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Encontrado 17 registros

  1. Breno Maia

    Dúvidas diversas

    Amigos e amigas, olá! Ficarei 12 dias no Uruguai e algumas dúvidas me passam pela cabeça: acabei fazendo um seguro viagem, será mesmo necessário? Em relação ao dinheiro, como devo proceder? Ficar andando por aí cheio de cédulas me deixa preocupado demais, fora que usar cartão fora do país tem aquelas taxa absurdas. E vocês recomendam comprar chip para o celular? Creio que o wifi dos hostels deve me suprir, mas gostaria de ouvir uma voz mais experiente. Obrigado desde já!
  2. Jaaziel

    VIAJAR DE CARONA E SEM GRANA

    Alguém afim de cair numa trip pelo Mercosul (fazer roteiro ainda), de carona e sem grana? É a minha primeira vez e estou super ativo para sair o mais rápido possível. Topam fazer grupo no WhatsApp? Meu contato pra quem tiver interesse 55 11 979509059
  3. Cleidson

    Mochileiros BRASIL/ARGENTINA

    Pessoal, boa noite. Fizemos um roteiro de viagem, saindo de Minas até Argentina, de carro e com varias paradas. Alguém tem alguma orientação, ponto de apoio, orientações de local seguro, preço de alimentação, ponto turístico. A viagem é para descanso mesmo, então não teremos pressa. Obrigado, Cleidson
  4. Breno Maia

    10 dias no Uruguai

    Olá a todos do site! Então galera, sou totalmente inexperiente em viajar sozinho e estou planejando minha primeira viagem passar uns 10 no Uruguai, lugar q tanto me fascina. Porém, por ser um país bem pequeno, pergunto: 10 dias é tempo suficiente ou mais q o necessário? Pretendo em Dezembro passar por Punta del Diablo, Cabo Polonio, Punta del Este, Montevideu e Colônia do Sacramento. Queria muito mesmo tb dar uma passada em Buenos Aires, mas se for pra ficar uns 2 corridos e ainda deixar de aproveitar melhor o Uruguai, acho melhor adiar minha passagem na Argentina. O que vocês recomendam pra esse viajante de primeira viagem?
  5. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  6. Jéssica W. Bellé

    Colonia Del Sacramento - Uruguai

    Olá!! Alguém que já tenha ido a Colonia Del Sacramento, pode opinar/sugerir se ficar 2 dias por lá é muito? Tenho um dia sobrando no roteiro... Grata!
  7. caio.acquesta

    Fortaleza de Santa Teresa - Parque Nac. Santa Teresa

    Um lugar muito interessante de se conhecer no Uruguai, misturando história, arquitetura e lindas vistas. Possui um museu histórico-militar aberto de forma permanente. está localizado na Ruta 9 Km. 303, a 33 km de Chuy-BR , e 300 km de Montevideo-UR. A fortaleza faz parte do Parque Nacional Santa Teresa (http://turismorocha.gub.uy/atractivos/aire-libre/parque-nacional-santa-teresa). para quem estiver próximo, vale muito a pena a visita. e o melhor, é tudo gratuito! links: https://www.mochileiros.com/blog/parque-nacional-santa-teresa-uruguai http://www.serviciodeparquesdelejercito.com.uy/ https://www.estudioshistoricos-en.edu.uy/museo-fortaleza-sta.teresa.html http://www.uruguai.org/categoria/santa-teresa/
  8. Olá Galerinha, Essa é a minha primeira postagem por aqui. Moro em Pelotas/RS, aqueles que desejam ir até o Uruguay é excelente começar por aqui, uma cidade charmosa ana Costa Doce do Rio Grande do Sul. Bom, mas para não perder o foco vamos lá ao que nos interessa por enquanto. Desde Pelotas tem um ônibus que sai direto da rodoviária para Montevideo, é da EGA a tarifa fica entre R$120,00 reais, mais não façam isso por favor pois assim você estará embarcando em uma viagem internacional, ou seja a tarifa é sempre mais cara, então já que somos aventureiros vamos economizar para curtimos mais a viagem. Vá no ônibus da empresa Rainha para a Cidade de Jaguarão [os ônibus saem da rodoviária de Pelotas a partir das 07:00 ae ae tem a cada duas horas] e custa R$21,15. A viagem dura em média umas 02h 30mim, é uma viagem maravilhosa passando por paisagens deslumbrantes aqui no sul o Brasil. Antes de chegar a Jaguarão faz-se uma parada na pitoresca cidade de Arroio Grande. Após chegar em Jaguarão dê uma voltinha pela cidade, tem vários prédios históricos. Vá em direção a Ponte Internacional, atravesse a pé, leva uns 5 minutinhos, até chegar a cidade uruguaya de Rio Branco, lá é um paraíso fiscal, pois tem os free shops, onde os produtos são livres de impostos e são vendidos por preços inacreditáveis. Passe alguma horas vendo as coisa, pois não é hora de comprar muito, deixe pra comprar na volta. Faça o câmbio por ali mesmo, é sempre melhor fazer o cambio lá do que no Brasil. Volte e atravesse o resto da ponte, até chegar a uma parte de Rio Branco que se chama Cuchilla, ande alguma quadras até chegar a Agência Rio Branco, pegue um ônibus bem estilo uruguayo por apenas $129 pesos uruguayos em direção a Cidade de Treinta y Tres. Uma rica de uma cidade, chegue lá e aproveite o máximo a localidade. De lá tem várias empresas que vão para Montevideo: Nuñez, Rutas del Plata são as melhores por apenas $288 pesos, são mais 04 horas de viagem até chegar a Montevideo. Você vai descer na em Tres Cruces que é a Rodoviária, e não vai pegar taxi, vamos de bus, pegue o cêntrico que desce lá mesmo custa $10 pesos. Lá fique hospedado em um hostel, nada de hoteis estrelados, acoselho ficar no Che Lagarto, que fica na Plaza Independencia, inclue café da manhã e internet, tem cozinha, então faça compras no supermecado ali perto e cozinhe vc mesmo, a diária custa a partir de U$S9 dólares. Use e abuse dessa cidade que encanta em todos os momentos. Entre no site http://www.trescruces.com.uy ali você encontrar os horários e tarifas para todos os lugares do país. Espero que eu tenha contribuido. Para mais informações e trocas de experiências de Viagem me add no msn: [email protected] Um Abraço, Alexandre.
  9. julirosacarvalho

    Reveillon no Uruguai indo de Carro

    Saudações queridos amigos mochileiros! Estou indo dia 26/12 para o Uruguai, eu e mais uns amigos... Vamos de carro. Moro em Criciúma - SC. Comecei a montar o roteiro e claro que muitas dúvidas surgiram. Pesquisa vai e pesquisa vem gostaria de saber o que vocês acham disso: saímos de criciuma partiu fronteira BR116 visitamos: Punta del Diablo Cabo Polonio Valizas La Paloma Nessas praias vcs acham que dedicamos 1 dia para cada (4 dias no total) ou só visitar e dormir em no máximo 2 praias (2 dias).. todas parecem que são mais para admirar mesmo né? não tem muita coisa a se fazer (bares e tals). A intenção é chegar em punta dia 30/12 e passar a virada ali.. ficar em hostel! A virada demos uma olhada nas festas fechadas e estão muitoooo carasss, rola festa na rua???? Ficamos em punta uns 2 dias e depois passamos em montevideo (2 dias no máximo) e retornamos pra casa! O que voces acham? é possível ou estou ficando louca???? hahahahah Me axuuda gente! beijos
  10. Quando comecei a procurar informações sobre a minha viagem, que fiz juntamente com o meu companheiro, muitas delas tirei de relatos daqui. Achei muito legal essa iniciativa, e por isso vou compartilhar com vocês um pouco do que foi a nossa viagem de ônibus até o Uruguai. Espero que possa ajudar outros(as) a caminharem também por aí. * Infelizmente perdi minhas anotações que tinham os preços de todas as passagens e produtos que compramos, então não conseguirei dar um relato bem detalhado. Colocarei os preços que lembro, mas eles não serão exatos. * Somos do Estado de São Paulo, por isso fomos até Porto Alegre de avião, e de lá pegamos o ônibus. * A viagem foi em maio de 2016. PORTO ALEGRE -> CHUÍ Chegando em Porto Alegre, pegamos um metrô, o qual fica do lado do aeroporto, até a rodoviária. Lá compramos passagem para Pelotas, pois fomos visitar nosso amigo. Após passar por Pelotas, fomos para o Chuí Brasileiro (você entenderá mais pra frente). Mas, existem ônibus de Porto Alegre direto para o Chuí (a passagem custa mais ou menos R$ 100,00). A viagem de Porto Alegre para Pelotas durou em torno de 05 horas, e de Pelotas para o Chuí por volta de 03 horas. Então, quer for pegar ônibus de Porto Alegre direto para o Chuí se prepare para uma longa viagem. Foto que tiramos durante o caminho, saindo de Pelotas. Chegando no Chuí, almoçamos num restaurante na rodoviária mesmo, que inclusive indico, para quem está com pouco dinheiro. A comida era boa, e tem a opção de pagar o prato feito, que não era caro (R$ 10,00). Após o almoço, fomos atrás de comprar a passagem para o nosso próximo destino. Para isso, tivemos que atravessar até o Chuí Uruguaio. É atravessar mesmo! A cidade é bem pequena, e o que separa o Brasil do Uruguai é apenas uma avenida. Se você estiver perdido, é só perguntar para as pessoas, e elas saberão te indicar. Não recomendo ficar no Chuí, pois não tem nada para fazer em relação a passeio, e a cidade também não é atrativa. Por outro lado, se você gosta de economizar em compras, tem muitas lojas e Free Shops que realmente possuem preços bem mais baratos, comparados aos que pagamos diariamente. Tem coisa pra tudo quanto é gosto. Mas só algumas horas já bastam para olhar tudo. Finalmente em solo Uruguaio, perguntamos sobre a empresa Rutas Del Sol, responsável por praticamente todo o transporte no Uruguai (pelo menos só vi ônibus dessa empresa circulando), e chegando lá compramos passagem para Castillos (já fazendo o câmbio para o real, o preço saiu em torno de R$10,00). *ATENÇÃO (VOCÊ VAI PRECISAR DE VISTO): Quando for entrar no ônibus, saindo do Chuí Uruguaio, peça para o motorista parar na ADUANA! Por ser estrangeiro(a), você vai precisar de uma espécie de visto, para entrar de forma legal no país. Eles não são rigorosos com isso, mas, se acontecer algo e você não estiver com esse papel, pode dar um grande problema. Nós não sabíamos dessa informação, e entramos no Uruguai sem o visto. E foi só quando chegamos em Castillos que o motorista perguntou se éramos estrangeiros, e disse que teríamos que ter passado na ADUANA. Imaginem a nossa reação. Ficamos desesperados, mas o motorista nos tranquilizou, dizendo que ninguém nos pararia para ver ser estávamos lá de forma legal. Por sorte a nossa viagem era de poucos dias, e não tivemos nenhum problema. Mesmo assim, principalmente se você for ficar mais de uma semana, passe por lá, a gente nunca sabe o que pode acontecer, e contar com a sorte não é muito bom. * DICA: Para quem estiver viajando com pouco dinheiro, igual nós fomos, quando chegar na Rutas Del Sol, verifique os preços das passagens. Geralmente varia bastante, e as vezes fica mais barato ir para uma cidade, e de lá comprar outra passagem para onde você realmente deseja ir. Foi esse o nosso caso, compramos passagem para Castillos, e de Castillos fomos para Aguas Dulces (os viajantes geralmente utilizam Castillos para isso, e de lá compram passagem para as cidades do litoral). Se você estiver indo aos finais de semana, verifique com essa agência da Rutas no Chuí, se na outra cidade a agência também estará aberta, pois algumas fecham muito cedo, ou as vezes nem abrem. Se isso acontecer, compre a passagem para a outra cidade ali no Chuí mesmo. * DICA: Os ônibus da Rutas Del Sol para em diversos pontos, mas o destino final sempre será a agência da empresa (para as cidades maiores), ou a rodoviária (para as cidades menores, principalmente no litoral). Você pode comprar as passagens antecipadamente, ou esperar ali no ponto/agência/rodoviária, e comprar direto com o motorista. Se você já tiver um roteiro traçado, com datas certas, sugiro que compre todas as passagens que irá precisar antes (se você estiver viajando só de ônibus, igual nos, terá que gastar com elas da mesma forma, independentemente do momento). Qualquer agência/rodoviária vende passagem para o destino que quiser no Uruguai. E não se assuste com o horário de funcionamento das agências/rodoviárias. Elas fecham bem cedo mesmo - geralmente ficam abertas até o almoço, mas, como disse, você também poderá comprar passagem diretamente com o motorista. CHUÍ -> CASTILLOS Em Castillos, como estávamos só de passagem, não conseguimos conhecer muito a cidade. Mas pelo pouco que andamos, enquanto estávamos esperando o horário do ônibus, achamos muito bonita. Aliás, toda a paisagem do Chuí até Castillos é bem bonita, pelo menos pra eu, que gosto de um estilo de vida mais tranquilo. Para quem gosta de cidades grandes, com prédios e shoppings, vai ficar um pouco chocado(a). O Uruguai, e o estilo de vida das pessoas por lá, é muito diferente do que estamos acostumados(as). As pessoas trabalham para viver, e não vivem para trabalhar. Isso fica bem claro quando você vê uma rodoviária que funciona até o horário do almoço. Rs * DICA: Da agência da Rutas localizada em Castillos, se você andar umas duas quadras, vai achar um supermercado. CASTILLOS -> AGUAS DULCES E finalmente chegamos em Aguas Dulces! A nossa intenção não era ir para essa cidade, porém, como o preço de hospedagem (reservamos o hotel antecipadamente, vou colocar o nome no final) estava bem mais barato do que nas cidades que queríamos, decidimos ficar por lá, também aproveitamos para conhecer mais uma cidade, já que a nossa viagem seria rápida. No Uruguai as cidades são muito próximas uma da outra, então fazer isso é bem tranquilo. De Aguas Dulces, por exemplo, são 15 minutos de ônibus até Valizas, e 25 minutos até Cabo Polonio. Inclusive recomendo, se a sua viagem for durante o verão, que não fique nas cidades mais badaladas, pois o litoral fica lotado, e chega até mesmo a faltar água. Mas se você gosta de um fervo, essas cidades são o seu lugar. Rs Saindo da rodoviária, andamos um pouco pela cidade, para conhecer, e nos encantamos. A cidade não possui atrativos turísticos, mas ainda assim valeu a pena ter passado por lá. No período que fomos (maio) para o Uruguai, era começo de inverno. Essa época é a melhor para quem gosta de conhecer a cultura da região com calma, sem muvuca, pois não tem muito gente, igual no verão. Para terem uma ideia de como é calmo, na cidade só estava eu e meu companheiro, de turistas, e os moradores, que são bem poucos. Chegando na hospedagem, deixamos nossas coisas e fomos atrás de algum local para comer, porém tivemos um surpresa: todos os estabelecimentos comerciais estavam fechados (restaurante, bares, etc). Tivemos que nos virar com uma vendinha. Ao olharmos o preço dos alimentos tivemos um susto, tudo muito caro! O que você não irá pagar nas passagens de ônibus, por serem baratas, irá pagar na comida. Mas como não tínhamos alternativa, compramos. Para quem gosta de vinho, tome muito!! Até as marcas mais baratas são muito boas, nos esbaldamos. Rs AGUAS DULCES -> VALIZAS No outro dia, acordamos bem cedo, e fomos para Valizas. Um dos moradores que conversamos nos explicou que tínhamos duas alternativas: ir a pé, pelas dunas, ou pegar um ônibus. Decidimos ir pelas dunas, até porque foi o caminho que já tínhamos pesquisado antes da viagem, que seria o mais bonito. E, realmente, uma beleza sem igual (infelizmente nesse dia esquecemos de levar a máquina fotográfica). Só pra volta que foi cansativo, pois eu e meu companheiro não estamos acostumados a caminhar muito. * DICA: O caminho pelas dunas é longo (1 hora de caminhada), então é melhor colocar roupas leves, de caminhada. AGUAS DULCES -> CABO POLONIO Pegamos um ônibus em direção a Cabo Polonio, que nos deixou bem na entrada para a cidade. Chegando lá, compramos nossa passagem ( pagamos 200 pesos cada um). Esperamos o horário do jipe sair e lá fomos nós. O caminho é muito bonito, mas nada comparado quando você avista a cidade de Cabo Polonio. Para eu que gosto de lugares tranquilos, é o paraíso! Porém, quando bateu a fome, tivemos o mesmo problema de Aguas Dulces: todos os estabelecimentos comerciais estavam fechados. Tivemos que ir no único restaurante aberto, que era o olho da cara! Pagamos cerca de R$ 40,00 num prato com arroz, batata frita e frango, que nem matou a nossa fome. Terminamos de conhecer a cidade, e ficamos esperando o jipe voltar, para irmos embora. *DICA: É preciso ficar atento(a) com os horários do jipe, pois depois de um determinado horário ele não volta mais. Chegando de volta na entrada da reserva, pegamos outro ônibus de volta para Aguas Dulces. Também é preciso ficar atento(a) com os horários desse ônibus (que é da Rutas de Sol). *DICA: Toda a cidade em si já é um atrativo turítico, mas eu indico ir no farol (paga para entrar) e caminhar pelas dunas. AGUAS DULCES -> CASTILLOS -> CHUÍ -> PELOTAS -> PORTO ALEGRE Pra voltar, fizemos o mesmo caminho. Só ficamos mais na casa do nosso amigo, pois aproveitamos a estadia por lá para conhecermos algumas cidades do litoral sul, como mas esse é um assunto pra outro relato, se não isso aqui vai virarm filme. Rs
  11. Amanda Pedroso Perlin

    Feriadão de Independência no Uruguai

    Fiquei o feriadão apenas. Na quinta fiquei por ali pela Ciudad Vieja, fui na Plaza Independência, que tem o monumento ao general Artigas, o Palácio Salvo, o Teatro Solís e a porta para Ciudad Vieja, também fui a Plaza da Constituicion onde tem a Catedral e caminhei pela 18 de Julio onde tem a fonte dos cadeados. Na sexta fui para o parque Rodó em Pocitos e de lá caminhei pela rambla (orla) até o letreiro, vale a pena essa caminhada, a paisagem é linda, tem um memorial aos judeus vítimas do holocausto. No caminho passei pelo Castillo Pitamiglio, que foi a residência de um alquimista, mas a visita guiada é as 17h, custa 180 pesos. Como era cedo, fui ao mercado del puerto e comprei lembrancinhas, alfajores, vinho, doce de leite, etc. Daí mais tarde voltei ao castelo Pitamiglio, valeu muito a pena a visita, é bem interessante a história dele, a arquitetura da construção. Ah, na primeira noite fui ao bar Fun Fun, um bar bem família, que era frequentado por Carlos Gardel e tem a bebida clássica deles que é a uvita, um licor de uva. Lá tinha um casal dançando tango e depois tinham artistas cantando. Na segunda e na terceira noite fui para o El Pony Pisador, também não paga pra entrar, tinha banda tocando no início, tem bastante turista lá, achei bem legal a festa mas no sábado estava lotado, mal dava para se mexer. No sábado de dia eu caminhei pela 18 de Julio até o obelisco, de lá chamei um uber até o palácio legislativo e de lá fui a pé para o mercado agrícola que é tipo um shopping, bem legal, vale a pena a visita. E no domingo a excursão que eu fui foi até Punta Ballena, visitamos a casa Pueblo e demos uma volta por Punta del Este, infelizmente estava chovendo bastante, não deu pra parar no monumento Los Dedos, paramos apenas para comer e depois seguimos viagem de volta. Mas é tudo muito lindo, ainda quero voltar com mais tempo, aproveitar mais, fazer a parte mais cultural, os museus e tal. E tambem visitar Colônia de Sacramento que eu perdi por ter dormido demais depois de uma festa kkkkkkkk. Também quero passar mais tempo em Punta e conhecer outras praias do Uruguai como Punta del Diablo, La Paloma, La Pedreira, Santa Teresa...mas vai ter que ficar pra próxima. Gastos: A excursão saindo de Porto Alegre + hospedagem em hostel (Planeta Hostel) custou 460 reais e durante o tempo que passei no Uruguai gastei 550 reais nesses 4 dias. Achei um país bem caro. Um chivito simples custa 300 pesos, uma Pepsi de garrafinha de vidro 91 pesos, água mineral de 500 ml no mercado 40 pesos. 1 real = 8,5 pesos uruguaios. Aí é só fazer as contas e ver o quão caras são as coisas lá. A passagem de ônibus custa 33 pesos. Ps.: Faltou eu ter ido em museus, jardim botânico, jardim japonês, rosedal e Café Brasileiro, dos lugares que eu gostaria de ter ido. Espero voltar em breve e com mais tempo. Tem mais fotos da viagem no meu Instagram: @perlin_amanda
  12. O PRIMEIRO MOCHILÃO Esse foi a primeira vez que peguei uma mochila e viajei dessa forma e o mais importante, gastando pouco. Trocando hotel por hostel, trocando restaurantes pela cozinha do hostel, convivendo com várias pessoas, de vários lugares e várias culturas diferentes. Gostei tanto que nessa viagem eu já estava pensando na próxima. Foi uma experiência que eu posso escrever muito sobre, mas os sentimentos nunca serão relatados com fidelidade. Depois de muita pesquisa e planejamento, mudanças no roteiro por conta da alta do dólar, o roteiro acabou ficando assim: -SÃO PAULO x PORTO ALEGRE X CHUI/CHUY X PUNTA DEL DIABLO X CABO POLONIO X LA PALOMA X PUNTA DEL ESTE X MONTEVIDEO X COLONIA DEL SACRAMENTO X BUENOS AIRES X FOZ DO IGUAZU X SÃO PAULO- O INÍCIO - Planejamento Janeiro de 2015. Viajando em posts, relatos, vídeos e fotos para montar o roteiro final e planilhar os custos. São Paulo - Porto Alegre Sexta, 08 de Maio de 2015. Chegada a hora, seguimos para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse seria nosso único trajeto feito por avião, os outros, enquadrando a bunda em busão. Nosso vôo saiu às 8h30 de Guarulhos e chegamos 30 minutos depois em Porto Alegre. Pegamos um trem para a rodoviária. Como o ônibus para Chuy só sairia as 23h, pegamos a mochila de ataque com o essencial e deixamos nossas cargueiras no locker da rodoviária. Fomos ver como estava a cotação ali na rodoviária e......é.......tava ruim. Dali passamos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa e algumas informações e SIMbora bater perna. Saíamos dali com um ponto que, pelo que nos foi informado, seria o lugar mais top de POA, o Centro Cultural Usina do Gasômetro.... mas não foi bem assim. Já havia pesquisado algo, como em todos os lugares desse roteiro, para saber o que se tinha para fazer em cada cidade para saber se valeria ficar algum dia e quantos. Visitamos a Casa de Cultura Mário Quintana, a Igreja Nossa Senhora das Dores (das Dores mesmo, ela é toda branca, estava um sol de raxar e era uma dor nor olhos por causa da claridade, dica: use óculos escuros), passamos pelo Mercado Público, o Santander Cultural, tudo ali pelo centro mesmo. Por fim chegamos à Usina. Nos falaram que teria uma sacada com uma vista privilegiada. Bem, acho que demos muito azar, nós e mais uma galera que uns meses ia lá achando que era um lugar bacana. Estava, digamos que, assim, abandonado, não no dia que fomos, mas a impressão é que estava abandonada há meses. Lugares fechados, proibidos, elevadores que davam medo de tão velho e sem manutenção. O lugar deveria ser bom para os skatistas que lá faziam bom uso do lugar. Enfim, espero que reformem mesmo, porque o espaço é ótimo, só é mal usado, ou nada usado. Dali, demos uns pegas na Elis Regina. E cantamos com ela. Calma, calma. Ali há uma estátua em sua homenagem. Grande Elis, que beijo....digo, que voz. Bom, com tempo de sobra, o que mais ver? Não sou fã de futebol mas, na faCOOL, em época de copa, tinha feito um trabalho sobre POA e o Estádio Beira Rio então, já estamos ali, estamos com tempo, SIMbora. Caminhamos bastante beirando o rio, um passeio bem agradável, mas me contentaria com a vista do estádio de longe, porque de perto, não se tem muito acesso para vê-lo melhor. Com tempo ainda sobrando, SIMbora voltar e ver o que mais tem no caminho. Fomos almoçar no shopping. Resolvemos pegar um cine. Daí eu falo pro Lenon, pega dinheiro na doleira. E ele: Doleira? Você não pegou? É... fiquei achando que era brincadeira dele, depois eu comecei a rezar para que era, por fim... não era. Um ficou pensando que a doleira estava com o outro. Isso 15h de uma sexta feira. Imagina dois desesperados correndo no shopping atrás de caixa eletrônico, sacando pra compensar o que foi esquecido em casa. O limite deu? Não né. Não sabe que desgraça pouca nessas horas é bobagem? Eram 15h30 e agora eram dois desesperados na rua caçando, correndo e perguntando onde havia um Banco do Brasil naquele lugar. 17h55 eu entrei na agência. Bufando e agradecendo até a porta eletrônica que não travou naquele momento. Perrengue resolvido. Aí que notei que a AVENTURA tinha realmente começado. Voltamos par ao shopping e nem quisemos saber de cinema, fomos tomar um sorvete e sossegar para nos recuperarmos do susto. Depois pegamos um táxi para a rodoviária, comer algo por lá e.... Chuy, amanhã estamos por aý. (só pra rimar) Chuy Sábado, 09 de Maio de 2015. Acordei pouco tempo antes do ônibus parar e vi uma "plantação" de hélices. Brincadeira. São aerogeradores para produção de energia eólica. Chegamos na fonteira Chui x Chuy. Só os não-brasileiros desceram para dar saída. Permanecemos no bus e descemos só na rodoviária e não se dá entrada ali também. Deixa pra depois. Desembarcamos numa rodoviária que só faltava ver aquele feno rolando pela rua e aquele assobio típico de filmes de faroeste de tão vazia que estava. Pegamos nossas mochilas e fomos procurar algum lugar para tomar um café na Cafeteria & Bizcocheria Gianinn (uma variedade enorme de doces, impossível escolher e comer um só) e depois uma casa de câmbio. Bom, nem tudo aberto, afinal eram 7h30, se Deus ajuda quem cedo madruga... é, acho que essa frase não rola por aqui. Foto: Aí nessa calçada central é a fronteira: direita Brasil, esquerda Uruguai. Sim, assim como Jamie (A WALK TO REMEBER - UM AMOR PARA RECORDAR) também estive em dois lugares ao mesmo tempo. Em seguida fomos procurar um ônibus para a Barra del Chuy, lé teriamos contato com o que mais veríamos no Uruguay: Praia, Dunas e Farol. Meia hora depois já estávamos lá. Seguimos até um mirante e foi show, aquele céu limpo, aquela imensidão de mar, dunas e mais dunas e ao fundo, o Farol. Ficamos contemplando um tempo por lá e caminhamos até o rio Chuy, daqui só bastava ir até ao Oiapoque (do ditado: Do Oiapoque ao Chuí, para quem não entendeu) Horas depois, retornamos, pelo menos tentamos por algumas horas, já que... ou o horário do ônibus que vi na tabela estava errado ou pontualidade não é o forte aqui. Sei que, para não ficarmos parados, caminhávamos de ponto a ponto até chegar em uma bifurcação que só não voltamos à pé por não saber a direção. Nesse meio tempo íamos contemplando casas, paisagens e situações, até dava pra deitar na rua de tão movimentado que era. Numa dessas situações víamos um pássaro bicando uma casa de tijolinhos. A dona ouvia algo, saía, o pássaro voava, ela não via nada, entrava. O pássaro voltava, bicava os tijolos, a mulher ouvia algo, saía, olhava, olhava, não via nada, entrava. Os pássaros voltavam (agora eram 2), bicavam a parede, a mulher ouvia, saía, e via (uhuhh ela conseguiu), xingou os pássaros, e percebeu uns buracos, pegava barro no chão e tapava onde alcançava. Entrava. É, os pássaros, os Pica-Paus, sim, eles voltavam....kkkk Depois de 'um tempinho' o ônibus chegou, o cobrador recebe a passagem e destaca uns papéizinhos de um rolo, é teu ticket de viagem. Antes de embarcarmos para Punta del Diablo, ali na praça mesmo, passamos no Centro de Informações Turísticas. Fomos muito bem atendidos, saímos de lá com todas as informações, dali até Cabo Polônio, que precisávamos e um pouco mais. Era incrível a disposição e vontade da atendente em nos dar informações sobre os lugares de seu país. Todas certas. Saímos cheio de mapas também, nunca é demais. Já no ônibus, minutos depois o motorista faz uma parada para, aqui sim, nós darmos entrada no Uruguay. Êba, carimbo no passaporte. Punta del Diablo Sábado, 09 de Maio de 2015. Chegamos por volta das 17he fomos atrás do hostel que pesquisamos pela internet. Vimos umas cabanas e fomos nos informar sobre o endereço lá e a mulher disse que as cabanas eram para alugar também. E o preço? O mesmo que 1 diária para 1 pessoa no hostel. Se ficamos com a cabana? Claro. Sala, cozinha completa, banheiro, quarto, sacada só para nós?! Ficamos com aquele em que ela estava organizando mesmo, nos acomodamos, tomamos um banho e fomos dar uma volta pelo local, mas como já ia escurecer, passamos no mercado para já estrear a cozinha. Um belo e gostoso jantar na mesa no canto da sala com uma vista bacana a noite e linda de manhã com o nascer do sol. Cabañas del Norte vengo y en el Sur me quedo. Super recomendo. Comemos, pegamos umas lanternas e fomos dar umas voltas, não se tem nada pra fazer, baixa temporada é assim. No caminho de volta, uma garota de bicicleta nos ofereceu um Brownie Enfeitiçado (é, feito de ervas mesmo...rs) Punta del Diablo Domingo, 10 de Maio de 2015. Acordamos cedo e tomamos café vendo o sol nascer, ali, da sala mesmo. E saímos, vamos bater perna pelas praias e a intenção era ir até a Fortaleza de Santa Tereza, dentro do Parque Nacional de Santa Tereza. Descemos por entre as casas e chegamos à praia. Já ali peros (cachorros) nos deram boas vindas e nos acompanharam por todo o trajeto. Não que eu tenha medo de cachorro, mas daquele tamanho e sem nem ao menos ter sido apresentado, é, fiquei no cagaço. Mas são super dóceis, são grandes porque já são velhos, eram 3 bons companheiros. Andamos um bocado, passamos pelo Mirador de Balennas (em época da-se pra vê-las) Chegamos perto da entrada do Parque onde há um playground e um grande espaço para passar o dia de lazer. Quando eu disse que era a intenção chegar à Fortaleza? Então, começou a garoar e, não tanto por mim, mas resolvemos voltar. Punta del Diabo Segunda, 11 de Maio de 2015. Não irei dizer que acordamos cedo novamente, porque isso é o que fazíamos todo dia para poder aproveitar mais o tempo. Mas é fato, acordamos cedo e depois de mais um café ao nascer do sol seguimos novamente para, agora sim, irmos à Fortaleza. E estávamos dispostos a enfrentar o tempo que fosse, faça chuva e rezando para que só faça sol. Nossos companheiros peros de caminhada nesse dia estavam indispostos então fomos só nós 4: Lenon e eu, eu e Lenon. Depois de toda aquela caminhada toda novamente, entramos pelo parque pela Playa de Achiras e você já se admira pela manutenção do parque. Tudo lindo, tudo limpo e, não sei se já tinha dito, o parque é mesmo enorme. Eu estava sempre com um mapa dele em mãos e imaginei que teria 10x o tamanho daquilo "que estava em minhas mãos". Porque você caminha muito se baseando pelo mata e não chega ao ponto que imagina. Enfim, passamos pela portaria do Parque, imagino eu que entramos pelos fundos. E mais a frente avistamos aquela coisa minúscula que ia ficando enorme a cada passo: a Fortaleza de Santa Tereza. Imaginamos onde seria a entrada dela. Como temos tendência à ir pela direita... fomos pela esquerda, e foi o lado certo. Ainda bem que não sigo tendências....kkkk Deparamos com um cercado de pedras e uma "catraca" ferro de construção. Deveria ser ali um cemitério, chamado Campo Santo .... não que eu tenha receio ou medo, mas pensei comigo: UFA! Depois seguimos para a entrada da Fortaleza, um portão enorme de Madeira. No caminho até ela uma placa que dizia: ABIERTO. MIÉRCULES A DOMINGO. DE 10 AS 18HS. Olhei para a placa, depois para o portão, placa e portão. Já fechei a cara, nessa hora pensei em tanto palavrão que melhor nem escrever aqui. Mas, como assim "Quarta a Domingo"? Viu... deixamos de aproveitar uma oportunidade no dia anterior por receio de garoa, nós, que somos de São Paulo, que é conhecida como a Terra da Garoa... parece brincadeira né? Infelizmente não foi. Tivemos que nos contentar vendo essa majestosa pelo lado de fora. Mas, Fortaleza de Santa Tereza até uma próxima. Dessa vez não deu. Nos contentamos em fazer outros caminhos pelo parque, já disse que ele é grande né? Então... Há o Museu do Parque, um Invernáculo, um Mirador de Pássaros (que só vi vacas que, pelo que eu saiba, elas não voam, ainda), um Sombráculo e mais outras coisas, não conseguimos ver tudo que o parque tem para mostrar. Pra quem vai mochilar com barraca, lá há áreas de campings e um departamento policial, mas só deve funcionar em alta temporada, porque em baixa, lá é super vazio, nem funcionário na portaria tinha. Há até um mercado dentro do parque também, mas só em alta temporada. Voltamos para "Nossa Cabana". Punta del Diablo Terça, 12 de Maio de 2015. Depois de mais um café. Arrumamos nossas mochilas e fomos agradecer a estadia, nos despedir da dona, que não estava, e ganhamos uma camiseta de seu esposo. Nos despedimos de nossos vizinhos peros, que sempre estavam à nossa porta. Era hora de se seguir para Cabo Polonio, meu xodó dessa viagem, aquele lugar que eu reservaria uma semana inteira. Pegamos um ônibus que foi para Castillo e lá pega-se outro para a entrada de Cabo Polônio. Sim, entrada, porque para chegar mesmo em Cabo Polônio pega-se um transporte que é uma aventura a parte. Cabo Polônio Terça, 12 de Maio de 2015. Entrada de Cabo Polônio. Três opções para chegar à península uruguaiana: Caminhão 4x4, Cavalo ou na caminhada. Optamos pelo caminhão, queria muito ir 'no bagageiro', mas é tão concorrido que já estava ocupado e para esperar o próximo iria demorar um tempo. Desse ponto até o final é tudo sobre areia, por isso o 4x4. É um sacode pra lá, sacode pra cá sem fim. E eu querendo estar lá em cima. E como eu queria. Como não sabíamos que hostel iríamos ficar, descemos na primeira parada. Para ir caminhando e pesquisando. Acabamos ficando no 2o que entramos. 1o porque era mais barato, 2o na cara do gol (praia), 3o não era badalado como o outro que vimos. Ali queríamos sossego. Ficamos em quarto compartilhado, mas só nós estávamos nele. As outras pessoas estavam em outros quartos. Baixa temporada, não vou contar agora, mas se tivesse 10 pessoas ali era muito, isso contando com o Marco que estava tomando conta do Hostel. Passamos 3 dias em Cabo Polônio, do dia 12 ao dia 15. Aqui não separarei por dia, mas contarei no geral. Por que? Deixa eu te contar. Cabo é uma península que fica a 7km de alguma estrada, a população fixa é muito pequena, formada principalmente por pescadores. Não há energia elétrica, tudo provém de geradores (gás, solar, eólico). Há apenas um mercadinho ali que vende de tudo, de tudo digo, útil para a população. Ela é cercada por dunas. Há um farol e 2 ilhas, onde ficam leões marinhos, eles também ficam logo após o farol, numa área reservada. Lá você não se preocupa com o tempo, aliás se preocupa com 2: o claro e o escuro. E esteja com lanterna no escuro. Sinal de internet? Internet? Você está em Cabo Polônio, internet ali é supérfluo, ali o contato é físico. Aí que está o charme. Você em contato direto com a natureza, com as pessoas que ali vivem ou ali estão de passagem. Esses dias que ali ficamos conhecemos o Marco, uma figura de pessoa, que ficava de Hostel em Hostel nas baixas temporadas para tomar conta e em troca, ter onde ficar. Não, isso não é pobreza. Isso é a mais pura riqueza. Pobre somos nós que nos matamos para trabalhar para ter o que? Conforto? Bens materiais? Marco é rico, tem experiências a contar e a trocar. E ali, nesses dias, fizemos parte dessa riqueza que ele tem há muito tempo. Contemplamos as belezas do lugar. O seu pôr do sol. As noites estreladas (não é o que se vê na cidade, uma estrela aqui, outra ali, em Cabo Polônio tu vê constelações). Contemplamos também o pôr do sol, com seu céu multicores. Quando eu voltar, e eu irei. Não farei uso do 4x4. Irei caminhando. Para contemplar ainda mais Cabo Polônio. Para me conectar desde sua entrada. Tentamos fazer isso na volta, andamos 1h30, mas erramos o caminho e retornamos ao ponto para pegar o 4x4. (é a primeira foto desse post) Além do Marco (sueco), conhecemos Sebastian e Claudia (chilenos), Majlen (russa) e ais 2 que se intitulavam "americanos". OK. Deixem eles pensarem assim. Houve um desses dias em que Brasil-Russia-Chile caminharam juntos à praia e fomos contemplar o pôr do sol no lado Sul. E caminhamos até o fim da tarde até o farol. E não levamos lanterna, voltamos com a luz da lua, ficamos preocupados? Com o que? Estávamos 'tristes' por saber que no dia seguinte, todos iriam embora. Sebastian e Claudia, estavam viajando já há algum tempo e fizeram questão de passar em São Paulo para nos ver. Ficaram em nossa casa. Foram muito bem recebidos, mas não demos sorte com passeios aqui, estava tudo fechado. FECHADO foi uma palavra nova que Claudia aprendeu. Foto: Márcio, Lenon, Claudia, Majlen e Sebastian em Cabo Polonio. 1 foto/4 nacionalidades Foto: lixo de um navio cargueiro, made in Japan Foto: É assim e muito mais estrelado as noites La Paloma Sexta, 15 de Maio de 2015. Depois do 4x4, ficamos esperando o ônibus para La Paloma. E demorou viu. Muito. Depois que chegou foram algumas horas até o terminal, de lá pegamos outro até, e enfim La Paloma. Cargueira nas costas e mochila ataque na frente fomos nós até o Hostel, a pé, conhecendo o lugar. Na esquina uma senhora nos deu a direção para onde deveríamos ir. Enquanto isso estava juntando uma galera, afinal, cidade pequena odos se conhecem. E logo uma outra disse que, se precisássemos, um parente dela estava alugando um quarto. Seguimos e a senhora tinha dito que teríamos que ir até uma praça. A frente perguntamos como era a praça e a resposta foi: Praça, aqui só tem uma. E aí veio o acidente. Estava eu atravessando a rua, bem larga por sinal, e faltando alguns passos para chegar na calçada, ouço o barulho de uma moto, muito alto. quando me viro, sinto o impacto, é, numa cidadezinha como La Paloma eu, saí de São Paulo, onde nunca fui atropelado nem por uma bicicleta, foi ser atropelado em La Paloma, digo moto para não ficar feio falando que foi uma Biz. A desgraça do piloto queria mesmo passar entre eu e a calçada? A população que parou para me ver estirado no chão (2 pessoas), a enfermeira e a médica que me atendeu, deram a entender que não era bem assim. Será que era alvo de assalto? Vai saber. Sei que a alça da minha mochila estourou e o cara saiu derrapando pela rua de PARALELEPÍPEDO. Vou soletrar porque o cara se ralou todo: rua de P.A.R.A.L.E.L.E.P.Í.P.E.D.O. Eu só lembro do rosto do 'bom piloto' bem na minha frente e do impacto. Dizem que eu rodopiei e cai. Não lembro nem de ter caído. Só lembro de ter pedido para tirar a mochila do meu braço, mas graças a ela, a coisa não foi pior. Como a médica disse: "Você só desmunhecou". Pulso lá é munheca. Fala sério. O atendimento não foi rápido nem eficiente. Uma garota chegou depois de mim, chorando de dor no braço, ela estava vestindo uma malha vermelha. Minutos depois ela saiu, toda enfaixada, com malha e tudo... bem que eu disse sobre o atendimento. Não foi diferente comigo. A enfermeira não botava uma pressão na faixa. Quando eu pisei da porta pra fora, a faixa estava até caindo. SIMBora pra farmácia comprar uma luva né... E foi minha companheira por tooooooda a viagem. Foto: Olha o inchaço. Não, não sou alcoólatra "D O que tinha pra ver em La Paloma? Havia um parque, a praia, o faról e um piér. O que eu vi? Só o farol. Até no mercado fui perseguido pela funcionária que me proibiu de tirar uma foto e me seguia para não tentar de novo. O que valeu aqui: as lembrancinhas que comprei, 2 quadros da região pintados em tecido e um calendário em forma de elefante, super baratos. Punta del Este Domingo, 17 de Maio de 2015. Depois de algumas horas de viagem, enfim Punta del Este. Não estava muito empolgado porque ouve-se dizer que é muito caro. Mas 'muito caro' é algo bem relevante. Não fomos para esbanjar então para nós foi mais um lugar agradável. Claro, como eu disse quando estávamos lá: "Só podemos comprar da 3a rua para cima". Porque o lugar cheira dinheiro na Rambla. Você passeia pela orla e nota. Mas não te incomoda. O lugar é lindo, é limpo e, apesar de não termos feito muitos passeios, gostamos. É um lugar, para quem gosta, de altas badalações que, em alta temporada, deve ferver. Ficamos no Planet Hostel bem localizado. Duas ruas acima da Rambla Gral. Artigas A Sandra nos atendeu muito bem, sempre muito simpática. Tanto que em Montevideo ficamos no mesmo, onde sua irmã que era a dona. Aqui também comprei umas lembrancinhas bem baratas também, como disse antes, da 3a rua para cima...rs E quando digo lembrancinhas, é pra mim mesmo, quem mochila não aceitar encomendas. ") Montevideo Quarta, 20 de Maio de 2015. Quase 3 horas de viagem, chegamos a Rodoviária 3 Cruzes de Montediveo. Dali pegamos um ônibus para o centro e fomos encontrar o Hostel. Antes entramos em um onde estava sendo gravada uma série e estava aquela bagunça. Não ficamos lá por conta do preço mesmo. Capital de Uruguay, Montevideo tem seu charme. Seus edifícios e seus pontos históricos. Não fizemos muitos passeios além do centro da cidade, estávamos cansados. Fizemos umas caminhas pela Lambra a noite que estava bem quente. Não tivemos muitas informações do Hostel sobre os passeios, sabíamos que, como em Punta del Este, pode-se alugar bicicletas, mas ou não sabiam ou não estava atualizado os panfletos e telefones. Enfim. Lá conhecemos Dani, uma brasileira que acabou trabalhando no hostel por mais uns meses com uma pequena ajuda de Lenon que marcou uma entrevista com a dona. Também conhecemos um casal de húngaros que estavam mochilando há mais de 4 meses, e iriam conhecer o que pudessem da América do Sul. E eu com meus 20 e poucos dias. kkkk No último dia, seguimos juntos para a rodoviária. Eles faziam o caminho inverso ao nosso aliás, todos que encontrávamos estavam fazendo o mesmo caminho, então era nós que fazíamos o caminho inverso. Ficamos 3 dias e dali seguiríamos, de passagem, por Colonia del Sacramente, com destino a Buenos aires. Colônia del Sacramento Sábado, 23 de Maio de 2015. Como já compramos as passagens da balsa na Rodoviária em Montevideo, de Colonia a Buenos Aires. A nossa passagem por Colonia foi um tufão... passos rápidos, sem parar muito e demos uma volta por esse vilarejo que fica dentro de um antigo forte. Paramos ali em uma venda para gastas os pesos que que tínhamos, rendeu 2 canecas. O lugar é bem bonito, tem uma vista linda, é bem charmosa com seus bares, cafés e restaurantes. Poderia ter reservado 1 dia para passar ali. À noite deveria ser bem interessante. Buenos Aires Sábado, 23 de Maio de 2015. Depois de 1h30 de viagem de balsa chegamos ao porto de Buenos Aires, próximo ao Puerto Madero. Foi uma caminhada até o centro e mais uma até o hostel próximo ao Obelisco. Já estive em BAs em 2010 e, em 2015, minha opinião mudou bastante. Antes era muito suja, era uma São Paulo muito mal cuidada. Em 2015 estava muito melhor, estava bem cuidada. O interessante de BAs são as manifestações que sempre ocorrem em frente à Casa Rosada. Chegamos no dia 23 de Maio, dia de sua Independência e estava ocorrendo shows e, claro, manifestações. E estava um boato de greve geral. Não passeamos pela cidade pois já conhecíamos. Mas dessa fez fizemos o passeio no Rio Tigre. Muito bacana por sinal, mas eu iria na poltrona do lado esquerdo em alguma outra vez. Há pontos mais interessantes. Sentei no lado direito porque pensei que o barco iria em um ponto e fizesse o retorno, mas não ele dá uma volta literalmente. COmo pagamos um passeio por agência, a guia foi explicando tudo, foi bem interessante. Mas tem as paradas pega turista né....que, se você não negar, vai acabar comprando algo. Sim, caímos nessa. Uma das paradas do tour, depois do passeio pelo Rio Tigre, foi a Catedral de San Izidoro. Outros passeios mais tranquilos que fizemos também foi ali perto de Puerto Madero, na Reserva Ecológica, bom pra caminhada, andar de bicicleta e ver a cidade de outro ângulo. Fizemos uma caminhada pelos arredores, visitamos o Parque das Rosas, o Planetário e só rondamos o Parque Japonês, achei a entrada muito cara para um parque. Muito caro para uma manutenção como eles diziam em uma placa. O que não se pode faltar quando for em Buenos Aires é o sorvete de Dulce de Leche. foto: parque das rosas foto: parque ecológico foto: parque ecológico No Hostel 80% eram brasileiros. Foi divertido. Até nos arriscamos a ir em uma balada que tocava Reggaton, pensa. Tínhamos conhecido um casal colombiano e eles foram mostrar como é a dança. Digamos que seria o nosso funk, gosto a parte, como não curto funk. Mas também entrar nessa balada foi um caso a parte. Estamos nós, todos na fila, todos com RG e uma brasileira, que foi zoada no caminho todo com seu passaporte. Chegando na portaria o segurança disse que a casa já estava cheiae somente com nome na lista. Essa brasileira, abanando o passaporte perguntou: "Jura, tem certeza?". Depois o segurança falou:"ahhh Brasileiros? Podem entrar. Hermanos". kkkk E falaram que era Open Bar a balada, enganados. A primeira bebida era "por conta", as outras não. A primeira nem pode-se considerar bebida de tão aguada que era.... Logo. Da-lhe platas. Todo domingo há a Feirinha de San Telmo. Ela é enorme com vários artesanatos à venda, bem bacana. E seguindo por essa feira,na esquina da Chile com Defensa está a famosa estátua da Mafalda, personagem de quadrinhos argentinos, criação do artista Quino. Tanto que ela está em frente onde ele morava. Ela fica sentada num banco, você pode sentar com ela e bater a foto clássica. EM 2010 ela estava sozinha no banco. Hoje, seus amigos, Susanita e Manolito fazem companhia. Dependendo do dia há fila para tirar uma foto, se for no dia da feira então, prepare-se. Além deles há vários personagens de quadrinhos pelo bairro que faz parte do roteiro “Paseo de la Historieta”, começa aí com a Mafalda e termina no Museu do Humor, em Porto Madero. Foto: em 2010 Foto: em 2015 Para quem quer comprar tudo barato, fuja do centro, vá ao bairro popular de Once, Estação Once. Por não ser uma rota turística, tudo lá é bem mais barato que no centro. Aquele produto que compramos no passeio doRio Tigre, aqui levaríamos 5x mais. Como estava sem La Plata, fiquei namorando uma jaqueta que estava 70% mais barata que no Brasil. Só deu para algumas lembrancinhas. Deixa pra próxima né. Foz do Iguazu Quinta feira, 28 de Maio de 2015. Depois de 20 horas de viagem, num ônibus confortável e com serviço de bordo (leram Brasil? serviço de bordo, não é como aqui que tem 99 paradas em lugares hiper caros). Da rodoviária de Foz até o Hostel era longe viu, uns 50 metros. O tempo estava meio chove-não-chove. E era um barro o lugar apesar de asfaltado. Check in feito, mochilas desfeitas, deixamos o passeio para o dia seguinte. Mesmo porque começou a chover realmente. O que fizemos foi ir no mercado comprar cerveja, no hostel é muito caro. E um colombiano nos acompanhou, tambpem estava à toda no hostel, e ele ia aproveitar para 'um esuenta', já que depois iria pra um "barlada" - bar e balada - é inventei ...rs Para nós, nos restou relaxar. Foz do Iguazu Sexta-feira, 29 de Maio de 2015. Logo cedo fomos à rodoviária e compramos o passeio para as Carataras do Iguazu + o Passeio no Macaco Safari. Dali o ônibus já estava saindo e já embarcamos. Há 3 câmbios na Argentina, pelo que pude comprovar: Câmbio em Buenos Aires, Câmbio na Rodoviaria de Foz e Câmbio dentro do Parque das Cataratas (é...os índios aprenderam com os brancos). Dentro do parque, lado argentino, pegamos um trenzinho, descemos no meio do caminho para baldear para outro.... é, achei desorganizado isso porque perde-se muito tempo. Ali é cheio de Quatis, esse animalzinho bonitinho aí da foto. Uma graça né, mas faz um estrago se te agarrar e morder. Então, nada de alimentá-los. Passado essa demora do trenzinho (melhor seria ir caminhando) chegamos ao início das trilhas para as Cataratas. São várias e vários pontos que se pode vê-las. O ponto máximo é ir o mais próximo da Garganta do Diabo. É uma visão hipnotizante ver de perto aquelas enormes quedas d´água. Um barulho que depois de um tempo te acalma. Só fomos pelo lado argentino, dizem que o brasileiro é muito mais bonito porque você tem a visão das cataratas. O lado argentino você fica mais próximo e acima delas. Então, cada qual tem sua beleza. E o passeio de lancha, que te dá um banho de Catarata é ótimo. Valeu muito a pena e ainda bem que não estava muito frio. O que faltou nesse passeio de lancha, foi espaço para você guardar seus pertences, tirar tênis... Eles te dão uma bolsa para você guardar tudo que não quer que molhe. Não. Não cabe você dentro dessa bolsa... vão te molhar mesmo. Disso eles fazem questão. Mas eles te apressam em tudo. Você entrega o ticket, eles te dão a bolsa, você já tem que ir guardando o que quer e já embarcar. Eles dão um tempo para você tirar fotos. Ou você já guardou tua máquina (se não tiver case a prova d´água) ou você ainda está guardando seus pertences e tirando o tênis pra guardar também. Fica tudo muito confuso. Tinha uma moça que ficou de calcinha e sutiã, ué...ela não queria molhar a roupa, direito dela. Acha que alguém reclamou? Depois dessa aventura toda, dos quase tombos nas passarelas das cataratas, da facada que foi um pedaço de pizza dura e fria, na demora do trenzinho, do câmbio diferenciado... fim do passeio. Hora de voltar para o hostel, porque o dia seguinte iríamos voltar à vida normal. A vida frenética de São Paulo. Se no ônibus de Buenos Aires tínhamos serviço de bordo acha que de Foz à Sampa seria diferente? Claro que foi... foram 16h de viagem. Imagine quantas paradas não fizemos? Nem eu sei. Uma porque não ia ficar estressado contando e outra porque o dramim que íamos tomando fazia um efeito maravilhoso. Melhor dormir a maior parte do tempo que ficar pobre em cada parada caríssima. Você deve estar querendo saber quanto custou essa viagem né? Posso falar para se ter uma base. Foi Maio de 2015, o dólar estava R$ 1,75 e subindo. Nessa viagem não contabilizei alimentação, uma porque não tinha noção de quanto iria gastar e outra porque no início eu até estava anotando, mas depois me perdia ou tinha preguiça de anotar tudo. Guardei tudo que foi canhoto de compra, mas quem disse que eu somei? Digo que utilizamos, na maioria as cozinhas dos hostels, fizemos nosso próprio rango, e não passamos fome hein. Mas também não esbanjamos. Prometo que na próxima anoto até a bala que eu comprar. A viagem custou, com todos transportes US$676,00/pessoa. (não incluí alimentação) É isso. Espero que tenham gostado. Se tiver dúvidas entre em contato. Se encontrar algum erro de português, me perdoe. Se for viajar, fazer trilha, acampar... SIMbora?!
  13. Maria Eliza Nogueira

    Viagem de 4 dias ao Uruguai

    Olá pessoal! É a primeira vez que registro aqui um Relato de Viagem! Espero que seja o primeiro de muitas! Chegada: Dos dias 11 ao dia 15 de Julho de 2017 fiz uma viagem rápida ao Uruguai. Viajei com a Gol e comprei minha passagem em Fevereiro com o custo de R$ 845 reais Ida e Volta. Optei por viajar a noite, pois a passagem estava com um preço melhor. Foi ótimo. Cheguei em Montevidéu por volta da 1h e pedi um UBER até o hotel. Dormi super bem e acordei disposta para o dia seguinte! O custo do UBER foi de R$ 71,59, mais ou menos uns 20 minutos até o hotel, e valeu muito a pena, pois o taxi (assim como tudo em Montevidéu) é caríssimo!!! Portanto, não deixe de baixar seu aplicativo e liberar seu cartão de crédito, pois lá não há opção de pagar UBER a dinheiro, como em São Paulo! Hotel: Escolhi o Pocitos Plaza Hotel. Pocitos é um bairro nobre de Montevidéu, portanto o preço é bem mais elevado do que os hotéis no centro da cidade. Paguei U$ 84 dólares a diária. Não me arrependi. O bairro tem diversas opções de restaurantes, dá para ir caminhando até o Shopping Puntas Carretas (cerca de 10 minutos), possui lojas e mercados e a melhor cotação para trocar a sua moeda por pesos uruguaios (R$ 1,00 a $8,45 pesos). Li relatos que lá aceitam reais em qualquer lugar, mas não encontrei muitos não. A maioria dos lugares aceita apenas pesos uruguaios ou cartao. Como o câmbio lá é livre de burocracias e você encontra uma casa de câmbio em cada esquina, melhor comprar pesos. O ponto de ônibus fica em frente ao hotel e a passagem custa cerca de R$ 3,90 (33 pesos). O ônibus é ótimo, não é muito cheio e os cobradores são muito simpáticos para dar informações. O legal de andar de ônibus é que você consegue apreender um pouco do cotidiano das pessoas e ter uma boa ideia da cidade! Passeios em Montevidéu: Em um dia, você já consegue visitar os pontos turísticos principais. Basta descer na Praça da Independência e começar a tirar as fotos ou pegar o famoso ônibus turístico (eu não gosto. prefiro pegar meu mapa - primeira coisa que faço quando chego a qualquer lugar - e ir de ônibus, uber ou a pé conhecendo sem pressa). Montevidéu é uma cidade pequena e não há muito o que ver. Neste dia, almocei em um pequeno restaurante no centro a $300 pesos (peixe com legumes e salada R$ 35,00). Com certeza, um dos mais baratos que encontrei! Do centro você pode se deslocar facilmente para os pontos turísticos e foi o que fiz! (optei pelo ônibus, mas UBER tb é uma boa opção) https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131929 Passeio em Colônia do Sacramento Como não fui com a pretensão de voltar ao Uruguai a passeio, resolvi fazer um bate-volta a Colônia do Sacramento (já que, em 4 dias não dá para fazer muita coisa, optei pelo roteiro mais conhecido rs ). Fui de ônibus até a rodoviária e de lá peguei um ônibus ($ 360 pesos a passagem/ R$ 86,00 Ida e Volta). A viagem é demorada, cerca de duas horas e meia. Mas, o ônibus é muito confortável e, como saí bem cedo, deu para aproveitar bem. A cidade é linda e vale muito a pena visitar! Os restaurantes têm um preço bastante elevado! Paguei R$ 125,00 no almoço (Filé de salmão grelhado e batatas com uma água com gás). Claro, para quem gosta de carne vermelha Uruguai é o Paraíso. Inúmeras opções com preço acessível. Difícil encontrar qualquer prato (que não seja ovo, batatas e sanduíche) por menos de $500 pesos. https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131930 https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131931 Passeio a Punta del Este Para a ida a Punta del Este, resolvi pegar um ônibus turístico. Entrei em contato com a "agência" Brasileiros no Uruguai, mas não aconselho. Na verdade, não é uma agência com pessoal próprio; eles apenas entram em contato com outra agência e "terceirizam" o serviço, que fica mais caro para o cliente, claro! Paguei R$ 160,00. A viagem é mais rápida e dura cerca de uma hora e meia. No caminho, o guia vai explicando um pouco sobre os lugares e faz duas paradas: Cerro San Antonio em Piriápolis e Casa Pueblo). Os lugares são belíssimos, mas como estava muito frio e garoando, a vista ficou bastante prejudicada. Chegando em Punta del Este, o ônibus passa pelas mansões dos famosos e, depois, para no pequeno centro onde podemos almoçar, por cerca de $550 pesos (R$ 65,00 reais), e tirar a famosa foto na escultura "dos dedos". Aconselho a entrar nas lojas. Neste período, muitas roupas ótimas de inverno pela metade do preço! No verão, o lugar é muito movimentado, mas, no inverno, não há muito o que ver e fazer. Ainda bem que fiz o bate-volta! https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131932 https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131933 https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131934 Último dia em Montevidéu No último dia, optei por visitar a Bodega Bouza. Fui de carona com dois amigos que estavam de carro. Como não planejamos, não conseguimos reservar o restaurante, mas, como uma amante de vinhos, valeu a pena a visita! O lugar é muito bonito, a recepção é ótima e há uma pessoa que explica todo o processo de fabricação dos vinhos. O ingresso para a visita é a compra de uma garrafa a partir de R$ 65,00 reais (tem preços para todos os bolsos rsrs). Após a visita, retornei ao centro, almocei com amigos no Mercado Agrícola onde comemos o famoso "Chivito" e tomamos a famosa bebida "Medio y Medio" (cerca de R$ 65,00 por pessoa a conta!). Uma delícia por sinal! Pela bebida não paguei nada, pois alguns atendentes a servem para os turistas gratuitamente em pequenos copinhos de plástico, buscando atrair clientes para os restaurantes. Se você não tomar cuidado, sai bêbado de lá rsrs... Por fim, exploramos um pouco mais o centro da cidade e fui me despedindo da cidade uruguaia! https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131935 https://www.mochileiros.com/download/file.php?mode=view&id=131936 Como optei apenas pelo básico (comida, transporte e passeios), a viagem de 4 dias teve um custo de R$ 2.900,00. Mas, valeu muito a pena e não deixou a desejar! Abraço e até a próxima!
  14. Na garupa até o Uruguai http://destinosfotosesabores.com/2016/10/15/5000-km-na-garupa-ate-o-uruguai Minha primeira viagem longa na garupa de uma motocicleta foi uma experiência incrível, e que gostaria de recomendar a qualquer mulher que estiver com aquela "vontadinha" de explorar o mundo da motocicleta sem necessariamente precisar pilotar uma. O cenário Final de 2014, 10 dias de férias, sem planos para as festas de fim de ano, uma moto na garagem e um desafio pela frente: fazer uma viagem sobre duas rodas. Para mim que nunca tinha entrado em uma aventura semelhante, tive uma mistura de medo de amarelar no meio do caminho com a excitação de poder superar o desafio. Meu marido e eu já estávamos acostumados a rodar por cidades próximas a São Paulo, mas nunca viagens que durassem mais de um dia, ou 700 km. Começamos a pensar: até onde podemos chegar (e voltar) num período de 10 dias? O sonho era Ushuaia mas obviamente o tempo era insuficiente. Meu marido começou então a pesquisar e fechamos o roteiro: Mogi das Cruzes (SP) até Colônia do Sacramento no Uruguai. Planejamento Uma viagem sobre rodas, especialmente a primeira, requer um certo planejamento. Além de decidir o roteiro, é necessário entender quais as melhores estradas, quantos quilômetros percorrer por dia, o que levar na bagagem… E aí vale falar com quem você conhece que já tenha feito esse tipo de viagem, consultar blogs e grupos no Facebook que podem contribuir com suas experiências e dar dicas valiosas. Durante a viagem, é importante estar atento a mudanças meteorológicas que podem deixar seu trajeto mais difícil. No nosso retorno, decidimos alterar o caminho por conta de uma tempestade, mas contarei um pouco mais no próximo post. A moto Primeiro ponto a considerar: a moto. E não importa muito a potência ou a marca, mas tem que ser um veículo com as condições básicas de manutenção em dia, meio óbvio dizer isso. Mas do ponto de vista de quem vai na garupa, algumas coisas que considero importantes para uma viagem longa: •Banco conforto: nós trocamos o assento original da moto por uma versão conforto que mandamos fazer em uma das lojas da Rua General Osório em São Paulo (a famosa Pedrinho Bancos). Ok se não for possível, mas essa troca ajudou a me sentir confortável por mais tempo. •Bauleto traseiro: este foi um dos primeiros itens que instalamos na moto logo que a compramos, por indicação de amigos mais experientes. Este sim considero indispensável pois ter um "encosto" não só melhora o conforto como também aumenta a sensação de segurança do passageiro. Vestimenta indispensável Em primeiro lugar deve-se pensar em sua segurança e as calcas e jaquetas com proteção não devem ser dispensadas, bem como itens que vão garantir que o trajeto seja o mais confortável possível, mesmo sob uma forte chuva: •Capacete: existem diversas marcas com diferentes níveis de proteção, isolamento de ruído e preço e aí a escolha vai depender de quanto você está disposto a gastar. Nós compramos um modelo intermediário (porém com ótima avaliação Sharp) e eu troquei a minha viseira por uma mais escura (na Casa das Viseiras em São Paulo), para ter mais conforto ao viajarmos no sol, pois colocar e tirar óculos de sol com o capacete dá trabalho. •Jaqueta e calça com proteções: mesmo comentário quanto ao nível de proteção e preços, porém não recomendo comprar uma a prova d'água, já que estas são mais quentes e a parte externa acaba absorvendo um pouco de água que pode não secar até o dia seguinte da viagem (e aí já viu o cheiro de cachorro molhado te acompanhado, eca!). - Roupas com proteção e viseira escura para encarar o sol.•Roupa de chuva: essas usamos muito muito muito. Compramos calças e jaquetas para chuva da Quechua, na Decathlon e devo dizer que elas funcionaram super bem, mesmo não sendo específicas para motociclistas. Neste caso, é importante comprar 1 ou 2 números maior do que você normalmente usaria pois elas serão vestidas sobre a roupa de proteção. •Botas e luvas a prova d'água: estas sim, recomendo fortemente pois nada mais irritante do que você viajar um dia todo na chuva e sentir seus pés e mãos encharcados (e gelados). E mais, sapatos e luvas dificilmente vão secar de um dia para outro e, a menos que você esteja planejando levar dois de cada, recomendo investir num modelo que proteja bem. Meu marido foi com uma bota comum e usou somente a polaina para chuva e digo: não funcionou! A bagagem Confesso que para mim, viajar com espaço super limitado para bagagem, no início, parecia uma missão impossível, mas encarei mais este desafio e no final, acabei voltando com roupas sem usar. Nós instalamos dois bauletos laterais com 36 litros de capacidade cada. Muito importante que você escolha um com boa vedação para não correr o risco de ficar com todas as suas roupas molhadas. Os nossos encomendamos de um fabricante em Curitiba (por recomendação), a IDEA PRO. Eles já vem com as malas flexíveis que se encaixam perfeitamente dentro dos baús e a vedação é perfeita. Pegamos muita, muita chuva nestes 10 dias de viagem então, posso assegurar que funcionam muito bem. Outra coisa que já usava em minhas viagens e que, na moto, foram ainda mais úteis são os sacos a vácuo. Você consegue encontrá-los em lojas como Kalunga e Leroy Merlin. Eles são ótimos para reduzir o volume das roupas além de manter tudo mais organizado. A divisão era um baú para cada um então, na minha metade (para 10 dias) consegui levar tudo o necessário e como viajamos no verão, o volume das roupas era menor. Mas claro, alguns sacrifícios são inevitáveis como, lavar algumas peças de roupa no chuveiro quando chegávamos à nossa hospedagem. •Roupara para a estrada: levei 2 bermudas tipo ciclista e 3 camisetas, dessas usadas para corrida, ambas de poliamida. Esta roupa é ideal para usar sob a roupa de moto: é fresca, fácil de lavar no chuveiro e seca muito rápido. A dica é torcer a roupa na toalha de banho. •Roupas para o dia-a-dia: 3 vestidos de malha, 2 leggins, 4 camisetas, 1 casaquinho, 1 sapatilha, 1 chinelo, 2 biquinis, 1 saída de praia, 1 short, 10 meias, 10 roupas íntimas, kit de manicure (é, não consigo ficar sem), protetor solar, hidratante para rosto e corpo, hidratante labial, maquiagem básica, xampu e condicionador. Os itens líquidos levei todos em embalagens pequenas. •Tecnológicos: uma viagem como essa merece todos os registros possíveis então, levamos não só câmeras (1 Go Pro, uma câmera compacta, celulares) como também um laptop pequeno para poder descarregar as câmeras e ter sempre espaço disponível. Ah, se for possível, leve um GPS pois nós usamos somente o iphone e com o sol forte, em alguns momentos, ele superaqueceu. E claro que isso aconteceu em momentos que realmente precisávamos de ajuda com o caminho. Acredite, essa lista acima coube no meu baú! Além disso, levamos 2 malas estanques dobradas e amarradas na tampa dos bauletos laterais, para o caso de decidirmos comprar alguma coisa no caminho. As nossas são da GIVI e também super eficientes em manter o interior seco. No mais tinha meu protetor labial no bolso da jaqueta e um fone de ouvido, para de vez enquanto espantar a monotonia com música. Outras dicas Para mim a experiência toda foi muito boa, e ao longo da estrada fui me adaptando. •Não desanime se não encontrarem outros motociclistas com disponibilidade para viajar junto. Nós fomos sozinhos e ao longo do caminho, encontramos muitos outros solitários. •Nos programamos para viajar só durante o dia por segurança. Saíamos cedinho para poder aproveitar o fim do dia na cidade de destino. •A cada meia hora, é uma boa esticar as pernas, isso ajuda a não "travar" ao descer da moto •A chuva, o calor e o longo tempo na estrada é um matador de humor então, é importante manter a serenidade e o foco no objetivo: não só chegar ao destino, mas aproveitar o máximo a jornada. Viajando de moto nos sentimos inseridos na paisagem e a sensação de liberdade é indescritível. •Parávamos a cada 2 ou 3 horas para abastecer e descansar. Em algumas dessas paradas já não queria nem tirar o capacete, mas entendi ao longo do tempo que alguns minutos sem a parafernália ajudam muito a enfrentar as horas seguintes da viagem. Tudo pronto, partimos pra estrada.
  15. Dúvidas sobre Câmbio no Mochilão Argentina / Uruguay Pessoal, Primeiramente, é com grande satisfação que, após meses acompanhando o fórum, me registro nesta comunidade. Estarei mochilando entre os dias 20 e 31 de Janeiro de 2011. Aonde posso realizar o melhor câmbio em Montevídeo e em Buenos Aires? Gratos pela atenção.
  16. Olá pessoal, Antes de viajar ao Uruguai fiz diversas pesquisas; foram mais de três meses planejando a viagem. Todavia, imprevistos sempre acontecem, não é mesmo?! Mas aí vão algumas informações úteis, que eu não encontrei facilmente em outros tópicos. Ressalto que estive em Colonia del Sacramento e Montividéu, na Semana Santa, conhecida pelos uruguaios como Semana do Turista. É uma época, extremamente movimentada, quando os uruguaios aproveitam para viajarem pelo próprio páis. Meu trajeto: Goiânia -(avião) Pelotas (ônibus) - Chuí (ônibus)- Montividéu(ônibus) - Colonia Del Sacramento Colonia Del Sacramento(ônibus) - Montividéu(ônibus) - Porto Alegre(avião)- Goiânia Banco Santander ou Itaú são bancos que você facilmente irá encontrar em Montividéu. Inclusive várias lojas oferecem promoções para quem compra com cartão Santander. Todavia, cuidado com o Itaú, tive problemas com transações financeiras. Transporte Compensa andar de ônibus, tanto intermunicipal, como intramunicipal, no Uruguai. Quando estive em Montividéu, informaram que os motoristas estavam em greve e ainda assim passava ônibus de 5 em 5 min. Em Colonia, andei a pé. Mês de março, o clima é excelente. Fronteira Saí de Pelotas rumo a Chuí de ônibus, preferi ir por Chuí, pois há mais opções de horários. Cheguei de madrugada em Chuí...O que posso dizer é que a fronteira é "terra sem lei", rs....Havia muitos traficantes na avenida principal e os hotéis são absurdamente caros. Evitem chegar ao Chuí de madrugada, como eu fiz, e procurem pegar o quanto antes o ônibus rumo a Montividéu. Arrependimento Passar apenas um dia em Montividéu. Seriam necessários uns 3 a 4 dias para curtir a capital uruguaia. E ter conhecido Punta Del Leste apenas de passagem, muito bonita a noite com seus prédios envidraçados. Passei 3 dias em Colonia Del Sacramento, suficientes para aproveitar a cidade, com seu ar de cidade feita para aposentar. Gasto Tive um gasto de cerca de R$ 2.500,00 em uma semana de viagem, incluindo passagens de avião. Câmbio Não é necessário fazer câmbio, grande parte das lojas e restaurantes em Colonia Del Sacramento, Montividéu e Punta Del Leste aceitam facilmente o real. Fazer câmbio no Brasil é sinônimo de perca de dinheiro. Comida Os preços são similares ao do Brasil, pelo menos para quem mora em Goiânia - GO. Não deixe de comer a famosa parrilhada, o chivito (serve mais de duas pessoas) e o doce de leite e o sorvete de brownie próximo a Muralha em Colonia que até hoje, me enche a boca d'água. Ahhhh...e coma o churros com recheio de doce de leite.
  17. thiagofbpa

    Uruguai - Roteiros de viagem

    Amigos, vou BsAs em dezembro e pretendo dar uma passada em Montevideo, ou Punta e gostaria de saber qual é a melhor e mais barata forma de chegar até o uruguai... Depois retorno pra BSAs p pegar o vôo para o Brasil. Bom, me ajudem, a viajem tá chegando... um abraço.
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