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  1. Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro. Principais dúvidas: 1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito? 2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)? 3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.
  2. Antes de começar o relato, quero fazer um comentário sobre a empresa que voei, a Avianca. Eu havia recebido um voucher de U$250 por um vôo anterior, e resolvi usar comprando uma passagem de U$450 pro Equador. Fiz o contato por telefone, falei as datas, os trechos, o código que me deram do voucher e pronto. Sem enrolação, sem taxas. Maas, como tudo que vem fácil, vai fácil, eu cometi a façanha de perder o vôo de ida. A lerda aqui confundiu a data do vôo na madrugada e acordou desesperada tipo "ca****! Eu devia estar chegando em Quito hoje!!" Aí liguei pro atendimento, paguei a taxa prevista de remarcação de U$125, e me ajudaram a achar um vôo sem valor extra, pra dali 2 dias. Só que o vôo era tipo as 6 da manhã, o que significava ter que dormir no aeroporto de Guarulhos, já que não sou de SP. Aí lá fui eu à meia noite pro aeroporto, pronta pra dormir no corredor abraçada à minha mochila. Mas só com uma pergunta, eis que o mocinho do check-in adianta meu vôo pra daqui a pouco às 2 da manhã. Moral da história: o santo protetor dos mochileiros estava do meu lado, por mais desligada que eu seja. Ou, assim eu pensava, no início dessa viagem... Roteiro: Quito (Otavalo) Latacunga (Quilotoa) Baños Montañita Guayaquil PS. o Equador usa dólares americanos, então todos os valores mencionados aqui estão nessa moeda. QUITO Chegando em Quito, fiz o procedimento sugerido aqui pela galera do mochileiros para sair do aeroporto: atravessar a rua, pegar um bus verde por $2 que para no terminal Rio Coca. De lá, mudar de terminal e pegar um bus vermelho chamado Ecovia que tem faixa própria e só anda sentido norte-sul, custa $0.25. O aeroporto é muito longe do centro (tipo 1 hora), mas não tem erro pra chegar fazendo esse esquema. O táxi custaria aprox. $25. Eu fiquei no bairro Mariscal em Quito e gostei bastante. É o point das baladas, e também é cheio de lojas, restaurantes, cafés. Dá pra ir andando até o centro histórico ou pode-se pegar o Ecovia ali na avenida, que passa a toda hora pelos mesmos $.025. Fiquei hospedada no Blue House Hostel, que é bem localizado, tem café da manhã, tem estrutura boa. Paguei $11 no quarto com 6 camas. Tive ótimas experiências com o povo ecuatoriano. Fui tratada bem em todas as cidades, me pareceu um povo humilde e gentil que conversa fácil. Quito tem uma mistura muito interessante de tradições indígenas fortes com aspectos caóticos de cidade grande. Nos primeiros dias em Quito, aproveitei para passear pela cidade. Fui ao Centro histórico simpático, visitei igrejas, experimentei as comidas diferentes (Média de $2,50 a 3,50 um prato com entrada, prato principal, suco e sobremesa). Fui aos parques de La Carolina (área verde em bairro chique da cidade) e Ichimbia (parque em região alta que tem uma vista legal do centro). Infelizmente, o passeio que eu mais queria fazer era impossível. O vulcão Cotopaxi estava fechado para subidas já há alguns meses desde a ultima erupção, e só existiam passeios de bike até certo ponto, que não valiam a pena. Como tinha um dia livre, acabei fechando uma excursão com a agência do hostel (Gulliver expedition, que já foi recomendada aqui no fórum) para a feira de Otavalo, famosa como a "maior feira indígena da américa" que tinha no sábado o dia principal de movimento. O tour saiu cedinho e passamos primeiro em um dos pontos de Mitad del Mundo (não os famosos), onde tivemos algumas explicações científicas. Ficamos por umas 3 horas na feira, que é interessante para comprinhas, pra ver o movimento do povo, pra experimentar as comidas exóticas... comprei quinoa e ainda peguei receitas com a senhora vendedora, um amigo comeu o porquinho da índia (cuy) e disse que tem gosto de frango, haha. Os preços dos artesanatos são bons e como sempre, vale a regra de pechinchar e não ser muito obviamente gringo. Depois da feira passamos em um lago na cratera de um vulcão (Cuicocha, bem bonito) e tivemos um almoço incluso na cidadezinha de Cotacachi, famosa pelos artigos de couro. O tour custou $45 e, apesar de ter sido um passeio interessante com uma turma divertida, não valeu a pena pelo preço. Durou o dia todo e o guia era legal, contando várias histórias e informações do Equador. No meu último dia em Quito eu queria subir no vulcão Pichincha de qualquer jeito, e mesmo com o dia nublado, lá fomos eu e uma gringa na empreitada. Pegamos um taxi ($5) até o TeleferiQo, e chegando cedinho, não tinha nenhuma fila. Entrada de $8,50, e depois de subir o teleférico até os mais de 4 mil metros de altura, já da chegada não dava pra ver nada da cidade do alto por causa da névoa Seguimos a trilha e fomos subindo o vulcão, praticamente andando no meio da névoa grossa sem ver muito a frente. Quando subíamos mais rápido um trecho grande, dava um pouco de taquicardia e uma pressão na cabeça, mas nada que uma pausa pra respirar não resolvesse. (coincidiu que nós duas somos praticantes de esportes pesados, então temos um bom condicionamento). Subimos por aprox. 1h30min e resolvemos voltar, já tinha sido o suficiente e não dava pra ver nada mesmo. A volta foi rápida e tranquila. Gostei muito do passeio, foi lindo ver as montanhas no meio daquela névoa meio fantasmagórica. Saindo do teleférico, pegamos um bus gratuito para descer o parque, e logo atravessando a avenida já pegamos um bus com direção a Mitad del Mundo ($0,40). O parque da Mitad del Mundo é bem longe da cidade fica em um lugar bonitinho mas bem turístico, realmente só para tirar a foto clássica em cima da linha do Equador mesmo. (A tempestade ameaçava e acabamos não indo no outro ponto da Mitad del Mundo que dizem ser o verdadeiro.) Na volta, aproveitei para passar no Mercado de Artesanias do bairro Mariscal. Tem praticamente as mesmas coisinhas da feira de Otavalo, com preços iguais. LATACUNGA - QUILOTOA Resolvi dormir na cidade de Latacunga para fazer o passeio na Laguna Quilotoa logo pela manhã. Para ir, peguei aquele mesmo bus Ecovia q passa na esquina do hostel, (só q na parada seguinte) até o terminal Quitumbe. ($0,25). Depois de quase uma hora, chegando no terminal (que é surpreendentemente moderno e organizado), os buses para Latacunga saiam a cada meia hora, a $2,40. São aprox. 1h40min de bus tocando músicas latinas muito altas (até "Mi niña veneno" tocou!), sem chance de um cochilo. Cheguei em Latacunga umas nove da noite e peguei um tàxi até o hostel Tiana, por $1. O hostel já foi bastante recomendado aqui no fórum, e é uma boa pedida por $10,50 o quarto compartilhado com café da manha. Não tem muita vibe mochileira, mas a estrutura é boa e o café é bonzinho. Eles também oferecem serviços de tour e lavanderia. Para pegar o bus para Quilotoa, tem bus direto saindo do terminal rodoviário de Latacunga (na mesma avenida onde o bus de Quito parou, dá pra ir a pé de boa) às 9h30min por $2,50 deixando na entrada Laguna ($2 pra entrar). Durou pouco mais de duas horas de pura tortura musical, com o som tocando músicas típicas num volume absurdamente alto. Mas o caminho é bonito, e dá até pra ver o Cotopaxi se o dia estiver mais claro. O passeio ao Quilotoa foi certamente um ponto alto da viagem e o lugar mais lindo que vi no Equador. A lagoa na cratera de um vulcão, a 3.800 de altitude tem água azulzinha e 1.7 km de trilha pra chegar até embaixo. Fiz o passeio todo sozinha, curtindo o silêncio e o frio. Na ida, uns 40 min e tudo bem; na volta, a altitude e a subida puxada deram taquicardia, dorzinha de cabeça, vontade de subir engatinhando e me lembrou a frase do crossfit que treino: "se eu desmaiar, anota meu tempo!" Assim que terminei a caminhada, fui ver como voltar e me disseram que eu devia pegar uma camioneta até Zumbahua para pegar o bus na estrada, por $5. Já sabia que era algo assim, então topei. O trecho foi bem rápido, e chegando lá, o bus para Latacunga já estava parado. Mais $2 pra voltar. Voltei pro Hostel, peguei a mochila (*obs. Eles guardam mochila de quem não está hospedado lá por $2) e já voltei pro terminal rodoviário para seguir caminho rumo a Baños. Primero, bus a Ambato ($1,15 45 min - sai a cada 20 min, o último as 7 da noite), depois, mais um bus até Baños (existem várias empresas com vários horários) - $1,85 1h15 min. PS. O terminal de Ambato é organizadinho, tem banheiro e WiFi! BAÑOS Em Baños fiquei no hostel Erupción, e gostei bastante: bem localizado (perto do terminal, da rua das baladas e várias agências de tours). Paguei $9 num quarto feminino pra 4. Não tinha desayuno incluso, mas o hostel tem um restaurante junto da recepção que serve várias comidas boas a bons preços e também café a $2,75 o mais barato, que já era bom. Os quartos não eram lá grandes coisa, mas o hostel tem aquela vibe mochileira legal, aquele clima que é fácil fazer amigos. Na esquina do Hostel encontrei a agência Geotours, e por sorte eles aceitavam pagamento em PayPal, ótimo pra quem tem uns créditos em dólar. Fechei com eles o rafting por $25, e foi outro pontos alto da viagem! Fomos até um rio (pela mesma rota das cachoeiras), recebemos algumas instruções de segurança em terra, nossos equipamentos e já fomos pra água. Eu nunca tinha feito, não achei tão difícil, mas foi super divertido. E equipe era muito boa, tinha uns kayakers de segurança e para tirar nossas fotos. Tivemos incluso um almoço bem fraquinho. Os guias do tour eram muito gente boa, e na volta viemos praticando o costume de carnaval do Equador de atirar balões de água em pessoas aleatórias pela rua, haha foi massa. A tarde, me juntei a um povo que conheci no rafting e resolvemos alugar bikes pra ir até a casa del Arbol para conhecer o famoso balanço do fim do mundo onde tiram as fotos clássicas. Pagamos $5 na bike e $10 no táxi para nos levar até lá em cima (sem condições de subir de bike ou a pé, são 10 km de subida bem íngreme). Na casa del arbol tivemos um dia lindo com uma vista incrível, tiramos fotos e ficamos um tempinho por lá. Descemos um pouco e encontramos outro balanço (ou “columpio”) chamado vuelo del condor e resolvemos entrar. Pagamos $5 nesse balanço que é bem mais alto, com uma estrutura melhor de segurança e foi realmente emocionante. A plataforma cai embaixo dos pés e você fica lá pendurada na beira de um penhasco... Descemos todo o trajeto de bike parando em alguns pontos com miradores e foi realmente muito gostoso. Dica de comida: na rua das baladas tem um quiosque que vende fatias de pizza deliciosas por $1,25, chama Del Cappo. Pros chocólatras, existe a cafeteria Aromé, com cafés e chocolates quentes, bolos, panquecas, chocolates... Tudo delícia pra aquela larica pós-atividades físicas. No dia seguinte, alugamos a uma bike de novo, pegamos um mapinha e seguimos para a ruta de las cascadas, um trajeto de 20 km de bike margeando a rodovia com várias paisagens bonitas e cachoeiras, chegando até a principal, o paillon del diablo ($2 pra entrar). Fizemos o trajeto todo tranquilamente (não tem subidas), parando pra curtir a paisagem, tirar fotos, comer alguma coisa. Na volta, pegamos uma camionete por $5 que nos deixou na cidade. Gostaria de ter ficado mais tempo em Baños. A cidade é muito agradável e tem várias atividades legais pra fazer. Mas como já tinha reservado o hostel, tive que seguir viagem. De Baños pra Montañita, existem duas opções: ou ir até Guayaquil (6h + 3h) ou até Santa Elena (9h + 45min). Pra ambas existem vários buses saindo em vários horários. Eu escolhi um bus que saia as 22h pra Sta Elena, por $14. O bus era razoavelmente confortável (sem música!) e seguro (sem muitas paradas). Chegamos lá e o bus pra Montañita já estava saindo (tem de meia em meia hora), por mais $1,80. ... E como mochilao sem perrengue não vale, lá vai: depois de comprar a passagem pra chegar até Montañita, voltei pro hostel e fiquei por lá de bobeira, na internet, falando com o povo etc. E meu estômago começou a ficar levemente ruim. E claro que esse “levemente” logo me deixou contorcendo de ânsia e pouco depois abraçando a privada, fazendo aqueles sons altos de UUAARRGHH bem no banheiro do restaurante do hostel, porque eu já tinha feito check-out e não tinha mais quarto. E assim continuou até chegar na rodoviária, onde eu vomitei no chão ao lado do busão e depois no banheiro do bus. E assim terminou minha passagem pela linda e divertida Baños e parti pra Montañita, destino mais aguardado da viagem. MONTAÑITA Claro que cheguei em Montañita podre, com sono, com estômago dolorido de tanto vomitar. O hostel em Montañita, fiz a reserva no Hostelworld pro Chichi Babylone. Deixei pra última hora e bem nos dias de carnaval a maioria já estava lotado ou super caro. No sábado paguei absurdos $22 (nos outros dias, $11). O meu Hostel tinha um clima bem legal, nivel party hard, staff gente fina e estrutura mais ou menos. A localização é ótima, bem do lado do centrinho, perto da praia mas fora da bagunça. *obs.Outro hostel que é do lado do meu, e parecia ter estrutura boa é o Hostel Moai. Hostels bem no meio da zoeira (imagino que deve ser a sensação de dormir no meio da balada): Halewia e TikiLimbo (apesar do restaurante desse último ser ótimo). Fora períodos de altíssima temporada, não acredito ser preciso reservar, porque a cidade inteira é basicamente composta de Hostel/pousadas e bares/restaurantes. Meu primeiro dia consistiu em dormir na rede do Hostel e na praia, me alimentar de bananas e água de coco. O clima da cidade é de farra, muitos gringos, consumo forte de drogas (baratas e de boa qualidade, dizem os entendidos). Não estava muito nessa vibe, então acabei ficando de boa e não gostei muito da cidade. Mas depois que sarei, fui em baladas bailar sons latinos, tomei drinks na calle dos cocteles (média de $3-4, tudo delícia), curti tardes de ressaca na praia, aquele programa básico de leve. No sábado de carnaval a cidade lotou de equatorianos e o esquema ficou tenso. Carros estacionados por todos os lados, praia lotada (e inevitavelmente suja). Os gringos do meu Hostel pagaram balada eletrônica de $40. As baladas variam entre deixar entrada de graça até certa hora, depois cobrar $5-10 conforme vai lotando. A noite, fomos passar no meio da muvuca dos bares na frente da praia e uma amiga teve o celular furtado. Foi a única ocorrência que vi acontecer. O assédio à mulheres sozinhas também é menor que o Brasil. (Lamentavelmente, um mês depois que estive lá teve a ocorrência das duas turistas argentinas que foram encontradas mortas. Talvez não seja tão seguro assim...) Dica de comida: fora as barraquinhas que tem em todas as ruas, os crepes do Café Papillon são super caprichados (e um pouco mais caros). Lanches rápidos e baratos existem de todos os tipos (inclusive opções vegetarianas!), mas meu preferido eram umas empanadas de umas minas argentinas, chamava "Caminantes". Tem um quiosque antes da ponte e carrinhos pela praia, a $1. No sábado de carnaval resolvi fugir um pouco da muvuca e ir para o parque nacional Los Frailes em uma cidade do lado, Puerto Lopez. Foi só pegar um bus pra Los Frailes, por $3, passa de meia em meia hora na rodovia (esquina do meu Hostel) e dura 1h30 O bus deixa na estrada na porta do parque. Para se chegar até a praia, é preciso andar mais 2km por uma estrada de terra, ou pegar uns táxi moto por $1. O parque tem uma boa estrutura com banheiros e duchas na entrada, controle de segurança e policiais circulando. É bem selvagem e tranquilo, só algumas poucas famílias e grupos de jovens equatorianos. Tem algumas trilhas pra fazer e um mirador. Não tem nada como uma lanchonete ou restaurante, então é bom levar água e comida para o dia. Fecha as 16h e depois é só esperar o bus de volta na estrada. GUAYAQUIL No meu último dia em Montañita, peguei o busão pra Guayaquil, logo depois do almoço, 3h de viagem, $6. Bus confortável, passando filminho. Cheguei em Guayaquil debaixo de uma super chuva e não pude fazer nada. Em Guayaquil, fiquei em dois hostels: Dreamkapture - estrutura boa, bem localizado (perto de um shopping com comida, bancos, farmácia), perto para ir ao aeroporto e ao terminal de bus[$5 o táxi pra ambos], a dona é uma fofa que me super ajudou em uma emergência. Funciona também como agência de turismo que organiza excursões para Galápagos. Paguei $11 no quarto feminino com café da manhã. (aceita paypal!) Mogi's - hostel super estiloso, em uma casa enorme e com boa estrutura. Paguei $12 no quarto compartido (camas horríveis) com café da manhã. Igualmente perto para bus ou taxi. Em Guayquil não fiz muita coisa, porque choveu, era o fim da minha viagem e tive que resolver algumas coisas. Fui dar uma volta pelo centro, ver o parque das iguanas e o Malecón 2000. Cidade grande normal, vale uma volta pelo calçadão em uma tarde livre. Guayaquil era o destino final da minha viagem, onde eu deveria pegar o vôo de volta na segunda-feira de carnaval. Mas como a falta de organização de uma pessoa parece não ter limites... O PERRENGUE FINAL Descobri no dia em que devia pegar meu vôo de volta que perdi o passaporte. Fui arrumar a mochila e estava tudo lá, o dinheiro, os outros documentos, menos o passaporte. E aí começou aquele desespero horroroso... tentar falar com consulado, embaixada (tudo fechado, era carnaval lá também!), fui pro aeroporto e chorei pra todos os funcionários me deixarem embarcar com as cópias ou documentos que eu tinha (sem chance, obviamente). Claro que pra ajudar, descobri que meu cartão de crédito não estava funcionando. Eu tinha usado ele na ida, no aeroporto da Colômbia e estava normal, então nem preocupei mais. Por motivos pessoais, pela primeira vez em uma viagem eu estava realmente ansiosa pra voltar pra casa. Pense numa pessoa chorando de soluçar no banheiro do aeroporto, sem saber como ir embora, sem ninguém pra pedir ajuda e sem dinheiro... De volta pro hostel, descobri que a embaixada do Brasil no Equador (onde eu teria que ir pra tentar fazer outro passaporte, mas só na quarta-feira) era em Quito, a 450km de onde eu estava.... A questão do dinheiro eu resolvi temporariamente quando a dona do hostel Dreamkapture (super querida, gracias totales eternas) se ofereceu para que eu transferisse dinheiro da minha conta do paypal para a conta dela, e assim ela tiraria dinheiro do caixa do hostel para me dar (mas não podia ser muito). Então eu fiquei os dois dias seguintes indo na polícia fazer BO, tentando falar com o banco pra liberar meu cartão, com a empresa aérea, tentando descobrir como seria o esquema no consulado, comprando bilhete pra uma viagem noturna até Quito ($10, umas 8h de bus). E morrendo de medo de ficar no equador pra sempre e tendo dor no estômago de nervoso e comendo banana porque era o que dava com meu dinheiro haha. Eis que, no dia antes de viajar pra Quito, resolvi revirar minha mochila de novo, e lá estava o maldito passaporte escondido em um compartimento secreto no fundo de tudo!!! E lá fui eu outra vez para o aeroporto implorar para que me colocassem no primeiro vôo disponível... mas claro que, na volta do carnaval, estava tudo lotado. Me conseguiram um vôo pra dali dois dias, que eu ainda tive que pedir pra trocarem aqui no Brasil, porque obviamente, meu cartão não funcionava. Quando fui finalmente embarcar, as pessoas no aeroporto que me viram desesperada vinham perguntar o que tinha acontecido e eram simpáticas comigo. Foi legal ver que existem pessoas gentis em todo lugar em todos momentos :,) E por fim, eu voltei pro Brasil, e foi lindo e foi um alívio imenso. Mas eu confesso que fiquei levemente traumatizada e planejando pegar leve nos próximos tempos, hehe...
  3. Em Maio de 2017, passei 7 dias no Equador e 14 dias na Colômbia, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia por lá(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/ Equador A viagem começou em Quito, e fui fazendo os trajetos internos apenas de ônibus, as estradas lá são bem tranquilas. O roteiro foi Quito > Quilotoa > Baños > Cuenca. O gasto total que tive por 7 dias foram de $400 dólares, com hospedagem/passeios/comida/transporte, tentei ser econômico, só fiquei em hostel, e fazia uma refeição mais completa por dia, ou almoço ou janta, o resto era lanche ou comia pela rua. Dicas: Andar de táxi no equador é bem barato, e você ainda pode combinar o valor antes da corrida. ônibus então? muito barato, tu gasta por volta de $0,20 na passagem, já os ônibus para outras cidades custam por volta de $3,00. O clima, por causa da altitude e por ser no mês de maio, é como aqueles dias frios porém com sol, alguns minutos na sombra e você coloca a blusa, daí dá uma caminhada no sol, e tira ela, para um poupo pra comer, coloca de volta(clima de São Paulo no inverno), porém durante a noite o frio era bem intenso. Levei dólares que comprei aqui no Brasil, e acredito que compensou, pois consegui uma cotação boa no começo do ano, de R$3,21 por cada dólar, não consultei as casas de câmbio por lá. No geral, achei o Equador bem seguro, em Quito e Cuenca tem algumas áreas mais afastadas que é melhor evitar, mas no centro era bem tranquilo, muitos policiais em cada esquina, Baños e Quilotoa eram pequenas de mais e muito dependente de turismo para ter esses problemas. Quito Mitad del Mundo: Reserve o dia inteiro para esse lugar, caso resolva ir num final de semana, vai estar bem cheio, já que os moradores gostam de passear por lá, em compensação, terá uma apresentação de dança e música que acontece apenas nesses dias. Para chegar de ônibus(ele fica à 30 km de Quito), primeiro procure por um "metrobus" que vá até o terminal Ofelia, e de lá, pegue outro ônibus para Mitad del Mundo, basta perguntar no terminal. Sobre o lugar, achei bem bonito além de seguro para caminhar, e tem várias atrações para visitar. Compre o ingresso integral($7,50 se não me engano) para ter acesso aos museus, e a torre central(que tem muita coisa interessante dentro, desde uma exposição da história dos povos do Equador até um tipo de "feira de ciências" sobre gravidade e rotação da terra). Uma outra dica é fazer o passeio para Pululahua, é um bate e volta de poucas horas, para ver uma cidadezinha que fica no meio da cratera de um vulcão, a van custa apenas $4,00 e você compra numa loja ali atrás de onde tem a mesa para equilibrar o ovo, mas vá cedo, depois das 12:00 é provável que não dê pra ver nada por causa da serração. Free walking tour, Sempre faço esse passeio quando viajo, melhor maneira de conhecer a cidade, e pagando pouco(ou até nada), o que fiz tem ponto de partida no Community Hostel, esqueci o nome do guia, mas o apelido dele era Bob Marley, o passeio foi ótimo, ele sempre dando aquelas dicas de lugares que dificilmente você conseguiria ter de outra forma e contando a história de Quito/Equador, as dicas de segurança dele também ajudaram, com turista fica difícil saber quais áreas evitar em determinados horários. Terminado a caminhada, vale dar uma esticada até a Basílica do Voto Nacional, enorme e muito bonita, se você subir até as torres vai ter uma boa vista. Teleférico, ou melhor, TeleferiQo, pelo que li, é o mais alto das américas(é o que eles dizem), tem a melhor vista da cidade, ingresso por $10,00, e você sobe muito alto, muito mesmo, para quem tem medo de altura vai ser uma aventura hehehe. Lá em cima existe uma trilha de 5km para o Vulcão Pichincha, leva umas 5 horas pra fazer. Eu não fui preparado, mas tentei mesmo assim, e acabei desistindo quando estava quase chegando lá… nem tanto pelo esforço, é uma trilha até que fácil, o problema foi o frio e a altitude, que faz seu corpo cansar mais rápido, estava num ponto que só via serração para todo lado, pra quem curte fazer trilha, vale a pena, pra quem não curte, existe umas trilhas mais rápidas, de 40 minutos que já dá pra ter uma boa visão daquela região. Quilotoa Existem muitos tour's de bate-e-volta de Quito pra lá, mas achei todos bem caros, então resolvi fazer de ônibus, e como eu já iria para Baños na sequência(que fica nessa direção), ficou mais barato e poupei tempo. Fui de táxi até o terminal Quitumbe de Quito(dá pra ir de ônibus mas estava com pressa), e de lá peguei um ônibus para Latacunga, umas 2 horas de viagem depois, cheguei no terminal da cidade, nele você pode pegar um ônibus para Quilotoa, caso não tenha um que vá direto, pegue algum para Zumbahua e de lá outro ônibus para Quilotoa(ou um táxi por $5,00 e tem um transporte mais barato, que é um tipo de pau de arara, mas não vi por lá) . Chegando em Quilotoa, dá pra ir no lago com uma caminhada até o final da cidade(que é bem pequena), a primeira vez que você vislumbra aquele lugar… é pra lembram para sempre! As opções de como aproveitar são várias, você pode dormir por lá(tem muitos hostels), para acordar de manhã e caminhar em volta da cratera, leva umas 5 horas(e devido à altitude a dificuldade aumenta), se não tiver tanto tempo e/ou fôlego, caminhe pela esquerda até um mirador feito de madeira e com uma proteção de vidro, vai levar 40 minutos apenas para ir até lá. Também vale descer e ver o lago de perto, e se prepara, pois para subir é bem puxado (altitude de novo), pague para ir de burro, são $10,00 mas vale para evitar o esforço. É possível fazer um bate e volta no mesmo dia se você quiser só tirar fotos de lá, já vale a pena, o lugar é muito bonito. Para ir embora, mesmo trajeto, para meu caro, o destino era Baños, então do terminal de Latacunga, existe duas formas de ir: a primeira é ir para Ambato, e de lá ir para Puyo, e pedir para o motorista te deixar em Baños, a outra é de Latacunga pegar um táxi até "Paso Lateral" (só $3), que é um ponto na avenida onde os ônibus param para pegar mais passageiros(deveria ter um terminal ali, mas como não tem, o pessoal para no meio da avenida mesmo), nessa avenida você consegue pegar um ônibus direto pra Baños. Baños Uma cidade que vive apenas do turismo, nas ruas você encontra: restaurantes, agências de passeios, lojas, restaurantes, agências de passeios, lojas e por aí vai rs. Aqui é onde você encontra muitas atividades radicais na água , como rafting, canoagem, rapel em cachoeira, tirolesa, e muitos outros, a média era de $10,00 á 30 por passeio, achei os valores OK, até mais baratos se comparados por exemplo com Brotas aqui em São Paulo. Eu fiz o passeio chamado "The chiva tour to the waterfall trail", em um daqueles ônibus de turismo com a parte de cima aberta, que faz várias paradas nos lugares mais interessantes da cidade, escolhi esse principalmente porque eu queria ver a cachoeira Pailon del Diablo, que era última parada do tour, já as outras paradas antes dela consistiam em ir dentro de uma cabine presa num cabo para um ponto bem alto, e voltar... pois é, apenas isso... e te cobram $1,00 a parte, não chega a compensar tanto, nem é emocionante nem nada. Nas outras paradas, tiveram dois passeios com tirolesa(que lá eles chamam de zipping), o único que compensou foi o último, pois você faz o trajeto duas vezes(ida e volta) em direção a uma cachoeira. No outro dia fiz o Rafting na parte da tarde, demora umas 2 horas pra chegar no lugar, mas compensou, e muito! a correnteza é bem forte em algumas partes, sem dúvida o melhor passeio do lugar. La casa del Arbol, tente ir de manhã, pra encontrar menos pessoas, e evite ir no final de semana, pois o lugar fica bem cheio, para chegar lá penas pegue um ônibus que sai da esquina da rua Pastaza com a rua Rocafuerte, e custa $1,00, a entrada custa outro $1,00, e vale totalmente, é um lugar muito bonito, a casa em si não tem nada de mais, só pela posição onde ela está que permite tirar ótimas fotos, vale a ida. Cuenca Do terminal de Baños, tem um ônibus noturno que vai pra Cuenca, são umas 7 horas de viagem e custa $10,00, as estradas são boas, dá pra dormir tranquilo, apenas não esqueça da blusa, pois o ar condicionado vem no modo "Era Glacial". Cuenca é uma típica cidade histórica, com arquitetura colonial, tem praças bonitas, muitas igrejas, o melhor lugar para passear é o centro histórico, onde tem alguns museus, cafés a catedral e outros lugares interessante tudo ali. Peguei o ônibus turístico para circular na cidade, só compensou pois ele te leva até o Mirador de Turi, um pico que tem uma boa vista cada Cuenca, uma igrejinha, e uma loja de lembranças com preços bem melhores que os de Quito(deixei pra comprar aqui).
  4. O nosso regresso à vida real, fora das Galápagos, teve o contratempo de nos terem cancelado o voo direto para Quito e substituído por um via Guayaquil. Sabemos que estas situações podem ser um grande contratempo e um motivo de aborrecimento, mas no nosso caso não mudava nada, e o vale de 120 USD que nos deram em troca valeu a pena. Apesar de termos ficado umas horas no aeroporto de Guayaquil, a ótima internet compensou a espera. Quito, apesar de ser a capital do Equador, não é uma cidade com um centro histórico muito grande. É muito semelhante a outras cidades criadas no tempo da colonização espanhola, com a sua Plaza Grande (em vez de Mayor) e a arquitetura típica. A história do país é semelhante a todos os outros que já visitámos. A 10 de agosto de 1809 ocorre a independência através de um movimento criado por crioulos (nascidos nas colónias espanholas). Queriam a independência administrativa e instauraram uma Junta Soberana de Governo que apenas durou 77 dias. Um ano depois, 1% da população (rebeldes e crioulos) é presa e assassinada. Em junho de 1822 chega Bolívar para unir os territórios, agora independentes, à Gran Colombia. O Equador separa-se da Gran Colombia a 13 de maio de 1830, tendo Quito como capital. Por já terem sido um mesmo país, as bandeiras são semelhantes. Quito significa metade do mundo em tsafiqui, língua falada pelos Tsáchilas, Quitsa=metade e To=mundo, quitsato. Achámos a cidade segura QB. Caminhámos muito à noite para fazer compras para o jantar ou para visitas e não nos sentimos inseguros, apesar de grande parte das coisas fechar cedo. O que fazer: Ciudad Mitad del Mundo A linha do equador passa em vários países e muitos decidiram fazer monumentos que a representem. Quito construiu quase uma pequena vila, La Mitad del Mundo. Lá encontramos o grande monumento, restaurantes, uma estação de comboio, arena de espetáculos, uma exposição de maquetes que nos apresenta a cidade de Quito e salas de exposições variadas. Museo Intiñan Solar Próximo da cidade da metade do mundo, é apresentado como estando no verdadeiro ponto 0º0’0”. A entrada não é cara (4 USD). Não fomos, porque não nos pareceu atrativo, mas a entrada inclui visita guiada. Tem várias experiências, apresenta como os incas perceberam onde era o centro da Terra e tem uma floresta de totens, que representa as culturas antigas. Free walking tour Há vários, mas nós fizemos o do Community hostel. Os seus free walking tours são de segunda a sábado. Plaza de Independencia Chamada antigamente de Plaza Grande, apenas nos anos 20 ganhou o monumento do centro da praça. O leão representa Espanha a fugir, o condor é o animal nacional em vias de extinção e a senhora é libertas, deusa da liberdade. Ficam aqui a Catedral, o Carondelet e o Palacio Arzobispal. Depois de uma breve introdução ao tour, onde nos apresentam outros tours pagos que fazem, seguimos para a Plaza e junto do Palacio Arzobispal (palácio do arcebispado) que neste momento funciona como uma superfície comercial. Tem várias lojas e restaurantes e um posto dos correios. Em frente ao Palacio Nacionalou Carondelet (palácio presidencial) está a decorrer o render da guarda, o primeiro do novo presidente, Lenine Moreno Garcés, um presidente que se desloca em cadeira de rodas. Pela presença da cadeira de rodas, o nosso guia do Free Walking Tour tinha alguma curiosidade em ver como se iria proceder à cerimónia. O render da guarda é em frente ao palácio todas as segundas-feiras, às 11h. O nome ao edifício foi dado por Simon Bolivar, entusiasmado com o bom gosto de Francisco Carondelet na sua construção. É possível visitar uma parte, onde estão expostos os presentes que receberam antigos presidentes, de terça a domingo. No dia em que fomos, devido ao ambiente festivo, não nos deixaram sequer passar dentro do edifício. A entrada é grátis, mas têm que apresentar um documento de identificação no stand que fica numa das transversais do Palácio. A Catedral Metropolitana também fica na praça. Desde a sua construção teve que ser reconstruída quatro vezes devido a terramotos. À porta do Museo Numismático, antigo Banco Central do Equador, o guia conta-nos que em 1999 entraram os dólares americanos e eliminou-se a moeda nacional. Jamil Witt, presidente, cria um ambiente de instabilidade social e descontentamento, acabando por fugir em janeiro de 2001. Mostra-nos uma nota da moeda sucre, com muito orgulho, que guarda na carteira para mostrar aos visitantes. O museu fecha à segunda-feira e o preço para estrangeiros ronda 1 USD, mas no primeiro domingo do mês os museus são grátis. O tour continua e seguimos até à Fundación Iglesia de la Compañia de Jesús. A entrada custa 5 USD e abre todos os dias da semana. A igreja foi construída entre 1605 e 1765 pelos jesuítas. De lá seguimos para a Plaza de San Francisco, onde se encontra a Iglesia de San Francisco, um convento franciscano, considerado património da humanidade pela UNESCO. É imponente, apesar de todo o ambiente de obras que a ronda na praça, mas não passámos muito tempo ali devido ao ruído. A entrada é paga. É mais ou menos neste ponto que o guia faz uma paragem num espaço que lhe agrada para que possamos comprar souvenirs ou comer qualquer coisa. É mais barato procurarem vendedores de rua e comprarem biscoitos ou alguma especialidade da região. Esta pausa é um bom momento para pedir dicas ao guia. O guia leva-nos até La Ronda, uma rua boémia, destino ideal para beber canelaço, depois do sol se pôr. Passamos por uma fábrica de chocolate de uma equatoriana e um suíço, Chez Tiff. O guia sugere regressar lá e experimentar a trufa de chocolate e maracujá. Fica para outra vez! Já vos dissemos o nome do guia? O nosso era o Fernando, mas havia outra visita em simultâneo com o Alberto. Contam-nos as histórias das serenatas ali na Calle La Ronda. O guia diz-nos que era importante que a visada gostasse e lançasse um lenço branco com o nome, para a partir daí estar autorizado a cortejar. Bem, se ela não gostasse, vamos ficar apenas pela versão de que ninguém queria desagradar numa altura em que debaixo de todas as camas existia um penico. À tarde decidimos ir sozinhos à Basilica del Voto Nacional, a maior basílica neo-gótica do Novo Mundo (América). Representa na construção, iniciada em 1892, muitos dos animais tradicionais do país, como as tartarugas e iguanas das Galápagos e os armadillos. Pagámos 2 USD para subir até às torres, incluindo a do relógio, e valeu a pena, porque a vista da cidade é espetacular. Tem também um restaurante e algumas lojas de souvenirs. Deve-se ter cuidado na subida, apesar de ser feita em segurança, convém estar com roupa confortável, pois, esqueçam as saias. Ao domingo é possível entrar na igreja. Há muito mais para fazer na cidade, como o Teleférico, La Capilla del Hombre, Museo Templo del Sol Pintor Ortega Maila e El Panecillo. Uns ficam dentro da cidade e outros ficam mais afastados. O guia alertou-nos que se deve ter cuidado em El Panecillo, uma estátua da virgem no alto de uma montanha. Diz-nos que em tour é seguro, mas visitado de forma independente é famoso pelos assaltos. Onde comer: Restaurante Dios no Muerre, o guia sugere-o para jantar. Café Galletti, dentro do teatro Bolívar Acabámos a almoçar com o guia Fernando e mais um grupo de turistas no Mercado Central. Os pratos custam entre 2 e 6 USD, e os sumos 1 USD. Nós pedimos no Las Corvinas um prato que vem com peixe, ceviche misto, batatas e arroz. Onde dormir: Nós ficámos no Hostal History, que tem todo o ar de já ter sido um espaço pouco recomendado, talvez pelo cartaz a anunciar a disponibilidade de se poder ter acesso a canais de adultos. Tinha pequeno-almoço incluído, que não era mau, até se ver o estado da cozinha, onde minúsculas baratas se passeavam pelas bancadas. Também não tinha grande variedade de equipamento de cozinha. O Community Hostel pareceu-nos agradável, tem um bar, vende tours e tem atividades diárias. Sair de Quito De Quito fomos para Cali, já na Colômbia, e decidimos ir de autocarro. Para sair do centro de Quito apanhámos o autocarro amarelo que eles chamam de metro para Ofélia (0,25 USD) e em Ofélia seguimos no Bus que dizia terminal terrestre. No terminal foi só procurar pela bilheteira de Tulcán e comprar o bilhete, juntamente com as taxas do terminal, e fomos enganados. O bilhete estava marcado como 12 USD para os dois e seriam 0,40 USD de taxas, mas cobrou-nos 0,60 USD (o engano não foi grande). O autocarro é da companhia expresso Tulcán e tem Wi-Fi. 365 dias no mundo estiveram 2 dias em Quito, de 27 a 30 de Maio de 2017 Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ Preços: acessível Categorias: cidade, museus, história, capital Essencial: Ciudad Mitad del Mundo, Plaza de Independencia, Catedral Metropolitana, Basilica del Voto Nacional Estadia recomendada: 2 a 3 dias, depende do que querem visitar fora da cidade www.365diasnomundo.com
  5. Olá Mochileiros!!! Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018. Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar! Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar! www.profissaoviageiro.com Insta: @profissaoviageiro Então...... As coisas mudam tão rápido na vida... Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis! Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela. Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria. E assim foi: 18/02/2018 – Santa Cruz Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado! A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos. Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar. Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!! Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora. Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino. Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá. Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam. Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar. Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia. Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!! Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito! Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes. Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes. Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa. Já na volta parei na praia para curtir um pouco. De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar. Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício! 19/02/2018 – Santa Cruz Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito! Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia... Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!! Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento. Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam. De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00. Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos. Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá. Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!! Túneis de Lava Los Gemelos Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz. Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena. Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz. Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal PQP, ele me ajudou muito! Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00. 20/02/2018 – Isabela Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto. Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem. Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado. Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir! Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz. As cores do mar são impressionantes! Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco. Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não. Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte... O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel). Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos. Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar. Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho. Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas. Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados. Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá. Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas. Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos. A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho. Sensacional! Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa. O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio. Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse Na volta só paramos para as tartarugas mesmo. Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem. Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!! Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo! Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar. Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks. Estava tudo muito bom. Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo! 21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar. O tour saiu por US$ 35,00 Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos! Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo! Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso. Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro! A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais! Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou! Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo. De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos. Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc. E com isso, encerramos o passeio. Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo! No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!! O contato do Carlos lá em Isabela é: Carlos Valencia +593 096 7643662 O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno! Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros. E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo! No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito! Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe. Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás. Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo. Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas! Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas. No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila. Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel. Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida. Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda! Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!! 22/02/2018 – San Cristóbal Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour. O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer. A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas. Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes! Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........ A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá. Tinha muita ave ali! Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo. Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida. E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional! Do lado de fora também é bem legal! E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana! Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir. 23/02/2018 – San Cristóbal Esse dia tirei para conhecer La Loberia. É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas. Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo. O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê. Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco. Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz. De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei. 24/02/2018 - Santa Cruz Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho. A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso! O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho. Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho. O barco vai tranquilo até Gordon Rocks. Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora. Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto! Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água! O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados. Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho. Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano! Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso! Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera. Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!! Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada. De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo.... 25/02/2018 - Santa Cruz Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente. Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã! Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio. Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!! Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo. Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!! Mais fotos do passeio: No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar! Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem. Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar. O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também. Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho. Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo! Existe uma visitação controlada no local que ele fica. Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste.......... Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta. Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo. Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho! Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz. Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos! Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições! Então me despedi de Galápagos. 26/02/2018 – Santa Cruz No aerporto Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá! Valeu!!!!
  6. caio.acquesta

    Vulcão Chimborazo

    O vulcão Chimborazo é o mais alto do Equador, com 6.310 msnm (alguns lugares citam 6.268). Fica na Reserva de Produccion Faunistica Chimborazo. Está localizado na província de mesmo nome, aproximadamente 180km ao sul de Quito, entre as cidades de Ambato e Riobamba. Está rodeado por ‘páramos’ secos, sendo uma região com clima bem árido. Em pontos elevados, clima glacial. A temperatura gira em torno de 0 a 10 °C. Possui 2 refúgios, sendo a Cabaña Carrel a 4.850 metros e a Cabaña Whymper a 5.000 metros. O principal atrativo é a chegada ao primeiro refúgio e depois a subida ao segundo refúgio para quem tiver disposição, já que a altitude cobra seu preço dos visitantes. Mas há outras opções a serem feitas com guia, como trekkings e escalada, bem como o ciclismo de montanha. Entre a portaria principal e o primeiro refúgio há uma estrada de terra de aproximadamente 8 km a ser percorrida, sendo só subida. Alguns o fazem na caminhada, mas geralmente percorre-se esse trecho em veículos com guias que ficam estacionados na entrada do parque. No nosso caso, o guia nos cobrou U$ 20 pelo trajeto (ida-volta). É interessante citar, também, que é possível carimbar o passaporte no primeiro refúgio. Como chegar: o trajeto principal é o que sai desde o terminal de Riobamba, onde toma-se o ônibus que segue para Guaranda. Deve-se descer na entrada do parque. Para voltar, basta tomar o ônibus em frente a portaria , sentido Riobamba. Quanto custa: a entrada ao parque é gratuita (outubro de 2017). O valor do ônibus Riobamba-Guaranda é U$ 2,50. Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chimborazo http://www.ambiente.gob.ec/reserva-de-produccion-de-fauna-chimborazo-26-anos-de-proteccion/ http://areasprotegidas.ambiente.gob.ec/es/areas-protegidas/reserva-de-producción-faunística-chimborazo A seguir, algumas fotos do local, tiradas em nossa visita em outubro de 2017:
  7. Matheus Zorzi Sá

    Mitad del Mundo

    E ae galera... Não vi ninguém falando em pululahua nem no marco do meio do mundo (aparentemente são próximos). Gostaria de saber algumas dicas de alguém que tenha ido. Pelo que pesquisei, compensa mais ir sozinho do que com agência e não deve sair muito caro. Alguém? Valeu....
  8. adrodrigo

    Quito

    Como vai galera.... Bom estou aqui pois minha viajem ao equador ja esta marcada... com isso gostaria de tirar algumas duvidas sobre preco. Eu como todo brasileiro gosto de uma cervejinha eheh, e em relacao ao preco de cerveja e comida 'e muito caro ? Existem baladas no equador ? Ou somente vulcoes, montanhas, vales essas coisas ? Vocês acham que 1000 dolares da para se virar 30 dias sem contar hospedagem, 1000 dolares somente para passeios e passeios... Posso ajudar o pessoal pois ja viajem para Holanda, Belgica, Franca, Luxemburgo.... Espero conseguir respostas e ajudar com conhecimento...
  9. Rodotrip

    Quilotoa

    Salve pessoal, Ele foi formado na cratera do vulcâo homônimo. Dista uns 80 km de Quito com boa parte do trajeto percorrido entre vilas tipicamente andinas e um cenário bucólico. Na cratera há uma outra vila original andina que preserva o linguajar Quechua e pode-se hospedar nas humildes casas destes camponeses ou desfrutar de pousadas. 1 abraço, Rodotrip
  10. willgittens

    Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  11. Ao chegar em Quito no Equador a primeira coisa que fiz foi procurar agências para mergulhar nas Ilhas de Darwin e Wolf de Galápagos. A melhor temporada de mergulho nesta região é de agosto a outubro, onde é comum avistar cardumes de tubarões martelos, mola-mola, baleias, etc. As agências novas geralmente ainda não são reconhecidas no mercado, então os preços ficam bem mais acessíveis, como foi no caso da Astrea, onde paguei U$ 3800 para um cruzeiro de 8 dias com direito a 20 mergulhos. É necessário ter vários requisitos para embarcar nesse cruzeiro, como ter no mínimo 45 mergulhos catalogados no seu logbook, curso de mergulho avançado, nitrox e seguro de saúde de mergulho. Alguns dos locais tem muita correnteza, o importante é se manter sempre por perto do grupo. Para quem se interessar no contato da Agência Astrea: O email é [email protected]; os telefones sao: (593 2)2921739/ 2244334/ 2260863, cel (593 9)81948855. O site: www.astreagalapagos.com Aproveitei também para fechar um outro cruzeiro de 5 dias para exploração das ilhas num custo de U$ 1.000. Para quem tem o tempo reduzido vale a pena, pois algumas ilhas são distantes e fazer bate-volta não rende. A partir daí fui conhecer os vulcões da cordilheira dos andes. Comecei pelos mais baixos para se aclimatar melhor. O primeiro deles foi o Runcu Pechincha de 4.696m. Fica na periferia de Quito, dá para se chegar pegando um ônibus coletivo. Depois conheci o Ruminaui de 4.800m que fica dentro do Parque Cotopaxi. Infelizmente o vulcão Cotopaxi estava interditado devido ao risco de erupção. Conheci o Lago Quilotoa que fica num vale, rodeado por montanhas. O cenário é muito bonito. Conferi o monumento onde simboliza a passagem da linha do equador, chamado Mitad del Mundo. De Quito é só pegar um ônibus coletivo e descer próximo a portaria. Alí próximo não tão turístico, chamado Pululahua crater, mas vale a pena conferir. Depois fui para a Cidade de Otavalo para conhecer o Lago Mojanda e a cascada Peguche. Aluguei os equipamentos de alta montanha para escalar nas geleiras do vulcão Cayembe. Foram polainas, botas duplas, crampons e piolet por U$ 20/dia. Chegando na Cidade Cayembe pega-se um taxi até próximo do refúgio dos alpinistas, onde o pernoite foi U$15. Preparei minha refeição que consistiu em abacate, castanhas, frutas secas, parte de cenoura, beterraba, tomate, atum enlatado, pedaço de brócolis, pão integral. Acordei a meia noite para fazer o ataque ao cume. A escalada noturna é fundamental para subirmos com a neve dura, se torna menos cansativo e um menor risco de causar avalanches. A subida foi muito exigente, ao chegar próximo ao cume logo amanhecendo, uma tempestade de neve e ventos cobriu todo o cume do vulcão. Escalar a noite num lugar desconhecido é extremamente complicado, pois na volta vc perde a noção de direção e não faz ideia das paisagens. No caso do vulcão cayembe havia muitas gretas o q me deixou imensamente inseguro, sem contar q a tempestade de neve fechou toda a visão. Por muito pouco não passei por uma roubada das grandes. Jamais deixe de estar bem alimentado na subida, pois será isso q te manterá energizado. Para quem quiser desafiar o cume do vulcão sozinho é permitido tranquilamente, ao contrário do q dizem todas as agências q falam q é obrigatorio guia. Pode-se alugar todos os equipamentos de alta montanha na loja Los Andes em Quito. Impressionante como permaneci quente ao enfrentar uma nevasca deixando as roupas externas praticamente congeladas. Na parte de cima estava com a 2a. Pele, depois um casaco polar, casaco de pluma e por fim um anorak. Na parte de baixo estava com a 2a. Pele, depois uma calça polar e por fim a calça the norte face. Mas mãos 3 camadas de luvas. Nos pés 4 meias e bota dupla. No entanto no final da madrugada, entre 4h às 5h da manhã é o horário mais frio, as roupas quase não suportaram. Depois fui ao Parque onde fica o vulcão Antisana, onde fica um imenso lago próximo da base. A entrada deste Parque fecha as 14h. Escalei o vulcão Iliniza Norte. Próximo do cume tem pequenos trechos de neve. Depois fui a Laguna Coicocha. É só pegar um ônibus sentido a Cotacachi e pedir para descer em Quiroga. Também fui ao maior vulcão do Equador, o Shimborazo. Neste a escalada só permitida por meio de guia. Mas é possível os turistas fazer a visitação até o refúgio dos alpinistas. Um outro lugar bastante turístico é a Cidade de Banos. Fiz um passeio chamado Ruta de Las Cascadas. Visita-se inúmeras cachoeiras e tem várias tirolezas. A partir daí voei para Galápagos para iniciar os mergulhos nas Ilhas de Darwin e Wolf. Prepare-se para uma água gelada, mas com muita emoção, pois não é sempre que chegamos tão perto de cardumes de tubarão martelo. O serviço de bordo foi excelente. Fizemos um safári para encontrar baleias, golfinhos, mola-molas e as refeições eram bem elaboradas e deliciosas. Visitei a reserva das tartarugas gigantes. Fui a um local conhecido pelo nome Las Grietas, onde as rochas vulcânicas se solidificaram num formato bastante exótico. No cruzeiro de visitação das ilhas, conheci as Ilhas de Rapida, Floriana, Espanhola. São repletos de pássaros raros, focas, lobo marinhos, dragões marinhos, dragões terrestres, caranguejos, etc. Esse foi o resumo do que consegui conhecer no Equador durante 30 dias. Foi um roteiro bem intenso, principalmente nas montanhas da cordilheira dos andes. Precisei estar bem condicionado para enfrentar as longas subidas. DICAS: Para Ir Antisana (reserva ecológica onde tem a laguna de lá mirca ) partindo de Quito tem q descer no ponto de ônibus Terminal Playon de la Marin, depois pegar ônibus da cor Verde com nome "pintag". Descer em San Afonso e depois pegar um táxi. Antisana é o nome da montanha. Para ir ao aeroporto de Quito, pegar o ônibus (na av. Seis de deciembre - sentido norte) e descer na rio-coca, de lá pegar um ônibus para o aeroporto $2,00 Os ônibus começam a circular a partir das 4:45h da manhã; Terminal Norte (Quito) - cacelem - Para Ir A Otavalo - estação (Av. Seis de deciembre) Terminal Ofélia (Quito)- Para Ir A Cayembe ou mitad del mundo - pegar ônibus na Av América (metrô bus) - Quito Para ir ao Iliniza partindo de Quito, pega-se o onibus no terminal sul (quitumbe) para chaupi Otavalo - laguna de san Pablo, cascata de peguche (20min de caminhadas de Peguche); laguna de mojanda. Cuicocha lagon acima de otavalo (vai por cotacachi - desce em Quiroga - pega um taxi/caminhonete); São 4h de caminhadas. Link do youtube da edição das filmagens:
  12. caio.acquesta

    Parque Nacional El Cajas

    O Parque Nacional Cajas foi um dos lugares mais surpreendentes de nossa viagem no Equador. Por ser de fácil acesso, gratuito e desconhecido, e acima de tudo muito belo. Situa-se na província de Azuay, estando a cerca de 30 km de Cuenca, no sul do Equador. Seu ecossistema principal é o “páramo”, junto a bosques de altitude. Possui centenas de lagunas salpicando o terreno, em altitudes entre 3.160 a 4.450 msnm. A temperatura oscila entre -2 a 18 °C. Há diversas opções de trilhas para se fazer no parque, desde trilhas de poucas horas a trilhas de mais de um dia. Não é necessário guia (pelo menos para as menores). A trilha mais comum dura entre 3h e 4h, seu nível de dificuldade é médio e as sinalizações no caminho por vezes são confusas e/ou inexistentes, mas mesmo assim é possível se orientar sem grandes problemas. Também é possível acampar e pescar por lá. Por ser um local que recebe poucos turistas e possuir uma área bem extensa, em muitos momentos você se sente completamente ‘Into the wild’, imerso na beleza e no silêncio da natureza. Sem dúvidas é uma experiência marcante para os amantes da natureza. Como chegar: por conta própria, de ônibus, saindo do terminal de Cuenca. Parece que há apenas 2 horários de saída, sendo 08:30 e 10:20. A via utilizada é a Cuenca–Molleturo–Naranjal, para acessar a portaria principal (norte). Para voltar, há um ponto de ônibus em frente a portaria principal do parque. *Obs: quando estivemos lá, ao tentar pegar os ônibus na volta, por volta das 17h, os motoristas não paravam. Ao pegar carona em uma viatura de policia, eles nos disseram que os ônibus não param no final da tarde simplesmente por ‘medo’! Quanto custa: neste momento (outubro de 2017) a entrada é gratuita. O valor da passagem de ônibus está entre U$ 2 – 2,50 . Fontes: http://www.ambiente.gob.ec/parque-nacional-cajas/ http://parque-nacional-cajas.org/location.html http://www.enjoyecuador.net/espanol/lo-nuevo/cuenca-parque-nacional-cajas.shtml A seguir, algumas fotos do parque, tiradas em outubro de 2017:
  13. Já fiz algumas viagens utilizando muitas dicas aqui deste glorioso mochileiros.com, e sempre fico me dizendo que farei o relato da viagem logo quando chegar, aí o nosso dia a dia acaba não deixando fazer isso logo, mas.....desta vez envidei esforços para ir fazendo o diário de bordo durante a viagem mesmo, agora sim consegui fazer o relato. Sem mais delongas, conto-lhes como foi essa viagem espetacular de 17 dias pelo EQUADOR, destino pouco visitado pelos brasileiros, mas de muitas belezas naturais para conhecermos. Tentei não deixar o relato muito cansativo de ler, enxuto, vamos lá! Obs: Moeda oficial do Equador é o dólar americano (USD). DIA 1 Voo Natal (NAT) – São Paulo (GRU) Voo São Paulo (GRU) – Lima (LIM) DIA 2 Voo Lima (LIM) – Quito (UIO) Chegada em Quito às 3h da madrugada. Chegando nesse horário, me submeti a pegar um táxi (USD 25) em direção ao bairro que escolhi para me hospedar, El Mariscal, foram 45min até chegar, isso sem trânsito, de madrugada, ou seja, realmente é longe!!! Hospedagem em Quito: El Arupo B&B (via Booking; muito bom!) Dia: CENTRO HISTÓRICO + EL PANECILLO Caminhada até o Centro Histórico, lugares visitados: Basílica de Quito (del Voto Nacional); Palácio do Governo (visita guiada gratuita, reserve seu horário e vá visitar os outros pontos turísticos); Igreja San Francisco; Plaza Grande; Igreja da Companhia de Jesus (não entrei; USD 5); Museu da Cidade de Quito (não entrei; USD 5). Muito bonita essa região da Plaza Grande, muito movimentada e com muitos lugares para almoçar, vc consegue almoçar bem com USD 4. EL PANECILLO + VIRGEM DE QUITO (táxi saindo do centro USD 2,70 + subida na virgem USD 1), por essa área tem muitas opções para comer também. Depois da visita, volta para o centro de ônibus (USD 0,25) e caminhei de volta ao bairro El Mariscal. Noite: Plaza Foch (caminhada de menos de 5min do hostel) DIA 3 Dia: MITAD DEL MUNDO + VULCÃO PULULAHUA + TELEFÉRIQO Mitad del Mundo Como chegar desde El Mariscal: ônibus saindo da Av. das Américas para a estação La Ofélia, depois outro ônibus de La Ofélia para Mitad del Mundo (USD 0,25). Monumento Mitad del Mundo (ingresso simples USD 3,50) Museu Inti-Nãn (a verdadeira latitude zero, com muita interação, visita obrigatória), fica a uma pequena caminhada após sair do Monumento Mitad del Mundo, ingresso USD 4. Consegui colocar o ovo em pé em cima da cabeça de um prego, tenta lá kkkkkkkk Vulcão Pululahua (entrada gratuita) Saindo do Museu Inti-Ñan pegar táxi para o vulcão USD 8, o taxista espera a visita e retorna ao Monumento Mitad del Mundo (outra opção é pegar um ônibus e depois pegar uma subida boooa caminhando). Cratera com uns 4km de diâmetro, tem um povoado que mora dentro. Telefériqo Existe um ônibus que sai do Mitad del Mundo e te deixa aos pés do Telefériqo (é longe), depois vc pega um táxi para subir USD 1,50. Entrada do Telefériqo USD 8,50 (não subi o Vulcão Pichincha). Volta para o bairro El Mariscal, van saindo do Telefériqo USD 2,50. Noite: Plaza Foch (caminhada de menos de 5min do hostel) DIA 4 Dia: VULCÃO COTOPAXI Como chegar por conta própria: Saindo de El Mariscal, pegar ônibus até o terminal QUITUMBE (USD 0,25, faz uma cambiação); chegando no Terminal, ônibus intermunicipal Quito – Latacunga (USD 1,80) e pedir ao motorista para parar em frente ao Parque Nacional Cotopaxi. Em frente à entrada do Parque Nacional existem caminhonetas com guias credenciados oferecendo o tour ao Vulcão, que quando eu fui só podia subir até o 1º refúgio, eles começam pedindo USD 25 p/pessoas, éramos 3 pessoas, negociando ficou por USD 18 p/p (não precisa pagar entrada do Parque). Subida um pouco cansativa devido a altitude, mas foi tranquila. Volta, saindo do Parque Nacional, pegar ônibus para Latacunga na rodovia (USD 0,75); Táxi do Terminal para o hostel em Latacunga (USD 1,25). Noite: Centro de Latacunga Hospedagem em Latacunga: Hostal Tiana (USD 16, quarto privado; razoável) DIA 5 Dia: QUILOTOA Táxi do Hostel ao Terminal de Latacunga USD 1,25 Ônibus Terminal de Latacunga para Quilotoa USD 2,50 (sai de hora em hora) Ingresso do Quilotoa USD 2, a descida até o lago é tranquila, mas a subida..........é de matar! Kkkkkkkkk Junte esses 3 ingredientes: subida íngreme + altitude + areia fofa, perdi uns 2kg nessa subida hehehe (outra opção: alugar um jumento pra subir USD 10). Volta para Quito, ônibus de Quilotoa para o Terminal de Latacunga (USD 2,50), pede para o motorista de deixar na rodovia pra vc pegar um ônibus para Quito (USD 2), vc ganha tempo. Chegando em Quito, ônibus Terminal Quitumbe para o bairro El Mariscal (USD 0,25). A noite seria em Latacunga, mas a Avianca alterou o voo para o dia seguinte às 6:50 am, ou seja, teria que dormir em Quito. Noite: Só descanso!!! DIA 6 Dia: GALÁPAGOS (Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz) Táxi do Hostel ao Aeroporto de Quito às 4h da madrugada (USD 25), trajeto 45min; No aeroporto de Quito vc paga uma taxa de USD 20 e ao chegar em Galápagos USD 50; Voo de Quito para Baltra (Galápagos) 6:50/9:20 (com conexão em Guayaquil): Chegando na Ilha de Baltra, após os cachorros “examinarem” as malas, você pode retirá-las e sair do aeroporto. Ida de Baltra ao Hostel: Você sai do aeroporto de ônibus (gratuito das cias aéreas) para o Canal de Itabaca, onde pegará um táxi aquático para a Ilha Santa Cruz (USD 1). Daí para chegar em Puerto Ayora, vc pega um ônibus até o centro (USD 2), da parada final do ônibus até o hostel, uma caminhada de aprox. 7 minutos. Almoço: El Descanso del Guia Na parte da tarde, caminhada visitando a Estação Científica Charles Darwin (Criação de tartarugas gigantes, entrada gratuita) + Playa de la Estación (iguanas e caranguejos); Mercado de Peixe (muito legal ver os leões marinhos tentando pegar os peixes da peixaria). Noite: Centro de Puerto Ayora Hospedagem em Puerto Ayora: Hospedaje Germania (via Booking; muito bom!) DIA 7 Dia: GALÁPAGOS (Puerto Villamil, Ilha Isabela) De Puerto Ayora para Puerto Villamil: Pegar Lancha entre as ilhas (tem 2 saídas diárias), custa USD 30 a ida, negociando você consegue ida e volta por USD 50. Outros gastos que terá: Táxi aquático até a lancha na saída USD 0,50; na chegada USD 1; Taxa para permanência na Ilha Isabela USD 5 Lugares visitados na Ilha Isabela: Laguna Concha y Perla; Píer; Praias de Isabela; Centro de Reprodução de Tartarugas gigantes; Laguna de Los Flamingos (tudo caminhando e custo zero). Noite: Mercado Público, achei empanadas por USD 1 Hospedagem em Puerto Villamil: Hostal Cerro Azul (Via Booking; bom) DIA 8 Dia: GALÁPAGOS (Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz) Volta para Ilha Santa Cruz: Mesmo procedimento de ir para Ilha Isabela, pegar lancha para Ilha Santa Cruz (USD 25) + Táxi Aquático USD 0,50 na chegada. Chegando ao píer em Puerto Ayora, aproveitar táxi aquático para ir a Las Grietas USD 0,80, lugares visitados: Las Grietas (bacana!) + Praia dos alemães; volta ao píer de Puerto Ayora: táxi aquático USD 0,80. Ida às praias de Tortuga Bay (Playa Mansa e Playa Brava), caminhada de 40min por caminho bem demarcado. Almoço nos Kioscos (rua com diversos “restaurantes” com bons preços de almoço e jantar, inclusive lagosta) Tour para Los Gemelos (duas crateras gêmeas) + Túneis de lava + Rancho Primícias + Rancho El Chato (ambas são propriedades privadas q tem criações de tartarugas gigantes, experiência muito legal, um real contato com as tartarugas)....USD 20 (fechei com o dono do Hostel Germania). Noite: Centro de Puerto Ayora DIA 9 Dia: GALÁPAGOS (Puerto Baquerizo Moreno, Ilha de San Cristóbal) Ida para Ilha San Cristóbal: Táxi aquático até a lancha USD 0,50 + Lancha entre as ilhas USD 25. Chegando em Puerto Baquerizo Moreno, lugares visitados: Playa Mann; Centro de Interpretação (tartarugas gigantes); Estátua de Darwin; Cerro Tijeretas; Playa Punta Carola (tudo caminhando e custo zero). Almoço no Mockinbird (Muito bom e “barato” USD 5! Fica no centro Esquina das calles Ignácio Hernandez com Española) Tarde na Lobería, experiência única no meio dos leões marinhos, tem muitos! (táxi na ida USD 3; volta caminhando) Noite: Caminhada pelo Malecón; jantar na Pizzaria Calipso Hospedagem: Hostal Tongo Reef (via Booking; muito bom!) DIA 10 Dia: GALÁPAGOS (Puerto Baquerizo Moreno, Ilha de San Cristóbal) Tour fechado com um “taxista” (que lá andam em Hilux) USD 25 p/pessoa: Casa da árvore El Ceibo (não entrei, não vi graça) + Galapagueras (criação de tartaruga) + Laguna El Junco + Playa de Puerto Chino (outra forma mais barata de chegar, aos domingos tem ônibus pra lá). Almoço no Mockinbird Volta para Puerto Ayora às 15h; chegada às 17h (Lancha USD 25) Noite: Passeio pela Av. Charles Darwin; Mercado de Artesanato. DIA 11 Dia: DE GALÁPAGOS A BAÑOS Saída do Hostel em Puerto Ayora para o aeroporto de Baltra às 6:30 (táxi USD 2); chegada ao Terminal Terrestre às 6:50; ônibus para o píer saiu às 7:10 (USD 2); chegada ao píer às 7:50 pra pegar o táxi aquático para chegar na Ilha de Baltra (USD 1); após a travessia, pega ônibus da cia. Aérea para chegar ao aeroporto (gratuito, da mesma forma da chegada). Voo Baltra - Quito com conexão em Guayaquil. Chegada em Quito às 14:50; pegar ônibus que passa na porta do aeroporto para o Terminal Quitumbe (USD 2); Chegando ao Terminal, pegar ônibus para Baños (USD 4,45), são 3h30min de viagem. Noite: Pizzaria Leoni em Baños Hospedagem em Baños: Hostal Las Rocas (via Booking; muito bom, em frente ao terminal; melhor atendimento que recebi nessa viagem). DIA 12 Fechei um pacote com o Hostel por USD 36, incluindo o Canopy, a Chiva para fazer o tour Ruta de las Cascadas e o tour que eles chamam de Selva pelas cidades de Pastaza e Puyo. Dia: CANOPY + RUTA DE LAS CASCADAS + CASA DEL ÁRBOL Logo cedo, ida com o pessoal do Hostel pra fazer o Canopy, nossa tirolesa (melhor estilo é o morcego); depois pegar a Chiva pra fazer a Ruta de Las Cascadas (eles pararam no mesmo Canopy q eu tinha feito mais cedo, ao fazer novamente ficou por 50% do valor normal). Almoço do restaurante venezuelano que fica em frente a Pizzaria Leoni Às 16h, pegar ônibus em direção à Casa del Árbol (USD 1), basta perguntar no Hostel de onde esse ônibus sai, bom chegar com antecedência do horário de saída (16h), costuma ficar cheio. Entrada da Casa del Árbol + Columpio del Fin del mundo (balanço) (USD 1); Columpio Extreme USD 1 (gostei desse tbm, apesar de não ser o original). Às 18h retorno no mesmo ônibus para o centro de Baños. Noite: Caminhada no centro; Praça Principal; Igreja da cidade. DIA 13 Dia: SELVA Passeio pela Selva Equatoriana, trata-se de uma pequena entrada na região amazônica do Equador, pelas cidades de Pastaza e Puyo. Passeio que dura o dia todo com almoço incluso, oferece as seguintes atividades: Parada para ver o Rio Pastaza (onde se pratica canoagem e rafting); Zoológico em Puyo; Passeio de canoa pelo Rio Puyo; Caminhada na selva para curtir uma linda cachoeira e se balançar na árvore ao estilo Tarzan...hehehe (não tenha medo, faça!); Visita aos índios Kichwa, participando de rituais e visitando sua tenda de artesanatos. Noite: Pizzaria Garfield (melhor preço do Equador, fica na rua das Boates). DIA 14 Dia: VULCÃO CHIMBORAZO Ônibus de Baños para Riobamba (USD 2); do Terminal de Riobamba, ônibus da Flota Boílvar pedindo ao motorista pra descer no Parque Nacional Chimborazo (USD 2,50). Entrada gratuita no Parque Nacional. A subida ao primeiro refúgio, vc pode fazer de 3 maneiras, caminhando cerca de 2h na altitude (a mais barata!); conseguir uma carona; ou pagar pra te levarem lá de caminhoneta. Com a negativa de algumas oportunidades de carona, pagar foi a solução (USD 10), e digo-lhes que valeu muito depois que vi todo o trajeto, muito sacrificante. Do 1º refúgio para o 2º (5.041m de altitude), caminhada de 40min. Quanto mais cedo vc chegar no Parque, melhor visão do vulcão vc terá, mais chance de conseguir carona tbm. Para descer até a entrada do Parque, carona encontrada...uhuuu!!!!! Ônibus de volta do Chimborazo para o Terminal de Riobamba (USD 2), passa de hora em hora. Ônibus de Riobamba para Cuenca (USD 8, 6h de viagem) Táxi do Terminal de Cuenca para o Hostel no Centro USD 1,30. Hospedagem em Cuenca: Hostal Latina (via Booking; não gostei, mas possui uma ótima localização). DIA 15 Dia: CUENCA Passeio pelo Centro de Cuenca (Catedral e arredores); Tur Bus (USD 8, norte e sul), não costumo pegar esses ônibus, mas diante o pouco tempo disponível, foi uma boa opção, até porque em Cuenca, um único ticket te dá direito a fazer 2 tours (lado norte e o lado sul da cidade), exemplo, uma antes e outro depois do almoço. Esse ônibus passa por todos os principais pontos turísticos dessa linda cidade, mas só faz parada em dois deles (cerca de 20min): - Museu Sombrero Homero Ortega: onde vc vê todo o processo de fabricação do famoso Chapéu do Panamá, que é equatoriano! A guia explica a história desse chapéu e vc ainda aproveita para comprar um exemplar, o clássico custava USD 31, quando estive lá; - Mirante de Turi: parte mais alta da cidade, onde vc tem uma bela vista de Cuenca. Táxi do Hostel para o Terminal de Cuenca USD 1,50 Ônibus de Cuenca para Guayaquil (USD 8, 4h de viagem); chegada ao terminal de Guayaquil, táxi para o hostel USD 5 (acho que foi o único momento da viagem que fui explorado, esse trecho era pra ter sido USD 3). Noite: Setor de bares/restaurantes do Bairro Las Peñas; Bar Casa Pilsener (ambiente bem aconchegante) até às 2h da madrugada. Táxi de volta ao hostel USD 4 (Guayaquil é diferente do resto do Equador, sempre peça aos estabelecimentos conseguirem um táxi pra vc ou peça a um policial, nessa cidade há histórico de sequestro realizado por falsos taxistas, NUNCA pegue qualquer um que vai passando na rua! Todos os pontos turísticos da cidade são bem policiados). Hospedagem em Guayaquil: Hostal San Francisco (via Booking; bom, mas com localização ruim). DIA 16 Dia: GUAYAQUIL Táxi para a Plaza Bolívar (ou Plaza de las Iguanas) USD 3; Caminhada pela Plaza Bolívar vendo Iguanas e tartarugas; a Catedral da cidade fica em frente. Ida caminhando ao Malecón 2000 às margens do Rio Guayas, percorrê-lo do início ao fim com paradas em locais estratégicos; Ao final do Malecón, subir as escadarias do Cerro Santa Ana no bairro Las Peñas. Lá em cima vc terá uma bela vista de Guayaquil, um farol, e durante a subida tem alguns bares, lanchonetes e lojinhas de artesanato. O local é bem seguro, muitos policiais fazem a segurança do lugar durante toda a subida dos 444 degraus da escadaria. Volta para o hostel, táxi USD 4 Noite: Mall San Marino (maior shopping da cidade) Táxi ida USD 3; volta USD 3 DIA 17 Táxi do Hostel para o aeroporto de Guayaquil às 6:30 (USD 4; cerca de 10min). Voo Guayaquil – Lima (8:45/10:40) Voo Lima – São Paulo (12:20/19:30) Voo São Paulo – Natal (22:45/2:00) CONSIDERAÇÕES FINAIS: - O Equador é um país fantástico e de várias facetas: Praias, Cordilheira, Vulcões, Selva, Rios, Cidades históricas; Rica gastronomia; e de um povo muito receptivo, prestativo e simpático, recomendo!!!; - Sim, faço viagens estilo maratona....correria (gosto assim!), cada um tem seu ritmo; - O que eu queria ter feito ou conhecido e não deu tempo? Ter ido a Otavalo (ao norte de Quito) e ter feito o passeio de trem Nariz del Diablo (sai de Alausí). Mas sempre temos que sacrificar algumas coisas para aproveitar outras, então minha decisão foi essa; - Muita gente fala em Montañita, não fui e nem me interessou em conhecer, pelo que pesquisei do local; - Perdi 4,5 kg nessa viagem!!!! Coloco muito esse mérito para a subida do Lago Quilotoa kkkkkkkkk - Na Ilha Isabela daria pra ter feito um tour chamado Tijeretas, teria dado tempo, mas como todo tour em Galápagos, achei caro! - Minha ida a Galápagos foi por Quito e não por Guayaquil, que tem voo direto, única e exclusivamente porque peguei uma promoção q era voo direto QUITO – BALTRA, ida e volta por R$ 908 (já com taxas) em 10x pela Avianca; - Qual destino eu considero dispensável nesse roteiro? Guayaquil!!! Se eu soubesse, poderia ter feito o Nariz Del Diablo ao invés de Guayaquil. Fiquem à vontade para perguntar, será um prazer ajudá-los! FIM!!!!!
  14. Matheus Zorzi Sá

    Baños

    Pesquisando aqui, vi que baños tem várias coisas legais...Fica próximo ao vulcão Tungurahua e as famosas fontes hidrotermais de água mineral. Mesmo assim, não vi muitas informações ou conversas sobre o assunto... Que tal? Alguém já foi? tem dicas de como ir, quanto tempo ficar, o que fazer e custos.... Valeu
  15. Fala, viajante!! Depois de percorrer os atrativos da capital equatoriana, hoje vamos viajar por um mundo bem diferente, com fortes traços indígenas. Descubra o que fazer em Otavalo. --- O mundo indígena e a natureza de Otavalo (Equador) Lá estava eu, no Terminal Carcelén (Quito), em pé, com o mochilão nas costas e o lanche para a viagem na mão, modestamente envolvido por um saquinho preto – desses de barraquinhas de camelô ou de lixinho de cozinha. Eu aguardava o tão esperado ônibus para Otavalo, um local que havia despertado meu interesse por seu famoso mercado de artesanato indígena. Meus companheiros de viagem, Marcelo e Carioca, até poderiam estar pensando se aquilo não seria uma furada, mas toparam a investida. O ônibus chegou e logo embarcamos. Uns dez minutos antes, o Marcelo havia comprado as passagens e o vendedor alegou que não tinha troco, mas o daria assim que o tivesse em mãos. Desconfiei. E não vimos o vendedor embarcar conosco. Golpe? Provavelmente. Aos poucos, as paisagens urbanas sumiam das nossas vistas e a exuberante natureza equatoriana parecia uma tela emoldurada pelos contornos das janelas. No ônibus simples, de gente simples, quase não havia turistas mas não faltava alegria e descontração providos pelos vendedores ambulantes que embarcavam e desembarcavam como se fossem grandes artistas e o ônibus, o palco. Um deles, em especial, chamou nossa atenção (e de todos os outros passageiros), era um exímio vendedor que, se tivesse uma oportunidade, certamente se destacaria. Pelos minutos que o jovem ambulante esteve dentro do ônibus, viramos reféns de suas piadas e brincadeiras, sem conseguir sequer desviar o olhar. As brincadeiras envolviam prêmios para os que acertassem suas perguntas ou desvendassem o desfecho de suas charadas. Foi uma verdadeira aula de vendas, ministrada por um vendedor nato. No meio da viagem vejo alguém de fisionomia familiar e mostro aos meus amigos. Lembra do vendedor de passagens? Lá estava ele, cumprindo sua função de cobrador para os que embarcavam e desembarcavam pelo caminho. E não demorou muito para que ele trouxesse o nosso troco exato. E foi nesse clima agradável que rodamos 110 km e desembarcamos em San Luis de Otavalo, uma cidade com cerca de 100 mil habitantes – embora possua uma atmosfera interiorana. Pagamos US$ 1,50 pelo táxi até o albergue. Ficamos hospedados no Flying Donkey que fica no centro, possui quartos privativos e compartilhados, TV, cozinha, wifi gratuita, entre outras coisas, mas o mais bacana é o terraço com vista para a cidade. Nós optamos por um quarto triplo privativo com banheiro e pagamos US$ 11 pela diária/por pessoa. Os recepcionistas não são dos mais amigáveis, mas tivemos a sorte de sermos recebidos pelo proprietário que é um grande explorador da região e nos deu dicas valiosas. Saímos para comer algo e encontramos a Pizzeria Siciliana. O local estava cheio e, por isso, entramos. Jantamos embalados por uma animada banda local que tocava ao vivo seus tambores e outros instrumentos indígenas. A pizza é boa, assim como o atendimento, e o local superagradável e bem decorado. No caminho de volta para o albergue, fomos surpreendidos por dois grupos indígenas, aparentemente distintos, desfilando pelas ruas da cidade. Não consegui descobrir o motivo ou o significado e se era alguma tradição, mas eles perfilavam tocando suas músicas, e seguindo um touro adornado com fitas na cabeça. Ao final, havia homens carregando pedaços de pau com galinhas, porcos e porquinhos-da-índia pendurados pelas patas. Seguimos nosso caminho até o albergue e passamos um tempo no terraço antes de irmos dormir com a certeza de que estávamos prestes a conhecer um mundo muito diferente do nosso. Com tantas alternativas, traçamos nosso roteiro para o primeiro dia de exploração da região. Pra começar, pegamos um táxi do albergue até a rodoviária – pagamos US$ 1,50 porque era fim de semana, em dias úteis o valor da corrida é US$ 1. De lá, tomamos um ônibus por US$ 0,35 até o povoado Quiroga onde tomamos café da manhã em uma padariazinha bem simples. Na praça central, onde param os ônibus, conhecemos alguns taxistas e conseguimos uma caminhonete que nos levasse à Laguna Cuicocha por US$ 4. Quisemos ir na caçamba e passamos frio! Ao chegarmos na entrada do parque, registramos nossos nomes e o taxista seguiu até a área do hotel. Sim, existe hotel e restaurante para os que quiserem passar um dia ou mais por lá para curtir a natureza. A Laguna Cuicocha possui 3 km de diâmetro e chega a 200 metros de profundidade, ocupando a cratera do Vulcão Cotacachi, na Cordilheira Ocidental dos Andes Equatorianos. Seu nome em quechua significa “lagoa do porquinho-da-índia”, devido à semelhança entre o formato de sua maior ilha e o animalzinho. Os circuitos de trekking são variados e é possível dar a volta na lagoa em cerca de 4 horas. Como não tínhamos todo esse tempo, fizemos apenas uma parte do circuito e depois fizemos um passeio de barco (US$ 3,50 por adulto, crianças pagam US$ 2). O barco é seguro e o uso de coletes é obrigatório. Ele dá uma volta ao redor das ilhas e faz uma breve parada para vermos a atividade vulcânica em uma delas. O que se vê são bolhazinhas saindo do fundo da areia na extremidade da ilha. O passeio dura uns 30 minutos e não chega a ser algo empolgante. O tempo estava instável e começou a chover forte quando desembarcamos. Ficamos amontoados entre as barraquinhas de artesanato indígena e fizemos amizade com um dos vendedores. Era um senhor de cabelos compridos, trançados, que parecia ter saído de algum filme. Ele nos contou sobre um turista alemão que foi passear pela região, apaixonou-se por uma indígena e não quis mais saber de voltar para a Europa. Contou-nos sobre como o alemão foi bem aceito pela comunidade, pois fazia questão de seguir os costumes locais, inclusive em sua cerimônia de casamento. Parecia enredo de um filme, mas não era ficção! Esse mesmo senhor se prontificou a chamar um táxi para continuarmos o passeio. Não me lembro de seu nome, mas jamais esquecerei suas histórias. Quando o táxi chegou, partimos (por US$ 6) para o povoado que leva o nome do vulcão, Cotacachi. Caminhamos um pouco pelas ruas e chegamos à estação rodoviária que possui, do lado de trás, uma variada oferta de restaurantes – onde aproveitamos para almoçar pollo a la plancha (frango grelhado) com arroz, salada, ovo frito e batatas. Era um prato generoso por US$ 2. Depois do almoço, nosso destino era Ilumán. Para chegar até lá pegamos um ônibus (por US$ 0,35) até a intersecção com a Rodovia Panamericana, de onde seguimos a pé até o vilarejo. Por ser um domingo, estava tudo fechado (mas não que houvesse muita coisa por lá). Caminhamos por algumas quadras e retornamos para a rodovia para aguardar outro ônibus (por US$ 0,35) que nos levasse de volta a Otavalo. Ao chegar na estação, mais US$ 1,50 pelo táxi até o albergue. Ouvimos as badaladas do sino e era hora de irmos à igreja para ver como seria a celebração da missa. Embora imaginássemos que fosse algo muito diferente, principalmente por causa da população indígena, o que vimos era algo bem parecido com as missas no Brasil. Mas valeu a pena passear pela praça iluminada e admirar a bela igreja, Santuário del Señor de las Angústias. Entramos num mercado para comprar algumas coisas para o dia seguinte, que também seria bastante movimentado, e fomos procurar um lugar para jantar. A melhor opção que apareceu foi um restaurante chifa (que, como já disse em outros posts, é a fusão da gastronomia chinesa com a peruana, com um toque da equatoriana também). Pedi um prato de carnes mistas (de camarão, frango e bovina) por US$ 4,50, acompanhado pela cerveja equatoriana Pilsener, curiosamente servida em taças de sundae (rsrs). Mais uma vez o sol se levantava em Otavalo e nós já estávamos ávidos por mais um dia de aventura. Era o nosso último dia na cidade e, como ainda queríamos fazer muitas coisas, tínhamos que escolher um meio de transporte rápido e que fizesse exatamente a nossa rota, ou seja, mais uma vez optamos pelo táxi (que em três pessoas, tem um ótimo custo x benefício). Negociamos e conseguimos fechar por US$ 5 o trajeto até El Lechero e depois até a Cascada de Peguche. Embarcamos e percorremos algum tempo em uma estrada de terra até chegar a El Lechero: uma árvore solitária, localizada no alto de uma colina, a 4 km de Otavalo e que garante uma vista majestosa de bosques de eucaliptos e da Laguna San Pablo. Mais que uma árvore, é um local sagrado, místico, onde os indígenas costumam fazer rituais de purificação, de casamento e levam oferendas. O local é bacana para apreciar a paisagem e, quem sabe, fazer um piquenique. Na sequência, o táxi passou próximo ao Parque Cóndor mas não paramos. Nosso próximo objetivo era conhecer a Cascada de Peguche. Ao chegarmos na comunidade Peguche, desembarcamos, registramos nossos nomes no posto de controle que dá acesso à cascata e seguimos a pé por um caminho bonito e bem arborizado, cercado por muretas de pedras. Pouco depois chegamos até a Piscina Incaica que, apesar do nome interessante, sua água verde, turva e gelada não estava nem um pouco convidativa para um banho. Seguimos em frente até nos depararmos com um visual deslumbrante: a queda de 6 metros de altura, com o entorno totalmente natural, de mata nativa. A força da água naquele local é algo impressionante e dá até medo de chegar muito perto. É uma imagem linda pra guardar na memória. E foi caminhando que deixamos o bosque da cascata para trás e caminhamos até o centro do povoado Peguche. Foi lá que tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho de 15 famílias artesãs que destinam seus trabalhos para a galeria Artesanía El Gran Condor. Encontramos quadros, roupas, acessórios, uma infinidade de produtos produzidos pelos indígenas, com lã de alpaca, ovelha e outros produtos naturais – e tudo com muita qualidade. Eles utilizam vários tipos de teares manuais e mecânicos para trabalhar as mais complexas figuras. O ponto alto é poder ver e conhecer seus antigos métodos de confecção que, ainda hoje, são mantidos por algumas famílias, sem contar as técnicas naturais de colorir a lã com inseto de cacto, limão, bicarbonato, entre vários outros ingredientes. E toda essa demonstração é gratuita – não te empurram nem um suvenir, mas é até maldade não comprar alguma coisa diante de tanta receptividade. A poucos metros dali havia um restaurantezinho simples. Bem simples. Mas muito simples mesmo! O cardápio estava na parede, escrito em um quadro branco. Havia uma sopa de verduras de entrada e carne ensopada ou guatita (guisado com pedaços de estômago, tradicional prato equatoriano). Preferimos a carne que veio acompanhada de arroz, uma saladinha e abacate. Para tomar, havia limonada. O almoço completo custou US$ 1,75. Enquanto fazíamos a digestão, caminhamos até Ilumán, onde já havíamos estado no dia anterior, mas estava tudo fechado por ser domingo, lembra? Pois bem, era uma segunda-feira, tudo estava funcionando normalmente e nós estávamos lá por um motivo especial: queríamos assistir a um legítimo ritual xamânico. Pedíamos informações aos moradores e eles iam nos indicando o caminho. Eis que identificamos a casa de um deles pelas placas na fachada. Somos atendidos por sua esposa que diz para aguardarmos em uma sala, pois ele estava no banho. Enquanto esperamos, observo atentamente todos os apetrechos pendurados pelas paredes: couro de jacaré, peles de onça e outros animais, pássaros, conchas, mandíbulas de algum peixe bem grande, certificados diversos, um tambor, um tatu, uma cabeça de vaca, e alguns buquês de folhas, entre dezenas de outros objetos difíceis de decifrar. Na estante, mais produtos variados para os rituais. Eis que chega o xamã, medindo não mais que 1,60m de altura, calçando crocs nos pés, vestindo calças brancas, camisa polo e chapéu. José tem fortes traços indígenas, assim como sua esposa, também curandeira, Rosa. Perguntamos sobre o ritual e o valor. E ficamos estarrecidos quando ele disse US$ 100. Cheguei a pensar que jamais veria tal ritual, mas decidimos perguntar sobre algo mais simples, que estivesse ao nosso alcance. Depois de alguma conversa rápida, ele baixa para US$ 20 e acaba fechando por US$ 10 – mas diz que não é o ritual completo, e vai durar apenas 15 minutos. Marcelo se candidata. Eu e o Carioca nos incumbimos de registrar tudo. José chama sua esposa e dá início ao ritual que começa com algumas perguntas básicas, seguidas de baforadas em um copinho que o Marcelo deve tomar em seguida. Lá fora, o tempo fecha e ouvimos estrondosas trovoadas. O xamã enche o copinho novamente, e o Marcelo vira de novo o copo de aguardente com uma mistura ervas (conhecida como ayahuasca ou Santo Daime e que possui propriedades alucinógenas). O senhor acende algumas velas e toma algo oleoso que não conseguimos identificar. Na sequência, serve a aguardente para sua esposa, para mim e para o Carioca – diz que é para dar ânimo, boas energias e fazermos boa viagem. Depois disso, ele pega a garrafa pet de 2 litros, vai enchendo a boca e borrifando sobre o Marcelo, de frente, de costas e de lado. As luzes são apagadas e ele acende mais velas. Dessa vez ele borrifa aguardente sobre a chama das velas, como em um espetáculo de pirofagia, na direção do nosso amigo. Em uma das borrifadas eu não me aguento e começo a rir da situação do Marcelo enquanto ele lambe suas próprias mãos e cheira a galinha queimada. Para meu alívio, Rosa está rindo mais que eu – digo alívio porque quase fiquei constrangido por, talvez, deixar passar a impressão de que eu estava debochando. Muito pelo contrário, tenho um profundo respeito pelas tradições e crenças de outros povos. As luzes são acesas. José acende um cigarro, pega outra garrafa (com outra bebida) e a cada tragada no cigarro dá uma borrifada no Marcelo, de frente, de costas e de lado. Marcelo diz que o líquido cheira bem. Depois José caminha em volta dele, sempre borrifando. Agora ele pega um spray, onde diz “Bendición de Dinero”. José diz algumas palavras rapidamente e pede que Marcelo abra os braços em crucifixo, para então liberar o spray também fazendo cruzes sobre o corpo do nosso amigo. Depois recebe mais uma espirrada de spray em suas mãos juntas, novamente precedida de rápidas palavras. Mais baforadas de cigarro nas mãos. José tira uma bola de vidro de dentro de um saco amarelo e a coloca sobre as mãos de Marcelo, depois a encosta em seu peito e na cabeça. Feito isso, chegamos a 14 minutos de ritual e ele se encerra. José deseja-lhe sucesso. Conversamos um pouco mais com o xamã, que nos pareceu uma pessoa muito boa. Ele contou sobre seus diversos trabalhos com gente do mundo todo. Sem dúvida, foi uma experiência legítima e inesquecível. O tempo ainda estava fechado, ventava bastante mas não chovia. Caminhamos rápido até a Panamericana e tomamos um ônibus (US$ 0,35) até Otavalo. Quando chegamos na cidade, a chuva começava a cair forte. E foi correndo por debaixo das marquises que chegamos em frente ao famoso mercado indígena. A chuva apertou ainda mais e tivemos que nos abrigar em uma loja. Quando ela deu uma trégua, corri em direção às barraquinhas e comecei a garimpar produtos. Encontrei um porta-moedas (muito útil) por US$ 2 e mais alguns presentes. O mercado é bastante interessante e ocupa, diariamente (das 8h30-16h), toda a extensão da Plaza de Ponchos. Aos sábados, o mercado toma proporções ainda maiores, tomando várias ruas da cidade. Muito se fala sobre o Mercado de Animais, também aos sábados das 6h-10h. A chuva não voltou mais e decidimos conhecer uma gruta no perímetro da cidade. Caminhamos pela feira livre, onde aproveitamos para comprar bananas, 6 por US$ 0,25. A Gruta del Socavón é um local interessante para visitar e fica logo após um portal de entrada do Barrio La Florida. O lugar que dá acesso à gruta possui alguns bancos e um altar. A gruta, propriamente dita, é inundada por água corrente e possui, ao fundo, a imagem da Virgem de Monserrate com o menino Jesus em seus braços. Depois de conhecer tudo isso, era chegada a hora de partir. Retornamos ao nosso albergue para pegar as bagagens e seguimos de táxi (US$ 1) até a Panamericana, de onde se tomam os ônibus (US$ 3,75) até Tulcán, na fronteira do país com a Colômbia. Da estação rodoviária até a imigração pegamos um táxi por US$ 4 e, após as formalidades de saída do Equador, cruzamos a fronteira (ponte) a pé. Já na Colômbia, fizemos os trâmites rapidamente e saímos em busca de um táxi até Ipiales. Esperamos, esperamos, mas os táxis não apareciam. Até que abordei um pessoal que chegava de carro e questionei se o carro era um táxi (não havia nenhuma identificação). A mulher disse que não sabia e me dirigi ao motorista. Não, não era um táxi mas ele topou levar-nos até a cidade por COP 5.000 (COP = pesos colombianos) – um táxi regular cobraria COP 8.000. Um pouco apreensivos, embarcamos. O motorista além de ser uma boa pessoa, nos mostrou toda a cidade, nos deu dicas e ainda pesquisou um hotel para ficarmos. O escolhido foi o Hotel Imperio Real, não que fosse bom, mas por COP 35.000 o quarto triplo, não deu pra resistir. O hotel era bem básico, mas a apenas alguns metros da estação rodoviária, localização ideal para nós que queríamos sair dali bem cedo. Antes de dormir, ainda cruzamos a rua para comer uma salchipapa (salsicha com fritas) por COP 1.500. A seguir, um post sobre como fazer para visitar um dos mais incríveis santuários do mundo: Las Lajas. Guarde as informações abaixo para a sua viagem!! Passagem Quito/Otavalo – US$ 2,70 Táxi do Terminal de Otavalo até o albergue – seg-sex US$ 1 / sáb-dom US$ 1,50 Hostal Flying Donkey – Calle Abdon Calderón 510. Quartos privativos ou compartilhados. Preços de US$ 10-15. Táxi albergue / rodoviária – US$ 1,50 Ônibus Otavalo / Quiroga – US$ 0,35 Táxi Quiroga / Laguna Cuicocha – US$ 4 Passeio de barco na Laguna Cuicocha – US$ 3,50 por adulto / US$ 2 por criança Táxi Laguna Cuicocha / Cotacachi – US$ 6 Almoço na rodoviária de Cotacachi – Pollo a la plancha US$ 2 Ônibus Cotacahi / Rod. Panamericana (para visitar Ilumán) – US$ 0,35 Ônibus Rod. Panamericana (Ilumán) / Otavalo – US$ 0,35 Restaurante Chifa Otavalo – US$ 4,50 por um prato de carnes mistas (camarão, frango, bovina) Táxi Otavalo / El Lechero / Cascada de Peguche – US$ 5 El Lechero – US$ 4 de táxi (se for só pra lá), leva apenas 10 minutos; ou caminhando pela Calle Piedrahita na direção leste e seguir as placas, aproximadamente 1 hora. No caso de pegar um táxi, lembre-se de combinar se ele deverá espera-lo(a) ou não Parque Cóndor – http://www.parquecondor.com/ Almoço em Peguche – US$ 1,75 Ritual xamânico, José J. Picuasi – US$ 100 ou US$ 10 bem choradinho Ônibus Rod. Panamericana (Ilumán) / Otavalo – US$ 0,35 Mercado de Otavalo – ocorre diariamente, das 8h30-16h, na Plaza de Ponchos Mercado de Animais – somente aos sábados, das 6h-10h Bananas na feira – US$ 0,25 por 6 bananas Táxi albergue / Rod. Panamericana – US$ 1 (ou US$ 1,50 se for fim de semana) Ônibus Otavalo / Tulcán – US$ 3,75 Táxi Tulcán / fronteira – US$ 4 Táxi fronteira / Ipiales – COP 8.000 (ou menos se o táxi for clandestino) Hotel Império Real (Ipiales) – Carrera 3ª, próximo ao terminal rodoviário. Hotel bem básico, mas o valor compensa se for ficar só por uma noite – COP 35.000 diária de um quarto triplo --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/o-mundo-indigena-e-a-natureza-de-otavalo-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  16. renalves84

    Galápagos

    Alguem ai tem informaçoes sobre as ilhas galapagos no equador ... parece q nao tem nada a respeito aqui no forum ... quem tiver dicas por favor mande ... Att, Renato
  17. Viajante Inveterado

    No meio do mundo (Quito, Equador)

    Fala, viajante!! No post anterior relatei todas as belezas e curiosidades sobre Cuenca, a lindíssima cidade equatoriana. Hoje é dia de continuarmos a viagem rumo a Quito. Apertem os cintos e vamos nessa! --- No meio do mundo (Quito, Equador) Estávamos na rodoviária de Cuenca e, depois de chorarmos um pouquinho o preço, compramos as passagens para a capital por US$ 10 na empresa Super Táxis que, apesar do nome, é uma empresa de ônibus. É importante lembrar que no dia da nossa chegada em Cuenca, ainda no posto de informações, a atendente nos deu uns papeizinhos com nomes e horários das melhores empresas de transporte que faziam a rota Cuenca-Quito. Nosso amigo Marcelo ficou responsável por eles, porém não conseguiu encontrá-los no dia do embarque. Eis que chega a hora de embarcar, eram quase 22h. Para ter acesso ao ônibus é necessário pagar a taxa de embarque, que é cobrada à parte, em uma máquina que fica localizada na plataforma. O pagamento só pode ser feito com moedas e adivinha? Não tínhamos nenhuma. Uma policial que estava por perto trocou algum dinheiro conosco para que pudéssemos embarcar. Se por fora o ônibus já não parecia muito bom, por dentro ele era terrível. As poltronas eram pequenas, quase não reclinavam e, pra piorar, uma barata passou ao lado da minha perna logo no começo da viagem. Mas calma, isso ainda não é tudo. Não demorou muito para que começasse a chover e eu, em uma noite sem sorte, fui premiado mais uma vez. Toda vez que o ônibus fazia uma curva mais fechada para a direita, uma goteira corria na minha direção. E foi assim que passei uma noite inteira mal dormida. Era de manhã bem cedo, o dia estava clareando e o busão ia se aproximando do nosso destino final. Desembarcamos sãos e salvos no moderno terminal rodoviário de Quito (o Terminal Terrestre Quitumbe). Pegamos um táxi por US$ 10 que nos levou o albergue El Hostelito, um local agradável cujo slogan é “a Pod experience!” (uma experiência no casulo) – isso porque as camas são realmente como casulos (ou cápsulas), fechadas com cortinas, o que é muito interessante por oferecer maior privacidade aos hóspedes. A diária custa US$ 14,25 e inclui wifi, toalha, café, chá e água, entre outros serviços. Como ainda era muito cedo, não podíamos fazer o check-in, então nos (des)organizamos rapidamente na sala de TV, tomamos um banho, um café da manhã basicão (pago à parte) e partimos. Caminhamos por poucos minutos até encontrar o ponto de ônibus na Avenida 6 de Diciembre (os mais próximos do albergue são: La Paz e Orellana), A passagem custou US$ 0,25 e, seguindo informações, desembarcamos na Estación Marín Central, no centro histórico, de onde começamos nosso passeio pela cidade. Subimos a ladeira da rua Chile – um calçadão que ocupa seis quarteirões, antes de dar acesso aos veículos – até a Plaza de la Independencia, onde chegamos ofegantes devido aos 2.850 metros de altitude. A praça, geralmente cheia de gente, possui um bonito paisagismo e bem no centro fica o Monumento a la Independencia (ou Monumento a los Heroes del 10 de agosto de 1809). Ao redor da praça ficam alguns dos prédios mais importantes da cidade, tais como: a Catedral Metropolitana de Quito que guarda os restos mortais do libertador António José de Sucre; o Palácio Presidencial Carondelet, sede do governo que, durante nossa visita, encontrava-se com a bandeira a meio mastro, em virtude das vítimas do terremoto; a Alcadía Municipal (prefeitura); e o Palácio Arzobispal que hoje funciona como um centro de compras. Continuamos pela Calle García Moreno até a próxima esquina onde fica a Iglesia de la Compañia de Jesús, a mais requintada igreja equatoriana – e que guarda o corpo da Santa Mariana de Jesús. Depois subimos a Calle José de Sucre até a Plaza San Francisco, em frente à Iglesia y Convento San Francisco cujo museu abriga mais de quatro mil peças, sendo um dos maiores museus religiosos íbero-americano. O complexo ainda revela a interessante lenda que, resumidamente, conta a história de um índio que se comprometeu a construir o átrio do templo mas não conseguiria entregar a obra no prazo combinado. Por esse motivo, o índio vendera sua alma ao Diabo em troca do término da construção. Em apenas uma noite a obra seria feita e o índio não parou de rezar à Virgem com medo de ir para o inferno. Eis que o Diabo apareceu mas ainda faltava uma pedra no átrio. Sendo assim, o pacto foi anulado e o índio se libertou. Até hoje, falta uma pedra no local. Confesso que a essa altura já estávamos cansados de visitar tantas igrejas e resolvemos tomar um táxi (por US$ 3) para irmos desde a Plaza San Francisco até El Panecillo, uma montanha natural que chega aos 3.000 metros de altitude e recebeu a Virgen de Quito, uma escultura de alumínio com 30 metros de altura (e mais 11 de sua base). O atrativo é conhecido como Virgen del Panecillo e a entrada para subir alguns lances de escada custa US$ 2. Mas atenção, a subida é apenas até o final da base, não sendo possível chegar ao topo da escultura. As vistas panorâmicas que se têm da cidade desde o mirante são incríveis. E na rua de trás da escultura há várias barraquinhas de suvenir. Para descer de volta à cidade, você pode combinar com o taxista para que ele aguarde ou pegar um ônibus. Nós aproveitamos a oportunidade e pegamos um ônibus que passava por lá e, por US$ 1, fomos até a Mitad del Mundo, um dos atrativos mais procurados pelos viajantes que visitam a capital. O trajeto (pouco mais de 30km) de busão durou cerca de 1h30 pois o complexo fica em San Antonio de Pichincha, ou seja, fora do perímetro de Quito. Ao chegarmos, vimos que o complexo é como uma cidade fictícia. Na bilheteria há duas opções de ingresso: US$ 3,50 pelo acesso à cidade (complexo) ou US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui a entrada a todas as atrações: Museo Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario. O grande destaque do complexo que, supostamente, está construído sobre a Linha do Equador (na Latitude 0°0’0”) é o Monumento a la Mitad del Mundo. Trata-se de um marco de quatro lados, medindo 30 metros de altura, que possui um globo terrestre em seu topo. Em cada um de seus lados está marcado um ponto cardeal (norte, sul, leste e oeste). A Linha do Equador é representada por uma estreita faixa amarela que atravessa o Monumento e divide, ao meio, toda a extensão do complexo. E, apesar de tantas trações disponíveis, é justamente essa linha que causa mais alvoroço entre os visitantes que tiram suas fotos com um pé em cada hemisfério. A verdadeira linha imaginária, no entanto, possui 5km de largura, mas isso não faz desmerecer o valor de uma visita ao local. Ah, não esqueça que você pode carimbar seu passaporte gratuitamente na entrada do Museo Ecuatorial (mesmo sem ter o ingresso)! Já era hora de almoçar e o complexo possui várias opções de restaurantes e os preços, ao contrário do que imaginávamos, estavam dentro da média entre US$ 6-8. Pedimos uma sugestão para um vendedor de uma das lojas de artesanato e ele nos indicou o Calima Café Restaurante. O local possui bom atendimento, boa comida e uma decoração retrô muito bacana – e muito nostálgica. Pedi uma pechuga a la plancha (peito de frango grelhado com salada, arroz e fritas) que veio antecedido por uma saborosa sopa de legumes. O pedido também já incluía um copo de suco. Depois do almoço fomos pechinchar um pouco pelas lojinhas e tirar mais algumas fotos ao redor do Monumento. No caminho da saída vi que havia uma agência de viagens que organiza passeios a partir do complexo, as opções são: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração). Outro produto que eles comercializam (por US$ 2) é o certificado da visita a Mitad del Mundo – é legalzinho, caso você tenha esquecido de levar seu passaporte. Deixamos o complexo e estávamos procurando o ponto de ônibus para voltar a Quito, quando fomos interrompidos por uma gari: – Quieren coger la buseta? – perguntou ela. – Si, si. – respondemos prendendo o riso. E ela gentilmente nos mostrou o ponto que deveríamos pegar. Nós a agradecemos e, avistando o ônibus que já estava quase parando, começamos a correr enquanto gargalhávamos de uma das mais constrangedoras piadinhas idiomáticas. Pra quem não está habituado ao espanhol, buseta nada mais é que um ônibus pequeno, ou um micro como se costuma falar. É bastante comum ouvir e falar essa palavra mas ela realmente nos pegou desprevenidos. Bom, embarcamos no ônibus e pagamos apenas US$ 0,40 pela passagem. Após a longa jornada de volta ao centro, mesmo cansados, decidimos caminhar pelo centro para conhecer um pouco mais. Assim, passamos pela Iglesia de Santo Domingo e chegamos à pitoresca Calle La Ronda, uma ruazinha estreita que parece ter saído de algum filme antigo, ladeada por casarões coloniais finamente restaurados que abrigam restaurantes elegantes, lojas de artesanato e galerias de arte. Caminhar por esta ruela de paralelepípedos é obrigatório a qualquer viajante! Anoitecera e retornamos pela Calle Venezuela de onde podíamos ver, ainda que longe, a iluminada Basílica del Voto Nacional que visitaríamos no dia seguinte. Paramos novamente na Plaza de la Independencia para tirar algumas fotos noturnas e descemos pelo calçadão da Calle Chile. Com fome, paramos na lanchonete Caravana, um fast-food local e também padaria que vive cheio de gente. Exaustos, pegamos o ônibus para continuar até o albergue, mas pegamos o ônibus errado – e foi difícil desembarcar, pois ele estava absurdamente lotado. Nos horários de pico, outro ônibus (branco/vermelho) também circulava em alguns dos pontos onde já estávamos acostumados a pegar o nosso (que era apenas vermelho), e foi isso que gerou a confusão. Corrigimos o problema e algum tempo depois chegamos ao albergue. Descansamos um pouco, tomamos um banho e driblamos o cansaço para conhecermos o tão falado bairro Mariscal. Chegamos de táxi (US$ 3,50) até a Plaza Foch, um dos locais (senão o local) mais badalados da cidade, que reúne bares, restaurantes e baladas do momento. A praça é a união das quatro esquinas formadas pelas ruas Mariscal Foch e Reina Victoria. O detalhe é que, devido ao recente terremoto que abalara o país, bares e restaurantes estavam proibidos de vender bebidas alcoólicas e as baladas nem poderiam abrir. O luto e o respeito por lá é sério e havia fiscalização fazendo ronda. O consumo de bebidas, na verdade, era limitado a uma taça de vinho ou um copo de chope por pessoa, desde que fossem consumidos como acompanhamento de algum prato. Beber por beber, pura e simplesmente, de jeito nenhum. Esse fato gerou um momento de reflexão entre nós que, imediatamente, o comparamos à nossa realidade que é bem diferente – mesmo diante de luto oficial, não temos tais medidas por respeito. O que se ouvia por lá era que não havia motivo para beber ou fazer festa diante de tamanha desgraça e tristeza. E estavam certos. Sendo assim, escolhemos o Restaurante Bar e Lounge Q (sim, o nome é “Q” mesmo!) onde pedimos uma porção de canapés de salmão defumado (uma delícia, custou US$ 8,25) e nossa cota de chope, uma tulipa (por US$ 5) para cada – apenas para harmonizar. Feito isso, gastamos mais um tempo caminhando por lá antes de pegarmos um táxi de volta para o albergue (por US$ 3,00). No outro dia levantamos cedo e fizemos o check-out, pois havíamos decidido terminar os passeios durante o dia e seguir viagem antes do anoitecer. Ao lado do albergue havia uma quitanda onde compramos algumas bananas para começar o dia – apesar de ser um dos menores países do continente sul-americano, a produção de bananas do Equador compete com a brasileira. Seguimos em direção ao ponto de ônibus, mas desviamos o caminho ao ver uma padaria – afinal ninguém vive de bananas. A padoca era pequena (mas muito boa) e não havia mais lugares disponíveis. Pegamos nossos pães e bebidas para desayunar na mureta de um prédio do outro lado da rua. Depois, satisfeitos, pegamos novamente o ônibus (US$ 0,25) até Marín Central. A primeira atração do dia foram as catacumbas da Basílica del Voto Nacional. São corredores e mais corredores de túmulos sobrepostos, como se fossem gavetas, localizados no subsolo. No pátio lateral da igreja vários grupos folclóricos e musicais se apresentavam para incentivar as doações para as vítimas do terremoto. Foi uma experiência maravilhosa poder assistir às apresentações de grupos indígenas com suas danças e costumes típicos. Na fachada frontal da igreja, que é a maior das Américas no estilo neogótico, ficam as inconfundíveis torres com seus relógios e, em suas laterais, diversos animais nativos aparecem esculpidos, lhe dando uma característica própria. A entrada para a igreja custa US$ 2 e vale a pena para sentir a grandiosidade da obra e ver seus belos (e quase incontáveis) vitrais. Por US$ 2 também é possível subir nas torres da igreja, que garantem vistas ímpares do centro histórico e de toda a cidade de Quito. A primeira parte da subida pode ser feita de elevador, mas depois não dá pra fugir das estreitas e acrofóbicas escadinhas. Primeiramente subimos na torre central, cujo caminho inclui uma passarela por dentro do telhado da igreja e a vista garante as torres dos relógios ao fundo. Depois foi a vez de subir na própria torre do relógio (apenas uma está disponível para visitação) que proporciona as melhores vistas do centro histórico, fazendo-o parecer uma linda e colorida maquete. A torre ainda dá lugar a um elegante Café. Nós ignoramos a finesse e a vista panorâmica do Café da Basílica para almoçar no Mercado Central, onde provamos mais uma vez o famoso prato equatoriano, o hornado (porco assado) por US$ 2,50. E assim terminamos nosso passeio pela capital equatoriana. Fizemos o caminho de volta ao albergue para pegar as bagagens e mais tarde tomamos um táxi (US$ 10) até o Terminal Carcelén, de onde saem os ônibus para o norte do país. No terminal há uma quantidade incrível de barraquinhas de comida, onde garantimos nosso lanche pra viagem (lanche por US$ 1 e refri US$ 0,50). Nosso destino era Otavalo, pagamos US$ 2,70 pela passagem e a viagem durou cerca de 1h30-2h. A frequência de transporte entre as duas cidades é alta e há ônibus a cada 15-20 minutos para lá. No próximo post vocês conhecerão os detalhes da região de Otavalo, um destino que revela belezas naturais e tradições indígenas ancestrais!! Informações para facilitar o seu planejamento Táxi do Terminal Quitumbe até o albergue – US$ 10 Ticket de ônibus dentro da cidade – US$ 0,25 Catedral Metropolitana de Quito – Abre: seg/sáb 10h-16h. Entrada: US$ 3 / estudantes pagam US$ 2 / quem quiser visitar os domos paga US$ 6 Iglesia de la Compañia de Jesús – Abre: seg/qui 9h30-18h30, sex até 17h30, sáb até 16h, dom 12h30-16h. Entrada: US$ 5 / estudantes pagam US$ 2,50 / gratuita no primeiro domingo de cada mês. Site: http://fundacioniglesiadelacompania.org.ec/ Museo Iglesia y Convento San Francisco – Abre: seg/sáb 9h-17h30, dom até as 13h. Entrada: US$ 2 / estudantes pagam US$ 1. Este site não é oficial, mas conta várias versões da contrução do complexo – http://www.quitoadventure.com/espanol/relax-ecuador/lugares-turisticos-quito/iglesias-conventos/san-francisco-quito.html Táxi do centro até a Virgen del Panecillo – US$ 3 Virgen del Panecillo – Entrada: US$ 2 Ônibus desde Quito a Mitad del Mundo – US$ 0,40-1,00 Mitad del Mundo – Abre: todos os dias 9h-18h. Entrada: US$ 3,50 acesso ao complexo / US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui todas as atrações (Museu Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario). Passeios: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração) Táxi do albergue a Mariscal (Plaza Foch) – US$ 3,00-3,50 Restaurante Bar e Lounge Q – tapas em geral US$ 5-8 e chope US$ 5 Basílica del Voto Nacional – Abre: todos os dias 9h-17h. Entrada: US$ 2 para a igreja e US$ 2 para as torres Táxi do albergue ao Terminal Carcelén – US$ 10 Passagem Quito/Otavalo – US$ 2,70 --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/no-meio-do-mundo-quito-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  18. Fala, viajante!! No post anterior contei como foi a experiência de atravessar, por terra, a fronteira do Peru com o Equador, até Huaquillas. De lá seguimos de ônibus para Cuenca, que é o tema do post de hoje. --- Cuenca, a cidade mais bonita do Equador Tomamos um ônibus em Huaquillas, cidade equatoriana que faz fronteira com o Peru, por US$ 7 com destino a Cuenca. A viagem, pela Rodovia Panamericana, durou quase 6 horas em um pinga-pinga da empresa Pullman Sucre. Logo ao desembarcarmos na rodoviária começaram as surpresas. Primeiramente, sim, lá existe uma rodoviária que atende a todas as empresas – diferentemente de todas as cidades que havíamos visitado até então. O salão de espera era organizado, limpo e bonito, com lojas e restaurantes. Precisávamos de algumas informações sobre a cidade e como chegar ao albergue e, adivinhem: há um ótimo posto de informações turísticas na rodô. A primeira impressão havia sido muito positiva, mas foi ao sair da rodoviária que ficamos “de cara” ao ver os táxis organizados em fila, sem chamar nem buzinar para os pedestres. Antes de embarcar, porém, decidimos comer ali mesmo, em uma espécie de praça de alimentação anexa ao terminal. O chaulafán custou US$ 6 e a Inca Kola de 1 litro saiu por US$ 1,50. Enquanto almoçávamos, percebemos que havia vários policiais mantendo a segurança do local. Após o almoço tomamos um táxi por US$ 1,50 até o nosso albergue – até o centro da cidade custa a mesma coisa. Os táxis oficiais são amarelos e possuem câmeras de segurança interna. Ficamos hospedados no AlterNative Hostel, um albergue bem localizado, no encontro da Calle Larga, Huayna-Capac e Cacique Duma, a 15 minutos do centro histórico, é novinho, limpinho e possui um ótimo atendimento. A diária em quarto compartilhado custa US$ 11 e inclui café da manhã. Possui uma agradável sacada no 2º andar. Na rua lateral há um bar anexo a ele e a poucos metros, convenientemente, um mercadinho. Quando entramos no quarto, parecia que tinha passado um furacão por lá. Todas as camas cheias de coisas: violão, notebook, roupas e até um cartão de crédito jogado… Avisamos o recepcionista que foi checar e juntou tudo na mesma cama para que pudéssemos nos acomodar – pois só havia um hóspede naquele quarto, um tanto bagunceiro. E não demorou muito para que o conhecêssemos. Era um inglês, bem jovem e gente boa, que estava rodando pelas Américas e ia terminar a viagem justamente no Brasil, para encontrar sua namorada no interior de São Paulo. Enquanto o gringo tentava organizar sua bagunça, nos despedimos e fomos conhecer o centro histórico. Seguimos pela Huayna-Capac, uma grande avenida, e quando chegamos ao coração da cidade tive a sensação de estar na Europa – não apenas pela arquitetura mas principalmente pela limpeza e organização. Quando nos aproximamos do Parque Abdon Calderon (a praça central) vimos e ouvimos uma grande mobilização. Voluntários, jovens e adultos, trabalhavam na arrecadação e no carregamento de doações para as vítimas do terremoto que havia recém atingido as cidades costeiras, principalmente Pedernales. Percorríamos os arredores da praça e, ao mesmo tempo, nossas expectativas iam se superando. Era início de noite, as luzes estavam se acendendo e confirmando a beleza de Cuenca. Nosso jantar foi no Restaurante Cositas, um ambiente completamente decorado com tudo o que se possa imaginar, são “cositas” penduradas por todos os lados. Desde máquinas de escrever antigas, até fotos de campeões de fisiculturismo – e piadas espalhadas pelas paredes dos banheiros. Mas o que mais chamou a atenção foram os preços dos pratos. Um prato típico (seja de carne, frango ou porco) varia entre US$ 6-8 e as porções são grandes. No dia seguinte, durante o café da manhã, levei uma longa conversa com a Nicole, gerente do albergue, e ela me deu várias dicas sobre a cidade e também me explicou sobre um fato preocupante que vem ocorrendo na cidade. A beleza, o charme e o clima de Cuenca (que está a 2.535 metros de altitude) atraem muitos estrangeiros aposentados, principalmente europeus e norte-americanos. Os “gringos” chegam com os bolsos cheios de dólares para desfrutar confortavelmente suas aposentadorias. E é aí que mora o problema dos cuencanos. A aquisição de imóveis por parte dos estrangeiros gerou um boom imobiliário que inflou os preços do mercado e, hoje em dia, já é difícil para um equatoriano poder comprar um bom imóvel na cidade. Neste dia, fizemos um caminho diferente para o centro histórico. Subimos pela Calle Larga de onde, a partir de certo ponto, pode-se observar o Río Tomebamba. Para quem caminha nesse sentido, pouco antes de chegar à igreja de Todos Santos, existe um agradável mirante de frente pro rio – muito útil para descansar um pouco da subida íngreme e da altitude. Mais tarde descobri que esse mirante já havia sido uma ponte e que sua outra metade havia sido levada pelo rio em uma de suas cheias revoltosas. Hoje, o local é um símbolo da cidade e é conhecido como Puente Roto (ponte quebrada). Continuamos pela Calle Larga por mais alguns metros, até encontrarmos a Escalinata Miguel Sojo Jaramillo. Descemos as escadarias e atravessamos a ponte que cruza o rio e liga à rua Frederico Malo para conhecer o Parque de la Madre – uma grande praça com pista de caminhada, obras esculpidas em troncos de árvores (como grandes totens) e um Planetário (atração gratuita). Inédito para mim, foi ver o “Solmáforo”: um indicador de radiação ultravioleta com seis níveis (de muito baixo a extremo), muito útil para que as pessoas controlem sua exposição ao sol. Nessa praça havia também mais um ponto de coleta de suprimentos para as vítimas do terremoto. Voltamos à margem do rio e caminhamos mais alguns metros pela Avenida 12 de Abril até chegarmos ao Museo de História de la Medicina. A entrada é gratuita mas podem solicitar uma pequena doação para a manutenção do museu. Para quem é médico, ou ligado à saúde, pode ser interessante mas, para o público em geral, sinceramente, não traz grandes atrações. São grandes salas com equipamentos antigos, mas sem muita informação. Ainda na mesma avenida, caminhamos até a próxima ponte, cruzamos de volta para a outra margem e subimos a Escalinata Juana de Oro, uma escadaria longa e alta, cujas paredes grafitadas dos prédios que a acompanham lhe dão um ar diferenciado. No meio da escadaria, uma pequena árvore, de caule e galhos finos, se faz presente. O fim da subida termina justamente na Calle Larga. Viramos à esquerda e um pouco adiante encontramos a casa Sumaglla, um antiquário com uma fachada incrível com portas-balcão esculpidos em madeira e, na parede, murais emoldurados. Tantos metros depois foi hora de conhecer o Museo del Sombrero. A entrada é gratuita e se pode ver, ao vivo, a produção de vários tipos de chapéu – e as antigas prensas foram fabricadas no Brasil, acredite. Há diversos modelos e cores à venda e bem ao fundo existe uma estreita escada que leva a um Café com uma bela vista desde o Barranco (nome dessa região mais alta à beira do rio que é, literalmente, um barranco). O local é bacana e vale a visita, mas de “museu” não tem muito. A propósito, aqui cabe uma explicação… Pra quem não sabe, o Equador é (e sempre foi) o produtor dos famosos chapéus Panamá (ou El Fino, como são chamados no país). Segundo contam, esses chapéus foram utilizados pelos franceses e norte-americanos envolvidos na construção do Canal do Panamá que, sem saber de sua origem, começaram a chamá-lo de chapéu Panamá. A fama desses chapéus ganhou repercussão internacional quando, o então Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt apareceu nos jornais visitando as obras do Canal com um exemplar na cabeça. Pelas ruas de Cuenca encontram-se muitas fabriquetas com preços variados. Percorremos toda a Calle Larga e ao final dela há uma quebradinha à esquerda e o nome da rua passa a ser La Condamine. É lá que fica o macabro Prohibido Centro Cultural, um espaço dedicado à cultura obscura, alternativa e muito intrigante, que nos faz refletir sobre os padrões e preconceitos da sociedade em que vivemos – mesmo quando o assunto é arte. A entrada custa US$ 2 e você verá caveiras (muitas caveiras), poderá descansar seu pescoço em uma guilhotina, descansar dentro de caixões, vestir roupas que sua mãe jamais deixaria você usar (nem de brincadeira!) mas, acima de tudo, conhecer de perto a arte de uma cultura que você, talvez, nunca tenha dado importância. Saímos de lá famintos e fomos procurar o Mercado 10 de Agosto, o mercado municipal de Cuenca. O prato que mais nos chamou a atenção foi o Hornado, mas também não é pra menos… Imagine dar de cara com um porco inteiro em cima do balcão. As tias, muito cuidadosamente, enfiavam as mãos no porco e iam puxando pedaço a pedaço e servindo os pratos. Para acompanhar: purê de batatas (o deles é bem mais consistente que o nosso) e salada com cebola roxa. Tudo é feito e servido com as mesmas mãos que pegam o dinheiro e o troco. Mas quer saber? Estava uma delícia! O preço do prato varia de acordo com quantidade, há opções de US$ 3, 4 e 5. Depois do almoço, rodamos um pouco pelo mercado que também tem uma seção “feirinha do Paraguai”. A próxima atração visitada foi a bela Catedral Metropolitana (ou Catedral de la Immaculada Concepción), em frente à praça principal. Possui um estilo diferenciado e marcado por sua fachada de tijolos à vista e suas cúpulas azuis que podem ser admiradas a partir de diferentes pontos da cidade. Aliás, ficamos tão fascinados pelas cúpulas que encontramos um prédio comercial (na rua Padre Aguirre) e subimos até o último andar apenas para fotografá-las. Valeu a pena! Perto dali, na Plazoleta de San Francisco, há uma feirinha bastante diversificada onde se encontram desde artesanatos até bugigangas em geral. Talvez mais interessante seja atravessar a rua General Torres e conhecer o CEMUART (Centro Municipal Artesanal), uma galeria organizada que possui diversos tipos de artesanato de qualidade e com preços acessíveis. Para finalizar o ótimo passeio, seguimos até o Museo Pumapungo que reúne exposições de objetos, reproduções da cultura local e as próprias ruínas de Pumapungo – segunda maior cidade Inca. Infelizmente, devido ao terremoto, o horário de visitação havia sido encurtado e acabamos dando com a cara na porta. Cansados, mas muito felizes com os passeios, fizemos um happy hour e depois tomamos um táxi por US$ 2 até a rodoviária. Garantimos nossas passagens para Quito por US$ 10 pela empresa Super Táxis para as 22h e fomos procurar algo pra comer. A praça de alimentação que comentei quando chegamos na cidade já estava fechando, mas encontramos uma boa opção atravessando a rua. Um restaurante simples que era bom e barato, paguei US$ 4 por um prato chamado Churrascos (arroz, carne, fritas, tomate, cebola roxa e abacate) e dividimos uma garrafa de refrigerante Fioravanti Fresa (de morango, bem doce) de 1,75l por US$ 1,25. Na hora do embarque, o ônibus não parecia grande coisa e nos lembramos que ao comprar as passagens, por um descuido, não pedimos para ver as fotos ou perguntar como era o veículo – como fazemos de praxe. No próximo post vou contar como foi a viagem de Cuenca até Quito (será que acertamos na escolha do ônibus?) e o que fizemos durante os dias que passamos na capital. Outras informações Empresa de ônibus Pullman Sucre no Facebook (https://www.facebook.com/EMPRESA-INTERNACIONAL-PULLMAN-SUCRE-136104303073640/); passagem Huaquillas-Cuenca US$ 7 Táxi da rodoviária até o centro US$ 1,50-2,00 Centro de informações turísticas de Cuenca – na rodoviária e na rua Mariscal Sucre, próximo à Catedral. Abre seg/sex 8h-20h, sáb 9h-16h e dom 8h30-13h30 AlterNative Hostel – http://alternativehostal.com. End: Huayna Capac esquina com Cacique Duma, US$ 9-12 dependendo do quarto. LEMBRE-SE DE CITAR O NOME DO BLOG AO FAZER SUA RESERVA! Restaurante Cositas – Símon Bolívar 4-49. End: Calle Larga 8-18. Pratos típicos entre US$ 6-8 Museo el Sombrero – Calle Larga 10-41. Abre seg/sex 9h-18h, sáb 9h30-17h e dom 9h30-13h30. Entrada gratuita Prohibido Centro Cultural – Site: https://prohibidocc.wordpress.com. End: Calle La Condamine 12-102. Abre: seg/sáb 9h-21h. Entrada US$ 2 Museo Pumapungo – Calle Larga quase esquina com Huayna Capac. Abre: ter/sáb 8h-17h30, sáb/dom 10h-16h. Entrada gratuita Empresa de ônibus Super Táxis – passagem Cuenca-Quito US$ 10 (mas lembre-se de pedir informações sobre o tipo de ônibus pra não entrar numa fria) --- O post original com fotos está no blog Viajante Inveterado: http://viajanteinveterado.com.br/cuenca-a-cidade-mais-bonita-do-equador/ Leia todos os posts desse Mochilão pelo Peru / Equador / Colômbia: http://www.viajanteinveterado.com.br/indice-de-posts-mochilao-america-do-sul-ii/
  19. Paz, amigos! Escrevo meu 2º relato para o Mochileiros.com com muito prazer e entusiasmo. Nada mais que uma retribuição à esta plataforma que tanto me ajudou na realizações de sonhos. Dessa vez, relato minha viagem ao arquipélago de Galápagos, no Equador, onde estive de 09 a 22/12/2015, em companhia ao amigo fotógrafo argentino Gustavo Roger Cabral. Fiz em formato meio texto, com informativos e afins, pois sempre faço uma espécie de "livro" para mim mesmo, do qual grande parte foi retirado para fazer esta postagem, mas não tirando informações e dicas importantes a quem planeja visitar esse paraíso da natureza ímpar. Tomara que consigam viajar até lá lendo este, tanto quanto eu (novamente)! Desfrutem! [flickr]© EDJr_4703 - title by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O ARQUIPÉLAGO: Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela! Está distante em cerca de 1000 km da costa equatoriana e possui cerca de 30 mil habitantes, concentradas nas 04 maiores ilhas: Isabela, Santa cruz, San Cristóbal, Fernandina e Baltra (por conta do aeroporto), sendo que praticamente 50% residem em Santa Cruz. De origem vulcânica e com atividade sísmica, é composto por 13 ilhas principais e mais de 100 ilhotas e rochedos emersos, totalizando quase 8.000 km². A fauna endêmica conta com várias espécies de invertebrados, répteis e aves, incluindo a tartaruga-das-galápagos, iguanas marinhos e terrestres, o cormorão-das-galápagos, o singular pinguim-das-galápagos e 13 espécies de tentilhão-de-Darwin ou Darwin’s Finch (pássaros famosos que foram alvo de estudos de Charles Darwin). As tartarugas de Galápagos, ou tartarugas gigantes (Chelonoidis nigra), são as maiores espécies vivas de tartarugas no planeta, localizadas principalmente na Ilha de Santa Cruz. Quanto aos lobos marinhos, é necessário cautela! Estes animais protegem os seus haréns e podem dar dentadas perigosas, potencialmente fatais. Fique afastado de colônias de lobos marinhos e se um deles se aproximar, saia para longe da colônia. Apenas os adultos são perigosos. Mas nadar com lobos marinhos é uma das partes mais interessantes da viagem! Na maioria dos casos, a vida selvagem das Galápagos ignora a sua presença, mas caso seja notada significa que você está muito perto dela. Veja um mapa de fauna de Galápagos: http://www.mediafire.com/view/f8336c2xp13deid/mapa_fauna.gif Um controle estrito do acesso dos turistas é mantido num esforço de proteger o habitat natural e todos os visitantes devem ser acompanhados por um guia certificado pelo parque. Em geral, o crime não é um problema nas Galápagos. Mas atenção deve ser dada, pois há relatos de itens desaparecerem das mochilas e de cabines durante os mergulhos. Logo, é aconselhável manter os seus pertences em sacos fechados e se possível escondidos. Pelo perigo de introdução de espécies que serão nocivas ao meio ambiente local, quando viajar para as ilhas não traga nenhuma planta ou animal. Revistas de malas e lacre das mesmas são realizadas nas entradas e saídas das ilhas, para controle biológico. Visitar Galápagos não é barato, devido às restrições ao viajante e à posição remota do arquipélago. É possível chegar de avião via Guayaquil ou Quito, ou de barco particular com autorização do parque para visita em mais de um lugar. HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA: As ilhas foram encontradas por volta do século XVI e em 1835, aportava aqui o navio "H.M.S. Beagle" do capitão Robert Fitz Roy (sim, o mesmo que dá o nome ao Cerro Fitz Roy na Patagônia Argentina, mais precisamente em El Chatén!) trazendo consigo o naturalista Charles Robert Darwin. Este coletou amostras de flora e fauna e fez estudos por meio de observações, que o inspiraria posteriormente para a criação da Teoria da Evolução. Por isso, o Galápagos é muito popular entre historiadores, biólogos e amantes do mundo natural. O ecossistema possui um equilíbrio ímpar, mundialmente conhecido por sua vida selvagem, em que os animais podem ser vistos de muito perto, não se intimidando com a presença humana por não a considerarem como ameaça. Para preservar as espécies endêmicas, o governo do Equador criou o Parque Nacional de Galápagos em 1959, extinguindo o caráter penal da região e o interesse americano de transformá-la em uma base militar, iniciando a atividade turística em 1960. Em 1979, as ilhas foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco e Reserva da Biosfera em 1985. Em 1987, uma área de 15 milhas náuticas em torno do arquipélago foi transformada na Reserva Biológica Marinha Galápagos. Baseado no texto do Guia de Viagem Galápagos (fornecido por Decolar.com): ainda com toda a conscientização e ação na preservação, a biodiversidade local sofre com a competição de milhares de espécies invasoras animais e vegetais introduzidas pelo homem, como pombos, mosquitos, formigas, cabras, ratos, goiabeiras e amoreiras, além do histórico de caça predatória e destruição do ambiente. Atualmente, está ameaçada pelo crescimento do turismo. Vários projetos vêm buscando recompor o ambiente e erradicar espécies invasoras com apreciável sucesso. Mais de 50% de suas plantas vasculares nativas ainda são consideradas oficialmente ameaçadas e quase 50% de seus vertebrados estão em idêntica situação. MOEDA: dólar estadunidense (US$). O equador o adotou como moeda oficial em 2000, que substituiria o Sucre (ECS$). Um amigo que encontrei em Isabela disse que nessa época de mudança fora um caos no país, pois as pessoas que possuíam muito dinheiro, repentinamente ficaram com poucos dólares, outros perderam tudo e até ocorreram muitos suicídios . Ainda circulam moedas oficiais de Sucre, com valor igual ao dólar: ECS$ 0,15 = US$0,15 ou 15 cents! A cotação com a qual viajei ficou em torno de R$4 para US$1 , pois fora o que paguei na casa de câmbio aqui no Brasil antes de ir e que se manteve até eu voltar. ATENÇÃO! Notas de US$100 não são aceitas em Galápagos ou no Equador. REGRAS DO PARQUE NACIONAL GALÁPAGOS: As regras oficiais são: • Para visitar o Parque Nacional você deve sempre estar acompanhado de um guia autorizado pelo Parque Nacional. (Fora das cidades todos os visitantes têm que ser acompanhados por guias, e só são permitidos visitantes em terra do nascer do sol ao pôr-do-sol; Caminhadas são restritas em todo o parque, mas locais como o Muro de Las Lágrimas em Isabela e o Cerro Tijeretas em San Cristóbal podem ser visitados de forma independente). • O ambiente de Galápagos é único e frágil. Faça apenas fotos e vídeos. Filmagens profissionais devem ser autorizadas pelo Parque Nacional. • Por favor, mantenha-se nos limites das trilhas, para a sua segurança e da fauna e flora. • Para que não se afete o comportamento selvagem natural, evite ficar mais próximo do que 2 metros dos animais. • Acampar só é permitido em locais específicos. Se você deseja acampar, você deve primeiramente obter uma permissão do Parque Nacional de Galápagos. • Ajude a conservar cooperando com as autoridades em suas inspeções, monitoramento e atividades de controle. Avise sobre quaisquer anormalidades ao Parque Nacional. • Não introduza organismos estrangeiros às ilhas, já que eles podem trazer um impacto negativo no ecossistema. • Por favor, não compre souvenirs que são feitas de coral negro, conchas do mar, dentes de leão marinho, cascas de tartaruga, rochas vulcânicas ou madeiras endêmicas. • Os animais de Galápagos possuem o seu próprio comportamento alimentar. Alimentá-los pode ser prejudicial a saúde deles. • As paisagens de Galápagos são lindas e únicas. Não as estrague escrevendo ou rabiscando rochas ou árvores. • Não jogue lixo enquanto estiver nas ilhas. Sempre acomode seu lixo de um modo seguro e apropriado. • Fumar ou fazer fogueiras no parque nacional é proibido e pode causar incêndios devastadores. • Pescar é estritamente proibido, exceto naqueles barcos especificamente autorizados pelo Parque Nacional de Galápagos. • Andar de jet ski, submarinos, skis e turismo aéreo são proibidos. PRÉ-VIAGEM O CONVITE: Eu recebera o convite em Janeiro de 2015 para viajar a Galápagos do amigo Argentino, o fotógrafo Gustavo “Roger” Cabral, que conheci em outra mochilada em 2010/2011, lá na Montanha Chalcataya em La Paz, Bolívia. Quem diria que iríamos nos encontrar novamente para fotografar? Eu hesitei a princípio, pois havia a intenção de viajar para o Pantanal Mato-Grossense em Julho de 2015 ou pretendia economizar mais um pouco para ir a minha tão sonhada Patagônia no primeiro semestre de 2016. Refleti um pouco mais e senti que para minha carreira de fotógrafo essa seria uma grande oportunidade, além da realização de um sonho antigo de poder acompanhar alguém mais experiente e também na ativa da fotografia. Pesquisei brevemente sobre Galápagos. Sim, confesso que somente ouvira falar de lá por conta das famosas tartarugas gigantes. Fiquei alvoroçado pela minha ligeira pesquisa e saber a riqueza desse santuário da vida animal selvagem. Minha namorada Ana me ajudou muito a decidir sobre a questão, pois era um lugar caro para mim, a começar pela passagem aérea. Enfim, estava decidido! Não sabia como seria, mas que eu iria ir, de uma maneira ou outra. Assim, estava marcado de que em Julho/2015 sairia esta viagem e que em breve compraríamos as passagens aéreas. Pouco tempo depois, Gustavo me dissera que a viagem mudaria para Dezembro/2015. Melhor, pois assim eu teria mais tempo para economizar dinheiro. EM setembro ele me aviso que comprara as passagens para saída no dia 09/12 e volta no dia 22/12/2015. Descobri depois que no inverno (julho) as águas estão mais frias em Galápagos, a vida marinha não é tão ativa, mas as aves estão em reprodução e mais agitadas em busca de alimento, além de o clima ser mais fresco – um fator importante, pois sou um amante das temperaturas mais baixas. Já no verão, o mar está mais quente na região. Logo, a vida marinha é mais rica, mas também, o calor é forte – em plena área da linha do Equador! A PASSAGEM AÉREA: Assim que confirmada a sua passagem, comprei as minhas passagens da empresa TAME no Decolar.com com as mesmas datas, conseguindo algo que me economizou em cerca de R$500. De R$3300,00 consegui pagar R$2800, em uma promoção para fechar a aeronave (últimos lugares). Os voos para Galápagos eram sempre em escalas, não importavam os preços. No mínimo, uma parada em Guayaquil (a maior cidade do Equador) ou Quito (capital federal) antes de partir a Galápagos, juntamente com alguma espera. Meu itinerário ficou assim: IDA (09/12/15): SP (GRU) 03:00h --> QUITO (UIO) 05:40h ; QUITO 09:00h --> GUAYAQUIL (GYE) parada técnica de 1h ; GUAYAQUIL --> BALTRA (GPS) 11:30h. VOLTA (22/12/2015): BALTRA 12:30h --> GUAYAQUIL 15:20h ; GUAYAQUIL 19:00h --> QUITO 19:50h ; QUITO 06:00h --> LIMA parada técnica de 1h ; LIMA --> SP (GRU) 16:50h. Estava encaminhada a viagem! Comecei a me preparar: comprei equipamento para snorqueling, bolsas estanques, protetor solar FPS 50, etc. Também iniciei a reunir os documentos, tirar passaporte, comprar dólares e fazer o seguro de meus equipamentos. Eu treinava snorqueling na piscina sempre que podia, juntamente com as bolsas para fotografar e filmar debaixo da água, pois não sabia como seria juntar todas essas ações isso de uma vez. Desde o início, no planejamento e pesquisa, estava tranquilo e sem ansiedade, somente maravilhado com o que lia, assistia e pesquisava sobre o arquipélago equatoriano. A uma semana da viagem, a ansiedade e nervosismo começaram naturalmente a aparecer. A GRANA: Um total de US$1000 em espécie fora espalhado pela mochila e um pouco na doleira (money belt), deixando também cerca de US$500 na minha conta corrente no Banco Bradesco, e mais US$350 no limite do cartão de crédito Credicard Mastercard. O dinheiro na conta corrente, eu separei exclusivamente para pagar as despesas com hospedagens, visto que já liberara e autorizara em minha própria agência, o uso do cartão no exterior das funções de débito e de saque em caixas eletrônicos, já que este possuía a bandeira Plus. FURADA! Nada funcionou! Não conte com isso! O banco me avisou que estava tudo certo e ok! Mas, até cheguei a ir ao Banco do Pacífico em Santa Cruz, onde a atendente ligou na Visa e eles informaram que não havia nenhuma autorização para uso no exterior. Fiquei na mão com esse dinheiro! Minha sorte foi de que consegui administrar bem o dinheiro nos dias que permaneci em Galápagos e também de o cartão de crédito funcionar perfeitamente para me salvar dessa situação que o Bradesco me proporcionou. Em 2013, na Argentina, eu levara meu cartão de conta corrente do Banco Itaú e, nas próprias agências do Itaú em Mendonza e em Buenos Aires, eu não consegui sacar nem utilizar débito, mesmo autorizando e realizando o aviso viagem previamente. Minha namorada passou por algo parecido com o Banco do Brasil na mesma ocasião. Sinceramente, não confio mais em cartão para viajar! Tem que levar $$$ mesmo! Esconda, divida-o, mas leve grana em papel mesmo! FAZENDO A MALA: Levei pouquíssimas roupas e exclusivas para verão, pois minha mochila cargueira estava mais destinada ao equipo de snorqueling e de fotografia, que ocuparam grande espaço. Levei algumas camisetas sintéticas por serem fáceis de lavar no chuveiro e também porque secam rapidamente, são leves e ocupam pouco volume, além de duas bermudas e uma sandália tipo “papete” da Timberland com tendência trekking,com solado para trilha e de secagem fácil. Foi perfeita e essencial! Óculos escuros (indispensável!), chapéu (não boné, para proteger também as orelhas e a nuca do sol), etc. Aqui, disponibilizo o arquivo de tudo que levei: http://www.mediafire.com/view/rmnaoolqmkghj5g/O_que_Levar_-_GAL%C3%81PAGOS.docx A VIAGEM A “MORGADA”: Em Guarulhos, chegava a hora! Check-in realizado às 01h50. Eram 02h45 quando entrei na área de embarque. O voo sairia às 03h. Travei na aduaneira. Saí correndo para o portão, ao qual cheguei às 03h02. O voo partira... As atendentes me disseram que a aeronave já não estava mais ali e me questionavam onde eu estava. O chão caiu... fiquei atordoado... sem reação... Tanta espera e preparação, para isso?!? Não era possível! Não estava acontecendo isso de verdade... não acreditava... Um pouco do que escrevi, ainda em viagem, sobre o ocorrido: Resumindo, saí de Guarulhos às 18h20 e aterrissaria em Lima às 20h30 no horário local (ou 23h30 em horário brasileiro). Cheguei a Quito às 23h40, duas horas após partir da capital peruana. No aeroporto Mariscal Sucre, resolvi cochilar um pouco já que o balcão de atendimento específico abriria às 04h, conforme me informei por lá. Mas me atentei à recomendação de estar na fila o quão cedo, pois esta se enche rápido e o atendimento fica demorado. Meio Dormindo e vigiando minhas mochilas, como passei frio nesse lugar! Não tinha levado blusa ou alguma camiseta de manga comprida. Entrei na fila pouco mais das 03h30 e fui informado por funcionários que o guichê abriria às 05h e não às 04h. Arrrghhh! Mais uma hora na fila! Depois, passei pelo equipamento de raios-X do guichê de Galápagos e paguei a taxa de US$20 da Tarjeta de Control de Tránsito – o controle de pessoas que vão à Galápagos (pode ser previamente cadastrado no site http://www.gobiernogalapagos.gob.ec). Depois, corri para realizar o check-in na Tame e já entraria para a “famosa área de embarque” (Sem vacilos desta vez, não?!?). Assim,às 05h45 embarcava, parava em Guayaquil por 45 minutos às 07h30 para abastecer e às 09h chegava em Baltra. NOTA: ACERTE O RELÓGIO! O fuso horário de Quito e Lima diferem em -02h em relação à Brasília e Galápagos está a -01h em relação ao horário de Quito ou -3h em relação à Brasília. Mas, por conta do horário de verão brasileiro ocorrido geralmente entre outubro e fevereiro, -1h é acrescentada. Desse modo, nessa época, se em Galápagos forem 16 horas, em Quito e Lima serão 15 horas e no Brasil, 12horas (meio-dia). Minha primeira visão de Galápagos (possivelmente Ilha Seymour Norte ou Ilha Baltra): linda cor das águas ! SOL FORTE: Galápagos é muito quente em dezembro e a radiação solar é forte. Protetor solar é indispensável! Não venham com a história de que não precisam, pois até os guias nativos utilizavam o bendito creme! Para os mais claros que queimam com facilidade (como eu!), uma loção pós-sol e um creme hidratante no fim do dia ajuda e muito. Somente fora um dia em que fiquei ardendo de incomodar mesmo (mas durou somente um dia), pois não passara protetor solar durante a viagem de barco a uma das excursões. Passei somente depois, no meio do passeio. Logo, devido à combinação de Protetor solar Sundown FPS 50 + protetor solar labial + loção pós-sol Sundow Aloe Vera (esse funciona bem :'> :'> !) + creme hidratante (em alguns dias) = fique tranquilo quanto ao sol forte do arquipélago! Após desembarcar no Aeroporto de Baltra, é paga a taxa de entrada ao Parque Nacional Galápagos: US$100 para estrangeiros, US$50 para Mercosul e US$25 para equatorianos. ATENÇÃO! Somente por dinheiro em espécie (efectivo!). Carimbo no passaporte de Galápagos (êêêê!!! ) e rumo à saída para a Ilha de Santa Cruz. Baltra é muito árido! Seco, quente e cheio de cactos! Putz! Suava na sombra! Habitat ideal para as iguanas terrestres. Até vi uma no meio do caminho, da janela do ônibus! NOTA:AEROPORTOS EM GALÁPAGOS! Há três aeroportos no arquipélago: dois internacionais, em Baltra e San Cristóbal, além de mais um em Isabela, que creio ser apenas local. Após sair do prédio do aeroporto Seymour de Baltra, meu acesso em Galápagos, toma-se um ônibus gratuitamente das empresas aéreas (Tame, Lan, etc.) até o Canal Itabaca, onde um táxi aquático (ou ferry boat) leva a pessoas para ir a Santa Cruz por US$1 a US$2, com tempo de uns 5 a 10 minutos, mais a demora para carregar as bagagens e a espera do dono da embarcação para conseguir encher o seu transporte. Após desembarcar, é possível ir ao centro de Puerto Ayora via táxi pela média de US$20 a corrida, ou via ônibus urbano por US$3, sendo um pouco mais demorado, por cerca de 50 minutos. Dica que levei comigo de outros Mochileiros: Se for voltar pelo aeroporto de Baltra, reserve umas 03 horas para fazer esse caminho e passar a revista das malas, etc. ILHA SANTA CRUZ – parte I [flickr]© EDJr-4455 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Cais (Embarcadero) de entrada em Puerto Ayora –Ilha de Santa Cruz A capital do Cantão de Santa Cruz, Puerto Ayora, possui desenvolvimento urbano, além de clima e estrutura turísticos, com vias pavimentadas e com grande variedade de hotéis, restaurantes, bares, lojas de artesanatos e a maior parte das agências turísticas. É também o local de partida dos cruzeiros por Galápagos. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO: Centro de Pesquisas Charles Darwin, mergulho de batismo (“Discovery”), Tortuga Bay,Laguna de Las Ninfas,Cerro Dragón, Los Gemelos, Rancho Primícias, Túneis de lava, peixaria, Las Grietas Ilha de Santa Fé, Playa El Garrapatero. Desci do ônibus no porto de Puerto Ayora,a maior cidade de Galápagos e o centro urbano com maior infraestrutura turística, com muitas hospedagens, restaurantes, bares e agências de viagens.Pode-se fazer de praticamente tudo a partir desta cidade: Cruzeiros, mergulhos e passeios nas outras ilhas. Mas os preços podem variar caso deseje ir visitar outra ilha. Exemplo: um passeio em Isabela era mais barato diretamente em Puerto Villamil (cidade da ilha) do que se contratasse em Puerto Ayora. E, caso fizesse isso, geralmente, teria que dormir uma noite em Isabela por conta dos horários da lanchas que viajam entre as ilhas e pelo fato das excursões saírem sempre pela manhã cedo. ATENÇÃO! As lanchas entre as ilhas partem somente em dois horários: pela manhã bem cedo (06h/07h) ou depois do almoço (14h/15h). HOSPEDEI-ME no Hotel España (Hostal España) ao preço diário de US$25 em espécie ou US$27,75 no cartão de crédito com 12% de imposto (IVA). Não encontrei outro hotel tranquilo e seguro com melhor preço, somente mais caros. Não procurei muito, pois estava acompanhando Gustavo e ele decidira ficar ali. O hotel é muito bom, simpático, limpo e acolhedor. Com uma cama grande de casal, banheiro, TV a cabo e ar condicionado. Internet via WI-FI somente na área comum, em poucas vezes pegara no 1º e 2º pisos. Mas a internet é lenta por lá. Carregar vídeos pelo WhatsApp pode tomar certa paciência.E se conseguir! Como em nenhuma hospedagem em que fiquei (ou mesmo que vi ou li) em Galápagos, não incluía café-da-manhã (desayuno). Mas era oferecido a US$5 uma alimentação matinal bem gostosa com café, leite, pão, manteiga, goiabada, ovos mexidos, um copo de suco e salada de frutas. Em outros lugares, o café era o mesmo preço ou havia até mais barato, por US$3, que somente compensa se a pessoa for de comer muito pouco ou quase nada.Mas o que matava naquele lugar era ter que se hospedar a partir do 3º piso. Muitas escadas, curtas e íngremes. Cansa muito! Podem pesquisar! Muitos reclamam disso pela internet! E não é papo de preguiçoso, não! Falo sério! Quando se anda o dia todo, o cansado é grande e a última coisa que deseja é ter inúmeros degrauzinhos até o quarto. Eu me hospedei em vários níveis enquanto estive neste hostal e era uma alegria quando o atenciosíssimo atendente Mário conseguia um quarto nos andares inferiores! Assim como era uma tristeza, quando me colocou no último andar! Ainda, assim, recomendo muito o Hotel España com toda a atenção prestada, dicas de passeios, conforto e tudo o mais! 1º DIA– 10/12/2015 - DESCOBERTA DA CIDADE E CONTATO COM A VIDA ANIMAL LOCAL Estava quebrado pela viagem de mais de 18 horas e por dormir mal e muito pouco, em intervalos . Fomos almoçar na Calle Charles Binford, a chamada calle de los kioskos. Só comi por lá em Santa Cruz, pois os restaurantes na Av. Charles Darwin eram para gringos! Por US$5: comida farta! Sopa de entrada, arroz, carne de vaca e patacones! Patacones, desconhecido para mim, aparentemente são bananas prensadas e fritas, servidas em formato circular. Muito gostoso, porém enjoei rápido daquilo...Também é possível encontrá-las em formato de salgadinho industrial (como Ruffles, Cheetos, etc.), à venda nos kioskos ou supermercados. Sugeri irmos à Estação Científica Charles Darwin, no final da avenida de mesmo nome do famoso naturalista. Ainda que “moído”, foi interessante passear por lá. GRÁTIS. Ainda que a maior parte do lugar estivesse fechada e com a impressão de abandonado (nos disseram que estavam “em manutenção”), pudemos ver de longe (pois estavam em parte murada) algumas iguanas-amarelas terrestres (Conolophus subcristatus) e tartarugas galápagos, além de vários pássaros, grilos e lagartos. Depois, fomos a uma praia próxima (creio ser La Ratonera). Perto da estação, há alguns pontos de praias, onde algumas são possíveis de entrar, outras não por causa de pedras e corais dificultarem o banho. Por lá, pudemos fotografar os grandes caranguejos vermelhos “Zayapa” (Grapsus grapsus) e também as iguanas marinhas (Amblyrhynchus cristatus). A iguana é quase um dinossauro! As adultas são enormes e com corpo escamoso todo rachado, fungando (exalando) água salgada pelas narinas. Algumas são escuras, outras avermelhadas e outras possuem um tom verde por conta da água. Os caranguejos eram chatos! Mal se chega perto, eles já.... Fiuuuuu .....sumiam! Não pudemos ver o sol se pondo, pois o tempo estava nublado, assim como em vários momentos em Galápagos. Afinal, é verão, não? [flickr]© EDJr-3365 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr--8 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Gustavo me disse que havia feito uma excursão no dia anterior à minha chegada a US$35, chamada Tour de La Bahía ou Bay Tour. Consistiu em ir a alguns pontos locais, com caminhada, snorqueling na Loberia e finalizou com uma rápida ida a Las Grietas. Gostou tanto deste último lugar que voltaria a visitar os paredões por mais três vezes! 2º DIA - 11/12/15 - 1º MERGULHO EM ÁGUA PROFUNDA No hostel, tive que acordar o Gustavo (A primeira de muitas vezes !), que me disse para aguardá-lo na recepção abaixo. Lá estava ele, meio atrapalhado com suas tralhas. Como não o conhecia, morri de rir ao ver ele, com botas pretas, shorts preto apertado, chapéu de pescador e máscara com respirador de snorquel pendurados no pescoço. Hilário a figura, uma caricatura ! Sei que, de primeira, não gostei muito do muchacho não , devido a primeira atitude que vi dele: estava tudo tranquilo onde eu o aguardava, uma área de descanso do saguão com redes e grama sintética, até tinha uma moça mexendo no celular bem quieta. De repente, o Gustavo chega “causando” com aquele andar desengonçado e... POF!!! Jogou as suas nadadeiras com força no chão, gerando um estalo que fez a moça pular e olhar de canto de olho para ele ! Às 09 horas da manhã estávamos no supermercado frente ao porto para comprar água, um pão doce, bananas e cerveja (ideia do boludo! ). No porto se toma um táxi aquático a US$1 e após 05 minutos, somos deixados em uma plataforma de concreto, onde se inicia uma trilha curta em uma região árida, com presença dos cactos com troncos Nopal ou Chumbera (Opuntia echios). Passa-se a Playa de Los Alemanes e mais à frente, chega-se a Las Grietas! São uns paredões enormes que formam um desfiladeiro com a água do mar que adentra em um tom azul/verde, tendo uma profundidade de aproximadamente 20 metros . Um fato cômico! Estava comendo o pão em um banco no porto e aí surgiu um pássaro, um dos tentilhões de Darwin (lá são chamados de Pinzón – maiores informações sobre podem ser encontradas em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/darwin/tentilhoes.html). Depois aparecera outro e após, mais outros. Repentinamente, estavam vários me olhando com desejo do pão. Bem, eu não daria nada a eles já que estava em um local com pensamento cultural de preservação das espécies endêmicas e não iria alimentar nada com comida desapropriada. Ok! Tudo bem! Logo, um pássaro investiu e pulou na minha mão, roubando-me um pedaço de pão! “Bandido!!!” gritei! Os tentilhões de Darwin foram alvo dos estudos de Charles Darwin, identificando que as aves pertenciam a uma única família e que suas poucas diferenças se davam à necessidade de se adaptarem aos múltiplos nichos ecológicos existentes nas várias ilhas e ilhotas. Em Las Grietas, já sabia que era fundo. Mas somente havia feito snorqueling em uma piscina com 1,40 metros de profundidade. Agora, eu estava ali, diante daquela água azul escura, com animais marinhos. Sinal da cruz na pequena plataforma ali e we’re go! O medo passara diante do encanto com aquele lugar. A luz solar penetrava na água clareando o fundo tão distante. Pena haver poucos peixes, mas uns grandes e coloridos, como Peixes papagaios (Scarus ghobban) e a Vieja Ribeteada (Bodianus diplotaenia). Também havia uns pequenos peixinhos amarelos (Coryphopterus urospilus) que se apoiavam com as nadadeiras sob as rochas, com função de patas mesmo! À tarde, saí sozinho pelo centro, pois queria conhecer a região. Fui andar pelo porto e pelas praias próximas à estação da Marinha. Fui sentir a energia do local. Mirei iguanas marinhas, tentilhões de Darwin e lobos marinhos (Arctocephalus galapagoensis). Somente vi as iguanas terrestres na estação científica, já que elas vivem em lugares mais áridos. Há excursões à Ilha Seymour Norte em que avistar a iguana terrestre faz a propaganda dos passeios. [flickr]© EDJr-3427 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Tentilhão-da-terra-grande, Pinzón terrestre grande (Geospiza magnirostris) Pinzón de Cactus (Geospiza scandens) [flickr]© EDJr-3447 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Lagartija de lava, Albemarle lava lizard ou Galapagos lava lizard (Microlophus albemarlensis) Na Av. Charles Darwin, há um mercado de peixe que é uma atração turística! Tudo porque os pescadores estão ali, descarregando, lavando, limpando, vendendo os atuns (Thunnus albacares) e ficam acompanhados de lobos marinhos, pelicanos pardos (Pelecanus occidentalis), fragatas (Fregata magnificens) e gaivotas (Larus fulginosus) rodeando o lugar, esperando uma boquinha fácil de ganhar ou de roubar. Um lobo roubara a cabeça de um atum e saíra correndo com o pescador fulo atrás dele, até que caiu na água e desaparecera, com aquele pedaço enorme na boca! Eu estava no caminho do animal e quase fui para água junto . Só tomei um pequeno banho com a água espalhada pelo mergulho do gatuno. Muito hilário! Todos riram ! O local por vezes fica cheio de turistas acompanhando aquela bagunça, mas também compram peixes e lagostas, e há a possibilidade de comer por ali também. À noite, comi uma hamburguesa na esquina da rua do hotel a US$8,50 com suco e depois fechamos a excursão para Pinzón na Agência Bridmar Tours S.A. na Calle Islas Plazas, do amigo Carlos . Era um passeio de dia todo (full day) que não lera em relatos sobre Santa Cruz, custando-nos US$140 no cartão de crédito (US$15 de imposto). Foi o mais caro que fiz, mas em Santa Cruz me pareceu ser a melhor, juntamente com a excursão à Ilha Seymour com trajeto terrestre para ver iguanas terrestres e fragatas (que estavam em época de acasalamento neste local, onde os machos ficam com o peito vermelho inflado, caracterizando a ave, como demonstrada em inúmeros artesanatos, a exemplo do prato que eu trouxe: 3º DIA - 12/12/15–PINZÓN & DAPHNE: 1º MERGULHO EM MAR ABERTO E A SURPRESA DO BARCO A maioria das excursões parte bem cedo, por volta das 07h ou 08h . Desayuno a US$3 na Av. Baltra e táxi (incluso na excursão) até o canal de Itabaca, onde partiria o barco do passeio. O trajeto consistia ir de Itabaca até Daphne Menor realizar um snorqueling, depois seguiria para a Bahía Borrero para ver as tartarugas marinhas na praia, almoçávamos (incluído)no barco e depois realizaríamos outro mergulho em Pinzón. Pinzón e Daphne eram duas ilhas menores habitadas pelas aves e frequentadas por outros seres marinhos, pelos quais ansiávamos para vê-los. Estava com meu celular, para o qual comprei uma bolsa estanque e funcionara sem problemas em Las Grietas. Em piscina, lago e cachoeiras (água doce) também funcionara muito bem. O ponto negativo dessa bolsa é que sob a água, perde-se toda a sensibilidade do toque na tela (touch), tendo que muitas vezes tirar a bolsa para fora e, assim, conseguir mexer no telefone. Chegávamos a Daphne Menor e já víamos fragatas, gaivotas e Atobás/Piqueros Mascarados ou de Nazca (Sula granti) pelo ilhote todo, deixando toda a pedra vulcânica pintada de branco. Estava uma corrente braba, e eu ali, no meio do mar, sem nenhum lugar para apoiar. “O que eu estava fazendo ali? Onde me metia?”Pensava... Mas eu estava determinado e não ia “arregar”! Rezei uns 30 segundos antes de pular no mar, pedindo a Deus que me protegesse de todos os males e solicitando permissão para entrar e desfrutar do universo dos entes das águas. Atobá-de-Nazca (Sula granti) - Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Brrrrrrr!!!!!! Uma água azul escura linda, mas um pouco fria! Estava com a roupa de neoprene de mergulho que a agência providenciara, mas estava tão apertada que eu mal respirava! ãã2::'> Lembrei dos espartilhos das mulheres dos séculos passados. Só o que posso dizer da minha primeira experiência em mar aberto: que mundo maravilhoso! Quantas cores, quanta vida! O mar é um universo à parte de tudo! Não devemos saber quase nada do que realmente seja o mundo submarino, pois já não se via nada em pouco mais de 15 metros de profundidade. Acompanhando o guia Fabrízio (recomendadíssimo! :'> :'> ), ele nos mostrava onde estava tudo e mais o que desejaríamos ver: estrelas do mar Chocolate Chip (Nidorellia armata) e a exuberante Pentaceraster cumingi, com coloração vermelha, além de ouriços, peixes cirurgiões e peixes anjos coloridos, cardumes e, ao fundo, os tiburones de punta blanca de arrecife (Triaenodon obesus) ou chamado de tintorera,em português: tubarão-de-pontas-brancas-de-recife ou em inglês: whitetip reef shark. Só o guia se aproximou porque os tubarões estavam mais fundo do que todos aguentavam chegar, por conta da pressão que aumenta muito e faz os ouvidos “buzinarem”. ãã2::'> Fotografias cedidas pela Agência e por Gustavo Roger Cabral Depois, desembarcamos na Bahía Borrero onde ali encontramos algumas gaivotas de lava (Larus fulginosus) e tartarugas-verde-do-Pacífico (Chelonia mydas) gigantes na praia, tomando um ar ou namorando na água. Lindas demais! [flickr]© EDJr-3650 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O assédio! [flickr]© EDJr-3625 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] A caminho de Pinzón, almoçamos ceviche, que é um prato típico também na Bolívia e Peru que visitei. No Equador, consistia em peixe cozido ou marinado quase cru no limão, com temperos, cebola, salsinha e acompanhado de chifles – bananas bem finas que são fritas e servidas como um salgadinho, um tira-gosto bem comum no país. Com isso, recuperei-me do enjoo que sentira pouco antes, em meio ao mergulho. O balanço do barco juntamente com o balanço da corrente dentro do mar me pregariam uma peça mais adiante. Em Pinzón, por volta das 13h, já avistávamos um solitário Pinguim-de-Galápagos (Spheniscus mendiculus) na beira da rocha, rente ao mar. Essa é a única espécie que vive na área da Linha do Equador. Logo mergulhamos para a última parte da excursão. Esse foi demais! Vimos Pinguim-de-Galápagos, tartarugas marinhas, corais e peixes coloridos de diversos tamanhos, cardumes de milhares de peixes Mugil galapagensis passaram entre nós (que fascinante estar no meio de todos aqueles peixes que mudam de direção rapidamente e incrivelmente sincronizados!), a cinzenta arraia raya de espina ou manta sartén (Dasyatis brevis), uma moréia ou morena (Muraena argus ou Gymnothorax dovii) – um sonho ter visto esse animal que me fascinei desde quando o conheci no jogo do Super Mario 64 !), um polvo escondido nas rochas e ainda, realizar o que estampa boa parte do turismo galapagoense: nadar com os tubarões e com os lobos marinhos! Estes últimos eram curiosos e dóceis, sempre passavam nadando ao lado das pessoas do grupo, “medindo” e examinando. Um macho enorme (era maior que eu) veio nadar conosco e deu um susto em todos , pois eu havia lido que podem investir para proteger suas fêmeas, filhotes e seu território. Mas, graças a Deus , ele somente veio fazer um reconhecimento! Nessa última etapa, avistamos meia dúzia de tubarões que estavam parados ao fundo do mar, abrindo a boca a todo momento! Nhac Nhac! Estes se alimentam de peixes e crustáceos encontrados nos recifes, mas caso se sentirem ameaçados eles podem investir, disse Fabrízio. Fotografias cedidas pela Agência Importante frisar aqui que nenhum tubarão tem como presa o ser humano. Os casos de ataque são quase que exclusivamente por se sentirem ameaçados ou por confundirem as pessoas com suas verdadeiras presas naturais. Outra exceção é quando o tubarão é condicionado a buscar alimento com os seres humanos, como vi em documentários explicando que mergulhadores usam as mãos para alimentar os animais com fim de atraí-los para perto. Logo, os tubarões associam uma pessoa a uma fonte de comida fácil. Raramente e não sei se há registro oficial na história de que um tubarão comeu uma pessoa. É fato pesquisado e confirmado: para cada ataque de tubarão contra um ser humano, um milhão de tubarões são mortos por nossa espécie. Voltando à viagem. Os tubarões são lindos, de uma cor cinza fosco, deu vontade de tocar, pois parecia uma pele de camurça. Chegamos bem perto. Até demais! A corrente nos empurrava em direção ao animal e nós usávamos as mãos para nos empurrarmos para trás. Sai!!! A excursão chegara ao fim por volta das 13h30 ou 14h. Voltar a Santa Cruz levaria mais umas duas horas. Eu estava meio mareado, já tinha vomitado um pouco depois do primeiro mergulho, mas depois de parar na praia e almoçar, sentia-me tranquilo. Mareado, mas sem ânsias. Na volta, a lancha foi mais depressa. Consequentemente, mais balanços e mais batidas no fundo após os saltos. Não deu outra . Vomitei tudo que tinha e o que não tinha dentro de mim. O único do barco que passou mal.Que “mico”! Assim, fiquei fraco e zonzo ãã2::'> . Em certo momento, o barco deu uma virada para a esquerda (bombordo!) brusca e eu quase voei para fora pela direita (estibordo)! Histórias de viagem para guardar e contar, não?! :mrgreen: 4º DIA - 13/12/15 – Parte Alta da Ilha de Santa Cruz: Terra firme para me recompor! Havia lido sobre Los Gemelos e a atrativa possibilidade em voltar de bicicleta ao centro de Puerto Ayora, passando pelos túneis de lava e o Rancho Primícias, visto novamente no Mochileiros.com no relato do viajante Fmatsusaki (http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html) e no de Allanavila (http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html). Tão logo, fomos alugar as bicicletas na Av. Baltra, perto do hostel. Pagaríamos US$10 por 03 horas. Tomamos um táxi que nos cobraria US$15 cada para ir até Los Gemelos. Em Galápagos todos os táxis são camionetes de médio a grande porte, como Mazda, Toyota Hilux, Mitsubishi L200, etc. Cerca de 25 minutos depois,já chegávamos na parte alta pela mesma estrada (na verdade é a única) que leva até o Canal de Itabaca. Los Gemelos são 02 crateras de vulcões extintos, onde a vegetação cresceu e tomou conta do local, formando um ecossistema reservado, por assim dizer. Na primeira cratera à esquerda da pista, há uma trilha curta que circunda até a metade da abertura. DICA: vá de calçado fechado se não estiver com vontade de enfiar o pé na lama. Atravessamos a pista e fomos à outra cratera que descobrimos sem querer (não sabíamos até então que eram duas. Por isso o nome de “Gemelos”... Dããã! ::prestessao::::putz::::tchann:: ). Esta tem um trecho menor ainda para poder admirar a cratera. A visita em Los Gemelos é curta, somente algumas fotos e ver toda a floresta invasiva, além dealguns pássaros, flores e plantas. Seguimos em frente. Cratera n.º 01 Cratera n.º 02 Panorâmica da Cratera n.º 01 Papamoscas de galápagos (Myiarchusmagnirostris) e, ao fundo, Galápagos dove (Zenaida galapagoensis) Como disse anteriormente, eu li relatos de que podemos ser deixados pelos táxis em Los Gemelos e depois voltarmos todo o trajeto de bicicleta até o centro, visitando as áreas rurais para ver os túneis de lava e o rancho das tartarugas gigantes. Mas como estava chovendo, o taxista nos disse que a estradinha para retornar do Rancho até a estrada principal estaria péssima naquele dia, pois era íngreme, chovia e era de terra (rípio). Seria exaustivo para o velho do Gustavo, haha! :lol: Mas concordei depois que vi a condição da tal estradinha. O motorista nos ofereceu uma proposta que aceitamos: ir de táxi até o rancho, ele nos esperaria visitar o local (onde também estão localizados alguns túneis de lava) e depois nos levaria de volta à estrada principal de carro, deixando-nos para voltarmos de bicicleta. Descobri somente depois que os túneis de lava são vários e estão localizados nos dois ranchos rurais: El Chato e Primícias no povoado de Santa Rosa e um terceiro no povoado de Bella Vista. O taxista nos informara que El Chato era melhor que Rancho Primícias (o qual eu pretendia ir, pelos relatos de Fmatsusaki e de Allanavila) porque tinha mais tartarugas. Ok, então fomos lá! :wink: Ao entrar, já calçamos umas galochas (porque é muita lama pelo rancho) e visitamos primeiro os túneis de lava. Havia visto fotos de túneis enormes de uns vários metros de altura e o que visitamos eram pequenos, semelhantes a cavernas (se não era!). Descobri depois que os grandes estavam nos outros lugares que mencionei acima. Ok! Valeu o passeio! Gustavo e eu fizemos umas fotografias de longa exposição nos três túneis que percorremos.Demoramos muito ao ficar fotografando e o taxista nos disse, assim que saímos, que nos cobraria a diferença do que tínhamos combinado, pelo atraso. No final, pagaríamos US$25 cada pelo serviço do taxista (lá é caro mesmo, lugar para europeus e americanos). Bora calçar botas... tive que usar um número menor... apeertado.... [flickr]© EDJr-3752 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr© _3772_ by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já que agora estávamos de “remis” (motorista particular na Argentina ::hãã:: ), visitamos o rancho das tartarugas com calma. Lá as galápagos ficam livres e você pode chegar bem perto delas, vê-las em ambiente natural. Assustadoras! Eram enormes e faziam um barulho estrondoso que assemelhava a um grunhido de dinossauro ::ahhhh:::( ! Fotografei várias, mas tem que chegar de leve, senão elas se fecham para dentro do casco. Estava fotografando uma tartaruga comendo e, repentinamente, outra chegou depressa e a expulsou, fazendo-a sair rapidamente daquele lugar! Depois ficou ali posando para mim! Ciuminho :x ... Tiramos uma fotografia de lembrança dentro dos cascos das galápagos expostos na recepção 8):mrgreen: e pagamos a taxa de US$3 com direito a cafezinho e água à vontade. [flickr]© EDJr-3838 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Voltamos de bicicleta pela estrada principal e foi uma delícia! ::otemo:: Praticamente descida para voltar econhecer um pouco mais os arredores de Santa Cruz. Aproveitando a bici, fomos à Playa de La Estación, do lado do Centro de Pesquisa de Charles Darwin, relaxar um pouco e aproveitar o pôr do sol com céu limpo. À noite aproveitamos para jantar na “calle de los kioskos” e comi um peixe frito (US$10) com cerveja Club ::hãã2:: . Essa rua à noite é muito gostosa, com mesas pela via e lagostas expostas aos montes para venda, além de muitos turistas. Antes disso, passamos por perto do porto para comprar passagens até a Ilha Isabela, para qual iríamos no dia seguinte. [flickr]© EDJr - praia by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Uma assustadora lagosta verde Panulirus gracilis :o ILHA ISABELA [flickr]© EDJr-4285 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Seu nome é em homenagem a rainha Isabel,esposa de Fernando Rei da Espanha que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. É a maior ilha do arquipélago equatorianoe ainda está em formação por causa da atividade vulcânica, contando com vulcões ativos e é a casa de 05 caldeiras (crateras de vulcões extintos), flamingos, iguanas marinhos e muitos pássaros.Uma pequena aldeia é a capital Puerto Villamil, ao sudeste da ilha. A maior parte dos habitantes vive da agricultura e da pesca, mas é possível notar o turismo em crescimento. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Los Tuneles, Las Tintoreras, Vulcão Sierra Negra e Vulcão Chico, Galapaguera Centro de Crianza "Arnaldo Tupiza”, lagoa de flamingos, Muro de Las Lágrimas. 5º DIA – 14/12/15 – PEQUENO MERGULHO NA PEQUENA PUERTO VILLAMIL Levou umas 02 horas para chegarmos a Isabela desde Santa Cruz. Descemos da lancha às 09h45 e já pagamos a taxa de entrada na ilha: US$5 pra estrangeiros e US$2 para equatorianos. Perto do porto, duas tartarugas marinhas namoravam em pleno mar, chamando a atenção de todos da embarcação. ::love::::love::::otemo:: HOSPEDEI-ME na Hospedaje Gladysmar na Avenida Tero Real (que é o nome daespécie de pássaroHimantopus mexicanus que eu desconhecia). Decidimos por ele após visitar outros hostels na cidade de Puerto Villamil. A hospedagem ficou em US$30 quarto simples com banheiro privado (o chuveiro não funcionou água quente por conta defalta de fornecimento de gás), ar condicionado, geladeira, TV e podia ser utilizada a cozinha da casa da simpática senhora. Encontrei um hostel por U$20, mas achei que não compensaria porque não me trouxe segurança, pois viajava com equipamentos caros. Recomendo o local, limpo, arejado e bem simpático! Mal chegamos e já marquei a excursão a Los Tuneles, que nos disseram ser a melhor e obrigatória em Isabela. Pretendia fazer a excursão Las Tintoreras no mesmo dia, pois era possível, mas disseram que não valeria a pena se fosse fazer Los Tuneles. Pagamos US$85 no próprio hostel. Era US$90, mas conseguimos o desconto, já queéramos mais de uma pessoa. No mesmo momento, já peguei um mapa de Isabela e falei a elesobre a piscina natural Concha de Perla, onde era grátis e também possível de fazer snorqueling. Partimos na mesma hora! Esta fica localizada em uma trilha elaborada com pedras, que se inicia ao lado do embarcadero (cais/píer), o local aonde se chega de barco na ilha. Havia muitas pessoas mergulhando, na esperança de ver alguma “atração submarina”. Ficamos umas duas horas por lá, também vasculhando. Ouriços, corais e peixes eram abundantes. Eram difíceis denotar, mas fora possível ver peixes corneta (Fistularia commersonii)finíssimos e semitransparentes dando ágeis disparadas na água para fugir. No meio da piscina, eu chamei a atenção de quem estava perto porque três raias pintadas/rayas águila (Aetobatus narinari) estavam nadando sincronizadamente! Lindas de se verem! Que harmonia, que beleza ao nadarem e mudarem de direção tão sutilmente! Senti-me satisfeito em conseguir avistá-las e poder compartilhar o momento com outros amigos por ali. No fim, um lobo marinho deu as caras na água, mas já havíamos saído da piscina natural. Seu pesado! ::hãã2:: Fotografias extraídas de vídeo realizado por Gustavo Roger Cabral Em Concha de Perla, a bolsa estanque do meu celular pareceu estar com água! Saí nadando depressa com a bolsa para cima da superfície em direção à plataforma. Fato! Meu celular se apagara! ::sos:::x:cry: Mas vibrou continuamente até descarregar a bateria. Deixei dias no sol, mas nada. Até ligou e surgira o logotipo do fabricante na tela, mas depois morrera definitivamente :cry: . Não teve conserto: Perda Total! Fique emprestando o notebook do Gustavo pelo resto da viagem para descarregar as fotografias e escrever emails à família. Ao menos, eu ainda possuía as fotos e vídeos que fizera com o telefone, pois o cartão de memória não fora afetado. O Gustavo não teve essa mesma sorte em São Cristóbal. Nos próximos parágrafos, saberemos o porquê. Fazia um calor forte em Isabela ::mmm:::mmm: ! Considerei-a mais quente e abafada que Santa Cruz. A cidade da ilha Puerto Villamil, é pequenina ese assemelhaa uma vila de pescadores, com muitas ruas de areia e rocha vulcânica escura. O pequeno centro consiste em uma praça retangular envolta por pontos de comércio, restaurantes, hotéis e agências de turismo. Acreditava que fosse mais barato que Santa Cruz, mas os preços eram basicamente os mesmos ou até mais caros. :roll: À tarde, fui almoçar em um restaurante chamado El Encanto de La Pepa, pagando US$7 pelo menú del dia com pequena porção de arroz, batata frita, legumes, carne de vaca juntamente com um copo de suco e um pãozinho de acompanhamento. Depois fui para o hostel, onde conheci um casal de japoneses que estavam fazendo um peixe na cozinha, que cheirava pela quadra inteira! Conversei um pouco com eles em um pouco de espanhol, um pouco de inglês e muita mímica! Foi engraçado demais, rimos muito ::lol4::::lol4:: ! Eles me falaram que viajavam pelo mundo e lhes dei os parabéns porque eram muito corajosos. Encontrei-os depois novamente em Santa Cruz e na trilha do Cerro Tijeretas em San Cristóbal, surpresos com outro novo encontro. 6º DIA – 15/12/2015 – GRANDE MERGULHO NOS TUNELES Saída pela manhã para ir ao embarcadero pegar a lancha para excursão a Los Tuneles. O itinerário compunha snorqueling em dois pontos das formações rochosas em pleno mar, além de uma caminhada terrestre pelo local. A região dos Tuneles é formada por inúmeras rochas que formam túneis submarinos e piscinas naturais entre elas, onde habitam inúmeras espécies de seres vivos. Na parte de cima das rochas, aves aquáticas repousam e formam seus ninhos e os cactos crescem abundantemente. Ali, eu lera que fora possível encontrar os Pinguins de Galápagos e inclusive nadar com eles (vide o relatodo mochileiro Gustavo Villas Boas em http://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo). Dito e feito. Ao avistar os Tuneles, já nos deparamos com pinguins descansando em pé nas rochas. Também estavam por lá as iguanas, lobos marinhos e pelicanos. ::hahaha::::otemo:: [flickr]© EDJr-4096 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4082 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] A fauna endêmica de galápagos toda reunida em uma rocha em Los Tuneles: Atobá de patas azuis, Iguana Marinha, Pinguim de Galápagos e Lobo-marinho de Galápagos Estava chovendo fino no começo da excursão, o que incomodou um pouco para realizar fotografias, mas o tempo firmou quando desembarcamos para realizar a parte terrestre, nossa primeira atividade do passeio. Demos sorte ao encontrar um Atobá-de-pata-azul (Sula nebouxii) com seu filhote. O Gustavo teve uma oportunidade de ouro, fotografando a ave alimentando sua cria diretamente na boca! Fiquei feliz e com uma inveja :x (boa, claro :D ) dele! Tivemos um contato tão próximo com a ave, estávamos ameio metro dela e aí percebemos o quão forte é o azul de suas patas! Maravilhoso animal! ::otemo:: Pouco mais à frente, antes do 1º mergulho, havia uma tartaruga encalhada entre as rochas, por causa da maré ficar baixa :( . O guia Dario juntamente com o assistente da lancha se prontificou imediatamente ao resgate, permitindo sua volta ao mar ::Ksimno:: . Caímos na água e já fomos realizar uma selfie com o pingüim ::hãã2:: ! Ele possui uns 40cm de altura e estava só brisando na rocha com os olhos meio fechados. Depois, o danado gostou da atenção e mergulhou na água! Como nada rápido aquela ave! Incrível! Passando em meio de nós, o guia Dario até lhe tocou na barriga, contrariando as normas de Galápagos. Depois ... zummmm... a ave sumira :shock::D ! Aqui um vídeo do Gustavo Cabral: http://www.mediafire.com/download/jpe76v7r6w9woaj/MVI_2633_1.avi Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Fotografia cedida pela Agência Também vimos cavalos marinhos (Hippocampus taeniopterus) onde só quem possui olhos treinados poderia notá-lo facilmente! Eles se camuflam por vezes, ficando imóveis, parecendo parte da vegetação. E nada tão tranquilos, quase como se arrastando! Depois fora a hora do show da tartaruga marinha (Chelonia mydas) ::hahaha:: ! A única durante toda a viagem que praticamente nadou conosco sem nenhum incômodo, ainda que cerca de oito turistas estivessem atrás dela que nem doidos para se aproximarem do animal ::hãã2:: ! Como a sua sutileza de movimentos pode proporcionar um nado tranquilo, consistente e ligeiro? São essas as grandes maravilhas da mãe Gaia que só cabe ao homem admirar e ter a humildade de saber que somos muito minúsculos perante tal grandeza! ::otemo:: Fotografias cedidas pela Agência Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Em seguida, avistamos uma raia cinza descansando ao fundo e o que esperávamos: muitos tubarões de punta blanca ::ahhhh:: . Eram inúmeros ::ahhhh:: ! Nadando, ao fundo do mar, comendo nos recifes, parados em uma “caverna” nos túneis. Foram mais do que havíamos avistado em Pinzón. Mais tarde, Dario nos deixou livres para nadar em uma área, onde em determinada área, eu estava sozinho e afastado da lancha. Estava tranquilo, quando passei por uma rocha no meio da grande piscina e olhei para a esquerda e vi um tubarão enorme ao fundo azul ::ahhhh:: , nadando em direção à superfície. Sabia pelas suas características que era um punta blanca de arrecife, mas estava desacompanhado e também não sou um expert em vida marinha para administrar tal situação. Fiquei com medo :( ! Pesei a lei da natureza selvagem: risco x recompensa. Como ele fora para um lado, fui para o outro :wink::? ! E voltei para o barco :mrgreen: ! Aquela imagem está bem fresca na minha memória, podem acreditar! Contei a Dario e aos que já estavam no barco (uma moça mexicana, alguns americanos, uma australiana acompanhada de uma alemã e nós, os sul-americanos!) e todos deram risadas :|:mrgreen::mrgreen: ! O guia me disse que ostubarões são bonzinhos! Mas é melhor não arriscar, já havia visto muito tubarão e estava mais que satisfeito! ::otemo:: Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Fotografia cedida pela Agência Na volta a Puerto Villamil, foi-nos ofertado um pequeno lanche na viagem: pão com presunto e queijo, maçã, suco e bolacha. Voltávamos em torno das 13h30.Cheguei e capotei na cama para dormir um pouco. Após a soneca, fui alugar uma bicicleta perto do hostelmais tarde com a intenção de ir até o Muro de Lágrimas, um lugar que conhecera através do relato do amigo Fmatsusaki no site Mochileiros.com. Porém, disseram-me que estava tarde e não haveria tempo suficiente para ir, ficar um pouco e voltar, pois eram 16horas e o lugar se distancia em torno de 40 minutos. Desse modo, faria um passeio correndo, sem tempo para ver os lagos e a praia pelo caminho, e também o Tunel Del Estero (uma caverna que é possível adentrar com a maré baixa). E ainda chegaria de volta pela noite, quando expiraria o tempo de aluguel da bicicleta, além de não ser permitido transitar por esses caminhos à noite. Pena :cry: ! Decidi assim ir à famosa galapaguera de Isabela, próximo dali. Pouco depois de cinco minutos, eu estava na trilha de pedras e pontes de madeira que levava ao Centro de Crianza de Tortugas Terrestre Arnaldo Tupiza, passando por algumas pozas ou lagos onde pude fotografar teros reais, patos, alguns (soube mais tarde que havia um caminho, após passar a galapaguera, que desembocaria em uma laguna grande com mais flamingos ainda! DICA!). Além de, nos mangues das encostas, os caranguejos violinistas de Galápagos (Uca galapagensis). ::otemo:: [flickr]© EDJr-4180 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Tero Real (Himantopus mexicanus) Caranguejo Violinista de Galápagos (Uca galapagensis) Não tão perto quanto imaginava, cheguei finalmente ao centro de reprodução, onde o Parque Nacional de Galápagos trabalha para recuperar as diferentes populações de tartarugas galápagos. Estava deserto :| ... Nem turistas, nem funcionários... Estava só eu e as tartarugas gigantes em áreas delimitadas :| ... Ali há um centro de visitantesinformativo bem bacana que vale a visita, ainda que esteja escasso de informações! Parece-me que há tartarugas filhotes pequeninas, mas eu não vi por lá (assim como a trilha a tal laguna) e não havia ninguém para perguntar. A analogia do tempo de vida entre o homem e a tartaruga gigante, que chega ao seu tamanho adulto aos 150 anos Assim como, não consegui alertar sobre uma galápagos que estava estranha :?: . Parecia-me desmaiada ou morta, pois não vira ou ouvira sua respiração :o:shock: . Tentei assobiar para chamar a atenção. Todas as tartarugas próximas acordaram e levantaram a cabeça para o meu barulho, mas esta não! Que desespero :? ! Não vi uma alma viva até chegar ao centro de Puerto Villamil! Fui embora rezando que ela somente estivesse dormindo profundamente. :( Por fim, ao regressar para o a praça central, passei na praia para fotografar um pôr do sol magnífico com uma brisa fresca e depois acabei encontrando Gustavo em um restaurante, tomando cerveja. Disse-me que fora à praia, perto do porto (não o embarcadero, mas sim, outro porto ali próximo chamado de malecón – ou cais), estando a me procurar depois. Antes disso, a caminho da praça central senti falta dos meus óculos escuros que estava em minha cabeça, quando tiraria para fotografar na praia. Voltei correndo já lamentando a “burrada” ::putz:: . Encontrei-o parcialmente encoberto pela areia, quase engolido pela maré que aumentava. Que alívio ::mmm: ! Lembrei que tive de fugir correndo de uma onda mais forte que invadira a praia, podendo molhar meu equipamento. Assim, descobri a causa dos óculos cair e eu, preocupado com a água, não notar tão cedo a falta dos mesmos. Voltando ao restaurante. Resolvemos comer uma pizza média! Média é apelido. Era gigantesca ::hahaha::::tchann:: !!! E bem recheada! Também, pelo preço de US$35 tinha que compensar mesmo, não?! Farreados (estava boa demais!) fomos para o hostel dormir, pois voltaríamos à Santa Cruz no dia seguinte e a lancha sairia às 06horas :shock: . Ou seja, acordaríamos por volta das 05horas para caminhar até a embarcadero que estava um pouquinho longe e estávamos com toda nossa bagagem pesada nas costas e mãos. Na madrugada escura, demos a sorte de conseguirmos um táxi que passava na rua. Cobrou-nos US$3 para nos levar até lá! Assim, assistimos ao nascer do sol já na embarcação. [flickr]© EDJr-4334 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] ILHA SANTA CRUZ – parte II 7º DIA – 16/12/2015 – Retorno a Puerto Ayora Já em Santa Cruz, dirigimo-nos ao Hotel España para dormir e descansar. Gustavo me dizia que já estava cansado destas lanchas. Era muito desgastante mesmo :oops: . Aproveitamos esse dia para vasculhar o centro atrás de possíveis lembranças aos entes queridos :mrgreen: , ou ao menos, pesquisar preços para comprar em nosso último dia em Galápagos. À noite, fomos jantar na Calle Charles Binford, pedindo um Bolón de Pescado: um peixe assado em folhas com tempero, acompanhado de arroz, patacones e, claro, cerveja Club! Divino, meu amigo! Paguei US$7 (pelo prato). Depois fomos tomar outras cervejas na frente do hotel, planejando os outros dias e falando da vida eclaro, de fotografia. Encontrei até um amigo peludo, o qual sua dona afirmou que não estava sofrendo com o calor. Com um pouco de barba eu já sofro no verão, imagine o coitado :| ! 8º DIA – 17/12/2015 – Baía Tartaruga [flickr]© EDJr-4626 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Levantei cedo, aproveitando o descanso do dia anterior. Resolvi ir a um lugar próximo chamado Laguna de Las Ninfas. Uma piscina natural com variedade de mangues, com explicações ao longo de uma trilha de pontes de madeira. Acreditava que era possível fazer snorqueling, mas soube posteriormente que já fazia mais de três anos que isso estava proibido, segundo me dissera a dona da lanchonete em que fui tomar café-da-manhã logo após. Um lugar bonito! Fiquei em paz neste lugar! Um silêncio, uma tranqüilidade :wink: ... Acompanhado somente de elementos naturais... Percorri a trilha envolta pelos variados tipos de mangues (vermelho, branco, etc.), explicando como é formado esse ecossistema, quais são suas características e qual é a sua importância para a biodiversidade. Alimentado do café-da-manhã, percorri o porto para fotografar as aves por lá, como pelicanos, gaivotas e os atobás de patas azuis que estavam voando em torno das águas próximas, pescando fervorosamente ::otemo:: . Também havia um pássaro cujo nome de espécie não consegui encontrar em nenhum lugar. :!: Os pelicanos geralmente estão sozinhos e, do alto, vêm em direção à água com o bico para baixo na tentativa de pegar seus peixes. Porém não mergulham, parando na superfície. [flickr]© EDJr--10 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já os atobás, voam sincronizados e muitas vezes, acompanhados. Assim que um avista uma possibilidade de pesca, alerta os outros com gritos e VUMMMM... todos mergulham juntos como foguetes :D , indo para baixo da superfície, auxiliados pela impermeabilidade das penas e formato de corpo agudo. Depois tomam voo novamente para continuar a caçada. Fiquei bastante tempo esperando um bom clique. O sol me castigava ::mmm: ! Mas valeu a pena poder acompanhar o comportamento destes belos animais. ::otemo:: [flickr]© EDJr-4541 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já havíamos programado que Tortuga Bay seria o nosso destino naquele dia. Seguimos a pé até o começo da longa trilha ornamentada de pedras, onde deveríamos registrar nossa entrada. A ida foi mais demorada que a volta :oops: . Digo isso em tom de reclamação porque estava com uma bolha na sola do pé, com ardência do sol tomado pela manhã no porto, do qual não me protegera e, ainda, carregando bolsa e mochila pesadas. Velho ::hãã2:: !!! Enfim chegamos à Playa Brava, sendo recomendado firmemente para não entrar na água devido à corrente forte. Ainda assim, logo que cheguei, encontrei o argentino (que partira na minha frente na trilha, pois eu parava para fotografar ou tomar água) e outros poucos turistas no meio das ondas :roll: . Sinceramente, eu já vi e entrei em praias bem mais bravas que aquela, mas uma mulher no local me disse que morrera um homem há pouco tempo ao entrar ali. Talvez possam existir pedras afiadas, corais e buracos que dificultem bastante um relaxante banho demar. O Gustavo disse que nada lhe parecia ser além de uma praia normal. :| Depois de passar por Playa Brava, chega-se à Playa Mansa, onde faríamos snorqueling. Dizem ser possível ver tartarugas, raias e tubarões. Ninguém viu nada por ali, além de peixes e ouriços :| . Talvez a maré precise estar alta. Gustavo também disse que vira uma víbora na água. Havia muitas iguanas marinhas em terra. As iguanas estavam em época de acasalamento ::love::::love::::hahaha:: , logo, foram os animais que mais vimos. Em qualquer lugar, em qualquer praia, em qualquer pedra, em qualquer banco, ponte, tronco, etc. elas estavam lá! [flickr]© EDJr--11 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4011 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Ficamos ali até o final do entardecer. Quando o Gustavo foi calçar suas nadadeiras, mas descobriu que uma delas havia quebrado a trava do calcanhar. Ficou chateado com tal, pois as comprara especialmente para Galápagos e não poderia mais usufruí-las. Crê que se rompera no transporte da lanchadeIsabela À Santa Cruz, pois as bagagens são tratadas tão bem quanto nos aeroportos. :cry: Aproveitei a noite para comprar alguns presentes :mrgreen: e também fotografar o centro. Na Avenida Charles Darwin há uma praça recuada da calçada onde funciona um mercado de artesanato, o Mercado Artesanal, onde é possível encontrar peças um pouco mais baratas do que nas lojas. Além de ser mais fácil negociar, os vendedores estão mais abertos às pechinchas. :D:mrgreen: As espécies de Galápagos estão presentes de inúmeras formas no artesanato local Desafio local! Para jantar, comprei uma pizzana avenida por US$9 e fui para o hotel comer sozinho :mrgreen::D , pois não encontrei o Gustavo e tinha que me preparar, visto que no dia seguinte eu iria a San Cristóbal sozinho (US$55, trajetos de ida e volta). Sozinho, pois o Gustavo iria fazer um mergulho com cilindro em Seymour Norte, algo que desejava muito. Euqueria muito era fazer snorqueling em León Dormido. Assim, disse-lhe para me encontrar em Puerto Baquerizo Moreno no dia seguinte, informando-lhe via facebook onde estaria hospedado e no domingo dia 20/12, voltaríamos juntos à Santa Cruz. ILHA SAN CRISTÓBAL Conhecida por ser a ilha dos lobos marinhos. Apesar de haver esses animais por todos os lugares do arquipélago, é nessa ilha em que eles mais se concentram. Foi a primeira ilha de Galápagos que Charles Darwin visitou em 1835 e é lá que se encontra a escultura mais famosa do pesquisador inglês (em Tijeretas, mais precisamente).Na ilha, na parte alta, está localizada a única lagoa de água doce do arquipélago, El Junco. A cidade de Puerto Baquerizo Moreno é a capital do arquipélago e do Cantão de São Cristóvão, bem como um importante centro turístico das ilhas, sendo mais tranquila que Puerto Ayora. É uma cidade muito bonita, com um magnífico porto natural e um Centro de Interpretação da Natureza. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Playa Mann, Playa Punta Carola, Cerro Tijeretas, Lobería, León Dormido, Centro de Interpretación, Galapaguera Cerro Colorado, Puerto Chino. 9º DIA – 18/12/2015 – NA ILHA DOS LOBOS MARINHOS [flickr]© EDJr-5079 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Era manhã quando eu aportava em Puerto Baquerizo Moreno, capital da província de Galápagos. Feita a revista de rotina, informei-me sobre hospedagens e me indicaram procurar na avenida de frente ao mar. Percorrendo a mesma, conheci o Hostel Albatroz e um outro, ao lado. Barato (US$15), simples e aparentemente limpo, mas não possuía ar condicionado, somente um ventilador de teto. Em minha opinião, deu-me a sensação de ser um pouco escuro, fechado, abafado, além de que, sinceramente, não me senti totalmente seguro a deixar equipamentos e mochila com dinheiro ali :| . Fui verificar outros, mas me hospedaria ali se não tivesse que deixar objetos de alto valor ou caso não encontrasse outros. Já fiquei em hostels bem mais simples na Bolívia, mas resolvi pesquisar um pouco mais. Se estivesse em uma turma, também ficaria mais aberto à questão :wink: . Mais à frente, em direção do aeroporto, encontrei uma oficina de turismo, onde perguntei sobre hospedagens possíveis e peguei um mapa da cidade. Os hotéis e hostels estão todos por ali, em torno da avenida do porto, também chamada de Charles Darwin. A atendente me disse para ir ao Hostel León Dormido na Calle Jose de Villamil, que era um bom lugar e possuía um bom preço em torno de US$20. HOSPEDEI-ME O Hostel León Dormido parecia fechado. Verifiquei que mais à frente na rua havia um letreiro de hostal. Naquele lugar, Hostal Emanuel, conversei com o senhor José e o senhor Victor que gentilmente me mostraram la habitación, muito confortável e que me deixou bem tranquilo quanto à segurança. Um quarto duplo enorme :D , com uma cama de casal grande e uma cama de solteiro, ar condicionado, TV a cabo, banheiro privado com box de acrílico, todo o chão do hotel era de carpete de madeira, uma vidraça enorme para a rua com cortina, cabideiro, abajur, mesa, criado mudo, água à vontade e ainda no 1° piso! Perfeito ::otemo:: ! Como dissera a ele que meu amigo argentino viria no dia seguinte, paguei US$25 no dia que fiquei sozinho e US$20 nos dias em que dividi o quarto com Gustavo, que pagou também o mesmo valor. Achei que valia o preço, diante do mesmo valor da diária do hotel España em Santa Cruz. O senhor José e senhor Victor me pareceram serem também os proprietários da Farmácia San Cristobal, abaixo do hostal. Foram muitos simpáticos em tudo, dando-nos informações, fazendo ligações telefônicas para nós, etc. O único ponto negativo... o banheiro por vezes cheirava mal :? ! O quarto ficava fechado pelo dia, então chegávamos e tínhamos que abrir as janelas um pouco para depois ligar o ar condicionado. Creio ser um problema pontual do cheiro de esgoto do ralo do chuveiro que está voltando. Mesmo assim, com certeza me hospedaria lá novamente por todo o conforto oferecido :P . Ao lado, conheci um restaurante popular onde comi um bom almoço por US$5, com sopa de feijão e legumes na entrada, pescado, arroz e um copo de suco de abacaxi. Como era mais de 13 horas, o comércio local estava no período do siesta, assim como a maioria das agências de excursões. Fui a San Cristóbal focado em realizar a excursão paga a León Dormido. Era o meu principal objetivo tentar a sorte e conseguir entrar em contato com a raia manta e os tubarões-martelos 8) . Desse modo, aproveitei a pausa após o almoço e saí fotografar o porto onde estavam “lagarteando” lobos e iguanas marinhas, além de inúmeros barcos ao mar, promovendo um belíssimo pano de fundo às fotografias. ::otemo:: [flickr]© EDJr-4719 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Nesse tranquilo passeio, senti uma maravilhosa vibração de San Cristóbal! Puerto Baquerizo Moreno possui uma orla muito bonita, simpática e que cidade tranquila! Fora a cidade que mais gostamos! Sem dúvida :D ! Como o Gustavo dizia constantemente “A mi, me encantó mucho San Cristóbal!” :D . Um centro todo em piso com ladrilhos, com jardins, tablados e bancos de madeiras, onde os lobos pairavam à noite, tranqüilos com o assédio turístico. Além de um comércio digno nos arredores, várias praias próximas e passeios a outras partes da ilha que tiravam o fôlego ::otemo:: . Que rica energia gravitava por lá! Não podia me faltar mesmo! ::hahaha:: O sol estava a pino pelas 14h30 ::mmm: . Juro que foi o dia mais quente que passei na minha vida ::mmm: ! Aproveitei que consegui encontrar uma lan house (que se chama “cyber” por lá), descarreguei minha câmera e escrevi um email para minha namorada ::love:: falando das novidades e dos problemas que tivera com o bendito cartão Bradesco ::grr:: . Eu suava debaixo de dois ventiladores do estabelecimento e ainda com os pés no piso frio ::mmm: . Decidira naquele primeiro dia ir ao Cerro Tijeretas para visitar o Centro de Interpretação e também avistar as fragatas que habitavam por lá, conforme algumas referências que li anteriormente à viagem. Por conta do calor, resolvi esperar o sol baixar para seguir ao monte. ::hãã2:: Certo tempo após, a maioria das agências já estavam abertas e eu poderia procurar fechar a excursão para León Dormido. Pesquisei em várias ali pelo centro e todas ficavam na média de US$110, com dois snorquelings junto ao paredão da rocha León Dormido, mais um mergulho em uma praia na qual também se realizaria uma parada, podendo ser em Manglecito, em Cerro Brujo ou em Puerto Grande. Por fotos, interessou-me muito mais ir a Cerro Brujo, por conta da praia de areia branca, ter lobos e aves, além da paisagem deslumbrante apresentada na propaganda. Porém, em contato telefônico com os guias, as atendentes informavam que eles partiriam no dia seguinte somente a Manglecito. Mas eu desejava ir a Cerro Brujo e insisti em procurar uma agência que possuísse tal roteiro. Encontrei a agência MarTourGal, na calle Española, que confirmou com um guia via telefone (na minha frente) que sua excursão pararia em Cerro Brujo. Foi o melhor preço encontrado também: US$100. Fechado ::otemo:: ! Paguei em efectivo e estava agendado para as 08 horas do dia seguinte. Ok! Hora de ir ao Cerro Tijeretas! Antes disso, passei em um supermercado para comprar provisões (suco, bolachas doces e salgadas) e depois no hostel, fazer minha mochila e pegar protetor solar, claro :mrgreen: ! O sol custou a diminuir sua força. Somente por volta de umas 16h30, senti que poderia ir mais tranquilamente. Estava um pouco tarde... O sol baixava nas montanhas, emitindo os tradicionais raios dourados laterais. E naquela época, pouco mais de 18 horas já seria praticamente uma paisagem noturna. Corri tomar um táxi a US$1,50 (pechinchei nos US$2) e chegava após uns cinco minutos na entrada do Centro de Interpretação. Estavam saindo muitas pessoas, mas ninguém estava entrando. Solitário, pensei eu estar! :| Como estava ao cair da noite, não deu tempo de visitar o Centro, somente uma olhada rápida, já que a trilha aos mirantes (miradores) do Cerro Tijeretas passava por dentro do local. Segui o sendero para o morro. Encontrando várias escadas (escaleras), topei com uns lagartos e uns poucos humanos visitantes. Subi mais e encontrei o mirante do topo. QUE VISTA INCRÍVEL DA BAÍA! ::otemo:: Foi um dos mais belos cenários que vi em Galápagos (E olha que há muitos! :D ). Lá embaixo, olhava os lobos marinhos nas rochas e pessoas praticando snorqueling. Pelo ar, as fragatas voavam constantemente, pousando em intervalos nas árvores da encosta. ::otemo:: Avancei um pouco em uma trilha de terra, curioso onde poderia dar. Parei em uma parte bem próxima ao precipício, onde havia uma bela vista de todo o cenário e um ótimo lugar para clicar e filmar as aves em pleno voo. Fiquei até o anoitecer! Depois me avisaram que se continuasse a trilha, chegaria a uma praia linda, afastada e isolada. Deixo a DICA para o aventureiro que ler meu relato! Lagartija de lava de San Cristobal (Microlophus bivittatus) [flickr]© EDJr-4753 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Em Cerro Tijeretas, é possível visualizar a baía com León Dormido ao horizonte (ao centro, à direita) [flickr]© EDJr-4904 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4787 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O cerro é conhecido pelas fragatas que permanecem em suas encostas Retornando pelo escuro, cheguei à saída do Centro de Interpretação onde as luzes urbanas dos postes já auxiliavam em meu regresso. Não achei táxi, então fui seguindo a pé. E foi bom ::cool:::'> ! Conheci as proximidades, senti que é possível ir tranquilo a pé até Tijeretas em uma média de 15 minutos, vi umas barracas de ambulantes com empanadas e milhos, além de que pude sentir mais San Cristóbal... E gostar ainda mais desta terra! Na janta, fui comer um lanche na lanchonete Cri’s Burguer Factory onde se fazem hamburguesas monstro!!! Enormes ::ahhhh::::tchann:: !!! E a um preço barato (em Galápagos): US$6, acrescidas de uma garrafa de refrigerante a US$1,75. Delícia ::tchann:: ! Fartei-me! Após estufar la panza, saí para fotografar pelo malecón (cais), onde encontrei vários lobos dormindo, gritando ou nadando por toda a sua extensão. Después yo acosté a dormir para levantar temprano y ir a el León Dormido, por la mañana. ::hãã:::lol: [flickr]© EDJr-5046 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] 10º DIA – 19/12/2015 – RIQUEZA MARINHA NA KICKER ROCK [flickr]© EDJr-5129 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Deixava avisado o Sr. José e o Sr. Victor a respeito de minha excursão e que o Gustavo chegaria antes de eu voltar. Assim, deixei as chaves do quarto no hostel e segui para a agência MarTourGal às 08h20, a duas quadras dali. O passeio demorou e fiquei pouco mais de uma hora no malecón, aguardando a embarcação que atrasara :| . Assim conheci um garoto que não lembro seu nome, mas me acompanhara da agência até o cais, dizendo-me que gostaria de ser um guia turístico no futuro e também sobre Galápagos. Ali, conheci Nicola, um suíço que estava trabalhando como voluntário em uma fazenda próxima a San Cristóbal. Pelo tempo do atraso, conversamos bastante sobre os ataques terroristas e o clima de tensão na França :( , sobre as línguas aprendidas na Suiça, sobre a cultura celta no seu país (no caso, os Helvéticos), mas este último assunto ele não detinha muito conhecimento. Achei engraçado :) . Tão logo, o guia Javier veio se apresentar a nós e logo depois embarcávamos no catamarã que nos levaria àquela enorme rocha no meio do Oceano Pacífico, assemelhando-se à figura de um leão dormindo. Realmente e agradecidamente, fora um catamarã que realizou nosso transporte. Um barco muito mais estável e espaçoso do que as lanchas, promoveu-nos uma viagem tranquila :D:wink: . Éramos quatro turistas: Nicola, eu, um colombiano (que não recordo o nome) e uma americana, acompanhados pelo guia Javier, El Capitán (era como lhe chamavam mesmo! Creio que era um apelido - un sobrenombre), o guia de mergulho com cilindro (buceo) que acompanharia o colombiano, além de um auxiliar imediato. De início, o guia de buceo perguntou nossos nomes e o que desejávamos ver naquele dia. E também apelidava a turma: eu de garotinho! O suíço Nicola, de chocolate! Os outros, eu não lembro. Mas ele via o suíço e gritava a todomomento: “vamos, chocolate”,“hey, chocolate”... Isso, com a pronúncia espanhola, ficou muito engraçado! Morria de rir... ::lol4::::lol4:: Primeiro mergulho foi em León Dormido, no meio da fenda onde forma um canal. Cada vez que se chegava mais perto do paredão, mais ele crescia. E, no fim, ele é GIGANTE! ::ahhhh:::o Segundo algumas informações pela internet, este possui quase 150 metros de altura ::hein: . O barco fica minúsculo quando próximo ao monumento natural :shock: , distante uma hora de Puerto Baquerizo Moreno. Lamentavelmente, o guia Javier disse que a excursão não era fotografada por ele. Assim, infelizmente, por não possui câmera subaquática, não há registros de todas as maravilhas que presencie e que descrevo a seguir. :cry::cry:::essa::::prestessao::::bruuu:: Conhecido por ser um local rico em fauna marinha, houve também muita corrente naquela água azul profunda onde, afortunados com uma ótima visibilidade, pudemos acompanhar inúmeras espécies. E inúmeras, estou sendo bem modesto, pois eram milhares ::otemo:: . Neste mergulho eu fui um privilegiado por muito do que vi e do que pude estar próximo! Nadei com várias tartarugas marinhas e os lobos passavam que nem doidos por nós. Estes foram os maiores que vi em Galápagos... Enormes ::ahhhh:: ! Até assustou a americana quando um lobo maior do que ela estava nadandoa uns 20 centímetros do seu lado, mas um pouco recuado para ela não vê-lo. Assim que lhe chamei a atenção, deu para notar o seu espanto! ::lol4::::bruuu:: Foi engraçado! Chamei o guia e apontei para o meio do cardume abaixo de nós porque avistei um peixe comprido e prateado com uma mandíbula saliente: era uma barracuda (Sphyraena idiastes)! Porém, não era daquelas que eu conhecia que possuíam presas enormes e para fora, mas ainda assim era muito bela! De repente, avistamos dois tubarões de pontas negras de recife (Carcharhinus melanopterus). Logo, mais dois... seis... dez... rapidamente estávamos em meio a uma esquadra de 10 tubarões bem próximos e mais vários outros um pouco mais afastados, mas ainda unidos ao coletivo! Javier se extasiou estando junto a quase 20 tubarões ::ahhhh::::ahhhh::::otemo:: ! Realmente fora incrível! Difícil descrever em palavras, mas sei que estou louco para mergulhar novamente, agora que escrevo! ::hãã2:::D Nosso sonho poderia acontecer! Javier disse que as águas estavam quentes e haviam muitos peixes. Logo, um ambiente propício para encontrar o tubarão-martelo. Mas ele não apareceu! :cry: Ainda que insistindo, até se tentava chamar a atenção com batidas de palmas debaixo da água, nenhuma barbatana e nenhuma forma peculiar de cabeça surgiria no passeio. Nadamos até mais próximos à costa. Em águas mais rasas, encontramos raias, uma inofensiva víbora tigre (Myrichthys tigrinus)que acredito ser a mesma que Gustavo vira anteriormente em Tortuga Bay, um pece lagartija ou peixe lagarto (Synodus lacertinus) em meio à sua camuflagem na rocha, pois ele fica paradinho e se mistura em meio à textura da rocha. Este, fui eu que encontrei! Até chamei Javier para que mostrasse aos outros da excursão. Hã!Hã! :mrgreen::mrgreen: Superei o guia! Brincadeira! :lol:8) Também avistamos o ouriço Mellita longifissa (conhecido também por bolacha-de-mar) e também uns pequeninos caranguejos quando chegamos na praiaem que pararíamos. Pararíamos... :| Foi o que Javier nos dissera ainda na água (pois o barco ficou longe para não atolar)... Que ali poderíamos pausar um pouco e caminhar em terra para ver espécies terrestre... Mas foi só chegar à areia que deram um grito avisando que havia algo na água ::ahhhh:: . De longe, via-se algo negro com a cabeça para fora ::hahaha:: . Uma iguana marinha, nadando em meio ao oceano! ::otemo:: Não poderia perder aquilo pois era algo que Gustavo e eu desejávamos contemplar! Caí na água e fui depressa até ela :mrgreen: . Acompanhei ela nadando na superfície, observando-a de todos os cantos sem nenhum incômodo sentido pelo animal! Repentinamente, ela submerge indo ao fundo e se agarra a uma rocha com suas enormes garras, comendo seu alimento predominante: algas marinhas. Mergulhei até ela e a puder ver se alimentando, tranquilamente. Pouco depois ela emergia novamente e continuaria a nadar a algum destino no horizonte. Deixe-a ir, admirando seu nado suave, com o balanço somente de sua comprida cauda enquanto suas patas permaneciam praticamente imóveis. Agradeci a Deus ::otemo:: e às entidades das águas ::otemo:: por me permitir isso tão bem. Gustavo, morra de inveja!!! Un chiste, amigo! :lol::lol: Voltei ao já distante catamarã onde estava o resto da turma. O almoço seria servido enquanto o barco seguia caminho. Perguntei a Javier se estávamos naquele momento seguindo a Cerro Brujo. Ele respondera que o itinerário daquele dia não ia a Cerro Brujo, mas sim a onde estávamos: Puerto Grande... Aquela praia onde “paramos”... :x Disse-lhe que havia contratado a excursão até este local e que me fora vendido tal roteiro. Ele deu uma disfarçada e disse primeiramente que aquele dia não era dia de excursão para Cerro Brujo, depois falou que os itinerários podem mudar repentinamente pelas condições de clima e maré. :x Ok! Já entendia que não iríamos a Cerro Brujo e que as respostas que me dava eram com finalidade de “enrolar” ::vapapu:: . Não havia mais o que fazer e também não causaria um estresse ali sozinho, com 03 habitantes nativos em um barco no oceano. O passeio valeu anda assim, visto que nenhuma agência iria a Cerro Brujo naquele sábado, e também porque encontrei um lugar onde paguei mais barato. O almoço incluído foi de refrigerante, salada, arroz, batatas fritas e frango, o qual o guia de buceo brincou ser carne de fragata. Até chegarmos ao último ponto de mergulho, perto de León Dormido, ficamos ali conversando, tirando sarro dos significados das palavras em espanhol e em português e também como eram os palavrões e apelidos nas duas línguas. Mergulhando, vimos tubarões ponta negra (um deles nadou bem debaixo de mim! Medo e satisfação misturados! ::tchann:: ), tartarugas e vários peixes. Mas... nada de tiburones martillos... também nada de raia manta... OK! A água já estava fria e encerrava a excursão dentro do tempo prometido, por volta das 13h30. Atracaríamos em Puerto Baquerizo Moreno entre 14h30 e 15 horas. Não acreditei que o Gustavo me dera o cano quando cheguei ao hostel e não o vi, assim como sua bagagem. Tomei um banho e o boludo batera na porta, dizendo-me que perdera o barco da manhã :roll: . Mal chegou e me convidou a ir à Lobería,mas tive que recusar pelo cansaço da excursão realizada. Logo, ele foi passear e eu caí na cama dormir. Gustavo me contara depois à noite que tomou um táxi a US$4 e por lá fotografou muitos lobos, mas também que é um local perigoso pela razão de haver muitas rochas e quebras de ondas. Resolvemos sair pelo centro à noite, ver os lobos e também poder lhe apresentar a cidade pela qual ele se encantou muito. Até propôs ficarmos mais um dia e voltarmos na segunda-feira, dia 21/12. Aceitei e no dia seguinte acertamos de ir a Tijeretas, para mergulhar naquela baía que havia visto do alto do morro e tão bem falada por outros. Tomamos umas cervejas pelos arredores :mrgreen: , vendo o movimento das pessoas e jantamos na Av. Alsacia Northia (paralela a Charles Darwin), onde a casa dos donos era ao fundo e na frente funcionava um restaurante caseiro com mesas na calçada ao ar livre, com vitrine refrigerada, chapa, etc. Pedi um pescado asado que fora servido à moda da casa :P : o peixe com somente as vísceras e cabeça extraídas, mas com as barbatanas e o rabo para petisco :mrgreen: . Muito bom, apesar de pouca carne. Preço fora total de US$14, acompanhado de arroz, salada e cerveja,o qual dividi o preço com o Gustavo. Já de noite, descarreguei minhas fotos, escrevi emails e postei algumas imagens na internet através do notebook do argentino. Tão rápido, desmaiei na cama, com a cidade que dormia com as ruas desertas e silenciosas. Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral 11º DIA – 20/12/2015 – CONFORTO NAS ÁGUAS Saí tomar café-da-manhã na cafeteria Mary’s, no mesmo prédio do hostel León Dormido, na calle Jose de Villamil, como fiz todos os dias em que fiquei naquela ilha. US$3.50 valia o café da manhã continental gostoso e ótima relação custo x benefício em Galápagos: café com leite ou com chocolate, suco de fruta, três torradas com manteiga e goiabada e salada de frutas. Mais tarde, fui acordar o Gustavo já que combinamos de ir a Tijeretas. Necessitávamos telefonar às agenciadoras das lanchas para voltarmos a Santa Cruz, para mudar o dia do bilhete visto que ficaríamos mais um dia. Fomos a uma agência onde recebemos a informação de que precisávamos ligar para a nossa agenciadora Cabo Mar Tur S.A. em Santa Cruz (por onde compramos os bilhetes). Em nossas saídas de Santa Cruz às ilhas de San Cristóbal e Isabela, optamos por comprar os bilhetes das lanchas de ida e também de volta , ganhando US$5 de desconto por comprar as duas passagens de uma única vez. Mais uma DICA. É possível comprar separadamente, mas como já estávamos certos da data para a volta e de existir a possibilidade de remarcação sem custo, comprávamos o pacote completo com ida e volta. Já que o Gustavo e eu queríamos ficar mais um dia na ilha, precisávamos correr atrás de um telefone que realizasse uma chamada para o celular da empresa Claro da agenciadora de lanchas, impresso no bilhete. Conseguimos emprestar o celular de uma moça que estava em uma loja de esportes, já que possuía crédito grátis para a operadora. Ainda assim, paguei-lhe US$1 pelo incômodo e ela nos deu duas barras de cereais :mrgreen: . Ok! Lancha remarcada para o outro dia! ::cool:::'> Fomos almoçar uma quadra à frente do hostel, em um lugarzinho mais popular. Pagamos US$3,50 a sopa com carne cozida e legumes, junto com arroz, salada e peixe frito. Sentamos na mesma mesa com dois pescadores locais, que nos pareceram serem gente boa. Quando estávamos no hostel preparando as bagagens, Gustavo se deu conta de que não estava com o seu celular ::sos:: . Procuramos pelo quarto todo, por todas as malas, que nem loucos! Depois ele saiu correndo para ver se estava no restaurante em que almoçamos. Nada! Nem em nenhum lugar! E na hora do almoço, Gustavo havia tirado uma foto do prato. Desconfiava de que havia sido furtado pelos nossos acompanhantes. Não havia outra explicação, mas como o argentino era hiperativo, poderia ter perdido o seu telefone pela rua também ou de alguma outra forma :D . Lamentava-se mais pelas fotografias e vídeos registrados naquela viagem... Filmes para o seu pequeno filho perto dos animais, confidenciando o que sentia naqueles momentos... Recordações que, naquele momento, estavam perdidos e somente estariam em suas lembranças. :cry: Ainda frustrados, seguimos à agência Los Mantas, calle Ignacio Hernández com esquina para a calle Teodoro Wolf, para alugar um equipamento de snorquel porque o Gustavo deixara odele em Santa Cruz, depois partimos para o Cerro Tijeretas de táxi. Lá, como disse anteriormente, há uma trilha pavimentada de pedras que em alguns momentos se divide com placas indicando os lugares a seguir. À esquerda da primeira bifurcação, sentido Playa Punta Carola, fomos ao ponto de snorqueling da baía que eu havia visto de cima do cerro dois dias antes. É um lugar muito gostoso e tranquilo! Estávamos sozinhos, mas atentos às nossas bagagens deixadas na plataforma de acesso ao mar. :!: Por ali vimos muitos peixes, com uma corrente média nos levando. Assim que vimos alguns lobos marinhos nas rochas à frente, tentamos nos aproximar. Quando notamos que havia mais lobos, decidimos não prosseguir, ::prestessao:: pois consideramos que poderiam ser um bando de fêmeas com filhotes acompanhados de machos dominantes e territoriais, sendo melhor evitarmos um contato más cerca. Na plataforma, havia vários caranguejos Zayapa pintados onde consegui fotografar alguns de perto, pois eram muito ariscos à presença de pessoas. A plataforma fica numa área de rochas onde a maré oscilante torna complicada a subida à terra firme, precisando ter cuidado para não se machucar quando a água te empurra contra as pedras. Até tive que ajudar o velho do Gustavo a subir porque as ondas o tiravam dali quando estava pronto a ascender. ::lol4::::lol4::::lol4:: Foi muito engraçado em ver el boludo gritar meu nome para ajudá-lo, pois parecia estar derrotado após várias tentativas frustradas. ::lol4:::lol: [flickr]© EDJr-5194 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral [flickr]© EDJr-5216 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Logo ali, há um mirante onde está a famosa estátua de Charles Darwin. Sem desmerecimento nenhum quanto às questões estéticas, mas realizando uma análise objetiva, a escultura é um pouco desproporcionalquanto às formas do corpo... Não sei se intencional ou não. :| Mas, por ficar em um ponto pouco mais afastado da ilha, revela a importância do naturalista inglês, autor da teoria da Evolução, para todo o arquipélago. Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Seguindo a trilha, chegamos à Playa Punta Carola, onde há um farol ao fundo. Um lobo marinho era a atração da turma por lá, mas que logo depois, sumira pelo mar adentro. Ali é possível fazer snorqueling e ver muitos peixes e ouriços. Mas atenção às rochas com a maré baixa, pois pode se machucar! Estava um clima ameno e gostoso, ficamos um bom tempo curtindo o sol e a água :wink: . Voltamos a pé até encontrarmos os ambulantes que já havia relatado na avenida. Comi uma empanada muito gostosa e o Gustavo pediu um milho que não saboreou tanto. :? [flickr]© EDJr-5260 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Então fomos ao porto para fotografar os lobos que começaram a chegar por ali, pelo pôr-do-sol. Até pensei que um deles pularia em mim, pois estava dormindo e, ao me aproximar, deu um grito e veio até minha direção :shock::? . Que susto, lobiño :lol: !!! À noite, fomos jantar na lanchonete Cri’s Burguer Factory mais uma vez, onde experimentei outro lanche, mas que não era tão recheado e grande como o do outro dia. E saímos à caça de cerveja pelas ruas 8) . Sim, porque era domingo à noite, ou seja, somente alguns estabelecimentos estavam abertos e também porque no Equador há a proibição de consumir bebidas alcoólicas aos domingos. Por isso, estava difícil de alguém nos vender cerveja, quando encontrávamos um estabelecimento aberto. Um senhor, que estava na frente de sua casa com amigos, vendeu-nosduas garrafas de cerveja, mas nos aconselhou a beber “na moita” 8) por conta da polícia que patrulhava a cidade. Havia mesmo uma viatura passava pelas ruas com ladrilhos e, em determinado momento, nós nos sentamos na porta de alguma casa ou algum tipo de comércio e colocamos as cervejas escondidas atrás de nós enquanto disfarçamos. Uuufa ::mmm: ... Vai saber, não?!? :mrgreen: Sinceramente, achei muito considerável esta norma, pois talvez vise a diminuir os casos de acidentes com automóveis. Ainda mais visto que em nosso Brasil, isto é uma fatídica realidade. Mas também... somos gringos e estamos de férias! Será que não poderia existir uma relevância?!? (Olha o “jeitinho” brasileiro safado! Credo! ::putz:: ). ILHA SANTA CRUZ – parte III 12º DIA – 21/12/2015 – VISITA A LAS TIENDAS DE SANTA CRUZ Na viagem toda, usei meu aprendizado em viagens quanto às compras de lembranças e outros regalos: ver preços pelos primeiros dias muito informalmente e somente no último dia, após ver todos os preços das lojas que averiguei, efetivar propriamente as compras. Logicamente, não é uma regra rígida, pois há oportunidades únicas que não dão para ser adiadas e nem mesmo muito analisadas, como a exemplo de uma única camiseta legal que você curtiu muito, é a última peça e você somente encontrou em certo lugar, ou quando encontra o pingente/chaveiro/quadro que fará parte da sua coleção de viagens e está com um preçoatrativo demais em comparação a outras lojas. Em Galápagos não houve muita variação de preço quanto a muitos assuntos. Quanto aos presentes, notei que em Santa Cruz encontrei maior variedade e melhores ofertas em relação às outras ilhas. Em Isabela achei tudo mais caro e em San Cristóbal até possuía bons valores, mas em Santa Cruz há maior quantidade de lojas e diversificação de artesanato e arte local, devido Puerto Ayora ser a maior cidade e com maior estrutura turística. No Mercado Artesanal se pode encontrar melhores preços e ofertas do que nas lojas, além de melhor oportunidade de negociação ::cool:::'> ::cool:::'> . Lembrando: uma mini tartaruguinha marinha feita em pedra com tamanho de 03 cm, custará em torno de US$4 a US$5. Caro para nosotros, pero en Galápagos fuera el mejor precio que yo encuentré. ::hãã:: Partimos à Santa Cruz pela manhã às 06h15 e chegávamos após aproximadamente 02 horas de viagem, sendo a mais tranquila que realizamos entre ilhas. Não deu enjôo, o barco bateu pouquíssimo, o Gustavo dormiu e eu até cochilei nos bancos da embarcação lotada de pessoas. Havia até um casal de velhinhos que viajavam com a família pelas ilhas. Sei disso porque os vi em Isabela, em San Cristóbal e depois os viríamos mais uma vez em nosso último passeio em Las Grietas antes de irmos embora de Galápagos. Já deixávamos as malas no Hotel España e fomos tomar o desayuno ali por perto, no mesmo lugar onde tomamos as cervejas no primeiro dia. Um café-da-manhã continental muy rico por US$5 ::hahaha:: contendo suco, café com leite grande, pão, manteiga, goiabada e salada de frutas com iogurte! Dali, seguiríamos a três escritórios do governo, nos quais perguntaríamos onde seria possível registrar o “roubo” do telefone para que o Gustavo pudesse entregar ao seguro do equipamento. Enfim, era no distante fim da Avenida Baltra. Porém, exigiram o seu passaporte, que não estava com ele ::prestessao:: . Logo, disse que voltaria à tarde e que deveríamos ir aonde havíamos combinado: Las Grietas! Era meio-dia e estávamos no porto para tomar o táxi aquático e chegar ao início do caminho a Las Grietas. Voltamos lá porque queríamos conhecer a segunda parte do lugar, mais ao fundo. Estava muito bom! Calor, sombras, água fresca e com boa visibilidade, e também, com poucas pessoas ::otemo:: . Permanecemos por duas horas, mergulhando e acompanhando vários peixes. Na segunda parte, acessível após alguns trechos difíceis com rochas, avistei uns grandes peixes em grupos e bem próximos. Fui sortudo em ser o único a ver uma moréia nadando para se esconder nas fendas dos paredões. Pois o Gustavo conheceu um casal de argentinos com quem estava combinando dividir um táxi para o centro de Quito, devido a sua escala aérea lhe promover essapausa na capital equatoriana. Enfim, foi muito bonito e muito bacana estar ali naquele momento. Uma merecida despedida dos mergulhos! ::otemo:::D Fotografias cedidas por Gustavo Roger Cabral Enquanto dormi um pouco à tarde, Gustavo conseguiu voltar à delegacia e fez o registro de ocorrência que “acontecera” em Santa Cruz. À tarde sairíamos para as compras! 8)8). No decorrer das lojas, acabamos por nos separar. Eram muitas coisas e não deu tempo de acompanhar as intenções de cada um. Antes disso, fomos até o fim da Avenida Charles Darwin, até o busto do cientista na entrada da estação científica. Próximo dali, há uma pequena vila com várias artes em mosaicos. Vale a visita! ::cool:::'> Passei por muitas lojas e pelo Mercado Artesanal, comprando camisetas, a tartaruga de pelúcia para minha irmã ::tchann:: , bolsas, pequenas esculturas em pedra e madeira para minha coleção, entre outras recordações :) . Trouxe de lá todos os presentes de natal da família ::hãã:: ! Às vezes o cartão passava, outras vezes não. Possivelmente por conta da internet de lá. Que canseira deu tudo isso ::mmm: ! No caminho de volta ao hotel, já de noite, encontrei o Gustavo também retornando. Conversamos à noite sentados na entrada, mostrando um ao outro o que compramos. Dormimos cedo após algumas cervejas. Pois, mesmo que o voo estivesse marcado às 12h30, a recomendação era de que saíssemos às 08 horas, ainda mais por irmos de ônibus até o canal de Itabaca. 13º DIA – 22/12/2015 – O INÍCIO DO REGRESSO O sol nascia e a noite ainda permanecia quando despertei às 05h30 :!: para tomar banho e terminar de fazer as mochilas para ir embora. No saguão, não havia ninguém exceto o vigia que cochilava de tempo em tempo :D . Devolvi-lhe as chaves e os controles do ar e da TV. Encontramos um táxi na esquina às 06h40 e logo íamos ao terminal de ônibus, distante dali por 15 minutos. Este lugar estava deserto. O ônibus que vimos quando chegávamos estava a partir e praticamente lotado. Disse ao Gustavo para tomarmos o próximo, já que tínhamos tempo. Encontramos um alemão que viajava pela América do Sul de bicicleta e que voltaria naquele momento para casa, pois o dinheiro acabara devez em Galápagos por conta dos altos custos do lugar ::ahhhh:: . Às 07h25 subimos no ônibus e 40 minutos após, já partimos na lancha para atravessar o Canal de Itabaca. Tão logo, aguardávamos algum ônibus de companhias aéreas para levar todos os viajantes até o aeroporto de Baltra. O ônibus demorava ::putz:: ! O alemão, cujo voo estava marcado para 09h30, respondia ao Gustavo: “No bus!” :| . Somente chegaríamos ao aeroporto às 09 horas. Quase uma hora de espera! E ônibus da LAN lotado! Muitos, como eu, tiveram que ir de pé! Francamente, o episódio mostrou uma desorganização desse processo! Pelo preço que custa Galápagos, creio que o local possui condições e que deve melhorar nesse serviço. ::toma:: Na espera pelo nosso voo que partiria às 12h30, fotografei os imensos geradores eólicos de energia ali próximos e a paisagem árida. Na esperança de ver alguma iguana terrestre por ali :mrgreen: , somente consegui fotografar a Galápagos Dove, Rola-das-galápagos ou Paloma de Galápagos (Zenaida galapagoensis) bebendo água na saída do cano pelos jardins secos do aeroporto. [flickr]© EDJr-5401 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Despedida final de Galápagos, com direito a selfie na pista de decolagem com o Avião da Tame ao fundo 8):mrgreen::D . Agora era para valer! Eu sabia que o regresso iria ser difícil pelo tempo que demoraria e por estar sem celular para me distrair com jogos, livros, vídeos e navegação pela internet. Escrevi as últimas letras enquanto aguardava para embarcar, pensando em sobre o que tinha lido anteriormente à viagem e sobre o que passara naquele lugar: Às 14h20 do dia 22/12/2015, quando desembarcamos na grande cidade de Guayaquil, Gustavo e eu nos despedimos no avião com um abraço fraterno ::otemo:: , com a sensação de que facilmente poderíamos nos ver novamente para uma nova aventura juntos. Eu partiria dali a Quito em cinco horas, já Gustavo chegaria à capital depois de uma hora somente. Mas eu deixaria Quito às 06horas do dia seguinte e o argentino, voltaria para Buenos Aires algumas horas depois de mim. Vai entender as escalas... ::hein: No belíssimo aeroporto de Guayaquil (o qual achei muito cheio de frescuras :roll: ), pude comer um lanche, escrever na internet em um cyber e também fui atrás de como pedir a devolução dos impostos pagos a estrangeiros. Acreditava ser algo direto: apresentar em algum caixa as notas ou os recibos com o valor do IVA discriminado e, tão logo, receber o dinheiro. Direcionei-me ao posto de informações que fica fora da área deembarque, no andar abaixo desta. Neste posto, é fornecido um formulário e um envelope, juntamente com as instruções de como realizar toda a operação. Este processo consistia em preencher um formulário com dados pessoais e com as informações das notas de compra, anexando-as em via original, juntamente com uma cópia de seu passaporte, além de informar um número de cartão de crédito – pois é a única maneira deles creditarem o valor após uma “análise”, sem menção de prazo para tal. Após passar pela imigração, já em Quito, depositei em uma urna o envelope completo. Creio que em Guayaquil há essa urna também, mas é necessário se informar. Até fevereiro de 2016, quando este texto foi finalizado, não fora creditado nenhum valor em meu cartão. ::vapapu::::bad:: Cheguei em Quito às 20 horas (horário local), 30 minutos de voo desde Guayaquil...Esta noite seria longa... Como possuía dólares estrategicamente planejados para meu último dia, fiz uma extravagância bem feita: fui jantar como um rei! :mrgreen: Não imagine isso como ir a um restaurante chique e caro, ser bem-servido, com champanhe e blá blá blá. Mas sim, como um rei glutão morto de fome :mrgreen::mrgreen: !!! Queria comer muito e bem! Peguei um coche (carrinho de malas) no aeroporto a US$2 novamente e fui ao “shopping” em frente ao prédio de embarque. Fora do aeroporto climatizado, mais uma vezestava uma noite fria. Escolhi um restaurante por ali onde comi um prato delicioso a US$11 com muito arroz, caldo com feijão, batata frita, salada, ovo frito “zóiudo” e bife de carne de vaca! Com uma caneca enorme de suco natural de morango com maracujá. Urrrra! ::hahaha:: Mais do que me fartei! Quase enfartei! Mas merecidamente, pois não comia direito há muito tempo. :D Após certa cochilada no saguão gelado do aeroporto, voltei ao “shopping” novamente, pois queria um bolo de chocolate! ::tchann:: Não encontrei, mas comi um brownie junto com um copo grande de chocolate quente! Que delícia! Saboreava o gostinho de canela ao fundo enquanto descansava no sofá confortável que, visto ter consumido algo, poderia ficar por ali até o embarque. :mrgreen: Fiz minhas últimas compras no free shop, com chocolates, balas e um carregador portátil de bateria de celular da Maxwell que não carrega meu atual Moto G3 completamente :oops: . Às 05h30, estava de frente ao portão de meu embarque. O avião que decolaria às 06horas aparentemente deu uma pane. Só podia ser isso, pois o avião chegara a tempo, mais logo iniciaram os avisos de atraso do voo. Mais uma aeronave da Tame pousou na pista e o portão logo abriu para começar a receber os passageiros, o que ocorreu somente às 07horas. E decolaria somente às 07h30. E eu fiquei pensando sobre o episódio de ida, no qual perdi o voo naquela madrugada do dia 09 somente por três minutos... É aquilo: o usuário fica penalizado, mas a empresa nunca. ::grr::::grr:: Voltando para casa, paramos no aeroporto de Lima para uma parada técnica e embarque/desembarque de passageiros. Uma família com quatro mulheres se sentou próximo e uma delas, ocupou a terceira cadeira do mesmo lado da aeronave em que eu viajava. Descobri a nacionalidade delas após se falarem com sotaque tranquilo e espaçado. Ao perguntar algo àquela que sentara perto, dissera-me que era de Minas Gerais! Só podia! :D Conversamos sobre viagens e lugares. Esqueci o nome dela, mas me disse que estava voltando do Peru após uns dias passeando com a mãe e as irmãs em uma viagem planejada por seu primo, que falecerapouco tempo antes. Dizia que aquela viagem era uma realizaçãopor ele também, pelo tanto que pesquisou e sonhou com aquilo. Dei-lhe um cartão para me procurar caso precisasse de dicas de lugares que lhe interessavam, como o Salar de Uyuni na Bolívia, onde eu estive em 2010. Perdi a noção dos fusos horários ::essa:: , pois também não arrumei o relógio e cheguei “antes do que imaginava” em Guarulhos/SP. “Antes” em termos, pois eram quase 19horas. Mais de uma hora atrasado. Meu pai ansioso não via nenhuma aeronave da Tame pousar. Mas, no fim, cheguei são e salvo. Feliz e grato em rever minha mãe, meu pai, minha irmã caçula e minha namorada! Mais uma vez! Felicidade em partir, felicidade em retornar! Principalmente pelas pessoas que participam de seu mundo e te querem bem! E ainda: véspera da véspera de natal! Muito booommmm!!!. ::otemo::::otemo:: DEPOIS DO REGRESSO Após minha chegada ao Brasil, eu tive muita tontura, náuseas e ânsias, além de desequilíbrio ::dãã2::ãã2::'> . Fui a três médicos que me avaliaram com possível quadro de labirintopatia, em que meu labirinto fora afetado por mudanças de pressão com os mergulhos, barcos e muitos aviões. Tomei remédio por cerca de um mês e melhorei, após vários dias em que só queria ficar deitado pelo incômodo de estar em pé. ::hein: Com Gustavo, fora um pouco pior. Ele me disse que teve dor na panturrilha e fora ao hospital, tendo que realizar uma punção, cortando um pouco da carne da perna a fim de tirar elementos infecciosos :shock: . Desse modo, ficara alguns dias de cama para melhorar. Acredita que pode ter sido ocasionado por algum peixe ou coral. Na viagem, ele não me reclamou de nada. Cortara a sola do pé em uma pedra no caminho, na ilha de Isabela, onde precisou fazer diariamente curativo e até foi ao hospital, mas disse que não era consequência disso. Atualmente disse estar bem e melhor com a sua família. :) Ainda descansando do passeio, estou a editar as fotografias com esperança de tornar o material em alguma forma de trabalho, seja pessoal, autoral/profissional. Escrevo abaixo, algumas palavras sobre as quais refleti ainda em viagem, concordando até o momento com elas. Agradeço a Deus pela oportunidade, à minha família por me apoiar na loucura (segundo meus pais), à minha namorada Ana Carolina ::love:: que me incentivou (e ainda o faz) a todo o momento, mesmo em minhas dúvidas se deveria mesmo fazer a viagem, e ao mais que um amigo agora, mas também um companheiro e parceiro, o fotógrafo argentino Gustavo “Roger” Cabral. Este, que me promoveu o convite, as risadas, as conversas, as loucuras, as cervejas e a algo que valorizo muito no meio profissional artístico: as ricas e verdadeiras trocas de experiências. ¡Un abrazo, boludo! ¡Hasta una próxima vez! ::otemo::::otemo:: Paz a todos! Amor a todos! Duas necessidades que deveriam ser cultivadas por qualquer ser humano, acima de tudo, pois isso nos bastaria. :D [flickr]© EDJr-3794 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida pela agência REFERÊNCIAS ONLINE: • http://www.gobiernogalapagos.gob.ec - registro para entrada em Galápagos • http://viagem.uol.com.br/guia/equador/galapagos/planejando-ir/index.htm - informações • http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html - relato de Fmatsusaki • http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html - relato de allanavila • http://www.mochileiros.com/mergulho-em-galapagos-liveabord-com-fotos-t88456.html - relato de copaes • http://www.mochileiros.com/dicas-o-que-fazer-em-galapagos-t35903.html - relato de arthursa • hhttp://ttp://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo - relato de Gustavo Villas Boas • http://muitaviagem.com.br/galapagos-custo-passagens-pousada - relato de Gustavo Villas Boas Outras dicas, relatos e imagens de Galápagos: • MAPA MUITO BOM DE GALÁPAGOS (Fonte: All You Need is Ecuador): http://www.mediafire.com/view/lxaz4z93j08ye2n/Mapa_Gal%C3%A1pagos_Completo.jpg • Outro Mapa com alguns pontos turísticos: http://www.mediafire.com/view/49m7npd71bfoydd/mapa-galapagos-mapa-mundi.jpg • http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-de-animais-de-galapagos#10 • http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/equador-galapagos/fotos#10 • https://viagem.catracalivre.com.br/geral/mundo-viagem/indicacao/10-coisas-para-fazer-em-galapagos-quase-de-graca/ • http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/cristian-dimitrius/imagens-de-natureza/galapagos-santa-cruz-e-seus-grandes-monstros-12517.asp • http://www.flashesdeviagem.com.br/2012/09/entendendo-galapagos-translados.html • http://extra.globo.com/tv-e-lazer/viagem-e-turismo/galapagos-de-ilhas-encantadas-maravilha-da-natureza-2726513.html • http://bodeswell.org/2011/01/25/galapagos-day-1-isla-baltra/?lang=pt
  20. Salve, salve galera! Gostaria de compartilhar com vocês, o relato da viagem INESQUECÍVEL que fiz em Fevereiro de 2017, a Galápagos, Equador. Confesso que Galápagos não estava nos meus planos, porém foi difícil resistir a uma promoção que a LifeMiles lançou em Maio, 2016. E que bom que eu fui, simplesmente porque Galápagos é INCRÍVEL ! Viajei com 08 amigos mergulhadores, porém, eu não mergulho, ou seja, o relato será proveitoso para os que não mergulham e para aqueles que curtem mergulhar Vou tentar detalhar ao máximo as informações coletadas durante a viagem e se alguém tiver dúvidas, basta postar nos comentários. Segue abaixo o resumo do roteiro e dos gastos: Roteiro: 16 de Fevereiro: BSB – SP – BOG 17 de Fevereiro: BOG – QUITO – BALTRA - SANTA CRUZ 18 de Fevereiro: SANTA CRUZ 19 de Fevereiro: SANTA CRUZ 20 de Fevereiro: SANTA CRUZ 21 de Fevereiro: SANTA CRUZ - ISABELA (trânsito pela manhã) 22 de Fevereiro: ISABELA 23 de Fevereiro: ISABELA - SANTA CRUZ (trânsito à tarde) 24 de Fevereiro: SANTA CRUZ - SAN CRISTÓBAL (trânsito pela manhã) 25 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL 26 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL 27 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL - SANTA CRUZ (trânsito à tarde) 28 de Fevereiro: SANTA CRUZ - BALTRA – QUITO – LIMA – SP 01 de Março: SP - BSB Gastos: Por pessoa, incluindo todos os passeios, taxas que deverão ser pagas no aero, as passagens de barco (para se locomover de uma ilha para outra), taxi regular, acomodação, alimentação e cachaça ( bem importante) : USD 1.700,00. Passagens aéreas: BRL950 (SP – Santa Cruz) + BRL350 (trecho interno BSB-SP-BSB). Informações básicas sobre Galápagos As Ilhas Galápagos localizam-se no Oceano Pacífico a cerca de mil quilômetros da costa da América do Sul e fazem parte do território do Equador sendo, administrativamente, uma das 24 províncias do país (Província de Galápagos). O arquipélago que compreende o conjunto das Ilhas Galápagos, que são de origem vulcânica, é formado por dezenas de ilhas e rochedos, sendo treze ilhas maiores (entre 14 a 4 588 km²), seis ilhas menores, e dezenas de ilhotas e rochedos, que totalizam uma área terrestre de 8 010 km². O arquipélago se distribuí por uma área oceânica de 59 500 km², somando 140 555 km² de mar territorial ao Equador. (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1pagos). Quatro das ilhas são habitadas: Santa Cruz, Isabela, San Cristobal e Floreana. No caso, visitamos as três primeiras. Trânsito entre as ilhas: O trânsito entre as três ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) pode ser feito por barco ou avião. Pelo ar, custa em torno de USD 175 o trecho, leva uns 30 minutos e é possível ir de qualquer uma das três ilhas para outra sem dificuldade. A grande restrição (além da financeira!) é que somente é permitido levar 15kg de mala. Por mar, o trecho custa USD 30 e demora cerca de 2,5h. O grande inconveniente, no entanto, é que não existe barco ligando Isabela a San Cristobal direto. Para transitar entre essas ilhas, é preciso passar por Santa Cruz. Os horários dos barcos são os seguintes: Clima: As Ilhas Galápagos podem ser visitadas o ano todo (devido ao clima ameno) e apesar de ter lido em vários sites que a estação chuvosa vai de Janeiro a Abril, não presenciei um momento de chuva. Muito pelo contrário, foram dias ensolarados e BEM quentes (sensação térmica de 40 graus estilo verão no RDJ). Moeda: Desde o ano 2000, o Equador assumiu o dólar americano como moeda corrente devido à grande crise político-econômica enfrentada no final da década de 90 e que acarretou em uma recessão profunda, com grande inflação e desvalorização do Sucre – antiga moeda equatoriana. (Fonte: https://sundaycooks.com/qual-moeda-levar-para-o-equador/). Língua: A língua oficialmente falada no Equador (e em Galápagos) é o espanhol. Infelizmente, pouquíssimas pessoas incluindo os guias falam inglês (e muito menos português). Eu utilizei bastante o portunhol, hahaha, passei alguns perrengues, mas deu tudo certo no [email protected] Voltagem: 110 volts Documentos obrigatórios: Passaporte, que deverá estar com a validade mínima de 06 meses, com 02 (duas) páginas em branco (preferencialmente centrais, ou uma frente a outra). Vistos: Brasileiros estão isentos de visto de turismo para permanência de até 90 dias. Vacinas: Obrigatório o certificado de vacina contra Febre Amarela – CIV (Certificado Internacional da Vacina), que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. **Gostaria de mencionar que foi cobrado o cartão de vacinação logo no check-in. Tinha uma rapaz no balcão ao lado que não conseguiu embarcar, por não ter o cartão de vacinação contra a febre amarela Taxas: Obrigatório pagar USD20 no aeroporto em Quito e USD50 em Santa Cruz. Importante levar: Adaptador de tomada mundial, protetor solar, bota para trilha, roupas leves, um casaco quente para não morrer de frio no aeroporto, produtos de higiene pessoal, equipamento para fazer snorkel e trajes de banho. Obviamente eu levei mais um monte de coisas, porque não queria ter que comprar nada lá, já que é cobrado em dólar! Hospedagem: SEM RESERVAS DE ACOMODAÇÃO EM GALÁPAGOS Pela primeira vez na vida, viajei sem uma reserva sequer. Como fui com um grupo de amigos, decidimos procurar acomodação na hora. Essa decisão foi tomada, baseada em relatos de viajantes que disseram que era muito mais barato. E realmente foi! Por exemplo, um quarto com AC + água quente + TV + frigobar, em uma pousada simples no booking sai por +ou- USD60 + impostos. Encontrei quartos com o mesmo perfil por USD40 (duas pessoas), sem café da manhã. Aliás, é muito raro encontrar pousadas que servem café incluído no preço da diária! Outra coisa interessante é que muitas pousadas cobram por pessoa, dando pouco ou nenhum desconto para quarto triplo, por exemplo. Apenas o quarto individual costumava ser um pouquinho mais caro, algo em torno de USD 25 dólares. Em Santa Cruz, ficamos na pousada Costa del Sol. Simples, mas muito perto do porto e da rua principal. A dona era meio doidinha e a temperatura do chuveiro oscilava, mas, no todo, acho que valeu a pena. Pagamos USD 40 no quarto de casal. Em Isabela ficamos na pousada Paraíso de Isabela. Reservamos essa pousada através de uma agência em Santa Cruz, dois dias antes. Ao chegar no porto de Isabela, tinha uma pessoa nos esperando para nos levar ao hotel. Chegando lá, os quartos ainda não estavam prontos, o que foi um grande problema pois tínhamos um passeio às 11h e precisávamos nos arrumar. Vimos essa mesma desorganização em outros dias. O quarto em si era bom, limpo, com ar condicionado e água quente. Localização era ok (Isabela é bem pequena). Pagamos USD 40 no quarto de casal. Em San Cristóbal nos hospedamos no Hostal Enmanuel. Padrão muito parecido com os demais: AC, água quente (morna, no caso), sem café da manhã e excelente localização. Também pagamos USD 40 o casal. Sem mais delongas, vamos ao que interessa... Dia 1 Foi um pouco cansativa a viagem, como a passagem foi comprada em uma promoção, tinham várias conexões! Saí de BSB e fui até GRU. De GRU voei até Bogotá, depois fui para Quito e em Quito, peguei mais um avião até Santa Cruz (24 horas pulando de aero em aero). Os voos foram tranquilos (sem grandes turbulências) e não tenho nada a mencionar de especial, em relação ao serviço de bordo da AVIANCA. Em Quito tive que pagar a primeira taxa de USD20 e passar pela primeira inspeção de malas (sim, tiveram muiiiiitas). Mala despachada, finalmente estava bem perto de Santa Cruz lol Enquanto esperava o voo, experimentei a cerveza mais famosa do Equador "CLUB" (USD2.50). A cerveja é bem gostosa e lembrou muito a "Stella Artois". Cheguei no aero em Baltra no dia 17 de Fevereiro, aproximadamente às 16:00 horas. Para chegar no porto que liga Baltra a Santa Cruz, é preciso pegar um ônibus da companhia aérea no aeroporto (de graça). Depois, para atravessar para Santa Cruz, deve-se pegar um boat (US1). Já em Santa Cruz, é possível pegar ônibus (USD 1,8 + USD 1) ou taxi até o centro de Puerto Ayora. Como queríamos passar na fazenda que tem tartarugas gigantes já na chegada, optamos por taxi. Nos cobraram USD 50 do porto para Puerto Ayora, com parada de 1,5h no Rancho El Chato 2. Na volta conseguimos por USD 25 ãã2::'> Destaco que o trajeto Puerto Ayora-Baltra pode levar bastante tempo, portanto, no retorno, recomendo reservar ao menos três horas para fazer o caminho com segurança. Foi lindo chegar em Santa Cruz após ter prestigiado o mar de águas azuis lá de cima e ver iguanas amarelas tomando sol pelo trajeto até a entrada do aeroporto... Massss, a bagagem de uma das integrantes do grupo não chegou (enviaram para Guayaquil) e foi bem estressante resolver (Fica a dica: verifique se o destino na etiqueta da mala está correto). Após chegarmos no porto em Puerto Ayora, decidimos conhecer RANCHO EL CHATO 02 (USD3). Explico que, como estava no caminho e provavelmente não teríamos outra oportunidade para conhecer o lugar, fechamos 02 taxis (USD50 cada taxi) e fomos conhecer as tartarugas gigantes. No Rancho El Chato conseguimos ver as tartarugas gigantes de pertinho. Existem muitas, mas muitas tartarugas gigantes caminhando por todos os lados. Todos os visitantes devem calçar uma bota de plástico cano alto, e é recomendável chegar apenas a 02 metros das tartarugas, Nesta mesma chácara, há túneis de lavas, e é possível entrar nos túneis. Experiência inesquecível, recomendo! Dia 02 Acordei bem cedo e fui procurar um local para tomar o desayuno. Como eu disse anteriormente, a maioria das pousadas não fornece café da manhã. Bem perto da pousada tinha uma outra pousada chamada "Pousada de Espanha", e eles serviam café lá. Paguei USD5 por 03 torradas, ovo mexido, café e um copinho de fruta picada. O atendimento não foi muito bom, além de ter demorado um pouco, achei que veio pouca comida. Outra coisa, o café é servido geralmente, entre 07:00 ás 09:00. Após o café, a turma toda foi conhecer a Playa de Los Alemanes e Las Grietas.
  21. Como usualmente faço nos relatos, vou começar com a parte prática, com informações rápidas para quem não está a fim de ler o relato completo ou não tem tempo, depois parto para o relato mais detalhado! Visto / Passaporte Não precisa de passaporte e nem de visto para entrar no Equador. Eu levei porque queria o carimbo!!. Mas só usei no aeroporto, no resto do tempo andava só com a identidade e não tive problemas. Diz que precisa da vacina da febre amarela, que deve ser tomada com 10 dias de antecedência e tem que fazer a carteira internacional de vacinação na ANVISA. Porem não me pediram a vacina. Tem que preencher um cartão com algumas informações e esse cartão tem que permanecer com você porque para sair do país vai precisar dele. Cuide bem. O Voo: Para ir ao Equador saindo de Porto Alegre não temos muitas opçoes, faça uma pesquisa no decolar, submarino, etc e depois compre direto no site da cia aérea que apresentar o melhor preço. No meu caso foi a Avianca, porem quando fui comprar direto no site deles o preço ficava mais caro do que comprar nos sites de busca mesmo pagando as taxas. Então liguei para uma agencia de viagens, pedi para cotarem pra mim e o preço continuou mais alto. Falei que tinha conseguido por determinado valor no decolar e eles ligaram para a Avianca e baixaram o preço. Sempre, sempre, sempre cotar, colocar opções de data, de cidades. Trabalhoso mas econômico. Voo para Galápagos: No meu caso como não ia somente para Galápagos, comprei a passagem ida e volta do Brasil para Quito e o trecho de Galápagos separado. Existem 3 cias que operam saindo de Quito e de Guayaquil, sendo que o voo que sai de Quito é mais caro e todos param em Guayaquil antes de seguir para Galápagos. Ouvi boatos de iam começar a operar voos diretos de Quito para Galápagos também, mas não sei quando começa. http://www.lan.com.br http://www.tame.com.ec http://www.aerogal.com.ec A passagem em alta temporada custa 415 USD e em baixa cerca de 360USD, de Quito. De Guayaquil sai mais barato. (preços aproximados de 2014) Procedimentos aeroporto para quem vai a Galápagos: Você vai ter que fazer 3 coisas no aeroporto antes de embarcar para Galápagos: pagar a taxa da Ingala, que custa U$10,00, inspecionar toda a bagagem e fazer o check in. As filas para pagar a taxa no posto da Ingala são bem grandes, então chegue bem cedo no aeroporto, duas horas antes do voo. Tanto faz a ordem: pagar a taxa ou inspecionar a bagagem, vá primeiro no que tiver menos fila, mas você só vai conseguir fazer o check in depois dessas duas coisas porque a bagagem tem que estar com o lacre. Quando pagar a taxa vai receber um cartão que deve ser guardado até o final de sua viagem para Galápagos porque vão te pedir ele pra sair de lá. Chegando em Galápagos: Já na chegada mais um desfalque para seu bolso. Tem que pagar uma taxa de U$50,00 para entrar, que é a taxa de preservação. Esse valor é para latino americanos, o resto do mundo paga U$100,00 e os equatorianos pagam bem menos que nós. O pouso é na ilha de Baltra, que fica ao lado da ilha Santa Cruz. Passa pela imigração pega as bagagens, e saindo do aeroporto já tem ônibus esperando pra te levar até o canal onde você vai pegar a balsa para cruzar o canal entre a ilha de Baltra e a de Santa Cruz. (bus leva 7 minutos até o canal + uns 15 minutos de balsa, entre “despachar” bagagem, embarcar e pegar bagagem). O bus do aeroporto até o canal onde se pega a balsa é de graça. A balsa custa $1 para atravessar. Saindo da balsa você tem que pegar um outro bus, que custa U$2,00 que vai te levar para Puerto Ayora, a vila onde estão os hotéis, restaurantes, agencias... Esse trajeto demora mais de uma hora para chegar na cidade. Tem a opção de ir de taxi, valor 18 dólares para ir da balsa até Puerto Ayora. Importante: lembre que para voltar ao aeroporto você terá que fazer o mesmo trajeto, então saia com antecedência para não perder o voo. Dá para ir de ônibus de Puerto Ayora até onde pega a balsa, porem o ultimo horário é as 08:00, custando 2 dólares. Na volta o ônibus não passa na vila, vai ter que pegar um taxi que custa U$0,50 até o terminal rodoviário e de lá pegar o ônibus. O terminal é perto da vila, acho que nem 10 minutos de taxi. Porem sugiro se informar BEM sobre o horário do ônibus, porque perguntei pra umas 10 pessoas e cada uma me disse um horário diferente. No terminal me disseram que o ultimo era as 08:00 mas as duas vezes que peguei ele saiu 08:15. A outra opção é a mesma da vinda: taxi por U$18,00 até a balsa. Depois mais U$1,00 para pagar a balsa e depois o ônibus até o aeroporto que é de graça. Não se preocupe que sempre vai ter ônibus esperando quando chegar a balsa. Tanto de um lado como de outro. HOSPEDAGEM Galápagos: Em Puerto Ayora existem zilhoes de opções, eu fiquei em um lugar na chegada e outro na ultima noite: Hostal Elisabeth U$15,00 single com banho quente - Av. Charles Darwin. Estando no porto, vá umas 2 ou 3 quadras na direção do Centro de Pesquisa Charles Darwin hotel Lirio del Mar: U$15,00 quarto single banho frio. - Av Bolivar Naveda ou Isla Plaza between Tomas de Berlanga and v Charles Darwin Achei o quarto e o tamanho do banheiro do Lirio del mar melhor e maior que o da Elisabeth que por sua vez tinha banho quente pelo mesmo preço. No resto os dois são muito parecidos: limpos, bem localizados, ótimo atendimento e sem café da manha... Em Isabela: Não recomendo o lugar que fiquei. Apesar do quarto ser grande e bem localizado a limpeza era péssima e a dona mau humorada. Ficamos no Hostal Los Flamincos, fuja dele. Pagamos U$15,00 por pessoa (eu + uma brasileira que conheci lá). Queríamos ficar na Casa Rosada mas estava lotada. Segue endereço: Iguana (Casa Rosada) Av. Antonio Gil., Puerto Villamil – Isabela u$20,00 com café. É bem no final da praia, o lugar é lindo e apesar de ser no final não é longe porque tudo lá é perto! E eles fazem Happy hour todos os dias. Tem quartos privados tambem. Hostal Loja - Av. 16 de Marzo y los Cactus, Isla Isabela U$23,00 c/ café San Cristobal Não fiquei hospedada na ilha, mas segue opção que achei em algum relato (desculpa, não lembro o relato de quem para creditar) quando pesquisava: Posada Turística Terito U$15,00 quarto impecavelmente limpo e arrumado, banheiro privado limpíssimo com um chuveiro delicioso!! Gosen Guest House Avenida Alsacio Northia, Carlos Mora U$20,00 sem café Guayaquil: Não fiquei hospedada mas segue opçao que achei em algum relato (desculpa, não lembro o relato de quem para creditar) quando pesquisava: hostel Manso Boutique – Malecon 1406 y Aguirre, muito bom o lugar e a localização. –recomendado 2x U$14,00 sem café Dreamkapture Hostal - Alborada Doceava Etapa, Calle Juan Sixto Bernal; MZ 02, Villa 21 U$10,00 c/ café e piscina Hotel Andes Inn Calle Lorenze de Guaraycoa 1233 y Calle Ballen Centro US$ 12,00 a diária com impostos, habitação single com banheiro. Hotel simples Thefunkymonkeyhostel -Cdla. Vernaza Norte, Mz 5 V11 U$10,25 sem cafe Cuenca: fiz Couchsurfing mas pesquisei algumas opções, só não posso dar minha opinião porque não fiquei nesses lugares: hostal Majestic, em quarto individual com banheiro por US$ 10 Hostal Fenix, fica atrás da rodoviária seguindo um pouco para a direita, atravessando a rua. Foi a melhor hospedagem da viagem, o problema é que fica afastado do centro Hostal Turista Del Mundo (Calle Larga 5-79) fica bem pertinho do centro e foi uma ótima hospedagem. U$10,00 single shared bath Hostal La Escalinata (Calle Larga # 5-83 y Hermano Miguel, [email protected]) é bem econômico, paguei 4 Dólares (mais custa 6 Dólares) com café da manhã, Internet Wi Fi, banheiro coletivo) se quiser com banheiro no quarto o valor é 10 Dólares. La Cigale: 8 dolares p/p quarto compartilhado e 10 dolares p/p quarto matrimonial, com cafe da manha excelente Posada del Rio, que é um hostel/pousada muito bom. Sem duvidas foi o melhor lugar que fiquei na minha viagem de 25 dias. A dona é muito gente boa, o lugar é muito charmoso e a localização é ótima hostel El Cafecito. Resolvi seguir até lá de taxi (U$2) e o lugar é mesmo super bacana. Fiquei em um quarto vazio com 3 camas e banheiro privado, sem chuveiro, por U$7,84 sem café da manhã Mallki Hostel: Calle Aurelio Aguilar 1-31 y Av. Solano U$8,00 6 bed ensuite c/ café (pegar com bano no quarto porque só tem um chuveiro pros shared Alternative Hostels - Av. Huayna Capac y Casique Duma Esq., U$11,00 single shared bath good atmosphere Riobamba Fiquei no Los Shyris, paguei U$10,00. Quarto bem grande, limpo, com TV e chuveiro bem quente, mas tão quente que nem consegui tomar banho e levei vários queimoes, hehehe!! Só peça por um quarto nos fundos porque fica numa avenida bem movimentada e tem bastante reclamação de barulho. No quarto que fiquei não ouvi nada. hostel Los Shyris: Rocafuerte & 10 de Agosto Outras opçoes: Oasis Hostel: Veloz 15-32 y Almagro - U$15,00 single ( um casal de alemães que conheci estavam la e gostaram.) Hostel La Estación, muito bem localizado, com o dono muito atencioso, por US 24 Banos Sem sobra de duvidas fique no Plantas Y Bianco. Paguei U$10,00 por um quarto duplo (ou U$8,00 coletivo). Limpo, organizado, computador com internet gratuita, wifi gratuita, guarda volume de valor declarado gratuito e todos muito simpáticos, fora o terraço onde voce pode tomar café da manha pago à parte que é lindo demais com uma vista incrível da cidade. Super recomendo. Plantas y Blanco - Luis A. Martínez and 12 de Noviembre Na noite que cheguei fiquei no Hostel Erupcion (U$12,00 quarto coletivo com café), mas não recomendo, tanto que troquei pelo Plantas e Bianco na hora que acordei. Não era muito limpo e o chuveiro era frio e com pouca agua. Outras opçoes pesquisadas: Hostal los Andes (Oriente y Eloy Alfaro, http://www.losandeshostal.com) que custou 6 Dólares um quarto dividido com banheiro, TV, Internet Wi Fi Hostal San Sebastian localizado ao lado na rua lateral da Igreja, um prédio verde e a entrada é ao lado de uma lojinha de artigos femininos. O dono do hostal se chama Javier, ele e sua esposa cuidam de tudo, sao receptivos e bem educados. Fui viajar com minha amiga, pagamos US$15,00 para as duas em um quarto com banheiro privado, água quente, tv a cabo. Vale a pena fica localizado bem no centro, perto das baladas e é bem limpinho. Hostal Chimenea - Luis A. Martinez y, Rafael Vieira, Baños, Ecuador 180250 - Quarto espaçoso, com banheiro, sacada e internet free Hostal El Oro (Calle Ambato y Juan Leon Mera) que é afiliado da rede HI, O preço é $6, e o café da manhã não é incluso e custa $2. Negociamos por $7 com café. Os quartos eram muito bons e bem limpos. Paguei 7 dólares por um quarto privativo com banheiro. Latacunga Eu fiquei no Tiana por U$10 com café da manhã e café/chá à vontade o tempo todo, super bem localizado, todo arrumadinho, limpinho, decoradinho, com cozinha, espaço comum para os hóspedes, vários banheiros (com água quente) e um terraço com vista para o Cotopaxi que eu não vi porque as nuvens não deixaram. Outras opçoes: Hostal Amazonas, não tenho o endereço mas é só pedir ao motorista do taxi para te deixar la. 5 USD sem café, vc pode tomar café no Hostal Tiana e pagar 2,50 Hotel Rosim Address Quito 16-49 Latacunga – U$15,00 Hotel Central – Sanches de Orellana Y Padre Salecedo - U$10,00 private sem café Quito: O melhor lugar para ficar é no bairro Mariscal, sem dúvidas. Fiquei hospedada no Galapagos Natural Life - Joaquin Pinto E8-64 y Av. 6 de Diciembre EC170104 Quito U$10,00 c/ café. Achei o hostel legal, mas nada espetacular, pra mim faltou uma área de integração maior para os hospedes. Não era muito animado. É de uma família que mora lá, eles são bem solícitos ( o homem +/-). Mas eu não ficaria lá novamente, tem muitas outras opções, inclusive ao lado e na frente. A localizaçao é ótima, perfeita, mas a limpeza deixou a desejar e depende do seu quarto pode ser bem barulhento, afinal voce estará a uma quadra da Plaza Foch, onde tudo acontece. Outras opçoes: Hotel Yumbo Imperial - Guayaquil N2-49 y Sucre U$12,00 sem café Hostal Backpackers inn – U$7,25 ou U$8,35 4 camas ensuite - Juan Rodriguez 245, y Reina Victoria, Sector La Mariscal Quito, Equador (barato mas não muito bom) Hostal El Taxo, em Mariscal. Peguei um quarto individual novinho e limpinho com banheiro por US$ 10 Hostel Mitad del Mundo: como ia ficar só uma noite na chegada, peguei um quarto individual com banheiro fuleiro por US$ 7,85. O hostel era muito simples mas bem no meio do agito de Mariscal, muito bem localizado. Hostal Centro Del Mundo (Lizardo Garcia E7-26, esquina com Reina Victoria). Só havia quartos coletivos disponíveis, ficamos nós 5 em um quarto pagando $5,60 cada um, com café da manhã incluso, banheiro no corredor. Não gostamos muito do lugar, era meio sujo e não sentimos muita segurança New Bask (Lizardo Garcia 537, esquina com Reina Victoria), que fica logo ao lado do Centro Del Mundo. Pagamos $7 no quarto privado com banheiro e TV e $6 no dormitório. O café da manhã não estava incluso, mas eles servem por preços baratos. Tem cozinha e uma sala de TV legal com TV a cabo, o problema é que a galera fazia a salinha de fumódromo, e como era tudo fechado era quase impossível ficar ali. Hostel $ 12 - Secret Garden – centro - eleito melhor hostel de Quito em 2011. Recomendo. El Cafecito Hostel. Calle Luis Cordero 1124 Y Reina Victoria. ([email protected]) É um Hostal e misto de Bar, restaurante e café. Limpo, arejado, Armários grandes onde da para guardar até mala, e muito bem localizado, fica no centro nervoso de Quito, Bares, Discotecas e etc, com disposição da até para ir andando até o Centro Histórico. TRANSPORTE DISTÂNCIAS Quito – Latacunga: 100 km – 01:30 Latacunga – Riobamba: 100 Km – 01:30 Latacunga – Baños: 82 km – 01:20 Riobamba – Baños: 88 km / 01:30 Baños – Cuenca: 400 Km – 05:00 Riobamba – Cuenca: 275 km – 04:00 Cuenca – Guayaquil: 175 km – 04:00 Guayaqui – Canoa: 300 km – 05:00 Canoa – Quito: 500 km – 06 hs Quito - Riobamba 3h30min US$ 4,00 Quito - Otavalo 1h40min US$ 2,50 Riobamba - Cuenca 5h30min US$ 6,00 Cuenca - Guayaquil 4h30min - via cajas US$ 8,00 HORÁRIO ONIBUS Quito - Guaiaquil 09 hs U$10,00. Horários: 08:20 / 11:40 / 14:30 / 21:00 / 21:45 / 22:40 / 23:30 pela Panamericana Dá pra conseguir voo por U$40,00. Guayaquil a Cuenca: 04 horas de viagem, tem bus a cada meia hora. U$8,25. Compra a passagem no guichê 51 no 1º piso e embarca no 3º piso. Meio confuso o terminal, parece um shopping. POR CAJAS custa U$8,25 e dura 4h, POR CAÑAR custa o mesmo preço e dura 7h, então preste atenção na hora de escolher a passagem Obs: o aeroporto e o terminal rodoviario de Guayaquil são bem próximos um do outro. Dá pra ir de ônibus tranquilo. Saindo do aeroporto atravesse a passarela e pegue o metrovia que custa só U$0,25 e te deixa na porta do terminal 5 minutos depois. Outras opçoes pesquisadas: Private van (various companies on Av. Remigio Crespo in Cuenca new town and Terminal Bahia Norte next to Guayaquil bus station - $12 pp. or $80 for van and driver) Van de Cuenca a Guayaquil, direto, pelo caminho mais curto, ninguém entra, ninguém sai antes de chegar na cidade. U$12,00 / 04 hs Cuenca – Alausi - Riobamba 06:00 hs US$ 6,00 fui de Cuenca p/ Alausi, fiz Nariz del Diablo e segui p/ Riobamba depois do passeio de trem. De Cuenca para Alausi muitas opçoes de horarios, pois todos os onibus que vao para Quito ou Riobamba param em Alausi, sendo que o 1º sai as 03:20 e o último meia noite, entao não precisa se preocupar!Tem ônibus de Alausi para Riobamba a cada 30 minutos também. Riobamba – Banos U$2,00 e demora 2 horas porque o caminho mais rápido está fechado devido a ultima erupção do vulcão. Para pegar o ônibus tem que ir no terminal oriental (não no terminal normal), quem opera é a cia Sangay Banos – Latacunga Pode pegar qualquer onibus que vai para Quito, todos eles param em Latacunga, tem onibus de 30 em 30 minutos, por várias cias. Não anotei o valor, mas deve ser U$2,00 Latacunga – Quito: A viagem dura cerca de três horas e custa 2,50 USD, tem ônibus agora que sai do terminal rodoviário. LANCHAS EM GALÁPAGOS: É possível ir a ilha de San Cristobal e Isabela com ferries diários e a Floreana ( ferry 1 vez ao mês ou barcos particulares). Santa Cruz – Isabela: si 07:00 chega 10:00 ou sai 14:00 chega 17:00 Isabela – Santa Cruz: sai 06:00 chega 09:30 ou sai 15:00 chega 18:30 Santa Cruz – São Cristobal: sai 07:00 chega 10:30 São Cristobal – Santa Cruz: sai 07:00 chega 10:30 U$30,00 por trajeto Outra opção é fazer o trajeto de aviao, pelo que vi custa U$120,00 por trecho. Pra quem tem problema de enjoo é uma opçao. Eu acho que vale a pena se for fazer as 3 ilhas principais, sai de Santa Cruz para Isabela de lancha, depois para ir de Isabela para San Cristobal eu pegaria o aviao. Porque nao existe transporte direto entre as duas ilhas entao tem que voltar de Isabela para Santa Cruz e de lá pegar outra lancha para San Cristobal, perde um dia inteiro e vai gastar U$60,00. Por U$60,00 a mais ganha MUITO tempo e ainda tem a vista que deve ser maravilhosa! Para entrar na ilha de Isabela tem uma taxa de US5,00
  22. Prezados, segue agora série de posts referentes a minha viagem para o Equador em março. Dúvidas, podem me encaminhar e-mail para [email protected] ou por aqui mesmo! Obrigado. Postagem original c/ fotos: http://www.mundodesbravo.com.br/post/67/1/equador-48h-em-quito QUITO #Saindo e Chegando Cheguei em Quito já passava das 20h e necessitava chegar na casa do meu amigo. Porém não é tão fácil assim. Além de ser longe do aeroporto (aproximadamente 35km do centro) estamos em um país onde moeda oficial é o dólar americano. Então, um taxi seria a opção mais cara. Logo, optei em pegar o transporte executivo em ônibus com ar-condicionado, novo e com wi-fi (funciona pelo menos o whatsapp). O curso do trajeto é de 8 dólares (40-60 minutos) porém se você comprar ida + volta ganha um desconto. A volta não precisa ter uma data definida, você só precisa usar em até 1 ano. O ônibus executivo sai do terminal a cada 30 minutos aproximadamente e te leva diretamente, para o antigo aeroporto de Quito, localizado na zona sul da cidade (esse antigo aeroporto está em obras e sua pista servirá como um parque para comemorar a independência do país). A @AeroServicios funciona 24 por dia nos 365 dias do ano. Saindo da área de desembarque, o balcão estará localizado a sua direita. Mais informações, só entrar no site da empresa. Para regressar, é o mesmo esquema. Você vai até o aeroporto antigo na zona sul de Quito e o procedimento é o mesmo. No antigo terminal só trabalha a empresa Aero Servicios, não tem erro. #Dica Se for de dia, não aceite pegar os taxis logo na saída do aeroporto antigo, pois eles abusam no preço. Como Quito tem uma grande gama de taxis e existem aplicativos, saia do terminal, atravesse a avenida (bem tranqüila) e espere um taxi sair. Em Quito há taxímetros, porém os taxis credenciados no aeroporto, os valores são combinados com o motorista. Após a novela mexicana, os próximos 2 dias serão inteiros em Quito. Fiquei na casa de amigos então o clima foi outro... Clima de descanso, já estava um pouco cansado dessa vida de nômade. Acredito que nem era o fato de voltar ao Brasil, mas sim ficar a cada 5 dias mudando de uma cidade para outra. Há, cheguei numa segunda bem tarde, já perto das 21h. #Dia 1 Acordei cedo e fui logo providenciar um chip de celular colombiano para estar conectado em toda minha estadia no Equador. Fiquei hospedado ao lado do parque La Carolina (Av. Amazonas), região classe média alta de Quito. Seguindo no sentindo norte do parque La Carolina, há um centro comercial Inaquito (Shopping). Tomei meu café da manhã no Burguer King e logo em frete fui até a operadora de celular subsidiada pelo governo, a CNT (https://www.cnt.gob.ec/), onde fiquei sabendo que era a melhor opção custo/benefício no país (algo como 6 dólares o pacote de dados com whatsapp liberado). Após estar com chip em mãos, voltei para o apartamento e fui almoçar com meu amigo próximo do nosso destino. @Parque La Carolina Um dos maiores parques ao ar livre de Quito, o parque La Carolina destaca por ampla área verde, área para prática de vários esportes (pista de corrida, campo de futebol e etc) como também de atrações turísticas: Museu de Ciências Naturais + Vivarium (estilo o nosso Butantã – viveiro para cobras e outros répteis) + Jardim Botânico + um avião DC3-Douglas. O parque fica mais cheio durante a noite para prática de esportes, para os donos levarem seus cachorros para correr e socializar. Aos finais de semana, ponto certo para encontro da família. Eu particularmente AMEI esse parque. De todos os lugares que conheci em Quito, é o meu favorito!! #Dica No lado leste do La Carolina, você encontra uma região mais moderna, agitada e rica da cidade. No encontro da Av. Republica de El Salvador (paralela ao parque) com Av. Portugual, você encontra na esquina um Juan Valdez e em frente o sushi Kobe Express (uma delícia!) Comi lá e você paga por peça - e é barato. Para não pagar mico como eu, primeiro vá ao caixa e faça seu pedido + pagamento. Já eu, sentei na mesa e fiquei esperando o garçom passar para me atender, porém demorei horas até descobrir que não era assim! HAHAHA. @TelefériQo Antes de mais nada, quero dizer que Quito tem tempo instável e fechado como Bogotá, coisas de cidades nos altos dos Andes. Em questão de minutos, o sol lindo ensolarado a pino muda para neblina, chuva e dilúvio. E foi assim que passei subindo o teleférico. Saímos do centro comercial e tomamos um táxi até a base inicial do passeio. Táxi em Quito é mega barato. Uma corrida de 5-7km ou mais, não passa de 1-2 dólares. Custando aproximadamente 10 dólares a entrada, subimos até a Cruz Loma (4000m acima do nível do mar). Logicamente temos uma linda vista de Quito! (#SQN) Também, em tempo bom, é possível avistar o Vulcão Pichincha. Infelizmente enquanto subíamos no teleférico (mais ou menos 7-10 minutos o trajeto) o tempo fechava e quando chegamos no pico, aproveitamos somente uns 5 minutos a vista. Já lá no alto há uma boa estrutura com banheiros, tendas e loja de souvenir, porém tudo meio Silent Hill, sabe? Nem fui averiguar se estava aberto. Então, já que não adiantava ficar olhando pra neblina sobre Quito, fomos conhecer o parque. Na verdade a área é extensa... Aos finais de semana é possível andar de cavalo e também é um dois points preferidos dos quiteños para um bom piquenique com família e amigos. Infelizmente (ou não), preciso achar uma desculpa e voltar em tempo bom. Na descida da Cruz Loma, além do TelefériQo, há uma parque de diversões, chamado de Vulqano Park. E consigo chegar de ônibus até lá? Sim! Existe um ônibus que sobe até o ponto inicial do TelefériQo, porém só o usei na volta ao centro. Custa um dólar. @Centro Histórico E a noite foi dia de conhecer o centro histórico. Como todo centro histórico, não tem chance para asfalto. Chão de pedra batida, paralelepípedos altos e ruas estreitas. E conhecer esses sítios pela noite tem seu charme. Na verdade eu fiz um percorrido, sem ligar muito para “onde eu estava e o que era”. Estava curtindo a noite e o passei com meu amigo colombiano que vive há um ano em Quito. Lembro que comi coisas deliciosas na rua, algo como um amendoim com sal. E a movimentação é a mesma que qualquer capital e seu centro. Lembro que passei pela La Ronda para averiguar um passeio para o vulcão Quilotoa. @Cafe Mosaico Terminei o dia nesse ótimo café/restaurante com uma maravilhosa vista de quito pela noite. Localizado aos pés do morro Itchimbía, o café esta aberto desde o horário de almoço até a janta e é especializado em comida grega, americana e equatoriana. Cafés, cervejas e sucos também são oferecidos. Sobre o preço: nada fora do usual, só pela vista da cidade (parte histórica) já vale a pena. Para ver fotos, horário de abertura e cardápio, clique aqui! #Día 2 Nesse meu segundo full day em Quito, segui uma opção de roteiro que o guia Lonely Planet Ecuador indica. Na verdade não segui ao pé da letra, mas conheci os seguintes pontos do próprio centro histórico que percorri anteriormente à noite: @Plaza Grande A principal e mais famosa praça de Quito. Todo entorno da praça é repleta de prédios históricos, como também, a catedral municipal. @Palacio Arzobispal Hoje funciona como uma galeria com inumeras opções de café da manhã e lanches variados. Dentro, há caixas eletrônicos e outros tipos de comércio. É onde o povo se encontra pra conversar, engraxar o sapato e tal. Tomei café da manhã ali e achei fraco e um pouco caro pelo serviço prestado. @Cathedral Mais do mesmo. Grande igreja, com decoração de época, com inúmeras representações dos últimos passos de Jesus Cristo. Aqui vale a visita para ver a tumba do famoso Mariscal Sucre, um dos lideres da independência de Quito. Mas não se esqueça de achar o famoso quadro da santa ceia, onde Jesus e seus apóstolos saboreiam um delicioso Cuy (porquinho da índia estilo andino, rs). @Palacio del Gobierno Um dos lugares que mais gostei de visitar. Na verdade é a o palácio presidencial do Equador, é onde o Presidente trabalha. Linda arquitetura e ótimo passeio guiado. Para participar do tour dentro do palácio – logicamente por alguns cômodos – é necessário comparecer previamente num guichê existente do lado esquerdo (calle Espejo) para deixar um documento com foto (deixei minha identidade) para cadastro e reserva de horário. Visitas a cada meia hora até 13h e após a cada hora até as 16h. O passeio é super bem guiado, passando antes por um sistema de vistoria e raio-x, em alguns cômodos importante, como o salão de festas, de reuniões presidenciais e até sala onde estão expostas fotos do antigos presidentes e presentes recebidos por outros chefes de Estado. Também localizado na Plaza Grande. @Casa de Sucre Como eu adoro saber um pouco da história local, visitei essa casa/museu (século XIX) onde o famoso Mariscal Sucre viveu com sua família. Na visita, gratuita, é possível caminhar por todos os cômodos e conhecer um pouco mais de sua história, como também sua relação com Simon Bolívar, um amigo muito próximo e braço direito no processo de independência do Equador – como também de outros países sul-americanos em domínio dos espanhóis. @Museo de La Ciudad Sem dúvidas um must-see na cidade de Quito. O museu simplesmente conta, de uma forma bem bacana e iterativa, a história da construção da cidade de Quito ao longo dos séculos. O museu antigamente abrigou em séculos passados um hospital San Juan de Dios, e hoje é considerado o edifício mais antigo da cidade. O ambiente, conta com uma bacana cobertura, um ambiente para as crianças soltarem a imaginação e no centro do edifício há um alinda fonte, marca registrada em casas coloniais. A entrada e paga, porém vale cada centavo. Quando eu fui, eles estavam montado palco para alguma apresentação. @La Compañia de Jesus Mais famosa igreja da cidade e mais bonita segundo os próprios quiteños. E sem dúvidas é, pois a igreja tem todo seu interior folheado a ouro! Além do mais, em tornos dos pilares há inúmeras simbologias que remetem ao antepassado indígena, como flores e frutas. A entrada é paga (3 dólares) porém o tour é gratuito em espanhol e inglês. É um espaço realmente para ser deslumbrado de tão lindo!! Não é possível tirar fotos, mas jogue no Google que não faltará opções. @Plaza Santo Domingo Ampla praça, toda com chão em pedra polido e o bacana dessa praça que em cada lado dela há um ponte do trólebus e fica a uma quadra do La Ronda. @La Ronda Famosa rua de pedra da cidade da cidade. Nela você encontra restaurante, bares que vendem a tradicional bebida chamada Canelazo, posto policial, agência de viagens e bela arquitetura. Foi aí que estive na noite anterior e volte no dia seguinte para fechar o pacote para o Vulcão Quilotoa. A rua mantém características do século XVII e respira arte, servindo palco para pequenas apresentações de teatro e música. Ótima pedida! @Basílica del Voto Nacional No lado norte do centro histórico, já no final e no alto de um morro, é uma enorme igreja em estilo gótico datada de 1926. Simplesmente é uma obra linda externamente e internamente, pois o seu salão para cultos é enorme! Mas a principal atração e subir nas suas enormes torres (escadas do tipo marinheiro e minisculas + longa escadaria) para avistar do topo a cidade de quito! O bacana que você passa por detrás do relógio e fica pertinho dele. Alguns andares mais abaixo do topo, você encontra um restaurante/café com linda vista! #Conclusão Foi muito tempo para muita coisa a ser vista. Faltou conhecer o famoso museu do aclamado artista plástico Guayasamín como também conhecer outros parques e a famosa praça moderninha e palco da juventude com bares e restaurantes, a praça Foch no bairro mochileiro Mariscal. No geral achei Quito uma capital organizada, povo um pouco mais fechado que os colombianos mas mesmo assim educados e amáveis porém em todo lugar que você percorre você continua se questionando se realmente você está numa cidade grande, pois em sua maioria tudo é muito simples. Claro que tive problemas de segurança (falarei depois sobre o tema), porém é uma cidade (como todo país) onde se é possível encontrar uma calmaria e fugir um pouco do borburinho de grandes cidades, como é o caso de Buenos Aires e Santiago. Não é a toa que a maior cidade do país não é Quito, mas sim Guayaquil. Hasta luego!
  23. Preparativos Em maio desse ano surgiu uma promoção imperdível. Por apenas 5 mil milhas do programa Lifemiles da Avianca Internacional + taxas garanti ida e volta de Sampa ao paraíso do arquipélago evolucionário de Galápagos, no Equador. Encontrei mais 2 que pegaram a mesma promoção e fiz um roteiro breve, apenas reservando as hospedagens, que costumam encher. Empacotei meu equipamento de snorkeling, de fotografia, roupas e demais acessórios no mochilão e saí em 27 de outubro de Floripa, esperando horas em Guarulhos para o voo internacional que atrasou. Com esse atraso e o seguinte na conexão de Bogotá a Quito, perdi o último trecho a Baltra (Galápagos). Pra piorar o voo seguinte da Avianca foi cancelado. Dessa forma, tive que passar a tarde e a noite do dia 28 em um hotel ao lado do aeroporto de Quito. 1º dia Só na manhã seguinte pude tomar um voo remanejado com mais uma escala até Guayaquil, antes de finalmente chegar ao destino final. Baltra, a ilha onde fica o principal aeroporto, é deserta. De lá você pode tomar um ônibus até o cais das embarcações ou até o Canal Itabaca, que cruza com a ilha Santa Cruz. Por 1 dólar você faz a travessia. Como são 40 e tantos km até a cidade, você tem 2 opções. Pagar mais 2 dólares e esperar um ônibus encher (possivelmente horas), ou achar mais alguém e dividir um táxi de 18 dólares. Esperei um pouco, mas como o ônibus não tava nem perto de partir encarei a segunda opção, chegando uns 40 minutos depois em Puerto Ayora. Com mais 18 dólares a diária, me hospedei no Hostal Gardner, um lugar decente com um staff show de bola. Água é disponível em bombonas à vontade, algo necessário já que a da pia é salobra. O café-da-manhã no terraço é dividido com as várias espécies de tentilhões de Darwin. O único problema é que não há guarda-volumes nos quartos compartilhados. A internet é sofrível como em todas as ilhas. Não tem jeito, largue o celular e vá aproveitar o dia. Passei o resto da tarde no centro de interpretação da Estação Científica Charles Darwin. Uma bela introdução a Galápagos, conta com um museu, laboratórios, jardins e cercados com as tartarugas-gigantes e iguanas terrestres, espécies endêmicas, ou seja, que só existem no arquipélago. No caminho fica a praia La Estación. Ali vi algumas iguanas-marinhas, os onipresentes caranguejos vermelhos (Grapsus grapsus) e diversas aves, mas não cheguei a cair na água gelada. Ao anoitecer, a atração no píer principal são os lobos-marinhos jogados no banco ou no chão, os pelicanos pescando ou apoiados na cerca e os filhotes de tubarão-galha-preta (Carcharhinus limbatus) nadando sob a iluminação especial. 2º dia Devidamente orientado na pequena cidade, fui atrás das atrações grátis. Passarelas sobre uma laguna cercada de manguezal fazem parte da Laguna de las Ninfas, onde vi a primeira de muitas tartarugas-marinhas. De lá continuei para a trilha a Tortuga Bay. Como fica dentro do parque há um posto de registro na entrada. São 2 km e meio de pedras até a primeira das duas praias, a Playa Brava. No caminho você vê o tempo todo os gigantes cactos do gênero Opuntia. Na praia dos surfistas você terá as melhores oportunidades de fotografar as lerdas iguanas-marinhas. Esses impressionantes Godzillas são os únicos lagartos marinhos do planeta, mas, vegetarianos, são quase tão inofensivos quanto uma lagartixa. Um bocado de aves também frequenta a praia, como pelicanos, batuíras, maçaricos, trinta-réis e gaivotas, sendo a maioria espécies ou subespécies próprias de Galápagos. Apesar do nome Tortuga Bay, vi somente um esqueleto de tartaruga-marinha. Cruzando a areia chega-se a Playa Mansa, onde banhistas ficam à toa, alugam um dos caiaques que estão disponíveis em alguns dias por 10 dólares a hora ou vão ao fundo praticar snorkeling. Nesse dia acabei não entrando na água ali, mas retornei e o fiz na Playa La Estación, a mais próxima de Puerto Ayora. Decidi cair no mar sem a roupa de neoprene, pra sentir a temperatura. Ledo engano, não aguentei nem meia hora tremendo do frio vindo pela corrente Antártica de Humboldt! Apesar disso, e do ambiente não ser dos mais propícios, consegui ver um peixe-trombeta, um cardume de peixes pequenos e uma arraia. Regressei e dei uma corridinha pra conhecer os fundos da cidade, onde os moradores vivem. As casas e comércios são modestos, mas nada de pobreza por lá. Nas 2 semanas em que fiquei não vi um pedinte sequer. Quando voltei meus companheiros de viagem haviam chegado. Fomos direto jantar na rua dos bares e restaurantes turísticos populares, a 2 quadras da orla. Por 10 dólares comi um saboroso ceviche de polvo. Dali saltamos algumas mesas pra um bar que oferecia 3 drinques por 10 dólares. Um mojito pra mim, outro pro mineiro Gabriel e uma caipiroska pra paulista Jaqueline. 3º dia Pela manhã voltei a Tortuga Bay com os dois, dessa vez para mergulhar na Playa Mansa, enquanto os dois ficaram revezando o caiaque. O começo é bem sem graça, se você quiser ver alguma coisa que preste tem que ir até uma barreira de rochas que mal aparece acima d’água, a algumas centenas de metros da faixa de areia. Lá levei um susto quando vi duas arraias incrivelmente maiores do que a anterior. Logo em seguida veio um tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus). Fui atrás dele pelo tempo que consegui, admirando a beleza do bichão. Depois dos encontros voltei pra areia e junto com meus companheiros almoçamos em um restaurante popular na avenida principal, um pouco afastado da orla. Por 5 dólares vem uma sopa, um prato feito, um suco e uma torta. Você acha facilmente refeições por 4 dólares no meio da cidade, mas sem esses acompanhamentos. Já na orla turística, espere pagar mais que o dobro por outros tipos de pratos. Outro detalhe, somente nesses caríssimos da beira-mar é que você vai conseguir usar cartão de crédito. No resto é só na mascada. Pegamos um táxi para nos levar à Playa Garrapatero pela tarde por 30 dólares ida e volta. No caminho, mais precisamente na comunidade de Bellavista, pedimos para parar nos Tuneles de Amor, um dos maiores dos diversos túneis escavados pela lava. Pagamos a entrada irrisória e atravessamos o pouco iluminado buraco. Como a cavidade não é de calcário, você não consegue ver espeleotemas como estalactites. De vivo, só uns mofos no chão e pequenas samambaias que, surpreendentemente, crescem junto a todas as lâmpadas. Chegamos um pouco tarde para curtir essa incrível praia o suficiente, pois os guardas a fecham às 17h, apesar de ainda ter bastante sol. Para continuar lá, só se tiver a permissão para acampar. De um lado fica um lago salino com flamingos, patos e outras aves pequenas. Do outro o mar onde pelicanos (Pelecanus occidentalis urinator) mergulham atrás de peixes. Em um dos cantos fica um pequeno manguezal, lar de outras tantas criaturas, completando o cenário da praia limpa e tranquila. À noite compramos os bilhetes dos barcos que levam às outras ilhas principais. Cada trecho custa 30 dólares, aparentemente o mesmo em qualquer agência. 4º dia Às 7h já estávamos na lancha rumo a San Cristóbal. Fiquem ligados que é preciso pagar de 50 centavos a 1 dólar para tomar uma lancha-táxi do píer até a embarcação propriamente dita. Foram 2 horas e meia tenebrosas. Saldo dos passageiros: 2 gorfadas e um problema de coluna resultantes da maré braba. Eu fiquei só com o coração batendo acelerado mesmo. Chegamos enfim à ilha dos lobos-marinhos. Esses seres simpáticos estão espalhados por todas as praias, e nem se importam mais com nossa presença. Depois de uma conferida na orla, fomos a pé até a Lobería, local de procriação desses bichos. O acesso é um pouco oculto, pelo lado do aeroporto de Puerto Baquerizo Moreno. Chegando à praia, a trilha é pela areia mesmo. Lá você encontra uma galera espalhada pela areia ou mar, tanto filhotes como adultos. Aproveitei pra fazer um pouco de yoga com o professor. Os lobos-marinhos dominam tanto por lá que até o salva-vidas é um deles. Depois de muito fotografá-los, continuamos a trilha que poucos seguem. Ela é sobre as pedras e leva até um mirante acima de um penhasco, de onde observamos o sol se pondo junto a gaivotas e atobás. A volta foi um pouco complicada, só na lanterninha dos celulares, já que a iluminação pública mais próxima estava a dezenas de quilômetros dali. Cuidado para não pisar nos caranguejos-ermitões, que saem em bando nessa hora. Não se espante ao ver pessoas caminhando no asfalto escuro, aparentemente isso é normal por lá. Eu e Jaqueline ficamos hospedados no Hostal Terito, uma hospedagem familiar com quartos privativos por 20 doletas. Seria ótimo se incluísse café-da-manhã e não tivesse aranhas gigantes. 5º dia Os 3 fomos às praias e trilhas ao norte de Puerto Baquerizo Moreno. A primeira é Punta Carola, mas como não era muito interessante subimos logo o Cerro Tijeretas, onde tivemos essa bela vista do ponto de snorkeling que iríamos mais tarde. O nome do pico é devido ao bando de fragatas que vive por ali, como é visível na foto. Desse ponto em diante a trilha não é mais tão acessível, pois é um caminho de pedras. Me arrependi amargamente de não estar usando um calçado com sola suficiente para esse tipo de terreno. Continuamos até a Playa Baquerizo, de onde já não seria possível seguir. Essa praia também não é nada de mais. Eu e Gabriel chegamos a cair na água para um pouco de snorkeling, onde vimos duas tartarugas-marinhas que passaram voando quando nos viram. Voltamos à Bahía Tijeretas, onde descemos as escadarias para o mergulho. Dentro da área mais protegida da baía, onde os banhistas ficam, só havia lobos-marinhos e poucos peixes e invertebrados. Já na porção exterior, a mudança foi súbita. Cardumes de peixes de diversas espécies e de tamanho considerável, bastante coisa aderida nas rochas, além de muitos seres minúsculos quase transparentes praticamente à deriva na parte superior da coluna d’água, tal como esse sifonóforo, parente das águas-vivas. Tivemos que voltar a tempo de pegar o Centro de Interpretación San Cristóbal aberto. De entrada grátis, o local tem um bocado de informações a respeito da sustentabilidade e da história do arquipélago. Saímos para curtir o pôr do sol na minúscula mas badalada Playa Mann, no centro da cidade. Entre os atrativos, um bando de lobos-marinhos e o único quiosque onde fica a boa cerveja produzida somente em Galápagos. Nada mais adequado para o nome dela... Jantamos numa pizzaria boa e fomos dormir cedo, pois na manhã seguinte faríamos o Tour 360° na agência Galápagos Eco Fishing, que fica na orla próxima ao píer. Como já tinha o equipamento, paguei 135 dólares pelo transporte, guia e alimentação; caro como qualquer tour nas ilhas. 6º dia Em um dia ensolarado, o passeio desde as 7 e meia ao redor de toda ilha de San Cristóbal começou pelo rochedo duplo conhecido como Kicker Rock ou León Dormido. Atravessamos o canal que divide os paredões a nado. Esse é um dos poucos pontos onde se pode ver o tubarão-martelo, principal motivo de termos escolhido o tour, mas infelizmente ele não deu as caras. Para compensar, um grupo de tubarões galha-preta (Carcharhinus limbatus), num cenário levemente assustador devido à escuridão. Cardumes de peixes, lobos-marinhos e tartarugas-marinhas também pintaram por lá, aumentando a diversão. Outra coisa que a guia nem deu bola mas que eu me liguei, foram as laterais dos paredões, lotados de invertebrados incrustados. A lancha prosseguiu passando por um arco e remanescentes de vulcões até parar em Bahía Sardina, uma praia agradável com um marzão azul-esverdeado na frente e uma laguna salgada com aves na parte de trás. Continuando, quando passamos pela região mais oriental de Galápagos, Punta Pitt, tivemos uma agradável surpresa que não constava no script. Uma dúzia de golfinhos apareceram e ficaram nadando e saltando ao lado da lancha por uns 15 minutos, foi incrível! Passagem breve por um rochedo colônia de aves como atobás de patas coloridas antes de mais um tempo de navegação até a parada final em Bahía Rosa Blanca. Descemos para duas pequenas caminhadas sobre rochas. A primeira levou a uma belíssima área protegida onde um bando de tubarões-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus) se esconde para descansar. Apesar de não ser permitido entrar nessa área circular, no resto do ambiente coberto por algas você pode submergir. Foi o que fizemos. Logo de cara vimos uma pequena moréia (Myrichthys). Depois passou por nós uma tartaruga-marinha, mas o melhor veio no final. Escondidos num canto com fundo arenoso, vários tubarões da espécie anteriormente mencionada repousavam. Do meu tamanho, dá um certo receio nadar no meio desses bichos selvagens todos, mas não pude perder a oportunidade. Quando me aproximava, eles apenas arrancavam e paravam alguns metros depois. Voltando à terra, o segundo trecho de caminhada levou a uma praia exuberante, onde relaxamos por um tempo. No final do passeio, fomos surpreendidos por arraias saltando e dando cambalhotas sobre a água. O retorno foi pelas 4 e pouco da tarde, e no resto do dia fizemos basicamente o mesmo do anterior. 7º dia Dia de tomar dois barcos, um até Santa Cruz e outro até Isabela, já que não há transporte direto. Pelo menos dessa vez o translado foi tranquilo. No intervalo entre as ilhas fiquei enrolando enquanto os outros 2 conheciam a Estação Científica Charles Darwin. Ao final da tarde chegamos a Puerto Villamil, a cidade da ilha Isabela, a maior de todas. Na entrada é preciso pagar uma taxa extra inesperada de 5 dólares. Com o sol caindo, eu e Gabriel fomos correr nos arredores da cidade. Mais parece que teve um terremoto ali, por causa da quantidade de falhas no terreno onde pouca vegetação cresce. Jantamos em um dos diversos restaurantes que ficam em frente à praça da igreja, no centrinho. As refeições custam a partir de 5 dólares. Nos poucos estabelecimentos que aceitam cartão, uma taxa é cobrada. Por fim, nos hospedamos na Posada del Caminante. Com 18 dólares por noite ficamos em um quarto só para nós, mas sem café-da-manhã, com uma internet pior do que discada e na localização mais distante possível da praia e do centro. 8º dia Começamos o dia pela Concha de Perla, ponto de snorkeling bastante acessível ao lado do píer; basta atravessar um manguezal sobre plataformas de madeira. Ainda que a diversidade de corais seja bem baixa, foi um dos melhores locais em que já mergulhei na vida, se somados os 2 dias em que estive ali. A área parcialmente protegida da maré e com encontro da água doce vinda pelo manguezal propicia o desenvolvimento da biodiversidade e é fácil de ver pela profundidade baixa na maior parte. Vi camarões e até um poliqueta (parente pernudo das minhocas) nos canais do manguezal, um polvo escondendo-se nas rochas, uma garoupa e estrelas-do-mar diferentes. O melhor, contudo, foram os seres maiores que interagiram com os poucos que mergulhavam naquelas águas. Os lobos-marinhos brincavam conosco, em um balé subaquático. As raias-chita (Aetobatus narinari), embora mais tímidas, nadavam em círculo com seu grupo na parte mais funda do ambiente. Pra mim isso já foi suficientemente satisfatório, mas no segundo mergulho vi ainda mais, como contarei depois. À continuação, percorremos a trilha até o Muro de las Lágrimas, em direção oeste, passando primeiro pela Laguna de las Ninfas, incrustrada no meio da cidade, com alguns flamingos. Como a trilha ao muro possui uns 6 km de extensão, o mais recomendado é fazê-la com uma bicicleta alugada, que custa em torno de 15 dólares a diária, mas escolhemos ir a pé mesmo. Para ir foi tranquilo e até mais bem aproveitado assim, já que há uma série de pequenos desvios que levam a atrações secundárias, como lagoas... ...praias e até uma caverna com ilusão de óptica. Na parte final há uma boa chance de achar uma tartaruga-gigante, outro gênero endêmico de Galápagos, sendo que há praticamente uma espécie por ilha. Lerdíssimas, o máximo que vão fazer ao te ver é esconder seus corpos sob os cascos. Fato esse que levou algumas espécies à extinção no início da colonização de Galápagos, já que dão um bom caldo. Finalmente com o dia dando adeus chegamos ao tal muro, uma construção inútil que é retrato da barbárie dos administradores dessa ex-colônia penal. A vista do alto do morro que fica a seu lado, no entanto, é inegavelmente aprazível. Tanto que fiquei por lá curtindo o sol se pondo enquanto os 2 voltaram antes de tudo ficar escuro. Teoricamente a trilha fecha às 18h, que foi a hora que eu saí do final, mas não fica ninguém controlando daquele lado. Voltei sozinho na completa escuridão, só com a luz do celular. De vez em quando eu tomava um cagaço das garças noturnas, mas fora isso foi de boa, já que o trajeto é levemente declinado e a criminalidade em Galápagos é quase zero. Fizemos nossa própria janta na cozinha da pousada. Enquanto preparávamos, interagimos com uns australianos que também estavam por lá, na pausa de um dos cruzeiros caríssimos. 9º dia Contratamos outro passeio guiado, a subida ao vulcão Sierra Negra. Por 35 dólares, incluiu o guia, o rango e o transporte até as terras altas, distantes da cidade. Poderíamos ter pedido autorização do parque para fazermos por conta própria, mas a diferença de gastos seria tão pequena que decidimos ficar no passeio arranjado mesmo. Quando chegamos à entrada havia uma forte neblina, com um friozinho leve e alta umidade que favorecem o desenvolvimento da vegetação e do cultivo naquela zona. Mas conforme nosso grupo subia a pé isso logo deixou de ser verdade, o clima foi ficando quente e seco. Ao longo da trilha o que não faltam são goiabeiras carregadas. Como se tornou uma praga, é permitido comer seus frutos para ajudar a eliminar as sementes. Saí de lá de barriga cheia. Depois de um pouco de subida chegamos ao primeiro mirante da cratera gigante do vulcão Sierra Negra. Pra quem achava que iria escalar uma montanha, aquelas poucas centenas de metros de ascensão vertical foram até decepcionantes. Seguimos subindo na beira da cratera até a metade da circunferência, quilômetros depois, no ponto onde ocorreu a recente erupção de 2005. Pelos pedaços de rochas no solo dá pra perceber a diferença: as recentes apresentam brilho intenso e têm uma densidade incrivelmente baixa, por causa do ar preso em seus interiores. Contemplamos o visual desse lado da cratera e do lado de fora e retornamos sob um sol do câncer. O resto do dia foi praticamente jogado numa rede descansando. 10º dia Fui com o australiano Henry novamente à Concha de Perla. Decidimos ir além dos limites teoricamente permitidos, para procurar outros animais. Eis que assim que saímos encontramos diversas tartarugas-marinhas tranquilamente se alimentando das algas, e que nem se importaram com a gente. Depois vieram cardumes e uma arraia saltadora que passou por nós como um raio. Uma terceira espécie, que já tinha visto em Tortuga Bay, também foi visto repousando na areia. Pra fechar com chave de ouro, finalmente achei uma iguana-marinha nadando enquanto eu ainda estava na água. Como ela não é veloz, consegui acompanhá-la. À tarde voltamos pra ilha Santa Cruz. Como já estava ficando sem dinheiro, jantei umas gostosas empanadas no estabelecimento ao lado do albergue. 11º dia Meus parceiros de viagem iriam embora nesse dia, mas antes disso eu, Gabriel e outra brasileira negociamos com um táxi um passeio por alguns pontos nas terras altas. O primeiro foi o segundo ponto mais alto de Santa Cruz, a Reserva Ecológica Cerro Mesa - entrada por 3 dólares. Do alto do mirante não pudemos ver quase nada, já que a neblina cobria toda a vegetação, mas em dias claros dá pra ver até o mar. Outro ponto visitado foi uma baita cratera, preenchida por vegetação nativa. Vimos umas tartarugas também no caminho, antes de sairmos do parque para irmos aos Los Gemelos, duas crateras na parte mais alta da rodovia que leva ao aeroporto. A Scalesia é um gênero único de Galápagos. Apesar de fazer parte de uma família de plantas rasteiras, nas ilhas viraram árvores que chegam a 20 metros de altura. Essa espécie cresce no entorno e dentro da cratera, acompanhada por uma quantidade alta de epífitas, além dos onipresentes tentilhões. Fiquei fazendo as pequenas trilhas ao redor enquanto os outros 2 iam a um dos ranchos onde se criam as tartarugas. À tarde fiquei relaxando e pegando um sol no terraço do albergue. Almocei e jantei numa pizzaria que aceitava cartão na avenida principal. 12º dia Meu último dia inteiro nas ilhas começou com uma chuvinha. Quando o tempo abriu eu peguei um táxi aquático pro outro lado do píer (80 centavos). Lá ficam alguns hotéis mais chiques e a praia dos alemães, reservada e agradável. Passando ela vem um caminho que passa por uma água em um tom rosa forte, de tão salina que é. Dali é extraído o sal para uso da população. O ponto final do caminho são as fissuras chamadas de Las Grietas, onde é possível nadar. 13º dia Ao acordar peguei um táxi de 1 dólar até o Terminal Terrestre Indefatigable, de onde o último ônibus de 2 dólares sairia às 8h para o canal de Itabaca. Há voos durante a tarde, como o que eu pegaria, mas inexplicavelmente nenhum ônibus parte depois, somente os caros táxis. Peguei a balsa e fiquei matando um tempo ali fotografando animais até decidir ir pro aeroporto. Na ida tive a sorte de ver um atobá de patas azuis pousado logo ao lado do atracadouro e agora de ver pela primeira vez em ambiente natural uma iguana terrestre (Conolophus subcristatus), também endêmica. Como o check-in só abria 3 horas antes do voo, tive que aguardar na parte externa do aeroporto, que não tem nada além de umas lojinhas de lembranças. Lá dentro tomei um lanche até o voo sair. E lá fui eu de Baltra pra Guayaquil, pra Quito, pra Lima, pra São Paulo e finalmente pra Floripa no dia seguinte! Amei Galápagos e posso indicar a todos que curtem natureza e não se importam de ficar sem internet por um tempo. Se curtiram, para relatos mais profundos e específicos de cada lugar com dicas de economia, podem acessar meu blog de viagem, focado em cultura, aventura e natureza: http://rediscoveringtheworld.com
  24. Senhores, bom dia! Dei uma enrolada, mas cá estou para compartilhar nossa experiência (minha e de amigos que me acompanharam) neste paraíso. Primeiramente, agradeço fortemente a página do Melhores Destinos por sempre proporcionar promoções incríveis como esta. O custo da passagem aérea foi de aproximadamente R$ 1.700,00, numa promoção que rolou no mês de Maio do ano passado, se não estiver enganado. Quando informei dois casais amigos sobre a promoção e a possibilidade de viajarmos na semana entre o Natal e o réveillon, ninguém titubeou e compramos na hora. Dispensarei uma redação sobre o quão belo e único é Galápagos, pois, acredito que todos que navegam neste fórum estão super calejados quanto ao tema, focarei nas impressões que tive e nos custos. ================================================================================================================================================== PARTE 1 - OS VÔOS DE IDA E VOLTA Embora o preço adquirido pela passagem tenha sido super atraente considerando o destino, ficamos um pouco insatisfeitos com o serviço de informações que a cia. aérea TAME prestou aos passageiros. O bilhete eletrônico informava o seguinte itinerário: Ida: São Paulo - Quito - Baltra Volta- Baltra - Guayaquil - Quito - São Paulo No entanto, o que aconteceu foi o seguinte: O trecho da ida contemplou uma parada no aeroporto de Lima antes de chegarmos na cidade de Quito, uma escala de aproximadamente uma hora para abastecimento da aeronave, assim como desembarque e embarque de novos passageiros. O mesmo ocorreu na volta à São Paulo! Registro este pequeno detalhe, caso comprem alguma passagem aérea com a cia. aérea TAME, para que não tenham nenhuma surpresa no dia do embarque. =================================================================================================================================================== PARTE 2 - ILHA SANTA CRUZ Entre os dias 27/12 - 30/12 e 02/01 e 04/01 ficamos hospedados na cidade de Puerto Ayora, na Ilha Santa Cruz, a principal do arquipélago no que diz respeito à população e infra-estrutura. É recomendado a hospedagem inicial neste local, pelo menos por uma noite assim que chegar em Galápagos. Afinal de contas, o trânsito entre ilhas ocorre somente em dois horários (7h e 15h), sem falar que você provavelmente estará cansado pra chuchu e penso que, tomar uma ducha, comer algo e caminhar um pouco, jamais será uma má ideia após mais de 10h de viagem. Alguns custos na chegada: Taxa no aeroporto de Quito (NÃO DESPACHEM SUAS MALAS ANTES DE PAGAREM ESTA TAXA!) = 10 USD Taxa de ingresso no parque nacional de Galápagos = 50 USD Barco para atravessar até a ilha Santa Cruz = 1 USD Transporte até Puerto Ayora (busão) = 2 USD Opção de transporte para a cidade são os táxis que cobram entre 18 USD ~ 20 USD Na ilha Santa Cruz desfrutamos das seguintes atividades: Centro de criação de tartarugas Charles Darwin, Tortuga Bay, Las Grietas (2x), Bay Tour e a gastronomia local que é muito boa. Aliás, em Puerto Ayora foi onde comemos melhor! Exceto o Bay Tour que teve um custo de 35 USD por pessoa, todas as outras atividades são gratuitas. Aliás, recomendo que o Bay Tour seja a primeira atividade que façam logo que chegar em Galápagos. Vamos dizer que é uma atividade básica de aproximadamente três horas de duração e que leva os turistas para conhecer os arredores da ilha por via marítima. Pontos de parada contemplam uma área para nadar com leões marinhos, uma visita rápida em Las Grietas e um local chamada de "Playa de los perros" que conta com muitas iguanas, leões marinhos, booby traps (aqueles pássaros com patas azuis) e até mesmo tubarões tintoneras podem ser avistados nesta parada. Informo que esta atividade deverá ser a primeira, pois terá um impacto muito maior que nós tivemos (foi a última coisa que fizemos antes de partirmos). Quando vimos uma iguana ao chegarmos, queríamos tirar fotos o tempo inteiro, fazer selfie, rolar no chão com elas... Depois de dias em Galápagos já tratávamos elas como se fossem pardais! POR ISSO, FAÇAM O BAY TOUR LOGO QUE CHEGARAM, COM CERTEZA FICARÃO MUITO MAIS ENCANTADOS!!!! LAS GRIETAS Este lugar é sensacional, uma fenda vulcânica com água cristalina lotada de peixes. Local perfeito para descansar e praticar snorkeling, a visibilidade é perfeita! No entanto, RECOMENDO ir ao local em dias de semana e/ou bem cedinho, pois há uma garantia maior de desfrutar este local com pouquíssimas pessoas. Aos finais de semana, os locais costumam ir lá, principalmente a criançada. NADA CONTRA, mas nossa estada é de curtíssimo prazo, logo, conseguir desfrutar deste incrível lugar sem muvuca é uma experiência muito agradável! TORTUGA BAY Para chegar a Tortuga Bay é necessário realizar uma caminhadinha de cerca de 30 minutos desde o centro de Puerto Ayora. Digamos que é o único local com cara aquela cara de praia que estamos acostumados em nosso litoral que é possível desfrutar na região. Minha afirmação se refere a um ambiente com uma boa faixa de areia, poucas rochas/pedras, com ondas, etc. Há dois ambientes nesta baía, o primeiro é uma praia brava, com uma faixa de areia branquinha enorme e muitas ondas. Dizem que não é recomendável nadar nela, e sinceramente, é um pouco de drama se você não tiver intenção de praticar snorkeling e quiser só tomar um sol, dar um mergulho e pegar uma onda de leve, algo que estamos acostumados nas praias daqui do Brasil. Caminhando até uma das extremidades, haverá uma praia com uma característica oposta, ou seja, mar parado, água com boa visibilidade para prática de snorkeling, contudo, bem mais povoada. Já afirmo de antemão que nossa experiência com snorkeling neste local não chegou perto da qual tivemos na ilha Isabela... CHARLES DARWIN RESEARCH STATION Info by Google: A Estação Científica Charles Darwin, situada em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz. Os cientistas utilizam a estação como base para a sua investigação dos ecossistemas terrestres e marinhos das Galápagos. Fundada em 1964, a Estação mantém um das mais completas coleções de História Natural de organismos das Galápagos em todo o mundo, incluindo coleções de vertebrados e invertebrados (insetos) e um herbário (plantas). Este local foi nossa primeira atividade em Puerto Ayora e posso afirmar que ver essas tartarugas gigantescas foi uma experiência e tanto! Ao fim do passeio fomos conhecer uma praia que fica próxima ao local, porém, não é das melhores para banho. MUITAS PEDRAS! GASTRONOMIA EM PUERTO AYORA O custo com alimentação não é elevado, definitivamente. Durante o dia sugiro optar pelo "almuerzo" servido nos restaurantes simples da cidade. Há uma rua com uma concentração destes locais que oferecem refeições por cerca de 4 USD, sendo que, são contemplados os seguintes itens: sopa de entrada, prato principal (geralmente peixe ou frango) e um "suco de balde", relaxa, que aparentemente é natural, contudo, foi engraçado quando me serviram o "jugo del día". Uma "chica" foi até o fundo do restaurante, pegou um copo colocou no balcão e com o auxílio de uma concha, mergulhou-a num baldão e trouxe a tona o sucão. Pode tomar sem medo, fiquei nove dias lá e não tive um piriri sequer! No horário noturno, estes mesmos locais atendem com pratos a la carte a preços convidativos. Cerca de 8 USD ~ 10 USD pratos "comuns" e de 15 USD-25 USD algo mais sofisticado como um peixe chamado BRUJO ou lagostas para uma (15 USD) ou duas pessoas (25 USD), ambos casos são servidos com acompanhamentos, geralmente arroz e patacones (uma massa frita feita com banana da terra). Minha sugestão: Comam os peixes encocados, são uma delícia! Na rua principal de Puerto Ayora há restaurantes mais "chiques" e com um cardápio mais variado com muitos pratos da culinária internacional. Não fomos em muitos, pois optávamos sempre em desfrutar da culinária local, porém, há um que gostaria que registrassem aí, se chama Il Gilardino, senão me engano ele está em primeiro no TripAdvisor. Os pratos são um pouquinho mais caros que os servidos pelos restaurantes da rua citada, mas há coisas bem saborosas, minha recomendação é: crepe de frutos do mar (8 USD) e cheesecake de banana (3 USD). Sério, esse crepe é estupidamente gostoso!!!! Vale a pena!!! Tomem o sorvete da marca LOS COQUEROS, são muito saborosos. Meus favoritos eram: Manga, Coco e Naranjilla (uma frutinha típica do Equador/Colômbia/Panamá etc). ==================================================================================================================================================== PARTE 3 - TRÂNSITO ENTRE ILHAS E PASSEIOS AVULSOS - DAYTRIP ATÉ FLOREANA De Puerto Ayora é possível ir as seguintes cidades por conta própria: a. Puerto Villamil (Ilha Isabella) b. Puerto Baquerizo (Ilha San Cristobal) c. Puerto Velasco Ibarra (Ilha Floreana) Há duas saídas diárias, uma pela manhã e outra a tarde. Os horários podem variar um pouco de ilha para ilha, mas no geral são: manhã (7h) e tarde (15h). O custo pode variar um pouco, o padrão é 30 USD o trecho (são duas horas em uma lancha que salta mais que touro mecânico em festa junina) e em alguns casos é possível negociar daytrips para estes lugares em agências ou até mesmo hotéis. Conhecemos um jovem chamado Jhonny Paredes, ele trabalha no Hotel Gardner (nos hospedamos nele quando retornamos a Puerto Ayora) e fechamos ida e volta para Puerto Villamil por 50 USD e um daytrip para Floreana por 65 USD. Este daytrip contemplava o deslocamento na lancha (ida e volta), almoço e passeio com um guia pelo local. No final das contas, valeu o rolê para dizemos que conhemos mais uma ilha, contudo, é muito desgastante e corrido. Imagina o seguinte, você sai de Puerto Ayora por volta das 8h da manhã, com aquele atrasinho típico, saímos às 8h30, beleza. Chegamos em Puerto Velasco Ibarra às 10h30 e até todos estarem prontos para o passeio, ou seja, saírem do barco, irem ao banheiro, tirarem fotos com os leões marinhos que ficam próximos do pier, posso afirmar que começamos a atividade às 11h ou mais. Fomos ilha adentro para conhecermos um pouco da história de povoamento local que envolveu invasões piratas e alemães que fincaram suas raízes naquele local. Depois desse passeio com viés educativo - foi muito bacana! - retornamos para a região próximo do pier e almoçamos por ali. Depois disso, nos levaram para conhecer a praia com areia negra para fazermos um pouco de snorkeling e próximo das 15h tínhamos que retornar para a embarcação. Minha conclusão é a seguinte: Se você está na correria, com poucos dias disponíveis para investir em estadia em outras ilhas, faça os daytrips para ter a experiência de conhecer outros cenários de Galápagos, caso contrário, vá com a lancha em um dia (manhã) e retorne no dia seguinte (tarde). Acaba sendo mais compensador pela taxa de aproveitamento que terá do local, e seu organismo/corpo agradecerá de não ter que encarar 4h num mesmo dia chacoalhando numa lancha em alto mar. ==================================================================================================================================================== PARTE 4 - ILHA ISABELLA Depois de três dias em Puerto Ayora partimos para a cidade de Puerto Villamil, localizada na Ilha Isabella, a terceira maior cidade do arquipélago. Ao chegar no local já sentimos a ambientação totalmente diferente do local anterior, uma cidade menos desenvolvida e populosa, contudo, nossa preocupação era o desfrute das belezas naturais, logo, isso era irrelevante. Passamos o réveillon lá e foi uma experiência bem diferenciada, primeiro por estarmos longe da muvuca - algo que odeio, exceto em shows que adoro ir e olhe lá - e segundo pelo caráter rústico da celebração do povo de Puerto Villamil, aliás, há uma tradição bem interessante deles (equatorianos em geral) para a data, eles promovem uma queima de bonecos em tamanho real que representam figuras públicas e o ano que passou, perguntamos para algumas pessoas, que nos disseram que fazia parte da tradição de final de ano para mandar espíritos ruins embora. Simbolizam a purificação e o afastamento da má sorte e das energias negativas do ano que terminou, pois no geral, eles representam eventos marcantes do ano ou personagens importantes, especialmente os relacionados à política e ao entretenimento. Quase não ceiamos, por conta de um contratempo que tivemos com o restaurante El Velero, aliás, NÃO RECOMENDAMOS ESTE RESTAURANTE. Se por acaso passarem por ele, informem que seis brasileiros que tentaram ceiar no último réveillon mandou beijinhos no ombro, beleza? Aconteceu o seguinte: Procurávamos um local para ceiar na noite do dia 31/12, e um tiozinho nos indicou o restaurante citado. Fomos ao local pela tarde a fim de certificarmos que havia disponibilidade, POIS BEM, foi garantido que poderíamos chegar ao local às 20h30, até aí tudo lindo. Chegamos no horário combinado, sentamos em nossa mesa e ali aguardamos por um tempo. Quinze minutos se passaram, vinte, trinta, até que a paciência do nosso grupo começou a chegar no limite, principalmente das meninas. Fizemos nosso primeiro reclame, questionando o motivo pelo qual não nos haviam servido nem um tira gosto ou bebida e replicaram com a informação de que haviam poucas pessoas na cozinha, contudo, seríamos servidos em breve. Aceitamos tal posicionamento e voltamos ao level de paciência controlado, porém, a bomba explodiu quando mesas frequentadas por nativos da ilha e que chegaram após nosso grupo foram servidos prontamente. Rapaz, não preciso dizer que a mulherada rodou a baiana até que a situação se tornou insustentável e pegamos nosso dinheiro de volta. Próximos das 22h, só com um milagre para conseguirmos outro restaurante disponível para ceiarmos, por fim, depois de perambularmos pela rua principal contando nossa experiência fracassada no restaurante El Velero, conseguimos uma ceia nos 48 minutos do segundo tempo no restaurante El Faro. Longe de ser barato, mas era aquilo ou tentar achar algum espetinho de leão marinho em alguma barraquinha! Por fim, ceiamos uma entrada de polvo grelhado no chimichurri, um prato de lagosta no molho de maracujá, um sorvete de chocolate quase derretido e suco de mamão por 35 USD por pessoa. Para uma ceia de ano novo e pelos itens oferecidos, até que não foi de todo mal. CONCHA Y PERLA Este local foi o responsável por ter provocado a troca da pele de minhas costas inteira, principalmente na incursão que realizamos no dia 31/12, aliás, por este motivo não tive forças o suficiente para aguentar o tranco de ficar altas horas nas ruas de Puerto Villamil. Estupidamente lindo, um dos melhores snorkelings que já realizei na vida, vai, diria que empata tecnicamente com a atividade que realizamos nos Tuneles de Lava, local que detalharei mais adiante. É uma pequena baía perto do pier de Puerto Villamil, é bem fácil chegar lá, porém, o acesso direto está bloqueado por conta de manutenção na trilha. No entanto, dá para chegar a nado, todavia, todo cuidado é pouco pois há muitas pedras e a corrente é forte em alguns pontos. Recomendamos fortemente que comprem sapatilhas de trilha/nado, um dos casais levou e fez a diferença para eles, enquanto eu me ralei todo. Sugiro adicionar uma camiseta leve para nadar, aqueles de corrida são perfeitas para completar o "kit frescura". O kit frescura é de suma importância para minimizar que suas costas adquiram uma tonalidade rosa e você saia d'água no melhor estilo sorvete napolitano, sem falar que salvará sua pele literalmente com relação a cortes bobos. Claro, não deixem de levar um bom snorkel, de preferência de vidro, pois os de acrílico embaçam muito. Dica para snorkels de vidro novos não embaçarem: a. Passem pasta de dente por dentro e fora e deixe-a de 8-10 dias descansando. Depois limpa e já era! b. Pegue um isqueiro e acenda próximo da lente por dentro e por fora. O objetivo é queimar a película de cera que vem de fábrica nos equipamentos novos. Anotaram aí? Beleza! Agora, sabe porque queimei minhas costas desse jeito, sem falar na quantidade de rasgos que trouxe para casa? Não fiz a lição de casa e deixei de utilizar os itens do kit frescura. Mesmo tendo passado protetor solar nas costas inteiras, o bonitão aqui perdeu a noção do tempo e ficou fazendo snorkeling por mais de TRÊS HORAS!!! E NÃO ME ARREPENDO NENHUM POUCO, POIS FOI ANIMAL, LITERALMENTE! Tivemos a oportunidade de nadarmos com uma família de tartarugas gigantes, raias de variadas espécies, sobretudo a manta, uma raia preta gigantesca. Sem falar na quantidade e variedade de peixes que passavam por nós, um pinguim maroto, enfim, até escorreu uma lágrima aqui pois quero voltar para lá AGORA! O local também serve de abrigo para lobos marinhos, aves e muitos crustáceos. TUNELES DE LAVA Este foi o passeio mais caro da viagem, nos custou 75 USD, e tem uma duração aproximada de 4h, além de um lanchinho incluso. Primeiramente, gostaria de afirmar que este passeio é imperdível, desculpem a redundância em informar que tudo foi muito legal e incrível, exceto a ceia do restaurante EL VELERO, guardem bem este nome! Vocês podem fechar o passeio com uma das agências que há no centro da cidade ou diretamente no hotel, como fizemos. Fomos com o guia Richard, inteligentíssimo e muito gente boa. O passeio consiste na visita a um acidente vulcânico em alto mar e snorkeling em dois pontos. Toda a lava que ali enrijideceu sem uniformidade nenhuma - óbvio - acabaram formando esta paisagem cheia de tuneis e caminhos, lar de muitos animais endêmicos do arquipélago, sobretudo do tubarão tintonera (tintureira) que procura estas regiões com túneis para descansar quando as águas estão mais frias. Posso afirmar que este passeio foi memorável pelo simples fato de que um leão marinho veio em direção ao nosso grupo e sua decisão foi de interagir e ficar brincando conosco. Foi demais, deem uma olhada nas fotos abaixo: VULCÃO SIERRA NEGRA Um dos dias optamos por uma atividade terrestre, estávamos cansados de brincar de peixinho. Fechamos diretamente no hotel o trekking no Vulcão Sierra Negra, o mais antigo da ilha e considerada a segunda maior abertura do mundo com 10 km de raio. O passeio é extremamente recomendado para quem está em dia com o condicionamento físico, afinal de contas, é uma jornada que totaliza 16 km ida e volta, portanto, #ficaadica. O custo do passeio é de 35 USD e há um lanchinho incluso quando atingirem o ponto final da trilha na ida. Ele é um dos vulcões mais ativos de Galápagos, tendo a mais recente erupção histórica em outubro de 2005. O mais interessante do passeio nem é avistar a cratera e sim o ecossistema num todo, por exemplo, neste trekking caminhamos na lateral da cratera e podemos visualizar pequenas fendas geradas por conta da atividade vulcânica que liberam enxofre na atmosfera. O cheiro não é dos mais agradáveis, mas é bem quentinho próximo destas cavidades! Outro lance muito bacana é ver a transição do ambiente com terreno de lava seca de milhares de anos atrás passando por áreas mais escuras que estão ali por conta de atividades mais recentes. =========================================================================================================================================== PARTE 5 - HOSPEDAGEM E DINHEIRO Consideramos realizar as reservas de hotel com antecipação, afinal de contas, era semana de festas de final de ano e ficar à deriva não era uma opção. Fizemos todas as reservas através do Booking.com, porém, nos surpreendemos ao chegar e vermos um local que havia muita oferta hoteleira em relação a demanda. Era muito comum no pier de Puerto Ayora encontrarmos representantes de hotéis abordando as pessoas sobre hospedagem. Nosso custo foi o seguinte: Hotel España (Puerto Ayora) - 50 USD + taxas , totalizando 60 USD por casal Hostal Sula Sula (Puerto Villamil) - 50 USD + taxas, totalizando aproximadamente 60 USD por casal Hotel Gardner (Puerto Ayora) - 30 USD por casal O hotel mais baratinho aí conseguimos negociando localmente com o dono, por conseguinte, cancelamos a reserva que havíamos feito e assim conseguimos economizar um pouquinho. Embora eu já tivesse lido em outros relatos que o custo médio de hospedagem por casal era algo próximo a 30 USD, aceitamos o fato de pagar mais caro por ser final de ano e achávamos que tudo estaria inflacionado por conta disso, ledo engano. Outra coisa que quero informá-los é sobre dinhero. Tentem levar em espécie já que poucos locais aceitam cartão, exceto restaurantes e lojas da avenida principal de Puerto Ayora e geralmente cobram uma taxa para este tipo de pagamento, além disso, evitem notas de 100 dólares, digo isso por conta da dificuldade em conseguir troco. Caso consigam, levem bastante trocado, notas de 5, 10 e 50 dólares! Acho que é basicamente isso, manterei o tópico atualizado conforme for lembrando de algum detalhe que tenha deixado escapar! E não hesitem em contatar, beleza pura? [attachment=0]20150101_215359_1.jpg[/attachment]
  25. Referência (agosto/2016) 1 dólar = 3,30 reais Calle Larga, uma das ruas coloniais de Cuenca Localizada no interior do Equador, um pouco fora da rota tradicional dos turistas está Cuenca, uma joia colonial com um centro histórico belíssimo, digno do título que recebeu: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Cuenca foi fundada em 1557, e hoje, com pouco mais de 330 mil habitantes, é a terceira maior cidade do Equador. Ao chegar, você já nota um forte contraste: de um lado do rio, a cidade antiga, muito bem conservada; do outro, a cidade nova, com edifícios modernos e grandes avenidas. E não importa o lado que você ficar: ambos são belíssimos. Ruas de Cuenca Como chegar? Para chegar em Cuenca, o ideal é partir de Guayaquil. Um ônibus entre as duas cidades custa 8 dólares e demora cerca de 4 horas. A rodoviária de Cuenca está a uma caminhada de 20 minutos do centro histórico. Hospedagem O melhor lugar para se hospedar em Cuenca é no centro histórico, preferencialmente perto da catedral e do Parque Calderón. Nós ficamos no Hotel Catedral (https://www.expedia.ca/Cuenca-Hotels-Hotel-Catedral-Cuenca.h13334625.Hotel-Information), provavelmente o hotel mais bem localizado da cidade. Fica bem atrás da Catedral, e é ótimo para quem viaja em casal ou em família (um quarto de casal custa 38 dólares). Quem busca hostels deve procurar pela rua calle larga. Uma cama em um quarto compartilhado fica na faixa de 6 a 10 dólares. Comida Cuenca possui vários restaurantes para todos os bolsos. Se quiser comer em um lugar mais turístico, espere pagar algo entre 3 e 10 dólares. Se quiser economizar, pode comer nos mercados ou nos restaurantes próximos a eles. Os pratos por aí saem entre 1,50 e 3 dólares. Segurança Cuenca nos pareceu uma cidade muito segura, inclusive para se caminhar com a câmera pendurada no pescoço. Depois das 20h o movimento das ruas simplesmente acaba, e as ruas ficam mais desertas. Apesar de continuar parecendo seguro, convém tomar um pouco mais de cuidado pela noite. O que fazer em Cuenca? Uma simples caminhada pelo centro histórico já é um passeio encantador. A rota clássica é partir da Catedral e caminhar toda a calle larga até o Museu Pumapungo. De lá, desça até o rio e volte beirando-o até chegar novamente ao centro. Procure o centro de informações turísticas (em frente ao Parque Calderón) para pegar um mapa. A beleza da arquitetura colonial de Cuenca Se tiver pouco tempo ou simplesmente não quiser caminhar muito, considere pegar o ônibus turístico para conhecer a cidade, custa 8 dolares e te leva para 2 roteiros diferentes - Nosso relato aqui http://mundosemfim.com/passeando-com-o-onibus-turistico-em-cuenca-equador/ Alguns pontos imperdíveis: Parque Calderón Apesar do nome, o parque calderón é, na verdade, uma praça (também é conhecido como Plaza de Armas). Localizado em frente à catedral, o parque Calderón faz homenagem a Abdon Calderón, um herói da Guerra da Independência do Equador que morreu com apenas 16 anos. No meio da praça está uma estátua do herói, cercada por 8 araucárias. Catedral A catedral de Cuenca é, sem dúvidas, o edifício mais impressionante da cidade (e, talvez, do país). Com um porte imenso, esta catedral demorou 100 anos para ser construída, e nunca chegou a ser finalizada. Um erro em seu projeto não permitiu que as torres frontais fossem finalizadas, devido ao excesso de peso. Mas tudo bem: isso dá um charme a ela. A visitação à igreja é gratuita. Se quiser, por 2 dólares é possível subir às cúpulas para ter uma bela vista da cidade. Mercados Cuenca possui dois mercados, localizados a uma curta caminhada a partir do Calderón. Apesar de não serem tão grandes, são muito interessantes para comprar comidas típicas. Mirador Turi O mirador Turi está localizado sobre um dos cerros que cercam Cuenca. Lá de cima é possível ter uma bela vista da cidade, tanto do centro histórico quanto do lado moderno. Por 25 centavos é possível usar um de seus binóculos. Este mirador faz parte do recorrido do ônibus turístico. Museu do Chapéu Panamá O famosos Chapéus Panamá não são panamenhos, mas sim equatorianos. A confusão do nome começou na construção do Canal do Panamá: o equador exportou para lá diversos de seus chapéus, para que fossem usados pelos trabalhadores do canal. Em uma visita ao Panamá, o então presidente dos EUA, Roosevelt, usou um destes chapéus. A partir daí, eles ficaram mundialmente conhecidos como chapéu do Panamá. Estes chapéus, originalmente chamados de chapéu de palha toquilla, estão tão ligados à cultura do Equador que o país está tentando conseguir para eles o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Cuenca é uma das cidades equatorianas reconhecidas por produzir chapéus de excelente qualidade. Se quiser conhecer melhor a história e o processo de fabricação, faça uma visita à sua fábrica e museu. Lá é possível comprar um chapéu autêntico a partir de 30 dólares. Este museu faz parte do recorrido do ônibus turístico. Museu Pumapungo Com entrada gratuita, este belíssimo museu tem apresentações de arte moderna e também uma grande galeria contando a história dos povos que viveram no Equador. Visita obrigatória para quem quer conhecer melhor a história do país. Atrás do museu é possível visitar um bonito parque com ruínas incas. O museu está pertinho do centro da cidade, vá caminhando que nao tem erro... Parque Nacional El Cajas Este belíssimo parque está localizado a pouco mais de 30km de Cuenca, e é visita obrigatória para quem curte fazer trilhas. A entrada ao parque é gratuita, e lá é possível acampar por 4 dólares por pessoa. Um ônibus de Cuenca até o parque custa 2 dólares. Nosso relato do paque, aqui http://mundosemfim.com/conhecendo-o-parque-nacional-el-cajas-equador-sem-gastar-quase-nada/ Para mais relatos de lugares bacanas e acompanhar nosso mochilao de volta ao mundo, curtam nossa página no face: http://www.facebook.com/mundosemfimoficial Estamos tentando passar pra cá os relatos e contribuir mais com vcs, mas as vezes falta tempo
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