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Eu e meu namorado queríamos algo diferente no ano novo, eu doida para viajar. Até que surgiu uma promoção SP - Paris R$2.500,00, tudo bem que não é a passagem mais barata porém era réveillon. Tinha escala no México, e precisei comprar passagem de NVT para SP. 

Dia 1: 25/12 - Embarcamos NVT para Guarulhos, passamos o dia todo lá no aeroporto e o primeiro perrengue: descobri que havia esquecido minha carteira, sorte q passaporte e dinheiro estavam na soleira comigo. Pensei em emergência usar o cartão do meu namorado. Nosso voo foi pela Aeroméxico noturno.

Dia 2: 26/12 - Chegamos bem cedinho na Cidade do México, imigração foi tranquila e tivemos nosso primeiro carimbo no passaporte. Tínhamos 16h de escala, sendo assim alugamos um carro e fomos até as piramides de Teotihuacan, fica 1h de distância, paramos num posto e tomamos café da manhã. Alugamos o carro por ser mais em conta que excursão. Não queríamos depender de ônibus e Uber pois ficamos com medo de perder o voo. E foi super tranquilo dirigir por lá, havia lido relatos que era confuso. Voltamos perto das 14:00h, queria comer uma comida tipica e não achei nada na estrada principal e acabamos indo pro aeroporto mesmo. Embarcamos cansados para Paris. No voo servem tequila, vodka e foi um jantar muito delicioso de carne com batata. 

 

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Dia 3: 27/12 - dia dos Perrengues: Finalmente em Paris chegamos pelo Charles de Gaulle, imigração mega tranquila. Mas ai começou o segundo perrengue. Fomos pegar o trem porém estava tendo a greve, até então os trens funcionavam, mas para nossa surpresa desespero não estavam mais. Buscamos informações no free wifi do aeroporto e compramos tickets de ônibus Roissybus, sua parada final era na Ópera. Pensamos que seria mais barato pegar um uber/táxi de lá. Fila estava imensa do ônibus, depois de 1h na fila percebemos que esquecemos uma mala de mão na parte das esteiras. Até tentei ir lá recuperar mas seria impossível pois meu namorado não colocou identificação na mala COLOQUEM ATÈ NA DE MÂO, as minhas estavam todas etiquetadas. (minha prancha estava na mala fiquei chateada pra caramba e cabelo aos ventos em quase toda viagem). 

Chegamos na Ópera, cansados 2 malas grandes, 1 de mão sem rodinha, mochila e mais minha bolsa imensa e pesada. Subimos na galeria Lafayette (do outro lado da rua) com todas as malas, vimos lá de longe a torre. Aproveitando a galeria quentinha olhamos no maps e parecia ser perto o hotel. Engano nosso, com malas não foi nada fácil. Já estava escuro, era quase umas 19h. Eu estava cansada e com fome. Parei na primeira banquinha de comida e peguei um kebab fritas e refri. Pedi um uber até o hotel pois não aguentava mais. Hotel simples e pequeno conforme o site, sem surpresas. Ficava no Belle Ville, bairro chinês tudo em volta era chinês, até um mercado. Andamos um pouco encontramos um carrefour, pegamos uns lanches e bebida. Colocamos as bebidas do lado de fora da janela para resfriar.

 

 

Dia 4: 28/12 (Sábado) - Acordamos cedinho, amanhecia umas 8:30h e escure umas 16:30h então queríamos aproveitar. Iriamos alugar as bikes Velib, já que metro estava em greve, aluguel de 24h custava 1,70€ e usava free por 30min, depois disso é cobrado por tempo. Ficamos mais de 1h tentando e não deu certo. Foram 300-élysées felizes. Na volta pro hotel, passamos pela feirinha natalina novamente e encaramos um brinquedo, mega radical 10€ cada um, mas super valeu a pena era algo que eu nunca tinha visto, e olha que eu já fui em vários parques. Retornamos ao hotel mortos.

 

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Dia 5: 29/12 - Acordamos cedo e pegamos a Velib antes que expirasse as nossas 24h, fomos até a catedral de Notre Dame, ela estava em reforma fizemos nossas fotos. O dia colaborou, estava sem nenhuma nuvem, céu bem azul. Fomos caminhando até o Pantheon, 1km bem pertinho embora fosse um morrinho acima. Logo depois fomos ao Jardim de Luxemburgo, caminhada rápida também de uns 15min. Lá tem umas cadeirinhas onde as familias sentam, as crianças ficam brincando. Bem agradável, aproveitamos o solzinho e ficamos ali sentados também pensando como iriamos para a torre, pois de lá sairia nosso mini cruzeiro. Encontramos um ponto de ônibus, na qual tem certinho os ônibus. Esperamos congelado e pegamos o nosso super lotado ônibus, como não tínhamos ticket fui pagar ao motorista, ele não cobrou, não sei se é por conta da greve. Fomos a ponte de bir-hakeim, onde em baixo dela da para fazer muitas fotos legais. e logo ali próximo tinha o pier onde saem vários cruzeiro. Eu comprei no Groupon e acompanhava crepe + refri. (já foi nosso almoço), tem um mini bar a bordo. Passa por vários pontos e tem um guia. Desembarcamos e mais uma vez nós na torre. Pegamos mais espumante e apreciamos o fim de tarde lá. E acabei caindo em um truque "onde esta a bolinha" lá perdi 200€ pronto, acabou minha viagem. Como fui estupida. Mas bola pra frente. Fomos ao hotel, comemos coisinhas do super mesmo.

Dia 6: 30/12 - inicio da ROAD TRIP:  Iriamos pegar o carro no aeroporto, precisávamos ir até lá segunda-feira horário de pico. Logo chamei um táxi 50€. Uber estava 95€ Devido a demanda sem metro/trem acredito q por isso estava muito alto. Carro havia sido locado e pago pela Budget - PÉSSIMA FINAL EXPLICO O PQ - Planejávamos sair cedo e chegar em Bruxelas pro almoço e turistar. Precisávamos passar 1300€ de caução, e o cartão não passou. Lembra que já ficou 600€ de caução da velib, pois então não havia sido estornado ainda. Depois de horas de negociação, tiramos o seguro deles, nosso cartão já incluia seguro, (no Brasil era de madrugada, estávamos tentando ligar para aumentarem o limite, conseguimos e passou 900€. E pé na estrada.

 

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Como nosso itinerário estava atrasado devido essa locação, chegamos la já era escuro demos uma passadinha no Atomium e fomos pro Delirium Café. Segunda-feira estava socado, é muito divertido. Isso que eu não gosto de cerveja, então comprava nas liquors e bebia na rua. Comemos as famosas batatinhas fritas. São divinas. Fomos pro hotel Campanile, muito bom.

Dia: 31/12 - Mais uma vez cedinho acordamos e fomos rapidinho nos pontos principais da cidade, pois iriamos pegar estrada até Amsterdã. Nosso hotel era na cidade vizinha,  pois estava muito caro para o ano novo. Paramos no hotel Bastion Hotel Schiphol Hoofddrop, outro hotel maravilhoso. Aquela parada básica no mercado, abastecendo as nossas bebidas para o ano novo, iriamos passar na praça Museumplein. Em Amsterdã não se pode beber na rua, então coloquei a vodka numa garrafa de água e lá fomos nós, paramos relativamente perto, na rua mesmo. Ficamos no ring de patinação era super cedo ainda, bebemos, comemos nossos petiscos. Conhecemos uns brasileiros, q ficaram conosco o resto da noite. Queima de fogos, quase não dava de ver pois tinha muita neblina. Meia noite estouramos champagne e logo fomos embora - (Para usar o banheiro se pagava 1,5euros)

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    • Por Ana Caroline Cunha
      Olá! Como vocês estão?!
      No final de 2018 eu estava morando no Reino Unido, mais especificamente em Londres. Em Outubro eu e meu ex namorado começamos a procurar algo para fazer nas férias dele. Foram várias análises, possibilidades, roteiros, até que concordamos em ir para a Escócia com um casal de amigos dele. Organizamos a viagem mais ou menos uma semana antes de ir e foi um estilo novo e diferente de tudo que eu já tinha feito: iríamos passar uma semana dormindo em uma campervan.
      Vou compartilhar com vocês todos os detalhes dessa viagem que foi a maravilhosa troca que acontece entre culturas, já que meus parceiros desses dias eram todos Australianos e para eles tudo era muito normal. Já eu, fui inserida em um ambiente completamente novo.
      Algumas informações gerais:
      Viagem realizada em outubro de 2018 A nossa saída foi de Londres Passamos 7 dias Não gastamos com hospedagem, nós 4 dormimos em uma campervan, que eu já contei aqui nesse post como foi a experiência Vou colocar os valores em Libra gastados em 2018, com a variação cambial é muito difícil converter para real (principalmente agora, com esse vírus solto por aí e dificultando a vida de quem ganha em real kkkkk). Na época, eu lembro que fiz o cálculo e o resultado foi cerca de R$ 1.500,00!!!! Eu estava muito resistente a essa viagem por vários motivos, mas ao final foi uma das experiências mais legais que eu tive e abri muito minha mente
      Vamos ao meu relato dos dias na Escócia?
      Eu saí de Londres em um ônibus noturno até Edimburgo, custou 37,70 libras ida e volta. Fomos com a empresa National Express, é cansativo passar a noite no ônibus, quase não dormi mas é a forma mais barata de transporte. Nossos amigos foram de trem, a viagem é de 4h e muito mais cara.
      Chegamos em Edimburgo cedo e os outros só chegavam meio dia, então tínhamos a manhã livre para turistar até encontrá-los e ir buscar a campervan.
      Essa foi a primeira vez que cheguei em um lugar sem absolutamente nada definido, foi bem engraçado. Já peguei um desses mini guias que estava distribuído na rodoviária.
      DIA 01 - EDIMBURGO E ST. ANDREWS
      Como chegamos de manhã cedo, fomos logo procurar um lugar para tomar café da manhã. Se tem algo que eu amo no Reino Unido, são os cafés da manhã estilo inglês/europeu. Achamos um lugar bem recomendado pelo aplicativo Yelp e depois de encher a barriga, saímos andando por Edimburgo.
      Eu simplesmente AMEI essa cidade. É uma capital com todas as características esperadas de um país antigo, mas muito mais aconchegante sabe? Não é aquela loucura de cidade grande como Londres. Conseguimos fazer tudo a pé, carregando as mochilas nas costas haha




      Fomos andando por vários monumentos até chegar ao castelo. Não entramos porque custava mais de 17 libras e não podia entrar com mochilas grandes, fica para a próxima. Era bem grande e parecia ser interessante.
      Uma segunda coisa que descobri para visitar em Edimburgo, eram referências de Harry Potter. Dei um Google e descobri que estávamos perto de várias! Tem o cemitério que deu nome a alguns personagens da série como Tom Riddle, duas cafeterias que dizem que J.K. Rowling escreveu os livros, entre outros. Com tempo na cidade, tem os "free walking tour" direcionados a esses pontos. Essas são promovidas a pé, por guias locais, de forma gratuita, mas que ao final espera-se uma gorjeta ao guia de acordo com o trabalho realizado.



       
      Com o fim da manhã, encontramos nossos amigos e pegamos a Campervan. Paramos no mercado para fazer as compras e seguimos para St. Andrews. Essa é uma cidade costeira que é referência em golfe e tem a famosa universidade em que o príncipe William e Kate se conheceram. Andamos um pouco por lá pela universidade, pelo castelo que tinha acabado de fechar e seguimos até o pier.


      Como o dia já estava praticamente no fim, seguimos dirigindo até Perth. Chegamos a noite, encontramos um estacionamento público apropriado para passar a noite e jantamos pizza.
      Acabamos não vendo nada em Perth, infelizmente porque parece ser uma cidade bem fofa! Apenas dormimos porque estávamos todos exaustos.
      DIA 02 - ROADTRIP ESCÓCIA
      Esse foi o dia que começamos a fazer trilhas pelas Escócia.
      Acordamos, tomamos café e seguimos para Dunkeld, mais especificamente uma trilha chamada The Hermitage. No outono, as folhas caídas e o cenário alaranjado me impressionou. Essa é uma trilha curta, cerca de 30 minutos e muito fácil, mas por paisagens lindas. Uma caminhada tranquila, que fizemos até com chuva durante o trajeto mas recomendo a parada.


      Não muito longe, seguimos para a segunda parada do trajeto, chamada Faskally Forest. Essa é uma que não recomendo tanto. É para ser uma floresta encantada, então a noite e com crianças deve ser bem divertido pois tem um show com luzes e música.
      Fizemos mais uma caminhada circular e seguimos para Inverness. Gostaria muito de ter passado uma noite nessa cidade, ela é um pouco maior e é uma delícia! Entramos apenas na igreja St. Andrews, porque nosso objetivo era visitar o Lago Ness nesse dia também. Vale citar que caso não esteja planejando um roteiro como esse de campervan, Inverness é a cidade mais perto do monstro do Lago Ness hahaha


      Seguindo nosso caminho, cometemos um grande erro. O Loch Ness é um lago enorme, com mais de 30 km de distância. Quando já estávamos no meio dele, percebemos que pegamos a estrada errada! É possível ir pelos dois lados e em um deles é possível pegar um passeio de barco, visitar o Castelo Urquhart, entre outras atrações turísticas. Mas no lado que estávamos, não tinha nem espaço para parar!
      Quando percebemos o erro, iríamos perder muito tempo para voltar todo o caminho, então continuamos até encontrar algum lugar para parar e pelo menos chegar um pouco mais perto do Lago:


      Decepcionados e com o fim do dia, seguimos mais um pouco até encontrar o Eilean Donan Castle. É muito bonito e demos a sorte do sol estar se pondo, criando um clima bem gostoso e compensando um pouco o que perdemos na parada anterior. Não entramos no castelo, até porque tinha acabado de fechar, mas essa é uma opção também.
       
      
      Chegou a hora de seguir até encontrar um lugar para dormir e foi a noite que paramos ao lado da rodovia, em frente a um cemitério hahaha. Cozinhamos nossa janta embaixo de chuva e vento, dormimos cedo.

      DIA 03 - ISLE OF SKYE
      No terceiro dia, entramos oficialmente na Isle of Skye. Começamos parando na Sligachan Old Bridge, que foi uma sugestão minha. Estava chovendo, então paramos rapidinho só para umas fotos. É bem bonito ao redor, se não tivesse chovendo daria uma caminhada mais longa.

      Continuamos até Old Man Storr, a primeira trilha maior do roteiro. Foram 2h, cerca de 4.5 km e a grande dificuldade do percurso foi a chuva, vento e frio, mas a vista compensou do mesmo jeito. A trilha é muito bem demarcada e aberta, não tem como se perder e não tem segredo. Só seguir o caminho!

      Lembrando que o casaco GG impermeável foi um patrocinio do meu ex namorado hahahaha



      Quando terminamos a trilha, fomos até Kilt Rock and Mealt Falls Viewpoint, que é uma cachoeira caindo no mar e o vento quase me deixou sem celular! Hahaha. O estacionamento é super perto desse mirante, então não tem segredo! Fácil acesso, com uma paisagem incrível. Além disso, tem umas pegadas de dinossauro que foram encontradas por lá e estão sinalizadas


      A segunda trilha do dia foi a chamada Quiraing. Como já estava mais tarde, o vento estava ainda mais intenso. Novamente parecia que eu ia ser carregada e em vários lugares tivemos que ser bem cautelosos. O total é 6.8km, mas a gente não fez tudo porque as condições climáticas não estavam boas, andamos por cerca de 2h novamente. Se tivéssemos chegado um pouco mais tarde, provavelmente nem seguiríamos o percurso, o vento estava MUITO forte.

      Novamente, a paisagem compensou todo o esforço. Foi um dos dias mais pesados para mim que não era acostumada com trilhas e grandes caminhadas, que foram dificultadas pela força do vento. Mas fiquei muito feliz e orgulhosa de ter completado o roteiro e sentido a imensidão da natureza por lá.
      No fim do dia, após todas essas andanças, chuva, vento, tudo que precisávamos era um banho quentinho! Fomos até o Arainn Fhinn, The Fingal Centre e pagamos para tomar um banho. É tipo uma academia com piscinas, então é tranquilo utilizar o banheiro, com o pagamento de uma taxa pequena.
      Estacionamos e dormimos por lá.
      A CONTINUAÇÃO ESTÁ NO MEU SITE QUE PODE SER ACESSADO CLICANDO AQUI. (ou www.anavoando.com.br) Eu sei, é um saco eu redirecionar pro meu site privado, mas o conteúdo é exatamente o mesmo e estava me dando um trabalhão carregar as fotos aqui, porque são arquivos pesados e eu estou com preguiça hehehe Desculpaaa!!!! 😫😫😫
      Bônus: eu descobri que a menina que estava com a gente tinha uma mapa completinho de tudo que a gente fez, onde estacionou e tal, copiei ele e está aqui para vocês acessarem as informações e terem uma visão geral do que eu fiz, mas esse mérito e empenho não é meu, é dela ok?! Espero que ela não se importe, mas acho que nunca nem vai ver hahaha CLIQUE AQUI para acessar!
       
      Que experiência! O ponta-pé nas minhas viagens de natureza, assim como totalmente fora da minha zona de conforto, mas saí muito realizada e feliz por ter me aberto a essa oportunidade, mesmo estando em um momento bem delicado emocionalmente da minha vida. Foi uma excelente forma de finalizar minha temporada no UK.
      Espero que tenham gostado desse post e que eu tenha plantado uma sementinha para ir visitar esse país incrível que nem sempre está na prioridade dos brasileiros. A Escócia ganhou meu coração
      Podem me acompanhar também pelo Instagram: anavoando e no site www.anavoando.com.br
      Se tiverem qualquer dúvida, é só perguntar!! ❤️ 
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Vai alugar um carro pela primeira vez? Está com medo de fazer algum procedimento errado? Tem dúvidas sobre como proceder durante o aluguel do veículo e no que prestar atenção? Confira essas dicas para não fazer nada errado na hora do aluguel de carro e até economizar! 
       

       
      Toda vez que você planeja uma viagem, uma das primeiras coisas a serem pensadas é como você vai se descolar. Ônibus, avião, trem, balsa… existem muitas opções que variam de preço, qualidade e conforto em diversos lugares do mundo, mas nenhuma delas possui a praticidade que alugar um carro possui. Até porque, no fim das contas, o carro é a única opção que que te dá completa liberdade para fazer seus próprios horários e de passar por lugares que outros tipos de transporte não passam.
      Por isso, há muito o que considerar quando você vai comparar o aluguel de um carro com comprar bilhetes de trem ou ônibus, principalmente se for a primeira vez que você aluga. 

      Continue lendo: 9 Dicas para Economizar no seu Primeiro Aluguel de Carro
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Está pretendo ir a Portugal durante o inverno e não tem certeza se vale à pena? Pode ir que vale!
      Apesar do inverno ser considerado como baixa temporada na Europa, essa época do ano também atrai muitos turistas para o velho continente. Muitas vezes os viajantes querem economizar, evitar as cidades lotadas ou aproveitar o melhor da estação: a neve.
      Portugal no inverno é um destino muito procurado, tanto por quem mora na Europa, quanto por quem vem de fora. Mas tem neve? Chove muito? O que tem para fazer no país? Quais cidades visitar durante essa época do ano?

      Continue lendo: Roteiro para Portugal no Inverno: 5 Lugares Deslumbrantes para Visitar

    • Por pedro.phma
      Após a viagem para a Itália comecei a pensar qual seria o nosso próximo destino internacional para janeiro de 2020, época em que minha esposa pode tirar férias. Queria conhecer algum lugar com passagem mais em conta. Pensei inicialmente em passar uma semana em algum lugar do Caribe, mas os preços das passagens estavam semelhantes aos da Europa. Voltei a focar novamente no velho continente. Existiam várias possibilidades: conhecer o Reino Unido, ou o trio Holanda, Bélgica e Luxemburgo, ou ainda a Alemanha. No fim escolhi a França.
      As passagens foram compradas ainda em junho de 2019. Consegui novamente pela LATAM um voo direto de Guarulhos para Paris por R$ 2.497,69 por pessoa através do Maxmilhas, com direito a mala despachada e marcação de assento. De todas as vezes que fiz simulações antes e depois da compra, só vi preço menor para a mesma época em um voo da Aeroméxico com escala no México, algo em torno de R$ 100,00 a menos, mas com a viagem durando o dobro do tempo. A saída do Brasil ficou para o dia 16/01, às 23h30, e a saída da França no dia 30/01, às 21h30. Na prática, teríamos 14 dias para aproveitar o país.
       
      Roteiro
      Definida as datas, era hora de montar o roteiro. De certeza eu só tinha duas: Paris e Nice. Achei que 4 dias inteiros em Paris, com um bate-volta em Versalhes, e 2 dias em Nice, com outro bate-volta em Mônaco, seriam suficientes. Para Nice foi. Como era inverno, não via muita lógica em conhecer as diversas cidades da Côte d’Azur. Além de Mônaco, aproveitaria para dar uma passada em Èze e Saint-Jean-Cap-Ferrat. Para Paris, os 4 dias seriam suficientes se fossem no começo da viagem, mas como deixei para conhecer a cidade no fim, o cansaço bateu forte e um quinto dia teria sido muito bem vindo. Saí da cidade com a certeza que deixei coisa para trás e com a certeza maior ainda de que voltarei lá na próxima ida para a Europa.
      Os outros locais escolhidos para visitar foram Marselha ou Cassis, por conta do Parque Nacional dos Calanques, Carcassone, e o Vale do Loire, montando base em Tours. Deixei o Monte Saint Michel de lado. Era ele ou Carcassone. Preferi a segunda opção. O deslocamento de Paris para Nice poderia ter sido feito de trem ou avião em um dia. Pensei também em fazer uma parada de 1 dia para conhecer Lyon, mas as atrações da cidade não me chamaram tanta atenção. Como tinha alguns dias em aberto, resolvi adotar uma solução diferente. Peguei um trem de Paris à Basileia, pernoitei na cidade suíça, depois peguei outro trem para Milão para atravessar a Suíça e poder conhecer as paisagens dos Alpes. Por fim, mais um trem até Nice.

      O roteiro ficou assim:
      16/01 – Saída do Brasil
      17/01 – Paris
      18/01 – Basiléia
      19/01 – Milão
      20/01 – Nice
      21/01 – Nice/Mônaco
      22/01 – Marselha
      23/01 – Carcassone
      24/01 – Tours
      25/01 – Tours
      26/01 – Paris
      27/01 – Paris
      28/01 – Paris/Versalhes
      29/01 – Paris
      30/01 – Retorno ao Brasil
      Algumas decisões foram acertadas, outras nem tanto. O deslocamento até Nice passando pela Suíça e Itália tomou bastante tempo, mas valeu a pena pela paisagem única. Também gostei de Nice. Sobre Mônaco, eu tinha uma expectativa meio exagerada da cidade por ser a sede de uma das maiores corridas de carro do mundo. É apenas um local bacana. Como estava com duas idosas junto comigo, não cogitei fazer o passeio de trilha pelos Calanques de Marselha ou Cassis. A ideia sempre foi o passeio de barco, mas no inverno é muito difícil dele ocorrer, seja pela baixa temporada, seja pelos fortes ventos que costumam soprar no local. Carcassone infelizmente não foi possível visitar devido a problemas climáticos que relatarei mais a frente. Dois dias em Tours para conhecer o básico do Vale do Loire foi mais que suficiente. Como dito antes, os quatro dias em Paris seriam suficientes se fossem no início da viagem, quando ainda estava descansado.
      O que eu mudaria no roteiro? Primeiramente, focaria em Paris no início da viagem. É a cidade mais interessante e é bom estar bem disposto para as inúmeras atrações. Descartaria a visita aos Calanques se o foco for o passeio de barco no inverno. Apesar de ter me surpreendido com Marselha, também tiraria ela do roteiro se não for para conhecer os Calanques. Esse dia a mais eu usaria para visitar o Monte Saint Michel ou ainda Mulhouse, por conta do Museu do Automóvel espetacular que a cidade tem. Se focasse a viagem totalmente na França, os dois dias que usei para Basileia e Milão provavelmente seriam transferidos para conhecer a Normandia ou Estrasburgo.
      Os deslocamentos entre as cidades foram todos feitos de trem. Aluguei um carro em duas ocasiões: conhecer o Vale do Loire e fazer o percurso de Nice a Mônaco, além de andar pelas mesmas ruas onde é disputada a corrida de Fórmula 1. Inicialmente também tinha a ideia de ir de Nice a Marselha com parada em Cassis de carro, mas alterei a forma de deslocamento no meio da viagem por motivos que exporei adiante, e acabei fazendo esse trecho também de trem.
       
      Algumas curiosidades antes de continuar o relato
      Vamos começar pela comida. Alimentação é algo muito importante na França, provavelmente o país com a gastronomia mais famosa do mundo. E não é por menos. Come-se muito bem lá. O preço de uma refeição em um restaurante razoável é equivalente ao da Itália, mas a comida é muito mais bem servida e mais variada. Esqueça aquelas coisas de televisão onde é servido um pouquinho de comida por um preço absurdo. Talvez seja assim em restaurante chique. Um prato francês normalmente já vem completo, com uma opção de proteína e carboidrato, quase sempre alguma variação de batata nos pratos mais básicos. Mas para quem estiver disposto a experimentar coisas novas, há diversos carboidratos diferentes. Por exemplo, comi um purê de beterraba em Marselha que era coisa de outro mundo.
      Os franceses amam tanto sua culinária que os funcionários e, não raras vezes os próprios chefs de cozinha, vinham à mesa perguntando se a comida estava gostosa. Isso mostra a preocupação em servir alimentos de qualidade.
      Ainda na onda da comida, li antes de viajar que os franceses são bem pontuais. Isso vale também para o horário de fechamento dos restaurantes, em especial o funcionamento da cozinha. Se um local diz que encerra suas atividades as 14h00, não ache que vai chegar nele para almoçar 13h50 e ainda sim terá seu prato preparado. Passei por isso em duas ocasiões. Em uma delas, no primeiro dia, cheguei para jantar às 19h30 numa cafeteria que fechava a cozinha às 20h00. O garçom perguntou se iria comer ou só beber. Como disse que iria comer, ele foi perguntar ao cozinheiro se ainda poderia servir comida. Felizmente o cozinheiro aceitou. Em outra ocasião, não tivemos tanta sorte. Num dia para ficar no esquecimento, chegamos a Tours às 21h45 morrendo de fome. Foi um dia de muito azar. O restaurante do hotel encerrava as atividades às 22h00, mas já não queria mais servir comida. E não havia outras opções de restaurantes próximas. Resultado, fomos na estação de trem pegar salgadinho e suco nas máquinas de self-service para não morrer de fome.
      Outra questão é o uso do inglês na França. Há uma lenda de que o francês não gosta de falar inglês. Até pode ser verdade, mas acredito que tudo vai depender de como será sua abordagem inicial. Estudei francês por três meses antes de viajar. Antes eu não sabia nada, mas consegui aprender o básico a ser usado num museu, restaurante ou hotel. Na maioria das vezes o pouco que aprendi de francês foi suficiente, mas em algumas situações eu não tinha vocabulário para manter uma conversa de qualidade. Por exemplo, quando tive problemas com o trem para Carcassone, precisei tirar dúvidas que só conseguiria me expressar em inglês. Comecei o diálogo assim:
      “Pardon. Je parle peu français. Parlez-vous anglais?”
      Seria algo como, “Desculpe, falo pouco francês. Você fala inglês?”. Todas as vezes que perguntei isso, quando recebia um não como resposta a pessoa pelo menos fazia o esforço de procurar algum colega que falava para poder me ajudar.
      Para quem fala só português, não se preocupe. O Google tradutor está aí para ajudar. A versão aplicativo dele permite até traduzir textos em tempo real através da câmera do celular. Mas claro que saber o básico de idioma local ou o inglês permite ter conversas mais fluídas.
      Por fim, dei muito azar de a França entrar em greve antes de viajar e de permacer assim no decorrer do passeio. O serviço mais afetado foi o transporte. Felizmente não tive maiores problemas por conta disso em relação aos trens, pelo menos. Para piorar ainda mais, no meio da viagem começou a aparecer os primeiros casos de coronavírus na França, mas até então não havia tanta preocupação com a doença. Só que uma coisa ficou nítida, principalmente nas atrações turísticas mais famosas: não havia muitos chineses. Era até estranho. Outros asiáticos, como japoneses ou coreanos, eram bem presentes, mas o chineses que sempre estão aos montes nas atrações turísticas, simplesmente sumiram. Era como se o governo chinês estivesse impedindo a saída de seus nacionais da China.
      Chega de papo. Hora de continuar o relato.
       
      16/01 – Saída do Brasil
      O voo estava marcado para sair do Brasil às 23h30 e chegar a Paris às 14h50. O embarque ocorreu normalmente e dentro do horário, mas a fila de aviões em Guarulhos fez com que nossa decolagem fosse próxima das 00h30.
       
      17/01 – Chegada em Paris
      A viagem ocorreu normalmente. Pela primeira vez eu e minha esposa conseguimos dormir razoavelmente bem em um voo tão longo. O serviço de bordo da LATAM também foi bom. Nenhuma queixa em relação às refeições e ao atendimento das aeromoças.
      Pousamos em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle com um pouco de atraso, às 15h30 no horário local. Saímos do avião e seguimos as placas até chegar à migração. Na mão, uma pasta com diversos documentos e reservas. Como renovei o passaporte e ele estava sem carimbos, trouxe o passaporte antigo que mostrava que já havíamos viajado ao exterior outras vezes, para o caso de acharem que estávamos indo na França para ficar. Prefiro me precaver. Quando chegou minha vez, o oficial de migração pediu em espanhol que fosse uma pessoa de cada vez no guichê. Cumprimentei com um “bonjour”, ele olhou para a minha cara e não fez nenhum questionamento. Carimbou a entrada e chamou o próximo.
      Depois de pegarmos as malas procurei por algum local onde pudesse comprar um chip de celular para usar na França. Havia lido que no Terminal 1 era possível adquirir no atendimento ao turista um chip da “Orange”, mas como não achei fácil o local e não estava muito a fim de procurar, deixei para comprar depois.
      Fomos para a fila de táxi e pegamos um em direção ao centro de Paris. A viagem saiu por 50 euros, preço tabelado. Como estávamos em quatro pessoas, foi vantajoso. O percurso durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Havia muito trânsito, provavelmente ainda mais agravado devido à greve dos transportes.
      Hospedamo-nos no Hotel Viator, o único que deixamos para pagar na França. Todos os outros estavam com as diárias pagas no Brasil. A grande vantagem dele é ficar a menos de 5 minutos a pé da Gare de Lyon, local onde pegaríamos o trem no dia seguinte, além de ter um preço acessível para o padrão Paris. Conseguimos reservá-lo por 105 euros o quarto de casal sem café da manha e taxa turística. É um bom hotel. Recomendo.

      Descansamos um pouco e fomos atrás do chip de celular. Vi que era possível comprar na Relay, uma loja bem comum na França. Havia uma na Gare de Lyon, e lá fomos. O plano “Orange Holiday” com 20GB de internet e 120 minutos de ligação com validade de 14 dias saiu por 40 euros. A instalação do chip pode ser feita pelo próprio usuário. Na verdade é só colocar ele no aparelho e a configuração é feita automaticamente.
      Obs: o chip funcionou bem 95% do tempo. Algumas poucas vezes ele ficava sem sinal, geralmente em deslocamento de trem entre cidades. Sobre o roaming em outros países, é preciso ficar atento, pois a Suíça não faz parte da União Europeia. Algumas operadoras forneciam planos mais em conta, porém com roaming restrito à União Europeia, sem incluir a Suíça.
      Na rua fazia frio e chuviscava um pouco. Estávamos com bastante fome, então procuramos algum lugar para comer. De início procuramos por alguma “boulangerie” (um tipo de padaria) próxima. Apesar de encontrarmos algumas que a vitrine enchia os olhos, elas não tinham espaço para comer dentro, e minha esposa não queria abrir mão de comer sentada em um ambiente aquecido. Então o jeito foi procurar algum café ou restaurante.
      Paramos para comer no La Consigne. Comemos um sanduíche e uma omelete no capricho mais as bebidas, tudo bem servido. Para o casal saiu por 25 euros.
      Depois de comer, fomos no mercado comprar algumas coisas. A água mineral na França é cara, bem mais que na Itália, por exemplo. E o gosto de várias marcas é bem ruim, principalmente aquelas sem gás. Acabávamos comprando Perrier ou San Pellegrino, que eram muito boas, porém ainda mais caras.
      Obs: teoricamente a água das torneiras na França é potável. Nos restaurantes é comum servirem uma garrafa de água da torneira de graça, e com gosto bem melhor que de muita água mineral sem gás vendida no mercado.
      Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Gastos do dia:
      50 euros de táxi do aeroporto até o centro de Paris
      40 euros do chip de celular
      25 euros do jantar no La Consigne
      0,70 euros em suprimentos no mercado
       
      18/01 – Ida para Basileia
      Dormimos até um pouco mais tarde para descansar bem. Por praticidade resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O preço não era dos melhores, custando 11 euros por pessoa, mas pelo menos poderíamos comer à vontade e daria para aguentar até a hora do almoço. Fizemos o check out no hotel e acertamos tudo, ao custo total de 135 euros por conta dos cafés da manhã e taxas turísticas.

      Seguimos para a Gare de Lyon e pontualmente às 10h22 o trem partiu rumo a Basiléia. A passagem foi comprada no Brasil com bastante antecedência, e saiu por 29 euros (R$ 153,37 na fatura do cartão). Faltando alguns dias para o embarque havia dúvida se esse horário de trem partiria por conta da greve. Havia trens fazendo a rota, mas em número reduzido. Dois dias antes do embarque recebi a confirmação da SNCF que o horário seria cumprido.


      O trem é bastante confortável mesmo na classe econômica. Em alguns momentos chegou a passar dos 300 Km/h. A paisagem também é bem bonita.
      Às 13h26 chegamos pontualmente à Basileia. Desembarcamos na estação Bahnhof Basel SBB e fomos direto para o Hotel City Inn Basel, que ficava literalmente na frente da estação. A diária já estava paga desde o Brasil, ao custo de R$ 385,81 sem café da manhã e taxa turística. Reservei pelo Hoteis.com pela possibilidade de pagar direto em reais. O idioma mais falado na Basileia é o alemão, do qual não sei nada. Mas consegui me virar bem com o inglês quando precisei. Como o dinheiro na Suíça é o franco suíço, fiz o câmbio na recepção do hotel. Troquei 100 euros por 102 francos suíços.
      Uma coisa bacana de Basileia é que os hotéis “dão” para o cliente um voucher que dá direito a usar o transporte público da cidade de graça e você pode escolher um museu para pagar metade do valor. Para quem não sabe, Basileia é a capital cultural da Suíça, e há diversos museus pela cidade. Esse voucher não é totalmente um brinde porque para isso precisamos pagar 4 francos suíços (CFH) por pessoa de taxa.
      Quando saímos do hotel já passava das 14h00. Não havia muitas opções de restaurantes abertos. Um dos poucos era o Tibits, especializado em comida vegetariana, que tinha um horário de funcionamento bem amplo. Ele tem um tipo de serviço raro na Europa, mas bastante popular no Brasil: comida a quilo. Mesmo eu sendo carnívoro, gostei bastante da comida do local. Minha comida e a da esposa saiu por 20,30 CHF com bebidas, um valor muito bom para a Suíça.
      Do restaurante, fomos bater pé pelo centro histórico da cidade, que ficava a menos de 10 minutos caminhando do hotel. Primeira parada foi na Marktplatz, uma pracinha com uma feira e onde estava localizado o Rathaus Basel-Stadt, a prefeitura da cidade. É uma construção de 500 anos de idade com uma cor única, um vermelhão bem forte. De lá partimos para a atração que eu mais queria ver na cidade: o Naturhistorisches Museum Basel (Museu de História Natural Basiléia). Por quê? Tinha uma réplica de um mamute em tamanho real, além de outros animais pré-históricos, como o tigre dentre-de-sabre e a preguiça gigante. Na verdade não sei se todos os animais eram réplicas ou realmente estavam empalhados, mas a qualidade dos modelos era incrível. Tinha também esqueletos de dinossauros, como um pterodátilo e um ictiossauro. Simplesmente fantástico. Segundo minha esposa meus olhos brilhavam quando eu vi o mamute. Eu devia estar me divertindo mais que as crianças no local. Aqui usamos o voucher e pagamos metade do valor do ingresso. De 7 CFH por 3,50 CFH por pessoa.









      Saindo do museu fomos em direção a Basel Minster, a Catedral de Basiléia, também numa coloração vermelha. Não entremos no local. Apenas apreciamos de fora. Depois seguimos até uma ponte sobre o Rio Reno, um dos grandes rios da Europa Ocidental. Apesar de o frio estar bem suportável na cidade, em cima da ponte o vento era muito forte e deixava tudo muito mais gelado. Só consegui ir até o meio da ponte e tirar umas fotos. Corremos do vento e nos dirigimos a uma rua com bastante movimento de pessoas e diversas lojas. Entramos em algumas, mas o preço era mais caro que da mesma loja em outros países. O único lugar que compramos alguma coisa foi no mercado: água e uns chocolates suíços. Tudo custou 4,05 CFH.


      Voltamos caminhando em direção ao hotel, mas passamos antes numa espécie de praça de alimentação gigante. No local, diversos tipos de restaurantes. Decidimos jantar no Acento Argentino, que era comandado por um argentino (se não me engano) e um brasileiro. Pedimos pratos com carne e empanadas, todos acompanhados de saladas. Tudo muito gostoso e bem servido. O preço saiu em 48 CFH para o casal. Após o jantar voltamos para o hotel e fomos descansar.
      Basiléia fica na fronteira tríplice da Alemanha, França e Suíça. Do lado alemão, a cidade mais próxima é Lörrach, e a Floresta Negra está localizada bem próxima. É uma cidade que entrou por acaso no roteiro, mas deu para ter uma noção do que esperar da Suíça em termos de custos numa futura viagem. Hospedagem e alimentação não são baratas, mas achei que seria pior. A diária do hotel, por exemplo, saiu mais barata do que a de Paris por um quarto muito maior e mais confortável. Fiquei animado para um dia conhecer melhor este país.
      Gastos do dia:
      135 euros de hospedagem no Hotel Viator em Paris
      58 euros para duas passagens de trem Paris -> Basiléia (R$ 306,74)
      385,81 reais de hospedagem no Hotel City Inn Basel
      8 CFH de taxa turística para duas pessoas em Basiléia
      20,30 CFH de almoço no Tibits
      7 CFH em dois ingressos no Museu de História Natural de Basiléia
      4,05 CFH em mercado
      48 CFH de jantar no Acento Argentino
       
      19/01 – Ida para Milão
      O trem para Milão iria partir tarde, então seria mais um dia para poder dormir bastante. Quando acordamos, resolvemos tomar café da manha no próprio hotel. Saiu 25 euros por pessoa, bem salgado, mas o café era espetacular. A outra opção seria um Starbucks do lado do hotel, mas eu e minha esposa não somos muito fã da rede. De bucho cheio, ficamos mais um tempo relaxando no quarto. Depois fizemos o check out e fomos para a estação de trem.
      A passagem já estava paga, saindo por 39 euros por pessoa (R$ 196,51 na fatura do cartão). O trem para Milão partiu às 11h03. Existem várias combinações possíveis para chegar à Milão. O que pegamos iria direto, com algumas paradas. Cruzaria os Alpes Suíços antes de entrar em território italiano. E era esse o motivo de ter incluído Basiléia e Milão no roteiro: conhecer uma parte da paisagem desse pedaço da Suíça. E não nos arrependemos. É realmente muito bonita. Pena que havia menos neve do que esperávamos.



      Chegamos à estação Milano Centrale às 15h50 e nos dirigimos ao Hotel Gram Milano para o check in. A diária já havia sido paga no Brasil, R$ 404,71 com direito a café da manhã e jantar no hotel. Restou pagar 10 euros para duas pessoas de taxa turística. Como são caras as taxas turísticas na Itália.
      Largamos as malas e corremos para a estação de metrô. Queríamos estar na Piazza del Duomo antes de escurecer. O ticket custa 2 euros por pessoa. Aqui há uma diferença para outros sistemas de metrô que já peguei. É necessário passar o ticket tanto para entrar quanto para sair das plataformas de embarque.
      Descemos na estação de Duomo. Ao sair para a superfície, damos de cara com o Duomo di Milano. Realmente ele possui uma fachada única, muito bonita. Tiramos algumas fotos no local e fomos fazer um lanche, afinal não havíamos almoçado nesse dia. Primeiro paramos no Caffè Vergnano 1882, onde tomamos café e alguns doces. Para o casal saiu por 12 euros. Depois pegamos uns tipos de pastéis no Il Panzerotto del Senatore. Três unidades saíram por 6,50 euros.



      Como ainda havia algum tempo até a hora do jantar, que foi agendado para as 20h30 no hotel, ficamos batendo pé. Passamos pela Galeria Vittorio Emanuele II, que estava abarrotada de pessoas. Depois andamos por algumas lojas da cidade. Quase todas estavam com liquidações de inverno. E uma coisa que constatamos depois é que os preços na Itália são bem mais atraentes que os da França.


      Pegamos o metrô na estação Montenapoleone e voltamos ao hotel. O jantar estava muito bom. Era no estilo self-service, com bastante variedade de pratos. Somente as bebidas não eram inclusas. Elas saíram por 11 euros para duas pessoas.
      O quarto do hotel era bem confortável e moderno, com o visual totalmente oposto ao dos outros hotéis que ficamos na viagem da Itália de 2019. Para melhorar ainda mais tinha uma banheira pra relaxar.
      Gastos do dia:
      50 euros de café da manhã no Hotel City Inn Basel
      78 euros para duas passagens de trem Basiléia -> Milão (R$ 393,02)
      404,71 reais de hospedagem no Hotel Gram Milano
      10 euros de taxa turística
      8 euros em quatro tickets do metrô de Milão
      12 euros de lanche no Café Vergnano 1882
      6,50 euros de lanche no Il Panzerotto del Salvatore
      11 euros de bebidas no jantar do hotel
       
      20/01 – Ida para Nice
      Hoje acordei cedo. Como novamente o trem partiria um pouco mais tarde, aproveitei para conhecer outras atrações de Milão. Deixei minha esposa descansando e fui para a estação de metrô. Desci na estação Lanza, bem próxima ao Castello Sforzesco, para onde fui logo em seguida. É uma construção do século XIV que foi restaurada diversas vezes ao longo dos séculos. Hoje conta com diversos museus. Não entrei neles, pois não daria tempo. Restou caminhar pelos arredores do castelo e aproveitar o belo nascer do sol no local, aproveitando a luminosidade para tirar algumas fotos.







      Caminhando por Milão vê-se como ela é bem mais moderna que as outras cidades turísticas italianas. Seguindo pelas ruas cheguei ao Giardini Pubblici Indro Montanelli, um parque no meio da cidade bastante arborizado. Como diversos outros parques da Europa, o chão é de um tipo de areia grossa.


      Obs: Cabe aqui uma curiosidade que percebi nas três idas ao velho continente. Excetuando bitucas de cigarro que em alguns lugares se vê aos montes, as ruas das cidades são extremamente limpas. Mesmo que ande nesses parques de areia, o solado dos calçados não suja. Parece até que não tem poeira nas ruas. Um dia andando na cidade em que moro, que visualmente falando parece limpa, sujou mais meu calçado do quê quatorze dias na França.
      Voltei pra hotel e fomos tomar café da manhã, que era tão bom quanto o jantar. Arrumamos as malas e nos dirigimos para a estação Milano Centrale, onde pegaríamos o trem para Nice, que partiu às 11h10. A passagem saiu por 22 euros por pessoa (R$ 110,84 na fatura do cartão). Milão me surpreendeu. Foi pouco tempo na cidade, menos de 24 horas, mas deu para ir ao Duomo, que era a atração mais aguardada e pude conhecer também o exterior do Castello Sforzesco, além das belas ruas e prédios do lugar. Mas só a incluiria no roteiro da Itália de 2019 se tivesse tempo sobrando ou fosse usar o aeroporto de lá.
      O trem que pegamos era da empresa Thello, pertencente à empresa Trenitalia, a mesma que foi responsável pela viagem de Basiléia a Milão. Uma coisa que ficou nítida nesses 14 dias é que os trens das empresas francesas são muito mais limpos que os da Itália. E olha que a França estava em greve e nem todo o serviço estava funcionando 100%.
      De Milão o trem seguiu em direção a Gênova e depois foi até Nice beirando o Mar de Ligúria por todo o caminho. A paisagem era linda, mas há algo que com certeza o inverno atrapalha um pouco. A latitude das cidades nessa região do globo terrestre varia entre 43º e 44,5º. Isso é quase metade do caminho entre a Linha do Equador e o Polo Norte. No inverno do hemisfério norte, quanto maior a latitude, menor é a duração do dia. Mas não apenas isso. Nessa época o sol nunca fica a pino. Sempre está numa posição de que acabou de nascer ou estar pra se por. Essa angulação faz com que a luz solar reflita muito no mar (no caso das praias voltadas para o sul). Assim, o mar nunca fica tão bonito como ficaria em outras épocas do ano.

      Chegamos em Nice às 15h50 na Gare de Nice Ville. O hotel que escolhemos, Villa Bougainville by Happyculture, ficava a cinco minutos caminhando. As duas diárias foram pagas no Brasil, custando 560,98 reais com café da manhã incluído. É um hotel pequeno, com quarto pequeno, mas bem aconchegante.
      Deixamos as malas no quarto para aproveitar o restante da luz solar que tínhamos. Seguimos direto para o mar, saindo na Promenade des Anglais no rumo do Hotel Negresco. O calçadão na beira mar estava com pouco movimento, provavelmente devido á época do ano. Dali, fomos até a Place Massena procurando por algum lanche, pois novamente não havíamos almoçado. Achamos umas barracas de crepes, mas só tinham de doce. Fizemos então uma pausa na Boulangerie Blanc e pegamos alguns salgados para comer enquanto caminhávamos. Chegamos na Colline du Château para pegar um elevador até o topo, mas já estava fechado. Felizmente ainda dava para ir de escada. Não são muitos degraus, uns dois minutos subindo, mas ninguém quis ir comigo. Fui sozinho. Lá em cima, têm-se uma bela vista panorâmica de Nice. Depois que desci fomos passear pela praia, que na verdade é pura pedra. Provavelmente isso contribui para o mar ficar bem bonito no verão, já que não tem areia para as ondas remexer e deixar a água turva.






      Ficamos mais um tempo caminhando e tirando fotos aguardando a hora do jantar. Nice não é tão fria, mas venta bastante, e com o cair da noite o vento já estava incomodando. Fomos almoçar no restaurante Casa Leya. A dona é uma simpatia de pessoa. Para melhorar ainda mais e para a alegria das minhas companheiras, falava espanhol. A comida também era deliciosa. Comemos muito e muito bem. Dois pratos de massa, um carpaccio e bebidas saíram por 58 euros.
      Voltamos em direção ao hotel caminhando pela Promenade des Anglais. A fachada dos prédios iluminadas de noite fica bem bonita. O Hotel Negresco, por exemplo, fica muito charmoso. Chegando no quarto, fomos descansar de um dia com bastante caminhada.




      Gastos do dia:
      2 euros em um ticket do metrô de Milão
      44 euros em duas passagem de trem Milão -> Nice (R$ 221,68)
      1 euro de água na estação de trem
      560,98 reais em duas diárias do Hotel Villa Bougainville by Happyculture em Nice
      4,70 euros de lanche no Boulangerie Blanc
      58 euros de jantar para o casal no restaurante Casa Leya
       
      21/01 – Uma volta pela Côte d’Azur
      O roteiro de hoje previa um passeio por parte da Côte d’Azur localizada a leste de Nice. Tomamos café da manhã cedo no hotel e fomos à Gare Nice Ville. Lá se encontra diversas locadoras de carro, inclusive a Sixt, escolhida por nós. Fiz a reserva do veículo por um dia. Paguei a diária ainda no Brasil, ao custo de 69,98 euros (353,06 reais na fatura do cartão). No fim das contas, acabei pegando o seguro completo, o que custou mais 37 euros. Não foi barato, mas o valor da diária é proporcional ao número de dias da locação. Como eu queria fazer esse roteiro de carro, me sujeitei a isso.
      Havia reservado uma BMW Series 1 ou similar, mas não tinha nenhuma disponível na hora da retirada do veículo. Por isso, a atendente nos ofereceu uma Mercedes Classe E. Para quem entende de carro, sabe que é um veículo de uma categoria bem superior. Infelizmente a razão me fez recusar o modelo. Ele é muito grande, e como imaginava que passaria por ruas estreitas, um modelo menor seria mais apropriada. No fim, ficamos com um Skoda Scala Hatchback.
      Apesar de não ter problemas com carros, sempre fico tenso quando dirijo em outros países. Algumas placas de trânsito bem comuns na França não existem no Brasil, por isso é bom dar uma estudada no significado das placas antes de pegar estrada e não fazer besteira. Mas dirigir pela região da Côte d’Azur foi bem tranquilo, pelo menos no inverno quando as ruas estão bem mais vazias.
      Há três estradas saindo de Nice que vão para o leste da Côte d’Azur: basse corniche, a mais próxima do mar, moyenne corniche, a do meio, e a grande corniche, a mais ao alto de todas. Pegamos a moyenne corniche e seguimos em direção ao Èze Village, mas primeiro fizemos uma parada no Villefranche Belvédère para aproveitar um pouco do visual. O sol ainda estava nascendo. Ao chegar em Èze, o estacionamento estava interditado com faixas policiais. Alguma investigação estava ocorrendo lá e os parquímetros estavam lacrados. O policial até falou que poderíamos estacionar. Mas preferi deixar de lado. A ideia aqui era visitar o Le Jardin Exotique no topo do vilarejo e apreciar a vista do mar lá de cima, mas como o dia ainda não estava claro o suficiente para aproveitar mais a vista, achamos melhor seguir viagem.

      Descemos então para a basse corniche. Queria entrar em Mônaco vindo por essa estrada para evitar os possíveis túneis que poderiam haver na entrada a partir da moyenne corniche. Túneis e GPS de celular não combinam. Já passei alguns perrengues em Madrid por conta disso.
      Chegando ao Principado, me dirigi direto para a largada. Contornei a Sainte Devote e segui forte, a 40 Km/h, pela Beau Rivage. Passei pelo Cassino de Monte Carlo, que estava com a fachada em reforma, contornei a Mirabeau Haute e desci pela curva do hotel. Quando vi, já estava rasgando por dentro do túnel. Na saída dele, não havia chicane, mas quem se importa? Após algumas obras, já estava na piscina, e depois na La Rascasse. Pronto, havia acabado de completar uma volta no Grande Prêmio de Mônaco. Andar nas ruas do circuito a 40 Km/h não passa adrenalina, mas a emoção de circular por um trajeto que tantas vezes vi na televisão e em jogos de videogame não tem preço. Era incrível, cada curva que eu contornava, cada reta que eu passava, era como se já estivesse estado lá. Tinha o circuito todo traçado na cabeça.
      Voltando pra realidade, deixei o carro estacionado no Parking de la Colle, próximo de Mônaco Ville, onde está localizado Le Palais des Princes de Monaco e a Cathédrale de Monaco. Até chegar à parte alta, tem que subir um bocadinho. Lá de cima, têm-se uma bela vista do Port Hercule e do Port de Fontvieille. O Palácio tem a fachada bem sem graça, mas vale a visita para ver, próximo de 12h00, a troca de guarda. A Catedral, ao contrário, possui uma bela fachada. O seu interior é simples, mas elegante. A entrada é gratuita. Nas redondezas, também caminhamos pelas ruas estreitas e charmosas do local.

       


       






      Depois de ver a troca de guarda, descemos para a marina do Port Hercule. Lá estaria o restaurante onde iríamos almoçar, o Stars 'n' Bars. Tirando o McDonalds e outras lanchonetes, é tido como um dos lugares mais baratos para uma refeição descente em Mônaco. Meu almoço e o da esposa saiu por 70 euros, em dois pratos bem servidos e gostosos com carne, arroz, salada, batata frita e bebidas. No local há outros pratos mais em contas, como sanduíches, comida tex-mex e pizzas.
      Caminhamos mais um pouco pelas ruas do Principado e voltamos para o estacionamento onde deixamos o carro. As cerca de 5 horas que ficamos em Mônaco nos custou 14,10 euros de estacionamento.
      Seguimos pela basse corniche e fomos para Saint-Jean-Cap-Ferrat, onde visitaríamos a Villa Ephrussi de Rothschild. Havia obras na entrada do vilarejo, então sem entender a sinalização acabei fazendo umas barbeiragens para conseguir acessar o local. A entrada da Villa Ephrussi custa 15 euros por pessoa. Há estacionamento gratuito no local. Trata-se de um palácio construído à beira-mar pela Baronesa Béatrice Ephrussi de Rothschild. Além disso, possui nove jardins com diferentes temáticas. Tirando o Roseiral, que estava prejudicado por conta do inverno, todos os outros jardins estavam espetaculares. Do palácio temos ainda belas vistas do Mar Mediterrâneo.









      Finalizando o palácio, seguimos para Nice. Antes paramos em um posto de combustível para colocar gasolina. Na maioria deles nós que abastecemos. Em alguns é preciso pagar antes, em outros, paga-se depois que abastece. Nos que pagamos antes, caso não gaste todo o valor em combustível, o troco é devolvido. Depois de deixarmos o carro na Gare Nice Ville, fomos descansar no hotel.
      Já de noite, sem muito ânimo para passear, resolvemos almoçar em uma hamburgueria ao lado do hotel. Um lanche para duas pessoas saiu por 15 euros. Não era um sanduíche fantástico. Estava no nível daquelas versões gourmet do McDonalds. Mas deu para matar a fome. Depois fomos a um mercado para comprar algumas coisas. Por fim, voltamos ao hotel para dormir.
      Gastos do dia:
      69,98 euros de aluguel de carro na Sixt pago no Brasil (R$ 353,06)
      37 euros da diferença do aluguel do carro (R$ 197,91)
      70 euros em almoço no Stars 'n' Bars em Mônaco
      14,10 euros de estacionamento em Mônaco
      30 euros para duas entradas na Villa Ephrussi de Rothschild
      14 euros de gasolina
      15 euros em jantar no Tacos Burger em Nice
      7,02 euros de mercado em Nice
       
      Em breve continuarei com o restante do relato...
    • Por Raisa Karigyo
      Salta - Cafayate - Purmamarca - Tilcara - Iruya - Humahuaca
      Algumas fotos da viagem que fizemos em fevereiro pelo norte da argentina, nos estados de Salta e Jujuy. Nossa viagem começou na cidade de Salta, onde alugamos um carro na Hertz. No primeiro dia de viagem conhecemos o incrível Museu de Alta Montanha, que contém 3 múmias de crianças incas sacrificadas há mais de 500 anos e encontradas em 1999 no cume do vulcão Llullallaico, fomos também ao topo do Cerro San Bernardo para ver o pôr-do-sol e ter uma visão panorâmica da cidade.
      No dia seguinte seguimos de carro para a cidade de Cafayate. O caminho até a cidade, a Ruta 68, é lindo e possui diversas atrações, como a "Puente Morales", famosa por ter sido usada na gravação do incrível filme argentino Relatos Selvagens. Após a ponte, conhecemos a Garganta do Diabo e o Anfiteatro, formações rochosas que lembram cânions. Ao chegarmos em Cafayate, armamos a barraca no camping e fomos explorar a cidade, no dia seguinte fizemos degustação de vinhos na vinícola El Esteco. Cafayate é famosa pelo cultivo da uva Torrontés, que é uma espécie de uva de altitude. Inclusive, para os entusiastas, pode-se fazer várias "Bodegas" em um dia e provar vinhos o dia inteiro, há uma infinidade de opções, porém lembre-se que a Lei Seca na Argentina não possui tolerância!
      Depois de Cafayate seguimos pela incrível Ruta 40, até a Quebrada de las Flechas, outro tipo de formação rochosa com montanhas "em diagonal". A estrada de rípio (a qual fomos fortemente aconselhados a não seguir por não estarmos com um veículo 4x4), estava em boas condições e não tivemos problemas, porém nosso objetivo final que era a cidade Cáchi não foi alcançado devido às fortes chuvas do dia anterior.
      No dia seguinte dirigimos pela Ruta 33, estrada cheia de curvas e com ganho de altitude considerável. Além da altitude, o visual  estava sempre mudando, desde florestas verdes, montanhas coloridas e até cactos. As atrações nesse caminho são a sensacional "Cuesta del Obispo" (3340m), a "Piedra del Molino" (mirante panorâmico), o Parque Nacional Los Cardones e a Recta del Tin Tin. Após a descida da "Cuesta del Obispo" avançamos até a "Piedra del Molino" (3547m) - mirante panorâmico - no qual fomos deixados na mão pelo nosso carro alugado, a bateria simplesmente morreu. Depois de conseguir ajuda para empurrar, seguimos viagem pela Ruta 33, passamos o Parque Nacional "Los Cardones", com seus cactos gigantes e chegamos à "Recta del Tintin", estrada construída em cima de um caminho utilizado pelos incas séculos atrás, uma reta de aproximadamente 20Km. Estrada linda, com montanhas, flores, cactos e grupos de vicuñas atravessando a rodovia. Voltamos e dormimos na cidade de Purmamarca.
      Nos dias seguintes conhecemos Salinas Grandes, o terceiro maior deserto de sal do mundo. Para chegar, dirigimos pela Ruta 52, estrada cheia de curvas pela qual se chega à Cuesta de Lipan, que atinge 4170m acima do nível do mar. Depois seguimos para a pitoresca Quebrada de Humahuaca, composta por várias cidades e povoados, entre elas Purmamarca, Tilcara, Maimará e Humahuaca. Na quebrada de Humahuaca nos hospedamos no camping em Tilcara e participamos das festas, sabíamos que estaríamos em meio ao feriado de carnaval, mas não imaginávamos como seriam as comemorações. Nessas cidades a tradição de Carnaval é desenterrar o Diablo e pudemos acompanhar especificamente a descida dos diablos no povoado de Maimará, no qual a população do povoado e das cidades ao redor se reúnem em uma montanha, chamada Cerro Negro para festejar a descida dos diablos com banda, nieve, tempera e talco. Lembre-se de levar um óculos de sol grande (se tiver um com proteção lateral, melhor ainda!) chapéu ou boné e roupas confortáveis para se sujar. A brincadeira de carnaval é sujar quem está limpo e dela participam crianças, jovens e até os idosos!
      Para descansar do Carnaval, seguimos viagem (desta vez de ônibus) para a cidade de Iruya, um povoado muito pequeno de acesso difícil por estrada de rípio, cheia de precipícios. Por ter uma localização mais isolada, seu povo conservam vivas as tradições dos antepassados. Boa parte da população prefere não ser fotografada. Em Iruya subimos até o "Mirador del Cóndor", uma trilha de pura subida de aproximadamente 1h30 de duração e com o visual dos mais maravilhosos dessa viagem! Vale a subida perto das 17hs para curtir um pôr-do-sol e fotografar durante a "golden hour".
      Havíamos passado pela cidade de Humahuaca (a caminho de Iruya) e pegamos um tempo nublado, não pudemos ver o Cerro de 14 Colores, na serranía Hornocal. Como somos brasileiros e só desistimos de vez em quando, retornamos de Iruya até Humahuaca e fomos novamente tentar ver o Cerro, desta vez tivemos sorte e o céu azulzinho nos permitiu curtir a paisagem incrível das montanhas coloridas! O mirante do Cerro fica a 4350m acima do nível do mar, algumas pessoas podem sentir os efeitos da altitude, mas fique tranquilo, há uma ambulância para atendimento no local.
      Retornamos a Salta e pudemos passar um tempo descansando e caminhando pelas ruas da cidade. O apelido da cidade é "Salta, la Linda", com toda a razão! Principalmente no centro da cidade, o centro antigo, as igrejas e construções históricas, a praça 9 de Julho, há muita gente caminhando e a vida noturna de comércio, bares e restaurantes é intensa e vai até tarde da noite. Recomendo tomar uma cerveja Salta rúbia para aplacar o calor e admirar a cidade!
      Aéreo de Puerto Iguazu a Salta $7.875 (pesos argentinos)
      Total aproximado de investimento nessa viagem R$2.500,00 por pessoa
      Informações úteis:
      ·         Não há uber nessa região, porém há táxis e Remis (motoristas particulares que fazem corridas);
      ·         Custo médio de uma refeição 250 a 350 pesos;
      ·         Para esse roteiro em específico, recomendo o aluguel de um veículo, pode ser 1.0 que dá conta;
      ·         Custo médio de quarto privado em hostel entre 500 e 600 pesos (com variação para cima devido ao feriado de carnaval);
      ·         Se quiser acampar, há muitos campings com ótima infra estrutura (inclusive municipais) ao longo dessas cidades, com custo aproximado de 300 pesos por pessoa;
      ·         Levem protetor solar, protetor labial e hidratante. A região é muito seca e venta bastante!
      ·         Pegamos variação térmica de 8°C a 35°C, leve fleece e corta vento;
      ·         A população sempre foi muito amável e receptiva e dá pra se virar bem no portunhol


       








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