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  1. Saudações, pessoal viajante, admiradores e curiosos! Venho aqui deixar o meu primeiro relato no Mochileiros sobre o mochilão de carona na estrada que acabei de realizar com meu namorado, Manuh, para o Sul do Brasil e Uruguai. Ao todo, foram 21 dias na estrada, 25 caronas e 28 cidades, entre as quais vivemos experiências imprevisíveis, conhecemos pessoas maravilhosas e, claro, passamos pelos perrengues imprescindíveis de uma boa aventura, hehe. Nesse relato, contarei resumidamente nossa experiência com cada carona, dando dicas sobre como gastar pouco, sobre as diferenças que sentimos entre viajar assim dentro do Brasil e dentro do Uruguai e algumas considerações finais sobre o que funcionou e o que não funcionou. Viajar de carona é tudo de bom! Vamos lá! Desde o início, a ideia era fazer uma viagem extremamente baixo custo, pedindo carona na estrada o máximo possível e levando equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro portátil com mini cartucho de gás para cozinhar, 1 pacote de arroz, 1 pacote de lentilha). Quanto a estadia, além de contarmos com a possibilidade de acampar nos lugares, utilizamos o aplicativo Couchsurfing (que, para quem não conhece, é uma rede de hospedagem solidária e de trocas culturais) e nos prontificamos a pedir abrigo previamente para conhecidos das cidades que faziam parte do nosso esboço de roteiro. Dessa forma, o objetivo foi destinar nossas economias unicamente para alimentação, transporte público dentro das cidades e, apenas em caso extraordinário, estadia. Ao todo, gastamos cerca de 650 reais cada um, sendo que, se estivéssemos com um espírito totalmente roots e se evitássemos alguns perrengues e confortos (confira a seguir), ainda seria possível reduzir bem esse número (até porque, sempre tem quem se aventure por aí zerado, não é?). Tentei incluir, ao longo do relato, anotações dos gastos que ainda me lembro. Então, decidimos ir rumo ao Sul e, como sempre flertamos com nosso querido vizinho Uruguai, quando começamos a planejar o mochilão, mais ou menos um mês antes de sairmos, fizemos um rascunho do roteiro, que foi: São Paulo-SP > Curitiba-PR > Florianópolis-SC > Porto Alegre - RS, Pelotas-RS, Chuy na fronteira, litoral do Uruguai e Montevideo como destino final. Agora, por que eu chamo o roteiro de "rascunho"? Quem escolhe viajar de carona sabe que não dá para criar um roteiro engessado e nem se apegar muito a uma idealização de rota, afinal, nunca se sabe o que exatamente vem pela frente em termos de opções de destino. Tendo isso em mente, guardamos esse plano de caminho principalmente para conhecermos os pontos de referência e um pouco das rodoviais no Sul do país e no Uruguai, mas nos mantivemos sempre abertos a alterações (que, diga-se de passagem, aconteceram mesmo). Quem nunca viajou de carona ou nunca leu relatos sobre esse jeito de viajar, acaba pensando que é coisa de maluco. "Arriscar a vida assim?! Você não tem medo?" Que nada! A verdade é que quem dá a carona tem o mesmo medo que quem pede a carona, por isso, construímos relações de confiança mútua e isso é super legal! Sempre digo que viajar pegando carona é muito, mas muito mais tranquilo do que parece, desde que tomemos algumas precauções básicas (tanto para a nossa segurança, quanto para facilitar a nossa vida no caminho). Esse foi o meu segundo mochilão pegando carona e muito do que aprendi sobre viajar assim está resumido nesse post aqui do Mochileiros e em outros blogs de viajantes aventureiros por aí, então, não entrarei em detalhes sobre o método em si, mas sim, sobre o que aconteceu no caminho. Basicamente, acrescento que evitamos sempre pegar carona de noite e a maioria delas foi com caminhoneiros muito gente fina! VID_20190718_090353.mp4 Por fim, o passo a passo da viagem: (dia 1) começamos no dia 11 de julho. Como somos de Campinas-SP, para chegar ao nosso ponto de partida oficial ainda pela manhã (para aumentar as chances de carona longa), a maneira mais prática foi pegar um Blablacar para São Paulo-SP saindo da rodoviária às 5h40 (20 reais). Chegando em São Paulo-SP, depois de um metrô para a rodoviária (4,30 reais), chegamos no Terminal Rodoviário Tietê (onde compramos um item muito importante do mochileiro caroneiro: canetão/pincel atômico). De lá, para sair da zona metropolitana, que inviabiliza conseguir carona, pegamos um ônibus para Juquitiba-SP (12 reais) e pedimos para descer no Posto 68, na BR 116, antes de Juquitiba. Postos de gasolina grandes, na rodovia, são sempre uma ótima pedida para pedir carona. Chegamos lá quase 11h, comemos alguma coisinha que levamos e pedimos papelão na conveniência para fazer uma plaquinha com o nome do próximo destino. (Carona 1, com seu Wanderlei) Carona 1: de Juquitiba-SP até Curitiba-PR - com seu Vanderlei, caminhoneiro. Pouco tempo depois de irmos até a saída do posto com nossa plaquinha, parou um caminhão para nós, o do seu Vanderlei. Seu Vanderlei é natural de Gaspar-SC e estava voltando para casa depois de ficar 35 dias na estrada, o máximo que já passou fora. O caminhoneiro, que estava cheio de saudade de casa e da família, nos falou sobre a distância e a solidão serem a parte difícil da profissão de caminhoneiro. Seu Vanderlei, que já viajou o país todo e gosta muito de viajar, nunca havia dado carona na estrada antes (e, coincidentemente, foi a primeira carona do Manuh também!). Nos deixou na saída de Curitiba, em São José dos Pinhais, onde pegamos 2 ônibus (5 reais + 4,50 reais) para o centro de Curitiba para chegarmos até a casa de um amigo que topou nos dar abrigo por duas noites! (em frente ao prédio histórico da UFPR, em Curitiba) (dia 3) Carona 2: de São José dos Pinhais-PR para Joinville-SC - com casal da Kombi. Depois de pernoitar duas noites em Curitiba-PR, cidade que amamos demais e onde a comida é muito barata, pegamos de manhãzinha um ônibus intermunicipal sentido São José dos Pinhais-PR para pararmos no Posto Tio Zico II, na BR 376, que o seu Vanderlei havia nos indicado de antemão para seguirmos pegando carona. No posto Tio Zico, nem tivemos tempo de pedir carona: enquanto eu estava no banheiro, um casal de idosos logo abordou o Manuh para nos oferecer carona em sua Kombi "motor home". Dona Iva e seu Luís, que estão aos poucos customizando sua kombi para viajar com mais conforto, se dirigiam para São Francisco do Sul-SC para procurar o filho hippie que parou de dar notícias havia uma semana. O casal, muito simpático, nos deixou em um posto grande na BR 101, onde seguimos viagem. (Dona Iva e seu Luís com a gente em frente a kombi) Carona 3: de Joinville-SC para Itajaí-SC - com ônibus do Grupo Explosão. Depois de almoçarmos petiscos que trouxemos de cada (castanhas e polenguinho), fizemos uma plaquinha para "Floripa" e fomos para a saída do posto pedir carona. Poucos minutos depois, parou para nós o ônibus da banda "Grupo Explosão" que, seguindo sentido Brusque-SC, poderiam nos deixar em Itajaí-SC. Aceitamos a carona e, por mais curioso que tenha sido pegar carona com a banda em turnê, fica o aviso para o caroneiro inexperiente que quer chegar à Floripa: parar em Itajaí vai te deixar i-lha-do! hahah A dificuldade é que, além de sermos deixados em um posto pequeno meio dentro da cidade, definitivamente, Itajaí não é um ponto de parada para quem está descendo para Floripa: outros caminhoneiros, com quem conversamos depois, disseram que, inclusive, evitam parar ali e perto de Floripa para evitar o trânsito da rodovia na região. Felizmente, conversando com um caminhoneiro de cada vez no posto em que paramos (e depois de um baita nervosismo vendo a noite chegar sem conseguirmos carona), achamos uma alma abençoada que aceitou nos dar carona para Balneário Camboriú-SC. Carona 4: de Itajaí-SC para Balneário Camboriú-SC - seu Paulo, caminhoneiro de mudanças. Já no fim da tarde, o seu. Paulo, que havia acabado de encontrar o irmão por coincidência no mesmo posto, topou nos levar a Camboriú. Nos contou que sempre faz o possível para ajudar os outros e já deu carona para outros viajantes. Nos contou que, certa vez, quando deu carona para uma moça chilena que viajava sozinha, ela havia lhe contado que os 3 últimos motoristas com os quais ela havia pego carona tentaram se engraçar com ela de alguma maneira e ele, ouvindo o relato da moça, fez de tudo para dizer que ela poderia ficar tranquila porque ele nunca faria nada a ela e, assim, rumo ao Rio de Janeiro, acabaram até pernoitando os dois na boleia do caminhão em uma relação de total confiança. Seu Paulo nos contou de sua noiva, com a qual namora a distância, e nos disse sobre o quão triste é o estereótipo que fazem dos caminhoneiros como homens que "tem várias mulheres", "que só querem saber de mulher" ou que "não se importam com família" e que não percebem o quanto esses trabalhadores, na verdade, tem uma vida sofrida. Carona 5: Balneário Camboriú-SC para Florianópolis-SC - Blablacar com Eloir. Chegamos no centro de Balneário Camboriú já muito no fim da tarde e, sem esperança de conseguir chegar a um posto de gasolina antes do anoitecer, avaliamos que o melhor custo benefício seria pegar um Blablacar para Florianópolis (20 reais), onde já tínhamos conhecidos esperando para nos receberem. Eloir é natural de Cascavel-PR e mora em Florianópolis, cidade que, segundo ele, não troca por nenhuma outra. Chegando na rodoviária de Floripa, pegamos dois ônibus para chegar a casa de nossos amigos (2x 4,40), no Campeche, onde pernoitamos por três noites para descansarmos da saga de caronas e conhecermos melhor o lugar, cheio de praias e belezas naturais. Ficamos chocados com o preço absurdo de todas as coisas e, ainda por cima, fora de temporada (ex: 1 pastel de queijo = 10 reais?!), mas, felizmente, estávamos bem equipados com nossos próprios alimentos. (fotos na praia do Campeche, Florianópolis) (dia 7) Carona 6: Palhoça-SC para pedágio na BR 101 - Gui, ex ator e diretor de teatro. Chegamos ao Posto Cambirela, na BR101, saída de Palhoça, depois de pegarmos dois ônibus saindo de Florianópolis (4,40 + 6,65 reais). No posto, fizemos nossa plaquinha de "Porto Alegre", quando Gui parou para nos oferecer carona. Gui estava indo ao seu sítio próximo a Paulo Lopes e contou que já viajou de carona pelo Brasil com sua antiga trupe de teatro - um de seus amigos, inclusive, ficou no Espírito Santo e nunca mais voltou. Contou que deixou o ofício para se "desurbanizar" e agora trabalha com a produção de brinquedos de madeira. Gui nos deixou em um pedágio, onde logo desistimos de ficar ao observarmos a ausência de acostamento para os carros/caminhões conseguirem parar em segurança. Assim, caminhamos um pouco mais de 2km e chegamos a um pequeno restaurante de beira de estrada. Carona 7: BR 101 (restaurante Três Barras) para Tubarão-SC - com Sandro, caminhoneiro. Sandro salvou a nossa pele no restaurante, de onde pensamos que seria quase impossível sairmos. Por sorte, ainda era hora do almoço e, apesar da plaquinha de "Porto Alegre", ficamos super gratos com a carona para Tubarão-SC. Sandro parou os estudos cedo e, por necessidade da família, trabalhou desde a infância com o seu pai na plantação de pinus. Os anos de trabalho pesado e precoce deixaram muitas marcas nos músculos de seu corpo. Sandro seguiria para Braço do Norte-SC e, apesar de nos ter dado a opção de seguirmos para a Serra Catarinense, decidimos continuar indo ao Sul e, assim, paramos em Tubarão-SC. (Carona 8, com Evandro) Carona 8: Tubarão-SC para Três Cachoeiras-RS - com seu Evandro, caminhoneiro. Paramos em Tubarão em um posto não muito grande na marginal da BR. Aparentemente, quanto mais ao Sul do país, menores são os postos de gasolina e é muito comum se localizarem na marginal da pista. Isso dificulta um pouco o processo de pedir carona, já que o fluxo do posto acaba sendo menor ou de moradores da própria cidade. Ficamos um tempo considerável tentando sair de Tubarão, falando com cada caminhoneiro que chegava, até que, já perto do fim da tarde, seu Evandro topa nos levar até Três Cachoeiras-RS. Lá, pernoitamos pela primeira vez em nossa barraca em um posto de gasolina bem grande e cheio de caminhoneiros, onde todos os frentistas foram extremamente solícitos e simpáticos. (dia 8 ) Carona 9: Três Cachoeiras-RS para Cachoeira do Sul-RS, com seu Roberto. Completando uma semana de viagem, chegou o momento de abandonarmos a plaquinha "Porto Alegre" e, enfim, alterarmos a rota planejada (como eu disse antes, era só o rascunho). Foi aí, também, que o universo começou a mostrar suas conexões cósmicas (os viajantes aventureiros entenderão do que se trata aqui). Acordamos bem cedo em Três Cachoeiras e logo partimos para a saída do posto, ainda com a antiga plaquinha. Momentos depois, um caminhão com um casal parou perto de nós: contaram que já haviam nos visto cerca de três vezes em outros pontos da estrada e que, portanto, decidiram finalmente parar para nos perguntarem o nosso destino. O casal seguia para oeste de porto alegre e, embora não tenham conseguido ajudar com a carona, pois não teriam como nos deixar em um ponto bom e seguro para seguirmos na estrada, nos ajudaram comentando sobre outras possíveis cidades de fronteira para entrar no Uruguai, como Santana do Livramento. Pouco depois, um outro caminhoneiro para e nos chama até seu caminhão, o seu Roberto. Seu Roberto passaria por Porto Alegre, no entanto, seguiria para Rosário do Sul, a cidade mais próxima da fronteira em Santana do Livramento, que nos havia sido apresentada pouquíssimo antes. Topamos, então, deixar PoA de lado e seguir para o destino final do seu Roberto, que tomou chimarrão conosco o trajeto todo e virou um grande amigo nosso! Ao pararmos para almoçar em Pantano Grande-RS, encontramos duas ciganas vendendo jaquetas de couro: umas delas, insistentemente, até mesmo ficou falando em ler o futuro do Manuh e, após esse encontro breve, o Manuh ficou meio atordoado com a forte presença das moças. Minutos depois, seu Roberto nos chamou para continuar viagem e nos comunicou que havia acabado de ser comunicado de uma alteração na sua rota e precisou nos deixar em Cachoeira do Sul-RS, no Posto Laranjeiras. Por um breve momento, o Manuh ficou encanadíssimo de ser mal olhado da cigana por ele não ter comprado a jaqueta, mas mal sabíamos o que aconteceria a seguir. (Carona 9, com seu Roberto) (Almoçando no caminhão do seu Roberto) Carona 10: Cachoeira do Sul-RS para Rosário do Sul-RS, com seu F, caminhoneiro medium. Por alguma razão, achei melhor ocultar o nome desse figura, que é realmente uma pessoa diferenciada em muitos sentidos. Poucos minutos depois de chegarmos ao Posto Laranjeiras, conversamos com seu F, que estava indo justamente para Rosário e topou nos levar, se não nos incomodássemos com a boleia um pouco apertada. Conversa vai, conversa vem, seu F. pergunta nossa religião e começamos a falar de espiritualidade quando ele diz ser espírita. Seu F. nos contou que é filho de pai indígena feiticeiro e cresceu junto de uma comunidade cigana da vizinhança, da qual conheceu a hierarquia. Seu F. nos explicou que é médium e é como um "receptor universal", que sente e percebe coisas quando olha nos olhos das pessoas. Além de nos contar histórias de coisas que já pressentiu, acabou nos dizendo uma série de coisas bastante pontuais e emocionantes sobre mim e sobre o Manuh, as quais, apesar de não revelar aqui, afirmo serem de uma precisão que deixa meu lado mais cético impressionado. Nos tornamos amigos e trocamos contato ao final da viagem, que, na verdade, sentimos como se fosse uma espécie de viagem astral. Seu F. disse que nos chamou até ele, o que é ainda mais curioso depois da série de combinações imprevistas que nos levaram a nos encontrarmos naquela tarde. Pernoitamos no posto em Rosário do Sul. (dia 9) Carona 11: Rosário do Sul-RS para Santana do Livramento-RS/Rivera-Uy, como sra. Janice e seu Jairo. Depois de um dia exaustivo, nos permitimos sair do modo roots e ter mais conforto, portanto, jantamos e tomamos café da manhã no posto (cerca de 40 reais para cada). Seguimos pela manhã de carona com um casal de Santa Maria-RS que ia até Santana. Disseram que pararam para nós não porque pensaram racionalmente, mas porque sentiram que precisavam ajudar. Nos deram a dica de não comprar comida do lado Uruguaio da fronteira porque é bem mais caro e logo isso ficou ba$tante evidente. Passamos o dia em Santana resolvendo questões mais "técnicas", como dar a entrada no Uruguai na aduana (nunca se esqueçam dessa parte), trocar o dinheiro por pesos e comprar chips uruguaios para o celular (um roubo no total de 40 reais cada, um gasto que eu preferiria ter evitado). Troquei 200 reais para pesos e a cotação estava 1 real = 9 pesos: você tem a falsa sensação de que seu dinheiro vale bastante mas, logo em seguida, descobre que tudo o que já te disseram sobre o Uruguai ser um país caríssimo era verdade. Passeamos em Santana/Rivera até o começo da noite, enquanto procurávamos lugar para ficar por ali: não encontramos hostels baratos, o albergue de Santana não estava aberto quando passamos por ele e ninguém nos respondia no Couchsurfing. Esse foi, talvez, o primeiro momento real de perrengue. Nossa próxima tentativa seria caminhar até o maior posto 24h na entrada da cidade, onde pediríamos para montar a barraca. Deixo aqui outra dica: sempre é uma opção, também, se apresentar e pedir abrigo para moradores locais - principalmente nas áreas mais periféricas da cidade -, no entanto, já havia anoitecido e não nos pareceu uma boa ideia naquela circunstância. Por sorte, quando estávamos já exaustos de andar sem rumo com as mochilas pesadas, uma alma bondosa aceitou nossa solicitação no Couchsurfing e, assim, ganhamos um abrigo e ótimos amigos: Emerson e Rodrigo, um casal incrível de Santana que usava o aplicativo pela primeira vez e pretende mochilar pela Europa em breve. (dia 10) Carona 12: Rivera-Uruguai para Tacuarembó-Uruguai, com Luís do grupo de rally de Tacuarembó. Depois de uma noite maravilhosa na casa dos anfitriões em Santana, pela manhã, Emerson nos deu carona até a saída de Rivera, onde paramos após uma grande rotatória para pedir carona com a plaquinha "Montevideo" na entrada da Ruta 5. Foi aí que, passados alguns minutos, conseguimos a carona mais amedrontadora da viagem: ao nosso lado, para uma caminhonete e o motorista diz que pode nos dar carona até Tacuarembó, mas que só tem lugar na caçamba. Lá fomos nós: nos segurando com as mochilas enormes na caçamba da caminhonete, tomando um vento desgraçado, enquanto o doido dirigia a uns 120km/h e ultrapassava todo mundo na pista. Acreditem ou não, meu maior medo na viagem toda foi sair voando daquela caçamba e me espatifar na estrada, o que, obviamente, não aconteceu. Na verdade, a sensação depois dessa carona foi uma adrenalina muito gostosa. Acontece que, em Tacuarembó, não tivemos a mesma sorte com caronas e, no início, não entendíamos o porque. A partir daqui, você saberá o que descobrimos, na prática, sobre como funciona viajar de carona no Uruguai. Em Tacuarembó, nos posicionamos em um posto de gasolina na saída da cidade para a continuação da Ruta 5 e esperamos alguém parar. Como todo caroneiro está sempre caçando pontos de redução de velocidade na rodovia, vale o comentário de que algo que ajuda a pedir carona nas Rutas uruguaias, por elas cortarem as cidades/pueblos no meio, é a existência de semáforos na própria rodovia, principalmente em rotatórias da entrada e saída, funcionando como pontos bons para pedir carona quando há acostamento. Esperamos alguma carona. Uma hora depois: nada. Começamos a nos questionar e lembramos que era sábado. Fica a dica para os caroneiros iniciantes: pedir carona é sempre mais fácil e rápido em dia de semana, pois o movimento das vias cai aos fins de semana e a maioria dos caminhoneiros fica parado para descarregar e carregar, só saindo novamente a partir de domingo de noite ou segunda-feira. Não é que não funcione viajar de carona nos fins de semana, apenas, pode ser mais demorado. Até aí, nada específico do Uruguai. Seguindo o conselho de dois moços uruguaios, decidimos caminhar até o próximo posto da Ruta 5, de onde costumam sair mais caminhões. Nos posicionamos nesse posto e, novamente, nada de carona. Não havia caminhoneiros saindo do posto e os carros que passavam indicavam estar entrando na própria cidade ou na próxima há poucos quilômetros. Caminhamos até um posto da Polícia Federal um pouco mais a frente. Conversando com os policiais - que foram extremamente hospitaleiros dizendo que poderíamos montar acampamento do lado do posto em segurança e, inclusive, usar o banheiro de lá - descobrimos que, apesar do movimento da Ruta estar baixo, não é muito maior nos dias de semana. Disseram, também, que não valeria a pena pegarmos carona para parar no meio da estrada nas próximas cidades já que, na verdade, elas são tão pequenas que não passam de "vilas" (e, aparentemente, a maioria das cidades do país se encaixa nessa descrição). Percebendo o quanto estávamos ilhados enquanto começava a anoitecer, achamos que seria inviável pedir carona de pueblo em pueblo (até por uma questão de tempo hábil para retornarmos ao Brasil) e, assim, julgamos que o mais prudente seria caminhar até a Rodoviária de Tacuarembó (cerca de 1h) e usar boa parte dos pesos que trocamos para pegar um ônibus da madrugada direto para Montevideo (448 pesos cada passagem + taxa por pessoa, algo como R$49,70). Assim fizemos e, partindo 00h15, chegamos as 5h em Montevideo. (dia 11) Ônibus Tacuarembó-Uruguai para Montevideo-Uruguai. Chegando em Montevideo, ainda antes de amanhecer, logo fomos informados de que não se pode passar muito tempo na rodoviária porque passam para conferir seu bilhete (se você não está de passagem, cai fora). Sendo assim, fomos ainda no escuro (literalmente) procurar um lugar barato para tomar café da manhã. Paramos em um local na praça em frente a rodoviária. Pedi duas empanadas, que nada mais são do que salgados assados de tamanho convencional (2x60 pesos, mais ou menos R$6,70 cada), e o Manuh pediu uma promoção de medialuna com café (100 pesos, aproximadamente R$11,10). Apesar de imaginarmos que não era um estabelecimento barato, por conta de sua localização, notamos depois que esses preços são a média da cidade. Agora já deu para ter uma noção do custo de vida, não? Mesmo preço de café da manhã em estabelecimento chique de São Paulo. Depois de comermos, saímos para explorar a cidade. Conhecemos várias praças, a feira de antiguidades da Ciudad Vieja (que indico fortemente) e quase toda Ciudad Vieja em si. Não tendo recebido respostas no Couchsurfing, decidimos procurar um Hostel mais em conta. Ficamos no Punto Berro Hostel, fechando a pernoite, depois de uma choradinha, por 300 pesos por pessoa no quarto compartilhado (algo como R$33,30). Compramos um vinho Faisan no mercado (150 pesos = R$16,70) e um pacote de lentilhas pequeno (200g por 37 pesos = R$4,10, mais do que pagamos por um de 500g no Brasil). Na manhã do dia seguinte, compramos duas medialunas (60 pesos cada = 2xR$6,70) e seguimos viagem. (dia 12) Pegamos um ônibus para um posto de gasolina grande na saída de Montevideo, na Ruta 8, e paramos lá com nossa plaquinha mais que otimista "Acegua o Chuy". Ainda não havíamos aprendido a lição sobre como pedir carona aos uruguaios. Uma hora depois: nada ainda. Todos os carros pareciam estar ficando pelas proximidades de Montevideo e não havia um ponto próximo mais a frente para pedirmos carona. "Será que pegar carona no Uruguai é tão difícil assim?" Lembrava-me de ter lido antes, em outros relatos de viagem, que pegar carona no Uruguai era fácil e que essa cultura era mais forte por lá do que no Brasil, no entanto, não somente não confirmamos isso, como percebemos, a medida que pedíamos informação para vários moradores locais e frentistas, que muitos deles são extremamente descrentes na viagem de carona e não parecem acostumados a ver mochileiros fazendo isso, diferente do que experimentamos no Brasil. É claro que muitas pessoas estranham a viagem de carona e sabemos disso, no entanto, enquanto no Brasil recebíamos incentivo de frentistas e de pessoas no caminho, no Uruguai, mesmo quando ajudavam com alguma informação, era comum acrescentarem algo como "creio que vai ser muito difícil, as pessoas tem medo de dar carona, mas podem até tentar, vai que...", opinião que não representa a realidade, mas sim, uma mentalidade. Continuamos esperando no posto, até que um moço veio até nós para avisar-nos que aquele ponto seria muito ruim para chegar até Montevideo porque, justo ali, fizeram um desvio de caminhões para reduzir o trânsito na Ruta. Nos contou que, em sua juventude, também precisou se locomover muito pedindo carona e que, por isso, sabia que depois da cidade de Pando, ainda na Ruta 8, conseguiríamos uma carona com muito mais facilidade. Sendo assim, pegamos ali mesmo um ônibus para Pando e, depois de atravessar essa cidade a pé, chegamos a uma rotatória na saída para a Ruta 8. Carona 13: Pando-Uruguai para mais a frente na Ruta 8 - com Hector, caminhoneiro. Depois de toda a dificuldade, aprendemos algo muito importante: parece muito mais fácil pegar carona no Uruguai com plaquinhas para destinos próximos, ainda que muito pequenos, porque não é comum que as pessoas viagem "longas" distâncias. Além de o combustível ser extremamente caro no país, nosso referencial de distâncias longas/pequenas é totalmente diferente do deles. Então, o que no início nos parecia perfeitamente factível e razoável, como tentar carona direto para Montevideo, para eles significa cruzar o país todo. Quando, por exemplo, eles falam de "150km" a frente, estão falando de um local distante e, para nós, soa o contrário. Não que seja impossível, afinal, há caminhões e empresas que fazem esses longos trajetos até a capital, mas é bem mais improvável do que ir pingando de cidade em cidade. Sendo assim, decidimos mudar nossa plaquinha para destinos mais realistas: "Minas o Treinta y Tres". Cinco minutos depois, Hector parou para nós, nos deixando alguns quilômetros adiante na rotatória de entroncamento para Atlântida. Dali caminhamos aproximadamente 3 km até chegar a um pedágio na Ruta. Paramos com nossa plaquinha no acostamento após o pedágio e, em poucos minutos, conseguimos nossa nova carona. (Carona 13, com Santiago) Carona 14: Pedágio Ruta 8 para rotatória na Ruta 8 - com Santiago, professor de dança. Um carro parou para nós: era Santiago, um moço muito animado que logo foi movendo os instrumentos de percussão que carregava consigo para o porta-malas, a fim de liberar espaço para nós no banco traseiro. Santiago nos ofereceu um pote cheio de flores de maconha, que plantou em sua casa, para o restante da viagem. Achamos a insistência do moço muito engraçada e até pensamos em aceitar, mas sabíamos que cruzaríamos a fronteira bem em breve. Além disso, ao contrário do que pensamos no início da viagem, nos mantivemos em estado de alerta o tempo todo e sequer nos sentimos a vontade para fumar no Uruguai. Santiago estava indo a Migues e nos deixou na rotatória para aquela saída da Ruta. Carona 15: rotatória na Ruta 8 para Minas-Uruguai - com Carlos, caminhoneiro. Logo que Santiago nos deixou na rotatória -que, aparentemente, não era um lugar tão bom assim para pedir carona, visto que os veículos não estavam reduzindo a velocidade -, avistamos, poucos metros adiante, um caminhoneiro parado no acostamento com seu caminhão. Antes mesmo de nos posicionarmos com nossa placa para continuar, o caminhoneiro nos chamou até ele. O Manuh correu para verificar o que era e, para nossa felicidade, ele nos ofereceu carona. Carlos estava indo a Minas e nos deixaria na entrada da cidade. Carlos havia parado no acostamento apenas para atender uma ligação, o que convergiu perfeitamente com o tempo em que chegamos lá com Santiago: viajar assim, de maneira imprevista, tem seus acontecimentos cósmicos mágicos. Carlos nos deixou em Minas, onde logo fomos procurar lugar para ficar. Como nem eu e nem o Manuh temos perfis verificados no Couchsurfing (o que é bem limitante, já que o aplicativo te dá somente direito de usar 10 solicitações de hospedagem por semana), não possuíamos mais solicitações para usar. Precisaríamos acampar e, assim, começamos a perguntar aos moradores locais onde havia um lugar relativamente seguro para armar nossa barraca. Nos indicaram um parque público aberto às margens de um rio, cortado por uma ponte. Ali, encontramos em seu lado mais arborizado um local aparentemente seguro para acampar, exceto pela placa em uma das árvores com os dizeres "prohibido acampar". Ficamos com medo de cometer uma infração e precisarmos pagar algum tipo de multa, por isso, antes de montar acampamento, ainda fomos caminhando até a delegacia no centro da cidade para pedir autorização à polícia. Explicamos a situação a um dos policiais, que foi muito bacana em nos compreender e dizer que fariam vista grossa. Compramos 10 alfajores de Minas por 110 pesos (mais ou menos R$1,20 cada). (Carona 16, com Javier) (dia 13) Carona 16: Minas-Uruguai para Aceguá (Uy/RS) - com Javier, caminhoneiro. Desmontamos acampamento ainda antes do dia amanhecer e consideramos que a melhor ideia para continuar com as caronas seria atravessar a cidade a pé para chegar em sua saída para a Ruta 8. Caminhamos por cerca de 1h30 e, quando finalmente chegamos a saída, nos deparamos com uma grande insegurança por causa do baixo movimento da Ruta. Além disso, estávamos congelando com o vento frio cortante daquela manhã. Mal conseguíamos ficar um momento sem luvas para olhar o mapa no celular. Estávamos já praticamente sem pesos para cogitar pegar algum ônibus dali para qualquer lugar. A saída era continuar pedindo carona e usar o que aprendemos sobre caronas no Uruguai ao longo do caminho. Fizemos uma nova plaquinha com as cidades próximas, "Treinta y Tres o Melo" e, mesmo desesperançosos, decidimos continuar ali por um tempo. Tentando nos fortalecer naquele momento, Manuh repetiu em voz alta o nosso mantra de caroneiros: "A carona certa virá na hora certa para o lugar certo". Eu, já com um tom de humor impaciente, retruquei que a hora certa era aquela mesma. Como num passe de mágica, nem um minuto depois, um caminhão encostou para nós. Era Javier, indo diretamente para o nosso sonhado destino "Acegua", na fronteira. Entramos as pressas no caminhão, eternamente gratos por sermos salvos por ele e, mais uma vez, por essas conexões do universo. Chegamos em Aceguá por volta das 17h, onde fizemos a saída do Uruguai na imigração e gastamos os últimos pesos em um mercadinho uruguaio antes de ir montar acampamento em um posto de gasolina na saída da cidade. Acontece que, em Aceguá, se iniciou o nosso momento de maior perrengue da viagem toda: enquanto montávamos nossa barraca no posto SIM, começou a chover cada vez mais forte, molhando todas as nossas coisas. O borracheiro do posto, que nos ajudou quando chegamos, sugeriu que dormíssemos em uma Ipanema abandonada ao invés de nos molharmos mais e passarmos mais frio na barraca. Assim fizemos. A Ipanema estava com os bancos abaixados, então, nos organizamos como possível com nossos sacos de dormir e mochilas lá dentro. Ao menos, tínhamos refrigerante e alfajores para amenizar o mau humor pós chuva. A pior coisa é passar frio estando molhado. (dormindo dentro da Ipanema abandonada, no Posto SIM de Aceguá-RS) (dia 14) Carona 17: Aceguá-RS para Bagé-RS - com seu Luís, caminhoneiro. Acordamos em Aceguá, com muito frio, ainda úmidos e ainda estava garoando. Não sabíamos como fazer para pegar carona com aquele tempo. Conversamos com os frentistas do posto, super hospitaleiros, que nos aconselharam a tentar pegar um ônibus para Bagé. O problema é que, como não parava de chover, mal conseguiríamos chegar ao ponto de ônibus a apenas alguns metros dali. Decidimos esperar no posto para ver se a chuva pararia. A decisão foi a mais acertada porque, pouco depois, um frentista nos avisou que um dos caminhoneiros que havia acabado de abastecer estava seguindo para Bagé. Nos prontificamos a falar com o caminhoneiro, seu Luís, que topou nos dar carona para lá numa boa. Pensamos que nossos pesadelos acabariam por aí, no entanto, também estava chovendo e muito frio em Bagé, por volta de 10ºC e uma sensação térmica de menos. A chuva não parava por nada. Paramos em mercadinho, de atendimento péssimo, para comprar uns pães franceses e frios de café da manhã/almoço/lanche da tarde. Pegamos um ônibus para o centro de Bagé e, de lá, também não conseguimos fazer muita coisa. Ainda não tínhamos solicitações disponíveis no Couchsurfing e não encontrávamos hostels na cidade olhando e ligando nos telefones do google. Caminhamos até um hotel próximo, que nos deu a indicação do hostel de preço mais acessível. Não havia carros do Uber disponíveis na cidade e, portanto, tivemos que comprar um guarda chuva (uma sombrinha pequena por 12 reais e os outros eram caríssimos) e ir caminhando para esse tal hostel por cerca de 40 minutos. Chegamos no Hostel da Campanha ensopados. Nossos casacos molhados, sapatos molhados e mochilas molhadas (inclusive, as roupas de dentro). Pegamos a acomodação mais barata, R$50 por pessoa, em um quarto com beliche para duas pessoas. Apesar do preço ainda meio salgado, pagar aquela estadia foi absolutamente necessária, caso contrário, precisaríamos bater de porta em porta ou morreríamos de hipotermia. Além disso, o Hostel da Campanha é de longe o melhor hostel que já fiquei na vida: além de incluir um café da manhã muito bom e com várias opções, é extremamente limpo, extremamente novo e confortável, fora o atendimento impecável de todos da recepção (estou reforçando essa parte porque quem viaja gastante pouco sabe como pode ser o frustrante pagar estadia para se deparar com um lugar precário). Como eu havia levado um rolo de fio de nylon, improvisamos varais por todo quarto e penduramos nossas coisas. (Varais no quarto do Hostel, em Bagé) (dia 15) Escolhemos, para a infelicidade do nosso bolso e para a alegria de nossos pertences pessoais, ficar mais uma noite no hostel. Isso porque não seria possível seguir viagem com as coisas todas molhadas, ainda mais com o tempo tão frio e chuvoso. De dia, pedimos indicação de uma lavanderia na recepção, para onde mandamos todas as nossas roupas. Aproveitamos um breve momento sem chuva durante a tarde para passear e, a noite, deixamos nossos sapatos secando em frente a lareira da sala. O gasto com a estadia no hostel poderia ter sido evitado, mas consideramos que existem situações emergenciais em que é realmente muito difícil não abrir mão de algumas economias para garantir nossa segurança e bem estar. Acabou sendo uma parada extremamente estratégica para nos recompormos e repararmos os danos do tempo chuvoso. (dia 16) Carona 18: do meio da cidade em Bagé-RS para saída de Bagé-RS, com Fabrício. Enquanto caminhávamos para a saída da cidade, Fabrício nos avistou e ofereceu carona para o posto de gasolina ao qual nos dirigíamos. Essa foi a carona mais curta de todas, menos de 4km, e a única que pegamos em zona urbana. Carona 19: Bagé-RS para Hulha Negra-RS, com Hosana. Desistimos de tentar carona no posto de gasolina, que não parecia ainda tão "na saída" para a rodovia. Caminhamos cerca de 1h até chegarmos, de fato, a BR 293, em uma rotatória. Estávamos com a plaquinha "São Gabriel", contudo, ao observarmos o movimento da rotatória, sentimos uma forte intuição de que teríamos mais êxito se pedíssemos no sentido contrário, para "Pelotas ou Porto Alegre" - e essa foi nossa nova plaquinha. Em menos de 10 minutos, Hosana parou para nós. Disse que não está acostumada a dar carona para mochileiros, mas que sempre ajuda os policiais que pedem carona. Hosana nos deixou na entrada de Hulha Negra, quilômetros a frente. (Carona 19, com Hosana) Carona 20: Hulha Negra-RS para Pinheiro Machado-RS, com sr. Paulo. Novamente, menos de 10 minutos depois, sr. Paulo, natural de Candiota-RS, nos salvou de passar frio na estrada e nos levou até a entrada de Pinheiro Machado. Viajamos juntos ao som de clássicos da música caipira enquanto observávamos as paisagens de campos. (Carona 20, com sr. Paulo) Carona 21: Pinheiro Machado-RS para Pelotas-RS, com Rose e Wal. Poucos minutos depois de esperarmos novamente no frio congelante, Rose e Wal nos ofereceram carona. Fomos tomando chimarrão e conversando sobre o que achamos das cidades que conhecemos ao longo da viagem. Conversamos bastante sobre como as cidades no sul e no Uruguai são, de modo geral, mais seguras que em São Paulo. Rose nos falou sobre a praça do Mercado Municipal de Pelotas e topamos parar por ali mesmo. Chegamos em Pelotas por volta das 15h e decidimos pernoitar por lá. Mais uma vez, começou a saga de procurar lugar para pousar, enquanto conhecíamos o mercado e prédios históricos dos arredores. Na praça em frente ao mercado, abordamos um moço com um violão nas costas para perguntar se poderia nos indicar um lugar barato para comer. O moço, chamado Marcelo, foi h extremamente hospitaleiro e nos acompanhou por um tempo em nossa busca e trocamos contato antes de nos despedirmos. Naquela noite, conseguimos abrigo na casa de uma amiga do Manuh, no bairro Porto. Por termos gostado muito da cidade, decidimos passar mais um dia em Pelotas. Convidamos Marcelo para uma volta pelo centro da cidade e acabamos, no fim das contas, pedindo abrigo para ele na casa de sua família. Depois de uma tour por Pelotas, guiados por Marcelo, almoçamos com sua família e fomos recebidos com carinho. Não deixamos de experimentar os doces de Pelotas e conhecer a bancada de discos do James na feira em frente ao Mercado Municipal. (Carona 21, com Rose e Wal) (dia 18) Carona 22: Blablacar de Pelotas-RS para Eldorado do Sul-RS, com Ezequiel. A escolha de pegar um Blablacar, a essa altura da viagem, foi bastante estratégica. O objetivo era chegar até o Posto SIM, na saída de Eldorado do Sul, para encontrarmos lá o nosso amigo caminhoneiro seu Roberto, o mesmo que conhecemos na carona de número 9. Combinamos com seu Roberto que nos encontraríamos lá por volta da hora do almoço, para que pudéssemos, então, seguir com ele até Jaraguá do Sul-SC. Carona 23: Eldorado do Sul-RS para Jaraguá do Sul-SC, com seu Roberto. De fato, conseguimos encontrar nosso amigo seu Roberto no posto e seguimos viajando juntos até por volta das 22h. Paramos em um posto de gasolina próximo a Florianópolis para pernoitarmos e partimos novamente por volta das 3h. Chegamos a entrada para Jaraguá por volta das 5h e esperamos em um posto de gasolina até o dia amanhecer. (dia 19) Carona 24:Jaraguá do Sul-SC para Curitiba-PR, com seu Alberí, caminhoneiro. No mesmo posto em que ficamos em Jaraguá, fizemos uma plaquinha para "Curitiba" e, coisa de meia hora depois, seu Alberí parou para nós. Seu Alberí, um caminhoneiro com 35 anos de estrada, nos contou vários histórias sobre subornos policiais no Rio de Janeiro, sobre o problema com bloqueios eletrônicos dos caminhões - que "só servem pra deixar caminhoneiro estressado e matar caminhoneiro", sobre seguradoras que querem traçar rotas para os caminhoneiros sem, ao menos, conhecerem o dia a dia deles nas rodovias. Seu Alberí nos deixou na entrada para São José dos Pinhais-PR, mesmo local onde paramos no início da viagem e, assim, pegamos os mesmos ônibus novamente para o centro de Curitiba. Almoçamos no buffet livre (R$11,50) e pernoitamos novamente na casa de nosso conhecido. No dia seguinte, preferimos continuar descansando em Curitiba, onde almoçamos novamente em outro buffet livre (R$7,50) e aproveitamos a companhia do pessoal da república. (dia 20) Carona 25: de São José dos Pinhais-PR para Taboão da Serra-SP, com seu Edimilson. Para sairmos de Curitiba, pegamos um ônibus intermunicipal de volta para São José. Fomos pedir carona em um posto grande recomendado pelo seu Alberí, "Posto Aldo Locatelli". No posto, tentamos carona na saída com a plaquinha "São Paulo ou Campinas", não obtendo sucesso por cerca de 1h. Fizemos uma pausa para comer na conveniência e usar o wifi. Na saída da conveniência, fomos abordados pelo seu Edimilson, que perguntou nosso destino e nos ofereceu carona até sua cidade, Taboão da Serra, limítrofe de São Paulo capital. Edimilson nos contou sobre várias viagens que fez pelo globo motivado pelo seu hobby: o mergulho. Nos contou sobre as melhores experiências e perrengues mergulhando, assim como sobre vários outros pontos turísticos, como as pirâmides no Egito. Em Taboão da Serra-SP, encerramos a viagem pegando um ônibus e um metrô para o nosso marco zero, São Paulo-SP. Lá, jantamos na rodoviária e pegamos um blablacar para nossa casa em Campinas-SP. No fim das contas, depois de contar um pouco dessa maravilhosa odisseia, deixo algumas considerações para quem se sente inspirado a procurar o mesmo tipo de aventura. Já ouvi dizer por aí que "pressa não combina com viajar de carona" e isso é verdade! É possível, sim, viajar durante poucos dias de carona - até mesmo para fazer só um bate-volta em um fim de semana-, porém, a verdade é que, se você tem dia prazo para "estar de volta", você acaba se sentindo mais pressionado pelas circunstâncias imprevisíveis da aventura. Hoje tenho a percepção de que viajar pedindo carona é mais confortável quando se tem tempo de sobra, ou indeterminado, para ficar na estrada e poder aproveitar mais dias nos lugares em que, de fato, se quer parar. Outra consideração é que viajar de carona e de maneira econômica te proporciona uma visão muito menos idealizada do que aquela adotada em uma viagem convencional: não se conhece os lugares pelo olhar de turista - até porque, é muito comum acabar desviando de rotas turísticas -, mas sim, pelo olhar das pessoas que vivem diariamente a realidade dos lugares e das rotas que os cercam. Antes de viajar de carona, leia sobre o passo a passo a se seguir e o memorize bem. Procure os melhores pontos do trajeto para pedir carona e mantenha o pensamento sempre positivo. Se atente, também, aos dias da semana. Algumas rotas, como rodovias com postos de gasolina grandes, facilitam mais do que outras, como pistas estreitas e pouco movimentas, contudo, sempre dá pra conseguir uma condução! Cada lugar tem uma cultura diferente e isso também afeta no processo de pedir/conseguir carona, como comentamos sobre a experiência no Uruguai, mas essa questão se resume apenas em entender as particularidades do ambiente. No caso de quem vai pedir carona no Uruguai, principalmente no interior do país, meu conselho é o de fazer plaquinhas com destinos próximos, ainda que pareçam distâncias pequenas, ou, mais prático ainda, se valer apenas do número da Ruta desejada (ex: Ruta 8). O movimento das vias é muito menor do que no Brasil, mas, como dito antes, isso não é sinônimo de não conseguir carona. Se estiver indo para o Sul, dê atenção especial aos postos de gasolina da rede SIM, que tem boa estrutura e costumam ser maiores e frequentados pelos caminhoneiros. Dito tudo isso, desejo boa viagem aos que se inspiraram! Aos que não se inspiraram, espero que tenham feito boa viagem, ao menos, durante a leitura. Até breve, mochileiros e curiosos!
  2. Saudações gente de espirito livre! Eu sou Ewerton Araújo Carvalho Natural de MG (Uai Sô) rs, já viajei dentro do meu estado, morei e viajei dentro de estados também, porem foram só viagens curtas de fim de semana ou férias. Mas agora separei um tempo pra uma jornada de auto conhecimento e superações. Seguinte galera, estou a sair em meu primeiro mochilão de verdade dentro do país, em busca de conhecimento, auto conhecimento e experiências. Saio de MG agora no final deste mês, vai ser algo bem roots mesmo, pois tempos difíceis e grana curta ta presente em toda parte. Sou pessoa de hábitos simples e humilde, somente com a vontade de ir onde a natureza me chama e o coração pede. O Trabalho dignifica o homem e Gratidão preenche e acalma a alma. Tenho o essencial pra camping e trekking, e resolvi começar a viagem pelo Sul do brasil em SC, Chego em Floripa dia 27, e quero conhecer alguém ou uma galera que possa me orientar e apresentar os picos, praias, trekkings e cachoeiras, não tenho previsão de conseguir hostels, pois até o momento não consegui nenhum anfitrião pelo worldpackers, então busco um camping seguro e de uma Vibe Up ou algo bem próximo que caiba no bolso no momento, dependendo das condições posso fazer uns freelas na minha área para alcançar o próximo destino, ou permanecer por mais tempo, vai ser o que o coração pedir. Venho até vocês que já tem um cadinho ou muito mais de experiência, pedir um auxilio. Desde já agradeço a atenção e colaboração de todos. Jah Bless 🍃
  3. Oi, pessoal! Chego em Floripa em 1° de junho de 2019. Já fiz um roteiro pelas cidades que me agradam e volto por Balneário Camboriú em 9 de junho de 2019. Alguém aí?
  4. Voltei da minha primeira viagem sozinha. Sim, sozinha, apenas eu e minhas malas. Você deve tá ai pensando: “nossa, que louca!” ou ainda “coitadinha, que pessoa abandonada na vida”. Que nada! Eu sou é solta! Eu sempre tive muita vontade de viajar sozinha, muita mesmo, mas justamente por esse tipo de pensamento eu nunca fui. Quando eu comentava com qualquer pessoa que queria fazer uma viagem sozinha, elas me desencorajavam com esse tipo de comentário e eu desistia. “Nossa, mas você vai viajar sozinha? E se te roubarem? E se te matarem?” … São tantos “e se” ruins que se a gente for considerar todos, não sairemos de casa nunca mais, ainda mais para viajar sozinha. Um belo dia eu simplesmente acordei e decidi: “vou marcar minhas férias”. Nem cogitei a hipótese de chamar alguém para ir junto. Eu queria muito realizar essa experiência de viajar sozinha. Escolhi um destino que ainda não conhecia (Floripa ♥) e que coubesse no orçamento, reservei um hostel, li 1000 blogs de dicas viagens, montei meu próprio roteiro com lugares q gostaria de conhecer na ilha... E eu fui! Viajar sozinho(a) não é nada triste, pelo contrário, é empoderador, é libertador, é aventura, é confiança, é introspecção, é fazer o que você quer, na hora que quer, como quer… É você ser dono(a) de você e das suas decisões por completo! Não é uma experiência solitária, é uma experiência plena e completa. Se o medo de viajar sozinho(a) é pela solidão, não tenha! Você vai ter tanta coisa para ver/fazer, que a solidão vai passar longe! Viajar sozinho(a) por aí é muito mais comum do que a gente pensa... Entendam: sozinho sim, solitário, só se você quiser! O que eu mais tive nessa viagem foi companhia. Muito mais até que qualquer outra viagem que tenha feito. É a magia de se hospedar em hostels. Neles, a possibilidade de socialização é bem maior. Conheci pessoas inspiradoras que também estavam viajando sozinhas ou já viajaram e isso abriu ainda mais minha cabeça. Já no primeiro dia me joguei num forró e conheci pessoas incríveis que moram na ilha que me proporcionaram rolés insanos! As pessoas de Floripa são muito acolhedoras! E não tem essa de "ah, mas eu sou tímido...", as pessoas chegam pra conversar contigo quase que instantaneamente. E se não chegarem, qual o problema? Sua própria companhia não basta? O único responsável pela sua felicidade é você! E claro, tive vários momentos sozinha que foram momentos de introspecção total! Eu me senti extremamente realizada, auto suficiente e feliz! Foram momentos tão sensacionais quanto os que estive acompanhada dos amigos que fiz durante a viagem. Quanto a famigerada frase: “Nossa, tá rica hein?!”? Qualquer pessoa que já tenha viajado ao menos uma vez na vida já ouviu essa. As pessoas querem nos convencer o tempo todo de que tudo que é bom não é para o nosso bico. E me lembro de um detalhe: A maioria das pessoas que me abordavam com esse comentário tinham carro. Que, por mais popular que seja, custa mais caro, por mês, que esta viagem que fiz. Não estou julgando ninguém, mas, dentro do que a sociedade estabeleceu como certo/errado, bacana/arrogante, ter um carro é ok, mas viajar é ostentação. Deixamos de sonhar, imaginar, planejar. Fazer uma viagem, qualquer que seja, depende muito mais de planejamento do que de qualquer outra coisa. Viajar é barato - e não menos incrível - se você abrir mão de mordomias supérfluas como ficar em hotel 5 estrelas, comer em restaurantes caros ou fazer passeios com guias caríssimos... E claro: poupando e até mesmo vendendo coisas que você não precisa! Sabe aquele sapato que vc comprou e usou uma vez? Lança na olx! Sabe aquela academia que você pagou por 12 meses e foi 2 semanas? Vende pra alguém que realmente tenha interesse! (12xR$59,00 é R$708 reais! Vc compra uma passagem pra Argentina com esse dinheiro!). Sabe aquele Mc Donald's q você paga R$30,00? Pense que com esse mesmo valor você paga uma diária em um hostel. Vá com menos frequência a baladas, barzinhos, restaurantes... Faça uma poupança pra tua viagem e pinga lá um pouquinho todo mês. A gente tem mania de ficar lamentando que nunca tem dinheiro. Dinheiro todos que trabalhamos temos, só gastamos ele de outras maneiras. Eu, por exemplo, passei dias pesquisando passagens, de olho em promoções, procurando indicações de hostels (a título de curiosidade: diárias em hostels giram em torno R$35,00 – com café da manhã), analisando opções, pesquisando os restaurantes mais baratos da região, pesquisando sobre o transporte público da região, e claro, poupei meu dinheirinho e vendi coisas também! Enfim, sem muito glamour dá sim para viajar até para o outro lado do mundo com pouco dinheiro! Ah! Não tenho nada contra ir acompanhada! Viajar acompanhada é muito bom. Mas nem sempre as pessoas que você ama terão disponibilidade/dinheiro/interesse pra te acompanhar. E tá tudo bem. Isso não pode te impedir de realizar uma viagem! Claro que são experiências diferentes, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Mas viajar sozinho, meus amigos... é uma experiência única e acho que todos deveriam fazer isso ao menos uma vez na vida. Eu conheço muitas pessoas que já deixaram de viajar por falta de companhia e todas se arrependeram. Parem de colocar a felicidade de vocês nas mãos de outra pessoa! Você é autossuficiente, acredite! Se eu já não tinha medo nenhum de me arriscar por aí sozinha, aconteceu que comecei a tomar gosto pela coisa. Ferrou! Foi uma das melhores viagens da minha vida! Já estou contando as moedinhas para programar a próxima trip. E quem tiver interesse de viajar, sem muito glamour, é só chegar junto! E como diz uma frase que circula por aí: "viajar é a única coisa que você compra e que te deixa ainda mais rico. De histórias, de experiências, de conhecimento, de momentos inesquecíveis, de sonhos..." (Tati dos Santos) Mais fotos no Instagram: @tatidosantos Se quiserem dicas de hostels, praias, baladas e qualquer outra coisa que consiga ajudar, podem me perguntar aqui ou no Instagram
  5. Viagem para a região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) por R$1349 De 29/01 até 06/02 A viagem foi feita em casal, eu (Bruno) e minha princesa Thamires. O gasto do título é o total dividido por dois. 📖 ROTEIRO 29/01 - Barretos/SP > Curitiba/PR 30/01 - Curitiba/PR > Florianópolis/SC 31/01 - Florianópolis/SC 01/02 - Florianópolis/SC 02/02 - Florianópolis/SC 03/02 - Florianópolis/SC > Gramado/RS 04/02 - Gramado/RS 05/02 - Gramado/RS 06/02 - Gramado/RS > Barretos/SP ✈️ PASSAGENS Barretos > São José do Rio Preto (ônibus) - R$26 São José do Rio Preto > Curitiba (avião) - preço no final * Curitiba > Florianópolis (ônibus) - R$79** Florianópolis > Porto Alegre (avião) - preço no final * Porto Alegre > Gramado (ônibus) - R$110 Gramado > Porto Alegre (ônibus) - R$110 Porto Alegre > São José do Rio Preto (avião) - preço no final * São José do Rio Preto > Barretos (ônibus) - R$26 * Todas as passagens aéreas foram compradas com milhas Multiplus e Porto Seguro, no total do casal, considerando todos os trechos, ficou R$180 ** Na passagem de Curitiba para Florianópolis a Thamires conseguiu utilizar o ID Jovem, logo ela pagou apenas a taxa de R$9 e eu paguei o valor integral da passagem, R$70. TOTAL CASAL = R$531 TOTAL INDIVIDUAL = R$265,5 🛌 HOSPEDAGEM Curitiba - Euro Hotel - 1 diária - R$90 Link: http://bit.ly/eurohotelcuritiba Opinião: O quarto tinha ventilador, TV a cabo, banheiro privativo, Wi-Fi e etc. A gente foi bem recebido, o quarto e o banheiro estava bem limpo, café da manhã bom. O hotel fica no centro, de frente para o terminal de ônibus. Nosso quarto ficava no terceiro andar, para quem não gosta muito de escada, pode ser um pouco ruim, mas a gente recomenda. Florianópolis - Airbnb - 4 diárias - R$460 Link: http://bit.ly/airbnbdanielucas Opinião: Era nossa primeira experiência com o Airbnb… foi muito bom, fomos recebidos pela Dani que nos mostrou a casa, como tudo funcionava e foi extremamente prestativa dando recomendações de locais e nos tratando muito bem. Durante toda estadia tudo correu muito bem, não tivemos nenhum problema. O quarto tinha ar condicionado, banheiro compartilhado, porém bem limpo. Casa localizada muito próxima da UFSC. Para quem for ficar hospedado naquela região, recomendamos muito a casa da Dani e do Lucas. Gramado - Hospedagem Saint Peter - 1 diária - R$75 Link: http://bit.ly/saintpeterhospedagem Opinião: O quarto tinha ar condicionado, banheiro privativo, frigobar e era bem limpo. A localização era realmente o diferencial, ficava há um quarteirão na principal rua de Gramado, Avenida Borges de Medeiros. Não tinha café da manhã, porém recomendamos muito este lugar. Gramado - Hello Hostel - 2 diárias - R$150 Link: http://bit.ly/hellohostelgramado Opinião: Ficamos em um apartamento muito grande, com uma vista linda para um vale. O apartamento tinha cozinha, o que nos ajudou a economizar muito na cidade. Tinha café da manhã, porém passa longe de ser dos melhores. A localização não era tão boa quanto a do primeiro local que ficamos, porém valeu bastante a pena. Recomendamos. TOTAL CASAL = R$775 TOTAL INDIVIDUAL = R$387,5 🏥 SEGURO VIAGEM Contratamos o seguro viagem da Assist Card, via Multiplus, para ganharmos milhas. O custo para todos os dias para nós dois foi de R$90. Dentre as coberturas do seguro, temos despesas médicas (R$10.000), seguro de bagagem (R$500), e outras várias. DIA 29/01 Acordamos cedo e pegamos um ônibus na rodoviária de Barretos para São José do Rio Preto. Chegando na rodoviária fomos para o aeroporto de Uber. No aeroporto fizemos o check-in e embarcamos para Curitiba, com conexão em Guarulhos. Por volta das 16h chegamos em Curitiba, após fazer dois voos bem tranquilos. Por adiante, pegamos um Uber do aeroporto para o hotel, fizemos o check-in e dormimos até umas 18h. Após isso, fomos caminhando do hotel até o Shopping Estação, onde compramos algumas coisas para fazer sanduíches e também jantamos. Do Shopping fomos de Uber para o hotel. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber em Rio Preto = R$9,8 Almoço em Guarulhos = R$125 Uber do aeroporto para o hotel = R$33 Compra para sanduíche = R$20 Jantar =R$25,8 Uber do shopping para o hotel = R$4,8 TOTAL = R$218,4 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$109,2 📷 FOTOS Embarcando em Rio Preto para São Paulo Aeroporto de Guarulhos Almoço em Guarulhos Shopping Estação DIA 30/01 Acordamos cedo e partimos para o Jardim Botânico. Ficamos muito impressionado com a limpeza do local e o cuidado, realmente um lugar muito bonito. Do Jardim Botânico fomos fazer um tour na Arena da Baixada, o estádio é muito bonito, um dos mais tecnológicos da América Latina. Voltamos para o hotel, fizemos o check out e fomos para a rodoviária. Compramos as passagens para Florianópolis com a viação Catarinense. O horário de saída foi 13h. Chegamos em Florianópolis por volta das 18h e fomos para a casa onde ficamos hospedados. Como estávamos cansados, pedimos uma pizza e fomos dormir. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber Hotel para Jardim botânico = R$8,4 Uber Jardim Botânico para Arena da Baixada = R$9,6 Ingresso meia do Tour Arena da Baixada = R$20 Uber Arena da Baixada para Hotel = R$9,3 Uber Hotel para Rodoviária de Curitiba = R$4,4 Uber Rodoviária de Floripa para casa = R$12,2 Pizza = R$50 TOTAL = 113,9 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = 56,95 📷 FOTOS Jardim Botânico Jardim Botânico Jardim Botânico Jardim Botânico Arena da Baixada Arena da Baixada Chegando em Floripa DIA 31/01 Na parte da manhã pegamos um Uber e após uns 20 minutos de viagem chegamos no nosso destino, a Praia da Joaquina. A praia é uma das mais bonitas de Florianópolis possuindo 3 quilômetros e ainda, com outro atrativo, as dunas. Na praia tivemos que alugar um guarda-sol (R$10 e passam cartão) pois estava muito quente. Almoçamos em um restaurante chamado Lorena próximo a Joaquina e partimos para a Praia Mole. Na Mole as ondas são fortes, água muito bonita, recomendo a visita. Por adiante, no final da tarde, fomos para a Lagoa da Conceição, onde pagamos R$50 por 30 minutos de caiaque e 30 minutos de stand up paddle, ou 1h em apenas um desses. Após passar pela Lagoa, fomos para o mercado do Shopping Iguatemi comprar ingredientes para preparar algumas refeições. Depois do mercado a gente foi para a casa descansar para o próximo dia. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber casa para Praia da Joaquina = R$25,2 Guarda-sol Joaquina = R$10 Almoço = R$46 Uber Praia da Joaquina para Praia Mole = R$8,4 Guarda-sol Mole = R$10 Uber Praia Mole para Lagoa da Conceição = R$6,7 Passeio de Caiaque e Stand up Paddle = R$50 Uber Lagoa da Conceição para Shopping = R$17,3 Mercado = R$85,5 Uber Shopping para Casa = R$7,2 TOTAL = R$266,3 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$133,15 📷 FOTOS Praia da Joaquina Praia da Joaquina Praia da Joaquina Praia da Joaquina Dunas na Praia da Joaquina Praia Mole Praia Mole Lagoa da Conceição Lagoa da Conceição Shopping Shopping DIA 01/02 Acordamos por volta das 10h e fomos em direção a Praia do Campeche. Essa praia é uma das mais visitadas no Sul da ilha e possui dunas. Uma das recomendações é realizar o passeio rumo a ilha do Campeche, onde você poderá mergulhar nas águas calmas e transparentes. Após o almoço fomos em direção a Praia da Armação. A praia é muito linda, um pouco deserta e com água gelada. Ficamos até umas 16h na praia e voltamos para a casa pois estávamos cansados. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber casa para Praia do Campeche = R$25,2 Guarda-sol Campeche = R$10 Uber Praia do Campeche para Praia da Armação = R$17,4 Água = R$4 Uber Praia da Armação para casa = R$40,5 TOTAL = R$97,1 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$48,55 Obs: Infelizmente não realizamos o passeio até a ilha do Campeche. 📷 FOTOS Indo para a Praia do Campeche Água-viva Praia do Campeche Praia da Armação DIA 02/02 Nesse dia dormimos muito pois também estava chovendo e não daria para ir nas praias na parte da manhã. Por conseguinte, almoçamos em casa e logo após parar a chuva (por volta das 13h) fomos para Jurerê Internacional. Essas corridas de uber são verdadeiras viagens, pois todas as praias são muito longe, se preparem. Jurerê foi a praia mais calma que visitamos, porém não estava perto de ser a mais bonita, na minha opinião. O preço das coisas é mais caro que nas outras praias. Recomendo a visita, mas não como prioridade. Após passar por Jurerê fomos para o Mercado Municipal comprar algumas lembrancinhas. Por adiante, fomos para a casa. Para jantar conseguimos cupons de desconto nos aplicativos Rappi e Uber Eats, o que ajudou muito pois não fizemos janta. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber casa para Praia de Jurerê Internacional = R$46,8 Guarda-sol Jurerê = R$10 Uber Praia de Jurerê Internacional para Mercado Municipal = R$46,7 Lanche Mercado Municipal = R$30 Uber Mercado Municipal para casa = R$13,5 Lanches comprados nos aplicativos = R$15 TOTAL = R$162 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$81 Praia de Jurerê Internacional Praia de Jurerê Internacional Praia de Jurerê Internacional Praia de Jurerê Internacional Mercado Municipal Último rango em Floripa DIA 03/02 Bem cedinho fomos para o aeroporto para pegar o voo para Porto Alegre. O voo foi com a Azul, bem tranquilo. Chegando em POA fomos direto para a rodoviária pegar o ônibus para Gramado (depois descobri que não precisávamos ter ido para rodoviária, pois o ônibus que vai para Gramado passa pelo aeroporto, triste, mas fazer o que kkkk). Chegamos em Gramado por volta das 14h, fomos para o hotel, deixamos as mochilas e partimos para a Avenida Borges de Medeiros, que ficava a uma quadra do hotel. Nessa avenida você encontra vários pontos famosos de Gramado, como a Rua Coberta, Catedral de Pedra, Rua Torta, entre outros. Voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos jantar num restaurante da Rua Coberta. O mais engraçado é que ficamos andando até encontrar um lugar que não tinha couvert, pois queríamos dar uma economizada, beleza. Em todos os lugares os cantores estavam na parte de fora do restaurante (onde ficam as mesas na Rua Coberta), até que encontramos um que “aparentemente “não tinha cantor. Quando pegamos a conta estavam cobrando R$15 de couvert, demos uma risada e falei “pqp, onde esse fela da mãe está cantando”, o tal fela da mãe estava dentro do restaurante, onde ninguém come, ninguém o vê... Pagamos tudo certinho e fomos embora rindo (por fora), mas triste por dentro kkkk. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber casa para aeroporto = R$20,6 Uber aeroporto POA para rodoviária = R$16,7 Uber rodoviária de Gramado para hotel = R$6,7 Chocolate quente e fondue = R$21 Jantar Rua Coberta (com couvert) = R$80 TOTAL = R$145 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$72,5 📷 FOTOS Aeroporto de Floripa Voo para POA Lanche no avião Ônibus de POA para Gramado Paróquia São Pedro Rua Torta Museu do Festival de Cinema de Gramado Rua Coberta Fondue Jantar na Rua Coberta DIA 04/02 Na parte da manhã continuamos andando pela Borges de Medeiros. Por adiante, por volta das 11h fizemos check out no hotel e fomos para o Hello Hostel (ficamos em dois lugares diferentes em Gramado porque foi a forma mais barata). Após o check in no hostel, almoçamos no Ita restaurante. A comida do restaurante é maravilhosa, tem churrasco, diversas opções de salada e sobremesa, tudo por um preço muito baixo, se comparar aos demais restaurantes da cidade. Por adiante, fomos ao Lago Negro, lugar maravilhoso, muito bem cuidado e que com toda certeza deve ser visitado. Após conhecer o lago fomos ao mercado Nacional Gramado, que fica próximo ao Hard Rock Café, comprar algumas coisas para fazer comida e voltamos para o hostel. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber hotel para Hello Hostel = R$7,5 Uber Hello Hostel para Ita Restaurante = R$8,2 Almoço Ita = R$60 Uber Ita Restaurante para Lago Negro = R$9,1 Uber Lago Negro para Mercado = R$6,7 Mercado = R$60 Uber Mercado para Hostel = 7,1 TOTAL = R$158,6 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$79,3 📷 FOTOS Mc Donald's Vista do Hello Hostel Almoço no Ita Restaurante Pórtico Gramado Pórtico Gramado Lago Negro Lago Negro Andando pelo Lago Negro DIA 05/02 Por volta das 10h fomos para o Mundo a vapor, lugar fantástico que deve ser visitado. Após passar pelo Mundo a vapor fomos para Canela, onde conhecemos a Paroquia Nossa Senhora de Lurdes, lugar muito lindo. Ademais, voltamos para Gramado, compramos lembrancinhas e ficamos andando até o final da tarde. Voltamos para o hostel, jantamos e arrumamos a mala para infelizmente ir embora no dia seguinte. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber Hello Hostel para Mundo a Vapor = R$16,3 Ingressos meia Mundo a Vapor = R$36 Uber Mundo a Vapor para Paroquia = R$7,8 Uber Canela para Borges de Medeiros = R$16,3 Uber Borges de Medeiros para Hello Hostel = R$7,5 TOTAL = R$83,9 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$41,95 📷 FOTOS Mundo a vapor Paróquia Nossa Senhora de Lurdes Canela Canela Andando pelas ruas de Canela Avenida Borges de Medeiros Restaurante do atleta de futebol Cristiano Ronaldo DIA 06/02 Tomamos um café da manhã reforçado e fizemos o check out no hostel. Pegamos um Uber para a rodoviária de Gramado, onde pegamos um ônibus para POA. O ônibus para na rodoviária de Porto Alegre e depois segue para o aeroporto. Almoçamos no aeroporto de POA, no Mc Donald’s, pegamos o voo para São José do Rio Preto, com conexão em Congonhas. Chegamos em Rio Preto pelas 19h, pegamos um ônibus para Barretos e por volta das 22h já estávamos em casa. GASTO DO DIA CASAL (sem considerar o que já foi mencionado no início do texto) Uber Hello Hostel para rodoviária = R$6,9 Almoço Mc Donald’s = R$50 TOTAL = R$56,9 GASTO DO DIA INDIVIDUAL = R$28,45 📷 FOTOS Rango Obs: Deixamos de fazer alguns passeios em Gramado, como o Snowland, por conta do preço. Em Canela não visitamos o Parque do Caracol. Contudo, indicamos muito esses passeios para quem tiver a oportunidade. Gasto Total da Viagem (Casal) = R$2698,1 Gasto Individual da Viagem = R$1349,05 Obs2: Não colocamos o valor gasto com lembrancinhas na conta porque não é um gasto da viagem “necessário”, porém gastamos R$50 em Floripa e uns R$120 em Gramado. 📷 FOTOS Quem tiver dúvidas sobre essa viagem e sugestões para nossas próximas viagens pode comentar embaixo que vamos ler e responder. Espero que tenhamos ajudado de alguma forma. Se quiserem nos acompanhar no instagram é só seguir @ourtrip22 Obrigado.
  6. Pedrada

    Florianópolis

    olá, bem vindo Toresu !! ficar no centro, talvez, seja o local com melhores acessos para todos locais da ilha, mas isso depende muito dos meios que se dispõe (bike, onibus, pés, carro). sugiro ler os tópicos e verá as distintas opniões dos mochileiros, veja: dicas-de-florianopolis-t52210.html e hoteis-e-albergues-florianopolis-t49731.html?hilit=hospedagem eu sempre prefiro escolher alguma praia (do sul, de preferência, mas já fiquei em, pelo menos, umas 15 diferentes em toda ilha) ou, na lagoa q tb é um ótimo local pra conhecer este lado da ilha (até moçambique, barra, prainha!, mole, galheta!, joaca, tavares, campeche, incluir a costa e o canto)...... acho que em outubro estaremos em uma das melhores estações, a primavera!!! ñ chove muito e já começa a esquentar, sem contar na luminosidade, no brilho e colorido das plantas heheehe boas trips, estamos aí!!
  7. Boa noite, Estou procura de pessoas que viajará nessas cidades(Curitiba-Blumenau-Itajaí-Floripa) no mês de fevereiro e trocar idéias de locais interessantes para visitar, principalmente de comida. hahaha Pretendo ir de carro para curtir e dividir a viagem em várias cidades do PR e SC. meu whats: (16)992033255
  8. Eai Galeeeeera :p Estarei passando a virada do ano em Floripa, porém ainda não tenho roteiro nem cia!! Minha ideia inicial é chegar em algum lual, você tem indicações? Quem vai - me leva junto! hahah Aceito sugestões para outras trips também... Em fim, chego no sábado dia 29/12 - caso tenha alguém afim de fazer alguma coisa massa antes da virada, trilha, passeio, pegar um sol e tomar uma cerveja seila me dê um grito.
  9. Alone in Floripa Fala galera, fiz uma trip solo barateza para Floripa esse mês e gostaria de compartilhar com vocês essa experiência, foi tudo meio que de última hora e improviso, mas são dessas viagens que vêm as melhores experiências. Vou aqui separar pelos dias em que fiquei por lá, qualquer nova informação sobre passeios ou valores vocês podem solicitar aqui ou no meu Instagram, que terá o link ao final e terei prazer em responder. Minha ideia era fazer mais trekking do que visitar praias visto que a previsão do tempo não estava muito ao meu favor, apesar da chuva e dos incríveis 5 minutos de sol nos 4 dias em que estive lá, aproveitei cada segundo da viagem, o lado bom é que voltei com meu protetor solar praticamente cheio. 31/10- Dia 1 (Muita chuva e amizades inesperadas) Cheguei bem cedo na ilha e fui para o Mercado Municipal comer alguma coisa, pois estava no ônibus há bastante tempo e a essa hora já estava morrendo de fome. Eu nunca tinha ido em um Mercado Municipal, mas não me impressionei não, porém o lugar é bem organizado, vale a pena visitar se você estiver nas redondezas, pois a rodoviária, o mercado e o TICEN (terminal central dos ônibus) ficam praticamente juntos. Comi uma coxinha de massa de mandioca muito boa, cara pra cacete e sumi, já serviu para desgrudar as paredes do meu estômago e sobreviver até o miojão do almoço. Peguei um busão e segui rumo a Lagoa da Conceição onde ficaria hospedado. Eu costumo sempre andar de ônibus onde vou viajar, Uber é muito bom mas só uso em caso de extrema necessidade, sem contar a economia, e o sistema de ônibus de Floripa é muito bom e fácil de se localizar. Fiquei hospedado no Geckos Hostel, recomendo muito pois o ambiente é agradável e o povo que trabalha lá é extremamente prestativo, eu o escolhi principalmente pela ótima localização, fica a uns 5 minutos de caminhada do centro da lagoa, deu R$41 por dia sem café da manhã, se quiser o café tem um custo adicional de R$12 se não me engano, eu achei melhor não pegar e fazer o meu próprio café nesse caso. Como cheguei um pouco antes do horário de check-in, resolvi deixar minhas coisas por ali e procurar uma trilha pequena e por perto para fazer já que a chuvinha deu uma trégua. A moça da recepção me indicou a trilha da “Costa da Lagoa”, disse que era pertinho e tranquila. Pois bem, fiz meu banquete (miojão, banana e umas bolachas), peguei minha mochila, minha bota e na saída encontrei outra hospede do hostel querendo sair, convidei ela e fomos juntos. Duas quadras depois do hostel encontrei uma cachorrinha toda molhada e andando sem rumo, como eu adoro cachorro fui lá brincar um pouco com ela e ela resolveu me seguir, pensei que apenas por uns quarteirões mas para a minha surpresa ela não nos abandonou até o final da trilha, como não sabia seu nome comecei a chamá-la de Luna. A costa da lagoa é um bairro que realmente fica na costa da lagoa (ah sério?) então você vai andar com a lagoa de um lado e na maioria do tempo um penhasco do outro, e o único jeito de se chegar lá é pelos barcos que passam de 1 em 1 hora ou então por esta trilha, a maioria do pessoal vai até o fim da trilha andando e volta de barco, era o que eu planejava fazer mas acabou não dando muito certo, mas logo chegamos lá. No caminho tem várias casas e paisagens bem diferentes, como uma floresta de bambu onde fazia um barulho que até dava medo devido ao vento forte, mas para mim que adoro a natureza foi bom demais ficar um tempo ali aproveitando essa beleza, as paisagens são lindas e tem uma cachoeira bem bonita quase no fim da trilha, se estivesse um pouco mais calor eu me jogaria nela mas com o frio que estava achei melhor seguir em frente. O caminho parece ser decorado pelos moradores que ali residem, as vezes a trilha meio que parece acabar e temos que passar pela casa de alguém, mas isso é tranquilo pois os moradores, pelo menos todos os que eu encontrei, ajudam os turistas perdidos por ali. Então eu fui até o final, eu acho que era o Ponto 23, os barcos paravam nestes pontos para pegar o povo. Chegando no final, depois de quase 3 horas e 11km de caminhada, fui esperar o barco e lá fui informado que cachorros não podem embarcar. Isso já era quase 5 da tarde e nesse dia anoitecia perto das 6 h. Eu não poderia deixar minha companheirinha lá. Ela podia se virar e voltar embora, como também poderia se perder, e no caminho tinham muitos cachorros que poderiam assustar ela. Me senti responsável pelo que cativei, como diz o "Pequeno Príncipe", então sentei no chão, descansei um pouco, comi o que eu ainda tinha de comida, consegui um pouco de ração e água para a Luninha e voltamos, um pouco mais rápidos desta vez. Eu tenho um pouco de medo de ficar na trilha quando anoitece, e para ajudar, meu celular ficou sem bateria e das 2 lanternas que eu havia levado para a viagem, nenhuma delas eu tinha trazido para a trilha. Um pouco de falta de planejamento e de experiência que poderiam ter custado bem caro, pois virar um pé ou se perder na trilha (não neste caso pois era bem sinalizado) por estar sem luz podem acabar se tornando problemas bem sérios em situações como esta. Mas apertei o passo e voltamos bem rápido, com sorte acabamos chegando ao começo da trilha com o sol já se pondo (a última foto mostra a vista de quando saí da trilha), tive muita sorte, mas isso serviu como um aprendizado para as próximas. Por isso uma dica: por menor que seja a trilha tente se planejar antes com o horário, no meio do mato acaba anoitecendo mais cedo por conta das árvores e se você se desesperar ao ver que está longe do fim e com a luz diminuindo, pode acabar se machucando pela pressa ou pela falta de visibilidade e o que era para ser uma aventura acaba se transformando em um pesadelo. Pelo menos eu não estava sozinho dessa vez, diferente do próximo dia que foi outro sufoco, mas depois eu chego lá. Chegamos no hostel, mais exaustos do que o planejado, e veio a parte ruim: me despedir da Luninha. Eu acabo me apegando demais aos cachorros de rua, eles gostam de estar perto de nós, apenas por gostar de nossa companhia, pelo carinho, sem pedir nada em troca e eu valorizo muito isso, me sinto melhor com um cachorro me acompanhando. Depois me disseram que os cachorros da ilha são assim, saem atrás do povo e rodam a ilha caminhando, mas de qualquer jeito foi um pouco triste ver ela indo embora depois de todo esse tempo juntos. Então, depois desse primeiro dia regado de fortes e diferentes emoções, tomei um merecido banho saí para dar uma volta, a Lagoa da Conceição é um lugar muito bom, tem opções para todos os gostos, desde barzinhos, baladas de todos os tipos, restaurantes ou a própria lagoa no meu caso que gosto de andar e tomar uma cervejinha pra rua mesmo, e foi aí que terminei meu dia, apreciando as belezas da Lagoa da Conceição. Bom pessoal, esse foi o relato do primeiro dia, seguem as fotos deste dia e posteriormente digo como foram os outros. Forte abraço. https://www.instagram.com/edu_penteado/
  10. Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!! Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀 Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas. Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados. Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação: 13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite) 14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste 15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa 16.06.2018: Trilha da Galheta 17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP Dia 1: Chegada em Floripa Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita! Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais. 📌Sugestão: Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲 Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado. Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas. Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo. Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro: 📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo. Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares: E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo? Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste: Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa. Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro. É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança. À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia. Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar. Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção. Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo) Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado. O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos) A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico. Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo. Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender! 📌O que levar para esse passeio: Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro: Foi muito produtivo! Breve resumo histórico: "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha. Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região. No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis." Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571 Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas. Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750. Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil. Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique. Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/) Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍 Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa) Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas. Dia 4: Trilha da Galheta Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta. No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados. Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento: Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista: Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional. Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho: O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul. (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/ https://arqueoastronomia.com.br/atividades) Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte. Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar. Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza: Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui. Valeu a pena! Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe Pessoas sensacionais. E que noite!!! O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro). Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho. Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito. Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora. Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.
  11. Olá pessoal!! Para quem curte um contato mais próximo com a natureza é importante saber que Florianópolis oferece uma grande variedade de trilhas, quase sempre rodeadas de belas paisagens.... Estou criando este tópico para o pessoal poder trocar experiências sobre as trilhas da Ilha da Magia.... Vou colocar aqui a minha contribuição para deixar a galera com água na boca!!! Fonte: Prefeitura municipal (http://www.pmf.sc.gov.br) A Ilha de Santa Catarina tem uma grande diversidade de caminhos e trilhas, dos quais 31 foram mapeados, apresentando as mais diversas características: de curto a longo percurso; de caminhada simples em terrenos planos à caminhada radical com exposição à altura e uso de apoio; de orientação fácil, acessíveis aos menos experientes, aos de difícil orientação que exigem experiência e conhecimento prévio da área; alguns requerem um preparo físico normal, já outros exigem um preparo físico apurado. Isto deve-se ao fato de existirem caminhos e trilhas que reúnem, ao longo de seus percursos, ecossistemas e paisagens diversificadas, com morros, costões, planícies costeiras arenosas, dunas, restingas, manguezais, baías, enseadas, lagoas, córregos e mata típica da Floresta Atlântica, às vezes compondo áreas de preservação que abrigam inúmeras espécies vegetais e animais. Muitos percursos cruzam ou estão localizados em diferentes áreas de preservação, como parques e reservas ecológicas; todos os caminhos e trilhas do sul da Ilha têm essa característica. Aproximadamente dois terços dos caminhos e trilhas envolvem trechos de caminhada semi-pesada, pesada, difícil e radical, geralmente em aclives acentuados que exigem esforço. O tipo de terreno mais característico é o de terra batida, inclusive argilosa, em que afloram seixos da base granítica que forma os morros. Alguns caminhos e trilhas têm uso regular, servindo de acesso a praias, mantidas para passeios em áreas de preservação e como acesso a algumas comunidades isoladas, como as da Costa da Lagoa, dos Naufragados e do Saquinho. Parte dos caminhos e trilhas sofre um processo de desaparecimento e esquecimento. Naqueles em que o uso se tornou pouco frequente, mesmo que tenha sido importante na história do passado da Ilha, é comum a construção de cercas, muros e construções em propriedades que impedem a passagem e camuflam os pontos de acesso, aos poucos tomados pela regeneração da vegetação ou perdidos pelo desmatamento. Nem todos os caminhos e trilhas são acessíveis para a maioria das pessoas - muitos oferecem dificuldades físicas e alguns encontram-se interrompidos por cercas, podendo ocorrer o impedimento da passagem por parte dos “proprietários”. Em alguns percursos podem aparecer cães ameaçadores. No link abaixo há a relação das trilhas catalogadas pela prefeitura. Cliacando sobre cada trilha encontrará um descritivo: http://www.pmf.sc.gov.br/guia/novo/trilhas/_html/refrap.html Tem também o http://www.guiafloripa.com.br/trilhas/index.html com 14 trilhas e seus respectivos mapas
  12. Visitar Florianópolis é uma experiência incrível, a Ilha da Magia, na minha opinião, é um dos melhores destinos brasileiros. Não importa se você é amante da natureza e gosta de tranquilidade ou se gosta de bares e baladas. Em Florianópolis você tem de tudo. História Inicialmente fundada como Nossa Senhora do Desterro em 1675, Florianópolis fazia parte da vila de Laguna, e somente em 1726 foi elevada à categoria de vila, assim desmembrando-se de Laguna. Com sua boa localização estratégica, a ilha passou a ser ocupada militarmente. Esse fato contribuiu bastante com a ocupação de toda a ilha e também com o desenvolvimento da agricultura e indústria manufatureira de algodão e linho. Em 1823 a vila foi elevada à categoria de cidade, tornando-se capital da pronvíncia de Santa Catarina. Com grande investimento de recursos federais, esse foi um período de grande prosperidade para Desterro, com construções de prédios públicos, melhorias no porto e a organização de atividades culturais. Em 1894, devido à grande influência do Marechal Floriano Peixoto, a cidade foi renomeada para Florianópolis em sua homenagem. A partir do século XX a cidade passou por profundas transformações, e hoje tem sua economia baseada no comércio, prestação de serviços públicos e turismo. O que fazer em Florianópolis Já visitei Florianópolis várias vezes, e sempre falta tempo para fazer tudo o que quero. É tanta coisa pra fazer que um mês seria pouco na ilha. Pra resumir um pouco, vou fazer uma lista das coisas que considero bacanas. Lagoa da Conceição. Meu lugar preferido em toda a ilha, aqui existem muitas opções, sejam atividades, restaurantes, barzinhos, etc. Eu recomendo: Stand-up paddle. 20 reais meia hora. Passeio de barco. 10 reais para um passeio de 1hr. Sandboard. Não tenho certeza mas acredito que seja em torno de 30 reais 1hr. Além dessas atividades, muita gente faz piquenique na beira da lagoa, ou passa a tarde caminhando pelas lojinhas de artesanato, e pra fechar o dia uma boa cerveja num dos diversos bares e restaurantes é uma ótima opção. Ainda na Lagoa, recomendo 2 lugares ótimos. Bar do Boni é um restaurante na beira da lagoa que oferece boas porções e algumas opções de cervejas artesanais, recomendo a porção de isca de côngrio. E o The Black Swan é pub inglês de excelente qualidade, serve ótimas porções e oferece diversas opções de choppes, inclusive alguns ingleses. Passear pelo centrinho da lagoa é um bom passatempo, tem diversas lojinhas, bares, pessoas vendendo artesanato na rua, feirinhas e etc. Tem até um espaço de food trucks com várias opções. Bem bacana! Trilhas Trilha do Gravatá Essa é uma trilha bem tranquila com duração media de 30min e que pode ser feita até de chinelo. A entrada é já do lado do Bar do Boni e a primeira parte é bem curta, terminando numa rua, na qual você desce um pouco, atravessa e começa a segunda parte. O final da trilha é numa praia incrível com água clara e azul, também há uma uma casa onde mora um senhor muito simpático. Passando essa praia e subindo no próximo pico é possível ver a Praia do Mole. Trilha Piscinas Naturais Para chegar nessa trilha vá até a Barra da Lagoa e chegando lá, caminhe para a direita até o final da praia, onde vai ter uma ponte, atravesse a ponte e siga sempre em frente. Simples assim. Também é uma trilha leve de mais ou menos meia hora e vale muito a pena, o lugar é muito bonito. Trilha da Lagoinha do Leste Talvez a mais famosa trilha de Florianópolis, a Lagoinha do leste é imperdível para quem gosta desse tipo de atividade. É no final dessa trilha também, que fica a famosa pedra da coroa. Até a praia, são aproximadamente 60 minutos de trilha, de dificuldade leve/moderada. A trilha é bem construída e sinalizada, mas é uma subida um pouco pesada e pode ser cansativa. Da praia até a pedra da coroa são mais uns 45 minutos de pura subida. Esse é o trecho mais pesado de toda a trilha, mas a vista faz valer a pena. Além da trilha, também é possível conhecer a praia da lagoinha do leste de barco, que custa R$ 40,00 na alta temporada. Beira Mar Norte A melhor opção para fazer uma caminhada/corrida, passear de bike ou quem sabe até fazer um passeio de barco. A beira mar norte é uma boa opção para passar o final da tarde e ver pôr do sol, e depois jantar em um dos restaurantes ali localizados. Reveillon A noite da virada de Florianópolis é considerada uma das mais bonitas do país, e não é por menos. Passei a virada de 2015/16 lá e foi fantástica, foram mais de 20min de queima de fogos, junto com diversos shows na beira mar norte, bem no estilo Rio de Janeiro. O clima é bem tranquilo seguro e familiar, com uma estrutura muito boa, contando com banheiros, enfermaria e um bom número de policias para garantir a segurança. Gastronomia - Sanduicheria da Ilha. O melhor lugar da ilha pra comer um sandubão caprichado, fica na beira mar norte e oferece um cardápio bem completo. - Santo Antônia de Lisboa (Bairro). Esse bairro merece um destaque aqui, um pouco afastado do centro da ilha, lá encontram-se muitos restaurantes ótimos, com comidas para todos os gostos. Além disso ainda tem um clima muito aconchegante e até romântico. - Mercado Municipal. Mercadões são sempre ótimos lugares pra comer e em Florianópolis não podia ser diferente. O mais famoso no mercado é o Box 32. - Guacamole. Rede de restaurantes mexicanos, em Floripa o guacamole fica na bera mar norte e sempre lota, é bom chegar antes das 19h. - Rosso Restro. Conhecido pelo seu famoso Polvo à Rosso, eleito o melhor polvo do Brasil, o Rosso está localizado em Santo Antônia de Lisboa, na beira do mar e com um ambiente fantástico. - Costa da Lagoa. A Costa da Lagoa é uma pequena parte da ilha onde só se chega através de trilha ou pegando o barco na lagoa da conceição. Só o passeio já vale a pena, mas também tem restaurantes por ali. O mais recomendado é o que está no pier número 19, mas em todos os piers tem algum lugar bacana pra comer. - Bar do Arantes. O Bar do Arantes é famoso mundialmente, você talvez até já tenha ouvida falar. O restaurante funciona desde 1958, e fica localizado no bairro Pântano do Sul, que é muito procurado pelas trilhas. A fama do bar deve-se aos bilhetinhos, que antigamente eram deixados por mochileiros, avisando os colegas que chegariam mais tarde, onde encontrá-los. Hoje isso virou tradição no bar e quem passa por lá deixa o seu bilhetinho. Já são mais de 70 mil bilhetes colados pelas paredes do bar! Pântano do sul Pântano do sul é um bairro bem ao sul da ilha, cheio de trilhas e natureza. Ao contrário do centro e norte de Florianópolis, esse é um bairro bem menos agitado, apesar de bastante visitado. Turistas vão diariamente para lá para fazer a trilha da Lagoinha do Leste e visitar o Bar do Arantes, mas não costumam se hospedar por lá. Em minha última viagem à Florianópolis, ficamos hospedados em Pântano do Sul, e foi perfeito pra relaxar. A praia é ótima e tranquila, sem muita gente, também fizemos uma trilha e descansamos bastante. Mas recomendo se hospedar lá se quiser mesmo fugir do agito, pois todo o resto dos atrativos da ilha ficam bem longe, e a estrutura do bairro é fraca, com poucos mercados e lojas. Hospedagem Florianópolis tem hospedagem pra todos os gostos e bolsos, eu geralmente fico na casa de um amigo, mas já sei que vários hostels da ilha estão entre os melhores do Brasil. Minha dica é: pegue algum que seja bem localizado, assim você não depende de transporte, o que facilita bastante. Recomendo se hospedar na Lagoa da Conceição. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Florianópolis é sem dúvida uma das cidades mais bonitas do Brasil e definitivamente merece uma visita, gosto muito da cidade e estive por lá diversas vezes. Não deixe de ir caso esteja pela região.
  13. Esse relato é sobre uma das minhas cidades preferidas: a Ilha da Magia! Florianópolis, é um lugar maravilhoso, já fui diversas vezes pra lá, e sempre tem algo pra conhecer e uma trilha massa pra fazer. Vou contar um pouco sobre algumas trilhas que fiz por lá... Bom, fiquei no Campeche, que é uma região mais tranquila de Floripa, tem ainda um ar de interior. Fiquei no Floripa Surf Hostel, que é muito legal, tem muita área de interação e você sempre encontra uns perdidos do mundo haha. Fica bem pertinho da praia. Lá no Campeche em si: 1. Ilha do Campeche: um pedacinho de paraíso, água transparente!!!! Não tem onda quase, o mar é super tranquilo e lá você faz trilhas pra dentro da mata, até as inscrições rupestres. Do Campeche ou praia do Matadeiro você vai de barco até a Ilha, é cerca de 60 pila. 2. Parque da Lagoa do Peri: a lagoa em si já é legal, água doce onde dá pra ver um por do sol bem legal. A areia é bem fofa e dá pra caminhar em toda a extensão da lagoa. 2.1 Trilha Caminho da Gurita: te prepara pra 4 horas de trilha, ida e volta. A trilha em si é cansativa pois tem várias partes de raízes, pedras e a mata é bem fechada. No final você chega a uma cachoeira. 3. Trilha da Lagoinha do Leste: famosa, é uma trilha um pouco longa também, mas é muito bem estruturada. Já fiz ela várias vezes. Você chega na praia e lá também tem um lago que pra mim é divino. 4. Trilha dos Naufragados, é uma trilha muito massa também, o caminho é lindo e a maior parte é uma estradinha. Mas cuidado pra não se perder, alguns pontos não tem placas indicativas. No final você sobe um morro e pode ir até um Farol. Existem muitas mais trilhas pra fazer em Floripa. Só no Sul mesmo você pode se deslocar de bus e ir até bem perto de onde começam as trilhas.
  14. Ano novo, vida nova! É assim que geralmente iniciamos o ano. Um livro com 365 páginas novinhas em folha para escrevermos o que quisermos! Nós passamos a virada do ano na praia, em Florianópolis, com minha família (Maiza aqui, só para lembrar) e aproveitando que estávamos na praia decidimos buscar uma nova atividade, experimentar algo novo, algo que nunca tínhamos feito antes, foi então que encontramos o windsuf! Acompanhe nossa aventura no YouTube! Também conhecido como prancha à vela, é um esporte olímpico praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 2 e 5 metros de altura que depende da força do vento para planar sobre a água. Quando pesquisei sobre este esporte bem pouco conhecido por mim já de cara aprendi uma grande lição: não desista dos seus sonhos e se você acredita nele já é o suficiente! Não entendeu nada? Eu explico: o widsurf foi criado em 1960 pelo casal Darby, mas como a ideia não foi muito bem recebida, eles desistiram da invenção sem ao menos patentearem a ideia. Foi então que alguns anos mais tarde dois amigos, Hoyle Schweitzer (empresário e surfista) e Jim Drake (engenheiro e velejador), patentearam o equipamento e o batizaram de windsurf (entendeu agora?). Procuramos a escola de windsurf e kitesurf (foto abaixo) Windcenter, que oferece aulas para todos os níveis, do básico (ou nada, nada mesmo, assim como nós) ao avançado nas duas modalidades. Eu nunca havia subido em uma prancha de windsuf, mas eles possuem uma aula especial para quem não tem experiência nenhuma. É uma aula introdutória, com um pouquinho de teórico (10min) e muita prática! Confesso que achei que seria impossível ficar em pé e controlar aquela bichinho... O valor da aula (R$40) me chamou bastante atenção, afinal o valor da locação de uma prancha de stand up é quase isso! E ter a oportunidade de apreder com um profissional vale muito mais a pena! Antonio e eu fizemos a aula com outro casal, cada um tinha sua chance de colocar em prática os ensinamentos do instrutor. A minha primeira tentativa foi um desastre, é muito estranho entender o peso da vela e como lidar com seu corpo em cima da prancha, pensar onde pisar, quanto deixar seu corpo cair para trás, quando trocar as mãos de lugar, etc. Mas para minha felicidade na terceira (isso mesmo, na terceira!) tentativa em já estava em pé e no controle da vela, sendo levada pelo vento! Que sensação indescritível! E parecia tão rápido! Claro que nesta aula aprendi apenas a ir, e não sabia como voltar! Acho que isso já é conteúdo para a aula 2 Super indico esta experiência para todos, sem restrição de idade ou condicionamento físico, o instrutor irá te ensinar e apenas colocar em prática aquilo que estiver dentro dos seus limites. Que tal? Agradecemos a Windcenter por nos apoiar nessa atividade incrível! [email protected]! Onde Windcenter Escola de Wind e Kitesurf Lagoa da Conceição | Florianópolis | SC Preço: R$40 (aula inicial com duração aproximada de 1,5 horas) Siga-nos no: • Instagram • Facebook --------------------------------------------------------------------------------------------------------- Nosso blog: • https://www.calangosviajantes.com.br/
  15. Realizamos no periodo de 05 a 17 de Julho de 2015 a Volta completa da ilha de florianopolis a pé. Foram 12 dias e 251 quilometros. Somente a trilha entre ponta de canas e lagoinha que estava fechada, as outras estavam abertas. Em breve relato completo.
  16. Gente, alguém aqui já foi pra Floripa, dependendo só de ônibus?? Tô vendo muita gente falando sobre a dificuldade pra se locomover pela ilha, com transporte público. Queria saber de vocês também como foi.
  17. Hoje vou falar sobre a trip que fiz pelo Norte da ilha de Florianópolis: partimos de São José, e em cerca de uma hora chegamos na praia Brava. Na ida, passamos por um mirante e tivemos uma vista ampla da praia e de suas pontas, a esquerda temos a Ponta da Bota e a direita a Ponta das Feiticeiras, no mirante também é possível voar de Parapente com o pessoal da OVNI Escola de Parapente. O vôo custa em torno de R$ 250,00 e serve para quem tiver interesse, dinheiro e coragem haha. A praia é povoada por mtos condomínios na volta e é preciso ter cuidado, pois como o nome já diz, as ondas lá são bravas, por isso, também é a queridinha dos surfistas hehe. Segue fotos e uma frase maneira que tinha na placa da escola: "De a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar." (Dalai Lama) https://www.instagram.com/machado_leidiane/
  18. Viajamos um amigo e eu de 04 a 08/10/17. Chegamos em Florianópolis numa quarta à noite, e foi tranquilo pegar UBER do aeroporto para Lagoa da Conceição, região onde nos hospedamos. Ficamos hospedados no Aldeia Container, que recomendo (reservamos pelo Booking.com). Florianópolis, carinhosamente chamada de Floripa e também de Ilha da Magia, é uma capital com uma atmosfera de tranquilidade, rodeada de lindas praias e de mata Atlântica. Achei a cidade estruturada para o turismo e com povo receptivo. Fomos em baixa temporada, locais turísticos relativamente vazios (que prefiro), mas com todos os locais que conversamos falaram que a ilha enche bastante no verão, o que não é surpresa né, afinal sol, calor e as praias lindas de lá são uma combinação perfeita. Fizemos um roteiro bem tranquilo, aproveitando os três dias inteiros que teríamos na ilha. Abaixo o que fizemos em cada dia. Aldeia Container Gastos na chegada: - Passagem área BH-FL-BH – R$360,00 - UBER aeroporto – Lagoa da Conceição – R$15,75 - Jantar no Santi – R$ 23,00 - 04 diárias no Aldeia Container (quarto com duas camas de solteiro, banheiro, utensílios de cozinha, geladeira e fogão) – R$450,00 Quinta - Praia do Campeche e Praia da Joaquina. Saímos cedo, tomamos café na região da Lagoa mesmo, visitamos a Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição (estava fechada) e fomos caminhar na Av. das Rendeiras, depois de bater pernas pegamos um UBER para a praia do Campeche. O dia estava quente, porem com tempo nublado, então a praia não estava cheia. Lá tem estrutura com uns bares e restaurantes. Caminhamos pela areia e sentamos admirando a ilha do Campeche ao fundo (a ilha está distante da praia alguns quilômetros e há passeios de barco disponíveis para visitá-la, que não fizemos). Depois seguimos para a praia da Joaquina. Fomos de UBER do Campeche para Joaquina, chegamos e almoçamos por lá. Há vários barzinhos e restaurantes na chegada da praia, próximo ao estacionamento. Praia bem bonita, rodeada de dunas com areia branquinha, um lindo visual, com algumas rochas onde dá para sentar e só ficar comtemplando o mar (o tempo nublado não ajudou muito, mas faz parte). Voltamos a pé para a lagoa, passando pela AV. das Rendeiras e apreciando o visual. Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição Vista da Av. das Rendeiras Praia da Joaquina Dunas na praia da Joaquina Gastos do dia: - Café da manhã: R$ 20,90 - UBER entre Lagoa e Campeche: R$ 10,42 - UBER entre Campeche e Joaquina: R$ 14,24 - Almoço na praia da Joaquina: R$ 37,29 Jantar na pizzaria Federica: R$ 45,61 Sexta - Jurerê Internacional, Praia do Forte e Santo Antônio de Lisboa. Logo após tomar café em uma padaria na região da lagoa, pegamos UBER e partimos para Jurerê Internacional. Olhar a ostentação das mansões não era meu forte, fui mais por causa da praia, que é bonita, mas não tanto como as do dia anterior. O sol estava brilhando, calor então foi dia de tomar aquele banho de mar para repor as energias. Depois seguimos para de UBER para a praia do forte, onde caminhamos pela orla e depois visitei o Forte. Gostei da visita, a vista do forte é linda. Depois fomos para a chegada da praia, onde há bares e restaurantes e almoçamos. Daí seguimos para Santo Antônio de Lisboa, um bairro da cidade, mas que parece um vilarejo histórico, com suas casinhas coloridas, uma herança da colonização açoriana em Floripa. Não aproveitamos muito lá porque caiu um aguaceiro, eram 16h e já parecia noite. Então voltamos para o hotel. A noite parou de chover e demos uma caminhada na região da lagoa e jantamos na hamburgueria artesanal O Açougueiro. Depois do jantar visitamos o Mirante da Lagoa. Praia de Jurerê Internacional Praia de Jurerê Internacional Praia do Forte Praia do Forte Santo Antônio de Lisboa Mirante da Lagoa da Conceição Gastos do dia: - Café da manhã: R$13,50 - UBER Lagoa – Jurerê: R$ 18,60 - UBER Jurerê – praia do Forte: R$ 3,37 - Entrada no forte: R$ 8,00 a inteira. - Almoço na praia do Forte: R$37,40 - UBER praia do Forte – Santo Antônio de Lisboa: R$ 16,92 - Lanche no Café da Praça em Santo Antônio de Lisboa: R$ 14,80 - UBER Santo Antônio de Lisboa – Lagoa da Conceição: R$ 37,55 (tarifa dinâmica – estava caindo um temporal na ilha) - Jantar no O Açougueiro: R$ 48,95 Sábado Compras e Almoço no Mercado Público No Mercado Público de Florianópolis você encontra com peixarias, lojas com suvenires/artesanato e restaurantes com várias opções de pratos em um ambiente bem descontraído. Horário de funcionamento: As lojas ficam abertas de segunda a sexta-feira das 7h às 19h e aos sábados das 7h às 14h. Não abrem aos domingos. Já os bares, poderão funcionar em dias úteis até 22h e, nos fins de semana e feriados até às 17h. Depois de ir embora do mercado, que fecha cedo aos sábado fomos caminhar pelo centro e depois seguimos a pé pela na Av. Beira Mar curtindo a vista, até que começou a chover. Mercado Público Av. Beira Mar Gastos do dia - Café da manhã: R$15,00 - UBER Lagoa – Mercado Público: R$ 12,46 - Almoço e cervejinhas no mercado: R$ 57,86 - UBER Centro - Lagoa: R$ 12,65 - Jantar na pizzaria Federica: R$ 40,54 Domingo Saímos cedo para o aeroporto. Gastos do dia: UBER Lagoa – Aeroporto: R$13,87 - Café da manhã no aeroporto: R$11,00 Dicas Gerais • É bem tranquilo encontrar UBER em Floripa. Só pegamos uma tarifa dinâmica, para voltar de Santo Antônio de Lisboa para a Lagoa, por que começou a chover muito e o transito da ilha bagunçou. • Gostamos bastante de termos nos hospedados na região da Lagoa da Conceição com boas opções de barzinhos e restaurantes. • Não sentimos falta de segura na cidade, mas fica a dica para que vale para qualquer cidade no mundo: Ficar de olho aberto no entorno e evitar andar por lugares ermos, sobretudo a noite. • Gostamos do atendimento em todos os bares, restaurantes e dos motoristas de UBER que pegamos. Três dias não foram o suficiente para curtir toda a ilha de Florianópolis, mas essa primeira visita nos deixou com gosto de quero mais. Qualquer dúvida é só perguntar. Abraço, Júlio.
  19. Gostaria de saber quem já fez esse trajeto saindo do rio ou de sp, a volta que dia foi como foi pegou trânsito, em que lugares, quanto tempo
  20. Olá pessoal. Estou de férias e hj é meu último dia em Pântano do Sul em Florianópolis. Gostaria de dividir um pouco da experiência que tive aqui. Vamos lá... Pântano do sul é ao extremo Sul da ilha de Florianópolis, não é uma cidade, é formada por vários vilarejos, porém muito bem organizados e bonitos e sem falar o quanto são limpos. Fiquei hospedado em uma pousada na mata, isso mesmo, na mata, sem Tv e rádio, a única tecnologia disponível é o Wi-Fi, que não é dos melhores, a minha intenção foi se desconectar total, já que trabalho em SP na Av. Paulista. A pousada que estou é "Aruna Eco Spa". Muito aconchegante sem falar da beleza e uma vista maravilhosa. Tirando alguns pontos de praia que dá acesso por alguns vilarejos, tem várias trilhas que te levam à pontos de praias mais distantes e de maior beleza, vale a pena a caminhada, sem falar que tem cachoeiras em alguns pontos... Eu realmente aproveitei bem e consegui fotos ótimas, isso pq só tenho o celular... Para todos os pontos, não é cobrado nenhum valor, não existe guias turísticos, porém, o pessoal aqui é bem solidário e prestativo, ajudando e informando tudo sem nenhum problema. A região durante a semana é bem vazia, tanto que alguns comércios nem abre, mas durante o fds o movimento é intenso. A alimentação é barata e boa. Realmente mal tem gastos para se manter aqui. Com certeza o maior gasto vai ser a hospedagem. Para quem curte fazer trilhas, é um prato cheio, pois tem várias... Segue algumas fotos que fiz...
  21. Vou para Florianópolis em novembro, não sei se o serviço de UBER funciona na cidade.Se sim, valeria mais a pena alugar um carro ou se deslocar através do UBER ?
  22. Boa noite a todos. Ganhei um voucher para Balneario Camb para ser usado até outubro. Gostaria de saber se neste mês da para curtir uma praia por la? Estou na duvida se vendo ou vou,
  23. Boa noite a todos, gostaria de fazer meu primeiro mochilão para floripa, provavelmente em outubro, gostaria de me ajudassem com dicas de onde hospedar, lugares para conhecer, praias, cachoeiras ou trilhas. Sou de Piracicaba interior de SP e qual seria o meio de transporte que me recomendam, desde de já agradeço a ajuda de todos!!
  24. Amigos, Pretendo passar alguns dias em setembro em Florianópolis. Irei com meu marido. Ele gosta muito de praia e eu gosto de lugares históricos e paradisíacos. Ele gosta de gastar pouco, eu gosto de conhecer as coisas e dar seu devido valor. Gostaria de dicas de onde ficar em Floripa. Queremos conhecer o Beto Carreiro World, é viável? Pretendemos ficar do dia 11 a 19/09. É uma boa época para conhecer a ilha? Toda ajuda será bem-vinda! Aguardo retorno. Abraço!
  25. Quando ouvem falar em Floripa, a maioria das pessoas pensa em uma palavra: PRAIA! Até nós que moramos aqui às vezes pensamos isso… Afinal, uma cidade com mais de 40 praias merece ser lembrada por isso, não é mesmo? Maaaaas, não é só isso que a Ilha da Magia tem para oferecer. Aproveitamos o feriado de 1º de Maio para (re)visitar um lugar que talvez poucos conheçam, mas que agrega uma história e uma arquitetura singulares: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Veja por que você deveria incluí-la na sua passagem por Florianópolis: Para continuar lendo: http://filosofiadeviajante.com.br/2017/05/03/passeio-diferente-floripa-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/
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