguinolentas do tal de Dante, preferíamos inventar outra coisa e por hora resolvemos usar a trilha de baixo mesmo, indo de encontro com o matador de montanhista. A trilha segue paralela ao rio Soberbo, subindo quase encostada às suas margens e logo somos surpreendidos por uma placa: “ Caiam Fora, Propriedade Particular”, mas como a gente não sabia ler, passamos batidos e nos enfiamos no meio do cerrado, meio que pressionados por duas paredes de cada lado. Nosso próximo objetivo era chegarmos até o tal POÇO DO RUBINHO e em meia hora, talvez um pouco mais, ao vermos que estávamos bem perto, preferimos varar mato e interceptar novamente o Rio Soberbo, exatamente um pouco abaixo do Rubinho. Acontece que a gente poderia chegar ao Rubinho continuando pela trilha e mais à frente fazer um desvio, mas ficamos com medo de encontramos alguma casa habitada que nos fechasse o caminho ou nos causasse algum problema. O POÇO DO RUBINHO é outro lugar incrivelmente belo, de onde uma cachoeira despenca vindo da grande fenda que parte a montanha ao meio e ao chegarmos lá não me restou outra coisa a fazer senão me jogar nas suas águas profundas e por lá ficar até que o Andersom dissesse que era hora de partir. Mas aí é que estava o pulo do gato, a gente sabia que a passagem pela tal fazenda do Dante poderia nos causar problemas, então teríamos que achar um meio de fazer a passagem da trilha de baixo para a trilha de cima e fazendo um estudo sobre a topografia, descobrimos que poderia ser possível interceptar o nosso caminho subindo todo o cânion do Rubinho escalando. Na teoria poderia funcionar, mas se fossemos barrados pelo terreno seria um tempo jogado fora e um esforço desnecessário. Eu queria já tentar escalar a própria cachoeira do Rubinho, mas o Anderson achou melhor subirmos escalando o paredão pela sua esquerda. Foi uma subida bem íngreme e cansativa e por fim tivemos que escorregarmos até cairmos de vez da parte de cima da cachoeira do Rubinho, onde outra cachoeira igualmente deslumbrante e com um poço profundo nos faz cair o queixo. Em um primeiro momento ficamos ali paralisados, tanto pela beleza, quanto pela dificuldade em escalar a queda d’água. Saímos pela esquerda, caminhando ao lado do poço até nos encostarmos junto ao véu. Escalar na unha era algo quase impossível, mas não havia outra saída, então ajudei o Rosa a tentar alcançar uma canela de ema até poder se elevar e ganhar outras agarras que o levou finalmente para o patamar definitivo e foi aí que agradecemos por portarmos um pedaço de corda porque sem ela eu teria ficado lá embaixo sem poder subir. (SEGUNDA QUEDA DO RUBINHO) É impressionante como esse lugar era bonito e o principal era saber que estávamos passando em um lugar onde pouca gente já havia chegado, umas cachoeiras isoladas do mundo, em um lugar perdido no meio do cerrado mineiro. Aquela TERCEIRA QUEDA não era muito alta, mas nem precisava ser com aquele poço incrivelmente belo e foi muito tranquilo subir escalando seus degraus ao lado das suas águas e a gente que já estava estarrecido diante de tanta beleza, quando chegamos ao próximo patamar tivemos que arriar nossas mochilas, respirar fundo e com calmar nos sentarmos para apreciar aquela paisagem estonteante. A QUARTA QUEDA e última queda daquele complexo de cachoeiras, onde a fenda já terminava, nos dá de presente um poço incrível e enquanto a Rosa resolve fazer uma boquinha, não me contento somente em olhar e já me jogo nas águas frescas de um dia ensolarado e calorento. Somos donos absoluto daquele paraíso e não há um só sinal de passagem humana por ali, muito porque quem vem pela própria trilha de cima se amedronta com a possível descida perigosa, mas quem se atrever a investigar vai encontrar uma língua de pedra que poderá leva-lo para dentro do cânion e consequentemente para essa cachoeira. O dia já ia pela metade quando finalmente emergimos na parte de cima desse degrau da Serra porque aqui no Espinhaço as montanhas parecem ser divididas em patamares e depois de ficarmos envolvidos com tanta água, era hora de enfrentar a dureza do serrado. Agora havíamos localizado a tal TRILHA DE CIMAe ela seria nossa companhia pelos próximos dois dias. Mas a verdade tem que ser dita, de trilha mesmo só o ameaço porque praticamente não se consegue andar por uma linha concreta e e aí não temos outra coisa a fazer se não seguir o traklog que foi nos passado ou ao menos nos mantermos bem perto dele, tendo-o sempre como referência , mesmo porque seria impossível seguir por essa rota sem nunca ter estado ali, mesmo com mapas e bussola, sem uma noção para onde seguir é pedir para ser um andarilho sem rumo. Mesmo sendo um terreno relativamente fácil de andar por se tratar de vegetação baixa e com boa visibilidade é preciso não dar bobeira com um acidente porque naquele fim de mundo celular é coisa imprestável para comunicação. Num primeiro momento ficamos meio desorientados tentando localizar o rabo da trilha, mas ao vermos que essa trilha mal existe, nos apegamos ao gps e fomos navegando tendo o traklog como referência e o terreno vai subindo, ziguezagueando montanha acima, meio que paralelo ao Rio Soberbo, mas não perto dele, coisa de talvez 1 km de distância. A subida foi dura, nos perdemos em vários momentos e acabamos ficando sem água e somente uns 2 km depois que deixamos o rio é que conseguimos encontrar um riacho com águas frias para largar as mochilas e nos acabarmos de tanto beber. É uma paisagem de largas vistas, com plantas incríveis, sempre com a visão esplendorosa do vale do Rio Soberbo a nossa direita. O terreno parece que vai arrefecer um pouco, mas logo volta a subir novamente e parece que vai nos levar para o início de um vale, mas logo o gps nos indica que temos que tomar um caminho por dentro de alguns arbustos e de supetão somos surpreendidos com um casebre junto a um curral relativamente novo. Ainda eram antes das cinco da tarde, mas não tivemos duvidas que deveríamos acampar por ali mesmo, junto a um gramadinho em frente do rancho, que parecia estar ali apenas para marcar território, servindo de abrigo temporário e de depósito de materiais ligados a cavalaria. Montamos nossa barraca e fomos dormir muito cedo, estávamos cansados da árdua jornada que havíamos empreendido, primeiro escalando os penhascos dos cânions do Rubinho, depois torrando os miolos até aqui chegar. Não existe água junto ao casebre e chegamos a investigar em uma matinha próxima, mas o riacho estava seco e só conseguimos fazer uma janta e um café na manhã seguinte porque ao encontrarmos a porta aberta, conseguimos pegar um pouco dentro do barraco, mas antes matamos a cede chupando umas canas que por lá encontramos. A partida na manhã seguinte foi lenta e preguiçosa. A trilha volta pelo mesmo lugar que chegamos e continua para o norte, vai se elevando lentamente por um caminho que à primeira vista parece mais um carreiro de vacas, mas ali não havia nem vaca e nem qualquer sinal de vida humana e continuamos naquela vastidão, sempre com os olhos abertos para admirarmos uma infinidade de plantas rasteiras e pequenos arbustos de todas as formas, além de inúmeras formações rochosas. Estamos num degrau do espinhaço e ao longe era possível avistar o Vilarejo de Inhames perdido no horizonte. Vamos perdendo altura bem devagar, passamos por um riacho para molharmos a goela e não demora para percebermos que estamos sendo levados pelo terreno para calha de outro rio e quando lá chegamos, jogamos a mochila ao chão logo depois de atravessarmos o próprio CÓRREGO DOS INHAMES e enquanto o Andersom descansa à sombra de uma árvore torta, aproveito para me jogar na água e por lá ficar feito um hipopótamo tentando escapar do calor nas savanas africanas. ( córrego dos Inhames) O próximo trecho de pernada vai em direção a um capão de floresta isolado e ao longe vamos nos guiando em direção a um pequeno telhado que pensamos ser uma casa, mas quando lá chegamos vimos que não passava de uma casinha de cocho, usada para alimentar os animais, que também não existiam por lá. O sol agora esquentou de vez e a gente aperta o passo tentando encontrar logo mais um riacho para refrescar a moringa e quando mais um córrego é encontrado, é hora de enfiar a cabeça dentro para baixar a temperatura. Esse rio é a própria nascente de um rio maior que vai descer em direção ao vale e entrar dentro de uma grande floresta. Vamos descendo paralelo a esse vale verdejante e ao darmos uma bobeira, perdemos o caminho do traklog. Tentamos varar mato subindo um pequeno morrote, mas logo ficamos travados numa vegetação entrelaçada e aí ao avistarmos um casebre lá de cima, que era alimentado por uma trilha do outro lado do vale, resolvemos retroceder e varar mato no peito, atravessar o riacho e interceptar essa trilha até o casebre, que por sinal estava abandonado. Voltamos para trilha, agora acompanhando o rio pela sua direita e 500 metros depois o atravessamos e subimos até a metade de uma colina e logo notamos que outra vez havíamos perdido o caminho, que na verdade continuava paralelo ao rio. A trilha se alarga de vez e vamos adentrando numa floresta refrescante até darmos de cara com uma porteira, onde uma placa anuncia que estamos entrando nos domínios da FAZENDA PINHÕES DA SERRA. Não demora muito e somos encurralados por alguns cães barulhentos e vislumbramos a possibilidade de podermos ver gente, mas quando chegamos na sede da fazenda, encontramos tudo vazio e não foi dessa vez que a gente conseguir encontrar outros seres humanos nessa travessia. ( sede da fazenda Pinhões da Serra) Uma estradinha partindo para a esquerda nos serve de caminho e quando ela vira à direita inventamos de cruzar o rio e interceptar outra estradinha gramada e a seguimos por um bom tempo até percebermos que novamente estávamos perdidos e longe do caminho. Nos recusamos a voltar pelo mesmo caminho, então inventamos de varar mato na diagonal para tentar interceptar novamente a trilha e nos vimos atolados dentro de um brejo por um bom tempo até conseguirmos voltar para direção correta e pegar o estirão final que vai descendo sem dó até que umas 4 da tarde, quando o sol já queimava tudo a sua volta, demos nas barrancas do lindo RIO PRETO, hora de dar um basta, descer as mochilas e dar por encerrado mais um dia de caminhada. O Rio Preto é um rio belíssimo, com águas escuras e avermelhadas e ali naquele local seve meio que de ponte natural para quem quer cruzá-lo. Cinquenta metros a baixo uma prainha nos convida para montarmos nossa barraquinha, mas antes de isso fazermos, largamos tudo o corremos para um banho renovador. O calor foi imenso durante todo o dia e nuvens pretas se apresentam para nos dizer que a noite poderemos ter um pouco de chuva, então armamos nossa barraca na areia e tratamos de cobri-la com um plástico. E o trabalho realizado foi muito providencial porque a noite a chuva veio com gosto, o que não foi de todo ruim porque serviu para aplacar o calor e pela manhã o sol retornou com força para ser nosso companheiro por mais um dia de travessia. A trilha tradicional parte do outro lado do Rio Preto e vai continuar seguindo na direção norte até que é preciso escolher entre virar a esquerda para Fechados ou a direita para Cemitério do Peixe, mas nós estamos longe de sermos tradicionalistas e estudando novamente o mapa, resolvemos que iríamos descer margeando o Rio Preto até interceptarmos a TRILHA DE BAIXO novamente. Em um primeiro momento tudo estava correndo bem, estávamos conseguindo encontrar um bom caminho pelo lado esquerdo, mas foi aí que dei uma bobeira monstro, não percebi no GPS que o rio havia dado uma guinada para direta e continuei navegando para esquerda pensando que o vale que eu estava seguindo fosse o vale do próprio Rio Preto. acabamos nos perdendo quase 1 km longe do nosso caminho e pior, tivemos que varar mato e escalar paredes ingrimes para tentar voltar. Não peciso nem dizer que o Andersom ficou pistola da vida com o meu erro de navegação e passou umas 3 horas resmungando. Pulei à frente e tracei um azimute direto para interceptar a trilha de baixo e fomos nos enfiando cada vez mais numas piramberas até que a tal trilha apareceu. Pegamos a trilha para a direita e não demora muito interceptamos mais um casebre, mais um barraco abandonado. Agora estávamos seguindo outro traklog, mais sinceramente era um caminho imprestável, que mais atrapalhava do que ajudava. Quando a cerca do casebre termina, entramos a esquerda e fomos meio que contornando a casa até que o traklog se mete no meio de uma quiçaça, sem trilha sem qualquer vestígio de caminho e aí a gente toca varar mato tentando conseguir nos aproximarmos novamente do Rio Preto. Depois de muito custo chegamos ao rio e o atravessamos para o outro lado, interceptando um afluente e subindo por uma meia hora até cruzá-lo também, mas antes disso paramos para fazer um almoço porque aquele dia não estava sendo fácil. Com a barriga cheia e o espírito renovado, retomamos nossas andanças, primeiro subindo o rio e depois descobrindo uma trilha que se enfiou dentro de uma fenda da montanha e começou a subir para valer. O caminho era realmente bonito, mas as dificuldades passadas ao longo desse dia junto com o calor infernal nos fizeram apressarmos o passo até que o terreno arrefeceu de vez e voltamos a caminhar com a imensidão do cerrado. Uma parede gigante nos fez companhia por um certo tempo, uma muralha do lado direito e foi um sobe e desce pequenas colinas intermináveis até que o caminho vira para esquerda e adentra no meio de vegetação mais densa, num labirinto de caminhos até pularmos uma porteira e voltarmos a subir e descer colinas. Numa olhada rápida no mapa observamos que a descida final para o vilarejo de FECHADOS faria uma curva para direita, contornando uma montanha e depois se enfiando numa ladeira interminável até o povoado. Acontece que o Anderson ainda continuava meio bolado e inventou de querer cortar aquela volta imensa, simplesmente varando mato em linha reta, mas havia um problema: O mapa nos mostrava um vale gigantesco com paredes escarpadas, resumindo, era uma furada dos infernos, mas como eu já havia dado uma mancada grande na saída do Rio Preto, fazendo a gente rodar em círculos, achei melhor nem dar muito palpite e deixar a navegação final por conta dele. E assim foi, nos enfiamos tentando descer aquela pirambeira, às vezes galgando alguns morrotes, mas sempre enfrentando uma vegetação entrelaçada por galhos retorcidos. Mas o pior ainda parecia estar por vir quando nuvens negras começaram a se formar, ameaçando desabar sobre nossas cabeças. A tarde já ia longe, sem água a boca secou rapidamente e cada vez parecíamos nos enfiar num caminho sem volta. Eu nem dava mais palpites, só ficava de olho no traklog do meu celular, tentando ver se pelo menos estávamos indo para o rumo certo, mas já temia que poderíamos ficar na mão porque a bateria já agonizava. O Anderson ia à frente e eu já me arrastava atrás, pensando na possibilidade de encontrar um pouco de água e vislumbrar algum lugar que pudéssemos esticar nossa barraquinha e finalmente depois de despencarmos barranco abaixo, um veio de água salvador foi encontrado e quando já estudávamos seguir descendo o vale, que seria sem dúvida uma estupidez, encontramos um rabo de trilha que seguia em direção a trilha principal. Fomos seguindo por esse caminho, mas ele próprio se perdeu no meio do nada e aí toca a gente varar mato no peito novamente até que por um golpe de sorte fomos interceptar uma trilha antiga no degrau da montanha e por ela seguimos quase que noite à dentro até finalmente encontramos sinal de civilização, numa casa em construção, mas bem ao lado da grande trilha que nos levaria de volta para o povoado. Estávamos realmente gastando as últimas forças, já utilizando as energias reservas e quando o Anderson deu a ideia de ao invés de acampar na casa em construção, seguirmos caminho até o povoado, não tive nem forças para dizer não, apenas me levantei e como um boi que segue caminho para o matadouro, me pus a caminhar e deixar que minhas pernas me carregassem trilha abaixo, perdendo altitude no meio da floresta escura e sombria. ( FECHADOS) Aquele final de caminhada, descendo aquela trilha tradicional, levou uma eternidade, mesmo que não tenha passado de míseros 50 minutos e logo que passamos por uma cachoeirinha que desaguava à beira do caminho, fizemos uma curva e desembocamos numa estradinha de terra e ganhamos o estirão final até que de supetão demos de cara com o povoado. Logo na primeira casa um cachorro barulhento anuncia a nossa chegada e dela saí um senhor que nos interpela, perguntando de onde surgimos. Ao saber que estávamos vagando há 4 dias pela Serra do Espinhaço e que ele era o primeiro rosto humano que víamos nesse tempo todo, imediatamente nos chamou para dentro e nos convidou para um banho, enquanto sua esposa preparava uma janta. Uma hora atrás estávamos perdidos no limbo da floresta e do Cerrado mineiro e agora aquela família nos recebera como filhos sem nunca ter nos vistos antes e até então, surpreendentemente, o cara que ao contrário de mim que já está acostumado a chorar diante da beleza ou das agruras da vida, desabou emocionalmente. Aquele ser de aparência forte e até meio turrão em alguns momentos, não segurou as lagrimas, era o jeito que o Anderson Rosa arrumou para agradecer por nós dois as boas vindas dos “nativos” de FECHADOS. A família que nos acolheu arrumou um lugar para que pudéssemos passar a noite e logo quando o sol nasceu corremos para o centrinho do vilarejo a fim de pegar o único ônibus que por ali passava, na verdade só existem 3 ônibus por semana que liga Fechados à Santana do Pirapama e ele vai recolhendo de tudo pelo caminho, desde gente até animais, sacos de farinha, mantimentos, vai cruzando uma infinidade de pequenas áreas agrícolas, lugares onde o progresso passou bem longe e mais de 3 horas depois desembarcamos no seu final, bem na hora de pegarmos um ônibus para Sete Lagoas e de lá para a capital mineira, onde conseguimos um carona por aplicativo até São Paulo. Nossa passagem pela Serra do Espinhaço, nesses 10 dias que lá estivemos, serviu para que tivéssemos uma noção clara das riquezas naturais que se escondem nesse rincão mineiro, uma natureza ainda em estado bruto que se mantém preservada e longe das farofas humanas que ultimamente vem entupindo as trilhas e montanhas desse país. Fomos lá com o intuito de fazer uma bela caminhada pelos campos floridos do cerrado mineiro e trouxemos na bagagem uma grande aventura, simplesmente porque num determinado momento resolvemos jogar no lixo roteiros pré-estabelecidos e deixamos nos levar pela curiosidade e pela vontade incontrolável de nos jogarmos atrás do novo e do desconhecido. Divanei Goes de Paula – outubro/2018
  20. Olá, É possível conhecer as cachoeiras e alambiques de carro ou o trajeto é ruim podendo ser feito apenas no passeio de 4x4 ? Também estou com dúvidas em relação a Trindade, quero passar um dia na vila e queria saber se as trilhas são bem dermacadas e de fácil acesso ?
  21. Eaê viajantes? Janeiro de férias. Que tal curtir a Chapada? Aventura é que ñ faltará. A intenção é esquecer da vida de trabalho e desestressar. 07/01 a 09/01 - São Jorge D’Aliança Cachoeira do Label + Cataratas dos Couros + Cachoeira da Muralha + Cachoeira do Papagaio. + Bocaina da Muralha + Cachoeira do Macacão + Cachoeira dos Macaquinhos e Cachoeira do Dragão. 10 e 11/01 - Alto Paraíso Cachoeiras Loquinhas + Cachoeira dos Anjos e Arcsnjos + Cachoeira dos Cristais + Cachoeira Água Fria + Cachoeira do Sertão Zen 12 e 13/01 - Cavalcante Cachoeira Poço Encantado + Cachoeira Ave Maria + Cachoeira Capivara + Cachoeira Santa Barbara + Cachoeira Candaru + Cachoeiras do Prata + Cachoeira Veredas e Veredinhas + Cachoeira Véu da Noiva + Cachoeira Cobiçada + Cachoeira Toca da Onça + Poço Encantado + Cânion. 12 a 15/01 - São Jorge Cachoeira São Bento + Cachoeiras Almécegas I e II + Morro da Baleia + Jardim de Maytrea + Cachoeira da Bailarina + Cachoeira Cordovil + Encontro + Rodeador + Poço das Esmeraldas + Vale da Lua + Mirante da Janela + Cachoeira do Abismo + Cachoeira Morada do Sol + Cachoeira Raizama + Cachoeira do Segredo + Cachoeira dos Saltos + Cachoeira do Garimpão + Corredeiras + Cachoeira do Carrossel + Cachoeir a Carioquinha + Cânions I e II + Cachoeira das Sete Quedas. podemos esquematizar as datas pra fazer essas cachus com tempo. Ainda ñ comprei as passagens. Alguém com disposição e espírito aventureiro pra curtir essa puta viagem? Podemos montar um grupo whats. Meu contato (13) 996597575 Abraço. marcelo
  22. Olá pessoal, Vim aqui mais uma vez compartilhar um pouco das nossas andanças pelo Brasil. Dessa vez um destino mais perto de casa, Capitólio/MG, há cerca de 280Km de BH. Ficamos de 25 a 28 de fevereiro. O local estava simplesmente abarrotado de gente! A cidade não comporta essa quantidade de pessoas e nem mesmo as principais atrações! Dica 1: Procure ir fora de feriados, porque realmente fica tudo muito confuso! Dica 2: a maioria das atrações fica à beira da MG-050. Devido à quantidade de pessoas muito gente estaciona o carro no acostamento da estrada. Não faça isso! A PM multou todo mundo que fez isso todos os dias do feriado! Ande mais na estrada até achar um espaço fora para parar. Não existem estacionamentos. Dica 3: Acredito que a maior dificuldade da maioria das pessoas nesse destino é conseguir hospedagem. Capitólio é uma cidade com cerca de 9000 mil habitantes. Não existem muitos hotéis ou pousadas. Com 2 meses de antecedência nós procuramos hospedagem e já não tinha nenhuma mais! E quando perguntava preço todos oferendo pacotes por no mínimo 1500 reais para o carnaval para 2 pessoas! Vi hotel simples cobrando 4000 mil reais! Dica 4: Por esses motivos que muita gente fica hospedado nas cidades ao redor, principalmente Passos (76Km de capitólio e 45Km do Mirante do Canyon) ou Piumhi ( 22Km de Capitólio e 47Km do Mirante do Canyon). Mesmo nesses lugares esgota rápido. Vi gente que ficou hospedado em cidades a 180km de Capitólio. Passos, por ser uma cidade maior, há mais opções de hotéis e de restaurantes para sair à noite. Piumhi (onde ficamos hospedados), só tem lanchonetes e bares simples (vale a pena a Batata Roast do Bar do Juarez!). Dica 5 (Dica de Ouro): Em dezembro, quando começamos a olhar hospedagem para o feriado, estávamos quase desistindo devido aos problemas citados acima quando, olhando pelo AirBnB, encontramos esse achado maravilhoso: o APTO da Selvita em Piumhi (https://www.airbnb.com.br/rooms/11481970). Eu não acreditei quando vi, um quarto em um apto incrível, simples e aconchegante, com vaga no carnaval e pelo preço de 49 reais a diária!!!! Fechei na hora! Gastamos com hospedagem no carnaval somente 192 reais! Indico muito o apto dela, é grande, confortável, tem tudo que necessita para uma hospedagem confortável e simples. Ao lado tem uma padaria com paes e bolos deliciosos. Dica 6: De BH a Capitólio a estrada é boa, apesar de não ser duplicada. São 4 pedágios de 5,50 cada, sendo o último entre Piumhi e Capitólio (ficar atento a isso). Dica 7: Reserve o passeio de barco com antecedência! Nós esquecemos e quase não conseguimos fazer o passeio por conta disso. Conseguimos um encaixe de última hora. Dica 8: dá para se locomover entre todas as atrações com carro normal. Não caiam na bobagem que o meu vizinho de apto fez (pagou 200 reais por um translado até paraíso perdido). Dá para fazer tranquilo de carro comum, a estrada de terra é boa. Dica 9: infelizmente o clima não ajudou muito. Chegamos debaixo de chuva e nos dois primeiros dias ficou nublado o tempo inteiro, com algumas pancadas de chuva ao longo do dia. Somente no último dia que realmente fez sol o dia inteiro. Eu e minha esposa já estamos acostumados, todo vez que viajamos para lugares com cachoeira chove, é incrível, rs. Isso já aconteceu umas 4 vezes já! Rs. O ideal é ir em época de seca (maio a outubro segundo os locais). Chega de dicas, vamos ao relato sucinto dia a dia: Dia 1 (Trilha do Sol, Mirante do Canyon): Chegamos em Piumhi às 07:40 da manhã, deixamos as malas e ficamos esperando para a chuva acabar e o tempo firmar um pouco. Seguimos então para a trilha do sol (R$35,00 por pessoa). Entrada pelo Km 304 da MG-050, anda 1 km de estrada de terra até a recepção). Dos lugares pagos foi o que mais gostamos, a trilha é muito bonita e o lugar chamado No Limite é incrível. Também visita-se a cachoeira do Grito e o Poço Dourado. De lá fomos almoçar no famoso restaurante do Turvo (lotadíssimo, ficamos uns 30 minutos esperando mesa) e pedimos o prato da casa: traíra recheada. A porção de 1 pessoa serve 2 tranquilamente (esses restaurantes são espertos, fazem a porção de 1 pessoa render 2 e metem a faca no preço, dá a sensação de que você saiu na vantagem ao não pedir prato para 2 pessoas) R$96,00 o prato. Não gostamos muito do prato, mas acho que isso é questão de gosto mesmo. Do restaurante fomos até o famoso Mirante do Canyon (por enquanto é gratuito, mas o proprietário já está cercando e em breve vai começar a cobrar). Fica no Km 312 da MG-050. Que lugar fantástico! De lá que saem as famosas fotos que vemos pela internet e é muito mais incrível pessoalmente. Só tomem cuidado pois não tem nenhum tipo de proteção e uma queda dali é morte certa! De lá fomos ao centrinho de Capitólio e demos uma passada na praia artificial (que é um lago com uma orla bacana, mas é fedido, rs). Lá tem uma feirinha de artesanato. Pegamos a estradinha de terra até o Morro do Chapéu, que é um lugar com vista muito bacana da cidade e região. Infelizmente, devido à chuva, não conseguimos passar de um trecho, o carro patinou muito. Outros carros também tentaram e não conseguiram. Locais falaram que em época de seca dá pra ir tranquilo. Fica para a próxima. À noite em Piumhi fomos ao Bar do Juarez que tem uma batata Roast muito boa (32,00 reais e serve duas pessoas). A de carne de sol é uma delícia! Dia 2 (Paraíso Perdido, Usina de Furnas): Paraíso perdido é a atração mais distante do centro de Capitólio mas há placas indicado o caminho. Fica em torno do Km 320 da MG-050. Da saída da estrada são 4,5km de estrada de terra, tranquilo para ser fazer. Confesso que era o local com mais expectativa, pelas fotos e relatos de outros viajantes, mas me decepcionei. Não sei se o tempo não estava legal no dia e uma parte do acesso tava fechada pelo risco de chuvas. Não achei lá essas coisas não. Cobram 40,00 por pessoa pela entrada. Outra coisa, sempre falaram que era passeio de um dia inteiro mas não gastamos mais do que 2 horas lá, então dá pra encaixar outro lugar no mesmo dia. Lá tem restaurante (38,00 reais o kilo). De lá fomos até a Usina de Furnas, que tem um mirante muito bacana, e fizemos algumas fotos. Comparado a Itaipu Furnas é uma microusina, rsrs. Voltando a Piumhi passamos no Condomínio Escarpas do Lago em Capitólio somente para ver como os ricos vivem e do que se alimentam, rsrs. À noite em Piumhi comemos um hamburgao numa lanchonete e dormimos exaustos. Dia 3: (Cachoeira Diquadinha, Cachoeira do Filó e Passeio de Lancha) O dia mais legal! Não sei se é porque são locais gratuitos, mas essas duas cachoeiras são muito boas e divertidas para se brincar! A Diquadinha fica exatamente no outro lado da MG-050 na altura do Mirante do Canyon. Basta atravessar a estrada para chegar lá. O legal é ir subindo pelas suas quedas até chegar num escorregador de pedra delicioso! Muito divertido. Tem uma outra parte muito legal, onde o poço é mais profundo e dá para pular de uma corda estrategicamente colocada, heheh. Nesse dia finalmente o sol saiu um pouco e deu para curtir mais. A cachoeira estava lotada! Muita gente fazendo churrasco e tomando cerveja no local, deixando latinhas espalhadas no ambiente. Comemos uns espetinhos numa barraquinha em frente e migramos para a nossa cachoeira preferida de Capitólio, a Cachoeira do Filó (Km 319 da MG -050, gratuita). É uma cachoeira com um poço enorme e fundo, então utilizamos o macarrão que compramos para nadar com tranquilidade. É uma cachoeira muito gostosa, perfeita para nadar e melhor ainda por ser gratuita. Tinha uns caras malucos pulando de cima dela, mas não arrisquei não. Ficamos lá um tempão curtindo tranquilamente. De lá voltamos ao restaurante do turvo (Km-306) de onde saem as lanchas para os passeios. O nosso estava marcado para às 16:00hs. O passeio em si é muito bacana, vale a pena fazer de lancha (70,00 por pessoa) pois para em mais locais. Uma pena que esse horário já não tinha mais sol, mas a água da represa estava morninha. Ele pára no Canyon (desce para banho), Vale dos Tucanos (também desce para banho) e na Lagoa Azul (paga 30,00 reais se quiser subir à cachoeira, mas na hora que fomos lá estava fechada) e no Cascatinha (somente fotos). Vale muito a pena o passeio, principalmente nos locais que dá pra nadar! Voltamos para casa e à noite, em Piumhi, fomos ao Bar do Peixe, que tem uma porção de isca de peixe muito boa! Dia 4: (Novamente Diquadinha, Filó e volta pra casa) Originalmente esse dia estava reservado para um passeio pela Serra da Canastra. Porém, devido ao período de chuvas, o acesso para carros comuns estava impossibilitado, então teríamos que contratar um passeio com carro 4x4. Como é uma região que para conhecer bem é preciso uns 3 dias, deixamos para outra oportunidade. Resolvemos então voltar nos locais que gostamos mais (e que não paga, rs) para curtir e aproveitar o último dia do feriadão. Como suspeitávamos, justamente no último dia vez um baita sol, pelo menos aproveitamos um pouco! Voltamos para casa tranquilos e felizes por ter conhecido mais um lugar especial do nosso Brasil. Alguns gastos: Gasolina - R$315,00 Pedagíos - R$77,00 Hospedagem - R$192,00 Trilha do Sol - R$70,00 (2 pessoas) Paraíso Perdido - R$80,00 (2 pessoas) Passeio de Lancha - R$140,00 ( 2 pessoas) Padaria - R$16,50 Restaurante do Turvo - R$102,00 Bar do Juarez (Piumhi) 45,00 Bar do Peixe (Piumhi) 61,00 Cachorro Quente - R$10,00 Caldo de Cana - R$5,00 Espetinho - R$5,00 Considerações Finais: 1- A infraestrutura turística do local ainda está sendo construída. Faltam estacionamentos, faltam restaurantes e principalmente faltam mais opções de pousadas, hotéis e hostels. 2- Na segunda feira de carnaval muitos restaurantes fechados! 3- Segundo um comerciante local em breve nenhum local terá mais acesso gratuito (já há planejamento para cobrança de entrada no Mirante do Canyon). 4- Eu particularmente acho os valores das entradas muito caros, 35-40 reais em média. Tá certo que existe um custo para a infraestrutura do local, mas isso também precisa ser melhorado. Na trilha do sol, por exemplo, não existe vestiário e o banheiro é minúsculo e sujo! Queríamos trocar de roupa após a trilha e tivemos que fazer isso dentro do carro. 5- A estrada não é duplicada e o fluxo de caminhões é intenso. Não adianta querer correr e se arriscar em ultrapassagens proibidas. Tem que ter paciência. 6 – É um destino incrível, de uma natureza exuberante e que vale a pena todo o perrengue para visitar!! Um abraço a todos e qualquer dúvida é só perguntar nos comentários!
×
×
  • Criar Novo...