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  1. Esse artigo é para quem planeja viajar para Gramado e tem dúvidas sobre onde se hospedar: Gramado ou Canela? Em qual bairro? Quais são as opções mais baratas? https://experienciasnamala.com/2022/11/27/gramado-e-canela-rs-onde-ficar-com-dicas-de-hoteis-e-pousadas/ Siga no insta @experienciasnamala
  2. Comecei a planejar a travessia do Cassino em janeiro de 2022. Planejamento da minha mochila. (com todos os manipulados e itens do kit de emergência) Planejamento da minha alimentação. (considerando proteína, carboidratos e gorduras - separados por café, almoço e janta) 15 dias antes da viagem, meu companheiro desistiu por motivo de força maior. Eu já estava com um pouco de receio de ir, fui sozinho mesmo. A emoção mais intensa que existe é o medo, e principalmente o medo do desconhecido. Então imaginem. Vou resumir o máximo da travessia pra não ficar muito densa ok? Fiz meus Check-ins de itens duas vezes na semana antes de ir viajar. Depois de 20h de viagem, cheguei no hotel era umas 5h da manha. Só de pisar na (cidade) Praia do Cassino já me deu 20 tipo de tremedeira. Tomei um banho. Cheguei as 5h (02-set-22) e dormi até as 10h. Fui conhecer a cidade, mercado, rodoviária, pegar telefones de taxi, conhecer a faixa de areia, pegar lembranças, fui bater perna. Olhei a tábua das marés e a previsão do tempo, fiz mais um Check-in de itens, fui dormir as 22h mas não consegui dormir e fiquei acordado até as 5h do dia seguinte. (03-set-22) Chovia muito e o meu planejamento de começar cedo tinha ido por água baixo. Imagine eu sentado na recepção do hotel com tudo pronto esperando a chuva passar. 10h00 parou, iniciei a caminhada 11h da manhã, atrasado e com bastante medo, pedi pro taxi me deixar um pouco pra frente, fora da cidade. Para o primeiro dia caminhei bem. O céu ficou sem nuvem eu estava cheio de energia e no começo há rios bem altos pra passar. DIA 01 - Quando coloquei o pé na areia e caminhei neste primeiro dia a adrenalina foi estabilizando um pouco, isso não significa que eu dormi bem a noite. O tempo estava perfeito. É realmente muito difícil atingir 40km ao dia. isso eu só fui descobrir quando decidi parar para montar o acampamento. Parei ao lado de um rio e atrás de uma duna. Perfeito. Open bar de água. Na manha do DIA 2 acordei era umas 6h00 fiz café com bastante calma e só comecei a caminhar depois do sol ter nascido. O tempo estava bastante favorável. Basicamente eu caminhava 1 hora e parava descansar 10 minutos. Esse dia rendeu bastante pois estava muito favorável e com pouco vento. 35 a 40km de 8 a 10 hrs por dia de caminhada. Neste dia 02 eu estava caminhando e tinha mapeado algumas casas para abastecimento de água então apertei o passo e enxerguei as 3 caixas de água, então fui na direção. Quando cheguei não havia ninguém nas casas e elas pareciam abrigos contra furacões pois estavam todas seladas. Então fui até a outra casa ao lado e nada. Já estava passado da hora de subir o acampamento e eu só tinha 400ml de água. Então deixei a mochila no abrigo de madeira, e sai na praia andar pra frente e coletar água. A água da região tem um tom amarelado devido a matéria orgânica e há um parasita que vem do canal biliar do boi, ataca o fígado chamado Saguaipé (morador do local que me disse) Então eu me instalei no abrigo do pescador. Dia 03 - do 2 pro 3 dia foi o melhor pois o chão era bom o abrigo foi bom, estava bem protegido do vento, então foi um resort. Neste dia também havia bastante sol e sem nuvens. Estava estranha pois eram as melhores condições possíveis naquele lugar que vira o tempo no estalar dos dedos (só depois eu descobri isso). Acordei bem cedo, levantei o acampamento, meu café da manha era Uva passa, ameixa seca, tamara jumbo, banana passa, ou seja, frutas secas altamente calóricas. As dores aumentam bastante, a mochila estava ali com 23 a 26 KG, eu acredito que ela tenha ido pra 27kg pois a areia e a água que ficava na barraca, nos primeiros dias deu pra sentir que parecia 1 tonelada. Passando o dia caminhando e encontrando expedições, onibus, tratores, meu destino era acampar no farol. Próximo do farol dei com a mão e o cara parou, eu pedi água ele me convidou pra tomar café na base de apoio de extração de pinus. Então pude usar wifi, tomar um café comer algo do próprio apoio e recarregar minhas águas. Ali é uma base de extração de pinus, há várias frentes de trabalho atuando, então eles puxam madeira com os "fora de estrada" que são tipo uns tratores que puxam tora. Como ele ia até o verga na outra frente de extração eu tive o privilégio de acompanhar ele até lá. Que era o meu alvo do dia 3. Era aproximadamente 12h00 eu poderia parar por ali e acampar nos pinus ou continuar caminhando, as dores são altamente dolorosas (kkk). Decidi continuar caminhando. até ficar realmente insuportável a dor e o cansaço. Então encontrei um rio perfeito e uma duna, a configuração do sucesso e parei por ali mesmo. Neste dia tomei banho e fiz um coquetel para comemorar o progresso. Neste dia foi eu armei a barraca deixei ela aberta e fiquei só curtindo o barulho do mar enquanto minhas costas estavam 400% sobrecarregadas e os pés estavam com início de bolhas. Adiantei a janta também com um coquetel de carne com ervilha liofilizada!! Comecei usar Minâncora logo que armo o acampamento e antes de realmente dormir, vaselina nos pés, então eu passava de tênis mesmo nos rios. Já era possível observar o Albardão iluminando pela noite. Pense num vento de cortar o lombo!!!! As noites eram bem frias eu acredito que ficava entre 2 e 6 graus. DIA 4 - decidi acordar bastante cedo e iniciar cedo para poder obter o máximo do percurso. O roteiro de captação de água ja estava estabelecido. A configuração da mochila também. O nascer do sol foi inesquecível!! Neste dia alcancei o Farol Albardão (neste dia o pessoal confirmou que é difícil encontrar água corrente após o albardão por uns 50km) e através de uma conversa humilde consegui abastecer as águas e um pouco de Wifi para ver a previsão do tempo. A previsão estava marcando garoa neste mesmo dia, chuva para o dia seguinte e tormenta com ventos de 60km/h para dali 2 dias. Ali onde eu me deparei que estava contra o tempo e que a merda não poderia alcançar o ventilador. Saí vazado do Albardão, dito e feito começou a garoar e ventar bastante, continuei por um tempo, tive que para armar o acampamento. Devo ter caminhado entre 38 e 42km. (eu tinha um problema com a água e com a tempestade, ok fique calmo) Ali eu demorei um bom tempo pois havia bastante vento e uma garoa. É onde você chora em posição fetal. Entretanto, eu tinha enterrado as laterais e com uma pá de junta cavado buracos e os specs estavam bem firmes. Me sentia seguro apesar de ficar com o ** na mão. Analgésico e antiinflamatório para a dorsal é um boa noite cinderela, nem vi as coisas apaguei. Dia 5 - Amanheceu completamente nublado, neste dia não encontrei ninguém. Passei o dia todo sozinho e caminhando. A neblina era tanta que parecia um inferno. Fazia tratamento para os pés e tomava bastante água. Confesso que estava com bastante medo pois tinha que apurar o passo. Vi no GPS a casa do Sr Ricardo, achei que iria encontrar gente, mas apenas tinha ruínas e dunas. Eu soube que ele se mudou mais pra dentro, uns 5km pra dentro das dunas. Neste dia o tempo estava fechando e o vento virou. Eu estava a poucas horas de Hermenegildo, entretanto tinha que passar mais uma noite na duna, no meio da tormenta. Um único elemento surge no meio da neblina, é um morador indo buscar mantimentos em Palmares, pedi água, ele me ofereceu chá, estava muito frio. Pedi uma mão até Hermenegildo. Já em hermenegildo procurei um mercado para trocar as minhas águas. e fiz uma refeição calórica com as comidas da padaria. Eu estava em dúvida se ficaria em um camping, fiquei no centro da cidade. Eu ia pedindo para as pessoas informações até que encontrei um lugar para passar a noite e ter um chuveiro quente, valorizando cada momento. Fiz uma amizade tão simples com o rapaz da pousada que ele me emprestou até a moto dele kkkk Nesta noite fez muito frio e caiu uma chuva moderada. Dia 6 - Acordei cedo peguei o trecho e ficou apenas 12km para terminar. O tempo estava razoável. Retornei para a Praia do Cassino, procurei uma lavanderia, fui no mercado ai eu estava no resort. Fiquei mais um dia no hotel devido à tormenta que estava previsto praquele dia. - Cassino - Hotel Atlântico Praia (super recomendo) - (53) 32361350 Qualidade 5/5 Cassino - Taxi em Praia do Cassino - Marcelo (era da marinha) (53) 99128-3938 - Parceria 5/5 Cassino - O melhor restaurante é o "Health Restaurante" que fica ao lado do Posto Ipiranga 24hrs anexo a uma farmácia Panvel. Cassino - A lavanderia fica 1 quadra desse restaurante. Bem fácil encontrar. Hermenegildo - Onde ficar em hermenegildo? Pousadinha altamente confortável com tv, quarto e banho quente - Magda (53)99953-2423 - Gente boa demais 5/5 Para voltar da Barra do Chuí para Praia do Cassino: Caminhe até o centro onde tem uma rotatória (prox de um mercado), fácil de achar. Pegue um ônibus até Chuí. De Chuí você vai parar em outra estação (esqueci o nome - todo mundo sabe lá). Dessa estação ela vai direto até a praia do cassino. Leve uns R$120 em dinheiro na mochila. - Considerações finais Onde eu errei: Barraca muito pesada, ela armazena bastante areia e umidade durante a travessia; sistema de purificação de água que eu levei era somente com garrafa PET, com o passar dos dias, de tanto apertar para passar no filtro, a pet começava partir. As garrafas tinham que ser de inox, e a metodologia diferente. Clorin eu tinha; Levei itens desnecessário como prato, espoja e detergente. Não usei.; não levei um comunicador via satélite tipo spot-X. Corri um risco de vida calculado; Recomendações: Esteja bem preparado fisicamente, principalmente pra evitar lesões, porque as dores aparecem e não te perdoam; Condicionamento físico não se cria em pouco tempo. cuidado; Eu poderia ter saído com menos água; barraca mais leve possível, recomendo kkkk de cicloturismo tipo a naturehike cirrus 2; (to até hoje com algumas dores na dorsal). Se estiver com tempo aberto e bom vento, aproveite pra caminhar o máximo possível. tratamento de bolha sempre, Minâncora + vaselina + meia dupla. olhar as tábua de maré é interessante. separar o café da manha por porções diárias é essencial para não perder tempo. manipulados podem auxiliar no desempenho. Atenciosamente, Bandit.
  3. Fiz um post com os melhores passeios de Gramado e Canela no meu blog Experiências na Mala! Eles foram selecionados de acordo com a minha experiência na viagem de 2021, e em pesquisas que fiz antes de viajar. Gramado e Canela tem dezenas de opções de passeios, então eu selecionei os que mais recomendo para quem vai viajar em família ou em casal Leia aqui: http://experienciasnamala.com/2022/09/29/o-que-fazer-em-gramado-e-canela-rs-15-melhores-passeios/ Siga no IG: @experienciasnamala
  4. NOSSO PRIMEIRO MOCHILÃO (Loira e Pipira). ITINERÁRIO: SÃO PAULO > PARANÁ > SANTA CATARINA > RIO GRANDE DO SUL > URUGUAI > ARGENTINA > PARANÁ > SÃO PAULO. Passamos por 32 cidades, 20 caronas, 8 ônibus, e por incontáveis perrengues em 28 dias, 7 mil quilômetros. Planejamos nosso primeiro mochilão com 6 meses de antecedência. Pensamos nessa rota porque gostaríamos de conhecer o sul do Brasil e os países vizinhos e toda a cultura imersa em cada local. Escrevemos todas as possíveis cidades que gostaríamos de passar no roteiro, porém, no meio do caminho, o destino nos trouxe outros lugares que jamais havíamos cogitado de estar. Pesquisamos bastante sobre como viajar a baixo custo e os itens necessários, apesar de levarmos além do suficiente nas mochilas que ficaram pesadas e dificultou um pouco a nossa mobilidade. A princípio, iríamos fazer nossa viagem de ônibus e hospedar em hostels. Mas criamos coragem e decidimos fazer a nossa maior parte do trajeto pegando carona e acampando em postos de gasolina, nas praças das cidades e nos morros. Nosso orçamento inicial era gastar, no máximo, R$ 100,00 por dia, totalizando, R$ 3.000,00 em 1 mês (cada pessoa). Conseguimos alcançar a meta para não estourar o orçamento final. Como era nossa primeira experiência, não tínhamos muita noção do que levaríamos, de onde pegar carona e acampar, apenas fomos surpreendidos pelo destino, e deu tudo certo. Fugimos do senso comum de que pegar carona é algo perigoso e difícil. Conseguimos a maioria das caronas em menos de meia hora, acreditamos que por estarmos em casal, isso facilitou muito. Todos que nos deram carona, foram pessoas extremamente gentis, de bom coração. Não houve nenhuma intercorrência durante o trajeto, apenas os perrengues que são comuns de acontecer, como o tempo de espera em algumas ocasiões, a imprevisibilidade de chegar no momento que fora previsto, dentre outros que comentamos em cada carona. Tudo isso foi possível graças a vários relatos de outros mochileiros deste site, e vídeos do Youtube. Sobre os itens que consideramos necessários para viagens desse modelo: - mochila com barrigueira; - barraca de camping e isolante térmico; - fogareiro + cartucho de gás (2), panela; - garrafa de água (3L); - documentos pessoais (RG, carteira de vacinação, dinheiro, e um cartão para emergências); - caneta para placa (2); - adaptador, cadeado, canivete, carregador portátil, guarda-chuva, lanterna; - lenço umedecido (acredite, é extremamente necessário) - toalha e poucas peças de roupa, se possível; - itens pessoais de higiene, kit-socorros e protetor solar. Aplicativos necessários: - iOverlander (app com mapa de lugares para acampar, banheiro, água etc); - Google Maps (o melhor aplicativo de todos, além de funcionar off-line/sem wi-fi, cria rotas, mostra linhas de transporte em tempo real, distância e duração); - Hostelworld (melhor app para achar hostel barato); - TripAdvisor (ótimo app para descobrir bons pontos turísticos); - Couchsurfing (aplicativo pago (R$10,00) de hospedagem grátis e troca de experiência com os nativos, infelizmente não conseguimos nenhuma hospedagem por estarmos viajando na época natalina/ano novo). Em toda a cidade que entramos, procuramos lugares públicos (McDonald 's, supermercados, rodoviária, aeroportos, praças, por exemplo) com tomadas, banheiro e água disponíveis. Em outros países que passamos, no Uruguai e na Argentina, é muito escasso o acesso à água de graça em locais públicos. Outra observação pessoal foi a dificuldade em encontrar creme de leite e sardinha nos supermercados. Em ambos os países, é muito comum encontrar a empanada, uma espécie de pastel assado com frango desfiado ou carne, mas não tem fritura, como por exemplo salgados (coxinha, espetinho empanado, kibe, etc). No geral, nas cidades do Uruguai não há muita variedade de pratos apetitosos, apenas a empanada é a mais aceitável, e foi um dos alimentos que comemos durante todo o percurso da viagem. Descobrimos que o Brasil é o melhor lugar possível para fazer o mochilão, pois o brasileiro está disposto a ajudar em qualquer ocasião. Tivemos várias situações em que fomos extremamente gratos durante o percurso: Burni: mãezona, ofereceu seu apartamento e nos acolheu com muito carinho. Fez almoço para nós, nos levou para conhecer o centro da cidade, comprou os melhores cookies da padaria que ela considerava a sua favorita, nos deixou bem à vontade para fazer o que quiser em sua casa, estendeu a nossa roupa (achei a atitude fofa porque eu tinha estendido tudo errado e ela conseguiu arrumar direitinho para secar mais rápido), deu de presente para nós um pokemon card que ela considerava uma das coisas mais importantes de sua vida, que fez parte de sua infância, e também deu 10g de cogumelo (achei mais fofo ainda). Felícia (Daisy): esposa da Burni, deu de presente uma saboneteira, foi muito simpática, receptiva e conversou bastante conosco no primeiro dia. O motorista de ônibus que nos avisou que a barraca tinha caído da mochila durante a nossa primeira tentativa de carona e um outro rapaz que recomendou outro lugar para pegar carona, o casal de sanduicheiros do famoso choripan da Lagoinha do Leste que confiaram em nossa palavra para pagar os lanches após sairmos da trilha, pois o lugar é afastado e não funciona o Wi-fi para pagamentos on-line e não tínhamos algum dinheiro vivo naquele momento. A atendente do posto de Siderópolis que nos deixou tomar banho de graça e nos apresentou um dialeto muito comum no sul ‘’capaz’’ que significa ‘“ora, deixa disso” como uma forma de disfarçar o possível interesse em fazer algo a favor. Pessoal do hostel de Canela e o atendente do Ecohostel de PoA com a camisa do Inter que nos deu dicas de mochilão. O dono de um bar que estava bebendo um chimarrão em Porto Alegre que gentilmente nos deu uma sacola ao ver a nossa estourar e os pastéis caírem no chão. Frentistas do posto SIM de Pelotas que foram super receptivos e mostraram um bom lugar para montar a barraca e o caminhoneiro que conseguiu a senha para tomar banho. Hippie de Punta del Diablo que nos mostrou onde ficava um ótimo camping pago seguro. ‘’Macondo’’, nome de uma casa cujo lugar onde ficamos hospedados na varanda em Cabo Polônio. Casal de brasileiros mineiros de Punta Ballena que passaram perrengue conosco para voltar para Punta Del Este de ônibus à noite. Diego, voluntário brasileiro atendente do Port Hostel em Montevidéu que nos ajudou com o câmbio. As funcionárias da biblioteca da rodoviária de Fray Bentos que nos cedeu um espaço para ficarmos à vontade lendo os livros e foram muito gentis e atenciosas conosco. Os funcionários da Aduana em Fray Bentos que conseguiram uma carona para atravessar a ponte entre a Argentina e Uruguai. Camila, nossa amiga que nos acompanhou por toda a cidade de Buenos Aires, dando dicas e compartilhando sobre a sua vida de estudante e nova residente na Argentina. O guia do museu ferroviário de Buenos Aires que foi super atencioso e paciente para nos explicar a cronologia da história da Argentina através da linha do tempo ferroviária. O funcionário da rodoviária de Puerto Iguazú que nos ajudou a pegar o último ônibus de última hora para Foz do Iguaçu. Entre outros, pelo simples direito de ter acesso a banhos e campings gratuitos em postos de gasolina. Seu José, a pessoa que passou mais tempo conosco e foi marcante para nós, o caminhoneiro que nos ofereceu carona e estadia gratuita na empresa em que trabalhava e até um lanche generoso. A viagem nos representou a possibilidade de explorar nossos limites, fragilidades, medos, conhecimentos sobre o mundo exterior, e o autoconhecimento, no geral. Foi algo enriquecedor. Também fortaleceu a nossa conexão, algo crucial para esta viagem. Com esta nova experiência, queremos mostrar que é possível realizar tudo isso se houver coragem para se arriscar, pois pouquíssimas pessoas possuem esse brio. (Rota realizada para a viagem). - 15/12/2021 - 21/12/2021 - São Paulo - Florianópolis Nossa primeira opção, seria pegar um ônibus direto para Florianópolis para otimizar o nosso tempo, já que o ponto de encontro inicial estava marcado na rodoviária do Tietê e o horário de partida estava previsto para o período da noite. Ficamos hospedados durante 5 dias na casa de umas amigas. Realizamos vários passeios, trilhas e caminhadas. Conhecemos o centro da cidade, recomendamos ir à ponte Hercílio Luz (ponto turístico), Beira mar continental e norte, ao Mercado Público de Florianópolis; nas feiras de rua próximas desse mercado (os preços dos produtos são bem acessíveis); à Catedral Metropolitana da praça XV de novembro. (Vista da Beira mar norte). Fizemos a famosa trilha da Lagoinha do Leste e do Morro da Coroa (a trilha é difícil, é preciso ter bastante paciência e certo preparo físico para enfrentar quase 7 km de subida - ida e volta, mas o esforço vale a pena, a paisagem é fantástica e é possível tirar excelentes fotos do lugar e da vista do Morro da Coroa, além de interagir com os macaquinhos durante a trilha). (Vista do Morro da Coroa). Também recomendamos conhecer o Museu do Presépio Bosque Pedro Medeiros, lugar simples e encantador, um recanto verde em meio aos prédios, possibilitando realizar pequenas trilhas dentro do museu. - 21/12/2021 - Florianópolis - Palhoça (BR 101) - Criciúma Por estarmos dentro da cidade de Florianópolis, resolvemos pegar um Uber para a rodovia BR 101 em Palhoça, um local com facilidade de pegar carona para o nosso próximo destino. O primeiro ponto, próximo da loja Havan, não deu muito certo. Nos deslocamos para um ponto mais próximo do acostamento, onde obtivemos êxito. Uma dica seria não ficar próximo de uma subida, é mais difícil parar um automóvel, recomendamos pegar em um local com acostamento plano. (Foto tirada próxima ao local da primeira carona). - Carona 1 - Palhoça - Criciúma [BR 101] - Tempo de espera: 1h - Horário de saída: 14h00min - Horário de chegada: 16h45min - Distância: 170 km Sr. Odair, 45a, agradável, simpático. Já ofereceu várias caronas, nos aconselhou a pegar carona no acostamento em local plano, em vez de um local com subida/descida; possui uma esposa e 2 filhos. Não teve oportunidade de estudar, mas gostaria de fazer uma faculdade. Possui uma rotina exaustiva com jornada de 12h de viagem (3x na semana), reivindica férias há mais de 3 anos para passar o natal e ano novo com a família. Gosta de oferecer carona justamente pela viagem ser solitária, então aproveita para ter alguma companhia durante o percurso. Diz que só oferece carona para aquele que oferecer boa impressão, preferencialmente para mulheres e casais, além de estar bem apresentável. Já presenciou vários acidentes na estrada e acabou se acostumando com esta rotina; é católico; aparentemente hígido. Contraiu covid-19 em junho deste ano por meio da esposa (no coral da igreja), todos testaram positivo pelo teste PCR. Procedente de Curitiba, seu trajeto do trabalho é de PR - RS, transporta peróxido de oxigênio, seu caminhão possui 9 eixos. Só pode transitar 80 km/h. Seu Odair nos deixou próximo da entrada de Criciúma. Pegamos um Uber para entrar na cidade. Chegando na cidade, procuramos um lugar para acamparmos. A primeira tentativa foi em um posto de gasolina, mas os postos dentro da cidade geralmente não aceitam fazer camping, então resolvemos procurar um parque ou uma praça. Ficamos em uma praça no centro da cidade, mas não sabíamos se poderia montar a barraca devido ao movimento constante de viaturas que rodeavam a praça. Mas por não encontrarmos um lugar melhor de última hora, optamos por montar a barraca ali mesmo. Por ser na época do natal e ter grande contingente de pessoas, esperamos diminuir o movimento para podermos montar a barraca. Uma dica seria tentar chegar o mais cedo possível para aproveitar a cidade que quer conhecer e retornar para os postos de gasolina próximos da rodovia, caso queira acampar, ou procurar um local de camping dentro da cidade. Tivemos uma experiência não muito agradável, por receio de estarmos muito expostos e por alguém nos abordar. Houve um momento em que um homem se aproximou da barraca e ficou por algum tempo nos observando e foi embora (que cagaço!). Por estarmos dentro da barraca, só vimos a silhueta dele. Outra dica seria sempre que entrar em uma cidade nova, procurar por um Mc Donald’s, pois é um lugar que há banheiro e tomada e, às vezes, Wi-fi gratuito, além de permanecer no local sem ninguém incomodar. (Nossa primeira carona com o Seu Odair). - 22/12/2021 - Criciúma - Siderópolis No dia seguinte, pegamos um ônibus para Siderópolis. Escolhemos essa cidade para conhecer um local chamado Aguaí Santuário Ecológico, mas não foi possível porque optamos por conhecer um local na entrada da cidade, onde se situa o Centro de Peregrinação de Nossa Senhora de Fátima. Por coincidência, em frente a esse Centro, havia um posto de gasolina (Ipiranga), onde fomos bem recebidos pelos frentistas e principalmente pela atendente da loja de conveniência. Ela nos ofereceu um banho gratuito e recomendou um local para acampar. Escolhemos montar a barraca atrás da Santa (lugar mais protegido não há, rsrs). Às vezes montamos um roteiro bem estruturado, mas podem acontecer alguns imprevistos e não ocorrer conforme o planejado, porém o destino pode nos proporcionar experiências incríveis e muito aprendizado. (Barraca montada atrás da Santa). (Nossa Senhora sempre abençoando a nossa viagem). - 23/12/2021 - Siderópolis (SC) - 2,2 km da BR 101 Logo após acordar, fomos em busca de carona. Primeiramente, fomos no posto conversar com alguns caminhoneiros para tentar alguma carona em direção à BR 101, sem sucesso. Optamos por pedir carona em frente ao posto. Não demorou muito para aparecer a próxima carona. - Carona 2 - Tempo de espera: 13min - Horário de saída: 13h23min - Horário de chegada: 14h15min - Distância: 37 km Anderson, 32a, empresário, natural do Rio Grande do Sul (Rio Grande), porém, foi para Siderópolis, gostou e ficou por lá até hoje, por ser uma cidade tranquila. Montou uma empresa de madeira, já viajou de mochilão pela costa do Rio Grande do Sul com 24 anos, ficou 2 meses fora de casa. Prefere a estação de verão em vez de inverno. Pretende conhecer Maceió e o nordeste, no geral. Nunca deu carona antes. Anderson estava indo em direção à sua empresa. Ele iria nos deixar na BR 101, mas ele estava atrasado, então nos deixou perto da BR 101. Estávamos andando em direção à rodovia da BR 101, quando nossa próxima carona chegou em poucos instantes. Demos sorte. - Carona 3 - 2,2 km da BR 101 - BR 101 - Tempo de espera: 4min - Horário de saída: 14h40min - Horário de chegada: 14h41min - Distância: 2 km Seu João, com o seu carro simples, um Chevette branco antigo, trocamos pouquíssimas palavras, mas o suficiente para saber que existem pessoas humildes, com bom coração. Logo chegando na rodovia, procuramos um local propício para carona. Optamos por ficar debaixo do viaduto, onde havia sombra e um acostamento. Ficamos um bom tempo pedindo carona por dedão, porém, não estava dando muito certo. Por sorte, encontramos um papelão e escrevemos o nosso próximo destino (Rio Grande do Sul), e não demorou muito para a nossa próxima carona chegar. Uma dica seria ter consigo uma caneta de lousa e um papelão para escrever seu próximo destino, pois facilita a comunicação com quem vai oferecer a carona. - Carona 4 - BR 101 - Campo Bom (RS) - Tempo de espera: 1h - Horário de saída: 15h45min - Horário de chegada: 20h00min - Distância: 290 km Seu José, 46a, caminhoneiro, nordestino, cearense, foi para o sul por causa de sua mulher, em busca de oportunidades. É casado há 20 anos com uma mulher de 60 anos, sem filhos, exceto o curica, cuja ave sabe cantar o hino nacional. Ele trabalha em função de sua mulher, para não levar chifre, mas gosta muito de mimá-la com presentes caros (sic). Adicto em café, toma uma vez ao dia para não ficar com cefaleia. É caminhoneiro há 2 anos e já está acostumado com essa vida solitária, mas prefere estar acompanhado durante as viagens, por ser muito comunicativo e prestativo com as pessoas. Seu José contou sobre a sua vida, sobre as caronas que ele já ofereceu, que valoriza muito esse tipo de oferta porque ele já necessitou em várias ocasiões de sua vida. Deu dicas para pegar carona, orientou sobre não se arriscar em pegar qualquer carona, pois há motoristas que se encontram incapazes de dirigir com segurança, por exemplo: olhos vermelhos, cansaço excessivo, uso de drogas etc. Ele também tem receio de oferecer qualquer carona, pois pode haver caroneiros transportando drogas para a fronteira, e vice-versa. Tem bom gosto musical, suas bandas favoritas: Pink Floyd, Guns n Roses, Scorpions, Bon Jovi. Já foi alcoólatra, mas a mulher na linha, o transformou em evangélico, mas de vez em quando ingere álcool escondido. Duas coisas ruins que existem no mundo, ele disse: mulher e dinheiro. Estava empolgado devido à compra do celular para a mulher, passamos pela cidade em que ele morava (Torres), cuja esposa estava esperando para entregar o bolo e o refrigerante e ele entregar o cartão para ela comprar o celular. Antes de ser caminhoneiro, trabalhou durante 8 anos na construção da BR 101. Sente saudades da comida nordestina, buchada, mocotó. Nosso destino principal era Gramado, mas seu percurso se limitava até Campo Bom (RS), que fica a 70 km de distância, então ele ofereceu a carona até essa cidade, onde ele pararia na empresa para carregar produtos de polietileno. Muito atencioso, convidou-nos para passar a noite em segurança na empresa, deixando-nos à vontade para se acomodar dentro do caminhão e dormir por lá mesmo. Na empresa, havia banheiro com chuveiro e tomada. Tomamos banho e ele se dispôs a comprar comida pra gente. Ele nos mostrou o funcionamento dos compartimentos que compunham no caminhão, como por exemplo, uma mini cozinha e uma geladeira que ficava ao lado caminhão. Seu sonho é ter um motorhome, ter uma casa de praia e nunca mais trabalhar. Pipira vai realizar o sonho dele algum dia. (Na companhia agradável do Seu José). - 24/12/2021 - Campo Bom (RS) - Taquara (RS) - Gramado (RS) - Canela (RS) Acordamos cedo, e Seu José nos deixou no ponto do pedágio, deu um papelão (que fofo), tiramos foto com ele e retornou para a sua cidade para passar o natal com a sua esposa e o curica. Ao chegar no pedágio, levantamos nossa placa escrito ‘’Gramado’’, achando que conseguiríamos pegar carona rapidamente, pois os carros passavam devagar, e havia um acostamento grande para os carros pararem. Não foi o que aconteceu. O motivo se deu devido ao local não ser estratégico, pois essa rodovia não levava direto para Gramado, por ter vários desvios de rota no meio do caminho. Portanto, optamos por mudar a placa e colocar a cidade mais próxima como destino (Taquara), que não demorou muito até aparecer a próxima carona. - Carona 5 - Campo Bom (pedágio) - Taquara - Tempo de espera: 2h - Horário de saída: 9h13min - Horário de chegada: 9h34min - Distância: 30 km Mônica, 30a, enfermeira-socorrista. Nosso anjo da guarda, nos avistou desde quando chegamos no pedágio, porém, ela estava no seu plantão, e pensou na possibilidade de oferecer a carona logo após o término do plantão, caso estivéssemos por lá ainda. E foi o que aconteceu. O sonho dela era fazer medicina, mas devido à falta de recursos, não foi possível. Disse que ficaria de plantão durante o natal a partir das 17h. Informou-nos sobre a alta taxa de óbitos na rodovia, em torno de 1 a 2 óbitos por plantão. Já se acostumou com a rotina de trabalho nos períodos festivos, mas dá muito valor à família. Disse que gostaria de visitar o irmão que reside em Florianópolis (Praia dos Ingleses) há 3 anos, está planejando, mas não acha que vai conseguir ir por causa do trabalho. Tem uma filha pequena e um esposo. Quase não os vê com frequência. Torceu para que nós pudéssemos viajar com segurança e que admira nossa coragem de sair por aí mochilando. Mônica foi gentil e nos deixou na rodovia que dá direto a Gramado. Como Taquara fica próximo a Gramado e o ônibus era barato, optamos por ir até a rodoviária de Uber e comprar as passagens. (Pedágio onde Mônica nos ofereceu carona). Chegando em Gramado, estávamos com fome, almoçamos em um lugar bem barato, o que é difícil encontrar nesta cidade. Recomendamos o restaurante ‘’Espetinho & BBQ’’. Após almoçarmos, procuramos um Hostel para nos acomodarmos, pois era natal e queríamos ficar bem confortáveis. A hospedagem em Gramado era bem inviável devido ao preço elevado, então optamos por ficar na cidade ao lado, em Canela. Ficamos hospedados no ‘’Canela Hostel’’, um lugar bem aconchegante e por um preço acessível. Para nos deslocarmos de uma cidade para outra (Canela - Gramado), utilizamos o ônibus coletivo. Gostamos muito mais de Canela do que de Gramado, por ser uma cidade mais tranquila e não muito turística, apesar de haver muito movimento em torno da Catedral de Pedra, devido à época do natal. O clima desta região é bem agradável, apesar de fazer muito frio à noite. (Catedral de Pedra na cidade de Canela). - 25/12/2021 - 28/12/2021 - Canela - Gramado - Porto Alegre Saímos de Canela e fomos para Gramado por meio do ônibus circular, e nosso próximo destino seria ir para Porto Alegre (POA) para resolver os trâmites* dos documentos necessários para entrar no Uruguai. Explicaremos mais adiante sobre tais documentos. Decidimos pegar um ônibus direto para POA, pois era inviável pegar uma carona saindo de Gramado até a rodovia principal que vai para lá, demandaria muito tempo, o qual não tínhamos, diante da situação* citada acima. Além disso, o custo do ônibus saiu bem barato, portanto, compensou. Chegando em POA, a primeira impressão não foi uma das melhores. A rodoviária, apesar de ser grande, é bem precária, dando um aspecto sórdido entre os pisos e os estabelecimentos, os sanitários não são muito higiênicos. Saindo de lá, andamos a pé para encontrar um mercado e seguir adiante para um hostel. Mas como era natal, não havia nenhum estabelecimento aberto, as ruas estavam vazias, apenas preenchidas por pessoas em situação de vulnerabilidade. Assim como a rodoviária, as ruas do centro são bem descuidadas, muita pichação, lixo e odor desagradável. A sensação de insegurança no centro é constante e tivemos um pouco de receio em relação a essa primeira impressão. Porém, ao chegar no hostel (Eco Hostel), um lugar bem acolhedor, onde situa-se em um bairro nobre, bem localizado, conseguimos nos sentir mais seguros. Aproveitamos o fim de tarde para andar de bicicleta e conhecer o Parque Urbano da Orla do Guaíba. É um ótimo lugar para andar de bicicleta, caminhar e ver o pôr do sol. A bicicleta foi nossa amiga, para nos deslocarmos dentro da cidade. É preciso baixar o aplicativo Bike Itaú e inserir um cartão de crédito. É possível andar durante 1 hora, por 8 reais, e mais 5 reais após a primeira hora. A cidade tem bastante ciclovia, o que torna bastante acessível e seguro para se locomover. (Em frente à Orla do Guaíba). Em tempos de pandemia, atualmente é necessário entrar com alguns documentos: seguro viagem, declaração juramentada para o país que irá entrar, vacinação completa (2 doses) e o teste PCR. Conseguimos fazer o teste PCR gratuitamente pelo SUS, em um posto de saúde mais próximo. Apesar de ser gratuito, demandou muito tempo e paciência, devido a algumas intercorrências, e, por isso, só conseguimos realizar o teste no terceiro dia em POA. - 28/12/2021 - Porto Alegre - Guaíba - Pelotas Por estarmos dentro da cidade de POA, resolvemos pegar um Uber para a BR 116, o que facilitaria pegar a próxima carona, em direção ao nosso próximo destino, a cidade de Pelotas (RS). O Uber nos deixou em um posto do Ipiranga, na BR 116. Primeiramente, tivemos dúvidas sobre o local, se havia a possibilidade de pegar carona com facilidade, pois não presenciamos muito movimento neste posto. Inclusive, cogitamos procurar um posto mais próximo que havia ali por perto, com paradas para caminhoneiros. Tínhamos planejado ficar apenas pouco tempo neste primeiro local (em frente ao posto, perto da saída), e caso não obtivesse êxito, partiríamos para o outro posto. Felizmente, não esperamos por muito tempo, e um casal que estava saindo do posto deu carona para a gente. - Carona 6 - Guaíba - Camaquã (Posto SIM) - Tempo de espera: 30min - Horário de saída: 15h17min - Horário de chegada: 16h30min - 104km Não chegamos a conversar muito, dormimos a maior parte do tempo (pelo menos conseguimos descansar um pouco), mas foram muito atenciosos e nos orientaram sobre a estadia na paróquia de Camaquã, caso não conseguíssemos pegar a próxima carona. O casal nos deixou em um posto de combustível, na entrada de Camaquã. (Lugar em frente ao posto, aguardando a carona 6). Ao chegarmos, procuramos carona dentro do Posto, pois havia vários caminhoneiros abastecendo. Conversamos com alguns caminhoneiros, porém, não obtivemos êxito. A maioria das empresas de transporte proíbe os caminhoneiros de oferecerem carona. Por isso, é normal a recusa por parte dos caminhoneiros. Portanto, tem-se mais facilidade em pegar carona na estrada. Ficamos em frente ao posto, levantamos a placa para conseguir a nossa próxima carona. - Carona 7 - Camaquã (Posto SIM) - Pelotas - Tempo de espera: 10min - Horário de saída: 17h10min - Horário de chegada: 19h00min - 130km Gilberto, 38a, natural de Canoas (RS), bem prestativo, comunicativo, é colecionador de carrinhos, tratores e caminhões em miniatura há 19 anos. Possui milhares dentro de seu quarto. Também monta maquetes (mini fazendas, estradas, etc). Mora com a mãe. Trabalha cinco dias da semana, faz o trajeto por Canoas - Pinheiro Machado há 7 anos carregando argamassa. Mas trabalha como caminhoneiro há muito tempo. É fumante desde os 18 anos. Não fumava, mas por causa da vizinha, queria conquistá-la porque ela também era fumante, ficaram por muito tempo juntos (11 anos). Ela foi para Portugal e ele ficou porque sua paixão é ser caminhoneiro. Já perdeu 3 namoradas por causa da profissão. Contou sobre as histórias do sul, sobre a guerra da Farroupilha. Tem curiosidade por saber sobre o universo e vida fora da terra. Falou sobre religião, diz que Deus é um só, tem fé, enfatiza muito a frase: ‘’nunca diga nunca’’ e sobre aproveitar cada minuto da vida, porque as pessoas não voltam. Debateu assuntos relacionados à política, possuindo ideologias de direita. (Coleção de miniaturas do seu Gilberto). Gilberto nos deixou no trevo que liga a BR 116 com a 471. Fomos andando do trevo ao posto mais próximo (2 km). Tivemos a oportunidade de pernoitar neste posto (Coqueiro), pois os frentistas foram bem acolhedores e dispuseram um local para montarmos a barraca. Neste posto, havia água gratuita, tomadas na loja de conveniência e banho gratuito para mulheres. O banho para os homens é possível, porém, é necessário pegar uma senha no atendimento do posto ao abastecer o carro. Como estávamos a pé, um caminhoneiro cedeu gentilmente a senha para tomar banho. , (Local onde montamos a barraca, ao lado do posto). - 29/12/2021 - Pelotas - Quinta - Santa Vitória do Palmar - Chuí - Chuy Acordamos bem cedo, desmontamos nossa barraca e fomos direto para o acostamento em frente ao posto para encarar o dia mais longo e desgastante. Não demorou muito até chegar a nossa primeira carona do dia. - Carona 8 - Tempo de espera: 6min - Horário de saída: 10h32min - Horário de chegada: 11h07min - 40km Márcio, divorciado, possui 2 filhos, bem comunicativo, prestativo, contou sobre seu sobrinho que é hippie, o qual viajou para vários países da América do Sul de mochilão. Diz que oferece muita carona, mas reconhece pelo olhar quem é bom porque ele já ofereceu para pessoas mal intencionadas, alguns eram ‘’burros de carga’’ (transportam drogas). Contou sobre sua rotina, o qual possui entusiasmo para ganhar dinheiro acelerando as atividades no serviço. Geralmente trabalha 3/4 vezes por semana. Orientou-nos sobre lugares para pegar carona até chegar em Chuí. (Trevo da vila Quinta que vai em direção ao Chuí). Após Márcio nos deixar próximo do trevo, em um ponto de ônibus, levantamos nossa placa escrita ‘’Chuí’’ e permanecemos por um bom tempo neste local. Até que apareceu um senhor com uma bicicleta e nos orientou a pegar carona em outro ponto, mais próximo da via que segue direto para Chuí. Seguimos a orientação, procuramos um lugar com sombra e permanecemos quase uma hora até aparecer a nossa próxima carona. - Carona 9 - Quinta - Posto Ipiranga (após o Eco Taim) - Tempo de espera: 1h30min - Horário de saída: 12h45min - Horário de chegada: 14h30min - 100km Fabner, 35a, foi bem atencioso conosco, é bem humorado e bastante comunicativo, contou sobre toda a sua vida, e posteriormente, entrou em contato. Mora em Caçapava do Sul, sua rota não seguia diretamente em direção a Chuí, mas nos deixou próximo em um posto até seguir adiante com outra carona. Possui 3 filhos, já teve 8 passagens na polícia por questões envolvendo brigas, mas nunca cometeu crimes envolvendo mortes etc. Começou recentemente na profissão de caminhoneiro, e quer dar o bom e o melhor para seus filhos, quer reconquistar a sua mulher, pois se separou recentemente dela. Possui uma plantação de maconha dentro de sua casa, gosta muito de fumar e gostaria de morar no Uruguai para poder fumar à vontade. É muito conhecedor da área chamada Estação Ecológica do Taim, que perpassa a BR 471 em que estivemos durante o nosso trajeto. Falou sobre as figueiras, gostaria de ter uma em sua casa, pois para ele, representa um símbolo muito importante sobre algo duradouro, como a união de sua família, que demora muitos anos para crescer, mas que é fonte de vida. Comentou sobre as carnes (que consideramos peculiares), como a de jacaré e a de capivara, as quais ele considera uma delícia, possui gosto de peixe etc. No Eco Taim, vimos a presença de várias capivaras se banhando no lago durante o percurso. Pediu para tirar uma foto dele com as capivaras e enquanto estava dirigindo, porque não é sempre que tiram foto durante seu trabalho e ele gostaria muito de registrar o momento. Seu sotaque é forte e diz que gosta muito do povo do Rio Grande do Sul, diferentemente do povo carioca (que ele odeia porque fica talaricando a mulher alheia), kkkkk. (Fabner e as capivaras do Eco Taim). Fabner nos deixou em um posto porque seu destino desviaria da rota até Chuí. Este posto situa-se distante da cidade próxima de Chuí (Santa Vitória do Palmar). Portanto, ficamos com receio de não conseguir a próxima carona naquele mesmo dia. Após comermos alguma coisa, seguimos para o local em frente ao posto e demos muita sorte, porque não demorou muito para alguém oferecer uma carona. - Carona 10 - Posto Ipiranga depois do Eco Taim - Santa Vitória do Palmar - Tempo de espera: 8min - Horário de saída: 15h13min - Horário de chegada: 16h29min - 95km Fabinho, ex-vereador (foi por duas vezes, tentou a terceira não conseguiu), professor de educação física, possui uma filha de 25a formada em farmácia. Gosta de praia, ia pra Porto Seguro - BA. Ficou curioso sobre a nossa viagem e fez várias perguntas a respeito de como viajar de mochilão. Ele nos deixou na entrada de Santa Vitória do Palmar, e seguimos adiante com a nossa placa escrita Chuí. Nossa próxima carona chegou surpreendentemente em menos de 1 minuto. Tal carona foi a mais rápida que já pegamos neste mochilão. - Carona 11 - Santa Vitória do Palmar - Chuí - Tempo de espera: 1min - Horário de saída: 16h31min - Horário de chegada: 17h00min - 20km Peter, ex-aluno do Fabinho (por coincidência, encontrou-o após Fabinho nos ter deixado na entrada da cidade), é formado em engenharia agropecuária. Disse que a cidade que ele mora (SVP) é a penúltima cidade, e é a mais isolada do país, porque as outras cidades brasileiras mais próximas ficam a 200 km de distância. Faz muito frio no inverno porque tem muito vento, lá também é fonte de energia eólica. Falou um pouco sobre seu trabalho, trabalha em Pelotas atualmente, porque gostaria de ficar mais próximo dos pais que já estão idosos. Peter nos deixou dentro da cidade, deu dicas sobre as lojas mais baratas para comprar. As lojas do lado brasileiro são mais vantajosas do que as lojas do lado uruguaio. (Saída da cidade do Chuy). Ao chegar no Chuí-Chuy, buscamos uma papelaria próxima para imprimir os documentos necessários e também procuramos um câmbio para trocar o real em pesos uruguaios, a cotação na época era R$ 1 (UYU 7,80). Trocamos R$ 1.000,00 (UYU 7.800,00). Tivemos que trocar por necessidades pessoais, lembrando que no Uruguai, tudo é caro, então é preciso preparar o bolso. A princípio, achamos que o dinheiro trocado daria para atravessar todo o Uruguai, mas no meio do caminho, foi preciso trocar mais um pouco, em torno de R$ 250,00. Os documentos só ficariam prontos no dia seguinte, portanto, procuramos um hostel para nos abrigarmos. Nos instalamos no Etnico Hostel, um lugar bem simples, porém, bem aconchegante e inclui café da manhã. - 30/12/2021 - Chuy - Santa Teresa - Punta del Diablo Ao acordarmos, almoçamos em uma churrascaria brasileira, com uma comida excelente, mas um pouco cara. Antes de atravessarmos a Aduana, aproveitamos para abastecer em um mercado do lado brasileiro. Fomos andando do centro do Chuy até a Aduana (1,7 Km), apresentamos os documentos (sinceramente, eles ignoraram os documentos da vacinação, teste PCR, seguro viagem e a declaração juramentada, apenas olharam o passaporte/identidade). Recomendamos levar todos os documentos, de qualquer forma. Após apresentarmos os documentos, seguimos para a rodovia do lado do Uruguai. Tivemos a impressão que demoraria muito para pegar a primeira carona no Uruguai, pois não sabíamos se eles tinham o costume de oferecer carona. Havia um casal de mochileiros atravessando sem a apresentação dos documentos e pararam um pouco mais a frente para pegar carona. Finalmente, em poucos minutos, um carro parou e nos concedeu uma carona. (Aduana, Brasil - Uruguai). - Carona 12 - Chuí (Aduana) - Santa Teresa - Tempo de espera: 13min - Horário de saída: 17h13min - Horário de chegada: 17h36min - 30km Ruan Pablo, arquiteto, a comunicação foi bem pobre devido ao nosso primeiro contato com a língua espanhola e também pela timidez. Seu destino era ir até Santa Teresa, pois estava acampando com uns amigos. Foi ele quem nos ensinou a maneira correta de dizer: pedir carona em espanhol, traduzindo, seria algo como ‘’hacer dedo’’. Ruan Pablo nos deixou em frente à entrada para Santa Teresa, aguardamos a próxima carona, sem a placa. Um casal apareceu oferecendo carona até Punta del Diablo e aceitamos. A princípio, nosso objetivo era ir direto para Cabo Polônio, mas tivemos uma sucessão de peripécias no decorrer do trajeto, levando para outros destinos antes de chegar no nosso objetivo principal. - Carona 13 - Santa Teresa - Punta del Diablo - Tempo de espera: 33min - Horário de saída: 18h10min - Horário de chegada: 18h23min - 12km Casal jovem não identificado, colocou-nos na caçamba. Parece ser muito comum as caminhonetes oferecerem carona na caçamba. Pode parecer perigoso, mas não é. Inclusive, é muito difícil a polícia abordar os carros porque não vimos nenhuma viatura na estrada (rs). Ao chegar em Punta Del Diablo, aproveitamos o pôr do sol e a praia, posteriormente, procuramos um local para armar nossa barraca. Mas após conversarmos com um nativo, fomos informados de que era proibido o camping na praia e nos recomendou um camping pago. Andamos até um camping mais próximo (2,5 km), foi bem cansativo, pois estávamos carregando as mochilas e várias sacolas, além de não possuir aplicativo de transporte na cidade. Chegamos no camping e pagamos em torno de 30 reais por pessoa, o local é bem seguro, há tomadas, banheiro e chuveiro, um lugar para usar o fogareiro, lavar os utensílios e as roupas. (Camping La Viuda, Punta del Diablo). - 31/12/2021 - Punta del Diablo - Rota 9 - Castillos - Aguas Dulces - Cabo Polônio Acordamos no dia seguinte e andamos até a estrada principal para pegar uma carona até a saída da cidade. Passaram vários carros e estávamos com receio de não conseguir aquele dia por ser véspera de ano novo. - Carona 14 - Punta del Diablo - Rota 9 - Tempo de espera: 20min - Horário de saída: 13h20min - Horário de chegada: 13h30min - 4km Casal mais velho, cujo homem se identifica como Toro, possui um carro antigo Fiat 147, cedeu seu humilde espaço atrás do banco para nos levar até a Rota 9. Não conversamos muito pois a viagem fora bem curta, mas o casal era bem simpático. (Toro e sua esposa). Toro nos deixou próximo da rotatória e seguiu em direção para Santa Teresa. Procuramos um local mais a frente, com sombra, pois o sol estava a pino. (Aguardando a próxima carona). - Carona 15 - Rota 9 - Castillos - Tempo de espera: 10min - Horário de saída: 13h40min - Horário de chegada: 14h20min - 30km Casal jovem sem identificação, em um automóvel humilde, não interagimos muito. Paramos no trevo e entramos na rota 16, sentido Cabo Polônio. (Loira ansiosa para chegar em Cabo Polônio). - Carona 16 - Castillos - Aguas Dulces (Rota 16) - Tempo de espera: 10min - Horário de saída: 14h30min - Horário de chegada: 14h40min - 10km Casal com cachorro, simplesmente nos colocou na caçamba e nos deixou no trevo, o qual havia duas direções, uma para a cidade de Aguas Dulces e outra para a Rota 10. Seguimos em direção à Rota 10. - Carona 17 - Aguas dulces (Rota 16) - Cabo Polônio (Rota 10) - Tempo de espera: 30min - Horário de saída: 15h10min - Horário de chegada: 15h20min - 11km Fernando foi muito gentil, mora em Valizas (400 habitantes), nos deixou até Cabo Polônio que fica a 5 Km de distância de sua cidade. Chegamos ao nosso tão esperado destino. Nos informamos sobre o transporte até a costa de Cabo Polônio. A princípio, havia dois jeitos para chegar até lá. O primeiro seria à pé, porém, era inviável devido às bagagens que estávamos portando. A segunda, seria por meio de um caminhão. O preço da passagem de ida e volta custa mais ou menos R$ 35,00 (UYU 290,00). Optamos por pegar o caminhão, pois os horários são limitados. Partimos mais ou menos umas 16h30min e chegamos às 17h. Caminhamos até a estrada principal e em seguida, andamos até o farol. O valor da entrada é 35 pesos (R$ 4,00) e o horário de funcionamento ocorre até o fim do pôr do sol. É possível avistar uma colônia de elefantes-marinhos, leões-marinhos e lobos-marinhos a 20 metros de distância do farol. Por ser final de ano, os preços dos hostels estavam muito elevados. Além disso, é proibido levar a barraca para montar na praia, portanto, tivemos que deixá-la com os funcionários do transporte. Sem barraca e sem hospedagem, nossa última opção foi procurar um lugar ao ar livre para passarmos a noite. Após andarmos um pouco, demos sorte de encontrar um lugar perfeito, próximo ao mar, na varanda da casa de um pescador. Foi uma experiência incrível. Durante à noite, é possível ver muitas estrelas com bastante nitidez (é o céu mais estrelado que já vimos na vida). Apesar de ser a virada de ano, não notamos a presença de barulho de fogos, apenas algumas pessoas comemorando por poucos minutos, em seguida, houve um silêncio total, sendo possível ouvir apenas o movimento das ondas do mar. Para nós, foi uma das melhores viradas de ano de nossas vidas, por haver paz e tranquilidade. O lugar é único, mágico e encantador. Vale muito à pena conhecer este pedaço do Uruguai, para quem quer ter um contato mais próximo com a natureza, longe da eletricidade e do caos urbano. (Local onde passamos a noite, com vista para o mar). (O famoso Farol). (Colônia de elefantes-marinhos, leões-marinhos e lobos-marinhos). - 01/01/2022 - Cabo Polônio (Rota 10) - San Carlos (Rota 10) - Punta del Este Acordamos e seguimos para o ponto para pegar o próximo caminhão. Ao chegar na entrada, procuramos passagem para qualquer destino, porém, não havia por ser feriado. Seguimos então em busca da próxima carona, a poucos metros da entrada principal de Cabo Polônio. - Carona 18 - Cabo Polônio (Rota 10) - San Carlos (Rota 10) - Tempo de espera: 20min - Horário de saída: 13h20min - Horário de chegada: 16h00min - 120km Danilo, estava a caminho de sua casa, vem quinzenalmente para Cabo Polônio para ver sua namorada. Possui uma camionete velha. Dois caroneiros nos acompanharam durante o percurso até La Paloma na caçamba. Posteriormente, fomos para o banco da frente e partimos para a cidade Rocha pela Rota 15. Danilo é muito gentil, tentou interagir conosco e disse que já fez mochilão por toda a América do Sul, inclusive o Brasil. Falamos sobre o nosso próximo destino que era Punta Del Este para Danilo, e ele comentou que nesta cidade havia pessoas com ‘’mucha plata’’ (muito ricos), e que preferiria Cabo Polônio, por ser mais tranquila, humilde e acolhedora. Dormimos no meio do trajeto até o local que ele nos deixou, cujo trevo que liga San Carlos a La Barra. (Carona dentro da caçamba em direção ao trevo de La Paloma). Esperamos por muito tempo neste local. Achamos um pedaço de isopor, pois havia um ferro velho próximo e escrevemos ‘’Punta del Este’’. Não durou muito tempo, porque o isopor partiu ao meio devido ao vento forte. Além disso, o céu estava com nuvens carregadas, e possivelmente, iria chover. Por sorte, apareceu uma caminhonete que deixou um grupo de caroneiros nesse trevo e nos ofereceu carona para o nosso próximo destino - Carona 19 - San Carlos - Punta del Este - Tempo de espera: 40min - Horário de saída: 16h40min - Horário de chegada: 17h30min - 120km Uma mãe e seu filho nos cedeu gentilmente um lugar na caçamba até Punta del Este. Conhecemos todo o trajeto que liga La Barra a Punta del Este. Ficamos impressionados com a primeira cidade, pelas casas e estabelecimentos serem de um nível alto padrão, bem luxuosas. Naquele momento, já constatamos que aquele lugar não era para nós. Saímos de um lugar humilde e acolhedor, por um lugar que é o extremo oposto. Como citamos anteriormente, gostamos de tranquilidade e simplicidade. Ao chegar em Punta del Este, ficamos apreensivos porque começou a chover. Porém, eles foram gentis e nos deixaram na porta de um hostel mais próximo do centro da cidade. Entramos no hostel, porém, não havia vaga para nós dois no mesmo quarto. Então decidimos procurar um McDonald 's para carregar os celulares e conseguir acessar o Wi-fi para procurar um hostel barato. Para nossa tristeza, era tudo muito caro, mas achamos um que era o mais barato de todos os hostels. Além disso, a maioria dos hostels estavam ocupados devido ao feriado de Ano Novo, e não tínhamos muita opção. Caminhamos até o hostel, preparamos nosso jantar e descansamos até o dia seguinte. Particularmente, o hostel é bem localizado, mas não tivemos uma experiência muito boa, porque ficamos em um quarto compartilhado e havia muitas pessoas transitando e fazendo barulho, portanto, não dormimos direito. (A chuva c̶a̶s̶t̶i̶g̶a̶ ̶o̶s̶ ̶c̶a̶r̶i̶o̶c̶a̶s̶ e Punta del Este). - 02/01/2022 - Punta del Este - Punta Ballena Acordamos bem cedo, tomamos café e andamos pela cidade para conhecer alguns pontos turísticos: Los Dedos, Iglesia Nuestra Señora de La Candelaria, Faro de Punta del Este, Puerto, Casino Nogaró, Playa Brava, e depois resolvemos voltar para o hostel para pegarmos nossas coisas e seguir para a rodoviária. Compramos passagem até Punta Ballena, onde paramos na rodovia, perto da entrada do Mirador de Punta Ballena. Seguimos andando até o Museo Casapueblo (2km - 20min), um dos pontos turísticos mais famosos de Punta del Este. A arquitetura é bem interessante, relembra as construções gregas. O artista plástico Vilaró possui uma trajetória marcante, e suas obras são reconhecidas por sua identidade artística própria. Conseguimos ver o pôr do sol, o qual é extremamente fascinante. Apesar de tudo, nós nos sentimos um pouco desconfortáveis, pois o ambiente se tornou algo superficial, perdendo toda a sua essência com o tipo de classe social que o frequentava. Após o pôr do sol, retornamos para o ponto de ônibus, porém, havia um problema. Estávamos sem dinheiro trocado para ir direto à cidade de Montevideo. Optamos por retornar à Punta del Este e passar no cartão de crédito no guichê da rodoviária, pois já era bem tarde e não queríamos nos hospedar novamente. Por ser muito tarde, não havia horário de ônibus para aquele dia. Compramos passagem para o dia seguinte, no primeiro horário disponível (5:00 A.M.). Resolvemos esperar do lado de fora da rodoviária, em um banco. Após algumas horas, entramos novamente devido ao frio que estava fazendo naquela madrugada. É curioso ver que muitas pessoas, de todas as idades, caminham durante a madrugada, como se a cidade funcionasse 24h, sem cessar. Talvez por ser uma cidade com ampla estrutura e livre de criminalidade. Ao amanhecer, viajamos até Montevideo. (Pequena praça em frente à rodoviária, durante a madrugada, rodeada de bruma). (Mirante de Punta Ballena, uma das melhores vistas do Uruguai). - 03/01/2022 - Punta del Este - Montevidéu Pegamos o primeiro ônibus do dia e chegamos na parte da manhã (7:00 A.M.) na rodoviária de Montevidéu. Estávamos sem dinheiro trocado, apenas com o cartão de débito, e precisávamos ter pelo menos uma garantia com dinheiro vivo para utilizar nos estabelecimentos, porque as taxas de cada transação pelo cartão são altíssimas. Não recomendamos utilizar esta forma de pagamento. Caso realmente queira gastar só o necessário, recomendamos ter um planejamento financeiro e os dias que irão ficar no país, além de levar um dinheiro extra para casos de emergência ou imprevistos. Por não termos recursos para trocar o dinheiro nos câmbios, ficamos sem saída por um momento. Procuramos um hostel mais próximo do centro para nos hospedarmos e buscarmos orientações. Por sorte, o atendente do hostel (Montevideo Port Hostel) era um voluntário brasileiro (Diego) que nos ajudou fornecendo outras alternativas para o nosso problema. Recomendou baixar o app Western Union, cuja função é realizar transferências internacionais. É possível transferir por pix e esperar algumas horas (+/- 3h) para poder sacar em uma agência credenciada mais próxima. Almoçamos e depois passeamos pelo centro da cidade. Passamos pela Plaza Independencia, Teatro Solis, Plaza España, Centro de Fotografía de Montevideo, Palácio Estévez, Mausoléu do General Artigas. (Caminhando pelas ruas de Montevideo). No dia seguinte, passeamos novamente pela cidade para aproveitar o pouco tempo que tínhamos. - 04/01/2022 - Montevidéu - Fray Bentos Durante o final da tarde, pegamos um ônibus direto para Fray Bentos, cuja cidade faz fronteira com a Argentina. Chegamos quase meia-noite, optamos por passar a madrugada na rodoviária, pois estávamos sem dinheiro trocado e não havia alguma loja de câmbio aberta. Durante a madrugada, compramos algumas guloseimas com uns trocados que havíamos na carteira em uma mini-conveniência 24h que ficava dentro da rodoviária, apenas para passar o tempo, já que o guarda ficava o tempo todo nos monitorando e não nos deixando dormir deitado no banco. (Pipira deitado minutos antes do guardinha chamar a nossa atenção). - 05/01/2022 - Fray Bentos - Fray Bentos (Aduana) - Pilar - Buenos Aires Ao amanhecer, resolvemos passar o tempo na biblioteca, conversamos com as funcionárias que cederam o espaço para gente, foram muito gentis. Depois conversamos com os funcionários da rodoviária para obter informações sobre o funcionamento da Aduana, e soubemos que não havia ônibus para atravessar a Aduana devido à pandemia. Ficamos apreensivos (com o cu na mão, kkkk), pois não sabíamos o que estava por vir. Achamos que naquele momento, voltaríamos para casa. Resolvemos tentar atravessar de carona. Mas antes, fomos atrás de uma papelaria para imprimir os documentos necessários para atravessar na Aduana. Procuramos na internet todas as papelarias que estavam abertas (eram poucas). E em todas que passamos, não havia impressora ou não queriam nos atender. Este último motivo foi o que nos deixou chateados porque sentimos um preconceito instalado. Acho que foi um dos momentos que não nos sentimos tão acolhidos durante esta viagem. Por fim, depois de andar pela cidade toda a pé, perguntamos para os nativos se eles sabiam, e então conseguimos achar uma perto da praça no centro da cidade. Depois de imprimir os documentos, procuramos um mercado mais próximo dali para comermos alguma coisa. Existe uma franquia de supermercados chamada ‘’Ta-Ta’’, cujos produtos são mais baratos que nos outros mercados, além de encontrar muita variedade, o que é bem difícil no Uruguai. Voltamos para a praça para comer, e vimos um táxi. Foi a nossa oportunidade para perguntar sobre o valor até a fronteira. Como estávamos sem trocado, perguntamos se ele aceitava em dólar. Ele nos disse que havia uma forma para trocar com o patrão dele, mas ao chegarmos no local, ele não tinha troco para 50 dólares. Passamos em uma loja de câmbio, mas estava lotado. Depois ele nos levou até uma praça onde havia um cambista informal. Lá, trocamos o dólar pela cotação do dia. Em seguida, corremos direto para a Aduana. O preço estava de acordo com o que ele havia estimado. A princípio, achamos que fosse uma cilada desde o momento que pegamos o táxi com ele, mas, no final, deu tudo certo. Ao chegar na aduana, fomos em direção ao guichê, fazer os trâmites para entrar na Argentina, e perguntar sobre a possibilidade de atravessar a ponte andando a pé. Fomos informados dessa impossibilidade, e nesse momento, nosso mundo caiu. Não sabíamos o que fazer. Após essa resposta negativa, perguntamos sobre a possibilidade de pedir carona ali na Aduana. Nós até pensamos em pedir, mas ficamos com vergonha e resolvemos esperar (até uma alma bondosa oferecer uma carona). Os funcionários foram bem atenciosos e conseguiram uma carona para gente. Estávamos na esperança de atravessar apenas a ponte e de lá pegaríamos outra carona. Mas para a nossa surpresa, a carona iria para perto de Buenos Aires, o qual era o nosso próximo destino. Na aduana do Uruguai, somente o motorista apresentou os documentos e achamos que não haveria necessidade por já ter mostrado para os estagiários quando pedimos as informações sobre a possibilidade de atravessar a ponte a pé. Ao atravessar a ponte e passar pela aduana argentina, não fomos parados, pois estávamos em um carro argentino. Portanto, passamos sem o carimbo de saída do Uruguai e o de entrada da Argentina. O que resultou em um problema que iremos relatar mais pra frente. A nossa intenção não era passar sem a vistoria dos nossos documentos, até porque ficamos preocupados em imprimi-los. Por inocência, não apresentamos os documentos pois não foi pedido em nenhum momento quando estávamos dentro do carro. - Carona 20 - Fray Bentos (Aduana) - Pilar - Tempo de espera: 20min - Horário de saída: 13h20min - Horário de chegada: 17h40min - 250km José Fernando, um empresário, estava indo para uma cidade próxima a Buenos Aires. Foi muito gentil de sua parte, por oferecer a carona (por livre e espontânea pressão, kkkk). Ele nos contou que sua irmã mora aqui no Brasil, em São Paulo, no bairro Alphaville. Quis tirar uma foto conosco para mandar para a família e para a sua irmã, pois estava contente de viajar acompanhado, já que sempre viajou sozinho (apesar de dormimos durante toda a viagem, kkkkkk). Conversamos apenas no início, depois dormimos até chegar em Pilar. Não durmam durante a viagem, é uma falta de respeito (kkkkk), só dormimos porque estávamos muito cansados pois passamos a noite na rodoviária sem dormir direito, e nos arrependemos porque gostaríamos de ter conversado, apesar de não saber muito a língua espanhola. Chegamos na cidade de Pilar, e ele nos deixou em um ponto de ônibus perto da rodovia. A princípio, a nossa intenção era pegar um ônibus para ir direto para Buenos Aires. Porém, estávamos sem dinheiro vivo (apenas com dólar). Como também estávamos sem internet, pedimos a senha do Wi-fi em um estabelecimento. Nesse momento, já tínhamos procurado um hostel para nos hospedarmos. Então, decidimos pegar um uber até o centro de Buenos Aires (pagamos a viagem pelo aplicativo no cartão de crédito). Ao chegar na cidade, fomos até o hostel. Perguntamos se eles aceitavam dólar. Eles aceitaram e pudemos desfrutar do quarto. Descansamos um pouco e nos arrumamos para ir ao mercado. Porém, já estava fechado, então procuramos um restaurante próximo e voltamos para o hostel. Descansamos até o dia seguinte. (O famoso Obelisco). - 06/01/2022 - 08/01/2022 - Buenos Aires Acordamos e já fomos surpreendidos com a dona do hostel alertando sobre o horário do check-out. Como havíamos reservado apenas para uma noite, estávamos discutindo sobre ficar mais um dia no hostel, por ser muito barato e com ótima localização. Já era próximo do horário de check-out e ainda não havíamos decidido se ficaríamos ou não. Nesse instante, a funcionária chamou a nossa atenção para sairmos logo do quarto porque já haviam reservado. Por fim, decidimos procurar outro hostel. Por não ter algum mais próximo do centro, olhamos alguns hotéis, e por coincidência, o que nós achamos no aplicativo era o mesmo que se situava ao lado do hostel. Após estarmos instalados no Gran Hotel De La Paix, resolvemos procurar algum restaurante para almoçarmos. Andamos pela cidade durante à tarde e à noite. Fomos na Plaza del Congresso, no Obelisco e na Basilica Nuestra Señora de la Piedad. Voltamos para o hotel e descansamos. No dia seguinte, visitamos vários lugares. Inicialmente, fomos ao Obelisco para tirar algumas fotos durante o dia, e depois fomos almoçar em um restaurante próximo do hotel, um lugar muito barato com uma comida de boa qualidade. Esperamos uma amiga que mora em BA há pouco tempo, para nos guiar pelos pontos turísticos. Visitamos a livraria ‘’El Ateneo’’, um espaço único, com uma bela arquitetura e uma imensidão de livros de todos os tipos. Em seguida, fomos ao Cemitério da Recoleta, outro lugar quase obrigatório para visitar. Outro lugar interessante para admirar a 2ª e 3ª Artes, o Museo Bellas Artes. Também fomos na Facultad de Derecho, Floralis Genérica. Retornamos para o Cemitério da Recoleta e visitamos a Basílica Nuestra Señora del Pilar e Nuestra Señora del Socorro. (Biblioteca El Ateneo). Estávamos à procura do quadro Abaporu - Tarsila do Amaral, uma obra muito significativa e que representa a nossa identidade brasileira no contexto da arte. Ela estava localizada no Museo de Arte Latino-americana de Buenos Aires. Como faltava apenas meia hora para fechar, esperamos o ônibus na linha para chegar até lá. Estava demorando, então resolvemos entrar em um Museu próximo da linha de ônibus chamado Museo Nacional Ferroviario, o qual foi um achado. O funcionário-guia, que também atuava como segurança, nos apresentou toda a linha do tempo, as construções ferroviárias e todo o funcionamento daquela época, além de trazer muito conteúdo histórico e a passagem de todos os presidentes, principalmente o Perón, o qual é bem famoso em Buenos Aires. (Locomotiva a vapor, no Museo Ferroviario Nacional). No dia seguinte, nosso último dia em BA, deixamos nossos pertences no hotel e visitamos o Museo de Arte Latino-americana de Buenos Aires (MALBA) no período da manhã. Conseguimos a meia-entrada pois temos a carteirinha de estudante. É sempre bom levar a carteirinha do estudante, ou até mesmo o ID Jovem, que garante pagar pela metade do preço e ajuda bastante a frequentar vários eventos pagos. Mas a maioria dos museus são gratuitos, portanto, dá para aproveitar muito! Para a nossa surpresa, não superou tanto as nossas expectativas, apenas o quadro Abaporu foi relevante. Havia uma exposição que estava de passagem com um contexto que nós consideramos inadequados, não tivemos tanta sorte naquele dia, kkkk. (Repugnante, kkkk). (Famoso quadro Abaporu - Tarsila do Amaral). Neste mesmo dia, fomos para a rodoviária de Buenos Aires. Nossa intenção inicialmente era pegar um ônibus para uma cidade mais próxima (Rosário) e seguir de carona até o Paraguai. Porém, era inviável, porque estávamos com o tempo reduzido e com dinheiro contado. Procuramos uma rota que seguia direto até Puerto Iguazú, cidade que faz fronteira com o Brasil e o Paraguai. O preço da passagem era quase a mesma para ir à Rosário, portanto, decidimos escolher a segunda opção. O valor era em torno de R$ 350,00. Compramos a outra passagem no cartão, o qual foi outro perrengue financeiro, pois havia custado o dobro (R$ 600,00). Nunca compre as coisas pelo cartão de crédito, pode custar bem mais do que o esperado, sempre tenha dinheiro trocado em mãos. Após uma viagem longa e exaustiva (18 horas) de ônibus, chegamos em Puerto Iguazú. - 09/01/2022 - Puerto Iguazu - Foz do Iguaçu Neste dia, resolvemos não ir mais ao Paraguai, devido ao tempo escasso. Então procuramos formas de atravessar a fronteira para ir até o Brasil. Havia duas opções para atravessar a fronteira, a primeira seria ir de táxi, porém era inviável por ser muito caro, a segunda seria ir de ônibus, e foi nesse momento que o perrengue começou. O ônibus havia saído naquele instante, mas o atendente do guichê telefonou para o motorista e conseguimos alcançá-lo correndo como se não houvesse o amanhã. Chegamos na aduana e foi solicitada a apresentação dos documentos e do carimbo de entrada da Argentina. Como havíamos comentado anteriormente na aduana do Uruguai - Argentina, os documentos não tinham sido carimbados. Tal fato gerou uma grande consequência na hora da apresentação, e fomos multados no valor de R$300,00 (cada). Felizmente, a multa poderá ser paga quando voltarmos para a Argentina. (ou seja, nunca, kkkk). Brincadeiras à parte, temos a intenção de retornar para este país, pois gostamos muito do lugar, apesar dessa inconveniência que ocorreu conosco durante o trajeto para atravessar a fronteira na aduana. Devido a esta intercorrência, perdemos o ônibus que atravessaria a fronteira para o Brasil. Então resolvemos pegar um táxi após algumas tentativas de pegar carona. O preço do táxi, foi exatamente o restante de pesos argentinos que havíamos dentro da carteira (R$ 65,00). O taxista nos deixou na rodoviária internacional de Foz do Iguaçu. Depois seguimos para um hostel (Bambu) e descansamos até o dia seguinte. (Vista magnífica do céu em frente ao Bambu Hostel). - 10/01/2022 - Foz do Iguaçu - São Paulo Ao acordarmos, arrumamos nossas coisas e deixamos no hostel para aproveitar a ida até as cataratas de Foz do Iguaçu. Pegamos um uber e aproveitamos o passeio que custou (R$ 60,00 - cada). Neste ponto turístico, não aceita meia-entrada. Foi um dos lugares mais caros que nós já visitamos em toda a viagem, prepare o bolso. (A garganta do Diabo, com vazão média de água). Voltamos para o hostel, pegamos nossas coisas e fomos para a rodoviária seguir para o nosso último destino, São Paulo. Fizemos mais uma longa viagem de ônibus, e no meio do trajeto, fomos acordados com a abordagem da Polícia Militar, por ser um ônibus que faz fronteira, a possibilidade de ter alguém trazendo bagagem com drogas era grande. Não foi uma experiência muito agradável, pois nos sentimos constrangidos com a maneira que fomos abordados. Por fim, terminamos nossa viagem e chegamos ao destino de nossas casas. THE END.
  5. Olá! Somos Diana, Polly e Naira. Depois de muitos planos, viagens adiadas e canceladas, em junho realizaremos um viagem curta on the road pelo sul do Brasil. Um sonho compartilhado. Vcs nos acompanham? Nos sigam no IG: @naja.trip "Nosso destino nunca é um lugar, mas uma nova maneira de olhar para as coisas." (Henry Miller)
  6. Fala pessoal, decidi compartilhar meu relato de viagem. Foi um pequeno mochilão, eu e meu marido, entre o RS e SC em dezembro/2020 de pandemia, bandeira vermelha e tudo mais. O relato vale muito a pena especialmente para quem quer fazer essa região sem carro (porque nem eu nem meu marido dirigimos). VIAJAR EM PANDEMIA? Não que eu deva satisfação para alguém aqui mas vamos lá. Eu comprei a passagem em Julho na certeza que em Dezembro as coisas iriam melhorar. Não foi o que ocorreu, na verdade, piorou. Eu cheguei muito perto de cancelar tudo mas... Eu não sei quando terei férias novamente e sinceramente não queria ter o prejuízo das coisas que não teriam reembolso. Daí, levei em consideração que tenho contato limitado com outras pessoas que não moram na mesma casa que eu. Moro apenas com o meu marido e não somos grupos de risco. Durante toda a viagem, nos esforçamos em nos cuidar, levamos um pacote de máscara descartável com 50 unidades (usamos duas por dia) e alcool gel. Para o voo, levamos a N-95. Evitamos aglomerações (embora no relato vou descrever os momentos de mais risco) e comemos basicamente nas hospedagens ou pedindo IFood. Também praticamente todas as atrações que visitamos foram ao ar livre. Na volta, decidi fazer um teste de covid por desencargo - que deu negativo. Sabendo disso, que cada um decida por si e tenha ciência do risco que corre, tanto de sua própria saúde quanto as das pessoas que ama (muito embora ainda sei que julgadores julgarão, neste caso, sugiro que perca mais tempo cuidando da sua vida e não lendo relatos como esse que você obviamente discorda). ROTEIRO: 17/Dez - Voo GRU > POA - Orla do Guaiba, Estádio Beira-Rio 18/Dez - Parque Moinhos de Vento, Parque da Redenção, Monumento Açorianos, Centro Histórico, Farol Santander, Passeio de Barco no Guaiba. 19/Dez - Ônibus POA > Gramado - Minimundo, Lago Negro, rápida volta pela cidade 20/Dez - Parque do Caracol, Catedral de Pedra, Le Jardin Parque de Lavanda 21/Dez - Carona Gramado > Cambará do Sul - Circuito das Águas (Cachoeira dos Venâncios, Passo do S e Passo da Ilha) 22/Dez - Cânion Fortaleza 23/Dez - Cânion Itambézinho - Táxi Itambézinho > Praia Grande 24/Dez - Trilha do Rio do Boi 25/Dez - Táxi Praia Grande > Torres - Parque da Guarita 26/Dez - Ônibus Torres > Itapema - Uber para Bombinhas 27/Dez - Bombinhas 28/Dez - Bombinhas 29/Dez - Morro do Macaco, Praia da Conceição e Mariscal - Uber Bombinhas > Itajaí 30/Dez - Beto Carrero 31/Dez - Voo NVT > GRU - Fim CUSTOS PARA 2 PESSOAS: Voo GRU > POA / NVT > GRU R$629,30 Hospedagens Porto Alegre - Booking - Master Grande Hotel R$254,10 Gramado - AirBNB - Suíte perto do Lago Negro R$380,85 Cambará - Booking - Economize $ Dona Ursula R$156,00 Praia Grande - AirBNB - Cabana Rio do Boi R$352,62 Torres - Booking - Apartamento perto da lagoa R$153,00 Bombinhas - AirBNB - DAX Bombinhas Hostel R$475,40 Itajaí - AirBNB - Bem Estar Loft R$408,54 Passeios Barco Guaiba - Peixe Urbano R$28,97 Minimundo R$96,00 Parque do Caracol R$40,00 Rota das Águas e Cânions R$530,00 Trilha Rio do Boi R$220,00 Beto Carrero R$360,00 Transportes ônibus POA > Gramado R$91,33 carona Gramado > Cambará R$50,00 táxi Cambará > Praia Grande R$100,00 táxi Praia Grande > Torres R$80,00 ônibus Torres > Itapema R$188,80 uber Itapema > Bombinhas R$72,00 uber Bombinhas > Itajaí R$125,00 Outros - Alimentação, Ubers e 99 diversos, presentes, compras, etc R$1.900,00 TOTAL: R$6.691,91 DIA 1 Estava esperando um aeroporto lotado com filas e filas de check-in mas a real é que o movimento estava 'ok'. Nem muito cheio nem muito vazio. Voei pela Gol - praticamente cheio. Chegando em Porto Alegre, ali sim, aeroporto deserto. Pedi um Uber até o Master Grande Hotel que deu coisa de R$10,00. Deixamos nossas mochilas lá e caminhamos até a Usina do Gasômetro. A cidade em si estava relativamente vazia e foi bem tranquilo andar até a Usina e depois pela Orla até o Estádio do Beira-Rio, que vimos apenas por fora. Do estádio voltamos de Uber pra Usina pra apreciar o pôr do sol que tava incrível. Voltamos pro Hotel e jantamos IFood. Estádio Beira-Rio DIA 2 Café da manhã do hotel limitado por causa da pandemia mas tudo com bastante segurança, itens embalados com plástico filme e bastante distância entre as poucas mesas. De Uber, fomos até o Parque Moinhos de Vento. Bem bonitinho, fiquei bem surpresa que tem tartarugas nos lagos. De lá, caminhamos até o Parque da Redenção. O sol estava beeem quente mas sobrevivemos. Visitamos também a ponte de pedras e o Monumento dos Açorianos. Voltamos de Uber pro Hotel pra um pequeno pit stop, depois fomos ao Centro Velho da cidade. O Centro Cultural Mário Quintana estava fechado, só tiramos fotos por fora. Visitamos a exposição do Farol Santander que estava absolutamente vazio - apenas eu e meu marido de visitantes. Pra encerrar o dia, fizemos o passeio de barco pelo Guaiba. A dica aqui é não comprar pelo Cisne Branco, tem um outro barco ali do lado da Usina que cobra R$25,00 por pessoa e nós ainda pagamos menos comprando pelo Peixe Urbano. O barco só sai com no mínimo 15 pessoas (mesmo tendo capacidade para 200) e aparentemente o único horário que tem esse tanto gente é o das 18h. O passeio foi muito bonito e foi o que mais gostei de fazer em Porto Alegre. Voltamos a pé para o hotel e jantamos mais um IFood. Parque Moinhos de Vento Parque da Redenção Tartarugas no Parque da Redenção Casa de Cultura Mário Quintana Monumento Açorianos Passeio de Barco no Guaiba DIA 3 Após o café da manhã, fomos a pé até a rodoviária. De lá, pegamos um ônibus semi-direto para Gramado. Da rodoviária de Gramado também decidimos ir a pé até nosso AirBNB próximo ao Lago Negro. Chovia fraco quando chegamos. Apenas deixamos as malas no quarto e saímos para ir direto ao Minimundo. Acho que queria mais visitar o lugar de ouvir falar, mas na prática não achei que valeu muito a pena pelo valor do ingresso. De lá, andamos até o centro. A cidade sim estava cheia e foi difícil manter a distância das pessoas o tempo todo, por isso, acabamos não parando em lugar nenhum. Procuramos algum mercado maior e mais distante do centro para comprar algumas comidas congeladas, pães e frios. Voltamos de Uber para a nossa hospedagem. A motorista que pegamos começou a falar sobre algumas atrações de Gramado - eu não tinha interesse em ir em quase nada que não fosse o Parque do Caracol. Daí ela citou o Jardim de Lavanda e fiquei com isso na cabeça. Como estavamos bem perto do Lago Negro, fomos até lá. Como já era quase noite, tinha poucas pessoas por ali e os pedalinhos não funcionavam mais. Apesar da enorme quantidade de mosquitos, foi agradável. Voltamos para o quarto para jantar uma lasanha congelada e fim de dia. Minimundo Centro de Gramado Lago Negro DIA 4 Chamamos um Uber para ir até o Paque do Caracol. Não pegamos o bondinho, entramos pela entrada principal mesmo. De lá, fomos no mirante da Cascata do Caracol - muito bonita. Depois pegamos a trilha para as corredeiras que precedem a queda principal - provavelmente mais bonitas que a própria cascata. Continuamos até a barragem e logo em seguida fomos ao Centro Histórico Ambiental, um pequeno museu com várias informações bem interessantes. Antes de ir embora, arrisquei pagar pra subir no Observatório. Até agora não sei se valeu a pena ter gasto esse dinheiro extra pra ver a cascata um pouco mais de cima. Saindo do parque, tivemos a sorte de ter um Uber logo na porta esperando uma corrida para a volta. Fomos até o centro de Canela para conhecer a Catedral. Sentamos em um banco qualquer para comer os lanches que tinha preparado para o almoço. Feito isto, tomamos outro Uber até o Jardim das Lavandas que a motorista do dia anterior indicou. É um jardim bem lagalzinho, acho que valeu a pena a visita. Ainda era cedo, voltamos para a hospedagem, trocamos de roupa e fomos conhecer outros lados da cidade a pé. Passamos novamente pelo Lago Negro - que desta vez estava sim cheio - depois fomos até o Pórtico da Avenida das Hortências apenas para foto, conhecemos a capela que faz casamentos ao estilo Las Vegas e fomos até a Cascata Véu de Noiva que de nada valeu a pena pois o cheiro é de esgoto mesmo. Como o centro da cidade estava cheio, não perdemos muito tempo por lá, passamos em uma loja de lembrancinhas para comprar alguns presentes e logo voltamos para nossa hospedagem. Mirante da Cascata do Caracol Corredeiras Jardim de Lavandas DIA 5 Conseguimos uma carona - aqui pelo Mochileiros! com o Fernando Lucio - de Gramado para Cambará do Sul. Isso nos ajudou demaaais já que não existe ônibus direto para este trajeto. Em Cambará tive uma pequena decepção com o AirBNB de lá mas como seria apenas 2 noites, não me preocupei muito com isso. Antes de chegar lá, estava em contato com a Agência Rota Aparados desde Agosto (Ederson - 54 9964-1033) por isso fui direto lá com eles. Eu só tinha intenção de conhecer os cânions mas como haviamos chegado mais cedo na cidade e o dia estava bonito com sol, decidi também fazer o Circuito das Águas. Negociei um valor a vista com eles, os 3 passeios - Circuito das Águas, Fortaleza e Itambezinho - por R$530,00 já com a entrada para a Cachoeira dos Venâncios. Sinceramente, não sei se encontraria um valor melhor que esse para tudo o que fizemos. Apenas nos trocamos e já saímos para fazer o Circuito das Águas num grupo de 6 pessoas mais o guia. As estradas são péssimas, o que justificou o valor pago. Passamos primeiro na Cachoeira dos Venâncios para banho e apreciar todas as demais quedas. De lá seguimos para o Passo do S com direito a vista da Cachoeira do S que é uma mini Catarata. O passeio termina no Passo da Ilha. Eu simplesmente AMEI esse passeio e fico muito feliz de ter chego mais cedo em Cambará e ter podido fazer ele. Este dia jantamos em um restaurante chamado Máquina do Tempo em Cambará, tinha apenas mais dois clientes além de nós, porções bem gostosas. Cachoeira dos Venâncios Cachoeira do S Passo da Ilha DIA 6 Tanto nesse dia quanto no dia seguinte, a gente deu MUITA SORTE do tempo estar aberto. O verão tem muito risco dos cânions encherem de neblina e ficar sem visibildiade mas pegamos o tempo bom, céu azul e sol. Enfim... Dia de conhecer o cânion Fortaleza. Foi um grupo de 4 pessoas mais o guia. Estrada bem ruim até a entrada do parque. Fizemos primeiro a trilha do Mirante e depois a trilha da Pedra do Segredo. Todas as trilhas, ida e volta, dão em torno de 7km. O Fortaleza é tão impressionante que fotos não conseguem dar a noção da altura e da beleza do lugar. Visto que não há nenhum tipo de estrutura turística ou de segurança por ali, precisa tomar cuidado com qualquer passo em falso. Nós saímos da cidade as 8h e voltamos as 13h. Depois do passeio descansamos bastante e demos um rápido passeio pela pequena cidade. Cambará, mesmo no verão, é bem geladinho a noite. Pegamos cerca de 10 graus em pleno dezembro, então precisa levar um casaco de frio. Cânion Fortaleza da pela trilha do Mirante Pedra do Segredo DIA 7 Dia de conhecer o cânion Itambézinho. Nesse dia aconteceu o seguinte: arrumamos nossas mochilas e saímos com todas elas já para o passeio. Neste passeio só estávamos nós dois e o guia. Fizemos a Trilha do Cotovelo e a Trilha do Vértice, também com certca de 7km as duas juntas. No Fortaleza, não é possível ver onde o cânion começa, já no Itambézinho é possível na Trilha do Vértice, como o próprio nome diz. O Itambézinho é impressionante também, tanto quanto o Fortaleza. Eu não saberia escolher qual dos dois é mais bonito, precisa conhecer os dois. Por volta das 12h, pegamos nossas bagagens no carro e dispensamos o guia. Um taxista de Praia Grande foi nos buscar ali (Sérgio - 48 9126-3642). Essa foi a solução que encontrei para economizar no transfer entre as duas cidades (Cambará X Praia Grande), já que o Itambézinho fica na metade do caminho, paguei metade do valor (R$100,00). Já em Praia Grande, apenas passamos no mercado para comprar nosso lanche de trilha e janta dos dias seguintes. Vistas da Trilha do Cotovelo Vistas da Trilha do Vértice DIA 8 Dia de fazer a Trilha do Rio do Boi. Fechamos o passeio com a agência Bixo do Mato (Bruna - 48 8865-7819) que também estava conversando há um bom tempo, desde Agosto provavelmente. Pagamos R$220,00 para fazer a trilha porque havia um outro casal conosco no mesmo dia, por isso barateou. A Bruna não me cobrou o transporte até o início da trilha (foi algo que não tinha ficado muito claro, eu pensei que tava incluso quando fechei mas ela não me cobrou porque o guia estava de carro e mais duas pessoas que iriam neste dia, desistiram, então pudemos ir no carro do guia). A trilha tem 14km de extensão entre ida e volta. Iniciamos ela por volta das 10h e voltamos por volta das 17h. Recebemos caneleiras para proteção tanto contra possíveis picadas de cobra quanto das pedras do rio. A primeira parte da trilha é em meio a mata e, depois, pelas pedras no rio, realizando diversas travessias. Molha tudo até a coxa. Fizemos duas paradas para banho de cachoeira, uma na ida e outra na volta. Fizemos outras paradas menores apenas para retomar o fôlego e uma parada maior no fim da trilha, antes de iniciar o retorno. É uma trilha pesadinha sim mas nada impossível para quem tem o mínimo de preparo físico. A grande dificuldade é pisar nas pedras nas travessias do rio. No entanto, como meu guia foi com calma e paciência, não foi nada de outro mundo. A trilha em si acaba pouco antes dos grandes paredões que a gente vê da Trilha do Cotovelo, lá em cima. E sempre bom lembrar que o fim da trilha é apenas a metade do caminho, precisa voltar tudo de novo. De qualquer forma, é tudo belíssimo, mais uma daquelas coisas que fotos não conseguem transmitir. Por causa da pandemia só pode entrar 75 pessoas por dia na trilha então a gente cruza com poucas pessoas durante o percurso e de forma muito breve. Início da trilha e o começo em meio a mata Parte da trilha no rio, em meio a pedras e realizando diversas travessias. Cachoeiras que paramos para banho - uma na ida e outra na volta O fim da trilha DIA 9 Eu resolvi meio em cima da hora que faríamos nesse dia 25 de Dezembro. Acabamos por chamar o Sérgio, o taxista, e pedimos para ele nos levar para Torres. Cobrou mais R$80,00. Era o que dava pra fazer já que não tinha ônibus no dia. Eu queria conhecer Torres principalmente por causa dos paredões, óbvio, mas a praia, que já não é lá tãããão bonita, tava meio cheia e acabou que não deu muita graça. Demos uma volta rápida ali pelo Parque da Guarita para tirar algumas fotos e voltamos para o nosso AirBNB local. Vistas do Parque da Guarita Oh No Oh No DIA 10 Pegamos um ônibus da rodoviária de Torres até Itapema, cerca de 6 horas de viagem. Da rodoviária de Itapema solicitei um 99 para nos levar a Bombinhas, nosso próximo destino. Eu nem sei porque escolhi a região de Bombinhas, ouvia muito falar mas pequisei bem pouco sobre o local. Decobri que existe apenas uma estrada de entrada na peninsula e esta vive com muito trânsito. O meu trajeto de Itapema até lá deu 42 reais mais o pedágio de 29. A nossa hospedagem em Bombinhas foi em um hostel e foi a primeira que reservei nesta viagem porque na época (em meados de Setembro quando estava pesquisando) boa parte das opções já estavam esgotadas e este hostel era a opção de melhor custo benefício com cancelamento gratuito. Obviamente, um hostel não é o melhor lugar para manter distância de outras pessoas mas no geral não foi ruim. Nosso quarto era privativo e todas as vezes que precisei usar o banheiro para tomar banho, estava vazio. O maior 'problema' era mais no uso da cozinha. Como chegamos já era fim de tarde lá só deu tempo de dar uma rápida andada na praia de Bombas. A região estava bem cheia e foi o lugar de mais risco que estivemos. Como não gostamos de ficar na areia, o que dava pra fazer pra minimizar os riscos é correr direto pro mar evitar ficar na areia com as pessoas. Primeira volta pela praia de Bombas DIA 11 CHOVEU O DIA INTEIRINHO. O TEMPO TODO. Foi um sinal de que jamais deveria ter ido pra praia. A gente só conseguiu sair do hostel já era umas 17h pra um rápido banho de mar na praia de Bombinhas mas no geral foi um dia perdido. Banho de mar em Bombinhas depois da chuva torrencial DIA 12 Embora tivesse chovido de madrugada, fomos presenteados com um pouco de sol pela manhã PORÉM... foi um dia decepcionante. Por causa da chuva, o mar ficou cinza/ verde escuro. Aquela água azul das fotos que a gente vê não tava rolando. Eu tinha levado meu snorkel para poder fazer uns mergulhos mas a visibilidade era zero. Aliás, abaixo de zero. Nesse dia, fomos andando até a famosa praia da Sepultura que estava APINHADA DE GENTE. Passei muito rápido pelas pessoas apenas pra tentar fazer o snorkel mas sem sucesso. Pulamos pra praia da lagoinha que ai dava pra ver alguns peixinhos mas do lado de fora da água porque mergulhando você trombava com as pedras. No fim, frustrados, voltamos pra praia de Bombinhas e ficamos por lá já que era o lugar mais vazio pra curtir o mar em si. Marzão cinza/ verde escuro 'que raios eu vim fazer aqui' DIA 13 Esse dia eu tinha conseguido uma carona pra Itajaí pelo BlaBlaCar mas o cara ia sair as 23h, então eu meio que tinha arrumado coisas pra fazer mesmo após o check out já que iríamos embora bem tarde. Visto que já tinha desistido de mar por causa das chuvas, fomos fazer a trilha do Morro do Macaco. Chamei um Uber pra nos levar até lá. Em Bombinhas, Uber é uma raridade, é sempre um risco contar com eles, nessa hora eu dei sorte. Fazia sol e muito calor este dia. A vista lá de cima é bem bonita mas não rolou de tirar foto na 'pedra principal' porque tava rolando uma fila pra ir ali. Buscamos locais alternativos para fotos e ficou bacana. Lá de cima notamos que as praia 'de fora', pro mar aberto, estavam com a água mais limpa, especialmente a praia da Conceição. Eu nem estava com roupa de banho por baixo mas resolvi que ia curtir aquela praia. Comprei o biquini mais barato da loja mais próxima só pra ia na praia da Conceição que esta sim estava com a água clara. Pena que não estava com snorkel, mas de qualquer forma, ali não parece muito adequado para a prática. Curtimos a praia ali por algum tempo e depois resolvemos ir embora caminhando até o hostel (cerca de 8km) mas como só iríamos embora as 23h tava tranquila de horário. SÓ QUE AI.... O cara do BlaBlaCar me manda uma mensagem 18h falando que não ia mais fazer o trajeto. Fiquei desolada, o cara me avisa em cima da hora que não vai poder fazer. Entrei em pânico, ia tomar um banho quando chegasse no hostel mas nem isso fiz. Cheguei a conclusão que teria que ir de Uber. A corrida ficou uma fortuna, mais especificamente R$125,00... e levou 1h30 por causa do trânsito mas no fim, deu certo. Chegamos em Itajaí até mais cedo do que esperávamos, era umas 20h30. Vista do Morro do Macaco - a esquerda o mar de dentro 'sujo' e a direita o mar aberto mais limpo (Praia do Mariscal) Quando a gente mirou na Praia da Conceição de cima do morro e viu que tava 'um filé' como me disseram kkkkkkkkk Curtindo a Praia da Conceição com o biquini comprado 30 minutos antes Chegando em Itajaí depois de ter levado o cano da carona do BlaBlaCar toda detonada DIA 14 Fomos para o parque do Beto Carrero. Aqui em São Paulo, desde que o Playcenter faliu e o Hopi Hari nunca mais foi o mesmo após o acidente na Torre, o Beto Carrero se tornou o parque de diversões mais próximo de mim. Comprei o ingresso um dia antes pelo site, R$280,00 o casal. Fomos pra lá de Uber também, a partir do centro de Itajaí. Demos MUITA SORTE de não pegar o parque muito cheio, conseguimos andar em todos os principais brinquedos e a maior fila que pegamos não gastou mais que 30 minutos. Confesso que me senti uma adolescente e chorei quando andei na primeira montanha russa depois de sei lá quantos anos. Gostei muito do parque, tem muitos atrativos e eles estão cuidando bastante da limpeza agora em pandemia. Eu me diverti demais e indico fortemente a todos (já quero voltar, inclusive). Para voltar pra Itajaí, tava dificil conseguir Uber ou 99... A BR tava com bastante trânsito e os motoristas não quiseram aceitar a corrida. Como alternativa, pedi uma corrida até a Balsa de Navegantes e ai conseguimos transporte. Custou 32 reais essa corrida e atravessamos a Balsa como pedestres. Depois, andamos mais cerca de 2km até o nosso AirBNB, encerrando o dia. Bem feliz num parque de diversões depois de sei lá quantos anos Travessia da balsa Navegantes X Itajaí DIA 15 Nosso voo saiu de Navegantes as 11h05 - fomos para lá de Uber também, encerrando o mochilão. CONCLUSÃO Achei que valeu muito a pena. Apesar de os dois dias em Bombinhas terem sido frustrantes, todo o resto da viagem foi muito bem aproveitado mesmo sem carro. Os cânions são absolutamente incríveis e demos a sorte de conseguir tempo aberto em todos os dias que estivemos por lá. Além disso, foi uma viagem completa - cidade, serra, praia, de um calor de 30 graus pra um frio de 10 graus - tudo numa mochila. Apesar de ter sido um ano lixo pra maioria de nós, me sinto muito privilegiada de ter tido essa oportunidade. Agora é torcer para dias melhores a frente e podermos viajar sem mais preocupações.
  7. Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL???!!! Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas para um nortista acostumado com quentura.... Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a ex, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen imagina pegando 1 grau em gramado!!! Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70 (AGO/19), e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm. O plano era conhecer algumas cidades do estado e fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo ) Le parque farroupilha no seu esplendor verde Aquela foto bem maneira e clássica no centrão Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava bem agradável (sol + frio), arriscamos ir também a pé, super de boa. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa. Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, tem um letreiro bem bonito no parcão. Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, dos quais falam muito bem. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que tal título é exagero. A tão comentada Gonçalo de Carvalho O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍 Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito). GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. "Não tem farinha" Pois é, tipo isso Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha companhia simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro. O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas como vc não pode passar por POA sem conhecer, ne... Casa de cultura Mário Quintana War.......War never changes O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus. A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício. Dia 09-10: De POA para Torres. Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão sulista chega no seu clímax no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes o que é mais a minha cara. Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. E cá estamos em Torres, que beleza! Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também. Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse: Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje.... A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um bom clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade é interessante, mesmo fora da temporada. Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres. O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽 Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores Um pouco da vida local Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. Ah, uma dica: torres é a capital do balonismo no Brasil, e no primeiro semestre (se não me engano lá para maio) acontece um encontro de balonistas que enfeita o céu. Se puder visitar, visite. Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora? De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......para um coroa beirando os 30, era o paraíso. Acredite, isso vai bem longe... Esse simpático artista é figura conhecida no Brique. Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, tudo a um preço mega justo. Sério, não deixe de visitar. O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica. Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais..... ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️ Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias . Como era um risco ao qual não queria submeter a ex, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, houve um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado. A passagem ainda seria válida por 1 ano, conforme lei, mas para quem não voltaria ao estado sabe lá por quanto tempo, era o mesmo que nada. Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou? Era o sentimento naquela segunda A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá? Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍 A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!! Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Pelo cansaço e pelo horário, acabamos não indo. Dia 15: La Cittá pela terra da Uva No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer? Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva. O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver. "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!" Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra, o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode e foi feito em um dia inteiro. Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa Exposição da imigração italiana no museu municipal Catedral de São Pelegrino Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra sentir aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas. Legendas são dispensáveis Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação. A tarde foi usada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear. Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem. Gramado e seu clima para romances O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto. os gigantes na estrada em obras A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas? O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue (/fɔ̃'dy/ e se fala fún-di, e dá para fazer piadas sujas com essa palavra sim ). O fondue, assim como o café colonial, a cuca de forno a lenha, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Um "marketeiro" me enrolou num papo me convencendo a jantar num restaurante de custo meio elevado no centro, com histórias sobre "o melhor fondue de gramado" e "prêmios garfos de ouro", e acabei indo pagar pra ver. Éramos dois pobres fudidos visitantes sentados ao lado de uma família de empresários e modelos, querendo enfiar a cara no chão pq éramos os únicos no recinto que não queriam vinho para acompanhar a sequência. Mas a comida era boa (e vou comparar com o q, se nunca comi esse troço?). Quase infarto com a conta (na verdade só me atentei ao valor se fosse pago no cartão), mas essa é uma outra história...valeu a pena? Valeu, com certeza Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento. Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra. Aquele clima padrão europeu, adoro! A companhia queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de (tentar) conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes. Que visão é essa cara! Pela parte da tarde, convenci minha parceira a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos visitar um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões. Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante. Os último dois dias em Gramado foram dedicados às atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei. O Lago negro nos dias ensolarados E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem O parque do Caracol se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Lá existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê! Agora as infos básicas: Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um. Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em algumas cidades do estado tem aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento. Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios. Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso. O maior gasto por atração a meu ver foi na PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor baixo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante. Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer, e mesmo 1 mês inteiro não daria nem para 1/3 do que existe lá. Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado. Ah sim, em setembro costuma haver o festival farroupilha de POA, e como disse antes, tem o festival de balonismo de Torres. Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, que penso que nem vale a pena comprar uma roupa provavelmente cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade. Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região!
  8. Sempre acompanho os relatos aqui na Página, imaginando um dia poder fazer alguma dessas viagens e trilhas. Não encontrei nada menos justo do que contribuir compartilhando o relato de uma trilha que fiz com minha namorada e um casal de amigos. A principio iriamos com um grupo para a Ferrovia do Trigo, porém ficamos sabendo que o local foi fechado para visitações (acho que na verdade sempre foi, porém agora possui fiscalização). Ficamos bem tristes, estávamos bem empolgados, mas fazer o que?! Então eu e meu amigo Adriano decidimos procurar algum lugar próximo a nossa cidade (Três Coroas - RS) para podermos ir, meio que de última hora. Lembramos do Parque das 8 Cachoeiras (São Chico) e do Canion Fortaleza (Cambara do Sul). Decidimos em ir para São Chico, a cidade fica a uns 40 km de nossa cidade e a uns 120 km de Porto Alegre. Partimos Eu, Grasi, Adriano e Aline no sábado dia 24/06/2017 as 8 h 30 min da Casa da Grasi que já fica no caminho para a estrada que liga Três Coroas a RS 020 que vai a São Chico. Apesar de boa parte da estrada ser de chão batido, ela é bem tranquila. Por ali passamos pela entrada do Centro Budista de Três Coroas. Para quem quiser visita-lo, vale muito a pena!!! Lugar super bonito, diferente, místico... parece que você não está no Brasil, pra quem quiser conhece-lo basta ir até Três Coroas, o legal é que você pode aproveitar outros pontos turísticos na cidade como: campings, rafting, tirolesa...tem bastante coisa, a cidade é pouco conhecida, mas dá uma pesquisada (fica ao lado de Gramado, famosa cidade da serra e Igrejinha, cidade da Oktoberfest). Depois de sair desta estrada, chegamos a RS 020, estava pouco movimentada, mas é bom ir devagar, pois possui muitas curvas! Demoramos uns 40 minutos pela RS 020 e logo chegamos a São Chico, passamos pelo Lago São Bernardo, cartão postal da cidade e logo pegamos uma estradinha que nos levou ao Parque das 8 Cachoeiras. É bem perto do lago, tipo uns 3 a 4 km. A entrada do Parque custou 20 reais por cabeça , o parque tem estrutura para camping, tem algumas cabanas pra alugar, também tem um restaurante com buffet livre (R$ 20,00) fica aberto até as 15 horas. Como só passamos o dia, levamos bastante lanche e água. No estacionamento ficamos amigos da cadelinha do parque, segundo consta na coleira, seu nome era "Marcha". Foi bem amigável conosco e nos seguiu até uma parte do trajeto, nos serviu como uma especie de guia. Tem foto dela no final do post, alias todas as fotos estão no final. Logo partimos para nossa primeira trilha, as mais longas e difíceis do parque, Descemos por uma escadaria toda encoberta por folhas secas de pinho ilhote que cercavam a descida. O local é todo estruturado com placas, na entrada eles te dão um mini mapa. Pegamos a trilha para as Cachoeiras Pilões (30 metros de altura, dificuldade 4) e Ravina (35 metros de altura, dificuldade 5). Logo de cara tínhamos que descer uma escada bem íngreme feita de ferro (25 metros de altura ), o local é bem úmido, então a atenção deve ser redobada! Descemos mais alguns barrancos, que pra nós foram as partes com maiores dificuldades da trilha (e de todo o parque), por ser escorregadio e ficar bem num barranco mesmo. Logo chegamos a cachoeira Pilões, que na minha opinião é a mais fraquinha, o que valeu mais foi o desafio da descida. Por ali no mesmo caminho se vai na Ravina, porém por ter que cruzar por dentro d'água, ser inverno e, ficarmos o resto do dia com os calçados molhados, decidimos não ir (queremos voltar no verão rsrs), até você pode ir pulando pelas pedras, mas achei meio arriscado, por conta de serem escorregadias. Eu fui até um pedaço pra ver o terreno, mas foi bem complicado, então voltei. Voltamos pela trilha, subimos a escada e logo chegamos a parte que leva para as cachoeiras mais longas do parque, Quatrilho (40 metros de altura, dificuldade 4) e Gêmeas Gigantes (98 metros de altura, dificuldade 5), ali deve se fazer somente se for bem cedo, tipo antes do meio dia. Partimos em direção as duas cachoeiras. A trilha é bem tranquila, tem bastante descida e subida, passamos por uma pinguela (ponte que balança) e com mais alguns minutos de trilha chegamos a uma bifurcação. Para a esquerda Gêmeas (trajeto bem longo) e na placa diz que passa 22 vezes por dentro d'água , não pensamos duas vezes e pegamos a direita e fomos para a Cachoeira do Quatrilho. Na minha opinião, a mais bela das Cachoeiras do parque. Ali comemos nossos sanduíches, tomamos água e tiramos algumas fotos. Depois do descanso, voltamos o trajeto e fomos para nosso ponto de partida (no estacionamento). Após descansarmos mais um pouco, fomos para as Cachoeiras mais próximas ao Parque, Remanso (75 metros de altura, dificuldade 1) e Escondida (40 metros de altura, dificuldade 2). A trilha que vai até a Cachoeira do Remanso é a mais fácil de todo o parque, é quase uma rua. A cachoeira é bem bonita, porém no dia que fomos, o local estava um pouco sujo, não sei se era por causa da chuva de alguns dias atrás. O legal dessa cachoeira é que você fica bem de frente ela e, tens uns paredões em volta. Fica praticamente dentro do negocio todo rsrs. A Cachoeira Escondida é bem fraquinha comparada as outras, vale mais a pena pela trilha, que é em meio a pedras, cruza pontezinhas, até achei que ela é mais difícil de chegar do que a próxima cachoeira que fomos (Neblina), não sei o critério de avaliação do nível dificuldade, mas tudo bem . Nessa trilha foi a primeira vez que vimos outras pessoas (turistas) no parque, acho que por ser mais perto . Após voltarmos dessas duas Cachoeiras, fomos em direção as últimas do nosso trajeto. Voltamos ao estacionamento e seguimos para a parte de cima do parque onde se encontram a Cachoeira da Neblina (45 metros de altura, dificuldade 3) e a da Ronda (100 metros de altura, dificuldade 3, no site diz 3, mas no parque diz 4 hehe). Optamos por fazer só a da Neblina, pois já estávamos exaustos e a da Ronda segundo a placa era de dificuldade 4, em uma escala até 5. A trilha é bem tranquila, não sei se é porque eu me encantei com a Cachoeira do Quatrilho, que achei essa bem fraca e não tão bonita...rsrs Chego ao fim meu relato, segue algumas dicas importantes: Leve tênis e meia reserva; Vá no verão se quiser aproveitar e se refrescar, pois a do Quatrilho tem uma piscina natural bem legal; Vá cedo e comece pelas mais difíceis. Você já pode fazer um roteiro antecipado visitando o site do parque. Até a próxima!
  9. Olá, sou novo aqui no fórum e vi um artigo interessante de uma travessia, porém fiquei na dúvida se essa travessia precisava de alguma autorização ou guia, então espero que alguém já mais experiente ou conheça essa travessia puderes me ajudar, artigo que eu olhei link.
  10. Neste carnaval decidimos fazer a Trilha do Pontal de Tapes. Como as paisagens são muito repetitivas (areia e pinus) e a distância a percorrer muito grande (70 km ida e volta) e circular, optamos por não fazer a trilha a pé: atravessamos de barco até o lugar conhecido por Ponta do Pinhal, estabelecemos um acampamento base e programamos fazer uma caminhada de dez quilômetros até o extremo do Pontal, e outra mais curta, de cinco a oito quilômetros para explorar o caminho oposto. Levamos bastante equipamento, já que iríamos de barco, e partimos no sábado, dia 10/01/18, marcando com o barqueiro Roger de nos apanhar na terça-feira, dia 13/02, as 16 horas. O lugar é ótimo para acampar, dá para pescar, tem duas praias diferentes com areia limpa, uma em cada lado do Pontal. A Lagoa dos Patos é enorme, na Praia de Fora nem se enxerga o outro lado, e o trajeto de barco até nosso destino, no lado de dentro do Saco de Tapes, que é bem menor, durou mais de uma hora. A Lagoa tem ondas que nem o mar, e o que atrapalha é o vento, que pode ser muito forte, recomendo montar o acampamento abrigado, longe das praias. No domingo, mal começamos a caminhada até o extremo do Pontal e um vento muito forte nos deixou preocupados, voltamos para o acampamento para assegurar a integridade das barracas e lonas, começou a chover muito forte e decidimos não fazer a caminhada neste dia. Fomos dormir e lá pelas 4:30 da manhã de segunda, novamente um vento muito forte me assustou, acordei para ver se estava tudo bem e descobri que havíamos sido furtados durante a noite. Pelas pegadas deixadas na areia deu para ver que eram dois homens, descalços, que levaram duas caixas térmicas onde estava praticamente toda nossa comida, além do kit de primeiros socorros, uma garrafa térmica, uma carga de gás e uma panela. O susto foi grande, porque ficamos com pouco mais de dez barras de cereal e um chocolate para dividir entre sete pessoas durante dois dias, não era possível voltar caminhando por causa da quantidade de equipamento e do meu neto de nove anos, que não conseguiria fazer os 25 quilômetros de retorno. Além disso, o sinal de celular não era confiável para pedir socorro, e fiquei com medo de não poder retornar para a cidade. Felizmente lá pelas nove horas conseguimos contatar o Roger, pedindo para nos buscar de barco ainda de manhã. A primeira mensagem dele era que não conseguiria chegar na praia por causa do vento, imaginei que ele teria que esperar passar o vento para atravessar a lagoa, e que o vento poderia durar vários dias. Até que finalmente chegou outra mensagem, onde ele esclareceu que ficaria em um ponto distante da praia, onde teríamos que levar todo o equipamento. Mais ou menos meio-dia ele chegou, conseguimos embarcar e fomos direto para um restaurante matar a fome antes de retornar para nossa cidade, com muita frustração. Esta situação é surreal, jamais imaginamos que seríamos furtados naquele local. Chegamos a caminhar alguns quilômetros para cada lado e não encontramos viva alma, nos sentimos sozinhos no meio do deserto. Segundo relatos apenas o seu Wili e sua esposa Noeli moram ou moravam uns seis a oito quilômetros ao norte de onde estávamos acampados. Imaginamos que os ladrões deviam ser andarilhos que estabeleceram morada ou estavam de passagem no Pontal, que é um beco sem saida, não leva a lugar nenhum. Tentamos seguir os rastros (com facão na mão, prontos para o que desse e viesse), encontramos em certo momento, junto às pegadas, um pacote de suco que certamente era nosso, mas perdemos os rastros quando a maré apagou, acho que foi melhor assim. Fica o alerta para não se sentirem tão seguros quando forem ao Pontal, e tomarem cuidado com suas coisas.
  11. Meu marido e eu fomos para Gramado e Canela, no Estado do Rio Grande do Sul, na primeira quinzena de agosto de 2019, ficamos 9 dias no total (achei o suficiente, mas ficaria uns 15 dias para relaxar mais e repetir algumas coisas rotineiras da cidade, como por exemplo dar uma volta, sentar e apreciar o belíssimo Lago Negro). Muito Importante: Sempre terão pessoas oferecendo o serviço de transfer no aeroporto, paguei 120 reais ida + 120 reais volta (para nós dois). Foi bem confortável, melhor que o ônibus, o motorista parou no Pórtico para tirar foto, foi bem legal, dividimos o carro com umas mineiras super legais. Dia 1 (06 de ago 19 - terça): Chegamos por volta de 15h (fizemos tudo de UBER e 99) no Hotel Due Nobili (fica bem no centro de Gramado, dá para fazer tudo a pé - MEGA recomendo, principalmente para casais, não sei se acomoda bem famílias grandes). Fomos ao Lago Negro no fim da tarde, de UBER, curtimos o friozinho, demos uma volta tiramos fotos e curtimos o local no clima "o amor está no ar". A noite comemos carré de cordeiro no restaurante Boreal Rasen Gastropub https://pt-br.facebook.com/borealrasen/ a comida é espetacular, os drinks nem se fala, pedi o garçom para inventar um sem álcool com chá mate e frutas, ele desenvolveu um líquido que era uma explosão de sabor. Paguei o prato principal com uma promoção que adquiri no LAÇADOR DE OFERTAS (só indico esse site de ofertas, os outros não cobrem realmente o preço) Caso contrário minha conta teria dado facilmente uns 300 reais. Dia 2 (07 de ago 19 quarta): Pegamos o 99 e fomos para o Parque da Serra (bondinhos aéreos), foi bem legal, lá tem uma vista muito bonita e é tudo muito limpo, romântico, vale a pena ir com a família também, crianças adoram. Acho que foi 90 reais para cada um entrar e andar de bondinho. Bem carinho. ATENÇÃO: lá não tem transporte para voltar, então é melhor combinar com alguém para te buscar depois. Graças a Deus o Michael, que estava levando uma família a passeio, nos levou ao próximo ponto. Ele tem uma agencia de turismo e uns preços bem legais, conhece bem a cidade. Ele fechou para nós a churrascaria Garfo e Bombacha (que estava lotada por que era dia dos pais) conseguiu lugares ótimos para vermos o Show e um descontinho camarada, nós levou e buscou TELEFONE DELE (54) 3282-4292 / 99957-8808 / 98108-8170. Recomendo ele como guia de gramado. Fomos logo em seguida ao Terra Magica Floribal, Acho que pagamos 70 reais cada um. Super recomendado para famílias. Eu amo dinossauros, então foi bem legal. Lá já tem mais UBER!!! Fomos para Canela, almoçamos em um Subway. Canela é bem parada durante o dia, mas demos uma volta, chegamos na catedral de pedra (muito mais bonita que de gramado) e tiramos umas fotos. Fomos ao restaurante Casa da Velha Bruxa, comemos o SORVETE DE FORNO, que é um verdadeiro paraíso na terra, não deixem de comer. Tiramos foto na locomotiva, conhecemos um pouco mais da história do lugar, pois as pessoas são muito receptivas e sentem muito orgulho de lá. No fim fizemos o excelente negócio de comprar biscoitos caseiros tipo cookies, por 7 reais, 1/2 kg, levei uns 4 pacotes, estavam na promoção, me arrependi de não ter trazido mais. (loja de biscoitos em frente a catedral de pedra, do outro lado na rua, tem um boneco de biscoito na frente). Na volta o UBER nos levou em uma loja da fábrica de Cerveja Gram Bier http://www.grambier.com.br/ , compramos alguns presente (kits de cervejas), essa fábrica é de gramado, muito boa. A noite fomos ao show do ELVIS no Hard Rock Café Gramado. Foi surpresa para meu marido, o mesmo amou. Comprei O Show pelo site Laçador de Ofertas (mas quem vende é a brocker turismo), paguei 100 reais por pessoa e cada um tem direito a entrada, prato principal, 1 drink, 1 cerveja ou refri, 1 sobremesa + SHOW do ELVIS (que fiquei sabendo ser o próprio dono do estabelecimento). SUUUUUPER valeu a pena!!!! É show mesmo, sem enrolação. Dia 3 (08 de ago 19 quinta) - Fizemos um passeio de Bike que durou todo o dia só deixamos as Bikes a noite. Locamos por 3 dias as Bikes da Loope https://www.voudeloop.com/ apesar de não usarmos os 3 dias, foi maravilhoso alugar e andar somente 1. em todo centro de gramado tem pontos para deixar as bikes. (PS peguei a com acelerador que ajuda nas subidas). Fomos em todos os pontos de gramado, fonte do amor, rua torta, praça das etnias, rua coberta, mirante, fabrica de chocolate da prawer. O céu é o limite, quase chegamos a canela de bike kkkkk. Super recomendo. Nesse dia almoçamos no restaurante da Lolo, comemos macarrão com molho de nata (garantia de barriga cheia e quero mais). Não lembro o que comemos a noite, acho que pizza no hotel. Dia 4 (09 de ago 19 Sexta) - Foi o dia do passeio de Maria Fumaça + Vinícola (PS NÃO FAÇA AOS DOMINGOS). (contratei pela Vento Sul Turismo - Paguei 250 reais para cada um, SUPER INDICO O PASSEIO, MAS NÃO INDICO ESSA EMPRESA, TIVEMOS MUUUUITOS PROBLEMAS COM ELA). Nos buscaram às 6h da manhã no hotel, fomos para Nova Petrópolis, fotos, compras etc... Não vale a pena comprinhas, cuidado. Depois passamos por Caxias do sul, e fomos direto para o Vale dos Vinhedos, Vinícola Casa Valduga, (pagamos mais 50 reais para cada - em troca do tour guiado + uma bela taça) o tour da vinícola vale super a pena, saimos bem tortos, tem degustação de vinhos brancos, tintos e espumante. Só não tem petisco, então cuidado para não ficar bebado. A vinícola é linda, chique, comprei alguns vinhos e espumantes na loja, vale a pena. Comprei também uns cosméticos de beleza da Vinotage (marca da vinícola) super recomendo. O sabonete de vinho é tudo. Depois almoçamos em um restaurante no alto de uma colina (ele é todo de vidro, tem uma vista de todo vale) no Vale dos Vinhedos (já incluso no preço do passeio) MARAVILHOSO, comida nota 10. Fomos logo após para a Epopeia Italiana, não gostei, achei chato. Mas muita gente curte. Depois o tão esperado passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves. Que delícia de passeio, música ao vivo, degustações de suco, vinho, etc... Vinícola Garibaldi. Nos deixaram no hotel por volta de 19h. Dia 5 (10 de ago 19 Sabado) - Dormimos até tarde, só saímos para dar uma voltinha no centro de Gramado a pé por volta das 16h. Andamos, tomamos chocolate quente na Caracol, compramos chocolate etc. A noite (PS chege cedo, umas 18h) fomos a PIZZARIA CARA DE MAU - NAVIO PIRATA, CARA (RODÍZIO 120 REAIS POR PESSOA) MAS VALE CADA CENTAVO, O LOCAL É ANIMADO, A EXPERIÊNCIA É ÚNICA, PIZZAS MUITO BOAS. Voltamos para o hotel passando mal de tanto comer kkkkkkk Dia 6 (11 de ago Domingo dia dos pais) - Saímos do hotel umas 11:45h e fomos para a churrascaria Garfo e Bombacha, conhecemos a família que gere o lugar, um local extremamente agradável, FARTO, receptivo, para família e amigos baterem aquele bom papo. O Show Gaúcho é maravilhoso, VALE CADA CENTAVO. ( Tem um menino que participa do show, se chama Enzo, ele é um encanto). Depois demos mais voltinhas no centro de gramado (passeio romântico) e já lá pelas tantas, encontramos um bar com música ao vivo, no qual seguramos o artista por mais uma hora depois do seu horário de ir embora kkkk, a cerveja era Gram Bier, meu marido aproveitou. Dia 7 (12 de ago 19 Segunda) - Dormimos até tarde, chovia, então resolvemos só sair na parte da tarde. Fomos ao restaurante no Hotel Ritta Hoppner, compramos no Laçador de ofertas a Experiência Alemã (120 reais para nós dois), entrada, prato principal, degustação de varias comidas alemãs, sobremesa. Cerveja alemã paguei a parte. O CHEFE ESTÁ DE PARABÉNS, IMPECÁVEL OS PRATOS. RESTAURANTE MUITO CHIQUE, ESTILO TITANIC KKKK Como não parou de chover, fomos aos museus do carro antigo (hollywood dream cars) e da Harley Motor Show, Super Carros e Museu de Cera (NÃO VÁ AO MUSEU DE CERA, É MUITO RUIM) valeu a pena para um dia de chuva, caso não estivesse chovendo, preferiria fazer passeio ao ar livre. A noite fomos a uma hamburgueria chamada The Black Beef, uma delícia de hamburgue, a batatinha com molho de queijo é 10. Dia 8 (13 de ago 19 terça) - Fomos a outro passeio pela Vento Sul Turismo (Mais uma vez, passeio maravilhoso, mas a empresa sempre gera problemas, que são resolvidos de ultima hora). Nos encontramos na Praça das Etnias às 8:30h para ir as fazendas (área rural) da região. TOUR LINHA ÁVILA (170 POE PESSOA). Tomamos café da manhã em um sítiozinho lindo, com vários tipos de plantações, milho, morango, tangerina etc... lugar simples, bem roça mesmo. Tem pinhão no fogo a lenha, café, geleias do sítio etc Depois fomos para outro sítio, esse com plantação de uvas, que lugar lindo, um lago, tudo bem caseiro e artesanal. Lá eles fabricam o próprio vinho e suco de uva, tem plantação de morango, fabricação de queijo, salame, geléias etc. TOMAMOS UM BAITA CAFÉ DA MANHÃ (TUDO INCLUÍDO NO PREÇO DO PASSEIO). Depois fomos a uma fazenda com uma cachoeira linda, muros de pedras super antigos e descampados a perde de vista. Local que transmite PAZ. Por ultimo fomos a uma Fazenda de grande porte, lá almoçamos um delicioso churrasco fogo de chão, com costelão na vala e tudo mais. Lá tem passeio a cavalo. (ALMOÇO INCLUSO NO PREÇO DO PASSEIO, MENOS BEBIDA). Muita sanfona e lareira a lenha para esquentar e espantar o frio. ESSE DIA PELA MADRUGADA FEZ -2. FIQUEI FEDENDO A FUMAÇA, MAS VALEU MUITO A PENA. PASSEIO BEM RAIZ, MUITO GOSTOSO. VOLTAMOS CANTANDO NO ÔNIBUS COM O SANFONEIRO. A noite fomos a uma choperia artesanal no centro de gramado, em frente ao hotel lageto stilo. TABERNA MF - Eles realmente entendem o que estão fazendo. São mais de 100 torneira, com chop gelado de todas as escolas possíveis e com sabores que ressaltam a cada gole. Uma experiência única, creio que igual a essa no Brasil não exista kkkkk (TEM MÚSICA AO VIVO, LAREIRA E COMIDA BOA) NÃO DEIXE DE IR!!!!!!! Dia 9 (14 de ago 19) - Acordamos cedo para aproveitar bem o café maravilhoso do hotel, arrumamos as malas e fomos dar o último passeio pelo centro, comprei cuca em um mercadinho próximo ao hotel, compramos chocolates. Comemos trúdel, delícia. No fim voltamos a hamburgueria que amamos e comemos mais uma vez antes de ir embora. Saímos 14:20h. __________________________ Deixamos de Fazer muitas coisas como: Parque da Ferradura, Cânions do Itambézinho, Vinícola Ravanello e Casa se Ganfredo (em gramado), Castelinho do Caracol, Bar Boteco do Bill e Cervejaria do Farol (canela). -------------------------------------------- Fiz uma viagem para casal, passeio romântico, de fato foi. Caso vá em família, tem outras coisas para aproveitar. __________________________ Chocolates e sorvetes, para quem é do Rio de Janeiro, não vai se impressionar. O CHOCOLATE QUENTE VALE! _________________________ Na volta cada um de nós trouxemos 4 garrafas de vinhos e espumantes, só que descobrimos no aeroporto que não pode passar produtos sem rótulo, então o vinho e suco de uva artesanal que compramos no sítio, tivemos que colocar na mala, bem como os salames kkkkkkk o restante foi tudo a bordo. ________________________ Restaurantes extras (DICAS): Pizza: Il Piacere, Ristore Florence, Cantina Pastaciutta, Magnólia. PF: à la minuta, café da banca, simple. Rua São Pedro: Ita Brasil, vale quanto pesa, serra grill. Buffet: Alecrim Santo, Cantina Galeto Nona Tena. Café colonial: Bela vista (não vá ao Hamm - tradicional) Fondue: Le Swiss, St Gallen. Doces: Royal Trudel Rua Coberta: Rasen Platz _________________________ Se precisar comprar alguma roupa na emergência: Mais barato nas lojas Paludo. ________________________ Lá tem Mc Donalds - se seu dinheiro acabar. ________________________ Sempre observe a programação dos bares e restaurantes, na Serra Gaúcha, caso você vá de carro, tem várias cidades com programações locais, vale pesquisar. _______________________ SE VOCÊ QUER ROMANTISMO NÃO VÁ NO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES, OU NATAL LUZ. TODOS LÁ ME DISSERAM QUE A CIDADE FICA SUPER LOTADA, CHEGA A FICAR CHATO, POIS NÃO SE VIVE O LOCAL. _______________________ PEGUEI VÁRIAS DICAS NO CANAL DA FELIZA3. _______________________ PS A SERRA É BEM FÁCIL E TRANQUILA, DÁ PARA DIRIGIR NUMA BOA. _______________________ LISTA DO QUE FAZER EM GRAMADO: - LAGO NEGRO - PRAÇA DAS ETINIAS - SNOWLAND - HOLLYWOD DREM CARS - RUA TORTA - HARLEY MOTO SHOW - LAGO JOAQUINA RITA BIER - IGREJA SÃO PEDRO + FONTE DO AMOR - RUA COBERTA (A NOITE) - LE JARDIM - MUSEU MEDIEVAL _______________________________ O QUE FAZER EM CANELA: - PARQUE DO CARACOL - PARQUE DA FERRADURA - ALPEN PARK - IGREJA DE PEDRA - CASTELINHO CARACOL - TERRA MAGICA FLORYBAL - MUSEU DO TREM (SÓ PAREI P TIRAR FOTO)
  12. Bom dia, estou planejando um mochilão sozinho para o Sul, e não pretendo gastar muito. Estou com a passagem de avião comprada para Porto Alegre (RS), e vou partir de Campinas (SP) dia 09/04. A ideia é subir passando pelas cidades de ônibus até chegar em Florianópolis (SC). Até o momento estou pesquisando o que fazer em Porto Alegre e depois em Gramado (RS). Mas depois de Gramado estou em dúvida de quais as melhores opções, até porque estarei a pé, e vi que tem muitos rolês legais, como Cambará do Sul (RS), que são melhores de carro _ e pegar carro não é uma opção. Quem puder me ajudar com dicas, seria muito grato =D
  13. Mirante com vista para o Vale do Rio das Antas e para a Cascata Bordin. Localizado no Travessão Alfredo Chaves em Flores da Cunha. Para passar o dia, acampar e praticar esportes de aventura, como rapel e passeios de quadriciclo. Local com quiosque. Horário da temporada primavera/verão: todos os dias das 7h às 20h, e aos sábados durante o verão o Mirante e o quiosque ficam abertos até às 23h. Restante do ano: de terça a domingo das 7h às 18h. Informações: (54) 98147-9534.
  14. Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais. Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem, na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande. Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com). Mais Fotos: Rota: Postado há 1 hour ago por Sant' Anna Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
  15. Vinte e quatro anos depois, retorno a Lavras do Sul/RS, "A Terra do Ouro". Minha primeira incursão por essas paragens foi quando tinha 15 anos de idade, a convite de um colega de aula natural de Lavras. Lembro pouca coisa: de demorar umas infindáveis 5 horas a viagem de ônibus desde Santa Maria; que era um inverno bastante frio, e fui apresentado ao vento minuano, e senti na pele, o sentido literal do proverbio gaúcho "frio de renguiá cusco". Um dos maiores frios que já passei, parecendo cortar a alma do vivente; lembro também de ter visitado um barzinho chamado Telúrica, comido umas boas batatas fritas. Fora isso Lavras volta e meia retomava meu imaginário, pelas lendas que meu pai contava, do tal Barão do Serro Formoso, Francisco Pereira de Macedo, que segundo meu pai, era um ancestral ilustre da família, por parte da família Macedo de minha avó. Que segundo a história conta certa feita o tal Barão hospedou D. Pedro II, em Lavras do Sul, no início da Guerra do Paraguai. E Amante da música teria recepcionando o imperador com uma banda composta por escravos, tocando o Hino Nacional. Consta que em 1884 teria alforriado todos seus escravos, se antecipando à Lei Áurea o que influenciou os fazendeiros da região a fazerem o mesmo. Figura interessante esse Francisco, mas nunca consegui comprovar esse parentesco. Realmente Lavras é uma cidade cheia de histórias, sendo também o único município do Estado surgido e formado em torno da mineração de Ouro. O que fez com que Lavras recebesse a fama de “Terra do Ouro” (mas até onde sei, não tem mais ouro lá). Voltando a vaca fria... No final de semana do Carnaval de 2018, consegui revisitar Lavras. E o reencontro não poderia ser melhor, a cidade estava linda, toda enfeitada para o Carnaval, com as ruas decoradas, as casinhas estilo colonial primorosamente bem cuidadas, um encanto! Realmente não tinha essa recordação em mente, mas confesso que fiquei muito bem surpreendido. Em minha modesta opinião Lavras é um dos destinos arquitetônico/histórico mais interessantes, e bem conservados do Rio Grande. O centro é repleto dessas casinhas estilo colonial, a maioria muito bem conservada, formando um belo cenário, muito convidativo a um turismo fotográfico. E assim caminhamos pelas ruas de Lavras em clima de preparativos de Carnaval. Carnaval este que segundo meus amigos, lavrenses, é o melhor do estado. Enfim... Não foi dessa vez que tirei a prova. Mais umas fotos na bela igreja da Paróquia Santo Antônio. E não é que achei a Telúrica, e tive que sentar para comer um pastel, momento nostalgia total. Ainda demos uma passada na praia do paredão, que estava atupetada de gente, e não deu nem para descer do carro para tirar fotos. E ao cair da noite seguir a estrada. Mas lavras ainda tem outros atrativos como: Casa de Cultura; Praça das Bandeiras; Gruta Nossa Senhora de Lourdes; Santuário de Santo Antonio. Outras Fotos: Rota: Fonte: https://rotasetrips.blogspot.com.br/
  16. Feridão de Carnaval/2018, visitando parentes em Santa Maria da Boca do Monte/RS, e que destinos optar? Por minha mente corriam vários destinos inexploradas, como: Visitar a cidade das Pedras Preciosas (Ametista do Sul/RS), ou a Maior Queda D'Água longitudinal do Mundo (Derrubadas/RS), mas como o passeio não dependia exclusivamente de minha vontade, e esses destinos demandavam mais de 500 km de estrada, minhas opções ficaram restritas a região centro do estado. Então o jeito foi negociar com a patroa, e dei as seguintes opções a ela. 1) Poço Azul em Ivorá/RS; 2) Pedra do Segredo em Caçapava do Sul/RS; 3) Usina do Quebra Dente em Quevedos/RS ou 4) Balneário da Toca da Tigra em Santana da Boa Vista. E a escolhida foi... Pedra do Segredo - um conjunto de cerros formado por conglomerados e arenitos ferruginosos, com aproximadamente 100 metros de altura-. E "Sefomos"! Eu minha esposa, e minha cunhada, fazer trilha em Caçapava do Sul, a mais ou menos 1 hora de Santa Maria. Caçapava é realmente um destino esplendido no centro do Rio Grande, possuindo lugares incríveis como as Guaritas, Minas do Camaquã (destino já conhecido), e o Parque da Pedra do Segredo; além do patrimônio histórico, pelo fato de ter sido umas das capitais Farroupilhas. A viagem foi tranquila, e no centro da cidade paramos para umas fotos em frente a Casa VX, uma residência em estilo exótico, com colunas gregas; e em frente existe uma estatua bem divertida, conhecida como o Burrico do Nóca. Depois foi seguir para o interior sentido Lavras do Sul. Andamos uns 5 km pelo asfalto, depois há uma placa e mais alguns km por estrada de chão, razoável, existem placas até indicar 2 km para a Pedra, depois não mais. E óbvio nos perdemos um pouco, até pelo fato de ir acompanhando as formações rochosas do lado esquerdo da estrada, após andar uns 10 km e nada. Fui forçado a pedir informações, e me indicaram que teria que voltar, e chegar em uma casa do lado direito da estrada, com troncos de arvores caídos na frente. Foi o que fizemos, e chegamos na casa, onde fomos recepcionados por alguns escaladores. E atrás da casinha, as incríveis formações rochosas, que para muitos se assemelham ao rosto de dois gorilas, algo bem surreal. O local tem esse nome, pois reza a lenda que é na Pedra, que teria sido enterrado em segredo o líder indígena Sepé Tiarajú, ao lado do tesouro dos padres jesuítas. Lendas a parte. O parque é uma concessão pública, mas esta em vias de troca de administração, então não ha guias no momento. Mas fomos orientados a seguir as trilhas, que são auto-guiadas, e teríamos que ir costeando a rocha, por uns 2 km de subida, chegando ao topo da pedra, e depois descer pelo campo mais 5 km de caminhada. O início da trilha é tranquilo, indicado por placas, fomos subindo algumas escadarias feita na pedra outras na terra. Até chegar a primeira caverna: Caverna da Escuridão: A caverna é legal, e tem que usar lanterna para explora-la. Entramos um pouco, mas por falta de informação não fomos até o fim da caverna, que segundo o site turismocacapavadosul.com.br, possui um túnel com extensão de 60 metros que atravessa a pedra e chega a sua parte mais elevada. Assim, continuamos subindo pela trilha, até a 2ª caverna: O Salão das Estalactities: É bem maior que a primeira, possuindo um grande afloramento, e sendo um bom lugar para descanso, e fotos. Segue o baile, e continuamos subindo até a 3ª caverna, que e para mim é a mais legal de todas a: Percival Antunes: Que recebeu esse nome em homenagem a seu descobridor. Localizada a uns 35 metros de altura, proporcionando uma visão incrível da região. Ficamos por ali um tempo curtindo a paisagem. Depois tentamos subir seguindo a trilha e fazer a volta na pedra como indicado, mas não conseguimos, pois as trilhas estão um pouco sujas, e faltam placas a partir desse ponto, talvez pela falta de manutenção. Enfim... tivemos que voltar, e como o tempo estava para chuva, nos demos por satisfeitos. E essa foi nossa exploração da Pedra do Segredo, um excelente destino para quem gosta de fazer uma trilha, contato com a natureza, e conhecer pontos exóticos de nosso Rio Grande. Mais fotos: Rota: Blog:http://rotasetrips.blogspot.com.br
  17. Trekking realizado dias 21 e 22 de Abril de 2017, 10 amigos. Talvez um dos mais difíceis que fiz, em torno de 40km, no inicio subida de praticamente 1000m no final descida igual, com direito a se perder varias vezes na trilha,mesmo com gps é complicada. Deixo um video no YT com algumas fotos. Nao tem fotos do Josafaz pois ali acabou minha bateria.
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