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  1. Meu marido e eu fomos para Gramado e Canela, no Estado do Rio Grande do Sul, na primeira quinzena de agosto de 2019, ficamos 9 dias no total (achei o suficiente, mas ficaria uns 15 dias para relaxar mais e repetir algumas coisas rotineiras da cidade, como por exemplo dar uma volta, sentar e apreciar o belíssimo Lago Negro). Muito Importante: Sempre terão pessoas oferecendo o serviço de transfer no aeroporto, paguei 120 reais ida + 120 reais volta (para nós dois). Foi bem confortável, melhor que o ônibus, o motorista parou no Pórtico para tirar foto, foi bem legal, dividimos o carro com umas mineiras super legais. Dia 1 (06 de ago 19 - terça): Chegamos por volta de 15h (fizemos tudo de UBER e 99) no Hotel Due Nobili (fica bem no centro de Gramado, dá para fazer tudo a pé - MEGA recomendo, principalmente para casais, não sei se acomoda bem famílias grandes). Fomos ao Lago Negro no fim da tarde, de UBER, curtimos o friozinho, demos uma volta tiramos fotos e curtimos o local no clima "o amor está no ar". A noite comemos carré de cordeiro no restaurante Boreal Rasen Gastropub https://pt-br.facebook.com/borealrasen/ a comida é espetacular, os drinks nem se fala, pedi o garçom para inventar um sem álcool com chá mate e frutas, ele desenvolveu um líquido que era uma explosão de sabor. Paguei o prato principal com uma promoção que adquiri no LAÇADOR DE OFERTAS (só indico esse site de ofertas, os outros não cobrem realmente o preço) Caso contrário minha conta teria dado facilmente uns 300 reais. Dia 2 (07 de ago 19 quarta): Pegamos o 99 e fomos para o Parque da Serra (bondinhos aéreos), foi bem legal, lá tem uma vista muito bonita e é tudo muito limpo, romântico, vale a pena ir com a família também, crianças adoram. Acho que foi 90 reais para cada um entrar e andar de bondinho. Bem carinho. ATENÇÃO: lá não tem transporte para voltar, então é melhor combinar com alguém para te buscar depois. Graças a Deus o Michael, que estava levando uma família a passeio, nos levou ao próximo ponto. Ele tem uma agencia de turismo e uns preços bem legais, conhece bem a cidade. Ele fechou para nós a churrascaria Garfo e Bombacha (que estava lotada por que era dia dos pais) conseguiu lugares ótimos para vermos o Show e um descontinho camarada, nós levou e buscou TELEFONE DELE (54) 3282-4292 / 99957-8808 / 98108-8170. Recomendo ele como guia de gramado. Fomos logo em seguida ao Terra Magica Floribal, Acho que pagamos 70 reais cada um. Super recomendado para famílias. Eu amo dinossauros, então foi bem legal. Lá já tem mais UBER!!! Fomos para Canela, almoçamos em um Subway. Canela é bem parada durante o dia, mas demos uma volta, chegamos na catedral de pedra (muito mais bonita que de gramado) e tiramos umas fotos. Fomos ao restaurante Casa da Velha Bruxa, comemos o SORVETE DE FORNO, que é um verdadeiro paraíso na terra, não deixem de comer. Tiramos foto na locomotiva, conhecemos um pouco mais da história do lugar, pois as pessoas são muito receptivas e sentem muito orgulho de lá. No fim fizemos o excelente negócio de comprar biscoitos caseiros tipo cookies, por 7 reais, 1/2 kg, levei uns 4 pacotes, estavam na promoção, me arrependi de não ter trazido mais. (loja de biscoitos em frente a catedral de pedra, do outro lado na rua, tem um boneco de biscoito na frente). Na volta o UBER nos levou em uma loja da fábrica de Cerveja Gram Bier http://www.grambier.com.br/ , compramos alguns presente (kits de cervejas), essa fábrica é de gramado, muito boa. A noite fomos ao show do ELVIS no Hard Rock Café Gramado. Foi surpresa para meu marido, o mesmo amou. Comprei O Show pelo site Laçador de Ofertas (mas quem vende é a brocker turismo), paguei 100 reais por pessoa e cada um tem direito a entrada, prato principal, 1 drink, 1 cerveja ou refri, 1 sobremesa + SHOW do ELVIS (que fiquei sabendo ser o próprio dono do estabelecimento). SUUUUUPER valeu a pena!!!! É show mesmo, sem enrolação. Dia 3 (08 de ago 19 quinta) - Fizemos um passeio de Bike que durou todo o dia só deixamos as Bikes a noite. Locamos por 3 dias as Bikes da Loope https://www.voudeloop.com/ apesar de não usarmos os 3 dias, foi maravilhoso alugar e andar somente 1. em todo centro de gramado tem pontos para deixar as bikes. (PS peguei a com acelerador que ajuda nas subidas). Fomos em todos os pontos de gramado, fonte do amor, rua torta, praça das etnias, rua coberta, mirante, fabrica de chocolate da prawer. O céu é o limite, quase chegamos a canela de bike kkkkk. Super recomendo. Nesse dia almoçamos no restaurante da Lolo, comemos macarrão com molho de nata (garantia de barriga cheia e quero mais). Não lembro o que comemos a noite, acho que pizza no hotel. Dia 4 (09 de ago 19 Sexta) - Foi o dia do passeio de Maria Fumaça + Vinícola (PS NÃO FAÇA AOS DOMINGOS). (contratei pela Vento Sul Turismo - Paguei 250 reais para cada um, SUPER INDICO O PASSEIO, MAS NÃO INDICO ESSA EMPRESA, TIVEMOS MUUUUITOS PROBLEMAS COM ELA). Nos buscaram às 6h da manhã no hotel, fomos para Nova Petrópolis, fotos, compras etc... Não vale a pena comprinhas, cuidado. Depois passamos por Caxias do sul, e fomos direto para o Vale dos Vinhedos, Vinícola Casa Valduga, (pagamos mais 50 reais para cada - em troca do tour guiado + uma bela taça) o tour da vinícola vale super a pena, saimos bem tortos, tem degustação de vinhos brancos, tintos e espumante. Só não tem petisco, então cuidado para não ficar bebado. A vinícola é linda, chique, comprei alguns vinhos e espumantes na loja, vale a pena. Comprei também uns cosméticos de beleza da Vinotage (marca da vinícola) super recomendo. O sabonete de vinho é tudo. Depois almoçamos em um restaurante no alto de uma colina (ele é todo de vidro, tem uma vista de todo vale) no Vale dos Vinhedos (já incluso no preço do passeio) MARAVILHOSO, comida nota 10. Fomos logo após para a Epopeia Italiana, não gostei, achei chato. Mas muita gente curte. Depois o tão esperado passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves. Que delícia de passeio, música ao vivo, degustações de suco, vinho, etc... Vinícola Garibaldi. Nos deixaram no hotel por volta de 19h. Dia 5 (10 de ago 19 Sabado) - Dormimos até tarde, só saímos para dar uma voltinha no centro de Gramado a pé por volta das 16h. Andamos, tomamos chocolate quente na Caracol, compramos chocolate etc. A noite (PS chege cedo, umas 18h) fomos a PIZZARIA CARA DE MAU - NAVIO PIRATA, CARA (RODÍZIO 120 REAIS POR PESSOA) MAS VALE CADA CENTAVO, O LOCAL É ANIMADO, A EXPERIÊNCIA É ÚNICA, PIZZAS MUITO BOAS. Voltamos para o hotel passando mal de tanto comer kkkkkkk Dia 6 (11 de ago Domingo dia dos pais) - Saímos do hotel umas 11:45h e fomos para a churrascaria Garfo e Bombacha, conhecemos a família que gere o lugar, um local extremamente agradável, FARTO, receptivo, para família e amigos baterem aquele bom papo. O Show Gaúcho é maravilhoso, VALE CADA CENTAVO. ( Tem um menino que participa do show, se chama Enzo, ele é um encanto). Depois demos mais voltinhas no centro de gramado (passeio romântico) e já lá pelas tantas, encontramos um bar com música ao vivo, no qual seguramos o artista por mais uma hora depois do seu horário de ir embora kkkk, a cerveja era Gram Bier, meu marido aproveitou. Dia 7 (12 de ago 19 Segunda) - Dormimos até tarde, chovia, então resolvemos só sair na parte da tarde. Fomos ao restaurante no Hotel Ritta Hoppner, compramos no Laçador de ofertas a Experiência Alemã (120 reais para nós dois), entrada, prato principal, degustação de varias comidas alemãs, sobremesa. Cerveja alemã paguei a parte. O CHEFE ESTÁ DE PARABÉNS, IMPECÁVEL OS PRATOS. RESTAURANTE MUITO CHIQUE, ESTILO TITANIC KKKK Como não parou de chover, fomos aos museus do carro antigo (hollywood dream cars) e da Harley Motor Show, Super Carros e Museu de Cera (NÃO VÁ AO MUSEU DE CERA, É MUITO RUIM) valeu a pena para um dia de chuva, caso não estivesse chovendo, preferiria fazer passeio ao ar livre. A noite fomos a uma hamburgueria chamada The Black Beef, uma delícia de hamburgue, a batatinha com molho de queijo é 10. Dia 8 (13 de ago 19 terça) - Fomos a outro passeio pela Vento Sul Turismo (Mais uma vez, passeio maravilhoso, mas a empresa sempre gera problemas, que são resolvidos de ultima hora). Nos encontramos na Praça das Etnias às 8:30h para ir as fazendas (área rural) da região. TOUR LINHA ÁVILA (170 POE PESSOA). Tomamos café da manhã em um sítiozinho lindo, com vários tipos de plantações, milho, morango, tangerina etc... lugar simples, bem roça mesmo. Tem pinhão no fogo a lenha, café, geleias do sítio etc Depois fomos para outro sítio, esse com plantação de uvas, que lugar lindo, um lago, tudo bem caseiro e artesanal. Lá eles fabricam o próprio vinho e suco de uva, tem plantação de morango, fabricação de queijo, salame, geléias etc. TOMAMOS UM BAITA CAFÉ DA MANHÃ (TUDO INCLUÍDO NO PREÇO DO PASSEIO). Depois fomos a uma fazenda com uma cachoeira linda, muros de pedras super antigos e descampados a perde de vista. Local que transmite PAZ. Por ultimo fomos a uma Fazenda de grande porte, lá almoçamos um delicioso churrasco fogo de chão, com costelão na vala e tudo mais. Lá tem passeio a cavalo. (ALMOÇO INCLUSO NO PREÇO DO PASSEIO, MENOS BEBIDA). Muita sanfona e lareira a lenha para esquentar e espantar o frio. ESSE DIA PELA MADRUGADA FEZ -2. FIQUEI FEDENDO A FUMAÇA, MAS VALEU MUITO A PENA. PASSEIO BEM RAIZ, MUITO GOSTOSO. VOLTAMOS CANTANDO NO ÔNIBUS COM O SANFONEIRO. A noite fomos a uma choperia artesanal no centro de gramado, em frente ao hotel lageto stilo. TABERNA MF - Eles realmente entendem o que estão fazendo. São mais de 100 torneira, com chop gelado de todas as escolas possíveis e com sabores que ressaltam a cada gole. Uma experiência única, creio que igual a essa no Brasil não exista kkkkk (TEM MÚSICA AO VIVO, LAREIRA E COMIDA BOA) NÃO DEIXE DE IR!!!!!!! Dia 9 (14 de ago 19) - Acordamos cedo para aproveitar bem o café maravilhoso do hotel, arrumamos as malas e fomos dar o último passeio pelo centro, comprei cuca em um mercadinho próximo ao hotel, compramos chocolates. Comemos trúdel, delícia. No fim voltamos a hamburgueria que amamos e comemos mais uma vez antes de ir embora. Saímos 14:20h. __________________________ Deixamos de Fazer muitas coisas como: Parque da Ferradura, Cânions do Itambézinho, Vinícola Ravanello e Casa se Ganfredo (em gramado), Castelinho do Caracol, Bar Boteco do Bill e Cervejaria do Farol (canela). -------------------------------------------- Fiz uma viagem para casal, passeio romântico, de fato foi. Caso vá em família, tem outras coisas para aproveitar. __________________________ Chocolates e sorvetes, para quem é do Rio de Janeiro, não vai se impressionar. O CHOCOLATE QUENTE VALE! _________________________ Na volta cada um de nós trouxemos 4 garrafas de vinhos e espumantes, só que descobrimos no aeroporto que não pode passar produtos sem rótulo, então o vinho e suco de uva artesanal que compramos no sítio, tivemos que colocar na mala, bem como os salames kkkkkkk o restante foi tudo a bordo. ________________________ Restaurantes extras (DICAS): Pizza: Il Piacere, Ristore Florence, Cantina Pastaciutta, Magnólia. PF: à la minuta, café da banca, simple. Rua São Pedro: Ita Brasil, vale quanto pesa, serra grill. Buffet: Alecrim Santo, Cantina Galeto Nona Tena. Café colonial: Bela vista (não vá ao Hamm - tradicional) Fondue: Le Swiss, St Gallen. Doces: Royal Trudel Rua Coberta: Rasen Platz _________________________ Se precisar comprar alguma roupa na emergência: Mais barato nas lojas Paludo. ________________________ Lá tem Mc Donalds - se seu dinheiro acabar. ________________________ Sempre observe a programação dos bares e restaurantes, na Serra Gaúcha, caso você vá de carro, tem várias cidades com programações locais, vale pesquisar. _______________________ SE VOCÊ QUER ROMANTISMO NÃO VÁ NO PERÍODO DE FÉRIAS ESCOLARES, OU NATAL LUZ. TODOS LÁ ME DISSERAM QUE A CIDADE FICA SUPER LOTADA, CHEGA A FICAR CHATO, POIS NÃO SE VIVE O LOCAL. _______________________ PEGUEI VÁRIAS DICAS NO CANAL DA FELIZA3. _______________________ PS A SERRA É BEM FÁCIL E TRANQUILA, DÁ PARA DIRIGIR NUMA BOA. _______________________ LISTA DO QUE FAZER EM GRAMADO: - LAGO NEGRO - PRAÇA DAS ETINIAS - SNOWLAND - HOLLYWOD DREM CARS - RUA TORTA - HARLEY MOTO SHOW - LAGO JOAQUINA RITA BIER - IGREJA SÃO PEDRO + FONTE DO AMOR - RUA COBERTA (A NOITE) - LE JARDIM - MUSEU MEDIEVAL _______________________________ O QUE FAZER EM CANELA: - PARQUE DO CARACOL - PARQUE DA FERRADURA - ALPEN PARK - IGREJA DE PEDRA - CASTELINHO CARACOL - TERRA MAGICA FLORYBAL - MUSEU DO TREM (SÓ PAREI P TIRAR FOTO)
  2. Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista.... Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen imagina pegando 1 grau em gramado!!! Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm. O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo ) Le parque farroupilha no seu esplendor verde Aquela foto bem maneira e clássica no centrão Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa. Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão. Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero. A tão comentada Gonçalo de Carvalho O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍 Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito). GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro. O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita. Casa de cultura Mário Quintana War.......War never changes O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus. A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício. Dia 09-10: De POA para Torres. Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes o que é mais a minha cara. Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. E cá estamos em Torres, que beleza! Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também. Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse: Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje.... A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada. Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres. O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽 Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores Um pouco da vida local Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora? De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país. Acredite, isso vai bem longe... Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar. O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica. Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais..... ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️ Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado. Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou? Era o sentimento naquela segunda A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá? Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍 A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!! Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também. Dia 15: La Cittá pela terra da Uva No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer? Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva. O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver. "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!" Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa Exposição da imigração italiana no museu municipal Catedral de São Pelegrino Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas. Legendas são dispensáveis Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação. A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear. Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem. Gramado e seu clima para romances O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto. os gigantes na estrada em obras A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas? O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento. Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra. Aquele clima padrão europeu, adoro! A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes. Que visão é essa cara! Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões. Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante. Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei. O Lago negro nos dias ensolarados E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê! Agora as infos básicas: Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um. Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento. Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios. Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante. Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer. Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado. Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade. Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região!
  3. Bom dia, estou planejando um mochilão sozinho para o Sul, e não pretendo gastar muito. Estou com a passagem de avião comprada para Porto Alegre (RS), e vou partir de Campinas (SP) dia 09/04. A ideia é subir passando pelas cidades de ônibus até chegar em Florianópolis (SC). Até o momento estou pesquisando o que fazer em Porto Alegre e depois em Gramado (RS). Mas depois de Gramado estou em dúvida de quais as melhores opções, até porque estarei a pé, e vi que tem muitos rolês legais, como Cambará do Sul (RS), que são melhores de carro _ e pegar carro não é uma opção. Quem puder me ajudar com dicas, seria muito grato =D
  4. Mirante com vista para o Vale do Rio das Antas e para a Cascata Bordin. Localizado no Travessão Alfredo Chaves em Flores da Cunha. Para passar o dia, acampar e praticar esportes de aventura, como rapel e passeios de quadriciclo. Local com quiosque. Horário da temporada primavera/verão: todos os dias das 7h às 20h, e aos sábados durante o verão o Mirante e o quiosque ficam abertos até às 23h. Restante do ano: de terça a domingo das 7h às 18h. Informações: (54) 98147-9534.
  5. Passeio na Orla do Guaíba. Guaíba.RS.Jun.2018. Passando por Nova Milano Destino da vez Guaíba, Berço da Revolução Farroupilha. Saímos de Caxias, passadas 11 horas, difícil acordar cedo com esse frio que anda fazendo aqui no Sul. No caminho passamos pela cidade de Farroupilha, e demos uma paradinha rápida na localidade de Nova Milano, que fica bem a beira da estrada do lado direito, quem passa o Centro de Compras de Farroupilha. No local existe um monumento que chama a atenção do viajante, uma grande estatua de ferro, parecendo um pássaro estilizado ou algo assim. É onde fica oParque da Imigração Italiana, de Nova Milano, um parque bonito, com pracinha para as crianças, várias bandeiras, esse monumento e uma Gôndola Veneziana, presente do governo da Itália, em comemoração aos 100 anos da imigração, feitos em 1975. Ainda demos uma passada no centrinho da localidade, onde há uma bela igreja, e havia uma feirinha de produtores rurais. Seguindo o baile descemos a RS 122, rumo a GPA (Grande Porto Alegre). Umas 2 horas de viagem e chegamos em torno das 13 horas e 30 min. em Guaíba. E fomos direito a Orla, o lugar que surpreende pela organização e pela beleza. A vista do Lago Guaíba desse local é linda, a aguá reflete o céu azul, e o calçadão convida ao passeio. Demos uma caminhada admirando a bela paisagem, a vista do Catamarã partindo rumo a Porto Alegre é bem legal. No entorno existem diversos restaurantes para todos os gostos e bolsos, que servem de frutos do mar, a Ala Minutas. Escolhemos um para almoçar, já que já eram quase 2 horas da tarde. E voltamos a apreciar a linda vista, o lugar não da vontade de ir embora, ainda mais um belo dia de sol, numa tarde fria do inverno gaúcho. Um cenário perfeito para quem gosta tomar um chimas, ou tirar fotografias, e decidimos ficar por ali mesmo nos deleitando com a paisagem, na saída ainda passamos pela Escadaria: de onde se pode ter uma vista mais completa do Lago, mas a quantidade de degraus desanimou a subida. E assim conhecemos mais esse belo recanto do Rio Grande. Que segundo pesquisas possui como atrativos: O Catamarã: que nada mais é que o barco que faz a travessia Guaíba-Porto Alegre; A Jardineira: ônibus especial modelo Jardineira, o passeio turístico conta com guia local. O ponto de partida e chegada é na Hidroviária de Guaíba (nesse dia que fomos não enxergamos); Casa de Gomes Jardim: Construída em fins do século XVIII, era sede da Estância de Gomes Jardim no período da Revolução Farroupilha. Erma de Gomes Jardim– Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha; Ruínas do Matadouro São Geraldo: Construção de 1927, foi um dos mais importantes do Rio Grande do Sul. Rua São Geraldo, Guaíba; Cipreste Farroupilha: Árvore símbolo da cidade. Na sua sombra líderes da Revolução Farroupilha planejaram a tomada de Porto Alegre em 1835. Rua Gomes Jardim; Erma de Gomes Jardim: Encontram-se os restos mortais do líder Farroupilha;Vitrine Cultural: A Vitrine Cultural é um espaço desenvolvido através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Guaíba e da Fundação Toyota do Brasil que tem por objetivo conservar, divulgar e promover os atrativos culturais e históricos do município e da região; Museu Carlos Nobre: Construção de 1908 – ao longo do tempo foi residência, hotel, biblioteca, prefeitura e hoje encontramos objetos, fotografias, documentos pessoais do comunicador e humorista conhecido internacionalmente. (Terça a Sexta – 8h30min às 12h – 13h30min às 17h30min/ Sábado, Domingo e Feriado – 13h30min às 17h30min)(Fonte:pesquisandocidades.blogspot.com). Mais Fotos: Rota: Postado há 1 hour ago por Sant' Anna Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
  6. Vinte e quatro anos depois, retorno a Lavras do Sul/RS, "A Terra do Ouro". Minha primeira incursão por essas paragens foi quando tinha 15 anos de idade, a convite de um colega de aula natural de Lavras. Lembro pouca coisa: de demorar umas infindáveis 5 horas a viagem de ônibus desde Santa Maria; que era um inverno bastante frio, e fui apresentado ao vento minuano, e senti na pele, o sentido literal do proverbio gaúcho "frio de renguiá cusco". Um dos maiores frios que já passei, parecendo cortar a alma do vivente; lembro também de ter visitado um barzinho chamado Telúrica, comido umas boas batatas fritas. Fora isso Lavras volta e meia retomava meu imaginário, pelas lendas que meu pai contava, do tal Barão do Serro Formoso, Francisco Pereira de Macedo, que segundo meu pai, era um ancestral ilustre da família, por parte da família Macedo de minha avó. Que segundo a história conta certa feita o tal Barão hospedou D. Pedro II, em Lavras do Sul, no início da Guerra do Paraguai. E Amante da música teria recepcionando o imperador com uma banda composta por escravos, tocando o Hino Nacional. Consta que em 1884 teria alforriado todos seus escravos, se antecipando à Lei Áurea o que influenciou os fazendeiros da região a fazerem o mesmo. Figura interessante esse Francisco, mas nunca consegui comprovar esse parentesco. Realmente Lavras é uma cidade cheia de histórias, sendo também o único município do Estado surgido e formado em torno da mineração de Ouro. O que fez com que Lavras recebesse a fama de “Terra do Ouro” (mas até onde sei, não tem mais ouro lá). Voltando a vaca fria... No final de semana do Carnaval de 2018, consegui revisitar Lavras. E o reencontro não poderia ser melhor, a cidade estava linda, toda enfeitada para o Carnaval, com as ruas decoradas, as casinhas estilo colonial primorosamente bem cuidadas, um encanto! Realmente não tinha essa recordação em mente, mas confesso que fiquei muito bem surpreendido. Em minha modesta opinião Lavras é um dos destinos arquitetônico/histórico mais interessantes, e bem conservados do Rio Grande. O centro é repleto dessas casinhas estilo colonial, a maioria muito bem conservada, formando um belo cenário, muito convidativo a um turismo fotográfico. E assim caminhamos pelas ruas de Lavras em clima de preparativos de Carnaval. Carnaval este que segundo meus amigos, lavrenses, é o melhor do estado. Enfim... Não foi dessa vez que tirei a prova. Mais umas fotos na bela igreja da Paróquia Santo Antônio. E não é que achei a Telúrica, e tive que sentar para comer um pastel, momento nostalgia total. Ainda demos uma passada na praia do paredão, que estava atupetada de gente, e não deu nem para descer do carro para tirar fotos. E ao cair da noite seguir a estrada. Mas lavras ainda tem outros atrativos como: Casa de Cultura; Praça das Bandeiras; Gruta Nossa Senhora de Lourdes; Santuário de Santo Antonio. Outras Fotos: Rota: Fonte: https://rotasetrips.blogspot.com.br/
  7. Feridão de Carnaval/2018, visitando parentes em Santa Maria da Boca do Monte/RS, e que destinos optar? Por minha mente corriam vários destinos inexploradas, como: Visitar a cidade das Pedras Preciosas (Ametista do Sul/RS), ou a Maior Queda D'Água longitudinal do Mundo (Derrubadas/RS), mas como o passeio não dependia exclusivamente de minha vontade, e esses destinos demandavam mais de 500 km de estrada, minhas opções ficaram restritas a região centro do estado. Então o jeito foi negociar com a patroa, e dei as seguintes opções a ela. 1) Poço Azul em Ivorá/RS; 2) Pedra do Segredo em Caçapava do Sul/RS; 3) Usina do Quebra Dente em Quevedos/RS ou 4) Balneário da Toca da Tigra em Santana da Boa Vista. E a escolhida foi... Pedra do Segredo - um conjunto de cerros formado por conglomerados e arenitos ferruginosos, com aproximadamente 100 metros de altura-. E "Sefomos"! Eu minha esposa, e minha cunhada, fazer trilha em Caçapava do Sul, a mais ou menos 1 hora de Santa Maria. Caçapava é realmente um destino esplendido no centro do Rio Grande, possuindo lugares incríveis como as Guaritas, Minas do Camaquã (destino já conhecido), e o Parque da Pedra do Segredo; além do patrimônio histórico, pelo fato de ter sido umas das capitais Farroupilhas. A viagem foi tranquila, e no centro da cidade paramos para umas fotos em frente a Casa VX, uma residência em estilo exótico, com colunas gregas; e em frente existe uma estatua bem divertida, conhecida como o Burrico do Nóca. Depois foi seguir para o interior sentido Lavras do Sul. Andamos uns 5 km pelo asfalto, depois há uma placa e mais alguns km por estrada de chão, razoável, existem placas até indicar 2 km para a Pedra, depois não mais. E óbvio nos perdemos um pouco, até pelo fato de ir acompanhando as formações rochosas do lado esquerdo da estrada, após andar uns 10 km e nada. Fui forçado a pedir informações, e me indicaram que teria que voltar, e chegar em uma casa do lado direito da estrada, com troncos de arvores caídos na frente. Foi o que fizemos, e chegamos na casa, onde fomos recepcionados por alguns escaladores. E atrás da casinha, as incríveis formações rochosas, que para muitos se assemelham ao rosto de dois gorilas, algo bem surreal. O local tem esse nome, pois reza a lenda que é na Pedra, que teria sido enterrado em segredo o líder indígena Sepé Tiarajú, ao lado do tesouro dos padres jesuítas. Lendas a parte. O parque é uma concessão pública, mas esta em vias de troca de administração, então não ha guias no momento. Mas fomos orientados a seguir as trilhas, que são auto-guiadas, e teríamos que ir costeando a rocha, por uns 2 km de subida, chegando ao topo da pedra, e depois descer pelo campo mais 5 km de caminhada. O início da trilha é tranquilo, indicado por placas, fomos subindo algumas escadarias feita na pedra outras na terra. Até chegar a primeira caverna: Caverna da Escuridão: A caverna é legal, e tem que usar lanterna para explora-la. Entramos um pouco, mas por falta de informação não fomos até o fim da caverna, que segundo o site turismocacapavadosul.com.br, possui um túnel com extensão de 60 metros que atravessa a pedra e chega a sua parte mais elevada. Assim, continuamos subindo pela trilha, até a 2ª caverna: O Salão das Estalactities: É bem maior que a primeira, possuindo um grande afloramento, e sendo um bom lugar para descanso, e fotos. Segue o baile, e continuamos subindo até a 3ª caverna, que e para mim é a mais legal de todas a: Percival Antunes: Que recebeu esse nome em homenagem a seu descobridor. Localizada a uns 35 metros de altura, proporcionando uma visão incrível da região. Ficamos por ali um tempo curtindo a paisagem. Depois tentamos subir seguindo a trilha e fazer a volta na pedra como indicado, mas não conseguimos, pois as trilhas estão um pouco sujas, e faltam placas a partir desse ponto, talvez pela falta de manutenção. Enfim... tivemos que voltar, e como o tempo estava para chuva, nos demos por satisfeitos. E essa foi nossa exploração da Pedra do Segredo, um excelente destino para quem gosta de fazer uma trilha, contato com a natureza, e conhecer pontos exóticos de nosso Rio Grande. Mais fotos: Rota: Blog:http://rotasetrips.blogspot.com.br
  8. Neste carnaval decidimos fazer a Trilha do Pontal de Tapes. Como as paisagens são muito repetitivas (areia e pinus) e a distância a percorrer muito grande (70 km ida e volta) e circular, optamos por não fazer a trilha a pé: atravessamos de barco até o lugar conhecido por Ponta do Pinhal, estabelecemos um acampamento base e programamos fazer uma caminhada de dez quilômetros até o extremo do Pontal, e outra mais curta, de cinco a oito quilômetros para explorar o caminho oposto. Levamos bastante equipamento, já que iríamos de barco, e partimos no sábado, dia 10/01/18, marcando com o barqueiro Roger de nos apanhar na terça-feira, dia 13/02, as 16 horas. O lugar é ótimo para acampar, dá para pescar, tem duas praias diferentes com areia limpa, uma em cada lado do Pontal. A Lagoa dos Patos é enorme, na Praia de Fora nem se enxerga o outro lado, e o trajeto de barco até nosso destino, no lado de dentro do Saco de Tapes, que é bem menor, durou mais de uma hora. A Lagoa tem ondas que nem o mar, e o que atrapalha é o vento, que pode ser muito forte, recomendo montar o acampamento abrigado, longe das praias. No domingo, mal começamos a caminhada até o extremo do Pontal e um vento muito forte nos deixou preocupados, voltamos para o acampamento para assegurar a integridade das barracas e lonas, começou a chover muito forte e decidimos não fazer a caminhada neste dia. Fomos dormir e lá pelas 4:30 da manhã de segunda, novamente um vento muito forte me assustou, acordei para ver se estava tudo bem e descobri que havíamos sido furtados durante a noite. Pelas pegadas deixadas na areia deu para ver que eram dois homens, descalços, que levaram duas caixas térmicas onde estava praticamente toda nossa comida, além do kit de primeiros socorros, uma garrafa térmica, uma carga de gás e uma panela. O susto foi grande, porque ficamos com pouco mais de dez barras de cereal e um chocolate para dividir entre sete pessoas durante dois dias, não era possível voltar caminhando por causa da quantidade de equipamento e do meu neto de nove anos, que não conseguiria fazer os 25 quilômetros de retorno. Além disso, o sinal de celular não era confiável para pedir socorro, e fiquei com medo de não poder retornar para a cidade. Felizmente lá pelas nove horas conseguimos contatar o Roger, pedindo para nos buscar de barco ainda de manhã. A primeira mensagem dele era que não conseguiria chegar na praia por causa do vento, imaginei que ele teria que esperar passar o vento para atravessar a lagoa, e que o vento poderia durar vários dias. Até que finalmente chegou outra mensagem, onde ele esclareceu que ficaria em um ponto distante da praia, onde teríamos que levar todo o equipamento. Mais ou menos meio-dia ele chegou, conseguimos embarcar e fomos direto para um restaurante matar a fome antes de retornar para nossa cidade, com muita frustração. Esta situação é surreal, jamais imaginamos que seríamos furtados naquele local. Chegamos a caminhar alguns quilômetros para cada lado e não encontramos viva alma, nos sentimos sozinhos no meio do deserto. Segundo relatos apenas o seu Wili e sua esposa Noeli moram ou moravam uns seis a oito quilômetros ao norte de onde estávamos acampados. Imaginamos que os ladrões deviam ser andarilhos que estabeleceram morada ou estavam de passagem no Pontal, que é um beco sem saida, não leva a lugar nenhum. Tentamos seguir os rastros (com facão na mão, prontos para o que desse e viesse), encontramos em certo momento, junto às pegadas, um pacote de suco que certamente era nosso, mas perdemos os rastros quando a maré apagou, acho que foi melhor assim. Fica o alerta para não se sentirem tão seguros quando forem ao Pontal, e tomarem cuidado com suas coisas.
  9. Trekking realizado dias 21 e 22 de Abril de 2017, 10 amigos. Talvez um dos mais difíceis que fiz, em torno de 40km, no inicio subida de praticamente 1000m no final descida igual, com direito a se perder varias vezes na trilha,mesmo com gps é complicada. Deixo um video no YT com algumas fotos. Nao tem fotos do Josafaz pois ali acabou minha bateria.
  10. Sempre acompanho os relatos aqui na Página, imaginando um dia poder fazer alguma dessas viagens e trilhas. Não encontrei nada menos justo do que contribuir compartilhando o relato de uma trilha que fiz com minha namorada e um casal de amigos. A principio iriamos com um grupo para a Ferrovia do Trigo, porém ficamos sabendo que o local foi fechado para visitações (acho que na verdade sempre foi, porém agora possui fiscalização). Ficamos bem tristes, estávamos bem empolgados, mas fazer o que?! Então eu e meu amigo Adriano decidimos procurar algum lugar próximo a nossa cidade (Três Coroas - RS) para podermos ir, meio que de última hora. Lembramos do Parque das 8 Cachoeiras (São Chico) e do Canion Fortaleza (Cambara do Sul). Decidimos em ir para São Chico, a cidade fica a uns 40 km de nossa cidade e a uns 120 km de Porto Alegre. Partimos Eu, Grasi, Adriano e Aline no sábado dia 24/06/2017 as 8 h 30 min da Casa da Grasi que já fica no caminho para a estrada que liga Três Coroas a RS 020 que vai a São Chico. Apesar de boa parte da estrada ser de chão batido, ela é bem tranquila. Por ali passamos pela entrada do Centro Budista de Três Coroas. Para quem quiser visita-lo, vale muito a pena!!! Lugar super bonito, diferente, místico... parece que você não está no Brasil, pra quem quiser conhece-lo basta ir até Três Coroas, o legal é que você pode aproveitar outros pontos turísticos na cidade como: campings, rafting, tirolesa...tem bastante coisa, a cidade é pouco conhecida, mas dá uma pesquisada (fica ao lado de Gramado, famosa cidade da serra e Igrejinha, cidade da Oktoberfest). Depois de sair desta estrada, chegamos a RS 020, estava pouco movimentada, mas é bom ir devagar, pois possui muitas curvas! Demoramos uns 40 minutos pela RS 020 e logo chegamos a São Chico, passamos pelo Lago São Bernardo, cartão postal da cidade e logo pegamos uma estradinha que nos levou ao Parque das 8 Cachoeiras. É bem perto do lago, tipo uns 3 a 4 km. A entrada do Parque custou 20 reais por cabeça , o parque tem estrutura para camping, tem algumas cabanas pra alugar, também tem um restaurante com buffet livre (R$ 20,00) fica aberto até as 15 horas. Como só passamos o dia, levamos bastante lanche e água. No estacionamento ficamos amigos da cadelinha do parque, segundo consta na coleira, seu nome era "Marcha". Foi bem amigável conosco e nos seguiu até uma parte do trajeto, nos serviu como uma especie de guia. Tem foto dela no final do post, alias todas as fotos estão no final. Logo partimos para nossa primeira trilha, as mais longas e difíceis do parque, Descemos por uma escadaria toda encoberta por folhas secas de pinho ilhote que cercavam a descida. O local é todo estruturado com placas, na entrada eles te dão um mini mapa. Pegamos a trilha para as Cachoeiras Pilões (30 metros de altura, dificuldade 4) e Ravina (35 metros de altura, dificuldade 5). Logo de cara tínhamos que descer uma escada bem íngreme feita de ferro (25 metros de altura ), o local é bem úmido, então a atenção deve ser redobada! Descemos mais alguns barrancos, que pra nós foram as partes com maiores dificuldades da trilha (e de todo o parque), por ser escorregadio e ficar bem num barranco mesmo. Logo chegamos a cachoeira Pilões, que na minha opinião é a mais fraquinha, o que valeu mais foi o desafio da descida. Por ali no mesmo caminho se vai na Ravina, porém por ter que cruzar por dentro d'água, ser inverno e, ficarmos o resto do dia com os calçados molhados, decidimos não ir (queremos voltar no verão rsrs), até você pode ir pulando pelas pedras, mas achei meio arriscado, por conta de serem escorregadias. Eu fui até um pedaço pra ver o terreno, mas foi bem complicado, então voltei. Voltamos pela trilha, subimos a escada e logo chegamos a parte que leva para as cachoeiras mais longas do parque, Quatrilho (40 metros de altura, dificuldade 4) e Gêmeas Gigantes (98 metros de altura, dificuldade 5), ali deve se fazer somente se for bem cedo, tipo antes do meio dia. Partimos em direção as duas cachoeiras. A trilha é bem tranquila, tem bastante descida e subida, passamos por uma pinguela (ponte que balança) e com mais alguns minutos de trilha chegamos a uma bifurcação. Para a esquerda Gêmeas (trajeto bem longo) e na placa diz que passa 22 vezes por dentro d'água , não pensamos duas vezes e pegamos a direita e fomos para a Cachoeira do Quatrilho. Na minha opinião, a mais bela das Cachoeiras do parque. Ali comemos nossos sanduíches, tomamos água e tiramos algumas fotos. Depois do descanso, voltamos o trajeto e fomos para nosso ponto de partida (no estacionamento). Após descansarmos mais um pouco, fomos para as Cachoeiras mais próximas ao Parque, Remanso (75 metros de altura, dificuldade 1) e Escondida (40 metros de altura, dificuldade 2). A trilha que vai até a Cachoeira do Remanso é a mais fácil de todo o parque, é quase uma rua. A cachoeira é bem bonita, porém no dia que fomos, o local estava um pouco sujo, não sei se era por causa da chuva de alguns dias atrás. O legal dessa cachoeira é que você fica bem de frente ela e, tens uns paredões em volta. Fica praticamente dentro do negocio todo rsrs. A Cachoeira Escondida é bem fraquinha comparada as outras, vale mais a pena pela trilha, que é em meio a pedras, cruza pontezinhas, até achei que ela é mais difícil de chegar do que a próxima cachoeira que fomos (Neblina), não sei o critério de avaliação do nível dificuldade, mas tudo bem . Nessa trilha foi a primeira vez que vimos outras pessoas (turistas) no parque, acho que por ser mais perto . Após voltarmos dessas duas Cachoeiras, fomos em direção as últimas do nosso trajeto. Voltamos ao estacionamento e seguimos para a parte de cima do parque onde se encontram a Cachoeira da Neblina (45 metros de altura, dificuldade 3) e a da Ronda (100 metros de altura, dificuldade 3, no site diz 3, mas no parque diz 4 hehe). Optamos por fazer só a da Neblina, pois já estávamos exaustos e a da Ronda segundo a placa era de dificuldade 4, em uma escala até 5. A trilha é bem tranquila, não sei se é porque eu me encantei com a Cachoeira do Quatrilho, que achei essa bem fraca e não tão bonita...rsrs Chego ao fim meu relato, segue algumas dicas importantes: Leve tênis e meia reserva; Vá no verão se quiser aproveitar e se refrescar, pois a do Quatrilho tem uma piscina natural bem legal; Vá cedo e comece pelas mais difíceis. Você já pode fazer um roteiro antecipado visitando o site do parque. Até a próxima!
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