Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Sul do Brasil - Curitiba / Florianópolis / Urubici / Imbituba - 10 dias


Posts Recomendados

  • Colaboradores

Fala galera! 

Faz um tempo que não posto nada aqui, nesse período de pandemia acabou não dando pra fazer muitos dos planos que tinha pra esse ano, mas realizei uma viagem rápida de 10 dias pro sul do Brasil recentemente e gostaria de compartilhar com vocês.

Gosto sempre de planejar minhas viagens por meio de planilhas, vou compartilhar abaixo o modelo que eu utilizo, fiquem a vontade para utilizar também.

Floripa - Outubro 2020.xlsx

Bom, nossa viagem partiu de Jaguariúna, interior de SP com primeiro destino a Curitiba. Posteriormente, Florianópolis, Urubici, Imbituba e retorno. Foram na verdade 9 dias e fizemos a viagem inteira de carro. O roteiro está abaixo:

Imagem1.thumb.png.bec7211b1f0cd139c67bdf4b7c7753f6.png

 

Eu vou fazer o relato de cada cidade nos comentários para não ficar muito extenso cada post.

Espero que gostem!

 

Link para o post
Compartilhar em outros sites

  • Colaboradores

Curitiba (PR) - 2 dias

Saindo de Jaguariúna pelo Rodoanel e depois a Regis Bittencourt, chegamos em Curitiba por volta das 16 horas. Como tínhamos poucos dias na cidade, queríamos ver os principais pontos. Nos hospedamos no Hotel Golden Star, um hotel bem antigo da cidade, que não possui estacionamento próprio (descobri isso no local, Booking sempre da um jeito de burlar isso), mas a localização era muito boa.

A noite desse dia fomos para o Hard Rock Café (ai vai de gosto, mas eu como um apaixonado por Rock e pelo bar, gosto de ir sempre que passo em uma cidade que tem). Aqui sem muitos comentários, é um lugar muito bom para comer e beber. No dia seguinte, fechamos um passeio de trem que dizem ser um dos mais bonitos do mundo, que faz a travessia de Curitiba até Paranaguá (Na verdade eles pararam de fazer recentemente essa travessia completa, agora o trem para de Morretes e depois você pode pegar uma van até Anotonina, regressando de van pela BR para Curitiba). O passeio até Morretes leva em torno de 4 horas e passa por dentro da vegetação bem extensa de Curitiba, assim como do Sul do Brasil. Fechamos o passeio pela https://serraverdeexpress.com.br/, ficou R$ 310 por pessoa incluindo: transfer do hotel até a rodoviária, ida até Morretes, almoço tradicional (Barreado - muito bom diga-se de passagem), translado até Antonina e retorno ao hotel. 

DSC_0038.thumb.jpg.0c77bf537944f6319bdac3afc8393f93.jpg

DSC_0060.thumb.jpg.599333e06869c0112b7aaf57946588d4.jpg

DSC_0055.thumb.jpg.246e69e20b9fda234802788fe7aa72d1.jpg

Voltamos para o hotel próximo das 17 horas, exaustos. A noite, fomos a um restaurante chamado Taj Bar, um dos mais "consagrados" de Curitiba (recebeu título de melhor restaurante/bar por muitos anos consecutivos). Não é tão caro e come-se muuuuuuuitooo bem! Recomendo.

No próximo dia iriamos para Florianópolis, mas aproveitamos a manhã para conhecer alguns pontos turísticos principais da cidade, como o Jardim Botânico, Parque Tanguá e a Ópera de Arame. Dá pra fazer todos em uma manhã tranquilamente.

DSC_0095.thumb.jpg.73f7bf9da10f5ebf4cdcac33a0c17c4c.jpgDSC_0102.thumb.jpg.44ad0be5a910d6465a299515a3e7ae72.jpg

Após isso, partimos para Florianópolis para os próximos 3 dias de viagem.

 

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

Florianópolis (SC) - 3 dias

Saindo de Curitiba fomos em direção à Florianópolis, onde ficamos hospedados na região de Canasvieiras (Norte da Ilha - diga-se de passagem, achamos a melhor região para se hospedar). O Sul do Brasil é um lugar meio peculiar, lá é famoso dizer que você pode viver as 4 estações do ano em um único dia, pois o clima muda muito. Mas por sorte, pegamos os 3 dias de muito sol por lá. Ficamos hospedados no Hotel Roberto Monteiro (Muito boa localização, na beira da praia - Hotel ok). Para o primeiro dia, resolvemos fazer um tour pela cidade passando pelas principais praias e atrações e fizemos o seguinte: Praia Mole - Praia da Joaquina - Jurerê Internacional e retorno. Foi um tanto quanto cansativo, mas deu para conhecer um pouco de todos os lugares. Um ponto aqui de um lugar que deixou MUITO a desejar foi Jurerê, não pelo lugar em si, mas pelo pessoal que está frequentando aquela região.. parece que já foi muito bom, mas não recomendo..

No segundo dia, resolvemos aproveitar mais a praia que ficava na frente do hotel. É uma praia bem tranquila, e até que tinha bastante gente, mas o pessoal estava bem afastado um dos outros.. parecia também ser mais família.. A noite, fomos jantar em um restaurante argentino de carnes chamado La Parrilla de Carlitos, onde você pode encontrar carnes muitos boas com chopp argentino maravilhoso. É muito comum encontrar estrangeiros morando em Florianópolis (tanto uruguaios quanto argentinos). Outro restaurante que acabamos indo no dia seguinte para jantar foi o Marisqueira Sintra (um dos melhores da viagem), restaurante português para comer peixes, frutos do mar e tomar um bom vinho. Não esqueçam do famoso Pastel de Belém feito na casa, divino. 

Essa foi basicamente nossa estadia em Florianópolis.. eu já havia estado lá há uns anos atrás e eu me lembrava de uma cidade muito "melhor". Ela deixou a desejar, pode ser que meus gostos tenham mudado também.. quem sabe. O melhor destino ainda estava por vir.

Próximo parada: Urubici - SC

PS: Acabamos não tirando tantas fotos em Floripa, desculpe =P

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

Urubici (SC) - 2 dias

Saindo do litoral, nosso destino estava há um pouco mais de 2 horas para o centro do estado. Com paisagens de filme, cheio de verde e FRIOOO. Confesso que não havia pesquisado muito sobre a cidade antes da viagem, pois o motivo de ir até lá será especificado mais abaixo, MAS, foi uma das melhores cidades da viagem. Muito muito aconchegante, com cara de cidade de interior. Foi engraçado sair do sol da praia para o frio das montanhas, vivemos mais ainda aquela sensação das 4 estações. Enfim, a estrada até lá é muito boa, bem sinalizada, mas passam muitos caminhões, então requer uma certa atenção, mesmo porque, em diversos pontos, a estrada deixa de ser pista dupla. Pessoal costuma viajar bastante de moto por lá também (quem sabe em uma próxima viagem? =])

Nosso primeiro destino, antes mesmo de ir para o hotel, foi o Morro do Campestre. Para chegar lá é um acesso muito próximo da cidade, mas pega bastante estrada de terra.. o local é particular e custa 15 reais por pessoa para subir até o topo do morro. Mas até lá, é tudo asfaltado e da pra chegar de carro. Lugar com uma paisagem surpreendente, vale a pena conhecer! 

DSC_0138.thumb.jpg.72ea6e80141e8a23e46af2d6581aa84e.jpgDSC_0187.thumb.jpg.2f06081e586c9b2e2f42a2d42b326d5b.jpg

 

Depois, fomos para o hotel (chalé), ficamos hospedados no Café e Cabanas Lenha no Fogo. Recomendo muitooo.. lugar muito aconchegante, com chalés individuais e um café da manhã colonial magnífico. Fica um pouco afastado do centro da cidade (em torno de uns 6km). A noite nesse dia, fomos jantar em um restaurante italiano da cidade (diga-se de passagem, a cidade tem MUITOS restaurantes bons). Esse também entrou para um dos melhores da viagem, Semola Restaurante. 

No próximo dia (CHEGOU O GRANDE DIA!!), o destino principal da viagem havia chegado. O tão esperado Salto do Pêndulo na Cascata do Avencal. Há um tempo eu já estava batutando a ideia de fazer essa viagem com intuito de fazer esse salto, e foi dessa vez que aconteceu! Mas vamos por partes, porque o salto foi só a tarde. De manhã nesse dia, fomos a famosa Serra do Corvo Branco que é uma das serras mais famosas pelos amantes de moto (e de adrenalina). Infelizmente estava com muita neblina e tempo meio chuvoso, não deu pra ver muita coisa, mas deu para sentir! Parte da serra é em terra e parte asfaltada e ela vai até uma outra cidade..

G0032067.thumb.jpg.27baa10e074e7cc8777fb468100898e3.jpg

Voltando para a cidade, almoçamos pelo centro e fomos para a Cascata do Avencal (bem próximo também da cidade e de fácil acesso). O pulo tem que ser comprado com antecedência no site da NaturalExtremo, ou se você for um dos sortudos, pode encontrar algum desistente e comprar o lugar dele (isso aconteceu de verdade, rs). Enfim, eu já havia pulado de paraquedas e também de buguee jump (em um dos maiores do mundo, na África do Sul), mas essa experiência nunca passa despercebida e também não posso dizer qual foi melhor, todos foram surpreendentes e têm suas diferenças. Bom, pessoal muito bem preparado e os preparativos e o local é muito seguro para realizar o pulo.. podem ir sem medo (ou não). A sensação é muito louca e, de fato, #sóquempulasabe.

549823891_DSC_0196(1).thumb.jpg.6196b3c1b2138e74763677ca3ee54c7d.jpg647495033_SaltodePndulo-14-36-MarcoAurlioVersori-@mversori-_PB_8755.thumb.jpg.04726da79cb35c26f8790748cac42d8a.jpg126142463_SaltodePndulo-14-36-MarcoAurlioVersori-@mversori-IMG_4833.thumb.jpg.b79c82cf41654045b5c197d39b76354d.jpg

Depois disso, estávamos exaustos.. assim como os outros saltos, te desperta uma adrenalina que não abaixa tão fácil, mas quando abaixa, te desmonta. Voltando para o hotel e recarregar as energias para o último destino, Imbituba.

  • Gostei! 2
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

Imbituba (SC) - 2 dias

Para o último destino na viagem, fomos a Imbituba, uma cidade praieira conhecida pelas belíssimas praias, como a Praia do Rosa. Nosso destino estava um tanto distante, pois passaríamos pela famosa Serra do Rio do Rastro, que é considerada uma das mais belíssimas serras do Brasil.. pessoal costuma fazer esse trajeto de moto e em grupo. Antes de chegar a serra, passamos por uma cidadezinha próxima a Urubici, chamada São Joaquim. A cidade é bem simples, assim como Urubici, mas é muito conhecida por seus invernos e pela neve 😲😲. Então, nessa época do ano, muitos turistas pela cidade.. ah! É uma região conhecida também por ser exportadora de maçãs. Algo que esqueci de mencionar, e que vale para todo o Sul, são as árvores Araucárias. Esse tipo de árvore só vive em ambientes elevados e frios.. tanto que um dos períodos econômicos do Paraná é conhecido pelo comércio das Araucárias.. hoje isso é proibido por lei.

Enfim, após sairmos de São Joaquim, mais alguns quilómetros e chegamos na tão esperada Serra do Rio do Rastro.. no topo dela, antes da descida, existe um mirante (que é tipo uma vilazinha, com restaurantes, mercadinhos, etc.), onde da pra ver toda a serra.. infelizmente estava um tanto nublado, mas o suficiente para conseguirmos ver praticamente toda serra lá de cima.. a vista é sensacional.. 

G0122165.thumb.jpg.9a065c18d81999a01f0a920858bb2449.jpg

Como era Domingo, a serra estava fechada por um período, então tivemos que esperar até liberarem.. o ruim foi que como ficou muito lotado com carros e motos, a descida não foi tão legal quanto esperávamos.. e acabou demorando muito para fazer a travessia também. Fiz um vídeo da descida de carro, quando editar eu posto aqui..

Após mais algumas horas de viagem, chegamos a Imbituba, estava chovendo e fazendo um pouco de frio.. ficamos hospedados no Silvestre Praia Hotel, um hotel bem aconchegante, próximo da praia.. acho que foi um dos melhores da viagem.. café da manhã muito bom! A noite nesse dia, fomos jantar no que eu considero o melhor restaurante da viagem (Ainda sonho com o hamburguer de lá.. melhor que já comi na vida!), Atlantix Bar e Restaurante.. juro, próxima vez que for para o sul, passo lá só pra comer novamente.. rs. 

No outro dia de manhã, queríamos conhecer a famosa Praia do Rosa, que fica em uma cidade próxima a Imbituba, cerca de uns 20km. Chegando lá, o acesso é meio ruim pois é uma estrada de terra única e estava muito (MUITO) cheia.. esperávamos que por conta da pandemia estivesse menos, mas não.. O que não impossibilitou de conhecer a praia.. mesmo porque, tinham policiais que estavam barrando entrar com qualquer coisa na praia (cooler, sacolas, guarda-sol, etc.). Mas o lugar em si pré-praia é muito legal, cheio de hotéis, restaurantes, lojas, etc.. quem sabe numa próxima.

Resolvemos voltar a Imbituba na praia do hotel para curtir nosso último dia.. e não foi diferente, o céu estava aberto e ensolarado.. a praia é bem tranquila, extensa e bom pouca gente.. e a água, gelaaaaaadaaaa... 🥶😍. De volta ao hotel, decidimos novamente jantar no mesmo lugar do dia anterior e nem preciso explicar o motivo, rs.

E chegou o dia de retornar à vida real.. a volta foi muito cansativa.. levamos cerca de 14 horas para retornar.. pegamos um trânsito infernal na subida do Rodoanel.. mas enfim, perrengues da viagem, o que não anula todo o tempo e lugares magníficos que passamos no Sul do Brasil.. Nosso país possui uma beleza natural infinita, mas pouco desbravado na minha opinião.. acho que o pessoal deveria dar mais atenção para o que temos aqui.. essa beleza natural não é vista em nenhum outro lugar do mundo.. Aproveitem o Brasil! 

Até a próxima viagem! 👊

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores
22 minutos atrás, FCRO disse:

Fiz o salto de pendulo no feriado de 12 de outubro

SENSACIONAL!!!!

 

Top demais né?!

Único foda é que achei que tivesse ficado estéril.. mas não aconteceu, hahaha.

Abraços! 

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

Cara, tou com viagem marcada pra SC em março...embora meu "pré-roteiro" no estado já esteja montadinho (na verdade vou mais na tranquilidade andando para lá e para cá em algumas cidades na minha estadia de 16 dias no estado), eu desconhecia o salto...Muito boa essa experiência, e já está fazendo eu rever as opções do que fazer. Amazonense como sou, rola uma inveja branca de quem mora em um lugar "interligado" assim que te permite ir por estrada a vários estados de uma só vez.

Parabéns pelo relato de forma geral :) 

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores
5 minutos atrás, StanlleySantos disse:

Cara, tou com viagem marcada pra SC em março...embora meu "pré-roteiro" no estado já esteja montadinho (na verdade vou mais na tranquilidade andando para lá e para cá em algumas cidades na minha estadia de 16 dias no estado), eu desconhecia o salto...Muito boa essa experiência, e já está fazendo eu rever as opções do que fazer.

Parabéns pelo relato de forma geral :)  Amazonense como sou, rola uma inveja branca de quem mora em um lugar "interligado" assim que te permite ir por estrada a vários estados de uma só vez.

Fala @StanlleySantos!

Cara, se rolar de você ir pra lá, vá! Mesmo que não conseguir ir pelo salto, a cidade e aquela região em si é demais! Vale a pena conferir. Realmente você está meio longe desses destinos, mas não deixa nada a desejar por ai! Ainda quero conhecer algum dia.

Boa viagem man! Abraço.

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Colaboradores

Valeu pelas dicas sobre a região @Marco_AV. Na vdd vou ficar mais pelo litoral e ver um pouquinho do vale europeu, mas vou reconsiderar (na vdd diria que o estado inteiro tem coisas para ver e fazer, e sempre vai faltar algo, não?).

Uma dúvida que surgiu agora, já que vc fez o trem Curitiba-Paranaguá, chegou a ver mochileiros no caminho? Volta e meia vejo fotos no insta de quem faz alguns trechos da ferrovia a pé (tomando cuidado com os horários do trem, claro), só que não sei se a travessia é viável de ser feita (estilo ferrovia do trigo em RS). tem alguma info sobre a ferrovia, mas indo a pé? Pretendo mochilar no Paraná após SC, e esse trecho é obrigatório para o visitante.

De fato, aqui no norte tem muita coisa legal para se ver, e é uma coisa totalmente diferente do que vemos no sul, apesar de que a gente sofre um bocado com a precariedade das estradas e o isolamento por aqui. Mas espero também que tenha a oportunidade de nos visitar. Bons ventos!

  • Gostei! 1
Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Costurando
      Nossa aventura começa ao acaso, não que nunca planejássemos percorrer a Serra Geral Catarinense, mas não estava nos planos de 2020. No entanto, uma tal de pandemia resolveu estancar nosso planejamento, e aos 45 do segundo tempo conversando com um amigo de Tubarão resolvemos seguir para essa região pouco frequentada.
      De início achei que não conseguiria, o primeiro contato com o pessoal da região assustou, uma agência enviou um orçamento de rei, junto de uma ameaça; argumentava ser a única a ter acesso à região, de outra forma eu nem deveria tentar ir. Passado o susto, conversei novamente com meu amigo que me disse ser possível fazer sem agência sim. Então comecei a garimpar. Acabei encontrando o relato aqui no mochileiros do Marlon procurei ele, que foi baita parceiro e me passou contatos dos donos da fazendas e dicas da região.
      Fim de agosto e lá fomos nós, eu e a Bruna. Como não consegui autorização com uma das propriedades (que fica em um ramal da travessia), e também não consegui mais companhia resolvemos inovar e fazer um circuito na região saindo do Cânion Espraiado indo até o Lageado e retornando ao ponto de partida. Pagamos pelas autorizações R$ 200,00 em duas pessoas para permanecer nas terras 3 dias. Negociamos no Espraiado estacionar lá durante a travessia, sem custo. Se hospedaríamos lá por 2 noites depois.
       
      O Tempo Fechou
      Saímos no dia 29/08 às 08:00 da manhã, dia limpo, coisa linda. Logo de início a subida é pesada, e para piorar a trilha é em meio a pedras de todos os tamanhos até a Montanha do Infinito. Lá de cima dava para avistar no horizonte os Campos reluzentes a alguma milhas de distância. Mal conseguíamos esperar ansiosos por caminhar naquelas banda sob um céu limpo e noite estrelada.


      Os primeiros  6 km foram tranquilos, em meio a mata de araucárias, por uma trilha (estrada antiga abandonada), basicamente um declive. Nesse trecho a única dificuldade são as pedras soltas e os vários canais de água e lagos onde os búfalos (existem muitos na região) tomam seus banhos. Avistamos duas cachoeiras distantes em meio a mata, até aí acreditamos que iríamos passar nelas. No entanto me contaram que algumas dessas provavelmente nunca ninguém foi até lá (eu filmei uma com o drone na volta, corre no youtube que tem lá).

      Depois do km 6 a coisa complica, subidas longas com pedras soltas, um descuido e o tornozelo já era. Em vários trechos a trilha some e se confunde com carreiros dos búfalos, fácil se perder e parar nos perais dos cânions. Depois dos 10 km a trilha bifurca para a Grande Cachoeira do Canoas e Casa Azul. Seguimos para a cachoeira. A trilha some em meio ao banhado e as vassouras (vegetação baixa e de muitos galhos). Adentramos um trecho de mata com muitas araucárias, trecho em que encontramos os proprietários das terras montados em cavalos e acompanhados por cães enormes. Eles ainda insistiram que passássemos no rancho para um café, porém nosso tempo não permitiu.


      A essa altura o tempo já fechara, a viração tomava conta. Tivemos dificuldade para achar a cachoeira, houve um incêndio recente ali, e a trilha havia desaparecido por completo, só restara as vassouras e com a viração não dava para ver o horizonte. Na primeira investida fomos surpreendidos por um perau de uns 400 m, ouvindo a queda tentamos progredir pela borda, mas a mata se fechou deixando a situação arriscada. De volta nas vassouras demos mais uma investida e poucos metros a frente se abriu um campo baixo e pudemos avistar a queda superior. A queda maior só avistamos de relance, como a hora já havia adiantado, e o tempo pegando escolhemos não se arriscar muito nas bordas do cânion.

      Retomamos a caminhada, consultando o mapa a cada 30 min. 2 km e saímos nos campos, a caminhada ficou mais fácil. Até a Casa Azul abandonada é possível identificar a estrada antiga. O lugar é mágico, cercas de taipa, o Canoas, a cabanha, o cemitério, e aquele cenário todo coberto pela névoa, de tirar o fôlego e insinuar miragens. Descemos e acampamos do lado do rio. Como o fogo passara por ali também, não foi difícil achar um descampado para dormir. Apagamos fácil depois dos 22 km, e a noite gelada e úmida num breu total envolvida pela neblina.

      No dia 2 começamos cedo, às 06:15 já estávamos encharcados em meio a vegetação rasteira. Com alguma dificuldade chegamos às bordas da Serra, a visibilidade variava entre 100 e 50 metros. Mesmo perante as condições climáticas que encontramos a imponência dos cânions impressiona e assusta, com uma visibilidade ruim dessas seria um terror acabar ladeira abaixo.


      Seguimos pelo vale da nascente do Canoas. Alguns quilômetros à frente estávamos novamente nas partes altas, contornamos o Morro do Campo dos Padres e descemos para a Cachoeira do Rio Campo Novo onde paramos. Devido as péssimas condições do clima (a visibilidade agora não chegava a 30 m) e o horário já adiantado, resolvemos esconder as cargueiras e seguir até o Morro da Bela Vista do Guizhoni (1804 m) o terceiro mais alto do Estado, retornando sem ir até o Lageado. Subir o Bela Vista não foi fácil, cerca de 2 km, parte em uma carrasqueira de pedras e a outra em meio ao charco dentro da mata nebular, sem trilha demarcada, foi um banho por completo, nem a roupa impermeável deu conta. Atingimos o pico, idos meio-dia. E o clima só piorava, uma pena, não conseguimos ver nada. Retornamos sob as mesmas condições, a única diferença foi que durante a descida houve um relapso no tempo e pudemos enxergar o horizonte, foi incrível.



      De volta nas cargueiras, retomamos a marcha para o Morro da Boa Vista (1824 m, o mais alto do Estado e o terceiro do Sul do Brasil). A volta até a Bifurcação perto do Morro do Campo dos Padres foi mais tranquilo, já conhecíamos o traçado, o que facilitou bastante. Afinal, nesse dia foi ainda pior a navegação. A trilha não é definida, existem muitos caminhos de vaca e muita variação do relevo, como não dava para ver na cortina de névoa seguimos o relevo, nas vezes que tentei seguir por trilhos quando consultava o mapa já havíamos saído consideravelmente da rota. De início tentei me referenciar durante as curtas aberturas entre as nuvens, mas logo percebi que aquela oscilação mudava a paisagem e nós acabávamos seguindo pontos de referência distintos (muito parecidos), o que nos levava a se perder.

      Depois de passar por um longo campo de turfas chegamos de volta à bifurcação. Largamos as mochilas e atacamos o Morro do Campo dos Padres, subimos rapidinho, e quando olho no mapa, puts, errei. Viro pro lado e com atenção percebo uma sombra medonha em meio ao branco da viração. Se jogamos, a subida é hard, um paredão 60º forrado de gramíneas, uma subida engatinhando, o mais incrível é que só víamos o paredão mal enxergamos um o outro. 30 minutos e uns 400 m percorridos com elevação de 300 m, chegamos no céu, kkkkkk. Mal víamos os arbustos do entorno, mas estávamos lá,  o mapa confere dessa vez.

      Descemos ladeira abaixo, literalmente. E partimos para o Boa Vista, pela carta de navegação, caminhamos por uma crista (meio larga) cerca de 1 h e 30 min, sempre que chegávamos no pé de algum cume ficávamos animados por ter chego. Ao consultar o mapa, era falso. Foram 3 falsos cumes e meio a visibilidade negativa, isso acabou com a graça da chegada. Depois de subir o verdadeiro levamos uns minutos conferindo a carta para comemorar com certeza a chegada.
      Montamos acampamento no cume sob um vento de 60 km/h, parecia que a barraca iria decolar. Entocados na barraca, dormimos igual pedra (foram mais 21 km nesse dia). Passou a noite ventando forte e tomado pela neblina, esta amanheceu implacável (de novo, hshs) no dia 3.

      Levantamos acampamento e seguimos pelo sul do Morro para o vale do Canoas. Em meio dos charcos e turfas. Passamos por muitos córregos e em um dos vários cânions que se formam por ali encontramos três cachoeiras vizinhas. Saímos novamente na trilha dos índios, margeando a borda da Serra Geral. Mais uma vez não vimos nada.


      Cortamos o Campo dos Padres tomando a trilha por trás da casa azul. De início foi fácil segui-la. Mas não demorou muito até se perdermos e passar 40 min caminhando nos caminhos de búfalos das encostas até avistar lá embaixo um pedaço da antiga trilha. Descemos aliviados, os pés ardiam, A Bruna com bolhas arrastando-se. Paramos para almoçar e furar as bolhas, só assim para continuar.


      Estávamos novamente na trilha demarcada e o tempo abrira, víamos as araucárias imponentes ao nosso lado e no horizonte por vezes vimos a silhueta da montanha infinita. Seguimos, carrasqueira a frente. Eram já 18:00 quando pisamos na estrada que leva ao Rancho do Cânion Espraiado. Chegamos no rancho exaustos, molhados e com um vento de mudar cavalo de invernada. Não fosse a hospitalidade do pessoal do Espraiado, deixar acamparmos dentro do celeiro, teríamos uma noite conturbada. Durante a madrugada as rajadas davam a impressão de que o próprio celeiro iria tombar. Agora que estávamos de volta, no dia 4 amanheceu limpo e pudemos aproveitar as vistas do Cânion Espraiado (fica para o próximo relato).




    • Por Gleiseane Martins
      Tirei férias na pandemia, em setembro 2020 e resolvi viajar depois de muito pensar, estava decidido que compraria um pacote de viagem, pela primeira vez na vida 🤩iria viajar com um pacote de viagem...na minha cabeça era mais seguro ter tudo cronometrado e com alguém se preocupando comigo. o valor de 7 dias de hospedagem, passagem ida e volta de avião do Rio de janeiro a Navegantes, dois dias do Parque Beto Careiro mais transfer por R$1700,00.
      Embarquei no dia 15/09 no Rio de janeiro e cheguei em Balneário de Camboriú de tarde, estava nublado mais dei uma volta na orla de bicicleta R$10,00 a hora.🚴‍♀️ Fui ao mercado para comprar água e algumas besteiras para jantar à noite R$25,40. Na quarta feira o transfer foi me buscar para ir ao Parque Beto Carreiro, mas antes comi como não houvesse amanhã no café da manhã para não precisar almoçar no Parque e só comer quando chegasse no hotel... eu tenho essa tática para economizar na alimentação, isso funciona pelo menos pra mim. O Parque estava super seguro higienização em tudo e o tempo todo, as filas eram mínimas e ainda para adiantar tinha uma fila virtual pelo aplicativo do Parque, aproveitei o dia inteiro, voltei para o hotel morta e só fiz foi dormir. Na quinta feira meu segundo dia de Parque estava chovendo e por conta da pandemia muitas coisas do Parque não estavam funcionando, então as 15h já não tinha mais nada para fazer, comi uns pasteis com refri R$21,00, na volta o guia ofereceu o passeio para Florianópolis o city tour fechei no valor de R$85,00, também fechei o city tour para Blumenau e Pomerode por R$89,00, esse último foi uma furada, porque eu não curto comprar em viagens e por conta da pandemia os museus estavam fechados e foi mais um city tour de compras do que um city tour cultural, o que achei que seria, resultado R$90,00 de presente 😮🎁, no almoço em Blumenau provei a cerveja alemã, o primeiro chop é de graça, o buffet livre R$35,00, com comida alemã (não provei) e sobremesa a vontade. Retornei para o hotel já quase 21h, descansar para o city tour de sábado.
      Sábado de sol, foi o dia de conhecer Floripa a capital de Santa Catarina, primeira parada no centro histórico, mercado municipal, segunda parada Ponte Hercílio Luz e terceira e última parada na Praia de Joaquina (almoço R$50,00). Fiz uma amizade com uma turista alagoana, tiramos muitas fotos e curtimos a praia, voltamos para o hotel, fui dar um mergulho na piscina com minha amiga alagoana, mas não consegui ficar muito tempo, por ficar pensando que a piscina seria um lugar de transmissão do vírus...🏊‍♂️
      Domingo dia de bater perna como todo mochileiro gosta, sem ninguém te controlando só você rsrsrs pelo menos eu acho que é assim, depois do café da manhã, fui andando até o Oceanic Aquarium (R$40,00), Ponte da Barra sul, Parque Unipraia (R$39,00), Praia das Laranjeiras e orla da Barra sul. Jantei uma sopa com uma taça de sorvete de sobremesa R$30,00. Dei uma volta na orla de noite e fui de cama. Mesmo estando viajando eu estava em constante vigilância por conta do vírus então não me permitia ficar em aglomerações.
      Segunda último dia de passeio, fui bater perna pelo lado Norte, Deck do lado Norte, Prainhas, Morro do Careca (lugar que soltam de parapente e asa delta) terminei o passeio em Itajaí na Praia Brava. Voltei para o hotel, jantei no BK R$25,00 e na terça, dia de retorno, ainda dei uma volta na praia na parte da manhã com a amiga alagoana e retornei para o Rio de Janeiro.
       
    • Por Eltonvds
      falaaa galera boa noite, alguém sabe como está a situação de carona nesde cenário?
      tá tendo mais dificuldade ?
      está normal ?
      ou piorou que estava difícil ?
    • Por Malubackpacker
      Olá estou realizando uma pesquisa para elaboração do meu tcc sobre mochileiros. São apenas 18 perguntas! Acessando o LINK você vai direto ao questionário para responder. Agradecemos muito sua contribuição em nosso projeto. No brasil não há um número alto de dados bibliográficos sobre esse segmento de viagem! Por favor ajude a nossa pesquisa a ter um alcance maior :)) ❤️ 
      https://forms.gle/A6BcC1EaFwawKN9A8
       
    • Por Duda Klaus
      Ano passado fui para Manaus, passei 3 dias na selva amazônica e depois aluguei um carro e fui até Presidente Figueiredo. Foi uma das melhores viagens que fiz na vida!
      Foi no início de julho, ou seja, período de cheia.
      Fiquei hospedada no Local Hostel e gostei bastante. A localização é excelente e eu acho que aquela área do largo de São Sebastião (onde fica o Teatro Amazonas) é a melhor para se hospedar. No primeiro dia em Manaus fui conhecer o famoso Tambaqui de Banda, no restaurante de mesmo nome, que fica no Largo de São Sebastião. No dia seguinte fui com a Iguana Tour fazer o passeio na selva, que durou 3 dias e duas noites. Ficamos hospedados no Juma Lake Inn na primeira noite e, na segunda noite, montamos um acampamento no meio da mata. Os passeios durante esses 3 dias incluiam: focagem de jacarés, acordar cedo para ver o nascer do sol, passeio pela mata, visita à casa de caboclos...tudo isso acompanhados de um guia que explicava tudo. Foi perfeito! Ah, e detalhe: lá não pega internet. Ótima opção para se desligar do mundo. Fiquei em um quarto compartilhado, mas há a opção de ficar em quartos privativos com banheiro. O passeio todo com todas as refeições ficou por R$600.
      Chegando em Manaus, dei uma volta pelo centro e conheci o Mercado Adolpho Lisboa e o porto. Fui até o MUSA e achei bem legal, o interessante é que muita coisa do que eu vi ali, vi enquanto estava na mata, mas valeu a pena.
      Fiz essa viagem com uma amiga e conhecemos mais duas mulheres massa e nós 4 alugamos um carro para irmos à Presidente Figueiredo. Ficamos no Local Hostel Figueiredo. Nos programamos para ficar uma noite e dis dias completos, mas se arrependimento matasse...era para termos ficado pelo menos uns 4 dias! Fomos na Gruta da Judeia e Caverna Refúgio do Maroaga (obrigatório contratar um guia, na entrada do local, pelo valor de R$100 para até 4 pessoas)- imperdível!. Na Lagoa Azul (foi legal), cachoeira Asframa (muito cheia de gente por ser de fácil acesso, então há uma grande concentração de famílias com crianças, então passamos pouco tempo). Fomos na cachoeira de Iracema (muito legal e com áreas profundas para mergulho) e seguimos por uma trilha até a cachoeira das Araras (linda também!). Fomos também no que chegou a ser a minha cachoeira preferida...a do Santuário (surreal a energia do lugar!). Adicionaria mais um dia para a Cachoeira da Neblina (que fiquei triste por não ter dado tempo de ir. São horas de trilhas e, segundo os locais, é a mais bonita da região. Fica para a próxima!) e mais outro para conhecer outras 2. Opções não faltam!

      Voltando para Manaus, fiz a visita guiada no Teatro Amazonas e achei muito interessante. Na primeira noite já tinha entrado nele, pois fui assistir à uma peça (a maioria das atrações são gratuitas. Consulte a programação antes!) .
      Fui até o porto de Manaus e consegui um Day Tour, só eu e minha amiga, por R$150 cada (R$300 total). As agências de turismo cobram R$200-R$250 por pessoa. O barqueiro recebeu R$150 e o cara que fechamos ficou com a outra metade. Ou seja, dá pra entrar no porto, pagar a taxa de entrada, de R$5, e negociar diretamente com o barqueiro lá. Obviamente, você não vai ter uma agência de turismo por trás, então é por sua conta e risco. Tivemos a vantagem de irmos para onde queríamos ir. Achei a ida à tribo indígena uma coisa meio que "feita para turista". Achei interessante o fato de muitos indígenas não falarem português e utilizarem idiomas próprios. Nadei com os botos, mas atenção: existem dois lugares que fazem esse mergulho com os botos. Um fica mais distante do porto  e é certo que os botos aparecerão. O outro lugar fica perto do porto e nem sempre aparecem. Fomos para esse segundo e demos sorte! Fomos também em uma casa de uma família que tem um bicho preguiça e sempre foi meu sonho segurar um. Achei estranho quando perguntei onde ele ficava e a mulher disse que ele ficava solto, aí quando eu perguntei mais informações ela mudou de assunto e fez como se não entendesse...fiquei pensando depois que ele deve ficar preso. Triste demais isso e fiquei com peso na consciência de ter, de certa forma, colaborado com isso. 
      No último dia em Manaus fui com a galera do Hostel para Ponta Negra. Fomos até a Marina do Davi e pegamos um barco para um flutuante muito legal. Foi uma bela de uma despedida ver o por do sol no rio, tomando umas cervejas com uma galera massa!

      No final, ficou assim:
      dia 01 - chegada em Manaus
      dia 02 - Passeio na Selva 
      dia 03 - Passeio na Selva 
      dia 04 - Passeio na Selva  e retorno à Manaus 
      dia 05 - Dia em Manaus 
      dia 06 - Presidente Figueiredo 
      dia 07 - Presidente Figueiredo e volta para Manaus 
      dia 08 - Manaus 
      dia 09 - Manaus 
      dia 10 - volta pra casa
       
      Bom, é isso! A viagem foi feita em Julho de 2019 e gastei algo em torno de R$1500, para passar 10 dias, com hospedagem, alimentação, transporte e passeios. 
      Se quiserem ver fotos e vídeos, mostrando detalhadamente cada coisa, vejam lá o destaque "Amazonas" no meu instagram: @dudaklaus
×
×
  • Criar Novo...