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  1. Boa noite pessoal. Estou a um tempo pensando em fazer essa trilha e decidi fazê-la em 1 ou 2 semanas, eu e mais um amigo. Estamos praticamente no mesmo nível físico, temos certo conhecimento de trilhas e alguma coisa também de escalaminhada, nossas duas últimas foram Pedra da Gávea (carrasqueira) e Pedra do Elefante (Itaipuaçu). Não temos GPS (apenas o Wikloc no celular), vamos tentar levar o máximo de power bank possível para ocnseguir realizar essa trilha com o equipamento; mas apesar disso, vimos vários relatos, alguns dizendo que é necessário ter corda, outros não. Alguém que já tenha feito poderia dar algumas dicas? Ah, também aceitamos companhia, pretendemos sair do Rio de Janeiro, mais precisamente Copacabana na sexta feira, por volta de 17h, deixar o carro em Teresópolis (no fim da travessia) pegar um ônibus para Petrópolis e passar a noite lá em algum lugar por lá, acordar sábado cedo e ir direto iniciar a travessia. Toda ajuda é bem-vinda. Agradeço antecipadamente galera.
  2. Para quem vai vir curtir a Oktober Fest, nada melhor que um camping Indoor a poucos metros da OktoberFest no Parque Vila Germânica ( serviços 24 horas, serviço de bar, banheiros, wi-fi, sinuca, local murado, segurança, estacionamento privado) R$50 por dia/noite O Camping é dentro de um ginásio de esportes radicais, com espaço para churrasco e festas! Quem tiver interesse, entrar em contato: +55 47 99196-0638
  3. O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e usa o seu Drone para nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país. Observe agora como Paraty (RJ) é espetacular vista do alto. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/um-drone-pelo-brasil-sobrevoando-paraty.html Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* Eis aí mais um lugarzinho incrível de nosso Brasil: Boa sorte... ... e até a próxima!
  4. trotatorres

    escolha carro para viagem Rio - Ushuaia!

    fala rapaziada!muita gente manja de carro por aqui...então lá vai o tópico.em 2018/2019 pretendo sair do Rio e descer até ushuaia de carro...até montevideo - buenos Aires - e seguir pela ruta 3 que vai pelo atlântico, até ushuaia. Voltar pelo lado do pacífico...torres del paine, el calafate, el chalten, ruta 40...depois cair pro chile pela carretera austral...sair por cochamó- voltar pra argentina por bariloche e depois rumo de casa. Sá uns 12mil km em mais ou menos 40 dias.Sobre roteiro, lugares, estrada...moleza, rsrsrsrs. Foda é saber com qual carro ir.Enfim, vou comprar o carro só pra essa viagem...depois vendo...penso em pagar no máximo 60k.Os requisitos do carro são basicamente: Espaço suficiente para dois adultos e duas crianças (3 e 5 anos de idade) levando tralha de camping. No mais bagagem bem minimalista. Mecânica simples e cofiável...que NÃO QUEBRE QUE NÃO ME DEIXE NA MÃO NO MEIO DA PATAGONIA e que possa ser consertado em qualquer birosca no interior da Argentina/chile. Que não seja um beberrão, preferencialmente econômico. Confortável...vou passar longas horas no volante. Encare de forma tranquila estradas de terra e rípio, pois o roteiro deve ter pelo menos uns 400km de rípio.. Tinha alguns em mente, dentre eles o suzuki jimny, mas já descartei, pois a autonomia é muito pequena e o espaço é reduzido...pena, pois é guerreiro e faz 14km/l na estrada. Pensei no Duster 2016 manual...chevorolet tracker...eco sport 2016 1.6...Enfim, opinem!!!!!!!!!!!!!!!!!
  5. Allan Nascimento

    Ilha Grande

    To interessado e vou kkk , para a ilha no feriado, gostaria de saber quem vai e fazer umas trilhas e explorar a ilha... abraços
  6. Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine, e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas. Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS, faríamos? Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil, lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? Demos uma olhada nas fotos do Google, Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. Quer ver fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI E então, o perrengue a emoção começou O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia". Não queríamos contratar um guia, opção nossa, e não tínhamos um GPS, opção do nosso bolso. O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos. Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico, primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta. Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela... Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo. Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto. Pé na trilha! DIA 1 O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava. Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação. O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo. No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação. A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga. DIA 2 Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino. 5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo. Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado! A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale. Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus. Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água. Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista! A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita, continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando. Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos. Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo! Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho. O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. - Amigo, quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né? Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó. Pronto, mergulho superado, então vamos para o próximo, o Cavalinho. Quando chegamos lá, adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho? Um dos Indiana Jones. - É amigo, no filme era mais fácil, né? Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio, que me perguntou: - Você é guia? - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo. - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando . Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados. Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila. DIA 3 5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol. Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos. Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho. Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Vem acompanhar a gente no Facebook, Instagram ou nosso blog
  7. #dicas #relatos Páscoa com pouco chocolate, porém com muita energia renovada. Eu e minha namorada decidimos conhecer um canto pouco explorado aqui no Rio, o Saco do Mamanguá. O local é um daqueles onde parece que o tempo parou e que o dia tem mais de 24 horas! Para quem gosta da série Crepúsculo, lá possui uma casa que foi set de filmagem para um dos filmes (não me pergunte qual hahaha). COMO IR: Saindo de carro do RJ vá até Paraty-Mirim, lá é só parar o carro em um dos estacionamentos e pegar o barco para o Saco do Mamanguá (o "caminho" para os barcos é a direita dos bares no início da praia). Saindo de ônibus: desça em Paraty e pegue um ônibus para Paraty-Mirim (http://paratyvip.com.br/horacolitur/). O restante é o mesmo esquema acima. O barco custa R$ 120,00 (mas dá pra negociar por R$ 100,00!) e a viagem dura cerca de 10, 15 minutos com vista privilegiada das águas verdes da Baía de Paraty. ONDE FICAR: A praia mais conhecida no Saco do Mamanguá é a Praia do Cruzeiro, onde tem o início da trilha do Pão de Açúcar. Lá também há o camping do Seu Orlando (024 999163532), sua casa e o seu restaurante. Os valores do camping não mudam em feriados, com a diária custando sempre R$ 30,00 (março/2018). O camping é simples porém com espaço considerável, 1 ducha com água quente e bastante espaço com sombra para por as barracas. Cozinha com fogão, geladeira e alguns utensílios básicos. Vale dizer que na Praia do Cruzeiro bem como em todas as outras (pelo o que me informei) não há atividade comercial, somente restaurantes e que só aceitam dinheiro! Então se a ideia é levar cooler e cartão de crédito mude os planos O PF no restaurante do Seu Orlando custa R$ 30,00 (março/2018) e serve muito bem 1 pessoa: 1 peixe inteiro, arroz, feijão, farofa e salada. Há também a opção com Omelete por R$ 25,00. O QUE FAZER: O atrativo principal do lugar sem dúvida é a trilha do pão de açúcar. São 492m de altitude em uma trilha de 1,5km, que pode ser considerada média, porém é bem cansativa pois todo o acesso é bem íngreme. Um ponto positivo é que toda a trilha é feita sob proteção da mata, então não há sol batendo na cabeça e isso ajuda bastante. Eu e minha namorada levamos cerca de 1h30 para subir, sem pressa e parando para descansar/beber água e uns 50 minutos para descer. Outras atividades: alugar um caiaque e passear por todo o Saco do Mamanguá. A área é de mar abrigado, sendo muito tranquilo remar por ali. Inclusive dá para acessar outras praias assim, uma forma bem mais rápida do que pelas pequenas trilhas que as interligam. Uma curiosidade interessante: Na praia do Cruzeiro (única que fiquei, já que minha estadia durou só 2 dias) a água bate no joelho mesmo após cerca de 50m.Então é uma boa pedida parar relaxar até mesmo com crianças. DICA IMPORTANTE: Os mosquitos do local não se intimidam com repelente "padrão". Sugiro levar algum destes de linha "aventura", pois reage de melhor forma., Agora a hora das fotos (a qualidade das imagens ficou meio ruim quando carreguei. Infelizmente...)
  8. Abaixo estarei colocando o relato da viagem que fiz com a Luciana para a Região de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 02 e 05 de Abril de 2015. Fomos de Excursão pela São José Viagens, que é uma excelente agência de turismo de Belo Horizonte. Confira agora como foi essa viagem. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/rio-de-janeiro-e-niteroi-rj-02-05042015.html Se quiser saber mais sobre como chegar até ela e ter os seus serviços, veja o link abaixo: Para que o post não fique tão cheio e cansativo estarei dividindo ele em dois: Rio de Janeiro (RJ): Dicas de Roteiro na Região de Copacabana; Rio de Janeiro (RJ): Relato [Continuação desse post] - Aqui contarei como foi a nossa viagem. Então, se quiser saber mais sobre o que fazer nessa região do Rio de Janeiro, favor clicar no Botão abaixo: MINHAS IMPRESSÕES [2015] [PARTE 01] - [PARTE 02] Quem é de Minas Gerais, especialmente da região metropolitana de Belo Horizonte pode ter algum receio ou talvez um pouco de medo de visitar o Rio de Janeiro por conta das inúmeras notícias da violência urbana que assistimos nos noticiários ao longo dos últimos anos e por conta de informações ultra sensacionalistas e sem nenhuma profundidade, acaba que muitas pessoas por essas bandas possuem uma imagem errônea e muito negativa do Rio de Janeiro, chegando a acreditar que o Rio é um local muito inseguro, violento e com o crime totalmente descontrolado o tempo todo, mesmo nos principais pontos turísticos e cartões postais da cidade. Por aqui em minhas redondezas, na zona metropolitana de Belo Horizonte, já cansei de ouvir pessoas dizendo que nunca queriam ir ao Rio de Janeiro - E ao perguntar para elas se já foram até lá diziam que nunca foram e nunca queriam ir - Mal sabem o engano que estão cometendo! Por conta disso sempre tive um grande receio em ir para o Rio e também me deparar com a violência [minha ideia como viajante é visitar ao menos uma cidade de cada Estado do Brasil ao menos uma vez durante minha vida - e também alguns países do Exterior - e estava quase excluindo o Rio de Janeiro desse processo], mas acabou que pudemos aproveitar uma promoção muito em conta para ficar por lá durante a Semana Santa pela Empresa Rumo Certo Turismo [fui totalmente convencido a fechar esse pacote pelo nosso agente de viagens], que nos ofereceu o passeio através da empresa São José Viagens - que opera em Belo Horizonte, e eu, meio com certa insegurança, resolvi realizar este passeio com minha namorada, a Lu (Luciana). - Ainda bem que fomos! Achei a "cidade maravilhosa" realmente Maravilhosa. Tanto que pretendo até voltar mais uma ou duas vezes no futuro porque com os poucos dias que ficamos não deu pra fazer tudo que queríamos. E como havia obras por toda parte na cidade devido aos Jogos Olímpicos de 2016, acredito que esse lugar que já é especial ficará ainda mais incrível. - Ficamos principalmente na Área da Orla de Copacabana, realizamos um Bus Tour pela parte principal da cidade, demos uma passada na Pedra do Arpoador, subimos no Cristo Redentor e no Pão de Açúcar, andamos de Ônibus Anfíbio saindo próximo do Pão de Açúcar, percorrendo a praia até a Marina da Glória e chegamos a praia de Copacabana pelo mar, atravessamos a Ponte Rio-Niterói, conhecemos um pouquinho da Cidade de Niterói e ainda realizamos algumas compras na Feira de São Cristóvão [que é a maior feira Nordestina fora do próprio nordeste], fizemos um programa (quase) de carioca curtindo a orla da praia de Copacabana e ainda exploramos alguns dos restaurantes da região. A impressão que tive dos lugares que fomos foi a seguinte: Que é muito arborizado, bonito, o clima é muito gostoso e as águas são maravilhosas. Que os pontos turísticos são muito interessantes e há opções de lazer para todos os tipos de pessoas. Com apenas 4 dias não foi possível conhecer tudo que o Rio nos oferece e que quem for vai ter aquele gostinho de querer voltar lá outra(s) vez(es). Além de ser uma completa mistura de povos, pois avistamos por lá turistas de diversas regiões do mundo como americanos, alemães, latinos (aos montes), japoneses e povos de outras línguas que não conseguíamos entender e nem identificar o idioma que falavam ou de onde eram. Foram poucos os lugares em que não me senti seguro, pois a paisagem mudava de belíssima para lugares um pouco feios de uma vez - talvez por isso eu tenha estranhado - principalmente perto da Feira de São Cristóvão que tinha muitas pichações e achei o ambiente externo meio sombrio, mas assim que entramos na feira esse receio se dissipou totalmente e voltamos ao clima normal que senti por toda a cidade. No mapa abaixo [do Google My Maps] coloquei os principais pontos turísticos que exploramos [caso queira clique no mapa interativo clique AQUI]. Mapa da Área que Exploramos no Rio de Janeiro.. Ao chegar no Rio tivemos tantas coisas que podíamos fazer que mudamos muito meu roteiro original, e acabou que no final ele ficou assim: Meu Roteiro Quarta, 01 de Abril de 2015 [Final da Noite] Viagem de ônibus do Terminal Turístico JK (Belo Horizonte) para o Rio de Janeiro (RJ). Quinta, 02 de Abril de 2015 [Parte da Manhã] City Tour de Bus pelo centro do cidade; [Final da Tarde] Nascer da Lua na Pedra do Arpoador; [Parte da Noite] Compras na Feira Noturna de Copacabana; Sexta, 03 de Abril de 2015 [Parte da Manhã] Cristo Redentor; [Final da Manhã até Início da Tarde] Pão de Açúcar; [Parte da Tarde] Passeio de Ônibus Anfíbio; Sábado, 04 de Abril de 2015 [Parte da Manhã] Programa (Quase) de Carioca na Praia de Copacabana; [Final da Tarde até Início da Noite] Passeio até Niterói; [Parte da Noite] Compras na Feira de São Cristóvão; Domingo, 05 de Abril de 2015 [Parte da Manhã] Última caminhada na Praia de Copacabana; [Início da Tarde até Parte da Noite] Viagem de volta para Belo Horizonte via ônibus de Viagem. Com todas explicações postas acima e o roteiro definido segue-se agora como foi a nossa viagem: RELATO DA VIAGEM DIA 01 - Quarta-feira [01 de Abril de 2015] Nesse dia levantei pouco depois das 5:00h e fui trabalhar. Após 9 horas de trabalho [8 de serviço + 1 do almoço] saí do serviço perto das 16:00h e fui até onde faço a aula de inglês, onde tive aula até às 18:50h. Dali voltei para onde trabalho novamente, tomei um banho, esperei um pouco e ao sair peguei um ônibus que ia para o centro de Belo Horizonte e em menos de meia hora depois desci onde ficam aquelas estações do MOVE e segui andando até o Terminal Turístico JK, que fica próximo da Praça Raul Soares, em Belo Horizonte. Ao chegar ali já encontrei a Luciana, que estava me esperando. Nosso ônibus partiu por volta das 23:00h e seguimos por via rodoviária em direção ao Rio de Janeiro num ônibus Leito. Achei muito bom e econômico viajar dessa forma porque a gente pôde dormir sem preocupações enquanto o ônibus seguia seu trajeto. O ônibus da São José Viagens é muito moderno. Possui 2 andares, é equipado com ar-condicionado, poltrona reclinável para todos os passageiros e também possui banheiro próprio. Além disso, a empresa foi muito organizada e cuidadosa com as nossas malas. O guia dessa excursão nos ofereceu um pequeno lanche e de vez em quando também entregava água para todos os passageiros. DIA 02 - Quinta-feira [02 de Abril de 2015] O ônibus seguiu viagem até chegar na Cabana da Mantiqueira (Barbacena), onde realizou uma parada rápida. Após a parada o ônibus continuou seu caminho até que amanhecesse. Finalmente por volta das 7:00h já estávamos chegando ao Rio de Janeiro e pudemos ter a nossa primeira visão de como é a Cidade. O Guia da São José nos explicou sobre a questão da violência do Rio e que, como a cidade é conhecida internacionalmente, acaba sofrendo uma exposição muito maior da mídia, pois boa parte do mundo está com seus olhos virados para os acontecimentos dessa cidade. Também nos contou um pouco sobre os lugares em que passamos e já nos adiantou que havia obras por todo o Rio devido as Olimpíadas de 2016. De um lado da estrada por um bom tempo a gente avistava um manguezal, e do outro uma lagoa gigantesca, que os antigos habitantes acreditavam ser a continuação do mar devido a sua enorme extensão. A medida em que seguíamos para a capital carioca víamos coisas interessantes, como a imensidão do Complexo do Alemão e o muro que separa esse conjunto de favelas dessa rodovia [chamado por mim carinhosamente de "Muro da Vergonha"]. Pela janela do ônibus também começamos a ver algumas das obras importantes realizadas pelo governo, como a expansão das linhas de metrô e um pouquinho de como são os prédios do centro do Rio de Janeiro. Complexo do Alemão. Muro separando a Favela da Rodovia [muro da vergonha]. Obras de Expansão do Metrô. Nossa 1ª vista do centro do Rio de Janeiro. Por volta das 8:00h chegamos ao nosso destino. Nos hospedamos no Majestic Rio Palace Hotel, onde entramos, tomamos nosso café da manhã e voltamos ao ônibus para realizar um Bur Tour pelo centro do Rio de Janeiro, já que o Check-In de todos só aconteceria próximo da hora do almoço. - Bus Tour no Centro do Rio de Janeiro - Tivemos muitas explicações do nosso guia, mas passei um pouco batido em algumas coisas porque estava muito entretido com as paisagens, já a Luciana dormiu um pouco porque estava meio cansada devido a não ter dormido tão bem durante à noite. Nesse tour vimos vários lugares interessantes, como a praia de Copacabana, a Baía de Guanabara, o Morro da Mangueira, o Estádio Maracanã, o Sambódromo da Sapucaí vazio [Achei ele bem pequenininho na vida real, na tela da TV quando a gente assiste o Carnaval do Rio parece que essa passarela se estende por quilômetros]. Também tivemos um pouco de explicações sobre a história de alguns pontos, avistamos diversos prédios históricos, de instalações do governo carioca e passamos por alguns parques muito bonitos. Praia de Copacabana: Baía de Guanabara: Morro da Mangueira: Estádio Maracanã: Sambódromo Marquês da Sapucaí: Parques e outros prédios importantes da cidade: Por diversas vezes o Guia da São José parava suas explicações e ia ajudar o condutor do ônibus a se guiar pelo trânsito do Rio por conta das dezenas de obras espalhadas por toda a cidade, que estava um verdadeiro canteiro de obras. Às vezes para contornar a situação tinha que dar a volta em alguns lugares e em outros procuravam seguir caminhos alternativos, por isso não foi possível descermos do ônibus como eles planejavam. Também avistamos o Arco da Lapa e conseguimos ver o Cristo bem ao longe [Por quase toda a capital do Rio é possível avistar o Cristo Redentor]. Seguindo nosso passeio passamos em frente a favela da Rocinha, que é a maior favela da América Latina e conta com muito mais de 150.000 habitantes. Do alto do morro avistamos pessoas pulando de parapente, mas a Luciana conseguiu focar apenas um [eu já errei na mão e não consegui focar bem nenhuma foto devido à enorme distância que eles estavam da gente]. Favela da Rocinha. Paraquedistas no Céu: Não parece, mas essa foto foi tirada a partir do chão (de dentro do nosso ônibus). Por fim, passamos por alguns túneis e pela Orla de São Conrado, que é muito linda. O governo está fazendo um enorme calçadão para que as pessoas possam passar por essas áreas e aproveitar melhor esse belíssimo visual. Vista do mirante do Leblon: Com o ônibus de volta à praia de Copacabana, algo que achei muito interessante é que diversas empresas se juntaram para reflorestar um pouco da Mata Atlântica Original, cada uma cuidando de uma determinada área, que foi praticamente devastada pela exploração desenfreada dos portugueses e dos brasileiros ao longo dos séculos. Quem cuida dessa mata que tirei a foto abaixo, por exemplo, é a Havaianas. Reflorestamento da Mata Atlântica Original (Área da Havaianas). Terminado o tour, voltamos ao Majestic Rio para guardar as malas em nosso quarto. Achei o hotel muito arrumado, brilhando de limpo e super organizado. Nosso quarto era bem arrumadinho e contava com banheiro e frigobar. No hotel ainda havia piscina e um refeitório muito amplo, entretanto só chegamos a usar o refeitório e o quarto no hotel. Corredor do nosso andar no Majestic Rio Palace Hotel Depois de guardar as nossas coisas pedimos indicação de algum lugar para o guia e a para alguns lojistas, mas não tivemos muito sucesso, então por acaso encontramos a Pensão Copa Rica [Para entrar deve subir a escadaria] e resolvi que faríamos um almoço econômico nesse local. Gostei do almoço e achei o preço bem em conta, mas a Lu não curtiu muito por conta do tempero que utilizaram na comida. Após o almoço voltamos ao hotel e descansamos até perto das 17:00h. - Pedra do Arpoador - Já descansados, aproveitamos a oportunidade que o Guia da São José nos ofereceu para visitar a Pedra do Arpoador pagando praticamente apenas nossas passagens [vou chamar ele assim porque me esqueci como ele chamava]. O nosso Guia se juntou a outro guia da São José [de um grupo que chegou pouco antes de nós no Rio], uniram os grupos e fomos em mais de 20 pessoas, pegando uma lotação e seguindo até a praia do Arpoador. Andamos pela praia até chegar próximo da Pedra do Arpoador e aproveitamos para tirar uma boa foto com toda a praia de Copacabana ao fundo. E subimos a Pedra do Arpoador. As ondas aqui são muito fortes e intensas, o que faz com que o local seja ideal para a prática de Surf, porém acredito não ser aconselhável às pessoas que não sejam profissionais tentar nadar nessa área devido as pedras. O Guia tinha a intenção de fazer com que todos avistassem o pôr do Sol, contudo acabou que observamos um belo nascer da Lua na Pedra do Arpoador. Ao voltar, o grupo já começou a dispersar tendo algumas pessoas indo embora de ônibus e outras procurando por algum táxi. Já era de noite e demos uma entrada rápida na escadaria da Igreja da Ressurreição e continuamos nosso caminho de volta pelo Calçadão de Copacabana. Aqui, o que restava do grupo se dispersou totalmente, nossos guias se despediram do restante do pessoal e aproveitaram para ir beber em algum bar pelas redondezas. Resolvemos fazer o caminho de volta a pé andando pela praia e demos uma passeada pela Feira Noturna de Copacabana. Feira Noturna de Copacabana. Nessa feira vendem diversos tipos de vestuário, muitos artigos e lembranças. Quem coleciona souvenir terá um prato cheio de oportunidades para aumentar sua coleção gastando pouquíssimo dinheiro. Existem centenas de barracas que percorrem uma área bem extensa e quem tiver fome pode comer nos quiosques à beira da praia ou do outro lado da avenida, onde há diversos hotéis e restaurantes. Compramos algumas coisas na feira e por infelicidade do destino a Lu pegou uma roupa pelo cabide de mal jeito e fez um enorme arranhão [de fora a fora] na lente esquerda do meu óculos [que é caríssimo por conta do grau da minha vista que é muito alto]. A partir desse momento tive que aprender a conviver com aquele enorme arranhão na lente, nada sério - basta evitar ficar muito de frente para luz! No caminho de volta nos juntamos a uma moça que era do nosso grupo e paramos na Antônia Casa e Café para comer um lanche noturno. Ao terminar de comer, nos despedimos dessa moça, compramos uma água e voltamos ao Hotel, onde descansamos até o outro dia. Notas Interessantes: - Para diminuir um pouco no orçamento gasto na viagem, principalmente com alimentação nós costumamos "farofar", isto é, antes de ir ao destino compramos muitos biscoitos de sal, doce, salpet, polvilho, chips, mini-pão com maionese ou patê e mais uma ou outra coisinha. Dessa forma economiza-se um pouco na alimentação e não é necessário comprar tudo no destino turístico, que provavelmente vende as coisas mais caras do que se estivéssemos comprando na região em que moramos. - Evite comprar a água no hotel, fica muito mais caro, para abater no valor basta procurar por um supermercado ou farmácia que o valor sairá bem mais em conta. - Outra coisa que fazemos é nos afastar um pouco das atrações principais [ou nesse caso da praia], dessa forma o valor da alimentação cai bastante e nosso gasto com comida não fica tão alto, sobrando algum dinheiro para fazer outras coisas. DIA 03 - Sexta-feira [03 de Abril de 2015] - Cristo Redentor - No dia anterior eu já havia fechado o passeio do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar com o Guia da São José Viagens, por isso acordamos cedo e lanchamos no hotel. O que mais gostei do nosso refeitório foi o fato de ser uma verdadeira mistura de povos, pessoas falando inglês, português, espanhol e outros falando tão rápido que não dava para saber ao certo qual era o idioma estavam pronunciando. Recebemos as vans na porta do hotel e dali partimos em três grupos para ir ao Cristo Redentor. - De vez em quando eu perguntava ou falava alguma coisa para o motorista, que por algum motivo confundiu minha voz com a de uma mulher e estava me chamando de senhora! [Whats? - A Lu me zoou muito por isso!] Descendo da van demos uma parada no Mirante das Paineiras, que está localizado pouco antes do Cristo. Com o grupo reunido, o Guia entregou os ingressos a todos, e com o bilhete em mãos pegamos a van que nos levou até o Cristo Redentor. Subindo as escadarias do Cristo já começamos a apreciar a paisagem. Quem tiver algum tipo de dificuldade de locomoção pode ficar despreocupado porque possuem uma escadaria larga e de fácil acesso e também uma escada rolante. Se eu não estiver enganado também acredito que o monumento seja equipado com um elevador para cadeirantes. Ao chegar no alto do Cristo estava uma verdadeira muvuca, com turistas por todos os lados, estava até difícil de se locomover ou tirar algumas fotos do monumento. Então tentamos observar primeiramente a paisagem em volta do Cristo. E assim nos voltamos para a estátua do Cristo Redentor, onde tentamos tirar uma foto nossa junto ao monumento. Infelizmente os dois turistas que tentaram tirar as fotos pra gente não souberam focar o Cristo e acabou que a cabeça não saiu na foto. Após tentar duas vezes desistimos de fazer isso porque a muvuca ficou ainda pior, pois chegava gente o tempo todo e estava muito empurra-empurra, então tirei umas fotos da Lu no Cristo e ela tirou umas minha nele. Como estava a muvuca: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Depois desse dia finalmente entendi o porquê de tantos novos adeptos ao Pau de Selfie. Acredito que mais por preguiça e falta de companheirismo do que por incapacidade técnica, àqueles a que pedimos que tire uma foto pra gente cometem erros grotescos, que muitas vezes podem comprometer a visualização de um lugar que talvez sequer a gente volte mais. - No meu caso não conseguiram enquadrar a cabeça do Cristo na foto, algo muito fácil de se fazer porque bastaria inclinar a câmera um pouco mais para cima ao invés de sair mais a parte da barriga (como fizeram). Desse jeito poderia enquadrar a cabeça do Cristo perfeitamente na imagem. - Meu irmão mais novo estava na usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (Paraná) e pediu para que uma pessoa tirasse uma foto dele e sua esposa em que saísse eles e o letreiro da usina de Itaipu. Resultado: Comeram uma letra da usina ao tirar a foto (e antes disso ele havia tirado uma foto perfeita para essa mesma pessoa). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Como ainda tínhamos que visitar o Pão de Açúcar e o tempo estava muito contado, ficamos por pouco tempo e descemos as escadarias do Cristo, desta vez de escada rolante. Enquanto esperávamos o restante do grupo reunir lanchamos numa lanchonete que fica na parte de baixo do Cristo. Apesar de estar nesse monumento tão famoso achei os preços dela bem em conta. Entretanto as lojas de lembranças possuíam preços realmente absurdos se comparados aos que compramos na Feira Noturna de Copacabana. Quando uma parte do grupo chegou pegamos novamente as vans e fizemos o caminho inverso, agora nos dirigimos para parte inferior do Cristo, perto do Mirante das Paineiras, onde nos reunimos ao nosso grupo. Quem deixou para ir ao Cristo nesse horário pegou filas realmente imensas. Olha só o tamanho dessa fila, e estavam para chegar mais centenas e centenas de pessoas. O Guia dividiu aqueles que já queriam voltar para o hotel e os separou em uma van, e nós e o outro grupo das duas vans restantes finalmente seguimos estrada a fora para ir ao Pão de Açúcar. DICA IMPORTANTE: Quem puder deve levar óculos escuros para se proteger da luz do sol. Mesmo com o tempo um pouco fechado eu mal conseguia abrir meus olhos devido a luminosidade, já a Lu que estava de óculos escuros não sofreu com esse problema. Em dias mais ensolarados acredito que a luminosidade seja ainda mais forte. - Pão de Açúcar - Por coincidência pegamos o mesmo motorista da Van Oficial, que novamente cometeu os mesmos erros me chamando de senhora! ["Quê quê isso jovem!???]. Assim que descemos da van oficial já nos deparamos com o Pão de Açúcar, que está encravado em um lugar muito bonito. As primeiras coisas que percebemos foram os cabos dos bondinhos e alguns adeptos do montanhismo escalando o morro. Enquanto o nosso guia providenciava os ingressos usamos essa oportunidade para tirar mais algumas fotos na entrada. Com os ingressos em mãos, enfrentamos uma fila que nos levou até o bondinho. Por dentro é tudo muito bonito, possuem algumas obras de arte e também há uma loja por lá. Como cabem até 64 pessoas em cada bondinho as filas fluem muito rápido. Após esperar mais um pouco entramos no primeiro teleférico e subimos de pouco acima do solo para o Morro da Urca, a 227 metros de altura. Obs.: Ao entrar no bondinho deve-se prestar atenção porque ele balança um pouco e existe um pequeno vão entre o bondinho e a plataforma que a gente embarca e desembarca. Vista por dentro do teleférico: Observando a paisagem fora do teleférico: A área do Mirante da Urca é bem grandinha, existem lojas e muitas outras coisas, mas fomos orientados pelo nosso guia a ir rapidamente até o segundo morro porque muitas pessoas do nosso grupo teriam de voltar com horário pré-determinado. [Eu e a Luciana realizaríamos outro passeio depois, então não precisávamos nos preocupar com isso, mesmo assim preferi subir rapidamente porque estava curioso para saber como seria a vista lá de cima]. É nesse morro que se encontra uma das Helisight, empresa que realiza voos panorâmicos de helicóptero para o Cristo e pelo Rio de Janeiro. A fila do bondinho para ir do Morro da Urca para o do Pão de Açúcar estava realmente imensa, por isso demoramos um bocadinho para subir no bonde. O lugar é muito bonito, possui dezenas de árvores e mesmo estando tão alto ainda foi possível avistar diversos macaquinhos pulando de um galho para o outro, mas não consegui tirar foto deles porque eles eram muito ágeis. Esperado o tempo devido, pegamos o bondinho e subimos até o Morro do Pão de Açúcar, que está a 396 metros de altura. Assim que chegamos no Morro do Pão de Açúcar já fomos surpreendidos com uma vista espetacular! Esse mirante também estava cheio, mas pelo menos os turistas estavam bem espalhados, o que não atrapalhou na nossa mobilidade e nos permitiu apreciar o Pão de Açúcar com bastante calma. Fotos nossas: Vista 360º do Rio de Janeiro observada a partir do mirante do Pão de Açúcar: Apreciado o Pão de Açúcar, chegou a hora de descer de volta ao Morro da Urca. Andamos vagarosamente pelo Morro da Urca até chegar no outro bondinho e demos uma pequena parada para tirar mais fotos e contemplar mais um pouco a paisagem: Enfim, chegamos ao solo novamente. Como esse relato já está ficando muito extenso continuarei ele na próxima parte desse post. Continue acompanhando na próxima parte.
  9. DEDO DE DEUS-RJ: A conquista que atravessou o tempo. 1997: Dois amigos de infância tentam alcançar a montanha mais lendária do Brasil, sem experiência nenhuma em escalada, tentando laçar pinos com uma corda de sisal, fracassam e fazem um juramento de um dia botar os pés no topo daquela montanha. Juntos, ganham parte do Brasil subindo outras montanhas, atravessando vales selvagens, desbravando lugares praticamente intocados e um deles também se aventura por outros caminhos do Continente Sul-americano. A vida vai passando, os filhos vão chegando e entre uma montanha e outra, sempre ficam remoendo o fato de ainda não terem cumprido a promessa que haviam feito. 2017: (junho) Por um golpe do destino, apenas um desses dois amigos consegue se agrupar com outros amigos em comum e numa tentativa de chegar ao cume da montanha, perdem a trilha, cometem alguns erros e são obrigados a enfiar o rabo entre as pernas e voltarem para casa sem chegar ao topo: mais um fracasso! Tendo já feito praticamente tudo em matéria de montanhismo clássico, subido todo tipo de montanha no Brasil e algumas fora dele, tendo me dedicado vários anos a exploração selvagem de vales e rios, tendo tido a honra e a oportunidade de, junto com alguns amigos, poder botar meus pés em montanhas onde outros jamais puseram, vi que havia chegado a hora de aprender os rudimentos da escalada. Quase que inconscientemente eu sabia que aquela promessa feito 20 anos atrás, jamais sairia do papel se uma atitude não fosse tomada. Mas há um porem: A escalada é um mundo fechado e diferentemente do montanhismo clássico, poucos são os praticantes que estão dispostos a perderem seu precioso tempo para ajudar novatos, muito porque esse é um esporte caro e por isso mesmo, o tipo de gente que o pratica costuma ser um pouco mais elitizada. Como, ainda bem, tudo na vida tem suas exceções, um convite de um casal de amigos para conhecer o esporte, fez com que eu tivesse esse primeiro contato com o mundo das paredes. Aprendi meia dúzia de procedimentos, mas foi o suficiente para eu voltar a sonhar com a promessa de 20 anos atrás. Num dia qualquer, sem nada para fazer em casa, tive uma “ideia brilhante”: Peguei minha velha corda de rapel, minha cadeirinha antiga e um freio da década de 90 e uns mosquetões de aço de construção civil e convidei meu grande amigo de infância e mais outros novos amigos de algumas roubadas memoráveis. e foi assim que 4 paspalhões se encaminharam para uma pedreira abandonada em Campinas, que virou palco de escalada com mais de 80 vias, no interior de São Paulo. A nossa chegada à Pedreira do Garcia acabou por se tornar um evento de bizarrices, os escaladores locais nos olhavam com cara de reprovação, alguns com cara de nojo, mas a gente estava feliz. Subíamos três ou quatro metros de paredes e nos divertíamos para valer com aquilo e pouco nos importávamos se tinha gente gostando ou não, a gente nunca esteve nem aí pra coisa alguma porque ao contrário do que os outros imaginavam, tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo, porque não éramos garotinhos brincando pela primeira vez no balanço da mangueira e naquela mesma pedreira, mais de uma década atrás, a gente já tinha feito muito rapel e ficar pendurado numa corda não era nem de longe nenhuma novidade pra gente. Voltamos um outro dia na Pedreira, agora com uma corda de escalada conseguida pelo Alexandre e algumas costuras, estávamos evoluindo, no nosso conceito, porque no conceito de outros, continuávamos os mesmos merdas de sempre, rsrsrsrsrsr. Mas, como ainda é possível continuar acreditando em parte da humanidade, alguns escaladores se sensibilizaram com a gente e vieram oferecer ajuda, gente que hoje somos eternamente gratos, do qual acabamos nos tornando amigos também. Naquele dia, com uma corda de escalada, mesmo com o fiofó na mão, alguns de nós conseguiu guiar algumas vias fáceis, no caso, eu, o Vinícius e o Dema, porque o Alexandre mal conseguia se segurar a três metros, inclusive eu e o Dema comentamos que o Alexandre era um dos que não iria a lugar nenhum, não havia nascido para o esporte. Entre idas e vindas à pedreira, somente o “molenga” do Alexandre foi quem efetivamente começou a se dedicar verdadeiramente ao esporte, porque eu e o Dema aparecíamos esporadicamente, às vezes passávamos meses sem nem aparecer por lá. O Vinícius foi outro que procurou correr atrás, fazendo alguns cursos de técnicas verticais com a galera da espeleologia e começou a subir alguns degraus na escalada. Mas foi mesmo o safado do Alexandre que se entregou de cabeça, foi ele quem correu atrás de se especializar, fez cursos rápidos no Rio de Janeiro e adquiriu equipamentos mais modernos. Continuamos a nos encontrar para algumas vias de escalada, inclusive em algumas paredes de escalada clássicas, mas nada que exigisse muito da gente e sempre que estávamos juntos, lembrávamos que um dia havíamos combinado que escalaríamos o Dedo de Deus e que quando isso fosse acontecer, iríamos pegar firmes e treinar pelo menos uns três meses antes. Pois é, mas um dia o Alexandre me manda uma mensagem no meio da semana e me diz : -“ Se prepara Divanei, domingo vamos subir “sua montanha”. O Alexandre estava de brincadeira, não havia o menor cabimentos de nos metermos naquela enrascada de uma hora para outra sem uma preparação específica, mas ele não queria nem saber, era agora ou nunca e pior, o Dema não poderia ir nessa data, logo ele que havia jurado estar comigo no topo daquela montanha antes de morrer. Não era o que eu queria, mas era o que me restava e se eu não fosse, não aproveitasse aquela oportunidade, talvez jamais teria outra. Eu não estava pronto, mesmo assim aceitei o desafio. Chegamos em Teresópolis de madrugada e mesmo praticamente sem dormir, nos lançamos na trilha que nos levaria às paredes do Dedo de Deus, nos agarramos aos cabos e cordas e quando vimos, estávamos perdidos lá no começo da via Teixeira. Havíamos perdido a trilha de acesso à VIA LESTE e quando a reencontramos, tínhamos perdido várias horas, além de já encontrarmos outros escaladores congestionando a parede de escalada. Cometemos alguns erros, demoramos demais e quando a noite nos pegou, estávamos ainda a mais ou menos uma hora do cume e para piorar, perdemos a sequência da via e sem saber para onde ir, demos meia volta e descemos no escuro fazendo rapel e desescalando até depois da meia noite, FRACASSAMOS BONITO ! Voltei para casa arrasado, decepcionado, havia decidido que não queria nem escalar mais. Mas a raiva passou uma semana depois e caí na besteira de contar em relato como havia sido aquela aventura fracassada. Resolvi contar como se sentia um novato no mundo da escalada, os sofrimentos, as dificuldades, as agruras, os erros cometidos e os medos passados. Foi a deixa para parte da comunidade escaladora me bombardear sem dó nem piedade, destilaram ódio, não aguentaram ver novatos como a gente se meter sem um guia no solo sagrado do montanhismo nacional. Disseram que a gente havia subido nos cabos de forma totalmente errada e que agora havíamos comprometido a estrutura dos mesmos, colocando em risco a vida de todo mundo. Apontaram erros que eu nem havia mencionado nem em relato e nem em fotos, ou seja, aproveitaram a oportunidade para deixar bem claro que aquilo ali era feudo de meia dúzia de grupinhos constituídos. Não posso negar, fiquei puto com parte daqueles caras, mas também me serviu para correr atrás de aprender os tais procedimentos alardeados por eles, mesmo que outros escaladores tivessem me dito que isso não passava de um monte de mimimi, mas se havia algum procedimento específico, não custava nada aprender. Algumas semanas se passaram depois disso, ninguém mais tocava no assunto Dedo de Deus. O Alexandre até falava que poderia ir escalar a Agulha do Diabo com um escalador experiente qualquer dia desses, mas esse menino não se tornou amigo nosso de graça, só sendo um grande porra louca mesmo e num ataque de porra-louquisse desvairada, jogou logo no ar que voltaria na Serra dos Órgãos porque não aguentava mais ficar com aquela montanha entalada na goela. Aquilo assombrou todo mundo, porque ninguém nem sonhava em voltar lá tão sedo, inclusive o Natan e o Gersinho que estiveram lá na primeira investida, já sinalizaram que não poderiam ir na data estipulada. Para ser sincero, nem eu mesmo estava em condições de novamente fazer uma loucura daquela, de viajar em um bate e volta de 1200 km para o Rio de Janeiro, mas foi aí que o Dema me encostou contra a parede: “- Divanei, meu amigo, você esqueceu do nosso juramento? É chegado a hora, vamos lá amigão, a gente merece aquela montanha por tudo que já fizemos juntos em mais de duas décadas de montanhismo. ” 2017- (Agosto) Ali estávamos nós, depois de viajarmos por mais de sete horas, estacionamos novamente atrás do Restaurante Paraíso das Plantas, a pouco mais de 1 km da trilha de acesso ao Dedo de Deus. Alias, de onde estávamos era possível avistar o grande gigante de pedra tocando o céu, numa imagem assustadora. Já passava das duas da madrugada e combinamos em dormir até pouco depois das quatro da manhã ali mesmo, deitados no duro concreto de uma calcada fria e úmida, que faria qualquer mendigo ter náuseas. Quando o celular despertou-nos, eu que já havia dormido de bota e tudo, dei um salto, estava muito ansioso, mas não menos que o Dema , o Alexandre e o Vinícius. Arrumamos tudo nas pequenas mochilas e partimos. Uns 15 minutos de caminhada descendo o asfalto nos leva para a curva da Santinha, junto a uma pequena cachoeira e aí é só continuar descendo e ir se atentando para quando passar os dois próximos bueiros e depois do segundo, uns 30 metros à frente, entramos numa trilha, subindo o barranco à direita, que em mais alguns metros vai tropeçar numa cerca onde está a placa do Parque Nacional. Para não termos que ficar ouvindo bobagens de outrem e para não correr o risco de uma possível encheção de saco na volta, desta vez enviamos as autorizações com os nossos nomes para a sede do Parque, coisa que nem os próprios escaladores locais costumam fazer, como ficamos sabendo dos grupos que encontraríamos na montanha. Na cerca, adentramos para a esquerda e acessamos a trilha que sem nenhuma bifurcação vai nos levar em uma hora, direto para a grande parede rochosa da Toca da Cuíca, onde começam os cabos de aço. Diante da grande parede dos cabos de aço, que ainda não é a via de escalada obviamente, é preciso parar para uma breve reflexão: São quase 100 metros de cabos de aço, mas no início não existe cabo algum. São uns 10 metros de parede lisa, com uma sequência de chapeletas a cada uns dois metros. Tudo isso foi planejado para que nenhum montanhista desprovido de equipamentos de escalada pudesse acessar a montanha e segundo a comunidade escaladora, ir fazer alguma merda lá encima. Claro, isso é uma posição que eu como montanhista, apesar de entender os porquês, não concordo, mas é uma opinião exclusivamente minha, não sendo compactuada com o resto do grupo. Mas a questão nem é essa, segundo as “normas”, os cabos de aço devem ser subidos com uma corda paralela, como se a pessoa estivesse escalando de fato e usando os cabos apenas para ganhar terreno. Essa são as normas e foi por causa de contar que nós subimos apenas nos apoiando aos cabos com as mãos é que fomos “ameaçados” de morte e de linchamento pelos escaladores, mas não me contentando com essa cagação de regra toda, fui ler relatos e ver vídeos na internet e foi aí que me caiu a ficha. Praticamente todos os vídeos que eu vi e relatos que eu li, todo mundo subia o cabo de aço feito chimpanzé de circo e para minha surpresa, eram escaladores renomados, gente experiente, dono de agencia de escalada, que fazia esse procedimento inclusive guiando seus clientes. Diante do exposto acima, conclui que havíamos sido apenas vítimas de preconceito por nos colocarmos como iniciantes no esporte e querermos fazer algo que apenas os mais graduados se achavam no direito de fazer. Claro, não posso deixar de citar as dezenas de pessoas que entraram em contato comigo depois do primeiro relato, oferecendo nos guiar de graça e também agradecendo por eu ter tido a coragem de contar algo que parece ser um tabu na escalada, porque esse não seria um esporte para pessoas fracas e todo mundo que escala estaria acima desses “sentimentos mesquinhos “, o que obviamente não passa de uma grande bobagem. Bom, o certo é que a gente tinha combinado que da próxima vez que voltássemos lá, procuraríamos seguir todas as regras da ABCR (associação brasileira dos cagadores de regras), mas diante de tudo que havíamos visto, resolvemos somente subir pensando mesmo só na nossa segurança e para subirmos os primeiros 10 metros sem cabos, usamos 2 solteiras cada um. Escalávamos um misero metro, colocávamos uma solteira longa e quando alcançávamos a próxima chapeleta, instalávamos mais uma solteira e retirávamos a anterior e assim sucessivamente até ganharmos os cabos de aço. Nos cabos de aço apenas nos preocupamos em clipar as duas solteiras e ir subindo nos apoiando levemente. Claro, há a possibilidade de por qualquer descuido escorregar e despencar por uns 4 metros e a gente sabe que solteira não foi feita para receber impacto, mas como não se trata de uma queda livre, é quase impossível haver um rompimento. Mas também, se o sujeito não tem competência para se segurar num cabo tão grosso que é capaz de aguentar o peso de ônibus, então não há nenhum motivo para que esteja ali, que vá procurar outra coisa para fazer e além do mais, nós estamos acostumados a nos pendurarmos em paredões escorregadios de 200 metros na Serra do Mar apenas nos segurando em cipós, bromélias e cordinhas de varal e aqueles cabos são brincadeirinha de criança no jardim da infância. Não levamos nem quinze minutos e já nos livramos daquela parede, depois os cabos se alternam com algumas cordas e como dessa vez já conhecíamos a trilha, mais uns 15 minutos nos deparamos com a bifurcação à direita que vai nos levar direto para a via de escalada propriamente dita ( via Leste), seguindo a esquerda ou reto é a continuação da trilha para a via Teixeira, a via da conquista de 1912. Essa trilha para a direita vai beirar um grande paredão e também vamos ganhando altura e terreno nos valendo de alguns pedaços de cabos de aço e cordas velhas e não leva nem 15 minutos, já estamos no selado de conexão entre o Dedo de Deus e o Polegar. O caminho para a via de escalada segue para a esquerda, mas antes fomos até o Polegar para admirar o gigante de pedra. De cima do Polegar é possível vislumbrar toda a parede que iremos escalar a partir de agora e é a hora de sentir a grandiosidade daquela montanha lendária. Eu e o Dema estamos ansiosos porque é chegado a hora de nos lançarmos para aquilo que esperamos por vinte anos e agora é caminho sem volta, estamos prontos e resolutos a não cometermos nenhum erro dessa vez. Descemos ao selado entre o Polegar e o Dedo de Deus e adentramos logo na última escalaminhada até o início da escalada e ao chegarmos na primeira enfiada (lance) decidimos que não escalaríamos encordados, muito porque essa primeira enfiada tem somente um lance de escalada e o resto não passa de uma escalaminhada. Da outra vez, essa foi a única parte que cai porque entrei com o pé errado. Aqui muitos se enfiam dentro de uma pequena fenda a esquerda e vão ganhando altura até conseguir uma mão na pedra abaulada. O Vinícius subiu com a ajuda do Alexandre e amarrou a corda em um arbusto apenas para que a gente tivesse uma segurança psicológica. Logo em seguida o próprio Alexandre se pendurou e ganho o patamar mais acima. Eu e o Dema analisamos melhor a subida e concluímos que o melhor mesmo era subir pela direita, que é muito mais exposto, mas muito mais fácil e para não corrermos risco de despencar no vazio, providenciei um prussik de segurança e o amarrei à corda e subimos de Batmam mesmo e já nos encaminhamos para a segunda enfiada, onde os outros dois já nos esperavam, fim da brincadeira, hora de checar todos os procedimentos e começar a escalar de verdade. Dessa vez estávamos em quatro e não mais em cinco, mas não sei porque, acho que é pura perseguição, o Alexandre mais uma vez me colocou novamente como cú de tropa, ou seja, o ultimo de novo. A configuração se deu então com o Alexandre guiando e como ele é esperto, colocou logo o Dema para fazer a segurança dele, acho que no intuito de filar uns torresmos e umas mandiocas fritas de vez enquando, já que o Dema sempre carregava esses petiscos a tira colo. O Vinícius desta vez insistiu em ficar em terceiro para poder operar a câmera e a máquina fotográfica. Ancorados numa árvore e em um “P” sobre um platô de pedra, ficamos ali a acompanhar o Alexandre levar nossa corda para cima. Nessa segunda enfiada é preciso se enfiar numa chaminé de meio corpo, ganhar altitude e já sair dela. É um lance fácil para qualquer escalador, mas obviamente para alguns de nós que não tem lá tanta experiência assim, qualquer lance no Dedo de Deus vai ter que ser vencido na raça e nada vai vir de graça. A parada dessa segunda enfiada é lá encima já perto de uma rampa exposta que leva à gruta onde está a árvore e onde as vias se separam em duas. Quando o Alexandre chegou nela, já nos avisou pelo rádio (sim, a gente levou rádio) que poderíamos subir. O Dema foi o próximo e como ele era o único que ainda não havia subida aquele trecho, teve uma certa dificuldade no início e pagou o preço de ser o “debutante “da turma, mas como ele é um cara safo, não demorou muito, já se juntou ao Alexandre. O Vinícius nem perdeu tempo também, trepou na rocha e subiu feito um lagarto assustado e quando percebi, ele já havia sumido da minha vista. Quando chegou minha vez, desclipei minha solteira do pino e já me agarrei à rocha e me enfiei na fenda e fui subindo por dentro dela e logo a subi como se estivesse numa chaminé e assim consegui ganhar a parede do lado direito, que é meio arredondada, mas com várias agarras boas. Ao chegar ao fim dessa paredinha é preciso fazer uma espécie de travessia mais para a direita, se segurar numa raiz e ganhar um arbusto. Daí para frente é uma subida gostosa, cheio de grandes agarrar até finalmente dar de cara com a rampa que leva até a gruta. Essa rampa é meio exposta, mas a rocha é muito áspera e subir por ela desencordado é bem seguro e foi o que fizemos. Agora reunidos dentro da gruta, aos pés de uma grande árvore que teimosamente sobrevive ali naquele mundo hostil, havia chegado a hora de enfrentar mais uma vez a temida enfiada conhecida por MARIA CEBOLA. Na gruta, junto à arvore, a sequência da escalada se divide em duas: Temos a já citada Maria Cebola, que é uma curva tenebrosa na quina da montanha, bem na beira do abismo de centenas de metros e a outra variante é uma sequência de chaminés escuras conhecida como Blackout . A gente já tinha se fodido na Maria Cebola da outra vez e agora decidimos que iríamos “se foder” novamente (rsrsrsr). Mais uma vez coube ao Alexandre levar nossa corda, mas antes ligamos os rádios porque depois da curva do abismo, a comunicação fica bem prejudicada. Ver o Alexandre guiar ali é um motivo de orgulho para a gente, um cara que até esses dias mesmo tinha dificuldade para subir até pé de goiaba e agora estava escalando naquele nível, com aquela eficiência, é um avanço muito acima da média. E ele fez mesmo bonito, nem chegou a sofrer na curva e quando pisquei o olho, ele já estava no arbusto montando a parada e pedindo para o Dema subir, hora de comer uns torresmos e nos preparáramos para o show, de horrores. ( rsrsrsrsr) Eu e o Vinícius também já havíamos passado por isso na primeira vez e agora a gente ia se divertir vendo o inexperiente Dema passar pela Maria Cebola. Como todo mundo, ele já se pendurou na primeira costura e se jogou, pulando de cima da árvore direto para a parede e antes mesmo de se estabilizar, já tremeu as pernas buscando alcançar a nova costura à frente, onde já tratou de passar a outra corda que prendia ele a mim e ao Vinícius. Aos trancos e barrancos chegou à curva, aonde um escalador local contou que havia visto a sua vó e ali naquela curva de gente morta, o coitado pagou todos os seus pecados, desta e das vidas passadas. Esqueceu de retirar a corda que o prendia à costura e ficou preso na curva com o corpo pendendo para o precipício. Ficou gritando para liberar a corda e quando ela afrouxou um pouco, desesperado gritou para retesar. Fazendo a segurança dele, o Alexandre se cagava de tanto rir e compartilhava a sua zoeira com a gente falando pelo rádio. O Vinícius então, era outro que até caiu no chão de tanto rir de ver o Dema se lascando na curva. Eu fui o único que “se manteve firme|”, sério, como a situação exigia, afinal de contas era meu amigo de infância que estava ali se fodendo e eu tinha a obrigação de ir passando os betas, as dicas e não era conveniente ficar fazendo galhofa numa situação daquelas. (Só que não, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). O Dema chegou lá encima, junto ao Alexandre, sem saber nem onde estava, mas sobreviveu a passagem lendária. O próximo foi o Vinícius, que da primeira vez foi quem mais sofreu nessa terceira enfiada, mas vejam só, dessa vez passeou na via e enquanto eu conversava com um grupo de escaladores que acabara de chegar onde estávamos, ele já virou a curva e eu não o vi mais. Falando nisso, nos preocupou muito a chegada desse grupo e ficamos com medo de eles começarem a botar pressão encima da gente, o que poderia colocar todo o nosso planejamento em risco, mas felizmente os caras foram de boa e ficaram na deles, mesmo porque eu já tinha comentado que dessa vez não iria ter choro nem vela, não iríamos dar uma de Rubinho Barrichello e deixar nenhum Schumaker nos passar na curva final. Ainda em casa, o Alexandre havia me dito que eu guiaria a Maria Cebola dessa vez e eu mesmo cheguei a pensar nessa possibilidade e psicologicamente já fui preparado para isso, caso ele insistisse muito, mas como na hora ele já tomou à frente e nem disse nada, nem fiz questão em relembrar essa promessa que ele havia feito, as coisas estavam dando tão certo que preferi não ariscar em acabar levando uma queda e correr o risco de me machucar. Mas quando chegou a minha vez de enfrentar novamente a lendária Maria Cebola, decidi que o faria com a maior dignidade possível, provando para mim mesmo que eu seria capaz de guiar aquele lance e quando o Alexandre gritou pelo rádio que eu poderia ir, me posicionei rapidamente encima do tronco de árvore, junto a parede e liguei minha câmera instalada no capacete. Um dos grandes problemas é justamente o de ter que se jogar de cima da árvore direto para essa parede exposta. Ao lado da primeira costura até tem uma boa agarra do lado esquerdo, mas o fato de não haver um pé que lhe de segurança é uma situação difícil, porque se você der o bote e não se sustentar, vai despencar de cima da árvore e vai se ralar bonito. Então fiz igual a todo mundo, inclusive os escaladores graduados, me segurei na costura acima da minha cabeça e me grudei à parede. Uma vez equilibrado, retirei essa primeira costura e rapidamente encontrei uma ótima agarra para as mãos e outra para os pés e sem muitas delongas já consegui retirar a segunda costura. Minha intenção era passar todo esse lance sem “roubar” nenhuma vez, ou seja, sem tocar na corda, nas chapeletas ou nas costuras instaladas pelo Alexandre. Logo em seguida chego bem perto da curva maldita, onde até os escaladores experientes fazem uma prece. Estou diante de um diedro em curva, onde os mais medrosos tendem a se enfiar em baixo de uma grande quina de pedra para fugir do abismo e quando fazem isso, ficam entalados e começam a amaldiçoar o filho da puta que resolveu estabelecer uma via naquele inferno. Já tendo passado por isso na outra vez, não quis nem saber, peguei por baixo da rocha, me equilibrei na beira do abismo, me posicionei na curva, dei um bom dia para minha avó e fui ganhando centímetro por centímetro e vez ou outra, olhava para baixo somente para me sentir um coitado pendurado a uns 500 metros de altura. Claro, minha vontade era a de agarrar logo em tudo que é costura e sair vazado dali rapidinho, mas pela minha honra resisti bravamente e quando passei a curva já me joguei com a mão esquerda dentro do diedro e fui me arrastando pela rampa acima até que sem nem perceber, já me dei conta que estava na grande fenda que nos levaria para a sequência de chaminés, passei limpo, estava feliz, uma satisfação pessoal indescritível, adeus minha vó, adeus Maria Cebola, até nunca mais. ( rsrsrssrrs) Dentro daquela fenda monstruosa, fria e úmida, onde da outra vez o Alexandre não quis nem guiar, desta vez não nos pareceu tudo isso e o próprio Alexandre não perdeu tempo, se esgueirou parede acima e já montou a parada. O Dema se assustou no começo, mas bastou subir uns dois metros para ele se adaptar e rapidinho já estava apoiado a uma pedra entalada no meio da chaminé e estando lá, puxou nossas mochilas e já passou para o Alexandre. O Vinícius dessa vez, se disfarçou de calango, juntou as pernas curtas nas duas rochas e subiu cantando. Para falar a verdade, apesar desta ser apenas a segunda vez que a gente encara uma chaminé, vimos que se fosse preciso solaríamos de boa, mas como a corda já estava instalada, me apoiei na parede e fui subindo alternando os pés até alcançar a tal pedra entalada uns quatro ou cinco metros acima, aí é preciso ficar em pé encima dela e ganhar um grande facão diagonal do lado esquerdo e finalizar essa grande chaminé invertendo o corpo, passando a subir com as costas do lado direito até poder montar na rocha e passar novamente para o lado direito, onde está instalado o pino onde se coloca a parada e aí poder se deslumbrar com uma vista estonteante de todos os abismos dessa montanha, onde você se torna um nada diante da grandiosidade da pedra. Depois de subir essa chaminé gigante, a sequência da via vai prosseguir entrando- se em outra fenda horizontal obvia de uns 10 metros, porque não há mesmo para onde ir e adentrando até quase o seu final já é preciso subir mais uma chaminé de não mais de uns 4 ou 5 metros para conseguir sair da própria fenda. Dessa vez não teve conversa, subimos sem corda nenhuma, todo mundo solou. É uma subida fácil, uma chaminé estreita onde é pouco provável que alguém caia de lá, basta subir e ganhar uma rocha com ótima mão e se lançar para cima onde existe um amontoado de grandes rochas. Olha, foi justamente nesse ponto que dá outra vez a noite nos apanhou e tivemos que enfiar o rabo entre as pernas e sair correndo para casa, descendo tudo de rapel naquela madrugada fria e agora nem ao meio dia ainda havíamos chegado. Até agora havíamos feito um trabalho excelente, nenhum erro, tudo como havíamos planejado. Quando chegamos ao alto daquele amontoado de pedras gigantes, onde uma fenda monstro separa onde estávamos do estirão final para o cume do Dedo de Deus, não teve como não sentir um frio na barriga, e agora José, acharíamos a sequência da via? Não posso negar, a partir dali eu estava ansioso, com uma descarga de adrenalina que ia transbordando, sim, eu estava extremamente nervoso. Ali era o lugar que nos disseram que teria que fazer um pulo exposto para passar de onde estávamos para a outra sequência da montanha e veja bem, não demorou nada para eu bater o olho num pino “P” na altura do umbigo para me ligar que era ali o tal pulo, coisa que nem me passou pela cabeça na outra vez, não sabia se ficava feliz ou muito puto com aquela descoberta. O lance é o seguinte: É preciso passar uma costura no “P”, apoiar levemente a mão encima dele, colocar o pé direito na parede entre a fenda e dar um pulo e agarrar um patamar uns 2 metros e meio acima da cabeça com a mão esquerda. É um lance fácil, principalmente para quem é alto, mas para quem tem tamanho de toco de amarrar jegue, tem que ser um pulo com vontade e certeiro porque se não corre o risco de despencar dentro da fenda e cair no vazio. O Alexandre nem precisou instalar corda alguma, se apoiou na parede e já se jogou lá para cima, agarrou com vontade o bloco de rocha e montou nele como se tivesse subindo em um cavalo e antes mesmo de ir investigar, já puxou o Dema lá para cima, entraram em um arbusto do lado esquerdo e não deram mais sinal de vida por um bom tempo, deixando eu e o Vinícius mais agoniados ainda. Logo os caras do “outro lado do mundo” chamaram o Vinícius para fazer parte do clubinho deles e eu fiquei ali, largado para as cobras, criando uma úlcera no estomago de tanta ansiedade. Por mais de meia hora o tempo parou para mim, sentado naquela rocha exposta, meus pensamentos voavam longe e quanto mais demorava para saber o que se passava do outro lado da fenda, mas ansioso eu ficava, pensei em passar sem depender deles, mas achei melhor não, ali não era lugar para cometer nenhum erro. Quando o Vinícius me chamou, levantei-me rapidamente e me posicionei conforme o procedimento correto e avisei o meu amigo que pularia. Apoiei a mão direita no referido “P”, olhei para cima com vontade e determinação, coloquei meu pé direito em um regletinho (pequena ranhura) na base da parede e saltei feito um campeão olímpico disputando a medalha de ouro: -“Segura essa porra aí caralho, ai meu Deus do céu! Não alcancei o patamar e minha mão esquerda passou no vazio, despenquei no meio da fenda e fiquei pendurado na corda, feito siri no pau. O Vinícius fez um ótimo trabalho, foi tão bom que nem consegui esticar a perna para voltar a minha posição anterior, tendo que implorar para que ele afrouxasse um pouco a corda para eu me recompor. Na segunda tentativa só fiz elevar mais a minha perna direita um palmo mais acima e aí pulei tão forte que mais um pouco eu alcançava a Pedra do Sino, lá na Travessia Petrópolis x Teresópolis. Agarrei a patamar rochoso como se fosse um prato de comida, passeia aperna por cima dele e de me segurei no arbusto, longe do abismo. A esquerda desse arbusto existe uma fenda horizontal de uns 4 metros e a diferença dessa fenda para as outras, era que essa não tinha chão. Quando cheguei nela os meninos já não estavam mais, já haviam passado, mas como estavam perto de mim, eu podia ouvi-los muito bem e logo perguntei as dicas para onde seguir. O Alexandre já gritou: -“ Facin, facin, Divanei, é só entrar na fenda e pisar nesse patamar do lado direito e atravessa até o final e aí tu sobe a chaminé de uns 3 metros e pronto” Eu até encontrei o patamar que se referiu, mas como diabos esses caras passaram nessa fenda sendo que não havia chão pra pisar e em baixo dos nossos pés, um abismo monstro ficava rindo pra gente. Eu já estava nos cascos, meu coração já estava tamborilando faz tempo, respiração ofegante e eu mal estava conseguindo raciocinar direito. Olhei uma pedra entalada no meio da fenda sem chão, mas ela estava uns 3 metros de mim e já pensei logo; mas nem fodendo que eu vou conseguir pular lá naquela rocha e fiquei vendido naquele lance. Tentei me acalmar e prestar bastante atenção na dica que vinha do outro lado da fenda: Entendi qual era o lance: Na parede do lado direito existia uma rachadura que corria na horizontal bem embaixo dos pés e por incrível que parece o próprio pé cabia dentro da rachadura e aí o lance é colocar as costas na parede do lado esquerdo e os pés dentro da rachadura e simplesmente caminhar, um procedimento ridículo de fácil, mas extremamente exposto e ao chegar ao final, subir uma chaminé de uns 3 metros e se agarrar numa rocha pontuda que se não tomar cuidado , acaba furando seu olho. Subindo essa pequena chaminé, emergi dentro de uma grande gruta e já me dei conta de que o Alexandre já estava bem adiantado nos procedimentos para a última enfiada, porque reconheci a grande estalagmite de rocha que eu havia visto numa foto, onde é preciso amarrar uma grande fita em volta para poder colocar uma costura, estávamos sem sombra de dúvida no PASSO DO GIGANTE. O Alexandre levou a nossa corda , ancorou-se e logo pediu para que o Dema subisse. Nesse lance é preciso retirar as mochilas e coloca-las na solteira e subir com elas no meio das pernas, coisa que vai te jogando para baixo, mas ninguém reclamou e o Dema macaqueou para cima, se agarrou onde deu e sumiu na última rampa de acesso. Ajudei o Vinícius a ganhar a primeira rocha e esse foi outro que que se livrou rapidinho desse lance e foi se juntar ao Dema e ao Alexandre. Não sei porque, mas aos meus olhos, levou uma eternidade até que o Vinicius autorizasse a minha subida. Segurei em oposição na rocha que dava acesso ao início da subida e ganhei terreno em direção a estalagmite. Pouco consigo descrever como foi essa última enfiada, só sei que uma hora você tem que encostar as costas no teto e ir se elevando e aí passar para o outro lado para ganhar a rampa. Juro que não me lembro de nenhum passo de gigante, minha cabeça e meus pensamentos voavam no tempo, voltei para 1997. Eu já não enxergava mais nada, só me lembrava que não podia mais cair e aquela luz que vinha lá de fora era minha única direção. Minhas pernas já foram bambeando e quando meus olhos se acostumaram com a claridade e alguém lá de cima gritou: “ Olha Divanei, que maravilha, a escadinha do cume “. Lentamente levantei meus olhos e quando o metal brilhou, minha cabeça rodou e deixei aflorar toda minha fraqueza humana. Os caras estavam irradiantes, o Dema transbordava de alegria, mas eu desgraçadamente desabei a chorar. No meu caso e do Dema não se tratava somente da conquista de uma montanha, era muito mais do que é isso, era a promessa cumprida de nos mantermos vivos e ativos na vida desde a nossa juventude, era a consolidação de uma amizade que atravessou uma geração e que começou no nosso tempo de escola, 35 anos atrás. A gente sobreviveu ao tempo, ultrapassamos as agruras da vida para estarmos juntos ali naquele momento magico na vida de cada um. Nem estávamos no cume ainda e já nos abraçamos ali mesmo e chorando, fiz um discurso de agradecimento e muito provavelmente não disse coisa com coisa. Ainda faltava subir uns 4 metros de escadinha para chegarmos ao topo e fizemos questão que o Alexandre tivesse a honra de ser o primeiro do grupo, mas ele se recusou e pediu para que eu e o Dema subíssemos. A escadinha é um tanto exposta e eventualmente perigosa, tanto que a maioria sobe nela encordado, mas eu e o Dema estávamos pilhados demais para qualquer outro procedimento se não o de subir correndo e nos jogarmos no estirão final. Quando ganhamos o cume, tocamos juntos a pedra que marca o seu ponto mais alto, onde fica a caixa com o livro e mais uma vez deixamos as emoções aflorar. Éramos duas crianças a se esbaldar de felicidade no cume do DEDO DE DEUS (1692 m) e quando o Vinícius e o Alexandre chegaram, a felicidade se completou. De cima daquele Dedo Divino, que quase tocava o céu, era possível se maravilhar com as montanhas ao redor, além de uma vista linda da Baia da Guanabara, é um mundo de beleza e encantamento, que faz do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um dos mais bonitos do mundo. Logo o outro grupo chegou e como não é possível ser feliz para sempre, vimos que era hora de descermos, porque o cume é apenas metade da conquista. Decidimos que faríamos o descenso pelo rapel vertiginoso e para achar os dois pinos é necessário caminhar como quem vai em direção ao Pico do Garrafão, já que o topo do dedo de Deus é surpreendentemente do tramando de uma quadra de futebol de salão, o que mostra a grandiosidade dessa montanha. Estávamos com duas cordas de 60 metros e amarramos uma a outra para descermos com ela dupla. O Alexandre desceu, montou a parada e deu o gritou para que o Dema fosse, já que o nosso rádio havia acabado a bateria. Depois do Dema, eu fui o próximo a me clipar à corda. Rapel é uma coisa que nunca me assustou, mesmo sabendo que é nesse procedimento que a maioria dos acidentes acontecem. A saída à beira do abismo é complicada, mas rapidamente montei o meu prussik e me lancei no vazio, mas infelizmente com o peso da corda é preciso fazer uma força tremenda para que se possa pegar alguma velocidade. Esse rapel de fato não tem mais que uns 50 metros, mas não leva o nome de vertiginoso atoa, porque mesmo que a parada seja em um patamar mais abaixo, a gente fica uns 500 metros pendurado no vazio, só vendo as árvores no fundo do vale e quem sofre de medo de altura vai cagar nas calças. Para desgraçar tudo, o Vinicius preocupado demais com a segurança, me fez dar umas 3 voltar no nó blocante e o resultado foi que ele acabou travando no meio da descida e como eu não estava com mais nenhuma cordinha, fiquei pendurado sem ter o que fazer. Só depois de várias lutas é que consegui derrotar o prussik e consegui chegar em segurança ao patamar, mas já é necessário ficar esperto para tocar o rapel sempre para esquerda, para não correr o risco de passar direto e ficar pendurado sem ter como subir, principalmente para o primeiro que vai descer. O patamar à beira do abismo até que comporta bem uma meia dúzia de pessoas. Nele temos um arbusto que serve muito bem para uma ancoragem, além de mais um pino instalado junto a ele e mais três pinos para a segurança do próximo rapel. Logo que o Vinícius desceu e juntou-se a gente, o Alexandre já se posicionou e despencou no próximo rapel. São mais uns 20 metros de descida, mas é necessário descer bem para a esquerda, junto à parede e instalar uma costura para evitar que a corda acabe pendendo para o lado do abismo. Esse procedimento é necessário apenas para o primeiro e uma vez no chão, é só ficar atento para direcionar a corda para os outros, tratando de não deixar que eles pendam para o vazio e cheguem ao chão em segurança, já que o segundo ao descer, já fez o procedimento de retirar e recolher a costura. O último e derradeiro rapel não tem mais que uns 10 metros e nenhum segredo aparente, finalizando esse, mais uns 20 metros de caminhada nos leva até a gruta onde há uma pequena placa que homenageia os escaladores brasileiros mortos no Aconcágua. E assim se finaliza a descida que vai beirando a lendária rota da via Teixeira, usada pelos pioneiros de 1912 para a grande conquista. Agora com os pés firmes no chão, mas nem tanto assim, vamos desescalaminhando um pequeno trecho de rocha, onde um cabo de aço todo enferrujado e nenhum um pouco confiável, ainda sobrevive. O tempo está incrível e a vista do Escalavrado e dos Dedinhos é arrebatadora. Descemos por mais um pedaço de cabo de aço até não ter mais jeito e termos que instalar a corda para descer de rapel. Todo mundo se encordou e deslizou rapidamente, menos eu que, só me agarrei a corda e desci esse pequeno trecho no braço mesmo. Daí para frente ganhamos a trilha e fomos descendo lentamente, hora usando alguns cabos, hora nos valendo de algumas cordas, até que antes do sol se pôr, tropeçamos no grande e derradeiro paredão dos cabos de aço. Eu e o Dema pensamos logo em nos agarrarmos nos cabos e deslizarmos até lá embaixo, no braço mesmo, mas como havia alguns guias descendo com uns clientes, o Alexandre montou logo um rapel com as duas cordas e assim evitamos de alguém nos torrar a paciência e agente ser obrigado a mandar a merda e rapidinho já nos vimos de volta à Toca da Cuíca, já na boca da trilha. Menos de uma hora, esse foi o tempo que levamos para novamente nos vermos de volta à civilização, agora totalmente em segurança. Desta vez não houve espaços para comemorações e cada um seguiu caminhando no seu ritmo naquela noite escura e agradável de primavera. Eu mesmo me pus a caminhar por último, minha cabeça ainda rodopiava e eu quase que levitava naquele último trecho de asfalto. Vez por outra eu me virava para trás e me punha a contemplar a silhueta do grande DEDO DE DEUS e eu poderia passar os restos dos meus dias olhando para aquela montanha e mesmo assim não me cansaria de contempla-la, parecia mesmo que o grande DEDO havia se curvado, como a me dar um joinha e a dizer: ” Valeu meninos, obrigado pela visita, nos vemos novamente daqui uns 20 anos”. Chegamos de volta ao carro antes das sete da noite e sem pensar muito, já pegamos a estrada para casa e oito horas de viagem depois, estávamos novamente de volta ao nosso mundo no interior de São Paulo. E esse não foi nem de longe um relato de grandes conquistas, de feitos memoráveis, realizados por grandes escaladores. Esse é um relato que fala de amizade, de perseverança, de aprender a não desistir, de saber esperar o momento certo. No meu caso e do Dema a espera foi de 20 anos e foi uma grande honra poder dividir esse sonho com esses outros dois grandes amigos, que calhamos de encontrar na curva do tempo. Estar no topo do Dedo de Deus foi ter a oportunidade de relembrar dos velhos tempos de juventude, tempos de espirito livre, onde o mundo parecia menos complicado e subir montanhas era apenas um ato de se libertar das mediocridades da vida, um tempo de montanhas sem donos, onde todo mundo tinha acesso livre e precisa apenas se preocupar em cumprir com as promessas feitas e no nosso caso: PROMESSA MAIS DO QUE CUMPRIDA! Divanei Goes de Paula – Agosto/2017
  10. Diego Minatel

    O Contorno da Ilha Grande

    Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações. Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica. A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas. Agora vamos ao relato! Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado. Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa. Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro. Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente. Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius. Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo. Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar. Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/). Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande. Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto. Angra dos Reis Indo para Ilha Grande Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora. Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela. Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso. Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/) Bem-vindo a Abraão Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica. A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius Abraão Abraão Aqueduto Trilha T2 Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira Cachoeira da Feiticeira Praia da Feiticeira Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa foi um alívio. Próximo de Saco do Céu Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono. Gata Russa Gata Russa Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena. Saco do Céu Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais. Praia do Funil Matheus e a Praia do Funil Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos. Praia de Japariz Praia de Japariz Trilha T03 Beleza de vista Trilha T03 Trilha T03 Trilha T03 Praia de Freguesia de Santana Preparando-se para partir de Freguesia Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04. A igrejinha A Trilha T04 Bananal Pequeno Bananal Pequeno Chegando em Bananal Chegamos em Bananal - Na vendinha Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi. Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem. Bananal Bananal Bananal A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia. A varanda Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia. Saindo de Bananal Rumo a trilha T05 Rumo a trilha T05 Trilha T05 Praia de Matariz Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande. Trilha T05 Trilha T05 Praia de Passaterra Trilha T05 Trilha T05 Sítio Forte Sítio Forte Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba. Vendinha na Praia do Longa A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado! Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping. Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. Finalzinho da trilha T08 Foto do grupo Provetá Provetá Provetá Provetá De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra. Provetá Vinicius em Provetá Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras: Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping. Início da T09 - Vista para Provetá Início da T09 - Vista para Provetá O fim da subida e a cara da derrota O início da descida Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar. O coqueiro deitado O coqueiro deitado O coqueiro deitado Eu eu o coqueiro Jordana e o coqueiro Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir. Aventureiro Aventureiro Aventureiro Matheus e Aventureiro Matheus e Aventureiro Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar. Eu e o nascer do sol O nascer do sol em Aventureiro Jordana e o sol Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades. Aventureiro O resumo de Aventureiro O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. O trecho de pedra Praia do Sul Praia do Sul Belezura O Mangue O Mangue Praia do Leste Praia do Leste Fim de caminhada Praia do Leste Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha. Matheus no paraíso A imagem que grudou na retina - Praia do Leste Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio. Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite. Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar. Parnaioca Parnaioca Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios. A trilha T16 A trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 Comunidade de Dois Rios Dois Rios O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994. O presídio O presídio Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão. Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Descanso na Praia de Dois Rios O almoço Cozinhando O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu. A trilha T14 O mirante O grupo no mirante Abraão Abraão Volta completada O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá. As espreguiçadeiras em Palmas Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade. Praia de Palmas Praia de Palmas O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico. Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio. Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida. A comemoração No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda. A última foto da ilha Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada. Abraços, Diego Minatel
  11. Ola pessoal. Este aqui é um relato da volta completa de Ilha Grande que eu e a Márcia fizemos na segunda semana de Janeiro/2008. Caminhamos durante 11 dias, mas ficamos 2 dias na Praia de Parnaioca e mais 2 dias na Praia de Palmas. O relato é muito longo e detalhado. Coloquei também inúmeras dicas e informações úteis para quem pretende repetir essa caminhada. Pegamos dias de muito Sol, mas quando estávamos saindo da Praia de Parnaioca choveu muito. As fotos são mais de 500 e as dividi por dias. De cada dia eu criei um álbum e acrescentei imagens do google earth com a trilha plotada, apesar de que a trilha é muito tranquila, sem problemas de navegação. Eu e minha esposa Márcia coincidimos de em 2008 tirarmos férias juntos e para aproveitar melhor, resolvemos ir para Ilha Grande. Nossa intenção era conhecer todas as praias e como tínhamos mais de 2 semanas de férias, resolvemos dar a volta completa a pé por toda a ilha. Saímos de São Paulo no Domingo (13/01/08) no ônibus das 21:00 hrs (ônibus extra, pois os outros horários estavam todos lotados), chegando em Angra ainda de madrugada e lá esperamos amanhecer para só então procurar uma padaria para tomar o café da manhã, pois nossa intenção era tomar a barca para Ilha só as 15h30min (único horário saindo de Angra dos Reis). Existe a opção de pegar algum barco ou escuna no cais de Santa Luzia, mas tínhamos que pegar a Autorização na TURISANGRA para acampar na Praia do Aventureiro (exigem essa autorização na alta temporada). Uma boa opção era pegar a Barca em Mangaratiba com saída para as 08:00 hrs, mas de novo o problema da Autorização. # 1º dia (14/01) – Algumas praias de Angra dos Reis e chegada na Vila de Abraão Fotos desse dia: Ainda na parte da manhã em Angra dos Reis, resolvemos conhecer algumas praias próximas ao Colégio Naval e lá fomos para o centro da cidade para pegar o circular Vila Velha que nos deixou pouco depois do Vila Galé Eco Resort (antigo Blue Tree Park). Próximo ao Resort chegamos às praias do Tanguá, Tanguazinho e Praia da Gruta, sendo essas 2 últimas, desertas. Como tínhamos muito tempo até as 15h30min, ficamos nessas praias cochilando, já que não dormimos quase nada no ônibus e pouco depois das 10:00 hrs voltamos para a estrada e fomos para o centro da cidade pegar a Autorização para acampar na Praia do Aventureiro. Essa autorização se consegue na TurisAngra e lá fizemos o cadastro e tivemos que dizer em qual camping iríamos ficar e por quantos dias, pois existe um limite de campistas na praia. De posse da Autorização e depois de almoçado, seguimos para o cais onde a barca estava. Saiu lotada e isso em plena Segunda-feira, levando cerca de 1h30min para chegar na Praia de Abraão. O que achamos engraçado foi que ao chegarmos em Abraão havia uma multidão que tomava conta de todo o cais. Lembrava a Rua 25 de Março de São Paulo, em época de fim de ano. Tivemos até certa dificuldade para sair dali. Depois disso fomos logo procurar o Camping do Bicão - já tínhamos lido ótimas recomendações do lugar e lá quem nos recebeu foi a Claudia - responsável pelo local. Não tínhamos feito reservas, mas encontramos o camping com algumas vagas. O lugar é bem tranquilo e sossegado com lonas azuis cobrindo todas as barracas, uma cozinha coletiva com fogão e geladeira e um banheiro de dar inveja. A energia da Ilha é trazida por cabos submarinos vindo de Angra dos Reis que chegam até a distante Vila de Provetá (Praias do Aventureiro, Parnaioca e Palmas não possuem e nesses lugares só com geradores). Naquela noite fomos conhecer a Vila de Abraão e surpreendemos com a quantidade de turistas estrangeiros, em sua maioria argentinos, chilenos e europeus em geral. Brasileiro mesmo estava em menor número. A Vila de Abraão é bem urbanizada com inúmeros restaurantes, algumas padarias, mercearias, algumas lojas de roupas, campings e muitas pousadas. Na Vila tem até uma antena da Vivo Celular. Voltamos para o camping e após analisar as subidas e descidas que iríamos encarar no dia seguinte, resolvemos seguir no sentido anti-horário, o que no final se mostrou a melhor opção. # 2º dia (15/01) – Saída da Vila de Abraão até o Saco do Céu, passando pela Cachoeira da Feiticeira Fotos desse dia: Na manhã seguinte (Terça-feira) saímos do camping por volta das 10:00 hrs em direção ao Saco do Céu, pois já tínhamos a informação que no local se permite acampar em quintais de alguns moradores. Logo que saímos de Abraão já chegamos na primeira bifurcação (seguindo em frente chega-se na Praia Preta e Ruínas do Lazareto) e aqui pegamos a bifurcação da esquerda que passa pelo Poção e pelo Aqueduto (incrível ver como ele está intacto mesmo depois de uns 200 anos), aonde chegamos as 10h30min. Continuamos subindo e subindo, parando várias vezes para retomar o fôlego, pois estávamos com mochilas cargueiras cheias e assim que chegamos na altitude de pouco mais de 200 metros, a trilha começou a descer até chegar na bifurcação, à esquerda para a Cachoeira da Feiticeira - aqui encontramos uma pequena placa indicando. O início dessa trilha é bem íngreme e depois de uns 10 minutos de subida se chega em um local plano que tem uma descida à direita que leva até o rio dessa cachoeira. Mais alguns minutos margeando o rio até chegar na cachoeira, juntamente com um grupo de umas 30 pessoas que tinham ido com um guia. Depois de aguardar algum tempo "na fila" conseguimos chegar perto da queda da água de uns 15 metros de altura e entrar embaixo para relaxar. Tiramos algumas fotos e depois subimos por uma trilha à direita que leva ao topo da cachoeira e a um tobogã bem legal, que termina em um pequeno poço. Ficamos aqui por um bom tempo se divertindo escorregando pela pedra. Depois resolvemos que já era hora de irmos embora, pois tínhamos uma longa caminhada pela frente. Saímos de lá por volta das 13h20min e voltamos até a bifurcação na trilha principal e de lá seguimos em frente. Uns 10 minutos depois a trilha bifurca novamente e a da esquerda segue para o Saco do Céu e a da direita leva até a Praia da Feiticeira. Queríamos conhecer a praia, por isso seguimos para a direita. A trilha é bem demarcada e segue quase sempre no plano com algumas descidas leves e as 13:40min chegamos na praia. Logo que pisamos na areia um barqueiro já veio nos abordar para saber se queríamos retornar para Abraão de barco, pois em caso positivo seriam $10,00/pessoa. Junto com a gente chegou também uma família com umas 8 pessoas e a cara do pai demonstrava que ele estava bem cansado - acho que o barqueiro conseguiu encher o barco. A praia é deserta, com uns 50 metros de extensão, mas estava cheia de turistas. Além de barqueiros que ficam no canto da praia aguardando quem queria voltar para Abraão, encontramos também uma vendedora de refri/cerveja e mais umas 15 pessoas que tinham desembarcado de uma escuna que estava na praia (com certeza essa é uma praia bastante visitada, para quem quer ir além da Praia Preta, que fica a poucos minutos de Abraão). Saímos da Praia da Feiticeira pouco antes das 14:00 hrs e voltamos até o ponto onde a trilha se bifurca e ali continuamos na trilha principal. No caminho ainda encontramos um casal que voltava do Saco do Céu e perguntando para eles, vimos que não faltava muito, então resolvemos voltar alguns minutos até a bifurcação para a Praia do Iguaçú que tínhamos passado direto. Deixamos as mochilas escondidas na mata e pegamos uma trilha que começa a descer com trechos planos e outros com descida íngreme. Uns 10 minutos depois, já perto da praia, chegamos em uma cerca e a trilha segue ao lado dela até a areia. O que encontramos é quase que uma praia particular. Aqui existe uma casa com um enorme quintal e apenas 4 pessoas na areia da praia. Tinha também uma familia de patos passeando na areia. Mais fotos e voltamos para a trilha principal e continuamos seguindo passando agora pela Praia da Camiranga as 14h40min. Aqui já é considerado a Enseada das Estrelas, com as Praias da Camiranga, de Fora e Perequê. Seguindo pela areia da praia chegamos na Praia de Fora, onde a trilha agora sai da areia e segue pela mata - é bem fácil visualizar a entrada da trilha. A partir daqui ela vai seguindo próxima aos quintais das casas e logo chegamos na Ponte sobre o Rio Perequê. Esse rio tem + - 15 metros de extensão, bem rasinho, mas cheio de pedras (aqui paramos por uns 30 minutos para comermos alguma coisa). Seguindo a trilha ainda passamos ao lado de um pequeno bar e chegamos a uma região de mangue do lado direito. Aqui existem algumas pontes de madeira que cruzamos e uns 20 minutos desde o Rio Perequê chegamos em uma bifurcação com um extensa ponte de madeira do lado direito e uma trilha em frente. Como não sabíamos qual era a trilha certa, seguimos em frente subindo, mas logo tivemos que voltar, pois ela terminava em algumas casas. Voltando até a extensa ponte de madeira e seguimos para a direita, chegando no Saco do Céu com a trilha sempre se distanciando da praia e passando ao lado de alguns restaurantes com saída para o mar. Aqui novamente a trilha segue próximo aos quintais e sem bifurcações. Quando perguntamos da casa da Dona Nereide e Sr. Nanandez (tínhamos a informação que o casal permitia acampar no quintal da casa) disseram que ficava no final da praia, próxima a uma Igreja Católica. Chegamos na casa do casal por volta das 16:00 hrs e quem nos recebeu foi a D. Nereide (senhora muito simpática e atenciosa) que nos deixou acampar em um área de gramado bem ao lado da casa. Ela nos disse que até tentou colocar um camping no local, mas devido ao manguezal próximo, o Instituto Florestal proibiu. Ela disse que só aceitava que montássemos a barraca para dormir, já que era proibido o camping e já que iríamos ficar só aquela noite, ela resolveu não cobrar nada. Do lado de fora da casa existem 2 banheiros que provavelmente seriam do futuro camping e nos fundos da casa, o irmão de D. Nereide mantém uma criação de gansos e algumas galinhas. Montamos nossa barraca próxima a placa da Trilha T3 (do Saco do Céu até Freguesia de Santana). O que atrapalhou um pouco foi o barulho dos gansos e galinhas, mas no geral, tivemos uma noite tranquila. # 3º dia (16/01) – Saco do Céu até a Praia Grande de Araçatiba Fotos desse dia: No dia seguinte (Quarta-feira) por volta das 07h50min nos despedimos da D. Nereide, agradecendo-a e seguimos em frente com a firme intenção de chegar na Praia Grande de Araçatiba. Aqui tínhamos 2 opções: a primeira delas seria pegar um atalho direto para a Praia do Bananal, subindo um morro de uns 250 metros de altitude, levando em média umas 2 horas até Bananal. A outra opção seria seguir pela trilha principal até Freguesia de Santana e de lá chegar até Bananal. Como tínhamos tempo de sobra para conhecer várias praias, resolvemos pela segunda opção (quem quiser seguir direto pelo atalho até Bananal é só perguntar para os moradores - todos sabem informar). A trilha principal vai seguindo morro acima por uns 15 minutos e depois quando se inicia a descida, passamos ao lado de uma bifurcação do lado direito que leva até a Praia da Guaxuma. Deixamos novamente as mochilas escondidas e fomos conhecer a praia que estava deserta (só encontramos alguns gansos passeando na areia). Ela está localizada em uma pequena enseada e ficamos só alguns minutos; logo voltamos para a trilha principal. Mais uns 10 minutos descendo pela trilha principal, chegamos na Praia do Funil (muito pequena), marcada por um campo de futebol do lado esquerdo. Nesse local pudemos observar alguns fios de energia que vêm do continente e que chegam a Ilha próxima a essa praia (aqui existe uma divisão - uma parte dos fios segue para Vila de Abraão e a outra para a Vila de Provetá). Mais fotos e seguimos em frente e uns 10 minutos depois, por volta das 09h30min estávamos chegando na Praia do Japariz, muito usada por escunas que levam turistas para a Lagoa Azul (não muito longe daqui). No local existe um restaurante e em frente, um pequeno cais (trapiche) para atracar as escunas. Passamos direto pela praia e a trilha daqui para frente vai seguindo próxima do costão até Freguesia de Santana, aonde chegamos as 10h30min. Aqui é um sucessão de 2 praias (Freguesia e Baleia). O que nos chamou bastante a atenção foram 2 teiús (espécie de lagarto) que estavam comendo 1 jaca no meio da trilha (engraçado foi ver os dois saírem correndo todo desengonçados pela trilha no sentido contrário). Se distanciando da praia, a trilha segue por entre uma área de bambuzal, como se fosse uma espécie de túnel (muito legal) e as 10h40min chegamos na bifurcação para a Praia de Baixo e Praia da Grumixama. Desse ponto pudemos visualizar uma pequena parte da Lagoa Azul com suas inúmeras escunas (aqui ficamos um certo tempo admirando a paisagem, pois o local tem um visual muito bonito). Pouco depois das 11:00 hrs voltamos para a trilha e iniciamos outra subida e descida de morro até chegarmos na Praia do Bananal Pequeno. Essa praia tem uma pequena faixa de areia monazítica e um único morador (Seu Zeca) e daqui já dá para ver quase todas as outras praias por onde iríamos passar. Seguindo por uns 10 minutos chegamos na Praia do Bananal, onde paramos embaixo de uma árvore para descansar e comer alguma coisa. Na praia existem algumas pousadas; quase todas pertencentes a japoneses e a trilha passa por detrás de quase todas elas. Seguindo por outro morro acima, a trilha chega a + - 100 metros de altitude e depois disso descemos em direção a Praia da Matariz, aonde chegamos as 13h40min. A praia possui alguns bares e no final existe uma antiga indústria de pescado que funcionou a muitos anos atrás e logo que termina o muro da antiga fábrica, a trilha segue para a esquerda, atravessando mais um pequeno trecho de mangue. Depois de atravessarmos uma pequena ponte de concreto, algumas casas aparecem à esquerda e à direita da trilha e quando íamos iniciar mais uma subida de morro, paramos para pegar água em uma bifurcação que sai à esquerda da trilha principal, já que nossos cantis estavam quase vazios. Com cantis cheios, iniciamos mais outra subida de morro, chegando a pouco mais de 100 metros de altitude e o que nos chamou a atenção foi uma enorme figueira que fixou suas raízes em cima de uma rocha (no local até existe uma placa indicando a figueira branca). Seguindo em frente, alguns trechos da trilha se abrem e é possível visualizar todo o mar ao redor e o continente. Às 15h15min chegamos em mais uma praia tranquila (Praia de Passaterra) e em mais uns 5 minutos chega-se na Praia de Maguariquessaba (aqui existem alguns bares e restaurantes e encontramos escunas atracadas na praia com vários turistas). Essas praias são muito bonitas, mas o problema delas é que a areia é muito fofa, o que dificulta muito a caminhada. Mais uns 30 minutos de subida morro acima (seguindo os cabos de energia), passamos ao lado de um cafezal, onde alguns cachorros não nos deixaram em paz e queriam porque queriam que a gente brincasse com eles. Nesse trecho existe uma bifurcação próxima a um bambuzal que leva até a pequenina Praia do Marinheiro, que é deserta e uma boa opção para acampar em selvagem só durante a noite (nem chegamos a ir até a praia). Às 16h20min chegamos em Sítio Forte, onde marca o fim da Trilha T5. Essa praia possui imensos coqueirais, mas a região é de mangue, o que torna difícil aproveitar a praia (a areia é monazítica - um pouco escura). Atravessando a praia e mais uns 15 minutos chegamos na Praia da Tapera, onde encontramos algumas lanchas e barcos atracados em frente. O início da trilha para a próxima praia (Ubatubinha) é um pouco mais confusa e para não tomar a trilha errada procure os cabos de energia elétrica que é por ali que a trilha segue. Nesse trecho de Tapera a Ubatubinha o visual que se tem é muito bonito (aproveitamos nas fotos). A praia de Ubatubinha tem uma imensa casa em frente da areia que possui até um pequeno trator (não deve ter sido fácil trazê-lo de barco até aqui). Chegamos nessa praia pouco depois das 17:00 hrs e ainda tínhamos uma longa subida de mais outro morro pela frente e depois de atravessarmos toda a praia, caminhamos por mais uns 3 minutos e chegamos a um bambuzal, onde bem ao lado existe uma placa apontando Praia Grande de Araçatiba morro acima e foi uma longa e extenuante subida por mais de 200 mts de altitude. Quando chegamos no topo, paramos para descansar e retomar o fôlego próximo de um pequeno riacho onde é possível se reabastecer de água (perdi meus óculos aqui e levou algum tempo até encontrá-lo) e daqui para frente a trilha seguia descendo até a Praia da Longa, onde chegamos às 18h45min. Aqui também é um pouco difícil para encontrar a continuação da trilha para Araçatiba, mas é só perguntar para os moradores que eles indicam (novamente é só seguir os cabos de energia). A trilha, na verdade é um antiga estrada de pedras com uns 5 metros de largura e que segue morro acima (o último do dia, graças a Deus). Assim que a estrada termina, a trilha continua subindo, mas pelo menos não foi tão extensa e por volta das 19:30 hrs chegamos nas areias da Praia Grande de Araçatiba. Ainda com Sol, seguimos pela areia da praia até o final dela, já que o camping onde iríamos ficar está localizado no outro extremo. A praia é de areia muito fofa e muito extensa e só chegamos no camping as 20h20min, exaustos, mas satisfeitos pela longa caminhada de mais de 12 horas. Uma coisa que nos chamou a atenção quando estávamos passando pela Praia Grande de Araçatiba foi termos encontrado algumas barracas no quintal de uma casa (pode ser que seja permitido acampar em alguns quintais e com a vantagem de ficar de frente para a areia da praia). Já o camping onde ficaríamos (Camping Bem Natural) está localizado junto da trilha que segue para a pequena Praia de Araçatiba e com isso tivemos que atravessar toda a praia (não foi fácil). Para se chegar no camping é só seguir a trilha no final da Praia Grande de Araçatiba e em + - 10 minutos haverá uma placa de identificação do camping à esquerda (aqui é só subir as escadas morro acima). Aqui tivemos algumas decepções: ao chegarmos, uma mulher estava falando no telefone e pediu para a gente aguardar ela terminar a conversa e logo nos atenderia (p. sacanagem). A outra foi quando perguntamos o valor do camping: ela nos disse primeiramente que era $45,00/pessoa e na mesma hora falamos que iríamos embora, mas aí a mulher (que não me lembro do nome) nos disse que esse valor incluía o café da manhã ($20,00) e o camping em lugar coberto ($5,00). Dissemos que não queríamos nada disso e o valor ficou em $20,00/pessoa (só ficamos pensando que café da manhã é esse de $20,00 – deve ser só com produtos importados). Perguntamos também sobre o valor do PF e nos disse que era $12,00, mas que faria por $10,00, o que aceitamos e combinamos que montaríamos a barraca primeiro e depois iríamos tomar banho e ela nos disse para fazermos isso em até 30 minutos, porque sua cozinheira estava indo embora. Quando nós dois já estávamos tomando banho não é que a mulher veio bater na janela dos banheiros para a gente tomar banho mais rápido porque a comida já estava na mesa (e olhe que ainda não havia completado os 30 minutos). É....decepção atrás de decepção, mas como já estávamos ali, deixamos para lá. Naquela noite nem fomos conhecer a praia, pois estávamos bem cansados. Tínhamos a pretensão de ficarmos 2 dias no camping, para que pudéssemos visitar a Gruta do Acaiá, mas depois do que aconteceu, resolvemos ficar só aquela noite e seguirmos para a Praia Vermelha, logo na manhã seguinte. Outra coisa que nos chamou a atenção foi o tamanho da cozinha disponibilizada para os campistas (mini-cozinha), enquanto que o tamanho da cozinha para quem paga pelo café da manhã é enorme. Uma sugestão que eu deixo aqui é tentar arrumar uma opção de hospedagem melhor (quintais de algumas casas ou pousadas mesmo, pois dependendo da época os valores de algumas são bem baixos). # 4º dia (17/01) – Praia Grande de Araçatiba até a Praia de Itaguaçú, com Gruta do Acaiá Fotos desse dia: No dia seguinte, quando já estávamos fazendo o café da manhã na mini-cozinha, um grupo de escoteiros estava por lá e comentaram que estavam indo visitar a Gruta do Acaiá também, mas saíram bem antes da gente (só os encontraríamos próximo da Gruta). Desmontada a barraca e mochilas nas costas saímos do camping às 09h40min em direção à Praia Vermelha, mas ao chegarmos na próxima praia (a de Araçatiba - conhecida também como Pequena Araçatiba ou Araçatibinha) vimos que o costão era muito propício para mergulho com mascara e snorkel (tínhamos trazido) e foi o que fizemos. Deixamos nossas mochilas em cima de algumas pedras e ficamos ali por quase 1 hora mergulhando (encontramos muito peixe palhaço). Às 10h40min seguimos para a próxima praia e uns 15 minutos de caminhada já encontramos a bifurcação para a Gruta do Acaiá (à direita) e Praia de Provetá (à esquerda) onde planejamos chegar só no dia seguinte, pois nossa intenção agora era acampar na Praia Vermelha, devido a desistência da Praia Grande de Araçatiba. A trilha para a Praia Vermelha segue próxima ao costão e com algumas subidas e descidas leves (me chamou a atenção 2 ou 3 casa semi-demolidas, próximas da trilha, à esquerda). Às 11h10min chegamos na bifurcação para a Praia do Itaguaçú e uns 10 minutos depois na Praia Vermelha. Aqui é uma praia pequena com alguns restaurantes e bares junto da areia e perguntando onde existia um camping nos indicaram o de uma mulher que era a dona do restaurante, mas havia um problema: o banheiro do camping estava em reforma e o camping era uma casa onde as pessoas acampavam no quintal. Resolvemos não ficar aqui e agora nossa alternativa era visitar a Gruta e seguir para a Praia de Provetá, praia esta onde havia um camping estruturado de frente para a praia (Camping da D. Cleuza). Depois da desistência, deixamos nossas mochilas em um dos restaurantes e seguimos para a Gruta só com um pequeno cantil. Saindo da Praia Vermelha o início da trilha para a Gruta é um pouco confuso (existem bifurcações que levam a algumas casas). Tem uma pequena placa indicando a trilha, mas ela está um pouco escondida e a vantagem é que essas bifurcações estão ao lado de inúmeras casas, então é só sair perguntando se não encontrar a trilha certa. Da Praia Vermelha até a Gruta do Acaiá foram + - 1 hora de caminhada e o início da trilha é uma longa subida íngreme com a paisagem se abrindo conforme você vai subindo, mostrando todo o visual ao redor. A trilha vai subindo até chegar + - 150 metros de altitude e sempre passando por áreas descampadas (aqui o Sol castigou muito nós dois). Quando a trilha começou a se estabilizar já começamos a passar por áreas com mata fechada e desse ponto em diante cruzamos com os escoteiros que estavam no mesmo camping que a gente. Diziam que estavam retornando da Gruta, mas não tinham entrado porque estavam cobrando $10,00/pessoa. Tinham tentando até reduzir o valor, mas não conseguiram. O grupo era formado por umas 10 pessoas e com isso eu e a Márcia já pensávamos em gastar uns $20,00 reais. A trilha seguia com leve inclinação, passando por uma nascente do lado esquerdo e às 14:00 hrs chegamos ao portão de acesso da propriedade da Gruta. Nessa entrada o portão estava fechado com cadeado e bem ao lado uma placa bem grande de “Propriedade Particular”. Nesse momento 3 pessoas estavam saindo e com isso a senhora que cuida de propriedade pediu que fechássemos o portão com o cadeado. Ainda caminhamos uns 50 metros até chegar a casa onde é feita a cobrança. Lá a senhora queria cobrar $10,00/pessoa se quiséssemos visitar a gruta e conversa daqui e dali reduzimos o valor pela metade. Bom para ambas as partes, ainda tínhamos que caminhar um pequeno trecho até a entrada da Gruta, passando antes por algumas casas e ficamos surpresos por ver como a entrada da gruta era bem diferente de todas as que conhecíamos. É como se estivesse entrando num buraco no chão com algumas pedras em volta. Depois de conversar com senhor responsável por guardar a entrada, que não deixou de se certificar se tínhamos mesmo pago antes a senhora. Iniciamos a descida por uma escada de madeira de + - 5 metros de profundidade e aqui uma lanterna é essencial, mas como não tínhamos, usamos a lanterna do celular. Conforme íamos descendo o buraco ia ficando mais estreito e apertado e só chegamos ao salão interno depois de passar arrastados por entre as pedras. O salão é uma coisa magnífica e olhando para o fundo da gruta se vê uma luz azul ou verde fluorescente (depende da intensidade da luz solar), que na verdade é o sol que reflete no fundo do mar e aparece no fundo da Gruta. O salão tem uma altura de pouco mais de meio metro e mais ou menos 20 metros de largura (isso foi até onde podíamos enxergar; talvez seja até maior que isso). Depois de se arrastar até próximo ao fundo da gruta chegamos a uma local até onde a água do mar chega e aqui ficamos por um bom tempo admirando o fundo da gruta com aquela luz fluorescente. Desse ponto até a superfície do mar existe uma fenda submarina e somente com cilindro de oxigênio para atravessá-la. Depois de sairmos da gruta ainda fomos conhecer o costão por onde começa a fenda submarina e por onde passa a água para o interior da gruta. Aqui também é o local onde os barcos e escunas ficam ancorados. Pouco depois das 15:00 hrs iniciamos o retorno para a Praia Vermelha e depois de pegarmos nossas mochilas no restaurante seguimos para o camping da Praia de Provetá. No caminho ficamos pensando em outra alternativa: ficar em uma das casas semi-demolidas que encontramos pela trilha, próximo da Praia do Itaguaçú e nessa praia paramos um pouco para mergulhar nos costões, mas não ficamos muito tempo porque encontramos algumas águas-vivas na praia e logo seguimos pela trilha. Cerca de 20 minutos depois já estávamos nessas casas semi-demolidas e chegamos a conclusão que ali era uma boa opção, pois água potável nós tínhamos encontrado alguns metros antes. As casas haviam sido abandonadas há muitos anos, pois o mato tinha crescido em volta e tinha muito entulho ao lado. Montamos nossa barraca na sala da antiga casa e bem ao lado de um dormitório onde tinham 2 morcegos. Demos uma p. sorte, pois logo que montamos nossa barraca, começou a chover forte e foi assim o resto da noite. # 5º dia (18/01) – Praia de Itaguaçú até a Praia do Aventureiro Fotos desse dia: Logo pela manhã (Sexta-feira) acordamos com o dia nublado e as 08h20min seguimos pela trilha para a Praia de Provetá, mas como tinha chovido bastante a noite, ela estava um pouco escorregadia. Ao passar pela bifurcação, a trilha vai seguindo por mais uma subida de morro até chegar a pouco menos de 200 metros de altitude e quando começamos a descida cruzamos com um rio onde paramos para tomar o café da manhã. Seguindo pela trilha o que não nos agradou foi que ao chegarmos próximo da Vila encontramos toda a mata ao redor desmatada. É uma coisa que choca para quem só estava vendo mata fechada próximo das praias e antes de chegar lá, por pouco a Márcia não pisa em uma cobra que estava atravessando a trilha e pela cor e desenhos, parecia ser um filhote de jararaca (peçonhenta). Fomos chegar na Praia de Provetá as 11:00 hrs e lá paramos para descansar ao lado da Igreja Assembléia de Deus (bem imponente e que se destacava), pois a Vila em sua maioria é formada por evangélicos. Encontramos bem ao lado um orelhão e uma pequena mercearia onde compramos algumas coisas. A trilha para Aventureiro se inicia bem no canto esquerdo da praia e lá fomos nós caminhando pela areia, passando ao lado do Camping da D. Cleuza que está em frente da praia. Ao chegarmos ao lado de uma enorme bica de água (conhecida como Bicão), a trilha segue novamente morro acima em mais uma subida bastante íngreme. Logo que se inicia a subida tomamos uma bifurcação da esquerda (na dúvida e só perguntar aos moradores, pois existem várias casas ao lado). Depois de + - 10 minutos a trilha se bifurca novamente e seguindo em frente provavelmente vai chegar em algumas casas, mas a trilha correta é pegando a bifurcação da esquerda (nesse local até existe uma placa apontando Aventureiro para a esquerda). Aqui chegamos em um mirante que permite ótimas fotos da praia e de toda a Vila. Nesse momento chegaram 2 homens (pai e filho) que passaram pela gente seguindo pela trilha e disseram que tinham vindo de Araçatiba e pretendiam retornar no mesmo dia, mas pelo horário avançado (12:00 hrs) iriam aproveitar pouco a Praia do Aventureiro. Daqui pra frente a trilha segue em aclive suave sempre em linha reta passando por várias nascentes, porém o trecho final é bem íngreme o que nos fez parar em vários momentos para descansar, até chegarmos a altitude de + - 350 metros (o ponto mais alto de todos que tínhamos subido). Daqui já conseguíamos ver a Praia do Sul bem à esquerda, mas Aventureiro estava escondida pela mata. A descida até a praia é uma pirambeira daquelas (muito íngreme) e tivemos que tomar muito cuidado para não escorregar, pois tinha chovido muito a noite passada (aqui tivemos a certeza que tínhamos acertado em fazer a volta no sentido anti-horário, pois para quem sai de Aventureiro e segue para Provetá com uma mochila cargueira vai sofrer muito na subida desse trecho). A descida foi rápida e as 14:00 hrs chegamos na Praia do Aventureiro. Aqui existem inúmeros campings (mais de 15), próximos da areia da praia, mas primeiramente tínhamos que deixar nossa autorização no quiosque da Associação de Moradores que fica do lado direito da praia junto ao coqueiro caído que é o cartão postal de Aventureiro. No cadastro em Angra tínhamos escolhido um camping próximo da areia sendo que o valor ficaria em $20,00/pessoa sendo que $5,00 seriam para a taxa de permanência na praia. No quiosque ficamos sabendo que existia um camping no morro bem ao lado e que era um lugar bem mais sossegado e tranquilo. Não pensamos 2x e escolhemos esse (ele é o Camping de número 1 e o valor era de $17,00/pessoa). Depois de montada a barraca, fomos conhecer a Praia do Aventureiro e a do Demo que fica ao lado, mas antes fomos comer um arroz com mexilhão (foi nosso almoço e jantar). Entrar na água no canto direito estava fora de questão, pois uma quantidade muito grande de algas estava sendo trazida pelas ondas, mas a praia é um paraíso com areia branquíssima e várias áreas de sombra. A Praia do Demo que é separada do Aventureiro por algumas pedras é também uma dádiva (algumas árvores que formam sombra na areia e também um pequeno riacho junto ao costão). Aqui vimos uma quantidade muito grande de coqueiros na mata e até conseguimos pegar alguns cocos. Seguimos para o Costão do Demo, que separa a Praia do Sul da Praia do Demo e aqui ficamos até o anoitecer vendo o pôr do Sol e as ondas quebrarem no costão. Observamos também que várias pessoas vinham da Praia do Sul e do Leste e ficamos sabendo que os fiscais do Instituto Florestal só ficam ali para proibir o acesso em feriados prolongados ou alguns fins de semana, pois a região é uma Reserva Biológica. Por volta das 20:00 hrs voltamos para o camping e nesse momento começou a chover, mas o local onde estávamos era embaixo de uma árvore. Tínhamos colocado também uma lona em cima da nossa barraca e a chuva até ajudou a dormirmos melhor. # 6º dia (19/01) – Praia do Aventureiro até a Praia de Parnaioca Fotos desse dia: Às 08h30min do dia seguinte (Sábado) acordamos. Naquele dia ainda não tínhamos decidido se iríamos ficar mais um dia ou seguiríamos para Parnaioca. Ficamos a manhã toda na Praia do Demo e lá decidimos seguir para Parnaioca naquele dia mesmo. Depois de desmontada a barraca, deixamos o camping por volta das 13:00 hrs e seguimos para a Praia do Leste (ainda cruzamos com 2 garotos com cargueira que provavelmente estavam fazendo a volta da Ilha, no sentido contrário ao nosso). A travessia do Costão do Demo exige certo cuidado, pois a pedra é um pouco inclinada e em dias de chuva é arriscado passar por aqui. Chegamos na Praia do Sul às 14:00 hrs e encontramos algumas pessoas na areia da praia e aqui tivemos que ficar descalços, pois a areia é muito fofa e a praia muito extensa. Chegando ao final dela, existe uma trilha que sai para a esquerda em direção ao manguezal e nesse local a água chega a bater um pouco acima dos joelhos. Depois de atravessado a região do manguezal, chegamos na Praia do Leste que é um pouco menor, mas no final da praia tivemos uma noticia desagradável: um grupo de 3 garotos estava voltando de Parnaioca e dizia que tinham sido barrados por um fiscal do IF que estava no começo da Praia de Parnaioca e com isso ficamos decidindo o que fazer. Já que estávamos ali, nem valeria a pena voltar para Aventureiro para pegar um barco em direção a Parnaioca. Se continuássemos pela trilha e ao chegar na Praia, o que o fiscal poderia fazer com a gente? Fazer a gente voltar? Talvez sim ou talvez não. Paramos para pensar e então decidimos esperar um pouco mais e chegar no final da tarde na praia. De repente chegam 2 garotos de mochilas cargueiras que tinham vindo de Parnaioca e estavam fazendo a volta da ilha também, mas no sentido inverso ao nosso. Perguntamos a eles sobre o fiscal e disseram que não tinham encontrado ninguém e pensamos se o fiscal não tinha ido tomar um café, ao banheiro ou tinha ido embora mesmo. Com essa dúvida saímos da Praia do Leste as 17:00 hrs em direção a Parnaioca; estávamos inseguros, mas não tínhamos opção. Por volta das 18:00 hrs, quando chegamos na praia, não encontramos nenhum fiscal. Ao cruzarmos o rio, encontramos 4 rapazes acampados na mata, ao lado do rio em camping selvagem e conversando com eles decidimos ficar por ali também. Eles disseram que o fiscal do IF tinha ficado na praia até as 15h30min e pediu a eles que não ficassem acampados na areia e que desmontassem as barracas durante o dia. Atualmente nessa praia existem 3 campings estruturados, que são boas opções para quem quiser ficar por alguns dias nessa praia. Com a barraca montada, ainda fomos dar uma volta pela praia e depois fomos fazer nosso jantar e dormir. A chuva que chegava sempre no início da noite, nesse dia não veio. # 7º dia (20/01) – Praia de Parnaioca Fotos dessa praia: No dia seguinte (Domingo) acordamos com um Sol muito forte e decidimos lavar algumas roupas e colocá-las para secar. Depois de desmontar a barraca, colocar na mochila e escondê-la na mata fomos caminhar pela praia, que era muito extensa e só achamos 4 casas próximas da areia e mais 2 um pouco longe da praia. Na praia sempre estavam chegando alguma escuna com turistas que ficavam por um certo tempo lá. Encontramos também uma pequena Capela e um Cemitério bem ao lado. Logo depois seguimos rio acima para conhecer as cachoeiras, mas antes fomos na casa da Marta (ao lado do Camping do Silvio) encomendar 2 pfs para o final da tarde. O rio é cheio de pedras com inúmeros poços para tomar banho, mas as cachoeiras não passam de 1 metro. Voltamos para montar a barraca e nessa hora começou a chover muito forte e para irmos à casa da Marta precisamos colocar nossas capas de chuva. Quando estávamos comendo e conversando com a Marta e o seu marido sobre como é a vida naquele lugar chegou o Silvio (o do Camping). Ele mora ao lado e nos disseram que teve épocas piores do que as de hoje, pois quando existia o Presídio em Dois Rios e ocorriam fugas, os presos se dirigiam para essa praia. As famílias da época eram muito humildes e só viviam da pesca e hoje com o fechamento do presídio, o turismo trouxe mais visitantes para a praia e os moradores vivem da rendo do turismo. O Silvio (um dos moradores mais antigos da praia) nos deu uma verdadeira aula de história sobre o lugar. Ficamos conversando sobre os primeiros moradores da ilha e a época dos escravos, quando existiam imensas plantações de café na região. Saciados da fome voltamos para a barraca e decididos que no dia seguinte seguiríamos em direção à Praia do Caxadaço. Durante a noite choveu muito e o rio ao lado, onde estávamos, ficou muito cheio. Conversando com os outros 4 garotos, eles decidiram voltar para Abraão com a gente e um deles decidiu ficar para tentar uma carona de barco. # 8º dia (21/01) – Praia de Parnaioca até a Praia do Caxadaço Fotos desse dia: Na manhã do dia seguinte (Segunda-feira) saímos de Parnaioca as 09:00 hrs pensando que a continuação da trilha fosse no final da praia, mas o Silvio nos encontrou e disse que a trilha para Dois Rios saía atrás da casa da Janete. Refeitos do erro, seguimos pela trilha correta, começando com uma subida de morro até chegar a uma altitude de + - 150 metros e na subida os 3 garotos passaram por nós e seguiram na frente. A trilha não tem como errar, pois está bem demarcada e sem bifurcações. Só a vegetação que estava molhada e um pouco de lama na trilha. Às 11:00 hrs passamos ao lado de uma imensa figueira e um pouco mais a frente ao lado da Toca das Cinzas, que segundo a lenda, era usada como prisão para escravos ladrões que eram deixados para morrer aos poucos (que coisa mais sinistra!). A trilha de Parnaioca para Dois Rios é a mais longa de toda a ilha e depois de 2h30min de caminhada chegamos na praia as 11h30min. Nesse lugar existia o Presídio que foi demolido em 1994, mas que ainda restaram os muros e as casas dos funcionários. Entramos na parte interna do presídio, mas saímos de lá cheios de pulgas nas pernas. Depois disso fomos em um barzinho da Vila (Bar da Tereza) onde almoçamos um PF e um lanche. No lugar encontramos um grupo com umas 8 pessoas que tinha acampado na Praia do Caxadaço na noite anterior e disseram que passaram por dificuldade, pois tinha chovido muito e com isso o saco de dormir de alguns deles tinham molhado. A intenção deles era fazer a volta da ilha no sentido contrário ao nosso, mas depois desse problema e sem perspectiva do tempo melhor, desistiram da ideia. Foi uma pena vê-los com mochilas cargueiras e desistindo da volta por causa desses pequenos problemas - felizmente para a gente tinha dado tudo certo até agora. As 15:00 hrs resolvemos seguir para a Praia do Caxadaço e quando já estávamos saindo da vila um PM nos abordou querendo saber de onde tínhamos vindo e para onde íamos e se conhecíamos a trilha para o Caxadaço (provavelmente a função dele é anotar o destino de todos que passam por ali. Por que? eu não sei). Seguimos pela estrada de terra em direção a Abraão por cerca de 10 minutos e logo encontramos a bifurcação para a Praia do Caxadaço à direita. A trilha entra na mata fechada e segue na direção leste passando por alguns vestígios de construções e pelo Caminho das Pedras que tinha sido construído pelos escravos na época em que chegavam por essa praia. O final da trilha, próximo da praia, é bastante íngreme e um lugar bom para acampar na trilha é próxima a um bambuzal, cerca de 10 minutos antes de chegar na praia, aonde chegamos as 16:00 hrs. Próximo a um riacho existe também um descampado onde cabem algumas barracas, mas seguimos em frente. Já na praia existem poucos lugares para montar barracas e encontramos ela totalmente deserta, possuindo uma faixa de areia de uns 15 metros de largura. Uma peculiaridade da praia é que ela se localiza em uma enseada que fica escondida de quem passa em alto mar, por isso foi usada para desembarque de escravos na época do tráfico negreiro. Montamos nossa barraca no descampado de frente para a praia, mas com a desvantagem do local ser um pouco inclinado. Até pensamos em ficar no local mais plano, próximo ao rio, mas queríamos acampar ali mesmo, de frente para a praia. Imaginávamos que iria chover a noite, por isso cavamos em volta da barraca para que a água da chuva escorresse, mas de nada serviu, porque a chuva não veio. A praia eu achei a melhor de todas (a Márcia preferiu Aventureiro) e do costão se consegue ver as Praias de Santo Antônio e Lopes Mendes. Depois de banho tomado no rio fomos fazer o jantar e dormir ouvindo as ondas chegarem na praia. Aqui o camping é proibido, mas naquela noite não tínhamos opção, porque em Dois Rios não existe camping e caminhar para Abraão estava fora dos planos, porque ainda tínhamos outras praias para conhecer. # 9º dia (22/01) – Praia do Caxadaço até a Praia de Palmas Fotos desse dia: No dia seguinte (Terça-feira) iríamos seguir pela trilha mais difícil de toda a volta da Ilha (em direção à Praia de Santo Antônio). Levamos algumas anotações do livro do José Bernardo (Caminhos e Trilhas de Ilha Grande) e elas foram a nossa referência, pois a trilha possui várias bifurcações que chegam a confundir e quem não tem experiência em trilha na mata fechada não recomendo fazê-la de maneira nenhuma. As bifurcações são semelhantes a da trilha principal e por isso usamos as anotações. Saímos da Praia do Caxadaço as 09:00 hrs e pegamos uma trilha que sai atrás da placa indicativa da Trilha T15 - Caxadaço-Dois Rios (sentido nordeste). Mais alguns metros e a trilha chega em uma vala a esquerda e daqui para frente segue rente a ela, morro acima. Uns 10 minutos depois chegamos a uma área de samambaias onde a descida é bastante íngreme e já no final dela começam a aparecer as bifurcações para a direita; a trilha principal segue para a esquerda subindo para mais outro morro e depois segue no plano por um bom tempo passando por outras bifurcações. Depois de um bom tempo passamos ao lado de uma imensa rocha do lado esquerdo onde escorre um riacho e aqui foi colocada uma pequena corda para ajudar na travessia dessa pedra. Depois de passar ao lado de um imenso bambuzal e cerca de 1hr30min de caminhada, terminamos a trilha em uma outra bem mais demarcada que leva até a Praia de Santo Antônio e aqui viramos para direita chegando na praia pouco antes das 11:00 hrs. O lugar possui um rio que deságua no canto da praia, mas a água não é confiável e se quiser água de qualidade e só seguir no costão à direita por uns 5 minutos. A areia da praia não é fofa e acampar aqui também é proibido. A praia tem + - 100 metros de largura e do lado esquerdo se consegue visualizar a Praia de Lopes Mendes que está bem próxima. De vez em quando ameaçava cair uma garoa, mas a chuva não veio, então ficamos aqui por cerca de 1 hora. Em seguida voltamos para a trilha e seguimos para Lopes Mendes onde chegamos + - 30 minutos depois e aqui alguns consideram uma das 10 melhores praias do país, mas não achamos tudo isso. Sua extensão é de quase 3 kms de areia fofa e inúmeras amendoeiras que fornecem sombra por toda a praia. Existe também uma mata com alguns descampados antes de chegar na areia e várias trilhas que conduzem até a praia. Nem entramos na água porque o tempo não estava ajudando e as 14h15min saímos em direção à Praia de Palmas onde acamparíamos naquele dia. A trilha é bem nítida, quase uma estrada e ainda passamos pela praia do Pouso (onde os barcos de Abraão para Lopes Mendes atracam) e a Praia de Mangues. Caminhando mais uns 10 minutos chegamos em Palmas, onde existem uns 3 campings e como já tínhamos lido algumas recomendações ficamos no Camping dos Coqueiros (cujos proprietários Tunico e Carla são pessoas excelentes). Ele está + - no meio da praia e não nos arrependemos, pois o lugar é muito bom. A praia não tem energia elétrica, mas os chuveiros quentes são aquecidos a gás (o gerador para a energia elétrica fica ligado das 18:00 às 00:00 hrs). O camping estava relativamente vazio e resolvemos comer um PF no bar ao lado, com preço de $9,00. A chuva no fim da tarde ia a voltava e ficamos planejando o que faríamos no dia seguinte. O que faltava para a gente era subir o Pico do Papagaio e conhecer as praias próximas de Abraão (Júlia, Crena e Abraãozinho) e na volta para a barraca decidimos fazer as duas coisas. Só torcíamos para que o tempo ajudasse e amanhecesse um dia de muito Sol. # 10º dia (23/01) – Praia de Palmas até a Praia de Abraão Fotos desse dia: No dia seguinte (Quarta-feira) acordamos com o tempo nublado e com poucas esperanças dele melhorar, mas ainda assim saímos do camping em direção à Abraão para tentar chegar no topo do Pico do Papagaio. Saindo da praia, iniciamos mais uma subida de morro até chegar a + - 200 metros de altitude e lá no topo já vimos que o tempo não tinha melhorado mesmo, pois estava tudo encoberto. Iniciamos a descida e chegamos na Vila de Abraão cerca de 1 hora depois e dali seguimos pela estrada de terra em direção à Praia de Dois Rios e não demorou muito começou a chover forte, mas seguimos em frente. Chegando na bifurcação do Pico, começamos outra subida forte pela trilha em direção ao topo (como a chuva não parava de cair decidimos voltar depois de uns 20 minutos de trilha). Pensamos que não adiantaria nada chegar no topo se não conseguiríamos ver nada ao redor. Voltamos para a Vila onde chegamos por volta do 12:00 hrs e de lá seguimos para as Ruínas do Lazareto e para a Praia Preta (praia de areia monazítica que possui propriedades medicinais). Depois voltamos para a Vila e fomos conhecer as prainhas do lado direito de Abraão (em Abraãozinho existe um pequeno bar de frente para a areia da praia). Às 15:00 hrs voltamos para Abraão para comer e as 17:00 hrs seguimos para Palmas. Estávamos um pouco tristes, pois esse era nosso último dia em Ilha Grande, mas como o tempo não colaborava e ficar na Ilha com chuva não valia a pena, resolvemos ir embora. Já no Camping em Palmas arrumamos as mochilas e deixamos tudo pronto para sair cedo no dia seguinte, pois a Barca para Angra dos Reis saía as 10:00 hrs. # 11º dia (24/01) – Praia de Palmas e retorno para São Paulo Fotos desse dia: Na manhã seguinte, o camping ficou em $10,00/pessoa e depois de pagar para a Carla seguimos para Abraão onde chegamos as 09:00 hrs e as 10:00 hrs em ponto a Barca saiu de Abraão em direção à Angra dos Reis e com ela estávamos levando ótimas recordações. Pouco antes das 12:00 hrs chegávamos em Angra dos Reis e as 15:00 hrs embarcamos em direção a São Paulo um pouco tristes. Era hora de voltar para o batente e a correria de Sampa, mas contentes porque em nossas lembranças iriam ficar lindas imagens de lugares como Gruta do Acaiá, Praia do Aventureiro, do Leste, do Caxadaço, Santo Antônio e muitas outras. Muitas ficarão nas nossas lembranças por muito tempo. Ufa.............finalmente. Terminei............... Depois eu coloco algumas dicas. Abcs
  12. Olá!!! Fiz um bate volta em Paraty e vim fazer um relato com minhas percepções para ajudar quem puder. Em menos de um dia consegui conhecer pelo menos os passeios principais e pretendo voltar o quanto antes para fazer outros passeios. Fui de ônibus, saí de São Paulo exatamente as 23h43 e cheguei lá exatamente as 5h50 da manhã. Seis horinhas de viagem, contando com uma parada que fizemos. Começamos o passeio com um city tour pelo Centro Histórico as 7h00, com guia turístico contando as histórias do lugar. Depois ficamos livres para comer, fazer compras e passear. - Sobre o City Tour: Não recomendo contratar pacote com guia pra isso. Vale muito mais a pena passear por conta e ir pesquisando as histórias no Google, você fica mais livre para conhecer o que quiser e economiza uma nota (em alguns lugares o city tour custa R$200 ). Faça o passeio bem cedo porque depois fica lotado de turista, principalmente no final de semana. - O Centro Histórico é realmente lindo, você se sente no passado e consegue tirar fotos ótimas. A única coisa desconfortável é o chão "pé-de-moleque", se estiver chovendo tem que tomar cuidado pra não tombar. - Tem vários restaurantes, lojinhas de artesanato e cachaçarias. Fui até o Armazém da Cachaça e recomendo pra quem gosta desse tipo de passeio! Tem vários tipos de cachaça, de todos os preços, e eles fazem degustação. Depois, escolhi fazer o famoso passeio de escuna, e achei bem legal! Infelizmente o tempo estava nublado, então a água do mar estava sendo refletida pelas árvores ao invés do céu azul, ficando esverdeada, o que não deixa de ser lindo. Porém, imagino que com sol fiquem ainda melhor. O passeio de escuna funciona da seguinte forma: Ela passa por diversas ilhas e praias, com parada em 4 delas: Praia Vermelha, Praia da Lula, Ilha Comprida e Lagoa Azul (algumas escunas podem fazer menos ou mais paradas, depende da agência). Nessas paradas você pode alugar snorkel para flutuação (paguei R$20). - O preço do passeio de escuna varia (o mais caro que encontrei foi de R$70). Isso depende do tamanho do barco, da quantidade de paradas etc. Fui até uma agência e reservei um passeio por R$45, PORÉM, detalhe: A guia me disse que esse era o valor e teria um pequeno valor a mais do couvert artístico (ela deu a entender que seria bem pouco mesmo) e do almoço, que é a parte. Só que o valor do courvet artístico foi de R$16 e as refeições ficavam entre R$35 e R$65. Sem contar as bebidas. Ou seja, cuidado na hora de escolher a escuna! As vezes você nem está economizando, só está pagando outras coisas a parte. - Pra quem gosta de tranquilidade, indico o passeio em escunas menores. No cais de Paraty tem várias pessoas vendendo o passeio por lá mesmo, imagino que sejam em escunas menores e mais baratas. Geralmente as escunas de agência comportam muita gente (algumas comportam mais de 100 pessoas) e tem música ao vivo, então você pode ficar frustrado se curtir algo mais relax. - As ilhas e praias são lindíssimas, só que estava tudo muito cheio. Imagino que em baixa temporada fique mais tranquilo!
  13. Procuro pessoas do Rio e Niterói que curtam viajar de carro. Com carro ou habilitadas para dividir custos. Viagens curtas e viagens mais demoradas. Marcaremos um papo conforme formos montando um grupo com química boa. Mandem msg pra add no whatsapp. Obs.: Não fumantes.
  14. Oi Ana Rosa, Seja bem vinda!! :'> Quanto a sua dúvida de hospedagem no Rio, sugiro consultar o tópico: rio-de-janeiro-hospedagens-t38832.html Beijos,
  15. Volta Ilha Grande O relato é da trilha de Volta a Ilha Grande, feito por mim e pelo meu namorado em junho. A trilha pode ser feita em mais ou menos dias, as trilhas são bem marcadas e há bastantes pontos de apoio, além de pontos de escape, caso precise desistir ou mudar de idéia. Espero que ajude quem esteja afim de realizar essa fantástica viagem Dia 1 – Sábado – 03/junho Chegamos a Angra às 6h da manhã, tomamos café na rodoviária e nos dirigimos a pé até o escritório da Turisangra, que fica na praia do Anil, no caminho para o cais. A Turisangra abre às 8h e nesse horário preenchemos uma autorização para pernoitar em Aventureiro. Na época em que fomos junho, não havia fiscalização alguma em qualquer lugar. Mas mesmo assim pegamos a autorização e a pulseirinha Fomos ao cais e a barca maior só saia às 13h, resolvemos então pegar uma lancha rápida que saia às 9h. Pagamos 80 reais ida e volta, com o ticket de volta aberto para qualquer dia com saída em Abraão. Às 10h já estávamos em Abraão e assim que chegamos já começamos nossa caminhada. A trilha começa no lado esquerdo da praia e há algumas placas de sinalização. Resolvemos ir primeiro à cachoeira da Feiticeira. Passamos antes pelas ruínas do Aqueduto e por um poço. Cerca de 1 hora e meia depois estávamos na cachoeira. A trilha até a cachoeira tem algumas placas no caminho e pra quem quiser ir direto ao Saco do Céu é só não entrar na última placa que diz que faltam 10 minutos e seguir direto. Depois da cachoeira fomos à praia da Feiticeira, são uns 15 minutos de caminhada, e também há placas. A praia da Feiticeira é pequena e bem bonita e de lá saem táxi boats de volta para Abraão. Nessa praia fomos adotados por uma cachorrinha que fez toda a volta conosco e demos a ela o nome de Lola. Saindo da Feiticeira é só voltar pelo caminho que fez para chegar a praia e na segunda bifurcação a direita entrar. À partir daí estará seguindo os fios de eletricidade e será assim até o dia de Araçatiba. Depois da praia da Feiticeira se chegará a praia de Fora, que é uma praia bem extensa e na qual tem que ser andar pela areia e com a maré cheia às vezes é preciso correr um pouco para não molhar as botas. No final da praia de Fora haverá uma trilha à direita que começará a passar pelo meio das casas, com alguns minutos de caminhada já se estará no Saco do Céu. O único camping que tenho notícia por lá é a Gata Russa, que cobra 60 por pessoa com café da manhã e 45 sem o café. Demos uma chorada e ela deixou por 35. No geral, achei o valor do camping caro na Ilha Grande. Depois de montada a barraca e banho tomados fomos comer em um restaurante. Há uns restaurantes bons (e caros) no Saco do Céu, fomos em um com melhor preço, mas bem gostoso, se chamava Gruta das Estrelas. Dia 2 – Domingo – 04/junho Saímos às 10h do Saco do Céu, a trilha começa na rua ao lado da pousada da Gata Russa, seguindo o fio de eletricidade e contorna todo o Saco. Perto de um campo de futebol há o começo de uma outra trilha, mais íngreme e que já é um corta caminho para quem quer ir direto ao Bananal. O que não era nosso caso. Depois de 50 minutos de caminhada estávamos na praia de Japariz, que é uma praia em que há restaurantes e na qual muitos barcos de passeio param para o almoço. Descansamos um pouco e logo partimos para a próxima praia: Freguesia de Santana. Chegamos na Freguesia em mais 1 hora de caminhada e por lá ficamos bastante tempo, esticamos um pouco a caminhada e fomos numa praia chamada Baleia, para essa caminhada, de 10 minutos, deixamos nossas mochilas com uma vendedora. Essa praia também é parada de vários passeios de barco. Depois de descansados seguimos caminhada, no caminho passamos pela igreja da Freguesia de Santana e por uma praia menor, praia de Araça. Seguindo caminhada por mais de uma hora chegamos a praia de Bananal Pequeno, que fica já ao lado da praia do Bananal e é melhor para mergulhar. Ficamos lá um bom tempo e depois fomos ao Bananal procurar nosso camping. Perguntamos aos moradores pelo camping da Cristina e nos indicaram onde ficava. A Cristina cobra 20 reais para acampar no quintal dela e também serve janta por 12 reais. Dia 3 – Segunda-feira – 05/junho Nesse dia conseguimos sair um pouco mais cedo e antes das 9h já saímos para nosso próximo destino: praia Grande de Araçatiba. Novamente começamos seguindo os fios de eletricidade e em 50 minutos de caminhada chegamos a praia de Matariz, que é uma praia não grande e não parece ter atividade turística, tem uma construção abandonada na beira da praia e um mangue atrás dessa construção e é por aí que continua a trilha, passando pelas casas e depois começando uma subida. Depois mais uns 40 min de caminhada chegamos a praia de Maguariquessaba, nessa praia havia restaurantes mas ainda estava cedo e não tínhamos fome então continuamos a caminhada. Depois de alguns minutos de caminhada chegamos em Sítio Forte que é uma praia em que há uma gramado bem próximo a praia, seguimos caminhando e em poucos minutos chegamos a praia de Tapera, nesse momento já tínhamos fome e questionamos umas pessoas que estavam na praia se havia restaurantes e a resposta foi negativa, mas que na praia da Longa (a próxima segundo eles) haveria restaurantes. Seguimos nossa caminhada e logo que saímos da praia e começamos nossa caminhada encontramos uma cobra! Ficamos ali olhando ela ir embora e seguimos nossa caminhada até chegar na praia de Ubatubinha, decidimos comer uns snacks e entrar no mar. Depois do merecido descanso seguimos rumo a praia da Longa. Não havia restaurantes abertos mas nos falaram que havia uma senhora que faria comida se fossemos lá conversar com ela. Como a próxima praia já era a de Araçatiba, nosso destino final, decidimos continuar nossa caminhada. Saindo da Longa pegamos uma subida grande e depois de uma longa caminhada, grande parte já atrás das casas de Araçatiba, finalmente chegamos à praia. E só víamos restaurantes fechados! Já no lado esquerdo da praia encontramos o restaurante do Carlinhos estava aberto e ainda servindo almoço (já passava das 15h). Depois disso nos dirigimos ao camping Bem Natural e montamos nossa barraca. Burrice nossa esquecemos de perguntar o preço do camping! Dia 4 – Terça-feira – 06/junho Esse dia estava reservado para o descanso e foi isso que fizemos: dormimos até tarde! E tomamos café no próprio restaurante do camping: acho que 35 a vontade, ou pode-se comprar os itens separados (tipo 10 reais a jarra de suco, 6,50 o misto quente, 1 real a fruta). Em Araçatiba há um senhor que vende vieiras frescas e ao perguntar a Nice, dona da Bem Natural, sobre ele, Louro, encomendamos uma dúzia (60 reais a dúzia) e combinamos que ela faria pra gente no jantar. Saímos para fazer a trilha para a Lagoa Verde. Para fazer a trilha volta-se sentido praia da Longa e depois que passasse das casas da praia de Araçatiba no lado esquerdo haverá um portão trancado, continue andando e logo depois desse portão haverá uma trilha que desce a esquerda. Há algumas sinalizações, mas sutis. A trilha é curta em 20 minutos se estará na Lagoa Verde. O dia estava meio nublado, mas ainda assim vi bastantes peixes. Na volta tínhamos a idéia de fazer a trilha para a Gruta do Acaiá, pois nos falaram que demoraríamos 1 hora para chegar lá (demoramos 2 horas quando fomos, o dia seguinte). Mas como demoramos fazendo o almoço, decidimos que no dia seguinte iríamos até lá. Fora de temporada tudo é mais vazio, mas há o complicador que alguns lugares estão fechados como restaurantes e mercados. E quando estão abertos faltam alguns itens. Fomos ao mercado do Gabriel que estava fechado, batemos na porta da casa, para comprar mistura, mas só havia ovos. Ok, nós nos viramos bem com isso  À noite comemos as vieiras, deliciosas! E nos deparamos com o preço do camping: 45 por pessoa! Mas como ficamos 2 noites ela deixou por 40... Dia 5 – Quarta-feira – 07/junho Às 8h já estávamos partindo para a trilha desse dia: chegar a Aventureiro com desvio pela Gruta. Nos informamos e havia uma trilha para Provetá saindo da praia Vermelha e fomos confiando nessa informação. Começamos a trilha e logo depois da praia de Araçatibinha, há uma bifurcação que está marcada com placa. Fomos direto rumo praia Vermelha e cerca de 50 minutos depois estávamos na praia Vermelha. Lá pedimos para um casal se podíamos deixar nossas mochilas enquanto íamos até a Gruta do Acaiá. A trilha para a Gruta começa no final da praia subindo uma escada, no final da escada, em um pé de jaca, há uma placa escrita Gruta, vire à esquerda e siga. A partir daí não tem erro é só ir reto nessa trilha, haverão outras bifurcações mas não as pegue. A trilha começa num subidão e depois fica subindo e descendo. 50 minutos depois chegamos num portão, o abrimos e fomos chamando. Aí apareceu o moço que cuida da Gruta que nos acompanhou lá dentro. O dia não estava com um super sol, mas ainda assim é espetacular o efeito da cor da água. Ele disse que da pra levar snorkel pra olhar os peixes que ficam ali, infelizmente não estávamos com o nosso. Novamente não perguntamos o preço na entrada e fomos apunhalados com a cobrança de 20 reais por pessoa! Ainda tentamos argumentar, mas foi esse o valor pago Voltamos para a praia Vermelha, lanchamos numa lanchonete que havia acabado de abrir e que fica na praia mesmo. Pegamos nossas mochilas e partimos para a praia de Provetá. Fomos alertados que a trilha era puxada e não nos mentiram: 45 minutos de uma subida íngreme! E mais 45 minutos de uma descida com pontos bem íngremes, e chegamos na praia de Provetá. Essa trilha começa depois das casas da praia Vermelha, há uma escada que leva a essas casas e depois já vira uma trilha. Todos lá conhecem a trilha, que está bem aberta. Em Provetá aproveitamos pra tomar um sorvete, comprar mistura (frango, que era a única coisa que tinha no mercadinho) e pães. Há uma padaria lá que vende vários tipos de pães e frios. Depois fomos para a parte mais aguardada: a subida para Aventureiro. Mas depois da subida da praia Vermelha essa aí foi fichinha: demorou uma hora de subida, mas era bem menos íngreme e às vezes tinha uma descidinha para aliviar. Depois de quase 2 horas de trilha chegamos à praia do Aventureiro com uma lua linda! Em Aventureiro há vários campings e ficamos no camping do Luiz, 25 por pessoa. Dia 6 – Quinta-feira – 08/junho A idéia inicial era ficar esse dia de boa no Aventureiro e no dia seguinte pegar um barco para Parnaióca, mas como nos falaram que estava tranqüilo atravessar a praia do Sul e do Leste, resolvemos que faríamos isso. Mas só depois de curtir um pouco a praia Primeiro queríamos já encomendar almoço, mas no camping do Luiz a cozinheira chegaria tarde e só serviriam depois das 14h e seria já tarde para irmos pra Parnaióca. Fomos então aos dois restaurantes que há na outra ponta da praia e nenhum estava aberto, por volta das 11h a dona de um deles chegou e conseguimos encomendar nosso almoço. Aproveitamos a manhã para entrar na água, fazer snorkel, ir ao Mirante do Espia (no canto da praia continuar o caminho e subir as pedras e continuar por cima delas, no final vai ter uma escada de canos de PVC. Fácil de ir e com uma visão muito bonita da praia. Depois do almoço seguimos rumo à praia de Parnaióca via Costão do Demo e praias do Sul e Leste. A caminhada toda durou 3 horas, sendo que uma hora foi a trilha entre as praias e a Parnaióca. O Costão do Demo foi muito mais tranqüilo do que achei que seria realmente é íngreme, mas apenas deve-se ter cuidado para não pisar nas partes molhadas para não escorregar, em 20 minutos havíamos o cruzado. Depois segue-se por quase uma hora na areia. No final da praia do Sul há uma ilhota que divide as duas praias. Há uma trilha que liga as duas praias, no dia em fomos haviam recolhido lixo da praia e havia um grande número de sacos de lixo a trilha começava bem ao lado desses sacos. Depois de fazer essa pequena trilha, cruza-se a praia do Leste e começasse a trilha que levará a Parnaióca. Depois de mais uma hora de trilha chegamos a Parnaióca. Na Parnaióca há três campings, ficamos no primeiro, de quem vem do Aventureiro, o do Silvio. Ele cobrou 25 por pessoa, e o achei bem simpático e solicito, inclusive forrou o chão com colchão para armarmos a barraca em cima! Antes de dormir fomos dar um mergulho na água gelada e vimos a lua mais linda da viagem nascer... Dia 7 – Sexta-feira – 09/junho Acordamos cedo e partimos rumo a Dois Rios. Para o inicio da trilha atravessasse o camping da Janete, e logo há uma placa indicando o caminho. São 3 horas de trilha com uma subida íngreme no começo e depois uma trilha suave terminando ao lado do Ecomuseu da Ilha Grande, que funciona onde ficava o presídio de Dois Rios. A entrada é franca e os funcionários atenciosos, vale ficar um tempo olhando e tentando conhecer um pouco da história da Ilha Grande. Depois de passar no museu fomos dar uma olhada na praia e passamos num restaurante em que estava servindo almoço. Depois do almoço, demos inicio a ultima parte do dia: a ida até Abraão. A partir de Dois Rios a trilha vira uma estrada de terra, mas no caminho até Abraão há dois atalhos para diminuir um pouco a caminhada. Depois de uns 30 minutos do inicio haverá uma placa indicando Abraão e uma pequena trilha pode seguir a trilha e sairá mais a frente. Depois que voltar a estrada e já estiver na parte de descida bem em uma curva haverá uma placa preta de metal a sua direita, na qual não se lê mais nada, ao seu lado há uma trilha bem íngreme. Esse caminho leva até Abraão, na parte mais a direita da praia. Esse atalho é antes da entrada para o Pico do Papagaio. Depois de 2 horas de caminhada chegamos a Abraão e decidimos que merecíamos uma pousada! Aí foi jantar e descansar. Dia 8 – Sábado – 10/junho A idéia era fazer a última parte da volta T10, T11 e T12, passando por Lopes Mendes e indo até o Farol de Castelhanos. Como resolvemos dormir mais e tomar um belo café da manhã resolvemos cortar uma parte da trilha e ir até Palmas de barco. Pagamos 40 ida/volta e como o preço para ir até Pouso era o mesmo fomos até Pouso  De Pouso até Lopes Mendes são uns 20 minutos de trilha e ainda dá pra conhecer a praia de Santo Antônio. Perguntamos há algumas pessoas na praia de Lopes Mendes sobre a trilha até o Farol e nos informaram que a trilha deveria estar muito fechada e que demoraria umas 2 horas, só a ida, e não tínhamos esse tempo. O tempo estava feio, ventava muito, e infelizmente acabamos voltando cedo. Mas na ida tivemos uma bela surpresa: vários golfinhos passaram por nós! Dia 9 – Domingo – 11/junho Para o ultimo dia de viagem o plano era ver o sol nascer no Pico do Papagaio. Para tal acordamos às 2h30 e às 3h saímos da pousada rumo a trilha. A trilha começa rumo a Dois Rios pela estrada de terra e uns 15 minutos depois do começo da estrada de terra haverá uma placa à direita indicando o inicio da trilha para o Pico do Papagaio. A trilha foi mais tranqüila do que achei que seria, demoramos cerca de 3 horas para chegar ao cume, sobe-se bastante, mas ela não é super íngreme o tempo todo. No final há uma corda, mas é trecho tranqüilo, talvez a corda seja mais útil em dias que teve chuva, pq deve ficar bem escorregadio. Durante toda a trilha há algumas placas indicando o Pico e na parte final há algumas setas feitas nas árvores e nas pedras. Conseguimos chegar a tempo de ver um lindo nascer do sol. E assim nos despedir dessa ilha maravilhosa! Em cerca de 2 horas fizemos a trilha de volta e ainda conseguimos pegar o café da manhã na pousada. Na parte da manhã descansamos e a tarde fomos a praia Preta, que fica em Abraão ainda. Pegamos a lancha das 17h e ficamos até às 22h esperando nosso ônibus na rodoviária de Angra.
  16. Pessoa, tenho um dia para conhecer o Rio e gostaria de ir no cristo, museu do amanhã e escadaria selarón prioritariamente. Vi que tem vans e tem um trem que leva até o cristo. Estou na dúvida de qual é melhor? Tenho pouco tempo Obrigado!
  17. Cinco motivos para você fazer a incrível travessia de Petrópolis Teresópolis 1) O pôr do sol do Castelos do Açu é incrível; 2) A vista para Serra dos Órgãos é incrível; 3) O nascer do sol da Pedra do Sino é incrível; 4) A realização ao completar essa travessia difícil é incrível; 5) A história que você contará para o seus netos sobre ela, será incrível (esta foto ainda não temos). Quer ver TODAS as fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Quanto tempo leva? A travessia da maneira tradicional é feita em 3 dias, sendo: DIA 1: da portaria do Bonfim até os Castelos do Açu. Duração: 7 a 8 horas; DIA 2: dos Castelos do Açu até o Abrigo 4 (próximo à Pedra do Sino). Duração: 7 a 8 horas; DIA 3: do Abrigo 4 até a portaria em Teresópolis. Duração: 4 a 5 horas. Qual a melhor época? Época com menor ocorrência de chuvas, maio a setembro. As chuvas podem tornar a travessia bem perigosa. Preciso contratar um guia? Se você está na dúvida, a resposta com certeza é sim! Se você está pensando em ir sem, saiba que a trilha exige experiência em navegação, muito preparo físico e técnicas com corda. Nós fomos sem guia, mas aconselhamos você a não fazer o mesmo. ☺ Nossas indicações: Janio de Oliveira - (24) 98812-5782 - [email protected]; Daniel Miller (Sherpa Adventure) - (21) 97222-7745 www.sherpaadventure.com.br Lista dos condutores cadastrados no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos); Quanto custa? Custos do Parque: consulte o site do Parque, pois os preços costumam variar de acordo com a data. Guia: os custos podem variar entre R$ 200,00 e R$ 400,00 por pessoa, variando de acordo com o guia e a quantidade de pessoas. Atente-se para a quantidade de pessoas por guia, não é indicado mais do que 10 por guia. Alimentação: é preciso levar toda a comida para os 3 dias. São 3 cafés da manhã, 3 almoços, 2 jantares e lanche de trilha para 3 dias, tudo ao gosto do freguês. Transporte: Ida (Petrópolis): - A partir da sua cidade até Petrópolis - RJ. Em nosso caso, saímos de SP (rodoviária do Tietê) de ônibus e custou R$ 125,00 por pessoa; - Rodoviária até a sede em Bonfim (Petrópolis): ônibus para o terminal Corrêas + ônibus até a Escola Rural do Bonfim (número 616 - Pinheiral), R$ 4,00 Volta (Teresópolis): - Nós voltamos para Petrópolis, para aproveitar o restante do feriado. Ônibus coletivo até a rodoviária R$ 4,00 e ônibus da Viação Teresópolis saiu da rodoviária e custou R$ 20,37. - De Petrópolis - RJ para SP (rodoviária Tietê), R$ 125,00. Nossos gastos (por pessoa): • Entrada do parque + taxa + camping no Açu + Camping no Abrigo 4 + 1 Banho Quente + Taxa de Conveniência = R$ 80,96 • Alimentação = R$ 80,00 • Transporte = R$ 278,37 ► Total = R$ 439,33 O que levar? Aqui, você pode encontrar a nossa checklist. Caso você contrate algum guia, confirme quais itens você não precisa levar. ! Leve os comprovantes dos pagamentos e reservas do Parque impressos. Quanta água é preciso carregar? Durante a trilha existem vários pontos de água, com um reservatório de 2 a 3 litros por pessoa foi o suficiente. Para todos os pontos de água precisamos purificá-la (Clorin, Água Sanitária, Hidrosteril, etc). Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Vem acompanhar a gente no Facebook, Instagram ou nosso blog
  18. daniliosilva

    Travessia Serra dos Órgãos

    Depois de ter feito a Travessia da Serra Fina, no feriado de Carnaval de 2017, sob um tempo fechado e com chuva, repetido no feriado de Setembro com um sol de 28º Graus de dia e chegou a -12ºC no Vale do Ruah à noite. Faltava realizar no feriado de Outubro a Travessia da Serra dos Órgãos.Com a data programada desde de Janeiro de 2017, eu e mais os 15 participantes aguardaram com bastante ansiedade a data.Preparo, planejamento, muitas trilhas feitas antes e a data finalmente chegou. Dia 11/10/2017: A Partida Nos encontramos às 22:00 para podermos ganhar tempo e chegar bem cedo no Parque Nacional da S.O. Dia 12/10/2017: Primeiro DiaChegamos bem cedo no Parque, por volta das 6:00 já estávamos na portaria, fizemos todos os procedimentos e logo iniciamos a 'tão sonhada' travessia. Com trechos de bastante subida, a trilha não se mostra difícil, exceto pelo sol que pegamos, que ultrapassava a casa dos 30ºC. O tempo estava bastante seco, segundo os parque não chovia há algum tempo e por isso era possível que não houvesse banho no abrigo do Açu. De fato foi possível perceber a escassez da água pelo caminho, onde antes tinha bons pontos de água ou até mesmo as cachoeiras, nesse dia apresentam fios e quase não havia poço para entrar. Castelo do Açu ao Fundo Breve parada de descanso, paradas para lanches, paradas para abastecer a água e por volta das 15 horas chegamos no primeiro abrigo, finalizando a subida.Uma parte acampou perto do abrigo, outra dentro do Castelo do Açu e outros dentro do Bivake.Nessa parte erros de comunicação e logística do Parque foram fundamental para eu poder entender que tipo de pessoa, em sua maioria faz a travessia.O banho, no lugar dos 5 minutos comprados, foram disponibilizados 3 minutos. O quarto do Bivake esta com capacidade acima da descrita no site, no lugar das 18 pessoas que deveria ocupar o espaço, mais de 20 pessoas ali ficaram, provocando em um de nossos participantes falta de ar.A cozinha que deveria ser usada apenas pelo povo do abrigo, também estava sendo usada por 'algumas ' pessoas que estavam no camping. O banho gelado do lado de fora é gratuito, embora em alguns momentos, diversas pessoas conseguiram tomar banho quente, mesmo não tendo pago os R$ 15,00. Teve caso de pessoas bivakando dentro do abrigo, embaixo da escada. Haviam pessoas fumando onde outras foram impedidas de acenderem seus fogareiros. Isso fora outros casos que não convém a gente aqui ficar falando.Jantamos, tomamos nosso banho e dormimos....Dia 13/10/2017: Segundo diaAcordamos às 05:00 para ver o Nascer do Sol, que fora realmente muito lindo. Tiramos fotos, desmontamos todas as barracas e partimos depois de outros grupos para nao pegarmos os gargalos nos trechos técnicos. O segundo dia apresenta alguns trechos como o Elevador e o cavalinho, que podem apresentar certo grau de dificuldade para as pessoas. Como somos um grupo, fizemos tudo como manda o roteiro, um ajudando o outro, senão não teria o menor sentido estarmos ali juntos. Um ajudando o outro e os obstáculos foram vencidos facilmente. A corda que levamos não foi preciso usar.Antes do elevador, paramos para pegar a água, que de tão pouco que estava, tivemos que usar uma folha, para fazer a água escoar para dentro das garrafas.Fizemos parada para o lanche da tarde, com direito a café na cafeteira italiana e depois do Cavalinho e um pequeno trecho de caminhada, chegamos no abrigo 4.Todos deram seus nomes para os banho e eis que depois começou a grande confusão: alguns pessoas foram privilegiadas, tendo a fila cortada, tomando banho assim que chegaram, enquanto nos e outros que já tinham chegado bem antes, aguardaram. Uma de nossas integrantes esperou mais de 4 horas para poder seu banho. Podemos notar nesse dia um grande privilégio que foi dado à condutores conhecidos do Parque.Fizemos nossa janta e dormindo ' até acordar'.Dia 14/10/2017: Terceiro dia, o último Abrigo 4 ao fundo Seguindo o roteiro: Café, desmontamos as barracas e iniciamos a descida.O terceiro dia é o mais fácil, pois é praticamente todo uma descida, sem qualquer bifurcação, não apresenta trechos técnicos, subidas ou algo que dificulte a navegação.Menos de 3 horas já estávamos na portaria do parque.Fiquei surpreso com a estrutura do Parque em Teresópolis, apresenta bastante atividades, lanchonete, banheiros, centro de visitantes e uma boa estrutura para receber as pessoas da região.A turma foi chegando, trocando de roupa, comprando Cocas, quem não estava li desejando uma coca depois de 3 dias bebendo água praticamente morna, pois mal você enchia às garrafas, durante o dia, e logo já estavam quentes,Antes das 13h pegamos a rodovia e voltamos para São Paulo. Meu ponto de vista Não concordo com as opiniões de que a Travessia da S.O., seja a mais bonita do Brasil, ela apresenta no seu 2ª dia alguns trechos bonitos, mas nada que deslumbre a ponto de ser o mais belo de nosso País. Existem sim diversos atrativos na região, mas que fogem um pouco da trilha.Por ser mais fácil e ter tal título, pessoas ' poser ' que vão apenas lá para tirar fotos e ganharem Likes e seguidores, acabam estragando o passeio de quem realmente curte. Muito comum você andar pela trilha e ganhar olhares de desdém de diversas pessoas que estão acompanhadas de guias do Parnaso e Cadastur, que pagaram bem à estes para serem conduzidos.Fica evidente o privilégio dado à algumas pessoas nos abrigos.Se eu voltaria? Claro que sim, pois não fui lá para ficar me deslumbrando, exibindo ou para ganhar curtidas, fui conhecer, curtir e compartilhar com o grupo: conhecido, fortalecer a amizade, fazer novos amigos e ter a certeza de que podemos crescer e ser pessoas melhores observando as pequenas coisas que nos fazem felizes.Meu muito obrigado a todos os 15 participantes que contribuirão para que essa jornada fosse um grande sucesso e que de alguma forma, mudou algumas pessoas.Um grupo unido, permanece unido e cresce unido.Agradecimento Especial ao Edson Araldi que conduziu o grupo na ponta, informando e alegrando a todos com seu alto astral.Obrigado ao Marco Sobral pela ajuda que deu à turma. Parabéns equipe T&P!!!
  19. Claudia Simone Lugue

    Travessia Serra Fina

    RELATO TRAVESSIA SERRA FINA: No feriado do dia sete de setembro/17 eu criei coragem para realizar este desafio - A Travessia da Serra Fina trilha no Sudeste do Brasil uma travessia cobiçadas e que tbm e considerada uma das mais difíceis do Brasil. Localizada na tríplice divisa de SP/RJ/MG. Começa pelo Pico do Capim Amarelo (2570 m) e passa por diversos picos acima dos 2000 m de altitude e em duas das dez mais altas montanhas do Brasil: Pedra da Mina (4° 2798 m) e Pico dos 3 Estados (10° 2665 m). Estava com um grupo de 14 pessoas do Trilhas&Passeios ❤️❤️❤️. Começamos a Travessia da Serra fina, dia 07/09, às 5h30 pela toca do Lobo, tds os integrantes pegaram água 6 litros cada um,ai seguimos até o cume do Capim Amarelo, com aproximadamente 20 kg na cargueira, claro que qdo começou as cordas aí eu comecei a chorar e pensei não irei conseguir aí pensei já deu pra mim, pq já estava sem forças para subir, aí ao chegar na última corda nosso amigo Franco que ja estava ao Cume do Capim desceu e pegou há minha cargueira aí sim eu consegui chegar ao cume feliz da vida 😅😅😅 estava morta de cansaço aí o grupo fez a opção de não acampar, lá, eram as últimas Vagas e deixamos para outro grupo, avançando até o Maracanã, claro aí foi só alegria pq era só descida onde acampamos no primeiro dia. Tudo bem tranquilo, chegamos cedo, montamos acampamento e durante a noite, a temperatura chegou a -2ºC, e durante o dia, a mesma foi de aproximadamente 24 graus. Iniciamos o segundo dia, com a intenção de alcançar a Pedra da Mina e acamparmos no Vale do Ruah, claro que eu tbm sofri mas um pouco menos, pois estava só com 2 litros de água, pq lá na frente tem ponto de água e a subida era em zigue-zague. Ao chegarmos no Cume da Mina, a mesma já estava lotada, Pois bem lá estava eu na Pedra da Mina (4° montanha mais alta do Brasil). Após avistar o cupim do Boi, Pico dos três estados aí pensei borá terminar que agora falta pouco 😅😅😅 (se referindo ao Três estados), aí eu segui junto ao grupo com a logística de chegar no Camping. Chegamos a tarde no Vale do Ruah, montamos acampamento e às 18h já estava muito frio, claro eu não consegui dormir de maneira alguma, pois eu estava com uma mega friaca. Quando amanheceu todas as barracas estavam congeladas, águas dentro da barracas e mochilas, tudo congelado, um guia lá disse que a temperatura chegou a -12ºC. No terceiro dia, tínhamos como objetivo acampar no Pico dos Três estados, avançamos rapidamente até mesmo pq que tem muitos trechos de escalaminhada mas ao chegar ao local, já estava tudo lotado, porém conseguimos acampar pouco abaixo do mesmo, sem grandes problemas, claro uma subida bem puxada pq estávamos com 6 litros de água na cargueira claro na minha só deu para colocar 3 litros estava muito cheia aí eu levei na mão os outros 3 litros que no caminho nosso amigo Franco colocou na cargueira dele. No último dia o sol nasceu lindíssimo no alto do Pico dos Três Estados, e depois disso foi só descida 😅😅😅 antes fosse né , pois “a gente desce pra subir, e sobe pra descer”. Isso porque se passa por várias outras montanhas para se chegar ao sítio do Pierre, na BR-354 na cidade de Itamonte, onde termina a travessia. Passamos pelo Cabeça de Touro, Alto dos Ivos e outros, o nosso resgate estava marcado para ás 15h00, mas devido a nossa agilidade , felicidade, cansaço e etc estávamos em Itamonte às 13h00 🎉🎉🎉, claro que nossa amigo do resgate Alexandre e o Sr. Manoel já estavam lá. A experiência é única em que eu aprendi muito uma delas é que nessa travessia a água se torna o bem mais valioso, a parte física já estava pra lá de comprometida como dores nas pernas dor de cabeça devido ao sol muito quente o cansaço foram vencidos e superados, pois graças adeus eu não encontrei nenhum bicho já que eu tenho medo e isso me impedia de acompanhar em montanha claro que o psicológico conta muito e eu só tenho a agradecer a meu deus e a tds do grupo Trilhas&Passeios pela união e apoio uma energia magnífica que ficará em minha vida e para fechar eu FARIA td novamente. Travessia Serra Fina: da Toca do Lobo ao Sítio do Pierre – 30 km de extensão Pedra da Mina: 2.798,4 metros (4º ponto culminante) Pico dos Três Estados: 2.665,0 metros (10º ponto culminante) Pico do Capim Amarelo: 2.570 metros Alto dos Ivos: 2.519 metros Pico Cabeça de Touro: 2.649 metros Pico Cupim do Boi: 2.543 metros " Eu que decidi viajar, Eu que escolhi conhecer, Nada tenho a deixar Porque aprendi a viver..."
  20. Dificuldade: Difícil - Categoria 2 Distância: 48 km Altitude Máxima:1.514 m Circular: Não Como chegar São José do Barreiro esta localizada aos pés da Serra da Bocaina, estando a 273 km de São Paulo e 214 km do Rio de Janeiro, São José do Barreiro está ligado à Rodovia Dutra pela Estrada dos Tropeiros que, agora reformada, oferece um acesso fácil e seguro aos visitantes. Como essa não é uma trilha circular, a não ser que vá até a cidade com mais alguém no carro que possa leva-lo embora o ideal é ir de ônibus. Existe um ônibus por semana saindo de São Paulo para São José do Barreiro, o melhor lugar para pegar um ônibus para a cidade é partindo de Guarantigueta/SP que possui mais horários de ônibus, a operadora de Ônibus é a Pássaro Marrom. A estrada que vai até a entrada do parque esta sendo toda reformada, já sendo possível um carro de passeio subir quase até a portaria do parque, caso não queira arriscar com seu próprio carro existem pessoas na cidade que fazem esse trajeto, alguns contatos são: Elieser: (12) 3117-2123 Reginaldo: (12) 99747-9651 Roger: (12) 3117-2050 O Elieser oferece o serviço de levar o seu carro até a cidade de Mambucaba para que você já siga viajem de lá, o Reginaldo faz o resgate no próprio carro também na cidade de Mambucaba. A logística para essa trilha não é das mais simples, vale a pena ligar para alguém da cidade antes de ir e também já combinar um resgate na saída da trilha para não ficar na mão. Planejamento É muito importante fazer um belo planejamento antes de iniciar essas travessia, isso pode reduzir o peso que vai carregar e seus joelhos e suas pernas vão agradecer no último dia. A travessia pode ser feita de 2 a 4 dias, considero 3 dias o ideal para aproveitar bem. É possível pernoitar em pousadas ou acampar em alguns lugares no próprio parque, abaixo algumas distancias para uma decisão de onde ira acampar. Portaria -- 8km --> Cachoeira das Posses -- 22km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim Portaria -- 18km --> Pousada Barreirinha -- 12km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim A Trilha A trilha é parte da história do Brasil, foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios Guaianazes, ponto de passagem obrigatório, nos séculos XVII e XVIII, o caminho ligava Minas Gerais a Rio de Janeiro e São Paulo. No chamado "Ciclo do Ouro". Antes de tudo é preciso de uma autorização para entrar no Parque, para isso envie um e-mail para [email protected] solicitando tal autorização. Fizemos essa travessia pela primeira vez em fevereiro de 2012 e decidimos refazer ela agora com mais conhecimento, equipamentos e claro preparo físico, nessa segunda travessia acabamos pegamos uma bela chuva no segundo dia, por esse motivo mesclei as fotos da postagem com a primeira travessia afim de ilustrar melhor como é a trilha. Quem me acompanhou nessa trilha foram meu pai Mario, meu irmão Mateus e meu cunhado Luan, sendo que essa seria a primeira trilha da vida do meu irmão. Fizemos ela nos dias 15,16 e 17 de novembro. Nosso trajeto foi sair de Guaratinguetá no ônibus das 7h até São José do Barreiro e já havíamos combinado com o Reginaldo para nos levar até a entrada do parque, chegamos na cidade por volta das 9:30h e já começamos a subida com o Reginaldo, chegando na entrada do parque por volta das 11h. Durante a subida existem vários trechos que formam mirantes belíssimos, vale a pena pedir para dar uma paradinha rápida. Nosso planejamento era acampar o primeiro dia na cachoeira das Posses e o segundo dia na Cachoeira do Veado, dessa forma o primeiro dia é o mais tranquilo, partindo da portaria com 1,5km de caminhada se chega na Cachoeira Santo Izidro, ela fica a esquerda da trilha e é uma bela descida até chegar na base da cachoeira, dependo do preparo físico considere "esconder" as mochilas próximo da trilha e pega-las na volta. Voltando para a trilha, andando cerca de 1,5 km existe um atalho que reduz a trilha em 1,3 km, caso opte em não usar o atalho some essa distancia nos valores descritos acima. Bom considerando que você pegou o atalho, da cachoeira Santo Izidro até a cachoeira das Posses são cerca de 6,5 km em um caminho relativamente tranquilo. A Cachoeira das Posses fica do lado esquerdo da trilha, quando começar a ver as araucárias é porque esta bem próximo da entrada. Logo no começo da trilha em direção a cachoeira existe uma casa abandonada no lado direito, é um opção de acampamento fechado. Um pouco mais a frente existe uma boa área de camping para 4 ou 5 barracas. Atras dessa área existe mais uma casa abandonada, nós acampamos dentro dessa casa, na "cozinha" da casa existe espaço para 3 barracas, as paredes laterais caíram mas mesmo assim é uma boa proteção do vento e existe um fogão a lenha que pode ser utilizado para cozinhar ou apenas para fazer uma "fogueira" para esquentar a noite. Como dito o primeiro dia é o mais tranquilo, então caminhando bem você terá bastante tempo para curtir a Cachoeira das Posses, ao lado da casa e da área de camping existe uma trilha com uma placa indicando o caminho da cachoeira, cerca de 200 m a frente existe a primeira queda, nada muito grande, continue descendo a trilha por mais cerca de 600 m até a base da cachoeira. Para quem assim como nós decidiu não acampar na pousada Barreirinha, o segundo dia é o mais cansativo e longo, são 22 km até a cachoeira do Veado, sendo boa parte sem árvores e com algumas subidas pesadas se levar em consideração que estamos com peso nas costas. Acordamos cedo e demos uma última passada na primeira queda da cachoeira das Posses para "tomar banho" e saímos que a caminhada seria longa. Os primeiros 4 km são tranquilos, ainda estão protegidos pelas árvores e com poucas subidas e ainda com pontos de água no caminho. Depois disso começa o caminho por estrada de terra, sem árvores e com algumas subidas e descidas bem cansativas, caminhando em torno de 6 km encontrasse a Pousada Barreirinha, é um bom lugar para trocar a água e até mesmo para comer ou beber alguma coisa, de qualquer forma, corte caminho pela pousada que vai desviar de uma bela subida ingrime e curta. Saindo da pousada ainda faltam 12 km até a cachoeira do Veado, cerca de 8 km do percurso continua sem árvores e em estrada da terra, nesse percurso 2 km depois de passar por um pasto com uma pousada ao lado tem uma subida bem pesada, é praticamente o último trecho em estrada de terra, ou pelo menos estrada que aparenta ter condições de passagem de carro. Após essa subida já começa um pouco mais de vegetação com alguns pontos de bastante árvores e já alguns trechos com o calçamento real, desse trecho até a cachoeira do Veado faltam pouco mais de 5 km, quase chegando na fazenda central existe um rio com um pinguela para atravessar, considere um bom ponto para trocar de água novamente caso necessário. Desse ponto para frente falta pouco até a cachoeira, na primeira vez que fizemos a trilha acabamos chegando tarde nesse ponto e decidimos acampar ao lado da fazenda central por já estar escurecendo e existe uma boa área de camping ao lado de um lago. Passando a fazenda central falta bem pouco, porém, começam algumas descidas e o terreno é bem ruim, ainda mais se estiver chovendo(ou muito molhado), mesmo sendo um trecho relativamente curto leva uns 30 minutos para atravessar. Assim que terminar a descida, do lado esquerda existe uma "gaiola" para atravessar o rio, se trata de uma caixa de metal suspensa em um cabo de aço para fazer a travessia, do outro lado do rio existe uma pousada com área para camping, essa é uma parte bem divertida da trilha. Continuando a trilha sem pegar a gaiola é o caminho até a cachoeira do Veado e após um pequeno pasto já começam as áreas de camping próximo da cachoeira, nós decidimos acampar logo após o pasto. O ideal é acelerar a caminhada dos 22 km desde a Cachoeira das Posses para aproveitar a Cachoeira do Veado ainda no segundo dia e no terceiro dia já pegar a trilha logo cedo. A Cachoeira do Veado é a mais bonita da travessia, com duas quedas, totalizando 80m de altura, o acesso a última queda é bem tranquilo, já para chegar a segunda queda já é mais complicado. O terceiro dia são 18 km até a ponte de arame onde geralmente é feito o resgate, para continuar é necessário atravessar a gaiola e passar por traz da pousada para continuar a trilha. Cachoeiras a parte, o terceiro dia da trilha é o mais bonito pois é quase por completo dentro da mata e com o calçamento real, existem vários trechos de subidas e descidas pelo calçamento, as pedras estão muito lisas e com chuva o caminho se torna ainda mais difícil. Durante a descida existem vários pontos com água, não precisa descer carregado de água pois é muito fácil encontrar no meio do caminho. Em alguns trechos as pedras do calçamento já se soltaram e em períodos de chuva viram um barro só, por isso todo cuidado na descida é pouco. Faltando quase 4 km para o fim da trilha é necessário atravessar o rio Mambucaba, a ponte que corta o rio esta caindo, nas duas vezes que fizemos a trilha não tivemos coragem de atravessar a ponte, mas alguns grupos assim o fizeram, como no trecho onde a trilha encontra o rio ele esta mais raso é preferível cruzar pelo rio mesmo. Atravessando o rio, falta pouco, mais 4 km e é o fim da trilha, a trilha termina em uma estrada de terra e do lado direito tem a ponte que também cruza o rio Mambucaba, ela é conhecida como ponte de arame, existem algumas casas nessa estrada próximo da ponte, se você não deixou um resgate combinado existe a possibilidade de bater em alguma casa e com sorte achar alguém que te leve até a rodovia ou ir caminhando cerca de 20 km até a Rodovia Rio x Santos. Essa é uma trilha muito bonita e ainda tem o charme de ser parte da história do Brasil, com um bom preparo físico e Fé no Pé é um belo programa.
  21. joaopaulosarja

    Trilha da Pedra da Gávea

    Depois de muito planejar, resolvi tirar do papel e fazer essa viagem, confesso que não me agradava muito a idéia de ir para o rio, mas fui surpreendido, realmente vale o nome de cidade maravilhosa. O Rio tem muitos atrativos, dos mais diversos tipos e para os mais diversos gostos. Como o meu gosto é trilhas e montanha não tinha como ser diferente, hehe, e o meu objetivo principal era subir a Pedra da Gávea. Decidimos ir para o Rio de ônibus, e chegamos la Domingo de manhã, passeamos um pouco e conhecemos alguns lugares como Ipanema, Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon e a cada lugar que íamos nos encantávamos mais e mais. Depois de almoçar estava na hora de subir e iniciamos nossa empreitada em torno das 14 horas. A entrada para a Pedra da Gávea fica no final da Estrada do Sorimã, la tem uma praça, e uma rua com uma guarita, essa primeira guarita, acho que é do condomínio que tem ali, o caminho segue pela rua, por mais ou menos 1km, até que chegamos numa segunda guarita, essa sim sendo o início da trilha, e la deve ser registrado o nome para a subida. A primeira parte da subida é bem cansativa, e recomendo que esteja preparado para fazê-la, principalmente se estiver com uma mochila cargueira. São uns 40 minutos de caminhada até a Pedra do Navio e de la a subida torna-se pura escalaminhada. O próximo ponto conhecido é a Praça da Bandeira, que é uma clareira e um ponto onde muitos aproveitam para tomar um fôlego e comer alguma coisa. De la para a carrasqueira já esta pertinho, uns 20 minutos. Um pouquinho antes de chegar à temida carrasqueira, tem uma trilha que sai pela esquerda que leva no paredão, um lugar que rende fotos incríveis. Nesse ponto ja é possível tambem visualizar a face do imperador. Mesmo com todo o cansaço essa vista te faz puxar forças sabe-se la de onde. É impressionante hehe. A carrasqueira é considerada uma escalada de nível 1 e muitas pessoas optam por fazer com corda. Se você for de final de semana esteja preparado para enfrentar uma grande fila e possivelmente levar mais de uma hora na subida. Para quem optar por fazer sem corda, basta seguir a rota certa, são dois caminhos, esquerda e direita, você verá as fendas, o da esquerda oferece mais apoios, e fica mais fácil de subir. Quando for descer use o mesmo ! Esquerda de quem sobe, direita de quem desce. A carrasqueira é um trecho muuuito legal, mas não brinque com a sorte, acidentes realmente acontecem lá, e são graves, portanto, preste atenção e certifique-se de que seus pés estão bem apoiados e as mãos firmes nas agarras. Terminada a carrasqueira pode comemorar, ainda tem mais um pouco de escalaminhada, mas pode se considerar no topo rs. E uma vez que você chegar ao topo você terá certeza que cada pingo de suor valeu a pena. Mesmo no topo tem vários pontos para conhecer, a mesa, cadeirinha, pedra do raio, pedra do egito, admirar todas as visões que a pedra da gávea oferece. Coloque no seu cronograma pelo menos uma hora para ficar lá em cima. Uma informação interessante, eu procurei em muitos lugares qual seria a altura da pedra do raio, lugar onde você encontra algumas fotos insanas por ai, não achei. Mas deixo agora pra vocês, em torno de 5 metros é o risco pela foto, aos corajosos boa sorte ! A sensação de conquista é enorme ao chegar la em cima !!! Aproveitamos também para conhecer um lugar pouco explorado, a orelha do imperador, não existe trilha marcada para la. Então você precisa estar com alguém que conheça e saiba como chegar. Posso afirmar que é um dos lugares mais incríveis que ja fui !! Quando chega a hora de voltar a descida exige bastante dos joelhos, são em torno de 3 horas para a subida e umas 2 horas para a descida. Lembre-se de não deixar lixo na trilha e também de não pixar as pedras. Assim o parque continua aberto e os trilheiros agradecem ! RS Espero que vocês façam essa trilha e aproveitem tanto quanto nós aproveitamos. Deixo aqui também uma dica de guia. O Jhonny conhece muito la e é uma ótima opção. (21) 96894-4695
  22. Período: 14 a 23/07/2008 e 06 a 15/07/2015 Cidades: Ilha Grande Ilha Grande, o paraíso dos turistas estrangeiros. Nunca vi tanto turista estrangeiro junto! O local é bem rústico, simples, sem carros e considero como principais atrações, as trilhas e passeios de barco. Bom para quem gosta de caminhar (muito!) e não tem enjôo de mar, mas a recompensa são praias lindas, de água muito clara, cercadas por mata. Acredito que não seja um destino bom para quem tem crianças pequenas, devido às características do local, como o acesso difícil às principais belezas da ilha. Também não é indicado para quem espera luxo, conforto e não vive sem as facilidades de uma cidade grande. Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada na Vila do Abraão, que é a maior vila da ilha e com mais infra-estrutura. Na segunda viagem para a ilha, dividi a estadia entre Araçatiba e Bananal. Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2008 e o texto na cor verde, às informações atualizadas ou ao novo relato de 2015. A cidade É uma das inúmeras ilhas de Angra dos Reis, a qual possui, em sua totalidade, cerca de 148mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 800 Km². Faz limite com as cidades de Bananal (SP), Cunha (SP), Mangaratiba, Paraty, Rio Claro e São José do Barreiro (SP). Apresenta clima tropical úmido com temperatura média de 27ºC. **************************************** Trilhas: Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté Relatos mais recentes: 3 dias em Monte Verde - dez/2014 21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro 11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo 21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
  23. Fui a Ilha Grande no dia 2 de Janeiro, chegando pela manhã. Peguei a ilha em dias menos cheios que no ano novo, mas não estava vazia. Ela estava lotada de argentinos. Parti de São Paulo (Tietê) dia 1 as 22:40, e cheguei em torno de 6:30 em Angra dos Reis. Pegamos um Flex Boat no valor de 50 reais só ida, ou 80 ida e volta, e em 35 minutos estávamos em Ilha Grande. Paramos na Vila do Abraão, e fomos procurar o nosso camping. Ficamos no camping Raio de Sol, organizado, com wifi, 2 chuveiros masculinos e 2 femininos (quentes), mais dois frios, e 2 banheiros para cada sexo. Pagamos 30 reais a diária por pessoa no camping. Eles disponibilizam alguns ventiladores para alugar no valor de 10 reais a diária, nós pegamos um, pois o calor estava intenso. Montamos a barraca, arrumamos as coisas e partimos para conhecer a ilha. Na ilha não entra carros e nem motos, logo tudo é feito por barco, bicicleta ou a pé. Começamos pela trilha de Lopes Mendes, a praia que é divulgada como a mais bonita da ilha. Fomos com o intuito de conhecer muita coisa e gastar muito pouco, então não pagamos um barco (30 ida e volta) e fomos pela trilha que dizem durar 2:30 hs. Levamos 4 horas, parando bastante para ver a paisagem e para descansar. Eu não tenho reparo físico nenhum, e tenho um problema que meu pé dói quando ano muito, então fiz bem tranquilo, para apreciar mesmo, sem forçar meu corpo. No caminho você passa pela praia de Palmas, depois Pouso, e enfim chega em Lopes Mendes. Indo de barco, você ainda terá que fazer a trilha de Pouso até Lopes Mendes, pois eles não entram na praia, mas é curta (em torno de 25 minutos). Lopes Mendes Lopes Mendes realmente é muito bonita, uma água clara, cercada por árvores, areia clara, e com bastante gente. Não tem muita estrutura, somente alguns ambulantes que vendem água, cerveja e refrigerante. Ficamos em torno de uma hora na praia nadando, fiz algumas fotos e vídeos com o drone, e pegamos um barco para voltar até Abraão. Chegamos por volta das 18 horas, sem almoçar, e cozinhamos no camping, novamente na intenção de economizar. Comida na ilha é caro, inclusive no mercado, pois obviamente tudo chega de barco. Uma lata de atum custa em torno de 10 reais. A noite demos uma volta na vila, conhecemos algumas lojas, e demos uma olhada nos preços para um possível passeio de barco. No outro dia fomos até uma agência de passeios, e pegamos por 60 reais um passeio de escuna até a Lagoa Azul e mais duas praias A Lagoa Azul realmente é incrível, as fotos e vídeos mostram realmente como é, mas ao vivo é sempre melhor. Lagoa Azul pelo drone Passamos em mais duas praias, onde rolou um almoço (não comemos para economizar). Voltando ao caming em torno das 17 horas, cozinhamos e dormimos cedo, pois no outro dia pretendíamos fazer um passeio mais longo de barco. Acordamos bem cedo, compramos o café da manhã no mercado e preparamos no camping. Pagamos o passeio de barco (170 reais), e embarcamos as 10:30 para um passeio de lancha chamado Ilhas Paradisíacas. E esse foi um dos pontos altos da viagem. As ilhas são incríveis! Elas são mais próximas de Angra dos Reis, mas a água é tão limpa e cristalina, que parece que você não está perto do continente. Depois das Ilhas e das Praias que visitamos, paramos em uma delas para almoçar. As pessoas pagaram em torno de 40 a 50 reais em um almoço, nós novamente comemos o que levamos, o resto do café da manhã. Praia do Dentista Chegamos por volta das 18 horas, descemos da lancha e fomos em um bar/restaurante nos despedir do pessoal da lancha, fizemos o passeio pela Adventure Boat, e a Kelly (creio que é dona) foi super simpática, e no final foi tomar algo com todo mundo do passeio. Estávamos cansado demais para cozinhar, então fomos procurar um prato feito para comer, e o mais barato que achamos foi por 21,90. A comida estava boa, e depois dormimos cedo. No outro dia acordamos mais tarde, cansados. Em torno do meio dia saímos para fazer uma trilha de 1:30 hs, para a Cachoeira da Feiticeira e a Praia da Feiticeira. Trilha para a cachoeria A cachoeira é bonita, mas não vale a caminhada se você tem algo mais legal para fazer. Ela tem uns 15 metros de altura, mas é fechada por árvores, e estava lotada de argentinos, que inclusive levaram uma caixa de som pra lá. Vista da trilha Pra mim trilha na natureza não combina com barulho, nem na trilha e nem na cachoeira. Na trilha vimos vários animais, como o Tiê sangue, um pássaro lindo, e vários macacos Bugio. Macacos Bugio Descemos mais na trilha e fomos para a praia da Feiticeira, onde compramos por 20 reais a volta de barco. A cachoeira não vale tanto a pena, mas a trilha é linda, cheia de animais e árvores bonitas, me senti muito bem! No outro dia acordamos cedo, e fomos para a praia preta, e de abraão, para conhecer um pouco mais da vila que ficamos, mas que por querer conhecer outros praias não olhamos direito. Perto da praia preta, abraão é bem bonita! Uma água clara, algumas pedras, e muitos pássaros. Voltamos ao camping, desmontamos a barraca, e partimos rumo a São Paulo. Ilha Grande foi uma das viagens mais incríveis que já fiz! Custos: 30 reais a diária do camping 21,90 o PF mais barato que achei 80 reais ida e volta pelo Flex Boat de Angra para a Ilha 15 reais o barco de volta de Lopes Mendes 20 reais o barco de volta da praia da Feiticeira Passeio lagoa azul: 60 reais Passeio Ilhas Paradisíacas: 170 reais Pode parecer caro o passeio de 170 reais, mas vale cada centavo. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões. (está no começo do post) Valeu!
  24. laisalencar

    Ilha Grande - RJ

    Fui para Ilha Grande com meu namorado na semana passada. Não tenho nem palavras para descrever como amei o lugar. Tudo muito lindo, muito natural, me senti a vontade o tempo todo. Decidi escrever aqui para dar algumas dicas para que está indo. Espero que sejam úteis. - Para chegar até Ilha Grande você pode ir com a barca (R$ 4,50 e demora 1:30 hr pra chegar) ou com barcos particulares (mais caros). No cais ficam alguns homens gritando que tem barco pra Ilha por 20 reais, dizendo que eles chegam em 40 minutos e que a barca demora muito mais e bla bla bla. Caí na besteira de ir em um desses. HORRÍVEL. Super lotado e desconfortável, além de ser mais caro. Começamos já estressados. E detalhe: A IDA ATÉ A ILHA DUROU QUASE 2 HORAS, e não 40 minutos como eles dizem. Então, se você chegar em Angra após as 11 da manhã, não tenha pressa de chegar correndo até Ilha Grande. Vá de barca mesmo, o 1ª horário da tarde é 15:30 se não em engano. Ainda porque, não vai adiantar muito chegar na Ilha depois das 11, pq nesse horários todos os passeios de barco já sairam. -> Pousada - Ficamos em uma pousada muito boa chamada Mara e Claude. Fica poucos metros pra esquerda do cais de Abraão, na areia da praia mesmo. Pegamos um quarto com sacada de vista para o mar, com ar condicionado, ventilador, tv, frigobar, rede,cama de casal, banheiro e café da manhã incluso. Pagamos 150,00 a diária e gostamos tanto que ficamos um dia a mais. O dono (Claude) é um velhinho francês muito divertido. - A maioria das pousadas não serve almoço nem jantar. O que não tem problema pois no horário do almoço você vai estar nos passeios pela ilha, e na janta vai querer passear pela vila e jantar em um dos vários restaurantes que tem la. ->Aluguel de coisinhas - Alugamos máscara de mergulho e capinha a prova de água pra máquina todos os dias. VALE MUITO A PENA Não da pra ficar tirando foto dos passeios sem a capinha (alias, até dá. Mas você tem que tomar muito cuidado e não pode entrar na água com a máquina, nem filmar e tirar fotos em baixo da água. Aluguel da máscara: 10,00 por dia por pessoa Aluguel da capinha a prova de água: 15,00 reais por dia Sobre a capinha: Cuidado: tem várias barraquinhas perto do cais alugando por 25,00 reais. Não alugue! Você acha facilmente por 15,00 reais em outros lugares. E VALE MUITO A PENA ALUGAR. ->Comidas -Nós levamos vários lanchinhos de São Paulo para evitar gastos a mais na ilha. Principalmente nos passeios de barco você precisa levar algo pra comer. Os passeios duram por volta de 6 horas e só tem uma parada pra almoço, então é sempre bom levar um salgadinho ou bolacha, lembrando de levar um saquinho para jogar seu lixo. (Parece óbvio, mas acreditem, vimos pessoas jogando lixo no mar descaradamente. Triste.) Restaurantes: Ficamos 6 dias na Ilha e comemos em alguns lugares bacanas: - Restaurante Gabi Biel: muito bom e barato. Comemos 2 vezes lá. No ultimo dia pedimos uma picanha na chapa que acompanhava batata frita, arroz, vinagrete (que trocamos por farofa) e feijão. Pagamos 50,00 reais e comemos BEM!!!! -Pizza na praça: comemos 2 vezes lá. Na primeira pedimos pizza e nos arrependemos. Se você mora em São Paulo (conhecida por ter uma pizza muito boa) não vai gostar da pizza de lá, meio sem gracinha. Na segunda vez que fomos meu namorado pediu um macarrão alho e óleo (muito bom) e eu pedi um contra filé com arroz, fritas e farofa (que também estava muito bom). O lugar tmb é bem baratinho, nossa conta deu uns 50,00 reais também. - Padaria: acho que é a única da vila. Muito boa. Um dos poucos lugares que encontrei suco de laranja na ilha (um suco maravilhoso diga-se de passagem). Ela é um pouquinho cara. Um enroladinho de presunto e queijo custa uns 4,50. O suco custa isso tmb. Mas vale a pena fazer um lanchinho, e la tem Wi-fi. - Comida Japonesa: não sei o nome, mas fica do lado da padaria. Pedimos um hot holl que vinha 10 unidades por 24,00 reais. Quando chegou ficamos meio chocados, pois eles eram minúsculos. Mas estavam tão gostosos que até valeram a pena. -Restaurantes que paramos nos passeios de barco: todos muito caros. Pratos por volta de 70,00, 90,00 e até 130,00 reais. No primeiro que fomos não comemos nada. Em um outro passeio pedidos uma porção de peixe e uma de arroz. A conta ficou em uns 50,00 reais. -Carrinho de doces: quase na frente da Pizza na praça tem um homem com um carrinho grande de doces. Quem faz os doces é a mulher dele. Tem doces de tudo quanto é tipo: pavê, pudim, bolos, cocadas, pé de moleques.... e diversos sabores: Pavê de chocolate, limão, doce de leite, paçoca... Bolo de chocolate, limão.... Cada doce custa 5,00 reais e são muito bons! Comemos lá umas 3 vezes. Quando digo que 50,00 reais para o casal é baratinho é pq na ilha você dificilmente vai achar algo por menos que isso. Tudo la é muito caro, mas você acaba se acostumando. -> Internet -Algumas pousadas tem, a maioria não. Tem algumas lan-houses na ilha extremamente caras. 0,20 centavos por minuto. Fui algumas vezes bem rapidinho só pra ver meu e-mail. A internet é bem lerdinha, então cada vez que eu ia la ficava uns 3 reais, por mais que eu ficassem bem pouco e visse só algums e-mails. -> Passeios (com corações mesmo pois fiquei apaixonada) Não se preocupe em achar seus passeios. Tem MUITOS pontos de passeios pela vila. Cada portinha que você entra tem gente te oferecendo passeios. Conhecemos algumas agencias, mas passeamos todos os dias com a mesma, pois gostamos dela. Fica no comecinho da rua da padaria, do lado da lan house. O vendedor se chamava Lucas e foi MUITO prestativo, nos indicando muitas coisas bacanas. Passeios que fizemos: - Meia volta na ilha: muito bom. Começa 10:30 e termina 17:30 (mas você nem vê o tempo passar). Custa 90,00 e estão inclusos água, máscaras de mergulho e macarrões (pra boair). Fizemos esse passeio 2 vezes. O passeio é de lancha, então você chega muito rápido nas praias. O roteiro inclui, na ordem: > Lagoa verde: linda demais, ótima pra ver peixinhos e tartarugas. Vá para o lado oposto da onde os barcos param, depois das pedras. Lá tem menos pessoas e você vai conseguir ver mais peixinhos e quem sabe tartarugas e cavalos marinhos. Eu vi apenas peixes, meu namorado viu uma tartaruga. Ele sempre se afastava mais, eu tinha medo e ficava mais perto da praia. Mas se você quiser ver algo diferente não pode ser medroso que nem eu (também não vá fazer a loucura de ir longe demais ou ir pra onde é caminho dos barcos) > Helicóptero: acidente ocorrido em 1998 fez com que o helicóptero do empresário Eduardo Tapajós, dono do Hotel Gloria naufragasse. Ele está a 7 metros de profundidade. Na 1ª vez que fizemos essa meia volta na ilha a água estava muito escura e não deu pra ver nada. Na segunda, conseguimos mergulhar 4,5 metros (sem equipamento mesmo) e vimos o helicóptero bem de pertinho. Na mesma região (Praia do Bananal) é possível ver o local onde ocorreu o deslizamento no reveillon de 2010. > Parcel de Aripeba: Bacana pra mergulho. Tem uns corais com cavalos marinhos, infelizmente não vi nenhum. Vimos aranha do mar e 3 estrelas do mar enormes. A praia é do Willian Bonner. Mas ele não pode construir nada pq perdeu esse direito na justiça, já que ele estava tentando cercar a praia com cerca elétrica (what?). > Lagoa Azul: lindaaa. Onde finalmente vi uma tartaruga. Veio nadando na minha frente. Fiquei maravilhada. > Saco do céu: o saco do céu não é uma praia, é uma região. É um local onde dizem que o mar reflete perfeitamente o céu. Quando fui, não vi nada disso nenhuma das vezes. > Praia do amor: a praia é feia (se comparada às outras) e não tem nada pra se ver quando mergulhamos. Mas tem uma história bacana. Dizem que no passado um casal ia nessa praia pra namorar escondido. O pai da menina descobriu e matou o menino. Ela, por sua vez, acabou se matando. Hoje dizem que o casal que pular de mãos dadas do barco ou que escrever seu nome na areia, ficará junto pra sempre. Eu e meu namorados escrevemos nosso nome na areia, mas logo em seguida um urubu passou por cima... acho que é mal sinal né? hahahaha Alias, urubu é praticamente o único tipo de pássaro que você vai ver na ilha. TEM MUUUUITO URUBU! >Feiticeira: a ultima praia do passeio. A história do nome é devido á uma escrava velhinha, que logo que foi alforriada foi morar nessa praia. Dizem que ela fazia muitos rituais na beira do mar. Por isso o nome. Tem umas pedras na direita da praia que é muito bonito de mergulhar, em um determinado ponto você se vê entre dois paredões enormes. É lindo. Na praia tem uma cachoeira tmb, mas não fomos. Quem vai por esses passeios de barco não tem tempo de fazer as trilhas, pois ficamos 40 minutos em cada praia. - Ilhas de Angra: o MELHORRRR passeio de todos. Não tenho nem como dizer como é lindo. (120,00 reais por pessoa) São 4 paradas: ] - Cataguases: praia linda de morrer. Provavelmente o lugar mais lindo que já vi. Joguem no google. - Botinas: duas ilhas minúsculas e muito parecidas. Parecem aquelas ilhas de desenhos. 7 metros de profundidade e muitos peixinhos lindos. Amei! Joguem no google tmb. -Lagoa azul -Almoço caro em Japariz -Lopes Mendes (25,00 reias por pessoa) O barco nos deixa na Praia do Pouso e temos que fazer uma trilha sofrida até Lopes Mendes, que fica do outro lado da Ilha Grande. A trilha é rapidinha (uns 30 minutos), mas tem umas subidas que judiam. Eu cheguei na praia com as pernas tremendo. A praia de Lopes Mendes é muito linda e quase não tem ninguém. É como se fosse um paraíso só seu. Vale a pena andar até a ponta esquerda da praia, onde tem umas pedras e um barril enorme (mais alto que eu, que tenho 1,70 de altura) que caiu de um navio há muito tempo atras. A praia tem muito caranguejo. A areia toda é cheia de buraquinhos, e eles se escondem antes mesmo que você tenha tempo de admirá-los. Mas vimos bastante siris e caranguejos andando pelo mar. A areia é estranha de um jeito bom. Ela é fofa de um jeito diferente, não sei explicar. Faz barulho quando você anda. A praia é linda pra se ver e nadar, mas não vimos nada quando mergulhamos. No passeio diz que você pode fazer uma trilha pra Praia de Santo Antonio. Mas era muito mal sinalizado o local e não encontramos, ficamos com medo de entrar na trilha errada e acabar nos perdendo. A Praia do Pouso, que é onde o barco nos deixa e nos busca, tem um restaurante flutuante. - Taxi Boat Um dia eu e meu namorado caímos na ENORME BESTEIRA de dormir até mais tarde. Quando saímos da pousada, por volta do meio dia, já não tinha mais nenhum passeio pra sair e as lojas estavam TODAS FECHADAS (sim, eles fecham a tarde toda devido ao baixo movimento). Mas nem tudo estava perdido. Alugamos um taxi boat para conhecer a praia do Abraãozinho. Pagamos 10,00 reais cada. O taxi boat deixa a gente na praia e combina que horas volta pra nos buscar. A praia e quase deserta, mas é bonita (bonita, não maravilhosa). Na volta pedimos pro moço nos deixar na praia preta. É bacana, mas nada de mais. Tem umas ruínas de um presidio, mas as ruínas principais ficam em Dois Rios. Voltamos pra Vila do Abraão por uma trilha, de 20 minutos e super tranquila. Ouvimos falar que no shopping tem uma agencia que faz uns passeios diferenciados, para grupos pequenos com foco em ver os bichinhos mesmo (tartarugas, cavalos marinhos, peixinhos). Fomos la, a dona é uma estrangeira chamada Gigi, bem enrolada. Conversamos com ela e ela ficou de nos ligar na manhã seguinte dizendo se ocorreria o passeio mesmo (pq o tempo não estava muito bom). Acordamos sem chuva, sol bonito, não muito forte, mas o tempo estava muito bom. Ela não ligou e quando ligamos ela disse que não ia rolar o passeio pq tinham poucas pessoas. (Sendo que ela havia dito que o passeio ERA para poucas pessoas). Quando questionei ela meio que se embananou e disse que estava indo pra Angra. Depois a vimos no cais com um pessoal. Enfim, ficamos muito chateados. Nossa vontade era de ficar mais uma semana na ilha, para fazer todos os passeios que não fizemos. Com certeza voltaremos. O lugar é lindo demais. Espero ter ajudado quem pretende ir para lá. Importante! Na ilha não existem caixas eletrônicos. A maioria dos lugares aceita cartão, mas mesmo assim leve uma quantia em dinheiro.
  25. Relato ilha grande Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês. Um Abraço, Espero que gostem!! Fernanda e Pablo Primeiro dia: Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana. Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo. Chegada em Abraão Segundo dia: Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco. No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”. Mergulho no Bananal Inicio da trip Enceada do Bananal Destroços Bananal Praia do Bananal Praia da Matariz Camping D. Marilene Terceiro dia: Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência. Trilha entre Matariz e Passaterra Praia de Sitio Forte Casa do seu Zé Maia praia de Tapera Quarto dia: Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba. Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos. Chegada em Ubatubinha Vista da trilha Trilha Praia da Longa Praia da Longa Praia de Ubatubinha caminho para Lagoa Verde Lagoa Verde Quinto dia: Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO. Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí. Praia Grande de Araçatiba Carona no barco da escola Comunidade de Provetá Ponta do Drago Praia do Aventureiro O famoso coqueiro Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro Sexto dia: Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite. Aventureiro depois do temporal Sétimo dia: Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também. Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente Barraca secando na varanda da igreja Oitavo dia: Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também. Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar. Chegando na praia do sul O famoso mangue Encontro das aguas da lagoa com o mar Surf, nosso guia Rio da Parnaioca chegnado no mar Rio da Parnaioca chegnado no mar Praia da Parnaioca Nono dia Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo. Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa. Trilha de Parnaioca a Dois Rios Figueira gigante Chegando em Dois Rios Presidio de Dois Rios De Dois Rios a Abraão Piscina dos soldados Abraão vista do mirante Despedida da ilha Considerações Finais: Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura. Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo. Pretendemos voltar em breve. OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
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