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  1. Olá! Como vocês estão?! No final de 2018 eu estava morando no Reino Unido, mais especificamente em Londres. Em Outubro eu e meu ex namorado começamos a procurar algo para fazer nas férias dele. Foram várias análises, possibilidades, roteiros, até que concordamos em ir para a Escócia com um casal de amigos dele. Organizamos a viagem mais ou menos uma semana antes de ir e foi um estilo novo e diferente de tudo que eu já tinha feito: iríamos passar uma semana dormindo em uma campervan. Vou compartilhar com vocês todos os detalhes dessa viagem que foi a maravilhosa troca que acontece entre culturas, já que meus parceiros desses dias eram todos Australianos e para eles tudo era muito normal. Já eu, fui inserida em um ambiente completamente novo. Algumas informações gerais: Viagem realizada em outubro de 2018 A nossa saída foi de Londres Passamos 7 dias Não gastamos com hospedagem, nós 4 dormimos em uma campervan, que eu já contei aqui nesse post como foi a experiência Vou colocar os valores em Libra gastados em 2018, com a variação cambial é muito difícil converter para real (principalmente agora, com esse vírus solto por aí e dificultando a vida de quem ganha em real kkkkk). Na época, eu lembro que fiz o cálculo e o resultado foi cerca de R$ 1.500,00!!!! Eu estava muito resistente a essa viagem por vários motivos, mas ao final foi uma das experiências mais legais que eu tive e abri muito minha mente Vamos ao meu relato dos dias na Escócia? Eu saí de Londres em um ônibus noturno até Edimburgo, custou 37,70 libras ida e volta. Fomos com a empresa National Express, é cansativo passar a noite no ônibus, quase não dormi mas é a forma mais barata de transporte. Nossos amigos foram de trem, a viagem é de 4h e muito mais cara. Chegamos em Edimburgo cedo e os outros só chegavam meio dia, então tínhamos a manhã livre para turistar até encontrá-los e ir buscar a campervan. Essa foi a primeira vez que cheguei em um lugar sem absolutamente nada definido, foi bem engraçado. Já peguei um desses mini guias que estava distribuído na rodoviária. DIA 01 - EDIMBURGO E ST. ANDREWS Como chegamos de manhã cedo, fomos logo procurar um lugar para tomar café da manhã. Se tem algo que eu amo no Reino Unido, são os cafés da manhã estilo inglês/europeu. Achamos um lugar bem recomendado pelo aplicativo Yelp e depois de encher a barriga, saímos andando por Edimburgo. Eu simplesmente AMEI essa cidade. É uma capital com todas as características esperadas de um país antigo, mas muito mais aconchegante sabe? Não é aquela loucura de cidade grande como Londres. Conseguimos fazer tudo a pé, carregando as mochilas nas costas haha Fomos andando por vários monumentos até chegar ao castelo. Não entramos porque custava mais de 17 libras e não podia entrar com mochilas grandes, fica para a próxima. Era bem grande e parecia ser interessante. Uma segunda coisa que descobri para visitar em Edimburgo, eram referências de Harry Potter. Dei um Google e descobri que estávamos perto de várias! Tem o cemitério que deu nome a alguns personagens da série como Tom Riddle, duas cafeterias que dizem que J.K. Rowling escreveu os livros, entre outros. Com tempo na cidade, tem os "free walking tour" direcionados a esses pontos. Essas são promovidas a pé, por guias locais, de forma gratuita, mas que ao final espera-se uma gorjeta ao guia de acordo com o trabalho realizado. Com o fim da manhã, encontramos nossos amigos e pegamos a Campervan. Paramos no mercado para fazer as compras e seguimos para St. Andrews. Essa é uma cidade costeira que é referência em golfe e tem a famosa universidade em que o príncipe William e Kate se conheceram. Andamos um pouco por lá pela universidade, pelo castelo que tinha acabado de fechar e seguimos até o pier. Como o dia já estava praticamente no fim, seguimos dirigindo até Perth. Chegamos a noite, encontramos um estacionamento público apropriado para passar a noite e jantamos pizza. Acabamos não vendo nada em Perth, infelizmente porque parece ser uma cidade bem fofa! Apenas dormimos porque estávamos todos exaustos. DIA 02 - ROADTRIP ESCÓCIA Esse foi o dia que começamos a fazer trilhas pelas Escócia. Acordamos, tomamos café e seguimos para Dunkeld, mais especificamente uma trilha chamada The Hermitage. No outono, as folhas caídas e o cenário alaranjado me impressionou. Essa é uma trilha curta, cerca de 30 minutos e muito fácil, mas por paisagens lindas. Uma caminhada tranquila, que fizemos até com chuva durante o trajeto mas recomendo a parada. Não muito longe, seguimos para a segunda parada do trajeto, chamada Faskally Forest. Essa é uma que não recomendo tanto. É para ser uma floresta encantada, então a noite e com crianças deve ser bem divertido pois tem um show com luzes e música. Fizemos mais uma caminhada circular e seguimos para Inverness. Gostaria muito de ter passado uma noite nessa cidade, ela é um pouco maior e é uma delícia! Entramos apenas na igreja St. Andrews, porque nosso objetivo era visitar o Lago Ness nesse dia também. Vale citar que caso não esteja planejando um roteiro como esse de campervan, Inverness é a cidade mais perto do monstro do Lago Ness hahaha Seguindo nosso caminho, cometemos um grande erro. O Loch Ness é um lago enorme, com mais de 30 km de distância. Quando já estávamos no meio dele, percebemos que pegamos a estrada errada! É possível ir pelos dois lados e em um deles é possível pegar um passeio de barco, visitar o Castelo Urquhart, entre outras atrações turísticas. Mas no lado que estávamos, não tinha nem espaço para parar! Quando percebemos o erro, iríamos perder muito tempo para voltar todo o caminho, então continuamos até encontrar algum lugar para parar e pelo menos chegar um pouco mais perto do Lago: Decepcionados e com o fim do dia, seguimos mais um pouco até encontrar o Eilean Donan Castle. É muito bonito e demos a sorte do sol estar se pondo, criando um clima bem gostoso e compensando um pouco o que perdemos na parada anterior. Não entramos no castelo, até porque tinha acabado de fechar, mas essa é uma opção também.  Chegou a hora de seguir até encontrar um lugar para dormir e foi a noite que paramos ao lado da rodovia, em frente a um cemitério hahaha. Cozinhamos nossa janta embaixo de chuva e vento, dormimos cedo. DIA 03 - ISLE OF SKYE No terceiro dia, entramos oficialmente na Isle of Skye. Começamos parando na Sligachan Old Bridge, que foi uma sugestão minha. Estava chovendo, então paramos rapidinho só para umas fotos. É bem bonito ao redor, se não tivesse chovendo daria uma caminhada mais longa. Continuamos até Old Man Storr, a primeira trilha maior do roteiro. Foram 2h, cerca de 4.5 km e a grande dificuldade do percurso foi a chuva, vento e frio, mas a vista compensou do mesmo jeito. A trilha é muito bem demarcada e aberta, não tem como se perder e não tem segredo. Só seguir o caminho! Lembrando que o casaco GG impermeável foi um patrocinio do meu ex namorado hahahaha Quando terminamos a trilha, fomos até Kilt Rock and Mealt Falls Viewpoint, que é uma cachoeira caindo no mar e o vento quase me deixou sem celular! Hahaha. O estacionamento é super perto desse mirante, então não tem segredo! Fácil acesso, com uma paisagem incrível. Além disso, tem umas pegadas de dinossauro que foram encontradas por lá e estão sinalizadas A segunda trilha do dia foi a chamada Quiraing. Como já estava mais tarde, o vento estava ainda mais intenso. Novamente parecia que eu ia ser carregada e em vários lugares tivemos que ser bem cautelosos. O total é 6.8km, mas a gente não fez tudo porque as condições climáticas não estavam boas, andamos por cerca de 2h novamente. Se tivéssemos chegado um pouco mais tarde, provavelmente nem seguiríamos o percurso, o vento estava MUITO forte. Novamente, a paisagem compensou todo o esforço. Foi um dos dias mais pesados para mim que não era acostumada com trilhas e grandes caminhadas, que foram dificultadas pela força do vento. Mas fiquei muito feliz e orgulhosa de ter completado o roteiro e sentido a imensidão da natureza por lá. No fim do dia, após todas essas andanças, chuva, vento, tudo que precisávamos era um banho quentinho! Fomos até o Arainn Fhinn, The Fingal Centre e pagamos para tomar um banho. É tipo uma academia com piscinas, então é tranquilo utilizar o banheiro, com o pagamento de uma taxa pequena. Estacionamos e dormimos por lá. A CONTINUAÇÃO ESTÁ NO MEU SITE QUE PODE SER ACESSADO CLICANDO AQUI. (ou www.anavoando.com.br) Eu sei, é um saco eu redirecionar pro meu site privado, mas o conteúdo é exatamente o mesmo e estava me dando um trabalhão carregar as fotos aqui, porque são arquivos pesados e eu estou com preguiça hehehe Desculpaaa!!!! 😫😫😫 Bônus: eu descobri que a menina que estava com a gente tinha uma mapa completinho de tudo que a gente fez, onde estacionou e tal, copiei ele e está aqui para vocês acessarem as informações e terem uma visão geral do que eu fiz, mas esse mérito e empenho não é meu, é dela ok?! Espero que ela não se importe, mas acho que nunca nem vai ver hahaha CLIQUE AQUI para acessar! Que experiência! O ponta-pé nas minhas viagens de natureza, assim como totalmente fora da minha zona de conforto, mas saí muito realizada e feliz por ter me aberto a essa oportunidade, mesmo estando em um momento bem delicado emocionalmente da minha vida. Foi uma excelente forma de finalizar minha temporada no UK. Espero que tenham gostado desse post e que eu tenha plantado uma sementinha para ir visitar esse país incrível que nem sempre está na prioridade dos brasileiros. A Escócia ganhou meu coração Podem me acompanhar também pelo Instagram: anavoando e no site www.anavoando.com.br Se tiverem qualquer dúvida, é só perguntar!! ❤️
  2. Eu e meu namorado queríamos algo diferente no ano novo, eu doida para viajar. Até que surgiu uma promoção SP - Paris R$2.500,00, tudo bem que não é a passagem mais barata porém era réveillon. Tinha escala no México, e precisei comprar passagem de NVT para SP. Dia 1: 25/12 - Embarcamos NVT para Guarulhos, passamos o dia todo lá no aeroporto e o primeiro perrengue: descobri que havia esquecido minha carteira, sorte q passaporte e dinheiro estavam na soleira comigo. Pensei em emergência usar o cartão do meu namorado. Nosso voo foi pela Aeroméxico noturno. Dia 2: 26/12 - Chegamos bem cedinho na Cidade do México, imigração foi tranquila e tivemos nosso primeiro carimbo no passaporte. Tínhamos 16h de escala, sendo assim alugamos um carro e fomos até as piramides de Teotihuacan, fica 1h de distância, paramos num posto e tomamos café da manhã. Alugamos o carro por ser mais em conta que excursão. Não queríamos depender de ônibus e Uber pois ficamos com medo de perder o voo. E foi super tranquilo dirigir por lá, havia lido relatos que era confuso. Voltamos perto das 14:00h, queria comer uma comida tipica e não achei nada na estrada principal e acabamos indo pro aeroporto mesmo. Embarcamos cansados para Paris. No voo servem tequila, vodka e foi um jantar muito delicioso de carne com batata. Dia 3: 27/12 - dia dos Perrengues: Finalmente em Paris chegamos pelo Charles de Gaulle, imigração mega tranquila. Mas ai começou o segundo perrengue. Fomos pegar o trem porém estava tendo a greve, até então os trens funcionavam, mas para nossa surpresa desespero não estavam mais. Buscamos informações no free wifi do aeroporto e compramos tickets de ônibus Roissybus, sua parada final era na Ópera. Pensamos que seria mais barato pegar um uber/táxi de lá. Fila estava imensa do ônibus, depois de 1h na fila percebemos que esquecemos uma mala de mão na parte das esteiras. Até tentei ir lá recuperar mas seria impossível pois meu namorado não colocou identificação na mala COLOQUEM ATÈ NA DE MÂO, as minhas estavam todas etiquetadas. (minha prancha estava na mala fiquei chateada pra caramba e cabelo aos ventos em quase toda viagem). Chegamos na Ópera, cansados 2 malas grandes, 1 de mão sem rodinha, mochila e mais minha bolsa imensa e pesada. Subimos na galeria Lafayette (do outro lado da rua) com todas as malas, vimos lá de longe a torre. Aproveitando a galeria quentinha olhamos no maps e parecia ser perto o hotel. Engano nosso, com malas não foi nada fácil. Já estava escuro, era quase umas 19h. Eu estava cansada e com fome. Parei na primeira banquinha de comida e peguei um kebab fritas e refri. Pedi um uber até o hotel pois não aguentava mais. Hotel simples e pequeno conforme o site, sem surpresas. Ficava no Belle Ville, bairro chinês tudo em volta era chinês, até um mercado. Andamos um pouco encontramos um carrefour, pegamos uns lanches e bebida. Colocamos as bebidas do lado de fora da janela para resfriar. Dia 4: 28/12 (Sábado) - Acordamos cedinho, amanhecia umas 8:30h e escure umas 16:30h então queríamos aproveitar. Iriamos alugar as bikes Velib, já que metro estava em greve, aluguel de 24h custava 1,70€ e usava free por 30min, depois disso é cobrado por tempo. Ficamos mais de 1h tentando e não deu certo. Foram 300-élysées felizes. Na volta pro hotel, passamos pela feirinha natalina novamente e encaramos um brinquedo, mega radical 10€ cada um, mas super valeu a pena era algo que eu nunca tinha visto, e olha que eu já fui em vários parques. Retornamos ao hotel mortos. Dia 5: 29/12 - Acordamos cedo e pegamos a Velib antes que expirasse as nossas 24h, fomos até a catedral de Notre Dame, ela estava em reforma fizemos nossas fotos. O dia colaborou, estava sem nenhuma nuvem, céu bem azul. Fomos caminhando até o Pantheon, 1km bem pertinho embora fosse um morrinho acima. Logo depois fomos ao Jardim de Luxemburgo, caminhada rápida também de uns 15min. Lá tem umas cadeirinhas onde as familias sentam, as crianças ficam brincando. Bem agradável, aproveitamos o solzinho e ficamos ali sentados também pensando como iriamos para a torre, pois de lá sairia nosso mini cruzeiro. Encontramos um ponto de ônibus, na qual tem certinho os ônibus. Esperamos congelado e pegamos o nosso super lotado ônibus, como não tínhamos ticket fui pagar ao motorista, ele não cobrou, não sei se é por conta da greve. Fomos a ponte de bir-hakeim, onde em baixo dela da para fazer muitas fotos legais. e logo ali próximo tinha o pier onde saem vários cruzeiro. Eu comprei no Groupon e acompanhava crepe + refri. (já foi nosso almoço), tem um mini bar a bordo. Passa por vários pontos e tem um guia. Desembarcamos e mais uma vez nós na torre. Pegamos mais espumante e apreciamos o fim de tarde lá. E acabei caindo em um truque "onde esta a bolinha" lá perdi 200€ pronto, acabou minha viagem. Como fui estupida. Mas bola pra frente. Fomos ao hotel, comemos coisinhas do super mesmo. Dia 6: 30/12 - inicio da ROAD TRIP: Iriamos pegar o carro no aeroporto, precisávamos ir até lá segunda-feira horário de pico. Logo chamei um táxi 50€. Uber estava 95€ Devido a demanda sem metro/trem acredito q por isso estava muito alto. Carro havia sido locado e pago pela Budget - PÉSSIMA FINAL EXPLICO O PQ - Planejávamos sair cedo e chegar em Bruxelas pro almoço e turistar. Precisávamos passar 1300€ de caução, e o cartão não passou. Lembra que já ficou 600€ de caução da velib, pois então não havia sido estornado ainda. Depois de horas de negociação, tiramos o seguro deles, nosso cartão já incluia seguro, (no Brasil era de madrugada, estávamos tentando ligar para aumentarem o limite, conseguimos e passou 900€. E pé na estrada. Como nosso itinerário estava atrasado devido essa locação, chegamos la já era escuro demos uma passadinha no Atomium e fomos pro Delirium Café. Segunda-feira estava socado, é muito divertido. Isso que eu não gosto de cerveja, então comprava nas liquors e bebia na rua. Comemos as famosas batatinhas fritas. São divinas. Fomos pro hotel Campanile, muito bom. Dia: 31/12 - Mais uma vez cedinho acordamos e fomos rapidinho nos pontos principais da cidade, pois iriamos pegar estrada até Amsterdã. Nosso hotel era na cidade vizinha, pois estava muito caro para o ano novo. Paramos no hotel Bastion Hotel Schiphol Hoofddrop, outro hotel maravilhoso. Aquela parada básica no mercado, abastecendo as nossas bebidas para o ano novo, iriamos passar na praça Museumplein. Em Amsterdã não se pode beber na rua, então coloquei a vodka numa garrafa de água e lá fomos nós, paramos relativamente perto, na rua mesmo. Ficamos no ring de patinação era super cedo ainda, bebemos, comemos nossos petiscos. Conhecemos uns brasileiros, q ficaram conosco o resto da noite. Queima de fogos, quase não dava de ver pois tinha muita neblina. Meia noite estouramos champagne e logo fomos embora - (Para usar o banheiro se pagava 1,5euros)
  3. Salta - Cafayate - Purmamarca - Tilcara - Iruya - Humahuaca Algumas fotos da viagem que fizemos em fevereiro pelo norte da argentina, nos estados de Salta e Jujuy. Nossa viagem começou na cidade de Salta, onde alugamos um carro na Hertz. No primeiro dia de viagem conhecemos o incrível Museu de Alta Montanha, que contém 3 múmias de crianças incas sacrificadas há mais de 500 anos e encontradas em 1999 no cume do vulcão Llullallaico, fomos também ao topo do Cerro San Bernardo para ver o pôr-do-sol e ter uma visão panorâmica da cidade. No dia seguinte seguimos de carro para a cidade de Cafayate. O caminho até a cidade, a Ruta 68, é lindo e possui diversas atrações, como a "Puente Morales", famosa por ter sido usada na gravação do incrível filme argentino Relatos Selvagens. Após a ponte, conhecemos a Garganta do Diabo e o Anfiteatro, formações rochosas que lembram cânions. Ao chegarmos em Cafayate, armamos a barraca no camping e fomos explorar a cidade, no dia seguinte fizemos degustação de vinhos na vinícola El Esteco. Cafayate é famosa pelo cultivo da uva Torrontés, que é uma espécie de uva de altitude. Inclusive, para os entusiastas, pode-se fazer várias "Bodegas" em um dia e provar vinhos o dia inteiro, há uma infinidade de opções, porém lembre-se que a Lei Seca na Argentina não possui tolerância! Depois de Cafayate seguimos pela incrível Ruta 40, até a Quebrada de las Flechas, outro tipo de formação rochosa com montanhas "em diagonal". A estrada de rípio (a qual fomos fortemente aconselhados a não seguir por não estarmos com um veículo 4x4), estava em boas condições e não tivemos problemas, porém nosso objetivo final que era a cidade Cáchi não foi alcançado devido às fortes chuvas do dia anterior. No dia seguinte dirigimos pela Ruta 33, estrada cheia de curvas e com ganho de altitude considerável. Além da altitude, o visual estava sempre mudando, desde florestas verdes, montanhas coloridas e até cactos. As atrações nesse caminho são a sensacional "Cuesta del Obispo" (3340m), a "Piedra del Molino" (mirante panorâmico), o Parque Nacional Los Cardones e a Recta del Tin Tin. Após a descida da "Cuesta del Obispo" avançamos até a "Piedra del Molino" (3547m) - mirante panorâmico - no qual fomos deixados na mão pelo nosso carro alugado, a bateria simplesmente morreu. Depois de conseguir ajuda para empurrar, seguimos viagem pela Ruta 33, passamos o Parque Nacional "Los Cardones", com seus cactos gigantes e chegamos à "Recta del Tintin", estrada construída em cima de um caminho utilizado pelos incas séculos atrás, uma reta de aproximadamente 20Km. Estrada linda, com montanhas, flores, cactos e grupos de vicuñas atravessando a rodovia. Voltamos e dormimos na cidade de Purmamarca. Nos dias seguintes conhecemos Salinas Grandes, o terceiro maior deserto de sal do mundo. Para chegar, dirigimos pela Ruta 52, estrada cheia de curvas pela qual se chega à Cuesta de Lipan, que atinge 4170m acima do nível do mar. Depois seguimos para a pitoresca Quebrada de Humahuaca, composta por várias cidades e povoados, entre elas Purmamarca, Tilcara, Maimará e Humahuaca. Na quebrada de Humahuaca nos hospedamos no camping em Tilcara e participamos das festas, sabíamos que estaríamos em meio ao feriado de carnaval, mas não imaginávamos como seriam as comemorações. Nessas cidades a tradição de Carnaval é desenterrar o Diablo e pudemos acompanhar especificamente a descida dos diablos no povoado de Maimará, no qual a população do povoado e das cidades ao redor se reúnem em uma montanha, chamada Cerro Negro para festejar a descida dos diablos com banda, nieve, tempera e talco. Lembre-se de levar um óculos de sol grande (se tiver um com proteção lateral, melhor ainda!) chapéu ou boné e roupas confortáveis para se sujar. A brincadeira de carnaval é sujar quem está limpo e dela participam crianças, jovens e até os idosos! Para descansar do Carnaval, seguimos viagem (desta vez de ônibus) para a cidade de Iruya, um povoado muito pequeno de acesso difícil por estrada de rípio, cheia de precipícios. Por ter uma localização mais isolada, seu povo conservam vivas as tradições dos antepassados. Boa parte da população prefere não ser fotografada. Em Iruya subimos até o "Mirador del Cóndor", uma trilha de pura subida de aproximadamente 1h30 de duração e com o visual dos mais maravilhosos dessa viagem! Vale a subida perto das 17hs para curtir um pôr-do-sol e fotografar durante a "golden hour". Havíamos passado pela cidade de Humahuaca (a caminho de Iruya) e pegamos um tempo nublado, não pudemos ver o Cerro de 14 Colores, na serranía Hornocal. Como somos brasileiros e só desistimos de vez em quando, retornamos de Iruya até Humahuaca e fomos novamente tentar ver o Cerro, desta vez tivemos sorte e o céu azulzinho nos permitiu curtir a paisagem incrível das montanhas coloridas! O mirante do Cerro fica a 4350m acima do nível do mar, algumas pessoas podem sentir os efeitos da altitude, mas fique tranquilo, há uma ambulância para atendimento no local. Retornamos a Salta e pudemos passar um tempo descansando e caminhando pelas ruas da cidade. O apelido da cidade é "Salta, la Linda", com toda a razão! Principalmente no centro da cidade, o centro antigo, as igrejas e construções históricas, a praça 9 de Julho, há muita gente caminhando e a vida noturna de comércio, bares e restaurantes é intensa e vai até tarde da noite. Recomendo tomar uma cerveja Salta rúbia para aplacar o calor e admirar a cidade! Aéreo de Puerto Iguazu a Salta $7.875 (pesos argentinos) Total aproximado de investimento nessa viagem R$2.500,00 por pessoa Informações úteis: · Não há uber nessa região, porém há táxis e Remis (motoristas particulares que fazem corridas); · Custo médio de uma refeição 250 a 350 pesos; · Para esse roteiro em específico, recomendo o aluguel de um veículo, pode ser 1.0 que dá conta; · Custo médio de quarto privado em hostel entre 500 e 600 pesos (com variação para cima devido ao feriado de carnaval); · Se quiser acampar, há muitos campings com ótima infra estrutura (inclusive municipais) ao longo dessas cidades, com custo aproximado de 300 pesos por pessoa; · Levem protetor solar, protetor labial e hidratante. A região é muito seca e venta bastante! · Pegamos variação térmica de 8°C a 35°C, leve fleece e corta vento; · A população sempre foi muito amável e receptiva e dá pra se virar bem no portunhol
  4. Estou montando um roteiro para Ago/20 incluindo os três países e gostaria de dicas, sugestões e informações adicionais. Caso Venezuela se torne inviável devido a crise econômica e política, estou pensando fazer o norte do Peru. Desde já agradeço a atenção dispensada IG - joaomarcelodj
  5. Estou montando um roteiro para Ago/20 incluindo os três países e gostaria de dicas, sugestões e informações adicionais. Caso Venezuela se torne inviável devido a crise econômica e política, estou pensando fazer o norte do Peru. Desde já agradeço a atenção dispensada
  6. Certeza que você que ama viajar vai gostar desse programa! Essa semana dia 5 de agosto estreou o novo programa de viagens Roaming no canal de televisão Woohoo com apoio do Mochileiros.com! O programa é a continuação do The Routineproof Project, onde dois amigos brasileiros decidem viajar o Canadá de ponta a ponta e a ideia é de viajar o mundo com o Programa! O programa de TV Roaming nasceu de um road trip entre os amigos Vander Amaral e Ray Andrade no Canadá há alguns anos atrás, ambos com conhecimento em produção de documentários e experiência na televisão Canadense e Brasileira. Aventureiros, eles queriam mostrar mais do que apenas paisagens exuberantes, eles decidiram então botar o pé na estrada para capturar em vídeo o espírito de cada lugar por onde passarem, a cultura, o esporte, as pessoas e a vida selvagem. O programa conta com dicas de viagens pelo Canadá e EUA. As viagens contam com uma pitada de esportes radicais como Hiking, trekking, Escalada, Via-ferrata, Snowboard, Surf, Skate e muito mais! O que já tem no primeiro Episódio? O primeiro episódio do programa já começa com uma viagem de surf de trem pelo Canadá! Onde os meninos saem de Montreal para Halifax numa viagem de trem de 20 horas, durante a viagem eles mostram os quartos, o restaurante do trem e o vagão panorâmico, que da vista para a paisagem! O primeiro episódio está disponível também no Canal do Youtube do programa Roaming: Clicando aqui! Não tenho como assistir na TV tem canal Youtube? Pra quem quiser assistir o programa no Youtube segue o canal Clicando aqui, No canal youtube você encontra também uma playlist com todos os episódios da primeira temporada do programa The Routineproof Project. Para os inscritos no canal vamos fazer um vlog das viagens para contar cada detalhe que não conseguimos colocar na TV. Quais canais na TV e horários? Pra quem quiser assistir na TV segue os horários no Canal Woohoo para o próximo mês: Segunda-feira: 05h15 10h30 15h15 21h30 23h15 Terça-feira: 9h15 Quarta-feira: 19h00 Quinta-feira: 20h30 Sexta-feira: 09h30 14h15 21h45 Sábado: 07h15 O Canal Woohoo está disponível nas principais TVs a cabo do Brasil. NET, SKY, Oi TV, VIVO, Claro HDTV e GVT. O horário do programa na TV pode mudar no futuro de acordo com a grade do Canal! Curtiu o programa na TV ou no Youtube, ou tem alguma idéia de viagem para o programa , deixe seu comentário! Fotos: The Routineproof Project
  7. Introdução Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia. Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos. A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas. O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá. Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem). Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal). O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal). Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum. No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores. Obs: - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada. - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos. - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super. Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
  8. Estou cogitando fazer uma road trip pelo Brasil (de carro, talvez 4x4), por enquanto estou bem no inicio, ideia surgiu a poucos dias e comecei montar algumas coisas, qualquer ajuda, dica etc e bem vinda (ficar mais/menos dias, preço de hostel, hotel, camping, principais passeios e preços, praias, o que não/fazer em determinada cidade, etc..) (se alguém que fez algo parecido puder me mandar valores, roteiros, passeios dicas etc aceito tb) Roteiro que pensei 21 dias 1º Dia 7h00 São Paulo(SP) -> Búzios(RJ) (já conheço o RJ de cabo frio para baixo) 11h de viagem - 700km 2º Dia Passeio por Búzios 3º Dia (compensa ficar 2 dias por la ou um so e suficiente para conhecer o que dizer ser um dos lugares mais lindos do brasil?) Passeio por Búzios 4º Dia 6h00 Búzios(RJ) -> Vitória(ES) 8h de viagem - 500km Passeio a tarde/noite por Vitoria 5º Dia (um dia para conhecer o principal da cidade e suficiente?) Passeio por Vitória 6º Dia 7h00 Vitória(ES) -> Porto Seguro(BA) 10h de viagem - 650km Passeio a noite por Porto Seguro/Trancoso(BA) 7º Dia Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA) 8º Dia Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA) 9º Dia 7:00 Porto Seguro(BA) -> Salvador(BA) 10h de viagem - 600km 10º Dia Passeio por Salvador e arredores 11º Dia Passeio por Salvador e arredores 12º Dia (compensa ficar 3 dias por la ?) Passeio por Salvador e arredores 13º Dia 7:00 Salvador(BA) -> Chapada Diamantina(BA) 6h de viagem - 450km Passeio durante a tarde Chapada Diamantina 14º Dia Passeio Chapada Diamantina 15º Dia (sei q a chapada e gigante e 10 dias nao sao suficientes para conhecer tudo, mas sera q em 2 dias dou conta de laguns lugares principais ou seria melhor pensar em mais dias ?) Passeio Chapada Diamantina 16º Dia 6:00 Chapada Diamantina(BA) -> Montes Claros(MG) 13h de viagem -> 900km 17º Dia Passeio Montes Claros 18º Dia 7:00 Montes Claros(MG) -> Ouro Preto(MG) 7h de viagem - 550km 19º Dia Passeio por Ouro Preto 20º Dia 7:00 Ouro Preto(MG) -> Belo Horizonte(MG) 2h de viagem - 100km Passeio por Belo Horizonte 21º Dia 7:00 Belo Horizonte(MG) -> São Paulo (SP) 8h de viagem - 600km Qualquer ajuda e bem vinda galera, vou dar uma procurada pelos tópicos aqui também, se soubrem de algum me mandem o link pf
  9. Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações: Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo. Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata. Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes. 1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba. 2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada. 3º dia 24/12 – Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias. Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
  10. Em Agosto de 2018 durante uma viagem que tive como base Amsterdam, conheci um dos destinos que compunha me lista de países para conhecer: Noruega! Como durante minhas pesquisas para a viagem encontrei poucas informações sobre o país, resolvi criar este tópico com algumas informações que podem ser úteis sobre o país. Eu estava sentindo desde quando decidi por Noruega que essa viagem deveria ser feita de carro. Não poderia ter feito escolha melhor. Quando pesquisei valores de aluguel de carro na Noruega, de cara já levei um susto daqueles. Como estava viajando com um amigo, os custos seriam divididos por 2. Fiz todas as simulações possíveis, indo de Amsterdam para Oslo, e alugando carro lá. Indo de ônibus e alugando carro lá. Indo de ônibus até a Suécia e alugando carro lá. E alugando o carro direto em Amsterdam e ir dirigindo até lá. Esta última opção, acabou sendo a mais viável financeiramente. Enquanto o valor da diária estava em $125 na Noruega, em Amsterdam estava $26 pela mesma locadora. Para 10 dias, o valor total do aluguel ficou em €263 e o seguro total €180 (resolvi fazer o seguro total pois se não o tivesse feito, em caso de alguma avaria deveria pagar a franquia de €1500. Resolvi não arriscar). No total, durante os 10 dias de viagem rodei por 4.750km. Havia feito a Permissão Internacional para Dirigir (PID) antes da viagem, mas acabei não precisando ela em momento nenhum. Nem na locadora, nem nas fronteiras, nem mesmo quando uma viatura me abordou e solicitou o passaporte hahaha. Como a viagem para a Noruega representou menos da metade do total da minha viagem (que incluiu o festival Tomorrowland na Bélgica, que encareceu bastante a viagem) vou colocar os gastos agrupados apenas dos grupos de despesas exclusivos da roadtrip (caso alguém tenha interesse, pode entrar em contato que mando minha planilha com os gastos detalhados): A cotação do euro que paguei estava em R$4,49. Aluguel Carro: €263 Combustível: €485 Seguro: €180 Pedágios: €186 Acabei descobrindo que é possível gastar relativamente pouco em uma viagem para a Escandinávia. Na Noruega acampei durante toda a viagem. Levei barraca e saco de dormir. Não fiquei todos os dias em campings pagos, alguns dias parava nos locais de apoio para campers no acostamento das estradas (que tinham mesas, banheiros, etc). Para se ter uma idéia de custos, nos dias em que paguei para ficar em camping, as diárias eram em torno de R$80. Como fiz a compra de alguns lanches na Alemanha (pães, enlatados, etc), também não tive custo todos os dias com almoço/janta. Porém, quando parava em algum lugar para comer, o valor médio que paguei por refeição foi de R$35 (refeições simples) Como todos os sites/blogs me assustaram com os comentários sobre os preços astronômicos de tudo na Noruega (vi durante a viagem que não é beem assim), a intenção era fazer uma compra em algum mercado na Alemanha para conseguir economizar com comida. Assim feito, seguimos viagem. Como haviam muitas obras nas estradas alemãs, a viagem acabou demorando mais tempo que o planejado. Saímos por volta de 10:00 de Amsterdam, dormimos no carro em algum dos pontos de apoio na estrada da Dinamarca e chegamos na noruega no outro dia por volta de 14:30. Achei incrível a estrutura para camping/descanso nas estradas escandinavas, desde a Dinamarca até os interiores mais pouco povoados da Noruega. Para trocar os euros pela moeda local, paramos em uma cidade chamada Drammen (optamos por não passar por Oslo no inicio da viagem). A cidade foi a melhor vitrine da Noruega que poderiamos ter escolhido. Ela mesclava a simplicidade que os noruegueses trazem consigo na vida cotidiana, o desenvolvimento tecnológico e de transporte e as paisagens naturais que fazem com que cada canto do país se torne um possível cartão postal. (Drammen - 1ª parada na Noruega) Absolutamente toda a população norueguesa fala inglês fluentemente. Até mesmo nas pequenas cidades de 1.000 habitantes. Desenrolar com o pessoal de lá foi bastante tranquilo. Como o objetivo era rodar pelo país e explorar as paisagens naturais e os Fijords, não poderia deixar de fazer as trilhas mais famosas. Entre elas Preikestolen e Trolltunga... (continua)
  11. Olá pessoal... estou indo em Novembro fazer o roteiro de Recife a Maceió... teremos 9 dias inteiros para aproveitar. Vamos alugar um carro. Quem já foi? O que acham? Segue roteiro e aceito pitacos 😁 Dia 1 São Paulo - Recife Chega muito tarde -só descansa Dia 2 Olinda pela manhã - Alto da Sé, igreja de 1537, almoçar com estilo no restaurante Oficina do Sabor. Convento de São Francisco, Igreja do Carmo, Igreja da Misericórdia e a Basílica de São Bento, Rua São Bento casa de Alceu Valença, ruas do Amparo e Bernardo Vieira de Melo (Artesanatos) Recife a tarde - 14:00 abrem as lojinhas e afins... Oficina Francisco Brennand, o Instituto Ricardo Brennand, Palácio do Campo das Princesas, Teatro de Santa Isabel, Palácio da Justiça, Liceu de Artes, Capela dourada, Mercados de São José, da Boa vista e Da Madalena, o Paço do Frevo, Marco Zero, Museu Cais do Sertão. As Galerias (nº 183 da Rua da Guia), Embaixada dos Bonecos Dia 1 Gigantes. Casa da Cultura em Santo Antônio. Rua Bom Jesus (Construções históricas), Embaixada dos Bonecos Gigantes. Praia de boa viagem e Caruaru. Dorme em Recife Dia 3 Segue cedinho para Porto de galinhas - Praia de Muro Alto, Maracaípe e a Praia do Cupe. Dia 4 dia todo em Porto de galinhas - Ipojuca - Dia 5 Cedinho segue para Praia de Carneiros - Almoça em Tamandaré - Ir para Maragogi (Dormir) Dia 6 Praia de Antunes - Ponta de mangue - dorme Maragogi Dia 7 segue cedinho para São Miguel dos Milagres - Porto de Pedras (Praia pataxó) e Japaratinga - dorme lá Dia 8 Cedinho sai de São Miguel e segue sentido Maceió - Barra de Camaragibe - Praia do Carro Quabrado Dia 9 Maceió Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca Dia 10 Praia do Gunga - Praia do Francês - Praia Ipiioca - Praia Paripueira Dia 11 Retorno pra casa - entregar o carro e pegar o vôo Gostaria de fazer a Foz do rio São Francisco saindo de Maceió, mas aí seria um dia inteiro... deixando de fazer alguma outra coisa... Me ajudem... hehe...
  12. Já faz um tempinho que voltei dessa viagem, mas só agora me concentrei pra fazer um relato. Acho que tem umas dicas interessantes. Fiz essa viagem com meu namorado e alugamos um carro por todo o período da viagem, entre 01 de abril e 30 de abril. Obs: Fazemos as trilhas sempre nos guiando pelo aplicativo Wikiloc. Não nos hospedamos em nenhum lugar que tivesse café da manhã incluso (me pareceu que não é comum lá). Como ficamos de carro durante toda a viagem não tenho informações de uber ou de transporte público. Tomamos vinho em praticamente todos os dias, comprávamos sempre no mercado e eram realmente baratos e gostosos. Dia 31 de abril – Saímos do aeroporto de Guarulhos em vôo da TAAG às 18h25, com escala em Luanda. Chegamos a Johanesburgo no dia seguinte às 13h50 Dia 01 de abril – Domingo de Páscoa. Chegamos em Johanesburgo às 13h50 e assim que chegamos no aeroporto fomos trocar os dólares e comprar um chip de celular. As casas de cambio lá na África do Sul cobram uma taxa que não lembro mais o nome e eu me senti roubada. Em todas as casas de câmbio em que fui tinha essa mesma taxa, eu já sabia disso quando saí do Brasil, mas ainda assim ficou o sentimento do roubo. Acredito que o aeroporto não seja o melhor lugar para trocar dinheiro lá, mas nós chegamos num domingo no meio de um feriado prolongado (a segunda-feira depois da Páscoa é feriado na África do Sul, dia da família), por isso preferimos trocar lá. Em seguida fomos atrás de um chip pra usar internet e compramos numa loja no térreo do aeroporto perto da onde ficam as casas de câmbio. Tem duas lojas uma ao lado da outra, uma vermelha e outra amarela, na amarela achei que o preço estava mais interessante. Depois disso fomos pegar o carro que alugamos, o lugar fica dentro do aeroporto mesmo e o processo de pega-lo foi rápido. Já saímos de lá dirigindo o carro, um Clio. Alugamos através da RentalCars. Havíamos reservado hospedagem para duas noites em Johanesburgo pelo Expedia, num hostel no centro da cidade. Quando chegamos lá descobrimos que não era exatamente um hostel, era mais uma kitnet num prédio de moradores, bem estranho na verdade, Brownstone Backpackers. Havia um mercado perto, o Shoprite, e fizemos as compras para os próximos dias. A nossa intenção era acampar o máximo possível e cozinhar nossa própria comida e a África do Sul é um ótimo país para isso. Dia 02 de abril – Acordamos cedo e fomos atrás do funcionário para falar sobre o café da manhã e no final não tinha café, apesar de estar escrito no Expedia que havia a refeição estava inclusa. Pra evitar desgaste fomos lá ao mercado e compramos as coisas para fazer nosso café da manhã. Enfim. A programação era ir ao museu do Apartheid e achei muito legal começar a viagem por lá. Achei importante para começar a entender o país. Passamos muito tempo no museu o que nos impediu de ir a uma casa de escalada que tem na cidade e que gostaríamos de ir. Mas por conta de ser feriado ela não funcionava a noite. O lugar se chama City Rock, interessante para quem gosta do esporte. Depois do museu fomos a um shopping, Nelson Mandela Square, para comprar coisas para camping que estavam faltando. E aproveitamos para tirar foto na estátua do Mandela que tem lá. Dia 03 de abril – Saímos de Johanesburgo às 5h da manhã com destino ao Kruger National Park. É uma viagem longa, 420 km, e nosso destino era o camping Skukuza. Fizemos a dos campings com quase dois meses de antecedência, mas o fato de estarmos indo num feriado fez com que tudo estivesse lotado com tamanha antecedência (era “semana do saco cheio” nas escolas e faculdades). Tomamos café da manhã na estrada mesmo, lá nas estradas há sempre uma estrutura mínima de parada para lanches, com mesas e cadeiras. Por volta das 10h chegamos ao portão do Kruger, mostramos nossas reservas, fizemos os trâmites necessários e já começamos nosso safári! Não entregam mapa na entrada, mas as estradas estão no Google Maps. Vimos muitos animais assim que começamos inclusive um leopardo. Às 14h chegamos ao Skukuza e como estávamos muito cansados resolvemos ficar por lá. Almoçamos no restaurante no local e depois ficamos de boa na piscina. Ficamos acampados com nossa própria barraca, ao lado dos motor homes, e eles adoram motor home lá! A estrutura é boa com cozinha, fogão, lavanderia e tal. Li que tinha geladeira, mas não achei. Dia 04 de abril – Acordamos bem cedo novamente e às 6h30 já estávamos saindo do camping Skukuza em direção ao camping Berg-en-dal. Nossa idéia era fazer o safári esse dia no caminho entre os dois campings, pegando caminhos bem longos. Vimos muitos animais esse dia: elefantes, hienas, girafas, hipopótamos, leões, cachorros do mato, zebras. Chegamos no camping Berg-en-dal às 18h, com o portão já fechando. Assim que chegamos no camping reservamos uma saída para safári no dia seguinte de manhã, às 5h. E compramos na loja do camping um pedaço de carne de kudu para preparar para o jantar. Em todos os campings há um pequeno mercado com algumas coisas para comer e também lembrancinhas. Dia 05 de abril – Acordamos super cedo e já nos dirigimos para encontrar o jipe para fazer o safári ao nascer do sol. O carro saiu às 5h00, acho, mas o horário varia conforme a estação do ano. No início, enquanto ainda estava escuro, algumas pessoas levavam uma lanterna que ilumina bem para tentar encontrar animais escondidos na mata. O passeio dura quase 3 horas, mas infelizmente não vimos animais diferentes do que já havíamos visto. Gostaríamos de ter visto mais felinos, mas ok. Ao acabar o safári e voltar para o camping, tomamos café, arrumamos nossas coisas e antes de sair do Kruger mergulhamos na piscina do Berg-en-dal. A piscina é bem legal e tem um vestiário bem grande ao lado. Recomendo um mergulho lá J A idéia esse dia era sair do parque e começar a fazer o passeio pelos pontos turísticos do Blyde River Canyon. Por volta das 10h30 saímos do Berg-en-dal e nos dirigimos a saída de Pretoriuskop. No caminho ainda conseguimos ver alguns animais. Fomos rumo à cidade de Graskop, que é um bom ponto pra começar o passeio pelo Blyde Canyon. Saímos efetivamente do parque por volta do meio-dia e às 14h chegamos a Graskop. Almoçamos em um restaurante do centro da cidade, a cidade é pequena e há alguns restaurantes nas ruas principais. Como o tempo estava fechando decidimos fazer todo o percurso do Blyde Canyon no dia seguinte. Por indicação do dono restaurante fomos a Pilgrimsrest, que é um lugar histórico de lá, no qual havia um vilarejo em que ainda se conservam algumas casas e comércios como eram na época. Mas não gostei do lugar não, é quase uma encenação, acho que ninguém mora lá, é apenas para turista ir e ver como era o lugar e comprar coisas. Não gostei da abordagem dos vendedores lá, mas há coisas interessantes de artesanato, principalmente em madeira. Deixamos o carro estacionado na rua, longe de onde ficavam os outros carros. Dois caras lavaram nosso carro, sem nossa autorização e cobraram 70 rands, mas negociamos e pagamos 20 rands. Dormimos no Panorama Chalets & Rest Camp, que é super bem localizado, bem na borda de um desfiladeiro com uma piscina de borda infinita. Lá tem chalés e local para camping, cozinha coletiva e banheira, além de um restaurante. Como em quase todos os campings que ficamos tem também uma churrasqueira para cada espaço de camping. Andando dentro da propriedade, indo até uma borda do desfiladeiro é possível ver a cachoeira a Panorama Falls. Dia 06 de abril – Saímos cedo de Graskop e pegamos a estrada R532 e depois a R534. Na R534 primeiramente fomos visitar “The Pinnacle Rock”. É cobrada entrada, uns 15 rands, e é interessante não ir apenas ao Pinnacle, mas também dar uma caminhada para ver a cachoeira de frente, tem uma trilhinha. Seguindo na mesma rodovia está o God’s Window. Ao contrário do Pinnacle, que estava vazio, o God’s Window estava lotado, havia uns ônibus de excursão lá. Lá você também paga para entrar e há um caminho para seguir andando e tendo as vistas do local. É um local bonito, com uma visão ampla. Depois de God’s Window seguimos em frente na R534 e voltamos para a R532 e seguimos para a próxima parada: Lisbon Falls. Lá você também paga para entrar. Tem uma pequena lanchonete e várias pessoas vendendo artesanato e também um mirante, de onde é possível ter uma visão bonita das cachoeiras. Do mirante é possível ver uma trilha até um pequeno mirante, se você seguir essa trilha até lá embaixo, uns 15 minutos de caminhada, estará na cachoeira! Fomos os únicos que desceram enquanto estávamos lá. E foi uma delicia! O poço é grande e bom para nadar e a visão das cachoeiras é deslumbrante J Depois das Lisbon Falls nos dirigimos à Berlin Falls. As atrações estão marcadas no waze e há também placas ao longo da estrada. Na Berlin Falls a estrutura é parecida com a Lisbon Falls: paga-se para entrar e tem um mirante para a cachoeira. Nessa cachoeira não sei se tem trilha para descer para o poço, pois não descemos nela. Perto da Berlin Falls há dois restaurantes e decidimos almoçar em um deles, o Garden Shed Restaurant. Frango no forno a lenha, bem gostoso. Pelo avançar da hora fomos direto para o Three Rondavels, que é da onde se tem a vista panorâmica do Blyde River Canyon. A entrada é permitida até as 17h, chegamos lá por volta das 16h e passamos um tempão lá, porque a vista é realmente deslumbrante. Li que é possível fazer passeio de barco no rio que corta o canyon, mas não sei como é o esquema. Deve ser um passeio bem legal. Depois de terminar o trajeto pelas atrações do Blyde River Canyon ainda tínhamos um longo caminho: 180 km até Tranquilitas Adventure Farm, que é uma hospedagem com camping e chalés em um vale em que há centenas de vias de escalada. O trajeto foi longo e pegamos estradas péssimas, um trecho da R36 estava em obras, com muitos, muitos buracos. No caminho ainda passamos no mercado para comprar comida para os próximos dias. Por volta das 9h chegamos à Tranquillitas e lá estava lotado de pessoas acampando. Dia 07 de abril – Depois do café da manhã fomos com os equipamentos de escalada procurar as vias. E são centenas! Passamos o dia em apenas um setor. Lá há vias de vários graus de dificuldade. Pra quem curte escalada é um paraíso. No final da tarde ficamos na piscina, em que há um bolder para escalada em cima da piscina, bem legal! Dia 08 de abril – Saímos cedo para descobrir como chegar à Cachoeira Emgwenya, que é uma grande cachoeira que tem na cidade e na qual há várias vias de escalada em volta dela. A cachoeira é no meio da cidade, próxima a um bairro dito perigoso. Deixamos o carro numa loja de escalada/hostel, a Roc’n Rope Adventures, e de lá fomos no carro do dono do hostel até a entrada da cachoeira. O caminho para o mirante da cachoeira é diferente do caminho para as vias de escalada, fomos apenas nas vias. No caminho até as vias passamos por dentro do túnel em que passa o trem e depois pegamos um caminhozinho que desce até onde de fato começam as vias de escaladas. E lá também há centenas de vias, espalhadas em alguns setores, com diferentes graus de dificuldade. Eu não escalo, apenas faço segurança para meu namorado. Após ele subir uma via, decidimos ir atrás da cachoeira. Há uma trilha com correntes que te leva para trás da cachoeira. É uma trilha escorregadia e você irá se molhar inteiro, mas achei muito legal! Não havia ninguém lá perto da cachoeira, há não sermos nós dois. E quando voltávamos encontramos uns caras que pareciam estar pescando. Depois de ir pra cachoeira voltamos andando para pegar o carro que estava estacionado. Voltamos à Tranquillitas Farm debaixo de uma leve chuva para tomar um banho e partir viagem. Estávamos famintos e tivemos dificuldade de encontrar um lugar para almoçar, já passava das 16h. E acabamos entrando no Fortis Hotel Malaga, que ficava na N4, no sentido oposto em que tínhamos que ir. O hotel é bem bonito, chique, e a comida é deliciosa. Foi o melhor em que comemos durante toda a viagem. Depois de almoçar lá partimos rumo à cidade de Newcastle, enquanto estávamos almoçando no hotel reservamos um hotel para passar a noite em Newcastle pelo Booking.com. A cidade ficava no caminho para o parque Drakensberg, que era nosso próximo destino. Dia 09 de abril – Nesse dia decidimos aproveitar uma cama de verdade depois de quase uma semana dormindo na nossa barraca. Aproveitamos para arrumar o carro, que estava um pequeno caos e fazer compras em um mercado da cidade. O trajeto até o parque Royal-Natal era de 210 km, tínhamos que chegar lá até as 17h para poder acampar, o que era nossa intenção. Porém não conseguimos e acabamos ficando no Hostel Amphitheatre. Recomendo muito a hospedagem lá, o lugar é grande, é bonito e tem várias facilidades: piscina, jacuzzi no meio do bar, um bar, restaurante, lugar para churrasco, uma área de camping enorme, quartos coletivos e chalés. Além de ser parada do Baz Bus e ter uma agência que organiza trilhas nos parques em volta e até em Lesoto. Ficamos mais uma vez acampados. Dia 10 de abril – Depois de um café da manhã reforçado fomos de carro para o parque Royal-Natal fazer a trilha Tugella Gorge. Pagamos a entrada e nos dirigimos de carro até o estacionamento mais próximo do início da trilha. No local onde começa o caminho há um voluntário do parque que explica um pouco do caminho e pega seus dados e faz umas perguntas sobre seus equipamentos (quantidade de água que se esta levando, agasalhos que se esta levando, lanterna, comida, etc). Na volta deve-se assinar no formulário assegurando que já voltou da caminhada. A caminhada é leve, sem grandes subidas, percorrendo em volta do desfiladeiro. Em um determinado momento a trilha percorre por dentro do desfiladeiro e devem-se subir umas escadas de madeira para ir até um ponto em que se vê a Tugella Falls meio de frente. Essa cachoeira é a segunda maior do mundo. Infelizmente o dia estava muito nublado e não conseguimos vê-la de perto, apenas quando estávamos longe. Ainda assim valeu muito a pena a caminhada. O lugar é muito bonito e diferente do que temos no Brasil. E vale a visita para ter a visão do anfiteatro, que é como se chama a forma em que as montanhas estão no parque, e também para ver os macacos que estão aos montes lá. Depois da trilha voltamos ao camping para descansar e nos preparar para o dia seguinte. Ainda tentamos fazer um churrasco ao estilo sul-africano, mas tivemos algumas dificuldades, hehe. Dia 11 de abril - Saímos do camping às 4h para um dos momentos mais aguardados por mim da viagem: a trilha para a parte de cima da Tugella Falls. O lugar de início da trilha é bem longe do Amphiteatre Backpackers e a estrada é péssima, mesmo. É possível ir de excursão até lá, com guia para acompanhar durante a trilha. É indicado pra quem não tem uma boa experiência em trilha, por que a trilha é bem marcada no início, mas tem pontos ruins, principalmente quando se chega ao topo. Chegamos ao local onde começa a trilha por volta das 7h e o tempo estava horrível. Chovendo e com uma neblina medonha. O lugar é abandonado, tem uma construção não terminada e uns barraquinhos de madeira, que achávamos que estavam abandonados. Depois de um tempo apareceu um senhor perguntando se íamos fazer a trilha e dizendo pra esperarmos até umas 8h que o tempo iria abrir. Esperamos até as 9h e nada do tempo melhorar e depois de muita indecisão resolvemos fazer a trilha, com a esperança de termos uma boa visão ao final da trilha. E isso não ocorreu. Demoramos cerca de 2 horas pra chegar a parte de cima da cachoeira e não vimos absolutamente nada, só nuvens. O caminho é perrengue com uma subida bem íngreme com pedras soltas e água escorrendo pelo caminho. Há uma alternativa pra subir via umas escadas de ferro, mas havia placas em que estava escrito que as escadas estavam fechadas. Por volta das 14h30 estávamos de volta no carro e ainda sob uma chuva fina fomos embora. Quando chegamos à cidade mais próxima o dia estava lindíssimo, mas era possível ver que nas montanhas havia muitas nuvens. Na estrada conseguimos ver algumas montanhas do parque Golden Gate Highlands que ficava no caminho. Voltamos para o hostel e fomos descansar da caminhada na jacuzzi do hostel. Dia 12 de abril – Acordamos tarde depois do desgastante dia anterior e aproveitamos a manhã para secar as roupas que estavam molhadas da trilha e também organizar o carro. Resolvemos então ir para outro parque na região, lá há vários parques, com muitas opções de trilhas pra fazer! Depois de pesquisar um pouco nos mapas que tínhamos pegado no parque Royal-Natal e também de pesquisar na internet decidimos ir ao Monks Cowl. Antes passamos na cidade de Winterton para almoçar e passar no mercado. Hospedamos-nos no Inkosana Lodge, que fica na rodovia R600, caminho para o parque. Ficamos acampados, mas o local tem quartos coletivos e chalés também. Fomos ao parque para verificar o preço do acampamento, mas era o mesmo que no Inkosana, porém sem energia elétrica. Dia 13 de abril – Fomos cedo ao parque para fazer a trilha chamada Blindman’s Corner. É uma trilha de tamanho médio e que dá uma visão panorâmica das montanhas, é realmente muito bonito. No parque há trilhas menores que levam há algumas cachoeiras, mas não tivemos tempo de fazê-las. Depois da trilha voltamos ao Lodge para cozinhar e descansar. Dia 14 de abril – Saímos meio sem rumo esse dia, as previsões para aquela área eram de chuva e queríamos fugir disso. Então resolvemos partir rumo ao litoral. Desviamos nosso caminho para passar em outro núcleo do parque, o Injisuthi. A estrada chegando ao parque era horrível e como o tempo estava bem feio não chegamos até o estacionamento do parque, paramos num rio no caminho e ficamos um tempo lá. Alguns moradores estavam pescando no rio. Seguimos viagem rumo à Underberg, na parte sul do parque. Paramos em uma cidade no meio do caminho para almoçar e depois seguimos viagem, chegamos a Underberg no final da tarde, sob chuva. Dormimos no The Shed, que tem camping e também chalés. Dia 15 de abril – Depois do café da manhã pegamos o carro e fomos rumo Coffee Bay. O caminho é longo, 383 km, e a estrada é boa até chegar em Mthata. Depois daí o caminho é através de uma estrada com muitos buracos e muitos animais no caminho. Por volta das 16h chegamos a Coffee Bay e almoçamos no Sugarloaf Backpackers, que fica na entrada da cidade. O local é um hostel com restaurante e alguns espaços para acampar, mas já não havia mais espaço para barracas. Então fomos andar pelos acampamentos da cidade e decidimos ficar no Friends Wild Coast, que era mais vazio que os outros. Éramos de fato os únicos lá. No lugar também funciona um restaurante/pizzaria. Dia 16 de abril – Saímos cedo para ir até o Hole in the Wall, que é a principal atração do lugar. É possível chegar lá de carro, mas decidimos ir a pé. Não sei como é a condição da estrada. O caminho não é difícil, mas é longo, 18 km no total, ida e volta. Mas vale muito a caminhada, o caminho é muito bonito, margeando o mar o tempo todo. Chegamos ao camping no final da tarde. Coffee Bay é bem pequeno, não tem mercado ou muitos restaurantes. É um lugar simples e bem bonito. Com muitas vacas na praia. Dia 17 de abril - Queríamos ir a Mapuzi nesse dia, mas não encontramos o caminho no wikiloc ou explicação na internet. Por sorte um funcionário do camping nos acompanhou até lá. E foi um passeio bem legal, ele foi contanto sobre as impressões dele do próprio país e tal e nos mostrando o lugar. Mapuzi é um rio que desemboca na praia e há alguns pontos para se pular no rio, é uma caminhada de cerca de uma hora e perto há uma praia praticamente deserta. Ao lado dessa praia há uma caverna em que o Mandela ficou escondido quando estava sendo perseguido antes de ser preso. Chegamos ao camping por volta das 14h e já partimos de carro rumo ao nosso próximo destino Kenton-on-sea, 445 km de distância. Chegamos lá apenas às 21h e nos hospedamos em um lugar chamado Stanley Cottage. Encontramos esse lugar procurando na internet e foi um achado, pagamos cerca de 20 reais para dormir num mini chalé, foi ótimo por que estávamos cansados da longa jornada de carro. Dia 18 de abril – Em Kenton-on-sea acontece uma coisa legal, quando a maré fica bem baixa é possível ver várias formações rochosas na praia, e há algumas realmente grandes e interessantes. A algumas dunas também e as crianças ficam descendo de ski-bunda. Andamos pelas dunas e encontramos uma praia meio escondida, que não sei o nome. Ficamos lá um tempo, mergulhando naquela água congelante e de repente entrou um nevoeiro fortíssimo, não era possível ver mais nada. Essa era nossa deixa para voltar ao carro e procurar onde almoçar. Almoçamos na cidade e já partimos para Stormriver. No caminho paramos em Porto Elizabeth para trocar dólares por rands e também paramos em Jeffreys Bay para ver o pôr-do-sol, passar no mercado e jantar. No caminho para Stormriver enfrentamos uma chuva bem forte o que nos fez decidir por ficar num quarto coletivo no hostel Dijembe. Dia 19 de abril - O hostel era bem cheio e meio caótico, com um bar e uma cozinha em que podíamos fazer panquecas à vontade no café da manhã. Depois do café da manhã nos dirigimos até o Parque Tsitsikama e demos carona para um casal canadense que também ia ao parque. Cerca de 50 reais por pessoa é cobrado para entrar no parque. Fizemos primeiro a trilha para as pontes suspensas, uma trilha curta e fácil e bem bonita. Ótima para fotos. Ao terminar a trilha almoçamos no restaurante que há no parque e depois seguimos para a trilha da cachoeira. Acredito que teria sido melhor inverter a ordem das trilhas, já que acredito que durante a manhã a cachoeira é iluminada pelo sol. Essa caminhada é mais longa (não as 4 horas que o folheto do parque diz) e o caminho é muitas vezes por cima de umas pedras enormes. A visão de toda a trilha também é muito bonita. Como não havíamos gostado do hostel em que estávamos, decidimos acampar essa noite no parque. Fomos à entrada principal e pagamos o valor para acampar. O bom de acampar lá é que no dia seguinte não precisávamos pagar de novo para entrar no parque. Dia 20 de abril – Dia de fazer kayaking e também de lavar as roupas! Como na maioria dos parques em que fomos na África do Sul havia uma lavanderia próximo ao camping. Pagamos cerca de 5 reais para usar a máquina de lavar e mais 5 reais para usar a secadora. Fizemos isso enquanto tomávamos café da manhã e desarmávamos nossa barraca. Depois nos dirigimos até o local da onde saem o pessoal para fazer kayaking. Há apenas uma empresa que tem esse passeio e é possível agendar pela internet ou pagar lá na hora, e foi isso que fizemos. O passeio todo dura umas 2 horas e foi muito legal. De kayak fomos por dentro do canyon, o lugar é muito bonito. O passeio normalmente sai perto do mar, mas como o mar estava bravo tivemos que fazer uma parte andando. Depois do kayaking fomos novamente almoçar no restaurante do parque. Depois do almoço partimos rumo a Ponte Bloukrans, que é de onde se pula de bungee jumping. Depois de muito pensar meu namorado decidiu pular, eu já sabia que não pularia nem que me pagassem, hehe! A ponte é muito bonita e acho que vale uma parada só para ver a ponte sobre o vale. Depois do pulo de bungee jumping, continuamos nossa viagem com destino a Plettenberg Bay, que fica a cerca de 40 km de distancia. Lá ficamos hospedados no hostel Albergo, mais uma vez acampados. E comemos uma ótima pizza num lugar chamado Plett Market on Main, que é tipo uma praça de alimentações com alguns restaurantes. Dia 21 de abril – Quando estávamos saindo do hostel conhecemos um argentino que morava em São Paulo e ele nos acompanhou para fazer os passeios do dia. Primeiro fomos ao centro de reabilitação de felinos Tenikwa. Fomos acompanhados de um guia, que explicava várias coisas sobre os felinos que víamos, era muito interessante e o funcionário parecia muito apaixonado pela causa. Os animais ficam em espaços grandes com grades que nos separam deles, o passeio durou quase 2 horas. Depois fomos ao Robberg Nature Reserve, que é um reserva em que há algumas trilhas para fazer em volta do lugar, que é uma península. Fizemos a maior trilha, que percorre todo o lugar e foi deslumbrante. Vimos muitas focas, praias lindíssimas e um visual incrível do pôr-do-sol. Quando terminamos a trilha o sol estava se pondo, estava um visual lindíssimo e o estacionamento estava cheio de famílias curtindo o visual enquanto tomavam vinho e comiam. Depois da trilha seguimos para Knysna onde dormimos num local perto da praia Buffels Bay, mas não encontrei o nome do lugar. Era um lugar simples no qual acampamos, lá tinha um restaurante e também chalés. Dia 22 de abril – De manhã fomos conhecer a cidade de Knysna, que é muito bonita. Fomos de carro até um Mirante, East Head View Point, e de lá é possível ter uma visão geral da cidade, que é muito bonita. Há vários bancos nesse mirante em que é possível passar um tempão só admirando a vista, e há placas falando que de lá é possível avistar baleias na época certa. Depois seguimos de carro rumo a Hermanus, 420 km de distancia. Paramos em Wilderness para almoçar num restaurante a beira da praia. E chegamos a Hermanus por volta das 20h e nos hospedamos no Onrus Caravan Park. O local é um estacionamento para motor homes e não tinha cozinha, mas foi o suficiente para a noite. Dia 23 de abril - Hermanus parece ser um bom lugar para avistar baleias na época certa. Fora isso é uma cidade a beira mar com muito vento. Há uma caminhada chamada Hermanus Cliff Path, que beira o mar, percorremos um pedaço dela. Almoçamos num restaurante do centro e continuamos nossa viagem rumo a Stellenbosch, que está a 90 km de distância. Chegamos a Stellenbosch embaixo de chuva e acampamos no Hostel Stumble Inn. Aproveitamos o final do dia para andar um pouco pela cidade e fazer compras no mercado. Dia 24 de abril – Dia de conhecer vinícolas! Pegamos um mapa no hostel e pedimos algumas indicações ao funcionário. Primeiramente fomos à vinícola Tokara, que é muito bonita e moderna. Gostamos do vinho, mas não muito do atendimento, que foi muito impessoal. Pagamos apenas uma degustação e dividimos as taças, fizemos isso em todas as vinícolas que fomos. Em seguida fomos à vinícola Thelema e fomos super bem atendidos. A visão das montanhas que se tem do bar é muito bonita e os vinhos são bem gostosos. Almoçamos no restaurante da vinícola Le Pommier, mas não fizemos degustação lá. O almoço estava gostoso. Descansamos um pouco lá e depois fomos degustar na vinícola Camberley. Lá foi ok, mas nada demais. Depois fomos até a cidade de Pniel visitar a vinícola Boschendal, que é lindíssima. Fica numa grande fazenda, com um jardim lindo e uma visão privilegiada das montanhas. Fizemos degustação de vinhos especiais, com direito a champagne. Fechamos o dia com chave de ouro! Dia 25 de abril - A cidade de Stellenbosch é rodeada de montanhas e como bons trilheiros que somos pesquisamos como subir em alguma daquelas montanhas e aí encontramos na internet informação sobre a Reserva Natural Jonkershoek. Fomos de carro até lá, a reserva está a uns 25 min da cidade seguindo uma rodovia que termina na entrada do parque. Lemos algumas coisas sobre o parque estar um pouco abandonado e perigoso, felizmente não presenciamos nada. Pagamos a entrada e nos entregaram um mapa, a moça da portaria nos explicou sobre as trilhas disponíveis e o tempo que demandariam. Como o dia estava feio, com cara de chuva, decidimos fazer uma trilha que vai a uma cachoeira. Essa trilha é bem rápida, uns 20 minutos, e a cachoeira é pequena. Com a esperança de um tempo melhor decidimos continuar a trilha, fazendo o começo inverso de uma trilha grande que havia lá. Essa trilha ia até o fundo do vale e depois subia. Passamos por uma cachoeira maior que a primeira e depois continuamos o mais pra cima que conseguimos. Subimos por umas pedras e chegamos a um cume. O maior vento da vida, hehe! Mas a visão era muito legal e o tempo abriu um pouco pra gente, além de ser um ótimo lugar para ver flores, há muitas e são bem diferentes. Acredito que dava até pra ver a Cidade do Cabo do ponto em que estávamos. Depois de sairmos do parque sob uma fina chuva decidimos ir atrás de algo para comer. Decidimos ir até Franschhoek para jantar e conhecer um pouco a cidade. Quando chegamos na cidade a chuva estava muito forte e acabamos indo num pub, Franschhoek Station Pub and Grill. O lugar estava bem cheio e as pessoas estavam assistindo uma partida de críquete. Comemos algumas porções e experimentamos umas cervejas. Depois voltamos para o hostel para descansar do dia cansativo. Dia 26 de abril – A chuva não parou durante toda a madrugada e acabamos demorando pra desmontar nossa barraca, pois estávamos esperando que ela parasse. Esse era nosso último dia com o carro alugado, tínhamos marcado de devolvê-lo na Cidade do Cabo no final da tarde. Fizemos umas contas e decidimos que valia a pena ficar até o final da viagem com o carro. Fomos numa loja Hertz ali mesmo em Stellenbosch e fizemos todo o trâmite. Depois seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo, nossa última parada. A Cidade do Cabo está a menos de 60 km de Stellenbosch, mas decidimos fazer uma serie de paradas e desvios no caminho. A primeira foi na praia de Muizenberg, aquela das casas coloridas. Depois fomos ao Museu Naval da África do Sul, que é gratuito e fica no meio do caminho. Foi uma parada interessante. Em seguida fomos a praia Boulders, a dos pingüins. Primeiro fomos a uma praia gratuita em que havia alguns pingüins e depois nos dirigimos à praia que é paga e que faz parte do parque. Achei uma experiência incrível! São tantos pingüins, tem algumas placas com informações sobre eles, interessante lê-las. Depois fomos direto ao Cabo da Boa Esperança, que é um parque e cobra entrada. O parque é muito grande e além do Cabo em si, há outros lugares para conhecer, como praias e trilhas. Infelizmente não sabíamos disso antes de ir, se soubéssemos teríamos dedicado mais tempo às trilhas do parque. Fomos direto ao farol do Cabo da boa esperança, o subimos a pé e aproveitamos pra andar um pouco lá por cima. Há vista é muito bonita, há uma praia próxima que dá pra observar. Essa parte dá pra subir de teleférico também. Ao sair dessa parte do farol fomos de carro até o Cabo da Boa esperança propriamente dito. Lá há uma placa em madeira em que todos tiram fotos e há caminho sobre as pedras em que é possível andar e ter uma visão mais ampla do local. O dia já estava acabando e não havia tantas pessoas. No caminho para sair do parque encontramos vários avestruzes! Ficamos um bom tempo observando-os e tentando tirar fotos. Na Cidade do Cabo ficamos hospedados num Airbnb, nossa primeira experiência nesse tipo de hospedagem. E ocorreu tudo muito bem! Jantamos numa pizzaria perto da casa em que estávamos hospedados. Dia 27 de abril – Depois do café aproveitamos o sol e fomos limpar nossa barraca e colocá-la para secar. Nossas coisas ainda estavam úmidas da chuva de Stellenbosch. Depois fomos de carro conhecer a estrada Chapmans Peak, infelizmente o tempo estava muito fechado quando chegamos lá. O tempo na Cidade do Cabo é instável, e as proximidades da Table Mountain facilmente ficam envoltas em nuvem. Percorremos a estrada inteira e paramos pra almoçar num restaurante no final. Enquanto almoçávamos o tempo foi abrindo e decidimos percorrer a estrada novamente. Paga-se um pedágio para percorrer a estrada inteira, e o pagamos duas vezes. Mas valeu a pena, na segunda tentativa o tempo estava bem aberto e lindíssimo. Resolvemos ir conhecer o Waterfront e sinceramente, não achei nada demais. É um complexo de lojas e restaurantes a beira-mar, com uma roda gigante e a Table Mountain ao fundo. O tempo estava muito feio, com garoa de vez em quando. Fomos a um bar fazer degustação de cerveja e não gostamos também. Decidimos então voltar para casa e cozinhar nossa janta. Dia 28 de abril – Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Camps Bay e Clifton. Fomos apenas a Camps Bay, porque achamos que já era bonito o suficiente, hehe. Ficamos um tempão andando e fotografando a praia e as montanhas. Venta demais lá e estava muito frio, então não deu pra entrar no mar. Depois fomos novamente ao Waterfront porque queríamos ir ao Aquário da cidade, o Two Oceans. Almoçamos numa espécie de praça de alimentações que havia no Waterfront, o V&A Food Market. E depois já fomos direto ao Aquário. E adoramos! Muitos peixes e animais marinhos diferentes, num ambiente não muito grande, mas bem organizado. Achei a experiência bem válida. Em seguida fomos à Lion’s Head para ver o sol se por. Deixamos o carro estacionado próximo ao começo da trilha e em pouco mais de uma hora já estávamos no topo. Encontramos um lugar muito agradável para ver o sol se por, com uma visão bem legal da praia Camps Bay. Conforme ia se aproximando o momento do pôr-do-sol, mais foi ficando cheio lá em cima. A visão é espetacular! Importante levar lanterna para a volta da trilha. Dia 29 de abril – De manhã fomos ao mercado comprar coisas para cozinharmos a noite, pois sabíamos que voltaríamos tarde e o mercado (assim como quase tudo) fechado cedo na África do Sul. Depois fomos ao centro da Cidade do Cabo para comprar algumas lembrancinhas, com preços melhores do que os encontrados no Waterfront. A dona da casa em que estávamos nos indicou ir ao Greenmarket (entre as ruas Longmarket e Shortmarket). É uma praça com varias barraquinhas de vendedores, há muita oferta de pinturas, arte em madeira, roupas, etc. É um local para pechinchar e andar bastante. Não é muito grande, mas gostei das compras que fizemos. Arrependi-me de não ter comprado mais coisas de madeira L Almoçamos em um fast food ali próximo e depois fomos a Table Mountain. Nossa intenção era subi-la pela trilha India Venster, que é a trilha mais exposta e uma das mais demoradas. Apesar de estarmos com wikiloc nos perdemos um pouco no começo, mas a dica é: essa trilha é bem íngreme, então se o caminho estiver reto está errado. Gostei muito da trilha e das vistas que se tem pelo caminho. Mas não é recomendável ir sozinho ou caso não tenha hábito de fazer caminhadas, porque ela é mais exposta e tem um nível de dificuldade médio. Há trilhas mais fáceis para se chegar lá em cima. Demoramos um pouco mais de 2 horas para fazer todo o percurso e chegamos ao topo no maior vendaval. Faz muito frio lá em cima, congelante. Abrigamos-nos do vento frio no café que há em cima do teleférico. Nesse café há uma varandinha mais abrigada do vento e de lá acompanhamos o por do sol. Assim que ele se pôs já começamos a nossa volta via Platteklip Gorge, que é uma trilha mais fácil. No caminho para o começo da descida ainda vimos a lua lindamente nascer cheia! No caminho de volta encontramos um grupo de 3 pessoas que estavam tendo dificuldades para descer: uma menina estava machucada e eles não tinham nem água e nem lanterna. Acompanhamos o grupo ajudando como podíamos, dando nossa água e uma lanterna. Mas como eles estavam indo muito devagar resolvemos continuar descendo no nosso ritmo, depois de um tempo. Ao chegarmos em casa fizemos nossa janta e descansamos. Dia 30 de abril – Dia de ir embora da África do Sul. Limpamos o carro de manhã, fomos ao mercado comprar algumas bebidas que queríamos trazer, almoçar e devolver o carro no aeroporto. O vôo de volta foi pela TAAG também e foi tranqüilo! Espero que o relato ajude a quem está indo visitar a África do Sul. Estou disponível para qualquer dúvida
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