Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''uruguai''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Fóruns

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
  • Destinos
    • América do Sul
    • África
    • Ásia
    • América Central, Caribe e México
    • Brasil
    • Europa
    • Estados Unidos e Canadá
    • Oceania
    • Oriente Médio
    • Volta ao Mundo
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar: Grupos e Eventos
  • Equipamentos
    • Equipamentos de Camping e Aventura
  • Avaliações
    • Avaliações
  • Estilos de Viajar
    • Mochilão Roots
    • Trekking e Montanhismo
    • Viagem de Barco ou Navio
    • Viagem de carro
    • Cicloturismo - Viagem de Bicicleta
    • Viagem de moto
    • Vanlife: Viver e viajar em uma casa sobre rodas
  • Classificados
    • Classificados
  • Central de Caronas
    • Caronas
  • Outros Assuntos
    • Papo Mochileiro e Off Topic
  • Blogs de Viagem
    • Blogs de Viagem
    • Posts
  • Guia do Mochileiro
    • Guia do Mochileiro
  • Relatos de Viagem
    • Enviar Relato de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Arquivo
  • Ajuda e Suporte
    • Ajuda & Suporte

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 38 registros

  1. Para quem vai vir curtir a Oktober Fest, nada melhor que um camping Indoor a poucos metros da OktoberFest no Parque Vila Germânica ( serviços 24 horas, serviço de bar, banheiros, wi-fi, sinuca, local murado, segurança, estacionamento privado) R$50 por dia/noite O Camping é dentro de um ginásio de esportes radicais, com espaço para churrasco e festas! Quem tiver interesse, entrar em contato: +55 47 99196-0638
  2. Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente. Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/consideracoes-minha-experiencia-de.html Lista de Posts - meu intercâmbio para o Uruguai: https://viagensdosrochas.blogspot.com/search/label/URU - Intercâmbio em Montevideo c%2F passeios em Punta del Este. Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (Minas) [Fev a Mar%2F17] Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma: 1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Índice dos Relatos de Viagem; 5) Considerações Finais. 1) Alguns dados interessantes do Uruguai O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos. Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar. Mate uruguaio. O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul. Fonte Pesquisada: http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai 2) Por que estudo Espanhol? Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim. Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador. Touradas, na Espanha. Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio. Festa dos Mortos, no México. Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia. 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol. Montevideo, capital do Uruguai. Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!]. Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio. Praça Independência, Montevideo. Monumento Los Dedos, em Punta del Este. Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol. Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai. Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país. E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira. Milanesa Pollo Napolitana con fritas. "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão. Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente. O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo... "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro." Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua. Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês. 4) Índice dos Relatos de Viagem Intercâmbio no Uruguai [05/02 a 04/03/17] Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar o índice dessa viagem: E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto 5) Considerações Finais: Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante. Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem! Caso queira acessar a lista de posts referentes a essa viagem diretamente pelo blog clique AQUI ou na imagem abaixo: Clicar: [Índice do Relato de Viagem: Intercâmbio]
  3. O Uruguai é um pequeno país que faz fronteira com o Brasil através do Rio Grande do Sul. Saiba o que fazer por aqui, em especial em sua capital: Montevideo. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/montevideo-uruguai-dicas-de-roteiro.html Conhecendo o Uruguai O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, chegando a ter algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos. Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar. Mate uruguaio. O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul. Quando Ir? Se a dúvida é quando ir pro Uruguai e qual a melhor época pra viajar pra lá há uma simples questão que faz toda a diferença: o clima. Os dias mais quentes coincidem com a alta temporada e consequentemente com preços mais elevados. Por outro lado, fora desse período, muita coisa fecha e você pode encontrar algumas cidades “às moscas”. Durante a temporada de verão, as praias e cidades balneário ficam cheias de turistas. O foco é o litoral. Nos dias mais frios, dá pra aproveitar cidades que não dependem do mar, como Montevidéu e a charmosa Colonia del Sacramento. Resumindo, a melhor época para viajar para o Uruguai coincide com o nosso verão, de Dezembro ao Carnaval. Novembro e Março também são boas alternativas, já que os dias ainda estão quentes e o movimento ainda não acabou. Se você for em outro período é bom ficar atento a quais cidades vai visitar. Montevideo, a capital do Uruguai Montevideo é a capital e maior cidade do Uruguai e também a sede administrativa do Mercosul, localizada na zona sul do país, às margens do rio da Prata. É a cidade latino-americana com a melhor qualidade de vida e se encontra entre as 30 mais seguras do mundo. Apesar de não ter tantos prédios com arquitetura esplendorosa como Buenos Aires, Montevideo é uma cidade bastante interessante para o turismo, com a maior parte de seus pontos turísticos podendo ser percorridos à pé. Como chegar? O principal meio de entrada no país é por Avião [através do Aeroporto de Carrasco], mas também pode-se chegar a Montevideo de carro ou ônibus. Montevidéu está a cerca de 2.000 km de São Paulo e 868 km de Porto Alegre. A viagem de ônibus de São Paulo a Montevidéu demora cerca de 30h e é um pouco cansativa. Atualmente, existem duas empresas que fazem o trajeto, que saem de São Paulo, Curitiba, Joinville, Camboriú, Florianópolis, Porto Alegre e Pelotas: EGA e TTL. Também é possível chegar a cidade de barco, desde Buenos Aires, na Argentina. Existem duas formas de chegar: direto de Buenos Aires em uma viagem de 3h30 de barco rápido ou via Colônia do Sacramento, em uma viagem combinada de Barco + Ônibus. As três companhias que fazem o trajeto de barco de Buenos Aires a Montevideo são: Buquebus, Colônia Express e Seacat Colônia. Para ir de carro do Brasil para Montevidéu, existem duas principais opções: Entrar no Uruguai por Jaguarão ou pelo Chuí. Para entrar pelo Chuí, o turista deve sair de Pelotas e pegar a BR-392 com destino ao Rio Grande do Sul e então a rodovia BR-471 até o Chuí. Do Chuí, deve-se pegar a rota 9 até Montevidéu. Este caminho percorre o litoral do Uruguai com belas praias. Para entrar por Jaguarão, o turista deve sair de Pelotas e pegar a rodovia BR-116. Chegando em Jaguarão, deve-se pegar a Rota 8 até Montevidéu. Este caminho é mais curto em distância. O que fazer em Montevideo? Antes de começarmos a falar sobre a cidade, saiba de duas coisinhas bem importantes: ¡La propina! Você pode não saber, mas no Uruguai é muito comum que em diversos serviços, seja paga sempre uma propina, isto é, a gorjeta. Fique de olho para não pagar mico, já que quem pede a "propina" considerará que você foi rude ou que ele te atendeu mal, caso não receba nada. É comum dar gorjetas ao pagar a conta dos restaurantes, bares, lanchonetes e dos táxis. Em supermercados e Fast Foods como o McDonald's e Burger King isso já não é feito. No Brasil, 10% do valor da conta é um número de referência para quase todas as gorjetas. Apesar disso, No Uruguai é normal as gorjetas não serem exatamente os 10% do valor da conta, mas sim um valor que gire entre 5% e 15%, dependendo da avaliação do comprador. Câmbio Uma boa dica para que seu câmbio renda melhor é comprar uma parte no Brasil e o restante no Uruguai, assim certamente você pagará uma taxa melhor. Existem muitas coisas para se fazer em Montevideo, mas por enquanto, vamos nos centrar sobre os passeios essenciais para quem quer curtir e conhecer melhor a cidade em apenas alguns dias. Conhecendo o país em poucos dias... Plaza Independencia A principal praça da cidade, a Plaza Independencia, ou Praça Independência, em português, fica na divisa entre o Centro de Montevidéu e a Cidade Velha. No meio da praça eleva-se a estátua de General Artigas, herói nacional. Embaixo dela estão os seus restos mortais, no Mausoléu localizado no subsolo, que é vigiado por dois guardas durante todo o período de visitação. Ao redor da Plaza Independencia estão o Teatro Solís, o Museu da Casa do Governo [museu dos presidentes do Uruguai] e a Puerta de la Ciudadela. Bus Tour Uma boa ideia para se conhecer um pouco da cidade é realizar um City Tour de Ônibus pela capital, que é oferecido normalmente em um desses idiomas: Português, espanhol ou inglês. Na Plaza Independencia existe uma cabine que oferece esse serviço. Ciudad Vieja A Ciudad Vieja, ou Cidade Velha, em português, é o centro histórico de Montevideo. Lá estão diversas empresas públicas e estatais, além de bares, restaurantes e museus. Entre os destaques estão o Museu Al Pie de la Muralla, que conta a história de Montevidéu antiga, o Cabildo de Montevidéu, Casa General Fructuoso e o Palácio de Artes Decorativas Tarancó. É lá que também estão a Catedral Metropolitana de Montevideo, a Praça da Constituição e o Banco de la República Oriental del Uruguay, um edifício suntuoso e muito bonito. Você pode passear pela Cidade Velha de Montevidéu e terminar com um belo almoço no Mercado do Porto. Mercado del Puerto O centro gastronômico de Montevidéu, o Mercado del Puerto, ou Mercado do Porto, em português, reúne diversos restaurantes especializados em parrillas, além de lojinhas de artesanato e alfajores. É um lugar imperdível para quem visita a cidade. Ao lado, está o Museu do Carnaval, que conta a história do carnaval no Uruguai. Letrero de la Ciudad O famoso letreiro da cidade fica em Pocitos, em um jardim logo no começo da praia. As cores do letreiro são mudadas de acordo com os eventos do mês. É a queridinha do Instagram e quase todo mundo que foi para Montevidéu tem uma foto com o letreiro da cidade. Palácio Legislativo Inaugurado em 25 de agosto de 1925, o edifício é o mais imponente marco arquitetônico da cidade, rico em detalhes e história. Tem 27 cores diferentes de mármore que ornamenta tanto a parte externa como interna. O palácio legislativo é a sede do parlamento uruguaio e fica aberto ao público através de visitas guiadas que costumam acontecer durante os dias da semana. Praya de Pocitos A Praia de Pocitos é rodeada de prédios residenciais com areia fina e branca e é a mais concorrida pelos turistas durante o verão. Pocitos é o bairro residencial e comercial mais povoado de Montevidéu, contando com muito comércio, restaurantes e serviços. Também é muito frequentada por turistas e moradores da cidade. Conocer el Carnaval Uruguayo O Uruguaio é o país com o carnaval mais longo do mundo, com uma duração de mais de 40 dias de festa. Ocorre geralmente de Janeiro a Março, com muitas celebrações em sua capital, Montevideo. O festival é realizado no mesmo estilo europeu, com elementos culturas bantu e também Angola Benguela importado com os escravos nos tempos coloniais. As principais atrações do carnaval uruguaio incluem dois desfiles coloridos chamados de Desfile de Carnaval e Desfile de Llamadas o Comparsas. Durante os 40 dias, teatros populares chamados tablados são construídos em muitos lugares ao longo das cidades, sobretudo na capital uruguaia. Tradicionalmente, os diferentes grupos de carnaval, chamados principalmente de murgas, lubolos ou parodistas, realizam uma espécie de ópera popular nos tablados, isso tudo ao som do tamboril, executado por foliões que também usam os trajes do festival. Conhecendo o país em muitos dias... Caso queira aprender mais sobre a cultura do país e também seu idioma, uma boa ideia seria fazer um intercâmbio de algumas semanas ou até mesmo de alguns meses. Estudar línguas em um intercâmbio Fazer um curso de idiomas no exterior é um excelente método para aprender ou aperfeiçoar uma nova língua. Assim, você vivenciará a cultura e o dia-a-dia do país e terá a experiência em aprender o que acontece dentro e fora da sala de aula. Uma boa opção de escola é a Academia Uruguay, uma das mais tradicionais do país, que é especializada em ensino do idioma espanhol para estrangeiros. É certificada pelo Instituto Cervantes, [email protected] Internacional e pelo MEC – Ministério de Educação e Cultura do Uruguai. Essa escola está localizada na capital do país e oferece exclusivamente cursos de espanhol para estrangeiros, oferecendo cursos individuais e em grupo para estudantes de todos os níveis, do "iniciante" ao "avançado" e inclusive para professores de espanhol e iniciantes brasileiros. Em todos os níveis, os professores usam uma grande variedade de situações de aprendizagem, misturando a comunicação oral em diferentes situações, a compreensão do material áudio e vídeo, a leitura de textos, etc. Cada nível contém um conteúdo dedicado à vida social, cultural, política e à história do Uruguai e da América Latina. As aulas incluem passeios extra-curriculares semanais opcionais, com o objetivo de imergir o aluno na cultura do país. Paseo de las Antorchas: Um dos inúmeros passeios indicados pela Academia Uruguay. Vale lembrar que a escola ainda oferece diversos tipos de hospedagens. Um tipo bem interessante é se hospedar dentro da própria escola, com quartos individuais para cada aluno ou quartos para casal. Também é possível optar por ficar em um hotel, hostel ou na casa de amigos e parentes. Outra opção para uma imersão ainda maior seria a de se hospedar na casa de uma família uruguaia. Nas Redondezas Depois de tudo o que escrevemos, é certo que já sabemos que Montevideo possui atrações muito interessantes e charmosas, mas convenhamos, quem não quer conhecer um pouquinho mais de um país? Para isto, confira agora mais algumas excelentes opções de passeios que podem ser feitos sem se afastar tanto assim da capital uruguaia. Mas antes disso, confira a dica abaixo: Cecília Regules Viajes Caso tenha interesse em fazer excursões de forma mais simples e facilitada, uma boa opção é a Agência da Cecília Regules, que fica na Plaza Independencia. Para chegar lá faça assim: - Atravesse a Plaza Independencia [seguindo o sentido para onde a estátua do cavaleiro está apontada]. - Passe pelo Portal da Ciudad Vieja e atravesse a rua... - Pertinho dali [à esquerda] está uma galeria, procure por uma plaquinha com algumas ofertas de Tours pelo Uruguai. É bem fácil pois a placa chama muita atenção. Os preços da agência também são muito bons [uma dica é levar algum dinheiro do Brasil, pois assim o seu poder de compra irá aumentar bastante na hora de fechar algum passeio]. - Entre na galeria e depois vire à direita, e pronto, já está de cara na agência. Uma vantagem daqui em relação a outras agências de turismo é que eles atendem as pessoas em português, espanhol, inglês e até mesmo em outras línguas, como francês, italiano e alemão. Isso ajuda bastante pra quem não tem nenhum domínio da língua espanhola. Cecília [à esquerda] e uma moça alemã que estava trabalhando na loja [à direita] na foto. Caso queira conhecer mais sobre essa agência clique no link abaixo: https://www.ceciliaregulesviajes.com/es/agencia Todos os destinos descritos abaixo nesse tópico também possuem excursões realizadas por eles. Então, se estiver na capital do país não deixe de conferir seus serviços, pode ser que você queira realizar algum de seus passeios. Sem mais delongas, vamos continuar... Punta del Este, Uruguay Punta del Este, localizada no departamento de Maldonado, é a cidade mais visitada do Uruguai. Está entre os 10 balneários de luxo mais famosos do mundo e é um dos mais charmosos da América Latina, oferecendo tanto praias oceânicas (oceano Atlântico) quanto de rio (Rio da Prata). É uma cidade sofisticada com suntuosos casarões, modernos edifícios de grande altura, um porto com grande infra-estrutura e capacidade de desembarque, locais comerciais de importantes marcas, restaurantes, cassinos e vida noturna agitada. Tem como os seus principais pontos turísticos: Punta Ballena, Museo Casapueblo, Monumento Los Dedos e o Puerto de Punta del Este. Colonia del Sacramento, Uruguay Colonia del Sacramento é possivelmente a cidade mais charmosa do Uruguai. Tem um “quê” colonial de Tiradentes e Paraty. Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1995, a cidade fundada por portugueses e disputada durante anos por Portugal e Espanha faz um convite a voltar ao passado através de uma caminhada por seu centro histórico. Cabo Polonio, Uruguay Até pouco tempo, Cabo Polonio não tinha energia elétrica nem água encanada. Hoje alguns hotéis já recebem eletricidade e outros usam energia solar ou eólica, mas o charme continua o mesmo. Para chegar nessa pequena vila, encravada dentro de um parque nacional, é preciso “pegar carona” em caminhões adaptados que cruzam as dunas. Durante o verão, o público é bem jovem e muita gente se hospeda por aqui. Salto del Penitente (Minas), Uruguay O Parque Salto del Penitente é um dos principais destinos turísticos do departamento de Lavalleja, na cidade de Minas. O lugar é privilegiado pela sua paisagem montanhosa. O parque é um lugar mágico e maravilhoso e possui uma quantidade de atividades para fazer que realmente atendem a todos os gostos. Por um lado tem-se a beleza natural da queda d'água, onde é possível nadar e relaxar quando a temperatura assim permite, e por outro também é possível praticar o turismo de aventura, realizando cavalgadas dentro do parque e da Villa Serrana, caminhadas por três trilhas de diferentes exigências ou quem sabe se arriscar num rapel ou ainda atravessar de um lado ao outro na enorme tirolesa que o lugar abriga. Também é possível se hospedar nos alojamentos ou ainda acampar com uma barraca em áreas delimitadas pelo pessoal da organização do parque. Buenos Aires, Argentina Buenos Aires é a capital da Argentina e também a segunda maior área urbana da América do Sul, ficando atrás apenas de São Paulo. É uma das cidades mais europeias de nosso continente, devido à sua evolução histórica, com uma sociedade formada a partir da vinda de imigrantes italianos, ingleses e judeus russos. Buenos Aires, assim como as grandes cidades do mundo, possui inesgotáveis opções de turismo. A seguir estão listados alguns dos famosos pontos turísticos que existem por aqui: Casa Rosada, Plaza de Mayo, Av. 9 de Julio, Caminito, Teatro Colón, Museu de Arte Latinoamericana, Museu Nacional de Belas Artes, Puerto Madero, La Bombonera, Floralis Generica e por aí vai... Entendendo as comidas do Uruguai: Para um brasileiro comum, que não tem conhecimento algum da culinária do país, é possível que ele fique achando que os uruguaios comam apenas refeições baseadas em um prato de carne gigante, com muita batata e queijo derretido, mas não é bem assim, existe muito mais a ser explorado e acredite, saber isso fará muita diferença, especialmente para quem deseja ficar por aqui por mais tempo. Observe agora uma boa lista do que é possível se comer por aqui. Salgados: Las Empanadas: As empanadas, seja na Espanha ou em quase todos os países da América Latina, é o equivalente ao nosso pastel em português, sendo uma preparação de massa individual de massa de farinha recheada e assada em forno ou frita. A empanada típica tem a forma de uma meia-lua, devido a ser iniciada com uma rodela de massa que é recheada e dobrada sobre si mesma; o recheio pode ser de carne, aves, pescado, vegetais ou frutas. La milanesa a la napolitana: Esse é um prato originário de Buenos Aires, na Argentina, e consiste em carne, geralmente de vaca, coberta de salsa, tomate e queijo. La Pascualina: A Torta Pascualina ou simplesmente Pascualina [maneira de nomeá-la em países como a Argentina e Uruguai] é uma tarta, normalmente salgada, típica da Ligúria [mais propriamente do Genovesato] que é preparada em várias localidades italianas com diferentes características [às vezes também em versões doces]. Assado no forno, é típico da época da páscoa. No final do século XIX, uma grande imigração italiana chegou ao Uruguai e Argentina e este alimento com o passar do tempo tornou-se parte da comida típica do Rio da Prata. Refeição Principal: El asado / barbacoa / parrilla / parillada: É uma técnica culinária pela qual os alimentos [geralmente pedaços de carne] são expostos ao calor do fogo ou às brasas, para que cozinhem lentamente. O calor é gradualmente transmitido para a comida, que geralmente é suspensa sobre o fogo ou perto das brasas. O fogo é obtido a partir de carvão ou madeira, embora também existam grelhadores a gás. As madeiras mais comumente usadas são madeiras nobres como carvalho, mesquite, quebracho ou coroa, que queimam em altas temperaturas e por um longo tempo. Embora a carne mais utilizada seja a bovina, também são usadas a carne de porco assada, cordeiro, cabrito, peixe, frango, camarão e salsichas diversas. La Pasta: No Uruguai, esse é o equivalente ao nosso habitual macarrão. Aqui, podem ser divididos entre los fideos, los ravioles, los ño quis e por aí vai. O que muda, basicamente, é o formato do macarrão. El Chivito: O famoso Chivito uruguaio é uma combinação única de carne, queijo, presunto, bacon, ovo, alface, tomate e maionese cobertos por dois pães. É um símbolo da gastronomia uruguaia e fez-se famoso de uma forma quase que insólita. Pizza a metro: Uma forma diferente de se comer pizza quando se está com muitas pessoas é comprá-las no metro, algo típico daqui, em especial em sua capital, Montevideo e em outras cidades grandes do país, como Punta del Este. Algo interessante é que em alguns estabelecimentos são oferecidas pizzas para uma única pessoa, que costumam ter um formato retangular, ao invés do redondo, que estamos acostumados. Pratos leves: Vou colocar aqui pratos mais leves, que facilmente poderiam substituir uma refeição tradicional. Los Panchos: No Uruguai, o pancho seria o equivalente ao nosso cachorro-quente, porém com algumas diferenças. Normalmente possuem uma linguiça fina e com uns 30 cm de comprimento, queijo por cima e um pão mais comprido e o estreito que o que comemos por aqui no Brasil. Milanesa al Pan: Basicamente um pão com uma carne enorme, os uruguaios adoram comer carne! As Sobremesas [Los Postres]: La pastaflora: Essa é uma tarta artesanal típica das gastronomias argentina, paraguaia e uruguaia. Geralmente é composta de uma massa coberta com doce de marmelo, embora outros recheios como batata-doce, goiabada ou doce de leite também possam ser usados. É adornado com tiras finas da mesma massa, dando um padrão de grade romboidal na camada doce. O cozimento é cozido e é um acompanhamento típico para o lanche ou mate, ou a qualquer hora do dia. Las Tartas: Uma tarta [do francês tarte], também chamada de torta ou simplesmente de pastel, é um tipo de sobremesa redonda, doce ou salgada, feita com uma massa em um molde de paredes baixas, que é assado e recheado ou coberto com vários ingredientes que geralmente são misturados com ovos, leite ou creme. Equivale ao nosso bolo. [Ficou um pouco estranho e confuso, mas é isso mesmo - Para eles o nosso pastel equivale a empanadas e o nosso bolo é chamado de pastel por eles] Los Alfajores: O Alfajor é um doce de origem árabe, e por aqui foi melhorado com doces de origem uruguaia [como o doce de leite]. As Frutas: Abaixo está uma lista com algumas das frutas que são comuns no país. E para fechar os alimentos... As Bebidas: E isso é apenas um pouco do que existe nesse país. Caso tenha a oportunidade de conhecer o Uruguai pessoalmente, tenho certeza que você será capaz de encontrar outros tipos de alimentos e refeições que existem por lá. Outras coisas para se fazer em Montevideo: Se você chegou até esse ponto já percebeu que existe um verdadeiro mundo a ser explorado na capital uruguaia, mas nem por isso acabamos de citar tudo. Confira agora outras atividades que também podem ser muito interessantes, principalmente se resolver ficar aqui por mais tempo. Los Casinos Seja em Punta del Este, Montevidéu, Colonia del Sacramento ou outras cidades do país, uma grande atração para nós brasileiros são os casinos. O mais famoso deles é o Casino Conrad, em Punta del Este. Los Parques de Montevideo A cidade é muito arborizada e possui alguns parques grandes. Os mais famosos são o Parque Rodó [muito acessível, você pode entrar pela rambla], o Parque del Prado, onde acontecem diversos eventos e onde está o jardim botânico da cidade, e o Parque Battle. Estádio Centenário y Museo del Fútbol O Estádio Centenário foi sede da Primeira Copa do Mundo, em 1930, onde o Uruguai se consagrou campeão. Lá também está o primeiro museu do futebol do mundo, reconhecido pela FIFA. Mercado Agrícola de Montevideo O Mercado Agrícola de Montevideo é bastante visitado por turistas e locais. Lá você encontra frutas, temperos, secos e molhados e guloseimas de todas as espécies. Além disso, o mercado tem cervejaria, sorveteria e restaurantes. Ideal para quem quer provar todos os sabores do Uruguai em um só lugar. Shoppings de Montevidéu Os principais shoppings de Montevidéu são o Shopping Punta Carretas, que antes abrigava um presídio e o Shopping Montevideo no bairro do Buceo. Bacana para quem quer ver umas vitrines e dar uma volta por aí ou quem sabe até apenas curtir um cineminha com o(a) companhaeira(o) ou com os amigos. Bodegas de Vino Existem algumas bodegas que abrem as portas para os visitantes regularmente, como a Bodega Bouza e a Bodega Juanicó. Nestas bodegas você poderá conhecer o processo de fabricação dos vinhos uruguaios, além de degustar os vinhos produzidos na vinícolas. Além disso, há a opção do almoço completo harmonizado com o vinho da casa. Imperdível para quem gosta de experiências gastronômicas. Presentación de Tango Apesar de a Argentina ser uma referência nesse estilo de música, os uruguaios também não fazem feio e possuem apresentações regulares nos mais diversos pontos da cidade, com destaque especial para os bares mais populares. Fortaleza del Cerro de Montevideo A Fortaleza del Cerro é um museu militar que fica no ponto mais alto da cidade (134 metros sobre o nível do mar), o único morrinho que a gente vê com facilidade nessa Montevidéu predominantemente plana. A área hoje abriga o Museu General Artigas que fica aberto ao público em alguns dias da semana. Fontes Pesquisadas: http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai https://www.recetasgratis.net/Receta-de-Milanesa-napolitana-receta-11895.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Empanada https://es.wikipedia.org/wiki/Tarta https://es.wikipedia.org/wiki/Torta_pasqualina https://www.puntadeleste.com/es/informacion/punta_del_este/gastronomia/pancho http://www.uruguai.com/gastronomia/chivito-uruguaio.html https://www.puntadeleste.com/es/informacion/punta_del_este/gastronomia/alfajor https://www.profedeele.es/actividad/vocabulario/comida-alimentos-bebidas/ https://www.essemundoenosso.com.br/10-motivos-para-conhecer-o-uruguai/ https://www.essemundoenosso.com.br/quando-ir-pro-uruguai-melhor-epoca/ https://www.viagensecaminhos.com/2013/04/montevideo-uruguai.html https://www.brasileirosnouruguai.com.br/montevideu/como-chegar/ https://www.brasileirosnouruguai.com.br/blog/o-tema-das-gorjetas-no-uruguai/ https://www.brasileirosnouruguai.com.br/blog/o-que-fazer-em-montevideo/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval_do_Uruguai https://www.ci.com.br/guia-mundo/paises/uruguai/cidades/montevideo https://www.viagensecaminhos.com/2013/04/montevideo-uruguai.html https://www.brasileirosnouruguai.com.br/intercambio-no-uruguai/ https://www.busturisticomontevideo.com.uy/ https://www.viagensecaminhos.com/2011/06/punta-del-este-uruguai.html https://es.wikipedia.org/wiki/Salto_del_Penitente https://www.tripadvisor.es/Attraction_Review-g1933338-d3228268-Reviews-Parque_Salto_del_Penitente-Minas_Lavalleja_Department.html http://www.melhoresdestinos.com.br/o-que-fazer-buenos-aires-dicas.html https://www.viveruruguay.com/2016/03/dicas-montevideu-museu-fortaleza-cerro.html
  4. Olá Galerinha, Essa é a minha primeira postagem por aqui. Moro em Pelotas/RS, aqueles que desejam ir até o Uruguay é excelente começar por aqui, uma cidade charmosa ana Costa Doce do Rio Grande do Sul. Bom, mas para não perder o foco vamos lá ao que nos interessa por enquanto. Desde Pelotas tem um ônibus que sai direto da rodoviária para Montevideo, é da EGA a tarifa fica entre R$120,00 reais, mais não façam isso por favor pois assim você estará embarcando em uma viagem internacional, ou seja a tarifa é sempre mais cara, então já que somos aventureiros vamos economizar para curtimos mais a viagem. Vá no ônibus da empresa Rainha para a Cidade de Jaguarão [os ônibus saem da rodoviária de Pelotas a partir das 07:00 ae ae tem a cada duas horas] e custa R$21,15. A viagem dura em média umas 02h 30mim, é uma viagem maravilhosa passando por paisagens deslumbrantes aqui no sul o Brasil. Antes de chegar a Jaguarão faz-se uma parada na pitoresca cidade de Arroio Grande. Após chegar em Jaguarão dê uma voltinha pela cidade, tem vários prédios históricos. Vá em direção a Ponte Internacional, atravesse a pé, leva uns 5 minutinhos, até chegar a cidade uruguaya de Rio Branco, lá é um paraíso fiscal, pois tem os free shops, onde os produtos são livres de impostos e são vendidos por preços inacreditáveis. Passe alguma horas vendo as coisa, pois não é hora de comprar muito, deixe pra comprar na volta. Faça o câmbio por ali mesmo, é sempre melhor fazer o cambio lá do que no Brasil. Volte e atravesse o resto da ponte, até chegar a uma parte de Rio Branco que se chama Cuchilla, ande alguma quadras até chegar a Agência Rio Branco, pegue um ônibus bem estilo uruguayo por apenas $129 pesos uruguayos em direção a Cidade de Treinta y Tres. Uma rica de uma cidade, chegue lá e aproveite o máximo a localidade. De lá tem várias empresas que vão para Montevideo: Nuñez, Rutas del Plata são as melhores por apenas $288 pesos, são mais 04 horas de viagem até chegar a Montevideo. Você vai descer na em Tres Cruces que é a Rodoviária, e não vai pegar taxi, vamos de bus, pegue o cêntrico que desce lá mesmo custa $10 pesos. Lá fique hospedado em um hostel, nada de hoteis estrelados, acoselho ficar no Che Lagarto, que fica na Plaza Independencia, inclue café da manhã e internet, tem cozinha, então faça compras no supermecado ali perto e cozinhe vc mesmo, a diária custa a partir de U$S9 dólares. Use e abuse dessa cidade que encanta em todos os momentos. Entre no site http://www.trescruces.com.uy ali você encontrar os horários e tarifas para todos os lugares do país. Espero que eu tenha contribuido. Para mais informações e trocas de experiências de Viagem me add no msn: [email protected] Um Abraço, Alexandre.
  5. NOSSO RELATO DE DEZEMBRO/2017, DETALHADO E COM DICAS ECONÔMICAS CIDADES/LOCAIS: CHUY – LA CORONILLA - PUNTA DEL DIABLO – AGUAS DULCES – VALIZAS – CABO POLÔNIO – LA PEDRERA – LA PALOMA – COSTA BONITA – EL CARACOL – LAGUNA GARZON – ARENAS DE JOSÉ INACIO – JOSÉ INACIO – SANTA MÓNICA – EL CHORRO – LA BARRA – PUNTA DEL ESTE – PIRIÁPOLIS – PLAYA PARQUE DEL PLATA – ATLANTIDA – EL AGUILA – FORTIN DE SANTA ROSA – MONTEVIDEO - COLONIA DEL SACRAMENTO – FRAY BENTOS CHUÍ TROCA DE ÓLEO + FILTRO ÓLEO+ FILTRO AR DA KOMBI: em uma casa de óleo ao lado do posto Shell-Atlântica: R$ 144,00. ACESSÓRIOS CARRO: compramos pelas lojinhas da Av. Uruguay/Av. Brasil - 1 triângulo extra: R$ 31,00. - 1 cambão: R$ 30,00. SEGURO CARTA VERDE: é vendido no Chuí. Os preços são todos na mesma faixa – R$ 220,00/mês. Porém nessas corretoras só se consegue comprar seguro para no máximo 30 dias. Se for usar para um período maior, compensa comprar o SEGURO ANUAL numa cidade chamada SANTA VITÓRIA DO PALMAR, à 23 km do Chuí: R$ 435,00 na corretora DS CRED. Não precisa comprar com antecedência. O atendimento foi ótimo e rápido. INTERNET: compramos um chip da Entel no Chuí mesmo. Só precisamos do RG para fazer o cadastro do chip. Pacote de dados de 10 GB por 10 dias por apenas $U 260,00 (ou R$ 32,50). Internet impecável, rápida e com sinal forte. Funciona em 95% da costa. CÂMBIO: fomos trocando pelo caminho à medida que precisamos. Sempre na faixa de $U 8,00 - $U 7,50 para R$ 1,00. Não encontramos muita variação. PERNOITE CHUÍ: último posto de gasolina da RS-471 (Shell Atlântica), pois não queríamos cruzar a fronteira à noite. Lugar seguro, funciona 24 horas, há motorhomes estacionados, wi-fi grátis (senha dentro da lanchonete). Banho R$ 10,00 pp (banheiro top 3 dos mais nojentos de toda nossa viagem, mas melhor do que ficar sem). Lanchonete e loja de conveniência. Aceita Real e Pesos Uruguaios. ADUANA: pegamos uma fila no escritório para carimbar os passaportes. Apresentamos a Carta Verde e o Documento do Veículo. Se for somente com o RG tem que preencher um formulário e apresentar junto à identidade sempre que requisitado. Se o carro for de terceiro ou estiver alienado precisa de procuração. A vistoria do carro foi super tranquila, só deram uma olhadinha por dentro da Kombi, não tocaram em nada, não pediram para abrir o frigobar, nenhum alimento ficou retido. Um casal de alemães que conhecemos lá tiveram que jogar fora todos os alimentos frescos que tinham no carro. Evite levar frutas, verduras, frios, carnes e ovos crus. Se estiverem cozidos passam. COMBUSTÍVEL: a gasolina no Uruguai se chama NAFTA (as variações são as nossas aditivadas e podium). Se você pedir Gasolina podem confundir com Gas Oil e encher seu tanque com Diesel. Fique atento! O preço da NAFTA no Uruguai é desanimador, $U 45,00/litro (R$ 5,62/litro). ALIMENTOS: Faça uma boa compra antes de entrar no país. Abuse de produtos industrializados em geral, biscoitos, chocolate, produtos de higiene pessoal e até mesmo papel higiênico e água. ̶P̶o̶r̶ ̶m̶e̶n̶o̶s̶ ̶d̶e̶ ̶R̶$̶ ̶1̶0̶,̶0̶0̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶s̶ó̶ ̶e̶n̶c̶o̶n̶t̶r̶a̶ ̶a̶l̶f̶a̶c̶e̶.̶ Mesmo com a diferença cambial, o país é extremamente caro para nós brasileiros. É de assustar o preço dos alimentos, principalmente em Punta del Este, que é a cidade mais cara, dentro de um país caro. Deixe para comprar lá somente o essencial e em supermercado grandes, os pequenos te arrancam o couro. ATENÇÃO: checar aqui lista de alimentos que são proibidos na fronteira pela barreira sanitária. www.mgap.gub.uy/…/b…/informacciongeneral/productosprohibidos Se precisar comprar água, procure na embalagem a informação “BAJA EM SÓDIO”. A água é muito salobra, parece que alguém jogou uma colher de sal em um copo de água. CARTÃO DE CRÉDITO: não podemos passar muitas informações pois não foi o nosso caso, mas diversos estabelecimentos oferecem descontos de impostos para turistas que pagam no crédito. Vimos restaurantes que abatiam até 20% do valor para esses casos. CLIMA: VENTA MUITO O TEMPO TODO. Dias sem vento são raros. Essa época faz muito calor, mas quando o sol baixa o vento é gelado. Leve um casaco corta vento e algo para fixar o cabelo, de preferência aqueles tapa-orelhas que já são também uma faixinha de cabelo. Foi tanto vento no ouvido, somado a janela do carro sempre aberta na estrada (não temos AC), que desenvolvi uma sensibilidade no ouvido e passei por boas 2 semanas com dor. A noite a temperatura fica bem gostosa. O POVO URUGUAIO: isso é bem pessoal. Nós tivemos a melhor experiência possível. Ficamos apaixonados pelos Uruguaios. Um povo gentil, simpático, educado e, em nossa opinião, sua característica principal: fofura - talvez por ser um país predominantemente de gente idosa. Amamos como se expressam, de todas as formas: “feliz viaje”, “muy amable”, “muy hermoso” e a melhor “muy rico”. Diferente do Brasil, onde usamos a expressão “muito rico” mais relacionada à bens materiais, os uruguaios usam mais frequentemente para expressar sabor, diversidade e qualidades. Utilizam-se de bandeiras coloridas em pontos de ônibus, comércios, obras na estrada ou qualquer coisa que se deseje chamar a atenção, já que o país é bem “vazio”, no sentido de ocupação/espaço. ̶F̶i̶c̶a̶ ̶t̶u̶d̶o̶ ̶m̶u̶y̶ ̶h̶e̶r̶m̶o̶s̶o̶.̶ SEGURANÇA: para nós brasileiros parece surreal. Notamos que as pessoas largam os carros abertos para ir à praia. Alguns surfistas deixaram os vidros dos autos abertos com pranchas e roupas de borracha secando no interior enquanto surfavam. As bicicletas, ferramentas ou brinquedos dormem para o lado de fora das casas, sem muros ou barreiras. A criminalidade no Uruguai (com exceção das cidades grandes) é quase inexistente. RELATO CIDADES: 1º dia: La Coronilla - Fortaleza Santa Teresa A primeira coisa que você vai notar ao entrar no Uruguai, ̶d̶e̶p̶o̶i̶s̶ ̶d̶a̶ ̶f̶o̶f̶u̶r̶a̶ ̶d̶o̶s̶ ̶u̶r̶u̶g̶u̶a̶i̶o̶s̶, é que no meio da Ruta 9 há uma pista de pouso de avião em meio ao tráfego de autos. Isso mesmo, a pista simplesmente se alarga nos dois sentidos e as faixas pintadas tomam grandes proporções. ̶ ̶N̶o̶s̶ ̶s̶e̶n̶t̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶a̶q̶u̶e̶l̶a̶s̶ ̶f̶a̶s̶e̶s̶ ̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶g̶i̶g̶a̶n̶t̶e̶ ̶d̶o̶ ̶S̶u̶p̶e̶r̶ ̶M̶á̶r̶i̶o̶ ̶B̶r̶o̶s̶.̶ Ficamos bem curiosos para entender como funciona essa logística, passamos por ali umas 3x mas não vimos nada. Visitamos a Fortaleza Santa Teresa em La Coronilla (R$ 6,00 pp) e descobrimos que possuem um camping dentro do Parque Nacional Cerro Verde. $U 180,00 pp sem energia+água ou $U 200,00 pp com energia+água. Estadia mínima de 2 dias. O camping é enorme mesmo (se entrar a noite, como nós, terá problemas para encontrar as áreas de camping, pois a única iluminação são os faróis do carro). Também possuem cabanas próximas à praia e área para motorhomes. Como é um parque, você pode encontrar animais selvagens andando pelo camping. Nós encontramos um veado. À noite, sem querer, topamos com o fenômeno da bioluminescência no mar em La Coronilla. Achamos que havíamos dado sorte, e não procuramos mais nas outras noites, mas pelo que ouvimos é sempre assim por ali, então quando estiver por lá, procure, é lindo! 2º dia: Punta del Diablo – Aguas Dulces - Valizas – Cabo Polônio – La Pedrera - La Paloma Punta del Diablo tem uma vibe muito legal, muitos jovens, muitos cafés e lanchonetes, mas é uma cidade bem pequena. Não encontramos muito o que fazer por lá. Provamos as famosas empanadas ($U 60,00 cada) e como estava ventando muito e muito frio, seguimos viagem. Em Valizas já estávamos atrás dos leões marinhos e infelizmente topamos com um filhote morto na areia. Cabo Polônio National Park é uma área protegida e morada da maior colônia de leões marinhos do Uruguai. Custa em torno de $U 210,00 pp para entrar + $U 110,00 pelo estacionamento por 24 horas. Um caminhão 4x4 te leva em meio as dunas até o centro do vilarejo (tabela com horários de ida/volta na bilheteria. No verão, a cada duas horas mais ou menos). É proibido e impossível entrar de carro. Você pode passar a noite por lá, existem pousadas no vilarejo. Como iríamos continuar descendo a costa até a Argentina, e teríamos outras oportunidades de ver os leões marinhos, acabamos não entrando. Entre Cabo Polônio e La Paloma há um monte de nada assustador - mas um assustador gostoso. Rodamos por umas ruazinhas de terra tentando entrar nas praias. Encontramos algumas casas vazias, muitas vacas, poucos carros, mas nenhuma pessoa. Chegamos a abrir o portão de uma fazenda que dava acesso à uma praia (havia uma placa que nos deu a entender que podíamos entrar), dirigimos pelo gramado em meio as vacas, encontramos uma parte enorme de navio abandonado na areia, mas ninguém apareceu. ̶ ̶P̶a̶r̶e̶c̶e̶ ̶q̶u̶e̶ ̶v̶o̶c̶ê̶ ̶e̶s̶t̶á̶ ̶n̶u̶m̶ ̶c̶e̶n̶á̶r̶i̶o̶ ̶d̶e̶ ̶f̶i̶l̶m̶e̶ ̶p̶ó̶s̶-̶a̶p̶o̶c̶a̶l̶í̶p̶t̶i̶c̶o̶ ̶e̶ ̶t̶o̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶m̶o̶r̶r̶e̶u̶.̶ Dirigimos por horas sem encontrar nenhuma pessoa. O que acontece é que o Uruguai tem apenas 3,5 milhões de habitantes em todo o país. Fazendo uma breve comparação, apenas a cidade de São Paulo possui 12 milhões de habitantes. La Paloma já é uma cidade com um pouco mais de estrutura. Entre o Museu e o Porto da cidade há um grande estacionamento, onde passamos a noite na companhia de vários MHs, notamos um controle de placas pela manhã pelos funcionários do porto. Local tranquilo mas sem facilidades (água/energia/sanitários). Vimos 2 campings pela cidade, mas pareciam estar fechados. La Paloma tem praias lindíssimas, inclusive para Surf, como a praia Anaconda ̶(̶p̶r̶e̶f̶e̶r̶i̶m̶o̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶s̶a̶b̶e̶r̶ ̶o̶ ̶p̶o̶r̶q̶u̶ê̶ ̶d̶o̶ ̶n̶o̶m̶e̶)̶.̶ 3º dia: Costa Bonita – El Caracol - Laguna Garzón – Arenas de José Inácio – Jose Inacio – Santa Mónica - El Chorro – La Barra – Punta del Este Seguimos por uma espécie de Rodovia Interpraias que ainda estava em obras, sendo asfaltada (vai ficar linda, o visual é de morrer!). Paramos no mirador da Laguna Garzon em Costa Bonita e a praia é simplesmente fora do sério. Areias claras e finas, a cor do mar verde clara e um braço da lagoa (?) por quilômetros cortando a areia da praia em paralelo. Inexplicável. E totalmente deserta. Tentamos mostrar nas fotos, mas fomos chicoteados pela areia fina, o vento estava muito forte. Mais a frente está a Puente Laguna Garzón, em formato de caracol. Essa parte da Laguna tem inúmeras escolinhas de esportes náuticos, como windsurf e kitesurf. Vontade não nos faltou, mas os valores eram muito salgados (no Brasil é bem mais em conta, mas lá realmente venta muito). Se decidir fazer algum curso, podem passar a noite no estacionamento da escolinha e usar as facilidades, pois são vários dias de curso. Continuando, chegamos em Arenas de José Ignacio e Farol de José Ignacio. A beleza da praia é espetacular, mas só para olhar. Como todas as praias que passamos daqui para cima da costa, com excessão de La Paloma, ventava muito. A água é muito gelada e tem um cheiro muito forte de algas, mas tudo isso não é suficiente para estragar a beleza do lugar. Nem sempre é possível utilizar guarda-sol nas praias do Uruguai, muitos utilizam uma lona quebra-vento lateral, e não tomam cerveja gelada, mas sim um chimarrão quentinho (Mate). Água quente para o Mate é vendida por todos os lados, até em casas, por algo em torno de $U 10,00. Sentindo Punta del Este ainda passamos por El Chorro e La Barra. A Bikini Beach parece ser uma praia bem badalada por jovens e a que fica mais cheia na região. Para chegar a Punta del Este é necessário atravessar a Puente Leonel Vieira, que é uma das atrações da cidade, nem tanto pela beleza, mais pelo seu formato em relevo. Em Punta del Este tínhamos 2 opções de camping: San Rafael, parecia bem legal mas muito caro por ser afastado das praias e do centro. O outro camping em Punta Ballena. Tão afastado quanto, mas mais barato. Tentamos o de Punta Ballena, mas o camping estava infestado de besouros (cascudos), inclusive nos banheiros. Acabamos indo embora e tivemos um trabalhão para tirar todos de dentro da Kombi no dia seguinte. Como estava escuro e não conseguimos limpar tudo na hora, tivemos que ficar em um hostel, o único da viagem. La Lomita del Chingolo, mais próximo ao centro e às praias. Para quem não liga para simplicidade, um achado em Punta del Este. U$ 30,00 dólares a diária para nós dois, por um quarto praticamente privativo (poque não tinha mais ninguém no quarto) e com banheiro. O local é bem simples, mas o café da manhã é bom e os donos são um casal bem legal, o que compensa toda a simplicidade. 4º dia: Punta del Este – Piriápolis Depois de rodar por toda cidade de Punta del Este, fomos para Punta Ballena assistir ao pôr do sol no morro, que dura das 19 hrs às 21 hrs mais ou menos. É um evento turístico na cidade, embora a grande maioria vá até o local para assistí-lo do lado de dentro da Casa Pueblo - um antigo casarão de verão de um arquiteto/artista local - que conta com um museu, uma galeria de arte, hotel e um restaurante chamado Las Terrazas. A entrada custa $U 240,00 pp (algo em torno de R$ 35,00). Acho que é possível visitar apenas o restaurante e consumir alguma coisa para poder assistir ao pôr do sol do lado de dentro. Uma curiosidade sobre o local é que há uma exposição em homenagem à Carlos Miguel, filho do artista e dono da casa, e também um dos 16 uruguaios sobreviventes do acidente do vôo 571 que caiu nos Andes, conhecido como “El Milagre de los Andes”. Demos até logo à famosa Punta del Este e seguimos descendo pela costa até a cidade de Piriápolis, onde encontramos um camping legal - Camping Piriápolis por $U 275,00 pp - com campo de futebol, mini academia e um dono bem simpático que ainda nos arrumou um galão para combustível extra, que usaríamos na região da Patagônia. A 2 quadras do camping ficamos felizes em encontrar, por um preço acessível, uma lavanderia de roupas, pois no Brasil sempre lavamos na mão nos campings. Pagamos $U 320,00 (R$55,00) por duas bacias grandes cheias de roupas, toalhas, roupa de cama, e fomos buscar 2 horas depois. Lavar roupa fora no Uruguai vale muito a pena. No Brasil esse tipo de serviço é muito caro. Pudemos esperar pelas roupas na praia enquanto experimentamos e aprovamos a famosa Patrícia, cerveja Uruguaia. O vento ainda deu uma trégua e pudemos curtir a tranquila praia de Piriápolis. 5º dia: Piriápolis – Playa Parque del Plata - Atlantida – El Águila - Fortin de Santa Rosa Seguimos viagem para a praia Parque del Plata. O lugar é de tirar o fôlego, não é à toa que foi cenário de um filme - El Viaje Hacia el Mar. Na entrada há uma floresta em meios as dunas de areia e para chegar até o mar, é preciso atravessar um braço de rio (lembra Guarda do Embaú em SC). O pessoal acaba curtindo a praia às margens do rio mesmo, porque a temperatura da água ali é menos fria do que no mar. Atlântida também tem umas praias bonitas, paramos em El Águila, uma casa em frente à praia em formato de águia. Apesar da má conservação, vale a visita e é grátis. Apesar de todas as praias paradisíacas, já estávamos os dois exaustos devido ao forte calor que vínhamos pegando à dias. Na costa Uruguaia e nas estradas quase não há árvores, então o calor não dá trégua. Descemos até um balneário de apenas uma rua, chamado Fortin de Santa Rosa, sentido ao camping La Ponderosa que buscamos no app Ioverlander, decididos a nem pesquisar preço, apenas tomar um banho e dormir. Os donos estavam na portaria e foram super simpáticos, inclusive trocaram alguns UYUs para gente, num câmbio justo, pois não tínhamos mais quase nada. Pagamos um ótimo preço pela diária $U 240,00 pp sem nem olhar as instalações do camping. Quando entramos, nem acreditamos. O camping ficava em frente à praia, tinha 3 piscinas e um mini mercadinho que vendia Patrícia. Tivemos um ótimo fim de dia, o camping estava cheio de uruguaios simpáticos e fofos. O dono do mercadinho, é um senhor de uns 70 anos, entusiasta de viagem com ótimo gosto musical. Já mochilou muito na vida e fez questão de nos mostrar todos os tipos de instalações do La Ponderosa. Eles possuem opção de cabanas para famílias (não espere nada sofisticado, é bem simples) e um hostel com quartos privativos, apenas banheiros e cozinhas são compartilhados. Também possui uma piscina aquecida dentro das instalações. Porém só abrem na altíssima temporada. 6º dia: Fortin de Santa Rosa A emoção foi tão grande e o cansaço era tanto, já vinhamos viajando a mais de 2 meses, que resolvemos ficar mais um dia e descansar. ̶E̶ ̶t̶o̶m̶a̶r̶ ̶m̶a̶i̶s̶ ̶P̶a̶t̶r̶í̶c̶i̶a̶.̶ 7º dia: Montevideo Montevideo, como toda cidade grande, não possui campings – estava tudo fechado pois era dia 24/Dez. Demos uma volta para conhecer a cidade e resolvemos procurar a casa do ex presidente Mujica, ̶O̶ ̶f̶o̶f̶o̶.̶ Pincelamos informações desencontradas na internet e pegamos direções muito erradas, até encontrarmos um relato na Internet indicando direções fora da cidade e no mesmo sentido do Camping Municipal. Dessa vez encontramos a escola agrícola, paramos em frente para tirar umas fotos. Havia uma barreira na rua à frente e uma guarita com um soldado nos observando. Uma caminhonete passou por nós, ficamos meio sem graça, então não demoramos muito e corremos para o mercado para comprar algo ̶u̶v̶a̶ ̶p̶a̶s̶s̶a̶ para a ceia de Natal. O Camping Municipal Punta Spinillo custa apenas $U 100 pp. Uma pechincha. Único ponto negativo – que pode ser também positivo – é que era muito afastado da cidade, no meio do nada. Tem uma área com churrasqueiras e banheiros, totalmente grátis, muitas famílias passam o dia comendo assado às margens do Rio da Prata. Também é possível pernoitar, mas chuveiros, apenas na parte paga. 8º dia: Montevideo – Colonia del Sacramento Não gostamos das fotos que tiramos em frente à escola agrícola às pressas. Como ficava à apenas 5 km do camping e bem em nosso caminho de saída, resolvemos passar por lá novamente, já que tudo na cidade estava fechado e não tínhamos nada para fazer. ̶ ̶M̶e̶n̶t̶i̶r̶a̶ ̶e̶u̶ ̶s̶o̶n̶h̶a̶v̶a̶ ̶c̶o̶n̶h̶e̶c̶e̶r̶ ̶o̶ ̶f̶o̶f̶o̶ ̶d̶o̶ ̶M̶u̶j̶i̶c̶a̶,̶ ̶m̶a̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶q̶u̶e̶r̶i̶a̶ ̶i̶n̶c̶o̶m̶o̶d̶a̶r̶.̶ Assim que chegamos, passou a mesma caminhonete do dia anterior, entraram na escola agrícola e nos perguntaram o que queríamos. Totalmente sem graça, dissemos que só queríamos tirar uma foto da escola e que iríamos embora. O casal desceu da caminhonete e me disse que iam chamar o Pepe para tirar uma foto conosco. Dissemos que não queríamos incomodar, que era Natal, e que devia estar com a família. Nos disseram que ele estava apenas esquentando água para tomar um Mate e que era uma hora apropriada. O Gu correu para pegar a câmera e eu fiquei parada digerindo a informação ̶e̶n̶q̶u̶a̶n̶t̶o̶ ̶f̶a̶z̶i̶a̶ ̶f̶o̶r̶ç̶a̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶s̶e̶g̶u̶r̶a̶r̶ ̶o̶ ̶c̶h̶o̶r̶o̶ ̶e̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶p̶a̶g̶a̶r̶ ̶m̶i̶c̶o̶.̶ Ambos, Mujica e a senadora Lucía foram adoráveis. A casa muito simples, sem luxos, assim como suas vestes. Não consegui ver o fusca azul. Perguntei sobre Manuela, a cachorra tripé, ele disse que ela ainda vivia, mas que só dorme devido à idade, já com 19 anos. Nos despedimos e fui falar com a moça que chamou o Pepe para nós, não sei se era parente ou amiga, pus a mão no coração e agradeci. Ela me deu uma olhada tão maternal que eu nem soube como agradecer. Ficamos o resto do dia digerindo o que aconteceu e não conseguimos ver ou fazer mais nada na cidade. Aquilo tinha sido surreal. Seguimos viagem passando pelo litoral do Rio da Prata, entrando em muitos balneários. Encontramos um camping depois de Nueva Palmira (GPS: S 33°48.627’, W 58°25.601’) com ponto de energia, chuveiros e duchas totalmente grátis. O lugar também conta com campinhos de esportes, churrasqueiras e mercadinho com itens básicos. Um dos poucos lugares da costa que não pega sinal de telefone. Tomamos uma ducha fria, fizemos almoço e continuamos para Colonia del Sacramento. Chegamos em Colonia já a noite e cansados. Encontramos um gramado cheio de motorhomes estacionados perto do centro de informações turísticas, que acabou sendo a nossa morada por 2 dias, já que encontramos diversas duchas na orla da Playa Urbana. O gramado fica de frente para o Rio Uruguai e a noite podíamos ver as luzes da Argentina bem pequenininhas do outro lado. 9° dia: Colonia del Sacramento Logo deu para entender porque é conhecida como a Paraty Uruguaia. Colonia também foi colonizada pelos portugueses. As ruas e as construções foram preservadas para manter seu aspecto original. As casas coloridas com janelas e portas voltadas para a rua, os nomes das ruas instalados em azulejos na parte superior das paredes, as calles de pedras portuguesas e as luminárias coloniais de luz amarela, transformam um simples passeio pelo seu centro histórico em uma prazerosa viagem no tempo. Diferente das outras cidades uruguaias, Colonia é também bem arborizada e florida. Todo esse conjunto dá a cidade um ar romântico. É com certeza a cidade mais charmosa do Uruguai. Colonia tem muitos museus e toda uma estrutura turística para todos os gostos. Não resistimos e sentamos em um de seus inúmeros restaurantes para jantar e curtir o anoitecer. Se há uma cidade que vale a pena gastar um pouco mais, é essa. Uma das ruas mais preservadas é também ponto turístico da cidade. A Calle de los Suspiros, que conta com inúmeras lendas e versões interessantes para uma tentativa de explicar seu nome. A mais provável, é a de que a rua era um reduto de prostíbulos, onde os marinheiros portugueses e espanhóis que desembarcavam na cidade vinham atrás de diversão, causando suspiros. Porém o pessoal gosta de contar inúmeras outras histórias fantasiosas. 10º dia: Colonia del Sacramento – Fray Bentos Seguimos viagem até uma cidadezinha chamada Fray Bentos, onde encontramos um camping muy hermoso, às margens do Rio Uruguai. O Camping El Paraíso fica em Las Canas e custa $U 180 pp. O lugar é perfeito para quem precisa atravessar a fronteira para a Argentina por Gualeguaychu e não quer fazê-lo à noite. Tem lanchonete, mercadinho e até uma feirinha, o que é ótimo considerando que Fray Bentos fica no meio do nada. O pôr do sol em toda a costa do Rio Uruguai é um espetáculo de cores. Nos despedimos do Uruguai com um céu sensacional. Valeu Demais Uruguai !! Até logo !! No Facebook: kombimarylou
  6. Olá Mochileiros! Segue o relato da minha trip solo pelo Uruguai, espero poder ajudar no planejamento de sua futura viagem. Vou primeiro separar em tópicos os gastos na viagem e depois faço o relato de cada dia. Passagens áreas: Rio x Montevidéu (Ida e volta) – Cia área GOL – R$ 682,27 Ônibus: Montevidéu x Punta Del Este – UYU 282 Punta Del Este x Montevidéu – UYU 298 Montevidéu x Colônia Del Sacramento – UYU 363 Colônia Del Sacramento x Montevidéu – UYU 367 Uber: 14.09 – AV. Daniel Fernández Crespo 1776, x Rodoviária Tres Cruces – UYU 92 15.09 – Rodoviária Tres Cruces x Hostel BO! – UYU 140 16.09 – Hostel BO! X Che Lagarto – UYU 130 18.09 – Mercado Del Puerto x Che Lagarto – UYU 153 19.09 – Che Lagarto x Hospital Britânico – UYU 78 19.09 – Hospital Britânico x Che Lagarto – UYU 79 19.09 – Che Lagarto x Aeroporto – UYU 611 Alimentação: 09.09 – Mc Donalds aeroporto – UYU 192,62 10.09 – La Barca (Shopping Punta) – UYU 240 11.09 – Doner (Shopping Punta) – UYU 325 12.09 – Almoço – UYU 300 – Jantar – UYU 250 13.09 – Almoço – UYU 150 14.09 – Jantar – R$ 44,00 15.09 – Jantar – UYU 503 16.09 – Restaurante – L’egregor – UYU 360 17.09 - Almoço – UYU 361 18.09 – Almoço – UYU 290 19.09 – Não comi nada nesse dia porque passei mal com gastrite. Hospedagem: Punta Del Este – Hostel El viajero – 2 Diárias – UYU 682 La Pedrera – Hostel Piedra Alta – 1 Diária – UYU 400 (Não lembro o valor exato) Cabo Polônio – Hostel Lobo – 1 Diária – UYU 500 Punta Del Este – Hostel El Viajero – 1 Diária – UYU 340 Colônia Del Sacramento – Hostel Del Rio – 1 Diária – R$ 52,50 Montevidéu – Hostel Bo! – 1 Diária – UYU 570 Montevidéu – Hostel Che Lagarto – 3 diárias – UYU 1800 (Não lembro o valor exato) Outras Despesas: Aluguel carro: US$ 110 (3 Diárias) Combustível : UYU 1840 Pedágio – UYU 85 x 2 = UYU 170 Estacionamento em Cabo Polônio – UYU 190 Câmbio: 09.09 – 16:59 –Cambio 18 – Punta – Reais 8,55 14.09 – 11:23 – Cambio Uruguay – Punta – Reais 8,20 14.09 – 12:03 – Aeromar – Punta – 8,70 15.09 – 16:07 – Varlix – Colônia – Reais 7,20 16.09 - 10:37 – Cambio Casa Central – Montevidéu – Reais 8,80 Saques: 09.09 – Aeroporto : UYU 6,47 16.09 – Av. 18 de Julio, Montevidéu – UYU 8,67 17.09 – Colonia, Montevidéu- UYU 8,81 Tarifa Banred UYU 177,60 por saque O Banco Santander me cobrou 24,20 de tarifa por saque IOF 6,38% Museus: Museu Del Mar: UYU 190 Casa Pueblo: R$ 30,00 Teatro Solis: UYU 90 Palácio Salvo: UYU 200 1º dia – 09.09 - Sábado Meu voo saiu 09:15 do RJ e Chegou às 12:25 em Montevidéu. Eu tinha feito um esboço de um roteiro, sabia mais ou menos as coisas que iria fazer, mas não estava engessado, ou seja, poderia mudá-lo, e realmente isso foi acontecendo por vários motivos que veremos mais adiante. No aeroporto liguei o wifi e comecei a pesquisa o que fazer, minha ideia era ir pro centro de Montevidéu trocar dinheiro e depois ir para a rodoviária Três Cruces e pegar o ônibus para Punta Del este. Eu já tinha reservada uma diária no Hostel El Viajero nesse sábado. Foi então que percebi que fazer isso seria contramão. Seria mais fácil ir pra Punta direto do aeroporto, pois havia no aeroporto uma cabine da COT (empresa de ônibus) que vendia passagem pra Punta. Fiz a besteira de sacar dinheiro no caixa eletrônico do aeroporto, podia ter trocado o dinheiro no cambio, podia ter pagado no cartão, menos isso, porque a cotação desse caixa eletrônico, se revelou a pior que vi em toda a viagem . Ao menos saquei apenas UYU 400. A ideia do saque no aeroporto surgiu ao ler num blog que sacar no Uruguai não é ruim, e as cotações costumam ser boas, percebi que isso vale pra lugares como no centro de Montevidéu, mas não vale para o aeroporto, fica a dica. Almocei no Mc Donald’s do aeroporto, conforme mencionei lá acima foi UYU 235 e teve desconto de UYU 42, total pago de UYU 192 no cartão. (Até o momento no cartão está R$ 22, a fatura ainda não está fechada). Esse desconto que mencionei acima, refere-se ao IVA 18,5% (Imposto de valor agregado, equivalente ao nosso ICMS). Esse desconto acontece quando se paga no cartão de crédito em restaurantes, e hotéis. Peguei o ônibus dás 14:45 e chequei por volta de 17h em Punta, fui ao câmbio e troquei o dinheiro por uma cotação aceitável de 8,55. Cheguei no Hostel El Viajero, que fica bem pertinho da rodoviária em Punta (dá pra ir andando de boa com o mochilão), tomei banho e fui dormir, estava exausta precisava descansar. 2º dia – 10.09 - Domingo Nesse dia não fiz o que tinha planejado, por que choveu, ventou, e não dava pra fazer muita coisa. Esse dia eu tinha reservado de ir a Piriápolis, tinha pesquisado que lá tem uns Cerros bonitos, mas como o tempo não ajudou, e esses passeios precisavam de tempo bom, resolvi não ir pra lá. Enfim, fica pra próxima viagem. Pra não dizer que foi um dia perdido, fui andando do hostel até o shopping de Punta, e comprei o chip da antel para ter internet no celular. A noite estive no Cassino Conrad que é bem pertinho do Hostel, dá pra ir a pé. Não joguei porque não gosto, mas foi interessante a visita. 3º dia – 11.09 – Segunda-feira Nesse dia eu fui ao monumento Los dedos, estava ventando muito, quase fui carregada, hahaha. Em seguida aluguel o carro (melhor coisa que fiz), e fui ao farol de Punta, após fui a Casa Pueblo, e por fim ao Museu Del Mar. Casa pueblo é bem legal, vale a pena ir, tanto pelo visita ao Museu quanto pela vista. Museu Del Mar pode passar batido, parece um deposito de coisas velhas, rs, pra mim só valeu a ida pelos esqueletos de baleia que nunca tinha visto. No hostel El Viajero conheci o Philipe. Como nós dois queríamos ir a Cabo Polônio, e eu disse que iria alugar um carro, ele se interessou em me fazer cia e assim poderíamos dividir as despesas. Cheguei depois das 16h no hostel e não tinha nenhum restaurante aberto pra comer, tive que ir novamente ao shopping de Punta almoçar. Essa é a parte chata de baixa temporada, Punta fica abandonada. Voltei ao hostel busquei o Philipe e fomos rumo a La Pedrera, cidade próxima a La Paloma, onde eu tinha 2 reservas. Chegamos no Hostel Piedra Alta já era tarde acredito que umas 19:20, depois que guardamos nossas coisas, fomos direto ao mercado que fechava as 20h. Numa cidade com 225 habitantes, em baixa temporada, há de se esperar que não tenha muitas opções de mercado e restaurantes, hahaha. Jantamos uma massa pronta de ravioli, acompanhado de um um vinho tinto uruguaio. O hostel cheirava Cannabis e tinha uma plantinha, que acredito que seja, mas como não sou conhecedora do assunto, não sei, rs. Ainda assim adorei o lugar, bem roots, mas bastante acolhedor. Eu tinha duas reservas nesse hostel, mas quando disse que estava querendo dormir em Cabo Polônio a recepcionista me devolveu o valor da segunda diária que eu já tinha pago. Isso não é comum, fiquei encantada com a cordialidade. 4º dia – 12.09 – Terça-feira Demos uma caminhada na praia de La Pedrera, onde tem um barco naufragado. Philipe entrou na água, mas eu nem cogitei essa hipótese, hahaha. Em seguida fomos para La Paloma, lá fomos até o farol, e depois almoçamos. Por fim fomos a Cabo Polônio, deixamos o carro estacionado e pegamos o ônibus (leia-se pau de arara) das 13:30. Ficamos hospedados no Lobo Hostel Bar. Local bem agradável, não há energia elétrica, mas tem água quente no chuveiro pois é a gás. Também é possível carregar o celular. Ahhh o que falar de Cabo Polônio... lindo, lindo e roots, rs. Amei aquele lugar, amei os lobos marinhos, amei o farol, a praia, o hostel, a vibe, enfim amei tudo, hehehe. 5º dia – 13.09 – Quarta-feira Pegamos o pau de arara pela manhã. Chegando no estacionamento, pegamos o carro, e fomos a Punta Del Diablo. O tempo não estava muito bom, tiramos umas fotos e seguimos a Rocha. Em Rocha almoçamos um chivito imenso, rs, em seguida fomos para a Bodega Garzon. No caminho passamos em Jose Ignacio, mais uma cidade com farol. Pernoitamos em Punta no Hostel El Viajero. 6º dia – 14.09 – Quinta-feira Entregamos o carro na locadora, em seguida pegamos o ônibus para Montevidéu. Ao chegarmos em Montevidéu, decidimos ir logo para Colonia Del Sacramento, onde chegamos somente a noite. Esse dia foi apenas de translado. 7º dia – 15.09 – Sexta-feira Colônia del Sacramento foi inicialmente uma colônia Portuguesa. Espanhóis e Portugueses revezaram diversas vezes a posse da cidade. Diante disso é possível ver a arquitetura desses dois países caminhando pelas ruas de Colônia. Uma manhã inteira, andamos por toda a cidade, ela é bem pequena. A tarde pegamos um ônibus de volta a Montevidéu e pernoitamos no Hostel BO. Esse hostel é super underground e fica pertinho da Ciudad Vieja. 8º dia – 16.09 – Sábado Demos uma volta na Ciudad Vieja pela manhã e almoçamos por lá. A tarde Philipe foi pro aeroporto, eu ainda dei uma volta na Plaza da Independência e fiz uma visita guiada ao Teatro Solis. A noite fui pro Che Lagarto, tinha reservado três diárias. Chegando no Che lagarto encontrei com a Stefani, a conheci no El Viajero na quarta-feira e marcamos de ir juntas a Feira Tristán Narvaja no domingo. 9º dia – 17.09 – Domingo Tomamos café e fomos a feira Tristán. A feira é uma loucura, tem fruta ao lado das roupas, é tudo junto e misturado, mas é sensacional. Tem uma parte de livros também, como nós duas gostamos bastante de livros ficamos loucas, hehehe. Após a feira fomos ao estádio centenário, chegamos lá por volta de 13h mas não conseguimos entrar, pois era dia de jogo, e que jogo, o clássico Peñarol e Nacional. Voltamos a Av. 18 de Julio e fomos andando até a Rambla. Fomos até um local onde havia várias pessoas pescando e assistimos ao por do sol. Nesse dia andamos 16 km, hahaha. 10º dia – 18.09 – Segunda-Feira A Stefani foi embora pela manhã. Duas brasileiras que estavam no quarto comigo me disseram que tinha uma loja na Av. 18 de Julio com roupas de frio em liquidação. Eu que amo uma liquidação e roupas de frio, não resisti e fui lá fazer umas comprinhas. E realmente estava barato comprei três casacos pesados mais uma blusa de lã por UYU 1899. Fui andando até a Ciudad Vieja. Fiz a visita guiada ao Palacio Salvo, e depois fui ao Mercado Del Puerto comprar uns souvenirs. 11º dia – 19.09 – Terça-Feira De madrugada passei bastante mal de gastrite , resolvi usar meu seguro viagem, e fui encaminhada para o hospital Britânico que fica a 1km do Che Lagarto. Fui muito bem atendida tanto pela médica quanto pelo enfermeiro que era gaúcho inclusive. Meu vôo foi às 16:55. Fui bem cedo para o aeroporto para fazer umas comprinhas no free shop, hehehe. Assim terminou minha trip no Uruguai. Voltei apaixonada por esse país e pelos Uruguaios que foram muito receptivos. Espero um dia poder voltar.
  7. Olá Pessoal, Depois de ler muitos relatos aqui no Mochileiros que foram fundamentais pra a construção do nosso roteiro de viagem ao Uruguai e Argentina, me sinto na obrigação de dividir com vocês um pouquinho da nossa experiência de viagem à Punta Del Este, Montevidéu, Colônia Del Sacramento e Buenos Aires. Nossa viagem durou 12 dias, de 02 a 14/06/2017 e posso dizer que foi mais que perfeita! Compramos nossas passagens áreas com 2 meses de antecedência, com a CIA Aerolíneas Argentinas através da decolar.com, pagamos na época R$ 1090,00 com Seguro viagem incluso. Optamos por comprar a ida para Montevidéu e a volta por Buenos Aires, uma vez que todos que já fizeram essa rota indicam conhecer primeiro o Uruguai e depois Buenos Aires por uma questão de transporte e confesso que foi nossa melhor escolha. Fechamos nosso roteiro da seguinte forma: 02/06 – Chegada em Montevidéu – Ida para Punta Del Este 03/06 – Punta Del este 04/06 – Punta Del este 05/06 – Saída de Punta Del este - Chegada em Montevidéu pela manhã 06/06 – Montevideu 07/06 – Montevideu – 08/06 – Saída de Montevideu – Chegada em Colônia do sacramento pela manhã – A noite Ida para Buenos Aires 09/06 – Buenos Aires 10/06 – Buenos Aires 11/06 – Buenos Aires 12/06 – Buenos Aires 13/06 – Buenos Aires 14/06 – Buenos Aires – Pela manhã retorno para SP Concluindo, ficamos 2 dias em Punta Del este, 3 dias em Montevidéu, 1 dia em Colônia do Sacramento e 5 dias em Buenos Aires. Foi tempo suficiente e mais que perfeito para conhecer todos os cantinhos das cidades.
  8. Essa foi a minha 3ª viagem, digamos independente , em 2014 fui a Argentina (Buenos Aires) e 2015 em Foz do Iguaçu, Cidade Del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu (Argentina), em 2016 estava sem recursos $$$ hahaha e por isso precisava de um destino "barato", após pesquisarmos um pouco, decidimos pelo Uruguai, eu e um amigo de infância, realizando um projeto de infância . Com duas semanas de antecedência compramos as passagens aéreas, Belo Horizonte a Montevidéu, a minha ficou por 28 mil pts múltiplos + R$ 339,97 e a dele R$ 1.291,55, ida dia 19/12 e retorno 24/12. Ficamos em um hotel simples, o Viewport Montevideo, mas com ótima localização, próximo ao ponto de ônibus, ao Mercado del Puerto a Av. 18 de Julio e vários outros pontos. Fiz a reserva pela Multiplus para ganhar uns pontinhos e ficou por R$ 660 (a diferença do valor para os outros sites era bem pequena). Chegamos as 01:00 de terça no aeroporto de Carrasco, trocamos moeda apenas para o táxi ate o hotel! 1° dia - Terça Andamos até o porto, que era praticamente no final na rua que estávamos, seguimos para o Mercado del Puerto onde comemos uma deliciosa Parrillada (essencial ne?! haha). Pegamos um City Tour que faz parada em 11 pontos, você não necessariamente desce em todos, se descer você pode pegar o próximo ônibus que passará após 1hr. 1 Puerta de la Ciudadela 2 Explanada Municipal (Av. 15 de Julio) Parada Especial Sólo Domingos (Feria Tristán Narvaja) 3Palacio Legislativo 4 Mercado Agrícola 5 La Diligencia 6 Jardín Botánico 7 Terminal Tres Cruces 8 Estadio Centenario 9 World Trade Center ( Como disse a guia, quanta originalidade hahaha, são 03 torres salvo engano, uma delas é um shopping, tem uma sorveria Freddo bem na frete, minha preferida) 10 Punta Carretas 11 Parque Rodo Pegamos o ônibus de 13:40 hrs e não ficamos com muito tempo para as paradas, pois o ultimo ônibus saia as 16:20. Paramos no World Trade Center (porque eu não resisto ao Freddo) e em Punta Carretas porque uma orla de praia me encanta, Minas não tem mar então paciência. Passamos no mercado para comprar algumas coisas e chegamos no hotel por volte de 20hrs, fizemos um lanche arrumamos e fomos para uma bar que se chama FunFun e que eu super indico, é um bar de tango, lindo, onde tinha outros brasileiros e o cantor no dia cantou varias musicas brasileiras, são muito receptivos e além de tudo em conta $. 2° dia - Quarta Na quarta reservamos um passeio no hotel para Punta Del Este, um bate e volta que passa também em Piriápolis, onde fica o pico de Santo Antônio, que tem uma vista linda e da para aproveitar e fazer uma fézinha, quem sabe. De lá seguimos para a Casapueblo, em Punta del Este. Como não ir? Que lugar lindo! Um dia vou me hospedar la . E de lá almoçamos em Punta, não lembro o nome do restaurante ele foi indicado pela guia, realmente os valores de almoço em geral lá não é muito em conta e esse não fugiu da media. Visitamos o Mano de Punta del Este, que são aqueles dedos enterrados na praia, ficamos um pouco na praia, fizemos uma caminhada pela orla e claro, tomamos um Freddo . Chegamos em casa já a noitinha, arrumamos, pegamos um ônibus e fomos a uma feira que tem Punta Carretas, não tinha muitas coisas para comprar, mas foi um bom passeio, logo ao lado tem um parque de diversões e comemos um pizza próximo a orla. 3° dia - Quinta O passeio foi um pouco cansativo, acordamos um pouco mais tarde, tomamos café e andamos mais um pouco por Montevidéu. Fomos a um outro shopping, almoçamos e fizemos uma caminhada de uns 5km pela orla e voltamos ao hotel já de tarde. A noite choveu bastante, passamos no Cassino que ficava perto do hotel e de lá fomos a um pub irlandês, o The Shannon Irish Pub, muito bom e muito rock, também recomendo, no nosso caso era bem perto do nosso hotel o que foi melhor ainda, voltamos correndo na chuva, seria romântico se não fosse trágico, achei muito difícil pegar táxi lá. 4° dia - Sexta Seria o dia que iriamos para Colôndia Del Sacramento, eu não estava muito animada a ir, mas meu amigo estava, porém não conseguimos o passeio com agência, apenas para sábado, mas também não podia ser pois teríamos que pegar voo a tarde. Então resolvemos ir por conta própria, pegamos um táxi até o terminal de Tres Cruces (experimentei o Chivito) e de lá um ônibus, é uma viagem boa, o ônibus era confortável, chegamos em Colônia quase meio dia, alugamos um carrinho tipo um bug por 4 horas e fizemos um tour pela parte histórica, foi o lugar que mais me surpreendeu, é muito lindo, inevitável de não voltar lá, se tiver oportunidade siga de lá para Buenos Aires, nos não tínhamos tempo. Devolvemos o carrinho por volta de 16hrs, fomos ao pequeno shopping para comermos e seguimos para a rodoviária, na volta pegamos um ônibus que fazia mais paradas, chegamos no hotel bem tarde. Maaaas, como as baladinhas também começam tarde, arrumamos e partimos atrás de um boliche ou para nos boate, mas para nossa surpresa os 2 que fomos estavam fechados, então tomamos um Freddo e ficamos no 21 Bar até amanhecer, é um bar bem dançante e tem ótimas frases em alguns quadros e no teto varias bandeiras do Uruguai, e a tal da cerveja Patricia que até me fez gostar de cerveja. 5° dia - Sábado O nosso último dia, da viagem corrida rsrs Aproveitamos para volta até a Puerta de la Ciudadela e comprar alguns coisas, tipo doce de leite Uruguaio que não pode faltar no estoque, almoçamos em uma pracinha linda e em um restaurante delicioso, voltamos ao hotel pegamos nossas malas e um ônibus para o aeroporto!
  9. Principais cidades visitadas: Montevidéu, Piriápolis, Punta del Este, Jose Ignacio, La Paloma, La Pedrera, Cabo Polônio, Valizas, Águas Dulces, Chuy e Colonia del Sacramento Itinerário resumido Dia 1) Brasília – Montevidéu: Avenida 18 de Julio, Praça Independência e rambla Dia 2) Montevidéu: Bodega Bouza, Mercado Agrícola, Palácio Legislativo e mirante da Torre Antel Dia 3) Montevidéu: Parque Prado, Jardim Botânico, Iglesia de las Carmelitas, Santuario Nacional del Corazón de Jesús (Iglesia del Cerrito), Cidade Velha, Teatro Solís, Parque Rodó e Pocitos Dia 4) Piriápolis: caminhada da Praia de Piriápolis até a Praia San Francisco Dia 5) Punta Negra e Punta del Este: caminhada na Rambla Gral. Artigas, farol e igreja Nuestra Señora de la Candelaria Dia 6) Praia Brava, Casapueblo e Praia Portezuelo Dia 7) La Barra, Jose Ignacio e La Paloma Dia 8 ) La Paloma: Bahía grande, Bahía Chica, Balconada, El Cabito e Solari Dia 9) La Pedrera, Barra de Valizas (Cerro de la Buena Vista), passeio no Monte de Ombués e Águas Dulces Dia 10) Cabo Polonio e Punta del Diablo Dia 11) Parque Nacional de Santa Teresa Dia 12) Compras no Chuy e deslocamento até Colonia del Sacramento Dia 13) Colonia del Sacramento e deslocamento até Montevideo Dia 14) Retorno a Brasília Informações básicas sobre o relato - Relato de uma viagem feita em família, totalmente fora de temporada, em um período ainda de bastante sol e de pouca gente nos lugares. - Nos deslocamos de ônibus entre Montevidéu, Piriápolis e Punta del Este. No último dia em Punta alugamos um carro que usamos até o final da viagem. - No relato você encontrará algumas avaliações de restaurantes, mas não espere referências de restaurantes de alta qualidade, com comidas caras. - No final do relato, encontrará a relação de locais onde nos hospedamos. Povo - Os uruguaios são muito simpáticos e educados de forma geral, exceto com argentino...hehehe Fomos bem atendidos e recebidos em todos os lugares. Câmbio - Trocar dinheiro no aeroporto na chegada é uma cilada. Troque ali só o que for estritamente necessário para o transporte do aeroporto até o hotel. Cotação no aeroporto: R$1 = aprox.. 6,90 pesos. - Mesmo no domingo, há uma casa de câmbio aberta durante o dia na Avenida 18 de Julio, entre a Praça Cagancha (a que tem uma escultura no meio da 18 de Julio) e a Rua Paraguay. Cotação: R$1 = 8,30. - Melhor cotação em Montevidéu: casas de câmbio na Avenida 18 Julio entre rua Julio Herrera y Obes e a Plaza Independencia ou na casa de câmbio próximo à Praça Cagancha. Muitas delas tinham o mesmo valor. Cotação: R$1 = 8,75. - Em Punta del Este encontramos na Av. Gorlero algumas casas de câmbio com a mesma cotação de Montevidéu. - Se no final da viagem, sobrar pesos uruguaios, deixe para trocá-lo no aeroporto, onde a cotação é a melhor para o câmbio reverso. Preços - O Uruguai de forma geral tem fama de ser bastante caro, porém isso é bem relativo. Em relação ao preço de hospedagem, se você não faz questão de hotéis sofisticados, você conseguirá sempre encontrar boas hospedagens por valores mais acessíveis do que os praticados no Brasil. Pelo menos isso foi o que verificamos durante o período de baixa temporada. - Em relação à comida, os preços no mercado realmente são bastante elevados (ex. 1 kg de banana a mais de R$ 10,00). Os preços de lanches simples na rua, em lanchonetes ou em padarias também costumam ser altos. Entretanto é possível comer bons pratos - especialmente os à base de peixe ou massas - em bons restaurantes pagando valores menores do que os de muitos restaurantes razoáveis do Brasil. - Em relação à bebida, o preço da cerveja é muito alto. Nesse caso não tem muito para onde correr. Em supermercados, o preço do litrão da Patrícia ficava geralmente em torno de 90 pesos (R$ 10 aprox.). Já em restaurantes, era raro encontrar por menos de 170 pesos (aprox. R$ 19). Em compensação, os vinhos são bem baratos. Em relação à água mineral, os preços também costumam ser bastante caros, mas dizem que a água de torneira do Uruguai em geral é potável (nós bebemos muito dela, mas só depois de esterilizar com uma SteriPen). - Em relação a transporte coletivo, os preços são mais ou menos equivalentes aos do Brasil. Compras e pagamentos - Na maior parte dos restaurantes há isenção de cobrança do imposto IVA para compras feitas em cartão de crédito. A redução na conta geralmente é de 18%, podendo ir a 22% ou ainda ser maior em alguns lugares se usar cartões Santader ou American Express (foram os que vi). Vale a pena optar pelo pagamento com cartão de crédito mesmo com o IOF que incide na operação. - Se for estender a sua viagem até Punta del Diablo/Parque Nacional de Santa Teresa, vale a pena ir à fronteira (Chuy) para comprar bebidas alcoólicas e talvez alguns cosméticos, calçados e roupas. Compramos bebidas absurdamente baratas lá e muitas das quais, como o Absinto 89%, impossíveis de achar por aqui. Comidas e serviço em restaurantes - Em muitos restaurantes se cobra uma taxa de cubierto, que é referente a pãozinhos de entrada acompanhados de um molho ou pasta do restaurante ou às vezes só de ketchup, mostarda ou maionese industrializada, além dos talheres e guardanapos (!!!). Geralmente eles informam no cardápio o valor da taxa ou colocam em placas na frente do estabelecimento que ali ela não é cobrada. É uma cobrança cultural abusiva, que também é praticada na Argentina. Se não quiser pagar, pergunte ao garçom se a taxa é cobrada antes de se sentar. - Além do cubierto, costuma-se cobrar 10% de serviço à parte (opcional). - Na maior parte dos restaurantes que fomos, além das opções com carne vermelha e frango. havia opções mais econômicas a base de peixe ou de massas artesanais. - Há Chivito em todos os lugares...para mim o Chivito é uma espécie de um grande X-tudo gourmet. - Experimente o licuado! Delicoso sucão de fruta grosso (smoothie); - Bolueños de algas é a melhor coisa que você poderá comer no Uruguai!!! =D - Sorvetes: os da El Faro (sorveterias em Atlántida, Piriápolis e Punta del Este) e da Chelato (no Mercado Agrícola) são deliciosos...os da Freddo também são, mas esses são argentinos e não uruguaios...experimente sempre um de doce de leite para ter um patamar de qualidade; no McDonalds tem uma opção deliciosa de topping com doce de leite da Lapataia, que pode ir em cima de um sorvete de doce de leite (normal de ruim para mim que nem os outros deles); - Alfajores: há de vários tipos em tudo que é mercadinho e padaria. Experimentamos os seguintes: 1) Lapataia – não gostei...gosto de biscoito de maisena muito em destaque e pouco gosto do chocolate e do doce de leite; 2) Portezuelo – também não gostei...gosto meio insosso de leite em pó; 3) de las Sierras de Minas – também não gostei muito...acho que a descrição é a mesma do Lapataia; 4) Ricard (de menta) – não curti...bem forte o gosto de menta e a cobertura de chocolate é bem sem graça; 5) Punta Ballena – exprimentamos quatro tipos diferentes (tradicional, triple, negro, branco), todos muito bons, com destaque para o negro; 6) Nativo Premium – excelente...bastante recheado e com cobertura de chocolate deliciosa; 7) Marley - alfajores bajoneros (comprado em Punta del Diablo) – muito bom...acho que foi o meu favorito junto com o Nativo...chocolate marcante e doce de leite muito gostoso. 1º ao 3º DIA) MONTEVIDÉU Dia 1) Chegamos em Montevidéu perto de 14h no domingo, dia 19/03. Do aeroporto para o Centro pegamos um ônibus da empresa Copsa, por 58 pesos por pessoa. Essa é a opção de transporte mais barata saindo do aeroporto com destino ao Centro e Ciudad Vieja. É um ônibus simples, de linha regular, sem espaço específico para guardar bagagem. Como era domingo e talvez um pouco por conta do horário, o ônibus estava vazio e foi bem tranquilo de carregar as bagagens no corredor. As outras opções de transporte da COT e da Cutcsa custam a partir de 174 pesos por pessoa. Dá para obter informações sobre as linhas de ônibus no centro de informações ao turista do aeroporto. O trajeto de ônibus até o centro levou uns 50 min. Deixamos as malas no hotel, que era próximo à Plaza Ing. Juan Pedro Fabini, e depois caminhamos pela Avenida 18 de Julio até a Praça Indepencia. A praça abriga em seu centro uma estátua de José Gervasio Artigas, sob a qual há um mausoléu, e tem em suas adjacências o Palácio Salvo (prédio que já foi o mais alto da América do Sul), a Porta da Cidadela (portal do período colonial onde se inicia a rua de pedestres Sarandí), a Torre Executiva (sede atual do governo), o Teatro Solís e alguns prédios modernos. A praça é um dos grandes destaques de Montevidéu. Retornamos pela Avenida 18 de Julio até a a Intendencia (Prefeitura), passando pela agradável Plaza ing. Juan Pedro Fabini, pela bela Plaza Cagancha e pela Fonte dos Cadeados. Depois paramos para almoçar-jantar no Bar Hispano, que ficava praticamente de frente ao nosso hotel. Pelas avaliações do Trip Advisor deveria ser um local econômico e com boa comida, mas infelizmente os pratos não eram tão baratos (370 pesos o menu) e foi onde descobrimos uma coisa triste na nossa viagem: a cerveja no Uruguai é bastante cara. Pedi um peixe assado e minha mãe e meu irmão pediram um menu com entrecotê. O peixe estava muito bom, já minha mãe e meu irmão não puderam dizer das entradas do menu e da carne, que estava bem insossa. Depois da refeição, descemos para a Rambla do Barrio Sur para curtir o final da tarde. Nessa época estava escurecendo depois das 19h. Uma coisa que nos chamou atenção era o tanto de gente que ficava ali nas ramblas lendo, mexendo no celuar, conversando em grupos ou simplesmente fazendo nada acompanhada sempre de um chimarrão uruguaio. Ao anoitecer voltamos para o hotel e assistimos um filme, tomando vinho Tannat comprado em um mercado no meio do caminho. Dia 2) Fomos de Uber até a vinícola Bodega Bouza para fazer a visita guiada de 10h30 (corrida do Uber: 410 pesos). A visita pode ser reservada pelo site ou pode ser agendada na hora (foi o que fizemos). Dura aproximadamente uma hora e é de graça, recomendando-se apenas a compra de uma garrafa de vinho. Fomos guiados por uma ótima guia que falava português muito bem. Ao longo da visita são apresentados pomares de uva e todo o processo de extração do suco e da fabricação do vinho. A visita se encerra em uma coleção de carros antigos. Após o passeio, há opção de fazer uma degustação de vinhos no restaurante (1200 pesos) e de almoçar no restaurante, que dizem que é um dos melhores de Montevidéu. Os preços e os horários de visita são encontrados no site da Bodega. Gostamos bastante do passeio e certamente recomendamos. Depois da experiência na Bodega pegamos outro Uber até o Mercado Agrícola, onde iríamos almoçar. Corrida do Uber: 400 pesos. O Mercado Agrícola é um antigo mercado, que foi reformado e reinaugurado em 2013. Tem duas ou três frutarias, lojas de eletrônico, de roupa, de material de construção, muitas lojas de produtos naturais, duas sorveterias, uma cervejaria local e alguns restaurantes. No almoço, optamos pelos seguintes restaurantes com respectivos pratos solicitados: a) FrescoMar: cazuela de pescado (290 pesos) - peixe ao molho, gostoso, mas com sabor muito forte e enjoativo depois de um tempo; b) Chekere Restobar: costillas de cerdo (290 pesos) - costela de porco com um arroz com feijão preto – a carne estava mto boa, mas o arroz estava um pouco oleoso; c) Cocoricó: pollo a milanesa (240 pesos sem refrigerante) - frango à milanesa - estava bom, mas era um prato bem simples. Depois de almoçar, tomamos sorvete na Chelatto...deliciosos, conforme já apontei no começo do relato. Em seguida fomos ao Palácio Legislativo (bem pertinho do Mercado) para fazer a visita guiada em seu interior. O Palácio por fora é monumental, mas é em seu interior que está grande parte da sua beleza, que é de deixar o queixo caído! A visita pode ser feita com guia que fala português, dura um pouco mais de 1 hora e as saídas ocorrem às 10h30 ou às 15h, de segunda a sexta-feira, sendo recomendado chegar um pouquinho antes para garantir vaga no grupo. Custo por pessoa: 90 pesos ou 3 dólares. Depois da visita, caminhamos algumas quadras até a Torre Antel, torre de telecomunicações situada próximo do porto de Montevidéu de onde se tem uma vista panorâmica incrível da cidade. As visitas são gratuitas e no site constava que ocorriam 2ª, 4ª e 6ª feira às 15h30, 16h, 16h30 e 17h e 3ª e 5ª às 10h30, 11h, 11h30 e 12h. Chegamos umas 16h40 e logo conseguimos subir. Pudemos ficar lá até quase 17h. No fim, achamos que não havia de fato um controle dos horários e que as subidas até o mirante aconteciam de acordo com a demanda. Em seguida retornamos de ônibus ao hotel. Custo da passagem de ônibus dentro de Montevidéu: 33 pesos por pessoa. Dia 3) Acordamos cedo para ir ao Parque do Prado, Jardim Botânico e Rosedal, localizados em um mesmo complexo no Prado, bairro com algumas casas enormes e bem bonitas, mais ao norte de Montevidéu. Acho que é um passeio que vale a pena apenas se tiver com tempo sobrando. O Parque do Prado não tem nada de mais; o Rosedal é simples, mas deve ser bonito na primavera; e o Jardim Botânico é legal, mas é bem simples mesmo em comparação com alguns parques urbanos brasileiros. Fizemos o deslocamento até lá em um ônibus da linha 427 que pegamos na rua Paraguay, no sentido do Prado. Próximo ao Parque do Prado, ainda visitamos a Iglesia de las (los) Carmelitas, uma bela igreja de estilo gótica, construída em 1929. Estava fechada, mas por sorte, enquanto estávamos tirando fotos na frente, um casal saiu da igreja acompanhado por uma funcionária da secretaria paroquial e nós pudemos entrar para conhecê-la por dentro. Talvez seja só questão de bater na porta ou tocar a campainha para abrirem a porta. Depois fomos até um McDonald’s, próximo ao Jardim Botânico, na Av. Joaquín Suarez, para pegar wi-fi e solicitar um Uber para ir ao Santuario del Cerrito de la Victoria (ou Santuario Nacional del Sagrado Corazón de Jesús). Avistamos essa grande igreja do mirante da Torre Antel no dia anterior e ficamos curiosos em conhecê-la. Custo do Uber: 110 pesos O Santuario é realmente imponente por fora. Por dentro tem uma arquitetura moderna com cúpulas altas. Vale a pena conhecer! Depois de algumas fotos na igreja, fomos andando até a Av. Gral. San Martín onde pegamos um ônibus à Ciudad Vieja (linha 396). Acabamos contrariando o motorista do Uber que havia nos falado que a região não era muito tranquila, mas como não identificamos nenhum risco, resolvemos fazer a caminhada até a parada e no fim foi tudo super tranquilo. Na Ciudad Vieja almoçamos no El Peregrino, um dos restaurantes do Mercado del Puerto. Escolhemos o restaurante basicamente pelo preço e porque gostamos do ambiente. Solicitamos uma parillada sem míudos (1290 pesos; com miúdos seria 1190). Para quem não sabe a parrillada tradicional é o churrasco uruguaio/argentino com frango, carne vermelha, morcela (linguiça de sangue), rins e intestino assados. A comida era muito farta e dava para quatro pessoas comerem bem. Meu irmão e minha mãe que têm o hábito de comer carne vermelha e frango, gostaram muito. > Uma dica se você não quiser usar cartão de crédito na viagem, mesmo com os descontos de 18% em restaurantes referentes à isenção de IVA, é levar notas de reais ao Mercado. Muitos lugares aceitam com uma cotação bem mais generosa do que a das casas de câmbio. Depois do almoço, percorremos a Ciudad Vieja passando pelo imponente Banco República, Iglesia San Francisco de Assis (infelizmente em reforma), Praça Zabala e depois seguimos pela rua de pedestres Sarandí até a grande e bonita Catedral Metropolitana. Por último fomos ao Teatro Solís, onde fizemos a visita guiada. A visita dura aproximadamente 40 min, com opção de guia em português, e vale muito a pena para conhecer a história do Teatro e os seus ambientes interiores majestosos. Custo (por pessoa): 60 pesos. Visitas 3ª e 5ª feira, 16h; 4ª, 6ª e domingo, 11h, 12h ou 16h; e sábado 11h, 12h, 13h ou 16h. Depois da visita pegamos um Uber até o Parque Rodó. Custo do Uber: 132 pesos. O Parque possui algumas esculturas interessantes, um lago artificial e muitos ambientes sombreados agradáveis, mas infelizmente estava todo em obras e não estava com boa aparência. Acho que vale a pena conhece-lo apenas se estiver de bobeira, sem nada para fazer. Depois fomos andando até a praia de Pocitos para curtir o final da tarde. Caminhada de pouco mais de 2 km. Pocitos, guardada as devidas proporções, me lembrou um pouquinho Copacabana com seus prédios de arquitetura modernista e com a sua calçada em que muitas pessoas praticavam esporte. Na extremidade da praia se encontra o disputado letreiro escrito “Montevideo”. Para fechar esse dia cansativo, pegamos um ônibus até o nosso hotel onde relaxamos, tomando uma cervejinha. Percepção geral de Montevidéu: a cidade, mesmo sendo a mais populosa do Uruguai é bastante tranquila, mesmo à noite, e agradável. Um ponto negativo apenas para a sujeira em muitas ruas. Dá para ir praticamente a todos os lugares usando transporte público, basta ter cara de pau e perguntar aos moradores sem medo de se enrolar no portuñol. 4º DIA) MONTEVIDÉU – PIRIÁPOLIS Depois do café da manhã, fomos até o Terminal de Tres Cruzes de Uber (138 pesos) e pegamos o primeiro ônibus da empresa COT com destino a Piriápolis. Custo por pessoa: 200 pesos + taxa de embarque de 13 pesos Depois de 1h45 de viagem, chegamos ao terminal de Piriápolis, onde pegamos um táxi até o nosso hotel, Gran Colonial Riviera, no finalzinho da praia de Piriápolis (custo: 110 pesos). Deixamos as malas no hotel e fomos caminhar pela Rambla de los Ingleses. Acabou que na empolgação andamos até o início da Playa San Francisco (aprox. 2,5 km). Fizemos o caminho apreciando as praias rochosas, impróprias para banho de forma geral, e as belas casas de veraneio ao longo da rambla. No caminho, infelizmente descobrimos que uma das atrações da cidade, a subida em teleférico até o alto do Cerro San Antonio, estava fechada, assim como quase todos os restaurantes. No retorno pela rambla, paramos para almoçar no Kiosko El Pescador, um quiosque simples, próximo a outros quiosques de pescadores. Pedimos arroz com polvo (310 pesos) e Brotola al Presidente (peixe pescado nas profundezas do mar uruguaio coberto por mariscos e molho de tomate – 395 pesos). Os pratos não eram fartos e a comida era gostosas, mas nada de excepcional. Depois seguimos pela rambla até a Praia de Piriápolis. Lá olhamos algumas coisas nas lojinhas que estavam abertas e paramos para tomar um sorvetinho na sorveteria El Faro, que tem sorvetes deliciosos. Vale pedir algum de doce de leite, como em qualquer sorveteria do Uruguai. Após os sorvetes voltamos ao hotel. 5º DIA) PUNTA NEGRA – PUNTA DEL ESTE Acordamos cedo, tomamos café e pegamos um táxi para Punta Negra. O custo da viagem ficou em absurdos 380 pesos. Há opção de ônibus até lá, mas não conseguimos informações no hotel e nem na internet. =( Punta Negra é um local bastante tranquilo, ainda com poucas casas e pouquíssimos restaurantes. A praia tem uma faixa de areia relativamente estreita e é bastante inclinada em diversos trechos. Foi onde dei o meu primeiro mergulho no mar na viagem. Achava que a água estaria congelante, mas não era tão fria assim. Na verdade, na maioria das praias do Uruguai que conhecemos a água era menos fria do que a de algumas praias do Rio de Janeiro e de Florianópolis. O maior problema é o vento...sim, venta muito em todos as praias. Depois de curtir um pouco a praia, resolvemos voltar para Piriápolis. Paramos em uma casinha de salva-vidas, por volta de 12h20, para saber sobre ônibus públicos e enquanto o pessoal buscava informações e tentava nos ajudar, eis que vemos o ônibus passando na rua. Azar! Hehehe Tivemos que voltar de táxi e pagar novamente aquele valor absurdo na viagem. Pegamos as malas no hotel e fomos ao terminal para pegar um ônibus rumo ao nosso próximo destino: Punta del Este. Acabamos pegamos outro ônibus da COT. Custo por pessoa: 116 + 10 pesos de direito de embarque. Percepção geral de Piriápolis (incluindo Punta Negra): a cidade é tipicamente de veraneio. Nesse período em que fomos a maior parte das coisas estavam fechadas. Particularmente eu não curti muito a cidade...talvez a expectativa criada tenha sido um pouco alta, especialmente em relação a Punta Negra. Depois de 50 min de viagem, chegamos em Punta del Este ainda no meio da tarde. Descemos com as malas até o hotel, deixamo-las lá e saímos para dar uma volta pela cidade. Primeiro fomos á área portuária, de onde vimos a Playa Mansa. Depois seguimos até a agradável praça que tem a Iglesia Candelaria – igrejinha azul bastante simpática – e o Farol. De lá descemos à Playa de los Ingleses e seguimos andando pela rambla até a Playa El Elmir, antes da qual há uma imagem da Virgen Candelaria. Depois de toda essa caminhada agradável, voltamos ao hotel. À noite saímos para jantar, comemorar o aniversário da minha mãe e assistir ao jogo Brasil (4) x Uruguai (1). Muitos restaurantes de Punta estavam fechados. Acabamos optando jantar no restaurante Miró Restô-bar, onde comemos uma boa Picada de mar (1300 pesos + 60 pesos por pessoa de cubierto). A Picada era uma grande e variada porção de frutos do mar e peixe. Estava muito boa, tirando o anel de lula que estava meio mole. Vale dizer também que a entrada (cubierto) era bem fuleira. 6º DIA) PUNTA DEL ESTE, CASAPUEBLO E PRAIA PORTEZUELO Tomamos café da manhã no hotel e depois fomos à Playa Brava, com direito a parada (obrigatória) para tirar fotos na escultura Los Dedos. Curtimos a manhã ali na Praia Brava, que, apesar do nome, proporciona um bom e tranquilo banho de mar. Depois fomos ao Terminal de Punta para pegar um ônibus com destino a Casapueblo. Pegamos um ônibus da COT às 13h30. Havia opção também de ônibus da Copsa às 14h. Ambos custam 68 pesos. São ônibus que depois seguem viagem a Piriápolis. Tentei obter informações sobre a linha 20, que vi citada em relatos na internet, e não souberam me informar nada no Terminal. Os ônibus da COT e da Copsa assim como os da linha 20 param na parada na Ruta 10, perto do Mirante de Punta Ballena, de onde se tem uma bela vista da praia de Portozuelo. Creio que quem está vindo de Montevidéu ou de Piriápolis para Punta del Este possa também descer nesse local. Desse ponto até a Casapueblo dá 30 min de caminhada em um ritmo tranquilo. Chegamos à Casapueblo muito cedo para quem gostaria de assistir o pôr do sol lá. Decidimos então tentar ir caminhando até a praia de Portozuelo. Descobrimos que por ali não seria possível e que teríamos que voltar todo o caminho, mas acabou que por sorte conseguimos uma carona com um casal brasileiro-uruguaio que nos levou até a praia, mesmo desviando completamente do caminho deles...todo o meu amor por pessoas aleatórias que cruzam nossos caminhos em viagens para nos salvar! A praia de Portozuelo é uma praia bem agradável. Se você estiver com tempo livre, vale a pena ir nela para dar uma relaxada. Depois de curtir a praia, retornamos por um caminho pela extremidade da praia, onde há uma rampa seguida por uma escada que desemboca numa rua já relativamente próximo da parada de ônibus onde descemos inicialmente. Se quiser ir à praia antes de ir à Casapueblo, o caminho é o seguinte: siga a rua em frente ao condomínio próximo à parada de ônibus, no sentido contrário ao da pista que vai a Casapueblo; vire depois na rua próximo à casa La Blanca e siga até a casa Le Roc...o caminho é ali a sua direita (ou à esquerda da Le Roc), passando entre essa casa e a casa vizinha. Acabou que assim que iniciamos a nossa caminhada à Casapueblo, no mesmo percurso que já havíamos feito, passou um micro-ônibus, que nos levou até próximo da casa. Custo do ônibus por pessoa: 33 pesos. A Casapueblo é realmente uma construção com uma arquitetura única e criativa elaborada pelo artista Carlos Paes Vilarró ao longo de mais de 35 anos. Abriga obras do artista, matérias jornalísticas e vídeo sobre a sua trajetória e ainda tem um espaço dedicado ao seu filho, um dos sobreviventes do famoso acidente aéreo com o time de rugby nos Andes. Eu particularmente achei o museu bem desorganizado e ruim de informações. Custo da entrada: 240 pesos. No final da tarde, há o “espetáculo do pôr do sol”. Os terraços da casa ficam lotados de pessoas afoitas para tirar fotos e registrar o belíssimo pôr do sol no horizonte ao som de uma poesia recitada pelo Vilarró sobre um fundo musical. Eu só não achei mais brega que o saxofonista com o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré, mas sim o pôr do sol ali é realmente bonito demais! Para voltar tentamos pegar umas caronas, mas não conseguimos. Acabou que andamos até a parada e pegamos, às 19h30 aproximadamente, a linha 20 na parada do lado oposto da que descemos. Custou 43 pesos por pessoa e deu uma grande volta por dentro de Maldonado. Os ônibus das empresas Copsa e COT vão praticamente direto. À noite comemos na Bigote Food Truck. Local bem legal com opções de pizza, sanduíches, hamburguers, cerveja artesanal e umas coisinhas doces. Carinho, como quase tudo em Punta. Minha mãe e meu irmão comeram um chivito meio gourmetizado (350 pesos) e eu comi uma deliciosa hamburgesa vegetariana (280 pesos). 7º DIA) PUNTA DEL ESTE – JOSÉ IGNACIO – LA PALOMA Alugamos um carro pela manhã na Punta Car, em frente ao Terminal de ônibus. Das locadoras com possibilidade de devolução do carro em Colonia del Sacramento ou Montevidéu, essa foi a mais barata que achamos. Valor do aluguel Gol (carro mais barato disponível): 36 pesos para 6 dias ou 29 pesos para 7 dias + 40 dólares para entrega no aeroporto + 10 dólares para condutor extra. Saímos no carro rumo ao nosso destino inicial: José Ignácio. Passamos pela ponte diferentona Leonel Viera, entre La Barra e Punta, e depois passamos por dentro de La barra, com direito a uma parada na agradável Playa Montoya. La Barra tem várias lojinhas de artesanato, barzinhos e restaurantes. Tem muito mais cara de cidade de praia do que Punta. Segundo o menino que estava pegando carona com a gente, fica bastante lotada durante o verão, sendo bem difícil de trafegar de carro por ali. Percepção geral de Punta del Este: a cidade é bem diversa. Tem uns cantinhos com um clima de cidade pequena praiana e outros com cara de cidade grande elitizada. A Playa Brava até que é boa de tomar banho e me surpreendeu positivamente. Voltaria em outra época para curtir pelo menos um dia em La Barra. Por fim, de forma geral as coisas são bastante caras na cidade. Depois de 33 km de estrada, chegamos em José Ignácio. O destino é um balneário cheio de casas de arquitetura moderna e com umas das praias mais bonitas que conhecemos em todo o litoral uruguaio, a Playa Brava, com especial destaque para o farol que dá um charme a mais à praia. Depois de passar a tarde em José Ignácio, pegamos novamente a Ruta 10 com destino a La Paloma. No caminho dois destaques especiais: Laguna Garzon, bela lagoa onde havia muitas pessoas fazendo kite surfing, embelezando ainda mais a paisagem, e uma ponte em formato circular sobre a Laguna. Impossível não fazer paradas para tirar fotos. Após essa ponte há um trecho de estrada de chão até chegar a Ruta 9. Há uma outra opção de caminho que pega a Ruta 9 anteriormente. É um pouco mais rápida e evita a passagem pela estrada de chão. Não recomendo já que se perde a paisagem da Laguna Garzon e a ponte circular. Depois de 85 km de estrada, chegamos a La Paloma: uma cidade praiana bem tranquila com uma ocupação meio espraiada e boas opções de restaurantes, concentrados especialmente na Av. Nicolás Solari. Fomos direto à nossa hospedagem e depois saímos para jantar. Escolhemos para a refeição o restaurante Pio Nonno, onde recebemos o melhor prato de entrada da viagem, com pães caseiros e uma pasta de grão de bico deliciosa, tudo sem cobrança de cubierto. Escolhemos pratos com peixe (preço médio de 380 pesos). Acabou que não registrei quais eram os pratos, mas garanto que estavam todos deliciosos. 8º DIA) LA PALOMA Depois de tomar café da manhã na hospedagem, seguimos para a Baia Chica e Baia Grande: duas praias abrigadas, de água parada. Acabei não curtindo muito esse lado de La Paloma. Depois seguimos ao farol, de onde tivemos uma bela vista das praias e da cidade. Atenção: o farol fecha de 12h às 15h. Valor: 25 pesos. Em seguida fomos a Playa la Balconada, que é a que fica mais próximo ao farol. A praia é muito agradável e bonita, mas achei meio ruim para banho, já que afunda bem rápido. Depois de umas cervejinhas e de um almoço-lanche na praia, seguimos para a praia El Cabito (acesso ao estacionamento se dá na rua que tem placa do hotel Portobelo). Essa praia é uma piscina de água represada por rochas. Uma boa opção para quem não sabe nadar ou gosta de água parada. Após algumas fotos na El Cabito, demos uma passadinha na praia los Botes, para tirar algumas fotos, e seguimos para a praia Solari para curtir o final da tarde. Esta praia é uma continuidade da praia Anaconda, possui uma larga faixa de areia e é melhor para tomar banho do que la Balconada. À noite jantamos na pizzaria El Sargo. Os valores das pizzas giram em torno de 170-200 pesos. A pizza é basicamente a massa com molho de tomate e mais dois ou, se muito, três ingredientes. A maior parte das pizzas encontradas no Uruguai são simples como essa. Uma pizza no restaurante serve bem uma pessoa com fome e é gostosinha, especialmente por conta do bom molho, mas nada de excepcional. 9º DIA) LA PALOMA – LA PEDRERA – VALIZAS – ÁGUAS DULCES Saímos cedo com destino final em Águas Dulces. Demos uma desviada no caminho para conhecer La Pedrera: uma cidadezinha bem legal com uma rua central com várias opções de restaurantes e bares e um clima gostoso de cidade praiana. Infelizmente por conta do horário e também por ser período de baixa temporada estava quase tudo fechado na cidade. Demos uma paradinha na Playa del Barco para tomar um banho e tirar umas fotos. Gostei bastante dessa praia que tem esse nome devido a um barco encalhado em suas areias. Dica: procure tomar banho não muito próximo do barco, onde a correnteza é mais forte. Depois demos uma passadinha pela rambla próxima à Playa Desplayado e seguimos viagem com aquela vontade de voltar á cidade com tempo para curti-la. Seguimos na Ruta 10 tendo como o nosso próximo destino o ponto de saída para o passeio pelo Monte de Ombués, localizado km 267 da Ruta 10 logo após uma ponte – Agência Monte Grande, a única existente ali. No local o responsável pelo passeio, senhor Marcos, nos informou que era necessário formar um grupo de 6 pessoas ou fechar o barco pelo valor de 3000 pesos para nós três. Achamos caro e preferimos deixar para voltar mais tarde, às 15h, horário que segundo ele poderia ter mais gente interessada no passeio. Fomos então para Valizas, uma vilazinha bem simples, com casas rústicas e poucos restaurantes, que estavam fechados. Não sei se recomendaria ficar na vila, mas com certeza absoluta recomendo o que nós fizemos por lá. Estacionamos o carro em um estacionamento próximo à praia e fomos conhece-la. A praia tem uma larga faixa de areia que se estende até perder de vista em seu lado esquerdo. Do lado direito há uma bela lagoa formada pelo rio Arroyo Valizas, seguida por dunas que margeiam a praia. Olhando adiante sobre as dunas, avista-se algumas rochas que despontam na areia. Acabamos decidindo ir até uma dessas rochas que se situava no ponto mais elevado das dunas. Uma caminhadinha cansativa de uns 40 min, 1 hora, mas que foi bastante recompensadora. Dessas rochas elevadas se tem uma visão fantástica do Arroyo Valizas, do povoado de Valizas, da Laguna de Castillos, de Cabo Polonio e das ilhas de rocha no mar. Acabamos descobrindo posteriormente que esse ponto se chama Cerro de la Buena Vista. Depois dessa grata surpresa, voltamos ao carro e seguimos novamente ao local de onde sairia o passeio pelo Monte de Ombués. Dessa vez, para a nossa sorte, havia mais uma turista canadense e um americano que também queriam fazer o passeio...por sinal essa era a terceira tentativa deles de fazer esse passeio com outras pessoas. Acho que demos sorte! hehehe O passeio parte dali em um catamarã pelo Arroyo Valizas, passando por umas casinhas de pescadores, e segue por uns 20 min até o Rincón de los Olivera, propriedade do nosso guia Marcos, situada já próximo à Laguna de Castillos. Ao longo dessa rota de catamarã, aprendemos como funciona a atividade de pesca de camarão na região e conhecemos os nomes de algumas espécies de aves que avistamos. Partindo do Rincón de los Olivera seguimos por uma caminhada de mais de 1h de duração, passando por várias árvores conhecidas popularmente como "ombus" aqui no Brasil. Essas árvores são espécies arbustivas muito interessantes devido ao seu padrão de crescimento bem peculiar. Seus troncos e galhos são esponjosos e formados por sucessivas camadas de placas dérmicas que se destacam facilmente quando a planta é atacada por algum patógeno e com isso a planta forma padrões bem interessantes. Depois desse passeio pela propriedade, atravessamos o rio para conhecer uma reserva natural protegida pelo Governo. A reserva consiste em uma floresta mais densa do que a encontrada no Rincón com ombus, butiás e outras espécies botânicas. Depois de uma volta pela reserva, é chegada a hora de retornar ao nosso ponto de partida para o passeio. Considerei o passeio bem bacana. O guia Marcos tem uma paixão muito grande pela conservação do local e conduz os turistas com grande prazer. Acho só que o passeio poderia ser um pouco mais curto e talvez com alguma coisinha extra a mais...tipo placas informativas ou quem sabe um agradinho a mais ao visitante, como um suco de butiá ou alguma outra coisa da região. Em seguida dirigimos até Águas Dulces, cidade que seria a nossa base para pernoite. A cidade é bem agradável e tranquila. Tem uma feirinha de artesanato que deve ser bastante animada no período de alta temporada. Na rua principal há algumas opções de bares e restaurantes, que em sua maioria estavam fechados. À noite jantamos no restaurante Wahieke. Comemos gramajo (batata fritas com mariscos – 280 pesos), sorrentinos recheados com siri (310 pesos) e um prato de merluza com cogumelos e alcaparras (360 pesos). O gramajo estava bom, mas é muito enjoativo; o de siri estava bem gostoso, mas veio em pouca quantidade; e a merluza que estava boa. De forma geral a nossa avaliação foi positiva, mas se você for lá, é melhor ir sem expectativas em excesso. 10º DIA) ÁGUAS DULCES – CABO POLONIO – PUNTA DEL DIABLO Depois do nosso café da manhã no hotel, fomos à praia de Águas Dulces. A praia é ocupada meio desordenadamente por algumas casas que avançam muito sobre a areia. Eu particularmente não a curti. Depois da praia seguimos para Cabo Polônio, povoado situado em um parque nacional, cujo acesso se dá no km 264 da Ruta 10. O acesso ao parque só é permitido em veículos (jardineiras) autorizados com saída a cada hora e meia (9h30, 10h30...). Já o retorno tem saídas do povoado a cada hora (14h, 15h...). Valores: estacionamento – 190 pesos a diária e transporte ida/volta – 218 pesos por pessoa. O transporte leva aproximadamente 25 min até o destino. Cabo Polônio é um charmoso povoado com várias opções de hostels, restaurantes charmosos, casinhas em estilo mediterrâneo e outras com meio “hippie”, aliás este é um adjetivo que se encaixa para o clima de Cabo Polônio como um todo, sem desmerecer o lugar. Quando se pesquisa sobre Cabo Polonio frequentemente se encontra nos relatos adjetivos superlativos como “paradisíaco”, “maravilhoso”, “inesquecível”. Do meu ponto de vista é um lugar realmente muito interessante, mas meio superestimado. Digo isso porque as praias ali não são das mais bonitas, mas reconheço que o lugar tem um clima muito agradável. Passar uma noite ali em algum hostel, especialmente na época de alta temporada, deve ser garantia de boas amizades e de muita diversão. No nosso passeio, primeiro fomos ao farol, próximo do qual se avista alguns leões e lobos marinhos. Dependendo da época é possível também avistar baleias e outros mamíferos aquáticos se você tiver sorte. Depois seguimos para a Playa Sur, que é a mais próxima das casas brancas e é melhor a para banho em Cabo Polonio. Depois de comer algumas coisinhas e relaxar um pouco na Playa Sur, seguimos por dentro do vilarejo até a Playa Calavera, a qual tem algumas embarcações na areia, restaurantes e hostels próximos. Dela muitas pessoas seguem numa caminhada de 8 km até o Cerro de la Buena Vista ou até Valizas. Particularmente eu não curti muito essa praia. Depois de um tempo na Playa Sur, resolvemos pegar o transporte de volta à entrada do Parque e seguir, um pouco mais cedo do que prevíamos a princípio, até o nosso próximo destino: Punta del Diablo. Punta del Diablo se inicia como uma série de casas e mercados ao longo de uma rodovia, a qual mais adiante desemboca no centro da cidade, onde há uma boa concentração de bares e restaurantes. Almoçamos, já meio tarde, no restaurante Cont., situado próximo à Playa de los Pescadores. Na refeição pedimos uma Tabla del Mar (720 pesos) e um prato do dia, que neste dia era um peixe assado (250 pesos). A tabla é um misto de camarões, peixe e mexilhões empanados mais os deliciosíssimos boñuelos de alga. Como já falei no início do relato, boñuelos é uma das melhores coisas que você pode experimentar no Uruguai. O restante estava com um empanado meio grosso, que acaba roubando o gosto de tudo. O peixe do prato do dia estava satisfatório. Depois do almoço, paramos em uma barraquinha ali na rua da Playa de los Pescadores para tomar um licuado, bebida uruguaia que foi sugerida pelo garçom brasileiro que nos atendeu no restaurante. A bebida é um sucão grosso (ou smoothie) delicioso feito com frutas naturais. Valor: 100 pesos. Depois fomos para a nossa hospedagem. No caminho compramos uns pães artesanais de um casal que os estava vendendo em uma Kombi (ou seria um carro normal? Não lembro agora hehehe). Muito gostosos! 11º DIA) PUNTA DEL DIABLO – PARQUE NACIONAL DE SANTA TERESA Depois do café da manhã seguimos para o Parque Nacional de Santa Teresa, que fica a poucos quilômetros de Punta del Diablo. Infelizmente tivemos um pouco de azar e pegamos um tempo meio fechado pancadas de chuva neste que foi o melhor destino de toda a viagem! Acessamos o parque pela sua primeira entrada e fomos primeiramente ao Mirador Mangrullo (dispensável já que a vista lá não é muito boa). Depois seguimos até a Playa Grande, a qual tem uma faixa de areia bem larga. Do meu ponto de vista é a menos charmosa de todo o Parque. Depois seguimos para a zona do Parque que reúne o Invernáculo, com várias espécies de plantas de todos os continetes; o Sombráculo, com plantas subtropicais e um aquário; e o Rosedal, jardim com aproximadamente 300 espécies de rosas. Por ali há também um acesso para um mirante de aves que fica próximo a um lago, que vale a pena ser conhecido devido à sua bela paisagem. Em seguida, fomos a Playa del Barco, praia lindíssima, com bastante vegetação no entorno, mas infelizmente chegamos nela embaixo de chuva forte. Depois seguimos para a Playa Achirras. Recomendo entrar nela pelo acesso logo depois da Playa del Barco. Bela praia, mais curtinha que as outras. Por último fomos a Playa de la Moza. Essa é a que tem mais infraestrutura nas proximidades, com restaurante, grande estacionamento e área de camping. Alguns a consideram a melhor e mais bonita do Parque. Difícil de dizer. Talvez eu fique entre ela e a Playa del Barco. Depois de um tempinho passando muito frio na Playa de la Moza e sem coragem alguma para entrar na água, seguimos para a Fortaleza do Parque Nacional. A Fortaleza é um grande forte construído em 1762, que teve um papel chave nas lutas entre espanhóis e portugueses pelo domínio da região. Após o seu abandono no século XVIII, a Fortaleza foi recuperada nos anos trinta. Seu acesso fica a apenas 500 metros da Rodovia 9, logo após a entrada do Parque. (informações retiradas de http://www.uruguai.org/atrativos-de-santa-teresa). A Fortaleza fica aberta das 10h às 18h diariamente (melhor confirmar durante sua viagem) e entrada custa 40 pesos por pessoa. Nos seus aposentos há exposições ilustrando as atividades que eram executadas em seus interiores. Ao longo do passeio há placas com informações sobre a sua história, sobre os conflitos entre uruguaios e portugueses e sobre a organização das tropas. Também há uma exposição de maquetes de várias fortalezas que existiram no Uruguai. Infelizmente toda a parte expositiva é meio fraquinha e as informações expostas deixam muito a desejar. Depois de conhecer a Fortaleza, fomos conhecer a Laguna Negra, que fica fora do Parque Nacional e a qual se tem acesso por uma estrada de chão do lado oposto da Ruta 9 ao sair do Parque. A laguna é imensa. Fomos até o final da estrada de chão que a ladeia. Nesse ponto há um pequeno estacionamento e uma área arborizada, onde aparentemente muitas pessoas acampam. Acho que é dispensável conhecer a laguna, a não ser que você esteja de bobeira e queira acampar em sua beira. Depois retornamos para Punta Del Diablo e almoçamos no restaurante Convey Mirjo próximo a Playa de los Pescadores. Minha mãe e meu irmão pediram carne napolitana (espécie de bife a parmegiana - 760 pesos para duas pessoas) e eu fui de peixe com alcaparras (450 pesos). Os dois pratos estavam muito gostosos. Depois do almoço fomos à Playa del Rivero, curtir mais um friozinho na praia. Hehehe Na volta, compramos uns churros numa carrocinha que fica no estacionamento perto da praia e seguimos para a nossa hospedagem. Havia vários recheios de churros diferentes (abóbora, pêssego, morango, queijo, abóbora etc, além do tradicional doce de leite) – 50 pesos. Pegamos um de abóbora, que estava bem gostoso e outro de abacaxi, que estava meio sem graça. 12º DIA) PUNTA DEL DIABLO – CHUY – COLONIA DEL SACRAMENTO Saímos de manhã com destino ao Chuy, divisa do Brasil com o Uruguai. O Chuy é uma área livre de impostos onde é possível comprar por preços bem acessíveis bebidas (algumas não encontradas no Brasil), chocolates e alguns produtos como azeite, mostarda e conservas em geral. Falaram que seria bom para eletrônicos e roupas também, mas não achamos isso. Acabou que só compramos alfajores, bebidas e uns tipos diferentes de mostarda. Depois das compras, abastecemos o carro em um posto do lado brasileiro, onde a gasolina é muito mais barata do que em qualquer lugar do Uruguai, e seguimos rumo a Colonia del Sacramento em uma viagem de mais de 6h de duração. Rota escolhida: pegamos rota 9 até o seu fim onde encontra a rota 8; seguimos por esta até encontrar a rota 12; seguimos por esta até o seu fim onde encontra a rota 1; e depois seguimos por esta até Colonia. No caminho pagamos 5 pedágios a 80 pesos cada um. Chegando em Colonia, deixamos as coisas no hotel e saímos para jantar. Escolhemos a pizzaria La Mia Pizza. Ótimas pizzas com preços entre 135 e 165 pesos...bem em conta para os patamares uruguaios. A pizza é servida em tábua e não segue os nossos padrões de tamanho. Duas foram suficientes para ficarmos satisfeitos. 13º DIA) COLONIA DEL SACRAMENTO – MONTEVIDÉU Dia de dar uma volta por Colonia del Sacramento e curtir as suas ruas charmosas com construções históricas portuguesas. Colonia é tão pequeninha que dispensa roteiro. Dá para fazer tudo em menos de 5h tranquilamente. Então pode ser um destino bom para um bate-volta de Montevideu ou de Buenos Aires. Não deixe de passar no farol (acho dispensável subir nele), na praça principal e no portão da cidade. Ao longo do passeio pelas ruazinhas de Colonia, fomos também em três museus: Português, Municipal e Índígena. Há um passaporte único que dá acesso a esses e outros muesus a um custo de 50 pesos. O Português tem manequins e acervo do período colonial; o Municipal tem muitas informações de campanhas militares, da vida colônia com um razoável acervo histórico e uma parte dedicada a paleontologia e arqueologia...muitas informações mal organizadas em um prédio só...e o Indígena tem várias cerâmicas, utensílios e ferramentas de culturas indígenas que habitaram Colonia. As informações aqui também são meio mal dispostas e consistem basicamente em grandes artigos científicos e matérias jornalísticas coladas nas paredes. Resumindo: só vá aos museus se realmente estiver com tempo de sobra. Durante a nossa caminhada, fizemos um pit stop na cervejaria West Food, que fica numa esquina bem charmosa da Calle de la Playa. A cervejaria tinha uns combos de empanada com cerveja baratos, mas como estávamos ainda cheios do café da manhã, tomamos só umas cervejas artesanais uruguaias. Tomamos a IPA Atómica da Cabesas Bier, a Porter da Chela Brando e a Dubbel da Volcánica. Achei a Dubbel razoável, gostei bastante da Chela Brandon Porter e achei boa a IPA Atómica. Depois de caminharmos pelas ruazinhas pitorescas do Centro Histórico, resolvemos voltar para próximo do hotel e almoçar no El Palácio, que havia sido recomendado pela recepcionista do hotel. Não recomendo de jeito nenhum. A atendente do restaurante era bastante simpática, mas a comida demorou uma eternidade para chegar. Pedi um menu (450 pesos) com risoto de lula como prato principal e uma maionese de entrada. A maionese estava mais ou menos e o prato principal estava muito ruim...era basicamente um com arroz normal com umas rodelas de lula por cima e muito molho de tomate; minha mãe pediu uma carne milanesa, que estava OK (tbm não é difícil de errar carne empanada); e meu irmão pediu um peixe assado (320 pesos sem incluir o arroz ou batata), que estava meio oleoso. A única coisa que realmente valeu foi o chajá de sobremesa...uma deliciosa torta com doce de leite, pêssego em calda e merengue. Depois do almoço, pegamos as coisas no hotel e saímos de carro com destino a Montevidéu. Antes de pegar a estrada, demos uma passadinha na Plaza de los Toros...um antigo estádio de tourada, um pouco afastado do Centro e ao lado de um museu ferroviário...acho que não é imperdível, mas vale como uma curiosidade no roteiro, se você estiver de carro. Depois de aproximadamente 2h30 de viagem, chegamos em Montevidéu já à noite. Compramos lanches em um mercado e dormimos bem pouquinho, já que a gente tinha que estar no aeroporto às 4h15. 14º DIA) MONTEVIDÉU - BRASÍLIA Fim da nossa viagem! =( HOSPEDAGENS Montevidéu: Hotel Casablanca - San José 1039 – os funcionários e donos do hotel são muito simpáticos e atenciosos; o quarto tem geladeira e é simples, sem muitos luxos; há uma área de uso comum que pode ser usada a qualquer momento e onde tem café e chá à vontade; no geral tem um bom custo x benefício Piriápolis: Gran Colonial Riviera - Piria 790 – ficamos em quarto no andar superior, um pouquinho apertado e as camas não eram muito confortáveis; não tinha cortinas decentes para bloquear o sol na manhã; a wifi não funcionava no quarto; o café da manhã em compensação é muito bom, com uma boa diversidade de coisas. Punta del Este: Hotel Peninsula - Gorlero 761 – ótima localização; quarto agradável com camas confortáveis; na área externa tem uma grande piscina que estava vazia; o café da manhã é servido no café na parte inferior do hotel e é muito bom – saladas de frutas, medialunas doces e salgadas deliciosas, pães, suco e café. La Paloma: Serena del Lago – rua Botavara – simplesmente a melhor hospedagem da viagem; cama confortável, geladeira e fogão; na frente dos quartos há uma banheira com hidromassagem e na área externa tem uma piscina aquecida deliciosa; o único problema é a grande distância do centro. Aguas Dulces: Terrazas de Aguas Dulces - Calle De los Piratas S/N – hospedagem bem simples com uma cama e um beliche, fogão de duas bocas e geladeira; o café da manhã é basicamente algumas medialunas, chá e café. Punta del Diablo: Roots - Bulevar Santa Teresa Parada 3 – chalé de dois andares com o quarto na parte superior; a hospedagem é bem simples; tem geladeira, um fogãozinho de duas bocas e as camas ficam no chão; o carro pode ficar estacionado na frente do chalé; achei um pouco sujo; vale só se realmente quiser economizar. Colonia del Sacramento: Hotel Rivera - Rivera 131 – hotel muito bom; bom café da manhã, cama confortável e quarto espaçoso; só é um pouquinho afastado do centro histórico Montevidéu (último dia): Hotel Klee - San Jose 1303, Centro – ficamos apenas algumas horas nesse hotel e não podemos fazer uma avaliação mais ampla, mas gostamos do quarto; escolhemo-lo somente porque tinha garagem TOP 10 DA NOSSA VIAGEM 1º) Parque Nacional de Santa Teresa 2º) Palácio Legislativo de Montevidéu (visita guiada) 3º) Cerro de la Buena Vista em Valizas 4º) Playa Brava - Jose Ignacio 5º) Cabo Polonio 6º) Colonia del Sacramento 7º) La Pedrera 8º) Teatro Solís (visita guiada) 9º) La Paloma (com Playa La Balconada) 10º) Casapueblo
  10. Lucélia Canassa

    Para entender Cabo Polonio

    Eu não sabia dizer o que era Cabo Polonio até chegar lá. Uma ilha? Um vilarejo? Um portal mágico? Não que tenha ficado muito mais claro depois que cheguei haha, mas acho que passei a entender um pouco melhor depois de dois dias. Com a ajuda do google: Cabo Polonio é um povoado uruguaio localizado no Departamento de Rocha. Próximo a sua costa, localizam-se três pequenas ilhas que servem de morada para lobos-marinhos: La Rosa, La Encantada e el Islote. Conversando com alguns nativos, conseguimos entender que poucas pessoas conhecem o lugar porque realmente não há divulgação. O “boom” do turismo e as pessoas de todos os cantos do mundo chegando até lá há mais de 30 anos aconteceu devido ao famoso boca a boca. De fato, é um lugar que necessariamente deve funcionar desse jeito, isto porque não há infraestrutura: imagine divulgar esse lugar e atrair diversos tipos de turistas, inclusive aqueles bem desavisados? Claro que esse lance de divulgação cai por terra com a internet e os milhares de grupos de viagens. As pessoas passam a ouvir mais sobre lugar com os relatos e tudo mais. Por outro lado, as famílias que moram lá vivem do turismo ou da pesca. Em Cabo Polonio, segundo o mesmo nativo, tudo começou com o farol, depois com a caça aos leões marinhos, seguida da pesca e, por último, o turismo. (dizem que o nome Cabo Polonio é em homenagem ao capitão de um barco espanhol que naufragou naquela costa) O primeiro fato que você precisa entender é que, embora seja um lugar extremamente "roots", você vai gastar um dinheiro. Não descobrimos um jeito possível de economizar na estadia, por exemplo. Não é possível acampar no povoado e passamos apuros num hostel mais em conta que conseguimos (uma média de 225 reais por pessoa por duas noites). O custo benefício não existe e mesmo que você esteja com o seu modo “desprendida” ativado, você vai sentir que pagou muito pelo que estão oferecendo. Entendemos que os preços elevados são por conta de não haver realmente estrutura para melhorar e muitos lugares. Pelo que entendi, não se constrói nada lá com facilidade (só os muito cheio de grana, mas nada de novo, né?). Então há poucas opções mesmo. Um senhor que tomava conta do nosso hostel nos falou um pouco da história de Cabo Polonio, e, resumindo ao que interessa, existe uma parte do povoado que foi privatizada e a outra, não. A maior parte dos hostels fica nessa parte não privatizada e, por isso mesmo, qualquer mudança a fim de uma melhoria é bem complicada. Mesmo desembolsando uns 200 reais a mais do que no hostel que ficamos, a situação não mudaria tanto. Pouco espaço, pouco banheiro, dependendo do horário banho gelado, sem wi fi, às vezes sem tomada, e tudo muito improvisado. Com certeza quanto mais dinheiro desembolsado, maior a possibilidade de se ter um pouco mais de conforto, mas, ainda assim, não é aconselhável esperar muito. É necessário entender que não há energia elétrica e nem água encanada e tudo nesse sentido é alternativo. Para comer fora os preços também são salgadinhos. A boa notícia é que há opções vegetarianas e bolinhos de algas! Da lista do que você deve fazer: comer bolinhas de algas, sempre que possível haha. Os bolinhos não são caros, seria como uma porção de batata frita aqui. Já qualquer refeição ou prato seria como num barzinho mais invocado daqui. Gastamos, por exemplo, 720 pesos num prato de macarrão e uma porção de bolinhos (foi uma de nossas jantas) e 400 pesos em dois hamburguinhos vegetarianos (eles eram realmente muito pequenos e só pagamos esse preço porque “brigamos” com o atendente que nos passou preços diferentes a tarde e na hora de pagar). Uma coisa que reparei foi isso: nem sempre os cardápios têm os preços e isso é muito estranho para nós. Entendi que é porque o cardápio não é exatamente fixo. É mais fácil o atendente falar o que estão servindo no dia do que olhar o cardápio, porque parece faltar determinados mantimentos dependendo do dia. Uma dica nesse sentido é perguntar o valor ANTES de comer. Na verdade, fomos surpreendidos de duas formas: em uma refeição o valor era um pouco menor do que tinham nos falado e, em outra, maior. Às vezes dá a impressão de que eles falam uns valores aleatórios haha. Entendido isso, é possível, sim, economizar na comida. Que jeito? Cozinhe. Leve ou compre o que precisa nos mercados de lá mesmo. Dica importante para todo lugar: compre água no mercado e procure fazer seu próprio café da manhã. Eu considero boas economias. Outra boa economia para quem bebe seria levar um cooler para comprar as bebidas no mercado (e consequentemente beber a nossa cervejinha gelada que lá não é tão gelada assim). Consideramos também que, na situação atual, se tivéssemos levados alguns dólares para pagar pelo menos os valores mais altos, como a estadia, teria valido a pena. Além de comer muitos bolinhos de algas, vá quantas vezes for possível na loberia. Os leões/lobos/elefantes marinhos são um show a parte. É muito divertido ficar observando esses bichos gordos e briguentos <3. Acho que junto com os bolinhos, foi o que mais gostei de fazer hahaha. Suba no farol! Por mais que nas pedras a visão já seja incrível, do farol é ainda mais. O valor pra subir é bem simbólico, 25 pesos se não me engano, e acredito que em todos os horários a visão seja bacana. Subimos para pegar o por do sol e foi incrível. Por último, existe a Playa Norte e a Playa Sur. A Playa Sur me pareceu mais tranquila e mais frequentada (não de um jeito ruim). As águas pareciam mais calmas e a areia mais fofa, mas não sei se é assim o ano todo. Foi lá que vimos algo que acredito não ser golfinho, mas que parece com golfinhos rs. Segundo as placas informativas, é possível ver baleias também, dependendo da época do ano e da sorte. Nessa praia tem alguns vendedores, como os de bolinhos de algas, os de tomates cerejas com queijo (?) e cerveja ipa artesanal!!! Costumes diferentes dos daqui, mas muito interessantes, né? A cerveja nos surpreendeu também. Pegamos sem muita fé, apenas pelo calor mesmo, mas foram 180 pesos, em um primeiro momento, dados com dor, mas depois valeu muito a pena haha (a cerveja era de 500 ml também). Ah! A água do mar é bem gelada, mas com o calor que estava, conseguimos entrar e foi muito bom. Depois que entra o corpo dá uma anestesiada e você se acostuma. O que não consegui me acostumar foi ver tantas águas vivas haha, saia rápido do mar por conta delas. Mesmo sendo uma época do ano bem requisitada (natal e ano novo) e mesmo sendo visível que havia muitas pessoas, em nenhum momento me senti num lugar lotado. De dia, então, parece mais vazio ainda. Ouvi dizer que as noites bombam, mas eu não passei das duas da manhã hahaha. Então o lugar funciona tanto para os diurnos como para os noturnos. Resumindo, para quem gosta de sossego, é uma experiência necessária. <3
  11. Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de COLONIA DE SACRAMENTO. LEGENDA UYU - Peso Uruguaio USD - Dólar Americano BRL - Real Brasileiro ARS - Peso Argentino ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. Colonia de Sacramento fica ao nível do mar então geralmente faz calor. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. DINHEIRO e CARTÃO Em espécie levei apenas USD (DÓLARES AMERICANOS) e trocava aos poucos por moeda local em casas de câmbio. Usei sem problemas o cartão VISA INTERNATIONAL do Banco do Brasil na maior parte da viagem. ACOMODAÇÃO Há quase 10 anos faço parte do Couch Surfing então quase sempre consigo me hospedar na casa de locais. Em Colonia de Sacramento fui hospedado por uma couchsurfer local que morava com seus dois filhos e um irmão. CHEGANDO EM COLONIA DE SACRAMENTO Há vários ônibus saindo da rodoviária 3 CRUCES de Montevidéu. Peguei um às 7h45 e por volta das 10h40 estava chegando no destino. Preço da passagem: UYU 340 O QUE FAZER Aconselho ficar apenas um dia em Colonia de Sacramento. A cidade tem um centro histórico bem pequeno e dá pra ver tudo em uma manhã e uma tarde. Pernoite por lá caso esteja cansado para seguir viagem no mesmo dia. 1º dia: 08 de Março de 2017 (quarta-feira) Cheguei à rodoviária por volta das 10h40 e deixei meu mochilão no guarda volumes da estação (UYU 100 por 12 horas). Passei pelo PUERTA DE LA CIUDADELA, CALLE DE LOS SUSPIROS, caminhei pela orla até chegar no FAROL. Subi nele pra ter uma bela visão panorâmica da cidade (UYU 25). A alguns metros do farol está a PLAZA MAYOR e ao lado dela parei num restaurante para almoçar. Comi um salmão ao molho de camarão e tomei uma pepsi. Estava muito bom, apesar de achar o preço um pouco salgado - UYU 1000. Segui caminhando passando PUERTO DE YATES e parei para descanso num pequeno parque no CENTRO CULTURAL BASTION del CARMEN. Continuei caminhando pelo centro e passei pela BASÍLICA DEL SANTÍSIMO SACRAMENTO. Voltei para a rodoviária por volta das 17h30 e enquanto esperava minha anfitriã tomei duas cervejas pilsen (UYU 320). Por volta das 18h minha amiga chegou e pegamos um ônibus até sua casa (UYU 21). Ela mora próximo à PLAZA DE TOROS. Aproveitando que estava perto fui visitá-la. A Plaza de Toros é uma arena que há muito tempo está desativada. Está toda cercada, abandonada e caindo aos pedaços. Definitivamente não vale a pena se deslocar do centro até lá para ver uma construção só pelo lado de fora. Anexo ao relato algumas fotos de Colonia de Sacramento. Espero ter ajudado. Boa viagem!
  12. kellymelo

    Chuy

    Olá pessoal, Estou decidida a conhecer o Uruguai (ou parte dele) pelo Chui, saindo de Porto Alegre ... A questão é que não conheço ninguém que já tenha visitado o Chui, então vou colocar aqui algumas questões que ainda estão nebulosas na minha cabeça ... Se alguém puder me ajudar, ficarei muito grata!! - Pretendo fazer a viagem de carro, tem algum caminho que seja mais indicado? (caso haja mais de um) - Sabem me dizer qual a previsão de gastos com pedágio? - Estive olhando na Internet, e acho que ficarei no "Janela do Mar Apart Hotel". Algum comentário a respeito do hotel? Alguma indicação de outro, mesmo que no lado uruguaio? - Terei apenas um dia para "passeio" ... alguma dica de quais locais eu não poderia deixar de conhecer? - Cassino, gostaria muito de conhecer algum. Indicação? - Tem cota máxima de compras do lado Uruguaio? - Se eu levar uma máquina digital comigo, tenho que declarar? - Indicação de restaurantes no Chuy? Bom, acho que no momento era isso. Se lembrar de mais alguma coisa, posto aqui ... Obrigada desde já! Kelly
  13. Fala galera. Mais um relato a 03 (A patroa, eu e nossa filha de 1 ano e 8 meses), desta vez pelo Uruguai. Muitas dicas pegamos nos relatos de outros mochileiros aqui no site, então vamos tentar não ser repetitivos. Essa trip foi de 01 a 10 de outubro de 2016. Havia previsão de algumas chuvas que, quando não se confirmaram, não atrapalharam. Dia 01: Foi só a passagem de Fortaleza a Guarulhos, com dormida em Guarulhos. Ficamos no Hotel Matiz, que pegamos em promoção. O problema aqui é que a TAM devolveu as malas, pois a conexão era de mais de 12 horas (não sabíamos dessa regra). Dia 02: No hotel fomos informados que tinha uma Van do próprio hotel ao aeroporto, saindo as 6h e 6h30. Optamos pelo segundo horário (já que a atendente disse que em 10min estaríamos no aeroporto) e nos arrependemos. Saímos mais de 6h30, demorou mais de 10min, ele nos deixam no inicio do saguão que é muito longe da nova área de embarque, ou seja, perdemos o vôo . Por sorte tinha outro vôo 50min depois e nos encaixaram nele. Chegando no aeroporto NÃO troque dinheiro na Global Exchange. Foi a pior cotação de todas, mesmo com uns cupons de desconto e promoções que eles fazem. Se você vai seguir direto pra Punta ou Colônia, tenho só ($150), mas eles aceitam pesos argentinos e reais brasileiros também. Ainda no aeroporto foi fácil achar o funcionário da Sixt (alugamos o carro com eles, ótimo preço, carro novo, o único problema é que a locadora fica fora do aeroporto) bem como já compramos um chip da Antel na loja que tem na entrada/saída principal do aeroporto (ótimo, pois pega bem em todo o país). Caso o seu aparelho não reconheça o chip se faz necessário ajustar o APN, usem essas dicas http://dearce.com.uy/configuracion-apn-para-internet-de-antel-lte-ancel-apn-para-android-y-otros-modelos/ De carro em mãos fomos direto para Punta del Este. Ótima estrada, tranqüila e sinalizada. Em Punta ficamos no B&B La Casa (ficamos de 02 a 05). Muito agradável e bem tranqüilo, recomendamos. Como muita coisa só funciona no verão (dentre eles Churros Manolo, inclusive a fazenda La Pataia que queríamos levar nossa filha) fizemos aqui os passeios mais clássicos: La Mano, Museo do Mar ($ 160), Ponte Leonel Vieira (ou ponte M), Museo Taller de Casapueblo, porto, shopping, Fundacion Pablo Atchugarry etc). Segue algumas fotos. No dia 05 saímos de Punta em direção a Montevidéu, dando uma passadinha em Piriápolis. Vale muito a pena conhecer essa cidade e o tempo gasto para conhecer suas principais atrações é pouco. Almoçamos por aqui. Em Montevideu ficamos no B&B Uma Noche Más (ficamos de 05 a 07). Magnífico (tirando as escadas ). Aqui você realmente se sente em casa . Ainda tivemos a sorte de ter um churrasco uruguaio, na companhia do professor brasileiro Beto, com o churrasqueiro colombiano Mario, com carne uruguaia e vinho chileno, tudo isso na companhia da maravilhosa Carla. PERFEITO!!! a melhor noite de todas Um dia voltaremos!. De passeio conhecemos o Parque Rodó, a cidade velha, a orla, dentre outros. Montevidéu é uma capital muito agradável, com muitas praças e opções para todos os gostos. Dia 07 pegamos estrada para Colônia e novamente era um tapete. As estradas realmente são ótimas no Uruguai. Aqui ficamos na Posada Del Bosque, muito agradável, (ficamos de 07 a 09). Colônia dispensa comentários. Viveríamos fácil aqui. Cidade bonita, agradável e pacata. Para passeios sugiro a parte velha e a parte onde ficava o rei espanhol (com direito a Plaza de Toros e tudo mais). Dia 09 retornamos a Montevideu e esta noite dormimos no Hotel Três Cruzes (básico e antigo) e retornamos ao Brasil na manhã do dia 10. Obs.: Alem do churrasco (parrillada) não deixem de provar a sobremesa "Pecaminosa". O nome já diz tudo. Prazer garantido Uruguai superou todas as expectativas. Pessoalmente gostei muito mais daqui do que Buenos Aires e Santiago. Próxima Trip será Foz do Iguaçu (tríplice fronteira).
  14. julirosacarvalho

    Reveillon no Uruguai indo de Carro

    Saudações queridos amigos mochileiros! Estou indo dia 26/12 para o Uruguai, eu e mais uns amigos... Vamos de carro. Moro em Criciúma - SC. Comecei a montar o roteiro e claro que muitas dúvidas surgiram. Pesquisa vai e pesquisa vem gostaria de saber o que vocês acham disso: saímos de criciuma partiu fronteira BR116 visitamos: Punta del Diablo Cabo Polonio Valizas La Paloma Nessas praias vcs acham que dedicamos 1 dia para cada (4 dias no total) ou só visitar e dormir em no máximo 2 praias (2 dias).. todas parecem que são mais para admirar mesmo né? não tem muita coisa a se fazer (bares e tals). A intenção é chegar em punta dia 30/12 e passar a virada ali.. ficar em hostel! A virada demos uma olhada nas festas fechadas e estão muitoooo carasss, rola festa na rua???? Ficamos em punta uns 2 dias e depois passamos em montevideo (2 dias no máximo) e retornamos pra casa! O que voces acham? é possível ou estou ficando louca???? hahahahah Me axuuda gente! beijos
  15. Buenas galera! Chegou a hora de contribuir um pouco aqui no mochileiros. Eu e mais dois amigos decidimos conhecer um pouco do Uruguai. Estávamos com grana e tempo curtos (essa informação é importante!!!), portanto decidimos acampar a maioria dos dias. Saímos aqui do Paraná sem roteiro definido, nossa única limitação era que dia 3 de janeiro de 2015 deveríamos estar em Montevideo para pegar o Buquebus para Buenos Aires (passagens compradas ainda no Brasil). Eis nosso roteiro final: DIA 26/12/2014 - LONDRINA/POA O nosso voo de Londrina saiu às 15:55h e estava marcado para chegar em Porto Alegre às 17:55 horas. O tempo estava feio em Santa Catarina. Depois de muita turbulência e uma queda brusca de altitude o piloto decidiu mudar a rota e sobrevoar pelo litoral de SC, o que atrasou um pouco a chegada em POA. Do aeroporto, caminhamos pela passarela até o ponto do trem, e de lá fomos até a rodoviária. Nosso ônibus para o Chui estava marcado para às 23:30. Reparei que muita gente estava com mochilas cargueiras nas costas, depois descobri que a empresa Planalto tinha dobrado a quantidade de ônibus para o Chui, em razão do aumento no número de interessados em ir pro Uruguai. Para começar bem a viagem tínhamos que tomar a última cerveja antes de deixarmos o Brasil, então resolvemos ir atrás de uma cerveja gaúcha (Polar) nos estabelecimentos da rodoviária de POA. Todos já estavam sentindo aquele clima de mochilão que só rodoviárias transmitem. Voo Londrina - Porto Alegre: R$ 193,00 (http://www.voeazul.com.br) Trem do aeroporto até a rodoviária: R$ 1,70 (http://www.trensurb.gov.br) Ônibus Porto Alegre - Chui: R$ 119,00 (http://www.planalto.com.br) DIA 27/12/2014 - PUNTA DEL DIABLO Chegamos no Chui por volta das 7:00. Atravessamos a fronteira para o Uruguai a pé (uma avenida separa o Chui do Chuy) e fomos até a empresa Rutas del Sol (http://www.rutasdelsol.com.uy) para comprarmos as passagens para Punta del Diablo. Como estávamos com pouca grana, resolvemos comprar as bebidas no free-shop e levar na mochila durante a viagem. Depois das compras partimos para o ônibus. A Rutas del Sol vende a lotação total (lê-se passageiros sentados e passageiros em pé), então dica: se quiser viajar sentado, chegue primeiro, garanta seu banco e lute por ele! No busão conhecemos umas gurias de POA que também iriam acampar. A distância de Chuy para Punta del Diablo é de apenas 46 km, mas demorou um pouco por causa da burocracia na aduana. O ônibus estava lotado. Quando o motorista abriu a porta do bagageiro e viu todas aquelas cargueiras espremidas até desistiram de fiscalizar! Depois de duas horas estávamos em Punta del Diablo. Dicas: Decidimos ficar no Camping Flor de Pez (http://www.portaldeldiablo.com.uy/pt/alojamientos/flor-de-pez-camping-y-glamping) porque era o "menos afastado do centro". Existem 3 campings mais famosos lá: o Flor de Pez, o Camping Punta del Diablo (http://www.portaldeldiablo.com.uy/pt/alojamientos/camping-punta-del-diablo - inicialmente nossa escolha, porém 3.000 metros de distância da praia) e o Camping de la Viuda (http://www.campingpuntadeldiablo.com - 800 metros de distância da praia), então pense na sua mobilidade antes de escolher onde acampar. A rodoviária de Punta del Diablo fica um pouco afastada, então fomos de van até o camping (as mochilas cargueiras foram na carreta). Chegamos, armamos as barracas, jogamos tudo pra dentro e partimos para tomar a primeira breja uruguaia da trip. Do camping até a Playa del Rivero (a mais movimentada) demoramos cerca de 15 minutos caminhando. Sentamos no primeiro bar que encontramos e pedimos uma cerveja Patrícia. Tinha bastante gringo nesse bar, a maioria fumando um! Bateu uma fome e resolvemos voltar para o camping. Na cozinha tinha um pessoal fazendo a janta. A galera do camping estava bem animada, curtindo Cuarteto de nos, Calle 13, Manu Chao etc. e tomando vinho em volta da fogueira. Acabamos nem saindo esse dia, ficamos curtindo com a galera do camping. Ônibus de Chuy para Punta del diablo: R$ 8,00 (pagamos com real mesmo, eles aceitam) Diária no Camping Flor de Pez: UYU$ 300,00 Van da rodoviária para o Camping Flor de Pez: UYU$ 20,00 DIA 28/12/2014 - PUNTA DEL DIABLO Levantei, tomei um banho e fiz um café pra "acordar". Fomos até a Playa Grande (praia deserta) pra curtir o visu. Voltamos e as gurias que conhecemos no dia anterior estavam fazendo almoço, aproveitamos e fizemos o nosso também. Depois de almoçarmos fomos dar uma volta no povoado. Poucas pessoas na água por causa da baixa temperatura. Um uruguaio recomendou uma balada num hostel chamado Bitácora, que ficava próximo do Camping Flor de Pez (http://www.bitacorabar.com). Voltamos para o Flor de Pez e encontramos o camping tomado por brasileiros. Um pessoal tinha acabado de chegar com um motorhome. Nos enturmamos com o pessoal e começamos a tomar umas garrafas de rum na cozinha do camping. Todos resolveram ir na balada sugerida pelo uruguaio. Achei a balada bem legal, estava lotada e o som rolou até o nascer do sol. O hostel também pareceu ser legal, tem piscina, salão de jogos etc. Achei curioso porque era meu segundo dia de viagem e eu tinha falado com poucos uruguaios! Infelizmente começou a rolar música brasileira sem parar! A última coisa que quero ouvir em outro país é música brasileira! DIA 29/12/2014 - BARRA DE VALIZAS Desarmamos as barracas, fizemos check out e partimos em direção a um "ponto de van" que existe no "centro" de Punta del Diablo. Pegamos a van e fomos para a rodoviária. Na rodoviária compramos as passagens para Barra de Valizas (não me lembro o valor). De Punta del Diablo para Valizas são apenas 58 km. A viagem demorou um pouco porque passamos duas vezespelo Parque Nacional Santa Teresa (o motorista esqueceu de pegar alguém). Dica: muita gente vai caminhando de Punta del Diablo para o Parque Santa Teresa, 1 hora de caminhada, há camping. Logo nos primeiros passos em Valizas vi uma lanchonete chamada McValizas e a frase "Y como no sabia que era imposible, lo hizo" pichada em um muro. Diferente de Punta del Diablo, em Valizas há muitos hippies, muito artesanato, um clima bem roots. Demos uma volta no "centro" e entramos numa mercearia pra comprar água para o trekking. Como não é permitido acampar em Cabo Polônio, decidimos acampar em algum lugar entre Valizas e Cabo Polônio. As gurias que conhecemos no camping Flor de Pez gostaram da ideia e decidimos ir todos juntos. A distância entre Barra de Valizas e Cabo Polônio é de 12 km pela beira mar e 8 km pelas dunas. Antes de começarmos o trekking nas dunas tivemos que atravessar um braço da Laguna de Castillos. Dava pra atravessar a pé, mas como já estava tarde (a água já batia nos ombros) e estávamos com a mochila cargueira e de ataque, resolvemos não arriscar, fomos em um barco. Logo nos primeiros metros andando nas dunas de Valizas já percebi que não seria fácil! Estávamos com cerca de 25 kg cada um, a areia era bastante fofa. Um morador local disse que as dunas chegam a alcançar 30 metros de altura, na hora eu duvidei! O por do sol das dunas de Valizas é incrível! Encontramos poucas pessoas percorrendo a trilha. Resolvemos acampar logo depois de meia hora de caminhada, já estava bem escuro, mas dava pra ver as luzes do farol de Cabo Polônio no horizonte. Esticamos uma lona atrás das barracas das gurias para proteger do vento e fizemos a janta (salgado e vinho!!!). O céu estava limpo e estrelado. De um lado avistávamos as luzes de Barra de Valizas e do outro as luzes do Farol de Cabo Polônio. Dicas: 1) Na trilha de Valizas para Cabo Polônio leve pelo menos 1 litro de água por pessoa. 2) Se for fazer a trilha a noite, leve lanterna. Travessia de barco pelo braço da Laguna de Castillos: UYU$ 50 DIA 30/12/2014 - CABO POLÔNIO Acordei por volta das 6 horas da manhã sentindo vento com areia no meu rosto. Nosso café da manhã nesse dia foi barrinhas de cereal, água e frutas. Depois do café, desarmamos a barraca, dobramos a lona e o saco de dormir colocamos tudo nas mochilas cargueiras e continuamos a trilha para Cabo Polônio. No caminho avistamos vários lobos marinhos mortos, o cheiro forte dava pra sentir de longe. Em maio de 2014, no Parque Tayrona (Cabo San Juan), Colômbia, fiz amizade com uma argentina de BA, que coincidentemente estaria em Cabo Polônio no dia 30/12/2014. Conversando pelo facebook, ela me disse que ficaria no hostel de um amigo, e, se quiséssemos, conversaria para reservar outras 3 camas pra gente. Eu disse que não precisava, pois não tinha certeza que estaria dia 30 em Cabo Polônio. Enfim, chegamos no povoado e não havia lugar para dormir! A maioria dos poucos "hostels" (tecnicamente casas de telha dos moradores, lotadas de beliches) que ainda tinham lugares, cobravam absurdamente muita plata - coisa de Uru$ 700 a 800! Cabo Polônio é um lugar pra dedicar no mínimo 3 dias, uma pena que não tínhamos esse tempo. O vilarejo tem pouquíssimos nativos e não há energia elétrica (a iluminação é feita toda por velas, lampiões e fogueiras). Minha amiga ficou com pena da gente e foi conversar com o proprietário do hostel para nos ajudar. O dono do tal Hostel Viejo Lobo também tinha um bar, e depois de entender nossa situação, deixou que dormíssemos na parte de dentro do bar dele. Gracias Ceci y Gastón! Deixamos nossas mochilas no bar e fomos conhecer o vilarejo. O povoado é bem pequeno, mas estava lotado de turistas brasileiros e argentinos. Há um banheiro público bem na parte central do vilarejo onde se cobrava pra utilizar (não me lembro o valor). Há vários restaurantes no povoado. Escolhemos um que tinha o melhor sanduíche do mundo (quando se está com fome, toda comida é a melhor do mundo!!). Obs: não fizemos nossa comida porque achamos que seria demais pedir pra utilizar a cozinha do bar que dormiríamos. Tiramos algumas fotos dos lobos marinhos que ficavam atrás do farol. Do farol da pra ver todo o povoado. A subida é cobrada, 20 pesos uruguaios. Já na parte central de Cabo Polônio cruzamos com uma loira linda andando completamente nua na rua! Na mesma hora que cruzávamos com a loira um bêbado que estava encostado na parede de mercadinho, gritou tome una fotografía de la niña! Fomos para a praia do lado sul de Cabo Polônio e encontramos minha amiga com o pessoal do hostel. Sentamos na areia e começamos a conversar tomando um mate. A banda uruguaia Cuarteto de Nós tem uma canção ironizando a briga pela nacionalidade de Carlos Gardel ("La guerra de Gardel"). Como na roda de mate havia argentinos e uruguaios, eu perguntei para os uruguaios: "Carlos Gardel és argentino ou uruguayo?" ( ) Na mesma hora um argentino levantou e gritou "Es tan Argentino como el asado!!" O por do sol de Cabo Polônio é fantástico. Começou a escurecer e fomos para o bar pra pensar numa maneira de tomar banho. Conversando com o proprietário do bar ele disse que poderíamos tomar banho lá, só pediu que fossemos rápidos pois os clientes já estavam chegando e não pegaria bem sairmos de toalha no meio do bar. Quando nós três terminamos de tomar banho o bar estava completamente lotado. As mesas iluminadas a luz de velas e um sol ao vivo rolando. Abrimos um whisky e brindamos com o pessoal do Hostel Viejo Lobo, que chegou minutos depois pra ver a banda. De uma hora pra outra a cidade inteira ficou um breu e do nada o bar que dormiríamos virou o lugar mais agitado de Cabo Polônio. O local onde dormiríamos estava lotado de gente dançando e curtindo a banda tocar a luz de velas. Eram 6 instrumentistas (flauta doce, violão, cajon, bongô, trompete...) fazendo todo mundo dançar e respirar o que é latinamérica! Um dos pontos altos da viagem. As primeiras luzes do dia vieram acompanhadas por um chuvisco frio. Em poucos minutos o bar viejo lobo se esvaziou e finalmente pudemos esticar o saco de dormir e capotar. Entrada no farol: UYU$ 20 DIA 31/12/2015 - LA PEDRERA Quando fomos dormir só nós três estávamos no salão do bar, porém, quando acordamos, o salão estava lotado de gente dormindo. Saímos com um sol violento nas nossas cabeças. Passamos pela Av. Pepe Mujica e tiramos uma foto! Depois fomos até o ponto onde saem os caminhões 4x4 que levam os turistas para a rodoviária de Cabo Polônio (7 km de distância, também feito a pé. Dica: leve água). Éramos os únicos no caminhão, fomos na parte de cima para curtir a brisa e tirar umas fotos. O caminho é bem esburacado, em menos de vinte minutos estávamos na simpática rodoviária. Ao chegarmos na rodoviária compramos os bilhetes para La Pedrera, onde decidimos passar o reveillon. De Cabo Polônio para La Pedrera são 39 km. Cochilei nessa viagem, não me lembro de nada, só do ônibus parando no meio da rua e todos saindo. La Pedrera não tem rodoviária. Fizemos uma pequena reunião e decidimos ficar num hostel naquele dia, afinal de contas era ano novo! Fomos até o hostel El Viajero (http://www.elviajerohostels.com/hostel-la-pedrera/), haviam vagas, porém o preço estava caríssimo, 750 pesos uruguaios (quarto compartilhado). Tomamos um merecido banho e fizemos nosso almoço na cozinha do hostel. Depois do almoço fomos dar uma volta na rua principal de La Pedrera. No primeiro mercadinho que encontramos enchemos nossa bolsa térmica de gelo e cerveja. Quando estávamos chegando na areia começou um temporal. Só tivemos tempo para nos abrigarmos numa casa que estava pra alugar ali perto. Ficamos lá por 2 horas. O vento foi tão forte que mesmo no embaixo do toldo e no centro da área da casa que invadimos, ainda recebíamos rajadas laterais de vento e chuva. Pelo menos tínhamos cerveja gelada! Quando o sol apareceu fomos para a praia. Depois que acabou a cerveja voltamos para o hostel. Fizemos amizades com um pessoal e combinamos de passar a virada na rua principal da cidade. O hostel organizou uma ceia, mas estava muito caro (como sempre nessas ocasiões) e resolvemos não participar. Perto das 23 horas resolvemos subir para a parte central junto com uns argentinos e uruguaios. Encontramos alguns amigos que havíamos conhecido em Punta del Diablo. Próximo da meia noite a rua principal ainda não estava cheia. A contagem regressiva em uníssono e os fogos de artifício anunciaram a chegada de um novo ano! Vimos fogos de artifício por pelo menos 15 minutos, foi bem legal. Por volta das 2 da manhã a rua principal já estava lotada. A galera ficou na rua pra ver o primeiro nascer do sol de 2015. Lá pelas 6 horas eu não aguentava mais ficar em pé. Já fazia algumas horas que não via meus 2 amigos. Eu e uma amiga uruguaia resolvemos voltar para o hostel. Da avenida onde estávamos até lá foram uns 15 minutos de pernada (aproximadamente 500 metros até o Hostel El Viajero). De Cabo Polônio para La Pedrera: UYU$ 69 Diária no Hostel El Viajero: UYU 750 (aproximadamente) DIA 1/1/2015 - PUNTA DEL ESTE Acordei cedo só pra aproveitar o café da manhã do hostel e depois voltei a dormir! Depois que todos levantaram fizemos check out e fomos comprar a passagem para Punta del este. Péssima notícia, naquele dia 1º não havia serviços de ônibus direto de La Pedrera para Punta del Este. Depois de uma pesquisa com os motoristas das empresas de ônibus (cada motorista falava uma coisa, ninguém sabia com certeza como ir para Punta de Leste), um motorista me informou que deveríamos pegar um ônibus para a cidade de San Carlos e depois outro ônibus para Punta del este. Resolvemos fazer isso. Enquanto estávamos esperando o ônibus encontramos as gurias que conhecemos em Punta del Diablo, elas tinham dormido em um camping naquele dia. Nosso dinheiro estava acabando. A primeira coisa que teríamos que fazer em Punta del este era comprar pesos uruguaios. De La Pedrera para Punta del este são 120 km. Chegando em San Carlos compramos as passagens de ônibus para Punta del este. Ficamos esperando por 1 hora no ponto de ônibus na companhia de outros viajantes que também tinham como destino o Punta del este. Após chegarmos em Punta del este, resolvemos buscar informações sobre como chegar no camping San Rafael (http://www.campingsanrafael.com.uy/sitio/home). O Camping San Rafael fica localizado no bairro de La barra, próximo da famosa ponte ondulada. Paramos em um ponto de ônibus a poucos metros da ponte e fomos andando até o camping (20 minutos). Nos surpreendemos ao chegar, pois não imaginávamos que fosse daquela tamanho. Camping muito estruturado, banheiro com água quente, mercado, energia elétrica disponível para todas as barracas, salão de jogos, Wi fi, etc. Lamentamos por termos escolhido ficar apenas um dai ali. Montamos as barracas e decidimos comprar pão e mortadela no mercado que havia no camping. Depois da janta resolvemos ir a pé nos bares de La Barra. Apesar de exaustos pelo ritmo da viagem, queríamos pegar uma balada por lá. A vontade sumiu depois que nos informamos do preço!!! Decidimos ficar pelos bares mesmo! Diária Camping San Rafael: 11 dólares DIA 2/1/2015 - MONTEVIDEO Acordamos bem cedo, fomos a pé até o ponto de ônibus localizado antes da ponte ondulada. De lá pegamos o ônibus até a rodoviária. Do ônibus reparei nas elegantes casas à beira-mar existentes em Punta del este. Fizemos câmbio próximo da rodoviária. Compramos a passagem de ônibus (coletivo) até o ponto mais próximo da Casapueblo, localizada na península de Punta Ballena (15 km de Punta del Este). Chegando no ponto caminhamos cerca de 20 minutos até chegarmos no museu. A região também possui várias casas e condomínios luxuosos. Os brasileiros estavam fazendo fila pra entrar na famosa Casapueblo, ateliê e museu (também funciona como hotel e restaurante) do artista uruguaio Carlos Vilaró. A primeira vez que ouvi falar do artista Carlos Vilaró foi no livro Os sobreviventes - A tragédia dos Andes, de Piers Paul Read. Depois que visitamos a Casapueblo fomos até a final da rua (camino a la ballena), onde há um pequeno comércio de artesanato. O vento nessa região é muito forte! Ficamos mais de 1 hora pedindo carona para as pessoas nos levarem até a rodovia novamente, mas não conseguimos, tivemos que voltar pra rodovia a pé. Na rodovia esperamos por cerca de 45 minutos um ônibus que nos levou de volta para a rodoviária. Chegando na rodoviária atravessamos a avenina e fomos conhecer o símbolo mais famoso de Punta del Este, o Monumento al Ahogado, conhecido como La mano (obra de Mario Irarrazabal, 1982). Pegamos outro ônibus até o "ponto da ponte ondulada" e caminhamos a pé de volta ao Camping San Rafael, onde desmontamos as barracas e voltamos para a rodoviária para pegar o ônibus até Montevideo. De Punta del este para Montevideo são 132 km. Logo que chegamos na capital uruguaia pegamos um ônibus que nos levou até o centro da cidade, próximo da região dos hostels. No caminho fizemos amizade com uma uruguaia que sugeriu que ficássemos no Hostel Willy Wonka. Descemos próximo da Plaza Independencia. Conhecemos o Teatro Solís, Palácio Salvo, ramblas a puerta de la ciudadela etc. O Hostel Willy Wonka estava lotado, passamos em mais 6 hostels, todos lotados. Já estávamos cogitando dormir embaixo da ponte (rs) quando encontramos o Red Hostel (http://www.redhostel.com). O hostel estava lotado de mineiros, até parecia que estávamos em Minas Gerais. Fomos a pé do Red Hostel até o famoso El Pony Pisador. Mais ou menos 1,5 km já de madrugada, porém bastante seguro. Na ida encontramos um mineiro perdido no meio do caminho, ele resolveu ir com a gente pra festa. A festa estava lotada, não tinha como se mexer. Não pagava nada pra entrar e havia bancos do lado de fora, na calçada. Fiquei algumas horas sem ver meus dois amigos! Depois de algumas cervejas começou a bater o cansaço. Olhei no relógio e vi que já estava na hora de voltar pro Red Hostel. Paramos rapidão pra comer um lanche de rua (café da manhã!) que ficava em algum lugar entre a balada e o hostel! Entrada na Casapueblo em Punta del este: 180 pesos uruguaios Diária Red Hostel: R$ 55,00 (estava mais barato pagar em real) DIA 3/1/2015 - BUENOS AIRES Depois que chegamos no Red Hostel só tivemos tempo de pegar a mochila, fazer check out e partir para a rodoviária para pegar o ônibus que nos levaria para o porto em Colônia de Sacramento. Eu estava exausto, resultado de muitas noites mal dormidas! O barco atrasou quase 2 horas, tivemos que ficar lá esperando, poderíamos ter aproveitado o café da manhã com tranquilidade no Red Hostel! Eu não consigo entender a atração do brasileiro por filas. Depois que foi anunciado que o barco atrasaria, os brasileiros ainda continuaram na fila, mais de 1 hora em pé! Eu tirei uma pestana ali mesmo! Depois que foi autorizado a entrada no barco, só me lembro de ter escolhido a poltrona, fechado os olhos e ter acordado na Argentina! Perguntei para meus amigos se eles tinham feito algum registro da viagem e eles disseram que não. Nem vimos o barco sair. Chegando em Buenos Aires fomos direto na Calle Florida procurar nosso contato pra trocar real por pesos argentinos. Conseguimos uma cotação boa, 1 pra 4,5. Em Buenos Aires ficamos na casa de uma amiga que conheci no Peru em 2009, a Maria. Nos encontramos na Calle Florida, logo depois que fizemos o câmbio. Fomos até a casa dela, deixamos as coisas fomos procurar um restaurante bom e barato. Encontramos um próximo da casa da Maria. Lá fizemos amizades com alguns garis que também estavam almoçando. Eles acharam curioso os 3 brasileiros mortos de fome e pediram pra tirar uma foto! Depois pegamos um ônibus até o centro da cidade. Muitas ruas estavam fechadas por causa da largada do Rally Dakar em Buenos Aires. Decidimos tomar um café no bar mais famoso de Buenos Aires, o Café Tortoni."Um café, por favor." "Sim, senhor. Algo para comer?" Indiquei um salgado do menu. O barbudo e bem-vestido garçom olhou o pedido, virou-se e saiu em direção a cozinha sem anotar o pedido. Toda vez que venho ao Tortoni, sinto que meus pedidos serão enviados enganados a alguma mesa vizinha. Saimos do Tortoni, já a noite, e pegamos um Ônibus até o bairro Agronomia onde mora minha amiga Maria. Maria chamou seus amigos argentinos pra nos mostrar o legítimo churrasco porteño!! Depois da janta deliciosa nos arrumamos pra pegar uma balada no bairro de Palermo. Chegamos na balada 3 horas da manhã. Nós estávamos mortos, tomei alguns energéticos pra aguentar a noitada. A balada tinha dois andares, me lembro que pagamos 80 pesos argentinos para entrar e 100 pesos de taxi. Foi muito legal. Fomos praticamente expulsos da balada, os últimos a ir embora, o sol já estava forte. DIA 04/01/2015 - BUENOS AIRES Acordamos, fizemos o café e pela enésima vez arrumamos nossas coisas para partir. Pegamos um trem até o Terminal Retiro e largamos as cargueiras em um guarda-volumes no sub-solo (não me lembro quantos pesos). Depois, tomamos um ônibus até o famoso bairro de San Telmo. Já conhecíamos a feira de outras passagens, mas ela sempre é interessante. As barraquinhas, os artesanatos, os livros usados, a comida de rua e música ao vivo. Uma banda em especial, a Tony Montana, merece ser vista. Tocam um rock/reggae misturado com a cumbia em uma apresentação muito louca. Não dá para visitar San Telmo e deixar de passar pela Mafalda (que ganhou mais dois amigos para posar para as fotos dos turistas, Manolito e Susanita). Conhecemos duas meninas do interior de São Paulo que acabaram nos acompanhando. Comi um pancho enorme pela pechincha de 15 pesos argentinos. Resolvi sair da "avenida principal" e zique-zaguear pelas ruelas perpendiculares. Gastamos umas boas horas de nossa tarde por lá, até que pegamos um novo ônibus para o Retiro, agora tendo nossas casas como destino. No ônibus encontramos um grupo de torcedores fanáticos pelo River Plate. Os caras estavam chapados! Descemos e encostamos em um boteco próximo da rodoviária. Aqui vale uma reflexão de como os argentinos são realmente apaixonados pelo futebol (os uruguaios também!). Sem entrar em polêmicas, mas em várias oportunidades durante a viagem tivemos futebol como assunto, e é realmente impressionante como eles não apenas torcem, mas vivem o esporte! Conversa vai, conversa vem. Brejas pra cá e para lá... Eis que alguém pergunta o horário de saída do ônibus para o Brasil (não me pergunte quem). Outro de nós (que também não lembro, mas prefiro nem saber) disse com firmeza "20:50"!. Final da história: chegamos por volta das 20:20, pegamos nossas mochilas (que estavam no guarda-volumes) e nos preparamos para viagem. Nos posicionamos no terminal, compramos uma Quilmes e ficamos tomando e jogando conversa fora! Após 30 minutos de "atraso" começamos a desconfiar. Com 45 minutos fomos em busca de informações.... Após questionar o motivo do atraso do ônibus o atendente da Crucero pegou minha passagem, analisou, pegou uma caneta e circulou na própria passagem a informação "20:30". Tragédia, havíamos perdidos o ônibus pro Brasil!!! Não havia mais ônibus da Crucero para o Brasil naquele dia, teríamos que pegar o primeiro ônibus do dia seguinte (05/01/2015), que sairia na parte da tarde. Entramos em contato com a Maria, que gentilmente disponibilizou sua casa novamente (Gracias Maria y Alexandra!). Não tínhamos mais grana para o taxi, havíamos torrado tudo em cerveja e lembranças em San Telmo e na rodoviária. Decidimos pegar um ônibus da rodoviária até a casa da Maria. O problema era que não tinha ônibus direto até o terminal mais próximo da casa dela (100 metros da casa), teríamos que parar em um terminal mais afastado. Depois que o motorista nos deixou, caminhamos por meia hora até chegarmos na casa da Maria, já de madrugada. No dia seguinte (05/01/2015) finalmente pegamos nosso ônibus para o Brasil. É isso aí pessoal. Espero que as informações e dicas sejam úteis. Qualquer dúvida podem me mandar mensagem que responderei com todo prazer. Abraço a todos!!!
  16. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  17. Mochileiros de plantão! Antes de mais nada, quero informar que esta viagem não foi no esquema mochilão, apesar de ser o estilo de viagem que eu mais amo. Update de 2017! Comecei a escrever meu blog de viagens, me preparando pra 2018. E lá atualizei o texto do Uruguay e botei mais fotos! Roteiro: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-construcao-roteiro/ Montevideo: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-montevideo/ Colonia: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-colonia-del-sacramento/ Punta del Este: http://novocalculodarota.com.br/uruguay-punta-del-este/ Meu tipo de trabalho não permite ficar muitos dias fora do lar. Então, bati meu recorde e consegui tirar férias de 7 dias! Consegui conciliar as datas com a namorada e fomos ao Uruguay. Dá quase pra chamar de roteiro gastronômico com pontos turisticos. ehehhe Construção do roteiro Minha viagem sempre começa na hora de montar o roteiro. Fico meses pesquisando sobre o lugar que vou e o que tem pra fazer lá. Algo que me ajuda muito e não sei se todos conhecem é o Google MyMaps. É praticamente o Google Maps, mas que te permite criar pontos customizáveis e salvar num mapa particular que só vc (e quem vc der acesso enxerga). Então, a primeira parte do roteiro foi esta. Coloquei no mapa todos os pontos que queria conhecer em Montevideo, Colonia, Piriapolis e Punta. Pesquisei o caminho e as paradas do Bus Turistico de MV e também lancei no mapa. Coloquei os restaurantes que já tinha recebido indicação pra ir. Os hoteis que tinha pesquisado e estavam com preços bons. Os lugares que poderia alugar carro. O próximo passo foi enxugar o roteiro, tirar as coisas que estavam muito isoladas e concentrar as visitas nos pontos mais interessantes. Pegar os hoteis mais próximos. Escolher a agência pra pegar o carro alugado e ir fazendo as reservas. Como sou muito detalhista, além do mapa fiz o roteiro diario com a previsão de tudo que daria pra fazer em cada dia. Até porque a mudança de hotel lá foi constante. Então, eu precisava saber exatamente pra onde ir pra acertar bem os horários. Depois de toda a preparação, o único imprevisto foi um parque de Colonia que não abria todos os dias pra visitação. E um restaurante/bar em Montevideo que fizemos questão de voltar outra vez (La Pulperia). A ideia básica da viagem foi: - Chegar em Montevideo: Aeroporto Carrasco e ir direto pra Ciudad Vieja onde ficamos 2 dias. - Depois, alugamos um carro e seguimos pra Colonia del Sacramento (180 km). Passamos 2 dias lá - Como Punta del Este ficam na direção contrária de Colonia, voltamos pra Montevideo e passamos uma noite em Pocitos - No outro dia cedo, rumo pra Piriapolis e Punta del Este (120 km a partir de MV). Ficamos 2 dias em Punta - Retornamos pra Montevideo, devolvemos o carro e nos hospedamos em outra região (Punta Carretas) Depois de ter conhecido, faria os seguintes ajustes no roteiro: - Um dia é suficiente para Colonia del Sacramento. A cidade é muuuuito linda. Uma delicia pra passear e descansar. Mas, se seu roteiro estiver apertado, um dia é suficiente pra conhecer lá - Punta del Este tem muitos atrativos. E acredito que uns 3 dias pelo menos vale a pena ficar por lá. Tem restaurantes incríveis e preços melhores que Montevideo - Montevideo tem a Ciudad Vieja, que vi algumas pessoas reclamarem dos mendigos ou pedintes. Mas, pelamordeDeus! Não oferece perigo nenhum (pelo menos pra quem tá acostumado com o centro de SP). Lugarzinho nota 10, tem que estar no roteiro sim! - Ainda em Montevideo tem Pocitos e Punta Carretas, que já são as regiões mais "chiques" da capital e devem estar no roteiro! Em janeiro/2015, quando fui o câmbio oscilava entre UY$ 9,00 e UY$ 9,80 para cada real (R$). Então, nas conversões vou usar UY$ 9,00 por real. É muito variável. Encontrou cotação boa, faça a troca. risos Dicas quentes - Chegando no Aeroporto, como ainda não conhecia a cidade não quis arriscar pegar um ônibus de linha e sempre fico com receio dos taxistas (até tomar o primeiro.. kkkk). Então peguei uma Van Transfer Oficial do aeroporto que te deixa na porta de qualquer hotel de Montevideo por UY 300 (R$ 33) pagando direto em cartão de crédito. Logo abaixo, veja que descobri outras opções. - Aceitam real em todos os lugares (menos taxi e onibus), mas obviamente não tem um cambio tão favorável nas lojas e restaurantes. Quando encontrava casas de cambio nas caminhadas com valor bom, aproveitava pra trocar por pesos uruguaios - Dolar você só vai precisar talvez no Casino Conrad. Os outros Casinos que passei aceitavam pesos uruguaios diretamente. - Levei apenas reais e cartão de crédito internacional (pra usar geralmente em restaurantes, já que tem desconto do IVA, apesar do IOF... ainda vale a pena) - Taxi não são todos que aceitam real (comigo nenhum aceitou na verdade). E o taxi é muito mais barato que São Paulo. Paguei menos de UY$ 180 (R$ 20,00) para um trajeto de 15 km numa das noites. - Apesar do taxi barato, andar de onibus de linha lá é muito mais barato ainda UY$ 18 (R$ 2,00). Confortável, seguro e vazio. Tem onibus até tocando musica. Quando voltei pra São Paulo capital, senti que realmente somos tratados como lixo pelos nossos governos e prefeito - Para ir embora de Montevideo ao Aeroporto, resolvi testar outro onibus. Como meu hotel era em Punta Carretas, descobri um onibus de linha normal, porém, executivo que chama DM1 - Punta Carretas/Zonamerica. Custou UY$ 23 (R$ 2,50). Não tem bagageiro, mas peguei ele muito vazio. Você também pode utilizá-lo para ir do Aeroporto para o seu hotel. Uruguay tem o por-do-sol mais lindo que já pude presenciar! Não vou colocar foto de tudo, porque os outros ótimos relatos existentes aqui já deram todas as dicas! Pontos turisticos imperdiveis e algumas fotos Montevideo - O Bus Turistico é uma boa pedida (U$ 494 = R$ 55). O bilhete é por pessoa e tem a validade de 24 horas. O onibus circula por 11 paradas estratégicas. Você pode subir e descer quantas vezes quiser. Sempre gosto de usar ele no primeiro dia da viagem, pra depois voltar visitando outros pontos com mais detalhes (http://www.busturisticomontevideo.com.uy/) - Ramblas (espécie de calçadão beira mar). Seja na Ciudad Vieja, Pocitos ou Punta Carretas: todas são lindas - Ciudad Vieja é linda e você não pode deixar de ir no Mercado do Porto comer a Parrillada do El Palenque (apesar que a melhor carne foi em Pocitos: La Pulperia) e tomar um Medio y Medio (vinho branco + espumante). Ainda ali perto da Ciudad Vieja com uma caminhada você passa pela Puerta de la Ciudadela, Teatro Solis, Plaza Matriz, Independencia, etc - Se estiver indo de casal, com cerveja vai querer deixar seu cadeado na Fuente de Los Candados <3 - O Estadio Centenario, da primeira copa do mundo em 1930 está um pouco deteriorado. Mas, como fã de futebol fiz questão de ir conhecer e vale a visita ainda! Tem muita história e o museu do futebol que fica lá dentro tem até camisas do Pelé e Maradona. Entrada: UY$ 100 (R$ 9). - Infelizmente o Museo del Automovil estava em férias quando fui e não pude entrar - Vários parques estão no caminho do Bus Turistico (parque Rodo é recomendado). Se quiser visitar o letreiro de Montevideo para tirar fotos, desça na parada 9 do Bus Turistico e depois é só caminhar na direção do mar. Fica próximo ao espaço Kibon em Pocitos. Pode perguntar ali em Pocitos que todos te indicarão. - A vista panorâmica da Intendencia Municipal é linda (entrada grátis, basta pegar um ticket no guichê turistico logo em frente e depois subir com elevador panorâmico até o 23º andar) - No MAM - Mercado Agricola tomei um bom chopp artesanal da Mastra. Aproveite para pedir o Sampler e experimentar vários ao mesmo tempo (http://mastra.com.uy/) - La Pulperia!! Não deixe de jantar um dia pelo menos (você vai querer repetir no outro dia) na La Pulperia. Com R$ 100 (com caixinha inclusa, não lembro o valor exato de tudo), eu e a namorada comemos: entrada de pães, generosa porção de fritas, um fantástico ojo de bife suculento e morcilla - linguiça de sangue. Ainda tomando uma bela cerveja Zillertal. Foi o melhor churrasco de todos na semana (http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g294323-d1528217-Reviews-La_Pulperia-Montevideo_Montevideo_Department.html) - Numa das noites fomos jantar no Tandory. É um renomado restaurante de lá com um simpático chefe. A refeição é realmente uma explosão de sabor. Muito diferente do que já comi. Tinha morcilla doce - linguica de sangue - com polenta, um risoto de melão. Eles servem ótimos vinhos pra acompanhar. Teve um custo próximo de R$ 240,00 pro casal. Vale a experiência por causa do sabor, mas não é uma refeição pro dia-a-dia (http://www.tandory.com.uy/) Uma das Parrilladas para você escolher no Mercado do Porto! Palacio Legislativo. Gigante e lindo! A seleção brasileira sub-20 estava no Uruguay! Cruzamos o onibus várias vezes! Picnic na Rambla de Punta Carretas! Tinha um mercado próximo, fizemos umas compras e curtimos uma das tardes lá: Por-do-sol na Rambla de Pocitos, ao lado do letreiro de Montevideo A fantástica carne do La Pulperia!! Atendimento no balcão, bar/restaurante super simples. De atendimento e qualidade nota 1000! Colonia del Sacramento - Os principais pontos turisticos são muito próximos, então nem vou listá-los porque você vai conhecer todos. - A plaza de Toros que é constante em todos os roteiros, é o que está um pouco mais distante (fui de carro) Um restaurante super charmoso que fica na Calle de los Suspiros é o El Buen Suspiro! Você comer pequenos petiscos, porções, queijos e tomando um bom vinho (o vinho uruguaio é o da uva Tannat). A melhor empanada do Uruguay, comi num lugazinho chamado Bike & Coffe! Este é o Beni. Cão de um casal uruguayo que encontramos em uma das praias de Colonia (muito próximo do caminho à Plaza de Toros) Todas as ruas de Colinia são pacatas. Ou com carros antigos ou preciosidades como esta: E o por-do-sol é indescritível: Piriapolis - Foi uma visita rápida pois estava no caminho de Punta. - A cidade estava super movimentada no dia. Passamos em frente ao famoso Hotel Argentino e a rambla principal. - Piriapolis era o chame do Uruguay e onde o povo ia gastar dinheiro, antes da consolidação de Punta del Este. - Existe um teleférico interessante lá. Não peguei. Fui logo pra Punta... risos Punta del Este Parece até que minha viagem foi um roteiro gastronomico! risos Mas, você tem que experimentar o Waffle com doce de leite do Hotel L'Auberge (http://www.laubergehotel.com/) Não fiquei hospedado no Hotel, apenas fui visitar e comer o famoso waffle - Recomendo o restaurante Lo de Tere! Atendimento e refeição incrível. Carpaccio de polvo, massa incrível, carta de vinhos nota 10. E tudo isto com uma vista pro porto de Punta! Ganhei alguns descontos por causa do Itau (25%) e no final das contas, o jantar do casal saiu na casa dos R$ 140,00. Vale mais do que cada centavo. Foi realmente incrivel (http://www.lodetere.com/) Jose Ignacio fica distante uns 40 km do centro de Punta, mas vale a visita! No caminho já tem a tal da ponte! risos E chegando em Ignacio, o lindo farol! Pena que durante a manhã o céu nublou. Por-do-sol na Casapueblo. Além do visual, tem a visita ao museu com as obras do Vilaró e ao final, um aúdio do seu famoso poema do sol! É uma cerimônia incrível sincronizado com a despedida do sol! Bom.... Foi isso! Grande abraço a todos!
  18. Quando comecei a procurar informações sobre a minha viagem, que fiz juntamente com o meu companheiro, muitas delas tirei de relatos daqui. Achei muito legal essa iniciativa, e por isso vou compartilhar com vocês um pouco do que foi a nossa viagem de ônibus até o Uruguai. Espero que possa ajudar outros(as) a caminharem também por aí. * Infelizmente perdi minhas anotações que tinham os preços de todas as passagens e produtos que compramos, então não conseguirei dar um relato bem detalhado. Colocarei os preços que lembro, mas eles não serão exatos. * Somos do Estado de São Paulo, por isso fomos até Porto Alegre de avião, e de lá pegamos o ônibus. * A viagem foi em maio de 2016. PORTO ALEGRE -> CHUÍ Chegando em Porto Alegre, pegamos um metrô, o qual fica do lado do aeroporto, até a rodoviária. Lá compramos passagem para Pelotas, pois fomos visitar nosso amigo. Após passar por Pelotas, fomos para o Chuí Brasileiro (você entenderá mais pra frente). Mas, existem ônibus de Porto Alegre direto para o Chuí (a passagem custa mais ou menos R$ 100,00). A viagem de Porto Alegre para Pelotas durou em torno de 05 horas, e de Pelotas para o Chuí por volta de 03 horas. Então, quer for pegar ônibus de Porto Alegre direto para o Chuí se prepare para uma longa viagem. Foto que tiramos durante o caminho, saindo de Pelotas. Chegando no Chuí, almoçamos num restaurante na rodoviária mesmo, que inclusive indico, para quem está com pouco dinheiro. A comida era boa, e tem a opção de pagar o prato feito, que não era caro (R$ 10,00). Após o almoço, fomos atrás de comprar a passagem para o nosso próximo destino. Para isso, tivemos que atravessar até o Chuí Uruguaio. É atravessar mesmo! A cidade é bem pequena, e o que separa o Brasil do Uruguai é apenas uma avenida. Se você estiver perdido, é só perguntar para as pessoas, e elas saberão te indicar. Não recomendo ficar no Chuí, pois não tem nada para fazer em relação a passeio, e a cidade também não é atrativa. Por outro lado, se você gosta de economizar em compras, tem muitas lojas e Free Shops que realmente possuem preços bem mais baratos, comparados aos que pagamos diariamente. Tem coisa pra tudo quanto é gosto. Mas só algumas horas já bastam para olhar tudo. Finalmente em solo Uruguaio, perguntamos sobre a empresa Rutas Del Sol, responsável por praticamente todo o transporte no Uruguai (pelo menos só vi ônibus dessa empresa circulando), e chegando lá compramos passagem para Castillos (já fazendo o câmbio para o real, o preço saiu em torno de R$10,00). *ATENÇÃO (VOCÊ VAI PRECISAR DE VISTO): Quando for entrar no ônibus, saindo do Chuí Uruguaio, peça para o motorista parar na ADUANA! Por ser estrangeiro(a), você vai precisar de uma espécie de visto, para entrar de forma legal no país. Eles não são rigorosos com isso, mas, se acontecer algo e você não estiver com esse papel, pode dar um grande problema. Nós não sabíamos dessa informação, e entramos no Uruguai sem o visto. E foi só quando chegamos em Castillos que o motorista perguntou se éramos estrangeiros, e disse que teríamos que ter passado na ADUANA. Imaginem a nossa reação. Ficamos desesperados, mas o motorista nos tranquilizou, dizendo que ninguém nos pararia para ver ser estávamos lá de forma legal. Por sorte a nossa viagem era de poucos dias, e não tivemos nenhum problema. Mesmo assim, principalmente se você for ficar mais de uma semana, passe por lá, a gente nunca sabe o que pode acontecer, e contar com a sorte não é muito bom. * DICA: Para quem estiver viajando com pouco dinheiro, igual nós fomos, quando chegar na Rutas Del Sol, verifique os preços das passagens. Geralmente varia bastante, e as vezes fica mais barato ir para uma cidade, e de lá comprar outra passagem para onde você realmente deseja ir. Foi esse o nosso caso, compramos passagem para Castillos, e de Castillos fomos para Aguas Dulces (os viajantes geralmente utilizam Castillos para isso, e de lá compram passagem para as cidades do litoral). Se você estiver indo aos finais de semana, verifique com essa agência da Rutas no Chuí, se na outra cidade a agência também estará aberta, pois algumas fecham muito cedo, ou as vezes nem abrem. Se isso acontecer, compre a passagem para a outra cidade ali no Chuí mesmo. * DICA: Os ônibus da Rutas Del Sol para em diversos pontos, mas o destino final sempre será a agência da empresa (para as cidades maiores), ou a rodoviária (para as cidades menores, principalmente no litoral). Você pode comprar as passagens antecipadamente, ou esperar ali no ponto/agência/rodoviária, e comprar direto com o motorista. Se você já tiver um roteiro traçado, com datas certas, sugiro que compre todas as passagens que irá precisar antes (se você estiver viajando só de ônibus, igual nos, terá que gastar com elas da mesma forma, independentemente do momento). Qualquer agência/rodoviária vende passagem para o destino que quiser no Uruguai. E não se assuste com o horário de funcionamento das agências/rodoviárias. Elas fecham bem cedo mesmo - geralmente ficam abertas até o almoço, mas, como disse, você também poderá comprar passagem diretamente com o motorista. CHUÍ -> CASTILLOS Em Castillos, como estávamos só de passagem, não conseguimos conhecer muito a cidade. Mas pelo pouco que andamos, enquanto estávamos esperando o horário do ônibus, achamos muito bonita. Aliás, toda a paisagem do Chuí até Castillos é bem bonita, pelo menos pra eu, que gosto de um estilo de vida mais tranquilo. Para quem gosta de cidades grandes, com prédios e shoppings, vai ficar um pouco chocado(a). O Uruguai, e o estilo de vida das pessoas por lá, é muito diferente do que estamos acostumados(as). As pessoas trabalham para viver, e não vivem para trabalhar. Isso fica bem claro quando você vê uma rodoviária que funciona até o horário do almoço. Rs * DICA: Da agência da Rutas localizada em Castillos, se você andar umas duas quadras, vai achar um supermercado. CASTILLOS -> AGUAS DULCES E finalmente chegamos em Aguas Dulces! A nossa intenção não era ir para essa cidade, porém, como o preço de hospedagem (reservamos o hotel antecipadamente, vou colocar o nome no final) estava bem mais barato do que nas cidades que queríamos, decidimos ficar por lá, também aproveitamos para conhecer mais uma cidade, já que a nossa viagem seria rápida. No Uruguai as cidades são muito próximas uma da outra, então fazer isso é bem tranquilo. De Aguas Dulces, por exemplo, são 15 minutos de ônibus até Valizas, e 25 minutos até Cabo Polonio. Inclusive recomendo, se a sua viagem for durante o verão, que não fique nas cidades mais badaladas, pois o litoral fica lotado, e chega até mesmo a faltar água. Mas se você gosta de um fervo, essas cidades são o seu lugar. Rs Saindo da rodoviária, andamos um pouco pela cidade, para conhecer, e nos encantamos. A cidade não possui atrativos turísticos, mas ainda assim valeu a pena ter passado por lá. No período que fomos (maio) para o Uruguai, era começo de inverno. Essa época é a melhor para quem gosta de conhecer a cultura da região com calma, sem muvuca, pois não tem muito gente, igual no verão. Para terem uma ideia de como é calmo, na cidade só estava eu e meu companheiro, de turistas, e os moradores, que são bem poucos. Chegando na hospedagem, deixamos nossas coisas e fomos atrás de algum local para comer, porém tivemos um surpresa: todos os estabelecimentos comerciais estavam fechados (restaurante, bares, etc). Tivemos que nos virar com uma vendinha. Ao olharmos o preço dos alimentos tivemos um susto, tudo muito caro! O que você não irá pagar nas passagens de ônibus, por serem baratas, irá pagar na comida. Mas como não tínhamos alternativa, compramos. Para quem gosta de vinho, tome muito!! Até as marcas mais baratas são muito boas, nos esbaldamos. Rs AGUAS DULCES -> VALIZAS No outro dia, acordamos bem cedo, e fomos para Valizas. Um dos moradores que conversamos nos explicou que tínhamos duas alternativas: ir a pé, pelas dunas, ou pegar um ônibus. Decidimos ir pelas dunas, até porque foi o caminho que já tínhamos pesquisado antes da viagem, que seria o mais bonito. E, realmente, uma beleza sem igual (infelizmente nesse dia esquecemos de levar a máquina fotográfica). Só pra volta que foi cansativo, pois eu e meu companheiro não estamos acostumados a caminhar muito. * DICA: O caminho pelas dunas é longo (1 hora de caminhada), então é melhor colocar roupas leves, de caminhada. AGUAS DULCES -> CABO POLONIO Pegamos um ônibus em direção a Cabo Polonio, que nos deixou bem na entrada para a cidade. Chegando lá, compramos nossa passagem ( pagamos 200 pesos cada um). Esperamos o horário do jipe sair e lá fomos nós. O caminho é muito bonito, mas nada comparado quando você avista a cidade de Cabo Polonio. Para eu que gosto de lugares tranquilos, é o paraíso! Porém, quando bateu a fome, tivemos o mesmo problema de Aguas Dulces: todos os estabelecimentos comerciais estavam fechados. Tivemos que ir no único restaurante aberto, que era o olho da cara! Pagamos cerca de R$ 40,00 num prato com arroz, batata frita e frango, que nem matou a nossa fome. Terminamos de conhecer a cidade, e ficamos esperando o jipe voltar, para irmos embora. *DICA: É preciso ficar atento(a) com os horários do jipe, pois depois de um determinado horário ele não volta mais. Chegando de volta na entrada da reserva, pegamos outro ônibus de volta para Aguas Dulces. Também é preciso ficar atento(a) com os horários desse ônibus (que é da Rutas de Sol). *DICA: Toda a cidade em si já é um atrativo turítico, mas eu indico ir no farol (paga para entrar) e caminhar pelas dunas. AGUAS DULCES -> CASTILLOS -> CHUÍ -> PELOTAS -> PORTO ALEGRE Pra voltar, fizemos o mesmo caminho. Só ficamos mais na casa do nosso amigo, pois aproveitamos a estadia por lá para conhecermos algumas cidades do litoral sul, como mas esse é um assunto pra outro relato, se não isso aqui vai virarm filme. Rs
  19. Amanda Pedroso Perlin

    Feriadão de Independência no Uruguai

    Fiquei o feriadão apenas. Na quinta fiquei por ali pela Ciudad Vieja, fui na Plaza Independência, que tem o monumento ao general Artigas, o Palácio Salvo, o Teatro Solís e a porta para Ciudad Vieja, também fui a Plaza da Constituicion onde tem a Catedral e caminhei pela 18 de Julio onde tem a fonte dos cadeados. Na sexta fui para o parque Rodó em Pocitos e de lá caminhei pela rambla (orla) até o letreiro, vale a pena essa caminhada, a paisagem é linda, tem um memorial aos judeus vítimas do holocausto. No caminho passei pelo Castillo Pitamiglio, que foi a residência de um alquimista, mas a visita guiada é as 17h, custa 180 pesos. Como era cedo, fui ao mercado del puerto e comprei lembrancinhas, alfajores, vinho, doce de leite, etc. Daí mais tarde voltei ao castelo Pitamiglio, valeu muito a pena a visita, é bem interessante a história dele, a arquitetura da construção. Ah, na primeira noite fui ao bar Fun Fun, um bar bem família, que era frequentado por Carlos Gardel e tem a bebida clássica deles que é a uvita, um licor de uva. Lá tinha um casal dançando tango e depois tinham artistas cantando. Na segunda e na terceira noite fui para o El Pony Pisador, também não paga pra entrar, tinha banda tocando no início, tem bastante turista lá, achei bem legal a festa mas no sábado estava lotado, mal dava para se mexer. No sábado de dia eu caminhei pela 18 de Julio até o obelisco, de lá chamei um uber até o palácio legislativo e de lá fui a pé para o mercado agrícola que é tipo um shopping, bem legal, vale a pena a visita. E no domingo a excursão que eu fui foi até Punta Ballena, visitamos a casa Pueblo e demos uma volta por Punta del Este, infelizmente estava chovendo bastante, não deu pra parar no monumento Los Dedos, paramos apenas para comer e depois seguimos viagem de volta. Mas é tudo muito lindo, ainda quero voltar com mais tempo, aproveitar mais, fazer a parte mais cultural, os museus e tal. E tambem visitar Colônia de Sacramento que eu perdi por ter dormido demais depois de uma festa kkkkkkkk. Também quero passar mais tempo em Punta e conhecer outras praias do Uruguai como Punta del Diablo, La Paloma, La Pedreira, Santa Teresa...mas vai ter que ficar pra próxima. Gastos: A excursão saindo de Porto Alegre + hospedagem em hostel (Planeta Hostel) custou 460 reais e durante o tempo que passei no Uruguai gastei 550 reais nesses 4 dias. Achei um país bem caro. Um chivito simples custa 300 pesos, uma Pepsi de garrafinha de vidro 91 pesos, água mineral de 500 ml no mercado 40 pesos. 1 real = 8,5 pesos uruguaios. Aí é só fazer as contas e ver o quão caras são as coisas lá. A passagem de ônibus custa 33 pesos. Ps.: Faltou eu ter ido em museus, jardim botânico, jardim japonês, rosedal e Café Brasileiro, dos lugares que eu gostaria de ter ido. Espero voltar em breve e com mais tempo. Tem mais fotos da viagem no meu Instagram: @perlin_amanda
  20. Olá, passo a relatar minha viagem, de carro, de Cariacica/ES à Buenos Aires, passando por Montevidéu. Total rodado: 7.100 Km em 11 dias. IDA 1º dia-> Cariacica/ES a Itaboraí/RJ. -470 Km, 6,6 horas de viagem. -BR 101 com muito tráfego e pista simples até campos, depois 80% já com pista duplicada. -Pernoite em Itaboraí/RJ no Hotel Ibis. Diária R$ 125,00 (quarto triplo) Sugestão: Fiz a 1º parada em Itaboraí porque saí por volta de 12h de Cariacica/ES. Acho que o ideal seria sair mais cedo e fazer a 1º parada em Resende/RJ 2º dia-> Itaboraí/RJ à Curitiba -870 Km, 12 horas de vagem - Após o pedágio de Guarulhos/SP, logo em seguida á direita, peguei o rodoanel em direção a BR 101 litoral. Todo o trecho de estrada excelente com pista dupla, exceto no final da BR 101 para pegar a 116. Trecho numa reserva ambiental sem trafego pesado. -Pernoite em Curitiba no Hotel Dunamys ao lado da BR 116. Diária de R$ 220,00 (quarto triplo) 3º dia-> Curitiba à Pelotas/RS -1000 Km, 13 horas de viagem -BR 101 passando pelo litoral de SC. Estrada excelente com ótimas paradas. -Pernoite em Pelotas no Hotel Manta. Diária R$ 380,00 (quarto triplo) - 4º dia-> Pelotas/RS à Montevidéu (Uruguai) -560 Km, 7,5 horas de viagem -BR 471 até Chuí na fronteira. Rodovia não é duplicada mas é muito boa e sem trafego. Tá para desenvolver boa velocidade. Trecho chegando em Chuí de reserva ambiental do TAIM de paisagem muito bonita. -Passagem na aduana tranquila, tudo resolvido em menos de 5min apresentado o passaporte. Neste momento me solicitaram a "carta verde" (seguro obrigatório). Adquirí o meu seguro junto a "Porto Seguro". Tudo pela internet em menos de 4h. Fiz o cadastro, recebí e paguei o boleto e em seguida recebí a apólice, que deve ser impresa em papel VERDE. -Passando a Fronteira você irá pegar a Ruta 9 até o Departamento de Maldonado e depois a Ruta Interbalnearia até Montevidéu. Estradas excelentes e com vários pedágios de 10 pesos cada. -Pernoite em Montevidéu no Hotel Orpheo. Diária R$ 350,00 (quarto triplo). Hotel na cidade velha. Não recomendo. Escolha um no "Barrio Sur". 5º dia->Montevidéu (Uruguai) à Buenos Aires (Argentina) -590 Km, 7 horas de viagem -Ruta 2 no Uruguai e depois de passar a fronteira ruta 12 e 9 até BA. -Rodovias excelentes e com diversos pedágios. Pequeno trecho de uns 50Km de péssima qualidade ainda no Uruguai.. -Passagem na aduana tranquila e sem stress. Tudo resolvido em menos de 5 minutos, apresentando somente o passaporte e taxa de +/- R$ 150,00 (Posto de cobrança extremamente precário e não deu recibo, achei tudo muito esquisito). 6º, 7º e 8º dia curtindo Buenos Aires e seus pontos turísticos. "Hotel OWN Recoleta", diária a R$ 300,00 com quarto triplo com sala e cozinha americana. Recolleta é um bairro nobre de Buenos Aires e fica próximo ao centro de BA. Excelente localização. Dá para ir a pé na rua Florida e no marco ZERO na av. 9 de julho. Diversos cafés pela redondeza. O pessoal lá gosta muito de café. VOLTA 9º dia ->Buenos Aires à Porto Alegue -Resolví voltar por outro caminho, sem passar pelo Uruguai, indo direto a Uruguaiana/RJ e fazendo o percurso até Vitória/ES em 3 dias. -1300Km, 14 horas -Rodovias Argentinas Ruta 12 e 14 excelentes. Quanto a policia caminera (roviária), não fomos parados nenuma vez. Já o trecho Uruguaiana a POA é uma merda. Cheia de buracos e não duplicada. Não recomendo sair por Uruguaiana. -Pernoite no Hotel Ritter em POA. 10º dia ->Porto Alegue à Aparecida/SP -1300Km, 14 horas -Pernoite numa pousada ao lado da BR 116 na saída de Aparecida/SP (não recordo nome). 11º dia ->Aparecida/SP à Cariacica/ES -770Km, 10 horas Observações 1. Não tive nenhum problema com a polícia rodoviária, seja no Brasil, Uruguai ou Argentina. Não fui parado nenhuma vez. 2. Ao todo rodei 7.150Km. 90% de todo o percurso é de rodovias excelentes. Dos percursos registrados acima, somente 3 trechos são ruins, são eles: -BR 101 de Cariacica a Campos. A BR 101 está boa, mas não é duplica e trafego "intenso". -BR 290 de Uruguaiana a Porto alegre não é duplicado e rodovia muito irregular. -BR 116 Serra das araras. Não é duplicado e muito trafego. 3. Paisagem dos pampas. após RS é de tirar o fólego. 4. Trecho da BR 101 litoral de SC/RS é muito bonito também. 5. Apesar de muitas horas dirigindo não foi cansativo pois há infindáveis trechos de longas retas onde o piloto automático fica por horas acelerando o automóvel. 5. Ao todo gastei R$ 470,00 de pedágio. DICAS IMPORTANTES 1. Buenos Aires é uma metrópole gigante, pouco menor que São Paulo, porém, sem transito e é fácil se deslocar com auxílio de um GPS. Necessário comprar um chip de celular pré-pago (+/- R$ 10,00) e aproveite o GPS. Qualquer banca tem chip. Meu preferido é o "WAZE" pela vantagem de sinalizar radares. Você vai precisar desta facilidades, são inúmeros os radares, incontáveis, tanto no Brasil como na Argentina. Não ví radares no Uruguai. Fui e voltei sem levar nenhuma multa graça ao "WAZE". Ele é fantástico, indicada TODOS os radares. Já o google map é muito bom mas não tem este recurso. ´ 2. MAS NÃO SE ESQUEÇA DE LEVAR UM GPS TRADICIONAL. Demorei a operacionalizar o sinal do celular ( chip comprado no Uruguai e na ARG), neste momento foi ele quem me salvou. 3. Na fronteira tanto no Chuí como em Uruguaia tem diversas casas de cambio bem próximo do posto da aduana. Se passar por lá em horário comercial, sem problemas para troca. 4. Não se esqueça de habilitar o cartão de crédito internacional para uso fora do Brasil. 5. Adquira a CARTA VERDE antes de sair de casa. Trata-se de um seguro para cobrir eventuais danos a pessoas e ao patrimônio dos nossos vizinhos se você se envolver em um acidente por lá. Vale tanto para o Uruguai quanto para a Argentina. O meu por prazo de 15 dias custo +/- 150,00 pela "Porto Seguro". 6. Se possível use o passaporte, as autoridades ad aduana te identificam e te liberam mais rápido. Eu e mais 3 viajantes demoramos em média 5 minutos para receber o "carimbaço" de liberação. Já com RG tem que preencher o formulário X, Y e o Z.
  21. O PRIMEIRO MOCHILÃO Esse foi a primeira vez que peguei uma mochila e viajei dessa forma e o mais importante, gastando pouco. Trocando hotel por hostel, trocando restaurantes pela cozinha do hostel, convivendo com várias pessoas, de vários lugares e várias culturas diferentes. Gostei tanto que nessa viagem eu já estava pensando na próxima. Foi uma experiência que eu posso escrever muito sobre, mas os sentimentos nunca serão relatados com fidelidade. Depois de muita pesquisa e planejamento, mudanças no roteiro por conta da alta do dólar, o roteiro acabou ficando assim: -SÃO PAULO x PORTO ALEGRE X CHUI/CHUY X PUNTA DEL DIABLO X CABO POLONIO X LA PALOMA X PUNTA DEL ESTE X MONTEVIDEO X COLONIA DEL SACRAMENTO X BUENOS AIRES X FOZ DO IGUAZU X SÃO PAULO- O INÍCIO - Planejamento Janeiro de 2015. Viajando em posts, relatos, vídeos e fotos para montar o roteiro final e planilhar os custos. São Paulo - Porto Alegre Sexta, 08 de Maio de 2015. Chegada a hora, seguimos para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse seria nosso único trajeto feito por avião, os outros, enquadrando a bunda em busão. Nosso vôo saiu às 8h30 de Guarulhos e chegamos 30 minutos depois em Porto Alegre. Pegamos um trem para a rodoviária. Como o ônibus para Chuy só sairia as 23h, pegamos a mochila de ataque com o essencial e deixamos nossas cargueiras no locker da rodoviária. Fomos ver como estava a cotação ali na rodoviária e......é.......tava ruim. Dali passamos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa e algumas informações e SIMbora bater perna. Saíamos dali com um ponto que, pelo que nos foi informado, seria o lugar mais top de POA, o Centro Cultural Usina do Gasômetro.... mas não foi bem assim. Já havia pesquisado algo, como em todos os lugares desse roteiro, para saber o que se tinha para fazer em cada cidade para saber se valeria ficar algum dia e quantos. Visitamos a Casa de Cultura Mário Quintana, a Igreja Nossa Senhora das Dores (das Dores mesmo, ela é toda branca, estava um sol de raxar e era uma dor nor olhos por causa da claridade, dica: use óculos escuros), passamos pelo Mercado Público, o Santander Cultural, tudo ali pelo centro mesmo. Por fim chegamos à Usina. Nos falaram que teria uma sacada com uma vista privilegiada. Bem, acho que demos muito azar, nós e mais uma galera que uns meses ia lá achando que era um lugar bacana. Estava, digamos que, assim, abandonado, não no dia que fomos, mas a impressão é que estava abandonada há meses. Lugares fechados, proibidos, elevadores que davam medo de tão velho e sem manutenção. O lugar deveria ser bom para os skatistas que lá faziam bom uso do lugar. Enfim, espero que reformem mesmo, porque o espaço é ótimo, só é mal usado, ou nada usado. Dali, demos uns pegas na Elis Regina. E cantamos com ela. Calma, calma. Ali há uma estátua em sua homenagem. Grande Elis, que beijo....digo, que voz. Bom, com tempo de sobra, o que mais ver? Não sou fã de futebol mas, na faCOOL, em época de copa, tinha feito um trabalho sobre POA e o Estádio Beira Rio então, já estamos ali, estamos com tempo, SIMbora. Caminhamos bastante beirando o rio, um passeio bem agradável, mas me contentaria com a vista do estádio de longe, porque de perto, não se tem muito acesso para vê-lo melhor. Com tempo ainda sobrando, SIMbora voltar e ver o que mais tem no caminho. Fomos almoçar no shopping. Resolvemos pegar um cine. Daí eu falo pro Lenon, pega dinheiro na doleira. E ele: Doleira? Você não pegou? É... fiquei achando que era brincadeira dele, depois eu comecei a rezar para que era, por fim... não era. Um ficou pensando que a doleira estava com o outro. Isso 15h de uma sexta feira. Imagina dois desesperados correndo no shopping atrás de caixa eletrônico, sacando pra compensar o que foi esquecido em casa. O limite deu? Não né. Não sabe que desgraça pouca nessas horas é bobagem? Eram 15h30 e agora eram dois desesperados na rua caçando, correndo e perguntando onde havia um Banco do Brasil naquele lugar. 17h55 eu entrei na agência. Bufando e agradecendo até a porta eletrônica que não travou naquele momento. Perrengue resolvido. Aí que notei que a AVENTURA tinha realmente começado. Voltamos par ao shopping e nem quisemos saber de cinema, fomos tomar um sorvete e sossegar para nos recuperarmos do susto. Depois pegamos um táxi para a rodoviária, comer algo por lá e.... Chuy, amanhã estamos por aý. (só pra rimar) Chuy Sábado, 09 de Maio de 2015. Acordei pouco tempo antes do ônibus parar e vi uma "plantação" de hélices. Brincadeira. São aerogeradores para produção de energia eólica. Chegamos na fonteira Chui x Chuy. Só os não-brasileiros desceram para dar saída. Permanecemos no bus e descemos só na rodoviária e não se dá entrada ali também. Deixa pra depois. Desembarcamos numa rodoviária que só faltava ver aquele feno rolando pela rua e aquele assobio típico de filmes de faroeste de tão vazia que estava. Pegamos nossas mochilas e fomos procurar algum lugar para tomar um café na Cafeteria & Bizcocheria Gianinn (uma variedade enorme de doces, impossível escolher e comer um só) e depois uma casa de câmbio. Bom, nem tudo aberto, afinal eram 7h30, se Deus ajuda quem cedo madruga... é, acho que essa frase não rola por aqui. Foto: Aí nessa calçada central é a fronteira: direita Brasil, esquerda Uruguai. Sim, assim como Jamie (A WALK TO REMEBER - UM AMOR PARA RECORDAR) também estive em dois lugares ao mesmo tempo. Em seguida fomos procurar um ônibus para a Barra del Chuy, lé teriamos contato com o que mais veríamos no Uruguay: Praia, Dunas e Farol. Meia hora depois já estávamos lá. Seguimos até um mirante e foi show, aquele céu limpo, aquela imensidão de mar, dunas e mais dunas e ao fundo, o Farol. Ficamos contemplando um tempo por lá e caminhamos até o rio Chuy, daqui só bastava ir até ao Oiapoque (do ditado: Do Oiapoque ao Chuí, para quem não entendeu) Horas depois, retornamos, pelo menos tentamos por algumas horas, já que... ou o horário do ônibus que vi na tabela estava errado ou pontualidade não é o forte aqui. Sei que, para não ficarmos parados, caminhávamos de ponto a ponto até chegar em uma bifurcação que só não voltamos à pé por não saber a direção. Nesse meio tempo íamos contemplando casas, paisagens e situações, até dava pra deitar na rua de tão movimentado que era. Numa dessas situações víamos um pássaro bicando uma casa de tijolinhos. A dona ouvia algo, saía, o pássaro voava, ela não via nada, entrava. O pássaro voltava, bicava os tijolos, a mulher ouvia algo, saía, olhava, olhava, não via nada, entrava. Os pássaros voltavam (agora eram 2), bicavam a parede, a mulher ouvia, saía, e via (uhuhh ela conseguiu), xingou os pássaros, e percebeu uns buracos, pegava barro no chão e tapava onde alcançava. Entrava. É, os pássaros, os Pica-Paus, sim, eles voltavam....kkkk Depois de 'um tempinho' o ônibus chegou, o cobrador recebe a passagem e destaca uns papéizinhos de um rolo, é teu ticket de viagem. Antes de embarcarmos para Punta del Diablo, ali na praça mesmo, passamos no Centro de Informações Turísticas. Fomos muito bem atendidos, saímos de lá com todas as informações, dali até Cabo Polônio, que precisávamos e um pouco mais. Era incrível a disposição e vontade da atendente em nos dar informações sobre os lugares de seu país. Todas certas. Saímos cheio de mapas também, nunca é demais. Já no ônibus, minutos depois o motorista faz uma parada para, aqui sim, nós darmos entrada no Uruguay. Êba, carimbo no passaporte. Punta del Diablo Sábado, 09 de Maio de 2015. Chegamos por volta das 17he fomos atrás do hostel que pesquisamos pela internet. Vimos umas cabanas e fomos nos informar sobre o endereço lá e a mulher disse que as cabanas eram para alugar também. E o preço? O mesmo que 1 diária para 1 pessoa no hostel. Se ficamos com a cabana? Claro. Sala, cozinha completa, banheiro, quarto, sacada só para nós?! Ficamos com aquele em que ela estava organizando mesmo, nos acomodamos, tomamos um banho e fomos dar uma volta pelo local, mas como já ia escurecer, passamos no mercado para já estrear a cozinha. Um belo e gostoso jantar na mesa no canto da sala com uma vista bacana a noite e linda de manhã com o nascer do sol. Cabañas del Norte vengo y en el Sur me quedo. Super recomendo. Comemos, pegamos umas lanternas e fomos dar umas voltas, não se tem nada pra fazer, baixa temporada é assim. No caminho de volta, uma garota de bicicleta nos ofereceu um Brownie Enfeitiçado (é, feito de ervas mesmo...rs) Punta del Diablo Domingo, 10 de Maio de 2015. Acordamos cedo e tomamos café vendo o sol nascer, ali, da sala mesmo. E saímos, vamos bater perna pelas praias e a intenção era ir até a Fortaleza de Santa Tereza, dentro do Parque Nacional de Santa Tereza. Descemos por entre as casas e chegamos à praia. Já ali peros (cachorros) nos deram boas vindas e nos acompanharam por todo o trajeto. Não que eu tenha medo de cachorro, mas daquele tamanho e sem nem ao menos ter sido apresentado, é, fiquei no cagaço. Mas são super dóceis, são grandes porque já são velhos, eram 3 bons companheiros. Andamos um bocado, passamos pelo Mirador de Balennas (em época da-se pra vê-las) Chegamos perto da entrada do Parque onde há um playground e um grande espaço para passar o dia de lazer. Quando eu disse que era a intenção chegar à Fortaleza? Então, começou a garoar e, não tanto por mim, mas resolvemos voltar. Punta del Diabo Segunda, 11 de Maio de 2015. Não irei dizer que acordamos cedo novamente, porque isso é o que fazíamos todo dia para poder aproveitar mais o tempo. Mas é fato, acordamos cedo e depois de mais um café ao nascer do sol seguimos novamente para, agora sim, irmos à Fortaleza. E estávamos dispostos a enfrentar o tempo que fosse, faça chuva e rezando para que só faça sol. Nossos companheiros peros de caminhada nesse dia estavam indispostos então fomos só nós 4: Lenon e eu, eu e Lenon. Depois de toda aquela caminhada toda novamente, entramos pelo parque pela Playa de Achiras e você já se admira pela manutenção do parque. Tudo lindo, tudo limpo e, não sei se já tinha dito, o parque é mesmo enorme. Eu estava sempre com um mapa dele em mãos e imaginei que teria 10x o tamanho daquilo "que estava em minhas mãos". Porque você caminha muito se baseando pelo mata e não chega ao ponto que imagina. Enfim, passamos pela portaria do Parque, imagino eu que entramos pelos fundos. E mais a frente avistamos aquela coisa minúscula que ia ficando enorme a cada passo: a Fortaleza de Santa Tereza. Imaginamos onde seria a entrada dela. Como temos tendência à ir pela direita... fomos pela esquerda, e foi o lado certo. Ainda bem que não sigo tendências....kkkk Deparamos com um cercado de pedras e uma "catraca" ferro de construção. Deveria ser ali um cemitério, chamado Campo Santo .... não que eu tenha receio ou medo, mas pensei comigo: UFA! Depois seguimos para a entrada da Fortaleza, um portão enorme de Madeira. No caminho até ela uma placa que dizia: ABIERTO. MIÉRCULES A DOMINGO. DE 10 AS 18HS. Olhei para a placa, depois para o portão, placa e portão. Já fechei a cara, nessa hora pensei em tanto palavrão que melhor nem escrever aqui. Mas, como assim "Quarta a Domingo"? Viu... deixamos de aproveitar uma oportunidade no dia anterior por receio de garoa, nós, que somos de São Paulo, que é conhecida como a Terra da Garoa... parece brincadeira né? Infelizmente não foi. Tivemos que nos contentar vendo essa majestosa pelo lado de fora. Mas, Fortaleza de Santa Tereza até uma próxima. Dessa vez não deu. Nos contentamos em fazer outros caminhos pelo parque, já disse que ele é grande né? Então... Há o Museu do Parque, um Invernáculo, um Mirador de Pássaros (que só vi vacas que, pelo que eu saiba, elas não voam, ainda), um Sombráculo e mais outras coisas, não conseguimos ver tudo que o parque tem para mostrar. Pra quem vai mochilar com barraca, lá há áreas de campings e um departamento policial, mas só deve funcionar em alta temporada, porque em baixa, lá é super vazio, nem funcionário na portaria tinha. Há até um mercado dentro do parque também, mas só em alta temporada. Voltamos para "Nossa Cabana". Punta del Diablo Terça, 12 de Maio de 2015. Depois de mais um café. Arrumamos nossas mochilas e fomos agradecer a estadia, nos despedir da dona, que não estava, e ganhamos uma camiseta de seu esposo. Nos despedimos de nossos vizinhos peros, que sempre estavam à nossa porta. Era hora de se seguir para Cabo Polonio, meu xodó dessa viagem, aquele lugar que eu reservaria uma semana inteira. Pegamos um ônibus que foi para Castillo e lá pega-se outro para a entrada de Cabo Polônio. Sim, entrada, porque para chegar mesmo em Cabo Polônio pega-se um transporte que é uma aventura a parte. Cabo Polônio Terça, 12 de Maio de 2015. Entrada de Cabo Polônio. Três opções para chegar à península uruguaiana: Caminhão 4x4, Cavalo ou na caminhada. Optamos pelo caminhão, queria muito ir 'no bagageiro', mas é tão concorrido que já estava ocupado e para esperar o próximo iria demorar um tempo. Desse ponto até o final é tudo sobre areia, por isso o 4x4. É um sacode pra lá, sacode pra cá sem fim. E eu querendo estar lá em cima. E como eu queria. Como não sabíamos que hostel iríamos ficar, descemos na primeira parada. Para ir caminhando e pesquisando. Acabamos ficando no 2o que entramos. 1o porque era mais barato, 2o na cara do gol (praia), 3o não era badalado como o outro que vimos. Ali queríamos sossego. Ficamos em quarto compartilhado, mas só nós estávamos nele. As outras pessoas estavam em outros quartos. Baixa temporada, não vou contar agora, mas se tivesse 10 pessoas ali era muito, isso contando com o Marco que estava tomando conta do Hostel. Passamos 3 dias em Cabo Polônio, do dia 12 ao dia 15. Aqui não separarei por dia, mas contarei no geral. Por que? Deixa eu te contar. Cabo é uma península que fica a 7km de alguma estrada, a população fixa é muito pequena, formada principalmente por pescadores. Não há energia elétrica, tudo provém de geradores (gás, solar, eólico). Há apenas um mercadinho ali que vende de tudo, de tudo digo, útil para a população. Ela é cercada por dunas. Há um farol e 2 ilhas, onde ficam leões marinhos, eles também ficam logo após o farol, numa área reservada. Lá você não se preocupa com o tempo, aliás se preocupa com 2: o claro e o escuro. E esteja com lanterna no escuro. Sinal de internet? Internet? Você está em Cabo Polônio, internet ali é supérfluo, ali o contato é físico. Aí que está o charme. Você em contato direto com a natureza, com as pessoas que ali vivem ou ali estão de passagem. Esses dias que ali ficamos conhecemos o Marco, uma figura de pessoa, que ficava de Hostel em Hostel nas baixas temporadas para tomar conta e em troca, ter onde ficar. Não, isso não é pobreza. Isso é a mais pura riqueza. Pobre somos nós que nos matamos para trabalhar para ter o que? Conforto? Bens materiais? Marco é rico, tem experiências a contar e a trocar. E ali, nesses dias, fizemos parte dessa riqueza que ele tem há muito tempo. Contemplamos as belezas do lugar. O seu pôr do sol. As noites estreladas (não é o que se vê na cidade, uma estrela aqui, outra ali, em Cabo Polônio tu vê constelações). Contemplamos também o pôr do sol, com seu céu multicores. Quando eu voltar, e eu irei. Não farei uso do 4x4. Irei caminhando. Para contemplar ainda mais Cabo Polônio. Para me conectar desde sua entrada. Tentamos fazer isso na volta, andamos 1h30, mas erramos o caminho e retornamos ao ponto para pegar o 4x4. (é a primeira foto desse post) Além do Marco (sueco), conhecemos Sebastian e Claudia (chilenos), Majlen (russa) e ais 2 que se intitulavam "americanos". OK. Deixem eles pensarem assim. Houve um desses dias em que Brasil-Russia-Chile caminharam juntos à praia e fomos contemplar o pôr do sol no lado Sul. E caminhamos até o fim da tarde até o farol. E não levamos lanterna, voltamos com a luz da lua, ficamos preocupados? Com o que? Estávamos 'tristes' por saber que no dia seguinte, todos iriam embora. Sebastian e Claudia, estavam viajando já há algum tempo e fizeram questão de passar em São Paulo para nos ver. Ficaram em nossa casa. Foram muito bem recebidos, mas não demos sorte com passeios aqui, estava tudo fechado. FECHADO foi uma palavra nova que Claudia aprendeu. Foto: Márcio, Lenon, Claudia, Majlen e Sebastian em Cabo Polonio. 1 foto/4 nacionalidades Foto: lixo de um navio cargueiro, made in Japan Foto: É assim e muito mais estrelado as noites La Paloma Sexta, 15 de Maio de 2015. Depois do 4x4, ficamos esperando o ônibus para La Paloma. E demorou viu. Muito. Depois que chegou foram algumas horas até o terminal, de lá pegamos outro até, e enfim La Paloma. Cargueira nas costas e mochila ataque na frente fomos nós até o Hostel, a pé, conhecendo o lugar. Na esquina uma senhora nos deu a direção para onde deveríamos ir. Enquanto isso estava juntando uma galera, afinal, cidade pequena odos se conhecem. E logo uma outra disse que, se precisássemos, um parente dela estava alugando um quarto. Seguimos e a senhora tinha dito que teríamos que ir até uma praça. A frente perguntamos como era a praça e a resposta foi: Praça, aqui só tem uma. E aí veio o acidente. Estava eu atravessando a rua, bem larga por sinal, e faltando alguns passos para chegar na calçada, ouço o barulho de uma moto, muito alto. quando me viro, sinto o impacto, é, numa cidadezinha como La Paloma eu, saí de São Paulo, onde nunca fui atropelado nem por uma bicicleta, foi ser atropelado em La Paloma, digo moto para não ficar feio falando que foi uma Biz. A desgraça do piloto queria mesmo passar entre eu e a calçada? A população que parou para me ver estirado no chão (2 pessoas), a enfermeira e a médica que me atendeu, deram a entender que não era bem assim. Será que era alvo de assalto? Vai saber. Sei que a alça da minha mochila estourou e o cara saiu derrapando pela rua de PARALELEPÍPEDO. Vou soletrar porque o cara se ralou todo: rua de P.A.R.A.L.E.L.E.P.Í.P.E.D.O. Eu só lembro do rosto do 'bom piloto' bem na minha frente e do impacto. Dizem que eu rodopiei e cai. Não lembro nem de ter caído. Só lembro de ter pedido para tirar a mochila do meu braço, mas graças a ela, a coisa não foi pior. Como a médica disse: "Você só desmunhecou". Pulso lá é munheca. Fala sério. O atendimento não foi rápido nem eficiente. Uma garota chegou depois de mim, chorando de dor no braço, ela estava vestindo uma malha vermelha. Minutos depois ela saiu, toda enfaixada, com malha e tudo... bem que eu disse sobre o atendimento. Não foi diferente comigo. A enfermeira não botava uma pressão na faixa. Quando eu pisei da porta pra fora, a faixa estava até caindo. SIMBora pra farmácia comprar uma luva né... E foi minha companheira por tooooooda a viagem. Foto: Olha o inchaço. Não, não sou alcoólatra "D O que tinha pra ver em La Paloma? Havia um parque, a praia, o faról e um piér. O que eu vi? Só o farol. Até no mercado fui perseguido pela funcionária que me proibiu de tirar uma foto e me seguia para não tentar de novo. O que valeu aqui: as lembrancinhas que comprei, 2 quadros da região pintados em tecido e um calendário em forma de elefante, super baratos. Punta del Este Domingo, 17 de Maio de 2015. Depois de algumas horas de viagem, enfim Punta del Este. Não estava muito empolgado porque ouve-se dizer que é muito caro. Mas 'muito caro' é algo bem relevante. Não fomos para esbanjar então para nós foi mais um lugar agradável. Claro, como eu disse quando estávamos lá: "Só podemos comprar da 3a rua para cima". Porque o lugar cheira dinheiro na Rambla. Você passeia pela orla e nota. Mas não te incomoda. O lugar é lindo, é limpo e, apesar de não termos feito muitos passeios, gostamos. É um lugar, para quem gosta, de altas badalações que, em alta temporada, deve ferver. Ficamos no Planet Hostel bem localizado. Duas ruas acima da Rambla Gral. Artigas A Sandra nos atendeu muito bem, sempre muito simpática. Tanto que em Montevideo ficamos no mesmo, onde sua irmã que era a dona. Aqui também comprei umas lembrancinhas bem baratas também, como disse antes, da 3a rua para cima...rs E quando digo lembrancinhas, é pra mim mesmo, quem mochila não aceitar encomendas. ") Montevideo Quarta, 20 de Maio de 2015. Quase 3 horas de viagem, chegamos a Rodoviária 3 Cruzes de Montediveo. Dali pegamos um ônibus para o centro e fomos encontrar o Hostel. Antes entramos em um onde estava sendo gravada uma série e estava aquela bagunça. Não ficamos lá por conta do preço mesmo. Capital de Uruguay, Montevideo tem seu charme. Seus edifícios e seus pontos históricos. Não fizemos muitos passeios além do centro da cidade, estávamos cansados. Fizemos umas caminhas pela Lambra a noite que estava bem quente. Não tivemos muitas informações do Hostel sobre os passeios, sabíamos que, como em Punta del Este, pode-se alugar bicicletas, mas ou não sabiam ou não estava atualizado os panfletos e telefones. Enfim. Lá conhecemos Dani, uma brasileira que acabou trabalhando no hostel por mais uns meses com uma pequena ajuda de Lenon que marcou uma entrevista com a dona. Também conhecemos um casal de húngaros que estavam mochilando há mais de 4 meses, e iriam conhecer o que pudessem da América do Sul. E eu com meus 20 e poucos dias. kkkk No último dia, seguimos juntos para a rodoviária. Eles faziam o caminho inverso ao nosso aliás, todos que encontrávamos estavam fazendo o mesmo caminho, então era nós que fazíamos o caminho inverso. Ficamos 3 dias e dali seguiríamos, de passagem, por Colonia del Sacramente, com destino a Buenos aires. Colônia del Sacramento Sábado, 23 de Maio de 2015. Como já compramos as passagens da balsa na Rodoviária em Montevideo, de Colonia a Buenos Aires. A nossa passagem por Colonia foi um tufão... passos rápidos, sem parar muito e demos uma volta por esse vilarejo que fica dentro de um antigo forte. Paramos ali em uma venda para gastas os pesos que que tínhamos, rendeu 2 canecas. O lugar é bem bonito, tem uma vista linda, é bem charmosa com seus bares, cafés e restaurantes. Poderia ter reservado 1 dia para passar ali. À noite deveria ser bem interessante. Buenos Aires Sábado, 23 de Maio de 2015. Depois de 1h30 de viagem de balsa chegamos ao porto de Buenos Aires, próximo ao Puerto Madero. Foi uma caminhada até o centro e mais uma até o hostel próximo ao Obelisco. Já estive em BAs em 2010 e, em 2015, minha opinião mudou bastante. Antes era muito suja, era uma São Paulo muito mal cuidada. Em 2015 estava muito melhor, estava bem cuidada. O interessante de BAs são as manifestações que sempre ocorrem em frente à Casa Rosada. Chegamos no dia 23 de Maio, dia de sua Independência e estava ocorrendo shows e, claro, manifestações. E estava um boato de greve geral. Não passeamos pela cidade pois já conhecíamos. Mas dessa fez fizemos o passeio no Rio Tigre. Muito bacana por sinal, mas eu iria na poltrona do lado esquerdo em alguma outra vez. Há pontos mais interessantes. Sentei no lado direito porque pensei que o barco iria em um ponto e fizesse o retorno, mas não ele dá uma volta literalmente. COmo pagamos um passeio por agência, a guia foi explicando tudo, foi bem interessante. Mas tem as paradas pega turista né....que, se você não negar, vai acabar comprando algo. Sim, caímos nessa. Uma das paradas do tour, depois do passeio pelo Rio Tigre, foi a Catedral de San Izidoro. Outros passeios mais tranquilos que fizemos também foi ali perto de Puerto Madero, na Reserva Ecológica, bom pra caminhada, andar de bicicleta e ver a cidade de outro ângulo. Fizemos uma caminhada pelos arredores, visitamos o Parque das Rosas, o Planetário e só rondamos o Parque Japonês, achei a entrada muito cara para um parque. Muito caro para uma manutenção como eles diziam em uma placa. O que não se pode faltar quando for em Buenos Aires é o sorvete de Dulce de Leche. foto: parque das rosas foto: parque ecológico foto: parque ecológico No Hostel 80% eram brasileiros. Foi divertido. Até nos arriscamos a ir em uma balada que tocava Reggaton, pensa. Tínhamos conhecido um casal colombiano e eles foram mostrar como é a dança. Digamos que seria o nosso funk, gosto a parte, como não curto funk. Mas também entrar nessa balada foi um caso a parte. Estamos nós, todos na fila, todos com RG e uma brasileira, que foi zoada no caminho todo com seu passaporte. Chegando na portaria o segurança disse que a casa já estava cheiae somente com nome na lista. Essa brasileira, abanando o passaporte perguntou: "Jura, tem certeza?". Depois o segurança falou:"ahhh Brasileiros? Podem entrar. Hermanos". kkkk E falaram que era Open Bar a balada, enganados. A primeira bebida era "por conta", as outras não. A primeira nem pode-se considerar bebida de tão aguada que era.... Logo. Da-lhe platas. Todo domingo há a Feirinha de San Telmo. Ela é enorme com vários artesanatos à venda, bem bacana. E seguindo por essa feira,na esquina da Chile com Defensa está a famosa estátua da Mafalda, personagem de quadrinhos argentinos, criação do artista Quino. Tanto que ela está em frente onde ele morava. Ela fica sentada num banco, você pode sentar com ela e bater a foto clássica. EM 2010 ela estava sozinha no banco. Hoje, seus amigos, Susanita e Manolito fazem companhia. Dependendo do dia há fila para tirar uma foto, se for no dia da feira então, prepare-se. Além deles há vários personagens de quadrinhos pelo bairro que faz parte do roteiro “Paseo de la Historieta”, começa aí com a Mafalda e termina no Museu do Humor, em Porto Madero. Foto: em 2010 Foto: em 2015 Para quem quer comprar tudo barato, fuja do centro, vá ao bairro popular de Once, Estação Once. Por não ser uma rota turística, tudo lá é bem mais barato que no centro. Aquele produto que compramos no passeio doRio Tigre, aqui levaríamos 5x mais. Como estava sem La Plata, fiquei namorando uma jaqueta que estava 70% mais barata que no Brasil. Só deu para algumas lembrancinhas. Deixa pra próxima né. Foz do Iguazu Quinta feira, 28 de Maio de 2015. Depois de 20 horas de viagem, num ônibus confortável e com serviço de bordo (leram Brasil? serviço de bordo, não é como aqui que tem 99 paradas em lugares hiper caros). Da rodoviária de Foz até o Hostel era longe viu, uns 50 metros. O tempo estava meio chove-não-chove. E era um barro o lugar apesar de asfaltado. Check in feito, mochilas desfeitas, deixamos o passeio para o dia seguinte. Mesmo porque começou a chover realmente. O que fizemos foi ir no mercado comprar cerveja, no hostel é muito caro. E um colombiano nos acompanhou, tambpem estava à toda no hostel, e ele ia aproveitar para 'um esuenta', já que depois iria pra um "barlada" - bar e balada - é inventei ...rs Para nós, nos restou relaxar. Foz do Iguazu Sexta-feira, 29 de Maio de 2015. Logo cedo fomos à rodoviária e compramos o passeio para as Carataras do Iguazu + o Passeio no Macaco Safari. Dali o ônibus já estava saindo e já embarcamos. Há 3 câmbios na Argentina, pelo que pude comprovar: Câmbio em Buenos Aires, Câmbio na Rodoviaria de Foz e Câmbio dentro do Parque das Cataratas (é...os índios aprenderam com os brancos). Dentro do parque, lado argentino, pegamos um trenzinho, descemos no meio do caminho para baldear para outro.... é, achei desorganizado isso porque perde-se muito tempo. Ali é cheio de Quatis, esse animalzinho bonitinho aí da foto. Uma graça né, mas faz um estrago se te agarrar e morder. Então, nada de alimentá-los. Passado essa demora do trenzinho (melhor seria ir caminhando) chegamos ao início das trilhas para as Cataratas. São várias e vários pontos que se pode vê-las. O ponto máximo é ir o mais próximo da Garganta do Diabo. É uma visão hipnotizante ver de perto aquelas enormes quedas d´água. Um barulho que depois de um tempo te acalma. Só fomos pelo lado argentino, dizem que o brasileiro é muito mais bonito porque você tem a visão das cataratas. O lado argentino você fica mais próximo e acima delas. Então, cada qual tem sua beleza. E o passeio de lancha, que te dá um banho de Catarata é ótimo. Valeu muito a pena e ainda bem que não estava muito frio. O que faltou nesse passeio de lancha, foi espaço para você guardar seus pertences, tirar tênis... Eles te dão uma bolsa para você guardar tudo que não quer que molhe. Não. Não cabe você dentro dessa bolsa... vão te molhar mesmo. Disso eles fazem questão. Mas eles te apressam em tudo. Você entrega o ticket, eles te dão a bolsa, você já tem que ir guardando o que quer e já embarcar. Eles dão um tempo para você tirar fotos. Ou você já guardou tua máquina (se não tiver case a prova d´água) ou você ainda está guardando seus pertences e tirando o tênis pra guardar também. Fica tudo muito confuso. Tinha uma moça que ficou de calcinha e sutiã, ué...ela não queria molhar a roupa, direito dela. Acha que alguém reclamou? Depois dessa aventura toda, dos quase tombos nas passarelas das cataratas, da facada que foi um pedaço de pizza dura e fria, na demora do trenzinho, do câmbio diferenciado... fim do passeio. Hora de voltar para o hostel, porque o dia seguinte iríamos voltar à vida normal. A vida frenética de São Paulo. Se no ônibus de Buenos Aires tínhamos serviço de bordo acha que de Foz à Sampa seria diferente? Claro que foi... foram 16h de viagem. Imagine quantas paradas não fizemos? Nem eu sei. Uma porque não ia ficar estressado contando e outra porque o dramim que íamos tomando fazia um efeito maravilhoso. Melhor dormir a maior parte do tempo que ficar pobre em cada parada caríssima. Você deve estar querendo saber quanto custou essa viagem né? Posso falar para se ter uma base. Foi Maio de 2015, o dólar estava R$ 1,75 e subindo. Nessa viagem não contabilizei alimentação, uma porque não tinha noção de quanto iria gastar e outra porque no início eu até estava anotando, mas depois me perdia ou tinha preguiça de anotar tudo. Guardei tudo que foi canhoto de compra, mas quem disse que eu somei? Digo que utilizamos, na maioria as cozinhas dos hostels, fizemos nosso próprio rango, e não passamos fome hein. Mas também não esbanjamos. Prometo que na próxima anoto até a bala que eu comprar. A viagem custou, com todos transportes US$676,00/pessoa. (não incluí alimentação) É isso. Espero que tenham gostado. Se tiver dúvidas entre em contato. Se encontrar algum erro de português, me perdoe. Se for viajar, fazer trilha, acampar... SIMbora?!
  22. anselmoportes

    Relato: Montevidéu

    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Montevidéu. ROUPAS Em março o clima é bem agradável sem muitas variações de temperatura. O começo da manhã e à noite as temperaturas caem um pouco então é bom sempre ter uma blusa na mochila de ataque. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CELULAR Levei meu celular mas não comprei nenhum chip local. Fiquei usando apenas o wi-fi que funcionou bem durante a maioria da viagem. CHEGANDO EM MONTEVIDÉU Cheguei por Punta del Este na estação de 3 Cruces, que fica no centro da cidade. Como era por volta de 23h decidi pegar um táxi para o local que eu iria ficar hospedado. Dentro da rodoviárias havia uma fila GIGANTESCA para pegar táxi. Mas do lado de fora, na rua lateral da rodoviária, havia uma fila bem menor. Fui nessa e em menos de 5 minutos consegui pegar um. ACOMODAÇÃO Há 9 anos faço parte do Couch Surfing então consegui me acomodar na casa de um local lá em Montevidéu. Mas conheci umas brasileiras que estavam ficando no hostel Che Lagarto e elas gostaram muito. O QUE FAZER Recomendo ficar de 2 a 3 dias em Montevidéu. Meu roteiro foi esse: 1º dia: 06 de Março de 2017 (segunda-feira) De manhã fui conhecer o Palácio Legislativo mas eu cheguei às 10h37 e o tour pelo prédio havia começado as 10h30 e não me deixaram entrar. Perto dali fica o Mercado Agrícola que é muito limpo e organizado. Tem alguns lugares pra comer e até um supermercado lá. Mas o que eu curti mesmo foi a Cervejaria Mastra, de cervejas artesanais. Tomei uma Brown Ale deliciosa por UYU 150. Voltei em frente ao Palácio Legislativo e peguei informação de ônibus até o Estádio Centenário. Lá visitei seu museu (UYU 150) e subi na torre panorâmica (UYU 60). Pra quem gosta de história e futebol esse museu é parada obrigatória. Vale muito conhecer. Do museu peguei o ônibus 186 até a Playa de Pocitos onde está o letreiro “Montevideo”. Tirei umas fotos no letreiro e caminhei no calçadão da praia. No começo da noite voltei para casa do meu anfitrião e fui dormir. 2º dia: 07 de Março de 2017 (terça-feira) Acordei umas 8h30 e fui ao Mercado Del Puerto. Resolvi ficar no mercado para o almoço então de lá fui até a Plaza Independencia pela Peatonal Sarandi. Chegando na praça visitei a estátua de Artigas e o seu mausoléu que fila logo abaixo dela. Ao lado da praça fica o Teatro Solis com tour guiado em espanhol, português e inglês. Peguei o tour em espanhol (UYU 40) que durou uns 30 minutos, mas valeu muito a pena. Saindo do teatro visitei a Catedral Metropolitana de Montevidéu e de lá segui de volta ao Mercado Del Puerto. Comi um Chivito no restaurante L’Egregor e tomei uma garrafa de vinho (estávamos em 3 pessoas e saiu UYU 325 pra cada). DICA: O Uruguai tem uma política de incentivo à vinda de turistas pela isenção e devolução de imposto sobre valor agregado, o IVA (equivalente ao nosso ICMS). Então alguns restaurantes dão cerca de 18% de desconto se você pagar no cartão de crédito. Saindo do mercado passei no Cafe de Las Missiones, um simpático e tradicional café no centro antigo da cidade. De lá voltei à Praça Matriz onde consegui um sinal wi-fi aberto e chamei um UBER (UYU 190) até o Castelo Pittamiglio. Esse castelo foi uma obra de um alquimista chamado Humperto Pittamiglio que viveu em Montevidéu de 1911 a 1966. A visita é guiada e cheia de histórias esotéricas e sobre a alquimia. Gostei muito e vale muito a pena conhecer o lugar. Na volta passei no Terminal 3 Cruces e comprei para manhã seguinte com destino a Colonia de Sacramento. Anexo ao relato algumas fotos de Montevidéu. Espero ter ajudado.
  23. anselmoportes

    Relato: Punta del Este

    Fui para o Uruguai, Argentina e Chile em Março de 2017 e meu roteiro foi esse: SP - Punta del Este - Montevidéu - Colônia de Sacramento - Buenos Aires - Rosário - Salta - San Pedro de Atacama - Santiago. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de Punta del Este. ROUPAS Como qualquer cidade litorânea, lá faz muito calor durante o dia. Mas devido aos fortes eventos a sensação térmica pode deixar a temperatura mais amena. Bermudas, shorts e camisas de dry-fit são ideais. Calçados leves para as caminhadas são bons também e caso decida ficar na praia, vá de chinelo e roupa de banho. Não esqueça do protetor solar, boné e óculos de sol. CHEGANDO EM PUNTA DEL ESTE Em 04/03/2017 peguei um vôo direto de SP para Montevidéu. Decidi ir direto do aeroporto para Punta del Este, uma vez que o aeroporto fica no caminho. Chegando ao aeroporto troquei apenas US$ 100 por Pesos Uruguaios, já que as cotações dos aeroportos são as piores. Peguei UYU 2.500,00 (cotação US$ 1 = UYU 25,00). Do lado de fora do aeroporto está o guichê da empresa de ônibus COT que te leva até Punta del Este. Não havia mais lugares no ônibus mas me deixaram ir em pé. A viagem dura aproximadamente 2h e como há outras paradas durante o caminho não demorou muito para um lugar vagar e eu consegui ir sentado. ACOMODAÇÃO Cheguei na rodoviária de Punta umas 15h e peguei um táxi (UYU 200) até o F&F Hostel. Consegui uma cama num quarto compartilhado (8 pessoas) por US$20. Gostei do F&F Hostel. É limpo e tem uma área de lazer muito legal, com bar e piscina. O bar, no entanto, deixa um pouco a desejar. Faltou cerveja numa noite e tive que sair pra comprar num supermercado próximo. Tem cozinha com geladeira, fogão, microondas, forno e acessórios (panelas, pratos, talheres). O QUE FAZER Punta del Este é bem legal mas não tem muito o que ver. Recomendo ficar no máximo 2 dias que já é suficiente para conhecer as principais atrações. No primeiro dia rodei à pé pela cidade passando pelo monumento “Los Dedos”, Praia dos Ingleses, Igreja Nuestra Señora de La Candelária, Farol e o porto, onde vale a pena ficar pra ver o pôr do sol. No segundo dia deixei o albergue de manhã e fui até o terminal de ônibus. Lá deixei minha mochila no guarda volume e fui até a agência AGT (que fica dentro do terminal).Comprei uma excursão para a Casa Pueblo. Eles aceitam Real e paguei R$100. Dei mais uma volta pela cidade e parei em um mini mercado pra descansar e esperar a hora da excursão. Tomei umas cervejas locais muito boas: Patrícia, Pilsen e Zillertal (em média UYU 140 cada). A van da excursão saiu as 15h e passamos por vários pontos turísticos (Ponte La Barra e condomínios com casa de famosos) terminando na Casa Pueblo. O ingresso à Casa Pueblo custou UYU 240. Uma pena que não deu muito tempo para ver a casa em si pq chegamos pouco antes do pôr do sol, que foi um dos mais bonitos que eu já vi em toda a minha vida. No comecinho da noite a excursão retornou ao terminal rodoviário. Peguei minha mochila e comprei passagem para Montevidéu para 21h (UYU 282). Cheguei em Montevidéu (rodoviária 3 Cruces) por volta das 23h. Anexo algumas fotos da minha passagem por Punta. Espero ter ajudado.
  24. Eduardo – 50 anos – Funcionário Público Sônia Vargas – 50 anos - Comerciante Duas histórias distintas, mas com tudo a ver. Ambos separados, com filhos criados e uma vontade em comum: Fazer diferente. Apesar das marcas que o tempo se encarregou de deixar em cada um, pelo passar dos anos, a carcaça já não é mais a mesma, mas o pensamento… O pensamento de recomeçar e fazer o que a mente ainda é jovem, nos diz. Estamos juntos a pouco mais de um ano e a cada dia a cumplicidade aumenta e a vontade de viajar somaram-se, portanto estamos duas vezes mais dispostos. E foi isso que nos moveu a fazer uma trip nos moldes mochilão. (e podem ter certeza, não pararemos mais). Tenho acompanhado vários relatos por aqui, com dicas importantes que certamente nos ajudaram assim como ajudam vários outros mochileiros, entretanto, peço licença para fazer um relato um pouco diferente… Digo isto porque as pessoas (invariavelmente todas) , ficavam surpresas ao saberem de nossa história e da maneira como viajamos. Encontramos muita gente pelo caminho. Uns turistando, outros mochilando, outros a trabalho, enfim… e quando nos perguntavam como estávamos viajando, logo dizíamos que estávamos viajando de carona. - A dedo??? - Sí. A dedo!!! - Nooo… no creo… - Sí, creas porque es verdad!!! E assim seguia a conversa. Nos perguntavam se não tínhamos medo, se não era perigoso e outras tantas perguntas que rendiam boas horas de conversa. Tínhamos exatos 23 dias para fazer a trip, pois precisávamos voltar ao trabalho em 07/08/17. Para que não perdêssemos um segundo sequer, dividimos a trip em duas partes: a primeira era sair logo do Brasil e chegar a Colonia del Sacramento no Uruguai. Esta primeira parte fizemos de carro. Foram mais ou menos 780 km de Pelotas-RS até Colonia. Saímos sábado 15/07/17 as 11:16 e chegamos em nosso destino por volta das 21:45. Pronto. Estamos no Uruguai. Agora só vai… Uma boa ducha no Hostel El Español, Rua Manuel de Lobo 377, Colônia do Sacramento - e cama. Compartilhamos o quarto com dois franceses e um uruguaio. Domingo (dia 2) passeamos pelas belas ruelas de Colônia, vimos um lindo pôr do sol e bebemos um bom vinho no jantar ( feito por mim, aliás eu fui o cozinheiro oficial e único da trip, rsrsrs) Calle de los Suspiros -Colonia del Sacramiento Pô Pôr do sol em Colonia del Sacramiento Segunda-feira, (dia 3) após o desayuno (café da manhã), partimos para Buenos Aires via Rio de La Plata. Atravessamos pela Seacat. Chegamos à capital porteña no final da manhã e fomos direto a Rua Florida, a poucos minutos de Puerto Madero. Precisávamos cambiar, pois não tínhamos nenhuma moeda de peso argentino. Mal sabia eu que ali começaria o primeiro perrengue… Depois de quase quarenta minutos na fila, finalmente consegui cambiar. (R$ 1 por ARS 4,60). Dali saímos com nossas mochilas ás costas por quase 4 km até encontrar o Rock Hostel, ( Av. Rivadavia 1587, próximo ao Congresso Nacional – Telefone +54 11 4382-6345 ) que seria nosso endereço por três dias na capital argentina. Subimos os vários degraus até a recepção e quando o rapaz me pediu o RG para fazer o checkin, eis a surpresa!!! Cadê? Procura daqui, procura dali e nada… fizemos o checkin com o RG de Sônia Vargas. E agora? Como saio da Argentina e entro no Chile sem documento? Como retorno ao Uruguai??? Só restava uma esperança, ligar para casa de câmbio e perguntar. Foi o que fiz. - “No señor, no prestamos información por teléfono”… putz… Só nos restou caminhar até a Rua Florida novamente. Chegamos a casa de câmbio e perguntei a um rapaz se havia ficado um documento por ali. - Espera un momento que voy a averiguar. ¿Quién te atendió? - Un chico con tatuajes. E eis que o muchacho veio com o documento na mão! Ufa!!! Eu precisava de uma cerveja. E fui em busca de uma Quilmes!!! Voltamos ao Hostel, tomamos um ducha, descansamos um pouco, fizemos uma janta e nos convidaram para ir a “La Bomba” - um espaço de shows - tinha uma banda tocando – Ali conhecemos uma galera do mundo. Tinha umas gurias da Àustria, Hungria, Bélgica, França, etc e claro, muuitos argentinos, rsrsrs. Dali fomos a uma boate e dançamos até a carcaça não aguentar mais. Hostel. Descanso. No outro dia (dia 4) demos uma banda no Cemitério da Recoleta e pudemos apreciar os imponentes mausoléus e suas histórias. Depois fomos ao Caminito no Bairro de La Boca. Namorando no Cemitério da Recoleta Rolê no Caminito Quarta-feira (dia5) saímos do hostel e fomos em direção a RN7. Depois de alguns sobe e desce de metrô e ônibus, chegamos ao Terminal Las Piedras, onde compramos passagens para Junin, 270 km de Buenos Aires. Chegamos por volta das 15:00 e conseguimos de imediato uma carona para fora da cidade ( nossa primeira carona – cerca de 8 km). Não tivemos dificuldade para conseguir carona. As bandeiras do Brasil amarrada nas mochilas foram nosso passaporte para não esperar mais do que cinco minutos entre uma carona e outra. Chegamos na estrada as 15:20 , a segunda carona até Teodelina, 83 km de Junim, veio em seguida. Juan Pablo foi nosso chofer...Chegamos as 16:40. 16:47 a terceira carona até Villa Canãz. Um simpático casal de idosos, Juan Carlos e Matilde. Chegamos as 17:07. A quarta carona veio exatamente 4 minutos depois. As 17:11 estávamos a bordo de um Peugeot, dirigido por um tiozinho – sr. Alfredo - de un setenta e poucos anos. Aí veio o segundo perrengue: O tiozinho entrou contra mão, subiu canteiro e estava muito motivado ( pra fazer uma m…) depois de vários kms, percebi que o veínho tinha bebido umas e outras, mas aí… estávamos no meio do nada e o jeito foi rezar… O susto maior foi quando ele simplesmente não viu uma carreta… Lhe dei um grito e ele conseguiu parar a tempo… silêncio… andamos com ele por cerca de 76 km. Os piores de toda a trip. Muita tensão… Mas enfim, talvez tivéssemos sido “escolhidos” para salvar-lhe a vida… ( queremos pensar que sim ). Preferi não publicar a foto do sr. Alfredo. O alívio veio junto com o desembarque. Caminhamos por cerca de quarenta minutos em busca de um lugar para passar a noite. Encontramos o Hotel del Lago. Calle Azcuénaga 740, Venado Tuerto, Santa Fe, Argentina- Teléfono 54 3462 42-2276. Uma ducha, uma banda e um lanche. Um lomo como dizem por lá (pão recheado com carne, ovo frito, legumes e condimentos ) e uma Stella Artois bem gelada!!! Depois berço. Ainda tínhamos muito para andar até chegar em Santiago. Quinta-feira (dia 6) saímos as 08:20, caminhamos um pouco e pedi uma informação a um senhor e ele prontamente nos deu uma carona até a saída da cidade, algo em torno de 5 km. 09:23 conseguimos a sexta carona até a cidade de Laboulaye, 200 km a frente, onde chegamos as 11:26. Viajamos por cerca de duas horas com os vendedores de carros Sebastian e Ruben. 11:30 embarcamos na sétima carona. 560 km até Mendoza. Julio e Day viajavam em férias para esquiar no Chile. Contamos como havíamos chegado até ali e a partir daí a conversa fluiu. Tinhamos fome e Julio parou em um local onde um senhor assava umas carnes. Compramos um pão recheado com carne assada (que Julio fez questão de pagar) e seguimos viagem. Boa conversa, mate e boas risadas. Chegamos em Mendoza as 17:00. Desembarcamos próximo a um monumento com um condor. Dali andamos até encontrar o terminal de ônibus. Algumas informações, mapa da cidade em mãos e lá fomos nós, encontrar o ponto de ônibus que nos levaria ao centro. Achamos facilmente o hostel. Hostel Mendoza Inn - Av Villanueva Arístides 470, 5500 Mendoza, Argentina – teléfono 54 261 420-2486. Entra Entrada da cidade de Mendoza ao entardecer Acertamos a estadia e fomos ao mercado. Compramos mantimentos para o jantar e claro, umas garrafas de vinho, afinal de contas, estamos em Mendoza onde se produzem os melhores vinhos da Argentina (e ninguém é de ferro, né?). Hostel de muitíssima “buena onda”. Galera animada, e muito bate papo com os novos amigos franceses, peruanos, uruguaios, carioca, paulista, etc. Sexta-feira (dia 7). Uma passeada pela cidade, fotos e coisas amenas, como pegar ônibus errado por duas ou três vezes, muita risada e muito alto astral. Visitamos o Cerro da Glória onde avistamos pela primeira vez a Cordilheira dos Andes. Inesquecível. Sábado (dia Decidimos ir para Santiago. Compramos uma passagem para Uspallata, última cidade da argentina em direção oeste pela RN7 a 114 km de Mendoza. O ônibus da empresa Buttini e Hijos saiu as 10:36 e… no meio do caminho quebrou. Cerca de meia hora parados e o motorista nervoso, pois estávamos no meio das montanhas ao lado do Rio Mendoza (um belíssimo lugar a propósito) e não tinha sinal de celular. Ônibus quebrado entre as montanhas Me afastei um pouco e botei o dedo a funcionar. Coisa de cinco minutos encostou um carro que ia justamente para Uspallata. Era a oitava carona. De pronto Nicolas Mestre nos deu sinal de positivo. Corremos no ônibus pegamos nossas mochilas e embarcamos no Gol exatamente as 13:09. Chegamos as 14:05. Descansamos um pouco no comércio de Gustavo (pai de Nicolas) e nos preparamos para seguir em frente. Tínhamos que andar cerca de 2km até a aduana onde os caminhoneiros fazem os trâmites de cargas. Eis que sugiu a nona carona. Um rapaz nos ofereceu carona até a aduana o que prontamente aceitamos. Nico, nosso novo amigo Chegando na Aduana, conversei com alguns caminhoneiros para entender como funcionava o negócio por ali e voltamos para a estrada. Enquanto caminhávamos, vi um caminhão se aproximar e de pronto estiquei o dedão. Redução de marcha, pisca-pisca acionado, luz de freio acesa e aquela coisa gigantesca estacionando… corremos e quando o motorista abriu a porta, já deu um sorrisão e perguntou; São brasileiros? Siiimmm. Então subam… Aí começou nossa amizade com Laureano, de Quaraí-RS. Eram 14:51 e não tínhamos comido. Laureano não titubeou, estacionou o caminhão, abriu a caixa de mantimentos e nos ofereceu ovos cozidos, bolachas e refrigerante. Aceitamos no ato. Depois da parada, seguimos em um bate-papo super animado com nosso novo amigo, regado a chimarrão (do Laureano) e balas… As 19:30 chegamos a Los Andes, já no Chile. A carreta não podia seguir viagem, por causa do horário e tinha de ficar em um estacionamento (parqueadero – como chamam os caminhoneiros). Como havia anoitecido e estávamos longe do centro da cidade, Laureano me deu umas notas e moedas de pesos chilenos, algo em torno de R$15,00, para pagarmos o táxi. Que sujeito fantástico!!!! Lauerano nos ofertando o almoço Encontramos um hotel na avenida principal. Hotel Alameda, Avenida Argentina, 576. Domingo (dia 9). Como não havia café da manhã, após esperar até 10:30 (Chile tem uma hora a mais) para a abertura do câmbio, tomamos um café em uma lancheria. (um assalto, diga-se de passagem) duas taças de café com leite e seis enroladinhos pequenos, nos cobraram o equivalente a R$30,00. Voltamos ao hotel, pegamos nossas mochilas e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Santiago e embarcamos as 13:28 no confortável ônibus da empresa Pullman. Pagamos 5000CLP, o equivalente a R$60,00, para percorrer os 80km até Santiago. (cada passagem foi o preço do nosso glorioso café da manhã…) Chegamos a quinta maior cidade da América do Sul, com seus mais de 6 milhões de habitantes. Na rodoviária compramos o cartão para o transporte coletivo (serve para metrô e ônibus) como em Buenos Aires, conseguimos um mapa com as linhas do metrô e lá fomos nós… Desembarcamos no centro… e agora? Pra que lado vamos? Entramos em um hotel luxuoso e de pronto um dos rapazes gentilmente nos recebeu: Gentilmente nos conduziu ao saguão, nos passou a senha da internet e ficamos navegando, na tentativa de nos localizar. Como se não bastasse, o rapaz se aproxima com dois copos de limonada e nos oferece. Ali entendi que estávamos em um país civilizado e com pessoas gentís. E assim foi durante toda nossa estada no Chile. Precisávamos encontrar o hostel. Longe. Longe. Entramos e saímos do metrô um par de vezes, entramos e saímos de ônibus outras tantas vezes, até que uma senhora ouviu nossa conversa e percebendo que estávamos perdidos, resolveu ajudar e nos deu a orientação correta( haviamos perguntado ao motorista do ônibus e ele estava nos levando em sentido oposto, ou seja, o cara não tinha a menor idéia onde era a rua que procurávamos…) Outro ônibus. Dirigido pelo senhor Hector. Simpático, puxou assunto e disse que havia morado cinco anos em São Paulo, onde trabalhava como decorador de ambientes. Ele também não tinha a menor noção onde era a tal Rua Hamburgo, mas isso não foi problema. Parava ao lado dos táxis e perguntava. Dali a pouco embarcava alguém e perguntava de novo, e assim fomos conversando, perguntando até chegarmos a tal Rua Hamburgo. Um motorista de ônibus – que fazia questão de falar português – fez toda a diferença no nosso domingo de chegada a Santiago. Outra vez a gentileza prevalecendo. Caminhamos uns vinte minutos até chegar no Parron Decolores Hostel, Rua Pascual Baburizza 501, 7790546 Santiago, Chile. Cansados, com fome e sem grana, recebemos duas notícias: como não tinhamos reserva, poderíamos ficar somente por aquela noite e a pior delas: tinha que pagar na hora. (nós outra vez não tínhamos um centavo chileno). A gentil Meri nos indicou uma casa de câmbio em um shopping a dois quilômetros dali. Adivinhem… Lá fomos nós, dar uma esticadinha nas pernas…, mas valeu. Compramos alguns mantimentos para o jantar e claro, duas garrafas de vinho, afinal estar no Chile e não beber vinho… Segunda-feira (dia 10). Estávamos outra vez com nossas mochilas, entrando no metrô em direção ao Bairro Brasil. Depois de alguns quarteirões, chegamos ao Hostel Brasil. Havíamos reservado pelo Booking.com. Fomos atendidos por Soniel, um haitiano que também já havia morado no Brasil e falava bem português. Depois de muita conversa sobre o valor que havia na reserva e o valor que ele nos cobrava, resolvemos dar uma olhada nas acomodações… arghh… pensem em uma espelunca. Sujo. Aliás, imundo. Não teve jeito… fomos embora. Estávamos novamente na rua e sem reserva de hostel… sentamos em umas cadeiras de um restaurante ao lado e utilizamos a internet, comemos alguns ovos cozidos e fomos novamente à luta, perguntando aqui e ali, chegamos ao Happy House Hostel, Rua Moneda 1829, Centro de Santiago, 8340493 Santiago, Chile. Pensem em um lugar agradável. Sem dúvida o melhor que ficamos em toda a Trip. Super recomendo. (ah, e pelo mesmo valor do outro ali acima…). Nos acomodamos e fomos outra vez em busca de câmbio. Rua Augustinas próximo ao Palácio La Moneda (casa do governo chileno). Há várias casas de câmbio por ali. Cada Real valia 185CLP. Passeamos pelo calçadão, algumas fotos e supermercado… mais uns vinhos, janta e convivência com as pessoas que chegavam para preparar seus jantares. Conhecemos muita gente bacana. Fizemos algumas amizades, em especial o Gabriel, carioca da gema e o Eric, de Concepción - Chile. Terça-feira (dia 11).Fomos até a rodoviária e compramos passagens para Valparaíso. Na chegada fomos abordados por uma gentil senhora que nos ofereceu um mapa e dali, nos vendeu um tour por Viña del Mar e Valparaíso. Aceitamos e fechamos por R$54,00. Um grupo super bacana. Tinha gaúchos, cariocas, mineiros, equatorianos, argentinos, americanos...e o guia era uma figuraça. Tivemos seis horas de stand up privado. Camilo é muito engraçado. Nos passava as informações de uma forma muito peculiar e muito bem humorada!!! Estádio Sausalito - Viña del Mar - Chile Mirador a 150m de altidude. Dá pra ver boa parte de Viña del Mar e tirar uma fotos. http://www.museofonck.cl/new_site/ - Museu Fonk Mohay Lápis-lazúli ( uma loja onde tudo é muito bonito e muito caro – trabalhos em um pedra azul ) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lápis-lazúli Parque Quinta Vergara. Um grande teatro a céu aberto. Por lá passaram grandes nomes da música como, Roberto Carlos, Paul McCartney, etc. e onde rola o Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar. Capacidade 15.000 pessoas. Relógio de Flores, cartão postal de Viña del Mar. Praia. Água mega gelada o Oceano Pacífico. Pegando uma garrafa d'água do Pacífico para misturar ao Atlântico... Funicular. Um bondinho. ( sem graça ). Casa de Pablo Neruda. O grande expoente da poesia chilena. ( que aliás, não era Pablo e muito menos Neruda ). https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda E fechamos o Tour, subindo um morro. Cerro Alegre. E descemos a pé… nada de mais. Algumas casas coloridas… e só. As 19:00 embarcamos de volta a Santiago. Hostel, jantar, vinho... Quarta-feira (dia 12) - Acordamos um pouco mais tarde. Depois do delicioso desayno, fizemos um passeio ao Cerro Santa Lucia, no centro de Santiago. A 629 metros de altitude, se tem uma visão de boa parte da cidade e da Cordilheira dos Andes. Passeio muito legal e de graça. Quem vai de metrô é só desembarcar na Estação Santa Lucia. Fotos Morro Santa Lucia. Lembram do nosso amigo Laureano? Pois é. Nos mandou um zap, dizendo que a carga atrasou e que passaria no dia seguinte em Santiago e se quiséssemos, poderíamos voltar com ele. Adivinhem… Quinta-feira (dia 13) - Saímos do hostel as 14:00, pegamos um colectivo (táxi-lotação) e fomos em direção ao parque Chena em São Bernardo. Chegamos as 14:25 e ficamos esperando nosso gigantesco transporte. 20:30. Chegou Laureano. Nos avistou de longe e abriu a buzina!!! Felicidade geral!!! Enquanto Laureano não vem... Parque Chena - São Bernardo - Chile Andamos por cerca de duas horas até Los Andes, onde haviamos nos despedido de Laureano. Quase 23:00. Agora nós tinhamos grana. O que não tinha, era táxi. Laureano mais uma vez surpreendendo. Nos levou de carreta até o centro. Ficamos hospedados no Hotel Residencial Italiana. Manuel Rodriguez 76, 1000000 Los Andes, Chile – com café da manhã. No dia seguinte, (dia 14) fomos ao encontro de Laureano que estava tratando da documentação da carga na aduana. Partimos por volta das 12:00 rumo a Uspallata. Chegamos por volta das 21:00. São aproximadamente 160 km, mas como a montanha chega a uma altidude de mais de 3.000 metros, a carreta vai quase parando, na subida do Caracol, também conhecida como a estrada da morte. Laureano preparando o caminhão e já na função... Caracol ou estrada da morte Na chegada a Uspallata, Laureano tinha que liberar a carga para passar pela Argentina e ficou no mesmo local onde havíamos o conhecido. Ali ele passaria a noite. Caminhamos por cerca de 2 km até a cidade e por ali tentamos encontrar uma hospedagem. Outra vez não tínhamos plata argentina e o único cara que trabalhava com câmbio, queria tirar-me um rim. Cotação de 3ARS por 1 Real. Não deu. Pronto. Vamos passar a noite no posto de gasolina. Até que apareceu um casal e conversando nos ofereceu um quarto em sua casa. Ever e Virginia foram perfeitos. Acertamos um valor simbólico e fomos com eles em sua grande camionete 4x4. (Ever trabalha com expedições na região de Uspallata). Mesa farta, boa conversa, banho e cama… No outro dia, (dia 15) Ever estava cedinho em pé. Preocupado que fôssemos perder a carona, nos levou de volta ao posto de gasolina, onde ficamos das 09:10 até as 12:00. Eis que lá vem o bem humorado Laureano!!! Pitoresca Uspallata Partimos e entre um mate e outro, boa prosa, umas fotos, cozinha na caixa do caminhão. Sim cozinhei no caminhão. Experiência fantática. O destino era Villa Mercedes. Percorremos os 470km em 14:00. (ficamos um bom tempo parados por conta de obras na estrada). Baita experiência... ( e ficou bem bom )... Tem hotel em Villa Mercedes? Não. Não tem. Posto de gasolina fechado. Depois de muita “briga” no bom sentido, Laureano nos convenceu que conseguiria dormir no banco do motorista. Nos acomodamos do jeito que deu e dormimos todos na boléia do caminhão. Pensem numa noite fria… Acordamos por voltas das 08:00 e preparamos um café. Fiz ovos mexidos na “cozinha do caminhão”. Laureano necessitava falar com um amigo caminhoneiro para tratar de assunto referente a carga ou algo assim, e haviam combinado de se encontrarem ali pela manhã. (dia 16)O “surfista” chegou perto das 15:30. É isso mesmo. Ficamos ali esperando mais de 12:00. 15:45 partimos em direção a Rosário. 548km. Um único paradouro na longa estrada. Marcha constante. Chegamos em Rosario por volta das 21:30. Fomos a um posto de gasolina onde haviam alguns táxis abastecendo, mas agora estamos na Argentina e não mais no Chile. A simpatia não é o forte nos motoristas de táxi na Argentina. Definitivamente, não. Além de não nos levar, sequer davam alguma informação. As gurias que trabalham no posto, nos indicaram que bem em frente havia um ponto de micro(ônibus urbano) e que deveríamos aguardar o 142 amarelo, que não demorou a chegar. Bueno, temos grana, mas não temos o cartão do ônibus… embarcamos e falei ao motorista que tínhamos dinheiro e se poderíamos lhe pagar, o que não foi aceito, entretanto, nos deixou seguir viagem. Foi muito camarada. Conseguimos um cartão com uma senhora que estava no ônibus e pagamos a passagem a ela. Chegamos na rodoviária. Conseguimos comprar a passagem para as 23:00 com destino a Buenos Aires. Dormimos no busão até as 03:00 quando encostou na rodoviária de Buenos Aires. Menino puxando uma boneca pelos cabelos...(rsrsrs) (dia 17) Na tentativa de ir direto ao Puerto Madero, entramos em uma fila de táxi. Um senhor que trabalha por ali, me falou que o porto só abriria as 06:00. “Mala suerte”, pensei… e o tiozinho prosseguiu: Não os aconselho ir pra lá agora e nem ficar aquí. Tá vendo aquele posto de gasolina ali na esquina? Vão para lá e esperem amanhecer. Foi o que fizemos. Mais uma noite... agora no posto de gasolina. Mais uma vez com pouca grana. Somente para o táxi. O vigário no operou, mas a essas alturas, deixei quieto. Chegamos ao porto. Acreditem… há um câmbio dentro do porto. Sim. Mas não aceitam reais… O Buque sairia as 08:30, mas também não poderia pagar em reais. Esperamos até as 09:30, fui na Rua Florida e consegui cambiar. Partimos as 12:30 em direção a Colônia del Sacramento, onde chegamos por volta das 14:00 Novamente atrás de câmbio, agora precisamos de pesos uruguaios. Tudo certo, estacionamento pago, partimos em direção a Canelones, percorremos os 160km e chegamos a tardinha. Rodamos um pouco, procurando um hotel, até que perguntamos a uma jovem onde era o hotel. Ela nos olhou com uma cara de admirada e ao mesmo tempo com uma certa vergonha. -No tenemos hotel en Canelones … Como assim?? Perguntei quantos habitantes havia ali… - Casi 30.000... -Ok. Gracias! E partimos em direção a Atlantida, cerca de 70 km adiante, já no litoral. Lamentavelmente a sinalização não é precisa e erramos a saída e nunca mais conseguimos encontrar o caminho de novo. Vamos adiante. Ficamos rodando em circulos, pois não há uma única placa que indique a saída para a fronteira. Incrível, mas não tem. Até que chegamos a um posto de gasolina e perguntei como fazia para ir ao Chuy. Depois da explicação ficou mais fácil e partimos em direção à fronteira. Noite. Chuva. Cansaço, mas determinados. 502 km. Chegamos por volta das 23:30. Compramos algo para comer e fomos para Santa Vitória do Palmar. (os hotéis são melhores e mais baratos que no Chui). 12:30 chegamos ao Hotel Brasil, Rua Barão do Rio Branco, ao lado do Correio. (dia 18). Acordamos por volta das 11:00 e voltamos ao Chui. Andamos pelos freeshops, compramos algumas coisas e a tardinha, 18:00 partimos para Pelotas, 250 km a frente. Chegamos em casa as 21:30. Cansados, mas com uma felicidade imensa de ter conseguido cumprir o que haviamos determinado. Fizemos nosso primeiro mochilão juntos!!!! Quebramos nossos próprios paradigmas e saímos da zona de conforto, com a certeza que voltaríamos modificados. E modificamos. A todas as pessoas que de uma forma ou de outra, cruzaram nosso caminho nessa trip, nosso muito obrigado. O grupo Mochileiros foi fundamental para elaboração de roteiros, passeios e como fator motivador. As curtidas em nossas publicações na página do mochileiros no facebook, nos serviram de incentivo e certamente fizeram parte de nossa trip... Faríamos tudo de novo. Mochilas, caronas, estradas, pessoas… E Faremos. Já começamos a montar o mochilão na Europa. 2018 já é logo ali… ps. Não publicamos os valores gastos, mas foi tudo no modo econômico e certamente gastaríamos menos se tivéssemos ido de avião direto a Santiago… mas nossa trip tinha de ser assim… e foi. Valeu!!!! Eduardo Duarte e Sônia Vargas. #cinquentoesnaestrada #agentesemovimenta #anoquevemtemmochilaonaeuropa Algumas fotos:
  25. Diego, independentemente do que as pessoas possam dizer, sempre vale à pena conhecer outras capitais. Montevideo não é tão agitada e badalada quanto BsAs. Aliás, nem chega perto da capital portenha em termos de agitação. Mas, na minha opinião, vale sim a visita! É uma cidade bonita, ordenada, com um belo povo. Boa Sorte.
×