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  1. Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  2. Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer. Passagens Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian. A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva. Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos). Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios. Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com). Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF. Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada). Reservamos pelo Booking.com. Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59, pagamos com cartão de crédito). Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio. (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
  3. Pessoal, Me chamo Marcelo e eu, junto com mais 3 amigos(as), Edmar, Renata e Isabel, vamos de Curitiba a Machu Picchu seguindo pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Serão 30 dias de viagem com o meu Renault Symbol 1.6 2013. Vamos partir no dia 26/12/2017 e devemos voltar dia 24/01/2018. Estou me preparando para a viagem desde junho com manutenções, melhorias e equipamentos extras. Também já paguei os seguros de saúde, carta verde e Soapex (Chile). Nesta etapa os custos foram estes: Seguro Carta Verde= R$ 60,00 para 30 dias (só Argentina) pela Seguros Proteges, de São Borja-RS. Seguro Soapex do Chile= R$ 34,00 para 12 dias pela internet. Seguro de saúde= R$ 252,00 para cada, pela Assist Card por intermédio do site SegurosPromo . com . br. Troca de óleo, filtro do óleo, filtro de combustível, filtro do ar condicionado e filtro de ar = R$ 205,00 Então o custo inicial (fora a troca de peças na revisão) é de R$ 551,00 A seguir vou detalhar o roteiro pretendido.
  4. Boa noite! Estou indo viajar com meu noivo para lima dia 16, onde ficaremos 2 noites, 16 e 17, e iremos dia 18 para cusco e voltaremos para lima dia 25 de outubro as 5 estaremos voltando para lima e depois SP. E por enquanto estamos meios perdidos quanto ao roteiro, e menor custo para melhor aproveitar nossa estadia. Estamos por enquanto seguindo o roteiro do "Vai por mim" - viaje na viagem. Ele indica para visitarmos o centro historico de lima, Museu larco, e de noite ir no bairro barranco, huaca Pucllana, Malecon de mira flores, circuito magico da agua. Tem algo que vocês excluem? Incluem? Hoteis que ficaria melhor e mais barato? Ou airbnb? Hostel?
  5. Bom, essa é uma viagem que programei por muitos e muitos anos. As rotas programadas foram diversas e as companhias também. Até que o grande dia chegou. Eu e minha irmã – parceria 100% ....saímos de Cuiabá/MT com destino Cusco/PERU – dia 08/06/2017 à 16/06/2017. Pegamos um vôo de Cuiabá/MT para para SP. De SP para LIMA. De Lima para CUSCO. Passagens de avião - ida e volta - aproximadamente R$2.000,00 (dois mil reais) para cada uma. DIA 01 - 08/06/2017 - Saída de Cuiabá/MT - Destino: Cusco. DIA 02 - 09/06/2017 - Chegada em Cusco. Chegamos na cidade e logo ao descer do avião, já dava para sentir o frio. Certa de 13 graus. Logo que saímos do aeroporto, vários taxistas nos abordaram e paramos para conversar com um que ofereceu 50 soles para nos levar até o Hotel. Achei um absurdo, pois, já tinha lido aqui no site dos mochileiros que até 20 soles era um bom preço. Fui tentar por menos e ele simplesmente disse: “atravesse a rua e encontrará mais barato”. E foi o que fizemos. Demos mais alguns passos e um taxista não oficial ofereceu 20 soles para nos levar até o hotel. Topamos na hora e entramos no Táxi. O caminho do aeroporto até o centro turístico não é bonito. A cidade não tem muita cor e o trânsito é PAVOROSO. Eles usam muito a buzina. Sempre tem congestionamento e o cheiro de poluição é grande. As ruas são estreitas e a quantidade de ônibus, taxis, carros tirando fino dos outros é imensa. Semáforo também não serve para nada, até porque sempre tem um guarda de trânsito direcionando o trânsito. O percurso do Aeroporto até o centro dura cerca de 20 minutos. Nosso hotel em Cusco foi o INCA WASI. Melhor custo benefício que encontrei. Sempre ficamos em albergues, mas, queríamos banheiro privativo e um pouco de calmaria. Encontramos este hotel e reservamos pelo booking com antecedência. ELE É MUITO CENTRAL. FICA NA PRAÇA DAS ARMAS. Só atravessar a rua e está na bagunça da praça. Custou 30 dólares a diária para duas pessoas. (aproximadamente 100,00 reais). O Café da manhã é bem simples, mas, gostoso. (ovos mexidos feitos na hora, pão, presunto e queijo, café preto, iogurte natural, geléias artesanais e suco de laranja). O pessoal do hotel foi bem receptivo. Sempre conversando e perguntando se precisávamos de algo. Foi ótima a escolha! Não é um hotel luxuoso. Como disse anteriormente, foi o melhor custo benefício encontrado. Hotel Barato e razoável acomodação pela localização. Chegamos ao hotel por volta das 11h da manhã. Neste dia estava tendo um ensaio para a festa que aconteceu em Cusco no dia 24/06 – Festa do SOL. Era uma sexta-feira e a Praça das Armas estava muiiiiiiito lotada. Uma confusão LINDA! Vários grupos fantasiados com roupas típicas, muita dança, música e o som dos tambores não parava. Mal dava para andar nas ruas e eu e minha irmã chegando com as mochilas naquela confusão. Tivemos dificuldade de chegar ao hotel, pois, os táxis, carros e ônibus estavam proibidos de transitar próximo a praça por causa das festividades. Então tivemos que andar boas quadras com as mochilas nas costas. Chegamos exaustas!!! Quando entramos no hotel, o recepcionista já nos ofereceu o famoso chá de coca – quentinho. Ajuda bastante pela altitude e eu adorei o sabor. Vejo muitas pessoas falando que odiaram o gosto ou que tomaram porque tinham que tomar por causa da altitude, mas, para mim que amo chá e bebo sempre....achei super agradável o sabor. Gosto é gosto e isso não se discute. Deixamos as mochilas no hotel e saímos para olhar a cidade e buscar algo para comer. Encontramos um restaurante bem próximo chamado Vitória e Glória e comemos muito bem. Meu prato com filé de frango, ovo, arroz e salada custou 13 soles e o da minha irmã com um hambúrguer de carne custou 10 soles. Ela tomou uma coca e eu uma água. Comemos e fomos para uma agência de turismo na mesma rua. Fomos andando e escolhemos aleatoriamente. Encontramos a agência Luna. FECHAMOS TODOS OS PASSEIOS NA MESMA AGÊNCIA. A DONA DA AGÊNCIA FEZ ÓTIMOS PREÇOS. Assim, no mesmo dia fechamos o City Tour para as 14h. Pagamos 15 soles por pessoa. Eu sei, Eu sei que dizem que é bom fazer a aclimatação primeiro para não passar mal. Mas, nosso tempo (roteiro) estava “curto” e queríamos fazer a maior quantidade de coisas por lá. A minha programação e roteiro estavam apertados. Encontramos o guia que nos acompanharia no City Tour na praça das armas. Andamos uns 04 quarteirões até o primeiro local que se visita. NÃO TÍNHAMOS COMPRADO OS BOLETOS TURÍSTICOS AINDA. O guia disse que na segunda parada desceríamos do ônibus para comprar. O boleto turístico pode ser comprado parcial (para um dia – com direito a 04 sítios arqueológicos) ou geral, que dá direito a visitações por 07 dias se eu não me engano. Custou 130 soles por pessoa. O boleto turístico é necessário para quase todos os passeios em Cusco. Acho que contempla 16 atrações em Cusco e ao redor. O primeiro lugar de visita foi o Museu de Qoricancha . Lá TODOS devem pagar 10 soles e não está incluso no boleto Turístico. O Museu é bonito e é necessário um guia para dar as explicações. É um museu que dispõe de várias “salas” – templos. O guia vai explicando o significado de cada uma e maneira como os antepassados viviam e no que acreditavam. Mostra inclusive uma evolução cronológica dos incas, pinturas, objetos. É bem legal e vale a pena pela história. Após sairmos de Qoricancha, seguimos a pé até um ônibus que ficava há uma quadra do local. Lá, entramos e fomos para Sacsayhuaman. O Lugar incrível. Estava um dia de bastante sol. São várias as teorias explicadas sobre o local. É como se fosse uma fortaleza Inca. O guia explicou que foi criada com propósitos de defesas. Talvez por militares, para defenderem-se de tribos invasodoras. Sacsayhuaman se encontra há mais de 3.000 metros de altitude e intriga a todos a forma como as rochas foram colocadas naquele local. Uma das teorias eram andaimes feitos de “lenha” e com mais de duzentos homens conseguiam movimentar as rochas e coloca-las no local. Ocorre que acreditam ser um lugar místico e outras teorias cercam essa história como uma engraçada que o guia contou.... De que havia uma “mágica” que faziam as rochas obedecerem seu “senhor” e se movimentavam até o local. Quando chegamos de volta no ônibus para irmos para o próximo local a ser visitado, tinha um cara vendendo umas fotos. Quando fui olhar....havia uma foto minha tirada no centro na cidade de Cusco. Eles tiram fotos do grupo indo para o passeio sem a pessoa perceber. Vão até a parada...provavelmente combinado o guia turístico e vendem as fotos tiradas. Comprei porque achei aquilo o máximo. Nem vi ninguém tirando foto, e derrepente aparece o cara lá com uma foto minha. Custou 05 soles. Bom, saímos de lá e a próxima parada foi um lugar chamado Qenko. É um complexo arqueológico. São pedras esculpidas. A história é bem legal. Mas, não tem muita coisa para se ver. Tem uma rocha esculpida que é quase um túnel. Passamos por dentro dela e o guia conta que ali era uma possível “templo” para sacrifícios para os deuses. Na volta, caminhando até o ônibus, compramos um milho gigante deles que não me lembro o nome. Custou 03 soles. É gostoso. Parecido com o nosso. Saímos de lá e fomos para lugar chamado PuKaPuKara. A história contada pelo guia é que quando um Inca da alta sociedade se preparava para visitar os banhos de em Tambomachay, outros se hospedavam em Pukapukara que era uma espécie de quartel para hospedagem. Disse o guia que a história explica que havia um acesso direto a Tambomachay, embora não esteja provado. Fazia muito frio e ventava muito. Só tirei umas fotos, ouvi um pouco a explicação e voltei para o ônibus. A Próxima parada, já estávamos exaustas e já estava escuro e muuuuuito frio. Chama-se Tambomachay. Logo que entramos no parque arqueológico já dá para ouvir o barulho de água, riachos. Repito, o frio era muuuuuuuuuito grande. Tinha que andar bastante e nós já estávamos cansadas. Tiramos umas fotos com as lhamas e voltamos pro ônibus. Infelizmente não tenho fotos e nada para contar de lá. Mas, em relação as fotos com as lhamas, vc deve pagar. As moças ficam GRITANDO: “propinaaaa”. “Propiiiiiiina”. Que significa gorjeta. Uma moeda pela foto e fica tudo certo. Só não vai fazer igual eu e dar uma moeda de 05 soles. Substimei a moeda achando que era só uma moeda e eram 05 soles. Cuidado! kkkk moeda achando que era só uma moeda e eram 05 soles. Cuidado! kkkk Após todos voltarem para o ônibus, voltamos para o centro de Cusco – Praça das Armas. Já eram umas 19:30 e fomos direto comer alguma coisa, pois estávamos pretendendo sair anoite e conhecer os bares noturnos. Fomos comer num restaurante e escolhemos comer uma pizza. A Pizza média para nós duas saiu 18 soles – sabor napolitano que é presunto queijo e tomate. Eu pedi um taça de vinho da casa que custou 10 soles (bem servida) e minha irmã uma Inka Kola que custou 4 ou 5 soles. Demos uns 02 soles de propina. Lá dentro era aconchegante e o mais importante.. Era beeem quentinho. Estava uns 5 graus lá fora. Muito frio para quem vem de Cuiabá/MT. Tinha Wifi e foi bom para postar algumas coisas no Instagram e nos comunicar com amigos de familiares. De lá fomos para o hotel e resolvemos dar um cochilo antes de sair anoite. Não deu certo né? Não acordamos e ficamos pelo hotel mesmo. Afinal era o primeiro dia e estávamos moídas. Não sofremos com a altitude neste primeiro dia, pois, tomamos SOROCHE PILLSS (CUSTA 44 SOLES UMA CAIXINHA) desde o aeroporto de Lima. Tomamos de 04 em 04 horas. Tudo correu bem. DIA 03 – 10/06/2017 – MORAY E SALINAS DE MARAS e CHINCHERO Gente, antes de começar, já tinha lido vários relatos e visto várias fotos dos locais. Já adianto que nada se compara mesmo. Os lugares e as vistas são incríveis. Vale a Pena. Pagamos na mesma agência que contratamos o City Tour – 25 soles por pessoa para Maras e Moray. Em Maras tivemos que pagar 10 soles a entrada, pois, não está incluso no boleto turístico. Quem administra é o próprio pessoal local das salinas. Saímos de Cusco as 08h da manhã. Primeira parada foi um local chamado CHINCHERO. Muito bacana. É um distrito, um povo local indígena. São várias casinhas que recebem os turistas, vendem seus artesanatos e nos contam um pouco sobre a tintura de seus tecidos. Inclusive com pigmentos extraídos da própria natureza. É fantástico. A moça local que contava as histórias era muito divertida. Mostrou também os bordados dos tecidos e a forma manual e como tudo é feito. É muito incrível. Pedi para tirar uma foto com ela e ela respondeu: “Eu tiro. Mas, agora vamos comprar algo minha amiga”. Kkkkk Ou seja, estava mais uma vez me cobrando pela foto. Confesso que as coisas vendidas lá são liiiiindas. E as blusas feitas de pele de alpaca não tem igual. Realmente é um trabalho fantástico. Mas, para presentear amigos e familiares sai caro. Se quiserem levar algo, busquem em Cusco o MERCADO SAN PEDRO (há 4 quadras da praça das armas) ou em um outro Mercado - (lojinhas) no Bairro San Blas, conhecido como o Bairro Artístico de Cusco...fica perto do Museu de Qrocancha, que é beeeeeem mais em conta. Inclusive, neste bairro, nesta rua das lojas existe uma PEDRA – que se chama Pedra de 12 ângulos. Essa pedra é fixada na parede sem o uso de argamassa. Ela possui 12 ângulos e nenhuma outra pedra da cidade possui essa quantidade de ângulos. Voltaaaando....Lá em Chinchero os preços são para turistas. Mas, produtos são de ótima qualidade. Em Chinchero ainda fomos ao banheiro antes de seguir, pois, nas próximas paradas o guia nos avisou que os banheiros são precários. Assim, seguimos rumo a MORAY. Quando chegamos lá, são muitos ônibus estacionados, muitos guias e turmas para “entrar” no local. Tem que estar atento para não se perder. Sempre atento nas bandeirinhas que os guias usam. Tínhamos um nome do nosso Grupo. Éramos o Grupo Puma. Tem uma descida bem íngreme e de lá o guia já começa as explicações sobre o local. MAIS UMA VEZ, SÃO MUITAS AS TEORIAS. Esse lugar sim, em termos de história vence de qualquer outro. Que lugar incrível! O guia explicou que a teoria mais explicada é que ali era uma estação de desenvolvimento agrícola. Um laboratório para o desenvolvimento da agricultura que possuíam microclimas diversos com diferença de até 1 grau de temperatura para cada tipo de colheita. Os incas possuíam diversos tipos de sementes, métodos de colheita e também de terra. O guia explicou que haviam mais 04 laboratórios daqueles ali em Moray, mas, que alguns são de difícil acesso e mais afastados. De lá, entramos no ônibus e fomos para SALINAS DE MARAS. Demoramos uns 25 minutos até chegar numa vendinha deles antes de chegar em Maras. Essa vendinha vende produtos locais. SAL - (diversos- sal normal, rosa, medicinal – chocolate com sal – água, refrigerante) etc. Produtos para turistas. Compramos 03 pacotinhos de sal (pequenos) 03 por 10 soles e 02 chocolates com sal de Maras por 05 soles. Voltamos para o ônibus...que nos levou até as salinas de maras – mais uns 5 minutinhos até chegar no local. Ao chegar lá, existe uma ladeeeeeeira que você deve descer caminhando até chegar nas salinas. O dia estava aberto e com bastante sol. Deixei os agasalhos no bus. O lugar é lindo. É um complexo de mais de 04mil piscinas de extração de sal. O guia explicou que as vezes uma só família possui mais de 30 piscinas e sobrevivem dessa extração. E que hoje esse sal é muito puro e lucram com a exportação pela pureza e sal de qualidade. O problema não é descer e chegar lá. O problema é a volta. Hahahaha Nada muito difícil, mas, logo a falta de ar vem. Voltamos para o bus, que nos levaria de volta a Cusco. Neste passeio não está incluso almoço, então você tem a opção de levar sua comida (foi o que que fizemos – passamos num mercado antes das 08h da manhã e compramos bobeiras- inka kola, doritos, pães – que deu 5soles e 30 para nós duas) OU comprar algo naquela vendinha que eles nos levam, que tem salgadinhos e bobeiras para quebrar o galho. Voltamos para Cusco e chegamos lá por volta das 16h. Fomos para o hotel, deixamos nossas coisas e fomos dar uma volta na praça e depois mais tarde fomos comer. Comemos num restaurante todo refinado (OQ NÃO SIGNIFICA QUE ERA BOM). Resolvemos pedir o menu turístico de 20 soles por pessoa, que era: Uma entrada: Uma sopa. Eu escolhi uma de frango e minha irmã uma de aspargos. (Horrível) Entendam... minha sopa de frango eram pedaços de frango cozido boiando na água. Água sem nada, sem tempero. Eu tinha pensado que era tipo uma canja nossa, uma caldo... sabe? Aquela coisa mais cremosa. Não ! Era frango na água. Enfim. Fica a dica para quem ler sopa de frango. Prato Principal: Eu escolhi um macarrão a bolonhesa e minha irmã uma carne de alpaca com legumes. (Estava mahomenos). Sobremesa: Panqueca de chocolate/doce de leite. Acompanhava bebida – Minha irmã pediu uma coca e eu uma água. Balanço da janta: Acho que não foi boa. Comemos mais barato e muito melhor os outros dias. Não compensou mesmo. Não é que foi caro. Mas, a comida não estava a contento. Voltamos para o Hotel, pois, hoje sim, iríamos conhecer o tão famoso bar chamado MAMA AFRICA. Era dia de salsa e estávamos animadas. Nos arrumamos e logo que saí do hotel quase morri de frio. Muuuito fio. Uns 5 graus. Sorte que o MAMA AFRICA ficava há alguns passos de distância do hotel. Entramos lá, escolhemos uma mesa e eu logo pedi uma tequila. Sim, eu precisava me esquentar e dar uma animada. Tomamos uma dose cada e minha irmã foi dançar com o pessoal do bar, porque estavam dando “lições de salsa”. Eu fiquei de boa na mesa e pedi mais 02 Piscos Sour, afinal, estava ali, sem fazer nada. O pisco é tipo uma caipirinha nossa. Só que ao invés de pinga, tem o PISCO, bebida local e muito saborosa. A conta deu uns 45 soles + 01 soles para a pintura no rosto..kkkkk. Um Inglês engraçado chegou na mesa, dançou, conversamos um pouco (comunicação nossa bem ruim). Rimos bastante e ele curtia outras paradas das quais eu não curto. Fiquei meio com medo e ele foi embora. Kkkkkkkkkk Minha irmã voltou para a mesa,...e logo saiu para fazer uma pintura no rosto. Esta aí a foto. Kkkkkkk Quando ela voltou, o bar “pegou fogo” com uma música brasileira. DANÇA DA MANIVELA. SIIIIIIIM MINHA GENTE. O POVO FOI A LOUCURA. TODO MUNDO DANÇANDO: “DiZENDO QUE AQUI TÁ QUENTE, AQUI TÁ FRIO.. MUITO QUENTE, AQUI TA FRIO”. HAHAHHA achei aquilo o máximo. Logo fomos embora porque no dia seguinte íamos para a montanha colorada e o passeio sai as 3:30 da manhã. Precisávamos dormir, ainda que pouco. Aí, fomos para o hotel. Chegamos no hotel, arrumamos as mochilas para o dia seguinte, com bolachas, pães, água, protetor solar, repelente...luvas, gorros...etc. e fomos dormir. DIA 03 - 11/06 – MONTANHA COLORADA – MONTANHA 07 CORES – O MAIS LINDO DIA DA MINHA VIDA E O PIOR DELES SEM SOMBRA DE DÚVIDA. Bom, o "comentário" tem duplicidade. Como assim o mais lindo e o pior? Vou contar. Foi UM DIA DE TERROR NA MONTANHA. Saímos as 03:30 da manhã em ponto. FOI O MAIOR FRIO DESDE ENTÃO. ESTAVA ABAIXO DE ZERO E VENTANDO BASTANTE. O GUIA NOS PEGOU A PÉ NO HOTEL E COMO NÃO PODERIA TRANSITAR NADA NA PRAÇA, andamos umas duas quadras até a VAN. O passeio custou 80 soles por pessoa mais 20 soles lá na entrada da montanha. Tem agências que já fazem um valor total com essa entrada lá na montanha. Mas, eu nem sabia desse valor na entrada da montanha. Entramos na Van e aquele alívio bateu. Estava realmente muuuuuuuito frio. Eu estava de gorro, com luva nas mãos e 04 blusas de frio e ainda assim não esquentava. O caminho até a montanha é bem longo. Umas 3h ou mais de van. Fui meio dormindo. No caminho, estávamos já no SOROCHE PILLS. Afinal, íamos subir mais de 5mil de altitude. Minha irmã já na van não se sentia bem. Não sei se pelo cansaço, ou pela noite anterior, não sei. Mas, seguimos em frente. Ela disse só que estava meio enjoada. Chegamos no primeiro ponto de apoio do Grupo. O FRIO ERA MUITO PIOR DOQ ESTAVA. O VENTO ERA ABSURDO E EU ACHEI QUE IA TER UMA CRISE DE HIPORTEMIA. ISSO, SÓ DE DESCER DA VAN E IR ATÉ O PONTO DE APOIO PARA TOMAR O CAFÉ DA MANHÃ. O PASSEIO É INCLUSO O CAFÉ DA MANHÃ E ALMOÇO. ENFIM, chegamos lá dentro das “cabaninhas” e eu tremia muito. Nos deram água fervendo para fazer chá de coca, chá de munha (para enjoo), pão e geléia. Peguei um copo com água fervendo para por o café que era solúvel e deixei minha mão queimar no copo para tentar me esquentar. Funcionou! Nessa “cabaninha” ficam diversos grupos. Umas 50 pessoas que subirão juntos a montanha. Cada um no seu tempo. Mas, digamos que juntos. No mesmo grupo. Nosso Grupo se chamava The Champions. Kkkkkkkk Se alguém ficasse para trás ou precisasse de algo... precisava se identificar como: “The Champions”. Comi , me esquentei um pouco e minha irmã tomou chá de coca, e não conseguiu comer nada. Ela continuava enjoada. Terminamos o café da manhã e fomos para o bus que nos levaria a entrada do “parque” da montanha. Lá neste local aluguei 04 bastões de caminhada. Dois para mim e dois para minha irmã. Custou 10 soles os quatro. DUVIDEI QUE FARIA DIFERENÇA HEIN? RI muito quando minha irmã quis alugar esse bastão. Paguei a língua. Faz uma diferença violeeeenta. Ainda mais quando você já está morrendo e o bastão te ajuda a subir. Enfim, aluguem bastões de caminhada. É barato e vale a pena. Eu sabia que subir essa montanha não seria fácil. Já li vários relatos dizendo que é PUNK, e bem cansativo, maaaaaas, estávamos ali para isso e já havíamos nos programado. (CONFESSO QUE É BEM PIOR DOQ EU LI). Começamos a caminhada e o frio cortava e queimava o meu rosto. Tinha no chão resquícios de gelo/neve. Fazia muito frio. Botei um cachecol para proteger o rosto ( envolvi meu nariz no cachecol), pois, já não sentia mais nada. Alguns metros de caminhada reta e eu já sentia os efeitos da altitude. Faltava-me um pouco de ar e ao puxar forte para respirar, sentia até dor no pulmão. Acreditem! Assim seguimos.... O percurso é longo e apesar do sol forte.....o vento estava judiando. A PAISAGEM É INCRÍVEL. FUI COM A MÁQUINA PENDURADA E TIRANDO MIL FOTOS. É MUITO LINDO MESMO. SENSAÇÃO INDESCRETÍVEL. FICAVA PARADA RESPIRANDO PARA TENTAR CONTINUAR A CAMINHADA E ANALISANDO TUDO AQUILO E PENSANDO EM COMO PODIA EXISTIR ALGO TÃO BELO....E AQUELA SENSAÇÃO DE QUERER TER TODOS QUE EU AMO ALI DO LADO COMPARTILHANDO AQUELE MOMENTO. No meio do percurso minha irmã começou a passar muito mal. Era fato que isso iria acontecer. Ela já estava ruim antes de chegar na montanha e sem comer nada. Complicou tudo! As subidas já estavam bem íngremes e já estava difícil puxar o ar. Mas, eu estava bem. Estava cansada...mas, me sentindo bem. Mais alguns passos, no meio da subida minha irmã teve o primeiro vômito. Não tinha comido nada. Saiu chá de coca. Caminhamos mais um pouco e ela vomitou de novo. Eu sugeri que voltássemos. Mas, ela quis seguir. Ela já não aguentava mais, quando o guia sugeriu que ela alugasse um cavalinho no meio do caminho para que a levasse “até o topo”. Coloquei entre as aspas para explicar depois... Porque o cavalo não sobe ate o topo. O cavalo se você alugar desde o começo da trilha custa 90 soles ida e volta. Se você alugar no meio do caminho, eles dão o preço de acordo com a distância...de 10 a 60 soles. Depende. São vários os cavalos disponíveis durante o percurso. Dá dó de subir em cima, afinal, eles também ficam cansados e ser ar. Mas, faz parte. Minha irmã pegou um cavalo e foi embora. Eu fiquei pra trás. Sozinha e sem dinheiro. (porque estava na mochila dela). Eu estava numa montanha, num lugar desconhecido, em outro País, há muitos km de distância do topo e....sozinha. Mas, vamos lá.... Fui caminhando e batendo papo com o guia que era muito divertido. Disse que de todos que passam pela montanha ou pelos passeios que ele guia, tem um apreço especial pelos brasileiros. Explicou que os brasileiros são os mais divertidos e contagiantes. Dizendo ele que ainda estava prevendo meu futuro... que eu iria me casar com um homem bom e ter dois filhos. Um Casal. Mal sabia ele que acabei de me divorciar. Mas, quem sabe né?kkkkkkkkkkkk Não quis estragar o papo com chatices de divórcio, porq se nem o casamento valeu a pena, quem dirá falar do divórcio?! No caminho....encontrei uma brasileira...Sabrina (divertidíssima) e um amigo dela – Edu ( Colombiano). Fomos conversando e cantando...ouvindo música pelo celular dela. Os passos eram lentos e a cada 3 minutos...5 no máximo, parávamos para respirar. Derrepente, rolou oq? DES-PA-CI-TO. “Quiero respirar tu cuello....despacito....Para que te acuerdes si no estás conmigo... kkkkkkk. DANÇAMOS E RIMOS MUITO. Afinal, não conseguíamos mais subir. Estávamos parados, cantando e esperando ter fôlego para continuar. O Guia começou a cantar Michel Teló – “Nossa, Nossa, assim você me mata”. Eles adoram essa música. Super sucesso! Outro estrangeiro gritou: TcheTcherere Tchêtchê – Gustavo Lima e você! E nisso fomos aos trancos e barrancos literalmente. Chegou em um ponto que eu me senti esgotada. Já estávamos perto do topo, mas, eu não conseguia mais! Peguei um cavalo. Ia demorar muito para subir, pois, eu estava parada já tinha um tempo e eu estava preocupada com a minha irmã que já estava beeem na frente e passando mal. Gente para tudo! Peguei um cavalo. A mulher que guiava o cavalo me cobrou 15 soles. Eu não tinha dinheiro. Fizeram uma vaquinha para pagar meu cavalo. Além disso, não compensou, andamos um pouco e ela disse que era o máximo que o cavalo poderia ir. Ou seja, me passou a perna. Tive que subir do mesmo jeito. Maior ladainha da história. Andei poucos metros. Que raiva! Cheguei no Topo. Sozinha. Encontrei minha irmã lá chorando e vomitando. Tiramos fotos bem rápidas. Não subimos no ponto mais alto e o guia mandou eu descer com ela. LÁ NO TOPO SÓ PODE FICAR 10 MINUTOS por causa da altitude. São 5.500 de altitude. Corre risco até de embolia pulmonar . E minha irmã que já estava passando mal há horas, ficou lá em cima me esperando. Ou seja, descemos “correndo”. Logo na descida, ela voltou a vomitar. Estava quase desmaiando. Eu estava desesperada. Precisávamos voltar e ela não tinha condições de andar. O guia tinha um frasco de uma “água com álcool” que eles usam. Chama água florada. ELES PEDEM PARA QUE VOCÊ PASSE O LÍQUIDO NAS MÃOS E LEVE O ROSTO ATÉ AS MÃOS RESPIRANDO O LÍQUIDO E PUXANDO O AR ATÉ O FINAL. ELES PASSAM TAMBÉM NO ROSTO/NA TESTA. A pessoa volta um pouco a consciência e o enjôo melhora. Minha irmã melhorou na hora. Muito rápido. Mas, não conseguia comer nada e cada vez que vinha a ânsia não saía nada. Andamos mais um pouco e os mesmos sintomas voltaram... E Sempre com a água florada para não desmaiar e perder a consciência. Na volta, foram umas 08 vezes isso. Ela pegou um cavalo para poder voltar. Eu estava muito preocupada e peguei um para seguir com ela. Eu estava bem para seguir caminhando, mas, se eu não pegasse o cavalo, eu demoraria mais de 02h para chegar de volta. Pegamos o cavalo e seguimos. E ELA tinha que descer toda hora porque estava passando mal. EU VOLTEI FAZENDO PROMESSA, REZANDO, CHORANDO. PORQUE EU VIA QUE ELA NÃO AGUENTAVA MAIS. NEM CORPO, NEM MENTE. E eu estava desesperada e ao mesmo tempo não tínhamos o que fazer. Eu olhava pra frente e eram muitos km a serem percorridos. Km de terra, pedra, riozinhos. Estávamos muito distantes. Uma hora descemos do cavalo. Era uma descida. E presenciei um cavalo caindo com uma mulher em cima. Por sorte ninguém se machucou..... ainda. A moça se levantou. Reclamou de dor. Mas, seguiu. Logo que descemos do cavalo e que vi a mulher caindo...minha irmã estava descendo a pé e eu achei que ela fosse desmaiar, corri para segurá-la.... foi quando eu caí nas pedras, machuquei o joelho e rolei. Rolei mesmo... barranco abaixo. Minha roupa ficou laranjada no chão de terra e minha irmã ria junto com o guia. Foi um tombo digno de ser filmado. Foi muito feio. Cortei o joelho e fiquei com uns roxos, que não hora nem foram sentidos. A bonita da minha irmã ria de passar mal. Ou melhor, ela já estava passando mal..... e por um minuto se esqueceu disso e caiu na risada. Eu dei um grito no meio do nada e disse: “PUTA QUE PARIU. FUI AJUDAR VC E ME FUDI. QUE ÓDIO. PARA DE RIR..EU NÃO VOU MAIS AJUDAR. OUVIU? NÃO VOUUUU!”. E O GUIA ESTAVA INCRONTROLÁVEL DE TANTO QUE RIA. NA HRA QUIS MATAR TD MUNDO E DPOIS EU RI MUITO LEMBRANDO. Eu consegui rasgar o solado da minha botinha neste tombo. Não vi na hora...só depois! Subimos de volta no cavalo e seguimos. Após horas...chegamos no final da trilha! Finalmente! Só precisávamos descer dos cavalos, pagar o pessoal e andar alguns metros até o bus. Porque já conseguia enxergar a chegada! Eu andava segurando minha irmã...ela andava cambaleando. Mal conseguia se sustentar em pé. Eu estava muito preocupada. Ela não tinha cor. Não falava. Só seguia.... Estávamos dando passos pequenos e eu chorando....Acho que de alívio por ter conseguido chegar.....E nisso, minha irmã parou e disse. Calma! Eu vou conseguir chegar. Eu não estou bem. Mas, falta pouco! Vou conseguir. Eu segurei nela e disse: “Vamos devagar! Vamos conseguir! Falta Pouco. Confio em vc. Vamos?”. Foi quando ela desmaiou. Faltavam pouquíssimos metros até a chegada. O ônibus estava próximo....e eu ali com ela no chão. Na hora a minha reação foi gritar. Eu gritava: “Alguém me ajuda. ...Por favor alguém me ajuda”. Logo veio um outro guia correndo....ele era de outra agência...Botou a água florada no nariz dela, levantou sua cabeça, tirou os agasalhos dela, foi conversando com ela..... até que ela voltou a consciência! Nessa de abaixar para ajudar, chorar, pedir ajuda.... acho que meu lindo Rayban original se foi. Prejuízo. kkkkkk Gente!! Que desespero. Eu chorava. Eu não sabia o que fazer. Até promessa de parar de comer chocolate eu já tinha feito no caminho. Era muito desespero. Na minha cabeça eu só pensava que estar ali era uma vontade minha. Um sonho meu. Não dela. Ela foi para me acompanhar. Por parceria. Então, me senti culpada de submetê-la àquilo. Eu estava chocada, cansada... e já sentia muita dor de cabeça. Era um conjunto de cansaço, desespero, altitude, sol, frio,.....já não me sentia bem também. Mas, estava firme. Porque ela estava pior... e eu precisava ajudar. Ela se levantou com ajuda desses anjos que nos ajudaram. Fomos até o ônibus. Deram remédios para enjôo e para altitude. Sentei com ela no bus e esperamos as demais pessoas retornarem da montanha. Esperamos por mais uma hra mais ou menos. Todos chegavam vomitando. Com dor de cabeça ou com sintomas diversos por causa da altitude. Teve uma inglesa que chegou chorando muito. A sensação que a altitude nos causa é impactante. TODOS dentro do ônibus e já podíamos voltar para o ponto de apoio para o almoço. Chegamos lá e minha irmã já não vomitava há algum tempo. Os remédios estavam fazendo efeito. E minha cabeça latejava de dor. O almoço era um caldo de legumes com COENTRO. ODEIO COENTRO, MAS, COMI FELIZONA, porque sentia muita fome. Um suco de milho roxo horrível e um prato tipo um PF de frango, arroz e legumes que estava bem gostoso. Minha irmã tentou comer um pouco da sopinha, mas, não desceu muito. Comprei em uma vendinha lá uma coca-cola para ela, um chocolate e um Gatorade para ver se ela conseguia botar algo na barriga, pois, desde cedo não comida nada....e ela foi “melhorando aos poucos”. Voltamos para o ônibus, rumo a Cusco. O percurso é bem longo. São horas intermináveis. Neste momento, já tinha tomado muuuitos remédios para dor de cabeça e nada melhorava. Comecei eu a passar muito mal. Mas, acredito que pela dor, o enjôo veio...e tudo piorou. Nunca me senti tão mal na vida. Muito mal mesmo. Mas, aguentei firme. Chegamos em Cusco e já eram mais de 20h da noite. Cheguei chorando, querendo vomitar, com dor e fomos para o hotel. Cheguei no hotel e pedi um chá de coca. Tomei e em 05 minutos a dor de cabeça sumiu. Já conseguia me sentir melhor e foi muito incrível. Eu chorando. Sentada no chão, tomando chá de coca e vendo que estava melhorando. Chorava de alívio por melhorar, chorava de alívio de ter chego ao hotel sã e salva e chorava de alívio da minha irmã passar bem. Conseguem visualizar o que foi este dia interminável? Tomei um banho. Já estava melhor. Nos arrumamos e saímos para comer. Voltamos naquele lugar da Pizza do primeiro dia. A conta deu 23 soles para as duas. Voltamos para o hotel e dormimos, porque no dia seguinte tinha o passeio para o valle sagrado e depois dormir em Águas Calientes e seguir Rumo a Machu Picchu. UM BALANÇO DO PASSEIO MUITO IMPORTANTE. SEI QUE NO MEU CASO FOI DIFERENTE, PORQUE MINHA IRMÃ PASSOU MUITO MAL. MAS, EU ACONSELHO AS PESSOAS QUE QUISEREM MESMO IR, SE PREPARAREM FISICAMENTE. Eu faço exercícios diariamente e não sofri tanto quanto minha irmã. É uma trilha que requer preparo físico. Não é fácil. É muito desgastante!! Os passeios são vendidos indiscriminadamente para qualquer turista. Sem qualquer alerta sobre as dificuldades, inclusive de percurso e altitude. Acreditem! É BEM DIFÍCIL. Quando eu lia aqui no mochileiros, as pessoas contando sobre a trilha.... achei que seria difícil, mas, nada comparado ao que foi. É DIFÍCIL SIM E AS PESSOAS DEVEM SE PREPARAR FISICAMENTE E PSICIOLOGICAMENTE PARA CONSEGUIR CHEGAR AO TOPO, DESCER E CHEGAR BEM NO FINAL. Que... na minha opinião é o mais importante! Foi um dia de superação. Em todos os sentidos. Pela caminhada, Pela trilha, Pelo sol, frio, pelas subidas, pela parceria, por todas as dificuldades de saúde da minha irmã. Mas, o que fica de lição é que é importante desbravar, conhecer, se superar, sem sombra de dúvidas! Mas, mais importante que isso é voltar bem pra casa, para as pessoas que amamos. DIA 04 – VALLE SAGRADO – 12/06 – DIA DOS NAMORADOS NO BRASIL No dia seguinte, acordamos bem. Tomamos café da manhã e nosso passeio para o vale sagrado saía as 08:30 da praça das armas. Quando fui colocar minha botinha de guerra...vi que a mesma estava rasgada...o solado estava saindo, devido ao tombinho que levei. Não dava tempo de mandar arrumar e o custo de uma nova á seria alto. Fui ao mercado e pedi algo que colasse. E me deram um SUPERBONDER – CHAMA TRIZZ. Tentei colar, mas, não obtive muito sucesso e fui rumo ao Vale Sagrado. Eu estava acabada. Kkkk Meu couro cabeludo queimado do Sol. Minha testa e meu nariz vermelhos e minha boca descamava. Essa montanha destruiu minha imagem. Kkkkk Sobre o passeio....Pagamos 25 soles por pessoa, sem almoço. Mas, sempre levamos comida na mochila e assim conseguimos economizar. Mas, há a opção de contratar o passeio com almoço incluso. (A maior parte das pessoas já pagam com almoço). O passeio é bem bonito. Entramos no ônibus e fomos para a primeira parada que é um mercado de artesanato chamado C´orai. A parada é rápida de 10 a 15 minutinhos, para comprar, tirar fotos, ir ao banheiro, etc. Depois, entramos no bus e fomos rumo a uma loja que vende PRATA. Lá, nos ensinam o que é prata de verdade. Como identificar uma jóia de prata e como ela é feita. No final, dão descontos aos turistas na peças da loja, que por sinal são lindas. Depois, seguimos às ruínas de PISAC. O guia começa explicando sobre o local e diz que a melhor teoria para a cidade de PISAC é que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro residencial e que pelas ruínas e pelos pontos dessas ruínas, verifica-se quem era da alta sociedade e quem não era.. Seu principal local é o Templo del Sol, um observatório astronômico, mas, as ruínas também demonstram a preocupação com solo, agricultura e plantações diversas. Ficamos sentadas lá em cima tirando fotos e desbravando o local. Após, seguimos para o bus para a próxima parada que seria Ollantaytambo. Chegando lá, o guia nos acompanha até as ruínas e explica um pouco sobre o local. Eu e minha irmã nos despedimos do grupo e ficamos livres em Ollantaytambo para tirar nossas fotos e depois seguir para a estação de trem, pois, nosso trem para águas Calientes estava marcado para as 16:10. De Ollantaytambo, pegamos um táxi e pagamos 1 sole por pessoa para nos levar até a estação de trem, pois, tínhamos trem comprado para as 16:10. Dá para ir a pé. Mas, além da minha bota estar descolada....02 soles não fariam mal a ninguém e evitaria a caminhada. Não é tão pertinho assim. Ainda tínhamos tempo antes de pegar o trem. Compramos as passagens de trem pela INKA RAIL (ACHEI BEM CARO). Compramos pelo site oficial deles. Compramos com antecedência. Custou 131 dólares ida e volta. Aproximadamente 419,00 reais. Como tínhamos um tempo ainda, paramos em um café para fazer uma hora e usar a wifi. (que a propósito não funcionou). Após, Pegamos o trem rumo a Águas Calientes. O percurso dura quase 2h. O trem serve um snack e uma bebida gelada como cortesia. Chegamos em Águas Calientes já anoite e subimos uma ladeeeeeeira até encontrar o albergue reservado e depois descobrimos que eles forneciam o serviço de transfer gratuito. Chegamos no Albergue - El Místico – 37 dólares para as duas.(aproximadamente 118,00 reais). Foi apenas uma diária. Só iríamos dormir para pegar o bus para MP no dia seguinte. O quarto era uma delícia e o banho muito quente. SUPER indico o albergue. Fomos muito bem recebidas. Mas, lembrem-se. Utilizem o serviço de transfer. Saímos para comer e ir ao mercado para comprar comidas para o dia seguinte em MP. Comprei também outro TRIZZ para tentar colar minha bota, porque ir à MP meio manca com a bota descolada não dava. Comemos uma pizza grande que custou 20 soles. Neste preço acompanhava uma bebida gratuita, que foi um suco de limão e eu pedi uma taça de vinho da casa que custou 10 soles. Presenciamos uma festa de um Santo na cidade que parecia como um carnaval nosso. Várias pessoas pulando em blocos, com bebidas na mão, tambores tocando e era tudo muito engraçado. Eles tinham galhos de plantas e folhas penduradas no corpo e na cabeça. Logo voltamos ao Albergue e dormimos. DIA 05 – 13/06 – MACHU PICCHU – O GRANDE DIA Acordei e fui ver se minha botinha tinha colado..e estava tudo ok!! Vivaaa! Ainda bem!! Acordamos para o café...Foi bem legal. Você avisa o horário que vai sair do albergue e seu café da manhã fica pronto no horário que você marcar. O Café da manhã foi gostoso. Simples e bom. Pão, geléia, manteiga, presunto e queijo, banana, café, leite, suco e chás. Fomos para a estação de bus as 05:30 da manhãaaa. Queríamos subir bem cedo e aproveitar o dia. Não tínhamos comprado as passagens de bus ainda. Fiquei na fila do bus que é beeeeeeem grande, enquanto minha irmã foi comprar os tikets (24 dólares ida e 24 dólares volta por pessoa). O frio de águas calientes é tranquilo. Nada comparado ao de Cusco. O dia estava amanhecendo e estávamos na fila do bus. Entramos no bus, que nos levou até a boca de Machu Picchu. (demorou uns 20 minutos até o topo). Chegando lá, estávamos com mochilas pequenas com nossos nomes e com a bandeira do brasil bordadas. Deixamos as mochilas grandes lá em cusco no hotel e fomos para o Valle Sagrado - Águas Calientes com mochilas pequenas, já que ficaríamos um dia apenas. O ingresso de entrada para Machu Picchu custou aproximadamente 158,00 reais para cada uma. Não tínhamos contratado guia para MP e lá na entrada quando passamos com nossas mochilinhas com a bandeira do Brasil, um casal de brasileiros ofereceu para dividirmos o guia que falava português. Iríamos com eles e mais um casal de brasileiros. A proposta era de pagar 25 soles por pessoa. Seríamos 06 pessoas, logo o total de 150 soles para o guia. TOPAMOS NA HRA e Entramos em MACHU PICCHU. O dia ainda estava meio escuro, mas, a sensação de estar ali era única. Sonhei muito com esse dia. E ESTAR ALI, daquele jeito, com aquelas pessoas. Tudo..tudo estava ótimo e meus olhos até encheram d’agua. Era um sonho realizado. Subimos alguns degraus e tchannnnn. A primeira vista é essa. Depois de algumas breves fotos, fomos tirar mais nos outros locais e ouvir um pouco sobre a história deste lugar. O dia estava muito lindo. Aberto! Sem nenhuma nuvem!!! Tiramos fotos, ouvimos o guia, rimos muito das histórias dos brasileiros e seguimos conhecendo a cidade de Machu PICCHU. A História dos incas, dos locais, dos sacrifícios, tudo...é realmente impressionante. Tudo lá é lindo e a cidade é cercada de uma misticidade inexplicável. MP é bem lotado....Eu tinha outra visão de lá. Tudo...tem que esperar para tirar foto...e muitas turmas e guias pela cidade. O guia contou que perto do dia 24 de junho é beeeeeem pior, por causa da festa do sol que acontece em Cusco e por ser alta temporada. Fizemos o Tour com o guia por toda a cidade de MP....tiramos muitas fotos! Depois nos despedimos dos brasileiros e fomos carimbar o passaporte... O carimbo do passaporte fica do lado de fora da cidade de MP. Na saída... Cada um que quer vai até o carimbo e carimba ali mesmo. Tinha que ter Machu Picchu no passaporte né? Saímos, sentamos lá fora para comer umas batatas chips que comprei no mercado em águas calientes, gatorade, bananas....e coisinhas que tinham na mochila. Após, Pegamos o bus de volta para Águas Calientes. Chegamos em Águas Calientes e esperamos o trem na estação por algumas horas. No trem, voltamos com um casal de brasileiros do RS, muito engraçados também. Casal jovem, viajando de mochila. Só que eles chegariam em Cusco e seguiriam para Nazca, então nos desencontraríamos nas rotas. O trem foi de volta para Ollantaytambo e quando chegamos lá, pegamos uma Van para Cusco. Custou 10 soles por pessoa. Pegamos na hora. Eu, minha irmã, esse casal de brasileiros e um pessoal que já estava na Van. Ai jesuissssss. Foi difícil. Essas pessoas que já estavam na VAN eram uns franceses que não deviam saber o significado da palavra banho e água há um bom tempo! Eles estavam conversando, rindo, puxando assunto comigo e eu enjoada com aquele cheiro tomando conta da Van. E eu abrindo as janelas desesperadamente...kkkkk Gente! Foi tenso! Os brasileiros estavam se acabando de rir de mim e quanto mais a gente ria....os franceses fedidos riam junto achando que era algo engraçado. Kkkkkkkkkkkkkkk Olha! Que perrengue! Depois de algumas horas voltando de Ollantaytambo para Cusco, chegamos bem em Cusco e já eram umas 19h ou mais e fomos buscar algo para comer. Estávaaaaamos tão cansadas e escolhemos o restaurante do hotel mesmo. Fica no piso de cima do Hotel Inca Wasi e é aberto para pessoas de fora. A comida é deliciosa, mas, a mais cara de toda a viagem. Comi um ravióli a carbonara e tomei uma taça de vinho. A conta paras as duas deu 66 soles. Valeu a pena! Saímos do restaurante e fomos para o Hotel dormir. DIA 06 – 14/06 – A PROGRAMAÇÃO ERA PUNO – LAGO TITICACA – MAS, FICAMOS EM CUSCO MESMO. Quando programei o roteiro. Iríamos para puno nesta data e só voltaríamos dia 16. Só que dizem que a Ilha de Taquiles em Puno é íngreme e minha irmã já não aguentava mais. Abrimos mão de Puno e curtimos a cidade de Cusco por mais dois dias. Fomos a recepção do hotel e perguntamos se havia como reservar por mais dois dias e assim ficamos. Tiramos o dia para passear sem compromisso. Acordamos tarde. Tomamos café da manhã e saímos para conhecer mais da cidade de Cusco. Andamos por todos os lados e fomos ao MERCADO SAN PEDRO. É um mercadãaaao. Tem de tudo. Artesanatos, comidas, flores. Vale a pena para comprar presentes. O preço é bacana e vale pechinchar. Comi um churros lá na porta do Marcado sensacionaaaaaaaal. Eu amo churros gente! E amo chocolate, mas, como fiz uma promessa de não comer mais chocolate por um ano no dia da montanha colorada.....comi um de doce de leite, que também estava ótimo. O churros custou 02 soles. Fizemos altas compras. Para todos aqui no Brasil. Depois de tanto andar pela cidade, gastar, tirar mil fotos, fomos em um café super fofo. Só gordices né? Minha irmã comeu um Cheesecake de Oreo e eu uma torta de limão e tomei um café. Custou 18 soles. Andamos a tarde toda e ficamos na praça das armas tirando fotos e gravando vídeos da festa de Corpus Christi deles. Teve comemoração e o batuque dos tambores estava lá batendo desde cedo. As festas deles são maravilhosas. As roupas, as cores. A Música...tudo muito contagiante. Jantamos anoite num restaurante muito bom. Comi um creme de tomate. Não era sopa hein? Creeeeeme.. bem cremoso e gostoso. Kkkk e tomei uma taça de vinho, enquanto minha irmã comeu um macarrão e tomou um suco. A conta deu 45 soles para as duas. Legal que lá as massas de macarrão, ravióli, pizza.... são todas artesanais. Fazem na hora. Tudo muito bom. Depois, fomos para o hotel dormir. Dia 07 – 15/06 - CUSCO NOVAMENTE. Acordamos no mesmo estilo, tardeeeeeee... tomamos café e fomos dar uma volta. Fomos na rua do Mercado San Pedro e vimos uma placa escrito tattoo. Entramos e perguntamos o preço. 70 soles por uma mini tattoo de cruz andina. Minha irmã topou e assim fez uma tatuagem no Peru. Kkkkkkkk Pegamos o boleto turístico e fomos olhar o que tinha pela cidade que englobava o boleto. Fomos então no Museu de arte moderna, que ficava próximo ao nosso Hotel. Bem legal. São dois andares e várias salas com peças de arte. Passeamos por todos os cantos da cidade, lojinhas típicas de bebidas que ainda não tínhamos descoberto e mercados grandes na cidade que nem sabíamos que existia. O dia terminou com uma janta gostosa no mesmo restaurante do dia anterior, que custou 56 soles para as duas. Voltamos para o Hotel e minha irmã saiu para night. Foi com um pessoal para um bar famoso chamado: MITHOLOGYC. Ela disse que adorou o lugar e que também tocava salsa. Só que não tinham tantos turistas...Era um povo mais local. DIA 08 – 16/06 – DIA DE VOLTAAAAR PARA O BRASIL. Acordamos, tomamos café da manhã, trocamos dinheiro, compramos umas últimas lembranças e tiramos as últimas fotos. Fizemos checkout e o pessoal do hotel foi muito bacana. Nos abraçaram e foram muito gentis. Pegamos uma táxi e fomos ao aeroporto.
  6. Olá pessoal! Vim aqui falar a todos sobre minha viagem para o Peru em Abril de 2017! Vocês não leram errado, mas calma, resolvi antecipar meu relato, estou indo para o Peru agora no dia primeiro de abril e vou ficar lá até dia dezoito de abril. Minha ideia é começar o relato agora, para mostrar como foi a preparação e na volta continuar o relato falando o que se passou na viagem e fazendo comparações com alguns pontos aqui descritos inicialmente. Os planos de ir para o Peru começaram quando recebi minha notificação de férias em janeiro deste ano. O Peru não foi o primeiro país que pesquisei, gostaria de voltar para europa, mas depois de pesquisar preços resolvi ficar pela américa do SUL/Peru. Li muitos relatos aqui no Mochileiros para melhor escolher meu roteiro, tenho 18 dias para conhecer este lindo país, conforme o que achei de mais interessante. Como podem ver na planilha abaixo, meu roteiro passa em basicamente 5 cidades. O foco da viagem é Machu Picchu, fazendo a trilha inca, por isto coloquei esta parte logo no início e o restante da viagem é mais para aproveitar o país mesmo, provando de sua culinária e aproveitando suas paisagens. Como devem saber o El Nino Costeiro vem devastando a parte norte e central da costa do Peru, com suas fortes chuvas. É um pouco desanimador saber que você está indo fazer uma viagem para se divertir em um país onde as pessoas estão com sérios problemas, mas rezo por eles sempre que posso e espero aproveitar ao máximo minha estadia lá. Vamos aos tópicos: Dinheiro: estou levando cerca de 1500 dólares, vi vários relatos que vale mais a pena levar em dólar devido a desvalorização do real. Também estou levando 2 cartões de crédito de reserva. No caso do cartão, lembre de avisar sua operadora que está indo viajar para o mesmo não ser bloqueado quando utilizado fora do Brasil, para cartões internacionais. (acabei de receber um aviso do banco, um dos meus cartões foi clonado, assim estou levando apenas um... acontece) Seguro saúde: já fiz algumas viagens ao exterior e nunca precisei utilizar o seguro viagem, mas é sempre bom ter um para se sentir tranquilo. Escolhi o TRAVEL ACE ASSISTANCE – OURO. Fiz tudo por este site: https://www.seguroviagem.srv.br/?agency=463 Valor: R$ 148,50 Tralhas: tive que comprar muitas coisas para esta viagem devido a falta de acessórios e roupas para este tipo de aventura, já estou a algum tempo sem fazer isto, assim segue uma lista das coisas que estou levando: Item Quantidade Item Quantidade Camisetas 8 Batão Caminhada 2 Calças 2 Lanterna 1 Meias 8 Lanterna cabeça 1 Cuecas 8 Carregador 1 Bermudas 3 Cadeados 2 Toalha 1 Camera 1 Luvas 1 Leços, caixa 1 Capa Chuva 1 Pilhas 6 Casaco 1 Livro 1 Moleton 1 Boné 1 Colete 1 Diário 1 Saco de dormir 1 Repelente 1 Protetor Solar 1 Protetor labial 1 Bota 1 Chinelo 1 Remédios 1 Higiene 1 Remédios: quem já viajou e precisou de um remédio específico, sabe como é complicado de se conseguir, por isto fiz uma pequena farmácia para levar nesta viagem. Trilha Inca: depois de pesquisar algumas agências para fazer a trilha inca, optei pelo Marisol, seu preço e comentários positivos aqui no Mochileiros foram os dois itens decisivos. Outra coisa que ela fornece que não vi nenhuma agencia fornecer é o isolante térmico, faz muita diferença. Vi apenas um comentário negativo quanto aos serviços dela na trilha. Veremos como será e passo a vocês quando voltar. Valor: 480 dólares (50% de entrada, via westerunion) Segue contato dela: AMAZIN ADVENTURES CUSCO - PERU Msn. [email protected] Av. Collasuyo Nº 517 Urb. Miravalle,(perto da escola Von Humboldt.) TELEFONES: Celular 51 - 984791005 SAÚL ........Operações. Celular 51 - 984721899 MARISOL . Fixo 51 - 084237733 ....... Escritorio Acomodação: vou ficar apenas em hostels, todos escolhidos pelo site do HostelWorld. Em outras viagens que fiz foquei no preço, pois estava bem mais apertado, mas agora como disponho de uma grana a mais, fui muito mais pelos comentários das pessoas e a localização. A lista de todos está na planilha mais abaixo, no retorno passo uma avaliação de cada um. Já fiz a reserva dos hostels para toda viagem. Dica: se você é como eu, que gosta de deixar tudo organizado antes de sair de casa, cuide muito com as datas, confira duas vezes antes de confirmar as mesmas. Eu errei o mês em duas reservas e acabei tendo que pagar uma multa... lição aprendida. Gastos durante a viagem: como poderão ver na planilha fiz um cálculo por cima de quanto iria gastar por dia, com alimentação, passeios, transporte intermunicipal e acomodações para ter uma noção de quanto gastaria na viagem e assim fazer o cálculo de quando levar em dinheiro. Na volta conto se esta previsão bateu ou não. Passagem: comprei minha passagem logo no inicio de janeiro, sou de Porto Alegre e consegui pegar o voo direto para Lima: R$ 1.500,00 Porto Alegre – Lima – Cusco (tudo no mesmo dia, saio as 6 da manhã e chego em Cusco as 16:30) Vi que existem dois voos de Lima para Cusco em horários mais cedo, como vou chegar em Lima as 9:15 da manhã, vou tentar antecipar o voo para Cusco. Lima – Porto Alegre (voo sai de Lima as 22:00 e chego em Porto as 5 da manhã) Viajando sozinho: estou indo fazer esta aventura sozinho, isto se deve muito a ter marcado a viagem tão em cima da hora, na minha empresa não temos muita escolha das férias eles que decidem, nenhum amigo conseguiu tempo para ir junto. Minha namorada também não poderá ir devido a faculdade. Estou acostumado a explorar este mundão solito, sempre acabo conhecendo pessoas pelo caminho e fazendo muitos amigos. Não tenham medo de viajar sem companhia, viaje com a cabeça aberta para novas experiências e seja simpático, simpatia atrai pessoas, assim você nunca irá viajar realmente sozinho.
  7. Agradecimentos Eu não tenho como começar esse relato sem antes agradecer todos aqui do mochileiros.com! Daqui tirei todas as informações e inspirações que precisava, por isso o meu mais sincero e profundo MUITO OBRIGADO!!! Planejamento Comprei minha passagem com destino a Cusco em setembro (3 meses antes da data programada), confesso que deveria ter esperado um pouco mais porque alguns dias depois de eu ter comprado, vi passagens por 500 reais mais barato e com escalas muito melhores que as minhas... Paciência! OBS: Uma dica que encontrei no momondo.com, durante o planejamento, foi que as passagens são mais baratas 56 dias antes do embarque, as terças e no período da noite. Por que não vi isso antes?! Testarei essas dicas na próxima. A entrada de Machu Picchu, comprei no site do governo peruano, com um mês de antecedência mais ou menos, principalmente porque queria subir a Huayna Picchu. Aconselho fazer o mesmo. Na semana anterior à viagem, decidi já comprar o dinheiro peruano. Tinha calculado que 1500 soles seriam suficientes para minha viagem (nascimento do perrengue 1, aguardem os próximos capítulos), então fui numa casa de câmbio aqui no Brasil e comprei R$2000 em soles, o que deu s./1600. Talvez não tenha sido um bom negócio, mas não queria ficar me estressando em procurar a melhor cotação no Peru. Dia 10 (Sábado) - Jornada dos Aeroportos Lembra que disse que uns dias depois de eu ter comprado a passagens, surgiram outras com escalas muitos melhores...vcs vão entender o porquê Saí de Guarulhos (SP) num sábado, mas só chegaria a Cusco na manhã de domingo. Isso porque, fiz duas escalas, ambas com 5h de espera, uma em Foz do Iguaçu e a outra em Lima (lembram que disse que deveria ter esperado um pouco mais para comprar as passagens?), mas enfim... Depois de alguns episódios de Sense 8 em Foz, e cochilos desconfortáveis no chão do aeroporto de Lima (detalhe: em algum momento da madrugada, o pessoal da limpeza acorda todo mundo e faz todo mundo sair do corredor para limpar o chão! Ok, motivo nobre, mas fiquei meio puto rsrsrs). Cheguei em Cusco as 5h do Domingo dia 11, o dia estava clareando, e o sorriso estampado na cara! Dia 11 (Domingo): Primeiro dia em Cusco Peguei um táxi do aeroporto até o Pariwana, por s./20, (Hostel que recomendaria até para o Papa se ele visitasse Cusco – e se eu conhecesse o Papa. Simplesmente um hostel incrível. Comfortável, bem localizado, seguro, tem agência de viagem, café da manhã, festas e muitas outras coisas. Nota 10). Depois de fazer o check-in, tomar um banho, café-da-manhã, e deixar a cargueira no depósito do Hostel; foi andar pela cidade. Era cedo ainda, e a cidade estava vazia e calma deu para andar tranquilamente pela cidade, observar o cotidiano dos cusqueños. Estava adorando tudo aquilo! Passei horas andando... Sentava num banco qualquer quando estava cansado, comia quando tinha fome, passei o dia assim e foi incrível! Como era domingo, ocorreu uma cerimônia de hastear a bandeira de Cusco e do Peru na Praça das Armas, alguns batalhões do exercito peruano vinham desfilando, se reuniram na Praça para hastear as bandeiras. Conversado com um senhor peruano ele me disse que eles faziam isso uma vez por mês (que sorte a minha). Muito legal ver o patriotismo e amor dos peruanos pelo país (sentimentos que percebi em todos os dias seguintes). Nesse dia tinha decidido que fecharia os passeios que faria nos próximos dias e fui procurar agências. Perrengue 1 da viagem: ao pesquisar os preços, percebi que a conta não estava fechando. Eu sabia quanto dinheiro eu tinha e estranhamente, para fazer o que tinha planejado não teria dinheiro suficiente. Começou a bater o desespero! Fui para o Hostel, refiz algumas contas, vi as anotações que tinha levado de qual era o preço médio por passeio e realmente... Não tinha dinheiro suficiente! Faltavam pelo menos uns s/300!!! Até hoje não entendi o que aconteceu – devo ter esquecido de somar alguma das células da minha planilha de custos do excel (pelo menos foi a explicação que mais me agradou). Ok...teria que me virar com 300 soles a menos. Essa hora já estava tudo fechado (deviam ser umas 16h), então teria que fechar os passeios no dia seguinte. Andando pela Praça das Armas vi, perto da fonte no centro da praça, um senhor com uma camiseta escrita “Free Walking Tour”, era o Humberto. Conversei com ele, esperamos mais um pouco e reunimos um grupo de 5, eu, um casal de Santos, uma francesa e uma russa e saímos andando pela cidade! Passeio muito legal! Andamos por umas 3h, ele nos explicando muitas coisas sobre a cidade, a história de Cusco, curiosidade, dicas de restaurantes e tudo mais. Infelizmente não vou lembrar os pontos que passamos, mas recomendo. No fim do tour, demos algum dinheiro para o guia (dei s/10), e ele me disse que tinha uma agência de turismo também. Fomos eu e a russa para a agência que fica numa galeria perto da rua que tem a pedra de 12 ângulos. Ela fecharia o trekking (1D) para a Rainbow Mountain e conversando com ele, acabei fechando os passeios de todos os dias seguintes, mas com alterações. Por causa do problema com o dinheiro, tive que adaptar meu roteiro, tirando algumas coisas e colocando outras (mudanças que no geral foram muito bem-vindas!). Vou contando no decorrer do relato sobre as alterações que fiz. Acabei fechando todos os passeios por 430 soles. Show! Tinha conseguido fechar os passeios no primeiro dia e voltei para o hostel feliz da vida com o primeiro dia! Cansado, e depois de uma cerveja e uma pizza de vegetais, na companhia de um casal de australianos no hostel, fui dormir. Dia 12 (Segunda-feira): Maras e Moray Pelos planos originais, esse seria o dia do City Tour, e embora quisesse muito ter feito, acabei não fazendo, por dois motivos (1) economizar com o boleto turístico, e (2) estava satisfeito com o walking tour do dia anterior. Acordei cedo, e depois de um café da manhã reforçado (para não dizer que fiz um prato de pedreiro), fui me encontrar com uma pessoa da agência na Praça das Armas. Perrengue 2: a mulher que deveria me encontrar começou a demorar..cheguei 8h30 – hora marcada, e nada, 8h40 e nada, 8h50 e nada, comecei a ficar preocupado... 9h e nada, com medo de ter sido enganado, fui até a agência. Estava fechada. “Fudeu!” eu pensei! E voltei para a Praça das Armas, sem saber o que faria, quando lá no meio uma senhora gritava “Sr. Gabriel! Sr. Gabriel!”... UFA! Rsrsrs Segui essa senhora até um ponto de onde saem vários ônibus de passeio e bora para Maras e Moray! Primeira parada foi em Chinchero (ué?! Fazia parte e não sabia rs), num centro de produção têxtil. Muito interessante ver como as roupas eram e são produzidas e tingidas. Achei meio teatral (até as falas das senhoras eram as mesmas..já tinha visto isso num programa de TV e se confirmou no dia seguinte quando visitamos Chincero de novo), mas valeu a experiência. Comprei um cachecol (s/20). Segunda parada foi em Moray! Que lugar incrível! Adorei Moray! Era onde os Incas faziam estudos sobre cultivo e onde adaptavam as sementes, para os diferentes microclimas dos terraços de agricultura. O guia nos explicou sobre as técnicas de cultivo, sobre a drenagem do solo, sobre as diferentes temperaturas e umidade, sobre os incas, sobre Pachamamma, sobre os Apus, foi sensacional! OBS: na entrada de Moray, comprei o Boleto Turístico Parcial. Custa 70 soles e é válido por 2 dias. Ele dá acesso aos sítios de Moray, Chincero, Ollantaytambo e Pisac. Foi a melhor opção para o meu novo roteiro. Depois fomos para Maras. Local e onde o povo extrai sal. O guia nos explicou rapidamente sobre o processo, numa espécie de mirante perto de umas lojas e deixou um tempo livre para fazermos compras! O caramba que ia perder meu tempo fazendo compras! Desci até as poças e fiquei andando por lá. Bonito ver as poças onde, se acumula a água quente e salgada que saí da montanha (Realmente é quente e bem salgada... Experimentei lógico! Estava ali e não ia perder a oportunidade), mas estava tudo meio marrom por causa da lama, tinha chovido. Retornamos para Cusco e fiquei de bobeira o resto do dia. Decidi visitar a pé o Cristo Blanco! É uma bela subida rsrs primeira fez que senti de fato o efeito da altitude de Cusco. Cheguei lá em cima muito, mas muito ofegante, mas valeu a pena. (Para chegar até lá a pé, basta seguir a rua Tanda Pata, até uma escada com um corrimão verde e seguir o corrimão até o fim, depois vai ter uma trilha pequena no meio do mato e você chega até lá!) Voltei para o hostel, tomei uma cerveja, comi e capotei. Dia 13 (terça-feira): O Valle Sagrado Mesmo esquema do dia anterior, encontrei a moça da agência (atrasada de novo) na Praça das Armas, entrei num ônibus e partimos. Primeira parada foi em Pisac, um antigo povoado inca muito bem conservado. Com cenários lindos e muita história por trás.Era muito legal (em todas ruínas) imaginar como seria vida lá, na época do império inca... Fiquei andando e viajando... Mas viagens à parte, depois de visitar as Ruínas de Pisac, fomos até ao povoado de Pisac, onde o guia nos levou para uma oficina onde eles trabalham com prata e confeccionam jóias. Depois de uma explicação sobre como diferenciar prata verdadeira, da falsa, e como eles fazem as jóias, “tempo livre para compras”... Saí fora! Fiquei conversando com um argentino, dois ingleses e com um finlandês que estavam no mesmo ônibus. Próxima parada foi em Urubamba para almoçar. Não tinha o almoço incluido, então procurei um restaurante simples na cidadezinha e almocei o melhor pollo com papas da viagem! Seguimos para Ollantaytambo. Sítio fantástico também! Enorme, nunca terminado, perfeito como todas as construções incas. Nos meu planos originais, eu ficaria em Ollantaytambo e pegaria o trem para Águas Calientes, mas abandonei esse plano, por conta do preço da passagem do trem. Na volta para Cusco, paramos em Chinchero no sítio arqueológico, praticamente todo destruído pelos colonizadores espanhóis e construído à maneira deles. E visitamos (de novo) um centro de comercio têxtil, vi a mesma explicação, com as mesas palavras e piadinhas, mas ok... Não comprei nada. Voltamos para Cusco e fui dormir cedo, o dia seguinte seria puxado! Dia 14 (quarta-feira): Ida para Águas Calientes Esse dia foi a parte 1 das mudanças feitas no roteiro que foram excelentes. Foi uma alternativa muito mais legal e econômica do que pegar o trem para Águas Calientes. Fiz o check-out no Pariwana (4 dias = 140 soles), uma mulher da agência passou no hostel e nos chamou, eu e duas americanas que se tornariam grandes parceiras de viagem, e que estavam no Pariwana também, pegamos um ônibus para a Hidrelétrica. Já havia lido relatos que essa viagem de ônibus e bem desconfortável e perigosa, mas não achei nenhuma das duas coisas! Pelo contrário, foi uma viagem bem agradável, com paisagens maravilhosas e as maiores altitudes da viagem (4800m), a um preço mais acessível. Saímos de Cusco a 7h e chegamos em Hidrelétrica as 14h, depois de um almoço reforçado. Comecei a caminhada para da hidrelétrica até águas Calientes. Minhas amigas americanas foram na frente. Foram 11km de caminhada seguindo os trilhos, pela floresta e margeando o Rio Urubamba. Gosto muito de trilhas e trekkings, havia cogitado fazer a Trilha Salkantay durante o planejamento da viagem, (não me escapa da próxima) e embora as duas nem se comparem, fiquei contente com as 3h andando rsrs. Cheguei em Águas Calientes as 17h, procurei o hostel que a já havia sido fechado com a agência em Cusco. Depois de um merecido banho, saí para jantar com o guia e o pessoal que faria o mesmo que eu no dia seguinte, comprar comida e o ticket do bus para a subida. Águas Calientes é uma cidade pequena, mas muito charmosa, adorei a cidade! Voltei para o hostel e fui dormir ansioso pelo dia seguinte, o grande dia estava próximo! Dia 15 (quinta-feira): Machu Picchu Ah... Machu Picchu! O Sonho de todo mochileiro que visita o Peru! Peguei o ônibus as 5h30 e as seis chegamos na cidade perdida do incas! Juro que não tenho como descrever a emoção de estar ali, ao entrar e me dar conta de que realmente estava ali, pisando naquele chão, respirando aquele ar, vendo aquelas construções que estiveram no meu plano de fundo durante os últimos meses, foi simplesmente INCRÍVEL, meus olhos encheram de lágrimas (e olhem que não sou uma pessoa tão sentimental rsrs). Fiz um tour guiado por duas horas (achei meio incompleto para ser sincero... Acho que ele explicou 60% das coisas da cidade). As 10h fui para a entrada da Huayna Picchu, onde encontrei minhas amigas americanas e subimos juntos! Degrau ou degrau, expectativa aumentando e o tempo fechou, ficou nublado e começou a chover (chover para valer rsrs), uma hora de subida até o topo. Óbvio que não conseguimos ver nada... Uma neblina só, e chuva, mas nada que tirasse nosso sorriso do rosto. Durante a descida a Christine (uma das americanas), me perguntou se eu sabia onde era o Templo do Sol. Elas não tinham guia, a Christine tinha apenas o livro escrito por Hiram Bingham (The Lost City of the Incas – 1948), foi quando eu falei meio que na brincadeira que poderia ser o guia delas pela cidade. Imaginem... eu, sendo guia de duas americanas em Machu Picchu... Hmm que idéia! Foi quando a Maria (a outra americana) fico super feliz e disse que seria ótimo! “Eita”, pensei... Mas, “Ok! Let’s go!” A chuva tinha diminuído. Descemos e ficamos andando por Machu Picchu, fui explicando para elas o que tinha aprendido no tour e... puta que pariu como foi legal!!! Nunca tinha sequer imaginado uma coisa como dessas! Eu, sendo o guia improvisado, por um dia, em Machu Picchu... EM MACHU PICCHU!!! Foi sensacional! Umas 15h nos despedimos, elas voltariam para Cusco na mesma noite, eu passaria uma noite em Águas Calientes ainda. A cidadela já estava bem vazia. Fiquei ainda andando por Machu Picchu sozinho, perdido nos meus pensamentos, ouvindo aquele silêncio e envolvido por aquela energia, até umas 16h30. Desci a pé para Águas Calientes (a passagem do ônibus é cara uns 12 dólares – 40 soles), fui para o hostel tomei banho e saí para o meu jantar especial de comemoração. Com direito a pisco sour, coca-cola e a maior e melhor pizza da viagem, fechou o dia com chave de ouro! Dia 16 (sexta-feira): Retorno para Cusco e ida a Puno Acordei tarde em Águas Calientes, e depois de comprar suprimentos e andar pela cidade, comecei a caminhada de volta para a hidrelétrica. Foi o mesmo caminho da ida, mas agora com um detalhe fantástico, que não tinha reparado na ida. DICA ESPECIAL: Em Machu Picchu há um lugar onde fica uma espécie de relógio solar, da lá de cima pode-se ver uma ponte de aço com cor de ferrugem. É uma ponte que se cruza durante a caminhada, então fica a dica! Quando estiverem fazendo essa caminhada seguindo os trilhos (indo ou voltando de Águas Calientes) e atravessarem uma ponte grande, de aço e com cor de ferrugem (vou colocar uma foto da ponte), olhem para o topo das montanhas ao redor, e em cima de uma delas vc poderá ver algumas construções, que é onde fica o relógio solar de Machu Picchu! Chegando a hidrelétrica, almocei por 10 soles no mesmo restaurante e peguei o mesmo ônibus para Cusco. Cheguei em Cusco umas 21h, passei no hostel, tomei um banho (mesmo não estando oficialmente hospedado, havia deixado só o mochilão – ponto positivo (mais um) para o Pariwana), encontrei a Maria e a Christine (que coincidência), falei para elas sobre a ponte, que realmente era a ponte que vimos de lá de Machu Picchu, nos despedimos de novo, mas não pela última vez. E fui para a rodoviária para pegar o ônibus noturno para Puno. O ônibus era confortável, mas fez muuuuuito frio, não consegui dormir direito. Dia 17 (sábado): Lago Titicaca Ao amanhecer cheguei na rodoviária e tinha um senhor de uma agência me esperando com uma plaquinha com meu nome, fui com ele até a sede da agência onde reunimos o grupo, tomamos um café da manhã bem meia boca por s/10 (primeiros ‘10 soles muito mal gastos da viagem’), partimos para o cais e embarcamos. O barco era confortável, lento e fazia frio, o guia foi nos explicando sobre o Lago Titicaca, as lendas do surgimento dos primeiros incas, da cidade de cristal que supostamente existe no fundo do lago (quem acredita em alienígenas vai adorar), e tudo mais. A primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros, é interessante ver como os habitantes trabalham com a Totora (uma planta que nasce lá no lago) e como eles fazem tudo com totora, comem totora, fazem barcos de totora, fazem casas de totora, amam a totora. Não gostei. Tem gente que adora, mas eu achei tudo muito teatral e forçado. Duvido muito que os habitantes da ilha, nesse momento, eles estejam fazendo as mesmas coisas que mostram para os turistas (não gosto desse tipo de turismo forçado). Mas enfim... Resumindo, não gostei. E só para contar, como não queria comprar nada, decidi ajudar de alguma forma, e fui dar uma volta naquele barco de totora que eles têm e me dá raiva só de lembrar do barco! Foram os segundos ‘10 soles muito mal gastos da viagem.’ Saindo as ilhas de uros, fomos para Taquille. A terceira maior ilha do lago Titicaca, de alguns pontos pode-se ver a Bolívia. Essa foi legal! A ilha é considerada patrimônio cultural da humanidade pela ONU. O povo da ilha ainda mantém as tradições de seus antepassados e vendo algumas pessoas jovens da ilha, foi que tive um belo choque de realidade. É difícil explicar, mas tentei imaginar como aqueles jovens (da mesma idade que eu possivelmente) passam os dias? Com o que eles sonham? O que eles almejam para o futuro? Choque de culturas natural, inevitável e enriquecedor, essas reflexões fizeram valer a pena a visita à ilha. Terminando a caminhada pela ilha, e voltando de barco (foram 3h de barco) para Puno, fiquei enrolando na cidade até dar a hora de pegar o ônibus direto para Cusco. Umas 21h peguei um taxi da Praça das Armas até a rodoviária (s/5). As 22h peguei o ônibus, e me preparei para a noite gelada que teria pela frente. No meu roteiro original, eu passaria dois dias em Puno. No primeiro dia, faria o passeio que fiz, e no segundo visitaria as Chullpas de Sillustani (as fotos do visual tinham me convencido a ir), mas pelo problema com o dinheiro, tive que abandonar esse segundo dia em Puno, e ainda bem que fiz isso! No geral, não gostei da visita à Puno. Acho que não vale a pena o bate-e-volta a não ser que você tenha muitos dias no Peru e/ou queira muito conhecer o Lago, mas se eu soubesse antes o que sei agora, teria escolhido fazer outra coisas, provavelmente o trekking de 1D para a Rainbow Mountain, (minhas amigas americanas fizeram, e disseram que foi incrível), ou alguma outra coisa. Paciência... Mas essas são somente minhas opiniões e conselhos, talvez com você seja diferente. Tem que ir para descobrir! E isso é uma coisa legal também, mesmo que você não goste de um local, pelo menos você foi e tirou suas próprias conclusões. Dia 17 (domingo): Último dia em Cusco. Cheguei em Cusco as 6h, fui para o hostel, tomei um banho, encontrei minhas amigas americanas no hostel por coincidência (de novo), elas iam para a Rainbow Mountain, num esquema diferente do comum (geralmente o pessoal que faz o trekking de um dia saí as 3h e volta a noite. A Maria tinha arranjado um outro esquema que infelizmente não vou saber explicar, mas que não era preciso sair tão cedo), nos despedimos pela última vez (na viagem), e eu saí para a aproveitar meu último dia em Cusco. Acho que fiquei tão preocupado com a história do dinheiro, que fui meio de vaca a viagem inteira, até que me sobrou uma boa quantidade de soles no final, e não iria voltar com soles para o Brasil, então, esse últimos dia foi livre para comprar presentes para todo mundo e comer o famoso ceviche. Aproveitei minha pequena fortuna e fui onde me disseram que tinha o melhor ceviche da cidade (num restaurante na Pracas das Armas, perto do McDonalds). Não gostei rsrs. Achei um prato ardido, mas enfim... Entra a história de ‘tirar suas próprias conclusões’ de novo. Fiquei de bobeira na cidade, andando sem rumo e sem preocupação, comprando uma coisa aqui, outra ali até a hora de ir para o aeroporto. As 17h fui para o Pariwana, peguei minha mochila, arrumei as coisas e peguei um taxi para o aeroporto. As 19h decolei com destino a Lima e me despedia de Cusco, cidade que em poucos dias tanto me maravilhou.”Adeus Cusco, até uma próxima com certeza”, falei baixinho, olhando pela janela quando o avião decolou. Cheguei em Lima as 21h e me preparei para uma longa escala de 12h pela frente (lembram da história das passagens... pois é) deitei no conforto do chão do aeroporto e munido com o livro do Amyr Klink (Mar Sem Fim), entre sonecas, episódios de Sense 8, e expulsões pela equipe de limpeza do aeroporto, o tempo passou. Dia 18 (segunda-feira): Volta para o Brasil Já no salão de embarque, aproveitei para gastar meus últimos soles, e as 9h (horário local), o voo com destino a Guarulhos decolou, e as 17h (horário local), estava de volta no ponto de inicio da viagem. O local era o mesmo, mas a pessoa que pisava ali, não. O Peru é um lugar mágico e toda a experiência de um primeiro mochilão sozinho e primeira viagem internacional, foram de grande aprendizado e crescimento pessoal. Recomendo para todos que estão lendo isso agora, e que tem esse desejo de ir, que vá! Não se prenda, não se limite! Abra a mente e o bolso, e simplesmente vá! Valerá muito a pena! Roteiro executado: Dia 1: Dia livre em Cusco Free Walking Tour Noite em Cusco Dia 2: Maras e Moray Boleto Turístico Parcial (s./70) Noite em Cusco Dia 3: Valle Sagrado Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero Noite em Cusco Dia 4: Ida para Águas Calientes Ônibus de Cusco até Hidrelétrica (7h-14h) Caminhada da Hidrelétrica até Águas Calientes (11km – 3h duração) Noite em Águas Calientes Dia 5: Machu Picchu com Huayna Picchu Noite em Águas Calientes Dia 6: Volta para Cusco e ida para Puno Caminhada de Águas Calientes até a Hidrelétrica Ônibus da hidrelétrica até Cusco (14h - 20h) Ida para Puno: ônibus as 22h Dia 7: Lago Titicaca Ilhas Flutuantes de Uros e Ilha de Taquile Retorno para Cusco: Ônibus às 22h Dia 8: Último dia em Cusco Dia livre Gastos da viagem: R$1500: passagem R$ 2000: sendo R$410 nos passeios, R$140 no Pariwana e o restante em táxis, alimentação, presentes e outras coisas. Espero que tenha sido útil e que tenham gostado. Fico a disposição para esclarecer qualquer dúvida! Muito obrigado!
  8. Relato da minha estadia em Cusco e Matchu Pitchu. Irei descrever a minha experiência durante uma semana no país. E no final colocarei observação gerais. Dia 01 - Sábado Após 5 horas de viagem Rio de Janeiro x Lima e mais 01h30 de Lima até Cusco, finalmente desembarcamos. Perdemos duas horas procurando hotel, pois o que tínhamos reservado ao chegar lá estava sem internet e sem chuveiro quente. Porém, depois de nos alojar resolvemos caminhar um pouco para nos ambientar com a altitude. Fomos caminhando até a plaza das Armas, muito bonita diga-se de passagem. Mas um alerta, vá agasalhado, após às 17h a temperatura cai de forma assustadora. Aproveitamos para conhecer o mercado central. O local é muito barato, você consegue pechinchar e abaixar o preço de tudo que comprar, mas para comer não é muito recomendado, pois tem aparência de sujo. Nesse mesmo dia, fomos a diversas agências de viagens para ver os passeios para Vale Sagrado, City Tour, Salinas de Mara e Moray e Vale Sul. De todas que visitamos a mais acessível foi a Mapis Explores, cujo funcionário Ronaldo foi extremamente simpático e atencioso. Na agência fechamos os pacotes com os respectivos preços: Vale Sagrado: 50 soles por pessoa, com almoço incluído. Salinas Mara e Moray: 25 soles por pessoa. City Tour: 15 soles por pessoa Vale Sul: 25 soles por pessoa. Montanha Colorida - 75 soles por pessoa. Após fecharmos tudo, fomos comer e depois embora dormir, pois teríamos que estar 08h na praça para fazermos o City Tour e estávamos mortos por conta dá viagem. Gastos do Dia Táxi aeroporto x pousada 20 soles Táxi pousada x plaza das Armas 5 soles Plaza das Armas x Pousada 5 soles Almoço 10 soles por pessoa. Bilhete Turístico 130 soles por pessoa (recomendamos comprar o bilhete, pois vale por 10 dias e é muito mais econômico que comprar as entradas dos lugares que visitar a parte) Dia 02 Acordamos cedo e fomos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Ficamos preocupados porque não encontrávamos o Ronaldo, mas ele me encontrou no horário marcado. Partimos no ônibus com gente dos mais variados países, tinha chilenos, canadenses, americanos, austríacos e, claro, brasileiros. Paramos em uma feira artesanal, muito simples, porém deu para comprar as lembranças pros familiares. Nossa primeira parada foi em Pisac. A guia ficou uns 15 a 20 minutos contando a história do local e depois podemos andar para tirar fotos. Um pouco cansativo devido a altura, pois o ponto mais alto tem 3.500 metros, mas vale a pena fazer o esforço, já que a vista é sensacional . Antes de almoçar (o almoço estava incluído no passeio e valeu muito a pena, pois a comida é saborosa demais) paramos para ver pratas numa rua de comércio local. Nem perdemos muito tempo vendo, pois o preço não compensa e é igual ou mais caro que no Brasil. Após o almoço saímos para visitar Olhamtaytambo. Em Olhamtayambo a vista é acompanhada dá guia o tempo todo, que vai contando a história do local e as curiosidades. Ficamos 1h apenas lá e o ideal seria ficar ao menos duas, devido as histórias que o local abriga. Mas, apesar do pouco tempo, deu para tirar bastante fotos, que colocaremos abaixo. Nossa última parada do dia foi em Chinchero. O local é bem simples, só tem uma feira artesanal e uma igreja do século 16. Retornamos para Cusco, onde chegamos por volta de 19h30. Ainda paramos para comer no MC Donalds, onde compramos um balde estilo KFC com 6 frangos + 3 refris e 3 batatas por 35 soles. Neste dia gastamos pouco, pois o passeio tínhamos pago no nosso primeiro dia na cidade e estava incluído almoço: Gastos do dia : 2 águas - 2 soles cada 1 inca cola - 3 soles 1 Saxo de bala de cola - 2 soles 1 milho - 4 soles Lembranças pra família - 50 soles 1 pipoca - 2 soles 1 boneca pra minha afilhada - 10 soles Comida - 35 soles Dia 03 Acordamos, tomamos um reforçado café na pousada e partimos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Saímos exatamente as 09h em direção a Moray. Paramos numa feira de artesanato onde as mulheres explicaram o processo de produção e fabricação dos tecidos originários da pele das Alpacas. Valeu a pena, pois entender o processo é válido, já que muitas vezes não valorizamos os trabalhos artesanais. Em Seguidas fomos para Moray, onde nosso guia contou a história do local por aproximadamente 15 minutos e depois liberou o pessoal para fotos. No local ele nos disse que ali era um local de produção de batatas, que se produzia 21 tipos diferentes. E que a mesma é um produto de origem peruana. Ainda de acordo com o Guia, no Peru existem mais de 50 tipos de batatas diferentes. Ao sair de Moray fizemos uma parada para ir ao banheiro e seguimos para as Salinas de Mara. Foi sem dúvida o melhor programa do dia. O visual é encantador, as histórias, ver famílias que vivem das Salinas foi uma lição e aprendizado. Ao colocar a mão nas águas e colocar o dedo na boca depois você já sente o forte gosto de sal. Caminhar entre as minas e conhecer o processo deve produção do sal foi muito interessante. Após mais ou menos 1h retornamos para o ônibus com destino a Plaza das Armas, em Cusco. Chegamos lá por volta das 15h e fomos almoçar. Após o almoço caminhamos até o ponto dos ônibus para ver preço e horário do trajeto Cusco x Olhamtayambo, pois no dia seguinte pegariamos o trem em Olhamtayambo para ir a águas calientes. Após fazer tudo isso fomos para a pousada descansar já que a noite iríamos descer para jantar e caminhar na Plaza das Armas. Descemos para comer e passear pela Plaza das Armas, após rodamos bastante escolhemos uma pizzaria que a bebida era grátis. A pizza muito saborosa e o atendimento excelente. Após comer andamos para conhecer um pouco mais e tirar fotos da cidade a noite. A noite é muito agitada, com pubs, bares e praças lotadas. Gastos do dia 3 águas - 2 soles cada 2 mirabal - 2 soles cada Almoço - 50 soles Jantar - 50 soles Dia 04 Neste dia acordamos cedo e fomos pra Plaza das Armas procurar uma agência que nos levasse a Rainbown Montain na quinta-feira. Após nossa pesquisa fechamos com a agência que fez o pacote por 75 soles por pessoa. E no pacote estava incluído café da manhã, almoço, kit de oxigênio e serviço de transporte e guia . Após resolver as coisas fomos para o hotel arrumar as malas, pois pegariamos o trem em Olhamtayambo com destino a Águas Calientes as 15h30. Fomos de van e pagamos 10 soles cada pelo trajeto de 2h. Chegamos em Olhamtayambo com antecedência e paramos em um bar para beber Cusquenha. Partimos para Águas Calientes, o trajeto do trem é ao lado de um rio e de diversas montanhas. A vista não é nada demais, porém é melhor que do as comunidades que cortam a linha férrea no Rio de Janeiro. Ao chegar em águas calientes tivemos uma surpresa agradável: o local é muito mais que um pequeno vilarejo. É muito bonito e aconchegante. Ótimos restaurantes, ruas limpas e povo receptivo e acolhedor. E o melhor, os hostels, tem preços bem acessíveis. Já chegamos e fomos comprar as passagens do trem que leva para Matchu Pitchu, o trajeto de ida e volta por adulto estrangeiro custa 24 dólares ou 75 soles. Compramos logo os dois trajetos e fomos informados que não tem horário, basta chegar na estação e embarcar no ônibus. A noite fomos comer em um restaurante chamado ........ Brasileiros têm 20℅ de desconto no local. E os funcionários merecem um destaque aqui. O tempo todo os mesmos iam até nossa mesa perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de algo e, toda vez que a gente começava a tirar fotos, eles perguntavam se a gente queria que eles batessem as fotos. Terminamos de comer e voltamos para o Hostel, pois iríamos pegar a van as 05h30 no dia seguinte e tínhamos que acordar cedo. Gastos do dia: Almoço: 30 soles p casal 2 águas: 5 soles Van para Águas calientes 10 soles de cada Jantar 90 soles Dia 05 Acordamos por volta de 04h, pois no restaurante nos avisaram que a partir de 04h já teria gente nas filas dos ônibus, que começariam a sair às 05h30. Chegamos no ponto as 04h30 e já tinha umas 30 pessoas em nossa frente. E conforme o tempo ia passando a fila só aumentava. Antes mesmo das 5h já deveria ter umas 100 pessoas na fila. Compramos duas águas, dois biscoitos e partimos no ônibus rumo a Matchu Pitchu. O caminho demorou uns 30 minutos . E quanto mais próximos ficávamos, mas a emoção e ansiedade aumentava. Ao chegar foi um misto de alegria e emoção. Vontade de rir, de chorar, ficamos parados admirando o local. Encontramos com dois brasileiros (Guilherme e Andréia) que tínhamos conhecido na fila do trem, em Olhamtayambo, e partimos para desbravar a montanha. Matchu Pitchu é extremamente lindo e fascinante. Cada detalhe chama muito atenção e a vista é encantadora. Como compramos também a entrada para montanha Hayuana Pitchu e, no primeiro horário, no qual tínhamos que subir as 07 ou as 08h, andamos por Matchu Pitchu por 01h30 aproximadamente e fomos subir a montanha. Trilhas estreitas, muitos degraus, calor, suor, mas tudo vale a pena. A paz que você tem ao chegar no ponto alto da montanha é sem comparação. O sentimento de prazer que por completar a escalada é único. Tudo valeu muito a pena. O lado ruim dá montanha são que muitas pessoas ao chegar em determinados locais com vista bonita paravam para tirar fotos e não saiam mais. Em alguns momentos tive que falar para irem andando e em outros perguntei quanto eles cobravam pra deixar outras pessoas tirar foto do terreno deles, o que os deixavam sem graça e assim saiam. Voltando a viagem, após chegar no topo dos 2.500 e poucos metros relaxamos, tiramos fotos na companhia de nossos amigos e iniciamos a descida. E a cada instante parávamos para admirar a vista, aproveitar o momento único e claro, tirar fotos. Saímos dá Montanha, passeamos mais um pouco por Matchu Pitchu e as 11h30, após 5h30, saímos do parque. Eu e minha noiva pegamos o ônibus para Águas calientes e fomos para estação de trem tentar trocar nossa passagem. Nossos trem de volta estava marcado para 18h20 e trocamos para o de 13h37, porém cada um precisou pagar 8 dólares, que era a diferença de valor . Após a troca, tínhamos uma hora para comer e fomos procurar um local perto. Encontramos um que ofereciam 20℅ de desconto para estrangeiros. Comemos, a comida não estava tão saborosa, e na hora de pedir a conta uma surpresa: o tal valor dos 20℅ é cobrado como taxa de serviço. Logo me recusei a pagar e Lara minha surpresa, minha conta com valor total, sem os 20 % deu 12 soles mais barato que a primeira conta que o garçom me deu O garçom me fez a seguinte conta, o que estranhei: 29 reais cada prato (foram dois) o valor passava de 40 para 29 12 soles o suco 6 soles o refrigerante O que dava 76 + 15 de 20% e minha conta deu 90 soles. Ao falar que não pagaria os 20% já que não era obrigatório, ele me tirou os 20% e pra meu espanto, minha conta deu 78 soles. 30 cada prato (no cardápio estava 39) 12 suco e 6 da coca, dando 78 soles. Resolvido o problema fomos para estação de trem e embarcamos para Olhamtayambo. Ao chegar em Olhamtayambo pegamos uma van, na qual pagamos 10 soles cada e migramos para Cusco. Ao chegar fomos descansar, pois no dia seguinte íamos acordar às 03h para irmos a Rainbown Montain. Por volta de 20h desci para comprar uma pizza e duas coca colas. Paguei 30 soles por tudo. A pizza foi muito saborosa. Gastos do dia Almoco 78 soles Água 4 soles Diferença do trem - 50 soles Pizza + coca - 30 soles Dia 06 Com certeza nosso pior dia no Peru. Acordamos 02h30, pois a van nos buscaria entre 03h e 03h30 para irmos a Rainbown Montain. Ficamos quase 4h sentados dentro de uma van ouvindo música peruana. Ao chegar lá tomamos café dá manhã (estava incluído no pacote) e começamos a andar em direção da montanha. O trajeto é cheio de lama, rios, e muuuuito cansativo. No trajeto pegamos chuva de granizo (todas vezes que choveu foi somente gelo). Após todo trajeto de chuva, frio, vento, lamas chegamos ao cume da montanha. Ao chegar lá tivemos uma frustração, pois o tempo estava muito fechado e com isso a montanha não estava tão colorida. Sem falar na temperatura que estava próxima de 0 grau. Tivemos somente 30 minutos para ficar lá em cima e tivemos que iniciar o trajeto novamente, só que agora pra descer. Vale destacar aqui que no caminho ficam uns locais com cavalos cobrando 70 soles pelo trajeto de ida e volta. O que foi feito por diversas pessoas dos grupos que lá estavam. No trajeto da volta também pegamos chuva de granizo e muito frio. Ao chegarmos no ponto de encontro, paramos para almoçar (também incluído no pacote de 75 soles por pessoa). O almoço teve uma entrada de sopa e o prato principal foi arroz, frango e batata. Após o almoço pegamos o trajeto de volta para casa e demoramos mais 4 horas. No final das contas perdemos quase 8h na van, 6h subindo e 30 minutos apenas no topo da montanha. Chegamos em Cusco por volta das 18h e fomos para o hotel descansar. A noite descemos para comer e fomos comer o balde de frango com nuggets, batata e refrigerante e pagamos 37 soles. Gastos do dia Água - 4 soles Suporte pra subir trilha - 5 soles Balde do MC - 37 soles Dia 07 Nosso último dia no Peru. Acordamos cedo e fomos comprar algumas lembranças pros amigos e familiares. Compramos mochilas, chaveiros, blusas, canecas, casacos, camisas, pães, cervejas, pina colas e imãs de geladeira e bonés. Gastamos aproximadamente 500 soles com presentes. Após as compras retornamos para o hotel, para terminar de arrumar as malas e fomos embora. Pagamos 8 soles para ir até o aeroporto de Táxi. E embarcamos em Cusco com destino a lima às 12h00 pro nosso voo sair às 12h50. Chegamos em Lima 14h15 e fomos comer e fazer hora, pois a gente só ia pegar as nossas mala no Brasil e o voo estava marcado para sair de Lima com destino ao Rio as 21h30. Embarcamos no horário certo e chegamos no Brasil no sábado às 06h da manhã. Observações: O tempo todo as pessoas te oferecem as coisas. Após um certo tempo você vai para de responder e começa a ignorar. Se for pagar em soles ou dólar, chore preço. Eles sempre dão desconto para você quando compra em espécie. Todos os dias nos ofereceram maconha, principalmente a noite na praça das armas. As pessoas ouviam a gente conversar em português e falavam: olá brasileiros, querem maconha?". Os passeios sao muito bons e os locais lindos, porém o deslocamento sempre é muito longo o que acaba tornando tudo mais cansativo. Se puder ir a águas calientes vá, é a parte mais bonita de toda a viagem. E não precisa reservar hotel lá. Procure ao chegar, muitos não estão no booking e o preço médio é de 60 a 80 soles por noite/casal. Sempre que for descer para a praça das armas, vá a pé. É prático e você aproveita pra conhecer os becos e vielas da cidade. Já para subir, prefira os táxis. Custam em média 4 soles e você evita subir ladeira na altitude. Repare bem nos restaurantes antes de entrar para comer. Muitos são bem sujos, com o chão engordurado e as mesas sujas. Experimentamos Folha de Coca Inca Cola Pisco Chá orgânico Alpaca Cordeiro Cusquenha
  9. Olá viajantes A semente desse cicloturismo foi lançada a cinco anos quando viajamos de carro pela primeira vez ao Peru, nessa ocasião já andávamos de bike, na minha ignorância sobre o Peru, embarquei nossas bike's no carro no intuito de fazermos alguns passeios livres de guias e tudo, porém, muito antes de chegar a Cusco percebi que não seria possível tais passeios, pois eu não conseguia nem respirar direito, não conhecia os efeitos da altitude no corpo, como agir, como se comportar, nada nada. Foi desanimador no início, passei a primeira noite quase toda em claro, com dor de cabeça, ânsia de vomito entre outras coisas, os outros dias foram moderando os efeitos mas, as bike's se quer tocaram o chão, quando já estávamos retornado pra casa no Brasil, na estrada vimos um casal de cicloturistas loiros com bandeiras da Europa, cara aquilo nos impressionou muito, minha esposa e eu. Como assim? Eu mau respiro e esse casal está pedalando com toda essa bagagem nas montanhas? Fiquei em "choque" mas, a semente foi lançada, UM DIA QUERO FAZER UMA "LOUCURA DESSAS". A LOUCURA foi pro forno e ficou lá guardada por quase cinco anos, sem ter como objetivo essa viagem, fomos pedalando por caminhos menores, conhecendo amigos, conhecendo histórias inspiradoras, nos ajustando no casamento, aumentando a união entre nos dois. Uma dica; se o casamento, o amigo, o irmão seja lá o que for, não tiver entrosamento, creio que termina de desandar, são muitos dias "grudados", o estresse "pode" se elevar muito nesse tempo, então é bom que se conheçam bem pra apoiar, incentivar, aceitar, perdoar, tudo isso enquanto "sofre" pedalando no sol, com ventos contra, com cede, com o corpo todo dolorido, com saudades dos que ficaram, nessa hora os sentimentos tomam uma proporção maiores ainda do que normalmente tomariam, então cumplicidade é TUDO. Quando a tal LOUCURA começou a fazer barulho dentro do forno, pensei, acho que está chegando a hora, maisssssssssssssss, um dos "obstáculos" foi, e como convencer a minha esposa Ana a embarcar nessa comigo? Bom ela já sabia do meu desejo de UM DIA ir a Cusco de bike, mas esse dia parecia tão distante que talvez nem chegasse, daí de repente eu digo, VAMOS? Ela é minha amiga, minha esposa, já passamos muitas coisas juntos, e vi a cara de espanto que ela fez, claro que não quis a resposta de imediato, e procurei não pressionar pelo SIM, ao passar dos dias ela foi 'acalmando' e perguntando, como seria, como isso, como aquilo, e percebi que a LOUCURA havia chegado nela também, não como em mim, mas chegou, quando ela embarcou de vez comigo nesse desejo, começou de fato os preparativos pra viagem. Marcamos pra segunda quinzena de agosto de 2017, muito do que aprendi, inclusive no MOCHILEIROS é determinar um inicio/ponto de partida, a partir daí comecei a comprar o que nós usaríamos, roupas pro frio, pro calor, a lista era imensa, o fato de ir a outro país de bike, sem nenhum outro suporte, coisa que nunca havíamos feito, me assustava, então levar somente o essencial, foi algo muito difícil de decidir, queria levar a "casa", muitas vezes tive que me conter e tirar coisas, outro ponto que nos gerou muito estresse foi a compra/confecção do carrinho reboque da bike, todos a quem consultei me indicaram usar alforges nas laterais das bikes, mas dessa forma eu teria que dividir o peso quase que meio a meio com a minha esposa, então optei pelo reboque, comecei a buscar na internet para comprar, achei dois, um feio e caro e um bonito no valor de um de rim , mais um problema, foram quase dois meses procurando, decidi então procurar alguém que fizesse um, foram mais três meses de procura, fui em quase todos os metalúrgicos da cidade, muitos só sabem fazer "bola" e "quadrado" e se alguém pede que se faça "triângulo" eles te olham com uma cara que não seria educado eu descrever aqui. Até que encontrei um predestinado, enviado além, disposto a TENTAR, nem que erre e daí, e daí que deu certo, deu certo a coisa mais difícil/impossível que faltava. Chegou o grande dia, quer dizer......o dia anterior a partida, hora de revisar pela milésima vez as coisas, a pré list, arrumar tudo e tentar pregar os olhos pro dia seguinte. 20170820_190658.mp4 1° Dia, Rio Branco - Região do Arachá, pedal 120kms 'Acordamos' as cinco tomamos café e saímos as seis, como parte da nossa programação seria mais ou menos esses horários que tentaríamos seguir durante a viagem, nos primeiros kms demorei um pouco a intender o ritmo que o carrinho deixaria eu seguir, estava carregado com tudo e mais um pouco, no decorrer da viagem descrevo a você's o que levamos sem necessidade, então, pegamos um vento de frente com sol forte logo cara como "boas vindas", as 8:00h parecia 12:00h, isso nos obrigava a andar com muita água todo o tempo, pois nem sempre há como adquirir, chegamos na primeira cidade Capixaba distante 78km as 12:00h, amoçamos, descansamos numas sombras de árvores e pensamos; seguiremos mais um pouco ou está bom por hoje? Seguiremos um pouco mais, por volta das 14:30 de volta a estrada pra lutar mais um pouco sob o sol e ventos que pareciam não querer que seguíssemos, paramos 30kms mais a frente e bebemos um refrigerante daqueles 'ruins' de dois litros quase de salu , enquanto o sol nos aguardava , parecia que ia chegar de noite fazendo sol, depois desse ponto que já era umas 16:00hs começamos a buscar um lugar cinco estrelas pra acampar , as prioridade eram 1°segurança, 2°banho, nem sempre tivemos o item 2, pois as vezes tínhamos que por em "cheque" o item 1, item inegociável, mas nesse primeiro dia foi tudo de bom, lugar seguro e com banho, as 19:00 já estávamos na cama, (levamos colchão inflável, todos nos recomendaram que não levássemos esse objeto, mas depois de um dia de esforço, tudo que seu corpo quer e precisa é uma noite de bons sonhos, então levamos e recomendo) um pouco de conversa sobre como foi nosso 1° dia, e pahh.......dormimos. 2° Dia, Região do Arachá - Brasileia, pedal 120kms Acordamos com o raiar do sol, as 5:00h já parecia 9:00h, hora de desmontar e guardar tudo, tínhamos café da manhã mas resolvemos seguir e comer algo mais tarde na estrada, decisão errada, descobrimos que por muitos kms algo pra comer na estrada se resumia a salgado com refrigerante, comemos mesmo assim, pedalamos até as 11:00 o sol estava muito forte e resolvemos parar pra fazer o almoço, levamos mini fogareiro, mini botijão, panelas, pratos, copos e talheres, e muitas coisas de comer, enlatados de feijão, enlatados de carne, arros crú, entre outros, paramos em uma escola abandonada a pouco tempo, deu tristeza de ver, parecia que tinham saído as pressas, tinha muita coisa didática deixadas para trás, pois, almoçamos pero das 12:00h e com o sol nos 'freando' resolvi explorar o lugar, 'descobri' uma fonte de água mineral nos fundos distante uns 200 metros, ficamos de molho por um tempo, mais tínhamos que seguir pedalando, muitas subidas íngremes com peso, sol forte, vento, isso mesmo o vento não dava trégua, chegamos na entrada da cidade de Xapurí km188 as 16:30h, a cidade de Chico Mendes que ficou conhecido no mundo todo devido sua morte e a sua luta contra os desmatamentos, mas esse debate não vem ao caso, mais uma vez sentamos, conversamos sobre como estava nosso corpo, se seguiríamos até a próxima cidade, Brasileia, ou acamparíamos por ali mesmo, estávamos nos dois bem então seguimos, logo a noite chegou, não é recomendado pelar a noite mais foi um alívio grande quando finalmente o sol foi "dormir", e resolvemos seguir em frente, os kms finais até Brasileia foram duros demais, tínhamos ultrapassado nossa cota diária de kms mesmo nas condições de sol/ventos, chegamos já eram umas 21:00h fomos atrás de um 'hotelzin' pra não gastar muito, quando vou guardar as coisas vejo uma solda do reboque quebrada, putsssssssss , deu aquele sentimento de raiva misturado com cansaço, mas não tinha muito o que fazer, tomamos banho e saímos pra jantar. Com a quebra do reboque o outro dia já estava comprometido, então resolvemos dormir até o sono acabar . 3° Dia, Brasileia - Sair da cidade, pedal 40kms Mas a cabeça não deixou tanto assim, umas 8:00h tinha já acabado, banho, café no quarto mesmo e fui atrás de consertar o reboque, encontrei através do boca boca um lugar com pessoas bem dispostas a resolver e curiosas com tal objeto, aliás não é sempre que se ver alguém que põe a casa sobre a bike e sai por aí né, reboque consertado as 11:00h, tínhamos até as 13:00h no quarto, fomos almoçar, voltamos e entregamos as chaves, mas lembra do sol forte??????? pois é, continuava lá e como nosso dia de pedal já estava comprometido mesmo, resolvemos nos deitar numa sombra na saída de cidade e relaxar, ficamos lá até depois das 15:00h, o sol foi dando uma trégua e resolvemos pedalar até achar um belo lugar pra acampar, de preferencia com banho lembram , mas não deu certo dessa vez, tava tudo tão seco, encontramos umas poças que não valia a pena, acampamos na entrada de uma fazenda, banho de gato com lenços umedecidos, jantar de barras de cereais e boa noite. 4° Dia, Até Assis Brasil, pedal 70kms Mais um dia se iniciava, e o sol as 5:00h pahhhhh, mas tudo bem, vamos lá, fazer nosso chocolate morno pra comer uns mistos da hora, arrumar tudo enquanto os moradores da fazenda saem , isso mesmo, enquanto estávamos tomando nosso chocolate os moradores iam saindo e claro estranharam as 'visitas', mas educadamente nos cumprimentaram com bom dia, entenderam que éramos viajantes e não do MST e tudo bem, saímos perto das 7:00h pra um percurso duro de muitas ladeiras, perto das 11:00 achamos um igarapé daqueles que a água parece sair da geladeira e paramos ali mesmo, lembra que na noite anterior não rolou banho? poi é, com licença , tomamos banho, lavamos umas peças de roupa, fizemos almoço, tiramos um cochilo enquanto a roupa secava naquele sol maravilhoso , nos aprontamos sem pressa perto das 15:00h pois sabíamos que a nossa meta daquele dia estava próximo 30kms para a cidade fronteiriça de Assis Brasil, quando estávamos voltando pra estrada tivemos uma visita que pensei ser daquelas piores , uns rapazes de "aparência duvidosa" aparentando serem menores de idade que já haviam passado em alta velocidade enquanto estávamos no almoço em uma moto potente sem placas sem capacetes, param ao nosso lado curiando tudo fazendo um monte de perguntas, e Eu lá dentro de mim pensando, vai ser agora , mantive a calma e respondi o máximo de perguntas que pude, nunca dizia o nosso real destino, sempre dizia vou até ali na frente e volto, NUNCA o valor das bikes e equipamentos, fomos conversando e vi que não iam nos fazer mau, ofereci lhes um doce que levávamos eles seguiram seu caminho nós o nosso tudo na paz, esse percurso as ladeiras não sabem brincar, são muitas e fortes, mas estava uma tarde muito bonita com muitos vales verdes ao entardecer ficou mais belo ainda, resolvi parar pra tirarmos umas fotos, pedi que minha esposa parasse e ela esqueceu de desclipar a sapatilha e pahhh o grito e a queda, ela ficou muito nervosa e doeu bastante tentei não alarmar e levar por menos mas ela entendeu que eu não estava dando a devida importância, 1° ATRITO, mesmo assim tiramos umas fotos, com climão , logo chegamos a cidade, mais umas fotos, fizemos a saída na alfandega pra ir adiantando o dia seguinte, nos hospedamos na pousada Bela Vista (não é patrocínio, mas fomos tão bem atendidos pelo proprietário que resolvi dizer o nome da hospedagem), não estávamos com clima de sair pra jantar, fiz janta no quarto mesmo e jantamos, boa noite. 5° Dia, Assis Brasil - Ibéria, pedal 75kms Depois de uma noite bem dormida, o resultado daquela queda, um roxidão e um inchaço medonho, putsssssssss, tomamos café e como os primeiros dias de estrada já havíamos identificado alguns itens que levamos sem necessidade (cadeado, garrafa térmica, adaptador de cartão de memória, bastão de fotos) então pedi ao proprietário da pousada que guardasse até a nossa volta, a minha esposa tomou um remédio pra dor e um anti inflamatório e seguimos pra alfandega peruana para tramites, tudo resolvido, pé na estrada, e não ia ser uma fronteira imaginária que ia acabar com as ladeiras, entãoooooooooooo, tomile ladeira , mais com um diferencial, estávamos no lado peruano, estrada muito bem feita e conservada, nenhum buraco e com acostamento em toda ela, após uns 40kms chegamos em uma linda fazendo onde estão transformando em um balneário, lugar lindo, almoçamos e descansamos um pouco por lá, seguimos perto das 14:00h e chegamos em Ibéria a 65kms, tomamos um banho em "baño publico" e seguimos pra sair da cidade e encontrar um lugar pra acampar, é aí que somos surpreendidos, passamos uns 10kms e encontramos um lugarzin, não era dos melhores mas não queria correr o risco de anoitecer e a gente na estrada, então ficamos ali mesmo, montamos tudo, já estávamos banhados e cama, ficamos conversando um pouco e paahhhh , escutei algum ser pequeno mais não tanto nos rodeando (estávamos na divisa da floresta fechada e aberta) começamos a eliminar de cabeça os prováveis seres e chegamos a pensar.....são cutias (animal de médio porte da família dos roedores) e não paravam de nos rodear correndo, apenas rodeando curiosos sem fazerem nenhum som, liguei as lanternas no intuito de ver algo os assustá los para irem embora e nada, pouco segundo tudo continuava, comecei a me preocupar com o que esses seres poderiam fazer com nossas coisas assim que dormíssemos e resolvi sair de lá as 20:00h, levamos tudo mais pra perto da estrada, tudo era um silêncio atéééééééé que entãoooo, começou uma grande algazarra de muitos macacos, tínhamos invadido seu território e eles não estavam gostando, quando percebi do que se tratava relaxei e peguei no sono, eles só queriam seu lugar de volta. 6° Dia, Ibéria - Mavila, pedal 90kms A noite anterior não foi das melhores, por causa dos primatas não relaxei por completo, dormi só com um olho , deixei o outro entre aberto, mais animo, hoje tem pedal , tomamos do nosso café da manhã, arrumamos tudo e seguimos, perto das 11:00h encontramos um igarapé e paramos, mas não era muito propício pra fazer almoço, pouca sombra, resolvemos lavar nossa roupa e nos refrescar naquela água enquanto o sol fazia "sua parte", comemos uns seriais que tínhamos enquanto não almoçávamos, umas 13:00h tudo já estava seco nos arrumamos e seguimos até encontrar a sombra perfeita pro almoço, encontramos e fizemos nosso almoço (macarrão, feijão, salsichas e suco), nesse dia já havíamos pedalado um bom trecho, então a partir dali podíamos acampar sem pressa, encontramos um lugar tranquilo já depois de Mavila e acampamos, esse dia não invadimos o território de nenhum animal , boa noite. 7° Dia, Mavila - Puerto Maldonado, pedal 85kms Depois de uma bela noite de estrelas e de boa dormida, tomamos café arrumamos tudo e saímos, perto das 10:00h passamos por uns biker's no que parecia ser uma corrida vindos provavelmente de Puerto Maldonado distante uns 40kms de onde estávamos, mais a frente acharíamos um belo balneário com aquela água super refrescante, apesar de ser segunda feira estavam servindo almoço e já fizemos o serviço completo, (baño, almozo, descanzo) seguimos até Puerto, 20kms mais a frente, chegamos umas 15:00h estávamos procurando um hotelzin quando dois senhores peruanos nos viram com aquelas bikes estranhas e carregando 'a casa' vieram até nós fazendo perguntas e admirados com tal proeza, e nos convidaram a tomar uma cusqueña, marrr meu Deus, miiiiiiiimmmmmmm dê papaiiii, tomamos três, o negócio tava bom mais precisávamos achar um lugar pra ficar e saímos, na mesma rua encontramos, um lugar todo chicoso com preço um pouco mais alto mais resolvemos nos dar ao luxo daquele dia (acho que foram as cervejas) mas valeu super a pena, guardamos tudo no quarto, tomamos aqueeeeeeeeeeeele baño, lavamos umas roupas e saímos pra jantar, delícia, voltamos e fomos relaxar no terraço do hotel, lugar com um redário e vista de boa parte da cidade, perfeito. Boa noite. 8° Dia, Puerto Maldonado - Santa Rosa, 140kms Bom dia, já estava quase tudo arrumado mesmo daí ficou fácil, tomamos café e saímos, a minha esposa continuava com a perna inchada devido a queda, paramos em uma botica=farmácia, e compramos um remédio mais forte pra tratar da perna da Ana, como todos os dias tinha pedal o corpo não tem tanto tempo assim pra se recuperar e não parava de doer, mais pé na estrada, depois de uns 20kms fomos alcançados por um cicloturista peruano, Jô Luiz, ele é morador de Cusco e veio de ônibus para Puerto Maldonado e estava retornando a Cusco no pedal, pedalamos 120kms juntos, conversamos muitos sobre nossos países, cidades, foi o dia todo pedalando e conversando sobre tudo, cara super gente boa, nesse dia almoçamos muito bem um pescado frito na beira da estrada, passamos pelo maior 'assentamento' de garimpeiros perto das 17:00h, lugar muito marcante, por um pouco mais de 1km do lado e do outro da estrada se parece com Bangladeche ou Bankok(como se ver na TV), uma aparente desordem, muitos nos aconselharam a NÃO passar nesse lugar de bike, não vi nem senti perigo algum, foi como se eles não nos vicem, pensei que os interesses deles são outros, tive muita vontade de tirar a câmera da bolsa e fazer umas fotos ou filmar o trajeto mas também não quis abusar, nesse dia estávamos avançando bem e resolvemos ir logo até Santa Rosa, chegamos cansados e já era umas 20:00h, vi duas pousadas, uma lotada a outra sem ninguém , por que será hemmmmmmm?, mas estávamos com poucas opções, ou era isso ou seguir mais a frente e acampar, resolvemos ficar, PIOR DECISÃO DE TODAS , vamos lá; "embaixo é um comércio, quase todas são assim, pra subir tinha uma escada super estreita,, quando chego no quarto não era um quarto era um forno, não tinha janelas, não tinha ventilador, o banheiro era no fim do corredor, mais o infeliz do dono cria um cachorro no corredor, o animal passou a noite inteira latindo então nem no banheiro dava pra ir, pensei milhões de vezes em sair daquele lugar desgraçado no meio da noite e ir acampar em qualquer lugar mas a Ana estava tão cansada que fiquei assim mesmo, a todo momento alguém batia na porta que é de metal e dava um som enlouquecedor, e o meserento do dono se fazia não ouvi, impossível não ouvir aquilo, já passava da meia noite a Ana já havia "desligado" quando alguém muito afim de entrar quase rebentando a porta o dono desceu pra ver e findou deixando um casal entrar, caralllhhoooooooooo era a mulher do gemidão da zapzap porraaaaaa, lembra do amigo cicloturista peruano???? ele estava no quarto da frente e não aguentou a pressão, foi e bateu na porta da mulher do gemidão conversaram por alguns segundos e diminuiu o volume do som, mais isso já passava de 1:30h da madrugada, meus olhos ardendo, corpo só o bagaço até que sem eu perceber desliguei também. 9° Dia, Santa Rosa - Mazuco, pedal 50kms Acordamos umas 6:30h, que lugar horrível, tava quebrado, eu queria sair o mais rápido possível daquele lugar, tomamos banho e saímos, fomos fazer nosso tradicional café da manhã na estrada mesmo, o amigo peruano estava com os dias contados pra fazer o percurso e decidiu que seguiria mais rápido e nos despedimos, combinamos de nos encontrar em Cusco mas não aconteceu, começamos então a subir a serra de Santa Rosa, depois daquela noite subir serra não era o melhor a se fazer maissss, hoje tem pedalll, apesar de tudo fomos bem, chegamos a Mazuco e tentei comprar um chip de celular de operadoras peruanas pra ficarmos comunicáveis mas não deu certo, seguimos mais um pouco e nos deparamos com um belo lugar, belo sol, isso mesmo, o sol já estava belo, a Ana queria pedalar mais, mas eu com um pouco de bom humor a convenci a parar e somente ali parado e admirar tudo aquilo, ficamos e acampamos ali mesmo, TARDE MÁGICA, tinha uma fonte próxima, tomamos banhos, fizemos o jantar e comemos, conversamos um pouco e boa noite. 10° Dia, Mazuco - Quince Mil, pedal 70kms Noite muito boa, mesma sequência, café arrumar tudo e sair, nosso corpo e nossas cabeças já estavam bem desgastados, as subidas muito íngremes e fortes, mas começamos a ver as belas cachoeiras, paramos na primeira umas 10:00h e ficamos nela até umas 11:30h quando chegou um casal resolvemos seguir viagem, mais a frente tinha outra e apenas tiramos fotos, pedal......quando antes das 13:00h pahhhhhhh a mega cachoeira, não era nosso intenção fazer uma parada aquela hora, o sol havia se escondido entre as montanhas e estava ótimo o pedal, mais não podíamos perder por nada, que coisa mais linda, água fria e cristalina que caia de entre as montanhas de uma mega altura, fazia um barulho muito gostoso, não queria sair dali por nada, passamos umas duas horas naquele lugar masssssssss tínhamos que seguir, o sol foi ofuscado cedo por uma neblina e as 16:00 já estava escurecendo quando chegamos a Quince Mil, ficamos em uma pousa de um casal muito atencioso, aquele banho, saímos pra jantar e depois fomos comprar comida enlatada/ensacada/embalada pra abastecer nosso reboque, boa noite. 11° Quince Mil - Quince Mil, pedal 30kms Bom dia, há uma discussão sobre o "melhor" tênis ou sapatilha? não sou advogado de nenhum, mas já uso sapatilhas e estou gostando, apoooiiissssss, incentivei a Ana a também usar pensando nos benefícios que eu identifico no tal calçado, pouco antes da viagem ela ainda estava na dúvida se ia de sapatilha ou de tênis, ela queria levar os dois e consequentemente dois pedais, falei que estávamos cortando peso ao máximo e que não seria possível, ela tinha que optar, optou pela sapatilha mesmo, entãooooooooooooo, lembram que ela caiu e machucou a perna perto de Assis Brasil? quando estávamos pedalando a umas duas horas e íamos parar ela esqueceu novamente de desclipar a sapatilha e caiu novamente machucando ainda mais a mesma perna, sabia que ainda não havia nem recuperado da última queda, paramos num silêncio ensurdecedor, ela tirou a sapatilha e começou a pedalar de chinelo, não sabíamos o que fazer, apenas pedalamos do jeito que dava, não rendeu muito aquela forma, estava frio, subidas muito íngremes, de chinelo com pedal de clip, não estava nada bom, resolvemos parar e acampar, tomamos banho, fiz o jantar, comemos, conversamos um pouco sobre como faríamos com tal problemas mas estávamos com poucas opções e cansados de mais pra pensar numa solução, boa noite. 12° Dia, Quince Mil - aos pés de Marcapata, pedal 20kms Bom dia, a minha esposa e guerreira Ana estava com muitas dores na perna que machucou em duas quedas, acordamos arrumamos tudo, tomamos um bom café da manhã, mas a moral não estava boa, como ela ia pedalar de chinelo naquele frio, subindo montanhas de chinelo? estávamos pra baixo, ela colocou várias meias e calçou o chinelo, ajudou um pouco mas foi ficando desconfortável por vários motivos, escapava o pé, dá diferença na altura de um pé pro outro, e esfriando o pé, tava horrível, tirei o clip da sapatilha pra não "grudar" no pedal e ela agasalhar o pé, também não deu certo, enrolei o pedal com bastante esparadrapo mas também ficava escorregando, tava desanimador, e ela se queixando de dor na perna, com razão, imagino que no frio um machucado tome proporções ainda maiores, eu não cai e estava todo dolorido imagina cair duas vezes com a mesma perna no asfalto com a bike pesando uns 20 quilos?, paramos várias vezes, ela tomou dois tipos de remédios anti inflamatórios pra diminuir as dores e inchaços mas o corpo não tem tempo de recuperação, perto das 14:00h resolvemos parar por aquele dia, achamos um lugar bem bacana as margens de um vale e acampamos, era cedo, fiz uma sopa pra animar um pouco, ficamos ali olhando todo aquele lugar lindo por um tempo, começou a ventar e esfriar muito, resolvemos entrar pro nosso "quarto", dormimos super cedo nesse dia, boa noite. VID-20170906-WA0135.mp4 13° Dia, Subida final a Marcapata, pedal 10kms duríssimos Dormimos muito bem, desmaiamos, acordamos e fizemos o que tinha de ser feito sem a mínima pressa, terminamos já era umas 8:00h, então vamos subir a Marcapata, missão das mais duras, chegamos a Marcapata já era umas 11:00h, nos hospedamos num hotelzin bem aconchegante de uma família bem simpática, meia hora de perguntas pra intender ou tentar intender o porque de tal loucura e fomos almoçar no "melhor restaurante da cidade", comida ótima a um preço 'exorbitante' de $6,00 soles, inacreditável, dava vontade de pagar mais, no jantar onde fomos? Claro né, mesmo lugar, mais a tarde fomos desbravar a cidade a pé, andamos por vários lugares, comprei uma sacada de uvas frescas, isso mesmo uvas frescas por inacreditáveis????? $5,00 soles o quilo, quase racho a barriga de tantas uvas, passamos em um mercadinho compramos mais alimentos enlatados/ensacado/embalados e voltamos pro hotel, estava faltando luz na cidade, alguns lugares tinham geradores ligados e imaginei que faltar luz numa cidade entre as nuvens deva ser normal, Marcapata está a 3.200mts de altitude, durante a tarde perto das 16:00h as nuvens cobriram tudo e esfriou com tudo, mais uma noite bem dormida, ótima. 14° Dia, Marcapata - Ocongate, pedal duríssimo 70kms Bom dia, tomamos nosso café no quarto mesmo, não tinha energia na cidade e tomamos banho com uma água perto de congelar e saímos, era umas 7:00h, a Ana estava tentando pedalar com a sapatilha sem o clip e o pedal todo enrolado com esparadrapo, pedalamos uns 15kms assim, olhava pro rosto dela aquele olhar de dor e desespero, mas ela fazendo o impossível pra se manter firme e em combate, estávamos só nos dois, não tínhamos outra companhia, eram horas sem passar nenhum carro ou algo parecido, então ter uma emergência médica naquela hora seria horrível, pensei em várias hipóteses, tomei uma difícil mais importante decisão de jogar a toalha por ela, igual aquelas lutas de boxe, ela chorou querendo continuar, me disse que pedalaríamos um pouco mais e acampávamos, mas eu lhe disse que estávamos muito alto e não seria bom acampar em tal altitude, deveríamos estar a uns 4.000mts, nessa altitude o corpo reclama cada minuto passados é como se o tempo estivesse sugando você, sugando suas forças, seus líquidos, seu ar, não poderíamos ficar ali durante a noite, o tempo passava e passava já era umas 9:00h, até que ela aceitou e intendeu ser a melhor decisão naquele momento, combinamos que ele esperaria um ônibus ali mesmo e nos encontraríamos em Cusco no dia seguinte, numa pousada que já ficamos outra vez, tudo combinado mas eu seguiria e o relógio era contra mim, tinha que percorrer as maiores altitudes antes de escurecer então segui pedalando enquanto a Ana ficou, detalhe fatídico que com tudo que estava acontecendo não observamos, os peruanos pedem muita carona de todos que passam, então quando começaram a passar ônibus, vans e todo mundo quando a Ana dava com a mão eles não pararam pensando ser essas caronas, ela ficou das 8:30 até as 14:30, ISSO MESMO , quando ela já estava desesperada e ia retornar pra Marcapata apareceu uma família de Rondônia enviados por Deus e parou, ela disse que desabou no choro, de alívio, de alegria, de tudo, daí que a Ana até ajudou lhes, eles nunca tinham estado nas montanhas e nunca tinham sentido os efeitos da altitude, a Ana que já sabe de cor tudo isso, de como se portar nesses lugares acabou ajudando quando os efeitos foram aumentando, e quando chegaram a Cusco quem era a guia??????? Claro que a Ana, ela tem boa memória e como já fomos algumas vezes de carro e andamos em muito lugares, está tudo guardado na cabeça dela, mas calma aííííííííí, e euuuu? ainda estou pedalando e sofrendo muiiiiiiiiiiito, um pouco antes do "topo", o ponto mais alto do percurso a 4.725mts, meu corpo estava no limite, eu sentia meu coração parecendo um tambor batendo atrás dos meus olhos, sentia meu corpo sendo bombardeado por aquele lugar, pedalava a 7k/h já era umas 15:30h e não tinha almoçado, fiz apenas um leite quente e dois ovos cozidos, eu estava exausto, nem a minha esposa estava ali pra conversarmos e distrair um pouco tudo aquilo, lugar muito muito muito lindo, mais eu sentia como se ele quisesse me engolir, os minutos foi passando e eu falei dentro de mim assim; (MEU DEUS ME DÊ FORÇAS, NÃO ESTOU CONSEGUINDO) não tem nada com religião, não sou religioso nem nada, mais creio em Deus assim como muitos creem cada um de sua forma, pois, em instantes uma grande carreta vinha descende, freando freando freando e parou no outro lado, o motorista baixou o vidro me chamou me deu um refrigerante uma fruta e disse (NÃO DESANIMES, O TOPO ESTÁ LOGO ALI) e continuou descendo, voltei segurei minha bike e comecei a chorar "assim como estou fazendo agora", chorei sem parar o resto da tarde, Deus me ouviu, aquilo foi tudo, me deu uma força, um ânimo, cheguei a Abra Pirhuayani a 4.725mts já as 17:00h estava muito frio, me encostei no marco ao lado da estrada agradeci por tudo mais já estava escurecendo, não podia ficar ali, pedalei até depois de Ocongate e acampei já era umas 20:00h, boa noite. 15° Dia, Ocongate - Cusco, pedal duríssimo 140kms A noite anterior não foi das mais fáceis, como fui acampar já estava noite não pude escolher lugar, foi o que deu mesmo, mas esse que deu não foi dos melhores, não tinha um único lugarzin que desse de se sentar que não fosse em cima das pontas de pedras, tinha uma mina de água próxima mas quando virei o foco da lanterna ao lado ao que parecia um "depósito" de penas de pollo=frango , tava com cede e com fome mas não dava pra fazer nada sem água, olhei em volta pra ver se estava mesmo livre de humanos e não vi sinais de nada nem ninguém, fui pra "cama", mas não conseguia pegar no sono mesmo estando tão exausto por tudo que passei naquele dia, dormia e acordava o tempo todo, até começar a clarear por sobre as montanhas, bom dia então. Arrumei as coisas mas estava morto de cede, resolvi procurar e achei outra fonte de água dessa vez aparentemente limpa, mas como levei cloro, coloquei um pouco por precaução, esperei, bebi o máximo que pude enchi a garrafa e comecei a pedalar as 6:00h em ponto já com uma inclinação muito forte, passei duas horas subindo uma montanha, quando vi que desceria pro fundo do vale novamente me deu um desanimo monstruoso pois sabia que teria que subir tudo novamente, a partir dessa hora o corpo parecia não querer lutar mais, cada km ficava mais difícil, as 9:30h parei em uma lan house num vilarejo que não me recordo o nome e passei uma mensagem via Facebook pra Ana que já estava em Cusco dizendo minha localização e minha situação de cansaço, disse lhe que demoraria mais chegaria, aproveitei e comi um pão que eu carregava na bolsa com leite, segui viagem subindo novamente outra montanha, meu corpo estava exausto, o silêncio nessa hora também não me ajudava, sentia falta da Ana pra conversar e quem sabe distrair um pouco o corpo, o silêncio faz a gente pensar muito, muitas vezes é bom mas não aquela hora, pensava nos kms que faltava, e isso era mais um fator de desgaste pra mim, a medida que eu subia a montanha por várias vezes a cima de 4.000mts ficava ainda mais exposto ao sol forte, quando tinha sombra dava pra sentir frio mais pedalando e no sol o suor pingava, cheguei em Abra Cuyuni a 4.200mts as 13:00h ponto mais alto antes de Cusco mas muito distante, comecei uma longa e perigosa descida de uns 20kms, nessa hora que eu fui sentir o frio, paisagem de tirar o fôlego, apesar do cansaço admirei o quanto pude cada km, cheguei em Urcos perto das 15:00, estava morto de fome mas não queria parar, ainda faltavam 45kms, 45kms naquelas condições sabia que não eram fáceis, começou um trânsito infernal(muitos já haviam me falado dessa 'chegada', uns até me aconselharam a fazer esse percurso de ônibus) mas meu objetivo era pedalar até Cusco então segui assim mesmo, trânsito uma loucura ao entardecer, cheguei na praza de armas, onde a Ana já estava hospedada encostei a bike me sentei na calçada as 18:00h e por alguns segundos veio um misto de sentimentos, vontade de rir e de chorar por tudo aquilo, a Ana veio e me ajudou a colocar a bike na pousada, estava na exaustão máxima, esperei um pouco e tomei aquele banho morno e fomos jantar ao lada da pousada. Boa noite. Apesar de todo os esforço que meu corpo e minha mente teve que fazer, a grande expedicionária e vencedora foi minha esposa Ana, pois essa rota Rio Branco - Cusco assusta até os mais loucos viajantes masculinos, muitos vão da metade, outros vão seguidos com carro de apoio, outros fazem o inverso Cusco - Rio Branco por conta da "declinação", mas uma mulher que tenha feito o que a Ana fez, não tenho notícias, então, não é atoa que ela ATÉ ONDE SEI tenha sido a primeira a fazê lo. Essa rota daqui a cinquenta anos vai continuar sendo desafiadora, então desafie se, curta, aproveite, viva esse pedal, sofra, realize se. Um grande abraço.
  10. Pedro Luiz Laus Simas

    MachuPicchu Terrestre

    MachuPicchu Terrestre: . Um Roteiro mais barato (para os amigos que querem ir à Machupicchu). Saída de Cuiabá-MT (ou de qualquer outra cidade brasileira com aeroporto): . 1 - Aéreo Cuiabá-MT X Rio Branco-AC X Cuiabá-MT, somente com pontos do Smilles cartão de afinidade GOL, ou a companhia de sua preferência. . 2 - Terreste Rio Branco X Assis Brasil-AC, 330 km, fronteira com Perú. R$ 54,00 ônibus diário, saída de Rio Branco às 06:00 hrs, chegada na fronteira 13:00 hrs, estradas asfaltadas ruins; . 3 - Terrestre Assis Brasil-AC X Puerto Maldonado-Perú - Ao chegar na fronteira já existem Vans peruanas esperando para levar passageiros para Puerto Maldonado. cerca de 230 km de Iñapari (pequena cidade na fronteira com Assis Brasil). R$ 36,00. Duração 3 horas de viagem em estradas asfaltadas muito boas. . 4 - Terrestre Puerto Maldonado X Cusco-Perú - 465 km; Viagem noturna, com ônibus leito, R$ 72,00. Várias empresas e horários. Preferi sair mais tarde para chegar com dia claro em Cusco. 11 horas de viagem. Subida da Cordilheira dos Andes. Estradas com asfalto muito bom, mas muitas curvas acentuadas. Possibilidade de sentir efeitos da altitude que, num ponto da rodovia, chega aos 4.500 metros. . 5 - Terrestre Cusco X Aguas Calientes, também chamado de "Machupicchu Pueblo",vai-se de van por 186 km de estradas asfaltadas em bom estado, mas com muitas curvas acentuadas, até a localidade de Santa Maria. de lá, por estradas de terras em condições ruins e perigosas por cerca de 30 km até um lugar conhecido com Hidroelétrica. Da hidroelétrica se vai a pé pelos trilhos por 9 km até Aguas Calientes, ou de trem US$ 21,00. A outra alternartiva é ir de trem todo o trajeto US$ 230,00 Ao se chegar na rodoviária de Cusco já se deparam com inúmeros guias oferecendo pacotes para Machupicchu. Escolhi as pressas um pacote por R$ 900,00 com translado ida e volta de Van, almoço e jantar no primeiro dia, Hostel incluído, subida à montanha de Van, retorno à hidroelétrica de trem e ingresso no Parque Santuário Inca de Machupicchu. Paguei a descida de van R$ 49,00. As vans demoram cerca de 10 minutos na subida/descida da montanha e 6 horas para fazer o trajeto entre Cusco e a Hidroelétrica. Não existe possibilidade de ir de carro até Águas Calientes. Não existe tráfego nem estradas de acesso no local. Somente as vans que levam os visitantes da cidade, ao pé da montanha (2.200 m), até a portaria de entrada do Santuário de Machupicchu no alto da montanha (3.000 m). . RETORNO . 6 - para evitar as 11 horas de ônibus de Cusco até Puerto Maldonado, há a opção de avião, Star Perú, 45 minutos de vôo, US$ 65,50, diariamente às 10:00 da manhã. 7 - Puerto Maldonado X Assis Brasil, mesma van de ida por R$ 36,00 . 8 - Assis Brasil X Rio Branco, ônibus ou táxi lotação que cobra R$ 40,00 até Brasiléia e R$ 70,00 de Brasiléia até Rio Branco (há troca de táxi). . 9 - Tempo de ida Rio Branco X Cusco: 25 horas toda terrestre. Tempo de volta Cusco X Rio Branco com aéreo: 12 horas
  11. Danielex

    Machu Picchu

    Olá pessoal … estou voltando de Cusco .. Algumas informações interessantes e atualizadas para os próximos viajantes : – Recomendo procurar pacotes a machu picchu lá em Cusco, na Plaza de las Armas, pois lá existem muitas agencias e uma cobre o preço da outra .. vale a pena pechinchar ! - O preço do ingresso de Machu Piccu tambem é mais barato quando comprado em CUSCO !! Na internet pagasse em dólares .. em media 37 dólares , em Cusco o preço gira em torno de 70 reais ! (60, 65 soles .. ) O preço de 37 dolares é de Machu Picchu para Estudante , fiz a carteirinha internacional ISIC . – Conseguimos por 95 soles por pessoa somente a IDA ate a Hidrelétrica, de Van , que demorou umas 8h e durante o trajeto parou em um restaurante onde pagamos 15 soles (em torno de 20 reais) o almoço.Incluso também uma noite no hotel com cafe da manhã. – Apos a van , teve uma caminhada de mais ou menos 2 horas , pelo trilho do trem, que dava acesso a então cidade de Aguas Calientes . No dia seguinte : – Para subir a Machu Picchu voce pode subir de onibus , custa 25 DOLARES ! subida e descida .. ou a pé ( Aviso : Uma subida muito íngreme e pessada ! ) – Quando retornamos de Aguas Calientes, optamos pelo Trem ( AVISO 2 : Quando comprado na hora , o trem é muuuuito mais barato! ) Paguei 155 soles ( uns 170 reais hoje) ; – O trem nos levou ate Ollantaytambo, pegamos uma van a 10 soles por pessoa ( uns 15 reais) e voltamos ate Cusco .
  12. Viagem 7 dias em baixa temporada (setembro/2017) Essa vigem foi planejado nos detalhe em 2 meses, mas já era desejada e pesquisada por muito tempo. Fomos de mochila e encaramos um voo direto pra Cusco e em seguida um trem para Águas Calientes/Machu Picchu. Dica: tenha algum tempo entre a chegada do voo e a próxima atividade; nosso voo de Lima para Cusco foi cancelado e fui no balcão exigir meu embarque por causa do trem em seguida. O bom é q estávamos de mochila então nos alocaram em outro voo. O ruim é que não tentei antecipar o voo logo q cheguei em Lima (tinha 8 horas até o próximo embarque). Logo que chegamos em Lima, fui numa farmácia e comprei o soroche pils (remédio pra altitude que tinha lido em relatos aqui do blog), trocamos 100 dólares por moeda local (não vale a pena trocar tudo pq no aeroporto o câmbio não é tão bom) e fomos aguardar nosso voo para Cusco. Pegamos o trem e fomos rumo à Águas Calientes. Descansamos para subir MachoPicchu no dia seguinte. Para não pagar 2 diárias, deixamos as mochilas no café q tem perto dos embarque de ônibus pro parque. Saímos de madrugada, pegamos a fila as 5 da manhã (pode ir antes pq já não víamos o inicio da fila) e retiramos na volta. Ali tem internet, então descansamos e fizemos um lanche por ali e depois pegamos o trem de retorno pra Cusco. Em Cusco fizemos a visita de varios locais que permite acesso com o boleto turístico, mas o melhor passeio foi de bike pelo Vale Sagrado: vale muito a pena! Veja no vídeo que o percurso divide-se com 3 paradas e maior parte em descida. Agenda 10/09 Voo Floripa/Cusco (22h chegada) 11/09 Trem Poroy/ Agua Calientes (1 noite) 12/09 Entrada Machupicchu/Huyanapicchu + trem retorno Poroy/Cusco (4 noites). 13/09 Passeio turístico com guia a tarde. 14/09 Rota bike 30km com guia dia todo. 15/09 Passeio centro histórico Cusco (boleto turístico) + compras. 16/09 voo retorno Cusco/Floripa. Investimento: R$ 3.638,36 passagem ida/volta p/2 Latan www.latan.com (Floripa/Guarulhos/Lima/Cusco) R$ 410,00 Machuppichu + Huyanapicchu p/2 www.machupicchu.gob.pe (208,00 Soles por pessoa). R$ 1.200,00 Trem ida/volta Perurail p/2 www.perurail.com Saída Poroy para Águas Calientes - embarque Vistadome: ida USD 98,00/ volta USD 104,00 por pessoa. R$ 150,00 ônibus ida/volta Águas Calientes/ Machuppichu p/2. USD 12,00 o trecho = USD 24,00 ida/volta por pessoa. R$ 1,00 Banheiro machupicchu p/p na entrada parque (Soles 1,00). R$ 70,00 Hostel em Águas Calientes. Suíte privado (até 4 pessoas) com Wi-Fi. Sem café da manhã ( 1 noite). ----- R$ 290,00 Hostel em Cusco perto da praça das armas. Suíte privado (até 4 pessoas) negociei o café da manhã: Hostal Kaypacha (4 Noites) Booking. ----- R$ 260,00 boleto Turístico p/2. Uso por 10 dias e inclui 12 locais para visitação (130,00 Soles pago p/p). Negociei direto pelo Hostal Kaypacha. R$ 50,00 Passeio com transporte e guia turístico p/2. Passa pelos locais Catedral Central (R$ 25,00 paga p/p) + Qorinkancha (R$ 15,00 paga p/p) + Tipon + Saqsayhuamana. R$ 290,00 Passeio bike p/2 que inclui transporte de taxi + ônibus + almoço + guia. USD 45,00 por pessoa. Passa nos locais Morais e Minas de Sal (R$ 10,00 pago p/p). ###### Custo total +- R$ 7.800,00 / 3.900,00 p/p. Contendo passeios + alimentação (almoço e café) + equilíbrio de altitude (chá/folhas de coca R$ 20,00, balas de menta/coca R$20,00, remédio soroche pils R$ 85,00) + jantares (Hamburgeria El Furgo/ Republica Pisco/ Inkazteka).
  13. Pessoal, Primeiro agradeço pelo interresse ao relato, várias pessoas já leram e curtiram, espero que vocês gostem. Mas antes queria falar o link do Canal que eu tenho no YouTube, talvez alguns não tenham tempo para ler todo o relato, é extenso mas sei que tem tudo o que você precisa, realmente eu descrevi cada segundo vivido. Link do Canal: https://www.youtube.com/channel/UCCDz8V_icqC3Rxk6BAwRMFQ Se curtir deixa um like nos vídeos, se quiser, segue o canal, assim fica por dentro das novidades. Se precisarem, podem me acionar, quero ajudar, assim como muita gente me ajudou. Boa Trip e Partiu relato >> Machu Picchu faz parte do roteiro do meu mochilão, fiz esse post separado para organizar os assuntos, pois muitas pessoas se interessam somente sobre Machu Picchu. Quando buscamos uma viagem já pensamos em ir a uma agencia comparar valores. E vou te mostrar que sim, o pacote de Machu Picchu através de agências locais, como CVC e outras, é ABSURDOOOO de caro. Chegamos (eu e a Stéfani) em Cusco dia 03/04/2016, através da cidade de Arequipa, mas há diversas possibilidades de chegar a Cusco, indo de avião direto, de ônibus de diversas cidades, inclusive de Lima. Em Cusco ficamos hospedadas em um Hostel chamado Wild Rover, compartilhamos um quarto com mais 14 pessoas, isso nós custou 24 soles por pessoa, incluindo café da manhã, muita diversão e amizades, dentro desse hostel tem restaurante e de noite vira PUB, melhor comida e melhor preço. O Guilherme meu amigo chegou dia 04/04/2016. OBS: Geralmente quem vai a Machu Picchu ficam 2 dias em Cusco para se acostumar com o clima e a altitude. OBS1: Faça o passeio do Vale Sagrado antes de ir a Machu Picchu. Ficamos em Cusco por 3 dias, achamos a empresa American Expeditions, calle Quera nº 251 ou Portal do Comercio 129, 2º piso, indicação da Ana, que conhecemos no Hostel. Fechamos o passeio de Machu Picchu 3d e 2n, com 2 cafés da manhã, 1 almoço e 1 jantar, guia por 2h, by car, para o dia seguinte por 90 dólares, já pagamos os 12 dólares para subir de Águas Calientes até Machu Picchu, o passeio do Vale Sagrado + passagem para Puno partindo no sábado por 200 soles. No dia seguinte o tour nos buscou no Hostel, partimos as 8h sentido a Hidrelétrica, foram 6h de van, mexendo muito, muitas curvas, muitos precipícios, muita natureza e tudo lindo. Chegando na Hidrelétrica as 14h, fomos orientados onde seria o almoço, já subimos alguns morros hahahaha, tinham galinhas pelo caminho, chegamos ao almoço, já estava incluso, foi uma sopa e um prato principal com arroz e frango, até que era bem Gourmet \O/, já fomos andando pela linha do trem, haviam 9km pelo caminho, estávamos no 120km e Águas Calientes estava no 111km. Caminho da Hidrelétrica Conhecemos a Bruna (Carioca) e o Braulio (Uruguaio) na van e fomos todos juntos. Pelo caminho passamos por uma ponte, tínhamos a vista do Rio Chile ao lado, muito verde e insetos para fazer cia, use repelente, passamos por um túnel, morrendo de medo de vim o trem, pois não havia espaço para humanos, hahahaha #esmagadosnocaminhodemachupicchu, existe até uma placa, que não podemos passar por dentro do túnel, mas fiquei pensando, por onde vamos passar ? caminhando e caminhando, havia outro túnel, saindo do túnel eis que vemos a cidade e os olhos brilham, quem é ? Águas Calientes, amém _/\_ Chegamos em Águas Calientes as 17h30, foram 2h30 de caminhada sacrificante ora em cima das pedras ora em cima da madeira dos trilhos. O ponto de encontro com o guia aconteceu na Plaza das Armas (em todas as cidades do Peru existe essa Plaza), dali ele nos levou ao hostel, Golden House, ficamos em um quarto para 3 pessoas e a Bruna e o Braulio foram para outro Hostel. Na praça combinamos de nos encontrar todos para beber algo, a Bruna (Carioca) e o Braulio (Uruguaio), a Patricia (Mato-grossense) e 2 Mineiros que conhecemos no Hostel, mas começou a chover, não fomos e compramos pizza 40 soles com suco (a pizza é mais fina do que no Brasil). 07/04/2016 – Dia de conhecer a Cidade Perdida dos Incas: Acordamos as 7h, como íamos de van, estava tranquilo, pegamos a van as 7h30, já tínhamos o voucher pago, chegamos na Plaza das Armas / catraca de Machu Picchu as 7h50 onde encontramos o guia, entramos para Machu Picchu, ôooh energia boaa. Posso voltar lá com vocês ? hahahaha’ Ficamos com o guia por 2h, depois o tempo era livre, a galera que voltava a Hidroelétrica no mesmo dia estava na correria, pois tinham que descer de escada e andar as 2h30min e já pegar a van por mais 6h, ain só de pensar, eu não ia aguentar. Depois que o guia foi embora, ficamos livres para subir ao mirador, descer para tirar fotos com a lhama, sentar e comer tranquilo e tudo estava favorável, pela manhã havia neblina, mas logo foi embora, olha cansei de subir aquelas escadas, o Guilherme já estava impaciente com a nossa lerdeza. 11h não havia mais o que ver, descemos as escadarias, 1.400m, a Stéfani colocou a joelheira, eu fiquei com a minha fácil mas só coloquei no meio do caminho, força muito, há muita gente descendo e subindo, morrendo sem ar. E olha que Machu Picchu só fica a 2400 metros de altitude, na Cordilheira dos Andes – Bolívia já tínhamos pego 5.400m. Chegando a Águas Calientes, começou a chover e nunca chegava Chegamos no hostel 12:30 Fizemos miojo e ficamos no quarto até o dia seguinte as 10h30. Olha isso: O Hotel era uma bagunça, usamos a cozinha e nem podia, porque é Hotel neh. No café da manhã não tinha ninguém para nos servir, entramos na cozinha em pegamos a comida e o suco kk. Dai na hora do check-out estávamos mortos, como o horário do check-out era as 9h, imaginamos que podíamos ficar até a hora que quisesse, digo e feito, perguntamos lá pra moça e ficamos até as 10h30. Saímos de Aguas Calientes as 11h e chegamos na Hidrelétrica as 13h, mas esperamos até as 14h30. Já ia esquecendo, era dia 08/04, MEU ANIVERSÁAAAAARIO uhuuuuuuuuuuuuul, fiz 22 aninhos. Para o meu almoço maravilhoso, comemos granola e atum, aniversário daoraaaaaaaaaa, o que importa que que no dia anterior fui a Machu Picchu! Pegamos a van as 14h30, chegamos em Cusco para comemorar meu niver as, as, as, as, as ? 22h, sim a volta é mais demorada, vimos montanhas nevadas, lindas, chegamos no Wild Rover a reserva estava funhecada e não rolou, fomos ao hostel quase na frente, nossa que diferença de qualidade, 25 soles porem só tinha nós três no quarto. OBS: estava um Frio, um frioooo, que foi o pior frio que peguei no Peru, pior que isso só os -6 da Cordilheira dos Andes – Bolívia. Fomos ao mercado em frente, compramos pães e frios e fizemos lanches, nos banhamos e partiu Wild Rover bebemorar, encontramos a Bruna e o Braulio na van e marcamos com eles no Bar, dai já tinha a Ana Beatriz que estava no Hostel, imagine a bagunça *-* Vou colocar a foto do Guilherme e o Braulio em cima do balcão kk. 2h da madruga, partiu hostel dormir que amanhã é dia de Vale Sagrado. Sábado deixamos a mochila no deposito do hostel e fomos a Plaza de Armas, mas já encontramos a van no meio do caminho, 7:30 pegamos o caminho de Chinchero, Salinas, Ollataytambo e Pisac, o ruim de tudo que envolve dos incas, é que tudo é em cima da montanha, eu já não aguentava mais andar, estava parecendo uma véia pra subir e descer as escadas. Tem que comprar o bilhete de entrada para todas essas atrações do vale sagrado, custa 50 soles, para 4 atrações, já estava incluso no valor do tour. PISAC Quando vocês forem ao Vale Sagrado, é melhor ir antes de Machu Picchu. Dicas: levem comida e paguem os 12 dólares de subida de Águas Calientes até Machu Picchu. Esse foi o relato pessoal, se houver dúvidas, podem me contatar. Se interessar. tenho esse outro relato do mochilão completo post1181897.html#p1181897
  14. Sim e possivel alugar um carro em Cusco e chegar na hidroelectrica ponto mais proximo acessivel a macchu picchu. nao foi facil achar relatos ou informaçoes a respeito desta possibilidade, e olha que procurei em portugues, espanhol e ingles, mas mesmo assim decidi encarar a aventura que mesmo em cusco ouvi dos locais que seria impossivel, senti que todo mundo quer vender o pacote de bus ou van ate a hidroelectrica, e ate dificil achar carro para locaçao por aquelas bandas, pelo que recomendo reservar com antecedencia, mas vamos aos fatos. DIA 23 MAIO pegamos o carro um kia ceratto por 60 dolares a diaria e partimos rumo a pisac, apos passeio pela cidade continuamos o caminho dessa vez em direçao a Ollantaytambo, como estavamos atrasados e nao sabiamos ao certo o que nos esperava nem paramos aqui, ate aqui a estrada era boa, pista simples, bastante curvas, paisagens lindas. pra frente começa a piorar cada vez mais a estrada, coloque no google maps este trajeto e vcs verao como e a estrada, e muuuuuita curva, so cotovelo, montanhas cobertas de neve, acerraçao, enfim velocidade limitadissima, mas o pior mesmo esta por vir, de santa maria, passando por santa teresa, ate a hidro e uma loucura, estrada de chao bordeando precipicios altissimos e em muitos trechos com pista pra um veiculo apenas, sendo que tem que tocar buzina nas curvas e torcer pra nao vir ninguem de frente pois ter que dar re naquelas condiçoes exige experiencia e sangue frio no volante, quedas de agua passando pela estrada com grande força, pontes precarias que parecem ser da epoca dos incas!, enfim adrenalina a mil. apos muitas paradas para fotos e videos chegamos na hidro as 18;30, ja noite! mas vivos hehe, e o desafio continuava, deixamos o carro bem na frente da guarita da hidro e ofereci uns soles pro guarda para cuidar do nosso carro que estava com as malas dentro, esqueci de falar mas estavamos em 3 amigos, preparamos as mochilas e partiu fazer trilha a noite. celular na mao e lanterna que compramos na hora mesmo 12 soles, no começo da trilha tem varias bancas vendendo agua, frutas, cervejas, chocolates, enfim tudo o necessario porem muito caro, compramos o minimo necessario, se informamos se seria possivel realizala de noite e ante a afirmativa dos locais mesmo com muitas duvidas e inseguranças não tínhamos escolha a não ser partir, pois tínhamos ingressos para huayna picchu as 7 da manha. O começo da trilha é seguindo a linha do trem ate o final, algo como 10 minutos de caminhada e a partir de ai, a pior parte, mais 10 ou 20 minutos via trilha dentro da mata em busca do outro trilho de trem, finalmente saímos do mato e encontramos o trilho o qual seguiríamos pelas próximas 2 horas. as lanternas foram indispensaveis na jornada mesmo contando com lua cheia, pois são varias pontes onde tem que passar pelos trilhos. finalmente avistamos as luzes da cidade e a felicidade foi grande, chegando la fomos abordados por uma moça que nos ofereceu quarto privativo por 25 soles por cbç, hotel inka wasi, barato e com cama confortavel e chuveiro bom, sem cafe. Foram 2 hrs e 20 minutos de caminhada rápida e constante, em terreno praticamente plano, tendo um leve ganho de altitude. acordamos ás 6 hrs e decidimos economizar nos 12 dólares cobrados por trecho para subir de águas a macchu via bus e encaramos a subida a pé, via escadarias, pesado, foram em ritmo bem acelerado 45 minutos de subida íngreme, esqueci de falar que já as 6:00 da manha, horário que partimos a fila para pegar o ônibus já era quilométrica, porem andava rápido pois sai ônibus de 5 em 5 minutos. Entramos em macchu e atravessamos as ruínas ate a entrada ao setor exclusivo para quem tem o ingresso a huayna, lembrando que os horários são restritos e não são toleradas entradas fora dos horários adquiridos. Levamos 1 hora para atingir o topo, e preciso ter em conta que praticamos esportes e estamos acostumados a fazer trilhas, a subida e cansativa e realmente não e para qualquer um, e necessário bastante força de vontade para não desistir no caminho, vi varias pessoas que infelizmente iam ficando pelo caminho, assim como vi cenas incríveis de pais carregando crianças de colo e chegando la, são 1300 metros de subida. O cume e a gloria, lembrei de todo o esforço que realizamos para estar la naquele momento e foi muito emocionante, tiramos muitas fotos, mas sinceramente as melhores são do outro lado, da porta do sol em macchu. Para quem quer subir o huayna deve saber que o ingresso deve ser comprado com antecedência minima de 90 dias. Curtimos a energia e a vista do topo e por recomendação de um monitor do parque decidimos aumentar o trajeto (ou sofrimento) por mais 2 horas de caminhada ate a gran caverna, que furada! 2 horas sacrificantes por uma merda de uma caverna, ok na real a caverna deve ser massa, mas por segurança ela foi fechada e só da pra ver a entrada, tipo nada a ver, não façam essa bobagem, só pensava naquele sacana que disse valer muito a pena ir na caverna, realmente a trilha e muito visual, com trechos que tem que usar cabos e escadas de troncos que faziam as pernas tremer de costas ao abismo, mas no conjunto da obra foi exagero, ainda tínhamos todo macchu para recorrer. Descendo a macchu se dirigimos a entrada novamente e combinamos com um guia em espanhol que estava juntando um grupo, 20 soles por pessoa, um tour de 2 horas explicando a cidade e como era a vida daquele povo. Apos isto se separamos para curtirmos bem a vontade as ruínas, ate umas 15 horas pos pic nic com frutas e bebida que levamos pois la e absurdo de caro, e um descanso com aquela vista maravilhosa e tradicional desde a porta do sol o melhor lugar para o retrato famoso. Outra coisa e não esquecer de carimbar o passaporte com o selo de macchu picchu, ao lado do guarda roupa, logo na entrada do parque. Apesar do cansaço acumulado (1 hora de aguas a macchu, 4 hrs circuito huayna, caverna,macchu, 2 hrs guia macchu, total 7 hrs) resolvemos economizar mais 12 dólares e descemos a pé, bem mais fácil que a subida, por isso se quiser economizar na descida e comprar a subida pode ser uma boa. Foram mais 50 minutos de descida e mais 20 ate aguas caliente. Nesse dia só deu mais pra jantar e dormir cedo, doendo o corpo inteiro, mas com a alma regozijada. No outro dia acordamos as 7 da manha e partimos a pé rumo á hidro desta vez de dia apreciando o belo caminho que tinha passado desapercebido na vinda a noite. e que caminho, sempre costeando o rio e com huayna e macchu o tempo todo a nossa esquerda. foram 2:30 de caminhada e muitas fotos ate a hidro, carro intato, almoçamos e tomamos umas cervas num restaurante onde tinha um grupo grande de gringos comendo, 12 soles, entrada, principal e sobremesa, depois disso pé na estrada para mais 6 horas e mais muitas fotos e videos maravilhosos pelo caminho, janta e passeio em ollanta e devolução do carro para no outro dia voltar para casa ja cedo. Em cusco ficamos no pariwana hostel o qual recomendo, top, quarto para 10 pessoas 42 soles com cafe, excelente localização a 2 quadras da praça de armas e camas e chuveiros excelentes, enfim e possível sim, e barato tbm, foram 3 diarias de 60 dólares, mais 115 soles de gasolina. E isso, ta ae mais um jeito de explorar essa joia do nosso continente, qq dúvida tentarei ajudar, vlw!
  15. Boa tarde a todos. Alguém poderia me informar onde posso comprar os tickets para a entra em Machu Picchu antecipadamente. Vou viajar em 3/abril 2018. Obrigadoستنصخق
  16. mix

    Machu Picchu

    ALGUÉM TERIA ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE UM FENÔMENO NATURAL (NÃO SEI O NOME) QUE ACONTECE TODO ANO EM MACHU PICHU? EM QUE MÊS ACONTECE? SE SOUBEREM O DIA EXATO, MELHOR AINDA.
  17. Olá, mochileiros e mochileiras! A pedido de minha amiga, priscila dos santos, e também com a intenção de contribuir para quem tem vontade de ir ao peru, vou relatar a viagem que fiz do dia 18 de maio de 2017 até 28 de maio de 2017 a esse país maravilhoso, peru! Bom, primeiramente fiz uma pesquisa pela internet em diversos site, inclusive mochileiros.Com, obviamente, para encontrar atrações, preços de passagens, hospedagem, transportes no peru e como estaria o clima, pois isso já influencia nas roupas que vão na sua mochila. Após decidir o meu roteiro, que foi lima, huaraz, cusco e machu picchu, comecei a fazer as reservas das passagens e hospedagens. Ok, vou primeiro mostrar como foram gastos os r$3.000,00. Utilizei o site skyscanner para buscar as passagens aéreas mais baratas, e encontrei na empresa avianca. 04 (quatro) voos, são paulo-lima, lima-cusco, cusco-lima e lima-são paulo= r$1.345,00. Depois comprei as passagens de ônibus com destino a belíssima cidade de huaraz, ida e volta r$ 86,00, comprei pelo site do gran terminal terrestre plaza norte. Nessa cidade fiz um trekking a laguna 69, saindo um valor de r$ 45,00 já com a entrada no parque. Comprei o ingresso para a entrada a machu picchu com a subida à montanha waynapicchu, aquela montanha que aparece nas fotos clássicas de macchu pichu, por r$ 276,00, no site ingressomachupicchu.Com. Para ir a águas calientes, cidade onde fica machu picchu, fui de trem da empresa inca rail saindo da cidade de ollantaytambo, por r$206,00, somente a ida, pois a volta paguei apenas r$30,00 saindo da hidrelétrica e ficando em cusco. Fiz um tour saindo as 07:00 de cusco para conhecer um povoado em chinchero, posterior as salinas de maras e após moray, parando para almoçar em urubamba e após prosseguindo para o sítio arqueológico de ollantaytambo. Fiquei nessa cidade para ir de trem a águas calientes, o tour retornou para cusco, sendo que iriam passar em outro lugar chamado pisac. Esse passeio custou-me r$165,00, com um mega almoço incluso. Ahh pessoal, tenho como hobby corrida de rua, então corri a meia maratona em lima, paguei r$ 92,00. Como vocês viram, o valor está em r$2.245,00, os r$755,00 foi gasto com hospedagem em hostel, em média r$30,00 a diária com café da manhã excelente incluso, alimentação, que é super barata, pode comer bem por r$ 5,00, r$10,00, r$15,00 ou r$40,00, vai da sua preferência e visitas a museus que você se depara nas cidades. Muito bem, pessoal, agora um pouco da minha aventura. Saí de são paulo no dia 18 às 05:00 am, cheguei em lima às 08:00 am (lá é outro fuso horário são duas horas a menos). Peguei um táxi fora do aeroporto e paguei r$ 30,00 até o terminal plaza norte após uma pechincha, dentro do aeroporto era r$60,00. No peru os táxis não têm taxímetro, então você tem que negociar o preço antes, e se você pechinchar terá belos descontos, em tudo que for comprar. Chegando no terminal rodoviário plaza norte, almocei no mercado central, comi arroz com mariscos e ceviche, por r$ 5,00. Às 14:00 embarquei com destino a huaraz no ônibus da empresa oltursa, que até serviço de bordo tem, chegando ao destino final às 21:00. Aqui no brasil combinei o trekking à laguna 69 com o scheler (esse é o zap contato de +51 943 397 706), ao sair do ônibus lá estava ele com uma plaquinha com o meu nome, achei sensacional rsrs. Fomos para o hostel casa blanca e lá já paguei o trekking para ele e no outro dia ás 05:20 am na porta do hostel como combinado lá estava o ônibus que iria me levar ao início do trekking, que eu fiz na companhia da débora, uma brasileira de minas gerais que conheci logo no início da caminhada. Fizemos o percurso no total de 02h45m, paramos para tirar diversas fotos, mas algumas paradas para fotos era estratégia para descansar kkkkk, a altitude para quem não tá acostumado e complicado, mas chegando a laguna você esquece de todo sofrimento, o lugar é incrivelmente lindo, a cor da água é surpreendente e a neve na parte de cima deixa a visão mais encantadora. Façam o trekking laguna 69, não irão se arrepender. Retornei para o hostel às 19:00 pm, tomei um banho caliente, comi alguma coisa e fui para a rodoviária. Às 22:00 pm estava retornando para lima. Cheguei em lima no sábado às 06:00 am, paguei r$10,00 no táxi para me deixar no hostel, onde conheci mais um brasileiro e um chileno, que também iriam correr a maratona de lima, e um colombiano que esta na cidade a trabalho. Logo fizemos amizade, fomos juntos a pé até o parque das águas buscar o meu kit da corrida, de lá fomos de ônibus coletivo visitar o museo arqueológico de pachacamac, r$ 19,00 a entrada. Almoçamos lá mesmo e retornamos ao hostel às 19:00 pm. No retorno passamos no mercado para comprar uns ingredientes para o alan (colombiano), fazer uma bela macarronada (energia para a corrida do dia seguinte kkkk). Após jantarmos fomos descansar, pois iríamos acordar cedo para a corrida. Às 06:00 am já estávamos de pé se preparando para irmos a correr, no café da manhã já se juntaram a nós outros atletas, um uruguaio, um polonês e outro chileno. Fomos todos juntos até o local da corrida. O oscar (chile), correu 10km, eu(brasil rsrs), corri 21km e o adilson(brasil) correu 42km, quando nós três concluímos nosso percurso retornamos juntos ao hostel, acordar o alan que havia ficado dormindo rsrs. Depois de todos terem tomado banho, fomos almoçar em um restaurante ali perto do hostel, em san isidro, após almoçarmos retornamos para dá uma descansada da corrida. Às 17:00 pm estávamos com as "Baterias recarregadas" e fomo visitar uma pirâmide ali em san isidro, a pirâmide huala hallamarca, porém só conseguimos vê-la por fora da grade, pois já estava fechada a entrada. No retorno ao hostel, outra passada no mercado para o chef alan pegar alguns ingredientes para a nossa janta, dessa vez foram deliciosas " tortillas", acompanhadas de suco de laranja e a tradicional bebida peruana pisco sour. No dia seguinte nos separamos, o adilson voltou para o brasil, o oscar para o chile e o alan continuo em lima, pois ainda tinha trabalho lá, e eu fui para cusco, mais antes de embarcar (meu voo era às 15:00pm), fui conhecer a plaza de armas de lima, a catedral lindíssima, com suas passagens subterrâneas e as lojinhas. Cheguei em cusco às 17:30pm, paguei r$15,00 no táxi até o hostel inka wild, diária por r$18,00, muito aconchegante e café da manhã delicioso. Aproveitei para fazer um câmbio (em cusco é o melhor lugar para fazer câmbio, em lima paguei 0,94, águas calientes 0,90 e cusco 0,96), e fechar o tour chinchero-salinas-moray-ollantaytambo. No dia seguinte às 07:00am a van foi ao hostel me buscar para iniciar o passeio. Esses lugares citados são fantásticos, o guia sempre muito alegre nos dando uma aula de história, os cenários são incríveis. Chegamos em ollantaytambo ás 15:00pm e após visitarmos o sítio arqueológico de ollantaytambo, fiquei por essa cidade mesmo, pois no dia seguinte iria a partir dali para águas calientes. Assim eu fiz, às 11:30am embarquei no trem com destino a àguas calientes, chegando lá por volta das 13:00pm. Saí para almoçar uma deliciosa alpaca grelhada e depois conhecer a fantástica cidade, e como o nome já diz, águas calientes, fui conhecer essas águas termais, a entrada é r$21,00 e tem umas cinco piscinas com águas quentes, ótimas para relaxar. Retornei para o hostel e ao entrar no quarto compartilhado conheci o jasper, da bélgica, que iria também no dia seguinte a machu picchu, da maneira como eu iria, a pé, porém tem a opção de ônibus também, ida e volta r$85,00. Combinamos irmos juntos então, e no dia seguinte ás 07:00 lá estava a gente subindo os inúmeros degraus que dá acesso a cidade perdida, total desde a saída do hostel foi 01h30m de caminhada, mas conseguimos kkkk. Já em machu picchu combinamos um horário para nos encontrar de novo, pois cada um iria subir uma montanha diferente, eu waynapicchu e o jasper la montaña. A montanha waynapicchu eu subi em 40 minutos, o caminho é perigoso e cansativo também, mas tendo cuidado consegue realizar a subida e descida tranquilo. O visual lá de cima da montanha é fantástico, a cidade machu picchu fica minúscula, eu super recomendo essa subida a waynapicchu. De volta a cidade perdida reencontrei o jasper no lugar e horário combinado e terminamos de conhecer as ruínas de machu picchu. Na saída do parque tem um lugar para você carimbar o seu passaporte, então o leve para ter mais essa recordação. Retornamos a águas calientes, a pé, agora foi mais fácil porque era só descida. Já na cidade, fomos almoçar e como bebida para acompanhar pedimos uma cerveja da marca cusqueña, uma delícia! Retornamos exaustos para o hostel. Tomei um banho e fui dormir, porque no dia seguinte iríamos até a hidrelétrica a pé pelos trilhos do trem, para irmos a cusco de van. Então, no dia 26 de maio, eu o jasper às 10:00am fomos em direção a hidrelétrica, o caminho é super tranquilo, não há subida, você se depara com um monte de turista indo, a pé, para águas calientes, e encontra outros também indo para a hidrelétrica. O tempo aproximado para chegar a hidrelétrica são 02 horas caminhando tranquilamente, parando para tirar umas fotos. Chegando lá, você se depara com centenas de vans com destino a cusco, elas saem geralmente ás 14h:15m. O jasper já havia reservado a van dele para às 14h15m, porém eu comprei lá na hora e essa iria sair às 13h30m, o preço inicial era r$35,00, mas como eu falei que no peru você tem que pechinchar, saiu por r$30,00. A viagem é um pouco cansativa, um total de 06 horas de viagem até a plaza san francisco, em cusco. Cheguei por volta das 20:00pm, fui comer porque estava com muita fome, então fui num restaurante e pedi um grelhado de frango com arroz, batata frita, buffet de salada a vontade e suco de chicha, por apenas r$18,00. Retornei para o hostel, tomei um banho e fui dormir. No outro dia, acordei as 08:00, me deliciei com o café da manhã do hostel, e fui dar um giro pelo centro de cusco, almocei no mesmo restaurante da noite anterior e após almoçar retornei para o hostel para buscar minha bagagem para ir ao aeroporto, estava terminando minha estadia no peru (buáááá). Na frente do hostel dei com a mão para um dos infinitos táxi de cusco e perguntei quanto custava até o aeroporto, resposta: r$8,00. Embarquei para lima às 17:00 cheguei às 18:30 e embarquei para são paulo às 22:00, chegando em no aeroporto de guarulhos às 04:00am do dia 28 de maio, É isso aí, pessoal, espero que tenham gostado do meu relato, caso quiserem mais esclarecimentos ou tiverem alguma dúvida, podem perguntar! Abraço, fiquem com deus!!!
  18. Bem, essa é minha terceira viagem pra fora do Brasil ( em 2014 fui pra Argentina e Uruguai)... Vou tentar ser bem sucinto no meu relato e passar o máximo de informações possíveis... *só pra constar eu moro em Porto Velho - RO peguei um Voo daqui a Rio Branco (45 min. / comprei com milhas). Minha viagem começou no dia 09/02 peguei um Ônibus de Rio Branco a Brasileia (R$ 42,00) no fim da tarde, pois queria ir a Cobija-Bolívia a noite (foi bem legal)... Acordei cedinho no dia 10/02 e peguei o Bus de Brasiléia a Assis Brasil (R$ 17,00) esse trecho está horrível, há partes em que não tem como escapar dos buracos. Cheguei em Assis Brasil por volta das 10h, fui direto na PF dar saída do país e já atravessei a fronteira a pé (tem os carrinhos peruanos que atravessam, o valor fica uns 4 soles) Atravessando a fronteira (ponte) já tem umas "Vans" que ficam na praça esperando os turistas o valor varia de 30 a 35 soles (pode pegar tranquilo), de lá elas partem pra Puerto Maldonado... Obs.: não esqueça de dar entrada no Peru (A Van para pra você fazer isso)... aproveite e troque dinheiro nas vendinhas do lado ou mesmo na praça, o valor lá foi o maior que eu encontrei durante toda a viagem (S 0,92 = R$ 1,00) De Iñapari (fronteira) a Puerto Maldonado (30 soles) são umas 4h... Ah! se prepare pq eu contei e são 64 lombadas, além dos 2 pedágios... Chegando em Puerto Maldonado fui dar uma volta, fiz um lanche, comprei as folhas de coca e o remédio pro mal da altitude, depois fui pra Rodoviária comprar a passagem e aguardar... Todos os ônibus saem das 15h em diante, exceto um que sai de manhã. Peguei o ônibus das 20h de Puerto a Cusco (50 soles básico / de 70 a 90 cama), são cerca de 10h de viagem então deu pra ir dormindo já economizei uma diária e cheguei as 6h em Cusco, nesse dia tava um pouco frio, acho que uns 10 graus... Ah! quando o Ônibus chegou perto dos 4000 de altitude eu acordei com falta de ar e muita dor de cabeça... mas depois passou Um resumo da estadia em Cusco: A cidade é linda... incrível... Fiquei num Hostel chamado Puriwasi, muito bem localizado, preço muito em conta (café normal) e com um pessoal super gente boa!!! Dá pra fazer tudoooo a pé na cidade. Se você for ficar muitos dias ou se pretende fazer todos os passeios compre o boleto turístico, ele saiu por 140 soles... só a entrada em um dos passeios era 70 soles... Existe um passeio que não está incluso no boleto e que eu aconselho a fazer independente de sua religião (ou de você não ter)... LA CATEDRAL é um lugar magnífico, lindo, indescritível... infelizmente não se pode fazer fotos lá... mas digo uma coisa se você for a Cusco e não adentrar La Catedral você não conheceu a cidade direito. Quanto a Machu Picchu: Como minha estadia era curta comprei logo o pacote fechado (Ônibus - Trem - Ticket) saiu por 850 soles, mas dá pra comprar mais barato, ou comprar separado (mais barato ainda), ou comprar o passeio de ônibus e van, ou ainda fazer as trilhas... Se a viagem de Trem compensa? depende, pois é a parte mais cara de todo o passeio a Machu Picchu... A viagem é realmente muito bonita quanto a isso não há o que discutir... Sobre Machu Picch... não tem nem como descrever aquilo, quando vi eu simplesmente me sentei e esperei a respiração voltar porque é de tirar o fôlego... é muita história, muita sabedoria, muitas indagações, os caras foram incríveis... eu pretendo voltar porque não consegui escalar Huayna (Wayna) Picchu... Bendito é o fruto... rsrsrs Esse foi um resumão da viagem, bem resumido mesmo... os preços são bem parecidos com os praticados aqui na minha cidade (Porto Velho) então não achei nada tão caro... Dancei Salsa e Bachata, experimentei comidas diferentes, fiz muitas amizades, andei bastante, conheci muitos lugares, etc... Dicas: 1 - Se for a Machu Picchu de trem compre as passagens econômicas (PERURAIN), pois é um pouquinho mais apertada, mas muito melhor, o Trem executivo é horrível (pelo menos na minha opinião) balança demais, é confortável, mas balança demais; 2 - Não esqueça o protetor solar quando for a Machu Picchu... não pode entrar com comida nem bebida, exceto água; 3 - Pergunte e negocie sempre; 4 - Dê um intervalo entre os passeios do boleto turísticos, pois é muita coisa; 5 - Tome chá da coca é fantástico, depois que eu tomei não senti mais nada durante toda a viagem; 6 - Faça as coisas, se possível, a pé!!! você conhece a cidade melhor; 7 - Cusco não se resume a "ir à Machu Picchu", é patrimônio universal da humanidade... então explore a cidade; Ah! a volta foi: Cusco x Puerto Maldonado das 20:00 as 06:00 Puerto Maldonado x Assis Brasil das 08:00 as 11:00 Assis Brasil x Brasiléia das 11:00 as 13:00 Brasiléia x Rio Branco das 14:30 as 18:00 Em menos de 24 horas Só pra deixar claro, é possível ir de Rio Branco a Cusco de Ônibus todos os dias e vice-versa... Ônibus direto de RB a Cusco só 2 vezes na semana (uma delas na sexta) pela empresa ORMEÑO que tem um guiche na rodoviaria de RB, compras só no guiche da empresa. Se tiver alguma dúvida ou quiser saber alguma coisa é só deixar mensagem no facebook, "ivanilson ps", que assim que puder eu respondo. Dia 15 de julho estou indo Peru (novamente) só que agora de carro \o/ Lima e depois volto parando em outras cidades até chegar a Cusco ( de 15 a 30 de julho) *voltei novamente ao Peru... dessa vez fui para as bandas de Lima e Arequipa (na volta passei em Cusco). Segue as informações atualizadas de julho: Ônibus direto da empresa Ormeño 1 - Rio Branco a Lima = R$ 332,00 a Cusco = R$ 222,00 a Puerto Maldonado = R$ 177,00 *saída: sábados 06:00 2 - Porto Velho a Lima = R$ 450,00 a Cusco = 335,00 *saída: sexta-feira 21h00 Obs.: O ônibus não demora muito em nenhuma das duas cidades e é bom ir pelo menos um dia antes comprar a passagem. Passagem de Rio Branco a Assis ônibus direto R$ 54,00 saída as 06:00 (o ônibus vai lotadooo)
  19. Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  20. willgittens

    Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  21. Maria do Socorro Farias Fe

    Que calçado usar pra fazer a trilha Inca?

    Vou fazer a trilha inca em maio deste ano, 4 dias e 3 noites, que calçado usar, tênis ou bota, precisam ser impermeáveis, posso ir com um calçado leve?
  22. Escolhi o mês de setembro para ir para o Peru, pois havia lido que o período de chuvas vai de outubro a abril e chuva sempre atrapalha qualquer viagem. Na chegada no aeroporto de Lima, a primeira coisa que procurei foi um chip de celular para uso durante o período no país (2 semanas), mas, como eu havia lido antes, a lojinha da Claro do aeroporto não vende mais. O segundo passo no aeroporto foi trocar uns dólares por soles. Como a cotação é um pouco maior que as casas de câmbio, troquei inicialmente 100 dólares para os gastos mais imediatos. Por fim, para sair do aeroporto, era hora de ver o táxi. Muitos taxistas oferecendo o transporte por preços altos e em dólares, mas segui a recomendação de pegar o Taxi Green, que tem preços mais baixos, carros em bom estado e o pagamento é feito no balcão da empresa no próprio aeroporto. Pagamos 50 soles para Miraflores. Fui com amigos e nos hospedamos durante 5 dias em um apartamento pelo Airbnb bem próximo ao mar. Mas não pense que a praia tem a configuração que estamos acostumados no Brasil. Para conseguir chegar lá, é preciso transpor a região dos barrancos, descendo uma certa quantidade de escadas e passando por passarela sobre a rua que fica à beira mar, um tanto cansativo. E não espere encontrar uma praia com areia. Mas como a época em que fomos estava bem frio, a praia, que já não era convidativa, não parecia assim uma boa ideia. Para o primeiro dia na cidade, acabamos explorando a região próxima ao apartamento, já que já era perto da hora do almoço. Após deixar malas e resgatar a dignidade depois de uma noite passada em conexões de aeroportos, almoçamos uma comida deliciosa (lomo saltado) e com ótimo preço em um restaurante do lado do Parque Kennedy. E aproveitando o comércio ao redor, procurei uma loja da Claro para a compra do chip e do pacote de internet, já que os quiosques dentro dos shoppings e mercados também não vendiam. Não foi difícil encontrar a tal “oficina”, que é uma loja maior da operadora com muitos balcões de atendimento. Gastei 5 soles no chip e 20 soles em um pacote de 1GB de internet. Aproveitando o comércio intenso, descobrimos uma casa de câmbio também para trocar uma quantidade maior de dólares com preço mais vantajoso do que no aeroporto. É interessante também pedir notas de menor valor para facilitar na hora de pagar o Uber, por exemplo. Aliás o Uber foi o nosso meio de transporte durante todo o período em Lima. É uma cidade com trânsito intenso e grande quantidade de táxi em péssimo estado de conservação, daí garantir certo conforto no Uber e com o preço já conhecido de antemão é bem prático. Lima é uma cidade sempre cinza que raramente tem chuva ou sol. Mesmo assim, é indicado usar protetor solar porque a camada de ozônio que está sobre a cidade tem um grande buraco, deixando passar os raios mais nocivos à saúde. Mesmo com o frio que fez no meu período de viagem, esse cuidado é altamente recomendado. As páginas cupofthings.com e sundaycooks.com foram as que mais gostei de explorar e que indico para pesquisar sobre Lima. Há muitas dicas valiosas que usei e que poderão ser também úteis a outros viajantes. Dia 1 – Centro histórico de Lima Pegamos o Uber e paramos inicialmente na Plaza de Armas, uma grande praça no centro em torno da qual estão alguns dos lugares que visitamos no dia. A Plaza de Armas era um lugar já povoado antes da chegada dos espanhóis. Foi refundado em 1535 pelo conquistador Francisco Pizarro. No passado foi usado para touradas e execuções. Foi também onde aconteceu a proclamação de Independência do Peru. A Catedral de Lima está de frente para a Plaza de Armas. Sua construção iniciou em 1535 e sofreu com muitos terremotos. Sua arquitetura se inspirou na Catedral de Sevilha. Outro ponto também situado ali é o Palácio Arquiepiscopado. Bem ao lado da Catedral, tem fachadas com dois grandes balcões bem conservados apesar do tempo. Desde 1535 foi o local que Pizarro escolheu para acolher o clero. De frente para a praça, o Palácio do Governo, com soldados em guarda na sua frente, é a sede do governo peruano. Para sua visitação, é necessário agendar com 48 horas de antecedência. Andando alguns quarteirões, chegamos ao Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642, sua grande atração são as catacumbas, onde muitos moradores foram enterrados para estar mais perto de Deus. Essa função foi desativada em 1810. Mais adiante, o Parque da Muralha é um lugar agradável para um rápido passeio durante o dia. Mas não senti muita segurança em afastar um pouco além do parque, ainda mais que já é possível avistar favelas ao longe. Em alguns pontos embaixo da estrutura do parque, é possível ver os muros construídos pelos espanhóis para proteger a cidade de ataques piratas ou invasões inimigas. Enquanto era colônia espanhola, a cidade era toda cercada pela muralha, por isso até hoje o nome do distrito é Cercado de Lima. Perto dali está o Convento de Santo Domingo, fundado em 1535 e reconstruído pela última vez em 1746, seu interior possui grande acervo de arte sacra. Finalmente, andando um pouco mais, chegamos na Plaza San Martín. No centro da praça está a imponente estátua do libertador San Martín montado em seu alazão. Ao redor da praça, estão o Teatro Colón e o Grand Hotel Bolivar, famoso como o melhor pisco da cidade. Dia 2 Pegamos o Uber para a Huaca Pucllana. A Huaca é um sítio arqueológico dentro da cidade, entre San Isidro e Miraflores. É uma construção em tijolos de barro, constituída de uma parte térrea e uma pirâmide reservada aos rituais sagrados. A disposição dos tijolos em pé e com pequenas brechas entre eles para suportar tremores de terra já mostra os avançados conhecimentos de arquitetura dos povos pré-incas séculos atrás. A pirâmide possui sete níveis, mas eles foram construídos em diferentes momentos da história e por diferentes culturas. Logo em seguida, fomos ao Mate, que é o museu privado de Mario Testino. A visita é curta por ser um lugar pequeno, mas faz a gente experimentar entrar numa revista de moda. São fotos enormes de personalidades nas paredes, inclusive com uma ala dedicada a Lady Di. Há também uma ala que causa impacto visual com fotos super coloridas de trajes típicos andinos que faz valer a pena a visita ao pequeno museu. Em seguida, perto da hora do almoço, chegamos ao Shopping Larcomar. Ao chegar ao shopping, achei estranho não o avistar da calçada. Isso porque ele fica uns níveis abaixo da rua, bem na encosta com uma bela vista para o mar. Seguindo a dica das meninas do site Cup of Things, anotei alguns restaurantes com bons preços para experimentar na cidade. Um deles, o T’anta, tem endereço no Larcomar e foi super aprovado, além do que almoçar com vista para o mar sempre vale a pena. Após, conhecemos o Mercado de Surquillo. Além dos artigos habituais de um mercado municipal, o Surquillo tem muitos produtos, como frutas, temperos e especiarias regionais, que são muito diferentes para nós. Apesar disso, o lugar não me cativou. Fica numa região bem feia da cidade e não tem muito ar de lugar seguro, com uma confusão enorme de veículos e entulho ocupando o mesmo lugar do lado de fora, que não agrada o turista. Finalmente, atravessando a ponte próxima do mercado, fica a Av. Petit Thouars, com vários mercados de artesanato, que é um paraíso para a turistada, com muitos itens para comprinhas. Dia 3 O dia começou com o Museu Larco. O Larco é um museu privado instalado em um palácio do século 18. Sua fachada e jardins são os pontos altos da visita. Bem arborizado e com flores que dão muita cor na parte de fora, há ainda esteiras disponíveis para os visitantes desfrutarem de um lugar tão belo. Em uma sala apartada do museu, uma parte do acervo que chama atenção é a galeria de cerâmica erótica. E completando um ambiente tão agradável, existe um café-restaurante com preços bem acessíveis e comida deliciosa (características que se tornaram de praxe na cidade). A maioria das mesas já estava reservada, mas como ainda não era meio-dia, conseguimos uma das poucas mesas disponíveis. Na parte da tarde, o Parque de La Reserva foi a escolha. O parque tem um conjunto de bonitas fontes de água no “Circuito Mágico del Agua” que dançam e se iluminam. É bom verificar o horário de abertura do parque, que acontece no meio da tarde. Há também um show holográfico à noite, mas acabamos não vendo porque chegamos cedo e a espera seria longa, além do frio que fazia. Dia 4 Pegamos o Uber para Parque Bosque El Olivar. O bosque das oliveiras é um lugar bucólico e agradável que fica no charmoso bairro de San Isidro. As árvores bem cuidadas e o laguinho com crianças brincando ao redor faz do lugar um ambiente bem gostoso de visitar. A vizinhança é também muito bonitinha, com casas mais arrumadas e lojinhas bem frequentadas. Como as distâncias ficam próximas, nesse dia exploramos tudo a pé. Como nessas proximidades fica o Restaurante Barra Chalaca (sugestão das meninas do Cup of Things), foi o dia de experimentar mais recomendação. É um lugar bem pequeno, com mesas do lado de fora, com uma comida deliciosa como sempre. São poucas mesas, mas chegamos cerca de meio-dia, então não tivemos problema de espera. Mas a fila se formou pouco depois e foi só crescendo. Andando um pouco mais por San Isidro na direção do mar/Miraflores, outra surpresa recomendada pelo Cup of Things, mas que acabamos chegando por acaso foi a sorveteria artesanal Amorelado. A loja é bem pequena, mas com decoração retrô que é um charme. E os sorvetes são produção própria e bem indicados. Terminamos o passeio pelo Malecón, a região bem cuidada que fica ao longo das falésias, formada por uma sequência de vários parques. É fácil encontrar muitas pessoas fazendo uso das suas estruturas, com quadras de esporte, pista de skate, bares, restaurantes, um passeio com bastante movimento e vista para o mar do Pacífico. O Parque del Amor é um desses lugares no Malecón, com paredes de mosaico ao estilo de Gaudí em uma área bonita e bem frequentada. A descida até a praia não é tão fácil, mas em algum ponto tem um caminho íngreme com escadas que cansam um pouco. Cusco No aeroporto de Cusco, fui saber o valor do transporte no guichê de táxi oficial e me assustei, porque além de bem caro, era cobrado em dólares. Como do lado de fora havia alguns taxistas oferecendo o serviço, pedi para o motorista me mostrar o carro dele para avaliar o tamanho e estado, e negociei por 15 soles o valor até próximo à Plaza de Armas. Como é indicado fazer a aclimatação por causa da altitude, deixamos o dia livre para apenas fazer o reconhecimento da cidade sem pressa. A melhor localização é próximo à Plaza de Armas, prestando atenção que tem lugares que estão em níveis mais altos, com acesso por ruas com escadas, que podem incomodar o viajante que leva uma mala, ou cansar mais rápido por causa da altitude, ou outro inconveniente. Uma ideia para saber os níveis das ruas pode ser se posicionando no mapa na Plaza de Armas, ficando de frente para a Catedral de Cusco. À frente é subida, atrás é descida e nas laterais é plano. Para os passeios, ao chegar ao hotel em Cusco, já fui abordado por uma agência de viagem, que me mostrou o catálogo dos passeios. Como eu tinha já anotado antecipadamente os que eram de meu interesse, bastou escolher os que eles disponibilizavam. Assim, já deixei tudo pago e agendado, preenchendo os meus dias que ficaria em Cusco. Deixei também pago o boleto turístico e, mais tarde no mesmo dia, a agência já deixou ele na recepção do hotel. Esse boleto contém a maioria das entradas nos passeios de Cusco. Para prevenir do mal da altitude, no hotel em que fiquei, havia na recepção uma garrafa com água quente e folhas de coca secas para fazer infusão e tomar o chá. Como é estimulante, o indicado é só tomar o chá durante o dia. Para o preparo da infusão, 3 ou 4 folhas são suficientes. O gosto é de qualquer outro chá, nada demais. Não sei se eu passaria mal sem ele, mas eu prefiri não arriscar, com risco de estragar o passeio. A página andarilhosdomundo.com.br foi onde peguei muitas informações sobre os passeios a partir de Cusco e vale a pena a leitura dos textos para se programar melhor. Dia 1 – Vale Sagrado A van nos pegou no hotel bem cedo para um passeio que duraria o dia inteiro. Com o boleto turístico em mãos, seguimos com mais uma porção de turistas de vários países diferentes. Primeira parada: uma casa em Chinchero de umas senhoras de roupas típicas que ensinam alguns costumes e tradições, criam suas lhamas ou alpacas no pequeno curral e possuem uma pequena exposição dos mais diferentes produtos de lã para venda no local. Em seguida, chegamos a Moray, o sítio arqueológico com os anéis concêntricos em vários níveis. Uma das teorias sobre o lugar diz que é provável que os incas aproveitavam a diferença de temperatura entre os diversos níveis para fazer testes de adaptação dos produtos que plantavam. Mais adiante, para chegar nas salinas de Maras, passamos por uma estrada à beira do precipício na descida da montanha, que dá até certo medo. Maras é uma área em que se produz artesanalmente sal em várias poças rasas em terraços de níveis diferentes, de onde corre a água salgada que vem da montanha. O almoço, que também deixamos pago junto com todo o passeio, foi em um buffet em Urubamba. Como o ônibus só pararia o tempo certo de almoçar, não daria para explorar a cidade. Após o almoço, chegamos a Ollantaytambo, uma das cidades mais charmosinhas do passeio. Como há estação do trem para Machu Picchu ali, muita gente acaba não voltando para o ônibus para pegar o trem depois de conhecer melhor a cidade. O passeio envolve a subida na montanha usando os degraus construídos pelos incas. É cansativo, mas é uma vista linda a que se tem lá de cima. A última parada do dia foi em Pisaq, mas dessa vez o ônibus fez toda a subida até a montanha, poupando o esforço físico dos turistas. Mais uma vez, a vista das montanhas é um espetáculo. Os incas cultuavam a natureza e viviam em harmonia com as suas formas, aproveitando os espaços naturais para favorecer a sua sobrevivência e a vida em sociedade. A conservação desses sítios arqueológicos dá uma grande amostra de como funcionava essa relação entre os incas e a natureza. Dia 2 – City Tour O city tour dura uma tarde e se inicia em frente à Catedral, na Plaza de Armas. No meio de uma multidão de pessoas (acontecia um casamento coletivo), foi um desafio saber o ponto de encontro com o guia para o passeio. Uma vez junto do grupo, era hora de explorar o interior da Catedral. Uma pena que não é permitido tirar fotos, porque os detalhes internos acompanhados das explicações do guia fazem valer a pena uma visita. Qorikancha ou Templo do Sol fica também bem próximo da Plaza de Armas e o grupo foi conduzido a pé pelo guia. Nesse local, a base da construção inca foi aproveitada pelos espanhóis para erigir um convento, mas é possível ver a estrutura construídas pelos incas em algumas paredes preservadas até hoje. Mesmo passando por alguns terremotos, a sólida estrutura inca se preservou, enquanto a espanhola precisou ser refeita. Saindo de Qorikancha, é hora de todos entrarem no ônibus para seguir para as demais atrações. Próxima parada: Tambomachay. A partir da recepção, o caminho é uma subida cansativa, já que este é o ponto mais alto no passeio, com mais de 3700 metros acima do nível do mar. Nesse lugar, os incas se dedicavam ao culto às águas, como um templo de purificação. Diz a lenda que tomar água desse lugar cura vários males. O próximo sítio arqueológico foi Q’enqo, um lugar também no alto, de onde se tem uma boa visão de Cusco. Ali existe um labirinto de rochas, onde acessamos os túneis para chegar a um espaço apertado com uma grande pedra em forma de mesa de sacrifícios, onde os incas realizavam rituais. O último lugar no city tour é Sacsayhuaman, ou, como o guia brincou, é mais fácil dizer como os americanos: “sexy woman”. Trata-se do maior templo de Cusco, onde funcionou uma fortaleza militar guardando a entrada do império. Sua estrutura é formada por pedras gigantescas, polidas e encaixadas de forma impressionante sobre como isso foi possível cerca de um a dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Dia 3 – Vale Sagrado Sul Um ponto negativo nesse passeio foi que a van nos pegou no hotel já eram cerca de 9h da manhã e o passeio duraria até cerca de 15h, sem parada para almoço. No caminho de volta, algumas pessoas ficaram em restaurantes com comida típica que o guia indicava fora de Cusco, mas depois esses grupos desgarrados ficariam por sua própria conta para voltar para a cidade. Passamos primeiro por Tipón, onde existe todo um sistema de irrigação bem organizado, onde os incas faziam um uso bem otimizado da água para a sua agricultura. Ao redor de um lugar bem arquitetado e fértil, existia também um templo religioso, sendo ainda preservada parte da edificação no local. Mais adiante, as ruínas de Pikillakta são de sociedades pré-incas (wari) e ainda não foram totalmente exploradas pelos pesquisadores. Pikillakta era uma cidade branca, com as paredes das construções caiadas de gesso. As pesquisas nesse sítio avançam na medida em que é liberada verba pública, mas constantemente o orçamento não é suficiente, fazendo estagnar as explorações por longos períodos. O último ponto incluído no passeio foi Andahuaylillas, um lugarejo com uma igreja ornamentada de paredes e teto pintados com imagens religiosas e, por isso, conhecida como a “Capela Sistina das Américas”. Em alguns pontos nas paredes é possível ver uma sobreposição de pinturas por outros trabalhos artísticos, o que revela uma rixa entre as ordens religiosas que dominaram o local. Em frente à igreja, há uma feirinha de artesanato e algum lanche, que foi providencial porque já passava da hora do almoço e ainda tínhamos que fazer o caminho de volta para Cusco. Dia 4 – Explorando Cusco Esse foi o dia em que não marcamos passeio com guia e resolvemos andar pela cidade para conhecer outros recantos ainda não explorados. Guiados pelo Google Maps, subimos as cansativas ruas com escadas na direção de San Blás, um bairro mais alto e bem charmosinho. Ao lado da igreja de San Blás, há uma feirinha de artesanato, além de vários pátios com produtos para turistas. Ao longo das estreitas ruas, existe comércio de todo tipo. Entramos em alguns pelo caminho para os souvenires e fomos na direção da Pedra dos 12 Ângulos. Muitas construções na cidade foram feitas em cima das bases incas, restando muitas paredes ainda originais. O encaixe perfeito das pedras muitas vezes traz recortes formando desenhos bem diversos. Assim a Pedra dos 12 Ângulos é famosa por ter essa quantidade tão original de recortes. Seguimos para dois museus incluídos no boleto turístico e que ficam bem próximos um do outro e bem próximos do templo de Qorikancha: Museu Municipal de Arte Contemporânea e Museu Histórico Regional. São lugares pequenos, com algumas exposições culturais que poderiam passar desapercebidas, mas já estavam incluídos no valor pago pelo boleto, então não tinha nada a perder a não ser a sola do sapato. Andando um pouco mais, chegamos ao Museu do Sítio de Qorikancha, que não é o mesmo que visitamos no city tour. A entrada do museu é subterrânea em fica um pouco escondida, confundindo um pouco o visitante. É um museu bem pequeno, com exposição de cerâmica, algumas múmias e rituais usados pelos incas, inclusive mostrando como eram feitas cirurgias já naquela época. Um pouco mais distante, mas ainda assim fomos a pé, está o Monumento Pachacuteq. Esse é o mesmo líder inca que tem a estátua na Plaza de Armas, mas no Monumento a estátua é gigantesca e fica em cima de uma torre. A subida é através de uma escada interna em espiral, com vários andares com pequenas exposições sobre a cultura local. No último nível, chegamos nos pés da estátua e é impossível fazê-la caber em uma foto tirada de perto. Voltando em direção ao centro, chegamos na “25 de março” de Cusco, região com vários centros comerciais e uma quantidade enorme de lojas com preços populares e todo tipo de mercadoria. Perto dali, está o popular Mercado de San Pedro, com uma grande variedade de comidas expostas sem muita higiene. Vendem muita coisa estranha, inclusive vi uns recipientes com cérebro sem refrigeração. Não comprei nada ali, só uma visita foi suficiente. Machu Picchu Se não for fazer a trilha de quatro dias que leva a Águas Calientes (=Machu Picchu Pueblo), a outra maneira para chegar é somente por trem. É imprescindível comprar antecipadamente a passagem de trem de ida e volta, já que é arriscado não ter passagem disponível quanto mais perto estiver da data da viagem. O ingresso para a entrada de Machu Picchu também é bom comprar com certa antecedência, porque tem número limitado de visitantes por dia/turno. Compramos a passagem de trem saindo da estação de Poroy, que é a mais próxima a Cusco. O próprio hotel deixou reservado o táxi para nos pegar. Como voltaríamos para o mesmo hotel posteriormente, eles guardaram nossas as malas, assim poderíamos viajar apenas com mochilas, já que a estadia em Machu Picchu era bem curta. Viajamos pela Perurail, que tem trens que variam de categoria e preço. Nos horários que escolhemos, pegamos na ida o Vistadome e na volta o Expedition. O primeiro é mais confortável e tem um lanche mais generoso, enquanto o segundo é mais simples e oferece um belisquete estilo biscoito de avião, então melhor não viajar com fome. Os trilhos seguem as margens do Rio Urubamba até Águas Calientes, em uma viagem de cerca de 3 horas e meia, com lindas paisagens entremeadas por montanhas. O povoado de Machu Picchu é bem pequeno e lá não circulam carros. Os veículos desse tipo que existem por lá são somente as vans oficiais que levam os turistas para a montanha. Então é fácil circular para o reconhecimento da cidade. E também qualquer lugar que escolher para hospedagem fica perto de tudo. Eu até esperava que a cidade fosse um pouco mais bonitinha, em vez do aspecto de favela que se via em várias partes. Diferente do clima em Lima e Cusco, Águas Calientes é mais quente e já dá pra usar bermuda e camiseta. Na chegada à cidade, já fomos ao guichê das vans para deixar comprada a passagem para subir e descer a montanha. O preço é salgado e em dólares, mas eles convertem em soles na hora. No dia seguinte acordamos de madrugada, tomamos café na pousada (que servia desde às 4h) e fomos percorrendo a gigantesca fila para ver onde acabava. Demoramos cerca de 2 horas até chegar a nossa vez de pegar a van. Por isso eu recomendo não se enrolar e pegar a fila o quanto antes se for visitar Machu Picchu no turno da manhã. Existe a opção de seguir a trilha a pé, mas pode ser cansativo e demorado. É bom lembrar que tem que ter pique ainda para conhecer a montanha. Machu Picchu é o ponto alto da viagem. Como a sequência de passeios até chegar aqui é uma onda crescente, é recomendável deixar essas ruínas para o final, senão há risco de se decepcionar com os outros lugares se eles forem visitados após Machu Picchu. Como não há banheiro dentro da cidadela dos incas, use o que tem de fora antes de passar pelas catracas. Também não é permitido comer dentro do sítio. Mas leve alguma coisa para comer na saída antes de pegar a van de volta. Leve também água para as várias horas que permanecer lá. Além do filtro soltar, outra coisa que acho essencial levar é o repelente. Os mosquitinhos grudam na pele e deixam um vermelhão que coça muito. O espetáculo das ruínas de Machu Picchu se abre rapidamente tão logo a gente entra no parque. O deslumbramento é inevitável e a vontade é de conhecer cada impressão, cada cantinho, cada detalhe para guardar na memória algo tão precioso. E é uma integração linda com a natureza, parece muito natural a existência de um lugar que se encaixa perfeitamente ao cenário das montanhas ali naquele espaço. No caminho sempre há uma boa quantidade de escadas para subir e descer, mas a exploração das áreas edificadas que podemos ver ao nosso redor é fácil e não precisa de grande preparo. Talvez seja necessário um tanto maior de esforço para explorar as áreas mais distantes, como a Porta do Sol, ou para subir as montanhas compradas à parte do passeio mais simples. Alguns turistas são repreendidos vez ou outra pelos seguranças por se alimentarem ou alimentando as lhamas. Quando os bichos sentem o cheiro de comida, eles se aproximam mesmo. Por isso muita gente, para tirar foto junto com eles, buscam atraí-los com alguma guloseima. Atualmente o parque mudou as regras para acesso. Antes o ingresso valia para o dia inteiro, agora temos que escolher o período (manhã ou tarde) e não ultrapassar o horário limite. Outra alteração foi a exigência de ter um guia turístico junto dos visitantes. Eu fui poucos meses após essas mudanças e ainda não vi a exigência por lá. Li relato de turista dizendo que conversou com funcionários do parque e esses teriam dito que as regras passariam a valer a partir de 2018. Seja como for, é melhor estar preparado caso eles passem a colocar as novas regras em prática. É bom não ser pego desprevenido para a viagem ser memorável. Mas isso não é difícil em um destino desse porte. E por fim, não se esqueça de carimbar o passaporte na saída. É uma lembrança oficial para levar pra gente mesmo.
  23. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  24. Flavio H. Franco

    Janeiro Machu Picchu é uma boa época?!

    Ola pessoal, vou pra Cusco -Machu Picchu; alguém já foi nesta época e pode contribuir com as informações...
  25. Machu Picchu é, sem dúvidas, um dos destinos mais cobiçados pelos viajantes atualmente. Europeus, estadunidenses, chilenos e argentinos confluem em massa para o Peru para conhecer, sobretudo, sua maravilha do mundo. E não é à toa… A Velha Montanha ou Velho Pico (tradução livre do quéchua de ‘Machu Picchu’), um dos maiores legados Incas, é uma fonte inesgotável de mistérios e paisagens estonteantes. Machu Picchu, erguida provavelmente no século XV a mando de Pachacuteq, à beira do Vale do Rio Urubamba e a 2400m de altitude, abriga restos arqueológicos do que foi, provavelmente, uma cidade, com moradias, templos, sistema de escoamento de água, plantações e locais para criação de animais. A descoberta para o mundo, entretanto, só veio em 1911, em uma expedição do arqueólogo da Universidade de Yale Hiram Bingham. Pelo fato de ser um local isolado, o acesso a Machu Picchu não é dos mais fáceis. Mas não desanime: com a popularização do sítio o acesso tem se tornado mais fácil. E o melhor: as paisagens no caminho fazem valer qualquer possível perrengue. Nesse post vamos apresentar todas as formas de se chegar a Machu Picchu, desde as mais econômicas às mais, digamos, luxuosas. Do Brasil ao Peru O aeroporto mais próximo de Machu Picchu é o Aeroporto Alejandro Velazco Astete, em Cusco, mas infelizmente não há voos diretos do Brasil para Cusco. Os voos internacionais têm como único destino Lima. Há voos diretos para a capital peruana a partir das seguintes cidades brasileiras: São Paulo: voos diários operados pela LATAM e pela Avianca. O voo dura aproximadamente 5h. Rio de Janeiro: voos diários operados pela Avianca e quase diários operados pela LATAM. O voo dura cerca de 5:30. Porto Alegre: 1 voo diário operado pela Avianca. Duração de voo: 5h. Foz do Iguaçu: 1 voo quase diário operado pela LATAM. O voo é mais curto, dura cerca de 4:15. De Lima para Cusco Leia mais: http://filosofiadeviajante.com.br/2017/12/02/lixo-ao-luxo-tudo-que-voce-precisa-saber-para-chegar-machu-picchu/
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