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  1. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  2. Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru. Roteiro - 24 dias São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima. Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo: No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo. Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização. Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino. Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna. *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido. TACNA Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade. Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade. Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa. - Onde ficamos: Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos: Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos: Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. https://www.instagram.com/trip_se_/
  3. Pessoal, Me chamo Marcelo e eu, junto com mais 3 amigos(as), Edmar, Renata e Isabel, vamos de Curitiba a Machu Picchu seguindo pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Serão 30 dias de viagem com o meu Renault Symbol 1.6 2013. Vamos partir no dia 26/12/2017 e devemos voltar dia 24/01/2018. Estou me preparando para a viagem desde junho com manutenções, melhorias e equipamentos extras. Também já paguei os seguros de saúde, carta verde e Soapex (Chile). Nesta etapa os custos foram estes: Seguro Carta Verde= R$ 60,00 para 30 dias (só Argentina) pela Seguros Proteges, de São Borja-RS. Seguro Soapex do Chile= R$ 34,00 para 12 dias pela internet. Seguro de saúde= R$ 252,00 para cada, pela Assist Card por intermédio do site SegurosPromo . com . br. Troca de óleo, filtro do óleo, filtro de combustível, filtro do ar condicionado e filtro de ar = R$ 205,00 Então o custo inicial (fora a troca de peças na revisão) é de R$ 551,00 A seguir vou detalhar o roteiro pretendido.
  4. Olá viajantes A semente desse cicloturismo foi lançada a cinco anos quando viajamos de carro pela primeira vez ao Peru, nessa ocasião já andávamos de bike, na minha ignorância sobre o Peru, embarquei nossas bike's no carro no intuito de fazermos alguns passeios livres de guias e tudo, porém, muito antes de chegar a Cusco percebi que não seria possível tais passeios, pois eu não conseguia nem respirar direito, não conhecia os efeitos da altitude no corpo, como agir, como se comportar, nada nada. Foi desanimador no início, passei a primeira noite quase toda em claro, com dor de cabeça, ânsia de vomito entre outras coisas, os outros dias foram moderando os efeitos mas, as bike's se quer tocaram o chão, quando já estávamos retornado pra casa no Brasil, na estrada vimos um casal de cicloturistas loiros com bandeiras da Europa, cara aquilo nos impressionou muito, minha esposa e eu. Como assim? Eu mau respiro e esse casal está pedalando com toda essa bagagem nas montanhas? Fiquei em "choque" mas, a semente foi lançada, UM DIA QUERO FAZER UMA "LOUCURA DESSAS". A LOUCURA foi pro forno e ficou lá guardada por quase cinco anos, sem ter como objetivo essa viagem, fomos pedalando por caminhos menores, conhecendo amigos, conhecendo histórias inspiradoras, nos ajustando no casamento, aumentando a união entre nos dois. Uma dica; se o casamento, o amigo, o irmão seja lá o que for, não tiver entrosamento, creio que termina de desandar, são muitos dias "grudados", o estresse "pode" se elevar muito nesse tempo, então é bom que se conheçam bem pra apoiar, incentivar, aceitar, perdoar, tudo isso enquanto "sofre" pedalando no sol, com ventos contra, com cede, com o corpo todo dolorido, com saudades dos que ficaram, nessa hora os sentimentos tomam uma proporção maiores ainda do que normalmente tomariam, então cumplicidade é TUDO. Quando a tal LOUCURA começou a fazer barulho dentro do forno, pensei, acho que está chegando a hora, maisssssssssssssss, um dos "obstáculos" foi, e como convencer a minha esposa Ana a embarcar nessa comigo? Bom ela já sabia do meu desejo de UM DIA ir a Cusco de bike, mas esse dia parecia tão distante que talvez nem chegasse, daí de repente eu digo, VAMOS? Ela é minha amiga, minha esposa, já passamos muitas coisas juntos, e vi a cara de espanto que ela fez, claro que não quis a resposta de imediato, e procurei não pressionar pelo SIM, ao passar dos dias ela foi 'acalmando' e perguntando, como seria, como isso, como aquilo, e percebi que a LOUCURA havia chegado nela também, não como em mim, mas chegou, quando ela embarcou de vez comigo nesse desejo, começou de fato os preparativos pra viagem. Marcamos pra segunda quinzena de agosto de 2017, muito do que aprendi, inclusive no MOCHILEIROS é determinar um inicio/ponto de partida, a partir daí comecei a comprar o que nós usaríamos, roupas pro frio, pro calor, a lista era imensa, o fato de ir a outro país de bike, sem nenhum outro suporte, coisa que nunca havíamos feito, me assustava, então levar somente o essencial, foi algo muito difícil de decidir, queria levar a "casa", muitas vezes tive que me conter e tirar coisas, outro ponto que nos gerou muito estresse foi a compra/confecção do carrinho reboque da bike, todos a quem consultei me indicaram usar alforges nas laterais das bikes, mas dessa forma eu teria que dividir o peso quase que meio a meio com a minha esposa, então optei pelo reboque, comecei a buscar na internet para comprar, achei dois, um feio e caro e um bonito no valor de um de rim , mais um problema, foram quase dois meses procurando, decidi então procurar alguém que fizesse um, foram mais três meses de procura, fui em quase todos os metalúrgicos da cidade, muitos só sabem fazer "bola" e "quadrado" e se alguém pede que se faça "triângulo" eles te olham com uma cara que não seria educado eu descrever aqui. Até que encontrei um predestinado, enviado além, disposto a TENTAR, nem que erre e daí, e daí que deu certo, deu certo a coisa mais difícil/impossível que faltava. Chegou o grande dia, quer dizer......o dia anterior a partida, hora de revisar pela milésima vez as coisas, a pré list, arrumar tudo e tentar pregar os olhos pro dia seguinte. 20170820_190658.mp4 1° Dia, Rio Branco - Região do Arachá, pedal 120kms 'Acordamos' as cinco tomamos café e saímos as seis, como parte da nossa programação seria mais ou menos esses horários que tentaríamos seguir durante a viagem, nos primeiros kms demorei um pouco a intender o ritmo que o carrinho deixaria eu seguir, estava carregado com tudo e mais um pouco, no decorrer da viagem descrevo a você's o que levamos sem necessidade, então, pegamos um vento de frente com sol forte logo cara como "boas vindas", as 8:00h parecia 12:00h, isso nos obrigava a andar com muita água todo o tempo, pois nem sempre há como adquirir, chegamos na primeira cidade Capixaba distante 78km as 12:00h, amoçamos, descansamos numas sombras de árvores e pensamos; seguiremos mais um pouco ou está bom por hoje? Seguiremos um pouco mais, por volta das 14:30 de volta a estrada pra lutar mais um pouco sob o sol e ventos que pareciam não querer que seguíssemos, paramos 30kms mais a frente e bebemos um refrigerante daqueles 'ruins' de dois litros quase de salu , enquanto o sol nos aguardava , parecia que ia chegar de noite fazendo sol, depois desse ponto que já era umas 16:00hs começamos a buscar um lugar cinco estrelas pra acampar , as prioridade eram 1°segurança, 2°banho, nem sempre tivemos o item 2, pois as vezes tínhamos que por em "cheque" o item 1, item inegociável, mas nesse primeiro dia foi tudo de bom, lugar seguro e com banho, as 19:00 já estávamos na cama, (levamos colchão inflável, todos nos recomendaram que não levássemos esse objeto, mas depois de um dia de esforço, tudo que seu corpo quer e precisa é uma noite de bons sonhos, então levamos e recomendo) um pouco de conversa sobre como foi nosso 1° dia, e pahh.......dormimos. 2° Dia, Região do Arachá - Brasileia, pedal 120kms Acordamos com o raiar do sol, as 5:00h já parecia 9:00h, hora de desmontar e guardar tudo, tínhamos café da manhã mas resolvemos seguir e comer algo mais tarde na estrada, decisão errada, descobrimos que por muitos kms algo pra comer na estrada se resumia a salgado com refrigerante, comemos mesmo assim, pedalamos até as 11:00 o sol estava muito forte e resolvemos parar pra fazer o almoço, levamos mini fogareiro, mini botijão, panelas, pratos, copos e talheres, e muitas coisas de comer, enlatados de feijão, enlatados de carne, arros crú, entre outros, paramos em uma escola abandonada a pouco tempo, deu tristeza de ver, parecia que tinham saído as pressas, tinha muita coisa didática deixadas para trás, pois, almoçamos pero das 12:00h e com o sol nos 'freando' resolvi explorar o lugar, 'descobri' uma fonte de água mineral nos fundos distante uns 200 metros, ficamos de molho por um tempo, mais tínhamos que seguir pedalando, muitas subidas íngremes com peso, sol forte, vento, isso mesmo o vento não dava trégua, chegamos na entrada da cidade de Xapurí km188 as 16:30h, a cidade de Chico Mendes que ficou conhecido no mundo todo devido sua morte e a sua luta contra os desmatamentos, mas esse debate não vem ao caso, mais uma vez sentamos, conversamos sobre como estava nosso corpo, se seguiríamos até a próxima cidade, Brasileia, ou acamparíamos por ali mesmo, estávamos nos dois bem então seguimos, logo a noite chegou, não é recomendado pelar a noite mais foi um alívio grande quando finalmente o sol foi "dormir", e resolvemos seguir em frente, os kms finais até Brasileia foram duros demais, tínhamos ultrapassado nossa cota diária de kms mesmo nas condições de sol/ventos, chegamos já eram umas 21:00h fomos atrás de um 'hotelzin' pra não gastar muito, quando vou guardar as coisas vejo uma solda do reboque quebrada, putsssssssss , deu aquele sentimento de raiva misturado com cansaço, mas não tinha muito o que fazer, tomamos banho e saímos pra jantar. Com a quebra do reboque o outro dia já estava comprometido, então resolvemos dormir até o sono acabar . 3° Dia, Brasileia - Sair da cidade, pedal 40kms Mas a cabeça não deixou tanto assim, umas 8:00h tinha já acabado, banho, café no quarto mesmo e fui atrás de consertar o reboque, encontrei através do boca boca um lugar com pessoas bem dispostas a resolver e curiosas com tal objeto, aliás não é sempre que se ver alguém que põe a casa sobre a bike e sai por aí né, reboque consertado as 11:00h, tínhamos até as 13:00h no quarto, fomos almoçar, voltamos e entregamos as chaves, mas lembra do sol forte??????? pois é, continuava lá e como nosso dia de pedal já estava comprometido mesmo, resolvemos nos deitar numa sombra na saída de cidade e relaxar, ficamos lá até depois das 15:00h, o sol foi dando uma trégua e resolvemos pedalar até achar um belo lugar pra acampar, de preferencia com banho lembram , mas não deu certo dessa vez, tava tudo tão seco, encontramos umas poças que não valia a pena, acampamos na entrada de uma fazenda, banho de gato com lenços umedecidos, jantar de barras de cereais e boa noite. 4° Dia, Até Assis Brasil, pedal 70kms Mais um dia se iniciava, e o sol as 5:00h pahhhhh, mas tudo bem, vamos lá, fazer nosso chocolate morno pra comer uns mistos da hora, arrumar tudo enquanto os moradores da fazenda saem , isso mesmo, enquanto estávamos tomando nosso chocolate os moradores iam saindo e claro estranharam as 'visitas', mas educadamente nos cumprimentaram com bom dia, entenderam que éramos viajantes e não do MST e tudo bem, saímos perto das 7:00h pra um percurso duro de muitas ladeiras, perto das 11:00 achamos um igarapé daqueles que a água parece sair da geladeira e paramos ali mesmo, lembra que na noite anterior não rolou banho? poi é, com licença , tomamos banho, lavamos umas peças de roupa, fizemos almoço, tiramos um cochilo enquanto a roupa secava naquele sol maravilhoso , nos aprontamos sem pressa perto das 15:00h pois sabíamos que a nossa meta daquele dia estava próximo 30kms para a cidade fronteiriça de Assis Brasil, quando estávamos voltando pra estrada tivemos uma visita que pensei ser daquelas piores , uns rapazes de "aparência duvidosa" aparentando serem menores de idade que já haviam passado em alta velocidade enquanto estávamos no almoço em uma moto potente sem placas sem capacetes, param ao nosso lado curiando tudo fazendo um monte de perguntas, e Eu lá dentro de mim pensando, vai ser agora , mantive a calma e respondi o máximo de perguntas que pude, nunca dizia o nosso real destino, sempre dizia vou até ali na frente e volto, NUNCA o valor das bikes e equipamentos, fomos conversando e vi que não iam nos fazer mau, ofereci lhes um doce que levávamos eles seguiram seu caminho nós o nosso tudo na paz, esse percurso as ladeiras não sabem brincar, são muitas e fortes, mas estava uma tarde muito bonita com muitos vales verdes ao entardecer ficou mais belo ainda, resolvi parar pra tirarmos umas fotos, pedi que minha esposa parasse e ela esqueceu de desclipar a sapatilha e pahhh o grito e a queda, ela ficou muito nervosa e doeu bastante tentei não alarmar e levar por menos mas ela entendeu que eu não estava dando a devida importância, 1° ATRITO, mesmo assim tiramos umas fotos, com climão , logo chegamos a cidade, mais umas fotos, fizemos a saída na alfandega pra ir adiantando o dia seguinte, nos hospedamos na pousada Bela Vista (não é patrocínio, mas fomos tão bem atendidos pelo proprietário que resolvi dizer o nome da hospedagem), não estávamos com clima de sair pra jantar, fiz janta no quarto mesmo e jantamos, boa noite. 5° Dia, Assis Brasil - Ibéria, pedal 75kms Depois de uma noite bem dormida, o resultado daquela queda, um roxidão e um inchaço medonho, putsssssssss, tomamos café e como os primeiros dias de estrada já havíamos identificado alguns itens que levamos sem necessidade (cadeado, garrafa térmica, adaptador de cartão de memória, bastão de fotos) então pedi ao proprietário da pousada que guardasse até a nossa volta, a minha esposa tomou um remédio pra dor e um anti inflamatório e seguimos pra alfandega peruana para tramites, tudo resolvido, pé na estrada, e não ia ser uma fronteira imaginária que ia acabar com as ladeiras, entãoooooooooooo, tomile ladeira , mais com um diferencial, estávamos no lado peruano, estrada muito bem feita e conservada, nenhum buraco e com acostamento em toda ela, após uns 40kms chegamos em uma linda fazendo onde estão transformando em um balneário, lugar lindo, almoçamos e descansamos um pouco por lá, seguimos perto das 14:00h e chegamos em Ibéria a 65kms, tomamos um banho em "baño publico" e seguimos pra sair da cidade e encontrar um lugar pra acampar, é aí que somos surpreendidos, passamos uns 10kms e encontramos um lugarzin, não era dos melhores mas não queria correr o risco de anoitecer e a gente na estrada, então ficamos ali mesmo, montamos tudo, já estávamos banhados e cama, ficamos conversando um pouco e paahhhh , escutei algum ser pequeno mais não tanto nos rodeando (estávamos na divisa da floresta fechada e aberta) começamos a eliminar de cabeça os prováveis seres e chegamos a pensar.....são cutias (animal de médio porte da família dos roedores) e não paravam de nos rodear correndo, apenas rodeando curiosos sem fazerem nenhum som, liguei as lanternas no intuito de ver algo os assustá los para irem embora e nada, pouco segundo tudo continuava, comecei a me preocupar com o que esses seres poderiam fazer com nossas coisas assim que dormíssemos e resolvi sair de lá as 20:00h, levamos tudo mais pra perto da estrada, tudo era um silêncio atéééééééé que entãoooo, começou uma grande algazarra de muitos macacos, tínhamos invadido seu território e eles não estavam gostando, quando percebi do que se tratava relaxei e peguei no sono, eles só queriam seu lugar de volta. 6° Dia, Ibéria - Mavila, pedal 90kms A noite anterior não foi das melhores, por causa dos primatas não relaxei por completo, dormi só com um olho , deixei o outro entre aberto, mais animo, hoje tem pedal , tomamos do nosso café da manhã, arrumamos tudo e seguimos, perto das 11:00h encontramos um igarapé e paramos, mas não era muito propício pra fazer almoço, pouca sombra, resolvemos lavar nossa roupa e nos refrescar naquela água enquanto o sol fazia "sua parte", comemos uns seriais que tínhamos enquanto não almoçávamos, umas 13:00h tudo já estava seco nos arrumamos e seguimos até encontrar a sombra perfeita pro almoço, encontramos e fizemos nosso almoço (macarrão, feijão, salsichas e suco), nesse dia já havíamos pedalado um bom trecho, então a partir dali podíamos acampar sem pressa, encontramos um lugar tranquilo já depois de Mavila e acampamos, esse dia não invadimos o território de nenhum animal , boa noite. 7° Dia, Mavila - Puerto Maldonado, pedal 85kms Depois de uma bela noite de estrelas e de boa dormida, tomamos café arrumamos tudo e saímos, perto das 10:00h passamos por uns biker's no que parecia ser uma corrida vindos provavelmente de Puerto Maldonado distante uns 40kms de onde estávamos, mais a frente acharíamos um belo balneário com aquela água super refrescante, apesar de ser segunda feira estavam servindo almoço e já fizemos o serviço completo, (baño, almozo, descanzo) seguimos até Puerto, 20kms mais a frente, chegamos umas 15:00h estávamos procurando um hotelzin quando dois senhores peruanos nos viram com aquelas bikes estranhas e carregando 'a casa' vieram até nós fazendo perguntas e admirados com tal proeza, e nos convidaram a tomar uma cusqueña, marrr meu Deus, miiiiiiiimmmmmmm dê papaiiii, tomamos três, o negócio tava bom mais precisávamos achar um lugar pra ficar e saímos, na mesma rua encontramos, um lugar todo chicoso com preço um pouco mais alto mais resolvemos nos dar ao luxo daquele dia (acho que foram as cervejas) mas valeu super a pena, guardamos tudo no quarto, tomamos aqueeeeeeeeeeeele baño, lavamos umas roupas e saímos pra jantar, delícia, voltamos e fomos relaxar no terraço do hotel, lugar com um redário e vista de boa parte da cidade, perfeito. Boa noite. 8° Dia, Puerto Maldonado - Santa Rosa, 140kms Bom dia, já estava quase tudo arrumado mesmo daí ficou fácil, tomamos café e saímos, a minha esposa continuava com a perna inchada devido a queda, paramos em uma botica=farmácia, e compramos um remédio mais forte pra tratar da perna da Ana, como todos os dias tinha pedal o corpo não tem tanto tempo assim pra se recuperar e não parava de doer, mais pé na estrada, depois de uns 20kms fomos alcançados por um cicloturista peruano, Jô Luiz, ele é morador de Cusco e veio de ônibus para Puerto Maldonado e estava retornando a Cusco no pedal, pedalamos 120kms juntos, conversamos muitos sobre nossos países, cidades, foi o dia todo pedalando e conversando sobre tudo, cara super gente boa, nesse dia almoçamos muito bem um pescado frito na beira da estrada, passamos pelo maior 'assentamento' de garimpeiros perto das 17:00h, lugar muito marcante, por um pouco mais de 1km do lado e do outro da estrada se parece com Bangladeche ou Bankok(como se ver na TV), uma aparente desordem, muitos nos aconselharam a NÃO passar nesse lugar de bike, não vi nem senti perigo algum, foi como se eles não nos vicem, pensei que os interesses deles são outros, tive muita vontade de tirar a câmera da bolsa e fazer umas fotos ou filmar o trajeto mas também não quis abusar, nesse dia estávamos avançando bem e resolvemos ir logo até Santa Rosa, chegamos cansados e já era umas 20:00h, vi duas pousadas, uma lotada a outra sem ninguém , por que será hemmmmmmm?, mas estávamos com poucas opções, ou era isso ou seguir mais a frente e acampar, resolvemos ficar, PIOR DECISÃO DE TODAS , vamos lá; "embaixo é um comércio, quase todas são assim, pra subir tinha uma escada super estreita,, quando chego no quarto não era um quarto era um forno, não tinha janelas, não tinha ventilador, o banheiro era no fim do corredor, mais o infeliz do dono cria um cachorro no corredor, o animal passou a noite inteira latindo então nem no banheiro dava pra ir, pensei milhões de vezes em sair daquele lugar desgraçado no meio da noite e ir acampar em qualquer lugar mas a Ana estava tão cansada que fiquei assim mesmo, a todo momento alguém batia na porta que é de metal e dava um som enlouquecedor, e o meserento do dono se fazia não ouvi, impossível não ouvir aquilo, já passava da meia noite a Ana já havia "desligado" quando alguém muito afim de entrar quase rebentando a porta o dono desceu pra ver e findou deixando um casal entrar, caralllhhoooooooooo era a mulher do gemidão da zapzap porraaaaaa, lembra do amigo cicloturista peruano???? ele estava no quarto da frente e não aguentou a pressão, foi e bateu na porta da mulher do gemidão conversaram por alguns segundos e diminuiu o volume do som, mais isso já passava de 1:30h da madrugada, meus olhos ardendo, corpo só o bagaço até que sem eu perceber desliguei também. 9° Dia, Santa Rosa - Mazuco, pedal 50kms Acordamos umas 6:30h, que lugar horrível, tava quebrado, eu queria sair o mais rápido possível daquele lugar, tomamos banho e saímos, fomos fazer nosso tradicional café da manhã na estrada mesmo, o amigo peruano estava com os dias contados pra fazer o percurso e decidiu que seguiria mais rápido e nos despedimos, combinamos de nos encontrar em Cusco mas não aconteceu, começamos então a subir a serra de Santa Rosa, depois daquela noite subir serra não era o melhor a se fazer maissss, hoje tem pedalll, apesar de tudo fomos bem, chegamos a Mazuco e tentei comprar um chip de celular de operadoras peruanas pra ficarmos comunicáveis mas não deu certo, seguimos mais um pouco e nos deparamos com um belo lugar, belo sol, isso mesmo, o sol já estava belo, a Ana queria pedalar mais, mas eu com um pouco de bom humor a convenci a parar e somente ali parado e admirar tudo aquilo, ficamos e acampamos ali mesmo, TARDE MÁGICA, tinha uma fonte próxima, tomamos banhos, fizemos o jantar e comemos, conversamos um pouco e boa noite. 10° Dia, Mazuco - Quince Mil, pedal 70kms Noite muito boa, mesma sequência, café arrumar tudo e sair, nosso corpo e nossas cabeças já estavam bem desgastados, as subidas muito íngremes e fortes, mas começamos a ver as belas cachoeiras, paramos na primeira umas 10:00h e ficamos nela até umas 11:30h quando chegou um casal resolvemos seguir viagem, mais a frente tinha outra e apenas tiramos fotos, pedal......quando antes das 13:00h pahhhhhhh a mega cachoeira, não era nosso intenção fazer uma parada aquela hora, o sol havia se escondido entre as montanhas e estava ótimo o pedal, mais não podíamos perder por nada, que coisa mais linda, água fria e cristalina que caia de entre as montanhas de uma mega altura, fazia um barulho muito gostoso, não queria sair dali por nada, passamos umas duas horas naquele lugar masssssssss tínhamos que seguir, o sol foi ofuscado cedo por uma neblina e as 16:00 já estava escurecendo quando chegamos a Quince Mil, ficamos em uma pousa de um casal muito atencioso, aquele banho, saímos pra jantar e depois fomos comprar comida enlatada/ensacada/embalada pra abastecer nosso reboque, boa noite. 11° Quince Mil - Quince Mil, pedal 30kms Bom dia, há uma discussão sobre o "melhor" tênis ou sapatilha? não sou advogado de nenhum, mas já uso sapatilhas e estou gostando, apoooiiissssss, incentivei a Ana a também usar pensando nos benefícios que eu identifico no tal calçado, pouco antes da viagem ela ainda estava na dúvida se ia de sapatilha ou de tênis, ela queria levar os dois e consequentemente dois pedais, falei que estávamos cortando peso ao máximo e que não seria possível, ela tinha que optar, optou pela sapatilha mesmo, entãooooooooooooo, lembram que ela caiu e machucou a perna perto de Assis Brasil? quando estávamos pedalando a umas duas horas e íamos parar ela esqueceu novamente de desclipar a sapatilha e caiu novamente machucando ainda mais a mesma perna, sabia que ainda não havia nem recuperado da última queda, paramos num silêncio ensurdecedor, ela tirou a sapatilha e começou a pedalar de chinelo, não sabíamos o que fazer, apenas pedalamos do jeito que dava, não rendeu muito aquela forma, estava frio, subidas muito íngremes, de chinelo com pedal de clip, não estava nada bom, resolvemos parar e acampar, tomamos banho, fiz o jantar, comemos, conversamos um pouco sobre como faríamos com tal problemas mas estávamos com poucas opções e cansados de mais pra pensar numa solução, boa noite. 12° Dia, Quince Mil - aos pés de Marcapata, pedal 20kms Bom dia, a minha esposa e guerreira Ana estava com muitas dores na perna que machucou em duas quedas, acordamos arrumamos tudo, tomamos um bom café da manhã, mas a moral não estava boa, como ela ia pedalar de chinelo naquele frio, subindo montanhas de chinelo? estávamos pra baixo, ela colocou várias meias e calçou o chinelo, ajudou um pouco mas foi ficando desconfortável por vários motivos, escapava o pé, dá diferença na altura de um pé pro outro, e esfriando o pé, tava horrível, tirei o clip da sapatilha pra não "grudar" no pedal e ela agasalhar o pé, também não deu certo, enrolei o pedal com bastante esparadrapo mas também ficava escorregando, tava desanimador, e ela se queixando de dor na perna, com razão, imagino que no frio um machucado tome proporções ainda maiores, eu não cai e estava todo dolorido imagina cair duas vezes com a mesma perna no asfalto com a bike pesando uns 20 quilos?, paramos várias vezes, ela tomou dois tipos de remédios anti inflamatórios pra diminuir as dores e inchaços mas o corpo não tem tempo de recuperação, perto das 14:00h resolvemos parar por aquele dia, achamos um lugar bem bacana as margens de um vale e acampamos, era cedo, fiz uma sopa pra animar um pouco, ficamos ali olhando todo aquele lugar lindo por um tempo, começou a ventar e esfriar muito, resolvemos entrar pro nosso "quarto", dormimos super cedo nesse dia, boa noite. VID-20170906-WA0135.mp4 13° Dia, Subida final a Marcapata, pedal 10kms duríssimos Dormimos muito bem, desmaiamos, acordamos e fizemos o que tinha de ser feito sem a mínima pressa, terminamos já era umas 8:00h, então vamos subir a Marcapata, missão das mais duras, chegamos a Marcapata já era umas 11:00h, nos hospedamos num hotelzin bem aconchegante de uma família bem simpática, meia hora de perguntas pra intender ou tentar intender o porque de tal loucura e fomos almoçar no "melhor restaurante da cidade", comida ótima a um preço 'exorbitante' de $6,00 soles, inacreditável, dava vontade de pagar mais, no jantar onde fomos? Claro né, mesmo lugar, mais a tarde fomos desbravar a cidade a pé, andamos por vários lugares, comprei uma sacada de uvas frescas, isso mesmo uvas frescas por inacreditáveis????? $5,00 soles o quilo, quase racho a barriga de tantas uvas, passamos em um mercadinho compramos mais alimentos enlatados/ensacado/embalados e voltamos pro hotel, estava faltando luz na cidade, alguns lugares tinham geradores ligados e imaginei que faltar luz numa cidade entre as nuvens deva ser normal, Marcapata está a 3.200mts de altitude, durante a tarde perto das 16:00h as nuvens cobriram tudo e esfriou com tudo, mais uma noite bem dormida, ótima. 14° Dia, Marcapata - Ocongate, pedal duríssimo 70kms Bom dia, tomamos nosso café no quarto mesmo, não tinha energia na cidade e tomamos banho com uma água perto de congelar e saímos, era umas 7:00h, a Ana estava tentando pedalar com a sapatilha sem o clip e o pedal todo enrolado com esparadrapo, pedalamos uns 15kms assim, olhava pro rosto dela aquele olhar de dor e desespero, mas ela fazendo o impossível pra se manter firme e em combate, estávamos só nos dois, não tínhamos outra companhia, eram horas sem passar nenhum carro ou algo parecido, então ter uma emergência médica naquela hora seria horrível, pensei em várias hipóteses, tomei uma difícil mais importante decisão de jogar a toalha por ela, igual aquelas lutas de boxe, ela chorou querendo continuar, me disse que pedalaríamos um pouco mais e acampávamos, mas eu lhe disse que estávamos muito alto e não seria bom acampar em tal altitude, deveríamos estar a uns 4.000mts, nessa altitude o corpo reclama cada minuto passados é como se o tempo estivesse sugando você, sugando suas forças, seus líquidos, seu ar, não poderíamos ficar ali durante a noite, o tempo passava e passava já era umas 9:00h, até que ela aceitou e intendeu ser a melhor decisão naquele momento, combinamos que ele esperaria um ônibus ali mesmo e nos encontraríamos em Cusco no dia seguinte, numa pousada que já ficamos outra vez, tudo combinado mas eu seguiria e o relógio era contra mim, tinha que percorrer as maiores altitudes antes de escurecer então segui pedalando enquanto a Ana ficou, detalhe fatídico que com tudo que estava acontecendo não observamos, os peruanos pedem muita carona de todos que passam, então quando começaram a passar ônibus, vans e todo mundo quando a Ana dava com a mão eles não pararam pensando ser essas caronas, ela ficou das 8:30 até as 14:30, ISSO MESMO , quando ela já estava desesperada e ia retornar pra Marcapata apareceu uma família de Rondônia enviados por Deus e parou, ela disse que desabou no choro, de alívio, de alegria, de tudo, daí que a Ana até ajudou lhes, eles nunca tinham estado nas montanhas e nunca tinham sentido os efeitos da altitude, a Ana que já sabe de cor tudo isso, de como se portar nesses lugares acabou ajudando quando os efeitos foram aumentando, e quando chegaram a Cusco quem era a guia??????? Claro que a Ana, ela tem boa memória e como já fomos algumas vezes de carro e andamos em muito lugares, está tudo guardado na cabeça dela, mas calma aííííííííí, e euuuu? ainda estou pedalando e sofrendo muiiiiiiiiiiito, um pouco antes do "topo", o ponto mais alto do percurso a 4.725mts, meu corpo estava no limite, eu sentia meu coração parecendo um tambor batendo atrás dos meus olhos, sentia meu corpo sendo bombardeado por aquele lugar, pedalava a 7k/h já era umas 15:30h e não tinha almoçado, fiz apenas um leite quente e dois ovos cozidos, eu estava exausto, nem a minha esposa estava ali pra conversarmos e distrair um pouco tudo aquilo, lugar muito muito muito lindo, mais eu sentia como se ele quisesse me engolir, os minutos foi passando e eu falei dentro de mim assim; (MEU DEUS ME DÊ FORÇAS, NÃO ESTOU CONSEGUINDO) não tem nada com religião, não sou religioso nem nada, mais creio em Deus assim como muitos creem cada um de sua forma, pois, em instantes uma grande carreta vinha descende, freando freando freando e parou no outro lado, o motorista baixou o vidro me chamou me deu um refrigerante uma fruta e disse (NÃO DESANIMES, O TOPO ESTÁ LOGO ALI) e continuou descendo, voltei segurei minha bike e comecei a chorar "assim como estou fazendo agora", chorei sem parar o resto da tarde, Deus me ouviu, aquilo foi tudo, me deu uma força, um ânimo, cheguei a Abra Pirhuayani a 4.725mts já as 17:00h estava muito frio, me encostei no marco ao lado da estrada agradeci por tudo mais já estava escurecendo, não podia ficar ali, pedalei até depois de Ocongate e acampei já era umas 20:00h, boa noite. 15° Dia, Ocongate - Cusco, pedal duríssimo 140kms A noite anterior não foi das mais fáceis, como fui acampar já estava noite não pude escolher lugar, foi o que deu mesmo, mas esse que deu não foi dos melhores, não tinha um único lugarzin que desse de se sentar que não fosse em cima das pontas de pedras, tinha uma mina de água próxima mas quando virei o foco da lanterna ao lado ao que parecia um "depósito" de penas de pollo=frango , tava com cede e com fome mas não dava pra fazer nada sem água, olhei em volta pra ver se estava mesmo livre de humanos e não vi sinais de nada nem ninguém, fui pra "cama", mas não conseguia pegar no sono mesmo estando tão exausto por tudo que passei naquele dia, dormia e acordava o tempo todo, até começar a clarear por sobre as montanhas, bom dia então. Arrumei as coisas mas estava morto de cede, resolvi procurar e achei outra fonte de água dessa vez aparentemente limpa, mas como levei cloro, coloquei um pouco por precaução, esperei, bebi o máximo que pude enchi a garrafa e comecei a pedalar as 6:00h em ponto já com uma inclinação muito forte, passei duas horas subindo uma montanha, quando vi que desceria pro fundo do vale novamente me deu um desanimo monstruoso pois sabia que teria que subir tudo novamente, a partir dessa hora o corpo parecia não querer lutar mais, cada km ficava mais difícil, as 9:30h parei em uma lan house num vilarejo que não me recordo o nome e passei uma mensagem via Facebook pra Ana que já estava em Cusco dizendo minha localização e minha situação de cansaço, disse lhe que demoraria mais chegaria, aproveitei e comi um pão que eu carregava na bolsa com leite, segui viagem subindo novamente outra montanha, meu corpo estava exausto, o silêncio nessa hora também não me ajudava, sentia falta da Ana pra conversar e quem sabe distrair um pouco o corpo, o silêncio faz a gente pensar muito, muitas vezes é bom mas não aquela hora, pensava nos kms que faltava, e isso era mais um fator de desgaste pra mim, a medida que eu subia a montanha por várias vezes a cima de 4.000mts ficava ainda mais exposto ao sol forte, quando tinha sombra dava pra sentir frio mais pedalando e no sol o suor pingava, cheguei em Abra Cuyuni a 4.200mts as 13:00h ponto mais alto antes de Cusco mas muito distante, comecei uma longa e perigosa descida de uns 20kms, nessa hora que eu fui sentir o frio, paisagem de tirar o fôlego, apesar do cansaço admirei o quanto pude cada km, cheguei em Urcos perto das 15:00, estava morto de fome mas não queria parar, ainda faltavam 45kms, 45kms naquelas condições sabia que não eram fáceis, começou um trânsito infernal(muitos já haviam me falado dessa 'chegada', uns até me aconselharam a fazer esse percurso de ônibus) mas meu objetivo era pedalar até Cusco então segui assim mesmo, trânsito uma loucura ao entardecer, cheguei na praza de armas, onde a Ana já estava hospedada encostei a bike me sentei na calçada as 18:00h e por alguns segundos veio um misto de sentimentos, vontade de rir e de chorar por tudo aquilo, a Ana veio e me ajudou a colocar a bike na pousada, estava na exaustão máxima, esperei um pouco e tomei aquele banho morno e fomos jantar ao lada da pousada. Boa noite. Apesar de todo os esforço que meu corpo e minha mente teve que fazer, a grande expedicionária e vencedora foi minha esposa Ana, pois essa rota Rio Branco - Cusco assusta até os mais loucos viajantes masculinos, muitos vão da metade, outros vão seguidos com carro de apoio, outros fazem o inverso Cusco - Rio Branco por conta da "declinação", mas uma mulher que tenha feito o que a Ana fez, não tenho notícias, então, não é atoa que ela ATÉ ONDE SEI tenha sido a primeira a fazê lo. Essa rota daqui a cinquenta anos vai continuar sendo desafiadora, então desafie se, curta, aproveite, viva esse pedal, sofra, realize se. Um grande abraço.
  5. Sim e possivel alugar um carro em Cusco e chegar na hidroelectrica ponto mais proximo acessivel a macchu picchu. nao foi facil achar relatos ou informaçoes a respeito desta possibilidade, e olha que procurei em portugues, espanhol e ingles, mas mesmo assim decidi encarar a aventura que mesmo em cusco ouvi dos locais que seria impossivel, senti que todo mundo quer vender o pacote de bus ou van ate a hidroelectrica, e ate dificil achar carro para locaçao por aquelas bandas, pelo que recomendo reservar com antecedencia, mas vamos aos fatos. DIA 23 MAIO pegamos o carro um kia ceratto por 60 dolares a diaria e partimos rumo a pisac, apos passeio pela cidade continuamos o caminho dessa vez em direçao a Ollantaytambo, como estavamos atrasados e nao sabiamos ao certo o que nos esperava nem paramos aqui, ate aqui a estrada era boa, pista simples, bastante curvas, paisagens lindas. pra frente começa a piorar cada vez mais a estrada, coloque no google maps este trajeto e vcs verao como e a estrada, e muuuuuita curva, so cotovelo, montanhas cobertas de neve, acerraçao, enfim velocidade limitadissima, mas o pior mesmo esta por vir, de santa maria, passando por santa teresa, ate a hidro e uma loucura, estrada de chao bordeando precipicios altissimos e em muitos trechos com pista pra um veiculo apenas, sendo que tem que tocar buzina nas curvas e torcer pra nao vir ninguem de frente pois ter que dar re naquelas condiçoes exige experiencia e sangue frio no volante, quedas de agua passando pela estrada com grande força, pontes precarias que parecem ser da epoca dos incas!, enfim adrenalina a mil. apos muitas paradas para fotos e videos chegamos na hidro as 18;30, ja noite! mas vivos hehe, e o desafio continuava, deixamos o carro bem na frente da guarita da hidro e ofereci uns soles pro guarda para cuidar do nosso carro que estava com as malas dentro, esqueci de falar mas estavamos em 3 amigos, preparamos as mochilas e partiu fazer trilha a noite. celular na mao e lanterna que compramos na hora mesmo 12 soles, no começo da trilha tem varias bancas vendendo agua, frutas, cervejas, chocolates, enfim tudo o necessario porem muito caro, compramos o minimo necessario, se informamos se seria possivel realizala de noite e ante a afirmativa dos locais mesmo com muitas duvidas e inseguranças não tínhamos escolha a não ser partir, pois tínhamos ingressos para huayna picchu as 7 da manha. O começo da trilha é seguindo a linha do trem ate o final, algo como 10 minutos de caminhada e a partir de ai, a pior parte, mais 10 ou 20 minutos via trilha dentro da mata em busca do outro trilho de trem, finalmente saímos do mato e encontramos o trilho o qual seguiríamos pelas próximas 2 horas. as lanternas foram indispensaveis na jornada mesmo contando com lua cheia, pois são varias pontes onde tem que passar pelos trilhos. finalmente avistamos as luzes da cidade e a felicidade foi grande, chegando la fomos abordados por uma moça que nos ofereceu quarto privativo por 25 soles por cbç, hotel inka wasi, barato e com cama confortavel e chuveiro bom, sem cafe. Foram 2 hrs e 20 minutos de caminhada rápida e constante, em terreno praticamente plano, tendo um leve ganho de altitude. acordamos ás 6 hrs e decidimos economizar nos 12 dólares cobrados por trecho para subir de águas a macchu via bus e encaramos a subida a pé, via escadarias, pesado, foram em ritmo bem acelerado 45 minutos de subida íngreme, esqueci de falar que já as 6:00 da manha, horário que partimos a fila para pegar o ônibus já era quilométrica, porem andava rápido pois sai ônibus de 5 em 5 minutos. Entramos em macchu e atravessamos as ruínas ate a entrada ao setor exclusivo para quem tem o ingresso a huayna, lembrando que os horários são restritos e não são toleradas entradas fora dos horários adquiridos. Levamos 1 hora para atingir o topo, e preciso ter em conta que praticamos esportes e estamos acostumados a fazer trilhas, a subida e cansativa e realmente não e para qualquer um, e necessário bastante força de vontade para não desistir no caminho, vi varias pessoas que infelizmente iam ficando pelo caminho, assim como vi cenas incríveis de pais carregando crianças de colo e chegando la, são 1300 metros de subida. O cume e a gloria, lembrei de todo o esforço que realizamos para estar la naquele momento e foi muito emocionante, tiramos muitas fotos, mas sinceramente as melhores são do outro lado, da porta do sol em macchu. Para quem quer subir o huayna deve saber que o ingresso deve ser comprado com antecedência minima de 90 dias. Curtimos a energia e a vista do topo e por recomendação de um monitor do parque decidimos aumentar o trajeto (ou sofrimento) por mais 2 horas de caminhada ate a gran caverna, que furada! 2 horas sacrificantes por uma merda de uma caverna, ok na real a caverna deve ser massa, mas por segurança ela foi fechada e só da pra ver a entrada, tipo nada a ver, não façam essa bobagem, só pensava naquele sacana que disse valer muito a pena ir na caverna, realmente a trilha e muito visual, com trechos que tem que usar cabos e escadas de troncos que faziam as pernas tremer de costas ao abismo, mas no conjunto da obra foi exagero, ainda tínhamos todo macchu para recorrer. Descendo a macchu se dirigimos a entrada novamente e combinamos com um guia em espanhol que estava juntando um grupo, 20 soles por pessoa, um tour de 2 horas explicando a cidade e como era a vida daquele povo. Apos isto se separamos para curtirmos bem a vontade as ruínas, ate umas 15 horas pos pic nic com frutas e bebida que levamos pois la e absurdo de caro, e um descanso com aquela vista maravilhosa e tradicional desde a porta do sol o melhor lugar para o retrato famoso. Outra coisa e não esquecer de carimbar o passaporte com o selo de macchu picchu, ao lado do guarda roupa, logo na entrada do parque. Apesar do cansaço acumulado (1 hora de aguas a macchu, 4 hrs circuito huayna, caverna,macchu, 2 hrs guia macchu, total 7 hrs) resolvemos economizar mais 12 dólares e descemos a pé, bem mais fácil que a subida, por isso se quiser economizar na descida e comprar a subida pode ser uma boa. Foram mais 50 minutos de descida e mais 20 ate aguas caliente. Nesse dia só deu mais pra jantar e dormir cedo, doendo o corpo inteiro, mas com a alma regozijada. No outro dia acordamos as 7 da manha e partimos a pé rumo á hidro desta vez de dia apreciando o belo caminho que tinha passado desapercebido na vinda a noite. e que caminho, sempre costeando o rio e com huayna e macchu o tempo todo a nossa esquerda. foram 2:30 de caminhada e muitas fotos ate a hidro, carro intato, almoçamos e tomamos umas cervas num restaurante onde tinha um grupo grande de gringos comendo, 12 soles, entrada, principal e sobremesa, depois disso pé na estrada para mais 6 horas e mais muitas fotos e videos maravilhosos pelo caminho, janta e passeio em ollanta e devolução do carro para no outro dia voltar para casa ja cedo. Em cusco ficamos no pariwana hostel o qual recomendo, top, quarto para 10 pessoas 42 soles com cafe, excelente localização a 2 quadras da praça de armas e camas e chuveiros excelentes, enfim e possível sim, e barato tbm, foram 3 diarias de 60 dólares, mais 115 soles de gasolina. E isso, ta ae mais um jeito de explorar essa joia do nosso continente, qq dúvida tentarei ajudar, vlw!
  6. Tô passando pra avisar que mês que vem "fevereiro" vou fazer uma trip épica rumo ao Uruguai bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc .. Já te adianto que vai ser tri legal Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!!
  7. Oi gente, tudo bem? Eu me chamo Matheus e faço umas trilhas de vez em quando, pretendo fazer minha primeira viagem/mochilão, e resolvi conhecer boa parte do Peru, ao invés de dividir entre Bolívia, Chile e Peru. Gostaria da opinião de vocês, o que pode ser alterado e o que não pode, o que posso adicionar, ou simplesmente o que acham kkk 😁 Aceito dicas do levar daqui também! Lembrando que EU SEI que isso não vai sair perfeito na hora H e que coisas podem mudar... E Ayacucho eu quase não acho na internet, vi que quase ninguém passa por lá, mas vi uma moça postando no face e me apaixonei e achei uma bela parada de Cusco para Huacachina. ROTEIRO PERU Dia 1 -->São Paulo/Cusco • Se aclimatar • Comprar chip de celular • Comprar Boleto Turístico Dia 2 --> Cusco • Plaza de Armas • Sítios Arqueológicos (circuito I) Dia 3 --> Cusco • Centro histórico e Valle Sur (Circuito II) Dia 4 --> Cusco • Vale Sagrado ( Circuito III) Dia 5 ---> Águas Calientes •Van até hidrelétrica e depois trilha Dia 6 ---> Machu Picchu ❤️ • Tentar Voltar direto pra Cusco Dia 7 --> Cusco •Laguna Humantay Dia 8 --> Cusco • Andar atoa e descansar Dia 9 --> Cusco • Montanhas Coloridas ❤️ ** Tentar ir pra Arequipa Dia 10 e 11 --> Arequipa • Conhecer Cidade • Vale Del Colca (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA) Dia 12 --> Cusco • Ir para Ayacucho Dia 13 --> Ayacucho • Piscinas de Milpu ❤️ (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA) ** Tenta Ir para Huacachina Dia 14 --> Huacachina • Passeio de buggy • Andar nas dunas ** Tentar ir pra Lima Dia 15 --> Lima • Museu Larco • Andar atoa ( sei la ) Dia 16 --> Lima • Tour gratuito Dia 17 --> Huaraz • Ver hostel e marcar os passeios - Talvez já fazer passeio Dia 18 --> Huaraz • Laguna Paron Dia 19 --> Huaraz • Glaciar Pastouri Dia 20 --> Huaraz • Laguna Llanganuco e Yungai Dia 21 --> Huaraz • Laguna 69 ❤️ Dias 22, 23 e 24 (FICA DE SOBRA PRA ENCAIXAR OU FAZER ALGO FORA DO PLANO) Dia 25 - Lima • Voltar pra São Paulo ** Lugares que faltaram: Chachapoyas, Trujillo, Paracas, *Canyon Huatuscalle* (Ayacucho), Puno... E ai o que acharam?? 😊 Aceito dicas do levar daqui também! MUITO OBRIGADO DESDE JÁ, UM BEIJO E UM ABRAÇO VOCÊS SÃO INSPIRAÇÃO ❤️❤️
  8. Bem, essa é minha terceira viagem pra fora do Brasil ( em 2014 fui pra Argentina e Uruguai)... Vou tentar ser bem sucinto no meu relato e passar o máximo de informações possíveis... *só pra constar eu moro em Porto Velho - RO peguei um Voo daqui a Rio Branco (45 min. / comprei com milhas). Minha viagem começou no dia 09/02 peguei um Ônibus de Rio Branco a Brasileia (R$ 42,00) no fim da tarde, pois queria ir a Cobija-Bolívia a noite (foi bem legal)... Acordei cedinho no dia 10/02 e peguei o Bus de Brasiléia a Assis Brasil (R$ 17,00) esse trecho está horrível, há partes em que não tem como escapar dos buracos. Cheguei em Assis Brasil por volta das 10h, fui direto na PF dar saída do país e já atravessei a fronteira a pé (tem os carrinhos peruanos que atravessam, o valor fica uns 4 soles) Atravessando a fronteira (ponte) já tem umas "Vans" que ficam na praça esperando os turistas o valor varia de 30 a 35 soles (pode pegar tranquilo), de lá elas partem pra Puerto Maldonado... Obs.: não esqueça de dar entrada no Peru (A Van para pra você fazer isso)... aproveite e troque dinheiro nas vendinhas do lado ou mesmo na praça, o valor lá foi o maior que eu encontrei durante toda a viagem (S 0,92 = R$ 1,00) De Iñapari (fronteira) a Puerto Maldonado (30 soles) são umas 4h... Ah! se prepare pq eu contei e são 64 lombadas, além dos 2 pedágios... Chegando em Puerto Maldonado fui dar uma volta, fiz um lanche, comprei as folhas de coca e o remédio pro mal da altitude, depois fui pra Rodoviária comprar a passagem e aguardar... Todos os ônibus saem das 15h em diante, exceto um que sai de manhã. Peguei o ônibus das 20h de Puerto a Cusco (50 soles básico / de 70 a 90 cama), são cerca de 10h de viagem então deu pra ir dormindo já economizei uma diária e cheguei as 6h em Cusco, nesse dia tava um pouco frio, acho que uns 10 graus... Ah! quando o Ônibus chegou perto dos 4000 de altitude eu acordei com falta de ar e muita dor de cabeça... mas depois passou Um resumo da estadia em Cusco: A cidade é linda... incrível... Fiquei num Hostel chamado Puriwasi, muito bem localizado, preço muito em conta (café normal) e com um pessoal super gente boa!!! Dá pra fazer tudoooo a pé na cidade. Se você for ficar muitos dias ou se pretende fazer todos os passeios compre o boleto turístico, ele saiu por 140 soles... só a entrada em um dos passeios era 70 soles... Existe um passeio que não está incluso no boleto e que eu aconselho a fazer independente de sua religião (ou de você não ter)... LA CATEDRAL é um lugar magnífico, lindo, indescritível... infelizmente não se pode fazer fotos lá... mas digo uma coisa se você for a Cusco e não adentrar La Catedral você não conheceu a cidade direito. Quanto a Machu Picchu: Como minha estadia era curta comprei logo o pacote fechado (Ônibus - Trem - Ticket) saiu por 850 soles, mas dá pra comprar mais barato, ou comprar separado (mais barato ainda), ou comprar o passeio de ônibus e van, ou ainda fazer as trilhas... Se a viagem de Trem compensa? depende, pois é a parte mais cara de todo o passeio a Machu Picchu... A viagem é realmente muito bonita quanto a isso não há o que discutir... Sobre Machu Picch... não tem nem como descrever aquilo, quando vi eu simplesmente me sentei e esperei a respiração voltar porque é de tirar o fôlego... é muita história, muita sabedoria, muitas indagações, os caras foram incríveis... eu pretendo voltar porque não consegui escalar Huayna (Wayna) Picchu... Bendito é o fruto... rsrsrs Esse foi um resumão da viagem, bem resumido mesmo... os preços são bem parecidos com os praticados aqui na minha cidade (Porto Velho) então não achei nada tão caro... Dancei Salsa e Bachata, experimentei comidas diferentes, fiz muitas amizades, andei bastante, conheci muitos lugares, etc... Dicas: 1 - Se for a Machu Picchu de trem compre as passagens econômicas (PERURAIN), pois é um pouquinho mais apertada, mas muito melhor, o Trem executivo é horrível (pelo menos na minha opinião) balança demais, é confortável, mas balança demais; 2 - Não esqueça o protetor solar quando for a Machu Picchu... não pode entrar com comida nem bebida, exceto água; 3 - Pergunte e negocie sempre; 4 - Dê um intervalo entre os passeios do boleto turísticos, pois é muita coisa; 5 - Tome chá da coca é fantástico, depois que eu tomei não senti mais nada durante toda a viagem; 6 - Faça as coisas, se possível, a pé!!! você conhece a cidade melhor; 7 - Cusco não se resume a "ir à Machu Picchu", é patrimônio universal da humanidade... então explore a cidade; Ah! a volta foi: Cusco x Puerto Maldonado das 20:00 as 06:00 Puerto Maldonado x Assis Brasil das 08:00 as 11:00 Assis Brasil x Brasiléia das 11:00 as 13:00 Brasiléia x Rio Branco das 14:30 as 18:00 Em menos de 24 horas Só pra deixar claro, é possível ir de Rio Branco a Cusco de Ônibus todos os dias e vice-versa... Ônibus direto de RB a Cusco só 2 vezes na semana (uma delas na sexta) pela empresa ORMEÑO que tem um guiche na rodoviaria de RB, compras só no guiche da empresa. Se tiver alguma dúvida ou quiser saber alguma coisa é só deixar mensagem no facebook, "ivanilson ps", que assim que puder eu respondo. Dia 15 de julho estou indo Peru (novamente) só que agora de carro \o/ Lima e depois volto parando em outras cidades até chegar a Cusco ( de 15 a 30 de julho) *voltei novamente ao Peru... dessa vez fui para as bandas de Lima e Arequipa (na volta passei em Cusco). Segue as informações atualizadas de julho: Ônibus direto da empresa Ormeño 1 - Rio Branco a Lima = R$ 332,00 a Cusco = R$ 222,00 a Puerto Maldonado = R$ 177,00 *saída: sábados 06:00 2 - Porto Velho a Lima = R$ 450,00 a Cusco = 335,00 *saída: sexta-feira 21h00 Obs.: O ônibus não demora muito em nenhuma das duas cidades e é bom ir pelo menos um dia antes comprar a passagem. Passagem de Rio Branco a Assis ônibus direto R$ 54,00 saída as 06:00 (o ônibus vai lotadooo)
  9. Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  10. Assista em Video no Youtube - Cusco Um breve resumo de tudo que fiz em Cusco e seus arredores. Para realizar os passeios básico, serão necessário no mínimo 5 dias, o recomendado 1 semana. Dos 5 dias, 2 gastei em Cusco para planejar a viagem para Machu Picchu, fechar os pacotes turísticos, visitar os museus e o sítio arqueológico Sacsayhuaman. Teve 1 dia inteiro para o passeio ao Vale Sagrado, optei pela versão VIP que é bem mais completo, que inclui Moray e Salinera de Maras. E 2 dias somente para Machu Picchu. Machu Picchu fica longe de Cusco e terá que ir de trem até a cidade próxima chamada de Machu Picchu Pueblo, mais conhecido como Aguas Calientes, que era o antigo nome. É cansativo se tentar um bate-volta. Então, 1 dia será para chegada na cidade de trem, na manhã seguinte visitar o sítio arqueológico Machu Picchu e voltar de trem à tarde para Cusco. Lembre de comprar o seu boleto turístico que é um ingresso que contém um pacote fechado de vários museus, sítios arqueológicos, teatros e eventos culturais. É possível economizar uma boa grana, ao invés de pagar por cada ingresso separadamente. Principalmente se for realizar o passeio pelo Vale Sagrado. Compre ele no Museu de Arte Popular, próximo a Plaza de Armas. O boleto custa 130 soles, que dá em torno de R$ 150,00 e vale por 10 dias. O Sacsayhuaman fica na parte elevada de Cusco, é um pouco cansativo se for a pé, leva de 30 a 40 minutos do centro da cidade e é uma subida bem longa. Se quiser, poderá ir de taxi. Chinchero é o início do passeio ao Vale Sagrado. Acabei contratando uma agência de turismo que saiu por 50 soles por pessoa, em torno de R$ 58,00. Estava incluído o transporte com Van, guia local e o almoço. As entradas terá que pagar por contra própria, adquirindo o boleto turístico. Moray e Salinera de Maras, estão incluídos somente no pacote de Vale Sagrado VIP, que é o que eu recomendo por ser a mais completo. Muitos acabam emendando este pacote com a ida ao Machu Picchu, mas não recomendo fazer isso porque você vai acabar perdendo a visita ao Pisaq. Minha dica é que faça o tour do Vale Sagrado por completo e depois se preocupe somente com o Machu Picchu. As Salineras de Maras, este local não está contemplado no boleto turístico, então terá que pagar a entrada de 10 soles por pessoa, que dá em torno de R$ 12,00. Em Ollantaytambo fica localizada a estação de trem que vai te levar até Machu Picchu Pueblo. As pessoas que emendam o pacote do Vale Sagrado com Machu Picchu, acabam por permanecer por aqui e não terminam o passeio do Vale Sagrado. Esta cidade fica a 2 horas de Cusco. Lembrando que não é possível chegar a Machu Picchu de carro ou Van. Haverá sempre um trecho, mesmo que pequeno em que terá de realizar de trem ou a pé. Pisaq é a última parte do passeio pelo Vale Sagrado, que é bem recomendável visitar. Depois disso fui para a cidade de Machu Picchu Pueblo de trem. Os pacotes vendidos pelas agências é em torno de 220 a 250 dólares por pessoa e nele estão incluídos a ida e volta de trem, entrada ao Machu Picchu, hospedagem, em alguns casos refeição, outros a visita aos termas e a van para subir ao sítio arqueológico, algumas agência incluem somente a ida de van sem a volta. Negocie a ida e volta, porque descer a pé e muito cansativo. No meu caso, fiz tudo por conta própria, pois o valor era muito alto para poder confiar em qualquer agência de turismo. E não é tão difícil organizar isso sozinho, poderá realizar a reserva de hotel pelo site do Booking. O trem pelo site do Peru Rail ou Inca Rail. Optei pelo Peru Rail por ter uma grande disponibilidade de horários e era um pouco mais barato que a concorrente. A entrada para Machu Picchu já tinha comprado em Cusco e a van que te leva até o sítio arqueológico poderá ser reservado em Machu Picchu Pueblo. Existem as opções um pouco mais baratas de se chegar a Machu Picchu, mas que no final de contas é mais cansativo e demandará mais do seu tempo. O preço dos trens é bem caro, bem abusivo. Paguei em torno de 500 soles, em torno de R$ 570,00. A van que te leva até o sitio arqueológico custa em torno de 79 soles, ou R$ 90,00 para ida e volta. O ingresso do Machu Pichu foi de 152 soles, ou R$ 175,00. Creio que se eles continuarem a aumentar mais os preços, talvez não compense mais. Ultimamente têm criado várias regras restrigindo a quantidade de pessoas. Outras vezes, obrigavam a contratar um guia local para adentrar ao Machu Picchu. Por sorte, não foi exigido na minha vez. É um lugar para se visitar 1 vez e nunca mais. Haja grana para isso. Mas pelo menos a vista foi de matar, não é a toa que é uma das maravilhas do mundo. Aproveitem esse pequeno resumo com os melhores momentos de Machu Picchu. * Links: - Andean Flicker Adventure (Pacote Vale Sagrado) Endereço: Calle Educandas, 375 - Cusco Whats (Yessica): +51 984 982 013 Tel: +51 084 599 832 E-Mail: [email protected] https://www.facebook.com/flickeradven...
  11. Pessoal, Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site. O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem. Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00. Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem. Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito. Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá. Canal Voando Alto Abs!
  12. esse foi nosso roteiro, ordem dos passeios: · Cusco · Valle Sagrado (Pisac, Salinas de Maras, Moray, Chinchero, Ollantaytambo) · Valle Sul (Tipon e Pikillaqta, Andahuaylillas) · Macchu Pichu + Wayna Picchu · Banhos Termais de Colcamayo (Santa Teresa) · Laguna Humantay · Cerro Colorado/Montañas de Colores/Rainbow Mountain
  13. Oi galera!!!!! Vou fazer um mochilao de 15 dias em setembro começando por Santiago, depois Atacama, uyuni, La Paz, Puno, Cusco e machu picchu. Estou querendo levar meu bebê de 1 ano e 2 meses. Vcs me indicam? Tenho medo do frio e da altitude... Obrigada.
  14. Assista em Video no Youtube - Machu Picchu Existem 3 circuitos no Machu Picchu: - Circuito 1, a escolhida e a mais completa, visitando quase todos os pontos principais do parque. - Circuito 2, leva a um ponto menos altos do local e fica mais na parte agrícola da cidade. - Circuito 3, seria para aqueles com dificuldades de locomoção, é bem curto e rápido. Escolha o circuito 1, a mais completa e visite todos os cantos e pontos possíveis. Leva em torno de 3 a 4 horas de visitação. Além deles, existem 2 rotas opcionais pagas. Terá que decidir na hora de comprar o seu boleto. São a montanha Machu Picchu e a montanha Waynapicchu. Vale a pena realizar esses opcionais? Depende. Seria você subir em 2 montanhas mais altas do local, caminhar em uma trilha bem perigosa, subir muitas escadas e ver o Machu Picchu de cima. Uma vista privilegiada do local. É bem cansativo e talvez não recomendaria pelo esforço, nível de perigo e para quem tem medo de altura. A entrada comum custa 152 soles que dá R$ 175,00. Com roteiro opcional, uma das montanhas, o valor sobe para 200 soles, que dá em torno de R$ 230,00. O ônibus custa US$ 12,00 por trajeto, para ida e volta no total US$ 24,00. Poderá subir a pé, mas é bem ingreme e cansativo, leva em torno de 2 horas por trajeto. Os hostels ou hotéis da cidade, servem café da manhã por volta das 5 horas da madrugada. E o check-out geralmente é bem cedo, em torno das 8 horas da manhã. Terá que retirar a sua bagagem. Alguns hostel cobram para guardar as suas malas. Caso não seja possível, utilize o guarda volumes do Machu Picchu por 5 soles, ou R$ 5,50. Aqui é a entrada principal do sitio arqueológico, lá na frente tem o guarda volumes e o banheiro por 2 soles, ou R$ 2,20. Passe no banheiro antes, pois não existem toaletes lá dentro. Não esqueça de carimbar a visita de Machu Picchu em seu passaporte, naquela casinha à direita. É bem legal fazer isso e registrar esse momento, apenas como decoração. Lembre de trazer pelo menos 1 litro de água por pessoa e lanches. Não é necessário você contratar um guia particular para visitar o parque, mas as regras podem mudar. Qual o melhor horário para visitar? Recomendo que seja na parte da manhã. Algumas pessoas, vão no primeiro horário, às 6:00 da manhã, pois é bem vazio e não tem muita gente. Mas eu não recomendo isso, porque as chances pegar uma névoa ou neblina no local são muito grandes e você não poderá ter esta vista ao fundo, quando for bem cedo. Minha dica é pegar o das 8 ou 9 da manhã, pois conforme vai esquentando, a névoa vai se dispersando. E assim poderá ter uma vista fantástica da cidade. O ponto ideal é bem ao lado desta casinha, na esquerda onde as pessoas estão fazendo a fila. Por aqui que você terá as melhores fotos de Machu Picchu, agradeço muito a Deus por esta oportunidade e essa vista maravilhosa. Aproveitei para visitar a Puente Inca, que era um antigo trajeto utilizado pelos Incas, é bem assustador. Não recomendo a trilha ao Puente Inca para aqueles que tem problemas de mobilidade e tenha medo de altura, pois o caminho é bem estreito e qualquer besteira você pode cair no precipício. Essa trilha vai te consumir uns 40 a 50 minutos do seu tempo, e antes de visitar lá, terá que registrar a sua entrada e saída. Não achei nada demais, mas o caminho é bem assustador e a ponte também. Quem quiser subir ao Waynapicchu ou Montanha, terá que realizar uma trilha semelhante a este, com várias subidas de escada é lógico. Machu Picchu fica à 2.400 metros de altitude. Foi construída no século XV sobre as ordens de Pachacuti. Descoberto oficialmente em 1911. Cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. É considerado uma das 7 maravilhas do mundo moderno, um patrimônio mundial da UNESCO. O Intihuatana, o relógio solar, ou "lugar onde se amarra o sol", fica no ponto mais alto de Machu Picchu, no setor sagrado. Esculpida de acordo com o alinhamento dos pontos cardeais e era utilizada para registrar a passagem do tempo, além de auxiliar nos ciclos de agricultura. Dizem emanar uma suporta energia positiva. A Roca Sagrada, seria como um altar, um elemento central e importante em uma área dedicada à adoração de Apu "Yanatin", ou seus deuses. No templo del Condor, dá para ver uma a forma de um pássaro ou Condor esculpida nas rochas. A ave representava a missão de conduzir os mortos ao céu e fazer a conexão entre deuses e mortais, fica situado na parte baixa da cidade. Entrando por volta das 8 da manhã, saí mais ou menos às 12:30. Deu tempo para fazer um almoço tranquilo na cidade e depois pegar o trem das 3:30 da tarde para Cusco. Espero que goste do video, deixe seu like, comente, compartilhe e se inscreva no canal. * Links - Boleto para Machu Picchu (Site oficial). Poderá comprar na própria loja física, próximo ao Museo Historico Regional. Necessário levar o passaporte original. https://www.machupicchu.gob.pe/inicio - Consettur: Ônibus para subir ou descer de Machu Picchu (tarifas e reservas). http://consettur.com/
  15. Assista em Video no Youtube - Aguas Calientes Falaremos do que fazer em Machu Picchu Pueblo, mais conhecido como Aguas Calientes. Você terá que passar nessa cidade antes, para subir ao sítio arqueológico Machu Picchu. Recomendo ficar 1 noite na cidade e visitar Machu Picchu na manhã seguinte e após visitar o local, pegue o trem da tarde por volta das 3:30 para retornar ao Cusco. No meu caso, cheguei na cidade de trem por volta das 11:30 da manhã, conforme o último video que postei da Peru Rail. Assim você terá o resto do dia para curtir e conhecer a cidade. Mas antes disso, terá fazer algumas coisas, como reservar a van ou ônibus que irá te levar ao sítio arqueológico que mostrarei logo a seguir. Esse ônibus é caro. Para estrangeiro, está custando US$ 12,00 por trecho. Assim a ida e volta será US$ 24,00. Conforme a imagem que está sendo mostrado agora. E esse é a feirinha que aparece logo após você descer da estação de trem. Voltando, algumas pessoas tentam economizar no ônibus e sobem ao Sitio Arqueológico Machu Picchu a pé. O que não recomendo, para aqueles que já tem o trem reservado para horário da tarde. Pois a subida ou descida levará em torno de 2 horas de caminhada, então você perde muito tempo. Outros, pagam somente a ida, e descem caminhando. Mas a minha recomendação é pagar a ida e volta. Não compensa a economia, porque lá dentro do parque você vai caminhar bastante, sugiro guardar o fôlego para ver com calma lá dentro, ter uma folga e tranquilidade em relação ao tempo. E aqui é a parte principal da cidade, com o rio. Lá na frente a avenida principal Hermanos Ayar, que é onde vocês pegarão o ônibus para subir ao Machu Picchu. Referente ao ônibus, notei que há meio que um monopólio na região, a tendência é aumentar ainda mais os preços, até os visitantes começarem a dizer "chega". Pois nos últimos anos, só vejo os preços subindo de quase tudo aqui em Machu Picchu. É triste saber que pouco desse dinheiro fica no desenvolvimento da própria cidade, pois ouvi dizer de alguns peruanos que boa parte vai para a Capital, os políticos e outros de companhia estrangeiras, no caso de trens. Aproveite para conhecer cada ponto turístico da cidade, poderá receber uma mapa gratuitamente nas informações turística, que fica na Avenida principal, próximo a linha de trem. Estão vendo aquela casinha na direita, ao fundo é lá que terão o mapa e as informações do local. Bacana é ver essa linha de trem e as locomotivas passando bem perto, achei bem legal essa experiência. Essa é a praça principal a Manco Capac, por aqui terão uma boa variedade de restaurantes. Mas como é cidade turística, os preços estarão um pouco salgados, ou caros. Mas vale a pena experimentar a culinária local. Caso não tenha comprado a entrada para Machu Picchu, compre no centro cultural ao lado Igreja ou capela que aparece no video, da praça principal. Na Ave Pachacutec, tem também boas opções de restaurantes e café para curtir a cidade, tanto de dia e de noite. Ela fica paralela da avenida principal. Nessa rua Sinchi Roca é onde você vai comprar a passagem da van ou ônibus que irá levar ao sítio arqueológico, se chama Consettur. Feito isso, lá é onde fica o ponto de espera para pegar o ônibus. Este foi um restaunte que comi na cidade, pra mim foi bom, mas alguns relatos do Tripadvisor e também do Google, não gostaram muito, então não posso assim recomendar. Fique por sua conta e risco. Não recomendo comer na parte de fora, porque os ônibus passam direto na avenida e você vai cheirar direto o escapamento dos veículos, ou a queima de combustível. Então fica a dica. Após isso no dia seguinte, depois que conheci a Machu Picchu. Eu tinha um tempo sobrando até dar o horário do trem. Aproveitei para cohnecer melhor a feirinha próximo da estação. Espero que goste do video, das informações, curta, compartilhe e se inscreva no canal. * Links - Boleto para Machu Picchu (Site oficial). Poderá comprar na própria loja física, próximo ao Museo Historico Regional. Necessário levar o passaporte original. https://www.machupicchu.gob.pe/inicio - Consettur: Ônibus para subir ou descer de Machu Picchu (tarifas e reservas). http://consettur.com/
  16. Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis. Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco). Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco. Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles. Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos. Plaza de Armas Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco. Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte. Ollantaytambo Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal). Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse. Laguna Humantay Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir. Moray Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia. Montaña Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45. Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível. No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta). A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante. Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos. Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem. A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado. Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção. Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
  17. Mochileiros e Mochileiras, Em abril/2017 fiz uma viagem de 8 dias pelo Peru, visitando somente as duas principais cidades turisticas: Lima e Cuzco. Minha viagem na verdade foi de 22 dias ao todo, tendo comecado pelo Equador, onde fiquei 14 dias. Do Equador ao Peru fui de Avião, saindo de Guayaquil e chegando a Cusco em algumas horas. CUSCO: Chegando em Cusco a primeira coisa que percebi foi o frio (consideravel). A cidade fica na regiao da cordilheira dos Andes, a 3300m de altitude, logo as temperaturas por lá costumam ser amenas. Em relacao a altitude, vale a pena falar do mal de altitude, ou mal de montanha (conhecido por la como SOROCHE): para os marinheiros de primeira viagem, se voce for viajar para uma cidade que esteja há mais de 2000m de altitude, é comum sentir enjoo, dores de cabeca, fadiga muscular, desidratacao... vá preparado com medicamentos para amenizar esses sintomas para vc n passar 12h de sua viagem sem fazer nada rsrs. É comum ocorrer, viu? Mas tb tem gente que nao sente nada. Recomendo que assim que vc chegar a cidade, procure fazer uma ambientacao, faca caminhadas curtas, deixe o primeiro dia lá para voce se ambientar, se vc já chegar e imendar algum passeio, é capaz de comecar a passar mal e estragar a experiencia. Balas de coca, chas de coca, folhas de coca, tudo de coca vc encontrara por la, nao tenha medo de consumir (exceto o subproduto produzido quimicamente, q tb e proibido por la rsrss), pois ajudam a combater a soroche. Como eu já havia passado um bom tempo no Equador, onde tb predomina a altitude, eu nao tive problemas com o mal de altitude. Eu imaginava q cusco fosse inteira uma cidade historica, toda contruida em pedras e tal, como nas fotos que vemos, mas na vdd cusco é uma cidade normal, com casas normais, predios, avenidas de asfalto, carros normais, pessoas normais trabalhando normalmente. Achei que desceria em cusco e ja daria de cara c aquele povo vestido colorido, que o aeroporto fosse cercado de momumentos hitoricos, massss nada disso. Para voce imergir nessa viagem ao tempo, voce precisa ir para a parte historica da cidade, que é a parte turistica. É como se fosse um grande bairro de cusco. Vc pega um taxi lá no aeroporto e vai andando por uma cidade normal, ai de repente vc chega na famosa CUSCO... um choque! A cidade é simplesmente deslumbrante, é um verdadeiro regresso no tempo. As ruas e calcadas todas de pedra, os postes sao naquele estilo colonial, os hoteis e hosteis sao todos em casas historicas, reformadas por dentro, mas por fora com a arquitetura de centenas de anos atras. A cidade é um luxo, muito bonita mesmo! Estou escrevendo esse relato em outubro/2019, exatos 2 anos e meio depois de ter ido para cusco e depois de ter conhecido outros 4 paises e posso dizer que em termos de belezas, cusco é a cidade mais fenomenal que conheci. Nao so pela parte de cusco em si, mas tb pela quantidade gigantesca de coisas que vc pode fazer partindo dali. Me hospedei no hostel LOKI, que é muitissimo bem conceituado (depois que conheci a rede, me hospedei tb no Loki Lima e Loki La Paz) e localizado. O Loki, para quem n conhece (eu n conhecia ate entao), é uma rede de hosteis, q possui unidade em alguns paises aqui na america do sul. É muito badalado o hostel, tem fstas todos os dias, vem pessoas dos outros hosteis participar das festas. Além disso, na área do bar e restaurante tem uma série de jogos que vc pode usufruir, como pingue pongue, beer pong, um cata-varetas de madeira, mutia coisa mesmo pra fazer, é excelente para vc interagir c gente do mundo todo. A média de idade ali gira nos 20 e poucos anos, mas tem gente de todas idades mesmo. O bar tinha uma bandeira do brasil gigantesca bem em cima, no meio do salao. As festas eram tematicas, tinha dia de festa grega, festa do brasil, festa das cores... muito louco. Eu fiquei num quarto coletivo com um monte de beliche, devia ter umas 15 beliches, o piso era de madeira entao era horrivel para vc dormir e tb pra ficar transitando la, pq vc atrapalhava todo mundo. A higiene era boa do hostel, mas a estrutura geral na minha opiniao poderia ser melhorzinha. O pessoal do hostel era fantastico, te ajudava em tudo que vc precisasse, te orientavam em tudo tb. Há uma agencia de turismo do proprio LOKI, que tem alguns precos legais. Fiz um Walking Tour free, oferecido pelo proprio LOKI, muito 10 a experiencia! Vc sai com um guia partino do hotel e caminham pelos principais pontos turisticos da cidade, e muito bom para orientacao e para vc se situar, conhecer um pouco da historia, vale a pena fazer! O ponto mais frequentado da cidade é a Plaza de Armas, a praca central da cidade. Muiiiiito bonita, principalmente a noite, quando fica parecendo um formigueiro de tanta gente. Ali voce encontrara nos arredores tudo que precisa, desde casas de cambio, agencias de turismo, bares, restaurantes... tudo esta ali. Vale a pena inclusive vc comprar seus pacotes para os passeios por ali. Eu orcei em varias diferentes e os precos sao exatemente os mesmos. As agencias que forem mais baratas que as outras e porque oferecem algum servico a menos, como por exemplo nao oferecer refeicao ou ir em onibus de pior qualidade, essas coisas. Os precos sao mto parelhos. Como disse acima, Cusco é fenomenal para turistas pq ali tem simplesmente dezenas e dezenas de passeios que voce pode fazer. Fiquei ao todo 5 dias na cidade e nao consegui fazer tudo, se eu soubesse q era tao legal ali eu teria deixado pelo menos 7 dias livres para lá. Vou falar pra vc quais sao os passeios mais conhecidos e que vc precisa fazer, senao todos, pelo menos alguns: MACHU PICCHU / linhas de nazca (n fui) / SkyLodge e Via Ferrata / salar de maras / Oasis de Oacachina (n fui) / raimbow montain (n fui) / Sitios arqueologicos (fui em alguns, mas tem vários). Como viram acima, deixei de fazer algumas coisas que queria por nao ter dado tempo. MACHU PICCHU (COISA MAIS DOIDA Q VI NA VIDA): Machu Picchu nao fica em cusco exatamente. O monumento fica em um povoado chamado Aguas Calientes, situado ha alguns varios e varios KM de cusco. Entao, para ir a Machiu Picchu, vc sai de cusco e vai para esse povoado. O povoado é muito bonito, bem charmoso mesmo, com bares e restaurantes construidos em estilo classico, lembra muito cusco. Se vc estiver em casal, vale a pena dormir uma noite por lá. Para chegar a Aguas Caliente, vc tem 3 opcoes: 1 - Ir de trem (umas 2h de trajeto) / 2 - Ir a pé, por uma trilha inca (3 dias de trilha) / 3 - Ir de Van (7h de viagem) + trilha (2h). Se vc estiver com familia ou com idosos, ou estiver em uma viagem com namorada ou namorado que nao goste muito de aventura, vá de trem. É mais caro, porém é mais rápido e vc economiza praticamente 1 dia de sua viagem (se vc for de van, perdera ao todo qse 20h em translado entre ida e volta). O trem parte algumas vezes durante o dia e vc pode comprar 3 classes diferentes, uma mais pobre (cara), uma média (mais cara) e outra mais chique, com teto panoramico e tal (ainda mais cara). Veja q coloco q é caro pra mim, principalmente pq o valor é em dolar. Lembro que ultrapassava os 100 dolares o trecho do trem (no mais barato, lembre q sao 2 trechos q vc faz, um ida um volta, logo...). Vc compra pelo site deles (www.perurail.com) e o trem n parte de cusco exatamente, vc precisa pegar um taxi ate a estacao deles. Se vc tiver um espirito muito aventureiro e tempo sobrando, vale a pena fazer o caminho pela trilha, q leva 3 dias e o trajeto é o mesmo que era percorrido pelos incas na epoca deles. Conheci pessoas que fizeram e me falaram super bem, diz q a experiencia é bem valiosa. Como nao sou tao mao-aberta e nem tao aventureiro, decidi ir de van. Lembro que me custou algo como 100 e poucos dolares ida e volta, ja incluindo uma diaria num hotel em quarto compartilhado. Basicamente funciona assim: vc compra o passeio em qq companhia de turismo em cusco, todas obviamente fazem. Vc parte de cusco geralmente saindo da frente da companhia muito cedo, tipo 6h da manha vc tem que estar lá. Vc entra na van e segue viajando por umas 7h (eu demorei mais, pq o pneu da van furou), a viagem nao é taoooo distante assim, mas vc segue pelas famosas rodovias peruandas, cheias de subidas, descidas, curvas completamente fechada, algumas onde so passa 1 carro por vez, passa por pequenos riachos, depenhadeiro (é incrivel, realmente incrivel, vc passa beirando, muito proximo do despenhadeiro, da van da pra ver o abismo bem do seu lado) e até um bom trecho de estrada de chao. É muita aventura o trajeto, muita curva, a velocidade de viagem é baixa por conta de todos esses entraves. A experiencia na van e muiiito show, vc ve muitas paisagens exuberantes, pode passar 7h conversando com pessoas de diversas nacionalidades. O trajeto de auto termina em um ponto na base de uma usina, por volta das 2h da tarde. Vc chega, tem um almoco bem safado te esperando. Vc almoca ali e segue uma caminhada por uma trilha de +- 2h, margeando o trilho do trem caro. É muiiiiita gente, gente indo, gente vindo, coisa de louco. Tem trechos que vc acaba ficando sozinho e ai da pra contemplar a paisagem. A caminhada e bem legal, as vezes os trens passam por vc e dao aquela buzinada de trem kkk, tem ate trachos q vc passa em pontes sobre rios e vc vai caminhando sobre os trilhos, parece coisa de filme. No final da tarde, ja bem cansado vc chegara a Aguas Calientes e tera um guia esperando a sua turma (que nao segue junta, cada um vai na velocidade que quiser). A chegada e mto tumultuada, tem mta gente chegando, mtos guias gritando, eu fiquei perdido la, demorei pra encontrar o guia de minha companhia. Como ja cheguei praticamente a noite, foi só jantar e ja iri dormir cedo pq a ida as ruinas e logo pela madrugada. A ida as ruinas vc acorda as 04h da manha, as 05h vc tem que estar no ponto de encontro que é onde partem os onibus. A subida pra Machu Picchu e feita em um onibus proprio do sitio arqueologico, na verdade sao dezenas e dezenas deles subendo e descendo levando gente. Vc pode ir a pe tb, fazendo uma trilha q leva algumas horas. De onibus a subida leva uns 10 min. Pra entrar na ruina vc paga mais alguns dolares e eu recomento que vc pague um dos guias que ficam la oferecendo seus seervicos, vale muito a pena pelas explicacoes que te dao. O que posso falar de macchu picchu? Deslumbrante, insdescritivel, uma das coisas mais perfeitas que ja vi, é realmente um regresso no tempo, todas aquelas construcoes, aquela engenharia avancadissima pra epoca, os monumentos perfeitamente construidos, as pedras polidas com encaixe perfeito... senssssacional, vale muito a pena. Nao é a toa que é umas das 7 maravilhas do mundo modeno. Qto mais cedo vc entrar e melhor. Eu entrei logo qdo amanhecia, tinha pouca gente, dava pra transitar bem, tirar fotos com tranquilidade. Qdo deu umas 09h da manha, virou um formigueiro, era gente adoidada, muita gente mesmo, impressionante. No meu caso (e de outras dezenas de pessoas), como eu estava no pacote da van, qdo deu por volta de 12h tive q pegar o onibus de volta a Aguas Calientes, depois caminhar mais 2h pela trilha e retornar pro ponto de encontro das vans (sao dezenas e dezenas), que partiria por volta das 03h da tarde. Outra confusao ali, pq é muita va, vc nao consegue identificar em qual vc tem que ir, é mta gente perdida lá, uma loucura. Entrou na van? mais 7h de viagem a cusco, nas mesmas condicoes precarias da estrada. Cheguei em cusco umas 10h da noite, mortooo, mas muito agradecido e deslumbrado pelo passeio. Foram ao todo 2 dias de viagem para conhecer cusco na forma como fiz. Na minha opiniao, o translado mais legal é sem duvidas o de van, apesar de ser meio cansativo, faz parte né! Se vc for de trem, vc pode fazer tudo em apenas um dia, saindo bem cedo de cusco e retornando no final do dia, sem a necessidade de dormir em Aguas Calientes (acho q vale a pena uma noite lá, viu). SKYLODGE E VIA FERRATA: Depois de Machu Picchu, foi o passeio mais fantastico que fiz por lá. O Skylodge é um hotel que fica suspenso a 400m de altura, preso no alto de um paredao no vale dos incas. Trata-se de capsulas feitas em material espacial, suspensas, todas transparentes. Imagina so, vc se hospedar num lugar desses, no meio do nada, suspenso em uma capsula a 400m de altura. Muito diferente, nao? Para chegar ao hotel vc tem que escalar (escalar de vdd) por uma via ferrata (uma escadinha de ferro) que construiram. Vc sobe com material de alpinismo, preso por mosquetoes de seguranca e com os guias ao seu lado sempre... A vista e a experiencia sao fenomenais! Experiencia unica no mundo, ta? Nao tem nada parecido em outro lugar. Vc simplesmente escala 400m, faz um cafe da manha la nas alturas, conhece o hotel, e depois desce por 7 zip lines (tirolesas), sendo uma com 700m de comprimento.... COISA DE LOUUUUCOOOO, experiencia muuuuuuuuiiiito massa!!! Pensa na vista, no vento... La de cima vc ve o rio q passa ao lado, inclusive da pra ver o trem passando, os trilhos dele passam proximo a base dessa montanha... Por isso eu falo que vale muito a pena vc conhecer. No meu caso eu nao me hospedei no hotel, paguei apenas para fazer o passeio que inclui o translado partindo de cusco até o hotel, a subida e o regresso a cusco. Todo o passeio vc faz em meio dia. Nao é mto barato pq inclui alem dos translado, o material de protecao e os guias. O passeio nao e dos mais conhecidos do Peru, mas so pq mta gente nem sabe, pq qdo conhecerem, vao querer fazer. Muito 10! OUTROS PASSEIOS NOS ARREDORES DE CUSCO Outras coisas que fiz foi ir ao salar de maras, que é muito legal. É uma mina de extracao de sal, onde eles tiram o sal da propria agua que sai das montanhas. É uma construcao divina, com centenas de tanques de agua e sal. La vc pode comprar bastante bugiganga e o famoso sal rosa tb. Fui tb passeios a outros sitios arqueologicos (vc consegue fazer geralmente 2 por dia). Todos passeios sao bonitos, muito show, cada um reserva uma coisa diferente, mas os que mais me impressionaram mesmo foram machu picchu e o skylodge. Na minha opiniao, se vc tiver mais tempo que eu, vá a montanha colorida e tb vá ao Oasis de Oacachina, ele fica bem no deserto, é um oasis igual de filme, um lago com naturezao ao redor dele, no meio do nada. O pessoal faz passeios q incluem um lual bem divertido lá, passeios de bugue e tal. Eu se tivesse tido mais ttempo e me planejado melhor, teria feito. CUSCO DE NOVO: Vou te dar mais uma dica sobre cusco: Tire um dia pelo menos da viagem para n fazer nenhum passeio. Separe esse dia para vc andar livremente pela cidade, percorrer as ruas, ver o movimento, tomar umas cuzqueñas (breja regional). Passeio é legal, mas vc acaba nao curtindo essa cidade que é maravilhosa. Me lembro que eu andava tranquilo, observando tudo, as pessoas, os artistas de rua tocando musicas, tudo... é uma oportunidade unica vc estar ali, nao tem nada parecido com cusco. Desfrute da cidade tb e nao se deixe ser levado pela febre de ficar correndo o tempo todo na viagem pra fazer 1000 passeios e tirar 1000000000000 fotos, usufrua tb! LIMA: De cusco a Lima vc pode ir de busao ou de aviao. Sao 1.100km de distancia. Se fosse por rodovias normais, vc levaria umas 15h pra chegar, mas como sao rodovias peruanas, vc levara praticamente 24h pra chegar. Se for de aviao, sao cerca de 3h de voo. Como n tinha mto tempo e queria conhecer Lima, fui de aviao. Ao contrario de Cusco, Lima e uma cidade gigante, tem 9 milhoes de habitante... uma loucura. o Transito é louco, carros velhos pra burro, taxistas muito mal educados. No geral a cidade é bonita, fica no litoral. A praia lá é morta, é praia do pacifico, entao a areia é dura, feia, escura, em alguns pontos nao tem nem areia, é so pedra. Na vdd eu acho que ali nas redondezas de Lima nao se entra na praia. Eu aluguei uma bike e passei uma tarde pedalando, conheci varios pontos da cidade. O ponto para os turistas se hospedarem é a regiao de Miraflores, que é bem bonita, urbanizada, segura, cheia de estrutura para o turista. Tem mercado, taxi, hotel, hostel, padaria... bar... pracas, fica perto dos principais pontos de turismo de Lima e tem acesso facil pra qq lugar. Do aeroporto a miraflores é meio longe. Vale a pena vc passear no Malecon (orla) ali da regiao de miraflores, é um shopping a ceu aberto. Bem bacana a ideia, bem chique e organizado. Va tb ao parque das aguas, que e um parque cheio de atracoes interessantes com água. Sao umas 50 atracoes, dentre elas a famosa danca das aguas, que sao chafarizes que fazem desenhos absurdos somente com agua, seguindo o ritmo de alguma musica. Va tb a belissima plaza de armas de Lima, que é onde ficam os poderes do governo. Muito bonito! Fui tb para uma boate lá, tava meio parado, mas tomei umas geladas boaaas. No meu caso, me hospedei novamente no hostel LOKI. Como sempre o staff de lá é muito receptivo e atencioso com os hospedes, te ajudam no que vc precisar. A estrutura é bem legal, muito melhor que o Loki cusco, mas nao é nem de perto badalado igual. Muita gente aqui fala que nao vale a pena conhecer Lima, pq n tem nada demais e nao sei o que, mas eu discordo totalmente. Eu gostei mto da cidade, achei bem legal a regiao de miraflores, muito bonita mesmo. Muito rica a experiencia gastronomica em Lima. Se vc gosta de comer, tem restaurantes conceituadissimos e a precos justos. Claro que, se vc tiver uns 10 dias de ferias, eu recomento que fique 7 em cusco e 3 em Lima. Fiquei apenas 3 dias em Lima e parti de volta ao Brasil. RAPIDINHAS: * MOEDA: A oficial lá e o Sol. Ele vale mais ou menos o mesmo que o real. Na epoca que fui 1 dolar estava R$ 3,00 e 1 dolar tb estava 3 soles. Dolar vc tera que trocar pela moeda local. * TAXI: Como sempre, isso é um problema. Eles sao muito vagabundos, se aproveitam a role dos turistas. Vc tem que combinar certinho tudo antes com o taxista. No aeroporto de Lima eu fique barganhando com os taxistas e ninguem queria me levar pelo valor eu ja tinha lido aqui q era o preco pra ir a miraflores partindo do aeroporto. Eles fazem uma mafia ali, um ajuda o outro a enganar vc. Eu fui entao saindo do aeroporto pra pegar taxi la fora, ai o cara me chamou pra me levar junto com uns indianos. Combinamos de ele me levar ate o meu hostel por 20 soles e os indianos ficariam tb em miraflores, perto. Chegou em miraflores o vagabundo nao queria nos levar aos hosteis, queria nos deixar numa praca la, pq segundo ele o preco q nos pagamos nao dava p levar ate os hosteis. Enfim, passei umas situacoes com taxistas no Peru. Seja esperto! * CLIMA: Em Cusco faz mto frio, se prepare, principalmente a noite. Durante o dia faz sol e calor moderado, entao é bom levar roupa leve tb. Leve proteror solar, beba muita agua pq altitude desidrata. Lima é quente, clima tropical. Fui na epoca de maio, quando ainda esta um periodo bom para vc ir a macchu picchu. Se vc for na epoca das chuvas, é bem capaz de voce nao ver nada lá. Li vaaaaarios relatos aqui falando que foram na epoca errada e nao viram nada la. Eu peguei tempo aberto, perfeito! * IDIOMA: Como tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiito brasileiro la no peru, principalmente em cusco (em todo lugar mesmo vc ouvira portugues, vi dezeeeeeenas de brasielriros por la), eles entendem tudo q vc fala e vice-versa. Eu estava tentando arranhar um espanhol la, mas o pessoal pedia p eu falar em portugues q era melhor pra eles compreenderem kkkkkkkk * BUZINA: Nao sei por que cargas da agua eles buzinam tanto la. Nunca vi nada igual, tanto em Lima como em Cusco, os carros buzinam a todo momento, dezenas e dezenas de buzinas... mesmo sem ter transito sem nada, eles passam e buzinam, é muito bizarro isso. No Equador eles tem esse habito tb, mas no Peru era inacreditavel, vc fica louco la pelo 3 dia vc que matar eles. * BEBIDAS: Beba Inka cola (refri tipico), cuzqueña (breja tipica) e Psico sour (goró ripico) * CUIDADO EM CUSCO: Como a parte turistica e toda feita de pedra, o chao as vezes e muito escorregadio. Eu levei um tombo, andando sozinho, pois estava garoando e o hostel ficava em uma ladeira, as pedras ficam lisas igual a sabao. Muito cuidado, perigoso machucar!. É isso ai pessoal... espero ter contribuido um pouco com o fórum! Abaixo, mais algumas fotos de minha viagem: Machu Picchu Plaza de Armas de Lima Parque das Aguas de Lima Lima Lima Lima Lima Lima Orla de Lima Orla de Lima a Noite Loki - Lima Skylodge Loki Cusco Galera do Free Walking Tour Mais do Loki Cusco Uma das festas do Loki Cusco Povoado de Aguas Calientes Madrugada, fila esperando os bus Madrugada, povo esperando p subir a machu picchu Trilha a machu picchu Uma das pontes da trilha Cusco Vista do alto da via ferrata.
  18. No ano passado aproveitamos uma promoção e fomos rever Bogotá. A Avianca atrasou o voo de ida em algumas horas. O da volta tava atrasado tbm, e acabou cancelado. Como compensação, nos deram vouchers – e o melhor, na época eu tinha status alto na Star Alliance, ganhei um voucher mais alto ainda! Os vouchers tinham validade de 1 ano, para usar com a Avianca. Leia-se Avianca Internacional, não a brasileira que faliu. Bom, então as opções eram basicamente Colômbia ou Peru. E tinha de ser em feriado. Um antigo prefeito instituiu feriado de São Jorge no dia 23 no Rio. Enforcando o 22, isso deu 5 dias de feriadão em 2019. Ótimo para rever Cusco! E, claro, Macchu Picchu. Estive em Cusco no meu primeiro mochilão solo internacional, em 1995. Fiz a trilha inca de mochilão pesado nas costas, armando e desarmando barraca. Sei que hoje em dia precisa reservar, pagar taxa e etc, mas na época bastava meter a mochila nas costas, dar um jeito de chegar ao começo da trilha, e... andar. O primeiro mochilão vc nunca esquece! Aliás, nenhum outro. Então, 24 anos depois, retornei. Katia nunca tinha ido, então seria a chance dela. Na verdade Cusco esteve no meu radar em diversos feriados de 5 dias, mas nunca rolava. Geralmente não era época boa de estar lá (Carnaval, fim de ano, etc.), por ser chuvosa. Abril já me parecia melhor. Os voos que compramos tinham logística perfeita. Chegava em Lima e conectava logo para Cusco. Na volta saía de Cusco no fim de tarde e conectava logo em Lima para o Rio. Mas... a Avianca foi cancelando voos e reorganizando as conexões, sempre piorando. De modo que acabamos chegando no meio da tarde em Cusco e o voo de volta passou a ser de manhã, com o dia inteiro em Lima. Não havia alternativa, então assim foi. Organizei +- assim: D1 – chegar e curtir Cusco D2 – taxi esquema patrão até Ollantaytambo, depois trem para Aguas Calientes D3 – Machu Picchu, e volta para Cusco D4 – explorar Cusco, rever sítios nos arredores (sobretudo Sacsayhuaman) D5 - Lima No plano original – com os voos e conexões originais – incluíam a rainbow mountain no dia 4, tendo o dia 5 ainda quase inteiro em Cusco e mais tempo no dia 1. Com as mudanças, e diante da incerteza do tempo para a rainbow mountain, acabamos cortando a badalada atração instagram. Fica para um retorno a Cusco, e que não leve outros 24 anos. Compramos antecipadamente os bilhetes de trem de ida e volta para Aguas Calientes, assim como a entrada para Machu Picchu. Fico me lembrando de como cheguei a Machu Pichhu em 1995, no último dia da trilha inca. Havíamos dormido em algum alojamento e acordado para ver o sol nascer na Porta do Sol. Em algum momento pagamos nossa entrada. Naquela época havia muito menos gente, então era chegar, pagar e entrar. Hoje divide-se por horários. Horário fixo para pegar o ônibus de ida e volta, horário fixo para entrar e máximo para sair. A expansão mundial do turismo leva a mais organização e mais rigidez. Relato Dia 1 Chegamos em Cusco e pegamos um taxi para o centro. 20 soles, conforme havia lido. Chegamos ao hostel às 15hs, largamos mochilas e fomos passear. Como é bom estar de volta em Cusco! Como é bom rememorar o primeiro mochilão! Aquela belíssima Plaza de Armas, felizmente parcialmente fechada para carros durante algum tempo do dia, aquelas igrejas cercando a praça, aquelas colinas ao redor, aquele clima meio que de montanha, aquela sensação de mais altitude, as ladeiras, as pedras. Além de Cusco, na sua parte central e turística, ser muito cosmopolita. Nesse dia de chegada ficamos apenas rodando pela área a pé. Fiz câmbio, acertei com um taxi o esquema patrão para o dia seguinte – 200 soles para o dia todo, visitando Chinchero, Moras y Moray e até Ollantaytambo. Jantamos alpaca (achei nada demais, parece fígado), curtimos o vai-vem noturno, fiz massagem (saudável atração turística implementada na Plaza de Armas!) e fomos dormir. Dia 2 Acordamos cedo e às 7am lá estava nosso motorista Wilfredo nos esperando. Dia nublado. Depois de algum tempo, primeira pausa em Chinchero. Ideia era ir direto para o Parque, mas ele perguntou se queríamos visitar alguma produção de tecidos de alpaca – coisa que geralmente recusamos, mas nem sempre – e topamos. Fomos os primeiros a chegar. Foi bacana ver a diversidade de tipos de milho e batata. Bem legal também de ver a produção de cores dos tecidos. No fim das contas Katia comprou um ou dois cachecóis, os preços eram muito bons. Não tenho certeza se eram de alpaca mesmo, embora esteja dito que sim (e há inclusive um teste para teoricamente saber se é legítimo ou não), e no fundo pouco me importa. Parada seguinte foi no Parque Chinchero, um belo lugar. Na verdade, visitamos as ruínas, não entramos na cidade. Consta que há vários mercadinhos por lá, mas não era nosso foco. Nas ruínas vimos vários grupos chegando e saindo, guias falando e tal. Estávamos sem guia, apenas curtíamos o visual. Em seguida partimos para Moray. Que lugar! Trata-se de um complexo arqueológico com terraços circulares que, conforme se presume, serviam para estudos agrícolas. Olhando as fotos, achei que era bem mais fundo – muita gente fala que é melhor não descer para “não perder tempo”. Não achei perda de tempo algum descer! E até desceria uma 2ª vez, pra falar a verdade. No entanto, hoje em dia não se pode mais entrar na parte mais baixa, vc apenas rodeia. Parada seguinte foi na salineira de Maras. E então o sol surgiu, espantando as nuvens. Lugar enorme, a salineira! E cheio. Há um circuito pré-determinado para percorrer e observar, enquanto as pessoas lá embaixo trabalham nas salinas. O caminho é relativamente curto e fácil de percorrer, embora estivesse lotado de gente no começo tirando fotos. Basta seguir adiante e tudo se acalma. Acho que boa parte apenas chega, bate fotos e vai embora, sem percorrer e observar aquela imensidão. Antes da trilha, várias barraquinhas vendendo coisinhas – uma delas era muito recomendada pelo Ricardo Freire, os chips de banana. Compramos alguns, de fato saborosos. Ah, a água evidentemente é salgada. (Com)provamos! Seguimos então para Ollantaytambo. No caminho vimos um famoso hotel que tem cabines penduradas na pedra. Vc desce de tirolesa de sua habitação. Taí uma experiência bacana. Em Ollanta, dispensamos o nosso motorista Wilfredo e ficamos por lá. Largamos mochilas na estação de trem e fomos rodar pela cidade. Como pulamos almoço, havia tempo de sobra. Curtimos muito o sítio arqueológico naquele fim de tarde (Ricardo Freire diz que o melhor seria pela manhã, mas era o que tínhamos). Fizemos todos os circuitos disponíveis, em meio a diversos grupos com guias e respectivas explicações. Nosso trem sairia de noite, então fomos buscar um lugar para comer e curtir o vai e vem. Arrumamos um na praça da cidade, que demorou mais de uma hora para trazer o prato (e eu avisando que teria de sair até tal hora para pegar o trem!). Felizmente deu tudo certo, e a comida era bem saborosa. Chegamos na estação de trem a tempo, e partimos para Águas Calientes. Aguas Calientes me pareceu muito maior do que a minha memória gravou de 1995. Eu tinha na cabeça uma rua principal com algumas transversais. É muito maior. Tem muito mais concreto. Em tese haveria alguém na estação esperando por nós da pousada que eu tinha reservado, mas não. Sempre saímos rápido e cedo (sem malas, amem!), então fomos direto para a pousada. Seguindo o maps. Demos um rolê pela área antes de dormir. Aproveitei para comprar os tickets de busum para o dia seguinte, 12 USD por perna. O conjunto da obra (bilhetes para MP, trem, ônibus) acaba saindo bem caro. Muito mais, aliás, do me lembro de ter pago em 1995 (ônibus de ida, entrada para MP, trem guerreiro de volta). Mas, enfim, é por uma causa muito mais que nobre. E, mesmo caro assim, cada vez tem mais gente querendo ir. Todo esse trajeto entre Cusco e MP de 1995 meio que sumiu da minha memória. Lembro-me de ter agendado de ir numa van até o começo da trilha inca, junto com uma galera. Não passamos por atração alguma, e muito provavelmente passei por Ollanta, mas também não tenho qualquer recordação. Dia 3 Acordamos cedo, 5 da matina. Nossa entrada era às 7, o busum sairia às 6:15. E não adianta achegar antes, vc só vai ficar na frente na fila do ônibus. A coisa parece meio não muito organizada, mas cada horário tem sua fila e tem a galera orientando e tentando organizar. Mesmo de madrugada, já tem muita gente por lá. Afinal, quem está em Águas Calientes é pq vai a MP. Seguimos o fluxo. Pegamos o ônibus e lá fomos nós, morro acima. No caminho fui relembrando a trilha com seus atalhos – foi por onde eu havia descido, a pé, desde MP até a cidade. Tinha gente subindo dessa vez. Chegamos e fomos para o aglomerado da galera das 7am. No caminho, recebemos várias ofertas de guias. Tinha lido que era obrigatório entrar com guia, mas que estavam flexibilizando isso. Preferimos entrar por conta própria. Passamos por eles e estacionamos na fila. Vimos que a galera que tinha ingresso para as 6am podia entrar até 6:59. Assim que deu 7, chegou a nossa vez. Nesse ínterim, o sol nasceu. E, meus caros e meu São Pedro dos Viajantes, que sol! Que dia para coroar meu reencontro com o ápice da viagem que marcou o meu primeiro mochilão! Céu azul, estalando, limpo. Obrigado, São Pedro! Mais uma vez! (vale lembrar que, verificando previsão do tempo alguns dias antes, estava com previsão de chuva para aquele dia). Passamos pelo controle na entrada. Levamos nossos passaportes anteriores (com os quais compramos o ingresso), mas acho que nem precisava. Não precisa de guia, comprovamos. Não tem como voltar no circuito, e isso é importante saber. É monitorado/policiado pela equipe local. Claro, vc pode dar aquela recuadinha para foto, ou ver algo que passou e está logo ali atrás. Mas nada de andar para trás no circuito, vc será repreendido. Não há banheiros ou qq venda de comidas/bebidas lá dentro. Se vc sair (banheiro, comida), não pode voltar. Isso é imperativo, vimos gente reclamando sem sucesso. Lá fora tem banheiro por 2 soles. Nossa estratégia foi ficar a seco mesmo. Entramos, e logo de cara já nos maravilhamos. O visual é mesmo estupendo. Com aquele dia então, nem sei o que dizer. Muita gente, sim, mas tem espaço para todos. Curtimos, admiramos, e logo desviei para a Porta do Sol. Foi lá onde cheguei quando fiz a trilha inca. Vimos o sol nascer e descemos até MP. Dessa vez fomos andando até lá. Mais pelo prazer de andar, de rever o lugar (para mim) e de curtir mais tempo naquele templo. Batemos lá, curtimos, e voltamos. A ideia era fazer o circuito completo, e assim fizemos. Ainda tinha a Ponte dos Incas (?), mas acabamos dispensando. Tomaria mais umas 2 hs, e tínhamos 4hs no total. Aliás, usamos quase todas as 4hs. Não sei sobre o controle dessas horas lá dentro, não transbordamos o nosso tempo. Há páreas fechadas para manutenção, mas o circuito segue um fluxo muito bem definido, com diversos mirantes e coisas muito interessantes de se ver – e, para essas paradas interessantes, aí vc precisa de guia mesmo. Em 1995 eu percorri rapidamente a cidade e logo parti para subir Huayna Picchu. Lembro de ir sozinho, mas havia gente no caminho e lá em cima. Não tenho lembrança de desfiladeiros, precipícios, etc. que li em relatos recentes, mas nossa memória apaga coisas. Lembro do visual lá de cima, e do barato de ter subido aquela montanha. Naquela época não havia o controle atual, com número limitado e devidamente reservado de pessoas para subir. Dessa vez não fui, Katia não curte, prefere a cidade mesmo. Depois de muito curtir, rodar, sem qualquer pressa – pelo contrário! --, encerramos nossa visita. Deu pouco menos de 4hs. Fomos para a fila do busum, e descemos. Ainda ficamos dando um rolê pela cidade, almoçamos, e pegamos nosso trem de volta de tarde. Águas Calientes é um lugar mais caro que Cusco. Restaurantes ainda cobram 20% de serviço na conta. Ao menos os que verificamos. Certamente deve rolar algum esquema mais guerreiro e sem esses 20% para os orçamentos mais restritos, no entanto. No restante do dia curtimos nosso retorno de trem (achei que o visual nem é tão assim) e van de volta para Cusco. Pegamos trânsito na volta para a cidade. E ainda demos um tradicional rolê noturno + janta em Cusco. Um dia de MP, relax em Aguas Calientes, e transporte de volta. Ficamos numa pousada histórica (e econômica!) mais perto da plaza de armas, cheia de motociclistas brasileiros. Dia 4 Foi o dia reservado para caminhar por Cusco. Compramos o bilhete (30 soles) para as igrejas e saímos visitando geral. Do que eu anotei aqui, San Cristóbal, San Blas, Catedral e ainda 2 templos vizinhos. Ou coisa parecida, mas o barato mesmo é andar e curtir as ladeiras, construções, visuais e etc da cidade. Demos sorte quando estávamos na Catedral, pq começou a chover quando entramos e quando saímos já tinha parado. Catedral imponente, que não estava mais na minha memória. Da cidade de Cusco de 1995 eu me lembrava bem somente da Plaza de Armas, Sacsayuaman e Qenqo. Descolamos um tour na plaza de armas por 15 soles que nos levaria às ruínas nos arredores, que era o que queríamos. Passaria tbm em Qorikancha, que fica na cidade, então pulamos esse lugar no nosso passeio de manhã. De tarde lá estávamos na plaza de armas para o passeio. Aliás, sobre esse passeio: há uma relativa diversidade de roteiros e preços. Verifique o que se encaixa melhor no que vc quer. Nós queríamos basicamente só o transporte para os sítios nos arredores. Primeiro fomos para Qorikancha, que estava lotada. Naquele esquema de segue-o-guia-e-tenta-ouvir. O lugar é bacana e mereceria uma visita mais pausada. Ficamos lá um tempo e depois seguimos para o busum para conhecer os famosos 4 sítios dos arredores próximos: Qenqo, Sacsayhuaman, Puca Pukara, Tambomachay. Fomos em todos eles, curtimos o pôr do sol (sem sol) no Tambomachay. Como eu faria com mais tempo: o tempo padrão do tour para Puca Pukara e Tambomachay está ok. Qenko talvez eu ficasse mais tempo. Mas Sacsayhuaman, mesmo sendo o local com mais tempo para curtir, eu entendo que demanda muito mais. Dia inteiro talvez seja demais, mas eu ficaria ao menos metade do dia lá. Eu ainda tinha na memória o esplendor que aquilo é, aquelas rochas monstruosas e precisamente entrecortadas num tempo longínquo da humanidade. Era o sitio mais impressionante dos arredores da cidade na minha retina. E reconfirmei, é mesmo. Minha lembrança de 1995 é que eu fiz tudo isso de busum e a pé. Eu me recordo de voltar de Qenko andando, e cortando caminho pelo mato. Acho que fui de busum, ou de van alternativa (na época já tinha esse tipo de transporte por lá). Na volta de noite demos nosso tradicional rolê de despedida da cidade. Cidade muito agradável. Dia 5 Acordei cedo para dar uma volta pela cidade antes de ir embora. Tomamos o café e partimos para o aeroporto. Descemos em Lima e a única alternativa de locker para deixar as mochilas era uma bela de uma facada de 56 soles para o dia todo. PQP. Pegamos um taxi green (45 soles) para o Museo Larco, que havia nos faltado quando estivemos na cidade. O museu é um espetáculo arqueológico. Impressiona pelo acervo, e tbm pela excelente apresentação. E a descrição, as peças, a conservação (ou recuperação) delas, etc. Além de ter um belo jardim. Pegamos um uber para o centro histórico, onde ficamos rodando por toda a tarde. Revimos alguns lugares, verificamos que agora a região fica fechada para carros, revimos a impressionante limpeza da plaza de armas e arredores (sem comparação com praças centrais brasileiras nesse quesito). Acho aquele centro histórico de Lima muito bacana de passear, muito bonito. Muitas igrejas para visitar, geralmente cobram 10 soles para entrar. No fim da tarde fomos curtir umas saideiras e depois pegamos um taxi para o aeroporto (uber tava mais caro). Aeroporto, voo de volta, etc. Dia seguinte já era batente novamente. Mais um feriadão explorando algum canto!
  19. Faaaaaaaaala, [email protected]! Mais uma trip na veia! Dessa vez, uma viagem de 15 dias na companhia de minha querida esposa, em JUNHO de 2019, ao "Umbigo do Mundo", a região de Cusco, no Peru. Segue o relato: 14/06 - Chegada à Cusco Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles. Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria. Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma. 15/06 - Rolê pela cidade No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa! 16/06 - City tour Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman. 17/06 - Valle Sagrado Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso. 18/06 - Moray e Salineras de Maras Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária. Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá! 19/06 - Ollantaytambo Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes. 20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo) No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG. Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem. Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km. 21/06 - Machu Picchu Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia. 22/06 - Retorno à Cusco. Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais! 23/06 - Dia de compras Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel. 24/06 - Inti Raymi Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain). 25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain) Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço). 26/06 - Rolê pela cidade Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay. 27/06 - Laguna Humantay A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada). 28/06 - Adios Cusco Nosso vôo era às 18h, então caféaproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto. Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico: Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO) Dia 1 - Aclimatação Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado). Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá) Dia 6 - Ollantaytambo Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica Dia 8 - Machu Picchu Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco. Dia 10 - Inti Raymi Dia 11 - Laguna Humantay Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc) Dia 13 - Montanha Colorida Dia 14 – Rolê/Adios Cusco Frio/Altitude: Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes OBS: A temperatura varia entre 0° e 20°C nessa época, uma amplitude térmica bem grande. Por isso, tem que levar roupas de frio e de caminhada nos passeios, principalmente os mais longos. Nível de dificuldade: Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros Locais inclusos no Boleto Turístico: Sacsayhuaman Q’enqo Puca Pucara Tambomachay Museu de Arte Contemporânea Museu Histórico Regional Museu de Arte Popular Museu de site Qoricancha Centro Qosqo de Arte Nativo Monumento ao Inca Pachacuteq Pikillaqta Tipon Pisac Ollantaytambo Chinchero Moray O que levar para os passeios: Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água. Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!): Cusco: Yaku, Avocado, Chia. Ollantaytambo: Ausengate Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles. Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco. Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/ Sites das companhias de trem: https://incarail.com/ https://www.perurail.com Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store Documentos necessários para entrar no Peru: Passaporte ou RG (com data máx. de 10 anos de emissão). Não vale CNH ou CPF ou certidão de nascimento. Sobre cartões de crédito: nem todo lugar aceita todas as bandeiras. Muitos não aceitam Mastercard. O mais aceito é VISA. Então leve ao menos um dessa bandeira. Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas! Hasta Luego! Sergio e Sabrina.
  20. Boa tarde pessoal, de antemão peço desculpas se estiver fazendo isso no local errado! Estou vendendo um bilhete de trem da PERURAIL entre OLLANTAYTAMBO <> MACHU PICCHU, ida no dia 11/08 às 12h55 e retorno dia 12/08 às 16h22 na categoria EXPEDITION. Tinha uma viagem programada para o Peru no mês de agosto/2019 mas por motivos profissionais precisei cancelar. Por sorte as minhas reservas no booking eram todas com cancelamento grátis e já estou na batalha com a Avianca para tentar remarcar meu bilhete. Infelizmente a passagem de trem não vou poder usufruir, por isso espero que alguém possa ir no meu lugar e depois me conte como foi (ou não, pq vou ficar com inveja hahaha). Obrigada a todos e boas viagens!
  21. Olá, Pessoal estarei em viagem ao Peru nos próximos dias e estou em dúvida se levo Real ou Dólar para trocar. Devo arriscar em duas conversões?
  22. Boa noite pessoal! Irei em agosto de 2019 para machu Picchu e a grande dúvida é: compro o ingresso pra entrada antecipadamente ou compro la quando chegar? Ficarei 4 dias em Cusco, então gostaria de ter alguma flexibilidade qto as datas, já que farei o trajeto via hidrelétrica. Podem me ajudar?
  23. VIAGEM PARA O PERU – VANI & JUANA OS PREÇOS PODEM VARIAR PARA MAIS OU PARA MENOS* ITINERÁRIO IDA DIA 04/05/2019 – VOLTA 15/05/2019 CUSCO X ÁGUAS CALIENTES (MACHU PICCHU) > PASSAGEM: CUSCO X RJ IDA E VOLTA · VALOR TOTAL PARA DUAS PESSOAS VOO NOTURNO COM UMA PARADA EM LIMA: R$ 3.200,00 – LATAM > HOTEL COM CAFÉ DE MANHÃ: · CUSCO 5 A 15: 10 DIÁRIAS = R$913,00 (Aparthotel alugado pelo Airbnb, próximo a praça das armas) · ÁGUAS CALIENTES 7 A 8 (MACHU PICCHU): 1 DIÁRIAS R$116,00 (Booking) · TOTAL: R$ 1.029,00 ROTEIRO 10 DIAS EM CUSCO 1. Dia 05/05 - Domingo Chegada à CUSCO! Chegamos à cusco por volta das 6:10 da manhã (MUITO FRIO), pegamos um Taxi (15 soles) até o hotel (Recoleta, Cusco 08000 - Urbanizacion Zaguán del cielo F8 a espaldas de la cervecería hay un letrero de salón de eventos y clínica odontologics vitalis), o taxista (Whatsappp - 51973182684) foi indicado pelo dono do Aparthotel. No nosso primeiro dia conhecemos um pouco da cidade de Cusco, para nos acostumar com a altitude da cidade que é de 3.399 metros. É importante beber muito líquido nessas primeiras horas por lá, tomar cházinho clássico de coca e dedicar esse meio dia para adaptação. Trocamos os reais que levamos por soles aos poucos, primeiro R$ 1.000,00 reais que deu 790 soles, achamos por 0,79 na Avenida Del Sol. Para não correr o risco de comprar notas falsas, vá a uma agência cadastrada e de preferencia na avenida principal, leve também a caneta que detecta nota falsa, custa uns 5 reais a kalunga. Levamos 4.000,00 reais em dinheiro vivo, doideira? sim, porém não queríamos pagar taxas absurdas para sacar dinheiro lá. Compramos duas doleiras e colocamos dentro das roupas. No dia a dia a gnt andou com as doleras cada uma com um pouco de dinheiro, mas a maior parte sempre escondíamos em algum lugar no hotel. Só levamos 300 dólares, para as coisas iniciais e pagamos em alguns momentos que achávamos que valia a pena, voltamos ainda para casa com 140 dólares. É importante vocês irem sabendo que se chegar uma senhoria oferecendo uma Alpaca linda para você tirar foto, ela sem duvidas vai cobrar propina, e se você não der, ela vai te xingar kkkkk. Mal chegamos e caímos nessa, e o pior, só tínhamos 20 dólares como nota mais baixa na mão, eu como não sou tão boba assim, perguntei se ela tinha troco pois só assim daria a "propina", ai ela me deu o troco, mas essa foto acabou saindo por 20 soles no final das contas. Então la vai uma dica importante: Ande sempre com moedas de soles se você quiser tirar uma fotinha com as Alpacas. Fomos até a Plaza de armas para conhecer essa tão famosa praça, e lá perto fomos até a loja da CLARO e compramos o chip (10 soles), fizemos o plano de 5 GB por 30 dias (30 soles). Compramos também o nosso bilhete turístico completo em Av. El Sol 103, no centro de Cusco, que custa S/. 130 por pessoa (válido para todos os lugares nos três circuitos, em um período de 10 dias). Para não perder tempo já fomos na agencia da INCA RAIL para pegar o nosso bilhete de trem para machu picchu que compramos na internet uns 3 meses antes no proprio site da INCA RAIL, importante falar que também tem a empresa PERU RAIL que possui alguns trens que também fazem o mesmo caminho pra Machu Picchu, vale a pena pesquisar antes e ver qual sai mais em conta.Visitamos as feiras livres como o Mercado Central de San Pedro (Cusco 08002, Peru), Centro Artesanal de Cusco (Ele fica no final da Calle el Sol, em frente à grande fonte pintada e ao Sonesta Hotel), e a Feira Gastronômica da Praça San Francisco que é organizada pela prefeitura de Cusco e acontece aos domingos, tudo muito simples e com preços econômicos. A feira começa bem cedo e vai até a noite. Aí há também jogos, música e apresentação de artistas de rua dos mais variados. Tudo ocorre na praça a céu aberto, ao lado da igreja e em frente ao Colégio Ciências. Almoçamos no Restaurante Fusi Chicken & Grill Restobar (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294314-d6383528-Reviews-Fusi_Chicken_Grill_Restobar-Cusco_Cusco_Region.html), e foi a minha primeira experiência comendo o delicioso prato chamado SOLTADO DE ALPACA (Me da Água na boca só de lembrar). No mesmo prédio do restaurante fica a agência de turismo RUTA ANDINA (whatsapp 910848805), fomos em duas antes de fechar com eles no mesmo prédio, e pegamos os preços e eles cobriram, lembrando que tudo em cusco é negocial, tudo mesmo, comidas, lembrancinhas, e até os passeios, pesquise bem, negocie para diminuir os valores, vocês vão conseguir com certeza. 2. Dia 06/05 - Segunda-feira Seguindo a programação da Peru Grand Travel (Bilhete TOTAL), este dia foi dedicado para passear pela cidade e conhecer os melhores lugares em Cusco. Resolvemos contratar o taxista que pegou a gente no aeroporto para fazer o City Tour Cusco (60 soles), com os seguintes sítios arqueológicos que estão incluídas no valor do Boleto Turístico, e você não paga nada mais pela visita. Ufa! A portaria de todos os sítios funcionam das 7h às 18h: Tambomachay, um conjunto de ruínas de antigos terraços e banhos fica a 7.7 km de Cusco. Pukapukara, um antigo quartel e local de hospedagem para os Incas. Q’enqo, outro antigo lugar de culto, hoje em ruínas, que fica a 4km de Cusco; Sacsayhuaman, ruínas de um antigo templo, que muitos acreditam ter sido uma antiga fortaleza Inca. Fica a 6 km da cidade. (O MELHOR LUGAR SEM DÚVIDAS) Lá fica a estátua do Cristo Branco, e temos uma vista linda de Cusco; E uma vista panorâmica incrível da Cidade de Cusco. Depois desse passeio incrível pedimos pro taxista deixar a gente na praça das armas e fomos andando até o Bairro San Blas para almoçarmos no Restaurante Pachapada, comemos um prato de Trucha (Salmão), não lembro o nome certinho mas segue a foto (UMA DELÍCIA), pagamos 45 Soles fora a bebida, eu pedi a inkacoca e a Vani um suco. Depois fomos visitar alguns museus que estão incluídos no bilhete turístico como : Museu de Arte Contemporânea, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Museu de site Qoricancha. Só faltou visitar o Qoriqancha, ou Templo do Sol, hoje nomeado de Convento de Santo Domingo – A entrada custa 10 soles, e as fotos são permitidas apenas no pátio central do templo. (NÃO FOMOS INFELIZMENTE ). As demais atrações do City Tour de Cusco ficam nos arredores da cidade. 3. Dia 07/05 - terça-feira Após o café da manhã, fomos separar a roupa pra levar pra Machu Picchu (uma mochila para cada pessoa está de bom tamanho), e ainda de manhã as 11:00, pegamos O TREM THE 360 da empresa Inca Rail para águas calientes. Chegando la fomos direto pro Hotel fazer o chekin, e deixar as mochilas e fomos conhecer essa cidade aos pés de Machu Picchu ( que é um encanto por sinal). Compramos a passagem do Ônibus para a subida à Machu picchu fica bem pertinho da feira de águas calientes só que do outro lado da ponte, fácil de encontrar. O bilhete do trem por pessoa foi 22 dólares ida e volta (em media 185 reais por casal), uma facadinha linda, mas vale a pena. O bilhete para entrada de Machi picchu compramos uns 3 meses antes pelo site do governo peruano, custou 152 soles por pessoa (Cerca de 182,00 reais por pessoa), vale a pena comprar no site do governo peruano, pois agências cobram bem mais caro. De noite fomos tomar uma cervejinha cusquenha e comer pizza em um restaurante que não lembro o nome em frente ao rio. 4. Dia 08/05 Quarta-feira O GRANDE DIA! Já que estávamos na cidade de Águas Calientes (ponto de encontro para subir o Machu Picchu), fica fácil de acordar cedinho e seguir até a estação de ônibus para fazer a viagem. Contratamos um guia na entrada de Machu Picchu e falamos que queríamos o guia em grupo para sair mais em conta, em media está 40 soles por pessoa. Ficamos caminhando por Machu Picchu (Foto abaixo), energizando o corpo e mente, comprei o bilhete das 8 horas, é importante chegar lá pelo menos 1:00 antes. É inexplicável a sensação de estar em Machu Picchu. Após a visita, fomos até o Hotel/Hostel fazer o check out e pedimos para deixar as mochilas na recepção (é uma pratica comum la). Após almoçarmos em um restaurante em frente a estação de trem por 30 soles (entrada + prato principal + suco), Fomos direto para águas termais tomar aquele banho tradicional (foto abaixo) e tomar uma Piña colada (uma delícia), depois seguimos de trem para Cusco. 5. Dia 09/05 Quinta-feira Como estávamos mortas, fizemos um passeio mais perto de Cusco. Fomos conhecer o Pantanal de Huasao: Groot e o Senhor dos Anéis em Cusco, A poucos quilômetros de Cusco, há um parque temático onde os personagens dos ‘Guardiões da Galáxia’ e ‘O Senhor dos Anéis’ foram desenhados em madeira. O pantanal de Huasao é um ambiente natural, onde pode-se estar longe da cidade e desfrutar da natureza.. Esta atração está localizada no distrito de Oropesa. A uma curta distância de lá, há um parque jurássico ideal para visitar com os pequenos. Você também pode desfrutar do famoso ‘Pão chuta’ e ‘Lechón al horno’. Como chegar lá? – Da cidade de Cusco, os ônibus são direcionados para Oropesa na Avenida de la Cultura. A viagem leva aproximadamente 30 minutos. Ou pode pegar um táxi como fizemos que custou 30 soles a ida e 15 a volta. Quanto custa? – A entrada para o Pantanal de Huasao é de 1.50 soles (0.5 dolares) 6. Dia 10/05 – Sexta-feira Fizemos o passeio do Vale Sagrado, em média custa 30 soles por pessoa com van e guia incluso mais buffet, o passeio de um dia começa em torno das 9h e segue até às 19h. O passeio do “Vale Sagrado” inclui a visita aos parques de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero que estão inclusos no boleto turístico. O primeiro parque visitado no tour é Pisac (foto abaixo), mas antes são feitas algumas paradas em centros de artesanatos. Uma dica importante, escolha sentar do lado esquerdo do ônibus/van na ida. Depois de Pisac paramos para almoço em um buffet e depois seguimos o passeio com a visita ao parque de Ollantaytambo (abaixo). Que é um cidade incrível. Sim é muito lindoooo.... Segundo lugar mais bonito na minha opinião. Essa foto acima é o templo do sol, fica na parte mais alta das ruínas, são 6 enormes rochas monolíticas de granito rosa, colocadas tão perfeitamente unidas que nenhuma folha de papel é capaz de passar entre elas. Sabe o que é mais incrível? Quem disse que aquelas pedras enormes já estavam ali?O lugar mais próximo nas redondezas com granito rosa fica a 4Km de Ollanta, do outro lado do Vale, depois de um rio, no topo de outra montanha, para vocês terem uma ideia estima-se que algumas das pedras do templo do sol pesam mais de 80 toneladas (ISSO MESMO). É depois é a vez de Chinchero, esse é o último lugar do passeio. 7. Dia 11/05 – Sábado Nesse dia fomos visitar o Laguna humantay (foto abaixo), que é aquela bela caminhada de 2 horas subindo (tem gnt que faz em 1 hora e meia), porém não somos fitnes e subimos a Cavalo por 40 soles por pessoa, saiba que é muita adrenalina, mas que no final compensa, o passeio completo com ônibus ida e volta, almoço, café da manha, Guia turístico, etc. esta em média 75 Soles por pessoa. Foi um dos lugares mais cansativo porém o mais lindo depois de Machu Picchu claro. 8. Dia 12/05 – Domingo Esse é o dia para visitar os belos povoados incas com suas casas coloniais, onde é possível apreciar os tesouros que esta terra sagrada esconde em um agradável e singular tour: ATV Maras–Moray–Salineras (foto abaixo). Este é um dos passeios mais clássicos de Cusco e um dos mais fantásticos. Visitamos os terraços agrícolas em forma de círculos, conhecemos a extração de sal em meio às montanhas. Tudo isso sabe de que? Quadriciclo. O passeio em media custa 100 soles por pessoa, incluindo, Traslado de ida e volta de hotéis selecionados, Transporte a partir de Cusco, Quadriciclo por pessoa , Capacete, Combustível, Guia fluente em inglês e espanhol, porém não inclui almoço pois é um passeio de meio dia só, fomos na parte da tarde, mas recomendo ir na parte da manhã, apesar de ser mais cheio você terá um tempo maior para visitar a salines, a gente teve que fazer o passeio correndo na salines pois já estava tarde e o parque estava fechando, fora que é perigoso voltar pois a pista para a salineras é bem estreita e com uma ribanceira do lado, tanto que não se pode mais ir com o Quadriciclo pra la, eles levaram a gente em um táxi. A Entrada opcional ao sítio arqueológico de Moray esta incluso no bilhete turístico, e a entrada para as minas de sal custa 10 soles. Leve dinheiro para comprar o sal de lá e os chocolates salgados, compramos os dois, porém perdermos o Sal em alguma buraco negro da mala :(. 9. Dia 13/05 – Segunda – Feira Esse dia fomos fazer o passeio do vale sul, que não é tão conhecido no turismo de cusco, mas queríamos conhecer. Fizemos esse passeio com o mesmo taxista dos outros passeios, custou 80 soles. A entrada para os sítios estão no bilhete turístico. Visitamos o centro Arqueológico de Tipon, e admirar o sistema de irrigação Incaico (foto abaixo). Admiramos as construções de mais de um nível feita com pedras pequenas no parque arqueológico de Piquillacta (foto abaixo). Depois fomos visitar o Monumento ao Inca Pachacuteq que fica dentro de cusco mesmo e tem uma visão linda da cidade. 10. Dia 14/05 – Terça – Feira Como foi o meu niver ficamos andando pela cidade de Cusco e depois descansamos para sair a noite. A noite fomos no La fabrica Sports Bar (foto abaixo), que é um Pub americano em cusco. Comemos um hambúrguer (35 soles) que quase não aguentamos hahahahha, e bebemos a Cerveja tradicional Peruana (Cusquenha) 10 soles a garrafa de 600 Ml. 11. Dia 15/05 – Quarta - Feira A despedida... Dia de acordar, tomar um café da manhã e se despedir da cidade de Cusco e da vibe incrível do Peru, compramos lembrancinhas no mercado são pedro, é recomendado comprar um pouco afastado do centro (praça) por ser mais barato. Fomos almoçar no restaurante Ceviche Seafood (O MELHOR SEM DÚVIDAS - foto do prato abaixo). Depois fomos na tradicional e maravilhosa sorveteria Qucharitas (foto abaixo), um lugar mágico e muito bom para tirar fotos pois o teto é cheio de sombrinhas e eles ainda dão essas folhas para ficar pintando e relaxando, esse foi o segundo dia que fomos nessa sorveteria, mas não lembro qual foi o outro dia, esse prato da foto é chamado de Vulcão alguma coisa. Super recomendo! Abaixo um mapa que usamos bastante. PLANILHA DE DESPESAS DA VIAGEM PARA DUAS PESSOAS EM MEDIA - VALORES REFERENTES A MAIO DE 2019 PASSAGENS: R$ 3.200,00 (ida e volta latam) + R$ 505,00 (duas malas 10 kg) = R$ 3.705,00 HOTÉIS : R$913,00 (10 DIAS EM CUSCO) + R$116,00 (UMA NOITE EM ÁGUAS CALIENTES) = R$1.029,00 ALIMENTAÇÃO: R$1.000,00 (ALMOÇO, JANTA, LANCHES, BEBIDAS) = R$1.000,00 TÁXI/BUS: R$34,00 (AEROPORTO IDA E VOLTA) + R$30,00 (PELA CIDADE) + R$185,00 (BUS AGUAS CALIENTES SUBIDA MACHU PICCHU) = R$249,00 PASSEIOS: R$ 978,00 (TREM IDA E VOLTA ÁGUAS CALIENTE/MACHU PICCHU) + R$ 70,00 (VALE SAGRADO) + R$ 240,00 (ATV SALINERAS MORAY) + R$ 180,00 (LAGUNA HUMANTAY) + R$ 96,00 (VALE SUL TAXI) = R$ 1.564,00 ENTRADAS: R$ 24,00 (SALINERAS) + R$ 320,00 (MACHU PICCHU) + R$ 302,00 (BILHETE TURÍSTICO 10 DIAS) = R$ 646,00 LEMBRANCINHAS: R$ 250,00 TOTAL: R$ 8.393,00 Lembrando que os valores podem mudar para a mais ou para menos e depende muito do estilo de viagem que você pretende fazer, pois pode se economizar mais ainda com passeios, com a alimentação, hotéis, dentre outras coisas. Nós não fizemos o passeio da montanha colorida pois estávamos exaustas e não iriamos aguentar a trilha, mas em media estava 40 soles por pessoa, dizem que vale a pena, e também tem a opção de alugar o cavalo, ouvimos falar que era 60 soles por pessoa. Siga meu instagram @juanacarvalho pois lá tem todas as dicas da viagem e os videos e fotos nos destaques. É assim encerra o roteiro dessa cidade conhecida como o umbigo do mundo, vocês sem dúvidas vão querer voltar para lá assim como a gente, espero ter ajudado, e boa viagem!
  24. Oi pessoal, estou planejando minha primeira viagem para o Peru agora em julho e preciso de algumas dicas... Como ir de Cusco para Águas Calientes? Gostaria de passar um dia em Ollataytambo e ir direto para Águas, o melhor jeito é ir de trem mesmo? Além disso, alguém já voltou de Águas para Cusco de Van? É muito perrengue? Fora isso, vocês tem dias de companhias de turismo internas no Peru? Gostaria de fazer essa viagem de Cusco para Ollataytambo passando por Chinchero, os saleros de Maras e Moray com um guia! Obrigada!!
  25. Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer. Passagens Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian. A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva. Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos). Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios. Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com). Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF. Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com. Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito). Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio. (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
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